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	<title>Ana Luiza Farias &#8211; GAZETA MERCANTIL</title>
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	<description>A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</description>
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		<title>Simples Nacional 2027: prazo termina hoje e mais de 357 mil pedidos foram negados</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/simples-nacional-2027-prazo-regularizar-pendencias</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Luiza Farias]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Oct 2026 21:05:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[IBS]]></category>
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		<category><![CDATA[Simples Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Simples Nacional 2027]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Simples Nacional 2027: prazo para regularizar pendências termina hoje (30). Mais de 357 mil pedidos foram negados. Saiba quem precisa agir.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Termina nesta sexta-feira, 30 de outubro, o prazo para microempresas e empresas de pequeno porte regularizarem pendências que impedem o ingresso no Simples Nacional em 2027. A medida alcança contribuintes que solicitaram a adesão entre 1º de setembro e 15 de outubro de 2026, mas tiveram o pedido indeferido por irregularidades fiscais ou cadastrais. Sem a regularização dentro do período estabelecido, essas <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341665">empresas</a> podem ficar impedidas de utilizar o regime tributário a partir de 1º de janeiro.</p>
<p>A dimensão do problema aparece nos dados mais recentes da Receita Federal. Segundo balanço divulgado em 29 de outubro, foram registrados 357.828 pedidos indeferidos e 299.921 solicitações deferidas. Os números indicam que aproximadamente 54,4% dos requerimentos contabilizados naquele levantamento haviam recebido resposta negativa, embora parte das empresas ainda pudesse corrigir os impedimentos até o encerramento do prazo.</p>
<p>O calendário também estabelece para esta sexta-feira o fim do período de escolha do regime regular de recolhimento do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), criados pela reforma tributária. Esse procedimento é independente da adesão ao Simples Nacional e permite que empresas já enquadradas no regime simplificado adotem uma sistemática diferente para os dois novos tributos.</p>
<h2>Receita registra 357.828 pedidos negados para o Simples Nacional</h2>
<p>O levantamento divulgado pela Receita Federal na quinta-feira (29) apresenta um universo de 657.749 solicitações com resultado informado. Desse total, 299.921 foram deferidas, equivalentes a aproximadamente 45,6%, enquanto 357.828 foram indeferidas.</p>
<p>Os dados mostram a importância das exigências fiscais e cadastrais no processo de ingresso no regime. Uma empresa pode atender aos limites de faturamento e exercer uma atividade permitida, mas ainda assim encontrar impedimentos por débitos tributários ou irregularidades identificadas pelos órgãos responsáveis.</p>
<p>Os números de pedidos indeferidos não representam necessariamente empresas que perderão definitivamente o direito à adesão. O levantamento reflete a situação registrada até sua divulgação, e os contribuintes ainda podem corrigir as irregularidades dentro do prazo legal.</p>
<p>Em comparação com o balanço de 16 de outubro, quando a Receita contabilizava 401.146 solicitações indeferidas e 256.607 deferidas, houve aumento significativo na quantidade de pedidos aprovados. A mudança indica que a situação dos requerimentos continuou sendo atualizada após o encerramento do período de inscrição.</p>
<p>A Receita não detalhou, nesse levantamento, quantas negativas estavam relacionadas especificamente a débitos federais, estaduais, municipais ou problemas cadastrais. Também não apresentou uma distribuição dos indeferimentos por setor econômico ou unidade da Federação.</p>
<h2>Prazo de 30 de outubro não permite novos pedidos de adesão</h2>
<p>A regularização que termina nesta sexta-feira não deve ser confundida com a apresentação de novos requerimentos de ingresso no Simples Nacional.</p>
<p>O período de solicitação começou em 1º de setembro e terminou em 15 de outubro de 2026. Portanto, para empresas já constituídas e submetidas ao calendário geral, o prazo atual é destinado exclusivamente à correção dos impedimentos identificados nos pedidos apresentados tempestivamente.</p>
<p>A regra consta da Resolução CGSN nº 194, de 25 de setembro de 2026, publicada no Diário Oficial da União em 28 de setembro. O ato alterou a Resolução CGSN nº 186/2026 e ampliou o período disponível para formalização da opção, além de estabelecer a data-limite para regularização.</p>
<p>O prazo de 30 de outubro é uniforme para os contribuintes abrangidos pela regra, independentemente da data em que tomaram conhecimento do indeferimento. Isso significa que uma empresa informada recentemente sobre suas pendências não recebe automaticamente um prazo adicional para resolvê-las.</p>
<p>Há uma situação específica para empresas em início de atividade. O calendário geral não se aplica integralmente às pessoas jurídicas que obtiveram inscrição no CNPJ entre 16 de outubro e 31 de dezembro de 2026, conforme a regulamentação do Comitê Gestor. Nesses casos, a opção deve observar o procedimento próprio de abertura e inscrição empresarial.</p>
<h2>Dívidas tributárias e problemas cadastrais podem impedir a entrada</h2>
<p>A legislação do Simples Nacional estabelece requisitos que envolvem faturamento, atividade econômica, estrutura societária e regularidade fiscal. A existência de impedimentos em qualquer uma dessas áreas pode comprometer a aprovação do pedido.</p>
<p>Entre os problemas mais comuns estão débitos administrados pela Receita Federal, inscrições em Dívida Ativa da União, pendências com administrações tributárias estaduais e municipais e inconsistências cadastrais.</p>
<p>O tratamento depende da natureza da irregularidade. Débitos federais ainda administrados pela Receita podem ser resolvidos mediante pagamento ou parcelamento, conforme as regras aplicáveis. Quando os valores já estão inscritos em Dívida Ativa da União, a negociação geralmente deve ser conduzida perante a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN).</p>
<p>Pendências relacionadas ao Imposto sobre Serviços (ISS), por sua vez, podem exigir providências perante a prefeitura competente. Problemas envolvendo o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) devem ser verificados junto à administração tributária estadual.</p>
<p>A regularização de uma dívida não elimina automaticamente todos os impedimentos eventualmente registrados para a mesma empresa. Se houver mais de uma restrição, será necessário solucionar cada uma delas de acordo com as exigências do órgão responsável.</p>
<p>Nos casos em que o contribuinte optar pelo parcelamento de débitos, também é necessário observar as condições para que a negociação produza efeitos. No parcelamento ordinário de dívidas do Simples Nacional, por exemplo, a aprovação depende do pagamento da primeira prestação.</p>
<h2>Como consultar e regularizar o pedido do Simples Nacional</h2>
<p>A consulta da solicitação deve ser realizada no Portal do Simples Nacional, mantido pela Receita Federal. O sistema disponibiliza o serviço de acompanhamento da formalização da opção, pelo qual o contribuinte pode verificar a situação do requerimento e identificar eventuais impedimentos.</p>
<p>O primeiro procedimento é acessar a área de serviços relacionados à opção e selecionar o acompanhamento da solicitação. A identificação do contribuinte é realizada pelos meios de autenticação disponibilizados no ambiente oficial.</p>
<p>Após a consulta, a empresa deve verificar o motivo do indeferimento e a autoridade fiscal responsável pela restrição. Essa identificação é necessária porque o Portal do Simples Nacional não centraliza obrigatoriamente a solução de todas as pendências.</p>
<p>Quando o problema estiver relacionado a débitos federais, o contribuinte poderá consultar a situação fiscal nos serviços digitais da Receita Federal. Para valores inscritos em Dívida Ativa, a regularização deve seguir os procedimentos da PGFN. Já irregularidades estaduais e municipais exigem atendimento nos canais dos respectivos entes.</p>
<p>Nos casos que envolvam pagamento, parcelamento ou atualização cadastral, é importante conferir a efetivação do procedimento e preservar seus comprovantes. A simples emissão de uma guia ou apresentação de pedido de negociação não assegura, isoladamente, a eliminação de uma restrição.</p>
<p>Como o prazo termina nesta sexta-feira, a possibilidade de concluir a regularização depende também do funcionamento dos sistemas envolvidos, dos procedimentos exigidos e da efetiva conclusão das providências dentro do período legal.</p>
<h2>Empresas que não resolverem pendências podem ficar fora do regime em janeiro</h2>
<p>O Simples Nacional permite que microempresas e empresas de pequeno porte recolham diversos tributos por meio de um sistema unificado, observadas as regras de enquadramento e as alíquotas correspondentes à atividade e ao faturamento.</p>
<p>O regime reúne, conforme as condições legais, tributos federais e parcelas de impostos estaduais e municipais em um documento de arrecadação. A sistemática busca simplificar o cumprimento das obrigações tributárias e pode reduzir a carga fiscal de determinadas atividades, embora a <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank"  rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341664">economia</a> efetiva dependa das características de cada empresa.</p>
<p>O enquadramento não é automático. Além da manifestação de interesse dentro do calendário, a empresa precisa satisfazer os requisitos previstos na Lei Complementar nº 123/2006 e na regulamentação do Comitê Gestor.</p>
<p>Quem permanecer com impedimentos não resolvidos ao fim do prazo poderá ter a opção indeferida para 2027 e continuar submetido ao regime tributário aplicável à sua situação, como Lucro Presumido ou Lucro Real.</p>
<p>Essa consequência não significa necessariamente que a empresa será impedida de funcionar. A restrição diz respeito à possibilidade de utilizar o Simples Nacional, sem afastar outras obrigações tributárias e cadastrais.</p>
<p>A diferença pode afetar a forma de apuração dos impostos, os procedimentos de declaração, o recolhimento das contribuições e os custos de conformidade fiscal.</p>
<h2>Mais de 1 milhão de contribuintes escolheram regime regular do IBS e da CBS</h2>
<p>Além da regularização dos pedidos de adesão, o dia 30 de outubro encerra uma decisão tributária relacionada à implementação da reforma do consumo.</p>
<p>De acordo com o balanço publicado pela Receita Federal em 29 de outubro, 1.000.142 contribuintes já haviam realizado a opção pelo regime regular de apuração e recolhimento do IBS e da CBS.</p>
<p>A escolha está prevista na Lei Complementar nº 214/2025 e na regulamentação específica do Simples Nacional. Ela permite que empresas enquadradas no regime simplificado apurem os dois novos tributos separadamente, em lugar de recolher as parcelas correspondentes dentro do sistema unificado.</p>
<p>Para o primeiro semestre de 2027, a opção deve ser formalizada até esta sexta-feira e produzirá efeitos a partir de 1º de janeiro. A decisão não representa, por si só, a saída integral do Simples Nacional.</p>
<p>A diferenciação é relevante porque uma empresa poderá permanecer enquadrada no regime simplificado para os demais tributos e, simultaneamente, utilizar o regime regular para IBS e CBS, de acordo com as regras aplicáveis.</p>
<p>A sistemática pode modificar o aproveitamento e a transferência de créditos tributários nas operações comerciais. Por isso, a escolha deve considerar o perfil dos fornecedores e clientes, a estrutura de custos e os efeitos financeiros da nova tributação.</p>
<p>O número superior a um milhão de opções demonstra a abrangência da decisão, mas não permite concluir que todas essas empresas terão redução de impostos. O resultado dependerá das operações realizadas e da aplicação das normas da reforma tributária.</p>
<h2>Opção pelo IBS e CBS poderá ser cancelada até dezembro</h2>
<p>Embora o prazo de escolha do regime regular termine em 30 de outubro, os contribuintes que apresentaram a opção terão posteriormente uma janela para reconsiderar a decisão.</p>
<p>Segundo a Receita Federal, o cancelamento poderá ser realizado entre 3 de novembro e 20 de dezembro de 2026, conforme o procedimento previsto na Resolução CGSN nº 194/2026.</p>
<p>O período permite que empresas que já formalizaram a escolha avaliem novamente os efeitos tributários antes do início de 2027. Entretanto, essa possibilidade não equivale à reabertura geral do prazo para apresentar uma opção que não tenha sido realizada até esta sexta-feira.</p>
<p>A mesma resolução também prevê período de cancelamento para solicitações de ingresso no Simples Nacional, observadas as condições legais e o estágio de processamento de cada requerimento.</p>
<p>As regras foram definidas para permitir que a escolha do regime tributário seja concluída antes do começo do novo exercício, em um momento de transição para a tributação sobre o consumo.</p>
<h2>Enquadramento aprovado produzirá efeitos em 1º de janeiro de 2027</h2>
<p>Para as empresas que tiveram o pedido deferido, o ingresso ou retorno ao Simples Nacional produzirá efeitos a partir de 1º de janeiro de 2027, conforme o calendário estabelecido pelo Comitê Gestor.</p>
<p>O reconhecimento da opção não elimina a necessidade de manter o cumprimento das obrigações fiscais e observar os requisitos de permanência no regime. Restrições posteriores podem produzir consequências próprias, conforme a legislação aplicável.</p>
<p>Já os contribuintes cujos pedidos permanecem indeferidos precisam distinguir as pendências que ainda podem ser regularizadas dos impedimentos legais que não são solucionados apenas por pagamento ou parcelamento de débitos.</p>
<p>A Receita Federal orienta que o acompanhamento seja realizado pelos canais oficiais do Simples Nacional, com atenção às informações específicas do requerimento apresentado.</p>
<p>Com o encerramento do prazo de regularização nesta sexta-feira, o próximo marco do calendário será a abertura, em 3 de novembro, do período destinado ao cancelamento das opções nas hipóteses admitidas pela regulamentação. Para os pedidos de ingresso apresentados até 15 de outubro, a data de 30 de outubro permanece como limite para corrigir os impedimentos identificados.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Receita Federal — comunicado de 29 de setembro de 2026 sobre os novos prazos de adesão ao Simples Nacional e escolha do regime regular do IBS e da CBS.</em></p>
<p><em>Receita Federal — balanço de 29 de outubro de 2026 com 299.921 solicitações deferidas, 357.828 indeferidas e 1.000.142 opções pelo regime regular do IBS e da CBS.</em></p>
<p><em>Comitê Gestor do Simples Nacional — Resolução CGSN nº 194, de 25 de setembro de 2026, publicada no Diário Oficial da União em 28 de setembro de 2026.</em></p>
<p><em>Receita Federal — Portal do Simples Nacional, serviços de acompanhamento da formalização da opção e orientações para regularização de pendências.</em></p>
<p><em>Receita Federal — orientações oficiais sobre pagamento e parcelamento de débitos do Simples Nacional.</em></p>
<p><em>Legislação federal — Lei Complementar nº 123/2006 e Lei Complementar nº 214/2025, relativas ao Simples Nacional e à reforma da tributação sobre o consumo.</em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Juros mais altos reduzem em 17,2% valor presente de retorno projetado, mostra simulação</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/juros-altos-reduzem-valor-presente-retornos-startups</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Luiza Farias]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Oct 2026 19:00:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[B3]]></category>
		<category><![CDATA[Bossa Invest]]></category>
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		<category><![CDATA[valuation]]></category>
		<category><![CDATA[venture capital]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Simulação da Bossa Invest mostra que alta dos juros reduz em 17,2% o valor presente de retorno futuro de R$ 100 milhões em oito anos.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A alta dos juros futuros no Brasil pode reduzir significativamente o valor atual dos retornos esperados por investidores de startups. Uma simulação divulgada pela Bossa Invest nesta quarta-feira (28) mostra que um recebimento hipotético de R$ 100 milhões, previsto para daqui a oito anos, teria seu valor presente reduzido em 17,2% caso a taxa anual utilizada para descontar esse fluxo financeiro passasse de 12,68% para 15,375%. Nessas condições, o montante equivalente hoje cairia de R$ 38,48 milhões para R$ 31,85 milhões, uma diferença de R$ 6,63 milhões.</p>
<p>O exercício utiliza taxas observadas no <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341524">mercado</a> de juros futuros durante a turbulência financeira de segunda-feira (26), quando a Bolsa brasileira acionou o mecanismo de circuit breaker após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A reação também levou a B3 a ampliar temporariamente os limites de oscilação dos contratos futuros de Depósitos Interfinanceiros (DI), utilizados como referência para o custo do dinheiro ao longo do tempo.</p>
<p>A diferença calculada pela gestora não representa uma perda efetiva de valor das startups brasileiras nem uma redução registrada em investimentos de seu portfólio. Trata-se de uma simulação financeira que mantém constante o recebimento futuro e altera exclusivamente a taxa de desconto. O resultado demonstra como a elevação do custo de oportunidade pode modificar o preço que um investidor estaria disposto a pagar hoje por um retorno esperado no futuro.</p>
<p>Para o mercado de venture capital, especializado no financiamento de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341522">empresas</a> em estágios iniciais e de expansão, o efeito merece atenção porque o retorno normalmente depende de um horizonte prolongado. Diferentemente de títulos com pagamentos contratualmente definidos, os investimentos em startups estão sujeitos à evolução das receitas, à necessidade de novas rodadas de capital e à possibilidade de venda da participação societária.</p>
<h2>Alta dos juros diminui o valor atual de receitas esperadas no futuro</h2>
<p>O cálculo apresentado pela Bossa Invest utiliza o conceito de valor presente, ferramenta empregada para comparar fluxos financeiros recebidos em momentos diferentes. O procedimento consiste em descontar um valor futuro por uma taxa que reflita o custo de oportunidade, o prazo e, conforme a natureza do investimento, os riscos envolvidos.</p>
<p>Na simulação, um pagamento único de R$ 100 milhões previsto para oito anos é descontado inicialmente à taxa de 12,68% ao ano. O resultado é um valor presente de aproximadamente R$ 38,48 milhões. Quando a taxa utilizada aumenta para 15,375%, o mesmo recebimento passa a equivaler a R$ 31,85 milhões na data inicial.</p>
<p>A diferença de R$ 6,63 milhões corresponde a uma redução de 17,23%, arredondada para 17,2%. O cálculo considera capitalização composta anual e pressupõe que o recebimento futuro ocorrerá integralmente, sem mudanças no prazo ou no montante projetado.</p>
<p>A <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com" target="_blank"  rel="noopener" title="Gazeta Mercantil &#8211; Jornal Online" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341520">Gazeta Mercantil</a> também calculou o efeito das mesmas taxas sobre um recebimento de R$ 100 milhões em horizontes diferentes. Em quatro anos, o valor presente passaria de aproximadamente R$ 62,03 milhões para R$ 56,44 milhões. Em 12 anos, cairia de R$ 23,87 milhões para R$ 17,97 milhões, redução próxima de 24,7%.</p>
<p>A comparação evidencia que, mantidas as demais condições, fluxos financeiros mais distantes são proporcionalmente mais sensíveis à elevação da taxa de desconto. Esse comportamento é particularmente relevante para empresas que ainda precisam consolidar operações, alcançar rentabilidade e ampliar sua participação no mercado antes de proporcionar retorno aos investidores.</p>
<p>Outra consequência matemática aparece no valor necessário para compensar o aumento dos juros. Considerando o mesmo prazo de oito anos, o recebimento futuro teria de passar de R$ 100 milhões para aproximadamente R$ 120,81 milhões para preservar o valor presente inicial de R$ 38,48 milhões sob a taxa de 15,375% ao ano.</p>
<p>Isso significa que o retorno projetado precisaria aumentar cerca de 20,8% para neutralizar exclusivamente a mudança da taxa de desconto. O exercício não considera alterações de risco, impostos, inflação, reinvestimentos ou outros componentes utilizados em avaliações reais de empresas.</p>
<h2>B3 ampliou limites dos contratos de juros futuros após turbulência</h2>
<p>O movimento que motivou a simulação ocorreu na segunda-feira (26), primeiro pregão depois do segundo turno das eleições presidenciais. A reação dos investidores ao resultado eleitoral provocou forte queda das ações e aumento das taxas de juros negociadas para vencimentos futuros.</p>
<p>A B3 confirmou o acionamento do circuit breaker e a suspensão temporária de determinados mercados por 30 minutos. Em comunicado separado, a administradora da Bolsa anunciou a ampliação dos limites superiores de oscilação dos contratos futuros de DI, medida válida exclusivamente para o pregão daquele dia.</p>
<p>Os contratos de DI permitem negociar taxas de juros para diferentes horizontes, refletindo as condições de financiamento e as expectativas do mercado. Segundo as especificações oficiais da B3, esses instrumentos são cotados em taxas efetivas anuais, considerando uma base de 252 dias úteis.</p>
<p>A simulação divulgada pela Bossa Invest utiliza como referências as taxas de 12,68% e 15,375% ao ano para ilustrar o impacto financeiro da oscilação observada no contrato com vencimento em janeiro de 2035. A diferença entre essas duas premissas é de 2,695 pontos percentuais.</p>
<p>Esses percentuais devem ser interpretados como parâmetros do exercício. A comparação não equivale necessariamente à variação entre dois preços oficiais de ajuste do contrato, nem significa que a taxa utilizada para avaliar qualquer startup tenha sofrido a mesma alteração.</p>
<p>Também é necessário distinguir os juros futuros da taxa Selic, definida pelo Comitê de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341521">Política</a> Monetária (Copom). A Selic estava em 13,75% ao ano após a decisão do Banco Central de setembro. Já os contratos de DI incorporam as condições negociadas pelos participantes do mercado para diferentes prazos, podendo apresentar oscilações expressivas sem uma mudança imediata da taxa básica.</p>
<h2>Startups podem enfrentar maior pressão sobre valuation e captação</h2>
<p>A elevação persistente dos juros pode afetar startups por diferentes canais. O primeiro está relacionado à taxa exigida pelos investidores para remunerar o capital aplicado. Quanto maior o retorno disponível em investimentos considerados menos arriscados, maior tende a ser a exigência de rentabilidade para justificar a exposição a empresas privadas em estágio de desenvolvimento.</p>
<p>O segundo envolve as condições de financiamento. Startups que dependem de novas rodadas para sustentar o crescimento podem encontrar investidores mais seletivos, processos de negociação prolongados e maior pressão para demonstrar eficiência operacional.</p>
<p>Uma terceira consequência aparece no momento de saída do investimento, conhecido no setor como exit. Aquisições de empresas, vendas de participações e ofertas públicas de ações dependem, entre outros fatores, das condições do mercado de capitais e da disposição dos compradores para assumir riscos.</p>
<p>Apesar desses mecanismos, não existe uma relação automática entre a variação diária dos juros futuros e o valor de mercado de uma startup. Empresas privadas não possuem necessariamente cotações públicas e contínuas, e suas avaliações são estabelecidas por metodologias financeiras e negociações específicas.</p>
<p>O valuation também considera indicadores como receitas, margens, crescimento esperado, endividamento, participação de mercado, tecnologia, capacidade de execução e potencial de geração de caixa. Em determinados casos, alterações nas perspectivas operacionais podem compensar parcialmente o efeito de uma taxa de desconto maior.</p>
<p>Antonio Patrus, CEO da Bossa Invest, afirma que os investidores precisam distinguir a volatilidade financeira da capacidade de crescimento das empresas.</p>
<p>“A queda da Bolsa não significa que as startups tenham perdido valor na mesma proporção”, afirma o executivo, em comunicado divulgado pela gestora.</p>
<p>Segundo Patrus, <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank"  rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341523">negócios</a> com receitas consistentes, capacidade de execução e potencial de expansão continuam relevantes. A dificuldade está em estabelecer condições de investimento compatíveis com os riscos assumidos e com a perspectiva de valorização da participação adquirida.</p>
<h2>Prazo para recuperar investimento amplia a sensibilidade às taxas</h2>
<p>O efeito dos juros sobre investimentos de longo prazo não depende apenas do percentual aplicado. O tempo necessário para receber os recursos é uma variável decisiva no cálculo.</p>
<p>Em investimentos tradicionais de renda fixa, as condições de remuneração podem ser conhecidas previamente, conforme as características do título. Nas startups, o retorno costuma depender de eventos futuros incertos, incluindo o crescimento da empresa e a existência de compradores interessados em adquirir participações.</p>
<p>Por essa razão, o fluxo de caixa de uma startup não deve ser avaliado simplesmente pela aplicação direta de uma taxa de DI. Uma avaliação financeira completa exige premissas compatíveis com o risco do empreendimento, sua estrutura de capital e as características dos resultados esperados.</p>
<p>O exercício da Bossa Invest isola uma dessas variáveis para demonstrar o impacto financeiro da mudança nas taxas. Na prática, entretanto, o investidor pode exigir um prêmio adicional de risco, considerar diferentes cenários de desempenho ou ajustar o prazo previsto para recuperar o capital.</p>
<p>Isso explica por que duas startups expostas ao mesmo ambiente macroeconômico podem apresentar condições de financiamento muito diferentes. Uma empresa que já possui receita recorrente, margem operacional crescente e menor necessidade de aportes externos pode enfrentar menor pressão do que outra cujo crescimento depende integralmente de financiamentos sucessivos.</p>
<p>Da mesma forma, companhias com capacidade de gerar caixa mais rapidamente tendem a ter menor exposição ao efeito acumulado da taxa de desconto sobre receitas muito distantes.</p>
<h2>Mercado de venture capital entra em 2027 atento ao custo de capital</h2>
<p>A trajetória dos juros deve permanecer entre os fatores considerados por investidores e empreendedores na preparação de novas rodadas de financiamento para 2027. A intensidade desse efeito dependerá da duração da volatilidade, das decisões do Banco Central e das condições econômicas observadas nos próximos meses.</p>
<p>Se os juros de longo prazo permanecerem elevados, investidores poderão exigir preços de entrada menores para preservar suas expectativas de retorno. Esse ajuste pode ocorrer por meio de negociações de valuation, mudanças nas condições contratuais ou maior seletividade na aprovação de novos aportes.</p>
<p>Para startups que pretendem captar recursos, a previsibilidade das receitas e o controle das despesas podem ganhar relevância. Empresas com menor consumo de caixa, capacidade de financiar parte do crescimento com recursos próprios e perspectivas mais claras de rentabilidade tendem a depender menos de condições favoráveis no mercado de capitais.</p>
<p>A Bossa Invest, que atua principalmente em investimentos de venture capital, defende que o cenário exige disciplina na seleção dos negócios e na definição dos preços das participações. A gestora considera que a instabilidade não elimina as oportunidades, mas aumenta a importância de avaliar o desempenho operacional e a sustentabilidade financeira das empresas.</p>
<p>Os cálculos apresentados mostram a dimensão potencial desse ajuste: sob as premissas da simulação, uma diferença de 2,695 pontos percentuais na taxa anual representa R$ 6,63 milhões no valor presente de um recebimento de R$ 100 milhões previsto para oito anos.</p>
<p>O resultado é uma medida de sensibilidade financeira, não uma estimativa de perdas efetivas do setor. Para investidores e empresas que planejam operações em 2027, o comportamento futuro das taxas e a capacidade de transformar crescimento em geração de caixa serão determinantes nas avaliações e nas condições de financiamento.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Bossa Invest — comunicado de 28 de outubro de 2026, simulação financeira sobre valor presente de retornos futuros e declarações de Antonio Patrus.</em></p>
<p><em>B3 — comunicados oficiais de 26 de outubro de 2026 sobre acionamento do circuit breaker e ampliação dos limites de oscilação dos contratos futuros.</em></p>
<p><em>B3 — especificações técnicas do contrato futuro de taxa média de Depósitos Interfinanceiros de Um Dia (DI1), incluindo metodologia de cotação e precificação.</em></p>
<p><em>Banco Central do Brasil — comunicado da 281ª reunião do Copom, de setembro de 2026, sobre a definição da taxa Selic em 13,75% ao ano.</em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Endeavor retoma Scale-Up com 17 startups de inteligência artificial após dois anos</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/endeavor-retoma-scale-up-17-startups-inteligencia-artificial</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Luiza Farias]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Oct 2026 16:06:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Empreendedorismo]]></category>
		<category><![CDATA[Endeavor Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Inteligência Artificial]]></category>
		<category><![CDATA[investimentos em startups]]></category>
		<category><![CDATA[Scale-Up]]></category>
		<category><![CDATA[Scale-Up Ventures]]></category>
		<category><![CDATA[startups]]></category>
		<category><![CDATA[venture capital]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Endeavor retoma o Scale-Up com 17 startups de inteligência artificial que já captaram R$ 240 milhões e projetam receita de R$ 200 milhões em 2026.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Endeavor Brasil anunciou nesta quarta-feira (28) a retomada do programa de aceleração Scale-Up, interrompido após sua última edição, em 2024. A nova fase começa com 17 startups brasileiras de inteligência artificial (IA), em uma estratégia para identificar <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341513">empresas</a> de alto potencial de crescimento e aproximá-las de empreendedores experientes e investidores.</p>
<p>A maioria das selecionadas foi fundada entre 2024 e 2026 e já recebeu, em conjunto, mais de R$ 240 milhões em investimentos de capital de risco. Entre os financiadores estão Prosus Ventures, Canary, ONEVC e o programa Speedrun, da gestora americana Andreessen Horowitz (a16z).</p>
<p>Apesar do pouco tempo de operação, as empresas projetam faturamento combinado próximo de R$ 200 milhões em 2026. O resultado representaria um avanço expressivo para um grupo no qual quase metade das companhias ainda não registrava receita no ano passado. A projeção, entretanto, não corresponde a faturamento realizado.</p>
<h2>Endeavor selecionou 17 empresas entre 80 negócios avaliados</h2>
<p>A retomada do Scale-Up modifica a forma como a Endeavor identifica empresas com potencial para integrar sua rede. Na primeira turma, a organização pré-selecionou 80 <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank"  rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341511">negócios</a>, posteriormente submetidos a bancas de avaliação com empreendedores, executivos e investidores.</p>
<p>Entre os participantes desse processo estiveram Stelleo Tolda, do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341512">Mercado</a> Livre; Paulo Veras, cofundador da 99; e Ricardo Kanitz, da Spectra. A avaliação considerou o perfil dos fundadores, a capacidade de crescimento e o estágio de desenvolvimento de cada negócio.</p>
<p>As 17 empresas escolhidas representam aproximadamente 21% do grupo inicialmente avaliado. Elas atuam em diferentes segmentos, incluindo saúde, turismo, serviços financeiros e infraestrutura tecnológica, mas compartilham uma característica: a inteligência artificial integra a estrutura de seus produtos e operações.</p>
<p>O novo modelo busca ampliar a identificação de empresas promissoras antes que alcancem estágios mais avançados. A Endeavor também pretende utilizar o programa como uma etapa de aproximação com empreendedores que poderão participar de outros processos de seleção da organização.</p>
<h2>Inteligência artificial dará acesso a mais de 3 mil horas de mentorias</h2>
<p>Outra mudança é a introdução do MCP Server Endeavor, ferramenta desenvolvida para disponibilizar o conhecimento acumulado pela organização diretamente nos sistemas de inteligência artificial utilizados pelos empreendedores.</p>
<p>A plataforma reúne mais de 3 mil horas de mentorias e conteúdos sobre gestão, precificação, estratégias comerciais, expansão e desenvolvimento de negócios. Os participantes poderão consultar esse material para obter orientações relacionadas aos desafios de suas empresas.</p>
<p>O sistema também poderá identificar especialistas da rede com experiência em determinadas áreas e facilitar o encaminhamento de demandas para mentorias individuais. A proposta é ampliar o número de empresas atendidas sem exigir crescimento proporcional da equipe responsável pelo programa.</p>
<p>A tecnologia complementará o contato com empreendedores e investidores, considerado um dos principais benefícios da aceleração. O acompanhamento da turma terá duração inicial de cinco meses.</p>
<h2>Scale-Up Ventures poderá investir nas empresas selecionadas</h2>
<p>A participação no programa também abre a possibilidade de captação de recursos por meio do Scale-Up Ventures, fundo de capital de risco da Endeavor Brasil.</p>
<p>Segundo o relatório de impacto de 2025 da organização, o fundo possui R$ 160 milhões em ativos sob gestão, mais de 160 investidores e investimentos realizados em mais de 95 empresas. A estrutura foi criada para apoiar negócios em estágio inicial e ampliar o acesso de empreendedores ao mercado de venture capital.</p>
<p>O investimento, porém, não é automático. Para receber aportes, as empresas precisam estar sendo apoiadas pelo Scale-Up, participar de uma rodada de captação em estágio inicial e contar com um investidor institucional qualificado liderando a operação.</p>
<p>O programa de aceleração não exige a transferência de participação societária como condição de ingresso. A eventual aquisição de participação pelo fundo depende de uma operação de investimento específica.</p>
<h2>Empresas de IA avançam, mas crescimento de receita ainda é desigual</h2>
<p>A escolha de startups de inteligência artificial ocorre em um período de mudanças na estrutura das empresas brasileiras de tecnologia.</p>
<p>Um levantamento da Endeavor divulgado em agosto de 2026, com 133 empreendedores de 125 companhias, mostrou que 70% das empresas participantes reorganizaram equipes ou áreas de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/trabalho" target="_blank"  rel="noopener" title="Trabalho" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341514">trabalho</a> em resposta à inteligência artificial nos 12 meses anteriores. Em 63% delas, a tecnologia já era utilizada intensamente em diferentes níveis da organização.</p>
<p>Os resultados financeiros, entretanto, ainda são desiguais. Apenas 25% dos empreendedores relataram percepção de aumento de receita associado à IA, enquanto 29% identificaram ganhos em margem ou Ebitda. Além disso, 51% das empresas não possuíam indicadores de negócio diretamente vinculados à adoção da tecnologia.</p>
<p>Os dados mostram que a expansão do uso da IA ainda não se traduz necessariamente em crescimento financeiro mensurável. Para as empresas selecionadas pelo Scale-Up, transformar soluções tecnológicas em receitas recorrentes e operações sustentáveis será um dos principais desafios.</p>
<h2>Endeavor prevê novas turmas em 2027</h2>
<p>A organização pretende realizar pelo menos três novas turmas do Scale-Up em 2027, ampliando a seleção para outros segmentos tecnológicos e econômicos.</p>
<p>Entre os temas previstos estão <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/agronegocio" target="_blank"  rel="noopener" title="Agronegócio" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341510">agronegócio</a>, biotecnologia, cibersegurança, tecnologias avançadas e negócios voltados à transformação de setores tradicionais. A proposta é manter seleções temáticas e aproximar empresas de especialistas com experiência em seus respectivos mercados.</p>
<p>A retomada ocorre em um ambiente de maior seletividade dos investidores, no qual startups precisam demonstrar capacidade de crescimento, geração de receita e viabilidade econômica. Com o novo formato, a Endeavor pretende ampliar sua rede de empresas acompanhadas e identificar antecipadamente negócios que possam alcançar maior escala.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Endeavor Brasil — informações institucionais sobre o programa Scale-Up, critérios de seleção e modelo de acompanhamento dos empreendedores.</em></p>
<p><em>Endeavor Brasil — pesquisa Inteligência Artificial nas Scale-Ups Brasileiras, publicada em agosto de 2026, com indicadores de adoção tecnológica e resultados empresariais.</em></p>
<p><em>Endeavor Brasil — Relatório de Impacto 2025, com informações sobre investimentos, estrutura de apoio e resultados do Scale-Up Ventures.</em></p>
<p><em>Scale-Up Ventures — informações institucionais sobre requisitos para investimento e modelo de coinvestimento em startups.</em></p>
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		<title>Lula sanciona perdão de R$ 12,57 bilhões em dívidas de MEIs e eleva teto para R$ 140 mil</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/lula-perdao-dividas-mei-novo-teto-140-mil</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Luiza Farias]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Oct 2026 15:56:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Dívida Ativa da União]]></category>
		<category><![CDATA[Empreendedorismo]]></category>
		<category><![CDATA[governo federal]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
		<category><![CDATA[MEI]]></category>
		<category><![CDATA[Microempreendedor Individual]]></category>
		<category><![CDATA[Perdão de Dívidas]]></category>
		<category><![CDATA[PGFN]]></category>
		<category><![CDATA[Prospera MEI]]></category>
		<category><![CDATA[Receita federal]]></category>
		<category><![CDATA[Simples Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[teto do MEI]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Lula sanciona perdão de R$ 12,57 bilhões em dívidas de MEIs, amplia teto de faturamento para R$ 140 mil e estabelece novas regras para 2027.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div data-metric-area="topo-noticia" data-v-d559f1f7="">
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<div class="jupiter-headline mt-150-lg mt-100-xs body-container grid" data-v-f25cefd4="" data-v-d559f1f7="">
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<div class="solar-headline size-default type-heading variant-default" data-v-88fafe1b="" data-v-f25cefd4="">
<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quarta-feira (21) o projeto de lei complementar que amplia o limite de faturamento dos microempreendedores individuais (MEIs) e estabelece o perdão de aproximadamente R$ 12,57 bilhões em dívidas tributárias federais. A medida integra o programa Prospera MEI e poderá beneficiar cerca de 3,6 milhões de trabalhadores por conta própria que possuem pendências com a União. A assinatura ocorreu durante cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília, cinco dias antes do segundo turno das eleições presidenciais de 2026.</p>
<p>A nova legislação prevê que o teto anual de receita bruta, atualmente fixado em R$ 81 mil, seja elevado para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028. O texto também amplia de um para dois o número de empregados que o microempreendedor poderá contratar e estabelece novas condições de participação em licitações públicas. Segundo estimativas apresentadas pelo governo federal durante a tramitação da proposta, o conjunto de mudanças poderá alcançar aproximadamente 17,6 milhões de MEIs.</p>
<p>Embora tenha sido sancionada nesta quarta-feira, a legislação prevê a entrada em vigor das principais mudanças em 1º de janeiro de 2027. Isso significa que o perdão das dívidas não deverá ser aplicado imediatamente e que os novos limites de faturamento também não poderão ser utilizados antecipadamente em 2026. A remissão tributária estará condicionada a requisitos específicos, incluindo a manutenção dos recolhimentos previdenciários durante os seis primeiros meses de vigência da norma.</p>
<p>A sanção encerra uma tramitação acelerada no Congresso Nacional. A Câmara dos Deputados aprovou o texto em 14 de outubro, por 461 votos favoráveis e quatro contrários, enquanto o Senado confirmou a proposta no dia seguinte, com 78 votos a favor e nenhum contrário. A matéria reuniu dispositivos dos Projetos de Lei Complementar 186/2026 e 267/2026, apresentados pelo Poder Executivo.</p>
<h2>Novo teto do MEI terá aumento de 73% até 2028</h2>
<p>A atualização do limite de receita anual representa uma das alterações mais significativas no regime do microempreendedor individual. O valor de R$ 81 mil, mantido desde 2018, passará para R$ 110 mil em 2027, crescimento nominal de aproximadamente 35,8%. Em 2028, o teto chegará a R$ 140 mil, uma elevação acumulada de 72,8% em relação ao limite atualmente vigente.</p>
<p>Na prática, um trabalhador enquadrado como MEI poderá ampliar o faturamento anual sem necessariamente precisar migrar para uma estrutura empresarial com tributação mais complexa. O enquadramento, entretanto, continuará dependendo do cumprimento das demais exigências legais, incluindo as atividades econômicas permitidas, as restrições societárias e as obrigações tributárias aplicáveis.</p>
<p>A atualização terá efeitos diferentes conforme o porte e a trajetória de cada empreendimento. <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank"  rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341156">Negócios</a> que atualmente se aproximam do limite de R$ 81 mil poderão conquistar espaço adicional para crescimento, enquanto trabalhadores que já ultrapassaram esse patamar poderão avaliar a possibilidade de retorno ao regime simplificado, desde que preencham os requisitos de enquadramento. O aumento do teto não implica autorização automática para que qualquer empresa do Simples Nacional seja transformada em MEI.</p>
<p>Para quem iniciar atividades durante o ano, o limite de receita será proporcional ao período de funcionamento. Em 2027, a referência mensal corresponderá a aproximadamente R$ 9.166,67, enquanto em 2028 será de R$ 11.666,67. O cálculo considera os meses compreendidos entre o início das atividades e o encerramento do exercício, incluindo a fração de mês como período completo.</p>
<p>O avanço do teto também modifica a capacidade de crescimento financeiro das atividades abrangidas. A diferença entre os limites de 2026 e 2028 será de R$ 59 mil por ano, equivalente a aproximadamente R$ 4.916,67 adicionais por mês quando distribuída em 12 meses. Esses valores representam capacidade máxima de faturamento permitida, não aumento garantido de receita ou lucro para os empreendedores.</p>
<h2>Perdão de dívidas poderá alcançar 3,6 milhões de microempreendedores</h2>
<p>O componente de maior impacto imediato para os contribuintes endividados é a remissão de créditos tributários federais. De acordo com dados apresentados pelo Ministério da Fazenda e pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), aproximadamente 3,6 milhões de microempreendedores possuem pendências que poderão ser alcançadas pela medida. O estoque estimado dessas dívidas soma R$ 12,57 bilhões.</p>
<p>A legislação contempla débitos federais vinculados às contribuições previdenciárias do MEI, incluindo encargos acessórios relacionados, como juros e multas, nas condições estabelecidas pelo texto aprovado. O benefício considera pendências abrangidas pela regra temporal de 13 de outubro de 2026, independentemente de estarem inscritas ou não na Dívida Ativa da União. A aplicação deverá observar a natureza de cada crédito e os procedimentos administrativos definidos pelos órgãos responsáveis.</p>
<p>Essa distinção é importante porque o Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) pode reunir obrigações de naturezas diferentes. A remissão federal não deve ser interpretada como um cancelamento indiscriminado de todos os débitos tributários, bancários ou comerciais de um microempreendedor. Pendências relacionadas a tributos estaduais e municipais, assim como financiamentos privados, exigem análise própria e não são automaticamente eliminadas pelo benefício anunciado.</p>
<p>A documentação encaminhada pelo Executivo também contempla situações de créditos submetidos a cobrança administrativa ou judicial, inclusive aqueles envolvidos em parcelamentos e acordos de regularização. A inclusão de uma dívida específica dependerá das condições legais de enquadramento e dos procedimentos aplicáveis. A existência de um acordo anterior, portanto, não deve ser confundida com exclusão automática do benefício.</p>
<p>O valor médio das pendências abrangidas pelo levantamento federal é próximo de R$ 3,5 mil por microempreendedor. Essa média resulta da divisão dos R$ 12,57 bilhões pelo universo aproximado de 3,6 milhões de devedores e não representa o valor que cada pessoa terá efetivamente cancelado. O montante individual dependerá da composição dos créditos, dos encargos e do enquadramento de cada contribuinte nas regras da legislação.</p>
<p>Segundo a Fazenda, cerca de 86% do estoque estimado, equivalente a aproximadamente R$ 10,8 bilhões, corresponde a valores considerados de difícil ou impossível recuperação. A informação ajuda a explicar o argumento econômico apresentado pelo governo para a remissão: parte significativa das cobranças possui baixa perspectiva de pagamento, enquanto sua permanência pode dificultar a regularização de pequenos negócios.</p>
<p>O estoque nominal de R$ 12,57 bilhões, entretanto, não deve ser confundido com uma perda de arrecadação equivalente no orçamento federal. Créditos tributários com reduzida probabilidade de recuperação não representam necessariamente receitas que seriam efetivamente recebidas pelo Tesouro. O impacto fiscal depende da parcela recuperável dos débitos, das condições de cobrança e das estimativas utilizadas pelo governo.</p>
<h2>Perdão exige pagamento das próximas contribuições por seis meses</h2>
<p>O cancelamento das pendências terá condições específicas. Para manter a remissão, o microempreendedor deverá pagar pontualmente as contribuições abrangidas pela exigência legal que vencerem nos seis meses seguintes à entrada em vigor da legislação, prevista para janeiro de 2027. O descumprimento dessa obrigação poderá provocar o cancelamento do benefício e restabelecer a cobrança dos valores anteriormente perdoados.</p>
<p>A regra vincula o alívio do endividamento à continuidade da regularidade previdenciária. O governo pretende, dessa forma, oferecer uma oportunidade de reorganização financeira sem abandonar a exigência de recolhimentos futuros. Para o contribuinte, a principal consequência será a necessidade de acompanhar rigorosamente os vencimentos durante o período exigido.</p>
<p>A PGFN informou que a remissão das dívidas inscritas na Dívida Ativa da União deverá ocorrer automaticamente, sem necessidade de solicitação individual para essa modalidade. Entretanto, há condições adicionais quando os créditos estão relacionados a ações judiciais em andamento. Nesses casos, o beneficiário deverá observar as exigências de desistência das demandas e renúncia às pretensões relacionadas aos débitos alcançados pela remissão.</p>
<p>O texto também prevê que a extinção das ações judiciais decorrente da aplicação do benefício não deverá gerar condenação ao pagamento de honorários advocatícios exclusivamente por esse encerramento. A regra procura evitar que a regularização produza uma nova obrigação financeira associada à desistência processual exigida.</p>
<p>Outra limitação é a impossibilidade de restituição automática dos valores anteriormente pagos. A remissão alcança créditos enquadrados nas condições legais, mas não constitui autorização para recuperar contribuições quitadas antes de sua entrada em vigor. Assim, a situação de quem possui dívidas pendentes difere daquela de contribuintes que já liquidaram integralmente suas obrigações.</p>
<p>A regulamentação e os procedimentos administrativos serão determinantes para esclarecer a aplicação prática do benefício aos diferentes registros de cobrança. Entre as situações que exigem atenção estão dívidas ainda administradas pela Receita Federal, inscrições na PGFN e pendências relacionadas a acordos tributários. Os contribuintes deverão acompanhar os canais oficiais antes de interpretar a sanção como baixa efetiva de todos os débitos.</p>
<h2>Nova legislação permite dois empregados e amplia acesso às compras públicas</h2>
<p>Além das alterações tributárias, a legislação modifica regras de contratação de trabalhadores. O limite de empregados vinculados ao MEI passará de um para até dois, observadas as condições previstas para o regime simplificado. Os profissionais contratados deverão receber o salário mínimo ou o piso salarial aplicável à categoria, respeitando as demais obrigações trabalhistas.</p>
<p>A mudança amplia a capacidade de organização de pequenos empreendimentos que precisam dividir tarefas operacionais, comerciais ou de atendimento. Atividades com demanda variável poderão contar com mais um trabalhador registrado sem que essa condição, isoladamente, determine a saída do regime. A contratação adicional, contudo, envolve despesas previdenciárias, trabalhistas e administrativas que precisam ser consideradas no planejamento financeiro.</p>
<p>O texto também estabelece tratamento diferenciado para determinadas contratações públicas. A administração poderá realizar licitações exclusivas para microempreendedores individuais em contratos enquadrados nos limites definidos pela legislação. A medida amplia a possibilidade de participação de trabalhadores formalizados no fornecimento de bens e serviços ao poder público.</p>
<p>Na tramitação da proposta, o governo destacou ainda a ampliação de oportunidades na plataforma Contrata+Brasil. O objetivo é aproximar pequenos prestadores de serviços dos órgãos públicos interessados em contratações de menor porte. O acesso, entretanto, continuará sujeito aos procedimentos de cadastramento, às condições de contratação e à disponibilidade de demandas.</p>
<p>Segundo dados divulgados pelo Ministério do Empreendedorismo, a plataforma havia registrado 8.356 contratos finalizados até 13 de outubro de 2026, movimentando R$ 47,9 milhões. Na ocasião, havia 24.537 MEIs e 2.744 órgãos públicos cadastrados. Esses números mostram uma base operacional já existente, embora sua expansão dependa da participação de novos fornecedores e contratantes.</p>
<h2>Pacote ocorre às vésperas do segundo turno presidencial</h2>
<p>A sanção acontece em um momento de intensa disputa <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341157">política</a>. Lula concorre à reeleição contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), e o segundo turno está marcado para domingo, 25 de outubro. A aprovação acelerada das medidas voltadas aos microempreendedores integra uma sequência de iniciativas econômicas e sociais defendidas pelo governo durante a reta final da campanha.</p>
<p>Na votação do Senado, parlamentares de diferentes partidos reconheceram a necessidade de atualização do limite do MEI, embora tenham divergido sobre a oportunidade política da medida. Senadores da oposição criticaram a utilização eleitoral do projeto e afirmaram que a correção do teto estava atrasada. Integrantes da base governista defenderam a iniciativa como instrumento de formalização, geração de renda e fortalecimento dos pequenos negócios.</p>
<p>A convergência em torno das alterações ficou evidente no resultado da votação. Apesar das divergências sobre o momento da apresentação, o projeto foi aprovado por unanimidade entre os senadores votantes. Na Câmara, a proposta também recebeu ampla maioria, indicando apoio legislativo que ultrapassou a divisão entre governo e oposição.</p>
<p>Durante a cerimônia desta quarta-feira, Lula também formalizou o encaminhamento de uma proposta de emenda à Constituição destinada a estabelecer a gratuidade do transporte público urbano nos fins de semana. Diferentemente das mudanças relativas aos MEIs, essa medida ainda depende de deliberação do Congresso Nacional. Uma proposta de emenda constitucional precisa ser aprovada em dois turnos na Câmara e no Senado, com o apoio mínimo de três quintos dos integrantes de cada Casa.</p>
<p>O pacote Prospera MEI inclui ainda iniciativas distintas da legislação sancionada, como a renegociação de dívidas bancárias por meio do Desenrola 3.0 e a proposta do Pix MEI, que prevê apoio financeiro não reembolsável para investimentos em pequenos empreendimentos. Essas medidas possuem instrumentos próprios de implementação e não devem ser tratadas como benefícios automaticamente disponíveis em razão da sanção do projeto de lei complementar.</p>
<p>Para os microempreendedores, o próximo marco será a entrada em vigor das novas regras, prevista para 1º de janeiro de 2027. Até lá, permanecerá aplicável o teto de faturamento de R$ 81 mil referente ao exercício de 2026, enquanto os órgãos responsáveis deverão detalhar os procedimentos de regularização das dívidas. A eficácia da política dependerá da identificação correta dos beneficiários, da implementação da remissão e da capacidade dos contribuintes de cumprir as exigências previstas para manter o benefício.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Senado Federal — Aprovação do Projeto de Lei Complementar nº 186/2026, em 15 de outubro de 2026, e informações oficiais sobre os limites de faturamento, empregados e remissão tributária.</em></p>
<p><em>Câmara dos Deputados — Tramitação do Projeto de Lei Complementar nº 186/2026 e aprovação do substitutivo que incorporou medidas do PLP nº 267/2026.</em></p>
<p><em>Ministério da Fazenda e Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional — Orientações oficiais de 19 de outubro de 2026 sobre remissão de dívidas tributárias dos microempreendedores individuais.</em></p>
<p><em>Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte — Informações institucionais do programa Prospera MEI e dados sobre faturamento, contratação de empregados e compras públicas.</em></p>
<p><em>Presidência da República — Texto do Projeto de Lei Complementar nº 267/2026, relativo à remissão de créditos tributários federais de microempreendedores individuais.</em></p>
</div>
</div>
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		<item>
		<title>Senado aprova perdão de dívidas do MEI, teto de R$ 140 mil e contratação de dois funcionários</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/senado-aprova-perdao-dividas-mei-teto-140-mil-dois-funcionarios</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Luiza Farias]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Oct 2026 05:00:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Empreendedorismo]]></category>
		<category><![CDATA[MEI]]></category>
		<category><![CDATA[Microempreendedor Individual]]></category>
		<category><![CDATA[negócios]]></category>
		<category><![CDATA[pequenos negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Perdão de Dívidas]]></category>
		<category><![CDATA[Senado Federal]]></category>
		<category><![CDATA[Simples Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Teto de Faturamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Senado aprovou hoje o projeto de lei complementar (Projeto de Lei Complementar 186/202) que amplia o limite de faturamento do microempreendedor individual (MEI) dos atuais R$ 81 mil por ano, para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil a partir de 2028. Foi</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="prose break-words dark:prose-invert prose-p:leading-relaxed prose-pre:p-0">
<p>O Senado Federal aprovou nesta quinta-feira (15), por 78 votos a zero, o projeto de lei complementar que prevê o perdão integral de dívidas de microempreendedores individuais (MEIs) com a União, a ampliação do limite anual de faturamento para R$ 140 mil até 2028 e a autorização para contratação de até dois funcionários. A proposta reúne medidas de regularização fiscal, expansão dos pequenos <a class="wpil_keyword_link" title="Negócios" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340838">negócios</a> e acesso às compras governamentais. Aprovado pela Câmara dos Deputados na quarta-feira (14), o PLP 186/2026 concluiu sua tramitação no Congresso Nacional e seguirá para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.</p>
<p>O perdão previsto no texto alcança débitos de responsabilidade dos MEIs constituídos até 13 de outubro de 2026, inscritos ou não na Dívida Ativa da União, mas dependerá de solicitação e do cumprimento de condições específicas. Entre elas está a obrigação de manter em dia as contribuições com vencimento nos seis meses seguintes à entrada em vigor da futura legislação. O descumprimento dessa exigência poderá levar ao cancelamento do benefício, impedindo que a medida seja interpretada como uma anistia automática e incondicional.</p>
<p>A aprovação representa a etapa mais avançada do pacote Prospera MEI, apresentado pelo governo federal para ampliar a capacidade financeira e operacional dos pequenos empreendedores. O projeto combina a renegociação do passado tributário com mudanças nas condições de crescimento dos negócios, incluindo limites maiores de receita, contratação de pessoal e acesso a contratos públicos. Até a sanção e a entrada em vigor das disposições, entretanto, permanecem aplicáveis as regras atuais do regime, incluindo o teto geral de faturamento de R$ 81 mil por ano e o limite ordinário de um empregado.</p>
<h2 style="text-align: left;">Perdão de dívidas pode alcançar milhões de microempreendedores</h2>
<p>A remissão de dívidas constitui uma das medidas de maior alcance do projeto. O texto aprovado pelo Senado prevê a extinção integral dos créditos de titularidade da União de responsabilidade dos MEIs abrangidos pela regra temporal. A medida contempla débitos inscritos na Dívida Ativa e aqueles que ainda não chegaram a essa etapa de cobrança, com a finalidade de permitir a regularização de empreendedores que acumularam obrigações fiscais ao longo dos últimos anos.</p>
<p>Segundo informações divulgadas pelo Ministério do Empreendedorismo, cerca de 3,6 milhões de MEIs possuem dívidas inscritas na Dívida Ativa da União, que somam aproximadamente R$ 12,57 bilhões. O valor médio informado pelo governo é de R$ 3.473 por empreendedor. Esses números dimensionam o passivo associado ao segmento, embora o número final de beneficiários dependa das condições legais e da adesão efetiva ao mecanismo de remissão.</p>
<p>O impacto orçamentário estimado pelo Poder Executivo é de aproximadamente R$ 3 bilhões ao longo de três anos. A previsão está distribuída em R$ 1,1 bilhão para 2027, R$ 1 bilhão para 2028 e R$ 909 milhões para 2029. A soma dos valores anualizados alcança R$ 3,009 bilhões, diferença decorrente do arredondamento utilizado para apresentar a estimativa geral.</p>
<p>É importante distinguir o estoque de dívidas do impacto fiscal projetado. Os R$ 12,57 bilhões representam créditos inscritos em cobrança, enquanto os aproximadamente R$ 3 bilhões constituem uma estimativa de repercussão orçamentária da proposta. Os valores não são equivalentes porque a existência de um crédito registrado não significa que sua recuperação integral seria provável, especialmente quando envolve contribuintes em dificuldade financeira.</p>
<p>O Ministério da Fazenda informou que parte relevante dos créditos considerados apresenta baixa perspectiva de recuperação. A avaliação sustenta a decisão de propor uma remissão ampla, que poderia eliminar despesas administrativas e judiciais associadas à cobrança de valores com reduzida probabilidade de pagamento. A decisão de abrir mão desses créditos, contudo, exige autorização legal e observância das condições estabelecidas no projeto.</p>
<h2 style="text-align: left;">Perdão exigirá pagamento regular do DAS por seis meses</h2>
<p>O benefício aprovado pelo Congresso está acompanhado de uma contrapartida voltada à regularidade futura do empreendedor. Para manter a remissão, o MEI deverá pagar pontualmente as contribuições que vencerem nos seis meses seguintes à entrada em vigor da lei complementar. A exigência procura evitar a formação imediata de novos débitos depois da regularização do passivo anterior.</p>
<p>O projeto também prevê que o empreendedor apresente requerimento para obter o benefício. Segundo as orientações preliminares divulgadas pelo Ministério do Empreendedorismo, o procedimento envolverá a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), responsável pela cobrança dos créditos inscritos na Dívida Ativa da União. A operacionalização definitiva dependerá da entrada em vigor da legislação e das instruções que forem publicadas pelos órgãos competentes.</p>
<p>Outra condição envolve os contribuintes que discutem judicialmente as dívidas abrangidas. Para receber o perdão, será necessário desistir das ações em andamento e renunciar às pretensões relacionadas aos débitos. A extinção desses processos, conforme o texto aprovado, dispensará o pagamento de honorários advocatícios decorrentes dessa situação específica.</p>
<p>A renúncia judicial exige atenção porque envolve a abertura de mão de direitos processuais. Um MEI que esteja discutindo a validade de determinado débito deverá avaliar as consequências de encerrar a disputa para aderir ao benefício. A exigência não significa, por outro lado, que todos os microempreendedores precisarão ajuizar ou extinguir ações: ela se aplica às situações em que existam processos judiciais relacionados aos créditos abrangidos.</p>
<p>A remissão tampouco deve ser confundida com a devolução de tributos já pagos. Segundo a apresentação oficial do programa, os valores anteriormente quitados não serão restituídos pelo simples fato de a dívida correspondente passar a integrar o universo de créditos alcançado pela nova legislação. A medida é voltada à extinção de obrigações pendentes, não à revisão generalizada de recolhimentos realizados no passado.</p>
<p>Outro limite importante é a titularidade dos créditos. O texto trata de débitos com a União de responsabilidade dos microempreendedores individuais. Dívidas bancárias privadas, obrigações pessoais, tributos municipais cobrados diretamente pelas prefeituras e outras pendências não se tornam automaticamente elegíveis apenas porque o devedor possui um CNPJ de MEI. A natureza e a titularidade de cada débito precisam ser verificadas.</p>
<h2 style="text-align: left;">Teto de faturamento do MEI subirá para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028</h2>
<p>Além da remissão, o projeto modifica uma das principais restrições ao crescimento dos microempreendedores: o limite de receita bruta anual. Atualmente fixado em R$ 81 mil para o MEI em geral, o teto passará a R$ 110 mil em 2027 e alcançará R$ 140 mil em 2028, conforme o calendário aprovado pelo Congresso.</p>
<p>A atualização representa aumento nominal de aproximadamente 35,8% no primeiro ano e de 72,8% em 2028, tomando como referência o limite atual de R$ 81 mil. Entre os dois novos patamares, o crescimento será de 27,3%. Os percentuais resultam da comparação matemática dos limites previstos, sem representar estimativas de aumento efetivo de faturamento dos negócios.</p>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Ano</th>
<th>Teto anual de receita bruta</th>
<th>Variação sobre R$ 81 mil</th>
</tr>
<tr>
<td>2026 — regra atual</td>
<td>R$ 81.000</td>
<td>—</td>
</tr>
<tr>
<td>2027 — previsto no projeto</td>
<td>R$ 110.000</td>
<td>+35,8%</td>
</tr>
<tr>
<td>2028 — previsto no projeto</td>
<td>R$ 140.000</td>
<td>+72,8%</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><em>Fonte: PLP 186/2026, aprovado pelo Senado. Variações calculadas pela <a class="wpil_keyword_link" title="Gazeta Mercantil – Jornal Online" href="https://gazetamercantil.com" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340840">Gazeta Mercantil</a>. Os novos limites dependem da sanção e das condições legais de vigência.</em></p>
<p>Para os empreendedores que iniciarem suas atividades no decorrer do ano, os limites serão proporcionais aos meses de funcionamento. Em 2027, o valor de referência será de R$ 9.166,67 por mês de atividade. A partir de 2028, passará para R$ 11.666,67 mensais, observados os critérios legais de proporcionalidade.</p>
<p>A atualização procura corrigir parte da defasagem acumulada desde a última alteração do limite geral, aplicável a partir de 2018. Segundo o governo, a inflação medida pelo IPCA acumulou aproximadamente 55,4% entre janeiro daquele ano e maio de 2026. Isso significa que o reajuste intermediário para R$ 110 mil ainda ficará abaixo da correção correspondente a esse percentual inflacionário, enquanto o patamar de R$ 140 mil representará aumento nominal superior à inflação acumulada no período considerado.</p>
<p>A ampliação poderá beneficiar pequenos negócios que atualmente precisam recusar contratos ou se desenquadrar do regime por ultrapassarem o teto de receita. Entretanto, o aumento do limite não autoriza automaticamente qualquer empresa a voltar à condição de MEI. O enquadramento continuará dependendo dos demais requisitos, como atividade permitida, composição societária, natureza do empreendimento e regularidade da opção tributária.</p>
<h2 style="text-align: left;">Nova regra permitirá contratação de até dois empregados</h2>
<p>O PLP também prevê ampliar de um para dois o número de empregados que um microempreendedor individual poderá manter, observadas as atividades e as condições estabelecidas na legislação. Os trabalhadores deverão receber um salário mínimo ou o piso salarial aplicável à categoria profissional, preservadas as obrigações trabalhistas e previdenciárias.</p>
<p>A mudança pretende oferecer capacidade operacional adicional aos pequenos negócios que dependem de equipes reduzidas para realizar suas atividades. Na configuração atual, a contratação de um segundo empregado permanente constitui uma limitação importante para empreendedores que precisam ampliar a produção ou distribuir suas tarefas entre diferentes profissionais.</p>
<p>O texto aprovado contempla ainda atividades de industrialização, comercialização e prestação de serviços no meio rural, conforme as condições de enquadramento estabelecidas. Essa inclusão amplia o alcance do regime para determinadas operações econômicas que possuem características próprias de contratação e organização do <a class="wpil_keyword_link" title="Trabalho" href="https://gazetamercantil.com/trabalho" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340837">trabalho</a>.</p>
<p>A proposta também disciplina a substituição temporária de empregados legalmente afastados. Quando um ou mais trabalhadores estiverem ausentes nas hipóteses previstas em lei, o MEI poderá contratar substitutos em quantidade correspondente à dos empregados afastados, inclusive por prazo determinado. A substituição deverá observar o período necessário até o encerramento das condições que motivaram o afastamento.</p>
<p>A autorização para um segundo empregado não elimina os encargos de contratação. O empreendedor continuará responsável pelo pagamento dos salários, recolhimentos obrigatórios e cumprimento das regras relativas a férias, décimo terceiro, jornada e demais direitos trabalhistas aplicáveis. Por isso, a ampliação deve ser entendida como uma possibilidade de crescimento, não como incentivo para contratar sem avaliar a capacidade financeira do negócio.</p>
<p>A regra também não produzirá efeitos imediatos apenas porque foi aprovada pelo Senado. Até que a nova legislação entre em vigor, a contratação deverá respeitar os limites atualmente estabelecidos para o MEI.</p>
<h2 style="text-align: left;">Licitações exclusivas de até R$ 100 mil e preferência em contratos menores</h2>
<p>As mudanças relacionadas às compras públicas constituem outra parte relevante do pacote aprovado. O projeto amplia de R$ 80 mil para R$ 100 mil o limite de valor das licitações exclusivas destinadas a microempresas e <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340841">empresas</a> de pequeno porte. Como o MEI integra o conjunto de pequenos negócios beneficiados pelas regras de tratamento favorecido, a medida poderá ampliar suas oportunidades de participação, conforme os requisitos de cada contratação.</p>
<p>A expressão licitação exclusiva, entretanto, não significa que todos os certames de até R$ 100 mil serão reservados exclusivamente aos MEIs. A previsão se refere ao tratamento diferenciado de microempresas e empresas de pequeno porte, categoria mais ampla. Os microempreendedores poderão participar das oportunidades compatíveis com seu enquadramento e com as exigências legais e operacionais de cada edital.</p>
<p>Para os MEIs, o pacote também prevê preferência em contratações públicas de até R$ 25 mil. Esse valor aparece associado à ampliação das oportunidades oferecidas pelo programa Contrata+Brasil, plataforma que aproxima pequenos prestadores de serviços dos órgãos da administração pública.</p>
<p>O limite de contratação por serviço na plataforma, que estava em aproximadamente R$ 13.098,41, deverá subir para R$ 25 mil. A diferença corresponde a aumento de aproximadamente 90,9%, calculado a partir dos valores informados pelo Ministério do Empreendedorismo. A ampliação poderá permitir que prestadores disputem oportunidades de maior valor, respeitadas as demais condições previstas para as contratações.</p>
<p>Até 13 de outubro de 2026, o Contrata+Brasil havia registrado 8.356 contratos concluídos, com valor somado de R$ 47,9 milhões, segundo o governo federal. A plataforma reunia 24.537 microempreendedores cadastrados e 2.744 órgãos públicos, além de 245 oportunidades abertas. Esses dados mostram a dimensão já alcançada pelo programa, embora não permitam antecipar quantos contratos adicionais serão gerados pelas novas regras.</p>
<p>A possibilidade de atender ao setor público pode diversificar as fontes de receita do pequeno empreendedor, especialmente em serviços locais de manutenção e conservação. Entretanto, a contratação governamental exige capacidade de execução, atendimento às especificações, documentação regular e cumprimento dos prazos. A ampliação dos limites legais não representa garantia de faturamento nem reserva automática de contratos para todos os cadastrados.</p>
<h2 style="text-align: left;">Impacto fiscal de R$ 3 bilhões não equivale ao total das dívidas perdoadas</h2>
<p>A diferença entre o valor dos débitos registrados e o custo orçamentário estimado constitui um dos principais pontos para compreender o projeto. O governo informa um estoque de R$ 12,57 bilhões apenas em dívidas de MEIs inscritas na Dívida Ativa da União. Já a projeção de R$ 3 bilhões para os próximos três anos procura dimensionar os efeitos fiscais da remissão, considerando os parâmetros utilizados pela administração federal.</p>
<p>A comparação direta entre os valores indica que o impacto fiscal estimado corresponde a aproximadamente 23,9% do estoque de R$ 12,57 bilhões. Essa proporção, entretanto, não deve ser interpretada como um desconto parcial oferecido ao contribuinte. O benefício proposto é de remissão integral dos débitos elegíveis, enquanto a estimativa orçamentária considera os efeitos esperados sobre a arrecadação e a recuperação dos créditos.</p>
<p>A medida também pode alterar o comportamento futuro da arrecadação. Um empreendedor que regularize suas pendências e mantenha o pagamento corrente do DAS poderá permanecer no regime e continuar contribuindo. A exigência de adimplência por seis meses demonstra que o projeto combina o perdão do passivo com uma tentativa de preservar os recolhimentos posteriores.</p>
<p>Esse resultado, contudo, não pode ser considerado garantido antes da implementação. O impacto líquido dependerá do número efetivo de adesões, da capacidade de cumprimento das condições e do comportamento da arrecadação após a entrada em vigor da lei. Por essa razão, as estimativas oficiais devem ser apresentadas como projeções e não como <a class="wpil_keyword_link" title="Economia" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340839">economia</a> ou recuperação de receitas já realizadas.</p>
<h2 style="text-align: left;">Senado aprova por unanimidade e texto segue para sanção presidencial</h2>
<p>A aprovação no Senado ocorreu na noite de quinta-feira, em sessão que registrou 78 votos favoráveis, nenhum contrário e nenhuma abstenção. O relator da proposta na Casa foi o senador Carlos Fávaro (PSD-MT). O projeto recebeu uma emenda de redação e teve sua versão final aprovada, encerrando a etapa de deliberação parlamentar.</p>
<p>Um dia antes, a Câmara havia aprovado o texto por 461 votos a quatro, a partir de substitutivo apresentado pelo deputado Rubens Pereira Júnior (PT-MA). A versão consolidada incorporou medidas dos PLPs 186/2026 e 267/2026, ambos apresentados pelo Poder Executivo. O primeiro tratava da ampliação do teto de faturamento e da capacidade de contratação, enquanto o segundo concentrava as disposições relativas ao perdão de dívidas e outras iniciativas de apoio aos microempreendedores.</p>
<p>O próximo passo é a análise presidencial, que poderá resultar em sanção ou veto, integral ou parcial, conforme as regras constitucionais. Somente depois da conclusão dessa etapa será possível estabelecer de forma definitiva quais dispositivos entrarão em vigor e os procedimentos administrativos necessários para sua execução.</p>
<p>Para os microempreendedores endividados, o principal cuidado neste momento é não confundir a aprovação parlamentar com a concessão imediata da remissão. Débitos continuam sujeitos às regras atuais de cobrança até que a futura lei produza os efeitos previstos. Da mesma forma, os limites gerais de faturamento e contratação permanecem inalterados enquanto as novas disposições não estiverem juridicamente aplicáveis.</p>
<p>A aprovação por ampla maioria nas duas Casas coloca o projeto em sua etapa legislativa final e abre a possibilidade de mudanças relevantes no regime do MEI a partir de 2027. O alcance concreto das medidas dependerá da sanção, da regulamentação e do funcionamento dos procedimentos de adesão, especialmente no caso das dívidas com a União, cuja extinção exigirá providências específicas dos contribuintes beneficiados.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Senado Federal — Registro da sessão plenária de 15 de outubro de 2026, votação nominal e redação final do PLP 186/2026.</em></p>
<p><em>Senado Federal — Comunicado institucional da Presidência sobre a aprovação do PLP 186/2026, de 15 de outubro de 2026.</em></p>
<p><em>Câmara dos Deputados — Registros de tramitação, aprovação e substitutivo do PLP 186/2026, incluindo disposições incorporadas do PLP 267/2026.</em></p>
<p><em>Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte — Comunicado institucional sobre o pacote Prospera MEI, de 15 de outubro de 2026.</em></p>
<p><em>Ministério da Fazenda — Informações sobre o programa de regularização de dívidas, impactos fiscais e ampliação dos limites do MEI.</em></p>
<p><em>Receita Federal — Orientações oficiais sobre as regras atuais de enquadramento do Microempreendedor Individual.</em></p>
</div>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Startup que leva pets para o exterior dobra de tamanho e mira faturamento de R$ 150 milhões até 2030</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/startup-que-leva-pets-para-o-exterior-dobra-de-tamanho-e-mira-faturamento-de-r-150-milhoes-ate-2030</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Luiza Farias]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Oct 2026 13:35:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Pets]]></category>
		<category><![CDATA[startup]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Levar cachorros e gatos para outros países virou um negócio de escala para uma empresa brasileira. Criada há apenas três anos, a Pet Viajante nasceu para resolver a burocracia enfrentada por famílias que precisam transportar seus animais para o exterior. O negócio ganhou tração rapidamente: já são mais de 15 mil pets atendidos, operações envolvendo [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Levar cachorros e gatos para outros países virou um negócio de escala para uma empresa brasileira.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Criada há apenas três anos, a Pet Viajante nasceu para resolver a burocracia enfrentada por famílias que precisam transportar seus animais para o exterior. O negócio ganhou tração rapidamente: já são mais de 15 mil pets atendidos, operações envolvendo mais de 70 países e cerca de 400 viagens acompanhadas todos os meses.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No último ano, a companhia dobrou de tamanho, registrando crescimento de aproximadamente 100%.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Agora, a empresa fundada pela advogada e empreendedora Luanna Lopes prepara uma nova etapa. A estratégia passa pela internacionalização da operação, ampliação dos investimentos em tecnologia e transformação de uma empresa criada no Brasil em uma plataforma global de mobilidade internacional para famílias com pets.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A meta estabelecida pela companhia é chegar a R$ 150 milhões de faturamento anual até 2030.</span></p>
<h1><b>Da burocracia nasceu um negócio</b></h1>
<p><span style="font-weight: 400;">A história da Pet Viajante começou a partir de um problema vivido pela própria fundadora.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao precisar organizar uma viagem internacional com seu animal, Luanna se deparou com um processo que envolvia legislação sanitária, documentação, vacinas, exames, certificados oficiais e regras diferentes de acordo com cada país e companhia aérea.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Advogada, começou a estudar o assunto.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que inicialmente era uma necessidade pessoal revelou uma oportunidade de <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340130">mercado</a>.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2023, nasceu a Pet Viajante.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A tese era relativamente simples: se cada vez mais brasileiros viajavam, estudavam ou mudavam de país levando seus animais como integrantes da família, existia espaço para uma empresa capaz de organizar toda a complexidade existente entre tutores, veterinários, órgãos governamentais e companhias aéreas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A aposta funcionou.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Três anos depois, a companhia afirma ter se consolidado como a maior empresa brasileira especializada em transporte internacional de pets, reunindo uma equipe de aproximadamente 60 profissionais e uma estrutura preparada para atender famílias em dezenas de países.</span></p>
<h1><b>De 15 mil pets para uma companhia de R$ 150 milhões</b></h1>
<p><span style="font-weight: 400;">Os números ajudam a dimensionar a velocidade da expansão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Pet Viajante já participou da jornada internacional de mais de 15 mil animais e atualmente acompanha aproximadamente 400 viagens por mês.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Somente no último ano, a empresa dobrou de tamanho.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Agora, o plano é levar esse processo de escala para uma nova fase, com uma parcela cada vez maior do crescimento vindo da internacionalização da operação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A companhia estabeleceu como objetivo alcançar R$ 150 milhões em faturamento anual até 2030, apoiada em tecnologia, expansão internacional e ampliação do portfólio de serviços.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A ambição é deixar de ser apenas uma empresa brasileira atendendo clientes que viajam para o exterior e construir uma operação capaz de conquistar consumidores diretamente em outros mercados.</span></p>
<h1><b>Os dados por trás do mercado</b></h1>
<p><span style="font-weight: 400;">O crescimento da companhia também permitiu à Pet Viajante acumular uma base relevante de informações sobre o comportamento dos brasileiros que viajam com seus animais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A partir dos dados de mais de 15 mil pets atendidos, a empresa desenvolveu o </span><span style="color: #ff0000;"><strong><a style="color: #ff0000;" href="https://petviajante.com.br/estudo" target="_blank" rel="noopener">Raio-X do Transporte Internacional de Pets 2026</a></strong></span><span style="font-weight: 400;">, levantamento que reúne informações sobre destinos, custos, prazos, documentação e comportamento das famílias que transportam seus animais para outros países.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os dados mostram também por que esse mercado exige especialização.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dependendo do destino, preparar um animal para uma viagem internacional pode levar meses e envolver microchipagem, vacinação, sorologias, certificados veterinários, documentação governamental e exigências específicas de entrada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cada país possui suas próprias regras e os procedimentos podem mudar também de acordo com a companhia aérea utilizada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É justamente nessa complexidade que está o negócio construído pela Pet Viajante.</span></p>
<h1><b>Muito além de “levar um cachorro para outro país”</b></h1>
<p><span style="font-weight: 400;">Em vez de atuar apenas no transporte, a companhia estruturou uma operação para acompanhar praticamente toda a jornada necessária para que um animal deixe um país e entre regularmente em outro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O modelo reúne assessoria documental, orientação veterinária, logística, emissão e acompanhamento de documentos sanitários, definição de rotas e suporte ao tutor durante o processo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A ideia é retirar do cliente a necessidade de entender sozinho dezenas de procedimentos diferentes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para Luanna Lopes, porém, limitar a definição da empresa ao transporte de animais é enxergar apenas uma parte do negócio.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">“Não queremos construir apenas uma empresa que leva pets de um país para outro. Estamos construindo uma empresa de mobilidade internacional para famílias com pets. É um mercado global, ainda muito fragmentado, e acreditamos que existe espaço para uma companhia brasileira se tornar uma das principais referências mundiais desse segmento”, afirma a fundadora.</span></i></p>
<h1><b>A próxima fronteira é internacional</b></h1>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de construir escala no Brasil, a Pet Viajante prepara uma expansão para mercados estratégicos no exterior.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A internacionalização deverá vir acompanhada de investimentos em tecnologia para automatizar partes de uma operação que ainda depende de grande quantidade de documentos, regras sanitárias e processos manuais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A estratégia também passa por transformar o conhecimento acumulado em milhares de viagens em uma vantagem competitiva.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quanto maior a operação, maior a quantidade de informações sobre rotas, destinos, exigências, prazos e dificuldades enfrentadas pelos tutores.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A companhia acredita que essa base de conhecimento poderá ajudar a sustentar sua expansão para outros mercados.</span></p>
<h1><b>Um mercado que acompanha uma mudança nas famílias</b></h1>
<p><span style="font-weight: 400;">Por trás dos números existe também uma transformação no comportamento dos consumidores.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Animais de estimação passaram a participar de decisões que antes envolviam apenas pessoas: onde morar, para onde viajar e até para qual país uma família pretende se mudar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com isso, surgiu uma cadeia de serviços relacionada à mobilidade internacional desses animais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para a Pet Viajante, essa mudança abre espaço para a construção de uma categoria muito maior do que a simples logística de pets.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A companhia quer ocupar justamente esse espaço.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aos três anos, com mais de 15 mil animais atendidos, presença em viagens envolvendo mais de 70 países, aproximadamente 400 operações mensais, crescimento de 100% no último ano e uma meta de R$ 150 milhões de faturamento anual até 2030, a Pet Viajante entra em uma nova fase.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma empresa que começou tentando resolver uma pergunta aparentemente simples — como levar um cachorro para outro país? — agora tenta responder outra:</span></p>
<p><b><i>até onde pode chegar uma empresa brasileira criada para permitir que famílias atravessem fronteiras sem deixar seus pets para trás? deixar seus pets para trás?</i></b></p>
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		<title>Parcelamento do MEI 2026 termina hoje às 19h; veja como aderir</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/parcelamento-mei-2026-divida-ativa-regularize</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Luiza Farias]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Sep 2026 13:12:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Desenrola MEI]]></category>
		<category><![CDATA[Dívida Ativa]]></category>
		<category><![CDATA[Edital PGFN nº 6/2026]]></category>
		<category><![CDATA[Edital PGFN nº 9/2026]]></category>
		<category><![CDATA[Microempreendedor Individual]]></category>
		<category><![CDATA[negócios]]></category>
		<category><![CDATA[parcelamento MEI 2026]]></category>
		<category><![CDATA[PGFN]]></category>
		<category><![CDATA[Regularize]]></category>
		<category><![CDATA[Simples Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os microempreendedores individuais que possuem débitos elegíveis inscritos na Dívida Ativa da União têm até as 19h desta quarta-feira, 30 de setembro de 2026, no horário de Brasília, para aderir às condições especiais de negociação oferecidas pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). Entre as possibilidades estão redução do valor da dívida, entrada facilitada, prazos maiores [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Os microempreendedores individuais que possuem débitos elegíveis inscritos na Dívida Ativa da União têm até as 19h desta quarta-feira, 30 de setembro de 2026, no horário de Brasília, para aderir às condições especiais de negociação oferecidas pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). Entre as possibilidades estão redução do valor da dívida, entrada facilitada, prazos maiores para pagamento e prestações mínimas de R$ 25.</p>
<p>A negociação é feita pelo portal REGULARIZE e envolve principalmente as condições do Edital PGFN nº 9/2026, criado especificamente para microempreendedores individuais com até R$ 20 mil em débitos inscritos na Dívida Ativa da União. O Edital nº 6/2026, mais amplo, também possui modalidades que alcançam MEIs e encerra as adesões no mesmo horário.</p>
<p>Apesar de ser frequentemente procurado na internet como “parcelamento MEI 2026”, o benefício que termina nesta quarta-feira é tecnicamente uma transação tributária. A diferença é importante: a transação pode conceder descontos, alterar a entrada e adequar o prazo de pagamento às condições previstas nos editais, enquanto o parcelamento convencional possui regras próprias e não oferece automaticamente os mesmos abatimentos.</p>
