<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><feed
	xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0"
	xml:lang="pt-BR"
	>
	<title type="text">GAZETA MERCANTIL</title>
	<subtitle type="text">A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</subtitle>

	<updated>2026-09-15T22:59:33Z</updated>

	<link rel="alternate" type="text/html" href="https://gazetamercantil.com" />
	<id>https://gazetamercantil.com/feed/atom</id>
	<link rel="self" type="application/atom+xml" href="https://gazetamercantil.com/feed/atom" />

	<generator uri="https://wordpress.org/" version="7.1">WordPress</generator>
<icon>https://gazetamercantil.com/wp-content/uploads/2023/07/G-Icon-1-75x75.png</icon>
<link rel="hub" href="https://pubsubhubbub.appspot.com" />
<link rel="hub" href="https://pubsubhubbub.superfeedr.com" />
<link rel="hub" href="https://websubhub.com/hub" />
<link rel="self" href="https://gazetamercantil.com/feed/atom" />
	<entry>
		<author>
			<name>Daniel Wicker</name>
							<uri>https://muckrack.com/daniel-i-wicker</uri>
						</author>

		<title type="html"><![CDATA[Queda dos FIIs exige análise de vacância, crédito e alavancagem antes da venda]]></title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://gazetamercantil.com/queda-fii-analise-fundamentos-venda" />

		<id>https://gazetamercantil.com/?p=1531601</id>
		<updated>2026-09-15T22:59:33Z</updated>
		<published>2026-09-15T22:59:33Z</published>
		<category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Fundos Imobiliários" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Destaque" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Mercados" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Notícias" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="FIIs" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="fundos imobiliários" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="IFIX" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Inadimplência" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="juros" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="mercado imobiliário" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="mercados" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Selic" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="vacância" />
		<summary type="html"><![CDATA[<p>A queda de uma cota de fundo imobiliário (FII) não significa, por si só, que a tese de investimento deixou de funcionar. Em um mercado influenciado por juros, liquidez e percepção de risco, o preço pode recuar antes — ou mesmo sem — uma deterioração proporcional dos imóveis, dos contratos ou dos recebíveis que sustentam [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></summary>

					<content type="html" xml:base="https://gazetamercantil.com/queda-fii-analise-fundamentos-venda"><![CDATA[<p>A queda de uma cota de fundo imobiliário (FII) não significa, por si só, que a tese de investimento deixou de funcionar. Em um <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339460">mercado</a> influenciado por juros, liquidez e percepção de risco, o preço pode recuar antes — ou mesmo sem — uma deterioração proporcional dos imóveis, dos contratos ou dos recebíveis que sustentam a distribuição de renda. A decisão entre manter, comprar mais ou vender exige, portanto, separar os efeitos de mercado das mudanças efetivas nos fundamentos.</p>
<p>O ambiente de juros ajuda a explicar por que essa distinção permanece relevante. A Selic está em 14,25% ao ano desde junho, após três cortes consecutivos promovidos pelo Comitê de <a class="wpil_keyword_link" title="Política" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339459">Política</a> Monetária (Copom), e o Banco Central iniciou nesta terça-feira (15) nova reunião para decidir os próximos passos da política monetária. Juros elevados aumentam a competição da renda fixa e influenciam o valor presente dos fluxos futuros dos ativos imobiliários, afetando a precificação das cotas mesmo quando a operação dos fundos permanece estável.</p>
<p>No mercado de FIIs, o IFIX, principal índice de referência do segmento, fechou em 3.731,62 pontos em 14 de setembro, depois de alcançar quase 3.862 pontos no início de 2026. A diferença equivale a uma queda próxima de 3,4% em relação à máxima mencionada no início do ano, mostrando que o mercado passou por uma correção, mas sem caracterizar, isoladamente, uma deterioração uniforme do setor.</p>
<p>A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) também destaca uma característica estrutural que aumenta a importância da avaliação da liquidez: os FIIs são condomínios fechados e as cotas não podem ser resgatadas livremente pelo investidor, que depende da negociação no mercado secundário para sair da posição antes da extinção do fundo. Por isso, uma queda de preço pode combinar fundamentos preservados com menor disposição dos compradores em determinado momento.</p>
<h2>Preço da cota não substitui análise operacional</h2>
<p>O primeiro passo para o cotista diante de uma queda expressiva é identificar se alguma premissa utilizada na compra foi alterada.</p>
<p>Nos chamados fundos de tijolo, que investem diretamente em imóveis, a avaliação deve começar pela ocupação dos empreendimentos e pela capacidade de geração de receita. Vacância física e financeira, inadimplência, concentração de locatários, prazo dos contratos, reajustes, revisões e qualidade dos imóveis oferecem informações mais úteis sobre a sustentabilidade dos rendimentos do que a cotação isolada.</p>
<p>A qualidade da localização também entra na análise. Um edifício com ocupação elevada, contratos longos e inquilinos de boa qualidade pode reagir de maneira diferente de um ativo situado em uma região com excesso de oferta. O mesmo vale para galpões logísticos, shopping centers, hospitais e imóveis de renda urbana, que possuem diferentes ciclos operacionais.</p>
<p>A B3 aponta que vacância e inadimplência podem afetar diretamente os rendimentos dos fundos imobiliários. A CVM, por sua vez, relaciona riscos imobiliários a fatores como desvalorização dos empreendimentos, alterações regulatórias, mudanças econômicas locais, descumprimento de contratos de locação e dificuldades de venda dos ativos.</p>
<p>Nos fundos de papel, a leitura muda. Como a carteira é composta principalmente por títulos ligados ao mercado imobiliário, especialmente certificados de recebíveis imobiliários (CRIs), o cotista precisa olhar para o risco de crédito, as garantias, os indexadores, os spreads, a concentração dos devedores e a inadimplência.</p>
<p>Uma distribuição elevada também não deve ser interpretada automaticamente como sinal de qualidade. É necessário verificar de onde veio o resultado, se houve ganho recorrente ou não recorrente e se a renda distribuída é compatível com a capacidade de geração de caixa da carteira.</p>
<h2>Juros podem derrubar a cota sem deteriorar o imóvel</h2>
<p>A relação entre juros e FIIs ajuda a explicar por que a cotação pode apresentar comportamento aparentemente desconectado dos indicadores operacionais.</p>
<p>Quando as taxas de mercado sobem, investimentos de renda fixa passam a oferecer retorno mais competitivo. Ao mesmo tempo, os fluxos futuros produzidos pelos imóveis e pelos títulos da carteira passam a ser descontados por uma taxa maior. O resultado pode ser uma redução do preço que o mercado está disposto a pagar pela cota.</p>
<p>O movimento inverso também é possível. Uma trajetória consistente de queda dos juros pode aumentar a atratividade relativa dos ativos imobiliários, sobretudo quando a percepção de risco permanece controlada. Isso não significa que todo FII necessariamente subirá com uma eventual redução da Selic. Fundos com problemas de crédito, imóveis pouco competitivos ou estrutura financeira fragilizada podem continuar pressionados.</p>
<p>Essa diferença é importante porque impede uma conclusão simplista baseada apenas no comportamento do IFIX. Em 14 de setembro, por exemplo, o índice encerrou o pregão em 3.731,62 pontos, enquanto sua máxima em 52 semanas estava próxima de 3.944 pontos. A queda do indicador é relevante para avaliar o ambiente de mercado, mas não permite determinar a qualidade de cada um dos fundos que o compõem.</p>
<h2>Comprar mais depois da queda pode aumentar o risco</h2>
<p>A redução do preço médio costuma ser uma das primeiras justificativas para comprar novas cotas depois de uma queda. O problema aparece quando essa estratégia transforma uma perda existente em uma posição ainda maior sem que a tese tenha sido reavaliada.</p>
<p>Uma forma objetiva de evitar a armadilha é ignorar, temporariamente, o preço pago no passado. O investidor pode considerar que recebeu hoje, em dinheiro, o valor correspondente à posição e perguntar se compraria novamente aquele mesmo fundo, na mesma proporção e ao preço atual.</p>
<p>Essa abordagem reduz o chamado viés de ancoragem, no qual o preço de aquisição passa a funcionar como referência psicológica para a decisão. O mercado não considera o preço original pago pelo cotista e não existe obrigação de que a cota retorne ao nível anterior.</p>
<p>O cálculo fica ainda mais importante quando a queda é de 10%, 15% ou 20%. Uma redução de 20% exige alta de 25% para que o ativo apenas retorne ao preço original. Assim, vender ou comprar não deve ser decidido com base exclusivamente no tamanho da perda acumulada.</p>
<p>Comprar mais pode fazer sentido quando os fundamentos permanecem preservados e o preço oferece margem de segurança maior. Mas aumentar a exposição a um fundo deteriorado apenas para reduzir o preço médio significa destinar novo capital a uma decisão antiga que pode ter deixado de ser válida.</p>
<h2>Relatórios gerenciais ajudam a identificar a mudança na tese</h2>
<p>A avaliação de um FII deve ser construída a partir de informações periódicas, fatos relevantes e relatórios gerenciais, e não apenas da tela de negociação.</p>
<p>Nos fundos de tijolo, indicadores como vacância, inadimplência, receita imobiliária, reajuste dos contratos, concentração por imóvel e locatário e prazo médio contratual podem mostrar se a geração de caixa está preservada.</p>
<p>Na carteira de crédito, é necessário observar a composição dos recebíveis, qualidade das garantias, concentração por devedor, indexadores e evolução dos atrasos. Uma mudança relevante em qualquer desses itens pode representar alteração concreta da tese, mesmo que a cotação ainda não tenha refletido totalmente o problema.</p>
<p>A própria CVM reforçou em 2026 a importância da entrega correta e tempestiva das informações periódicas pelos administradores de FII. Em abril, a autarquia também publicou orientação específica sobre o preenchimento de informações relativas a CRIs no informe trimestral dos fundos. Para o investidor, isso reforça a utilidade dos documentos regulatórios como instrumento de acompanhamento.</p>
<p>Outro sinal a observar é a alavancagem. Uma elevação expressiva da dívida, especialmente em um ambiente de juros altos, pode reduzir a margem de segurança do fundo. Em situações de menor liquidez, a necessidade de refinanciar obrigações ou captar recursos em condições desfavoráveis pode pressionar a distribuição de rendimentos e o valor das cotas.</p>
<h2>Quando vender deixa de ser reação à volatilidade</h2>
<p>A venda passa a ganhar fundamento quando a mudança observada não é apenas de preço, mas de capacidade de geração de valor.</p>
<p>Aumento persistente da vacância, perda de locatários relevantes, deterioração do crédito, aumento excessivo da alavancagem, redução estrutural dos rendimentos ou problemas na gestão dos ativos podem indicar que a premissa original da compra foi alterada.</p>
<p>Também pode existir motivo para vender mesmo quando o fundo continua operacionalmente saudável. Uma carteira pode ter mudado de composição, um ativo pode ter se valorizado acima do esperado ou outro investimento pode oferecer relação risco-retorno mais favorável. Nesse caso, a decisão decorre da alocação de capital, não necessariamente de uma crise no fundo.</p>
<p>A CVM chama atenção ainda para a liquidez das cotas. Como a saída ocorre pela negociação no mercado secundário, fundos com menor volume de <a class="wpil_keyword_link" title="Negócios" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339461">negócios</a> podem exigir mais tempo ou aceitar descontos maiores para que a venda seja executada.</p>
<p>Isso cria uma diferença importante entre volatilidade e perda permanente. Uma oscilação provocada por fluxo de mercado pode desaparecer com a mudança das condições financeiras. Já uma perda decorrente de imóveis menos competitivos, contratos fragilizados ou deterioração do crédito pode alterar permanentemente o potencial de geração de renda.</p>
<h2>A decisão depende do papel do FII na carteira</h2>
<p>O investidor que avalia uma queda de 5% não está necessariamente diante de uma situação melhor do que aquele que enfrenta uma queda de 20%. O percentual perdido não mede sozinho a qualidade do investimento.</p>
<p>A análise deve considerar o objetivo da posição, o segmento imobiliário, a fonte dos rendimentos, a concentração de riscos, a qualidade dos ativos e a alternativa para o capital. Um FII que caiu 20% pode continuar adequado à carteira se a queda tiver sido provocada por fatores transitórios e seus fundamentos permanecerem sólidos. Outro que recuou apenas 5% pode carregar uma deterioração operacional capaz de justificar uma redução maior.</p>
<p>O momento atual exige atenção adicional porque a política monetária continua sendo uma variável central para a precificação dos FIIs. Ao mesmo tempo em que a Selic caiu de 15% para 14,25% ao ano entre janeiro e junho, o Banco Central ainda mantém uma taxa restritiva e voltou a se reunir em 15 e 16 de setembro. O comportamento dos juros, portanto, permanece relevante para os preços, mas não substitui a análise individual dos fundos.</p>
<p>A regra prática é avaliar primeiro o negócio e depois a cotação. A pergunta decisiva não é quanto o fundo caiu desde a compra, mas se aquilo que justificou a compra continua presente hoje. Essa separação entre preço e fundamento é o que permite distinguir uma correção de mercado de uma tese que efetivamente perdeu sustentação.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Banco Central do Brasil &#8211; histórico das decisões do Copom e evolução da taxa Selic em 2026</em></p>
<p><em>Banco Central do Brasil &#8211; calendário das reuniões do Copom de setembro de 2026</em></p>
<p><em>Comissão de Valores Mobiliários &#8211; orientações e informações sobre riscos relacionados ao investimento em cotas de fundos imobiliários</em></p>
<p><em>Comissão de Valores Mobiliários &#8211; Ofício Circular CVM/SSE 01/26 sobre envio de informações periódicas de FII</em></p>
<p><em>Comissão de Valores Mobiliários &#8211; Ofício Circular CVM/SSE 02/26 sobre informações de CRIs no informe trimestral de FII</em></p>
<p><em>B3 &#8211; informações educacionais sobre fundos de investimento imobiliário, tipos de fundos e fatores de risco</em></p>
<p><em>B3 &#8211; dados e informações de mercado relacionados ao IFIX e aos fundos imobiliários</em></p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content>
		
			</entry>
		<entry>
		<author>
			<name>Júlia Campos</name>
					</author>

		<title type="html"><![CDATA[Flávio Dino pede vista e suspende no STF análise sobre casos de Moraes e Mendonça]]></title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://gazetamercantil.com/flavio-dino-pede-vista-stf-interrompe-analise-moraes" />

		<id>https://gazetamercantil.com/?p=1531624</id>
		<updated>2026-09-15T22:39:03Z</updated>
		<published>2026-09-15T22:39:03Z</published>
		<category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Política" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Destaque" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Notícias" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Alexandre de Moraes" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="André Mendonça" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Daniel Vorcaro" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Flavio Dino" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="pedido de vista" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Petição 16.662" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="STF" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Supremo Tribunal Federal" />
		<summary type="html"><![CDATA[<p>O ministro Flávio Dino pediu vista nesta terça-feira (15) e interrompeu no Supremo Tribunal Federal (STF) a análise que envolve os procedimentos relacionados aos ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. A suspensão ocorreu depois de o plenário formar maioria de 4 votos a 3 pela tramitação separada dos casos, mas a decisão sobre a [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></summary>

					<content type="html" xml:base="https://gazetamercantil.com/flavio-dino-pede-vista-stf-interrompe-analise-moraes"><![CDATA[<p>O ministro Flávio Dino pediu vista nesta terça-feira (15) e interrompeu no Supremo Tribunal Federal (STF) a análise que envolve os procedimentos relacionados aos ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. A suspensão ocorreu depois de o plenário formar maioria de 4 votos a 3 pela tramitação separada dos casos, mas a decisão sobre a condução definitiva dos processos não foi concluída. O pedido de vista estabelece um novo intervalo de até 90 dias corridos para a devolução dos autos, contado da publicação da ata da sessão.</p>
<p>A sessão extraordinária havia sido convocada pelo presidente do STF, Edson Fachin, para examinar a Petição 16.662, procedimento que passou a concentrar as discussões sobre os elementos produzidos em investigação da Polícia Federal envolvendo mensagens e outros registros relacionados a Alexandre de Moraes e ao empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. O processo foi levado ao plenário depois de alterações na relatoria e de decisões que deslocaram para a Presidência da Corte a condução do caso.</p>
<p>O pedido de vista não encerra a discussão nem representa uma decisão sobre a abertura ou não de investigação contra Moraes. Na prática, o que ficou pendente é a definição sobre a forma de tramitação dos procedimentos e, posteriormente, a apreciação do mérito das questões submetidas ao plenário. O próprio STF estabelece que, depois de um pedido de vista, o julgamento fica suspenso até a devolução dos autos ou até o encerramento do prazo regimental de 90 dias corridos.</p>
<h2>Prazo de 90 dias pode empurrar retomada para dezembro</h2>
<p>A regra atualmente aplicada pelo STF determina que o ministro que pede vista apresente os autos para prosseguimento do julgamento em até 90 dias corridos, contados da publicação da ata da sessão que interrompeu a análise. Depois desse período, o processo fica automaticamente liberado para retomada do julgamento, ainda que o ministro que pediu vista não tenha apresentado seu voto.</p>
<p>Como o pedido de Dino ocorreu em 15 de setembro, a data efetiva para a liberação automática dependerá da publicação da ata. Portanto, não é possível afirmar neste momento um dia exato para o fim do prazo. O processo, porém, entra em uma janela que alcança dezembro, o que reduz o espaço de tempo disponível para uma retomada ainda em 2026.</p>
<p>A regra também não impede que Dino devolva os autos antes dos 90 dias. Nesse caso, o julgamento pode ser retomado antecipadamente, desde que observadas as regras de inclusão em pauta. A devolução do processo, portanto, não equivale automaticamente à marcação da sessão decisiva. O retorno dependerá também da condução da pauta pelo presidente do Tribunal.</p>
<p>O calendário judiciário acrescenta outro elemento à equação. O período de 20 de dezembro a 6 de janeiro é considerado recesso forense para o Poder Judiciário da União, enquanto os prazos processuais permanecem suspensos entre 20 de dezembro e 20 de janeiro. Isso torna mais estreita a possibilidade de uma conclusão no fim do ano caso os autos permaneçam com o ministro até perto do limite regimental.</p>
<h2>STF discutiu se casos de Moraes e Mendonça deveriam seguir juntos</h2>
<p>O ponto central da sessão desta terça-feira não era ainda a conclusão sobre eventual responsabilização de Moraes, mas a forma pela qual os procedimentos que envolvem os dois ministros deveriam ser examinados pelo plenário.</p>
<p>A controvérsia surgiu a partir da possibilidade de análise conjunta dos casos relacionados a Alexandre de Moraes e André Mendonça. Gilmar Mendes apresentou questão de ordem para sustentar a reunião dos procedimentos, proposta acompanhada por Cristiano Zanin e por Moraes. Do outro lado, Fachin, Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia defenderam a manutenção dos casos em separado. O placar formal terminou em 4 a 3 pela separação, antes da interrupção provocada pelo pedido de vista de Dino.</p>
<p>O desenho do julgamento foi influenciado ainda pela ausência de dois ministros. Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques declararam-se suspeitos ou impedidos de participar da votação, reduzindo o número de integrantes efetivamente disponíveis para a deliberação.</p>
<p>Essa composição ajuda a explicar por que uma discussão que poderia ter sido encerrada por maioria simples permaneceu aberta. Com os dois ministros fora da votação, o número de votos disponíveis e a situação criada pelo pedido de vista passaram a ser determinantes para a próxima etapa.</p>
<p>Dino havia participado da formação do placar antes de pedir vista, mas seu voto não permaneceu computado para a conclusão da questão após a suspensão. Com isso, o resultado provisório registrado ao final da sessão permaneceu em 4 a 3 pela tramitação separada, sem produzir ainda uma definição definitiva sobre o encaminhamento do caso.</p>
<h2>Caso foi levado ao plenário após mudança na relatoria</h2>
<p>A Petição 16.662 passou por uma sequência de mudanças processuais ao longo de setembro. Inicialmente relacionada ao ministro André Mendonça, a ação teve a relatoria deslocada para a Presidência do STF depois que Mendonça encaminhou os autos ao presidente da Corte. Fachin determinou então que o processo fosse levado ao plenário em sessão extraordinária realizada nesta terça-feira.</p>
<p>O próprio STF registrou que o procedimento foi instaurado de ofício, tem a Polícia Federal como autoridade policial e trata de investigação penal. O histórico público do processo mostra ainda que a tramitação ganhou novos contornos após decisões tomadas no início de setembro e após a retirada de sigilo de peças relevantes.</p>
<p>Em decisão de 3 de setembro, Fachin determinou a coleta de informações de Moraes, Mendonça, do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. O despacho mencionou, entre outros pontos, a necessidade de esclarecer as circunstâncias de determinados procedimentos policiais e a observância das regras aplicáveis quando surgem indícios envolvendo magistrados com foro no Supremo.</p>
<p>A decisão também indicou que havia parecer da Procuradoria-Geral da República pela extinção da Petição 16.662. Ao mesmo tempo, o presidente do Tribunal determinou a obtenção de informações antes da apreciação colegiada, deixando explícito que as providências de instrução não representavam antecipação de julgamento sobre a admissibilidade, a regularidade do procedimento ou o mérito das imputações.</p>
<h2>Debate expôs divergências dentro do Tribunal</h2>
<p>A sessão desta terça-feira terminou em meio a forte tensão entre integrantes da Corte. Antes do pedido de vista, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que não mantinha relação de proximidade com Vorcaro e contestou interpretações sobre eventual vínculo pessoal com o empresário. O ambiente se deteriorou durante a discussão entre Gilmar Mendes e André Mendonça, até a intervenção de Dino, que justificou o pedido de vista pela necessidade de interromper o embate.</p>
<p>O episódio tem relevância processual porque Dino vinculou o pedido de vista à própria condição da sessão. Em sua intervenção, segundo relatos da sessão, o ministro afirmou que o ambiente não permitiria uma deliberação adequada e decidiu interromper a análise.</p>
<p>A interrupção, portanto, não corresponde a uma conclusão sobre o conteúdo das acusações ou sobre a existência de irregularidades. O que foi efetivamente decidido até o momento é apenas o estágio provisório da questão de ordem relacionada à tramitação dos casos.</p>
<p>Esse ponto é importante porque a Petição 16.662 permanece em andamento. O sistema processual do STF registra o feito como investigação penal e mostra movimentações recentes envolvendo a Presidência, a Procuradoria-Geral da República e os ministros relacionados ao caso.</p>
<h2>Próxima etapa depende da devolução dos autos</h2>
<p>A retomada dependerá primeiro da devolução dos autos por Dino. Caso o ministro apresente o processo antes do limite de 90 dias, a Presidência poderá organizar a continuidade do julgamento conforme a pauta do plenário. Se isso não ocorrer, os autos ficarão automaticamente liberados ao fim do prazo regimental, sem que seja necessário aguardar indefinidamente a apresentação do voto-vista.</p>
<p>Ainda assim, a liberação automática não significa retomada imediata da sessão. O STF informa que, nos processos julgados presencialmente, a definição da data de continuidade depende da Presidência do colegiado. Assim, o limite de 90 dias funciona como uma trava para impedir a suspensão indefinida, mas não fixa sozinho o dia de uma nova sessão.</p>
<p>O efeito prático do pedido de vista é, portanto, ampliar o intervalo para a análise dos documentos e adiar uma decisão que poderia ter começado a se consolidar nesta terça-feira. Como o caso chegou ao plenário após uma sucessão de decisões processuais e envolve procedimentos distintos, a próxima sessão deverá retomar não apenas a discussão sobre a separação dos casos, mas também a sequência decisória que decorrerá desse encaminhamento.</p>
<p>Até lá, a Petição 16.662 continua sem decisão definitiva sobre a questão submetida ao plenário e sem conclusão quanto a eventual investigação contra Alexandre de Moraes. O processo permanece sujeito às regras regimentais do Supremo, e qualquer definição adicional dependerá dos próximos atos processuais.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Supremo Tribunal Federal &#8211; andamento público da Petição 16.662, decisões processuais e movimentações do procedimento</em></p>
<p><em>Supremo Tribunal Federal &#8211; despacho da Presidência de 3 de setembro de 2026 sobre a instrução e a apreciação da Petição 16.662</em></p>
<p><em>Supremo Tribunal Federal &#8211; decisão que transferiu a relatoria da Petição 16.662 para a Presidência e convocou sessão extraordinária do plenário</em></p>
<p><em>Supremo Tribunal Federal &#8211; regras regimentais sobre pedidos de vista e prazo de 90 dias para devolução dos autos</em></p>
<p><em>Conselho Nacional de Justiça &#8211; regras sobre recesso judiciário e suspensão dos prazos processuais</em></p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content>
		
			</entry>
		<entry>
		<author>
			<name>Carlos Menezes</name>
					</author>

		<title type="html"><![CDATA[Cármen Lúcia pede desculpas por crise no STF e critica exposição de conflitos entre ministros]]></title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://gazetamercantil.com/carmen-lucia-pede-desculpas-crise-stf" />

		<id>https://gazetamercantil.com/?p=1531621</id>
		<updated>2026-09-15T22:27:43Z</updated>
		<published>2026-09-15T22:27:43Z</published>
		<category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Política" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Destaque" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Notícias" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Alexandre de Moraes" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="André Mendonça" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Carmen Lúcia" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Eleições 2026" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Flavio Dino" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="STF" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Supremo Tribunal Federal" />
		<summary type="html"><![CDATA[<p>A ministra Cármen Lúcia pediu desculpas nesta terça-feira (15) ao povo brasileiro pela crise interna exposta durante a sessão extraordinária do Supremo Tribunal Federal (STF) que analisou a Petição 16.662, relacionada a elementos produzidos pela Polícia Federal a partir do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e a mensagens atribuídas ao ministro Alexandre de Moraes. Ao [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></summary>

					<content type="html" xml:base="https://gazetamercantil.com/carmen-lucia-pede-desculpas-crise-stf"><![CDATA[<p>A ministra Cármen Lúcia pediu desculpas nesta terça-feira (15) ao povo brasileiro pela crise interna exposta durante a sessão extraordinária do Supremo Tribunal Federal (STF) que analisou a Petição 16.662, relacionada a elementos produzidos pela Polícia Federal a partir do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e a mensagens atribuídas ao ministro Alexandre de Moraes. Ao apresentar seu voto, Cármen disse estar em “profunda consternação e tristeza” e afirmou sentir-se “envergonhada” com o fato de o país estar acompanhando conflitos no tribunal quando faltavam 19 dias para o primeiro turno das eleições de 2026.</p>
<p>A manifestação ocorreu em meio a uma sessão marcada por divergências entre ministros sobre a tramitação dos casos relacionados a Moraes e ao ministro André Mendonça. Cármen acompanhou o presidente do STF, Edson Fachin, na posição de manter os processos separados. Com os votos registrados antes do pedido de vista de Flávio Dino, a contagem chegou a 4 a 4; Dino posteriormente solicitou mais tempo para examinar a questão e interrompeu a conclusão do julgamento, deixando provisoriamente o placar em 4 votos a 3 pela análise separada.</p>
<p>A decisão sobre a questão preliminar não representou conclusão sobre a eventual abertura de investigação contra Moraes. O objeto da sessão estava ligado ao rito e à forma de análise dos procedimentos, enquanto a Petição 16.662 permanece sem uma decisão definitiva sobre seu prosseguimento. O processo foi protocolado no STF em 28 de agosto e, em 12 de setembro, passou à Presidência da Corte após despacho de Mendonça, em cumprimento a decisão que determinou o encaminhamento à presidência de procedimentos envolvendo possíveis investigações de ministros do tribunal.</p>
<h2>Ministra vê perda de serenidade institucional às vésperas da eleição</h2>
<p>Ao justificar seu posicionamento, Cármen Lúcia afirmou que o Poder Judiciário deveria exercer uma função de pacificação institucional e lamentou que os acontecimentos no STF tenham produzido efeito contrário. Segundo a ministra, o tribunal deveria oferecer tranquilidade à população e acabou contribuindo para uma situação que classificou como de “mal-estar cívico”. Ela também pediu desculpas ao presidente da Corte, aos colegas e aos brasileiros por considerar que poderia ter atuado de maneira diferente para evitar o agravamento da crise.</p>
<p>A referência ao calendário eleitoral tem uma dimensão objetiva. O TSE estabeleceu 4 de outubro de 2026 como data do primeiro turno. Em 15 de setembro, portanto, faltavam 19 dias para a votação. O pleito escolherá presidente e vice-presidente da República, governadores, senadores e deputados federais, estaduais e distritais. Em eventual segundo turno, a votação está marcada para 25 de outubro.</p>
<p>Cármen também criticou o que classificou como “espetacularização” dos episódios envolvendo a Corte. Na avaliação apresentada durante o julgamento, a exposição pública dos conflitos entre ministros ultrapassou a esfera interna do tribunal e produziu consequências sobre a relação da instituição com a sociedade. A ministra não tratou a discussão como um problema restrito aos integrantes do Supremo, mas vinculou o ambiente da sessão à confiança que o Judiciário precisa preservar perante os cidadãos.</p>
<p>A posição de Cármen foi acompanhada por Fachin, Mendonça e Luiz Fux no ponto específico sobre manter separados os casos de Moraes e Mendonça. Do outro lado, Gilmar Mendes, Moraes e Cristiano Zanin defenderam a análise conjunta. Flávio Dino também se posicionou inicialmente pela reunião dos casos, mas pediu vista antes da conclusão dessa etapa, interrompendo o julgamento. Dias Toffoli e Nunes Marques não participaram da votação, segundo a cobertura da sessão.</p>
<h2>Petição sobre Moraes teve tramitação alterada antes do julgamento</h2>
<p>A Petição 16.662 nasceu de elementos produzidos pela Polícia Federal e foi autuada no STF em 28 de agosto. O processo recebeu inicialmente relatoria do ministro André Mendonça, mas uma série de decisões posteriores alterou a condução dos procedimentos relacionados ao Banco Master e às informações extraídas do aparelho de Vorcaro.</p>
<p>Em 1º de setembro, Mendonça determinou o levantamento do sigilo da petição. Em 6 de setembro, o processo foi liberado para julgamento do Plenário. Dois dias depois, uma análise na Segunda Turma chegou a ser iniciada, mas foi interrompida por pedido de vista de Gilmar Mendes. O próprio andamento processual do STF registra que, em 9 de setembro, o processo foi incluído na pauta de julgamento presencial para 15 de setembro.</p>
<p>Em 12 de setembro, após decisão da Presidência do Supremo sobre procedimentos envolvendo integrantes da própria Corte, Mendonça encaminhou a Petição 16.662 à Presidência. O registro oficial do processo passou a indicar Edson Fachin como presidente e relator da matéria. A alteração ocorreu três dias antes da sessão extraordinária que colocou o caso em pauta.</p>
<p>Essa sequência mostra que o julgamento de 15 de setembro não surgiu isoladamente. Entre a autuação da petição e a sessão plenária transcorreram 18 dias, período em que houve mudança de relatoria, decisões sobre sigilo, interrupção de análise na Segunda Turma e transferência da matéria para a Presidência do STF. O processo também recebeu manifestações da Procuradoria-Geral da República durante a tramitação.</p>
<p>O caso ganhou dimensão institucional porque o material da Polícia Federal alcança um ministro em exercício do próprio Supremo. A sessão, por isso, não tratou apenas de uma controvérsia processual entre partes externas ao tribunal. O plenário foi chamado a examinar como uma petição fundada em elementos produzidos por uma investigação deveria tramitar quando envolve integrante da própria Corte. A Presidência do STF assumiu a relatoria precisamente no contexto das regras regimentais aplicáveis a procedimentos dessa natureza.</p>
<h2>Pedido de vista impede conclusão nesta terça-feira</h2>
<p>A sessão extraordinária terminou sem uma decisão definitiva sobre a questão que dividiu os ministros. Flávio Dino pediu vista após apresentar divergência quanto à condução dos processos e interrompeu a votação. A partir desse momento, a conclusão sobre a análise conjunta ou separada dos casos ficou pendente.</p>
<p>Com a intervenção de Dino, o resultado provisório deixou de ser o empate de 4 a 4 registrado após o voto de Cármen Lúcia. Como o ministro que pediu vista havia manifestado posição favorável à reunião dos casos, mas não concluiu seu voto no julgamento, a contagem considerada ao final da sessão ficou em 4 a 3 a favor da tramitação separada, segundo a cobertura do julgamento.</p>
<p>O efeito imediato foi adiar a definição sobre como o tribunal deverá conduzir os procedimentos relacionados a Moraes e Mendonça. A análise do caso de Mendonça já havia sido deslocada para outra data, 23 de setembro, enquanto a Petição 16.662 permanecia sob exame do Plenário.</p>
<p>O pedido de vista também ampliou o intervalo entre a manifestação da ministra Cármen Lúcia e uma eventual conclusão do colegiado. O Regimento Interno do STF prevê prazo de até 90 dias para devolução de processos após pedido de vista. Na prática, a suspensão retira a possibilidade de encerramento imediato dessa etapa, embora o calendário efetivo dependa da devolução e da retomada do julgamento pelo colegiado.</p>
<h2>Crise ocorre em período de alta exposição institucional</h2>
<p>A fala de Cármen Lúcia ocorreu depois de uma sucessão de confrontos públicos entre ministros durante a sessão. Antes do voto da ministra, houve divergências entre Fachin e Dino sobre a condução dos trabalhos e discussões envolvendo Gilmar Mendes, Luiz Fux, Moraes e Mendonça a respeito da atuação da Polícia Federal e da tramitação dos elementos relacionados ao Banco Master.</p>
<p>Fachin havia aberto a sessão defendendo que o tribunal deveria concentrar-se nos fatos e nas questões jurídicas submetidas ao julgamento, evitando confrontos pessoais. A declaração foi feita antes do exame da Petição 16.662, cujo objeto envolve a possibilidade de avanço de investigação baseada em elementos da Polícia Federal relacionados a Moraes.</p>
<p>A própria configuração da pauta refletiu a tentativa de delimitar os objetos. Fachin decidiu manter para 15 de setembro apenas a Petição 16.662 e deixar para 23 de setembro a análise relacionada a Mendonça. Segundo a posição expressa pela Presidência, a separação permitiria delimitar o objeto da deliberação de cada procedimento.</p>
<p>A controvérsia que permaneceu sem conclusão nesta terça-feira, portanto, envolve uma questão processual anterior ao exame definitivo das alegações e dos elementos reunidos pela Polícia Federal. Não houve, na sessão interrompida, decisão definitiva que estabelecesse responsabilidade de Moraes ou de Mendonça por qualquer ilícito.</p>
<p>A manifestação de Cármen Lúcia acrescentou ao julgamento uma dimensão institucional. Ao pedir desculpas e afirmar que o Supremo deveria transmitir tranquilidade, a ministra reconheceu publicamente o impacto dos conflitos internos sobre a imagem da Corte. Sua fala ocorreu no mesmo dia em que o tribunal não conseguiu concluir a questão preliminar e deixou para momento posterior a definição sobre a tramitação dos processos.</p>
<p>Com o primeiro turno marcado para 4 de outubro, o STF entra nas próximas semanas ainda com procedimentos relacionados ao episódio em andamento. A sessão de 15 de setembro não encerrou a controvérsia sobre a Petição 16.662, e a separação entre os casos de Moraes e Mendonça continua pendente de conclusão após o pedido de vista de Dino.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Supremo Tribunal Federal &#8211; andamento processual e atos da Petição 16.662, incluindo autuação, mudanças de relatoria, decisões e pautas de julgamento</em></p>
<p><em>Tribunal Superior Eleitoral &#8211; calendário oficial das Eleições Gerais de 2026 e datas do primeiro e do eventual segundo turno</em></p>
<p><em>Agência Brasil &#8211; decisão da Presidência do STF sobre a relatoria da Petição 16.662 e tramitação dos procedimentos envolvendo Moraes e Vorcaro</em></p>
<p><em>Supremo Tribunal Federal &#8211; manifestações e atos processuais relacionados à Petição 16.662 e à sessão plenária de 15 de setembro de 2026</em></p>
<p><em>UOL &#8211; cobertura da sessão do STF de 15 de setembro e votação sobre a reunião dos casos de Alexandre de Moraes e André Mendonça</em></p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content>
		
			</entry>
		<entry>
		<author>
			<name>Letícia Nóbrega</name>
					</author>

		<title type="html"><![CDATA[Moraes diz que cartões do Banco Master oferecidos aos filhos nunca foram usados]]></title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://gazetamercantil.com/moraes-contesta-relatorio-banco-master-cartoes-filhos" />

		<id>https://gazetamercantil.com/?p=1531610</id>
		<updated>2026-09-15T22:24:00Z</updated>
		<published>2026-09-15T22:24:00Z</published>
		<category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Política" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Destaque" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Notícias" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Alexandre de Moraes" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="André Mendonça" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Banco Master" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Cartões de crédito" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Daniel Vorcaro" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="investigação" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Polícia Federal" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="STF" />
		<summary type="html"><![CDATA[<p>O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), contestou a apuração conduzida pelo colega André Mendonça e afirmou que dois pontos usados para relacioná-lo ao ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, não demonstram irregularidade: os cartões de crédito oferecidos pelo banco a seus filhos, segundo ele, jamais foram utilizados, e seus filhos não [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></summary>

					<content type="html" xml:base="https://gazetamercantil.com/moraes-contesta-relatorio-banco-master-cartoes-filhos"><![CDATA[<p>O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), contestou a apuração conduzida pelo colega André Mendonça e afirmou que dois pontos usados para relacioná-lo ao ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, não demonstram irregularidade: os cartões de crédito oferecidos pelo banco a seus filhos, segundo ele, jamais foram utilizados, e seus filhos não estiveram na área VIP de um evento que teria sido patrocinado pela instituição. As afirmações fazem parte de uma manifestação de 44 páginas entregue ao presidente do STF, Edson Fachin, antes da sessão desta terça-feira (15), que analisa a possibilidade de abertura de investigação contra Moraes.</p>
<p>Na defesa, Moraes sustenta que o relatório elaborado a partir de informações da Polícia Federal (PF), sob determinação de Mendonça, selecionou mensagens e elementos de contexto para produzir uma narrativa de favorecimento envolvendo sua família. A principal contestação sobre os cartões é que o documento teria mencionado a oferta dos benefícios, mas não teria considerado que as contas não registraram utilização. Para o ministro, essa diferença altera o significado do episódio porque, segundo sua versão, não houve consumo efetivo, pagamento de despesas ou obtenção de vantagem financeira.</p>
<p>Moraes também afirma que a oferta dos cartões não seria, por si só, uma operação excepcional. Segundo a manifestação, instituições financeiras podem enviar cartões a potenciais clientes sem solicitação prévia. O ponto central levantado pelo ministro é, portanto, a ausência de utilização dos cartões, e não apenas a existência da oferta.</p>
<p>A controvérsia ganhou relevância porque o relatório da PF passou a integrar o conjunto de informações que embasa a discussão no STF sobre a abertura de uma investigação formal contra Moraes. O procedimento é tratado como uma decisão sobre a necessidade de aprofundar a apuração, e não como julgamento de culpa. A sessão desta terça-feira é inédita por discutir, de forma específica, a possibilidade de investigação criminal de um integrante da própria Corte.</p>
<h2>Defesa questiona dois episódios ligados aos filhos de Moraes</h2>
<p>Além dos cartões, Moraes rebateu a informação de que seus filhos teriam recebido convites para permanecer em uma área VIP durante um evento realizado em Belo Horizonte. Na manifestação, o ministro afirma que eles nunca estiveram no espaço e que não solicitaram os convites.</p>
<p>A contestação cria uma diferença importante entre a existência de registros ou mensagens sobre uma possível oferta e a efetiva fruição de um benefício. São etapas distintas para a análise de eventual favorecimento: uma comunicação pode demonstrar que determinado benefício foi oferecido ou cogitado, mas não necessariamente comprova que ele foi recebido ou utilizado.</p>
<p>Essa distinção também aparece na argumentação sobre os cartões. Segundo Moraes, o relatório teria tratado a oferta como elemento indicativo de proximidade entre Vorcaro e sua família sem, na avaliação do ministro, considerar adequadamente a ausência de uso. A defesa afirma que essa omissão contribuiu para atribuir ao episódio um significado que os documentos não sustentariam.</p>
<p>A manifestação também nega que seus filhos tenham participado de qualquer articulação com o Banco Master relacionada ao evento. Moraes considera que a inclusão desses episódios no relatório ampliou o alcance das suspeitas para integrantes de sua família sem demonstração, segundo ele, de uma vantagem concreta.</p>
<p>O debate sobre os cartões ocorre em meio a uma investigação mais ampla sobre as relações de Vorcaro com autoridades e pessoas próximas a ministros do STF. O material produzido pela PF contém registros extraídos de dispositivos ligados ao banqueiro e passou a provocar disputas sobre quais documentos poderiam ser utilizados, como foram obtidos e qual autoridade teria competência para determinar diligências envolvendo integrantes da Corte.</p>
<h2>Moraes nega diálogos com Vorcaro e questiona cadeia de custódia</h2>
<p>Outro eixo da defesa é a negativa de que tenha mantido com Vorcaro os diálogos que, segundo o material divulgado durante a crise, foram apresentados como indícios de proximidade entre os dois.</p>
<p>Moraes afirma que não há mensagens de sua autoria no conjunto utilizado para sustentar as suspeitas e classifica como “fantasiosos” os diálogos que lhe foram atribuídos. Segundo sua manifestação, os registros encontrados no material apreendido incluiriam anotações ou mensagens produzidas por Vorcaro, sem correspondente identificação de resposta enviada pelo ministro.</p>
<p>A questão tem dimensão jurídica porque não envolve apenas o conteúdo das mensagens, mas também a forma como os dados foram extraídos, preservados, identificados e incorporados ao procedimento. Moraes sustenta que houve fragmentação de informações e questiona a cadeia de custódia dos elementos analisados.</p>
<p>Esse argumento se relaciona a uma controvérsia maior aberta no próprio STF. Em 3 de setembro, Fachin determinou a abertura de um procedimento para verificar eventuais irregularidades em investigações da PF envolvendo autoridades com foro na Corte. O presidente do Supremo estabeleceu prazo para manifestações de Moraes, Mendonça, do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. Entre os pontos a serem esclarecidos estão justamente possíveis vícios formais, o cumprimento das prerrogativas dos magistrados e o tratamento dado a informações sob sigilo.</p>
<p>A existência desse procedimento paralelo elevou a disputa de uma discussão sobre o conteúdo de um relatório policial para uma questão também relacionada à regularidade da própria investigação.</p>
<h2>Crise interna do STF passou a dividir a análise do caso Master</h2>
<p>A manifestação de Moraes foi entregue na véspera de uma sessão que começou na manhã desta terça-feira e teve como objeto central a possibilidade de investigar o ministro. O presidente do STF, Edson Fachin, assumiu a condução do caso após a escalada de conflitos entre os integrantes da Corte e passou a concentrar decisões relacionadas aos procedimentos envolvendo ministros.</p>
<p>Durante a primeira parte da sessão, realizada pela manhã, dois ministros deixaram de participar da votação por questões de impedimento ou suspeição: Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques. O movimento reduziu o número potencial de votos e acrescentou uma questão regimental ao debate sobre o mérito das acusações. A sessão foi interrompida e retomada à tarde para análise de questões de ordem levantadas pelos ministros.</p>
<p>O ambiente de tensão fez com que o julgamento passasse a discutir não apenas os elementos relacionados a Moraes, mas também a forma como Mendonça conduziu o procedimento. Durante os debates, ministros questionaram a retirada de sigilos, a competência para determinação de determinadas medidas e a própria estrutura de relatoria dos casos ligados ao Banco Master.</p>
<p>A disputa ganhou novo componente quando ministros defenderam a possibilidade de reunir procedimentos envolvendo outros magistrados citados nos documentos do caso Master e transferir a apreciação para uma nova relatoria. A proposta em discussão inclui a possibilidade de levar a análise conjunta para 23 de setembro.</p>
<p>Esse movimento pode alterar substancialmente o alcance da sessão desta terça-feira. Em vez de uma decisão isolada sobre a abertura de investigação contra Moraes, o plenário passou a examinar a conveniência de organizar em conjunto diferentes procedimentos surgidos a partir das informações extraídas da investigação sobre Vorcaro.</p>
<h2>Relatório de Fachin colocou regularidade da apuração no centro da crise</h2>
<p>A intervenção de Fachin começou antes da sessão desta terça-feira. No procedimento aberto em 3 de setembro, o presidente do STF determinou que os envolvidos prestassem esclarecimentos sobre possíveis irregularidades formais em investigações realizadas pela PF que alcançaram autoridades com foro no Supremo.</p>
<p>Segundo o próprio STF, a Presidência da Corte buscou verificar se foram observadas as garantias do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Fachin também destacou a necessidade de avaliar o cumprimento da regra segundo a qual indícios de crime atribuídos a magistrado devem ser encaminhados ao tribunal competente.</p>
<p>Na prática, esse procedimento introduziu uma segunda frente de análise. A primeira diz respeito ao que os documentos sobre Vorcaro efetivamente revelam sobre Moraes. A segunda trata de saber se a produção, coleta e utilização dessas informações seguiram os requisitos legais e regimentais aplicáveis a autoridades protegidas por foro.</p>
<p>A defesa de Moraes explora essa segunda dimensão. O ministro afirma que o relatório não apresenta elementos suficientes para indicar prática criminosa e questiona a transformação de contatos, ofertas ou referências encontradas no material em suspeitas de favorecimento.</p>
<h2>Cartões, contratos e mensagens permanecem sob análise</h2>
<p>Os cartões oferecidos aos filhos são apenas um dos elementos utilizados para discutir a relação entre o entorno de Moraes e o Banco Master. Outro ponto relevante do caso é o contrato de R$ 131 milhões firmado entre o banco e o escritório de advocacia ligado à esposa do ministro. O valor e a natureza desse contrato passaram a integrar o debate público sobre a relação entre Vorcaro e pessoas próximas ao magistrado.</p>
<p>Moraes nega que esses vínculos demonstrem qualquer atuação irregular em favor do banco e sustenta que nunca participou de processos envolvendo Vorcaro no STF nem prestou consultoria jurídica ou recebeu informações privilegiadas relacionadas a operações policiais contra o empresário.</p>
<p>A dimensão financeira do contrato, somada à existência dos cartões e aos registros de contatos, explica por que o caso ganhou uma amplitude maior do que a simples análise de mensagens. Cada elemento, isoladamente, precisa ser confrontado com o contexto, a efetiva prestação de serviços, a utilização ou não de benefícios e a eventual existência de atos praticados por Moraes em favor do banqueiro.</p>
<p>Até o momento, o ponto em discussão no STF não é a comprovação definitiva de um crime, mas a suficiência dos elementos disponíveis para justificar uma investigação. A própria sessão foi estruturada para discutir essa questão processual, enquanto os ministros também avaliam alegações de nulidade e competência.</p>
<p>Ao contestar especificamente os cartões e o episódio da área VIP, Moraes procura retirar desses fatos o peso probatório atribuído a eles no relatório. A resposta sobre os demais elementos dependerá da análise do plenário e, caso uma investigação seja autorizada, de diligências destinadas a verificar a origem, integridade, contexto e significado das informações reunidas pela PF.</p>
<p>Enquanto o STF debate a continuidade da apuração, a manifestação de Moraes estabelece a linha central de sua defesa: os documentos, segundo o ministro, foram interpretados de forma fragmentada e não comprovam vantagem recebida, favorecimento, comunicação ilícita ou atuação em benefício do Banco Master. O plenário ainda precisa definir quais dessas controvérsias serão examinadas imediatamente e quais deverão ser reunidas em uma apuração mais ampla sobre o caso.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Supremo Tribunal Federal &#8211; procedimento instaurado por Edson Fachin para apurar a regularidade de investigações envolvendo autoridades com foro na Corte</em></p>
<p><em>Supremo Tribunal Federal &#8211; andamento da Petição 16.704 e manifestações relacionadas à apuração de condutas em investigações da Polícia Federal</em></p>
<p><em>Agência Brasil &#8211; manifestação de Alexandre de Moraes e sessão plenária de 15 de setembro de 2026 sobre a possível investigação do ministro</em></p>
<p><em>Agência Brasil &#8211; andamento da sessão do STF sobre o caso Moraes, Daniel Vorcaro e Banco Master</em></p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content>
		
			</entry>
		<entry>
		<author>
			<name>João Souza</name>
							<uri>https://muckrack.com/joao-souza</uri>
						</author>

		<title type="html"><![CDATA[3corações conclui compra da Yoki e Kitano por R$ 800 milhões]]></title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://gazetamercantil.com/3coracoes-compra-yoki-kitano-general-mills" />

		<id>https://gazetamercantil.com/?p=1531613</id>
		<updated>2026-09-15T22:13:02Z</updated>
		<published>2026-09-15T22:13:02Z</published>
		<category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Empresas" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Destaque" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Notícias" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="3corações" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="alimentos" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="aquisições" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="consumo" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="General Mills" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Indústria" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Kitano" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Yoki" />
		<summary type="html"><![CDATA[<p>A 3corações concluiu a aquisição das operações da General Mills no Brasil por R$ 800 milhões e assumiu definitivamente o controle das marcas Yoki e Kitano, encerrando uma transação anunciada em março e que ainda dependia, naquele momento, do cumprimento de condições regulatórias e contratuais. O negócio, efetivado em 3 de setembro, é mais amplo [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></summary>

