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	<title>Gabriel Monteiro &#8211; GAZETA MERCANTIL</title>
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		<title>Eleições 2026: PL elege 363 candidatos, PT chega a 223 e amplia-se disputa pelo poder</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Oct 2026 00:10:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Eleições 2026: PL conquista 363 mandatos e PT chega a 223. Veja quantos candidatos cada partido elegeu para o Congresso e os governos estaduais.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>As eleições de 2026 deixaram um cenário político em que a vitória para a Presidência da República não acompanhou o desempenho dos partidos nas disputas legislativas e estaduais. Embora Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenha derrotado Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno, foi a legenda do senador que conquistou o maior número de mandatos para o Congresso Nacional, governos estaduais e assembleias legislativas.</p>
<p>O PL elegeu <strong>363 candidatos em 2026, contra 236 em 2022</strong>, crescimento de 53,8%. O PT também avançou, passando de 196 para 223 eleitos, alta de 13,8%, e ficou com a segunda maior representação partidária do país. Os totais consideram os cargos eletivos federais e estaduais, incluindo as vice-governadorias e os integrantes da chapa presidencial vencedora.</p>
<p>A maior diferença entre os dois partidos está no Legislativo. O PL conquistou 121 cadeiras na Câmara dos Deputados, 212 nas assembleias legislativas e na Câmara Legislativa do Distrito Federal e 19 no Senado. Também elegeu seis governadores e cinco vice-governadores. O PT garantiu 70 deputados federais, 141 estaduais e distritais, seis senadores, quatro governadores e uma vice-governadoria, além da Presidência da República.</p>
<p>A nova distribuição dos mandatos coloca o PL na liderança das bancadas eleitas para a Câmara e amplia sua presença nos governos estaduais. Para Lula, que iniciará seu novo mandato em janeiro de 2027, o resultado significa a necessidade de negociar com outras legendas para formar maioria no Congresso.</p>
<h2>PL conquista 121 cadeiras na Câmara e amplia vantagem sobre o PT</h2>
<p>O PL terá a maior bancada da Câmara dos Deputados na legislatura que começa em fevereiro de 2027. Com 121 parlamentares, o partido ocupará 23,6% das 513 cadeiras da Casa. O PT, que elegeu 70 deputados, terá 13,6% das vagas.</p>
<p>Na comparação com 2022, o PL ampliou sua representação em 23 cadeiras, considerando os 98 deputados registrados na base histórica atualizada do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O crescimento petista foi mais discreto, de 69 para 70 representantes.</p>
<p>A diferença se acentuou nas assembleias legislativas. O PL passou de 126 deputados estaduais e distritais eleitos em 2022 para 212 em 2026, um ganho de 86 mandatos. O PT avançou de 117 para 141, acrescentando 24 representantes.</p>
<p>O crescimento das bancadas, porém, não ocorreu de maneira uniforme. No Nordeste, o PL passou de 24 deputados federais eleitos em 2022 para 19 neste ano. O PT também perdeu uma cadeira na região, recuando de 21 para 20, mas terminou com uma representação maior que a do PL.</p>
<p>Os resultados mostram diferenças importantes entre o desempenho nacional dos partidos e sua distribuição regional. Enquanto algumas unidades da Federação contribuíram para ampliar as bancadas, outras registraram perdas em relação à eleição anterior.</p>
<h2>PSD e Novo ganham espaço; União Brasil, PDT e PSDB recuam</h2>
<p>A redistribuição dos mandatos também atingiu outras legendas. O PSD passou de 125 para 153 eleitos nos cargos titulares, enquanto o Novo ampliou sua representação de nove para 28. Ambos terminaram as eleições com mais espaço nas instituições federais e estaduais.</p>
<p>O Podemos conquistou 77 mandatos, mas a comparação com 2022 exige considerar a incorporação do PSC. Naquele ano, o Podemos havia elegido 42 candidatos e o PSC, outros 27. Somadas as duas legendas, eram 69 representantes, número que subiu para 77 nesta eleição.</p>
<p>Na direção contrária, o União Brasil passou de 165 para 122 eleitos, uma redução de 43 mandatos. O PDT caiu de 60 para 31, enquanto o PSDB recuou de 72 para 41.</p>
<p>As diferenças refletem tanto o desempenho eleitoral quanto mudanças na organização dos partidos. Fusões, incorporações e migrações partidárias alteraram a composição de algumas legendas entre 2022 e 2026, o que precisa ser considerado na comparação.</p>
<h2>PL passa a governar seis estados; PT mantém quatro</h2>
<p>Nos governos estaduais, o PL ampliou sua presença de dois para seis governadores eleitos. A legenda comandará Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima e Santa Catarina a partir de janeiro de 2027.</p>
<p>O PSD aparece na sequência, com cinco governadores, nos estados do Amapá, Amazonas, Maranhão, Pernambuco e Sergipe. PP e Republicanos conquistaram quatro governos cada.</p>
<p>O PT manteve quatro administrações estaduais, com vitórias na Bahia, Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte. O partido preservou sua presença nesses estados, mesmo diante das mudanças na distribuição nacional dos mandatos.</p>
<p>União Brasil e PSB, que haviam elegido quatro e três governadores, respectivamente, em 2022, não conquistaram nenhum governo estadual em 2026.</p>
<p>As vice-governadorias também passaram por mudanças. O PSD avançou de duas para seis, enquanto o PL passou de uma para cinco. O MDB reduziu sua participação de sete para quatro vice-governadores.</p>
<p>Embora esses cargos não representem o comando direto das administrações estaduais, sua distribuição indica a participação das legendas nas alianças que venceram as disputas pelos governos.</p>
<h2>PL conquista 19 das 54 vagas disputadas no Senado</h2>
<p>O resultado do Senado também favoreceu o crescimento do PL. Das 54 cadeiras em disputa neste ano, o partido conquistou 19, equivalente a 35,2% das vagas. Em 2022, quando foram escolhidos 27 senadores, a legenda havia elegido oito, correspondentes a 29,6% das cadeiras disputadas naquela ocasião.</p>
<p>O PT passou de quatro para seis senadores eleitos, embora sua participação percentual tenha recuado de 14,8% para 11,1%. A diferença está relacionada ao número de vagas disponíveis em cada eleição, já que o Senado renova alternadamente um terço e dois terços de sua composição.</p>
<p>O MDB conquistou sete vagas em 2026. PP, PSB, União Brasil e Novo elegeram três senadores cada. Republicanos, PSD, PSDB e Podemos obtiveram dois mandatos por legenda, enquanto Rede e PDT conquistaram uma cadeira cada.</p>
<p>Considerando também os parlamentares cujos mandatos seguem até 2031 e as substituições decorrentes das eleições estaduais, o PL deverá iniciar a próxima legislatura com 29 dos 81 senadores. O PT terá dez representantes, segundo a composição divulgada pelo Senado Federal após o segundo turno.</p>
<p>A nova formação da Casa terá influência nas votações de projetos, na análise de indicações para cargos públicos e nas propostas que dependem de aprovação do Congresso.</p>
<h2>Vitória de Lula não garante maioria parlamentar ao PT</h2>
<p>A reeleição de Lula, confirmada pelo TSE em 25 de outubro, assegurou ao PT mais quatro anos na Presidência, mas não uma maioria própria na Câmara dos Deputados.</p>
<p>Com 70 parlamentares, o partido dependerá de alianças para aprovar projetos. Mesmo considerando os 11 deputados eleitos pelo PCdoB e os sete do PV, que integram a Federação Brasil da Esperança, o grupo terá 88 cadeiras, número distante das 257 necessárias para formar uma maioria absoluta na Casa.</p>
<p>O PL, com 121 deputados, também não terá votos suficientes para controlar sozinho as decisões parlamentares. Sua bancada, entretanto, será a maior entre os partidos e terá participação relevante nas negociações sobre a agenda legislativa.</p>
<p>Nesse ambiente, legendas como MDB, PSD, PP, Republicanos e União Brasil continuarão importantes para a formação de maiorias. O posicionamento desses partidos poderá variar conforme os projetos apresentados, as alianças políticas e os interesses dos estados.</p>
<p>A composição do Senado acrescenta outra dificuldade para o governo. Além dos parlamentares eleitos em outubro, a Casa contará com os senadores escolhidos em 2022, que permanecerão em seus mandatos até 2031.</p>
<p>A aprovação de propostas de emenda à Constituição, por exemplo, exige pelo menos 308 votos na Câmara e 49 no Senado, em dois turnos de votação em cada Casa. Sem esses apoios, o governo não conseguirá promover alterações constitucionais, independentemente de ter vencido a eleição presidencial.</p>
<h2>Novo mapa político definirá as negociações a partir de 2027</h2>
<p>O resultado das eleições colocou PT e PL em posições distintas na estrutura <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341614">política</a> brasileira. Lula permanecerá na Presidência da República, enquanto seu partido preservou quatro governos estaduais e ampliou a representação parlamentar. O PL, por sua vez, saiu da disputa com a maior bancada eleita da Câmara, a maior representação prevista no Senado e seis governos estaduais.</p>
<p>A presença de outras legendas também terá peso nas decisões políticas. Partidos com bancadas numerosas e participação em governos estaduais poderão negociar apoio a projetos e influenciar a composição das alianças no Congresso.</p>
<p>A partir de janeiro, com a posse do presidente e dos governadores, e de fevereiro, com o início da nova legislatura, essa distribuição de mandatos passará a orientar as negociações entre Executivo e Legislativo.</p>
<p>A eleição presidencial definiu quem comandará o Palácio do Planalto pelos próximos quatro anos. Já os resultados para deputados, senadores e governadores mostram que o exercício do poder continuará dividido entre diferentes partidos, exigindo acordos para a aprovação das principais propostas do governo.</p>
<p><strong>Nota metodológica:</strong> Os totais gerais de 363 eleitos pelo PL e 223 pelo PT incluem os cargos de vice-governador e os integrantes da chapa presidencial vencedora. Nas comparações históricas de representação partidária, são considerados os cargos titulares. A análise também leva em conta incorporações e fusões partidárias ocorridas entre 2022 e 2026. Na eleição anterior, o Senado renovou 27 cadeiras; neste ano, foram 54.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p>Tribunal Superior Eleitoral (TSE) — Resultados oficiais das eleições gerais de 2026 e dados históricos de 2022.</p>
<p>Tribunal Superior Eleitoral (TSE) — Portal de Dados Abertos e totalização dos resultados eleitorais.</p>
<p>Câmara dos Deputados — Resultado das eleições para deputado federal e composição das bancadas de 2027.</p>
<p>Câmara dos Deputados — Distribuição dos governos estaduais por partido após as eleições de 2026.</p>
<p>Senado Federal — Resultado das eleições para o Senado e composição partidária prevista para fevereiro de 2027.</p>
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		<title>Lula recebe apoio de líderes mundiais após reeleição; Trump e Milei seguem em silêncio</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/lula-reeleicao-lideres-mundiais-trump-milei-silencio</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Oct 2026 15:41:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Lula recebe congratulações de líderes mundiais após reeleição em 2026. Macron, Modi e União Europeia celebram vitória; Trump e Milei seguem em silêncio.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div data-metric-area="topo-noticia" data-v-d559f1f7="">
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<p>A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) provocou uma ampla mobilização diplomática nesta segunda-feira (26), com manifestações de chefes de Estado, primeiros-ministros e dirigentes de organismos multilaterais. Ao menos 48 líderes internacionais parabenizaram o brasileiro pela vitória sobre Flávio Bolsonaro (PL), segundo levantamento publicado pelo UOL. Entre os pronunciamentos estão mensagens de Emmanuel Macron, da França, Narendra Modi, da Índia, e Ursula von der Leyen, da Comissão Europeia, além de representantes dos governos da China e da Rússia.</p>
<p>O movimento contrasta com a ausência de congratulações dos presidentes Donald Trump, dos Estados Unidos, e Javier Milei, da Argentina, que mantiveram proximidade <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341379">política</a> com Flávio Bolsonaro durante a campanha. Até o final da manhã desta segunda-feira, os dois dirigentes não haviam divulgado mensagens oficiais reconhecendo a vitória de Lula. O empresário Donald Trump Jr., filho do presidente norte-americano, compartilhou uma publicação nas redes sociais que classificava o brasileiro como o &#8220;próximo Nicolás Maduro&#8221;, em uma comparação com o ex-presidente venezuelano.</p>
<p>Lula foi reeleito no domingo (25) com 64.256.232 votos, equivalentes a 51,79% dos votos válidos, conforme os números oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Flávio Bolsonaro recebeu 59.826.041 votos, ou 48,21%, terminando a disputa com 4.430.191 votos a menos que o presidente. O resultado garantiu ao petista um quarto mandato presidencial, depois de uma campanha marcada por intensa polarização política e divergências sobre a condução da <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank"  rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341382">economia</a> e das relações internacionais.</p>
<h2>Macron defende parceria estratégica e Sánchez comemora vitória de Lula</h2>
<p>Na Europa, o presidente francês Emmanuel Macron foi um dos líderes que destacaram a importância da continuidade das relações diplomáticas com o Brasil. Em publicação na rede social X, Macron parabenizou Lula pela reeleição e defendeu o aprofundamento da cooperação entre os dois países diante dos desafios internacionais. O francês afirmou que Brasil e França ainda têm muito a construir juntos e ressaltou a necessidade de fortalecer a parceria estratégica.</p>
<p>&#8220;À amizade entre os dois países a serviço de um mundo mais justo&#8221;, escreveu Emmanuel Macron, presidente da França, ao defender a continuidade das relações bilaterais.</p>
<p>O posicionamento francês tem relevância em um momento no qual Brasil e União Europeia discutem temas relacionados ao comércio internacional, à proteção ambiental e à cooperação em áreas estratégicas. A França mantém uma relação bilateral abrangente com o Brasil, que envolve investimentos, defesa, ciência, tecnologia e preservação da biodiversidade. A mensagem de Macron sinaliza disposição para manter essa agenda durante o próximo mandato de Lula, embora as negociações comerciais e ambientais continuem sujeitas a interesses nacionais distintos.</p>
<p>Na Espanha, o primeiro-ministro Pedro Sánchez adotou um discurso mais diretamente associado à interpretação política do resultado brasileiro. O dirigente socialista celebrou a reeleição e relacionou a vitória de Lula às disputas entre diferentes correntes ideológicas em outros países. Em mensagem divulgada no X, Sánchez afirmou:</p>
<p>&#8220;Grande vitória de Lula! O que aconteceu no Brasil acontecerá na Espanha. A virada do progressismo global acaba de começar&#8221;, declarou Pedro Sánchez, primeiro-ministro espanhol, em tradução de sua publicação original.</p>
<p>A declaração reflete a avaliação política do chefe de governo espanhol e não representa uma previsão comprovada sobre outros processos eleitorais. Sánchez enfrenta disputas internas e desafios de governabilidade na Espanha, enquanto o resultado brasileiro passou a ser citado por dirigentes europeus de esquerda como um acontecimento de importância internacional. A associação entre as duas realidades, contudo, depende de fatores políticos, econômicos e institucionais específicos de cada país.</p>
<h2>União Europeia destaca democracia, multilateralismo e livre comércio</h2>
<p>A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, também se manifestou publicamente sobre a reeleição brasileira. Diferentemente de Sánchez, que deu ênfase ao significado ideológico da vitória, a dirigente europeia destacou a continuidade da relação institucional entre o Brasil e o bloco. Sua mensagem incluiu referências ao comércio internacional, à governança global e ao enfrentamento das mudanças climáticas.</p>
<p>&#8220;Parabéns ao meu amigo Lula pela sua vitória eleitoral. A democracia e o multilateralismo venceram no Brasil&#8221;, declarou Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia.</p>
<p>Von der Leyen acrescentou que a parceria entre o Brasil e a Europa continuará sendo importante nos próximos anos. Segundo a dirigente, as duas partes devem seguir trabalhando conjuntamente em iniciativas voltadas à ampliação das relações comerciais e à preservação de regras internacionais. A manifestação também reforçou o interesse europeu na continuidade das discussões sobre compromissos ambientais e cooperação econômica.</p>
<p>A presidente da Comissão Europeia defendeu a manutenção do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/trabalho" target="_blank"  rel="noopener" title="Trabalho" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341380">trabalho</a> conjunto por um &#8220;comércio livre e aberto&#8221;, uma &#8220;ordem global baseada em regras&#8221; e compromissos climáticos ambiciosos.</p>
<p>As declarações têm implicações para a política comercial brasileira, especialmente diante das negociações envolvendo o Mercosul e a União Europeia. O apoio diplomático à continuidade do governo não elimina divergências sobre exigências ambientais, acesso a mercados agrícolas e condições de concorrência entre <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341383">empresas</a> dos dois blocos. Entretanto, a disposição expressa por Von der Leyen preserva um canal político importante para o avanço dessas discussões.</p>
<h2>China reconhece resultado e afirma respeitar escolha dos brasileiros</h2>
<p>O governo chinês reconheceu formalmente a vitória de Lula por meio do Ministério das Relações Exteriores. Durante entrevista coletiva nesta segunda-feira, o porta-voz Guo Jiakun confirmou que Pequim tomou conhecimento do resultado divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral e transmitiu congratulações ao presidente brasileiro. A manifestação também ressaltou a disposição chinesa de aprofundar a cooperação bilateral.</p>
<p>&#8220;A China parabeniza o presidente Lula por sua vitória nas eleições brasileiras e expressa seus cumprimentos&#8221;, afirmou Guo Jiakun, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, conforme tradução do pronunciamento oficial.</p>
<p>Questionado sobre a intenção de Flávio Bolsonaro de contestar judicialmente a eleição, o representante da diplomacia chinesa respondeu de maneira direta:</p>
<p>&#8220;A China respeita a escolha do povo brasileiro&#8221;, declarou Guo Jiakun.</p>
<p>A posição chinesa tem importância econômica porque a China é o principal parceiro comercial do Brasil e um dos maiores compradores de produtos brasileiros, especialmente soja, petróleo e minério de ferro. Além das exportações de commodities, a relação bilateral envolve investimentos em infraestrutura, energia, tecnologia e indústria. A manutenção do diálogo entre Brasília e Pequim deverá continuar ocupando espaço relevante na agenda econômica do próximo governo.</p>
<p>A manifestação também mostra que Pequim pretende preservar a relação institucional com Brasília independentemente da contestação anunciada pelo candidato derrotado. O governo chinês não apresentou uma avaliação sobre o mérito das acusações de Flávio Bolsonaro, limitando-se a reconhecer o resultado divulgado pela autoridade eleitoral brasileira. Essa distinção é importante porque o reconhecimento diplomático não equivale a um julgamento jurídico sobre eventuais pedidos apresentados à Justiça.</p>
<h2>Rússia destaca atuação de Lula no Brics</h2>
<p>O governo russo também saudou a reeleição e enfatizou a contribuição de Lula para a cooperação entre Brasil e Rússia. O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, destacou especialmente a participação brasileira no Brics, agrupamento que reúne grandes economias emergentes e outros países interessados em ampliar a cooperação internacional. A manifestação ocorreu em meio à continuidade das tensões geopolíticas envolvendo Moscou e governos ocidentais.</p>
<p>&#8220;Ele fez muito, não apenas para o desenvolvimento das relações bilaterais, mas também para o avanço de processos no âmbito dos BRICS&#8221;, afirmou Dmitri Peskov, porta-voz do Kremlin.</p>
<p>A referência ao Brics evidencia uma dimensão importante da política externa brasileira: a busca por participação simultânea em diferentes espaços de negociação internacional. O Brasil mantém relações econômicas e diplomáticas com Estados Unidos, União Europeia, China, Rússia e outras potências, mesmo quando esses parceiros apresentam interesses conflitantes. A continuidade dessa estratégia oferece oportunidades de negociação, mas também exige equilíbrio diante de disputas comerciais e geopolíticas.</p>
<p>O reconhecimento por parte de Moscou, portanto, integra um conjunto mais amplo de manifestações que apontam para a expectativa de continuidade da atuação brasileira em fóruns multilaterais. Isso não significa alinhamento automático do Brasil às posições russas em conflitos internacionais. A diplomacia brasileira mantém capacidade de formular posições próprias sobre temas como segurança internacional, comércio e reformas das instituições globais.</p>
<h2>África do Sul classifica reeleição como vitória do Sul Global</h2>
<p>O presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, apresentou uma das manifestações de maior conteúdo político entre os dirigentes internacionais. Em mensagem publicada após o resultado, ele afirmou que a reeleição de Lula ultrapassa o contexto brasileiro e possui significado para países em desenvolvimento. O sul-africano também enfatizou a continuidade da cooperação bilateral e da atuação conjunta em organizações multilaterais.</p>
<p>&#8220;Esta vitória ecoará além das costas do Brasil. É uma vitória para o Sul Global e as forças progressistas em todo o mundo&#8221;, declarou Cyril Ramaphosa, presidente da África do Sul.</p>
<p>Ramaphosa acrescentou que os dois governos pretendem manter a articulação em iniciativas relacionadas à governança internacional e à defesa de uma ordem mundial baseada no direito internacional. Segundo o presidente sul-africano, a parceria deverá continuar envolvendo diferentes fóruns de negociação, incluindo aqueles nos quais os países defendem maior participação das economias emergentes.</p>
<p>&#8220;Reafirmamos nosso compromisso de continuar fortalecendo as relações bilaterais entre nossos dois países e trabalhando juntos em todos os fóruns multilaterais para forjar uma ordem mundial justa e melhor, sustentada pela solidariedade e pelo cumprimento do direito internacional&#8221;, afirmou Ramaphosa.</p>
<p>A declaração reforça a dimensão estratégica atribuída à relação entre Brasil e África do Sul, dois integrantes relevantes do Brics. Ambos participam de discussões sobre financiamento do desenvolvimento, segurança alimentar, transição energética e representação dos países em desenvolvimento nos organismos internacionais. A aproximação também abre espaço para a ampliação de iniciativas comerciais e de investimentos, embora os resultados econômicos dependam de negociações concretas entre governos e empresas.</p>
<h2>Índia quer ampliar parceria comercial e estratégica com o Brasil</h2>
<p>O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, transmitiu congratulações e defendeu o aprofundamento da cooperação entre Nova Délhi e Brasília. A mensagem ressaltou a existência de uma parceria estratégica que abrange comércio, investimentos, tecnologia e questões internacionais. Modi também mencionou a importância de iniciativas conjuntas relacionadas às prioridades do chamado Sul Global.</p>
<p>&#8220;Minhas mais calorosas felicitações ao meu caro amigo, presidente Lula, pela sua notável vitória na reeleição&#8221;, declarou Narendra Modi, primeiro-ministro da Índia.</p>
<p>O dirigente indiano afirmou que espera continuar trabalhando com Lula para ampliar a relação bilateral e fortalecer projetos compartilhados. A cooperação entre os dois países inclui setores como energia, indústria farmacêutica, agricultura, tecnologia e comércio internacional. A Índia também representa um <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341381">mercado</a> relevante para a diversificação das exportações brasileiras e para o desenvolvimento de novas parcerias empresariais.</p>
<p>&#8220;Aguardo com expectativa trabalhar de perto com ele para aprofundar ainda mais e expandir a multifacetada Parceria Estratégica Índia-Brasil&#8221;, acrescentou Modi.</p>
<p>A posição indiana converge com outras manifestações de integrantes do Brics que defendem a continuidade da cooperação com o Brasil. A importância desse conjunto de relações está na possibilidade de diversificar mercados e ampliar a participação brasileira em cadeias internacionais de produção. Ao mesmo tempo, a aproximação entre países emergentes não substitui os vínculos comerciais e financeiros com os mercados desenvolvidos.</p>
<h2>Canadá defende novas oportunidades de comércio e investimentos</h2>
<p>O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, parabenizou Lula e destacou o fortalecimento das relações entre os dois países durante os últimos anos. Sua manifestação deu prioridade ao comércio, à preservação ambiental e à criação de oportunidades econômicas. A mensagem aponta para a disposição canadense de manter uma agenda bilateral voltada à cooperação empresarial e ao desenvolvimento sustentável.</p>
<p>&#8220;A relação entre o Canadá e o Brasil floresceu sob nossa parceria. Vamos aproveitar esta oportunidade para torná-la ainda mais forte, juntos — para criar grandes novas oportunidades de comércio, proteger o meio ambiente e construir maior prosperidade para os povos de ambos os nossos países&#8221;, declarou Mark Carney, primeiro-ministro canadense.</p>
<p>As relações econômicas entre Brasil e Canadá abrangem setores como mineração, agricultura, tecnologia, serviços financeiros e investimentos produtivos. A perspectiva de continuidade institucional pode favorecer negociações envolvendo empresas desses segmentos, especialmente em projetos de longo prazo. No entanto, a materialização dessas oportunidades dependerá de condições econômicas, decisões empresariais e eventuais acordos firmados pelas autoridades competentes.</p>
<h2>Presidentes latino-americanos reconhecem vitória apesar de divergências políticas</h2>
<p>Na América Latina, as manifestações de congratulação partiram de governos com orientações políticas distintas, incluindo dirigentes que mantiveram proximidade com Flávio Bolsonaro. O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, reconheceu a vitória de Lula apesar das diferenças ideológicas entre ambos. A mensagem destacou a necessidade de respeitar a decisão dos eleitores de cada país e preservar a cooperação bilateral.</p>
<p>&#8220;Na campanha presidencial colombiana, o presidente Lula apoiou abertamente Iván Cepeda e eu ganhei. Na campanha brasileira, apoiei Bolsonaro e Lula ganhou. Nem Lula decide pelos colombianos nem eu decido pelos brasileiros&#8221;, escreveu Abelardo de la Espriella, presidente da Colômbia.</p>
<p>A declaração colombiana representa um exemplo de reconhecimento do resultado brasileiro por parte de um governo politicamente distante de Lula. A manutenção de relações institucionais entre países vizinhos envolve interesses permanentes, como segurança de fronteiras, comércio, infraestrutura e cooperação ambiental. Esses temas continuam relevantes independentemente da identidade partidária dos presidentes.</p>
<p>No Peru, a presidente Keiko Fujimori também cumprimentou Lula e defendeu o fortalecimento da integração entre os países. Sua mensagem destacou a proximidade do bicentenário das relações diplomáticas e a importância da cooperação na Amazônia. Fujimori afirmou:</p>
<p>&#8220;Reafirmo nossa disposição de fortalecer nossa aliança estratégica, a integração, a cooperação e o desenvolvimento sustentável da Amazônia&#8221;, declarou Keiko Fujimori, presidente do Peru.</p>
<p>No Equador, o presidente Daniel Noboa adotou um discurso voltado aos desafios compartilhados pelos países sul-americanos. Ele ressaltou a necessidade de cooperação regional diante de problemas que ultrapassam as fronteiras nacionais. A manifestação também apresentou a integração como um instrumento para enfrentar questões de segurança e desenvolvimento.</p>
<p>&#8220;Nossa região tem inimigos comuns, desafios compartilhados e muito a ganhar quando trabalhamos juntos&#8221;, declarou Daniel Noboa, presidente do Equador.</p>
<p>Outros governos sul-americanos, incluindo Chile, Paraguai, Uruguai e Bolívia, também enviaram congratulações. O presidente chileno, José Antonio Kast, destacou a integração econômica e o combate ao crime organizado como áreas de interesse comum. No México, Claudia Sheinbaum saudou o resultado e afirmou que a democracia brasileira havia prevalecido, em uma avaliação expressa pela própria dirigente.</p>
<h2>OEA, BID e Conselho da Europa defendem continuidade da cooperação</h2>
<p>A repercussão internacional não ficou restrita aos governos nacionais. Dirigentes de organizações multilaterais também cumprimentaram Lula e manifestaram interesse na continuidade de projetos com o Brasil. As mensagens incluíram referências à participação eleitoral, ao desenvolvimento econômico e à cooperação institucional.</p>
<p>Na Organização dos Estados Americanos (OEA), o secretário-geral Albert R. Ramdin destacou o aumento do comparecimento no segundo turno, que recebeu aproximadamente 3 milhões de eleitores a mais em comparação com a primeira votação. O dirigente manifestou disposição para continuar trabalhando com o governo brasileiro em iniciativas relacionadas à paz e à prosperidade. A organização exerce funções relevantes no acompanhamento de processos eleitorais e na promoção do diálogo entre os países do continente.</p>
<p>O presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Ilan Goldfajn, também apresentou congratulações e reforçou o compromisso da instituição com o Brasil. A manifestação deu ênfase a políticas sociais, segurança e desenvolvimento econômico, áreas nas quais o banco participa de projetos de financiamento e assistência técnica.</p>
<p>&#8220;Temas como o combate à fome e à pobreza, a segurança pública, e o desenvolvimento sustentável e inclusivo, para melhorar a vida dos brasileiros&#8221;, destacou Ilan Goldfajn, presidente do BID, ao tratar da agenda de cooperação.</p>
<p>No Conselho da Europa, o secretário-geral Alain Berset ressaltou a importância do Brasil como parceiro internacional e manifestou interesse no aprofundamento da relação institucional. O dirigente destacou a possibilidade de cooperação em iniciativas vinculadas à atuação externa da organização. Em sua mensagem, afirmou:</p>
<p>&#8220;Aguardo com expectativa aprofundar nossa parceria e avançar nossa nova estratégia de ação externa juntos&#8221;, escreveu Alain Berset, secretário-geral do Conselho da Europa.</p>
<p>A União Africana também enviou congratulações por meio de seu presidente, Evariste Ndayishimiye. O dirigente expressou interesse na continuidade da cooperação com o governo brasileiro e destacou a importância de iniciativas voltadas ao desenvolvimento e à redução das desigualdades. A manifestação amplia o conjunto de organizações internacionais que sinalizaram disposição para manter relações com o Brasil durante o próximo mandato.</p>
<h2>Trump e Milei permanecem sem manifestação oficial sobre vitória de Lula</h2>
<p>Enquanto dirigentes de diferentes correntes políticas reconheceram a reeleição, os presidentes Donald Trump e Javier Milei não haviam apresentado congratulações oficiais até o final da manhã desta segunda-feira. A ausência de manifestações recebeu atenção porque ambos mantiveram relações políticas próximas com integrantes do campo bolsonarista. No caso argentino, Milei chegou a participar de atividades ligadas à campanha de Flávio Bolsonaro e fez declarações favoráveis ao senador durante a disputa.</p>
<p>Nos Estados Unidos, Trump havia afirmado no domingo que acompanhava o processo eleitoral brasileiro, mas evitou declarar preferência pública entre os dois candidatos naquele momento. Depois da confirmação do resultado, o presidente norte-americano não divulgou imediatamente uma mensagem de reconhecimento. Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, autoridades do governo americano determinaram a suspensão temporária de um comunicado de congratulações que havia sido preparado pelo Departamento de Estado.</p>
<p>O filho do presidente americano, Donald Trump Jr., por sua vez, compartilhou uma publicação que comparava Lula ao ex-governante venezuelano Nicolás Maduro. A postagem representa uma manifestação política do empresário e não deve ser confundida com um posicionamento diplomático formal da Casa Branca. Também não constitui evidência sobre a validade do resultado anunciado pelo TSE.</p>
<p>A diferença de comportamento entre Trump e outros presidentes de direita da América Latina revela que o reconhecimento da eleição brasileira não acompanhou necessariamente as afinidades partidárias estabelecidas durante a campanha. Líderes que apoiaram politicamente Flávio Bolsonaro reconheceram a vitória de Lula e defenderam a continuidade das relações diplomáticas. O silêncio de Washington e Buenos Aires, entretanto, não permite concluir, por si só, que os dois governos pretendam romper relações ou adotar medidas contra o Brasil.</p>
<h2>Reeleição coloca comércio, Brics e relações com os Estados Unidos no centro da agenda externa</h2>
<p>As manifestações internacionais permitem identificar três frentes relevantes para a política externa do próximo mandato de Lula. A primeira envolve a continuidade das negociações comerciais e ambientais com a União Europeia, destacada nas mensagens de Macron e Von der Leyen. A segunda diz respeito ao aprofundamento das relações com economias emergentes, especialmente China, Índia, Rússia e África do Sul, cujos governos ressaltaram a cooperação bilateral e multilateral.</p>
<p>A terceira frente está relacionada ao futuro das relações com os Estados Unidos, diante da ausência inicial de uma manifestação oficial de Donald Trump. O vínculo econômico entre Brasil e Estados Unidos envolve comércio de bens e serviços, investimentos, tecnologia e cadeias industriais. A manutenção de canais diplomáticos será relevante para administrar eventuais divergências e preservar oportunidades econômicas entre os dois países.</p>
<p>Outro aspecto importante é que as mensagens de congratulação não representam, necessariamente, alinhamento integral às propostas do governo brasileiro. Parte dos líderes manifestou afinidade política com Lula, enquanto outros concentraram suas declarações em interesses econômicos e institucionais. A diferença de conteúdo revela que o reconhecimento do resultado eleitoral pode coexistir com disputas comerciais e divergências sobre assuntos internacionais.</p>
<p>O pronunciamento do Ministério das Relações Exteriores da China também oferece um elemento adicional à análise. Ao ser questionado sobre a contestação anunciada por Flávio Bolsonaro, o governo chinês reafirmou o respeito à escolha do eleitorado brasileiro, sem apresentar julgamento sobre o processo judicial pretendido pelo senador. Essa postura evidencia a distinção entre reconhecer institucionalmente uma eleição e avaliar disputas jurídicas internas.</p>
<p>Para Lula, a ampla repercussão internacional representa a continuidade de canais diplomáticos com governos de diferentes regiões e orientações políticas. As mensagens oferecem sinais de disposição para o diálogo, mas não garantem a assinatura de acordos, a liberação de investimentos ou a resolução de divergências comerciais. Esses resultados dependerão das negociações conduzidas durante o novo mandato e da capacidade do governo brasileiro de transformar relações políticas em iniciativas concretas.</p>
<p>A reeleição de 2026, portanto, abre uma nova etapa da política externa brasileira em um ambiente internacional marcado pela competição entre grandes potências, pela busca de novos mercados e pela reorganização das alianças econômicas. As declarações de líderes mundiais mostram interesses diversos na manutenção das relações com Brasília, desde o comércio europeu até a cooperação entre integrantes do Brics. O comportamento futuro de Estados Unidos e Argentina será um dos elementos a acompanhar, mas o resultado anunciado pela Justiça Eleitoral já recebeu reconhecimento de governos e organismos internacionais de diferentes orientações políticas.</p>
<p><strong>Fontes</strong></p>
<p>Tribunal Superior Eleitoral (TSE) — Resultado oficial do segundo turno das Eleições 2026 e pronunciamento do presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, em 25 e 26 de outubro de 2026.</p>
<p>Ministério das Relações Exteriores da China — Entrevista coletiva do porta-voz Guo Jiakun, em 26 de outubro de 2026.</p>
<p>Presidência da França — Manifestação oficial de Emmanuel Macron sobre a reeleição de Lula, publicada em 26 de outubro de 2026.</p>
<p>Presidência do Governo da Espanha — Declaração pública de Pedro Sánchez sobre o resultado da eleição brasileira, publicada em 26 de outubro de 2026.</p>
<p>Comissão Europeia — Manifestação de Ursula von der Leyen sobre a reeleição brasileira e a parceria com a União Europeia, em 26 de outubro de 2026.</p>
<p>Presidência da África do Sul — Declaração de Cyril Ramaphosa sobre a reeleição brasileira e a cooperação com o Sul Global, em 26 de outubro de 2026.</p>
<p>Gabinete do Primeiro-Ministro da Índia — Mensagem de Narendra Modi sobre a continuidade da parceria estratégica Índia-Brasil, em 26 de outubro de 2026.</p>
<p>Gabinete do Primeiro-Ministro do Canadá — Manifestação de Mark Carney sobre relações comerciais e cooperação ambiental, em 26 de outubro de 2026.</p>
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		<title>Flávio Bolsonaro e Peixe: entenda ligação com o miliciano e emenda de R$ 200 mil investigada pela PF</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/flavio-bolsonaro-peixe-emenda-200-mil-pf</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Oct 2026 23:38:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Chiquinho Brazão]]></category>
		<category><![CDATA[corrupção]]></category>
		<category><![CDATA[Domingos Brazão]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições 2026]]></category>
		<category><![CDATA[emendas parlamentares]]></category>
		<category><![CDATA[Flávio Bolsonaro]]></category>
		<category><![CDATA[Ifop]]></category>
		<category><![CDATA[Instituto José Carlos Procópio]]></category>
		<category><![CDATA[Marielle Franco]]></category>
		<category><![CDATA[Operação Emendatio]]></category>
		<category><![CDATA[Organizações Criminosas]]></category>
		<category><![CDATA[peixe]]></category>
		<category><![CDATA[Polícia Federal]]></category>
		<category><![CDATA[Robson Calixto da Fonseca]]></category>
		<category><![CDATA[STF]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Flávio Bolsonaro e Peixe: entenda a emenda de R$ 200 mil investigada pela PF, as mensagens com assessora do senador e a ligação com o caso Marielle.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A relação entre Flávio Bolsonaro (PL) e Robson Calixto da Fonseca, conhecido como Peixe, voltou ao debate político nesta sexta-feira (23), após a circulação de informações sobre uma emenda parlamentar de aproximadamente R$ 200 mil destinada pelo senador a uma organização não governamental no Rio de Janeiro. A verba foi encaminhada ao Instituto de Formação Profissional José Carlos Procópio (Ifop), investigado pela Polícia Federal por suspeitas de irregularidades na aplicação de recursos públicos. Mensagens obtidas pelos investigadores mostram que Peixe procurou uma assessora do gabinete de Flávio para solicitar apoio à entidade. O ex-assessor dos irmãos Brazão foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em fevereiro de 2026, a nove anos de prisão por integrar uma organização criminosa armada relacionada ao caso Marielle Franco.</p>
<p>O episódio ganhou nova repercussão durante o segundo turno presidencial, quando a expressão &#8220;Flávio Bolsonaro Peixe&#8221; passou a circular nas redes sociais e em mecanismos de busca. A divulgação das informações ocorre em meio à disputa entre Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), cuja votação está marcada para domingo (25). Os documentos conhecidos indicam a existência de tratativas entre Peixe e uma integrante do gabinete parlamentar, seguidas da destinação da emenda. Não há, entretanto, comprovação de que o senador tenha participado de desvios ou conhecimento de eventuais irregularidades na execução dos recursos.</p>
<p>A Polícia Federal investiga a utilização de organizações da sociedade civil para o recebimento de emendas parlamentares e a possível transferência indevida de valores a <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341328">empresas</a> e pessoas ligadas aos responsáveis pelas entidades. A apuração envolve suspeitas de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. No caso do Ifop, os investigadores examinam a destinação dos recursos públicos e a participação de pessoas vinculadas ao grupo político dos irmãos Brazão. Flávio Bolsonaro afirma que a emenda seguiu os procedimentos legais e que a fiscalização da execução cabe aos órgãos competentes.</p>
<h2>Quem é Peixe, citado na investigação envolvendo Flávio Bolsonaro</h2>
<p>Robson Calixto da Fonseca, conhecido como Peixe, é ex-policial militar e trabalhou como assessor de Domingos Brazão na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e no Tribunal de Contas do Estado. Segundo as investigações do caso Marielle Franco, ele mantinha relações próximas com os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão, apontados como responsáveis pelo planejamento do assassinato da vereadora e do motorista Anderson Gomes, ocorrido em março de 2018. A Procuradoria-Geral da República identificou Calixto como integrante da estrutura criminosa ligada ao grupo. Ele também foi associado, pelas investigações, a atividades de intermediação <a class="wpil_keyword_link" title="Política" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341327">política</a> e financeira.</p>
<p>Em 25 de fevereiro de 2026, a Primeira Turma do STF condenou Peixe a nove anos de prisão pelo crime de participação em organização criminosa armada. A condenação ocorreu na Ação Penal 2434, que também resultou em penas contra os irmãos Brazão e outros acusados. É importante distinguir as responsabilidades: Peixe foi condenado por integrar a organização criminosa, e não pelos homicídios de Marielle Franco e Anderson Gomes. A decisão foi mantida após a rejeição de recursos em junho.</p>
<p>As investigações apontaram ainda que Calixto atuava como intermediário em contatos políticos destinados à obtenção de recursos para determinadas entidades. Mensagens extraídas de seu telefone celular passaram a integrar apurações sobre a destinação de emendas parlamentares. Entre essas conversas estão os contatos com uma assessora de Flávio Bolsonaro em 2023. O conteúdo das mensagens se tornou relevante para compreender como o pedido de recursos chegou ao gabinete do senador.</p>
<h2>Mensagens revelam pedido de recursos a assessora do senador</h2>
<p>Em outubro de 2023, Peixe procurou Maria de Fátima Bezerra Castro, conhecida como Fafá, que trabalhava no gabinete de Flávio Bolsonaro. Nas mensagens obtidas pela Polícia Federal, ele pediu que a assessora verificasse a possibilidade de o senador apoiar financeiramente o Ifop. A interlocutora respondeu com orientações sobre um evento no qual Flávio estaria presente no Rio de Janeiro. O diálogo indica que o pedido foi encaminhado por meio de contatos políticos mantidos pelo ex-assessor dos Brazão.</p>
<p>Nos dias seguintes, Peixe voltou a procurar a assessora para reforçar a solicitação de recursos. A emenda de R$ 199.999,79 foi destinada ao instituto em novembro de 2023. Os valores deveriam financiar o projeto esportivo Jogadores do Futuro, voltado ao atendimento de crianças por meio de atividades de futebol. A sequência cronológica entre o pedido e a destinação da verba passou a ser examinada pelos investigadores.</p>
<p>Os registros demonstram a existência de contato entre Peixe e uma integrante do gabinete, mas não esclarecem, por si só, qual foi o grau de conhecimento do senador sobre a atuação do intermediário. Também não comprovam que o parlamentar tenha participado das decisões administrativas tomadas posteriormente pela entidade beneficiária. A distinção é relevante porque a indicação de uma emenda e sua execução constituem etapas diferentes da utilização de recursos públicos. A investigação procura estabelecer as responsabilidades em cada uma delas.</p>
<h2>ONG recebeu recursos de Flávio Bolsonaro e de outros parlamentares</h2>
<p>O Instituto de Formação Profissional José Carlos Procópio recebeu aproximadamente R$ 2 milhões em emendas parlamentares relacionadas aos projetos examinados pela Polícia Federal. Além dos R$ 200 mil indicados por Flávio Bolsonaro, a entidade foi beneficiada por R$ 300 mil destinados pela deputada federal Chris Tonietto (PL-RJ). O então deputado federal Chiquinho Brazão também indicou R$ 1,5 milhão para um projeto de capacitação profissional. Os recursos foram destinados a iniciativas distintas, com finalidades e períodos próprios de execução.</p>
<p>No projeto Jogadores do Futuro, a verba indicada por Flávio deveria financiar atividades esportivas e a aquisição de materiais para crianças atendidas pela organização. Documentos relacionados à prestação de contas levantaram dúvidas sobre a comprovação de determinadas despesas. Entre os pontos examinados aparecem compras de chuteiras e outros equipamentos esportivos. Relatos de responsáveis por participantes indicaram que parte dos materiais previstos não teria sido entregue.</p>
<p>Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU), mencionada nas apurações, também apontou problemas na forma de aquisição de produtos e contratação de serviços pela entidade. Entre as preocupações estão a ausência de demonstração de condições comerciais mais vantajosas e a possibilidade de utilização inadequada dos recursos. Os apontamentos justificam a necessidade de aprofundamento da fiscalização, mas não representam automaticamente uma decisão definitiva de responsabilização de todos os envolvidos. É necessário distinguir as irregularidades atribuídas à organização das responsabilidades individuais dos parlamentares que indicaram as verbas.</p>
<h2>Polícia Federal investiga suspeitas de desvio de emendas</h2>
<p>A apuração sobre o Ifop integra um contexto mais amplo de fiscalização do uso de recursos públicos destinados a organizações da sociedade civil. Em 9 de julho de 2026, a Polícia Federal deflagrou a Operação Emendatio, em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), para investigar suspeitas de desvio de emendas parlamentares federais no Rio de Janeiro. A ação cumpriu dois mandados de prisão preventiva e 21 de busca e apreensão, além de medidas de bloqueio patrimonial de R$ 100 milhões. As ordens foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal.</p>
<p>Segundo a PF, as investigações identificaram indícios de pagamentos indevidos, utilização de empresas intermediárias e mecanismos destinados a ocultar a origem e a destinação de recursos. A CGU apontou suspeitas de superfaturamento, combinação de propostas entre empresas participantes de cotações e descumprimento de obrigações contratuais. A investigação busca determinar quais pessoas participaram das operações e identificar eventuais beneficiários dos valores. As conclusões dependem do exame dos documentos e das demais provas reunidas.</p>
<p>A existência dessas suspeitas não significa que todos os parlamentares responsáveis por indicar emendas às organizações investigadas tenham participado de desvios. A responsabilidade pela escolha de uma entidade, a fiscalização administrativa e a execução financeira devem ser analisadas conforme as atribuições de cada agente. Para eventual responsabilização criminal, é necessária a demonstração de conduta individual relacionada aos fatos investigados. No caso de Flávio Bolsonaro, as informações disponíveis não apontam condenação nem acusação criminal formal decorrente da emenda ao Ifop.</p>
<h2>O que dizem Flávio Bolsonaro e o instituto investigado</h2>
<p>A assessoria de Flávio Bolsonaro afirma que os recursos foram destinados de acordo com a legislação e os critérios técnicos do Ministério do Esporte. Segundo o senador, a responsabilidade pela execução das atividades e pela aplicação financeira dos valores pertence à organização beneficiada. O candidato também defende que eventuais irregularidades sejam examinadas pelos órgãos de controle. Sua manifestação não equivale a uma confirmação de participação no esquema investigado.</p>
<p>O Ifop, por sua vez, declarou desconhecer a participação de Robson Calixto na obtenção da emenda parlamentar. A organização afirma que não mantém relações com Peixe nem com a família Brazão e informou ter contratado serviços especializados para elaborar projetos e apresentá-los a gabinetes parlamentares. Segundo a entidade, representantes realizaram contatos institucionais para buscar recursos destinados às atividades propostas. Essas explicações integram as manifestações apresentadas em resposta às suspeitas.</p>
<p>A deputada Chris Tonietto também declarou que integrantes de sua equipe visitaram o instituto antes da destinação de sua emenda. Segundo a parlamentar, o gabinete acompanhou aspectos do projeto, mas não participou da seleção de fornecedores ou da realização dos pagamentos. Ela afirmou ser favorável à investigação de eventuais irregularidades. A posição reforça a necessidade de apurar separadamente as circunstâncias relacionadas a cada indicação parlamentar.</p>
<h2>Por que a expressão Flávio Bolsonaro Peixe ganhou repercussão</h2>
<p>A busca pela expressão &#8220;Flávio Bolsonaro Peixe&#8221; ganhou visibilidade nesta sexta-feira, depois que apoiadores de Lula passaram a divulgar o termo nas redes sociais como referência às reportagens sobre a emenda destinada ao Ifop. A mobilização ocorreu na reta final da campanha presidencial e resgatou investigações divulgadas anteriormente, especialmente em setembro. O assunto passou a reunir discussões sobre financiamento de projetos sociais, relações políticas e o histórico criminal de Robson Calixto. A circulação da expressão não acrescenta, por si só, novas provas aos procedimentos investigativos.</p>
<p>O episódio evidencia como fatos anteriores podem retornar ao debate público quando associados a acontecimentos eleitorais. As mensagens de 2023 e a indicação de recursos passaram a receber maior atenção após a condenação de Peixe e a divulgação das suspeitas envolvendo o instituto. A proximidade do segundo turno ampliou a repercussão das informações. Ainda assim, o interesse nas redes sociais não deve ser confundido com o estágio das investigações policiais ou judiciais.</p>
<p>O ponto central da reportagem é a existência de uma emenda parlamentar cuja solicitação foi intermediada, conforme mensagens obtidas pela Polícia Federal, por uma pessoa posteriormente condenada por organização criminosa. Essa circunstância justifica o interesse público sobre os procedimentos de indicação e fiscalização de recursos. Entretanto, a condenação de Peixe no caso Marielle não estabelece responsabilidade de Flávio Bolsonaro pelos crimes examinados naquela ação penal. O senador não foi condenado nem identificado como participante dos assassinatos nessa investigação.</p>
<h2>O que ainda precisa ser esclarecido</h2>
<p>A investigação sobre a emenda parlamentar precisa determinar a efetiva aplicação dos R$ 199.999,79 destinados ao projeto Jogadores do Futuro. Também será necessário esclarecer se os materiais e serviços contratados foram entregues conforme os documentos apresentados e se houve pagamentos sem correspondência com as atividades executadas. Outro ponto relevante é identificar a extensão da participação de intermediários na escolha da entidade e na destinação dos recursos. Essas questões dependem de provas documentais e da avaliação dos órgãos de fiscalização.</p>
<p>O caso também coloca em discussão os mecanismos de controle sobre emendas parlamentares destinadas ao terceiro setor. A apresentação de projetos, a análise técnica, a liberação financeira e a prestação de contas são etapas que envolvem responsabilidades diferentes. A existência de um projeto aprovado não elimina a necessidade de fiscalização posterior, especialmente quando surgem indícios de execução irregular. A atuação conjunta da PF e da CGU busca esclarecer essas etapas e identificar possíveis desvios.</p>
<p>Às vésperas do segundo turno presidencial, a relação entre Flávio Bolsonaro e Peixe permanece no debate político por causa das mensagens identificadas pelos investigadores e da destinação da emenda ao Ifop. O histórico criminal de Calixto e as suspeitas sobre a organização beneficiada explicam a atenção dada ao episódio. A apuração, contudo, ainda precisa estabelecer se houve irregularidades na execução dos recursos e quem eventualmente participou delas. Até a conclusão dos procedimentos, devem ser preservadas as diferenças entre fatos documentados, suspeitas investigadas e responsabilidades juridicamente comprovadas.</p>
<p><strong>Fontes</strong></p>
<p>Polícia Federal — Operação Emendatio, comunicado oficial de 9 de julho de 2026 sobre investigação de desvio de recursos de emendas parlamentares no Rio de Janeiro.</p>
<p>Controladoria-Geral da União — Comunicado oficial da Operação Emendatio, de 9 de julho de 2026, com informações sobre irregularidades identificadas em parcerias com organizações da sociedade civil.</p>
<p>Supremo Tribunal Federal — Ação Penal 2434, julgamento de 25 de fevereiro de 2026, com condenação de Robson Calixto da Fonseca por participação em organização criminosa.</p>
<p>Supremo Tribunal Federal — Decisão de 19 de junho de 2026, divulgada em 22 de junho, sobre a rejeição de recursos na Ação Penal 2434.</p>
<p>Tribunal de Contas da União — Apontamentos de auditoria sobre a aplicação de recursos públicos pelo Ifop, conforme informações divulgadas sobre os procedimentos de fiscalização.</p>
<p>Documentos de emendas parlamentares e prestação de contas do projeto Jogadores do Futuro, citados nas investigações e na cobertura pública do caso.</p>
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		<item>
		<title>Starbucks fecha 250 lojas na América do Norte e acelera expansão no Brasil</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/starbucks-fecha-250-lojas-america-do-norte-expansao-brasil-5-palavra</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Oct 2026 12:38:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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		<category><![CDATA[Zamp]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Starbucks fecha 250 lojas na América do Norte e acelera expansão no Brasil, com 32 inaugurações previstas em 2026 e reestruturação de US$ 300 milhões.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Starbucks anunciou o fechamento de aproximadamente 250 cafeterias nos Estados Unidos e no Canadá, aprofundando a reestruturação de suas operações na América do Norte, enquanto acelera os investimentos no mercado brasileiro. No Brasil, a rede chegou a cerca de 130 estabelecimentos em outubro de 2026 e elevou de 30 para 32 a meta de novas unidades previstas para este ano, das quais 20 já foram inauguradas. O contraste reflete uma estratégia de reorganização do portfólio internacional, com redução de pontos considerados pouco rentáveis em mercados consolidados e expansão seletiva em regiões com potencial de crescimento.</p>
<p>A nova rodada de fechamentos foi anunciada em 24 de setembro pelo diretor de operações da Starbucks, Mike Grams, como parte do programa <em>Back to Starbucks</em>, iniciado sob a liderança do presidente-executivo Brian Niccol. As unidades selecionadas representam aproximadamente 1% das mais de 18 mil cafeterias mantidas pela companhia na América do Norte. A empresa informou que os estabelecimentos atingidos não apresentavam perspectivas satisfatórias de desempenho financeiro ou não atendiam aos padrões de experiência estabelecidos para consumidores e funcionários.</p>
<p>O movimento amplia uma reestruturação iniciada em 2025, quando a Starbucks encerrou 627 estabelecimentos em diferentes mercados, mais de 90% deles na América do Norte. Naquele exercício, a companhia reconheceu aproximadamente US$ 892 milhões em despesas de reestruturação e perdas contábeis relacionadas ao processo. A nova etapa, aprovada em setembro de 2026, prevê encargos adicionais estimados em US$ 300 milhões, associados principalmente ao encerramento de contratos imobiliários, desligamentos de trabalhadores e baixa de ativos.</p>
<p>A estratégia não significa uma retirada generalizada da Starbucks dos mercados americanos. A companhia continua inaugurando unidades, reformando estabelecimentos e investindo em atendimento, mas procura concentrar recursos em pontos comerciais com maior capacidade de geração de receita. No Brasil, a expansão ocorre depois da crise enfrentada pela antiga operadora SouthRock, que entrou em recuperação judicial em 2023 e posteriormente perdeu a operação da marca no país.</p>
<h2>Starbucks prevê US$ 300 milhões em custos com novos fechamentos</h2>
<p>O plano aprovado pelo conselho de administração da Starbucks em 22 de setembro de 2026 prevê despesas extraordinárias de aproximadamente US$ 300 milhões com a nova rodada de encerramentos. Conforme documento apresentado à Securities and Exchange Commission (SEC), órgão regulador do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340951">mercado</a> de capitais americano, cerca de US$ 200 milhões correspondem a desembolsos financeiros previstos com rescisões contratuais e benefícios relacionados ao desligamento de funcionários. Outros US$ 100 milhões representam encargos sem efeito imediato sobre o caixa, decorrentes principalmente de baixas e perdas no valor contábil dos ativos associados às cafeterias.</p>
<p>A distinção entre essas despesas é importante para avaliar o impacto da reestruturação sobre os resultados financeiros. Os pagamentos relacionados a aluguéis e desligamentos afetam diretamente a disponibilidade de recursos da companhia, enquanto os ajustes contábeis reduzem o resultado reportado sem necessariamente representar uma saída equivalente de dinheiro no mesmo período. Embora o encerramento de unidades gere custos extraordinários no curto prazo, a empresa procura reduzir compromissos operacionais de estabelecimentos considerados pouco eficientes.</p>
<p>A nova rodada ocorre depois de um processo de encerramentos mais amplo em 2025. Segundo os resultados oficiais daquele exercício, a Starbucks fechou 627 cafeterias no âmbito de seu programa de reestruturação, incluindo unidades próprias e licenciadas. O número não deve ser confundido com a variação líquida do total de lojas, pois novas inaugurações realizadas no mesmo período compensaram parcialmente os estabelecimentos encerrados.</p>
<p>Consideradas as duas decisões anunciadas em 2025 e 2026, aproximadamente 877 unidades foram incluídas nas respectivas rodadas de fechamento. A soma representa o alcance das medidas anunciadas nos dois exercícios, sem significar uma redução líquida equivalente na rede mundial. A diferença ocorre porque a Starbucks mantém investimentos em novos pontos comerciais e continua desenvolvendo oportunidades de crescimento em diferentes países.</p>
<p>O plano também envolve mudanças na experiência oferecida ao consumidor. A companhia pretende ampliar a eficiência operacional, reduzir o tempo de atendimento e reformar unidades existentes, fortalecendo o posicionamento de suas cafeterias como espaços de convivência. A empresa estabeleceu uma iniciativa de modernização de 1.500 estabelecimentos na América do Norte, buscando melhorar o ambiente das lojas e recuperar a frequência de consumidores.</p>
<h2>Brasil chega a 130 lojas e projeta 32 inaugurações em 2026</h2>
<p>Enquanto reduz o número de estabelecimentos considerados pouco eficientes na América do Norte, a Starbucks retoma o crescimento no Brasil. A rede alcançou aproximadamente 130 cafeterias em operação no país em outubro, depois de abrir 20 novas unidades ao longo de 2026. A meta anual foi ampliada de 30 para 32 inaugurações, movimento que indica a continuidade dos investimentos conduzidos pela Zamp, responsável pela operação brasileira.</p>
<p>O objetivo corresponde a 32 novas cafeterias durante todo o exercício, e não a 32 inaugurações adicionais às 20 já realizadas. Considerando o desempenho informado em outubro, aproximadamente 62,5% da meta anual havia sido cumprida, restando 12 aberturas para alcançar o planejamento. O resultado final dependerá da execução do cronograma, das condições comerciais dos imóveis e da capacidade de colocar as novas operações em funcionamento até dezembro.</p>
<p>A expansão representa uma mudança importante em relação ao período de retração que atingiu a marca depois da recuperação judicial da SouthRock. A antiga operadora enfrentou dificuldades financeiras que levaram ao fechamento de estabelecimentos e à redução da presença da Starbucks em diferentes localidades. Em 2024, a Zamp assumiu os direitos de operação e desenvolvimento da rede no país, iniciando uma reorganização que envolveu revisão de cardápios, investimentos em marketing, recuperação de lojas e melhoria da experiência dos consumidores.</p>
<p>Em dezembro de 2025, a Starbucks havia anunciado oficialmente um plano para inaugurar aproximadamente 30 cafeterias no Brasil em 2026. Na ocasião, a companhia informou que encerraria aquele ano com cerca de 112 estabelecimentos, incluindo novas operações em São Paulo e Curitiba. A revisão posterior da meta para 32 unidades indica uma ampliação moderada do planejamento inicial, acompanhando a retomada dos investimentos.</p>
<p>A presença brasileira continua concentrada nas regiões economicamente mais relevantes para a marca. São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais estão entre os principais mercados de expansão, embora a rede também mantenha operações no Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás, Bahia e Distrito Federal. A companhia avalia oportunidades de entrada em outras cidades e regiões a partir de 2027, movimento que poderá ampliar sua distribuição geográfica.</p>
<h2>Zamp registra crescimento de 7,4% nas vendas comparáveis</h2>
<p>Os resultados financeiros da operadora brasileira ajudam a compreender a estratégia de expansão. De acordo com as informações trimestrais da Zamp referentes ao segundo trimestre de 2026, as vendas comparáveis das cafeterias Starbucks cresceram 7,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. O indicador, conhecido como <em>same-store sales</em>, mede a evolução das vendas em estabelecimentos comparáveis, permitindo avaliar o desempenho comercial sem considerar exclusivamente o efeito da abertura de novas lojas.</p>
<p>O crescimento demonstra que a recuperação da operação brasileira não depende apenas da ampliação do número de estabelecimentos. Parte da expansão das vendas ocorre dentro das cafeterias já existentes, resultado que pode refletir maior movimento de consumidores, mudanças no valor médio das compras ou uma combinação desses fatores. A divulgação agregada, entretanto, não permite atribuir a alta de maneira isolada a cada componente.</p>
<p>O desempenho positivo também precisa ser analisado em perspectiva. No primeiro trimestre de 2026, a Starbucks havia registrado crescimento de 11,6% nas vendas comparáveis brasileiras, percentual superior aos 7,4% observados entre abril e junho. A desaceleração do ritmo de expansão não significa queda no faturamento das lojas existentes, mas indica que a recuperação ocorre em velocidades diferentes ao longo dos períodos analisados.</p>
<p>Ao final de junho, a Zamp contabilizava 112 cafeterias Starbucks no Brasil, conforme suas demonstrações financeiras. O número era igual ao registrado no encerramento de 2025, resultado de aberturas e fechamentos ocorridos durante o primeiro semestre. A elevação posterior para aproximadamente 130 estabelecimentos mostra que a expansão física ganhou intensidade depois de junho.</p>
<p>A combinação entre crescimento das vendas comparáveis e novas inaugurações constitui um dos principais elementos da estratégia brasileira. Quando uma rede consegue elevar o desempenho dos estabelecimentos existentes antes de acelerar sua expansão, aumenta a possibilidade de financiar novos investimentos com uma operação comercial mais consolidada. Entretanto, a viabilidade econômica das futuras lojas dependerá de custos imobiliários, despesas com pessoal, investimentos iniciais e demanda efetiva dos consumidores.</p>
<h2>Starbucks aposta em novos formatos e adapta cardápio ao consumidor brasileiro</h2>
<p>A retomada da expansão brasileira envolve também uma reorganização da oferta de produtos e dos formatos comerciais. A Starbucks passou a incorporar ao cardápio opções inspiradas nos hábitos locais, incluindo o Cafézinho Brasileiro, com versões de café puro e café com leite. A iniciativa procura aproximar uma marca internacional de consumo relativamente sofisticado dos costumes de um mercado onde o café faz parte da rotina diária de grande parte da população.</p>
<p>Os investimentos em estabelecimentos localizados em centros comerciais, regiões corporativas e pontos de grande circulação também fazem parte da estratégia. Em dezembro de 2025, a empresa anunciou uma cafeteria no Aeroporto Internacional de Curitiba e outra no bairro de Pinheiros, em São Paulo. Durante 2026, a expansão alcançou novos endereços paulistanos e bairros de Belo Horizonte, incluindo a Savassi.</p>
<p>Em agosto, a companhia anunciou a abertura de uma unidade na região da Savassi e divulgou planos para outras duas cafeterias na capital mineira, no Shopping Del Rey e no Boulevard Shopping. Na ocasião, informou manter 116 estabelecimentos no território brasileiro, sinalizando o início de uma fase de crescimento mais intenso. A escolha de bairros comerciais e centros de compras demonstra uma preferência por localizações que combinam circulação de consumidores, atividades de serviços e oportunidades de consumo recorrente.</p>
<p>A adequação do cardápio representa outro componente da estratégia comercial. Embora a Starbucks preserve produtos que sustentam seu posicionamento internacional, a incorporação de bebidas adaptadas aos hábitos brasileiros permite disputar ocasiões de consumo tradicionalmente atendidas por cafeterias independentes, padarias e outras redes. O desafio consiste em ampliar a frequência de visitas sem comprometer o posicionamento de preços e a rentabilidade da operação.</p>
<h2>Reestruturação reduz projeção de novas lojas no mundo</h2>
<p>A reorganização da Starbucks também alterou as expectativas de crescimento global da companhia. No documento apresentado à SEC em setembro, a empresa reduziu sua projeção de abertura líquida de cafeterias em 2026 para aproximadamente 440 unidades. A previsão anterior apontava entre 600 e 650 novas lojas líquidas, considerando estabelecimentos próprios e licenciados em todos os mercados.</p>
<p>A revisão representa uma redução de 160 a 210 unidades na expectativa de crescimento da rede mundial. Em termos proporcionais, equivale a uma diminuição de aproximadamente 27% a 32% em relação ao planejamento anunciado anteriormente, dependendo do ponto de comparação utilizado. A mudança reflete principalmente os encerramentos previstos para a América do Norte, parcialmente compensados pelo desempenho de outros mercados internacionais.</p>
<p>O corte nas projeções não significa que a Starbucks tenha abandonado sua estratégia global de expansão. A empresa continua identificando oportunidades comerciais em países onde sua presença pode crescer e procura fortalecer unidades existentes nos mercados mais maduros. A distinção entre expansão bruta, fechamento de estabelecimentos e crescimento líquido é fundamental para compreender o resultado da reorganização.</p>
<p>No terceiro trimestre fiscal de 2026, encerrado em 28 de junho, a Starbucks possuía 41.304 cafeterias em operação no mundo. O total incluía unidades próprias e licenciadas, com diferentes modelos de administração e reconhecimento de receitas. A companhia informou crescimento de 7,9% nas vendas comparáveis globais naquele trimestre, indicando uma melhora do desempenho comercial mesmo durante a reorganização de parte de sua estrutura.</p>
<p>Nos Estados Unidos, as vendas comparáveis avançaram 7,9% no mesmo período, enquanto as receitas do negócio americano cresceram 7% em relação ao ano anterior. Os resultados mostram que o fechamento de cafeterias não pode ser interpretado automaticamente como uma deterioração generalizada das vendas. A empresa procura melhorar a produtividade de seu portfólio, concentrando investimentos nos estabelecimentos com maior capacidade de atender consumidores e gerar resultados.</p>
<h2>Expansão brasileira reforça diferença entre mercados maduros e emergentes</h2>
<p>A estratégia adotada pela Starbucks evidencia como uma mesma companhia pode apresentar movimentos distintos de investimento e reorganização em diferentes países. Nos Estados Unidos, onde a rede mantém milhares de estabelecimentos, o principal desafio envolve elevar a produtividade, modernizar unidades e melhorar a rentabilidade de operações consolidadas. No Brasil, onde sua presença é proporcionalmente menor, a empresa ainda identifica oportunidades para ampliar a cobertura territorial e conquistar novos consumidores.</p>
<p>Essa diferença também decorre dos modelos de operação. No mercado brasileiro, a Zamp possui os direitos de desenvolvimento e administração da rede, enquanto a Starbucks global atua como proprietária da marca e parceira contratual. O modelo permite que a expansão seja conduzida por uma empresa com conhecimento do varejo nacional, preservando os padrões comerciais e operacionais estabelecidos pela companhia internacional.</p>
<p>O crescimento brasileiro, entretanto, exige cautela na avaliação de resultados futuros. A abertura de novas cafeterias aumenta as oportunidades de faturamento, mas também demanda investimentos em imóveis, equipamentos, contratação e treinamento de funcionários. Além disso, a rentabilidade depende da capacidade de manter movimento suficiente de consumidores e controlar despesas em um setor caracterizado por concorrência intensa.</p>
<p>Outro aspecto relevante é a escala das operações. Mesmo com a meta de 32 inaugurações em 2026, a Starbucks continuará com uma presença brasileira muito inferior à mantida nos Estados Unidos. Portanto, o movimento não representa uma transferência do centro de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank"  rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340952">negócios</a> da companhia para o Brasil, mas uma redistribuição seletiva dos investimentos conforme as condições comerciais de cada mercado.</p>
<p>O contraste entre fechamentos na América do Norte e expansão no Brasil revela uma tentativa de equilibrar eficiência operacional e crescimento internacional. Ao mesmo tempo que assume custos extraordinários para encerrar estabelecimentos considerados pouco rentáveis, a Starbucks procura aproveitar oportunidades em mercados onde sua rede ainda possui espaço para expansão.</p>
<p>A evolução dessa estratégia dependerá dos resultados das unidades remanescentes nos Estados Unidos, da execução do cronograma brasileiro e da capacidade de transformar o crescimento das vendas em rentabilidade sustentável. O desempenho de 2026 indica que a reorganização global e a expansão regional podem avançar simultaneamente, desde que os investimentos sejam direcionados às operações com perspectivas comerciais favoráveis.</p>
<p><strong>Fontes</strong></p>
<p>Starbucks Corporation — Formulário 8-K apresentado à Securities and Exchange Commission em 24 de setembro de 2026, com detalhes dos fechamentos, custos de reestruturação e revisão das projeções globais.</p>
<p>Starbucks Corporation — Relatório anual Form 10-K do exercício fiscal de 2025, com informações sobre encerramento de 627 unidades e despesas de reestruturação.</p>
<p>Starbucks Corporation — Resultados financeiros do terceiro trimestre fiscal de 2026, divulgados em 29 de julho de 2026.</p>
<p>Zamp S.A. — Informações Trimestrais de 30 de junho de 2026, com indicadores operacionais, vendas comparáveis e evolução da rede Starbucks no Brasil.</p>
<p>Starbucks Brasil — Comunicado institucional de 19 de dezembro de 2025 sobre a abertura de novas cafeterias e o planejamento de expansão para 2026.</p>
<p>Starbucks Brasil — Comunicado institucional de 12 de agosto de 2026 sobre a expansão da rede em Minas Gerais.</p>
<p>Starbucks Corporation — Comunicado institucional de Mike Grams, diretor de operações, divulgado em 24 de setembro de 2026, sobre o programa Back to Starbucks.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Petrobras chega a R$ 800 bilhões em valor de mercado após alta de 14,3%</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/petrobras-800-bilhoes-valor-de-mercado-alta-acoes</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Oct 2026 20:43:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[B3]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado Financeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Oriente Médio.]]></category>
		<category><![CDATA[PETR3]]></category>
		<category><![CDATA[PETR4]]></category>
		<category><![CDATA[Petrobras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Petrobras (PETR3; PETR4) acrescentou aproximadamente R$ 100 bilhões ao seu valor de mercado em 12 dias corridos e alcançou R$ 800 bilhões no fechamento da Bolsa de Valores brasileira em 14 de outubro de 2026. O avanço consolidou uma sequência de recordes das ações da companhia, em um período marcado pela valorização do petróleo [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Petrobras (PETR3; PETR4) acrescentou aproximadamente R$ 100 bilhões ao seu valor de mercado em 12 dias corridos e alcançou R$ 800 bilhões no fechamento da Bolsa de Valores brasileira em 14 de outubro de 2026. O avanço consolidou uma sequência de recordes das ações da companhia, em um período marcado pela valorização do petróleo no <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340900">mercado</a> internacional, pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio e pela divulgação de resultados operacionais e financeiros favoráveis.</p>
<p>O novo patamar representa uma elevação de aproximadamente 14,3% em relação aos R$ 700,08 bilhões registrados em 2 de outubro, quando a empresa também havia estabelecido uma máxima histórica. A diferença entre as duas avaliações corresponde a R$ 99,92 bilhões, calculada a partir dos valores divulgados para os dois pregões. A companhia ultrapassou pela primeira vez a marca de R$ 800 bilhões no encerramento das negociações de 14 de outubro, segundo informações divulgadas pela própria estatal no dia seguinte.</p>
<p>A valorização ocorre em um ano de forte desempenho dos papéis da petroleira. Até o recorde de outubro, as ações preferenciais acumulavam alta próxima de 100% em 2026, enquanto as ordinárias apresentavam valorização de aproximadamente 110%, de acordo com os dados publicados pela companhia. A diferença entre o desempenho das duas classes reflete trajetórias específicas de negociação, embora ambas participem da avaliação conjunta da empresa na Bolsa.</p>
<p>O movimento não se explica por um único acontecimento. A elevação das cotações internacionais do petróleo melhora, em determinadas condições, as perspectivas de geração de caixa das produtoras, enquanto os indicadores operacionais da Petrobras, as expectativas sobre pagamentos a acionistas e as decisões comerciais também influenciam a avaliação do mercado. A descoberta de petróleo na Margem Equatorial brasileira, anunciada no início de outubro, havia contribuído para o recorde anterior.</p>
<h2>Petróleo próximo de US$ 110 reforça o interesse pelas produtoras</h2>
<p>A escalada recente dos preços internacionais do petróleo constitui um dos principais fatores externos associados à valorização da Petrobras. Em 16 de outubro, os contratos futuros do Brent, referência internacional para a commodity, encerraram o pregão a US$ 109,86 por barril, com alta diária de 3,7%. Foi o maior preço de fechamento desde maio, segundo dados divulgados pela Reuters.</p>
<p>A cotação reflete a preocupação dos investidores com possíveis interrupções no fornecimento mundial de petróleo. A intensificação das tensões no Oriente Médio, os riscos para a navegação no Estreito de Ormuz e os ataques a instalações do setor energético ampliaram as incertezas sobre a disponibilidade da commodity. A retomada de ataques contra refinarias russas pela Ucrânia acrescentou outro elemento de risco à oferta internacional.</p>
<p>O mercado reage não apenas à quantidade de petróleo efetivamente retirada da circulação, mas também à probabilidade de interrupções futuras. Quando os investidores consideram maior o risco de escassez, os preços podem subir antes de ocorrer uma redução definitiva da produção. Para <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340898">empresas</a> produtoras, essa reprecificação altera as expectativas de receita e rentabilidade.</p>
<p>O relatório de outubro da Agência Internacional de Energia, publicado em 14 de outubro, registrou que os contratos futuros do Brent haviam subido 13% desde o início de setembro, alcançando aproximadamente US$ 107 por barril no momento da elaboração do documento. A instituição também apontou que a recuperação da oferta do Oriente Médio permanecia vulnerável à intensificação dos ataques contra a infraestrutura energética e o transporte marítimo.</p>
<p>Esse contexto beneficia a perspectiva de receita das companhias que extraem petróleo e conseguem comercializar sua produção a preços mais altos. No caso da Petrobras, a relevância do fator é ampliada pela escala de suas operações de exploração e produção, especialmente no pré-sal.</p>
<p>A relação, entretanto, não é automática. A valorização do barril pode aumentar a receita obtida com o petróleo produzido, mas seus efeitos sobre o resultado consolidado dependem de custos operacionais, despesas financeiras, tributos, investimentos, composição das vendas e comportamento do mercado de derivados. A <a class="wpil_keyword_link" title="Política" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340902">política</a> comercial adotada no Brasil também influencia a transmissão das oscilações internacionais para os preços domésticos.</p>
<p>Além disso, a alta da commodity não elimina os riscos geopolíticos para a própria cadeia produtiva. O aumento do custo de transporte, a disponibilidade de derivados e a volatilidade das cotações podem afetar diferentes segmentos do negócio, inclusive as atividades de refino e distribuição.</p>
<h2>Resultados operacionais sustentam a avaliação da companhia</h2>
<p>Os indicadores financeiros divulgados pela Petrobras ajudam a explicar por que o mercado não depende exclusivamente da perspectiva de preços elevados para reavaliar a empresa. No segundo trimestre de 2026, a estatal registrou lucro líquido de R$ 52,4 bilhões, crescimento de 97% em relação ao mesmo período de 2025.</p>
<p>O Ebitda ajustado, indicador utilizado para avaliar o resultado operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização, alcançou R$ 93,8 bilhões no trimestre. Já o fluxo de caixa operacional somou R$ 61,8 bilhões, avanço de 46% em 12 meses. No primeiro semestre, o lucro líquido chegou a R$ 85,1 bilhões, segundo os resultados divulgados em agosto.</p>
<p>A produção própria de petróleo no Brasil atingiu 2,7 milhões de barris por dia no segundo trimestre, aumento de 15% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior. A empresa também informou que o fator de utilização de seu parque de refino alcançou 101%, resultado associado à elevada utilização da capacidade instalada.</p>
<p>Esses números são relevantes para a avaliação de mercado porque conectam as expectativas sobre os preços da commodity à capacidade de produção e geração de caixa da companhia. Uma alta do petróleo tende a produzir efeitos diferentes conforme a empresa tenha capacidade de ampliar a produção, controlar custos e converter receita em caixa.</p>
<p>O crescimento operacional também pode influenciar as expectativas sobre o cumprimento dos compromissos financeiros, a execução do plano de investimentos e a remuneração dos acionistas. No caso da Petrobras, a combinação de maior produção própria com desempenho de refino contribuiu para fortalecer os resultados do período.</p>
<p>A companhia informou ainda que a dívida bruta encerrou o segundo trimestre em US$ 70,8 bilhões, abaixo do limite de US$ 75 bilhões estabelecido no Plano de <a class="wpil_keyword_link" title="Negócios" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340901">Negócios</a> 2026-2030. A empresa mantinha a expectativa de convergência da dívida para US$ 65 bilhões no horizonte do plano.</p>
<p>O dado não elimina os riscos financeiros da companhia, mas oferece uma referência para a avaliação de sua capacidade de equilibrar investimentos, endividamento e geração de caixa. Em empresas intensivas em capital, a manutenção desse equilíbrio é importante para sustentar os projetos de exploração e produção, que exigem recursos elevados e retornos distribuídos ao longo de vários anos.</p>
<h2>Acordo na Bacia de Santos acrescenta receita prevista para 2026</h2>
<p>Outro fator corporativo associado ao recorde foi a conclusão de acordos de equalização de gastos e volumes relativos às jazidas compartilhadas de Berbigão e Sururu, na Bacia de Santos. As negociações envolveram a Petrobras e suas parceiras Shell, TotalEnergies e Petrogal.</p>
<p>Pelos acordos, a estatal deverá receber aproximadamente US$ 859 milhões líquidos, com pagamentos previstos até novembro de 2026. O valor representa um ingresso financeiro esperado, não um montante que deva ser somado automaticamente ao lucro do trimestre ou ao caixa já realizado.</p>
<p>A equalização de gastos e volumes em jazidas compartilhadas está relacionada à divisão de despesas e à participação econômica de empresas que atuam em áreas comuns. Ajustes desse tipo podem gerar pagamentos entre os participantes e modificar o fluxo financeiro previsto para cada companhia.</p>
<p>Para os investidores, o anúncio acrescenta um elemento concreto à avaliação dos ativos da Petrobras porque indica recebimentos programados para os meses seguintes. A relevância, contudo, deve ser analisada em conjunto com a escala financeira da empresa, suas obrigações e os investimentos necessários para manter a produção.</p>