<p>O MEI interessado precisa verificar primeiro onde está a dívida. Enquanto o débito ainda estiver sob administração da Receita Federal, existem mecanismos próprios de parcelamento. Depois da inscrição na Dívida Ativa da União, a negociação passa a ser realizada pela PGFN.</p>
<h2>Quem pode aderir ao parcelamento especial do MEI em 2026</h2>
<p>O Edital PGFN nº 9/2026 é destinado ao microempreendedor individual com débitos inscritos na Dívida Ativa da União de até R$ 20 mil.</p>
<p>Não significa, porém, que qualquer dívida dentro desse limite receberá automaticamente o mesmo desconto. O edital possui três modalidades principais: negociação conforme a capacidade de pagamento, transação para débitos considerados irrecuperáveis e transação de pequeno valor.</p>
<p>Cada uma possui requisitos próprios, inclusive em relação à data em que a dívida foi inscrita.</p>
<p>Na modalidade conforme a capacidade de pagamento, são alcançadas dívidas inscritas até 3 de março de 2026. O sistema da PGFN classifica automaticamente o contribuinte nas categorias A, B, C ou D.</p>
<p>Quem está nas classificações A ou B pode obter entrada facilitada. Para contribuintes enquadrados nas classificações C ou D, além da entrada facilitada, podem ser oferecidos prazo maior e descontos sobre os acréscimos legais.</p>
<p>A modalidade de pequeno valor exige atenção a uma data diferente: são consideradas as dívidas inscritas até 1º de junho de 2025.</p>
<p>Por isso, dois MEIs com dívidas do mesmo valor podem encontrar propostas diferentes no REGULARIZE.</p>
<h2>MEI pode ter desconto de 50% sobre o valor total da dívida</h2>
<p>Uma das condições mais favoráveis aparece na modalidade de pequeno valor.</p>
<p>Para inscrições com código de receita 1537, referente ao Simples Nacional do MEI, de até cinco salários mínimos, a PGFN prevê desconto de 50% sobre o valor total da dívida, com possibilidade de pagamento em até 60 prestações.</p>
<p>O Edital nº 9/2026 também estabelece outra condição de pequeno valor para inscrições de responsabilidade do MEI de até R$ 20 mil.</p>
<p>Nesse caso, o pagamento à vista pode ser feito com desconto de 50%.</p>
<p>O contribuinte que preferir parcelar pode pagar uma entrada equivalente a 5% do valor total da dívida, sem desconto, dividida em até cinco parcelas mensais. Depois da entrada, o percentual de redução varia conforme a quantidade de meses utilizada para pagar o saldo.</p>
<p>Para quitação em até sete meses, o desconto é de 50%. Em até 12 meses, o abatimento cai para 45%. Para pagamento em até 30 meses, o desconto previsto é de 40%. No prazo de até 55 meses, a redução é de 30%.</p>
<p>Em todas as modalidades do Edital nº 9/2026, a prestação mínima para o MEI é de R$ 25.</p>
<h2>Desconto de 100% não significa perdão de toda a dívida</h2>
<p>Na modalidade baseada na capacidade de pagamento, a PGFN prevê desconto de até 100% sobre juros, multas e encargo legal.</p>
<p>Isso não significa que o MEI poderá eliminar integralmente a dívida.</p>
<p>A redução é aplicada aos acréscimos legais e está limitada a 70% do valor da inscrição. O principal da dívida continua sujeito às regras da transação.</p>
<p>A entrada nessa modalidade corresponde a 6% do valor total da dívida, sem desconto, e pode ser paga em até 12 parcelas mensais. Se o contribuinte fizer o pagamento à vista, a entrada é dispensada.</p>
<p>O saldo pode ser dividido em até 133 prestações em determinadas situações.</p>
<p>Existe, entretanto, uma limitação importante para débitos previdenciários. Para os códigos definidos pela PGFN, entre eles o código 1537 do Simples Nacional — MEI, o prazo máximo é de 60 meses, ressalvadas exceções específicas previstas nas regras.</p>
<p>Assim, o MEI não deve presumir que necessariamente encontrará uma opção de 133 parcelas ao acessar o sistema.</p>
<h2>Como fazer o parcelamento do MEI 2026: passo a passo</h2>
<p>A adesão é realizada eletronicamente pelo REGULARIZE.</p>
<h3>1. Acesse o REGULARIZE</h3>
<p>Entre no portal da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e faça a identificação do contribuinte.</p>
<h3>2. Entre na área de negociação</h3>
<p>No menu, selecione a opção “Negociar Dívida” e depois “Acesso ao Sistema de Negociações”.</p>
<p>O contribuinte será encaminhado ao SISPAR, sistema utilizado para formalizar as negociações.</p>
<h3>3. Escolha “Adesão” e depois “Transação”</h3>
<p>Na tela inicial do SISPAR, acesse o menu “Adesão” e escolha a opção “Transação”.</p>
<h3>4. Selecione o Edital nº 9/2026</h3>
<p>Depois da identificação, avance até o campo das negociações disponíveis e selecione a opção referente à transação do Edital PGFN nº 9/2026.</p>
<p>O próprio sistema mostrará as inscrições que atendem aos critérios da negociação.</p>
<h3>5. Selecione as dívidas elegíveis</h3>
<p>O contribuinte deverá selecionar as inscrições elegíveis apresentadas pelo sistema e solicitar o cálculo.</p>
<p>A PGFN determina que a transação abranja todas as inscrições elegíveis que não estejam garantidas, parceladas ou suspensas por decisão judicial.</p>
<h3>6. Confira desconto, entrada e número de parcelas</h3>
<p>Antes de confirmar, verifique com atenção qual modalidade está sendo oferecida, o valor da entrada, o desconto aplicado, a quantidade de prestações e o valor total que será pago.</p>
<p>A proposta disponível depende das características da dívida e, em determinados casos, da capacidade de pagamento atribuída automaticamente pela PGFN.</p>
<h3>7. Confirme a adesão</h3>
<p>Depois da conferência, confirme a negociação no sistema.</p>
<p>Ao final do procedimento, será apresentada uma tela com o resumo do acordo.</p>
<h3>8. Emita imediatamente a primeira prestação</h3>
<p>Depois da confirmação, escolha a opção para gerar o documento de arrecadação da primeira parcela.</p>
<p>Esse passo é particularmente importante no último dia.</p>
<h2>Quem aderir hoje precisa pagar a primeira parcela dentro do prazo</h2>
<p>A adesão não se torna efetiva simplesmente porque o contribuinte confirmou a proposta no sistema.</p>
<p>A PGFN determina que a primeira prestação seja paga até o último dia útil do mês em que ocorreu a adesão. Caso contrário, a conta de negociação será indeferida.</p>
<p>Como o prazo de adesão termina em 30 de setembro, o MEI que formalizar a negociação nesta quarta-feira deve prestar atenção também à emissão e ao pagamento da primeira parcela.</p>
<p>Deixar apenas a adesão registrada e não efetuar o pagamento pode impedir a consolidação do acordo.</p>
<p>As parcelas também não permanecem com o mesmo valor nominal durante todo o período. A PGFN determina reajuste mensal pela taxa Selic, acrescida de 1% no mês do pagamento.</p>
<h2>Dívida do MEI na Receita é diferente de Dívida Ativa</h2>
<p>Um dos principais pontos de confusão para o microempreendedor é descobrir onde a dívida está sendo cobrada.</p>
<p>Enquanto o débito declarado pelo MEI ainda não tiver sido encaminhado para inscrição na Dívida Ativa da União, o parcelamento pode ser solicitado junto à Receita Federal.</p>
<p>O parcelamento ordinário desses débitos pode ser feito em até 60 prestações, respeitado o valor mínimo de R$ 50 por parcela.</p>
<p>Depois que a dívida é encaminhada para a Dívida Ativa da União, a cobrança passa para a PGFN.</p>
<p>Nesse caso, é no REGULARIZE que o contribuinte deve verificar as possibilidades de negociação.</p>
<p>Portanto, um MEI que acessar o portal da PGFN e não encontrar determinada dívida não deve concluir imediatamente que está sem pendências. O débito pode ainda estar sob administração da Receita Federal.</p>
<h2>REGULARIZE funciona até as 22h, mas prazo acaba às 19h</h2>
<p>Outro ponto que merece atenção nesta quarta-feira é a diferença entre o horário de funcionamento do portal e o encerramento da transação.</p>
<p>O REGULARIZE informa disponibilidade de segunda a sexta-feira, exceto feriados nacionais, das 7h às 22h, no horário de Brasília.</p>
<p>Isso não significa que a adesão poderá ser realizada até as 22h desta quarta-feira.</p>
<p>O prazo específico do Edital nº 9/2026 termina às 19h de 30 de setembro.</p>
<p>Assim, o contribuinte não deve usar o horário de funcionamento do portal como referência para o encerramento do programa.</p>
<p>Como o procedimento exige identificação, consulta das inscrições, escolha da modalidade, cálculo, confirmação e emissão da primeira prestação, deixar a adesão para os minutos finais aumenta o risco de não concluir o processo dentro do horário.</p>
<h2>O que acontece se o MEI deixar de pagar as parcelas</h2>
<p>Depois de formalizado o acordo, o microempreendedor precisa cumprir as condições estabelecidas.</p>
<p>A falta de pagamento da primeira prestação dentro do prazo provoca o indeferimento da negociação.</p>
<p>Quando existe parcelamento da entrada, a falta de quitação integral dessa entrada também pode levar ao cancelamento. O acúmulo de três prestações atrasadas, consecutivas ou alternadas, está entre as hipóteses previstas para perda do acordo.</p>
<p>Depois da formalização, o descumprimento das regras pode provocar a rescisão da transação.</p>
<p>Nesse caso, o contribuinte perde os benefícios concedidos e a cobrança do saldo devedor é retomada.</p>
<p>Além disso, a PGFN prevê impedimento para formalizar nova transação durante dois anos contados da rescisão, inclusive em relação a outros débitos.</p>
<h2>O que fazer depois das 19h se o prazo for perdido</h2>
<p>O fim da transação especial não significa que todas as possibilidades de regularização do MEI desaparecem.</p>
<p>O que termina às 19h desta quarta-feira é a possibilidade de ingresso nos editais que possuem esse prazo específico, incluindo as condições especiais destinadas ao microempreendedor individual.</p>
<p>Depois do encerramento, o primeiro passo continua sendo identificar onde está o débito.</p>
<p>Se a dívida ainda estiver na Receita Federal, o MEI poderá verificar o parcelamento ordinário, que admite pagamento em até 60 prestações e possui parcela mínima de R$ 50.</p>
<p>Se o débito já estiver inscrito na Dívida Ativa da União, será necessário acessar o REGULARIZE e verificar quais modalidades de negociação ou parcelamento continuam disponíveis para aquele CNPJ.</p>
<p>O parcelamento convencional não deve ser confundido com a transação tributária encerrada em 30 de setembro. As condições, descontos e prazos podem ser diferentes.</p>
<p>Também poderão surgir novas transações da PGFN no futuro, mas um novo edital dependerá de decisão da Procuradoria e não há garantia de repetição dos mesmos descontos.</p>
<p>Para quem possui dívida elegível no programa atualmente aberto, portanto, a referência decisiva é objetiva: <strong>a adesão termina às 19h desta quarta-feira, 30 de setembro de 2026, no horário de Brasília</strong>.</p>
<h4>Fontes:</h4>
<p><em>Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional — Edital PGFN nº 9/2026</em></p>
<p><em>Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional — Edital PGFN nº 6/2026</em></p>
<p><em>Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional — orientações sobre transação tributária e REGULARIZE</em></p>
<p><em>Receita Federal — Parcelamento de dívidas do Microempreendedor Individual</em></p>
<p><em>Portal Gov.br — serviço Parcelar Dívidas do MEI</em></p>
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		<item>
		<title>Riachuelo (RIAA3) prevê até R$ 4 bilhões em investimentos para reformar e ampliar lojas</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/riachuelo-investimento-expansao-novas-lojas</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Luiza Farias]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Sep 2026 17:22:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[expansão]]></category>
		<category><![CDATA[investimentos]]></category>
		<category><![CDATA[Logística]]></category>
		<category><![CDATA[lojas]]></category>
		<category><![CDATA[RIAA3]]></category>
		<category><![CDATA[Riachuelo]]></category>
		<category><![CDATA[varejo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Riachuelo (RIAA3) entrou em uma nova etapa de expansão física depois de recuperar margens, reduzir a alavancagem e acumular 12 trimestres consecutivos de crescimento nas vendas de vestuário em mesmas lojas. O plano de longo prazo prevê a abertura de 150 a 200 unidades e a reforma de toda a base atual, com investimentos [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Riachuelo (RIAA3) entrou em uma nova etapa de expansão física depois de recuperar margens, reduzir a alavancagem e acumular 12 trimestres consecutivos de crescimento nas vendas de vestuário em mesmas lojas. O plano de longo prazo prevê a abertura de 150 a 200 unidades e a reforma de toda a base atual, com investimentos estimados entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões. A empresa também prevê recursos adicionais para distribuição e logística.</p>
<p>O movimento ganhou uma nova vitrine nesta quinta-feira (24), com a abertura ao público da unidade da companhia na rua Oscar Freire, em São Paulo. A loja de 416 metros quadrados foi concebida como um formato de experimentação, reunindo recursos como self-checkout, provadores voltados à produção de conteúdo, espaço para a linha D-Ultras e elementos de entretenimento. O projeto faz parte do conceito “Incrivelmente Brasil”, criado para testar uma nova configuração da rede antes de sua disseminação.</p>
<p>O ritmo de expansão projetado equivale a uma média de 15 a 20 inaugurações por ano caso as 150 a 200 unidades sejam distribuídas ao longo de uma década. A companhia mantém, para o segundo semestre de 2026, a previsão de abrir 14 lojas e reformar outras sete. Para 2027, ainda não há uma meta formal de inaugurações, e o ritmo de reformas deverá depender dos resultados obtidos pelas unidades reformuladas ao longo deste ano.</p>
<h2>Lucro acelera antes da nova rodada de investimentos</h2>
<p>A expansão ocorre após uma sequência de melhora operacional. No segundo trimestre de 2026, a Riachuelo registrou receita líquida consolidada de R$ 2,69 bilhões, alta de 3,3% sobre um ano antes. O Ebitda avançou 12,7%, para R$ 460,6 milhões, enquanto o lucro líquido chegou a R$ 167,9 milhões, crescimento de 36,2%. A margem líquida passou de 4,7% para 6,2%.</p>
<p>O desempenho do trimestre concentrou a maior parte do lucro obtido pela companhia no primeiro semestre. O resultado acumulado até junho foi de R$ 173 milhões, o que significa que aproximadamente 97% desse montante foi produzido apenas entre abril e junho. No mesmo período de 2025, o lucro do semestre havia sido de R$ 77,4 milhões. A comparação mostra a aceleração do resultado ao longo de 2026, ainda que o primeiro trimestre tenha sido bastante mais fraco que o segundo.</p>
<p>No vestuário, que concentra a principal operação de varejo, a receita líquida cresceu 8,9% no segundo trimestre, para R$ 1,75 bilhão. As vendas mesmas lojas aumentaram 7,8%, marcando o 12º trimestre consecutivo de expansão. A margem bruta de vestuário chegou a 59,2%, 1,9 ponto percentual acima do segundo trimestre de 2025.</p>
<p>A melhora de rentabilidade também apareceu no resultado operacional. O Ebitda do segmento de Mercadorias subiu 14,7%, para R$ 342 milhões, enquanto a margem Ebitda avançou de 15,2% para 17%. Na divisão financeira, o Ebitda aumentou 7,2%, para R$ 118,6 milhões, com queda do índice de inadimplência de 15 a 90 dias de 7,5% para 6,9%.</p>
<h2>Rede física cresce, mas muda de formato</h2>
<p>A companhia terminou junho com 444 lojas, considerando as marcas Riachuelo, Casa Riachuelo e Carter’s. A área de vendas chegou a 717 mil metros quadrados. Somente a operação Riachuelo possuía 342 unidades, número que explica por que a expansão anunciada representa uma alteração gradual, e não uma substituição completa da atual estrutura.</p>
<p>A estratégia também envolve testar lojas menores e mais flexíveis. A unidade da Oscar Freire tem 416 metros quadrados e ocupa três andares. O espaço foi montado como laboratório para recursos que podem ser incorporados a outras lojas, combinando experiência física e ferramentas digitais. A empresa pretende levar progressivamente o conceito para mais de 300 unidades da marca.</p>
<p>A comparação com a antiga operação da Riachuelo na própria Oscar Freire reforça a mudança de modelo. A unidade anterior, encerrada em 2023, tinha aproximadamente 1.200 metros quadrados. A nova loja, portanto, utiliza pouco mais de um terço da área anterior, redução de cerca de 65%, mas amplia a quantidade de elementos dedicados a experiência, tecnologia e integração com canais digitais.</p>
<p>Esse desenho reduz a dependência de grandes áreas de venda para testar conceitos. Na nova unidade, a empresa combinou venda tradicional com provadores especiais, automação no checkout, espaço para criadores de conteúdo e uma loja dentro da loja para a D-Ultras, linha de básicos com tecidos e funcionalidades tecnológicas. O modelo procura aumentar o número de funções desempenhadas pela loja além da simples exposição de produtos.</p>
<h2>Investimento será maior do que o gasto atual</h2>
<p>O tamanho do plano também pode ser comparado com os desembolsos efetivamente realizados pela companhia em 2026. No primeiro semestre, o Capex totalizou R$ 302,1 milhões, alta de 19,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. No segundo trimestre, os investimentos alcançaram R$ 156,1 milhões, crescimento de 31,1%.</p>
<p>A composição mostra onde a companhia já está direcionando capital. No semestre, os gastos com tecnologia e transformação digital somaram R$ 195,7 milhões; os investimentos em centros de distribuição alcançaram R$ 55,1 milhões; remodelações ficaram em R$ 18,4 milhões; novas lojas consumiram R$ 14,4 milhões; e a fábrica recebeu R$ 5,8 milhões. O total inclui, portanto, várias frentes que não se limitam à expansão física.</p>
<p>O plano de R$ 3 bilhões a R$ 4 bilhões para reformas e novas unidades deve ser entendido, por isso, como um ciclo plurianual, e não como orçamento de um único exercício. Considerando a referência de aproximadamente 350 lojas existentes utilizada pela administração e a abertura de até 150 unidades, o programa pode envolver cerca de 500 projetos de lojas entre reformas e inaugurações. Nessa divisão meramente aritmética, o investimento equivalente seria de aproximadamente R$ 6 milhões a R$ 8 milhões por projeto, sem significar que cada loja receberá esse mesmo valor, já que a estrutura de custos varia entre reforma, inauguração e formato.</p>
<h2>Estrutura financeira dá espaço para o ciclo</h2>
<p>A capacidade de financiar a expansão é outro elemento relevante da estratégia. No fim de junho, a dívida líquida da companhia era de R$ 943 milhões em base ajustada, com alavancagem de 0,5 vez o Ebitda. Pela relação dívida líquida/Ebitda pré-IFRS 16, o indicador estava em 0,7 vez. A companhia também informou ter reduzido o custo médio da dívida de DI mais 2,40% ao ano para DI mais 0,95% ao ano após operações de gestão do passivo.</p>
<p>O balanço também mostra que o crescimento não está ocorrendo à custa de uma expansão acelerada das despesas. No segundo trimestre, as despesas operacionais representaram 35,4% da receita líquida, praticamente estáveis em relação ao mesmo período de 2025. O controle dessa relação, combinado à expansão das margens de produtos, permitiu que o crescimento do Ebitda fosse superior ao avanço da receita.</p>
<p>A empresa já havia descartado, no primeiro semestre, uma fonte adicional de recursos que chegou a ser considerada para financiar parte da estratégia. Em fevereiro, a companhia informou que avaliava uma oferta primária de ações; em março, suspendeu os estudos diante da volatilidade do <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339892">mercado</a> de capitais. A suspensão, segundo a própria empresa, não alterou sua estratégia de longo prazo nem as prioridades operacionais.</p>
<p>O tema voltou a ganhar uma dimensão regulatória em setembro. A B3 prorrogou para 31 de dezembro de 2027 o prazo excepcional para que a companhia alcance o percentual mínimo de ações em circulação. A extensão foi aprovada automaticamente em caráter extraordinário. O prazo anterior terminaria em 31 de dezembro de 2026.</p>
<h2>Indústria e logística sustentam a expansão</h2>
<p>A estratégia de lojas está associada a um modelo operacional que integra varejo, indústria e serviços financeiros. A companhia mantém em Natal, no Rio Grande do Norte, a fábrica Guararapes, apresentada pelo grupo como o maior parque têxtil próprio da América Latina em extensão e variedade de etapas produtivas. A produção reúne processos que vão da malharia e tinturaria à costura e customização.</p>
<p>Essa integração é relevante para a expansão porque a abertura de novas unidades exige capacidade de abastecimento, gestão de estoque e distribuição. No primeiro semestre, o investimento em centros de distribuição cresceu mais de quatro vezes na comparação anual, de R$ 13,3 milhões para R$ 55,1 milhões. A companhia também direcionou recursos para automação do centro de distribuição de Guarulhos.</p>
<p>No segundo trimestre, os estoques consumiram menos caixa do que no mesmo período de 2025, embora ainda representassem uma parcela relevante do capital de giro. A variação de estoques foi positiva em R$ 43,9 milhões no trimestre, ante R$ 103,7 milhões positivos um ano antes. No acumulado do semestre, porém, a variação permaneceu negativa em R$ 175 milhões, reflexo das necessidades de capital de giro e da dinâmica comercial do período.</p>
<h2>Nova marca será testada antes da escala</h2>
<p>A administração não trata o novo formato como uma mudança cuja eficácia já esteja comprovada em toda a rede. A estratégia é testar diferentes configurações e acompanhar o desempenho das lojas reformadas antes de acelerar a implantação. A unidade da Oscar Freire, ao lado de operações reformadas em outras cidades, faz parte dessa fase de experimentação.</p>
<p>A escolha é relevante porque o investimento previsto envolve uma transformação extensa: além das 150 a 200 novas lojas, o plano considera a reforma da base existente. Em uma rede que encerrou junho com 342 unidades Riachuelo, uma expansão de até 200 lojas representa um acréscimo potencial de aproximadamente 58% sobre a atual operação da marca. Mesmo o piso de 150 novas unidades equivaleria a cerca de 44% da base atual.</p>
<p>A companhia passou a negociar suas ações sob o ticker RIAA3 em 5 de fevereiro de 2026, substituindo GUAR3, ao mesmo tempo em que adotou Riachuelo como nome de pregão. A mudança aproximou a identificação da companhia na bolsa da principal marca do grupo e ocorreu justamente durante a fase de aceleração da transformação operacional.</p>
<p>Com lucro, margens e vendas em trajetória de recuperação, a empresa entra agora na fase em que os investimentos precisam converter a melhora operacional em expansão física. Os números do segundo trimestre mostram que a operação chega a esse ciclo com crescimento de receita, ganho de margem e geração de resultado, enquanto a rede começa a testar um modelo de loja diferente daquele que predominou nos últimos anos. A leitura mais ampla do desempenho do novo formato, segundo a administração, deverá ocorrer a partir de abril de 2027, depois de meses de operação das primeiras unidades remodeladas.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Riachuelo &#8211; resultados do segundo trimestre de 2026, com dados de receita, lucro, Ebitda, margens, vendas mesmas lojas, número de unidades e investimentos</em></p>
<p><em>Riachuelo &#8211; informações institucionais, estrutura operacional, histórico da companhia e mudança para o ticker RIAA3</em></p>
<p><em>B3 &#8211; informações sobre o novo código de negociação da Riachuelo e condições excepcionais relacionadas ao percentual de ações em circulação</em></p>
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		<title>Empresas reduzem CVCs e ficam mais seletivas ao investir em startups</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/empresas-reduzem-cvcs-investimentos-startups</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Luiza Farias]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Sep 2026 12:43:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O ciclo em que grandes empresas brasileiras criavam braços próprios para investir diretamente em startups está passando por uma reorganização. Depois da expansão acelerada do corporate venture capital, ou CVC, entre 2020 e 2022, companhias passaram a revisar estruturas, interromper novos aportes, eliminar projetos com menor retorno e buscar formas menos intensivas em capital para [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O ciclo em que grandes empresas brasileiras criavam braços próprios para investir diretamente em startups está passando por uma reorganização. Depois da expansão acelerada do corporate venture capital, ou CVC, entre 2020 e 2022, companhias passaram a revisar estruturas, interromper novos aportes, eliminar projetos com menor retorno e buscar formas menos intensivas em capital para acessar inovação.</p>
<p>A mudança não representa o desaparecimento do investimento corporativo em startups. O que está ocorrendo é uma transição entre dois modelos: sai de cena parte da lógica de criar estruturas quase independentes, com equipes, orçamento e carteiras próprias, e ganha espaço uma estratégia mais seletiva, ligada diretamente às necessidades do negócio principal.</p>
<p>Braskem, Gerdau e Grupo Casas Bahia oferecem exemplos diferentes dessa transformação. O Banco BV também revisa sua atuação no ecossistema de inovação, embora seus canais oficiais ainda apresentem corporate venture capital como uma das frentes do BVx, o que impede tratar como confirmado, apenas com fontes primárias, o encerramento integral da atividade.</p>
<p>A mudança acontece em um ambiente financeiro muito diferente daquele que estimulou a expansão dos CVCs. A taxa Selic, apesar do ciclo de cortes iniciado em 2026, permanece em 14% ao ano. Com dinheiro caro e maior remuneração disponível em ativos de baixo risco, investimentos em startups precisam demonstrar uma relação mais clara entre risco, retorno e valor estratégico para a corporação.</p>
<h2>Braskem fez uma das mudanças mais explícitas</h2>
<p>O caso mais documentado é o da Braskem (BRKM5).</p>
<p>Em 2022, a petroquímica anunciou a criação da Oxygea, estrutura destinada a aproximar a companhia de startups e desenvolver novos <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank" rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="338874">negócios</a> ligados principalmente a sustentabilidade e transformação digital.</p>
<p>O projeto nasceu com previsão de aproximadamente US$ 150 milhões em investimentos. O desenho original separava os recursos entre duas frentes: cerca de US$ 100 milhões seriam destinados a corporate venture capital, com participações em startups mais maduras, e US$ 50 milhões à criação e incubação de novos negócios.</p>
<p>A proposta refletia exatamente o ambiente corporativo daquele momento. Grandes <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="338876">empresas</a> procuravam startups não apenas como fornecedoras de tecnologia, mas como ativos nos quais poderiam se tornar acionistas e capturar eventual valorização futura.</p>
<p>Pouco mais de dois anos depois, a Braskem mudou a estratégia.</p>
<p>Em comunicado ao <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="338873">mercado</a> de janeiro de 2025, a empresa informou oficialmente que decidiu reavaliar e descontinuar novos investimentos na Oxygea.</p>
<p>A justificativa foi financeira e estratégica: priorização de ativos, otimização da alocação de capital e geração de caixa.</p>
<p>Posteriormente, nas demonstrações financeiras, a companhia informou que estava integrando à própria Braskem os ativos que estavam dentro da Oxygea.</p>
<p>A decisão é relevante porque mostra uma diferença fundamental entre abandonar inovação e abandonar uma determinada arquitetura para financiar inovação.</p>
<p>A Braskem afirmou expressamente que a mudança não eliminava inovação de seus pilares estratégicos. O que deixou de ser prioridade foi manter novos investimentos por meio daquela estrutura específica.</p>
<h2>Gerdau começou a cortar projetos antes</h2>
<p>Na Gerdau (GGBR4), o processo tomou outra forma.</p>
<p>A empresa criou a Gerdau Next em 2020 para desenvolver negócios além da produção tradicional de aço. A estratégia incluía aquisições, criação interna de empresas, participação em startups e corporate venture capital.</p>
<p>Dentro desse ecossistema surgiu a Gerdau Next Ventures, destinada à aceleração e ao investimento em startups ligadas principalmente a construção, mobilidade, sustentabilidade e tecnologia.</p>
<p>O próprio relatório anual da companhia mostra, entretanto, que o período de expansão deu lugar a uma fase de seleção.</p>
<p>Em 2024, a Gerdau Next realizou o que chamou de primeira grande revisão de seu portfólio. O processo levou à descontinuação de projetos considerados menos aderentes ao plano da unidade.</p>
<p>A justificativa apresentada pela companhia foi concentrar recursos nos negócios com maior capacidade de crescimento e rentabilidade.</p>
<p>Para 2025, o modelo passou a privilegiar uma proposta de integração entre as próprias empresas mantidas dentro da Gerdau Next. Em vez de simplesmente ampliar indefinidamente o número de participações, a companhia começou a buscar soluções conjuntas entre negócios do portfólio e clientes do grupo.</p>
<p>Esse movimento revela uma mudança importante na lógica corporativa.</p>
<p>Durante a fase mais expansiva dos CVCs, possuir uma carteira de startups podia ser interpretado como indicador de capacidade de inovação. Na fase atual, a cobrança passa a ser diferente: qual receita, <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank" rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="338875">economia</a>, tecnologia, cliente ou vantagem competitiva aquela participação consegue gerar para o grupo?</p>
<h2>Casas Bahia passou do investimento ao “back to basics”</h2>
<p>O Grupo Casas Bahia (BHIA3) apresenta uma trajetória ainda mais clara quando se observa a sequência de suas prioridades estratégicas.</p>
<p>Em 2021, quando ainda utilizava a marca Via, a companhia lançou o Via Next e realizou investimentos minoritários em quatro startups por meio de corporate venture capital.</p>
<p>No ano seguinte, ampliou a aproximação com o ecossistema. Foram realizados investimentos minoritários em outras cinco startups por meio de uma estrutura desenvolvida com a Darwin Startups, acompanhada por um programa de aceleração.</p>
<p>A estratégia fazia sentido dentro do projeto, vigente naquele momento, de transformar a varejista em uma plataforma digital com serviços financeiros, logística, marketplace e novas fontes de receita.</p>
<p>O cenário mudou rapidamente.</p>
<p>Em 2023, com a troca de gestão e o início do plano de transformação, a própria cronologia corporativa passou a destacar expressões como “back to basics”, disciplina na alocação de capital e recuperação da rentabilidade.</p>
<p>Em 2024, a prioridade declarada foi redução de dívida, rentabilidade e crescimento sustentável. Em 2026, o grupo passou a falar em um novo ciclo de expansão, mas concentrado em crédito, serviços, logística e omnicanalidade rentável.</p>
<p>O site institucional continua exibindo o portfólio de startups que recebeu investimentos durante a fase anterior. Também permanece aberta uma estrutura de inovação na qual startups podem se cadastrar para oferecer soluções à companhia.</p>
<p>Isso demonstra que reduzir a disposição para investir capital diretamente em startups não significa cortar o relacionamento com elas.</p>
<p>Uma empresa pode contratar uma startup como fornecedora, executar uma prova de conceito, licenciar uma tecnologia ou criar uma parceria comercial sem necessariamente comprar uma participação societária.</p>
<h2>Banco BV mostra que inovação aberta pode sobreviver ao CVC</h2>
<p>O Banco BV apresenta outro exemplo dessa separação.</p>
<p>O banco desenvolveu ao longo dos últimos anos um ecossistema denominado BVx, reunindo inovação aberta, Banking as a Service, Open Finance, ativos digitais, relacionamento com startups e corporate venture capital.</p>
<p>O histórico institucional registra o primeiro investimento em venture capital em 2017 e a criação do BVx em 2023.</p>
<p>No balanço divulgado pela própria instituição para 2024, o ecossistema somava mais de 170 startups conectadas, 29 provas de conceito realizadas, dez empresas investidas e 40 contratos ativos com startups.</p>
<p>Atualmente, a página institucional do BVx continua apresentando corporate venture capital entre suas áreas de atuação.</p>
<p>Além disso, o banco mantém o Programa de Inovação Aberta, o PIA, destinado a identificar soluções em áreas como inteligência artificial, ativos digitais, Open Finance, portabilidade de crédito, mercado automotivo, energia solar e finanças sustentáveis.</p>
<p>Assim, embora haja informações de mercado sobre mudanças na estrutura de investimento do banco, as fontes primárias disponíveis não permitem afirmar que o BV tenha encerrado integralmente sua atividade de CVC.</p>
<p>O que pode ser comprovado é que o relacionamento com startups continua institucionalizado e que inovação aberta permanece ativa.</p>
<h2>Mercado saiu da quantidade e passou para a qualidade</h2>
<p>A reorganização observada nas empresas aparece também nos números do setor.</p>
<p>Um levantamento realizado pela EloGroup em parceria com ApexBrasil, Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital e Global Corporate Venturing Institute identificou 66 rodadas de investimento envolvendo CVCs brasileiros entre julho de 2024 e junho de 2025.</p>
<p>Quase metade, 45%, foi liderada por um CVC brasileiro.</p>
<p>O dado mais importante, entretanto, está na distribuição dos investimentos.</p>
<p>As rodadas Series B ou posteriores passaram a representar 27% das operações mapeadas, enquanto o ticket médio cresceu nos diferentes estágios.</p>
<p>Isso significa que as empresas continuam investindo, mas estão exigindo mais evidências de que a startup já possui mercado, clientes, receita e capacidade de expansão.</p>
<p>Finanças e tecnologia concentraram aproximadamente metade das rodadas analisadas.</p>
<p>A transformação pode ser resumida como uma passagem da experimentação para a seleção.</p>
<p>Durante o período de abundância de capital, empresas podiam manter dezenas de apostas pequenas esperando que algumas produzissem resultado relevante. Com juros elevados e pressão por eficiência, carregar participações durante anos sem retorno operacional imediato tornou-se uma decisão mais difícil de justificar.</p>
<h2>Selic muda a matemática do investimento</h2>
<p>A <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="338872">política</a> monetária ajuda a explicar essa disciplina.</p>
<p>Depois de atingir 15% ao ano, a Selic começou a cair em 2026 e chegou a 14% em agosto. Mesmo assim, permanece em nível suficientemente alto para alterar profundamente o custo de oportunidade de qualquer investimento de risco.</p>
<p>Uma participação em startup pode levar sete, oito ou dez anos para produzir uma saída relevante.</p>
<p>Nesse período, a empresa investidora imobiliza capital, mantém equipes para acompanhar o portfólio e assume o risco de o negócio investido não alcançar escala.</p>
<p>Quando a renda fixa oferece retornos elevados, o conselho de administração e a diretoria financeira passam a exigir justificativas mais fortes para esse tipo de aplicação.</p>
<p>Isso não elimina o CVC. Muda o critério para sua existência.</p>
<h2>CVC deixa de ser vitrine de inovação</h2>
<p>A principal transformação, portanto, não é simplesmente o fechamento de fundos corporativos.</p>
<p>O corporate venture capital brasileiro está entrando em uma fase na qual sua sobrevivência depende de maior integração com a estratégia das companhias.</p>
<p>Investir em uma startup porque ela atua em um setor considerado promissor já não basta. A empresa investida precisa oferecer tecnologia que possa ser incorporada, abrir mercado, criar receita, reduzir custos, antecipar uma transformação estrutural ou entregar retorno financeiro compatível com o risco assumido.</p>
<p>Para as startups, isso também modifica o processo de captação.</p>
<p>O investidor corporativo tende a fazer perguntas mais próximas das áreas operacionais: qual problema da companhia a tecnologia resolve, quanto dinheiro economiza, quanto tempo reduz, quantos clientes acrescenta e qual vantagem competitiva cria.</p>
<p>Braskem, Gerdau, Casas Bahia e BV mostram caminhos distintos dessa transição. Em alguns casos, há interrupção formal de novos investimentos. Em outros, revisão de portfólio, integração com o negócio principal ou substituição da participação societária por programas de inovação aberta.</p>
<p>A próxima etapa será verificar se a redução do número de estruturas próprias levará a uma concentração do mercado em CVCs maiores e especializados ou se as grandes empresas passarão a investir cada vez mais por meio de gestores independentes e fundos com múltiplos cotistas.</p>
<p>O dado central, por enquanto, é que o dinheiro corporativo não desapareceu do mercado de startups. Ele ficou mais caro, mais seletivo e passou a precisar justificar, com maior rapidez, por que merece permanecer dentro da estratégia das companhias.</p>
<p><strong>Fontes</strong>:</p>
<p>Braskem — Comunicado ao Mercado sobre a Oxygea</p>
<p>Braskem — informações financeiras e integração dos ativos da Oxygea</p>
<p>Gerdau — Relatório Anual, revisão do portfólio da Gerdau Next</p>
<p>Grupo Casas Bahia — Histórico corporativo e evolução da estratégia</p>
<p>Grupo Casas Bahia — Estratégia de inovação e relacionamento com startups</p>
<p>Banco BV — BVx, ecossistema de inovação e startups</p>
<p>Banco BV — Programa de Inovação Aberta</p>
<p>EloGroup, ApexBrasil, ABVCAP e GCVI — Estudo de Corporate Venture Capital no Brasil</p>
<p>Banco Central — decisão do Copom de agosto de 2026</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Academias adotam cobrança por treino de personal trainers enquanto Senado discute acesso gratuito</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/academias-cobranca-treino-personal-trainers</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Luiza Farias]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Aug 2026 18:14:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[academias]]></category>
		<category><![CDATA[cobrança por treino]]></category>
		<category><![CDATA[gestão fitness]]></category>
		<category><![CDATA[negócios]]></category>
		<category><![CDATA[personal trainers]]></category>
		<category><![CDATA[Projeto de Lei 4.717/2020]]></category>
		<category><![CDATA[Senado Federal]]></category>
		<category><![CDATA[Treinify]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A presença de personal trainers nas academias brasileiras, historicamente tratada como uma questão operacional ou uma fonte acessória de receita, começa a ganhar uma lógica diferente. Plataformas de tecnologia estão tentando transformar cada treino realizado dentro das unidades em uma transação mensurável, substituindo cobranças mensais fixas dos profissionais por modelos vinculados à atividade efetivamente registrada. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A presença de personal trainers nas academias brasileiras, historicamente tratada como uma questão operacional ou uma fonte acessória de receita, começa a ganhar uma lógica diferente. Plataformas de tecnologia estão tentando transformar cada treino realizado dentro das unidades em uma transação mensurável, substituindo cobranças mensais fixas dos profissionais por modelos vinculados à atividade efetivamente registrada.</p>
<p>Uma das <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="338518">empresas</a> que aposta nessa mudança é a Treinify, plataforma brasileira que conecta alunos, profissionais de educação física e academias. A companhia criou um programa no qual estabelecimentos parceiros podem receber uma participação financeira vinculada aos treinos realizados em suas dependências, enquanto o personal trainer deixa de pagar uma taxa mensal fixa para acessar a unidade.</p>
<p>A mudança parece apenas uma alteração na forma de cobrança, mas envolve uma transformação mais ampla do modelo econômico das academias. O treino acompanhado deixa de representar somente o uso da estrutura por um profissional externo e passa a gerar informações sobre frequência, ocupação, presença do personal, recorrência do aluno e quantidade de sessões realizadas.</p>
<p>Esses dados podem ser usados para calcular receitas, avaliar horários ociosos e identificar quanto da movimentação dentro da unidade está associada a profissionais independentes. Ao mesmo tempo, a discussão ocorre enquanto uma proposta em tramitação no Senado pretende assegurar ao personal trainer acesso gratuito à academia na qual seu aluno esteja regularmente matriculado.</p>
<h2>Taxa cobrada do personal trainer entra no debate regulatório</h2>
<p>A cobrança feita por academias para que profissionais independentes atendam clientes dentro dos estabelecimentos não possui um único padrão nacional. Há unidades que não cobram, outras adotam mensalidades e existem operações que estabelecem diferentes formas de credenciamento.</p>
<p>A discussão chegou ao Congresso por meio do Projeto de Lei 4.717/2020, apresentado pelo senador Jorge Kajuru. O texto pretende alterar a legislação que regulamenta a profissão de Educação Física para assegurar ao profissional que presta serviço personalizado acesso sem ônus às academias e estabelecimentos semelhantes durante o atendimento de alunos matriculados.</p>
<p>O projeto continua em tramitação. Depois de passar pela Comissão de Esporte, onde recebeu parecer favorável com emenda, foi encaminhado para análise da Comissão de Assuntos Econômicos. Na consulta do Senado, a proposição aparece pronta para a pauta da comissão desde 2 de abril de 2025. Depois dessa etapa, a matéria ainda deverá seguir para a Comissão de Assuntos Sociais, à qual foi atribuída decisão terminativa. Portanto, a proposta ainda não é lei.</p>
<p>A justificativa original do projeto sustenta que a cobrança imposta ao profissional pode funcionar como uma forma indireta de arrecadação e limitar a escolha do aluno pelo personal trainer de sua confiança. Durante a tramitação, porém, também surgiram argumentos contrários: uma das emendas apresentadas no Senado argumentou que academias investem em estrutura, atração de clientes e controle de profissionais e que a possibilidade de cobrar pelo acesso pode integrar seu próprio modelo de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank" rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="338521">negócios</a>.</p>
<p>O debate evidencia um conflito econômico que vai além da simples cobrança de uma mensalidade: quem deve capturar o valor produzido pelo encontro entre aluno, personal trainer e infraestrutura da academia?</p>
<h2>Treino passa a ser tratado como unidade econômica</h2>
<p>O modelo proposto pela Treinify tenta responder a essa questão utilizando o treino realizado como unidade econômica.</p>
<p>Em vez de uma cobrança fixa desvinculada da quantidade de atendimentos, a plataforma registra as sessões e permite que a academia participe financeiramente dos treinos concluídos no estabelecimento. Segundo a empresa, a própria unidade continua podendo determinar quais profissionais estão autorizados a atuar no local.</p>
<p>A diferença financeira entre os dois sistemas pode ser relevante.</p>
<p>Em um modelo tradicional, um personal trainer que realiza dez sessões mensais e outro que realiza cem podem pagar exatamente a mesma taxa à academia. Para o profissional de menor movimento, o custo efetivo por atendimento é elevado. Para aquele com agenda cheia, diminui proporcionalmente.</p>
<p>Quando a cobrança acompanha a quantidade de sessões, o custo se torna variável.</p>
<p>Para a academia, entretanto, o resultado depende de uma equação diferente. A receita deixa de ser previsível apenas pelo número de profissionais credenciados e passa a depender de três variáveis principais: quantidade de personal trainers ativos, número médio de atendimentos de cada profissional e valor capturado por sessão.</p>
<p>Isso significa que o modelo pode superar a receita de uma mensalidade fixa quando produz aumento relevante do volume de treinos, mas também pode gerar menos receita em unidades onde o número de sessões seja reduzido. Não existe, portanto, uma vantagem financeira automática: o resultado depende da movimentação efetivamente criada.</p>
<h2>Personal trainer também pode funcionar como canal de aquisição</h2>
<p>Existe outro componente na conta. Um personal trainer não leva necessariamente para a academia apenas <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/trabalho" target="_blank" rel="noopener" title="Trabalho" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="338519">trabalho</a> adicional ou ocupação dos equipamentos. Ele também pode levar clientes.</p>
<p>Um profissional que já possui uma carteira própria pode escolher a academia onde realizará os atendimentos. Dependendo das regras do estabelecimento, os alunos trazidos por ele podem contratar planos ou passar a utilizar outros serviços da unidade.</p>
<p>Nesse cenário, o personal trainer deixa de ser analisado exclusivamente como alguém que utiliza uma estrutura de terceiros. Ele pode se transformar em um canal descentralizado de aquisição de clientes.</p>
<p>Essa lógica explica por que reduzir barreiras de entrada para profissionais pode fazer sentido para determinadas academias. A Treinify afirma que um dos objetivos de seu programa é justamente permitir a entrada de mais profissionais e, consequentemente, aumentar o número de alunos circulando pelas unidades. A empresa também apresenta o potencial de conversão de alunos externos em matrículas como parte de sua proposta comercial.</p>
<p>O resultado, contudo, depende de controle. Se o aumento de profissionais ocorrer nos mesmos horários em que a academia já opera próxima da capacidade máxima, mais treinos podem significar congestionamento dos equipamentos e deterioração da experiência dos demais clientes. Em horários ociosos, a mesma movimentação pode representar melhor aproveitamento de uma estrutura que permaneceria subutilizada.</p>
<p>É justamente nesse ponto que os dados ganham importância.</p>
<h2>O ativo deixa de ser apenas o espaço físico</h2>
<p>Uma academia tradicional conhece principalmente matrículas, cancelamentos, pagamentos e acessos. Quando sessões de personal trainers passam a ser registradas individualmente, surge uma camada adicional de informação operacional.</p>
<p>É possível, em tese, identificar quantos treinos acompanhados acontecem por dia, quais horários concentram maior utilização, quantos profissionais estão efetivamente ativos e qual volume de sessões cada unidade recebe.</p>
<p>A Treinify afirma que seu sistema permite acompanhar treinos, ocupação, desempenho e resultados, além de organizar pagamentos e atividades realizadas entre alunos e profissionais. A plataforma também oferece aos personal trainers ferramentas para venda de planos e organização de agenda.</p>
<p>Essa transformação aproxima a academia de negócios cuja gestão é baseada em utilização, e não apenas em assinaturas.</p>
<p>Uma unidade pode ter milhares de clientes matriculados e ainda assim desconhecer com precisão como sua infraestrutura é utilizada durante o dia. Ao transformar cada atividade em um registro, o gestor passa a conseguir relacionar receita à ocupação.</p>
<p>O desafio é não confundir quantidade de dados com melhoria automática da gestão. A informação precisa resultar em decisões como redistribuição de horários, políticas comerciais, dimensionamento de equipamentos e gestão da capacidade física.</p>
<h2>Dados também criam novas responsabilidades</h2>
<p>A digitalização dos treinos produz outro efeito: aumenta a quantidade de dados que precisam ser administrados.</p>
<p>Informações sobre agenda, pagamentos, atividade física e eventualmente condições relacionadas ao treinamento podem envolver dados pessoais e, dependendo de seu conteúdo, informações submetidas a níveis mais elevados de proteção.</p>
<p>Na <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="338520">política</a> de privacidade atualmente publicada pela Treinify, a companhia afirma que dados relacionados a saúde, atividade física, condicionamento ou bem-estar não são vendidos e que o compartilhamento ocorre quando necessário para prestação dos serviços, integrações autorizadas, cumprimento de obrigações legais ou proteção de direitos. A empresa também declara empregar recursos como criptografia, controle de acesso e auditoria de registros.</p>
<p>Para academias que adotem sistemas desse tipo, a governança dessas informações passa a fazer parte da operação, juntamente com questões como autorização de profissionais e segurança dos usuários.</p>
<p>A legislação brasileira estabelece que o exercício das atividades profissionais de Educação Física é prerrogativa dos profissionais regularmente registrados nos respectivos Conselhos Regionais. Os Crefs também possuem competência para registrar profissionais e fiscalizar o exercício da atividade.</p>
<p>Assim, aumentar o número de personal trainers utilizando uma academia exige simultaneamente mecanismos eficientes de identificação e controle.</p>
<h2>Cobrança por sessão não encerra discussão jurídica</h2>
<p>A migração da mensalidade fixa para uma remuneração baseada em atividade também precisa ser analisada com cautela do ponto de vista regulatório.</p>
<p>O texto do PL 4.717/2020 fala em assegurar acesso “sem ônus” ao personal trainer durante o atendimento de seu aluno matriculado. Caso uma proposta dessa natureza seja transformada em lei, a forma jurídica e econômica utilizada para remunerar a academia poderá se tornar relevante.</p>
<p>Simplesmente substituir o nome de uma taxa de acesso por cobrança vinculada à sessão não significa, por si só, que qualquer modelo estará automaticamente fora do alcance de uma eventual restrição legal. A interpretação dependerá do desenho contratual, de quem suporta economicamente a cobrança e do texto definitivo que eventualmente for aprovado.</p>
<p>O modelo por atividade deve ser entendido, portanto, como uma inovação comercial em desenvolvimento, e não como solução jurídica definitiva para a discussão sobre taxas cobradas dos profissionais.</p>
<h2>Academias começam a medir movimento, não apenas matrícula</h2>
<p>Durante décadas, o indicador central do setor de academias foi relativamente simples: número de alunos matriculados. A expansão de sistemas digitais permite acompanhar uma operação muito mais granular.</p>
<p>Matrículas continuam fundamentais, mas começam a dividir espaço com frequência de utilização, cancelamento, horários de pico, recorrência, utilização de equipamentos, sessões acompanhadas e permanência dos clientes.</p>
<p>Nesse ambiente, o personal trainer ocupa uma posição incomum. Ele pode elevar a frequência do aluno, utilizar a estrutura da academia, gerar receita adicional e também trazer novos consumidores para dentro do estabelecimento.</p>
<p>A disputa econômica passa a ser menos sobre quanto cobrar para que esse profissional entre na unidade e mais sobre como distribuir o valor gerado quando ele efetivamente trabalha ali.</p>
<p>A Treinify aposta que registrar cada sessão e dividir parte dessa movimentação com a academia pode substituir o modelo de mensalidade cobrada do profissional. Para os estabelecimentos, a decisão dependerá dos números de cada unidade: capacidade disponível, volume de personal trainers, distribuição dos treinos ao longo do dia e potencial de conversão dos alunos trazidos pelos profissionais.</p>
<p>Se essa lógica ganhar escala, a transformação mais relevante poderá não ser a criação de uma nova taxa. Será a conversão de uma atividade que durante anos ocorreu de maneira pouco mensurada dentro das academias em uma operação digital na qual cada treino passa a gerar dados — e potencialmente receita.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Receita adia CNPJ alfanumérico na e-Financeira para 14 de setembro</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/receita-adia-cnpj-alfanumerico-e-financeira-setembro</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Luiza Farias]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Aug 2026 12:37:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ADE Cofis nº 14]]></category>
		<category><![CDATA[CNPJ]]></category>
		<category><![CDATA[CNPJ alfanumérico]]></category>
		<category><![CDATA[compliance]]></category>
		<category><![CDATA[e-Financeira]]></category>
		<category><![CDATA[instituições financeiras]]></category>
		<category><![CDATA[obrigações fiscais]]></category>
		<category><![CDATA[Receita federal]]></category>
		<category><![CDATA[SPED]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1529835</guid>

					<description><![CDATA[<p>A Receita Federal adiou de 1º para 14 de setembro de 2026 a entrada em produção das alterações técnicas da e-Financeira necessárias para que o sistema passe a aceitar plenamente o CNPJ em formato alfanumérico. A mudança concede duas semanas adicionais às instituições obrigadas à escrituração, mas não altera o prazo para transmissão das informações [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Receita Federal adiou de <strong>1º para 14 de setembro de 2026</strong> a entrada em produção das alterações técnicas da e-Financeira necessárias para que o sistema passe a aceitar plenamente o CNPJ em formato alfanumérico. A mudança concede duas semanas adicionais às instituições obrigadas à escrituração, mas não altera o prazo para transmissão das informações relativas ao primeiro semestre deste ano, que continua marcado para <strong>31 de agosto</strong>.</p>
<p>A alteração foi formalizada pelo Ato Declaratório Executivo Cofis nº 14, de 14 de agosto, que modificou o cronograma definido anteriormente pelo ADE Cofis nº 10/2026. O ato anterior havia aprovado a versão 2.1.2 do Manual de Preenchimento da e-Financeira e estabelecido inicialmente 1º de setembro como data de implantação em produção das adaptações para o novo formato de CNPJ.</p>
<p>Na prática, a Receita optou por evitar que duas operações críticas acontecessem quase simultaneamente: o encerramento da transmissão semestral da e-Financeira e a mudança das regras de validação dos arquivos enviados pelas instituições. Com o adiamento, bancos, instituições de pagamento, entidades de previdência e outros declarantes ganham uma janela adicional para corrigir informações utilizando a estrutura atualmente em funcionamento antes da migração definitiva.</p>
<p>A decisão é principalmente operacional, mas tem efeito relevante sobre áreas de <strong>tecnologia, compliance fiscal e processamento de dados</strong> das instituições financeiras. Sistemas responsáveis pela geração dos arquivos XML precisam reconhecer tanto os CNPJs numéricos tradicionais quanto os novos identificadores que passaram a combinar letras e números. Qualquer incompatibilidade pode provocar rejeição de arquivos, falhas nas validações ou necessidade de retificação das informações enviadas ao Fisco.</p>
<h2>CNPJ alfanumérico não foi adiado</h2>
<p>A principal distinção para <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="338420">empresas</a> e contribuintes é que <strong>a Receita não adiou a implantação do CNPJ alfanumérico no Brasil</strong>. O novo padrão cadastral já entrou em funcionamento e o primeiro número nesse formato foi emitido em 31 de julho de 2026.</p>
<p>A primeira inscrição alfanumérica gerada pela Receita foi atribuída a uma filial do Banco do Brasil, sob o número <strong>00.000.000/E08G-12</strong>. A mudança foi criada para ampliar a quantidade de combinações disponíveis no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica diante do crescimento contínuo das inscrições e do risco de esgotamento da estrutura exclusivamente numérica.</p>
<p>O que foi postergado agora é exclusivamente a <strong>adequação do ambiente de produção da e-Financeira</strong> para trabalhar com as novas especificações.</p>
<p>Essa diferença evita uma interpretação equivocada da decisão. Empresas que receberem novos CNPJs alfanuméricos continuam utilizando normalmente suas inscrições. Da mesma forma, sistemas que acessam bases cadastrais da Receita precisam continuar preparados para reconhecer os novos identificadores. O adiamento até 14 de setembro não representa retorno ao modelo exclusivamente numérico nem suspensão do novo cadastro.</p>
<p>A própria Receita havia alertado antes da implantação que aplicações integradas aos seus serviços poderiam apresentar falhas caso não fossem adaptadas ao novo padrão. Os sistemas centrais relacionados ao CNPJ entraram em produção no fim de julho, seguindo cronograma específico e independente daquele adotado pela e-Financeira.</p>
<h2>O que muda no calendário da e-Financeira</h2>
<p>Para as instituições declarantes, o calendário passa a ter quatro datas especialmente importantes.</p>
<p>O fechamento do primeiro semestre continua em <strong>31 de agosto</strong>, sem prorrogação. Depois disso, entre <strong>1º e 11 de setembro</strong>, a Receita recomenda que eventuais inconsistências sejam corrigidas e que as instituições priorizem retificações ainda sob as regras vigentes.</p>
<p>Nos dias <strong>12 e 13 de setembro</strong>, o ambiente da e-Financeira ficará indisponível para manutenção técnica. A partir de <strong>14 de setembro</strong>, entram definitivamente em produção as alterações previstas na versão 2.1.2, incluindo a estrutura necessária ao tratamento do CNPJ alfanumérico.</p>
<p>O cronograma cria, portanto, uma espécie de período de transição. Uma instituição que enviar seu fechamento em agosto e encontrar um problema no início de setembro ainda terá alguns dias para corrigir a escrituração dentro das regras atuais, sem precisar lidar simultaneamente com novas validações técnicas.</p>
<p>Essa janela pode reduzir o risco operacional justamente em um período de grande volume de transmissões. A Receita afirmou que o objetivo é proporcionar maior estabilidade e segurança jurídica e permitir que as equipes de tecnologia e compliance concentrem esforços no cumprimento da obrigação sem que uma alteração estrutural do sistema aconteça imediatamente após o vencimento.</p>
<h2>O prazo de 31 de agosto continua valendo</h2>
<p>O ponto que exige maior atenção dos departamentos fiscais é que <strong>o adiamento técnico não representa extensão do prazo da obrigação acessória</strong>.</p>
<p>As informações referentes ao primeiro semestre de 2026 continuam tendo de ser transmitidas até o último dia de agosto. Instituições que interpretarem a mudança para 14 de setembro como uma prorrogação da própria entrega podem correr risco de descumprimento da obrigação.</p>
<p>A Receita separou deliberadamente as duas datas. Primeiro ocorre a entrega do semestre; depois vem a janela para retificações e, somente em seguida, a implantação do novo ambiente.</p>
<p>Isso significa que equipes responsáveis pela e-Financeira não ganharam duas semanas extras para preparar a declaração original. Ganharam, na realidade, um intervalo maior antes da troca do esquema tecnológico.</p>
<h2>O que é a e-Financeira</h2>
<p>A e-Financeira é uma das principais obrigações acessórias utilizadas pela Receita para receber informações relativas a operações financeiras. Ela integra o Sistema Público de Escrituração Digital, o <strong>Sped</strong>, e funciona por meio de arquivos eletrônicos enviados pelas instituições declarantes com certificado digital.</p>
<p>Segundo o manual oficial, a obrigação reúne módulos relacionados a operações financeiras, previdência privada e repasses realizados por entidades credenciadas por meio de instrumentos de pagamento. A Receita utiliza esses dados no gerenciamento de riscos tributários, fiscalização e também no fornecimento de informações utilizadas em serviços como a declaração pré-preenchida do Imposto de Renda.</p>
<p>Entre as entidades obrigadas estão pessoas jurídicas que captam, intermedeiam ou aplicam recursos financeiros, instituições responsáveis por custódia de valores de terceiros e determinadas entidades ligadas a planos de previdência complementar e fundos de aposentadoria.</p>
<p>Por causa do volume e da sensibilidade das informações processadas, alterações no formato dos identificadores cadastrais exigem mudanças não apenas no sistema da Receita, mas também nos programas internos das instituições que geram e validam os dados antes da transmissão.</p>
<h2>Por que colocar letras no CNPJ exige mudanças nos sistemas</h2>
<p>O CNPJ brasileiro foi durante décadas tratado por muitos programas como um campo exclusivamente numérico. Isso criou uma dependência tecnológica que vai muito além da maneira como o número aparece visualmente em documentos.</p>
<p>Bancos de dados, sistemas contábeis, ERPs, plataformas bancárias, softwares fiscais, ferramentas de prevenção a fraudes, rotinas de cadastro e integrações entre empresas podem ter sido programados supondo que os caracteres do CNPJ seriam sempre números.</p>
<p>O novo padrão quebra essa premissa.</p>
<p>Embora a estrutura continue possuindo <strong>14 posições</strong>, letras passam a poder aparecer em parte do identificador. Por isso, sistemas que armazenavam o CNPJ como uma variável estritamente numérica precisam tratá-lo como uma sequência alfanumérica e revisar validações, máscaras, integrações e regras internas.</p>
<p>A necessidade de adaptação explica por que a implantação não ocorre de maneira uniforme em todas as plataformas governamentais. A base cadastral central já passou pela mudança, enquanto sistemas específicos, como a e-Financeira, seguem seus próprios calendários de adequação.</p>
<h2>CNPJs atuais continuam exatamente iguais</h2>
<p>Outra mudança que não ocorreu — e que frequentemente gera dúvidas — diz respeito às empresas já existentes.</p>
<p><strong>Nenhum CNPJ numérico atual será convertido automaticamente para letras.</strong></p>
<p>A Receita definiu que os números existentes permanecerão válidos e inalterados. O padrão alfanumérico é destinado às novas inscrições emitidas dentro da nova estrutura cadastral. Portanto, uma empresa que hoje possui um CNPJ exclusivamente numérico não terá de trocar documentos, alterar contratos ou solicitar novo cadastro apenas por causa da mudança.</p>
<p>Essa convivência entre dois formatos é justamente um dos desafios para os sistemas empresariais. Durante muitos anos, programas terão de processar simultaneamente CNPJs antigos compostos apenas por números e novas inscrições que poderão conter letras.</p>
<p>Para instituições financeiras, a consequência é direta: uma mesma base da e-Financeira poderá conter clientes ou entidades com formatos diferentes de identificação.</p>
<h2>Empresas de tecnologia ainda precisam manter adaptações</h2>
<p>O adiamento também não deve ser interpretado pelos desenvolvedores como autorização para interromper projetos de adequação.</p>
<p>A Receita determinou que as aplicações continuem gerando arquivos XML de acordo com o <strong>Schema que estiver vigente no Portal do Sped</strong>. Como essas especificações podem ser atualizadas, a orientação oficial é que os declarantes acompanhem o portal e utilizem sempre as versões disponibilizadas pela administração tributária.</p>
<p>Para instituições de maior porte, a adaptação normalmente envolve uma cadeia tecnológica extensa. O CNPJ pode aparecer desde o cadastro inicial de clientes até sistemas de prevenção à lavagem de dinheiro, reconciliação, contabilidade, obrigações fiscais e geração final da e-Financeira.</p>
<p>Uma falha em qualquer etapa pode ser transportada até o arquivo transmitido à Receita.</p>
<p>Por isso, as duas semanas adicionais têm valor maior do que sugere uma simples alteração de calendário. Elas separam o período de maior concentração de transmissões semestrais do momento em que novas validações passam a valer em produção.</p>
<h2>Novo calendário dá fôlego, mas não muda obrigação</h2>
<p>O ADE Cofis nº 14 resolve, portanto, um problema de sincronização tecnológica, e não uma mudança na <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="338419">política</a> de implantação do CNPJ alfanumérico.</p>
<p>Para os contribuintes em geral, praticamente nada muda: os CNPJs numéricos continuam válidos e novas inscrições já podem receber identificadores alfanuméricos. Para bancos e demais declarantes da e-Financeira, entretanto, setembro passa a ser dividido em duas etapas distintas.</p>
<p>Até 31 de agosto, a prioridade é concluir a entrega referente ao primeiro semestre. De 1º a 11 de setembro, abre-se a janela para correções e retificações ainda no ambiente atual. Nos dias 12 e 13, o sistema sai do ar para manutenção. E, em <strong>14 de setembro</strong>, o novo esquema entra definitivamente em produção.</p>
<p>A mudança reduz a pressão tecnológica no fechamento de agosto, mas mantém intacta a obrigação mais urgente: <strong>as instituições ainda precisam entregar a e-Financeira do primeiro semestre de 2026 até 31 de agosto</strong>.</p>
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		<item>
		<title>Qual é a faculdade para ser empresário? Diploma não é obrigatório, mas formação pode fazer diferença</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/faculdade-para-ser-empresario</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Luiza Farias]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Aug 2026 14:59:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[abrir empresa]]></category>
		<category><![CDATA[Administração]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências Contábeis]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[marketing]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Existe uma pergunta que costuma aparecer antes mesmo da abertura do primeiro CNPJ: qual é a faculdade para ser empresário? A resposta curta é que não existe uma. No Brasil, ninguém precisa apresentar diploma de Administração, Economia ou qualquer outro curso superior simplesmente para ser dono de uma empresa. A legislação estabelece requisitos para o [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Existe uma pergunta que costuma aparecer antes mesmo da abertura do primeiro CNPJ: <strong>qual é a faculdade para ser empresário?</strong> A resposta curta é que não existe uma. No Brasil, ninguém precisa apresentar diploma de Administração, <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank" rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="338261">Economia</a> ou qualquer outro curso superior simplesmente para ser dono de uma empresa. A legislação estabelece requisitos para o exercício da atividade empresarial e para o registro do negócio, mas não cria uma graduação obrigatória para quem deseja empreender.</p>
<p>Isso não torna a formação acadêmica dispensável. Apenas coloca a discussão no lugar correto. Uma coisa é estar legalmente autorizado a abrir uma empresa; outra, bastante diferente, é saber administrá-la. O empresário passa a lidar com formação de preços, fluxo de caixa, impostos, contratação de pessoas, negociação com fornecedores, crédito, marketing, vendas, concorrência e decisões de investimento. É possível aprender tudo isso fora da universidade, mas também é possível reduzir parte da curva de aprendizado escolhendo uma formação que dialogue com o negócio que se pretende construir.</p>
<p>O próprio Código Civil ajuda a esclarecer a diferença. A legislação considera empresário aquele que exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou circulação de bens ou serviços e determina, entre outras condições, o registro antes do início da atividade. A definição legal não pergunta onde o empreendedor estudou nem exige um diploma universitário.</p>
<p>Na prática, portanto, a pergunta mais útil talvez não seja “qual faculdade preciso fazer para ser empresário?”, mas <strong>“o que preciso saber para administrar bem uma empresa?”</strong>. E, nesse ponto, algumas graduações oferecem vantagens bastante concretas.</p>
<h2>Administração é o caminho mais direto, mas não o único</h2>
<p>Se fosse necessário apontar o curso superior mais próximo da rotina de quem comanda uma companhia, Administração seria a escolha mais evidente. A graduação foi estruturada justamente para formar profissionais capazes de compreender organizações, tomar decisões, analisar recursos e lidar com diferentes áreas de uma empresa. As diretrizes curriculares nacionais do curso abrangem competências relacionadas à gestão, análise de problemas organizacionais e tomada de decisão.</p>
<p>Essa visão geral tem valor porque uma empresa não funciona em compartimentos isolados. Uma decisão comercial pode aumentar as vendas e, ao mesmo tempo, comprometer o caixa. Uma contratação pode resolver um problema operacional e criar uma despesa fixa que a companhia ainda não consegue sustentar. A redução de preços pode atrair clientes, mas destruir a margem de lucro. Crescer rapidamente também pode ser perigoso quando a empresa precisa financiar estoques ou conceder prazos longos para receber.</p>
<p>Administração ajuda justamente a enxergar essas conexões. O aluno passa por finanças, marketing, gestão de pessoas, estratégia, operações e outras disciplinas que formam uma espécie de mapa da empresa. Isso não transforma automaticamente um recém-formado em bom empresário, mas permite que ele reconheça os problemas com os quais provavelmente terá de lidar.</p>
<p>A experiência continua sendo indispensável. Nenhuma faculdade consegue reproduzir integralmente a pressão de decidir se é hora de contratar, aumentar preços, interromper um produto, negociar uma dívida ou colocar dinheiro próprio em um negócio que ainda não deu retorno. A universidade oferece ferramentas; a vida empresarial testa se o empreendedor sabe utilizá-las.</p>
<h2>Contabilidade pode ser ainda mais útil para alguns negócios</h2>
<p>Para determinados perfis de empreendedor, Ciências Contábeis pode ter uma utilidade prática tão grande quanto Administração. Um dos erros mais comuns na vida empresarial é confundir dinheiro entrando na conta com resultado econômico. Faturamento, lucro e caixa são coisas diferentes, embora frequentemente sejam tratados como se fossem sinônimos.</p>
<p>Uma empresa pode faturar milhões e ter problemas para pagar suas contas. Basta que compre à vista, venda parcelado, mantenha estoque elevado ou opere com margens muito pequenas. Também pode apresentar lucro e, ainda assim, precisar buscar dinheiro no banco para financiar o crescimento. À medida que a empresa aumenta de tamanho, essas diferenças deixam de ser detalhes técnicos e passam a determinar sua sobrevivência.</p>
<p>O empreendedor não precisa fazer pessoalmente a contabilidade da própria companhia, da mesma maneira que não precisa ser advogado para assinar um contrato empresarial. Mas compreender balanço, demonstração de resultado, custos, margem, endividamento, capital de giro e geração de caixa melhora a qualidade das decisões.</p>
<p>Há uma razão para <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="338265">empresas</a> aparentemente saudáveis quebrarem mesmo quando continuam vendendo. Muitas vezes, o problema não está na falta de clientes, mas na falta de caixa. Quem compreende os números percebe o problema antes de ele chegar ao banco.</p>
<h2>Economia ajuda a entender o mundo em volta da empresa</h2>
<p>Economia oferece outra perspectiva. Enquanto Administração se concentra muito no funcionamento da organização, a formação econômica permite compreender com maior profundidade o ambiente em que ela precisa sobreviver.</p>
<p>Juros, inflação, câmbio, emprego e renda não são conceitos distantes da realidade de um pequeno empresário. Uma elevação das taxas de juros pode reduzir o consumo financiado, encarecer empréstimos e alterar a viabilidade de uma expansão. Uma desvalorização do real pode aumentar o custo de matéria-prima importada. Uma queda na renda das famílias pode obrigar uma loja a rever preços, produtos e estoques.</p>
<p>O empreendedor não precisa prever o próximo movimento da taxa Selic ou acertar a cotação do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank" rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="338263">dólar</a>. Precisa entender de que maneira mudanças na economia chegam ao seu negócio e preparar a empresa para diferentes cenários.</p>
<p>Por isso, Economia tende a ser particularmente útil em atividades ligadas a investimentos, <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="338260">mercado</a> financeiro, comércio exterior, indústria e setores fortemente dependentes de crédito ou commodities. É uma formação menos voltada à administração cotidiana de pessoas e processos, mas bastante útil para interpretar os sinais que vêm de fora da companhia.</p>
<h2>Marketing e vendas resolvem um problema que todo empresário terá</h2>
<p>Existe também uma verdade desconfortável para quem abre uma empresa apaixonado pelo produto: <strong>não basta fazer algo bom; alguém precisa comprá-lo</strong>.</p>
<p>É aí que Marketing ganha importância. Conhecer posicionamento de marca, comportamento do consumidor, pesquisa de mercado, canais de distribuição, comunicação e aquisição de clientes pode ser decisivo para transformar uma ideia em receita.</p>
<p>Esse conhecimento ficou ainda mais relevante com a expansão do comércio eletrônico, das redes sociais, dos mecanismos de busca e das plataformas digitais. Uma empresa pequena pode hoje alcançar consumidores em praticamente todo o país, mas também disputa atenção com milhares de concorrentes. Ter acesso ao mercado não significa necessariamente conseguir vender nele.</p>
<p>Um empresário deveria ser capaz de responder a perguntas aparentemente simples: quem é seu cliente, por que ele compra, quanto custa conquistá-lo, qual margem sobra depois da venda e por que ele escolheria aquela empresa em vez de um concorrente?</p>
<p>Quando essas respostas não existem, publicidade pode virar apenas gasto. Quando existem, marketing deixa de ser entendido como “fazer postagem” e passa a funcionar como parte da estratégia do negócio.</p>
<h2>Às vezes, a melhor faculdade é a do próprio setor</h2>
<p>Há ainda uma possibilidade frequentemente ignorada: a melhor formação para um futuro empresário pode não ser Administração.</p>
<p>Quem pretende criar uma empresa de tecnologia pode ganhar enorme vantagem estudando Ciência da Computação. Um engenheiro pode conhecer profundamente o produto ou o processo industrial que pretende transformar em negócio. Um arquiteto pode construir uma empresa dentro de um mercado que já conhece tecnicamente. O mesmo raciocínio vale para diversos outros setores.</p>
<p>Nesses casos, o empreendedor domina primeiro aquilo que vende e aprende gestão paralelamente. Pode fazer cursos de finanças, contratar profissionais especializados, estudar vendas e complementar a formação à medida que a empresa cresce.</p>
<p>Em muitos <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank" rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="338262">negócios</a>, essa combinação funciona particularmente bem porque conhecimento técnico do setor cria uma barreira que não é simples de reproduzir. Aprender noções de fluxo de caixa pode ser mais rápido do que adquirir anos de formação técnica em determinado segmento.</p>
<p>O erro estaria em acreditar que domínio do produto substitui conhecimento empresarial. Um excelente profissional pode administrar mal uma empresa criada em torno da própria especialidade. Saber executar o serviço e saber transformar aquele serviço em uma organização sustentável são competências diferentes.</p>
<h2>Abrir empresa também envolve burocracia, mas não diploma</h2>
<p>O processo formal de abertura reforça essa distinção. A Redesim organiza atualmente etapas como consulta de viabilidade, inscrição e registro do CNPJ e obtenção das licenças exigidas para o funcionamento. Não há uma etapa geral chamada “comprovação de diploma do proprietário”.</p>
<p>Isso não significa que qualquer atividade possa ser exercida sem requisitos específicos. O licenciamento existe justamente porque determinados negócios estão sujeitos a regras sanitárias, ambientais, municipais, estaduais ou profissionais próprias. A exigência pode estar ligada à atividade da empresa ou à necessidade de profissional habilitado, mas isso é diferente de afirmar que todo empresário precisa ter uma determinada graduação.</p>
<p>Até mesmo o Microempreendedor Individual está inserido nessa lógica de formalização empresarial. A legislação enquadra o MEI a partir da figura do empresário individual e estabelece regras próprias para enquadramento, tributação e atividades permitidas, sem instituir uma faculdade obrigatória para alguém começar a empreender.</p>
<p>O diploma, portanto, pode ser uma ferramenta competitiva. Não é, como regra, uma autorização para empreender.</p>
<h2>O que um empresário deveria aprender antes de abrir o negócio</h2>
<p>Mais importante do que colecionar diplomas é não chegar ao mercado desconhecendo os fundamentos que comandarão a empresa. O primeiro deles é dinheiro. O empreendedor precisa saber quanto custa sua operação, quanto realmente ganha em cada venda e por quanto tempo consegue sobreviver se o faturamento cair.</p>
<p>Depois vêm os clientes. É necessário entender quem compra, por que compra, quanto está disposto a pagar e como a empresa chegará até essa pessoa. Em seguida aparecem as pessoas que trabalham no negócio. Uma companhia que cresce deixa de depender apenas da capacidade individual do fundador e passa a depender da qualidade da equipe que ele consegue montar.</p>
<p>Também existe a dimensão estratégica. Talvez uma das habilidades mais difíceis de aprender seja dizer não. Empresas jovens frequentemente tentam atender todos os públicos, lançar produtos demais e aceitar qualquer oportunidade comercial. O resultado pode ser uma organização ocupada, mas sem direção.</p>
<p>Esse conjunto explica por que não existe uma única faculdade capaz de “formar um empresário”. O <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/trabalho" target="_blank" rel="noopener" title="Trabalho" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="338264">trabalho</a> exige um repertório que atravessa várias áreas e continua sendo construído depois que qualquer curso termina.</p>
<h2>Diploma ajuda, mas não substitui execução</h2>
<p>É tentador transformar a discussão em uma disputa entre faculdade e experiência, como se uma anulasse a outra. Na prática, a oposição faz pouco sentido. Formação acadêmica organiza conhecimento e pode impedir que o empreendedor precise descobrir sozinho erros que já foram estudados durante décadas. Experiência ensina aquilo que dificilmente cabe inteiro em um livro.</p>
<p>O empresário trabalha em condições de incerteza. Muitas decisões precisam ser tomadas antes que todas as informações estejam disponíveis. Não há como saber com absoluta segurança se uma nova loja terá clientes suficientes, se uma contratação dará certo ou se um concorrente reduzirá preços depois de uma expansão.</p>
<p>A experiência desenvolve julgamento. A formação oferece ferramentas para que esse julgamento seja menos dependente de intuição.</p>
<p>É possível construir essa base sem uma graduação tradicional. Cursos livres, livros, programas de capacitação e aprendizado dentro do próprio mercado podem formar empreendedores competentes. O problema começa quando “não preciso de faculdade” passa a ser interpretado como “não preciso estudar”.</p>
<p>São afirmações completamente diferentes.</p>
<p>Uma frase conhecida de Steve Jobs resume a dimensão pessoal do empreendedorismo ao defender que não há razão para deixar de seguir o próprio coração. A disposição para assumir riscos, porém, funciona melhor quando acompanhada pela capacidade de entendê-los.</p>
<h2>Afinal, qual faculdade fazer para ser empresário?</h2>
<p>Para quem quer uma resposta objetiva, <strong>Administração é provavelmente a graduação mais abrangente para quem pretende administrar uma empresa</strong>, porque aproxima o estudante das diversas áreas presentes na rotina de uma organização. Ciências Contábeis pode ser uma excelente escolha para quem deseja forte domínio financeiro; Economia oferece compreensão dos mercados; Marketing aprofunda o conhecimento sobre clientes e vendas; e cursos técnicos ligados ao setor podem fornecer a especialização que dará origem ao próprio negócio.</p>
<p>Mas nenhuma dessas formações é um pré-requisito universal.</p>
<p>O empresário brasileiro não nasce juridicamente quando recebe um diploma. A legislação o define pela atividade econômica que exerce e pelas condições estabelecidas para sua formalização. O que a universidade pode fazer é prepará-lo melhor para o que vem depois da abertura.</p>
<p>E é justamente depois da abertura que começa a parte difícil. Obter um CNPJ transforma uma ideia em uma empresa registrada. <strong>Transformar essa empresa em um negócio que vende, paga suas contas, gera caixa, emprega pessoas e consegue atravessar crises é outra história. Para isso, não existe diploma obrigatório — mas conhecimento dificilmente será opcional.</strong></p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p>Presidência da República — Código Civil Brasileiro, Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002.</p>
<p>Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte — Redesim, orientações oficiais para abertura, registro e licenciamento de empresas.</p>
<p>Ministério da Educação e Conselho Nacional de Educação — Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Administração.</p>
<p>Presidência da República — Lei Complementar nº 123, que disciplina, entre outros temas, o Microempreendedor Individual.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Valuation: o que é, como calcular e quais métodos definem o valor de uma empresa</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/valuation-o-que-e-como-calcular</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Luiza Farias]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Aug 2026 23:04:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[avaliação de empresas]]></category>
		<category><![CDATA[finanças corporativas]]></category>
		<category><![CDATA[fluxo de caixa descontado]]></category>
		<category><![CDATA[fusões e aquisições]]></category>
		<category><![CDATA[investimentos]]></category>
		<category><![CDATA[múltiplos de mercado]]></category>
		<category><![CDATA[negócios]]></category>
		<category><![CDATA[startups]]></category>
		<category><![CDATA[valuation]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1529413</guid>

					<description><![CDATA[<p>Valuation é o processo utilizado para estimar quanto vale uma empresa, uma participação societária ou outro ativo econômico. O cálculo busca transformar expectativas sobre geração de caixa, crescimento e risco em uma estimativa de valor presente. Embora possa resultar em um número específico, o valuation não deve ser confundido com o preço pelo qual uma [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Valuation é o processo utilizado para estimar quanto vale uma empresa, uma participação societária ou outro ativo econômico. O cálculo busca transformar expectativas sobre geração de caixa, crescimento e risco em uma estimativa de valor presente. Embora possa resultar em um número específico, o valuation não deve ser confundido com o preço pelo qual uma companhia necessariamente será comprada ou vendida.</p>
<p>Na prática, uma mesma empresa pode apresentar valuations diferentes dependendo das premissas, da metodologia empregada, do momento econômico e da finalidade da avaliação. Uma companhia avaliada para entrada de um investidor, por exemplo, pode receber tratamento diferente daquele aplicado em uma operação de fusão, aquisição ou venda de participação societária.</p>
<p>O ponto central está na capacidade do negócio de produzir benefícios econômicos no futuro. Receita, margens, investimentos necessários, endividamento, custo de capital e perspectiva de crescimento entram na análise. Quanto maiores forem a incerteza e o risco associados aos fluxos de caixa projetados, maior tende a ser a taxa exigida pelo investidor para remunerar o capital.</p>
<p>Por isso, valuation não é uma ciência exata. O cálculo pode ser tecnicamente sofisticado, mas continua dependendo de estimativas. A própria Comissão de Valores Mobiliários (CVM), ao analisar casos envolvendo fluxo de caixa descontado, já reconheceu que existe margem para o avaliador estabelecer premissas compatíveis com a metodologia utilizada.</p>
<h2>O que significa valuation de uma empresa</h2>
<p>A tradução mais direta de valuation é avaliação. No ambiente empresarial e financeiro, a expressão normalmente representa o processo de estimar o valor econômico de uma companhia.</p>
<p>Essa definição ajuda a separar três conceitos frequentemente tratados como equivalentes: custo, preço e valor. O custo representa os recursos empregados para adquirir ou produzir determinado bem. O preço é aquilo que comprador e vendedor efetivamente acertam em uma transação. O valor, por sua vez, procura refletir os benefícios econômicos associados ao ativo.</p>
<p>Uma empresa pode, portanto, ter valuation de R$ 100 milhões e ser negociada por R$ 80 milhões ou R$ 120 milhões. A diferença pode decorrer do poder de negociação das partes, de sinergias esperadas, da necessidade de liquidez do vendedor, da existência de outros interessados ou de riscos percebidos durante uma due diligence.</p>
<p>Também é necessário distinguir o valor da operação da empresa do valor pertencente aos acionistas. O chamado <strong>Enterprise Value (EV)</strong> procura representar o valor das atividades operacionais. Já o <strong>Equity Value</strong> corresponde ao valor atribuível aos sócios ou acionistas depois dos ajustes financeiros, especialmente dívida e caixa. Essa diferença é fundamental em operações de fusões e aquisições.</p>
<h2>Fluxo de caixa descontado é um dos principais métodos</h2>
<p>Entre as metodologias mais utilizadas está o Fluxo de Caixa Descontado, conhecido pela sigla FCD ou, em inglês, DCF. A lógica consiste em projetar o caixa que a companhia poderá gerar no futuro e trazê-lo para o valor presente mediante uma taxa que incorpore o risco do negócio.</p>
<p>O método parte de uma premissa econômica simples: R$ 1 milhão disponível hoje não possui o mesmo valor de R$ 1 milhão a ser recebido daqui a vários anos. Além do efeito do tempo, existe o risco de que os resultados projetados não se concretizem.</p>
<p>Normalmente, o analista estima receitas, custos, despesas, impostos, investimentos e necessidade de capital de giro para construir os fluxos futuros. Em seguida, utiliza uma taxa de desconto. Quando são considerados simultaneamente capital próprio e recursos de terceiros, uma referência recorrente é o <strong>WACC</strong>, sigla de Weighted Average Cost of Capital, ou custo médio ponderado de capital.</p>
<p>A CVM possui precedentes envolvendo avaliações econômicas feitas por fluxo de caixa descontado e análises sobre variáveis como custo de capital próprio, beta e WACC, o que demonstra a presença dessa metodologia em avaliações empresariais utilizadas no <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="338200">mercado</a> de capitais brasileiro.</p>
<p>Uma das partes mais sensíveis do FCD é o valor terminal, que busca representar a geração de caixa posterior ao período explícito de projeção. Pequenas alterações na taxa de crescimento de longo prazo ou na taxa de desconto podem provocar mudanças expressivas no valuation. Por isso, um modelo tecnicamente correto deve apresentar premissas transparentes e, preferencialmente, análises de sensibilidade.</p>
<h2>Como calcular valuation pelo fluxo de caixa descontado</h2>
<p>Imagine uma empresa que deverá produzir fluxos de caixa livres de R$ 5 milhões, R$ 6 milhões, R$ 7 milhões, R$ 8 milhões e R$ 9 milhões durante os próximos cinco anos. Esses valores não podem simplesmente ser somados e considerados como valuation.</p>
<p>Cada fluxo precisa ser descontado por uma taxa compatível com o risco. Se o custo de capital considerado fosse de 12% ao ano, os R$ 9 milhões esperados no quinto ano teriam valor presente significativamente inferior a R$ 9 milhões. O mesmo procedimento seria realizado com todos os demais períodos.</p>
<p>Depois é necessário calcular o valor terminal, que representa a parcela do negócio correspondente aos anos posteriores à projeção explícita. O valor presente dos fluxos projetados e do valor terminal compõe uma estimativa do valor operacional da companhia.</p>
<p>Se esse cálculo apontasse Enterprise Value de R$ 100 milhões e a empresa tivesse dívida financeira líquida de R$ 20 milhões, uma simplificação levaria a Equity Value próximo de R$ 80 milhões. É esse segundo número que, depois de outros ajustes eventualmente necessários, estaria mais próximo do valor econômico pertencente aos acionistas.</p>