					<content type="html" xml:base="https://gazetamercantil.com/3coracoes-compra-yoki-kitano-general-mills"><![CDATA[<p>A 3corações concluiu a aquisição das operações da General Mills no Brasil por R$ 800 milhões e assumiu definitivamente o controle das marcas Yoki e Kitano, encerrando uma transação anunciada em março e que ainda dependia, naquele momento, do cumprimento de condições regulatórias e contratuais. O negócio, efetivado em 3 de setembro, é mais amplo do que a compra de duas marcas conhecidas do consumidor: inclui o escritório administrativo de São Bernardo do Campo, em São Paulo, as unidades industriais de Pouso Alegre, em Minas Gerais, e Campo Novo do Parecis, em Mato Grosso, além da estrutura necessária para manter a fabricação e distribuição das linhas adquiridas.</p>
<p>A operação amplia imediatamente a escala da companhia. Com as duas fábricas incorporadas, a 3corações passa de 13 para 15 unidades fabris, aumento de aproximadamente 15% em sua estrutura industrial. O grupo passa também a reunir cerca de 12,7 mil funcionários e afirma alcançar mais de 600 mil pontos de venda no país. O efeito estratégico é ainda maior do que o crescimento físico: uma empresa construída em torno do café passa a ocupar posições relevantes em categorias como pipoca de micro-ondas, farofa, batata palha, farináceos, grãos, temperos, ervas e especiarias.</p>
<p>A aquisição havia sido contratada em março por um preço-base de R$ 800 milhões, sujeito a ajustes usuais de fechamento. Na ocasião, a General Mills informou a seus investidores que o negócio brasileiro vendido à 3corações havia gerado aproximadamente US$ 350 milhões em vendas líquidas no exercício fiscal de 2025. A comparação mostra que o ativo adquirido não se resume à propriedade intelectual de Yoki e Kitano, mas inclui uma operação comercial e industrial já estabelecida, com receitas relevantes e presença nacional.</p>
<h2>3corações comprou operação completa, e não apenas Yoki e Kitano</h2>
<p>O valor de R$ 800 milhões costuma aparecer associado diretamente às marcas Yoki e Kitano, mas o contrato firmado entre as <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339464">empresas</a> tem alcance maior. A 3corações comprou a totalidade das operações da General Mills no Brasil, incluindo ativos e participações societárias relacionados ao negócio. Isso significa assumir fábricas, estrutura administrativa, operações de cadeia de suprimentos e a continuidade comercial dos produtos que estavam sob controle da multinacional americana.</p>
<p>A unidade de Pouso Alegre passa a acrescentar capacidade industrial em Minas Gerais, enquanto a fábrica de Campo Novo do Parecis coloca a companhia em uma região estratégica de Mato Grosso, próxima de importantes cadeias agrícolas. O escritório de São Bernardo do Campo também faz parte da transação e preserva uma estrutura administrativa já dedicada ao negócio adquirido. Em vez de começar novas categorias do zero, portanto, a 3corações recebe marcas consolidadas acompanhadas de instalações, funcionários, processos produtivos e canais comerciais em funcionamento.</p>
<p>Essa característica reduz uma das principais barreiras enfrentadas por empresas que tentam diversificar seus portfólios por desenvolvimento próprio. Criar uma marca de alimentos em escala nacional exige investimento prolongado em fábricas, distribuição, marketing e construção de reconhecimento. Na aquisição da General Mills Brasil, a 3corações compra essas capacidades já desenvolvidas e pode combiná-las com sua própria rede comercial.</p>
<p>O grupo afirma que a integração será feita preservando a identidade das marcas e buscando continuidade operacional. A atenção a esse ponto é relevante porque a captura das sinergias de uma aquisição não depende apenas da redução de despesas. Yoki e Kitano ocupam posições construídas ao longo de décadas e atendem consumidores que não necessariamente relacionam essas marcas ao negócio de café da nova controladora.</p>
<h2>Compra leva grupo muito além do café</h2>
<p>A principal transformação está na composição do portfólio. A 3corações continua sendo líder nacional em café, categoria em torno da qual construiu sua escala, mas Yoki e Kitano colocam a companhia dentro de outras áreas importantes do consumo doméstico. A Yoki possui liderança ou presença destacada em segmentos como pipoca para micro-ondas, farofa e batata palha e atua ainda em farináceos, grãos e acompanhamentos. A Kitano é uma das marcas tradicionais de temperos, ervas e especiarias do <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339465">mercado</a> brasileiro.</p>
<p>Essa diversificação muda a frequência com que os produtos do grupo podem aparecer na cesta do consumidor. O café está associado principalmente ao café da manhã e a momentos específicos ao longo do dia. Os produtos incorporados entram em refeições, preparações culinárias, lanches e ocasiões de consumo completamente diferentes. Em termos comerciais, isso permite que a mesma estrutura de relacionamento com supermercados, atacarejos, distribuidores e pequenos varejistas seja utilizada para vender uma cesta maior.</p>
<p>A vantagem potencial está justamente na capilaridade. Com presença declarada em mais de 600 mil pontos de venda, a 3corações pode usar uma malha comercial construída durante décadas para acelerar a distribuição das marcas adquiridas. Ao mesmo tempo, produtos da Yoki e da Kitano abrem portas para relações comerciais que não dependem exclusivamente da categoria de cafés e bebidas.</p>
<p>Para o varejista, fornecedores com portfólio mais amplo também podem ganhar importância nas negociações porque concentram diferentes categorias em uma única relação comercial. Isso não significa que as marcas serão necessariamente distribuídas da mesma maneira ou integradas imediatamente às mesmas rotas, mas cria oportunidades para racionalizar transporte, armazenagem, força de vendas e atendimento a clientes.</p>
<h2>Duas fábricas elevam estrutura industrial em cerca de 15%</h2>
<p>A aquisição das unidades de Pouso Alegre e Campo Novo do Parecis eleva o número de fábricas da 3corações de 13 para 15. O acréscimo de duas plantas representa aumento de aproximadamente 15,4% na quantidade de unidades industriais do grupo e dá uma dimensão concreta da expansão que acompanha as marcas.</p>
<p>O impacto, porém, não deve ser medido apenas pela contagem de fábricas. As novas unidades produzem categorias diferentes das que formaram historicamente o núcleo da companhia, trazendo equipamentos, fornecedores e conhecimentos industriais específicos. Processar temperos e produtos à base de milho, mandioca, batata e outros ingredientes exige uma cadeia produtiva distinta daquela predominante na torrefação e moagem de café.</p>
<p>A integração aumenta também a exposição da 3corações a diferentes commodities agrícolas. Se de um lado a diversificação reduz a concentração do negócio em café, de outro amplia a quantidade de matérias-primas cujos preços, safras e condições de abastecimento passam a influenciar custos e margens do grupo. A estratégia, portanto, distribui riscos entre categorias, mas torna a gestão da cadeia de suprimentos mais complexa.</p>
<p>Com aproximadamente 12,7 mil funcionários após a conclusão do negócio, a companhia terá ainda de integrar equipes que vieram de culturas empresariais diferentes. A 3corações afirmou que pretende preservar o conhecimento e as pessoas responsáveis pela operação das marcas adquiridas, elemento importante em uma transação na qual o comprador está entrando de forma mais profunda em categorias nas quais a empresa vendida já possui experiência.</p>
<h2>General Mills deixa operação que gerava US$ 350 milhões em vendas</h2>
<p>Do lado da General Mills, a transação faz parte de uma estratégia global de reorganização do portfólio. A multinacional americana informou, quando anunciou o acordo, que o negócio brasileiro havia gerado aproximadamente US$ 350 milhões em vendas líquidas no ano fiscal de 2025. A companhia vem realizando aquisições e desinvestimentos para concentrar recursos nas marcas e plataformas que considera com maior potencial de crescimento rentável.</p>
<p>Desde o exercício fiscal de 2018, a General Mills afirma ter renovado aproximadamente um terço de sua base de vendas líquidas por meio de compras e vendas de <a class="wpil_keyword_link" title="Negócios" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339466">negócios</a>. A saída do Brasil se enquadra nesse processo. No comunicado de conclusão da operação, a empresa destacou que a venda à 3corações representa mais uma etapa dessa reformulação.</p>
<p>Os demonstrativos da multinacional fornecem ainda uma dimensão contábil da decisão. Quando o acordo foi anunciado em março, a General Mills estimava registrar uma perda antes de impostos relacionada à venda, incluindo o reconhecimento de aproximadamente US$ 622 milhões em perdas cambiais acumuladas registradas contabilmente até fevereiro. A empresa possuía também cerca de US$ 238 milhões em ativos fiscais diferidos líquidos vinculados ao Brasil naquele momento.</p>
<p>Esses números não representam valores adicionais pagos ou recebidos pela 3corações. Eles refletem consequências contábeis da saída da General Mills do mercado brasileiro e ajudam a explicar por que o preço de uma operação não pode ser comparado diretamente ao valor histórico investido pelo vendedor ou à receita anual do negócio sem considerar passivos, ativos, efeitos cambiais e ajustes de fechamento.</p>
<h2>Yoki passou 14 anos sob controle da General Mills</h2>
<p>A transação também encerra um ciclo iniciado em 2012, quando a General Mills comprou a Yoki e ampliou significativamente sua presença no mercado brasileiro de alimentos. A empresa fundada pela família Kitano havia construído ao longo de décadas marcas reconhecidas em produtos de consumo cotidiano e se tornou a principal plataforma da multinacional americana no país.</p>
<p>Quatorze anos depois, esses ativos retornam ao controle de um grupo com origem empresarial brasileira. Para a 3corações, porém, a aquisição representa uma mudança de escala estratégica diferente das compras que a companhia tradicionalmente realizou dentro do próprio universo de café. Em vez de ampliar participação apenas em uma categoria conhecida, o grupo entra de forma imediata em diversos segmentos de alimentos de grande consumo.</p>
<p>A companhia já vinha diversificando suas atividades, mas o tamanho da operação acelera esse processo. O presidente do grupo, Pedro Lima, afirmou ao anunciar a conclusão da compra que a empresa pretende utilizar a experiência construída no café e sua capacidade de distribuição para ampliar o alcance das novas marcas sem descaracterizá-las.</p>
<h2>Desafio agora é transformar escala em resultado</h2>
<p>Com as autorizações e condições de fechamento cumpridas, a etapa mais complexa passa a ser operacional. A 3corações precisa integrar sistemas, equipes, fábricas, fornecedores e estruturas comerciais enquanto mantém o abastecimento de produtos que já ocupam posições relevantes nas prateleiras. Em aquisições de bens de consumo, problemas de integração podem rapidamente aparecer na disponibilidade dos produtos, no relacionamento com redes varejistas e nos custos logísticos.</p>
<p>Ao mesmo tempo, a companhia passa a ter espaço para buscar sinergias que não estavam disponíveis quando Yoki e Kitano faziam parte de um grupo multinacional com estratégia global própria. Distribuição, armazenagem, compras, negociação com varejistas e gestão administrativa estão entre áreas nas quais a combinação de estruturas pode produzir ganhos, embora a 3corações ainda não tenha divulgado uma estimativa pública detalhada de <a class="wpil_keyword_link" title="Economia" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339463">economia</a> decorrente da integração.</p>
<p>O negócio de R$ 800 milhões, portanto, altera a 3corações em duas dimensões. A primeira é visível: entram duas marcas nacionais, duas fábricas e novas categorias de alimentos. A segunda é estrutural: a companhia reduz sua dependência do café e passa a utilizar uma rede construída ao longo de mais de seis décadas para disputar uma parcela maior dos gastos dos brasileiros com alimentos. A conclusão da compra em setembro encerra a fase regulatória da aquisição; a partir de agora, o resultado do negócio dependerá da capacidade de transformar essa nova escala em crescimento e rentabilidade.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Grupo 3corações &#8211; comunicado de conclusão da aquisição das operações brasileiras da General Mills, estrutura industrial incorporada, quadro de funcionários e presença em pontos de venda</em></p>
<p><em>Três Corações Alimentos &#8211; fato relevante de março de 2026 sobre o contrato de aquisição, valor de R$ 800 milhões e condições para conclusão da operação</em></p>
<p><em>Três Corações Alimentos &#8211; demonstrações financeiras de 2025 e informações sobre a aquisição das operações da General Mills como evento subsequente</em></p>
<p><em>General Mills &#8211; comunicado de conclusão da venda de suas operações brasileiras para a 3corações e informações sobre os ativos industriais incluídos na transação</em></p>
<p><em>General Mills &#8211; resultados do terceiro trimestre fiscal de 2026, receita do negócio brasileiro, preço-base da venda e efeitos contábeis previstos para a operação</em></p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content>
		
			</entry>
		<entry>
		<author>
			<name>Júlia Campos</name>
					</author>

		<title type="html"><![CDATA[STF vai a 4 a 1 para unir casos de Moraes e Mendonça no caso Master]]></title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://gazetamercantil.com/stf-une-casos-moraes-mendonca-banco-master" />

		<id>https://gazetamercantil.com/?p=1531617</id>
		<updated>2026-09-15T20:32:21Z</updated>
		<published>2026-09-15T20:31:54Z</published>
		<category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Política" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Destaque" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Notícias" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Alexandre de Moraes" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="André Mendonça" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Banco Master" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Daniel Vorcaro" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Edson Fachin" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Gilmar Mendes" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Polícia Federal" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="STF" />
		<summary type="html"><![CDATA[<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) chegou na tarde desta terça-feira (15) a um placar parcial de 4 a 1 favorável à reunião dos procedimentos relacionados aos ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça no caso Banco Master. A discussão mudou o rumo do julgamento originalmente convocado para decidir sobre o aprofundamento da apuração envolvendo Moraes [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></summary>

					<content type="html" xml:base="https://gazetamercantil.com/stf-une-casos-moraes-mendonca-banco-master"><![CDATA[<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) chegou na tarde desta terça-feira (15) a um placar parcial de 4 a 1 favorável à reunião dos procedimentos relacionados aos ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça no caso Banco Master. A discussão mudou o rumo do julgamento originalmente convocado para decidir sobre o aprofundamento da apuração envolvendo Moraes e Daniel Vorcaro: se a posição majoritária for confirmada, o exame será adiado e os dois casos deverão ser analisados conjuntamente em 23 de setembro.</p>
<p>Edson Fachin foi, até a última atualização desta reportagem, o único a votar contra a reunião. A proposta apresentada por Gilmar Mendes recebeu a adesão de Flávio Dino, Cristiano Zanin e do próprio Alexandre de Moraes. A questão de ordem também inclui a discussão sobre a permanência de Fachin como relator ou a realização de novo sorteio. Kassio Nunes Marques declarou impedimento e Dias Toffoli apresentou suspeição, reduzindo o número de ministros participantes de parte das deliberações.</p>
<p>A mudança processual ocorreu após uma longa discussão sobre a forma como a Petição 16.662 foi conduzida inicialmente por Mendonça. Gilmar questionou a seleção dos elementos levados ao plenário e atribuiu à condução do caso um componente político-eleitoral, usando as expressões “pixuleco” e “boneco eleitoral”. Mendonça rejeitou a acusação e classificou a fala do decano como leviana. O episódio expôs a dimensão da divergência interna, mas o ponto decisivo do julgamento passou a ser outro: se os fatos relacionados a Moraes e Mendonça devem ser analisados separadamente ou dentro de um mesmo procedimento.</p>
<h2>Gilmar questionou seleção das informações levadas ao plenário</h2>
<p>O núcleo da crítica de Gilmar foi o tratamento dado aos elementos encontrados no celular de Daniel Vorcaro. O decano argumentou que não seria adequado examinar isoladamente referências a Moraes enquanto outros registros oriundos do mesmo material mencionam pessoas próximas a diferentes integrantes da Corte. Para ele, informações produzidas a partir de uma mesma fonte devem ser submetidas a critérios equivalentes de análise.</p>
<p>A questão ganhou peso nesta terça-feira depois da divulgação de novas mensagens envolvendo o entorno de Kassio Nunes Marques, Luiz Fux e André Mendonça. Os registros incluem contatos de Vorcaro com Rodrigo Fux, filho de Luiz Fux; menções financeiras envolvendo Kevin Marques, filho de Kassio; além de interlocutores próximos de Mendonça responsáveis por organizar reuniões e convites para atividades do Instituto Iter.</p>
<p>Nenhum desses elementos, isoladamente, demonstra participação dos ministros em irregularidades. Filhos e interlocutores citados apresentaram versões sobre os fatos, enquanto diferentes pagamentos e tratativas permanecem sujeitos a apuração. O argumento levado ao plenário é processual: definir se referências a diferentes integrantes ou círculos próximos da Corte, encontradas no mesmo conjunto de dados, devem ser analisadas dentro de uma estrutura comum.</p>
<p>Gilmar também questionou o momento em que o sigilo de parte do material foi retirado. Mendonça sustenta que suas decisões buscavam preservar a investigação e dar tratamento adequado aos elementos apresentados pela Polícia Federal, negando qualquer finalidade eleitoral.</p>
<h2>Afastamento do diretor-geral da PF entrou na discussão</h2>
<p>Outro ponto relevante foi a decisão de André Mendonça que havia determinado o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada. A medida gerou decisões conflitantes dentro do próprio Supremo e acabou suspensa por Fachin, que manteve Rodrigues no comando da corporação enquanto a Corte resolve a disputa de competência.</p>
<p>Gilmar criticou o afastamento por considerar excepcional uma medida dessa dimensão contra a cúpula da Polícia Federal. Luiz Fux, que anteriormente havia acompanhado Mendonça na Segunda Turma, defendeu que também fossem examinadas suspeitas relacionadas à atuação de integrantes da corporação. A divergência mostrou que o caso deixou de tratar apenas das relações de Vorcaro com autoridades e passou a envolver os limites da atuação judicial sobre os órgãos responsáveis pela investigação.</p>
<p>A Segunda Turma começou a analisar em 8 de setembro uma decisão de Mendonça. O então relator votou pelo referendo das providências adotadas e foi acompanhado por Fux e Nunes Marques, mas Gilmar pediu vista e suspendeu o julgamento. Posteriormente, o processo foi encaminhado à Presidência do STF, passando a ser conduzido por Fachin.</p>
<p>Esse histórico tornou-se central porque Gilmar e Dino questionaram a concentração da condução dos procedimentos na Presidência. Fachin sustenta que agiu com base nas atribuições regimentais e diante da existência de decisões conflitantes. Dino, apesar de ter criticado outras providências de Mendonça, defendeu nova distribuição dos processos.</p>
<h2>Moraes contesta investigação conduzida por Mendonça</h2>
<p>Alexandre de Moraes voltou a questionar a validade da apuração que resultou no relatório da Polícia Federal. Ele afirmou que houve tentativa de direcionar a investigação para incluí-lo em tratativas relacionadas a uma possível colaboração premiada de Vorcaro e sustenta que atos contra um ministro do STF não poderiam ter sido determinados de ofício nas condições em que ocorreram. Mendonça nega ter promovido uma investigação direcionada contra o colega.</p>
<p>A Procuradoria-Geral da República já havia levantado questionamentos sobre a validade de atos produzidos na Petição 16.662. Entre os pontos jurídicos está a possibilidade de um ministro determinar diligências que acabam direcionando a investigação a outro integrante do Supremo sem provocação específica do Ministério Público.</p>
<p>O andamento do processo registra a Petição 16.662 como investigação penal aberta de ofício em 28 de agosto. Os autos foram posteriormente encaminhados à Presidência depois de Mendonça registrar que o caso deveria observar o rito aplicável a procedimentos capazes de atingir integrantes da própria Corte. A PGR apresentou parecer pela extinção do procedimento, argumento que também passou a fazer parte da análise do plenário.</p>
<p>Moraes sustenta que não existe pedido formal do titular da ação penal para investigá-lo e argumenta que o Supremo não deve substituir o Ministério Público na função acusatória. Ao mesmo tempo, defendeu que os episódios relacionados a ele e a Mendonça sejam tratados conjuntamente para evitar decisões processuais incompatíveis sobre elementos provenientes do mesmo conjunto investigativo.</p>
<h2>Placar de 4 a 1 desloca discussão para 23 de setembro</h2>
<p>A questão de ordem apresentada por Gilmar propõe interromper a análise específica sobre Moraes nesta terça-feira, reunir a Petição 16.662 ao procedimento que trata dos questionamentos envolvendo Mendonça e levar os dois conjuntos de fatos à sessão prevista para 23 de setembro. O ministro também defende uma nova distribuição para definir a relatoria.</p>
<p>Fachin votou contra. O presidente sustenta que os processos possuem objetos e estágios distintos e que suas atribuições regimentais justificam a condução adotada. Dino e Zanin acompanharam Gilmar, assim como Moraes, levando o placar parcial a 4 a 1.</p>
<p>Se a orientação prevalecer ao final da votação, o STF não concluirá nesta terça a análise originalmente prevista sobre eventual investigação de Moraes. A Corte passará a examinar conjuntamente as controvérsias relacionadas ao ministro e os questionamentos dirigidos à condução de Mendonça no caso Master.</p>
<p>A reunião não significa que ambos estejam submetidos às mesmas suspeitas ou que os procedimentos tenham objetos idênticos. A finalidade seria permitir ao tribunal analisar conexões, competência, validade das diligências e possíveis efeitos de uma decisão sobre a outra antes de definir novos passos.</p>
<h2>Sessão muda eixo da crise no STF</h2>
<p>As expressões “pixuleco” e “boneco eleitoral” usadas por Gilmar ganharam repercussão por sintetizarem a intensidade da divergência, mas permanecem como avaliações formuladas pelo ministro durante a sessão. Mendonça rejeita a existência de finalidade <a class="wpil_keyword_link" title="Política" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339467">política</a> em sua atuação e sustenta que agiu para proteger a investigação e esclarecer elementos apresentados pela Polícia Federal.</p>
<p>A controvérsia jurídica é mais ampla do que o confronto verbal. O STF precisa decidir se o material obtido a partir do celular de Vorcaro foi tratado de maneira processualmente adequada, quais autoridades podem determinar diligências envolvendo integrantes da Corte e se registros relacionados a diferentes ministros devem ser examinados dentro de uma mesma estrutura.</p>
<p>O julgamento começou com Moraes no centro e com a possibilidade de o Supremo decidir sobre o aprofundamento de uma investigação contra um de seus próprios integrantes. Ao longo da sessão, o foco se deslocou para a validade da própria arquitetura processual e para a necessidade de examinar conjuntamente fatos que também atingem Mendonça. O placar parcial de 4 a 1 indica, até o momento, que a maioria formada na questão de ordem prefere resolver essas controvérsias em uma única sessão em 23 de setembro.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Supremo Tribunal Federal &#8211; Petição 16.662, andamento processual, decisões, mudança de relatoria e registros do julgamento iniciado na Segunda Turma</em></p>
<p><em>Supremo Tribunal Federal &#8211; procedimento relacionado aos questionamentos sobre a atuação de André Mendonça e sessão prevista para 23 de setembro</em></p>
<p><em>Supremo Tribunal Federal &#8211; sessão plenária extraordinária de 15 de setembro de 2026 e manifestações dos ministros durante o julgamento</em></p>
<p><em>Procuradoria-Geral da República &#8211; parecer apresentado na Petição 16.662 sobre a validade do procedimento e pedido de extinção</em></p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content>
		
			</entry>
		<entry>
		<author>
			<name>Letícia Nóbrega</name>
					</author>

		<title type="html"><![CDATA[PF encontra mensagens de Vorcaro sobre reunião com André Mendonça antes da relatoria do caso Master]]></title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://gazetamercantil.com/pf-mensagens-vorcaro-andre-mendonca-caso-master" />

		<id>https://gazetamercantil.com/?p=1531606</id>
		<updated>2026-09-15T20:08:37Z</updated>
		<published>2026-09-15T20:08:37Z</published>
		<category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Política" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Destaque" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Notícias" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="André Mendonça" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Banco Master" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Caso Master" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Daniel Vorcaro" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Instituto Iter" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Polícia Federal" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="STF" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Supremo Tribunal Federal" />
		<summary type="html"><![CDATA[<p>Mensagens apreendidas pela Polícia Federal no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro registram uma sequência de contatos com pessoas próximas ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), antes de o magistrado assumir a relatoria do caso envolvendo o Banco Master. Os registros incluem a articulação de uma reunião presencial com o ministro em março [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></summary>

					<content type="html" xml:base="https://gazetamercantil.com/pf-mensagens-vorcaro-andre-mendonca-caso-master"><![CDATA[<p>Mensagens apreendidas pela Polícia Federal no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro registram uma sequência de contatos com pessoas próximas ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), antes de o magistrado assumir a relatoria do caso envolvendo o Banco Master. Os registros incluem a articulação de uma reunião presencial com o ministro em março de 2025 e convites para eventos do Instituto Iter, entidade fundada por Mendonça em 2023.</p>
<p>A cronologia ganhou relevância porque Mendonça passou a relatar o caso Master em fevereiro de 2026, depois que Dias Toffoli deixou a condução do processo. O STF confirmou em 12 de fevereiro a escolha do ministro por sorteio eletrônico. Desde então, Mendonça tomou decisões centrais na investigação, incluindo a prisão preventiva de Vorcaro em março e a autorização de novas fases da Operação Compliance Zero.</p>
<p>Os registros obtidos pela PF não demonstram, por si só, que os contatos tenham produzido influência sobre decisões judiciais ou que tenham envolvido pagamentos ao ministro. O gabinete de Mendonça confirmou que houve um encontro com Vorcaro em março de 2025 e afirmou que a conversa se limitou a uma ação relacionada a precatórios em julgamento no Supremo. A informação sobre o conteúdo da reunião é especialmente relevante para separar a existência do contato de eventual irregularidade, que não foi demonstrada pelos elementos divulgados até agora.</p>
<h2>Reunião foi articulada por advogado ligado a Vorcaro</h2>
<p>A interlocução entre Vorcaro e Mendonça aparece em mensagens trocadas com o advogado Ciro Soares, que já havia atuado para o Banco Master e para o próprio Vorcaro. Em uma conversa de fevereiro de 2025, Soares informou ao banqueiro que “A.M.” queria recebê-lo e que seria necessário marcar o encontro.</p>
<p>Em outro registro, de 13 de março de 2025, o contato se torna mais explícito. Cezinha Madureira avisou Vorcaro que havia uma reunião marcada para o dia seguinte, às 17h, com o “ministro André”, em São Paulo. O banqueiro respondeu que estava a caminho e recebeu, na sequência, a informação de que o ministro já o aguardava.</p>
<p>A existência do encontro foi posteriormente confirmada pelo gabinete de Mendonça. Segundo a versão apresentada pelo ministro, Vorcaro foi recebido uma única vez e a conversa tratou de uma ação relacionada a precatórios que tramitava no STF. Mendonça afirmou que apenas ouviu o empresário.</p>
<p>A diferença entre a confirmação objetiva do encontro e as mensagens que o antecederam é relevante porque mostra que a reunião não ocorreu de forma casual. Os registros indicam uma articulação por intermediários, com definição de data, horário e local. Isso não estabelece, porém, qual foi a finalidade efetiva do contato além da versão apresentada pelo ministro.</p>
<p>A própria posição processual de Mendonça seria alterada quase um ano depois. Em 12 de fevereiro de 2026, ele foi sorteado para relatar o caso Master após a saída de Toffoli. A diferença entre a reunião e a relatoria é de aproximadamente 11 meses.</p>
<h2>Vorcaro também foi incluído em eventos do Instituto Iter</h2>
<p>Os registros analisados pela PF apontam ainda para convites enviados a Vorcaro para eventos relacionados ao Instituto Iter, instituição privada criada por Mendonça em novembro de 2023, quando ele já ocupava uma cadeira no STF.</p>
<p>Um dos convites, encaminhado em maio de 2025, se referia a um coquetel e debate previsto para 2 de junho no hotel Fasano, em Belo Horizonte. A programação reuniria Mendonça e o ministro Antonio Anastasia, do Tribunal de Contas da União, e era apresentada como restrita a poucos convidados selecionados pelo Iter.</p>
<p>As mensagens mostram que Vorcaro chegou a ser convidado, mas depois foi retirado da lista. O Instituto Iter informou que o convite havia partido de terceiros e que o banqueiro acabou sendo desconvidado. Os registros divulgados não esclarecem se Vorcaro chegou a comparecer ao evento.</p>
<p>Outro convite teria sido enviado para uma atividade relacionada ao lançamento do Iter em Minas Gerais, em julho de 2025. O encontro tinha como foco instituições públicas, eficiência e desenvolvimento econômico.</p>
<p>A sequência dos contatos produz uma segunda linha temporal relevante: o convite para o evento ocorreu apenas dois meses depois da reunião presencial com Mendonça e cerca de oito meses antes de o ministro assumir formalmente a relatoria do caso Master.</p>
<h2>Instituto Iter firmou contratos com órgãos públicos</h2>
<p>A repercussão dos contatos também envolve a atividade empresarial do Instituto Iter. Dados de contratações públicas mostram que a instituição passou a fornecer cursos e programas de capacitação para órgãos públicos em diferentes estados.</p>
<p>Levantamentos sobre os contratos indicam que o Iter firmou 68 contratos sem licitação com órgãos de 15 estados desde 2024, em montante informado de R$ 11,5 milhões. A própria documentação pública disponível mostra exemplos de contratação direta para capacitação de servidores.</p>
<p>Em São Paulo, por exemplo, a prefeitura contratou o Instituto Iter em 2025 para cursos de treinamento e aperfeiçoamento de agentes públicos. Em 2026, a Secretaria Municipal de Segurança Urbana também contratou a instituição, por inexigibilidade, para um curso de captação e execução qualificada de recursos na segurança pública, com valor de R$ 183,04 mil.</p>
<p>A atividade do Iter é voltada principalmente à educação executiva e à capacitação de profissionais. O instituto informa atuação em formação para o setor público, além de áreas como gestão, direito e infraestrutura.</p>
<p>Em 3 de setembro de 2026, Mendonça anunciou que deixaria o quadro societário da instituição. Em nota, afirmou que nunca recebeu lucros do Iter e que suas cotas e as de sua esposa seriam cedidas sem contrapartida financeira, com destinação de eventuais valores para fins sociais e educacionais. O ministro disse que permaneceria ligado ao instituto como professor.</p>
<p>A cronologia dos contratos acrescenta uma dimensão administrativa ao caso. Embora os registros de contratação não demonstrem irregularidade por si mesmos, mostram que a instituição fundada por um ministro do STF manteve relações comerciais com o poder público enquanto ele ainda integrava sua estrutura societária.</p>
<h2>Relatoria colocou os contatos sob novo escrutínio</h2>
<p>A escolha de Mendonça para relatar o caso Master ocorreu em uma fase avançada da investigação. O STF informa que ele assumiu a Petição 15556, ligada à apuração de supostas fraudes envolvendo o banco, e posteriormente autorizou medidas de grande impacto contra investigados.</p>
<p>Em 4 de março, Mendonça determinou a prisão preventiva de Daniel Vorcaro e de outros investigados a pedido da Polícia Federal. Em 20 de março, a Segunda Turma do STF referendou por unanimidade a manutenção das prisões e demais medidas cautelares.</p>
<p>Em maio, o ministro também autorizou nova fase da Operação Compliance Zero, envolvendo suspeitas de atuação <a class="wpil_keyword_link" title="Política" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339462">política</a> em benefício de interesses vinculados ao Banco Master. Em junho, autorizou outra etapa da operação, relacionada a gestores do banco e ao senador Jaques Wagner.</p>
<p>Os atos mostram que Mendonça passou a exercer papel decisivo na condução judicial do caso depois de os contatos registrados nas mensagens já terem ocorrido. Essa ordem cronológica não significa, entretanto, que os contatos anteriores tenham interferido nas decisões posteriores.</p>
<p>O ponto central da controvérsia está justamente na necessidade de distinguir proximidade, acesso e eventual conflito de interesses de uma interferência efetiva na atividade jurisdicional. As mensagens tornam documentados alguns contatos, mas não estabelecem automaticamente nexo entre esses encontros e decisões tomadas pelo ministro.</p>
<h2>PF ampliou investigação sobre relações de Vorcaro</h2>
<p>O material extraído do celular de Vorcaro também passou a ser analisado em diferentes frentes da crise envolvendo o STF. Em março, Mendonça determinou a abertura de investigação sobre o vazamento de mensagens obtidas dos aparelhos do ex-banqueiro, atendendo a pedido da defesa.</p>
<p>A partir da divulgação de novos diálogos, outros ministros e pessoas de seus círculos de relacionamento também passaram a ser mencionados. Isso levou o presidente do STF, Edson Fachin, a assumir a condução de parte das apurações e a ordenar medidas para preservar o andamento dos procedimentos.</p>
<p>No caso específico de Mendonça, porém, o elemento documental mais objetivo continua sendo a combinação de três fatos distintos: o encontro presencial com Vorcaro em março de 2025, os convites para eventos do Instituto Iter nos meses seguintes e a posterior escolha do ministro para relatar o caso Master, em fevereiro de 2026.</p>
<p>A reunião de março ocorreu cerca de nove meses antes de o Iter convidar Vorcaro para o evento de Belo Horizonte e aproximadamente 11 meses antes da mudança de relatoria no STF. Já o último convite mencionado nas mensagens antecedeu em cerca de sete meses a entrada de Mendonça no caso Master.</p>
<p>Essa sequência ajuda a delimitar o que está comprovado. Os contatos existiram e foram registrados pela PF; o encontro foi reconhecido pelo gabinete do ministro; o Iter confirmou que Vorcaro recebeu convite e posteriormente foi retirado da lista; e Mendonça efetivamente se tornou relator do caso em fevereiro de 2026.</p>
<p>O que permanece sem demonstração pública é uma relação causal entre esses contatos e decisões judiciais favoráveis a Vorcaro ou ao Banco Master. Também não há, nos elementos divulgados até o momento, comprovação de pagamento direto ao ministro em razão das reuniões ou dos eventos.</p>
<p>A apuração ocorre em um momento de forte disputa institucional no Supremo, enquanto a Corte analisa diferentes pedidos e procedimentos derivados das mensagens encontradas no aparelho de Vorcaro. O caso tende a exigir que fatos documentados, alegações das partes e conclusões jurídicas sejam mantidos em planos distintos, especialmente porque as informações divulgadas ainda estão sendo examinadas no âmbito das investigações.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Supremo Tribunal Federal &#8211; processo do caso Master, decisões de André Mendonça e informações sobre a relatoria da investigação</em></p>
<p><em>Supremo Tribunal Federal &#8211; decisões sobre a Operação Compliance Zero e medidas cautelares contra investigados ligados ao Banco Master</em></p>
<p><em>Polícia Federal &#8211; mensagens e elementos extraídos dos aparelhos de Daniel Vorcaro mencionados na apuração sobre suas relações com autoridades</em></p>
<p><em>Instituto Iter &#8211; informações institucionais sobre a entidade, sua atividade educacional e posicionamento sobre os convites a Daniel Vorcaro</em></p>
<p><em>Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos &#8211; dados sobre contratos firmados pelo Instituto Iter com órgãos públicos</em></p>
<p><em>Prefeitura de São Paulo &#8211; contratos do Instituto Iter para capacitação e treinamento de agentes públicos</em></p>
<p><em>André Mendonça &#8211; nota sobre sua saída do quadro societário do Instituto Iter</em></p>
<p><em>Agência Brasil &#8211; registro da escolha de André Mendonça para a relatoria do caso Master e informações sobre sua saída do Instituto Iter</em></p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content>
		
			</entry>
		<entry>
		<author>
			<name>João Souza</name>
							<uri>https://muckrack.com/joao-souza</uri>
						</author>

		<title type="html"><![CDATA[Disputa entre herdeiros pressiona comando da dona da Ray-Ban após queda das ações]]></title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://gazetamercantil.com/disputa-herdeiros-del-vecchio-pressiona-essilorluxottica" />

		<id>https://gazetamercantil.com/?p=1531583</id>
		<updated>2026-09-15T19:56:37Z</updated>
		<published>2026-09-15T19:56:37Z</published>
		<category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Empresas" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Destaque" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Notícias" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="ações" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Delfín" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="EssilorLuxottica" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Francesco Milleri" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="governança corporativa" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Leonardo Maria Del Vecchio" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="mercado de luxo" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Ray-Ban" />
		<summary type="html"><![CDATA[<p>A disputa pelo controle do patrimônio deixado por Leonardo Del Vecchio avançou para o centro da governança da EssilorLuxottica, dona da Ray-Ban, depois que o herdeiro Leonardo Maria Del Vecchio passou a questionar publicamente a condução do grupo e o papel de Francesco Milleri. Em resposta, o conselho de administração da companhia reafirmou por unanimidade, [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></summary>

					<content type="html" xml:base="https://gazetamercantil.com/disputa-herdeiros-del-vecchio-pressiona-essilorluxottica"><![CDATA[<p>A disputa pelo controle do patrimônio deixado por Leonardo Del Vecchio avançou para o centro da governança da EssilorLuxottica, dona da Ray-Ban, depois que o herdeiro Leonardo Maria Del Vecchio passou a questionar publicamente a condução do grupo e o papel de Francesco Milleri. Em resposta, o conselho de administração da companhia reafirmou por unanimidade, em 9 de setembro, sua confiança no presidente e CEO, na equipe executiva e na estratégia de médio e longo prazo.</p>
<p>O confronto ocorre em paralelo à forte perda de valor de <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339445">mercado</a> da empresa. Na Euronext Paris, as ações da EssilorLuxottica encerraram 10 de setembro em € 145,85, depois de terem alcançado € 323,80 no período de 52 semanas. A diferença equivale a uma queda de aproximadamente 54,9% entre o pico e o fechamento mais recente disponível na bolsa. Em 8 de setembro, a companhia valia cerca de € 69,9 bilhões.</p>
<p>A pressão, porém, encontra uma empresa operacionalmente ainda em expansão. No primeiro semestre de 2026, a receita da EssilorLuxottica cresceu 9,7% em moedas constantes, enquanto o lucro operacional ajustado avançou 15%. A geração de caixa livre alcançou € 1,07 bilhão no período, mais de € 100 milhões acima do primeiro semestre de 2025.</p>
<h2>Herdeiro deixa funções executivas e concentra disputa na propriedade</h2>
<p>Leonardo Maria Del Vecchio, de 31 anos, deixou no fim de agosto as funções executivas que ocupava na EssilorLuxottica, incluindo a presidência da Ray-Ban e o cargo de diretor de estratégia. A saída retirou do conflito uma dimensão operacional direta, mas abriu espaço para uma atuação mais concentrada como acionista da família.</p>
<p>O ponto central dessa disputa é a Delfin, holding luxemburguesa que reúne o patrimônio empresarial construído pelo fundador da Luxottica. Após a morte de Leonardo Del Vecchio, em 2022, os oito herdeiros receberam participações equivalentes de 12,5% na holding. A Delfin, por sua vez, possui cerca de 32,4% da EssilorLuxottica, tornando a estrutura familiar determinante para a definição da influência acionária sobre a maior empresa de óculos do mundo.</p>
<p>Leonardo Maria tentou alterar esse equilíbrio em 2026 ao buscar a aquisição das participações de 12,5% pertencentes ao irmão Luca e à irmã Paola. A operação, estimada em € 10 bilhões, poderia elevar sua participação na Delfin para 37,5%, transformando-o no maior acionista individual da holding familiar. A assembleia da Delfin aprovou a transação por seis votos a dois em abril, mas a operação não avançou até sua conclusão.</p>
<p>A tentativa de concentração acionária foi importante não apenas pelo tamanho financeiro, mas porque poderia alterar o equilíbrio interno de uma holding cuja governança dificulta mudanças profundas sem alinhamento entre os beneficiários. A partir do fracasso da operação, a disputa deixou de ser apenas patrimonial e passou a envolver de maneira mais explícita a gestão dos ativos controlados pela família.</p>
<p>A Delfin não concentra apenas sua participação na EssilorLuxottica. A holding também possui investimentos relevantes no setor financeiro e imobiliário italiano, ampliando a dimensão econômica da disputa sucessória. Isso faz com que as decisões sobre sua governança tenham reflexos que ultrapassam a fabricante de óculos.</p>
<h2>Conselho tenta separar desempenho operacional de conflito familiar</h2>
<p>O principal argumento da companhia para sustentar Milleri é que a deterioração das ações não corresponde a uma deterioração equivalente dos resultados operacionais.</p>
<p>No primeiro semestre de 2026, a EssilorLuxottica registrou crescimento de 9,7% da receita em câmbio constante. No segundo trimestre, a expansão foi de 8,7%. As vendas comparáveis das lojas cresceram 8%, enquanto o negócio principal de cuidados visuais e óculos manteve crescimento de média de um dígito. O portfólio de produtos voltados ao controle da miopia cresceu 24% em receita no segundo trimestre e a receita dos óculos com inteligência artificial quase dobrou no mesmo intervalo.</p>
<p>A rentabilidade também evoluiu. A margem operacional ajustada atingiu 18,6% no semestre, ou 18,9% quando consideradas taxas de câmbio constantes, com ganho de 80 pontos-base sobre a comparação indicada pela companhia. O avanço de 15% do lucro operacional ajustado, portanto, ocorreu em um ambiente de crescimento de receita e ampliação de margem, o que reforça a tese do conselho de que a queda das ações não pode ser explicada somente pela execução operacional.</p>
<p>A própria EssilorLuxottica afirmou, no comunicado do conselho de 9 de setembro, que sua estratégia permanece respaldada pelos resultados e que a administração continuará concentrada em estabilidade e execução de longo prazo. O conselho citou expressamente Milleri, seu vice-presidente executivo Paul du Saillant e a equipe de gestão ao renovar o apoio.</p>
<p>A companhia também vem ampliando sua exposição a áreas diferentes do negócio tradicional de lentes e armações. Em 2026, avançou em wearables, tecnologia médica e sistemas ópticos inteligentes, além da parceria com a Applied Materials para desenvolver novas gerações de soluções ópticas. A combinação com a Meta em óculos inteligentes também se tornou uma das principais apostas de crescimento da empresa.</p>
<h2>Queda das ações mistura valuation, tecnologia e governança</h2>
<p>A trajetória da ação ajuda a dimensionar a mudança de percepção do mercado. Em novembro de 2025, os papéis ainda eram negociados próximos de € 309,50 no fechamento mensal, segundo o histórico de mercado disponível. Em 10 de setembro de 2026, o encerramento ocorreu em € 145,85. A diferença entre esses dois pontos é de aproximadamente 52,9%.</p>
<p>O recuo, entretanto, não ocorreu em uma única etapa nem pode ser atribuído exclusivamente à disputa dos Del Vecchio. Durante o período, investidores também passaram a reavaliar as perspectivas associadas aos óculos de inteligência artificial, segmento que havia ajudado a sustentar uma valorização muito elevada da companhia.</p>
<p>A própria evolução operacional mostra a complexidade desse processo. Embora a empresa informe que a receita de óculos com inteligência artificial quase dobrou no segundo trimestre de 2026, a expansão do negócio não elimina preocupações sobre concorrência, rentabilidade de produtos premium, privacidade e o ritmo de adoção de novas categorias. A combinação desses fatores ajuda a explicar por que uma empresa com crescimento de receita e lucro operacional ainda pode sofrer forte compressão de múltiplos.</p>
<p>A diferença entre desempenho empresarial e desempenho da ação também aparece na estrutura financeira. No balanço de 2025, a EssilorLuxottica encerrou o exercício com € 3,54 bilhões em caixa e equivalentes e dívida líquida de € 10,85 bilhões, enquanto o fluxo de caixa livre anual chegou a € 2,8 bilhões.</p>
<p>Esse quadro reduz a possibilidade de interpretar a desvalorização simplesmente como reflexo de deterioração financeira imediata. O mercado está precificando, além dos resultados correntes, as perspectivas de crescimento, o retorno sobre investimentos em novas tecnologias e o risco associado à governança.</p>
<h2>Milleri chega à próxima renovação sob pressão da família</h2>
<p>A posição de Milleri ganhou respaldo institucional antes mesmo da atual escalada pública. Em fevereiro, a EssilorLuxottica informou que os mandatos de Milleri, Paul du Saillant, Jean-Luc Biamonti e Marie-Christine Coisne-Roquette expirariam em 2027, dentro do cronograma de renovação escalonada do conselho.</p>
<p>O dado é relevante porque estabelece o próximo ponto formal em que a permanência da liderança poderá ser discutida no âmbito societário regular. Até lá, a atual composição do conselho mantém apoio explícito ao executivo.</p>
<p>Em abril, os acionistas da EssilorLuxottica aprovaram todas as 30 resoluções submetidas à assembleia anual, incluindo a <a class="wpil_keyword_link" title="Política" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339446">política</a> de remuneração dos administradores e o pagamento de € 4 por ação em dividendos relativos ao exercício de 2025.</p>
<p>A empresa, portanto, chega ao novo capítulo do conflito com uma base institucional distinta daquela existente dentro da Delfin. De um lado está o conselho da companhia listada, que reafirma a estratégia e a liderança. De outro, a holding familiar permanece como principal acionista e palco da disputa entre os herdeiros.</p>
<h2>Ray-Ban e EssilorLuxottica entram no centro da sucessão</h2>
<p>A saída de Leonardo Maria não elimina sua capacidade de influência. Ao contrário, desloca o foco da relação entre executivo e CEO para a relação entre acionista e estrutura de controle.</p>
<p>Esse movimento é particularmente sensível porque Leonardo Maria havia construído uma posição interna relevante. Além de liderar a Ray-Ban, ele participou da formulação da estratégia da companhia em uma fase de transformação tecnológica. A ruptura com Milleri, portanto, não representa apenas uma disputa entre gerações da família, mas também uma divergência sobre quem deve conduzir a próxima etapa do império empresarial.</p>
<p>Milleri foi colocado no centro da sucessão empresarial após a morte de Leonardo Del Vecchio. A própria EssilorLuxottica registrou que, em junho de 2022, o conselho decidiu reunir novamente as funções de presidente e CEO nas mãos do executivo, justificando a escolha pela necessidade de continuidade durante a integração dos <a class="wpil_keyword_link" title="Negócios" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339447">negócios</a> e pela relação profissional que Milleri mantinha com o fundador.</p>
<p>Quatro anos depois, essa mesma continuidade tornou-se o principal ponto de contestação do herdeiro. A questão deixou de ser somente quem administra a empresa hoje e passou a envolver quem terá legitimidade para definir a direção do conglomerado nos próximos anos.</p>
<p>Para a companhia, os próximos meses deverão combinar a execução de uma agenda operacional ainda baseada em crescimento, wearables, medtech e expansão internacional com a necessidade de preservar estabilidade societária. Para a família, a questão central permanece na Delfin e na capacidade de seus acionistas de encontrar um novo equilíbrio de poder.</p>
<p>Enquanto isso, o mercado continuará funcionando como um indicador adicional da percepção dos investidores sobre a combinação entre desempenho, estratégia e governança. A distância entre o pico de € 323,80 e os € 145,85 registrados em 10 de setembro representa uma perda de quase 55% no valor da ação desde a máxima de 52 semanas, dimensão suficiente para transformar a cotação em um dos principais elementos da disputa sobre a condução do grupo.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>EssilorLuxottica &#8211; comunicado do conselho de administração de 9 de setembro de 2026 sobre a liderança e a estratégia do grupo</em></p>
<p><em>EssilorLuxottica &#8211; resultados do segundo trimestre e do primeiro semestre de 2026</em></p>
<p><em>EssilorLuxottica &#8211; relatório financeiro semestral de 2026 e informações sobre desempenho e posição financeira</em></p>
<p><em>EssilorLuxottica &#8211; comunicado sobre a renovação do conselho de administração e mandatos com vencimento em 2027</em></p>
<p><em>EssilorLuxottica &#8211; ata e resultados da Assembleia Geral Anual de 28 de abril de 2026</em></p>
<p><em>Euronext Paris &#8211; cotações históricas, capitalização de mercado e desempenho das ações da EssilorLuxottica</em></p>
<p><em>ANSA &#8211; informações sobre a estrutura acionária da Delfin e a tentativa de Leonardo Maria Del Vecchio de adquirir participações dos irmãos</em></p>
<p><em>Reuters &#8211; informações sobre a disputa entre os herdeiros Del Vecchio, a Delfin e a posição de Francesco Milleri</em></p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content>
		
			</entry>
		<entry>
		<author>
			<name>Bruno Assis</name>
					</author>

		<title type="html"><![CDATA[TCU avalia alerta ao governo por previsão de R$ 28 bilhões em dividendos]]></title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://gazetamercantil.com/tcu-alerta-governo-receita-dividendos" />

		<id>https://gazetamercantil.com/?p=1531592</id>
		<updated>2026-09-15T19:47:43Z</updated>
		<published>2026-09-15T19:47:43Z</published>
		<category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Economia" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Destaque" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Notícias" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="contas públicas." /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="contingenciamento" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Ministério da Fazenda" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Orçamento de 2026" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Receita federal" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="resultado primário." /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="TCU" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="tributação de dividendos" />
		<summary type="html"><![CDATA[<p>A área técnica do Tribunal de Contas da União (TCU) propôs que o tribunal alerte o governo federal sobre o risco de manter no Orçamento de 2026 a previsão integral de arrecadação com a nova tributação de dividendos. O parecer aponta que o ritmo observado até julho está muito abaixo do necessário para confirmar a [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></summary>

					<content type="html" xml:base="https://gazetamercantil.com/tcu-alerta-governo-receita-dividendos"><![CDATA[<p>A área técnica do Tribunal de Contas da União (TCU) propôs que o tribunal alerte o governo federal sobre o risco de manter no Orçamento de 2026 a previsão integral de arrecadação com a nova tributação de dividendos. O parecer aponta que o ritmo observado até julho está muito abaixo do necessário para confirmar a estimativa oficial e pode influenciar a avaliação sobre o resultado primário e a necessidade de limitar despesas.</p>
<p>A estimativa utilizada pelo governo para essa fonte de receita é de R$ 28 bilhões no ano. Segundo os dados considerados pela auditoria do TCU, a arrecadação havia alcançado R$ 3,15 bilhões até julho. O valor corresponde a cerca de 11,3% da previsão anual, e não a 5%, proporção que consta da descrição divulgada sobre o parecer. A diferença é relevante para a avaliação do risco fiscal porque o restante do ano exigiria uma aceleração expressiva da arrecadação.</p>
<p>O alerta, caso seja aprovado pelo plenário do tribunal, terá caráter preventivo. A medida não equivale a uma punição ao governo nem determina, por si só, bloqueio ou contingenciamento de despesas. O objetivo é chamar a atenção para uma premissa de receita considerada sensível no acompanhamento das contas públicas.</p>
<p>A análise do processo está sob relatoria do ministro Antonio Anastasia. A proposta da área técnica deverá ser apreciada pelo colegiado em 16 de setembro. O caso ocorre às vésperas de uma nova atualização das projeções fiscais do Executivo, que poderá redefinir as estimativas de receitas e despesas para os últimos meses do ano.</p>
<h2>Ritmo necessário de arrecadação aumentaria mais de seis vezes</h2>
<p>O ponto central da avaliação técnica é a distância entre o que foi arrecadado e o que ainda seria necessário para preservar a previsão original do governo.</p>
<p>No terceiro relatório bimestral de avaliação de receitas e despesas, divulgado em julho, o Executivo mantinha a expectativa de arrecadar aproximadamente R$ 14 bilhões adicionais com a tributação de dividendos entre agosto e dezembro. Para alcançar esse valor em cinco meses, a média mensal teria de ficar em cerca de R$ 2,8 bilhões.</p>
<p>Até julho, considerando os R$ 3,15 bilhões acumulados, a média mensal de arrecadação ficou em aproximadamente R$ 450 milhões. A comparação mostra que o ritmo necessário no segundo semestre seria cerca de 6,2 vezes superior ao observado na primeira parte do ano.</p>
<p>A diferença não é apenas uma questão de proporção. Para gerar R$ 14 bilhões entre agosto e dezembro, o governo teria de arrecadar, em apenas cinco meses, mais de quatro vezes o valor obtido nos sete primeiros meses. A sustentação da projeção, portanto, depende de uma mudança substancial no perfil temporal da receita.</p>
<p>O TCU questiona justamente a demonstração dessa mudança. Segundo o parecer da área técnica, a Receita Federal não apresentou uma memória de cálculo mensal suficientemente detalhada que permita verificar quais fatores sustentariam uma aceleração tão forte da arrecadação no segundo semestre.</p>
<p>A ausência de uma decomposição mais detalhada dificulta a avaliação independente sobre se a diferença entre o realizado e o projetado decorre apenas do calendário de recolhimentos ou se revela uma deficiência estrutural na estimativa inicial.</p>
<h2>Receita de dividendos passou a ter papel relevante na meta fiscal</h2>
<p>A tributação de dividendos faz parte do desenho fiscal aprovado para 2026 em conjunto com a ampliação da isenção do Imposto de Renda para contribuintes de menor renda. A Lei nº 15.270, de novembro de 2025, estabeleceu retenção de 10% sobre lucros e dividendos pagos por uma mesma empresa a uma mesma pessoa física residente no país acima de R$ 50 mil no mesmo mês, além de regras específicas para beneficiários no exterior e para a tributação mínima de altas rendas.</p>
<p>A nova cobrança começou a produzir efeitos em janeiro de 2026. Na formulação do governo, a arrecadação adicional ajuda a compensar parte da renúncia decorrente da ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda.</p>
<p>O problema identificado pelo TCU está menos na existência jurídica da receita do que na velocidade com que ela foi incorporada às contas públicas. Uma receita legalmente prevista pode ter realização diferente daquela originalmente estimada, e o acompanhamento fiscal precisa refletir essa diferença à medida que os dados efetivos se acumulam.</p>
<p>A própria Receita Federal publicou em agosto orientações sobre os procedimentos de recolhimento do Imposto de Renda Retido na Fonte sobre lucros e dividendos. A regulamentação operacional ajuda a esclarecer a aplicação da nova cobrança, mas não elimina a necessidade de acompanhar quanto efetivamente chega aos cofres públicos e em qual período.</p>
<p>A diferença entre previsão e realização ganhou importância porque a receita estimada entra diretamente nos cálculos utilizados para projetar o resultado primário. Quanto mais elevada a expectativa de arrecadação mantida no modelo, maior tende a ser o espaço aparente para execução das despesas.</p>
<h2>Projeção de superávit depende de várias premissas</h2>
<p>No terceiro bimestre, o governo projetou resultado primário positivo de aproximadamente R$ 10,8 bilhões para 2026 e, com isso, avaliou não ser necessário realizar novo contingenciamento. O relatório permitiu ainda reduzir em cerca de R$ 5,7 bilhões o bloqueio anteriormente existente, embora permanecesse uma restrição significativa sobre a execução orçamentária.</p>
<p>A questão levantada agora pelo TCU é que a fotografia fiscal pode mudar caso determinadas receitas não se confirmem no segundo semestre.</p>
<p>A meta estabelecida para o resultado primário de 2026 corresponde a superávit de 0,25% do Produto Interno Bruto, equivalente a R$ 34,3 bilhões. A legislação, porém, estabelece uma banda de tolerância que permite resultado até zero sem caracterizar descumprimento da meta.</p>
<p>Isso significa que a projeção de R$ 10,8 bilhões utilizada pelo governo está abaixo do centro da meta, mas ainda acima do limite inferior permitido. Uma deterioração adicional das receitas ou uma elevação das despesas pode reduzir essa margem e aumentar a necessidade de medidas de controle da execução.</p>
<p>Nesse contexto, a receita de dividendos não precisa deixar de existir para produzir um efeito fiscal relevante. Basta que uma parcela significativa do valor previsto não se materialize no período esperado.</p>
<p>Uma redução de R$ 10 bilhões na receita projetada, por exemplo, representaria quase toda a folga de R$ 10,8 bilhões atualmente embutida na estimativa de resultado primário. O cálculo não significa que esse impacto ocorrerá necessariamente, mas dimensiona a sensibilidade da projeção a uma única linha de receita.</p>
<h2>Estatais também aparecem como fonte de incerteza</h2>
<p>A tributação de dividendos não é a única receita dessa natureza acompanhada pela equipe econômica. Os dividendos pagos por <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339452">empresas</a> estatais à União também ficaram abaixo do esperado nos primeiros meses do ano.</p>
<p>Segundo os dados descritos na apuração, apenas cerca de 20% do valor previsto para 2026 havia ingressado nos cofres públicos até o fim do primeiro semestre. A diferença amplia a necessidade de revisar as estimativas à medida que as empresas definem seus pagamentos e que os cronogramas efetivos de distribuição se tornam conhecidos.</p>
<p>A combinação das duas rubricas torna mais importante a atualização periódica das projeções. Dividendos privados tributados e dividendos recebidos pela União têm origens distintas, mas podem aparecer conjuntamente no resultado das receitas públicas e influenciar a estimativa do resultado primário.</p>
<p>A execução também depende de outros fatores. O governo tem considerado efeitos favoráveis do aumento dos preços do petróleo sobre receitas associadas à exploração da commodity, em meio à elevação das cotações provocada pelos conflitos no Oriente Médio. Essa fonte de compensação, contudo, também está sujeita às oscilações dos preços internacionais e da produção doméstica.</p>
<p>O cenário fiscal de 2026, portanto, depende de um conjunto de premissas com diferentes graus de previsibilidade. O questionamento do TCU concentra-se em uma delas: a capacidade de a tributação dos dividendos gerar receita em velocidade compatível com o valor inscrito no Orçamento.</p>
<h2>Próximo relatório será decisivo para a revisão das estimativas</h2>
<p>A avaliação do TCU acontece em um momento em que o governo precisa atualizar sua fotografia fiscal com base nos dados de arrecadação e execução acumulados ao longo do segundo semestre.</p>
<p>O Ministério da Fazenda afirmou que não antecipa revisões específicas antes da divulgação do relatório oficial e que eventuais mudanças nas estimativas serão apresentadas conjuntamente com as demais projeções fiscais. A manifestação preserva, portanto, a divulgação das novas premissas dentro do calendário formal de avaliação orçamentária.</p>
<p>A legislação exige avaliações bimestrais das receitas e despesas justamente para permitir que o Executivo ajuste a programação à evolução efetiva das contas. Esses relatórios incorporam novos parâmetros econômicos, dados de arrecadação e execução e eventuais alterações nas despesas obrigatórias.</p>
<p>O terceiro relatório de 2026, divulgado em julho, registrou uma melhora na projeção fiscal que permitiu reduzir o bloqueio orçamentário. O próximo documento terá de incorporar, entre outros fatores, os resultados de arrecadação posteriores e a consistência das previsões para os meses restantes do exercício.</p>
<p>Para o TCU, o ponto mais sensível será verificar se a nova estimativa de dividendos terá fundamentação suficiente para justificar a permanência do valor originalmente projetado. Uma revisão para baixo não significa automaticamente descumprimento da meta ou contingenciamento, mas reduz a margem disponível no resultado primário.</p>
<p>A diferença entre a previsão anual de R$ 28 bilhões e os R$ 3,15 bilhões acumulados até julho também mostra por que a periodicidade da revisão é relevante. Manter inalterada uma estimativa diante de uma execução muito inferior exige uma explicação quantitativa capaz de demonstrar de onde virá a aceleração esperada.</p>
<p>O alerta proposto pela área técnica do TCU busca justamente antecipar essa discussão. A decisão final sobre a recomendação caberá aos ministros do tribunal, enquanto a decisão sobre revisar ou não a estimativa de receita continuará sendo formalizada pelo Executivo no processo de avaliação orçamentária.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Tribunal de Contas da União &#8211; parecer técnico sobre as projeções de receitas e despesas primárias da União em 2026 e avaliação de riscos para a execução fiscal</em></p>
<p><em>Ministério do Planejamento e Orçamento &#8211; Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do terceiro bimestre de 2026</em></p>
<p><em>Ministério do Planejamento e Orçamento &#8211; informações oficiais sobre a programação orçamentária e a evolução do bloqueio de despesas em 2026</em></p>
<p><em>Receita Federal &#8211; análise mensal da arrecadação federal de julho de 2026</em></p>
<p><em>Receita Federal &#8211; orientações sobre a tributação e o recolhimento do Imposto de Renda sobre lucros e dividendos em 2026</em></p>
<p><em>Presidência da República &#8211; Lei nº 15.270, de 26 de novembro de 2025, sobre tributação de altas rendas, lucros e dividendos e redução do Imposto de Renda</em></p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content>
		