<p>A valorização observada em 14 de outubro ocorreu em uma sessão na qual as ações preferenciais avançaram 2,22%, enquanto as ordinárias subiram 1,94%, conforme os dados divulgados pela companhia. O desempenho diário coincidiu com a repercussão dos acordos e com o cenário internacional favorável aos preços do petróleo.</p>
<p>Não é possível atribuir toda a elevação do valor de mercado a esse anúncio. As cotações incorporam simultaneamente informações sobre resultados, expectativas futuras, condições internacionais, riscos empresariais e decisões dos investidores.</p>
<h2>Descoberta na Margem Equatorial marcou a etapa anterior da alta</h2>
<p>O avanço da Petrobras para R$ 700 bilhões em valor de mercado, em 2 de outubro, ocorreu após o anúncio de uma nova descoberta de petróleo em águas ultraprofundas na Bacia da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial brasileira.</p>
<p>Naquele pregão, a companhia adicionou cerca de R$ 20,9 bilhões à sua avaliação de mercado, segundo informações divulgadas pela Agência Brasil. A descoberta renovou as expectativas sobre o potencial exploratório da região, considerada uma nova fronteira de interesse para a indústria petrolífera brasileira.</p>
<p>A notícia passou a integrar o conjunto de fatores considerados pelos investidores na avaliação das perspectivas de produção de longo prazo da estatal. Uma descoberta pode elevar as expectativas sobre o potencial de determinado ativo, mas não representa, por si só, produção comercial imediata nem garante retorno financeiro em prazo definido.</p>
<p>Entre a identificação de petróleo e a eventual produção em escala comercial, são necessárias etapas técnicas, avaliações sobre a viabilidade econômica e autorizações regulatórias e ambientais aplicáveis. Os custos, o cronograma de desenvolvimento e o volume recuperável influenciam a decisão de avançar para as fases seguintes.</p>
<p>A Margem Equatorial, portanto, oferece uma possibilidade de expansão futura que deve ser distinguida da produção corrente da Petrobras. A valorização das ações incorpora expectativas sobre ativos existentes e oportunidades futuras, mas o valor econômico dessas oportunidades depende de sua confirmação e desenvolvimento ao longo do tempo.</p>
<p>A sequência dos recordes mostra como <a class="wpil_keyword_link" title="Notícias" href="https://gazetamercantil.com/noticias" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340899">notícias</a> de naturezas distintas podem contribuir para a reavaliação de uma companhia. Enquanto a descoberta brasileira ampliou as expectativas sobre o potencial de exploração, o petróleo mais caro reforçou as perspectivas de receita das operações em andamento.</p>
<h2>Participação estatal e estrangeira amplia o alcance do recorde</h2>
<p>A composição acionária da Petrobras também ajuda a dimensionar a relevância da valorização. Em setembro de 2026, o governo federal detinha 29,02% do capital total da companhia, conforme os dados de relações com investidores. O grupo de controle, que também inclui participações do BNDESPar e do BNDES, representava 35,45% do capital.</p>
<p>Os investidores não brasileiros respondiam por 48,73% do total de ações, incluindo papéis negociados no exterior e participações mantidas por investidores estrangeiros na B3. A presença internacional torna as ações da estatal sensíveis à avaliação dos investidores globais sobre petróleo, risco geopolítico, condições financeiras e perspectivas de economias emergentes.</p>
<p>A valorização do valor de mercado aumenta a avaliação contábil das participações acionárias, mas não significa que a Petrobras tenha recebido R$ 100 bilhões em dinheiro. O valor de mercado é calculado a partir dos preços das ações negociadas e da quantidade de papéis em circulação. Ele mede quanto o conjunto das ações é avaliado pelo mercado naquele momento, e não o saldo disponível em caixa.</p>
<p>Da mesma forma, a valorização não equivale a uma transferência imediata de recursos ao governo federal. Eventuais benefícios fiscais e financeiros dependem de mecanismos específicos, como dividendos efetivamente aprovados e pagos, tributos, participações governamentais ou vendas de ações. A simples elevação das cotações não gera, por si só, uma entrada de caixa para o Tesouro.</p>
<p>As ações ordinárias PETR3 e preferenciais PETR4 também possuem características distintas. As ordinárias conferem direitos de voto nas assembleias, enquanto as preferenciais têm prioridade no recebimento de dividendos conforme as condições previstas no estatuto da companhia. Os preços das duas classes podem variar de maneira diferente, embora ambas componham a avaliação de mercado da empresa.</p>
<h2>Alta do petróleo também traz riscos para a demanda</h2>
<p>A perspectiva favorável para as produtoras convive com riscos decorrentes da própria escalada dos preços. O relatório de outubro da Agência Internacional de Energia alerta que a oferta global permanece vulnerável às interrupções no Oriente Médio e que os preços elevados estão pressionando o consumo de combustíveis e as margens de determinados segmentos de refino.</p>
<p>A instituição prevê retração da demanda mundial de petróleo em 2026 em meio aos efeitos da guerra, à redução da disponibilidade de derivados e à piora das perspectivas econômicas. Também aponta que o encarecimento do transporte marítimo e a redução dos estoques aumentam a pressão sobre o abastecimento internacional.</p>
<p>Para a Petrobras, a permanência do petróleo em patamares elevados pode sustentar as perspectivas de receita das operações de exploração e produção. Entretanto, a duração das tensões, a recuperação da oferta, o comportamento da demanda e eventuais mudanças na política comercial são variáveis que podem alterar a trajetória dos preços e das ações.</p>
<p>O recorde de R$ 800 bilhões, portanto, combina o desempenho operacional da estatal com expectativas sobre o mercado internacional e oportunidades de produção futura. O avanço de aproximadamente R$ 100 bilhões em menos de duas semanas demonstra a velocidade com que esses fatores foram incorporados às cotações, mas não determina que a valorização continuará no mesmo ritmo.</p>
<p>O comportamento das ações nos próximos períodos dependerá da evolução dos preços do petróleo, da concretização dos recebimentos previstos, dos resultados financeiros e dos riscos associados às operações e aos investimentos da companhia. A marca histórica registrada em outubro estabelece um novo referencial de mercado, sem eliminar a possibilidade de oscilações decorrentes de mudanças nas condições econômicas e geopolíticas.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Petrobras &#8211; comunicado de 15 de outubro de 2026 sobre o recorde de R$ 800 bilhões, a valorização das ações e os acordos relativos às jazidas de Berbigão e Sururu</em></p>
<p><em>Petrobras &#8211; resultados financeiros e operacionais do segundo trimestre de 2026, incluindo lucro líquido, Ebitda ajustado, fluxo de caixa, produção e endividamento</em></p>
<p><em>Petrobras &#8211; composição acionária de setembro de 2026, com participação do governo federal, do grupo de controle e de investidores estrangeiros</em></p>
<p><em>Agência Internacional de Energia &#8211; Relatório do Mercado de Petróleo de outubro de 2026, com dados sobre preços, oferta, demanda e riscos de abastecimento</em></p>
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		<title>Azzas 2154 (AZZA3): Farm recebe 15 propostas não vinculantes de até R$ 4 bilhões, diz Safra</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/azzas-azza3-farm-15-propostas-nao-vinculantes-r-4-bilhoes</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Oct 2026 11:32:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Farm recebeu 15 propostas não vinculantes de fundos de investimento e grupos internacionais de moda, com avaliações entre R$ 3,5 bilhões e R$ 4 bilhões, segundo análise divulgada pelo Banco Safra. O processo coloca uma das marcas mais valiosas da Azzas 2154 (AZZA3) no centro de uma possível transação bilionária justamente quando o grupo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Farm recebeu 15 propostas não vinculantes de fundos de investimento e grupos internacionais de moda, com avaliações entre R$ 3,5 bilhões e R$ 4 bilhões, segundo análise divulgada pelo Banco Safra. O processo coloca uma das marcas mais valiosas da Azzas 2154 (AZZA3) no centro de uma possível transação bilionária justamente quando o grupo avança na reorganização societária que separará novamente os <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank"  rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340153">negócios</a> ligados à antiga Arezzo&amp;Co e ao Grupo Soma.</p>
<p>As propostas ainda representam uma etapa preliminar. Não existe anúncio de comprador escolhido, preço definitivo, contrato de venda ou estrutura formal aprovada pela Azzas. A própria companhia já havia informado ao <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340154">mercado</a> que contratou o Morgan Stanley para avaliar alternativas estratégicas relacionadas à Farm, mas ressaltou que o processo poderia resultar em diferentes formatos e que nenhuma operação estava decidida.</p>
<p>A faixa indicada pelos interessados também ficou abaixo da expectativa atribuída pelo Safra aos acionistas. Enquanto as manifestações preliminares situam a Farm entre R$ 3,5 bilhões e R$ 4 bilhões, a referência dos vendedores estaria entre R$ 4,5 bilhões e R$ 5,5 bilhões. No ponto mais próximo das duas faixas, ainda existe diferença de R$ 500 milhões. No cenário mais distante, o intervalo chega a R$ 2 bilhões.</p>
<p>Pelos pontos médios, a diferença também é relevante. A média da faixa indicada pelos potenciais compradores é de R$ 3,75 bilhões, enquanto a média da expectativa atribuída aos acionistas chega a R$ 5 bilhões. Isso coloca a avaliação preliminar dos interessados 25% abaixo da referência média dos vendedores e ajuda a explicar por que o processo ainda pode exigir uma rodada significativa de negociação antes de chegar a uma oferta definitiva.</p>
<h2>Propostas não vinculantes ainda não significam venda</h2>
<p>O caráter não vinculante das manifestações é essencial para compreender o estágio da operação. Uma proposta desse tipo permite que compradores indiquem quanto estariam dispostos a considerar por determinado ativo e estabeleçam parâmetros para continuar as negociações, mas não cria obrigação automática de concluir a aquisição.</p>
<p>Os interessados ainda podem revisar valores depois de análises mais aprofundadas sobre resultados, contratos, estrutura societária, perspectivas de crescimento, riscos e necessidades de capital. Da mesma forma, os vendedores podem rejeitar as propostas, negociar condições melhores, alterar o formato da operação ou simplesmente decidir que não é o momento adequado para vender.</p>
<p>Segundo o Safra, a expectativa é que potenciais compradores avancem para propostas vinculantes ao longo de outubro. Essa fase tende a revelar com maior clareza quais grupos possuem interesse efetivo e capacidade financeira para realizar a transação e se existe disposição para reduzir a distância entre os valores atualmente colocados sobre a mesa.</p>
<p>Mesmo uma oferta vinculante, entretanto, não significa necessariamente que o negócio esteja concluído. Uma eventual venda ainda poderá depender da definição dos ativos incluídos, negociações contratuais, aprovação dos órgãos societários competentes e, dependendo da estrutura escolhida, análise regulatória.</p>
<h2>Azzas confirmou avaliação estratégica, mas não as 15 propostas</h2>
<p>A discussão sobre uma possível operação envolvendo a Farm começou formalmente meses antes. Em junho, a Azzas comunicou que havia contratado o Morgan Stanley para assessorar a avaliação de alternativas estratégicas relacionadas à marca, afirmando que o objetivo era encontrar formas de destravar o valor econômico do ativo.</p>
<p>Na ocasião, a companhia fez questão de informar que não havia decisão tomada, operação aprovada, estrutura definida ou instrumento vinculante celebrado. Essa posição é importante porque diferencia o processo formal reconhecido pela Azzas das informações mais recentes sobre quantidade e valores das propostas, divulgadas a partir de análises e apurações de mercado.</p>
<p>Assim, os números de 15 interessados e avaliações entre R$ 3,5 bilhões e R$ 4 bilhões devem permanecer atribuídos ao Safra enquanto não houver divulgação equivalente pela própria companhia. A Azzas já reconheceu a existência de contatos com potenciais interessados e a avaliação estratégica da Farm, mas ainda não anunciou oficialmente uma proposta aceita.</p>
<p>Essa distinção reduz o risco de transformar um processo competitivo ainda em desenvolvimento em uma venda já acertada.</p>
<h2>Farm será colocada em uma empresa própria</h2>
<p>A eventual transação ocorre paralelamente a uma reorganização mais ampla da Azzas 2154. Em setembro, os blocos ligados a Alexandre Birman e Roberto Jatahy assinaram um acordo vinculante para separar novamente os principais negócios que haviam sido reunidos na combinação entre Arezzo&amp;Co e Grupo Soma.</p>
<p>A reorganização prevê a criação de duas companhias abertas independentes. A Arezzo&amp;Co ficará com negócios como Shoes &amp; Bags e Basic, enquanto a SOMA reunirá outras marcas de moda. A Farm e suas extensões serão transferidas para uma terceira sociedade, com administração e governança próprias.</p>
<p>A Arezzo&amp;Co deverá deter 57,4% dessa nova sociedade e a SOMA ficará com os 42,6% restantes. Essa divisão mantém a Farm ligada economicamente aos dois grupos resultantes da reorganização, mas separa a marca dos demais ativos operacionais e cria uma estrutura mais simples para uma eventual parceria, entrada de investidor ou venda.</p>
<p>A estrutura própria também reduz parte da complexidade de avaliar a Farm isoladamente. Em vez de negociar uma marca inserida dentro de uma companhia que reúne dezenas de outros ativos, potenciais compradores poderão analisar uma sociedade dedicada às operações da Farm Brasil, Farm Internacional e suas extensões.</p>
<h2>Reorganização ainda depende de aprovações</h2>
<p>A separação da Azzas também não está concluída. O acordo entre os blocos acionistas representa uma etapa vinculante entre as partes, mas sua implementação depende de uma série de condições precedentes.</p>
<p>Entre elas estão as aprovações pelos órgãos de administração e pelos acionistas, a análise do Conselho Administrativo de Defesa Econômica e os procedimentos necessários para a listagem da SOMA no Novo Mercado da B3.</p>
<p>A operação deverá ocorrer em etapas, envolvendo cisão parcial e posterior reorganização das participações dos acionistas. Depois da conclusão, os investidores atualmente posicionados em AZZA3 deverão receber participações nas companhias resultantes conforme a estrutura aprovada.</p>
<p>A Farm permanecerá em uma sociedade compartilhada entre Arezzo&amp;Co e SOMA enquanto os acionistas continuam avaliando alternativas estratégicas para o ativo. Isso permite que o processo de reorganização avance mesmo sem uma venda imediata da marca.</p>
<h2>Farm responde por cerca de um quarto das vendas</h2>
<p>O peso econômico da Farm ajuda a explicar o interesse de fundos e grupos internacionais. O Banco Safra estima que a marca represente aproximadamente 25% da receita bruta da Azzas, participação suficientemente grande para fazer com que uma eventual alienação altere de maneira relevante o perfil do grupo.</p>
<p>A marca já havia encerrado 2025 com vendas brutas próximas de R$ 3,3 bilhões e apresentou forte expansão internacional nos últimos anos. A presença fora do Brasil tornou-se um dos principais vetores de crescimento, com lojas próprias e distribuição em mercados como Estados Unidos, Europa e Oriente Médio.</p>
<p>Essa combinação entre escala doméstica e internacionalização diferencia a Farm de diversas outras marcas brasileiras de moda. A companhia conseguiu construir reconhecimento fora do país e ampliar progressivamente a participação das vendas internacionais em sua operação, característica que pode justificar o interesse de compradores estratégicos estrangeiros.</p>
<p>Para um grupo global de moda, a aquisição poderia oferecer uma marca brasileira já testada internacionalmente, com rede de distribuição em expansão e identidade própria. Para fundos de private equity, a tese pode envolver aceleração da expansão internacional, ganho de escala e futura venda ou abertura de capital.</p>
<h2>Valor das propostas se aproxima da capitalização da própria Azzas</h2>
<p>A faixa de R$ 3,5 bilhões a R$ 4 bilhões atribuída exclusivamente à Farm também chama atenção quando comparada ao valor de mercado de toda a Azzas 2154.</p>
<p>No fechamento de 1º de outubro, AZZA3 terminou cotada a R$ 18,60, com valorização de 7,02% no pregão. Os dados de mercado disponíveis colocavam a capitalização da companhia em uma faixa próxima de R$ 3,6 bilhões a R$ 3,8 bilhões, dependendo da base de ações utilizada no cálculo.</p>
<p>Isso significa que o intervalo atribuído às propostas pela Farm corresponde aproximadamente ao valor que o mercado vinha atribuindo ao conjunto da Azzas, embora uma comparação direta exija cautela. O valor de mercado de uma companhia listada incorpora dívida, expectativas, riscos de execução e todos os seus negócios, enquanto uma proposta de aquisição pode utilizar parâmetros e estruturas diferentes.</p>
<p>Ainda assim, a relação ajuda a explicar a reação das ações. AZZA3 chegou a atingir R$ 19,13 durante o pregão e encerrou a quinta-feira a R$ 18,60, depois de fechar a sessão anterior a R$ 17,38.</p>
<p>A alta de 7,02% indica que os investidores receberam positivamente a notícia de que há um número significativo de interessados e referências concretas de preço para a Farm, mesmo com os valores ainda abaixo das expectativas atribuídas aos vendedores.</p>
<h2>Referência de R$ 2,2 bilhões exige cautela</h2>
<p>A análise do Safra divulgada nesta quinta-feira utilizou uma referência de R$ 2,2 bilhões para o valor de mercado da Azzas ao comparar a companhia com as propostas pela Farm. Esse número, porém, não corresponde à capitalização observada a partir da cotação de AZZA3 no fechamento de 1º de outubro.</p>
<p>Com as ações a R$ 18,60, as bases disponíveis de mercado apontavam valor significativamente superior, na faixa de aproximadamente R$ 3,6 bilhões a R$ 3,8 bilhões. Por isso, utilizar os R$ 2,2 bilhões como se fossem o valor de mercado corrente poderia ampliar artificialmente a diferença entre a avaliação da Farm e a capitalização da Azzas.</p>
<p>A comparação mais conservadora mostra que a avaliação de R$ 3,5 bilhões atribuída à ponta inferior das propostas corresponde a algo próximo de 90% da capitalização observada no fechamento de quinta-feira, enquanto os R$ 4 bilhões da ponta superior ficam próximos ou ligeiramente acima do valor atribuído naquele momento a toda a companhia.</p>
<p>Mesmo com essa correção, a relação continua relevante: o mercado está recebendo referências de preço para um único ativo que se aproximam da capitalização da empresa que atualmente reúne Farm e várias outras marcas.</p>
<h2>Resultados recentes aumentam importância da Farm</h2>
<p>A discussão ocorre após um trimestre difícil para a Azzas. No segundo trimestre de 2026, a companhia registrou receita líquida de aproximadamente R$ 2,66 bilhões, queda de 8,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. O lucro líquido recorrente caiu 62,5%, para R$ 106,5 milhões, enquanto o Ebitda recorrente recuou 29,1%, para R$ 379,6 milhões.</p>
<p>A receita bruta das marcas continuadas ficou em aproximadamente R$ 3,35 bilhões no trimestre, com retração na comparação anual. O desempenho refletiu dificuldades em diferentes unidades de negócio e redução das vendas para os canais de distribuição, ao mesmo tempo em que a companhia trabalhou para diminuir estoques e melhorar a geração de caixa.</p>
<p>A Farm permanece como um dos ativos com maior capacidade de crescimento internacional dentro desse cenário. A força relativa da marca contribui para a percepção de que a avaliação separada dos negócios da Azzas pode produzir valores diferentes daqueles implícitos na capitalização consolidada atual.</p>
<p>É justamente essa tese que sustenta boa parte da reorganização: ao separar ativos com estratégias, margens, marcas e velocidades de crescimento distintas, os acionistas procuram criar estruturas mais transparentes e permitir que cada negócio seja avaliado de acordo com seus próprios fundamentos.</p>
<h2>Diferença de preço será o principal teste</h2>
<p>A chegada de 15 propostas preliminares, se confirmada ao longo do processo, demonstra interesse competitivo pela Farm, mas o número de interessados não resolve a principal questão: o preço.</p>
<p>A diferença mínima entre as duas faixas é de R$ 500 milhões. Um interessado no teto de R$ 4 bilhões ainda estaria abaixo dos R$ 4,5 bilhões que representam a parte inferior da expectativa atribuída aos acionistas. Na comparação mais extrema, um comprador avaliando a marca em R$ 3,5 bilhões estaria R$ 2 bilhões abaixo de uma pretensão de R$ 5,5 bilhões.</p>
<p>O ponto médio fornece uma referência menos extrema. Os R$ 3,75 bilhões implícitos na média da faixa compradora são R$ 1,25 bilhão inferiores aos R$ 5 bilhões da média da faixa atribuída aos vendedores. Essa diferença corresponde a 25%.</p>
<p>Uma eventual negociação poderá aproximar essas referências por meio de preço, forma de pagamento, participação retida pelos atuais acionistas, metas futuras ou outros mecanismos contratuais. Sem uma proposta vinculante, porém, não é possível saber qual estrutura será considerada aceitável.</p>
<h2>Próxima etapa deve ocorrer em outubro</h2>
<p>O próximo marco será a passagem das manifestações preliminares para propostas vinculantes. Segundo a análise divulgada pelo Safra, os interessados deverão apresentar ofertas mais firmes ao longo de outubro.</p>
<p>Essa rodada poderá reduzir significativamente o número de compradores. Processos de venda competitivos costumam começar com uma quantidade maior de interessados e avançar apenas com aqueles dispostos a realizar diligência, assumir compromissos e apresentar condições financeiras capazes de atender aos vendedores.</p>
<p>Também será nessa fase que o mercado terá uma indicação mais consistente sobre a avaliação da Farm. A faixa atualmente divulgada pode mudar depois do acesso a informações detalhadas, projeções e documentos da operação.</p>
<p>Até que uma proposta seja formalizada e aceita, a situação permanece aberta. A Farm continua pertencendo à estrutura da Azzas 2154 e será transferida para a sociedade compartilhada prevista na reorganização caso o plano avance nas condições anunciadas.</p>
<p>O dado novo é que, segundo o Safra, há 15 manifestações não vinculantes atribuindo à marca valores de até R$ 4 bilhões. A quantidade de interessados reforça a percepção de valor da Farm, mas a diferença de até R$ 2 bilhões entre as extremidades das faixas mostra que a principal negociação ainda está por acontecer.</p>
<p><strong>Fontes</strong></p>
<p>Banco Safra — análise publicada em 1º de outubro de 2026 sobre as propostas não vinculantes envolvendo a Farm.</p>
<p>Azzas 2154 — fato relevante sobre a contratação do Morgan Stanley para avaliação de alternativas estratégicas envolvendo a Farm.</p>
<p>Azzas 2154 — fato relevante de 2 de setembro de 2026 sobre a reorganização societária.</p>
<p>Azzas 2154 — apresentação e demonstrações financeiras referentes ao segundo trimestre de 2026.</p>
<p>Comissão de Valores Mobiliários — documentos e esclarecimentos divulgados pela Azzas 2154.</p>
<p>B3 — dados de negociação de AZZA3 no pregão de 1º de outubro de 2026.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Willer Tomaz, amigo de Flávio Bolsonaro, apostou quase R$ 5 bilhões na Blaze</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/willer-tomaz-flavio-bolsonaro-5-bilhoes-apostas-blaze</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Sep 2026 07:01:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[Flávio Bolsonaro]]></category>
		<category><![CDATA[Foggo Entertainment]]></category>
		<category><![CDATA[INSS]]></category>
		<category><![CDATA[ludopatia]]></category>
		<category><![CDATA[operação sem desconto]]></category>
		<category><![CDATA[Polícia Federal]]></category>
		<category><![CDATA[Willer Tomaz]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O advogado Willer Tomaz, chamado publicamente de “amigo próximo” por Flávio Bolsonaro, registrou quase R$ 5 bilhões em apostas perdidas em jogos de cassino na Blaze ao longo de 2025 e agora tenta recuperar na Justiça aproximadamente R$ 163 milhões. Os números constam de documentação apresentada no processo que tramita na 44ª Vara Cível de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O advogado Willer Tomaz, chamado publicamente de “amigo próximo” por Flávio Bolsonaro, registrou quase R$ 5 bilhões em apostas perdidas em jogos de cassino na Blaze ao longo de 2025 e agora tenta recuperar na Justiça aproximadamente R$ 163 milhões. Os números constam de documentação apresentada no processo que tramita na 44ª Vara Cível de São Paulo e colocam dimensão bilionária em uma disputa que começou como uma ação de ressarcimento por supostas falhas nos mecanismos destinados a proteger apostadores com comportamento compulsivo.</p>
<p>O dado mais preciso é de R$ 4,963 bilhões em perdas registradas durante 2025. No mesmo período, Tomaz acumulou aproximadamente R$ 4,8 bilhões em ganhos nos jogos de cassino. A diferença entre os dois lados da conta produziu saldo negativo de cerca de R$ 163,2 milhões.</p>
<p>É por esse motivo que o valor de quase R$ 5 bilhões deve ser entendido como volume acumulado de apostas perdedoras, e não como dinheiro novo depositado pelo advogado na plataforma. O mesmo recurso pode ser utilizado sucessivamente em novas apostas depois de vitórias, retornos e saldos mantidos na conta, fazendo com que o giro total seja muito superior ao dinheiro efetivamente transferido pelo jogador.</p>
<p>Os registros apresentados na ação indicam que os depósitos de Tomaz durante 2025 somaram aproximadamente R$ 300 milhões, enquanto os saques ficaram em torno de R$ 137 milhões. A diferença entre esses dois valores se aproxima justamente dos R$ 163 milhões que aparecem como prejuízo líquido daquele período.</p>
<p>O processo transforma essas cifras em uma disputa sobre responsabilidade. Tomaz sustenta que desenvolveu ludopatia e que a Blaze teria continuado a permitir e estimular apostas mesmo diante de um padrão de comportamento que, segundo sua defesa, deveria ter acionado mecanismos de proteção previstos nas regras de jogo responsável. A operadora contesta a tese e apresenta sua própria versão sobre as ferramentas disponibilizadas ao cliente.</p>
<p>Ainda não existe decisão definitiva reconhecendo que Tomaz tenha direito à devolução dos R$ 163 milhões.</p>
<h2>Quase R$ 5 bilhões representam o giro das apostas</h2>
<p>Os números exigem uma distinção importante. Dizer que Tomaz “apostou quase R$ 5 bilhões” não significa afirmar que ele possuía R$ 5 bilhões e transferiu todo esse montante para a Blaze.</p>
<p>O relatório referente a 2025 registra R$ 4,963 bilhões em apostas que resultaram em perdas e aproximadamente R$ 4,8 bilhões em apostas vencedoras. Somados os dois fluxos, o movimento bruto das operações se aproxima de R$ 10 bilhões, mas novamente esse número não corresponde a patrimônio colocado integralmente na plataforma.</p>
<p>O dinheiro circulava repetidamente.</p>
<p>Uma aposta vencedora podia gerar saldo para dezenas ou centenas de apostas posteriores. Por isso, o valor acumulado cresce rapidamente em contas de alta frequência ou nas quais as apostas individuais são elevadas.</p>
<p>Para dimensionar o dinheiro efetivamente transferido pelo advogado, os números mais relevantes são os depósitos e os saques: aproximadamente R$ 300 milhões ingressaram na conta ao longo de 2025 e cerca de R$ 137 milhões retornaram para Tomaz.</p>
<p>A diferença fica na casa de R$ 163 milhões.</p>
<p>Esse é também o valor que aparece como resultado líquido negativo dos jogos de cassino no período.</p>
<p>Em apostas esportivas, os documentos apontam situação muito diferente: Tomaz teria terminado o período com resultado positivo de aproximadamente R$ 39 mil. O prejuízo de grande escala, portanto, estaria concentrado nos jogos de cassino oferecidos pela plataforma.</p>
<h2>Ação foi apresentada dias antes de operação da Polícia Federal</h2>
<p>A disputa contra a Blaze ganhou outra dimensão porque a ação foi protocolada poucos dias antes de Willer Tomaz se tornar alvo de uma operação da Polícia Federal relacionada às investigações da Operação Sem Desconto.</p>
<p>Em 4 de agosto de 2026, a PF cumpriu 18 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e no Maranhão para aprofundar a apuração de suspeitas de lavagem de dinheiro dentro das investigações relacionadas aos descontos indevidos sobre benefícios do INSS.</p>
<p>As ordens foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal.</p>
<p>Segundo a Polícia Federal, a investigação identificou indícios de movimentações financeiras e patrimoniais realizadas, em tese, por meio de pessoas físicas, <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340060">empresas</a>, contas bancárias de terceiros, estruturas empresariais e operações com dinheiro em espécie.</p>
<p>O objetivo declarado da investigação é esclarecer a origem e a destinação desses recursos, a finalidade dos repasses e a atuação individual dos envolvidos.</p>
<p>No caso de Tomaz, o ministro André Mendonça autorizou buscas e também o afastamento do sigilo de dados telefônicos para fins de localização por Estações Rádio-Base. A decisão mencionou a capacidade de deslocamento rápido do advogado entre diferentes estados e estabeleceu limites específicos para as buscas em escritórios de advocacia ligados a ele, restringindo a diligência a materiais relacionados aos fatos investigados.</p>
<p>A condição de alvo de busca e de investigado não equivale a condenação. A responsabilidade criminal dependerá do desenvolvimento das investigações, de eventual acusação formal e das decisões posteriores do Judiciário.</p>
<h2>Não há prova de que dinheiro das apostas tenha relação com o caso INSS</h2>
<p>A coincidência temporal e o tamanho das cifras tornam inevitável uma questão: existe relação entre o dinheiro colocado por Willer Tomaz na Blaze e os recursos investigados pela Polícia Federal no caso do INSS?</p>
<p>Até o momento, os documentos oficiais disponíveis não permitem essa conclusão.</p>
<p>A Polícia Federal informou que investiga a origem e o destino de movimentações financeiras suspeitas e possíveis mecanismos de ocultação patrimonial. Isso não significa que os aproximadamente R$ 300 milhões depositados por Tomaz na Blaze durante 2025 tenham sido identificados como dinheiro proveniente de irregularidades relacionadas ao INSS.</p>
<p>São necessárias evidências específicas para estabelecer esse vínculo.</p>
<p>O fato de um mesmo personagem aparecer em uma investigação financeira e possuir uma conta de apostas com centenas de milhões de reais em depósitos constitui um dado jornalisticamente relevante, mas não autoriza concluir que uma operação tenha financiado a outra.</p>
<p>A origem dos valores usados nas apostas, portanto, permanece uma questão que precisa ser tratada separadamente da ação de ressarcimento contra a Blaze.</p>
<h2>Tomaz afirma que plataforma não conteve comportamento compulsivo</h2>
<p>Na ação contra a operadora, a defesa de Willer Tomaz afirma que a escala das operações deveria ter provocado uma intervenção da plataforma.</p>
<p>O advogado apresentou documentação médica relacionada a um quadro de ludopatia e sustenta que a empresa possuía informações suficientes para identificar um comportamento de risco.</p>
<p>Entre os elementos discutidos estão o volume das apostas, a frequência dos depósitos, os contatos mantidos com atendimento individualizado e as ferramentas que poderiam ter sido utilizadas para estabelecer limites ou interromper o acesso aos jogos.</p>
<p>Tomaz também atingiu um nível elevado no programa de fidelidade da plataforma e possuía atendimento direcionado.</p>
<p>A defesa argumenta que a empresa, em vez de interromper a atividade, teria continuado a oferecer incentivos e manter uma relação comercial intensa com o apostador.</p>
<p>A Blaze contesta essa interpretação.</p>
<p>O ponto central da discussão judicial será determinar se a operadora cumpriu as obrigações impostas pelo sistema brasileiro de jogo responsável e se existe nexo suficiente entre uma eventual falha da empresa e o prejuízo financeiro alegado por Tomaz.</p>
<p>A regulamentação federal exige que as empresas autorizadas mantenham mecanismos destinados à prevenção de comportamentos problemáticos relacionados às apostas. Também existem instrumentos que permitem ao usuário impor restrições ou realizar autoexclusão.</p>
<p>Isso, porém, não significa automaticamente que toda perda sofrida por uma pessoa posteriormente diagnosticada com ludopatia deva ser restituída.</p>
<p>Essa é precisamente uma das questões que a Justiça terá de decidir.</p>
<h2>Blaze opera no Brasil por empresa autorizada pelo Ministério da Fazenda</h2>
<p>A marca Blaze é operada no <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340063">mercado</a> brasileiro pela Foggo Entertainment Ltda.</p>
<p>A empresa recebeu autorização da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda por meio da Portaria SPA/MF nº 471, de 10 de março de 2025. A autorização contempla as marcas Blaze e Jonbet.</p>
<p>Isso significa que, durante o período analisado no processo, a operação brasileira estava submetida às normas federais estabelecidas para as empresas autorizadas no mercado de apostas de quota fixa.</p>
<p>Essas regras abrangem controle financeiro, identificação de apostadores, prevenção à lavagem de dinheiro, publicidade e jogo responsável.</p>
<p>O cumprimento ou não dessas obrigações no caso específico de Tomaz é parte da controvérsia levada ao Judiciário e não pode ser presumido antes da análise das provas.</p>
<h2>Flávio Bolsonaro chama Willer Tomaz de “amigo próximo”</h2>
<p>A relação de Willer Tomaz com Flávio Bolsonaro ganhou relevância pública durante a campanha presidencial de 2026.</p>
<p>Em 25 de setembro, Flávio descreveu Tomaz como um “amigo próximo” e “respeitadíssimo”. O candidato do PL também disse acreditar que o advogado estaria sendo perseguido por manter proximidade com ele e atribuiu a situação ao que chamou de aparelhamento de instituições pelo governo Lula.</p>
<p>A afirmação de perseguição representa a posição <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340062">política</a> de Flávio Bolsonaro. Não é uma conclusão da Polícia Federal nem do Supremo Tribunal Federal.</p>
<p>A relação pessoal entre os dois, porém, foi reconhecida pelo próprio candidato.</p>
<p>Tomaz e Flávio também aparecem juntos em viagens. Em janeiro de 2025, o advogado retornou dos Estados Unidos ao Brasil em uma aeronave na qual Flávio Bolsonaro e integrantes de sua família também viajaram.</p>
<p>A proximidade ganhou maior exposição depois que o nome de Tomaz apareceu na investigação relacionada à Operação Sem Desconto.</p>
<p>Nada nos documentos atualmente disponíveis, entretanto, estabelece participação de Flávio Bolsonaro nas apostas realizadas pelo advogado ou na disputa judicial contra a Blaze.</p>
<p>A amizade é relevante para contextualizar quem é Willer Tomaz e sua posição no entorno político do candidato, mas não permite atribuir ao senador responsabilidade pelos <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank"  rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340061">negócios</a> privados do advogado.</p>
<h2>R$ 163 milhões ainda dependem de decisão judicial</h2>
<p>A tentativa de recuperar o dinheiro permanece em disputa.</p>
<p>Tomaz sustenta que o prejuízo não pode ser analisado apenas como consequência normal de apostas perdidas porque, segundo sua tese, a plataforma teria permitido a continuidade do jogo mesmo diante de sinais suficientemente claros de comportamento compulsivo.</p>
<p>A empresa apresenta argumentos em sentido contrário.</p>
<p>Em outro pedido apresentado no processo, a defesa do advogado tentou obter o bloqueio de cerca de R$ 145,5 milhões em ativos da operadora para assegurar eventual pagamento futuro. A Justiça rejeitou a medida cautelar por não identificar elementos suficientes que demonstrassem risco concreto de ocultação ou dilapidação patrimonial.</p>
<p>A decisão sobre o bloqueio não corresponde ao julgamento do pedido principal.</p>
<p>O mérito da ação — inclusive a existência de responsabilidade da plataforma e eventual obrigação de devolver valores — continua pendente.</p>
<p>Os dados já disponíveis, entretanto, permitem dimensionar um comportamento de apostas excepcionalmente elevado.</p>
<p>Durante 2025, Willer Tomaz registrou cerca de <strong>R$ 4,963 bilhões em perdas em jogos de cassino</strong>, contra aproximadamente <strong>R$ 4,8 bilhões em ganhos</strong>. Depositou cerca de <strong>R$ 300 milhões</strong>, sacou aproximadamente <strong>R$ 137 milhões</strong> e terminou o período com prejuízo próximo de <strong>R$ 163,2 milhões</strong>.</p>
<p>É esse, e não R$ 6,6 bilhões, o recorte que corresponde ao ano de 2025 e ao prejuízo de R$ 163 milhões colocado no centro da ação contra a Blaze.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Tribunal de Justiça de São Paulo — documentos do processo que tramita na 44ª Vara Cível do Foro Central da Capital.</em></p>
<p><em>Supremo Tribunal Federal — decisão que autorizou diligências na investigação relacionada à Operação Sem Desconto.</em></p>
<p><em>Polícia Federal — Operação Sem Desconto, fase deflagrada em 4 de agosto de 2026.</em></p>
<p><em>Ministério da Fazenda — Secretaria de Prêmios e Apostas, regulamentação de jogo responsável e cadastro de empresas autorizadas.</em></p>
<p><em>Ministério da Fazenda — Portaria SPA/MF nº 471, de 10 de março de 2025.</em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Confiança em Segundos: Por Que o Primeiro Clique Define a Relação do Usuário com Plataformas Digitais</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/por-que-o-primeiro-clique-define-a-relacao-do-usuario-com-plataformas-digitais</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Sep 2026 00:57:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No Brasil de 2026, a decisão de permanecer ou abandonar um site acontece em poucos segundos. Antes mesmo de ler qualquer texto, o cérebro humano já processou cores, espaçamentos, velocidade de carregamento e a sensação geral de organização daquela tela. Esse fenômeno, estudado há anos por especialistas em experiência do usuário, ganhou contornos ainda mais [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">No Brasil de 2026, a decisão de permanecer ou abandonar um site acontece em poucos segundos. Antes mesmo de ler qualquer texto, o cérebro humano já processou cores, espaçamentos, velocidade de carregamento e a sensação geral de organização daquela tela. Esse fenômeno, estudado há anos por especialistas em experiência do usuário, ganhou contornos ainda mais relevantes no setor de entretenimento digital, onde a confiança não é construída apenas por promessas, mas por detalhes visuais e funcionais que passam quase despercebidos ao olhar comum.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando se fala em plataformas de apostas e cassino online, essa dinâmica se torna ainda mais evidente. O usuário brasileiro, cada vez mais exigente, associa a qualidade visual de um site à sua credibilidade real. Um menu confuso, botões que não respondem ou uma paleta de cores mal combinada podem gerar desconfiança instantânea, mesmo que a empresa por trás do produto seja tecnicamente sólida. Nesse contexto, plataformas conhecidas como </span><span style="color: #ff0000;"><strong><a style="color: #ff0000;" href="https://betao.bet.br" target="_blank" rel="noopener">Betao</a></strong></span><span style="font-weight: 400;"> ilustram como o mercado tem investido em interfaces mais limpas, com navegação intuitiva e informações organizadas de forma hierárquica, permitindo que o usuário encontre o que precisa sem esforço cognitivo excessivo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa percepção de segurança visual não é acidental. Ela resulta de escolhas deliberadas de design que consideram desde o comportamento de rolagem até o tempo de resposta de cada elemento clicável.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">O Peso Psicológico do Design na Tomada de Decisão</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Estudos de comportamento digital mostram que o usuário médio forma uma primeira impressão sobre a confiabilidade de um site em menos de um segundo. Esse julgamento instantâneo é baseado quase inteiramente em elementos estéticos: contraste de cores, tipografia, alinhamento e consistência visual. Depois, à medida que a navegação avança, fatores funcionais assumem o protagonismo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Alguns elementos que reforçam essa percepção de segurança incluem:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Consistência visual entre páginas, evitando mudanças bruscas de estilo.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Textos legíveis, com contraste adequado entre fundo e conteúdo.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Botões de ação claramente identificáveis, sem ambiguidade sobre sua função.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Tempo de carregamento reduzido, especialmente em conexões móveis mais instáveis.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Feedback visual imediato após cada interação, como cliques ou preenchimento de formulários.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando esses elementos falham, o usuário não necessariamente abandona o site de imediato, mas passa a questionar internamente a seriedade da plataforma. Essa dúvida silenciosa é um dos maiores obstáculos para <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340092">empresas</a> digitais que dependem da permanência do visitante para gerar qualquer tipo de conversão.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Usabilidade Como Ferramenta de Retenção, Não Apenas de Conversão</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Muitas empresas ainda tratam usabilidade como um requisito técnico voltado exclusivamente para aumentar cadastros ou transações. Essa visão é limitada. Usabilidade bem executada é, na verdade, um fator de retenção comportamental: ela reduz o esforço mental necessário para realizar tarefas repetidas, o que aumenta a probabilidade de o usuário retornar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No caso de plataformas de entretenimento digital, isso se traduz em fluxos simplificados para ações recorrentes, como consultar histórico, alterar preferências ou acessar suporte. Um design que exige múltiplos cliques para tarefas simples cria fricção, e fricção acumulada, mesmo pequena, é suficiente para afastar usuários que têm dezenas de alternativas disponíveis a um clique de distância.</span></p>
<p><b><strong class="gmilb-related-label" style="font-weight:700 !important;">Leia também:</strong> </b><span style="color: #ff0000;"><a style="color: #ff0000;;color:#BD1426 !important;-webkit-text-fill-color:#BD1426 !important;text-decoration:underline !important;" href="https://www.clickgratis.com.br/economia/a-influencia-das-formas-de-pagamento-locais-e-do-acesso-movel-no-comportamento-dos-usuarios/" target="_blank" rel="noopener"><b>A Influência das Formas de Pagamento Locais e do Acesso Móvel no Comportamento dos Usuários</b></a></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse ponto é especialmente relevante no Brasil, onde o acesso móvel supera amplamente o desktop em praticamente todas as faixas etárias. Um design pensado primeiro para telas pequenas, com áreas de toque bem dimensionadas e menus adaptáveis, tende a gerar experiências mais fluidas do que adaptações tardias de layouts originalmente criados para computadores.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Regionalização Visual e Linguagem Como Sinal de Cuidado</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro aspecto pouco discutido é como a linguagem visual e textual comunica proximidade cultural. Plataformas que utilizam expressões regionais adequadas, referências a datas comemorativas nacionais ou até mesmo variações de cor associadas a contextos locais tendem a transmitir maior familiaridade ao usuário brasileiro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso não significa apenas traduzir textos, mas adaptar todo o ecossistema visual. Um site que exibe valores monetários no formato correto, datas no padrão nacional e terminologia condizente com o vocabulário local reduz a sensação de estar utilizando um produto genérico, criado sem considerar as particularidades do público que o utiliza.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse cuidado se estende a pequenos detalhes, como:</span></p>
<ol>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Uso correto de vírgulas e pontos em valores numéricos.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Adaptação de ícones e símbolos culturalmente reconhecíveis.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Ajuste de contraste para diferentes condições de iluminação de tela, comuns em uso externo.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Presença de canais de suporte com horários compatíveis ao fuso horário nacional.</span></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando esses elementos são negligenciados, mesmo que a funcionalidade técnica esteja correta, o usuário percebe uma distância entre o produto e sua realidade cotidiana, o que enfraquece a construção de confiança ao longo do tempo.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Transparência Estrutural Como Base da Credibilidade Digital</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Por fim, a confiança em ambientes digitais depende diretamente da clareza com que informações essenciais são apresentadas. Termos de uso escondidos em rodapés minúsculos, políticas de privacidade escritas em linguagem excessivamente técnica ou canais de contato de difícil localização geram desconfiança, independentemente da qualidade estética geral do site.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Plataformas que organizam essas informações de forma acessível, com linguagem clara e caminhos diretos até seções importantes, demonstram respeito pelo tempo e pela compreensão do usuário. Essa transparência estrutural funciona como um complemento silencioso ao design visual, reforçando a sensação de que a experiência foi construída pensando genuinamente em quem a utiliza.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">À medida que o comportamento digital brasileiro continua evoluindo, torna-se cada vez mais evidente que confiança não é um discurso, mas um resultado acumulado de pequenas decisões de design, usabilidade e clareza. São esses detalhes, muitas vezes invisíveis à primeira vista, que determinam se um usuário permanece, retorna ou simplesmente segue para a próxima aba aberta em seu navegador.</span></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Riachuelo (RIIA3) aprova novo JCP de R$ 30 milhões e eleva proventos anunciados em 2026 para R$ 120 milhões</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/guararapes-riachuelo-aprova-jcp-de-r-30-milhoes</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Sep 2026 17:01:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[dividendos]]></category>
		<category><![CDATA[Guararapes]]></category>
		<category><![CDATA[JCP]]></category>
		<category><![CDATA[juros sobre capital próprio]]></category>
		<category><![CDATA[proventos]]></category>
		<category><![CDATA[RIAA3]]></category>
		<category><![CDATA[Riachuelo]]></category>
		<category><![CDATA[varejo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Guararapes Confecções, dona da marca Riachuelo e listada na B3 sob o código RIAA3, aprovou um novo crédito de juros sobre o capital próprio (JCP) no valor bruto de R$ 30 milhões. O benefício corresponde a R$ 0,05968867830 por ação ordinária e alcançará os acionistas registrados na companhia ao fim do pregão de 30 [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Guararapes Confecções, dona da marca Riachuelo e listada na B3 sob o código RIAA3, aprovou um novo crédito de juros sobre o capital próprio (JCP) no valor bruto de R$ 30 milhões. O benefício corresponde a R$ 0,05968867830 por ação ordinária e alcançará os acionistas registrados na companhia ao fim do pregão de 30 de setembro de 2026. A partir de 1º de outubro, os papéis passarão a ser negociados na condição “ex-JCP”.</p>
<p>A decisão, tomada pelo conselho de administração em 25 de setembro, amplia para R$ 120 milhões o total de JCP aprovado pela companhia ao longo de 2026. O valor soma o novo provento aos R$ 50 milhões deliberados em março e aos R$ 40 milhões aprovados em maio. Apesar da nova distribuição, o calendário de pagamento do JCP de R$ 30 milhões ainda não foi definido e ficará para deliberação da Assembleia Geral Ordinária prevista para 2027.</p>
<p>O montante será imputado ao dividendo mínimo obrigatório referente ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2026. A companhia informou ainda que o pagamento será realizado sem atualização monetária e estará sujeito à retenção do Imposto de Renda conforme a legislação aplicável, ressalvadas as situações de imunidade ou isenção.</p>
<p>Para quem acompanha o papel na Bolsa, a data de corte concentra a principal referência de curto prazo. O investidor precisa estar posicionado ao final do pregão de quarta-feira, 30 de setembro, para ter direito ao provento. Na sessão seguinte, a ação será negociada sem o direito ao JCP recém-aprovado.</p>
<h2>Novo JCP muda o calendário de remuneração da companhia</h2>
<p>A distribuição anunciada em setembro é a terceira decisão relevante de remuneração aprovada pela Guararapes em 2026. Em 31 de março, a companhia havia aprovado R$ 50 milhões em JCP, posteriormente com ajuste do valor por ação para R$ 0,09964280525 após aumento de capital decorrente do exercício de opções. Em maio, o conselho autorizou mais R$ 40 milhões, equivalentes a R$ 0,07967127013 por ação, com pagamento programado para 28 de dezembro de 2026 e recursos provenientes da venda de terrenos remanescentes da antiga unidade fabril de Fortaleza, no Ceará.</p>
<p>Com a nova decisão, as três distribuições somam R$ 120 milhões brutos no ano. O valor representa uma parcela relevante da remuneração anunciada aos acionistas pela companhia em 2026, embora os calendários de pagamento sejam diferentes entre os eventos.</p>
<p>A sequência também mostra que o programa de distribuição não está concentrado em uma única decisão anual. Os R$ 90 milhões aprovados no primeiro semestre foram registrados pela companhia no contexto do desempenho do segundo trimestre, período em que o grupo destinou R$ 90 milhões em JCP aos acionistas. O novo crédito de R$ 30 milhões eleva essa soma para R$ 120 milhões em decisões de distribuição ao longo do ano.</p>
<p>O JCP de setembro, por sua vez, tem valor individual inferior ao dos dois créditos anteriores. Isso decorre, entre outros fatores, da quantidade de ações considerada para o cálculo do valor bruto por papel. O montante global permaneceu fixado em R$ 30 milhões, enquanto o valor individual foi definido em aproximadamente seis centavos por ação.</p>
<h2>Resultado operacional sustenta distribuição de proventos</h2>
<p>A nova deliberação ocorre após um segundo trimestre de crescimento de receita e rentabilidade da companhia. No 2T26, a Guararapes registrou receita líquida consolidada de R$ 2,69 bilhões, alta de 3,3% sobre o mesmo período de 2025, em comparação que exclui os resultados do shopping Midway Mall vendido pela empresa em dezembro de 2025.</p>
<p>O Ebitda consolidado chegou a R$ 460,6 milhões, crescimento de 12,7% na mesma base comparável. A margem Ebitda avançou de 15,7% para 17,1%, alta de 1,4 ponto percentual. O lucro líquido alcançou R$ 167,9 milhões, aumento de 36,2%, com margem líquida de 6,2%, ante 4,7% um ano antes.</p>
<p>No primeiro semestre, o lucro líquido somou R$ 173 milhões, alta de 123,5% na comparação anual. O Ebitda alcançou R$ 728,4 milhões, crescimento de 13,2%, enquanto a receita líquida consolidada chegou a R$ 5,01 bilhões, expansão de 4,9%.</p>
<p>O desempenho do negócio de moda teve papel importante na evolução dos resultados. A receita líquida de vestuário cresceu 8,9% no segundo trimestre, para R$ 1,75 bilhão. Nas lojas abertas há pelo menos 12 meses, o indicador de vendas mesmas lojas de vestuário avançou 7,8%, marcando o 12º trimestre consecutivo de expansão nessa métrica.</p>
<p>A companhia encerrou junho com 444 lojas, oito a mais do que no mesmo período do ano anterior. A área de vendas chegou a 717 mil metros quadrados. No trimestre, a receita líquida por metro quadrado aumentou 0,7%, para R$ 2.800.</p>
<p>O avanço operacional ocorreu mesmo com maior pressão sobre algumas linhas financeiras. O resultado financeiro líquido negativo chegou a R$ 100,9 milhões no trimestre, alta de 24,9% sobre o ano anterior. A despesa financeira equivalente a 3,7% da receita líquida ficou 0,6 ponto percentual acima da registrada no 2T25.</p>
<h2>Remuneração avança enquanto investimentos seguem elevados</h2>
<p>A <a class="wpil_keyword_link" title="Política" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340006">política</a> de distribuição precisa ser observada em conjunto com a alocação de recursos para expansão e transformação operacional. No segundo trimestre, a Guararapes investiu R$ 156,1 milhões, alta de 31,1% sobre o 2T25. No primeiro semestre, o Capex somou R$ 302,1 milhões, crescimento de 19,3%.</p>
<p>Parte relevante desse desembolso foi direcionada à tecnologia e transformação digital, aos centros de distribuição e às remodelações de lojas. No primeiro semestre, os investimentos em tecnologia e transformação digital chegaram a R$ 195,7 milhões, enquanto os aportes em centros de distribuição alcançaram R$ 55,1 milhões.</p>
<p>A companhia também registrou aumento expressivo nos investimentos em remodelações. Foram R$ 18,4 milhões no semestre, contra R$ 352 mil no mesmo período de 2025. A estratégia inclui a modernização do parque de lojas e iniciativas ligadas ao conceito “Incrivelmente Brasil”.</p>
<p>Ao mesmo tempo, o fluxo de caixa livre ficou negativo em R$ 431,5 milhões no primeiro semestre, refletindo o volume de investimentos e as necessidades de capital de giro. No segundo trimestre isoladamente, o fluxo de caixa operacional foi positivo em R$ 134,5 milhões, mas os investimentos consumiram R$ 266,5 milhões, levando a um fluxo de caixa livre negativo em R$ 132 milhões.</p>
<p>Esse quadro ajuda a dimensionar o contexto financeiro no qual a administração aprovou os novos proventos. A remuneração aos acionistas convive com um ciclo de investimentos voltado a crescimento, eficiência logística e modernização das lojas, enquanto a companhia mantém operações financeiras por meio da Midway.</p>
<h2>Endividamento permanece dentro dos indicadores apresentados no semestre</h2>
<p>Ao final de junho, a companhia apresentava disponibilidades de R$ 1,14 bilhão e empréstimos e financiamentos de R$ 2,43 bilhões. O endividamento líquido era de R$ 1,30 bilhão, equivalente a uma alavancagem de aproximadamente 1 vez o Ebitda.</p>
<p>Na comparação ajustada apresentada pela própria companhia, que considera uma posição de caixa pro forma e desconsidera o efeito de determinados movimentos de caixa relacionados à distribuição de JCP, a dívida líquida ficaria em R$ 942,8 milhões, com alavancagem de 0,8 vez.</p>
<p>O dado mostra que a distribuição anunciada em setembro não deve ser analisada isoladamente do balanço patrimonial. A empresa mantém geração operacional, mas também registra investimentos elevados, despesas financeiras relevantes e necessidades de capital de giro associadas ao crescimento da carteira da Midway.</p>
<p>O próprio release do segundo trimestre aponta que a geração de caixa foi afetada principalmente pela necessidade de capital de giro e pela expansão da carteira de empréstimos da operação financeira, além da dinâmica dos estoques.</p>
<h2>Valor do JCP e efeito tributário para o acionista</h2>
<p>O novo JCP de R$ 0,05968867830 por ação foi anunciado como valor bruto. Com base na cotação de fechamento de R$ 6,87 da RIAA3 em 25 de setembro, o valor corresponde a aproximadamente 0,87% do preço do papel naquele encerramento de pregão.</p>
<p>Para os beneficiários sujeitos à alíquota vigente de 17,5% de Imposto de Renda Retido na Fonte sobre JCP, o valor líquido aproximado seria de R$ 0,04924 por ação. Nessa mesma referência de preço, isso equivale a cerca de 0,72% do valor da ação. O cálculo é apenas uma relação matemática entre o provento e a cotação de fechamento e não representa projeção de retorno.</p>
<p>A alíquota utilizada no cálculo segue a legislação atualmente vigente. A Lei nº 9.249, com a alteração posterior, estabeleceu alíquota de 17,5% para o imposto de renda retido na fonte incidente sobre juros sobre capital próprio. O tratamento pode variar conforme a natureza tributária do beneficiário.</p>
<p>A companhia também estabeleceu procedimentos específicos para acionistas não residentes que pretendam comprovar direito a tratamento tributário diferenciado previsto em acordos internacionais. A documentação deve observar o prazo informado no aviso aos acionistas.</p>
<h2>Próximo marco é a data de corte de 30 de setembro</h2>
<p>Para o novo JCP, o ponto decisivo no calendário é o encerramento do pregão de 30 de setembro. Os acionistas registrados nessa data terão direito ao crédito, enquanto as negociações de RIAA3 ocorrerão ex-JCP a partir de 1º de outubro.</p>
<p>A diferença entre data de corte e data de pagamento também merece atenção. Embora o direito ao provento já esteja definido pelo conselho, o desembolso ainda não tem uma data determinada. Nesse caso, a própria companhia informa que a decisão será tomada na Assembleia Geral Ordinária de 2027.</p>
<p>O desenho é diferente do JCP de R$ 40 milhões aprovado em maio, cujo pagamento está programado para 28 de dezembro de 2026. Já o crédito de R$ 50 milhões aprovado no primeiro semestre também tem sua data de pagamento vinculada à deliberação da assembleia de 2027.</p>
<p>Com isso, os R$ 120 milhões aprovados em JCP pela Guararapes em 2026 não correspondem a um único pagamento aos investidores, mas a diferentes eventos societários. A nova decisão de setembro adiciona R$ 30 milhões a esse conjunto e estabelece mais um marco de remuneração para quem estiver na base acionária na virada do mês.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Guararapes Confecções &#8211; aviso aos acionistas sobre o creditamento de JCP de R$ 30 milhões, com data-base em 30 de setembro de 2026 e negociação ex-JCP a partir de 1º de outubro</em></p>
<p><em>Guararapes Confecções &#8211; release de resultados do segundo trimestre de 2026, com dados de receita, Ebitda, lucro líquido, investimentos, endividamento e desempenho operacional</em></p>
<p><em>Guararapes Confecções &#8211; aviso aos acionistas e documentos societários sobre os JCP de R$ 50 milhões e R$ 40 milhões aprovados em 2026</em></p>
<p><em>Comissão de Valores Mobiliários &#8211; comunicado sobre a mudança do código de negociação da Guararapes para RIAA3 e alteração do nome de pregão para Riachuelo</em></p>
<p><em>Planalto &#8211; Lei nº 9.249 e legislação vigente sobre a tributação de juros sobre capital próprio</em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Senior Inteligência Tributária apoia empresas na gestão fiscal</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/senior-sistemas-reforma-tributaria-cbs-ibs</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Sep 2026 22:44:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[apuração assistida]]></category>
		<category><![CDATA[CBS]]></category>
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		<category><![CDATA[impostos]]></category>
		<category><![CDATA[inteligência tributária]]></category>
		<category><![CDATA[Reforma Tributária]]></category>
		<category><![CDATA[Senior Inteligência Tributária]]></category>
		<category><![CDATA[Senior Sistemas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Senior Sistemas, uma das maiores empresas de tecnologia de gestão do Brasil, anuncia o lançamento do Senior Inteligência Tributária, plataforma de soluções desenvolvida para apoiar empresas de todos os portes na adaptação ao novo cenário fiscal brasileiro. O ecossistema vem em um momento estratégico para esta fase de transição, exigindo das empresas uma revisão [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Senior Sistemas, uma das maiores empresas de tecnologia de gestão do Brasil, anuncia o lançamento do <a href="https://site.senior.com.br/inteligencia-tributaria/" rel="sponsored noopener" target="_blank"><strong>Senior Inteligência Tributária</strong></a>, plataforma de soluções desenvolvida para apoiar empresas de todos os portes na adaptação ao novo cenário fiscal brasileiro. O ecossistema vem em um momento estratégico para esta fase de transição, exigindo das <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339922">empresas</a> uma revisão profunda de processos, sistemas e rotinas de compliance para se manterem competitivas e menos expostas à erros.</p>
<p>Estruturado em pilares que vão da base de informação e conteúdo até o nível estratégico, o Senior Inteligência Tributária tem como proposta transformar a gestão fiscal de um modelo reativo, voltado ao cumprimento de obrigações, para um modelo estratégico, orientado a dados e resultados. Por meio de um ecossistema que combina analytics, simuladores e auditoria, a solução permite antecipar impactos financeiros, reduzir a carga tributária, mitigar riscos e reduzir exposição fiscal das empresas.</p>
<p>A complexidade da legislação tributária brasileira é apontada há anos como um dos principais entraves à competitividade das empresas do país. Para Valmir Hammes, head de Produto e especialista tributário na Senior Sistemas, a tecnologia hoje é pré-requisito para a segurança fiscal das empresas.</p>
<p>&#8220;A Reforma Tributária exige das empresas uma capacidade de adaptação que dificilmente será alcançada apenas com processos manuais. Empresas que ainda dependem de planilhas paralelas para apurar impostos e cumprir obrigações acessórias ficam mais expostas a erros, autuações e perda de competitividade. Contar com dados precisos, simulações confiáveis e ferramentas que automatizam a conformidade é o que vai diferenciar as empresas que vão apenas sobreviver à transição das que vão transformar essa mudança em vantagem competitiva&#8221;, afirma.</p>
<h2><strong>Uma plataforma para cada etapa da jornada tributária</strong></h2>
<p>Na camada operacional, a plataforma reúne ferramentas como a Calculadora da Reforma Tributária, que simula de forma simples e precisa como cada empresa será impactada pelas novas regras, calculando os valores de CBS e IBS sem necessidade de cálculos manuais; o Configurador da Reforma Tributária, que automatiza a definição das regras de tributação para cada item e tipo de operação, apoiando a construção da matriz tributária no cenário pós-reforma; Conciliação da Apuração, uma plataforma desenvolvida para comparar, automaticamente, os dados apurados no ERP com a apuração assistida do Governo, identificando divergências antes do fechamento fiscal; e DeRe, que apoia empresas sujeitas à Declaração de Regimes Específicos, como instituições financeiras, operadoras de saúde e atividades de apostas.</p>
<p>Hammes ainda destaca que a partir de janeiro, com a Conciliação da Apuração, as empresas poderão conferir e acompanhar todas as informações da apuração assistida do Governo. “Há uma interpretação equivocada de que, se o governo calculou, basta aceitar o resultado. A responsabilidade pelo aceite continua sendo da empresa. A conta pode até chegar pronta, mas a responsabilidade pela conferência permanece com o contribuinte”, explica.</p>
<p>Já na camada estratégica, o Analytics com inteligência artificial gera insights sobre os principais indicadores fiscais e contábeis do negócio, enquanto o Simulador da Reforma Tributária projeta cenários futuros com base em dados históricos de movimentação, auxiliando no planejamento tributário e na tomada de decisão — recurso especialmente relevante para <a class="wpil_keyword_link" title="Negócios" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339924">negócios</a> com alto volume de transações, como varejo, indústria e prestação de serviços, além de contadores, consultores e departamentos financeiros.</p>
<p>A plataforma conta ainda com uma camada de gestão, que inclui soluções desenvolvidas em parceria com a IOB e a Ottimizza, como o Validador Tributário, que confere notas fiscais eletrônicas em tempo real com base em uma biblioteca de mais de 450 milhões de regras, o Auditor Fiscal, voltado à prevenção de erros e inconsistências em obrigações acessórias, e o Calendário Fiscal, que organiza prazos e obrigações para reduzir riscos de multas. Completam a proposta os pilares de conteúdo e capacitação com curadoria de especialistas da Senior, com o Portal de Exigências Legais, a newsletter Monitor Legal e trilhas de formação disponíveis na Universidade Corporativa Senior.</p>
<h2><strong>Sobre a Senior  </strong></h2>
<p>A Senior Sistemas é a escolha de empresas líderes de <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339925">mercado</a> que buscam inovação e gestão de alta performance. A multinacional oferece um portfólio completo que abrange todas as etapas da cadeia produtiva em setores estratégicos da economia, como Indústria, <a class="wpil_keyword_link" title="Agronegócio" href="https://gazetamercantil.com/agronegocio" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339923">Agronegócio</a>, Atacado e Distribuição, Construção e Logística. A companhia também possui um dos mais completos ecossistemas de Gestão de Pessoas do país. O HCM da Senior administra mais de 16 milhões de vidas e processa 7 milhões de folhas de pagamento. 38 anos de excelência já transformaram a gestão de mais de 14 mil empresas de médio e grande portes no Brasil e em outros países da América Latina. Com 15 filiais e mais de 3,8 mil colaboradores no Brasil e no exterior, a Senior acredita que com sua profunda expertise e soluções tecnológicas tem a oportunidade de impulsionar empresas rumo a maior eficiência operacional, expansão de receitas e liderança em seus segmentos. Por isso, entrega mais que tecnologia. Para mais informações, visite <a href="https://www.senior.com.br" rel="sponsored noopener" target="_blank">www.senior.com.br</a>.</p>
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		<title>Os treinadores que marcaram o Campeonato Brasileiro da Série A </title>
		<link>https://gazetamercantil.com/os-treinadores-que-marcaram-o-campeonato-brasileiro-da-serie-a</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Sep 2026 22:33:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Futebol]]></category>
		<category><![CDATA[Esportes]]></category>
		<category><![CDATA[futebol]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os clubes brasileiros têm a reputação de trocar de treinador mais rapidamente do que qualquer outro no mundo, e essa reputação é merecida. Os 20 clubes da primeira divisão, juntos, realizam dezenas de trocas em uma temporada normal, às vezes mais de 30. Nesse contexto, os treinadores que permaneceram no cargo são as verdadeiras exceções, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span data-contrast="auto">Os clubes brasileiros têm a reputação de trocar de treinador mais rapidamente do que qualquer outro no mundo, e essa reputação é merecida. Os 20 clubes da primeira divisão, juntos, realizam dezenas de trocas em uma temporada normal, às vezes mais de 30. Nesse contexto, os treinadores que permaneceram no cargo são as verdadeiras exceções, e seus históricos ainda influenciam as  </span><span style="color: #ff0000;"><strong><a style="color: #ff0000;" href="https://www.betfair.bet.br/apostas/futebol/s-1" target="_blank" rel="noopener">cotas de apostas no Campeonato Brasileiro da Série A</a></strong></span><span data-contrast="auto"> sempre que ocorre uma troca de comando no meio da temporada.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<h3><b><span data-contrast="auto">Telê Santana, o padrão</span></b><span data-ccp-props="{}"> </span></h3>
<p><span data-contrast="auto">Santana é lembrado fora do Brasil pela seleção da Copa do Mundo de 1982 e, no país, pelo que fez posteriormente no São Paulo. Entre 1990 e 1996, ele conquistou o título nacional (1991), depois venceu a Copa Libertadores em 1992 e 1993, somando a Copa Intercontinental em ambos os anos ao derrotar o Barcelona e o Milan nas finais. Ele insistiu nos mesmos princípios ofensivos em nível de clube que haviam definido sua seleção nacional e provou que eles podiam conquistar títulos.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<h3><b><span data-contrast="auto">Vanderlei Luxemburgo e o recorde</span></b><span data-ccp-props="{}"> </span></h3>
<p><span data-contrast="auto">Nenhum técnico conquistou mais campeonatos brasileiros do que Luxemburgo, cujos cinco títulos foram conquistados com quatro clubes diferentes. Ele conquistou o título com o Palmeiras em 1993 e 1994, com o Corinthians em 1998, com o Cruzeiro em 2003 e com o Santos em 2004. O time do Cruzeiro de 2003 conquistou a tríplice coroa: campeonato estadual, Copa do Brasil e título nacional, algo que nenhum clube havia feito antes. Sua carreira também mostra o outro lado da profissão, já que ele treinou mais de 20 clubes diferentes.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<h3><b><span data-contrast="auto">Os três títulos consecutivos de Muricy Ramalho</span></b><span data-ccp-props="{}"> </span></h3>
<p><span data-contrast="auto">Ramalho conquistou o Brasileirão com o São Paulo em 2006, 2007 e 2008, a única sequência de três títulos consecutivos na era do sistema de pontos corridos. Seus times eram baseados na organização defensiva e nas jogadas de bola parada de Rogério Ceni no ataque, e eram considerados antiquados na época exatamente por esse motivo. Mais tarde, ele conquistou a Libertadores de 2011 com o Santos.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<h3><b><span data-contrast="auto">Tite e a era do Corinthians</span></b><span data-ccp-props="{}"> </span></h3>
<p><span data-contrast="auto">Tite levou o Corinthians ao título do campeonato de 2011, depois à Copa Libertadores de 2012 e ao Mundial de Clubes, derrotando o Chelsea na final em Yokohama. Ele conquistou o campeonato novamente com o mesmo clube em 2015, antes de assumir a seleção brasileira. Seus times do Corinthians foram os mais disciplinados taticamente que o Brasil viu em anos, e seus métodos foram amplamente copiados em toda a divisão.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<h3><b><span data-contrast="auto">Luiz Felipe Scolari</span></b><span data-ccp-props="{}"> </span></h3>
<p><span data-contrast="auto">Scolari conquistou a Copa Libertadores com o Grêmio em 1995 e com o Palmeiras em 1999, venceu a Copa do Mundo de 2002 com a Seleção Brasileira e, em seguida, voltou a conquistar o Brasileirão com o Palmeiras em 2018, aos 70 anos. </span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Seus títulos no Brasil abrangem três décadas e quatro clubes diferentes: a Copa do Brasil de 1991 com o Criciúma, a Copa Libertadores de 1995 com o Grêmio, a Copa do Mundo de 2002 com a Seleção Brasileira e o Brasileirão de 2018 com o Palmeiras.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<h3><b><span data-contrast="auto">Os técnicos estrangeiros</span></b><span data-ccp-props="{}"> </span></h3>
<p><span data-contrast="auto">Nenhum técnico estrangeiro havia conquistado o campeonato brasileiro desde o argentino Carlos Volante, na edição inaugural de 1959, e poucos técnicos estrangeiros foram contratados por clubes brasileiros nas décadas seguintes. Jorge Jesus mudou isso no Flamengo em 2019, conquistando o campeonato e a Libertadores em uma única temporada. </span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Abel Ferreira seguiu os passos no Palmeiras no final de 2020 e permaneceu por anos, conquistando a Libertadores duas vezes e o título nacional duas vezes. Em fevereiro de 2026, sua gestão era a quinta mais longa da história do futebol brasileiro, com cinco anos, três meses e 15 dias, tendo ultrapassado a passagem de Telê Santana pelo São Paulo.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Artur Jorge conquistou a dobradinha com o Botafogo em 2024. A chegada dos portugueses mudou as expectativas sobre quanto tempo um técnico deveria permanecer no cargo.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<h3><b><span data-contrast="auto">O carrossel e seu custo</span></b><span data-ccp-props="{}"> </span></h3>
<p><span data-contrast="auto">O contra-exemplo é todo o resto. Os clubes ainda demitem técnicos após três resultados ruins, e times em dificuldades ainda podem passar por três ou quatro demissões em uma temporada. A CBF tentou frear esse ritmo e, desde 2022, cada clube está limitado a dois treinadores por competição, sendo permitido que um treinador atue em apenas dois clubes por temporada. O limite apresenta lacunas óbvias, pois uma renúncia, uma saída por mútuo acordo ou uma demissão por justa causa não contam para o limite, e é por isso que o carrossel continua girando. </span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">O padrão é bem documentado e dispendioso, e estudos sobre a rotatividade de treinadores na primeira divisão brasileira apontam na mesma direção, já que uma nova contratação tende a trazer uma melhora de curta duração seguida por um retorno ao nível anterior. As cotações de apostas em língua portuguesa das operadoras licenciadas .bet.br, regulamentadas desde janeiro de 2025 com limite de idade de 18 anos, são reajustadas rapidamente quando uma mudança é anunciada.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<h3><b><span data-contrast="auto">O que os sobreviventes tinham em comum</span></b><span data-ccp-props="{}"> </span></h3>
<p><span data-contrast="auto">Santana, Ramalho, Tite e Abel Ferreira receberam tempo das diretorias, que estavam sob pressão para agir mais rapidamente. Cada um comandou um elenco estabilizado e impôs um método claro, fossem os princípios ofensivos de Santana ou a organização defensiva de Ramalho. Isso não é coincidência e é o argumento mais claro no futebol brasileiro contra o hábito pelo qual a liga é mais conhecida.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
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		<item>
		<title>Investimentos das pessoas físicas chegam a R$ 9,1 trilhões; títulos públicos e ETFs lideram avanço</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/investimentos-pessoas-fisicas-9-1-trilhoes-titulos-publicos-etfs</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Sep 2026 21:09:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ações]]></category>
		<category><![CDATA[alta renda]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O patrimônio financeiro das pessoas físicas brasileiras chegou a R$ 9,1 trilhões ao fim de junho de 2026, uma expansão de 6,4% em apenas seis meses. Por trás do crescimento, os dados mostram uma mudança relevante na forma como os investidores vêm distribuindo o dinheiro: os juros elevados mantiveram a renda fixa no centro das [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O patrimônio financeiro das pessoas físicas brasileiras chegou a R$ 9,1 trilhões ao fim de junho de 2026, uma expansão de 6,4% em apenas seis meses. Por trás do crescimento, os dados mostram uma mudança relevante na forma como os investidores vêm distribuindo o dinheiro: os juros elevados mantiveram a renda fixa no centro das carteiras, mas, ao mesmo tempo, fundos imobiliários, ações e principalmente ETFs continuaram ganhando espaço.</p>
<p>O levantamento, divulgado nesta quinta-feira, 3 de setembro, pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), considera recursos de investidores do varejo tradicional, da alta renda e do private banking. Entre os produtos analisados, os títulos públicos tiveram um dos movimentos mais expressivos do semestre, com aumento de 32,9% no volume aplicado em comparação com dezembro de 2025. Já os ETFs registraram crescimento ainda maior em termos percentuais, de 38,8%, embora partindo de uma base patrimonial significativamente menor.</p>
<p>O resultado mostra que o ambiente de juros elevados não levou necessariamente o brasileiro a abandonar ativos de maior risco. O que ocorreu foi uma ampliação das carteiras. A renda fixa continuou atraente, especialmente para quem buscava taxas elevadas com menor risco de crédito, enquanto investidores de diferentes faixas patrimoniais aumentaram também a exposição a instrumentos negociados no <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339041">mercado</a> de capitais.</p>
<p>Segundo a Anbima, a expansão também reflete maior acesso às plataformas de investimento e um investidor mais familiarizado com produtos que, há poucos anos, estavam concentrados principalmente entre clientes de maior patrimônio.</p>
<h2>Alta renda concentra R$ 3,4 trilhões</h2>
<p>O varejo de alta renda terminou junho como o maior dos três segmentos acompanhados pela Anbima. Esse grupo possuía R$ 3,4 trilhões investidos, aumento de 7,8% no primeiro semestre e equivalente a 36,9% de todo o patrimônio financeiro das pessoas físicas considerado no levantamento.</p>
<p>O varejo tradicional aparece em seguida, com aproximadamente R$ 3 trilhões e participação de 32,8% no total. O patrimônio desse público cresceu 6,1% desde dezembro. Já o private banking, formado por investidores com mais de R$ 5 milhões em aplicações, encerrou junho com R$ 2,8 trilhões, expansão de 5,2%, respondendo por 30,3% dos recursos.</p>
<p>A diferença nas taxas de crescimento mostra que o aumento do patrimônio não ficou restrito aos investidores mais ricos. Embora a alta renda tenha liderado percentualmente, o varejo tradicional também ampliou de maneira relevante sua presença em títulos e valores mobiliários, categoria que reúne produtos como títulos públicos, ações, CDBs, LCIs e LCAs.</p>
<p>Somente nesse conjunto de investimentos, o varejo tradicional chegou a R$ 1,3 trilhão, avanço de 7,3% no semestre. Para a Anbima, a expansão ajuda a demonstrar que uma parcela maior do público está deixando de concentrar recursos em poucos produtos e passando a construir carteiras mais diversificadas.</p>
<h2>Títulos públicos crescem 32,9% com juros elevados</h2>
<p>Os títulos públicos foram um dos maiores destaques do primeiro semestre. O volume aplicado pelas pessoas físicas nesses papéis cresceu 32,9% em relação a dezembro de 2025, em um período no qual as taxas oferecidas pelo Tesouro permaneceram em níveis elevados.</p>
<p>O movimento foi particularmente forte entre os clientes do private banking. Nesse grupo, a alocação em títulos públicos avançou 56,9% em seis meses. No varejo tradicional, a expansão foi de 27,4%, enquanto os investidores de alta renda aumentaram a posição em 26%.</p>
<p>A diferença no private também veio acompanhada de forte crescimento no número de investidores. Segundo a Anbima, a quantidade de contas desse segmento com aplicações em títulos públicos aumentou quase 60% durante o semestre.</p>
<p>O cenário de juros ajuda a explicar a procura. Com taxas nominais e reais elevadas, títulos prefixados e indexados ao IPCA passaram a oferecer remunerações consideradas atrativas mesmo por investidores acostumados a buscar retornos em produtos mais sofisticados. Os pós-fixados ligados à Selic, por sua vez, continuaram oferecendo uma combinação de liquidez e remuneração elevada para estratégias mais conservadoras.</p>
<p>No varejo, a Anbima identifica ainda outro fator: o acesso ao Tesouro Direto ficou mais simples, e produtos criados para objetivos específicos ajudaram a aproximar os títulos públicos do investidor comum. O Tesouro RendA+, voltado à formação de renda complementar para aposentadoria, e o Tesouro Educa+, destinado ao planejamento de despesas educacionais, são exemplos dessa estratégia.</p>
<p>Isso não significa que os investidores estejam apenas procurando segurança. A própria composição das carteiras revela um movimento paralelo de diversificação.</p>
<h2>Produtos isentos já somam R$ 1,5 trilhão</h2>
<p>Outro bloco relevante são os investimentos isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas. LCIs, LCAs, CRIs, CRAs e debêntures incentivadas somavam R$ 1,5 trilhão ao fim de junho, crescimento de 2% em relação a dezembro.</p>
<p>Dentro desse grupo, as Letras de Crédito Imobiliário foram o principal destaque. O estoque em LCIs alcançou R$ 515,8 bilhões, alta de 13,7% no semestre. A procura cresceu em todos os segmentos analisados pela Anbima, mas foi mais intensa entre os investidores do varejo tradicional.</p>
<p>Nesse público, o volume aplicado em LCIs avançou 21,2%. Entre clientes de private banking, a expansão foi de 10,9%, enquanto o grupo de alta renda aumentou suas posições em 8,4%.</p>
<p>A atratividade desses produtos resulta da combinação de remuneração de renda fixa e isenção tributária para pessoas físicas. Ao comparar uma LCI ou LCA com um CDB, por exemplo, o investidor precisa considerar o rendimento líquido após o Imposto de Renda, e não apenas a taxa nominal oferecida pela instituição financeira.</p>
<p>Ao mesmo tempo, a isenção não elimina outros fatores de risco. Prazo, liquidez, instituição emissora, cobertura do Fundo Garantidor de Créditos quando aplicável e condições para resgate continuam sendo elementos importantes na avaliação de cada investimento.</p>
<h2>ETFs têm maior expansão percentual</h2>
<p>Se os títulos públicos chamaram atenção pelo volume e pela força do crescimento dentro da renda fixa, os ETFs foram o produto com a maior expansão percentual destacada pela Anbima no universo analisado. O patrimônio aplicado nesses fundos de índice pelas pessoas físicas cresceu 38,8% no semestre e chegou a R$ 25,4 bilhões.</p>
<p>O avanço foi ainda mais intenso no varejo, onde alcançou 41,3%. Entre investidores do private banking, o crescimento ficou em 31%.</p>
<p>Mesmo depois dessa alta, os ETFs ainda representam uma fatia pequena do patrimônio da indústria de fundos, de cerca de 1,1%. A velocidade da expansão, contudo, indica que o produto começa a ganhar espaço em carteiras que tradicionalmente utilizavam fundos convencionais ou ações individuais.</p>