<p>O exercício mostra por que faturamento isoladamente não determina quanto vale uma companhia. Duas <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="338199">empresas</a> com receita anual de R$ 100 milhões podem receber valuations radicalmente diferentes se uma apresentar margens elevadas, baixo endividamento e crescimento consistente enquanto a outra consumir caixa e depender continuamente de novos financiamentos.</p>
<h2>Valuation por múltiplos compara empresas semelhantes</h2>
<p>Outro método bastante utilizado é o valuation relativo, baseado em múltiplos. Em vez de construir toda a avaliação a partir da geração futura de caixa, o analista observa quanto o mercado está disposto a pagar por empresas consideradas comparáveis.</p>
<p>Entre os indicadores mais conhecidos estão EV/Ebitda, preço sobre lucro (P/L), preço sobre valor patrimonial e EV/receita. A escolha depende do setor, do estágio da empresa e da característica econômica do negócio.</p>
<p>Uma companhia que negocia a oito vezes seu Ebitda, por exemplo, pode funcionar como referência para outra empresa do mesmo setor. Se o negócio avaliado produzir Ebitda de R$ 20 milhões e um múltiplo de oito vezes for considerado justificável, o cálculo indicaria Enterprise Value de aproximadamente R$ 160 milhões antes dos ajustes necessários.</p>
<p>O problema está justamente na palavra “comparável”. Empresas aparentemente semelhantes podem apresentar estruturas de capital, margens, riscos, governança, crescimento e posicionamento competitivo diferentes. Aplicar o múltiplo de uma companhia a outra sem esses ajustes pode gerar uma aparência de precisão que o modelo não possui.</p>
<h2>Valuation patrimonial e de liquidação atendem a outras situações</h2>
<p>O valuation patrimonial parte dos ativos e passivos existentes no balanço. É uma abordagem particularmente útil em <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank" rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="338198">negócios</a> cuja geração de valor está fortemente relacionada aos ativos controlados, mas pode ter limitações importantes quando grande parte da riqueza da companhia depende de marca, tecnologia, relacionamento com clientes, capital intelectual ou outros intangíveis.</p>
<p>Já a avaliação por liquidação procura estimar quanto restaria caso os ativos fossem vendidos e as obrigações pagas. O raciocínio pode ser relevante para empresas em dificuldades financeiras ou em cenários nos quais a continuidade operacional deixou de representar a principal hipótese de análise.</p>
<p>Não existe, portanto, um método universalmente superior em qualquer circunstância. A finalidade do valuation determina qual abordagem merece maior peso. Em diversas operações, avaliadores trabalham com mais de uma metodologia para verificar se os resultados produzidos são economicamente coerentes.</p>
<p>No mercado de capitais brasileiro, a avaliação também possui implicações regulatórias. A Resolução CVM 215 estabeleceu o novo regime para ofertas públicas de aquisição de ações e substituiu a antiga Resolução CVM 85. A regulamentação faz parte do arcabouço aplicável às OPAs e entrou em vigor em julho de 2025.</p>
<h2>Pre-money e post-money são fundamentais para startups</h2>
<p>Em rodadas de investimento, dois conceitos aparecem com frequência: <strong>pre-money valuation</strong> e <strong>post-money valuation</strong>. O primeiro representa o valor da companhia antes da entrada do novo capital. O segundo corresponde ao valor depois do aporte.</p>
<p>Se uma startup possui valuation pre-money de R$ 40 milhões e recebe investimento de R$ 10 milhões, o valuation post-money, em uma estrutura simplificada, passa a R$ 50 milhões. O investidor que aplicou os R$ 10 milhões teria, nesse exemplo, participação equivalente a 20% do capital econômico após a rodada.</p>
<p>O cálculo parece simples, mas a estrutura efetiva pode ser muito mais complexa. Direitos de preferência, opções, ações preferenciais, instrumentos conversíveis, cláusulas antidiluição e planos de participação de funcionários podem alterar a parcela econômica de cada acionista.</p>
<p>Startups também apresentam uma dificuldade adicional: muitas ainda não produzem lucro ou fluxo de caixa positivo. Nesses casos, crescimento, mercado endereçável, capacidade de monetização, retenção de clientes e necessidade futura de capital podem assumir peso maior na negociação.</p>
<h2>Por que dois valuations da mesma empresa podem ser diferentes</h2>
<p>A diferença entre valuations não significa necessariamente que um deles esteja errado. Alterações aparentemente pequenas nas premissas são capazes de produzir resultados substancialmente diferentes.</p>
<p>Uma companhia pode ser avaliada considerando crescimento anual de 3% ou de 5% na perpetuidade. O custo de capital pode ser estimado em 10%, 12% ou 14%. A margem operacional projetada também pode variar conforme a visão do analista sobre concorrência, ganho de escala e preços.</p>
<p>É justamente por isso que um valuation profissional não deveria ser analisado apenas pelo resultado final. As premissas usadas para alcançar o número são tão importantes quanto o número em si.</p>
<p>O Comitê de Pronunciamentos Contábeis mantém o CPC 46, correlacionado à IFRS 13, dedicado à mensuração do valor justo. Embora valor justo contábil e valuation empresarial não sejam conceitos automaticamente intercambiáveis, o pronunciamento evidencia a importância de critérios de mensuração dentro da estrutura financeira e contábil brasileira.</p>
<h2>Erros podem inflar ou destruir o valuation</h2>
<p>Projeções excessivamente otimistas estão entre os riscos mais evidentes. Crescimento muito superior ao mercado por longos períodos, expansão de margem sem justificativa operacional ou investimentos insuficientes para sustentar o aumento da receita podem elevar artificialmente o valor estimado.</p>
<p>Outro erro frequente é misturar Enterprise Value e Equity Value. Uma empresa altamente endividada pode possuir operação valiosa sem que o mesmo valor pertença aos acionistas. Ignorar dívida líquida, contingências e outros ajustes pode distorcer significativamente a análise.</p>
<p>Também é inadequado tratar múltiplos como regras universais. Uma companhia negociada a dez vezes Ebitda não transforma automaticamente dez vezes Ebitda no múltiplo correto para todos os seus concorrentes.</p>
<p>Por fim, valuation não substitui due diligence. O modelo estima valor com base nas informações e premissas disponíveis; a investigação financeira, contábil, jurídica, tributária e operacional procura determinar se essas informações refletem adequadamente a realidade do negócio.</p>
<h2>Para que serve o valuation</h2>
<p>O valuation pode subsidiar venda de empresas, fusões e aquisições, captação de investimentos, reorganizações societárias, entrada ou saída de sócios, sucessões, decisões de investimento e análises sobre companhias negociadas em Bolsa.</p>
<p>Para o empreendedor, conhecer o valor econômico do negócio também ajuda a compreender quais fatores efetivamente criam riqueza. A análise pode revelar que crescimento sem margem destrói valor, que excesso de dívida aumenta o risco ou que determinados investimentos apresentam retorno superior ao custo de capital.</p>
<p>Para o investidor, valuation funciona principalmente como referência para comparar o valor estimado de um ativo com o preço exigido para adquiri-lo. Quanto maior a diferença favorável entre preço e valor calculado — desde que as premissas estejam corretas — maior pode ser a margem de segurança da decisão.</p>
<p>O resultado final, portanto, não deve ser interpretado como uma verdade imutável. Valuation é uma fotografia produzida a partir de expectativas sobre um futuro que ainda não aconteceu. Quando juros, resultados, riscos, concorrência ou perspectivas de crescimento mudam, o valor econômico estimado da empresa também pode mudar.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Comissão de Valores Mobiliários — regulamentação das ofertas públicas de aquisição e precedentes envolvendo laudos de avaliação e fluxo de caixa descontado.</em></p>
<p><em>Comitê de Pronunciamentos Contábeis — CPC 46, Mensuração do Valor Justo.</em></p>
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		<item>
		<title>SP Chamber amplia apoio a empresas nas Distritais da ACSP para operações de comércio exterior</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/sp-chamber-acsp-distritais-comercio-exterior-empresas</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Luiza Farias]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Aug 2026 19:16:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ACSP]]></category>
		<category><![CDATA[comércio exterior]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[negócios]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A São Paulo Chamber of Commerce (SP Chamber), braço de internacionalização da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), ampliou a estrutura de atendimento voltada ao comércio exterior nas Distritais da entidade na capital paulista. A iniciativa busca preparar as equipes das unidades para orientar empresas interessadas em exportar, importar ou iniciar operações internacionais. A ação [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A São Paulo Chamber of Commerce (SP Chamber), braço de internacionalização da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), ampliou a estrutura de atendimento voltada ao comércio exterior nas Distritais da entidade na capital paulista. A iniciativa busca preparar as equipes das unidades para orientar <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="337509">empresas</a> interessadas em exportar, importar ou iniciar operações internacionais.</p>
<p>A ação incluiu uma capacitação destinada aos profissionais das Distritais, que passaram a conhecer os principais aspectos envolvidos em operações de comércio exterior e os serviços disponibilizados pela SP Chamber. A proposta é aproximar a estrutura especializada da entidade de pequenas, médias e grandes empresas que procuram acessar mercados internacionais.</p>
<p>Com o treinamento, as unidades da ACSP passam a atuar também como pontos iniciais de atendimento para empresários interessados em internacionalização. As equipes poderão identificar as necessidades das empresas e direcioná-las para os serviços considerados adequados a cada estágio de uma operação internacional.</p>
<p>A iniciativa faz parte da estratégia da SP Chamber de ampliar sua presença dentro da rede da Associação Comercial de São Paulo e descentralizar o acesso às soluções relacionadas ao comércio exterior.</p>
<h2>Equipes recebem treinamento sobre importação e exportação</h2>
<p>A capacitação abordou diferentes etapas envolvidas nas operações internacionais. Entre os temas apresentados estiveram importação, exportação, logística internacional, transporte de cargas, classificação fiscal de produtos e regras aduaneiras.</p>
<p>Os profissionais das Distritais também receberam informações sobre financiamento, certificações, documentação, inspeção, sourcing e operações de câmbio.</p>
<p>A variedade dos assuntos reflete as diferentes exigências enfrentadas por empresas que pretendem comprar ou vender produtos no exterior. A proposta da SP Chamber é permitir que as unidades da ACSP identifiquem essas demandas e encaminhem os empresários para atendimento especializado.</p>
<p>Segundo Angela Garcia Soares, coordenadora de Comércio Exterior da SP Chamber/ACSP, a iniciativa busca tornar o comércio internacional mais acessível às empresas brasileiras.</p>
<p>“Mais do que oferecer serviços, a SP Chamber busca construir uma cultura de internacionalização entre as empresas brasileiras, tornando o comércio exterior mais acessível, seguro e competitivo para organizações de todos os portes”, afirmou.</p>
<h2>Distritais passam a funcionar como porta de entrada</h2>
<p>O projeto pretende utilizar a capilaridade das Distritais da ACSP para aproximar a estrutura de comércio exterior dos empresários atendidos pela entidade.</p>
<p>A ideia é que uma empresa interessada em iniciar uma exportação, localizar fornecedores internacionais, estruturar uma importação ou avaliar possibilidades em outros países possa procurar inicialmente uma das unidades da associação.</p>
<p>A equipe local poderá identificar a demanda e direcionar o empresário para as soluções da SP Chamber relacionadas àquela operação.</p>
<p>Esse modelo amplia a atuação das Distritais para além dos serviços tradicionalmente prestados pela associação e incorpora o comércio internacional entre os temas que poderão ser tratados inicialmente nas unidades.</p>
<p>A SP Chamber pretende, dessa forma, aumentar a capacidade da rede da ACSP de identificar oportunidades de internacionalização e aproximar os empresários da estrutura especializada em comércio exterior.</p>
<h2>Serviços incluem certificados, mentorias e análise de fornecedores</h2>
<p>Durante o treinamento, a SP Chamber apresentou às equipes das Distritais os produtos e serviços disponíveis para empresas que atuam ou pretendem atuar no <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="337508">mercado</a> externo.</p>
<p>Entre eles está a plataforma CTRL+A, destinada à gestão integrada de operações de comércio exterior.</p>
<p>A estrutura também oferece emissão de Certificados de Origem, documento utilizado em operações internacionais para comprovar a procedência das mercadorias de acordo com as exigências aplicáveis.</p>
<p>As empresas podem ainda acessar mentorias especializadas, diagnósticos de mercado e análises de fornecedores internacionais.</p>
<p>Outro serviço apresentado durante a capacitação foi o apoio ao acesso ao Seguro de Crédito à Exportação.</p>
<p>A SP Chamber também organiza missões empresariais e rodadas de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank" rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="337510">negócios</a> e mantém uma estrutura voltada à conexão entre empresas e parceiros estratégicos no Brasil e no exterior.</p>
<p>A diversidade dos serviços permite atender companhias em diferentes etapas do processo, desde organizações que ainda avaliam a possibilidade de internacionalização até aquelas que já realizam operações de importação ou exportação.</p>
<h2>Internacionalização passa a integrar atendimento da rede</h2>
<p>A aproximação entre a SP Chamber e as Distritais pretende ampliar a presença das soluções de comércio exterior dentro da própria estrutura da Associação Comercial de São Paulo.</p>
<p>Em vez de concentrar o atendimento especializado em um único ponto, a entidade busca utilizar suas unidades para identificar empresas com potencial ou interesse em acessar outros mercados.</p>
<p>A capacitação não transforma as Distritais em estruturas independentes de execução de todas as etapas de comércio exterior. O modelo apresentado prevê que as equipes funcionem como pontos de orientação e direcionamento para os serviços especializados da SP Chamber.</p>
<p>A iniciativa também procura atender empresas que ainda não possuem conhecimento aprofundado sobre procedimentos de exportação e importação.</p>
<p>Questões como classificação fiscal, documentação aduaneira, transporte internacional, câmbio e certificações podem representar etapas relevantes na estruturação de uma operação internacional. A capacitação busca permitir que as equipes reconheçam essas demandas durante o atendimento aos empresários.</p>
<h2>Pequenas e médias empresas estão entre os públicos</h2>
<p>A SP Chamber afirma que o modelo foi estruturado para atender empresas de diferentes portes.</p>
<p>O objetivo inclui aproximar pequenas e médias companhias das ferramentas utilizadas para entrada em mercados internacionais, além de continuar oferecendo suporte a organizações maiores.</p>
<p>O atendimento pode envolver tanto empresas interessadas em vender produtos brasileiros para outros países quanto companhias que procuram fornecedores, mercadorias ou oportunidades comerciais no exterior.</p>
<p>A estrutura de suporte inclui ainda ferramentas relacionadas à avaliação de mercados e fornecedores, além de iniciativas presenciais de conexão empresarial, como missões e rodadas de negócios.</p>
<p>Segundo a proposta apresentada pela entidade, a ampliação da atuação das Distritais deverá tornar o processo de identificação das necessidades mais próximo do empresário e facilitar o encaminhamento para áreas especializadas.</p>
<h2>ACSP reúne mais de 15 mil associados</h2>
<p>A Associação Comercial de São Paulo foi fundada em 1894 e informa possuir mais de 15 mil associados.</p>
<p>A entidade é presidida por Alfredo Cotait Neto e mantém uma estrutura voltada à representação empresarial e à defesa da livre iniciativa.</p>
<p>Ao longo de sua trajetória, a ACSP participou de discussões e iniciativas relacionadas ao ambiente de negócios e ao empreendedorismo. Segundo as informações institucionais fornecidas pela própria associação, a entidade participou da criação ou do desenvolvimento de iniciativas como o Estatuto da Micro e Pequena Empresa, o Simples Nacional, o Microempreendedor Individual (MEI), a Lei da Liberdade Econômica e o Impostômetro.</p>
<p>A SP Chamber integra essa estrutura com atuação direcionada à internacionalização e ao comércio exterior.</p>
<p>Com a capacitação realizada nas Distritais, a associação busca agora ampliar os pontos de contato entre essa área especializada e as empresas atendidas pela rede na cidade de São Paulo.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Como empreender em casa: regras do MEI, custos e cuidados para começar um negócio</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/empreender-em-casa-regras-formalizacao-mei-negocio</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Luiza Farias]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Aug 2026 21:05:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[comércio eletrônico]]></category>
		<category><![CDATA[empreender em casa]]></category>
		<category><![CDATA[formalização empresarial]]></category>
		<category><![CDATA[gestão financeira]]></category>
		<category><![CDATA[MEI]]></category>
		<category><![CDATA[negócio doméstico]]></category>
		<category><![CDATA[negócios]]></category>
		<category><![CDATA[revenda consignada]]></category>
		<category><![CDATA[trabalho por conta própria]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Brasil encerrou 2025 com 26,1 milhões de trabalhadores por conta própria, aumento de 2,4% em relação ao ano anterior e de 30,4% desde o início da série histórica, em 2012. O contingente ajuda a explicar por que garagens, quartos desocupados, cozinhas e pequenos espaços residenciais passaram a servir como base para atividades comerciais e [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Brasil encerrou 2025 com 26,1 milhões de trabalhadores por conta própria, aumento de 2,4% em relação ao ano anterior e de 30,4% desde o início da série histórica, em 2012. O contingente ajuda a explicar por que garagens, quartos desocupados, cozinhas e pequenos espaços residenciais passaram a servir como base para atividades comerciais e de prestação de serviços.</p>
<p>O crescimento do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/trabalho" target="_blank" rel="noopener" title="Trabalho" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="337282">trabalho</a> independente ocorre ao mesmo tempo que o país mantém um número elevado de empresas em funcionamento. Dados do Mapa de Empresas, mantido pelo governo federal, indicavam 25,6 milhões de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank" rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="337283">negócios</a> ativos e 468 mil novos registros apenas em maio de 2026. Desse total, 72,4% foram abertos em menos de um dia.</p>
<p>Transformar a residência em ponto de produção, atendimento ou distribuição pode reduzir despesas com aluguel comercial, deslocamento e manutenção. A <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank" rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="337285">economia</a> inicial, porém, não elimina a necessidade de planejamento. O empreendedor precisa verificar se a atividade pode funcionar no endereço escolhido, separar as finanças pessoais das empresariais e calcular se a receita será suficiente para cobrir mercadorias, impostos, entregas, devoluções e eventuais perdas.</p>
<p>A formalização como Microempreendedor Individual, o MEI, pode atender parte desses negócios, mas não serve para todas as profissões nem para qualquer volume de faturamento. Também não autoriza automaticamente o uso irrestrito do imóvel como estabelecimento comercial.</p>
<h2>Trabalho independente ganha espaço no mercado brasileiro</h2>
<p>Os trabalhadores por conta própria representavam 25,3% da população ocupada no quarto trimestre de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. A informalidade alcançava 37,6% dos ocupados no mesmo período, mostrando que uma parcela relevante das atividades econômicas ainda funciona sem registro empresarial ou proteção previdenciária regular.</p>
<p>O conceito de trabalhador por conta própria é mais amplo do que o de empresário formalizado. Ele inclui pessoas que exploram a própria atividade sem empregados, independentemente de possuírem CNPJ. Um vendedor, costureiro, cabeleireiro, confeiteiro ou prestador de pequenos reparos pode aparecer nas estatísticas do IBGE mesmo que não esteja registrado como MEI ou em outra modalidade empresarial.</p>
<p>A residência costuma ser a primeira estrutura de quem inicia com capital limitado. Além de evitar o aluguel de um imóvel comercial, ela permite testar a demanda antes de ampliar o negócio. Esse arranjo pode funcionar para atividades como produção artesanal, venda de roupas e acessórios, manutenção de equipamentos, serviços de beleza, aulas particulares, alimentação, comércio eletrônico e retirada de mercadorias.</p>
<p>O custo menor não significa ausência de risco. A utilização inadequada do endereço pode gerar conflito com regras de zoneamento, vigilância sanitária, condomínio, segurança ou circulação de pessoas. Atividades que envolvem armazenamento de produtos perigosos, manipulação de alimentos, ruído, alterações estruturais ou atendimento intenso normalmente estão sujeitas a exigências adicionais.</p>
<h2>Prefeitura deve ser consultada antes da formalização</h2>
<p>O Portal do Empreendedor orienta que o interessado procure a prefeitura ou a administração regional para fazer a consulta prévia do endereço e da atividade. É o município que verifica se o negócio pretendido pode ser instalado naquele local, de acordo com as regras de uso e ocupação do solo.</p>
<p>A dispensa de alvará concedida ao MEI não elimina essa obrigação. O Certificado da Condição de Microempreendedor Individual permite o início simplificado da atividade, mas o empreendedor continua sujeito a normas sanitárias, ambientais, tributárias, de segurança pública e de funcionamento de atividades domiciliares.</p>
<p>Isso significa que duas pessoas formalizadas na mesma ocupação podem enfrentar exigências diferentes conforme o município, o bairro e as características do imóvel. Uma atividade exclusivamente digital, sem estoque relevante e sem atendimento presencial, tende a causar menos impacto do que uma cozinha comercial, uma oficina ou um estabelecimento que recebe clientes durante todo o dia.</p>
<p>Quem mora em condomínio também precisa observar a convenção, o regulamento interno e as limitações aplicáveis ao uso das unidades. A instalação de placas, a entrada frequente de consumidores, a circulação de entregadores, a geração de barulho e o armazenamento de materiais podem provocar questionamentos mesmo quando a atividade é permitida pela prefeitura.</p>
<h2>MEI reduz burocracia, mas mantém obrigações</h2>
<p>A formalização como MEI é gratuita e realizada digitalmente pelo Portal do Empreendedor. Para brasileiros, é exigida conta gov.br de nível prata ou ouro, além de dados pessoais, endereço, ocupação principal, formas de atuação e informações sobre o local do negócio.</p>
<p>O regime permite escolher uma ocupação principal e até 15 secundárias, desde que todas estejam na relação autorizada pelo Comitê Gestor do Simples Nacional. A seleção não deve ser feita apenas com base no nome mais próximo da atividade. O código escolhido define os tributos incluídos no pagamento mensal e pode determinar exigências estaduais ou municipais.</p>
<p>Em 2026, o limite anual de faturamento do MEI permanece em R$ 81 mil, equivalente a uma média de R$ 6.750 por mês quando a atividade funciona durante o ano inteiro. Para <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="337321">empresas</a> abertas depois de janeiro, o teto é proporcional ao número de meses de funcionamento.</p>
<p>A cobrança mensal também varia conforme a atividade. O Documento de Arrecadação do Simples Nacional custa R$ 82,05 para comércio e indústria, R$ 86,05 para serviços e R$ 87,05 para quem exerce simultaneamente comércio e serviços. Os valores reúnem a contribuição previdenciária e as parcelas de ICMS ou ISS.</p>
<p>O pagamento do DAS não substitui o acompanhamento da receita. O MEI deve preencher mensalmente o Relatório de Receitas Brutas, anexar os documentos de compra e venda e manter o material arquivado por cinco anos. A Declaração Anual do Simples Nacional precisa ser entregue mesmo quando não houve faturamento.</p>
<h2>Projeto propõe ampliar teto, mas regra ainda não mudou</h2>
<p>O governo federal enviou ao Congresso o Projeto de Lei Complementar 186 de 2026, que propõe elevar o limite do MEI para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028. O texto também permitiria a contratação de até dois empregados, em vez de apenas um.</p>
<p>Até 5 de agosto, a proposta aguardava despacho da Presidência da Câmara dos Deputados. Portanto, os novos valores ainda não estavam em vigor. Para os negócios em funcionamento em 2026, permanece válido o teto de R$ 81 mil.</p>
<p>A diferença é relevante para quem começa em casa e cresce rapidamente por meio das redes sociais ou de plataformas de venda. O faturamento considerado para o limite é a receita bruta, não o lucro. Despesas com produtos, embalagens, anúncios, taxas de aplicativos e entregas não são descontadas antes da verificação do teto.</p>
<p>Ultrapassar o limite pode exigir o desenquadramento do MEI e a migração para microempresa. Dependendo do excesso e do momento em que ocorreu, pode haver cobrança de tributos pelas regras do Simples Nacional, com efeitos retroativos. O acompanhamento mensal evita que o empreendedor descubra o problema apenas ao preparar a declaração anual.</p>
<h2>Revenda consignada reduz desembolso, mas exige contrato</h2>
<p>A revenda consignada pode ser uma alternativa para quem dispõe de pouco capital. Nesse modelo, o fornecedor entrega produtos ao revendedor, que realiza as vendas e paga o valor combinado ou devolve os itens dentro do prazo previsto.</p>
<p>A relação é enquadrada pelo Código Civil como contrato estimatório. A legislação estabelece que o consignatário fica autorizado a vender os bens móveis e deve pagar ao consignante o preço ajustado, salvo quando optar pela devolução no prazo estabelecido.</p>
<p>O modelo diminui a necessidade de comprar todo o estoque antecipadamente, mas não transfere todos os riscos ao fornecedor. Se a devolução integral se tornar impossível, o consignatário pode permanecer obrigado a pagar o preço, inclusive quando o fato não tiver sido diretamente provocado por ele.</p>
<p>Por isso, a operação precisa de documento escrito. O contrato deve identificar os produtos, quantidades, preços, comissões, prazos, responsabilidades por furto ou avaria, condições de devolução, forma de prestação de contas e tratamento de mercadorias não vendidas.</p>
<p>O empreendedor também deve registrar separadamente o que pertence ao fornecedor e o que já foi vendido. Misturar itens consignados com estoque próprio ou utilizar o dinheiro das vendas para despesas pessoais aumenta o risco de inadimplência quando chegar o prazo de pagamento.</p>
<h2>Venda pela internet cria deveres perante o consumidor</h2>
<p>O fato de o negócio funcionar dentro de casa não reduz a responsabilidade sobre o produto ou serviço. Quando a venda é realizada por site, aplicativo, rede social ou mensagem, aplicam-se as normas do Código de Defesa do Consumidor e do comércio eletrônico.</p>
<p>O vendedor deve apresentar informações claras sobre sua identificação, características do produto, preço, formas de pagamento, despesas adicionais, prazo de entrega e canais de atendimento. A oferta divulgada vincula o fornecedor, que deve cumprir as condições anunciadas.</p>
<p>Nas contratações realizadas fora do estabelecimento comercial, o consumidor dispõe de sete dias para exercer o direito de arrependimento. O prazo começa a ser contado da assinatura ou do recebimento, conforme o caso, e os valores pagos devem ser devolvidos.</p>
<p>Essa obrigação precisa entrar no cálculo financeiro do negócio. Uma venda registrada hoje pode ser cancelada depois da entrega, exigindo restituição, logística reversa e retorno da mercadoria ao estoque. Empreendedores que gastam imediatamente todo o valor recebido podem enfrentar falta de caixa para realizar os reembolsos.</p>
<p>A emissão de nota fiscal também depende do comprador. O MEI é dispensado de emitir o documento para pessoa física, salvo quando solicitado. Quando vende ou presta serviços para outra empresa, a emissão é obrigatória, exceto nas situações em que o destinatário emite nota de entrada.</p>
<h2>Controle financeiro separa renda extra de empresa</h2>
<p>O principal erro de uma operação doméstica é tratar todo o dinheiro recebido como renda disponível. O faturamento inclui parcelas destinadas à reposição do estoque, tributos, entregas, embalagens, anúncios, comissões e devoluções. Apenas o valor restante depois dos custos representa resultado.</p>
<p>A conta bancária de pessoa jurídica não é obrigatória para o MEI, mas o próprio Portal do Empreendedor recomenda a separação entre o patrimônio pessoal e o empresarial. Essa divisão permite identificar se a atividade gera lucro e impede que despesas da residência consumam o capital necessário ao funcionamento do negócio.</p>
<p>O controle pode começar com uma planilha ou sistema simples, desde que registre diariamente vendas, recebimentos, compras, taxas e obrigações futuras. No caso de produtos consignados, é necessário indicar também o valor que pertence ao fornecedor.</p>
<p>Antes de ampliar a operação, o empreendedor deve verificar se o espaço continua adequado, se o volume de vendas exige mudança de enquadramento e se há capacidade para cumprir prazos. Crescer sem ajustar estoque, caixa e logística pode transformar o aumento das vendas em atraso, reclamações e endividamento.</p>
<p>Empreender em casa pode ser uma porta de entrada para a atividade empresarial, mas a residência não substitui uma estrutura mínima de gestão. O modelo se torna sustentável quando a economia de aluguel é acompanhada por formalização correta, contrato com fornecedores, respeito ao consumidor e controle rigoroso do dinheiro.</p>
<hr />
<h4>FONTES:</h4>
<ol>
<li>Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — PNAD Contínua: resultados anuais do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="337284">mercado</a> de trabalho em 2025 — 30 de janeiro de 2026 — página oficial do IBGE.</li>
<li>Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte — Mapa de Empresas, dados atualizados até junho de 2026 — Portal Gov.br.</li>
<li>Portal do Empreendedor — Perguntas frequentes, regras de formalização, faturamento, DAS, endereço, nota fiscal e obrigações do MEI — atualização consultada em agosto de 2026.</li>
<li>Presidência da República — Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002, Código Civil, artigos 534 a 537, contrato estimatório — texto compilado.</li>
<li>Câmara dos Deputados — Projeto de Lei Complementar nº 186 de 2026, situação e tramitação — consulta em 5 de agosto de 2026.</li>
</ol>
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		<title>Ferrovia do Café de R$ 1 bi vai ligar Sul de Minas a Angra dos Reis com 740 km de trilhos</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/ferrovia-do-cafe-projeto-r1-bilhao-minas-angra-leilao-outubro</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Luiza Farias]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Aug 2026 14:27:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ANTT]]></category>
		<category><![CDATA[café arábica]]></category>
		<category><![CDATA[concessão ferroviária]]></category>
		<category><![CDATA[corredor Minas-Rio]]></category>
		<category><![CDATA[FCA]]></category>
		<category><![CDATA[Ferrovia Centro-Atlântica]]></category>
		<category><![CDATA[Ferrovia do Café]]></category>
		<category><![CDATA[Logística]]></category>
		<category><![CDATA[negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Varginha]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um projeto para reativar parte da malha ociosa da Ferrovia Centro-Atlântica no Sul de Minas e criar um corredor de exportação de café até o litoral fluminense ganhou tração em 2026 com articulação do setor produtivo, aval da Agência Nacional de Transportes Terrestres e entrada no Programa de Parcerias de Investimentos. A proposta, chamada de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Um projeto para reativar parte da malha ociosa da Ferrovia Centro-Atlântica no Sul de Minas e criar um corredor de exportação de café até o litoral fluminense ganhou tração em 2026 com articulação do setor produtivo, aval da Agência Nacional de Transportes Terrestres e entrada no Programa de Parcerias de Investimentos. A proposta, chamada de Ferrovia do Café, pretende recuperar trechos sem tráfego desde 2011 entre Varginha, Três Corações e Lavras e conectá-los aos portos do Rio de Janeiro, com investimento inicial estimado em mais de R$ 1 bilhão apenas no ramal mineiro.</p>
<p>Segundo a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Minas Gerais, que articula a iniciativa em conjunto com a federação fluminense, há grupos privados interessados na recuperação dos segmentos. O desenho prevê operação com retorno de cargas, como fertilizantes e insumos industriais, para aumentar a eficiência e reduzir o custo logístico da principal região produtora de arábica do país.</p>
<p>O fato novo é a mudança de estágio regulatório. De acordo com a Agência Nacional de Transportes Terrestres, o corredor Minas-Rio foi aprovado como primeiro projeto de chamamento público do novo marco ferroviário e segue para análise do Tribunal de Contas da União antes da publicação do edital. O leilão, inicialmente previsto para abril de 2026, foi reprogramado para outubro de 2026.</p>
<h3 class="mt-6 mb-2 font-semibold text-xl">Corredor Minas-Rio de 740 km será primeiro teste do novo modelo de autorizações</h3>
<p>O corredor Minas-Rio totaliza cerca de 740 quilômetros e conecta municípios mineiros como Arcos, Lavras e Varginha a Barra Mansa e Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. Segundo o Ministério dos Transportes, o traçado faz parte atualmente da malha da Ferrovia Centro-Atlântica, mas está quase inoperante e demanda investimentos para ampliação e modernização.</p>
<p>A modelagem aprovada pela ANTT divide o corredor em dois lotes. O primeiro possui cerca de 625 quilômetros e liga Iguatama, em Minas Gerais, a Barra Mansa. O segundo conecta Barra Mansa ao Porto de Angra dos Reis, em aproximadamente 107 quilômetros. O ramal específico entre Varginha e Lavras, com cerca de 130 quilômetros, é tratado como segmento estratégico para o café.</p>
<p>O modelo é inédito. Em vez de concessão tradicional com pagamento de outorga elevada à União, o governo adotará chamamento público com autorização de exploração por até 99 anos e outorga simbólica de R$ 1. O critério de seleção será o maior valor proposto em investimento, com possibilidade de exploração de <a class="wpil_keyword_link" title="Negócios" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="332184">negócios</a> associados. Se houver mais de um interessado, o governo escolhe a proposta mais vantajosa ao interesse público.</p>
<p>De acordo com a ANTT, a proposta busca ampliar a participação da iniciativa privada em trechos devolvidos ou subutilizados, permitindo que <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="332186">empresas</a> de menor porte, as chamadas shortlines, operem linhas fora do foco das grandes concessionárias. A carteira total de trechos passíveis de devolução no Brasil soma cerca de 10 mil quilômetros, segundo a agência.</p>
<h3 class="mt-6 mb-2 font-semibold text-xl">FCA devolverá mais de 3 mil quilômetros e renovará concessão com R$ 24 bilhões</h3>
<p>A Ferrovia do Café só se tornou viável após a negociação de renovação antecipada da Ferrovia Centro-Atlântica. Segundo a ANTT, a FCA possui aproximadamente 7.220 quilômetros de extensão e interliga Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Sergipe e Goiás, além do Distrito Federal. <a href="https://gazetamercantil.com/bolsa-familia-agosto-2026-calendario-oficial" title="Bolsa Família Agosto 2026: calendário com antecipação confirmada e consulta liberada hoje" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="335972">Com a prorrogação antecipada</a>, a malha será reduzida para 5.469 quilômetros.</p>
<p>Conforme a agência, serão devolvidos entre 3.051 e 3.110 quilômetros de trechos considerados antieconômicos ou inativos. A concessionária VLI, operadora da FCA, manterá cerca de 4,1 mil quilômetros no novo contrato de 30 anos, com vencimento até 2056. A concessão atual termina em setembro de 2026.</p>
<p>O acordo de renovação prevê investimentos privados de R$ 24 bilhões, segundo o Ministério dos Transportes, com R$ 13,82 bilhões em Capex, além de R$ 1 bilhão em conta vinculada, R$ 500 milhões em projetos e R$ 200 milhões para solução de conflitos urbanos. Há ainda previsão de teto de R$ 4,2 bilhões em indenizações pela devolução, cujo valor final será calculado após a assinatura.</p>
<p>Para o governo, a <a title="O leilão do século: como a privatização da Telebrás colocou o celular no bolso do brasileiro e redesenhou o país" href="https://gazetamercantil.com/privatizacao-telebras-leilao-do-seculo" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="333566">de</a>volução permite aumentar a eficiência dos corredores de maior tráfego, hoje com baixa produtividade por operarem trechos construídos há mais de um século, e destinar os ramais regionais a novos operadores. Os trechos devolvidos poderão receber chamamentos públicos, autorizações independentes ou projetos de transporte de passageiros, conforme regulamentação da Resolução nº 6058 da ANTT de 2024.</p>
<h3 class="mt-6 mb-2 font-semibold text-xl">Sul de Minas concentra 70% do arábica e paga até 41% em custo logístico</h3>
<p>O Sul de Minas Gerais é o coração da cafeicultura brasileira. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento, a safra total de café do Brasil em 2026 deve atingir 66,7 milhões de sacas de 60 quilos, alta de 18% sobre 2025, configurando recorde histórico. Para o arábica, a Conab prevê produção de 45,8 milhões de sacas, aumento de 28% sobre o ano anterior e a terceira maior da série, atrás apenas de 2020 e 2018.</p>
<p>Minas Gerais deve responder por 32,8 milhões de sacas de arábica, de acordo com a Conab, o que representa cerca de 70% da produção nacional da variedade e aproximadamente metade da safra total brasileira. Em algumas projeções estaduais, o volume chega a 33,4 milhões de sacas, com crescimento de 29,8% sobre 2025, impulsionado pela bienalidade positiva e pela melhor distribuição de chuvas nos meses que antecederam a floração.</p>
<p>Hoje, a maior parte do café exportado segue por caminhão até os portos, especialmente Santos, o que torna a cadeia vulnerável ao preço do diesel e a gargalos rodoviários. Segundo estudos logísticos citados pela Confederação Nacional do Transporte, os custos logísticos respondem por cerca de 41% do preço final do café convencional e por 31% do café especial. Em levantamentos do Conselho dos Exportadores de Café, o frete rodoviário até os terminais pode chegar a 2% do valor da saca dependendo da região, com impacto maior em anos de alta do combustível.</p>
<p>O problema se agravou em 2025 e 2026. Exportadores encerraram 2025 com prejuízo logístico estimado em R$ 66,1 milhões, com 55% dos navios apresentando atrasos e 1.824 contêineres deixando de ser exportados por mês, segundo dados do setor. Em março de 2026, com instabilidades no Estreito de Ormuz, importante rota de combustíveis, o contrato futuro do café arábica avançou 2,94% refletindo preocupação com custos de transporte.</p>
<p>O projeto ferroviário aposta na reversão dessa lógica. Segundo o Ministério dos Transportes, a ferrovia pode reduzir entre 30% e 40% o preço do frete em relação ao rodoviário e viabilizar a importação de fertilizantes no retorno, além de transporte de calcário, clínquer, dolomita e insumos siderúrgicos. Atualmente, o corredor Minas-Rio movimenta cerca de 1,7 milhão de toneladas por ano, com projeção de superar 2,5 milhões nas próximas décadas.</p>
<h3 class="mt-6 mb-2 font-semibold text-xl">Investimento vai de R$ 720 milhões no ramal a R$ 23 bilhões no corredor completo</h3>
<p>As estimativas de investimento variam conforme o escopo considerado. Para o segmento de 130 quilômetros entre Varginha, Três Corações e Lavras, sem tráfego desde 2011, o investimento estimado é de R$ 449,6 milhões, segundo estudos setoriais. Para o conjunto do corredor entre Minas e Rio, a previsão inicial divulgada pela Federação do Comércio mineira é de aporte superior a R$ 1 bilhão na recuperação dos trechos, com atração de operadores privados.</p>
<p>Em apresentações do Porto Seco de Varginha, que atua como exportador e articulador logístico, o investimento total do projeto Varginha-Angra pode alcançar entre R$ 20 bilhões e R$ 23 bilhões considerando modernização completa, pátios intermodais e aproximação de 5 quilômetros até o porto de Angra. Já a renovação total da FCA envolve R$ 24 bilhões a R$ 40 bilhões, conforme diferentes fases de negociação divulgadas pela agência reguladora e pelo governo.</p>
<p>O modelo de autorização prevê que o vencedor do chamamento assine contrato de uso e inicie operações de forma gradual. Segundo o governo, a assinatura do contrato de concessão de uso deve ocorrer em outubro, após aval do Tribunal de Contas da União, com início das obras entre dois e quatro anos após a assinatura dos contratos, conforme prazo de licenciamento, desapropriações e obras de arte especiais.</p>
<p>O projeto também inclui potencial turístico. A ANTT incluiu a possibilidade de transporte de passageiros em seis trechos com perfil turístico no planejamento do PAC, e o corredor Minas-Rio é visto como indutor de mobilidade interurbana regional entre Lavras e Varginha.</p>
<h3 class="mt-6 mb-2 font-semibold text-xl">Leilão em outubro no TCU e obras entre 2028 e 2030 definem viabilidade do café por trilhos</h3>
<p>O cronograma atualizado mostra atraso em relação ao plano original. Segundo o Ministério dos Transportes, o governo pretendia leiloar oito ferrovias em 2026 com carteira de R$ 140 bilhões em investimentos, além de R$ 516 bilhões em operações. O Corredor Minas-Rio era previsto para abril, mas segue em análise no TCU e teve leilão reprogramado para outubro, coincidindo com o período eleitoral.</p>
<p>Conforme a ANTT, o edital era esperado para janeiro e a expectativa agora é que seja publicado após junho, após a análise da Corte de Contas, com leilão no último trimestre de 2026. A pasta informou que trabalha para publicar no segundo semestre pelo menos cinco editais estratégicos, incluindo o Anel Ferroviário Sudeste, Malha Oeste, Ferrogrão, Fico-Fiol e o chamamento da Minas-Rio.</p>
<p>Para o setor cafeeiro, o prazo é relevante. A safra recorde de 2026 deve pressionar a logística de escoamento até meados de 2027, enquanto a ferrovia só entraria em operação parcial entre 2028 e 2030 no cenário mais otimista. Até lá, o transporte permanecerá majoritariamente rodoviário, com dependência do Porto de Santos e exposição a variações do diesel.</p>
<p>O Tribunal de Contas da União avalia a segurança jurídica da modelagem, incluindo outorga simbólica, prazo de 99 anos e mecanismos de investimento cruzado e garantias via Fundo de Desenvolvimento da Infraestrutura Regional Sustentável. A aprovação do TCU é considerada etapa fundamental para atrair investidores e evitar leilões vazios, risco apontado por consultorias especializadas em infraestrutura.</p>
<p>Se viabilizado, o corredor poderá consolidar um novo eixo logístico entre o interior mineiro e o litoral fluminense, reduzindo tempo e custo de exportação de café, ampliando a competitividade do arábica brasileiro no <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="332185">mercado</a> internacional e criando alternativa a portos congestionados. A diversificação de cargas e a possibilidade de receitas acessórias com negócios imobiliários nos pátios ferroviários são apontadas <a href="https://gazetamercantil.com/bolsa-familia-agosto-2026-calendario-oficial" title="Bolsa Família Agosto 2026: calendário com antecipação confirmada e consulta liberada hoje" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="335973">como fatores para viabilidade econômica</a> da shortline.</p>
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		<item>
		<title>Receita Federal emite primeiro CNPJ alfanumérico do Brasil para filial do Banco do Brasil</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/receita-federal-primeiro-cnpj-alfanumerico-banco-do-brasil</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Luiza Farias]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 02 Aug 2026 01:36:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Banco do Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[CNPJ alfanumérico]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Receita federal]]></category>
		<category><![CDATA[Redesim]]></category>
		<category><![CDATA[Reforma Tributária]]></category>
		<category><![CDATA[Serpro]]></category>
		<category><![CDATA[sistemas fiscais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Receita Federal gerou na sexta-feira, 31 de julho de 2026, o primeiro CNPJ alfanumérico do Brasil, atribuído a uma filial do Banco do Brasil (BBAS3) sob o número 00.000.000/E08G-12. A inscrição marcou a entrada efetiva do CNPJ alfanumérico no cadastro nacional, após uma migração conduzida com o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro). [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Receita Federal gerou na sexta-feira, 31 de julho de 2026, o primeiro CNPJ alfanumérico do Brasil, atribuído a uma filial do Banco do Brasil (BBAS3) sob o número 00.000.000/E08G-12. A inscrição marcou a entrada efetiva do CNPJ alfanumérico no cadastro nacional, após uma migração conduzida com o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro). A mudança amplia as combinações disponíveis diante do crescimento das formalizações e prepara a infraestrutura cadastral para as exigências da Reforma Tributária do Consumo.</p>
<p>O marco não altera o CNPJ da matriz do Banco do Brasil nem os registros de filiais já inscritas. A raiz 00.000.000 foi preservada, enquanto o sufixo E08G passou a identificar a ordem do novo estabelecimento; os caracteres finais, 12, são os dígitos verificadores. A Receita não informou a localização da unidade nem por que ela inaugurou o sistema. O comunicado tampouco aponta efeito financeiro, societário ou estratégico para o banco.</p>
<p>A estreia não significa que todas as inscrições abertas daqui em diante receberão letras. Como as combinações exclusivamente numéricas ainda não se esgotaram, novos estabelecimentos poderão obter tanto o modelo antigo quanto o CNPJ alfanumérico. A distribuição será gradual, com poucas emissões no novo padrão durante a fase inicial de 2026, segundo o Fisco.</p>
<h2>CNPJ alfanumérico mantém as 14 posições usadas pelas empresas</h2>
<p>O CNPJ alfanumérico conserva a máscara de 14 posições conhecida por <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="333713">empresas</a>, contadores, bancos e órgãos públicos. As oito primeiras formam a raiz e identificam a entidade; as quatro seguintes indicam a ordem do estabelecimento; as duas últimas são os dígitos verificadores. Pontos, barra e hífen continuam ocupando os mesmos lugares na apresentação do número.</p>
<p>A diferença está nos 12 primeiros caracteres, que passam a aceitar algarismos de 0 a 9 e letras maiúsculas de A a Z. Os dois dígitos verificadores permanecem obrigatoriamente numéricos. Isso permite que o CNPJ alfanumérico aumente de forma expressiva a capacidade do cadastro sem exigir um identificador mais longo ou uma máscara visual inteiramente nova.</p>
<p>As letras são atribuídas pelo sistema de forma aleatória. Não indicam Estado, município, natureza jurídica, porte, regime tributário, setor econômico ou qualquer característica do contribuinte. Algumas combinações serão bloqueadas internamente para impedir palavras ofensivas ou sequências capazes de provocar confusão com números.</p>
<p>O cálculo dos dígitos verificadores continua baseado no módulo 11, mas os validadores precisam converter as letras em valores numéricos. A regra usa o valor decimal do caractere no padrão ASCII, com subtração de 48. Programas que apenas removem a pontuação e testam uma sequência de números não conseguem validar o CNPJ alfanumérico.</p>
<h2>Cadastros atuais não migram para o CNPJ alfanumérico</h2>
<p>Para as pessoas jurídicas existentes, nada muda no número já atribuído. Não haverá substituição, recadastramento, alteração de contrato social nem solicitação à Receita, aos Estados ou aos municípios. Direitos, obrigações tributárias, situação cadastral e histórico permanecem vinculados ao identificador atual, que seguirá válido.</p>
<p>A mesma regra alcança os microempreendedores individuais. O MEI já formalizado continuará usando seu código numérico; novos microempreendedores poderão receber um CNPJ alfanumérico no futuro. A coexistência também abrange companhias que abrirem filiais: o estabelecimento poderá ganhar letras nas posições de ordem sem que a raiz numérica da matriz seja modificada.</p>
<p>O sufixo 0001 continuará indicando a matriz na abertura de uma nova pessoa jurídica, mas não deve ser tratado pelos sistemas como condição permanente. Uma filial pode tornar-se o estabelecimento principal posteriormente, mesmo com outra ordem. A identificação correta da matriz deverá vir da situação cadastral, e não apenas da leitura do sufixo.</p>
<p>Não haverá taxa federal para atualizar registros existentes ou emitir o CNPJ alfanumérico. A Receita informou que não solicitará pagamento, dados ou recadastramento por telefone, mensagem, e-mail ou aplicativo. Abordagens desse tipo devem ser tratadas como possível fraude, porque o contribuinte não precisa comprar uma “migração”.</p>
<h2>CNPJ alfanumérico expõe falhas em sistemas legados</h2>
<p>Embora o número das empresas atuais permaneça intacto, o impacto operacional alcança qualquer organização que cadastre clientes, fornecedores, parceiros ou prestadores. Bancos de dados configurados para aceitar somente números podem rejeitar um CNPJ alfanumérico válido. Formulários digitais, aplicativos e rotinas antigas também podem apagar letras, alterar o código ou bloquear uma operação.</p>
<p>A lista exposta inclui plataformas fiscais, ERPs, programas contábeis, soluções de faturamento, cadastros bancários, ferramentas de crédito, portais de compras e aplicações de controle de acesso. Integrações por API precisam transmitir e armazenar todos os caracteres. Se o identificador for recusado, a empresa pode ter dificuldade para emitir uma nota, registrar obrigação, liberar pagamento, formalizar contrato ou concluir compra.</p>
<p>A adaptação exige mais do que permitir letras. Equipes de tecnologia devem revisar bancos de dados, regras de validação, cálculo dos dígitos, máscaras das telas e tratamento de zeros à esquerda. Também precisam testar importações, integrações e comparações automáticas entre cadastros internos e externos, sem converter o CNPJ alfanumérico em um valor exclusivamente numérico.</p>
<p>Quem utiliza software de terceiros precisa confirmar se a versão instalada já reconhece o CNPJ alfanumérico. A Receita disponibilizou orientações, rotinas de cálculo e simuladores aos desenvolvedores, mas a atualização dos ambientes privados depende de fornecedores e empresas. A homologação deve abranger o fluxo completo, e não apenas um campo isolado.</p>
<h2>Implantação do CNPJ alfanumérico começou em 2024</h2>
<p>A base normativa foi estabelecida pela Instrução Normativa RFB nº 2.229, de 15 de outubro de 2024, que alterou a Instrução Normativa nº 2.119, de 2022. O ato definiu o identificador com 14 posições e previu a implementação em julho de 2026. Desde então, Receita, Serpro, administrações tributárias e fornecedores trabalharam na adequação dos ambientes.</p>
<p>Na etapa final, a base ficou disponível apenas para consultas entre a noite de 23 e a manhã de 25 de julho. Depois, saiu do ar para os procedimentos conclusivos. Os sistemas voltaram à produção no dia 27, quatro dias antes da geração do primeiro CNPJ alfanumérico.</p>
<p>A antecipação de atividades foi recomendada pelo Serpro depois de testes e validações. A janela ampliada buscou reduzir riscos na migração de uma base usada em larga escala pelos setores público e privado. O cronograma terminou com a inscrição da filial do Banco do Brasil em 31 de julho e o início monitorado do CNPJ alfanumérico.</p>
<p>Os formatos passam a coexistir em todos os processos que usam o cadastro como identificador. Sistemas públicos também devem reconhecer as duas estruturas, inclusive nos Estados e municípios. Para o contribuinte, o procedimento de inscrição continua integrado à Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e <a class="wpil_keyword_link" title="Negócios" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="333712">Negócios</a> (Redesim).</p>
<h2>CNPJ alfanumérico amplia cadastro após recorde de empresas</h2>
<p>O CNPJ alfanumérico responde ao crescimento contínuo das inscrições e ao risco de esgotamento futuro das combinações numéricas. Em 2025, o Brasil registrou a abertura recorde de 5,1 milhões de empresas, alta de 18,6% sobre 2024, segundo levantamento do Sebrae baseado na emissão de cartões pela Receita. Desse total, 4,9 milhões eram pequenos negócios.</p>
<p>Cada nova pessoa jurídica precisa de uma raiz própria, enquanto filiais exigem novas ordens de estabelecimento. Encerramentos não eliminam a necessidade de preservar números e históricos, porque a identificação deve continuar única. Ao incorporar 26 letras às dez opções numéricas dos 12 primeiros caracteres, o CNPJ alfanumérico amplia a reserva de combinações para as próximas décadas sem aumentar o comprimento do código.</p>
<p>A Receita relaciona a modernização às mudanças da Reforma Tributária do Consumo. Com a implantação da CBS e do IBS e a revisão dos documentos fiscais eletrônicos, o cadastro continuará sendo uma chave de integração entre contribuintes e administrações tributárias. O ganho de capacidade evita uma ruptura futura, mas transfere às empresas o custo de adaptar sistemas próprios.</p>
<h2>Receita monitorará o CNPJ alfanumérico durante 2026</h2>
<p>O início controlado permitirá observar o comportamento do CNPJ alfanumérico antes que as emissões ganhem escala. A Receita acompanhará o desempenho dos sistemas e a integração com ambientes externos, enquanto o novo padrão será atribuído progressivamente a poucas empresas nesta primeira fase.</p>
<p>Para o <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="333710">mercado</a>, o teste real começa quando uma empresa com letras tenta abrir conta, contratar serviços, receber pagamentos, emitir documentos ou entrar na base de um cliente. O CNPJ alfanumérico também poderá ser usado como chave Pix. Quem utiliza o número atual como chave não precisa alterá-lo; novos titulares deverão informar o código completo, sem modificar letras ou números.</p>
<p>A estreia do registro 00.000.000/E08G-12 encerra a preparação normativa e abre a convivência entre os dois modelos. A emissão comprova que o núcleo federal entrou em produção, mas não garante que todos os sistemas da <a class="wpil_keyword_link" title="Economia" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="333711">economia</a> estejam preparados. Enquanto a Receita amplia gradualmente o CNPJ alfanumérico, empresas, órgãos públicos e fornecedores de tecnologia respondem pela compatibilidade de seus processos.</p>
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		<title>Turismo de bem-estar pode somar US$ 1,38 trilhão até 2029</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/turismo-de-bem-estar-us-1-38-trilhao-hotelaria-brasil</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Luiza Farias]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 31 Jul 2026 01:44:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[economia do bem-estar]]></category>
		<category><![CDATA[economia do turismo]]></category>
		<category><![CDATA[Global Wellness Institute]]></category>
		<category><![CDATA[Hotelaria]]></category>
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		<category><![CDATA[turismo internacional]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p data-start="207" data-end="884">O turismo de bem-estar deverá movimentar US$ 1,383 trilhão no mundo em 2029, ante US$ 893,9 bilhões em 2024, segundo o Global Wellness Economy Monitor 2025, divulgado pelo Global Wellness Institute. A expansão projetada, de 9,1% ao ano, supera os 6,7% estimados para o turismo em geral e decorre da combinação entre recuperação pós-pandemia, procura por saúde preventiva, descanso, atividade física e equilíbrio pessoal. O avanço altera diretamente a estratégia de hotéis, resorts, termas, operadoras e destinos turísticos. Mais do que ampliar o número de viagens, o setor passa a disputar uma parcela maior do orçamento de cada visitante.</p>
<p data-start="886" data-end="1544">A base estatística mostra que o segmento deixou de ser periférico. Em 2024, os gastos com turismo de bem-estar cresceram 13,8%, enquanto a despesa turística global avançou 9,6%. O <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="333639">mercado</a> alcançou 136% do valor registrado em 2019, antes da pandemia, ante uma recuperação de 110% para o turismo total. A metodologia inclui viagens domésticas e internacionais associadas à manutenção ou à melhoria do bem-estar, como motivo principal ou como componente de férias, compromissos profissionais e visitas familiares. Hospedagem, alimentação, transporte, compras e atividades vinculadas a esses deslocamentos entram no cálculo.</p>
<p data-start="1546" data-end="2148">Essa abrangência leva o turismo de bem-estar muito além de spas e retiros de luxo. Academia, alimentação específica, termalismo, meditação, programas de sono, contato com a natureza e recuperação física podem compor a experiência sem que o hóspede tenha adquirido um pacote terapêutico. Para a hotelaria, serviços antes tratados como amenidades passam a influenciar preço, permanência e consumo dentro do empreendimento. A oportunidade, porém, depende da capacidade de convertê-los em uma oferta organizada e coerente com o perfil do destino e do público atendido.</p>
<h2 data-section-id="qihyro" data-start="2150" data-end="2200">Gasto de US$ 721 por viagem dobra média mundial</h2>
<p data-start="2202" data-end="2773">O dado mais relevante para a indústria é o tíquete médio. Viajantes ligados ao turismo de bem-estar realizaram 1,239 bilhão de viagens em 2024 e gastaram, em média, US$ 721 por deslocamento. No conjunto do turismo mundial, a média foi de US$ 340. Embora respondessem por apenas 8,3% das viagens, esses consumidores concentraram 17,6% das despesas turísticas globais. A diferença indica potencial para elevar a receita por hóspede sem depender exclusivamente da construção de novos leitos ou de aumentos contínuos da taxa de ocupação.</p>
<p data-start="2775" data-end="3534">A consequência econômica é uma mudança na composição do produto hoteleiro. Um estabelecimento que vende apenas acomodação disputa principalmente preço, localização e disponibilidade; aquele que estrutura experiências pode combinar diária, alimentação, atividades, terapias e utilização de instalações especializadas. A estratégia não se resume a instalar uma sala de massagem ou adotar o termo “wellness” na comunicação. Para sustentar preços superiores, o serviço precisa ter profissionais capacitados, horários, protocolos, equipamentos e capacidade operacional. A elevação do tíquete somente se transforma em margem quando a receita adicional supera os custos de pessoal, manutenção e eventual ociosidade da estrutura.</p>
<p data-start="3536" data-end="4201">O ambiente global reforça a busca por produtos turísticos de maior valor. A ONU Turismo contabilizou 1,52 bilhão de chegadas internacionais em 2025, alta de 4% sobre o ano anterior, e registrou crescimento de 2% no primeiro trimestre de 2026, apesar das perturbações causadas pela crise no Oriente Médio em março. O turismo convencional continua avançando, mas em velocidade inferior à projetada para o turismo de bem-estar. Para <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="333641">empresas</a> de hospitalidade, esse movimento aumenta a importância de experiências capazes de ampliar a permanência, reduzir a dependência de descontos e elevar o gasto realizado durante a hospedagem.</p>
<h2 data-section-id="1gy0efj" data-start="4203" data-end="4269">Ásia-Pacífico cresce 31,2%, mas América do Norte mantém receita</h2>
<p data-start="4271" data-end="4908">A distribuição regional revela modelos de negócio diferentes. A América do Norte liderou os gastos com turismo de bem-estar em 2024, com US$ 346,9 bilhões, seguida pela Europa, com US$ 258,2 bilhões, e pela Ásia-Pacífico, com US$ 215 bilhões. América Latina e Caribe movimentaram US$ 41 bilhões; Oriente Médio e Norte da África, US$ 24,7 bilhões; e África Subsaariana, US$ 8,2 bilhões. O crescimento mais acelerado ocorreu na Ásia-Pacífico, onde a receita avançou 31,2% entre 2023 e 2024, influenciada pela reabertura mais tardia de grandes mercados que haviam mantido restrições durante a pandemia.</p>
<p data-start="4910" data-end="5528">A Ásia-Pacífico respondeu por 562,7 milhões de viagens associadas ao bem-estar, acima dos 348,4 milhões da Europa e dos 239,3 milhões da América do Norte. A liderança em volume não se converteu em liderança financeira porque o gasto médio asiático ficou em US$ 382 por viagem. Na América do Norte, a média alcançou US$ 1.449; no Oriente Médio e Norte da África, US$ 1.257; na Europa, US$ 741; e na América Latina e Caribe, US$ 683. O contraste mostra que escala de visitantes e capacidade de captura de receita exigem estratégias distintas de preço, distribuição e posicionamento.</p>
<p data-start="5530" data-end="6150">Nos mercados maduros, a vantagem está na capacidade de comercializar hotelaria estruturada, serviços premium, complexos termais, spas e programas especializados. Para a América Latina, o desafio consiste em transformar biodiversidade, praias, serras, águas termais, gastronomia e patrimônio cultural em produtos com padrão comercial reconhecível. O atrativo natural, isoladamente, não assegura reservas ou consumo adicional. Transporte, segurança, hospedagem, alimentação, atividades e canais de venda precisam formar uma proposta integrada, compreensível e acessível ao consumidor.</p>
<h2 data-section-id="1erz908" data-start="6152" data-end="6211">Brasil é 11º mercado de bem-estar, com US$ 125,4 bilhões</h2>
<p data-start="6213" data-end="6852">O Brasil ocupa a 11ª posição entre as maiores economias nacionais do bem-estar, com US$ 125,4 bilhões movimentados em 2024, segundo ranking divulgado pelo Global Wellness Institute em janeiro de 2026. O valor abrange os 11 setores medidos pela instituição e não deve ser confundido com o tamanho do turismo de bem-estar brasileiro. Inclui cuidados pessoais, alimentação saudável, atividade física, saúde preventiva, imóveis, saúde mental, medicina complementar, spas e turismo. O país lidera a América Latina e o Caribe, à frente do México, com US$ 98,14 bilhões, e da Argentina, com US$ 38,8 bilhões.</p>
<p data-start="6854" data-end="7489">A região movimentou US$ 402,8 bilhões na <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank" rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="333640">economia</a> do bem-estar em 2024, enquanto o recorte específico do turismo de bem-estar somou US$ 41 bilhões e 60 milhões de viagens. A diferença entre os indicadores é central <a href="https://gazetamercantil.com/siglas-corporativas-aprender" title="Siglas Corporativas para Aprender e Aplicar no Mercado (2026)" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="334035">para evitar uma leitura inflada do mercado</a> brasileiro. Termas, hotéis-fazenda, destinos de praia, áreas rurais, parques e centros de meditação formam ativos potenciais, mas a receita turística depende da integração entre hospedagem, alimentação, transporte e atividades. A dimensão da economia doméstica do bem-estar, portanto, não se converte automaticamente em gastos de viagem.</p>
<p data-start="7491" data-end="8093">O ranking também exige cautela em relação ao câmbio. Entre 2019 e 2024, a economia brasileira do bem-estar cresceu 2% ao ano quando medida em dólares, mas 8,57% quando calculada em moeda local. Em 2024, o <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 05 de agosto, aguarda decisão do Copom com mercado apostando em Selic a 14%" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="337251">mercado expresso em dólares</a> correspondia a 110% do nível de 2019, enquanto em reais equivalia a 151%. O Global Wellness Institute atribui parte dessa diferença à desvalorização da moeda brasileira. A posição internacional do país reflete demanda e preços domésticos, mas também o efeito da taxa de câmbio sobre os valores convertidos para comparação global.</p>
<h2 data-section-id="14oidi9" data-start="8095" data-end="8144">Turismo brasileiro recua 0,1% até maio de 2026</h2>
<p data-start="8146" data-end="8827">A oportunidade surge sobre uma base turística relevante, embora menos uniforme do que os recordes de visitantes sugerem. Documento de gestão do Ministério do Turismo informa que o Brasil recebeu 9,28 milhões de turistas internacionais em 2025, crescimento de 37,1% em relação a 2024. Os visitantes estrangeiros geraram US$ 7,86 bilhões em receitas no período, acima da meta oficial de US$ 7,3 bilhões. Na Pesquisa Mensal de Serviços, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística registrou alta de 4,6% no volume das atividades turísticas ao longo de 2025, sustentada por segmentos como transporte aéreo, reservas, restaurantes e hotéis.</p>
<p data-start="8829" data-end="9479">O quadro perdeu força no início de 2026. De janeiro a maio, o agregado de atividades turísticas recuou 0,1% em relação ao mesmo período de 2025, segundo o IBGE. A variação é pequena, mas interrompe a leitura de expansão linear e reforça a necessidade de elevar a receita gerada por visitante. Nesse cenário, o turismo de bem-estar pode diversificar a oferta de destinos sujeitos à sazonalidade ou à baixa ocupação fora de feriados. Programas de descanso, sono, alimentação, termalismo e natureza podem ser vendidos durante diferentes períodos do ano, desde que tenham demanda comprovada e execução consistente.</p>
<p data-start="9481" data-end="10167">O Ministério do Turismo identifica o bem-estar como tendência ligada à recuperação física e mental, à longevidade, à saúde integral, ao descanso e à desconexão. A publicação oficial de tendências para 2025 menciona o turismo do sono e destaca Fernando de Noronha e João Pessoa como destinos associados a relaxamento e retiros. O documento funciona como orientação de mercado, e não como certificação de que essas localidades já possuam uma cadeia plenamente estruturada. Para transformar interesse em faturamento, destinos precisam integrar hospedagem, guias, alimentação, transporte, segurança e atividades em uma oferta comprável e verificável.</p>
<h2 data-section-id="dkiu2x" data-start="10169" data-end="10230">Projeção de US$ 1,383 trilhão aumenta pressão por execução</h2>
<p data-start="10232" data-end="10966">A projeção até 2029 abre espaço para investimentos, mas não elimina o risco de oferta excessiva ou mal posicionada. A taxa anual de 9,1% é nominal, expressa em dólares e sujeita à inflação, ao câmbio, à desaceleração econômica e a mudanças no comportamento do consumidor. O Global Wellness Institute também revisa séries históricas quando são atualizadas as bases internacionais de turismo e as fontes nacionais utilizadas nos cálculos. Para hotéis e destinos, o número deve orientar planejamento, não justificar automaticamente obras ou programas de alto custo. A decisão precisa considerar ocupação, tíquete médio, recorrência, custo de pessoal e nível esperado de utilização das instalações.</p>
<p data-start="10968" data-end="11636">O diferencial competitivo tende a surgir menos da infraestrutura isolada e mais da combinação entre serviço, posicionamento e território. Um hotel urbano pode concentrar-se em sono, alimentação, atividade física e recuperação do viajante corporativo; um resort pode vender programas de vários dias; destinos rurais podem estruturar caminhadas, contemplação, gastronomia e termalismo. Cada modelo exige público, preço, profissionais e operação próprios. A especialização permite testar a demanda e reduzir investimentos improdutivos, enquanto uma oferta genérica pode elevar custos sem criar diferenciação percebida pelo hóspede.</p>
<p data-start="11638" data-end="12367">Caso a projeção do Global Wellness Institute se confirme, o turismo de bem-estar adicionará aproximadamente US$ 489,4 bilhões em gastos entre 2024 e 2029. Para o Brasil, que ocupa o 11º lugar na economia global do bem-estar e lidera a América Latina, a disputa será pela conversão dessa base em receitas turísticas efetivas. O país possui escala, diversidade territorial e ativos naturais, mas a captura de valor dependerá de produtos seguros, consistentes e distribuídos profissionalmente. O avanço para US$ 1,383 trilhão favorecerá menos os empreendimentos que apenas adotarem o rótulo e mais aqueles capazes de entregar uma experiência pela qual o viajante esteja disposto a pagar mais.</p>
<hr />
<h4 data-start="12369" data-end="12380">FONTES</h4>
<ol data-start="12382" data-end="14563">
<li data-section-id="9mh5fh" data-start="12382" data-end="12658">Global Wellness Institute — Global Wellness Economy Monitor 2025</li>
<li data-section-id="14fday0" data-start="12660" data-end="12966">Global Wellness Institute — The Global Wellness Economy: Country Rankings 2019-2024</li>
<li data-section-id="1qfzohq" data-start="12968" data-end="13553">Ministério do Turismo — Revista Tendências do Turismo 2025 e Resultados da Gestão, exercício de 2025</li>
<li data-section-id="15dcup9" data-start="13555" data-end="14107">IBGE — Pesquisa Mensal de Serviços: fechamento de 2025 e resultado de maio de 2026</li>
<li data-section-id="181c1y2" data-start="14109" data-end="14563">ONU Turismo — Resultados do turismo internacional em 2025 e primeiro trimestre de 2026 .</li>
</ol>
<p data-start="15661" data-end="15850">
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			</item>
		<item>
		<title>Aegea aprova aporte de até R$ 2,1 bilhões; Itaúsa (ITSA4) pode elevar participação</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/aegea-aumento-capital-itausa-itsa4-aporte-15-bilhao</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Luiza Farias]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Jul 2026 17:21:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Aegea]]></category>
		<category><![CDATA[aumento de capital]]></category>
		<category><![CDATA[concessões]]></category>
		<category><![CDATA[desalavancagem]]></category>
		<category><![CDATA[Equipav]]></category>
		<category><![CDATA[Infraestrutura]]></category>
		<category><![CDATA[Itaúsa]]></category>
		<category><![CDATA[ITSA3]]></category>
		<category><![CDATA[ITSA4]]></category>
		<category><![CDATA[saneamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Aegea Saneamento aprovou um aumento de capital de R$ 1,5 bilhão a R$ 2,1 bilhões, por meio da emissão de novas ações ordinárias, em uma operação que poderá elevar a participação da Itaúsa (ITSA3; ITSA4) de 13,27% para até 15,43% do capital total da companhia. A holding poderá desembolsar entre R$ 730 milhões e [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Aegea Saneamento aprovou um aumento de capital de R$ 1,5 bilhão a R$ 2,1 bilhões, por meio da emissão de novas ações ordinárias, em uma operação que poderá elevar a participação da Itaúsa (ITSA3; ITSA4) de 13,27% para até 15,43% do capital total da companhia. A holding poderá desembolsar entre R$ 730 milhões e R$ 1,5 bilhão, a depender da adesão dos demais acionistas, para acompanhar a capitalização e ampliar sua exposição a uma das maiores <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="332170">empresas</a> privadas de saneamento do país.</p>
<p>A decisão foi aprovada em Assembleia Geral Extraordinária realizada na terça-feira (28). As novas ações serão emitidas por R$ 55,29 cada, mesmo preço utilizado na capitalização concluída no primeiro trimestre de 2026.</p>
<p>A operação busca reforçar a estrutura financeira da Aegea em um momento de rápida expansão das concessões, aumento dos investimentos obrigatórios e custo elevado de financiamento. Embora a companhia tenha apresentado crescimento expressivo da receita e do resultado operacional, a necessidade de capital acompanha a ampliação de sua presença nacional.</p>
<p>No cenário mínimo, a Itaúsa deverá subscrever aproximadamente R$ 730 milhões. Caso outros acionistas não acompanhem integralmente a emissão, a holding poderá elevar o aporte para até R$ 1,5 bilhão.</p>
<p>A participação da Itaúsa passaria, conforme o volume efetivamente subscrito, dos atuais 13,27% para uma faixa entre 14,01% e 15,43% do capital total da Aegea.</p>
<h2>Itaúsa amplia aposta em ativo não listado</h2>
<p>O movimento aprofunda uma estratégia iniciada em 2021, quando a Itaúsa entrou no capital da Aegea como investidora de longo prazo. Desde então, a holding aumentou sua exposição à companhia e passou a tratar o saneamento como um dos pilares de diversificação de seu portfólio.</p>
<p>A Itaúsa possui <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 05 de agosto, aguarda decisão do Copom com mercado apostando em Selic a 14%" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="337232">como principal investimento o Itaú Unibanco</a> (ITUB3; ITUB4), mas também mantém participações em empresas como Dexco (DXCO3), Alpargatas (ALPA4), Motiva (MOTV3), Copa Energia, Nova Transportadora do Sudeste e Aegea.</p>
<p>A ampliação da fatia na empresa de saneamento reduz, ainda que gradualmente, a dependência histórica da holding em relação ao setor financeiro. Para os acionistas de Itaúsa (ITSA3; ITSA4), a operação aumenta a exposição a contratos de concessão de longo prazo, receitas reguladas e serviços essenciais.</p>
<p>A Aegea representava, ao fim de junho, cerca de R$ 5,38 bilhões no valor estimado do portfólio da Itaúsa, considerando as ações ordinárias avaliadas pelo preço de R$ 55,29 e o saldo contábil das ações preferenciais.</p>
<p>A participação correspondia a aproximadamente 13,3% do capital da investida antes da nova rodada. O desembolso máximo de R$ 1,5 bilhão, portanto, representa uma alocação relevante dentro da parcela não financeira do portfólio da holding.</p>
<p>Segundo a Itaúsa, os recursos virão de sua disponibilidade de caixa. A companhia informou que não espera impacto relevante no resultado do exercício de 2026 em razão da capitalização.</p>
<p>O aporte não é contabilizado imediatamente como despesa. Trata-se da troca de caixa por uma participação maior em um ativo, cujo efeito econômico dependerá da evolução dos resultados, da geração de dividendos e do valor atribuído à Aegea ao longo do tempo.</p>
<h2>Equipav abre espaço para aumento da fatia da holding</h2>
<p>A possibilidade de a Itaúsa aumentar sua participação decorre, em parte, da decisão da Equipav Saneamento de não exercer seu direito de preferência na subscrição das novas ações.</p>
<p>A Equipav informou que optou por preservar sua liquidez. Caso a capitalização seja integralmente subscrita, sua participação nas ações ordinárias da Aegea poderá cair de 68,69% para até 65,39%.</p>
<p>Apesar da redução percentual, a operação não altera, neste momento, a estrutura de governança da companhia. A Equipav seguirá como acionista relevante e integrante do bloco que orienta as principais decisões societárias.</p>
<p>A diluição é uma consequência natural de aumentos de capital. Quando um acionista não acompanha a emissão na mesma proporção de sua participação, sua fatia diminui, ainda que a quantidade de ações que possui permaneça inalterada.</p>
<p>A Itaúsa, por outro lado, poderá utilizar as sobras deixadas por outros acionistas para subscrever um volume superior ao necessário apenas para manter sua participação atual.</p>
<p>O valor final dependerá do exercício dos direitos de preferência e da distribuição das ações não adquiridas na primeira etapa. Por essa razão, o desembolso da holding foi apresentado dentro de uma faixa, e não como um valor definitivo.</p>
<h2>Nova rodada sucede aporte de R$ 1,2 bilhão</h2>
<p>A capitalização aprovada não é uma operação isolada. Em março, a Aegea já havia recebido R$ 1,2 bilhão de seus acionistas para financiar a expansão e os investimentos previstos em seus contratos.</p>
<p>Com a nova rodada, os aportes realizados ou aprovados em 2026 poderão alcançar entre R$ 2,7 bilhões e R$ 3,3 bilhões.</p>
<p>A sequência mostra que a expansão do saneamento exige uma combinação permanente de geração operacional, dívida e capital dos acionistas. As concessões demandam grandes desembolsos no início dos contratos, enquanto o retorno ocorre de maneira gradual, por meio das tarifas cobradas durante períodos que podem se estender por décadas.</p>
<p>No primeiro trimestre, a Aegea investiu R$ 1,6 bilhão na ampliação dos serviços de abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto. Os recursos também financiaram a implantação e o desenvolvimento de operações iniciadas recentemente.</p>
<p>A companhia começou 2026 com concessões no Pará e no Piauí, que acrescentaram aproximadamente 1,1 milhão de economias à sua base. A expansão e os investimentos realizados no trimestre permitiram conectar outro 1,1 milhão de economias e beneficiar cerca de 3 milhões de pessoas.</p>
<p>A Aegea encerrou março <a href="https://gazetamercantil.com/bolsa-familia-agosto-2026-calendario-oficial" title="Bolsa Família Agosto 2026: calendário com antecipação confirmada e consulta liberada hoje" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="337233">com 14,6 milhões de economias</a> atendidas, avanço de 16,9% em 12 meses. A empresa atua em 893 municípios de 15 estados e presta serviços a mais de 39 milhões de pessoas.</p>
<p>O aumento da presença nacional amplia a receita potencial, mas também eleva os compromissos de investimento, as despesas pré-operacionais e a necessidade de financiar obras antes da maturação das concessões.</p>
<h2>Crescimento operacional não elimina pressão financeira</h2>
<p>A Aegea iniciou o ano com avanço expressivo dos indicadores operacionais. A receita líquida pro forma de seu ecossistema atingiu R$ 4,9 bilhões no primeiro trimestre, alta de 13,5% sobre o mesmo período de 2025.</p>
<p>O Ebitda recorrente pro forma chegou a R$ 3 bilhões, crescimento de 65,3%. A geração operacional de caixa aumentou 33%, impulsionada pela expansão de aproximadamente R$ 700 milhões na arrecadação.</p>
<p>Esses números incluem os resultados da Águas do Rio, concessionária relevante que não é consolidada integralmente nas demonstrações financeiras da controladora. Por isso, os indicadores pro forma não devem ser confundidos com as contas contábeis consolidadas da Aegea.</p>
<p>O crescimento do Ebitda revela a força operacional dos contratos, mas não significa que todo o valor esteja disponível para redução da dívida ou distribuição aos acionistas.</p>
<p>O caixa precisa financiar obras, pagamento de juros, tributos, manutenção, obrigações contratuais e novos projetos. Em empresas de infraestrutura, o investimento pode consumir parcela elevada do resultado operacional durante anos.</p>
<p>A necessidade de duas capitalizações no mesmo exercício mostra que a velocidade de expansão superou a capacidade de sustentar todas as obrigações apenas com o caixa gerado pelas operações.</p>
<p>O aumento de capital reduz a dependência de novas dívidas e melhora a relação entre recursos próprios e capital de terceiros. Também oferece maior margem para a companhia cumprir seus planos de investimento sem elevar excessivamente o risco financeiro.</p>
<h2>Juros altos tornam capital próprio mais competitivo</h2>
<p>A operação ocorre em um ambiente de juros ainda elevados. Empresas de infraestrutura normalmente carregam volumes significativos de dívida porque seus projetos exigem investimentos antecipados e geram retorno ao longo de períodos extensos.</p>
<p>Quando a taxa básica permanece alta, o custo de empréstimos, debêntures e outras captações aumenta. Mesmo companhias com receitas previsíveis podem sofrer pressão sobre o caixa se grande parte da dívida estiver indexada ao CDI ou precisar ser refinanciada em condições mais caras.</p>
<p>Nesse cenário, o aporte dos acionistas substitui uma parcela do endividamento que poderia ser contratado no <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="332169">mercado</a>. Embora o capital próprio também tenha custo, ele não exige pagamento periódico de juros nem possui vencimento determinado.</p>
<p>A capitalização pode melhorar a percepção de risco dos credores e ampliar a flexibilidade financeira da Aegea. O efeito sobre a alavancagem, contudo, dependerá de como os recursos serão utilizados e do ritmo dos novos investimentos.</p>
<p>Se o dinheiro for destinado principalmente à redução de dívida, a relação entre endividamento e Ebitda tende a cair. Se for utilizado para financiar novas concessões e obras, poderá evitar o crescimento da alavancagem, mas não necessariamente produzir uma queda imediata do indicador.</p>
<p>A companhia informou que o objetivo é reforçar sua estrutura de capital e acelerar a desalavancagem. A evolução concreta deverá aparecer nos próximos balanços.</p>
<h2>Plano de eficiência tenta liberar R$ 1,25 bilhão por ano</h2>
<p>Além dos aportes, a Aegea colocou em prática um plano de revisão de investimentos, custos e despesas operacionais.</p>
<p>A meta é reduzir a estrutura de gastos em R$ 1,25 bilhão por ano ao longo dos próximos cinco anos, montante equivalente a aproximadamente 10% da base de custos registrada em 2025.</p>
<p>O programa procura aumentar a capacidade de geração de caixa sem comprometer os investimentos exigidos pelos contratos. Para alcançar esse objetivo, a empresa terá de revisar projetos, integrar processos e obter ganhos de escala entre suas diferentes concessionárias.</p>
<p>A Aegea também anunciou medidas de fortalecimento da governança, dos controles internos, da contabilidade e da gestão de riscos.</p>
<p>Essas iniciativas ganharam importância diante do crescimento do grupo e da complexidade de administrar dezenas de concessões, sociedades e estruturas de financiamento em diferentes regiões do país.</p>
<p>Quanto maior o número de operações, maior a necessidade de uniformizar sistemas, critérios contábeis e processos de acompanhamento. Falhas de integração podem aumentar custos, dificultar a leitura dos resultados e reduzir a confiança de investidores e credores.</p>
<p>A entrada de novos recursos oferece tempo para a execução desse ajuste, mas aumenta a cobrança por resultados. Os acionistas esperam que o aporte se traduza em menor risco, melhoria dos indicadores financeiros e valorização da companhia.</p>
<h2>Aegea concentra expansão privada do saneamento</h2>
<p>A capitalização ocorre em um período de transformação do setor brasileiro de saneamento. O novo marco legal ampliou a realização de leilões, estimulou a entrada de operadores privados e estabeleceu metas de universalização dos serviços até 2033.</p>
<p>A Aegea foi uma das empresas que mais cresceram nesse ciclo. A companhia assumiu operações de grande porte e passou a administrar concessões que exigem investimentos bilionários na expansão das redes de água e esgoto.</p>
<p>Esse crescimento cria uma vantagem de escala, mas também impõe riscos. Os contratos dependem de execução de obras, reajustes tarifários, qualidade dos serviços, regulação estadual e municipal e capacidade de cobrança dos usuários.</p>
<p>A empresa precisa equilibrar a expansão com disciplina financeira. A conquista de novas concessões pode aumentar a receita futura, mas também pressionar o caixa se os aportes iniciais ocorrerem antes da consolidação das operações anteriores.</p>
<p>A decisão da Aegea e de seus acionistas de reforçar o capital sinaliza que a próxima fase estará menos concentrada em aquisições e mais voltada à integração, à execução das obras e à redução da alavancagem.</p>
<h2>Operação aumenta peso da Aegea no portfólio da Itaúsa</h2>
<p>Para a Itaúsa, o investimento amplia a participação em um setor de perfil defensivo e com demanda estrutural. Água e esgoto são serviços essenciais, e os contratos de concessão oferecem horizonte de longo prazo para recuperação dos investimentos.</p>
<p>A atratividade, contudo, não elimina os riscos. A Aegea não possui ações negociadas em Bolsa, o que reduz a liquidez do investimento e dificulta a avaliação diária de seu valor.</p>
<p>Ao elevar a participação, a Itaúsa concentra mais recursos em um ativo cujo retorno dependerá da execução operacional, da redução da dívida e de futuras oportunidades de liquidez.</p>
<p>Os acionistas de Itaúsa (ITSA3; ITSA4) deverão acompanhar se o aporte contribuirá para reduzir o desconto da holding em relação ao valor de suas participações ou se aumentará a percepção de complexidade do portfólio.</p>
<p>Ao fim de junho, o conjunto de ativos da Itaúsa era estimado em R$ 188,9 bilhões, enquanto a holding possuía valor de mercado de aproximadamente R$ 150 bilhões. A diferença correspondia a um desconto de 20,6%.</p>
<p>A participação na Aegea já estava avaliada em R$ 5,38 bilhões. A nova capitalização poderá elevar esse valor, mas a criação efetiva de riqueza dependerá de o retorno futuro superar o custo de oportunidade do caixa empregado.</p>
<h2>Aporte coloca desalavancagem no centro da estratégia da Aegea</h2>
<p>A aprovação do aumento de capital entrega à Aegea uma fonte adicional de recursos para atravessar a fase mais intensiva de seus contratos sem depender exclusivamente de dívida.</p>
<p>A Itaúsa assume papel central na operação ao se dispor a investir até R$ 1,5 bilhão e aumentar sua participação. A Equipav, por sua vez, preserva liquidez e aceita uma possível redução percentual de sua fatia.</p>
<p>A nova composição não altera de imediato o controle, mas redistribui parte do peso econômico entre os acionistas. Quanto maior for a subscrição da Itaúsa, maior será sua exposição aos resultados e aos riscos futuros da companhia de saneamento.</p>
<p>O resultado da operação deverá ser observado nos próximos balanços. A capitalização será considerada bem-sucedida não apenas pelo volume captado, mas pela capacidade da Aegea de reduzir a alavancagem, cumprir os investimentos contratados e converter a expansão operacional em geração sustentável de caixa.</p>
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		<title>Embraer (EMBJ3) revela jato que pousa sozinho e reforça sua maior aposta na aviação executiva</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/embraer-embj3-phenom-300ev-pouso-automatico</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Luiza Farias]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 15:19:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[aeronaves]]></category>
		<category><![CDATA[aviação executiva]]></category>
		<category><![CDATA[EMBJ3]]></category>
		<category><![CDATA[Embraer]]></category>
		<category><![CDATA[Garmin Autoland]]></category>
		<category><![CDATA[jato executivo]]></category>
		<category><![CDATA[mercado aeroespacial]]></category>
		<category><![CDATA[negócios]]></category>
		<category><![CDATA[phenom 300]]></category>
		<category><![CDATA[Phenom 300EV]]></category>
		<category><![CDATA[pouso automático]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Embraer (EMBJ3) apresentou uma nova geração do Phenom 300, jato executivo que se tornou um dos produtos mais bem-sucedidos da fabricante brasileira no mercado internacional. Batizado de Phenom 300EV, o avião será capaz de realizar um pouso automático em situações de emergência, terá maior alcance e receberá uma atualização ampla nos sistemas de segurança, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Embraer (EMBJ3) apresentou uma nova geração do Phenom 300, jato executivo que se tornou um dos produtos mais bem-sucedidos da fabricante brasileira no mercado internacional. Batizado de Phenom 300EV, o avião será capaz de realizar um pouso automático em situações de emergência, terá maior alcance e receberá uma atualização ampla nos sistemas de segurança, aviônica e conectividade.</p>