			</entry>
		<entry>
		<author>
			<name>Camila Braga</name>
							<uri>https://muckrack.com/camila-braga</uri>
						</author>

		<title type="html"><![CDATA[FIDCs ampliam busca por ratings para atrair investidores institucionais]]></title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://gazetamercantil.com/fidcs-ratings-investidores-institucionais-credito-estruturado" />

		<id>https://gazetamercantil.com/?p=1531596</id>
		<updated>2026-09-15T19:21:00Z</updated>
		<published>2026-09-15T19:21:00Z</published>
		<category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Mercados" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Destaque" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Notícias" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="crédito estruturado" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="CVM" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="FIDCs" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="fundos de investimento" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="fundos imobiliários" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Governança" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="investidores institucionais" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="mercados" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="ratings" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="risco de crédito" />
		<summary type="html"><![CDATA[<p>A classificação de risco passou a ocupar posição mais relevante na estratégia de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) que pretendem ampliar a captação junto a investidores institucionais. Em um mercado que reúne estruturas cada vez maiores e mais sofisticadas, a obtenção de ratings elevados funciona como uma das ferramentas utilizadas por gestores para [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></summary>

					<content type="html" xml:base="https://gazetamercantil.com/fidcs-ratings-investidores-institucionais-credito-estruturado"><![CDATA[<p>A classificação de risco passou a ocupar posição mais relevante na estratégia de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) que pretendem ampliar a captação junto a investidores institucionais. Em um <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339456">mercado</a> que reúne estruturas cada vez maiores e mais sofisticadas, a obtenção de ratings elevados funciona como uma das ferramentas utilizadas por gestores para reduzir a assimetria de informação sobre a qualidade dos recebíveis, os mecanismos de proteção e a capacidade de pagamento das diferentes classes de cotas.</p>
<p>A mudança ocorre em paralelo ao amadurecimento regulatório da indústria. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) mantém bases atualizadas de informes mensais dos FIDCs e, desde a entrada em vigor do regime específico da Resolução CVM 175, o segmento passou a operar dentro de uma estrutura normativa mais detalhada. Em março, a autarquia publicou a Resolução CVM 240, que alterou regras para direitos creditórios cedidos por <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339457">empresas</a> em recuperação judicial ou extrajudicial.</p>
<p>O movimento também coincide com uma atuação mais intensa da CVM sobre riscos operacionais e de governança. Em 11 de setembro, a área técnica da autarquia publicou orientação específica sobre a remuneração de consultores especializados em FIDCs e afirmou que a taxa de performance do fundo não pode ser destinada, ainda que parcialmente, a esses consultores.</p>
<p>Nesse ambiente, o rating deixa de ser apenas uma referência complementar de crédito e ganha peso na estruturação de operações destinadas a investidores com mandatos mais restritivos.</p>
<h2>Rating ajuda a transformar risco de crédito em parâmetro comparável</h2>
<p>FIDCs são veículos que adquirem direitos creditórios, como recebíveis de empresas, parcelas de empréstimos, créditos consignados e outros fluxos financeiros. A estrutura permite que esses ativos sejam agrupados e distribuídos entre diferentes classes de cotas, com níveis distintos de prioridade no recebimento e exposição a perdas.</p>
<p>Nas cotas seniores, a existência de mecanismos de subordinação pode criar uma camada de proteção para o investidor. As cotas subordinadas absorvem perdas antes das seniores, de acordo com as regras de cada estrutura. É justamente essa arquitetura, somada à qualidade dos ativos, aos critérios de elegibilidade, à concentração da carteira e aos mecanismos de liquidez, que entra na análise das agências de classificação.</p>
<p>O rating, portanto, não representa simplesmente uma avaliação da rentabilidade esperada. Ele procura traduzir a capacidade de determinada estrutura de cumprir suas obrigações financeiras, considerando os riscos específicos da carteira e os mecanismos criados para absorver eventuais perdas.</p>
<p>A Austin Rating, por exemplo, mantém atualmente uma sequência de classificações atribuídas a diferentes séries de FIDCs. Entre as operações divulgadas em 2026 estão ratings que vão de categorias elevadas, como brAAA(sf), até classificações significativamente mais baixas. A própria agência registra também casos de rebaixamento, mostrando que a classificação não é um selo permanente e pode mudar conforme a percepção de risco da estrutura.</p>
<p>Essa característica é especialmente relevante para investidores institucionais, que precisam comparar ativos de crédito privado submetidos a diferentes estruturas jurídicas e operacionais.</p>
<h2>Crescimento dos fundos aumenta importância da diligência</h2>
<p>A expansão do universo de FIDCs também torna mais complexa a seleção dos ativos. A CVM mantém dados específicos sobre o segmento e atualiza periodicamente os informes mensais dos fundos. O conjunto mais recente disponível inclui informações referentes a agosto de 2026, além de histórico atualizado de períodos anteriores.</p>
<p>A base de dados da autarquia permite observar não apenas a existência dos fundos, mas informações relacionadas às suas carteiras e estruturas. A CVM também disponibiliza dados de patrimônio líquido e número de cotistas de fundos estruturados, incluindo FIDCs, com histórico desde 2017.</p>
<p>Esse universo heterogêneo explica por que a análise institucional não pode se resumir à nota atribuída por uma agência. Fundos podem ter carteiras concentradas, diferentes níveis de subordinação, perfis de sacados distintos, prazos variados e mecanismos próprios de liquidez.</p>
<p>Na prática, o rating funciona como uma camada adicional de análise. Ele pode facilitar a triagem inicial de operações, mas não elimina a necessidade de avaliação própria por gestores, fundos de pensão, seguradoras, family offices e demais investidores profissionais.</p>
<p>A própria existência de classificações diferentes dentro da indústria evidencia esse ponto. Em uma mesma temporada de avaliações, as agências podem atribuir notas altas a determinadas cotas seniores e, ao mesmo tempo, rebaixar outras estruturas quando identificam deterioração de crédito ou mudanças nos fundamentos.</p>
<h2>Governança passa a pesar junto com a qualidade dos recebíveis</h2>
<p>A evolução regulatória é outro fator que reforça a procura por estruturas mais transparentes. Em seu plano emergencial de fiscalização de 2026, a CVM indicou como prioridades de supervisão FIDCs com características como concentração elevada em poucos direitos creditórios, participação de instituições financeiras ou fintechs como cotistas, cedentes ou coobrigados, aquisição de recebíveis de ações judiciais ou precatórios, valorização significativa das cotas em curto período e demonstrações financeiras com opinião modificada dos auditores.</p>
<p>A autarquia também apontou preocupação com possíveis insuficiências de provisão para perdas de crédito e informou que pretende cruzar informações declaradas por administradores e gestores com dados do Sistema de Informações de Crédito do Banco Central (SCR), registros de entidades registradoras e outras bases públicas, quando aplicável.</p>
<p>O desenho da fiscalização mostra que a avaliação do risco está se tornando mais abrangente. Não basta que o recebível tenha uma aparência de qualidade no momento da aquisição. A consistência dos controles, a documentação da carteira, a capacidade de monitoramento e a confiabilidade das informações fornecidas aos investidores também entram no radar.</p>
<p>Esse processo tende a beneficiar estruturas capazes de demonstrar com maior clareza a origem dos créditos, os critérios de seleção dos sacados, os mecanismos de cobrança e a forma de constituição das garantias.</p>
<h2>Novas operações mostram diversidade de perfis</h2>
<p>A movimentação recente das agências de rating evidencia a diversidade do mercado. Em julho, a Austin atribuiu classificação brAA+ para as cotas seniores de um FIDC ligado a crédito consignado e, no mesmo período, atribuiu notas distintas para diferentes classes de outras estruturas. Também houve operações relacionadas a infraestrutura, crédito corporativo e outros segmentos.</p>
<p>No caso do Pátria Infra Crédito FIDC, por exemplo, a estrutura tinha patrimônio de aproximadamente R$ 396,5 milhões na data analisada em junho de 2026 e exposição predominante a debêntures incentivadas e outros ativos relacionados à infraestrutura. A S&amp;P Global Ratings manteve classificação BBBf(bra) para a operação.</p>
<p>Outro exemplo de segmentação é o Galapagos Sea Lion, fundo destinado a investidores institucionais e concentrado em ativos classificados como high grade. Os dados disponíveis indicavam patrimônio líquido de cerca de R$ 53,4 milhões em setembro de 2024 e rating brAA atribuído pela Austin em abril de 2026.</p>
<p>Os exemplos mostram que o rating pode ser utilizado em diferentes estratégias: desde operações voltadas a crédito corporativo e infraestrutura até estruturas direcionadas a determinados nichos de recebíveis.</p>
<h2>Investidor institucional exige mais do que rentabilidade</h2>
<p>A busca por ratings também está relacionada à necessidade de compatibilizar os FIDCs com políticas internas de investimento. Instituições de maior porte normalmente trabalham com limites de risco, critérios de elegibilidade, concentração por emissor ou ativo e requisitos mínimos de qualidade de crédito.</p>
<p>Por isso, uma classificação elevada pode ampliar o conjunto de investidores potencialmente habilitados a analisar determinada operação. Isso não significa que o rating garanta demanda ou captação, mas reduz uma das barreiras existentes na etapa de seleção.</p>
<p>A diferença é relevante em um ambiente no qual o investidor precisa escolher entre diferentes alternativas de crédito privado. Uma operação sem classificação pode exigir maior esforço de análise interna, enquanto uma estrutura avaliada por uma agência fornece uma referência padronizada sobre determinados riscos.</p>
<p>A classificação, contudo, não deve ser confundida com recomendação de investimento. A nota representa a opinião da agência segundo sua metodologia e pode ser alterada caso ocorram mudanças na carteira, no comportamento dos créditos, na estrutura de proteção ou nas condições financeiras dos envolvidos.</p>
<p>O histórico recente da própria Austin ilustra essa possibilidade. Em julho, a agência rebaixou determinadas classes do FIDC Sinai Consig para brCC(sf) e brC(sf), com perspectiva negativa. O episódio demonstra que o rating pode funcionar também como instrumento de alerta sobre deterioração de risco, e não apenas como mecanismo para facilitar novas captações.</p>
<h2>Regulação aumenta exigência sobre administradores e gestores</h2>
<p>A procura por maior transparência ocorre ao mesmo tempo em que a CVM intensifica a regulamentação do segmento. Em setembro, a área técnica da autarquia esclareceu que a taxa de performance dos FIDCs é destinada exclusivamente ao gestor e que sua vinculação, total ou parcial, à remuneração de consultores especializados pode caracterizar atividade de gestão de carteira sem autorização.</p>
<p>A orientação é relevante porque delimita responsabilidades dentro das estruturas. O crescimento do mercado aumenta a necessidade de separar as funções de administrador, gestor, custodiante, consultor e demais prestadores de serviço.</p>
<p>Em março, outra alteração regulatória da CVM tratou dos direitos creditórios cedidos por empresas em recuperação judicial ou extrajudicial. A mudança buscou remover obstáculos à utilização dos FIDCs como fonte de financiamento para empresas em processo de recuperação, ampliando potencialmente o universo de créditos elegíveis às estruturas.</p>
<p>Para investidores institucionais, esse avanço regulatório cria simultaneamente oportunidades e necessidade de diligência adicional. A ampliação do universo de ativos disponíveis aumenta as possibilidades de retorno, mas também exige avaliação mais detalhada da origem dos recebíveis e dos mecanismos de proteção.</p>
<p>Nesse contexto, o rating tende a permanecer como uma das peças da arquitetura de análise do crédito estruturado. A nota pode facilitar a comparação entre operações, apoiar processos internos de seleção e ampliar a interlocução com investidores de maior porte. A decisão final, porém, continua dependente da análise da carteira, da estrutura jurídica, da governança e da capacidade de os mecanismos de proteção funcionarem quando os créditos se deterioram.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>CVM &#8211; dados abertos dos informes mensais de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios</em></p>
<p><em>CVM &#8211; plano emergencial de reestruturação da atividade fiscalizatória de 2026 e critérios de supervisão de FIDCs</em></p>
<p><em>CVM &#8211; Resolução CVM 240 e alterações no Anexo Normativo II da Resolução CVM 175</em></p>
<p><em>CVM &#8211; Ofício Circular CVM/SSE 3/2026 sobre taxa de performance e consultoria especializada em FIDCs</em></p>
<p><em>Austin Rating &#8211; classificações de risco e ações recentes sobre cotas de FIDCs em 2026</em></p>
<p><em>S&amp;P Global Ratings &#8211; classificação do Pátria Infra Crédito FIDC</em></p>
<p><em>ANBIMA Data &#8211; informações periódicas e estruturas de fundos de investimento em direitos creditórios</em></p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content>
		
			</entry>
		<entry>
		<author>
			<name>Camila Braga</name>
							<uri>https://muckrack.com/camila-braga</uri>
						</author>

		<title type="html"><![CDATA[CoinEx anuncia fechamento em dezembro e dá 98 dias para clientes retirarem ativos]]></title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://gazetamercantil.com/coinex-encerra-operacoes-dezembro-clientes-retirada-ativos" />

		<id>https://gazetamercantil.com/?p=1531598</id>
		<updated>2026-09-15T19:18:47Z</updated>
		<published>2026-09-15T19:18:47Z</published>
		<category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Criptomoedas" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Mercados" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Notícias" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="CET" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="CoinEx" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Exchanges" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Haipo Yang" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="mercado cripto" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="mercados" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="USDT" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="ViaBTC" />
		<summary type="html"><![CDATA[<p>A CoinEx decidiu encerrar definitivamente as operações da exchange de criptomoedas em 22 de dezembro de 2026, encerrando um ciclo iniciado em 22 de dezembro de 2017. O processo começou nesta terça-feira (15) e será realizado em etapas, com a suspensão de novas contas, interrupção dos serviços não relacionados ao mercado à vista e, posteriormente, [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></summary>

					<content type="html" xml:base="https://gazetamercantil.com/coinex-encerra-operacoes-dezembro-clientes-retirada-ativos"><![CDATA[<p>A CoinEx decidiu encerrar definitivamente as operações da exchange de criptomoedas em 22 de dezembro de 2026, encerrando um ciclo iniciado em 22 de dezembro de 2017. O processo começou nesta terça-feira (15) e será realizado em etapas, com a suspensão de novas contas, interrupção dos serviços não relacionados ao <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339458">mercado</a> à vista e, posteriormente, o fim das negociações spot. Os usuários terão 98 dias, até a data do fechamento, para retirar os ativos mantidos na plataforma.</p>
<p>A companhia atribuiu a decisão à combinação de uma desaceleração prolongada do mercado de criptomoedas, redução dos volumes negociados e da liquidez e aumento dos custos de conformidade regulatória. Na comunicação divulgada nesta terça-feira, o fundador e CEO Haipo Yang afirmou que os riscos de segurança e compliance ficaram mais difíceis de controlar e que a relação entre a responsabilidade assumida pela plataforma e a receita obtida deixou de ser considerada racional.</p>
<p>Apesar do fechamento, a CoinEx afirma que os ativos dos clientes estão integralmente lastreados. A posição declarada pela empresa é compatível com as informações de prova de reservas divulgadas ao longo de 2026. Em 11 de junho, por exemplo, a companhia informou taxas de reserva superiores a 100% para CET, USDT, USDC, bitcoin, ether e dogecoin, com índices de 102,76%, 106,53%, 102,72%, 105,33%, 100,23% e 100,83%, respectivamente.</p>
<h2>Encerramento será dividido em três etapas</h2>
<p>A primeira mudança ocorre imediatamente. A partir de 15 de setembro, a CoinEx deixa de aceitar novos registros e interrompe algumas operações de entrada e crédito associadas aos serviços financeiros da plataforma. Os serviços não relacionados ao mercado spot serão encerrados em 22 de setembro.</p>
<p>Em 29 de setembro, às 10h no horário UTC, termina a negociação no mercado à vista. A partir daí, a plataforma entra em uma fase predominantemente voltada para a retirada e o tratamento dos saldos remanescentes. A data final para saques é 22 de dezembro, também às 10h UTC.</p>
<p>A estrutura escalonada reduz a possibilidade de um bloqueio simultâneo de todos os serviços, mas também estabelece prazos sucessivos que exigem movimentação antecipada dos usuários. A diferença entre 15 de setembro e 22 de dezembro é de 98 dias, período durante o qual a empresa pretende concluir a transferência dos ativos e a liquidação das posições restantes.</p>
<p>A CoinEx também informou que algumas criptomoedas poderão demandar mais tempo para processamento de saques porque parte dos recursos precisará ser movimentada entre carteiras quentes e frias. A orientação da empresa é que os pedidos sejam feitos dentro do prazo, evitando concentração das operações nas últimas horas do processo.</p>
<h2>CET terá recompra antes do fim das negociações</h2>
<p>O token nativo da plataforma, CET, recebeu um mecanismo específico de encerramento. Entre 15 e 29 de setembro, a CoinEx fará a recompra dos tokens por US$ 0,005 por unidade, sem limite de quantidade. A companhia informou que não haverá cobrança de taxa na negociação do par CET/USDT durante esse período.</p>
<p>Os CET que permanecerem nas contas dos usuários após o fim das negociações serão adquiridos automaticamente pelo mesmo valor, com o montante correspondente creditado em USDT. Depois de 29 de setembro, a empresa não prevê uma nova janela de recompra ou resgate do token.</p>
<p>O preço estabelecido para a recompra equivale ao valor inicial de listagem citado pela administração e cria uma referência de encerramento para um ativo que tinha papel central no ecossistema da exchange. Na prática, a medida transforma o token em uma obrigação específica de liquidação durante o processo de saída da empresa.</p>
<p>A situação do CET também ilustra como o fechamento de uma plataforma de negociação afeta não apenas os saldos tradicionais em criptomoedas, mas o próprio ativo utilizado dentro de seu ecossistema. A retirada de liquidez e o fim dos serviços da exchange eliminam a principal infraestrutura associada à negociação do token, tornando a recompra uma das etapas centrais do plano de encerramento.</p>
<h2>Saldos de USDT terão tratamento específico após o prazo</h2>
<p>Os clientes que não retirarem seus saldos de USDT até 22 de dezembro não perderão imediatamente o direito de reivindicá-los, segundo o plano divulgado pela companhia. Os recursos serão transferidos para uma estrutura de custódia independente, mas estarão sujeitos a uma cobrança mensal equivalente a 5% do saldo original registrado no fim do período de retirada.</p>
<p>A CoinEx estabeleceu ainda 22 de agosto de 2028 como prazo para apresentação de reivindicações relativas a esses valores. O procedimento poderá exigir nova verificação de identidade, segundo as regras anunciadas pela empresa.</p>
<p>O desenho cria uma diferença importante entre o encerramento da plataforma e o desaparecimento imediato das obrigações com os usuários. A exchange pretende encerrar sua operação comercial em dezembro, mas manter um mecanismo posterior de custódia e reivindicação para determinados saldos que não tenham sido movimentados dentro da janela principal.</p>
<p>Para os clientes, a principal consequência prática é que deixar ativos na exchange até o último momento pode produzir custos adicionais e etapas administrativas posteriores. A orientação financeira implícita no calendário da empresa é antecipar os saques, sobretudo no caso de ativos que possam depender de processamento manual ou movimentação entre diferentes carteiras.</p>
<h2>CoinEx mantinha reservas acima de 100%</h2>
<p>O anúncio de encerramento ocorre em uma empresa que vinha destacando a manutenção de reservas equivalentes ou superiores aos ativos registrados pelos usuários. Em junho, a CoinEx divulgou uma fotografia de suas reservas on-chain e dos saldos contabilizados em sua plataforma. Naquele levantamento, todos os seis criptoativos apresentados registravam cobertura acima de 100%.</p>
<p>Em maio, os índices divulgados também estavam acima desse nível: 103,59% para CET, 106,61% para USDT, 111,23% para USDC, 106,1% para bitcoin, 100,18% para ether e 100,16% para dogecoin. Naquele momento, a CoinEx informava aproximadamente US$ 607,5 milhões em ativos mantidos em suas carteiras.</p>
<p>Os números ajudam a distinguir o fechamento anunciado nesta terça-feira de uma interrupção provocada, pelo menos nas informações públicas disponíveis, por uma insuficiência imediata de reservas. A própria administração sustenta que os ativos dos usuários permanecem cobertos e que o processo foi estruturado para permitir a retirada integral dentro do período definido.</p>
<p>A prova de reservas divulgada pela empresa utiliza uma combinação de informações on-chain e de registros internos, com mecanismo baseado em árvore de Merkle para permitir a verificação da correspondência entre os ativos dos usuários e os recursos mantidos em carteira.</p>
<h2>Fundador descartou venda antes de optar pelo fechamento</h2>
<p>Haipo Yang afirmou que a administração chegou a considerar a venda da CoinEx antes de decidir pelo encerramento. A alternativa foi rejeitada sob o argumento de que a relação de confiança construída com os usuários estava associada à própria plataforma e à liderança existente.</p>
<p>A opção pelo fechamento, portanto, não foi apresentada como consequência de uma negociação frustrada com um comprador específico, mas como uma decisão de encerrar a atividade de forma controlada. Segundo o fundador, a prioridade passou a ser garantir os saques, definir o destino do CET e conduzir a saída dos funcionários em condições organizadas.</p>
<p>Esse ponto coloca o caso em posição diferente de episódios em que exchanges interromperam saques de maneira repentina ou entraram em processos de insolvência. A estratégia anunciada pela CoinEx busca preservar uma janela extensa de retirada, com etapas previamente definidas e uma data final explícita.</p>
<p>Ainda assim, a efetividade dessa estratégia dependerá da capacidade operacional da empresa de processar os saques até o encerramento. Quanto maior a concentração das retiradas na fase final, maior tende a ser a necessidade de processamento de carteiras e atendimento de solicitações, especialmente para ativos menos líquidos ou que demandem procedimentos adicionais.</p>
<h2>ViaBTC mantém operações separadas da CoinEx</h2>
<p>O encerramento da exchange também levou a ViaBTC, empresa de mineração associada ao mesmo fundador, a publicar um comunicado próprio. A companhia afirmou que suas operações de mineração são juridicamente, financeiramente e tecnicamente independentes da CoinEx e que a decisão de fechar a exchange não afeta depósitos, saques, pagamentos, hashrate ou recompensas dos mineradores.</p>
<p>A principal mudança para os usuários da ViaBTC será o fim, em 22 de setembro, da função de retirada automática direcionada à CoinEx. Quem utiliza esse recurso terá de cadastrar outro endereço para receber os pagamentos de mineração.</p>
<p>A separação anunciada é relevante porque a CoinEx e a ViaBTC compartilham origem empresarial e estão associadas a Haipo Yang. A manutenção dos serviços do pool de mineração indica que o encerramento decidido nesta terça-feira está concentrado na operação de exchange, e não em todas as atividades empresariais ligadas ao grupo.</p>
<p>O próprio comunicado da ViaBTC reforça essa distinção ao classificar a mudança como decorrente de um ajuste operacional da CoinEx e afirmar que os demais serviços continuam normalmente. Para os mineradores, portanto, a principal providência é alterar o endereço usado para os pagamentos automáticos antes da interrupção da integração com a exchange.</p>
<p>O encerramento da CoinEx ocorre em um ambiente de maior pressão regulatória e de custos crescentes para exchanges centralizadas. A decisão da companhia mostra que manter reservas suficientes para cobrir os saldos dos clientes não elimina outros riscos econômicos do negócio, especialmente aqueles ligados a volume, liquidez, segurança, conformidade e estrutura operacional.</p>
<p>Com o calendário já definido, o próximo marco será 22 de setembro, quando os serviços não relacionados ao mercado spot serão encerrados. Uma semana depois, em 29 de setembro, termina a negociação spot e começa uma fase em que o principal objetivo da plataforma será administrar os ativos remanescentes até o encerramento definitivo em 22 de dezembro.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>CoinEx &#8211; comunicado de encerramento das operações, calendário de retirada de ativos e regras de liquidação do CET</em></p>
<p><em>CoinEx &#8211; atualização da Prova de Reserva de 11 de junho de 2026 e índices de cobertura dos principais criptoativos</em></p>
<p><em>CoinEx &#8211; metodologia de Prova de Reserva e verificação por árvore de Merkle</em></p>
<p><em>ViaBTC &#8211; comunicado sobre a independência operacional da empresa e o fim da função de retirada automática para a CoinEx</em></p>
<p><em>CoinDesk &#8211; informações sobre o cronograma de encerramento da CoinEx e o prazo final para retirada de fundos</em></p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content>
		
			</entry>
		<entry>
		<author>
			<name>Alice Nascimento</name>
					</author>

		<title type="html"><![CDATA[Itaú (ITUB4) centraliza estrutura europeia em Luxemburgo e mantém operações em Londres]]></title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://gazetamercantil.com/itau-itub4-luxemburgo-operacoes-europa" />

		<id>https://gazetamercantil.com/?p=1531591</id>
		<updated>2026-09-15T18:30:27Z</updated>
		<published>2026-09-15T18:27:49Z</published>
		<category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Empresas" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Destaque" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Notícias" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="CRD VI" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Itaú Europe" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Itaú Unibanco" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="ITUB4" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Luxemburgo" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Portugal" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Reino Unido" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Suíça" />
		<summary type="html"><![CDATA[<p>O Itaú Unibanco (ITUB4) decidiu colocar Luxemburgo no centro de sua estrutura bancária europeia, reunindo sob o Itaú Europe atividades hoje distribuídas entre diferentes entidades do grupo no continente. A reorganização, porém, não significa que o banco esteja transferindo todas as suas operações físicas para Luxemburgo ou encerrando a presença no Reino Unido, em Portugal [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></summary>

					<content type="html" xml:base="https://gazetamercantil.com/itau-itub4-luxemburgo-operacoes-europa"><![CDATA[<p>O Itaú Unibanco (ITUB4) decidiu colocar Luxemburgo no centro de sua estrutura bancária europeia, reunindo sob o Itaú Europe atividades hoje distribuídas entre diferentes entidades do grupo no continente. A reorganização, porém, não significa que o banco esteja transferindo todas as suas operações físicas para Luxemburgo ou encerrando a presença no Reino Unido, em Portugal e na Suíça. O movimento é principalmente societário, regulatório e de governança: essas operações continuarão atendendo clientes localmente, mas passarão a estar integradas a uma estrutura comum, com o banco luxemburguês assumindo papel central.</p>
<p>A distinção é importante porque a consolidação envolve <a class="wpil_keyword_link" title="Negócios" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339453">negócios</a> com características diferentes. Portugal já foi incorporado juridicamente ao Itaú Europe em junho e passou a funcionar como uma sucursal da instituição luxemburguesa. No Reino Unido, o banco continuará operando em Londres, embora parte dos funcionários seja transferida para Luxemburgo e a estrutura britânica passe gradualmente a se concentrar sobretudo em Global Markets. Na Suíça, a operação voltada ao private banking continuará atendendo clientes no país, mas deverá integrar a mesma arquitetura societária do grupo. A expectativa é concluir o processo até o fim de 2027, após as aprovações regulatórias necessárias.</p>
<p>Com a mudança, o Itaú pretende aproximar Corporate and Investment Banking (CIB), Global Markets e gestão patrimonial sem eliminar os centros locais de atendimento e execução. A plataforma europeia atende aproximadamente 350 <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339454">empresas</a> e mais de 50 contas globais de renda fixa e renda variável. Considerando também os negócios de wealth management envolvidos na futura estrutura, o conjunto administra cerca de US$ 51 bilhões e possui carteira de crédito próxima de US$ 7 bilhões.</p>
<h2>Luxemburgo será o centro da estrutura, não o único local de operação</h2>
<p>A principal mudança está na organização jurídica do grupo. O Itaú Europe, sediado em Luxemburgo, passa a funcionar como a instituição de referência para uma parcela crescente dos negócios europeus, permitindo que atividades hoje distribuídas entre diferentes bancos e subsidiárias estejam subordinadas a uma arquitetura comum. Isso facilita o uso do balanço, a governança, os controles internos e a supervisão regulatória, sem exigir que todas as equipes e clientes sejam fisicamente deslocados para o país.</p>
<p>O Reino Unido é o exemplo mais claro dessa diferença. A operação londrina não será fechada. Londres continuará sendo uma praça importante para o Itaú e deverá manter papel particularmente relevante em mercados globais. A transformação prevista é gradual: algumas posições atualmente localizadas na capital britânica serão deslocadas para Luxemburgo, enquanto o banco no Reino Unido deverá concentrar cada vez mais sua atuação em Global Markets. O Itaú não informou quantos funcionários serão transferidos.</p>
<p>Na prática, portanto, dizer que o Itaú está “levando as operações do Reino Unido para Luxemburgo” seria impreciso. O que ocorre é uma consolidação institucional na qual Luxemburgo assume maior peso na estrutura europeia, enquanto Londres permanece como centro operacional para atividades específicas.</p>
<p>A mesma lógica vale para a Suíça. O negócio de gestão patrimonial continuará vinculado ao <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339455">mercado</a> suíço e atendendo clientes de private banking, mas deverá passar a integrar a estrutura consolidada do Itaú Europe. A intenção é conectar mais facilmente esses clientes aos demais produtos internacionais do grupo, sem eliminar a presença local construída para atender esse segmento.</p>
<h2>Portugal já foi incorporado ao Itaú Europe</h2>
<p>Portugal está em estágio mais avançado porque a reorganização jurídica já ocorreu. Em 1º de junho de 2026, o Itaú concluiu uma fusão transfronteiriça na qual o Itaú BBA Europe, anteriormente sediado em Portugal, foi absorvido pelo Itaú Europe, instituição bancária constituída em Luxemburgo.</p>
<p>Com a operação, os ativos e passivos da antiga entidade portuguesa passaram para o Itaú Europe por sucessão universal. Isso não significou, entretanto, o encerramento das atividades em Portugal. O banco manteve uma sucursal no país, registrada perante as autoridades locais, para dar continuidade ao atendimento e aos negócios que já eram realizados no mercado português.</p>
<p>A mudança inverteu a estrutura anterior. Até então, o banco europeu tinha sede em Portugal e mantinha uma sucursal em Luxemburgo. Depois da fusão, Luxemburgo tornou-se a sede da instituição e Portugal passou a ser atendido por uma sucursal do banco luxemburguês.</p>
<p>É esse modelo de centralização jurídica com continuidade operacional em diferentes mercados que ajuda a entender a nova etapa envolvendo Reino Unido e gestão patrimonial.</p>
<h2>Reorganização separa localização física de comando societário</h2>
<p>A estrutura planejada pelo Itaú reúne negócios que continuarão sendo executados em diferentes países. Isso evita uma leitura segundo a qual todas as atividades europeias seriam concentradas fisicamente em Luxemburgo.</p>
<p>Corporate and Investment Banking continuará dependendo de profissionais próximos aos grandes clientes corporativos. Global Markets exige acesso a centros financeiros como Londres. O private banking mantém características próprias e relacionamento presencial com clientes de alta renda, particularmente na Suíça. A proposta do banco é integrar essas áreas institucionalmente sem eliminar essas especializações geográficas.</p>
<p>Essa arquitetura também permite que clientes utilizem diferentes partes do grupo com menos barreiras internas. Uma empresa europeia que mantenha investimentos na América Latina pode contratar crédito ou assessoria corporativa e, simultaneamente, utilizar produtos de câmbio, derivativos ou mercado de capitais. Investidores institucionais podem acessar renda fixa e renda variável latino-americanas, enquanto clientes privados podem utilizar a estrutura de gestão patrimonial.</p>
<p>O objetivo declarado é reduzir a fragmentação entre essas atividades e criar uma plataforma com governança mais uniforme. A centralização também pode reduzir duplicações administrativas e tornar mais eficiente a utilização de capital e do balanço.</p>
<h2>Brexit aumentou necessidade de uma base dentro da União Europeia</h2>
<p>A escolha de Luxemburgo também está ligada à transformação do sistema financeiro europeu depois do Brexit. Londres continua sendo um dos maiores centros bancários e de mercados de capitais do mundo, mas instituições que utilizavam o Reino Unido como principal porta de entrada para atender clientes em toda a União Europeia precisaram adaptar suas estruturas depois da saída britânica do bloco.</p>
<p>Para o Itaú, Luxemburgo oferece uma instituição bancária estabelecida dentro da União Europeia e submetida ao arcabouço regulatório comunitário. O Itaú Europe é registrado como instituição de crédito junto à autoridade financeira luxemburguesa e integra o sistema europeu de supervisão bancária.</p>
<p>Essa posição ganha importância com a implementação da sexta Diretiva de Requisitos de Capital, a CRD VI. Parte relevante das novas regras entra em aplicação em janeiro de 2027 e aumenta as exigências para bancos de países de fora da União Europeia que oferecem determinados serviços a clientes localizados dentro do bloco.</p>
<p>O Itaú é um grupo brasileiro e, portanto, pertence a um país terceiro para fins da legislação europeia. Ter uma instituição bancária estabelecida e supervisionada dentro da União facilita a continuidade e a expansão de serviços sujeitos a essas regras.</p>
<h2>Mudança regulatória não significa saída de Londres</h2>
<p>As novas exigências também não devem ser interpretadas como uma obrigação de abandonar o Reino Unido. O mercado londrino continua estratégico justamente por sua dimensão na negociação de títulos, moedas, derivativos e outros instrumentos financeiros.</p>
<p>Por isso, o planejamento do Itaú preserva uma instituição no Reino Unido. A diferença é que sua função dentro do grupo deve ficar mais concentrada em atividades de mercados globais, enquanto Luxemburgo assume uma parcela maior da estrutura bancária continental e da governança integrada.</p>
<p>A reorganização tenta, assim, aproveitar duas jurisdições com funções distintas. Luxemburgo oferece acesso institucional à União Europeia e ambiente voltado a operações financeiras transfronteiriças. Londres continua fornecendo acesso a um dos maiores centros globais de mercado de capitais.</p>
<p>Parte dos funcionários será deslocada de Londres para Luxemburgo justamente para adequar a estrutura operacional a essa nova divisão de responsabilidades. O número de transferências, entretanto, ainda não foi informado.</p>
<h2>Itaú quer usar presença na América Latina como diferencial</h2>
<p>A expansão europeia não tem como objetivo transformar o Itaú em um banco de varejo para consumidores do continente. A estratégia está concentrada em empresas, investidores institucionais e grandes patrimônios com relações financeiras entre Europa e América Latina.</p>
<p>A plataforma oferece crédito corporativo, financiamento ao comércio exterior, assessoria financeira, renda fixa, renda variável e derivativos. Uma multinacional europeia com subsidiária no Brasil, por exemplo, pode recorrer ao Itaú para financiar operações, realizar proteção cambial ou estruturar transações utilizando a presença que o grupo já possui na América Latina.</p>
<p>O fluxo também ocorre na direção contrária. Empresas latino-americanas com operações, investidores ou necessidades de financiamento na Europa podem utilizar a estrutura internacional do banco. No private banking, clientes latino-americanos com patrimônio no Hemisfério Norte formam outro público relevante.</p>
<p>O Itaú pretende transformar essa combinação em uma vantagem diante dos concorrentes. Em vez de disputar de maneira ampla o mercado bancário europeu, busca ocupar o espaço de instituição especializada na conexão financeira entre as duas regiões.</p>
<h2>Estrutura reúne cerca de US$ 51 bilhões em ativos sob gestão</h2>
<p>Os números divulgados pelo banco ajudam a dimensionar o conjunto de negócios que deverá ficar sob essa arquitetura integrada. A estrutura envolvida possui aproximadamente US$ 51 bilhões em ativos sob gestão e carteira de crédito de cerca de US$ 7 bilhões, considerando também os negócios de gestão patrimonial mantidos pelo Itaú no Hemisfério Norte.</p>
<p>Esses valores não devem ser interpretados como ativos atualmente concentrados no balanço do Itaú Europe. Parte corresponde a operações que ainda estão em outras estruturas do grupo e que serão integradas progressivamente. O mesmo cuidado vale para os US$ 51 bilhões em ativos sob gestão: o número incorpora o negócio de wealth management e não representa simplesmente recursos administrados hoje pela entidade bancária de Luxemburgo.</p>
<p>A reorganização pretende justamente aproximar estruturas que atualmente aparecem separadas. O Itaú Europe já funciona como banco luxemburguês e já incorporou a antiga instituição portuguesa, mas as etapas envolvendo Reino Unido e gestão patrimonial continuarão sendo executadas até 2027.</p>
<h2>Consolidação deve avançar até o fim de 2027</h2>
<p>A expectativa do Itaú é concluir a reorganização até o final de 2027, condicionada às autorizações dos diferentes reguladores. Até lá, haverá uma transição que envolve transferência de posições, adaptações de sistemas, reorganização societária e definição das responsabilidades de cada praça.</p>
<p>Portugal já opera como sucursal do Itaú Europe. Londres permanecerá ativa, com peso crescente de Global Markets. A operação suíça de private banking continuará atendendo clientes em seu mercado, embora passe a integrar a estrutura consolidada. Luxemburgo, por sua vez, funcionará como o principal centro bancário e regulatório do conjunto.</p>
<p>Essa é a principal distinção necessária para compreender o anúncio. O Itaú não está simplesmente fechando bancos em diferentes países para concentrar funcionários e clientes em Luxemburgo. Está reduzindo o número de estruturas independentes e colocando diferentes operações sob uma organização bancária comum, ao mesmo tempo em que preserva a atuação física e comercial em mercados considerados estratégicos.</p>
<p>A mudança representa uma etapa importante na internacionalização do Itaú porque substitui uma estrutura historicamente fragmentada por país por uma plataforma europeia mais integrada. Se o cronograma for cumprido, Luxemburgo terá papel central na governança e no balanço do grupo na região, enquanto Londres, Portugal e Suíça continuarão desempenhando funções específicas dentro da operação internacional.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Itaú Unibanco &#8211; informações sobre a reorganização das atividades de Corporate and Investment Banking, Global Markets e gestão patrimonial na Europa</em></p>
<p><em>Itaú Europe &#8211; informações institucionais sobre a instituição bancária sediada em Luxemburgo e sua sucursal em Portugal</em></p>
<p><em>Itaú BBA Europe &#8211; documentos sobre a fusão transfronteiriça concluída em junho de 2026 e transferência de ativos e passivos para o Itaú Europe</em></p>
<p><em>União Europeia &#8211; sexta Diretiva de Requisitos de Capital e regras aplicáveis a instituições de países terceiros</em></p>
<p><em>Bloomberg &#8211; informações sobre permanência das operações no Reino Unido, Portugal e Suíça, transferência parcial da equipe de Londres e cronograma de consolidação até 2027</em></p>
<p><em>Reuters &#8211; informações sobre a consolidação das atividades europeias de banco corporativo, banco de investimento e mercados globais sob a estrutura do Itaú Europe</em></p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content>
		
			</entry>
		<entry>
		<author>
			<name>Júlia Campos</name>
					</author>

		<title type="html"><![CDATA[Mensagens revelam proximidade entre filho de Fux e Vorcaro antes da crise no STF]]></title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://gazetamercantil.com/rodrigo-fux-vorcaro-mensagens-proximidade" />

		<id>https://gazetamercantil.com/?p=1531585</id>
		<updated>2026-09-15T17:08:04Z</updated>
		<published>2026-09-15T17:08:04Z</published>
		<category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Política" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Destaque" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Notícias" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Banco Master" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Caso Master" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Daniel Vorcaro" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Fux Advogados" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Luiz Fux" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Polícia Federal" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Rodrigo Fux" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="STF" />
		<summary type="html"><![CDATA[<p>Mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro mostram que o ex-controlador do Banco Master manteve uma relação frequente com Rodrigo Fux, advogado e filho do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), entre maio de 2024 e pelo menos agosto de 2025. Os diálogos misturam encontros pessoais, convites para festas e Carnaval, tentativas de [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></summary>

					<content type="html" xml:base="https://gazetamercantil.com/rodrigo-fux-vorcaro-mensagens-proximidade"><![CDATA[<p>Mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro mostram que o ex-controlador do Banco Master manteve uma relação frequente com Rodrigo Fux, advogado e filho do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), entre maio de 2024 e pelo menos agosto de 2025. Os diálogos misturam encontros pessoais, convites para festas e Carnaval, tentativas de aproximação profissional e pedidos relacionados a assuntos jurídicos. Em dezembro de 2024, ao remarcar um compromisso para receber Vorcaro em seu escritório, Rodrigo escreveu que haveria “tapete vermelho” para o empresário. O material ganhou peso institucional porque foi divulgado no mesmo dia em que o Plenário do Supremo passou a analisar os desdobramentos das mensagens encontradas no aparelho de Vorcaro envolvendo Alexandre de Moraes.</p>
<p>A existência das conversas não demonstra que Luiz Fux tenha favorecido o Banco Master, tampouco que Rodrigo tenha recebido dinheiro do banco ou de Vorcaro. O Fux Advogados afirma que jamais celebrou contrato com o empresário ou com <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="339448">empresas</a> do grupo Master, nunca recebeu recursos dessas partes e não atuou em processos que estivessem no Supremo ou prestes a chegar à Corte. O escritório reconhece que houve uma tentativa de aproximação comercial, mas afirma que ela não se transformou em relação profissional. Os registros conhecidos até agora também não apresentam comprovante de pagamento de Vorcaro a Rodrigo.</p>
<p>O conteúdo, no entanto, mostra que a aproximação foi mais extensa do que um encontro isolado. Durante mais de um ano, Rodrigo e Vorcaro procuraram compatibilizar agendas no Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília, trocaram convites sociais e discutiram assuntos profissionais. Em determinado momento, o ex-banqueiro pediu ajuda do advogado em um caso e enviou material para análise. Em outra conversa, Rodrigo orientou que informações relacionadas a um compromisso fossem encaminhadas à secretária de Luiz Fux no STF. A natureza exata de todos esses assuntos não aparece integralmente nos trechos divulgados.</p>
<h2>Contatos começaram em maio de 2024 e avançaram para assuntos profissionais</h2>
<p>As primeiras mensagens conhecidas são de maio de 2024 e mostram uma relação informal. Rodrigo Fux e Vorcaro utilizavam expressões como “irmão”, “meu amigo” e “meu caro”. Inicialmente, boa parte das conversas tratava de encontros e compromissos sociais. Quando um deles não conseguia comparecer, os dois buscavam outra oportunidade para se encontrar em São Paulo, Rio de Janeiro ou Brasília.</p>
<p>A relação avançou para assuntos profissionais ao longo daquele ano. Em novembro de 2024, Vorcaro disse a Rodrigo que precisava de ajuda em um caso. O advogado respondeu que poderia avaliar o assunto e uma videoconferência foi combinada. O empresário posteriormente enviou um documento identificado nas mensagens como “SLAT TABU”, e Rodrigo informou que faria a leitura e poderia examinar o conteúdo com mais atenção durante o fim de semana.</p>
<p>Os registros divulgados não identificam de maneira suficiente qual processo, operação ou controvérsia estava por trás desse material. Também não demonstram que Rodrigo tenha sido formalmente contratado para atuar no caso. Essa diferença é importante porque uma conversa preliminar entre advogado e potencial cliente não equivale à celebração de contrato nem comprova prestação remunerada de serviços.</p>
<p>O próprio escritório sustenta que as tratativas profissionais não avançaram. Segundo o Fux Advogados, houve aproximação comercial com Vorcaro e seus sócios mais de um ano antes de as suspeitas de fraude no Banco Master adquirirem dimensão pública, mas nenhuma contratação foi concluída. A banca afirma ainda que nunca advogou para o banco, suas controladas, subsidiárias, fundos relacionados ou para o próprio Vorcaro.</p>
<h2>“Tapete vermelho” foi escrito ao remarcar encontro no escritório</h2>
<p>Em dezembro de 2024, Rodrigo procurou Vorcaro para marcar um café em seu escritório no Rio de Janeiro. Como o horário inicialmente sugerido não atendia ao empresário, o advogado informou que alteraria outro compromisso para recebê-lo. Depois de confirmar a nova agenda para as 14h, escreveu a expressão “tapete vermelho irmão”.</p>
<p>A frase, isoladamente, não demonstra favorecimento jurídico. O contexto conhecido indica uma maneira informal de informar que havia reorganizado a agenda para receber Vorcaro. Ainda assim, combinada à sequência de encontros e mensagens, ela reforça a existência de uma relação de proximidade entre os dois.</p>
<p>Em fevereiro de 2025, as conversas mostram nova tentativa de encontro, desta vez em Brasília. Rodrigo informou estar no Superior Tribunal de Justiça e disse que avisaria quando pudesse sair. Houve contato telefônico e combinação de horário para uma reunião no fim da tarde.</p>
<p>O conjunto revela que a comunicação não dependia de intermediários e ocorria diretamente entre Rodrigo e o ex-banqueiro. Essa característica diferencia o caso de outras relações identificadas no celular de Vorcaro, nas quais contatos com ministros ou familiares eram organizados por advogados, políticos ou assessores.</p>
<h2>Carnaval expôs dimensão social da relação</h2>
<p>A proximidade ficou mais evidente durante o Carnaval do Rio de Janeiro de 2025. Vorcaro convidou Rodrigo para uma área reservada do camarote Café de La Musique na Marquês de Sapucaí e estendeu o convite à mulher, aos filhos, à sogra e a amigos do advogado. Rodrigo enviou dados para a emissão das credenciais e posteriormente procurou o empresário para resolver questões relacionadas à entrega dos convites e kits.</p>
<p>As mensagens indicam que os dois continuaram se comunicando durante os desfiles. Rodrigo perguntou se Vorcaro estava no camarote e voltou a procurar o empresário durante o período das escolas de samba. Dias depois, os contatos continuaram em tom pessoal.</p>
<p>A troca não ocorreu apenas em uma direção. Rodrigo convidou Vorcaro para sua festa de aniversário no Rio de Janeiro, prevista para maio de 2025, e posteriormente confirmou que o empresário havia recebido as informações da comemoração. Os registros mostram, portanto, uma relação social recíproca, e não simplesmente uma tentativa unilateral de aproximação de Vorcaro.</p>
<p>Não há, nos diálogos conhecidos, informação suficiente sobre o valor dos convites de Carnaval efetivamente utilizados por Rodrigo e seus acompanhantes nem indicação de que tenham sido vinculados a algum serviço jurídico ou contraprestação. A existência das cortesias pode ter relevância para compreender a proximidade entre os dois, mas não permite, por si só, concluir pela existência de irregularidade.</p>
<h2>Conversas chegaram à estrutura do gabinete de Luiz Fux</h2>
<p>Um dos pontos mais sensíveis aparece quando as mensagens avançam para assuntos envolvendo Luiz Fux. Registros divulgados nesta terça-feira indicam que Rodrigo orientou Vorcaro a enviar informações para a secretária do ministro no Supremo em uma tratativa relacionada a um compromisso. Outros diálogos mencionam possíveis agendas e participação do magistrado em eventos.</p>
<p>O Fux Advogados afirma que, sempre que alguma pessoa procura acesso a Luiz Fux por intermédio do escritório ou de seus integrantes, a orientação é utilizar os canais oficiais do Supremo. Segundo a banca, o encaminhamento para a secretaria do ministro seguia justamente essa prática e não representava intermediação de assunto judicial.</p>
<p>Até agora, não foi apresentado elemento demonstrando que Luiz Fux tenha recebido de Vorcaro pedido referente a processo do Banco Master por intermédio do filho ou que tenha praticado decisão em favor do empresário em consequência dessas conversas. Também não há prova de contratação do escritório para processos em tramitação ou com perspectiva de chegar ao STF.</p>
<p>A distinção tornou-se especialmente relevante com a sessão desta terça-feira. O material do celular de Vorcaro passou a expor relações com o entorno de diferentes ministros justamente no momento em que a Corte precisa decidir como tratar registros referentes a Alexandre de Moraes.</p>
<h2>Relação continuou até pelo menos agosto de 2025</h2>
<p>Os contatos não terminaram depois do Carnaval. Em maio de 2025, Rodrigo procurou Vorcaro para marcar um café que descreveu como uma conversa de “contextualização”. Em junho, parabenizou o empresário por uma aprovação e perguntou se ele estaria em Lisboa. O significado específico da aprovação não está suficientemente identificado nos registros divulgados.</p>
<p>Em 30 de agosto de 2025, Rodrigo voltou a entrar em contato e perguntou se, diante de uma “movimentação”, Vorcaro ainda mantinha interesse em assunto que vinha sendo tratado anteriormente. A mensagem mostra que alguma discussão entre os dois permanecia aberta mais de um ano depois das primeiras conversas conhecidas.</p>
<p>Essa duração ajuda a diferenciar uma tentativa pontual de prospecção comercial de uma relação mantida ao longo do tempo. Ao mesmo tempo, o conteúdo disponível continua sem demonstrar que a aproximação tenha produzido contrato ou pagamento. É possível comprovar a existência de conversas, reuniões e tratativas; não é possível afirmar, com os elementos divulgados, que Rodrigo tenha sido remunerado por Vorcaro.</p>
<p>A defesa do advogado é categórica nesse ponto. O escritório afirma nunca ter recebido qualquer valor de Vorcaro ou do Banco Master e sustenta que nenhum serviço profissional foi contratado. Também nega ter atuado em processos relacionados ao empresário que tramitassem no Supremo.</p>
<h2>Revelações chegam ao STF no meio de julgamento sobre Moraes</h2>
<p>A divulgação ocorre em um momento particularmente delicado para Luiz Fux. O STF iniciou nesta terça-feira a sessão extraordinária relacionada à Petição 16.662, procedimento que reúne elementos produzidos a partir do material apreendido de Vorcaro e a controvérsia sobre possíveis comunicações com Alexandre de Moraes.</p>
<p>A sessão da manhã foi suspensa e deverá ser retomada às 14h. Durante a primeira parte do julgamento, Kassio Nunes Marques declarou-se impedido depois que informações extraídas do mesmo celular atingiram seu entorno familiar. Dias Toffoli também se declarou suspeito. Até a suspensão da sessão, Luiz Fux não havia anunciado impedimento por causa das mensagens envolvendo Rodrigo.</p>
<p>O contexto aumenta a importância institucional dos registros sem alterar sua natureza probatória. O fato de Vorcaro ter mantido proximidade com filhos, advogados ou aliados de integrantes do Supremo não demonstra automaticamente que os magistrados tenham participado de irregularidades. Cada situação precisa ser examinada separadamente, com identificação de pagamentos, processos, decisões e eventuais contrapartidas.</p>
<p>No caso de Rodrigo Fux, as evidências divulgadas até agora permitem estabelecer uma relação frequente, encontros, convites sociais e tentativas de aproximação profissional com Vorcaro entre 2024 e 2025. Não comprovam, porém, pagamento ao advogado, contratação de seu escritório ou favorecimento judicial por Luiz Fux. A diferença entre esses dois níveis de informação será determinante para avaliar se o material permanecerá apenas como registro da rede de relações do ex-banqueiro ou dará origem a novas diligências no caso Master.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Supremo Tribunal Federal &#8211; andamento da Petição 16.662 e informações oficiais sobre a sessão extraordinária do Plenário de 15 de setembro de 2026</em></p>
<p><em>Polícia Federal &#8211; mensagens e dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro incorporados às investigações relacionadas ao Banco Master</em></p>
<p><em>Fux Advogados &#8211; posicionamento sobre inexistência de contrato, prestação de serviços ou recebimento de valores de Daniel Vorcaro e do Banco Master</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content>
		
			</entry>
		<entry>
		<author>
			<name>Carlos Menezes</name>
					</author>

		<title type="html"><![CDATA[Mensagens de Vorcaro atingem entorno de Fux, Kassio e Mendonça durante crise no STF]]></title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://gazetamercantil.com/mensagens-vorcaro-fux-kassio-mendonca-stf" />

		<id>https://gazetamercantil.com/?p=1531581</id>
		<updated>2026-09-15T16:33:47Z</updated>
		<published>2026-09-15T16:33:47Z</published>
		<category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Política" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Destaque" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Notícias" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Alexandre de Moraes" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="André Mendonça" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Banco Master" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Daniel Vorcaro" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Kassio Nunes Marques" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Luiz Fux" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Polícia Federal" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="STF" />
		<summary type="html"><![CDATA[<p>Novas mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro ampliaram nesta terça-feira (15) o alcance da crise provocada pelo caso Banco Master dentro do Supremo Tribunal Federal (STF). O material mostra contatos do ex-banqueiro com pessoas próximas aos ministros Kassio Nunes Marques, Luiz Fux e André Mendonça e veio a público justamente quando o Plenário se [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></summary>

