quinta-feira, 16 de abril de 2026
contato@gazetamercantil.com
GAZETA MERCANTIL
Sem resultados
Todos os resultados
GAZETA MERCANTIL
Sem resultados
Todos os resultados
GAZETA MERCANTIL
Sem resultados
Todos os resultados
PUBLICIDADE
Home Economia

Juros do crédito ao consumidor: Redução média em abril, mas rotativo do cartão atinge 423,5% ao ano

por Redação
19/09/2025
em Economia, Destaque, Notícias
Bc Atualiza Indicador Que Mede Juros Cobrados No Rotativo E Parcelado Do Cartão | Finanças

A taxa média de juros das concessões de crédito para famílias registrou uma ligeira redução em abril, de acordo com as Estatísticas Monetárias e de Crédito divulgadas nesta segunda-feira (27) pelo Banco Central (BC). Este movimento reflete um ambiente de crédito mais acessível para os consumidores, mesmo que de forma marginal. No entanto, o cenário dos juros do cartão de crédito rotativo continua a preocupar, com uma alta de 2,2 pontos percentuais (pp), alcançando a impressionante marca de 423,5% ao ano.

O crédito rotativo é uma modalidade de financiamento que dura 30 dias e é acionado quando o consumidor paga menos que o valor integral da fatura do cartão de crédito. Isso significa que o saldo devedor começa a incidir juros, tornando-se uma das formas de crédito mais caras do mercado. Embora uma nova legislação que limita os juros do rotativo a 100% do valor da dívida tenha entrado em vigor em janeiro, essa medida não teve impacto sobre as taxas pactuadas anteriormente, o que explica a manutenção das elevadas taxas atuais.

Apesar da alta recente, houve um recuo significativo de 23,8 pp nos juros do cartão rotativo ao longo dos últimos 12 meses. Para o crédito parcelado do cartão, que é a dívida refinanciada após os 30 dias do rotativo, os juros caíram 8,7 pp no mês e 18,5 pp em um ano, situando-se em 128% ao ano.

Como Ganhar Dinheiro Como Ganhar Dinheiro Como Ganhar Dinheiro
PUBLICIDADE

O crédito livre, que inclui empréstimos onde os bancos têm autonomia para definir as taxas, também apresentou variações interessantes. Para as famílias, a taxa média de juros dessas concessões caiu 0,4 pp em abril e 6,6 pp em 12 meses, chegando a 53% ao ano. Por outro lado, o cheque especial, outra modalidade cara de crédito, teve um aumento de 1,8 pp no mês, mas uma redução de 3,6 pp em um ano, fixando-se em 129,9% ao ano.

No crédito direcionado, cujas regras são estipuladas pelo governo e se destinam a setores específicos como habitação e infraestrutura, a taxa média para pessoas físicas em abril foi de 9,9% ao ano, com um leve aumento de 0,1 pp no mês e uma redução de 1,2 pp em 12 meses. Para empresas, houve uma queda de 2 pp no mês e 3 pp em 12 meses, resultando em uma taxa de 11,3% ao ano.

As empresas, por sua vez, viram um aumento de 0,4 pp nos juros médios do crédito livre em abril, chegando a 21,3% ao ano, embora houvesse uma redução de 2,2 pp ao longo de 12 meses. Destacaram-se os aumentos das taxas para capital de giro com prazo superior a 365 dias (1 pp) e do cartão de crédito rotativo para empresas, que subiu 39,7 pp.

A variação dos juros bancários médios ocorre em um contexto de ajustes na taxa Selic, a taxa básica de juros da economia, que está em 10,5% ao ano, conforme definido pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. A Selic é um instrumento fundamental para o controle da inflação. No entanto, a recente valorização do dólar e o aumento das incertezas econômicas fizeram o BC reduzir o ritmo dos cortes na Selic, que passou de 0,5 pp para 0,25 pp por reunião.

Além disso, as expectativas de inflação acima da meta e um cenário macroeconômico mais complexo levaram o Copom a suspender previsões de novos cortes na Selic na última reunião, realizada no início de maio.