<p>As primeiras entregas estão previstas para 2028. Até lá, a companhia precisará concluir o desenvolvimento, os ensaios em voo, a integração dos fornecedores e as certificações exigidas pelas autoridades aeronáuticas.</p>
<p>O novo modelo preserva a estrutura de uma família que lidera há 14 anos consecutivos as vendas mundiais de jatos executivos leves. <a href="https://gazetamercantil.com/privatizacao-telebras-leilao-do-seculo" title="O leilão do século: como a privatização da Telebrás colocou o celular no bolso do brasileiro e redesenhou o país" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="333522">e</a>m vez de iniciar um programa totalmente novo, a Embraer optou por aperfeiçoar uma plataforma com base instalada superior a 900 aeronaves e presença em aproximadamente 70 países.</p>
<p>A estratégia reduz parte dos riscos industriais de um desenvolvimento do zero e permite à empresa prolongar o ciclo comercial de um avião já conhecido por operadores, pilotos, centros de manutenção e compradores corporativos.</p>
<h2>Jato poderá assumir o voo e escolher onde pousar</h2>
<p>A principal novidade do Phenom 300EV será o Garmin Emergency Autoland, sistema concebido para assumir o controle caso o piloto fique incapacitado.</p>
<p>Depois de acionado, o equipamento analisa a posição da aeronave, o combustível disponível, as condições meteorológicas, o relevo e os aeroportos ao alcance. O sistema seleciona uma pista adequada, organiza a aproximação, comunica a emergência ao controle de tráfego aéreo e realiza o pouso.</p>
<p>A automação também controla a desaceleração após o toque na pista e pode desligar os motores ao fim do procedimento. Durante a operação, orientações são apresentadas aos passageiros por meio dos sistemas da cabine.</p>
<p>O recurso não transforma o Phenom 300EV em uma aeronave autônoma para voos regulares. O avião continuará dependendo de piloto habilitado. A tecnologia será utilizada como uma camada adicional de segurança para circunstâncias excepcionais.</p>
<p>Essa capacidade ganha relevância porque o Phenom 300 foi projetado para ser operado por apenas um piloto. Na ausência de um segundo comandante, uma incapacitação médica representa um risco maior do que em aeronaves com dois profissionais na cabine.</p>
<p>Segundo a Embraer, o Phenom 300EV será o maior jato executivo a incorporar o sistema de pouso automático de emergência da Garmin.</p>
<h2>Alcance chega a 3.806 quilômetros</h2>
<p>O novo modelo terá alcance máximo de 2.055 milhas náuticas, equivalentes a aproximadamente 3.806 quilômetros, considerando as reservas operacionais utilizadas como referência pela indústria.</p>
<p>A distância amplia as possibilidades de voos sem escalas e reforça a posição do avião entre os modelos leves utilizados por <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="331504">empresas</a>, companhias de táxi-aéreo, programas de compartilhamento e proprietários individuais.</p>
<p>A velocidade máxima será de Mach 0,80. A Embraer também prevê aumento de aproximadamente 430 libras, ou cerca de 195 quilos, na capacidade máxima de carga útil.</p>
<p>O ganho oferece maior flexibilidade para acomodar passageiros, bagagens e equipamentos sem comprometer tanto a autonomia. Em jatos executivos, a relação entre combustível e carga é decisiva: quanto mais peso transportado na cabine ou no bagageiro, menor pode ser a distância alcançada em determinadas condições.</p>
<p>A fabricante afirma que o Phenom 300EV terá a maior capacidade máxima de carga de sua categoria.</p>
<h2>Cabine de comando recebe nova geração de aviônicos</h2>
<p>O cockpit será equipado com o sistema Garmin G3000 Prodigy Touch, operado por telas sensíveis ao toque e integrado aos demais recursos de navegação e segurança.</p>
<p>O pacote inclui autothrottle, tecnologia que ajusta automaticamente a potência dos motores conforme a fase do voo e os parâmetros selecionados pelo piloto. O recurso reduz a quantidade de comandos manuais e ajuda a manter velocidade e desempenho dentro das margens previstas.</p>
<p>O modelo também terá autobrake, sistema de frenagem automática destinado a oferecer desaceleração mais uniforme durante pousos e em situações de decolagem interrompida.</p>
<p>A aeronave manterá o Runway Overrun Awareness and Alerting System, tecnologia desenvolvida para identificar quando o avião corre risco de não conseguir parar dentro da pista disponível.</p>
<p>O conjunto ainda inclui modo automático de descida de emergência, controle eletrônico do leme, novas luzes externas em LED e baterias de íons de lítio.</p>
<p>As mudanças indicam que a Embraer escolheu segurança e facilidade operacional como os principais argumentos da atualização. Em um segmento no qual muitos aviões podem ser comandados por um único piloto, reduzir a carga de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/trabalho" target="_blank" rel="noopener" title="Trabalho" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="331506">trabalho</a> na cabine representa um diferencial comercial importante.</p>
<h2>Internet a bordo acompanha novas exigências dos clientes</h2>
<p>O Phenom 300EV sairá preparado para utilizar conectividade por satélites de baixa órbita por meio do sistema Gogo Galileo.</p>
<p>A solução foi desenvolvida para oferecer maior velocidade e menor tempo de resposta em comparação com tecnologias baseadas em satélites mais distantes da Terra.</p>
<p>A Embraer também prevê a possibilidade de instalação futura da Starlink mediante certificação suplementar. A adoção dependerá da homologação do conjunto específico para a aeronave.</p>
<p>A conectividade deixou de ser apenas um item de conforto na aviação executiva. Empresas e proprietários passaram a exigir acesso estável a videoconferências, serviços corporativos, plataformas de comunicação e transmissão de conteúdo durante o voo.</p>
<p>Para a fabricante, oferecer diferentes alternativas de internet ajuda a manter o avião competitivo durante um ciclo comercial que pode se estender por vários anos.</p>
<h2>Phenom 300 sustenta liderança mundial</h2>
<p>A nova versão parte de uma posição consolidada. A família Phenom 300 encerrou 2025 como o jato leve mais entregue do mundo pelo 14º ano consecutivo.</p>
<p>O modelo também foi o avião bimotor a jato com maior número de entregas pelo sexto ano seguido. A Embraer entregou 72 unidades da família em 2025, o maior volume anual registrado pelo programa durante a década.</p>
<p>A frota acumulava mais de 2,9 milhões de horas de voo. A base instalada superior a 900 unidades proporciona à companhia receitas que vão além da venda inicial, incluindo peças, manutenção, treinamento, modificações e suporte técnico.</p>
<p>Esse efeito é relevante para a estratégia da Embraer. Quanto maior o número de aeronaves em operação, maior tende a ser a demanda de longo prazo por serviços associados ao produto.</p>
<p>A liderança, entretanto, também exige atualizações constantes. Concorrentes podem responder com novos modelos, ampliação de alcance, mudanças de cabine ou tecnologias adicionais de automação.</p>
<p>O Phenom 300EV surge como uma defesa dessa posição antes que a plataforma atual perca competitividade tecnológica.</p>
<h2>Aviação executiva acelera entregas</h2>
<p>O lançamento ocorre em um momento de crescimento da divisão de jatos executivos da Embraer.</p>
<p>A companhia entregou 45 aeronaves executivas no segundo trimestre de 2026, alta de 55% em relação às 29 unidades entregues nos três primeiros meses do ano. Na comparação com o segundo trimestre de 2025, o avanço foi de 18%.</p>
<p>Somadas às áreas comercial, executiva e de defesa, as entregas da Embraer chegaram a 65 aeronaves no segundo trimestre, o melhor resultado para o período em 16 anos.</p>
<p>No primeiro semestre, a fabricante entregou 109 aviões, crescimento aproximado de 20% sobre as 91 unidades registradas no mesmo intervalo de 2025.</p>
<p>Os números mostram uma melhora no ritmo de produção após anos em que a indústria aeroespacial enfrentou dificuldades com componentes, motores, mão de obra especializada e cadeias internacionais de suprimentos.</p>
<p>Para a Embraer, elevar as entregas é essencial porque uma parcela relevante da receita é reconhecida quando a aeronave é transferida ao cliente.</p>
<h2>EMBJ3 depende de mais que um novo produto</h2>
<p>O Phenom 300EV amplia o valor do portfólio, mas seu efeito financeiro não será imediato. As primeiras entregas estão programadas para 2028, o que deixa a execução industrial e regulatória no centro da análise.</p>
<p>A empresa precisará administrar a produção do Phenom 300E atual enquanto prepara a transição para a nova versão. Uma substituição mal coordenada poderia fazer clientes adiarem compras à espera do modelo atualizado.</p>
<p>Ao mesmo tempo, manter o avião atual atraente será necessário para evitar uma perda de ritmo antes do início das entregas do Phenom 300EV.</p>
<p>A contribuição do lançamento para as ações EMBJ3 dependerá da quantidade de encomendas, dos preços negociados, das margens, do custo de desenvolvimento e da capacidade da empresa de cumprir o cronograma.</p>
<p>A Embraer também opera em aviação comercial, defesa e segurança, serviços e suporte e aviação agrícola. O desempenho financeiro da companhia resulta da combinação dessas atividades, e não de um único programa.</p>
<p>No primeiro trimestre de 2026, a empresa registrou receita recorde de US$ 1,4 bilhão para o período, avanço de 31% em um ano. A carteira total de pedidos alcançou US$ 32,1 bilhões, o sexto recorde consecutivo informado pela companhia.</p>
<p>Esse volume oferece visibilidade de produção, mas também aumenta a exigência sobre fábricas e fornecedores. A conversão da carteira em receita depende da entrega efetiva das aeronaves.</p>
<h2>Evolução reduz risco de um projeto totalmente novo</h2>
<p>A escolha da sigla EV, abreviação de “evolution”, traduz a lógica do programa. A Embraer não pretende romper com o Phenom 300, mas preservar suas características e acrescentar melhorias capazes de sustentar novas vendas.</p>
<p>A evolução de uma plataforma consolidada costuma exigir menos capital e apresentar risco menor que o desenvolvimento integral de um avião. Estrutura industrial, fornecedores, processos de montagem e conhecimento de engenharia podem ser reaproveitados.</p>
<p>Operadores também enfrentam uma transição mais simples. Pilotos, equipes de manutenção e centros de serviço já conhecem a família, ainda que a nova versão exija treinamentos e procedimentos adicionais.</p>
<p>Essa continuidade pode ajudar a proteger o valor residual das aeronaves. No <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="331505">mercado</a> executivo, a facilidade de revenda e a disponibilidade de suporte influenciam diretamente a decisão de compra.</p>
<p>Uma frota numerosa tende a criar um mercado secundário mais líquido, além de justificar investimentos contínuos em peças e manutenção.</p>
<h2>Novo jato preserva uma das franquias mais valiosas da Embraer</h2>
<p>O Phenom 300EV representa uma aposta na longevidade de um programa que se tornou uma das principais franquias comerciais da fabricante.</p>
<p>A inclusão do pouso automático chama atenção pela capacidade de assumir uma emergência que antes dependeria da presença de outro piloto a bordo. O ganho de alcance, a nova carga útil e os sistemas de cabine, por sua vez, procuram manter a aeronave competitiva nas operações cotidianas.</p>
<p>A Embraer terá dois anos para transformar o anúncio em um produto certificado e pronto para entrega. Nesse intervalo, precisará formar uma carteira de pedidos, manter a produção da geração atual e demonstrar que as novas tecnologias podem ser integradas sem comprometer custos e cronograma.</p>
<p>O lançamento não garante sozinho uma valorização das ações EMBJ3, mas reforça a presença da empresa em um segmento que vem ampliando entregas e capacidade de geração de receitas.</p>
<p>Ao atualizar um avião já líder de mercado, a fabricante brasileira escolhe uma rota de menor ruptura e maior continuidade: preservar uma plataforma conhecida, acrescentar recursos de segurança inéditos na categoria e prolongar sua vida comercial por mais um ciclo.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Nubank avança na disputa pelo Banco Caixa Geral Brasil para obter licença bancária</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/nubank-disputa-banco-caixa-geral-brasil-licenca-bancaria</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Luiza Farias]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 14:42:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Banco Caixa Geral Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Banco Central]]></category>
		<category><![CDATA[bancos digitais]]></category>
		<category><![CDATA[Caixa Geral de Depósitos]]></category>
		<category><![CDATA[fusões e aquisições]]></category>
		<category><![CDATA[licença bancária]]></category>
		<category><![CDATA[Nu Financeira]]></category>
		<category><![CDATA[Nubank]]></category>
		<category><![CDATA[ROXO34]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Nubank (ROXO34), por meio da Nu Financeira, avançou para a fase decisiva da disputa pelo Banco Caixa Geral Brasil, subsidiária da estatal portuguesa Caixa Geral de Depósitos. Segundo informações publicadas pelo Valor Econômico e confirmadas por veículos portugueses, a empresa apresentou uma proposta vinculante pela instituição, estimada em cerca de R$ 250 milhões. A [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Nubank (ROXO34), por meio da Nu Financeira, avançou para a fase decisiva da disputa pelo Banco Caixa Geral Brasil, subsidiária da estatal portuguesa Caixa Geral de Depósitos. Segundo informações publicadas pelo Valor Econômico e confirmadas por veículos portugueses, a empresa apresentou uma proposta vinculante pela instituição, estimada em cerca de R$ 250 milhões. A oferta, entretanto, não representa uma aquisição concluída nem torna o Nubank oficialmente vencedor do processo.</p>
<p>As informações mais recentes indicam que Nu Financeira, MD Capital e Garantia Capital entregaram propostas na segunda fase. A Sputnik LLC, que também havia sido autorizada a participar, não teve a apresentação de uma oferta vinculante confirmada. Não há documento oficial que reduza a disputa a apenas dois candidatos ou que declare formalmente o Nubank favorito.</p>
<p>Procurado por veículos que acompanham o processo, o Nubank afirmou que avalia diferentes alternativas para cumprir o objetivo de obter uma licença bancária no Brasil ainda em 2026, mas ressaltou que essas análises não significam uma definição sobre uma operação específica. A Caixa Geral de Depósitos e o governo português também não anunciaram o comprador.</p>
<p>O interesse do Nubank está menos relacionado à base comercial do Banco Caixa Geral Brasil e mais à autorização regulatória que acompanha a instituição. O banco português opera no país como banco múltiplo, com carteiras comercial, de câmbio e de investimento. A eventual aquisição permitiria que o conglomerado Nubank passasse a incluir uma instituição formalmente autorizada a funcionar nessa categoria, desde que a transferência de controle fosse aprovada pelo Banco Central.</p>
<h2>Proposta vinculante ainda não garante a compra</h2>
<p>O governo português selecionou quatro potenciais investidores em março: Garantia Capital, MD Capital, Nu Financeira e Sputnik. A resolução autorizou a Caixa <a href="https://gazetamercantil.com/concurso-caixa-2026-edital-tecnico-bancario-2027" title="Concurso Caixa 2026 perde força e novo edital de técnico bancário tende a ficar para 2027" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="339476">Geral</a> de Depósitos a convidar os grupos para a apresentação de propostas vinculantes e estabeleceu um prazo de 60 a 90 dias para a conclusão dessa etapa.</p>
<p>O documento também determinou que o comprador selecionado deverá realizar um pagamento inicial de R$ 10 milhões. O restante do preço terá de ser garantido por uma instituição de crédito com classificação de risco compatível com as exigências da Caixa Geral de Depósitos.</p>
<p>A previsão de pagamento inicial não revela o preço mínimo do banco. Os R$ 10 milhões correspondem apenas à primeira parcela obrigatória da operação e independem do valor total oferecido pelo candidato escolhido.</p>
<p>O montante de aproximadamente R$ 250 milhões atribuído à oferta do Nubank ainda não foi confirmado em comunicado da Caixa Geral de Depósitos, do governo de Portugal ou da própria fintech. A informação depende, até o momento, de apuração jornalística baseada em fontes próximas ao processo.</p>
<p>Também não é possível concluir, com os dados disponíveis, que todo esse valor será pago diretamente ao acionista português. A estrutura pode envolver obrigações financeiras, ajustes patrimoniais e outras condições negociadas entre vendedor e comprador.</p>
<p>Depois da análise das propostas, a Caixa Geral de Depósitos deverá recomendar um candidato. A escolha ainda precisará ser formalizada pelas instâncias portuguesas responsáveis pela alienação do ativo.</p>
<h2>Licença bancária tornou-se prioridade para o Nubank</h2>
<p>O Nubank anunciou em dezembro de 2025 que pretendia incluir uma instituição bancária em seu conglomerado no Brasil. O movimento foi apresentado como uma resposta à Resolução Conjunta nº 17, publicada pelo Banco Central e pelo Conselho Monetário Nacional em novembro daquele ano.</p>
<p>A norma passou a exigir que instituições reguladas utilizem nomenclaturas compatíveis com a modalidade para a qual foram autorizadas. Uma empresa que não possua autorização para funcionar como banco não pode se apresentar ao público com termos que indiquem uma condição regulatória diferente.</p>
<p>As instituições em desacordo precisam adotar medidas de adequação dentro do prazo estabelecido pelo regulador. A regulamentação prevê um período máximo de um ano, contado da entrada em vigor, para concluir as mudanças necessárias.</p>
<p>A obtenção de uma autorização bancária permite ao Nubank preservar sua marca sem precisar retirar a expressão “bank”. A própria companhia informou que a inclusão de um banco no grupo manteria sua identidade visual e comercial.</p>
<p>Isso não significa que o Nubank atue atualmente sem autorização ou fora do sistema regulado. O grupo opera no Brasil por meio de uma instituição de pagamento, de uma Sociedade de Crédito, Financiamento e Investimento e de uma corretora de títulos e valores mobiliários.</p>
<p>Essas autorizações permitem oferecer conta de pagamento, cartão de crédito, empréstimos, investimentos e outros serviços. O ponto regulatório está na classificação jurídica das <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="323002">empresas</a> do conglomerado, e não na legalidade dos produtos oferecidos aos clientes.</p>
<p>O Nubank afirmou ainda que a inclusão de um banco não deve produzir mudanças materiais em suas exigências de capital e liquidez. A companhia já está submetida à supervisão consolidada do Banco Central e precisa atender a regras prudenciais compatíveis com seu porte e seu perfil de risco.</p>
<h2>Compra de banco não transfere licença automaticamente</h2>
<p>Embora a aquisição possa ser mais rápida do que constituir uma nova instituição, uma autorização bancária não funciona como um documento que pode ser comprado e transferido livremente.</p>
<p>O Banco <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 16 de julho: Bolsa cai com tarifaço dos EUA e pressão de Vale e bancos" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="328443">Caixa Geral Brasil</a> é uma pessoa jurídica autorizada a funcionar como banco múltiplo. O Nubank precisaria adquirir o controle dessa empresa e incorporá-la ao seu conglomerado financeiro, preservando as condições exigidas pelo regulador.</p>
<p>A transferência ou alteração de controle de uma instituição financeira depende de autorização do Banco Central. A autarquia analisa a capacidade econômico-financeira do novo controlador, a origem dos recursos, a estrutura de governança, o plano de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank" rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="323001">negócios</a>, os administradores indicados e os possíveis riscos decorrentes da operação.</p>
<p>O fechamento contratual, portanto, deverá ficar condicionado à aprovação regulatória. Até que o Banco Central autorize a mudança de controle, a Caixa Geral de Depósitos continuará responsável pela instituição.</p>
<p>Autoridades portuguesas também deverão concluir os atos relacionados à venda de um ativo controlado pelo Estado. Dependendo da estrutura definitiva, outras análises concorrenciais ou societárias poderão ser necessárias.</p>
<p>A aquisição não significa que todos os produtos do Banco Caixa Geral serão imediatamente incorporados ao aplicativo do Nubank. Qualquer integração dependerá das decisões posteriores sobre sistemas, contratos, clientes, funcionários e estrutura jurídica.</p>
<h2>Banco Caixa Geral possui R$ 1,83 bilhão em ativos</h2>
<p>O Banco Caixa Geral Brasil terminou 2025 com R$ 1,83 bilhão em ativos, segundo as demonstrações financeiras auditadas pela Ernst &amp; Young. A carteira bruta de crédito somava R$ 963,9 milhões, com R$ 74,7 milhões em provisões para perdas.</p>
<p>Os depósitos totalizavam R$ 823,9 milhões. O banco também possuía R$ 234,6 milhões em recursos obtidos por emissões de títulos e R$ 421,1 milhões em obrigações decorrentes de empréstimos e repasses.</p>
<p>O patrimônio líquido era de R$ 301,5 milhões, enquanto o capital social alcançava R$ 323,7 milhões. A instituição encerrou o exercício com R$ 18,9 milhões em prejuízos acumulados.</p>
<p>Em 2025, o banco registrou R$ 432,5 milhões em receitas de intermediação financeira e R$ 403,6 milhões em despesas dessa natureza. O resultado bruto da intermediação ficou positivo em R$ 29 milhões, mas as despesas operacionais levaram a instituição a um prejuízo líquido de R$ 4,89 milhões.</p>
<p>Todo o prejuízo foi reconhecido no primeiro semestre. O resultado líquido da segunda metade do ano ficou próximo de zero, de acordo com o relatório da administração.</p>
<p>O índice de Basileia do conglomerado prudencial encerrou dezembro em 22,98%, nível que o próprio banco classificou como compatível com os riscos assumidos. O indicador mede a relação entre o capital disponível e as exposições ponderadas pelo risco.</p>
<p>Os números mostram uma instituição de pequeno porte diante do tamanho do Nubank. Ao fim do primeiro trimestre de 2026, o grupo digital possuía mais de 135 milhões de clientes nos três países onde atua, dos quais mais de 115 milhões estavam no Brasil. Sua carteira de crédito global chegava a US$ 37,2 bilhões e os depósitos somavam US$ 42,4 bilhões.</p>
<p>A comparação reforça que o Banco Caixa Geral dificilmente seria adquirido para ampliar de forma relevante a base de clientes ou o balanço do Nubank. O principal ativo estratégico está em sua condição de banco múltiplo autorizado pelo Banco Central.</p>
<h2>Operação de atacado difere do modelo do Nubank</h2>
<p>O Banco Caixa Geral Brasil iniciou suas atividades em abril de 2009 e concentra sua atuação em serviços de atacado. O público principal é formado por empresas ibéricas com negócios no Brasil, grupos brasileiros com operações internacionais e clientes vinculados à rede da Caixa Geral de Depósitos.</p>
<p>A instituição oferece operações de comércio exterior, câmbio, financiamento de projetos, crédito corporativo, assessoria em fusões e aquisições e estruturação de dívidas.</p>
<p>Esse perfil difere do modelo de varejo digital do Nubank, baseado em milhões de contas individuais, cartões, crédito pessoal, investimentos e produtos distribuídos por aplicativo.</p>
<p>A eventual combinação exigirá uma decisão sobre o destino da operação de atacado. O Nubank poderá manter o banco com atuação separada, incorporar algumas capacidades ao grupo ou reorganizar seu objeto social após obter as autorizações necessárias.</p>
<p>A carteira comercial, de câmbio e de investimento pode abrir oportunidades em segmentos nos quais o Nubank ainda possui presença limitada, como crédito para grandes empresas e operações internacionais. Não há, porém, anúncio de que a fintech pretenda ampliar imediatamente sua atuação nessas áreas.</p>
<h2>Portugal tenta vender o banco desde 2017</h2>
<p>A alienação do Banco Caixa Geral Brasil não é uma consequência direta e imediata da atual negociação com o Nubank. O governo português tenta se desfazer da operação há vários anos, como parte de uma estratégia de reorganização e concentração da Caixa Geral de Depósitos em mercados considerados prioritários.</p>
<p>Um processo anterior terminou em 2020 com a rejeição das propostas recebidas. A venda foi relançada posteriormente, mas acabou anulada em 2023 porque o governo concluiu que não estavam garantidas as condições necessárias para proteger o interesse público.</p>
<p>Em setembro de 2025, Portugal decidiu reabrir o processo. A resolução citou mudanças no <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="323004">mercado</a> bancário brasileiro e novas manifestações de interesse como justificativas para uma terceira tentativa de venda.</p>
<p>A decisão faz parte da <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" title="Política | Diario de Pernambuco" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="323003">política</a> de redução da presença internacional não estratégica da Caixa Geral de Depósitos. A explicação oficial é mais ampla do que a necessidade de quitar uma dívida específica assumida depois da crise financeira de 2008.</p>
<p>O histórico de tentativas frustradas mostra que a entrega de propostas não garante a conclusão do negócio. O governo poderá rejeitar todas as ofertas caso considere que o preço e as condições não atendem ao interesse público.</p>
<h2>Clientes do Nubank não terão mudanças imediatas</h2>
<p>A negociação não altera contas, cartões, empréstimos, investimentos ou canais de atendimento do Nubank. Nenhuma migração de clientes foi anunciada e o processo de venda continua sem vencedor oficialmente divulgado.</p>
<p>Mesmo depois da seleção de um comprador, a conclusão poderá levar meses. A análise do Banco Central ocorre antes da transferência efetiva do controle e pode resultar em pedidos de documentos, ajustes de governança ou condições adicionais.</p>
<p>Os clientes do Banco Caixa Geral também devem continuar utilizando seus contratos normalmente enquanto a instituição permanecer sob o controle da estatal portuguesa. Uma mudança de acionista não extingue automaticamente depósitos, créditos, garantias ou demais obrigações existentes.</p>
<p>O próximo fato relevante será a escolha da proposta pela Caixa Geral de Depósitos e pelo governo português. Depois disso, comprador e vendedor poderão assinar os documentos definitivos e protocolar o pedido de transferência de controle no Brasil.</p>
<p>Até que essas etapas sejam concluídas, o cenário mais preciso é o de uma disputa ainda aberta. O Nubank possui uma razão regulatória clara para adquirir a instituição e capacidade financeira muito superior ao tamanho do ativo, mas não há confirmação oficial de que sua oferta será escolhida.</p>
<h4>Fontes e documentos</h4>
<p>Governo de Portugal: Resolução do Conselho de Ministros nº 63/2026 — seleção dos quatro investidores e abertura da fase de propostas vinculantes — 25 de março de 2026 — <code>https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/resolucao-conselho-ministros/63-2026-1076925540</code>.</p>
<p>Governo de Portugal: Resolução do Conselho de Ministros nº 135/2025 — relançamento da alienação do Banco Caixa Geral Brasil — 10 de setembro de 2025 — <code>https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/resolucao-conselho-ministros/135-2025-934744197</code>.</p>
<p>Banco Central do Brasil: regras sobre nomenclatura e apresentação pública das instituições reguladas — 28 de novembro de 2025 — <code>https://www.bcb.gov.br/detalhenoticia/20951/nota</code>.</p>
<p>Banco Central do Brasil: processos de autorização para transferência ou alteração de controle de instituições financeiras — consultado em 2 de julho de 2026 — <code>https://www.bcb.gov.br/estabilidadefinanceira/autorizabc</code>.</p>
<p>Nubank: anúncio do plano para obter licença bancária no Brasil — 3 de dezembro de 2025 — <code>https://international.nubank.com.br/pt-br/companhia/nubank-pretende-obter-licenca-bancaria-no-brasil-em-2026/</code>.</p>
<p>Nu Holdings: resultados financeiros do primeiro trimestre de 2026 — publicados em 14 de maio de 2026 — <code>https://international.nubank.com.br/company/nu-holdings-ltd-reports-first-quarter-2026-financial-results/</code>.</p>
<p>Banco Caixa Geral Brasil: demonstrações financeiras auditadas — exercício encerrado em 31 de dezembro de 2025 — publicadas em março de 2026 — <code>https://www.bcgbrasil.com.br/Divulgacao-informacoes/Informacao-legal/Documents/Demonstra%C3%A7%C3%A3o%20Financeira%20BCG%20-%20DF%20-%2031.12.2025.pdf</code>.</p>
<p>Banco Caixa Geral Brasil: áreas de atuação e perfil institucional — consultado em 2 de julho de 2026 — <code>https://www.bcgbrasil.com.br/areas-atuacao/Paginas/Banco-Caixa-Geral-Brasil.aspx</code>.</p>
<p>Jornal Económico: informações sobre a apresentação de propostas vinculantes pela Nu Financeira, MD Capital e Garantia Capital — 1º de julho de 2026 — <code>https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/nubank-avanca-com-proposta-para-comprar-subsidiaria-da-cgd-no-brasil/</code>.</p>
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		<title>CNPJ alfanumérico começa em julho de 2026; veja o que muda para empresas e MEIs</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/cnpj-alfanumerico-julho-2026-o-que-muda-empresas</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Luiza Farias]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 27 Jun 2026 17:07:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[CNPJ]]></category>
		<category><![CDATA[CNPJ alfanumérico]]></category>
		<category><![CDATA[Contabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Empreendedorismo]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[MEI]]></category>
		<category><![CDATA[negócios]]></category>
		<category><![CDATA[NF-e]]></category>
		<category><![CDATA[notas fiscais]]></category>
		<category><![CDATA[Receita federal]]></category>
		<category><![CDATA[sistemas empresariais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Receita Federal começará a implementar, em todo o Brasil, o CNPJ alfanumérico a partir de julho de 2026, substituindo gradualmente a numeração exclusivamente decimal nas novas inscrições de pessoas jurídicas. A mudança, instituída pela Instrução Normativa RFB nº 2.229/2024, permitirá o uso de letras e números nas 12 primeiras posições do cadastro e busca [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Receita Federal começará a implementar, em todo o Brasil, o CNPJ alfanumérico a partir de julho de 2026, substituindo gradualmente a numeração exclusivamente decimal nas novas inscrições de pessoas jurídicas. A mudança, instituída pela Instrução Normativa RFB nº 2.229/2024, permitirá o uso de letras e números nas 12 primeiras posições do cadastro e busca evitar o esgotamento das combinações disponíveis diante do crescimento da demanda por novos registros empresariais.</p>
<p>Os CNPJs já existentes não serão modificados. <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="322541">Empresas</a>, microempreendedores individuais, associações, fundações e demais entidades que já possuem inscrição continuarão utilizando o mesmo número, sem necessidade de recadastramento, pagamento de taxa ou solicitação de atualização à Receita Federal.</p>
<p>O principal impacto do CNPJ alfanumérico, portanto, não estará na substituição dos documentos atuais, mas na capacidade dos sistemas públicos e privados de reconhecer os novos cadastros. Softwares <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 16 de julho: Bolsa cai com tarifaço dos EUA e pressão de Vale e bancos" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="328384">de</a> gestão, plataformas bancárias, emissores de notas fiscais, lojas virtuais, sistemas contábeis e bancos de dados precisarão aceitar letras nos campos que hoje processam apenas números.</p>
<p>A transição será progressiva. A Receita Federal informou que o novo formato será destinado a novas inscrições e que os modelos numérico e alfanumérico coexistirão. Isso significa que empresas poderão receber, enviar e armazenar cadastros nos dois padrões durante um período prolongado.</p>
<h2>CNPJ manterá 14 posições, mas passará a aceitar letras</h2>
<p>O CNPJ alfanumérico continuará tendo 14 posições e preservará a estrutura visual utilizada atualmente. A mudança ocorrerá na composição dos caracteres, e não no tamanho do cadastro.</p>
<p>As oito primeiras posições, conhecidas como raiz do CNPJ e responsáveis por identificar a entidade, poderão ser formadas por números de zero a nove e letras maiúsculas de A a Z. As quatro posições seguintes, que indicam a ordem do estabelecimento, também poderão combinar letras e números.</p>
<p>Os dois últimos caracteres continuarão sendo exclusivamente numéricos e funcionarão como dígitos verificadores. A validação permanecerá baseada no método de módulo 11, adaptado para calcular os valores correspondentes às letras presentes no novo cadastro.</p>
<p>Um CNPJ alfanumérico poderá, por exemplo, assumir formato semelhante a “12.ABC.345/01DE-35”. O número é meramente ilustrativo, mas demonstra que letras poderão aparecer tanto na raiz quanto na parte que identifica a ordem do estabelecimento.</p>
<p>A máscara utilizada em documentos e sistemas continuará seguindo o padrão “XX.XXX.XXX/XXXX-XX”, com pontos, barra e hífen. Embora a apresentação permaneça semelhante, os campos internos não poderão mais ser configurados como exclusivamente numéricos.</p>
<h2>Crescimento de registros levou Receita a ampliar combinações</h2>
<p>A Receita Federal atribui a mudança ao crescimento contínuo da demanda por inscrições e ao risco de esgotamento das combinações disponíveis no sistema atual.</p>
<p>O cadastro é utilizado para identificar empresas e outras entidades perante a administração tributária, órgãos públicos, instituições financeiras, fornecedores e clientes. A expansão do número de <a class="wpil_keyword_link" title="Negócios" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="322542">negócios</a>, estabelecimentos, filiais e organizações registradas elevou a necessidade de ampliar a capacidade de emissão.</p>
<p>Ao permitir o uso das 26 letras do alfabeto, além dos dez algarismos, o CNPJ alfanumérico aumenta significativamente a quantidade de identificadores possíveis. A alteração busca garantir a continuidade da identificação única das pessoas jurídicas sem ampliar o número de posições do documento.</p>
<p>A adoção do novo padrão também evita uma ruptura mais ampla nos sistemas. Em vez de criar um cadastro maior ou completamente diferente, a Receita Federal optou por manter as 14 posições e incorporar caracteres alfabéticos à estrutura existente.</p>
<p>A norma que autorizou a mudança foi publicada em outubro de 2024 e alterou a regulamentação geral do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica. Desde então, órgãos públicos, administrações tributárias e empresas de tecnologia vêm preparando sistemas para a entrada em produção do novo modelo.</p>
<h2>Empresas atuais não terão o número alterado</h2>
<p>A manutenção dos registros já existentes é um dos principais pontos da transição. Nenhuma empresa precisará substituir seu CNPJ numérico pelo CNPJ alfanumérico.</p>
<p>Também não será necessário comparecer a unidades da Receita Federal, apresentar documentos, realizar novo cadastro ou pagar pela preservação do número atual. Mensagens que condicionem a validade do CNPJ ao pagamento de uma taxa ou à contratação de um serviço de migração devem ser tratadas com cautela.</p>
<p>Os CNPJs numéricos permanecerão válidos e poderão ser usados normalmente em contratos, notas fiscais, contas bancárias, cadastros comerciais e obrigações tributárias. O novo padrão não cancela nem reduz a validade jurídica das inscrições anteriores.</p>
<p>A mudança também não altera, por si só, a natureza jurídica, o regime tributário, a situação cadastral ou as obrigações de uma empresa. O CNPJ alfanumérico continuará sendo um identificador, assim como o cadastro atual.</p>
<p>A Receita Federal afirma que os dois formatos serão aceitos nos processos que utilizam a identificação de pessoas jurídicas. Sistemas públicos federais, estaduais e municipais também deverão ser preparados para consultar, armazenar e validar os dois modelos.</p>
<h2>Novas empresas e filiais poderão receber o novo formato</h2>
<p>As novas inscrições realizadas após o início da implementação poderão receber um CNPJ alfanumérico. A atribuição será feita pelos sistemas internos da Receita Federal, sem possibilidade de escolha das letras ou dos números pelo contribuinte.</p>
<p>A formação dos caracteres será aleatória e não indicará Estado, município, atividade econômica, natureza jurídica, regime tributário ou qualquer outra característica da empresa. As letras não funcionarão como códigos destinados a revelar informações sobre o estabelecimento.</p>
<p>Empresas constituídas antes da mudança também poderão ser afetadas ao abrir novas filiais. A matriz continuará usando o CNPJ já existente, mas a inscrição do novo estabelecimento poderá conter letras na parte correspondente à ordem da filial.</p>
<p>Uma empresa com raiz numérica, por exemplo, poderá ter uma filial cuja identificação combine a raiz já existente com letras nas posições seguintes. As filiais anteriores continuarão com seus números atuais.</p>
<p>A Receita também admite que, durante a transição, uma nova inscrição ainda possa receber um CNPJ formado apenas por números. Como a geração será realizada automaticamente, a ausência de letras não significará que o registro está incorreto ou pertence ao modelo antigo.</p>
<h2>MEI existente continuará com o mesmo CNPJ</h2>
<p>Os microempreendedores individuais que já possuem CNPJ não terão seus números alterados. A orientação é a mesma aplicada às demais empresas e entidades registradas antes da implementação.</p>
<p>No futuro, novas inscrições de MEI poderão receber identificadores alfanuméricos. A Receita Federal, no entanto, não anunciou uma migração obrigatória dos microempreendedores atuais nem definiu que o MEI será o primeiro ou o último grupo a utilizar o novo padrão.</p>
<p>A implementação será gradual e deverá seguir um calendário de entrada das diferentes categorias de novas inscrições. Até a divulgação de regras adicionais, não há fundamento para afirmar que determinados segmentos serão priorizados por possuírem maior capacidade tecnológica.</p>
<p>O procedimento de abertura de empresa também não deverá mudar apenas por causa da nova composição. Os pedidos continuarão sendo realizados por meio dos processos integrados à Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios, a Redesim.</p>
<p>O empresário não precisará selecionar a modalidade alfanumérica. Uma vez concluída a inscrição, o sistema atribuirá automaticamente o identificador disponível.</p>
<h2>ERPs, cadastros e bancos de dados precisam aceitar letras</h2>
<p>Embora o número das empresas atuais permaneça intacto, praticamente toda organização que mantém relacionamento com outras pessoas jurídicas poderá ser afetada.</p>
<p>Um cadastro configurado para receber somente caracteres numéricos poderá rejeitar clientes ou fornecedores com o novo CNPJ. O problema também pode ocorrer quando o banco de dados trata o identificador como número, elimina zeros à esquerda ou aplica fórmulas de validação incompatíveis com letras.</p>
<p>As empresas devem revisar campos de cadastro, máscaras, expressões de validação, APIs, arquivos de importação e exportação, relatórios, rotinas contábeis e integrações com terceiros.</p>
<p>ERPs, CRMs, sistemas de folha de pagamento, softwares fiscais, plataformas de compras, ferramentas de cobrança e programas de gestão de fornecedores estão entre os ambientes que precisarão ser testados.</p>
<p>As adaptações não devem se limitar à tela na qual o CNPJ é digitado. O identificador pode circular por diversas etapas, como consulta cadastral, emissão de documentos, análise de crédito, geração de boletos, conciliação financeira e armazenamento de contratos.</p>
<p>Um sistema pode aceitar a letra no cadastro inicial, mas falhar ao transmitir a informação para outra plataforma. Por isso, o processo de adequação exige testes integrados, inclusive com fornecedores externos.</p>
<h2>Notas fiscais terão novos esquemas de validação</h2>
<p>Os documentos fiscais eletrônicos estão entre os pontos mais sensíveis da mudança. Os ambientes de emissão e autorização precisam reconhecer o CNPJ alfanumérico para evitar rejeições durante a transmissão.</p>
<p>O Portal Nacional da Nota Fiscal Eletrônica publicou especificações técnicas destinadas à atualização dos esquemas da NF-e e da NFC-e. As regras tratam da aceitação do novo formato e da compatibilidade dos sistemas com inscrições numéricas e alfanuméricas.</p>
<p>Empresas que utilizam emissores próprios devem acompanhar as versões das notas técnicas e atualizar os componentes responsáveis pela geração dos arquivos. Quem contrata plataformas terceirizadas precisa confirmar se o fornecedor já incorporou as alterações e qual será o calendário de homologação.</p>
<p>A simples preservação do CNPJ atual não elimina essa necessidade. Uma empresa com inscrição numérica poderá emitir uma nota para um cliente alfanumérico, comprar de um fornecedor com letras no cadastro ou receber documentos emitidos por uma nova filial.</p>
<p>Caso a aplicação não reconheça o formato, podem ocorrer falhas de cadastro, interrupções no faturamento, rejeições de documentos e dificuldades de conciliação. O risco operacional aumenta para empresas com grande volume de transações ou sistemas antigos.</p>
<h2>Bancos, marketplaces e lojas virtuais também serão afetados</h2>
<p>Instituições financeiras precisarão garantir que contas, pagamentos, recebimentos e procedimentos de identificação de clientes aceitem os dois formatos.</p>
<p>Marketplaces e plataformas de comércio eletrônico terão de revisar o cadastro de vendedores, fornecedores e compradores empresariais. O mesmo vale para adquirentes, intermediadores de pagamento, seguradoras, empresas de telecomunicações e serviços de análise de crédito.</p>
<p>Formulários que eliminam letras, teclados configurados apenas para números e verificadores baseados exclusivamente no CNPJ atual deverão ser substituídos ou atualizados.</p>
<p>As empresas também precisam avaliar documentos gerados automaticamente, como contratos, propostas comerciais, pedidos de compra, notas de serviço, comprovantes e relatórios. Uma falha aparentemente simples de formatação pode impedir a conclusão de uma operação.</p>
<p>A Receita Federal recomenda que as adaptações sejam iniciadas antes da entrada em produção. A proximidade do cronograma reduz o espaço para empresas que ainda não mapearam os sistemas nos quais o CNPJ é utilizado.</p>
<h2>Golpes de migração obrigatória devem ser ignorados</h2>
<p>A mudança abriu espaço para informações falsas sobre suposta troca compulsória de cadastro. A Receita Federal esclarece que nenhum CNPJ existente será cancelado por não migrar para o novo formato.</p>
<p>Também é falsa a afirmação de que empresários poderão perder a empresa caso não solicitem um CNPJ alfanumérico. Não existe procedimento de conversão das inscrições atuais.</p>
<p>Outro ponto incorreto é a alegação de que o novo identificador funcionará como código secreto de rastreamento financeiro. O CNPJ continuará sendo um cadastro público destinado à identificação da pessoa jurídica.</p>
<p>As letras serão atribuídas aleatoriamente e não representarão informações ocultas sobre faturamento, localização, atividade ou movimentação bancária.</p>
<p>Tentativas de cobrança para “regularização”, “migração” ou “reserva” de CNPJ alfanumérico devem ser verificadas antes de qualquer pagamento. A adequação necessária ocorre principalmente dentro dos sistemas, e não por meio da compra de um novo cadastro.</p>
<h2>Adequação tardia pode interromper faturamento e cadastros</h2>
<p>Para as empresas, a preparação deve começar pelo levantamento de todos os pontos em que o CNPJ é recebido, validado, armazenado ou transmitido.</p>
<p>O inventário precisa abranger sistemas próprios, plataformas contratadas, integrações bancárias, formulários, bancos de dados, aplicativos, arquivos fiscais e serviços de terceiros.</p>
<p>Depois do mapeamento, as equipes devem substituir validações exclusivamente numéricas, atualizar o cálculo dos dígitos verificadores e testar a comunicação entre os diferentes ambientes.</p>
<p>Fornecedores de software precisam informar se seus produtos já estão preparados, quais versões contêm as alterações e quando os testes poderão ser realizados. Contratos de suporte também devem ser avaliados para identificar a responsabilidade por atualizações.</p>
<p>A implementação do CNPJ alfanumérico não exige que empresas abandonem os números atuais. Exige, porém, que estejam aptas a negociar com organizações que passarão a utilizar letras em suas inscrições.</p>
<p>A partir de julho de 2026, a capacidade de processar os dois formatos deixará de ser apenas uma atualização técnica e passará a ser requisito operacional para manter cadastros, faturamento, pagamentos e relações comerciais funcionando sem interrupções.</p>
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		<item>
		<title>Mais de 400 mil MEIs podem ser excluídos do Simples Nacional em 2027; veja como evitar</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/mais-de-400-mil-meis-podem-ser-excluidos-do-simples-nacional-em-2027</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Luiza Farias]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 22:29:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[CNPJ]]></category>
		<category><![CDATA[débitos tributários]]></category>
		<category><![CDATA[dívidas tributárias]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[empresa de pequeno porte]]></category>
		<category><![CDATA[exclusão do Simples Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[MEI]]></category>
		<category><![CDATA[Microempreendedor Individual]]></category>
		<category><![CDATA[Microempresa]]></category>
		<category><![CDATA[microempresas]]></category>
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		<category><![CDATA[parcelamento]]></category>
		<category><![CDATA[pequenos negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Receita federal]]></category>
		<category><![CDATA[regularização fiscal]]></category>
		<category><![CDATA[Simei]]></category>
		<category><![CDATA[Simples Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[tributação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mais de 400 mil Microempreendedores Individuais podem ser excluídos do Simples Nacional a partir de 1º de janeiro de 2027 caso não regularizem débitos identificados pela Receita Federal. Entre os dias 20 e 23 de março, o Fisco disponibilizou termos de exclusão para 1.102.924 contribuintes, incluindo MEIs, microempresas e empresas de pequeno porte, cujas pendências [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p data-start="565" data-end="970">Mais de 400 mil Microempreendedores Individuais podem ser excluídos do Simples Nacional a partir de 1º de janeiro de 2027 caso não regularizem débitos identificados pela Receita Federal. Entre os dias 20 e 23 de março, o Fisco disponibilizou termos de exclusão para 1.102.924 contribuintes, incluindo MEIs, microempresas e <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="322410">empresas</a> de pequeno porte, cujas pendências somam aproximadamente R$ 12,9 bilhões.</p>
<p data-start="972" data-end="1283">A ação alcançou exatamente 404.368 Microempreendedores Individuais e 698.556 microempresas e empresas de pequeno porte. Os documentos foram encaminhados pelo Domicílio Tributário Eletrônico do Simples Nacional e MEI, o DTE-SN, acompanhados de relatórios <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 16 de julho: Bolsa cai com tarifaço dos EUA e pressão de Vale e bancos" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="328364">com a relação dos</a> débitos que precisam ser regularizados.</p>
<p data-start="1285" data-end="1569">O recebimento do termo não significa que a empresa já tenha sido excluída. Os contribuintes permanecem no Simples Nacional até 31 de dezembro de 2026 e têm 90 dias, contados da ciência da notificação, para quitar ou parcelar integralmente as pendências indicadas pela Receita Federal.</p>
<p data-start="1571" data-end="1800">Caso a totalidade dos débitos seja regularizada dentro desse período, o termo perde automaticamente seus efeitos. Não é necessário comparecer a uma unidade da Receita nem apresentar um pedido específico para permanecer no regime.</p>
<p data-start="1802" data-end="2105">Quem não resolver a situação dentro do prazo, porém, será excluído do Simples Nacional em 1º de janeiro de 2027. No caso dos MEIs, a saída do regime provocará também o desenquadramento automático do Sistema de Recolhimento em Valores Fixos Mensais dos Tributos do Simples Nacional, conhecido como Simei.</p>
<h2 data-section-id="96jypj" data-start="2107" data-end="2160">Receita cobra R$ 12,9 bilhões de pequenos negócios</h2>
<p data-start="2162" data-end="2449">A dimensão da operação de cobrança evidencia o volume de passivos tributários acumulados pelas empresas de menor porte. Os mais de 1,1 milhão de CNPJs notificados concentram aproximadamente R$ 12,9 bilhões em dívidas com a Receita Federal ou com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional.</p>
<p data-start="2451" data-end="2715">A Receita classificou os contribuintes alcançados como os maiores devedores do Simples Nacional. Embora o grupo represente diferentes portes e atividades econômicas, todos possuem débitos exigíveis que podem impedir a permanência no regime tributário simplificado.</p>
<p data-start="2717" data-end="3054">O Simples Nacional foi criado para unificar em uma única guia o recolhimento de tributos federais, estaduais e municipais. A sistemática reduz a complexidade operacional para pequenos <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank" rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="322411">negócios</a> e, dependendo da atividade, do faturamento e da faixa de receita, pode resultar em carga tributária menor do que a verificada em outros regimes.</p>
<p data-start="3056" data-end="3311">A manutenção dos benefícios, entretanto, depende do atendimento às exigências previstas na legislação. Uma delas é a inexistência de débitos tributários ou não tributários exigíveis perante as Fazendas Públicas federal, estaduais, distrital ou municipais.</p>
<p data-start="3313" data-end="3612">Dívidas cuja cobrança esteja suspensa por decisão administrativa, judicial ou outra hipótese admitida em lei não produzem automaticamente o mesmo efeito. Por isso, cada empreendedor deve analisar o relatório que acompanha o termo para verificar a origem, a situação e a exigibilidade das pendências.</p>
<h2 data-section-id="jpbsnt" data-start="3614" data-end="3661">Prazo de regularização aumentou para 90 dias</h2>
<p data-start="3663" data-end="3899">Os contribuintes notificados têm 90 dias, contados da ciência do termo de exclusão, para regularizar a totalidade dos débitos. O prazo, que anteriormente era de 30 dias, foi ampliado pela Lei Complementar nº 216, de 28 de julho de 2025.</p>
<p data-start="3901" data-end="4239">A regularização pode ser realizada mediante pagamento à vista ou adesão a modalidades de parcelamento disponíveis para cada dívida. Débitos ainda administrados pela Receita Federal devem ser tratados nos sistemas do órgão. Pendências inscritas em dívida ativa da União ficam sob responsabilidade da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional.</p>
<p data-start="4241" data-end="4519">A simples quitação de parte dos valores não é suficiente para cancelar a exclusão do Simples Nacional. A Receita exige que todas as pendências listadas no relatório sejam regularizadas, seja por pagamento, parcelamento, compensação admitida ou suspensão válida da exigibilidade.</p>
<p data-start="4521" data-end="4784">Quando o contribuinte resolve integralmente os débitos dentro do prazo, os sistemas da Receita processam o cancelamento do termo de forma automática. A empresa continua no Simples Nacional e, no caso do Microempreendedor Individual, permanece enquadrada no Simei.</p>
<p data-start="4786" data-end="5050">O prazo para contestar a cobrança é diferente. O contribuinte que identificar valores já pagos, dívidas indevidas ou outros erros no relatório tem 20 dias úteis, contados da ciência do termo, para apresentar impugnação à Delegacia de Julgamento da Receita Federal.</p>
<p data-start="5052" data-end="5310">A contestação deve ser protocolada eletronicamente por meio de processo digital no e-CAC, acompanhada dos documentos que comprovem as alegações. A abertura da impugnação não deve ser confundida com o prazo de 90 dias concedido para pagamento ou parcelamento.</p>
<h2 data-section-id="1rwjsn5" data-start="5312" data-end="5364">Ciência eletrônica pode ocorrer mesmo sem leitura</h2>
<p data-start="5366" data-end="5588">Um dos principais pontos de atenção é a regra que determina quando começa a contagem dos prazos. Como as notificações são enviadas pelo DTE-SN, não há necessidade de correspondência física ou entrega pessoal ao empresário.</p>
<p data-start="5590" data-end="5836">Se o contribuinte acessar a mensagem dentro dos primeiros 45 dias após a disponibilização, a ciência ocorre na data em que o termo é consultado. Caso a leitura seja realizada em dia não útil, a ciência é considerada no primeiro dia útil seguinte.</p>
<p data-start="5838" data-end="6081">Se o empreendedor não abrir a comunicação dentro desse período, a ciência ocorre automaticamente no 45º dia contado da disponibilização do termo. Quando a data recair em dia não útil, o registro é transferido para o primeiro dia útil seguinte.</p>
<p data-start="6083" data-end="6341">Na prática, ignorar a caixa postal eletrônica não impede o avanço do procedimento. O prazo de 90 dias para regularização e o período de 20 dias úteis para contestação podem começar a correr mesmo que o responsável pela empresa não tenha acessado o documento.</p>
<p data-start="6343" data-end="6595">A comunicação feita pelo DTE-SN é considerada pessoal para todos os efeitos legais. Todos os optantes pelo Simples Nacional e pelo Simei são vinculados obrigatoriamente ao sistema e não podem exigir que a Receita encaminhe a notificação por outro meio.</p>
<p data-start="6597" data-end="6864">A recomendação é que empresários e profissionais de contabilidade consultem periodicamente o ambiente eletrônico. A ausência de acompanhamento pode fazer com que a empresa perca o prazo de defesa ou tenha menos tempo disponível para organizar o pagamento das dívidas.</p>
<h2 data-section-id="uu980j" data-start="6866" data-end="6903">Como consultar o termo de exclusão</h2>
<p data-start="6905" data-end="7205">O termo e o relatório de pendências podem ser consultados diretamente no Portal do Simples Nacional. Depois de acessar a área reservada aos serviços com controle de acesso, o contribuinte deve selecionar o Domicílio Tributário Eletrônico do Simples Nacional e MEI, disponível no menu de comunicações.</p>
<p data-start="7207" data-end="7426">O documento também pode ser localizado no e-CAC da Receita Federal. O acesso pode ser feito pelo representante legal da empresa, com conta Gov.br de nível prata ou ouro, certificado digital ou por procurador autorizado.</p>
<p data-start="7428" data-end="7688">Dentro do e-CAC, é necessário alterar o perfil para o CNPJ da empresa quando o usuário ingressar inicialmente com seus dados de pessoa física. Em seguida, o contribuinte deve abrir a caixa postal e localizar a mensagem referente à exclusão do Simples Nacional.</p>
<p data-start="7690" data-end="7893">A comunicação contém dois documentos essenciais. O primeiro é o termo que formaliza a intenção da Receita de excluir a empresa. O segundo é o relatório que discrimina os débitos considerados irregulares.</p>
<p data-start="7895" data-end="8192">O relatório deve ser analisado antes de qualquer pagamento ou parcelamento. A empresa precisa conferir os períodos de apuração, os valores, os tributos envolvidos e o órgão responsável pela cobrança. Em caso de divergência, os comprovantes devem ser reunidos para fundamentar eventual contestação.</p>
<h2 data-section-id="1c0w8or" data-start="8194" data-end="8234">Bahia tem 55 mil empresas notificadas</h2>
<p data-start="8236" data-end="8463">Na Bahia, a operação alcançou 55.525 pequenos negócios. A Receita Federal emitiu termos para 21.078 Microempreendedores Individuais e para outros 34.447 contribuintes enquadrados como microempresas ou empresas de pequeno porte.</p>
<p data-start="8465" data-end="8673">Os MEIs baianos concentram R$ 54,13 milhões em débitos. Entre as microempresas e empresas de pequeno porte do estado, o passivo chega a R$ 652,14 milhões. Somadas, as pendências ultrapassam R$ 706,27 milhões.</p>
<p data-start="8675" data-end="8943">O volume evidencia a exposição dos pequenos negócios locais à exclusão do Simples Nacional. O impacto pode ser mais intenso entre empresas de baixa margem, dependentes de capital de giro e com menor capacidade para absorver despesas tributárias e contábeis adicionais.</p>
<p data-start="8945" data-end="9165">A Bahia não é um caso isolado. A cobrança alcançou empresas em todas as unidades da Federação, com maior concentração de termos e valores nos estados que reúnem o maior número de CNPJs e atividade econômica mais elevada.</p>
<p data-start="9167" data-end="9429">São Paulo lidera naturalmente esse movimento devido ao tamanho de sua base empresarial. Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás, Pernambuco, Ceará e Bahia também concentram parcelas relevantes dos contribuintes notificados.</p>
<h2 data-section-id="1ta6gsk" data-start="9431" data-end="9484">Exclusão aumenta custos e obrigações do empresário</h2>
<p data-start="9486" data-end="9769">A saída do Simples Nacional não implica o encerramento automático da empresa, mas altera profundamente a forma como os tributos são calculados, declarados e recolhidos. O negócio precisará ser enquadrado em outro regime compatível com sua atividade, faturamento e estrutura jurídica.</p>
<p data-start="9771" data-end="10056">Microempresas e empresas de pequeno porte podem passar a recolher tributos pelo Lucro Presumido ou, quando obrigatório ou economicamente adequado, pelo Lucro Real. A mudança normalmente exige controles contábeis mais detalhados, apurações separadas e maior acompanhamento profissional.</p>
<p data-start="10058" data-end="10291">No Simples Nacional, até oito tributos podem ser reunidos no Documento de Arrecadação do Simples Nacional, o DAS. Fora do regime, os impostos e contribuições passam a seguir regras, alíquotas, bases de cálculo e vencimentos próprios.</p>
<p data-start="10293" data-end="10546">O impacto financeiro varia de acordo com o setor. Empresas de serviços, comércio e indústria possuem estruturas tributárias distintas. Folha de pagamento, margem de lucro, créditos tributários, faturamento e localização também interferem no custo final.</p>
<p data-start="10548" data-end="10853">Para o Microempreendedor Individual, a mudança é particularmente relevante. O MEI recolhe valores fixos mensais e cumpre um conjunto reduzido de obrigações. Depois do desenquadramento do Simei, o empreendedor deixa de utilizar essa sistemática e precisa se adaptar às regras aplicáveis às demais empresas.</p>
<p data-start="10855" data-end="11076">A regularização deve ser avaliada em conjunto com a capacidade de pagamento do negócio. A adesão precipitada a um parcelamento incompatível com o fluxo de caixa pode resultar em inadimplência futura e perda da negociação.</p>
<h2 data-section-id="5xo84x" data-start="11078" data-end="11148">Reingresso no regime terá calendário diferente para empresas e MEIs</h2>
<p data-start="11150" data-end="11368">As regras para uma nova opção pelo Simples Nacional foram alteradas. Para as empresas já constituídas que pretendem ingressar no regime em 2027, o período de solicitação foi antecipado de janeiro para setembro de 2026.</p>
<p data-start="11370" data-end="11596">Assim, uma microempresa ou empresa de pequeno porte excluída poderá apresentar novo pedido durante setembro, com efeitos a partir de 1º de janeiro de 2027, desde que tenha eliminado todas as causas que impedem sua permanência.</p>
<p data-start="11598" data-end="11849">Para o Microempreendedor Individual, o calendário do Simei não mudou. O pedido de enquadramento ou retorno à condição de MEI continua sendo realizado em janeiro, observados os limites de receita, as atividades permitidas e os demais requisitos legais.</p>
<p data-start="11851" data-end="12056">A possibilidade de reingresso não elimina a urgência da regularização atual. A aprovação de uma nova opção depende da inexistência de pendências e do cumprimento das condições legais no momento da análise.</p>
<p data-start="12058" data-end="12360">Empresas que apresentarem impugnação contra o termo também precisam considerar os efeitos processuais da medida. Segundo a orientação da Receita, a contestação suspende a exclusão até uma decisão definitiva, circunstância que pode interferir na possibilidade de formalizar imediatamente uma nova opção.</p>
<h2 data-section-id="li26bn" data-start="12362" data-end="12422">Débitos colocam permanência de pequenos negócios em risco</h2>
<p data-start="12424" data-end="12699">A emissão de mais de 1,1 milhão de termos amplia a pressão por regularidade fiscal dentro do Simples Nacional. Embora a exclusão esteja prevista apenas para janeiro de 2027, os prazos individuais já estão em andamento e variam conforme a data de ciência de cada contribuinte.</p>
<p data-start="12701" data-end="12959">Para os 404.368 MEIs notificados, a consequência não se limita à saída do regime tributário. O desenquadramento do Simei altera a estrutura fiscal do negócio e pode exigir reorganização contábil, revisão de preços e redimensionamento dos custos operacionais.</p>
<p data-start="12961" data-end="13245">Microempresas e empresas de pequeno porte também precisam medir o efeito de uma eventual mudança de regime sobre margens, capital de giro e capacidade competitiva. Em setores que operam com rentabilidade reduzida, uma alteração tributária pode comprometer a continuidade da atividade.</p>
<p data-start="13247" data-end="13583">A prioridade deve ser consultar o termo, conferir cada débito e definir a estratégia de regularização antes do fim do prazo. Com R$ 12,9 bilhões em pendências e mais de 1 milhão de CNPJs sob risco, a cobrança da Receita coloca a permanência no Simples Nacional entre as principais preocupações tributárias dos pequenos negócios em 2026.</p>
<p data-start="13585" data-end="13765">
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		<item>
		<title>Copa do Mundo de 2026 bate recordes e movimenta bilhões, mas efeito econômico ainda é desigual</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ana Luiza Farias]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 14:53:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Negócios]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Copa do Mundo de 2026, iniciada em 11 de junho e disputada em 16 cidades dos Estados Unidos, do Canadá e do México, entrou na reta final da fase de grupos com recordes de público, milhões de visitantes em eventos para torcedores e uma cadeia de negócios que alcança hotéis, companhias aéreas, plataformas digitais, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Copa do Mundo de 2026, iniciada em 11 de junho e disputada em 16 cidades dos Estados Unidos, do Canadá e do México, entrou na reta final da fase de grupos com recordes de público, milhões de visitantes em eventos para torcedores e uma cadeia de negócios que alcança hotéis, companhias aéreas, plataformas digitais, transportes e comércio. O desempenho reforça a capacidade do torneio de mobilizar consumidores no competitivo <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="322567">mercado</a> esportivo norte-americano, embora assentos vazios em alguns jogos, críticas ao preço dos ingressos e reservas hoteleiras abaixo das previsões em determinadas regiões indiquem que o retorno econômico não será uniforme.</p>
<p>A edição atual é a maior da história. A ampliação de 32 para 48 seleções elevou o calendário para 104 partidas, distribuídas entre 11 cidades norte-americanas, três mexicanas e duas canadenses. O formato multiplicou dias de jogos, deslocamentos e oportunidades comerciais, mas também aumentou custos e complexidade operacional.</p>
<p>Nos primeiros seis dias, a Copa do Mundo de 2026 recebeu 1,309 milhão de espectadores nos estádios, com média de 65.483 pessoas por partida, segundo a Fifa. Em 16 de junho, quatro jogos reuniram 281.223 torcedores, o maior público acumulado em um único dia na história da competição, acima do recorde registrado nos Estados Unidos em 1994.</p>
<p>O movimento se estendeu para fora das arenas. Os festivais oficiais da Copa do Mundo de 2026 alcançaram 2 milhões de visitantes após a primeira rodada. Alimentação, entretenimento, produtos licenciados, transporte e ativações de patrocinadores passaram a integrar uma experiência comercial que começa antes da partida e continua depois do apito final.</p>
<h2>Recordes confirmam força comercial da Copa</h2>
<p>A capacidade de atração da Copa do Mundo de 2026 contraria a avaliação de que o torneio teria dificuldade para disputar atenção nos Estados Unidos. O <a href="https://gazetamercantil.com/privatizacao-telebras-leilao-do-seculo" title="O leilão do século: como a privatização da Telebrás colocou o celular no bolso do brasileiro e redesenhou o país" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="333396">país abriga propriedades consolidadas como</a> NFL, NBA, MLB e NHL, além de um mercado fragmentado entre streaming, shows, videogames e grandes eventos.</p>
<p>Ainda assim, a competição criou demanda própria. Sua força decorre de uma combinação difícil de reproduzir: raridade, alcance internacional, identificação nacional e concentração de audiência em poucas semanas. Diferentemente de ligas anuais, o Mundial reúne mercados distintos em uma narrativa global e transforma partidas entre seleções de menor tradição em eventos internacionais.</p>
<p>A expansão da Copa do Mundo de 2026 também ampliou sua geografia econômica. Novos mercados passaram a comprar direitos, pacotes de viagem, publicidade e produtos oficiais. Mais torcedores cruzam fronteiras ou percorrem longas distâncias na América do Norte, criando demanda para aviação, hospedagem e mobilidade terrestre.</p>
<h2>Projeções de PIB ainda dependem do gasto efetivo</h2>
<p>Estudo encomendado pela Fifa e divulgado em parceria com a Organização Mundial do Comércio estimou que a Copa do Mundo de 2026 poderia adicionar até US$ 40,9 bilhões ao Produto Interno Bruto global e sustentar cerca de 824 mil postos de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/trabalho" target="_blank" rel="noopener" title="Trabalho" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="322331">trabalho</a> equivalentes em tempo integral. Para os Estados Unidos, a projeção apontou US$ 17,2 bilhões em contribuição ao PIB e 185 mil empregos equivalentes.</p>
<p>Os números representam estimativas, não resultados realizados. O impacto econômico da Copa do Mundo de 2026 dependerá do volume de visitantes, da permanência média, do gasto diário, da origem dos consumidores e da parcela da receita que permanecerá nas economias locais.</p>
<p>O visitante internacional tende a produzir efeito maior porque leva dinheiro novo à cidade-sede. Já o morador que substitui uma despesa habitual por uma partida pode apenas redistribuir o próprio orçamento. Gastos públicos com segurança, transporte, limpeza e estruturas temporárias também precisam ser considerados.</p>
<p>Parte da receita pode deixar a economia local por meio de ingressos, licenciamento, hospedagem ou serviços contratados de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="322566">empresas</a> sediadas em outras regiões. Por isso, o montante movimentado pela Copa do Mundo de 2026 não equivale automaticamente ao ganho líquido de governos, trabalhadores e pequenos <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank" rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="322565">negócios</a>.</p>
<h2>Nova York e Nova Jersey testam promessa bilionária</h2>
<p>A região de Nova York e Nova Jersey é um dos principais testes da Copa do Mundo de 2026. O estádio de East Rutherford, em Nova Jersey, recebe oito partidas, incluindo a final de 19 de julho, enquanto Nova York concentra hospedagem, turismo, gastronomia, eventos públicos e parte expressiva do consumo dos visitantes.</p>
<p>O comitê organizador regional projetou impacto de aproximadamente US$ 3,3 bilhões, com US$ 1,7 bilhão em gastos de visitantes, mais de 26 mil empregos apoiados e US$ 432 milhões em receitas tributárias estaduais e locais. Autoridades criaram programas para direcionar torcedores a restaurantes, lojas, atrações culturais e bairros fora dos roteiros tradicionais.</p>
<p>A operação exige coordenação entre transporte público, segurança, tráfego e atendimento ao turista. Embora os jogos ocorram do outro lado do rio Hudson, parte relevante da experiência comercial acontece nos cinco distritos de Nova York, onde foram organizadas transmissões e atividades culturais.</p>
<p>O torneio também expõe a diferença entre receber partidas e capturar seus benefícios. Sem integração entre comunicação, mobilidade e programação, o gasto tende a se concentrar em grandes redes, áreas turísticas consolidadas e fornecedores oficiais.</p>
<p>Hospedagem cara, deslocamentos demorados e ingressos de alto valor podem reduzir a permanência do visitante ou transferir consumo para municípios vizinhos. A promessa bilionária da Copa do Mundo de 2026 dependerá menos do número bruto de pessoas e mais de quanto elas gastarão e onde esse dinheiro circulará.</p>
<h2>Hotelaria recebe demanda desigual entre cidades</h2>
<p>Turismo, hotelaria e transporte estão entre os setores mais expostos ao desempenho da Copa do Mundo de 2026. Companhias aéreas ajustaram malhas, operadores montaram pacotes e hotéis modificaram preços e estoques para as datas de maior procura.</p>
<p>O efeito, porém, não é automático. Antes do torneio, entidades do setor hoteleiro relataram reservas abaixo das previsões em parte das cidades-sede norte-americanas. Preços elevados, viagens curtas, hospedagem em municípios vizinhos e concentração da procura em jogos de maior apelo ajudam a explicar a diferença.</p>
<p>Os recordes de público mostram forte mobilização agregada, mas não eliminam o desempenho desigual entre partidas. Jogos com seleções anfitriãs atraíram grandes multidões, enquanto confrontos de menor demanda registraram setores vazios, apesar dos números oficiais de presença.</p>
<p>A Copa do Mundo de 2026 pode bater recordes totais e, ao mesmo tempo, frustrar hotéis, restaurantes ou operadores em determinados mercados. A avaliação correta exige dados por cidade, diária média, ocupação, fluxo internacional e gasto por visitante, e não apenas audiência global.</p>
<p>Empresas também enfrentam o risco dos picos temporários. Contratações, estoques e investimentos para poucas semanas precisam ser calibrados para evitar capacidade ociosa depois do evento.</p>
<h2>Tecnologia amplia monetização além dos estádios</h2>
<p>A dimensão digital ocupa papel central na Copa do Mundo de 2026. Aplicativos, streaming, pagamentos digitais, publicidade segmentada, dados em tempo real e experiências imersivas multiplicam os pontos de contato entre marcas e consumidores.</p>
<p>Sistemas de ingressos, autenticação, segurança cibernética, gestão de multidões e distribuição de vídeo precisam suportar milhões de acessos simultâneos. Falhas podem provocar perdas financeiras e danos reputacionais em poucos minutos.</p>
<p>As emissoras enfrentam uma audiência dividida entre televisão, celulares, redes sociais e plataformas sob demanda. O valor comercial depende da capacidade de medir esse consumo fragmentado e oferecer publicidade adaptada a cada mercado.</p>
<p>Na Copa do Mundo de 2026, a jornada do torcedor é monetizada antes, durante e depois das partidas. Conteúdo exclusivo, comércio eletrônico, experiências digitais, apostas onde são autorizadas e programas de fidelidade mantêm o público conectado. O estádio permanece central, mas deixou de ser o único espaço econômico.</p>
<h2>Ingressos caros expõem limite do modelo</h2>
<p>O início da Copa do Mundo de 2026 também trouxe críticas à <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" title="Política | Diario de Pernambuco" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="322330">política</a> de preços. Em Guadalajara, fileiras vazias em uma partida da primeira rodada reacenderam o debate sobre o custo dos ingressos, mesmo com a Fifa informando público próximo da capacidade do estádio.</p>
<p>A entidade sustenta que a procura permanece elevada e que os preços seguem referências de grandes eventos esportivos. Grupos de torcedores afirmam que o modelo exclui parte do público tradicional e transforma o acesso ao Mundial em produto de luxo.</p>
<p>Valores altos podem maximizar a receita por ingresso em jogos muito procurados, mas reduzir ocupação e ambiente em partidas menos atraentes. Também podem diminuir o orçamento disponível para alimentação, transporte, hospedagem e comércio local.</p>
<p>Para patrocinadores, arquibancadas vazias afetam a imagem. O valor de associação à Copa do Mundo de 2026 está ligado à percepção de evento popular, global e vibrante. Quando o preço restringe o acesso, a maximização de receita pode entrar em conflito com a força simbólica da marca.</p>
<h2>Copa amplia economia esportiva sem substituir ligas</h2>
<p>A experiência inicial indica que a Copa do Mundo de 2026 não precisa retirar público da NFL, da NBA ou de outras propriedades para ser bem-sucedida. O torneio adiciona uma camada temporária de consumo e atrai pessoas que não acompanham futebol regularmente, mas participam pelo caráter excepcional do evento.</p>
<p>Restaurantes exibem partidas, empresas criam produtos, plataformas vendem publicidade e cidades organizam festivais. O valor surge da combinação entre esporte, turismo, mídia e entretenimento, e não apenas da bilheteria.</p>
<p>A escala da Copa do Mundo de 2026 reforça ainda a disputa entre países e cidades por futuros megaeventos. Governos enxergam essas competições como instrumentos de projeção internacional e estímulo ao turismo, mas precisam comparar benefícios esperados, custos públicos e legado efetivo.</p>
<h2>Balanço econômico será definido após a final</h2>
<p>A entrada do mata-mata e a aproximação da final devem elevar preços, audiência e fluxo de visitantes nas cidades dos jogos decisivos. Partidas eliminatórias concentram procura e aumentam o valor comercial de mídia, hospitalidade e patrocínio.</p>
<p>A avaliação definitiva da Copa do Mundo de 2026 dependerá de dados consolidados sobre ocupação hoteleira, arrecadação, gasto turístico, custos públicos e desempenho dos pequenos negócios. Os recordes iniciais comprovam a força do evento como plataforma global, mas não confirmam todas as projeções divulgadas antes do torneio.</p>
<p>O teste será transformar atenção em valor econômico duradouro. Para as cidades-sede, isso significa converter visitantes ocasionais em novos fluxos turísticos. Para empresas, implica reter clientes conquistados durante o Mundial. Para a Fifa, o desafio é preservar alcance popular enquanto amplia receitas em um mercado sofisticado e caro.</p>
<p>A Copa do Mundo de 2026 já se firmou como uma das maiores operações esportivas e comerciais já realizadas. O balanço final mostrará se a expansão produziu benefícios amplos ou se os ganhos ficaram concentrados em direitos, ingressos, grandes fornecedores e <a href="https://gazetamercantil.com/siglas-corporativas-aprender" title="Siglas Corporativas para Aprender e Aplicar no Mercado (2026)" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="331023">mercados mais prepara</a>dos para capturar o consumo global.</p>
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		<title>Economia verde supera US$ 10 trilhões e se consolida entre os maiores mercados do mundo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ana Luiza Farias]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2026 13:03:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Negócios]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A economia verde ultrapassou a marca de US$ 10 trilhões em valor de mercado e consolidou sua posição entre os maiores segmentos econômicos globais, em um movimento que redefine a alocação de capital nos mercados financeiros e acelera a transição para modelos produtivos de baixo carbono. O avanço foi impulsionado pelo crescimento de setores como [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A economia verde ultrapassou a marca de US$ 10 trilhões em valor de mercado e consolidou sua posição entre os maiores segmentos econômicos globais, em um movimento que redefine a alocação de capital nos mercados financeiros e acelera a transição para modelos produtivos de baixo carbono. O avanço foi impulsionado pelo crescimento de setores como energias renováveis, veículos elétricos, armazenamento de energia, eficiência energética e infraestrutura sustentável, que passaram a ocupar papel central nas estratégias de investimento de governos, <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="320229">empresas</a> e fundos internacionais.</p>
<p>A nova dimensão da <a class="wpil_keyword_link" title="Saiba por que economia cresce 2% em Salvador e inadimplência cai no Recife" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="320231">economia</a> verde representa uma mudança estrutural na economia mundial. Há pouco mais de uma década, os <a class="wpil_keyword_link" title="Negócios" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="320228">negócios</a> associados à sustentabilidade ocupavam uma participação relativamente limitada nas bolsas de valores e eram vistos por muitos investidores como segmentos de nicho. Hoje, as empresas ligadas à transição energética e às tecnologias ambientais concentram uma parcela crescente do <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="320230">mercado</a> acionário e atraem volumes cada vez maiores de capital.</p>
<p>O marco dos US$ 10 trilhões evidencia a transformação da agenda climática em uma questão econômica e financeira de primeira ordem. Mais do que um movimento regulatório ou ambiental, a economia verde tornou-se uma das principais fontes de crescimento empresarial e de geração de valor em escala global.</p>
<h2>Receitas do setor avançam em ritmo superior ao da economia tradicional</h2>
<p>Dados compilados pelo Fórum Econômico Mundial e pela consultoria Boston Consulting Group indicam que a economia verde já movimenta mais de US$ 5 trilhões em receitas anuais e se tornou o segundo segmento econômico que mais cresceu na última década, atrás apenas do setor de tecnologia.</p>
<p>As projeções apontam que o valor econômico anual das atividades ligadas à transição energética poderá superar US$ 7 trilhões até 2030, refletindo a rápida expansão de mercados relacionados à descarbonização e à adaptação às mudanças climáticas.</p>
<p>O crescimento da economia verde tem ocorrido em velocidade superior à observada em setores tradicionais.</p>
<p>Segundo o levantamento, as receitas provenientes de atividades sustentáveis cresceram, em média, duas vezes mais rapidamente que as de negócios convencionais entre 2020 e 2024. Empresas <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 05 de agosto, aguarda decisão do Copom com mercado apostando em Selic a 14%" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="336981">com elevada exposição aos mercados</a> verdes também passaram a ter maior facilidade de acesso ao capital e, em muitos casos, obtêm avaliações superiores às de companhias de segmentos mais maduros.</p>
<p>Para investidores, o movimento representa uma combinação rara entre crescimento acelerado, inovação tecnológica e expansão de mercados ainda em desenvolvimento.</p>
<h2>Queda dos custos tecnológicos impulsiona expansão da economia verde</h2>
<p>Grande parte do avanço da economia verde está associada à redução significativa dos custos de produção e implementação das tecnologias de baixo carbono.</p>
<p>Desde 2010, os preços dos painéis solares e das baterias de íons de lítio caíram cerca de 90%, enquanto os custos relacionados à geração de energia eólica offshore recuaram aproximadamente 50%.</p>
<p>A redução dos custos alterou profundamente a dinâmica do setor.</p>
<p>Tecnologias que anteriormente dependiam de subsídios governamentais passaram a competir em condições cada vez mais favoráveis com fontes convencionais de energia. Em diversos mercados, a geração solar e eólica já apresenta custos inferiores aos de projetos baseados em combustíveis fósseis.</p>
<p>O mesmo fenômeno é observado no mercado de mobilidade elétrica.</p>
<p>A queda dos preços das baterias ampliou a competitividade dos veículos elétricos e acelerou os investimentos em infraestrutura de recarga, impulsionando uma nova cadeia industrial em diversas regiões do mundo.</p>
<h2>Mercado financeiro amplia exposição aos ativos sustentáveis</h2>
<p>A ascensão da economia verde também provocou mudanças relevantes no sistema financeiro global.</p>
<p>Os instrumentos financeiros vinculados à sustentabilidade registraram forte expansão nos últimos anos, acompanhando o crescimento dos investimentos em transição energética e infraestrutura resiliente.</p>
<p>Segundo dados da Climate Bonds Initiative, o mercado de títulos verdes, sociais e sustentáveis ultrapassou US$ 7 trilhões em emissões acumuladas em 2026.</p>
<p>Desse montante, os chamados green bonds respondem por mais de US$ 4 trilhões.</p>
<p>Esses títulos são utilizados para financiar projetos relacionados a energia limpa, eficiência energética, transporte sustentável, adaptação climática e gestão de recursos naturais.</p>
<p>O crescimento do mercado demonstra que investidores institucionais continuam direcionando recursos para ativos ligados à sustentabilidade, mesmo em um cenário internacional marcado por tensões geopolíticas, inflação elevada em diversas economias e maior volatilidade nos mercados.</p>
<p>A busca por ativos capazes de combinar crescimento de longo prazo e menor exposição a riscos regulatórios e climáticos tem favorecido o fortalecimento da economia verde.</p>
<h2>China assume protagonismo na nova indústria global</h2>
<p>Embora a expansão da economia verde seja observada em diferentes regiões do planeta, a China consolidou uma posição de liderança na produção e na implantação das principais tecnologias de baixo carbono.</p>
<p>O país lidera a fabricação mundial de painéis solares, baterias e veículos elétricos, além de concentrar parte expressiva dos investimentos em infraestrutura de energia limpa.</p>
<p>O avanço chinês tem sido determinante <a href="https://gazetamercantil.com/siglas-corporativas-aprender" title="Siglas Corporativas para Aprender e Aplicar no Mercado (2026)" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="330991">para a redução dos custos globais dessas tecnologias e para sua disseminação em mercados</a> emergentes e desenvolvidos.</p>
<p>A capacidade industrial da China permitiu ampliar a escala de produção, acelerar a inovação tecnológica e reduzir barreiras de entrada em diversos segmentos da economia verde.</p>
<p>Ao mesmo tempo, o protagonismo chinês intensificou a competição internacional por cadeias produtivas estratégicas e levou outras economias, especialmente Estados Unidos e União Europeia, a reforçarem políticas industriais voltadas à transição energética.</p>
<h2>Nem todos os segmentos apresentam o mesmo nível de maturidade</h2>
<p>Apesar da forte expansão da economia verde, especialistas destacam que o setor ainda apresenta ritmos distintos de desenvolvimento entre suas diversas atividades.</p>
<p>Tecnologias já consolidadas, como energia solar, energia eólica, armazenamento de energia e veículos elétricos, alcançaram níveis elevados de competitividade econômica e atraem a maior parte dos investimentos.</p>
<p>Por outro lado, áreas como hidrogênio de baixo carbono, captura e armazenamento de carbono e determinados combustíveis alternativos ainda dependem de incentivos governamentais, apoio regulatório e ganhos de escala para se tornarem economicamente viáveis.</p>
<p>Essa diferença de maturidade ajuda a explicar por que parte significativa dos recursos continua concentrada em segmentos considerados mais previsíveis e rentáveis.</p>
<p>Ainda assim, analistas avaliam que os setores atualmente em estágio inicial poderão representar as próximas grandes fronteiras de crescimento da economia verde ao longo das próximas décadas.</p>
<h2>Investidores enxergam transição energética como tendência estrutural</h2>
<p>A valorização das empresas ligadas à economia verde ocorre em um momento de transformação profunda das estratégias de investimento.</p>
<p>Segundo análise da London Stock Exchange Group (LSEG), companhias relacionadas à transição energética já representavam aproximadamente US$ 7,9 trilhões em capitalização de mercado no primeiro trimestre de 2025.</p>
<p>A superação da marca de US$ 10 trilhões indica que o setor continuou ampliando sua relevância nos mercados acionários e consolidando sua posição entre os principais vetores de crescimento econômico global.</p>
<p>Para investidores institucionais, a <a href="https://gazetamercantil.com/bolsa-familia-agosto-2026-calendario-oficial" title="Bolsa Família Agosto 2026: calendário com antecipação confirmada e consulta liberada hoje" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="336982">economia verde</a> deixou de representar apenas uma agenda de sustentabilidade e passou a ser encarada como um tema estrutural de investimentos, capaz de gerar oportunidades de longo prazo em diversos setores.</p>
<p>Empresas que atuam em energias renováveis, mobilidade elétrica, infraestrutura sustentável e tecnologias ambientais passaram a ocupar posição estratégica nas carteiras de grandes fundos internacionais.</p>
<h2>Economia verde amplia influência sobre decisões de empresas e governos</h2>
<p>O avanço da economia verde também tem provocado mudanças nas estratégias corporativas e nas políticas públicas.</p>
<p>Governos ampliaram programas de incentivo à transição energética e passaram a considerar a sustentabilidade como elemento central das políticas industriais e de desenvolvimento.</p>
<p>Empresas, por sua vez, aceleraram investimentos em inovação, descarbonização e eficiência energética, em resposta às novas exigências regulatórias, às mudanças no comportamento dos consumidores e à crescente demanda dos investidores por negócios mais resilientes às transformações climáticas.</p>
<p>O resultado é a consolidação de uma nova dinâmica econômica, na qual a transição para uma economia de baixo carbono se tornou uma das principais forças de geração de riqueza, inovação e competitividade.</p>
<p>A superação da marca de US$ 10 trilhões em valor de mercado confirma que a economia verde já ocupa posição central no sistema econômico global e tende a exercer influência cada vez maior sobre os fluxos de investimentos, as estratégias empresariais e o crescimento econômico nas próximas décadas.</p>
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		<title>MBRF (MRFG3) espera alta de até 50% nas vendas da Sadia na Copa</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/mbrf-mrfg3-vendas-sadia-copa-do-mundo</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Luiza Farias]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 16:31:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[Scanntech]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A MBRF (MRFG3) projeta crescimento de até 50% nas vendas de produtos Sadia durante a Copa do Mundo de 2026, apoiada pelo calendário dos jogos da seleção brasileira, pelo avanço do consumo em categorias ligadas ao churrasco e pela expansão dos canais digitais de compra. A estimativa foi apresentada por Luiz Franco, diretor de Marketing [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p data-start="240" data-end="780">A MBRF (MRFG3) projeta crescimento de até 50% nas vendas de produtos Sadia durante a Copa do Mundo de 2026, apoiada pelo calendário dos jogos da seleção brasileira, pelo avanço do consumo em categorias ligadas ao churrasco e pela expansão dos canais digitais de compra. A estimativa foi apresentada por Luiz Franco, diretor de Marketing e Inovação da companhia, que vê o torneio como uma das principais janelas de consumo do ano para marcas de alimentos, especialmente em itens associados a encontros, confraternizações e refeições rápidas.</p>