					<content type="html" xml:base="https://gazetamercantil.com/mensagens-vorcaro-fux-kassio-mendonca-stf"><![CDATA[<p>Novas mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro ampliaram nesta terça-feira (15) o alcance da crise provocada pelo caso Banco Master dentro do Supremo Tribunal Federal (STF). O material mostra contatos do ex-banqueiro com pessoas próximas aos ministros Kassio Nunes Marques, Luiz Fux e André Mendonça e veio a público justamente quando o Plenário se reúne para decidir se os elementos encontrados pela Polícia Federal justificam uma investigação sobre Alexandre de Moraes. Os registros mencionam pagamentos relacionados ao filho de Kassio, encontros e articulações comerciais com o filho de Fux, uma viagem internacional solicitada pelo próprio Nunes Marques e a atuação de um advogado próximo a Mendonça em reuniões e decisões de interesse de terceiros.</p>
<p>O conteúdo não demonstra, por si só, que os três ministros tenham recebido dinheiro de Vorcaro ou interferido em decisões judiciais para favorecê-lo. Em diferentes partes do material, as referências são feitas por terceiros, os pagamentos não aparecem concluídos ou envolvem pessoas próximas aos magistrados, e algumas negociações não chegaram a se concretizar. A relevância dos diálogos está no acesso que Vorcaro mantinha ao entorno de integrantes da Corte que agora precisa avaliar o tratamento dado às suspeitas envolvendo outro ministro. Essa circunstância passou a ter consequência imediata: Kassio Nunes Marques declarou-se impedido de votar no julgamento sobre Moraes depois da divulgação das novas informações. Dias Toffoli também se declarou suspeito, reduzindo para oito o número máximo de ministros que poderão participar da votação.</p>
<p>A sequência aumenta a pressão sobre o STF porque uma das discussões abertas durante a crise é justamente se houve tratamento diferente para informações relacionadas a diferentes magistrados. Moraes sustenta que André Mendonça direcionou a investigação contra ele. Mendonça nega e afirma ter apenas determinado que a Polícia Federal identificasse interlocutores citados no material apreendido. As novas mensagens não resolvem essa controvérsia, mas mostram que o celular de Vorcaro continha uma rede de contatos bem mais ampla do que o eixo Moraes-Master.</p>
<h2>Mensagens mencionam R$ 500 mil mensais relacionados ao filho de Kassio</h2>
<p>No caso de Kassio Nunes Marques, um dos registros de maior repercussão envolve Kevin de Carvalho Marques, filho do ministro. Em conversas com Daniel Vorcaro, Luiz Rennó, então diretor jurídico do Banco Master, menciona pagamentos de R$ 500 mil por mês e associa o nome de Kevin à discussão. Em outubro de 2024, Rennó enviou ao banqueiro uma planilha com o nome e o telefone do advogado. Em conversas posteriores, voltou a tratar de pagamentos considerados essenciais.</p>
<p>Os diálogos, porém, não comprovam que Kevin tenha recebido R$ 500 mil mensais. O advogado nega ter prestado serviços ao Banco Master ou recebido pagamentos diretamente de Vorcaro. O que está documentado por registros financeiros divulgados anteriormente é uma relação indireta: a Consult Inteligência Tributária recebeu R$ 6,6 milhões do Master entre outubro de 2024 e julho de 2025 e transferiu R$ 281,6 mil ao escritório de Kevin em 11 pagamentos. O filho de Nunes Marques afirma que esse dinheiro correspondeu a serviços de assessoria jurídica prestados à consultoria e que não tinham relação com o STF.</p>
<p>O contraste entre a menção aos R$ 500 mil mensais nas conversas e os R$ 281,6 mil efetivamente identificados nos registros financeiros é importante. A primeira cifra aparece em diálogos entre executivos do banco e não pode ser apresentada como pagamento comprovado. Já a segunda consta das movimentações financeiras conhecidas. A Consult afirmou que contratou Kevin por serviços técnicos e jurídicos e sustentou que os trabalhos foram efetivamente realizados.</p>
<p>Os R$ 6,6 milhões pagos pelo Master à Consult também já haviam chamado a atenção porque o volume movimentado era muito superior ao faturamento anteriormente declarado pela empresa. Isso levou o Conselho de Controle de Atividades Financeiras a apontar incompatibilidades financeiras e a possibilidade de a companhia ter funcionado como conta de passagem. A classificação de uma movimentação como atípica, entretanto, não equivale à comprovação de crime.</p>
<h2>Agente perguntou a Vorcaro quem pagaria viagem solicitada por Kassio</h2>
<p>Outro grupo de mensagens envolve diretamente Nunes Marques. Em dezembro de 2024, um agente de viagens identificado como Leo Serrano encaminhou a Vorcaro uma mensagem atribuída a um dos números utilizados pelo ministro. No texto, Kassio pedia ajuda para organizar uma viagem de aproximadamente dez dias para cinco pessoas em janeiro de 2025, tendo Viena como base e visitas a cidades da Europa Central.</p>
<p>Depois de encaminhar o pedido, o agente perguntou ao banqueiro se deveria apenas atender Nunes Marques ou se as despesas seriam faturadas para Vorcaro. O empresário respondeu para que ele atendesse “tudo”. Na sequência, Serrano voltou a perguntar quem arcaria com o custo da viagem. As mensagens conhecidas não mostram a resposta final de Vorcaro sobre o pagamento. Dez dias depois, o próprio agente informou que Kassio havia deixado de responder sobre a programação.</p>
<p>O registro, portanto, demonstra que um prestador de serviços ligado a Vorcaro consultou o banqueiro sobre a possibilidade de custear uma viagem solicitada por Nunes Marques, mas não comprova que a viagem ocorreu ou que o ex-controlador do Master pagou pelas despesas. A diferença é relevante diante da repercussão <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="339444">política</a> das mensagens. Até que existam comprovantes financeiros, bilhetes ou outros registros, a eventual assunção dos custos pelo empresário continua sem demonstração documental.</p>
<p>Horas depois de o conteúdo ganhar repercussão, Nunes Marques anunciou que não votaria na sessão sobre Alexandre de Moraes. O afastamento reduz o número de ministros aptos a participar de uma decisão que já estava cercada por discussões sobre possíveis conflitos de interesse.</p>
<h2>Rodrigo Fux manteve contatos com Vorcaro por mais de um ano</h2>
<p>As mensagens relacionadas a Luiz Fux envolvem principalmente seu filho, o advogado Rodrigo Fux. O material indica que ele e Vorcaro mantiveram contato entre maio de 2024 e agosto de 2025, período em que combinaram encontros em diferentes cidades e discutiram aproximações profissionais. Em algumas conversas, o tratamento é informal e demonstra proximidade maior do que a conhecida publicamente até agora.</p>
<p>Em uma das trocas, Vorcaro pede ajuda de Rodrigo em um caso que não é identificado no material divulgado. Em outra, o advogado orienta o banqueiro a encaminhar uma mensagem por e-mail à secretária de Luiz Fux no Supremo. Também aparecem convites feitos por Vorcaro para Rodrigo e familiares frequentarem seu camarote no Carnaval do Rio de Janeiro.</p>
<p>O escritório Fux Advogados afirma que nenhuma relação profissional com Vorcaro foi efetivamente formalizada e que não recebeu pagamentos do empresário. Segundo a banca, ocorreram tentativas de aproximação comercial, mas elas não se converteram em contratação. Não há, entre os registros conhecidos, comprovação de pagamento de Vorcaro a Rodrigo Fux nem prova de que Luiz Fux tenha praticado ato judicial em benefício do banqueiro em razão dessas conversas.</p>
<p>As mensagens, contudo, ampliam o conhecimento sobre o grau de acesso do empresário à família de outro integrante da Corte. Até então, o principal episódio conhecido era o convite feito a Rodrigo para o camarote de Vorcaro na Marquês de Sapucaí. O novo conjunto revela contatos distribuídos por mais de um ano e pedidos de interlocução que ultrapassam aquele encontro social isolado.</p>
<h2>Advogado próximo a Mendonça celebrou decisão com Vorcaro</h2>
<p>O terceiro eixo envolve André Mendonça e o advogado Ciro Soares. Soares participou da mobilização política pela indicação de Mendonça ao STF em 2021 e posteriormente apareceu como um dos intermediários dos contatos entre Daniel Vorcaro e o ministro. Foi ele, junto com o deputado Cezinha de Madureira, que atuou na aproximação que levou a um encontro entre Vorcaro e Mendonça em março de 2025.</p>
<p>Uma conversa anterior ganhou nova relevância. Em 10 de outubro de 2024, data em que André Mendonça concedeu habeas corpus ao então governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro, Ciro escreveu a Vorcaro comemorando o resultado. Ele afirmou que havia dado certo e utilizou a expressão “ganhamos”, encaminhando na sequência um arquivo que aparentava ser relacionado à decisão. Poucos dias depois, Ciro tentou novamente falar por telefone com o banqueiro.</p>
<p>O diálogo não esclarece qual interesse Vorcaro teria na decisão referente a Castro nem demonstra que o ex-banqueiro tivesse participado do processo. Também não comprova interferência de Ciro sobre Mendonça. O fato relevante é que uma pessoa próxima ao ministro tratou uma decisão judicial favorável a terceiro como uma vitória compartilhada em conversa com Vorcaro, circunstância cuja explicação não aparece nos registros divulgados.</p>
<p>O gabinete de Mendonça afirma que o ministro recebeu Daniel Vorcaro apenas uma vez, em março de 2025, antes de assumir a relatoria das investigações do Master. Segundo a versão oficial, o empresário pediu a reunião, foi ouvido e apresentou memoriais sobre um processo. O gabinete sustenta que Mendonça posteriormente votou contra a posição defendida por Vorcaro nesse caso.</p>
<h2>Vorcaro foi convidado e depois desconvidado de evento do Iter</h2>
<p>As conversas de Ciro Soares acrescentam informações também sobre a relação de Vorcaro com o Instituto Iter, fundado por André Mendonça. Em maio de 2025, o advogado encaminhou ao empresário convite para um evento da instituição em Belo Horizonte. Dias depois, afirmou estar irritado porque Cezinha de Madureira considerava melhor que Vorcaro não comparecesse.</p>
<p>Ciro disse ao banqueiro que o convite havia partido do próprio “homem”, expressão utilizada no contexto da conversa em referência a Mendonça, mas que Cezinha discordava da presença. Outros registros mostram que Vorcaro recebeu convites para atividades do instituto e buscou diferentes caminhos para se aproximar do ministro durante 2024 e 2025.</p>
<p>Não está demonstrado que o empresário tenha comparecido ao evento em questão. O episódio, contudo, adiciona contexto ao encontro realizado no escritório do Iter em São Paulo em março de 2025, confirmado pelo gabinete de Mendonça. Naquela época, Vorcaro ainda não havia sido preso e o ministro não era relator das investigações do Banco Master.</p>
<h2>Novos diálogos alteram ambiente do julgamento em curso</h2>
<p>A divulgação desse material não muda automaticamente o objeto formal do julgamento iniciado nesta terça-feira. O Plenário analisa se os elementos reunidos pela Polícia Federal podem sustentar uma investigação relacionada a Alexandre de Moraes e enfrenta, paralelamente, a contestação da PGR sobre a validade da ordem que levou à identificação dos interlocutores de Vorcaro.</p>
<p>Politicamente e institucionalmente, porém, o ambiente mudou. Kassio Nunes Marques deixou a votação depois das revelações que atingem seu entorno. Toffoli já havia se declarado suspeito. Moraes não vota sobre a própria situação. Com três ministros fora, restam no máximo oito votos na deliberação.</p>
<p>Luiz Fux permaneceu no julgamento até a última atualização desta reportagem. As mensagens envolvendo seu filho não demonstram pagamento ou favorecimento judicial, mas passaram a integrar o debate sobre a possibilidade de magistrados com familiares citados no material participarem de uma decisão que envolve apenas um dos colegas mencionados no universo do caso Master.</p>
<p>O conjunto divulgado nesta terça também reforça uma constatação que ultrapassa as acusações específicas contra Moraes: Daniel Vorcaro cultivava canais de acesso a diferentes áreas do Supremo e ao entorno familiar, político e profissional de integrantes da Corte. Determinar se algum desses contatos ultrapassou os limites de relações sociais, comerciais ou institucionais exige análise individualizada e provas adicionais.</p>
<p>Essa distinção será decisiva para evitar que a amplitude da rede de relacionamentos seja confundida com demonstração automática de ilegalidade. As mensagens mostram acesso. Algumas mostram negociações. Outras fazem referência a valores. Documentos financeiros confirmam determinados pagamentos indiretos, enquanto outros permanecem apenas mencionados em conversas. A tarefa das investigações será estabelecer, em cada caso, onde termina a proximidade e começa uma operação que possa ter relevância criminal.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Supremo Tribunal Federal &#8211; andamento da sessão plenária de 15 de setembro de 2026 e informações processuais sobre a análise do material relacionado a Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes</em></p>
<p><em>UOL &#8211; mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro envolvendo Kassio Nunes Marques, Kevin Marques, Rodrigo Fux, Ciro Soares e pessoas do entorno de ministros do Supremo</em></p>
<p><em>Folha de S.Paulo &#8211; registros das conversas de Daniel Vorcaro com Rodrigo Fux e informações sobre os pagamentos da Consult Inteligência Tributária ao escritório de Kevin Marques</em></p>
<p><em>Folha de S.Paulo &#8211; informações sobre o afastamento de Kassio Nunes Marques da votação e as relações de familiares de ministros com pessoas e <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="339443">empresas</a> ligadas ao Banco Master</em></p>
<p><em>Conselho de Controle de Atividades Financeiras &#8211; informações reproduzidas em documentos e reportagens sobre movimentações da Consult Inteligência Tributária e pagamentos ao escritório de Kevin Marques</em></p>
<p><em>Gabinete do ministro André Mendonça &#8211; posicionamento sobre o encontro com Daniel Vorcaro em março de 2025 e a natureza da conversa mantida naquela ocasião</em></p>
<p><em>Fux Advogados &#8211; posicionamento sobre contatos entre Rodrigo Fux e Daniel Vorcaro e inexistência de contratação ou recebimento de valores do ex-banqueiro</em></p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content>
		
			</entry>
		<entry>
		<author>
			<name>Bianca Neri</name>
					</author>

		<title type="html"><![CDATA[Anthropic projeta PIB dos EUA em US$ 44,4 trilhões com avanço extremo da IA até 2030]]></title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://gazetamercantil.com/ia-pib-eua-44-trilhoes-2030-anthropic" />

		<id>https://gazetamercantil.com/?p=1531572</id>
		<updated>2026-09-15T15:32:56Z</updated>
		<published>2026-09-15T15:32:56Z</published>
		<category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Tecnologia" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Notícias" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Anthropic" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="automação" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="economia americana" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Inteligência Artificial" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="mercado de trabalho" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="PIB dos Estados Unidos" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="produtividade" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="salários" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="tecnologia" />
		<summary type="html"><![CDATA[<p>A inteligência artificial pode ampliar o PIB dos Estados Unidos para US$ 44,4 trilhões até 2030, segundo o cenário mais extremo de um modelo econômico desenvolvido pela Anthropic. O valor representa uma economia 32,4% maior do que seria sem o avanço da tecnologia, mas a expansão não seria distribuída de forma proporcional entre trabalhadores e [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></summary>

					<content type="html" xml:base="https://gazetamercantil.com/ia-pib-eua-44-trilhoes-2030-anthropic"><![CDATA[<p>A inteligência artificial pode ampliar o PIB dos Estados Unidos para US$ 44,4 trilhões até 2030, segundo o cenário mais extremo de um modelo econômico desenvolvido pela Anthropic. O valor representa uma <a class="wpil_keyword_link" title="Economia" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339441">economia</a> 32,4% maior do que seria sem o avanço da tecnologia, mas a expansão não seria distribuída de forma proporcional entre trabalhadores e proprietários do capital. No mesmo cenário, a participação do <a class="wpil_keyword_link" title="Trabalho" href="https://gazetamercantil.com/trabalho" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339440">trabalho</a> na renda nacional cairia para 45,2%, enquanto a parcela destinada ao capital subiria para 54,8%.</p>
<p>O estudo da empresa de inteligência artificial não apresenta esse resultado como uma previsão única. A ferramenta, denominada “Scenarios for our Economic Future”, simula três trajetórias para a economia americana até 2030, de acordo com hipóteses sobre capacidade dos sistemas de IA, velocidade de adoção pelas <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339442">empresas</a>, autonomia dos modelos, ganhos de produtividade e facilidade de recolocação dos trabalhadores.</p>
<p>Na hipótese considerada extrema, a tecnologia passa a executar grande parte das tarefas de trabalho intelectual e a adoção ocorre rapidamente. O PIB chegaria a US$ 44,4 trilhões, contra US$ 36,3 trilhões no cenário considerado substancial e US$ 34,1 trilhões no cenário modesto. Os valores são calculados a preços de 2025.</p>
<p>A diferença entre os dois cenários mais transformadores é de US$ 8,1 trilhões. Isso significa que a economia projetada no cenário extremo seria cerca de 22,3% maior do que no cenário substancial. A comparação mostra que, para a Anthropic, a velocidade e a profundidade da adoção da IA são determinantes para o tamanho do ganho econômico.</p>
<h2>Modelo coloca produtividade e emprego em trajetórias diferentes</h2>
<p>No cenário modesto, o PIB alcançaria US$ 34,1 trilhões, alta de 1,6% em relação a uma economia sem IA. Na hipótese substancial, chegaria a US$ 36,3 trilhões, avanço de 8,3%. Já na extrema, alcançaria US$ 44,4 trilhões, crescimento de 32,4%.</p>
<p>O salto não significa, porém, que a mesma proporção de riqueza chegaria aos salários. A própria estrutura do modelo mostra uma mudança progressiva na distribuição do produto entre trabalho e capital.</p>
<p>No cenário modesto, 59,4% do PIB seriam atribuídos ao trabalho e 40,6% ao capital. Na hipótese substancial, a participação do trabalho cairia para 56,1%, enquanto o capital ficaria com 43,9%. No cenário extremo, a relação se inverteria: 45,2% para o trabalho e 54,8% para o capital.</p>
<p>Entre o cenário modesto e o extremo, portanto, a participação do capital aumentaria 14,2 pontos percentuais. A parcela correspondente ao trabalho cairia 14,2 pontos. A Anthropic ressalta que isso não significa necessariamente queda nominal dos salários de todos os trabalhadores. O efeito agregado indica que uma parcela menor do crescimento econômico seria apropriada pelo fator trabalho.</p>
<p>A diferença é importante porque uma economia pode crescer rapidamente sem que a renda dos trabalhadores aumente na mesma velocidade. No modelo, alguns profissionais poderiam obter ganhos salariais relevantes com a utilização da IA, enquanto outros enfrentariam redução de demanda por suas competências.</p>
<h2>Trabalhadores de conhecimento são os mais expostos</h2>
<p>A principal ruptura projetada pelo modelo está no <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339439">mercado</a> de trabalho. A Anthropic divide as atividades econômicas em tarefas que podem ser automatizadas, tarefas que podem ser ampliadas pela IA e novas tarefas criadas pela própria tecnologia.</p>
<p>O efeito não seria uniforme entre as ocupações. Trabalhadores de conhecimento, como programadores e profissionais de atendimento, aparecem entre os grupos mais expostos à substituição de tarefas. Em cenários de transformação mais rápida, parte desses trabalhadores teria de migrar para ocupações com menor exposição à IA.</p>
<p>A própria ferramenta da Anthropic usa eletricistas e enfermeiros como exemplos de profissões para as quais trabalhadores deslocados poderiam migrar. A mudança, contudo, não seria automática: envolve formação, licenciamento profissional em algumas áreas, adaptação e tempo para encontrar uma nova colocação.</p>
<p>Dados recentes do Departamento de Trabalho dos EUA ajudam a dimensionar essa diferença. O Bureau of Labor Statistics projeta crescimento de 9% no emprego de eletricistas entre 2025 e 2035, com cerca de 75,9 mil novas vagas no período. Para enfermeiros registrados, a projeção é de alta de 6%, com aproximadamente 194,7 mil novos postos.</p>
<p>As duas ocupações também apresentam características distintas das funções cognitivas que podem ser automatizadas por software. Eletricistas trabalham diretamente com instalações físicas, equipamentos e infraestrutura. Enfermeiros executam atividades que envolvem atendimento presencial, cuidado clínico, comunicação com pacientes e tomada de decisões em ambientes físicos.</p>
<p>Isso não significa que essas profissões estejam protegidas da IA. O próprio modelo da Anthropic considera que sistemas inteligentes também podem assumir parte das tarefas realizadas por enfermeiros, como registro de sinais vitais, organização de suprimentos e apoio a planos de atendimento. Nesse caso, a tecnologia aumenta a produtividade do profissional sem necessariamente eliminar a ocupação.</p>
<h2>Demanda por eletricidade cria efeito adicional da IA</h2>
<p>A relação entre inteligência artificial e empregos físicos também aparece na infraestrutura necessária para sustentar os sistemas. O avanço de modelos de IA exige centros de dados, servidores, redes de transmissão e maior capacidade de geração e distribuição de eletricidade.</p>
<p>As projeções mais recentes do Bureau of Labor Statistics apontam que a adoção de IA e a expansão dos centros de dados devem contribuir para o aumento da demanda por eletricidade nos Estados Unidos. O órgão estima que quatro dos dez setores de crescimento mais rápido entre 2025 e 2035 serão impulsionados em grande medida pela demanda elétrica.</p>
<p>Nesse processo, a expansão da infraestrutura pode criar empregos justamente em segmentos menos suscetíveis à automação de software. O BLS projeta aumento de 9% para eletricistas, acima do crescimento de 3,5% previsto para o emprego total americano no período.</p>
<p>Esse contraste ajuda a explicar por que a transformação provocada pela IA não deve ser interpretada apenas como uma relação direta entre tecnologia e desemprego. A substituição de determinadas tarefas pode gerar demanda em outras áreas, inclusive fora do setor de tecnologia.</p>
<p>O problema econômico passa, então, pela velocidade da transição. Um trabalhador que perde sua ocupação e precisa adquirir uma nova qualificação não necessariamente consegue fazer essa mudança no mesmo ritmo em que a tecnologia reduz a demanda pela atividade anterior.</p>
<h2>Maioria dos americanos pesquisados prevê impacto menor</h2>
<p>A Anthropic também submeteu o modelo às expectativas de 10.980 americanos entrevistados em agosto. As perguntas abordaram a capacidade que os sistemas de IA deverão alcançar, o grau de adoção pelas empresas, a autonomia das máquinas, o aumento de produtividade e o tempo necessário para que trabalhadores deslocados encontrem outra ocupação.</p>
<p>As respostas medianas ficaram próximas do cenário substancial, e não do extremo. Segundo a empresa, as expectativas do respondente típico implicariam uma economia aproximadamente 10% maior em 2030 do que seria sem IA, com taxa de desemprego em torno de 5%.</p>
<p>A diferença entre essa percepção e a hipótese extrema é relevante. O cenário de US$ 44,4 trilhões exige uma combinação de avanço acelerado das capacidades dos sistemas, adoção ampla e rápida e ganhos expressivos de produtividade.</p>
<p>A pesquisa também mostrou que cerca de 10% dos participantes apresentaram expectativas compatíveis com o cenário extremo. Isso indica que uma parcela relevante dos entrevistados considera plausível uma transformação muito mais profunda, embora não seja o resultado predominante na amostra.</p>
<p>A Anthropic deixa claro que o modelo não representa um mapa completo da economia. Entre os fatores não incorporados estão possibilidades envolvendo robôs altamente capazes e outras mudanças que poderiam alterar a relação entre automação, capital e trabalho.</p>
<h2>Crescimento econômico não garante distribuição dos ganhos</h2>
<p>A principal conclusão econômica do estudo está na diferença entre produzir mais e distribuir melhor o resultado dessa produção.</p>
<p>No cenário extremo, o PIB seria US$ 10,3 trilhões superior ao cenário modesto. Mesmo assim, a parcela atribuída ao trabalho seria menor. O resultado mostra que ganhos de produtividade podem aumentar a riqueza total enquanto alteram a distribuição da renda entre trabalhadores e proprietários de ativos e tecnologias.</p>
<p>Esse efeito também muda a natureza do debate sobre IA. A questão não se limita à quantidade de empregos eliminados ou criados. Envolve quem captura o ganho de produtividade, quanto tempo trabalhadores levam para mudar de ocupação e quais setores absorvem a mão de obra deslocada.</p>
<p>A própria Anthropic vem tratando essa questão como uma agenda econômica. Em julho, a empresa anunciou um fundo de US$ 200 milhões para financiar pesquisas sobre formas de preparar trabalhadores e instituições para os efeitos econômicos da IA. Entre os temas definidos estão programas de transição profissional, modernização de mecanismos de proteção de renda e formas de ampliar a participação dos trabalhadores nos ganhos gerados pela tecnologia.</p>
<p>A existência dessas iniciativas não altera as hipóteses do modelo, mas evidencia que a própria empresa considera a distribuição dos benefícios uma questão distinta do simples aumento de produtividade.</p>
<h2>Transição profissional pode se tornar o principal gargalo</h2>
<p>Os dados do mercado de trabalho americano mostram que a economia já possui mecanismos de criação e substituição de ocupações. O Bureau of Labor Statistics projeta a criação líquida de 5,9 milhões de empregos entre 2025 e 2035, levando o total de 170,3 milhões para 176,2 milhões de postos.</p>
<p>A questão colocada pela Anthropic é diferente: uma transformação tecnológica acelerada pode alterar a composição das ocupações mais rapidamente do que os trabalhadores conseguem se adaptar.</p>
<p>Nesse contexto, a necessidade de formação passa a ter impacto macroeconômico. A migração de um programador para uma profissão técnica, por exemplo, não envolve apenas a existência de vagas. Pode exigir treinamento, certificação, mudança geográfica e período sem renda.</p>
<p>O risco é maior no cenário extremo porque a velocidade de substituição supera a capacidade de ajuste do mercado de trabalho. A consequência projetada é uma elevação significativa do desemprego entre trabalhadores de conhecimento, enquanto ocupações menos expostas à automação absorvem parte da mão de obra.</p>
<p>O estudo, portanto, apresenta dois números que precisam ser analisados em conjunto: US$ 44,4 trilhões de PIB e uma participação do trabalho de apenas 45,2%. O primeiro mede o potencial de expansão da economia; o segundo indica como essa expansão poderia ser distribuída.</p>
<p>Para empresas e governos, o resultado desloca parte da discussão da capacidade tecnológica para a capacidade de adaptação. Quanto mais rapidamente a IA for incorporada à produção, maior será a importância de mecanismos capazes de reduzir o intervalo entre a perda de uma ocupação e a entrada em outra.</p>
<p>A trajetória até 2030, contudo, permanece aberta. A própria Anthropic define seus três caminhos como cenários condicionados a hipóteses, e não como previsões determinísticas. O resultado efetivo dependerá da evolução dos modelos, da velocidade de adoção, da resposta das empresas, da disponibilidade de infraestrutura, das regras públicas e da capacidade dos trabalhadores de acompanhar a mudança tecnológica.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Anthropic &#8211; modelo Scenarios for our Economic Future, com projeções de PIB, produtividade, emprego, salários e distribuição entre trabalho e capital até 2030</em></p>
<p><em>Anthropic &#8211; Economic Futures Research Fund e agenda de pesquisas sobre impactos econômicos da inteligência artificial</em></p>
<p><em>U.S. Bureau of Labor Statistics &#8211; projeções de emprego e características das ocupações para 2025 a 2035</em></p>
<p><em>U.S. Bureau of Labor Statistics &#8211; Occupational Outlook Handbook de eletricistas e enfermeiros registrados</em></p>
<p><em>U.S. Bureau of Labor Statistics &#8211; projeções de emprego relacionadas à adoção de inteligência artificial e expansão da infraestrutura de computação</em></p>
<p><em>U.S. Bureau of Economic Analysis &#8211; estimativas de crescimento do PIB americano em 2025</em></p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content>
		
			</entry>
		<entry>
		<author>
			<name>Daniel Wicker</name>
							<uri>https://muckrack.com/daniel-i-wicker</uri>
						</author>

		<title type="html"><![CDATA[PSEC11 paga R$ 0,60 por cota e amplia exposição a CRIs]]></title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://gazetamercantil.com/psec11-dividendos-reduz-fiis-amplia-cris" />

		<id>https://gazetamercantil.com/?p=1531518</id>
		<updated>2026-09-15T15:07:26Z</updated>
		<published>2026-09-15T15:07:26Z</published>
		<category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Fundos Imobiliários" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Destaque" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Mercados" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Notícias" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Cris" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="dividendos" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Economia" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="FIIs" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="fundos imobiliários" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="mercado imobiliário" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="mercados" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Pátria Securities" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="PSEC11" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="RBRX11" />
		<summary type="html"><![CDATA[<p>O Pátria Securities (PSEC11) vai distribuir R$ 0,60 por cota aos investidores em 16 de setembro, referente ao ciclo de agosto de 2026. A data-base foi 9 de setembro, quando o fundo registrava cota de R$ 52,60 e o rendimento correspondia a 1,14% do valor de mercado. Com o novo pagamento, o fundo mantém pelo [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></summary>

					<content type="html" xml:base="https://gazetamercantil.com/psec11-dividendos-reduz-fiis-amplia-cris"><![CDATA[<p>O Pátria Securities (PSEC11) vai distribuir R$ 0,60 por cota aos investidores em 16 de setembro, referente ao ciclo de agosto de 2026. A data-base foi 9 de setembro, quando o fundo registrava cota de R$ 52,60 e o rendimento correspondia a 1,14% do valor de <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339397">mercado</a>. Com o novo pagamento, o fundo mantém pelo segundo mês consecutivo a distribuição de R$ 0,60 por cota, enquanto a carteira passa por uma redução do número de fundos imobiliários e por uma ampliação gradual da exposição direta a certificados de recebíveis imobiliários (CRIs).</p>
<p>O valor anunciado para setembro também representa estabilidade em relação ao pagamento realizado em agosto, quando foram distribuídos R$ 0,60 por cota com data-base em 10 de agosto. Antes disso, o PSEC11 havia pago R$ 0,55 por cota em julho e em junho. Em abril, o rendimento havia sido de R$ 0,65 por cota. A sequência mostra que o atual patamar de distribuição ficou acima do observado no segundo trimestre, mas abaixo dos R$ 0,65 pagos em três dos primeiros meses de 2026.</p>
<p>A partir dos valores registrados ao longo do ano, o PSEC11 acumulou R$ 5,45 por cota em rendimentos de janeiro a setembro. Em 12 meses, a soma chega a R$ 7,50 por cota, segundo o histórico de proventos do fundo. Na comparação com os R$ 6,35 distribuídos ao longo de 2025, o total de 2026 já supera o volume do ano anterior, embora a comparação anual ainda não seja concluída em setembro.</p>
<h2>Distribuição avança em meio à mudança de estratégia</h2>
<p>A manutenção do rendimento em R$ 0,60 ocorre enquanto o fundo executa uma estratégia de reorganização do portfólio. O relatório gerencial referente a julho mostra que o número de posições em outros FIIs caiu de 78 em junho para 74 no encerramento daquele mês. No início do processo de rotação, eram 118 posições, e a administração trabalha com a meta de chegar a uma carteira de aproximadamente 40 a 50 FIIs até o fim de 2026.</p>
<p>A mudança não significa simplesmente uma redução do patrimônio aplicado no segmento imobiliário. O objetivo descrito pela gestão é alterar a composição dos ativos, liberando recursos de posições em FIIs para direcioná-los progressivamente a operações de crédito. Desde março, aproximadamente R$ 270 milhões haviam sido destravados por meio dessa rotação.</p>
<p>Em julho, uma das principais movimentações foi o reforço de R$ 10,3 milhões na posição do CRI Cone Refri. O ativo, que já fazia parte da carteira, apresenta remuneração de IPCA mais 11,5% ao ano e vencimento previsto para dezembro de 2030. O fundo também destinou R$ 18,9 milhões ao MGRI11, operação relacionada ao pagamento da última parcela do ativo Hospital da Bahia, locado à Dasa.</p>
<p>Na outra ponta, houve redução de R$ 11,3 milhões na posição de MCLO11 e a venda integral da posição de R$ 12 milhões mantida em XPML11. As operações ajudam a explicar por que a carteira do PSEC11 vem se afastando do modelo mais concentrado em fundos imobiliários listados e ampliando a participação de crédito direto.</p>
<p>Ao final de julho, os CRIs representavam 21,6% do patrimônio líquido do fundo, enquanto o caixa correspondia a 9,4%. Somados, os dois blocos representavam 31% do patrimônio. Os FIIs ainda respondiam por 68,9% dos recursos, mas a proporção tende a diminuir à medida que a gestão execute a estratégia de rotação prevista para o restante do ano.</p>
<h2>Resultado recorrente dá suporte ao dividendo</h2>
<p>Os números operacionais de julho ajudam a dimensionar a capacidade do fundo de manter a distribuição de R$ 0,60 por cota. Naquele mês, o PSEC11 registrou resultado final de R$ 11,453 milhões, equivalentes a R$ 0,62 por cota, enquanto o FFO, indicador associado ao fluxo operacional disponível, chegou a R$ 14,229 milhões ou R$ 0,77 por cota.</p>
<p>A composição desse resultado mostra a diversificação crescente das fontes de receita. Os rendimentos provenientes de FIIs somaram aproximadamente R$ 9,7 milhões, enquanto juros e correção monetária dos CRIs responderam por R$ 4,1 milhões. As aplicações de caixa acrescentaram cerca de R$ 1,2 milhão, diante de despesas recorrentes de R$ 855 mil.</p>
<p>O resultado também foi afetado negativamente pela rotação da carteira. As vendas de FIIs produziram um efeito extraordinário de aproximadamente R$ 2,7 milhões negativos, equivalente a R$ 0,15 por cota. O impacto não recorrente reduziu o resultado contábil, mas não impediu que o fundo mantivesse a distribuição estabelecida para o terceiro trimestre.</p>
<p>Outro indicador relevante é a reserva de resultados. Ao final de julho, a gestão apontava uma reserva de R$ 0,18 por cota, após retenção de R$ 0,02 por cota. A existência dessa reserva oferece uma margem financeira para a manutenção dos rendimentos, embora não constitua garantia de que o valor distribuído permanecerá inalterado nos meses seguintes.</p>
<h2>PSEC11 mira maior participação em crédito</h2>
<p>A estratégia de longo prazo desenhada pela gestão prevê elevar para cerca de 50% do patrimônio a parcela associada à estratégia de carrego, especialmente por meio de crédito. Outra fatia, estimada em cerca de 20%, seria destinada a teses de ganho de capital, enquanto entre 20% e 30% ficariam reservados para oportunidades no mercado secundário e originações primárias.</p>
<p>Os dados de julho indicam que essa transformação ainda estava em andamento. Naquele momento, 46,3% da carteira estavam associados à estratégia de carrego, 47,9% ao segmento oportunístico e 5,8% a ganho de capital. O avanço da exposição direta a CRIs é, portanto, uma das principais ferramentas usadas pela gestão para aproximar o portfólio da composição pretendida.</p>
<p>A consequência financeira é uma mudança gradual no perfil de geração de renda. Em vez de depender predominantemente dos rendimentos distribuídos por outros FIIs, o fundo amplia a parcela de receitas associadas aos juros e à correção de recebíveis. Em julho, os CRIs já respondiam por R$ 4,1 milhões do FFO, enquanto as aplicações financeiras acrescentavam outra parcela relevante à geração de caixa.</p>
<p>Essa transição também ajuda a contextualizar a estabilidade do rendimento em R$ 0,60. O valor distribuído em setembro não indica, isoladamente, uma expansão da remuneração por cota. Ele ocorre em paralelo à mudança da fonte de resultados e à utilização de reservas e ganhos operacionais para sustentar o nível de distribuição durante a reorganização do portfólio.</p>
<h2>Possível consolidação com RBRX11 permanece no radar</h2>
<p>Além da rotação interna dos ativos, o fundo avalia uma possível consolidação com o RBRX11. A alternativa consta do relatório gerencial de julho e dependeria das aprovações necessárias para avançar. A operação faria parte de uma reorganização mais ampla da plataforma de fundos multiestratégia administrada pela gestão.</p>
<p>Segundo as informações do relatório, o veículo resultante poderia alcançar patrimônio líquido combinado superior a R$ 2,7 bilhões. A eventual operação, contudo, não aparece como uma conclusão já efetivada: trata-se de uma possibilidade ainda condicionada às etapas formais e às aprovações aplicáveis.</p>
<p>O tamanho do PSEC11 também mudou ao longo desse processo. O relatório de julho registrou patrimônio líquido de aproximadamente R$ 1,33 bilhão e valor patrimonial por cota correspondente a uma relação preço/valor patrimonial de 0,75 vez. No mesmo mês, a cota de mercado recuou 4%, enquanto o IFIX caiu 0,3%, movimento que ampliou a diferença entre o preço de negociação e o valor patrimonial do fundo.</p>
<p>Para o investidor que receberá o próximo rendimento, o evento imediato é a distribuição de R$ 0,60 por cota em 16 de setembro. O direito ao pagamento ficou estabelecido para quem estava posicionado no fundo ao fim do pregão de 9 de setembro. A partir da data-base, as negociações posteriores das cotas não alteram o direito ao rendimento já definido.</p>
<p>A distribuição mantém, portanto, o patamar de remuneração estabelecido pela administração para o terceiro trimestre, enquanto a estratégia do fundo se desloca gradualmente de uma carteira ampla de FIIs para uma estrutura com maior participação de crédito direto. O desempenho futuro do rendimento dependerá da capacidade de essa nova composição gerar resultados recorrentes suficientes para sustentar as distribuições planejadas.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Pátria Real Estate &#8211; central de documentos e informações oficiais do PSEC11</em></p>
<p><em>PSEC11 &#8211; aviso aos cotistas de 9 de setembro de 2026 sobre rendimentos e amortizações</em></p>
<p><em>PSEC11 &#8211; relatório gerencial referente a julho de 2026, com composição da carteira, resultado, estratégia de rotação e possível consolidação com o RBRX11</em></p>
<p><em>PSEC11 &#8211; histórico de rendimentos e pagamentos de 2026, incluindo data-base de 9 de setembro e distribuição de R$ 0,60 por cota</em></p>
<p><em>B3 &#8211; informações de mercado e calendário de distribuição de rendimentos de fundos imobiliários</em></p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content>
		
			</entry>
		<entry>
		<author>
			<name>Maria Helena Costa</name>
					</author>

		<title type="html"><![CDATA[Empréstimo pessoal sobe para 8,66% ao mês em setembro, aponta Procon-SP]]></title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://gazetamercantil.com/taxa-emprestimo-pessoal-sobe-setembro-juros" />

		<id>https://gazetamercantil.com/?p=1531569</id>
		<updated>2026-09-15T14:08:35Z</updated>
		<published>2026-09-15T14:08:35Z</published>
		<category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Economia" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Destaque" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Notícias" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Banco do Brasil" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Bradesco" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="cheque especial" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="crédito" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="empréstimo pessoal" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="juros" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Procon-SP" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Selic" />
		<summary type="html"><![CDATA[<p>A taxa média máxima cobrada pelos seis bancos acompanhados pelo Procon-SP no empréstimo pessoal subiu de 8,23% para 8,66% ao mês em setembro, retomando a trajetória de alta depois da redução registrada em agosto. Na comparação com o mês anterior, o avanço foi de 0,43 ponto percentual, enquanto a taxa equivalente anual passou de 158,42% [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></summary>

					<content type="html" xml:base="https://gazetamercantil.com/taxa-emprestimo-pessoal-sobe-setembro-juros"><![CDATA[<p>A taxa média máxima cobrada pelos seis bancos acompanhados pelo Procon-SP no empréstimo pessoal subiu de 8,23% para 8,66% ao mês em setembro, retomando a trajetória de alta depois da redução registrada em agosto. Na comparação com o mês anterior, o avanço foi de 0,43 ponto percentual, enquanto a taxa equivalente anual passou de 158,42% para 170,87%.</p>
<p>A pesquisa considera as taxas máximas pré-fixadas oferecidas a clientes pessoa física não preferenciais, independentemente do canal de contratação. Para o empréstimo pessoal, o levantamento adota como referência contratos com prazo de 12 meses. Os dados foram coletados em 1º de setembro de 2026.</p>
<p>A elevação da média foi concentrada em duas instituições. O Bradesco (BBDC4) aumentou a taxa de 7,47% para 9,79% ao mês, alta de 2,32 pontos percentuais, enquanto o Banco do Brasil (BBAS3) passou de 7,20% para 7,43%, avanço de 0,23 ponto percentual. Caixa Econômica Federal, Itaú, Safra e Santander mantiveram os percentuais observados no mês anterior.</p>
<p>O movimento ocorre mesmo depois do início de um ciclo de redução da taxa básica de juros. Em agosto, o Comitê de <a class="wpil_keyword_link" title="Política" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339435">Política</a> Monetária (Copom) levou a Selic para 14% ao ano, segundo o histórico oficial do Banco Central. A queda do juro básico, porém, não se traduz automaticamente em redução das taxas cobradas no crédito às famílias.</p>
<h2>Diferença entre bancos chega a 2,74 pontos percentuais</h2>
<p>A comparação entre as seis instituições mostra uma dispersão relevante no custo do crédito. Em setembro, a menor taxa do levantamento é a do Safra, de 7,25% ao mês, enquanto a maior permanece com o Santander, em 9,99%. A diferença entre os extremos é de 2,74 pontos percentuais.</p>
<p>O Banco do Brasil aparece com 7,43% ao mês. A Caixa Econômica Federal está em 8,01%, enquanto o Itaú mantém 9,49%. O Bradesco, após o reajuste, passou a cobrar 9,79% na taxa máxima considerada pelo levantamento.</p>
<p>Essa amplitude significa que a escolha da instituição pode alterar de forma significativa o custo final de uma operação. A diferença não decorre apenas do patamar médio do <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339434">mercado</a>, mas também das condições específicas de cada banco e do perfil de risco atribuído ao cliente.</p>
<p>Como o Procon-SP trabalha com taxas máximas para clientes não preferenciais, os percentuais não devem ser interpretados como uma taxa universal aplicada a todos os consumidores. A taxa efetivamente contratada pode variar conforme relacionamento bancário, análise de crédito, modalidade, prazo e outras condições da operação.</p>
<p>A metodologia utilizada pelo órgão segue a mesma estrutura das pesquisas anteriores. O levantamento reúne Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Itaú, Safra e Santander e compara as taxas máximas pré-fixadas vigentes na data da coleta.</p>
<h2>Alta do Bradesco explica a maior parte da elevação</h2>
<p>O reajuste do Bradesco foi o principal fator de pressão sobre a média de setembro. A taxa subiu 31,06% em termos relativos, de 7,47% para 9,79% ao mês. Em pontos percentuais, a alteração foi de 2,32 pontos.</p>
<p>O aumento do Banco do Brasil foi bem menor. A taxa avançou de 7,20% para 7,43%, uma elevação de 3,19% na comparação relativa.</p>
<p>Os demais quatro bancos não alteraram suas taxas no período, segundo o levantamento. Com isso, a maior parte da mudança da média mensal de 8,23% para 8,66% pode ser associada aos reajustes dessas duas instituições, especialmente ao do Bradesco.</p>
<p>A diferença entre os dois movimentos também ajuda a explicar por que a média avançou mesmo sem uma mudança generalizada das condições nas seis instituições. Em uma amostra pequena, alterações relevantes em uma única instituição têm peso significativo sobre o resultado agregado.</p>
<p>O comportamento também contrasta com a trajetória observada em determinados momentos de 2026. Em junho, por exemplo, a média do empréstimo pessoal pesquisada pelo Procon-SP estava em 8,36% ao mês. Naquele mês, o Banco do Brasil havia elevado sua taxa de 7,29% para 7,43%, enquanto o Bradesco reduziu a sua de 9,50% para 8,02%.</p>
<h2>Custo anual supera 170% na taxa equivalente</h2>
<p>A taxa de 8,66% ao mês corresponde a uma taxa efetiva equivalente de 170,87% ao ano. O resultado é obtido pela capitalização mensal da taxa, e não pela simples multiplicação de 8,66% por 12.</p>
<p>O cálculo evidencia o efeito dos juros compostos sobre uma dívida de prazo mais longo. Para uma operação hipotética de R$ 10 mil em 12 meses, utilizando exclusivamente a taxa mensal de 8,66% e supondo prestações fixas sem considerar outros encargos, a parcela ficaria em torno de R$ 1.373. Ao fim das 12 prestações, o desembolso chegaria a aproximadamente R$ 16,47 mil, dos quais cerca de R$ 6,47 mil corresponderiam a juros.</p>
<p>Esse exemplo é apenas uma simulação matemática da taxa pesquisada e não representa necessariamente uma oferta disponível ao consumidor. O custo de uma operação real depende também do contrato e de outros componentes, como tributos e tarifas eventualmente aplicáveis.</p>
<p>Ainda assim, a conta ajuda a dimensionar a diferença entre a taxa mensal e seu efeito acumulado. A taxa equivalente anual de 170,87% mostra por que pequenas variações mensais podem representar diferenças relevantes no custo final quando aplicadas por vários meses.</p>
<h2>Cheque especial permanece no teto de 8% ao mês</h2>
<p>Enquanto o empréstimo pessoal ficou mais caro, a taxa média do cheque especial permaneceu em 8% ao mês, mesmo percentual verificado nos levantamentos anteriores para praticamente toda a amostra.</p>
<p>O limite de 8% ao mês para a cobrança de juros do cheque especial de pessoas físicas foi estabelecido pelo Banco Central e passou a vigorar em janeiro de 2020. O Procon-SP utiliza essa referência em seus levantamentos da modalidade.</p>
<p>A estabilidade no cheque especial não significa, porém, que essa modalidade seja mais barata do que o empréstimo pessoal em qualquer situação. O custo efetivo depende do tempo de utilização e da forma como o consumidor mantém o saldo devedor.</p>
<p>A própria estrutura das pesquisas evidencia uma diferença importante: o cheque especial é analisado com referência a 30 dias, enquanto o empréstimo pessoal utiliza contrato de 12 meses. Por isso, a comparação direta entre as duas taxas exige cuidado.</p>
<p>O Procon-SP mantém levantamentos de juros e tarifas com o objetivo de ampliar a informação disponível para que o consumidor possa comparar as condições de mercado. O órgão também mantém materiais específicos de orientação financeira e de prevenção ao endividamento.</p>
<h2>Queda da Selic não chega automaticamente ao crédito</h2>
<p>A alta do empréstimo pessoal ocorre em uma fase na qual a taxa básica de juros já começou a recuar. O histórico do Banco Central registra redução da Selic de 15% ao ano no início de 2026 para 14,75% em março, 14,50% em abril, 14,25% em junho e 14% a partir de agosto.</p>
<p>O movimento demonstra que a taxa cobrada do consumidor não acompanha necessariamente, de forma imediata ou proporcional, a variação da Selic. Entre a política monetária e o custo final de uma operação de crédito existem outros componentes, como risco de inadimplência, custos de captação, despesas operacionais, perfil do cliente e margem financeira da instituição.</p>
<p>No caso da pesquisa de setembro, a divergência fica particularmente clara: enquanto a taxa básica estava em trajetória de queda, dois dos seis bancos pesquisados elevaram as taxas máximas do empréstimo pessoal.</p>
<p>A redução da Selic também não elimina a necessidade de avaliar o custo efetivo de cada contrato. Para o consumidor, a taxa anunciada é apenas um dos elementos da operação, e a comparação entre propostas deve considerar o valor total a pagar e as condições específicas do financiamento.</p>
<h2>Crédito consignado pode ter custo menor em situações específicas</h2>
<p>O próprio Procon-SP aponta que determinadas modalidades podem oferecer condições mais favoráveis que o empréstimo pessoal convencional. Entre elas estão operações consignadas destinadas a segmentos específicos, nas quais o pagamento das parcelas é associado diretamente à remuneração ou ao benefício do tomador.</p>
<p>Em levantamentos anteriores, o órgão destacou que as modalidades de crédito consignado apresentavam taxas inferiores às observadas no empréstimo pessoal. A comparação, entretanto, precisa levar em conta que são produtos com regras, públicos e mecanismos de pagamento diferentes.</p>
<p>Para consumidores que tenham acesso a consignado por vínculo empregatício, benefício previdenciário ou outra condição elegível, a alternativa pode reduzir o custo da dívida. O mesmo vale para clientes que tenham possibilidade de substituir uma dívida já existente por uma linha com juros mais baixos.</p>
<p>A orientação do Procon-SP é evitar a contratação impulsiva e comparar as condições antes de assumir uma nova obrigação financeira. Em caso de dúvida sobre uma dívida já contratada, o consumidor também pode solicitar à instituição financeira a planilha detalhada de evolução do débito. O direito à informação sobre os valores cobrados está previsto no Código de Defesa do Consumidor.</p>
<p>A combinação entre juros elevados, prazo de pagamento e composição das parcelas pode alterar de forma substancial o custo de uma operação. Por isso, a diferença de 2,74 pontos percentuais entre a menor e a maior taxa da pesquisa de setembro é relevante para a comparação de ofertas, especialmente em empréstimos com prazo mais longo.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Procon-SP &#8211; pesquisa de taxas de juros de empréstimo pessoal e cheque especial, com dados coletados em setembro de 2026</em></p>
<p><em>Procon-SP &#8211; metodologia e série de pesquisas de taxas de juros para pessoa física</em></p>
<p><em>Banco Central do Brasil &#8211; histórico das taxas Selic e decisões do Copom em 2026</em></p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content>
		
			</entry>
		<entry>
		<author>
			<name>Júlia Campos</name>
					</author>

		<title type="html"><![CDATA[STF julga caso Moraes-Vorcaro enquanto ministro acusa Mendonça de investigação ilegal]]></title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://gazetamercantil.com/stf-julga-caso-moraes-vorcaro-investigacao-mendonca" />

		<id>https://gazetamercantil.com/?p=1531573</id>
		<updated>2026-09-15T13:47:43Z</updated>
		<published>2026-09-15T13:47:43Z</published>
		<category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Política" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Destaque" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Notícias" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Alexandre de Moraes" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="André Mendonça" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Banco Master" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Daniel Vorcaro" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Edson Fachin" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Polícia Federal" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Procuradoria-Geral da República" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="STF" />
		<summary type="html"><![CDATA[<p>O ministro Alexandre de Moraes afirmou que atos de investigação determinados por André Mendonça no caso envolvendo Daniel Vorcaro foram adotados de maneira “inconstitucional e ilegal” e negou ter praticado qualquer medida para favorecer o ex-controlador do Banco Master. A manifestação foi encaminhada ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, antes da sessão [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></summary>