<p>ETFs permitem ao investidor comprar, por meio de uma única cota negociada na Bolsa, exposição a uma cesta de ativos que replica ou busca acompanhar determinado índice. Há fundos ligados ao <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank" rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339040">Ibovespa</a>, bolsas internacionais, renda fixa, commodities e diferentes estratégias.</p>
<p>A própria indústria brasileira de ETFs atravessa uma transformação. Em junho, os fundos de índice de renda fixa chegaram a R$ 60,8 bilhões de patrimônio e, pela primeira vez, superaram os ETFs ligados a renda variável e outros ativos, que somavam R$ 55,8 bilhões, considerando o mercado como um todo. Um ano antes, os ETFs de renda fixa possuíam apenas R$ 13,2 bilhões.</p>
<p>O movimento ajuda a mostrar que a divisão tradicional entre “renda fixa” e “Bolsa” está ficando menos rígida. Um investidor pode hoje acessar títulos de renda fixa por meio de veículos negociados em Bolsa, com características de liquidez e diversificação diferentes da compra direta dos papéis.</p>
<h2>FIIs e fundos estruturados também ganham espaço</h2>
<p>O patrimônio das pessoas físicas em fundos de investimento aumentou 9,6% no primeiro semestre, chegando a R$ 2,2 trilhões. O crescimento foi liderado pelo varejo tradicional, com avanço de 15,8%, seguido pela alta renda, com 10,1%, e pelo private, com 6,6%.</p>
<p>Dentro desse universo, os fundos estruturados apresentaram expansão relevante. No varejo, os fundos imobiliários cresceram 24,2%, enquanto os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios avançaram 23,3% e os Fundos de Investimento em Participações registraram expansão de 23%.</p>
<p>Entre os clientes do private banking, a maior alta ocorreu nos FIPs, com 31,5%. Os FIIs cresceram 30,4% no mesmo público, enquanto os FIDCs avançaram 8%.</p>
<p>Segundo a Anbima, o aumento da exposição aos fundos imobiliários no varejo tem relação tanto com a busca por renda recorrente quanto com o crescimento das emissões realizadas no mercado. As ofertas públicas de FIIs mais que dobraram durante o primeiro semestre, ampliando as oportunidades de entrada de capital no setor.</p>
<p>A expansão é relevante porque acontece em paralelo à forte procura pela renda fixa. Em vez de uma simples migração de um mercado para outro, os números sugerem que os investidores estão combinando diferentes classes de ativos.</p>
<h2>Ações crescem no varejo, mas recuam entre os mais ricos</h2>
<p>As ações das <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339039">empresas</a> negociadas em Bolsa somavam R$ 816,9 bilhões nas carteiras das pessoas físicas ao final de junho. O aumento agregado foi relativamente pequeno, de 1,2% no semestre, mas o número esconde comportamentos bastante diferentes entre os perfis de investidores.</p>
<p>No varejo, o volume aplicado em ações cresceu 7,1%. No private banking, ocorreu o movimento oposto: a posição caiu 1,5%.</p>
<p>Considerando especificamente o varejo tradicional e a categoria mais ampla de títulos e valores mobiliários, a expansão das ações chegou a 12,1%, ficando atrás apenas dos títulos públicos e das LCIs entre os produtos destacados pela Anbima nesse segmento.</p>
<p>Esse comportamento ajuda a enfraquecer a ideia de que juros altos necessariamente afastam todos os pequenos investidores da Bolsa. O custo de oportunidade aumenta quando a renda fixa oferece remunerações elevadas, mas parte do varejo continuou aumentando sua participação em ativos de risco.</p>
<p>Para a Anbima, o crescimento de ações, ETFs e fundos estruturados mostra que o investidor pessoa física vem ampliando sua relação com o mercado de capitais. A leitura é de que há mais diversificação e maior conhecimento das alternativas disponíveis.</p>
<h2>Brasileiro entra no segundo semestre com carteira maior e mais diversificada</h2>
<p>Os R$ 9,1 trilhões registrados em junho mostram um crescimento de patrimônio, mas a composição dessa expansão é tão importante quanto o valor absoluto. Os títulos públicos aproveitaram um ambiente de juros excepcionalmente favorável à renda fixa, enquanto ETFs, FIIs e outros fundos também conquistaram espaço.</p>
<p>O desafio será observar como essa carteira se comportará quando os juros começarem a cair de maneira mais significativa. Taxas menores podem reduzir a atratividade marginal de novas aplicações em alguns produtos de renda fixa e, ao mesmo tempo, melhorar o ambiente para ações, fundos imobiliários e outros ativos sensíveis ao custo do dinheiro.</p>
<p>Esse processo, contudo, não ocorre automaticamente. Uma queda dos juros acompanhada por deterioração fiscal ou aumento da percepção de risco pode produzir resultados bastante diferentes daqueles observados em um ciclo de flexibilização monetária com inflação controlada e confiança nas contas públicas.</p>
<p>Por enquanto, a fotografia do primeiro semestre mostra um investidor brasileiro que aproveitou as taxas elevadas sem abandonar completamente os ativos de mercado. Títulos públicos cresceram 32,9%, ETFs avançaram 38,8%, fundos de investimento chegaram a R$ 2,2 trilhões e os produtos isentos reuniram R$ 1,5 trilhão.</p>
<p>Mais do que uma corrida para uma única classe de ativos, os números apontam para uma ampliação do universo de investimentos das pessoas físicas. O brasileiro continua fortemente atraído pela renda fixa, mas sua carteira está, aos poucos, ficando mais diversificada.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Anbima &#8211; levantamento de investimentos das pessoas físicas no primeiro semestre de 2026</em></p>
<p><em>Anbima Data &#8211; dados de patrimônio por segmento e classe de investimento</em></p>
<p><em>Anbima &#8211; levantamento sobre a evolução dos ETFs brasileiros em 2026</em></p>
<p><em>Tesouro Nacional &#8211; informações sobre Tesouro Direto, RendA+ e Educa+</em></p>
<p><em>B3 &#8211; estrutura e negociação de ETFs, fundos imobiliários e ações</em></p>
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		<title>Chilli Beans nomeia co-CEO para reorganizar finanças e nega recuperação judicial</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/chilli-beans-andre-dela-togna-co-ceo-renegociacao-dividas</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 31 Aug 2026 23:32:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[André Dela Togna]]></category>
		<category><![CDATA[Caito Maia]]></category>
		<category><![CDATA[Chilli Beans]]></category>
		<category><![CDATA[endividamento]]></category>
		<category><![CDATA[Mustang 25]]></category>
		<category><![CDATA[recuperação judicial]]></category>
		<category><![CDATA[renegociação de dívidas]]></category>
		<category><![CDATA[varejo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Chilli Beans vai alterar sua estrutura de comando em meio a uma reorganização financeira que já levou a companhia a negociar com bancos, reforçar garantias de uma operação de dívida e enfrentar questionamentos de investidores sobre suas demonstrações financeiras. André Dela Togna assumirá em 1º de outubro como co-CEO da varejista, trabalhando ao lado [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Chilli Beans vai alterar sua estrutura de comando em meio a uma reorganização financeira que já levou a companhia a negociar com bancos, reforçar garantias de uma operação de dívida e enfrentar questionamentos de investidores sobre suas demonstrações financeiras. André Dela Togna assumirá em 1º de outubro como co-CEO da varejista, trabalhando ao lado do fundador Caito Maia. A empresa afirma que o objetivo é avançar em uma negociação amigável com credores para alongar vencimentos e reduzir o custo das dívidas e nega que esteja discutindo um pedido de recuperação judicial.</p>
<p>A chegada do executivo ocorre em um momento no qual documentos do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="338847">mercado</a> de capitais permitem reconstruir parte da evolução financeira da companhia. A Mustang 25 Participações, holding vinculada às operações da Chilli Beans, informou dívida bruta de R$ 216,1 milhões ao final de 2023. Em 2024, o valor aumentou para aproximadamente R$ 290 milhões, avanço de 34,2% em um ano. Os números de 2024 apresentados na documentação da oferta eram gerenciais e não auditados.</p>
<p>Em 2025, a Mustang buscou recursos no mercado por meio de uma operação de securitização estruturada pela VERT Companhia Securitizadora. Foram colocadas 100 mil debêntures de R$ 1 mil cada, totalizando R$ 100 milhões. Os títulos são lastreados em notas comerciais emitidas pela própria Mustang e vencem em janeiro de 2029.</p>
<p>A operação passou a ocupar papel central na situação financeira do grupo em 2026. Em abril, a VERT convocou os debenturistas para discutir se deveria ocorrer o vencimento antecipado das notas comerciais porque a Mustang não havia enviado as demonstrações financeiras anuais auditadas referentes a 2025. A ausência dos documentos também impediu a verificação dos índices financeiros previstos nos contratos da emissão.</p>
<h2>Dívida bruta cresceu 34% antes da captação de R$ 100 milhões</h2>
<p>O prospecto utilizado na captação de 2025 oferece uma fotografia detalhada da evolução do passivo da Mustang. A dívida bruta passou de R$ 66,8 milhões em 2021 para R$ 158,2 milhões em 2022 e chegou a R$ 216,1 milhões em 2023. Em 2024, alcançou R$ 289,96 milhões.</p>
<p>A trajetória representa crescimento de mais de quatro vezes em apenas três anos. Parte dessa leitura, contudo, precisa considerar os ativos financeiros disponíveis. O documento indicava dívida líquida ajustada de R$ 26,5 milhões em 2024, contra R$ 58,8 milhões em 2023. A relação entre dívida líquida ajustada e Ebitda também caiu de 0,69 vez para 0,22 vez naquele intervalo.</p>
<p>O indicador ajustado utilizado pela companhia descontava da dívida bruta caixa, equivalentes de caixa, aplicações financeiras, recursos restritos e contas a receber. Por isso, a diferença entre dívida bruta e dívida líquida é expressiva e impede tratar o passivo bruto isoladamente como medida suficiente da solvência da companhia.</p>
<p>Ainda assim, o cronograma apresentado na oferta mostrava concentração relevante de vencimentos. A documentação previa aproximadamente R$ 154,3 milhões em amortizações em 2025, R$ 66,2 milhões em 2026, R$ 44,4 milhões em 2027 e R$ 10 milhões em cada um dos dois exercícios seguintes. O prazo médio da dívida era de 28 meses, com custo médio correspondente ao CDI acrescido de 5% ao ano.</p>
<p>Esse perfil ajuda a explicar por que o alongamento de vencimentos passou a ser um dos principais objetivos declarados pela administração. Mesmo <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="338848">empresas</a> com operação rentável podem enfrentar dificuldades quando parcelas relevantes da dívida vencem em intervalos curtos e o refinanciamento ocorre a custos elevados.</p>
<h2>Debênture de 2025 vence em 2029 e paga DI mais 3,9%</h2>
<p>A nova captação foi estruturada para ampliar o prazo de parte das obrigações. A 10ª emissão da VERT, lastreada nas notas comerciais da Mustang, possui vencimento em 29 de janeiro de 2029 e remuneração correspondente a 100% da taxa DI acrescida de juros de 3,9% ao ano.</p>
<p>A emissão começou com valor nominal de R$ 100 milhões. Cada debênture tinha valor inicial de R$ 1 mil e a totalidade de 100 mil papéis prevista na oferta foi colocada no mercado. A operação foi registrada automaticamente na Comissão de Valores Mobiliários e destinada a investidores qualificados.</p>
<p>O modelo adotado significa que a VERT emitiu os títulos aos investidores e utilizou os recursos para adquirir notas comerciais da Mustang. Os créditos decorrentes dessas notas passaram a funcionar como lastro econômico das debêntures. A VERT, portanto, é a emissora formal dos papéis, enquanto a Mustang é a devedora da obrigação que sustenta a estrutura.</p>
<p>Também foram constituídas garantias relacionadas aos recebíveis da operação. Documentação registrada em Barueri mostra cessão fiduciária de direitos creditórios decorrentes da exploração comercial de lojas Chilli Beans, incluindo recursos provenientes de vendas realizadas por cartões de crédito, débito e instrumentos semelhantes.</p>
<p>Na estrutura original, recursos equivalentes a pelo menos 5% do saldo devedor das debêntures deveriam transitar pela conta vinculada prevista nos documentos. Esse tipo de mecanismo aumenta a proteção dos credores, porque parte dos fluxos financeiros do negócio fica vinculada ao serviço da dívida.</p>
<h2>Falta de balanço auditado levou credores a discutir vencimento antecipado</h2>
<p>O sinal mais concreto de aumento da pressão financeira apareceu neste ano. Em 17 de abril, a VERT publicou edital convocando os debenturistas para assembleia em 7 de maio.</p>
<p>A ordem do dia era direta: os investidores deveriam decidir se aceitariam não decretar o vencimento antecipado das notas comerciais mesmo diante do descumprimento de uma obrigação prevista nos contratos. A Mustang não havia enviado as demonstrações financeiras anuais auditadas de 2025, situação que também impedia a apuração dos índices financeiros utilizados para acompanhar a operação.</p>
<p>O vencimento antecipado é um mecanismo contratual que pode transformar uma dívida com pagamentos distribuídos ao longo de vários anos em uma obrigação imediatamente exigível quando ocorre determinado evento de inadimplemento. Sua eventual aplicação pode produzir pressão elevada sobre a liquidez de uma companhia, especialmente quando envolve um valor relevante em relação ao caixa disponível.</p>
<p>A convocação, por si só, não significa que a dívida tenha sido declarada vencida. O documento oficial comprova que os credores foram chamados a deliberar sobre a manutenção da operação e sobre a concessão de prazo adicional para apresentação das demonstrações financeiras.</p>
<p>A distinção é importante diante das informações que circularam nesta segunda-feira sobre a possibilidade de recuperação judicial da Chilli Beans. Os documentos consultados mostram uma companhia submetida a renegociação financeira e obrigações contratuais relevantes, mas não comprovam a existência de um pedido de recuperação judicial protocolado.</p>
<h2>Chilli Beans nega recuperação judicial e diz negociar com bancos</h2>
<p>A companhia reagiu às informações publicadas nesta segunda-feira afirmando que não existe discussão sobre um eventual processo de recuperação judicial. Segundo a Chilli Beans, as conversas em andamento são amigáveis e envolvem bancos credores.</p>
<p>O objetivo declarado é alongar os prazos de pagamento e reduzir os juros. A empresa relacionou diretamente a contratação de André Dela Togna a esse projeto de reorganização, afirmando que o executivo assumirá como co-CEO para apoiar operacionalmente Caito Maia.</p>
<p>A divisão de responsabilidades deverá preservar Maia em posição central. O fundador pretende concentrar maior atenção em clientes e franqueados, enquanto o novo executivo reforça o acompanhamento da reorganização financeira e da administração cotidiana da companhia.</p>
<p>A estratégia é distinta de uma recuperação judicial. Em uma renegociação privada, empresa e credores podem alterar vencimentos, taxas, garantias e demais condições sem necessidade de um processo judicial coletivo. A recuperação judicial, por sua vez, ocorre sob supervisão do Judiciário e segue as regras da Lei nº 11.101 para reorganização das obrigações abrangidas pelo procedimento.</p>
<p>Existe também a recuperação extrajudicial, instrumento previsto na mesma legislação, no qual a empresa negocia um plano diretamente com determinadas classes de credores e pode posteriormente buscar sua homologação judicial. A Chilli Beans não informou ter apresentado plano dessa natureza.</p>
<h2>Valor de R$ 600 milhões ainda não aparece em documento financeiro oficial</h2>
<p>Reportagens publicadas nesta segunda-feira mencionaram estimativas segundo as quais o endividamento do grupo teria alcançado aproximadamente R$ 600 milhões no fim de 2025. Esse número, porém, não aparece nos documentos primários localizados durante a apuração e não foi confirmado pela companhia em sua manifestação.</p>
<p>Por essa razão, o valor não pode ser tratado como dívida oficialmente divulgada. O último número documental comparável encontrado na operação de mercado de capitais é a dívida bruta de R$ 289,96 milhões referente a 2024, acompanhada do alerta de que os dados daquele exercício ainda eram provenientes de informações gerenciais não auditadas.</p>
<p>A ausência das demonstrações financeiras auditadas de 2025, posteriormente registrada no edital da assembleia de debenturistas, torna ainda mais relevante essa diferença. Sem o balanço completo, não é possível determinar apenas pelos documentos públicos consultados quanto o endividamento efetivamente avançou ao longo do último exercício.</p>
<p>É possível confirmar, entretanto, que a estrutura financeira se tornou mais complexa. Além do passivo existente em 2024, houve a captação de R$ 100 milhões em 2025, e investidores chegaram a discutir formalmente consequências contratuais relacionadas à falta das demonstrações auditadas.</p>
<h2>Próximo teste será transformar negociação em novo perfil de dívida</h2>
<p>A Chilli Beans afirma que a operação comercial segue apresentando sinais positivos. Em sua manifestação, a companhia declarou ter registrado resultado recorde no último Dia dos Pais e projetou crescimento de 10% neste ano. Também informou preparar novos lançamentos, parcerias com marcas de moda e iniciativas regionais.</p>
<p>Esses indicadores comerciais, porém, não substituem a necessidade de equacionar o passivo financeiro. Para uma rede apoiada fortemente em franquias, a capacidade da holding de administrar seus vencimentos pode influenciar investimentos, abastecimento, expansão, marketing e suporte oferecido aos franqueados.</p>
<p>A entrada de Dela Togna em 1º de outubro estabelece um novo marco para a reorganização. A prioridade será converter as negociações atualmente descritas como avançadas pela empresa em condições de dívida compatíveis com a geração de caixa e com a manutenção das operações.</p>
<p>Até que novos documentos financeiros sejam disponibilizados, há duas conclusões sustentadas pelas fontes primárias: a Chilli Beans enfrenta uma renegociação relevante de seus compromissos financeiros e os credores de uma emissão de R$ 100 milhões já foram obrigados a discutir formalmente um descumprimento contratual relacionado às demonstrações de 2025. Ao mesmo tempo, não existe confirmação documental de que a companhia tenha apresentado pedido de recuperação judicial, possibilidade que a própria empresa nega.</p>
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		<title>Atualizações da F1 podem mudar forças após pausa de verão</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/atualizacoes-da-f1-podem-mudar-forcas-apos-pausa-de-verao</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 31 Aug 2026 18:00:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Fórmula 1 chega à pausa de verão de 2026 com uma hierarquia relativamente clara. A Mercedes estabeleceu a referência, enquanto Ferrari, McLaren, Red Bull e equipas do meio do pelotão procuram reduzir diferenças através de atualizações aerodinâmicas, mecânicas e das unidades de potência. Os adeptos acompanham essa evolução através de resultados, tempos por volta [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Fórmula 1 chega à pausa de verão de 2026 com uma hierarquia relativamente clara. A Mercedes estabeleceu a referência, enquanto Ferrari, McLaren, Red Bull e equipas do meio do pelotão procuram reduzir diferenças através de atualizações aerodinâmicas, mecânicas e das unidades de potência.</p>
<p>Os adeptos acompanham essa evolução através de resultados, tempos por volta e notícias técnicas, muitas vezes no mesmo telemóvel onde também utilizam uma <span style="color: #ff0000;"><strong><a style="color: #ff0000;" href="https://1xbet.gw/pt/mobile" target="_blank" rel="noopener">aplicação móvel para apostas</a></strong></span> e outros serviços ligados ao desporto. Na pista, porém, a questão é saber se os novos pacotes conseguem realmente alterar a ordem competitiva.</p>
<h2>Mercedes mantém a referência, enquanto Ferrari procura aproximar-se</h2>
<p>A Mercedes combinou velocidade em qualificação com consistência nas corridas sem precisar do mesmo volume de atualizações de alguns rivais.</p>
<p>A Ferrari esteve entre as equipas mais ativas, introduzindo alterações no fundo, parte inferior do carro, asa dianteira e carroçaria. Também aproveitou as possibilidades de desenvolvimento da unidade de potência previstas pelo sistema Additional Development and Upgrade Opportunities (ADUO).</p>
<p>Agora será necessário perceber se esses ganhos funcionam em diferentes circuitos ou se parte do progresso esteve ligada às características de determinadas pistas.</p>
<h2>McLaren tenta transformar progresso em pódios</h2>
<p>A McLaren concentrou o desenvolvimento nos cantos do carro e na geometria da suspensão, procurando melhorar a plataforma mecânica e a gestão dos pneus.</p>
<p>Depois de uma mudança anterior de conceito, mostrou maior competitividade. A segunda metade da época indicará se essa evolução permite lutar por pódios regularmente.</p>
<p>A Red Bull seguiu outra direção, trabalhando principalmente na asa traseira e carroçaria principal. Como o seu motor de combustão interna foi classificado como o mais forte, o fabricante ficou fora das concessões ADUO destinadas aos fornecedores que estão atrás.</p>
<p>Audi e Ferrari já introduziram atualizações de motor, enquanto um avanço significativo da Honda é esperado no regresso da temporada. Esses desenvolvimentos podem afetar potência, recuperação de energia, condução e comportamento térmico.</p>
<h2>Aston Martin prepara uma atualização importante</h2>
<p>A Aston Martin adiou um pacote maior de chassis para perto da pausa e espera combiná-lo com uma evolução da unidade de potência Honda.</p>
<p>Se ambos produzirem os ganhos esperados, a equipa poderá subir no meio do pelotão. Racing Bulls já avançou na hierarquia através de atualizações sucessivas, enquanto Williams prepara mudanças para corridas posteriores.</p>
<p>As principais áreas a observar serão:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Mercedes: manutenção da vantagem;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Ferrari: eficiência aerodinâmica em diferentes pistas;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">McLaren: gestão dos pneus e ritmo de corrida;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Red Bull: evolução aerodinâmica;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Aston Martin: impacto conjunto de chassis e motor Honda;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Racing Bulls e Williams: possíveis mudanças no meio do pelotão.</span></li>
</ul>
<h2>Os ganhos não aparecem apenas na qualificação</h2>
<p>Uma atualização não precisa produzir uma redução evidente no tempo de uma volta para funcionar.</p>
<p>Um fundo mais eficiente pode diminuir o desgaste dos pneus e permitir stints mais consistentes. Alterações na unidade de potência podem melhorar a utilização de energia ou reduzir a degradação térmica.</p>
<p>Por isso, ritmo em stints longos, comportamento dos pneus e consistência ao longo da corrida serão tão importantes quanto a classificação.</p>
<h2>Zandvoort dará as primeiras respostas</h2>
<p>O Grande Prémio dos Países Baixos, em Zandvoort, será o primeiro teste depois da pausa, mas não permitirá conclusões definitivas. Os circuitos seguintes apresentarão configurações, superfícies e condições diferentes.</p>
<p>Durante esse período, resultados, estatísticas e outros dados das corridas também servirão de referência para diferentes serviços, incluindo mercados de <span style="color: #ff0000;"><strong><a style="color: #ff0000;" href="https://1xbet.gw/pt/line" target="_blank" rel="noopener">apostas desportivas online</a></strong></span> <span style="font-weight: 400;">relacionados com a Fórmula 1. Para analisar a evolução dos carros, porém, será necessário verificar se os ganhos permanecem em vários tipos de pista.</span></p>
<p>Ferrari e McLaren precisam especialmente dessa confirmação para mostrar que o progresso pode transformar-se numa ameaça constante à Mercedes.</p>
<h2>O limite de custos também entra na equação</h2>
<p>As equipes precisam decidir quanto continuar a investir no carro de 2026 e quando deslocar recursos para os projetos de 2027.</p>
<p>O limite de custos restringe o desenvolvimento, por isso algumas equipas poderão continuar a introduzir pacotes enquanto outras começam mais cedo a concentrar-se na próxima temporada.</p>
<p>A Mercedes regressará como referência, mas Ferrari, McLaren, Red Bull e Aston Martin ainda têm margem para alterar a hierarquia. Zandvoort fornecerá o primeiro sinal; as corridas seguintes mostrarão se as atualizações realmente mudaram o equilíbrio da F1.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>Ibovespa tenta interromper série de nove quedas com IBC-Br, eleições e Casas Bahia no radar</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/ibovespa-tenta-interromper-serie-de-nove-quedas-com-ibc-br-eleicoes-e-casas-bahia-no-radar</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Aug 2026 15:48:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Ibovespa (IBOV) tenta interromper nesta segunda-feira (17) uma sequência de nove pregões consecutivos de queda, mas opera sem direção firme diante de uma combinação de desaceleração da atividade econômica, incerteza eleitoral, crise financeira no Grupo Casas Bahia (BHIA3), tensão no Estreito de Ormuz e expectativa pela divulgação da ata do Federal Reserve. Por volta [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Ibovespa (IBOV) tenta interromper nesta segunda-feira (17) uma sequência de nove pregões consecutivos de queda, mas opera sem direção firme diante de uma combinação de desaceleração da atividade econômica, incerteza eleitoral, crise financeira no Grupo Casas Bahia (BHIA3), tensão no Estreito de Ormuz e expectativa pela divulgação da ata do Federal Reserve.</p>
<p>Por volta das 11h47, o principal índice da B3 operava praticamente estável, aos 166,9 mil pontos, enquanto o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank" rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="338706">dólar</a> recuava e era negociado na região de R$ 5,21. Mais cedo, o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank" rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="338707">Ibovespa</a> chegou a superar os 167 mil pontos. O movimento ocorre depois de uma sequência de nove quedas que acumulou perda superior a 6% e levou o índice de uma região próxima a 178 mil pontos para menos de 167 mil.</p>
<p>O <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="338709">mercado</a> doméstico começou a semana diante de sinais contraditórios. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) mostrou que a <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank" rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="338705">economia</a> ainda cresceu no segundo trimestre, mas perdeu velocidade de maneira expressiva em relação aos três primeiros meses do ano. Ao mesmo tempo, o Relatório Focus manteve a previsão de inflação de 2026 acima do teto da meta, enquanto uma nova pesquisa presidencial confirmou um cenário de disputa apertada entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).</p>
<p>No ambiente corporativo, a recuperação judicial da Casas Bahia adicionou pressão sobre o varejo e sobre <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="338708">empresas</a> dependentes de crédito. No exterior, o petróleo voltou a subir diante da redução do fluxo de navios no Estreito de Ormuz, enquanto investidores aguardam para quarta-feira (19) a ata da reunião de julho do Federal Reserve.</p>
<h2>IBC-Br cai 0,6% em junho e mostra perda de força da economia</h2>
<p>O dado doméstico mais importante do início do pregão veio do Banco Central. O IBC-Br recuou 0,6% em junho ante maio, considerando dados com ajuste sazonal. O resultado foi pior do que a queda de aproximadamente 0,5% esperada pelo mercado.</p>
<p>Mesmo com a contração no último mês do trimestre, o indicador avançou 0,2% entre abril e junho na comparação com os três primeiros meses do ano. O problema para o mercado está na velocidade dessa expansão.</p>
<p>No primeiro trimestre, o IBC-Br havia registrado alta de aproximadamente 1,2%. A passagem para avanço de apenas 0,2% no segundo trimestre representa uma desaceleração de cerca de <strong>1 ponto percentual entre os dois períodos</strong>. É um sinal mais relevante do que a leitura isolada de junho porque sugere que o aperto monetário começa a aparecer de maneira mais clara na atividade.</p>
<p>Na composição trimestral calculada pelo Banco Central, a indústria avançou 0,5% e a agropecuária cresceu 0,3%, enquanto os serviços recuaram 0,1%. A perda de força desse último segmento merece atenção por sua elevada participação na economia brasileira.</p>
<p>A confirmação oficial sobre o Produto Interno Bruto virá em 1º de setembro, quando o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgará as Contas Nacionais do segundo trimestre. O PIB havia crescido 1,1% nos três primeiros meses de 2026 em relação ao trimestre anterior.</p>
<p>Para a Bolsa, uma desaceleração moderada pode ter duas leituras. Por um lado, menor atividade prejudica receitas e lucros de empresas mais dependentes do ciclo doméstico. Por outro, uma economia perdendo força aumenta o espaço para o Banco Central continuar reduzindo os juros, desde que a inflação permita.</p>
<h2>Focus mantém IPCA em 5,02% e Selic em 13,75%</h2>
<p>A segunda peça dessa equação veio do Relatório Focus divulgado nesta segunda-feira. A mediana das projeções para o IPCA de 2026 permaneceu em 5,02%, interrompendo uma sequência de seis semanas consecutivas de redução das expectativas.</p>
<p>O número continua <strong>0,52 ponto percentual acima do teto de 4,5% do intervalo de tolerância da meta de inflação</strong>, cujo centro é de 3%.</p>
<p>Para 2027, a situação piorou marginalmente. A estimativa para o IPCA subiu de 4,22% para 4,24%. Ao mesmo tempo, a previsão de expansão do PIB do próximo ano recuou pela quarta semana seguida, de 1,52% para 1,50%. Para 2026, o crescimento esperado permaneceu em 1,98%.</p>
<p>A combinação de inflação mais resistente e crescimento menor no horizonte de 2027 é desfavorável para ativos domésticos porque reduz a margem para uma queda acelerada dos juros.</p>
<p>O Focus manteve a projeção da Selic em 13,75% ao ano no fim de 2026, ante a taxa corrente de 14%. Isso significa que a mediana do mercado contempla apenas mais 0,25 ponto percentual de redução até dezembro. Para 2027, a projeção permanece em 12%.</p>
<p>O câmbio esperado para dezembro está em R$ 5,20 por dólar, praticamente na mesma região em que a moeda americana era negociada nesta manhã. Essa proximidade também reduz, no curto prazo, a percepção de uma grande distorção entre o preço corrente e a mediana das instituições consultadas pelo Banco Central.</p>
<h2>Lula tem 47% e Flávio Bolsonaro 44% em eventual segundo turno</h2>
<p>O componente político voltou a entrar diretamente nos preços nesta segunda-feira com a décima rodada da pesquisa BTG/Nexus.</p>
<p>No principal cenário de primeiro turno, Lula aparece com 41% das intenções de voto, contra 36% de Flávio Bolsonaro. Ronaldo Caiado tem 5%, enquanto Renan Santos e Romeu Zema aparecem com 4% cada.</p>
<p>Em uma simulação de segundo turno entre os dois principais candidatos, Lula registra 47%, ante 44% de Flávio Bolsonaro. Os números são os mesmos da pesquisa anterior.</p>
<p>A vantagem nominal é de três pontos percentuais, mas a margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos. Os cenários possíveis dentro desse intervalo se sobrepõem, razão pela qual a disputa permanece tecnicamente equilibrada.</p>
<p>A Nexus entrevistou 2.003 eleitores por telefone entre 14 e 16 de agosto, nas 27 unidades da Federação. O levantamento tem nível de confiança de 95% e está registrado no TSE sob o número BR-03317/2026.</p>
<p>Outro dado acrescenta importância à pesquisa: 78% dos entrevistados que escolheram algum candidato afirmam que sua decisão já está tomada. Entre os eleitores de Lula, o percentual chega a 86%; entre os de Flávio Bolsonaro, a 82%.</p>
<p>Para o mercado, essa consolidação diminui a probabilidade de mudanças bruscas provocadas apenas pelo início da propaganda eleitoral, autorizada desde domingo (16), e aumenta a importância dos debates, das propostas econômicas e de eventuais choques políticos durante as próximas semanas.</p>
<h2>Casas Bahia entra em recuperação judicial e ações desabam</h2>
<p>No ambiente corporativo, o Grupo Casas Bahia (BHIA3) protocolou pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo depois de uma forte deterioração de suas condições financeiras.</p>
<p>A companhia atribuiu a situação a um ambiente macroeconômico difícil, marcado por juros elevados, restrição de crédito, aumento dos custos de financiamento e pressão sobre o consumo. Também afirmou que tentativas de obtenção de novos recursos não tiveram sucesso.</p>
<p>As ações chegaram a cair cerca de 30% nos primeiros <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank" rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="338704">negócios</a> após a divulgação do pedido, segundo dados reportados durante a manhã. A reação ampliou o estresse sobre o setor varejista e empresas com necessidade elevada de refinanciamento.</p>
<p>O pedido ocorreu depois de a Casas Bahia divulgar prejuízo líquido de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre de 2026, contra resultado negativo de R$ 555 milhões no mesmo período do ano anterior. A empresa também informou que já fechou 298 lojas dentro de seu processo de reestruturação.</p>
<p>A crise funciona como um exemplo extremo do efeito dos juros altos sobre companhias muito alavancadas. Se o crédito permanecer caro por mais tempo, o mercado tende a aumentar o prêmio de risco exigido para empresas dependentes de refinanciamento.</p>
<h2>Ormuz mantém petróleo perto de US$ 90</h2>
<p>O cenário internacional adiciona outra camada de volatilidade.</p>
<p>O petróleo Brent avançava cerca de 0,5%, para US$ 88,95 por barril, no início da tarde europeia, enquanto o WTI era negociado a US$ 82,65. Os dois contratos haviam acumulado valorização superior a 5% na semana anterior.</p>
<p>O principal fator permanece sendo o Estreito de Ormuz. Dados de rastreamento marítimo mostraram que cinco navios de commodities atravessaram a passagem no sábado e nenhum foi registrado no domingo, contra 31 no fim de semana anterior.</p>
<p>Antes do início do atual conflito envolvendo Irã e Estados Unidos, cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito transportados globalmente passava pela região. Qualquer interrupção mais severa pode elevar novamente os preços de energia, pressionar inflação mundial e dificultar cortes de juros por bancos centrais.</p>
<p>Para o Brasil, o petróleo possui efeito ambíguo. A valorização tende a favorecer Petrobras (PETR4) e outras empresas ligadas à produção da commodity, dando suporte ao Ibovespa, mas também pode aumentar pressões inflacionárias e prejudicar a curva de juros.</p>
<h2>Ata do Fed ganha importância após três votos por alta de juros</h2>
<p>Nos Estados Unidos, a próxima referência importante será divulgada na quarta-feira (19), quando o Federal Reserve publicará a ata da reunião realizada em 28 e 29 de julho.</p>
<p>O documento terá interesse adicional porque a decisão não foi unânime. O Comitê Federal de Mercado Aberto manteve a taxa dos Fed Funds entre 3,50% e 3,75%, mas aprovou a decisão por nove votos a três.</p>
<p>Os três dissidentes — Beth Hammack, Neel Kashkari e Lorie Logan — defenderam <strong>uma alta de 0,25 ponto percentual</strong>, e não um corte. O episódio mostra uma divisão de natureza mais restritiva dentro do banco central americano em meio a uma inflação ainda acima do objetivo de 2% e às pressões de energia provocadas pelo conflito no Oriente Médio.</p>
<p>A ata será divulgada às 14h em Washington, 15h pelo horário de Brasília. O próximo encontro do Fed está marcado para 15 e 16 de setembro.</p>
<p>Uma leitura mais dura pode fortalecer os juros dos títulos americanos e o dólar, dificultando a recuperação de ativos emergentes. Uma interpretação de que a maioria do Fed continua confortável com a estabilidade dos juros poderia produzir o efeito oposto.</p>
<h2>Ibovespa precisa confirmar reação depois de nove quedas</h2>
<p>A tentativa de recuperação desta segunda-feira ocorre, portanto, em um ponto delicado.</p>
<p>Depois de nove pregões negativos e queda acumulada superior a 6%, parte da pressão técnica sobre o Ibovespa pode estar madura para uma correção. Ao mesmo tempo, os fatores que provocaram a deterioração recente não desapareceram: o cenário eleitoral permanece aberto, a atividade desacelera, as expectativas de inflação seguem acima da meta e as empresas mais expostas ao crédito enfrentam juros ainda muito elevados.</p>
<p>O dólar recuando para a região de R$ 5,21 ajuda a aliviar parte da pressão, assim como a valorização do petróleo pode oferecer suporte às ações ligadas a commodities.</p>
<p>Mas o comportamento dos ativos nesta segunda-feira mostra que os investidores ainda não enxergam um catalisador suficientemente forte para uma reprecificação ampla. O desafio do Ibovespa deixa de ser apenas interromper a sequência de nove quedas e passa a ser demonstrar que existe força compradora suficiente para sustentar uma recuperação além de um único pregão.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Banco Central do Brasil — Índice de Atividade Econômica e Relatório Focus divulgados em 17 de agosto de 2026.</em></p>
<p><em>Nexus — décima rodada da pesquisa BTG/Nexus sobre a eleição presidencial de 2026.</em></p>
<p><em>Federal Reserve — comunicado da reunião de 28 e 29 de julho e calendário oficial de divulgação da ata do FOMC.</em></p>
<p><em>Grupo Casas Bahia — informações financeiras e comunicados relacionados ao processo de reestruturação.</em></p>
<p><em>Reuters — informações de mercado sobre a recuperação judicial da Casas Bahia, atividade econômica brasileira e mercado internacional de petróleo.</em></p>
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		<title>Samsung Electronics prevê até US$ 80 bilhões em retorno aos acionistas em 2026</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Aug 2026 22:17:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A Samsung Electronics decidiu converter parte do extraordinário caixa gerado pelo atual ciclo de inteligência artificial em uma das maiores operações de retorno de capital já anunciadas por uma companhia asiática. O conselho de administração aprovou nesta sexta-feira, 21 de agosto de 2026, um plano que estima entre 90 trilhões e 110 trilhões de won [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>Samsung Electronics </strong>decidiu converter parte do extraordinário caixa gerado pelo atual ciclo de inteligência artificial em uma das maiores operações de retorno de capital já anunciadas por uma companhia asiática. O conselho de administração aprovou nesta sexta-feira, <strong>21 de agosto de 2026</strong>, um plano que estima entre <strong>90 trilhões e 110 trilhões de won</strong> em retornos aos acionistas neste ano, faixa cujo teto corresponde a aproximadamente <strong>US$ 80 bilhões</strong> pelas taxas de câmbio atuais.</p>
<p>A operação representa uma mudança de escala na <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="338479">política</a> de alocação de capital da maior fabricante de chips de memória do mundo. O recorde anterior de retorno anual da Samsung havia sido de 20,3 trilhões de won, em 2020. No limite superior anunciado agora, o montante de 2026 será mais de cinco vezes maior. O primeiro movimento concreto será uma distribuição de aproximadamente <strong>30 trilhões de won em dividendos em dinheiro no terceiro trimestre</strong>, incluindo o dividendo regular do período. Os detalhes deverão ser definidos pelo conselho no fim de outubro, enquanto a combinação final entre dividendos adicionais, recompra e cancelamento de ações será estabelecida em janeiro de 2027, depois da consolidação dos resultados anuais.</p>
<p>O plano ocorre após uma transformação abrupta na capacidade de geração de resultado da divisão de semicondutores da Samsung. No segundo trimestre, a companhia registrou <strong>171,5 trilhões de won em receita consolidada e 89,5 trilhões de won em lucro operacional</strong>, contra apenas 4,7 trilhões de won de lucro operacional no mesmo período do ano anterior. A divisão Device Solutions, que concentra semicondutores, respondeu praticamente sozinha pelo resultado operacional, com <strong>89,2 trilhões de won de lucro</strong>, margem de 70% e receita de 127,5 trilhões de won.</p>
<p>A combinação de lucros recordes, expansão da demanda por memórias utilizadas em servidores de inteligência artificial e fortalecimento do balanço colocou a Samsung diante de uma questão que passou a dominar também outras fabricantes asiáticas de chips: quanto do excedente de caixa deve permanecer reservado para novas fábricas e tecnologia e quanto deve retornar imediatamente ao acionista.</p>
<h2>Samsung amplia radicalmente a escala da política de retorno</h2>
<p>A decisão de 2026 não surgiu isoladamente. Ela encerra o ciclo da política de remuneração estabelecida para o período de 2024 a 2026, segundo a qual a Samsung se comprometeu a distribuir aos acionistas <strong>50% do fluxo de caixa livre acumulado durante os três anos</strong>. Além disso, a companhia manteve uma base de aproximadamente 9,8 trilhões de won em dividendos regulares anuais.</p>
<p>Nos dois primeiros anos do programa, 2024 e 2025, foram distribuídos 19,6 trilhões de won em dividendos regulares. A Samsung acrescentou ainda 1,3 trilhão de won em dividendos extraordinários em 2025 e executou cerca de 8,4 trilhões de won em recompra de ações destinadas ao cancelamento. O retorno acumulado nesses dois exercícios chegou, portanto, a aproximadamente <strong>29,3 trilhões de won</strong>.</p>
<p>O salto previsto para 2026 altera completamente essa proporção. Considerando a faixa de 90 trilhões a 110 trilhões de won apresentada agora, o retorno total durante o ciclo de três anos deverá ficar perto de <strong>120 trilhões a 140 trilhões de won</strong>. Isso significa que a maior parcela de toda a remuneração prevista pelo programa será concentrada no último exercício, justamente quando a lucratividade da empresa foi impulsionada pelo <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="338480">mercado</a> de memória para inteligência artificial.</p>
<p>A dimensão do dividendo previsto para o terceiro trimestre também é incomum. A Samsung vinha trabalhando com aproximadamente 2,45 trilhões de won por trimestre para cumprir seu dividendo regular anual de 9,8 trilhões. Uma distribuição em dinheiro próxima de 30 trilhões de won representa cerca de <strong>12 vezes um dividendo trimestral regular</strong> e mais de três vezes o montante que a companhia normalmente distribui em um ano inteiro por meio da parcela ordinária.</p>
<h2>Lucro da divisão de chips sobe para 89,2 trilhões de won</h2>
<p>A capacidade para ampliar a remuneração ao acionista está diretamente associada à recuperação da indústria de semicondutores. No segundo trimestre de 2026, a divisão Device Solutions da Samsung alcançou <strong>127,5 trilhões de won em vendas</strong>, crescimento de 56% em relação ao trimestre anterior e de 357% sobre o mesmo período de 2025. O lucro operacional da unidade saltou para 89,2 trilhões de won, contra 53,7 trilhões no primeiro trimestre e apenas 400 bilhões de won um ano antes.</p>
<p>A própria companhia atribui o desempenho à demanda de servidores de IA, ao aumento dos preços das memórias e à maior participação de produtos de maior valor agregado. A Samsung informou ter registrado volumes recordes tanto em DRAM quanto em NAND e ampliado a presença de memórias HBM, componentes que se tornaram críticos para aceleradores utilizados no treinamento e na inferência de modelos de inteligência artificial.</p>
<p>A concentração dos resultados na divisão de semicondutores é particularmente evidente quando comparada ao restante do grupo. Enquanto Device Solutions produziu 89,2 trilhões de won de lucro operacional, a área Device eXperience, que reúne smartphones, televisores e eletrodomésticos, teve prejuízo operacional de aproximadamente 800 bilhões de won no trimestre. O resultado consolidado de 89,5 trilhões de won foi, portanto, essencialmente determinado pela rentabilidade extraordinária dos chips.</p>
<p>Essa composição também representa um risco para a política de distribuição. O mercado de memória é historicamente cíclico, alternando períodos de escassez e preços elevados com fases de excesso de capacidade e forte deterioração de margens. A diferença agora é que a expansão de infraestrutura de IA criou uma fonte adicional de demanda por memórias de alto desempenho, principalmente HBM e DRAM para servidores.</p>
<h2>Caixa permite combinar dividendos recordes e investimentos elevados</h2>
<p>O balanço da Samsung mostra por que a companhia consegue discutir uma distribuição tão grande sem abandonar seu programa de expansão. Ao fim de junho, a empresa possuía aproximadamente <strong>190 trilhões de won em caixa e equivalentes</strong>, contra cerca de 22,4 trilhões de won em dívidas financeiras.</p>
<p>A posição de liquidez é relevante porque a companhia também está executando um dos maiores ciclos de investimentos de sua história. Em março, a Samsung informou que pretendia aplicar <strong>mais de 110 trilhões de won em instalações e pesquisa e desenvolvimento em 2026</strong>, principalmente para fortalecer sua posição em semicondutores para inteligência artificial, memória de alto valor agregado, foundry e encapsulamento avançado.</p>
<p>Somente no segundo trimestre, os gastos com pesquisa e desenvolvimento alcançaram 16 trilhões de won, 78% acima do registrado um ano antes. A companhia também mantém planos de aquisições em áreas como robótica avançada, tecnologia médica, eletrônica automotiva e climatização.</p>
<p>Esse conjunto mostra que o anúncio não representa simplesmente uma escolha entre investir ou remunerar acionistas. A Samsung está tentando executar os dois movimentos simultaneamente, utilizando a expansão excepcional dos lucros para financiar capacidade industrial e, ao mesmo tempo, reduzir o excesso de capital acumulado no balanço.</p>
<h2>Recompra de R$ 15 trilhões para funcionários é operação separada</h2>
<p>O conselho também aprovou nesta sexta uma recompra de aproximadamente <strong>15 trilhões de won em ações próprias destinada à remuneração de funcionários</strong>. Esse movimento precisa ser distinguido da parcela de recompra destinada efetivamente ao cancelamento de ações e à redução do número de papéis em circulação.</p>
<p>Quando uma companhia recompra ações para cancelá-las, a quantidade de ações existentes diminui e, mantido o mesmo lucro, o resultado por ação tende a aumentar. Uma recompra destinada a programas de remuneração de empregados possui finalidade diferente, porque os papéis podem posteriormente voltar ao mercado quando forem transferidos aos beneficiários.</p>
<p>A Samsung já havia informado anteriormente que avaliava comprar ações para programas de remuneração relacionados ao desempenho de 2026, mas ainda não havia estabelecido escala definitiva. A aprovação dos 15 trilhões de won fornece agora uma dimensão concreta para essa operação.</p>
<p>A definição da parcela restante do retorno aos acionistas, entretanto, ainda dependerá dos números anuais. A companhia informou que o conselho decidirá em janeiro como distribuir o saldo entre novos dividendos, recompra e cancelamento de ações.</p>
<h2>SK Hynix intensifica competição por remuneração ao acionista</h2>
<p>O movimento ocorre poucos dias depois de a rival <strong>SK Hynix (000660)</strong> ampliar sua própria estratégia de retorno de capital. A fabricante anunciou a intenção de recomprar e cancelar ações e reforçou sua política de utilizar mais de 50% do fluxo de caixa livre acumulado durante o ciclo de 2025 a 2027 para remuneração dos acionistas.</p>
<p>A competição entre as duas companhias não ocorre apenas na política financeira. Samsung e SK Hynix disputam participação no mercado de HBM, tecnologia que empilha chips de memória para fornecer elevada largura de banda aos processadores utilizados em sistemas de inteligência artificial.</p>
<p>A SK Hynix registrou no segundo trimestre receita de <strong>79,3 trilhões de won e lucro operacional de 60,5 trilhões de won</strong>, também recordes. A empresa informou que a demanda por produtos voltados a servidores de IA continuou sustentando preços e margens, enquanto iniciou os embarques em massa de HBM4 e firmou contratos de longo prazo com grandes clientes.</p>
<p>Ao mesmo tempo, a rival anunciou investimentos de aproximadamente <strong>54 trilhões de won em novas fábricas em Yongin e Cheongju</strong>, evidenciando a mesma equação enfrentada pela Samsung: capturar a atual rentabilidade sem comprometer a capacidade necessária para atender uma demanda que as <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="338478">empresas</a> consideram estruturalmente maior.</p>
<h2>IA transforma capital allocation das fabricantes de memória</h2>
<p>A mudança mais importante, portanto, não está somente no tamanho do dividendo anunciado pela Samsung, mas na forma como o ciclo de inteligência artificial está alterando a estrutura financeira da indústria de semicondutores. Durante anos, fabricantes de memória precisaram manter grande parte do caixa para enfrentar ciclos de queda de preços, financiar fábricas cada vez mais caras e sobreviver a períodos prolongados de margens comprimidas.</p>
<p>O ambiente de 2026 é diferente. A combinação de preços elevados, restrição de capacidade em segmentos de ponta e demanda acelerada de data centers fez a rentabilidade disparar. No segundo trimestre, a divisão de semicondutores da Samsung apresentou <strong>margem operacional de 70%</strong>, enquanto a SK Hynix registrou margem consolidada de 76%.</p>
<p>Margens desse tamanho geram fluxo de caixa em velocidade muito superior à necessária para despesas operacionais correntes e, consequentemente, aumentam a pressão para que as companhias distribuam capital excedente. O desafio para os conselhos de administração é determinar quanto do cenário atual é estrutural e quanto representa apenas mais uma fase excepcional de um setor historicamente volátil.</p>
<p>Para os acionistas, o anúncio da Samsung indica que a empresa considera seu balanço suficientemente robusto para elevar drasticamente a remuneração sem abandonar investimentos superiores a 100 trilhões de won. Para o mercado de semicondutores, a decisão também cria uma nova referência: depois de anos em que a prioridade absoluta foi capacidade e tecnologia, as gigantes asiáticas de memória entram em uma fase em que <strong>retorno sobre o capital, dividendos e redução do número de ações passam a disputar espaço com as novas fábricas na estratégia financeira do setor</strong>.</p>
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		<title>Durigan coloca jornada de 40 horas e redução dos juros no centro da agenda econômica de Lula</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/durigan-fim-escala-6x1-reducao-juros-lula</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Aug 2026 14:44:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Banco Central]]></category>
		<category><![CDATA[Dario Durigan]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições 2026]]></category>
		<category><![CDATA[escala 6x1]]></category>
		<category><![CDATA[fim da escala 6×1]]></category>
		<category><![CDATA[jornada de trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[juros]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério da Fazenda]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O ministro da Fazenda, Dario Durigan, colocou a redução dos juros e a mudança na jornada de trabalho entre as prioridades econômicas para os próximos anos em um eventual novo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em entrevista nesta sexta-feira (21), o ministro afirmou que o governo pretende preservar medidas adotadas no [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O ministro da Fazenda, <strong>Dario Durigan</strong>, colocou a redução dos juros e a mudança na jornada de trabalho entre as prioridades econômicas para os próximos anos em um eventual novo mandato do presidente <strong>Luiz Inácio Lula da Silva (PT)</strong>. Em entrevista nesta sexta-feira (21), o ministro afirmou que o governo pretende preservar medidas adotadas no atual mandato, mas reconheceu que o custo do crédito e a organização da jornada de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/trabalho" target="_blank" rel="noopener" title="Trabalho" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="338435">trabalho</a> continuam sendo dois pontos que exigem mudanças.</p>
<p>A declaração transforma dois assuntos que até recentemente caminhavam em frentes separadas — <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="338437">política</a> monetária e legislação trabalhista — em componentes de uma mesma agenda econômica. De um lado está a tentativa de reduzir o peso dos juros sobre famílias, <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="338434">empresas</a> e dívida pública; de outro, a proposta de diminuir de 44 para 40 horas a jornada máxima semanal e substituir, para grande parte dos trabalhadores, a escala de seis dias de trabalho por um de descanso pelo regime de cinco dias de trabalho e dois de folga.</p>
<p>“Os juros do cartão de crédito são absurdos, são abusivos, nós temos que lidar com esse tema. Os juros que as pessoas pagam no crediário, muitas vezes para as fintechs, é um juro que tem que ser tratado, e esse deve ser, junto com o fim da escala 6&#215;1, o nosso enfoque para os próximos anos no Brasil”, afirmou Durigan.</p>
<p>A fala ocorre em um momento particularmente relevante para os dois temas. O Banco Central iniciou em 2026 um processo de redução gradual da Selic, enquanto a proposta constitucional que altera a jornada de trabalho conseguiu superar uma das principais barreiras políticas ao ser aprovada pela Câmara dos Deputados. As duas agendas, porém, ainda dependem de fatores que não estão sob controle exclusivo do Palácio do Planalto.</p>
<h2>Selic caiu, mas continua em 14% ao ano</h2>
<p>O custo do dinheiro permanece elevado apesar do início do ciclo de cortes promovido pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central. Em 5 de agosto, o Copom reduziu a taxa Selic de <strong>14,25% para 14% ao ano</strong>, dando continuidade a uma trajetória de flexibilização iniciada depois de a taxa ter permanecido em 15% no começo de 2026.</p>
<p>A sequência ajuda a dimensionar a dificuldade apontada por Durigan. A Selic estava em 15% no fim de janeiro, caiu para 14,75% em março, para 14,50% em abril, para 14,25% em junho e chegou aos atuais 14% em agosto. Mesmo com a redução acumulada, a taxa básica permanece em nível suficientemente alto para encarecer o financiamento das empresas, afetar empréstimos às famílias e elevar o custo de carregamento da dívida pública.</p>
<p>O Banco Central, entretanto, não estabelece a Selic com o objetivo direto de baratear empréstimos. O mandato da autoridade monetária tem como referência o controle da inflação, e a própria decisão de agosto mostrou que o espaço para cortes continuará condicionado ao comportamento dos preços e das expectativas.</p>
<p>Ao anunciar a redução para 14%, o Copom afirmou que as expectativas de inflação para 2026 e 2027 continuavam acima da meta, em <strong>5% e 4,2%</strong>, respectivamente. O colegiado também mencionou as incertezas provocadas pelos conflitos no Oriente Médio e seus possíveis efeitos sobre commodities e preços internacionais.</p>
<p>Esse contexto torna a promessa de enfrentar os juros uma agenda mais complexa do que uma simples decisão administrativa. Embora o governo possa atuar sobre política fiscal, concorrência bancária, regulação do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="338436">mercado</a> de crédito e instrumentos específicos de financiamento, a definição da Selic cabe a um Banco Central com autonomia operacional.</p>
<p>Durigan associou parte da pressão inflacionária justamente ao cenário internacional. Segundo ele, decisões de bancos centrais não consideram apenas as contas públicas domésticas, mas também choques externos capazes de pressionar preços e expectativas.</p>
<p>“Quando o Banco Central brasileiro diz que está preocupado com preço e com inflação, não é só com a condição fiscal do país, é com guerra no mundo”, afirmou.</p>
<h2>Fim da escala 6&#215;1 já venceu etapa decisiva na Câmara</h2>
<p>Na agenda trabalhista, o cenário é diferente. O fim da escala 6&#215;1 deixou de ser apenas uma reivindicação ou uma promessa política e passou a integrar uma proposta de mudança constitucional já aprovada pela Câmara dos Deputados.</p>
<p>Em <strong>27 de maio</strong>, os deputados aprovaram em dois turnos a <strong>PEC 221/2019</strong>. No segundo turno, foram <strong>461 votos favoráveis e 19 contrários</strong>, uma margem ampla para uma proposta que altera a Constituição.</p>
<p>O texto aprovado não estabelece uma jornada de 36 horas, como algumas versões anteriores da discussão previam. A redação enviada ao Senado fixa uma jornada máxima de <strong>40 horas semanais</strong>, distribuída em cinco dias de trabalho, garantindo dois dias de repouso semanal remunerado e sem redução salarial.</p>
<p>A implementação não seria imediata. A proposta estabelece uma transição para adaptação ao novo regime e prevê tratamento específico para determinadas atividades e situações profissionais. Isso é relevante porque os efeitos econômicos da mudança podem ser diferentes entre indústria, comércio, serviços, saúde, hotelaria, alimentação e outras atividades que dependem de funcionamento contínuo ou durante fins de semana.</p>
<p>Durigan já havia participado diretamente dessa discussão meses antes. Em maio, durante audiência na Câmara, o ministro defendeu que os ganhos de produtividade obtidos ao longo dos últimos anos poderiam ajudar a absorver uma redução da jornada sem diminuição de salários. Também se posicionou contra a criação de uma compensação fiscal generalizada para empresas afetadas pela mudança.</p>
<p>A posição da Fazenda é significativa porque parte da resistência empresarial à redução da jornada está justamente no impacto sobre custos. Empresas intensivas em mão de obra podem precisar reorganizar turnos ou ampliar contratações para manter o mesmo período de funcionamento.</p>
<h2>Senado virou principal obstáculo para a mudança</h2>
<p>Apesar da aprovação expressiva na Câmara, o fim da escala 6&#215;1 ainda não entrou em vigor. A PEC chegou ao Senado em 28 de maio e precisa ser aprovada também pelos senadores em dois turnos, com o apoio mínimo de três quintos da Casa.</p>
<p>O presidente do Senado, <strong>Davi Alcolumbre (União-AP)</strong>, decidiu que a proposta deve passar pelas comissões antes de chegar ao plenário. Ao justificar a decisão, afirmou que o Senado deveria analisar o conteúdo e não simplesmente confirmar uma matéria que havia passado por meses de discussão na Câmara.</p>
<p>Durante julho, o Senado realizou debates com representantes de trabalhadores, empresas, governos e especialistas. O calendário legislativo de 2026, entretanto, passou a sofrer influência direta do período eleitoral. As Casas programaram períodos de esforço concentrado para agosto e setembro, reduzindo a janela disponível para votações de propostas de grande impacto.</p>
<p>Por isso, ao apresentar o fim da escala 6&#215;1 como prioridade para os próximos anos, Durigan também sinaliza que a pauta trabalhista poderá ultrapassar o calendário do atual mandato caso o Congresso não conclua a análise antes das eleições.</p>
<p>O tema ganhou dimensão eleitoral justamente porque seus efeitos são facilmente perceptíveis para o trabalhador. Diferentemente de discussões sobre resultado primário, dívida pública ou meta de inflação, a quantidade de dias de trabalho por semana afeta diretamente a rotina das famílias.</p>
<h2>Fiscal será determinante para qualquer trajetória dos juros</h2>
<p>Ao defender juros menores, Durigan também rejeitou a avaliação de que o Brasil estaria diante de uma crise fiscal ou de dívida. Segundo ele, o chamado déficit estrutural vem diminuindo e a situação fiscal precisa ser analisada levando em consideração tanto o esforço de ajuste das contas quanto a preservação das políticas sociais.</p>
<p>A discussão exige uma distinção entre indicadores. Resultado primário convencional, resultado considerado para efeito da meta fiscal e resultado fiscal estrutural são medidas diferentes e não podem ser tratadas como equivalentes.</p>
<p>O próprio Ministério da Fazenda calcula o resultado estrutural retirando fatores temporários, efeitos do ciclo econômico e eventos considerados não recorrentes. A metodologia procura estimar qual seria a situação das contas públicas em condições econômicas mais próximas do potencial do país.</p>
<p>Já o Prisma Fiscal mostra que instituições do mercado continuam projetando déficit primário nominal para o Governo Central em 2026. Na edição de agosto, a mediana das estimativas passou de <strong>R$ 58,077 bilhões para R$ 59,145 bilhões negativos</strong>.</p>
<p>Isso não invalida automaticamente a avaliação de Durigan sobre melhora estrutural, porque os indicadores medem fenômenos distintos. Mostra, porém, que a situação fiscal continuará sendo uma das variáveis observadas pelo mercado e pelo Banco Central na definição da trajetória futura dos juros.</p>
<p>Esse é justamente o ponto de contato entre as duas partes da agenda apresentada pelo ministro. Para que a redução do custo do crédito seja sustentável, a equipe econômica precisará combinar desaceleração da inflação, melhora das expectativas e percepção de estabilidade das contas públicas.</p>
<h2>Crédito pode se tornar uma nova frente econômica</h2>
<p>A fala de Durigan também amplia a discussão para além da Selic. Ao mencionar cartão de crédito, crediário e fintechs, o ministro diferencia a taxa básica definida pelo Banco Central dos juros efetivamente cobrados dos consumidores.</p>
<p>Essa diferença é fundamental. Mesmo quando a Selic cai, as taxas aplicadas no crédito ao consumidor podem continuar elevadas por causa do risco de inadimplência, custos administrativos, impostos, margens das instituições financeiras e características específicas de cada modalidade.</p>
<p>Isso significa que uma eventual agenda de redução do custo do dinheiro poderá exigir instrumentos adicionais à queda da Selic. Aumento da concorrência financeira, portabilidade, expansão de garantias, aperfeiçoamento dos cadastros de crédito e mudanças regulatórias são mecanismos capazes de influenciar o chamado spread bancário.</p>
<p>A combinação apresentada por Durigan desenha, portanto, uma agenda econômica com efeito direto sobre a renda disponível das famílias: menos tempo de trabalho sem redução salarial, de um lado, e menor comprometimento da renda com juros, de outro.</p>
<p>Transformar essa formulação em política efetiva, porém, será mais difícil do que apresentá-la como prioridade. O fim da escala 6&#215;1 depende do Senado. A redução sustentável da Selic depende da inflação e das decisões do Banco Central. E a queda dos juros cobrados ao consumidor exige mudanças em um mercado de crédito no qual as taxas finais respondem a variáveis que vão muito além da política monetária.</p>
<p>É nesse conjunto de restrições que as declarações de Durigan ganham importância. Mais do que anunciar medidas imediatas, o ministro começa a delimitar quais problemas econômicos deverão ocupar o centro do debate de um eventual novo mandato de Lula: <strong>quanto o brasileiro trabalha e quanto paga para tomar dinheiro emprestado</strong>.</p>
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		<title>Pablo Marçal corrige patrimônio no TSE: R$ 7,4 bilhões viram R$ 149,9 milhões</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/pablo-marcal-patrimonio-tse-149-milhoes-2026</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Aug 2026 20:24:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[Eleições 2026]]></category>
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		<category><![CDATA[PRTB]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pablo Marçal (PRTB) apresentou nesta terça-feira, 18 de agosto, uma nova declaração de bens à Justiça Eleitoral e reduziu de aproximadamente R$ 7,4 bilhões para R$ 149,9 milhões o patrimônio informado em seu pedido de registro de candidatura à Presidência da República. Segundo o candidato, a diferença foi provocada por erros de digitação na primeira [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Pablo Marçal (PRTB) apresentou nesta terça-feira, 18 de agosto, uma nova declaração de bens à Justiça Eleitoral e reduziu de aproximadamente <strong>R$ 7,4 bilhões para R$ 149,9 milhões</strong> o patrimônio informado em seu pedido de registro de candidatura à Presidência da República. Segundo o candidato, a diferença foi provocada por erros de digitação na primeira versão dos dados encaminhados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).</p>
<p>A correção alterou completamente a dimensão patrimonial que havia aparecido inicialmente no sistema eleitoral. Considerando os cerca de R$ 7,418 bilhões registrados na primeira declaração e os R$ 149,9 milhões apresentados após a retificação, a redução é próxima de <strong>98%</strong>, o equivalente a mais de R$ 7,2 bilhões. O novo valor corresponde a aproximadamente 2% daquele que havia sido informado originalmente.</p>
<p>A maior parte da discrepância estava concentrada em uma aplicação financeira. Um investimento em renda fixa mantido no Banco Itaú havia sido declarado por aproximadamente <strong>R$ 6,79 bilhões</strong>. Na versão corrigida, o mesmo ativo passou a aparecer por cerca de <strong>R$ 6,79 milhões</strong>. A diferença de três casas decimais explica, sozinha, praticamente toda a distância entre o patrimônio inicialmente divulgado e o valor atual.</p>
<p>Também houve uma correção expressiva no valor de um terreno localizado em Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo. O imóvel aparecia na declaração inicial por <strong>R$ 490 milhões</strong>, mas foi retificado para aproximadamente <strong>R$ 4,9 milhões</strong>. Nesse caso, dois zeros a mais no primeiro registro produziram uma diferença de R$ 485,1 milhões.</p>
<h2>Correções retiram mais de R$ 7 bilhões da declaração</h2>
<p>Somados, os ajustes na aplicação financeira e no terreno retiraram mais de <strong>R$ 7,2 bilhões</strong> da declaração patrimonial de Marçal. Esses dois itens respondiam por praticamente toda a diferença entre os R$ 7,4 bilhões inicialmente apresentados e os R$ 149,9 milhões que agora constam na documentação corrigida.</p>
<p>A dimensão da alteração chamou atenção porque os bens declarados pelos candidatos fazem parte das informações públicas disponibilizadas pela Justiça Eleitoral e são utilizados para acompanhar a evolução patrimonial de quem disputa cargos eletivos. No caso de Marçal, a primeira versão sugeria que sua fortuna havia crescido de forma extraordinária em apenas dois anos.</p>
<p>Na eleição municipal de 2024, quando concorreu à Prefeitura de São Paulo, o empresário havia declarado aproximadamente <strong>R$ 169,5 milhões em patrimônio</strong>. Se os R$ 7,4 bilhões informados inicialmente em 2026 fossem considerados corretos, isso significaria que seus bens teriam sido multiplicados por cerca de 44 vezes desde a campanha municipal.</p>
<p>A nova declaração muda completamente essa comparação. Com patrimônio de aproximadamente R$ 149,9 milhões, Marçal passa a registrar uma redução de cerca de <strong>R$ 19,5 milhões</strong>, ou aproximadamente 11,5%, em relação aos bens informados em 2024.</p>
<h2>Participações empresariais concentram a maior parte da fortuna</h2>
<p>Com a retirada dos lançamentos bilionários, a composição do patrimônio passa a ser dominada por participações societárias. O maior ativo declarado por Pablo Marçal é uma participação de <strong>80% na Aviation Participações Ltda.</strong>, avaliada em R$ 80 milhões. O valor corresponde, sozinho, a mais da metade dos bens informados na versão corrigida.</p>
<p>O candidato também declarou participação de 50% na Marçal Holding Ltda., avaliada em aproximadamente <strong>R$ 19,87 milhões</strong>, além de outra participação societária de cerca de R$ 9,23 milhões. Somadas, as participações em <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="338184">empresas</a> representam aproximadamente R$ 109 milhões, parcela predominante do patrimônio total declarado.</p>
<p>Além das empresas, Marçal informou aplicações financeiras em diferentes instituições. Entre elas aparecem aproximadamente R$ 6,79 milhões em renda fixa no Itaú, cerca de R$ 6,64 milhões em um fundo de investimento no Banco Safra e aproximadamente R$ 6,42 milhões em um fundo incentivado de infraestrutura.</p>
<p>A nova declaração também inclui imóveis, saldos em contas bancárias e outros ativos financeiros. A distribuição mostra uma composição patrimonial muito diferente daquela sugerida pela primeira versão, na qual uma única aplicação de R$ 6,7 bilhões concentrava mais de 90% de todos os bens declarados.</p>
<h2>Número de bens declarados sobe de 18 para 43</h2>
<p>A retificação não se limitou à correção dos valores considerados incorretos. A relação patrimonial apresentada à Justiça Eleitoral também ficou significativamente maior. O primeiro documento continha <strong>18 bens e direitos</strong>, enquanto a nova versão passou a listar <strong>43 itens</strong>.</p>
<p>Isso significa que 25 ativos foram acrescentados ou detalhados durante a revisão da declaração. Entre eles estão novas participações societárias, investimentos financeiros, fundos e outros bens que não apareciam inicialmente no sistema.</p>
<p>A mudança indica que houve uma revisão mais ampla da documentação apresentada no registro presidencial, e não apenas a substituição dos dois valores que provocaram a distorção bilionária. Com a atualização, a relação patrimonial passa a apresentar uma estrutura mais próxima daquela observada em declarações anteriores do empresário.</p>
<p>Marçal havia afirmado após a divulgação do valor de R$ 7,4 bilhões que a informação estava incorreta e seria retificada. Segundo ele e sua defesa, houve erro material no preenchimento dos dados encaminhados à Justiça Eleitoral.</p>
<h2>Patrimônio corrigido fica abaixo do declarado em 2024</h2>
<p>A comparação com o pleito municipal de 2024 permite dimensionar melhor o patrimônio apresentado agora. Naquela eleição, Marçal declarou cerca de <strong>R$ 169,5 milhões</strong> em bens. Dois anos depois, a nova relação aponta aproximadamente R$ 149,9 milhões.</p>
<p>A diferença de quase R$ 20 milhões significa que, em termos nominais, o patrimônio declarado diminuiu entre as duas eleições. A redução é próxima de 11,5%, embora a simples comparação entre declarações eleitorais não permita, sozinha, concluir quais operações patrimoniais ocorreram durante o período.</p>
<p>Essa diferença é relevante principalmente porque elimina a impressão inicial de um crescimento de milhares por cento. O patrimônio corrigido mantém Marçal entre os candidatos com maior volume de bens declarados, mas em uma faixa muito inferior aos bilhões que chegaram a aparecer no sistema eleitoral.</p>
<h2>Registro de candidatura ainda depende do TSE</h2>
<p>Enquanto a questão patrimonial foi corrigida, a situação jurídica da candidatura de Pablo Marçal continua pendente de análise pela Justiça Eleitoral. O protocolo de um pedido de registro não significa que o candidato esteja definitivamente autorizado a disputar a eleição.</p>
<p>Como se trata de uma candidatura à Presidência da República, cabe ao Tribunal Superior Eleitoral analisar o pedido e decidir se todas as condições legais estão preenchidas. Marçal conseguiu apresentar o registro depois de obter uma decisão judicial relacionada à sua filiação partidária ao PRTB, com efeitos que permitiram o cumprimento provisório do requisito exigido para participar do processo eleitoral.</p>
<p>Essa decisão, contudo, não encerra as demais discussões jurídicas envolvendo o candidato. Marçal enfrenta processos decorrentes da campanha de 2024 para a Prefeitura de São Paulo e já foi alvo de decisões de inelegibilidade na Justiça Eleitoral.</p>
<h2>Decisões de inelegibilidade seguem em discussão</h2>
<p>Em fevereiro de 2025, a Justiça Eleitoral de primeira instância declarou Pablo Marçal inelegível por oito anos em ações que tratavam, entre outros pontos, de abuso de poder político e econômico, uso indevido dos meios de comunicação e captação ilícita de recursos durante a campanha municipal de 2024.</p>
<p>Parte dessas decisões foi posteriormente modificada em instâncias superiores. Em novembro de 2025, por exemplo, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo reverteu uma das condenações de primeira instância. Na ocasião, entretanto, o próprio tribunal informou que o empresário ainda permanecia alcançado por outras decisões de inelegibilidade.</p>
<p>Os processos possuem fundamentos e tramitações distintas, razão pela qual a existência de um pedido de candidatura presidencial não significa que a discussão jurídica esteja encerrada. Caberá ao TSE analisar os recursos, as decisões ainda vigentes e a situação eleitoral do candidato antes de dar uma resposta definitiva sobre seu registro.</p>
<p>Essa análise poderá ocorrer paralelamente à campanha. Enquanto não houver decisão definitiva que impeça sua participação, Marçal pode continuar realizando atos eleitorais nos limites previstos pela legislação.</p>
<h2>Retificação resolve diferença bilionária, mas não situação eleitoral</h2>
<p>A correção apresentada nesta terça-feira esclarece, ao menos na documentação eleitoral, como um patrimônio de aproximadamente R$ 150 milhões apareceu inicialmente como uma fortuna superior a R$ 7 bilhões. Dois lançamentos — uma aplicação financeira e um terreno — explicam praticamente toda a diferença.</p>
<p>O investimento bancário foi reduzido de cerca de R$ 6,79 bilhões para R$ 6,79 milhões, enquanto o terreno passou de R$ 490 milhões para R$ 4,9 milhões. Ao mesmo tempo, a relação patrimonial foi ampliada de 18 para 43 itens, revelando uma revisão mais abrangente dos bens apresentados à Justiça Eleitoral.</p>
<p>Com isso, o patrimônio declarado de Pablo Marçal para as Eleições 2026 fica em aproximadamente <strong>R$ 149,9 milhões</strong>, abaixo dos cerca de R$ 169,5 milhões informados por ele na eleição de 2024.</p>
<p>A retificação encerra a discrepância contábil que havia provocado repercussão após o registro da candidatura, mas não resolve a questão mais importante para a campanha presidencial. O ponto que ainda depende da Justiça Eleitoral é saber se, diante das decisões e recursos relacionados à sua elegibilidade, <strong>Pablo Marçal terá ou não o registro de candidatura definitivamente deferido pelo Tribunal Superior Eleitoral</strong>.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Tribunal Superior Eleitoral — sistema de divulgação e registro de candidaturas das Eleições 2026.</em></p>
<p><em>Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo — decisões e informações processuais relacionadas às ações eleitorais envolvendo Pablo Marçal.</em></p>
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		<title>Dudony: como a maior rede do Paraná quebrou com R$ 104 milhões em dívidas e foi vendida a Silvio Santos</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/dudony-falencia-venda-grupo-silvio-santos-bau-credito</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Aug 2026 23:56:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Baú da Felicidade]]></category>
		<category><![CDATA[Dudony Maringá]]></category>
		<category><![CDATA[Grupo Silvio Santos]]></category>
		<category><![CDATA[Lojas Dudony]]></category>
		<category><![CDATA[recuperação judicial Dudony]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A maior rede varejista do Paraná não quebrou por falta de cliente. Quebrou por falta de caixa. Em 18 de dezembro de 2008, a Dudony, nascida como distribuidora em 1988 e transformada em império de 110 lojas, entrou com pedido de recuperação judicial na 1ª Vara Cível de Maringá. Seis meses depois, foi vendida por [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A maior rede varejista do Paraná não quebrou por falta de cliente. Quebrou por falta de caixa. Em 18 de dezembro de 2008, a Dudony, nascida como distribuidora em 1988 e transformada em império de 110 lojas, entrou com pedido de recuperação judicial na 1ª Vara Cível de Maringá. Seis meses depois, foi vendida por R$ 25,6 milhões, exatos 25% do que devia, para o único comprador que apareceu na assembleia: o Grupo Silvio Santos.</p>
<p>A história cabe em três números, mas explica uma década inteira do varejo brasileiro. R$ 104.919.331,00 era o valor da dívida com bancos e fornecedores de linha branca e marrom. R$ 5 milhões era o que restava de estoque nas gôndolas na véspera da venda. E 1.168 era o número de funcionários que o novo dono teria que decidir se mantinha.</p>
<h3 class="mt-6 mb-2 font-semibold text-xl">O império de 111 lojas que nasceu no balcão</h3>
<p>A Dudony não era uma aventureira. Era a Dismar e a Markoeletro no nome fantasia, <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="337478">empresas</a> construídas ao longo de 21 anos em Maringá. A primeira loja, aberta em 1992, transformou uma distribuidora de eletrodomésticos em rede.</p>
<p>No auge, em 2008, os números variam conforme a fonte judicial, mas convergem no tamanho. A empresa contava com 111 lojas no Brasil segundo a CPI das Falências da Assembleia Legislativa do Paraná. Na assembleia de credores de junho de 2009, o número oficial era de 110 lojas, incluindo 17 virtuais que vendiam por catálogo, sendo 101 no Paraná e 9 em São Paulo, além de cerca de 1.000 funcionários ainda ativos. Outra ata da época registra 99 das 110 lojas no Paraná, o que a confirmava como a maior empresa do setor no estado.</p>
<p>Era um varejo de interior, pulverizado, dependente de crediário próprio e de fornecedores de geladeira, fogão e móveis. Um modelo que funcionou enquanto o crédito estava barato.</p>
<p>Veio 2008. A crise financeira global secou o crédito no atacado. Os fornecedores encurtaram prazo. Os bancos encareceram o capital de giro. A Dudony, alavancada em estoque e em lojas alugadas, não teve como girar.</p>
<h3 class="mt-6 mb-2 font-semibold text-xl">A assembleia que decidiu entre a venda e a falência</h3>
<p>O pedido de recuperação judicial em dezembro de 2008 foi uma tentativa de ganhar tempo para negociar. Não funcionou no início.</p>
<p>No final de fevereiro de 2009, a rede colocou à venda as lojas do grupo no estado de São Paulo, mas não encontrou interessados. O varejo paulista já olhava para redes maiores.</p>
<p>O ponto de virada foi 16 de junho de 2009. Numa assembleia em Maringá com 150 dos 235 credores presentes, a venda foi colocada em votação. O Baú Crediário, do Grupo Silvio Santos, apresentou a única proposta.</p>
<p>O plano foi aprovado por 75,7% dos presentes, 13,6% votaram contra e o restante se absteve. Tinham direito a voto 240 pessoas físicas e jurídicas. Do total, 85 credores com dívidas de até R$ 20 mil receberiam integralmente e de imediato. Os grandes teriam deságio.</p>
<p>Quem votou contra? Os bancos. HSBC, Bradesco e Itaú Unibanco, mesmo em minoria, rejeitaram a proposta. Só o Itaú tinha cerca de R$ 5 milhões a receber. A dívida total de R$ 104 milhões era justamente com instituições financeiras e fornecedores de linha branca e linha marrom.</p>
<p>Do lado de fora, um grupo de funcionários fazia vigília. Se o plano não fosse aprovado, a alternativa era a falência e demissão em massa. Foi o que resumiu o diretor jurídico da época, Cleverson Colombo: &#8220;A outra solução seria a falência. A aprovação do plano era uma questão social&#8221;. O estoque, que seis meses antes valia R$ 27 milhões, havia caído para R$ 5 milhões. As lojas estavam vazias, só com parte do mostruário.</p>
<h3 class="mt-6 mb-2 font-semibold text-xl">Silvio Santos contra Ratinho: a disputa pela Dudony</h3>
<p>A venda não foi discreta. A Dudony foi disputada por dois homens de televisão. De um lado, Silvio Santos, então com 78 anos, dono do SBT, de instituições financeiras e de hotéis. Do outro, Carlos Roberto Massa, o Ratinho, que tem programa na mesma emissora e comanda a Rede Massa no Paraná.</p>
<p>O Grupo Silvio Santos pagou R$ 25,6 milhões por 110 lojas, sendo 11 no interior de São Paulo, com pagamento escalonado até 2014. Na prática, a operação foi estruturada como R$ 33 milhões, sendo R$ 25 milhões para pagar dívidas com credores e R$ 8 milhões para saldar contas administrativas firmadas antes da venda. Outra ata registra o valor final de R$ 33,5 milhões, com a mesma divisão de R$ 25 milhões para credores e R$ 8 milhões para despesas administrativas.</p>
<p>Para Silvio Santos, a Dudony era um atalho. O Baú Crediário tinha apenas 20 lojas em 2009, 19 em São Paulo e uma em Minas Gerais. Com a compra, saltaria de uma só vez para 130 lojas. O plano anunciado na época era ambicioso: chegar a 224 pontos de venda até 2014 e multiplicar por dez a rede até 2014, para competir com Casas Bahia e Ponto Frio. O grupo também avaliava comprar o Ponto Frio, com 458 lojas, para cumprir a meta.</p>
<p>O desafio imediato, porém, era operacional. &#8220;Reabastecer as 110 lojas, que estão apenas com parte do mostruário, os pontos de venda ficaram quase vazios&#8221;, dizia o diretor de varejo Décio Pedro Thomé na época. A administração continuaria no Paraná, separada das outras lojas do Baú, e a troca de bandeira seria gradual. A estimativa interna era de 60 dias para organizar a operação.</p>
<h3 class="mt-6 mb-2 font-semibold text-xl">O rombo fiscal que a conta não fechava</h3>
<p>Foi aí que a história saiu da esfera econômica e entrou na judicial. O que parecia ser uma dívida de R$ 104 milhões com bancos e fornecedores escondia um passivo tributário muito maior.</p>
<p>O Tribunal de Justiça do Paraná suspendeu a venda dias depois da assembleia. O motivo: a Procuradoria Geral do Estado entrou com agravo alegando que a Dudony tinha uma dívida tributária de R$ 254,7 milhões cujo pagamento não estava previsto no plano de recuperação.</p>
<p>A defesa da Dudony contestou o número. Alegou que a dívida tributária era de R$ 155 milhões, sendo R$ 109 milhões já parcelados e o restante com garantia, e que a empresa ainda tinha R$ 65 milhões em precatórios a receber do Estado. Para o desembargador Lauri Caetano da Silva, o plano &#8220;não apresenta um mínimo de consistência por falta de um adequado diagnóstico da natureza da crise&#8221;.</p>