<p data-start="782" data-end="1001">“Se compararmos a Copa de 2022 com a Copa desse ano, acreditamos que possa chegar a ter até 50% de aumento de vendas”, afirmou Franco, em evento com a imprensa sobre as estratégias da Sadia para a Copa do Mundo de 2026.</p>
<p data-start="1003" data-end="1441">A expectativa da MBRF (MRFG3) reflete uma combinação de fatores. Além da força da marca Sadia no <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="312653">mercado</a> brasileiro, a empresa avalia que os horários dos jogos da seleção favorecem ocasiões de consumo tradicionalmente associadas ao lazer, como noites de sexta-feira e quarta-feira, além do sábado. Para a companhia, esse calendário pode estimular compras de produtos para churrasco, petiscos, embutidos, carnes e refeições compartilhadas.</p>
<h2 data-section-id="7gfdq8" data-start="1443" data-end="1500">Copa deve impulsionar consumo de proteínas e churrasco</h2>
<p data-start="1502" data-end="1799">Segundo Franco, estudos da Scanntech indicam crescimento expressivo em categorias associadas ao consumo durante eventos esportivos. Entre os itens indiretamente ligados ao negócio da MBRF (MRFG3), as vendas de churrasqueiras avançam cerca de 200%, enquanto as de air fryers registram alta de 120%.</p>
<p data-start="1801" data-end="2090">Nas categorias diretamente relacionadas ao consumo de proteína, a picanha apresenta crescimento de 53%, enquanto a maminha avança 50%. Para a MBRF (MRFG3), esses dados reforçam a leitura de que a Copa tende a movimentar produtos ligados a churrasco, refeições em grupo e preparo doméstico.</p>
<p data-start="2092" data-end="2244">“É uma série de fatores que corroboram e colocam a MBRF e a marca Sadia muito bem posicionadas para capturar esse aumento de vendas”, disse o executivo.</p>
<p data-start="2246" data-end="2559">A Sadia é uma das marcas mais relevantes do portfólio da MBRF (MRFG3) e tem presença em categorias de alto giro no varejo alimentar. Em eventos esportivos, a demanda tende a se concentrar em produtos de preparo rápido, itens para compartilhar e alimentos associados a momentos de reunião familiar ou entre amigos.</p>
<h2 data-section-id="2qjew1" data-start="2561" data-end="2612">Horários dos jogos favorecem ocasiões de consumo</h2>
<p data-start="2614" data-end="2880">A empresa também aposta na configuração da tabela da fase de grupos da Copa. Segundo o executivo, os jogos do Brasil ocorrerão em horários considerados favoráveis ao consumo, coincidindo com períodos em que os brasileiros já têm hábito de reunir amigos e familiares.</p>
<p data-start="2882" data-end="3100">“Esse tipo de horário de jogo, que já está no hábito do brasileiro, alavanca muito mais o consumo. A gente acredita muito que o brasileiro vai estar muito à vontade <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 16 de julho: Bolsa cai com tarifaço dos EUA e pressão de Vale e bancos" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="327960">com os horários e os dias dos</a> jogos”, afirmou Franco.</p>
<p data-start="3102" data-end="3367">A leitura da companhia é que partidas em noites de sexta-feira, quarta-feira e aos sábados ampliam a probabilidade de compras planejadas para acompanhar os jogos. Esse comportamento pode beneficiar tanto o varejo físico quanto canais digitais e serviços de entrega.</p>
<p data-start="3369" data-end="3649">Para <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="312654">empresas</a> de alimentos, o calendário de grandes eventos esportivos tem impacto direto sobre planejamento de produção, abastecimento, campanhas promocionais e negociação com varejistas. A previsibilidade dos jogos permite organizar estoques e <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 16 de julho: Bolsa cai com tarifaço dos EUA e pressão de Vale e bancos" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="327961">ações com</a>erciais com antecedência.</p>
<h2 data-section-id="1gespjf" data-start="3651" data-end="3693">Dados de 2022 reforçam projeção da MBRF</h2>
<p data-start="3695" data-end="3934">A MBRF (MRFG3) usa o desempenho da última Copa como referência para projetar o potencial de vendas em 2026. Luiz Franco citou o jogo entre Brasil e Camarões, disputado em uma sexta-feira, como exemplo do impacto do torneio sobre o consumo.</p>
<p data-start="3936" data-end="4134">Na véspera da partida, as vendas de linguiça frescal embalada dobraram. A linguiça defumada teve crescimento de duas vezes e meia, enquanto o salame registrou vendas três vezes superiores ao padrão.</p>
<p data-start="4136" data-end="4300">“Costumamos dizer que torcer dá fome, literalmente. E as pessoas exercem isso no seu ato de compras para depois exercer no seu ato de consumo”, afirmou o executivo.</p>
<p data-start="4302" data-end="4560">Esses dados mostram <a href="https://gazetamercantil.com/bolsa-familia-agosto-2026-calendario-oficial" title="Bolsa Família Agosto 2026: calendário com antecipação confirmada e consulta liberada hoje" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="335736">como partidas da seleção podem antecipar</a> compras e concentrar demanda em categorias específicas. Para o varejo, o efeito é semelhante ao observado em datas sazonais, com aumento de fluxo, tíquete médio e procura por itens de conveniência.</p>
<h2 data-section-id="1753r7o" data-start="4562" data-end="4618">Empresa vê força no interesse do brasileiro pela Copa</h2>
<p data-start="4620" data-end="4838">Franco também rebateu a percepção de que o interesse do público brasileiro pelo torneio estaria menor nesta edição. Como evidência, citou a audiência do amistoso da seleção brasileira contra o Panamá no último domingo.</p>
<p data-start="4840" data-end="5074">“O jogo de domingo teve a maior audiência da TV brasileira em 2026”, afirmou. “A gente tem indícios de que essa Copa do Mundo vai ser efetiva em termos de consumo, seja consumo de mídia, seja consumo de alimentos na ponta”, completou.</p>
<p data-start="5076" data-end="5342">Para a MBRF (MRFG3), o consumo de mídia e o consumo de alimentos caminham juntos durante grandes eventos esportivos. Quanto maior a audiência dos jogos, maior tende a ser a exposição das marcas e a disposição dos consumidores para comprar produtos ligados à ocasião.</p>
<p data-start="5344" data-end="5597">A estratégia da Sadia deve explorar esse comportamento, conectando campanhas, presença no varejo e produtos voltados a momentos de torcida. A marca busca capturar tanto compras planejadas quanto decisões de última hora, especialmente em canais digitais.</p>
<h2 data-section-id="y01mv8" data-start="5599" data-end="5647">Compra online e delivery ampliam oportunidade</h2>
<p data-start="5649" data-end="5859">Outro fator relevante para a projeção da MBRF (MRFG3) é a consolidação dos canais digitais. Segundo Franco, cerca de 50% dos consumidores já consideram realizar compras online ou por delivery durante o torneio.</p>
<p data-start="5861" data-end="6079">A mudança reduz barreiras para o abastecimento próximo aos jogos. O consumidor não depende apenas da ida ao supermercado e pode complementar compras por aplicativos, varejos menores, marketplaces e serviços de entrega.</p>
<p data-start="6081" data-end="6186">“O consumidor aprendeu a usar canais alternativos online, varejos menores e delivery”, disse o executivo.</p>
<p data-start="6188" data-end="6482">Essa transformação amplia as oportunidades para marcas de alimentos. Em eventos com hora marcada, como jogos da Copa, a conveniência ganha peso. Produtos com preparo rápido e forte reconhecimento de marca tendem a se beneficiar porque o consumidor busca soluções práticas para consumo imediato.</p>
<h2 data-section-id="1j9tx6n" data-start="6484" data-end="6538">Copa reforça disputa por espaço no varejo alimentar</h2>
<p data-start="6540" data-end="6773">A expectativa de alta nas vendas da Sadia ocorre em um ambiente competitivo para o setor de alimentos. Grandes marcas disputam espaço nas gôndolas, presença em aplicativos, campanhas promocionais e associação com momentos de consumo.</p>
<p data-start="6775" data-end="7060">Para a MBRF (MRFG3), a Copa representa uma oportunidade de reforçar a marca Sadia em categorias estratégicas e ampliar vendas em um período de grande exposição. A companhia deve combinar ações de marketing, abastecimento e presença em canais físicos e digitais para capturar a demanda.</p>
<p data-start="7062" data-end="7305">O impacto para investidores dependerá da capacidade da empresa de converter o aumento de volume em margem e geração de caixa. Eventos sazonais podem elevar receita, mas também exigem atenção a custos, logística, promoções e execução comercial.</p>
<p data-start="7307" data-end="7523">No caso da MBRF (MRFG3), o mercado deve acompanhar se a maior demanda por produtos Sadia durante a Copa se traduzirá em ganho efetivo de participação, melhor utilização da cadeia produtiva e reforço da rentabilidade.</p>
<h2 data-section-id="16dp3zy" data-start="7525" data-end="7581">Sadia entra no centro da estratégia comercial da MBRF</h2>
<p data-start="7583" data-end="7880">A projeção de crescimento de até 50% nas vendas mostra a importância da Sadia dentro da estratégia da MBRF (MRFG3) para a Copa do Mundo. A marca reúne reconhecimento nacional, presença ampla no varejo e portfólio compatível com ocasiões de consumo ligadas a futebol, churrasco e encontros sociais.</p>
<p data-start="7882" data-end="8084">A empresa aposta que o calendário dos jogos, o avanço do delivery, o interesse do público pela seleção e o crescimento de categorias ligadas ao churrasco criarão uma combinação favorável para as vendas.</p>
<p data-start="8086" data-end="8369">A Copa, portanto, deve funcionar como um teste relevante para a execução comercial da MBRF (MRFG3). Se a companhia conseguir abastecer canais, ativar consumidores e preservar margens, o torneio pode reforçar a posição da Sadia em um dos períodos de maior disputa do varejo alimentar.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Figurinhas da Copa movimentam quase 12 milhões de pontos na Livelo</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/figurinhas-copa-livelo-pontos-programa-fidelidade</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Luiza Farias]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 30 May 2026 01:15:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Negócios]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As figurinhas da Copa movimentaram 11,9 milhões de pontos na Livelo entre 1º e 26 de maio, em um sinal de que a proximidade do principal torneio de futebol do mundo já começa a influenciar o comportamento de consumo dos brasileiros. Segundo a empresa, quase 400 mil unidades foram resgatadas no período, distribuídas em 2.508 [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p data-start="210" data-end="645">As figurinhas da Copa movimentaram 11,9 milhões de pontos na Livelo entre 1º e 26 de maio, em um sinal de que a proximidade do principal torneio de futebol do mundo já começa a influenciar o comportamento de consumo dos brasileiros. Segundo a empresa, quase 400 mil unidades foram resgatadas no período, distribuídas em 2.508 <a href="https://gazetamercantil.com/promotor-pede-multas-a-lula-e-boulos-por-pedido-de-voto-em-ato-do-1-de-maio" title="MP Eleitoral pede multa a Lula e Boulos por propaganda antecipada" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="311204">pedidos feitos por</a> 2.247 clientes, tornando o item o produto mais resgatado no Shopping Livelo durante o mês.</p>
<p data-start="647" data-end="1019">O levantamento também mostra que o interesse pelas figurinhas da Copa ajudou a atrair novos usuários para a plataforma. Metade dos consumidores que resgataram o produto realizou sua primeira compra na Livelo justamente por meio das figurinhas, indicando o <a href="https://gazetamercantil.com/tensao-pl-apos-elogio-lula" title="Tensões Internas no PL: Bolsonaro Alerta para Possível Implosão Após Elogios a Lula" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="311198">poder de grandes eventos esportivos para</a> gerar engajamento, experimentação e recorrência em programas de fidelidade.</p>
<p data-start="1021" data-end="1347">A movimentação ocorre em um momento em que <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="311116">empresas</a> de benefícios, varejo e serviços financeiros buscam ampliar o uso dos pontos para além de passagens aéreas e hospedagens. O <a href="https://gazetamercantil.com/whatsapp-web-login-guia" title="WhatsApp Web: O Guia Definitivo (2026) – Login, Produtividade e Soluções Avançadas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="311207">avanço de produtos</a> ligados a entretenimento, consumo cotidiano e experiências reforça uma mudança no comportamento dos participantes desses programas.</p>
<h2 data-section-id="1joj2ml" data-start="1349" data-end="1398">Figurinhas lideram resgates no Shopping Livelo</h2>
<p data-start="1400" data-end="1668">De acordo com a Livelo, as figurinhas relacionadas à Copa foram o item mais resgatado no Shopping Livelo em maio. O volume de 11,9 milhões de pontos movimentados em menos de um mês mostra a força do produto entre consumidores que acompanham o torneio e colecionadores.</p>
<p data-start="1670" data-end="1948">O número de unidades resgatadas, próximo de 400 mil, também revela o alcance da categoria dentro do ecossistema <a href="https://gazetamercantil.com/raizen-raiz4-detalha-recuperacao-extrajudicial-e-pressiona-acoes-na-b3" title="Raízen (RAIZ4) revela plano bilionário e credores podem assumir controle da companhia" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="311209">da companhia</a>. Foram 2.508 pedidos realizados por 2.247 clientes, o que indica uma base pulverizada de consumidores, <a href="https://gazetamercantil.com/swing-trade-yduqs-yduq3" title="Análise de Swing Trade: Ação da Yduqs (YDUQ3) com Potencial de Alta no Curto Prazo" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="311214">com forte apelo emocional e recorrência potencial</a>.</p>
<p data-start="1950" data-end="2183">O comportamento é típico de produtos <a href="https://gazetamercantil.com/porto-x-arouca-onde-assistir-horario-escalacoes-primeira-liga-2026" title="Porto x Arouca: onde assistir ao vivo, horário, escalações e análise da Primeira Liga" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="311201">ligados a grandes eventos esportivos</a>. Figurinhas, álbuns e itens colecionáveis costumam gerar <a href="https://gazetamercantil.com/compras-por-impulso-ecommerce-brasil" title="Compras por Impulso na Internet: Como o Comportamento do Consumidor Está Moldando o E-commerce no Brasil" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="311208">compra por impulso</a>, troca entre consumidores e engajamento em grupos familiares, escolares e digitais.</p>
<p data-start="2185" data-end="2418">Para programas de fidelidade, <a href="https://gazetamercantil.com/mega-sena-concurso-2963-premio-acumulado-63-milhoes" title="Mega-Sena acumula em R$ 63 milhões: Veja quanto esse valor rende na Poupança e no CDB" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="311212">esse tipo de produto tem valor</a> estratégico. Ele amplia a percepção de utilidade dos pontos, aproxima a <a href="https://gazetamercantil.com/maiores-bancos-da-ue-criam-alternativa-a-visa-e-mastercard" title="Bancos Europeus Lançam Plataforma Wero para Concorrer com Visa e Mastercard" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="311200">plataforma do cotidiano do consumidor e cria</a> novos momentos de uso fora das categorias tradicionais.</p>
<h2 data-section-id="10ht4s5" data-start="2420" data-end="2466">Copa atrai novos usuários para a plataforma</h2>
<p data-start="2468" data-end="2730">Um dos dados mais relevantes do levantamento é que 50% dos consumidores que adquiriram figurinhas fizeram sua primeira compra na Livelo por meio desse produto. O dado indica que a Copa funciona como porta de entrada para novos usuários no programa de fidelidade.</p>
<p data-start="2732" data-end="2973">Esse movimento é importante porque programas de pontos dependem de frequência e engajamento. Quanto mais o consumidor percebe utilidade prática no saldo acumulado, maior tende a ser a chance de <a href="https://gazetamercantil.com/regulamentacao-criptomoedas-sec-bitcoin-trump" title="Bitcoin e Criptomoedas Avançam com Força-Tarefa da SEC e Apoio de Trump" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="311192">voltar a usar a plataforma para</a> novos resgates.</p>
<p data-start="2975" data-end="3157">A <a href="https://gazetamercantil.com/braskem-reitera-que-nao-conduz-negociacoes-com-novonor-e-petrobras-sobre-venda-da-companhia-ghtml" title="Braskem busca esclarecimentos e Petrobras avança em processo de auditoria" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="311199">empresa também registrou forte crescimento nas buscas</a> internas relacionadas ao campeonato. Em maio, as pesquisas associadas à Copa avançaram mais de 1.540% em comparação com abril.</p>
<p data-start="3159" data-end="3452">O <a href="https://gazetamercantil.com/carros-eletricos-chineses-seguem-mais-baratos-que-teslas-apos-aumento-de-tarifas-ghtml" title="Carros Elétricos Chineses Mantêm Preços Mais Acessíveis que Teslas Após Aumento de Tarifas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="311219">aumento mostra que</a> o consumidor não está apenas resgatando figurinhas, mas também pesquisando produtos, categorias e oportunidades ligadas ao evento. Essa dinâmica pode beneficiar outras áreas do marketplace da Livelo, como eletrônicos, itens de decoração, bebidas, alimentos e experiências.</p>
<h2 data-section-id="1slwyb9" data-start="3454" data-end="3515">Programas de fidelidade ganham espaço no consumo cotidiano</h2>
<p data-start="3517" data-end="3813">O avanço das figurinhas da Copa dentro da Livelo reforça uma tendência mais ampla: o uso de pontos em situações do dia a dia. Antes associados principalmente a viagens, programas de fidelidade passaram a ampliar a oferta de produtos e serviços para disputar uma fatia maior do consumo recorrente.</p>
<p data-start="3815" data-end="4080">Segundo Marcelino Cruz, diretor executivo de <a class="wpil_keyword_link" title="Negócios" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="311115">Negócios</a> e Growth da Livelo, o movimento evidencia uma mudança no comportamento do consumidor, que passa a usar pontos de forma mais estratégica em momentos ligados a entretenimento, experiências e interesses cotidianos.</p>
<p data-start="4082" data-end="4348">Esse reposicionamento é relevante <a href="https://gazetamercantil.com/plano-safra-2024-2025-credito-agricola-brasil" title="BNDES Anuncia Mais R$ 4,8 Bilhões em Crédito para Setor Agropecuário no Brasil" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="311213">para o setor</a>. Ao permitir <a href="https://gazetamercantil.com/dinheiro-esquecido-no-banco-central-consulta" title="Dinheiro esquecido no Banco Central: mais de R$ 10 bilhões aguardam resgate em 2025" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="311220">resgates em categorias mais</a> acessíveis e frequentes, as plataformas reduzem a distância entre acúmulo e uso dos pontos. Isso tende a <a href="https://gazetamercantil.com/riachuelo-riaa3-atualiza-valor-jcp-apos-aumento-de-capital" title="Riachuelo (RIAA3) atualiza valor do JCP após aumento de capital; veja novo valor por ação" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="311205">aumentar a percepção de valor</a> do programa e a retenção dos participantes.</p>
<p data-start="4350" data-end="4583">No caso da Copa, o apelo emocional do <a href="https://gazetamercantil.com/itamaraty-lamenta-ausencia-de-milei-no-mercosul-e-diz-que-nao-foi-notificado-sobre-viagem-ao-brasil-htmlutm_sourcenewsshowcaseutm_mediumgnewsutm_campaigncdaqeagakgcicjcw0_8kmm3c-qiwspiiawutm_co-2" title="Presidente Argentino Milei Ignora Cúpula do Mercosul e Visita Brasil para Evento com Opositores" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="311210">evento funciona como</a> acelerador. Produtos ligados ao torneio estimulam buscas, resgates e compras em uma janela concentrada, <a href="https://gazetamercantil.com/aumento-empregos-32-por-cento" title="Brasil cria 240 mil empregos formais em abril de 2024: melhor resultado para o mês desde 2020" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="311197">criando oportunidade para empresas testarem novas</a> ofertas e campanhas.</p>
<h2 data-section-id="1i7a2ql" data-start="4585" data-end="4629">Busca por Smart TVs cresce mais de 3.500%</h2>
<p data-start="4631" data-end="4877">A preparação dos consumidores para acompanhar os jogos também impulsionou a <a href="https://gazetamercantil.com/dona-da-fiat-busca-ceo-stellantis-inicia-processo-de-sucessao" title="Stellantis inicia processo de sucessão para o CEO Carlos Tavares: Desafios e futuro da montadora" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="311202">procura</a> por televisores. Segundo a Livelo, entre janeiro e abril, as buscas pelo termo “Smart TV” cresceram mais de 3.500% na plataforma, <a href="https://gazetamercantil.com/bitcoin-inicia-semana-com-novo-recorde-a-us-72-mil-e-ether-passa-us-4-mil-ghtml" title="Bitcoin atinge novo recorde de US$ 72 mil e ether ultrapassa os US$ 4 mil, impulsionando o mercado de criptomoedas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="311218">ultrapassando 235 mil</a> pesquisas.</p>
<p data-start="4879" data-end="5205">O dado mostra que a Copa influencia não apenas a compra de itens colecionáveis, <a href="https://gazetamercantil.com/numero-de-investidores-no-brasil-cresce-2025-analise-mercado" title="Número de investidores no Brasil cresce para 60,6 milhões, mas maioria ainda não investe" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="311211">mas também categorias de maior</a> valor agregado. Televisores costumam <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-acelera-ganhos" title="Ibovespa Acelera Ganhos Impulsionado por Grandes Empresas e Tendências de Mercado" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="311216">ganhar relevância antes de grandes</a> eventos esportivos, especialmente quando há expectativa de reuniões familiares, encontros entre amigos e maior consumo de transmissões ao vivo.</p>
<p data-start="5207" data-end="5482">A preferência dos consumidores tem se concentrado em modelos de telas maiores, principalmente televisores de 75, 85 e até 98 polegadas. A busca <a href="https://gazetamercantil.com/camara-suspende-acao-penal-contra-ramagem" title="Manobra na Câmara trava STF e salva Ramagem de ação penal" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="311191">por aparelhos de</a> grande porte indica uma tentativa de reproduzir em casa uma experiência mais próxima de cinema ou arena esportiva.</p>
<p data-start="5484" data-end="5621">No ranking de vendas da categoria, a Samsung aparece na liderança, <a href="https://gazetamercantil.com/sergio-zimerman-eleva-participacao-na-petz-para-acima-de-30" title="Sergio Zimerman Reforça Controle na Petz com Aumento de Participação" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="311206">com 35,5% de participação</a>. Em seguida vêm TCL, com 32%, e LG, com 17%.</p>
<h2 data-section-id="cvktc4" data-start="5623" data-end="5676">Eventos esportivos transformam intenção em consumo</h2>
<p data-start="5678" data-end="5889">Grandes eventos esportivos têm forte impacto sobre o varejo e sobre plataformas de fidelidade. A Copa funciona como catalisador de consumo porque combina planejamento, emoção, entretenimento e senso de urgência.</p>
<p data-start="5891" data-end="6151">No caso das figurinhas, o consumo é movido por coleção, pertencimento e troca social. No caso das televisões, a motivação está ligada à experiência <a href="https://gazetamercantil.com/magazine-luiza-reverte-perdas" title="Magazine Luiza (MGLU3) reverte perdas e apresenta sinais de recuperação" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="311193">de assistir aos jogos com</a> mais qualidade. Em ambos os casos, o torneio transforma <a href="https://gazetamercantil.com/intencao-de-compra-para-o-natal-no-brasil-apresenta-reducao-significativa-htmlamp" title="Intenção de Compra para o Natal Apresenta Redução Significativa em 2023, Revela Pesquisa da ACSP" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="311217">intenção em compra</a> ou resgate.</p>
<p data-start="6153" data-end="6434">Para a Livelo, o levantamento mostra <a href="https://gazetamercantil.com/ipca-15-divida-publica-selic-balancos-eua-mercados-hoje" title="IPCA-15, Selic e balanços nos EUA: os eventos que podem mexer com o mercado hoje" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="311215">que o campeonato pode</a> ampliar tanto o engajamento de usuários antigos quanto a entrada de novos consumidores. O <a href="https://gazetamercantil.com/fusao-honda-nissan-participacao-renault" title="Fusão Honda Nissan: O futuro da indústria automotiva japonesa e a possível aquisição de participação da Renault" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="311196">fato de</a> metade dos compradores de figurinhas ter feito a primeira compra na plataforma reforça o potencial de aquisição de clientes.</p>
<p data-start="6436" data-end="6647">A tendência também sinaliza oportunidade para marcas e varejistas. Produtos relacionados a futebol, eletrônicos, decoração, <a href="https://gazetamercantil.com/brasil-nova-ordem-global-seguranca-energetica-minerais-criticos" title="Brasil pode ganhar relevância na nova ordem global, mas precisa acelerar estratégia" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="311195">alimentação e entretenimento tendem a ganhar relevância</a> conforme o torneio se aproxima.</p>
<h2 data-section-id="1mgs1n6" data-start="6649" data-end="6693">Copa amplia disputa por atenção no varejo</h2>
<p data-start="6695" data-end="6968">A movimentação registrada pela Livelo antecipa um ciclo de maior competição entre plataformas de fidelidade, marketplaces e varejistas. Com a proximidade da Copa, empresas tendem a intensificar campanhas voltadas a produtos temáticos, eletrônicos e experiências de consumo.</p>
<p data-start="6970" data-end="7214">O comportamento observado em maio indica que o <a href="https://gazetamercantil.com/ans-reajuste-planos-de-saude-individuais-familiares-2026" title="ANS aprova reajuste de até 5,11% para planos de saúde individuais e familiares" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="311203">consumidor</a> brasileiro já começou a se preparar para o evento. As figurinhas lideraram os resgates, as buscas por termos relacionados ao campeonato dispararam e a procura por Smart TVs ganhou força.</p>
<p data-start="7216" data-end="7444">Para o <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="311114">mercado</a>, o dado mais relevante é a capacidade do evento de ativar diferentes categorias ao mesmo tempo. A Copa movimenta produtos de baixo tíquete, como figurinhas, e itens de maior valor, <a href="https://gazetamercantil.com/como-credito-privado-rival-bancos" title="O Crescimento e Desafios do Crédito Privado: Uma Análise Abrangente" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="311194">como televisores de tela grande</a>.</p>
<p data-start="7446" data-end="7720">A combinação entre engajamento emocional e uso estratégico de pontos tende a manter o tema no radar das empresas nos próximos meses. A Livelo capturou esse movimento em maio, mas a disputa por consumo ligado ao torneio deve se intensificar conforme a competição se aproxima.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Declaração anual do MEI termina em 31 de maio; veja o que informar para evitar multa</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/declaracao-anual-mei-dasn-simei-prazo-multa</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Luiza Farias]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 23 May 2026 01:49:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Negócios]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O prazo para envio da Declaração Anual Simplificada do Microempreendedor Individual (DASN-Simei) termina em 31 de maio. A obrigação vale para todos os MEIs que tiveram CNPJ ativo em qualquer período de 2025, mesmo que não tenham registrado faturamento no ano. A declaração anual do MEI funciona como um resumo da atividade do microempreendedor no [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p data-start="226" data-end="497">O prazo para envio da <strong data-start="248" data-end="326">Declaração Anual Simplificada do Microempreendedor Individual (DASN-Simei)</strong> termina em <strong data-start="338" data-end="352">31 de maio</strong>. A obrigação vale para todos os <strong data-start="385" data-end="393">MEIs</strong> que tiveram CNPJ ativo em qualquer período de 2025, mesmo que não tenham registrado faturamento no ano.</p>
<p data-start="499" data-end="789">A declaração anual do MEI funciona como um resumo da atividade do microempreendedor no ano-calendário de 2025. No documento, é necessário informar o <strong data-start="648" data-end="675">faturamento bruto total</strong>, incluindo valores obtidos com venda de produtos, prestação de serviços ou as duas atividades, quando for o caso.</p>
<p data-start="791" data-end="945">Também é obrigatório indicar se houve contratação de funcionário. Pelas regras do MEI, o microempreendedor pode ter <strong data-start="907" data-end="933">no máximo um empregado</strong> contratado.</p>
<h2 data-section-id="uoe8c" data-start="947" data-end="991">O que informar na declaração anual do MEI</h2>
<p data-start="993" data-end="1213">Na DASN-Simei, o MEI deve informar os principais dados da atividade exercida em 2025. O ponto mais importante é o faturamento bruto anual, ou seja, o valor total recebido antes de descontos, custos, despesas ou impostos.</p>
<p data-start="1215" data-end="1242">Devem entrar na declaração:</p>
<div class="TyagGW_tableContainer">
<div class="group TyagGW_tableWrapper flex flex-col-reverse w-fit" tabindex="-1">
<table class="w-fit min-w-(--thread-content-width)" data-start="1244" data-end="1640">
<thead data-start="1244" data-end="1276">
<tr data-start="1244" data-end="1276">
<th class="last:pe-10" data-start="1244" data-end="1257" data-col-size="sm">Informação</th>
<th class="last:pe-10" data-start="1257" data-end="1276" data-col-size="sm">O que significa</th>
</tr>
</thead>
<tbody data-start="1287" data-end="1640">
<tr data-start="1287" data-end="1357">
<td data-start="1287" data-end="1313" data-col-size="sm">Faturamento bruto total</td>
<td data-start="1313" data-end="1357" data-col-size="sm">Soma de tudo o que o MEI recebeu em 2025</td>
</tr>
<tr data-start="1358" data-end="1432">
<td data-start="1358" data-end="1394" data-col-size="sm">Receita com comércio ou indústria</td>
<td data-start="1394" data-end="1432" data-col-size="sm">Valor obtido com venda de produtos</td>
</tr>
<tr data-start="1433" data-end="1510">
<td data-start="1433" data-end="1469" data-col-size="sm">Receita com prestação de serviços</td>
<td data-start="1469" data-end="1510" data-col-size="sm">Valor recebido por serviços prestados</td>
</tr>
<tr data-start="1511" data-end="1573">
<td data-start="1511" data-end="1536" data-col-size="sm">Funcionário contratado</td>
<td data-start="1536" data-end="1573" data-col-size="sm">Informar se teve empregado no ano</td>
</tr>
<tr data-start="1574" data-end="1640">
<td data-start="1574" data-end="1601" data-col-size="sm">Situação sem faturamento</td>
<td data-start="1601" data-end="1640" data-col-size="sm">Declarar mesmo se não houve receita</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p data-start="1642" data-end="1815">Mesmo quem não emitiu nota fiscal, não vendeu, não prestou serviço ou não movimentou a empresa precisa entregar a declaração se o CNPJ esteve ativo em algum momento de 2025.</p>
<h2 data-section-id="1tolmfs" data-start="1817" data-end="1863">MEI sem faturamento também precisa declarar</h2>
<p data-start="1865" data-end="2047">Um erro comum entre microempreendedores é achar que a declaração anual só é <a href="https://gazetamercantil.com/inss-agosto-2026-calendario-pagamento-prova-de-vida" title="INSS Agosto 2026: calendário oficial de 25/08 a 08/09 e prova de vida obrigatória &#8211; veja quem recebe" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="336159">obrigatória para quem</a> teve receita. A DASN-Simei deve ser enviada mesmo quando o faturamento foi <strong data-start="2038" data-end="2046">zero</strong>.</p>
<p data-start="2049" data-end="2218">A obrigação está ligada à existência do CNPJ como MEI durante o ano-base. Portanto, se a empresa ficou aberta em 2025, ainda que sem movimentação, o envio é obrigatório.</p>
<p data-start="2220" data-end="2371">O mesmo vale para MEIs que encerraram a atividade durante o ano. Se o CNPJ ficou ativo por qualquer período em 2025, a declaração precisa ser entregue.</p>
<h2 data-section-id="glcmt5" data-start="2373" data-end="2406">Prazo para enviar a DASN-Simei</h2>
<p data-start="2408" data-end="2643">O prazo final para envio da declaração anual do MEI é <strong data-start="2462" data-end="2476">31 de maio</strong>. A recomendação é não deixar para os últimos dias, porque instabilidades no sistema, dúvidas sobre faturamento ou inconsistências cadastrais podem dificultar o envio.</p>
<p data-start="2645" data-end="2735">A entrega deve ser feita pela internet, no <strong data-start="2688" data-end="2714">Portal do Empreendedor</strong> ou pelo <strong data-start="2723" data-end="2734">App MEI</strong>.</p>
<p data-start="2737" data-end="2962">Antes de preencher, o microempreendedor deve separar as informações de faturamento do ano anterior e conferir se os valores estão corretos. Quem vende produtos e presta serviços deve separar as receitas por tipo de atividade.</p>
<h2 data-section-id="1t16bld" data-start="2964" data-end="3001">Multa por atraso pode chegar a 20%</h2>
<p data-start="3003" data-end="3176">O atraso na entrega da DASN-Simei gera multa automática. A penalidade é de <strong data-start="3078" data-end="3091">2% ao mês</strong>, limitada a <strong data-start="3104" data-end="3111">20%</strong> do valor dos tributos declarados, com valor mínimo de <strong data-start="3166" data-end="3175">R$ 50</strong>.</p>
<p data-start="3178" data-end="3431">Quanto maior o atraso, maior pode ser o impacto financeiro. Além da multa, a falta de envio pode deixar o CNPJ irregular, o que prejudica a emissão de documentos, a manutenção da atividade formalizada e o acesso a serviços vinculados ao cadastro do MEI.</p>
<p data-start="3433" data-end="3536">A regularidade da declaração é importante para manter o microempreendedor em dia com a Receita Federal.</p>
<h2 data-section-id="5456t3" data-start="3538" data-end="3575">Limite anual do MEI é de R$ 81 mil</h2>
<p data-start="3577" data-end="3750">O limite de faturamento anual do MEI é de até <strong data-start="3623" data-end="3636">R$ 81 mil</strong>. Para <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="309145">empresas</a> abertas durante o ano, esse valor deve ser calculado de forma proporcional aos meses de atividade.</p>
<p data-start="3752" data-end="3922">Na prática, o limite mensal médio é de <strong data-start="3791" data-end="3803">R$ 6.750</strong>. Se o MEI abriu o CNPJ em julho, por exemplo, o limite anual será proporcional aos meses em que a empresa ficou ativa.</p>
<p data-start="3924" data-end="4117">Caso o faturamento ultrapasse o limite permitido, o microempreendedor pode precisar migrar para outro regime tributário. Por isso, é importante conferir os valores antes de enviar a declaração.</p>
<h2 data-section-id="17r3gru" data-start="4119" data-end="4158">Como fazer a declaração anual do MEI</h2>
<p data-start="4160" data-end="4282">A entrega da DASN-Simei é feita online. O processo é simples, mas exige atenção para evitar erro no faturamento informado.</p>
<p data-start="4284" data-end="4302">O passo a passo é:</p>
<div class="TyagGW_tableContainer">
<div class="group TyagGW_tableWrapper flex flex-col-reverse w-fit" tabindex="-1">
<table class="w-fit min-w-(--thread-content-width)" data-start="4304" data-end="4712">
<thead data-start="4304" data-end="4327">
<tr data-start="4304" data-end="4327">
<th class="last:pe-10" data-start="4304" data-end="4312" data-col-size="sm">Etapa</th>
<th class="last:pe-10" data-start="4312" data-end="4327" data-col-size="md">O que fazer</th>
</tr>
</thead>
<tbody data-start="4338" data-end="4712">
<tr data-start="4338" data-end="4391">
<td data-start="4338" data-end="4342" data-col-size="sm">1</td>
<td data-start="4342" data-end="4391" data-col-size="md">Acessar o Portal do Empreendedor ou o App MEI</td>
</tr>
<tr data-start="4392" data-end="4415">
<td data-start="4392" data-end="4396" data-col-size="sm">2</td>
<td data-start="4396" data-end="4415" data-col-size="md">Informar o CNPJ</td>
</tr>
<tr data-start="4416" data-end="4459">
<td data-start="4416" data-end="4420" data-col-size="sm">3</td>
<td data-start="4420" data-end="4459" data-col-size="md">Selecionar o ano-calendário de 2025</td>
</tr>
<tr data-start="4460" data-end="4502">
<td data-start="4460" data-end="4464" data-col-size="sm">4</td>
<td data-start="4464" data-end="4502" data-col-size="md">Informar o faturamento bruto anual</td>
</tr>
<tr data-start="4503" data-end="4571">
<td data-start="4503" data-end="4507" data-col-size="sm">5</td>
<td data-start="4507" data-end="4571" data-col-size="md">Separar receitas de comércio/indústria e serviços, se houver</td>
</tr>
<tr data-start="4572" data-end="4619">
<td data-start="4572" data-end="4576" data-col-size="sm">6</td>
<td data-start="4576" data-end="4619" data-col-size="md">Indicar se houve funcionário contratado</td>
</tr>
<tr data-start="4620" data-end="4671">
<td data-start="4620" data-end="4624" data-col-size="sm">7</td>
<td data-start="4624" data-end="4671" data-col-size="md">Conferir os dados e transmitir a declaração</td>
</tr>
<tr data-start="4672" data-end="4712">
<td data-start="4672" data-end="4676" data-col-size="sm">8</td>
<td data-start="4676" data-end="4712" data-col-size="md">Guardar o comprovante de entrega</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p data-start="4714" data-end="4851">O comprovante deve ser salvo pelo empreendedor, pois pode ser necessário em consultas futuras, regularizações ou comprovações cadastrais.</p>
<h2 data-section-id="5hjslm" data-start="4853" data-end="4899">DASN-Simei não substitui o Imposto de Renda</h2>
<p data-start="4901" data-end="5112">A declaração anual do MEI é uma obrigação do CNPJ. Ela não substitui, automaticamente, a declaração de <strong data-start="5004" data-end="5041">Imposto de Renda da Pessoa Física</strong>, quando o empreendedor estiver obrigado a declarar como pessoa física.</p>
<p data-start="5114" data-end="5337">O MEI deve separar as obrigações da empresa e da pessoa física. A DASN-Simei informa o faturamento do CNPJ. Já o Imposto de Renda considera rendimentos pessoais, bens, despesas dedutíveis e demais regras da Receita Federal.</p>
<p data-start="5339" data-end="5471">Por isso, o microempreendedor deve verificar se também precisa enviar a declaração de IRPF, conforme os critérios aplicáveis ao ano.</p>
<h2 data-section-id="3gf3v1" data-start="5473" data-end="5506">Declaração mantém CNPJ regular</h2>
<p data-start="5508" data-end="5707">Enviar a DASN-Simei dentro do prazo é essencial para manter o CNPJ regularizado. A obrigação <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 16 de julho: Bolsa cai com tarifaço dos EUA e pressão de Vale e bancos" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="327792">vale para MEIs com</a> faturamento, sem faturamento, ativos durante todo o ano ou encerrados ao longo de 2025.</p>
<p data-start="5709" data-end="5851">A declaração correta evita multa, reduz risco de pendências na Receita Federal e ajuda o microempreendedor a manter sua atividade formalizada.</p>
<p data-start="5853" data-end="5997">Com o prazo final em <strong data-start="5874" data-end="5888">31 de maio</strong>, a orientação é reunir os dados de faturamento, acessar o sistema oficial e concluir o envio o quanto antes.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>IA no varejo já aumenta produtividade e vira aposta para proteger margens</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/ia-no-varejo-produtividade-crescimento-brasil</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Luiza Farias]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 23 May 2026 00:46:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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		<category><![CDATA[Adyen]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A inteligência artificial deixou de ser uma promessa distante e passou a ocupar posição estratégica no varejo brasileiro, com impacto direto sobre produtividade, eficiência operacional, experiência do consumidor e proteção de margens. Em um setor pressionado por juros elevados, consumo mais seletivo e custos crescentes, a IA passou a ser usada como ferramenta para antecipar [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p data-start="213" data-end="682">A inteligência artificial deixou de ser uma promessa distante e passou a ocupar posição estratégica no varejo brasileiro, com impacto direto sobre produtividade, eficiência operacional, experiência do consumidor e proteção de margens. Em um setor pressionado por juros elevados, consumo mais seletivo e custos crescentes, a IA passou a ser usada <a href="https://gazetamercantil.com/bolsa-familia-agosto-2026-calendario-oficial" title="Bolsa Família Agosto 2026: calendário com antecipação confirmada e consulta liberada hoje" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="335715">como ferramenta para antecipar</a> demanda, ajustar preços, reduzir perdas, personalizar ofertas e acelerar decisões de gestão.</p>
<p data-start="684" data-end="1044">A mudança já aparece nos números. No Brasil, 59% das <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="309094">empresas</a> do varejo utilizam inteligência artificial em suas operações, enquanto 90% pretendem ampliar os investimentos nos próximos meses, segundo levantamento da Zucchetti. O avanço mostra que a discussão deixou de ser sobre a adoção da tecnologia e passou a girar em torno de como extrair valor real dela.</p>
<p data-start="1046" data-end="1353">O impacto também é mensurável. De acordo com a pesquisa, 87% das empresas que usam IA relatam ganho de produtividade. O dado reforça que a tecnologia já influencia a competitividade do setor, especialmente em operações que precisam lidar com alto volume de dados, pressão por eficiência e margens apertadas.</p>
<h2 data-section-id="1gfoiue" data-start="1355" data-end="1408">IA deixa de ser aposta e entra na rotina do varejo</h2>
<p data-start="1410" data-end="1672">O varejo sempre foi um setor orientado por informação. Dados de venda, estoque, comportamento do consumidor, sazonalidade, preço e margem fazem parte da gestão diária das empresas. A diferença é que a inteligência artificial elevou esse processo a outro patamar.</p>
<p data-start="1674" data-end="1997">Com algoritmos mais sofisticados, varejistas conseguem analisar grandes volumes de dados em tempo quase real e transformar informações dispersas em decisões operacionais. A tecnologia permite prever demanda, sugerir reposição de produtos, identificar risco de ruptura, ajustar campanhas e apontar gargalos de rentabilidade.</p>
<p data-start="1999" data-end="2273">Na prática, a IA ajuda a responder perguntas centrais para qualquer operação varejista: quais produtos terão maior procura, onde há excesso de estoque, quais lojas precisam de reposição, quais clientes têm maior chance de compra e quais promoções podem gerar melhor retorno.</p>
<p data-start="2275" data-end="2511">Essa capacidade de antecipação é decisiva em um <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="309096">mercado</a> no qual erros de planejamento têm custo elevado. Estoque parado compromete capital de giro. Falta de produto reduz vendas. Preço mal definido derruba margem ou afasta consumidores.</p>
<h2 data-section-id="bqepvg" data-start="2513" data-end="2560">Consumidor brasileiro já usa IA para comprar</h2>
<p data-start="2562" data-end="2808">A inteligência artificial também mudou a jornada do consumidor. Segundo o Relatório do Varejo 2025 da Adyen, 52% dos brasileiros já utilizaram IA para auxiliar decisões de compra. Entre eles, 74% afirmam que a tecnologia influencia suas escolhas.</p>
<p data-start="2810" data-end="3136">O dado mostra que a compra está cada vez mais mediada por recomendações inteligentes, assistentes virtuais, mecanismos de busca com IA, comparadores de preço, chatbots e plataformas personalizadas. Para o varejista, isso significa que a disputa pelo consumidor começa antes mesmo da entrada no site, aplicativo ou loja física.</p>
<p data-start="3138" data-end="3384">A Bain &amp; Company aponta que 62% dos consumidores brasileiros já utilizam IA em algum nível no dia a dia, principalmente pela busca por praticidade. Esse comportamento aumenta a exigência por experiências mais rápidas, personalizadas e integradas.</p>
<p data-start="3386" data-end="3636">O consumidor espera atendimento ágil, ofertas coerentes com seu perfil, recomendações relevantes e menos fricção na compra. Empresas que não conseguem entregar essa experiência tendem a perder espaço para concorrentes mais eficientes no uso de dados.</p>
<h2 data-section-id="1dnkhiw" data-start="3638" data-end="3687">Marketing e atendimento lideram adoção inicial</h2>
<p data-start="3689" data-end="3939">Apesar do avanço, a adoção da IA no varejo ainda se concentra em áreas de implementação mais rápida. Pesquisa da Zucchetti em parceria com a Central do Varejo mostra que 57% das empresas usam a tecnologia em marketing e 54% em atendimento ao cliente.</p>
<p data-start="3941" data-end="4243">Essas frentes têm impacto importante. No marketing, a IA ajuda a segmentar públicos, automatizar campanhas, personalizar ofertas e melhorar o retorno de investimentos em mídia. No atendimento, permite reduzir filas, responder dúvidas frequentes, organizar demandas e ampliar disponibilidade de suporte.</p>
<p data-start="4245" data-end="4519">O problema é que esse uso ainda é limitado diante do potencial da tecnologia. O maior ganho tende a aparecer quando a IA passa a ser integrada a áreas mais estruturais, como gestão financeira, cadeia de suprimentos, estoque, precificação, compras e análise de rentabilidade.</p>
<p data-start="4521" data-end="4730">Quando usada apenas na comunicação com o cliente, a IA melhora a interface da empresa com o consumidor. Quando conectada à operação e ao financeiro, passa a influenciar diretamente margem, caixa e crescimento.</p>
<h2 data-section-id="1h8tf4" data-start="4732" data-end="4781">Dados fragmentados limitam avanço das empresas</h2>
<p data-start="4783" data-end="5058">Um dos principais entraves para o uso mais sofisticado da inteligência artificial é a fragmentação dos dados. Muitas empresas ainda operam com informações espalhadas entre ERP, PDV, e-commerce, CRM, sistemas financeiros, plataformas de atendimento e ferramentas de logística.</p>
<p data-start="5060" data-end="5253">Essa separação dificulta a criação de uma visão completa do negócio. Sem integração, a empresa consegue enxergar partes isoladas da operação, mas não transforma dados em inteligência acionável.</p>
<p data-start="5255" data-end="5444">A IA depende de bases organizadas, confiáveis e atualizadas. Quando as informações são inconsistentes, duplicadas ou desconectadas, as recomendações geradas pela tecnologia perdem precisão.</p>
<p data-start="5446" data-end="5651">Por isso, a adoção de IA exige mais do que contratar uma ferramenta. É preciso revisar processos, integrar sistemas, padronizar indicadores, treinar equipes e criar uma cultura de decisão baseada em dados.</p>
<h2 data-section-id="6duvjr" data-start="5653" data-end="5699">Margens apertadas tornam IA mais importante</h2>
<p data-start="5701" data-end="6016">O avanço da inteligência artificial ocorre em um momento desafiador para o varejo. Juros altos encarecem crédito, reduzem consumo parcelado e elevam o custo financeiro das empresas. Ao mesmo tempo, famílias mais endividadas e consumidores mais seletivos tornam a disputa por preço e conveniência ainda mais intensa.</p>
<p data-start="6018" data-end="6224">Nesse ambiente, o varejo perdeu espaço para ineficiência. Erros de estoque, campanhas pouco eficientes, desperdício logístico, rupturas e baixa previsibilidade de caixa passaram a pesar mais nos resultados.</p>
<p data-start="6226" data-end="6532">A IA ganha importância justamente porque ajuda a reduzir essas perdas. Quando integrada à gestão operacional e financeira, a tecnologia permite antecipar rupturas, reduzir excesso de produtos, identificar categorias com baixa rentabilidade, prever pressão sobre fluxo de caixa e acelerar decisões críticas.</p>
<p data-start="6534" data-end="6700">O ganho não está apenas na automação. A principal vantagem é transformar dados dispersos em decisões melhores, mais rápidas e mais conectadas ao resultado financeiro.</p>
<h2 data-section-id="1k6fv79" data-start="6702" data-end="6747">Supermercados mostram avanço da tecnologia</h2>
<p data-start="6749" data-end="7003">O uso da IA também avança em segmentos específicos. No varejo alimentar paulista, 80% dos supermercados já utilizam inteligência artificial em suas operações, com aplicações em CRM, segmentação de clientes, automação de campanhas e análise em tempo real.</p>
<p data-start="7005" data-end="7197">O setor supermercadista é um exemplo relevante porque trabalha com margens estreitas, alto volume de produtos, perecibilidade, grande circulação de consumidores e forte concorrência por preço.</p>
<p data-start="7199" data-end="7408">Nesse tipo de operação, a IA pode ajudar a prever demanda por loja, ajustar sortimento, reduzir perdas de perecíveis, melhorar promoções e identificar padrões de compra por região, horário e perfil de cliente.</p>
<p data-start="7410" data-end="7684">O avanço nos supermercados mostra que a tecnologia não está restrita a grandes marketplaces ou empresas digitais. A IA começa a chegar a <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank" rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="309095">negócios</a> de diferentes portes e nichos, desde que exista clareza sobre o problema a ser resolvido e capacidade mínima de organizar dados.</p>
<h2 data-section-id="p7l711" data-start="7686" data-end="7740">Reforma tributária aumenta pressão por modernização</h2>
<p data-start="7742" data-end="8014">A reforma tributária também deve acelerar a busca por ferramentas de automação, inteligência de dados e gestão financeira mais integrada. As mudanças no sistema de impostos exigirão revisão de processos fiscais, precificação, apuração de margens e planejamento financeiro.</p>
<p data-start="8016" data-end="8228">Para o varejo, a transição pode aumentar a complexidade operacional no curto prazo. Empresas terão de atualizar sistemas, treinar equipes, rever regras de preço e acompanhar impactos sobre custos e rentabilidade.</p>
<p data-start="8230" data-end="8395">Nesse cenário, a IA pode apoiar simulações, projeções de impacto tributário, análise de margens e identificação de produtos ou categorias mais sensíveis às mudanças.</p>
<p data-start="8397" data-end="8616">A tecnologia, no entanto, só será útil se estiver conectada a dados financeiros confiáveis. Sem integração entre fiscal, estoque, vendas e caixa, a empresa terá dificuldade para transformar a IA em vantagem competitiva.</p>
<h2 data-section-id="d809yo" data-start="8618" data-end="8662">Futuro do varejo será orientado por dados</h2>
<p data-start="8664" data-end="8903">O varejo entra em uma nova fase de competição por eficiência. Empresas que conseguirem integrar informações financeiras, operação, estoque e comportamento do consumidor terão mais previsibilidade para crescer e tomar decisões estratégicas.</p>
<p data-start="8905" data-end="9115">Esse movimento vale para redes tradicionais, e-commerce, supermercados, food service, farmácias, moda, franquias e serviços. A digitalização deixou de ser apenas um canal de venda e passou a ser base da gestão.</p>
<p data-start="9117" data-end="9330">A IA será cada vez mais relevante para automatizar processos, reduzir gargalos, melhorar atendimento, proteger margens e antecipar mudanças de consumo. Mas a tecnologia, sozinha, não resolve problemas estruturais.</p>
<p data-start="9332" data-end="9554">O diferencial estará na execução. Empresas que formarem equipes preparadas, integrarem sistemas e construírem uma cultura orientada por dados terão mais condições de transformar inteligência artificial em crescimento real.</p>
<p data-start="9556" data-end="9897">A IA passou de tendência para motor de crescimento porque deixou de atuar apenas como ferramenta experimental e passou a influenciar decisões centrais do negócio. Para o varejo brasileiro, o próximo passo será sair do uso pontual e construir operações integradas, capazes de transformar informação em produtividade, margem e competitividade.</p>
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		<title>Brasil tem 42,5 milhões querendo abrir negócio e fica atrás só da Índia</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/brasil-42-milhoes-potenciais-empreendedores-gem-2025</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Luiza Farias]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 May 2026 18:13:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Negócios]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Brasil tem 42,5 milhões de pessoas adultas que ainda não são donas do próprio negócio, mas pretendem começar a empreender em até três anos, segundo a pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM) 2025, realizada no país pelo Sebrae. O resultado coloca o Brasil na segunda posição mundial em número absoluto de potenciais empreendedores, atrás apenas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p data-start="266" data-end="725">O Brasil tem <strong data-start="279" data-end="314">42,5 milhões de pessoas adultas</strong> que ainda não são donas do próprio negócio, mas pretendem começar a empreender em até três anos, segundo a pesquisa <strong data-start="431" data-end="477">Global Entrepreneurship Monitor (GEM) 2025</strong>, realizada no país pelo <strong data-start="502" data-end="512">Sebrae</strong>. O resultado coloca o Brasil na <strong data-start="545" data-end="572">segunda posição mundial</strong> em número absoluto de potenciais empreendedores, atrás apenas da Índia, que reúne cerca de <strong data-start="664" data-end="679">150 milhões</strong> de pessoas com intenção de abrir uma empresa.</p>
<p data-start="727" data-end="1081">O levantamento considera adultos entre <strong data-start="766" data-end="782">18 e 64 anos</strong> que ainda não possuem um negócio próprio, formal ou informal, mas manifestam desejo de empreender no curto prazo. O contingente brasileiro supera o registrado em economias como <strong data-start="960" data-end="978">Estados Unidos</strong>, com 20 milhões de potenciais empreendedores, <strong data-start="1025" data-end="1034">Egito</strong>, com 16 milhões, e <strong data-start="1054" data-end="1064">México</strong>, com 11 milhões.</p>
<p data-start="1083" data-end="1390">O dado mantém o Brasil na mesma posição observada na pesquisa anterior, realizada em 2024, e reforça o peso do empreendedorismo na <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank" rel="noopener" title="Saiba por que economia cresce 2% em Salvador e inadimplência cai no Recife" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="319385">economia</a> nacional. Em um mercado de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/trabalho" target="_blank" rel="noopener" title="Trabalho" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="308981">trabalho</a> em transformação, abrir o próprio negócio segue como alternativa para geração de renda, autonomia profissional e mobilidade social.</p>
<h2 data-section-id="12cxvic" data-start="1392" data-end="1446">Brasil fica atrás apenas da Índia no ranking global</h2>
<p data-start="1448" data-end="1724">A Índia lidera o ranking global de potenciais empreendedores, com cerca de <strong data-start="1523" data-end="1538">150 milhões</strong> de adultos interessados em abrir um negócio em até três anos. O Brasil aparece logo em seguida, com <strong data-start="1639" data-end="1655">42,5 milhões</strong>, consolidando-se como uma das maiores bases empreendedoras do mundo.</p>
<p data-start="1726" data-end="1956">A comparação com outros países mostra a dimensão do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="309006">mercado</a> brasileiro. O número de pessoas que desejam empreender no Brasil é mais que o dobro do registrado nos Estados Unidos, que têm <strong data-start="1912" data-end="1926">20 milhões</strong> de potenciais empreendedores.</p>
<p data-start="1958" data-end="2254">O resultado também supera os dados de países emergentes relevantes, como Egito e México. Essa diferença evidencia o papel do empreendedorismo como uma das principais respostas da população brasileira às mudanças econômicas, ao desejo de independência financeira e à busca por novas oportunidades.</p>
<p data-start="2256" data-end="2540">O levantamento do GEM reúne informações de <strong data-start="2299" data-end="2316">110 economias</strong>, o que dá amplitude global à comparação. Nesse contexto, a posição brasileira indica não apenas vocação empreendedora, mas também uma demanda expressiva por apoio, crédito, capacitação e ambiente de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank" rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="308984">negócios</a> mais favorável.</p>
<h2 data-section-id="rff1k6" data-start="2542" data-end="2591">Taxa de empreendedorismo potencial chega a 45%</h2>
<p data-start="2593" data-end="2774">Além do número absoluto, o Brasil também aparece bem posicionado quando a análise considera a proporção da população adulta que ainda não tem empresa, mas pretende abrir um negócio.</p>
<p data-start="2776" data-end="2979">A <strong data-start="2778" data-end="2816">Taxa de Empreendedorismo Potencial</strong> do país ficou em <strong data-start="2834" data-end="2841">45%</strong>, a <strong data-start="2845" data-end="2860">sexta maior</strong> do ranking global. O indicador mede a parcela dos adultos sem negócio próprio que desejam empreender em até três anos.</p>
<p data-start="2981" data-end="3210">Na prática, quase metade dos brasileiros adultos que ainda não têm empresa afirma querer iniciar um negócio. O percentual mostra que a intenção empreendedora é disseminada e não se limita a pequenos grupos ou setores específicos.</p>
<p data-start="3212" data-end="3495">Esse desejo aparece em diferentes áreas da economia, como comércio, alimentação, beleza, serviços, tecnologia, logística, produção artesanal, educação, saúde, atividades digitais e negócios locais. A diversidade de setores ajuda a explicar a capilaridade do empreendedorismo no país.</p>
<h2 data-section-id="115ubqs" data-start="3497" data-end="3551">Sebrae vê criatividade e determinação no brasileiro</h2>
<p data-start="3553" data-end="3803">Para o presidente do Sebrae, <strong data-start="3582" data-end="3600">Rodrigo Soares</strong>, o desejo de empreender é uma das características mais marcantes da população brasileira. Ele afirma que o brasileiro combina criatividade e determinação para realizar projetos pessoais e profissionais.</p>
<p data-start="3805" data-end="4037">“A população brasileira une criatividade e determinação para realizar seus sonhos. Ao criar um negócio, esses empreendedores estão gerando emprego, renda e proporcionando um movimento de inclusão e emancipação social”, disse Soares.</p>
<p data-start="4039" data-end="4344">A avaliação do Sebrae reforça a dimensão social do empreendedorismo. Em muitos casos, abrir uma empresa representa mais do que uma decisão de investimento. É também uma tentativa de melhorar renda familiar, conquistar autonomia, formalizar uma atividade ou transformar uma habilidade em fonte de sustento.</p>
<p data-start="4346" data-end="4598">O desafio está em transformar intenção em negócios sustentáveis. Para isso, potenciais empreendedores precisam de planejamento, conhecimento financeiro, acesso a crédito, orientação sobre formalização e capacidade de adaptação a um mercado competitivo.</p>
<h2 data-section-id="1scyihz" data-start="4600" data-end="4651">Intenção de empreender não garante sobrevivência</h2>
<p data-start="4653" data-end="4899">O volume de brasileiros que desejam abrir uma empresa mostra força empreendedora, mas não elimina os riscos de iniciar um negócio. Entre a intenção e a consolidação de uma empresa há uma série de barreiras que podem limitar o avanço dos projetos.</p>
<p data-start="4901" data-end="5110">Entre os principais desafios estão falta de capital inicial, dificuldade de acesso a crédito, baixa educação financeira, burocracia, carga tributária, concorrência intensa e ausência de planejamento comercial.</p>
<p data-start="5112" data-end="5377">Muitos empreendedores começam pequenos, com estrutura limitada e pouca margem para erro. Nesse cenário, problemas de fluxo de caixa, precificação inadequada, falta de controle de estoque e baixa presença digital podem comprometer a sobrevivência nos primeiros anos.</p>
<p data-start="5379" data-end="5653">Por isso, o dado de 42,5 milhões de potenciais empreendedores deve ser lido como oportunidade e também como alerta. O Brasil tem uma grande base de pessoas dispostas a abrir negócios, mas precisa ampliar as condições para que essas iniciativas se tornem <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="308983">empresas</a> duradouras.</p>
<h2 data-section-id="1vl9m8p" data-start="5655" data-end="5706">País também se destaca em negócios estabelecidos</h2>
<p data-start="5708" data-end="5868">A pesquisa GEM 2025 mostra ainda que o Brasil manteve a <strong data-start="5764" data-end="5788">sexta posição global</strong> na <strong data-start="5792" data-end="5832">Taxa de Empreendedores Estabelecidos</strong>, com <strong data-start="5838" data-end="5847">12,4%</strong> da população adulta.</p>
<p data-start="5870" data-end="6014">Esse indicador mede a proporção de pessoas entre 18 e 64 anos que possuem um negócio, formal ou informal, com mais de <strong data-start="5988" data-end="6013">3,5 anos de atividade</strong>.</p>
<p data-start="6016" data-end="6279">A permanência do Brasil entre os primeiros colocados nesse recorte é relevante porque indica que o país não se destaca apenas pela vontade de empreender. Há também uma base expressiva de negócios que conseguem superar a fase inicial e permanecer em funcionamento.</p>
<p data-start="6281" data-end="6512">Os primeiros anos são considerados os mais críticos para empresas pequenas. Negócios recém-abertos enfrentam maior exposição a erros de gestão, sazonalidade de vendas, dificuldade de formar clientela e limitação de capital de giro.</p>
<p data-start="6514" data-end="6758">A presença de empreendedores estabelecidos mostra que parte relevante da população consegue atravessar essa etapa. Ainda assim, o fortalecimento dessa taxa depende de políticas de apoio, qualificação empresarial e melhora do ambiente econômico.</p>
<h2 data-section-id="ml3sbm" data-start="6760" data-end="6796">GEM ouviu 2.350 adultos no Brasil</h2>
<p data-start="6798" data-end="7035">O <strong data-start="6800" data-end="6835">Global Entrepreneurship Monitor</strong> é uma das maiores pesquisas sobre empreendedorismo do mundo. A edição de 2025 reuniu dados de <strong data-start="6930" data-end="6944">110 países</strong>, permitindo comparar intenção, criação e consolidação de negócios em diferentes economias.</p>
<p data-start="7037" data-end="7178">No Brasil, a pesquisa foi realizada pelo Sebrae e ouviu <strong data-start="7093" data-end="7118">2.350 pessoas adultas</strong>, com idade entre <strong data-start="7136" data-end="7152">18 e 64 anos</strong>, ao longo do ano passado.</p>
<p data-start="7180" data-end="7425">O levantamento considera diferentes estágios do empreendedorismo. Entre os empreendedores iniciais, estão os chamados nascentes, que realizaram alguma ação nos últimos 12 meses para <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje oscila nos 168 mil pontos com juros em alta e tensão no Oriente Médio" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="321637">abrir</a> um negócio ou têm empresa com até três meses de operação.</p>
<p data-start="7427" data-end="7635">Também entram nessa categoria os empreendedores novos, que já possuem negócio com mais de três meses de funcionamento. Já os empreendedores estabelecidos são aqueles que mantêm atividade por mais de 3,5 anos.</p>
<p data-start="7637" data-end="7816">Essa divisão ajuda a medir não apenas o desejo de empreender, mas também a capacidade de transformar intenção em atividade econômica e de manter o negócio ativo ao longo do tempo.</p>
<h2 data-section-id="14p8ly9" data-start="7818" data-end="7868">Empreendedorismo cresce com busca por autonomia</h2>
<p data-start="7870" data-end="8088">O alto número de potenciais empreendedores no Brasil reflete mudanças no comportamento profissional da população. Cada vez mais brasileiros avaliam o negócio próprio como alternativa de renda, carreira e independência.</p>
<p data-start="8090" data-end="8301">Essa tendência foi acelerada por transformações no <a href="https://gazetamercantil.com/siglas-corporativas-aprender" title="Siglas Corporativas para Aprender e Aplicar no Mercado (2026)" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="330743">mercado de trabalho</a>, avanço de atividades digitais, popularização do microempreendedor individual e maior acesso a ferramentas de venda, pagamento e divulgação.</p>
<p data-start="8303" data-end="8535">O empreendedorismo também ganha força em momentos de instabilidade econômica. Quando o emprego formal fica mais competitivo ou a renda familiar é pressionada, abrir um pequeno negócio pode se tornar uma alternativa de sobrevivência.</p>
<p data-start="8537" data-end="8796">Ao mesmo tempo, há empreendedores que entram no mercado por oportunidade. Nesse caso, a abertura do negócio ocorre a partir da identificação de uma demanda, de uma inovação, de uma tendência de consumo ou de uma possibilidade de expansão em determinado nicho.</p>
<p data-start="8798" data-end="9045">A distinção entre empreender por necessidade e empreender por oportunidade é importante. O primeiro grupo tende a precisar de mais suporte básico. O segundo costuma demandar ferramentas de crescimento, gestão, tecnologia e acesso a novos mercados.</p>
<h2 data-section-id="1bjrx3e" data-start="9047" data-end="9099">Pequenos negócios têm peso na economia brasileira</h2>
<p data-start="9101" data-end="9302">O resultado do GEM reforça a importância dos pequenos negócios para a economia brasileira. Micro e pequenas empresas têm papel relevante na geração de renda, emprego local e dinamização de comunidades.</p>
<p data-start="9304" data-end="9571">Esses empreendimentos estão presentes em praticamente todos os municípios do país e atuam em setores essenciais para o consumo cotidiano. Serviços, comércio, alimentação, beleza, manutenção, transporte, educação e atividades digitais estão entre as áreas mais comuns.</p>
<p data-start="9573" data-end="9803">A força do empreendedorismo também tem impacto social. Pequenos negócios podem funcionar como instrumento de inclusão produtiva, especialmente para mulheres, jovens, trabalhadores autônomos e pessoas que buscam complementar renda.</p>
<p data-start="9805" data-end="10033">Para que esse potencial se converta em desenvolvimento econômico, é necessário reduzir a mortalidade das empresas e ampliar a produtividade. Isso exige capacitação, crédito adequado, tecnologia, formalização e acesso a mercados.</p>
<h2 data-section-id="1kau8e2" data-start="10035" data-end="10075">Crédito e capacitação serão decisivos</h2>
<p data-start="10077" data-end="10256">O Brasil tem uma das maiores populações potenciais empreendedoras do mundo, mas o avanço desse contingente depende de condições concretas para a abertura e manutenção de empresas.</p>
<p data-start="10258" data-end="10486">O acesso a crédito segue <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 16 de julho: Bolsa cai com tarifaço dos EUA e pressão de Vale e bancos" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="327797">como um dos</a> principais gargalos. Muitos empreendedores começam com recursos próprios, empréstimos familiares ou capital limitado, o que reduz a capacidade de investimento e aumenta o risco de fechamento.</p>
<p data-start="10488" data-end="10721">A capacitação também é decisiva. Conhecimentos sobre planejamento, fluxo de caixa, precificação, marketing, atendimento, vendas digitais e obrigações fiscais podem fazer diferença entre a sobrevivência e o encerramento de um negócio.</p>
<p data-start="10723" data-end="10928">Outro ponto central é a formalização. A entrada no mercado formal permite emissão de nota fiscal, acesso a crédito, participação em compras públicas, contribuição previdenciária e maior segurança jurídica.</p>
<p data-start="10930" data-end="11124">Nesse contexto, o Sebrae tende a ter papel relevante na orientação de potenciais empreendedores, especialmente aqueles que ainda estão na fase de planejamento ou nos primeiros meses de operação.</p>
<h2 data-section-id="15isrx3" data-start="11126" data-end="11210">Brasil mostra força empreendedora, mas desafio é transformar intenção em empresas</h2>
<p data-start="11212" data-end="11447">A presença de <strong data-start="11226" data-end="11242">42,5 milhões</strong> de potenciais empreendedores <a href="https://gazetamercantil.com/privatizacao-telebras-leilao-do-seculo" title="O leilão do século: como a privatização da Telebrás colocou o celular no bolso do brasileiro e redesenhou o país" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="333287">coloca o Brasil entre os países</a> mais relevantes do mundo em intenção de abrir negócios. O dado mostra que o desejo de empreender segue forte e disseminado na população adulta.</p>
<p data-start="11449" data-end="11678">A posição no ranking global, atrás apenas da Índia, reforça a dimensão econômica desse movimento. O país tem uma base numerosa de pessoas que enxergam no negócio próprio um caminho para renda, autonomia e realização profissional.</p>
<p data-start="11680" data-end="11885">O desafio agora é transformar esse potencial em empresas sustentáveis. A intenção de empreender precisa ser acompanhada por planejamento, crédito, capacitação, inovação e ambiente regulatório mais simples.</p>
<p data-start="11887" data-end="12185">Com taxa de empreendedorismo potencial de <strong data-start="11929" data-end="11936">45%</strong> e presença relevante também entre empreendedores estabelecidos, o Brasil mantém uma vocação empreendedora clara. A capacidade de converter essa força em produtividade, empregos e crescimento será decisiva para o impacto econômico dos próximos anos.</p>
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		<title>Spotify dispara 13% após acordo com Universal para IA musical</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/spotify-dispara-acordo-universal-ia-musical</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Luiza Farias]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 May 2026 02:02:52 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p data-start="359" data-end="889">As ações do Spotify avançaram <strong data-start="389" data-end="396">13%</strong> nesta quinta-feira (21 de maio de 2026), após a plataforma de streaming apresentar novas projeções financeiras para 2030 e anunciar um acordo de inteligência artificial musical com a <strong data-start="580" data-end="611">Universal Music Group (UMG)</strong>. A parceria permitirá que usuários criem covers e remixes com vozes de artistas e compositores que aderirem voluntariamente à ferramenta, em um momento de forte pressão da indústria fonográfica sobre direitos autorais, licenciamento e uso de obras protegidas por modelos de IA.</p>
<p data-start="891" data-end="1190">O anúncio foi feito durante o primeiro <strong data-start="930" data-end="946">Investor Day</strong> do Spotify desde 2022 e ocorre em uma fase de reorganização interna da companhia. A empresa tenta convencer investidores de que pode sustentar crescimento, ampliar margens e abrir novas frentes de receita além do streaming musical tradicional.</p>
<p data-start="1192" data-end="1514">Segundo a companhia, a meta de longo prazo é alcançar crescimento anual composto de receita na faixa dos “dois dígitos médios” e margens brutas entre <strong data-start="1342" data-end="1355">35% e 40%</strong>. O Spotify também afirmou que atingir <strong data-start="1394" data-end="1420">1 bilhão de assinantes</strong> e <strong data-start="1423" data-end="1442">US$ 100 bilhões</strong>, cerca de <strong data-start="1453" data-end="1471">R$ 501 bilhões</strong>, em receita representa sua “estrela-guia”.</p>
<p data-start="1516" data-end="1725">“Ainda estamos operando a todo vapor”, disse o co-CEO <strong data-start="1570" data-end="1591">Gustav Söderström</strong>, em entrevista à CNBC. Segundo ele, a empresa observa crescimento forte tanto entre usuários gratuitos quanto entre assinantes pagos.</p>
<h2 data-section-id="g7yvtg" data-start="1727" data-end="1781">Acordo com Universal abre nova frente de IA musical</h2>
<p data-start="1783" data-end="2029">O ponto de maior impacto para o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="308780">mercado</a> foi o acordo entre Spotify e Universal Music Group. A parceria prevê a criação de uma ferramenta que permitirá a usuários produzir covers e remixes utilizando vozes de artistas e compositores participantes.</p>
<p data-start="2031" data-end="2285">A adesão dos artistas será voluntária. Isso significa que apenas vozes autorizadas poderão ser usadas no recurso, em uma tentativa de construir um modelo de IA musical com licenciamento formal, remuneração e controle por parte dos detentores de direitos.</p>
<p data-start="2287" data-end="2508">O Spotify informou que a ferramenta será oferecida como um complemento pago para usuários premium. A empresa afirma que o produto poderá criar uma nova fonte de receita para artistas, compositores e titulares de direitos.</p>
<p data-start="2510" data-end="2766">A iniciativa marca uma mudança relevante no debate sobre inteligência artificial na música. Em vez de tratar a tecnologia apenas como risco de violação de direitos autorais, o acordo tenta criar uma estrutura comercial para uso autorizado de vozes e obras.</p>
<p data-start="2768" data-end="3043">Segundo Söderström, a parceria com a Universal amplia o catálogo de conteúdo disponível na plataforma e permite que criadores participem da inovação em IA que avança pela indústria musical. Entre os artistas da Universal estão nomes como <strong data-start="3006" data-end="3023">Billie Eilish</strong> e <strong data-start="3026" data-end="3042">Taylor Swift</strong>.</p>
<h2 data-section-id="nmwmd" data-start="3045" data-end="3091">Spotify tenta organizar uso comercial de IA</h2>
<p data-start="3093" data-end="3415">A criação de covers e remixes com inteligência artificial já ocorre de forma disseminada em plataformas digitais, muitas vezes sem autorização formal de artistas, gravadoras ou editoras. Esse cenário provocou forte reação da indústria musical, que vê risco de perda de controle sobre imagem, voz, repertório e monetização.</p>
<p data-start="3417" data-end="3751">Ao estruturar um modelo licenciado com a Universal, o Spotify tenta ocupar uma posição intermediária entre inovação tecnológica e proteção de direitos. A empresa já havia informado que <a href="https://gazetamercantil.com/siglas-corporativas-aprender" title="Siglas Corporativas para Aprender e Aplicar no Mercado (2026)" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="330734">trabalhava com grandes gravadoras para</a> desenvolver produtos de IA considerados “responsáveis”, mas ainda não havia detalhado ferramentas específicas.</p>
<p data-start="3753" data-end="3892">“Não era possível para criadores existentes participarem porque não havia uma estrutura legal de licenciamento”, afirmou Söderström à CNBC.</p>
<p data-start="3894" data-end="4115">A fala resume o ponto central da estratégia: criar regras comerciais para que artistas e compositores possam autorizar o uso de suas vozes e obras em experiências geradas por IA, recebendo compensação financeira por isso.</p>
<p data-start="4117" data-end="4359">O desafio será transformar o modelo em produto escalável. A ferramenta precisará equilibrar apelo ao usuário, controle de uso, remuneração justa, prevenção de abusos e conformidade com regras de propriedade intelectual em diferentes mercados.</p>
<h2 data-section-id="fyc2hy" data-start="4361" data-end="4399">Mercado reage a projeções para 2030</h2>
<p data-start="4401" data-end="4563">A alta de <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje oscila nos 168 mil pontos com juros em alta e tensão no Oriente Médio" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="321623">13% nas ações do Spotify</a> refletiu não apenas o anúncio da parceria com a Universal, mas também as metas financeiras apresentadas pela empresa para 2030.</p>
<p data-start="4565" data-end="4860">O mercado recebeu positivamente a combinação entre crescimento de receita, expansão de margens e novos produtos monetizáveis. A perspectiva de margens brutas entre <strong data-start="4729" data-end="4742">35% e 40%</strong> sinaliza ambição de maior rentabilidade em um negócio historicamente pressionado por custos de licenciamento musical.</p>
<p data-start="4862" data-end="5102">O Spotify também destacou a meta de longo prazo de chegar a <strong data-start="4922" data-end="4948">1 bilhão de assinantes</strong>. O número funciona como referência estratégica para investidores acompanharem a capacidade da empresa de converter sua base global em receita recorrente.</p>
<p data-start="5104" data-end="5362">Desde 2022, a companhia afirma ter adicionado mais de <strong data-start="5158" data-end="5191">340 milhões de novos usuários</strong> à plataforma e ampliado sua base de assinantes em mais de <strong data-start="5250" data-end="5265">110 milhões</strong>. Esses números foram usados para reforçar a tese de que ainda há espaço para crescimento global.</p>
<p data-start="5364" data-end="5643">A reação das ações mostra que investidores passaram a enxergar maior clareza na estratégia da empresa. Depois de uma queda de cerca de <strong data-start="5499" data-end="5506">25%</strong> no valor dos papéis no último ano, o Investor Day era visto como momento importante para reposicionar a narrativa do Spotify no mercado.</p>
<h2 data-section-id="1sw37yn" data-start="5645" data-end="5682">Companhia passa por nova liderança</h2>
<p data-start="5684" data-end="5934">O evento também foi o primeiro Investor Day sob o comando dos novos co-CEOs <strong data-start="5760" data-end="5781">Gustav Söderström</strong> e <strong data-start="5784" data-end="5801">Alex Norström</strong>. A mudança ocorre após a saída de <strong data-start="5836" data-end="5849">Daniel Ek</strong> do cargo de CEO no início de 2026, depois de quase duas décadas à frente da empresa.</p>
<p data-start="5936" data-end="6229">Ek foi o fundador e principal nome associado à construção do Spotify como plataforma global de streaming musical. Sua saída do comando executivo marcou uma mudança de ciclo na companhia e aumentou a atenção do mercado sobre a capacidade da nova liderança de manter crescimento e rentabilidade.</p>
<p data-start="6231" data-end="6488">A nova gestão tenta mostrar que o Spotify pode ir além do modelo tradicional de assinatura musical. Podcasts, audiolivros, ferramentas para criadores, experiências com fãs e inteligência artificial passaram a compor uma estratégia mais ampla de monetização.</p>
<p data-start="6490" data-end="6711">A reorganização ocorre em um momento de competição intensa por tempo de consumo digital. Plataformas de vídeo curto, redes sociais, serviços de streaming, audiobooks e aplicativos de áudio disputam a atenção dos usuários.</p>
<p data-start="6713" data-end="6871">Para o Spotify, ampliar o ecossistema é uma forma de aumentar engajamento, reduzir dependência de um único produto e criar novas fontes de receita recorrente.</p>
<h2 data-section-id="1n0f9it" data-start="6873" data-end="6910">IA pressiona gravadoras e artistas</h2>
<p data-start="6912" data-end="7177">A inteligência artificial se tornou uma das principais preocupações da indústria musical. Ferramentas capazes de gerar músicas por comandos de texto, imitar estilos e reproduzir vozes de artistas vêm borrando as fronteiras entre criação humana e conteúdo sintético.</p>
<p data-start="7179" data-end="7353">Gravadoras e entidades do setor afirmam que muitos modelos foram treinados com músicas protegidas por direitos autorais sem autorização. Essa disputa já chegou aos tribunais.</p>
<p data-start="7355" data-end="7584">Em 2024, <strong data-start="7364" data-end="7380">Warner Music</strong>, <strong data-start="7382" data-end="7407">Universal Music Group</strong> e <strong data-start="7410" data-end="7424">Sony Music</strong> processaram as startups de música por IA <strong data-start="7466" data-end="7474">Suno</strong> e <strong data-start="7477" data-end="7485">Udio</strong>, alegando uso indevido de obras protegidas para treinamento de modelos de inteligência artificial.</p>
<p data-start="7586" data-end="7898">Desde então, parte da indústria passou a buscar acordos comerciais em vez de apenas litígios. A Suno, que levantou <strong data-start="7701" data-end="7720">US$ 250 milhões</strong>, cerca de <strong data-start="7731" data-end="7748">R$ 1,3 bilhão</strong>, em novembro, fechou acordo com a Warner Music e assinou contrato para permitir que usuários criem músicas geradas por IA com artistas participantes.</p>
<p data-start="7900" data-end="8115">Universal e Warner também chegaram a acordos com a Udio. Esse movimento sugere que as grandes gravadoras tentam migrar de uma postura exclusivamente defensiva para modelos controlados de licenciamento e monetização.</p>
<h2 data-section-id="o82q02" data-start="8117" data-end="8168">Nova ferramenta pode abrir receita para artistas</h2>
<p data-start="8170" data-end="8473">A promessa do Spotify é que a ferramenta de IA musical funcione como uma nova camada de receita para artistas e compositores. Ao permitir que usuários criem covers e remixes com vozes autorizadas, a plataforma tenta transformar um comportamento já existente na internet em produto regulado e remunerado.</p>
<p data-start="8475" data-end="8691">O sucesso da iniciativa dependerá da adesão de artistas relevantes. Quanto maior o número de vozes autorizadas, maior tende a ser o apelo para usuários premium interessados em criar versões personalizadas de músicas.</p>
<p data-start="8693" data-end="8924">Ao mesmo tempo, artistas e empresários devem avaliar riscos de imagem, saturação, uso inadequado e impacto sobre a percepção de autenticidade. A voz de um artista é um ativo sensível e tem valor comercial, simbólico e reputacional.</p>
<p data-start="8926" data-end="9125">A ferramenta também pode afetar compositores. Em remixes e covers gerados por IA, será necessário definir como receitas serão repartidas entre intérpretes, autores, editoras, gravadoras e plataforma.</p>
<p data-start="9127" data-end="9249">Essas regras serão decisivas para determinar se o produto será visto como oportunidade ou ameaça dentro da cadeia musical.</p>
<h2 data-section-id="4xqt7e" data-start="9251" data-end="9306">Spotify amplia aposta em audiolivros, podcasts e fãs</h2>
<p data-start="9308" data-end="9494">Além do acordo de inteligência artificial com a Universal, o Spotify anunciou novas assinaturas para determinados criadores da plataforma e atualizações em sua ferramenta de audiolivros.</p>
<p data-start="9496" data-end="9769">A companhia também lançou um programa que permitirá a determinados superfãs comprar dois ingressos para shows antes da abertura das vendas ao público geral. A iniciativa aproxima a plataforma do mercado de experiências e eventos ao vivo, área relevante para artistas e fãs.</p>
<p data-start="9771" data-end="10030">Esses movimentos reforçam a tentativa do Spotify de se posicionar como infraestrutura mais ampla da <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank" rel="noopener" title="Saiba por que economia cresce 2% em Salvador e inadimplência cai no Recife" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="308779">economia</a> da música, e não apenas como serviço de streaming. A empresa busca capturar valor em diferentes etapas da relação entre artistas, criadores e público.</p>
<p data-start="10032" data-end="10232">Podcasts e audiolivros já vinham sendo usados como formas de ampliar tempo de uso e diversificar conteúdo. A inteligência artificial e os recursos para superfãs adicionam novas frentes de monetização.</p>
<p data-start="10234" data-end="10464">Para investidores, a questão central é se essas iniciativas conseguirão melhorar margens e reduzir a dependência dos repasses tradicionais às gravadoras, que historicamente limitam a rentabilidade do negócio de música sob demanda.</p>
<h2 data-section-id="1o356s1" data-start="10466" data-end="10527">Universal busca proteger catálogo em nova fase tecnológica</h2>
<p data-start="10529" data-end="10817">A Universal Music Group tem interesse direto em estruturar o uso de IA musical antes que plataformas não licenciadas ganhem escala. Como maior grupo fonográfico do mundo, a companhia controla catálogos de artistas globais e precisa proteger direitos de voz, imagem, gravação e composição.</p>
<p data-start="10819" data-end="11058">Ao negociar com o Spotify, a Universal tenta construir uma alternativa comercial para um mercado que já se desenvolve de forma informal. A estratégia pode ajudar a definir padrões para contratos semelhantes com outras plataformas digitais.</p>
<p data-start="11060" data-end="11288">A participação voluntária de artistas é um ponto sensível. Caso a adesão seja ampla, o modelo pode se tornar referência. Se houver resistência, o produto pode ficar limitado a um catálogo menor e perder parte do apelo comercial.</p>
<p data-start="11290" data-end="11524">A indústria musical já passou por mudanças profundas com a transição do CD para o download e depois para o streaming. Agora, a IA cria uma nova ruptura, com impacto direto sobre criação, distribuição, remuneração e controle artístico.</p>
<p data-start="11526" data-end="11701">O acordo entre Spotify e Universal sinaliza que as maiores <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="308778">empresas</a> do setor querem moldar essa transição antes que ela seja definida por startups e ferramentas independentes.</p>
<h2 data-section-id="1vuumgv" data-start="11703" data-end="11744">Ações refletem aposta em IA licenciada</h2>
<p data-start="11746" data-end="12056">A disparada das ações do Spotify mostra que o mercado vê potencial econômico na combinação entre inteligência artificial, licenciamento musical e assinaturas premium. A ferramenta anunciada com a Universal pode abrir uma nova linha de receita em um negócio que precisa aumentar rentabilidade sem perder escala.</p>
<p data-start="12058" data-end="12251">A empresa ainda terá de provar que o produto será aceito por artistas, gravadoras e usuários. Também precisará demonstrar que os custos de licenciamento não comprometerão as margens projetadas.</p>
<p data-start="12253" data-end="12502">Mesmo assim, o anúncio reposiciona o Spotify em uma disputa central para o futuro da música. A plataforma tenta se apresentar como ambiente regulado para criação com IA, em contraste com ferramentas acusadas de usar obras protegidas sem autorização.</p>
<p data-start="12504" data-end="12774">Para o setor, o acordo pode indicar um caminho de convivência entre tecnologia e direitos autorais. Para investidores, o avanço de 13% nas ações reflete a leitura de que a companhia encontrou uma narrativa de crescimento capaz de combinar escala, inovação e monetização.</p>
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		<title>Tok&#038;Stok fecha lojas e faz liquidação com descontos de até 70%</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/tok-stok-fecha-lojas-descontos-recuperacao-judicial</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Luiza Farias]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 May 2026 20:00:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[D&D Shopping]]></category>
		<category><![CDATA[decoração]]></category>