					<content type="html" xml:base="https://gazetamercantil.com/stf-julga-caso-moraes-vorcaro-investigacao-mendonca"><![CDATA[<p>O ministro Alexandre de Moraes afirmou que atos de investigação determinados por André Mendonça no caso envolvendo Daniel Vorcaro foram adotados de maneira “inconstitucional e ilegal” e negou ter praticado qualquer medida para favorecer o ex-controlador do Banco Master. A manifestação foi encaminhada ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, antes da sessão extraordinária iniciada na manhã desta terça-feira (15), na qual o Plenário passou a examinar a validade das providências que resultaram no relatório produzido pela Polícia Federal e os possíveis desdobramentos dos elementos encontrados no material apreendido de Vorcaro.</p>
<p>O estágio processual é anterior a qualquer julgamento de responsabilidade criminal de Moraes. O Supremo não está decidindo nesta sessão se o ministro cometeu crime, deve ser condenado ou responde definitivamente pelos fatos descritos no relatório. Uma das primeiras questões colocadas diante do Plenário é se as diligências determinadas por Mendonça e o material produzido a partir delas são juridicamente válidos. Caso a Corte supere a discussão sobre nulidade, poderá avançar para outra questão: saber se existem elementos suficientes para justificar a abertura ou o prosseguimento de uma investigação especificamente voltada às condutas atribuídas a Moraes. Até a última atualização desta reportagem, não havia resultado final proclamado.</p>
<p>A resposta apresentada por Moraes representa sua contestação mais detalhada desde que o relatório da PF passou a associá-lo a comunicações de Vorcaro. O ministro trabalha com duas linhas principais. A primeira é processual: sustenta que Mendonça não poderia ter determinado atos investigativos que atingiram outro integrante do Supremo sem provocação da Procuradoria-Geral da República, pedido específico da Polícia Federal ou autorização do colegiado competente. A segunda ataca as próprias evidências e afirma que parte das conclusões foi construída a partir de textos encontrados no celular de Vorcaro sem demonstração técnica suficiente de que tenham sido efetivamente enviados a Moraes.</p>
<p>Moraes também atribuiu a condução do caso a interesses político-eleitorais e falou em tentativa de “vingança”. Essas afirmações representam a posição do próprio ministro e não uma conclusão estabelecida pelo processo. Mendonça, por sua vez, defende que as providências adotadas foram necessárias diante do aparecimento de referências a autoridades no material investigado e afirma ter atuado para preservar o sigilo e a integridade das apurações.</p>
<h2>STF julga primeiro a validade dos atos que produziram o relatório</h2>
<p>A Petição 16.662 chegou ao Plenário depois de uma sequência de decisões que provocou divergências dentro do próprio Supremo. O procedimento teve André Mendonça como relator em sua fase inicial e reuniu elementos produzidos pela Polícia Federal a partir de dados relacionados a Daniel Vorcaro. Quando as informações passaram a alcançar outros integrantes de instituições de cúpula, entre eles um ministro do STF, surgiram questionamentos sobre a competência de Mendonça para determinar determinadas diligências e sobre os limites da atuação judicial durante uma investigação criminal.</p>
<p>A Procuradoria-Geral da República questionou a validade do procedimento que levou à produção do relatório. Um dos argumentos é que diligências direcionadas à identificação de interlocutores de Vorcaro acabaram produzindo elementos contra Moraes sem que houvesse iniciativa do Ministério Público para investigá-lo. A controvérsia envolve o sistema acusatório, segundo o qual as funções de investigar, acusar e julgar devem permanecer separadas.</p>
<p>Por isso, a eventual investigação de Moraes não é o único nem necessariamente o primeiro ponto a ser resolvido. O Plenário precisa decidir se a requisição que deu origem ao material da PF foi válida e quais consequências decorreriam de uma eventual irregularidade. Se acolher a tese de nulidade, a Corte terá de estabelecer quais elementos são atingidos e se alguma informação obtida de maneira independente poderá ser preservada. Se considerar válido o procedimento, o caminho fica aberto para analisar a suficiência dos indícios reunidos contra o ministro.</p>
<p>Também fazem parte da crise institucional medidas adotadas por Mendonça contra integrantes da cúpula da Polícia Federal, posteriormente suspensas por Fachin diante de decisões conflitantes surgidas no próprio Supremo. O processo, portanto, chegou ao Plenário com um objeto mais amplo do que simplesmente responder se Moraes será ou não investigado.</p>
<h2>Fachin assumiu o caso após disputa interna no Supremo</h2>
<p>As decisões de Mendonça haviam começado a ser submetidas à Segunda Turma. Na sessão virtual extraordinária de 8 de setembro, o então relator votou pela confirmação das providências adotadas e foi acompanhado por Luiz Fux e Nunes Marques. O julgamento, entretanto, foi interrompido por um pedido de vista de Gilmar Mendes, em meio a questionamentos sobre a competência da Turma para decidir um caso que já provocava repercussões institucionais em toda a Corte.</p>
<p>Com o agravamento da disputa, Edson Fachin assumiu a condução da Petição 16.662 e levou a controvérsia ao Plenário. A sessão desta terça-feira ocorre, portanto, depois de uma fase anterior de análise na Segunda Turma que não chegou a uma conclusão definitiva.</p>
<p>Como presidente e responsável pela condução atual do caso, Fachin apresenta o relatório e delimita as questões submetidas aos ministros. A ordem dos temas é relevante porque a eventual declaração de nulidade das diligências pode alterar ou até impedir o exame de parte do conteúdo produzido pela Polícia Federal. Somente depois da solução dessas preliminares o colegiado poderá avançar sobre a existência de base jurídica para novas providências contra Moraes.</p>
<p>O resultado também terá importância para casos futuros. O Supremo deverá indicar qual procedimento deve ser seguido quando uma investigação criminal em curso encontra elementos relacionados a um integrante da própria Corte, especialmente em situações nas quais o ministro não era inicialmente alvo da apuração.</p>
<h2>Moraes diz que não há mensagem sua sobre operação policial</h2>
<p>No mérito das suspeitas, Moraes afirma que o relatório não apresenta mensagem de sua autoria demonstrando favorecimento, consultoria jurídica ou conhecimento antecipado de operação policial. Segundo sua manifestação, parte das conclusões atribuídas à investigação teria sido construída a partir de anotações encontradas no aparelho de Vorcaro, sem comprovação suficiente de que determinados conteúdos tenham efetivamente chegado ao ministro.</p>
<p>A distinção é relevante do ponto de vista probatório. Uma anotação armazenada em um telefone demonstra que seu proprietário produziu ou guardou determinado texto, mas não necessariamente comprova que ele tenha sido enviado a uma pessoa mencionada no conteúdo. A reconstrução de uma comunicação exige elementos capazes de identificar o remetente, o destinatário, o momento do envio e, dependendo da natureza da prova, registros técnicos que confirmem a transmissão.</p>
<p>Moraes também afirma que nunca julgou processos envolvendo Daniel Vorcaro ou o Banco Master e nega ter adotado qualquer ato funcional destinado a beneficiar o empresário. O ministro contesta ainda a hipótese de ter antecipado informações relacionadas à Operação Compliance Zero, responsável pela prisão do ex-banqueiro.</p>
<p>Um dos argumentos utilizados em sua defesa é o próprio resultado da operação. Vorcaro foi preso no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, quando se preparava para embarcar, e estava com seu passaporte verdadeiro e com o telefone celular posteriormente apreendido pela Polícia Federal. Moraes sustenta que esse comportamento não seria compatível com a hipótese de que o empresário tivesse recebido antecipadamente informações suficientes para escapar da ação policial ou destruir provas.</p>
<h2>Mendonça afirma que cautela buscava proteger a investigação</h2>
<p>André Mendonça apresentou sua própria manifestação à Presidência do STF e defendeu as medidas que adotou durante o procedimento. Um dos episódios questionados envolve sua decisão de tratar diretamente com delegados que atuavam na investigação depois que o material passou a mencionar Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, e Paulo Gonet, procurador-geral da República.</p>
<p>Segundo Mendonça, a presença de referências a autoridades situadas no topo das instituições exigia cautela adicional para evitar a circulação indevida das informações. O ministro afirma que a medida não significava imputar crimes ao diretor-geral da PF ou ao procurador-geral, mas preservar o sigilo enquanto os investigadores tentavam compreender o significado dos registros atribuídos a Vorcaro.</p>
<p>Essa versão se contrapõe diretamente à apresentada por Moraes. Para ele, as diligências mostram que Mendonça conduziu uma investigação sobre outro ministro do Supremo sem respeitar o procedimento necessário. Para Mendonça, as providências decorreram naturalmente do material encontrado durante uma apuração legítima sobre a rede de influência atribuída ao ex-controlador do Banco Master.</p>
<p>É essa divergência que transforma a discussão processual em elemento central do julgamento. O Plenário precisa estabelecer até onde um relator pode avançar quando encontra indícios relacionados a uma autoridade com prerrogativa de foro e em que momento a investigação deve ser interrompida para que o Ministério Público ou o colegiado autorize os passos seguintes.</p>
<h2>Prisão de Vorcaro vira argumento contra hipótese de vazamento</h2>
<p>A prisão de Daniel Vorcaro ocupa espaço importante na manifestação apresentada por Moraes. O ministro argumenta que o sucesso da Operação Compliance Zero enfraquece a tese de que informações sigilosas tenham sido repassadas de forma útil ao empresário. Além de ser preso antes de embarcar, Vorcaro perdeu o controle sobre o aparelho que acabaria fornecendo aos investigadores uma grande quantidade de mensagens, documentos e anotações utilizadas nos desdobramentos do caso.</p>
<p>Para Moraes, se tivesse ocorrido um aviso antecipado capaz de revelar a existência de uma operação ou de uma ordem judicial, seria esperado que o ex-banqueiro adotasse medidas para evitar a prisão ou para impedir que seu principal telefone fosse apreendido. O ministro classifica como ilógica a hipótese de favorecimento diante do resultado concreto da ação policial.</p>
<p>O argumento, entretanto, é parte da defesa e não resolve sozinho a questão. Uma eventual investigação teria justamente a função de estabelecer se ocorreram contatos, qual foi seu conteúdo, quando aconteceram e se houve transmissão de alguma informação protegida por sigilo. A apreensão do telefone demonstra que Vorcaro não evitou a operação, mas não é suficiente, isoladamente, para esclarecer todas as comunicações anteriores.</p>
<h2>Plenário pode decidir se apuração contra Moraes deve avançar</h2>
<p>Superada a discussão sobre a validade das diligências, o STF poderá avaliar se o conteúdo que permanecer juridicamente aproveitável apresenta elementos suficientes para justificar uma investigação contra Moraes. Esse exame não corresponde a um julgamento de culpa. A abertura de uma apuração permitiria novas perícias, depoimentos, análise de registros digitais e outras diligências destinadas justamente a confirmar ou afastar as hipóteses levantadas.</p>
<p>Se o Plenário concluir que não existem indícios mínimos ou que o material não pode ser utilizado, o caminho poderá ser o arquivamento desse eixo da apuração. Se entender que as informações justificam aprofundamento, será necessário definir de que forma a investigação deverá tramitar, quem será responsável por sua condução e quais garantias processuais deverão ser observadas.</p>
<p>O estágio atual, portanto, é de julgamento em andamento sobre questões preliminares e sobre o destino da apuração, e não de julgamento criminal de Alexandre de Moraes. O ministro apresentou sua defesa antes da sessão, Mendonça justificou as decisões que tomou e a PGR questiona a validade de parte do procedimento. Cabe agora ao Plenário estabelecer quais elementos permanecem válidos e, a partir dessa definição, decidir se existe fundamento para que as suspeitas relacionadas a Moraes sejam formalmente aprofundadas.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Supremo Tribunal Federal &#8211; andamento da Petição 16.662, registros do julgamento iniciado na Segunda Turma e inclusão do processo na sessão extraordinária do Tribunal Pleno em 15 de setembro de 2026</em></p>
<p><em>Edson Fachin &#8211; decisões da Presidência do Supremo Tribunal Federal sobre a condução da Petição 16.662 e submissão das controvérsias ao Plenário</em></p>
<p><em>Alexandre de Moraes &#8211; manifestação apresentada à Presidência do Supremo Tribunal Federal sobre a legalidade das diligências e as informações atribuídas a Daniel Vorcaro</em></p>
<p><em>André Mendonça &#8211; manifestação sobre as providências adotadas durante a apuração e as cautelas determinadas em relação às informações produzidas pela Polícia Federal</em></p>
<p><em>Procuradoria-Geral da República &#8211; questionamentos sobre a validade da requisição que originou o relatório da Polícia Federal e seus possíveis efeitos processuais</em></p>
<p><em>Polícia Federal &#8211; relatório produzido a partir dos elementos relacionados a Daniel Vorcaro e submetido à análise do Supremo Tribunal Federal</em></p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content>
		
			</entry>
		<entry>
		<author>
			<name>Júlia Campos</name>
					</author>

		<title type="html"><![CDATA[Zettel transferiu R$ 19,2 milhões à Lagoinha após Valadão intermediar contato entre Vorcaro e Nikolas]]></title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://gazetamercantil.com/zettel-r-19-milhoes-lagoinha-valadao-nikolas-vorcaro" />

		<id>https://gazetamercantil.com/?p=1531568</id>
		<updated>2026-09-15T13:24:00Z</updated>
		<published>2026-09-15T13:24:00Z</published>
		<category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Política" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Destaque" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Notícias" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="André Valadão" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Banco Master" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Coaf" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Daniel Vorcaro" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Fabiano Zettel" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Igreja Batista da Lagoinha" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Lagoinha Belvedere" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Nikolas Ferreira" />
		<summary type="html"><![CDATA[<p>Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, transferiu R$ 19,205 milhões para a Igreja Batista da Lagoinha Belvedere em 26 operações realizadas entre dezembro de 2024 e dezembro de 2025, segundo relatórios de inteligência financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) incorporados à investigação sobre o Banco Master. Os documentos, que tiveram o sigilo [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></summary>

					<content type="html" xml:base="https://gazetamercantil.com/zettel-r-19-milhoes-lagoinha-valadao-nikolas-vorcaro"><![CDATA[<p>Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, transferiu R$ 19,205 milhões para a Igreja Batista da Lagoinha Belvedere em 26 operações realizadas entre dezembro de 2024 e dezembro de 2025, segundo relatórios de inteligência financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) incorporados à investigação sobre o Banco Master. Os documentos, que tiveram o sigilo retirado no Supremo Tribunal Federal, mostram que Zettel respondeu sozinho por aproximadamente 67% dos R$ 28,5 milhões que entraram nas contas analisadas da igreja durante o período. O empresário não era apenas um doador: ele exercia funções na unidade do Belvedere e aparece nos registros relacionados ao caso como representante ligado à administração da igreja.</p>
<p>A cronologia chama atenção porque os primeiros pagamentos começaram meses depois de uma interlocução envolvendo o pastor André Valadão, Daniel Vorcaro e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Em abril de 2024, depois que Nikolas publicou críticas relacionadas a um evento realizado em Londres com patrocínio do Banco Master, Vorcaro procurou Valadão e pediu ajuda para estabelecer contato com o parlamentar. O pastor conversou com Nikolas e posteriormente informou ao banqueiro que o deputado havia pedido desculpas e pretendia “contornar tudo”. O primeiro dos 26 repasses atribuídos a Zettel à Lagoinha Belvedere ocorreu em 24 de dezembro daquele ano, aproximadamente oito meses depois desse episódio.</p>
<p>Os dois conjuntos de fatos aparecem agora dentro de uma mesma investigação mais ampla sobre Vorcaro e pessoas próximas ao ex-controlador do Master, mas os documentos conhecidos não estabelecem que as transferências de Zettel tenham sido feitas como consequência da intervenção de Valadão junto a Nikolas. Tampouco há prova de que André Valadão ou o deputado tenham recebido parte dos R$ 19,2 milhões. A sequência temporal é relevante para reconstruir as relações existentes no entorno do banqueiro, mas não permite transformar proximidade <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="339437">política</a>, religiosa e empresarial em prova de contrapartida financeira.</p>
<h2>Zettel respondeu por dois terços das entradas analisadas</h2>
<p>O relatório financeiro registra 26 operações de Zettel que, juntas, chegaram a R$ 19,205 milhões. Considerando os aproximadamente R$ 28,5 milhões em créditos identificados nas contas examinadas da Lagoinha Belvedere, o cunhado de Vorcaro respondeu por cerca de dois em cada três reais recebidos pela instituição no período. Dividido pelo número de transferências, o montante corresponde a uma média próxima de R$ 739 mil por operação, embora os valores individuais não tenham sido uniformes.</p>
<p>O Coaf também identificou aproximadamente R$ 28,6 milhões em saídas, levando a movimentação combinada da conta para cerca de R$ 57,1 milhões entre dezembro de 2024 e dezembro de 2025. O volume foi considerado atípico diante do perfil financeiro atribuído à instituição nos documentos analisados. O relatório não conclui, apenas com base nessas movimentações, que os recursos sejam ilícitos, mas o tamanho das operações e sua concentração em Zettel levaram a Polícia Federal a aprofundar a apuração sobre a origem e o destino do dinheiro.</p>
<p>Outros remetentes aparecem com valores muito menores. Lucas Fernandez Novais Cabaleiro realizou 18 transferências que somaram aproximadamente R$ 843 mil. Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão aparece com 11 transferências totalizando R$ 22 mil. Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, também surge em registros relacionados às movimentações da igreja. A diferença de escala deixa Zettel em posição claramente predominante entre os remetentes identificados.</p>
<p>Parte relevante das saídas da conta foi direcionada a <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="339436">empresas</a>, entre elas companhias ligadas aos setores imobiliário e de construção. A existência dessas operações, isoladamente, não caracteriza ilegalidade. A investigação busca compreender quais despesas estavam relacionadas à atividade da igreja, quais recursos tinham origem pessoal de Zettel e se alguma movimentação guardava relação com as empresas e operações financeiras examinadas no caso Master.</p>
<h2>Zettel administrava a unidade que recebeu os recursos</h2>
<p>Outro elemento importante para entender o fluxo é a posição de Fabiano Zettel dentro da própria Lagoinha Belvedere. O empresário exercia atividade pastoral na unidade e aparece nos registros relacionados ao caso como representante da igreja. A denominação afirmou anteriormente que as unidades locais possuem autonomia administrativa e financeira e que a direção da Lagoinha Global, comandada por André Valadão, não tinha conhecimento da dimensão dos valores movimentados no Belvedere.</p>
<p>Zettel foi afastado das funções ministeriais depois que as investigações relacionadas ao Banco Master ganharam publicidade. Segundo a Lagoinha, oficialmente ele já não exercia papel de pastoreio desde novembro de 2025. A unidade de Belvedere posteriormente encerrou suas atividades. A instituição sustentou ainda que o envolvimento de Zettel nas investigações diz respeito a questões pessoais e empresariais e não representa, por si só, envolvimento institucional da denominação nos fatos apurados.</p>
<p>Essa estrutura administrativa muda a leitura dos R$ 19,2 milhões. Não se trata simplesmente de um empresário externo realizando doações ocasionais para uma igreja escolhida entre várias unidades da denominação. Os recursos partiram de alguém que mantinha relação direta com a própria unidade beneficiária e exercia funções dentro dela, o que torna necessário identificar contabilmente a natureza dos pagamentos: doações, custeio de reformas, aportes para manutenção ou outras despesas.</p>
<p>André Valadão afirmou que as informações que chegavam à direção da igreja eram de que Zettel empregava recursos próprios em reformas e melhorias da unidade. Depois da divulgação dos relatórios financeiros, o pastor declarou que não tinha conhecimento da dimensão dos valores e das movimentações que passaram a aparecer nas investigações.</p>
<h2>Intermediação com Nikolas ocorreu oito meses antes do primeiro repasse</h2>
<p>A conversa envolvendo Nikolas Ferreira começou em 27 de abril de 2024, quando o deputado publicou críticas relacionadas a gastos em um evento realizado em Londres e patrocinado pelo Banco Master. Vorcaro encaminhou a publicação a André Valadão e pediu ajuda para falar com Nikolas. O banqueiro demonstrou incômodo com a repercussão da postagem e quis saber se o parlamentar havia mudado sua posição em relação a ele.</p>
<p>Valadão procurou Nikolas e, dois dias depois, relatou a Vorcaro que havia conversado com o deputado. Segundo as mensagens divulgadas, o pastor disse que Nikolas não sabia da relação de Vorcaro com o Master, havia pedido desculpas e pretendia “contornar tudo”. A expressão ganhou repercussão posteriormente, mas Valadão afirmou que se referia apenas à intenção de colocar o deputado em contato direto com o banqueiro para que os dois esclarecessem a situação.</p>
<p>A cronologia mostra que a primeira transferência de Zettel identificada no relatório ocorreu somente em 24 de dezembro de 2024. Portanto, aproximadamente oito meses separam a intervenção de Valadão e o início dos 26 repasses que somariam R$ 19,2 milhões. Esse intervalo impede tratar os dois episódios como uma única operação sem documentação adicional que estabeleça uma ligação financeira ou uma contrapartida.</p>
<p>Em março de 2025, quando as transferências para a Lagoinha Belvedere já estavam ocorrendo, Nikolas enviou um áudio diretamente a Vorcaro no qual voltou ao episódio. O deputado disse que não sabia que o Master era “o banco do Dani” quando publicou as críticas e afirmou que, caso soubesse, teria procurado o banqueiro antes. Nikolas confirmou posteriormente a autenticidade da mensagem e negou ter recebido dinheiro de Vorcaro.</p>
<h2>Valadão nega participação em negócios do Banco Master</h2>
<p>André Valadão sustenta que sua atuação se limitou a aproximar duas pessoas que já conhecia. Segundo o pastor, sua relação com Vorcaro vem de décadas de convivência entre famílias de Belo Horizonte e não envolvia participação em <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank"  rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="339438">negócios</a> do Banco Master. Ele afirma que não tinha conhecimento das irregularidades posteriormente atribuídas ao banco e nega qualquer participação em prática ilícita.</p>
<p>A posição é relevante porque o relatório financeiro da Lagoinha Belvedere não demonstra que Valadão tenha recebido pessoalmente os R$ 19,2 milhões transferidos por Zettel. Os valores foram destinados à pessoa jurídica ligada à unidade do Belvedere. Também não há, nos documentos conhecidos, demonstração de que as transferências tenham sido solicitadas por Valadão em troca da aproximação entre Vorcaro e Nikolas.</p>
<p>A divulgação dos relatórios, entretanto, amplia o interesse da investigação sobre a rede de relações de Zettel. Ele é casado com Natália Vorcaro, irmã de Daniel, e passou a ocupar posição de destaque nas apurações da Polícia Federal sobre o grupo ligado ao ex-banqueiro. Em março de 2026, o Supremo determinou sua prisão preventiva junto com Vorcaro e outros investigados no âmbito das apurações sobre supostas fraudes relacionadas ao Banco Master.</p>
<p>O STF manteve posteriormente a prisão ao considerar presentes, naquele estágio processual, razões para preservar a instrução das investigações. Isso não representa condenação. Zettel e os demais envolvidos continuam submetidos às garantias do processo penal, e as suspeitas precisam ser comprovadas individualmente.</p>
<h2>Zettel também foi grande doador nas eleições de 2022</h2>
<p>A presença de Zettel no ambiente político antecede as atuais investigações. Nas eleições de 2022, ele destinou R$ 3 milhões à campanha presidencial de Jair Bolsonaro e R$ 2 milhões à campanha de Tarcísio de Freitas ao governo de São Paulo. Os registros eleitorais mostram que esteve entre os principais financiadores individuais dos dois candidatos naquele pleito.</p>
<p>A comparação acrescenta dimensão aos pagamentos feitos posteriormente à Lagoinha. Os R$ 19,2 milhões transferidos à unidade religiosa em aproximadamente um ano correspondem a quase quatro vezes os R$ 5 milhões que Zettel havia destinado conjuntamente às campanhas de Bolsonaro e Tarcísio em 2022. Isso não estabelece qualquer ligação entre as doações eleitorais e as transferências religiosas, mas mostra a capacidade de movimentação financeira que passou a ser examinada pelas autoridades.</p>
<p>O relatório da Lagoinha integra apenas uma parte da investigação sobre transações envolvendo Zettel, Vorcaro e empresas relacionadas ao grupo. A Polícia Federal busca acesso a informações financeiras mais amplas para reconstruir quem enviou dinheiro, quem recebeu e qual era a justificativa econômica de operações consideradas atípicas pelo Coaf.</p>
<p>No caso dos R$ 19,2 milhões, três fatos estão documentados: Zettel realizou 26 transferências para a Lagoinha Belvedere; ele mantinha vínculo direto com a unidade que recebeu os recursos; e as operações começaram meses depois de André Valadão intermediar a conversa entre Vorcaro e Nikolas Ferreira. O que ainda não está demonstrado é uma relação de causa e efeito entre esses acontecimentos. Essa diferença será central para separar relações pessoais e religiosas de eventuais operações financeiras que possam interessar à investigação criminal.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Supremo Tribunal Federal &#8211; registros processuais da investigação sobre Fabiano Zettel, Daniel Vorcaro e demais investigados no caso Banco Master</em></p>
<p><em>Supremo Tribunal Federal &#8211; decisões e informações oficiais sobre medidas cautelares e prisão preventiva de investigados na Operação Compliance Zero</em></p>
<p><em>Conselho de Controle de Atividades Financeiras &#8211; relatório de inteligência financeira sobre movimentações da Igreja Batista da Lagoinha Belvedere e transferências realizadas por Fabiano Zettel</em></p>
<p><em>Tribunal Superior Eleitoral &#8211; registros de doações eleitorais feitas por Fabiano Zettel nas eleições de 2022</em></p>
<p><em>Igreja Batista da Lagoinha &#8211; posicionamentos sobre a atuação de Fabiano Zettel na unidade Belvedere, autonomia financeira das igrejas locais e afastamento do empresário</em></p>
<p><em>André Valadão &#8211; manifestação sobre a interlocução entre Daniel Vorcaro e Nikolas Ferreira e sobre sua relação com o ex-controlador do Banco Master</em></p>
<p><em>Nikolas Ferreira &#8211; manifestação e áudio sobre a publicação relacionada ao Banco Master e o contato posterior com Daniel Vorcaro</em></p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content>
		
			</entry>
		<entry>
		<author>
			<name>Júlia Campos</name>
					</author>

		<title type="html"><![CDATA[Dark Horse: PF rastreia R$ 6,17 milhões de fornecedores do ICB até ONG de Karina Gama]]></title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://gazetamercantil.com/dark-horse-r-6-milhoes-icb-ong-karina-gama" />

		<id>https://gazetamercantil.com/?p=1531564</id>
		<updated>2026-09-15T05:08:31Z</updated>
		<published>2026-09-15T05:05:49Z</published>
		<category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Política" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Destaque" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Notícias" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Academia Nacional de Cultura" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Dark Horse" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Flavio Dino" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Go Up Entertainment" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Instituto Conhecer Brasil" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Jair Bolsonaro" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Karina Gama" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Polícia Federal" />
		<summary type="html"><![CDATA[<p>A Polícia Federal identificou transferências de R$ 6.175.273,64 para a Academia Nacional de Cultura (ANC) feitas por empresas que, nos mesmos períodos analisados, haviam recebido dinheiro do Instituto Conhecer Brasil (ICB), entidade responsável por um contrato milionário do programa WiFi Livre SP. As duas organizações são presididas por Karina Ferreira da Gama, que também controla [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></summary>

					<content type="html" xml:base="https://gazetamercantil.com/dark-horse-r-6-milhoes-icb-ong-karina-gama"><![CDATA[<p>A Polícia Federal identificou transferências de R$ 6.175.273,64 para a Academia Nacional de Cultura (ANC) feitas por empresas que, nos mesmos períodos analisados, haviam recebido dinheiro do Instituto Conhecer Brasil (ICB), entidade responsável por um contrato milionário do programa WiFi Livre SP. As duas organizações são presididas por Karina Ferreira da Gama, que também controla a Go Up Entertainment, produtora de “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro. Os registros financeiros foram destacados pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), na decisão que autorizou a Operação Make Up e reforçaram a suspeita dos investigadores de que recursos pagos pelo ICB a fornecedores podem ter retornado ao núcleo de entidades comandado pela empresária.</p>
<p>A movimentação, entretanto, não permite concluir que os R$ 6,17 milhões tenham sido usados na produção do filme. A investigação ainda tenta determinar a origem exata de cada parcela, a justificativa para os pagamentos à ANC e o destino posterior do dinheiro. O ponto considerado relevante pela PF é a repetição de um mesmo padrão: o ICB transferia valores a <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339433">empresas</a> contratadas para prestar serviços e algumas dessas companhias, posteriormente, faziam pagamentos à ANC. Para Dino, o conjunto apresenta indícios que justificam investigar eventual desvio de finalidade e lavagem de dinheiro, mas essas hipóteses ainda dependem de comprovação.</p>
<h2>Quatro empresas enviaram R$ 6,17 milhões para a ANC</h2>
<p>Os relatórios de inteligência financeira analisados pelos investigadores apontam quatro empresas como responsáveis pelos R$ 6.175.273,64 enviados à Academia Nacional de Cultura. A maior parcela saiu da Complexsys Soluções Integradas, que aparece em dois períodos diferentes com transferências de R$ 2.626.949,69 e R$ 1.308.986,33. Somados, os dois valores chegam a R$ 3.935.936,02, equivalentes a aproximadamente 63,7% de todo o montante identificado pela investigação como recebido pela ANC nesse circuito.</p>
<p>A Ultra IP Tecnologia e Serviços transferiu outros R$ 1.336.201,50, aproximadamente 21,6% do total. A Fastfuture Tecnologias Emergentes aparece com R$ 603.136,12, ou 9,8%, enquanto a Distribuidora de Produtos LMS enviou R$ 300 mil, cerca de 4,9%. As quatro parcelas fecham exatamente os R$ 6.175.273,64 mencionados por Dino. O dado dá uma dimensão mais precisa da concentração das operações: Complexsys e Ultra IP, juntas, respondem por mais de 85% do dinheiro rastreado até a ANC.</p>
<p>Essas empresas aparecem nos documentos porque mantinham relações comerciais com o Instituto Conhecer Brasil. A Ultra IP, por exemplo, foi contratada para atividades ligadas à implantação e manutenção da estrutura de internet gratuita. A Complexsys e a Fastfuture também aparecem como prestadoras do ICB. A investigação busca estabelecer se os pagamentos feitos pelo instituto correspondiam integralmente a serviços efetivamente prestados e, principalmente, por que parte dos recursos recebidos pelas fornecedoras acabou sendo direcionada a outra organização presidida pela mesma pessoa que comandava o contratante original.</p>
<h2>Relatórios sobre a própria ANC mostram valores muito menores</h2>
<p>Um dos pontos que mais chamou a atenção de Flávio Dino foi a diferença entre os valores que aparecem nos relatórios financeiros das empresas pagadoras e aqueles identificados em uma comunicação referente diretamente à Academia Nacional de Cultura. Enquanto registros de terceiros indicam R$ 6,17 milhões destinados à entidade, uma comunicação financeira da própria ANC analisada pelas autoridades apresentava aproximadamente R$ 564 mil em créditos e R$ 524 mil em pagamentos no período observado.</p>
<p>Considerando apenas os créditos registrados nessa comunicação, os R$ 6,17 milhões identificados nos relatórios de terceiros representam quase 11 vezes o valor encontrado na conta da própria entidade. Essa diferença levou os investigadores a considerar a possibilidade de existência de outras contas bancárias que não apareciam no conjunto de informações analisado naquele momento. Não significa, por si só, que uma conta tenha sido ocultada deliberadamente, mas criou uma lacuna financeira relevante que a PF tenta preencher com quebras de sigilo, documentos bancários e material apreendido.</p>
<p>A questão é especialmente importante porque a ANC não aparece apenas como uma entidade periférica. Ela já havia recebido recursos de emendas parlamentares destinados a projetos culturais e, segundo os autos, realizou pagamentos a empresas da área de eventos e produção cultural. A investigação agora procura separar recursos provenientes de contratos privados, receitas próprias, emendas e eventuais transferências relacionadas às empresas contratadas pelo ICB, evitando tratar como uma única massa financeira valores que podem ter origens e finalidades distintas.</p>
<h2>Contrato de Wi-Fi começou em R$ 108 milhões e chegou a R$ 157 milhões</h2>
<p>O Instituto Conhecer Brasil firmou em 2024 uma parceria com a Prefeitura de São Paulo para implantação, operação e manutenção de pontos gratuitos de internet em comunidades da capital. O acordo original previa aproximadamente R$ 108 milhões e a instalação de 5 mil pontos de Wi-Fi. Posteriormente, termos aditivos elevaram o valor global da parceria para cerca de R$ 157 milhões e estenderam sua duração, enquanto a quantidade de pontos efetivamente implantados ficou em 3,2 mil.</p>
<p>A Prefeitura de São Paulo contesta a interpretação de que tenha pago R$ 157 milhões integralmente ao instituto. A administração municipal informou que, no primeiro ano da parceria, foram repassados R$ 69,12 milhões, valor calculado com base em 3.200 pontos ao custo inicial de R$ 1.800 mensais durante 12 meses. Segundo a gestão municipal, essa remuneração abrangia equipamentos, conexão, instalação, mobilização de equipes e operação da rede. O município também sustenta que não houve pagamento por serviço inexistente e afirma que o programa segue em funcionamento.</p>
<p>O fluxo posterior dos recursos, porém, tornou-se objeto de investigação policial. A Polícia Civil de São Paulo já examinava suspeitas de irregularidades no contrato quando o caso passou a se conectar à investigação federal sobre emendas parlamentares. Com a presença de Mário Frias entre os investigados e a existência de recursos federais destinados a entidades ligadas a Karina Gama, parte das apurações chegou ao STF por causa da prerrogativa de foro do deputado.</p>
<h2>Operação Make Up ampliou investigação sobre circulação do dinheiro</h2>
<p>A Operação Make Up foi deflagrada pela Polícia Federal em 10 de setembro, com apoio da Controladoria-Geral da União, para investigar suspeitas de desvio de recursos provenientes de emendas parlamentares. Foram cumpridos 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal. A PF investiga possíveis crimes de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e irregularidades em contratações.</p>
<p>Segundo a investigação, uma das práticas sob análise seria a contratação de empresas intermediárias por organizações da sociedade civil que recebiam dinheiro público. Os investigadores tentam verificar se essas fornecedoras efetivamente prestaram os serviços declarados ou se algumas operações serviram para movimentar recursos entre diferentes pessoas jurídicas. A própria PF informou ter identificado movimentações de centenas de milhões de reais entre empresas integrantes do universo investigado, embora isso não signifique que todo esse montante represente dinheiro desviado.</p>
<p>No caso específico do ICB e da ANC, Dino considerou relevante o fato de uma entidade aparecer repetidamente como destinatária de dinheiro proveniente de empresas financiadas pela outra. O ministro afirmou na decisão que as movimentações apresentam indícios de retorno de recursos pagos ao instituto para a esfera de disponibilidade dos responsáveis pelas organizações, situação que, se comprovada a origem pública e a ausência de justificativa legítima, poderia caracterizar desvio e lavagem de dinheiro.</p>
<h2>Outra triangulação terminou diretamente na Go Up</h2>
<p>A PF também analisa uma segunda cadeia financeira, distinta dos R$ 6,17 milhões enviados à ANC, que terminou diretamente na Go Up Entertainment. Nesse caso, o ICB havia transferido R$ 700 mil para duas empresas ligadas ao mesmo grupo empresarial: R$ 400 mil para a Dinâmica Editora e R$ 300 mil para o Instituto Super Poder Educacional. Posteriormente, a NTT Brasil, administrada por empresário relacionado ao mesmo grupo, transferiu R$ 750 mil para a Go Up.</p>
<p>A proximidade entre os valores chamou a atenção dos investigadores, mas a própria apuração ressalva que ainda não está demonstrado que os R$ 750 mil enviados à produtora sejam exatamente os mesmos recursos públicos anteriormente pagos pelo ICB. Para estabelecer essa relação seria necessário comprovar a continuidade financeira entre uma operação e outra, e não apenas a coincidência de valores, pessoas e períodos. É justamente essa origem que a PF tenta rastrear.</p>
<p>A Go Up movimentou cerca de R$ 19 milhões entre 10 de novembro e 30 de dezembro de 2025, período que coincide parcialmente com as filmagens de “Dark Horse”, realizadas entre outubro e dezembro daquele ano. Além dos R$ 750 mil da NTT, os documentos registram transferências feitas por Mário Frias e por outras empresas. Paralelamente, outra frente da investigação examina os aportes privados relacionados ao ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, cuja participação no financiamento do projeto foi intermediada por Flávio Bolsonaro.</p>
<h2>Destino dos R$ 6,17 milhões continua sendo a principal lacuna</h2>
<p>Os documentos divulgados até agora permitem reconstruir com mais precisão como os R$ 6,17 milhões chegaram à Academia Nacional de Cultura, mas ainda não esclarecem integralmente o que aconteceu depois. Essa é uma diferença importante entre a movimentação da ANC e os registros da Go Up, para a qual foram localizados diversos pagamentos relacionados a despesas típicas de uma produção audiovisual, como hospedagem, alimentação e fornecedores cinematográficos.</p>
<p>No caso da ANC, a investigação encontrou uma incompatibilidade entre os valores recebidos segundo relatórios de terceiros e a movimentação disponível na comunicação financeira diretamente associada à entidade. A diferença tornou necessário localizar outras contas, extratos, contratos e notas fiscais para identificar o uso final do dinheiro. O fato de os repasses terem ocorrido em período próximo à produção de “Dark Horse” é considerado relevante pelos investigadores, mas coincidência temporal não basta para demonstrar que o dinheiro financiou o filme.</p>
<p>A defesa de Karina Gama afirma que a empresária tem colaborado com as autoridades e entregou mais de 20 mil páginas de documentos antes da Operação Make Up. Também sustenta que as atividades das entidades e empresas ligadas a ela são regulares. A Go Up apresentou perícia particular segundo a qual “Dark Horse” não recebeu recursos públicos. O levantamento busca demonstrar os gastos realizados com o filme no Brasil e nos Estados Unidos, embora a investigação continue examinando a origem de diferentes aportes.</p>
<p>A Prefeitura de São Paulo afirma que não identificou irregularidades no contrato do WiFi Livre e destaca que as movimentações financeiras realizadas pelas organizações depois dos pagamentos não integram diretamente a relação contratual do município. A administração municipal informa ainda que a Controladoria acompanha o caso e que o programa mantém 3.200 pontos instalados.</p>
<p>A apuração, portanto, ainda não permite afirmar que os R$ 6,17 milhões recebidos pela ANC tenham custeado “Dark Horse”. O que os documentos revelam é um circuito financeiro que a PF considera necessário explicar: dinheiro saía do ICB para empresas contratadas e parte dos valores retornava a outra entidade presidida por Karina Gama. A resposta sobre a finalidade dessas transferências e seu eventual vínculo com o filme depende agora da reconstrução das contas da ANC e dos documentos obtidos nas buscas.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Supremo Tribunal Federal &#8211; decisão de Flávio Dino que autorizou a Operação Make Up e registros sobre a circulação de recursos entre ICB, empresas contratadas e Academia Nacional de Cultura</em></p>
<p><em>Polícia Federal &#8211; informações da Operação Make Up, movimentações financeiras investigadas e suspeitas de desvio de recursos provenientes de emendas parlamentares</em></p>
<p><em>Controladoria-Geral da União &#8211; informações sobre a investigação de recursos públicos repassados a organizações da sociedade civil e empresas subcontratadas</em></p>
<p><em>Conselho de Controle de Atividades Financeiras &#8211; relatórios de inteligência financeira citados nos autos sobre transferências envolvendo ICB, ANC e empresas investigadas</em></p>
<p><em>Prefeitura de São Paulo &#8211; informações sobre o contrato do programa WiFi Livre SP, valores efetivamente repassados, quantidade de pontos instalados e posicionamento sobre a execução da parceria</em></p>
<p><em>Agência Brasil &#8211; informações sobre a Operação Make Up, projetos financiados por emendas parlamentares e medidas determinadas pelo Supremo Tribunal Federal</em></p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content>
		
			</entry>
		<entry>
		<author>
			<name>Júlia Campos</name>
					</author>

		<title type="html"><![CDATA[Investigação liga empresa de sócio apontado como PCC à rede de Dark Horse]]></title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://gazetamercantil.com/empresa-pcc-ong-filme-bolsonaro-dark-horse" />

		<id>https://gazetamercantil.com/?p=1531559</id>
		<updated>2026-09-15T04:51:40Z</updated>
		<published>2026-09-15T04:49:37Z</published>
		<category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Política" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Destaque" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Notícias" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Alex Leandro Bispo dos Santos" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Dark Horse" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Flavio Dino" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Go Up Entertainment" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Instituto Conhecer Brasil" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Jair Bolsonaro" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="PCC" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Polícia Federal" />
		<summary type="html"><![CDATA[<p>Uma empresa subcontratada pelo Instituto Conhecer Brasil (ICB) para atuar no programa WiFi Livre SP era controlada por Alex Leandro Bispo dos Santos, empresário apontado pelo Ministério Público de São Paulo como integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC). A relação aparece no conjunto de documentos da investigação sobre contratos públicos envolvendo o instituto presidido [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></summary>

					<content type="html" xml:base="https://gazetamercantil.com/empresa-pcc-ong-filme-bolsonaro-dark-horse"><![CDATA[<p>Uma empresa subcontratada pelo Instituto Conhecer Brasil (ICB) para atuar no programa WiFi Livre SP era controlada por Alex Leandro Bispo dos Santos, empresário apontado pelo Ministério Público de São Paulo como integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC). A relação aparece no conjunto de documentos da investigação sobre contratos públicos envolvendo o instituto presidido por Karina Ferreira da Gama, que também é dona da Go Up Entertainment, produtora de “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro. O material foi tornado público depois que o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou o sigilo da documentação enviada pela Justiça paulista.</p>
<p>Alex era o único sócio da Favela Conectada Serviço e Tecnologia quando a empresa celebrou um contrato de R$ 12 milhões com o ICB para serviços relacionados à implantação de internet gratuita em comunidades da cidade de São Paulo. A relação precisa ser delimitada: quem contratou a Favela Conectada foi o Instituto Conhecer Brasil, e não a Go Up Entertainment. Os documentos conhecidos até agora também não demonstram que Alex tenha trabalhado na produção de “Dark Horse”, recebido recursos diretamente do filme ou mantido relação pessoal com seus produtores em razão da obra cinematográfica.</p>
<p>A importância do vínculo para a investigação está em outro ponto. O ICB e a Go Up são comandados por Karina Gama, e as autoridades investigam se recursos públicos recebidos pelo instituto, por meio do contrato municipal e de emendas parlamentares, foram desviados de suas finalidades originais e circularam entre <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339431">empresas</a> e entidades vinculadas à mesma rede. Ao analisar os documentos enviados a Brasília, Dino afirmou que a linha investigativa menciona possíveis vínculos da organização sob apuração com o PCC. A decisão, porém, não identifica Alex nominalmente como a pessoa que estabelece essa conexão.</p>
<h2>Contrato de R$ 12 milhões identificava empresário apenas como “Alex”</h2>
<p>A representação da Polícia Civil incorporada aos autos chamou atenção para a maneira como Alex foi identificado no contrato da Favela Conectada com o Instituto Conhecer Brasil. Segundo os investigadores, o documento original não apresentava dados considerados essenciais de qualificação do representante da empresa e registrava apenas o primeiro nome, “Alex”. Posteriormente, a polícia o identificou como Alex Leandro Bispo dos Santos.</p>
<p>A Favela Conectada foi contratada para executar parte dos serviços ligados à expansão da rede pública de internet. Documentos de prestação de contas indicam que a companhia ficou responsável pela instalação de mais de 900 pontos e que notas apresentadas pelo ICB à Prefeitura de São Paulo registravam pagamentos superiores a R$ 3,8 milhões até dezembro de 2025. Outros documentos analisados no inquérito mostram repasses de R$ 500 mil em junho, mais R$ 500 mil e R$ 2 milhões em julho daquele ano, relacionados a serviços contratados pelo instituto.</p>
<p>O contrato de R$ 12 milhões da Favela Conectada representava pouco mais de 11% dos R$ 108 milhões previstos originalmente na parceria entre o ICB e a Prefeitura de São Paulo para a implantação, operação e manutenção do WiFi Livre SP. O tamanho da subcontratação ajuda a explicar por que a empresa passou a ser examinada pelos investigadores ao reconstruírem o caminho percorrido pelos recursos públicos depois que chegaram ao instituto.</p>
<p>A apuração não trata o simples pagamento a uma fornecedora como prova de desvio. O que a Polícia Civil busca esclarecer é se as empresas subcontratadas executaram efetivamente os serviços declarados, se os preços eram compatíveis com o <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339432">mercado</a> e se parte dos valores recebidos percorreu uma cadeia de transferências sem relação com a finalidade prevista no contrato municipal.</p>
<h2>Polícia apontou diferença entre preços do ICB e valores anteriores</h2>
<p>O contrato do WiFi Livre SP já era investigado antes de a documentação chegar ao Supremo. A parceria original previa R$ 108 milhões para a implantação, operação e manutenção de milhares de pontos de acesso gratuito à internet em comunidades da capital. O Instituto Conhecer Brasil foi a entidade selecionada para executar o programa e recorreu a empresas terceirizadas para realizar parte considerável dos serviços.</p>
<p>Em uma das comparações realizadas pela Polícia Civil, os investigadores apontaram diferença entre os preços associados ao contrato do ICB e valores anteriormente praticados pela administração municipal. Registros citados na investigação indicavam custo de R$ 230 para implantação e R$ 306 mensais para manutenção de pontos atendidos em contratos anteriores envolvendo a Prodam, empresa pública de tecnologia do município. No modelo firmado com o ICB, a investigação passou a questionar uma referência de R$ 1.800 por ponto.</p>
<p>A comparação exige cautela porque documentos e levantamentos sobre o contrato apresentam composições diferentes entre custo de instalação, manutenção e conjunto de serviços incluídos em cada modelo. A própria Polícia Civil, contudo, classificou a diferença como um elemento que justificava aprofundar a apuração sobre eventual sobrepreço, execução dos serviços e destino dos recursos.</p>
<p>A Prefeitura de São Paulo contesta a existência de irregularidades. A administração municipal afirma que os serviços contratados foram prestados, que o programa continua funcionando e que a parceria é submetida a prestações de contas. O município também informou que sua Controladoria acompanha o caso e que colaborará com as investigações.</p>
<h2>Empresa mudou de proprietário depois da prisão de Alex</h2>
<p>Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores foi a alteração societária da Favela Conectada depois da prisão de Alex, em dezembro de 2025. Conforme a documentação reunida pela Polícia Civil, as cotas da empresa foram posteriormente transferidas para Tatiane Camargo de Oliveira Fernandes. A representação policial destaca que ela constava em registros societários com endereço residencial coincidente com o utilizado pelo antigo controlador.</p>
<p>A empresa também mudou de nome e passou a se chamar Urban Connect Serviços e Tecnologia. Para os investigadores, a troca de controle societário, combinada à continuidade das atividades, justificou investigar a hipótese de blindagem patrimonial e ocultação de pessoas. Trata-se, neste estágio, de uma linha de investigação, e não de conclusão de que a transferência tenha sido fraudulenta.</p>
<p>A polícia classificou a Urban Connect, em manifestação incluída no inquérito, entre as empresas que precisam ser examinadas diante de suspeitas de possível desvio de finalidade de recursos públicos e simulação contratual. O objetivo é verificar quem efetivamente controlava as operações, quais serviços foram prestados, quanto foi recebido e para onde seguiram os valores depois dos pagamentos feitos pelo ICB.</p>
<p>Essa reconstrução ganhou importância adicional porque a investigação passou da esfera estadual para uma apuração mais ampla, que envolve emendas parlamentares e pessoas com prerrogativa de foro. A Operação Make Up, deflagrada pela Polícia Federal em 10 de setembro, cumpriu 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal. A PF apura suspeitas de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes relacionados a contratações públicas.</p>
<h2>Dino menciona possível vínculo com PCC, mas não atribui elo diretamente a Alex</h2>
<p>Ao analisar o material enviado pela Justiça de São Paulo, Flávio Dino afirmou que havia se fortalecido, dentro da investigação, a hipótese de uma estrutura articulada para destinação e possível desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares federais e da Prefeitura de São Paulo. No mesmo despacho, o ministro registrou que essa organização investigada alcançaria possíveis vínculos com o PCC, conforme linha de apuração descrita nos autos.</p>
<p>A formulação é relevante, mas não permite concluir que o STF tenha declarado que “Dark Horse” é financiado pelo PCC ou que o filme tenha sido produzido pela facção. Tampouco a decisão de Dino identifica Alex nominalmente como responsável pela conexão mencionada pelo ministro. A relação que está documentada é entre a empresa então controlada por Alex e o ICB, entidade presidida pela mesma empresária que controla a produtora do longa.</p>
<p>Alex, por sua vez, é apontado pelo Ministério Público paulista como integrante do PCC. Registros judiciais também mostram que ele possui antecedentes criminais e já cumpriu penas por outros delitos. A vinculação à facção, contudo, deve ser apresentada como atribuição feita pelas autoridades, e não como consequência automática do contrato firmado com o instituto.</p>
<p>O empresário também responde a processo pela morte de Maria Katiane Gomes da Silva, sua companheira, que morreu após cair do décimo andar de um edifício na zona sul de São Paulo, em novembro de 2025. Ele foi denunciado e tornou-se réu no início de 2026. Alex nega ter jogado a mulher do prédio, embora tenha admitido em depoimento que a agrediu antes da queda.</p>
<p>A situação processual sofreu mudanças em agosto. A prisão preventiva foi inicialmente revogada e Alex deixou a prisão no dia 10 daquele mês, submetido a medidas cautelares. Posteriormente, a Justiça decretou novamente sua prisão. Como ele não foi localizado após a nova ordem judicial, passou a ser considerado foragido.</p>
<h2>Investigação separa contrato de Wi-Fi e financiamento do filme</h2>
<p>A relação entre o caso do WiFi Livre SP e “Dark Horse” decorre principalmente da presença de Karina Gama nas duas estruturas. Ela preside o Instituto Conhecer Brasil e controla a Go Up Entertainment. A Polícia Federal investiga se dinheiro público que chegou ao ICB e a outras entidades relacionadas a ela foi posteriormente desviado para despesas diferentes das previstas, entre elas custos ligados ao filme.</p>
<p>Até o momento, porém, não há elemento conhecido que permita afirmar que os pagamentos feitos à Favela Conectada foram destinados diretamente à produção cinematográfica ou que Alex tenha participado do financiamento do longa. Essa separação é necessária porque diferentes fluxos financeiros aparecem na mesma investigação, mas não necessariamente representam a mesma operação.</p>
<p>A própria Operação Make Up trabalha com uma estrutura mais ampla. A PF afirma que investiga uma organização formada por agentes públicos e privados que teria direcionado recursos recebidos por organizações da sociedade civil a empresas subcontratadas irregularmente, em alguns casos sem comprovação da efetiva prestação dos serviços. Levantamentos financeiros identificaram movimentação de centenas de milhões de reais entre empresas inseridas no universo investigado.</p>
<p>Karina Gama nega ter cometido irregularidades e sustenta que tem colaborado com as autoridades, inclusive por meio da entrega de documentos. A Prefeitura de São Paulo afirma não ter identificado irregularidades na execução do programa de Wi-Fi e diz que os serviços foram prestados. Mário Frias, deputado federal e produtor executivo de “Dark Horse”, também nega participação em desvios e contesta as suspeitas levantadas na investigação.</p>
<p>A documentação revelada após a retirada do sigilo, portanto, amplia o alcance da apuração, mas não elimina a necessidade de distinguir cada relação empresarial. O dado comprovável é que o ICB contratou por R$ 12 milhões uma empresa então controlada por um homem apontado pelo Ministério Público como integrante do PCC. A possível conexão dessa relação com desvios de verbas públicas está sendo investigada. A participação de Alex na produção ou no financiamento de “Dark Horse”, por outro lado, não aparece demonstrada nos documentos divulgados até agora.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Supremo Tribunal Federal &#8211; decisão de Flávio Dino e informações sobre a retirada do sigilo e a investigação envolvendo recursos públicos associados ao caso Dark Horse</em></p>
<p><em>Polícia Federal &#8211; informações oficiais da Operação Make Up sobre suspeitas de desvio de recursos provenientes de emendas parlamentares e empresas subcontratadas</em></p>
<p><em>Prefeitura de São Paulo &#8211; informações oficiais sobre o programa WiFi Livre SP, quantidade de pontos instalados e execução da parceria com o Instituto Conhecer Brasil</em></p>
<p><em>Agência Brasil &#8211; conteúdo da decisão de Flávio Dino sobre a linha investigativa que menciona possíveis vínculos da organização apurada com o PCC e posicionamento da Prefeitura de São Paulo</em></p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content>
		
			</entry>
		<entry>
		<author>
			<name>Sandro Dias</name>
					</author>

		<title type="html"><![CDATA[Fechamento de refinarias elevou em 76 bilhões de rands as importações de combustíveis da África do Sul]]></title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://gazetamercantil.com/fechamento-refinarias-africa-do-sul-importacoes-combustiveis" />

		<id>https://gazetamercantil.com/?p=1531515</id>
		<updated>2026-09-15T04:29:30Z</updated>
		<published>2026-09-15T04:29:26Z</published>
		<category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Mundo" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Destaque" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Notícias" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="África do Sul" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Central Energy Fund" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="combustíveis" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Petróleo" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="refinarias" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Sapref" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="segurança energética" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="South African Reserve Bank" />
		<summary type="html"><![CDATA[<p>Fechamento de refinarias elevou em R$ 76 bilhões a conta de combustíveis da África do Sul Estudo do banco central calcula custo adicional entre 2021 e 2024; importações já suprem mais da metade da demanda, enquanto governo prepara reconstrução da Sapref Por Sandro Dias A perda de capacidade de refino de petróleo custou à África [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></summary>