<p>A discussão revelou a engenharia societária. As proprietárias formais eram a Distribuidora Maringá de Eletrodomésticos (Dismar) e a Markoeletro Comércio de Eletrodomésticos, que incluía a venda das lojas mas não mencionava como seriam pagos os créditos tributários. Uma cláusula determinava que a adquirente, a BF Utilidades Domésticas ligada ao Baú, não seria responsável pela dívida.</p>
<p>O caso acabou na CPI das Falências da Assembleia Legislativa. Em depoimento em Maringá, o administrador judicial Paulo Hiroshi confirmou que a empresa contava com 111 lojas e havia deixado um rombo fiscal de aproximadamente R$ 250 milhões aos cofres públicos e dívidas que superam R$ 200 milhões. Os credores haviam aprovado há menos de dois anos a venda dos ativos para o Baú por R$ 33 milhões, mas o fisco, que ficaria por último na fila depois das dívidas trabalhistas e dos credores, questionava quando receberia.</p>
<h3 class="mt-6 mb-2 font-semibold text-xl">O fim do Baú e a revenda para o Magazine Luiza</h3>
<p>A compra da Dudony nunca se pagou como o Grupo Silvio Santos imaginou. O Baú Crediário chegou a 127 lojas em 2011, 100 no Paraná, 26 em São Paulo e uma em Minas, mas carregava mais de 70% de sua dívida vinda da operação Dudony.</p>
<p>Em 2010, o grupo revelou um rombo de R$ 4 bilhões no banco Panamericano. Precisou vender ativos. As Lojas do Baú Crediário foram negociadas com o Magazine Luiza por R$ 83 milhões, valor que incluía 121 lojas alugadas, mas deixava de fora os dois centros de distribuição em São Paulo e Maringá e todo o passivo fiscal de R$ 237 milhões e outros R$ 35 milhões com bancos, fornecedores e trabalhistas.</p>
<p>Foi o fim de um ciclo de consolidação do varejo brasileiro entre 2008 e 2011, em que Ponto Frio, Casas Bahia, Baú e Dudony mudaram de mãos. A Dudony, que começou como distribuidora num galpão de 11 mil metros quadrados em Maringá, virou estudo de caso sobre o risco de crescer via lojas alugadas sem colchão tributário.</p>
<p>Hoje, o nome Dudony só sobrevive em processos judiciais e em depoimentos na Assembleia. O que era ponto de venda virou Magazine Luiza. O que era dívida de fornecedor virou precatório. E o que era a maior rede do Paraná virou um alerta: no varejo, faturamento sem margem é apenas contagem regressiva para a recuperação judicial.</p>
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		<title>Apex Partners revela passivo de R$ 985,6 milhões e busca proteção judicial</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/apex-partners-divida-985-milhoes-recuperacao-judicial</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Aug 2026 15:30:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[Sicoob]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Apex Partners apresentou à Justiça um passivo preliminar de pelo menos R$ 985,6 milhões ao pedir proteção cautelar para empresas de seu grupo econômico, em meio a uma crise financeira que alcança debêntures, compromissos relacionados a clientes, dívidas bancárias, fundos de investimento e obrigações tributárias. O maior bloco identificado nos documentos submetidos ao Judiciário [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>Apex Partners</strong> apresentou à Justiça um passivo preliminar de pelo menos <strong>R$ 985,6 milhões</strong> ao pedir proteção cautelar para empresas de seu grupo econômico, em meio a uma crise financeira que alcança debêntures, compromissos relacionados a clientes, dívidas bancárias, fundos de investimento e obrigações tributárias. O maior bloco identificado nos documentos submetidos ao Judiciário corresponde a aproximadamente <strong>R$ 452,1 milhões em debêntures</strong>, algumas delas com ações de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="337717">empresas</a> do próprio grupo indicadas como garantia.</p>
<p>A tutela cautelar foi protocolada em 6 de agosto na Vara de Recuperação e Falência de Vitória, no Espírito Santo, e deferida no dia seguinte. A decisão suspendeu medidas de execução, retenção, arresto, penhora, sequestro e busca e apreensão contra as empresas abrangidas, criando uma proteção temporária enquanto o grupo organiza informações financeiras e prepara os próximos passos de sua reestruturação. A medida, porém, <strong>não equivale ao deferimento de uma recuperação judicial</strong>, procedimento que dependerá de pedido próprio e de nova análise da Justiça.</p>
<p>Os valores apresentados até agora também não constituem um quadro definitivo de credores. A própria Apex sustenta que os números foram produzidos durante uma apuração interna e precisam ser confrontados com a contabilidade, contratos e documentos de suporte antes que se determine a extensão final das obrigações. Em manifestação sobre o caso, a companhia afirmou que os montantes não representam necessariamente dívidas vencidas ou exigíveis imediatamente e informou que o impacto das inconsistências financeiras identificadas deverá ser submetido a auditoria externa.</p>
<p>A dimensão do problema, entretanto, coloca a estrutura financeira do grupo sob atenção do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="337716">mercado</a>, especialmente porque parte das obrigações envolve instrumentos distribuídos a investidores, fundos regulados e instituições financeiras. Além dos R$ 452,1 milhões em debêntures, os documentos apresentados à Justiça apontam compromissos relacionados a operações com clientes, pedidos de resgate em fundos, empréstimos bancários e tributos, ao mesmo tempo em que registram deterioração do valor recuperável de parte dos ativos mantidos pela companhia.</p>
<h2>Debêntures respondem pelo maior bloco do passivo</h2>
<p>As debêntures aparecem como a principal concentração individual entre as obrigações identificadas na cautelar, com saldo aproximado de <strong>R$ 452,1 milhões</strong>. As emissões teriam sido estruturadas por intermédio da Rhino Securitizadora e ofereciam remunerações que variavam de 110% a 130% do CDI ou, em determinadas séries, taxas vinculadas ao IPCA acrescidas de remuneração mensal.</p>
<p>Parte desses títulos teria como garantia ações da <strong>BRM Apex Investimentos</strong> e da própria Apex Partners, o que adiciona uma questão relevante à análise da capacidade de recuperação dos créditos. Segundo as informações apresentadas ao Judiciário, não havia, no momento da elaboração da cautelar, avaliação independente dessas participações societárias nem evidência suficiente sobre a formalização registral de determinados penhores indicados como garantia das emissões.</p>
<p>Essa configuração aumenta a importância da avaliação patrimonial das empresas do grupo. Quando uma dívida é garantida por ações da própria estrutura empresarial responsável pela obrigação, o valor efetivo da garantia passa a depender diretamente da situação econômico-financeira da companhia, de sua capacidade de gerar caixa e do valor que essas participações conseguiriam alcançar em eventual processo de venda ou execução.</p>
<p>A cautelar também registra a existência de cláusulas de vencimento antecipado nas emissões. Na interpretação apresentada pela Apex à Justiça, a ativação dessas disposições poderia transformar obrigações originalmente contratadas para médio ou longo prazo em dívidas imediatamente exigíveis, acelerando a saída de caixa justamente durante o período em que a companhia procura reorganizar sua estrutura financeira.</p>
<h2>Compromissos relacionados a clientes chegam a R$ 309,8 milhões</h2>
<p>Outro bloco expressivo apresentado no pedido cautelar envolve aproximadamente <strong>R$ 309,8 milhões em compromissos classificados pela companhia como cashback</strong>, distribuídos em cerca de 1.600 posições de clientes. Os documentos associam essas operações a diferentes produtos e veículos de investimento e indicam remunerações que, em determinados casos, chegavam a 125% do CDI.</p>
<p>Entre os produtos mencionados estão BRM Carbyne Voyage FIA, Carbyne Mercados Privados Feeder, Apex Crescimento Mercados Regionais Feeder, Apex Malls FII, Carbyne Crédito Privado e uma debênture relacionada à NewSun WTE. A presença desses veículos na documentação amplia a necessidade de separar juridicamente as obrigações corporativas da Apex dos patrimônios pertencentes aos fundos e aos respectivos cotistas.</p>
<p>Essa distinção foi expressamente preservada na decisão judicial. A cautelar concedida às empresas não alcança automaticamente o patrimônio dos fundos de investimento e tampouco interfere nas atribuições de órgãos reguladores, entidades autorreguladoras e administradores fiduciários. Na prática, a proteção conferida às sociedades empresárias não autoriza a utilização de ativos pertencentes aos fundos para satisfazer obrigações próprias do grupo.</p>
<p>Registros oficiais da Comissão de Valores Mobiliários mostram a existência de veículos relacionados à estrutura Carbyne e Apex com diferentes administradores fiduciários. O Carbyne Crescimento Mercados Regionais FIP, por exemplo, aparecia sob administração do Banco Daycoval, enquanto o Apex Crescimento Mercados Regionais Feeder tinha como administrador o BTG Pactual Serviços Financeiros. A separação entre gestor, administrador fiduciário, fundo e empresas do grupo é central para determinar responsabilidades e direitos patrimoniais durante a crise.</p>
<h2>Fundos enfrentam R$ 78,2 milhões em pedidos de resgate</h2>
<p>Os documentos apresentados pela Apex também apontam aproximadamente <strong>R$ 78,2 milhões em pedidos de resgate</strong> em fundos regulados, com vencimentos ou datas consideradas críticas entre 12 de agosto e 30 de setembro de 2026. O problema destacado pela companhia não é apenas o tamanho nominal das solicitações, mas a possibilidade de concentração de saídas em um intervalo relativamente curto.</p>
<p>Em carteiras formadas por participações societárias, crédito privado, imóveis ou outros ativos de menor liquidez, atender rapidamente a uma quantidade elevada de resgates pode exigir vendas em condições desfavoráveis. A cautelar sustenta que uma liquidação forçada poderia ampliar perdas ao obrigar a alienação de ativos antes de seu vencimento ou por preços inferiores aos valores contabilizados.</p>
<p>A documentação menciona ainda a possibilidade de renúncia do Banco Daycoval à administração fiduciária de um fundo considerado relevante para a estrutura do grupo, em contexto relacionado a questões de liquidez e alocação. Uma eventual substituição de administrador não significa, por si só, perda do patrimônio do fundo, mas adiciona uma camada operacional e regulatória a uma situação que já exige conciliação entre gestores, administradores, cotistas, credores e órgãos de supervisão.</p>
<p>A <strong>BRM Carbyne Gestão de Recursos S.A.</strong> permanece registrada na Anbima para atividades que incluem gestão de recursos, carteira administrada e gestão de patrimônio. Os registros públicos reforçam que a crise corporativa precisa ser analisada em conjunto com uma estrutura regulada que possui veículos, prestadores de serviços e patrimônios juridicamente distintos.</p>
<h2>Dívida bancária envolve BTG, Daycoval e Sicoob</h2>
<p>O endividamento financeiro descrito na documentação inclui aproximadamente <strong>R$ 201,7 milhões em obrigações bancárias</strong>, envolvendo operações com Banco Daycoval, Sicoob e BTG Pactual. Os valores aparecem distribuídos entre diferentes empresas pertencentes ou relacionadas à estrutura Apex, com garantias e condições próprias.</p>
<p>Entre as posições listadas está uma obrigação de cerca de <strong>R$ 57,3 milhões com o Banco Daycoval</strong>, vinculada à Apex Log Pitanga, além de aproximadamente R$ 53,7 milhões atribuídos à Apex Partners Gestão de Ativos perante o Sicoob Sul-Serrano. Outra operação, de aproximadamente R$ 45 milhões, aparece relacionada à BRM Apex Realty junto à mesma instituição cooperativa.</p>
<p>A documentação também menciona uma Cédula de Crédito Bancário de aproximadamente <strong>R$ 10,7 milhões com o BTG Pactual</strong>, associada à BRM APX Investimentos – Assessoria de Investimentos. Segundo os dados apresentados na cautelar, cerca de R$ 144,4 milhões do endividamento envolvendo Sicoob e BTG contariam com aval de sócios e da Apex Partners, ampliando a discussão sobre garantias e eventuais responsabilidades dos coobrigados.</p>
<p>Além das operações financeiras, aproximadamente <strong>R$ 35,2 milhões em obrigações tributárias</strong> foram incluídos no levantamento. Como os diferentes blocos do passivo ainda estão em processo de conferência e podem possuir naturezas, vencimentos ou relações contábeis distintas, não é adequado simplesmente somar todas as rubricas mencionadas para produzir um novo total sem a conciliação que será realizada durante a auditoria.</p>
<h2>Dívida líquida quase dobrou em 18 meses</h2>
<p>A evolução do endividamento ajuda a explicar por que o grupo buscou proteção judicial. Segundo os números apresentados na cautelar, a dívida líquida consolidada teria avançado de <strong>R$ 413 milhões em janeiro de 2025 para aproximadamente R$ 975 milhões em junho de 2026</strong>, crescimento de R$ 562 milhões em apenas 18 meses.</p>
<p>Em 2025, aproximadamente 72% do aumento da dívida naquele exercício, ou R$ 187 milhões de uma expansão de R$ 262 milhões, teria sido direcionado a aportes em fundos, veículos de investimento e operações de fusões e aquisições que não produziram retorno de caixa no mesmo período. Isso criou uma diferença temporal entre a tomada de dívida e a capacidade dos investimentos de gerar liquidez para atender as obrigações.</p>
<p>O movimento se aprofundou no primeiro semestre de 2026, quando a companhia informa ter contratado aproximadamente <strong>R$ 300 milhões em novas dívidas</strong>. Desse montante, R$ 80 milhões teriam sido destinados à cobertura de déficit operacional e outros R$ 95 milhões a despesas de carrego financeiro e fiscal, parcelas que, segundo a própria documentação submetida ao Judiciário, não resultaram na constituição de novos ativos.</p>
<p>A combinação entre expansão da dívida, despesas financeiras crescentes e ativos de baixa liquidez aumenta o risco de uma crise de caixa mesmo quando parte dos investimentos mantém valor econômico. É justamente essa diferença entre patrimônio contábil e liquidez imediata que tende a ganhar importância na auditoria e na eventual elaboração de um plano de recuperação judicial.</p>
<h2>Ativos de R$ 261,5 milhões teriam valor recuperável de R$ 190,1 milhões</h2>
<p>A análise apresentada ao Judiciário também aponta deterioração na carteira de ativos. De uma posição nominal avaliada em aproximadamente <strong>R$ 261,5 milhões em 30 de junho</strong>, a companhia estima que cerca de R$ 190,1 milhões seriam recuperáveis em um processo de desinvestimento, diferença de R$ 71,4 milhões, equivalente a aproximadamente 27,3% do valor originalmente registrado.</p>
<p>O documento identifica ainda <strong>R$ 38,1 milhões em créditos considerados sem perspectiva de recuperação</strong>, distribuídos por 65 posições, e estima que outros ativos poderiam sofrer descontos de liquidez entre 30% e 60% caso precisassem ser vendidos rapidamente. Esses percentuais permanecem sujeitos à validação contábil e à avaliação independente, mas ajudam a compreender o argumento utilizado pelo grupo para evitar liquidações precipitadas.</p>
<p>A tese apresentada pela Apex é que uma corrida de credores e investidores poderia transformar perdas potenciais ou contábeis em perdas efetivamente realizadas, reduzindo a quantidade de recursos disponíveis para todos os envolvidos. A proteção cautelar pretende justamente impedir uma sequência desordenada de execuções enquanto a empresa conclui a apuração de seu patrimônio e estrutura uma solução coletiva para o endividamento.</p>
<h2>Cautelar não significa que recuperação judicial já foi concedida</h2>
<p>A decisão obtida pela Apex deve ser diferenciada de uma recuperação judicial já processada e deferida. O instrumento utilizado nesta etapa é uma <strong>tutela cautelar antecedente</strong>, mecanismo previsto na legislação para preservar temporariamente ativos e suspender determinadas medidas de cobrança enquanto uma empresa em dificuldade prepara uma solução de reestruturação.</p>
<p>A Lei nº 11.101 permite a concessão de medidas cautelares em contexto anterior a uma recuperação judicial e disciplina situações em que execuções podem ser temporariamente suspensas para permitir negociações com credores. No caso da Apex, a decisão determinou que o grupo apresente o pedido de recuperação judicial no prazo de até <strong>30 dias corridos</strong>, sob pena de perda da eficácia da proteção concedida.</p>
<p>O Judiciário também determinou a elaboração de um <strong>laudo de constatação</strong>, com prazo de 20 dias, destinado a verificar as condições reais de funcionamento e organização das empresas envolvidas. Esse <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/trabalho" target="_blank" rel="noopener" title="Trabalho" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="337715">trabalho</a> será relevante para a próxima fase porque ajudará o juízo a avaliar se existe atividade empresarial efetiva, documentação minimamente organizada e condições para o processamento de uma eventual recuperação.</p>
<p>A proteção judicial também possui limites expressos. Além de não alcançar os patrimônios dos fundos de investimento, ficaram fora da cautelar patrimônios separados vinculados a determinadas emissões de certificados de recebíveis e bens ou recursos associados a alguns projetos imobiliários. A decisão tampouco reduz as competências fiscalizatórias da CVM, da Anbima ou dos administradores fiduciários responsáveis pelos veículos regulados.</p>
<h2>Auditoria será decisiva para determinar tamanho real do passivo</h2>
<p>A etapa seguinte deverá concentrar-se na conciliação entre documentos contábeis, contratos, garantias, posição de credores e valores efetivamente exigíveis. A diferença entre um passivo contratado de longo prazo e uma obrigação vencida é relevante para determinar a necessidade imediata de caixa, assim como a existência e a qualidade das garantias interferem na posição de cada credor em uma eventual recuperação.</p>
<p>A Apex afirma que a medida judicial busca preservar o patrimônio e garantir a continuidade de suas atividades enquanto conclui a análise interna e contrata auditoria independente. A companhia também sustenta que acredita na viabilidade de suas unidades de negócio e que os valores apresentados até agora não devem ser tratados como um retrato definitivo das dívidas vencidas do grupo.</p>
<p>O número de <strong>R$ 985,6 milhões</strong>, portanto, precisa ser entendido como uma fotografia preliminar apresentada durante a crise, e não como um quadro de credores definitivamente reconhecido pela Justiça. A confirmação do passivo dependerá da auditoria, da conferência dos contratos e, se o pedido de recuperação judicial for formalizado, do processo de verificação e habilitação dos créditos.</p>
<p>Até lá, o foco estará em três frentes: determinar quanto do passivo é efetivamente exigível, estabelecer o valor recuperável dos ativos e identificar quais obrigações estão sujeitas à eventual recuperação judicial. A resposta a essas questões será determinante para saber se a Apex Partners conseguirá reorganizar sua estrutura financeira sem uma liquidação desordenada de ativos.</p>
<hr />
<h4>Fontes:</h4>
<p>Comissão de Valores Mobiliários (CVM) — Carbyne Crescimento Mercados Regionais FIP: dados oficiais de carteira e identificação do Banco Daycoval como administrador fiduciário.</p>
<p>Comissão de Valores Mobiliários (CVM) — Apex Crescimento Mercados Regionais Feeder: dados oficiais de carteira e identificação do BTG Pactual Serviços Financeiros como administrador.</p>
<p>Anbima — BRM Carbyne Gestão de Recursos S.A.: registro institucional, atividades autorizadas e situação de adesão aos códigos de autorregulação.</p>
<p>Presidência da República — Lei nº 11.101/2005: regras aplicáveis à recuperação judicial, suspensão de execuções e medidas cautelares antecedentes.</p>
<p>Pedido de tutela cautelar da Apex Partners e decisão da Vara de Recuperação e Falência de Vitória</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Banco ABC Brasil lucra R$ 257,3 milhões no 2T26, mas retorno sobre patrimônio recua</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/banco-abc-brasil-abcb4-resultados-segundo-trimestre-2026</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Aug 2026 16:43:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ABCB4]]></category>
		<category><![CDATA[Banco ABC Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[bancos]]></category>
		<category><![CDATA[carteira de crédito]]></category>
		<category><![CDATA[lucro líquido]]></category>
		<category><![CDATA[margem financeira]]></category>
		<category><![CDATA[resultados do 2T26]]></category>
		<category><![CDATA[ROAE]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Banco ABC Brasil (ABCB4) registrou lucro líquido recorrente de R$ 257,3 milhões no segundo trimestre de 2026, crescimento de 5,4% em relação aos R$ 244,1 milhões apurados no mesmo período do ano passado. Na comparação com os três primeiros meses deste ano, quando o resultado havia sido de R$ 230,2 milhões, a alta foi [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Banco ABC Brasil (ABCB4) registrou lucro líquido recorrente de R$ 257,3 milhões no segundo trimestre de 2026, crescimento de 5,4% em relação aos R$ 244,1 milhões apurados no mesmo período do ano passado. Na comparação com os três primeiros meses deste ano, quando o resultado havia sido de R$ 230,2 milhões, a alta foi de 11,8%.</p>
<p>O avanço do lucro foi sustentado principalmente pela expansão da margem financeira com clientes, pelo resultado das operações de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="337406">mercado</a> e pela redução da carga tributária. O desempenho foi parcialmente limitado pelo recuo das receitas de serviços e pelo aumento das despesas com pessoal, administração e participação nos lucros e resultados.</p>
<p>Apesar do crescimento nominal do resultado, o retorno recorrente sobre o patrimônio líquido médio, conhecido pela sigla ROAE, caiu de 15% no segundo trimestre de 2025 para 14,3%. Na comparação trimestral, houve recuperação de 0,8 ponto percentual ante os 13,5% registrados entre janeiro e março.</p>
<p>No acumulado do primeiro semestre, o lucro líquido chegou a R$ 487,5 milhões, alta de 3,8% sobre os R$ 469,7 milhões registrados no mesmo intervalo de 2025. O ROAE médio do semestre ficou em 14%, abaixo dos 14,5% apurados um ano antes.</p>
<h2>Margem financeira cresce acima do lucro</h2>
<p>A margem financeira gerencial antes das provisões atingiu R$ 659,2 milhões no segundo trimestre, aumento de 9,1% na comparação anual e de 1,8% em relação ao trimestre anterior.</p>
<p>A margem com clientes, que reúne os resultados obtidos nas operações de crédito e outros produtos oferecidos às <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="337407">empresas</a>, somou R$ 387,2 milhões. O indicador cresceu 3,9% em relação ao segundo trimestre de 2025 e 3,6% na comparação com os três primeiros meses deste ano.</p>
<p>O resultado das operações de mercado teve expansão mais acentuada. A margem com mercado alcançou R$ 108,7 milhões, avanço de 53,3% em um ano e de 4,7% no trimestre. A remuneração do patrimônio líquido pelo CDI acrescentou R$ 163,3 milhões, aumento anual de 1,5%.</p>
<p>A margem financeira gerencial após as provisões atingiu R$ 579,3 milhões. O valor representou crescimento de 10,3% em relação ao mesmo período do ano passado e de 8,3% ante o primeiro trimestre. A margem financeira líquida anualizada permaneceu praticamente estável em 4,1%.</p>
<p>No primeiro semestre, a margem financeira antes das provisões chegou a R$ 1,307 bilhão, aumento de 11,6%. A margem com clientes cresceu 6,7%, enquanto o resultado das operações de mercado avançou 38,3%.</p>
<h2>Carteira de crédito chega a R$ 56,5 bilhões</h2>
<p>A carteira de crédito expandida encerrou junho em R$ 56,464 bilhões, crescimento de 8,3% em 12 meses e de 3,7% na comparação com março. O conceito inclui empréstimos, títulos privados e garantias prestadas pelo banco.</p>
<p>Os empréstimos somaram R$ 24,288 bilhões, avanço anual de 7,8%. Os títulos privados cresceram 10,7%, para R$ 18,522 bilhões, enquanto as garantias prestadas aumentaram 6,1%, para R$ 13,653 bilhões.</p>
<p>O segmento Corporate, formado por empresas com faturamento anual entre R$ 500 milhões e R$ 4 bilhões, respondeu por 63,2% da carteira expandida. O saldo alcançou R$ 35,683 bilhões, alta de 11,1% em um ano e de 8,4% no trimestre.</p>
<p>A carteira Middle, que reúne companhias com receita anual entre R$ 30 milhões e R$ 500 milhões, apresentou o crescimento mais elevado. O saldo avançou 28,7% em 12 meses, para R$ 5,076 bilhões, e passou a representar 9% do portfólio.</p>
<p>Já a exposição ao segmento Large Corporate, composto por empresas com faturamento superior a R$ 4 bilhões, caiu 2,2% na comparação anual e 5,6% no trimestre, para R$ 15,705 bilhões. A participação dessa categoria recuou de 30,8% para 27,8% da carteira.</p>
<p>A mudança na composição mostra uma ampliação das operações com empresas médias e grandes fora do grupo de companhias de maior faturamento. Segundo o banco, a expansão no segmento Middle tem ocorrido principalmente em produtos com maior nível de garantias.</p>
<h2>Crédito problemático aumenta, mas atrasos seguem controlados</h2>
<p>A expansão da carteira foi acompanhada por uma elevação moderada dos créditos classificados no Estágio 3, categoria que reúne operações com evidências de deterioração relevante do risco de crédito.</p>
<p>O saldo no Estágio 3 chegou a R$ 1,647 bilhão ao fim de junho, equivalente a 2,9% da carteira expandida. O percentual era de 2,8% em março e de 2,5% no segundo trimestre de 2025.</p>
<p>As operações com atraso superior a 90 dias totalizaram R$ 332 milhões, ou 0,6% da carteira. O índice aumentou ante os 0,5% do trimestre anterior, mas permaneceu abaixo dos 0,7% observados um ano antes.</p>
<p>O saldo total de provisões correspondia a 2,2% da carteira expandida. A cobertura das operações com mais de 90 dias de atraso ficou em 377%, ante 447% em março e 307% no segundo trimestre de 2025.</p>
<p>Já a cobertura do Estágio 3 recuou para 76%. O indicador estava em 82% no trimestre anterior e em 93% um ano antes. O banco informou que o saldo total de provisões inclui uma reserva prospectiva de R$ 190 milhões.</p>
<p>A combinação dos indicadores mostra que os atrasos efetivos continuam baixos em relação à carteira total, embora o volume de operações no Estágio 3 tenha aumentado. O comportamento dessa categoria será um dos pontos relevantes para os próximos balanços, especialmente diante dos juros ainda elevados e da desaceleração de algumas atividades econômicas.</p>
<h2>Recuperações reduzem despesa líquida de provisão</h2>
<p>A despesa gerencial líquida com provisões ficou em R$ 79,9 milhões no segundo trimestre, praticamente estável em relação aos R$ 79,4 milhões apurados um ano antes. Na comparação com o primeiro trimestre, houve redução de 29,3%.</p>
<p>O recuo trimestral foi favorecido pelas recuperações de crédito, que atingiram R$ 41,8 milhões. O valor havia sido de R$ 4,5 milhões entre janeiro e março e de R$ 7,4 milhões no segundo trimestre de 2025.</p>
<p>Antes das recuperações, a despesa com provisões somou R$ 121,7 milhões, crescimento de 40,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Isso indica que a estabilidade da despesa líquida decorreu do aumento dos valores recuperados, e não de uma redução da constituição bruta de provisões.</p>
<p>A despesa de provisão ampliada, que também considera bens não destinados ao uso próprio, foi de R$ 78,6 milhões. O montante caiu 30,6% na comparação trimestral e ficou 0,6% abaixo do registrado um ano antes.</p>
<p>A relação anualizada entre provisões ampliadas e carteira expandida ficou em 0,6%, ante 0,8% no primeiro trimestre e os mesmos 0,6% do segundo trimestre de 2025.</p>
<p>No acumulado do semestre, entretanto, a despesa líquida com provisões aumentou 30%, para R$ 193 milhões. O indicador mostra que a redução observada no segundo trimestre ainda não compensou o aumento ocorrido no início do ano.</p>
<h2>Receitas de serviços caem 9%</h2>
<p>As receitas de serviços totalizaram R$ 102,8 milhões, redução de 9% na comparação anual. Em relação ao primeiro trimestre, houve recuperação de 16,1%.</p>
<p>As receitas provenientes de garantias prestadas caíram 12,2%, para R$ 40,1 milhões. A área de banco de investimentos gerou R$ 29,1 milhões, recuo anual de 14,6%, apesar de uma alta trimestral de 45,6%.</p>
<p>As operações de corretagem de seguros e tarifas somaram R$ 33,6 milhões. A redução anual das receitas de serviços retirou R$ 10,2 milhões da variação do lucro na comparação entre o segundo trimestre de 2025 e o mesmo período deste ano.</p>
<p>No acumulado do primeiro semestre, as receitas de serviços ficaram em R$ 191,4 milhões, queda de 11,2% frente aos R$ 215,6 milhões registrados entre janeiro e junho de 2025.</p>
<p>A retração contrasta com a estratégia de diversificação de receitas do banco. A expansão da margem financeira compensou a menor contribuição das atividades de serviços, mas a recuperação dessas linhas será importante para reduzir a dependência do resultado de crédito e das operações de mercado.</p>
<h2>Despesas pressionam índice de eficiência</h2>
<p>As despesas consideradas no cálculo de eficiência atingiram R$ 295,5 milhões no segundo trimestre, aumento de 13,9% na comparação anual e de 1,2% em relação ao primeiro trimestre.</p>
<p>As despesas com pessoal cresceram 8,5% em um ano, para R$ 139,1 milhões. Os gastos administrativos avançaram 15,2%, para R$ 76,8 milhões, enquanto as despesas com participação nos lucros e resultados aumentaram 23,2%, para R$ 79,6 milhões.</p>
<p>O índice de eficiência, que compara despesas operacionais com receitas, ficou em 41,2%. Quanto menor o percentual, maior tende a ser a eficiência operacional da instituição.</p>
<p>O indicador melhorou em relação aos 41,9% do primeiro trimestre, mas piorou frente aos 38,4% registrados no mesmo período do ano passado. A deterioração anual ocorreu porque as despesas cresceram acima das receitas utilizadas no cálculo.</p>
<p>No primeiro semestre, o índice médio foi de 41,5%, ante 40,2% no mesmo período de 2025. As despesas totais aumentaram 11,8%, enquanto as receitas consideradas na métrica avançaram 8,2%.</p>
<h2>Basileia sobe no trimestre e permanece abaixo de 2025</h2>
<p>O Índice de Basileia encerrou junho em 16,2%, aumento de 0,31 ponto percentual na comparação com março. Em relação ao segundo trimestre de 2025, porém, houve queda de 1,11 ponto percentual.</p>
<p>O Capital de Nível 1 ficou em 13,7%, enquanto o Capital Principal atingiu 11,9%. Este último avançou 0,45 ponto percentual no trimestre e 0,07 ponto em 12 meses.</p>
<p>A melhora trimestral refletiu a incorporação do lucro do período e a homologação, pelo Banco Central, de um aumento de capital relacionado aos proventos do segundo semestre de 2025. O efeito foi parcialmente compensado pelo provisionamento de juros sobre capital próprio e pelo crescimento dos ativos ponderados pelo risco.</p>
<p>O banco anunciou em junho outro aumento de capital vinculado aos proventos do primeiro semestre de 2026. Caso o processo já estivesse concluído ao fim do trimestre, o Índice de Basileia teria recebido acréscimo de até 0,29 ponto percentual em bases pro forma.</p>
<p>A captação total, incluindo patrimônio líquido, chegou a R$ 59,5 bilhões, crescimento de 7,5% em 12 meses. A captação com terceiros somou R$ 52,241 bilhões, alta anual de 7,2%.</p>
<h2>Banco declara R$ 301 milhões em JCP no semestre</h2>
<p>O ABC Brasil declarou R$ 301 milhões em juros sobre capital próprio referentes ao primeiro semestre de 2026, montante 15,2% superior ao distribuído no mesmo período do ano passado.</p>
<p>O valor corresponde a R$ 1,17 por ação, crescimento de 7,6% em relação aos R$ 1,09 por papel declarados no primeiro semestre de 2025.</p>
<p>O dividend yield anualizado informado pelo banco ficou em 9,8% ao fim do segundo trimestre. O cálculo utiliza a cotação das ações e os proventos provisionados no período, não representando garantia de retorno futuro.</p>
<p>O balanço mostra uma instituição com crescimento da carteira, expansão da margem financeira e recuperação sequencial do lucro. A queda anual do ROAE, o aumento das despesas e a elevação dos créditos no Estágio 3, contudo, indicam que parte dos ganhos operacionais foi absorvida por uma base de capital maior e por custos crescentes.</p>
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		<title>Axia Energia deixa a Bolsa de Nova York nesta quinta; ADRs migram para mercado de balcão</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/axia-energia-deixa-bolsa-nova-york-adrs-mercado-otc</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Aug 2026 14:17:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ADRs]]></category>
		<category><![CDATA[Axia Energia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Axia Energia (AXIA3; AXIA7), antiga Eletrobras, encerra nesta quinta-feira, 6 de agosto de 2026, a negociação de seus American Depositary Shares na Bolsa de Nova York. A saída da NYSE não representa o cancelamento imediato dos recibos nem a retirada completa da companhia do mercado norte-americano: os papéis deverão continuar disponíveis nos Estados Unidos [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Axia Energia (AXIA3; AXIA7), antiga Eletrobras, encerra nesta quinta-feira, 6 de agosto de 2026, a negociação de seus American Depositary Shares na Bolsa de Nova York. A saída da NYSE não representa o cancelamento imediato dos recibos nem a retirada completa da companhia do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="337382">mercado</a> norte-americano: os papéis deverão continuar disponíveis nos Estados Unidos por meio de um programa patrocinado de ADR nível 1 no mercado de balcão.</p>
<p>A mudança alcança os recibos representativos de ações ordinárias, negociados em Nova York sob o código AXIA, e os recibos vinculados às ações preferenciais classe C, identificados pelo ticker AXIA PRC. Cada recibo representa uma ação da respectiva classe.</p>
<p>A partir de sexta-feira, 7 de agosto, a negociação deverá ocorrer no mercado Over-the-Counter, conhecido pela sigla OTC. O programa continuará sendo administrado pelo Citibank, na condição de banco depositário.</p>
<p>Para os investidores que já possuem os ADRs, a companhia informou que nenhuma providência precisa ser tomada neste momento. Os recibos não serão automaticamente cancelados ou convertidos em ações negociadas na B3 apenas em razão da saída da NYSE.</p>
<h2>Axia mantém ações negociadas na B3</h2>
<p>A operação não altera a listagem das ações da Axia Energia no mercado brasileiro. A B3 continuará sendo o principal ambiente de negociação dos valores mobiliários da companhia.</p>
<p>As ações ordinárias permanecem negociadas sob o código AXIA3, enquanto as ações preferenciais classe C continuam identificadas pelo ticker AXIA7. A retirada dos ADRs da Bolsa de Nova York está restrita à listagem no mercado norte-americano.</p>
<p>A Axia justificou a decisão como parte de uma estratégia para concentrar a liquidez de suas ações no Brasil. Segundo a companhia, os ADRs correspondiam a aproximadamente 2,5% das ações em circulação quando o plano de deslistagem foi apresentado.</p>
<p>Com uma parcela relativamente pequena do capital sendo negociada nos Estados Unidos, a administração avaliou que a manutenção da estrutura regulatória associada à NYSE e à Securities and Exchange Commission deixou de produzir benefícios proporcionais aos custos e às obrigações envolvidas.</p>
<p>A decisão de deixar a bolsa norte-americana havia sido anunciada formalmente em julho, após autorização do conselho de administração. A companhia já havia indicado a intenção de reorganizar sua presença nos mercados de capitais durante o processo de migração para o Novo Mercado da B3 e de simplificação de sua estrutura acionária.</p>
<h2>Formulário 25 formalizou saída da NYSE</h2>
<p>A Axia Energia protocolou em 27 de julho o Formulário 25 na SEC, documento utilizado para solicitar a retirada voluntária de uma classe de valores mobiliários de uma bolsa norte-americana e o encerramento do registro correspondente na Seção 12(b) do Securities Exchange Act de 1934.</p>
<p>O documento incluiu tanto os ADRs representativos de ações ordinárias quanto os recibos vinculados às ações preferenciais classe C.</p>
<p>No formulário, a empresa declarou ter cumprido as regras da NYSE e os requisitos regulatórios aplicáveis à retirada voluntária. O protocolo iniciou o prazo necessário para que a deslistagem se tornasse efetiva.</p>
<p>O último dia de negociação foi definido para esta quinta-feira, no fechamento do mercado de Nova York. A partir da sessão seguinte, os recibos deixam o ambiente centralizado da NYSE e passam ao mercado de balcão.</p>
<p>Essa mudança precisa ser diferenciada do encerramento do programa de ADRs. A Axia optou por manter um programa patrocinado de nível 1, permitindo que os recibos continuem sendo negociados nos Estados Unidos, embora fora de uma bolsa nacional como a NYSE ou a Nasdaq.</p>
<h2>O que muda com a negociação no mercado OTC</h2>
<p>O mercado OTC reúne ativos negociados fora das principais bolsas norte-americanas. As operações continuam sendo realizadas por intermediários autorizados, mas seguem uma estrutura diferente daquela existente na NYSE.</p>
<p>A mudança pode afetar a liquidez, o volume diário de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank" rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="337380">negócios</a>, a formação de preços e a diferença entre as ofertas de compra e venda dos recibos. Esses efeitos dependerão da quantidade de investidores interessados e da atuação dos participantes que oferecerem negociação para os papéis.</p>
<p>A própria companhia reconheceu, em seu comunicado sobre a deslistagem, que a disponibilidade e a liquidez dos ADRs no mercado de balcão constituem fatores sujeitos a riscos e incertezas.</p>
<p>Investidores institucionais também podem ter políticas internas que restrinjam a aquisição ou a manutenção de ativos negociados fora das bolsas tradicionais. Por essa razão, a transferência ao OTC pode modificar a composição da base de investidores dos recibos ao longo do tempo.</p>
<p>Isso não significa que os ADRs percam automaticamente seu valor ou deixem de representar as ações depositadas. A relação econômica com os papéis brasileiros é mantida pelo programa administrado pelo banco depositário, observadas as regras do contrato de depósito e os procedimentos operacionais do mercado norte-americano.</p>
<h2>Formulário 15F reduz obrigações perante a SEC</h2>
<p>Depois da retirada da NYSE, a Axia Energia pretende protocolar o Formulário 15F junto à SEC. O documento é utilizado por emissores estrangeiros que buscam encerrar o registro de determinados valores mobiliários e as obrigações periódicas de divulgação previstas na legislação norte-americana.</p>
<p>O protocolo está previsto para sexta-feira, 7 de agosto. A partir da apresentação do formulário, parte das obrigações da companhia deverá ser suspensa imediatamente, incluindo o envio periódico de documentos como os formulários 20-F e 6-K.</p>
<p>O Formulário 20-F funciona como o relatório anual apresentado por <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="337381">empresas</a> estrangeiras registradas nos Estados Unidos. O Formulário 6-K é utilizado para fornecer ao mercado norte-americano informações relevantes divulgadas pela companhia em seu país de origem.</p>
<p>A extinção definitiva do registro e das obrigações abrangidas pelo pedido deverá ocorrer após 90 dias, desde que a SEC não apresente objeções. O regulador também pode estabelecer um prazo menor, conforme previsto nas regras norte-americanas.</p>
<p>Durante o período de transição, determinadas responsabilidades que não forem suspensas pelo Formulário 15F continuam aplicáveis. A companhia, seus administradores e diretores deverão observar as exigências remanescentes até a conclusão formal do processo.</p>
<h2>Divulgação de informações continuará no Brasil</h2>
<p>A redução das obrigações perante a SEC não elimina os deveres de transparência da Axia Energia no mercado brasileiro.</p>
<p>Como companhia aberta registrada na Comissão de Valores Mobiliários e com ações negociadas na B3, a empresa continuará obrigada a publicar demonstrações financeiras, fatos relevantes, comunicados, formulários de referência e demais documentos exigidos pelas normas brasileiras.</p>
<p>Após a efetivação do cancelamento do registro nos Estados Unidos, a Axia deverá disponibilizar em inglês, em sua página de Relações com Investidores, as informações requeridas pela Regra 12g3-2(b) do Securities Exchange Act.</p>
<p>Essa regra permite que determinados emissores estrangeiros mantenham valores mobiliários negociados no mercado de balcão norte-americano sem o mesmo registro aplicável às companhias com ações listadas em bolsas nacionais dos Estados Unidos.</p>
<p>Para preservar a isenção, a empresa deverá manter disponíveis eletronicamente as informações relevantes publicadas no Brasil, incluindo documentos exigidos pelas autoridades locais, dados fornecidos à B3 e comunicações distribuídas aos acionistas.</p>
<p>Na prática, o centro da divulgação regulatória passa a ser o mercado brasileiro. Investidores dos Estados Unidos continuarão tendo acesso às informações, mas a empresa deixará gradualmente o regime completo de reporte periódico da SEC.</p>
<h2>O que acontece com os atuais detentores de ADRs</h2>
<p>Os investidores que mantêm ADRs da Axia poderão continuar com os papéis em suas carteiras, desde que suas corretoras ofereçam suporte à negociação ou à custódia de ativos no mercado OTC.</p>
<p>A Axia informou que não é necessário tomar nenhuma medida imediata. Eventuais alterações operacionais, como mudança do código de negociação, procedimentos de custódia ou instruções do banco depositário, deverão ser comunicadas aos detentores dos recibos.</p>
<p>Investidores também podem verificar com suas corretoras se a instituição permite comprar, vender ou manter ativos negociados no mercado de balcão. As políticas podem variar entre intermediários, especialmente fora dos Estados Unidos.</p>
<p>Outra alternativa possível, sujeita às regras do programa e aos custos envolvidos, é solicitar o cancelamento dos ADRs para receber as ações correspondentes negociadas na B3. Esse procedimento não ocorre automaticamente e depende das condições estabelecidas pelo depositário e pelas instituições responsáveis pela custódia.</p>
<p>A companhia não anunciou o encerramento do programa patrocinado. Portanto, a saída da NYSE deve ser entendida como uma mudança do ambiente de negociação e do regime de reporte, e não como a extinção imediata dos recibos.</p>
<h2>Deslistagem conclui reorganização da presença internacional</h2>
<p>A retirada dos ADRs ocorre em meio a uma reestruturação mais ampla da Axia Energia no mercado de capitais.</p>
<p>A companhia concluiu em 2026 sua migração para o Novo Mercado da B3 e adotou a nova identidade corporativa, substituindo a denominação Eletrobras por Axia Energia.</p>
<p>O processo também envolveu a conversão de classes de ações preferenciais, mudanças nos recibos negociados no exterior e a consolidação da negociação das ações ordinárias sob o ticker AXIA3.</p>
<p>Ao concentrar a liquidez no Brasil, a empresa busca reduzir a fragmentação entre diferentes mercados e simplificar as obrigações administrativas e regulatórias mantidas nos Estados Unidos.</p>
<p>A conclusão da deslistagem dependerá agora da efetivação dos procedimentos perante a NYSE e a SEC, do protocolo do Formulário 15F e do término do prazo regulatório de 90 dias.</p>
<p>Até que todas as etapas sejam concluídas, a companhia deverá manter o mercado informado sobre eventuais mudanças no cronograma, na negociação dos ADRs e nas obrigações de divulgação.</p>
<hr />
<h4>FONTES:</h4>
<ul>
<li>Axia Energia — comunicado oficial sobre a deslistagem voluntária dos American Depositary Shares da Bolsa de Nova York, apresentado à SEC em 6 de julho de 2026.</li>
<li>Securities and Exchange Commission — Formulário 25 protocolado pela Axia Energia em 27 de julho de 2026.</li>
<li>Securities and Exchange Commission — regras e instruções do Formulário 15F, incluindo suspensão imediata e prazo de 90 dias para o encerramento das obrigações.</li>
<li>Securities and Exchange Commission — registro da manutenção do programa patrocinado de ADR nível 1 administrado pelo Citibank no mercado OTC.</li>
<li>NYSE Regulation — procedimentos aplicáveis à retirada voluntária de valores mobiliários da Bolsa de Nova York.</li>
<li>Axia Energia — aprovação da migração para o Novo Mercado e reorganização das classes de ações e ADSs.</li>
<li>Securities and Exchange Commission — funcionamento da isenção prevista na Regra 12g3-2(b) para emissores estrangeiros com valores mobiliários no mercado de balcão.</li>
</ul>
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		<item>
		<title>Auren (AURE3) reduz prejuízo para R$ 379,1 milhões no 2T26; Ebitda recua 12,4%</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/auren-aure3-prejuizo-379-milhoes-resultados-segundo-trimestre-2026</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Aug 2026 22:05:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[alavancagem]]></category>
		<category><![CDATA[AURE3]]></category>
		<category><![CDATA[Auren Energia]]></category>
		<category><![CDATA[curtailment]]></category>
		<category><![CDATA[Ebitda ajustado]]></category>
		<category><![CDATA[energia renovável.]]></category>
		<category><![CDATA[prejuízo líquido]]></category>
		<category><![CDATA[resultados 2T26]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Auren Energia (AURE3) encerrou o segundo trimestre de 2026 com prejuízo líquido de R$ 379,1 milhões, redução de 32,7% em relação à perda de R$ 562,9 milhões registrada entre abril e junho de 2025. Apesar da melhora no resultado final, o Ebitda ajustado — indicador que mede a geração operacional antes de juros, impostos, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Auren Energia (AURE3) encerrou o segundo trimestre de 2026 com prejuízo líquido de R$ 379,1 milhões, redução de 32,7% em relação à perda de R$ 562,9 milhões registrada entre abril e junho de 2025. Apesar da melhora no resultado final, o Ebitda ajustado — indicador que mede a geração operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização — recuou 12,4%, para R$ 858,9 milhões.</p>
<p>O balanço mostra que a companhia ainda opera sob pressão de uma combinação de fatores: menor geração eólica, desempenho mais fraco da comercialização, cortes determinados pelo sistema elétrico e uma estrutura de capital elevada após a incorporação da AES Brasil. Ao fim de junho, a relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado alcançou 5,3 vezes, ante 5,2 vezes no encerramento do primeiro trimestre.</p>
<p>A principal compensação operacional veio da chamada modulação do portfólio. Os ganhos associados à capacidade de deslocar a geração e a exposição comercial para horários de preços mais altos somaram R$ 70,5 milhões, crescimento de 75% na comparação anual. O avanço reduziu parte do efeito provocado pelas restrições impostas à produção eólica e solar, conhecidas no setor como <em>curtailment</em>.</p>
<h2>Redução do prejuízo não elimina pressão financeira</h2>
<p>A perda de R$ 379,1 milhões representa melhora tanto na comparação anual quanto diante do prejuízo de R$ 601,6 milhões registrado no primeiro trimestre de 2026. Entre março e junho, a redução foi de aproximadamente 37%. Ainda assim, a companhia acumulou resultado negativo expressivo no primeiro semestre, em um ambiente marcado por juros elevados, custos financeiros e menor contribuição de determinados <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank" rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="337295">negócios</a> operacionais.</p>
<p>O Ebitda ajustado de R$ 858,9 milhões também ficou abaixo dos R$ 925,9 milhões registrados no primeiro trimestre. A companhia atribuiu o recuo anual principalmente à menor geração eólica e ao resultado mais fraco da atividade de comercialização de energia. Esses fatores foram parcialmente compensados pelos ganhos de modulação e por medidas de eficiência adotadas após a integração dos ativos incorporados.</p>
<p>A Auren possui um portfólio formado por hidrelétricas, parques eólicos e usinas solares. Essa diversificação permite combinar fontes com perfis distintos de produção, mas também expõe o resultado a variáveis como regime de chuvas, velocidade dos ventos, incidência solar, despacho das hidrelétricas, preços horários e limitações da rede de transmissão.</p>
<h2>Modulação cresce e reforça valor do portfólio</h2>
<p>A modulação ganhou relevância porque a expansão da geração solar no Sistema Interligado Nacional aumentou a diferença entre os preços praticados ao longo do dia. Nas horas de forte produção solar, a oferta tende a pressionar as cotações para baixo. No fim da tarde e à noite, quando a fonte solar perde participação e a demanda permanece elevada, os preços podem subir.</p>
<p>As hidrelétricas oferecem flexibilidade para concentrar parte da produção em horários de maior valor. As eólicas também podem apresentar geração relevante fora do período de maior incidência solar. A combinação dessas fontes cria condições para capturar diferenças de preço e compensar parcialmente perdas ocorridas em outros momentos do dia.</p>
<p>Os R$ 70,5 milhões obtidos com modulação no segundo trimestre comparam-se a aproximadamente R$ 40,3 milhões um ano antes. No primeiro semestre de 2026, a contribuição dessa estratégia aproximou-se do montante alcançado durante todo o exercício anterior, segundo dados apresentados pela administração.</p>
<p>O ganho, porém, não significa aumento automático da produção física. Ele decorre do valor capturado pelo perfil horário da energia gerada e comercializada e depende da diferença entre preços, da disponibilidade dos ativos, da estratégia de contratação e da capacidade de operação coordenada do portfólio.</p>
<h2>Cortes de geração limitam a produção renovável</h2>
<p>O <em>curtailment</em> ocorre quando o Operador Nacional do Sistema Elétrico determina a redução ou a interrupção temporária da geração de determinados empreendimentos. As ordens podem decorrer de limitações na capacidade de transmissão, necessidade de preservar a segurança do sistema ou desequilíbrios entre oferta e demanda em determinadas regiões e horários.</p>
<p>Para <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="337296">empresas</a> com presença relevante em energia eólica e solar, os cortes significam que parte da capacidade disponível deixa de ser convertida em energia efetivamente entregue. O impacto pode aparecer como perda de receita, necessidade de comprar energia para cumprir contratos ou redução do resultado de ativos que continuam incorrendo em custos operacionais e financeiros.</p>
<p>O problema tornou-se uma das principais fontes de incerteza para as geradoras renováveis. Mesmo quando há vento ou incidência solar suficientes para a produção, restrições operacionais podem impedir que toda a energia disponível seja enviada ao sistema. A consequência é um descasamento entre a capacidade dos projetos e o volume efetivamente comercializado.</p>
<p>A discussão ocorre em um momento de expansão acelerada das fontes renováveis e de necessidade de reforço da infraestrutura de transmissão e armazenamento. Enquanto os gargalos persistirem, os cortes continuarão sendo uma variável relevante para a previsibilidade de receita das geradoras.</p>
<h2>Alavancagem de 5,3 vezes concentra atenção</h2>
<p>A relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado encerrou o trimestre em 5,3 vezes. O indicador compara o endividamento financeiro líquido com a geração operacional e é utilizado para medir a capacidade de pagamento. Quanto maior a relação, maior tende a ser a sensibilidade da empresa a juros, refinanciamentos e oscilações no resultado.</p>
<p>A estrutura de capital da Auren foi ampliada pela combinação de negócios com a AES Brasil, concluída em 2024. A operação elevou a capacidade instalada e diversificou o portfólio, mas também aumentou o endividamento consolidado. Desde então, a administração vem executando medidas de gestão de passivos, integração de operações, captura de sinergias e redução de investimentos após a conclusão dos projetos em implantação.</p>
<p>No encerramento de 2025, a alavancagem havia recuado para 4,8 vezes. O indicador subiu para 5,2 vezes no primeiro trimestre e avançou novamente para 5,3 vezes em junho. A trajetória mostra que a desalavancagem depende da geração de caixa, do comportamento dos preços, da produção física, do custo da dívida e do calendário de investimentos.</p>
<p>A administração indicou que espera uma redução mais acentuada do indicador a partir de 2027, apoiada pela diminuição do volume de investimentos e pelo aumento do Ebitda. Entre os fatores esperados estão a entrada em operação de novos ativos e a melhora dos preços médios dos contratos de energia. As projeções dependem da execução dos projetos e das condições efetivas do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="337297">mercado</a>.</p>
<h2>Comercialização perde força em trimestre volátil</h2>
<p>A atividade de comercialização teve contribuição menor para o Ebitda ajustado. Esse negócio envolve compra e venda de energia, gestão de contratos e administração de exposições de clientes e do próprio portfólio. O resultado varia conforme preços de curto e longo prazo, volume contratado, posições comerciais e disponibilidade dos ativos.</p>
<p>Quando a geração própria fica abaixo do previsto, a companhia pode precisar adquirir energia para cumprir compromissos, o que pressiona margens se os preços estiverem elevados. No segundo trimestre, os ganhos de modulação mostraram capacidade de capturar parte da volatilidade, mas não foram suficientes para neutralizar integralmente a menor geração e o desempenho mais fraco da comercialização.</p>
<p>A companhia opera 39 ativos em nove estados e possui capacidade instalada próxima de 8,7 gigawatts, distribuída entre fontes hidrelétrica, eólica e solar. A escala amplia a capacidade de diversificação, mas exige coordenação entre operações, contratos, manutenção, despacho e gestão financeira.</p>
<p>A integração dos ativos da antiga AES Brasil permanece relevante para a estratégia. Além da unificação das operações, a companhia busca capturar economias administrativas, elevar a disponibilidade dos parques e reduzir sobreposições. Esses ganhos, entretanto, precisam compensar os custos financeiros associados à estrutura de capital formada após a aquisição.</p>
<h2>Leilões de baterias abrem nova frente no setor</h2>
<p>O mercado brasileiro prepara os primeiros leilões de reserva de capacidade voltados a sistemas de armazenamento de energia em baterias. Os certames estão previstos para 2 e 4 de dezembro de 2026 e deverão contratar projetos com início de suprimento em agosto de 2028. Os contratos terão prazo de 15 anos e exigirão potência mínima de 30 megawatts.</p>
<p>O armazenamento permite absorver energia em momentos de maior oferta e devolvê-la ao sistema quando a demanda ou os preços estiverem mais altos. Em um sistema com participação crescente de fontes solares e eólicas, as baterias podem reduzir desperdícios, oferecer potência nos horários críticos e aumentar a flexibilidade operacional.</p>
<p>Para geradoras diversificadas como a Auren, a tecnologia pode complementar a gestão do portfólio e criar uma nova frente de investimento. A viabilidade econômica dependerá das regras definitivas dos editais, da receita contratada, do custo dos equipamentos, da localização dos projetos e das condições de conexão ao sistema.</p>
<p>Qualquer novo investimento, contudo, precisará ser compatibilizado com a estratégia de redução da alavancagem. Projetos de armazenamento podem oferecer crescimento e novas receitas no longo prazo, mas exigem capital em um momento no qual o endividamento permanece elevado.</p>
<h2>Segundo semestre dependerá de geração e preços</h2>
<p>O desempenho dos próximos trimestres dependerá da combinação entre produção renovável, preços de energia, nível de cortes, disponibilidade dos ativos e resultado da comercialização. A companhia também precisará controlar investimentos, preservar liquidez e estabilizar a dívida em relação à geração operacional.</p>
<p>A volatilidade intradiária pode continuar favorecendo os ganhos de modulação, especialmente se permanecer elevada a diferença de preços entre as horas de forte produção solar e os períodos de maior demanda. Por outro lado, restrições de transmissão e cortes de geração podem limitar a captura integral desse benefício.</p>
<p>A entrada em operação de novos ativos e a redução do ciclo de investimentos são elementos previstos para apoiar o Ebitda e a desalavancagem a partir de 2027. Até lá, a evolução do indicador de 5,3 vezes permanecerá entre os principais parâmetros para acompanhar a capacidade financeira da Auren.</p>
<p>A companhia realizará em 6 de agosto a teleconferência sobre os resultados do segundo trimestre. O encontro deverá detalhar o desempenho por fonte, a evolução das perdas com <em>curtailment</em>, a estratégia de contratação e as medidas destinadas a reduzir o endividamento.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>A Influência do Conteúdo ao Vivo e Comunidades nas Apostas Online</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/a-influencia-do-conteudo-ao-vivo-e-comunidades-nas-apostas-online</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Aug 2026 21:35:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Conteúdo de Marca]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nos últimos anos, o conteúdo ao vivo emergiu como um dos principais atrativos nas plataformas de apostas online. Essa tendência acompanha uma transformação no comportamento dos usuários, que buscam experiências mais imediatas e dinâmicas. A possibilidade de assistir a eventos esportivos em tempo real e apostar simultaneamente não só aumenta o engajamento do público, mas [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Nos últimos anos, o conteúdo ao vivo emergiu como um dos principais atrativos nas plataformas de apostas online. Essa tendência acompanha uma transformação no comportamento dos usuários, que buscam experiências mais imediatas e dinâmicas. A possibilidade de assistir a eventos esportivos em tempo real e apostar simultaneamente não só aumenta o engajamento do público, mas também oferece novas formas de interação com o conteúdo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Plataformas conhecidas como </span><span style="color: #ff0000;"><strong><a style="color: #ff0000;" href="https://betao.bet.br" rel="sponsored noopener" target="_blank">Betao</a></strong></span><span style="font-weight: 400;"> oferecem transmissões ao vivo de uma variedade de eventos, desde esportes tradicionais até competições de eSports. Esse tipo de serviço proporciona aos apostadores a sensação de estar presente no evento, mesmo à distância. É uma experiência que vai além da simples colocação de apostas, permitindo uma imersão completa no universo esportivo.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Comunidades Online: Criando Laços e Fidelidade</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A interação em tempo real não se limita apenas às transmissões ao vivo; ela se estende para as comunidades online que se formam em torno das plataformas de apostas. Esses espaços virtuais servem como ponto de encontro para entusiastas discutirem estratégias, trocarem insights ou simplesmente socializarem sobre suas experiências.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As comunidades criadas em torno das apostas online têm o potencial de fidelizar usuários, transformando clientes ocasionais em participantes ativos. Fóruns e grupos nas redes sociais facilitam essas interações, oferecendo um senso de pertencimento e identidade entre os membros. Essa dinâmica social é crucial para manter o interesse dos apostadores a longo prazo.</span></p>
<p><b><strong class="gmilb-related-label" style="font-weight:700 !important;">Leia também:</strong> </b><span style="color: #ff0000;"><strong><a style="color: #ff0000;;color:#BD1426 !important;-webkit-text-fill-color:#BD1426 !important;text-decoration:underline !important;" href="https://www.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/83237/a-ascensao-das-apostas-online-no-brasil-uma-nova-era-de-entretenimento" rel="sponsored noopener" target="_blank">A Ascensão das Apostas Online no Brasil: Uma Nova Era de Entretenimento</a></strong></span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Interatividade Em Tempo Real Como Diferencial Competitivo</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A interatividade em tempo real é outro fator que tem revolucionado as plataformas de apostas online. Funcionalidades como chats ao vivo durante transmissões, estatísticas atualizadas instantaneamente e a possibilidade de fazer apostas enquanto os eventos acontecem proporcionam uma experiência enriquecedora para os usuários.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa capacidade de resposta rápida às mudanças dentro dos jogos é um diferencial competitivo significativo. As empresas que investem em tecnologia para viabilizar essa interatividade tendem a se destacar no <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="332061">mercado</a> pela inovação e pelo dinamismo oferecido aos seus clientes.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Desafios Tecnológicos e Oportunidades Futuras</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar das vantagens evidentes do conteúdo ao vivo e da interatividade, existem desafios tecnológicos que precisam ser superados. Questões relacionadas à latência na transmissão, estabilidade das plataformas durante picos de uso e segurança dos dados dos usuários são aspectos críticos a serem geridos pelas <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="332098">empresas</a> do setor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, esses desafios também trazem oportunidades para inovações futuras. Melhorias na infraestrutura tecnológica poderão levar a experiências ainda mais imersivas, como a integração com tecnologias emergentes como realidade aumentada (AR) ou realidade virtual (VR), criando novas maneiras para os usuários interagirem com o conteúdo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">À medida que o setor continua evoluindo, é evidente que o conteúdo ao vivo, as comunidades vibrantes e a interatividade em tempo real serão elementos-chave para definir o futuro das apostas online. Empresas que conseguirem alinhar esses fatores às necessidades e expectativas dos usuários estarão bem posicionadas para liderar esta nova era digital no entretenimento.</span></p>
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		<title>Como a Rede Manchete quebrou: dívida, greve e a venda das concessões à TV Ômega</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 01 Aug 2026 04:50:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Amilcare Dallevo Jr]]></category>
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		<category><![CDATA[Brida novela]]></category>
		<category><![CDATA[Crise da TV Manchete 1999]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A história empresarial da Rede Manchete terminou juridicamente em maio de 1999, quando o governo federal transferiu para a TV Ômega as cinco concessões que pertenciam à TV Manchete. O decreto foi assinado em 14 de maio pelo presidente Fernando Henrique Cardoso e publicado três dias depois. A operação alcançou as geradoras do Rio de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A história empresarial da Rede Manchete terminou juridicamente em maio de 1999, quando o governo federal transferiu para a TV Ômega as cinco concessões que pertenciam à TV Manchete. O decreto foi assinado em 14 de maio pelo presidente Fernando Henrique Cardoso e publicado três dias depois. A operação alcançou as geradoras do Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Recife e Fortaleza e encerrou, na prática, o controle dos Bloch sobre uma das marcas mais conhecidas da televisão brasileira.</p>
<p>O ponto central da transação não foi a compra de uma emissora saudável, mas a separação entre o ativo regulatório mais valioso — as concessões — e uma estrutura carregada de obrigações. Registros contemporâneos do processo apontavam passivo de aproximadamente R$ 330 milhões ligado à TV Manchete, com cerca de R$ 200 milhões em dívidas prioritárias, incluindo compromissos com o poder público e encargos. O acordo também envolvia obrigações trabalhistas, estabilidade temporária e um programa de desligamento incentivado.</p>
<p>Esse desenho ajuda a corrigir uma versão repetida sobre o fim da Manchete. Relatos da época chegaram a mencionar uma “venda por US$ 608 milhões”, mas os atos oficiais de transferência não registram esse preço como pagamento pelas concessões. O que aparece documentalmente é a transferência da outorga para a TV Ômega e um passivo elevado que precisava ser reorganizado. Os atos públicos consultados não permitem sustentar que US$ 608 milhões tenham sido pagos em dinheiro aos antigos controladores.</p>
<h2>A rede nasceu grande e carregou custos altos desde o início</h2>
<p>A origem da Manchete remonta à redistribuição de concessões após o fim da Rede Tupi. Em março de 1981, o governo João Figueiredo outorgou à então Televisão Manchete Ltda. concessões para cinco capitais. A rede entrou no ar em 1983 e adotou uma estratégia baseada em produção sofisticada, jornalismo, grandes coberturas e dramaturgia de custo elevado.</p>
<p>Esse posicionamento produziu prestígio e audiência. A Manchete construiu identidade associada ao Carnaval, a grandes eventos, documentários, jornalismo e novelas. “Pantanal”, exibida em 1990, tornou-se o maior símbolo comercial e artístico desse modelo.</p>
<p>O problema foi transformar sucessos pontuais em estabilidade financeira. Uma rede de televisão exige investimento contínuo em programação, transmissão, pessoal e produção. Quando a receita publicitária recua, uma operação com custos fixos elevados perde rapidamente capacidade de absorver choques.</p>
<p>Na segunda metade dos anos 1990, a fragilidade ficou mais evidente. A emissora carregava passivos, enfrentava disputas societárias derivadas da tentativa anterior de transferência para o grupo IBF e precisava financiar uma grade competitiva. Em 1998, dívida, perda de receita e custos de produção levaram a crise para dentro da programação.</p>
<h2>Brida virou o símbolo de uma crise que já existia</h2>
<p>A novela “Brida”, baseada no livro de Paulo Coelho, entrou no ar em agosto de 1998 como tentativa de recuperar audiência e receita publicitária. Dirigida por Walter Avancini e protagonizada por Carolina Kasting, não atingiu a audiência necessária para sustentar o modelo comercial planejado.</p>
<p>A produção foi interrompida em outubro, depois que atores e integrantes da equipe deixaram de gravar em meio aos atrasos salariais. Sem capítulos concluídos, a Manchete encerrou a trama com um desfecho narrado sobre imagens dos personagens. A cena expôs ao público uma crise financeira que já havia ultrapassado os bastidores.</p>
<p>Seria errado, porém, atribuir o colapso da rede exclusivamente à novela. “Brida” agravou um problema anterior. O desequilíbrio envolvia passivos acumulados, menor capacidade de financiamento, enfraquecimento comercial e custos incompatíveis com o caixa. A novela funcionou mais como acelerador e símbolo do que como causa única.</p>
<p>Depois disso, produções foram reduzidas, profissionais deixaram a casa e a capacidade de manter uma grade competitiva diminuiu. A Manchete passou a recorrer a reprises e programas mais baratos justamente quando precisava recuperar audiência e faturamento.</p>
<h2>Oito meses sem salário transformaram crise financeira em crise de concessão</h2>
<p>A dimensão trabalhista aparece nos registros do Congresso. Em documento incorporado aos Anais da Câmara em fevereiro de 2000, representantes dos trabalhadores relataram que, durante a negociação da venda, funcionários acumulavam cerca de oito meses sem salário.</p>
<p>O mesmo registro mostra que a solução construída com intermediação do Ministério das Comunicações previa compromissos relacionados ao passivo trabalhista e um plano de desligamento incentivado. Os salários atrasados seriam parcelados em 12 vezes, segundo o acordo descrito no documento parlamentar.</p>
<p>A crise, assim, deixou de ser apenas um problema privado. Radiodifusão aberta funciona por concessão pública. Quando uma concessionária acumula salários, encargos, tributos e dificuldades operacionais, o governo precisa avaliar também a continuidade do serviço e as condições para renovar ou transferir as outorgas.</p>
<p>O quadro era ainda mais delicado porque as concessões estavam em processo de renovação desde 1996. A solução encontrada em 1999 foi transferir as outorgas para a TV Ômega e, depois, concluir a renovação.</p>
<h2>Tentativa com a Igreja Renascer não resolveu o caixa</h2>
<p>Antes da venda, a Manchete tentou ganhar tempo entregando parte substancial da operação à Igreja Renascer em Cristo. A nova administração alterou a programação no início de 1999 e ocupou diversas faixas da grade.</p>
<p>O arranjo não produziu solução duradoura. A relação se deteriorou rapidamente e a emissora voltou ao controle dos Bloch, enquanto continuava a busca por um comprador.</p>
<p>O episódio mostra o grau de urgência. Já não se discutia apenas como reposicionar a programação, mas como manter a rede funcionando enquanto se procurava alguém disposto a assumir as concessões e negociar obrigações acumuladas. Qualquer interessado precisava avaliar simultaneamente passivos, empregados, situação regulatória e disputas judiciais.</p>
<h2>Decreto de maio de 1999 encerrou a Manchete dos Bloch</h2>
<p>A solução ganhou forma definitiva em maio. Depois de negociações entre Grupo Bloch, TeleTV, TV Ômega, trabalhadores e Ministério das Comunicações, o governo autorizou a transferência direta das cinco concessões.</p>
<p>O Decreto de 14 de maio de 1999 é o documento decisivo. Ele determina que a concessão anteriormente pertencente à TV Manchete seja transferida à TV Ômega nas cinco capitais. É o ato administrativo que formalmente muda a titularidade das outorgas.</p>
<p>Dois meses depois, em 22 de julho, outro decreto renovou essas concessões por 15 anos, com efeitos a partir de 20 de agosto de 1996. O ato registrou expressamente que as outorgas eram originárias da TV Manchete e haviam sido transferidas à TV Ômega em maio. A renovação ainda dependia da deliberação do Congresso, posteriormente concluída.</p>
<p>A sequência desmonta outra simplificação frequente. A Manchete não “faliu e virou RedeTV!” em um único ato. Houve uma transferência regulatória das concessões, uma transição operacional e, posteriormente, a consolidação da nova rede. Passivos e ativos que ficaram fora da operação continuaram sujeitos a disputas próprias.</p>
<h2>Dívidas da antiga empresa ainda provocaram disputa judicial por anos</h2>
<p>A separação entre as concessões e a antiga estrutura empresarial gerou uma longa batalha sobre sucessão de obrigações. Ex-funcionários buscaram responsabilizar a TV Ômega por créditos ligados à Manchete, enquanto a nova concessionária sustentava que não havia adquirido integralmente a empresa anterior.</p>
<p>O tema chegou ao Superior Tribunal de Justiça. No Conflito de Competência 91.276, o STJ registrou decisões conflitantes entre a Justiça comum e a Justiça do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/trabalho" target="_blank" rel="noopener" title="Trabalho" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="338860">Trabalho</a> e definiu que caberia à Justiça comum analisar o contrato e seus efeitos sobre obrigações da TV Manchete e da Bloch Editores.</p>
<p>O julgamento não apagou automaticamente decisões trabalhistas que já haviam transitado em julgado, o que explica desfechos diferentes em processos posteriores. A controvérsia mostra como a estrutura da operação de 1999 continuou produzindo efeitos muito depois de a marca deixar a televisão aberta.</p>
<p>A Bloch Editores entrou em falência em agosto de 2000. O processo, registrado na 5ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, continuou gerando habilitações de créditos e administração de ativos nos anos seguintes.</p>
<h2>O que realmente derrubou a Rede Manchete</h2>
<p>A documentação não sustenta uma explicação única. A emissora não desapareceu simplesmente porque uma novela fracassou, porque perdeu audiência ou por um único choque macroeconômico. O colapso resultou da combinação de custos elevados, endividamento acumulado, dificuldade de financiamento, perda de receita, obrigações trabalhistas e uma crise regulatória que tornou inevitável a reorganização.</p>
<p>Também não faltaram produtos de sucesso. A Manchete teve novelas, jornalismo e coberturas capazes de produzir relevância nacional. O problema foi transformar esse capital editorial em geração de caixa suficiente para sustentar cinco geradoras, rede de afiliadas e produção intensiva.</p>
<p>Em maio de 1999, o ativo que sobreviveu não foi a antiga empresa, mas a infraestrutura jurídica que permitia continuar transmitindo: as concessões. Elas foram transferidas à TV Ômega, renovadas pelo governo e depois confirmadas pelo Congresso. A RedeTV! surgiria na sequência sobre essa nova estrutura.</p>
<p>O fim da Manchete foi, portanto, menos um apagão repentino do que o desfecho de uma insolvência progressiva. Quando o governo formalizou a transferência das concessões, a marca ainda existia, mas o modelo empresarial já havia perdido capacidade de financiar programação, honrar salários e reorganizar dívidas. A rede conhecida por produzir com ambição de televisão nacional terminou porque sua estrutura financeira deixou de acompanhar essa ambição.</p>
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		<title>BMW corta 8 mil vagas na Alemanha até 2027 após queda de 30% na China</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Jul 2026 03:51:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A BMW anunciou nesta quarta-feira, 29 de julho, que vai reduzir cerca de 8 mil postos de trabalho até o final de 2027 por meio de um programa de desligamento voluntário na Alemanha. A medida, confirmada por um porta-voz da montadora em Munique, atinge áreas de administração e desenvolvimento e preserva as operações de produção. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A BMW anunciou nesta quarta-feira, 29 de julho, que vai reduzir cerca de 8 mil postos de trabalho até o final de 2027 por meio de um programa de desligamento voluntário na Alemanha. A medida, confirmada por um porta-voz da montadora em Munique, atinge áreas de administração e desenvolvimento e preserva as operações de produção. O grupo emprega cerca de 150 mil pessoas no mundo e 87,4 mil apenas na Alemanha, segundo balanço mais recente.</p>
<p>O fato novo foi o acordo fechado entre a diretoria e o conselho de trabalhadores após seis semanas de negociações. De acordo com pessoas familiarizadas com o assunto ouvidas por agências internacionais, as saídas na Alemanha responderão pela maior parte dos cortes globais e começarão em outubro de 2026, com duração até o fim de 2027. A empresa também prepara enxugamento das camadas de gestão nos próximos meses como parte do esforço mais amplo de redução de custos.</p>
<p>A decisão faz da BMW a mais recente montadora alemã a anunciar cortes estruturais em um setor pressionado por três fatores simultâneos: queda acentuada de vendas na China, custo da transição para veículos elétricos e tarifas dos Estados Unidos.</p>
<h3 class="mt-6 mb-2 font-semibold text-xl">Programa voluntário começa em outubro e preserva produção em acordo com conselho</h3>
<p>Segundo o porta-voz da empresa, o programa de indenização por rescisão foi acertado com o conselho de fábrica e prevê oferta direcionada a funcionários de funções corporativas, pesquisa, desenvolvimento, planejamento e outras atividades de escritório. Trabalhadores de chão de fábrica não são elegíveis nesta etapa.</p>
<p>De acordo com a BMW, o modelo voluntário reflete as restrições legais para demissões na Alemanha, onde garantias trabalhistas exigem pacotes generosos e negociação com o sindicato IG Metall. Em seu relatório anual, a companhia já havia sinalizado leve queda no quadro de funcionários em 2025, tendência que deveria continuar em 2026. Na terminologia interna da montadora, redução leve é definida como até 5% do efetivo.</p>
<p>O número total de 8 mil vagas corresponde a cerca de um em cada cinco cargos de colarinho branco na Alemanha e a 5% do quadro global de 154.540 empregados em 31 de dezembro de 2025, conforme informado pela própria empresa no balanço do primeiro trimestre de 2026. O efetivo mundial já havia recuado 2,3% no ano anterior no país.</p>
<p>Representantes dos trabalhadores afirmaram que o acordo mantém os acordos coletivos vigentes. Segundo Horst Ott, integrante do IG Metall na Baviera e membro do conselho de supervisão da BMW, a companhia está respondendo ao colapso do <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="332219">mercado</a> na China ao mesmo tempo em que busca fortalecer a competitividade das unidades alemãs.</p>
<h3 class="mt-6 mb-2 font-semibold text-xl">Corte de 5% expõe queda de 30% nas vendas na China e pressão tarifária nos EUA</h3>
<p>O anúncio ocorre seis semanas após um alerta de lucros que derrubou as ações da BMW para o menor nível em quase seis anos. Em junho, a montadora revisou a projeção de margem EBIT do segmento automotivo para 1% a 3% em 2026, ante faixa anterior de 4% a 6%. A empresa informou que o lucro antes de impostos deve cair de forma significativa em relação ao ano anterior, em queda mais acentuada que a retração moderada prevista antes.</p>
<p>De acordo com a BMW, a revisão foi motivada por desempenho abaixo do esperado na China, seu maior mercado individual, e pelos efeitos da guerra no Oriente Médio sobre custos de energia e confiança do consumidor. No segundo trimestre, as vendas na China recuaram 30%, em um mercado total que encolheu 17,5% no período. A montadora acumula dois anos <a title="O leilão do século: como a privatização da Telebrás colocou o celular no bolso do brasileiro e redesenhou o país" href="https://gazetamercantil.com/privatizacao-telebras-leilao-do-seculo" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="333569">de</a> queda no país e enfrenta concorrência de fabricantes locais como a BYD, sobretudo em elétricos.</p>
<p>O presidente-executivo Milan Nedeljkovic, que assumiu em maio no lugar de Oliver Zipse após comandar a área de produção, afirmou a funcionários que as regras que regem a indústria mudaram e alertou para um período desafiador, mas necessário para tornar a empresa mais lucrativa. Segundo ele, a montadora vai acelerar e intensificar esforços de redução de custos já em andamento.</p>
<p>A companhia também citou tarifas americanas como fator de pressão. No primeiro trimestre, as tarifas extras responderam por redução de 1,25 ponto percentual na margem EBIT automotiva, impacto maior que o registrado no mesmo período do ano anterior, quando incidiam apenas tarifas europeias sobre elétricos importados da China.</p>
<h3 class="mt-6 mb-2 font-semibold text-xl">Setor automotivo alemão enfrenta maior reestruturação desde o pós-guerra com Audi e Volkswagen em greve</h3>
<p>A decisão da BMW se soma a uma onda de cortes no setor automotivo alemão. Segundo levantamento de agências internacionais, Volkswagen, Mercedes-Benz, Porsche e Audi anunciaram programas que, somados, podem superar 60 mil vagas apenas em 2026.</p>
<p>A Volkswagen avalia, segundo fontes ouvidas pela Reuters, dobrar o plano inicial de 50 mil cortes para até 100 mil empregos em todo o mundo e encerrar produção em quatro fábricas alemãs: Hanover, Zwickau, Emden e a unidade da Audi em Neckarsulm. O fechamento colocaria mais de 45 mil postos em risco. Em 9 de julho, o conselho de supervisão discutiu o plano, considerado o maior da história do grupo, que emprega cerca de 650 mil pessoas globalmente.</p>
<p>Na mesma quarta-feira do anúncio da BMW, cerca de 6 mil trabalhadores da Audi protestaram em Neckarsulm contra o possível fechamento da planta. De acordo com o conselho de fábrica, a unidade emprega 15 mil pessoas e produz os modelos A5, A6 e A8, além do elétrico e-tron GT. Trabalhadores relataram temor de fechamento e pediram clareza à direção. O prefeito local afirmou que o encerramento seria um desastre com efeito dominó no estado de Baden-Württemberg, onde Mercedes-Benz, Porsche e a fornecedora Bosch também estão sob pressão.</p>
<p>A Audi já havia anunciado em 2025 plano para cortar até 7,5 mil vagas na Alemanha até 2029, principalmente em administração e desenvolvimento, com meta de economizar mais de 1 bilhão de euros por ano. A Porsche informou que eliminará cerca de um em cada cinco postos até 2035, totalizando 9 mil vagas.</p>
<p>Analistas avaliam que o setor enfrenta mudança estrutural. Não é mais possível sustentar margens elevadas vendendo veículos a combustão com alto valor agregado projetados na Alemanha para a China, onde rivais locais desenvolvem elétricos sofisticados em 18 meses, cerca de metade do tempo de montadoras tradicionais.</p>
<h3 class="mt-6 mb-2 font-semibold text-xl">Resultados do primeiro trimestre mostram margem sob pressão e aposta na Neue Klasse</h3>
<p>Os números do primeiro trimestre de 2026 ajudam a explicar a urgência. Segundo balanço divulgado pela BMW, as entregas globais somaram 565.780 veículos, queda de 3,5% em relação ao mesmo período de 2025. A marca BMW recuou 4,6%, para 496.006 unidades, enquanto a Mini cresceu 6%, para 68.503 unidades, com 35,1% de elétricos. A Rolls-Royce entregou 1.271 unidades, retração de 8%.</p>
<p>A receita do grupo totalizou 31,007 bilhões de euros, queda de 8,1%, ou 4,3% excluindo efeitos cambiais do renminbi e do <a class="wpil_keyword_link" title="Dólar" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="332220">dólar</a>. O custo de vendas caiu 6,4% e as despesas administrativas e de vendas recuaram 5,1%. Os gastos com pesquisa e desenvolvimento caíram 11,5%, para 1,755 bilhão de euros, após pico em 2024, e os investimentos recuaram 38,9%, para 1,723 bilhão de euros.</p>
<p>O lucro antes de juros e impostos do segmento automotivo foi de 1,345 bilhão de euros, queda de 33,5%, com margem de 5%, dentro da faixa de orientação anual, mas 1,9 ponto abaixo do primeiro trimestre de 2025. O lucro antes de impostos do grupo foi de 2,348 bilhões de euros, recuo de 24,6%, com margem de 7,6%. O lucro líquido somou 1,672 bilhão de euros, queda de 23,1%. O fluxo de caixa livre automotivo avançou 88,1%, para 777 milhões de euros, impulsionado por menores investimentos.</p>
