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Home Economia

Kevin Warsh no Fed: Escolha de Trump Traz Volatilidade, mas Pode Favorecer Brasil

por Álvaro Lima - Repórter de Economia
30/01/2026
em Economia, Destaque, Mundo, News
Kevin Warsh No Fed: Escolha De Trump Traz Volatilidade, Mas Pode Favorecer Brasil - Gazeta Mercantil

Kevin Warsh no Radar: Como a Escolha de Trump para o Fed Impacta o Dólar, o Ibovespa e o Futuro dos Emergentes

O mercado financeiro global amanheceu nesta sexta-feira (30) sob o signo da cautela e do reajuste de expectativas. A confirmação de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicou Kevin Warsh para substituir Jerome Powell no comando do Federal Reserve (Fed) desencadeou uma onda de volatilidade imediata, sentida desde os índices futuros de Nova York até o pregão da B3 em São Paulo. O movimento inicial, marcado por uma reação negativa dos ativos de risco, levanta questões profundas sobre o futuro da política monetária americana e seus reflexos nas economias emergentes.

A indicação de Kevin Warsh não foi recebida com aplausos imediatos. O ETF EWZ, principal fundo de índice que replica as ações brasileiras no exterior, chegou a registrar uma queda abrupta de cerca de 2% nas negociações de pré-mercado, sinalizando o desconforto dos investidores globais. No entanto, à medida que as horas avançavam e a notícia era digerida pelas mesas de operação, o pânico cedeu lugar a uma análise mais racional e técnica. Por volta das 11h30, o Ibovespa operava com uma queda moderada de 0,2%, na casa dos 182.850 pontos, enquanto o dólar à vista subia 0,6%, cotado a R$ 5,22.

Neste dossiê econômico aprofundado, dissecamos o perfil de Kevin Warsh, as razões por trás da aversão inicial ao risco, e por que, na visão de estrategistas renomados, essa escolha pode, paradoxalmente, não ser um freio, mas sim um vetor de estabilidade para o mercado brasileiro no longo prazo.

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Quem é Kevin Warsh e o Dilema “Hawkish”

Para compreender a reação dos mercados, é imperativo analisar a figura central do noticiário. Kevin Warsh é um ex-diretor do Federal Reserve, conhecido por sua postura historicamente crítica às políticas de dinheiro fácil (easy money). Sua reputação é frequentemente associada a um perfil hawkish — termo utilizado no jargão financeiro para descrever banqueiros centrais que priorizam o combate à inflação e tendem a defender taxas de juros mais elevadas ou cortes mais lentos.

A escolha de Kevin Warsh por Donald Trump gera um ruído cognitivo imediato. O presidente americano tem defendido, de forma vocal e repetida, a necessidade de uma redução agressiva nas taxas de juros para estimular a economia. Ao nomear um nome com o histórico de rigor de Kevin Warsh, Trump envia um sinal misto. O mercado teme, no curto prazo, que Kevin Warsh não entregue o afrouxamento monetário rápido que parte dos investidores esperava, mantendo os yields (rendimentos) dos Treasuries americanos em patamares elevados.

Essa percepção explica a alta do dólar frente ao real. Se os juros nos EUA permanecerem altos sob a tutela de Kevin Warsh, a atratividade da renda fixa americana drena liquidez dos mercados emergentes. Contudo, essa é uma leitura de primeira ordem. Analistas mais sofisticados começam a enxergar as nuances dessa indicação.

A Visão dos Especialistas: Oportunidade Disfarçada de Risco?

Apesar do susto inicial, a leitura de que a nomeação de Kevin Warsh seria um desastre para o Brasil começa a ser contestada por fundamentos macroeconômicos sólidos. Thiago Calestine, economista e sócio da Dom Investimentos, oferece uma perspectiva que contraria o senso comum do varejo financeiro. Para ele, a reação de cautela é natural, mas não indica uma deterioração estrutural.

“O mercado torce o nariz no curto prazo, mas a médio e longo prazo a escolha tende a ser positiva”, avalia Calestine. O argumento central reside na credibilidade. Um presidente do Fed que seja visto como excessivamente leniente ou subserviente aos desejos políticos da Casa Branca poderia desancorar as expectativas de inflação. Se isso ocorresse, o resultado seria catastrófico: inflação fora de controle exigiria, no futuro, um choque de juros muito mais brutal. Kevin Warsh, com seu perfil técnico, afasta esse cenário de pesadelo.

Se Kevin Warsh mantiver uma postura firme no combate à inflação, o ciclo de juros nos EUA pode ser de queda mais lenta, mas terminará em uma taxa terminal mais baixa e sustentável. “Com a inflação americana mais controlada, o dólar tende a ficar mais comportado perante o real”, explica o economista da Dom Investimentos.

O Impacto no Carry Trade e no Fluxo Estrangeiro

A discussão sobre Kevin Warsh passa inevitavelmente pela dinâmica do carry trade — a operação onde investidores tomam dinheiro em moedas de juros baixos para aplicar em moedas de juros altos, como o real brasileiro.

Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad, corrobora a visão de que o impacto imediato da escolha de Kevin Warsh é de pressão via dólar forte e juros globais mais altos. No entanto, ela ressalta que a redução do “risco de cauda” político pode levar a uma reprecificação global mais saudável. O mercado detesta incertezas, e Kevin Warsh é um nome conhecido, testado e com trânsito em Wall Street.