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		<category><![CDATA[recuperação judicial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Tok&#38;Stok iniciou uma nova etapa de fechamento de lojas no país e passou a oferecer descontos de até 70% para liquidar estoques em unidades que estão sendo encerradas, em meio à recuperação judicial do Grupo Toky, controlador da varejista e da Mobly (MBLY3). A medida ocorre após a companhia declarar dívida superior a R$ [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p data-start="220" data-end="711">A Tok&amp;Stok iniciou uma nova etapa de fechamento de lojas no país e passou a oferecer descontos de até 70% para liquidar estoques em unidades que estão sendo encerradas, em meio à recuperação judicial do Grupo Toky, controlador da varejista e da Mobly (MBLY3). A medida ocorre após a companhia declarar dívida superior a R$ 1 bilhão e buscar na Justiça proteção para renegociar obrigações financeiras, preservar a operação e reduzir custos em um dos momentos mais delicados de sua trajetória.</p>
<p data-start="713" data-end="1087">Em São Paulo, a loja da Tok&amp;Stok no D&amp;D Shopping, na zona sul da capital paulista, está entre as unidades em processo de encerramento. A operação deve fechar as portas neste sábado, 23 de maio. Para acelerar a venda dos produtos remanescentes, a rede passou a oferecer abatimentos de 50% a 70% em móveis, mesas, cadeiras, estantes, itens de decoração e utilidades para casa.</p>
<p data-start="1089" data-end="1410">A liquidação atraiu consumidores às lojas em busca de produtos com preços reduzidos. Em algumas unidades, parte das peças expostas já foi vendida e aguarda entrega aos clientes. Funcionários relatam que a forte procura pode antecipar o fechamento de determinadas operações, dependendo da velocidade de saída dos estoques.</p>
<h2 data-section-id="vn8xv1" data-start="1412" data-end="1462">Tok&amp;Stok reduz lojas em meio à crise financeira</h2>
<p data-start="1464" data-end="1676">O fechamento de unidades faz parte do processo de reorganização da Tok&amp;Stok, que enfrenta aumento do endividamento, queda de demanda, pressão de custos e dificuldades operacionais no varejo de móveis e decoração.</p>
<p data-start="1678" data-end="1950">Além da loja no D&amp;D Shopping, a Tok&amp;Stok encerrou neste mês unidades no bairro da Pompeia e no Shopping Cidade São Paulo, na Avenida Paulista. A operação da Paulista funcionava em modelo menor, dentro de uma estratégia que buscava adaptar a rede a formatos mais compactos.</p>
<p data-start="1952" data-end="2257">Na Bahia, a loja da Tok&amp;Stok no Salvador Shopping também foi fechada. A unidade encerrou as atividades em 16 de maio. Inaugurada em 2021, a operação marcou a chegada de um novo conceito da marca à capital baiana, com foco em experiência, integração de ambientes e curadoria de móveis e itens de decoração.</p>
<p data-start="2259" data-end="2627">A redução da estrutura física não é nova. Em 2023, a varejista já havia fechado sete lojas em diferentes estados, incluindo São Paulo, Pernambuco, Rio de Janeiro, Ceará, Rio Grande do Sul, Paraná e Distrito Federal. Na época, a companhia havia contratado a consultoria Alvarez &amp; Marsal para auxiliar na reestruturação de uma dívida estimada em cerca de R$ 600 milhões.</p>
<h2 data-section-id="536wa5" data-start="2629" data-end="2675">Recuperação judicial não significa falência</h2>
<p data-start="2677" data-end="2998">A recuperação judicial do Grupo Toky não representa falência, mas indica que a empresa busca proteção legal para reorganizar suas dívidas e manter a atividade operacional. O mecanismo permite suspender temporariamente cobranças e execuções enquanto a companhia negocia com credores e apresenta um plano de reestruturação.</p>
<p data-start="3000" data-end="3215">Em geral, <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="308305">empresas</a> em recuperação judicial precisam propor medidas como alongamento de prazos, renegociação de pagamentos, venda de ativos, revisão de contratos e fechamento de unidades consideradas menos rentáveis.</p>
<p data-start="3217" data-end="3505">No caso da Tok&amp;Stok, o pedido expõe a deterioração financeira de uma companhia que já vinha tentando se ajustar há anos. A rede enfrentou mudanças de controle, disputas entre investidores, integração difícil com a Mobly (MBLY3) e um ambiente econômico desfavorável para o setor de móveis.</p>
<p data-start="3507" data-end="3737">A controladora informou dívida superior a R$ 1 bilhão. A partir da recuperação judicial, a empresa tentará negociar com credores para preservar as operações consideradas estratégicas e evitar uma interrupção mais ampla do negócio.</p>
<h2 data-section-id="22edfc" data-start="3739" data-end="3792">Juros altos afetaram consumo de móveis e decoração</h2>
<p data-start="3794" data-end="3996">A crise da Tok&amp;Stok também reflete a pressão sobre o varejo de bens duráveis. O setor de móveis e decoração depende diretamente da renda disponível das famílias, do crédito e da confiança do consumidor.</p>
<p data-start="3998" data-end="4276">Com juros elevados, crédito mais caro e maior comprometimento da renda, compras de maior valor tendem a ser adiadas. Sofás, mesas, armários, estantes e itens de decoração entram justamente na categoria de bens que o consumidor costuma postergar em períodos de aperto financeiro.</p>
<p data-start="4278" data-end="4533">A pandemia impulsionou temporariamente o setor. Com mais pessoas dentro de casa, houve aumento da demanda por móveis, reformas e itens de conforto doméstico. Muitas empresas ampliaram estruturas, estoques e operações apostando na continuidade desse ritmo.</p>
<p data-start="4535" data-end="4842">O cenário mudou com a reabertura da <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank" rel="noopener" title="Saiba por que economia cresce 2% em Salvador e inadimplência cai no Recife" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="308303">economia</a>. Parte do consumo migrou novamente para viagens, lazer, serviços e experiências fora de casa. Ao mesmo tempo, inflação e juros altos reduziram o poder de compra das famílias, pressionando empresas que haviam expandido custos em um momento de demanda excepcional.</p>
<h2 data-section-id="1wbhqd8" data-start="4844" data-end="4888">Logística pesa sobre operação da Tok&amp;Stok</h2>
<p data-start="4890" data-end="5108">O segmento de móveis tem uma complexidade operacional maior que outras áreas do varejo. Produtos como sofás, armários, mesas e cadeiras exigem grande área de armazenagem, transporte especializado e entregas mais caras.</p>
<p data-start="5110" data-end="5312">Quando as vendas desaceleram, esses custos permanecem elevados. Aluguéis, centros de distribuição, frete, montagem, manutenção de estoque e operação de lojas continuam pressionando o caixa da companhia.</p>
<p data-start="5314" data-end="5616">Nos últimos anos, redes do setor passaram a adotar modelos híbridos, com lojas funcionando como showrooms e parte relevante do estoque concentrada em centros de distribuição. A estratégia pode reduzir a necessidade de grandes estoques nas unidades, mas aumenta a dependência de uma logística eficiente.</p>
<p data-start="5618" data-end="5904">Em empresas em recuperação judicial, esse ponto se torna ainda mais sensível. Fornecedores podem restringir entregas, exigir pagamento antecipado ou reduzir prazos. Quando isso ocorre, a reposição de produtos fica mais difícil e a operação de lojas físicas pode ser rapidamente afetada.</p>
<h2 data-section-id="1epdn5o" data-start="5906" data-end="5952">Liquidação busca gerar caixa no curto prazo</h2>
<p data-start="5954" data-end="6192">A liquidação com descontos de até 70% tem função estratégica na reorganização da Tok&amp;Stok. Ao vender rapidamente produtos remanescentes, a empresa reduz estoques, libera espaço, diminui custos de transferência e gera caixa no curto prazo.</p>
<p data-start="6194" data-end="6507">Em lojas que serão fechadas, a venda acelerada evita a necessidade de deslocar mercadorias para outras unidades ou centros de distribuição. Esse tipo de operação costuma ser comum em processos de reestruturação, principalmente quando a empresa precisa reduzir despesas com aluguel, equipe, logística e manutenção.</p>
<p data-start="6509" data-end="6766">Para consumidores, os descontos podem representar oportunidade de compra. No entanto, o contexto exige atenção. Produtos de mostruário devem ser verificados com cuidado, especialmente em relação a avarias, <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" title="Política | Diario de Pernambuco" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="308304">política</a> de troca, garantia e condições de entrega.</p>
<p data-start="6768" data-end="7043">Também é importante confirmar se o item está disponível para retirada imediata ou se dependerá de envio posterior. Em uma empresa em recuperação judicial, atrasos e dificuldades de atendimento podem se tornar mais frequentes, sobretudo em unidades que estão sendo encerradas.</p>
<h2 data-section-id="10thl11" data-start="7045" data-end="7108">Consumidores devem acompanhar pedidos e guardar comprovantes</h2>
<p data-start="7110" data-end="7337">Consumidores que têm compras pendentes na Tok&amp;Stok devem acompanhar o andamento dos pedidos e guardar todos os comprovantes de pagamento, notas fiscais, protocolos de atendimento, e-mails e registros de conversas com a empresa.</p>
<p data-start="7339" data-end="7611">Em recuperação judicial, clientes que pagaram por produtos ainda não entregues ou aguardam reembolso podem, dependendo da situação, ser tratados como credores da companhia. Por isso, a documentação é essencial para eventual cobrança, contestação ou habilitação de crédito.</p>
<p data-start="7613" data-end="7895">A empresa pode continuar vendendo e entregando produtos durante o processo. A recuperação judicial, por si só, não impede a continuidade da operação. O risco, porém, está na capacidade de manter fornecedores, estoques, logística e atendimento ao consumidor em funcionamento regular.</p>
<p data-start="7897" data-end="8082">Para quem pretende comprar durante a liquidação, a recomendação é verificar prazos, condições de entrega, política de troca e disponibilidade real do produto antes de concluir a compra.</p>
<h2 data-section-id="17eapbs" data-start="8084" data-end="8129">Crise reforça pressão no varejo brasileiro</h2>
<p data-start="8131" data-end="8377">A situação da Tok&amp;Stok ocorre em um momento de maior seletividade no varejo brasileiro. Companhias com alto endividamento, margens pressionadas e dependência de crédito enfrentam mais dificuldade para atravessar períodos longos de juros elevados.</p>
<p data-start="8379" data-end="8585">No setor de móveis e decoração, a pressão é maior porque a compra depende de planejamento familiar, renda disponível e acesso a parcelamento. Quando a economia aperta, esse tipo de consumo perde prioridade.</p>
<p data-start="8587" data-end="8827">A Tok&amp;Stok foi durante décadas uma das marcas mais reconhecidas do varejo de móveis e design no Brasil. A rede construiu presença em grandes centros urbanos e se posicionou como referência em decoração, ambientes planejados e itens de casa.</p>
<p data-start="8829" data-end="9076">Agora, a companhia tenta ajustar esse modelo a uma realidade mais restrita. A redução de lojas indica uma tentativa de preservar unidades consideradas mais eficientes, diminuir custos fixos e reorganizar a operação em torno de uma estrutura menor.</p>
<h2 data-section-id="61inyq" data-start="9078" data-end="9125">Plano de recuperação definirá futuro da rede</h2>
<p data-start="9127" data-end="9306">O futuro da Tok&amp;Stok dependerá do plano de recuperação judicial que será apresentado aos credores e da capacidade da empresa de manter a operação durante a renegociação da dívida.</p>
<p data-start="9308" data-end="9508">O plano deverá indicar como a controladora pretende pagar credores, quais ativos podem ser vendidos, quais contratos serão renegociados e qual será o tamanho da rede após o processo de reestruturação.</p>
<p data-start="9510" data-end="9758">Enquanto isso, o fechamento de lojas torna a crise mais visível para consumidores. Em algumas unidades, a operação ainda segue normalmente. Em outras, prateleiras vazias, placas de promoção e descontos agressivos indicam o encerramento de um ciclo.</p>
<p data-start="9760" data-end="10005">A Tok&amp;Stok entra, assim, em uma fase decisiva: precisa preservar a força da marca, manter a confiança de consumidores e fornecedores e reduzir uma estrutura que se tornou pesada diante da queda de demanda e do custo elevado do crédito no Brasil.</p>
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		<item>
		<title>Fundador da Smart Fit (SMFT3) alerta para excesso de academias e pressão sobre concorrentes</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/smart-fit-smft3-alerta-superoferta-mercado-academias-totalpass</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Luiza Farias]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 May 2026 18:48:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[academias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O fundador e presidente do conselho de administração da Smart Fit (SMFT3), Edgard Corona, afirmou que o mercado brasileiro de academias vive atualmente um cenário de “superoferta”, resultado da rápida expansão do setor nos últimos anos, da entrada de novos operadores e da consolidação dos agregadores de academias. A declaração ocorre em meio ao avanço [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p data-start="306" data-end="859">O fundador e presidente do conselho de administração da <span class="hover:entity-accent entity-underline inline cursor-pointer align-baseline"><span class="whitespace-normal">Smart Fit</span></span> (SMFT3), Edgard Corona, afirmou que o mercado brasileiro de academias vive atualmente um cenário de “superoferta”, resultado da rápida expansão do setor nos últimos anos, da entrada de novos operadores e da consolidação dos agregadores de academias. A declaração ocorre em meio ao avanço da competição no segmento fitness e ao crescimento acelerado do TotalPass, plataforma corporativa que vem se tornando uma das principais frentes estratégicas da companhia.</p>
<p data-start="861" data-end="1260">Segundo Corona, parte relevante dos novos participantes entrou no <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="304607">mercado</a> com estruturas excessivamente alavancadas, elevando o risco financeiro em um ambiente mais competitivo e de margens pressionadas. O executivo avaliou que <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="304609">empresas</a> menos capitalizadas podem enfrentar dificuldades para sustentar expansão, manter rentabilidade e absorver custos operacionais em um setor cada vez mais disputado.</p>
<p data-start="1262" data-end="1680">A avaliação do fundador da Smart Fit (SMFT3) ocorre após a divulgação dos resultados do primeiro trimestre de 2026, período em que a rede registrou crescimento de receita, expansão da base de clientes e fortalecimento do braço de agregadores. Apesar da intensificação da concorrência, a companhia afirma enxergar impacto neutro sobre sua operação devido à diversificação geográfica e à evolução do ecossistema digital.</p>
<p data-start="1682" data-end="1986">As declarações também reforçam uma mudança estrutural no setor fitness brasileiro, que passou nos últimos anos por um ciclo acelerado de profissionalização, consolidação e transformação digital, impulsionado pelo crescimento da demanda por atividades físicas, bem-estar e programas corporativos de saúde.</p>
<h3 data-section-id="14wicqq" data-start="1988" data-end="2055">Expansão acelerada aumenta pressão competitiva no setor fitness</h3>
<p data-start="2057" data-end="2284">Na avaliação de Edgard Corona, o mercado brasileiro de academias atravessa um processo típico de maturação acelerada, marcado pelo aumento da oferta de unidades e pela entrada de operadores financiados por capital de terceiros.</p>
<p data-start="2286" data-end="2581">O executivo afirmou que a forte expansão do setor acabou atraindo grupos excessivamente dependentes de endividamento para sustentar crescimento. Segundo ele, a combinação entre juros elevados, aumento dos custos operacionais e concorrência mais intensa pode pressionar empresas menos eficientes.</p>
<p data-start="2583" data-end="2913">A leitura do fundador da Smart Fit (SMFT3) reflete uma mudança importante no ambiente competitivo. Durante os últimos anos, o setor fitness brasileiro passou por forte crescimento impulsionado por fatores como aumento da conscientização sobre saúde, expansão das academias de baixo custo e popularização dos agregadores de acesso.</p>
<p data-start="2915" data-end="3122">Esse movimento ampliou significativamente o número de academias em regiões antes pouco exploradas, sobretudo em cidades médias e periferias urbanas, onde o modelo de mensalidade mais acessível ganhou tração.</p>
<p data-start="3124" data-end="3361">Ao mesmo tempo, plataformas digitais passaram a desempenhar papel central no mercado. Os agregadores permitiram que consumidores acessassem diferentes academias por meio de assinaturas integradas, alterando a dinâmica comercial do setor.</p>
<p data-start="3363" data-end="3584">Corona afirmou que a entrada do TotalPass ajudou a evitar deterioração mais intensa do chamado “tíquete de agregador”, ao ampliar a concorrência entre plataformas e melhorar os repasses financeiros às academias parceiras.</p>
<h3 data-section-id="1fhbg1v" data-start="3586" data-end="3649">TotalPass amplia relevância estratégica dentro da Smart Fit</h3>
<p data-start="3651" data-end="3936">O avanço do TotalPass aparece <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 16 de julho: Bolsa cai com tarifaço dos EUA e pressão de Vale e bancos" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="327670">hoje como um dos</a> principais pilares de crescimento da Smart Fit (SMFT3). A plataforma corporativa de bem-estar encerrou o primeiro trimestre com 2,1 milhões de clientes B2B no Brasil e no México, avanço de 25% na comparação com o quarto trimestre de 2025.</p>
<p data-start="3938" data-end="4085">Segundo a companhia, o ecossistema já reúne mais de 34 mil academias parceiras no mercado brasileiro, ampliando capilaridade e alcance da operação.</p>
<p data-start="4087" data-end="4287">Corona destacou que o TotalPass já representa 15% do lucro bruto consolidado da Smart Fit e responde por aproximadamente 9% da receita líquida da companhia, percentual que vem aumentando gradualmente.</p>
<p data-start="4289" data-end="4477">A estratégia da empresa é fortalecer contratos corporativos, expandir participação em programas empresariais de saúde e consolidar presença no segmento de benefícios voltados ao bem-estar.</p>
<p data-start="4479" data-end="4751">No mercado, o crescimento da vertical de agregadores é acompanhado com atenção porque altera o perfil operacional da Smart Fit (SMFT3). Embora o negócio amplie escala e recorrência de receita, investidores também observam potenciais impactos sobre margens e tíquete médio.</p>
<p data-start="4753" data-end="4948">Analistas apontam que o avanço do TotalPass reduz dependência exclusiva das academias físicas e cria um modelo mais diversificado de monetização, em linha com tendências globais do setor fitness.</p>
<p data-start="4950" data-end="5141">Além disso, a plataforma fortalece a capacidade da Smart Fit de capturar clientes corporativos, segmento considerado estratégico pela previsibilidade de receita e menor volatilidade de churn.</p>
<h3 data-section-id="165ntcm" data-start="5143" data-end="5207">Resultado do primeiro trimestre reforça expansão operacional</h3>
<p data-start="5209" data-end="5443">Os números operacionais divulgados pela Smart Fit (SMFT3) no primeiro trimestre de 2026 foram avaliados pelo mercado como sólidos, sobretudo diante do ritmo acelerado de abertura de unidades e dos investimentos contínuos no TotalPass.</p>
<p data-start="5445" data-end="5589">O BTG Pactual destacou crescimento da receita, evolução da rentabilidade e expansão da operação internacional como fatores positivos do balanço.</p>
<p data-start="5591" data-end="5814">A receita líquida da companhia atingiu R$ 2,1 bilhões entre janeiro e março, avanço de 25% na comparação anual. O crescimento foi impulsionado pela ampliação da base de clientes, aumento do tíquete médio e expansão da rede.</p>
<p data-start="5816" data-end="6022">A Smart Fit encerrou março com 5,6 milhões de alunos nas academias próprias, excluindo os usuários vinculados ao TotalPass. O número representa crescimento de 6% em relação ao mesmo período do ano anterior.</p>
<p data-start="6024" data-end="6151">Já os assinantes digitais avançaram 13%, reforçando o peso crescente das plataformas online no modelo de <a class="wpil_keyword_link" title="Negócios" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="304608">negócios</a> da companhia.</p>
<p data-start="6153" data-end="6380">Para analistas do setor, a expansão da Smart Fit (SMFT3) continua apoiada em escala operacional, eficiência de custos e forte reconhecimento de marca, fatores considerados diferenciais relevantes em um mercado mais competitivo.</p>
<p data-start="6382" data-end="6649">O BTG também chamou atenção para o desempenho das operações internacionais da companhia, principalmente fora do eixo Brasil-México. Segundo o banco, as unidades na América Latina seguem apresentando crescimento robusto, ampliando a diversificação geográfica do grupo.</p>
<h3 data-section-id="nx9fb6" data-start="6651" data-end="6710">Mercado acompanha impacto da concorrência sobre margens</h3>
<p data-start="6712" data-end="6859">Apesar do crescimento operacional, investidores monitoram os efeitos da concorrência crescente sobre a rentabilidade das empresas do setor fitness.</p>
<p data-start="6861" data-end="7015">A abertura acelerada de academias e a disputa por preços podem pressionar margens operacionais, especialmente entre operadores regionais e grupos menores.</p>
<p data-start="7017" data-end="7180">A avaliação de Corona sobre “superoferta” foi interpretada pelo <a href="https://gazetamercantil.com/siglas-corporativas-aprender" title="Siglas Corporativas para Aprender e Aplicar no Mercado (2026)" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="330559">mercado como um sinal de alerta para</a> empresas excessivamente dependentes de alavancagem financeira.</p>
<p data-start="7182" data-end="7387">Nos últimos anos, diversas redes ampliaram presença nacional por meio de expansão financiada por dívida, apostando em crescimento acelerado da demanda por serviços ligados a saúde e condicionamento físico.</p>
<p data-start="7389" data-end="7515">Entretanto, o ambiente econômico mais restritivo elevou custos financeiros e aumentou a necessidade de eficiência operacional.</p>
<p data-start="7517" data-end="7642">Nesse contexto, companhias com maior escala e melhor estrutura de capital tendem a apresentar vantagem competitiva relevante.</p>
<p data-start="7644" data-end="7854">A Smart Fit (SMFT3) vem tentando reforçar justamente esse posicionamento, sustentando expansão apoiada em padronização operacional, tecnologia, diversificação geográfica e fortalecimento do ecossistema digital.</p>
<p data-start="7856" data-end="8027">Além disso, o crescimento do TotalPass amplia a presença da empresa em um segmento de receita recorrente que pode amortecer oscilações no desempenho das academias físicas.</p>
<h3 data-section-id="x0s0r3" data-start="8029" data-end="8085">Setor fitness vive consolidação e disputa por escala</h3>
<p data-start="8087" data-end="8225">O cenário descrito pela Smart Fit (SMFT3) reflete um momento de transformação estrutural do mercado fitness brasileiro e latino-americano.</p>
<p data-start="8227" data-end="8397">Nos últimos anos, o setor deixou de ser predominantemente fragmentado para entrar em uma fase de consolidação liderada por grandes redes nacionais e plataformas digitais.</p>
<p data-start="8399" data-end="8549">A expansão das academias low cost redefiniu a dinâmica competitiva, reduzindo barreiras de entrada para consumidores e ampliando o alcance do mercado.</p>
<p data-start="8551" data-end="8746">Ao mesmo tempo, agregadores passaram a disputar espaço com modelos tradicionais de fidelização, pressionando empresas a revisarem estratégias comerciais e formatos de relacionamento com clientes.</p>
<p data-start="8748" data-end="8939">A tendência também acompanha mudanças no comportamento do consumidor, que passou a buscar maior flexibilidade de acesso, experiências digitais integradas e soluções corporativas de bem-estar.</p>
<p data-start="8941" data-end="9165">Para investidores, o setor continua apresentando potencial relevante de crescimento no longo prazo, principalmente diante da baixa penetração histórica de academias na América Latina em comparação com mercados desenvolvidos.</p>
<p data-start="9167" data-end="9308">Ainda assim, o ambiente competitivo tende a selecionar empresas capazes de sustentar expansão com disciplina financeira e escala operacional.</p>
<p data-start="9310" data-end="9518">No caso da Smart Fit (SMFT3), o mercado acompanha especialmente a evolução das margens, o ritmo de abertura de novas unidades e o crescimento do TotalPass como indicadores centrais da estratégia da companhia.</p>
<p data-start="9520" data-end="9780">A avaliação de Edgard Corona sobre excesso de oferta no setor reforça a percepção de que o ciclo atual pode marcar uma nova fase de consolidação no mercado fitness, com pressão crescente sobre operadores menores e maior concentração entre grupos capitalizados.</p>
<p data-start="9782" data-end="10024">Enquanto isso, a Smart Fit (SMFT3) segue ampliando presença regional e fortalecendo seu ecossistema digital em meio à disputa cada vez mais intensa por clientes, contratos corporativos e participação no mercado de bem-estar da América Latina.</p>
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		<title>Legacy mira R$ 4 bilhões sob assessoria e quer virar “mini banco” dentro do BTG</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/legacy-investimentos-btg-mira-4-bilhoes-mini-banco</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Luiza Farias]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 May 2026 16:10:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[agronegócio]]></category>
		<category><![CDATA[alta renda]]></category>
		<category><![CDATA[assessoria de investimentos]]></category>
		<category><![CDATA[BTG Pactual]]></category>
		<category><![CDATA[investimentos]]></category>
		<category><![CDATA[Legacy Investimentos]]></category>
		<category><![CDATA[negócios]]></category>
		<category><![CDATA[planejamento patrimonial]]></category>
		<category><![CDATA[planejamento sucessório]]></category>
		<category><![CDATA[private banking]]></category>
		<category><![CDATA[Ribeirão Preto]]></category>
		<category><![CDATA[wealth management]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Legacy Investimentos, escritório ligado ao BTG Pactual, mira encerrar o primeiro semestre de 2026 com R$ 4 bilhões sob assessoria, em uma estratégia que combina atendimento personalizado, foco em clientes de alta renda e origem forte no agronegócio. Criada em 2019, em Ribeirão Preto, a empresa nasceu em um ambiente de juros mais baixos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p data-start="245" data-end="717">A <strong data-start="247" data-end="271">Legacy Investimentos</strong>, escritório ligado ao <strong data-start="294" data-end="309">BTG Pactual</strong>, mira encerrar o primeiro semestre de 2026 com <strong data-start="357" data-end="388">R$ 4 bilhões sob assessoria</strong>, em uma estratégia que combina atendimento personalizado, foco em clientes de alta renda e origem forte no agronegócio. Criada em 2019, em Ribeirão Preto, a empresa nasceu em um ambiente de juros mais baixos no Brasil, quando investidores passaram a buscar alternativas além de produtos bancários tradicionais, como CDBs e LCAs.</p>
<p data-start="719" data-end="964">A proposta inicial foi atender clientes que já conheciam os instrumentos básicos de investimento, mas buscavam estratégias mais sofisticadas, com maior proximidade no relacionamento e soluções mais alinhadas ao patrimônio familiar e empresarial.</p>
<p data-start="966" data-end="1206">Segundo <strong data-start="974" data-end="992">Talles Machado</strong>, sócio-fundador da Legacy, parte relevante dos recursos <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 16 de julho: Bolsa cai com tarifaço dos EUA e pressão de Vale e bancos" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="327604">dos investidores permanecia nos grandes bancos</a> em produtos tradicionais, enquanto valores que exigiam maior sofisticação acabavam migrando para outras casas.</p>
<h2 data-section-id="1xlkfw1" data-start="1208" data-end="1243">Parceria com BTG começou em 2019</h2>
<p data-start="1245" data-end="1518">A Legacy passou a ganhar tração rapidamente e despertou o interesse de grandes plataformas de investimento. Após avaliar propostas, o escritório optou por fechar parceria com o <strong data-start="1422" data-end="1437">BTG Pactual</strong>, que naquele momento ainda não tinha uma operação estruturada em Ribeirão Preto.</p>
<p data-start="1520" data-end="1765">A parceria começou em agosto de 2019 e avançou junto com o crescimento do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="299262">mercado</a> de assessoria de investimentos no Brasil. Hoje, a Legacy opera dentro do ecossistema do BTG, com acesso à plataforma do banco e a uma prateleira ampla de produtos.</p>
<p data-start="1767" data-end="2036">A estrutura inclui renda fixa, renda variável, fundos, planejamento patrimonial, sucessório, seguros e outras soluções financeiras. A tese é oferecer ao cliente uma experiência próxima de private banking, mas com modelo de atendimento próprio e forte presença regional.</p>
<h2 data-section-id="10igfxz" data-start="2038" data-end="2075">Origem no private e no agronegócio</h2>
<p data-start="2077" data-end="2334">A trajetória da Legacy começou no segmento <strong data-start="2120" data-end="2131">private</strong>, atendendo clientes <a href="https://gazetamercantil.com/dolar-hoje" title="Dólar hoje sobe acima de R$ 5 com risco político e pressão inflacionária no exterior" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="302179">com patrimônio acima</a> de <strong data-start="2176" data-end="2193">R$ 10 milhões</strong>. Muitos desses investidores estavam ligados ao <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/agronegocio" target="_blank" rel="noopener" title="Agronegócio" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="299264">agronegócio</a>, setor dominante na região de Ribeirão Preto e em áreas de expansão da companhia.</p>
<p data-start="2336" data-end="2481">Com o amadurecimento da operação, o escritório ampliou sua atuação para clientes de alta renda, mantendo o foco na personalização do atendimento.</p>
<p data-start="2483" data-end="2770">Esse movimento acompanha uma tendência do mercado financeiro brasileiro: investidores de maior patrimônio passaram a demandar soluções mais completas, envolvendo não apenas aplicações financeiras, mas também organização patrimonial, sucessão, proteção de capital e estratégia tributária.</p>
<p data-start="2772" data-end="3077">No caso da Legacy, o relacionamento <a href="https://gazetamercantil.com/bolsa-familia-agosto-2026-calendario-oficial" title="Bolsa Família Agosto 2026: calendário com antecipação confirmada e consulta liberada hoje" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="335654">com empresários e famílias</a> do agronegócio se tornou uma das bases do crescimento. Esse público costuma ter patrimônio concentrado em negócios produtivos, terras, operações rurais, <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="299263">empresas</a> familiares e liquidez sazonal, o que exige planejamento financeiro mais próximo.</p>
<h2 data-section-id="osm1m4" data-start="3079" data-end="3127">Modelo busca ser o banco principal do cliente</h2>
<p data-start="3129" data-end="3245">Dentro do ecossistema do BTG, a Legacy afirma buscar uma posição de banco principal na vida financeira dos clientes.</p>
<p data-start="3247" data-end="3463">A estratégia não é necessariamente substituir todas as instituições usadas pelo investidor, mas concentrar a maior parte das decisões estratégicas de alocação, crédito, proteção patrimonial e planejamento financeiro.</p>
<p data-start="3465" data-end="3577">Machado resume a visão ao afirmar que o objetivo da empresa não é ser o único banco do cliente, mas o principal.</p>
<p data-start="3579" data-end="3749">Esse posicionamento reforça a ambição de construir relacionamento de longo prazo, com acompanhamento contínuo e maior conhecimento da realidade patrimonial do investidor.</p>
<p data-start="3751" data-end="3961">Para isso, a Legacy aposta em proximidade, transparência e formação de sócios. A lógica é alinhar o crescimento da equipe ao crescimento do negócio, reduzindo rotatividade e fortalecendo a retenção de talentos.</p>
<h2 data-section-id="t2eolv" data-start="3963" data-end="4009">Plataforma do BTG amplia oferta de soluções</h2>
<p data-start="4011" data-end="4261">A parceria com o <strong data-start="4028" data-end="4043">BTG Pactual</strong> deu à Legacy acesso a uma plataforma robusta de produtos e serviços. Esse ponto é central para a estratégia do escritório, porque permite combinar atendimento personalizado com infraestrutura de banco de grande porte.</p>
<p data-start="4263" data-end="4447">A assessoria consegue oferecer soluções em investimentos, crédito, seguros, câmbio, planejamento sucessório e produtos estruturados, dependendo do perfil e das necessidades do cliente.</p>
<p data-start="4449" data-end="4675">Segundo a empresa, a diferença em relação a outras casas não está apenas na prateleira de produtos, mas na forma de relacionamento. A Legacy busca atuar de maneira próxima, com leitura mais ampla da vida financeira do cliente.</p>
<p data-start="4677" data-end="4844">Essa abordagem é especialmente importante para investidores de alta renda e private, que frequentemente precisam integrar decisões pessoais, empresariais e familiares.</p>
<h2 data-section-id="159qnk7" data-start="4846" data-end="4900">Escritório quer avançar para modelo de “mini banco”</h2>
<p data-start="4902" data-end="5123">O próximo passo da Legacy é ampliar a atuação para além da assessoria tradicional. Nos próximos cinco anos, a empresa pretende consolidar um modelo que funcione, na prática, como um <strong data-start="5084" data-end="5100">“mini banco”</strong> dentro do BTG Pactual.</p>
<p data-start="5125" data-end="5352">A ideia é oferecer soluções integradas, visão estratégica e acompanhamento completo da vida financeira dos clientes. Isso inclui investimentos, crédito, seguros, sucessão, planejamento patrimonial e outros serviços financeiros.</p>
<p data-start="5354" data-end="5587">O movimento reflete uma transformação no mercado de assessoria. Escritórios que nasceram com foco em distribuição de produtos passaram a buscar modelos mais abrangentes, próximos de wealth management, family office e private banking.</p>
<p data-start="5589" data-end="5749">Para a Legacy, esse avanço depende da capacidade de aprofundar o conhecimento sobre os clientes e usar a estrutura do BTG para entregar soluções mais completas.</p>
<h2 data-section-id="tyj1v7" data-start="5751" data-end="5806">Crescimento reforça disputa no mercado de assessoria</h2>
<p data-start="5808" data-end="5994">A meta de alcançar <strong data-start="5827" data-end="5858">R$ 4 bilhões sob assessoria</strong> no primeiro semestre de 2026 coloca a Legacy em um patamar relevante dentro do mercado de escritórios parceiros de grandes plataformas.</p>
<p data-start="5996" data-end="6275">A expansão também reforça a disputa por clientes de alta renda no Brasil. Bancos, corretoras, plataformas independentes e escritórios de assessoria passaram a competir por investidores que buscam atendimento mais especializado e menor dependência dos grandes bancos tradicionais.</p>
<p data-start="6277" data-end="6556">O mercado de assessoria cresceu <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje oscila nos 168 mil pontos com juros em alta e tensão no Oriente Médio" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="321498">nos últimos anos com</a> a abertura da indústria financeira, a queda estrutural dos juros em determinados períodos e a maior sofisticação dos investidores. Mesmo com juros mais elevados, a demanda por planejamento e diversificação continuou relevante.</p>
<p data-start="6558" data-end="6698">Nesse cenário, escritórios com forte relacionamento regional, conhecimento setorial e acesso a plataformas completas tendem a ganhar espaço.</p>
<h2 data-section-id="1lel0ms" data-start="6700" data-end="6745">Agro segue como base estratégica da Legacy</h2>
<p data-start="6747" data-end="6963">A origem da Legacy no atendimento a clientes ligados ao agronegócio continua sendo um diferencial. O setor reúne empresários, produtores, <a href="https://gazetamercantil.com/bolsa-familia-agosto-2026-calendario-oficial" title="Bolsa Família Agosto 2026: calendário com antecipação confirmada e consulta liberada hoje" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="335655">famílias e grupos econômicos com</a> demandas específicas de gestão de patrimônio.</p>
<p data-start="6965" data-end="7199">A renda do agro pode ser mais concentrada em ciclos de safra, commodities, câmbio e crédito rural. Por isso, a assessoria financeira precisa considerar liquidez, risco, proteção cambial, sucessão familiar e diversificação patrimonial.</p>
<p data-start="7201" data-end="7421">A atuação em Ribeirão Preto, um dos polos relevantes do agronegócio brasileiro, ajudou a Legacy a construir proximidade com esse público. A partir dessa base, a empresa ampliou a atuação para outros perfis de alta renda.</p>
<p data-start="7423" data-end="7610">A estratégia mostra como escritórios regionais podem ganhar escala quando combinam conhecimento local, especialização em setores específicos e acesso a uma plataforma financeira nacional.</p>
<h2 data-section-id="mk4wod" data-start="7612" data-end="7656">Legacy aposta em proximidade para crescer</h2>
<p data-start="7658" data-end="7844">A trajetória da Legacy mostra a evolução de um escritório que nasceu em um nicho regional, ganhou escala dentro do BTG Pactual e agora busca ampliar sua posição no mercado de alta renda.</p>
<p data-start="7846" data-end="8133">A meta de R$ 4 bilhões sob assessoria no primeiro semestre de 2026 reforça a ambição de crescimento, enquanto o plano de se consolidar como “mini banco” indica uma mudança de escopo: sair da lógica de assessoria de investimentos para uma atuação mais ampla na vida financeira do cliente.</p>
<p data-start="8135" data-end="8418">O desafio será manter a personalização à medida que a base cresce. Em um setor cada vez mais competitivo, a capacidade de combinar proximidade, sofisticação técnica, retenção de talentos e acesso a soluções completas será decisiva para sustentar o avanço da Legacy nos próximos anos.</p>
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		<item>
		<title>Petrobras (PETR4): lucro cai no 1T26, mas alta do petróleo sustenta expectativa para ações</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/petrobras-petr4-resultado-1t26-acoes-perspectivas</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Luiza Farias]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 May 2026 14:49:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Petrobras (PETR4) encerrou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 32,7 bilhões, queda de 7,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, em um resultado considerado satisfatório por Harold Thau, sócio da Técnica, empresa de análise e consultoria de mercado de capitais. Para o especialista, a estatal manteve eficiência operacional, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p data-start="576" data-end="1077">A Petrobras (PETR4) encerrou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 32,7 bilhões, queda de 7,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, em um resultado considerado satisfatório por Harold Thau, sócio da Técnica, empresa de análise e consultoria de mercado de capitais. Para o especialista, a estatal manteve eficiência operacional, mas a recente valorização das ações e as incertezas sobre a permanência do petróleo acima de US$ 100 por barril impõem maior cautela aos investidores.</p>
<p data-start="1079" data-end="1396">A avaliação ocorre após a divulgação do balanço do 1T26 da Petrobras (PETR4), que mostrou receita praticamente estável, Ebitda levemente maior e melhora no resultado financeiro negativo. Apesar da queda no lucro líquido, Thau afirma que os números seguem compatíveis com a capacidade de geração de caixa da companhia.</p>
<p data-start="1398" data-end="1710">Segundo o analista, a receita da Petrobras (PETR4) avançou 0,44% na comparação anual, enquanto o lucro bruto caiu 1,82%. O Ebitda teve alta de 1,40%, e o resultado financeiro negativo recuou 25,76%, passando de R$ 10,5 bilhões para R$ 7,8 bilhões. Já o lucro líquido caiu de R$ 35,2 bilhões para R$ 32,7 bilhões.</p>
<p data-start="1712" data-end="1939">“Como a <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 16 de julho: Bolsa cai com tarifaço dos EUA e pressão de Vale e bancos" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="327565">Petrobras</a> apresentou um lucro líquido de R$ 110 bilhões em 2025, se nós fizermos uma conta simplista e multiplicarmos o lucro do 1T26 por quatro, nós temos um resultado próximo ao resultado do ano passado”, afirma Thau.</p>
<h2 data-section-id="1mg612b" data-start="1941" data-end="1997">Resultado da Petrobras mostra resiliência operacional</h2>
<p data-start="1999" data-end="2296">Para Harold Thau, o balanço do 1T26 da Petrobras (PETR4) deve ser lido dentro de um contexto de transição no <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="292140">mercado</a> internacional de petróleo. A companhia reportou números próximos aos do primeiro trimestre de 2025, mesmo antes de capturar integralmente os efeitos da disparada recente do barril.</p>
<p data-start="2298" data-end="2556">No primeiro trimestre, o petróleo ainda era negociado em patamar inferior ao observado nas últimas semanas. Segundo Thau, o barril estava na faixa de US$ 72 no 1T26, mas passou a operar entre US$ 100 e US$ 110 em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio.</p>
<p data-start="2558" data-end="2827">Esse movimento tende a beneficiar <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="294229">empresas</a> integradas de óleo e gás, como a Petrobras (PETR4), principalmente quando há repasse de preços ao mercado doméstico. O analista pondera, porém, que o efeito sobre o lucro operacional depende da <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" title="Política | Diario de Pernambuco" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="312459">política</a> de preços da companhia.</p>
<p data-start="2829" data-end="3224">“Se a Petrobras tivesse uma política mensal ou trimestral de realinhamento de preços com o mercado internacional, isso melhoraria o seu lucro operacional”, diz Thau. “Lógico, isso depende muito da evolução do conflito no Oriente Médio, pois caso haja uma resolução, o preço do barril do petróleo pode voltar a operar na faixa anterior de US$ 65 a US$ 75, mas isso não seria do dia para a noite.”</p>
<p data-start="3226" data-end="3556">A defasagem entre a variação do petróleo no mercado externo e os preços praticados no Brasil é um dos pontos acompanhados por investidores. Em momentos de alta forte do barril, a Petrobras (PETR4) tende a ganhar margem nas exportações, mas pode enfrentar pressão política e econômica para evitar repasses bruscos aos combustíveis.</p>
<h2 data-section-id="blujve" data-start="3558" data-end="3615">Queda do lucro não elimina leitura positiva do balanço</h2>
<p data-start="3617" data-end="3912">Apesar da retração no lucro líquido, Thau considera que a Petrobras (PETR4) apresentou desempenho satisfatório no primeiro trimestre. Para ele, a queda <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje tenta recuperação após queda forte e mira dados dos EUA" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="295536">do</a> resultado pode ter decepcionado parte dos investidores, mas não altera a leitura de que a companhia segue eficiente dentro do cenário atual.</p>
<p data-start="3914" data-end="4158">“Dentro do atual contexto, a Petrobras mostrou eficiência no 1T26. A companhia teve um desempenho satisfatório, mas alguns investidores podem ter se decepcionado um pouco com a queda do lucro líquido, sendo que isso faz parte do risco”, afirma.</p>
<p data-start="4160" data-end="4451">A avaliação reforça uma diferença importante entre resultado contábil e percepção de mercado. Embora o lucro líquido tenha recuado, a Petrobras (PETR4) manteve forte geração operacional, preservou rentabilidade elevada e continuou em posição de destaque entre as maiores petroleiras globais.</p>
<p data-start="4453" data-end="4776">O desempenho também foi influenciado por fatores financeiros. A redução do resultado financeiro negativo ajudou a compensar parte da pressão sobre o lucro. Para investidores, esse dado é relevante porque indica menor impacto de despesas financeiras, variações cambiais e outros componentes não operacionais sobre o balanço.</p>
<p data-start="4778" data-end="5026">Ainda assim, o comportamento das ações da Petrobras (PETR4) depende menos do resultado isolado do trimestre e mais da combinação entre preço do petróleo, política de dividendos, fluxo estrangeiro, governança e percepção sobre interferência estatal.</p>
<h2 data-section-id="1nmhdfm" data-start="5028" data-end="5076">Ações da Petrobras superam o Ibovespa em 2026</h2>
<p data-start="5078" data-end="5304">As ações preferenciais da Petrobras (PETR4) acumulam forte valorização em 2026. Segundo Harold Thau, o papel sobe mais de 45% no ano, desempenho bastante superior ao do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank" rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="319465">Ibovespa</a>, que avança pouco acima de 10% no mesmo período.</p>
<p data-start="5306" data-end="5490">A diferença também aparece na janela de 12 meses. Nesse intervalo, as ações da Petrobras (PETR4) acumulam alta de cerca de 38%, enquanto o Ibovespa registra valorização próxima de 27%.</p>
<p data-start="5492" data-end="5746">O desempenho reflete a combinação de lucro elevado, expectativa de dividendos, alta do petróleo e melhora da percepção sobre empresas exportadoras de commodities. No entanto, Thau observa que as ações não acompanharam integralmente a disparada do barril.</p>
<p data-start="5748" data-end="5931">Entre o fim de fevereiro e o fim de abril, o preço do petróleo passou de aproximadamente US$ 72 para US$ 104, avanço de 44%. No mesmo período, a ação da Petrobras (PETR4) subiu 19,4%.</p>
<p data-start="5933" data-end="6205">Para o analista, essa diferença mostra que o mercado não está totalmente convencido de que o petróleo permanecerá acima de US$ 100 no médio e no longo prazo. A leitura dos investidores é de que parte da alta recente pode estar associada a choques geopolíticos temporários.</p>
<h2 data-section-id="uo2cj0" data-start="6207" data-end="6258">Fluxo estrangeiro ajuda a explicar queda recente</h2>
<p data-start="6260" data-end="6536">A queda recente das ações da Petrobras (PETR4), segundo Thau, não está necessariamente ligada a uma percepção de que o papel esteja excessivamente caro. O movimento teria relação maior com cautela dos investidores e mudança <a href="https://gazetamercantil.com/privatizacao-telebras-leilao-do-seculo" title="O leilão do século: como a privatização da Telebrás colocou o celular no bolso do brasileiro e redesenhou o país" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="333230">no</a> fluxo de capital estrangeiro na Bolsa brasileira.</p>
<p data-start="6538" data-end="6764">Do início do ano até a primeira quinzena de abril, a B3 registrou fluxo líquido positivo de investidores estrangeiros. A partir da segunda quinzena de abril, porém, houve inversão desse movimento, com saída de capital externo.</p>
<p data-start="6766" data-end="6992">Segundo Thau, até 7 de maio, último dado citado pelo analista, o fluxo estrangeiro no mês já estava negativo em R$ 3,3 bilhões. Essa mudança pode ter pressionado ações líquidas e relevantes no Ibovespa, como Petrobras (PETR4).</p>
<p data-start="6994" data-end="7241">A realização de lucros também ajuda a explicar o movimento. Depois de uma alta expressiva no ano, parte dos investidores pode ter reduzido exposição ao papel para buscar alternativas em outros setores ou ativos com maior assimetria de curto prazo.</p>
<p data-start="7243" data-end="7458">“Além de existir a possibilidade do petróleo não ficar no preço atual por muito tempo, os investidores podem estar buscando outras alternativas já que a ação da Petrobras subiu muito nos últimos meses”, afirma Thau.</p>
<h2 data-section-id="14jpvgh" data-start="7460" data-end="7527">Indicadores de preço seguem em linha com empresas de commodities</h2>
<p data-start="7529" data-end="7758">Na avaliação de Harold Thau, a Petrobras (PETR4) não está excessivamente cara pelos principais múltiplos de mercado, mas também não pode ser considerada uma ação muito descontada quando comparada a outras empresas de commodities.</p>
<p data-start="7760" data-end="8108">Segundo o analista, a Petrobras (PETR4) negocia com P/L de 5,5 vezes. O indicador mede a relação entre o preço da ação e o lucro da companhia. Quanto menor o múltiplo, mais barato o papel parece em relação à sua geração de lucro, embora o número precise ser analisado junto com risco, ciclo de commodities, governança e perspectivas de crescimento.</p>
<p data-start="8110" data-end="8203">“Para uma companhia de commodity, isso não é baixo, mas também não é nada absurdo”, diz Thau.</p>
<p data-start="8205" data-end="8432">Outro indicador citado é o EV/Ebitda, que estaria em 3,3 vezes. O múltiplo compara o valor da firma com sua geração operacional de caixa. Para o analista, esse patamar está em linha com o perfil de uma companhia de commodities.</p>
<p data-start="8434" data-end="8683">O retorno patrimonial, por outro lado, aparece como ponto positivo. No 1T26, o ROE da Petrobras (PETR4) foi de 29,3%, acima dos 26,4% registrados em 2025. A melhora indica maior capacidade de geração de lucro sobre o patrimônio líquido da companhia.</p>
<h2 data-section-id="1d7gso2" data-start="8685" data-end="8745">Petróleo acima de US$ 100 pode melhorar lucro operacional</h2>
<p data-start="8747" data-end="8986">As perspectivas para a Petrobras (PETR4) dependem, em grande medida, da trajetória do petróleo nos próximos meses. Caso o barril permaneça em patamar elevado e a companhia consiga realinhar preços, o lucro operacional pode ser beneficiado.</p>
<p data-start="8988" data-end="9251">Thau avalia que o petróleo dificilmente cairia de US$ 100 para US$ 70 em poucos dias. Na visão dele, uma eventual normalização dos preços ocorreria de forma gradual, ao longo de meses, especialmente se as tensões no Oriente Médio permanecerem <a href="https://gazetamercantil.com/dolar-hoje" title="Dólar hoje sobe acima de R$ 5 com risco político e pressão inflacionária no exterior" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="302139">como fator de risco</a>.</p>
<p data-start="9253" data-end="9493">Esse intervalo pode favorecer a Petrobras (PETR4), desde que a estatal consiga capturar parte da alta por meio de exportações, preços domésticos e melhora de margem. O analista pondera, no entanto, que custos de produção também podem subir.</p>
<p data-start="9495" data-end="9721">Mesmo assim, a combinação de petróleo alto, eficiência operacional e múltiplos ainda compatíveis com o setor mantém a Petrobras (PETR4) no radar de investidores. O principal ponto de atenção é a sustentabilidade desse cenário.</p>
<p data-start="9723" data-end="9982"><a href="https://gazetamercantil.com/siglas-corporativas-aprender" title="Siglas Corporativas para Aprender e Aplicar no Mercado (2026)" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="330484">Para o mercado</a>, a dúvida central é se a alta do petróleo representa uma mudança estrutural de preço ou apenas um choque temporário provocado por fatores geopolíticos. Essa leitura tende a influenciar diretamente o comportamento das ações da Petrobras (PETR4).</p>
<h2 data-section-id="xerdta" data-start="9984" data-end="10036">Refino volta ao centro da estratégia da Petrobras</h2>
<p data-start="10038" data-end="10256">Além do resultado financeiro, Harold Thau chama atenção para a estratégia de refino da Petrobras (PETR4). Para o analista, a companhia poderia ampliar sua capacidade nessa área, já que ainda possui gargalos relevantes.</p>
<p data-start="10258" data-end="10533">Segundo ele, a Petrobras (PETR4) refina cerca de 70% da própria produção e deveria buscar elevar essa capacidade para perto de 100%. Embora o foco histórico da empresa seja exploração e produção de petróleo bruto, o refino pode aumentar a captura de valor ao longo da cadeia.</p>
<p data-start="10535" data-end="10632">“A Petrobras poderia estar refinando mais, já que ela possui um gargalo nessa área”, afirma Thau.</p>
<p data-start="10634" data-end="10870">O analista também critica decisões estratégicas tomadas no passado, como a venda de refinarias e a parceria com a Venezuela para construção de uma unidade em que, segundo ele, os recursos foram majoritariamente aportados pela Petrobras.</p>
<p data-start="10872" data-end="11103">Na avaliação de Thau, a expansão da capacidade de refino permitiria à Petrobras (PETR4) reduzir dependência de derivados importados, melhorar margens em determinados ciclos e fortalecer sua posição integrada no setor de óleo e gás.</p>
<h2 data-section-id="1ij1dpw" data-start="11105" data-end="11176">Petrobras segue sensível a petróleo, dividendos e política de preços</h2>
<p data-start="11178" data-end="11399">O desempenho da Petrobras (PETR4) nos próximos meses continuará condicionado a três fatores principais: preço internacional do petróleo, política de preços no mercado doméstico e expectativa de remuneração aos acionistas.</p>
<p data-start="11401" data-end="11670">A companhia segue como uma das empresas mais relevantes <a href="https://gazetamercantil.com/bolsa-familia-agosto-2026-calendario-oficial" title="Bolsa Família Agosto 2026: calendário com antecipação confirmada e consulta liberada hoje" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="335646">do</a> Ibovespa e tem peso significativo na Bolsa brasileira. Por isso, qualquer mudança na percepção sobre Petrobras (PETR4) tende a influenciar o índice, o fluxo estrangeiro e o comportamento de investidores locais.</p>
<p data-start="11672" data-end="11949">O resultado do 1T26 mostrou que a estatal mantém forte capacidade de geração de lucro, mesmo em um trimestre sem captura integral da recente alta do petróleo. Ao mesmo tempo, a queda anual do lucro líquido e a valorização expressiva das ações reforçam a necessidade de cautela.</p>
<p data-start="11951" data-end="12292">Para Harold Thau, a Petrobras (PETR4) continua eficiente, mas o mercado já incorporou parte relevante das boas <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/noticias" target="_blank" rel="noopener" title="Notícias" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="305161">notícias</a>. A partir de agora, a sustentação das ações dependerá da permanência do petróleo em patamar elevado, da disciplina financeira da companhia e da forma como a estatal administrará preços, investimentos, refino e dividendos.</p>
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		<item>
		<title>Dasa (DASA3) reverte prejuízo e lucra R$ 9 milhões no 1º trimestre</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/dasa-dasa3-lucro-primeiro-trimestre-2026</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Luiza Farias]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 May 2026 02:48:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[Oncologia]]></category>
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		<category><![CDATA[saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Dasa (DASA3) reverteu o prejuízo registrado um ano antes e teve lucro líquido ajustado de R$ 9 milhões no primeiro trimestre de 2026, segundo balanço divulgado nesta terça-feira, 12 de maio. No mesmo período de 2025, a companhia havia reportado prejuízo líquido de R$ 111 milhões na mesma base comparável. Os números consideram o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p data-start="202" data-end="660">A Dasa (DASA3) reverteu o prejuízo registrado um ano antes e teve lucro líquido ajustado de R$ 9 milhões no primeiro trimestre de 2026, segundo balanço divulgado nesta terça-feira, 12 de maio. No mesmo período de 2025, a companhia havia reportado prejuízo líquido de R$ 111 milhões na mesma base comparável. Os números consideram o chamado “escopo atual”, que exclui efeitos de operações descontinuadas, ativos vendidos e <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank" rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="305197">negócios</a> aportados na Rede Américas.</p>
<p data-start="662" data-end="950">A receita bruta consolidada da Dasa (DASA3) cresceu 14% na comparação anual, para R$ 2,4 bilhões. A margem bruta avançou de 30,9% para 33,5%, indicando melhora da rentabilidade operacional. As despesas totais subiram 6,3%, para R$ 293 milhões, em ritmo inferior ao crescimento da receita.</p>
<p data-start="952" data-end="1174">O Ebitda consolidado somou R$ 573 milhões, alta de 28% em relação ao primeiro trimestre de 2025. A margem Ebitda passou de 23,1% para 25,8%, reforçando a melhora de eficiência após um período de reorganização da companhia.</p>
<h2 data-section-id="1ew4zaj" data-start="1176" data-end="1220">Diagnósticos puxam crescimento da receita</h2>
<p data-start="1222" data-end="1376">O principal motor do resultado foi a divisão de diagnósticos nacional. A receita do segmento cresceu 15% no primeiro trimestre, para quase R$ 2,2 bilhões.</p>
<p data-start="1378" data-end="1671">Segundo a Dasa (DASA3), o desempenho foi impulsionado pelo aumento no volume de exames e pela expansão dos segmentos premium, corporativo e atendimento domiciliar. Esses canais têm peso estratégico porque ajudam a diversificar a origem da receita e a capturar clientes de maior valor agregado.</p>
<p data-start="1673" data-end="1950">A área de diagnósticos voltou ao centro da estratégia da companhia após uma fase de simplificação organizacional. A Dasa (DASA3) afirmou que, nos últimos 12 meses, conduziu uma transformação relevante, com maior foco no core de diagnósticos e disciplina na alocação de capital.</p>
<p data-start="1952" data-end="2178">Hospitais e Oncologia Nordeste tiveram crescimento de 2% na receita. O avanço mais moderado mostra que a maior tração do trimestre veio de diagnósticos, segmento no qual a companhia busca maior previsibilidade e rentabilidade.</p>
<h2 data-section-id="37droz" data-start="2180" data-end="2218">Margens melhoram após reorganização</h2>
<p data-start="2220" data-end="2453">A margem bruta de 33,5% indica melhora operacional na comparação com o primeiro trimestre de 2025. O avanço de 2,6 pontos percentuais sugere melhor controle de custos, mix de serviços mais favorável e ganho de eficiência na operação.</p>
<p data-start="2455" data-end="2651">A margem Ebitda também avançou, passando de 23,1% para 25,8%. Esse crescimento é relevante porque mostra que a Dasa (DASA3) conseguiu ampliar resultado operacional em ritmo superior ao da receita.</p>
<p data-start="2653" data-end="2933">A companhia afirmou que iniciou 2026 como uma empresa “mais leve, eficiente e com maior previsibilidade operacional e financeira”. A declaração reflete a estratégia de simplificação de estrutura, venda ou descontinuação de ativos e concentração em áreas consideradas prioritárias.</p>
<p data-start="2935" data-end="3174">O resultado, porém, incluiu efeito não recorrente de aproximadamente R$ 28 milhões relacionado à conclusão do laudo de alocação do preço de aquisição da Rede Américas. Esse efeito gerou reconhecimento adicional de depreciação no trimestre.</p>
<h2 data-section-id="1ocw9m6" data-start="3176" data-end="3215">Caixa volta ao positivo no trimestre</h2>
<p data-start="3217" data-end="3415">A Dasa (DASA3) também apresentou melhora na geração de caixa. A geração operacional foi positiva em R$ 21 milhões no primeiro trimestre, revertendo consumo de R$ 43 milhões no mesmo período de 2025.</p>
<p data-start="3417" data-end="3665">O fluxo de caixa livre ficou positivo em R$ 5 milhões. Segundo a companhia, o desempenho ocorreu mesmo em um trimestre sazonalmente mais intensivo em capital de giro, refletindo maior eficiência operacional e melhora no ciclo de conversão de caixa.</p>
<p data-start="3667" data-end="3970">O ciclo de conversão de caixa caiu para 60 dias na comparação com o primeiro trimestre do ano passado, considerando o escopo atual. Esse indicador mostra o tempo necessário para a empresa transformar operações em caixa e é relevante para companhias com grande volume de serviços, convênios e recebíveis.</p>
<p data-start="3972" data-end="4194">A melhora do caixa é um ponto importante para investidores porque a Dasa (DASA3) vinha sendo acompanhada de perto pelo <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="305198">mercado</a> em razão de sua estrutura de dívida, necessidade de desalavancagem e reorganização operacional.</p>
<h2 data-section-id="ws20sj" data-start="4196" data-end="4237">Dívida líquida cai para R$ 5,6 bilhões</h2>
<p data-start="4239" data-end="4418">A dívida líquida financeira da Dasa (DASA3), após aquisições a pagar e antecipações de recebíveis, encerrou março em R$ 5,6 bilhões. Um ano antes, o valor era de R$ 10,55 bilhões.</p>
<p data-start="4420" data-end="4664">A redução reflete o processo de reorganização de ativos e reforça a tentativa da companhia de diminuir a pressão financeira sobre o balanço. A alavancagem caiu de 4,17 vezes no fim do primeiro trimestre de 2025 para 2,99 vezes em março de 2026.</p>
<p data-start="4666" data-end="4893">A <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje tenta recuperação após queda forte e mira dados dos EUA" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="295497">queda da alavancagem é um dos</a> pontos centrais do balanço. Em <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="294197">empresas</a> de saúde com operação intensiva em capital, dívida elevada pode pressionar resultado financeiro, limitar investimentos e reduzir flexibilidade estratégica.</p>
<p data-start="4895" data-end="5125">Com alavancagem menor, a Dasa (DASA3) ganha mais espaço para focar em eficiência, crescimento seletivo e rentabilidade. Ainda assim, o patamar de dívida segue relevante e deve continuar no radar do mercado nos próximos trimestres.</p>
<h2 data-section-id="f9wtje" data-start="5127" data-end="5171">Resultado marca nova fase da Dasa (DASA3)</h2>
<p data-start="5173" data-end="5357">O lucro de R$ 9 milhões no primeiro trimestre não representa, isoladamente, uma recuperação definitiva, mas marca uma mudança importante em relação ao prejuízo registrado um ano antes.</p>
<p data-start="5359" data-end="5571">A companhia mostrou avanço de receita, melhora de margens, geração de caixa positiva e redução expressiva da dívida líquida. Esses indicadores reforçam a tese de que a reorganização começa a aparecer nos números.</p>
<p data-start="5573" data-end="5838">O desafio da Dasa (DASA3) será manter essa trajetória ao longo de 2026. A empresa precisa sustentar crescimento em diagnósticos, preservar margens, continuar reduzindo alavancagem e provar que a simplificação do portfólio resultará em lucro recorrente mais robusto.</p>
<p data-start="5840" data-end="6131">Para investidores, o balanço traz sinais positivos, principalmente na desalavancagem e na melhora operacional. A continuidade da recuperação dependerá da disciplina de capital, da evolução do fluxo de caixa e da capacidade da companhia de transformar sua escala em rentabilidade consistente.</p>
<p data-start="6133" data-end="6276">
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		<item>
		<title>Brisanet (BRIT3)lucra R$ 19 milhões no 1º trimestre, queda de 6,5% em um ano</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/brisanet-brit3-lucro-primeiro-trimestre-2026</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Luiza Farias]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 May 2026 02:29:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Brisanet (BRIT3) registrou lucro líquido de R$ 19 milhões no primeiro trimestre de 2026, queda de 6,5% em relação ao mesmo período do ano passado, apesar do avanço da receita operacional. A operadora de telecomunicações, com forte presença no Nordeste, faturou R$ 453,9 milhões entre janeiro e março, crescimento anual de 15,9%. O desempenho [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="no-paywall">
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<p data-start="221" data-end="708">A Brisanet (BRIT3) registrou lucro líquido de R$ 19 milhões no primeiro trimestre de 2026, queda de 6,5% em relação ao mesmo período do ano passado, apesar do avanço da receita operacional. A operadora de telecomunicações, com forte presença no Nordeste, faturou R$ 453,9 milhões entre janeiro e março, crescimento anual de 15,9%. O desempenho mostra expansão comercial, mas também evidencia a pressão de custos, despesas operacionais e encargos financeiros sobre o resultado final da companhia.</p>
<p data-start="710" data-end="1103">A queda do lucro ocorreu <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje tenta recuperação após queda forte e mira dados dos EUA" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="295496">em um trimestre</a> marcado pelo aumento dos custos de serviços prestados, pela expansão da base móvel e pelos efeitos de depreciação e amortização associados aos investimentos realizados pela empresa. A Brisanet vem ampliando sua atuação além da banda larga fixa, com foco em serviços móveis, segmento que exige capital intensivo e pode pressionar margens no curto prazo.</p>
<p data-start="1105" data-end="1364">Os custos com serviços prestados somaram R$ 256,5 milhões no primeiro trimestre, alta de 15% em relação aos R$ 222,5 milhões registrados um ano antes. As despesas operacionais também cresceram em ritmo relevante, avançando cerca de 26%, para R$ 130,7 milhões.</p>
<h2 data-section-id="1nu65de" data-start="1366" data-end="1408">Receita cresce com expansão da operação</h2>
<p data-start="1410" data-end="1648">O crescimento de 15,9% da receita mostra que a Brisanet manteve ritmo de expansão em sua base de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank" rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="305200">negócios</a>. A companhia segue concentrada no <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="305199">mercado</a> de telecomunicações, com atuação relevante em banda larga fixa e avanço no segmento móvel.</p>
<p data-start="1650" data-end="1951">A receita de R$ 453,9 milhões reflete a capacidade da empresa de ampliar sua presença comercial, especialmente em regiões onde construiu escala operacional. O Nordeste continua sendo o principal território estratégico da operadora, que disputa mercado com grandes grupos nacionais e players regionais.</p>
<p data-start="1953" data-end="2211">O avanço do faturamento, porém, não foi suficiente para compensar integralmente o aumento de custos e despesas. Esse ponto é relevante para investidores porque mostra que a expansão da companhia ainda exige investimento elevado e maior estrutura operacional.</p>
<p data-start="2213" data-end="2547">Em <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="294196">empresas</a> de telecomunicações, crescimento de receita precisa ser acompanhado de controle de custos, eficiência de rede, redução de churn e maior monetização da base de clientes. Quando a expansão ocorre em segmentos mais intensivos em capital, como telefonia móvel, o impacto sobre margens pode aparecer antes dos ganhos de escala.</p>
<h2 data-section-id="1o8n22w" data-start="2549" data-end="2593">Custos sobem com depreciação e base móvel</h2>
<p data-start="2595" data-end="2777">A pressão sobre o lucro da <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 16 de julho: Bolsa cai com tarifaço dos EUA e pressão de Vale e bancos" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="327525">Brisanet</a> veio principalmente dos custos associados à operação. Os custos com serviços prestados cresceram 15% no primeiro trimestre, para R$ 256,5 milhões.</p>
<p data-start="2779" data-end="3042">Segundo a companhia, o aumento foi impulsionado pelos maiores encargos de depreciação e amortização ligados aos investimentos realizados, sobretudo no segmento móvel. A expansão da base móvel também elevou custos variáveis, acompanhando o crescimento da operação.</p>
<p data-start="3044" data-end="3403">Esse movimento é comum em ciclos de investimento em telecomunicações. A construção de rede, aquisição de equipamentos, expansão de cobertura e ativação de clientes elevam a base de ativos e, consequentemente, os encargos de depreciação. Ao mesmo tempo, a operação móvel demanda gastos recorrentes com manutenção, interconexão, atendimento, sistemas e suporte.</p>
<p data-start="3405" data-end="3647">No curto prazo, esses fatores podem reduzir o lucro líquido mesmo quando a receita cresce. No médio prazo, a tese depende da capacidade da empresa de transformar a base móvel em receita recorrente, ganhos de escala e melhora de rentabilidade.</p>
<h2 data-section-id="1x73gqa" data-start="3649" data-end="3687">Ebitda avança 20,4%, mas margem cai</h2>
<p data-start="3689" data-end="3902">O Ebitda da Brisanet somou R$ 191,8 milhões no primeiro trimestre, alta de 20,4% em relação ao mesmo período de 2025. O indicador mostra crescimento operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização.</p>
<p data-start="3904" data-end="4115">Apesar do avanço nominal, a margem Ebitda caiu de 47% no primeiro trimestre de 2025 para 42% no mesmo período de 2026. A redução indica que a companhia precisou gastar mais para sustentar a expansão da operação.</p>
<p data-start="4117" data-end="4338">A queda de margem reforça a leitura de que o crescimento da Brisanet está em fase de investimento. A empresa aumentou receita e Ebitda, mas ainda enfrenta pressão de custos relacionados à expansão, especialmente no móvel.</p>
<p data-start="4340" data-end="4633"><a href="https://gazetamercantil.com/siglas-corporativas-aprender" title="Siglas Corporativas para Aprender e Aplicar no Mercado (2026)" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="330465">Para o mercado</a>, a margem Ebitda será um indicador central nos próximos trimestres. Caso a base móvel ganhe escala e os custos cresçam em ritmo menor, a companhia poderá recuperar parte da rentabilidade. Se a pressão continuar, o lucro líquido pode seguir limitado mesmo com aumento de receita.</p>
<h2 data-section-id="y9l3fb" data-start="4635" data-end="4671">Despesas operacionais crescem 26%</h2>
<p data-start="4673" data-end="4864">As despesas operacionais chegaram a R$ 130,7 milhões no trimestre, alta de aproximadamente 26% na comparação anual. O crescimento das despesas também contribuiu para a queda do lucro líquido.</p>
<p data-start="4866" data-end="5147">O aumento pode refletir maior estrutura comercial, custos administrativos, atendimento, tecnologia, marketing, expansão geográfica e suporte à operação móvel. Em telecomunicações, despesas operacionais tendem a subir quando a empresa amplia base de clientes e diversifica produtos.</p>
<p data-start="5149" data-end="5361">O desafio da Brisanet será diluir essas despesas com maior escala. A companhia precisa converter crescimento de clientes e receita em eficiência operacional, evitando que o avanço da estrutura comprometa margens.</p>
<p data-start="5363" data-end="5639">Esse ponto é especialmente importante em um setor competitivo. Operadoras disputam clientes em preço, qualidade de rede, atendimento e cobertura. Empresas regionais, como a Brisanet, precisam equilibrar expansão e disciplina financeira para competir com grupos de maior porte.</p>
<h2 data-section-id="1fh5xot" data-start="5641" data-end="5676">Resultado financeiro piora 28,1%</h2>
<p data-start="5678" data-end="5829">O resultado financeiro líquido da Brisanet ficou negativo em R$ 46,7 milhões no primeiro trimestre, piora de 28,1% em relação ao mesmo período de 2025.</p>
<p data-start="5831" data-end="6089">A despesa financeira maior também pressionou o lucro. Em um ambiente de juros elevados, empresas com dívida relevante enfrentam custo financeiro mais pesado. Esse efeito é particularmente sensível em setores intensivos em investimento, como telecomunicações.</p>
<p data-start="6091" data-end="6359">A companhia encerrou março com dívida líquida de R$ 1,69 bilhão, valor 2,3% superior ao registrado no fim de dezembro de 2025. A alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda dos últimos 12 meses, ficou em 2,24 vezes, ante 2,21 vezes ao final de 2025.</p>
<p data-start="6361" data-end="6572">O aumento é moderado, mas mantém atenção sobre a estrutura de capital. A Brisanet precisa financiar investimentos, sustentar expansão e preservar capacidade de pagamento em um cenário de custo de dívida elevado.</p>
<h2 data-section-id="x9vjqn" data-start="6574" data-end="6624">Alavancagem segue controlada, mas exige atenção</h2>
<p data-start="6626" data-end="6868">A alavancagem de 2,24 vezes dívida líquida/Ebitda indica que a Brisanet mantém uma estrutura financeira administrável, mas não imune a riscos. O patamar é relevante para uma empresa em expansão e deve ser acompanhado junto à geração de caixa.</p>
<p data-start="6870" data-end="7148">Em telecomunicações, o endividamento costuma fazer parte da estratégia de crescimento, dado o volume de capital necessário para rede, equipamentos e tecnologia. O risco aparece quando a geração de caixa não cresce na mesma velocidade ou quando os juros elevam o custo da dívida.</p>
<p data-start="7150" data-end="7381">No caso da Brisanet, o avanço do Ebitda ajuda a sustentar a alavancagem. Ainda assim, a queda do lucro líquido e a piora do resultado financeiro mostram que a estrutura financeira tem impacto direto sobre a última linha do balanço.</p>
<p data-start="7383" data-end="7603">Investidores devem observar nos próximos trimestres se a empresa conseguirá manter crescimento de receita, estabilizar margens e reduzir a pressão financeira. A evolução da operação móvel será decisiva para essa leitura.</p>
<h2 data-section-id="kqri37" data-start="7605" data-end="7670">Expansão móvel pressiona curto prazo e mira crescimento futuro</h2>
<p data-start="7672" data-end="7877">A aposta no segmento móvel é um dos principais vetores estratégicos da Brisanet. A companhia busca ampliar sua atuação em telecomunicações e capturar novas fontes de receita, indo além da banda larga fixa.</p>
<p data-start="7879" data-end="8109">O movimento, porém, exige investimentos relevantes. A operação móvel envolve rede, espectro, infraestrutura, sistemas, atendimento, ativação de clientes e custos variáveis. Antes de atingir escala, a margem pode ficar pressionada.</p>
<p data-start="8111" data-end="8299">Essa dinâmica explica parte do balanço do primeiro trimestre. A Brisanet cresceu em receita e Ebitda, mas o lucro líquido caiu devido ao aumento de custos, despesas e encargos financeiros.</p>
<p data-start="8301" data-end="8570">O sucesso da estratégia dependerá da velocidade de expansão da base móvel, da capacidade de monetizar clientes, da retenção da base e da eficiência operacional. Caso consiga capturar escala, a companhia poderá transformar o investimento atual em crescimento recorrente.</p>
<h2 data-section-id="vktp2m" data-start="8572" data-end="8633">Balanço mostra crescimento com pressão sobre rentabilidade</h2>
<p data-start="8635" data-end="8951">O resultado da Brisanet no primeiro trimestre mostra uma companhia em expansão, mas em fase de maior pressão sobre rentabilidade. A receita cresceu 15,9%, o Ebitda avançou 20,4% e a operação continuou ganhando escala. Ao mesmo tempo, o lucro líquido caiu 6,5%, a margem Ebitda recuou e o resultado financeiro piorou.</p>
<p data-start="8953" data-end="9178">Para investidores, o balanço traz uma leitura mista. O crescimento da receita confirma demanda pelos serviços da companhia e avanço da operação. A queda do lucro, por outro lado, mostra que a expansão ainda tem custo elevado.</p>
<p data-start="9180" data-end="9414">A Brisanet entra nos próximos trimestres com o desafio de equilibrar crescimento e rentabilidade. O foco estará na evolução do segmento móvel, no controle das despesas operacionais, na alavancagem e na capacidade de recuperar margens.</p>
<p data-start="9416" data-end="9666">Se os investimentos recentes resultarem em maior escala e geração de caixa, a companhia poderá melhorar a trajetória de lucro. Se a pressão de custos persistir, o crescimento de receita pode continuar sem se traduzir integralmente em resultado final.</p>
<p data-start="9668" data-end="9824">
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		<title>Enjoei encerra Elo7 após queda de receita e pressão de gigantes do e-commerce</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/enjoei-encerra-elo7-queda-receita-ecommerce</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Luiza Farias]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 May 2026 20:03:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Enjoei (ENJU3) anunciou o encerramento das operações do Elo7, marketplace especializado em produtos artesanais e personalizados, após queda de receita, aumento da concorrência e deterioração da viabilidade econômica da unidade. A decisão foi aprovada pelo conselho de administração da companhia na segunda-feira, 11 de maio, e comunicada ao mercado por meio de fato relevante. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p data-start="244" data-end="814">A Enjoei (ENJU3) anunciou o encerramento das operações do Elo7, marketplace especializado em produtos artesanais e personalizados, após queda de receita, aumento da concorrência e deterioração da viabilidade econômica da unidade. A decisão foi aprovada pelo conselho de administração da companhia na segunda-feira, 11 de maio, e comunicada ao <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="305244">mercado</a> por meio de fato relevante. A plataforma deixou de aceitar novas compras e vendas, mas pedidos em andamento e repasses a vendedores serão processados normalmente, segundo a empresa.</p>
<p data-start="816" data-end="1300">O fechamento marca o fim de uma operação adquirida pela Enjoei (ENJU3) em 2023, quando a companhia comprou o Elo7 da americana Etsy. O valor da transação não foi divulgado à época. A aposta era ampliar a atuação do grupo em marketplaces de nicho, combinando a base da Enjoei, voltada principalmente à revenda de moda e itens usados, com uma plataforma reconhecida no segmento de produtos feitos à mão, personalizados e de pequenos empreendedores.</p>
<p data-start="1302" data-end="1704">A estratégia, no entanto, perdeu força diante da mudança competitiva do e-commerce brasileiro. Em comunicado, a Enjoei (ENJU3) afirmou que, desde a integração, o Elo7 passou a enfrentar um ambiente marcado pela expansão de grandes <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="294182">empresas</a> multinacionais de comércio eletrônico, com aumento dos custos de aquisição de clientes e barreiras de escala que comprometeram a viabilidade econômica da unidade.</p>
<h2 data-section-id="1f6w4g0" data-start="1706" data-end="1755">Receita do Elo7 caiu 39,5% no quarto trimestre</h2>
<p data-start="1757" data-end="2104">O principal dado financeiro citado pela Enjoei (ENJU3) para justificar o encerramento foi a queda de 39,5% da receita líquida do Elo7 no quarto trimestre de 2025, em comparação com o mesmo período de 2024. A retração evidenciou a perda de escala da operação e reforçou a decisão de descontinuar o marketplace.</p>
<p data-start="2106" data-end="2397">Segundo a companhia, foram realizados esforços para elevar a eficiência operacional da plataforma. Entre as medidas estavam ajustes estruturais e iniciativas para reduzir a dependência de mídia paga, um dos principais fatores de custo em <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank" rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="305245">negócios</a> digitais que dependem de tráfego recorrente.</p>
<p data-start="2399" data-end="2691">Essas ações, porém, não foram suficientes para reverter a queda de demanda e recuperar a rentabilidade. A Enjoei (ENJU3) afirmou que o novo contexto competitivo elevou substancialmente os gastos para atrair consumidores, dificultando a manutenção da operação diante do atual custo de capital.</p>
<p data-start="2693" data-end="3021">Na prática, o Elo7 passou a disputar atenção e orçamento de consumidores com plataformas de grande escala, maior capacidade de investimento em tecnologia, logística, publicidade e subsídios comerciais. Esse ambiente tornou mais difícil sustentar um marketplace de nicho sem aumento expressivo de gastos em aquisição de usuários.</p>
<h2 data-section-id="q3zcyw" data-start="3023" data-end="3067">Plataforma deixa de aceitar novos pedidos</h2>
<p data-start="3069" data-end="3338">Com a decisão, o Elo7 deixou de aceitar novos pedidos. A plataforma informou em seus canais oficiais que não será mais possível realizar compras e vendas, mas afirmou que seguirá acompanhando as transações já abertas até a conclusão das entregas e repasses financeiros.</p>
<p data-start="3340" data-end="3649">A Enjoei (ENJU3) também informou que cumprirá todas as obrigações com compradores e vendedores que têm operações em andamento. A medida busca reduzir riscos reputacionais e jurídicos em uma base formada por pequenos vendedores, artesãos e consumidores que utilizavam a plataforma para produtos personalizados.</p>
<p data-start="3651" data-end="3976">O encerramento de um marketplace exige cuidado operacional. Pedidos já pagos precisam ser entregues, valores devem ser repassados aos vendedores e eventuais reembolsos, trocas ou disputas precisam ser tratados até o fim do ciclo de atendimento. A companhia indicou que esse compromisso será mantido durante a descontinuidade.</p>
<p data-start="3978" data-end="4271">Para os vendedores, o fechamento representa perda de um canal especializado em produtos artesanais. O Elo7 ocupava um espaço relevante para pequenos empreendedores que vendiam itens de decoração, festas, lembranças, papelaria, roupas personalizadas, acessórios e produtos feitos sob encomenda.</p>
<h2 data-section-id="qia66x" data-start="4273" data-end="4329">Concorrência mudou economia dos marketplaces de nicho</h2>
<p data-start="4331" data-end="4640">A decisão da Enjoei (ENJU3) reflete uma mudança mais ampla no comércio eletrônico brasileiro. Nos últimos anos, plataformas de grande porte ampliaram investimentos em frete, mídia, tecnologia, meios de pagamento, logística e campanhas promocionais, pressionando negócios menores e marketplaces especializados.</p>
<p data-start="4642" data-end="4916">Empresas como Mercado Livre, Shopee, Amazon e outros operadores de grande escala conseguem diluir custos em bases maiores de compradores e vendedores. Também têm mais capacidade para investir em anúncios, programas de fidelidade, frete subsidiado e ferramentas de conversão.</p>
<p data-start="4918" data-end="5180">Esse movimento elevou o custo de aquisição de clientes para plataformas de nicho. Em termos práticos, atrair tráfego ficou mais caro, manter recorrência ficou mais difícil e converter visitas em vendas passou a exigir investimento crescente em marketing digital.</p>
<p data-start="5182" data-end="5589">No caso do Elo7, o desafio era ainda mais específico. A plataforma dependia de um ecossistema de vendedores artesanais e produtos personalizados, com prazos de produção, curadoria e dinâmica de compra diferentes dos grandes marketplaces de entrega rápida. Esse posicionamento era uma força de diferenciação, mas também limitava a escala em um mercado cada vez mais orientado por preço, frete e conveniência.</p>
<h2 data-section-id="1ndvlgb" data-start="5591" data-end="5645">Enjoei vai concentrar capital na operação principal</h2>
<p data-start="5647" data-end="5945">Com o encerramento do Elo7, a Enjoei (ENJU3) pretende simplificar sua estrutura operacional e concentrar recursos na plataforma principal. A companhia afirma que a operação central apresenta evolução mais consistente em rentabilidade e alavancagem operacional.</p>
<p data-start="5947" data-end="6289">A decisão indica uma mudança de foco. Em vez de insistir na integração de uma unidade que perdeu tração, a empresa optou por preservar capital e reduzir complexidade. Para companhias digitais de menor porte, a alocação de recursos tornou-se mais seletiva em um cenário de juros elevados, competição intensa e maior cobrança por rentabilidade.</p>
<p data-start="6291" data-end="6607">A plataforma Enjoei segue voltada ao comércio de moda, acessórios e itens de segunda mão, área em que a companhia busca consolidar marca, comunidade e eficiência operacional. A concentração de investimentos pode melhorar foco de gestão, reduzir custos indiretos e facilitar a leitura dos resultados por investidores.</p>
<p data-start="6609" data-end="6908">Ainda assim, o fechamento do Elo7 também representa o reconhecimento de que a aquisição não entregou o retorno esperado. A companhia comprou a plataforma em 2023 com a expectativa de ampliar o portfólio de marketplaces, mas o ambiente competitivo mudou e reduziu a atratividade econômica do negócio.</p>
<h2 data-section-id="xgr8va" data-start="6910" data-end="6962">Impactos financeiros serão detalhados em balanços</h2>
<p data-start="6964" data-end="7293">A Enjoei (ENJU3) informou que os impactos contábeis e financeiros do encerramento serão detalhados nas próximas divulgações trimestrais de resultados. O mercado deverá acompanhar eventuais baixas contábeis, custos de descontinuidade, despesas trabalhistas, obrigações com fornecedores, ajustes de sistemas e efeitos sobre margem.</p>
<p data-start="7295" data-end="7618">O fechamento de uma unidade pode gerar despesas não recorrentes no curto prazo, mas também reduzir custos fixos e melhorar a estrutura operacional adiante. A avaliação <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 16 de julho: Bolsa cai com tarifaço dos EUA e pressão de Vale e bancos" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="327506">dos investidores dependerá de como</a> a companhia apresentará o impacto líquido da medida e de sua capacidade de melhorar rentabilidade na operação principal.</p>
<p data-start="7620" data-end="7865">A decisão ocorre em um momento em que empresas de tecnologia e e-commerce enfrentam maior disciplina de capital. O mercado tem cobrado menos crescimento a qualquer custo e mais geração de caixa, eficiência e caminho claro para lucro sustentável.</p>
<p data-start="7867" data-end="8105">Para a Enjoei (ENJU3), a descontinuidade do Elo7 pode ser lida como tentativa de ajuste estratégico. A companhia preserva a operação que considera mais promissora e encerra uma frente que consumia recursos sem perspectiva clara de escala.</p>
<h2 data-section-id="1ostn5j" data-start="8107" data-end="8169">Fechamento expõe pressão sobre pequenos vendedores digitais</h2>
<p data-start="8171" data-end="8426">O fim do Elo7 também tem impacto sobre a <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank" rel="noopener" title="Saiba por que economia cresce 2% em Salvador e inadimplência cai no Recife" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="305246">economia</a> dos pequenos vendedores digitais. A plataforma era usada por artesãos, microempreendedores e lojistas independentes que encontravam no marketplace um canal especializado para vender produtos sob encomenda.</p>
<p data-start="8428" data-end="8726">Com o encerramento, esses vendedores precisarão migrar para outras plataformas, redes sociais, lojas próprias ou marketplaces generalistas. A transição pode elevar custos, exigir adaptação a novas regras comerciais e reduzir visibilidade para negócios que dependiam da base de consumidores do Elo7.</p>
<p data-start="8728" data-end="8970">A mudança reforça uma tendência de concentração no comércio eletrônico. À medida que grandes plataformas ampliam escala, negócios menores enfrentam dificuldade para competir em tráfego, tecnologia, atendimento, meios de pagamento e logística.</p>
<p data-start="8972" data-end="9278">Para consumidores, o fechamento reduz a oferta de um ambiente dedicado a produtos artesanais e personalizados. Embora itens semelhantes possam ser encontrados em outras plataformas, o Elo7 tinha posicionamento específico, com foco em presentes, eventos, decoração e produtos feitos por pequenos vendedores.</p>
<h2 data-section-id="5yk0w2" data-start="9280" data-end="9353">Encerramento do Elo7 marca ajuste estratégico no e-commerce brasileiro</h2>
<p data-start="9355" data-end="9648">A decisão da Enjoei (ENJU3) de encerrar o Elo7 mostra como a competição no comércio eletrônico brasileiro entrou em uma fase mais dura para marketplaces de nicho. O crescimento de gigantes globais e regionais elevou o padrão de investimento necessário para atrair consumidores e manter escala.</p>