<p>Para 2026, a empresa projeta entregas no mesmo patamar do ano anterior e participação estável de elétricos, com potencial de crescimento na Europa e nos Estados Unidos e equilíbrio entre volume, preço e rentabilidade de concessionárias na China. A companhia mantém programa <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 05 de agosto, aguarda decisão do Copom com mercado apostando em Selic a 14%" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="337241">de</a> recompra de ações de até 2 bilhões de euros autorizado em 2025, com segunda tranche de 625 milhões de euros em execução até 31 de agosto de 2026.</p>
<p>A aposta para retomada é a plataforma Neue Klasse. De acordo com a BMW, o iX3 já acumula mais de 50 mil pedidos desde a estreia em setembro de 2025, e a captação de pedidos na Europa atingiu recorde trimestral, com alta de mais de 60% em elétricos. A empresa investiu bilhões de euros na nova arquitetura e espera que os novos modelos ajudem a competir com Tesla e fabricantes chinesas.</p>
<h3 class="mt-6 mb-2 font-semibold text-xl">O que vem a seguir para BMW e para os trabalhadores até o fim de 2027</h3>
<p>O cronograma prevê início das adesões em outubro e desligamentos escalonados até dezembro de 2027. Segundo pessoas próximas ao plano, o efeito financeiro do programa deve melhorar a rentabilidade a partir de 2028, mas gerar custos pontuais no segundo semestre de 2026.</p>
<p><a href="https://gazetamercantil.com/siglas-corporativas-aprender" title="Siglas Corporativas para Aprender e Aplicar no Mercado (2026)" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="334026">Para os trabalhadores</a>, o modelo voluntário evita demissões compulsórias, mas concentra a redução em funções de maior qualificação. Estimativas internas indicam que a saída de 8 mil pessoas exigirá redistribuição de atividades e aceleração de digitalização em desenvolvimento.</p>
<p>Para o setor, o movimento da BMW confirma que cortes em massa deixaram de ser exceção. De acordo com consultoria Horváth, a indústria alemã pode perder até 100 mil empregos até o fim de 2026. A diferença entre montadoras está no ritmo da negociação. Enquanto a Volkswagen enfrenta meses de conversas tensas com representantes trabalhistas e debate sobre parcerias de defesa e produção de modelos chineses em fábricas ociosas, a BMW fechou acordo com relativamente pouco ruído.</p>
<p>O próximo marco será a divulgação dos resultados detalhados do segundo trimestre, prevista para esta quinta-feira, e o dia de mercado de capitais marcado para o fim de setembro, quando Milan Nedeljkovic deve detalhar a realocação de produção para América do Norte e China, além de medidas adicionais de corte de custos em materiais e desenvolvimento.</p>
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		<title>Fed, petróleo e tarifaço: 5 acontecimentos que podem virar Bolsa e dólar nesta semana</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/fed-petroleo-tarifaco-gatilhos-bolsa-dolar-semana</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Jul 2026 16:02:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A decisão de juros do Federal Reserve, a aceleração da temporada de balanços do segundo trimestre, a retomada dos ataques americanos contra o Irã, as novas tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros e o risco de um impasse fiscal em Washington formam os cinco principais gatilhos capazes de alterar o rumo da Bolsa, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A decisão de juros do Federal Reserve, a aceleração da temporada de balanços do segundo trimestre, a retomada dos ataques americanos contra o Irã, as novas tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros e o risco de um impasse fiscal em Washington formam os cinco principais gatilhos capazes de alterar o rumo da Bolsa, do dólar, dos juros e das commodities nesta semana.</p>
<p>O evento mais imediato ocorre nesta quarta-feira, 29 de julho. O Comitê Federal de Mercado Aberto, o Fomc, divulgará às 15h, no horário de Brasília, sua decisão de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="332141">política</a> monetária. Meia hora depois, o presidente do Fed, Kevin Warsh, concederá entrevista coletiva para explicar a avaliação da autoridade monetária sobre inflação, atividade econômica e próximos movimentos dos juros.</p>
<p>A decisão será conhecida em um ambiente de pressão inflacionária provocada por tarifas comerciais, energia mais cara e interrupções nas cadeias globais de fornecimento. Na reunião anterior, em junho, o Fed manteve a taxa básica americana entre 3,50% e 3,75%, sem sinalizar compromisso antecipado com corte ou aumento.</p>
<p>Para o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="333571">mercado</a> brasileiro, a combinação desses fatores possui efeito direto. Juros americanos mais elevados favorecem os títulos do Tesouro dos Estados Unidos, aumentam a concorrência por capital internacional e podem pressionar moedas de países emergentes, incluindo o real. Uma postura mais rígida do Fed tende ainda a elevar os juros futuros na B3 e reduzir o apetite por ações.</p>
<h2>Fed pode determinar direção do dólar e dos juros</h2>
<p>O primeiro gatilho da semana não está apenas na decisão sobre a taxa. O ponto decisivo será a linguagem utilizada pelo Fed para descrever a inflação e os riscos econômicos.</p>
<p>Na reunião de junho, os integrantes do Fomc reconheceram que a inflação permanecia acima da meta de 2% e havia sido pressionada pelo custo da energia, pelas tarifas de importação e pelos efeitos do conflito no Oriente Médio. Parte dos dirigentes considerava possível manter ou reduzir os juros até o fim do ano, enquanto outro grupo admitia que um novo aperto poderia ser necessário.</p>
<p>Essa divisão amplia a importância da entrevista de Warsh. Caso o presidente do Fed destaque a persistência da inflação e a resistência da <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank" rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="332143">economia</a> americana, o mercado poderá prolongar as expectativas de juros elevados.</p>
<p>Nesse cenário, os rendimentos dos títulos americanos tendem a subir. O dólar também pode ganhar força diante de moedas emergentes, enquanto ações de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="332139">empresas</a> mais sensíveis ao custo de capital podem enfrentar pressão.</p>
<p>Construtoras, varejistas, companhias de tecnologia e empresas com endividamento elevado normalmente sofrem mais quando aumenta a taxa usada pelos investidores para descontar lucros futuros.</p>
<p>Ações de bancos podem reagir de maneira diferente. Juros mais altos podem favorecer margens financeiras em determinadas operações, mas também elevam o risco de inadimplência e desaceleram a demanda por crédito.</p>
<p>Uma comunicação mais branda, por outro lado, poderia provocar queda dos rendimentos dos Treasuries e melhorar o ambiente para ativos de risco. O real teria espaço para se valorizar, enquanto os contratos de juros brasileiros poderiam devolver parte dos prêmios acumulados.</p>
<p>O comportamento dependerá menos da decisão isolada e mais das indicações sobre setembro e dezembro. Como o encontro de julho não inclui novas projeções econômicas oficiais, cada expressão utilizada no comunicado e na entrevista coletiva será examinada pelos investidores.</p>
<h2>Balanços do 2T26 testam preços incorporados às ações</h2>
<p>O segundo gatilho é a temporada de resultados corporativos. Nas próximas sessões, os investidores deverão comparar os números efetivamente divulgados pelas empresas com as expectativas já embutidas nas cotações.</p>
<p>Uma companhia pode apresentar aumento de lucro e, ainda assim, registrar queda na Bolsa caso o resultado fique abaixo das projeções. Da mesma forma, uma redução anual do <a href="https://gazetamercantil.com/fgts-agosto-2026-saque-aniversario-liberado" title="FGTS Agosto 2026: saque-aniversário liberado hoje; veja quem recebe" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="335369">lucro pode ser bem recebida</a> se o desempenho superar o cenário mais pessimista esperado pelo mercado.</p>
<p>A WEG (WEGE3) mostrou como diferentes linhas de um balanço podem produzir leituras distintas. A companhia registrou receita operacional líquida de R$ 10,14 bilhões no segundo trimestre, queda de 0,6% em relação ao mesmo período de 2025.</p>
<p>O Ebitda, porém, avançou 5,2%, para R$ 2,21 bilhões. A margem Ebitda ficou em 21,8%, ante 22,2% um ano antes, enquanto o lucro líquido recuou 2,1%, para R$ 1,56 bilhão.</p>
<p>O resultado mostrou expansão do mercado externo, especialmente quando a receita foi medida em dólares, mas também redução das vendas no Brasil. Para o investidor, a avaliação depende da capacidade da empresa de preservar margens, converter receita em caixa e sustentar o retorno sobre o capital empregado.</p>
<p>Durante a temporada de balanços, quatro grupos de indicadores tendem a produzir as maiores reações: crescimento de receita, margem operacional, geração de caixa e projeções da administração.</p>
<p>Nos bancos, a atenção se concentra em inadimplência, provisões para perdas, margem financeira e retorno sobre o patrimônio. Em mineradoras e petroleiras, volumes de produção, preços realizados, custos e dividendos exercem maior influência.</p>
<p>No varejo, o mercado acompanha vendas mesmas lojas, estoques, despesas financeiras e desempenho do comércio eletrônico. Em empresas industriais, os investidores observam carteira de pedidos, utilização da capacidade e efeitos do câmbio.</p>
<p>A volatilidade pode aumentar quando os números são divulgados antes da abertura ou depois do fechamento da Bolsa. Ordens acumuladas fora do horário regular podem provocar diferenças expressivas entre o preço de encerramento de uma sessão e a abertura do pregão seguinte.</p>
<h2>Ataques contra o Irã devolvem prêmio de risco ao petróleo</h2>
<p>O terceiro fator está no Oriente Médio. Depois de um memorando firmado em 18 de junho entre Estados Unidos e Irã ter permitido a retomada parcial do transporte pelo Estreito de Ormuz, novos ataques contra embarcações comerciais voltaram a provocar ações militares americanas.</p>
<p>O Comando Central dos Estados Unidos realizou sucessivas rodadas de bombardeios contra instalações militares iranianas em julho. Os alvos incluíram centros de comando, depósitos de drones, sistemas de defesa aérea, estruturas de vigilância costeira e capacidades navais.</p>
<p>A instabilidade afeta o petróleo porque Ormuz é uma das rotas mais importantes do comércio mundial de energia. Qualquer redução no trânsito de navios pode limitar a oferta disponível, aumentar fretes e seguros e obrigar produtores a armazenar ou redirecionar cargas.</p>
<p>Depois do acordo de junho, o petróleo Brent chegou a cair para menos de US$ 70 por barril no início de julho. A retomada dos confrontos devolveu aos preços um prêmio de risco relacionado à possibilidade de novas interrupções.</p>
<p>Para a Bolsa brasileira, a alta do petróleo tende a beneficiar produtores como Petrobras (PETR4) e PRIO (PRIO3), desde que o ganho da commodity não seja acompanhado por problemas operacionais ou mudanças tributárias.</p>
<p>Uma cotação mais alta aumenta a receita potencial por barril, melhora a geração de caixa e pode ampliar a capacidade de pagamento de dividendos. O efeito não é automático, porque depende dos custos, do câmbio, da produção e da política de investimentos de cada companhia.</p>
<p>A mesma alta produz consequências negativas em outros setores. Companhias aéreas enfrentam aumento do custo do combustível. Empresas de transporte rodoviário e logística podem sofrer pressão nas despesas com diesel.</p>
<p>O choque também alcança inflação e juros. Petróleo mais caro pode elevar preços de combustíveis, fretes, produtos petroquímicos e fertilizantes, dificultando o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/trabalho" target="_blank" rel="noopener" title="Trabalho" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="332140">trabalho</a> dos bancos centrais.</p>
<p>O mercado acompanha não apenas a cotação da commodity, mas o tráfego de navios, a intensidade dos ataques e a possibilidade de um novo entendimento diplomático. Qualquer anúncio envolvendo Ormuz pode alterar rapidamente ações, moedas e contratos futuros.</p>
<h2>Tarifas americanas colocam exportadoras brasileiras sob pressão</h2>
<p>O quarto gatilho é o novo ciclo de tarifas dos Estados Unidos contra o Brasil. Washington adotou duas medidas fundamentadas na Seção 301 da legislação comercial americana.</p>
<p>A primeira estabeleceu uma sobretaxa de 25% para determinados produtos brasileiros e entrou em vigor em 22 de julho. A segunda aplicou uma cobrança adicional de 12,5% a produtos do Brasil dentro de uma investigação mais ampla sobre práticas relacionadas ao combate ao <a href="https://gazetamercantil.com/siglas-corporativas-aprender" title="Siglas Corporativas para Aprender e Aplicar no Mercado (2026)" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="334017">trabalho</a> forçado.</p>
<p>As duas tarifas podem se acumular. Produtos atingidos simultaneamente passam a enfrentar uma sobretaxa de 37,5%, além das tarifas ordinárias eventualmente existentes.</p>
<p>Segundo os cálculos do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, aproximadamente 23,1% das exportações brasileiras para os Estados Unidos estão sujeitas às novas medidas.</p>
<p>Cerca de 16,5% da pauta é atingida simultaneamente pelas tarifas de 25% e 12,5%. Esse grupo inclui máquinas e equipamentos, diferentes tipos de madeira, calçados, móveis, confecções, gorduras e óleos.</p>
<p>Outros 4,7% das vendas estão sujeitos exclusivamente à cobrança de 12,5%, enquanto 1,9% enfrenta apenas a tarifa de 25%.</p>
<p>A lista de exceções preserva produtos importantes. Café, carnes, aeronaves, suco de laranja, frutas, diversos produtos químicos e a maior parte das exportações de celulose permanecem fora dessas duas sobretaxas, embora algumas mercadorias possam estar sujeitas a medidas setoriais diferentes.</p>
<p>O impacto sobre as empresas dependerá da exposição ao mercado americano e da capacidade de repassar custos. Exportadores com margens elevadas podem absorver parte da tarifa para preservar contratos. Outros terão de elevar preços ou buscar novos compradores.</p>
<p>A redução das vendas aos Estados Unidos pode provocar aumento da oferta no mercado doméstico, pressionando preços de determinados produtos. Também pode levar companhias a redirecionar mercadorias para Europa, Ásia, Oriente Médio e América Latina.</p>
<p>Para o mercado financeiro, o risco tarifário não termina com a entrada em vigor das medidas. Investidores acompanharão a resposta do governo brasileiro, negociações diplomáticas, eventuais questionamentos na Organização Mundial do Comércio e a possibilidade de uso da Lei da Reciprocidade Econômica.</p>
<p>Uma retaliação poderia ampliar o número de setores atingidos. Ao mesmo tempo, medidas de crédito e apoio às exportações podem reduzir parte do impacto sobre empresas mais expostas.</p>
<h2>Impasse fiscal nos EUA mantém risco para setembro</h2>
<p>O quinto gatilho é o financiamento do governo americano. O ano fiscal dos Estados Unidos termina em 30 de setembro, e o Congresso precisa aprovar leis orçamentárias ou uma resolução temporária para impedir a interrupção de serviços públicos.</p>
<p>A Câmara dos Representantes aprovou em julho uma proposta destinada a prolongar o financiamento e evitar uma paralisação no início do ano fiscal de 2027. A medida, porém, ainda precisa concluir sua tramitação.</p>
<p>O risco de shutdown não significa que o governo americano esteja prestes a fechar nesta semana. O prazo decisivo continua sendo o fim de setembro.</p>
<p>Ainda assim, o tema pode começar a afetar os mercados antes dessa data. Quanto maior a dificuldade de acordo entre republicanos e democratas, maior tende a ser a incerteza sobre gastos, emissão de dívida e funcionamento de órgãos públicos.</p>
<p>Uma paralisação pode suspender serviços administrativos, atrasar contratos, interromper a divulgação de indicadores e afastar temporariamente funcionários considerados não essenciais.</p>
<p>Para investidores, o efeito mais sensível ocorre nos títulos do Tesouro americano. Embora esses papéis continuem sendo tratados como referência de segurança global, impasses fiscais podem elevar a volatilidade e os prêmios exigidos para determinadas maturidades.</p>
<p>O mercado também diferencia shutdown de crise do teto da dívida. O primeiro ocorre quando não existe autorização orçamentária para determinadas despesas. O segundo envolve o limite legal para a emissão de dívida destinada ao pagamento de compromissos já assumidos.</p>
<p>O debate atual está concentrado no financiamento do próximo ano fiscal. Uma solução temporária reduziria o risco imediato, mas apenas adiaria a negociação sobre as despesas permanentes.</p>
<h2>Semana exige atenção à combinação dos riscos</h2>
<p>Os cinco gatilhos não atuam de maneira isolada. A força de cada movimento dependerá da combinação entre juros, câmbio, commodities, resultados empresariais e política comercial.</p>
<p>Uma postura rígida do Fed, acompanhada por alta do petróleo, poderia fortalecer o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank" rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="333572">dólar</a> e elevar os juros futuros. Nesse ambiente, empresas endividadas e setores dependentes do consumo doméstico tenderiam a enfrentar maior pressão.</p>
<p>Se o Fed adotar uma comunicação moderada e o petróleo recuar, ativos brasileiros poderiam se beneficiar, ainda que as tarifas americanas continuem impondo riscos específicos às exportadoras.</p>
<p>Os balanços podem produzir movimentos contrários à direção do índice. Uma empresa que surpreenda positivamente poderá avançar mesmo em um dia de queda do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank" rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="332142">Ibovespa</a>, enquanto resultados fracos podem provocar perdas em uma sessão favorável ao mercado.</p>
<p>O investidor também precisa distinguir evento de efeito econômico. O anúncio de uma tarifa, uma decisão de juros ou um ataque militar produz reação imediata, mas as consequências financeiras podem aparecer ao longo de vários trimestres.</p>
<p>Nesta semana, o Fed concentra o maior potencial de impacto imediato. No horizonte seguinte, a evolução do conflito com o Irã, a resposta brasileira às tarifas e as negociações fiscais em Washington definirão se a volatilidade será passageira ou se passará a integrar de forma mais permanente os preços dos ativos.</p>
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		<title>Carrefour reverte prejuízo de € 401 milhões e lucra € 30 milhões no semestre</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/carrefour-lucro-30-milhoes-resultados-primeiro-semestre-2026</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jul 2026 22:51:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Carrefour (CA) reverteu o prejuízo registrado um ano antes e encerrou o primeiro semestre de 2026 com lucro líquido de € 30 milhões atribuível aos acionistas do grupo, diante de uma perda de € 401 milhões no mesmo período de 2025. O resultado divulgado na quinta-feira, 23 de julho, foi sustentado pelo crescimento das operações na França, Espanha e Brasil, pela redução de custos e pela queda das despesas com a dívida, embora o varejista ainda enfrente pressão sobre margens, consumo e geração de caixa.</p>
<p>As vendas do Carrefour, incluindo impostos, alcançaram € 43,79 bilhões entre janeiro e junho, com crescimento comparável de 2,1%. A receita líquida, que exclui tributos incidentes sobre as vendas, somou € 39,43 bilhões.</p>
<p>O lucro ajustado, que retira efeitos extraordinários e permite uma comparação mais direta com o desempenho operacional, cresceu 26,8%, de € 272 milhões para € 345 milhões. O lucro ajustado por ação avançou 18,3%, passando de € 0,41 para € 0,49.</p>
<p>O resultado operacional recorrente aumentou 4%, para € 757 milhões, enquanto o Ebitda — lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização — subiu 2,5%, para € 1,87 bilhão.</p>
<p>A recuperação reforçou a estratégia do Carrefour de concentrar investimentos em seus três principais mercados: França, Espanha e Brasil. Somadas, as operações nesses países elevaram o resultado operacional recorrente em 9% no semestre.</p>
<h2>Brasil volta a crescer após queda no primeiro trimestre</h2>
<p>A operação brasileira apresentou recuperação gradual em um ambiente ainda marcado por juros elevados, restrição de crédito e menor poder de compra das famílias.</p>
<p>Depois de uma queda comparável de 0,8% nas vendas durante o primeiro trimestre, o Carrefour Brasil voltou ao campo positivo entre abril e junho, com expansão de 0,4%. No acumulado do semestre, as vendas comparáveis ainda ficaram praticamente estáveis, com recuo de 0,1%.</p>
<p>A recuperação foi acompanhada por melhora da rentabilidade. O resultado operacional recorrente no Brasil cresceu 5,8%, de € 340 milhões para € 359 milhões.</p>
<p>A margem operacional recorrente aumentou nove pontos-base e atingiu 4%. O percentual brasileiro foi superior às margens registradas pela França e pela Espanha, consolidando o país como uma das principais fontes de resultado operacional do grupo.</p>
<p>O desempenho ocorreu apesar da pressão exercida pelos juros sobre o consumo. O Carrefour afirmou que as taxas elevadas continuaram reduzindo a capacidade de compra dos clientes e mantendo os volumes do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="331980">mercado</a> varejista em terreno negativo.</p>
<p>Para enfrentar esse cenário, a companhia ajustou o sortimento, ampliou marcas próprias, revisou despesas e concentrou esforços em operações com maior rentabilidade.</p>
<h2>Atacadão recupera vendas no segundo trimestre</h2>
<p>O Atacadão, principal negócio do grupo no Brasil, registrou crescimento comparável de 0,5% no segundo trimestre, revertendo a queda de 1% observada nos primeiros três meses do ano.</p>
<p>No acumulado do semestre, as vendas comparáveis da bandeira recuaram 0,2%. Ainda assim, o Carrefour informou que o desempenho do Atacadão superou o mercado de atacarejo e que os volumes começaram a apresentar estabilização.</p>
<p>O formato permanece estratégico por combinar preços baixos, grande variedade de embalagens e atendimento a consumidores finais, pequenos comerciantes, bares, restaurantes e prestadores de serviços.</p>
<p>A recuperação do Atacadão é relevante porque a bandeira representa parcela expressiva das vendas e da geração de resultado do Carrefour no país. Alterações no fluxo de clientes, na inflação dos alimentos ou no custo de reposição de estoques têm impacto direto sobre o desempenho consolidado da operação brasileira.</p>
<p>No varejo tradicional, as vendas comparáveis recuaram 0,6% entre abril e junho. O resultado continuou pressionado pela desaceleração das vendas digitais de produtos não alimentares.</p>
<p>A companhia afirmou ter priorizado a rentabilidade do comércio eletrônico, mesmo que isso implicasse menor volume de vendas. A estratégia busca reduzir operações com margens insuficientes e custos logísticos elevados.</p>
<h2>Hipermercados e supermercados ganham volume</h2>
<p>Dentro do varejo alimentar, os hipermercados registraram crescimento comparável de 2,5% no segundo trimestre. Os supermercados avançaram 5,5%.</p>
<p>As vendas de alimentos aumentaram 1,7%, sustentadas por volumes que, segundo a companhia, ficaram acima da média do mercado.</p>
<p>O desempenho mostra que a recuperação brasileira não ficou restrita ao atacarejo. Os formatos tradicionais conseguiram ampliar as vendas de produtos alimentares mesmo em um ambiente de menor disponibilidade de renda.</p>
<p>A companhia também avançou na reformulação de sua oferta. A marca própria Bulnez alcançou cerca de 200 produtos cadastrados, enquanto o programa Nosso Clube passou a reunir diferentes bandeiras do grupo em uma única estrutura de fidelidade.</p>
<p>O objetivo é estimular consumidores do Atacadão a comprarem também em hipermercados e unidades do Sam’s Club, além de ampliar o uso cruzado dos serviços financeiros e dos canais digitais.</p>
<p>O Sam’s Club manteve desempenho positivo, com alta comparável de 3,1% no segundo trimestre e de 4,4% no semestre. O modelo baseado em associação continuou apresentando crescimento superior ao registrado pelas demais operações de varejo do grupo.</p>
<h2>Serviços financeiros ampliam carteira de crédito</h2>
<p>Os serviços financeiros também contribuíram para o resultado brasileiro.</p>
<p>A carteira de crédito cresceu 13% no segundo trimestre, enquanto o volume faturado avançou 8%. O segmento inclui cartões, financiamento de compras e outros produtos oferecidos aos clientes das diferentes bandeiras.</p>
<p>O avanço da carteira pode ampliar receitas com juros e serviços, mas também exige atenção à inadimplência. Em períodos de juros altos e renda pressionada, o crescimento do crédito precisa ser acompanhado por critérios mais rigorosos de concessão e cobrança.</p>
<p>O negócio financeiro permite ao Carrefour aprofundar o relacionamento com os clientes e aumentar a frequência de compras. Ao mesmo tempo, expõe a companhia a riscos de crédito que não estão presentes com a mesma intensidade no varejo alimentar.</p>
<p>No resultado global, as despesas financeiras líquidas apresentaram leve aumento, de € 275 milhões para € 284 milhões. A composição, porém, mostrou uma redução importante no custo da dívida.</p>
<p>O custo líquido do endividamento caiu de € 201 milhões para € 121 milhões, beneficiado principalmente pelo refinanciamento das obrigações externas do Carrefour Brasil realizado no segundo semestre de 2025.</p>
<p>A melhora foi parcialmente compensada pelo aumento dos juros relacionados aos contratos de aluguel e pela ausência de receitas extraordinárias reconhecidas no Brasil no ano anterior.</p>
<h2>Corte de custos chega a € 490 milhões</h2>
<p>O Carrefour alcançou € 490 milhões em economias durante o primeiro semestre, praticamente metade da meta anual de € 1 bilhão.</p>
<p>Os ganhos vieram de negociações de compras realizadas por meio da aliança Concordis, revisão de processos, automação, integração de operações e controle das despesas administrativas.</p>
<p>A companhia também reduziu o peso dos custos de distribuição. Essas despesas representaram 14,7% da receita líquida, melhora de 30 pontos-base em relação ao primeiro semestre de 2025.</p>
<p>O efeito ajudou a compensar a redução da margem bruta, que passou de 19,3% para 19,1% da receita líquida.</p>
<p>A queda de 28 pontos-base na margem bruta refletiu investimentos em preços mais competitivos e mudanças na participação de lojas próprias e franqueadas dentro do negócio.</p>
<p>A estratégia indica que o Carrefour está aceitando parte da pressão sobre a margem comercial para preservar fluxo de clientes, volumes e participação de mercado. A redução de custos operacionais torna-se, portanto, essencial para que os descontos não comprometam o resultado final.</p>
<h2>França lidera crescimento do resultado operacional</h2>
<p>A França, maior mercado do Carrefour, apresentou crescimento comparável de 1% no segundo trimestre e de 1,1% no semestre.</p>
<p>O resultado operacional recorrente no país avançou 13,8%, de € 264 milhões para € 300 milhões. A margem aumentou 16 pontos-base, para 1,5%.</p>
<p>O desempenho foi impulsionado pela recuperação das antigas lojas Cora e Match, incorporadas ao grupo. As vendas comparáveis dessas unidades cresceram 4,6% no segundo trimestre, depois de uma alta de 2,6% nos três meses anteriores.</p>
<p>O Carrefour manteve a meta de alcançar € 130 milhões em sinergias com a integração até 2027.</p>
<p>A companhia também realizou três rodadas nacionais de redução de preços na França, em março, abril e junho. Cada campanha incluiu mais de 500 produtos, com descontos médios de 8%.</p>
<p>As iniciativas ajudaram a ampliar volumes, mas exigiram compensação por meio de economias, integração das lojas adquiridas e expansão dos formatos de proximidade.</p>
<h2>Espanha mantém margem acima de 3%</h2>
<p>Na Espanha, as vendas comparáveis cresceram 2,2% no segundo trimestre e 2,7% no acumulado do semestre.</p>
<p>O resultado operacional recorrente aumentou 7,3%, alcançando € 177 milhões. A margem avançou 14 pontos-base, para 3,3%.</p>
<p>O desempenho espanhol foi sustentado pelo crescimento dos produtos frescos, dos formatos de proximidade e do comércio eletrônico.</p>
<p>O programa de fidelidade Carrefour Club ultrapassou 11 milhões de integrantes, com a entrada de 500 mil novos membros durante o semestre.</p>
<p>A Espanha apresentou uma combinação de aumento de volumes e inflação moderada, cenário mais favorável que o observado no Brasil.</p>
<p>O resultado reforçou a importância dos mercados centrais no plano Carrefour 2030, lançado para elevar margens, acelerar a expansão de formatos rentáveis e ampliar o uso de tecnologia e dados.</p>
<h2>Lucro contábil ainda reflete efeitos extraordinários</h2>
<p>A diferença entre o lucro líquido de € 30 milhões e o resultado ajustado de € 345 milhões mostra que o balanço continuou afetado por despesas e efeitos não recorrentes.</p>
<p>As perdas não recorrentes somaram € 165 milhões, contra € 39 milhões no primeiro semestre de 2025.</p>
<p>A comparação anual também foi influenciada por ganhos extraordinários registrados no período anterior, como vendas de participações e ativos imobiliários.</p>
<p>No primeiro semestre de 2025, o Carrefour reconheceu ainda ajustes monetários positivos sobre créditos tributários no Brasil após decisões judiciais favoráveis. Esse efeito não se repetiu em 2026.</p>
<p>Por essa razão, o resultado ajustado oferece uma visão mais favorável da evolução operacional do que o lucro líquido contábil.</p>
<p>Para os investidores, a qualidade da recuperação dependerá da capacidade de converter o avanço do resultado operacional em geração recorrente de caixa, sem depender de vendas de ativos ou itens extraordinários.</p>
<h2>Fluxo de caixa permanece negativo no semestre</h2>
<p>O fluxo de caixa livre líquido ficou negativo em € 1,99 bilhão, ante uma saída de € 2,08 bilhões no mesmo período de 2025.</p>
<p>Embora ainda negativo, o indicador apresentou melhora de € 95 milhões.</p>
<p>O primeiro semestre costuma concentrar consumo de caixa no varejo por causa da sazonalidade do capital de giro, da recomposição de estoques e do pagamento de obrigações acumuladas no fim do ano anterior.</p>
<p>Em 2026, a geração foi beneficiada pelo aumento do Ebitda, pela redução dos impostos pagos, pela venda da operação italiana e por menores custos da dívida.</p>
<p>Em sentido contrário, o aumento dos estoques na França e a redução das vendas de imóveis pressionaram o indicador.</p>
<p>Os investimentos somaram € 526 milhões, ligeiramente abaixo dos € 542 milhões registrados no primeiro semestre do ano anterior.</p>
<p>O Carrefour manteve a projeção de elevar o fluxo de caixa livre em 2026 sobre os € 1,57 bilhão registrados em 2025.</p>
<h2>Dívida líquida cai € 1,14 bilhão</h2>
<p>A dívida financeira líquida do grupo foi reduzida em € 1,14 bilhão em 12 meses.</p>
<p>O endividamento passou de € 6,99 bilhões em junho de 2025 para € 5,85 bilhões ao fim de junho de 2026.</p>
<p>A redução refletiu a geração de caixa nos últimos 12 meses, a venda de ativos e a reorganização do portfólio internacional.</p>
<p>O grupo concluiu em junho a venda de suas operações na Romênia. A transação faz parte de uma revisão estratégica que concentrou o Carrefour em França, Espanha e Brasil.</p>
<p>A companhia também emitiu € 1,25 bilhão em títulos vinculados a metas de sustentabilidade durante o primeiro semestre. As operações foram realizadas com vencimentos em 2034 e 2035 e cupom anual de 3,875%.</p>
<p>O portfólio de títulos totalizava € 8,85 bilhões ao fim de junho, com prazo médio de vencimento de 4,1 anos.</p>
<p>A classificação de crédito do grupo permanecia em BBB, com perspectiva estável, segundo a Standard &amp; Poor’s.</p>
<h2>Carrefour mantém metas para 2026</h2>
<p>A administração confirmou as projeções financeiras para o ano.</p>
<p>O Carrefour espera crescimento do resultado operacional recorrente e aumento superior a 25 pontos-base na margem operacional em comparação com 2025.</p>
<p>A companhia também prevê expansão do fluxo de caixa livre e crescimento do lucro ajustado por ação na faixa alta de um dígito.</p>
<p>A meta de economias permanece em € 1 bilhão, dos quais € 490 milhões já foram alcançados no primeiro semestre.</p>
<p>O cumprimento das projeções dependerá do comportamento do consumo, da inflação de alimentos, dos custos de energia e transporte e da evolução dos juros nos principais mercados.</p>
<p>No Brasil, o desafio será sustentar a volta do crescimento do Atacadão e dos formatos de varejo sem comprometer preços e rentabilidade.</p>
<p>O balanço mostra que o Carrefour iniciou o segundo semestre com menor dívida, custos mais controlados e recuperação operacional nos três principais países. A margem bruta menor e o fluxo de caixa negativo, porém, mantêm a execução da estratégia no centro da avaliação dos investidores.</p>
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		<title>Vale (VALE3) afasta Gasparino e pedirá destituição após vazamento no conselho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2026 21:12:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Conselho de Administração]]></category>
		<category><![CDATA[governança corporativa]]></category>
		<category><![CDATA[Ieda Gomes Yell]]></category>
		<category><![CDATA[Manuel Lino Oliveira]]></category>
		<category><![CDATA[Marcelo Gasparino]]></category>
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		<category><![CDATA[Vale]]></category>
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		<category><![CDATA[vazamento de informações]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Vale (VALE3) decidiu aplicar uma sanção de destituição ao conselheiro Marcelo Gasparino da Silva após uma investigação externa concluir, segundo a companhia, que ele foi responsável pelo vazamento de informações confidenciais relacionadas a uma reunião do conselho de administração realizada em 19 de junho. A medida foi anunciada na noite de quarta-feira (22), no Rio de Janeiro, e ainda precisará ser aprovada pelos acionistas em uma nova assembleia geral.</p>
<p>O conselho também afastou Gasparino dos dois comitês de assessoramento dos quais participava: o Comitê de Indicação e Governança e o Comitê de Pessoas e Remuneração. A retirada dessas funções produz efeito imediato, enquanto a perda definitiva da cadeira no conselho depende de votação dos acionistas.</p>
<p>A decisão foi divulgada poucas horas depois de Gasparino ser derrotado na eleição para a presidência do conselho da Vale (VALE3). Manuel Lino Silva de Sousa Oliveira, conhecido como Ollie, foi escolhido para comandar o colegiado em assembleia extraordinária realizada na manhã do mesmo dia.</p>
<p>A sequência dos acontecimentos amplia a pressão sobre a governança da maior mineradora brasileira. Em poucas semanas, a Vale (VALE3) recebeu um pedido de mudança no comando apresentado pela Previ, assistiu à renúncia do então presidente Daniel Stieler, realizou uma eleição disputada e abriu o procedimento para retirar do conselho o candidato derrotado.</p>
<p>A companhia não divulgou o conteúdo exato das informações vazadas nem identificou publicamente os destinatários. Também não informou a data da assembleia que decidirá se Gasparino continuará ou não no colegiado.</p>
<h2>Investigação externa confirmou vazamento, diz Vale</h2>
<p>A Vale (VALE3) informou que a decisão foi baseada nos fatos e nas conclusões de uma apuração conduzida por um escritório externo independente, contratado por deliberação do próprio conselho.</p>
<p>Segundo o fato relevante, a investigação confirmou o vazamento e classificou a conduta como um desvio nos termos da <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="331852">Política</a> de Gestão de Desvios de Conduta da mineradora.</p>
<p>O conselho acompanhou as recomendações do Comitê de Auditoria e Riscos e da Diretoria de Auditoria e Conformidade. Essas estruturas são responsáveis por auxiliar o colegiado na supervisão dos controles internos, dos riscos empresariais e do cumprimento das políticas da companhia.</p>
<p>A empresa não apresentou no comunicado o relatório completo da investigação, a cronologia dos contatos analisados, os documentos utilizados ou a natureza precisa das informações consideradas confidenciais.</p>
<p>Essa ausência limita a avaliação externa sobre a gravidade do episódio. O <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="331853">mercado</a> sabe que a apuração atribuiu o vazamento a Gasparino, mas ainda não conhece os elementos probatórios, a extensão da divulgação nem os possíveis impactos causados pela informação.</p>
<p>Gasparino não havia apresentado manifestação pública sobre a acusação até as últimas informações disponíveis. O conselheiro terá direito a se defender e poderá apresentar sua posição antes da assembleia convocada para deliberar sobre sua saída.</p>
<h2>Destituição ainda não está concluída</h2>
<p>Embora o conselho tenha aprovado a aplicação da sanção, Marcelo Gasparino permanece formalmente como membro do conselho de administração até que os acionistas decidam sobre sua destituição.</p>
<p>A diferença é relevante. O conselho possui competência para afastá-lo dos comitês de assessoramento, mas não pode, sozinho, encerrar um mandato conferido pela assembleia geral.</p>
<p>A Vale (VALE3) informou que convocará uma nova assembleia assim que forem concluídos os trâmites necessários. A companhia deverá publicar edital, proposta da administração, orientações para votação e demais documentos exigidos pela legislação.</p>
<p>Os acionistas poderão aprovar ou rejeitar a destituição. Caso a proposta seja aceita, também será necessário definir como a cadeira será preenchida até o encerramento do mandato atual, previsto para a assembleia ordinária de 2027.</p>
<p>A votação poderá reabrir a disputa entre diferentes grupos de investidores sobre a composição do colegiado. Como a Vale não possui um acionista controlador tradicional, decisões dessa natureza dependem da articulação entre fundos de pensão, gestoras nacionais, investidores estrangeiros e detentores de recibos negociados no exterior.</p>
<p>A necessidade de uma segunda assembleia prolonga o episódio e mantém a governança no radar do mercado. Até a votação, a mineradora conviverá com um conselheiro cuja saída foi recomendada pelo próprio colegiado.</p>
<h2>Reunião de 19 de junho está no centro do caso</h2>
<p>O vazamento apontado pela Vale (VALE3) estaria relacionado à reunião extraordinária realizada em 19 de junho, entre 15h10 e 19h40, na sede da companhia no Rio de Janeiro.</p>
<p>O encontro foi convocado para discutir o pedido apresentado pela Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil, a Previ, que solicitou uma assembleia para deliberar sobre a retirada de Daniel Stieler do conselho, a escolha de um substituto e a eleição de um novo presidente.</p>
<p>Naquele momento, Stieler ainda presidia o colegiado. Gasparino ocupava a vice-presidência e Ollie atuava como diretor independente líder, função criada para reforçar a interlocução entre os membros independentes e a presidência.</p>
<p>A ata mostra que o conselho aprovou a convocação da assembleia e reconheceu as candidaturas de Ollie e Gasparino à presidência. Os documentos também registraram divergências sobre a participação de Stieler em uma reunião que discutia um pedido relacionado à sua própria destituição.</p>
<p>Gasparino apresentou uma manifestação questionando a regularidade da deliberação. Em sua avaliação, existiria conflito de interesses porque Stieler participou de uma discussão que envolvia diretamente sua permanência no cargo.</p>
<p>A Vale não esclareceu se o vazamento investigado se limitou a esse posicionamento, se alcançou outros trechos da reunião ou se envolveu documentos que não foram divulgados aos acionistas.</p>
<p>Reportagens posteriores relacionaram a apuração a informações sobre discussões internas ocorridas no encontro. Essa ligação, contudo, não foi detalhada oficialmente pela companhia.</p>
<h2>Ollie vence Gasparino na eleição para presidente</h2>
<p>A apuração foi concluída em meio à eleição que definiu o novo comando do conselho. Na assembleia de quarta-feira, Ollie recebeu 1.977.262.848 votos favoráveis, enquanto Gasparino obteve 1.065.493.489 votos de aprovação.</p>
<p>O resultado mostrou uma vantagem expressiva para Ollie, que recebeu apoio público da Previ. Gasparino também enfrentou 1.189.753.648 votos contrários, além de um volume elevado de abstenções.</p>
<p>O novo presidente integra o conselho da Vale (VALE3) desde 2021 e exercia a função de diretor independente líder desde 2023. Sua trajetória profissional inclui quase cinco décadas de experiência em mineração, finanças corporativas, estratégia, gestão de riscos e mercado de capitais.</p>
<p>Ollie já atuou em <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="331854">empresas</a> internacionais como Anglo American, De Beers, Antofagasta, Polymetal International e Jubilee Metals. Na Vale, integrou o Comitê de Auditoria e Riscos e o Comitê de Sustentabilidade.</p>
<p>Sua eleição encerrou uma disputa que mobilizou investidores nacionais e estrangeiros. A presidência do conselho é estratégica porque coordena as reuniões, organiza a agenda de deliberações e conduz a supervisão da diretoria executiva.</p>
<p>O presidente não administra diretamente as operações, tarefa atribuída ao CEO e aos demais executivos. Ainda assim, exerce influência relevante sobre temas como investimentos, dividendos, projetos de expansão, sucessão, remuneração e política de riscos.</p>
<h2>Previ impulsionou mudança no comando</h2>
<p>A disputa começou em 11 de junho, quando a Previ, detentora de aproximadamente 7% do capital da Vale (VALE3), solicitou a convocação de uma assembleia extraordinária.</p>
<p>O fundo de pensão pretendia votar a destituição de Daniel Stieler, indicar José Maurício Pereira Coelho para o conselho e apoiar Ollie para a presidência.</p>
<p>A companhia submeteu o pedido à análise do colegiado e convocou a reunião. Ao mesmo tempo, o próprio conselho recomendou Ieda Gomes Yell para disputar a cadeira que poderia ser aberta.</p>
<p>Stieler renunciou em 6 de julho, antes da assembleia. Com isso, perdeu o objeto a proposta de destituição, mas foram mantidas as votações para preencher sua vaga e escolher o novo presidente.</p>
<p>Wilfred Theodoor Bruijn assumiu interinamente o comando do conselho até a realização da AGE. A solução preservou o funcionamento do órgão durante o período entre a renúncia e a escolha dos acionistas.</p>
<p>A Previ obteve uma vitória ao apoiar Ollie para presidente, mas não conseguiu eleger José Maurício Coelho para o conselho. Os acionistas escolheram Ieda Gomes Yell, candidata recomendada pelo colegiado da Vale.</p>
<p>O resultado dividiu o poder entre as articulações. O fundo de pensão influenciou a presidência, enquanto a administração conseguiu aprovar sua candidata para a cadeira disponível.</p>
<h2>Ieda Gomes Yell ocupa vaga deixada por Stieler</h2>
<p>Ieda Gomes Yell foi eleita para completar o mandato até a assembleia ordinária de 2027. A executiva possui experiência nos setores de energia, infraestrutura, gás natural e governança corporativa.</p>
<p>Ela foi presidente da BP no Brasil e da Comgás, além de ter participado de conselhos de empresas nacionais e internacionais.</p>
<p>A Vale (VALE3) defendeu sua eleição com base na complementaridade de competências, na experiência internacional e na contribuição para a diversidade do colegiado.</p>
<p>A chegada ocorre em uma fase em que o conselho enfrenta temas de grande peso estratégico. A mineradora precisa administrar investimentos de longo prazo, preços do minério de ferro, expansão da produção de cobre, licenciamento ambiental e compromissos relacionados às reparações de Mariana e Brumadinho.</p>
<p>O conselho também deverá acompanhar a divulgação dos resultados do segundo trimestre, prevista para o fim de julho, e as decisões sobre alocação de capital.</p>
<p>As disputas internas não interrompem essas agendas. O risco, para os acionistas, é que conflitos de governança desviem a atenção de decisões operacionais e financeiras que afetam diretamente o valor da companhia.</p>
<h2>Vazamento ameaça confiança dentro do conselho</h2>
<p>Reuniões de conselho exigem confidencialidade porque envolvem projeções, operações financeiras, negociações, riscos jurídicos, decisões sobre executivos e informações ainda não divulgadas ao mercado.</p>
<p>O acesso indevido a esses dados pode criar assimetria entre investidores. Uma pessoa que recebe informação relevante antes de sua publicação pode tomar decisões de compra ou venda em vantagem sobre os demais participantes.</p>
<p>Nem todo vazamento representa uso indevido no mercado, mas a quebra de sigilo prejudica o funcionamento do colegiado. Conselheiros podem reduzir a franqueza dos debates se acreditarem que suas manifestações serão divulgadas fora dos canais previstos.</p>
<p>A confidencialidade também protege a companhia durante negociações. Projetos de aquisição, venda de ativos, contratos comerciais e decisões de capital podem perder valor quando se tornam públicos antes da conclusão.</p>
<p>No caso da Vale (VALE3), o episódio ganha peso adicional porque ocorreu em uma reunião marcada por disputa de poder. A informação vazada teria saído de um encontro que discutiu a tentativa da Previ de alterar o comando do conselho.</p>
<p>Por isso, a resposta da companhia será observada como um teste de seus mecanismos de integridade. A independência da investigação, a transparência possível sobre o procedimento e o direito de defesa serão relevantes para a credibilidade da decisão.</p>
<h2>Gasparino acumulava posição influente na Vale</h2>
<p>Marcelo Gasparino integra o conselho da Vale (VALE3) como membro titular desde 2020 e ocupa a vice-presidência desde 2023. Também participou anteriormente do colegiado como suplente.</p>
<p>Antes do afastamento, coordenava o Comitê de Pessoas e Remuneração e integrava o Comitê de Indicação e Governança.</p>
<p>O conselheiro possui experiência em governança de empresas dos setores de mineração, petróleo, energia, siderurgia e serviços financeiros. Também participa ou participou de colegiados de companhias como Petrobras (PETR4), Axia Energia (AXIA3), Oncoclínicas (ONCO3), Usiminas (USIM5) e Metalfrio.</p>
<p>Sua trajetória é ligada à representação de acionistas minoritários e a disputas de governança em companhias abertas. Na Vale, Gasparino participou de diferentes fases da transformação do conselho depois da dispersão do capital.</p>
<p>A tentativa de assumir a presidência indicava que ele pretendia ampliar sua influência sobre a condução estratégica da mineradora. A derrota na assembleia e a recomendação de destituição alteraram abruptamente essa posição.</p>
<p>Caso os acionistas confirmem sua saída, o episódio poderá afetar também sua reputação no mercado de conselheiros profissionais. As consequências sobre outros mandatos, contudo, dependerão das decisões de cada companhia e das informações que venham a ser divulgadas.</p>
<h2>CVM pode acompanhar desdobramentos</h2>
<p>Como companhia aberta, a Vale (VALE3) está sujeita à fiscalização da Comissão de Valores Mobiliários e às regras da B3. A mineradora também possui recibos negociados nos Estados Unidos e envia documentos à Securities and Exchange Commission.</p>
<p>A divulgação do fato relevante cumpre a obrigação de informar ao mercado decisões capazes de influenciar a avaliação dos investidores.</p>
<p>A CVM poderá solicitar esclarecimentos adicionais caso identifique dúvidas sobre o conteúdo vazado, o tratamento dado à informação ou a observância das normas aplicáveis aos administradores.</p>
<p>Não há, nas informações divulgadas, indicação de que a autarquia tenha responsabilizado Gasparino ou aberto um processo sancionador específico sobre o episódio.</p>
<p>A apuração interna e uma eventual investigação regulatória possuem naturezas diferentes. A primeira verifica o cumprimento das políticas da companhia. A segunda pode examinar possíveis infrações às regras do mercado de capitais.</p>
<p>A atuação regulatória dependerá da materialidade das informações, da forma de divulgação e da eventual utilização dos dados por terceiros.</p>
<h2>Nova assembleia mantém governança da Vale sob pressão</h2>
<p>A eleição de Ollie encerrou a disputa imediata pelo comando, mas a crise de governança ainda não terminou.</p>
<p>O novo presidente assume com a tarefa de recompor a confiança entre os conselheiros, preservar a independência do colegiado e impedir que as divergências internas contaminem decisões empresariais.</p>
<p>A futura assembleia sobre Gasparino será o primeiro grande teste desse processo. Os acionistas precisarão avaliar a recomendação do conselho sem acesso, até agora, ao conteúdo integral da investigação.</p>
<p>A Vale (VALE3) terá de equilibrar confidencialidade, transparência e direito de defesa. Divulgar poucos elementos pode gerar questionamentos sobre a sustentação da punição. Expor detalhes excessivos pode ampliar o dano causado pelo próprio vazamento.</p>
<p>O <a href="https://gazetamercantil.com/siglas-corporativas-aprender" title="Siglas Corporativas para Aprender e Aplicar no Mercado (2026)" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="333992">mercado acompanhará também quem será indicado para</a> uma eventual vaga e como ficará a vice-presidência do conselho. Mudanças adicionais poderão alterar a composição dos comitês e a distribuição de responsabilidades dentro do órgão.</p>
<p>Para os investidores, a prioridade é que o conflito seja resolvido sem comprometer a supervisão dos <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank" rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="331851">negócios</a>. A Vale permanece exposta a decisões estratégicas sobre produção, projetos de cobre e minério de ferro, disciplina financeira e remuneração dos acionistas.</p>
<p>A destituição proposta transforma a confidencialidade das reuniões em um tema central da companhia. O desfecho dependerá agora dos mesmos acionistas que, poucas horas antes do anúncio, haviam rejeitado Gasparino para a presidência e escolhido Ollie para conduzir o conselho.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Lotofácil da Independência: veja os números mais sorteados e mais atrasados</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/lotofacil-da-independencia-veja-os-numeros-mais-sorteados</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2026 17:53:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Loterias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O sorteio da Lotofácil da Independência 2026 está chegando, com data marcada para 15 de Setembro de 2026 e um superprêmio de R$ 300 milhões. Para entrar nessa disputa com estratégia, que tal conferir quais são os números mais sorteados da Lotofácil da Independência segundo o histórico da modalidade? A Sorte Online traz essas estatísticas [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">O sorteio da </span><span style="color: #ff0000;"><strong><a style="color: #ff0000;" href="https://www.sorteonline.com.br/lotofacil-da-independencia?id=150038&amp;utm_id=150038&amp;utm_medium=link_building&amp;utm_source=organic&amp;utm_campaign=seo_link_gazeta_mercantil_lfi" target="_blank" rel="noopener">Lotofácil da Independência</a></strong></span><span style="font-weight: 400;"> 2026 está chegando, com data marcada para 15 de Setembro de 2026 e um superprêmio de R$ 300 milhões. Para entrar nessa disputa com estratégia, que tal conferir quais são os números mais sorteados da Lotofácil da Independência segundo o histórico da modalidade?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Sorte Online traz essas estatísticas para você: como o volante é composto por poucas dezenas, é comum haver repetição nos resultados ano após ano. Conhecer os números mais sorteados pode ser uma boa referência para montar sua aposta.</span></p>
<h2><b>Como jogar na Lotofácil da Independência</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A dinâmica de aposta do concurso especial é a mesma da loteria regular: o volante tem 25 dezenas, das quais o apostador escolhe 15 para um jogo simples. É possível ampliar a aposta até o limite de 20 números, aumentando as chances de premiação — mas também o valor do bilhete.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para concorrer com mais chances sem gastar muito, os bolões da Lotofácil da Independência disponíveis na Sorte Online são a alternativa mais indicada, com condições de desdobramento e fechamento que podem gerar ganhos multiplicados ou premiações secundárias.</span></p>
<h2><b>Como ganhar na Lotofácil da Independência</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A distribuição de prêmios tem uma particularidade importante: a premiação principal não acumula. Se não houver contemplados com 15 acertos, a bolada é destinada aos jogadores que marcarem 14 pontos. Ao todo, são cinco faixas premiadas: 15, 14, 13, 12 e 11 dezenas — o que amplia bastante as chances de quem aposta buscando qualquer uma dessas faixas.</span></p>
<h2><b>Por que vale a pena acompanhar as estatísticas</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Diferente da loteria regular, que tem sorteios quase diários e um histórico gigantesco de resultados, a Lotofácil da Independência acontece apenas uma vez por ano. Isso significa que cada nova estatística acumulada ao longo das edições ganha peso maior na análise, já que o volume de sorteios é bem menor. Por isso, muitos apostadores gostam de revisitar o histórico da modalidade antes de definir os números da sua aposta, combinando frequência histórica com preferências pessoais.</span></p>
<h2><b>Números mais sorteados da Lotofácil da Independência</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo os dados da página de estatísticas da Sorte Online, as dezenas que mais aparecem no histórico da Lotofácil da Independência são:</span></p>
<p><b>03, 06, 22, 12, 05, 23, 09, 14, 21, 25, 04, 08, 10, 13 e 18</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como o volante conta com apenas 25 números, é comum que o resultado apresente semelhanças de edição para edição — o que torna essa estatística uma referência interessante para quem gosta de montar jogos combinando frequência histórica com preferências pessoais.</span></p>
<h2><b>Números mais atrasados da Lotofácil da Independência</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Já entre as dezenas que já saíram ao menos uma vez, mas aparecem com menos frequência, estão:</span></p>
<p><b>02, 01, 07, 11, 24, 04, 10, 18, 19, 25, 03, 05, 06, 08 e 09</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vale lembrar que, do ponto de vista matemático, cada concurso é um evento novo, aleatório e independente dos anteriores — por isso, usar ou não essas estatísticas na hora de apostar é uma escolha pessoal de cada jogador, sem garantia de acerto. Ainda assim, combinar dezenas frequentes com dezenas atrasadas é uma das estratégias mais utilizadas por quem gosta de diversificar o jogo.</span></p>
<h2><b>Onde apostar</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Para apostar na Lotofácil da Independência sem sair de casa, basta acessar a Sorte Online. É possível fazer apostas individuais, simples ou com mais dezenas, além de adquirir cotas dos melhores bolões da modalidade — e acompanhar <a class="wpil_keyword_link" title="Notícias" href="https://gazetamercantil.com/noticias" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="331796">notícias</a>, dicas, probabilidades e estatísticas atualizadas direto na plataforma, incluindo o desempenho de cada jogo por e-mail assim que o resultado sai.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Boa sorte!</span></p>
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			</item>
		<item>
		<title>5 maneiras para interpretar movimentos do Bitcoin sem cair no excesso de informação</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/5-maneiras-para-interpretar-movimentos-do-bitcoin-sem-cair-no-excesso-de-informacao</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2026 17:46:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Criptomoedas]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Bitcoin]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A negociação de Bitcoin ocorre de forma ininterrupta, o que faz surgir uma grande quantidade de análises, comentários e projeções ao longo do dia. Em poucos minutos, os investidores podem se deparar com gráficos, opiniões, alertas e interpretações sobre o mesmo movimento de preço. Diante desse volume de informações, separar fatos de especulações torna-se parte [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A negociação de Bitcoin ocorre de forma ininterrupta, o que faz surgir uma grande quantidade de análises, comentários e projeções ao longo do dia. Em poucos minutos, os investidores podem se deparar com gráficos, opiniões, alertas e interpretações sobre o mesmo movimento de preço. Diante desse volume de informações, separar fatos de especulações torna-se parte da rotina de quem acompanha o <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="331795">mercado</a>.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso não significa acompanhar tudo o que é publicado. A leitura dos movimentos da criptomoeda pode ser organizada <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 05 de agosto, aguarda decisão do Copom com mercado apostando em Selic a 14%" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="337159">com base em critérios objetivos, utilizando dados disponíveis nas plataformas de negociação e observando acontecimentos que tenham relação direta com o funcionamento do mercado</a>.</span></p>
<ol>
<li><b> Observe períodos mais amplos antes de interpretar uma oscilação</b></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400;">O Bitcoin registra variações de preço ao longo de todo o dia. Alterações em poucos minutos nem sempre representam uma mudança consistente de direção. Por isso, muitos investidores analisam gráficos em períodos mais longos, como semanas ou meses, antes de tirar conclusões sobre determinado movimento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse tipo de comparação permite identificar se a variação observada faz parte da volatilidade normal do ativo ou se está inserida em um contexto mais amplo de valorização, estabilidade ou queda.</span></p>
<ol start="2">
<li><b> Relacione <a class="wpil_keyword_link" title="Notícias" href="https://gazetamercantil.com/noticias" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="331794">notícias</a> ao ativo envolvido</b></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400;">Nem toda notícia internacional possui impacto direto sobre o </span><span style="color: #ff0000;"><a style="color: #ff0000;" href="https://www.mercadobitcoin.com.br/criptomoedas/bitcoin" target="_blank" rel="noopener"><b>Bitcoin agora</b></a></span><span style="font-weight: 400;"><span style="color: #ff0000;">.</span> Antes de associar uma movimentação do preço a um acontecimento específico, é útil verificar se existe uma ligação objetiva entre os dois fatos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Atualizações do protocolo, mudanças regulatórias relacionadas aos ativos digitais, decisões que envolvem infraestrutura de negociação ou acontecimentos econômicos amplamente acompanhados pelo mercado costumam oferecer um contexto mais consistente para interpretar determinadas oscilações.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa verificação ajuda a reduzir a influência de interpretações precipitadas baseadas apenas na proximidade entre uma notícia e a variação da cotação.</span></p>
<ol start="3">
<li><b> Utilize indicadores disponíveis nas plataformas</b></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400;">Além do preço, as plataformas de negociação disponibilizam informações como volume negociado, histórico das cotações e comportamento das ordens de compra e venda.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esses dados permitem observar se determinado movimento ocorreu acompanhado por aumento na atividade de negociação ou se foi resultado de operações mais restritas. Embora nenhum indica<a href="https://gazetamercantil.com/siglas-corporativas-aprender" title="Siglas Corporativas para Aprender e Aplicar no Mercado (2026)" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="333982">do</a>r ofereça respostas definitivas, a combinação dessas informações contribui para uma leitura mais completa do comportamento do mercado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Também é possível comparar diferentes intervalos de tempo para identificar se a movimentação observada representa um evento isolado ou uma sequência de operações.</span></p>
<ol start="4">
<li><b> Evite tomar decisões apenas com base em conteúdos de redes sociais</b></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400;">As redes sociais fazem parte da circulação de informações sobre criptomoedas, mas reúnem conteúdos produzidos por perfis com diferentes objetivos e níveis de conhecimento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Antes de utilizar essas publicações como referência, é recomendável confrontar as informações com comunicados oficiais, plataformas de negociação ou documentos relacionados ao protocolo mencionado. Esse procedimento reduz o risco de interpretar rumores <a href="https://gazetamercantil.com/bolsa-familia-agosto-2026-calendario-oficial" title="Bolsa Família Agosto 2026: calendário com antecipação confirmada e consulta liberada hoje" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="335898">como acontecimentos confirmados</a>.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, opiniões publicadas por terceiros não substituem a análise das características do ativo nem a avaliação dos objetivos individuais de investimento.</span></p>
<ol start="5">
<li><b> Considere o horizonte da própria estratégia</b></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400;">A interpretação dos movimentos do Bitcoin depende também do perfil do investidor. Quem realiza operações de curto prazo tende a acompanhar oscilações com maior frequência, enquanto estratégias voltadas ao longo prazo costumam observar períodos mais extensos antes de realizar alterações na carteira.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Definir previamente o horizonte do investimento ajuda a filtrar informações realmente relevantes para cada estratégia. Em vez de reagir a toda variação registrada durante o dia, o investidor consegue concentrar a atenção nos acontecimentos que dialogam com seus próprios objetivos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em um mercado que produz informações continuamente, interpretar os movimentos do Bitcoin exige organização, seleção de fontes e atenção ao contexto de cada notícia. A combinação entre dados objetivos, análise do período observado e compreensão da estratégia adotada permite acompanhar a evolução do ativo com maior clareza, reduzindo a influência do excesso de informações que circula diariamente.</span></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Move Brasil chega a R$ 1 bilhão, mas filtro dos bancos limita acesso ao carro novo</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/move-brasil-financiamento-motoristas-aplicativo-taxistas-bancos</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 19:37:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Veículos]]></category>
		<category><![CDATA[BNDES]]></category>
		<category><![CDATA[carros novos]]></category>
		<category><![CDATA[crédito automotivo]]></category>
		<category><![CDATA[financiamento de veículos]]></category>
		<category><![CDATA[juros]]></category>
		<category><![CDATA[Motoristas de aplicativo]]></category>
		<category><![CDATA[Move Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Peac-FGI]]></category>
		<category><![CDATA[programa Mover]]></category>
		<category><![CDATA[taxistas]]></category>
		<category><![CDATA[veículos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Move Brasil alcançou R$ 1 bilhão em financiamentos aprovados para a compra de automóveis por taxistas e motoristas de aplicativo, mas a análise de risco feita pelos bancos permanece como o principal filtro entre a inscrição no programa e a retirada do veículo na concessionária. O balanço divulgado em julho pelo Banco Nacional de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Move Brasil alcançou R$ 1 bilhão em financiamentos aprovados para a compra de automóveis por taxistas e motoristas de aplicativo, mas a análise de risco feita pelos bancos permanece como o principal filtro entre a inscrição no programa e a retirada do veículo na concessionária. O balanço divulgado em julho pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social mostra que mais de 10 mil profissionais conseguiram contratar o crédito em 1.015 municípios, enquanto uma parcela dos interessados continua sujeita a exigências de entrada, avaliação de renda, histórico financeiro e disponibilidade de limite.</p>
<p>A linha começou a receber pedidos em 19 de junho e dispõe de até R$ 30 bilhões. O resultado de R$ 1 bilhão representa pouco mais de 3% da capacidade total prevista, embora o programa ainda esteja em sua fase inicial de operação.</p>
<p>O valor médio financiado ficou em aproximadamente R$ 102 mil por veículo. A modalidade permite adquirir automóveis enquadrados nas regras ambientais do programa, com preço de até R$ 150 mil e prazo de pagamento de até 72 meses.</p>
<p>As taxas máximas são de 11,5% ao ano para mulheres e 12,6% para os demais beneficiários. Também há possibilidade de carência de até seis meses para o pagamento do principal, período em que os juros continuam devidos.</p>
<p>A combinação de prazo mais longo e juros inferiores aos normalmente cobrados em operações de veículos torna a linha atrativa. O acesso, contudo, não é automático. O cadastro no Gov.br confirma apenas que o profissional atende aos critérios definidos pelo governo. A aprovação financeira continua sob responsabilidade dos bancos.</p>
<h2>Aprovação no Gov.br não garante o financiamento</h2>
<p>O processo do Move Brasil foi dividido em etapas distintas. Primeiro, o motorista acessa a plataforma do governo e autoriza a verificação das informações necessárias à análise de elegibilidade.</p>
<p>No caso dos motoristas de aplicativo, é preciso manter cadastro ativo por pelo menos 12 meses e comprovar no mínimo 100 corridas realizadas no período, na mesma plataforma. Taxistas devem possuir registros e licenças ativos.</p>
<p>A resposta sobre a elegibilidade é enviada em até cinco dias úteis. Depois da confirmação, o profissional pode escolher um veículo participante e procurar uma concessionária ou instituição financeira habilitada.</p>
<p>É nesse momento que começa a análise de crédito. O banco verifica renda, dívidas existentes, histórico de pagamento, comprometimento mensal, garantias e relacionamento com o cliente.</p>
<p>A autorização recebida pelo motorista não obriga a instituição a conceder o empréstimo. Como a operação é indireta, o banco credenciado assume o risco do contrato perante o BNDES e decide quais propostas serão aceitas.</p>
<p>A separação entre a validação governamental e a decisão bancária ajuda a explicar por que o universo de profissionais interessados é maior que o número de financiamentos efetivamente contratados.</p>
<h2>Bancos podem exigir entrada mesmo com cobertura de até 100%</h2>
<p>As normas do BNDES permitem financiar até 100% dos itens elegíveis, mas essa possibilidade não significa que todos os clientes terão acesso ao veículo sem entrada.</p>
<p>O percentual efetivamente liberado é definido pela instituição responsável pela operação. O banco pode financiar o valor integral, exigir uma parcela inicial ou reduzir o montante concedido de acordo com a avaliação do perfil financeiro.</p>
<p>A entrada funciona como uma proteção para a instituição. Ao antecipar parte do preço, o comprador reduz o saldo financiado, diminui o valor das parcelas e absorve parte do risco de desvalorização do automóvel.</p>
<p>Para motoristas autônomos, a comprovação da capacidade de pagamento costuma ser mais complexa do que para trabalhadores com salário fixo. A renda pode variar conforme o número de corridas, a cidade, a jornada, as tarifas das plataformas e a demanda em cada período.</p>
<p>Além disso, o faturamento bruto registrado nos aplicativos não corresponde ao valor disponível para pagar o financiamento. Combustível, manutenção, seguro, impostos, pneus, limpeza e comissão das plataformas consomem parte relevante da receita.</p>
<p>O banco precisa estimar quanto sobra depois desses custos. Se a prestação projetada superar o limite considerado seguro, a proposta pode ser reduzida, condicionada a uma entrada maior ou rejeitada.</p>
<h2>Juros menores não eliminam o peso das parcelas</h2>
<p>O Move Brasil estabelece um custo financeiro máximo de 11,5% ao ano para mulheres. Para os demais motoristas, o teto é de 12,6%.</p>
<p>A diferença decorre de uma taxa fixa menor destinada às profissionais mulheres, público para o qual o programa reservou ao menos R$ 3 bilhões. Outros R$ 3 bilhões foram separados inicialmente para taxistas, sem impedir que esses grupos contratem valores superiores se houver demanda e recursos disponíveis.</p>
<p>O prazo pode chegar a 72 meses, com até seis meses de carência para o pagamento do principal. Durante a carência, porém, os juros precisam ser pagos e não podem ser incorporados integralmente ao saldo devedor.</p>
<p>O prazo mais longo reduz o valor mensal, mas aumenta o período de endividamento. Para quem utiliza o automóvel como instrumento de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/trabalho" target="_blank" rel="noopener" title="Trabalho" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="331741">trabalho</a>, a decisão precisa considerar a prestação, os custos operacionais e a possível necessidade de manutenção ao longo de seis anos.</p>
<p>Um financiamento médio de R$ 102 mil representa um compromisso expressivo <a href="https://gazetamercantil.com/siglas-corporativas-aprender" title="Siglas Corporativas para Aprender e Aplicar no Mercado (2026)" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="333973">para um trabalhador</a> autônomo. Mesmo com juros controlados, a parcela precisa caber em uma renda que pode oscilar de um mês para outro.</p>
<p>A instituição financeira também considera outras dívidas. Empréstimos pessoais, cartão de crédito, financiamentos anteriores e atrasos podem reduzir a capacidade disponível para assumir uma nova obrigação.</p>
<h2>Fundo garantidor busca ampliar número de aprovações</h2>
<p>O governo incluiu as operações do Move Brasil no Programa Emergencial de Acesso a Crédito, por meio do Fundo Garantidor para Investimentos, o Peac-FGI.</p>
<p>O mecanismo oferece uma garantia parcial ao banco credenciado. Se o motorista deixar de pagar, parte da perda poderá ser coberta pelo fundo, conforme as condições previstas no regulamento.</p>
<p>A proteção reduz o risco da instituição e pode permitir a aprovação de clientes que, sem a garantia, teriam dificuldade para obter financiamento. O fundo também pode contribuir para melhorar prazos e condições.</p>
<p>O Peac-FGI, entretanto, não funciona como um seguro para o motorista. A dívida continua sendo de responsabilidade do contratante, que permanece obrigado a pagar as prestações.</p>
<p>A utilização da garantia depende da concordância da instituição e do tomador. Também pode haver cobrança de um encargo pela concessão da proteção, valor que poderá ser incluído entre os itens financiados.</p>
<p>Mesmo com o fundo, o banco mantém sua análise de risco. O mecanismo reduz uma parte da exposição, mas não transforma automaticamente clientes sem capacidade de pagamento em propostas aprováveis.</p>
<p>O resultado do programa dependerá, portanto, da forma como as instituições incorporarão a garantia aos seus modelos. Quanto maior a proteção efetiva, maior tende a ser o espaço para aprovar profissionais com renda variável e menor patrimônio disponível.</p>
<h2>Taxa de cadastro é proibida nas operações</h2>
<p>O Conselho Monetário Nacional proibiu a cobrança de tarifa de cadastro nos financiamentos do Move Brasil.</p>
<p>A regra impede que a instituição cobre do motorista um valor apenas para abrir ou analisar o cadastro dentro do programa. O interessado que receber esse tipo de exigência deve verificar se a empresa é credenciada e procurar outro agente financeiro participante.</p>
<p>A vedação não elimina todos os custos da contratação. Podem existir despesas relacionadas à constituição e ao registro da alienação fiduciária, seguros contratados com o veículo e o encargo do fundo garantidor, quando utilizado.</p>
<p>O seguro do bem e o seguro prestamista podem ser financiados junto com o automóvel. Também podem ser incluídos custos cartorários ligados à garantia do contrato.</p>
<p>Para motoristas mulheres, itens de segurança podem representar até 10% do valor total financiado, desde que sejam contratados em conjunto com o veículo e estejam enquadrados nas regras da linha.</p>
<p>A instituição deve apresentar as condições da operação antes da assinatura. O cliente precisa conhecer o custo efetivo total, que reúne juros, encargos, seguros e demais despesas.</p>
<p>Uma taxa nominal inferior à praticada no <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="331739">mercado</a> não significa necessariamente que todos os contratos terão o mesmo custo. A composição final varia conforme o valor financiado, o prazo, a entrada, os seguros e o uso de garantia.</p>
<h2>Carros precisam atender aos critérios do programa</h2>
<p>O Move Brasil não pode ser utilizado para comprar qualquer automóvel disponível nas concessionárias.</p>
<p>Na modalidade voltada a taxistas e motoristas de aplicativo, o veículo deve respeitar o teto de R$ 150 mil e integrar a relação de bens financiáveis. Os modelos precisam atender aos critérios de sustentabilidade estabelecidos pelo governo.</p>
<p>A lista inclui veículos flex, elétricos, híbridos compatíveis com etanol e modelos movidos exclusivamente pelo biocombustível. As montadoras também precisam estar habilitadas no Programa Mobilidade Verde e Inovação, o Mover.</p>
<p>O objetivo é associar a inclusão financeira à renovação da frota e à redução do consumo de combustíveis fósseis. Como taxistas e motoristas de aplicativo percorrem distâncias superiores às de um automóvel particular, a troca por modelos mais eficientes pode produzir impacto maior sobre consumo e emissões.</p>
<p>Para o profissional, eficiência energética tem efeito direto no fluxo de caixa. Um veículo mais econômico reduz o gasto por quilômetro e pode liberar uma parcela maior da receita para manutenção e pagamento do financiamento.</p>
<p>O custo da bateria, a disponibilidade de recarga, a autonomia e o valor do seguro também precisam ser considerados na escolha de modelos elétricos ou híbridos. O benefício econômico varia conforme a cidade, a jornada e a infraestrutura disponível.</p>
<h2>Programa também funciona como política industrial</h2>
<p>O Move Brasil não foi estruturado apenas como uma linha de crédito ao consumidor. O programa integra uma <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="331738">política</a> mais ampla de renovação da frota e estímulo à indústria automotiva.</p>
<p>Ao direcionar recursos para veículos de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="331740">empresas</a> habilitadas no Mover, o governo procura aumentar as vendas de modelos produzidos ou comercializados dentro das exigências ambientais da política industrial.</p>
<p>O teto de R$ 30 bilhões cria potencial para movimentar concessionárias, montadoras, seguradoras, oficinas, empresas de equipamentos e serviços financeiros.</p>
<p>Se todo o volume previsto fosse utilizado com um financiamento médio próximo de R$ 102 mil, a linha poderia alcançar centenas de milhares de operações. O cálculo é apenas indicativo, porque o valor dos contratos varia e parte dos recursos está reservada a públicos específicos.</p>
<p>A velocidade das aprovações será determinante para o impacto econômico. O programa precisa conciliar dois objetivos que nem sempre avançam no mesmo ritmo: ampliar o acesso ao crédito e preservar a qualidade das carteiras bancárias.</p>
<p>Afrouxar excessivamente os critérios poderia elevar a inadimplência e comprometer a sustentabilidade da linha. Exigências muito rígidas, por outro lado, reduziriam o alcance social e manteriam os recursos sem utilização.</p>
<h2>Distância entre procura e contratos expõe desafio do crédito</h2>
<p>O avanço para R$ 1 bilhão mostra que o Move Brasil saiu da fase inicial e começou a gerar contratos em todas as regiões do país.</p>
<p>As mais de 10 mil operações comprovam que há demanda e capacidade de execução. O valor, porém, permanece distante do teto de R$ 30 bilhões, revelando o espaço disponível para ampliar o programa.</p>
<p>O principal desafio está na conversão de profissionais elegíveis em clientes aprovados pelos bancos. A política pública controla juros, prazos, critérios dos veículos e parte das garantias, mas não elimina a avaliação individual da capacidade de pagamento.</p>
<p>A exigência eventual de entrada continuará sendo um dos pontos mais sensíveis. Embora o BNDES admita financiamento integral, o banco repassador pode limitar o percentual para adequar o contrato ao risco do cliente.</p>
<p>A ampliação do Peac-FGI tende a ajudar, mas seus resultados dependerão da adesão das instituições e da cobertura concedida a cada operação.</p>
<p>Para taxistas e motoristas de aplicativo, a vantagem do Move Brasil continuará sendo comparada ao custo do aluguel, da manutenção do veículo atual e das linhas convencionais oferecidas no mercado.</p>
<p>A marca de R$ 1 bilhão representa um início relevante, mas o teste decisivo será verificar se o programa conseguirá acelerar as aprovações sem transformar crédito facilitado em endividamento incompatível com a renda dos profissionais.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Ultrapar (UGPA3) sobe mais de 100% em um ano; ação ainda pode avançar?</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/ultrapar-ugpa3-alta-100-acoes-ainda-vale-investir</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 18:03:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ações da Ultrapar]]></category>
		<category><![CDATA[dividendos]]></category>
		<category><![CDATA[Hidrovias do Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Ipiranga]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[recompra de ações]]></category>
		<category><![CDATA[UGPA3]]></category>
		<category><![CDATA[Ultracargo]]></category>
		<category><![CDATA[Ultragaz]]></category>
		<category><![CDATA[Ultrapar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Ultrapar (UGPA3) deixou para trás o período em que era tratada como uma das companhias menos atraentes do setor de distribuição de combustíveis. Depois de acumular valorização superior a 100% em 12 meses e avançar mais de 50% em 2026, a dona da Ipiranga, da Ultragaz e da Ultracargo passou a ocupar a liderança [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Ultrapar (UGPA3) deixou para trás o período em que era tratada como uma das companhias menos atraentes do setor de distribuição de combustíveis. Depois de acumular valorização superior a 100% em 12 meses e avançar mais de 50% em 2026, a dona da Ipiranga, da Ultragaz e da Ultracargo passou a ocupar a liderança entre as maiores altas do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank" rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="331432">Ibovespa</a>.</p>
<p>A mudança não ocorreu apenas por melhora no humor dos investidores. O movimento foi sustentado por uma recuperação expressiva da rentabilidade da Ipiranga, aumento da geração de caixa, redução da alavancagem e expectativa de que parte dos recursos acumulados seja devolvida aos acionistas por meio de dividendos ou recompra de ações.</p>
<p>O avanço, no entanto, alterou a natureza da discussão sobre a Ultrapar. Quando UGPA3 era negociada perto de R$ 15, o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="331430">mercado</a> precificava uma empresa com baixa rentabilidade, riscos de execução e dúvidas sobre a utilização do capital. Com a ação acima de R$ 30, boa parte da recuperação já foi incorporada às cotações.</p>
<p>A partir de agora, a companhia terá de provar que as margens mais elevadas não são apenas consequência de uma combinação temporária de preços, importações e dinâmica competitiva. O novo patamar da ação exige resultados consistentes e reduz a tolerância do mercado a balanços abaixo das expectativas.</p>
<h2>Ipiranga deixa de ser problema e vira motor do resultado</h2>
<p>A principal transformação ocorreu na Ipiranga. Durante anos, a distribuidora de combustíveis foi vista como o elo mais frágil do grupo, pressionada por concorrência intensa, rentabilidade limitada e dificuldades para converter volumes elevados em retorno adequado sobre o capital.</p>
<p>Nos últimos trimestres, esse cenário mudou. A operação passou a registrar margens significativamente superiores às médias históricas, beneficiada por maior disciplina comercial entre as distribuidoras, combate a práticas irregulares no setor e condições favoráveis na compra e venda de combustíveis.</p>
<p>A diferença entre o preço dos produtos importados e os valores praticados pela Petrobras (PETR4) também contribuiu para ampliar a rentabilidade. Em determinados períodos, o diesel importado foi negociado <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 05 de agosto, aguarda decisão do Copom com mercado apostando em Selic a 14%" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="337107">com prêmio relevante no mercado</a> doméstico, abrindo espaço para ganhos maiores na distribuição.</p>
<p>A Ipiranga também reforçou estoques e importações para garantir o abastecimento de sua rede em um ambiente de volatilidade. A estratégia exigiu mais recursos para financiar o capital de giro, mas permitiu à empresa preservar volumes e aproveitar condições comerciais favoráveis.</p>
<p>No primeiro trimestre de 2026, a margem Ebitda da distribuidora atingiu aproximadamente R$ 276 por metro cúbico. O resultado ficou acima de estimativas de diferentes bancos e confirmou a mudança de patamar da principal operação da Ultrapar.</p>
<p>A questão central para os próximos meses será verificar quanto desse ganho pode ser mantido. Uma parte da melhora decorre de avanços estruturais, como a maior formalização do mercado e o fortalecimento dos controles sobre agentes que operam de maneira irregular.</p>