Em abril, as concessões de crédito totalizaram R$ 562,2 bilhões, uma queda de 1,6% em relação ao mês anterior, refletindo um aumento de 4% nas concessões para pessoas físicas e uma queda de 8% para empresas. O estoque total de empréstimos do Sistema Financeiro Nacional (SFN) atingiu R$ 5,893 trilhões, um crescimento de 0,2% em relação a março. Este resultado foi influenciado pela redução de 0,9% no saldo de operações de crédito com pessoas jurídicas (R$ 2,249 trilhões) e pelo aumento de 0,9% para pessoas físicas (R$ 3,644 trilhões). Em comparação ao ano anterior, o crédito total cresceu 8,7% em abril.

O crédito ampliado ao setor não financeiro, que inclui crédito bancário, mercado de títulos e dívida externa, alcançou R$ 16,711 trilhões, com um aumento de 0,9% no mês e 10,4% em 12 meses. Esse aumento foi puxado pelos títulos da dívida pública e pelos empréstimos externos, que subiram 1,4% e 2,2%, respectivamente.

A inadimplência, medida pelos atrasos superiores a 90 dias, manteve-se estável em 3,2% em abril, com pequenas oscilações. Nas operações para pessoas físicas, a taxa de inadimplência foi de 3,6%, enquanto para pessoas jurídicas ficou em 2,6%.

O endividamento das famílias, que relaciona o saldo das dívidas à renda acumulada em 12 meses, foi de 48% em março, um aumento de 0,2 pp no mês, mas uma queda de 0,6 pp em 12 meses. Sem considerar o financiamento imobiliário, que representa uma parte significativa da dívida, o endividamento foi de 30,1%.

Já o comprometimento da renda, que mede o valor médio destinado ao pagamento de dívidas em relação à renda média, foi de 26,5% em março, um aumento de 0,8 pp no mês e uma redução de 1,1 pp em 12 meses.

Esses indicadores são apresentados com certa defasagem, pois utilizam dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O cenário de crédito em abril mostra uma ligeira melhora nas condições para as famílias, com reduções modestas nas taxas médias de juros, apesar dos elevados custos do crédito rotativo do cartão. A política monetária e o ambiente econômico global continuam a influenciar essas dinâmicas, com a Selic ainda desempenhando um papel crucial no equilíbrio entre inflação e acessibilidade ao crédito. A estabilização da inadimplência e os indicadores de endividamento apontam para uma resiliência das famílias, embora o comprometimento da renda continue sendo um ponto de atenção.

Tags: anoatingindoCartãojurosmasrecuamrotativosobe

LEIA MAIS

Operação Compliance Zero: Ex-Presidente Do Brb É Preso E Pf Revela Esquema Com Imóveis De R$ 146 Milhões-Gazeta Mercantil
Política

Operação Compliance Zero: ex-presidente do BRB é preso e PF revela esquema com imóveis de R$ 146 milhões

Operação Compliance Zero leva à prisão ex-presidente do BRB e revela patrimônio milionário oculto A Operação Compliance Zero voltou ao centro das atenções do mercado financeiro e do...

MaisDetails
Ibovespa Hoje Cai Aos 196 Mil Pontos Mesmo Com Alta De Petrobras (Petr4) E Pressão Externa-Gazeta Mercantil
Ibovespa

Ibovespa hoje cai aos 196 mil pontos mesmo com alta de Petrobras (PETR4) e pressão externa

Ibovespa hoje recua aos 196 mil pontos mesmo com alta da Petrobras (PETR4) e sinaliza cautela do mercado O desempenho do Ibovespa hoje refletiu um ambiente de maior...

MaisDetails
Ifix Máxima Histórica: Fundos Imobiliários Disparam Com Expectativa De Queda Da Selic Em 2026-Gazeta Mercantil
Negócios

IFIX máxima histórica: fundos imobiliários disparam com expectativa de queda da Selic em 2026

IFIX máxima histórica impulsiona fundos imobiliários e reforça otimismo com ciclo de juros no Brasil O mercado financeiro brasileiro registra um novo marco relevante em 2026. O índice...

MaisDetails
Dólar Hoje Fecha A R$ 4,99 Com Tensão No Oriente Médio E Alerta De Inflação No Brasil-Gazeta Mercantil
Dólar

Dólar hoje fecha a R$ 4,99 com tensão no Oriente Médio e alerta de inflação no Brasil

Dólar hoje fecha estável a R$ 4,99 com tensão geopolítica e alertas de inflação no radar O comportamento do dólar hoje voltou ao centro das atenções do mercado...