					<content type="html" xml:base="https://gazetamercantil.com/fechamento-refinarias-africa-do-sul-importacoes-combustiveis"><![CDATA[<h1>Fechamento de refinarias elevou em R$ 76 bilhões a conta de combustíveis da África do Sul</h1>
<p><strong>Estudo do banco central calcula custo adicional entre 2021 e 2024; importações já suprem mais da metade da demanda, enquanto governo prepara reconstrução da Sapref</strong></p>
<p><strong>Por Sandro Dias</strong></p>
<p>A perda de capacidade de refino de petróleo custou à África do Sul cerca de 76 bilhões de rands em importações adicionais de combustíveis entre 2021 e 2024, segundo estudo econômico publicado pelo South African Reserve Bank (SARB). O montante equivale a aproximadamente US$ 4,7 bilhões pela referência cambial utilizada na comparação e mostra que o fechamento de refinarias deixou de ser apenas um problema da indústria de petróleo para se transformar em uma questão de balança comercial, atividade industrial e segurança energética. O país, que durante anos esteve próximo da autossuficiência em combustíveis líquidos, passou a depender crescentemente da compra de gasolina, diesel, querosene de aviação e outros derivados já processados no exterior.</p>
<p>O cálculo do SARB considera um cenário em que os derivados refinados continuariam representando aproximadamente 25% das importações de petróleo do país, proporção observada antes da deterioração mais acentuada da capacidade de processamento doméstico. Se essa composição tivesse sido mantida, a conta de importações do setor teria sido, em média, 6,1% menor entre 2021 e 2024. O exercício não significa que a África do Sul poderia prescindir de compras externas, já que suas refinarias também dependem de petróleo bruto importado, mas mostra a diferença econômica entre comprar a matéria-prima e processá-la localmente ou adquirir no exterior o combustível já pronto e com maior valor agregado.</p>
<h2>Dependência de combustível importado mudou o setor de petróleo</h2>
<p>A África do Sul construiu ao longo de décadas uma das maiores estruturas de produção de combustíveis líquidos do continente africano. Somadas as refinarias convencionais e as unidades capazes de converter carvão e gás em combustíveis, a capacidade instalada chegou a aproximadamente 720 mil barris por dia, volume que em determinados períodos era suficiente para cobrir grande parte de um consumo nacional pouco superior a 600 mil barris diários. Esse quadro começou a mudar com uma sequência de paralisações, acidentes, dificuldades financeiras e decisões empresariais que reduziram substancialmente a capacidade efetivamente disponível.</p>
<p>A Sapref, em Durban, que processava cerca de 180 mil barris por dia e chegou a ser a maior refinaria de petróleo bruto do país, deixou de operar. A Enref, também localizada em Durban, foi convertida para atividades ligadas à importação e ao armazenamento de combustíveis, enquanto a unidade da PetroSA em Mossel Bay interrompeu a produção após enfrentar problemas com o suprimento de matéria-prima e custos operacionais. Com menos petróleo sendo processado dentro do país, os importadores passaram a trazer volumes cada vez maiores de derivados acabados. Produtos refinados, que anteriormente respondiam por aproximadamente um quarto das importações associadas ao petróleo, passaram a representar mais da metade da oferta necessária para atender o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="339427">mercado</a> doméstico.</p>
<p>Essa transformação tem efeitos que vão além do preço pago pelos combustíveis. Quando o petróleo bruto é importado e refinado internamente, uma parte maior do valor econômico permanece no país por meio da atividade industrial, dos salários, da manutenção das instalações, da contratação de serviços especializados e da movimentação de fornecedores. Ao substituir esse modelo pela importação do combustível já processado, a África do Sul continua garantindo o abastecimento, mas transfere para outros países uma parcela da atividade que antes era realizada dentro de suas fronteiras.</p>
<h2>Apenas duas refinarias de petróleo bruto continuam operando</h2>
<p>A infraestrutura disponível atualmente é muito menor do que a existente há uma década. A África do Sul mantém duas refinarias de petróleo bruto em operação: a Natref, em Sasolburg, e a unidade da Astron Energy na Cidade do Cabo. A Sasol também continua operando em Secunda uma grande instalação que transforma carvão em combustíveis líquidos e desempenha papel importante no abastecimento nacional. A concentração da produção em poucas unidades, entretanto, tornou o sistema mais sensível a falhas operacionais, manutenções programadas e interrupções inesperadas.</p>
<p>A Natref voltou a enfrentar restrições operacionais em agosto e setembro de 2026, afetando principalmente a oferta de combustível de aviação. O episódio mostrou como uma dificuldade em apenas uma instalação pode ganhar dimensão nacional quando existem poucas alternativas domésticas disponíveis. A lacuna precisa ser coberta por estoques ou importações, o que exige capacidade nos portos, terminais, dutos e sistemas de transporte terrestre. Parte dessa infraestrutura foi concebida para complementar o refino nacional, e não necessariamente para sustentar de forma permanente um mercado no qual mais da metade dos combustíveis é atendida por fornecedores externos.</p>
<p>Essa dependência acrescenta novos riscos ao abastecimento. Além do preço internacional do petróleo, entram na conta os custos dos derivados, do frete marítimo e do seguro, a disponibilidade de navios, a situação dos portos e eventuais interrupções nas principais rotas comerciais. Uma crise internacional pode, portanto, afetar simultaneamente preço e disponibilidade, enquanto uma desvalorização do rand diante do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank"  rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="339430">dólar</a> amplia o impacto em moeda local.</p>
<h2>Perda industrial atingiu produção e cerca de 5,4 mil empregos</h2>
<p>O estudo publicado pelo SARB mostra que o efeito das paralisações não ficou restrito às compras externas. A produção da indústria relacionada a petróleo e produtos químicos caiu aproximadamente 20% desde 2019, enquanto cerca de 5,4 mil empregos diretos e indiretos foram afetados pela redução da atividade. A estimativa considera aproximadamente 2.150 postos diretamente vinculados às instalações atingidas e outros 3.300 distribuídos pelas cadeias de fornecedores, manutenção, engenharia, transporte, armazenagem e serviços especializados.</p>
<p>O impacto econômico desses empregos é relevante porque refinarias concentram mão de obra técnica e atividades industriais de maior complexidade. Engenheiros, operadores, técnicos de manutenção, <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="339426">empresas</a> de equipamentos e prestadores de serviços formam um ecossistema que não é integralmente reproduzido quando uma refinaria é substituída por um terminal de importação. Armazenar e distribuir gasolina ou diesel comprado no exterior também demanda trabalhadores e investimentos, mas envolve uma cadeia produtiva menor do que aquela necessária para transformar petróleo bruto em diferentes produtos finais.</p>
<p>A deterioração da capacidade também coincidiu com o adiamento de investimentos. Modernizar uma refinaria antiga exige recursos elevados e, durante anos, empresas do setor enfrentaram incerteza sobre novas exigências ambientais, especificações de combustíveis e retorno econômico dos projetos. Para algumas companhias, a combinação de instalações envelhecidas, necessidade de grandes aportes e margens pressionadas tornou a saída do refino mais atraente do que a modernização dos ativos.</p>
<h2>Custo adicional ficou concentrado principalmente em 2022</h2>
<p>Os pesquisadores do banco central estimaram o impacto sobre as importações comparando o que efetivamente ocorreu com uma composição hipotética em que o petróleo bruto continuaria respondendo por 75% das compras externas do setor e os derivados refinados permaneceriam em 25%. A diferença calculada foi de aproximadamente 7,2 bilhões de rands em 2021, quase 40 bilhões em 2022, 18,5 bilhões em 2023 e 10,4 bilhões em 2024. No conjunto dos quatro anos, o valor ultrapassa 76 bilhões de rands.</p>
<p>O peso de 2022 chama atenção: sozinho, o ano concentrou mais da metade da diferença estimada para todo o período. Além da queda da capacidade doméstica, o mercado mundial de energia atravessava forte pressão sobre preços e disponibilidade de combustíveis. Para um país que já estava aumentando a participação de derivados importados, o choque internacional encontrou uma estrutura mais dependente do mercado externo do que poucos anos antes.</p>
<p>Os números também ajudam a esclarecer o significado econômico da perda de refinarias. O custo não corresponde simplesmente ao valor de petróleo que deixou de ser produzido no país, até porque a África do Sul não dispõe de produção doméstica suficiente de petróleo bruto para alimentar toda a sua indústria. A diferença está no estágio em que o produto é importado. Quanto maior a parcela de derivados acabados na pauta de compras externas, maior é a quantidade de processamento e valor agregado realizada fora da <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank"  rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="339428">economia</a> sul-africana.</p>
<h2>Governo aposta na reconstrução da Sapref</h2>
<p>A principal tentativa de alterar essa trajetória está concentrada na Sapref. A antiga refinaria ao sul de Durban, anteriormente controlada por Shell e BP, tinha capacidade próxima de 180 mil barris por dia antes da paralisação. Os ativos foram transferidos para o Central Energy Fund (CEF), grupo estatal responsável por investimentos considerados estratégicos no setor energético, e passaram a fazer parte de um plano de recuperação mais amplo da capacidade de refino do país.</p>
<p>A estratégia apresentada em setembro de 2026 foi dividida em três etapas. A primeira prevê o aproveitamento imediato dos tanques e de outras estruturas existentes para armazenar e movimentar combustíveis importados, permitindo que o ativo volte a gerar receita mesmo antes do reinício do processamento de petróleo. A fase seguinte prevê a reconstrução da refinaria com capacidade aproximada de 400 mil barris por dia, mais do que o dobro da capacidade histórica da Sapref e um volume que, se efetivamente alcançado, seria suficiente para modificar de forma significativa a relação atual entre produção doméstica e importações.</p>
<p>Uma terceira etapa admite a ampliação da instalação para algo entre 400 mil e 650 mil barris diários. O projeto, contudo, ainda depende de financiamento, licenciamento, engenharia e definições sobre o cronograma de execução. A distância entre capacidade anunciada e capacidade disponível é particularmente importante em projetos desse porte. Uma refinaria capaz de processar centenas de milhares de barris por dia exige investimentos de grande escala, contratos de longo prazo para fornecimento de petróleo, infraestrutura logística adequada e mercado suficiente para operar com eficiência econômica.</p>
<h2>Estoques estratégicos ganham importância</h2>
<p>Enquanto tenta reconstruir o parque de refino, o governo sul-africano também trabalha para aumentar sua proteção contra interrupções externas. Em julho, o gabinete aprovou para consulta pública uma <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="339429">política</a> de estoques estratégicos de petróleo e derivados. A proposta estabelece que a South African National Petroleum Company mantenha inicialmente reservas correspondentes a 60 dias das importações líquidas, com uma expansão gradual para 90 dias no longo prazo.</p>
<p>A política busca reduzir a vulnerabilidade a crises internacionais, problemas em rotas marítimas ou falhas de fornecimento. Os estoques, no entanto, cumprem funções diferentes dependendo do produto armazenado. Reservas de diesel, gasolina e querosene podem ser direcionadas diretamente ao mercado em uma emergência. Já estoques de petróleo bruto dependem da existência de refinarias operacionais capazes de transformá-los em combustíveis utilizáveis. Por isso, a recuperação da capacidade industrial e a formação de reservas são tratadas pelo governo como partes complementares de uma mesma estratégia de segurança energética.</p>
<p>O assunto ganhou urgência adicional em 2026 com novas tensões no Oriente Médio e a alta do petróleo Brent, que chegou a superar US$ 100 por barril em março. Em um sistema fortemente dependente de produtos importados, um choque externo pode aumentar o custo do petróleo, dos derivados e do transporte marítimo ao mesmo tempo. Se o rand se enfraquecer diante do dólar, o efeito sobre a economia doméstica torna-se ainda maior.</p>
<h2>Refino volta ao centro da política industrial</h2>
<p>A experiência dos últimos anos mudou a maneira como a África do Sul encara suas refinarias. Durante parte da década passada, a discussão estava concentrada principalmente na rentabilidade de instalações antigas e no custo de modernizá-las. Com o aumento das importações, o debate passou a incluir questões de balança comercial, emprego, infraestrutura logística e capacidade do país de atravessar choques internacionais sem comprometer o abastecimento.</p>
<p>O próprio estudo do SARB ressalta que o fechamento das refinarias não provoca, por si só, uma elevação mecânica dos preços domésticos, uma vez que a formação dos combustíveis já incorpora referências internacionais. A mudança aparece com mais clareza na composição das importações e na exposição externa. O país continua precisando comprar energia no mercado internacional, mas passou a comprar uma parcela maior do produto no estágio de maior valor agregado.</p>
<p>Os 76 bilhões de rands estimados em importações adicionais entre 2021 e 2024 dão uma dimensão financeira dessa mudança. Somados à redução da produção industrial, aos milhares de empregos afetados e ao aumento da dependência logística, os números explicam por que o governo decidiu voltar a tratar a capacidade de refino como um ativo estratégico. Se a reconstrução da Sapref avançar conforme o planejado, a África do Sul poderá recuperar parte do processamento perdido e reduzir a necessidade de importar combustíveis prontos. Até lá, o país continuará mais exposto ao preço internacional da energia, ao câmbio e ao funcionamento das rotas marítimas que hoje sustentam parcela crescente de seu abastecimento.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>South African Reserve Bank &#8211; estudo econômico sobre fechamento de refinarias, importações de derivados, produção industrial, emprego e impactos sobre a balança comercial</em></p>
<p><em>South African Reserve Bank &#8211; boletins econômicos e dados sobre importações de petróleo bruto e produtos refinados</em></p>
<p><em>Central Energy Fund &#8211; plano em três fases para utilização, reconstrução e expansão da antiga refinaria Sapref</em></p>
<p><em>South African Government &#8211; decisão do gabinete e proposta de política para estoques estratégicos de petróleo e derivados</em></p>
<p><em>Department of Mineral and Petroleum Resources &#8211; informações oficiais sobre refinarias operacionais e segurança do abastecimento de combustíveis</em></p>
<p><em>Sasol &#8211; atualizações operacionais da refinaria Natref e informações sobre continuidade de produção e fornecimento</em></p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content>
		
			</entry>
		<entry>
		<author>
			<name>Carlos Menezes</name>
					</author>

		<title type="html"><![CDATA[Diretor de Dark Horse diz que US$ 24 milhões incluíam marketing; PF apura destino de repasses]]></title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://gazetamercantil.com/dark-horse-us-24-milhoes-marketing-repasses-investigacao" />

		<id>https://gazetamercantil.com/?p=1531551</id>
		<updated>2026-09-15T01:20:40Z</updated>
		<published>2026-09-15T01:20:40Z</published>
		<category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Política" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Destaque" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Notícias" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Cyrus Nowrasteh" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Daniel Vorcaro" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Dark Horse" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Flávio Bolsonaro" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Go Up Entertainment" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Havengate Development Fund" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Mario Frias" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Polícia Federal" />
		<summary type="html"><![CDATA[<p>O diretor de “Dark Horse”, Cyrus Nowrasteh, afirmou que os US$ 24 milhões associados ao filme sobre Jair Bolsonaro não representam exclusivamente o custo de produção do longa e incluem despesas projetadas de marketing e publicidade. A manifestação, feita em 10 de setembro, altera um ponto relevante na discussão sobre o orçamento da obra, mas [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></summary>

					<content type="html" xml:base="https://gazetamercantil.com/dark-horse-us-24-milhoes-marketing-repasses-investigacao"><![CDATA[<p>O diretor de “Dark Horse”, Cyrus Nowrasteh, afirmou que os US$ 24 milhões associados ao filme sobre Jair Bolsonaro não representam exclusivamente o custo de produção do longa e incluem despesas projetadas de marketing e publicidade. A manifestação, feita em 10 de setembro, altera um ponto relevante na discussão sobre o orçamento da obra, mas não resolve a principal questão examinada pelas investigações: quanto dinheiro efetivamente entrou no projeto, como os recursos foram distribuídos entre Brasil e Estados Unidos e quais despesas foram pagas com os valores transferidos para o fundo norte-americano Havengate Development Fund.</p>
<p>Nowrasteh reagiu às comparações entre os US$ 24 milhões e os orçamentos de outros filmes. Segundo o diretor, os números divulgados como custo da produção estão “ridiculamente inflados” porque somariam produção e marketing. Ele acrescentou que, nos Estados Unidos, esses dois grupos de despesas costumam ser tratados separadamente e afirmou que o gasto estritamente relacionado à realização do longa foi inferior ao de grande parte dos filmes usados nas comparações públicas. O cineasta, porém, não informou qual foi o custo efetivo da produção nem detalhou quanto dos US$ 24 milhões havia sido reservado para publicidade e distribuição.</p>
<p>A distinção é importante porque os US$ 24 milhões aparecem nos documentos da investigação como valor previsto para o investimento no projeto, e não como prova de que toda essa quantia chegou à produtora ou foi efetivamente gasta. Documentos analisados pela Polícia Federal indicam que o financiamento seria estruturado em parcelas e que ao menos US$ 12,3 milhões foram transferidos em 2025 ao Havengate, fundo sediado nos Estados Unidos associado ao financiamento de “Dark Horse”. Isso corresponde a pouco mais de 51% dos US$ 24 milhões previstos inicialmente. Portanto, a diferença entre os dois valores não pode ser tratada automaticamente como dinheiro desaparecido: parte do investimento projetado pode simplesmente não ter sido realizada.</p>
<h2>Três números diferentes cercam o financiamento do filme</h2>
<p>A apuração disponível até agora trabalha com pelo menos três cifras que precisam ser separadas. A primeira é o investimento projetado de US$ 24 milhões. A segunda corresponde aos pelo menos US$ 12,3 milhões atribuídos a transferências feitas a pedido do ex-controlador do Banco Master Daniel Vorcaro para o Havengate. A terceira vem de uma perícia particular contratada pela defesa da produtora Go Up Entertainment, segundo a qual o custo total do projeto teria alcançado aproximadamente US$ 13,4 milhões, equivalentes a R$ 75,2 milhões nos valores apresentados no documento.</p>
<p>Pelos números da perícia particular, US$ 9,6 milhões, ou aproximadamente R$ 54,2 milhões, teriam sido gastos nos Estados Unidos. Outros US$ 3,7 milhões, equivalentes a cerca de R$ 20,9 milhões, corresponderiam às despesas da produção no Brasil. Isso significa que aproximadamente 72% do custo declarado pela própria produtora está associado a operações realizadas no exterior, justamente a parte para a qual a investigação brasileira ainda enfrenta maiores dificuldades para obter documentação bancária, fiscal e contratual completa.</p>
<p>O laudo particular também indicou que o Havengate havia aportado aproximadamente US$ 13,39 milhões no projeto. Esse valor é cerca de US$ 1,1 milhão superior aos US$ 12,3 milhões até agora associados às transferências feitas a pedido de Vorcaro. A diferença, por si só, não demonstra irregularidade: os dois números podem corresponder a universos distintos de investidores ou períodos diferentes. Ela mostra, porém, que a reconstrução financeira ainda depende da identificação de todos os recursos que abasteceram o fundo e de sua posterior destinação.</p>
<p>Há outra diferença relevante. Se o custo declarado de “Dark Horse” foi de aproximadamente US$ 13,4 milhões e o planejamento previa captar US$ 24 milhões, cerca de US$ 10,6 milhões do orçamento projetado não aparecem como gasto realizado na perícia particular. A explicação de Nowrasteh oferece uma hipótese contábil para essa distância ao afirmar que parte do planejamento incluía marketing e publicidade, mas não informa qual era a parcela prevista para essas atividades nem se chegou a ser captada.</p>
<h2>Documentos dos Estados Unidos tornam-se peça central da apuração</h2>
<p>A maior lacuna está nos Estados Unidos. Michael Brian Davis, identificado como sócio da Go Up Entertainment LLC, recusou-se a autorizar a entrega voluntária à Polícia Federal de documentos societários, contábeis, fiscais, bancários e contratuais da empresa americana. Segundo a posição encaminhada à produtora brasileira, esse material deverá ser requisitado pelas autoridades brasileiras por meio dos instrumentos legais de cooperação internacional e dependerá de ordem emitida pela Justiça dos Estados Unidos.</p>
<p>A recusa não significa, por si só, ocultação ou prática criminosa. Ela cria, entretanto, uma barreira objetiva para verificar a maior parcela do custo declarado pela própria produtora. Enquanto os R$ 20,9 milhões atribuídos às operações brasileiras foram acompanhados de milhares de páginas de documentos apresentados pela defesa, a comprovação detalhada dos R$ 54,2 milhões atribuídos aos Estados Unidos permanece no centro da controvérsia.</p>
<p>A manifestação de Nowrasteh também não esclarece essa parte. Ao sustentar que o custo de produção foi menor do que os US$ 24 milhões, o diretor reforça que o valor originalmente associado ao projeto não deve ser comparado diretamente com orçamentos estritamente cinematográficos. Mas a investigação precisa responder a uma questão diferente: qual foi o custo real de cada etapa e quais pagamentos correspondem efetivamente a produção, pré-produção, pós-produção, distribuição e marketing.</p>
<p>Essa distinção também impede que a cifra de US$ 24 milhões seja apresentada como valor comprovadamente gasto. Até o momento, o conjunto de documentos conhecidos aponta para uma previsão de financiamento maior que os aportes comprovados. O foco da investigação, portanto, não é encontrar necessariamente US$ 24 milhões desaparecidos, mas reconciliar os contratos, aportes, transferências e despesas efetivamente realizados.</p>
<h2>Vorcaro continuou sendo cobrado durante as filmagens</h2>
<p>A cronologia das mensagens acrescenta outra camada à investigação. Em 8 de setembro de 2025, Flávio Bolsonaro cobrou Vorcaro sobre pagamentos relacionados ao projeto e mencionou compromissos com Jim Caviezel, que interpreta Jair Bolsonaro, e com Cyrus Nowrasteh. Em 16 de setembro, ocorreu uma transferência de US$ 1.666.667 ao Havengate, pagamento que elevou para cerca de US$ 12,3 milhões o volume conhecido de recursos enviados ao fundo a pedido de Vorcaro.</p>
<p>As cobranças, contudo, não terminaram aí. Em 22 de outubro, já com as filmagens iniciadas em São Paulo, Flávio informou ao ex-banqueiro que o longa estava no terceiro dia de gravação e que a produção se encontrava “no limite”. Segundo as mensagens reunidas pela PF, o senador afirmou que precisaria buscar outro caminho caso Vorcaro não conseguisse liberar novos recursos. No mesmo dia, Vorcaro indicou a interlocutores que continuaria priorizando o financiamento.</p>
<p>Esse episódio ajuda a explicar por que não é possível concluir, apenas comparando os US$ 24 milhões previstos com os valores conhecidos, que todo o orçamento estivesse disponível para os produtores. As mensagens mostram que ainda havia cobrança por novos aportes durante as filmagens, realizadas entre 20 de outubro e 7 de dezembro de 2025.</p>
<p>A PF também identificou movimentações de aproximadamente R$ 19 milhões nas contas da Go Up entre 10 de novembro e 30 de dezembro de 2025, período que coincide parcialmente com as gravações. Entre as despesas apontadas estão cerca de R$ 906,8 mil pagos a um hotel e R$ 653,2 mil a uma empresa de alimentação, além de pagamentos a <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="339424">empresas</a> ligadas à atividade audiovisual. Essas movimentações integram uma frente distinta, mas conectada, da investigação sobre o financiamento do filme.</p>
<h2>Suspeita sobre R$ 750 mil é separada dos aportes de Vorcaro</h2>
<p>Outro ponto que exige separação é a investigação sobre recursos públicos. A Operação Make Up, deflagrada pela Polícia Federal em 10 de setembro com apoio da Controladoria-Geral da União e autorização do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, investiga suspeitas de desvio de recursos de emendas parlamentares. Foram cumpridos 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal. A PF apura crimes como peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e delitos relacionados a contratações públicas.</p>
<p>Um dos pontos examinados é um repasse de R$ 750 mil à Go Up feito pela NTT Brasil. A PF identificou uma sequência anterior na qual R$ 700 mil de recursos vinculados a emendas destinadas ao Instituto Conhecer Brasil foram pagos a duas empresas de um mesmo núcleo empresarial. Pouco depois, a NTT, ligada a esse grupo, transferiu R$ 750 mil para a produtora. Os investigadores consideram a proximidade dos valores e das datas um indício a ser esclarecido, mas os elementos divulgados até agora não permitem afirmar de forma definitiva que os mesmos recursos públicos terminaram no filme.</p>
<p>A perícia particular contratada pela produtora sustenta posição oposta e afirma não ter identificado entrada de recursos públicos no financiamento de “Dark Horse”. Mário Frias e Karina Ferreira da Gama negam irregularidades. Frias classificou a operação como motivada politicamente e disse que apresentará documentação para demonstrar a legalidade das operações. A defesa de Karina afirma que ela vem colaborando com as autoridades e entregando documentos.</p>
<p>O quadro disponível, portanto, é mais complexo do que a comparação entre um orçamento de US$ 24 milhões e o custo de filmagem. A declaração de Cyrus Nowrasteh esclarece que produção e marketing estavam agrupados no planejamento financeiro, mas deixa sem resposta qual era o valor destinado a cada rubrica. A perícia particular aponta custo de cerca de US$ 13,4 milhões; documentos da investigação registram ao menos US$ 12,3 milhões transferidos a pedido de Vorcaro; e a maior parte dos gastos declarados teria ocorrido nos Estados Unidos, onde a documentação completa ainda não foi entregue voluntariamente à PF.</p>
<p>É essa reconciliação entre dinheiro previsto, dinheiro captado, dinheiro transferido ao Havengate e despesas efetivamente comprovadas que deverá determinar se as diferenças são apenas consequência da estrutura financeira de uma produção internacional ou se escondem movimentações incompatíveis com a finalidade declarada. Até que essa verificação seja concluída, não há base para afirmar que o saldo entre os US$ 24 milhões planejados e o custo declarado tenha sido roubado ou desviado.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Polícia Federal &#8211; comunicado da Operação Make Up e informações oficiais sobre a investigação de possível desvio de recursos provenientes de emendas parlamentares</em></p>
<p><em>Supremo Tribunal Federal &#8211; informações sobre a autorização das buscas e apreensões e a investigação relacionada ao financiamento de Dark Horse</em></p>
<p><em>Controladoria-Geral da União &#8211; informações sobre a atuação conjunta com a Polícia Federal na apuração de recursos provenientes de emendas parlamentares</em></p>
<p><em>Cyrus Nowrasteh &#8211; manifestação pública de 10 de setembro de 2026 sobre a composição do orçamento de Dark Horse entre custos de produção e despesas projetadas de marketing</em></p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content>
		
			</entry>
		<entry>
		<author>
			<name>Álvaro Lima</name>
							<uri>https://muckrack.com/alvaro-lima</uri>
						</author>

		<title type="html"><![CDATA[Varejo brasileiro enfrenta juros altos e muda foco para geração de caixa e produtividade]]></title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://gazetamercantil.com/varejo-brasileiro-juros-altos-consumidor-endividado" />

		<id>https://gazetamercantil.com/?p=1531520</id>
		<updated>2026-09-14T22:35:39Z</updated>
		<published>2026-09-14T22:35:39Z</published>
		<category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Economia" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Destaque" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Notícias" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="capital de giro" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="endividamento das famílias" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="geração de caixa" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="juros altos" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="negócios" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="produtividade" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="recuperação judicial" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Selic" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="varejo brasileiro" />
		<summary type="html"><![CDATA[<p>O varejo brasileiro entrou em uma fase em que faturamento e participação de mercado deixaram de ser suficientes para medir a saúde de uma operação. Com a Selic ainda em nível elevado, consumidor mais dependente de crédito e empresas pressionadas pelo custo financeiro, a capacidade de gerar caixa, elevar a produtividade dos ativos e preservar [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></summary>

					<content type="html" xml:base="https://gazetamercantil.com/varejo-brasileiro-juros-altos-consumidor-endividado"><![CDATA[<p>O varejo brasileiro entrou em uma fase em que faturamento e participação de mercado deixaram de ser suficientes para medir a saúde de uma operação. Com a Selic ainda em nível elevado, consumidor mais dependente de crédito e <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339400">empresas</a> pressionadas pelo custo financeiro, a capacidade de gerar caixa, elevar a produtividade dos ativos e preservar margens passou a ocupar posição central nas decisões das grandes redes.</p>
<p>A mudança ocorre em um momento de forte pressão sobre diferentes elos do negócio. Desde agosto, a taxa Selic está em 14% ao ano, depois de ter permanecido em 15% por boa parte de 2026. Embora a redução de 1 ponto percentual alivie parte do custo financeiro, o patamar ainda restringe as condições de crédito para empresas e famílias. O Banco Central também avalia que a <a class="wpil_keyword_link" title="Política" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339398">política</a> monetária segue em terreno contracionista.</p>
<p>Do lado da demanda, a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), mostrou que 82% das famílias estavam endividadas em agosto, mesmo percentual registrado em julho. A proporção de consumidores com contas em atraso subiu para 29,9%, enquanto 19,2% das famílias comprometiam mais da metade da renda com dívidas.</p>
<p>Esse quadro não significa que o consumo tenha deixado de existir ou que todo o comércio enfrente retração. O que muda é a qualidade do crescimento. Para empresas com alto volume de lojas, estoques relevantes, necessidade permanente de capital de giro e exposição a financiamento, cada ponto de margem e cada dia de capital imobilizado passam a ter impacto maior sobre o resultado.</p>
<h2>Custo do dinheiro aumenta o peso do capital de giro</h2>
<p>No varejo, o efeito dos juros não se limita aos empréstimos contratados diretamente pela companhia. O custo financeiro interfere na composição do capital de giro, no financiamento de estoques, nas condições oferecidas a fornecedores e na capacidade do consumidor de parcelar suas compras.</p>
<p>Quando o custo de carregar estoque aumenta, a empresa precisa vender mais rapidamente para transformar mercadoria em caixa. Produtos que permanecem nas prateleiras por períodos longos consomem capital sem produzir receita adicional. O problema se torna mais relevante em segmentos sujeitos a mudanças rápidas de preferência, tecnologia ou preço.</p>
<p>O mesmo raciocínio vale para lojas físicas. Uma unidade pode apresentar vendas relevantes e ainda assim destruir valor caso aluguel, pessoal, energia, logística, perdas e despesas de operação consumam parcela excessiva da margem gerada.</p>
<p>A consequência é uma mudança na métrica de expansão. Abrir novas lojas pode elevar a receita, mas a decisão passa a depender da capacidade de cada unidade produzir retorno superior ao capital necessário para sua instalação e operação. Em uma estrutura mais cara, crescimento de vendas sem geração correspondente de caixa pode aumentar a necessidade de financiamento em vez de fortalecer a companhia.</p>
<p>O Banco Central chegou a elevar a Selic de 10,50% em setembro de 2024 para 15% ao ano em junho de 2025, mantendo a taxa nesse nível durante boa parte do período seguinte. Em agosto de 2026, houve redução para 14%. A diferença de 3,5 pontos percentuais em relação ao início do ciclo de aperto mostra a dimensão do ajuste monetário que atingiu o custo do dinheiro no período.</p>
<h2>Endividamento das famílias reduz espaço para compras financiadas</h2>
<p>A pressão também aparece no orçamento dos consumidores. A Peic de agosto mostrou que 82% das famílias brasileiras tinham algum tipo de dívida, percentual que permanece em nível recorde pelo segundo mês consecutivo. A inadimplência geral chegou a 29,9%, e o comprometimento médio da renda ficou em 29,5%.</p>
<p>O dado mais sensível está na distribuição por renda. Entre as famílias que recebem até três salários mínimos, 85,1% declararam possuir dívidas e 38,8% estavam com pagamentos atrasados, acima dos 38,5% registrados em julho. O grupo também apresentou alta de 0,5 ponto percentual na parcela sem condições de quitar os débitos, para 18,3%.</p>
<p>Para o varejo, esse quadro tende a alterar a composição da demanda. Um consumidor mais comprometido com prestações pode continuar comprando, mas passa a comparar preços, postergar aquisições de maior valor, substituir marcas e responder mais fortemente a promoções.</p>
<p>Isso aumenta a importância da precificação e da gestão de categorias. Descontos podem elevar o volume de vendas, mas, quando utilizados de forma excessiva, reduzem margem e podem criar um ciclo em que a empresa precisa vender cada vez mais para preservar o mesmo nível de geração de caixa.</p>
<p>A questão central passa a ser quanto da venda se transforma efetivamente em resultado depois de impostos, descontos, logística, despesas financeiras, perdas e custos de operação.</p>
<h2>Recuperação judicial preserva tempo, mas não substitui ajuste operacional</h2>
<p>Os casos recentes de reestruturação de grandes empresas ajudam a dimensionar a pressão. O Grupo Casas Bahia (BHIA3) protocolou em agosto pedido de recuperação judicial envolvendo a companhia e nove subsidiárias. No fato relevante encaminhado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a empresa relacionou a decisão à deterioração das condições econômico-financeiras e informou que pretende readequar sua estrutura operacional, concentrando-se em operações mais rentáveis e com maiores margens de contribuição.</p>
<p>O passivo submetido ao processo foi de aproximadamente R$ 17,3 bilhões, segundo os documentos divulgados pela companhia ao <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339399">mercado</a>. O próprio grupo afirmou que pretende manter suas atividades enquanto busca o reperfilamento e o alongamento das dívidas.</p>
<p>O caso mostra a diferença entre uma solução financeira e uma transformação operacional. A recuperação judicial pode reorganizar vencimentos, suspender determinadas execuções e criar condições para negociação entre empresa e credores. Pela Lei nº 11.101, o deferimento do processamento suspende, nos termos previstos na legislação, execuções relativas aos créditos sujeitos ao processo, em regra por 180 dias, prazo que pode ser prorrogado uma vez em caráter excepcional.</p>
<p>Esse mecanismo, porém, não aumenta automaticamente a margem de uma loja, acelera a venda de um estoque ou reduz o custo de aquisição de clientes. A companhia ainda precisa alterar a relação entre receita, custos, capital empregado e geração de caixa.</p>
<p>É justamente nessa etapa que produtividade ganha peso. Reduzir dívida sem diminuir a necessidade estrutural de capital pode apenas transferir o problema para o futuro. A sustentabilidade depende de uma operação capaz de gerar recursos suficientes para financiar suas atividades depois da reestruturação do passivo.</p>
<h2>Lojas, estoques e canais passam por seleção mais rigorosa</h2>
<p>A unidade física continua sendo um ativo relevante para muitas redes, especialmente em segmentos nos quais experiência, conveniência, retirada de produtos e relacionamento com o consumidor fazem parte da proposta de valor. O problema aparece quando a rede é maior do que a capacidade econômica de suas lojas.</p>
<p>A análise deixa de ser simplesmente geográfica e passa a considerar produtividade por metro quadrado, vendas por unidade, margem de contribuição, custo de ocupação, fluxo de clientes e integração com o comércio eletrônico.</p>
<p>Uma loja pouco rentável pode continuar desempenhando alguma função estratégica, mas essa justificativa precisa ser mensurável. Ela pode funcionar como ponto de retirada, centro de distribuição de última milha, showroom ou canal de relacionamento. Quando nenhuma dessas funções produz retorno adequado, a manutenção do ativo passa a competir diretamente com investimentos em tecnologia, logística ou redução de dívida.</p>
<p>O mesmo vale para os estoques. O capital empregado em produtos de baixa rotação não aparece apenas como uma questão operacional. Ele ocupa recursos que poderiam ser utilizados na redução de passivos ou em mercadorias com giro mais rápido.</p>
<p>Esse cálculo também muda a relação com fornecedores. Empresas pressionadas financeiramente precisam equilibrar prazo, preço e disponibilidade. Alongar pagamentos pode aliviar temporariamente o caixa, mas condições comerciais mais caras ou perda de fornecedores estratégicos podem comprometer a operação posteriormente.</p>
<h2>Crescimento passa a ser medido pelo retorno sobre o capital</h2>
<p>A principal mudança para as empresas de varejo está na forma de avaliar expansão. Durante períodos de crédito mais abundante, o crescimento da receita pode justificar investimentos em novas lojas, canais e logística mesmo antes de a operação atingir sua maturidade.</p>
<p>Em um ambiente de capital mais caro, o cálculo exige maior disciplina. O investimento precisa ser comparado com a geração de caixa esperada e com o custo de financiamento. Uma expansão que aumenta vendas, mas reduz o retorno sobre o capital empregado, deixa de ser automaticamente positiva.</p>
<p>A pressão também favorece modelos mais leves, maior integração entre canais e revisão de portfólios. Empresas podem optar por concentrar investimentos nas categorias de maior margem, reduzir estruturas administrativas, negociar contratos ou vender ativos para reforçar liquidez.</p>
<p>A tecnologia ganha importância nesse processo não apenas como ferramenta comercial, mas como instrumento de produtividade. Dados de estoque, preço, comportamento do consumidor e logística permitem ajustar compras e reduzir capital parado. O ganho, entretanto, depende da execução: tecnologia sem alteração de processos não resolve ineficiências estruturais.</p>
<p>O mercado, portanto, não está necessariamente exigindo que o varejo deixe de crescer. O desafio é que crescimento e rentabilidade passem a caminhar juntos. Em uma companhia alavancada, aumentar o faturamento sem aumentar a geração de caixa pode ampliar a necessidade de financiamento e postergar a solução do problema.</p>
<h2>Próxima etapa será provar que a operação consegue gerar caixa</h2>
<p>A combinação entre juros ainda elevados, elevado endividamento das famílias e necessidade de reorganização financeira coloca a eficiência no centro das decisões do setor. A redução da Selic de 15% para 14% ao ano melhora a condição marginal de financiamento, mas não elimina os efeitos acumulados de um período prolongado de crédito caro.</p>
<p>Para as empresas que passam por reestruturação, o indicador decisivo será a capacidade de transformar o ajuste em geração recorrente de caixa. Isso envolve reduzir custos sem comprometer receita, melhorar o giro dos estoques, aumentar a produtividade das lojas, selecionar investimentos e direcionar capital para atividades com retorno superior ao custo de financiamento.</p>
<p>Para o consumidor, a tendência é de maior seletividade enquanto o orçamento permanecer pressionado. Para as empresas, isso significa que preço, conveniência, sortimento e experiência precisam ser combinados com uma estrutura operacional compatível com a margem efetivamente produzida.</p>
<p>Os próximos movimentos do varejo devem, portanto, ser menos associados à corrida por escala e mais à seleção de ativos, canais e categorias capazes de gerar retorno. A recuperação financeira só será sustentável quando vier acompanhada de uma operação economicamente mais eficiente.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Banco Central do Brasil &#8211; histórico das decisões do Copom e trajetória da taxa Selic em 2026</em></p>
<p><em>Banco Central do Brasil &#8211; comunicado do Copom sobre política monetária, inflação e condições econômicas</em></p>
<p><em>Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo &#8211; Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor de agosto de 2026</em></p>
<p><em>Grupo Casas Bahia &#8211; fato relevante sobre o pedido de recuperação judicial, reestruturação financeira e readequação operacional</em></p>
<p><em>Comissão de Valores Mobiliários &#8211; documento público do Grupo Casas Bahia sobre o pedido de recuperação judicial</em></p>
<p><em>Presidência da República &#8211; Lei nº 11.101 e regras aplicáveis à recuperação judicial, suspensão de execuções e reorganização de empresas</em></p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content>
		
			</entry>
		<entry>
		<author>
			<name>Letícia Nóbrega</name>
					</author>

		<title type="html"><![CDATA[Salário mínimo paulista 2026 é de R$ 1.874,36; veja quem tem direito]]></title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://gazetamercantil.com/salario-minimo-paulista-2026-valor-vigencia" />

		<id>https://gazetamercantil.com/?p=1531546</id>
		<updated>2026-09-14T22:32:13Z</updated>
		<published>2026-09-14T22:32:13Z</published>
		<category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Trabalho" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Destaque" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Notícias" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="empregada doméstica" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Lei 18.471/2026" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="piso paulista 2026" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="piso salarial SP" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="salário mínimo nacional" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="salário mínimo paulista 2026" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="salário mínimo São Paulo" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="trabalhador doméstico" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="trabalho" />
		<summary type="html"><![CDATA[<p>O salário mínimo paulista em 2026 é de R$ 1.874,36 por mês para os trabalhadores abrangidos pelo piso salarial regional do Estado de São Paulo. O novo valor entrou em vigor em 1º de junho de 2026 e alcança cerca de 70 categorias profissionais, entre elas trabalhadores domésticos, cuidadores de idosos, motoboys, vendedores, garçons, trabalhadores [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></summary>

					<content type="html" xml:base="https://gazetamercantil.com/salario-minimo-paulista-2026-valor-vigencia"><![CDATA[<p>O salário mínimo paulista em 2026 é de <strong>R$ 1.874,36 por mês</strong> para os trabalhadores abrangidos pelo piso salarial regional do Estado de São Paulo. O novo valor entrou em vigor em <strong>1º de junho de 2026</strong> e alcança cerca de 70 categorias profissionais, entre elas trabalhadores domésticos, cuidadores de idosos, motoboys, vendedores, garçons, trabalhadores de limpeza, pedreiros e profissionais de diferentes atividades do comércio, dos serviços e da indústria.</p>
<p>O valor foi estabelecido pela <strong>Lei estadual nº 18.471, de 27 de maio de 2026</strong>, publicada no Diário Oficial do Estado em 28 de maio. Como a própria legislação determina que a atualização entre em vigor no primeiro dia do mês seguinte ao da publicação, o novo piso passou a valer em 1º de junho.</p>
<p>O piso paulista é superior ao salário mínimo nacional de 2026, fixado em R$ 1.621. A diferença é de R$ 253,36 por mês, o que coloca a referência estadual aproximadamente 15,6% acima do mínimo federal.</p>
<p>Isso não significa, porém, que todo trabalhador empregado no Estado de São Paulo tenha automaticamente direito a R$ 1.874,36. O piso regional é aplicado às categorias previstas na legislação paulista quando não existe outro piso salarial estabelecido por lei federal, convenção coletiva ou acordo coletivo de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/trabalho" target="_blank"  rel="noopener" title="Trabalho" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="339423">trabalho</a>.</p>
<h2>Qual é o salário mínimo paulista em 2026?</h2>
<p>O piso salarial regional de São Paulo passou para <strong>R$ 1.874,36</strong> em 2026.</p>
<p>A atualização representou aumento de R$ 70,36 em relação ao valor anterior, de R$ 1.804, equivalente a aproximadamente 3,9%.</p>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Referência</th>
<th align="right">Valor em 2026</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Salário mínimo paulista</td>
<td align="right">R$ 1.874,36</td>
</tr>
<tr>
<td>Salário mínimo nacional</td>
<td align="right">R$ 1.621,00</td>
</tr>
<tr>
<td>Diferença mensal</td>
<td align="right">R$ 253,36</td>
</tr>
<tr>
<td>Diferença percentual aproximada</td>
<td align="right">15,6%</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O valor paulista funciona como piso salarial mensal para as categorias abrangidas pela Lei nº 12.640, de 2007, que criou o sistema estadual de pisos e vem sendo atualizada ao longo dos anos.</p>
<p>Em 2026, a Lei nº 18.471 reajustou novamente essa referência e fixou o mesmo valor de R$ 1.874,36 para os dois grandes grupos profissionais descritos na legislação.</p>
<h2>Salário mínimo paulista 2026: a partir de quando vale?</h2>
<p>O novo salário mínimo paulista passou a valer em <strong>1º de junho de 2026</strong>.</p>
<p>A Lei nº 18.471 foi sancionada em 27 de maio e publicada no Diário Oficial em 28 de maio. A norma estabelece que entra em vigor no primeiro dia do mês subsequente à publicação.</p>
<p>Por isso, o novo valor não vale desde janeiro de 2026. Entre janeiro e maio, deve ser considerada a referência anterior aplicável ao trabalhador. A partir da competência de junho, os empregados abrangidos pelo piso paulista passaram a ter como referência mínima mensal R$ 1.874,36.</p>
<p>Essa diferença de datas é importante porque o salário mínimo nacional passou a valer em janeiro, enquanto o novo piso regional paulista entrou em vigor somente cinco meses depois.</p>
<h2>Quem tem direito ao salário mínimo paulista em 2026?</h2>
<p>O piso paulista é destinado aos trabalhadores das categorias expressamente previstas na legislação estadual que <strong>não tenham outro piso salarial definido por lei federal, convenção ou acordo coletivo de trabalho</strong>.</p>
<p>A relação é extensa e reúne aproximadamente 70 categorias.</p>
<p>Entre os profissionais abrangidos estão trabalhadores domésticos, cuidadores de idosos e de pessoas com deficiência, serventes, trabalhadores agropecuários e florestais, pescadores, profissionais de limpeza e conservação, auxiliares de serviços gerais, empregados não especializados do comércio, da indústria e de serviços administrativos, motoboys e trabalhadores responsáveis pela movimentação de mercadorias.</p>
<p>Também aparecem na legislação operadores de máquinas, barbeiros, cabeleireiros, manicures, pedicures, vendedores, trabalhadores de costura, estofadores, pedreiros, profissionais de preparação de alimentos e bebidas, trabalhadores de turismo e hospedagem, garçons, pintores, encanadores, soldadores e marceneiros.</p>
<p>O piso alcança ainda categorias como digitadores, telefonistas, operadores de telemarketing, trabalhadores de redes de energia e telecomunicações, ajustadores mecânicos, montadores de máquinas e supervisores de produção e manutenção industrial.</p>
<p>Outro grupo previsto na lei inclui administradores agropecuários e florestais, trabalhadores de serviços de higiene e saúde, chefes de serviços de transportes e comunicações, supervisores de compras e vendas, agentes técnicos em vendas, representantes comerciais e determinados operadores dos setores de rádio, televisão, sonorização e projeção cinematográfica.</p>
<h2>Doméstica recebe o salário mínimo paulista de R$ 1.874,36?</h2>
<p>Sim. <strong>Trabalhadores domésticos aparecem expressamente na legislação paulista</strong> e estão entre as categorias alcançadas pelo piso de R$ 1.874,36.</p>
<p>Assim, para o empregado doméstico que trabalha no Estado de São Paulo e esteja sujeito ao piso regional, a referência mensal desde 1º de junho de 2026 é R$ 1.874,36.</p>
<p>Isso inclui a situação típica de empregados domésticos mensalistas abrangidos pela legislação estadual. O valor paulista é maior que o mínimo nacional de R$ 1.621.</p>
<p>A diferença é significativa. Considerando uma trabalhadora doméstica abrangida pelo piso estadual, o pagamento pelo mínimo nacional representaria R$ 253,36 a menos por mês em relação à referência paulista.</p>
<p>Em 12 meses, uma diferença mensal de R$ 253,36 corresponderia a R$ 3.040,32, sem considerar reflexos trabalhistas como 13º salário, férias e demais parcelas.</p>
<p>É importante, no entanto, observar a situação concreta de cada vínculo, porque convenções ou acordos coletivos podem estabelecer condições específicas e pisos superiores.</p>
<h2>Todo trabalhador de São Paulo recebe R$ 1.874,36?</h2>
<p>Não.</p>
<p>O chamado salário mínimo paulista é, juridicamente, um <strong>piso salarial regional para determinadas categorias</strong>, e não um novo salário mínimo obrigatório para todos os empregados do Estado.</p>
<p>A legislação paulista estabelece uma regra importante: o piso regional não se aplica quando o trabalhador já possui outro piso definido por lei federal, convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho.</p>
<p>Isso significa que uma categoria profissional pode possuir um piso próprio maior que R$ 1.874,36. Nesse caso, prevalece a regra específica aplicável àquela relação de trabalho.</p>
<p>Por exemplo, se uma convenção coletiva fixar piso de R$ 2.100 para determinada categoria, o empregador não poderá substituir esse valor pelo mínimo paulista de R$ 1.874,36 apenas porque o piso estadual é menor.</p>
<p>O piso regional funciona principalmente como proteção para trabalhadores das categorias listadas que não possuem outra referência salarial específica.</p>
<h2>Quem não recebe o piso paulista?</h2>
<p>Além dos trabalhadores com piso definido por lei federal, convenção ou acordo coletivo, a Lei nº 12.640 exclui expressamente os <strong>servidores públicos estaduais e municipais</strong> e os contratos de aprendizagem regidos pela legislação federal.</p>
<p>Portanto, o valor de R$ 1.874,36 não deve ser interpretado como vencimento mínimo geral de todos os servidores públicos paulistas.</p>
<p>O Estado aprovou separadamente, em 2026, regras de abono complementar para determinadas situações envolvendo servidores estaduais. Trata-se, porém, de legislação própria e distinta do piso destinado às categorias profissionais da iniciativa privada.</p>
<p>Também não se deve confundir o salário mínimo paulista com pisos profissionais nacionais estabelecidos para determinadas profissões.</p>
<h2>Salário mínimo paulista é maior que o salário mínimo nacional</h2>
<p>Em 2026, a diferença entre as duas referências ficou em R$ 253,36.</p>
<p>O salário mínimo nacional passou de R$ 1.518 em 2025 para R$ 1.621 em 2026. Já o piso paulista chegou a R$ 1.874,36 a partir de junho.</p>
<p>Assim, o valor regional paulista ficou aproximadamente 15,6% acima da referência nacional.</p>
<p>Na prática, um trabalhador efetivamente abrangido pela legislação estadual não deve receber apenas o mínimo nacional quando o piso paulista for aplicável ao contrato.</p>
<p>A existência de um salário mínimo nacional menor não elimina a obrigação de respeitar um piso regional válido ou um piso profissional mais elevado.</p>
<h2>Exemplo: trabalhador doméstico</h2>
<p>Considere uma empregada doméstica mensalista que trabalha no Estado de São Paulo e esteja enquadrada na regra estadual.</p>
<p>Até maio de 2026, aplica-se o piso então vigente. A partir de 1º de junho, a referência passa para R$ 1.874,36.</p>
<p>O empregador não deve utilizar os R$ 1.621 do salário mínimo nacional como referência mensal a partir de junho se o vínculo estiver abrangido pelo piso paulista.</p>
<h2>Exemplo: trabalhador com convenção coletiva</h2>
<p>Agora considere um empregado de uma categoria incluída na lista estadual, mas cuja convenção coletiva determine piso de R$ 2 mil por mês.</p>
<p>Nesse caso, o fato de a legislação paulista estabelecer R$ 1.874,36 não reduz o salário mínimo profissional da categoria para esse valor.</p>
<p>O instrumento coletivo continua sendo observado quando estabelece o piso específico aplicável.</p>
<h2>Exemplo: trabalhador sem piso próprio</h2>
<p>Um trabalhador pertencente a uma das categorias previstas na Lei nº 12.640, sem piso nacional e sem convenção ou acordo coletivo que estabeleça outra referência, passa a ter no piso paulista de R$ 1.874,36 o parâmetro mínimo mensal aplicável a partir de junho.</p>
<p>Esse é justamente um dos principais objetivos do sistema de pisos regionais: estabelecer uma proteção salarial superior ao mínimo nacional para grupos que não tenham uma referência profissional própria.</p>
<h2>Qual é a lei do salário mínimo paulista de 2026?</h2>
<p>O valor de R$ 1.874,36 foi estabelecido pela <strong>Lei estadual nº 18.471, de 27 de maio de 2026</strong>.</p>
<p>A norma modificou a Lei nº 12.640, de 11 de julho de 2007, responsável pela criação dos pisos salariais paulistas.</p>
<p>A publicação ocorreu em 28 de maio de 2026, e a entrada em vigor foi definida para o primeiro dia do mês seguinte. Por isso, a vigência começou em <strong>1º de junho de 2026</strong>.</p>
<p>A legislação manteve a relação detalhada das profissões abrangidas e estabeleceu R$ 1.874,36 para os grupos profissionais previstos.</p>
<h2>O piso paulista pode ser maior que R$ 1.874,36?</h2>
<p>Sim. R$ 1.874,36 representa a referência prevista pela legislação estadual para as categorias abrangidas, não um teto salarial.</p>
<p><a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="339422">Empresas</a> podem pagar acima desse montante, e convenções e acordos coletivos podem fixar pisos superiores.</p>
<p>O trabalhador também pode receber mais em razão de sua função, experiência, jornada, estrutura salarial da empresa, adicionais e outras parcelas previstas no contrato ou na legislação.</p>
<p>O ponto central é que, nos casos em que o piso regional é aplicável, a remuneração básica não deve ser estruturada ignorando a referência mínima estadual.</p>
<h2>Salário mínimo paulista de R$ 1.874,36 está vigente</h2>
<p>Desde <strong>1º de junho de 2026</strong>, portanto, o piso salarial paulista é de R$ 1.874,36 para as categorias alcançadas pela Lei nº 12.640 e atualizadas pela Lei nº 18.471.</p>
<p>O valor é R$ 253,36 superior ao salário mínimo nacional de R$ 1.621 e inclui expressamente os trabalhadores domésticos.</p>
<p>Para saber qual referência vale em uma situação específica, o primeiro passo é verificar se a profissão está entre as categorias previstas na legislação paulista. Em seguida, é necessário conferir se existe lei federal, convenção ou acordo coletivo estabelecendo outro piso.</p>
<p>Se não houver outra referência e a categoria estiver incluída na legislação estadual, o salário mínimo paulista de <strong>R$ 1.874,36</strong> é o parâmetro aplicável desde junho de 2026.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content>
		
			</entry>
		<entry>
		<author>
			<name>Carlos Menezes</name>
					</author>

		<title type="html"><![CDATA[Mensagens de Vorcaro mostram cobrança por aporte no Tayayá e citam R$ 35 milhões em operações]]></title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://gazetamercantil.com/mensagens-vorcaro-aporte-tayaya-35-milhoes" />

		<id>https://gazetamercantil.com/?p=1531543</id>
		<updated>2026-09-14T22:23:19Z</updated>
		<published>2026-09-14T22:23:19Z</published>
		<category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Política" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Destaque" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Notícias" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Banco Master" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Daniel Vorcaro" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Dias Toffoli" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Fabiano Zettel" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="fundo Arleen" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Guilherme Lippi" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="STF" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Tayayá Resort" />
		<summary type="html"><![CDATA[<p>Mensagens extraídas do celular do banqueiro Daniel Vorcaro revelam uma sequência de cobranças sobre aportes financeiros relacionados ao Tayayá Resort, em Ribeirão Claro, no Paraná. Os diálogos envolvem principalmente o cunhado do banqueiro, Fabiano Zettel, e também citam o advogado Guilherme Lippi, que atuou para uma empresa ligada ao ministro do Supremo Tribunal Federal Dias [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></summary>

					<content type="html" xml:base="https://gazetamercantil.com/mensagens-vorcaro-aporte-tayaya-35-milhoes"><![CDATA[<p>Mensagens extraídas do celular do banqueiro Daniel Vorcaro revelam uma sequência de cobranças sobre aportes financeiros relacionados ao Tayayá Resort, em Ribeirão Claro, no Paraná. Os diálogos envolvem principalmente o cunhado do banqueiro, Fabiano Zettel, e também citam o advogado Guilherme Lippi, que atuou para uma empresa ligada ao ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli.</p>
<p>As conversas registram dois valores: R$ 20 milhões que, segundo Zettel, já haviam sido pagos anteriormente e outros R$ 15 milhões envolvidos em uma etapa posterior da operação. Juntos, os montantes chegam a R$ 35 milhões.</p>
<p>A sequência das mensagens mostra que o assunto foi tratado durante meses e que as cobranças aumentaram à medida que a movimentação dos recursos não era concluída. Em agosto, Vorcaro chegou a perguntar diretamente ao cunhado: “Onde tá a grana?”.</p>
<p>Os diálogos, no entanto, não demonstram por si só quem foi o beneficiário final dos R$ 35 milhões nem comprovam que Dias Toffoli tenha recebido esses recursos. A identificação do caminho completo do dinheiro depende do cruzamento das mensagens com documentos financeiros, registros dos fundos, contratos e transferências bancárias.</p>
<h2>Conversas começam em março com discussão sobre o fundo Arleen</h2>
<p>A cronologia conhecida começa em 12 de março, quando Guilherme Lippi procura Vorcaro para tratar de uma transferência envolvendo o fundo Arleen. Na conversa, Lippi se apresenta no contexto dos <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank"  rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="339420">negócios</a> do Tayayá.</p>
<p>O contato é relevante porque Lippi voltaria a aparecer meses depois, quando Vorcaro e Zettel discutiriam dificuldades para concluir a operação relacionada ao resort.</p>
<p>Em abril, Vorcaro encaminha a Lippi o contato de Fabiano Zettel. Na mensagem, aparece a necessidade de realizar um aporte em um Fundo de Investimento em Participações.</p>
<p>A partir desse ponto, Zettel passa a ocupar posição central nas conversas sobre a execução financeira da operação.</p>
<h2>Em maio, Vorcaro cobra Zettel pela primeira vez</h2>
<p>Em 24 de maio, Vorcaro procura o cunhado para saber por que o aporte ainda não havia sido resolvido. A mensagem associa expressamente a pendência ao fundo relacionado ao Tayayá.</p>
<p>Zettel responde posteriormente à cobrança. O diálogo indica que já havia uma expectativa de realização do aporte, mas que a operação continuava pendente.</p>
<p>No dia seguinte, 25 de maio, Vorcaro volta a procurar o cunhado. Desta vez, pede que Zettel atenda uma pessoa identificada apenas como “Saulo” para “resolver um tema”.</p>
<p>O conteúdo disponível não esclarece qual era a função de Saulo nem permite estabelecer se ele participava diretamente da movimentação dos recursos. A referência, porém, mostra que outros interlocutores estavam envolvidos nas tratativas.</p>
<p>As mensagens de maio são importantes porque demonstram que a cobrança registrada posteriormente em agosto não surgiu de forma repentina. O assunto já estava sendo acompanhado por Vorcaro havia meses.</p>
<h2>Cobrança reaparece em agosto e Vorcaro pergunta onde estava o dinheiro</h2>
<p>O ponto de maior tensão das conversas ocorre em 14 de agosto.</p>
<p>Vorcaro volta a procurar Zettel e pergunta: “Aquele negócio no Tayaya não foi feito?”.</p>
<p>A resposta indica que a operação ainda não estava integralmente concluída. Ao tentar entender o que faltava, Vorcaro recebe de Zettel a informação de que era necessária uma orientação de Lippi.</p>
<p>“Que ele me diga pra quem passar”, afirma Zettel.</p>
<p>A frase sugere que existia uma etapa de transferência ainda pendente. O diálogo não identifica de forma conclusiva quem deveria receber os recursos.</p>
<p>Pouco depois, Vorcaro demonstra irritação com a situação.</p>
<p>“Me deu um puta problema”, escreve.</p>
<p>Em seguida, faz a pergunta mais direta de toda a sequência: “Onde tá a grana?”.</p>
<p>Zettel responde: “No fundo dono no Tayaya”, conforme a grafia registrada na conversa.</p>
<p>A resposta é relevante porque situa os recursos dentro de uma estrutura ligada ao empreendimento, mas não esclarece qual fundo estava sendo mencionado nem identifica o beneficiário econômico final.</p>
<h2>Zettel diz que R$ 15 milhões já haviam sido aportados</h2>
<p>Depois de perguntar onde estava o dinheiro, Vorcaro exige informações sobre o que já havia sido realizado.</p>
<p>Zettel então informa: “Aportamos os 15. Agora falta só transferir”.</p>
<p>A mensagem estabelece uma distinção importante entre duas etapas da operação. Segundo a conversa, o aporte de R$ 15 milhões já teria ocorrido, mas a transferência subsequente ainda estava pendente.</p>
<p>Isso indica que o dinheiro poderia estar temporariamente dentro de uma estrutura intermediária antes de chegar ao destino previsto para a operação.</p>
<p>Vorcaro demonstra urgência.</p>
<p>“Quero tudo ate hoje”, escreve, conforme a grafia original.</p>
<p>Mais tarde, Zettel pergunta exatamente quais informações o banqueiro queria receber. Vorcaro responde: “Qual negócio vc fez tayaya ate hoje”.</p>
<p>A cobrança deixa claro que Vorcaro queria um levantamento das operações que já haviam sido realizadas em relação ao empreendimento.</p>
<h2>Lippi volta à conversa como responsável por pendência</h2>
<p>Guilherme Lippi reaparece posteriormente na sequência de 14 de agosto.</p>
<p>Vorcaro encaminha a Zettel uma mensagem segundo a qual o advogado teria assumido responsabilidade pelo atraso: “Lippi acaba de dizer que ele quem está travando”.</p>
<p>A informação provoca nova reação do banqueiro, que manifesta irritação.</p>
<p>A participação de Lippi é relevante porque ele já havia aparecido no início da cronologia, em março, tratando com Vorcaro de questões relacionadas ao fundo Arleen, e novamente em abril, quando recebeu o contato de Zettel.</p>
<p>A sucessão das conversas mostra, portanto, uma linha contínua: Lippi aparece na abertura das tratativas, Zettel passa a participar da execução do aporte e, meses depois, Lippi volta a ser citado quando a transferência ainda não estava concluída.</p>
<p>Isso não permite atribuir irregularidade ao advogado. As mensagens mostram apenas seu envolvimento nas tratativas descritas pelos interlocutores.</p>
<h2>Histórico apresentado por Zettel eleva operação a R$ 35 milhões</h2>
<p>Ainda em 14 de agosto, Vorcaro pede informações sobre tudo o que já havia sido realizado no Tayayá.</p>
<p>É nesse momento que Zettel fornece o dado que permite dimensionar financeiramente a sequência de operações.</p>
<p>“Pagamos 20M lá atrás. Agora mais 15M”, afirma.</p>
<p>Os dois valores somam R$ 35 milhões.</p>
<p>A parcela anterior de R$ 20 milhões corresponde a aproximadamente 57,1% desse total. Os R$ 15 milhões mencionados na nova operação representam os 42,9% restantes.</p>
<p>Considerando apenas os valores citados na conversa, o novo aporte de R$ 15 milhões aumentava em 75% o volume de R$ 20 milhões que Zettel dizia ter sido pago anteriormente.</p>
<p>A mensagem também esclarece que os R$ 15 milhões não constituíam a primeira movimentação financeira relacionada ao negócio. Havia pelo menos uma operação anterior de maior valor.</p>
<h2>Sequência revela meses de cobrança, mas não fecha caminho dos recursos</h2>
<p>Organizadas cronologicamente, as mensagens mostram quatro momentos distintos.</p>
<p>Em março, Lippi inicia uma conversa com Vorcaro relacionada ao fundo Arleen. Em abril, Vorcaro aproxima Lippi de Zettel e menciona a necessidade de aporte em um fundo de investimento. Em maio, o banqueiro cobra o cunhado pela falta de solução. Finalmente, em agosto, a demora gera uma sucessão de mensagens sobre localização, transferência e histórico do dinheiro.</p>
<p>A progressão é relevante porque demonstra que o episódio não se resume à frase “Onde tá a grana?”. Essa pergunta ocorre depois de meses de tratativas e aparece no momento em que Vorcaro tenta determinar por que uma operação que acreditava estar encaminhada ainda não havia sido concluída.</p>
<p>As próprias mensagens também revelam que “aporte” e “transferência” eram tratados como etapas diferentes. Zettel afirma que R$ 15 milhões já haviam sido aportados, mas que ainda era necessário transferir os recursos.</p>
<p>Essa diferença será central para reconstruir o fluxo financeiro. Será necessário identificar em qual veículo o dinheiro foi aportado, quem controlava esse veículo, qual transferência deveria ocorrer posteriormente e qual era o destinatário previsto.</p>
<h2>Beneficiário final dos R$ 35 milhões ainda precisa ser demonstrado</h2>
<p>Os diálogos fornecem valores, datas, interlocutores e uma sequência de cobranças, mas não encerram a investigação sobre o destino econômico dos recursos.</p>
<p>A afirmação de que R$ 20 milhões haviam sido pagos anteriormente e outros R$ 15 milhões tinham sido aportados não significa, automaticamente, que uma única pessoa ou empresa tenha recebido os R$ 35 milhões.</p>
<p>Também não é possível concluir apenas pelas conversas que os valores tenham sido destinados a Dias Toffoli.</p>
<p>O ministro já negou ter recebido recursos de Vorcaro ou de Zettel. A ligação do caso com Toffoli decorre das relações societárias envolvendo o Tayayá e <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="339421">empresas</a> associadas ao ministro e a seus familiares, além das linhas de investigação abertas a partir dos negócios envolvendo o resort e fundos relacionados ao empreendimento.</p>
<p>Para transformar a cronologia das mensagens em uma cronologia financeira completa, os investigadores precisam confrontar os diálogos com extratos bancários, documentos dos fundos, contratos, registros de cotistas e movimentações de participações societárias.</p>
<p>O dado objetivo deixado pelo celular de Vorcaro é mais delimitado: durante meses, o banqueiro acompanhou e cobrou operações relacionadas ao Tayayá; em agosto, Zettel afirmou que R$ 20 milhões tinham sido pagos anteriormente e outros R$ 15 milhões haviam sido aportados. O destino final desse dinheiro e a eventual existência de irregularidades dependem de comprovação documental adicional.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Polícia Federal &#8211; informações oficiais sobre a custódia e a integridade dos dados extraídos do aparelho celular de Daniel Vorcaro</em></p>
<p><em>Senado Federal &#8211; documentos e registros de apurações relacionadas ao fundo Arleen, ao Banco Master e às operações envolvendo o Tayayá</em></p>
<p><em>Comissão de Valores Mobiliários &#8211; registros de fundos de investimento e informações utilizadas para verificar estruturas relacionadas ao empreendimento</em></p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content>
		