<p>Outra parcela pode estar ligada a condições menos duradouras, como diferenças excepcionais entre preços domésticos e internacionais, oscilações cambiais e restrições momentâneas na oferta.</p>
<p>Caso as margens permaneçam acima da média histórica mesmo após a normalização dessas condições, a reavaliação de UGPA3 ganhará sustentação. Se houver uma queda rápida da rentabilidade, a ação poderá devolver parte dos ganhos recentes.</p>
<h2>Resultado mostra crescimento de lucro e caixa</h2>
<p>Os números do primeiro trimestre reforçaram a percepção de que a recuperação não estava restrita às expectativas do mercado.</p>
<p>A Ultrapar encerrou o período com receita líquida de R$ 36,8 bilhões, crescimento de 10% em relação ao mesmo trimestre de 2025. O Ebitda ajustado recorrente chegou a R$ 2,3 bilhões, quase o dobro do registrado um ano antes.</p>
<p>O lucro líquido alcançou R$ 914 milhões. A geração de caixa das operações somou R$ 1,1 bilhão, enquanto os investimentos totalizaram R$ 558 milhões.</p>
<p>A melhora do resultado operacional permitiu à companhia absorver o aumento do capital de giro da Ipiranga sem provocar uma deterioração relevante de sua estrutura financeira.</p>
<p>A dívida líquida encerrou março em R$ 12,28 bilhões, pouco acima dos R$ 12,15 bilhões registrados no fim de 2025. A relação entre dívida líquida e Ebitda, entretanto, caiu de 1,7 vez para 1,5 vez.</p>
<p>A redução da alavancagem ocorreu principalmente pelo crescimento do resultado operacional acumulado, e não por uma queda expressiva do endividamento nominal. Isso significa que a manutenção do indicador dependerá da continuidade dos lucros e das margens.</p>
<p>Ainda assim, o nível atual oferece maior flexibilidade financeira. A Ultrapar passou a ter mais espaço para investir, reduzir dívida, recomprar ações ou distribuir dividendos sem colocar o balanço sob pressão imediata.</p>
<h2>Ultragaz e Ultracargo ajudam a diversificar receita</h2>
<p>Embora a Ipiranga concentre as atenções, a Ultrapar não depende exclusivamente do mercado de combustíveis líquidos.</p>
<p>A Ultragaz mantém presença nacional na distribuição de gás liquefeito de petróleo, atendendo consumidores residenciais, <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="331428">empresas</a> e clientes industriais. O negócio apresenta demanda relativamente previsível, embora permaneça sujeito a mudanças regulatórias e decisões governamentais sobre o mercado de GLP.</p>
<p>A suspensão de propostas que poderiam alterar a estrutura de comercialização do gás reduziu parte das preocupações dos investidores. O mercado temia que novas regras aumentassem custos, afetassem a segurança operacional ou reduzissem a rentabilidade das distribuidoras estabelecidas.</p>
<p>A Ultracargo atua na armazenagem e movimentação de granéis líquidos em terminais portuários. A operação possui características diferentes da Ipiranga, com contratos mais longos, receitas mais previsíveis e exposição ao crescimento da infraestrutura logística brasileira.</p>
<p>A companhia vem ampliando capacidade em terminais estratégicos, buscando capturar demanda por combustíveis, produtos químicos e outros líquidos movimentados nos portos.</p>
<p>A Hidrovias do Brasil (HBSA3), consolidada nos resultados do grupo, acrescenta exposição ao transporte de grãos, minérios e outros produtos por corredores hidroviários.</p>
<p>Essa diversificação amplia a escala da Ultrapar, mas também adiciona riscos. As operações hidroviárias dependem de níveis dos rios, volumes agrícolas, custos financeiros e investimentos em manutenção e expansão.</p>
<p>O desafio da administração será demonstrar que as diferentes unidades conseguem produzir retornos compatíveis com o capital investido, sem utilizar o caixa da Ipiranga para sustentar <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank" rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="331431">negócios</a> menos rentáveis.</p>
<h2>Desistência da Rumo foi bem recebida</h2>
<p>A valorização de UGPA3 também ganhou força depois que a companhia abandonou as negociações para uma possível aquisição de participação na Rumo (RAIL3).</p>
<p>A operação poderia transformar a Ultrapar em uma das maiores plataformas privadas de logística do país, mas exigiria um desembolso bilionário e aumentaria significativamente a dívida do grupo.</p>
<p>Investidores temiam que a compra consumisse o caixa acumulado, reduzisse dividendos e reabrisse dúvidas sobre a disciplina na alocação de capital.</p>
<p>A decisão de não seguir adiante foi interpretada como sinal de cautela. Ao preservar a estrutura financeira, a Ultrapar manteve abertas alternativas menos arriscadas para o uso de recursos.</p>
<p>A desistência também eliminou um dos principais fatores de desconto atribuídos à ação. O mercado passou a consi<a href="https://gazetamercantil.com/siglas-corporativas-aprender" title="Siglas Corporativas para Aprender e Aplicar no Mercado (2026)" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="333943">de</a>rar que a empresa não estava disposta a realizar uma aquisição de grande porte apenas para aumentar sua presença em infraestrutura.</p>
<p>A disciplina continuará sendo observada. Com maior geração de caixa, a companhia terá mais capacidade para buscar oportunidades, mas também enfrentará maior cobrança para evitar projetos que não ofereçam retorno suficiente.</p>
<h2>Recompra e dividendos ganham espaço</h2>
<p>Com o balanço mais confortável, a remuneração aos acionistas passou a ocupar posição central na tese de investimento.</p>
<p>A Ultrapar aprovou um programa de recompra de até 18 milhões de ações ordinárias, equivalente a aproximadamente 1,6% do capital social. Os papéis poderão ser mantidos em tesouraria, utilizados em programas de incentivo ou cancelados.</p>
<p>A recompra pode elevar o valor econômico por ação quando realizada a preços considerados inferiores ao valor justo da companhia. O benefício, porém, diminui quando os papéis já negociam em níveis elevados.</p>
<p>O programa não obriga a empresa a comprar todo o volume autorizado. A execução dependerá das condições de mercado, da disponibilidade de caixa e das demais prioridades da administração.</p>
<p>Os dividendos também aparecem nas projeções dos bancos. O JPMorgan estima que a Ultrapar possa distribuir aproximadamente R$ 2,8 bilhões aos acionistas em 2026.</p>
<p>O valor corresponderia a um retorno relevante sobre a cotação utilizada pelo banco e ainda permitiria que a companhia preservasse uma alavancagem baixa.</p>
<p>A estimativa não representa um compromisso da administração. A distribuição efetiva dependerá dos resultados, do fluxo de caixa, dos investimentos e de eventuais oportunidades de aquisição.</p>
<p>Para o investidor, o ponto positivo é que a Ultrapar voltou a ter opções. Em períodos anteriores, a prioridade era recuperar margens e reduzir riscos financeiros. Agora, o grupo pode discutir de forma mais ampla como distribuir o capital entre crescimento e remuneração.</p>
<h2>Bancos elevam projeções, mas desconto diminui</h2>
<p>A mudança nos fundamentos levou bancos a revisar recomendações e preços-alvo.</p>
<p>O Bank of America elevou UGPA3 de neutra para compra e aumentou seu preço-alvo de R$ 34 para R$ 37. A instituição espera que os resultados do segundo trimestre confirmem margens elevadas na Ipiranga e uma geração robusta de caixa.</p>
<p>O BTG Pactual também mantém recomendação de compra. O banco projeta Ebitda consolidado próximo de R$ 3,3 bilhões no segundo trimestre, apoiado principalmente pela distribuição de combustíveis.</p>
<p>A avaliação positiva vem acompanhada de uma ressalva: a ação deixou de ser uma barganha evidente. Depois da valorização, o potencial adicional ficou menor e passou a depender de novas revisões de lucro.</p>
<p>O JPMorgan considera que o mercado ainda subestima a capacidade da Ipiranga de operar com margens superiores às registradas no passado. A instituição vê espaço para dividendos e manutenção de uma estrutura de capital conservadora.</p>
<p>Os preços-alvo devem ser interpretados como projeções sujeitas a mudanças. Alterações nos combustíveis, no câmbio, na concorrência ou nos investimentos podem levar os bancos a rever suas estimativas.</p>
<h2>Fundo canadense realiza lucro após alta</h2>
<p>A valorização levou investidores antigos a reduzir exposição.</p>
<p>O Canada Pension Plan Investment Board vendeu cerca de 44 milhões de ações da Ultrapar em uma operação em bloco que movimentou aproximadamente R$ 1,3 bilhão.</p>
<p>O fundo canadense havia iniciado sua posição em 2021, quando UGPA3 era negociada perto de R$ 15. A venda ocorreu depois que a cotação ultrapassou R$ 30.</p>
<p>A operação encerrou uma participação equivalente a aproximadamente 4% do capital da companhia. O preço do bloco ficou abaixo da cotação de mercado, como costuma ocorrer em vendas de grandes volumes.</p>
<p>A decisão não foi atribuída a uma piora nos fundamentos da Ultrapar, mas à realização dos ganhos e à realocação de recursos em outros investimentos.</p>
<p>A capacidade do mercado de absorver a oferta foi observada como sinal de interesse institucional. Ainda assim, a saída mostra que acionistas de longo prazo começaram a aproveitar a valorização para realizar lucros.</p>
<h2>Ação mais cara aumenta risco de correção</h2>
<p>A Ultrapar atual é financeiramente mais sólida do que a empresa negociada há dois ou três anos. A Ipiranga recuperou rentabilidade, a geração de caixa cresceu e os riscos de uma grande aquisição diminuíram.</p>
<p>Esses avanços justificam parte da valorização. O problema é que o mercado já reconheceu essa transformação.</p>
<p>Com UGPA3 acima de R$ 30, o investidor não está mais comprando apenas a possibilidade de recuperação. Está pagando por uma empresa que precisa manter margens elevadas, entregar lucros consistentes e remunerar os acionistas.</p>
<p>Uma redução nos spreads da Ipiranga poderá afetar rapidamente as projeções. O mesmo vale para mudanças na <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="331429">política</a> de preços da Petrobras, aumento da concorrência ou retorno de práticas comerciais mais agressivas no setor.</p>
<p>A Hidrovias do Brasil também permanece exposta a riscos climáticos e financeiros. A Ultragaz enfrenta incertezas regulatórias, enquanto a expansão da Ultracargo exige demanda suficiente para gerar retorno.</p>
<p>A cotação poderá continuar avançando caso os próximos balanços superem as estimativas. Por outro lado, resultados apenas em linha com o esperado podem limitar o espaço para novas altas.</p>
<h2>Próximos balanços testarão novo patamar da Ultrapar</h2>
<p>A alta de mais de 100% em 12 meses encerrou o período em que a Ultrapar era vista apenas como uma ação descontada e com problemas operacionais.</p>
<p>A companhia conseguiu recuperar sua principal unidade, melhorar o balanço e criar condições para ampliar a remuneração aos acionistas.</p>
<p>O próximo estágio será mais exigente. A administração precisará demonstrar que a rentabilidade da Ipiranga pode permanecer acima da média histórica mesmo com a normalização do mercado de combustíveis.</p>
<p>Também terá de preservar a disciplina na utilização do caixa, especialmente depois de abandonar a compra de participação na Rumo e ampliar o programa de recompra.</p>
<p>Para quem já possui as ações, os resultados operacionais continuam sustentando a tese. Para novos investidores, o preço de entrada se tornou mais importante, porque o desconto diminuiu e parte do cenário favorável já está refletida na cotação.</p>
<p>A Ultrapar deixou de ser o “patinho feio” do Ibovespa. Agora, terá de provar trimestre após trimestre que merece permanecer entre as empresas mais valorizadas da Bolsa.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Bolsa Família de julho começa nesta segunda; veja calendário completo por NIS</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/bolsa-familia-julho-2026-calendario-pagamento-nis</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 17:08:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
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		<category><![CDATA[calendário Bolsa Família]]></category>
		<category><![CDATA[NIS]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Caixa Econômica Federal inicia nesta segunda-feira, 20 de julho, o pagamento do Bolsa Família referente ao mês de julho de 2026. Os primeiros depósitos do calendário regular são destinados às famílias cujo Número de Identificação Social termina em 1. Os repasses continuarão de forma escalonada até 31 de julho, quando recebem os beneficiários com [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Caixa Econômica Federal inicia nesta segunda-feira, 20 de julho, o pagamento do Bolsa Família referente ao mês de julho de 2026. Os primeiros depósitos do calendário regular são destinados às famílias cujo Número de Identificação Social termina em 1. Os repasses continuarão de forma escalonada até 31 de julho, quando recebem os beneficiários com NIS final zero.</p>
<p>O valor médio do Bolsa Família neste mês é de R$ 679,19, segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome. O total recebido por cada família pode variar conforme o número de integrantes, a renda declarada e a presença de crianças, adolescentes, gestantes ou nutrizes.</p>
<p>O calendário utiliza o último algarismo do NIS do responsável familiar. O número pode ser consultado no cartão do programa, no aplicativo Bolsa Família, no Caixa Tem e nos canais vinculados ao Cadastro Único.</p>
<p>Beneficiários de municípios com situação de emergência ou estado de calamidade pública reconhecidos pelo governo federal poderão receber nesta segunda-feira, independentemente do final do NIS. Em julho, a antecipação alcança localidades de Amazonas, Paraíba, Paraná, Rio Grande do Norte, Roraima e Sergipe afetadas por eventos climáticos.</p>
<p>Nesses municípios, o pagamento é unificado no primeiro dia do calendário. A medida busca facilitar o acesso imediato aos recursos por famílias atingidas por enchentes, chuvas intensas, estiagens ou outras ocorrências que tenham motivado o reconhecimento oficial da situação de emergência.</p>
<h2>Calendário do Bolsa Família de julho de 2026</h2>
<p>O calendário regular é dividido entre os dez últimos dias úteis do mês. A ordem começa pelos beneficiários com NIS final 1 e termina com aqueles cujo número termina em zero.</p>
<p>Confira as datas:</p>
<ul>
<li>NIS final 1: 20 de julho;</li>
<li>NIS final 2: 21 de julho;</li>
<li>NIS final 3: 22 de julho;</li>
<li>NIS final 4: 23 de julho;</li>
<li>NIS final 5: 24 de julho;</li>
<li>NIS final 6: 27 de julho;</li>
<li>NIS final 7: 28 de julho;</li>
<li>NIS final 8: 29 de julho;</li>
<li>NIS final 9: 30 de julho;</li>
<li>NIS final 0: 31 de julho.</li>
</ul>
<p>O escalonamento tem como objetivo distribuir o atendimento ao longo do mês e reduzir a concentração de pessoas em agências bancárias, lotéricas e correspondentes.</p>
<p>A data indicada no calendário corresponde ao dia a partir do qual o dinheiro fica disponível. O beneficiário não é obrigado a sacar o valor exatamente nessa data e pode movimentar os recursos digitalmente.</p>
<p>Cada parcela deve ser movimentada ou sacada dentro do prazo permitido pelo programa. As regras oficiais estabelecem um período máximo de 120 dias para o saque do benefício mensal.</p>
<h2>Valor mínimo continua em R$ 600 por família</h2>
<p>O desenho do Bolsa Família prevê um conjunto de benefícios calculados conforme a composição de cada núcleo familiar. O valor mínimo assegurado é de R$ 600, mas os adicionais podem elevar o pagamento mensal.</p>
<p>O Benefício de Renda de Cidadania corresponde a R$ 142 por integrante da família. Caso a soma desses valores fique abaixo de R$ 600, o Benefício Complementar cobre a diferença necessária para alcançar o piso.</p>
<p>Uma família com três integrantes, por exemplo, teria inicialmente R$ 426 pelo Benefício de Renda de Cidadania. Nesse caso, o complemento seria utilizado para assegurar o pagamento mínimo.</p>
<p>Além do piso, o programa concede R$ 150 por criança com idade entre zero e sete anos incompletos. O adicional é denominado Benefício Primeira Infância e é pago individualmente para cada criança que se enquadre nessa faixa etária.</p>
<p>Famílias com gestantes, nutrizes, crianças de sete anos ou mais e adolescentes de até 18 anos incompletos podem receber um acréscimo de R$ 50 por integrante elegível.</p>
<p>Por essa razão, famílias com a mesma renda podem receber valores diferentes. O cálculo considera a quantidade de pessoas e as características registradas no Cadastro Único.</p>
<p>O valor médio de R$ 679,19 divulgado para julho representa a média nacional e não deve ser interpretado como uma parcela fixa para todos os beneficiários.</p>
<h2>Como consultar o valor e a data de pagamento</h2>
<p>A consulta pode ser feita pelo aplicativo Bolsa Família, que apresenta o valor da parcela, a situação do benefício e a data de liberação de acordo com o NIS.</p>
<p>O Caixa Tem também permite conferir o depósito, consultar o saldo, pagar contas, realizar transferências, utilizar o Pix e movimentar a Poupança Social Digital.</p>
<p>No aplicativo do Cadastro Único, o usuário pode verificar informações relacionadas à composição familiar, à situação cadastral e ao Número de Identificação Social.</p>
<p>O beneficiário deve utilizar apenas aplicativos oficiais e evitar fornecer senhas, códigos de acesso ou dados pessoais em páginas enviadas por mensagens ou redes sociais.</p>
<p>A Caixa e o Ministério do Desenvolvimento Social não solicitam o pagamento de taxas para liberar o Bolsa Família. Também não é necessário contratar intermediários para atualizar o cadastro ou receber as parcelas.</p>
<p>Em caso de dúvidas, as famílias podem procurar o Centro de Referência de Assistência Social, o setor do Cadastro Único de seu município, uma agência da Caixa ou os canais oficiais de atendimento.</p>
<h2>Benefício pode ser movimentado sem saque</h2>
<p>Os recursos podem ser movimentados diretamente pelo Caixa Tem, sem necessidade de comparecimento a uma agência. O aplicativo permite pagar boletos, fazer compras, transferir dinheiro e utilizar o Pix.</p>
<p>O cartão do Bolsa Família pode ser usado na função débito em estabelecimentos comerciais. Essa alternativa permite realizar compras diretamente com o saldo da conta.</p>
<p>Os saques continuam disponíveis em casas lotéricas, correspondentes Caixa Aqui, terminais de autoatendimento e agências da Caixa Econômica Federal.</p>
<p>Nos caixas eletrônicos, o beneficiário que tenha identificação biométrica previamente cadastrada pode realizar o saque sem utilizar o cartão físico.</p>
<p>A possibilidade de movimentação digital reduz filas e custos de deslocamento, principalmente para moradores de cidades sem agência bancária próxima.</p>
<p>Antes de efetuar uma operação, o titular deve conferir o valor, o destinatário e os dados apresentados na tela. Transferências realizadas por Pix ou outros meios eletrônicos podem ser difíceis de reverter em caso de fraude ou erro.</p>
<h2>Cadastro Único precisa estar atualizado</h2>
<p>A inscrição no Cadastro Único é uma condição necessária para a seleção de famílias, mas não garante entrada automática no Bolsa Família.</p>
<p>O governo utiliza as informações cadastrais para verificar renda, composição familiar e cumprimento dos critérios estabelecidos. A inclusão também depende do orçamento disponível e do processamento mensal realizado pelo programa.</p>
<p>A principal regra de entrada é a renda mensal de até R$ 218 por pessoa. O cálculo considera a soma dos rendimentos da família dividida pela quantidade de integrantes.</p>
<p>Uma família de quatro pessoas com renda total mensal de R$ 800, por exemplo, possui renda per capita de R$ 200 e pode se enquadrar no limite de entrada, desde que cumpra as demais regras.</p>
<p>Ter emprego formal, atuar como microempreendedor individual ou possuir outra fonte de renda não impede automaticamente o recebimento. O fator determinante é a renda por pessoa registrada e confirmada no cadastro.</p>
<p>As informações devem ser atualizadas sempre que houver mudança de endereço, renda, escola das crianças, composição familiar, nascimento, morte, casamento ou separação.</p>
<p>Mesmo quando não ocorre nenhuma alteração, o cadastro precisa ser revisado dentro do prazo exigido. A falta de atualização pode levar a bloqueio e, posteriormente, ao cancelamento do benefício.</p>
<h2>Saúde e educação fazem parte das regras</h2>
<p>O recebimento do Bolsa Família está associado a compromissos nas áreas de saúde e educação. As chamadas condicionalidades procuram ampliar o acesso das famílias a serviços públicos básicos.</p>
<p>Crianças de quatro e cinco anos devem apresentar frequência escolar mínima de 60%. Para crianças e adolescentes de seis a 18 anos incompletos, a exigência é de pelo menos 75%.</p>
<p>Crianças menores de sete anos precisam cumprir o calendário nacional de vacinação e realizar o acompanhamento nutricional, que inclui a medição de peso e altura.</p>
<p>Gestantes devem fazer o acompanhamento pré-natal. As informações são registradas pelas redes municipais de saúde e educação e encaminhadas aos sistemas utilizados pelo governo federal.</p>
<p>O descumprimento das condicionalidades pode provocar advertências e outros efeitos sobre o benefício. Antes da aplicação de medidas mais severas, a família deve ser orientada e acompanhada pela rede de assistência social.</p>
<p>Quando existe uma justificativa para a ausência escolar ou para a impossibilidade de comparecimento a uma unidade de saúde, o responsável pode procurar o município para receber orientação sobre a apresentação de recurso.</p>
<h2>Antecipação alcança municípios em emergência</h2>
<p>Além do calendário regular, o governo autoriza o pagamento unificado em localidades afetadas por situações excepcionais.</p>
<p>Em julho, beneficiários de determinados municípios de seis estados poderão acessar a parcela no primeiro dia do cronograma, sem esperar a data correspondente ao final do NIS.</p>
<p>A antecipação alcança localidades de Amazonas, Paraíba, Paraná, Rio Grande do Norte, Roraima e Sergipe com situação de emergência ou calamidade reconhecida pelo governo federal.</p>
<p>A liberação não significa pagamento de uma parcela adicional. Trata-se da antecipação da mesma parcela mensal, que fica disponível antes da data prevista no calendário regular.</p>
<p>A medida é aplicada apenas aos municípios incluídos oficialmente na relação do governo. Moradores de outras cidades dos mesmos estados continuam seguindo as datas determinadas pelo NIS.</p>
<p>O responsável familiar pode consultar o aplicativo <a href="https://gazetamercantil.com/siglas-corporativas-aprender" title="Siglas Corporativas para Aprender e Aplicar no Mercado (2026)" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="333942">Bolsa Família</a> ou o Caixa Tem para verificar se o pagamento já está disponível.</p>
<h2>Próximos pagamentos seguem até dezembro</h2>
<p>Depois da folha de julho, o calendário do Bolsa Família continuará em agosto, com depósitos entre os dias 18 e 31.</p>
<p>Em setembro, os pagamentos serão realizados de 17 a 30. O calendário de outubro começará no dia 19 e terminará no dia 30.</p>
<p>As parcelas de novembro serão liberadas entre os dias 16 e 30. Em dezembro, o calendário será antecipado para permitir que todas as famílias recebam antes do Natal, com pagamentos entre os dias 10 e 23.</p>
<p>As datas podem variar conforme o final do NIS e eventuais antecipações autorizadas para municípios em emergência.</p>
<p>O governo recomenda que os beneficiários acompanhem mensalmente os aplicativos oficiais, uma vez que mensagens sobre atualização cadastral, revisão de benefício ou cumprimento de condições também podem ser exibidas nesses canais.</p>
<h2>Pagamento injeta renda no comércio dos municípios</h2>
<p>O <a href="https://gazetamercantil.com/bolsa-familia-agosto-2026-calendario-oficial" title="Bolsa Família Agosto 2026: calendário com antecipação confirmada e consulta liberada hoje" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="334091">Bolsa Família</a> possui impacto direto no orçamento das famílias e na atividade econômica local, sobretudo em cidades onde os benefícios sociais representam parcela relevante da renda disponível.</p>
<p>Os recursos são usados principalmente na compra de alimentos, medicamentos, material escolar, gás de cozinha, roupas e serviços essenciais.</p>
<p>Como o consumo ocorre majoritariamente no próprio município, o pagamento movimenta supermercados, farmácias, pequenos comércios, feiras e prestadores de serviços.</p>
<p>O valor médio de R$ 679,19 em julho ajuda a preservar o consumo de famílias de baixa renda, grupo no qual uma parcela maior dos recursos recebidos costuma ser destinada imediatamente a despesas básicas.</p>
<p>O início do calendário nesta segunda-feira concentra os primeiros depósitos nos beneficiários com NIS final 1. Os demais grupos receberão gradualmente até 31 de julho, salvo nas localidades autorizadas a fazer o pagamento unificado.</p>
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		<title>Fleury (FLRY3) assume testes FoundationOne da Roche e avança na oncologia de precisão</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/fleury-flry3-foundationone-roche-oncologia-precisao</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Jul 2026 00:05:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Fleury]]></category>
		<category><![CDATA[Fleury Genômica]]></category>
		<category><![CDATA[FLRY3]]></category>
		<category><![CDATA[Foundation Medicine]]></category>
		<category><![CDATA[FoundationOne]]></category>
		<category><![CDATA[Grupo Fleury]]></category>
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		<category><![CDATA[oncologia de precisão]]></category>
		<category><![CDATA[Roche]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Grupo Fleury (FLRY3) assumiu a operação comercial e a logística de exportação dos testes de oncologia de precisão FoundationOne no Brasil, em uma parceria com a Foundation Medicine, companhia controlada pela Roche. Com a mudança, anunciada em julho de 2026, os exames passam a ser distribuídos pelos canais da Fleury Genômica, enquanto as amostras [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Grupo Fleury (FLRY3) assumiu a operação comercial e a logística de exportação dos testes de oncologia de precisão FoundationOne no Brasil, em uma parceria com a Foundation Medicine, companhia controlada pela Roche. Com a mudança, anunciada em julho de 2026, os exames passam a ser distribuídos pelos canais da Fleury Genômica, enquanto as amostras continuam sendo sequenciadas nos laboratórios da empresa americana em Boston, nos Estados Unidos.</p>
<p>A reorganização altera a forma de acesso aos testes no <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="331283">mercado</a> brasileiro. A Roche Diagnóstica deixa de realizar diretamente a venda dos exames, e o Fleury passa a administrar o relacionamento comercial, a orientação sobre o envio das amostras, a documentação necessária e a logística internacional envolvida no processo.</p>
<p>O acordo não representa a aquisição de uma divisão da Roche pelo Fleury. Também não envolve a compra da Foundation Medicine ou a transferência da tecnologia de sequenciamento para o Brasil. Trata-se de uma parceria de distribuição e operação comercial, sem valor financeiro divulgado pelas <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="331284">empresas</a>.</p>
<p>A Foundation Medicine permanece responsável pelas análises, pelos sistemas de bioinformática, pelos critérios técnicos e pela emissão dos relatórios moleculares. A companhia foi integralmente adquirida pela Roche em 2018, em uma transação que avaliou o negócio em aproximadamente US$ 5,3 bilhões.</p>
<p>A parceria amplia a atuação do Fleury em uma das áreas mais sofisticadas da medicina diagnóstica: o perfil genômico abrangente de tumores. A tecnologia permite analisar simultaneamente centenas de genes relacionados ao câncer, com o objetivo de fornecer informações que possam auxiliar médicos na escolha de terapias direcionadas, imunoterapias ou estudos clínicos.</p>
<h2>Fleury assume jornada comercial dos exames</h2>
<p>Pelo novo modelo, os testes FoundationOne passam a ser solicitados e comercializados no Brasil por meio da plataforma Fleury Genômica.</p>
<p>O grupo brasileiro ficará responsável pelas etapas locais do atendimento, incluindo o recebimento das solicitações médicas, a avaliação inicial da documentação, o suporte ao envio do material biológico e a logística de exportação das amostras.</p>
<p>O processamento continuará centralizado nas instalações da Foundation Medicine em Boston. A manutenção do laboratório responsável pelas análises preserva o protocolo internacional utilizado nos exames e evita mudanças na metodologia de sequenciamento.</p>
<p>A operação exige uma cadeia logística específica. Nos testes realizados a partir de tecido tumoral, o material geralmente é enviado em blocos de parafina ou lâminas histológicas. Antes da análise molecular, a amostra precisa passar por avaliação para confirmar se possui quantidade e qualidade suficientes de células tumorais.</p>
<p>O transporte internacional também depende do cumprimento de regras sanitárias e aduaneiras. O Fleury utilizará sua estrutura para organizar esse fluxo e atuar como ponto de contato no Brasil entre médicos, pacientes, instituições de saúde e a Foundation Medicine.</p>
<p>As companhias não informaram se o contrato possui prazo determinado, cláusula de exclusividade ou metas mínimas de exames. Também não foram divulgadas estimativas de receita ou lucro associadas à parceria.</p>
<h2>FoundationOne investiga 324 genes ligados ao câncer</h2>
<p>O FoundationOne CDx utiliza o Sequenciamento de Nova Geração, conhecido pela sigla NGS, para investigar alterações moleculares presentes em tumores sólidos.</p>
<p>O teste analisa 324 genes a partir de uma amostra de tecido tumoral. O painel procura diferentes classes de alterações genéticas, como substituições de bases, pequenas inserções e deleções, variações no número de cópias e determinados rearranjos gênicos.</p>
<p>O exame também avalia assinaturas genômicas relevantes para a oncologia, como a instabilidade de microssatélites e a carga mutacional do tumor. Essas informações podem ajudar na avaliação de terapias direcionadas e de determinados tratamentos imunoterápicos.</p>
<p>Diferentemente de exames que investigam um gene por vez, o perfil genômico abrangente analisa centenas de regiões em uma única operação. Essa característica pode ser relevante quando há pouco tecido tumoral disponível, uma vez que a realização sucessiva de testes separados pode consumir a amostra.</p>
<p>Os resultados precisam ser interpretados pelo médico responsável em conjunto com o diagnóstico, o estágio da doença, o histórico do paciente e as evidências disponíveis para cada tratamento.</p>
<p>A identificação de uma alteração molecular não significa, por si só, que determinado medicamento será indicado ou produzirá resposta clínica. O exame funciona <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 05 de agosto, aguarda decisão do Copom com mercado apostando em Selic a 14%" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="337092">como ferramenta de apoio à decisão</a> médica e não substitui a avaliação individual do paciente.</p>
<h2>Parceria reforça Fleury Genômica</h2>
<p>A incorporação dos testes FoundationOne fortalece o portfólio da Fleury Genômica, plataforma dedicada a exames de genética e biologia molecular.</p>
<p>O Grupo Fleury já oferece testes próprios para perfil molecular de tumores, como o Oncofoco, desenvolvido e processado no Brasil. O exame analisa centenas de genes e utiliza um sistema de bioinformática criado pela companhia.</p>
<p>A presença simultânea de soluções nacionais e internacionais permite ao grupo atender diferentes necessidades clínicas, metodologias, prazos e formas de processamento.</p>
<p>O Oncofoco é realizado integralmente no país e possui laudo em português. O FoundationOne, por sua vez, utiliza a plataforma centralizada da Foundation Medicine e reúne indicações como diagnóstico complementar associado a terapias aprovadas em diferentes mercados.</p>
<p>A estratégia amplia o papel do Fleury como distribuidor de tecnologias médicas desenvolvidas no exterior, além de sua atuação tradicional como operador de laboratórios próprios.</p>
<p>O grupo possui 585 unidades de atendimento em 13 estados e no Distrito Federal. Sua operação de apoio a laboratórios, conhecida como Lab-to-Lab, alcança cerca de 2.200 municípios e atende aproximadamente 8 mil parceiros.</p>
<p>Essa rede poderá ser utilizada para ampliar a divulgação e a logística dos exames fora dos grandes centros, embora o acesso continue condicionado à indicação médica, ao custo e às formas de cobertura disponíveis.</p>
<h2>Foundation Medicine completa 12 anos de atuação no Brasil</h2>
<p>Os testes da Foundation Medicine chegaram ao Brasil em 2014. De acordo com dados apresentados pelas empresas, aproximadamente 25 mil pacientes foram atendidos no país desde o início da operação.</p>
<p>A companhia americana foi fundada em 2010 com foco na produção e interpretação de informações genômicas relacionadas ao câncer. Seu portfólio combina exames para tecido tumoral, testes baseados em amostras de sangue e soluções voltadas a pesquisas e desenvolvimento de medicamentos.</p>
<p>A Roche tornou-se acionista da Foundation Medicine antes de concluir a aquisição integral da empresa, em julho de 2018. A estratégia da farmacêutica suíça buscava aproximar o desenvolvimento de medicamentos da identificação dos biomarcadores necessários para definir quais pacientes poderiam se beneficiar de cada terapia.</p>
<p>Essa integração tornou-se central para a chamada medicina personalizada. Em vários tipos de câncer, a escolha do tratamento já não depende apenas do órgão em que o tumor surgiu, mas também das alterações moleculares encontradas nas células.</p>
<p>Medicamentos direcionados a mutações específicas aumentaram a demanda por testes capazes de identificar essas características. Ao mesmo tempo, o crescimento da imunoterapia ampliou a utilização de marcadores como carga mutacional e instabilidade de microssatélites.</p>
<h2>Roche deixa a venda direta no Brasil</h2>
<p>Até a transição, a Roche Diagnóstica mantinha a venda direta dos exames FoundationOne no mercado brasileiro.</p>
<p>Com o novo formato, a companhia deixa essa etapa sob responsabilidade do Fleury, mas continua vinculada aos produtos por meio da Foundation Medicine.</p>
<p>A reorganização permite que a Roche utilize a capilaridade e a infraestrutura comercial de um dos maiores grupos de medicina diagnóstica do país. O Fleury, por sua vez, incorpora uma tecnologia internacional reconhecida sem precisar transferir o processamento das amostras para seus próprios laboratórios.</p>
<p>O modelo também pode reduzir a fragmentação da jornada de solicitação. Médicos e pacientes passam a contar com uma estrutura brasileira para atendimento, documentação e acompanhamento logístico, enquanto a etapa laboratorial continua nos Estados Unidos.</p>
<p>As empresas não revelaram como será dividida a receita de cada exame nem qual será a margem do Fleury na operação. Por esse motivo, ainda não é possível calcular o impacto da parceria sobre os resultados de FLRY3.</p>
<p>A relevância financeira dependerá do número de solicitações, dos preços praticados, das condições de cobertura e da capacidade de ampliar o acesso aos testes.</p>
<h2>FoundationOne RNA está nos planos para o Brasil</h2>
<p>A nova fase da operação também inclui a intenção de ampliar o portfólio disponível no mercado brasileiro.</p>
<p>Um dos produtos previstos é o FoundationOne RNA, teste desenvolvido para detectar fusões e rearranjos genéticos a partir do RNA dos tumores sólidos.</p>
<p>O exame investiga 318 genes associados ao câncer e funciona como complemento ao FoundationOne CDx. DNA e RNA podem ser extraídos da mesma amostra, o que reduz a necessidade de enviar material adicional em determinadas situações.</p>
<p>A análise do RNA pode aumentar a capacidade de identificar fusões gênicas que nem sempre aparecem de forma conclusiva em testes baseados exclusivamente em DNA.</p>
<p>Essas alterações são relevantes em tumores nos quais medicamentos direcionados dependem da identificação de fusões envolvendo genes específicos. Entre os exemplos conhecidos na oncologia estão alterações em ALK, NTRK, RET e ROS1.</p>
<p>A introdução do produto no Brasil dependerá da organização comercial, das exigências regulatórias aplicáveis e da definição das condições de acesso.</p>
<p>As empresas não divulgaram uma data definitiva para o início da oferta do FoundationOne RNA no país.</p>
<h2>Monitoramento por sangue integra próxima etapa</h2>
<p>Outro produto mencionado nos planos de expansão é o FoundationOne Monitor, voltado ao acompanhamento molecular da doença por meio de amostras de sangue.</p>
<p>O exame analisa fragmentos de DNA tumoral circulante, conhecidos como ctDNA. Esse material é liberado pelas células cancerosas na corrente sanguínea e pode fornecer informações sobre a atividade molecular do tumor.</p>
<p>A medição ao longo do tratamento pode ajudar pesquisadores e profissionais de saúde a observar mudanças na quantidade de DNA tumoral detectável e avaliar a resposta a determinadas terapias.</p>
<p>A tecnologia não substitui automaticamente os exames de imagem nem as biópsias tradicionais. A quantidade de ctDNA varia conforme o tipo de câncer, o estágio da doença, a localização das lesões e outras características biológicas.</p>
<p>Resultados negativos também não descartam necessariamente a presença de atividade tumoral. Por isso, as informações precisam ser analisadas em conjunto com os demais dados clínicos.</p>
<p>A Foundation Medicine vem ampliando seu portfólio de monitoramento molecular, área considerada uma das próximas fronteiras da oncologia de precisão.</p>
<h2>Oncologia de precisão avança no mercado de diagnósticos</h2>
<p>A parceria ocorre em um momento de crescente integração entre laboratórios, hospitais, farmacêuticas e empresas especializadas em dados genômicos.</p>
<p>O avanço das terapias direcionadas transformou os testes moleculares em uma etapa cada vez mais relevante da jornada oncológica. Determinados medicamentos somente são indicados quando o tumor apresenta um biomarcador específico.</p>
<p>Esse movimento aumenta a demanda por painéis amplos, bioinformática e profissionais capazes de interpretar resultados complexos.</p>
<p>Para o Fleury, a oncologia genômica representa uma oportunidade de crescimento em exames de alto valor agregado e de fortalecimento do relacionamento com médicos, hospitais e laboratórios parceiros.</p>
<p>A companhia também amplia sua presença em etapas que vão além da análise clínica convencional, como logística internacional, consultoria médica especializada e integração de dados moleculares.</p>
<p>Para a Roche, a parceria permite concentrar a estrutura da Foundation Medicine no processamento e desenvolvimento tecnológico, utilizando o alcance comercial do Fleury para ampliar a presença brasileira.</p>
<p>O principal desafio será converter a nova estrutura em maior acesso. O mercado de testes genômicos ainda enfrenta barreiras relacionadas ao custo, à cobertura assistencial, ao conhecimento médico e à concentração da oferta em grandes centros.</p>
<p>A escala nacional do Fleury pode reduzir parte dessas limitações logísticas, mas o impacto efetivo dependerá das condições comerciais e da incorporação dos exames pelas diferentes fontes pagadoras.</p>
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		<item>
		<title>Uber oferece US$ 14,8 bilhões pela Delivery Hero e amplia disputa global no delivery</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/uber-oferta-14-bilhoes-delivery-hero</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 00:36:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Uber (UBER) anunciou nesta quinta-feira, 16 de julho, uma oferta pública voluntária de US$ 14,8 bilhões para adquirir a Delivery Hero (DHER), em uma operação que poderá criar uma das maiores plataformas globais de mobilidade, entrega de alimentos e comércio rápido. O negócio, previsto para ser concluído no segundo semestre de 2027, está condicionado [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Uber (UBER) anunciou nesta quinta-feira, 16 de julho, uma oferta pública voluntária de US$ 14,8 bilhões para adquirir a Delivery Hero (DHER), em uma operação que poderá criar uma das maiores plataformas globais de mobilidade, entrega de alimentos e comércio rápido. O negócio, previsto para ser concluído no segundo semestre de 2027, está condicionado à adesão mínima dos acionistas, à aprovação de órgãos reguladores e à venda de operações da companhia alemã em 14 <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 05 de agosto, aguarda decisão do Copom com mercado apostando em Selic a 14%" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="337075">mercados nos quais existe sobreposição com</a> o Uber Eats.</p>
<p>A companhia norte-americana oferecerá € 41,50 em dinheiro por ação da Delivery Hero. O preço atribui à empresa alemã um valor patrimonial diluído de aproximadamente € 13 bilhões, equivalente a US$ 14,8 bilhões. Descontadas as participações que já pertencem à Uber, o desembolso econômico estimado para a aquisição é de US$ 13,7 bilhões.</p>
<p>O valor da proposta representa prêmio de aproximadamente 34% sobre o preço médio ponderado das ações da Delivery Hero nos três meses anteriores ao anúncio. Em relação à média registrada antes do início das movimentações acionárias da Uber, em maio, o prêmio chega a cerca de 127%.</p>
<p>A operação recebeu apoio preliminar e unânime da diretoria-executiva e do conselho de supervisão da Delivery Hero. Os órgãos de administração pretendem recomendar a aceitação da oferta, mas a manifestação definitiva será divulgada somente depois da análise do documento formal que ainda será submetido à autoridade supervisora do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="328601">mercado</a> financeiro da Alemanha, a BaFin.</p>
<h2>Negócio reunirá operações em 99 países</h2>
<p>A combinação entre Uber e Delivery Hero formará uma plataforma <a href="https://gazetamercantil.com/privatizacao-telebras-leilao-do-seculo" title="O leilão do século: como a privatização da Telebrás colocou o celular no bolso do brasileiro e redesenhou o país" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="333507">com presença em 99 países</a> e reservas brutas pro forma de US$ 236 bilhões em 2025. O indicador considera o valor total movimentado pelos serviços de mobilidade e pelas plataformas de entrega das duas companhias antes da dedução de taxas, incentivos e pagamentos aos parceiros.</p>
<p>A Delivery Hero mantém operações em cerca de 65 países da Europa, Ásia, América Latina, Oriente Médio e África. O grupo controla marcas regionais de forte presença, como PedidosYa, Glovo, foodpanda, talabat, HungerStation e Baedal Minjok.</p>
<p>A aquisição permitirá à Uber ampliar principalmente sua exposição a mercados emergentes nos quais o Uber Eats ainda possui participação limitada ou não opera. A empresa calcula que o número de países onde oferece simultaneamente serviços de transporte e entrega passará de 34 para 58.</p>
<p>Essa combinação é central para a estratégia da Uber. Consumidores que utilizam mais de um serviço da plataforma — como transporte, alimentação e entrega de mercadorias — movimentam aproximadamente três vezes mais reservas brutas e lucro do que clientes concentrados em apenas uma modalidade.</p>
<p>Para a Uber, a Delivery Hero representa uma porta de entrada imediata em mercados onde construir uma rede própria exigiria anos de investimentos, subsídios a consumidores, contratação de entregadores e acordos com restaurantes. A incorporação também acrescenta marcas com reconhecimento local, sistemas logísticos já estruturados e relações comerciais consolidadas.</p>
<h2>Escala ganha peso na disputa global do setor</h2>
<p>O acordo ocorre em meio a um processo acelerado de consolidação no mercado internacional de entrega de alimentos. O setor exige investimentos elevados em tecnologia, marketing, benefícios aos consumidores e incentivos para restaurantes e entregadores, enquanto as margens operacionais permanecem pressionadas em diversos países.</p>
<p>Em outubro de 2025, a DoorDash (DASH) concluiu a aquisição da britânica Deliveroo por £ 2,8 bilhões, ampliando sua presença fora dos Estados Unidos. No mesmo período, a Prosus (PRX) assumiu o controle da Just Eat Takeaway.com em uma transação de € 4,1 bilhões.</p>
<p>A oferta da Uber pela Delivery Hero eleva essa disputa a uma nova escala. A empresa norte-americana passará a competir com grupos que também buscam integrar serviços de alimentação, supermercados, conveniência, publicidade digital, pagamentos e programas de assinatura.</p>
<p>O tamanho da rede tende a ser decisivo porque aumenta a densidade dos pedidos. Quanto maior o número de consumidores, restaurantes e entregadores conectados em uma determinada região, menor tende a ser o custo médio por entrega e maior a possibilidade de reduzir o tempo entre uma corrida e outra.</p>
<p>Para os restaurantes, a concentração pode ampliar o acesso a consumidores e ferramentas de publicidade, mas também aumenta o poder de negociação das plataformas. Taxas, condiçõ<a href="https://gazetamercantil.com/siglas-corporativas-aprender" title="Siglas Corporativas para Aprender e Aplicar no Mercado (2026)" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="331227">e</a>s comerciais, exposição dentro dos aplicativos e uso de dados deverão permanecer entre os principais pontos de atenção para autoridades concorrenciais.</p>
<p>Já para entregadores e motoristas, a Uber sustenta que uma rede combinada poderá elevar o volume de pedidos e melhorar a utilização do tempo disponível. A materialização desse benefício dependerá, no entanto, das condições de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/trabalho" target="_blank" rel="noopener" title="Trabalho" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="328598">trabalho</a>, da remuneração praticada em cada país e das regulações locais sobre o vínculo entre plataformas e trabalhadores.</p>
<h2>Venda de 14 operações tenta reduzir risco antitruste</h2>
<p>Como parte da estrutura do negócio, a Delivery Hero assinou um acordo separado para vender operações em 14 mercados à gestora norte-americana SSW Partners. O pacote está avaliado em aproximadamente € 1,4 bilhão, equivalente a cerca de US$ 1,6 bilhão.</p>
<p>Os ativos transferidos movimentaram aproximadamente US$ 11 bilhões em 2025 e estão localizados principalmente em países onde Delivery Hero e Uber Eats já concorrem diretamente.</p>
<p>A lista inclui operações da foodora na Áustria, República Tcheca, Noruega e Suécia; da efood na Grécia; da Foody no Chipre; da Glovo na Espanha, Polônia, Portugal, Romênia e Moldávia; da PedidosYa no Chile e no Equador; e da Yemeksepeti na Turquia.</p>
<p>A SSW Partners administrará os <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank" rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="328600">negócios</a> de maneira independente e buscará compradores ou parceiros estratégicos para cada operação. A Uber afirmou que não exercerá controle sobre os ativos transferidos.</p>
<p>A separação procura antecipar parte das preocupações concorrenciais que deverão surgir durante a análise da aquisição da Delivery Hero. Mesmo com a venda, a transação poderá ser examinada individualmente em dezenas de jurisdições, considerando participação de mercado, concentração regional, acesso a dados e possíveis efeitos sobre preços e comissões.</p>
<p>O longo período previsto até o fechamento — apenas no segundo semestre de 2027 — reflete a complexidade regulatória. Durante a análise, Uber e Delivery Hero continuarão funcionando como <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="328599">empresas</a> independentes.</p>
<h2>Prosus garante participação suficiente para fortalecer oferta</h2>
<p>Antes do anúncio, a Uber já possuía aproximadamente 24,77% do capital votante da Delivery Hero e mantinha exposição econômica adicional de 11,74% por meio de instrumentos financeiros derivativos.</p>
<p>A Prosus, que detém uma participação residual de aproximadamente 16,8%, assumiu o compromisso irrevogável de entregar todas as suas ações à oferta da Uber. Com isso, a companhia norte-americana estima que seu interesse econômico total na Delivery Hero ultrapassará 53%.</p>
<p>A posição da Prosus reduz a possibilidade de uma proposta concorrente e aumenta a previsibilidade da operação. O grupo holandês vinha reduzindo sua participação na Delivery Hero para cumprir compromissos assumidos perante a Comissão Europeia durante a aquisição da Just Eat Takeaway.com.</p>
<p>Em abril, a Prosus vendeu uma fatia de aproximadamente 4,5% da Delivery Hero à própria Uber por € 20 por ação. Em maio, transferiu outros 5% para a gestora Aspex Management. A oferta atual de € 41,50 evidencia a valorização atribuída ao controle da plataforma alemã.</p>
<p>A conclusão dependerá da adesão de acionistas que representem pelo menos 50% do capital da Delivery Hero mais uma ação, considerando os papéis já pertencentes à Uber. O negócio também ficará sujeito a autorizações concorrenciais, financeiras e regulatórias.</p>
<h2>Uber recorrerá a caixa e nova dívida</h2>
<p>A Uber financiará a aquisição da Delivery Hero com recursos disponíveis em caixa e nova dívida. A companhia já contratou uma linha-ponte de aproximadamente € 14 bilhões, fornecida por instituições financeiras envolvidas na estruturação do negócio.</p>
<p>A empresa declarou que pretende manter a alavancagem bruta abaixo de duas vezes e preservar sua classificação de crédito em grau de investimento. Também afirmou que sua <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="328597">política</a> de recompra de ações e retorno de capital aos acionistas permanecerá inalterada.</p>
<p>Segundo as projeções divulgadas pela administração, a aquisição deverá aumentar o lucro ajustado por ação da Uber já no momento da conclusão. No terceiro ano após o fechamento, a contribuição positiva esperada deverá alcançar um percentual de um dígito alto.</p>
<p>Essas estimativas dependem da integração das plataformas, da captura de sinergias e da manutenção do crescimento nos mercados adquiridos. Custos regulatórios, despesas de reestruturação, integração tecnológica e eventual perda de participação regional podem reduzir os resultados previstos.</p>
<p>Para os investidores da Uber, a transação amplia as oportunidades de crescimento internacional, mas também aumenta a exposição a países com ambientes regulatórios, cambiais e políticos distintos. Parte relevante da Delivery Hero está concentrada em mercados emergentes, onde o potencial de expansão é elevado, mas a volatilidade também tende a ser maior.</p>
<h2>Alemanha recebe compromissos de emprego e investimento</h2>
<p>A Uber assumiu compromissos específicos para reduzir resistências políticas e institucionais na Alemanha. A empresa manterá a sede da Delivery Hero em Berlim e não fará alterações no quadro de funcionários da unidade até, pelo menos, 2029.</p>
<p>A companhia norte-americana também prometeu investir € 2 bilhões no país até 2031. Os recursos deverão ser destinados à ampliação das equipes corporativas, ao crescimento das operações locais e ao desenvolvimento de projetos ligados a veículos autônomos e à indústria automobilística alemã.</p>
<p>A preservação da sede possui peso simbólico e econômico. Fundada em 2011, a Delivery Hero tornou-se uma das principais empresas de tecnologia da Alemanha e integra o índice MDAX da Bolsa de Frankfurt desde sua abertura de capital, em 2017.</p>
<p>Niklas Östberg, cofundador e presidente-executivo da Delivery Hero, afirmou que a combinação permitirá aproveitar a infraestrutura global de mobilidade e tecnologia da Uber, ao mesmo tempo que preservará as marcas e as capacidades locais construídas pelo grupo alemão.</p>
<p>Dara Khosrowshahi, presidente-executivo da Uber, destacou que a aquisição praticamente dobrará o número de mercados nos quais a companhia oferece simultaneamente mobilidade e entrega. A administração pretende usar essa integração para elevar a frequência de uso dos aplicativos, ampliar o programa Uber One e aumentar as receitas com publicidade e comércio local.</p>
<h2>Aprovação regulatória definirá alcance da nova plataforma</h2>
<p>Até a conclusão, a aquisição da Delivery Hero continuará exposta a riscos jurídicos, financeiros e operacionais. Autoridades poderão exigir novas vendas de ativos, impor restrições comerciais ou determinar compromissos relacionados a preços, dados, entregadores e restaurantes.</p>
<p>Também existe o risco de que a operação seja aprovada apenas parcialmente ou demore mais do que o previsto. O acordo prevê direitos de rescisão e multas recíprocas, embora os valores dessas penalidades ainda dependam da documentação definitiva.</p>
<p>A Delivery Hero orientou seus acionistas a não tomar decisões antes da publicação do documento oficial da oferta e da manifestação fundamentada de seus conselhos. A operação somente será efetivada depois que todas as condições forem cumpridas ou formalmente dispensadas.</p>
<p>Se concluída nos termos anunciados, a transação colocará sob o mesmo controle dezenas de marcas de entrega e uma infraestrutura que conecta transporte, refeições, supermercados, farmácias e comércio rápido em mercados desenvolvidos e emergentes.</p>
<p>O acordo também confirma que a próxima fase do setor será marcada menos pela abertura de novas plataformas e mais pela disputa por escala, dados, frequência de consumo e integração de serviços. A análise regulatória, prevista para atravessar 2026 e boa parte de 2027, determinará quanto dessa estratégia poderá efetivamente ser incorporado pela Uber.</p>
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		<item>
		<title>Copel (CPLE6) cai após elevar meta de alavancagem; dividendos são mantidos</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/copel-cple6-cai-alavancagem-dividendos</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 21:36:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As ações da Companhia Paranaense de Energia, Copel (CPLE6), operavam entre as maiores quedas do Ibovespa nesta quinta-feira, 16 de julho, na B3, após a companhia informar que seu conselho de administração elevou a referência de alavancagem financeira e ampliou de 24 para 48 meses o prazo para retornar ao centro da faixa considerada ideal. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>As ações da Companhia Paranaense de Energia, Copel (CPLE6), operavam entre as maiores quedas do Ibovespa nesta quinta-feira, 16 de julho, na B3, após a companhia informar que seu conselho de administração elevou a referência de alavancagem financeira e ampliou de 24 para 48 meses o prazo para retornar ao centro da faixa considerada ideal. A mudança, anunciada na noite de quarta-feira, preserva o compromisso de distribuir ao menos 75% do lucro líquido, mas concede mais tempo e espaço no balanço para a elétrica executar investimentos, administrar sua dívida e financiar projetos de expansão.</p>
<p>Por volta das 11h30, os papéis preferenciais classe B da Copel (CPLE6) recuavam 3,60%, negociados a R$ 14,48. Na abertura do pregão, a perda chegou a 5,53%, com a ação a R$ 14,19. O volume financeiro alcançava aproximadamente R$ 321,8 milhões em 15,4 mil <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank" rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="327279">negócios</a>, colocando o papel entre os mais negociados da Bolsa brasileira.</p>
<p>A reação negativa refletiu menos uma alteração imediata nos dividendos e mais uma revisão da percepção de risco. Ao aceitar uma alavancagem ligeiramente maior e alongar o prazo de convergência, a Copel passa a dispor de maior flexibilidade para compatibilizar investimentos e remuneração dos acionistas. Em contrapartida, a estrutura admite que a dívida permaneça acima do ponto central por um período mais longo, elevando a atenção sobre geração de caixa, custo financeiro e disciplina na execução dos projetos.</p>
<p>No fato relevante, a Copel afirmou que a revisão busca equilibrar alocação de capital, solidez financeira, retorno aos acionistas, oportunidades de investimento e melhoria do serviço prestado aos clientes. O documento foi assinado pelo vice-presidente de Finanças e de Relações com Investidores, Felipe Gutterres.</p>
<h2>Copel eleva referência de alavancagem para 2,9 vezes</h2>
<p>A principal alteração foi o aumento do centro da faixa de alavancagem, medido pela relação entre dívida líquida e Ebitda, de 2,8 vezes para 2,9 vezes. A companhia também deslocou a banda de tolerância: o intervalo anterior, entre 2,5 e 3,1 vezes, passou para uma faixa entre 2,6 e 3,2 vezes.</p>
<p>O ponto que mais chamou a atenção do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="327278">mercado</a> foi a duplicação do período de convergência. Antes, a Copel previa retornar ao centro da faixa em até 24 meses. Pela nova <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="327277">política</a>, o ajuste poderá ocorrer em até 48 meses. Na prática, a companhia ganha dois anos adicionais para absorver desembolsos, maturar novos ativos e recompor o indicador depois de fases mais intensas de investimento.</p>
<p>Para os investidores, o prazo maior tem leitura dupla. De um lado, reduz o risco de a Copel precisar cortar investimentos, vender ativos ou restringir dividendos apenas para alcançar rapidamente uma meta financeira. De outro, permite que a empresa permaneça mais tempo com endividamento elevado, deixando o balanço mais exposto a juros altos, atrasos em obras, custos superiores ao previsto ou geração de caixa abaixo das projeções.</p>
<p>A ampliação do horizonte também modifica a forma como o mercado acompanhará a companhia. A distância entre a alavancagem efetiva e o centro de 2,9 vezes deixa de exigir uma correção tão rápida, desde que o indicador permaneça dentro da banda estabelecida e a administração apresente uma trajetória consistente de retorno à meta.</p>
<h2>Política preserva distribuição mínima de 75% do lucro</h2>
<p>Apesar da revisão da estrutura de capital, a Copel manteve os pilares centrais de sua política de remuneração. A distribuição anual de proventos continuará vinculada ao nível de alavancagem, ao pagamento mínimo de 75% do lucro líquido e à realização de pelo menos dois eventos de pagamento por ano.</p>
<p>A manutenção do percentual é relevante porque a Copel se consolidou entre as elétricas acompanhadas por investidores interessados em fluxo de dividendos. O compromisso, contudo, não significa um valor fixo em reais. O montante efetivamente distribuído dependerá do lucro apurado, da necessidade de caixa, do nível de endividamento e das decisões societárias aplicáveis.</p>
<p>A política anterior já buscava conciliar retorno ao acionista, estabilidade financeira e crescimento. O documento previa que a proposta anual considerasse resultados, perspectivas dos mercados de atuação, estratégia de investimentos e compromissos previstos nos contratos de dívida. Também estabelecia dois pagamentos anuais como frequência mínima.</p>
<p>O histórico recente ajuda a explicar a sensibilidade dos papéis. A Copel registrou R$ 2,45 bilhões em proventos relativos ao exercício de 2025, divididos entre R$ 1,1 bilhão em juros sobre capital próprio e R$ 1,35 bilhão em dividendos. A companhia também informa R$ 706 milhões em juros sobre capital próprio referentes a 2026, com pagamento previsto para setembro.</p>
<p>A preservação do piso de distribuição reduz o risco de uma mudança abrupta na tese de dividendos, mas não elimina a possibilidade de oscilações nos valores pagos. Caso o lucro líquido diminua ou as necessidades de investimento aumentem, a remuneração em reais poderá recuar mesmo com a manutenção do percentual previsto pela política.</p>
<h2>BTG vê flexibilidade para investimentos e dividendos</h2>
<p>Na avaliação do BTG Pactual, a ampliação do prazo para 48 meses é o elemento mais relevante da revisão. O banco considera que a Copel passa a ter maior flexibilidade para executar investimentos sem abandonar sua política de dividendos, especialmente em projetos que demandam desembolsos antes de começarem a contribuir plenamente para a geração de caixa.</p>
<p>O relatório destaca os projetos obtidos no leilão de reserva de capacidade, incluindo ampliações nas usinas hidrelétricas de Segredo e Foz do Areia, <a href="https://gazetamercantil.com/bolsa-familia-agosto-2026-calendario-oficial" title="Bolsa Família Agosto 2026: calendário com antecipação confirmada e consulta liberada hoje" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="335864">com entrada em operação prevista para agosto</a> de 2030. Até que esses ativos comecem a produzir receita, a Copel terá de administrar o cronograma de obras, as necessidades de financiamento e o impacto dos investimentos sobre a dívida.</p>
<p>Nas estimativas do BTG Pactual, a Copel poderá distribuir R$ 3,4 bilhões em dividendos em 2026 e R$ 3,1 bilhões em 2027. Os valores corresponderiam a dividend yields de 7,5% e 6,9%, respectivamente. As projeções dependem do desempenho operacional, do lucro, da execução dos investimentos e das condições financeiras dos próximos trimestres.</p>
<p>O banco calcula ainda que a alavancagem da Copel poderá encerrar 2027 em torno de três vezes a dívida líquida sobre o Ebitda. O nível ficaria acima do novo centro de 2,9 vezes, mas dentro da faixa de tolerância de 2,6 a 3,2 vezes e compatível com o período de até 48 meses estabelecido pela companhia.</p>
<p>Esse cenário pressupõe que os investimentos sejam executados dentro dos prazos e dos orçamentos previstos. Custos adicionais, atrasos regulatórios ou necessidade de novas captações poderiam elevar o indicador e reduzir o espaço para pagamentos extraordinários aos acionistas.</p>
<h2>Revisão tarifária melhora cenário para a distribuidora</h2>
<p>Além da política financeira, o mercado acompanha os efeitos da revisão tarifária da Copel Distribuição, a Copel Disco. Segundo o BTG Pactual, a revisão aprovada recentemente foi favorável à subsidiária, fator que pode reforçar a geração de caixa do grupo e ajudar a acomodar o ciclo de investimentos.</p>
<p>No setor elétrico, a distribuição oferece receitas reguladas e maior previsibilidade, mas está sujeita a metas de qualidade, perdas de energia, custos operacionais e decisões da Agência Nacional de Energia Elétrica. Uma revisão tarifária favorável pode melhorar a remuneração dos ativos e dar suporte ao Ebitda.</p>
<p>Para a Copel, o desempenho da distribuidora será importante na combinação entre expansão e dividendos. Uma geração de caixa mais robusta diminui a necessidade de dívida adicional e permite financiar uma parcela maior <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 16 de julho: Bolsa cai com tarifaço dos EUA e pressão de Vale e bancos" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="328588">dos projetos com</a> recursos próprios. Pressão sobre margens ou aumento das necessidades de capital de giro produziria o efeito contrário.</p>
<p>A capacidade de transformar a revisão tarifária em crescimento operacional dependerá do controle de despesas, dos indicadores de qualidade e da eficiência da rede. Esses fatores influenciam diretamente o resultado da distribuidora e, consequentemente, a evolução da alavancagem consolidada da Copel.</p>
<h2>Ação cai apesar da manutenção dos dividendos</h2>
<p>A queda das ações mostra que o compromisso de pagar ao menos 75% do lucro líquido não foi suficiente para neutralizar a cautela com o endividamento. Em <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="327280">empresas</a> de infraestrutura, alterações na relação dívida líquida/Ebitda podem afetar a avaliação dos investidores porque influenciam despesas financeiras, capacidade de captar recursos e margem de segurança para enfrentar choques operacionais.</p>
<p>O BTG Pactual manteve recomendação de compra para as ações ordinárias da Copel (CPLE3), com preço-alvo de R$ 19 em 12 meses. O valor representa potencial de valorização de 26,5% em relação ao fechamento anterior de R$ 15,02.</p>
<p>A recomendação não elimina riscos associados à execução dos projetos, ao ambiente de juros e à preservação dos dividendos durante o ciclo de investimentos. Para que a tese se confirme, a companhia terá de manter crescimento operacional suficiente para compensar o aumento da dívida e os desembolsos previstos.</p>
<p>A partir da nova política, o acompanhamento da Copel deverá se concentrar em três variáveis: evolução da dívida líquida/Ebitda, geração de caixa após investimentos e ritmo de distribuição de proventos. O limite superior de 3,2 vezes passa a funcionar como referência crítica. Uma aproximação persistente desse patamar poderia restringir a flexibilidade financeira.</p>
<h2>Novo prazo coloca execução dos projetos no centro da avaliação</h2>
<p>A revisão aprovada pelo conselho redefine o horizonte em que a Copel pretende equilibrar expansão, dívida e remuneração aos acionistas. Ao dobrar para 48 meses o período de convergência, a companhia ganha fôlego para atravessar a implantação de novos projetos, mas terá de demonstrar que o capital adicional será convertido em ativos rentáveis e geração de caixa.</p>
<p>Nos próximos balanços, investidores deverão observar se o Ebitda cresce em velocidade suficiente para acompanhar o endividamento, se os investimentos permanecem dentro dos orçamentos e se a distribuidora sustenta os ganhos esperados com a revisão tarifária. Também será relevante acompanhar como a administração ajustará os pagamentos caso a alavancagem se aproxime do teto da faixa.</p>
<p>A manutenção do piso de 75% preserva uma referência importante para o acionista, mas a reação do pregão indica que o mercado passou a cobrar uma demonstração mais clara de disciplina financeira. A Copel terá mais tempo para retornar ao centro da meta; em contrapartida, cada etapa dos projetos de Segredo e Foz do Areia ganhará peso maior na formação das expectativas sobre dívida, dividendos e valor das ações.</p>
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		<title>Movida (MOVI3) dobra lucro, supera guidance e tem melhor trimestre em quatro anos</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/movida-movi3-dobra-lucro-supera-guidance-resultado-2t26</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 19:57:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Movida (MOVI3) encerrou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 135,6 milhões, praticamente o dobro dos R$ 68 milhões registrados no mesmo período do ano anterior. O resultado, divulgado nesta quinta-feira (16) em uma prévia operacional, foi o maior alcançado pela locadora em um trimestre nos últimos quatro anos e ficou [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Movida (MOVI3) encerrou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 135,6 milhões, praticamente o dobro dos R$ 68 milhões registrados no mesmo período do ano anterior. O resultado, divulgado nesta quinta-feira (16) em uma prévia operacional, foi o maior alcançado pela locadora em um trimestre nos últimos quatro anos e ficou acima do intervalo projetado pela própria companhia.</p>
<p>A empresa esperava obter lucro líquido entre R$ 110 milhões e R$ 130 milhões entre abril e junho. O valor efetivamente apurado superou em R$ 5,6 milhões o teto da projeção, uma diferença de aproximadamente 4,3%.</p>
<p>O avanço foi sustentado principalmente pela expansão do negócio de aluguel de veículos, conhecido no setor pela sigla RAC. A receita bruta de locação chegou ao recorde de R$ 2,6 bilhões no trimestre, crescimento de 21% sobre o mesmo intervalo de 2025.</p>
<p>A receita bruta total da Movida (MOVI3), que inclui locação, gestão de frotas e venda de seminovos, alcançou R$ 4 bilhões. O aumento foi mais moderado, de 3,2% na comparação anual, reflexo da estratégia de priorizar o rendimento da frota e manter disciplina na retirada de veículos para revenda.</p>
<h2>Lucro da Movida avança 99% em um ano</h2>
<p>O lucro líquido de R$ 135,6 milhões representa uma expansão de 99,4% frente aos R$ 68 milhões registrados no segundo trimestre de 2025.</p>
<p>Além de praticamente dobrar em um ano, o resultado superou o guidance estabelecido pela administração. A diferença entre o número entregue e a projeção é relevante para os investidores porque reforça a capacidade da companhia de transformar o crescimento das receitas de locação em ganhos na última linha do balanço.</p>
<p>O lucro líquido incorpora despesas financeiras, impostos, depreciação dos veículos e os resultados das operações de seminovos. Por isso, o avanço em ritmo superior ao da receita total sugere uma combinação de melhora operacional, maior aproveitamento da frota e controle de custos.</p>
<p>A Movida (MOVI3), no entanto, ainda não apresentou todas as demonstrações financeiras do período. A prévia divulgada ao <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="326858">mercado</a> concentra os principais indicadores e poderá ser complementada por informações sobre endividamento, custo médio da dívida, fluxo de caixa, despesas financeiras e alavancagem.</p>
<p>Esses dados serão determinantes para medir a qualidade do lucro. <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="326860">Empresas</a> de locação trabalham com uma base elevada de ativos e precisam renovar continuamente a frota, o que torna o custo de capital uma variável central para a rentabilidade.</p>
<h2>Receita de locação atinge recorde de R$ 2,6 bilhões</h2>
<p>O principal destaque operacional foi a receita bruta de locação, que cresceu 21% e atingiu R$ 2,6 bilhões. O desempenho reforça o peso crescente das receitas recorrentes no modelo de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank" rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="326859">negócios</a> da Movida (MOVI3).</p>
<p>O aluguel de veículos tende a produzir margens superiores às obtidas na venda de carros usados. Quanto mais tempo um automóvel permanece alugado, maior é a capacidade de gerar receita antes de ser retirado da frota e encaminhado ao segmento de seminovos.</p>
<p>A expansão também indica demanda firme no RAC, modalidade que reúne locações de curta duração realizadas por pessoas físicas e empresas. Esse mercado é influenciado por viagens, turismo, mobilidade corporativa, contratos com seguradoras e substituição temporária de veículos.</p>
<p>“A estratégia da companhia segue orientada à forte demanda do RAC”, informou a Movida na divulgação dos resultados preliminares.</p>
<p>O crescimento de 21% na locação ficou muito acima da alta de 3,2% observada na receita bruta total. A diferença mostra que a composição das receitas mudou no trimestre, com maior participação do aluguel e menor peso relativo das vendas de veículos usados.</p>
<p>Para o investidor, essa mudança pode ser positiva quando vem acompanhada de utilização elevada da frota e preços adequados nas diárias. O efeito sobre o caixa, entretanto, depende também dos investimentos necessários para comprar veículos e manter a idade média da frota dentro da estratégia da companhia.</p>
<h2>Ebitda sobe 22% e chega a R$ 1,7 bilhão</h2>
<p>O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, conhecido como Ebitda, atingiu R$ 1,7 bilhão no segundo trimestre. O indicador cresceu 22% na comparação com o mesmo período de 2025.</p>
<p>O avanço praticamente acompanhou a expansão da receita de locação. Isso sinaliza que a companhia conseguiu ampliar o resultado operacional sem perder integralmente os ganhos de escala para despesas adicionais.</p>
<p>O Ebitda é acompanhado de perto no setor de locação porque permite observar o desempenho das operações antes das despesas financeiras e dos efeitos contábeis relacionados à depreciação da frota. Ainda assim, não representa o caixa livre disponível para os acionistas.</p>
<p>No caso da Movida (MOVI3), a depreciação dos veículos tem peso relevante. A empresa adquire automóveis, utiliza esses ativos nas operações de locação e posteriormente os vende. Entre a compra e a revenda, precisa reconhecer contabilmente a perda de valor da frota.</p>
<p>A prévia também indicou que o lucro operacional antes do resultado financeiro e dos impostos, o Ebit, superou pela primeira vez a marca de R$ 1 bilhão. O crescimento foi de 29% em relação ao segundo trimestre de 2025.</p>
<p>A expansão do Ebit em ritmo superior ao Ebitda é um sinal favorável porque o indicador já considera depreciação e amortização. Isso pode refletir maior eficiência na utilização dos ativos ou uma dinâmica mais favorável na perda de valor dos veículos.</p>
<h2>Venda de seminovos chega a 19,4 mil veículos</h2>
<p>A Movida vendeu 19,4 mil carros no segundo trimestre, mantendo a margem Ebitda do segmento de seminovos em 1%.</p>
<p>A venda dos veículos é parte essencial do ciclo econômico de uma locadora. Depois de gerar receita no aluguel, o automóvel precisa ser desmobilizado por um preço suficiente para compensar o valor contábil remanescente, os custos comerciais e as despesas de preparação.</p>
<p>Uma margem de 1% mostra que a Movida (MOVI3) preservou rentabilidade positiva nas vendas, embora estreita. O objetivo estratégico do segmento não é apenas produzir lucro na revenda, mas permitir a renovação da frota e liberar capital para novas aquisições.</p>
<p>O volume de 19,4 mil unidades também deve ser analisado em conjunto com as compras realizadas no trimestre. Caso as aquisições tenham superado as vendas, a frota terá crescido e exigido mais capital. Se a desmobilização tiver sido maior, a empresa poderá ter reduzido ativos e reforçado o caixa.</p>
<p>Esses detalhes deverão aparecer no balanço completo. A prévia, por si só, não permite determinar o efeito líquido da renovação da frota sobre a dívida ou sobre a geração de caixa livre.</p>
<p>A estabilidade da margem de seminovos reduz, porém, o risco de que a companhia tenha acelerado as vendas mediante descontos excessivos. Em períodos de <a href="https://gazetamercantil.com/siglas-corporativas-aprender" title="Siglas Corporativas para Aprender e Aplicar no Mercado (2026)" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="331226">mercado fraco para</a> veículos usados, locadoras podem enfrentar pressão para reduzir preços e absorver perdas na desmobilização.</p>
<h2>Crescimento ocorre em ambiente de juros elevados</h2>
<p>O resultado da Movida (MOVI3) ganha relevância por ter sido obtido em um ambiente ainda marcado por juros elevados no Brasil. A taxa Selic afeta o custo do crédito bancário, das emissões de dívida e das demais formas de financiamento utilizadas pelas empresas.</p>
<p>Locadoras são particularmente sensíveis ao custo financeiro porque a compra de veículos exige grandes volumes de capital. Mesmo quando o desempenho operacional melhora, despesas com juros podem consumir uma parcela significativa do resultado.</p>
<p>O avanço do lucro líquido indica que a Movida conseguiu ampliar o ganho final apesar desse cenário. A confirmação da tendência, entretanto, dependerá da evolução da dívida líquida e da alavancagem.</p>
<p>A relação entre dívida líquida e Ebitda é um dos indicadores mais observados pelos investidores do setor. Quando o Ebitda cresce, a alavancagem pode cair mesmo que o endividamento nominal permaneça estável. Por outro lado, compras agressivas de veículos podem aumentar a dívida e neutralizar parte do benefício operacional.</p>
<p>A geração de caixa também será um ponto de atenção. O lucro contábil pode crescer sem produzir aumento proporcional de caixa quando a empresa direciona recursos para ampliar ou renovar a frota.</p>
<h2>Resultado reforça recuperação operacional da Movida</h2>
<p>O melhor lucro trimestral em quatro anos indica que a Movida (MOVI3) avançou em sua estratégia de recuperação de rentabilidade.</p>
<p>O setor enfrentou nos últimos anos oscilações no preço dos veículos novos e usados, elevação do custo de financiamento e mudanças na dinâmica de oferta das montadoras. Essas variáveis alteraram tanto o custo de renovação da frota quanto os valores obtidos na venda dos automóveis.</p>
<p>A Movida passou a enfatizar maior disciplina na alocação de capital, rentabilidade dos contratos, utilização da frota e equilíbrio entre compra e venda de veículos.</p>
<p>Os números do segundo trimestre mostram que a receita de locação cresceu em ritmo forte e que o Ebitda acompanhou esse movimento. O lucro líquido avançou ainda mais, aproximando-se de duas vezes o resultado obtido um ano antes.</p>
<p>A superação do guidance também poderá influenciar as expectativas para os próximos trimestres. O mercado deverá observar se a administração revisará suas projeções ou se adotará uma postura conservadora diante dos juros e das incertezas econômicas.</p>
<h2>O que muda para os investidores de MOVI3</h2>
<p>Para os acionistas, a prévia traz três sinais positivos. O primeiro é a expansão de 21% da receita de locação, que reforça a demanda pelos serviços e aumenta a participação de uma atividade recorrente no faturamento.</p>
<p>O segundo é o crescimento do Ebitda para R$ 1,7 bilhão, indicando avanço operacional. O terceiro é o lucro de R$ 135,6 milhões, acima do teto projetado pela própria companhia.</p>
<p>O resultado também ajuda a reduzir a preocupação com a capacidade da Movida (MOVI3) de converter expansão operacional em lucro líquido. Em empresas endividadas, um Ebitda maior nem sempre chega ao acionista, porque parte relevante pode ser absorvida por juros.</p>
<p>A divulgação preliminar não elimina os riscos. O mercado deverá verificar se o crescimento foi acompanhado de melhora na geração de caixa e redução da alavancagem, ou se exigiu maior volume de capital investido na frota.</p>
<p>Outro ponto será a evolução das tarifas médias de locação. O crescimento da receita pode vir da ampliação da frota, do aumento dos preços, da maior taxa de utilização ou de uma combinação desses fatores. Cada hipótese produz efeitos diferentes sobre margens e retorno sobre o capital.</p>
<p>A qualidade da carteira de contratos de gestão de frotas também será observada. Contratos de longo prazo oferecem previsibilidade, mas precisam incorporar custos de financiamento, manutenção e depreciação para preservar rentabilidade ao longo de vários anos.</p>
<h2>Balanço completo colocará dívida e caixa no centro da análise</h2>
<p>A prévia da Movida (MOVI3) oferece uma leitura favorável da operação no segundo trimestre, mas ainda deixa perguntas que serão respondidas apenas com a divulgação completa das demonstrações financeiras.</p>
<p>O mercado buscará detalhes sobre dívida líquida, prazo médio dos financiamentos, custo das novas emissões, investimentos na frota e caixa gerado pelas atividades operacionais.</p>
<p>Também será necessário avaliar a evolução da depreciação. Mudanças na expectativa de preço dos veículos usados podem alterar esse custo contábil e afetar o Ebit, mesmo sem mudança imediata no caixa.</p>
<p>O desempenho da divisão de seminovos será analisado além da margem de 1%. O preço médio das vendas, o prazo de permanência dos carros nas lojas e o volume de estoques ajudam a medir a velocidade de desmobilização da frota.</p>
<p>A capacidade de manter o crescimento da locação sem elevar excessivamente a dívida será o principal teste para os próximos trimestres. Em um setor intensivo em capital, expansão e disciplina financeira precisam avançar juntas.</p>
<p>Com lucro praticamente duplicado, Ebitda de R$ 1,7 bilhão e receita recorde de locação, a Movida (MOVI3) chega ao balanço completo com uma prévia mais forte do que a projetada. A confirmação de queda da alavancagem e melhora do caixa poderá transformar o avanço operacional em uma recuperação financeira mais consistente.</p>
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		<title>Aços AISI 316L, AISI 316L+Mo e AISI 316Ti: a importância dessas ligas em aplicações industriais</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/acos-aisi-316l-aisi-316lmo-e-aisi-316ti</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 00:27:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[aço]]></category>
		<category><![CDATA[aços]]></category>
		<category><![CDATA[AISI 316L]]></category>
		<category><![CDATA[AISI 316L+Mo]]></category>