MaisDetails
Rio Fashion Week 2026 Estreia Com Projeção De R$ 100 Milhões E Recoloca O Rio No Mapa Global Da Moda - Gazeta Mercantil
Negócios

Rio Fashion Week 2026 estreia com projeção de R$ 100 milhões e recoloca o Rio no mapa global da moda

Rio Fashion Week 2026 estreia com projeção de R$ 100 milhões e recoloca o Rio no centro da moda O Rio Fashion Week 2026 estreou nesta terça-feira cercado...

MaisDetails

Veja Também

Operação Compliance Zero: Ex-Presidente Do Brb É Preso E Pf Revela Esquema Com Imóveis De R$ 146 Milhões-Gazeta Mercantil
Política

Operação Compliance Zero: ex-presidente do BRB é preso e PF revela esquema com imóveis de R$ 146 milhões

MaisDetails
Ifix Máxima Histórica: Fundos Imobiliários Disparam Com Expectativa De Queda Da Selic Em 2026-Gazeta Mercantil
Negócios

IFIX máxima histórica: fundos imobiliários disparam com expectativa de queda da Selic em 2026

MaisDetails
Rio Fashion Week 2026 Estreia Com Projeção De R$ 100 Milhões E Recoloca O Rio No Mapa Global Da Moda - Gazeta Mercantil
Negócios

Rio Fashion Week 2026 estreia com projeção de R$ 100 milhões e recoloca o Rio no mapa global da moda

MaisDetails
Liquidação Da Creditag: Banco Central Intervém Após Colapso Financeiro E Bloqueia Bens De Gestores-Gazeta Mercantil
Economia

Liquidação da Creditag: Banco Central intervém após colapso financeiro e bloqueia bens de gestores

MaisDetails
Telefônica Brasil (Vivt3) Tem Lucro Líquido De R$ 1,9 Bi No 3T25, Alta De 13% – Money Times
Negócios

Telefônica Brasil (VIVT3) aprova R$ 365 milhões em JCP; veja valor por ação, data-com e ex-juros

MaisDetails

EDITORIAS

  • Brasil
  • Cultura & Lazer
  • Economia
  • Esportes
  • Lifestyle
  • Mundo
  • Negócios
  • Notícias
  • Política
  • Saúde
  • Tecnologia
  • Trabalho
  • Anuncie Conosco
Gazeta Mercantil Logo White

contato@gazetamercantil.com

Gazeta Mercantil — marca jornalística fundada em 1920, com continuidade editorial contemporânea no ambiente digital por meio do domínio oficial gazetamercantil.com.

EDITORIAS

  • Brasil
  • Cultura & Lazer
  • Economia
  • Esportes
  • Lifestyle
  • Mundo
  • Negócios
  • Notícias
  • Política
  • Saúde
  • Tecnologia
  • Trabalho
  • Anuncie Conosco

Veja Também:

Operação Compliance Zero: ex-presidente do BRB é preso e PF revela esquema com imóveis de R$ 146 milhões

Ibovespa hoje cai aos 196 mil pontos mesmo com alta de Petrobras (PETR4) e pressão externa

IFIX máxima histórica: fundos imobiliários disparam com expectativa de queda da Selic em 2026

Dólar hoje fecha a R$ 4,99 com tensão no Oriente Médio e alerta de inflação no Brasil

Rio Fashion Week 2026 estreia com projeção de R$ 100 milhões e recoloca o Rio no mapa global da moda

Liquidação da Creditag: Banco Central intervém após colapso financeiro e bloqueia bens de gestores

  • Anuncie Conosco
  • Política de Correções
  • Política Editorial
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso
  • Sobre
  • Expediente
  • Política de Conflitos de Interesse

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com

Sem resultados
Todos os resultados
  • Brasil
  • Cultura & Lazer
  • Economia
  • Esportes
  • Lifestyle
  • Mundo
  • Negócios
  • Notícias
  • Política
  • Saúde
  • Tecnologia
  • Trabalho
  • Anuncie Conosco

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com