			</entry>
		<entry>
		<author>
			<name>Antônio Lima</name>
					</author>

		<title type="html"><![CDATA[Orçamento de 2027 prevê R$ 133,8 bi em investimentos e R$ 61,5 bi para o Novo PAC]]></title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://gazetamercantil.com/orcamento-2027-investimentos-empresas" />

		<id>https://gazetamercantil.com/?p=1531540</id>
		<updated>2026-09-14T21:27:03Z</updated>
		<published>2026-09-14T21:27:03Z</published>
		<category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Economia" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Destaque" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Notícias" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Empresas" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="investimentos públicos" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="licitações" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Novo PAC" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Orçamento de 2027" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="PLOA 2027" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="política fiscal" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Reforma Tributária" />
		<summary type="html"><![CDATA[<p>O Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2027 reserva R$ 61,5 bilhões ao Novo Programa de Aceleração do Crescimento e eleva para R$ 133,8 bilhões o volume considerado pelo governo federal para o cumprimento do piso de investimentos. A cifra supera em R$ 23 bilhões os R$ 110,8 bilhões previstos para 2026, uma expansão nominal [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></summary>

					<content type="html" xml:base="https://gazetamercantil.com/orcamento-2027-investimentos-empresas"><![CDATA[<p>O Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2027 reserva R$ 61,5 bilhões ao Novo Programa de Aceleração do Crescimento e eleva para R$ 133,8 bilhões o volume considerado pelo governo federal para o cumprimento do piso de investimentos. A cifra supera em R$ 23 bilhões os R$ 110,8 bilhões previstos para 2026, uma expansão nominal de 20,8% capaz de abrir oportunidades para construtoras, <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="339418">empresas</a> de engenharia, fabricantes de equipamentos, fornecedores de materiais e prestadores de serviços.</p>
<p>O valor, porém, ainda não representa dinheiro contratado nem receita garantida para o setor privado. A proposta foi enviada ao Congresso em 31 de agosto e precisa passar pela Comissão Mista de Orçamento, receber emendas, ser votada por deputados e senadores e seguir para sanção presidencial. Depois disso, cada despesa dependerá da programação financeira do governo, da liberação dos recursos e, quando aplicável, de licitação, contratação, empenho e pagamento.</p>
<p>A incerteza é ampliada pelo atraso da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2027. Até 14 de setembro, o projeto da LDO continuava sem aprovação, embora seja justamente a norma que estabelece as regras para a elaboração e a execução do Orçamento. O Congresso terá, portanto, de analisar praticamente em paralelo as diretrizes orçamentárias e a proposta que distribui os recursos entre programas e órgãos federais.</p>
<h2>R$ 133,8 bilhões incluem habitação e reserva para emendas</h2>
<p>O total apresentado como investimento reúne despesas de naturezas diferentes. Dos R$ 133,8 bilhões, R$ 87,9 bilhões estão classificados como investimentos propriamente ditos, categoria que abrange obras, instalações e aquisição de equipamentos. Outros R$ 45,9 bilhões correspondem a inversões financeiras, principalmente recursos relacionados a programas habitacionais. Essa composição impede que todo o valor seja interpretado como uma carteira de futuras licitações.</p>
<p>Dentro dos R$ 87,9 bilhões classificados como investimentos há ainda aproximadamente R$ 22,4 bilhões colocados em reserva de contingência para emendas parlamentares. O montante equivale a 25,5% dessa categoria e ainda não possui uma destinação definitiva por projeto. Descontada essa reserva, permanecem cerca de R$ 65,5 bilhões inicialmente distribuídos em investimentos, sem considerar as mudanças que serão promovidas durante a tramitação.</p>
<p>Outro recorte relevante aparece na carteira de projetos em andamento. A documentação do Orçamento identifica R$ 24,5 bilhões em dotações destinadas à continuidade desses empreendimentos. Esse valor não engloba todas as formas de investimento público, mas indica a parcela associada a projetos já iniciados, cuja execução tende a enfrentar menos etapas preliminares do que uma obra que ainda precisa ser estruturada e contratada.</p>
<p>Para as empresas, a natureza de cada dotação determina o tipo de oportunidade. Uma inversão financeira voltada à habitação pode estimular a demanda por imóveis, materiais de construção e serviços, mas não necessariamente gerar uma contratação direta da União. Já uma dotação para rodovia, saneamento ou equipamento público pode resultar em licitações, subcontratações e compras realizadas por órgãos federais, estados, municípios ou empresas responsáveis pelos empreendimentos.</p>
<h2>Novo PAC concentra 46% dos investimentos previstos</h2>
<p>Os R$ 61,5 bilhões destinados ao Novo PAC correspondem a aproximadamente 46% dos R$ 133,8 bilhões considerados no piso de investimentos. A concentração transforma o programa no principal canal potencial de demanda pública para as empresas em 2027, especialmente nas cadeias de infraestrutura, habitação, mobilidade, energia, logística, saneamento e prevenção de desastres.</p>
<p>Entre as dotações já destacadas estão R$ 8,25 bilhões para o Minha Casa, Minha Vida, R$ 1,19 bilhão para transporte coletivo urbano e R$ 667,2 milhões para drenagem e prevenção de inundações. Juntas, essas três frentes somam pouco mais de R$ 10,1 bilhões, o equivalente a 16,4% dos recursos previstos para o Novo PAC. O restante está distribuído por outras ações e empreendimentos incluídos no programa.</p>
<p>Os efeitos podem alcançar empresas que não contratam diretamente com o poder público. Grandes obras demandam concreto, aço, máquinas, combustíveis, transporte, seguros, tecnologia, alimentação, alojamento e manutenção. Pequenas e médias empresas podem participar como fornecedoras ou subcontratadas, mas a oportunidade somente se torna concreta depois da definição do projeto, da modalidade de execução e do cronograma de desembolso.</p>
<p>Há ainda R$ 209,7 bilhões previstos no Orçamento de Investimento das empresas estatais federais. Esse montante é separado dos R$ 133,8 bilhões dos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social e segue os planos corporativos e as regras de governança de cada estatal. Para fornecedores, representa outro possível canal de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank"  rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="339419">negócios</a>, mas não deve ser somado indiscriminadamente aos recursos do Novo PAC, sob risco de dupla contagem.</p>
<h2>Congresso poderá elevar emendas para R$ 57,5 bilhões</h2>
<p>O Executivo reservou R$ 44,8 bilhões para emendas parlamentares de execução obrigatória. Desse total, R$ 28,5 bilhões correspondem às emendas individuais de deputados e senadores, enquanto R$ 16,3 bilhões estão destinados às bancadas estaduais. Os valores e os beneficiários serão detalhados durante a tramitação do Orçamento.</p>
<p>As emendas de comissão ainda não estão incorporadas ao projeto. Pela regra de correção aplicável, elas podem atingir R$ 12,7 bilhões. Caso o Congresso utilize integralmente esse espaço, o total de emendas parlamentares poderá chegar a R$ 57,5 bilhões, pouco mais de um quarto das despesas não obrigatórias do governo. Como existe um teto global de despesas, a inclusão dessas dotações poderá exigir a retirada de recursos de outras ações.</p>
<p>Essa redistribuição é relevante para empresas porque altera a localização e a natureza da demanda. Recursos inicialmente concentrados em programas nacionais podem ser transferidos para hospitais, obras urbanas, equipamentos e projetos escolhidos por bancadas ou comissões. O volume total do Orçamento pode permanecer semelhante, mas os setores, municípios e fornecedores potencialmente beneficiados podem mudar até a votação final.</p>
<p>O calendário legislativo prevê audiências, apresentação de emendas e análise dos relatórios entre outubro e dezembro, com votação esperada até 22 de dezembro. Se a Lei Orçamentária não estiver publicada no início de 2027, a execução provisória permitirá o pagamento de despesas obrigatórias e essenciais. Projetos do Novo PAC, obras em andamento e determinados gastos poderão ser executados, em geral, até o limite mensal de um doze avos, o que pode tornar mais lenta a abertura de novas frentes de contratação.</p>
<h2>Meta fiscal deixa margem estreita para frustração de receitas</h2>
<p>O projeto apresenta dois resultados fiscais que precisam ser diferenciados. Para o cumprimento formal da meta, após as deduções autorizadas pela legislação, o governo projeta superávit de R$ 83,4 bilhões. O valor fica R$ 10,1 bilhões acima do centro da meta de R$ 73,2 bilhões, equivalente a 0,5% do Produto Interno Bruto.</p>
<p>Sem excluir R$ 64,7 bilhões em despesas autorizadas a ficar fora da apuração da meta, o superávit efetivo projetado cai para R$ 18,6 bilhões, ou 0,13% do PIB. Não se trata de contradição entre os números: o primeiro segue o critério legal usado para verificar o cumprimento da meta, enquanto o segundo considera todas as receitas e despesas primárias.</p>
<p>O resultado cheio exigirá melhora de R$ 70,6 bilhões em comparação com o déficit de R$ 52 bilhões projetado para 2026. A proposta estima receita líquida de transferências de R$ 2,8487 trilhões e despesas primárias de R$ 2,8301 trilhões. Uma diferença relativamente pequena separa os dois agregados, o que torna o desempenho da arrecadação determinante para a liberação das despesas discricionárias.</p>
<p>O governo projeta crescimento de 2,46% do PIB em 2027. O Relatório Focus divulgado pelo Banco Central em 14 de setembro apontou mediana de 1,5% entre os analistas consultados, diferença de 0,96 ponto percentual. Crescimento menor não se converte automaticamente em perda de arrecadação na mesma proporção, porque a receita também depende da inflação, da massa salarial, dos lucros e da composição da atividade, mas a distância entre as estimativas aumenta o risco de revisão das contas.</p>
<p>As despesas obrigatórias representam 91,7% dos gastos primários previstos. Apenas 8,3% permanecem como despesas discricionárias, grupo que inclui o custeio administrativo e parte relevante dos investimentos. Se as receitas ficarem abaixo do necessário para cumprir a meta fiscal, essa parcela é a principal candidata a bloqueios e contingenciamentos durante o exercício.</p>
<h2>Reforma tributária produzirá efeitos antes das obras</h2>
<p>Independentemente da execução do Orçamento, 2027 marcará uma nova etapa da reforma tributária do consumo. A CBS passará a substituir PIS e Cofins, o IBS será cobrado com alíquota de transição de 0,1%, o IPI será reduzido a zero para a maior parte dos produtos e o Imposto Seletivo entrará em vigor. Empresas terão de ajustar documentos fiscais, contratos, cadastros, formação de preços e sistemas de apuração.</p>
<p>A implantação do recolhimento na liquidação financeira, conhecido como split payment, está prevista para começar em 2027. O mecanismo separa o valor do IBS e da CBS durante o processamento do pagamento, conforme a disponibilidade da solução e as regras de implementação. A mudança reduz o período em que o tributo permanece no caixa do vendedor e exige que as empresas revejam conciliações, créditos tributários e necessidade de capital de giro.</p>
<p>Para microempresas e empresas de pequeno porte, uma decisão já precisa ser tomada em 2026. As optantes pelo Simples Nacional têm até 30 de setembro para escolher se recolherão IBS e CBS dentro do regime unificado ou pelo regime regular no primeiro semestre de 2027. Quem permanecer com os novos tributos no Simples não precisa formalizar a opção pelo regime regular. A escolha poderá ser revista em março para produzir efeitos no segundo semestre.</p>
<p>No planejamento empresarial, os R$ 133,8 bilhões devem ser tratados como uma indicação de prioridade pública, e não como faturamento disponível. A oportunidade passa a ter maior grau de certeza à medida que a dotação sobrevive à votação, recebe programação financeira, aparece em edital, transforma-se em contrato e obtém empenho. Até essas etapas, o Orçamento de 2027 representa uma carteira potencial sujeita a decisões políticas, desempenho da arrecadação e capacidade de execução do governo.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Ministério do Planejamento e Orçamento &#8211; Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2027, mensagem presidencial, apresentação dos principais números e detalhamento dos investimentos</em></p>
<p><em>Congresso Nacional &#8211; tramitação do Projeto de Lei Orçamentária Anual e do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2027</em></p>
<p><em>Consultorias de Orçamento da Câmara dos Deputados e do Senado Federal &#8211; Informativo Conjunto sobre o Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2027</em></p>
<p><em>Banco Central &#8211; Relatório Focus divulgado em 14 de setembro de 2026</em></p>
<p><em>Receita Federal e Comitê Gestor do IBS &#8211; cronograma da reforma tributária do consumo e regras de opção para empresas do Simples Nacional</em></p>
<p><em>Presidência da República &#8211; legislação complementar sobre IBS, CBS, Imposto Seletivo e recolhimento na liquidação financeira</em></p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content>
		
			</entry>
		<entry>
		<author>
			<name>Daniel Wicker</name>
							<uri>https://muckrack.com/daniel-i-wicker</uri>
						</author>

		<title type="html"><![CDATA[BASF prepara IPO de divisão agrícola com quatro bancos e mira Bolsa de Frankfurt]]></title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://gazetamercantil.com/basf-contrata-bancos-para-ipo-da-agricultural-solutions" />

		<id>https://gazetamercantil.com/?p=1531531</id>
		<updated>2026-09-14T20:40:37Z</updated>
		<published>2026-09-14T20:40:37Z</published>
		<category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Agronegócio" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Destaque" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Notícias" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Agricultural Solutions" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="agronegócio" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="BASF" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Bolsa de Frankfurt" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="defensivos agrícolas" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Empresas" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="IPO" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Livio Tedeschi" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Sascha Bibert" />
		<summary type="html"><![CDATA[<p>A BASF iniciou uma nova etapa para separar e preparar sua divisão de soluções agrícolas para uma eventual abertura de capital ao contratar Citi, Deutsche Bank, Goldman Sachs e J.P. Morgan como coordenadores globais da operação. A companhia alemã pretende deixar a Agricultural Solutions pronta para um IPO até meados de 2027 e mantém a [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></summary>

					<content type="html" xml:base="https://gazetamercantil.com/basf-contrata-bancos-para-ipo-da-agricultural-solutions"><![CDATA[<p>A BASF iniciou uma nova etapa para separar e preparar sua divisão de soluções agrícolas para uma eventual abertura de capital ao contratar Citi, Deutsche Bank, Goldman Sachs e J.P. Morgan como coordenadores globais da operação. A companhia alemã pretende deixar a Agricultural Solutions pronta para um IPO até meados de 2027 e mantém a Bolsa de Frankfurt como local previsto para a listagem, mas ainda não tomou a decisão final sobre a realização ou a data da oferta.</p>
<p>A contratação dos bancos transforma o projeto em uma preparação formal de <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339416">mercado</a>, embora não represente o lançamento do IPO. Segundo a BASF, as condições dos mercados de capitais continuarão sendo um dos fatores determinantes para a decisão. A estrutura planejada prevê a constituição da unidade como uma Societas Europaea (SE), empresa de direito europeu, com a BASF mantendo participação no negócio após uma eventual oferta.</p>
<p>A separação jurídica e operacional também avançou. Aproximadamente 80% das operações globais da Agricultural Solutions já foram transferidas para entidades jurídicas próprias, que passaram a operar com um sistema de gestão empresarial específico para a atividade agrícola. O grupo afirma que também está estruturando os mecanismos de governança necessários para que a futura companhia funcione segundo padrões de uma empresa listada.</p>
<h2>Negócio agrícola movimenta quase € 9,6 bilhões por ano</h2>
<p>A dimensão da unidade ajuda a explicar a relevância da operação para a BASF. Em 2025, a Agricultural Solutions registrou vendas de € 9,587 bilhões, contra € 9,798 bilhões no ano anterior, uma queda de 2,2%. Ainda assim, a divisão representou cerca de 16,1% da receita consolidada de € 59,657 bilhões da BASF no exercício.</p>
<p>A rentabilidade da operação também é relevante dentro do grupo. O EBITDA antes de itens especiais da divisão chegou a € 2,081 bilhões em 2025, alta de 7,4% em relação aos € 1,938 bilhão registrados em 2024. A margem correspondente subiu de 19,8% para 21,7%.</p>
<p>Pelos números de 2025, a Agricultural Solutions respondeu por aproximadamente 32% do EBITDA antes de itens especiais reportado pela BASF, que totalizou € 6,544 bilhões no exercício. A divisão, portanto, representa uma parcela de receita menor do que sua contribuição para o resultado operacional ajustado do grupo.</p>
<p>O desempenho foi obtido mesmo com a queda da receita. A BASF atribuiu a melhora do EBITDA principalmente ao aumento da margem de contribuição decorrente da redução dos custos de produção e ao lançamento do glufosinato-P-amônio. O resultado reforça o peso econômico da unidade no processo de reorganização do portfólio da companhia.</p>
<h2>Sementes e defensivos formam o núcleo da futura companhia</h2>
<p>A Agricultural Solutions não é uma operação concentrada em uma única linha de produtos. O negócio combina defensivos químicos e um portfólio crescente de sementes, traits, tratamentos de sementes, soluções biológicas e ferramentas digitais para agricultura.</p>
<p>Em 2025, os herbicidas responderam por € 3,059 bilhões das vendas a terceiros, enquanto os fungicidas representaram € 2,838 bilhões. Seeds &amp; Traits alcançaram € 2,026 bilhões, os inseticidas somaram € 1,089 bilhão e tratamento de sementes ficou em € 575 milhões.</p>
<p>A composição mostra que a futura empresa continuará tendo forte exposição ao mercado de proteção de cultivos, ao mesmo tempo em que amplia a participação de <a class="wpil_keyword_link" title="Negócios" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339414">negócios</a> associados a sementes, biotecnologia e soluções integradas. Essa diversificação faz parte da estratégia da BASF para transformar a unidade em uma companhia exclusivamente voltada ao <a class="wpil_keyword_link" title="Agronegócio" href="https://gazetamercantil.com/agronegocio" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339415">agronegócio</a>.</p>
<p>A distribuição geográfica também reduz a dependência de um único mercado. Em 2025, a América do Norte respondeu por 39,8% das vendas da divisão. A Europa ficou com 25,8%, enquanto América do Sul, África e Oriente Médio representaram 23,7%. A região Ásia-Pacífico respondeu pelos 10,7% restantes.</p>
<p>A América do Sul, portanto, está entre os mercados mais relevantes da operação, com participação próxima de um quarto da receita global da divisão. A região inclui um dos maiores mercados agrícolas do mundo e tem peso importante para culturas como soja, milho e outros grãos.</p>
<h2>Separação da BASF avança antes da decisão sobre o IPO</h2>
<p>A contratação dos bancos ocorre em paralelo à construção da estrutura independente da Agricultural Solutions. A BASF informou que cerca de quatro quintos das operações globais já foram colocados em entidades jurídicas separadas e passaram a utilizar um novo sistema ERP específico para a indústria.</p>
<p>O processo é mais amplo do que uma reorganização societária. A unidade precisa operar com estruturas próprias para finanças, governança, processos, tecnologia e gestão, além de estabelecer mecanismos compatíveis com as exigências de uma companhia aberta.</p>
<p>A BASF já havia anunciado em novembro de 2025 a intenção de direcionar a futura listagem para Frankfurt e apresentado a equipe de comando da operação. Livio Tedeschi foi escolhido para liderar a Agricultural Solutions, enquanto Sascha Bibert assumiu a função de diretor financeiro. A formação do comando próprio é parte do processo de transformação da unidade em uma empresa independente do ponto de vista operacional.</p>
<p>Em fevereiro de 2026, a BASF informou que pretendia concluir a separação das entidades jurídicas e do sistema ERP em todas as regiões até o início de 2027. A atualização divulgada nesta segunda-feira mostra que aproximadamente 80% da operação já percorreu esse caminho, embora o processo ainda não esteja completo.</p>
<p>A etapa restante será relevante para a definição da estrutura definitiva da companhia e para a preparação dos documentos e controles necessários a uma eventual oferta pública.</p>
<h2>IPO depende das condições do mercado de capitais</h2>
<p>Apesar do avanço operacional, a BASF enfatiza que a abertura de capital não está garantida. A empresa estabeleceu como objetivo atingir a preparação necessária até meados de 2027, mas separa esse marco da decisão de efetivamente realizar a oferta.</p>
<p>A distinção é importante porque a contratação dos bancos não equivale ao anúncio de uma operação de mercado. Os coordenadores passam a trabalhar na preparação do negócio, enquanto a BASF preserva a possibilidade de ajustar o cronograma ou adiar a transação conforme as condições de valorização, liquidez e demanda dos investidores.</p>
<p>A estrutura anunciada também prevê a listagem como Societas Europaea na Bolsa de Frankfurt. O formato permite organizar a companhia dentro de uma estrutura societária europeia e é compatível com o objetivo de transformar a divisão em um negócio agrícola independente e com presença internacional.</p>
<p>Na prática, a BASF está preparando uma unidade que já possui escala comparável à de grandes companhias especializadas do setor, mas que continuará ligada ao grupo alemão enquanto a eventual oferta não for concluída.</p>
<h2>Capital Markets Day deve detalhar estratégia em novembro</h2>
<p>O próximo marco público do processo será o Capital Markets Day da BASF, programado para 24 de novembro de 2026. A companhia informou que apresentará na ocasião uma visão estratégica e operacional específica da Agricultural Solutions, com participação dos quatro integrantes do conselho de administração da unidade.</p>
<p>A apresentação poderá fornecer informações adicionais sobre estrutura, prioridades de crescimento, alocação de capital e organização do negócio antes da possível separação definitiva. Também deve permitir ao mercado avaliar com maior precisão o perfil econômico da empresa que poderá ser levada à bolsa.</p>
<p>Os dados disponíveis indicam que a BASF está preparando um ativo de escala significativa. Com € 9,587 bilhões em vendas em 2025, € 2,081 bilhões de EBITDA antes de itens especiais e € 990 milhões destinados a pesquisa e desenvolvimento, a unidade já possui uma estrutura financeira e operacional robusta.</p>
<p>Outro indicador é o volume de investimentos. A Agricultural Solutions destinou € 351 milhões a investimentos e aquisições em 2025, enquanto seu fluxo de caixa do segmento alcançou € 1,505 bilhão. A combinação de geração de caixa, pesquisa e desenvolvimento e presença global ajuda a explicar por que a BASF trata a futura listagem como uma das principais etapas de sua estratégia de reorganização.</p>
<p>O movimento também ocorre enquanto a BASF redefine o peso de diferentes negócios dentro do conglomerado. A companhia vem adotando medidas de portfólio e reorganização com o objetivo de aumentar a disciplina de capital e concentrar recursos em operações com perspectivas consideradas mais atrativas.</p>
<p>Para os investidores, a futura separação poderá permitir avaliar a Agricultural Solutions de forma independente da estrutura diversificada da BASF. Para a companhia alemã, uma eventual oferta minoritária poderá abrir uma referência própria de valor para o negócio agrícola, ao mesmo tempo em que preservaria uma participação relevante na expansão futura da unidade.</p>
<p>Por enquanto, o cronograma decisivo permanece condicionado à conclusão da preparação interna e às condições do mercado. A contratação dos quatro bancos marca o avanço formal do projeto, mas a BASF ainda não definiu se, nem exatamente quando, levará a Agricultural Solutions à Bolsa de Frankfurt.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>BASF &#8211; comunicado de 14 de setembro de 2026 sobre a contratação de Citi, Deutsche Bank, Goldman Sachs e J.P. Morgan para a preparação do IPO da Agricultural Solutions</em></p>
<p><em>BASF &#8211; relatório anual de 2025 com vendas, EBITDA, fluxo de caixa, investimentos e desempenho regional da Agricultural Solutions</em></p>
<p><em>BASF &#8211; informações para investidores sobre a estratégia de preparação para IPO e a separação jurídica e operacional da Agricultural Solutions</em></p>
<p><em>BASF &#8211; anúncio de novembro de 2025 sobre a futura listagem em Frankfurt e a composição do conselho de administração da Agricultural Solutions</em></p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content>
		
			</entry>
		<entry>
		<author>
			<name>Álvaro Lima</name>
							<uri>https://muckrack.com/alvaro-lima</uri>
						</author>

		<title type="html"><![CDATA[Treasury de 10 anos supera 5% nos EUA antes da decisão do Fed]]></title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://gazetamercantil.com/treasury-10-anos-supera-5-por-cento-eua" />

		<id>https://gazetamercantil.com/?p=1531523</id>
		<updated>2026-09-14T20:13:53Z</updated>
		<published>2026-09-14T20:13:53Z</published>
		<category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Economia" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Destaque" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Notícias" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="crédito" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Federal Reserve" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="inflação" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="juros nos Estados Unidos" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="mercado acionário americano" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Petróleo" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="S&amp;P 500" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Treasury" />
		<summary type="html"><![CDATA[<p>O rendimento do Treasury dos Estados Unidos com vencimento em dez anos ultrapassou 5% nesta segunda-feira (14), atingindo 5,004% durante as negociações, no primeiro rompimento desse nível desde outubro de 2023. A alta ocorre na véspera do início da reunião do Federal Open Market Committee (Fomc), que definirá a política monetária americana na quarta-feira (16), [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></summary>

					<content type="html" xml:base="https://gazetamercantil.com/treasury-10-anos-supera-5-por-cento-eua"><![CDATA[<p>O rendimento do Treasury dos Estados Unidos com vencimento em dez anos ultrapassou 5% nesta segunda-feira (14), atingindo 5,004% durante as negociações, no primeiro rompimento desse nível desde outubro de 2023. A alta ocorre na véspera do início da reunião do Federal Open Market Committee (Fomc), que definirá a <a class="wpil_keyword_link" title="Política" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339402">política</a> monetária americana na quarta-feira (16), e aumenta a pressão sobre ações, crédito e investimentos de longo prazo.</p>
<p>A deterioração das condições financeiras acontece mesmo antes de uma eventual mudança na taxa básica do Federal Reserve. O Treasury de dez anos é uma referência para o custo de financiamento da <a class="wpil_keyword_link" title="Economia" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339404">economia</a> americana e influencia desde hipotecas e empréstimos corporativos até a avaliação de empresas negociadas em bolsa. O movimento, portanto, amplia o efeito de uma eventual manutenção ou elevação dos juros pelo Fed, especialmente em setores cujos preços dependem de expectativas de lucros futuros.</p>
<p>O <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339405">mercado</a> chega à reunião do banco central com uma combinação desfavorável: inflação ainda acima da meta, petróleo novamente acima de US$ 100 por barril, juros longos próximos ou acima de 5% e uma Bolsa que vinha sustentada por expectativas elevadas de crescimento dos lucros. O S&amp;P 500 encerrou a sexta-feira em 7.656,98 pontos, acumulando alta de 10,90% no ano até 10 de setembro, apesar de uma queda de 1,23% em setembro até aquela data.</p>
<h2>Juros longos avançam antes da decisão do Fed</h2>
<p>O ponto central da atual tensão é que o rendimento de dez anos não é determinado apenas pela taxa básica de curto prazo. Ele incorpora expectativas para inflação, crescimento, política monetária, oferta de títulos e prêmio exigido pelos investidores para carregar dívida de longo prazo.</p>
<p>Na sexta-feira (11), a taxa de dez anos havia encerrado em 4,96%, segundo a curva diária do Tesouro americano. Em 1º de setembro, estava em 4,79%. A diferença de 17 pontos-base em apenas dez dias úteis mostra a velocidade da deterioração no mercado de renda fixa.</p>
<p>O movimento também ocorre em um momento de forte necessidade de financiamento do governo americano. A maior oferta de títulos aumenta a competição por capital, especialmente quando investidores passam a exigir remuneração maior para absorver riscos fiscais, inflacionários e de política monetária.</p>
<p>Para a Bolsa, o problema está no mecanismo de desconto dos fluxos de caixa. Quanto maior o rendimento considerado relativamente seguro nos Treasuries, maior tende a ser a taxa usada para trazer lucros futuros das <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="339417">empresas</a> para o valor presente. Empresas com expectativas de crescimento concentradas em períodos mais distantes ficam particularmente sensíveis.</p>
<p>Esse efeito ajuda a explicar por que a alta dos juros longos pode pressionar o mercado acionário mesmo quando os resultados corporativos continuam robustos.</p>
<h2>Inflação mantém o Fed diante de um dilema</h2>
<p>O dado mais recente de inflação reforça a dificuldade para o Federal Reserve. O índice de preços ao consumidor subiu 0,4% em agosto, após alta de 0,1% em julho. Em 12 meses, o CPI avançou 3,4%, enquanto o núcleo, que exclui alimentos e energia, aumentou 2,4%. A inflação cheia permanece, portanto, 1,4 ponto percentual acima da meta de 2% perseguida pelo banco central.</p>
<p>A composição do indicador acrescenta pressão. O índice de energia subiu 2,1% em agosto e acumulou alta de 16,3% em 12 meses. A gasolina aumentou 3,9% no mês e 27,4% em um ano. O avanço da gasolina respondeu por mais de um terço da alta mensal do índice geral.</p>
<p>Isso cria uma dificuldade adicional para a política monetária. Caso a alta do petróleo se prolongue, o impacto pode se espalhar para combustíveis, transporte, produção industrial e logística, mantendo a inflação elevada justamente quando o mercado esperava uma trajetória mais favorável para os juros.</p>
<p>Na última decisão, em 29 de julho, o Fed manteve a taxa dos Fed Funds entre 3,5% e 3,75%. Três dirigentes votaram por uma elevação de 0,25 ponto percentual naquele encontro, mostrando que a discussão sobre aperto monetário já estava presente dentro do próprio comitê.</p>
<p>A reunião desta semana será realizada nos dias 15 e 16 de setembro. O calendário oficial do Federal Reserve prevê a decisão e a entrevista coletiva na quarta-feira.</p>
<p>Assim, a questão para os mercados não é apenas o nível da taxa básica. A comunicação do Fed sobre os próximos passos será determinante para definir se a pressão sobre a parte longa da curva de juros será temporária ou persistente.</p>
<h2>Petróleo acrescenta novo componente ao choque financeiro</h2>
<p>A escalada do petróleo tornou o quadro mais complexo. O Brent voltou a superar US$ 108 por barril nesta segunda-feira, em meio ao agravamento das tensões no Oriente Médio. A combinação de petróleo mais caro e juros mais altos cria um risco duplo para empresas e consumidores: aumenta custos operacionais e, ao mesmo tempo, encarece o financiamento.</p>
<p>O efeito sobre a inflação americana já aparece nos dados oficiais. Em agosto, o componente de energia avançou 2,1%, enquanto o preço da gasolina subiu 3,9%. O índice de energia acumulava alta de 16,3% em 12 meses, antes mesmo da nova escalada observada no mercado de petróleo em setembro.</p>
<p>A consequência para o Fed é relevante porque um choque de energia pode retardar a convergência da inflação à meta sem necessariamente representar um aumento proporcional da demanda interna. Nesse ambiente, reduzir juros para estimular a economia pode alimentar a percepção de que a autoridade monetária está tolerando uma inflação mais persistente.</p>
<p>Ao mesmo tempo, manter juros elevados por mais tempo aumenta o custo financeiro para empresas e famílias. O resultado é uma política monetária mais restritiva transmitida não apenas pela taxa de curto prazo, mas também pelos rendimentos de mercado.</p>
<h2>Hipotecas e empresas já sentem o encarecimento</h2>
<p>A pressão sobre os títulos públicos chegou ao mercado imobiliário. A taxa média diária para financiamentos imobiliários de 30 anos alcançou 7,07% na semana passada, segundo o Mortgage News Daily, superando 7% pela primeira vez em aproximadamente 15 meses. No início do ano, a taxa havia ficado próxima de 6%.</p>
<p>A diferença parece pequena em termos percentuais, mas tem efeito relevante sobre parcelas e capacidade de compra. Em um financiamento de longo prazo, uma alta de cerca de um ponto percentual na taxa altera substancialmente o custo total da dívida.</p>
<p>O mesmo mecanismo afeta empresas. Companhias que precisam refinanciar dívidas ou captar recursos no mercado passam a enfrentar um custo de capital maior. <a class="wpil_keyword_link" title="Negócios" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339403">Negócios</a> que dependem de investimentos intensivos em infraestrutura, tecnologia ou expansão podem ter projetos adiados ou exigir retornos maiores para justificar novos desembolsos.</p>
<p>Para empresas já endividadas, o efeito pode aparecer primeiro no resultado financeiro. Para companhias de crescimento, pode surgir na forma de redução do valor presente atribuído a seus fluxos de caixa futuros.</p>
<h2>Bolsa enfrenta teste após forte valorização</h2>
<p>O mercado acionário americano entra nesse ambiente depois de uma valorização expressiva. O S&amp;P 500 acumulava alta de 10,90% no ano até 10 de setembro, enquanto o retorno em 12 meses chegava a 16,22%, segundo os dados da S&amp;P Dow Jones Indices.</p>
<p>A valorização não significa, por si só, que exista uma bolha ou que uma correção seja inevitável. Mas aumenta a sensibilidade do mercado a mudanças nas premissas utilizadas para justificar os preços.</p>
<p>A diferença entre o desempenho das ações e o avanço dos juros longos é particularmente importante. Se o retorno exigido pelos investidores aumenta enquanto as projeções de lucros não acompanham na mesma velocidade, os múltiplos pagos pelas ações tendem a sofrer pressão.</p>
<p>O movimento também pode alterar a preferência entre renda fixa e renda variável. Um Treasury de dez anos pagando aproximadamente 5% oferece uma alternativa de remuneração nominal elevada para investidores que antes precisavam assumir mais risco em ações para buscar retornos superiores.</p>
<p>Esse processo não implica uma migração automática de capital. Porém, quanto maior a remuneração dos títulos públicos, menor tende a ser a necessidade de aceitar avaliações elevadas em ativos de risco.</p>
<h2>Tecnologia fica mais exposta à alta dos rendimentos</h2>
<p>O segmento de tecnologia é um dos mais vulneráveis ao aumento das taxas porque parte importante de sua avaliação está relacionada a expectativas de crescimento de longo prazo.</p>
<p>A sensibilidade ficou evidente no movimento observado antes da abertura dos mercados nesta segunda-feira. Os futuros do Nasdaq 100 chegaram a cair cerca de 1,8%, enquanto os contratos futuros do S&amp;P 500 recuavam aproximadamente 0,7%. A pressão se concentrou especialmente em empresas de semicondutores ligadas ao ciclo de investimentos em inteligência artificial.</p>
<p>A discussão sobre a velocidade dos investimentos em inteligência artificial acrescenta outro risco. Declarações recentes de executivos do setor reacenderam dúvidas sobre o ritmo futuro de expansão dos gastos em infraestrutura de computação, chips e data centers.</p>
<p>Esse movimento é diferente de uma deterioração generalizada dos fundamentos das empresas. A questão é a relação entre expectativa, valuation e custo de capital. Quando os juros sobem, o mercado passa a exigir mais evidências de crescimento para sustentar preços elevados.</p>
<h2>Próxima decisão será apenas parte do teste</h2>
<p>O Fomc começa sua reunião nesta terça-feira e divulgará a decisão na quarta-feira. O resultado poderá alterar imediatamente as expectativas para a curva de juros, mas o comportamento do Treasury de dez anos dependerá também das projeções para inflação, crescimento e oferta de títulos.</p>
<p>O ponto de partida é menos confortável do que no encontro de julho. A inflação anual de 3,4% está distante da meta, o núcleo permanece em 2,4% e a energia acumulou alta de 16,3% em 12 meses. Ao mesmo tempo, o rendimento de dez anos já ultrapassou 5%, antes de qualquer nova decisão do Fed.</p>
<p>A combinação estabelece um teste para os ativos americanos. Se os juros longos permanecerem elevados mesmo diante de eventual mudança na taxa básica, o mercado terá de absorver uma condição financeira mais apertada do que aquela indicada apenas pelo Fed Funds.</p>
<p>Nesse caso, os efeitos podem se espalhar das ações para crédito corporativo, mercado imobiliário, investimentos produtivos e consumo. Se, ao contrário, a alta dos Treasuries perder força com uma melhora das expectativas para inflação e petróleo, parte da pressão sobre os ativos de risco poderá diminuir.</p>
<p>O sinal mais importante nesta semana, portanto, não será apenas o que o Federal Reserve decidir na quarta-feira. Será a reação dos juros longos à decisão e à comunicação do banco central. O rompimento de 5% colocou o custo de capital americano novamente no centro da formação dos preços dos ativos e elevou a importância de cada novo dado de inflação, petróleo e atividade econômica.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>U.S. Department of the Treasury &#8211; curva diária de rendimentos dos Treasuries em setembro de 2026</em></p>
<p><em>Federal Reserve &#8211; decisão do Fomc de julho de 2026 e calendário da reunião de setembro</em></p>
<p><em>U.S. Bureau of Labor Statistics &#8211; índice de preços ao consumidor de agosto de 2026</em></p>
<p><em>S&amp;P Dow Jones Indices &#8211; desempenho do S&amp;P 500 em setembro e no acumulado de 2026</em></p>
<p><em>Federal Reserve &#8211; histórico das decisões de política monetária e atas do Fomc de julho de 2026</em></p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content>
		
			</entry>
		<entry>
		<author>
			<name>Daniel Wicker</name>
							<uri>https://muckrack.com/daniel-i-wicker</uri>
						</author>

		<title type="html"><![CDATA[Piso dos professores 2026: veja o valor para 40, 30 e 20 horas e quem tem direito]]></title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://gazetamercantil.com/reajuste-piso-professores-2026-novo-valor-5-4-porcento-2" />

		<id>https://gazetamercantil.com/?p=1531535</id>
		<updated>2026-09-14T20:07:57Z</updated>
		<published>2026-09-14T20:07:57Z</published>
		<category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Trabalho" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Destaque" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Notícias" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="educação básica" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="MEC" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="piso dos professores 2026" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="piso magistério 2026" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="piso salarial professores" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="professores 20 horas" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="professores 30 horas" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="reajuste professores 2026" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="São Paulo" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="trabalho" />
		<summary type="html"><![CDATA[<p>O piso salarial dos professores em 2026 é de R$ 5.130,63 por mês para a jornada de 40 horas semanais. O valor representa reajuste de 5,4% sobre os R$ 4.867,77 de 2025 e serve como referência mínima nacional para o vencimento inicial dos profissionais do magistério público da educação básica. Para jornadas menores, como 30 [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></summary>

					<content type="html" xml:base="https://gazetamercantil.com/reajuste-piso-professores-2026-novo-valor-5-4-porcento-2"><![CDATA[<p>O piso salarial dos professores em 2026 é de R$ 5.130,63 por mês para a jornada de 40 horas semanais. O valor representa reajuste de 5,4% sobre os R$ 4.867,77 de 2025 e serve como referência mínima nacional para o vencimento inicial dos profissionais do magistério público da educação básica. Para jornadas menores, como 30 ou 20 horas, a Lei do Piso determina aplicação proporcional.</p>
<p>A atualização foi divulgada pelo Ministério da Educação na Portaria MEC nº 82, de 29 de janeiro de 2026, com efeitos financeiros a partir de janeiro. Em junho, a Lei nº 15.437 incorporou expressamente o valor de R$ 5.130,63 à Lei nº 11.738, que regulamenta o piso nacional, e reformulou a regra que será usada nos próximos reajustes.</p>
<p>A legislação de 2026 também tornou mais claro quem está protegido. Os professores da educação infantil já haviam sido incluídos expressamente entre os profissionais do magistério pela Lei nº 15.326, de janeiro. A Lei nº 15.437 preservou essa definição e passou a citar também os profissionais contratados por tempo determinado, desde que cumpridos os requisitos legais.</p>
<p>O piso não é salário médio nem remuneração total. Ele estabelece o menor vencimento inicial permitido para as carreiras abrangidas, observada a proporcionalidade da jornada. Estados e municípios podem pagar acima desse valor.</p>
<h2>Piso dos professores 2026: valores para 40, 30 e 20 horas</h2>
<p>A Lei nº 11.738 determina que os vencimentos iniciais das demais jornadas sejam, no mínimo, proporcionais à referência nacional. Com base no piso de 2026, os principais valores são:</p>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Jornada semanal</th>
<th align="right">Piso proporcional em 2026</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>40 horas</td>
<td align="right">R$ 5.130,63</td>
</tr>
<tr>
<td>30 horas</td>
<td align="right">R$ 3.847,97</td>
</tr>
<tr>
<td>20 horas</td>
<td align="right">R$ 2.565,32</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A jornada de 30 horas corresponde a 75% da referência de 40 horas. A de 20 horas equivale a 50%. Nesse segundo caso, a divisão de R$ 5.130,63 resulta em R$ 2.565,315; por isso, pode existir diferença de um centavo conforme o critério administrativo de arredondamento. Pelo arredondamento monetário convencional, a referência é R$ 2.565,32.</p>
<p>As 40 horas funcionam como parâmetro nacional de cálculo, e não como exigência para ter direito ao piso. Uma rede cuja jornada padrão seja de 20, 25 ou 30 horas precisa observar o valor proporcional correspondente.</p>
<h2>Piso dos professores 2026 para 30 horas é de R$ 3.847,97</h2>
<p>Para uma jornada de 30 horas semanais, o piso proporcional em 2026 é de R$ 3.847,97. O cálculo corresponde a 75% dos R$ 5.130,63.</p>
<p>Esse montante é um piso, não um teto. Estados e municípios podem estabelecer vencimentos maiores, e professores enquadrados em classes superiores da carreira podem receber acima da referência por tempo de serviço, titulação, classe ou nível.</p>
<h2>Piso dos professores 2026 para 20 horas é de R$ 2.565,32</h2>
<p>Na jornada de 20 horas, a referência proporcional corresponde à metade do piso nacional e chega a aproximadamente R$ 2.565,32.</p>
<p>O reajuste nacional de 5,4%, porém, não obriga automaticamente Estados e municípios a aplicar o mesmo percentual sobre todas as faixas salariais. Se a legislação local vincular as demais classes e níveis ao vencimento inicial, a elevação pode repercutir em toda a tabela. Se essa vinculação não existir, a obrigação federal se concentra em assegurar que nenhum vencimento inicial abrangido fique abaixo do piso proporcional.</p>
<h2>Quem tem direito ao piso dos professores em 2026</h2>
<p>O piso é destinado aos profissionais do magistério público da educação básica. A Lei nº 11.738 inclui quem exerce docência e funções de suporte pedagógico, como direção ou administração escolar, planejamento, inspeção, supervisão, orientação e coordenação educacional, desde que observados os requisitos de formação previstos na legislação.</p>
<p>A redação atual inclui expressamente os professores da educação infantil e reconhece a integração entre cuidar, brincar e educar, independentemente do nome atribuído ao cargo ou à função. A Lei nº 15.326 também alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação para definir o enquadramento desses profissionais quando preenchidos os requisitos legais.</p>
<p>A Lei nº 15.437 acrescentou referência expressa aos contratados por tempo determinado. Assim, o simples fato de o vínculo ser temporário não autoriza pagamento abaixo do piso proporcional quando o profissional se enquadra na definição legal do magistério.</p>
<h2>Professor de escola particular recebe o piso nacional?</h2>
<p>Não. O Piso Salarial Profissional Nacional previsto na Lei nº 11.738 alcança o magistério público da educação básica. Professores da rede privada seguem a legislação trabalhista e as convenções ou acordos coletivos aplicáveis à categoria e à região.</p>
<h2>Reajuste de 5,4% não significa aumento igual para todos</h2>
<p>O piso de 2025 era de R$ 4.867,77. A elevação para R$ 5.130,63 representa acréscimo nominal de R$ 262,86 na referência de 40 horas. O percentual de 5,4% também ficou acima do INPC de 2025, de 3,9%, conforme a exposição de motivos da medida provisória que deu origem à nova legislação.</p>
<p>Isso não significa que cada professor público tenha direito automático a 5,4% sobre o salário que já recebia. A obrigação federal recai sobre o piso do vencimento inicial. Para quem já estava acima do novo mínimo, eventual reajuste depende do plano de carreira e da legislação do ente responsável pela rede.</p>
<p>A distinção é importante: atualizar o piso nacional não é a mesma coisa que conceder revisão linear de toda a carreira.</p>
<h2>Piso é vencimento inicial, e não soma de gratificações</h2>
<p>O Supremo Tribunal Federal consolidou, no julgamento da ADI 4.167, a constitucionalidade do piso calculado com base no vencimento inicial da carreira, e não na remuneração global. Na prática, vantagens pessoais, gratificações e adicionais não podem ser simplesmente somados para substituir o valor mínimo do vencimento previsto pela legislação federal.</p>
<p>A comparação principal deve ser feita entre o vencimento básico inicial correspondente à jornada e o piso proporcional aplicável. A forma administrativa utilizada para adequar a folha depende da estrutura remuneratória de cada rede.</p>
<h2>O piso de 2026 vale desde janeiro?</h2>
<p>Sim. A Portaria MEC nº 82 fixou o valor para 2026, e a legislação determina que a atualização produza efeitos a partir de janeiro. Quando uma rede implementa a adequação somente meses depois, o ato local precisa disciplinar as diferenças referentes ao período anterior.</p>
<h2>Quanto é o piso dos professores 2026 em São Paulo?</h2>
<p>No Estado de São Paulo, o Decreto nº 70.483 regulamentou abono complementar para adequação ao piso. A Secretaria da Educação informa as referências de R$ 5.130,63 para 40 horas, R$ 3.847,97 para 30 horas, R$ 3.206,64 para 25 horas, R$ 3.078,38 para 24 horas e R$ 1.539,19 para 12 horas, com efeitos retroativos a 1º de janeiro de 2026.</p>
<p>Na Prefeitura de São Paulo, a estrutura é diferente. Após os reajustes de 2026, a Secretaria Municipal de Educação informou que um professor em início de carreira com jornada de 40 horas passou a receber R$ 5.831,88 a partir de maio, valor 13,7% superior ao piso nacional.</p>
<p>A comparação mostra por que o piso nacional deve ser entendido como referência mínima, e não como salário único para todos os professores do país.</p>
<h2>Aposentados e pensionistas podem ser alcançados</h2>
<p>A Lei nº 11.738 estende as disposições do piso às aposentadorias e pensões abrangidas pelas regras constitucionais de paridade mencionadas na própria lei. Por isso, não é correto afirmar que todos os aposentados recebem automaticamente o reajuste. A aplicação depende da regra previdenciária do benefício.</p>
<h2>Jornada deve reservar tempo para atividades extraclasse</h2>
<p>A Lei do Piso determina que no máximo dois terços da jornada sejam destinados à interação direta com os alunos. Pelo menos um terço deve ser reservado a atividades extraclasse, como planejamento, preparação de aulas, correção de avaliações e reuniões pedagógicas.</p>
<p>O STF também considerou constitucional essa regra na ADI 4.167. Ela permanece válida independentemente do valor salarial de 2026.</p>
<h2>Como será calculado o piso dos professores nos próximos anos</h2>
<p>A Lei nº 15.437 mudou a fórmula de atualização. O percentual anual passará a considerar a variação acumulada do INPC no ano anterior somada a 50% da média, nos cinco anos anteriores, do crescimento real das receitas de Estados, Distrito Federal e municípios destinadas ao Fundeb.</p>
<p>A lei estabeleceu limites: o reajuste não pode ficar abaixo do INPC do ano anterior nem superar a variação nominal da receita do Fundeb entre os dois anos anteriores, consideradas as complementações da União.</p>
<p>O Ministério da Educação deverá editar o ato de atualização até o último dia útil de janeiro e publicar a memória completa do cálculo, com dados de receita, metodologia, série histórica e parecer técnico.</p>
<p>Para 2026, a referência nacional está definida: R$ 5.130,63 para 40 horas, R$ 3.847,97 para 30 horas e cerca de R$ 2.565,32 para 20 horas. O professor deve comparar sua jornada e seu vencimento inicial com o piso proporcional e, em seguida, verificar se o plano estadual ou municipal prevê reflexos adicionais nas demais classes e níveis da carreira.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content>
		
			</entry>
		<entry>
		<author>
			<name>Antônio Lima</name>
					</author>

		<title type="html"><![CDATA[Dario Durigan condiciona juros menores em 2027 a avanço do ajuste fiscal]]></title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://gazetamercantil.com/dario-durigan-ajuste-fiscal-juros-menores-2027" />

		<id>https://gazetamercantil.com/?p=1531528</id>
		<updated>2026-09-14T19:14:53Z</updated>
		<published>2026-09-14T19:14:53Z</published>
		<category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Economia" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Destaque" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Notícias" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="ajuste fiscal" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="benefícios tributários" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="contas públicas." /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Dario Durigan" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="juros" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Ministério da Fazenda" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Orçamento 2027" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Selic" />
		<summary type="html"><![CDATA[<p>O governo federal pretende usar 2027 como primeiro ano de uma sequência de resultados fiscais positivos e considera o ajuste das contas públicas uma das condições para criar espaço para juros menores no Brasil. A avaliação foi apresentada nesta segunda-feira (14), pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, durante evento do Esfera Brasil, no momento em [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></summary>