		<category><![CDATA[AISI 316Ti]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os aços  AISI 316L, AISI 316L+Mo e AISI 316Ti fazem parte dos aços da série 16 e são reconhecidos por oferecerem maior resistência à corrosão. Outra característica é o seu alto desempenho, mesmo quando aplicado em ambientes agressivos. Acompanhe este guia para conhecer o motivo de essas ligas serem tão importantes para a indústria. O [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Os aços  AISI 316L, AISI 316L+Mo e AISI 316Ti fazem parte dos aços da série 16 e são reconhecidos por oferecerem maior resistência à corrosão. Outra característica é o seu alto desempenho, mesmo quando aplicado em ambientes agressivos. Acompanhe este guia para conhecer o motivo de essas ligas serem tão importantes para a indústria.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">O que torna os aços AISI 316L, AISI 316L+Mo e AISI 316Ti diferentes de outras opções</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Os aços inoxidáveis cumprem uma função essencial na indústria atual. Porém, algumas ligas, como AISI 316L, AISI 316L+Mo e AISI 316Ti, se destacam pelo papel que conseguem cumprir. Além de possuir uma alta resistência à corrosão, esses aços também mantêm seu desempenho quando expostos a ambientes agressivos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Devido às suas propriedades mecânicas, esses aços são utilizados com frequência em setores da indústria naval, petroquímica, alimentícia e farmacêutica. Além disso, também é possível perceber a presença em setores de geração de energia e tratamento de água. </span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Por que os aços AISI 316L, AISI 316L+Mo e AISI 316Ti se destacam na indústria</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Os aços da série 316, embora façam parte do grupo de aços inoxidáveis austeníticos, apresentam um grande diferencial, que é a presença do molibdênio. Por causa desse elemento químico, essas ligas possuem maior resistência à corrosão, especialmente quando expostas a produtos químicos agressivos, cloretos e umidade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, esses aços se mostram com um desempenho melhor, principalmente comparado ao AISI 304. Em situações mais severas, essas ligas possuem maior conformabilidade, elevada tenacidade, boa soldabilidade, além de estabilidade mecânica, mesmo por um prolongado tempo de uso. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As possibilidades de aplicações são ampliadas conforme a composição de cada liga. Há  aquelas que possuem melhor resistência a temperaturas elevadas e outras que têm um comportamento mais seguro após passar pelo processo de soldagem. </span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">AISI 316L e sua versatilidade na aplicação industrial</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><span style="color: #ff0000;"><strong><a style="color: #ff0000;" href="https://virgamet.com.br/offer/1-4404-1-4401-aisi-316-316l-s31603-s31600-aco-inoxidavel" target="_blank" rel="noopener">Aço inoxidável AISI 316L / 1.4404</a></strong></span><span style="font-weight: 400;"> é um material de uso eficaz quando se busca facilidade de fabricação, mantendo uma boa resistência à corrosão. Suas propriedades contam com um teor de carbono baixo, que diminui a precipitação de carbonetos se exposto ao processo de soldagem. Desse modo, preserva a resistência do aço, com menos risco de corrosão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por essas características, esse aço é utilizado com frequência na fabricação de tubulações, tanques, equipamentos hospitalares e válvulas. Além disso, no dia a dia das pessoas, esse aço também está presente, não diretamente, mas pelo processamento de alimentos, instalações químicas e na indústria farmacêutica. </span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">AISI 316L+Mo aplicável em ambientes altamente agressivos</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><strong><span style="color: #ff0000;"><a style="color: #ff0000;" href="https://virgamet.com.br/offer/x3crnimo17133-x2crnimo18143-x2crnimo17123-aco-inoxidavel" target="_blank" rel="noopener">Aço AISI 316L+Mo / 1.4435</a></span></strong><span style="font-weight: 400;"> é um material muito utilizado quando se busca atuação em ambientes altamente agressivos. A sua composição química possui maior quantidade de molibdênio, o que provoca maior resistência aos ataques gerados pelo uso de substâncias químicas agressivas. Além de ser mais resistente à corrosão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, é muito comum o seu uso em equipamentos como reatores farmacêuticos, que são de alta pureza. Além disso, também é utilizado em equipamentos para laboratórios, sistemas biotecnológicos e indústria química que têm a presença de produtos com alto risco de corrosão.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">AISI 316Ti para exposição prolongada ao calor</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><span style="color: #ff0000;"><strong><a style="color: #ff0000;" href="https://virgamet.com.br/offer/x6crnimoti17122-1-4571-aisi-316ti-uns-s31635-aco-inoxidavel" target="_blank" rel="noopener">Aço inoxidável AISI 316Ti / 1.4571</a></strong></span><span style="font-weight: 400;"> já possui propriedades diferentes e se destaca justamente por ter uma maior resistência à exposição ao calor, mesmo que por tempo prolongado. O que dá essa característica é a adição de titânio, que é capaz de dar estabilidade à estrutura do material.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desse modo, o aço fica com suas propriedades mecânicas preservadas, além de reduzir a formação de carbonetos de cromo quando é exposto ao aquecimento. Por essas propriedades é que esse aço é uma opção na fabricação de equipamentos que serão submetidos a temperaturas elevadas, como sistemas de exaustão, refinarias, etc.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Como esses aços interferem no cotidiano</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O consumidor final raramente sabe da presença desses aços no seu cotidiano. Mas é muito comum que essas ligas estejam presentes na fabricação de produtos essenciais, pois fazem parte de equipamentos essenciais para produzir alimentos, medicamentos, bebidas, combustíveis, cosméticos, fertilizantes, etc.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, para que a água chegue até as residências, também é necessário o uso de equipamentos compostos por esses aços, que podem ser expostos a corrosão sem ter prejuízo. É isso que mantém o sistema em alta produtividade e segurança. </span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Diferencial dos aços AISI 316L, AISI 316L+Mo e AISI 316Ti: maior eficiência e menor custo industrial</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A utilização dos aços AISI 316L, AISI 316L+Mo e AISI 316Ti na indústria está associada a confiabilidade. Os equipamentos fabricados com esse material tem maior tempo de vida útil. Além disso, não exigem manutenção corretiva com constância, pois não há um desgaste prematuro nem riscos frequentes de falhas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, as <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="324188">empresas</a> que desejam reduzir os custos operacionais sem comprometer a produtividade investem continuamente nesses aços, já que melhoram a eficiência dos processos industriais. </span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Conclusão</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Os aços AISI 316L, AISI 316L+Mo e AISI 316Ti são materiais essenciais na indústria porque combinam durabilidade, resistência à corrosão e confiabilidade. Para projetos que demandam alta responsabilidade, essas ligas são fundamentais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora pertençam ao mesmo grupo, cada um possui condições específicas, por isso deve ser aplicado a finalidades próprias, considerando qual é o potencial do material e o projeto que se pretende desenvolver.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>SLC Agrícola (SLCE3) reduz compra de terras em MT, mas preço por hectare mantém cautela sobre a ação</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/slc-agricola-slce3-bofa-preco-alvo-terras-mato-grosso</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Jul 2026 15:52:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mercados]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A SLC Agrícola (SLCE3) conseguiu reduzir o tamanho do cheque na compra de terras em Mato Grosso, mas não afastou completamente a desconfiança do mercado sobre a operação. A revisão do acordo com o Grupo Radar transformou uma aquisição inicialmente estimada em R$ 1,85 bilhão em uma transação de R$ 669 milhões, mas manteve no [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A SLC Agrícola (SLCE3) conseguiu reduzir o tamanho do cheque na compra de terras em Mato Grosso, mas não afastou completamente a desconfiança do mercado sobre a operação. A revisão do acordo com o Grupo Radar transformou uma aquisição inicialmente estimada em R$ 1,85 bilhão em uma transação de R$ 669 milhões, mas manteve no radar dos analistas o preço pago por hectare, a dependência de áreas arrendadas e o cenário ainda pressionado para commodities agrícolas.</p>
<p>O Bank of America revisou o preço-alvo das ações da SLC Agrícola (SLCE3) de R$ 13,50 para R$ 14,50 após a nova configuração do negócio. A melhora reflete principalmente o menor impacto esperado sobre o caixa da companhia. Ainda assim, o banco manteve recomendação <strong>underperform</strong>, equivalente a venda, por entender que a operação continua cara quando medida pelo valor da terra agricultável e que o ambiente para geração de caixa segue desafiador.</p>
<p>O ponto central da mudança está no tamanho da aquisição. Em vez de comprar a totalidade do chamado Bloco Mato Grosso, composto por cerca de 41,2 mil hectares físicos e aproximadamente 28 mil hectares agricultáveis, a SLC Agrícola (SLCE3) ficará com 8,9 mil hectares agricultáveis. O valor total da transação será de R$ 669,04 milhões, incluindo infraestrutura existente nas propriedades, como silos, algodoeira e outras benfeitorias operacionais.</p>
<p>Descontada a infraestrutura, estimada em R$ 29,7 milhões, o valor atribuído à terra nua útil/agricultável soma R$ 639,3 milhões. Isso equivale a cerca de R$ 72 mil por hectare agricultável. É esse número que sustenta a cautela do BofA: embora o desembolso total tenha caído, o preço unitário implícito ficou acima do valuation da proposta original.</p>
<h2><strong>Compra menor reduz pressão sobre o caixa</strong></h2>
<p>A nova composição do acordo resolve parte do problema financeiro imediato. A proposta inicial, de R$ 1,85 bilhão, aumentava a preocupação com alavancagem, fluxo de caixa e flexibilidade financeira da SLC Agrícola (SLCE3) em um momento de margens mais apertadas no <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/agronegocio" target="_blank" rel="noopener" title="Agronegócio" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="323848">agronegócio</a>.</p>
<p>Pela nova estrutura, a companhia pagará R$ 255,15 milhões na assinatura do acordo, em conta vinculada, e o saldo de R$ 413,89 milhões até 30 de outubro de 2026. A conclusão da transação ainda depende de aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), quando aplicável, e do cumprimento das condições previstas nos documentos definitivos.</p>
<p>Para a empresa, a compra tem uma lógica operacional clara. A SLC Agrícola (SLCE3) já cultivava soja, milho e algodão nessas áreas por meio de contratos de arrendamento. Ao adquirir parte das terras, passa a converter uma fração de sua operação arrendada em base própria, reduzindo a exposição a renegociações futuras de aluguel rural e ampliando o controle sobre ativos estratégicos.</p>
<p>O problema é que essa conversão foi parcial. Dos 17,6 mil hectares que a SLC operava no bloco, apenas 8,9 mil hectares passarão a ser próprios. Os 8,7 mil hectares restantes continuarão sob arrendamento, com contratos de diferentes prazos e condições.</p>
<h2><strong>Arrendamentos seguem como risco operacional</strong></h2>
<p>A manutenção de áreas arrendadas é um dos pontos que impedem uma leitura plenamente positiva da operação. A SLC Agrícola (SLCE3) continuará dependente de terras que agora ficarão sob controle de outros proprietários, incluindo grupos que também participaram da composição do Bloco Mato Grosso.</p>
<p>Segundo a estrutura divulgada ao <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="323846">mercado</a>, 5,3 mil hectares seguirão arrendados até a safra 2029/30. Outros 900 hectares permanecem arrendados até a safra 2026/27. Uma área de 2,5 mil hectares será recontratada com a nova proprietária, Santa Maria Holding, por mais 15 anos após o término do contrato atual, ao custo de 19,5 sacas por hectare.</p>
<p>A leitura dos analistas é que a SLC Agrícola (SLCE3) reduziu o risco de desembolso, mas não eliminou o risco de continuidade operacional em parte das áreas. No médio prazo, a companhia poderá ter de renegociar contratos, buscar novas propriedades ou aceitar custos maiores de arrendamento para manter sua área plantada.</p>
<p>Esse ponto é relevante porque o modelo de grandes produtores agrícolas depende de escala. A rentabilidade vem da combinação entre área, produtividade, tecnologia, controle de custos, logística e hedge de preços. Qualquer perda de área operacional ou aumento estrutural no custo de arrendamento pode afetar a margem.</p>
<h2><strong>Preço da terra pesa na conta</strong></h2>
<p>A SLC Agrícola (SLCE3) tem uma característica que sempre divide o mercado: é ao mesmo tempo uma produtora de grãos e algodão e uma companhia com patrimônio relevante em terras. Em períodos de valorização fundiária, esse ativo pode funcionar como proteção. Em ciclos de commodities mais fracos, porém, o <a href="https://gazetamercantil.com/siglas-corporativas-aprender" title="Siglas Corporativas para Aprender e Aplicar no Mercado (2026)" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="331183">mercado tende a olhar menos para</a> o valor patrimonial e mais para a geração de caixa.</p>
<p>É nesse ponto que o preço de R$ 72 mil por hectare agricultável se torna sensível. A compra aumenta a base própria, mas consome capital em um ciclo no qual soja, milho e algodão enfrentam pressão de preços internacionais, custos elevados e margens menos confortáveis do que em anos de boom agrícola.</p>
<p>Para o Bank of America, a aquisição menor é melhor do que a proposta original porque preserva caixa. Mas o <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 16 de julho: Bolsa cai com tarifaço dos EUA e pressão de Vale e bancos" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="328527">banco não vê a revisão como</a> suficiente para mudar a tese de investimento. A ação ainda carrega riscos ligados ao ciclo de commodities, ao custo de capital e à necessidade de manter disciplina financeira.</p>
<p>A avaliação cautelosa também reflete a diferença entre reduzir um problema e criar valor de forma clara. Ao cortar o desembolso total, a SLC diminui a pressão imediata. Mas, ao pagar um valor por hectare considerado elevado e manter dependência de arrendamentos, a companhia não transforma a transação em um gatilho inequívoco de valorização das ações.</p>
<h2><strong>Estratégia faz sentido, mas exige execução</strong></h2>
<p>Do ponto de vista estratégico, a compra de terras em áreas já operadas reduz incertezas produtivas. A empresa conhece o solo, a produtividade, a infraestrutura e a logística das propriedades. Isso diminui o risco de integração, comum em aquisições agrícolas feitas em novas fronteiras.</p>
<p>A presença de silos, algodoeira e outras benfeitorias também tem valor operacional. Em propriedades agrícolas de grande escala, infraestrutura instalada pode reduzir gargalos, melhorar eficiência no escoamento e dar mais controle sobre etapas críticas da safra, especialmente no algodão, cultura que exige processamento e armazenagem adequados.</p>
<p>Ainda assim, o retorno da operação dependerá da capacidade da companhia de transformar controle fundiário em margem. A compra só será bem recebida pelo mercado se contribuir para estabilidade operacional, ganhos de produtividade ou redução de custos no médio prazo.</p>
<p>Para investidores, o ponto de acompanhamento será a relação entre geração de caixa e investimentos. Se a companhia conseguir manter disciplina de capital e preservar balanço, a aquisição pode ser digerida com menor ruído. Se o ciclo de commodities continuar desfavorável, o mercado tende a cobrar mais fortemente o preço pago e a necessidade de capital imobilizado em terra.</p>
<h2><strong>Mercado olha para commodities e alavancagem</strong></h2>
<p>O pano de fundo continua desafiador para o agronegócio listado na Bolsa. A SLC Agrícola (SLCE3) está exposta a soja, milho e algodão, commodities cotadas em mercados internacionais e sensíveis a câmbio, clima, oferta global, demanda chinesa e estoques. Em um ambiente de preços menos favoráveis, a disciplina de custos ganha peso maior.</p>
<p>A ação também sofre com a percepção de que <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="323847">empresas</a> agrícolas podem ter grande valor patrimonial, mas menor visibilidade de lucro em ciclos de baixa. Esse desconto é comum em companhias intensivas em terra, porque o investidor precisa avaliar simultaneamente ativo imobiliário, operação agrícola e fluxo de caixa.</p>
<p>A revisão do BofA mostra exatamente essa tensão. O banco reconhece que a compra menor melhora a equação financeira, mas mantém a recomendação negativa porque o conjunto da tese ainda não ficou suficientemente atrativo. Em outras palavras, o problema deixou de ser o tamanho absoluto do desembolso e passou a ser a qualidade do retorno esperado sobre o capital empregado.</p>
<h2><strong>Ação precisa de mais do que compra menor</strong></h2>
<p>A elevação do preço-alvo para R$ 14,50 indica que o novo acordo retirou parte do risco que estava embutido nas projeções. Mas a manutenção da recomendação de venda mostra que o mercado ainda quer sinais mais fortes de geração de valor.</p>
<p>Para que a percepção sobre a SLC Agrícola (SLCE3) melhore de forma consistente, a companhia precisará demonstrar que a compra das terras aumenta eficiência operacional sem comprometer caixa, endividamento e capacidade de atravessar um ciclo menos favorável de commodities.</p>
<p>A transação em Mato Grosso, portanto, não é negativa por si só. Ela resolve um impasse criado pelo exercício concorrente de direitos de preferência e preserva parte de uma área operacional relevante para a companhia. O ponto é que, para o investidor, a pergunta principal continua sem resposta definitiva: o retorno econômico da terra comprada compensará o capital imobilizado?</p>
<p>Enquanto essa resposta não aparecer nos resultados, a ação tende a seguir dependente de três variáveis: preço das commodities, custo de arrendamento e evolução do caixa. Foi por isso que o BofA melhorou o alvo, mas manteve o freio acionado.</p>
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		<title>Vale (VALE3): Daniel Stieler renuncia à presidência do Conselho em meio a disputa com Previ</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/vale-vale3-daniel-stieler-renuncia-conselho-previ</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 05:15:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[B3]]></category>
		<category><![CDATA[Conselho de Administração]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Vale (VALE3) confirmou a renúncia de Daniel André Stieler aos cargos de membro e presidente do Conselho de Administração da companhia. A saída tem efeito imediato e ocorre em meio a uma disputa de governança envolvendo a Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil e acionista relevante da mineradora. Stieler integrava [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Vale (VALE3) confirmou a renúncia de Daniel André Stieler aos cargos de membro e presidente do Conselho de Administração da companhia. A saída tem efeito imediato e ocorre em meio a uma disputa de governança envolvendo a Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil e acionista relevante da mineradora.</p>
<p>Stieler integrava o Conselho de Administração da Vale desde 2021 e presidia o colegiado desde 2023. A companhia agradeceu a liderança, dedicação e contribuições prestadas pelo executivo, destacando sua atuação no fortalecimento da governança corporativa, no aprimoramento dos trabalhos do conselho e na condução de decisões estratégicas.</p>
<p>A renúncia ocorre semanas depois de a Previ pedir a convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária para deliberar sobre a destituição de Stieler da presidência do conselho. A assembleia estava prevista para 22 de julho e havia colocado a governança da Vale no centro das atenções do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="323492">mercado</a>.</p>
<p><a href="https://gazetamercantil.com/bolsa-familia-agosto-2026-calendario-oficial" title="Bolsa Família Agosto 2026: calendário com antecipação confirmada e consulta liberada hoje" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="335837">Com a saída antecipada</a>, a mineradora evita uma votação potencialmente desgastante entre acionistas, mas mantém em aberto a definição sobre quem assumirá o comando do Conselho de Administração em caráter definitivo.</p>
<h2>Disputa com a Previ pressionava o comando do conselho</h2>
<p>A Previ havia defendido a substituição de Daniel Stieler sob o argumento de que a mudança faria parte de um processo de renovação da liderança do conselho e contribuiria para reforçar a independência e a governança da companhia.</p>
<p>O movimento, no entanto, encontrou resistência dentro da própria Vale. Em manifestação anterior, o Conselho de Administração recomendou que os acionistas rejeitassem a proposta de destituição, afirmando que não haviam sido apresentados fatos concretos que justificassem a troca.</p>
<p>A divergência elevou a temperatura <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" title="Política | Diario de Pernambuco" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="323495">política</a> e societária em torno da mineradora. Embora a Previ tenha sustentado que sua iniciativa tinha motivação de governança, parte do mercado passou a interpretar o episódio como um sinal de disputa por influência em uma das maiores <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="323494">empresas</a> brasileiras de capital pulverizado.</p>
<p>A Vale tem um histórico sensível nesse tema. Desde a privatização e, mais recentemente, após a reorganização societária que reduziu o controle concentrado, a companhia passou a operar sob uma estrutura em que grandes acionistas institucionais exercem influência relevante, mas sem um controlador único formal.</p>
<h2>Mercado vê risco de instabilidade institucional</h2>
<p>O ponto central para investidores de VALE3 não é apenas a saída de um executivo do conselho, mas o sinal que o episódio transmite sobre a estabilidade institucional da companhia.</p>
<p>O Conselho de Administração é responsável por decisões estratégicas de longo prazo, acompanhamento da diretoria executiva, definição de políticas corporativas, alocação de capital, avaliação de riscos e preservação dos interesses da companhia e de seus acionistas.</p>
<p>Quando há disputa pública sobre o comando do colegiado, o mercado tende a observar três riscos principais: interferência excessiva de acionistas específicos, instabilidade na tomada de decisão e aumento da percepção de influência política sobre a empresa.</p>
<p>Esse risco é especialmente relevante no caso da Vale porque a mineradora opera em setores estratégicos, como minério de ferro, logística, energia e metais para transição energética. Além disso, a empresa tem peso elevado na Bolsa brasileira e forte presença no fluxo de investidores estrangeiros.</p>
<h2>Por que a saída de Stieler importa para VALE3</h2>
<p>Para quem acompanha VALE3, a renúncia de Daniel Stieler adiciona uma camada de incerteza ao curto prazo. A companhia segue com fundamentos operacionais ligados principalmente ao preço do minério de ferro, à demanda chinesa, ao câmbio e ao ritmo de produção. Mas eventos de governança podem afetar a percepção de risco do papel.</p>
<p>A saída não altera, por si só, a operação da mineradora. A Vale continua produzindo, exportando e executando sua estratégia operacional. O impacto imediato está mais ligado à confiança dos investidores na estabilidade decisória do conselho.</p>
<p>Em empresas de grande porte, mudanças no Conselho de Administração podem influenciar temas como política de dividendos, investimentos, desalavancagem, disciplina de capital, aquisições, desinvestimentos, sucessão executiva e relacionamento com o governo.</p>
<p>Por isso, mesmo quando a mudança não afeta diretamente a produção, ela pode ter reflexo na forma como o mercado precifica a ação.</p>
<h2>Quem pode assumir o comando do conselho</h2>
<p>Com a renúncia, a Vale precisa reorganizar a liderança do Conselho de Administração. A definição pode ocorrer por decisão interna do colegiado ou ser encaminhada dentro do processo societário já aberto com a assembleia convocada a pedido da Previ.</p>
<p>Entre os nomes citados no debate está Manuel Lino Silva de Sousa Oliveira, conhecido como Ollie, que aparece como lead independent director na estrutura de governança da companhia. Ele vinha sendo defendido pela Previ como alternativa para a presidência do conselho.</p>
<p>Outro nome relevante no colegiado é Marcelo Gasparino, vice-presidente do Conselho de Administração. Em discussões anteriores, Gasparino manifestou preocupação com os riscos de instabilidade institucional e com a possibilidade de interferências indevidas na governança da mineradora.</p>
<p>A escolha do próximo presidente do conselho será acompanhada de perto porque indicará o grau de acomodação entre os principais acionistas e a capacidade da Vale de preservar uma agenda de governança sem ruptura.</p>
<h2>Governança volta ao centro da tese de investimento</h2>
<p>A Vale é uma das companhias mais relevantes da B3 e uma das maiores produtoras globais de minério de ferro. Por isso, qualquer mudança em sua governança tem efeito que vai além da própria empresa.</p>
<p>A mineradora está no radar de fundos locais, investidores estrangeiros, gestoras globais e fundos de pensão. A composição e a independência do conselho são variáveis importantes para esses investidores, principalmente em uma companhia com ativos estratégicos, forte geração de caixa e histórico de sensibilidade política.</p>
<p>O episódio também ocorre em um momento em que o mercado acompanha de perto a relação entre grandes empresas brasileiras e o governo federal. No caso <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 16 de julho: Bolsa cai com tarifaço dos EUA e pressão de Vale e bancos" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="328501">da Vale, relatos de pressão política para ampliar investimentos e a ofensiva da Previ sobre o comando</a> do conselho alimentaram uma leitura mais cautelosa por parte dos investidores.</p>
<p>Ainda assim, é importante separar fato de interpretação. O fato objetivo é que Stieler renunciou aos cargos de membro e presidente do conselho. A interpretação de mercado envolve a leitura de que a disputa com a Previ e o ambiente político aumentaram a pressão sobre o executivo.</p>
<h2>O que observar daqui em diante</h2>
<p>A primeira questão é quem assumirá a presidência do Conselho de Administração da Vale. A escolha será relevante para medir se a companhia buscará uma solução de continuidade ou se haverá mudança mais ampla no equilíbrio de forças dentro do colegiado.</p>
<p>O segundo ponto é o futuro da Assembleia Geral Extraordinária solicitada pela Previ. Com a renúncia de Stieler, parte da pauta perde objeto, mas a recomposição da vaga no conselho e a reorganização da liderança ainda podem exigir deliberação dos acionistas.</p>
<p>O terceiro ponto é a reação do mercado. Se a transição for conduzida de forma rápida e institucional, o impacto sobre VALE3 tende a ser limitado. Se houver nova disputa pública entre acionistas, o prêmio de risco da companhia pode aumentar.</p>
<p>Para o investidor, a mensagem principal é que a Vale continua sendo influenciada por fundamentos globais do minério de ferro, mas a governança voltou a ser um fator relevante na leitura da ação.</p>
<h2>Cronologia do caso</h2>
<p>Daniel Stieler entrou no Conselho de Administração da Vale em 2021 e assumiu a presidência do colegiado em 2023.</p>
<p>Em junho de 2026, a Previ pediu a convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária para discutir sua destituição da presidência do conselho. A fundação argumentou que buscava renovação e reforço de governança.</p>
<p>O Conselho de Administração da Vale recomendou rejeição à proposta, sustentando que não havia fatos concretos que justificassem a substituição.</p>
<p>Em 6 de julho de 2026, antes da assembleia prevista para 22 de julho, Stieler apresentou renúncia aos cargos de membro e presidente do Conselho de Administração, com efeitos imediatos.</p>
<p>A partir de agora, a companhia terá de definir a recomposição da liderança do colegiado e administrar os efeitos do episódio sobre sua percepção de governança no mercado.</p>
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		<title>FI-Infra ganham espaço após queda das cotas; veja descontos e riscos de BDIF11, KDIF11 e JURO11</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/fi-infra-bdif11-kdif11-juro11-descontos-renda-isenta</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 20:58:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Os fundos incentivados de infraestrutura negociados na Bolsa voltaram ao centro das estratégias de renda fixa após um primeiro semestre marcado por resgates, casos pontuais de inadimplência e queda nos preços de títulos de crédito privado. A abertura dos prêmios pagos pelas debêntures e o desconto de algumas cotas em relação ao patrimônio criaram pontos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Os fundos incentivados de infraestrutura negociados na Bolsa voltaram ao centro das estratégias de renda fixa após um primeiro semestre marcado por resgates, casos pontuais de inadimplência e queda nos preços de títulos de crédito privado. A abertura dos prêmios pagos pelas debêntures e o desconto de algumas cotas em relação ao patrimônio criaram pontos de entrada mais atraentes, mas também elevaram a necessidade de avaliar qualidade de crédito, liquidez e capacidade da gestão.</p>
<p>Conhecidos como FI-Infra, esses fundos direcionam a maior parte dos recursos para debêntures emitidas por <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="322694">empresas</a> responsáveis por projetos de energia, saneamento, rodovias, ferrovias, telecomunicações e outros segmentos de infraestrutura.</p>
<p>A remuneração costuma estar vinculada à inflação, acrescida de uma taxa real, ou ao CDI. Para pessoas físicas, os rendimentos distribuídos pelos fundos podem contar com isenção de Imposto de Renda quando atendidos os requisitos previstos na legislação aplicável.</p>
<p>A combinação entre retorno potencialmente superior ao de títulos públicos, pagamentos mensais e benefício tributário tornou os FI-Infra mais conhecidos entre investidores de renda. O produto, porém, está exposto ao risco de crédito das empresas financiadas, à oscilação das taxas de juros e às variações de preço das cotas negociadas na B3.</p>
<p>Em relatório, a Empiricus Research avaliou que parte da queda registrada nos últimos meses decorreu de fatores técnicos do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="322696">mercado</a>, e não de uma deterioração generalizada da capacidade financeira das empresas emissoras.</p>
<p>A casa <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 16 de julho: Bolsa cai com tarifaço dos EUA e pressão de Vale e bancos" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="328401">de</a> análise destacou o BTG Pactual Dívida Infra (BDIF11), o Kinea Infra (KDIF11) e o Sparta Infra (JURO11) como fundos capazes de aproveitar a abertura dos spreads. Os números, contudo, refletem uma fotografia do fim de junho e podem mudar diariamente <a href="https://gazetamercantil.com/privatizacao-telebras-leilao-do-seculo" title="O leilão do século: como a privatização da Telebrás colocou o celular no bolso do brasileiro e redesenhou o país" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="333448">com as negociações na Bolsa</a> e a atualização das carteiras.</p>
<h2>Resgates provocaram vendas forçadas no crédito privado</h2>
<p>O mercado de debêntures incentivadas atravessou um período de maior aversão ao risco no primeiro semestre. Casos de empresas inadimplentes, pedidos de recuperação e perdas em determinados produtos aumentaram a cautela dos investidores.</p>
<p>O movimento atingiu também emissores que não apresentaram deterioração financeira equivalente à queda observada nos preços de seus títulos.</p>
<p>Fundos abertos de crédito privado ficaram entre os veículos mais pressionados. Quando um cotista solicita o resgate, o gestor precisa devolver o dinheiro dentro do prazo estabelecido pelo regulamento. Se o caixa disponível não for suficiente, torna-se necessário vender títulos da carteira.</p>
<p>Em momentos de estabilidade, essa venda pode ocorrer sem impacto expressivo. Em períodos de estresse, porém, há menos compradores dispostos a adquirir debêntures, principalmente as de menor liquidez.</p>
<p>O gestor pode acabar aceitando preços inferiores aos considerados adequados para gerar os recursos exigidos pelos resgates.</p>
<p>A dinâmica cria um círculo de pressão. A queda das cotas ou dos fundos provoca novas solicitações de retirada. Para pagar os investidores, gestores vendem ativos. O aumento da oferta reduz ainda mais os preços, piora o desempenho e estimula novos resgates.</p>
<p>No mercado de crédito, a abertura do spread significa que o investidor passa a exigir uma taxa maior acima do título público de referência para aceitar o risco de financiar uma empresa.</p>
<p>Uma debênture que antes oferecia IPCA mais 7% ao ano pode passar a pagar IPCA mais 9%, por exemplo. Para que a taxa suba, o preço de mercado do título normalmente precisa cair.</p>
<h2>Regras limitam caixa dos fundos incentivados</h2>
<p>Os fundos abertos de infraestrutura possuem exigências mínimas de alocação em ativos incentivados. A composição reduz a flexibilidade para manter uma parcela muito elevada do patrimônio em caixa por longos períodos.</p>
<p>A exigência busca assegurar que os recursos captados sejam efetivamente direcionados ao financiamento de projetos considerados prioritários para o desenvolvimento da infraestrutura do país.</p>
<p>Em um cenário de resgates, contudo, o gestor enfrenta uma escolha difícil. Manter pouco caixa aumenta a necessidade de vender ativos. Elevar excessivamente a liquidez pode afastar a carteira da <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" title="Política | Diario de Pernambuco" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="322695">política</a> prevista e reduzir o retorno do fundo.</p>
<p>Essa limitação contribuiu para a pressão observada durante os episódios de saída mais intensa de investidores.</p>
<p>A Empiricus considera que a abertura dos spreads foi, em parte, superior à piora efetiva do risco de crédito. Na visão da casa, a diferença entre o preço negociado e a capacidade financeira dos emissores criou oportunidades para gestores com recursos disponíveis e horizonte de longo prazo.</p>
<p>A conclusão não significa que todas as debêntures tenham se tornado baratas ou seguras. Em períodos de estresse, o mercado pode antecipar problemas ainda não refletidos nos balanços. A análise individual de cada empresa permanece essencial.</p>
<h2>Estrutura fechada protege carteira contra resgates</h2>
<p>Os FI-Infra listados possuem uma diferença importante em relação aos fundos abertos.</p>
<p>Quando um investidor deseja sair de um fundo fechado negociado na B3, ele vende suas cotas <a href="https://gazetamercantil.com/siglas-corporativas-aprender" title="Siglas Corporativas para Aprender e Aplicar no Mercado (2026)" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="331102">para outro participante do mercado</a>. O dinheiro utilizado na operação não é retirado do patrimônio do fundo.</p>
<p>O gestor, portanto, não precisa vender debêntures para pagar o investidor que decidiu deixar a posição.</p>
<p>Essa estrutura permite atravessar períodos de turbulência sem desmontar a carteira em condições desfavoráveis. Também pode dar ao gestor capacidade para comprar títulos com taxas mais elevadas quando outros participantes são obrigados a vender.</p>
<p>A pressão, entretanto, não desaparece. Ela é transferida para o preço da cota na Bolsa.</p>
<p>Quando há muitos vendedores e poucos compradores, a cotação pode cair abaixo do valor patrimonial. O investidor que precisa sair rapidamente pode realizar prejuízo, mesmo que as empresas devedoras continuem honrando os pagamentos.</p>
<p>A estrutura fechada protege a carteira contra resgates, mas não protege o cotista contra volatilidade.</p>
<h2>Deságio permite comprar ativos abaixo do valor patrimonial</h2>
<p>Um dos principais argumentos favoráveis aos FI-Infra está no desconto apresentado por determinadas cotas.</p>
<p>O valor patrimonial representa, de forma simplificada, o patrimônio líquido do fundo dividido pela quantidade de cotas. Já o valor de mercado é o preço pelo qual os investidores negociam os papéis na Bolsa.</p>
<p>Quando uma cota patrimonial de R$ 100 é vendida por R$ 90, o fundo negocia com deságio de 10%.</p>
<p>Caso os ativos da carteira paguem os valores esperados e a cotação se aproxime novamente do patrimônio, o investidor poderá obter retorno tanto pelos rendimentos recebidos quanto pela valorização da cota.</p>
<p>O desconto também aumenta o rendimento percentual calculado sobre o preço pago. Uma distribuição de R$ 1 representa retorno mensal de 1% para quem compra a cota por R$ 100 e de aproximadamente 1,11% para quem paga R$ 90.</p>
<p>O deságio, porém, não é garantia de valorização. Ele pode persistir durante anos ou aumentar em momentos de aversão ao risco.</p>
<p>Também é possível que o valor patrimonial caia. Se as taxas de mercado subirem, os títulos existentes podem sofrer marcação negativa. Em caso de inadimplência, reestruturação de dívida ou perda esperada, o fundo poderá reduzir o valor atribuído aos ativos.</p>
<h2>BDIF11 apresenta desconto elevado e carteira diversificada</h2>
<p>O BTG Pactual Dívida Infra (BDIF11) investe predominantemente em debêntures incentivadas e combina títulos negociados no mercado secundário com operações estruturadas pela própria gestora.</p>
<p>No fim de junho, o fundo apresentava um dos maiores descontos do segmento. A cotação correspondia a aproximadamente 87% de seu valor patrimonial, segundo indicadores de mercado, o que representa deságio próximo de 13%.</p>
<p>O fundo possuía patrimônio líquido na faixa de R$ 1,5 bilhão e carteira distribuída por dezenas de emissores e diferentes setores de infraestrutura.</p>
<p>Essa pulverização reduz o impacto potencial de um problema isolado, embora não elimine os riscos. Diversas empresas da carteira podem ser afetadas simultaneamente por juros, inflação, regulação ou desaceleração econômica.</p>
<p>O BDIF11 distribuiu R$ 0,85 por cota nos meses mais recentes, dentro da política adotada pela gestão. Nos 12 meses encerrados em junho, os pagamentos somavam aproximadamente R$ 9,55 por cota.</p>
<p>Com a cota de mercado próxima de R$ 70, o rendimento acumulado alcançava patamar superior a 13% sobre o preço negociado. Essa conta olha para pagamentos passados e não representa promessa de manutenção.</p>
<p>A taxa implícita da carteira também aumentou com a queda dos preços. Segundo o levantamento da Empiricus, o retorno estimado aproximava-se de IPCA mais 13% ao ano no fim de junho.</p>
<p>Parte dessa taxa decorre do desconto da cota. O investidor precisa distinguir o retorno dos títulos mantidos pelo fundo do ganho potencial associado a uma futura redução do deságio.</p>
<h2>KDIF11 negocia próximo ou acima do patrimônio</h2>
<p>O Kinea Infra (KDIF11) possui patrimônio próximo de R$ 3 bilhões e uma carteira formada por mais de 60 emissões de debêntures, distribuídas entre segmentos como energia, saneamento e rodovias.</p>
<p>Diferentemente do BDIF11, o fundo era negociado próximo do valor patrimonial, com pequeno ágio no fim de junho.</p>
<p>O ágio indica que o investidor paga ligeiramente mais pela cota do que o valor contábil dos ativos que ela representa. Esse prêmio pode refletir confiança na gestão, histórico de resultados, liquidez ou expectativa de rendimentos.</p>
<p>Também reduz a margem de segurança proporcionada por um desconto.</p>
<p>O KDIF11 distribuiu R$ 1,45 por cota em junho. Os rendimentos acumulados nos 12 meses anteriores totalizavam aproximadamente R$ 15,68 por cota.</p>
<p>A taxa estimada da carteira estava próxima de IPCA mais 9,65% ao ano, segundo os números apresentados no levantamento.</p>
<p>O fundo se diferencia pela presença de operações de originação própria. Nesses casos, a gestora participa da estruturação dos títulos, negocia garantias e acompanha o emissor desde etapas anteriores à distribuição.</p>
<p>A originação pode permitir acesso a taxas e condições diferentes das encontradas no mercado secundário. Por outro lado, exige capacidade técnica para avaliar projetos, garantias, covenants e riscos regulatórios.</p>
<h2>JURO11 combina liquidez e exposição à inflação</h2>
<p>O Sparta Infra (JURO11) investe predominantemente em debêntures de empresas de infraestrutura e busca retorno ligado à inflação.</p>
<p>No fim de junho, a cota apresentava desconto próximo de 4% em relação ao valor patrimonial, segundo o relatório da Empiricus.</p>
<p>O fundo também registrava uma das maiores médias de negociação diária do grupo, característica relevante para investidores que desejam comprar ou vender posições com menor impacto sobre o preço.</p>
<p>Liquidez elevada reduz, mas não elimina, o risco de dificuldade na saída. Em períodos de estresse intenso, até fundos normalmente negociados podem apresentar aumento na diferença entre as ofertas de compra e venda.</p>
<p>A carteira do JURO11 tinha spread aproximado de 1,2 ponto percentual acima de seus títulos públicos de referência ao fim de maio, com prazo médio próximo de 4,8 anos e cerca de 7% dos recursos em caixa.</p>
<p>O fundo vinha distribuindo valores mensais variáveis. Depois de pagamentos recorrentes de R$ 1 por cota, o rendimento caiu para R$ 0,75 em maio e R$ 0,50 em junho.</p>
<p>A redução mostra que as distribuições mensais não são fixas. Elas dependem do resultado em caixa, da inflação acumulada, dos juros recebidos, das despesas e das decisões da gestão.</p>
<p>Segundo o levantamento citado, o retorno estimado da carteira estava próximo de IPCA mais 9,84% ao ano no fim de junho.</p>
<h2>Isenção aumenta retorno líquido para pessoas físicas</h2>
<p>A isenção tributária é um dos principais atrativos dos fundos incentivados.</p>
<p>Nos produtos que atendem aos requisitos legais, os rendimentos recebidos por pessoas físicas são isentos de Imposto de Renda. Alguns FI-Infra também informam isenção sobre ganhos obtidos na venda das cotas, conforme seu enquadramento e a legislação aplicável.</p>
<p>A vantagem deve ser considerada ao comparar o fundo com um CDB, título público ou fundo convencional sujeito à tributação.</p>
<p>Um retorno isento de 12% ao ano não deve ser comparado diretamente com uma aplicação tributada que também renda 12%. Na segunda alternativa, parte do ganho será destinada ao imposto.</p>
<p>A comparação pode ser feita por meio do chamado gross-up, cálculo que estima qual seria o rendimento bruto necessário em um produto tributado para entregar o mesmo resultado líquido de um ativo isento.</p>
<p>O benefício fiscal não transforma o FI-Infra em aplicação sem risco. Ele apenas melhora o retorno líquido quando há rendimento.</p>
<h2>Fundos não possuem garantia do FGC</h2>
<p>FI-Infra não contam com cobertura do Fundo Garantidor de Créditos.</p>
<p>O FGC protege determinados produtos bancários, como CDB, LCI e LCA, dentro dos limites e condições do regulamento. Debêntures e cotas de fundos ficam fora dessa proteção.</p>
<p>Se uma empresa emissora deixar de pagar sua dívida, o fundo precisará executar garantias, negociar uma reestruturação ou reconhecer perdas.</p>
<p>A recuperação pode levar anos e resultar em recebimento inferior ao valor originalmente previsto.</p>
<p>O investidor também está exposto à qualidade da gestão. A seleção dos ativos, a negociação de garantias, o acompanhamento das empresas e a diversificação influenciam diretamente o risco da carteira.</p>
<p>Outro fator é a marcação a mercado. Mesmo sem inadimplência, as cotas podem cair quando os juros reais sobem ou quando o mercado passa a exigir spreads maiores.</p>
<h2>Taxa IPCA mais elevada não equivale a retorno garantido</h2>
<p>Taxas próximas de IPCA mais 10% ou IPCA mais 13% ao ano chamam atenção, mas precisam ser interpretadas com cautela.</p>
<p>Esses números normalmente representam uma taxa indicativa calculada a partir dos preços atuais dos títulos e das cotas. O retorno efetivo dependerá dos pagamentos dos emissores, da inflação, das despesas do fundo e do preço pelo qual o investidor vender sua posição.</p>
<p>Se os títulos forem mantidos até o vencimento e todas as obrigações forem honradas, a taxa contratada tende a se materializar. Fundos, contudo, compram e vendem ativos, recebem amortizações e atualizam diariamente o valor das carteiras.</p>
<p>A taxa também incorpora um prêmio por risco. Quanto maior a remuneração oferecida, maior pode ser a percepção de incerteza sobre o emissor, a liquidez ou o prazo da operação.</p>
<p>Por isso, o investidor não deve escolher o fundo apenas pelo rendimento mensal ou pela taxa mais alta.</p>
<h2>Abertura dos spreads melhora relação entre risco e retorno</h2>
<p>A correção observada no primeiro semestre tornou os preços mais atraentes em parte do mercado de crédito privado.</p>
<p>Fundos fechados com caixa disponível puderam adquirir debêntures a taxas superiores às observadas no início do ano. Se a qualidade dos emissores permanecer estável, essas compras poderão elevar o resultado futuro das carteiras.</p>
<p>A oportunidade, entretanto, convive com riscos relevantes. Novos casos de inadimplência podem provocar outra onda de aversão ao crédito. Juros reais elevados podem manter as cotas descontadas. A liquidez também pode diminuir em períodos de tensão.</p>
<p>BDIF11, KDIF11 e JURO11 representam estratégias diferentes dentro da mesma classe. O primeiro oferece desconto mais profundo; o segundo negocia próximo ao patrimônio e possui carteira ampla; o terceiro combina liquidez com exposição a debêntures indexadas à inflação.</p>
<p>A escolha exige avaliar o perfil de risco, a duração dos ativos, a qualidade das empresas, os setores financiados, a concentração da carteira e o histórico de distribuição.</p>
<p>A abertura dos spreads colocou os FI-Infra novamente no radar, mas o retorno adicional não é gratuito. Ele remunera o investidor por aceitar risco de crédito, volatilidade de mercado e a possibilidade de precisar vender as cotas em um momento desfavorável.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Caso Digimais, de Edir Macedo, expõe falhas na fiscalização de bancos e fundos</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/caso-digimais-edir-macedo-falhas-fiscalizacao-bancos-fundos</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 28 Jun 2026 19:51:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Banco Central]]></category>
		<category><![CDATA[Banco Digimais]]></category>
		<category><![CDATA[BPAC11]]></category>
		<category><![CDATA[BTG Pactual]]></category>
		<category><![CDATA[CDB]]></category>
		<category><![CDATA[Edir Macedo]]></category>
		<category><![CDATA[FGC]]></category>
		<category><![CDATA[FIDC]]></category>
		<category><![CDATA[Operação Miragem]]></category>
		<category><![CDATA[Polícia Federal]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A investigação da Polícia Federal sobre o Banco Digimais ampliou o debate a respeito das fragilidades existentes na fiscalização de instituições financeiras, fundos de investimento e ativos usados para sustentar os balanços dos bancos brasileiros. Deflagrada em 23 de junho, a Operação Miragem apura suspeitas de manipulação de demonstrações contábeis e registros regulatórios, além da [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A investigação da Polícia Federal sobre o Banco Digimais ampliou o debate a respeito das fragilidades existentes na fiscalização de instituições financeiras, fundos de investimento e ativos usados para sustentar os balanços dos bancos brasileiros.</p>
<p>Deflagrada em 23 de junho, a Operação Miragem apura suspeitas de manipulação de demonstrações contábeis e registros regulatórios, além da realização de operações que teriam ocultado a verdadeira situação financeira da instituição controlada pelo empresário e líder religioso Edir Macedo.</p>
<p>Mais de 50 policiais federais participaram do cumprimento de nove mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal em São Paulo. A decisão também autorizou o sequestro e o bloqueio de até R$ 670 milhões em bens e valores relacionados aos investigados.</p>
<p>Segundo a Polícia Federal, a apuração foi subsidiada por relatórios elaborados pelo Banco Central. Os documentos indicariam que demonstrativos contábeis e informações regulatórias foram alterados para apresentar uma situação de solvência que não corresponderia à realidade do banco.</p>
<p>Os fatos ainda estão sob investigação. Não houve, até o momento, condenação definitiva dos envolvidos, que têm assegurados o contraditório, a ampla defesa e a presunção de inocência.</p>
<h2>O que a Polícia Federal investiga no Banco Digimais</h2>
<p>A Operação Miragem concentra-se em possíveis crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.</p>
<p>De acordo com a PF, os investigados poderão responder, caso as suspeitas sejam comprovadas, por gestão fraudulenta, inserção de informações falsas em demonstrativos contábeis e realização de operações de crédito vedadas pela legislação.</p>
<p>O núcleo da investigação envolve a forma como determinados ativos teriam sido avaliados e registrados no patrimônio do Banco Digimais. A suspeita é de que ativos de baixa liquidez ou valor econômico incerto tenham sido contabilizados por montantes muito superiores ao preço efetivamente pago por eles.</p>
<p>Esse tipo de procedimento pode aumentar artificialmente o patrimônio de uma instituição financeira e transmitir aos órgãos de fiscalização, investidores e depositantes a impressão de que o banco possui mais recursos para honrar suas obrigações.</p>
<p>A instituição também poderia continuar captando dinheiro no <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="322628">mercado</a> por meio da emissão de Certificados de Depósito Bancário, os CDBs, mesmo diante de uma situação financeira supostamente mais frágil do que aquela apresentada nos balanços.</p>
<h2>Fundo Hermon está no centro das suspeitas</h2>
<p>Um dos principais pontos examinados pela investigação envolve o Fundo de Investimento em Direitos Creditórios Hermon.</p>
<p>Os FIDCs são fundos que aplicam seus recursos em créditos a receber, como parcelas de financiamentos, duplicatas, contratos comerciais, precatórios e outros direitos creditórios. O valor das cotas depende, entre outros fatores, da qualidade e da possibilidade efetiva de recebimento desses créditos.</p>
<p>No caso investigado, o Fundo Hermon detinha direitos relacionados a uma antiga disputa judicial contra a União.</p>
<p>Segundo informações atribuídas à investigação, esses direitos teriam sido adquiridos por aproximadamente R$ 71 milhões, mas passaram a ser registrados no patrimônio do fundo por cerca de R$ 741,3 milhões.</p>
<p>A diferença entre o valor de aquisição e o montante contabilizado é de aproximadamente R$ 670,3 milhões.</p>
<p>Para os investigadores, a elevação teria inflado artificialmente o patrimônio do fundo. Como o Banco Digimais era cotista do Hermon, a valorização também teria produzido reflexos positivos no balanço da instituição financeira.</p>
<p>O Banco Central teria determinado, em 2023, a revisão da avaliação do ativo, estabelecendo que o direito creditório fosse contabilizado por um valor compatível com o preço efetivamente pago em sua aquisição.</p>
<p>A investigação busca esclarecer as operações realizadas posteriormente e verificar se foram utilizadas estruturas financeiras para impedir que a desvalorização produzisse imediatamente seus efeitos no balanço do banco.</p>
<h2>Suspeita de renda contábil sem entrada efetiva de dinheiro</h2>
<p>Além da avaliação do Fundo Hermon, a Polícia Federal apura operações envolvendo <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="322627">empresas</a> e fundos relacionados ao banco.</p>
<p>Uma das suspeitas é de que determinadas transações tenham sido registradas contabilmente como se representassem ativos ou receitas para a instituição, embora não tivesse ocorrido o ingresso correspondente de dinheiro em caixa.</p>
<p>Também são investigadas sucessivas reavaliações de direitos creditórios ligados ao mesmo processo judicial. Essas alterações teriam contribuído para elevar o valor dos ativos e produzir uma renda contábil que, segundo a apuração, não refletiria uma geração efetiva de recursos.</p>
<p>A diferença é relevante porque um banco pode apresentar lucro ou patrimônio positivo em suas demonstrações financeiras sem necessariamente possuir liquidez suficiente para pagar todos os seus compromissos.</p>
<p>As autoridad<a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 16 de julho: Bolsa cai com tarifaço dos EUA e pressão de Vale e bancos" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="328386">e</a>s procuram determinar quem estruturou, autorizou e registrou as operações, assim como identificar os responsáveis pelas avaliações dos ativos e pela elaboração das informações enviadas ao Banco Central.</p>
<h2>Crescimento do Digimais foi financiado por captação com CDBs</h2>
<p>O Banco Digimais surgiu a partir do antigo Banco Renner, instituição fundada em 1981 e originalmente ligada à família que criou a rede de lojas de mesmo nome.</p>
<p>Edir Macedo e empresas relacionadas ao Grupo Record passaram a investir na instituição na década passada. Em 2020, o grupo assumiu o controle integral do banco, que passou a adotar a marca Digimais.</p>
<p>Nos anos seguintes, a instituição expandiu sua atuação em áreas como financiamento de veículos, crédito consignado e empréstimos.</p>
<p>Parte dessa expansão foi financiada pela emissão de CDBs. Por meio desses títulos, os bancos captam dinheiro de investidores e assumem o compromisso de devolver o valor aplicado acrescido da remuneração contratada.</p>
<p>Instituições menores normalmente precisam oferecer rendimentos superiores aos pagos pelos grandes bancos para atrair investidores. O modelo não é irregular por si só, mas exige que a instituição mantenha ativos de qualidade e capacidade financeira suficiente para pagar os títulos nos vencimentos.</p>
<p>O risco aumenta quando o dinheiro captado é direcionado a carteiras de crédito com inadimplência elevada ou a ativos cujo valor e liquidez são difíceis de comprovar.</p>
<p>É justamente essa combinação — captação remunerada com CDBs, deterioração da carteira de crédito e uso de ativos complexos nos balanços — que passou a receber maior atenção após os recentes problemas envolvendo bancos de menor porte.</p>
<h2>Caso reacende discussão sobre o Fundo Garantidor de Créditos</h2>
<p>Os CDBs emitidos por instituições associadas ao Fundo Garantidor de Créditos contam com cobertura dentro dos limites e das regras estabelecidas pelo FGC.</p>
<p>Atualmente, a garantia ordinária cobre até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição ou conglomerado financeiro, respeitado o teto global de R$ 1 milhão a cada período de quatro anos.</p>
<p>A existência da proteção é fundamental para a confiança no sistema bancário. Entretanto, especialistas discutem se ela pode estimular investidores a escolher títulos apenas pela taxa oferecida, sem analisar adequadamente a situação financeira do emissor.</p>
<p>Na prática, um banco com maior nível de risco pode prometer rendimentos elevados para captar recursos. O investidor, por sua vez, pode entender que a cobertura do FGC elimina o risco da aplicação, desde que permaneça dentro dos limites garantidos.</p>
<p>O problema é que eventuais perdas são absorvidas pelo fundo formado por contribuições das próprias instituições financeiras. Crises de grande porte podem exigir desembolsos bilionários e elevar os custos para todo o sistema bancário.</p>
<p>As investigações sobre o Digimais reforçam o debate sobre a necessidade de limitar incentivos à captação agressiva por instituições com ativos de baixa qualidade ou situação patrimonial deteriorada.</p>
<h2>Fiscalização dividida entre Banco Central e CVM</h2>
<p>Outro ponto exposto pelo caso é a divisão de competências entre os órgãos reguladores.</p>
<p>O Banco Central supervisiona as instituições financeiras e acompanha informações relacionadas à liquidez, ao patrimônio, ao risco de crédito e à capacidade de pagamento dos bancos.</p>
<p>A Comissão de Valores Mobiliários, por sua vez, fiscaliza o mercado de capitais e os fundos de investimento, incluindo administradores, gestores e prestadores de serviços ligados aos FIDCs.</p>
<p>Quando um banco utiliza cotas de fundos ou direitos creditórios complexos em seu balanço, a operação pode envolver simultaneamente entidades submetidas a diferentes reguladores.</p>
<p>Essa fragmentação pode dificultar a identificação antecipada de riscos, principalmente quando os ativos circulam entre bancos, fundos, holdings e empresas relacionadas.</p>
<p>O caso evidencia a necessidade de compartilhamento mais rápido de informações entre Banco Central, CVM, administradores fiduciários, auditores independentes e demais participantes do mercado.</p>
<p>Não basta verificar se cada transação foi formalmente registrada. É necessário examinar se o ativo possui valor econômico, liquidez e possibilidade real de recuperação compatíveis com o montante contabilizado.</p>
<h2>Negociação com BTG Pactual entra em zona de incerteza</h2>
<p>Antes da Operação Miragem, o BTG Pactual (BPAC11) havia firmado um acordo para adquirir o Banco Digimais.</p>
<p>A conclusão do negócio dependia do cumprimento de condições precedentes e da aprovação dos órgãos reguladores. Após a deflagração da operação, aumentaram as incertezas sobre o prosseguimento da aquisição.</p>
<p>Informações divulgadas por fontes próximas às negociações indicam que algumas condições previstas no acordo ainda não teriam sido atendidas. O cenário poderia permitir que o BTG reavaliasse a operação.</p>
<p>O desfecho dependerá da situação patrimonial efetiva do Digimais, dos resultados da investigação, das decisões do Banco Central e das condições estabelecidas entre comprador e vendedor.</p>
<p>Até uma manifestação definitiva das partes ou dos reguladores, não é possível afirmar se a aquisição será concluída, modificada ou abandonada.</p>
<h2>Banco Digimais afirma que colabora com as autoridades</h2>
<p>Em posicionamento divulgado após a operação, o Banco Digimais afirmou que permanece à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos e colaborar com as apurações.</p>
<p>A instituição também declarou manter compromisso com a transparência, a conformidade regulatória e a cooperação com os órgãos competentes.</p>
<p>Antes da Operação Miragem, o banco já havia contestado publicamente reportagens sobre possíveis irregularidades contábeis, classificando as acusações como inverídicas e afirmando que as informações prejudicavam sua imagem.</p>
<p>O banco ainda não apresentou publicamente uma resposta detalhada para cada uma das operações financeiras descritas na investigação.</p>
<h2>Investigação pode provocar mudanças regulatórias</h2>
<p>A Operação Miragem ainda está em fase de coleta e análise de provas. Documentos, dispositivos eletrônicos, contratos, registros contábeis e comunicações apreendidos durante as buscas deverão ser examinados pela Polícia Federal.</p>
<p>O material poderá esclarecer a origem dos ativos, os critérios utilizados nas avaliações, a participação de gestores e conselheiros e a eventual existência de operações entre partes relacionadas.</p>
<p>Independentemente da responsabilidade criminal dos investigados, o episódio já coloca pressão sobre os reguladores para aprimorar o controle sobre ativos complexos registrados nos balanços dos bancos.</p>
<p>Entre as possíveis medidas discutidas pelo mercado estão regras mais rígidas de avaliação, maior transparência sobre a composição dos fundos, auditorias adicionais, integração entre Banco Central e CVM e limites para a captação de instituições que apresentem crescimento incompatível com sua estrutura patrimonial.</p>
<p>O principal desafio é impedir que operações formalmente sofisticadas sejam utilizadas para esconder riscos, ampliar artificialmente o patrimônio ou transferir prejuízos privados para mecanismos coletivos de proteção.</p>
<p>O resultado da investigação sobre o Banco Digimais será decisivo para estabelecer se houve crime e quem poderá ser responsabilizado. Para o sistema financeiro, porém, o alerta já está colocado: fiscalização fragmentada, ativos de difícil avaliação e captação agressiva formam uma combinação capaz de produzir perdas que ultrapassam os limites de uma única instituição.</p>
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		<title>Japão x Suécia hoje (25/06): horário, onde assistir e disputa direta por classificação na Copa do Mundo</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/japao-x-suecia-hoje-25-06-onde-assistir-horario-copa-do-mundo</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 16:11:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Copa do Mundo 2026]]></category>
		<category><![CDATA[Esportes]]></category>
		<category><![CDATA[Futebol]]></category>
		<category><![CDATA[Copa 25 de junho]]></category>
		<category><![CDATA[Copa do Mundo]]></category>
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		<category><![CDATA[futebol internacional]]></category>
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		<category><![CDATA[onde assistir Japão x Suécia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Copa do Mundo reserva um dos duelos mais equilibrados desta quinta-feira, 25 de junho, com o confronto entre Japão e Suécia, marcado para as 20h (horário de Brasília). As duas seleções chegam à partida em busca de pontos importantes na disputa por classificação e entram em campo carregando expectativas de protagonismo dentro da competição. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p data-start="286" data-end="709">A Copa do Mundo reserva um dos duelos mais equilibrados desta quinta-feira, 25 de junho, com o confronto entre Japão e Suécia, marcado para as 20h (horário de Brasília). As duas seleções chegam à partida em busca de pontos importantes na disputa por classificação e entram em campo carregando expectativas de protagonismo dentro da competição. O jogo terá transmissão da TV Globo, SBT, SporTV, N Sports, Globoplay e CazéTV.</p>
<p data-start="711" data-end="1072">O encontro reúne duas equipes que vêm acumulando crescimento e consistência no cenário internacional nos últimos anos. De um lado, o Japão tenta consolidar sua posição entre as principais forças emergentes do futebol mundial. Do outro, a Suécia aposta na tradição competitiva e na organização tática que historicamente marcam suas campanhas em grandes torneios.</p>
<p data-start="1074" data-end="1234">Em uma Copa do Mundo cada vez mais equilibrada, confrontos entre seleções de nível semelhante costumam desempenhar papel decisivo na definição da classificação.</p>
<h2 data-section-id="82w2zu" data-start="1236" data-end="1294">Japão busca confirmar evolução no cenário internacional</h2>
<p data-start="1296" data-end="1572">A seleção japonesa chega ao confronto respaldada por uma trajetória de crescimento contínuo nas últimas décadas. O país investiu fortemente na formação de atletas, no desenvolvimento de sua liga nacional e na integração de jogadores aos principais mercados do futebol europeu.</p>
<p data-start="1574" data-end="1875">Os resultados desse processo passaram a ser percebidos de forma mais evidente nos grandes torneios internacionais. O Japão deixou de ser visto apenas como uma seleção competitiva <a href="https://gazetamercantil.com/siglas-corporativas-aprender" title="Siglas Corporativas para Aprender e Aplicar no Mercado (2026)" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="331071">para assumir posição de destaque</a> entre as equipes capazes de enfrentar adversários tradicionais em igualdade de condições.</p>
<p data-start="1877" data-end="2122">A equipe se caracteriza pela intensidade na marcação, velocidade nas transições e disciplina tática. Esses fatores transformaram o conjunto japonês em um adversário difícil de ser superado, especialmente em partidas de elevada exigência técnica.</p>
<p data-start="2124" data-end="2276">Diante da Suécia, os asiáticos buscam uma vitória que pode fortalecer sua posição na tabela e ampliar as perspectivas para a sequência da Copa do Mundo.</p>
<h2 data-section-id="163h5fz" data-start="2278" data-end="2326">Suécia aposta na tradição e na força coletiva</h2>
<p data-start="2328" data-end="2563">A Suécia chega ao duelo carregando uma história relevante no futebol internacional. Ao longo das décadas, a seleção escandinava construiu sua reputação por meio da consistência competitiva e da capacidade de formar equipes organizadas.</p>
<p data-start="2565" data-end="2770">Mesmo diante da renovação constante do elenco, os suecos mantêm características que se tornaram marcas registradas da equipe: forte disciplina defensiva, intensidade física e eficiência em jogos decisivos.</p>
<p data-start="2772" data-end="2969">O confronto contra o Japão representa uma oportunidade importante para a Suécia demonstrar sua capacidade de competir contra uma das seleções que mais evoluíram no futebol mundial nos últimos anos.</p>
<p data-start="2971" data-end="3123">Uma vitória pode representar vantagem significativa na luta por classificação e aumentar a confiança da equipe para os próximos compromissos do torneio.</p>
<p data-start="3125" data-end="3235">A expectativa é de uma partida equilibrada, marcada por poucos espaços e elevado nível de concentração tática.</p>
<h2 data-section-id="17hgdsx" data-start="3237" data-end="3304">Confronto reúne duas das seleções mais organizadas da competição</h2>
<p data-start="3306" data-end="3419">Entre os jogos da Copa desta quinta-feira, Japão x Suécia aparece <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 16 de julho: Bolsa cai com tarifaço dos EUA e pressão de Vale e bancos" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="328349">como um dos</a> confrontos mais difíceis de prever.</p>
<p data-start="3421" data-end="3699">Isso ocorre porque ambas as seleções apresentam modelos de jogo estruturados e priorizam a organização coletiva. Ao contrário de equipes que dependem fortemente de talentos individuais, japoneses e suecos costumam construir seus resultados a partir do funcionamento do conjunto.</p>
<p data-start="3701" data-end="3839">Esse perfil tende a produzir partidas disputadas em todos os setores do campo, nas quais detalhes podem fazer a diferença no placar final.</p>
<p data-start="3841" data-end="3998">A capacidade de aproveitar oportunidades criadas, reduzir erros defensivos e manter equilíbrio emocional deve ser determinante para o resultado do confronto.</p>
<p data-start="4000" data-end="4200">Em torneios curtos, jogos entre concorrentes diretos frequentemente assumem importância ainda maior, uma vez que podem influenciar os critérios de desempate e a ordem de classificação dentro do grupo.</p>
<h2 data-section-id="1fbrka9" data-start="4202" data-end="4260">Resultado pode impactar diretamente a disputa por vagas</h2>
<p data-start="4262" data-end="4484">A rodada desta quinta-feira ocorre em um momento crucial da Copa do Mundo. Dependendo da combinação de resultados, o vencedor do confronto entre Japão e Suécia pode ganhar vantagem estratégica na corrida pela próxima fase.</p>
<p data-start="4486" data-end="4603">Uma vitória japonesa reforçaria o crescimento da seleção asiática e aumentaria suas chances de avançar na competição.</p>
<p data-start="4605" data-end="4726">Por outro lado, um triunfo sueco consolidaria a posição da equipe europeia e ampliaria sua margem de segurança na tabela.</p>
<p data-start="4728" data-end="4891">Até mesmo um empate pode ter relevância significativa, especialmente em grupos equilibrados, onde a definição das vagas costuma ocorrer apenas nas últimas rodadas.</p>
<p data-start="4893" data-end="4985">Por esse motivo, o jogo é tratado como um dos mais importantes da agenda desta quinta-feira.</p>
<h2 data-section-id="vynrev" data-start="4987" data-end="5033">Cobertura ampla amplia alcance do confronto</h2>
<p data-start="5035" data-end="5116">A relevância da partida também se reflete na ampla distribuição das transmissões.</p>
<p data-start="5118" data-end="5289">O duelo estará disponível tanto na televisão aberta quanto em canais esportivos e plataformas digitais, permitindo que diferentes perfis de público acompanhem o confronto.</p>
<p data-start="5291" data-end="5500">A TV Globo e o SBT exibirão a partida em sinal aberto. O SporTV e a N Sports farão a transmissão em canais esportivos, enquanto Globoplay e CazéTV disponibilizarão a cobertura por meio de plataformas digitais.</p>
<p data-start="5502" data-end="5695">O modelo acompanha uma tendência consolidada nos grandes eventos esportivos internacionais, que passaram a distribuir conteúdo em múltiplos formatos para ampliar o alcance junto aos torcedores.</p>
<p data-start="5697" data-end="5845">A estratégia contribui para aumentar a audiência da competição e fortalecer a presença da Copa do Mundo em diferentes ambientes de consumo de mídia.</p>
<h2 data-section-id="1esrnte" data-start="5847" data-end="5883">Onde assistir Japão x Suécia hoje</h2>
<p data-start="5885" data-end="5916">Confira os detalhes da partida:</p>
<p data-start="5918" data-end="5942"><strong data-start="5918" data-end="5927">Jogo:</strong> Japão x Suécia</p>
<p data-start="5944" data-end="5965"><strong data-start="5944" data-end="5953">Data:</strong> 25 de junho</p>
<p data-start="5967" data-end="6005"><strong data-start="5967" data-end="5979">Horário:</strong> 20h (horário de Brasília)</p>
<p data-start="6007" data-end="6036"><strong data-start="6007" data-end="6022">Competição:</strong> Copa do Mundo</p>
<p data-start="6038" data-end="6106"><strong data-start="6038" data-end="6054">Transmissão:</strong> TV Globo, SBT, SporTV, N Sports, Globoplay e CazéTV</p>
<p data-start="6108" data-end="6512">O confronto desta quinta-feira reúne duas seleções que chegam à Copa do Mundo credenciadas por campanhas consistentes e modelos de jogo bem definidos. Em um cenário de equilíbrio crescente no futebol internacional, Japão e Suécia entram em campo sabendo que o resultado pode representar um passo decisivo na disputa por classificação e aumentar o peso da partida entre os jogos mais relevantes da rodada.</p>
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		<title>Custos de frangos e suínos caem em maio com redução da ração, diz Embrapa</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/custos-producao-frangos-suinos-maio-2026-embrapa</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 18:15:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agronegócio]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[agronegócio]]></category>
		<category><![CDATA[avicultura]]></category>
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		<category><![CDATA[Embrapa]]></category>
		<category><![CDATA[frango de corte]]></category>
		<category><![CDATA[ICPFrango]]></category>
		<category><![CDATA[ICPSuíno]]></category>
		<category><![CDATA[Milho]]></category>
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		<category><![CDATA[suinocultura]]></category>
		<category><![CDATA[suínos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os custos de produção de frangos de corte e suínos diminuíram em maio de 2026 nos principais estados produtores do Brasil, segundo levantamento da Embrapa Suínos e Aves divulgado pela Central de Inteligência de Aves e Suínos, a Cias. No Paraná, o custo de produção do frango de corte caiu 0,38% em relação a abril, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os custos de produção de frangos de corte e suínos diminuíram em maio de 2026 nos principais estados produtores do Brasil, segundo levantamento da Embrapa Suínos e Aves divulgado pela Central de Inteligência de Aves e Suínos, a Cias.</p>
<p>No Paraná, o custo de produção do frango de corte caiu 0,38% em relação a abril, para R$ 4,68 por quilo. Em Santa Catarina, o custo do suíno vivo recuou 0,37%, de R$ 6,25 para R$ 6,23 por quilo.</p>
<p>A redução foi provocada principalmente pela queda <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 16 de julho: Bolsa cai com tarifaço dos EUA e pressão de Vale e bancos" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="328260">dos custos com</a> ração, componente que representou 63,03% das despesas da avicultura e 72,45% dos gastos da suinocultura em maio.</p>
<h2>Quanto custou produzir frangos e suínos em maio de 2026?</h2>
<p>De acordo com a Embrapa, os principais resultados de maio foram:</p>
<ul>
<li><strong>Frango de corte no Paraná:</strong> R$ 4,68 por quilo;</li>
<li><strong>Variação mensal do custo do frango:</strong> queda de 0,38%;</li>
<li><strong>Suíno vivo em Santa Catarina:</strong> R$ 6,23 por quilo;</li>
<li><strong>Variação mensal do custo do suíno:</strong> queda de 0,37%;</li>
<li><strong>ICPFrango:</strong> 362,13 pontos;</li>
<li><strong>ICPSuíno:</strong> 356,33 pontos.</li>
</ul>
<p>Os índices elaborados pela Embrapa acompanham mensalmente a evolução dos gastos necessários para produzir frangos e suínos em sistemas representativos da produção nacional.</p>
<h2>Custo do frango cai para R$ 4,68 por quilo no Paraná</h2>
<p>O custo de produção do frango de corte no Paraná ficou em R$ 4,68 por quilo em maio de 2026, com queda de 0,38% em relação ao mês anterior.</p>
<p>O Índice de Custo de Produção do Frango, conhecido como ICPFrango, atingiu 362,13 pontos.</p>
<p>Entre janeiro e maio de 2026, o ICPFrango acumulou alta de 0,53%. Na comparação com os 12 meses anteriores, porém, o indicador registrou queda de 2,05%.</p>
<p>A diferença entre o resultado acumulado no ano e a variação em 12 meses mostra que os custos tiveram oscilações ao longo do período. Embora tenham voltado a subir ligeiramente nos primeiros meses de 2026, permanecem abaixo do nível observado um ano antes.</p>
<h2>Ração representa 63,03% do custo do frango</h2>
<p>A ração continuou sendo o principal componente do custo de produção do frango de corte.</p>
<p>Em maio, a alimentação das aves respondeu por 63,03% do custo total apurado pela Embrapa. As despesas com ração caíram 1,15% no mês e acumularam redução de 6,63% em 12 meses.</p>
<p>A produção de ração para frangos depende principalmente de milho e farelo de soja. Por isso, o custo da avicultura é influenciado diretamente pela disponibilidade dos grãos, pelo resultado das safras, pelo câmbio, pelas exportações e pelos preços do transporte.</p>
<p>Quando milho e farelo de soja ficam mais baratos, o custo de alimentação das aves tende a diminuir. Como a ração concentra mais de 60% das despesas, pequenas variações nos preços dos grãos podem provocar impacto relevante no custo final por quilo.</p>
<p>Além da alimentação, os produtores têm despesas com pintos de um dia, energia, aquecimento, mão de obra, medicamentos, manutenção das instalações, transporte e depreciação dos equipamentos.</p>
<h2>Custo do suíno vivo recua para R$ 6,23 por quilo</h2>
<p>Em Santa Catarina, o custo de produção do suíno vivo caiu de R$ 6,25 por quilo em abril para R$ 6,23 em maio.</p>
<p>A redução mensal foi de 0,37%. O Índice de Custo de Produção de Suínos, o ICPSuíno, ficou em 356,33 pontos.</p>
<p>No acumulado de janeiro a maio de 2026, o indicador apresentou queda de 3,87%. Em 12 meses, a redução foi de 1,51%.</p>
<p>O resultado indica que os custos da suinocultura apresentaram trajetória de queda mais consistente ao longo dos primeiros cinco meses de 2026.</p>
<h2>Ração concentra 72,45% das despesas com suínos</h2>
<p>Na suinocultura, a alimentação representou 72,45% do custo total de produção em maio.</p>
<p>O custo da ração para suínos caiu 0,36% no mês e acumulou redução de 2,83% entre janeiro e maio de 2026.</p>
<p>A participação superior a 70% torna a produção de suínos altamente sensível às oscilações do milho, da soja e de outros ingredientes utilizados na alimentação animal.</p>
<p>O ciclo produtivo dos suínos é mais longo que o dos frangos e exige maior consumo de ração até o animal atingir o peso de abate. Por isso, alterações nos preços dos insumos podem afetar diretamente a margem econômica das granjas.</p>
<h2>Principais dados da Embrapa sobre os custos de produção</h2>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Indicador</th>
<th align="right">Frango de corte</th>
<th align="right">Suíno vivo</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Estado de referência</td>
<td align="right">Paraná</td>
<td align="right">Santa Catarina</td>
</tr>
<tr>
<td>Custo por quilo em maio</td>
<td align="right">R$ 4,68</td>
<td align="right">R$ 6,23</td>
</tr>
<tr>
<td>Variação mensal</td>
<td align="right">-0,38%</td>
<td align="right">-0,37%</td>
</tr>
<tr>
<td>Índice de custo</td>
<td align="right">362,13 pontos</td>
<td align="right">356,33 pontos</td>
</tr>
<tr>
<td>Variação acumulada em 2026</td>
<td align="right">+0,53%</td>
<td align="right">-3,87%</td>
</tr>
<tr>
<td>Variação em 12 meses</td>
<td align="right">-2,05%</td>
<td align="right">-1,51%</td>
</tr>
<tr>
<td>Participação da ração no custo</td>
<td align="right">63,03%</td>
<td align="right">72,45%</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h2>Por que Paraná e Santa Catarina são usados como referência?</h2>
<p>A Embrapa utiliza o Paraná como estado de referência para o cálculo do custo de produção do frango de corte porque o estado ocupa posição de liderança na avicultura brasileira.</p>
<p>Santa Catarina é adotada como referência para a suinocultura devido à importância de sua cadeia produtiva, formada por criadores, cooperativas, frigoríficos e <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="322059">empresas</a> exportadoras.</p>
<p>Os dois estados concentram estruturas produtivas representativas e possuem participação relevante na produção e no processamento de proteínas animais.</p>
<p>Os valores calculados, entretanto, não correspondem necessariamente ao custo exato de todas as propriedades brasileiras. Despesas com transporte, energia, mão de obra, instalações, escala e produtividade variam entre municípios e produtores.</p>
<p>Os índices servem como referência para acompanhar a tendência dos <a href="https://gazetamercantil.com/privatizacao-telebras-leilao-do-seculo" title="O leilão do século: como a privatização da Telebrás colocou o celular no bolso do brasileiro e redesenhou o país" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="333407">custos das cadeias de frangos e suínos</a> no país.</p>
<h2>Queda dos custos melhora a margem do produtor?</h2>
<p>A redução do custo de produção não garante, isoladamente, aumento da margem dos produtores.</p>
<p>A rentabilidade depende da diferença entre o custo por quilo e o preço recebido pela venda do frango ou do suíno.</p>
<p>Mesmo com ração mais barata, a margem pode continuar pressionada caso os preços pagos ao produtor recuem em ritmo maior. O aumento da oferta de animais ou a redução da demanda também pode afetar negativamente as cotações.</p>
<p>A melhora efetiva da rentabilidade dependerá de fatores como:</p>
<ul>
<li>preços pagos pelos frigoríficos;</li>
<li>volume de animais disponível;</li>
<li>demanda do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="322058">mercado</a> brasileiro;</li>
<li>ritmo das exportações;</li>
<li>cotação do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank" rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="322060">dólar</a>;</li>
<li>custos de transporte;</li>
<li>desempenho das safras de milho e soja.</li>
</ul>
<p>Produtores integrados e independentes também podem sentir os efeitos de maneira diferente, de acordo com os contratos e com a divisão dos custos entre granja e indústria.</p>
<h2>Exportações influenciam os preços pagos aos produtores</h2>
<p>O Brasil está entre os maiores produtores e exportadores mundiais de carne de frango e carne suína.</p>
<p>As vendas externas ajudam a absorver parte da oferta produzida pelas granjas e frigoríficos nacionais. Quando as exportações crescem, aumenta a demanda por animais e pode haver sustentação dos preços pagos ao produtor.</p>
<p>Embargos sanitários, barreiras comerciais, problemas logísticos ou redução das compras internacionais podem gerar o efeito contrário.</p>
<p>A cotação do dólar também influencia a competitividade das proteínas brasileiras no mercado externo. Um real desvalorizado torna o produto nacional mais barato para compradores estrangeiros, embora também possa encarecer insumos importados.</p>
<h2>Milho e soja determinarão a trajetória dos custos</h2>
<p>A continuidade da queda dos custos de produção de frangos e suínos dependerá principalmente dos preços do milho e da soja.</p>
<p>Uma safra elevada aumenta a oferta de grãos no mercado interno e pode reduzir os custos das rações. Já problemas climáticos, perdas de produtividade ou forte crescimento das exportações podem elevar novamente os preços.</p>
<p>Os produtores também acompanham os custos de frete e armazenamento. Granjas localizadas próximas às regiões produtoras de grãos podem ter vantagem logística em relação a unidades mais distantes.</p>
<p>A valorização do dólar pode estimular a exportação de milho e soja e reduzir a disponibilidade doméstica, mesmo em anos de boa produção.</p>
<h2>Outros custos continuam pressionando a atividade</h2>
<p>Apesar da queda da ração, os produtores ainda enfrentam despesas relevantes com energia, mão de obra, medicamentos, manutenção e biossegurança.</p>
<p>Na produção de frangos, o aquecimento e a ventilação dos aviários são essenciais para manter as condições adequadas de desenvolvimento das aves.</p>
<p>Na criação de suínos, instalações climatizadas, manejo de dejetos, água, limpeza e controle sanitário exigem investimentos permanentes.</p>
<p>A prevenção de doenças também é decisiva para evitar mortalidade, perda de produtividade e restrições comerciais.</p>
<p>Por isso, a redução dos custos da alimentação oferece alívio, mas não elimina todos os fatores de pressão sobre a produção.</p>
<h2>O que são ICPFrango e ICPSuíno?</h2>
<p>O ICPFrango é o Índice de Custo de Produção do Frango. O indicador mede a evolução mensal das despesas necessárias para produzir frango de corte no Paraná.</p>
<p>O ICPSuíno é o Índice de Custo de Produção de Suínos. Ele acompanha os gastos necessários para produzir suíno vivo em Santa Catarina.</p>
<p>Os índices são elaborados pela Embrapa Suínos e Aves e divulgados por meio da Central de Inteligência de Aves e Suínos.</p>
<p>Eles incluem componentes como ração, mão de obra, energia, medicamentos, instalações, equipamentos e outros custos relacionados à atividade.</p>
<h2>Perguntas frequentes sobre os custos de frangos e suínos</h2>
<h3>Quanto custou produzir um quilo de frango em maio de 2026?</h3>
<p>O custo de produção do frango de corte foi de R$ 4,68 por quilo no Paraná, segundo a Embrapa.</p>
<h3>Quanto custou produzir um quilo de suíno em maio de 2026?</h3>
<p>O custo de produção do suíno vivo foi de R$ 6,23 por quilo em Santa Catarina.</p>
<h3>Os custos de frangos e suínos aumentaram ou diminuíram?</h3>
<p>Os custos diminuíram em maio. A queda foi de 0,38% para o frango de corte e de 0,37% para o suíno vivo.</p>
<h3>Qual é o principal custo da produção de frangos?</h3>
<p>A ração é o principal custo da avicultura e representou 63,03% das despesas em maio de 2026.</p>
<h3>Qual é o principal custo da produção de suínos?</h3>
<p>A ração também é o principal custo da suinocultura e respondeu por 72,45% das despesas em maio de 2026.</p>
<h3>Por que os custos caíram?</h3>
<p>A redução foi provocada principalmente pela queda nas despesas com ração.</p>
<h3>A queda dos custos significa que frango e carne suína ficarão mais baratos?</h3>
<p>Não necessariamente. Os preços ao consumidor também dependem da demanda, das exportações, da oferta, dos custos industriais, dos transportes e das margens do varejo.</p>
<h2>Ração mais barata sustenta alívio para as granjas</h2>
<p>O levantamento da Embrapa mostra que os custos de produção de frangos e suínos voltaram a cair em maio de 2026.</p>
<p>No Paraná, o custo do frango de corte ficou em R$ 4,68 por quilo. Em Santa Catarina, o suíno vivo custou R$ 6,23 por quilo.</p>
<p>A redução foi impulsionada principalmente pela ração, que representa a maior parcela das despesas nas duas cadeias.</p>