Caso Kevin Warsh conduza a política monetária de forma técnica, garantindo a convergência da inflação para a meta, o diferencial de juros entre Brasil e EUA (o spread) pode se manter atrativo por mais tempo. Calestine destaca que isso deixa o Brasil mais interessante para o capital estrangeiro. “O investidor estrangeiro passa a ganhar mais só por carregar ativos em real. Isso deixa o Brasil mais atrativo e pode ser muito bom para nossa economia”, afirma.

Divergências no Mercado: De Cortes Rápidos à Pausa na Rotação

A unanimidade não existe na Faria Lima, e a nomeação de Kevin Warsh gerou teses divergentes entre as casas de análise.

Marcio Riauba, da StoneX, enxerga em Kevin Warsh um redutor de volatilidade. Para ele, a opção por um nome com credibilidade evita rupturas abruptas que poderiam ocorrer com candidatos mais politizados. O dólar, que vinha se enfraquecendo na expectativa de um Fed extremamente dovish (brando), agora se ajusta a uma realidade de normalização monetária responsável.

Por outro lado, Gustavo Cruz, da RB Investimentos, projeta que Kevin Warsh, apesar do perfil técnico, deve assumir o cargo pressionando por cortes mais rápidos nos juros, alinhando-se parcialmente à agenda de crescimento. Sua projeção é otimista: taxas abaixo de 3% já no segundo semestre.

Em contrapartida, Bruno Takeo, da Potenza Capital, adota uma postura mais cética. Ele vê na indicação de Kevin Warsh um motivo para uma “pausa temporária” na rotação de carteiras para mercados emergentes. Se o Fed for mais duro, o custo de oportunidade de sair dos EUA aumenta, o que explicaria a queda do EWZ e a alta do dólar na sessão desta sexta-feira.

O Cenário Político: Independência do Fed Preservada?

Um dos maiores temores dos investidores globais era a politização completa do Banco Central americano. A escolha de Kevin Warsh parece mitigar esse risco. Calestine argumenta que o pior cenário — um Fed que corta juros artificialmente para agradar o presidente e reaquecer uma economia já quente — foi evitado.

“Um presidente do Fed que obedeça muito ao presidente americano é péssimo para os mercados globais, e isso não parece ser o perfil do Kevin Warsh“, analisa o economista. A manutenção da independência institucional do Fed é vital para a hegemonia do dólar e para a estabilidade dos fluxos de capitais globais. Kevin Warsh, ao que tudo indica, possui a envergadura necessária para dizer “não” à Casa Branca quando os dados econômicos assim exigirem.

Sobre o movimento conhecido como Sell America (venda de ativos americanos para alocação em outros mercados), a indicação de Kevin Warsh pode reduzir a intensidade desse fluxo no curto prazo, mas não elimina a imprevisibilidade da era Trump. A política fiscal expansionista e as tensões comerciais continuam no radar, mantendo o trade de diversificação global ativo.

Perspectivas para o Ibovespa e a Selic

Como todo esse cenário envolvendo Kevin Warsh aterrissa na B3? Apesar da cautela inicial, grandes instituições mantêm o otimismo com a bolsa brasileira. O Itaú BBA reafirmou sua visão construtiva, projetando que a tendência do Ibovespa segue em direção aos 200.000 pontos. O banco destaca que diversos índices setoriais já superaram as máximas de 12 meses, sustentando um movimento de alta estrutural que independe, em parte, da volatilidade externa.

Para a economia doméstica, a variável chave continua sendo o Banco Central do Brasil. Calestine enxerga uma descompressão adicional nos prêmios de risco caso o Copom sinalize cortes mais agressivos na Selic em março — entre 50 e 75 pontos-base. Se Kevin Warsh garantir um dólar globalmente estável (após o susto inicial) e o ciclo de commodities se mantiver positivo, o Brasil terá a “janela de oportunidade” perfeita para acelerar a queda dos juros domésticos.

A projeção de uma Selic terminal em 12,25% no fim do ano, combinada com um Fed sob o comando técnico de Kevin Warsh, cria um ambiente favorável para ativos de risco brasileiros. A cautela de hoje pode ser a oportunidade de compra de amanhã.

Kevin Warsh não é o Fim do Mundo para Emergentes

A reação negativa do mercado à indicação de Kevin Warsh deve ser interpretada como um ajuste de expectativas, e não como uma sentença de crise. O investidor global, que ansiava por juros americanos despencando, agora recalibra seus modelos para um cenário de juros caindo com responsabilidade.

Para o Brasil, a figura de Kevin Warsh no comando do Fed traz desafios de curto prazo no câmbio, mas oferece a segurança de que a maior economia do mundo não embarcará em uma aventura inflacionária. A estabilidade monetária nos EUA é, em última análise, a melhor âncora para o crescimento sustentável dos emergentes.

Portanto, enquanto as telas piscam em vermelho e o dólar sobe, os fundamentos sugerem que a escolha de Kevin Warsh pode ter sido o “remédio amargo” necessário para garantir a saúde do sistema financeiro global nos próximos anos. O freio de mão foi puxado levemente agora para evitar uma derrapagem perigosa lá na frente.

Tags: carry trade Brasildolar hojeDonald Trump FedIbovespa hojeJuros EUAKevin WarshKevin Warsh FedMercado Financeiropolítica monetária EUA.presidente do Fed

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