<p data-start="9650" data-end="9887">Ao fechar a operação, a companhia reconhece que o Elo7 perdeu capacidade de competir de forma rentável no novo ambiente. A queda de 39,5% da receita líquida no quarto trimestre de 2025 foi o principal sinal financeiro dessa deterioração.</p>
<p data-start="9889" data-end="10180">A partir de agora, o desafio da Enjoei (ENJU3) será provar que a simplificação operacional pode melhorar os resultados da plataforma principal. Para investidores, a questão central será se o fechamento do Elo7 reduz custos de forma suficiente para fortalecer margens e preservar crescimento.</p>
<p data-start="10182" data-end="10615">O encerramento da operação também deixa um recado para o setor: em um mercado dominado por plataformas de escala, marcas digitais menores precisarão ter diferenciação clara, custos controlados e menor dependência de mídia paga para sobreviver. No caso do Elo7, a combinação de queda de receita, concorrência intensa e custo elevado de aquisição encerrou uma trajetória que durante anos ocupou espaço próprio no e-commerce brasileiro.</p>
<p data-start="10617" data-end="10785">
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		<item>
		<title>Natura (NATU3) despenca após prejuízo crescer e mercado reagir mal ao balanço do 1T26</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/natura-natu3-cai-no-ibovespa-apos-ampliar-prejuizo-no-1t26</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Luiza Farias]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 May 2026 15:52:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>As ações da Natura (NATU3) operaram entre as maiores quedas do Ibovespa nesta terça-feira (12), após a companhia divulgar resultados abaixo das expectativas do mercado no primeiro trimestre de 2026. A fabricante de cosméticos reportou prejuízo líquido de R$ 445 milhões entre janeiro e março, resultado significativamente pior que a perda de R$ 152 milhões [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p data-start="309" data-end="740">As ações da <span class="hover:entity-accent entity-underline inline cursor-pointer align-baseline"><span class="whitespace-normal">Natura</span></span> (NATU3) operaram entre as maiores quedas do Ibovespa nesta terça-feira (12), após a companhia divulgar resultados abaixo das expectativas do mercado no primeiro trimestre de 2026. A fabricante de cosméticos reportou prejuízo líquido de R$ 445 milhões entre janeiro e março, resultado significativamente pior que a perda de R$ 152 milhões registrada no mesmo período do ano passado.</p>
<p data-start="742" data-end="972">O desempenho operacional também decepcionou investidores e analistas. O Ebitda recorrente da Natura caiu 55,7% na comparação anual, para R$ 346 milhões, enquanto a receita líquida recuou 7,7%, somando R$ 4,75 bilhões no trimestre.</p>
<p data-start="974" data-end="1264">A reação negativa foi imediata no <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="293558">mercado</a>. Nos primeiros minutos do pregão, os papéis da Natura chegaram a cair mais de 6% na B3. Ao longo da manhã, as perdas diminuíram, mas as ações permaneceram pressionadas, refletindo preocupações sobre margens, execução operacional e geração de caixa.</p>
<p data-start="1266" data-end="1559">O resultado da Natura reforçou a cautela dos <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje tenta recuperação após queda forte e mira dados dos EUA" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="288928">investidores com empresas de consumo e varejo</a> expostas ao ambiente macroeconômico mais desafiador na América Latina, especialmente diante da desaceleração econômica, inflação persistente em alguns mercados e maior pressão sobre custos operacionais.</p>
<h2 data-section-id="1npqm06" data-start="1561" data-end="1623">Resultado da Natura fica abaixo das expectativas do mercado</h2>
<p data-start="1625" data-end="1821">Os números divulgados pela Natura vieram abaixo das projeções médias compiladas pela LSEG. Analistas esperavam Ebitda de aproximadamente R$ 430 milhões e receita líquida próxima de R$ 4,3 bilhões.</p>
<p data-start="1823" data-end="1996">Apesar da receita ter superado parcialmente as estimativas do consenso, o mercado demonstrou preocupação com a deterioração operacional e com a forte compressão das margens.</p>
<p data-start="1998" data-end="2215">Segundo a administração da Natura, o primeiro trimestre foi marcado por um período de transição operacional, ainda impactado por condições macroeconômicas adversas e pela limitada capacidade de inovação da marca Avon.</p>
<p data-start="2217" data-end="2431">A companhia vem conduzindo um amplo processo de reorganização após anos de desafios relacionados à integração de ativos internacionais, reestruturação operacional e venda de operações consideradas não estratégicas.</p>
<p data-start="2433" data-end="2628">O desempenho da divisão Hispana, especialmente na Argentina, voltou a pressionar resultados. A inflação elevada e a volatilidade econômica no país afetaram margens e elevaram custos operacionais.</p>
<p data-start="2630" data-end="2837">Além disso, a Natura também registrou impactos relacionados a despesas de reestruturação, perdas <a href="https://gazetamercantil.com/dolar-hoje" title="Dólar hoje sobe com impasse entre EUA e Irã e varejo brasileiro acima do esperado" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="291280">com hedge da dívida em dólar</a> e desembolsos associados ao acordo judicial envolvendo o caso Chapman litigation.</p>
<p data-start="2839" data-end="3020">O aumento da dívida líquida em cerca de R$ 565 milhões durante o trimestre ampliou a atenção do mercado sobre a capacidade da companhia de recuperar geração de caixa no curto prazo.</p>
<h2 data-section-id="ylyyrm" data-start="3022" data-end="3088">BTG, XP e Itaú BBA mantêm cautela sobre recuperação operacional</h2>
<p data-start="3090" data-end="3263">Relatórios divulgados por bancos e corretoras após a divulgação do balanço indicaram uma leitura predominantemente negativa sobre os números da Natura no primeiro trimestre.</p>
<p data-start="3265" data-end="3485">O <a class="decorated-link" href="https://www.btgpactual.com?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" rel="noopener" data-start="3267" data-end="3331">BTG Pactual</a> destacou que a companhia apresentou dinâmica fraca tanto na operação brasileira quanto na divisão Hispana, com pressão relevante sobre receita e margens.</p>
<p data-start="3487" data-end="3694">Analistas do banco observaram deterioração de 330 pontos-base na margem Ebitda anual, desconsiderando itens não recorrentes, refletindo principalmente pressão na margem bruta e menor alavancagem operacional.</p>
<p data-start="3696" data-end="3872">O BTG também chamou atenção para o prejuízo líquido ajustado e para o aumento da dívida líquida em um trimestre marcado por consumo mais fraco e cenário macroeconômico adverso.</p>
<p data-start="3874" data-end="4108">Ainda assim, o banco apontou alguns sinais positivos, incluindo crescimento do sell-out da marca Natura acima do mercado de cuidados pessoais e resultados considerados acima das expectativas no relançamento da Avon realizado em março.</p>
<p data-start="4110" data-end="4188">A instituição manteve recomendação neutra para NATU3, com preço-alvo de R$ 12.</p>
<p data-start="4190" data-end="4426">A <a class="decorated-link" href="https://www.xpi.com.br?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" rel="noopener" data-start="4192" data-end="4257">XP Investimentos</a> avaliou que o resultado fraco já era parcialmente esperado pelo mercado, principalmente devido à continuidade das dificuldades macroeconômicas no Brasil e na Argentina.</p>
<p data-start="4428" data-end="4603">Segundo os analistas da corretora, a companhia precisou elevar investimentos comerciais para estimular atividade e vendas, o que pressionou ainda mais as margens operacionais.</p>
<p data-start="4605" data-end="4793">A XP também destacou a queima de fluxo de caixa livre de aproximadamente R$ 430 milhões no trimestre, impactada pelos desembolsos ligados à reestruturação da companhia e ao acordo Chapman.</p>
<p data-start="4795" data-end="4967">Mesmo reconhecendo perspectivas mais construtivas no médio prazo, a casa afirmou esperar uma postura mais defensiva dos investidores em relação à Natura nos próximos meses.</p>
<h2 data-section-id="1eih2to" data-start="4969" data-end="5035">Processo de reestruturação mantém mercado em compasso de espera</h2>
<p data-start="5037" data-end="5307">A Natura atravessa um dos períodos mais sensíveis de sua trajetória recente. Após anos marcados por aquisições internacionais ambiciosas, dificuldades de integração e aumento da alavancagem financeira, a companhia tenta reconstruir rentabilidade e simplificar operações.</p>
<p data-start="5309" data-end="5489">Nos últimos ciclos, a empresa promoveu mudanças relevantes em sua estrutura corporativa, incluindo a venda da Avon International e programas de redução de despesas administrativas.</p>
<p data-start="5491" data-end="5677">Segundo a administração, cerca de 75% da redução do quadro administrativo já foi implementada, com expectativa de ganhos de eficiência começando a aparecer a partir do segundo trimestre.</p>
<p data-start="5679" data-end="5818">A companhia também aposta na retomada gradual da Avon como uma das principais alavancas de crescimento operacional nos próximos trimestres.</p>
<p data-start="5820" data-end="5892">O mercado, porém, segue cauteloso quanto à velocidade dessa recuperação.</p>
<p data-start="5894" data-end="6057">Analistas destacam que a Natura ainda enfrenta desafios importantes relacionados à execução operacional, integração tecnológica e retomada consistente das margens.</p>
<p data-start="6059" data-end="6201">Entre os pontos de atenção está a implementação do sistema SAP prevista para junho, considerada um risco operacional relevante no curto prazo.</p>
<p data-start="6203" data-end="6381">O <a class="decorated-link" href="https://www.itau.com.br/itaubba-pt?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" rel="noopener" data-start="6205" data-end="6274">Itaú BBA</a> afirmou que o resultado do trimestre veio abaixo do esperado em praticamente todas as linhas operacionais.</p>
<p data-start="6383" data-end="6588">Segundo o banco, a própria administração classificou o segundo trimestre como um “período de transição”, o que desloca a expectativa de melhora operacional mais consistente para o segundo semestre de 2026.</p>
<p data-start="6590" data-end="6702">Ainda assim, o BBA manteve recomendação outperform — equivalente à compra — para NATU3, com preço-alvo de R$ 14.</p>
<h2 data-section-id="nytsol" data-start="6704" data-end="6763">Advent ajuda a sustentar percepção de piso para as ações</h2>
<p data-start="6765" data-end="6900">Apesar da forte reação negativa após o balanço, parte do <a href="https://gazetamercantil.com/siglas-corporativas-aprender" title="Siglas Corporativas para Aprender e Aplicar no Mercado (2026)" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="330440">mercado vê um fator limitador para</a> quedas mais acentuadas das ações da Natura.</p>
<p data-start="6902" data-end="7070">Analistas mencionam a proposta não vinculante apresentada pela <span class="hover:entity-accent entity-underline inline cursor-pointer align-baseline"><span class="whitespace-normal">Advent International</span></span>, considerada uma referência importante para valuation da companhia.</p>
<p data-start="7072" data-end="7226">Segundo estimativas de bancos e corretoras, o valor de R$ 9,75 por ação associado à proposta acaba funcionando como um suporte psicológico para o mercado.</p>
<p data-start="7228" data-end="7352">Esse fator ajuda a reduzir parte das pressões mais intensas sobre os papéis mesmo em um cenário operacional mais desafiador.</p>
<p data-start="7354" data-end="7492">Ainda assim, investidores seguem monitorando a capacidade da Natura de transformar medidas de eficiência em melhora efetiva de resultados.</p>
<p data-start="7494" data-end="7695">A percepção predominante entre analistas é de que a reprecificação mais consistente das ações dependerá da comprovação de crescimento sustentável, recuperação de margens e retomada da geração de caixa.</p>
<p data-start="7697" data-end="7853">O desempenho da operação brasileira será acompanhado de perto nos próximos trimestres, especialmente diante da expectativa de aceleração gradual das vendas.</p>
<h2 data-section-id="14png6x" data-start="7855" data-end="7933">Pressão sobre NATU3 reforça seletividade do mercado com empresas de consumo</h2>
<p data-start="7935" data-end="8080">A reação negativa às ações da Natura ocorre em um momento de maior seletividade dos investidores em relação a <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="293559">empresas</a> de consumo listadas na B3.</p>
<p data-start="8082" data-end="8271">O ambiente de juros elevados, pressão inflacionária em mercados latino-americanos e desaceleração econômica aumentou a exigência do mercado por execução operacional e disciplina financeira.</p>
<p data-start="8273" data-end="8417">Companhias expostas ao varejo e ao consumo discricionário vêm enfrentando maior volatilidade desde o início do ciclo de aperto monetário global.</p>
<p data-start="8419" data-end="8614">No caso da Natura, o mercado acompanha não apenas os resultados trimestrais, mas também a capacidade da companhia de concluir sua reorganização corporativa após anos de transformação estratégica.</p>
<p data-start="8616" data-end="8753">A expectativa de parte dos analistas é de que o segundo semestre seja decisivo para validar a tese de recuperação operacional da empresa.</p>
<p data-start="8755" data-end="8932">Até lá, investidores devem seguir atentos à evolução das margens, ao desempenho da Avon, à geração de caixa e à execução das medidas de eficiência prometidas pela administração.</p>
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		<title>Concreto sustentável avança na construção civil e amplia aposta em obras mais eficientes</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/concreto-sustentavel-construcao-civil-materiais-eficientes</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Luiza Farias]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 May 2026 14:45:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O concreto sustentável vem ganhando espaço na construção civil como parte de uma transformação mais ampla do setor, marcada pela busca por materiais mais baratos, menor consumo de recursos naturais e maior eficiência energética nas obras. A tendência envolve empresas, universidades, centros de pesquisa e projetos imobiliários que tentam reduzir desperdícios, diminuir emissões e adaptar [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p data-start="268" data-end="730">O <strong data-start="270" data-end="294">concreto sustentável</strong> vem ganhando espaço na construção civil como parte de uma transformação mais ampla do setor, marcada pela busca por materiais mais baratos, menor consumo de recursos naturais e maior eficiência energética nas obras. A tendência envolve <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="293596">empresas</a>, universidades, centros de pesquisa e projetos imobiliários que tentam reduzir desperdícios, diminuir emissões e adaptar a indústria da construção a novas exigências ambientais e econômicas.</p>
<p data-start="732" data-end="1161">A mudança ocorre em meio ao aumento dos custos de energia, transporte e insumos tradicionais, além da pressão por soluções capazes de tornar edifícios mais eficientes durante toda a vida útil. Nesse cenário, o concreto sustentável passou a dividir espaço com tijolos ecológicos, madeira engenheirada, bambu estrutural, plástico reciclado, impressão 3D e biomateriais produzidos a partir de fungos, bactérias e resíduos orgânicos.</p>
<p data-start="1163" data-end="1561">A construção civil, historicamente associada a alto consumo de matérias-primas e grande geração de resíduos, passou a observar esses materiais não apenas como alternativas ambientais, mas também como instrumentos de ganho econômico. A redução de perdas no canteiro, a melhora no desempenho térmico dos imóveis e a possibilidade de encurtar prazos de obra entraram no centro das decisões de projeto.</p>
<p data-start="1563" data-end="1832">O movimento ainda é desigual. Parte dessas tecnologias está em fase experimental ou restrita a empreendimentos específicos. Ainda assim, a direção do setor aponta para um uso crescente de soluções que combinam sustentabilidade, produtividade e racionalização de custos.</p>
<h2 data-section-id="1icr72t" data-start="1834" data-end="1898">Concreto sustentável reduz dependência do cimento tradicional</h2>
<p data-start="1900" data-end="2107">O concreto sustentável está entre os materiais que mais chamam atenção na construção civil por atacar um dos pontos mais sensíveis da cadeia: a emissão de carbono associada à produção do cimento tradicional.</p>
<p data-start="2109" data-end="2390">Algumas tecnologias substituem parte dos componentes convencionais por resíduos industriais, cinzas, agregados reciclados e outros materiais reaproveitados. Essa estratégia reduz a necessidade de cimento em determinadas formulações e busca diminuir o impacto ambiental da produção.</p>
<p data-start="2392" data-end="2698">A relevância econômica é direta. O cimento tradicional é um dos insumos mais usados do mundo e também um dos mais associados a emissões de CO₂. Por isso, qualquer avanço capaz de reduzir sua participação na composição do concreto pode ter efeito importante sobre custos, sustentabilidade e competitividade.</p>
<p data-start="2700" data-end="3036">O concreto sustentável não elimina a necessidade de critérios técnicos rigorosos. Resistência, durabilidade, segurança estrutural e desempenho em diferentes condições climáticas seguem como exigências centrais. A adoção em larga escala depende de testes, normas, certificações e aceitação por construtoras, engenheiros e incorporadoras.</p>
<p data-start="3038" data-end="3338">Mesmo com esses desafios, o material passou a ser visto como uma das principais frentes de inovação do setor. A expectativa é que sua aplicação <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje cai forte, perde os 176 mil pontos e dólar avança com exterior e risco político" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="302280">avance primeiro em projetos com</a> maior exigência ambiental, empreendimentos certificados e obras públicas ou privadas que buscam reduzir a pegada de carbono.</p>
<h2 data-section-id="npck8m" data-start="3340" data-end="3405">Tecnologia tenta transformar estruturas em sistemas de energia</h2>
<p data-start="3407" data-end="3664">Uma das linhas mais avançadas de pesquisa envolve o desenvolvimento de concretos capazes de armazenar energia. A proposta é transformar estruturas comuns, como paredes, fundações e pavimentos, em sistemas com capacidade de atuar como uma espécie de bateria.</p>
<p data-start="3666" data-end="3948">A tecnologia ainda está distante de uma aplicação massiva, mas indica o caminho da construção civil para os próximos anos. A ideia central é integrar materiais condutores à composição do concreto, permitindo que partes de edifícios ou infraestruturas urbanas armazenem eletricidade.</p>
<p data-start="3950" data-end="4191">Caso avance comercialmente, esse tipo de concreto sustentável poderia alterar a lógica de projetos urbanos, industriais e residenciais. Estruturas que hoje têm apenas função física poderiam também participar da gestão energética dos imóveis.</p>
<p data-start="4193" data-end="4560">A inovação ganha relevância em um momento em que edifícios buscam reduzir consumo, ampliar eficiência e integrar geração distribuída de energia. Sistemas solares, baterias estacionárias e soluções inteligentes de climatização já fazem parte de projetos mais modernos. O concreto sustentável com armazenamento energético seria uma camada adicional nessa transformação.</p>
<p data-start="4562" data-end="4815">Para o setor, o desafio será conciliar custo, escala, segurança e viabilidade técnica. Materiais inovadores precisam provar desempenho superior ou <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank" rel="noopener" title="Saiba por que economia cresce 2% em Salvador e inadimplência cai no Recife" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="305346">economia</a> relevante para vencer a resistência natural de uma indústria acostumada a processos consolidados.</p>
<h2 data-section-id="jtnuu7" data-start="4817" data-end="4875">Tijolos ecológicos reduzem desperdício e aceleram obras</h2>
<p data-start="4877" data-end="5157">Além do concreto sustentável, os tijolos ecológicos vêm ganhando espaço em projetos que buscam reduzir perdas e acelerar etapas da construção. Produzidos com solo-cimento ou resíduos recicláveis, esses materiais podem diminuir o uso de argamassa e facilitar o encaixe entre peças.</p>
<p data-start="5159" data-end="5399">Em alguns modelos, o sistema de montagem simplifica a execução e reduz o tempo de obra. Essa característica tem impacto direto sobre custos, especialmente em projetos nos quais mão de obra e prazo representam parcela relevante do orçamento.</p>
<p data-start="5401" data-end="5684">A lógica econômica é simples: menos desperdício, menor volume de material descartado e execução mais rápida tendem a melhorar a eficiência do canteiro. Para construtoras, isso pode representar ganhos de produtividade em um setor ainda marcado por processos intensivos em mão de obra.</p>
<p data-start="5686" data-end="5946">Os tijolos ecológicos também podem contribuir para melhor desempenho térmico, dependendo da composição e do projeto. Em regiões sujeitas a temperaturas elevadas, materiais que ajudam a reduzir o calor interno <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 16 de julho: Bolsa cai com tarifaço dos EUA e pressão de Vale e bancos" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="327474">dos imóveis podem diminuir gastos com</a> climatização.</p>
<p data-start="5948" data-end="6241">Essa relação entre material de <a href="https://gazetamercantil.com/dolar-hoje" title="Dólar hoje sobe com impasse entre EUA e Irã e varejo brasileiro acima do esperado" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="291336">construção e</a> consumo de energia se tornou mais importante diante do aumento de eventos climáticos extremos e da maior preocupação com eficiência energética. Imóveis que exigem menos energia para resfriamento ou aquecimento tendem a gerar economia no longo prazo.</p>
<h2 data-section-id="rdla0" data-start="6243" data-end="6304">Madeira engenheirada amplia presença em edifícios modernos</h2>
<p data-start="6306" data-end="6554">A madeira engenheirada também aparece entre os materiais que vêm transformando a construção civil. Diferentemente da madeira bruta tradicional, ela passa por processos industriais que aumentam resistência, estabilidade e previsibilidade estrutural.</p>
<p data-start="6556" data-end="6807">O material vem sendo usado em edifícios modernos em diversos países, especialmente em projetos que buscam reduzir peso estrutural, acelerar montagem e diminuir impacto ambiental. Em determinadas aplicações, pode substituir parcialmente aço e concreto.</p>
<p data-start="6809" data-end="7067">A madeira engenheirada é valorizada por combinar desempenho técnico com menor pegada ambiental, desde que proveniente de manejo adequado. O uso controlado e certificado é essencial para evitar que a solução ambiental se transforme em pressão sobre florestas.</p>
<p data-start="7069" data-end="7323">Para incorporadoras, a adoção do material também pode trazer ganhos de imagem e diferenciação. Empreendimentos com soluções sustentáveis costumam ter apelo comercial em segmentos de maior renda, especialmente quando associados a certificações ambientais.</p>
<p data-start="7325" data-end="7578">No Brasil, a expansão da madeira engenheirada ainda depende de escala industrial, padronização, custo competitivo e maior familiaridade técnica entre projetistas e construtores. Apesar disso, o tema entrou definitivamente na agenda de inovação do setor.</p>
<h2 data-section-id="sa3bx6" data-start="7580" data-end="7643">Bambu estrutural chama atenção por resistência e baixo custo</h2>
<p data-start="7645" data-end="7851">O bambu estrutural é outra aposta dentro da construção sustentável. O material tem crescimento rápido, boa resistência mecânica, baixo custo relativo e capacidade de adaptação a diferentes tipos de projeto.</p>
<p data-start="7853" data-end="8105">Em países com tradição no uso do bambu, ele já aparece em estruturas, coberturas, fechamentos e soluções arquitetônicas. Em <a href="https://gazetamercantil.com/siglas-corporativas-aprender" title="Siglas Corporativas para Aprender e Aplicar no Mercado (2026)" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="330424">mercados onde a aplicação</a> ainda é limitada, o avanço depende de normatização, tratamento adequado e comprovação de durabilidade.</p>
<p data-start="8107" data-end="8354">O interesse no bambu decorre de sua combinação entre disponibilidade, renovação rápida e potencial de redução de custos. Em comparação com materiais convencionais, pode apresentar menor impacto ambiental quando extraído e tratado de forma correta.</p>
<p data-start="8356" data-end="8565">Na construção civil brasileira, o bambu ainda ocupa espaço mais restrito, mas pode ganhar relevância em projetos sustentáveis, habitações de menor custo, estruturas leves e soluções arquitetônicas específicas.</p>
<p data-start="8567" data-end="8797">Como ocorre com outros materiais alternativos, a adoção depende da confiança técnica do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="293594">mercado</a>. Engenheiros, arquitetos, seguradoras, incorporadoras e órgãos reguladores precisam ter parâmetros claros para uso seguro e eficiente.</p>
<h2 data-section-id="1pu37xq" data-start="8799" data-end="8860">Biomateriais e plástico reciclado entram no radar do setor</h2>
<p data-start="8862" data-end="9165">A busca por alternativas ao modelo tradicional de construção também colocou biomateriais no radar de empresas e pesquisadores. Materiais produzidos com fungos, bactérias e resíduos orgânicos são estudados para aplicações em isolamento térmico, revestimentos, componentes leves e soluções biodegradáveis.</p>
<p data-start="9167" data-end="9373">Esses materiais ainda estão em estágio inicial em muitos mercados, mas indicam uma mudança importante: a construção civil começa a olhar para fontes biológicas e recicláveis como parte da cadeia de insumos.</p>
<p data-start="9375" data-end="9607">O plástico reciclado também vem sendo testado em blocos, painéis, telhas, componentes de acabamento e sistemas modulares. A proposta é reduzir resíduos, dar destino a materiais descartados e substituir parte de insumos tradicionais.</p>
<p data-start="9609" data-end="9838">A viabilidade dessas soluções depende de desempenho, custo, resistência ao fogo, durabilidade e aceitação regulatória. No caso de materiais usados em edificações, qualquer inovação precisa atender a exigências técnicas rigorosas.</p>
<p data-start="9840" data-end="10099">Ainda assim, a pressão por redução de resíduos urbanos e industriais favorece o desenvolvimento dessas alternativas. A construção civil, por consumir grande volume de materiais, pode se tornar um destino importante para produtos reciclados de alto desempenho.</p>
<h2 data-section-id="l61wf5" data-start="10101" data-end="10162">Impressão 3D promete obras mais rápidas e com menos perdas</h2>
<p data-start="10164" data-end="10422">A impressão 3D na construção civil também aparece como uma das tecnologias com potencial para alterar processos tradicionais. A técnica permite produzir peças, paredes ou componentes sob medida, com menor desperdício de material e maior precisão na execução.</p>
<p data-start="10424" data-end="10674">Em projetos experimentais, a impressão 3D já foi usada para erguer casas, estruturas de pequeno porte e componentes arquitetônicos. O principal apelo está na redução do tempo de obra e na capacidade de criar formas complexas com menor uso de insumos.</p>
<p data-start="10676" data-end="10892">Para construtoras, a tecnologia pode representar ganhos em produtividade e previsibilidade. A automação reduz parte da dependência de processos manuais, embora não elimine a necessidade de profissionais qualificados.</p>
<p data-start="10894" data-end="11121">No Brasil, a aplicação ainda é limitada, mas acompanha uma tendência internacional. A adoção dependerá de custo dos equipamentos, disponibilidade de materiais compatíveis, normas técnicas e adaptação dos projetos de engenharia.</p>
<p data-start="11123" data-end="11359">A impressão 3D se conecta diretamente ao avanço do concreto sustentável. Materiais com menor impacto ambiental e melhor desempenho podem ser utilizados em sistemas automatizados, ampliando o potencial de obras mais rápidas e eficientes.</p>
<h2 data-section-id="boev6" data-start="11361" data-end="11416">Economia de longo prazo pesa nas decisões de projeto</h2>
<p data-start="11418" data-end="11618">A expansão do concreto sustentável e de outros materiais alternativos não ocorre apenas por razões ambientais. A dimensão econômica se tornou decisiva para construtoras, incorporadoras e consumidores.</p>
<p data-start="11620" data-end="11886">O aumento dos custos de energia, transporte, mão de obra e matérias-primas tradicionais elevou a pressão por eficiência. Materiais que reduzem desperdícios, simplificam etapas da obra ou melhoram o desempenho energético dos imóveis passaram a ter maior atratividade.</p>
<p data-start="11888" data-end="12197">Em muitos casos, o custo inicial de uma solução sustentável pode ser superior ao de materiais convencionais. A análise, porém, tende a considerar o ciclo de vida do imóvel. Redução de manutenção, menor gasto com climatização, economia de energia e valorização comercial podem compensar o investimento inicial.</p>
<p data-start="12199" data-end="12494">Essa mudança de cálculo favorece empreendimentos voltados a consumidores mais exigentes, empresas com metas ambientais e projetos que buscam certificações. No mercado imobiliário, sustentabilidade deixou de ser apenas atributo reputacional e passou a influenciar valor, liquidez e diferenciação.</p>
<p data-start="12496" data-end="12703">O concreto sustentável, nesse contexto, funciona como símbolo de uma mudança maior. O setor começa a tratar materiais como parte da estratégia econômica da obra, e não apenas como item técnico de engenharia.</p>
<h2 data-section-id="1kmi043" data-start="12705" data-end="12761">Brasil acompanha inovação, mas escala ainda é desafio</h2>
<p data-start="12763" data-end="12970">O Brasil acompanha a tendência global de modernização da construção civil, com universidades, centros de pesquisa e empresas estudando novas composições, reaproveitamento de resíduos e eficiência energética.</p>
<p data-start="12972" data-end="13225">O país tem condições relevantes para avançar nessa agenda. A dimensão do mercado imobiliário, a demanda por infraestrutura, a disponibilidade de resíduos industriais e agrícolas e a necessidade de reduzir custos habitacionais criam espaço para inovação.</p>
<p data-start="13227" data-end="13492">Ao mesmo tempo, a escala ainda é um desafio. A construção civil brasileira é heterogênea, com empresas de diferentes portes, níveis variados de tecnologia e grande dependência de mão de obra tradicional. A adoção de novos materiais tende a ocorrer de forma gradual.</p>
<p data-start="13494" data-end="13737">Normas técnicas, financiamento, qualificação profissional e aceitação do consumidor serão fatores decisivos. Materiais sustentáveis precisam demonstrar segurança, durabilidade e vantagem econômica para ganhar espaço fora de nichos específicos.</p>
<p data-start="13739" data-end="14004">Mesmo assim, a direção é clara. Obras mais eficientes, com menor desperdício e melhor desempenho energético, devem ganhar relevância nos próximos anos. O concreto sustentável está no centro desse movimento, mas a transformação envolve um conjunto maior de soluções.</p>
<h2 data-section-id="qxsxg9" data-start="14006" data-end="14077">Construção civil busca combinar custo, tecnologia e sustentabilidade</h2>
<p data-start="14079" data-end="14283">A nova fase da construção civil será marcada pela combinação entre eficiência econômica, inovação tecnológica e menor impacto ambiental. O concreto sustentável resume essa transição, mas não atua sozinho.</p>
<p data-start="14285" data-end="14508">Tijolos ecológicos, madeira engenheirada, bambu estrutural, biomateriais, plástico reciclado e impressão 3D compõem um conjunto de alternativas que podem alterar o modo como edifícios são projetados, construídos e operados.</p>
<p data-start="14510" data-end="14729">Para o mercado, o avanço desses materiais dependerá da capacidade de entregar resultados concretos: obras mais rápidas, menos desperdício, menor custo de manutenção, redução do consumo energético e segurança estrutural.</p>
<p data-start="14731" data-end="14994">O setor ainda terá de superar barreiras técnicas, regulatórias e culturais. A construção civil é conservadora por natureza, porque erros estruturais têm alto custo econômico e social. Por isso, a inovação avança quando consegue provar desempenho e confiabilidade.</p>
<p data-start="14996" data-end="15318">A pressão por sustentabilidade, porém, tende a crescer. Empresas, investidores, consumidores e governos passaram a exigir soluções mais eficientes. Nesse ambiente, o concreto sustentável e os materiais alternativos deixam de ser apenas promessa tecnológica e passam a integrar a estratégia competitiva da construção civil.</p>
<p data-start="15320" data-end="15413">
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			</item>
		<item>
		<title>Terra Santa (LAND3) tem lucro pressionado por resultado financeiro no 1º trimestre</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/terra-santa-land3-lucro-1t26-resultado-financeiro-arrendamento</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Luiza Farias]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 May 2026 02:37:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[agronegócio]]></category>
		<category><![CDATA[arrendamento]]></category>
		<category><![CDATA[balanço Terra Santa]]></category>
		<category><![CDATA[dívida líquida]]></category>
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		<category><![CDATA[lucro líquido]]></category>
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		<category><![CDATA[Terra Santa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Terra Santa (LAND3) registrou queda no lucro no primeiro trimestre de 2026, pressionada principalmente pelo pior desempenho financeiro no período. Apesar da melhora operacional e do crescimento das receitas de arrendamento, a companhia viu o resultado financeiro líquido negativo aumentar, refletindo maior custo de endividamento e captação realizada para reforçar a liquidez. Segundo a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p data-start="238" data-end="616">A Terra Santa (LAND3) registrou queda no lucro no primeiro trimestre de 2026, pressionada principalmente pelo pior desempenho financeiro no período. Apesar da melhora operacional e do crescimento das receitas de arrendamento, a companhia viu o resultado financeiro líquido negativo aumentar, refletindo maior custo de endividamento e captação realizada para reforçar a liquidez.</p>
<p data-start="618" data-end="907">Segundo a empresa, o resultado financeiro líquido ficou negativo em <strong data-start="686" data-end="705">R$ 5,56 milhões</strong> entre janeiro e março, ante resultado também negativo de <strong data-start="763" data-end="782">R$ 3,82 milhões</strong> no mesmo período de 2025. A piora nessa linha foi o principal fator de pressão sobre o lucro, mesmo com expansão da receita.</p>
<p data-start="909" data-end="1131">A receita líquida total da Terra Santa (LAND3) avançou <strong data-start="964" data-end="972">2,6%</strong>, para <strong data-start="979" data-end="998">R$ 22,5 milhões</strong>. Já a receita líquida de arrendamento somou <strong data-start="1043" data-end="1062">R$ 21,3 milhões</strong>, alta de <strong data-start="1072" data-end="1081">16,4%</strong> em relação ao primeiro trimestre do ano anterior.</p>
<h2 data-section-id="1h0zcyo" data-start="1133" data-end="1172">Receita de arrendamento cresce 16,4%</h2>
<p data-start="1174" data-end="1430">O principal destaque positivo do trimestre foi o avanço da receita de arrendamento. A Terra Santa (LAND3) atua com um modelo de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank" rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="305323">negócios</a> fortemente ligado à exploração e gestão de ativos rurais, com geração de receita a partir de contratos de arrendamento.</p>
<p data-start="1432" data-end="1682">A receita líquida de arrendamento chegou a <strong data-start="1475" data-end="1494">R$ 21,3 milhões</strong>, alta de <strong data-start="1504" data-end="1513">16,4%</strong> na comparação anual. O desempenho mostra resiliência da operação principal e indica melhora na geração de receita recorrente ligada ao portfólio de terras da companhia.</p>
<p data-start="1684" data-end="1897">Esse tipo de receita tende a ser acompanhado de perto por investidores porque está diretamente ligado à qualidade dos ativos, aos contratos firmados e à capacidade da empresa de monetizar suas propriedades rurais.</p>
<p data-start="1899" data-end="2160">Apesar do crescimento, a melhora operacional não foi suficiente para compensar integralmente a pressão financeira. O resultado mostra que, para companhias com ativos intensivos em capital, o custo da dívida continua sendo um fator decisivo para a rentabilidade.</p>
<h2 data-section-id="19lie63" data-start="2162" data-end="2199">Resultado financeiro pesa no lucro</h2>
<p data-start="2201" data-end="2455">A queda do lucro da Terra Santa (LAND3) decorreu principalmente da piora do resultado financeiro líquido. O indicador ficou negativo em <strong data-start="2337" data-end="2356">R$ 5,56 milhões</strong>, aumento da perda em relação ao resultado negativo de <strong data-start="2411" data-end="2430">R$ 3,82 milhões</strong> registrado um ano antes.</p>
<p data-start="2457" data-end="2701">Esse movimento reflete um ambiente em que juros elevados continuam afetando <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="294165">empresas</a> com necessidade de financiamento ou captação para capital de giro. Mesmo quando a operação melhora, despesas financeiras maiores podem reduzir o lucro líquido.</p>
<p data-start="2703" data-end="2895">No caso da Terra Santa (LAND3), a companhia informou que realizou uma captação de <strong data-start="2785" data-end="2802">R$ 40 milhões</strong> no trimestre, com o objetivo de reforçar liquidez e atender necessidades de capital de giro.</p>
<p data-start="2897" data-end="3152">A estratégia pode ser positiva do ponto de vista de caixa e flexibilidade financeira, mas aumenta o passivo e pode elevar despesas financeiras no curto prazo. Esse equilíbrio entre liquidez e rentabilidade será um ponto de atenção nos próximos resultados.</p>
<h2 data-section-id="1khwb6x" data-start="3154" data-end="3197">Dívida líquida sobe para R$ 69,9 milhões</h2>
<p data-start="3199" data-end="3343">A dívida líquida da Terra Santa (LAND3) passou de <strong data-start="3249" data-end="3268">R$ 57,2 milhões</strong> em 31 de dezembro de 2025 para <strong data-start="3300" data-end="3319">R$ 69,9 milhões</strong> em 31 de março de 2026.</p>
<p data-start="3345" data-end="3621">Segundo a companhia, o aumento decorreu principalmente da captação de R$ 40 milhões realizada no período. A empresa afirmou que os recursos foram levantados para reforçar a liquidez e suportar necessidades de capital de giro, em linha com a sazonalidade do modelo de negócios.</p>
<p data-start="3623" data-end="3889">A elevação da dívida líquida não representa, isoladamente, uma deterioração financeira grave, mas exige acompanhamento. O ponto central é avaliar se os recursos captados serão suficientes para atravessar o ciclo operacional sem comprometer a geração de caixa futura.</p>
<p data-start="3891" data-end="4132">Empresas ligadas ao <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/agronegocio" target="_blank" rel="noopener" title="Agronegócio" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="305322">agronegócio</a> e a ativos rurais podem ter sazonalidade relevante, com períodos de maior necessidade de capital antes da geração efetiva de receita. Por isso, a análise do endividamento precisa considerar o ciclo do negócio.</p>
<h2 data-section-id="zeqkcy" data-start="4134" data-end="4183">Alavancagem segue em patamar considerado baixo</h2>
<p data-start="4185" data-end="4358">A alavancagem da Terra Santa (LAND3), medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado dos últimos 12 meses, passou de <strong data-start="4314" data-end="4326">0,86 vez</strong> para <strong data-start="4332" data-end="4344">1,03 vez</strong> no trimestre.</p>
<p data-start="4360" data-end="4600">A companhia afirmou que o indicador permanece em patamar baixo e compatível com seu perfil operacional. Mesmo com o aumento, a alavancagem ainda está distante de níveis considerados elevados para empresas com ativos patrimoniais relevantes.</p>
<p data-start="4602" data-end="4786">Para investidores, esse dado ajuda a relativizar a alta da dívida líquida. Embora o endividamento tenha aumentado, a relação com a geração operacional ainda indica margem de segurança.</p>
<p data-start="4788" data-end="5010">Ainda assim, o avanço da alavancagem precisa ser monitorado. Caso a despesa financeira continue crescendo ou a geração operacional perca força, o impacto sobre o lucro pode se tornar mais relevante nos próximos trimestres.</p>
<h2 data-section-id="1srfku0" data-start="5012" data-end="5050">Modelo de negócios tem sazonalidade</h2>
<p data-start="5052" data-end="5338">A Terra Santa (LAND3) destacou que a captação foi feita em linha com a sazonalidade de seu modelo de negócios. Em empresas com exposição ao agronegócio e a ativos rurais, o fluxo de caixa pode variar conforme ciclos produtivos, contratos, recebimentos e necessidades de capital de giro.</p>
<p data-start="5340" data-end="5607">Essa sazonalidade pode fazer <a href="https://gazetamercantil.com/dolar-hoje" title="Dólar hoje sobe acima de R$ 5 com risco político e pressão inflacionária no exterior" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="302080">com que determinados trimestres apresentem maior pressão</a> financeira ou maior necessidade de caixa. Por isso, a leitura do resultado deve considerar não apenas o desempenho isolado do trimestre, mas também a evolução anual dos indicadores.</p>
<p data-start="5609" data-end="5870">O crescimento da receita de arrendamento é um sinal positivo porque aponta melhora no componente recorrente da operação. Ao mesmo tempo, o aumento do resultado financeiro negativo mostra que a rentabilidade final ainda depende de disciplina na gestão de dívida.</p>
<p data-start="5872" data-end="5995">A companhia terá de equilibrar liquidez, endividamento e retorno dos ativos para preservar geração de valor aos acionistas.</p>
<h2 data-section-id="1h2drco" data-start="5997" data-end="6042">Investidor deve acompanhar custo da dívida</h2>
<p data-start="6044" data-end="6276">O principal ponto de atenção para os próximos trimestres será o custo financeiro. A Terra Santa (LAND3) conseguiu elevar a receita de arrendamento, mas a piora do resultado financeiro reduziu o impacto positivo da operação no lucro.</p>
<p data-start="6278" data-end="6512">Se o ambiente de juros permanecer elevado, empresas com dívidas ou novas captações continuarão sofrendo pressão sobre despesas financeiras. Por outro lado, eventual redução dos juros pode aliviar parte desse impacto ao longo do tempo.</p>
<p data-start="6514" data-end="6695">Para a Terra Santa (LAND3), a evolução da dívida líquida e da alavancagem será acompanhada junto com a receita de arrendamento, o Ebitda ajustado e a capacidade de geração de caixa.</p>
<p data-start="6697" data-end="6910">O balanço mostra uma companhia <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje cai forte, perde os 176 mil pontos e dólar avança com exterior e risco político" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="302079">com operação em avanço</a>, mas ainda sensível ao custo do capital. A melhora operacional precisa se converter em resultado líquido mais consistente para reforçar a confiança do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="305321">mercado</a>.</p>
<h2 data-section-id="1ra33r1" data-start="6912" data-end="6979">Resultado mostra avanço operacional, mas lucro ainda pressionado</h2>
<p data-start="6981" data-end="7207">O primeiro trimestre da Terra Santa (LAND3) trouxe uma leitura mista. A receita líquida total cresceu, a receita de arrendamento avançou em ritmo mais forte e a alavancagem permaneceu em nível considerado baixo pela companhia.</p>
<p data-start="7209" data-end="7422">Por outro lado, o lucro foi pressionado pelo resultado financeiro líquido mais negativo e pelo aumento da dívida líquida. A captação de R$ 40 milhões reforçou a liquidez, mas elevou o endividamento no curto prazo.</p>
<p data-start="7424" data-end="7758">Para investidores, a tese da Terra Santa (LAND3) segue vinculada à qualidade dos ativos rurais, à recorrência das receitas de arrendamento e à capacidade da empresa de manter disciplina financeira. A operação mostrou evolução, mas o balanço reforça que o custo da dívida continua sendo um fator central para o desempenho da companhia.</p>
<p data-start="7760" data-end="7917">
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			</item>
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		<title>Dia das Mães deve elevar fluxo em shoppings e ampliar gastos dos consumidores em 2026</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/dia-das-maes-shoppings-consumo-2026</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Luiza Farias]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2026 23:44:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Negócios]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Dia das Mães de 2026 deve impulsionar o movimento nos shopping centers e ampliar os gastos dos consumidores, segundo levantamento realizado pela SYN com 5.520 frequentadores dos shoppings Cidade São Paulo, Tietê Plaza, Grand Plaza e Metropolitano Barra. A pesquisa indica que 65% dos entrevistados pretendem comprar presentes em lojas físicas, enquanto apenas 8% [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p data-start="251" data-end="843">O Dia das Mães de 2026 deve impulsionar o movimento nos shopping centers e ampliar os gastos dos consumidores, segundo levantamento realizado pela SYN com 5.520 frequentadores dos shoppings Cidade São Paulo, Tietê Plaza, Grand Plaza e Metropolitano Barra. A pesquisa indica que 65% dos entrevistados pretendem comprar presentes em lojas físicas, enquanto apenas 8% afirmam optar exclusivamente pelo ambiente online. O resultado reforça a relevância dos centros comerciais <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 16 de julho: Bolsa cai com tarifaço dos EUA e pressão de Vale e bancos" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="327401">em datas comemorativas e</a> mostra que a experiência presencial segue como fator decisivo para parte expressiva do consumo.</p>
<p data-start="845" data-end="1242">A data, tradicionalmente uma das mais importantes para o varejo brasileiro, deve ter impacto direto sobre lojas, restaurantes, praças de alimentação e serviços instalados nos shoppings. De acordo com a pesquisa, 75% dos consumidores pretendem comprar presentes para o Dia das Mães neste ano. Outros 17% disseram que não devem presentear, enquanto 8% ainda estavam indecisos no momento da consulta.</p>
<p data-start="1244" data-end="1669">O levantamento também aponta um consumidor mais disposto a gastar em 2026. Cerca de 35% dos entrevistados afirmaram que pretendem desembolsar mais do que no ano passado. Apenas 9% planejam reduzir os gastos. Para 52% dos consumidores, o tíquete médio esperado ficará entre R$ 100 e R$ 300, faixa que concentra parte relevante das compras de presentes em categorias como beleza, moda, calçados, perfumaria, chocolates e joias.</p>
<h2 data-section-id="1c71xl5" data-start="1671" data-end="1726">Lojas físicas mantêm força em data de apelo familiar</h2>
<p data-start="1728" data-end="2098">A preferência pelas lojas físicas mostra que, apesar do avanço do comércio eletrônico, o varejo presencial continua ocupando posição estratégica nas datas comemorativas. No Dia das Mães, a escolha do presente costuma envolver comparação de produtos, avaliação de qualidade, troca de sugestões e necessidade de entrega imediata, fatores que favorecem os shopping centers.</p>
<p data-start="2100" data-end="2460">A possibilidade de ver o produto pessoalmente ainda pesa na decisão de compra. Em segmentos como vestuário, calçados, beleza e perfumaria, o contato direto com o item pode reduzir dúvidas e aumentar a segurança do consumidor. Para o varejo físico, esse comportamento é relevante porque reforça o papel da loja como espaço de conversão, não apenas como vitrine.</p>
<p data-start="2462" data-end="2814">Outro ponto que favorece os shoppings é a concentração de marcas em um mesmo ambiente. O consumidor que ainda não definiu o presente pode circular entre diferentes categorias e comparar preços, condições de pagamento e promoções. Esse fluxo tende a beneficiar não apenas lojas de maior apelo para a data, mas também operações de alimentação e serviços.</p>
<p data-start="2816" data-end="3134">A pesquisa da SYN mostra que apenas uma parcela minoritária pretende comprar exclusivamente pela internet. Isso não significa perda de importância do digital, mas indica que a jornada de compra permanece híbrida. Muitos consumidores pesquisam preços, modelos e marcas online antes de concluir a compra no ponto físico.</p>
<h2 data-section-id="157fyno" data-start="3136" data-end="3187">Tíquete médio reforça peso da data para o varejo</h2>
<p data-start="3189" data-end="3490">O tíquete médio previsto entre R$ 100 e R$ 300 para 52% dos entrevistados sinaliza uma data relevante para o varejo, especialmente em categorias de consumo recorrente e presentes de valor intermediário. Essa faixa favorece segmentos que combinam preço acessível, apelo emocional e variedade de opções.</p>
<p data-start="3492" data-end="3852">Itens de beleza, vestuário, calçados e perfumaria aparecem entre os mais procurados. Essas categorias costumam concentrar boa parte das vendas no Dia das Mães porque oferecem ampla variedade de preços e permitem escolhas personalizadas. Chocolates e joias também aparecem entre as opções citadas, ampliando o potencial de consumo em diferentes faixas de renda.</p>
<p data-start="3854" data-end="4173">A disposição de 35% dos entrevistados de gastar mais do que no ano anterior indica um ambiente mais favorável para o comércio em 2026. Ainda que o cenário de consumo siga influenciado por renda, crédito, inflação e endividamento das famílias, a data tende a estimular compras pontuais, impulsionadas pelo apelo afetivo.</p>
<p data-start="4175" data-end="4495">Para os shoppings, o aumento do gasto médio pode ter efeito relevante sobre o desempenho das lojas. Datas comemorativas funcionam como períodos de concentração de vendas e ajudam a compensar meses de menor movimento. O Dia das Mães, em particular, costuma ser uma das principais datas do primeiro semestre para o varejo.</p>
<h2 data-section-id="1k9mzt6" data-start="4497" data-end="4558">Compra de última hora deve ampliar fluxo na semana da data</h2>
<p data-start="4560" data-end="4803">O comportamento de compra de última hora é outro fator que deve contribuir para o aumento do movimento nos shopping centers. Segundo o levantamento, metade dos consumidores deixa para comprar os presentes na semana que antecede o Dia das Mães.</p>
<p data-start="4805" data-end="5065">A pesquisa mostra ainda que 30,7% afirmam se planejar com mais de 15 dias de antecedência. Já 6,9% compram na véspera ou no próprio dia da celebração. Esse padrão de consumo concentra o fluxo nas lojas em poucos dias e exige preparo operacional dos varejistas.</p>
<p data-start="5067" data-end="5378">Para os lojistas, a compra de última hora pode elevar vendas, mas também aumenta a necessidade de estoque, equipe reforçada e agilidade no atendimento. Em datas de alto movimento, a experiência do consumidor pode ser determinante para a conversão da venda, especialmente quando há comparação rápida entre lojas.</p>
<p data-start="5380" data-end="5659">Os shopping centers também tendem a se beneficiar desse comportamento. A compra próxima à data favorece locais com ampla oferta de produtos, estacionamento, alimentação e serviços em um mesmo espaço. Para consumidores indecisos, o shopping funciona como solução prática e rápida.</p>
<p data-start="5661" data-end="5883">O movimento adicional pode ainda impulsionar segmentos que não estão diretamente ligados ao presente. Cafeterias, restaurantes, cinemas, quiosques e operações de conveniência podem capturar parte do fluxo gerado pela data.</p>
<h2 data-section-id="ohr4fa" data-start="5885" data-end="5942">Promoções e experiências influenciam decisão de compra</h2>
<p data-start="5944" data-end="6158">As ações promocionais aparecem como elemento importante para estimular as vendas. Sorteios, brindes e promoções especiais foram apontados por 26% dos entrevistados como os principais atrativos dentro dos shoppings.</p>
<p data-start="6160" data-end="6466">Esse dado mostra que o consumidor não avalia apenas o produto, mas também a experiência associada à compra. Em um ambiente competitivo, campanhas promocionais podem aumentar a permanência no shopping, incentivar compras adicionais e diferenciar centros comerciais em uma data de forte disputa pelo consumo.</p>
<p data-start="6468" data-end="6735">A decoração temática também influencia a percepção do público. Ambientes preparados para o Dia das Mães reforçam o apelo emocional da data e podem estimular decisões de compra. Espaços promocionais de marcas e experiências imersivas completam a estratégia de atração.</p>
<p data-start="6737" data-end="7011">Para administradoras de shopping centers, essas ações ajudam a transformar a data em evento de fluxo. O objetivo vai além da venda em uma única loja. A estratégia busca ampliar a circulação, gerar engajamento, aumentar o tempo de permanência e favorecer múltiplas operações.</p>
<p data-start="7013" data-end="7350">No varejo físico, experiência e conveniência tornaram-se ativos importantes diante da concorrência do comércio eletrônico. A loja precisa oferecer mais do que disponibilidade de produto. Atendimento, ambientação, facilidade de troca, condições de pagamento e estímulo promocional ajudam a sustentar a preferência pelo consumo presencial.</p>
<h2 data-section-id="rnkeut" data-start="7352" data-end="7406">Mais de uma homenageada amplia potencial de consumo</h2>
<p data-start="7408" data-end="7611">O levantamento também mostra que mais da metade dos consumidores pretende presentear mais de uma pessoa no Dia das Mães. Além da própria mãe, aparecem entre as homenageadas sogras, avós, irmãs e esposas.</p>
<p data-start="7613" data-end="7898">Esse comportamento amplia o potencial de consumo por família. Em vez de uma compra única, parte dos consumidores monta cestas de presentes, combina itens de menor valor ou escolhe produtos diferentes para cada homenageada. Para o varejo, isso aumenta as oportunidades de venda cruzada.</p>
<p data-start="7900" data-end="8140">Categorias como perfumaria, beleza e chocolates se beneficiam desse padrão porque permitem compras em diferentes faixas de preço. Já vestuário, calçados e joias tendem a capturar consumidores dispostos a gastar mais em presentes principais.</p>
<p data-start="8142" data-end="8404">A multiplicidade de homenageadas também favorece promoções com kits, combos e descontos progressivos. Lojas que conseguem organizar ofertas por perfil de presente podem melhorar a conversão, especialmente entre consumidores que ainda não decidiram o que comprar.</p>
<p data-start="8406" data-end="8620">Para os shoppings, esse comportamento reforça a importância de uma oferta diversificada. A presença de diferentes categorias em um mesmo ambiente permite que o consumidor resolva várias compras em uma única visita.</p>
<h2 data-section-id="14woyy7" data-start="8622" data-end="8671">Cartão de crédito parcelado lidera preferência</h2>
<p data-start="8673" data-end="8945">Na forma de pagamento, o cartão de crédito parcelado lidera as preferências, sendo escolhido por 33,3% dos entrevistados. O dado reflete a relevância do crédito para o consumo em datas comemorativas, especialmente quando o tíquete médio se concentra entre R$ 100 e R$ 300.</p>
<p data-start="8947" data-end="9252">O parcelamento continua sendo um instrumento importante para o varejo brasileiro. Ele permite ao consumidor diluir o gasto e viabilizar compras de maior valor. Para lojistas, pode funcionar como incentivo à conversão, embora também exija atenção a custos financeiros e condições negociadas com operadoras.</p>
<p data-start="9254" data-end="9523">A preferência pelo parcelamento também indica que parte dos consumidores pretende equilibrar o presente com o orçamento doméstico. Mesmo em um cenário de maior disposição de gasto, a renda das famílias e o nível de endividamento seguem influenciando decisões de compra.</p>
<p data-start="9525" data-end="9767">Para o varejo, oferecer condições de pagamento competitivas pode ser decisivo. Em datas como o Dia das Mães, o consumidor compara preço, benefício, conveniência e forma de pagamento. A combinação desses fatores pode definir a escolha da loja.</p>
<h2 data-section-id="pt9u96" data-start="9769" data-end="9834">Restaurantes e praças de alimentação também devem ganhar fluxo</h2>
<p data-start="9836" data-end="10031">O impacto do Dia das Mães não deve se limitar às lojas. A pesquisa mostra que quase metade dos consumidores pretende comemorar a data em casa, enquanto 40,7% planejam sair para almoçar ou jantar.</p>
<p data-start="10033" data-end="10339">Esse movimento deve beneficiar restaurantes, cafés e praças de alimentação dos shoppings. A data costuma gerar forte demanda por refeições em família, especialmente no domingo de celebração. Operações de gastronomia tendem a registrar maior fluxo e podem funcionar como complemento às compras de presentes.</p>
<p data-start="10341" data-end="10594">Para os shopping centers, a combinação entre compra e refeição amplia a permanência do consumidor no empreendimento. Uma visita motivada pelo presente pode se transformar em programação familiar, com impacto positivo sobre alimentação, lazer e serviços.</p>
<p data-start="10596" data-end="10865">Restaurantes localizados em shoppings também se beneficiam da conveniência. Estacionamento, segurança, variedade de opções e proximidade com lojas tornam os centros comerciais uma alternativa para famílias que buscam reunir compra e celebração em um mesmo deslocamento.</p>
<p data-start="10867" data-end="11059">Esse comportamento reforça a importância do Dia das Mães como data de consumo ampliado. O gasto não se concentra apenas no presente, mas pode incluir alimentação, transporte, lazer e serviços.</p>
<h2 data-section-id="5sz4wu" data-start="11061" data-end="11114">Dia das Mães reforça papel dos shoppings no varejo</h2>
<p data-start="11116" data-end="11407">Os dados da pesquisa indicam que o <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje tenta recuperação após queda forte e mira dados dos EUA" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="295416">Dia das Mães de 2026 deve</a> fortalecer o papel dos shoppings como polos de consumo presencial. A preferência por lojas físicas, a disposição de gastar mais e o comportamento de compra de última hora criam um ambiente favorável para aumento de fluxo e vendas.</p>
<p data-start="11409" data-end="11667">Para o varejo, a data representa oportunidade relevante no primeiro semestre. A combinação entre apelo emocional, variedade de categorias e tíquete médio intermediário favorece operações de moda, beleza, calçados, perfumaria, joias, chocolates e gastronomia.</p>
<p data-start="11669" data-end="11910">O levantamento também confirma que o consumidor segue valorizando conveniência e experiência. Mesmo com o avanço do online, a loja física mantém força quando a compra envolve comparação, urgência, contato com o produto e celebração familiar.</p>
<p data-start="11912" data-end="12172">O resultado esperado para o <a href="https://gazetamercantil.com/dolar-hoje" title="Dólar hoje sobe com impasse entre EUA e Irã e varejo brasileiro acima do esperado" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="291249">Dia das Mães</a> será um teste importante para o varejo em 2026. Shoppings e lojistas chegam à data com expectativa de maior movimento, consumidores mais dispostos a gastar e uma disputa concentrada nos dias que antecedem a comemoração.</p>
<p data-start="12174" data-end="12316">
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		<item>
		<title>Anvisa fecha linha da Ypê após nova contaminação por bactéria em produtos de limpeza</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/ype-anvisa-fecha-linha-producao-bacteria-produtos-limpeza</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Luiza Farias]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2026 23:07:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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		<category><![CDATA[saúde pública]]></category>
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		<category><![CDATA[Ypê]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Anvisa e órgãos de vigilância sanitária de São Paulo determinaram a interrupção de uma linha de produção da Ypê na fábrica de Amparo, no interior paulista, após nova identificação da bactéria Pseudomonas aeruginosa em produtos de limpeza da companhia. A fiscalização apontou falhas nas boas práticas de fabricação, problemas de higiene em áreas produtivas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p data-start="264" data-end="757">A Anvisa e órgãos de vigilância sanitária de São Paulo determinaram a interrupção de uma linha de produção da Ypê na fábrica de Amparo, no interior paulista, após nova identificação da bactéria Pseudomonas aeruginosa em produtos de limpeza da companhia. A fiscalização apontou falhas nas boas práticas de fabricação, problemas de higiene em áreas produtivas e investiga a hipótese de contaminação da água usada no processo industrial, inclusive por eventual contato com esgoto nas instalações.</p>
<p data-start="759" data-end="1076">A decisão atinge uma linha relevante da unidade, <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje cai forte, perde os 176 mil pontos e dólar avança com exterior e risco político" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="302264">com capacidade anual para produzir 23 mil</a> toneladas de detergente e 33 mil toneladas de lava-roupa líquido. A medida foi adotada após a constatação de que a contaminação, inicialmente identificada em novembro de 2025, voltou a ser encontrada em análises mais recentes.</p>
<p data-start="1078" data-end="1493">Segundo o Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo (CVS), a interrupção da produção foi motivada pela avaliação de que a empresa não teria conseguido resolver de forma consistente o problema sanitário. A bactéria Pseudomonas aeruginosa não é considerada altamente contagiosa, mas pode representar risco a pessoas com imunidade baixa e é associada a infecções hospitalares, especialmente em pacientes vulneráveis.</p>
<p data-start="1495" data-end="1763">Em comunicado, a Ypê afirmou possuir fundamentação científica baseada em testes e laudos técnicos independentes que atestariam a segurança de seus produtos. A empresa disse manter diálogo com a Anvisa e afirmou confiar na reversão da suspensão no menor prazo possível.</p>
<h2 data-section-id="xrhnbo" data-start="1765" data-end="1825">Fiscalização aponta falhas em boas práticas de fabricação</h2>
<p data-start="1827" data-end="2094">De acordo com o diretor do CVS, Manoel Lara, a inspeção realizada na fábrica da Ypê identificou falhas documentais e problemas relacionados à limpeza das áreas de produção. Segundo ele, essas falhas poderiam estar associadas à contaminação por Pseudomonas aeruginosa.</p>
<p data-start="2096" data-end="2339">Os fiscais relataram acúmulo de sujeira no ambiente produtivo, incluindo piso, tubulações e máquinas. Também foi mencionada presença de poeira em áreas que deveriam seguir padrões sanitários compatíveis com a fabricação de produtos de limpeza.</p>
<p data-start="2341" data-end="2613">A avaliação dos órgãos sanitários é que o ambiente encontrado na fiscalização não era adequado para a produção. A presença de sujidades, segundo os fiscais, reforçou a necessidade de medidas mais rigorosas, uma vez que a contaminação já havia sido detectada anteriormente.</p>
<p data-start="2615" data-end="2917">A interrupção da linha não significa, neste momento, uma conclusão definitiva sobre a origem da bactéria. As autoridades ainda investigam se o problema está relacionado à água usada no processo, aos procedimentos de higienização, à manipulação dos produtos ou a alguma falha estrutural nas instalações.</p>
<h2 data-section-id="jtchlj" data-start="2919" data-end="2962">Bactéria foi encontrada pela segunda vez</h2>
<p data-start="2964" data-end="3217">A contaminação por Pseudomonas aeruginosa havia sido identificada inicialmente em novembro de 2025, em amostras de produtos fabricados no ano passado. Após aquela primeira constatação, houve intervenção sanitária e novos lotes foram submetidos a testes.</p>
<p data-start="3219" data-end="3511">Segundo o CVS, entre a intervenção inicial e a fiscalização mais recente, alguns lotes apresentaram resultados aparentemente adequados e passaram por análises sanitárias. A nova detecção do micro-organismo em produtos fabricados posteriormente, porém, reacendeu a preocupação das autoridades.</p>
<p data-start="3513" data-end="3793">Diante da reincidência, a Anvisa adotou uma medida mais dura. Além da retenção de produtos, determinou o fechamento da linha de produção afetada. A decisão busca impedir que novos itens sejam fabricados no mesmo ambiente até que a empresa comprove a correção das falhas apontadas.</p>
<p data-start="3795" data-end="4133">A agência não detalhou a quantidade total de produtos que deverá ser recolhida no <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="294302">mercado</a>. Sabe-se, contudo, que a medida envolve unidades envasadas em um período de seis meses, entre abril e setembro de 2025. Outros lotes produzidos depois desse intervalo ficaram retidos na fábrica para análise após a intervenção realizada em novembro.</p>
<h2 data-section-id="82qh3" data-start="4135" data-end="4191">Contaminação da água por esgoto está sob investigação</h2>
<p data-start="4193" data-end="4477">Uma das hipóteses investigadas pelos órgãos sanitários é a possibilidade de contaminação do reservatório de água usado nos produtos por um rompimento em estrutura de escoamento de esgoto. Essa possibilidade ainda não foi confirmada, mas integra a apuração conduzida pelas autoridades.</p>
<p data-start="4479" data-end="4713">A água é um insumo central na fabricação de diversos produtos de limpeza líquidos. Por isso, qualquer falha em reservatórios, tubulações, sistemas de tratamento ou controle microbiológico pode comprometer a qualidade do produto final.</p>
<p data-start="4715" data-end="4996">O CVS afirmou que a empresa deverá investigar as possíveis causas da contaminação. <a href="https://gazetamercantil.com/dolar-hoje" title="Dólar hoje sobe com impasse entre EUA e Irã e varejo brasileiro acima do esperado" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="291257">Entre os pontos esperados</a> estão avaliação da qualidade da água, revisão dos processos de higienização, análise da manipulação por funcionários, treinamento de equipes e adoção de medidas corretivas.</p>
<p data-start="4998" data-end="5285">Segundo Manoel Lara, enquanto a empresa não resolver os problemas identificados, a linha de produção atingida não poderá fabricar esse tipo de produto. A liberação dependerá da apresentação de evidências técnicas e de um plano de ação considerado suficiente pelas autoridades sanitárias.</p>
<h2 data-section-id="y9tdts" data-start="5287" data-end="5342">Linha afetada produz detergente e lava-roupa líquido</h2>
<p data-start="5344" data-end="5571">A linha de produção interrompida tem porte relevante dentro da operação da fábrica de Amparo. Segundo as informações divulgadas, sua capacidade anual é de 23 mil toneladas de detergente e 33 mil toneladas de lava-roupa líquido.</p>
<p data-start="5573" data-end="5800">A Ypê possui outras linhas de produção na unidade paulista e também mantém fábricas em outros locais do Brasil. Até o momento, as informações disponíveis indicam que as demais linhas e unidades não foram autuadas no mesmo caso.</p>
<p data-start="5802" data-end="6046">A restrição, portanto, está concentrada no setor em que os órgãos sanitários identificaram as falhas. Ainda assim, a decisão tem impacto reputacional para a companhia, uma das marcas mais conhecidas do mercado brasileiro de produtos de limpeza.</p>
<p data-start="6048" data-end="6328"><a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="294097">Empresas</a> desse segmento dependem de confiança do consumidor, controle sanitário e regularidade operacional. A identificação de micro-organismos em produtos de limpeza, mesmo que restrita a determinados lotes, pode gerar preocupação entre consumidores, varejistas e distribuidores.</p>
<h2 data-section-id="gpx9nj" data-start="6330" data-end="6377">Prefeitura de Amparo lavrou auto de infração</h2>
<p data-start="6379" data-end="6610">O auto de infração foi lavrado pela Prefeitura de Amparo, responsável pela coordenação local em conjunto com o Estado de São Paulo e a União. A empresa terá prazo de dez dias para apresentar recurso, caso deseje contestar a medida.</p>
<p data-start="6612" data-end="6839">Segundo o secretário de Comunicação de Amparo, Luiz Crescenzo, se o recurso não apresentar argumentos suficientes para afastar a violação das boas práticas de produção identificadas pela Anvisa, poderá haver aplicação de multa.</p>
<p data-start="6841" data-end="7052">O processo administrativo ainda está em curso. A Ypê poderá apresentar documentos, laudos e argumentos técnicos para tentar demonstrar que as medidas adotadas são suficientes ou que a suspensão deve ser revista.</p>
<p data-start="7054" data-end="7299">O CVS também indicou que há possibilidade de reversão da decisão, desde que a empresa cumpra os requisitos sanitários. Isso inclui investigação das causas, apresentação de plano de ação e adoção de soluções para corrigir as falhas identificadas.</p>
<h2 data-section-id="yqn320" data-start="7301" data-end="7344">Ypê nega risco e diz ter laudos técnicos</h2>
<p data-start="7346" data-end="7648">Em sua manifestação, a Ypê afirmou que possui fundamentação científica robusta, baseada em testes e laudos técnicos independentes, para sustentar que seus produtos das categorias lava-louças, lava-louças concentrado, lava-roupas líquido e desinfetante são seguros e não representam risco ao consumidor.</p>
<p data-start="7650" data-end="7871">A companhia disse manter diálogo contínuo e colaborativo com a Anvisa. Também afirmou confiar que, com a apresentação de informações e evidências técnicas adicionais, conseguirá reverter a decisão no menor prazo possível.</p>
<p data-start="7873" data-end="8064">A posição da empresa indica que a disputa deverá se concentrar na análise técnica dos laudos, na avaliação das condições da fábrica e na demonstração de que eventuais falhas foram corrigidas.</p>
<p data-start="8066" data-end="8343">Até a conclusão do processo, a linha afetada segue impedida de produzir os itens relacionados à medida sanitária. A empresa poderá tentar demonstrar que os produtos são seguros, mas caberá às autoridades avaliar se as condições de fabricação cumprem as exigências regulatórias.</p>
<h2 data-section-id="mwnv6v" data-start="8345" data-end="8405">Caso aumenta pressão sobre controle de qualidade no setor</h2>
<p data-start="8407" data-end="8679">O episódio envolvendo a Ypê amplia a atenção sobre controle de qualidade em empresas de bens de consumo e produtos de limpeza. Embora esses itens não sejam ingeridos, eles entram em contato com mãos, utensílios domésticos, superfícies, roupas e ambientes de uso cotidiano.</p>
<p data-start="8681" data-end="8979">A presença de Pseudomonas aeruginosa em produtos dessa natureza exige análise cuidadosa porque a bactéria pode causar infecções em pessoas vulneráveis. O risco é maior para indivíduos imunossuprimidos, pacientes hospitalares, pessoas com doenças crônicas ou com condições respiratórias específicas.</p>
<p data-start="8981" data-end="9172">Para o setor, o caso reforça a importância de boas práticas de fabricação, controle microbiológico, rastreabilidade de lotes e monitoramento constante da água utilizada no processo produtivo.</p>
<p data-start="9174" data-end="9401">Também há impacto comercial. Distribuidores e varejistas podem intensificar pedidos de esclarecimento, enquanto consumidores tendem a buscar informações sobre lotes, categorias afetadas e orientações das autoridades sanitárias.</p>
<h2 data-section-id="tezuex" data-start="9403" data-end="9454">Interdição mantém Ypê sob fiscalização sanitária</h2>
<p data-start="9456" data-end="9795">A interdição da linha de produção da Ypê em Amparo coloca a companhia sob acompanhamento direto dos órgãos de vigilância sanitária até que as falhas apontadas sejam esclarecidas e corrigidas. O caso envolve reincidência na detecção de micro-organismo, suspeita sobre condições de higiene e investigação sobre possível contaminação da água.</p>
<p data-start="9797" data-end="10061">A empresa nega risco ao consumidor e afirma ter laudos técnicos que sustentam a segurança dos produtos. As autoridades, por outro lado, condicionam a retomada da produção à demonstração de que as causas foram identificadas e de que medidas efetivas foram adotadas.</p>
<p data-start="10063" data-end="10399">A decisão final dependerá da análise do recurso, dos documentos apresentados e da avaliação técnica da Anvisa, do CVS e da vigilância local. Até lá, a linha atingida seguirá como foco de uma apuração que envolve saúde pública, reputação empresarial e governança sanitária em uma das marcas mais conhecidas do setor de limpeza no Brasil.</p>
<p data-start="10401" data-end="10589">
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		<item>
		<title>O Diabo Veste Prada 2 fatura R$ 1,16 bilhão e redefine lucros de Hollywood em 2026</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/o-diabo-veste-prada-2-bilheteria-bilionaria-estreia-2026</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Luiza Farias]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 May 2026 20:08:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Economia do Entretenimento: O Fenômeno de R$ 1,16 Bilhão de &#8220;O Diabo Veste Prada 2&#8221; O mercado cinematográfico global atravessa um período de recalibragem estratégica, e a estreia de O Diabo Veste Prada 2 consolidou-se como o mais robusto estudo de caso sobre o retorno sobre investimento (ROI) de ativos intelectuais nostálgicos. Duas décadas [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h4 data-path-to-node="0">A Economia do Entretenimento: O Fenômeno de R$ 1,16 Bilhão de &#8220;O Diabo Veste Prada 2&#8221;</h4>
<p data-path-to-node="1">O mercado cinematográfico global atravessa um período de recalibragem estratégica, e a estreia de <b data-path-to-node="1" data-index-in-node="98">O Diabo Veste Prada 2</b> consolidou-se como o mais robusto estudo de caso sobre o retorno sobre investimento (ROI) de ativos intelectuais nostálgicos. Duas décadas após o lançamento do título original, a sequência do embate corporativo entre Miranda Priestly e Andy Sachs não apenas retornou aos cinemas, mas o fez com uma performance financeira que superou as projeções mais otimistas de analistas de Wall Street. Nos primeiros dias de exibição, a produção alcançou o faturamento bruto global de US$ 233,6 milhões, o que representa aproximadamente R$ 1,16 bilhão na conversão cambial vigente.</p>
<p data-path-to-node="2">Este desempenho posiciona <b data-path-to-node="2" data-index-in-node="26">O Diabo Veste Prada 2</b> em uma localização estratégica dentro do ranking de 2026. Ao atingir tal cifra, o filme assegurou a quarta posição entre as maiores aberturas do ano nos Estados Unidos, um feito notável <a href="https://gazetamercantil.com/siglas-corporativas-aprender" title="Siglas Corporativas para Aprender e Aplicar no Mercado (2026)" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="330279">para um drama corporativo</a> em um calendário dominado por animações e blockbusters de ação. A capitalização sobre a marca &#8220;Runway&#8221; demonstra que o nicho de dramas voltados ao mundo da moda e do poder empresarial possui um apelo comercial que transcende gerações, convertendo capital cultural em liquidez imediata para os estúdios envolvidos.</p>
<h3 data-path-to-node="3">A Anatomia dos Números: Mercado Interno e Operações Internacionais</h3>
<p data-path-to-node="4">Para compreender a magnitude de <b data-path-to-node="4" data-index-in-node="32">O Diabo Veste Prada 2</b>, é necessário dissecar a origem de suas receitas sob a ótica de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank" rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="295993">negócios</a>. No <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="295992">mercado</a> norte-americano, termômetro vital para a saúde das grandes distribuidoras, a produção somou US$ 77 milhões (aproximadamente R$ 385 milhões) apenas no fim de semana de abertura. O perfil <a href="https://gazetamercantil.com/bolsa-familia-agosto-2026-calendario-oficial" title="Bolsa Família Agosto 2026: calendário com antecipação confirmada e consulta liberada hoje" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="335599">de</a>mográfico do público revelou-se majoritariamente feminino, confirmando a fidelidade de um segmento consumidor que responde com vigor quando produções de alta qualidade focadas em suas temáticas chegam ao mercado de exibição.</p>
<p data-path-to-node="5">Contudo, a verdadeira surpresa operacional veio dos mercados internacionais. Fora <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje tenta recuperação após queda forte e mira dados dos EUA" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="297734">dos</a> Estados Unidos, o filme arrecadou impressionantes US$ 156,6 milhões (cerca de R$ 783 milhões). Esse desempenho globalizado é um indicativo de que a propriedade intelectual é um fenômeno transnacional. A disparidade entre o faturamento doméstico e o exterior sugere que a temática da moda e a personificação do poder corporativo possuem uma ressonância cultural universal, permitindo que a produção performe com eficiência em mercados diversos, da Europa ao Sudeste Asiático, otimizando as margens de lucro globais.</p>
<h3 data-path-to-node="6">O Ranking de 2026 e a Competição no Box Office</h3>
<p data-path-to-node="7">Embora o desempenho de <b data-path-to-node="7" data-index-in-node="23">O Diabo Veste Prada 2</b> seja extraordinário, ele se insere em um ano de intensa competitividade setorial. Ao ocupar o quarto lugar no pódio das estreias, o filme ficou atrás apenas de produções que contam com bases de fãs massivas e orçamentos de marketing colossais. O topo do ranking de 2026 permanece com &#8220;Super Mario Galaxy: O Filme&#8221;, que arrecadou US$ 131 milhões em sua abertura, seguido pela cinebiografia &#8220;Michael&#8221;, com US$ 97,5 milhões, e o sci-fi épico &#8220;Devoradores de Estrelas&#8221;, que registrou US$ 80 milhões.</p>
<p data-path-to-node="8">Ficar apenas US$ 3 milhões atrás de uma ficção científica de grande orçamento como &#8220;Devoradores de Estrelas&#8221; é considerada uma vitória tática para a Disney e para a Fox. Diferente dos filmes que utilizam efeitos visuais pesados para atrair o público, <b data-path-to-node="8" data-index-in-node="251">O Diabo Veste Prada 2</b> depende da força da marca e da química de seu elenco estelar. Para o mercado financeiro do entretenimento, este é um sinal de que o &#8220;cinema de prestígio&#8221; ainda consegue gerar números de blockbuster, desde que ancorado em uma narrativa reconhecível e em um marketing que compreenda o comportamento de consumo atual.</p>
<h3 data-path-to-node="9">O Poder da Nostalgia como Ativo Financeiro</h3>
<p data-path-to-node="10">Vinte anos após o primeiro filme, o lançamento de <b data-path-to-node="10" data-index-in-node="50">O Diabo Veste Prada 2</b> soube capturar o que especialistas chamam de &#8220;efeito nostalgia reversa&#8221;. O público original, agora com maior poder aquisitivo e posições de liderança no mercado de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/trabalho" target="_blank" rel="noopener" title="Trabalho" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="305710">trabalho</a>, retornou aos cinemas para validar o impacto cultural da franquia. No entanto, o filme também atraiu a Geração Z através de plataformas digitais, onde a personagem Miranda Priestly tornou-se um ícone da estética &#8220;quiet luxury&#8221; e do empoderamento corporativo.</p>
<p data-path-to-node="11">Essa transição geracional é o que garante a perenidade de bilheteria do título. O filme não se limitou a repetir fórmulas; ele adaptou o ambiente da revista Runway para o cenário contemporâneo de mídias digitais e influência, gerando uma identificação imediata. Do ponto de vista de negócios, essa dualidade de público — os antigos fãs e os novos consumidores — é o cenário ideal para produções de catálogo, garantindo uma vida útil prolongada ao produto audiovisual.</p>
<h3 data-path-to-node="12">Impacto Geoeconômico: Câmbio e Rentabilidade na Exibição</h3>
<p data-path-to-node="13">A conversão dos valores de <b data-path-to-node="13" data-index-in-node="27">O Diabo Veste Prada 2</b> para o real, alcançando a marca de R$ 1,16 bilhão, reflete a força da produção mas também as dinâmicas cambiais de 2026. Para as distribuidoras, o sucesso massivo no exterior permite que os estúdios amortizem custos de produção, que para uma sequência deste porte giram em torno de US$ 100 milhões a US$ 120 milhões. Com uma abertura de US$ 233,6 milhões, o filme já se aproxima do seu ponto de equilíbrio (break-even) logo na primeira semana de exibição.</p>
<p data-path-to-node="14">Isso significa que as semanas subsequentes, somadas aos contratos de licenciamento e direitos de streaming, representarão lucro líquido. Na indústria de entretenimento atual, onde as janelas de exibição são curtas, um resultado bilionário em reais é um alívio para os balanços corporativos, reafirmando que o cinema tradicional ainda é a forma mais eficaz de gerar valor de marca em massa. A rentabilidade do projeto serve como validador para que outros estúdios invistam em sequências de dramas aclamados.</p>
<h3 data-path-to-node="15">O Papel do Marketing Digital na Retomada de Miranda Priestly</h3>
<p data-path-to-node="16">O sucesso de <b data-path-to-node="16" data-index-in-node="13">O Diabo Veste Prada 2</b> é indissociável de sua estratégia de marketing segmentada. Meses antes da estreia, campanhas enigmáticas nas redes sociais criaram um senso de antecipação poucas vezes visto para dramas. O uso estratégico de pré-estreias em capitais da moda como Paris e Milão reforçou a autoridade da franquia no universo fashion. Este tipo de marketing experiencial elevou o filme de uma simples estreia cinematográfica para um evento cultural de escala global.</p>
<p data-path-to-node="17">A sinergia entre cinema <a href="https://gazetamercantil.com/dolar-hoje" title="Dólar hoje sobe com impasse entre EUA e Irã e varejo brasileiro acima do esperado" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="291167">e marcas de</a> luxo gerou parcerias com grandes grifes, transformando o lançamento em uma vitrine de marketing cruzado. Para os analistas do setor, a performance de <b data-path-to-node="17" data-index-in-node="186">O Diabo Veste Prada 2</b> é um lembrete de que o conteúdo de entretenimento hoje é indissociável da experiência digital e do engajamento orgânico que ele gera nas conversas públicas, o que reduz o custo relativo de aquisição de clientes (CAC).</p>
<h3 data-path-to-node="18">Estratégia de Investimento: Sequências vs. Conteúdo Original</h3>
<p data-path-to-node="19">A decisão de produzir <b data-path-to-node="19" data-index-in-node="22">O Diabo Veste Prada 2</b> reflete uma mudança na governança de investimentos em Hollywood. Após anos de altos gastos em conteúdos originais que falharam em encontrar audiência, os estúdios voltaram-se para investimentos de baixo risco: sequências de sucessos consolidados. A rentabilidade de R$ 1,16 bilhão valida essa tese financeira. O ROI de sequências tende a ser superior devido à base de fãs pré-estabelecida, reduzindo as incertezas operacionais.</p>
<p data-path-to-node="20">Este fenômeno também altera a forma como o mercado de ações enxerga as gigantes do entretenimento. Quando produções deste porte performam acima das expectativas, há uma tendência de valorização para os papéis das <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="294013">empresas</a> envolvidas, uma vez que a bilheteria teatral continua sendo o principal motor para o ecossistema de lucros posteriores em vídeo sob demanda e licenciamento. O mercado de 2026 demonstra que o equilíbrio entre ação e dramas de alto nível é a chave para a estabilidade financeira dos estúdios.</p>
<h3 data-path-to-node="21">Tecnologia de Exibição e Premiumization do Cinema</h3>
<p data-path-to-node="22">Outro fator que contribuiu para o faturamento bilionário de <b data-path-to-node="22" data-index-in-node="60">O Diabo Veste Prada 2</b> foi o investimento em salas premium. O público consumidor deste conteúdo demonstrou disposição para pagar ingressos com ticket médio superior em troca de experiências VIP. O foco em figurinos de alta costura e cinematografia luxuosa foi comercializado como um conteúdo que exige a qualidade técnica das salas de cinema modernas, combatendo a tendência de espera pelo lançamento doméstico.</p>
<p data-path-to-node="23">Essa estratégia de &#8220;premiumization&#8221; ajudou a impulsionar o faturamento global. A produção soube utilizar a tecnologia a seu favor, não apenas na pós-produção, mas na forma como a experiência de ir ao cinema foi vendida como um serviço de luxo. Para as redes de cinema, filmes com este perfil são essenciais para manter a rentabilidade por assento elevada.</p>
<h3 data-path-to-node="24">Recepção do Mercado e Qualidade Narrativa</h3>
<p data-path-to-node="25">A recepção de <b data-path-to-node="25" data-index-in-node="14">O Diabo Veste Prada 2</b> pela crítica especializada desempenhou um papel crucial no faturamento. Diferente de outras sequências, o filme foi elogiado por seu roteiro que aborda as dinâmicas de poder na era da ética corporativa e do cancelamento. O rigor jornalístico ao avaliar a produção conferiu ao filme uma autoridade que se traduziu em recomendações orgânicas, fundamentais para a sustentação da bilheteria em mercados competitivos.</p>
<p data-path-to-node="26">Ao manter o DNA da marca, mas adaptando-se aos novos tempos, o filme evitou o erro comum de entregar um &#8220;conteúdo raso&#8221;. Para o jornalismo de negócios, o sucesso da produção é um sinal de que a qualidade narrativa é, no fim do dia, o que sustenta as grandes cifras em um mercado saturado de informação. O público demonstra-se disposto a investir tempo e dinheiro em histórias que ofereçam profundidade e contexto.</p>
<h3 data-path-to-node="27">Perspectivas para o Ciclo de Vida do Ativo Runway</h3>
<p data-path-to-node="28">Com um início avassalador, as projeções para o total acumulado de <b data-path-to-node="28" data-index-in-node="66">O Diabo Veste Prada 2</b> indicam que a produção pode ultrapassar a barreira de US$ 600 milhões até o final de sua jornada nos cinemas. Se mantiver a taxa de retenção semanal, o filme tem chances reais de terminar o ano no Top 3 global. Para os acionistas, o foco agora se volta para os planos de licenciamento e a exploração do título em plataformas de streaming, transformando a marca em uma franquia multibilionária duradoura.</p>
<p data-path-to-node="29">O sucesso financeiro do projeto reafirma que histórias humanas com personagens complexos e um ambiente aspiracional continuam sendo a moeda mais forte da indústria de entretenimento. Miranda Priestly voltou não apenas para ditar a moda, mas para ditar os rumos financeiros e as estratégias de investimento de Hollywood em 2026.</p>