<p>O movimento melhora as condições de planejamento dos produtores, mas o efeito sobre a rentabilidade dependerá dos preços de venda, das exportações, da demanda interna e do comportamento do milho e da soja nos próximos meses.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Como implementar um software de CRM na sua empresa</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/como-implementar-um-software-de-crm-na-sua-empresa</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2026 18:17:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A adoção de um CRM, além de ser uma decisão estratégica, é também uma necessidade operacional das empresas brasileiras. Negócios que ainda gerenciam o processo comercial em planilhas, agendas e grupos de WhatsApp estão operando com uma desvantagem estrutural crescente. No Brasil, por exemplo, o cenário é de adoção consolidada, mas com lacunas importantes de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A adoção de um <a href="https://gazetamercantil.com/siglas-corporativas-aprender" target="_blank">CRM</a>, além de ser uma decisão estratégica, é também uma necessidade operacional das empresas brasileiras. <a class="wpil_keyword_link" title="Negócios" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="320344">Negócios</a> que ainda gerenciam o processo comercial em planilhas, agendas e grupos de WhatsApp estão operando com uma desvantagem estrutural crescente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No Brasil, por exemplo, o cenário é de adoção consolidada, mas com lacunas importantes de maturidade. Segundo o </span><span style="color: #ff0000;"><a style="color: #ff0000;" href="https://www.agendor.com.br/lps/panorama-inteligencia-artificial-vendas?utm_source=gazetamercantil&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=crm-noutros-sites-2026&amp;utm_content=implementar-crm-2026" target="_blank" rel="noopener"><b>Panorama do Uso de Inteligência Artificial nas Vendas B2B no Brasil</b></a></span><span style="font-weight: 400;">, pesquisa conduzida pela Agendor com 1.031 profissionais de vendas em 2025, </span><b>68,2% das empresas já utilizam um CRM</b><span style="font-weight: 400;">, chegando a 80,4% quando somadas as que estão em processo de implementação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que surpreende é o dado paralelo: </span><b>80,8% dessas mesmas equipes ainda usam planilhas como ferramenta de apoio</b><span style="font-weight: 400;">. Isso significa que a digitalização e a informalidade seguem coexistindo no mesmo processo comercial.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Este artigo detalha quais ferramentas lideram o <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="320343">mercado</a> e como implementar um CRM de forma que o time realmente use.</span></p>
<h2><b>O que é um sistema de CRM e por que ele é a base de qualquer operação de vendas</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">CRM é a sigla para </span><i><span style="font-weight: 400;">Customer Relationship Management</span></i><span style="font-weight: 400;">, ou gestão do relacionamento com o cliente. Além de uma cultura de <a class="wpil_keyword_link" title="Trabalho" href="https://gazetamercantil.com/trabalho" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="320341">trabalho</a>, é também o sistema no qual a empresa centraliza informações sobre clientes, registra o histórico de interações, controla o funil de vendas e organiza as próximas ações do time comercial.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas a definição técnica não revela o problema que a ferramenta de CRM realmente resolve. O maior risco de uma operação comercial sem sistema é a perda de informação: o histórico que some quando um vendedor sai da empresa, os dados de receita que vivem em e-mails e memória, a conversa com um cliente que ninguém sabe onde parou.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O sistema de CRM é a resposta estrutural a esses problemas. Ele organiza o contexto para que o vendedor possa focar nas relações comerciais sem perder tanto tempo com tarefas manuais.</span></p>
<h2><b>O cenário de adoção de ferramentas de CRM no Brasil</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A pesquisa da Agendor ainda revela um mercado em transição. A maioria das <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="320342">empresas</a> já deu o primeiro passo, mas o uso ainda é, em muitos casos, superficial.</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Equipes com </span><b>6 a 10 colaboradores</b><span style="font-weight: 400;"> apresentam a maior taxa de adoção de CRM: </span><b>81,6%</b><span style="font-weight: 400;">. É nesse porte que a gestão via planilhas se torna insustentável.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Já as equipes menores, com </span><b>1 a 5 pessoas</b><span style="font-weight: 400;">, têm a maior taxa de não utilização: </span><b>18,59%</b><span style="font-weight: 400;">. Um paradoxo, já que são justamente as equipes que mais precisam de organização para não perder oportunidades.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Empresas </span><b>sem CRM</b><span style="font-weight: 400;"> relatam quase o dobro de dificuldade com &#8220;falta de visibilidade sobre o funil de vendas&#8221; (41,8%) e &#8220;falta de processos definidos&#8221; (41,2%) em comparação às que utilizam a ferramenta.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">O dado mais revelador, porém, é o dos fatores de desgaste. Para </span><b>48% dos profissionais</b><span style="font-weight: 400;">, o excesso de tarefas operacionais é o principal fator de cansaço no trabalho. Para outros </span><b>37,34%</b><span style="font-weight: 400;">, o vilão é o uso de múltiplas ferramentas não integradas. São exatamente os problemas que um CRM bem implementado resolve.</span></p>
<h2><b>Os 5 passos para implementar um CRM com sucesso</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A maioria das implementações de ferramentas de CRM que fracassam não considera o processo comercial antes de introduzir a ferramenta para o time de vendas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cinco práticas fazem a diferença entre um CRM que estrutura o processo comercial e um software que vira mais uma aba esquecida no navegador. Confira:</span></p>
<h3><b>1. Mapeie o processo comercial antes de escolher a ferramenta</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Antes de abrir qualquer proposta comercial de fornecedor, documente <a title="Ibovespa hoje, 16 de julho: Bolsa cai com tarifaço dos EUA e pressão de Vale e bancos" href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="328211">como a sua equipe vende hoje:</a></span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Quais são as etapas do funil;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">O que qualifica uma oportunidade para avançar;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Quais informações o vendedor precisa registrar;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">O que o gestor precisa visualizar.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">O CRM é um espelho do processo. Se ele não está claro, a ferramenta não vai ajudar.</span></p>
<h3><b>2. Defina critérios de escolha adequados ao seu porte e segmento</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Facilidade de uso, integração com WhatsApp e e-mail, curva de aprendizado, modelo de preços e escalabilidade são os critérios mais relevantes para PMEs brasileiras.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ferramentas robustas demais para o porte da equipe, tendem a ser subutilizadas e sistemas simples demais criam gargalos conforme a operação cresce.</span></p>
<h3><b>3. Envolva o time de vendas desde o início</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A resistência ao CRM raramente é tecnológica, é cultural. Vendedores enxergam o sistema como uma obrigação a mais, não como uma ferramenta a seu favor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A solução é envolvê-los no processo de escolha e configuração, explicar o que muda na rotina deles e, principalmente, mostrar como o CRM reduz o trabalho repetitivo, não aumenta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vale lembrar: segundo a pesquisa da Agendor, apenas </span><b>7,22%</b><span style="font-weight: 400;"> dos profissionais apontam &#8220;resistência ao uso <a title="Ibovespa hoje, 16 de julho: Bolsa cai com tarifaço dos EUA e pressão de Vale e bancos" href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="328210">de CRM&#8221;</a> como um desafio significativo. O ceticismo é menor do que parece, o que falta é uma implementação bem conduzida.</span></p>
<h3><b>4. Comece pelo essencial e expanda gradualmente</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Configure primeiro o que a equipe realmente vai usar: funil de vendas, cadastro de clientes e registro de atividades.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Funcionalidades avançadas, como automações complexas e relatórios customizados, podem ser ativadas conforme o time ganha maturidade com a ferramenta. Implementações que chegam prontas demais tendem a paralisar pela complexidade.</span></p>
<h3><b>5. Meça adoção antes de medir resultado</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Nas primeiras semanas, o indicador mais importante não é a taxa de conversão, mas o uso ativo do sistema. Algumas perguntas que o gestor deve acompanhar diariamente:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Quantos vendedores registraram atividades hoje?</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Quantas oportunidades foram atualizadas?</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Quais etapas do funil estão sem movimentação?</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">O CRM só gera dados confiáveis quando é alimentado de forma consistente. Sem isso, os relatórios não valem nada.</span></p>
<h2><b>Os melhores CRMs para implementar</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O mercado de CRM cresceu 12,8% ao ano nos últimos anos, segundo projeções da Gartner, e hoje oferece opções para perfis muito diferentes de empresa. A seguir, os softwares mais relevantes para equipes de vendas consultivas B2B no Brasil:</span></p>
<h3><b>1. Agendor CRM</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><span style="color: #ff0000;"><a style="color: #ff0000;" href="https://www.agendor.com.br/?utm_source=gazetamercantil&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=crm-noutros-sites-2026&amp;utm_content=implementar-crm-2026" target="_blank" rel="noopener"><b>Agendor CRM</b></a></span><span style="font-weight: 400;"> é a plataforma de gestão comercial mais adequada para equipes de vendas consultivas B2B no Brasil. Com mais de 10 anos de mercado e mais de 10 mil empresas na base de clientes, a ferramenta é reconhecida pela facilidade de uso, pelo suporte em português e pelo custo-benefício consistente para PMEs.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A plataforma oferece múltiplos funis de vendas, campos obrigatórios por etapa, geração de propostas personalizadas, calendário de atividades, automações de tarefas e e-mails, relatórios de desempenho e integração com WhatsApp.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para quem está iniciando a implementação, o Agendor CRM disponibiliza um plano gratuito com acesso às funcionalidades básicas e planos completos para escalar a operação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que diferencia o Agendor CRM no mercado brasileiro é a integração nativa com os demais produtos do ecossistema:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">O </span><b>Agendor Chat</b><span style="font-weight: 400;"> transforma o WhatsApp da empresa em um canal profissional de vendas com múltiplos atendentes e histórico centralizado;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">A </span><b>Ava</b><span style="font-weight: 400;">, assistente de inteligência artificial no WhatsApp, atualiza o CRM automaticamente, agenda tarefas e sugere próximos passos sem que o vendedor precise abrir nenhum outro sistema.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;"><a title="Siglas Corporativas para Aprender e Aplicar no Mercado (2026)" href="https://gazetamercantil.com/siglas-corporativas-aprender" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="331007">Para equipes que buscam menos trabalho</a> manual e mais tempo de venda, essa integração entre o ecossistema é o principal diferencial.</span></p>
<h3><b>2. Zoho CRM</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><b>Zoho CRM</b><span style="font-weight: 400;"> oferece automações, relatórios customizáveis e integração com WhatsApp Business.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, a plataforma tem boa aderência a empresas de médio porte que já têm um processo comercial minimamente estruturado e buscam escalar a operação.</span></p>
<h3><b>3. Bitrix24</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><b>Bitrix24</b><span style="font-weight: 400;"> combina CRM com ferramentas de colaboração interna, o que o torna uma solução interessante para empresas que buscam centralizar comunicação e gestão comercial na mesma plataforma.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Oferece plano gratuito para equipes de até 5 usuários e tem boa aderência a operações que mesclam vendas internas e externas. A interface mais densa pode exigir mais tempo de adaptação.</span></p>
<h2><b>O que avaliar antes de fechar com um fornecedor</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Independentemente da ferramenta escolhida, há critérios que devem ser verificados antes de assinar qualquer contrato:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Suporte em português e disponibilidade de atendimento:</b><span style="font-weight: 400;"> para empresas brasileiras, o tempo perdido em suporte técnico em inglês tem custo real;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Facilidade de onboarding:</b><span style="font-weight: 400;"> o fornecedor oferece treinamento inicial? Há materiais de apoio acessíveis para o time?</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Integrações nativas:</b><span style="font-weight: 400;"> o CRM conecta com as ferramentas que a equipe já usa, como e-mail, WhatsApp e plataformas de automação?</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Modelo de contrato:</b><span style="font-weight: 400;"> evite contratos de longo prazo antes de validar a adoção do time. Comece com planos mensais.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Conformidade com a LGPD:</b><span style="font-weight: 400;"> dados de clientes são ativos sensíveis. Verifique onde os dados são armazenados e como o fornecedor trata questões de privacidade.</span></li>
</ul>
<h2><b>CRM e inteligência artificial: contexto atual</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo a pesquisa da Agendor, </span><b>52,86% dos vendedores brasileiros querem que a IA assuma o registro de atividades no CRM</b><span style="font-weight: 400;">, e </span><b>62,85%</b><span style="font-weight: 400;"> esperam que ela cuide dos acompanhamentos e follow-ups. O problema que mais consome tempo do vendedor é exatamente o trabalho de atualização do sistema.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assistentes de IA conectados ao CRM podem registrar interações automaticamente, sugerir o próximo passo com base no histórico do cliente, alertar sobre oportunidades paradas e gerar resumos de conversas sem que o profissional precise digitar nada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, </span><b>8 em cada 10 vendedores</b><span style="font-weight: 400;"> acreditam que o uso de IA pode melhorar sua qualidade de vida profissional, segundo o mesmo estudo. O otimismo é significativo. No entanto, o que ainda falta em muitas empresas é a implementação correta e ela começa com um processo comercial estruturado no CRM.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Eficiência energética ganha peso nas decisões de compra dos brasileiros</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/eficiencia-energetica-ganha-peso-nas-decisoes-de-compra-dos-brasileiros</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2026 13:42:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A preocupação com o consumo de energia deixou de ser um assunto restrito a especialistas e passou a fazer parte da rotina de milhões de brasileiros. Em um período marcado por oscilações econômicas, aumento do custo de vida e maior conscientização sobre sustentabilidade, a eficiência energética ganhou espaço entre os fatores considerados na hora de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A preocupação com o consumo de energia deixou de ser um assunto restrito a especialistas e passou a fazer parte da rotina de milhões de brasileiros. Em um período marcado por oscilações econômicas, aumento do custo de vida e maior conscientização sobre sustentabilidade, a eficiência energética ganhou espaço entre os fatores considerados na hora de escolher produtos para casa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O movimento pode ser observado em diferentes setores. Eletrodomésticos, sistemas de iluminação, equipamentos eletrônicos e soluções de climatização passaram a ser avaliados não apenas pelo preço inicial, mas também pelo impacto que terão nas despesas mensais ao longo dos anos. O consumidor moderno busca equilíbrio entre desempenho, conforto e <a class="wpil_keyword_link" title="Saiba por que economia cresce 2% em Salvador e inadimplência cai no Recife" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="320347">economia</a>.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa mudança de comportamento reflete uma compreensão cada vez maior sobre o conceito de custo-benefício. Um produto mais barato no momento da compra nem sempre representa a opção mais vantajosa no longo prazo. Muitas vezes, equipamentos eficientes conseguem compensar o investimento inicial por meio da redução no consumo de energia e da maior durabilidade.</span></p>
<h2><b>A busca por economia vai além do preço de compra</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante muito tempo, a comparação entre produtos era baseada quase exclusivamente no valor exibido na etiqueta. Hoje, a análise costuma ser mais ampla. O consumidor observa características técnicas, garantias, vida útil e indicadores de eficiência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em residências onde o orçamento doméstico exige planejamento, qualquer economia recorrente pode fazer diferença ao final do mês. A soma de pequenas reduções no consumo de diversos aparelhos contribui para aliviar as despesas fixas e aumentar a previsibilidade financeira das famílias.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O avanço da informação também ajudou a transformar esse comportamento. Plataformas digitais, conteúdos especializados e avaliações de usuários permitem que as pessoas tenham acesso a mais dados antes de tomar uma decisão de compra.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A climatização residencial é um dos exemplos mais claros dessa tendência. Famílias que gostam de reunir amigos para maratonar séries ou organizar sessões de cinema em casa costumam analisar cuidadosamente o equipamento ideal para cada ambiente. Em espaços amplos, a escolha de um </span><span style="color: #ff0000;"><strong><a style="color: #ff0000;" href="https://lista.mercadolivre.com.br/ar-condicionado-split-33000-btus" target="_blank" rel="noopener">ar condicionado modelo split 33000 btus</a></strong></span><span style="font-weight: 400;"> pode atender à necessidade de criar um ambiente confortável para assistir a filmes, sem abrir mão da preocupação com a eficiência energética oferecida pelas tecnologias mais modernas.</span></p>
<h2><b>Tecnologia impulsiona aparelhos mais eficientes</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A evolução tecnológica tem desempenhado papel importante na redução do consumo energético de diversos produtos. Fabricantes investem constantemente em pesquisas voltadas para melhorar o desempenho dos equipamentos e diminuir desperdícios.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Motores mais avançados, sensores inteligentes e sistemas automatizados ajudam a otimizar o funcionamento dos aparelhos. Em muitos casos, os equipamentos conseguem adaptar sua operação de acordo com a necessidade real de uso, evitando gastos desnecessários.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O setor de iluminação é um exemplo bastante conhecido. As lâmpadas LED substituíram tecnologias mais antigas e se consolidaram graças à combinação de economia, durabilidade e qualidade de iluminação. O mesmo processo vem acontecendo em outras categorias de produtos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Geladeiras, máquinas de lavar, televisores e aparelhos de ar-condicionado incorporam recursos que contribuem para uma utilização mais racional da energia elétrica. A tendência é que esses avanços continuem ganhando espaço nos próximos anos.</span></p>
<h2><b>Sustentabilidade influencia o comportamento do consumidor</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Além da economia financeira, existe um componente ambiental cada vez mais presente nas decisões de compra. Consumidores demonstram interesse crescente por produtos capazes de reduzir impactos ambientais e promover o uso consciente dos recursos naturais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A eficiência energética está diretamente relacionada a esse objetivo. Equipamentos que consomem menos energia contribuem para diminuir a demanda sobre os sistemas de geração elétrica e ajudam a reduzir emissões associadas à produção de energia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="320346">Empresas</a> também perceberam essa mudança de percepção. Muitas marcas passaram a destacar iniciativas sustentáveis em seus processos produtivos, buscando atender a um público mais atento às questões ambientais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O resultado é um <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="320345">mercado</a> que valoriza inovação, responsabilidade e transparência. Produtos eficientes acabam se tornando protagonistas em um cenário onde consumidores desejam unir economia e consciência ambiental.</span></p>
<h2><b>Planejamento doméstico fortalece escolhas inteligentes</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A administração das finanças pessoais ganhou relevância nos últimos anos. O aumento do acesso à informação financeira incentivou muitas famílias a adotarem hábitos mais planejados na hora de consumir.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Antes de adquirir um equipamento novo, é comum realizar pesquisas, comparar modelos e calcular impactos futuros nas contas da casa. Essa postura reduz compras impulsivas e favorece escolhas mais alinhadas às necessidades reais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Especialistas apontam que a análise do ciclo de vida dos produtos tem se tornado um diferencial importante. Não basta considerar apenas o custo inicial. É preciso observar manutenção, consumo energético e expectativa de durabilidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa visão mais estratégica beneficia tanto o consumidor quanto o mercado. Fabricantes que investem em eficiência tendem a conquistar maior confiança do público, enquanto compradores conseguem obter melhores resultados ao longo do tempo.</span></p>
<h2><b>O papel das etiquetas e certificações</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">As etiquetas de eficiência energética desempenham função fundamental na tomada de decisão. Elas permitem comparar produtos de forma rápida e objetiva, facilitando a identificação das opções mais econômicas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Muitos consumidores já incorporaram o hábito de verificar essas informações antes de finalizar uma compra. O recurso oferece uma referência prática sobre o desempenho energético dos equipamentos e ajuda a evitar escolhas que possam gerar custos elevados no futuro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Certificações também reforçam a credibilidade dos produtos. Quando associadas a critérios técnicos reconhecidos, elas fornecem maior segurança para quem busca investir em soluções eficientes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O acesso a essas informações tornou o processo de compra mais transparente. O consumidor consegue avaliar diferentes alternativas com base em dados concretos, reduzindo a dependência de argumentos puramente comerciais.</span></p>
<h2><b>Promoções continuam relevantes, mas não são o único fator</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora a eficiência energética tenha conquistado espaço nas decisões de compra, o preço continua sendo um elemento importante para boa parte dos brasileiros. Promoções, campanhas sazonais e condições especiais de pagamento costumam atrair a atenção do público.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A diferença é que muitos consumidores passaram a analisar essas oportunidades de forma mais criteriosa. Um desconto significativo pode despertar interesse imediato, mas a avaliação tende a incluir outros fatores relacionados ao desempenho do produto.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Eventos promocionais movimentam o varejo justamente porque atendem a expectativas de economia. Em datas específicas do calendário, milhares de consumidores pesquisam antecipadamente e </span><span style="color: #ff0000;"><strong><a style="color: #ff0000;" href="https://www.mercadolivre.com.br/descontaco" target="_blank" rel="noopener">anseiam por um descontaço</a></strong></span><span style="font-weight: 400;"> que permita adquirir produtos desejados sem comprometer o orçamento familiar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo nessas ocasiões, cresce o número de pessoas que observam aspectos como eficiência energética, durabilidade e qualidade antes de concluir a compra. A combinação entre preço atrativo e bom desempenho costuma ser o principal objetivo.</span></p>
<h2><b>Tendência deve ganhar ainda mais força</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Especialistas do setor acreditam que a valorização da eficiência energética continuará crescendo nos próximos anos. O avanço tecnológico, a preocupação ambiental e a necessidade de controle financeiro criam condições favoráveis para essa transformação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Novas gerações de consumidores tendem a chegar ao mercado com uma visão ainda mais ampla sobre sustentabilidade e consumo consciente. Ao mesmo tempo, fabricantes seguem investindo em soluções capazes de oferecer mais desempenho com menor gasto energético.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A expansão das casas inteligentes também deve contribuir para esse movimento. Sistemas conectados permitem monitorar e controlar o consumo de energia de forma mais precisa, ampliando as possibilidades de economia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O resultado é uma mudança gradual, mas consistente, na forma como os brasileiros escolhem produtos para o dia a dia. A eficiência energética deixou de ser um diferencial restrito a nichos específicos e passou a ocupar posição de destaque nas decisões de compra. Para muitos consumidores, economizar energia já não representa apenas uma forma de reduzir despesas. Trata-se de uma escolha que combina responsabilidade financeira, conforto e preocupação com o futuro.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>PF diz que Banco Master bancou despesas de Ciro Nogueira e Hugo Motta no exterior</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/banco-master-despesas-ciro-nogueira-hugo-motta-pf</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2026 11:27:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A Polícia Federal afirma que Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, teria bancado despesas do senador Ciro Nogueira (PP-PI) e do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), em viagens internacionais para destinos como Paris, Nova York e Lisboa, segundo elementos reunidos na Operação Compliance Zero e encaminhados ao ministro André Mendonça, do Supremo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Polícia Federal afirma que Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, teria bancado despesas do senador Ciro Nogueira (PP-PI) e do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), em viagens internacionais para destinos como Paris, Nova York e Lisboa, segundo elementos reunidos na Operação Compliance Zero e encaminhados ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso. A apuração trata de supostos pagamentos de hospedagens, jantares e outros custos no exterior, em contexto investigativo que envolve o <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 16 de julho: Bolsa cai com tarifaço dos EUA e pressão de Vale e bancos" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="328163">banco e sua relação com</a> agentes públicos.</p>
<p>De acordo com a investigação, Ciro Nogueira teria sido beneficiado diretamente com pelo menos R$ 468.721,78 em viagens e jantares custeados por Vorcaro. A Polícia Federal também identificou comprovantes, mensagens e invoices que, segundo os investigadores, indicariam o pagamento de despesas do parlamentar em hotéis de luxo e eventos no exterior.</p>
<p>No caso de Hugo Motta, as diligências apontam que o presidente da Câmara também teria se hospedado em hotel de luxo na capital portuguesa com diárias pagas por Vorcaro. Motta afirmou, em nota, que a viagem teve relação com evento corporativo e negou qualquer irregularidade. O deputado disse ter tranquilidade sobre suas relações e defendeu que as investigações ocorram regularmente.</p>
<p>O caso amplia a pressão <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" title="Política | Diario de Pernambuco" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="320054">política</a> em Brasília sobre o Banco Master e sobre a rede de relações mantida por Vorcaro com autoridades públicas. A apuração ocorre em meio a uma nova fase da Operação Compliance Zero, investigação que mira supostas irregularidades ligadas ao banco, ao seu controlador e a interlocutores no setor público e privado.</p>
<p>PF aponta pagamento de diárias em hotel de luxo em Lisboa</p>
<p>Um dos episódios citados pela Polícia Federal envolve uma viagem de Ciro Nogueira a Lisboa, em junho de 2024. Segundo os investigadores, documentos obtidos na apuração indicam que o senador teve cinco diárias pagas no Hotel Four Seasons, em um total de R$ 91.280,59. O valor equivale a custo diário aproximado de R$ 18.256,12.</p>
<p>A viagem ocorreu no período em que Nogueira participou do Fórum Jurídico de Lisboa, evento organizado pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal. O fórum costuma reunir ministros de tribunais superiores, parlamentares, autoridades do Executivo, advogados, empresários e integrantes do meio jurídico.</p>
<p>A Polícia Federal também apontou que, apesar de as despesas de hospedagem terem sido supostamente custeadas por Vorcaro, há registro no Senado de pagamento de cinco diárias ao parlamentar na mesma data. O valor repassado pela Casa Legislativa teria sido de R$ 16.784,89.</p>
<p>Esse ponto é considerado sensível porque levanta questionamentos sobre eventual sobreposição entre despesas custeadas por terceiro privado e recursos pagos pelo Senado. A investigação ainda precisa esclarecer se houve irregularidade administrativa, conflito de interesse, vantagem indevida ou se os pagamentos tiveram justificativa formal.</p>
<p>Como se trata de apuração em curso, não há conclusão definitiva sobre responsabilidade criminal ou administrativa. Os citados têm direito à defesa, ao contraditório e à presunção de inocência.</p>
<p>Mensagens revelam proximidade entre Vorcaro e Ciro Nogueira</p>
<p>A Polícia Federal também afirma ter encontrado mensagens no celular <a href="https://gazetamercantil.com/privatizacao-telebras-leilao-do-seculo" title="O leilão do século: como a privatização da Telebrás colocou o celular no bolso do brasileiro e redesenhou o país" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="333382">de Daniel Vorcaro que</a> indicariam proximidade com Ciro Nogueira. Em uma delas, o senador teria dito que estava “com saudades” do executivo. Em diversos diálogos, segundo a investigação, Nogueira chama o dono do Banco Master de “irmão”.</p>
<p>Para os investigadores, esse conjunto de mensagens, aliado a fotos e registros de encontros no Brasil e no exterior, ajuda a demonstrar a relação próxima entre o parlamentar e o banqueiro. As imagens teriam sido localizadas no curso da Operação Compliance Zero.</p>
<p>A proximidade pessoal, por si só, não configura ilícito. O ponto investigado pela PF é se a relação teria envolvido pagamento de despesas, eventual troca de favores ou influência em atos de interesse do Banco Master.</p>
<p>Em outra frente da investigação, a Polícia Federal já havia apontado suspeitas envolvendo interlocuções de Vorcaro com agentes públicos em temas de interesse do banco. A apuração busca identificar se houve tentativa de influência indevida em decisões administrativas, legislativas ou regulatórias.</p>
<p>A assessoria de Ciro Nogueira foi procurada pela reportagem original, mas não se manifestou. O espaço permanece aberto para manifestação do senador.</p>
<p>Hugo Motta diz que viagem foi <a href="https://gazetamercantil.com/siglas-corporativas-aprender" title="Siglas Corporativas para Aprender e Aplicar no Mercado (2026)" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="330984">para evento corporativo</a></p>
<p>No caso de Hugo Motta, a Polícia Federal afirma que documentos e mensagens indicariam hospedagem em hotel de luxo em Lisboa com despesas pagas por Daniel Vorcaro. O presidente da Câmara negou irregularidade e afirmou que a viagem estava vinculada a evento corporativo.</p>
<p>“Os órgãos de fiscalização estão trabalhando. Eu tenho tranquilidade sobre as minhas relações e defendo que as investigações possam acontecer. Eu tenho muita tranquilidade com relação a isso. Não vejo problema nisso. Era um evento corporativo, encontro jurídico”, afirmou Motta, segundo a reportagem original.</p>
<p>A menção ao presidente da Câmara ocorre em um momento politicamente sensível. Motta ocupa um dos cargos mais importantes da República e tem influência direta sobre a pauta legislativa, a tramitação de projetos de interesse econômico e a relação entre governo, partidos e setor empresarial.</p>
<p>A investigação, no entanto, não indica no material divulgado que tenha havido diligência contra Motta. A apuração menciona o suposto custeio de despesas, mas eventuais desdobramentos dependerão da avaliação da Polícia Federal, do Ministério Público e do Supremo Tribunal Federal.</p>
<p>Como presidente da Câmara, Motta está sob escrutínio institucional ampliado. Qualquer suspeita envolvendo relações com empresários investigados tende a produzir efeitos políticos, mesmo antes de conclusões formais das autoridades.</p>
<p>Áudio atribuído a Vorcaro cita preocupação com privacidade</p>
<p>A Polícia Federal também transcreveu uma mensagem de áudio atribuída a Daniel Vorcaro na qual o dono do Banco Master demonstra preocupação com a segurança e a privacidade de convidados em um hotel de luxo.</p>
<p>Na gravação, Vorcaro <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 16 de julho: Bolsa cai com tarifaço dos EUA e pressão de Vale e bancos" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="328164">orienta um auxiliar identificado como</a> Leo a cuidar da segurança do local. Ele afirma que a cidade estava lotada e pede atenção para evitar exposição de quem estaria no ambiente. Segundo a transcrição da PF, o banqueiro menciona que era possível ver quem estava no local a partir da saída do elevador e pede que houvesse alguém no andar inferior.</p>
<p>A mensagem foi enviada ao ministro André Mendonça, relator do caso no STF, como parte do conjunto de elementos reunidos pela Polícia Federal. Para os investigadores, o áudio reforça a preocupação de Vorcaro em preservar a discrição de encontros no exterior.</p>
<p>A PF também ressaltou que documentos apreendidos em buscas comprovam que os valores das diárias foram efetivamente pagos. Esse ponto será relevante para a análise sobre a origem dos recursos, o destino dos pagamentos e a eventual finalidade das despesas.</p>
<p>O teor das mensagens, no entanto, ainda deverá ser interpretado no conjunto da investigação. Em casos dessa natureza, a comprovação de pagamento não basta, isoladamente, para caracterizar crime. As autoridades precisam demonstrar eventual nexo entre o benefício e uma contrapartida pública ou privada indevida.</p>
<p>Operação Compliance Zero amplia cerco ao Banco Master</p>
<p>A Operação Compliance Zero investiga suspeitas envolvendo o Banco Master, Daniel Vorcaro e uma rede de pessoas físicas e jurídicas ligadas ao grupo. A apuração ganhou novas fases nos últimos meses e passou a alcançar nomes de maior peso político em Brasília.</p>
<p>Em uma das etapas mais recentes, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão e medidas cautelares em diferentes estados. Ciro Nogueira foi um dos alvos da nova fase, enquanto outros investigados também tiveram bens bloqueados ou foram submetidos a medidas judiciais.</p>
<p>A investigação tramita no Supremo Tribunal Federal em razão da presença de autoridades com foro. O ministro André Mendonça é o relator do caso e recebeu relatórios da PF com mensagens, documentos, comprovantes e transcrições de áudios.</p>
<p>A apuração sobre o Banco Master tem relevância política e econômica porque envolve uma instituição financeira que manteve forte presença no <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="320055">mercado</a>, relação com investidores e interlocução com autoridades públicas. O caso também ocorre em ambiente de maior vigilância sobre a governança de bancos, relações entre setor financeiro e agentes públicos e eventuais tentativas de influência em decisões de Estado.</p>
<p>Para o mercado financeiro, investigações desse tipo podem afetar a percepção de risco sobre instituições, grupos econômicos e instrumentos de crédito associados. Para a política, o impacto está na exposição de parlamentares e dirigentes que mantiveram relações com empresários sob investigação.</p>
<p>Caso pressiona relações entre setor financeiro e Brasília</p>
<p>A suspeita de que despesas de autoridades tenham sido custeadas pelo controlador do Banco Master coloca em evidência a relação entre empresários do setor financeiro e integrantes do poder público. Em Brasília, encontros entre agentes privados e autoridades são frequentes, mas passam a ser alvo de questionamento quando há indícios de pagamento de despesas pessoais, viagens de luxo ou benefícios não declarados.</p>
<p>A legislação brasileira não impede relações institucionais entre parlamentares, empresários e executivos. O problema surge quando há suspeita de vantagem indevida, conflito de interesse, omissão de informações ou contrapartida associada ao exercício da função pública.</p>
<p>No caso de Ciro Nogueira, a PF afirma ter identificado despesas pagas por Vorcaro e mensagens que indicariam proximidade entre os dois. No caso de Hugo Motta, a investigação aponta suposto custeio de hospedagem, enquanto o presidente da Câmara nega irregularidade e vincula a viagem a evento corporativo.</p>
<p>O desdobramento do caso dependerá da análise do Supremo Tribunal Federal, da continuidade das diligências da Polícia Federal e de eventual manifestação do Ministério Público. Também poderá haver repercussão no Congresso, especialmente se partidos, conselhos de ética ou órgãos de controle forem provocados a avaliar a conduta dos citados.</p>
<p>Até o momento, as informações divulgadas compõem uma investigação em curso. Não há condenação, e os envolvidos poderão apresentar documentos, justificativas, versões e provas em sua defesa.</p>
<p>Apuração sobre despesas no exterior aumenta tensão no Congresso</p>
<p>A revelação de que Daniel Vorcaro teria bancado despesas de Ciro Nogueira e Hugo Motta no exterior amplia a tensão política em Brasília e adiciona um novo componente à Operação Compliance Zero. O caso envolve dois nomes de grande influência no Congresso: um senador com peso na articulação partidária e o presidente da Câmara dos Deputados.</p>
<p>A investigação também ocorre em um ambiente de sensibilidade institucional, no qual relações entre bancos, empresários e agentes públicos tendem a ser examinadas com maior rigor. A apuração sobre viagens, hospedagens e jantares pode abrir novas frentes para identificar quem participou dos encontros, qual era a finalidade das agendas e se houve algum benefício concreto ao Banco Master.</p>
<p>Para o Banco Master e para Daniel Vorcaro, o avanço das investigações reforça o escrutínio sobre a atuação do grupo junto a autoridades. Para Ciro Nogueira e Hugo Motta, o episódio exige respostas políticas e jurídicas capazes de esclarecer a natureza das viagens e dos pagamentos apontados pela Polícia Federal.</p>
<p>O caso permanece sob análise das autoridades competentes. A PF sustenta que documentos encontrados nas ações de busca comprovam pagamentos de diárias. As defesas e assessorias dos citados poderão contestar as interpretações da investigação, apresentar justificativas e requerer acesso integral aos elementos reunidos.</p>
<p>Em Brasília, o episódio amplia a pressão sobre o Congresso e mantém o Banco Master no centro de uma apuração que combina política, sistema financeiro, foro privilegiado e suspeitas de benefícios privados a autoridades públicas.</p>
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		<title>Bitcoin cai e se aproxima de US$ 60 mil com CPI dos EUA e aversão a risco</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 21:34:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Bitcoin (BTC) voltou a cair nesta quarta-feira (10) e se aproximou da região de suporte de US$ 60 mil, em uma sessão marcada por cautela global antes e depois da divulgação da inflação ao consumidor dos Estados Unidos. A maior criptomoeda do mundo era negociada perto de US$ 61 mil durante a manhã, com [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Bitcoin (BTC) voltou a cair nesta quarta-feira (10) e se aproximou da região de suporte de US$ 60 mil, em uma sessão marcada por cautela global antes e depois da divulgação da inflação ao consumidor dos Estados Unidos. A maior criptomoeda do mundo era negociada perto de US$ 61 mil durante a manhã, com queda em torno de 2% nas últimas 24 horas, enquanto investidores avaliavam o impacto do CPI americano, da aversão a risco nos mercados internacionais e da escalada de tensão entre <a href="https://gazetamercantil.com/analise-ibovespa-queda-vale-fed-dolar-copom" title="Análise: Ibovespa despenca e revela o risco que o mercado ainda não precificou" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="316455">Estados Unidos e Irã</a>.</p>
<p>O movimento pressionou o <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="316304">mercado</a> global de criptomoedas. Ethereum (ETH), Solana (SOL), XRP, BNB e Dogecoin (DOGE) também operavam em queda, refletindo a piora do apetite <a href="https://gazetamercantil.com/danone-aposta-em-maior-demanda-por-produtos-de-nutricao-medica" title="Danone Investe em Nutrição Médica para Enfrentar Desafios do Envelhecimento Populacional" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="316482">por ativos de maior</a> volatilidade. O recuo ocorre em um ambiente no qual a liquidez global segue como variável decisiva para o desempenho das criptomoedas, especialmente <a href="https://gazetamercantil.com/rand253522-5" title="Caderneta de Poupança Perde Atratividade Diante de Juros Altos e Opções de Investimento Mais Rentáveis" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="316475">diante da perspectiva de juros elevados</a> por mais tempo nos Estados Unidos.</p>
<p>O <a href="https://gazetamercantil.com/ouro-em-alta-2" title="Ouro em Alta: A Retomada das Compras do Banco Central da China e as Expectativas para o Mercado de Metais Preciosos" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="316454">CPI dos Estados Unidos subiu 0,5% em</a> maio e acumulou alta de 4,2% em 12 meses. O dado veio em linha com as <a href="https://gazetamercantil.com/relatorio-focus-inflacao-selic-2025" title="Relatório Focus reduz projeções de inflação e Selic para os próximos anos" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="316465">expectativas do mercado</a>, mas manteve a inflação americana distante da meta de 2% perseguida pelo Federal Reserve. Para o Bitcoin (BTC), o número <a href="https://gazetamercantil.com/protestos-contra-milei-na-argentina" title="Protestos na Argentina contra as medidas de Javier Milei" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="316479">reforça a percepção de</a> que o ciclo de flexibilização monetária nos EUA pode continuar adiado, o que reduz o espaço para recuperação mais consistente dos ativos de risco.</p>
<p>A pressão sobre o Bitcoin (BTC) também ocorre em meio à <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje-queda-pacote-fiscal-fed" title="Ibovespa Hoje: Queda Inicial e Expectativas com o Fed e o Pacote Fiscal" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="316471">queda das bolsas internacionais</a>. Mercados asiáticos fecharam no vermelho, índices europeus recuaram e os futuros de <a href="https://gazetamercantil.com/ouro-bate-novo-recorde-durante-o-pregao" title="Ouro avança com desaceleração da inflação nos EUA e expectativa de taxas de juros menores" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="316481">Nova York indicaram perdas durante</a> a manhã. A combinação entre inflação persistente, incerteza sobre juros, <a href="https://gazetamercantil.com/petroleo-fecha-em-alta-com-incertezas-sobre-oriente-medio" title="Petróleo fecha em alta com incertezas sobre Oriente Médio" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="316466">tensões geopolíticas e realização em</a> ativos ligados à tecnologia pesou sobre o sentimento dos investidores.</p>
<h2>Bitcoin testa região sensível após nova queda</h2>
<p>O Bitcoin (BTC) <a href="https://gazetamercantil.com/financiamento-imobiliario-nao-vai-voltar-para-bancos-spx-capital" title="SPX Capital planeja expandir operações no setor imobiliário doméstico diante de cenário macroeconômico desafiador" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="316497">voltou a operar</a> próximo de um patamar técnico relevante. A região de US$ 60 mil é acompanhada por traders porque pode funcionar como suporte psicológico e operacional <a href="https://gazetamercantil.com/siglas-corporativas-aprender" title="Siglas Corporativas para Aprender e Aplicar no Mercado (2026)" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="330915">para o mercado</a>. Perdas consistentes abaixo desse nível tendem a aumentar a cautela e <a href="https://gazetamercantil.com/tensao-pl-apos-elogio-lula" title="Tensões Internas no PL: Bolsonaro Alerta para Possível Implosão Após Elogios a Lula" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="316495">podem abrir espaço para</a> novas realizações.</p>
<p>A <a href="https://gazetamercantil.com/bitcoin-sobe-com-guerra-alivio-geopolitico-preco-criptomoedas" title="Bitcoin sobe com guerra: alívio geopolítico e queda do petróleo impulsionam criptomoeda" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="316510">criptomoeda vinha de uma sequência de quedas</a> recentes e acumulava desvalorização expressiva no ano. No levantamento citado pelo mercado, o Bitcoin (BTC) era negociado a US$ 61.058,05, com queda de 2,42% em 24 horas, recuo de 9,07% em sete <a href="https://gazetamercantil.com/bitcoin-hoje-cai-inflacao-eua-ia-geopolitica-analise-mercado-cripto-2026" title="Bitcoin hoje cai com inflação nos EUA, IA e geopolítica e acumula perdas na semana" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="316486">dias e perda de 30,23% no acumulado</a> de 2026.</p>
<p>A proximidade do suporte de US$ 60 <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje-abaixo-130-mil-pontos" title="Ibovespa Hoje Opera em Queda: Impacto de Ações da Hypera e Bradesco Marcam Último Pregão de Outubro" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="316485">mil</a> aumenta a atenção sobre o comportamento dos investidores institucionais, fundos, mesas de negociação e participantes de varejo. Em momentos de maior volatilidade, o rompimento de níveis técnicos pode acelerar ordens automáticas <a href="https://gazetamercantil.com/anatel-apura-nivel-de-radiacao-de-iphone-12-apos-suspensao-na-franca-ghtml" title="Anatel Irá Apurar Níveis de Radiação do iPhone 12 Após Suspensão de Vendas na França" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="316516">de venda</a> e ampliar oscilações.</p>
<p>Ao mesmo tempo, a região também <a href="https://gazetamercantil.com/associacoes-alegam-que-regulamentacao-da-tributaria-pode-afetar-fidcs-e-encarecer-credito-ghtml" title="Associações alegam que regulamentação da tributária pode afetar FIDCs e encarecer crédito | Finanças" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="316508">pode atrair compradores que</a> enxergam preço descontado após a correção. Esse tipo de movimento, porém, depende de melhora no ambiente macroeconômico, redução da aversão a risco e sinais de estabilização do mercado cripto.</p>
<p>No curto prazo, o Bitcoin (BTC) segue dependente de três variáveis principais: expectativa para juros nos Estados Unidos, comportamento do <a class="wpil_keyword_link" title="Dólar" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="316305">dólar</a> e fluxo para ativos de risco. Enquanto esses fatores permanecerem desfavoráveis, a recuperação tende a encontrar resistência.</p>
<h2>CPI dos EUA mantém pressão sobre criptomoedas</h2>
<p>A divulgação do CPI dos Estados Unidos foi o principal evento macroeconômico do dia para o mercado de criptomoedas. Embora o indicador não seja a medida preferida do Federal Reserve para decisões de juros, ele funciona como termômetro relevante da inflação e influencia as apostas sobre a <a class="wpil_keyword_link" title="Política | Diario de Pernambuco" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="316303">política</a> monetária americana.</p>
<p>O <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-futuro-28102024" title="Ibovespa Futuro Inicia Semana em Alta com Foco no Boletim Focus e Commodities" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="316477">avanço de 0,5% em maio e</a> de 4,2% em 12 meses confirmou que a inflação segue pressionada. A alta foi influ<a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 10/06, reage ao CPI dos EUA, petróleo e tensão entre EUA e Irã" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="316458">e</a>nciada principalmente por energia, em um momento de tensão geopolítica no Oriente Médio e volatilidade nos preços do petróleo.</p>
<p>Para o Bitcoin (BTC), esse cenário é negativo porque juros elevados reduzem a liquidez disponível para ativos especulativos. Quando títulos do Tesouro americano oferecem retornos mais atrativos, investidores tendem a reduzir exposição a criptomoedas, <a href="https://gazetamercantil.com/intel-e-nvidia-parceria-inteligencia-artificial" title="Intel (ITLC34) e Nvidia (NVDC34) fecham parceria de US$ 5 bilhões em IA e movimentam Wall Street" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="316462">ações de tecnologia</a> e outros ativos de maior risco.</p>
<p>O mercado cripto costuma reagir de forma intensa a mudanças nas expectativas de juros. <a href="https://gazetamercantil.com/taxa-selic-galipolo-calibragem-dos-dis" title="Taxa Selic: Galípolo Defende “Calibragem” e DIs Recuam em Dia de Otimismo no Mercado" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="316463">Cortes de juros</a> tendem a favorecer liquidez, crédito e apetite por risco. Já <a href="https://gazetamercantil.com/mercado-projeta-aumento-selic" title="Mercado revisa expectativas para a taxa Selic e projeta novos aumentos até o final de 2024" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="316472">a</a> manutenção de juros altos por mais tempo reduz a disposição para apostas em ativos voláteis.</p>
<p>Mesmo com o CPI em <a href="https://gazetamercantil.com/haddad-diz-esperar-selic-no-minimo-em-linha-com-as-projecoes-do-mercado-ghtml" title="Haddad diz esperar Selic &#8220;no mínimo em linha&#8221; com as projeções do mercado" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="316514">linha com as projeções</a>, a inflação acima da meta limita a chance de uma guinada mais flexível do Fed no curto prazo. Esse é o ponto que mantém o Bitcoin (BTC) sob pressão.</p>
<h2>Ethereum, Solana e XRP acompanham queda</h2>
<p>A correção não ficou restrita ao Bitcoin (BTC). Entre as maiores criptomoedas do mundo, o Ethereum (ETH) era negociado a US$ 1.617,74, com queda <a href="https://gazetamercantil.com/dolar-recua-de-olho-em-eleicao-nos-eua-e-china-antes-de-relatorio-fiscal" title="Dólar Opera em Baixa com Desistência de Biden e Corte de Juros na China" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="316490">de 3,07% em 24 horas e recuo</a> de 14% em sete dias. No acumulado do ano, a perda chegava a 45,48%.</p>
<p>A Solana (SOL) também <a href="https://gazetamercantil.com/bitcoin-hoje-queda-2025" title="Bitcoin Hoje: Queda de 10% em Dois Dias Preocupa Investidores" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="316498">registrava forte queda</a>, cotada a US$ 63,46, com baixa de 4,16% no dia, perda semanal de 15,92% e desvalorização de 49,02% em 2026. O XRP recuava 4,15%, a US$ 1,10, acumulando <a href="https://gazetamercantil.com/bolsas-de-nova-york-operam-em-queda-apos-sandp-500-atingir-maior-patamar-do-ano-ghtml" title="Bolsas de Nova York Recuam em Meio a Realização de Lucros e Expectativas pelo Relatório de Emprego" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="316470">queda de 10,68% em sete dias e</a> de 39,75% no ano.</p>
<p>O BNB era negociado a US$ 583,76, com baixa de 2,57% em 24 horas. Dogecoin (DOGE) caía 2,27%, cotado a US$ 0,08346. Hyperliquid (HYPE), <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-recorde-historico-2025" title="Ibovespa dispara: veja por que a bolsa brasileira vive seu melhor momento" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="316500">que ainda acumulava forte alta no ano</a>, recuava 8,91% no dia e 22,57% na semana.</p>
<p>Stablecoins como Tether (USDT) e USDC mantinham estabilidade próxima de US$ 1, <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-opera-em-queda-em-dia-negativo-para-ativos-brasileiros" title="Ibovespa em Leve Queda com Avanço dos Juros e Alta do Dólar" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="316491">como esperado para ativos lastreados no dólar</a>. O TRON (TRX) destoava parcialmente do movimento geral, <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-estavel-petrobras-ambev" title="Ibovespa Estável com Apoio da Petrobras; Ações da Ambev Sobem pelo Quarto Dia Consecutivo" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="316493">com leve alta</a> diária de 0,17%, embora ainda registrasse queda semanal de 2,90%.</p>
<p>A queda generalizada mostra que o mercado cripto opera sob influência de um movimento amplo de redução de risco, e não <a href="https://gazetamercantil.com/delacao-assassinato-marielle-franco" title="Polícia Federal informa que apenas uma delação foi fechada nas investigações do assassinato de Marielle Franco" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="316520">apenas de fatores específicos de uma</a> única moeda digital.</p>
<h2>Liquidez global segue como variável central</h2>
<p>Para o <a href="https://gazetamercantil.com/extorsao-no-mercado-de-criptomoedas-trump-processo" title="Extorsão no mercado de criptomoedas: Bilionário processa empresa ligada a Trump e expõe tensões no setor" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="316476">mercado de criptomoedas</a>, a liquidez continua sendo a variável mais importante. O Bitcoin (BTC) costuma se beneficiar de ambientes <a href="https://gazetamercantil.com/desenrola-2-0-renegociacao-dividas-governo-fgts-juros" title="Desenrola 2.0: Governo prepara nova fase com juros de 1,99% e uso do FGTS" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="316478">com juros baixos</a>, dólar mais fraco, abundância de capital e maior tolerância ao risco. O cenário atual é o oposto.</p>
<p>A inflação americana acima da meta, os juros elevados e a possibilidade de manutenção de uma <a href="https://gazetamercantil.com/juros-futuros-em-alta" title="Alta dos Juros Futuros: Impactos no Mercado e Expectativas dos Investidores" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="316474">política monetária</a> restritiva reduzem o apetite por ativos sem fluxo de caixa previsível. Criptomoedas, por sua natureza volátil, ficam <a href="https://gazetamercantil.com/quais-estados-do-brasil-produzem-mais-energia-solar" title="Energia Solar: Os Melhores Estados para Investir e Economizar na Conta de Luz" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="316499">mais vulneráveis quando investidores migram para</a> instrumentos considerados mais seguros.</p>
<p>Além disso, o mercado começa a precificar um ambiente de aperto sincronizado entre bancos centrais. Títulos soberanos com rendimentos mais altos competem diretamente com ativos de risco. <a href="https://gazetamercantil.com/tim-tims3-grupamento-desdobramento-acoes" title="TIM (TIMS3) Anuncia Grupamento e Desdobramento de Ações – Veja Como Isso Afeta Você" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="316513">Isso afeta ações</a>, fundos, commodities e criptomoedas.</p>
<p>Outro fator relevante é a absorção de capital por grandes <a href="https://gazetamercantil.com/ipo-da-compass-detalhes-oferta-bilionaria-cosan-b3" title="IPO da Compass pode movimentar bilhões; veja quanto a oferta pode chegar &#8211; Times Brasil" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="316460">investimentos em infraestrutura</a> tecnológica, especialmente ligados à inteligência artificial. O volume de recursos direcionado a data centers, chips, energia e <a href="https://gazetamercantil.com/amazon-anuncia-r10-bilhoes-para-expandir-infraestrutura-em-data-centers-no-brasil" title="Amazon AWS Anuncia Investimento de R$ 10,1 Bilhões para Expansão de Data Centers no Brasil até 2034" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="316464">computação em nuvem</a> aumenta a competição por capital no mercado global.</p>
<p>Nesse cenário, ativos que dependem <a href="https://gazetamercantil.com/modelo-ia-que-le-emocoes-alibaba-inovacao-2025" title="Modelo de IA que Lê Emoções: Alibaba Inova e Revoluciona a Inteligência Artificial em 2025" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="316492">de expansão de múltiplos e liquidez abundante enfrentam</a> testes mais exigentes de valuation. O Bitcoin (BTC), embora seja tratado por parte <a href="https://gazetamercantil.com/como-credito-privado-rival-bancos" title="O Crescimento e Desafios do Crédito Privado: Uma Análise Abrangente" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="316480">dos investidores como</a> reserva digital de valor, continua se comportando como ativo de risco em períodos de estresse macroeconômico.</p>
<h2>Tensão no Oriente Médio amplia cautela</h2>
<p>Além do CPI americano, a <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-futuro-cai-com-tensao-israel-ira" title="Ibovespa Futuro Cai Após Ataque de Israel ao Irã e Dispara Alerta no Mercado" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="316456">tensão no Oriente Médio</a> segue no radar dos investidores. O conflito entre <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-fechamento-25-05-2026-petroleo-eua-ira" title="Ibovespa sobe com tombo do petróleo e alívio externo; Bolsa fecha aos 177 mil pontos" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="316459">Estados Unidos e</a> Irã elevou a preocupação com rotas estratégicas de energia, especialmente nas proximidades do Estreito de Ormuz.</p>
<p>Segundo relatos internacionais, as tensões aumentaram após um helicóptero norte-americano <a href="https://gazetamercantil.com/amp-53" title="Presidente Lula critica disseminação de fake news durante visita ao Rio Grande do Sul" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="316483">ser</a> abatido nas proximidades da região. Em resposta, os Estados Unidos afirmaram <a href="https://gazetamercantil.com/dividendos-viver-de-renda-ibovespa-smart-dividendos-b3" title="Como ter renda mensal de R$ 3 mil com dividendos de ações do Ibovespa" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="316507">ter realizado ataques classificados como</a> de autodefesa.</p>
<p>O mercado acompanha o risco de impacto sobre petróleo, inflação e comércio global. Embora o Bitcoin (BTC) seja frequentemente apresentado como ativo descentralizado, ele não tem <a href="https://gazetamercantil.com/brasileiros-que-nao-investem-perdem-dinheiro" title="Brasileiros que não investem: os riscos de ficar parado e como começar a mudar hoje" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="316518">ficado imune a choques de</a> aversão a risco. Em momentos de conflito, <a href="https://gazetamercantil.com/bolsa-tem-o-menor-nmero-de-empresas-listadas-em-tres-anos" title="Seca de IPOs e desempenho fraco do Ibovespa afastam investidores da B3" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="316487">investidores costumam buscar liquidez</a> em dólar e reduzir exposição a ativos voláteis.</p>
<p>A instabilidade geopolítica também interfere nas <a href="https://gazetamercantil.com/mercado-cambial-setembro" title="Quais são as expectativas para o mercado cambial em setembro?" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="316502">expectativas sobre inflação</a>. Se o petróleo sobe de forma persistente, os custos de energia podem pressionar preços ao consumidor e dificultar a atuação do Federal Reserve.</p>
<p>Esse elo entre guerra, petróleo, inflação e juros ajuda a explicar a reação negativa do mercado cripto. O Bitcoin (BTC) <a href="https://gazetamercantil.com/caso-master-toffoli-devolve-processo-tanure-justica-sp" title="Caso Master: Toffoli Devolve Processo de Tanure à Justiça de SP por Falta de Conexão" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="316505">não cai apenas por</a> fatores internos do setor, mas por uma combinação de macroeconomia, geopolítica e fluxo global.</p>
<h2>Bolsas globais operam no vermelho</h2>
<p>O ambiente internacional também pesou sobre as criptomoedas. As bolsas asiáticas fecharam em queda, pressionadas por preocupações com valorização excessiva <a href="https://gazetamercantil.com/bolsas-nova-york-nasdaq-nvidia-2026" title="Bolsas de Nova York sobem com tecnologia e expectativa pelo balanço da Nvidia (NVDA)" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="316461">de papéis ligados à inteligência artificial</a> e pela piora do humor global.</p>
<p>Na Europa, os <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje-queda-producao-eua" title="Ibovespa Opera em Queda Após Dados da Produção Industrial dos EUA" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="316469">principais índices também operaram</a> no vermelho, com investidores reagindo à escalada geopolítica e ao CPI americano. <a href="https://gazetamercantil.com/amp-26" title="Desafios econômicos nos EUA impactam mercados globais: futuros de Wall Street iniciam semana em território negativo" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="316467">Nos Estados Unidos</a>, os futuros de Nova York indicaram abertura negativa, acompanhando o movimento de redução de risco.</p>
<p>Esse pano de fundo é relevante porque o Bitcoin (BTC) tem mostrado correlação <a href="https://gazetamercantil.com/savetan-jbs-couros-reduz-agua-energia-residuos-curtimento" title="Savetan: JBS Couros acelera tecnologia que reduz água e energia" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="316488">elevada com ativos de tecnologia</a> em momentos de estresse. <a href="https://gazetamercantil.com/crm-de-whatsapp" title="Experiência do cliente sofre quando o histórico não acompanha a conversa; saiba o que fazer" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="316517">Quando</a> o Nasdaq e papéis de crescimento sofrem, o mercado cripto tende a acompanhar a pressão.</p>
<p>A correção em ativos ligados à inteligência artificial também adiciona cautela. Nos últimos meses, parte relevante do apetite por risco global esteve concentrada em <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="316302">empresas</a> de tecnologia, chips, data centers e infraestrutura de IA. Qualquer sinal de <a href="https://gazetamercantil.com/se-for-preciso-fazer-mais-intervencoes-no-cambio-faremos-diz-presidente-do-bc" title="Banco Central pode realizar novas intervenções no câmbio, diz Roberto Campos Neto" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="316521">realização nesse segmento pode</a> contaminar outros ativos especulativos.</p>
<p>O investidor cripto, portanto, acompanha não apenas dados específicos do blockchain, <a href="https://gazetamercantil.com/ewz-avanca-corte-selic-fed-dolar-ibovespa" title="EWZ avança após corte da Selic, mas Fed e dólar a R$ 5 limitam recuperação" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="316473">mas também a direção dos mercados acionários</a>, juros americanos, dólar e commodities.</p>
<h2>Mercado observa suporte de US$ 60 mil</h2>
<p>A região de US$ 60 mil tornou-se o principal ponto de atenção para o Bitcoin (BTC) nesta quarta-feira. <a href="https://gazetamercantil.com/pornografia-infantil-na-internet-denuncias-safernet" title="Pornografia Infantil na Internet: Denúncias Disparam 114% Após Caso Felca" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="316506">Caso o ativo perca esse patamar com</a> força, traders podem passar a monitorar suportes inferiores, aumentando a volatilidade no curto prazo.</p>
<p>Por outro lado, <a href="https://gazetamercantil.com/hidrogenio-branco-fonte-energia-limpa" title="Descoberta do Hidrogênio Branco: Uma Potencial Fonte de Energia Limpa do Futuro" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="316496">uma defesa consistente da região pode</a> abrir espaço para tentativa de recuperação técnica. Esse movimento dependeria de redução da aversão a <a href="https://gazetamercantil.com/tcu-alerta-sobre-meta-fiscal-2025" title="TCU alerta governo sobre riscos de focar no limite inferior da meta fiscal" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="316522">risco e de leitura menos negativa sobre</a> os juros americanos.</p>
<p>No mercado cripto, <a href="https://gazetamercantil.com/acer-tera-suporte-e-gerenciamento-da-unisys-em-sua-nova-unidade-de-negocios" title="Acer terá suporte e gerenciamento da Unisys, em sua nova unidade de negócios" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="316519">suportes psicológicos costumam ter</a> peso elevado porque concentram ordens de compra, venda e liquidação de posições alavancadas. Quando o preço se aproxima desses níveis, a volatilidade tende a aumentar.</p>
<p>O comportamento do Bitcoin (BTC) também influencia todo o setor. Como a criptomoeda concentra grande parte da capitalização do mercado, suas oscilações servem de referência para Ethereum (ETH), Solana (SOL), XRP, BNB e demais ativos digitais.</p>
<p>Se o Bitcoin (BTC) conseguir se manter acima de US$ 60 mil, parte do mercado pode interpretar o movimento como sinal de resistência. Se romper o suporte, o sentimento pode piorar e ampliar <a href="https://gazetamercantil.com/mercado-cripto-bitcoins-2025-altcoins" title="Mercado cripto em 2025: Bitcoin perde força e altcoins disparam" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="316509">perdas nas altcoins</a>.</p>
<h2>Preços das principais criptomoedas nesta quarta-feira</h2>
<p>Entre as dez maiores criptomoedas do mundo, o desempenho era majoritariamente negativo nesta quarta-feira. O Bitcoin (BTC) era negociado a US$ 61.058,05, com queda de 2,42% em 24 horas, perda de 9,07% em sete dias e <a href="https://gazetamercantil.com/juros-recuam-mas-rotativo-do-cartao-sobe-atingindo-4235-ao-ano" title="Juros do crédito ao consumidor: Redução média em abril, mas rotativo do cartão atinge 423,5% ao ano" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="316489">recuo de 30,23% no ano</a>.</p>
<p>O Ethereum (ETH) caía 3,07%, a US$ 1.617,74, enquanto o BNB recuava 2,57%, a US$ 583,76. O XRP tinha baixa de 4,15%, cotado a US$ 1,10, e a Solana (SOL) perdia 4,16%, a US$ 63,46.</p>
<p>Entre as stablecoins, Tether (USDT) era negociado a US$ 0,9992, com alta de 0,03%, e USDC (USDC) estava a US$ 0,9997, com avanço de 0,01%. O TRON (TRX) subia 0,17%, a US$ 0,3224.</p>
<p>O Hyperliquid (HYPE) registrava a maior <a href="https://gazetamercantil.com/bolsas-europeias-hoje-montadoras-veiculos-promessa-trump-eua" title="Bolsas Europeias Em Queda: Ameaça de Tarifas nos EUA Prejudica Montadoras e Setores-Chave" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="316503">queda entre os dez principais</a> ativos listados, com baixa de 8,91%, a US$ 56,49. Mesmo assim, acumulava alta de 122,14% no ano. Dogecoin (DOGE) caía 2,27%, a US$ 0,08346.</p>
<p>O desempenho reforça um dia de correção ampla, com poucas exceções <a href="https://gazetamercantil.com/bitcoin-hoje-cai-eua-ira-aversao-risco-regulacao-cripto" title="Bitcoin hoje cai com tensão entre EUA e Irã e aversão global ao risco" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="316468">entre os principais ativos digitais</a>.</p>
<h2>Bitcoin fica preso entre inflação, juros e aversão a risco</h2>
<p>O Bitcoin (BTC) chega à metade da <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-em-queda-23092024" title="Ibovespa inicia semana em queda, pressionado por ações de bancos e Vale" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="316512">semana pressionado por</a> um conjunto de fatores adversos. A inflação americana veio em linha com as expectativas, mas permaneceu elevada. Os juros nos Estados Unidos continuam no centro das decisões dos investidores. O <a href="https://gazetamercantil.com/resposta-do-ira-a-trump-guerra-oriente-medio-petroleo" title="Resposta do Irã a Trump eleva tensão da guerra e pressiona mercados globais" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="316457">conflito no Oriente Médio</a> amplia a cautela. E <a href="https://gazetamercantil.com/yuan-resiste-as-tarifas-americanas" title="Yuan Resiste à Volatilidade das Tarifas Americanas, Aposta dos Operadores de Mercado Financeiro" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="316504">as bolsas globais operam</a> em queda.</p>
<p>Esse ambiente reduz o espaço <a href="https://gazetamercantil.com/leilao-transmissao-energia-eletrica" title="Leilão de Transmissão de Energia: Oportunidades e Desafios para Empresas do Setor Elétrico" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="316494">para recuperação rápida</a> das criptomoedas. A região de US$ 60 mil passa a ser acompanhada como referência técnica e psicológica para o mercado. Uma perda consistente desse nível poderia reforçar a percepção <a href="https://gazetamercantil.com/rani3-trade-do-dia-acao-irani-alta-87" title="RANI3 dispara no radar do trade: ação da Irani pode avançar até 8,7% em operação de curto prazo" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="316511">de fragilidade no curto prazo</a>.</p>
<p>Ao mesmo tempo, o Bitcoin (BTC) ainda conta <a href="https://gazetamercantil.com/alckmin-guerra-tarifaria-cotas-importacao" title="Alckmin descarta guerra tarifária com os EUA e aposta em cotas para equilíbrio comercial" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="316484">com investidores dispostos a defender</a> preços em regiões consideradas descontadas após a forte queda recente. A disputa entre compradores de suporte e vendedores guiados por aversão a <a href="https://gazetamercantil.com/evento-de-frio-intenso-esta-proximo-ha-risco-de-geadas-e-friagem-pelo-brasil-na-segunda-semana-de-abril-sul-sudeste-html" title="Frio intenso com risco de geadas e friagem pelo Brasil é previsto para a segunda semana de abril" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="316501">risco deve marcar as próximas</a> sessões.</p>
<p>Para o mercado cripto, a agenda macroeconômica <a href="https://gazetamercantil.com/moraes-determina-retorno-filipe-martins-prisao-ponta-grossa" title="Moraes determina volta de Filipe Martins à prisão em Ponta Grossa após transferência sem autorização do STF" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="316523">voltou a ser determinante</a>. Enquanto não houver sinais claros de alívio nos juros, melhora da liquidez <a href="https://gazetamercantil.com/ouro-sobe-recordes-crise-global" title="Ouro dispara quase 3% e bate recordes em meio à crise global e tensões geopolíticas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="316515">global e redução das tensões geopolíticas</a>, o Bitcoin (BTC) deve continuar operando com volatilidade elevada e sensível a qualquer mudança no cenário externo.</p>
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		<item>
		<title>Curso gratuito mostra como indústrias B2B podem vender mais para a própria carteira de clientes</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/curso-gratuito-mostra-como-industrias-b2b-podem-vender-mais-para-a-propria-carteira-de-clientes</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 18:49:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A gestão da carteira de clientes vem ganhando espaço nas estratégias comerciais de empresas B2B que buscam crescer com mais previsibilidade. No setor industrial, esse movimento acompanha uma mudança importante: a digitalização deixou de ser apenas uma pauta operacional e passou a influenciar também a forma como as empresas vendem, acompanham clientes e tomam decisões [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A gestão da carteira de clientes vem ganhando espaço nas estratégias comerciais de empresas B2B que buscam crescer com mais previsibilidade. No setor industrial, esse movimento acompanha uma mudança importante: a digitalização deixou de ser apenas uma pauta operacional e passou a influenciar também a forma como as <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="316299">empresas</a> vendem, acompanham clientes e tomam decisões comerciais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com dados da Pintec Semestral 2024, divulgados pelo IBGE, 95% das empresas industriais investigadas já possuíam algum grau de digitalização na área de comercialização. O dado reforça uma tendência cada vez mais presente nas indústrias: transformar informações comerciais, histórico de compras e relacionamento com clientes em rotina de gestão. (Agência Gov)</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Material do Sebrae sobre carteira de clientes também destaca que a análise da base ajuda a definir metas, priorizar contas, organizar melhor as vendas e identificar novas possibilidades de negócio.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse cenário, a Nomus lançou o minicurso gratuito “Carteira de Clientes Inteligente: como classificar, priorizar e gerir”, disponível na Academia Nomus. O conteúdo foi desenvolvido em parceria com Matheus Muller, sócio da GestãoMax, e tem como foco ajudar indústrias B2B a organizar a base de clientes, identificar oportunidades dentro da carteira atual e estruturar um acompanhamento comercial mais consistente. (Terra)</span></p>
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<h2><b>Carteira de clientes deixa de ser apenas uma lista</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Em muitas empresas industriais, a carteira de clientes ainda é tratada como uma relação de contatos ou um histórico de compradores. Na prática, isso pode fazer com que vendedores concentrem esforços apenas em demandas urgentes, clientes que entram em contato primeiro ou oportunidades mais visíveis no dia a dia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O problema é que, sem critérios claros, contas estratégicas podem ficar sem acompanhamento, clientes inativos deixam de ser reativados e oportunidades de recompra passam despercebidas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A proposta do minicurso é mostrar que a carteira pode ser tratada como um ativo comercial. Para isso, o conteúdo aborda critérios como volume de compras, frequência de pedidos, margem gerada, potencial de crescimento e comportamento de recompra.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com essas informações organizadas, a indústria passa a ter mais clareza sobre quais clientes devem receber maior atenção, quais precisam de uma rotina de reativação e quais apresentam maior potencial para novas vendas.</span></p>
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<h2><b>Gestão comercial orientada por dados</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Para a Nomus, empresa responsável pelo Nomus ERP Industrial, o tema está diretamente ligado à evolução da gestão nas pequenas e médias indústrias. Segundo Thiago Leão, diretor da empresa, muitas organizações já possuem informações valiosas sobre seus clientes, mas ainda não conseguem transformar esses dados em ação comercial.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na avaliação do executivo, a carteira precisa ser vista como um processo de gestão, e não apenas como um cadastro. Isso significa definir prioridades, acompanhar frequência de compra, estabelecer rotinas de contato e criar indicadores que ajudem o gestor a enxergar oportunidades antes que elas sejam perdidas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O curso busca justamente apoiar esse processo. A ideia é apresentar um método prático para que gestores comerciais, diretores e vendedores consigam analisar a própria base de clientes e tomar decisões com mais segurança.</span></p>
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<h2><b>Retenção e recompra ganham importância no B2B</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A gestão da carteira também se conecta a uma das principais discussões comerciais do <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="316301">mercado</a> B2B: o custo de vender para novos clientes em comparação ao potencial de crescer com clientes que já conhecem a empresa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Relatório do Sebrae/RS sobre retenção e fidelização de clientes aponta que reter e fidelizar clientes custa menos do que conquistar novos. O material também cita estudo da Bain &amp; Company segundo o qual aumentar a taxa de retenção em 5% pode representar aumento de até 95% na lucratividade do negócio.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em operações industriais, esse ponto é especialmente relevante. Muitos <a class="wpil_keyword_link" title="Negócios" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="316300">negócios</a> possuem ciclos de compra recorrentes, clientes com histórico longo de relacionamento e oportunidades de expansão que dependem mais de acompanhamento estruturado do que de aquisição de novos leads.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No minicurso, a carteira é analisada a partir de situações comuns em empresas B2B, como clientes ativos, clientes inativos, contas estratégicas, oportunidades de recompra e necessidade de contato periódico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre os temas abordados estão:</span></p>
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<li><span style="font-weight: 400;">classificação da carteira de clientes;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">identificação de oportunidades dentro da base atual;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">definição de frequência de contato por perfil de cliente;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">acompanhamento de indicadores comerciais;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">reativação de clientes inativos;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">priorização de contas com maior potencial;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">criação de uma rotina comercial mais previsível.</span></li>
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<h2><b>Menos improviso e mais previsibilidade</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Para Matheus Muller, da GestãoMax, um dos principais desafios das empresas B2B é deixar de tratar todos os clientes da mesma forma. Clientes diferentes exigem níveis diferentes de atenção, abordagem e frequência de relacionamento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando a empresa entende o valor, o comportamento e o potencial de cada conta, o time comercial consegue atuar com mais foco. Isso reduz a dependência da memória individual dos vendedores e ajuda a criar uma operação mais estruturada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A necessidade de uma rotina mais consistente também aparece quando se observa a relação entre vendas, atendimento e fidelização. Relatório de Inteligência do Sebrae/PR sobre vendas e relacionamento destaca que ferramentas como CRM e CX ajudam empresas a entender melhor o cliente, personalizar contatos e criar relacionamentos consistentes. (Sebrae Paraná)</span></p>
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<h2><b>Curso gratuito está disponível na Academia Nomus</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O minicurso </span><span style="color: #ff0000;"><strong><a style="color: #ff0000;" href="https://academia.nomus.com.br/login?returnTo=%2Fcurso%2F2354%2Fcarteira-de-clientes-inteligente-como-classificar-priorizar-e-gerir2045112162%2F952dcf29-4790-44f3-afed-7847fde664df" target="_blank" rel="noopener">“Carteira de Clientes Inteligente: como classificar, priorizar e gerir”</a></strong></span><span style="font-weight: 400;"> está disponível gratuitamente na Academia Nomus.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A iniciativa reforça a atuação da </span><strong><span style="color: #ff0000;"><a style="color: #ff0000;" href="https://www.nomus.com.br/erpindustrial/" target="_blank" rel="noopener">Nomus</a></span></strong><span style="font-weight: 400;"> no apoio à gestão de pequenas e médias indústrias, com conteúdos voltados para produtividade, controle, vendas, dados e melhoria dos processos de gestão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mais do que vender mais para os mesmos clientes, a proposta é ajudar empresas industriais a entenderem melhor sua base, identificarem oportunidades escondidas e criarem rotinas comerciais capazes de gerar mais previsibilidade para o negócio.</span></p>
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