<h3 data-path-to-node="30">Dinâmicas da Indústria na Temporada de 2026</h3>
<p data-path-to-node="31">O lançamento de <b data-path-to-node="31" data-index-in-node="16">O Diabo Veste Prada 2</b> marca um ponto de virada na temporada de aberturas cinematográficas. A capacidade de um drama de estúdio competir em igualdade de condições com games e cinebiografias musicais é um indicativo de saúde para o ecossistema. A diversidade de gêneros no Top 4 sugere que o consumidor está retornando às salas para uma gama maior de experiências, fugindo da saturação de nichos específicos que dominou a última década.</p>
<p data-path-to-node="32">Dessa forma, o faturamento de R$ 1,16 bilhão não é apenas uma vitória isolada, mas uma validação de que o mercado teatral ainda possui fôlego para gerar fenômenos globais de massa. Para as empresas do setor, investir em roteiros afiados e personagens icônicos prova ser uma estratégia de negócios tão rentável quanto o investimento em tecnologia e efeitos especiais. A moda, ao que tudo indica, é um investimento de renda garantida nos balanços de 2026.</p>
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		<title>Multiplan (MULT3): Squadra amplia fatia e empresa detalha expansão para 2026; saiba o que muda nos dividendos</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/multiplan-mult3-squadra-investimentos-participacao-acoes-dividendos-2026</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Luiza Farias]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Apr 2026 13:55:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Multiplan (MULT3): Squadra amplia posição e sinaliza confiança no setor de shoppings em 2026 O mercado de capitais brasileiro acompanhou nesta semana uma movimentação estratégica que reafirma a resiliência do setor de shopping centers de alta renda. A Multiplan (MULT3), uma das maiores operadoras do segmento no país, informou que a Squadra Investimentos elevou sua [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h4 data-path-to-node="2">Multiplan (MULT3): Squadra amplia posição e sinaliza confiança no setor de shoppings em 2026</h4>
<p data-path-to-node="3">O mercado de capitais brasileiro acompanhou nesta semana uma movimentação estratégica que reafirma a resiliência do setor de shopping centers de alta renda. A <b data-path-to-node="3" data-index-in-node="159">Multiplan (MULT3)</b>, uma das maiores operadoras do segmento no país, informou que a Squadra Investimentos elevou sua participação acionária na companhia. De acordo com o comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a gestora carioca passou a deter 25.283.037 ações ordinárias, o que representa aproximadamente 4,93% do capital social da empresa.</p>
<p data-path-to-node="4">A movimentação da Squadra, embora declarada como um investimento sem objetivo de alterar o controle ou a estrutura administrativa, é lida por analistas como um selo de confiança nos ativos e na execução da <b data-path-to-node="4" data-index-in-node="206">Multiplan (MULT3)</b> para o ciclo de 2026. Em um cenário onde a seletividade de ativos se tornou a regra de ouro para a gestão de recursos, o reforço de posição em uma das operadoras com os portfólios mais resilientes do Brasil envia uma mensagem clara sobre o valor intrínseco das propriedades da companhia.</p>
<h3 data-path-to-node="5">A Estrutura da Operação e o Posicionamento da Squadra</h3>
<p data-path-to-node="6">Do montante total de ações detidas pela Squadra, cerca de 1,44 milhão de papéis estão atualmente cedidos em operações de empréstimo de ativos. Essa prática, comum entre grandes fundos e carteiras geridas, não altera o fato de que a gestora se aproxima do patamar de 5%, nível que exige a comunicação formal de participação relevante. No jargão financeiro, o aumento de posição da Squadra em <b data-path-to-node="6" data-index-in-node="391">Multiplan (MULT3)</b> sinaliza que a gestora enxerga uma assimetria positiva de preços ou uma robustez operacional que justifica a maior exposição ao papel.</p>
<p data-path-to-node="7">Historicamente, a Squadra é conhecida por análises fundamentalistas rigorosas. Ao escolher ampliar sua fatia na <b data-path-to-node="7" data-index-in-node="112">Multiplan (MULT3)</b>, a gestora sinaliza que o pipeline de crescimento e a capacidade de geração de caixa da empresa superam as incertezas macroeconômicas. A empresa, que detém ativos icônicos como o MorumbiShopping em São Paulo e o BarraShopping no Rio de Janeiro, continua a apresentar métricas de vendas e ocupação que desafiam a volatilidade do consumo doméstico.</p>
<h3 data-path-to-node="8">Pipeline de Expansão: Os Planos de Crescimento para 2026</h3>
<p data-path-to-node="9">Durante o recente Investor Day, a diretoria executiva da <b data-path-to-node="9" data-index-in-node="57">Multiplan (MULT3)</b> detalhou o cronograma de expansão que guiará a companhia ao longo de 2026. O foco permanece na maximização da área bruta locável (ABL) de ativos já consolidados, uma estratégia que reduz o risco de execução e aproveita a infraestrutura existente para gerar retornos superiores. Para o ano de 2026, a meta é entregar cerca de 13 mil metros quadrados (m²) de nova ABL, distribuídos em três empreendimentos estratégicos do portfólio.</p>
<p data-path-to-node="10">Além das entregas imediatas, a <b data-path-to-node="10" data-index-in-node="31">Multiplan (MULT3)</b> mantém um pipeline robusto de aproximadamente 30 mil m² de ABL em fase avançada de estudos. Desde o seu IPO (Oferta Pública Inicial) em 2007, a operadora já realizou mais de 20 expansões de sucesso. Essa expertise em &#8220;adensar&#8221; shoppings existentes é um dos grandes diferenciais competitivos da <b data-path-to-node="10" data-index-in-node="343">Multiplan (MULT3)</b>, pois permite que a empresa capture o aumento do fluxo de consumidores sem a necessidade de aquisição de novos terrenos em áreas saturadas.</p>
<h3 data-path-to-node="11">Dividendos e Payout: O Futuro da Remuneração ao Acionista</h3>
<p data-path-to-node="12">Um dos pontos de maior interesse <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje tenta recuperação após queda forte e mira dados dos EUA" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="297655">para o mercado</a> financeiro no horizonte de 2026 é a política de remuneração de capital da <b data-path-to-node="12" data-index-in-node="122">Multiplan (MULT3)</b>. Atualmente, o payout da companhia — parcela do lucro líquido distribuída <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 16 de julho: Bolsa cai com tarifaço dos EUA e pressão de Vale e bancos" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="327008">como dividendos — situa-se na casa dos</a> 50%. No entanto, a diretoria sinalizou que este patamar pode ser revisto para cima, dependendo da evolução das projeções de despesas de capital (capex).</p>
<p data-path-to-node="13">A incerteza sobre o capex, mencionada pelos executivos, refere-se ao equilíbrio entre o financiamento das expansões e a manutenção de uma estrutura de capital eficiente. Caso o cronograma de obras não demande a totalidade do caixa gerado, a <b data-path-to-node="13" data-index-in-node="241">Multiplan (MULT3)</b> não descarta elevar a distribuição de dividendos. Para o investidor focado em renda e em <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="293833">empresas</a> &#8220;quality&#8221;, a perspectiva de um aumento no dividend yield torna as ações da <b data-path-to-node="13" data-index-in-node="432">Multiplan (MULT3)</b> ainda mais atrativas em um portfólio diversificado.</p>
<h3 data-path-to-node="14">Resiliência do Portfólio frente à Volatilidade Econômica</h3>
<p data-path-to-node="15">A tese de investimento na <b data-path-to-node="15" data-index-in-node="26">Multiplan (MULT3)</b> baseia-se na qualidade insuperável de seus ativos. Ao contrário de operadoras voltadas para as classes C e D, que sentem de forma mais aguda as oscilações na renda disponível, o foco da Multiplan na alta renda garante uma estabilidade maior no faturamento dos lojistas e, consequentemente, na cobrança de aluguéis e taxas de condomínio.</p>
<p data-path-to-node="16">Em 2026, a empresa continua a colher os frutos de sua estratégia de mix de lojas premium, incorporando serviços, gastronomia e entretenimento para transformar o shopping em um centro de convivência. Essa diversificação de receitas blinda a <b data-path-to-node="16" data-index-in-node="240">Multiplan (MULT3)</b> contra o avanço do e-commerce puro, uma vez que a experiência física oferecida por seus shoppings é dificilmente replicável no ambiente digital. A entrada de grandes gestores, como a Squadra, reforça a percepção de que a empresa está protegida por um &#8220;fosso econômico&#8221; sólido.</p>
<h3 data-path-to-node="17">Eficiência Operacional e Gestão de Aluguéis</h3>
<p data-path-to-node="18">Outro fator que sustenta a valorização da <b data-path-to-node="18" data-index-in-node="42">Multiplan (MULT3)</b> é a eficiência na gestão da vacância e na correção de contratos de locação. A companhia tem demonstrado habilidade em repassar a inflação para os lojistas sem comprometer a saúde financeira das operações, mantendo o custo de ocupação em níveis sustentáveis. Em 2026, com a estabilização de índices de preços, espera-se que a <b data-path-to-node="18" data-index-in-node="385">Multiplan (MULT3)</b> continue a apresentar um crescimento real de receita no conceito de &#8220;vendas nas mesmas lojas&#8221; (SSS).</p>
<p data-path-to-node="19">A inteligência de dados aplicada pela gestão da <b data-path-to-node="19" data-index-in-node="48">Multiplan (MULT3)</b> permite identificar rapidamente quais operações estão performando acima da média e quais precisam de reajuste no mix. Essa gestão ativa de portfólio é o que permite que ativos com décadas de existência continuem a apresentar recordes de fluxo e vendas anuais. Para o investidor que analisa a <b data-path-to-node="19" data-index-in-node="358">Multiplan (MULT3)</b> sob a ótica de múltiplos, o valor patrimonial de seus shoppings muitas vezes mascara o potencial de geração de valor adicional via eficiência operacional.</p>
<h3 data-path-to-node="20">O Papel do Investor Day na Transparência com o Mercado</h3>
<p data-path-to-node="21">A transparência tem sido uma marca registrada da <b data-path-to-node="21" data-index-in-node="49">Multiplan (MULT3)</b> em sua relação com investidores e jornalistas. O Investor Day de 2026 serviu para sanar dúvidas sobre o endividamento e a alocação de capital da companhia. Ao expor claramente os projetos de expansão e a viabilidade econômica de cada m² adicionado, a empresa reduz o prêmio de risco exigido pelo <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="306174">mercado</a>.</p>
<p data-path-to-node="22">A confiança demonstrada pelos executivos durante o evento foi um dos gatilhos para que fundos institucionais reavaliassem suas posições. A clareza sobre o pipeline de 30 mil m² em estudo mostra que a <b data-path-to-node="22" data-index-in-node="200">Multiplan (MULT3)</b> não está apenas focada em manter o que já possui, mas em capturar novas oportunidades de crescimento orgânico. Essa visão de longo prazo é o que atrai investidores do perfil da Squadra, focados na perpetuidade dos <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank" rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="306175">negócios</a>.</p>
<h3 data-path-to-node="23">Dinâmica Setorial: Multiplan (MULT3) vs. Concorrentes</h3>
<p data-path-to-node="24">No comparativo setorial, a <b data-path-to-node="24" data-index-in-node="27">Multiplan (MULT3)</b> frequentemente negocia com um prêmio em relação aos seus pares, justificado pela localização <i data-path-to-node="24" data-index-in-node="138">prime</i> de seus terrenos. Em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, a barreira de entrada para novos competidores de grande porte é altíssima devido à escassez de terrenos e à complexidade do licenciamento ambiental e urbanístico.</p>
<p data-path-to-node="25">Assim, a expansão de ativos existentes, como os 13 mil m² planejados para este ano, é uma vantagem competitiva direta da <b data-path-to-node="25" data-index-in-node="121">Multiplan (MULT3)</b>. Enquanto concorrentes menores podem ter que buscar aquisições caras ou desenvolver projetos do zero em áreas menos valorizadas, a Multiplan cresce &#8220;dentro de casa&#8221;, com margens de contribuição superiores. Essa dinâmica é fundamental para entender por que, mesmo em momentos de juros elevados, a <b data-path-to-node="25" data-index-in-node="435">Multiplan (MULT3)</b> consegue manter uma estrutura de capital equilibrada e uma geração de valor consistente.</p>
<h3 data-path-to-node="26">Governança Corporativa e Sucessão na Operação</h3>
<p data-path-to-node="27">A governança é outro pilar que sustenta o interesse em <b data-path-to-node="27" data-index-in-node="55">Multiplan (MULT3)</b>. A companhia possui processos de decisão bem definidos e uma cultura corporativa focada em resultados de longo prazo. A sucessão e o treinamento das lideranças internas garantem que a visão estratégica de crescimento com qualidade seja mantida independentemente das trocas de comando.</p>
<p data-path-to-node="28">Para fundos de investimento que atingem participações relevantes, como os quase 5% da Squadra, a qualidade da governança é um pré-requisito. A <b data-path-to-node="28" data-index-in-node="143">Multiplan (MULT3)</b> integra o Novo Mercado da B3, nível mais elevado de governança, o que garante direitos iguais aos acionistas minoritários e total transparência na divulgação de resultados. Essa segurança jurídica é vital para atrair o capital estrangeiro e as grandes gestoras nacionais para o papel.</p>
<h3 data-path-to-node="29">Perspectivas Macro: Juros e Consumo de Alta Renda</h3>
<p data-path-to-node="30">O cenário de 2026 para a <b data-path-to-node="30" data-index-in-node="25">Multiplan (MULT3)</b> também é influenciado pela trajetória da taxa de juros. Historicamente, o setor de shopping centers apresenta uma correlação inversa com os juros reais: quando as taxas caem, o valor presente dos fluxos de caixa futuros aumenta e o custo da dívida diminui. Se as projeções de queda ou estabilização da Selic se confirmarem, o custo de carregamento das expansões da Multiplan será reduzido, potencializando o lucro líquido.</p>
<p data-path-to-node="31">No entanto, mesmo em cenários de juros resilientes, o consumo de alta renda, foco da <b data-path-to-node="31" data-index-in-node="85">Multiplan (MULT3)</b>, demonstra uma menor elasticidade em relação ao crédito. Isso significa que as vendas nos shoppings da companhia tendem a ser menos afetadas por um aperto monetário do que o varejo popular. Essa característica defensiva é o que permite que a empresa mantenha seu plano de expansão de 13 mil m² inalterado, mesmo sob condições macroeconômicas mais desafiadoras.</p>
<h3 data-path-to-node="32">O Mercado de Empréstimo de Ações e a Liquidez de MULT3</h3>
<p data-path-to-node="33">A nota sobre as 1,44 milhão de ações cedidas em empréstimo pela Squadra merece uma observação técnica. O aluguel de ações é uma ferramenta de liquidez e pode ser utilizado para diversas estratégias, inclusive para arbitragem ou proteção de portfólio. No caso de <b data-path-to-node="33" data-index-in-node="262">Multiplan (MULT3)</b>, a alta liquidez das ações ordinárias facilita esse tipo de operação, atraindo investidores institucionais que precisam de flexibilidade para gerir grandes volumes de capital.</p>
<p data-path-to-node="34">A existência dessas operações não diminui o interesse fundamentalista da gestora na companhia. Pelo contrário, demonstra que a <b data-path-to-node="34" data-index-in-node="127">Multiplan (MULT3)</b> é um papel &#8220;líquido&#8221;, essencial em qualquer carteira de ações brasileiras que busque exposição ao setor de real estate. A comunicação de participação relevante serve para dar publicidade ao fato de que, apesar de eventuais empréstimos, o controle econômico de quase 5% dos papéis está consolidado sob a gestão da Squadra.</p>
<h3 data-path-to-node="35">Sustentabilidade e Compromissos ESG na Multiplan (MULT3)</h3>
<p data-path-to-node="36">Em 2026, as métricas de sustentabilidade (ESG) tornaram-se indissociáveis da análise financeira. A <b data-path-to-node="36" data-index-in-node="99">Multiplan (MULT3)</b> tem investido na eficiência energética de seus empreendimentos e na gestão de resíduos, visando reduzir os custos operacionais e atender às demandas de investidores globais. A adoção de fontes de energia renovável e a modernização de sistemas de climatização nos shoppings são passos concretos que melhoram o Ebitda da companhia a longo prazo.</p>
<p data-path-to-node="37">A responsabilidade social e a integração dos shoppings com as comunidades locais também são pontos fortes. Ao funcionar como polos de serviço e lazer, os ativos da <b data-path-to-node="37" data-index-in-node="164">Multiplan (MULT3)</b> ganham relevância social, o que se traduz em maior apoio do poder público e dos consumidores. Essa visão holística de negócio é o que garante que ativos como o RibeirãoShopping ou o ParkShopping continuem sendo referências em suas respectivas regiões após décadas de operação.</p>
<h3 data-path-to-node="38">Conclusão e Visão de Valor para o Acionista</h3>
<p data-path-to-node="39">A expansão de 13 mil m² de ABL prevista para 2026, somada ao aumento de participação da Squadra Investimentos, coloca a <b data-path-to-node="39" data-index-in-node="120">Multiplan (MULT3)</b> em um patamar de solidez invejável no mercado imobiliário brasileiro. O investidor que busca exposição a ativos reais de alta qualidade encontra na companhia uma combinação de crescimento orgânico, resiliência operacional e potencial de aumento na distribuição de proventos.</p>
<p data-path-to-node="40">O monitoramento das participações acionárias continuará sendo um termômetro essencial para os investidores de <b data-path-to-node="40" data-index-in-node="110">Multiplan (MULT3)</b>. Enquanto grandes gestores como a Squadra reforçam suas teses no papel, a empresa segue executando seu pipeline com o rigor técnico que a transformou em um <i data-path-to-node="40" data-index-in-node="284">benchmark</i> de eficiência. O ano de 2026 promete ser um ciclo de consolidação de expansões e de maturação de projetos que devem sustentar o valor das ações MULT3 no longo prazo.</p>
<h3 data-path-to-node="41">Estratégias de Alocação de Capital e Investimentos Futuros</h3>
<p data-path-to-node="42">Olhando para o futuro, a capacidade da <b data-path-to-node="42" data-index-in-node="39">Multiplan (MULT3)</b> de reciclar capital e reinvestir em áreas com maior potencial de retorno será o fiel da balança. A empresa tem demonstrado que prefere o crescimento orgânico, mas não fecha as portas para aquisições estratégicas caso surjam ativos que se enquadrem em seus rigorosos critérios de qualidade.</p>
<p data-path-to-node="43">A manutenção de uma liquidez robusta e de um endividamento controlado permite que a <b data-path-to-node="43" data-index-in-node="84">Multiplan (MULT3)</b> navegue por crises com maior tranquilidade que seus concorrentes. O aumento da participação da Squadra é, em última análise, um reconhecimento dessa solidez financeira. Em um mercado onde a gestão de risco é tão importante quanto a busca por retorno, o papel da <b data-path-to-node="43" data-index-in-node="364">Multiplan (MULT3)</b> se consolida como uma escolha estratégica para quem busca o melhor do setor imobiliário brasileiro.</p>
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		<title>Feriado de Tiradentes: Entenda as Regras, Direitos Trabalhistas e Impactos no Calendário de 2026</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/feriado-de-tiradentes-impactos-trabalhistas-economicos</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Luiza Farias]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Apr 2026 17:06:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[21 de abril feriado]]></category>
		<category><![CDATA[calendário 2026 Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[direitos do trabalhador feriado]]></category>
		<category><![CDATA[feriado de Tiradentes]]></category>
		<category><![CDATA[feriado nacional ou ponto facultativo]]></category>
		<category><![CDATA[folga remunerada]]></category>
		<category><![CDATA[impacto econômico feriados]]></category>
		<category><![CDATA[jornada de trabalho CLT.]]></category>
		<category><![CDATA[legislação trabalhista feriado]]></category>
		<category><![CDATA[negócios]]></category>
		<category><![CDATA[trabalho no feriado remuneração]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Tiradentes e o Rigor do Calendário Nacional: Os Impactos Jurídicos e Econômicos do Feriado de 21 de Abril O calendário oficial brasileiro, muitas vezes congestionado por datas comemorativas, impõe uma distinção técnica que separa o planejamento estratégico das corporações do simples descanso remunerado. No centro dessa discussão, surge anualmente o feriado de Tiradentes, celebrado em [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h4 data-path-to-node="0">Tiradentes e o Rigor do Calendário Nacional: Os Impactos Jurídicos e Econômicos do Feriado de 21 de Abril</h4>
<p data-path-to-node="1">O calendário oficial brasileiro, muitas vezes congestionado por datas comemorativas, impõe uma distinção técnica que separa o planejamento estratégico das corporações do simples descanso remunerado. No centro dessa discussão, surge anualmente o <b data-path-to-node="1" data-index-in-node="245">feriado de Tiradentes</b>, celebrado em 21 de abril. Diferente de outras datas que flutuam sob a égide do ponto facultativo, a celebração do mártir da Inconfidência Mineira é regida por dispositivos legais federais estritos, consolidando-se como um marco de interrupção compulsória das atividades produtivas em território nacional. Para o empresariado e para os gestores de recursos humanos, compreender a natureza jurídica do <b data-path-to-node="1" data-index-in-node="668">feriado de Tiradentes</b> não é apenas uma questão de conformidade trabalhista, mas um exercício de logística financeira e operacional.</p>
<p data-path-to-node="2">Historicamente, o <b data-path-to-node="2" data-index-in-node="18">feriado de Tiradentes</b> carrega um peso simbólico que transcende a historiografia oficial, refletindo-se diretamente na dinâmica do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="306226">mercado</a> de capitais e na operação do setor de serviços. No Brasil, a Lei nº 10.607/2002 é o instrumento que elenca as datas consideradas feriados nacionais, e o 21 de abril figura proeminentemente nessa lista. Ao contrário do que ocorre no Carnaval ou no Corpus Christi, onde a decisão de paralisação pode ser descentralizada entre municípios ou estados, o <b data-path-to-node="2" data-index-in-node="505">feriado de Tiradentes</b> goza de uma uniformidade que obriga desde o pequeno comércio de bairro até as gigantes listadas no <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank" rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="313962">Ibovespa</a> a ajustarem seus ponteiros.</p>
<h3 data-path-to-node="3">A Estrutura Legal e a Obrigatoriedade do Descanso no Feriado de Tiradentes</h3>
<p data-path-to-node="4">A distinção entre feriado e ponto facultativo é o primeiro degrau <a href="https://gazetamercantil.com/siglas-corporativas-aprender" title="Siglas Corporativas para Aprender e Aplicar no Mercado (2026)" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="330046">para evitar passivos trabalhistas</a> onerosos. Enquanto o ponto facultativo representa uma liberação administrativa — comum em repartições públicas e adotada por algumas <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="293815">empresas</a> privadas sob livre arbítrio — o <b data-path-to-node="4" data-index-in-node="274">feriado de Tiradentes</b> é uma interrupção de contrato de trabalho imposta pelo Estado. Juridicamente, o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/trabalho" target="_blank" rel="noopener" title="Trabalho" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="306228">trabalho</a> nessas datas é proibido, salvo em setores cuja natureza do serviço torne a paralisação inviável, como saúde, segurança e energia.</p>
<p data-path-to-node="5">Para os profissionais que operam sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), a convocação para trabalhar no <b data-path-to-node="5" data-index-in-node="121">feriado de Tiradentes</b> sem a devida escala de revezamento ou previsão em convenção coletiva aciona mecanismos de compensação obrigatórios. A legislação é clara: o trabalhador que sacrifica o descanso no <b data-path-to-node="5" data-index-in-node="323">feriado de Tiradentes</b> deve receber o pagamento da jornada em dobro ou, alternativamente, usufruir de uma folga compensatória em data subsequente. Este custo operacional deve estar previsto nas planilhas de provisões das empresas, uma vez que a incidência de horas extras em feriados nacionais pode elevar substancialmente o custo da folha de pagamento no fechamento do mês.</p>
<h3 data-path-to-node="6">O Impacto na Produtividade e o Planejamento das Empresas</h3>
<p data-path-to-node="7">Do ponto de vista macroeconômico, o <b data-path-to-node="7" data-index-in-node="36">feriado de Tiradentes</b> atua como um regulador do ritmo industrial. Setores que operam <a href="https://gazetamercantil.com/bolsa-familia-agosto-2026-calendario-oficial" title="Bolsa Família Agosto 2026: calendário com antecipação confirmada e consulta liberada hoje" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="335501">com cadeias de suprimentos &#8220;just-in-time&#8221; precisam antecipar</a> estoques e envios, prevendo o hiato logístico causado pela suspensão das operações bancárias e de órgãos reguladores. A paralisação da B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) durante o <b data-path-to-node="7" data-index-in-node="354">feriado de Tiradentes</b> também interrompe o fluxo de liquidez, forçando investidores institucionais a ajustarem suas posições no pregão imediatamente anterior à data.</p>
<p data-path-to-node="8">Empresas de médio e grande porte costumam tratar o <b data-path-to-node="8" data-index-in-node="51">feriado de Tiradentes</b> como um elemento crítico no planejamento anual. Quando a data incide em dias próximos ao final de semana, como terças ou quintas-feiras, surge o fenômeno da &#8220;emenda&#8221;, que, embora não seja um direito legal, é frequentemente negociado via banco de horas. Essa prática visa otimizar a manutenção produtiva e evitar o funcionamento de plantas industriais com baixa eficiência operacional. Contudo, no <b data-path-to-node="8" data-index-in-node="470">feriado de Tiradentes</b>, a regra de ouro permanece a conformidade: sem um acordo coletivo robusto, a operação comercial fora dos serviços essenciais pode resultar em multas administrativas severas aplicadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego.</p>
<h3 data-path-to-node="9">Setores Estratégicos: O Funcionamento Ininterrupto no Feriado de Tiradentes</h3>
<p data-path-to-node="10">Embora a maioria das empresas feche suas portas, o <b data-path-to-node="10" data-index-in-node="51">feriado de Tiradentes</b> não silencia o país por completo. Os setores classificados como essenciais pelo Decreto nº 10.282/2020 mantêm suas engrenagens girando. Hospitais, serviços de segurança privada, portos, aeroportos e a infraestrutura de telecomunicações operam em regime de escala. Para esses profissionais, o <b data-path-to-node="10" data-index-in-node="365">feriado de Tiradentes</b> é um dia de trabalho regular sob condições remuneratórias especiais.</p>
<p data-path-to-node="11">O setor de varejo e alimentação também costuma buscar autorização em convenções coletivas para operar durante o <b data-path-to-node="11" data-index-in-node="112">feriado de Tiradentes</b>. Em grandes centros urbanos como São Paulo e Rio de Janeiro, shoppings e supermercados funcionam em horários diferenciados, aproveitando o deslocamento de consumidores que buscam lazer durante a folga. Essa movimentação ajuda a mitigar a perda de produtividade industrial com uma injeção de capital via consumo de curto prazo, equilibrando a balança econômica do período.</p>
<h3 data-path-to-node="12">Gestão de RH e a Comunicação Interna sobre o Feriado de Tiradentes</h3>
<p data-path-to-node="13">Um erro comum na gestão de pessoas é a falta de clareza sobre o que o <b data-path-to-node="13" data-index-in-node="70">feriado de Tiradentes</b> representa no calendário corporativo. É dever do departamento de Recursos Humanos comunicar com antecedência se haverá interrupção total das atividades ou se setores específicos serão mantidos em plantão. A transparência sobre a forma de compensação — seja ela financeira ou via folga — previne conflitos sindicais e mantém o clima organizacional estável.</p>
<p data-path-to-node="14">Além disso, a análise do <b data-path-to-node="14" data-index-in-node="25">feriado de Tiradentes</b> deve levar em conta o bem-estar do colaborador. Estudos de ergonomia e psicologia do trabalho indicam que pausas programadas em feriados nacionais são fundamentais para a redução do estresse e para a manutenção da produtividade a longo prazo. Portanto, respeitar o <b data-path-to-node="14" data-index-in-node="312">feriado de Tiradentes</b> não é apenas uma obrigação legal, mas uma estratégia de sustentabilidade humana dentro das corporações modernas que buscam atingir metas de ESG (Environmental, Social, and Governance).</p>
<h3 data-path-to-node="15">Logística e Fluxo de Caixa Diante da Paralisação</h3>
<p data-path-to-node="16">No âmbito financeiro, o <b data-path-to-node="16" data-index-in-node="24">feriado de Tiradentes</b> exige uma atenção redobrada aos vencimentos de boletos, tributos e obrigações fiscais. Como o sistema bancário brasileiro suspende o atendimento ao público e o processamento de compensações eletrônicas durante feriados nacionais, qualquer título com vencimento em 21 de abril é automaticamente prorrogado para o próximo dia útil, sem a incidência de juros ou mora. No entanto, para empresas que dependem de recebíveis diários para manter o fluxo de caixa, a pausa no <b data-path-to-node="16" data-index-in-node="513">feriado de Tiradentes</b> pode representar um desafio de liquidez temporária.</p>
<p data-path-to-node="17">O setor logístico, motor do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/agronegocio" target="_blank" rel="noopener" title="Agronegócio" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="306227">agronegócio</a> e da indústria, também sente os efeitos do <b data-path-to-node="17" data-index-in-node="83">feriado de Tiradentes</b>. Restrições de circulação de veículos pesados em rodovias federais são comuns em feriados prolongados para garantir a segurança viária, o que obriga transportadoras a redesenharem suas rotas e prazos de entrega. O planejamento logístico para o <b data-path-to-node="17" data-index-in-node="349">feriado de Tiradentes</b> deve começar com semanas de antecedência, garantindo que a interrupção não gere gargalos nas gôndolas do varejo ou nas linhas de montagem.</p>
<h3 data-path-to-node="18">Tiradentes e a Resiliência do Mercado de Trabalho</h3>
<p data-path-to-node="19">A discussão sobre o <b data-path-to-node="19" data-index-in-node="20">feriado de Tiradentes</b> também remete à resiliência do mercado de trabalho brasileiro. Em anos de baixo crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), o excesso de feriados é frequentemente criticado por entidades patronais devido ao custo da inatividade. Todavia, a manutenção do <b data-path-to-node="19" data-index-in-node="296">feriado de Tiradentes</b> como data nacional é defendida por sindicatos e historiadores como uma salvaguarda do descanso do trabalhador e da memória nacional.</p>
<p data-path-to-node="20">A maturidade das relações trabalhistas no Brasil tem permitido que o <b data-path-to-node="20" data-index-in-node="69">feriado de Tiradentes</b> seja gerido de forma mais flexível através de acordos individuais e coletivos, respeitando as particularidades de cada região e setor econômico. A tendência é que, com a digitalização da <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank" rel="noopener" title="Saiba por que economia cresce 2% em Salvador e inadimplência cai no Recife" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="310939">economia</a> e a ascensão do trabalho remoto, a forma como vivemos o <b data-path-to-node="20" data-index-in-node="343">feriado de Tiradentes</b> mude, mas a sua essência como um direito garantido por lei permanece inabalável.</p>
<h3 data-path-to-node="21">Dinâmicas Regionais e o Cenário para 2026</h3>
<p data-path-to-node="22">Ao olhar para o calendário de 2026, o <b data-path-to-node="22" data-index-in-node="38">feriado de Tiradentes</b> assume uma importância estratégica no primeiro semestre. A preparação para a data deve considerar o cenário econômico atual, marcado por ajustes nas taxas de juros e flutuações no câmbio, que influenciam o custo do feriado para as empresas. O monitoramento de indicadores como o IPCA e as projeções do Banco Central ajudam a contextualizar o impacto real do <b data-path-to-node="22" data-index-in-node="418">feriado de Tiradentes</b> no consumo das famílias brasil<a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje cai forte, perde os 176 mil pontos e dólar avança com exterior e risco político" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="302081">eiras</a>.</p>
<p data-path-to-node="23">Em conclusão, a data de 21 de abril não deve ser vista apenas como um dia a menos de produção, mas como um elemento estruturante da legislação laboral brasileira. O <b data-path-to-node="23" data-index-in-node="165">feriado de Tiradentes</b> exige que gestores ajam com precisão técnica e rigor jurídico, assegurando que os direitos dos trabalhadores sejam respeitados enquanto a eficiência da empresa é preservada. A conformidade com a legislação federal e a antecipação de cenários operacionais são as chaves para navegar pelo <b data-path-to-node="23" data-index-in-node="474">feriado de Tiradentes</b> com segurança e previsibilidade.</p>
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		<title>Rio Fashion Week 2026 estreia com projeção de R$ 100 milhões e recoloca o Rio no mapa global da moda</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/rio-fashion-week-2026-movimenta-r-100-milhoes-no-rio</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Luiza Farias]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Apr 2026 21:03:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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		<category><![CDATA[economia carioca]]></category>
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		<category><![CDATA[turismo no Rio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Rio Fashion Week 2026 estreia com projeção de R$ 100 milhões e recoloca o Rio no centro da moda O Rio Fashion Week 2026 estreou nesta terça-feira cercado de expectativa econômica, ambição internacional e forte simbolismo para a indústria criativa carioca. A primeira edição do evento começou com desfile de abertura no Palácio da Cidade [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h4 data-section-id="1hf2r1m" data-start="66" data-end="163">Rio Fashion Week 2026 estreia com projeção de R$ 100 milhões e recoloca o Rio no centro da moda</h4>
<p data-start="165" data-end="754">O <strong data-start="167" data-end="192">Rio Fashion Week 2026</strong> estreou nesta terça-feira cercado de expectativa econômica, ambição internacional e forte simbolismo para a indústria criativa carioca. A primeira edição do evento começou com desfile de abertura no Palácio da Cidade e segue até 18 de abril no Pier Mauá, na região do Porto Maravilha, em uma tentativa clara de recolocar o Rio de Janeiro no circuito estratégico da moda nacional e global. A estimativa da Prefeitura do Rio é de que a semana movimente cerca de R$ 100 milhões na <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank" rel="noopener" title="Saiba por que economia cresce 2% em Salvador e inadimplência cai no Recife" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="322432">economia</a> da cidade e atraia aproximadamente 30 mil pessoas ao longo da programação.</p>
<p data-start="756" data-end="1277">O dado projetado transforma o <strong data-start="786" data-end="811">Rio Fashion Week 2026</strong> em mais do que uma agenda de passarela. O evento nasce <a href="https://gazetamercantil.com/bolsa-familia-agosto-2026-calendario-oficial" title="Bolsa Família Agosto 2026: calendário com antecipação confirmada e consulta liberada hoje" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="336786">com discurso de impacto econômico</a>, geração de empregos, ativação do turismo e fortalecimento da imagem internacional da capital fluminense. Ao apostar em uma semana de moda própria, o Rio tenta recuperar protagonismo em um setor que combina criatividade, comportamento, consumo, <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank" rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="306280">negócios</a> e posicionamento urbano. A moda, nesse contexto, aparece como vetor de desenvolvimento e não apenas como vitrine estética.</p>
<p data-start="1279" data-end="1846">A leitura oficial é de que o <strong data-start="1308" data-end="1333">Rio Fashion Week 2026</strong> aciona uma cadeia ampla de consumo e serviços. A conta elaborada pela Prefeitura considera despesas com ingressos, produção, montagem, contratação de profissionais, hospedagem, gastronomia, entretenimento, ativações de marca, festas e os negócios gerados no ambiente do Rio Fashion Business. Em outras palavras, o evento foi concebido para irradiar movimentação econômica muito além da passarela, alcançando setores que vão de hotelaria e alimentação à comunicação, cenografia, transporte e experiências premium.</p>
<p data-start="1848" data-end="2401">Esse desenho reforça o peso da estreia. O <strong data-start="1890" data-end="1915">Rio Fashion Week 2026</strong> chega ao calendário em um momento em que grandes cidades disputam relevância global por meio de eventos capazes de combinar identidade local e potência econômica. O Rio, que historicamente exporta imagem, estilo e comportamento, volta a usar a moda como linguagem de cidade. A diferença, agora, é que essa aposta vem embalada por um discurso institucional muito mais agressivo, ancorado em estudo de impacto, parceria com operador experiente e estratégia explícita de reposicionamento.</p>
<h2 data-section-id="hkqkqn" data-start="2403" data-end="2465">Rio Fashion Week 2026 nasce como motor de economia criativa</h2>
<p data-start="2467" data-end="2964">O ponto mais forte do <strong data-start="2489" data-end="2514">Rio Fashion Week 2026</strong> está na forma como ele foi apresentado pelo poder público. A Prefeitura decidiu enquadrar a semana de moda como uma engrenagem da economia criativa carioca, conectando o evento à geração de negócios, ao fortalecimento do turismo e à ampliação da visibilidade internacional da cidade. Isso muda o patamar da notícia. Não se trata de um simples encontro social ou de uma agenda restrita ao universo fashion. Trata-se de uma ação estruturada de cidade.</p>
<p data-start="2966" data-end="3516">A aposta faz sentido quando se observa a base econômica do setor no Rio de Janeiro. Segundo os dados oficiais usados pela Prefeitura, a cidade tem cerca de 6,6 mil <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="293777">empresas</a> de moda, o equivalente a 4,6% do total local. O segmento reúne 49,2 mil empregos formais e 41,7 mil MEIs, somando mais de 90 mil profissionais, com massa salarial anual estimada em R$ 3,7 bilhões. Esses números mostram que a moda já é, por si só, uma força econômica concreta no município. O <strong data-start="3431" data-end="3456">Rio Fashion Week 2026</strong> surge, então, como vitrine e catalisador desse ecossistema.</p>
<p data-start="3518" data-end="3958">Ao transformar a moda em ativo de posicionamento urbano, o Rio tenta capturar um ganho duplo. De um lado, projeta a cidade como centro criativo com identidade própria. De outro, amplia o potencial de circulação de capital em uma cadeia que envolve criação, produção, serviço, branding e hospitalidade. O <strong data-start="3822" data-end="3847">Rio Fashion Week 2026</strong> foi desenhado para operar justamente nessa interseção, em que cultura e economia deixam de caminhar separadas.</p>
<h2 data-section-id="mscek6" data-start="3960" data-end="4033">Projeção de R$ 100 milhões eleva o peso do evento no calendário do Rio</h2>
<p data-start="4035" data-end="4429">A cifra de R$ 100 milhões é o grande gancho do <strong data-start="4082" data-end="4107">Rio Fashion Week 2026</strong> e o elemento que mais impulsiona seu potencial de repercussão. Em um ambiente de concorrência entre grandes eventos por atenção, patrocínio e relevância editorial, números dessa magnitude ajudam a tirar o projeto do campo simbólico e colocá-lo no radar de empresários, investidores, setores de serviço e agentes públicos.</p>
<p data-start="4431" data-end="4986">O valor estimado foi calculado a partir de uma cadeia ampla de gastos, o que ajuda a entender a força do impacto projetado. Semanas de moda contemporâneas não vivem apenas de desfile. Elas movimentam produção de conteúdo, ativações publicitárias, festas paralelas, experiências gastronômicas, hospedagem de convidados, deslocamento de equipes, <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/trabalho" target="_blank" rel="noopener" title="Trabalho" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="306282">trabalho</a> de profissionais autônomos e encontros comerciais que podem gerar desdobramentos muito além dos dias de evento. O <strong data-start="4898" data-end="4923">Rio Fashion Week 2026</strong> foi estruturado exatamente para funcionar dentro dessa lógica.</p>
<p data-start="4988" data-end="5510">Essa leitura também acompanha uma estratégia mais ampla da cidade. O Rio de Janeiro vem reforçando, nos últimos anos, o uso de grandes eventos como plataforma de ativação econômica. A moda entra nesse pacote como segmento particularmente poderoso porque reúne apelo visual, repercussão espontânea, turismo de experiência e capacidade de atrair formadores de opinião. Nesse cenário, o <strong data-start="5372" data-end="5397">Rio Fashion Week 2026</strong> aparece não só como estreia, mas como teste de força para uma nova frente de posicionamento econômico da cidade.</p>
<h2 data-section-id="7z6ojw" data-start="5512" data-end="5585">Pier Mauá e Palácio da Cidade ampliam o impacto visual e institucional</h2>
<p data-start="5587" data-end="6078">A escolha do Pier Mauá como sede principal do <strong data-start="5633" data-end="5658">Rio Fashion Week 2026</strong> é estratégica em vários níveis. O espaço reúne infraestrutura para grandes eventos, apelo arquitetônico, localização simbólica e <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje cai forte, perde os 176 mil pontos e dólar avança com exterior e risco político" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="301740">forte conexão com</a> a narrativa de revitalização do Porto Maravilha. Levar a semana de moda para esse cenário amplia a potência visual da cobertura, reforça a associação entre moda e cidade e fortalece a percepção de que o Rio quer usar sua paisagem e sua imagem como parte central do evento.</p>
<p data-start="6080" data-end="6605">A abertura no Palácio da Cidade também carrega peso institucional. Não foi apenas um desfile inaugural, mas um gesto político de chancela pública à iniciativa. O <strong data-start="6242" data-end="6267">Rio Fashion Week 2026</strong> começa, assim, com marca clara de apoio do poder municipal, o que ajuda a consolidar a leitura de que a semana de moda foi incorporada à agenda estratégica da cidade. Isso importa porque eventos novos precisam de legitimidade, e a legitimação institucional funciona como alavanca para atrair patrocinadores, marcas, criadores e imprensa.</p>
<p data-start="6607" data-end="7050">Além disso, o Porto Maravilha cumpre um papel simbólico importante. Ao receber o <strong data-start="6688" data-end="6713">Rio Fashion Week 2026</strong>, a região reforça sua vocação recente como palco de encontros ligados a inovação, cultura, negócios e entretenimento. Isso ajuda a costurar uma narrativa urbana mais ampla: o Rio não quer apenas sediar uma semana de moda, mas usar o evento para reafirmar áreas estratégicas da cidade como territórios de experiência e economia criativa.</p>
<h2 data-section-id="1y683l7" data-start="7052" data-end="7111">Moda, turismo e consumo se misturam na estratégia do Rio</h2>
<p data-start="7113" data-end="7552">Um dos elementos mais interessantes do <strong data-start="7152" data-end="7177">Rio Fashion Week 2026</strong> é a forma como ele cruza moda e turismo. A Prefeitura sustenta que a volta de uma semana de moda ao Rio se conecta à vocação histórica da cidade e ao peso econômico da indústria fashion local. Na prática, isso significa usar a moda como ferramenta de atração de visitantes, de movimentação do setor de serviços e de reforço da marca Rio em segmentos de maior valor agregado.</p>
<p data-start="7554" data-end="7970">Essa conexão é poderosa porque grandes semanas de moda raramente produzem impacto apenas dentro da indústria. Elas costumam irradiar presença para hotéis, restaurantes, festas, transporte executivo, experiências gastronômicas e roteiros de consumo. O <strong data-start="7805" data-end="7830">Rio Fashion Week 2026</strong> parece ter sido pensado já com essa lógica de cidade-vitrine, em que a experiência do visitante importa tanto quanto o conteúdo do desfile.</p>
<p data-start="7972" data-end="8354">Para o turismo carioca, isso pode representar uma nova camada de atratividade. O Rio é conhecido globalmente por sua paisagem, sua música, seu comportamento e sua vida ao ar livre. Ao adicionar uma semana de moda ao calendário com ambição internacional, o município amplia a sofisticação de sua oferta e sinaliza que quer disputar atenção também no mapa global de eventos criativos.</p>
<h2 data-section-id="d330fs" data-start="8356" data-end="8432">Programação amplia alcance com marcas, ativações e curadoria gastronômica</h2>
<p data-start="8434" data-end="8779">A força do <strong data-start="8445" data-end="8470">Rio Fashion Week 2026</strong> também está no formato de sua programação. O evento reúne desfiles autorais, apresentações de grandes marcas, ativações publicitárias, festas exclusivas e curadoria gastronômica integrada ao conceito da semana. Esse desenho amplia a experiência do público e fortalece o caráter multiplataforma da iniciativa.</p>
<p data-start="8781" data-end="9155">Hoje, semanas de moda relevantes não vivem apenas do que acontece na passarela. Elas dependem de narrativa, presença de marcas, ativações, relacionamento e desdobramentos sociais e comerciais. O <strong data-start="8976" data-end="9001">Rio Fashion Week 2026</strong> parece já nascer com essa compreensão, buscando se posicionar como um ambiente em que criação, branding e negócios se sobrepõem e se reforçam mutuamente.</p>
<p data-start="9157" data-end="9621">Essa estrutura também ajuda a justificar a expectativa de público de 30 mil pessoas. Quando o evento expande sua proposta para além do desfile, ele amplia os pontos de contato com diferentes perfis de audiência. Há quem vá pelo interesse estético, há quem circule pela ativação de marcas, há quem esteja ali por networking, turismo, festa ou observação de tendências. O <strong data-start="9527" data-end="9552">Rio Fashion Week 2026</strong> tenta absorver todos esses públicos dentro de uma mesma experiência.</p>
<h2 data-section-id="sfzpth" data-start="9623" data-end="9686">Parceria com a IMM dá musculatura e credibilidade ao projeto</h2>
<p data-start="9688" data-end="10130">O <strong data-start="9690" data-end="9715">Rio Fashion Week 2026</strong> é resultado de uma parceria entre a Prefeitura do Rio e a IMM, empresa também responsável pela realização do São Paulo Fashion Week. Esse detalhe aumenta significativamente o peso do evento. Ao se associar a uma operadora com experiência em produção de grandes encontros de moda, o projeto ganha densidade operacional, legitimidade setorial e maior capacidade de articulação com marcas, criadores e patrocinadores.</p>
<p data-start="10132" data-end="10523">Para um evento em sua primeira edição, esse fator é decisivo. Criar uma semana <a href="https://gazetamercantil.com/dolar-hoje" title="Dólar hoje sobe acima de R$ 5 com risco político e pressão inflacionária no exterior" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="301741">de</a> moda com pretensão de permanência exige mais do que desejo político e apelo de imagem. Exige conhecimento da engrenagem do setor, domínio de produção, relacionamento com o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="306279">mercado</a> e capacidade de construir relevância desde a estreia. A parceria ajuda o <strong data-start="10467" data-end="10492">Rio Fashion Week 2026</strong> a nascer com essa musculatura.</p>
<p data-start="10525" data-end="10861">Também contribui para reduzir a percepção de improviso. O evento deixa de parecer uma iniciativa pontual e passa a carregar a imagem de projeto estruturado, com ambição de longo prazo. Isso é fundamental para a consolidação futura do calendário e para a atração de players que pensam em continuidade, e não apenas em presença simbólica.</p>
<h2 data-section-id="129ybua" data-start="10863" data-end="10934">Rio tenta recuperar protagonismo e voltar ao circuito global fashion</h2>
<p data-start="10936" data-end="11316">O grande objetivo por trás do <strong data-start="10966" data-end="10991">Rio Fashion Week 2026</strong> é recolocar a cidade no circuito global da moda. Essa intenção foi verbalizada de forma clara pelas autoridades municipais e pelos organizadores. O Rio quer se reapresentar ao mercado como celeiro de tendências, laboratório de estilo e plataforma de visibilidade internacional para designers, marcas e formadores de opinião.</p>
<p data-start="11318" data-end="11759">A cidade tem atributos que tornam essa ambição plausível. Poucos lugares no mundo possuem combinação semelhante de paisagem, comportamento, cultura urbana, moda de praia, lifestyle e influência visual. O problema, nos últimos anos, era a ausência de um evento estruturado que condensasse esses ativos em uma plataforma com densidade de negócios e repercussão editorial. O <strong data-start="11690" data-end="11715">Rio Fashion Week 2026</strong> nasce justamente para preencher esse vazio.</p>
<p data-start="11761" data-end="12115">Essa retomada importa porque semanas de moda ajudam a organizar a atenção do setor. Elas criam agenda, atraem imprensa, conectam compradores, fortalecem marcas e ajudam a sedimentar narrativas territoriais. Se conseguir se consolidar, o <strong data-start="11998" data-end="12023">Rio Fashion Week 2026</strong> poderá funcionar como instrumento permanente <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 05 de agosto, aguarda decisão do Copom com mercado apostando em Selic a 14%" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="336785">de reposicionamento do Rio no</a> mercado fashion.</p>
<h2 data-section-id="lv06p2" data-start="12117" data-end="12172">O evento que transforma moda em estratégia de cidade</h2>
<p data-start="12174" data-end="12570">No fim das contas, o que torna o <strong data-start="12207" data-end="12232">Rio Fashion Week 2026</strong> mais relevante do que uma estreia comum é o seu enquadramento. O evento não foi lançado como entretenimento passageiro nem como simples reunião de desfiles. Ele foi apresentado como estratégia de cidade, com projeção de impacto econômico, ativação da economia criativa, geração de negócios e reforço da visibilidade internacional do Rio.</p>
<p data-start="12572" data-end="12967">Essa abordagem aumenta o potencial de permanência do projeto. Quando uma semana de moda nasce conectada a números concretos, apoio institucional, operador experiente e cadeia econômica robusta, ela tem mais chance de se transformar em ativo recorrente. O <strong data-start="12827" data-end="12852">Rio Fashion Week 2026</strong> entra no calendário tentando justamente isso: deixar de ser apenas novidade e se tornar marca de reposicionamento.</p>
<p data-start="12969" data-end="13366">Se a projeção de R$ 100 milhões se confirmar e o fluxo esperado de 30 mil pessoas se materializar, a primeira edição já terá força para se afirmar como marco da retomada fashion da cidade. Mais do que recolocar o Rio nos holofotes, o <strong data-start="13203" data-end="13228">Rio Fashion Week 2026</strong> pode se consolidar como o evento que devolveu à moda carioca um papel central na conversa sobre economia, turismo, imagem e criatividade.</p>
<p data-start="13368" data-end="13630">
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		<title>Receita notifica quase 3 mil supermercados e cobra R$ 10 bilhões em nova ofensiva fiscal</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/receita-notifica-supermercados-e-cobra-r-10-bilhoes-em-nova-ofensiva-fiscal</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Luiza Farias]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Apr 2026 00:00:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Negócios]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Receita Federal iniciou nesta quarta-feira uma nova ofensiva contra o setor supermercadista e passou a notificar 2.959 empresas para cobrar cerca de R$ 10 bilhões em tributos relacionados ao uso indevido de créditos de PIS e Cofins. A medida eleva a pressão sobre um dos segmentos mais relevantes do varejo brasileiro e acende alerta [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p data-start="366" data-end="768">A Receita Federal iniciou nesta quarta-feira uma nova ofensiva contra o setor supermercadista e passou a notificar 2.959 empresas para cobrar cerca de R$ 10 bilhões em tributos relacionados ao uso indevido de créditos de PIS e Cofins. A medida eleva a pressão sobre um dos segmentos mais relevantes do <a href="https://gazetamercantil.com/dolar-hoje" title="Dólar hoje sobe com impasse entre EUA e Irã e varejo brasileiro acima do esperado" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="290833">varejo brasileiro e acende alerta imediato entre</a> empresários, contadores e consultorias tributárias.</p>
<p data-start="770" data-end="1232">O foco da ação está em pedidos de ressarcimento e compensação considerados inconsistentes pelo Fisco. Na prática, a Receita identificou que parte <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 16 de julho: Bolsa cai com tarifaço dos EUA e pressão de Vale e bancos" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="326830">dos supermercados teria abatido tributos com</a> base em créditos sem respaldo legal, o que agora abre uma corrida contra o tempo para regularização. O prazo dado aos contribuintes vai até 30 de junho. Depois disso, o cenário pode incluir multas, cobrança ampliada e responsabilização patrimonial de sócios e dirigentes.</p>
<p data-start="1234" data-end="1689">O movimento ocorre em um momento sensível para o varejo alimentar, que já opera sob margens pressionadas, custos elevados e forte disputa por preço. A entrada de uma cobrança bilionária no radar de quase 3 mil supermercados transforma o tema em um dos mais delicados do ambiente tributário recente. Mais do que uma ação fiscal isolada, a medida da Receita reposiciona o debate sobre créditos de PIS e Cofins em um nível de urgência máxima dentro do setor.</p>
<p data-start="1691" data-end="2157">A operação foi batizada de “Caixa Rápido” e nasceu a partir da análise de mais de 55 mil pedidos de ressarcimento e compensação. Ao revisar esses processos, a Receita afirmou ter encontrado irregularidades ligadas ao aproveitamento de créditos tributários em situações vedadas pela legislação. O caso ganha ainda mais repercussão porque atinge produtos centrais no dia a dia dos supermercados, como itens da cesta básica, bebidas, combustíveis e produtos de higiene.</p>
<h2 data-section-id="7783cv" data-start="2159" data-end="2231">Receita sobe o tom contra créditos indevidos no setor supermercadista</h2>
<p data-start="2233" data-end="2688">A nova fase da fiscalização mostra que a Receita decidiu apertar o cerco sobre práticas tributárias que, no entendimento do órgão, foram usadas de maneira irregular para reduzir o valor de tributos devidos. No centro da ação está a interpretação sobre o aproveitamento de créditos de PIS e Cofins, tema historicamente complexo no sistema tributário brasileiro e frequentemente alvo de controvérsias entre contribuintes, consultorias e autoridades fiscais.</p>
<p data-start="2690" data-end="3146">No caso dos supermercados, a Receita aponta que muitos dos créditos utilizados estariam vinculados a mercadorias que não autorizariam esse abatimento da forma adotada. É justamente essa leitura que sustenta a cobrança agora colocada sobre a mesa. O impacto é direto porque o setor opera com grande volume de mercadorias, alta rotatividade e um mix tributário extremamente complexo, o que amplia o risco de erro, distorção ou uso agressivo de teses fiscais.</p>
<p data-start="3148" data-end="3553">A Receita também enviou um recado claro ao <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="298205">mercado</a> de assessoria tributária. Segundo o órgão, em muitos casos consultorias se aproveitam da complexidade da legislação e da limitada familiaridade técnica de empresários para induzir o uso de créditos sem base legal. A declaração endurece o ambiente e reforça a percepção de que o Fisco enxerga um padrão replicado de conduta, e não apenas desvios pontuais.</p>
<h2 data-section-id="8zv0qh" data-start="3555" data-end="3638">Cobrança bilionária expõe fragilidade fiscal de um dos maiores setores do varejo</h2>
<p data-start="3640" data-end="3963">A cifra de R$ 10 bilhões dá dimensão ao alcance da operação. Em um setor de grande relevância para o abastecimento, emprego e consumo das famílias, uma cobrança dessa magnitude pressiona fluxo de caixa, acentua a necessidade de revisão contábil e pode abrir uma onda de reavaliação tributária em redes de diferentes portes.</p>
<p data-start="3965" data-end="4380">O episódio também expõe como passivos fiscais podem crescer silenciosamente em <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="293764">empresas</a> que operam com grande volume e margens comprimidas. No supermercadista, qualquer erro ou aposta excessivamente agressiva em compensações pode se transformar em problema de grande escala. Com a ação da Receita, esse risco deixa de ser abstrato e passa a ter impacto concreto sobre balanços, governança e planejamento financeiro.</p>
<p data-start="4382" data-end="4772">Além do peso econômico, a ofensiva cria um efeito psicológico relevante no setor. Mesmo empresas que não receberam notificação imediata tendem a rever procedimentos internos, checar a origem dos créditos utilizados e reforçar sua blindagem documental. Em outras palavras, a operação não se limita aos notificados: ela reposiciona o comportamento defensivo de todo o mercado supermercadista.</p>
<h2 data-section-id="1bva2v7" data-start="4774" data-end="4841">Cesta básica, bebidas e higiene entram no centro da fiscalização</h2>
<p data-start="4843" data-end="5211">Entre os exemplos mais comuns de uso indevido de créditos tributários apontados pela Receita estão itens da cesta básica com alíquota zero e produtos cuja tributação ocorre nas etapas iniciais da cadeia, como bebidas, combustíveis e itens de higiene. Isso torna a ação especialmente sensível porque essas categorias fazem parte do núcleo da operação dos supermercados.</p>
<p data-start="5213" data-end="5580">Em termos práticos, a Receita entende que, em várias dessas hipóteses, não havia base legal para o crédito apropriado pelas empresas. Quando isso acontece, todo o mecanismo de compensação feito a partir desse crédito passa a ser questionado. O efeito é duplo: o contribuinte perde o valor abatido e ainda pode ser obrigado a recolher tributo, multa e demais encargos.</p>
<p data-start="5582" data-end="5937">Essa estrutura ajuda a explicar por que a fiscalização ganhou tamanho peso. Não se trata de um ponto periférico da atividade supermercadista, mas de mercadorias com forte presença no faturamento do setor. A depender do volume envolvido, a regularização pode exigir revisão profunda de períodos anteriores, recalculando tributos e refazendo a escrituração.</p>
<h2 data-section-id="i4un9d" data-start="5939" data-end="5994">Prazo até 30 de junho abre corrida por regularização</h2>
<p data-start="5996" data-end="6326">A Receita determinou que os empresários terão até 30 de junho para regularizar a situação. Até lá, será necessário retificar declarações fiscais, informar os valores corretos, cancelar pedidos irregulares e pagar os tributos devidos. O prazo curto amplia a urgência e coloca as áreas contábil, fiscal e jurídica sob forte pressão.</p>
<p data-start="6328" data-end="6721">A regularização espontânea, segundo a lógica da Receita, é a chance de o contribuinte corrigir inconsistências antes da adoção de medidas mais severas. Mas isso não significa processo simples. Em muitos casos, a revisão pode exigir levantamento detalhado da escrituração, análise de produtos, conferência de notas e reconstrução da base que sustentou os pedidos de ressarcimento e compensação.</p>
<p data-start="6723" data-end="7037">Para redes menores, o desafio pode ser ainda maior. Muitas operam com estrutura administrativa mais enxuta e menor capacidade de resposta rápida diante de cobranças complexas. Já grupos maiores terão de lidar com o volume de dados e a abrangência das operações, o que também pode tornar a regularização trabalhosa.</p>
<h2 data-section-id="ndo985" data-start="7039" data-end="7106">Multas e risco ao patrimônio dos sócios elevam gravidade do caso</h2>
<p data-start="7108" data-end="7398">Um dos pontos mais duros da medida está na advertência de que, sem regularização, os sócios ou dirigentes poderão responder solidariamente pelas dívidas da pessoa jurídica. Isso significa que o problema pode ultrapassar o CNPJ e atingir diretamente o patrimônio pessoal dos administradores.</p>
<p data-start="7400" data-end="7742">Esse fator muda o peso da operação. O empresário deixa de tratar a questão apenas como passivo corporativo e passa a ver um risco patrimonial concreto. Em segmentos empresariais nos quais ainda há forte presença de controle familiar e gestão centralizada, esse tipo de ameaça costuma acelerar decisões internas e elevar o grau de preocupação.</p>
<p data-start="7744" data-end="8086">Somado às possíveis multas, o recado da Receita é de endurecimento. O contribuinte que ignorar a notificação ou insistir na manutenção de créditos considerados indevidos pode enfrentar um cenário significativamente mais oneroso. Assim, a corrida por regularização deixa de ser apenas recomendável e passa a ser uma questão de defesa imediata.</p>
<h2 data-section-id="q3jc52" data-start="8088" data-end="8147">Operação Caixa Rápido vira alerta nacional para o varejo</h2>
<p data-start="8149" data-end="8524">A ofensiva da Receita não interessa apenas aos supermercados notificados. Ela funciona como alerta <a href="https://gazetamercantil.com/siglas-corporativas-aprender" title="Siglas Corporativas para Aprender e Aplicar no Mercado (2026)" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="329995">para todo o varejo que trabalha</a> com regimes tributários complexos e utiliza créditos de PIS e Cofins em larga escala. A partir de agora, empresas de diferentes segmentos devem redobrar cautela ao analisar teses de compensação apresentadas como oportunidade de alívio de caixa.</p>
<p data-start="8526" data-end="8880">O caso também reforça uma lição cada vez mais dura no ambiente tributário brasileiro: promessas de recuperação acelerada de crédito podem esconder risco elevado quando não há sustentação legal clara. Ao mirar um setor inteiro com cobrança bilionária, a Receita mostra que pretende agir de forma mais estruturada contra práticas que enxerga como abusivas.</p>
<p data-start="8882" data-end="9245">Para o setor supermercadista, a mensagem é inequívoca. O relógio começou a correr, o prazo já está dado e o custo da omissão pode ser alto. A partir desta semana, a questão tributária entrou de vez no centro do caixa das empresas — e não mais como detalhe técnico, mas como risco capaz de alterar decisões financeiras, operacionais e patrimoniais em larga escala.</p>
<h2 data-section-id="155wfb4" data-start="9247" data-end="9322">Receita abre frente bilionária e força revisão urgente nos supermercados</h2>
<p data-start="9324" data-end="9650">A abertura dessa frente bilionária marca um dos movimentos fiscais mais relevantes recentes sobre o <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje tenta recuperação após queda forte e mira dados dos EUA" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="297606">varejo</a> alimentar. Ao atingir quase 3 mil supermercados, a Receita transforma uma discussão técnica sobre créditos tributários em tema de repercussão nacional, com reflexos sobre governança, fluxo de caixa e segurança jurídica.</p>
<p data-start="9652" data-end="9990">O setor terá agora de reagir em ritmo acelerado, revisando procedimentos internos e recalculando sua exposição real. Em um ambiente de margens apertadas e pressão constante por eficiência, poucas ameaças têm hoje potencial tão imediato quanto uma cobrança dessa dimensão acompanhada da possibilidade de multas e responsabilização pessoal.</p>
<p data-start="9992" data-end="10332">A operação coloca em xeque não apenas práticas passadas, mas o modelo de tomada de decisão fiscal de muitas empresas. E o desfecho dessa ofensiva pode redefinir a postura de todo o varejo diante de estratégias tributárias vendidas como solução rápida para geração de caixa. Desta vez, a conta chegou com data, valor e aviso severo do Fisco.</p>
<p data-start="10334" data-end="10665">
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		<title>Oncoclínicas (ONCO3) recorre à Justiça para evitar vencimento antecipado da dívida</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/oncoclinicas-onco3-tutela-cautelar-divida-tjsp</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Luiza Farias]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Apr 2026 14:12:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Oncoclínicas (ONCO3) vai à Justiça para frear efeito da dívida e acende alerta no mercado A decisão da Oncoclínicas (ONCO3) de recorrer ao Tribunal de Justiça de São Paulo com um pedido de tutela cautelar em caráter antecedente elevou a atenção do mercado sobre a situação financeira da companhia e sobre o risco de aceleração [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h4 data-section-id="30t2m3" data-start="0" data-end="91">Oncoclínicas (ONCO3) vai à Justiça para frear efeito da dívida e acende alerta no mercado</h4>
<p data-start="93" data-end="581">A decisão da Oncoclínicas (ONCO3) de recorrer ao Tribunal de Justiça de São Paulo com um pedido de tutela cautelar em caráter antecedente elevou a atenção do mercado sobre a situação financeira da companhia e sobre o risco de aceleração de obrigações relevantes. O movimento, comunicado ao <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="306341">mercado</a> pela empresa, tem um objetivo claro: impedir que cláusulas contratuais levem ao vencimento antecipado de dívidas e à cobrança imediata de valores enquanto seguem as negociações com credores.</p>
<p data-start="583" data-end="1074">Na prática, a ofensiva judicial da Oncoclínicas (ONCO3) busca ganhar tempo, preservar liquidez e evitar uma pressão financeira adicional num momento delicado. Embora a companhia sustente a continuidade normal de suas operações, o recurso à Justiça mostra que a discussão sobre a estrutura de passivos ganhou um novo patamar. Para investidores, credores e analistas, o episódio deixa de ser apenas um tema técnico de balanço e passa a ser um evento central para a leitura de risco da empresa.</p>
<p data-start="1076" data-end="1550">A medida também recoloca em evidência um instrumento jurídico pouco familiar fora do ambiente empresarial: a tutela cautelar. Em momentos de estresse financeiro, esse tipo de ação pode ser usado para suspender efeitos imediatos de contratos, impedir cobranças automáticas e preservar margem de negociação. No caso da Oncoclínicas (ONCO3), o pedido se conecta diretamente à tentativa de evitar que a dívida se torne mais pesada e mais urgente antes de uma solução mais ampla.</p>
<h2 data-section-id="5os3b" data-start="1552" data-end="1606">O que a Oncoclínicas (ONCO3) quer barrar na Justiça</h2>
<p data-start="1608" data-end="2025">O centro do caso está nas cláusulas contratuais que podem acionar o vencimento antecipado de dívidas. Em contratos financeiros, esse mecanismo permite que credores cobrem imediatamente valores que, em condições normais, venceriam apenas no futuro. Quando isso ocorre em uma companhia pressionada financeiramente, o impacto pode ser profundo: o passivo encurta, o caixa sofre e a capacidade de negociação se deteriora.</p>
<p data-start="2027" data-end="2479">É justamente esse efeito que a Oncoclínicas (ONCO3) tenta frear. Ao recorrer à tutela cautelar, a empresa busca suspender provisoriamente o acionamento dessas cláusulas e evitar a exigibilidade imediata de determinadas obrigações financeiras. A estratégia não elimina a dívida nem redefine, sozinha, o problema estrutural da companhia. O que ela faz é tentar impedir que a crise se agrave de forma brusca antes da conclusão das tratativas com credores.</p>
<p data-start="2481" data-end="2840">Esse ponto é decisivo para entender a gravidade do movimento. <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="293747">Empresas</a> não recorrem a esse tipo de instrumento por conveniência operacional trivial. Quando uma companhia aberta do porte da Oncoclínicas (ONCO3) pede proteção judicial contra efeitos automáticos de contratos, o mercado lê o gesto <a href="https://gazetamercantil.com/dolar-hoje" title="Dólar hoje sobe acima de R$ 5 com risco político e pressão inflacionária no exterior" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="301726">como sinal de que a pressão</a> financeira exige contenção imediata.</p>
<h2 data-section-id="149eagg" data-start="2842" data-end="2904">O que é tutela cautelar e por que ela pesa tanto nesse caso</h2>
<p data-start="2906" data-end="3193">A tutela cautelar é uma medida judicial provisória usada para evitar que um dano imediato ocorra antes da análise completa do caso principal. Em vez de encerrar a disputa, ela serve para preservar o resultado útil do processo e impedir que o tempo jogue contra a parte que pede proteção.</p>
<p data-start="3195" data-end="3538">No ambiente empresarial, isso significa que uma companhia pode acionar a Justiça para bloquear efeitos que, se produzidos naquele momento, poderiam comprometer sua capacidade de negociação, sua previsibilidade financeira ou até a condução normal dos <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank" rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="306342">negócios</a>. É por isso que a tutela cautelar é vista como um instrumento de contenção de danos.</p>
<p data-start="3540" data-end="3908">No caso da Oncoclínicas (ONCO3), a lógica é direta. Se cláusulas contratuais forem acionadas automaticamente e levarem ao vencimento antecipado das dívidas, a companhia pode enfrentar uma cobrança mais agressiva e imediata. Ao pedir a tutela cautelar, a empresa tenta construir uma barreira temporária para impedir esse avanço enquanto segue em conversas com credores.</p>
<p data-start="3910" data-end="4274">Esse é um dos motivos pelos quais a <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje tenta recuperação após queda forte e mira dados dos EUA" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="297615">notícia tem alto impacto de mercado</a>. A discussão não é apenas jurídica. Ela envolve liquidez, capacidade de negociação, estabilidade operacional e percepção de solvência. Para o investidor, a tutela cautelar deixa de ser um termo técnico e passa a ser uma peça-chave para entender o estágio da pressão enfrentada pela companhia.</p>
<h2 data-section-id="wjloxs" data-start="4276" data-end="4351">Por que empresas usam tutela cautelar em momentos de estresse financeiro</h2>
<p data-start="4353" data-end="4725">Empresas recorrem à tutela cautelar quando precisam impedir que contratos, execuções ou decisões produzam um efeito imediato potencialmente danoso. Em situações de endividamento pressionado, o instrumento costuma ser utilizado para travar gatilhos que possam tornar obrigações exigíveis de uma só vez, abrir espaço para reestruturação e preservar o ambiente de negociação.</p>
<p data-start="4727" data-end="5139">Esse uso é particularmente comum quando há risco de que a rigidez contratual destrua a chance de uma solução negociada. Se os credores passam a cobrar valores de maneira imediata e integral, a empresa perde fôlego justamente no momento em que mais precisa de previsibilidade. A tutela cautelar, nesse contexto, funciona como um pedido de proteção temporária para impedir que a situação se desorganize ainda mais.</p>
<p data-start="5141" data-end="5548">Na leitura de mercado, o recurso da Oncoclínicas (ONCO3) se encaixa exatamente nessa lógica. A empresa tenta conter um efeito em cadeia sobre sua dívida, reduzir o risco de agravamento imediato e manter abertas as conversas para reequilibrar o passivo. Isso não significa que a companhia tenha resolvido seu problema. Significa apenas que busca impedir que ele se torne ainda mais agudo no curtíssimo prazo.</p>
<h2 data-section-id="104ad2c" data-start="5550" data-end="5614">O que muda para a Oncoclínicas (ONCO3) se a medida for aceita</h2>
<p data-start="5616" data-end="5943">Se o Tribunal de Justiça de São Paulo conceder a tutela cautelar, a Oncoclínicas (ONCO3) poderá ganhar um alívio temporário importante. A suspensão dos efeitos de determinadas cláusulas reduziria a pressão imediata sobre a <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 16 de julho: Bolsa cai com tarifaço dos EUA e pressão de Vale e bancos" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="326845">dívida e daria à</a> companhia mais espaço para conduzir negociações com credores em bases menos agressivas.</p>
<p data-start="5945" data-end="6314">Esse intervalo pode ser decisivo. Em crises corporativas, tempo e previsibilidade costumam ser ativos valiosos. Uma empresa pressionada por cobranças instantâneas tem menos margem para construir consensos, reorganizar fluxo financeiro e planejar uma saída sustentável. Com a medida, a administração ganha alguns graus de liberdade para tentar uma solução mais ordenada.</p>
<p data-start="6316" data-end="6767">Mas o mercado também sabe que esse alívio seria apenas provisório. A tutela cautelar não substitui uma renegociação definitiva, não apaga obrigações e não resolve automaticamente a estrutura de capital. Ela apenas posterga ou neutraliza temporariamente efeitos específicos enquanto o caso é analisado. Por isso, mesmo que a decisão seja favorável, o foco seguirá sobre a capacidade de a Oncoclínicas (ONCO3) transformar esse fôlego em acordo concreto.</p>
<h2 data-section-id="13uej7k" data-start="6769" data-end="6822">O que acontece se o TJSP negar o pedido da empresa</h2>
<p data-start="6824" data-end="7144">Se o pedido for rejeitado, a pressão sobre a companhia pode aumentar de forma relevante. Sem a proteção judicial, o risco de exigibilidade imediata de obrigações e de acionamento pleno das cláusulas contratuais volta a pesar com mais força. Isso pode reduzir o espaço de negociação e ampliar a tensão em torno da dívida.</p>
<p data-start="7146" data-end="7584">Nesse cenário, a leitura do mercado tende a ficar mais dura. A negativa do tribunal não necessariamente determina um desfecho extremo, mas retira da companhia uma ferramenta importante de contenção. Para uma empresa que já precisou judicializar a discussão para evitar o avanço automático dos contratos, perder essa proteção teria impacto direto sobre percepção de risco, confiança dos agentes e acompanhamento do caso pelos investidores.</p>
<p data-start="7586" data-end="7854">É por isso que a decisão do TJSP tende a ser tratada como um marco. Mais do que um despacho processual, ela poderá redefinir o grau de fôlego de curto prazo da Oncoclínicas (ONCO3) e influenciar a forma como credores e mercado passam a se posicionar diante da empresa.</p>
<h2 data-section-id="1p1bi7b" data-start="7856" data-end="7936">Mercado lê o movimento como sinal de estresse e de tentativa de reorganização</h2>
<p data-start="7938" data-end="8307">O recurso à Justiça carrega duas mensagens simultâneas. A primeira é de alerta: a companhia entendeu que precisava agir rapidamente para impedir um agravamento de suas obrigações financeiras. A segunda é de estratégia: ao buscar tutela cautelar, a administração tenta reorganizar o ambiente em torno da dívida e evitar que a pressão imediata destrua a chance de acordo.</p>
<p data-start="8309" data-end="8811">Esse duplo significado ajuda a explicar por que a notícia tem força para ganhar repercussão ampla no noticiário de negócios. O caso reúne elementos que interessam ao mercado: companhia aberta, dívida, risco contratual, judicialização e incerteza sobre o próximo passo. Além disso, a presença do ticker ONCO3 amplia o interesse do público investidor, que passa a acompanhar o episódio não apenas como assunto jurídico, mas como evento com potencial de mexer na percepção sobre valor, risco e governança.</p>
<p data-start="8813" data-end="9196">Outro fator que aumenta o peso da notícia é o setor em que a empresa atua. A Oncoclínicas (ONCO3) é uma companhia conhecida no segmento de saúde, o que faz com que qualquer movimento de pressão financeira seja lido com cuidado adicional. Em empresas de setores sensíveis, a continuidade operacional e a previsibilidade financeira carregam um componente reputacional ainda mais forte.</p>
<h2 data-section-id="1xkt2gi" data-start="9198" data-end="9281">Oncoclínicas (ONCO3) tenta ganhar tempo antes que a dívida dite o ritmo da crise</h2>
<p data-start="9283" data-end="9675">O movimento da Oncoclínicas (ONCO3) ao buscar tutela cautelar mostra que a empresa entrou numa fase em que a gestão do passivo se tornou prioridade imediata. Ao tentar barrar o vencimento antecipado de dívidas e a cobrança instantânea de determinadas obrigações, a companhia sinaliza que precisa preservar espaço para negociar antes que os contratos passem a impor um ritmo mais duro à crise.</p>
<p data-start="9677" data-end="9986"><a href="https://gazetamercantil.com/siglas-corporativas-aprender" title="Siglas Corporativas para Aprender e Aplicar no Mercado (2026)" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="330007">Para o mercado</a>, a leitura central é clara: a discussão sobre a dívida saiu do campo exclusivamente financeiro e avançou para o campo judicial. Isso costuma ocorrer quando a empresa entende que os instrumentos privados já não são suficientes, sozinhos, para impedir o agravamento do quadro no curtíssimo prazo.</p>
<p data-start="9988" data-end="10359">A partir de agora, a notícia deixa de ser apenas o pedido em si e passa a ser também a resposta da Justiça. O que o TJSP decidir poderá definir se a Oncoclínicas (ONCO3) terá um respiro para reorganizar suas negociações ou se enfrentará uma pressão mais intensa e imediata. Em qualquer cenário, a tutela cautelar já se tornou a peça mais importante do caso neste momento.</p>
<p data-start="10361" data-end="10459">
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			</item>
		<item>
		<title>Riachuelo (RIAA3) atualiza valor do JCP após aumento de capital; veja novo valor por ação</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/riachuelo-riaa3-atualiza-valor-jcp-apos-aumento-de-capital</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Luiza Farias]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Apr 2026 13:44:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Negócios]]></category>
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		<category><![CDATA[Riachuelo atualiza JCP]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Riachuelo (RIAA3) comunicou ao mercado a atualização do valor bruto por ação dos juros sobre capital próprio (JCP), após o aumento de capital aprovado em 1º de abril de 2026, decorrente do exercício de opções de compra de ações. A revisão não altera o montante global da distribuição, mantido em R$ 50 milhões, mas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p data-start="384" data-end="775">A Riachuelo (RIAA3) comunicou ao mercado a atualização do valor bruto por ação dos juros sobre capital próprio (JCP), após o aumento de capital aprovado em 1º de abril de 2026, decorrente do exercício de opções de compra de ações. A revisão não altera o montante global da distribuição, mantido em R$ 50 milhões, mas reduz marginalmente o valor unitário do provento destinado aos acionistas.</p>
<p data-start="777" data-end="1032">Com a mudança, o valor bruto por ação da Riachuelo (RIAA3) passou de R$ 0,09968325745 para R$ 0,09964280525 por papel ordinário. A companhia informou que o total seguirá sendo imputado ao dividendo mínimo obrigatório referente ao exercício social de 2026.</p>
<p data-start="1034" data-end="1339">O movimento recoloca a Riachuelo (RIAA3) no radar dos investidores que acompanham proventos, estrutura de capital e remuneração ao acionista. Embora o ajuste por ação seja pequeno, ele tem importância prática e simbólica, porque reflete diretamente a nova base acionária da companhia após a capitalização.</p>
<h2 data-section-id="12zawmz" data-start="1341" data-end="1383">O que mudou no JCP da Riachuelo (RIAA3)</h2>
<p data-start="1385" data-end="1600">A revisão promovida pela Riachuelo (RIAA3) teve origem no aumento de capital aprovado no início de abril. Como houve alteração na quantidade de ações em circulação, o valor do JCP precisou ser recalculado por papel.</p>
<p data-start="1602" data-end="1870">Na prática, a Riachuelo (RIAA3) manteve intacto o valor total de R$ 50 milhões reservado para distribuição, mas redistribuiu esse montante sobre uma base maior de ações. O resultado foi a redução marginal do valor unitário a ser recebido por cada acionista habilitado.</p>
<p data-start="1872" data-end="2159">Esse tipo de ajuste é comum em companhias abertas após eventos societários relevantes, especialmente quando há emissão de ações vinculada ao exercício de opções. Para o investidor, a leitura correta é clara: não houve corte no bolo total, mas sim uma redivisão técnica do mesmo montante.</p>
<h2 data-section-id="1hcw5do" data-start="2161" data-end="2214">Por que o aumento de capital mexe com os proventos</h2>
<p data-start="2216" data-end="2459">Quando uma empresa amplia seu capital social, o número de ações em circulação pode crescer. Em situações como a da Riachuelo (RIAA3), isso impacta diretamente indicadores por ação, inclusive o valor unitário de dividendos ou JCP já anunciados.</p>
<p data-start="2461" data-end="2687">É justamente esse o ponto central do comunicado. A Riachuelo (RIAA3) não alterou sua decisão de distribuir R$ 50 milhões. O que mudou foi a conta por trás do pagamento individual, agora diluída sobre um número maior de papéis.</p>
<p data-start="2689" data-end="3056">Para o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="306397">mercado</a>, esse tipo de comunicação é relevante porque evita distorções na leitura dos proventos e reforça transparência na relação com os acionistas. Em <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="293728">empresas</a> listadas, qualquer evento que afete a estrutura acionária precisa ser acompanhado com rigor, já que pequenas mudanças podem interferir em retorno por ação, participação relativa e percepção de valor.</p>
<h2 data-section-id="1eunlmh" data-start="3058" data-end="3090">Quem tem direito ao pagamento</h2>
<p data-start="3092" data-end="3302">Segundo a Riachuelo (RIAA3), terão direito ao recebimento do JCP os acionistas posicionados na companhia em 6 de abril de 2026. Essa é a data-base definida para identificação dos investidores aptos ao provento.</p>
<p data-start="3304" data-end="3614">Esse ponto é decisivo <a href="https://gazetamercantil.com/siglas-corporativas-aprender" title="Siglas Corporativas para Aprender e Aplicar no Mercado (2026)" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="329971">para o mercado</a>, porque delimita quem efetivamente participará da distribuição. O investidor que estava com ações da Riachuelo (RIAA3) nessa data preserva o direito ao pagamento, independentemente de movimentos posteriores na carteira, observadas as regras usuais de negociação do mercado.</p>
<p data-start="3616" data-end="3841">A definição da data de corte também dá previsibilidade ao acionista e reduz ruídos sobre elegibilidade. Em momentos de revisão de proventos, a clareza sobre quem tem direito ao pagamento é tão importante quanto o valor em si.</p>
<h2 data-section-id="iz4cx8" data-start="3843" data-end="3873">Quando o dinheiro será pago</h2>
<p data-start="3875" data-end="4191">A Riachuelo (RIAA3) informou que a data de pagamento do JCP ainda será deliberada na Assembleia Geral Ordinária prevista para 2027. Ou seja, o mercado já conhece o valor total da distribuição, o novo valor por ação e a data-base dos acionistas elegíveis, mas ainda aguarda a formalização do cronograma de desembolso.</p>
<p data-start="4193" data-end="4408">Esse intervalo entre o anúncio e a definição do pagamento é um elemento que merece atenção. Para investidores focados em fluxo de caixa e estratégia de renda, o calendário dos proventos é parte essencial da análise.</p>
<p data-start="4410" data-end="4676">No caso da Riachuelo (RIAA3), a companhia já consolidou o compromisso de remuneração, mas deixou a etapa final condicionada à deliberação societária futura. Isso mantém o tema no radar do mercado e exige acompanhamento próximo das próximas comunicações corporativas.</p>
<h2 data-section-id="ah2wh8" data-start="4678" data-end="4716">O que o anúncio sinaliza ao mercado</h2>
<p data-start="4718" data-end="4982">A atualização feita pela Riachuelo (RIAA3) vai além de um ajuste matemático. Ela reforça a importância da estrutura de capital na leitura <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 16 de julho: Bolsa cai com tarifaço dos EUA e pressão de Vale e bancos" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="326786">dos proventos e mostra como</a> eventos societários podem alterar indicadores por ação sem modificar a quantia global distribuída.</p>
<p data-start="4984" data-end="5262">Para o investidor, o episódio também serve como lembrete de que remuneração ao acionista não deve ser analisada de forma isolada. O valor unitário de um JCP depende de fatores como quantidade de ações, capital social, decisões de governança e estratégia financeira da companhia.</p>
<p data-start="5264" data-end="5506">Ao manter os R$ 50 milhões destinados ao JCP, a Riachuelo (RIAA3) preserva um sinal importante ao mercado: a companhia não recuou no compromisso financeiro com os acionistas elegíveis, mesmo após a necessidade de recalcular o valor por papel.</p>
<p data-start="5508" data-end="5690">Esse dado pode ser lido como um indicativo de disciplina societária e cuidado com a comunicação ao <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje tenta recuperação após queda forte e mira dados dos EUA" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="297593">mercado</a>, dois pontos que seguem no centro da análise de empresas listadas em bolsa.</p>
<h2 data-section-id="1vyueh5" data-start="5692" data-end="5769">O recálculo que coloca Riachuelo (RIAA3) de volta no foco dos investidores</h2>
<p data-start="5771" data-end="5987">A revisão do JCP da Riachuelo (RIAA3) mostra como uma alteração aparentemente pequena pode ganhar peso no noticiário corporativo quando envolve remuneração ao acionista, aumento de capital e ajuste no valor por ação.</p>
<p data-start="5989" data-end="6267">Com o montante total mantido em R$ 50 milhões e o valor bruto por papel revisto para R$ 0,09964280525, a Riachuelo (RIAA3) entrega ao mercado uma mensagem objetiva: o provento foi preservado em sua essência, mas recalibrado para refletir a nova realidade acionária da companhia.</p>
<p data-start="6269" data-end="6587">Para o investidor, o caso reforça a necessidade de acompanhar não apenas os valores distribuídos, mas também a mecânica societária que define como esse dinheiro chega a cada ação. Em bolsa, detalhes técnicos frequentemente antecipam leituras mais amplas sobre governança, previsibilidade e compromisso com o acionista.</p>
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