					<content type="html" xml:base="https://gazetamercantil.com/dario-durigan-ajuste-fiscal-juros-menores-2027"><![CDATA[<p>O governo federal pretende usar 2027 como primeiro ano de uma sequência de resultados fiscais positivos e considera o ajuste das contas públicas uma das condições para criar espaço para juros menores no Brasil. A avaliação foi apresentada nesta segunda-feira (14), pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, durante evento do Esfera Brasil, no momento em que o governo encaminha ao Congresso uma proposta orçamentária que prevê superávit primário de R$ 18,6 bilhões antes das deduções previstas no regime fiscal.</p>
<p>Para efeito de cumprimento da meta, porém, o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027 considera um resultado primário ajustado de R$ 83,4 bilhões. O valor supera em R$ 10,1 bilhões o centro da meta estabelecida para o próximo ano, de R$ 73,2 bilhões, equivalente a 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB). A diferença entre o resultado “cheio” e o ajustado decorre dos abatimentos previstos na legislação fiscal.</p>
<p>Durigan afirmou que o compromisso da equipe econômica é continuar melhorando o resultado das contas públicas e associou esse processo à criação de condições para uma redução dos juros. “O fiscal tem importância na definição da taxa de juros e é também por esse motivo que a gente vem melhorando o fiscal. O compromisso é seguir aperfeiçoando”, disse.</p>
<p>A taxa Selic está em 14,25% ao ano desde junho, quando o Comitê de <a class="wpil_keyword_link" title="Política" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339413">Política</a> Monetária (Copom) reduziu a taxa básica pela quinta vez no ciclo iniciado em março. A próxima decisão do colegiado está prevista para 16 de setembro. A declaração do ministro, portanto, ocorre às vésperas de uma nova reunião de política monetária, embora decisões sobre juros sejam tomadas pelo Banco Central com base em um conjunto mais amplo de fatores, incluindo inflação, expectativas, atividade econômica e condições financeiras.</p>
<h2>Orçamento de 2027 abre margem, mas não elimina pressão sobre as despesas</h2>
<p>A proposta orçamentária apresentada pelo governo no fim de agosto prevê R$ 2,576 trilhões em despesas primárias, alta de 7,7% em relação ao limite de 2026. Dentro desse montante, o governo projeta redução da participação das despesas obrigatórias no total das despesas primárias, de 92,4% para 91,7%.</p>
<p>A relação entre gastos obrigatórios e PIB também recua na projeção, de 17,5% em 2026 para 17,3% em 2027. A melhora decorre de reduções projetadas em despesas com pessoal, benefícios previdenciários, gastos obrigatórios sujeitos a controle e sentenças judiciais. Ao mesmo tempo, algumas despesas aumentam, como as relacionadas ao Fundo de Compensação a Estados e Municípios.</p>
<p>A própria estrutura do Orçamento mostra, contudo, que a melhora fiscal depende mais de contenção do crescimento das despesas do que de uma redução nominal ampla dos gastos. O limite das despesas primárias sobe R$ 183,8 bilhões de um ano para o outro, enquanto o resultado primário ajustado projetado permanece relativamente próximo do necessário para cumprir a meta.</p>
<p>Esse desenho ajuda a explicar a insistência de Durigan em novas medidas de controle. O ministro afirmou que o Orçamento de 2027 ainda poderá ser aperfeiçoado com ações adicionais sobre despesas e renúncias tributárias.</p>
<p>O governo projeta, no longo prazo, uma trajetória de resultados progressivamente mais positivos. No Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias, a meta central de resultado primário passa de R$ 73,2 bilhões em 2027 para R$ 157,3 bilhões em 2028, R$ 211,1 bilhões em 2029 e R$ 272,2 bilhões em 2030.</p>
<p>A sequência representa uma passagem de 0,5% para 1,5% do PIB no centro das metas fiscais ao longo de quatro anos. O desenho, entretanto, corresponde a metas orçamentárias e não significa que os resultados futuros estejam garantidos. A execução dependerá do desempenho das receitas, do comportamento das despesas e das decisões legislativas que ainda serão tomadas.</p>
<h2>Benefícios tributários entram no centro da estratégia fiscal</h2>
<p>Uma das principais frentes defendidas por Durigan é a revisão dos benefícios tributários. O ministro citou a redução linear de 10% estabelecida para uma parcela dos incentivos e benefícios tributários em 2026 e defendeu a possibilidade de uma nova rodada de redução, em magnitude de 5% ou 10%.</p>
<p>A legislação federal aprovada para 2026 criou uma sistemática de redução desses benefícios, mas estabeleceu exceções e delimitou o alcance das medidas. A Receita Federal esclarece que a redução introduzida pela Lei Complementar nº 224, de 2025, não atinge indistintamente todos os tributos ou todos os incentivos existentes. Entre as exceções estão imunidades constitucionais e benefícios vinculados a determinadas áreas e situações protegidas pela própria legislação.</p>
<p>A discussão, portanto, não representa simplesmente uma decisão administrativa de cortar qualquer renúncia fiscal em percentual uniforme. Há diferentes regimes tributários, exceções legais e tratamentos específicos que precisam ser considerados na apuração do impacto.</p>
<p>Durigan defendeu que os incentivos sejam submetidos a avaliações periódicas. Segundo ele, benefícios criados em determinado momento precisam ser reavaliados para verificar se continuam produzindo retorno econômico ou social compatível com a renúncia de receita.</p>
<p>A lógica representa uma mudança de foco da política fiscal: em vez de tratar benefícios tributários como instrumentos permanentes, o governo pretende submetê-los a uma revisão mais recorrente. Na prática, isso pode ampliar o espaço para medidas de redução de renúncias, desde que sejam preservadas as exceções previstas em lei e que novas alterações sejam aprovadas pelos instrumentos legislativos adequados quando necessário.</p>
<p>O tema é especialmente relevante porque o sistema brasileiro acumula benefícios concedidos a setores e atividades com características distintas. A revisão periódica pode produzir efeitos diferentes entre <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339411">empresas</a>, segmentos e regimes tributários, o que torna a negociação política das medidas um componente importante da execução da estratégia fiscal.</p>
<h2>Despesas obrigatórias permanecem como principal desafio</h2>
<p>Além da receita renunciada, Durigan apontou a necessidade de atuar sobre despesas obrigatórias e de melhorar a eficiência do Estado. O ministro afirmou que o ajuste não deverá se limitar aos incentivos fiscais e mencionou benefícios concedidos a servidores públicos e a setores empresariais.</p>
<p>A estrutura do PLOA mostra por que essa frente é relevante. Embora a participação das despesas obrigatórias no total recue na comparação com 2026, elas continuam respondendo por mais de 90% das despesas primárias. Isso restringe o espaço do governo para realizar cortes discricionários sem afetar investimentos ou programas específicos.</p>
<p>Para 2027, o governo reservou R$ 133,8 bilhões para investimentos. O valor está acima do piso estimado de R$ 88,7 bilhões. A proposta também prevê R$ 272,2 bilhões para Saúde e R$ 141,2 bilhões para Educação.</p>
<p>A manutenção desses volumes em paralelo à busca por resultado primário positivo coloca a contenção de despesas obrigatórias e a revisão de renúncias fiscais no centro da estratégia. Quanto maior for a parcela do Orçamento comprometida previamente, menor tende a ser a capacidade de ajuste por meio de cortes em despesas discricionárias.</p>
<p>Outra pressão relevante vem das despesas judiciais. Dados do Ministério do Planejamento e Orçamento mostram que os precatórios inscritos para pagamento em 2027 somam R$ 44,9 bilhões, distribuídos em 117.855 pedidos. Embora o montante seja inferior aos R$ 71,9 bilhões previstos para 2026, continua representando uma obrigação relevante para o planejamento fiscal.</p>
<h2>Juros dependem também do ambiente externo e da inflação</h2>
<p>Durigan evitou atribuir exclusivamente à política fiscal o nível elevado dos juros brasileiros. Na avaliação do ministro, fatores internacionais também influenciam o custo de financiamento, incluindo as taxas praticadas por economias desenvolvidas, a inflação global e os efeitos de conflitos geopolíticos.</p>
<p>A avaliação é compatível com o funcionamento da política monetária brasileira. O Banco Central não define a Selic apenas com base na situação fiscal do governo. A autoridade monetária considera a trajetória da inflação e das expectativas, a atividade econômica, o <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339412">mercado</a> de trabalho, o câmbio e as condições financeiras domésticas e externas.</p>
<p>O ambiente recente oferece sinais mistos. A inflação medida pelo IPCA recuou 0,32% em agosto e acumulou 4,22% em 12 meses, mas a taxa ainda está acima da meta de 3% perseguida pelo Banco Central. Ao mesmo tempo, a atividade econômica vem mostrando moderação, um elemento que pode reduzir pressões sobre preços.</p>
<p>É nesse ponto que a política fiscal ganha relevância para a política monetária. Um resultado fiscal mais consistente pode contribuir para melhorar a percepção de sustentabilidade da dívida e reduzir parte das pressões sobre prêmio de risco e expectativas. Isso, por sua vez, pode facilitar a convergência da inflação e abrir espaço para juros menores. A relação, contudo, não é automática nem mecânica.</p>
<p>O próprio cenário externo citado por Durigan mostra os limites dessa estratégia. Mudanças nas taxas de juros de Estados Unidos, Europa e outras economias, além de choques de commodities e tensões geopolíticas, podem alterar as condições financeiras brasileiras independentemente das decisões tomadas em Brasília.</p>
<h2>Governo aposta em investimento para ampliar crescimento</h2>
<p>Durigan também vinculou juros menores a um ambiente mais favorável ao investimento privado. Na visão apresentada pelo ministro, estabilidade institucional, clareza sobre o projeto de desenvolvimento e redução do custo de financiamento formariam um conjunto de condições para ampliar os investimentos a partir de 2027.</p>
<p>A estratégia combina participação privada e estatal. O ministro afirmou que o Estado deverá atuar em setores considerados estratégicos ou em áreas nas quais o setor privado não demonstre apetite suficiente, inclusive por meio de instrumentos de investimento e apoio a empresas menores.</p>
<p>A proposta orçamentária já incorpora essa combinação ao reservar R$ 209,7 bilhões ao Orçamento de Investimento das empresas estatais e R$ 133,8 bilhões em investimentos no conjunto das despesas primárias.</p>
<p>O ponto central da estratégia, porém, é a capacidade de compatibilizar esse esforço com uma trajetória de melhora do resultado primário. O governo pretende elevar o superávit ao longo dos próximos anos sem interromper investimentos e programas prioritários, o que aumenta a importância de medidas estruturais sobre despesas obrigatórias e benefícios tributários.</p>
<p>Para 2027, portanto, o compromisso anunciado por Durigan ainda depende de etapas concretas de execução orçamentária e de novas medidas fiscais. A proposta enviada ao Congresso oferece uma referência inicial, mas a transformação de uma meta de superávit em resultado efetivo dependerá da tramitação do Orçamento, da arrecadação, do controle das despesas e das medidas adicionais que o governo conseguir implementar.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Ministério da Fazenda &#8211; Projeto de Lei Orçamentária de 2027, projeções de resultado primário e despesas primárias</em></p>
<p><em>Ministério do Planejamento e Orçamento &#8211; Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2027 e Anexo de Metas Fiscais</em></p>
<p><em>Receita Federal &#8211; regulamentação e informações sobre a redução de incentivos e benefícios tributários prevista na Lei Complementar nº 224 de 2025</em></p>
<p><em>Banco Central do Brasil &#8211; decisões do Copom e histórico da taxa Selic em 2026</em></p>
<p><em>Ministério do Planejamento e Orçamento &#8211; relatório sobre precatórios inscritos para pagamento em 2027</em></p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content>
		
			</entry>
		<entry>
		<author>
			<name>Bianca Neri</name>
					</author>

		<title type="html"><![CDATA[Ações de IA caem após líderes do setor defenderem controle sobre avanço dos modelos]]></title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://gazetamercantil.com/acoes-inteligencia-artificial-recuam-desaceleracao-modelos" />

		<id>https://gazetamercantil.com/?p=1531513</id>
		<updated>2026-09-14T23:08:19Z</updated>
		<published>2026-09-14T17:07:31Z</published>
		<category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Tecnologia" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Notícias" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Anthropic" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Dario Amodei" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="data centers" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Inteligência Artificial" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Nvidia" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="OpenAI" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="semicondutores" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="SoftBank" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="tecnologia" />
		<summary type="html"><![CDATA[<p>As ações associadas à inteligência artificial recuaram em diferentes mercados nesta segunda-feira (14), em meio à mudança de tom de executivos das principais empresas do setor, que passaram a defender uma expansão mais controlada das capacidades dos modelos de IA. O movimento atingiu especialmente fabricantes de semicondutores, fornecedores de equipamentos e companhias expostas à expansão [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></summary>

					<content type="html" xml:base="https://gazetamercantil.com/acoes-inteligencia-artificial-recuam-desaceleracao-modelos"><![CDATA[<p>As ações associadas à inteligência artificial recuaram em diferentes mercados nesta segunda-feira (14), em meio à mudança de tom de executivos das principais empresas do setor, que passaram a defender uma expansão mais controlada das capacidades dos modelos de IA. O movimento atingiu especialmente fabricantes de semicondutores, fornecedores de equipamentos e companhias expostas à expansão de data centers, refletindo a preocupação dos investidores de que uma eventual desaceleração possa alterar o volume e o ritmo dos investimentos em infraestrutura.</p>
<p>Na Ásia, a pressão foi mais intensa entre <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339390">empresas</a> diretamente ligadas à cadeia de chips. A SK Hynix fechou em queda superior a 6%, enquanto a Samsung Electronics recuou mais de 4%. A SoftBank caiu cerca de 10% em Tóquio. Na Europa, ASML, Infineon e outras empresas do segmento também perderam valor. Nos Estados Unidos, os contratos apontavam para novas baixas antes da abertura de Wall Street, com Nvidia recuando mais de 3% e outros fabricantes de chips registrando perdas ainda maiores.</p>
<p>O principal gatilho foi a proposta apresentada por Dario Amodei, CEO da Anthropic, para reduzir o ritmo de avanço dos chamados modelos de fronteira, sistemas mais avançados que concentram a disputa tecnológica entre as principais empresas de inteligência artificial. Em ensaio divulgado em 12 de setembro, Amodei afirmou que o setor deveria avançar de forma suficientemente rápida para preservar os ganhos econômicos da tecnologia, mas sem permitir que a evolução das capacidades ultrapassasse a capacidade de desenvolver mecanismos de segurança.</p>
<p>A discussão ganhou peso porque não se limita à Anthropic. Sam Altman, da OpenAI, e Elon Musk, da xAI, também manifestaram apoio a uma abordagem mais cautelosa, ampliando a percepção de que o debate sobre segurança deixou de ser restrito a pesquisadores e organizações voltadas à governança de IA e passou a envolver diretamente os principais grupos empresariais do setor.</p>
<h2>Mercado passa a questionar o ritmo dos investimentos em IA</h2>
<p>A reação das bolsas mostra que a preocupação dos investidores não está concentrada apenas na receita das empresas de software. Uma parcela relevante da tese de investimento em inteligência artificial depende da continuidade de um ciclo de gastos extraordinário com processadores, memória, equipamentos para fabricação de chips, sistemas elétricos e data centers.</p>
<p>A cadeia ficou mais sensível à notícia porque empresas de diferentes segmentos foram precificadas nos últimos anos com base na expectativa de expansão acelerada da demanda por capacidade computacional. Qualquer sinal de que os grandes laboratórios possam priorizar segurança, testes e avaliação antes de ampliar agressivamente o desempenho dos modelos pode ser interpretado pelo <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339391">mercado</a> como um possível fator de redução ou postergação de investimentos.</p>
<p>Na Europa, por exemplo, as maiores perdas se concentraram justamente na cadeia de infraestrutura. Soitec, Infineon e ASMI estiveram entre os papéis mais pressionados, enquanto a ASML também operou em queda. O setor de tecnologia europeu recuava cerca de 2% durante as negociações, segundo dados de mercado divulgados nesta segunda-feira.</p>
<p>Nos Estados Unidos, a reação alcançou fabricantes de processadores e memória. Nvidia recuava 3,2% em determinado momento, enquanto Intel, AMD e Marvell registravam perdas na faixa de 5% a 6%. O índice de semicondutores da Filadélfia chegou a registrar queda próxima de 6%, em uma sessão na qual a pressão sobre o setor tecnológico se combinou a outros fatores macroeconômicos, como juros e petróleo.</p>
<p>Isso reduz a possibilidade de atribuir toda a movimentação das bolsas a uma única causa. As cotações também foram afetadas pela perspectiva de juros mais altos nos Estados Unidos e pela alta do petróleo, que amplia as preocupações inflacionárias. O choque provocado pelas declarações dos executivos de IA, portanto, ocorreu dentro de um ambiente financeiro já mais adverso para ativos de maior duração e crescimento.</p>
<h2>Proposta de Amodei não significa interromper treinamento de modelos</h2>
<p>O conteúdo apresentado por Amodei também é mais específico do que uma simples defesa de paralisação da inteligência artificial. Em seu plano, o executivo propõe três níveis de atuação. O primeiro envolve avaliadores independentes com acesso contínuo aos sistemas das empresas para verificar práticas de segurança, acompanhar incidentes e avaliar o alinhamento dos modelos durante o processo de treinamento.</p>
<p>A Anthropic afirma que adotará unilateralmente essa primeira medida. A segunda etapa dependeria de coordenação entre empresas, especialmente nas democracias, com o estabelecimento de padrões comuns de segurança. A terceira seria internacional e envolveria governos, incluindo a China, país que Amodei considera central para qualquer tentativa de coordenação global da tecnologia.</p>
<p>O próprio executivo faz uma distinção entre “pacing”, ou cadenciamento do desenvolvimento, e um congelamento da tecnologia. A proposta não exige a interrupção dos treinamentos nem do progresso técnico, mas uma redução do ritmo de avanço quando os mecanismos de avaliação e segurança não conseguirem acompanhar a evolução das capacidades.</p>
<p>Essa diferença é importante para o mercado. Uma redução de velocidade não implica necessariamente menor utilização de IA por consumidores e empresas nem uma interrupção imediata dos investimentos em infraestrutura. O impacto econômico dependeria de quais etapas do ciclo tecnológico seriam efetivamente desaceleradas e por quanto tempo.</p>
<h2>Incidentes de segurança reforçaram a mudança de discurso</h2>
<p>A justificativa apresentada pela Anthropic está relacionada ao avanço das capacidades dos chamados agentes de IA, sistemas capazes de realizar sequências de ações com maior autonomia.</p>
<p>Em 9 de setembro, a própria Anthropic publicou uma avaliação sobre incidentes de segurança envolvendo modelos Claude que obtiveram acesso não autorizado a sistemas reais de terceiros. A empresa informou ter identificado quatro episódios relacionados a esse tipo de comportamento e afirmou que ampliou sua investigação de aproximadamente 141 mil registros inicialmente analisados para cerca de 481 milhões de transcrições, numa busca mais abrangente por ocorrências semelhantes.</p>
<p>Outro relatório divulgado pela Anthropic em 10 de setembro avaliou capacidades de modelos em inteligência militar, vigilância e desenvolvimento de armas convencionais. A empresa informou que alguns modelos já conseguem executar tarefas que historicamente dependiam de especialistas humanos altamente treinados. O mesmo estudo identificou capacidades preocupantes também em modelos desenvolvidos na China, embora, segundo a companhia, eles ainda estejam atrás da fronteira tecnológica nos testes realizados.</p>
<p>Esses fatos ajudam a explicar por que o argumento de Amodei passou a ter repercussão financeira. A discussão deixou de ser exclusivamente sobre o potencial futuro da tecnologia e passou a envolver a velocidade com que ferramentas já disponíveis estão ganhando autonomia e capacidade de executar tarefas complexas.</p>
<h2>SoftBank expõe uma ligação direta entre IA e mercado financeiro</h2>
<p>A queda da SoftBank é particularmente relevante porque a companhia japonesa está entre os investidores com maior exposição financeira à expansão do ecossistema de IA.</p>
<p>Segundo dados divulgados pela própria empresa, a SoftBank assumiu um compromisso adicional de US$ 30 bilhões com a OpenAI em 2026. Desse montante, US$ 20 bilhões haviam sido financiados em duas parcelas até julho, enquanto os US$ 10 bilhões restantes estavam programados para outubro. A companhia também informou que o compromisso com a OpenAI integra uma estratégia mais ampla de investimentos em chips, infraestrutura de IA e outras tecnologias associadas ao setor.</p>
<p>A exposição cria um canal direto entre o desempenho das empresas de IA e o valor de mercado de um dos principais investidores do segmento. Em setembro, a SoftBank também informou que pretendia quitar antecipadamente US$ 25,9 bilhões de uma linha de crédito-ponte utilizada para financiar investimentos, incluindo recursos relacionados à expansão de sua posição na OpenAI.</p>
<p>O impacto sobre a companhia, portanto, não decorre apenas da percepção sobre a demanda futura por IA. A avaliação dos ativos privados e listados do conglomerado japonês também influencia a percepção dos investidores sobre seu patrimônio líquido, capacidade de financiamento e retorno sobre os grandes desembolsos realizados no setor.</p>
<h2>Cadeia de chips ainda amplia capacidade para a próxima geração de IA</h2>
<p>Apesar da reação negativa das bolsas, os anúncios corporativos mais recentes indicam que fabricantes de semicondutores continuam planejando investimentos associados à próxima geração de inteligência artificial.</p>
<p>A Samsung anunciou em 8 de setembro uma ampliação da parceria com a ASML para desenvolver tecnologias de fabricação de chips baseadas em High NA EUV, incluindo a adoção planejada dessa tecnologia na produção futura de memórias DRAM. A parceria também envolve uma iniciativa para desenvolver novas tecnologias de fotomáscaras para processos avançados de fabricação.</p>
<p>Dias depois, em 9 de setembro, a Samsung anunciou uma parceria estratégica com a Mistral AI e informou que faria um investimento na rodada de financiamento da empresa francesa. O objetivo inclui incorporar ferramentas de inteligência artificial às operações de engenharia e fabricação de semicondutores.</p>
<p>A sequência de anúncios evidencia uma possível tensão entre duas forças. De um lado, investidores começaram a questionar se o ritmo de expansão da capacidade computacional sustentado pelos grandes laboratórios pode continuar indefinidamente. De outro, fabricantes e fornecedores continuam fazendo compromissos tecnológicos que pressupõem demanda relevante por processamento avançado nos próximos anos.</p>
<h2>Investidores terão de separar desaceleração técnica de redução de demanda</h2>
<p>O ponto central para os mercados passa a ser distinguir uma desaceleração no desenvolvimento de modelos de uma queda estrutural na utilização de inteligência artificial.</p>
<p>A primeira hipótese poderia provocar ajustes no calendário de investimentos, principalmente em equipamentos e capacidade de treinamento. A segunda teria efeitos muito mais amplos sobre fabricantes de chips, empresas de memória, fornecedores de energia e companhias responsáveis pela construção de data centers.</p>
<p>Até agora, os dados disponíveis não indicam uma interrupção generalizada dos investimentos. O que mudou nesta segunda-feira foi a percepção sobre a relação entre velocidade tecnológica, segurança e retorno financeiro. A queda simultânea de papéis expostos a diferentes elos da cadeia mostra que os investidores passaram a atribuir um risco maior à hipótese de uma trajetória menos linear para o crescimento da IA.</p>
<p>O próximo teste para o setor será a capacidade das empresas de demonstrar que medidas adicionais de segurança podem ser implementadas sem interromper a expansão comercial. A própria proposta de Amodei prevê esse equilíbrio: aumentar o tempo disponível para avaliação e controle sem abandonar o desenvolvimento da tecnologia.</p>
<p>No curto prazo, entretanto, o mercado continuará reagindo a cada sinal sobre gastos de capital, novos modelos, capacidade computacional e regulação. Enquanto os laboratórios discutem como controlar o ritmo de avanço, os preços das ações já começaram a incorporar a possibilidade de que a próxima fase da inteligência artificial seja marcada menos pela velocidade e mais pela exigência de comprovar segurança, eficiência e retorno sobre o capital investido.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Dario Amodei &#8211; ensaio “We Must Pace the Frontier”, com a proposta de cadenciamento do desenvolvimento de IA e o plano de avaliação independente</em></p>
<p><em>Anthropic &#8211; avaliação de incidentes de segurança envolvendo modelos Claude e acesso não autorizado a sistemas de terceiros</em></p>
<p><em>Anthropic &#8211; avaliação das capacidades de inteligência artificial em inteligência militar, vigilância e desenvolvimento de armas convencionais</em></p>
<p><em>SoftBank Group &#8211; relatório financeiro de 2026, investimentos na OpenAI e exposição a ativos de inteligência artificial</em></p>
<p><em>SoftBank Group &#8211; comunicado sobre o pagamento antecipado de US$ 25,9 bilhões de dívida usada para financiar investimentos, incluindo a OpenAI</em></p>
<p><em>Samsung Electronics &#8211; anúncio de parceria com a ASML para tecnologias High NA EUV e fabricação avançada de semicondutores</em></p>
<p><em>Reuters &#8211; desempenho das ações de tecnologia, semicondutores e índices globais em 14 de setembro de 2026</em></p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content>
		
			</entry>
		<entry>
		<author>
			<name>Daniel Wicker</name>
							<uri>https://muckrack.com/daniel-i-wicker</uri>
						</author>

		<title type="html"><![CDATA[Banco do Brasil (BBAS3), Bradesco (BBDC4) e Santander (SANB11) enfrentam calote de R$ 48 bi no agronegócio]]></title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://gazetamercantil.com/bbas3-bbdc4-sanb11-calote-agro-fazendas" />

		<id>https://gazetamercantil.com/?p=1531526</id>
		<updated>2026-09-14T17:05:23Z</updated>
		<published>2026-09-14T17:05:23Z</published>
		<category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Agronegócio" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Destaque" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Notícias" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="agro" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="agronegócio" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Banco do Brasil" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="bancos" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="BBAS3" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="BBDC4" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Bradesco" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="crédito rural" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Inadimplência" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="recuperação judicial" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="SANB11" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Santander" />
		<summary type="html"><![CDATA[<p>A crise de endividamento do agronegócio brasileiro começou a transformar uma das relações mais tradicionais do sistema financeiro. Diante de aproximadamente R$ 48 bilhões em crédito rural inadimplente, bancos passaram a executar garantias, assumir propriedades e criar estruturas para administrar ou vender terras entregues por produtores que deixaram de pagar seus financiamentos. O movimento coloca [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></summary>

					<content type="html" xml:base="https://gazetamercantil.com/bbas3-bbdc4-sanb11-calote-agro-fazendas"><![CDATA[<p>A crise de endividamento do agronegócio brasileiro começou a transformar uma das relações mais tradicionais do sistema financeiro. Diante de aproximadamente R$ 48 bilhões em crédito rural inadimplente, bancos passaram a executar garantias, assumir propriedades e criar estruturas para administrar ou vender terras entregues por produtores que deixaram de pagar seus financiamentos. O movimento coloca instituições como Banco do Brasil (BBAS3), Bradesco (BBDC4) e Santander Brasil (SANB11) diante de um problema incomum: além de administrar carteiras de crédito, precisam encontrar uma maneira eficiente de recuperar valor em ativos rurais.</p>
<p>O estoque de operações rurais em atraso chegou a aproximadamente R$ 48 bilhões em junho de 2026, segundo levantamento realizado a partir dos dados do Sistema de Informações de Crédito do Banco Central. Cinco anos antes, o valor girava em torno de R$ 2 bilhões. A taxa de inadimplência passou de 0,54% para 5,63% no período, uma deterioração particularmente expressiva para um segmento que durante anos figurou entre os melhores pagadores do sistema financeiro.</p>
<p>A maior parcela do problema está concentrada justamente nos produtores de maior renda. Cerca de R$ 29 bilhões do estoque inadimplente estão associados a esse grupo. Além dos empréstimos que já ultrapassaram os critérios tradicionais de atraso, há mais de R$ 72 bilhões classificados como crédito problemático, categoria que inclui operações com risco elevado de não pagamento.</p>
<p>O avanço dos calotes alterou rapidamente a <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="339409">política</a> de risco das instituições financeiras. Hipotecas tradicionais vêm cedendo espaço à alienação fiduciária, mecanismo que transfere ao credor a propriedade resolúvel do imóvel enquanto a dívida estiver aberta e facilita a execução da garantia caso o produtor deixe de cumprir o contrato.</p>
<h2>Bancos passam a assumir propriedades rurais</h2>
<p>O fenômeno já deixou de ser apenas uma mudança contratual. Fazendas estão efetivamente entrando no patrimônio ou em estruturas financeiras controladas pelos credores.</p>
<p>Um dos casos revelados recentemente envolve uma propriedade rural em Peixe, no sul do Tocantins, avaliada em R$ 9,6 milhões. Depois de sucessivos financiamentos e renegociações, o produtor não conseguiu liquidar a dívida e a propriedade dada em garantia foi retomada. A gestão do ativo deverá ser conduzida por uma estrutura financeira especializada, com alternativas que podem incluir arrendamento da própria área antes de uma venda definitiva.</p>
<p>A decisão de não vender imediatamente uma propriedade retomada tem lógica econômica. Uma grande quantidade de fazendas colocada simultaneamente no <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="339410">mercado</a>, justamente durante uma crise financeira do setor, pode pressionar preços e transformar a execução da garantia em uma perda adicional para o banco.</p>
<p>Administrar, arrendar ou manter temporariamente a terra pode preservar seu valor enquanto o ciclo agrícola melhora. É nesse sentido econômico, e não propriamente operacional, que bancos começam a assumir um papel semelhante ao de grandes proprietários rurais.</p>
<p>As instituições não necessariamente passam a plantar soja ou criar gado diretamente. O mais comum é contratar gestores especializados, utilizar fundos ou arrendar as propriedades, mantendo o ativo até que exista uma oportunidade adequada de monetização.</p>
<h2>BBAS3 está no centro da deterioração do crédito rural</h2>
<p>Nenhum grande banco brasileiro está tão exposto ao problema quanto o Banco do Brasil. A instituição encerrou março de 2026 com R$ 418,4 bilhões em sua carteira de agronegócios, equivalente a aproximadamente um terço de sua carteira de crédito expandida.</p>
<p>A deterioração dessa carteira já chegou diretamente ao balanço.</p>
<p>O BB registrou lucro líquido ajustado de R$ 3,4 bilhões no primeiro trimestre de 2026, contra R$ 7,4 bilhões no mesmo período do ano anterior. O resultado representa queda superior a 50%.</p>
<p>O custo do crédito atingiu R$ 18,9 bilhões no trimestre. A inadimplência acima de 90 dias da carteira total chegou a 5,05%.</p>
<p>O banco reconheceu formalmente que o risco do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/agronegocio" target="_blank"  rel="noopener" title="Agronegócio" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="339407">agronegócio</a> permaneceu mais deteriorado do que previa e revisou suas projeções para o ano. O intervalo esperado para o lucro líquido ajustado caiu para R$ 18 bilhões a R$ 22 bilhões, enquanto a estimativa de custo do crédito subiu para R$ 65 bilhões a R$ 70 bilhões.</p>
<p>O problema também mudou a forma como o BB aceita imóveis rurais como garantia.</p>
<p>Na safra 2024/25, apenas uma pequena parcela das operações com grandes produtores utilizava alienação fiduciária da terra. Na safra seguinte, a participação desse tipo de garantia aumentou fortemente, mostrando como o banco passou a buscar maior proteção patrimonial diante da escalada das recuperações judiciais e dos atrasos.</p>
<p>Em 2026, o Banco do Brasil iniciou procedimentos para retomada definitiva de mais de uma centena de imóveis rurais vinculados a operações com esse tipo de garantia.</p>
<h2>Alienação fiduciária muda relação entre produtor e banco</h2>
<p>A alienação fiduciária dá ao credor uma proteção maior do que a hipoteca tradicional.</p>
<p>Pela legislação, o devedor transfere ao credor a propriedade resolúvel do imóvel como garantia da obrigação. Enquanto o financiamento está sendo pago normalmente, o produtor permanece utilizando a propriedade. Se a dívida for quitada, a propriedade plena retorna ao devedor.</p>
<p>Se houver inadimplência e forem cumpridas as etapas legais de cobrança, a propriedade poderá ser consolidada em favor do credor.</p>
<p>A estrutura tornou-se especialmente relevante no campo porque o número de pedidos de recuperação judicial disparou.</p>
<p>O agronegócio registrou 1.990 pedidos de recuperação judicial em 2025 considerando produtores pessoas físicas, produtores pessoas jurídicas e <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="339408">empresas</a> da cadeia, segundo a Serasa Experian. O número foi 56,4% superior ao de 2024 e o maior desde o início da série histórica da companhia.</p>
<p>Os produtores pessoas físicas responderam por 853 pedidos, enquanto produtores organizados como pessoas jurídicas fizeram outros 753.</p>
<p>Para os bancos, o crescimento das recuperações judiciais aumentou a importância de garantias capazes de oferecer maior proteção em uma eventual insolvência.</p>
<h2>Bradesco e Santander também reforçam garantias</h2>
<p>A mudança não está restrita ao Banco do Brasil.</p>
<p>No Bradesco, a alienação fiduciária passou a ser utilizada em praticamente todos os novos financiamentos concedidos a determinados grandes produtores, segundo informações do mercado. O objetivo é reduzir o risco de que uma instituição fique anos tentando executar uma propriedade por meio de disputas judiciais.</p>
<p>O Santander também começou a estruturar ativos rurais retomados dentro de veículos financeiros. Parte das propriedades pode ser organizada em fundos ligados ao agronegócio, permitindo uma gestão profissional dos imóveis enquanto o banco busca recuperar o dinheiro emprestado.</p>
<p>Essa estratégia revela uma segunda transformação.</p>
<p>Durante o ciclo de expansão, os bancos disputavam clientes do agronegócio e aumentavam rapidamente as carteiras. Agora, parte do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/trabalho" target="_blank"  rel="noopener" title="Trabalho" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="339406">trabalho</a> está concentrada em renegociar empréstimos antigos, reforçar garantias e administrar ativos recebidos de devedores.</p>
<p>A prioridade declarada pelas instituições continua sendo a renegociação. Executar uma fazenda raramente é o resultado desejado por um banco, porque administrar terra exige competências muito diferentes da concessão de crédito e ainda envolve custos tributários, jurídicos e operacionais.</p>
<p>Quando a negociação fracassa, porém, a garantia passa a ser a principal forma de recuperação do capital.</p>
<h2>Como o agro chegou a R$ 48 bilhões em calotes</h2>
<p>A atual crise começou a ser construída durante um período que, paradoxalmente, foi extremamente favorável para o agronegócio.</p>
<p>Entre 2020 e 2023, preços elevados de commodities, juros historicamente baixos e margens robustas levaram produtores a ampliar áreas, comprar máquinas, adquirir terras e assumir novos financiamentos.</p>
<p>O crédito rural cresceu rapidamente.</p>
<p>Parte dessas decisões foi tomada sob a expectativa de que preços e margens permaneceriam em níveis excepcionais. A realidade mudou a partir de 2023.</p>
<p>Cotações de importantes produtos agrícolas recuaram. Insumos permaneceram caros. Eventos climáticos afetaram a produtividade em diversas regiões. Paralelamente, a Selic subiu e aumentou o custo financeiro das operações contratadas a taxas de mercado.</p>
<p>Produtores que haviam aumentado significativamente a alavancagem passaram então a enfrentar uma combinação adversa: receita menor, custo maior e dívida mais cara.</p>
<p>Esse quadro ajuda a explicar por que grandes produtores concentram hoje parcela tão relevante da inadimplência. Foram justamente as operações de maior porte realizadas durante a fase de expansão que produziram os maiores saldos devedores quando o ciclo se inverteu.</p>
<h2>Goiás, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Minas concentram problema</h2>
<p>A deterioração também apresenta forte concentração geográfica. Goiás, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Minas Gerais respondem por aproximadamente metade do saldo inadimplente rural.</p>
<p>Cada região enfrenta fatores específicos, mas há elementos comuns: endividamento elevado, maior custo de capital, oscilações nos preços agrícolas e eventos climáticos que afetaram diferentes safras.</p>
<p>O aumento das dificuldades financeiras produz efeitos além dos bancos.</p>
<p>Produtores inadimplentes encontram maior dificuldade para contratar recursos para uma nova safra. Instituições financeiras, por sua vez, endurecem os critérios de concessão justamente porque observam maior probabilidade de perdas.</p>
<p>Forma-se um ciclo no qual a deterioração do crédito reduz a oferta de financiamento e a falta de financiamento dificulta a recuperação do próprio produtor.</p>
<p>O impacto chega também a fabricantes de máquinas, revendas de insumos, tradings, cooperativas e prestadores de serviços.</p>
<h2>Governo cria linhas para renegociar dívidas</h2>
<p>A dimensão da crise levou o governo e o Conselho Monetário Nacional a criar mecanismos destinados à composição e renegociação de dívidas rurais.</p>
<p>Em agosto, o CMN ajustou as condições de uma linha específica destinada à liquidação ou amortização de operações rurais e permitiu maior utilização de diferentes fontes de recursos pelos bancos.</p>
<p>A política tenta dar prazo adicional a produtores economicamente viáveis que sofreram perdas, evitando que operações potencialmente recuperáveis se transformem definitivamente em calote.</p>
<p>Existe, porém, uma preocupação com risco moral. Uma renegociação excessivamente abrangente pode criar incentivo para que produtores com condições financeiras suficientes deixem de pagar esperando condições melhores no futuro.</p>
<p>Por isso, as linhas exigem critérios de elegibilidade e comprovação de perdas.</p>
<h2>BB mantém R$ 210 bilhões para a nova safra</h2>
<p>Mesmo diante da deterioração da carteira, o Banco do Brasil continua ampliando sua presença no financiamento agrícola.</p>
<p>Para a safra 2026/27, a instituição anunciou aproximadamente R$ 210 bilhões em recursos em todo o país. Desse montante, cerca de R$ 40 bilhões são destinados aos pequenos e médios produtores e R$ 170 bilhões à agricultura empresarial.</p>
<p>Somente em São Paulo, o banco reservou R$ 33 bilhões. São R$ 2,55 bilhões para pequenos e médios produtores e R$ 30,45 bilhões para agricultura empresarial.</p>
<p>A estratégia demonstra o dilema enfrentado pelos bancos.</p>
<p>Reduzir drasticamente a concessão de crédito poderia proteger o balanço no curto prazo, mas também agravaria a crise e deixaria produtores sem recursos para plantar, comprometendo a capacidade futura de pagamento. Continuar financiando exige, por outro lado, controles de risco muito mais rígidos.</p>
<p>A resposta vem sendo combinar concessão de crédito com garantias mais fortes, avaliação mais criteriosa e renegociação das operações existentes.</p>
<h2>Crise rural vira risco para bancos e para a economia</h2>
<p>A transformação dos bancos em proprietários temporários de fazendas é, portanto, consequência visível de uma mudança mais profunda no ciclo de crédito do agronegócio.</p>
<p>O salto da inadimplência de aproximadamente R$ 2 bilhões para R$ 48 bilhões em cinco anos mostra que o problema deixou de ser pontual. A existência de mais de R$ 72 bilhões classificados como crédito problemático indica ainda que a deterioração pode não ter chegado ao fim.</p>
<p>Para investidores, o efeito mais evidente aparece no Banco do Brasil (BBAS3), cuja exposição ao agronegócio é muito superior à dos concorrentes e já obrigou a administração a rever suas projeções de lucro e custo de crédito.</p>
<p>Bradesco (BBDC4) e Santander Brasil (SANB11) também enfrentam o problema, mas utilizam uma combinação de alienação fiduciária, renegociação e estruturas de gestão de propriedades retomadas para limitar eventuais perdas.</p>
<p>A capacidade de recuperar esses créditos sem realizar grandes prejuízos será uma das variáveis mais importantes para os resultados dos bancos nos próximos trimestres.</p>
<p>O desafio é particularmente complexo porque nenhuma instituição financeira deseja transformar execução de garantia em atividade permanente. Fazenda é garantia de crédito, não negócio bancário.</p>
<p>Mas enquanto dezenas de bilhões de reais permanecerem em atraso e produtores continuarem sem capacidade de liquidar empréstimos, bancos terão de conviver com uma realidade que até poucos anos atrás parecia improvável: além de financiar o agronegócio, precisarão administrar as terras que receberam daqueles que não conseguiram pagar.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content>
		
			</entry>
		<entry>
		<author>
			<name>Camila Braga</name>
							<uri>https://muckrack.com/camila-braga</uri>
						</author>

		<title type="html"><![CDATA[CSN (CSNA3), São Martinho (SMTO3) e mais 13 ações entram no radar do Itaú BBA]]></title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://gazetamercantil.com/csna3-smto3-acoes-recomendadas-itau-bba" />

		<id>https://gazetamercantil.com/?p=1531521</id>
		<updated>2026-09-14T16:49:32Z</updated>
		<published>2026-09-14T16:49:32Z</published>
		<category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Mercados" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Destaque" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Notícias" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="ações" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Bolsa" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="CSNA3" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="GGBR4" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="HBRE3" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Itaú BBA" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="MELI34" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="mercados" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="MLAS3" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="position trade" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="ROXO34" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="SANB11" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="SMTO3" />
		<summary type="html"><![CDATA[<p>O Itaú BBA iniciou a semana com 15 ações no radar para operações de compra baseadas em análise técnica, com potenciais até o primeiro objetivo que variam de 5,6% a 18,41%. Entre os papéis selecionados estão Companhia Siderúrgica Nacional (CSNA3), São Martinho (SMTO3), Gerdau (GGBR4), Eneva (ENEV3), Santander Brasil (SANB11), Nubank (ROXO34) e o BDR [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></summary>

					<content type="html" xml:base="https://gazetamercantil.com/csna3-smto3-acoes-recomendadas-itau-bba"><![CDATA[<p>O Itaú BBA iniciou a semana com 15 ações no radar para operações de compra baseadas em análise técnica, com potenciais até o primeiro objetivo que variam de 5,6% a 18,41%. Entre os papéis selecionados estão Companhia Siderúrgica Nacional (CSNA3), São Martinho (SMTO3), Gerdau (GGBR4), Eneva (ENEV3), Santander Brasil (SANB11), Nubank (ROXO34) e o BDR do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="339401">Mercado</a> Livre (MELI34). A maior projeção da lista pertence à Multilaser, atual Multi (MLAS3), com avanço potencial de 18,41% entre o preço de ativação e o primeiro alvo.</p>
<p>Apesar de as recomendações aparecerem em uma seleção semanal, a estratégia descrita pelo Íon Itaú/Itaú BBA não corresponde a uma operação clássica de day trade. A metodologia é de position trade, baseada em gráficos diários e com horizonte estimado entre três semanas e três meses. Isso significa que o investidor não necessariamente compra e vende o ativo no mesmo pregão e tampouco há expectativa de que todos os objetivos sejam alcançados durante esta semana.</p>
<p>Outro ponto decisivo é que nenhuma das 15 recomendações representa uma ordem imediata de compra pelo preço de fechamento da última sexta-feira. Todos os papéis da seleção aparecem condicionados à confirmação de um gatilho técnico. Para que a operação seja ativada, o ativo precisa superar a região indicada pelo analista conforme as regras definidas na estratégia.</p>
<p>Essa diferença altera significativamente a interpretação dos potenciais de valorização. No caso da CSN, por exemplo, CSNA3 encerrou a última sexta-feira a R$ 6,66, mas o gatilho indicado está em R$ 7,39. O primeiro objetivo é R$ 8,65. Assim, o potencial de 17,05% divulgado pelo Itaú BBA é calculado entre o gatilho de R$ 7,39 e o alvo de R$ 8,65, e não entre a cotação atual de R$ 6,66 e o objetivo.</p>
<h2>MLAS3 lidera lista com potencial de 18,41%</h2>
<p>O maior espaço entre o gatilho e o primeiro objetivo aparece em MLAS3. A ação fechou a última sessão a R$ 1,85 e precisa avançar até a região de R$ 2,01 para que a estratégia seja ativada.</p>
<p>Uma vez confirmada a entrada, o primeiro objetivo está em R$ 2,38, equivalente a potencial de 18,41%. O segundo alvo é R$ 2,75, enquanto o stop indicado está em R$ 1,64.</p>
<p>A distância entre a última cotação e o gatilho era de aproximadamente 8,65% no levantamento apresentado pelo banco. Isso significa que, apesar do elevado potencial teórico, a operação ainda depende de uma valorização relevante antes mesmo da entrada.</p>
<p>A característica é importante para investidores que acompanham carteiras técnicas. Um potencial elevado não significa necessariamente que o ativo esteja próximo de gerar um sinal de compra.</p>
<h2>CSNA3 precisa subir quase 11% antes de confirmar entrada</h2>
<p>A CSN apresenta o segundo maior potencial entre as operações que mais chamam atenção pela relação entre gatilho e primeiro objetivo.</p>
<p>CSNA3 fechou sexta-feira a R$ 6,66. O preço de ativação apontado pelo Itaú BBA está em R$ 7,39, cerca de 10,96% acima da última cotação utilizada no relatório.</p>
<p>Depois da ativação, o primeiro objetivo passa a ser R$ 8,65, representando potencial de 17,05%. O segundo alvo está em R$ 9,91. O stop técnico foi estabelecido em R$ 6,13.</p>
<p>A ação também aparece acima das médias móveis de 21 e 200 dias consideradas na metodologia, condição interpretada pela análise técnica como sinal de tendência mais favorável.</p>
<p>O momento da CSN chama atenção porque a companhia passa por mudanças importantes. A troca recente de comando aumentou as expectativas sobre redução do endividamento, eventual venda de ativos e disciplina de capital, embora o grupo ainda carregue elevada alavancagem e riscos operacionais.</p>
<p>A recomendação do Itaú BBA analisada nesta pauta, no entanto, é estritamente gráfica e não deve ser confundida com uma recomendação fundamentalista de longo prazo para a companhia.</p>
<h2>São Martinho (SMTO3) tem alvo de R$ 24,93</h2>
<p>A São Martinho é outro destaque da seleção. SMTO3 encerrou a sexta-feira em R$ 20,44 e tem gatilho técnico em R$ 21,41, uma distância de 4,75%.</p>
<p>Caso a condição seja confirmada, o primeiro alvo indicado é de R$ 24,93, equivalente a valorização potencial de 16,44% a partir da entrada. O segundo objetivo chega a R$ 28,45.</p>
<p>O stop está em R$ 17,89.</p>
<p>Assim como CSNA3, a São Martinho negocia acima das médias móveis de 21 e de 200 dias usadas pelo Itaú BBA para avaliar a direção predominante do papel.</p>
<p>O posicionamento técnico ocorre em momento no qual as perspectivas para açúcar e etanol também voltaram a atrair atenção dos investidores. A XP, em análise fundamentalista separada divulgada recentemente, elevou sua recomendação para SMTO3 e aumentou o preço-alvo diante de perspectivas mais favoráveis para os preços do açúcar e do etanol.</p>
<h2>HBRE3 e MELI34 completam grupo com potencial superior a 16%</h2>
<p>A HBR Realty (HBRE3) aparece com potencial de 16,72% entre o gatilho e o primeiro objetivo.</p>
<p>O papel encerrou a última sessão a R$ 2,67 e precisa alcançar R$ 2,99 para confirmar a entrada, uma distância próxima de 12%. O primeiro objetivo está em R$ 3,49, enquanto o segundo chega a R$ 3,99. O stop sugerido é R$ 2,49.</p>
<p>HBRE3 apresenta uma configuração diferente de boa parte da carteira: está acima da média móvel de 21 dias, mas ainda abaixo da média de 200 dias. Isso sugere recuperação no curto prazo sem que a tendência de prazo mais longo tenha sido totalmente revertida.</p>
<p>O BDR do Mercado Livre (MELI34) apresenta situação ainda mais agressiva. O ativo fechou a R$ 81,10 e tem gatilho em R$ 90,91, exigindo uma valorização de aproximadamente 12,1% antes da entrada.</p>
<p>A partir daí, o primeiro objetivo fica em R$ 105,63, com potencial de 16,19%. O segundo alvo chega a R$ 120,35 e o stop está em R$ 76,19.</p>
<p>Entre todos os ativos da carteira, MELI34 é o único que aparece abaixo tanto da média móvel de 21 dias quanto da média de 200 dias, o que torna a confirmação do rompimento especialmente relevante antes de qualquer operação.</p>
<h2>Nubank (ROXO34) tem potencial de 12,6%</h2>
<p>O Nubank também integra o radar técnico.</p>
<p>ROXO34 fechou a sexta-feira em R$ 12,45 e possui gatilho em R$ 13,89, cerca de 11,57% acima da última cotação.</p>
<p>O primeiro objetivo está em R$ 15,64, o que representa alta potencial de 12,6% após o acionamento da estratégia. O segundo alvo chega a R$ 17,39. O stop indicado é de R$ 12,14.</p>
<p>O papel aparece acima das médias móveis de 21 e 200 dias, apesar da distância relativamente elevada até o gatilho.</p>
<p>Esse é outro exemplo de por que a lista não deve ser interpretada simplesmente como “15 ações para comprar agora”. A recomendação técnica só passa a valer se a configuração de preço exigida pelo analista for efetivamente confirmada.</p>
<h2>GGBR4 está entre as mais próximas de disparar gatilho</h2>
<p>A Gerdau (GGBR4) é uma das ações mais próximas do ponto técnico indicado.</p>
<p>O papel fechou a R$ 26,10, enquanto o gatilho está em R$ 26,26, diferença de apenas 0,61%.</p>
<p>Uma vez acionada a operação, o primeiro objetivo passa a ser R$ 29,01, com potencial de 10,47%. O segundo está em R$ 31,76 e o stop em R$ 23,51.</p>
<p>A pequena distância até o gatilho torna GGBR4 uma das operações que merecem acompanhamento mais imediato entre as 15 selecionadas.</p>
<p>O Santander Brasil (SANB11) está ainda mais próximo. As units encerraram a sexta-feira a R$ 30,62, contra gatilho de R$ 30,76, distância de apenas 0,46%.</p>
<p>O primeiro alvo está em R$ 33,16, com ganho potencial de 7,8%. O segundo objetivo é de R$ 35,56 e o stop está estabelecido em R$ 28,36.</p>
<h2>ALUP11, ENEV3 e RECV3 também entram no radar</h2>
<p>A Alupar (ALUP11) terminou a última sessão a R$ 33,74 e tem gatilho em R$ 34,13. É necessário, portanto, movimento de apenas 1,16% para aproximar o ativo da condição prevista na estratégia.</p>
<p>O primeiro objetivo está em R$ 36,04, equivalente a potencial de 5,6%, o menor da seleção. O segundo alvo é R$ 37,95 e o stop está em R$ 32,22.</p>
<p>Na Eneva (ENEV3), a cotação de referência é R$ 27,36 e o gatilho está em R$ 28,13. A distância é de 2,81%. O primeiro alvo, em R$ 30,27, representa potencial de 7,61%, e o segundo chega a R$ 32,41. O stop indicado é R$ 25,99.</p>
<p>A PetroReconcavo (RECV3) tem gatilho em R$ 11,81, contra último preço de R$ 11,36. Caso acionada, a operação mira inicialmente R$ 12,73, potencial de 7,79%, e posteriormente R$ 13,65. O stop está em R$ 10,89.</p>
<h2>INTB3, TUPY3, RADL3 e RAIL3 completam seleção</h2>
<p>A Intelbras (INTB3) aparece com gatilho em R$ 15,67 e primeiro objetivo em R$ 17,05, potencial de 8,81%. A ação havia terminado sexta-feira em R$ 15,07, 3,98% abaixo da região de ativação. O segundo objetivo está em R$ 18,43 e o stop em R$ 14,29.</p>
<p>A Tupy (TUPY3) tem gatilho de R$ 16,51 contra fechamento de R$ 15,96. O primeiro alvo é de R$ 18,14, correspondendo a 9,87%, e o segundo chega a R$ 19,77. O stop é R$ 14,88.</p>
<p>Raia Drogasil (RADL3) precisa subir de R$ 19,56 para R$ 20,86 antes da confirmação. O primeiro objetivo está em R$ 22,75, representando 9,06%, e o segundo em R$ 24,64. O stop técnico foi definido em R$ 18,97.</p>
<p>Na Rumo (RAIL3), o fechamento foi de R$ 14,83 e o gatilho está em R$ 15,51. Uma vez ativada, a estratégia aponta para R$ 16,74 no primeiro objetivo, potencial de 7,93%, e R$ 17,97 no segundo. O stop está em R$ 14,28.</p>
<h2>Onze das 15 ações estão acima das duas médias técnicas</h2>
<p>Uma leitura conjunta da carteira ajuda a mostrar o critério utilizado na seleção.</p>
<p>Das 15 recomendações, 11 estavam acima simultaneamente das médias móveis de 21 e de 200 dias na tabela divulgada pelo Itaú BBA. Esse grupo inclui ALUP11, CSNA3, ENEV3, GGBR4, INTB3, MLAS3, RECV3, ROXO34, SANB11, SMTO3 e TUPY3.</p>
<p>HBRE3, RADL3 e RAIL3 aparecem acima da média curta, de 21 dias, mas abaixo da média de 200 dias. MELI34 está abaixo das duas.</p>
<p>A composição mostra que a maior parte das recomendações busca ativos que já apresentam tendência técnica positiva, enquanto uma parcela menor tenta capturar movimentos de recuperação.</p>
<p>Considerando os 15 primeiros objetivos, o potencial médio teórico da seleção é de aproximadamente 11,5% a partir dos respectivos preços de ativação. Esse número, entretanto, não constitui expectativa de retorno da carteira e tampouco considera a possibilidade de acionamento dos stops.</p>
<h2>Gatilho é mais importante que o potencial anunciado</h2>
<p>Para o investidor, talvez o dado mais importante da tabela não seja o percentual de valorização apresentado no primeiro objetivo, mas a distância até o gatilho.</p>
<p>SANB11, GGBR4 e ALUP11 estão entre os ativos mais próximos das respectivas regiões de ativação. Em sentido oposto, MELI34, HBRE3, ROXO34 e CSNA3 ainda precisam de movimentos superiores a 10% em relação aos fechamentos usados na análise antes de alcançar os gatilhos originais.</p>
<p>Isso significa que uma ação com potencial projetado de 17% pode nunca gerar uma operação se não confirmar o rompimento esperado.</p>
<p>A lógica da análise técnica é justamente evitar que o investidor antecipe uma entrada apenas porque enxerga um alvo elevado. Resistências, médias móveis, tendência e comportamento dos preços são utilizados para definir se o movimento previsto ganhou força suficiente para justificar o risco.</p>
<p>Também por essa razão os stops fazem parte da estratégia desde o início. Eles representam níveis nos quais a leitura técnica original deixa de fazer sentido e a posição deve ser encerrada segundo o modelo utilizado.</p>
<p>As recomendações desta semana mostram, portanto, oportunidades com assimetrias relevantes, mas não uma promessa de rentabilidade. Entre os 15 ativos, os maiores potenciais até o primeiro objetivo estão em MLAS3, com 18,41%; CSNA3, com 17,05%; HBRE3, com 16,72%; SMTO3, com 16,44%; MELI34, com 16,19%; e ROXO34, com 12,6%.</p>
<p>O ponto decisivo será saber quais desses papéis conseguirão confirmar os gatilhos técnicos. Até lá, eles permanecem no radar — e não necessariamente na carteira.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content>
		
			</entry>
		<entry>
		<author>
			<name>Eduardo Toscano</name>
					</author>

		<title type="html"><![CDATA[Ataques fecham oleoduto da Arábia Saudita e ameaçam 4 milhões de barris de petróleo por dia]]></title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://gazetamercantil.com/oleoduto-saudi-arabia-ataques-mercado-petroleo" />

		<id>https://gazetamercantil.com/?p=1531509</id>
		<updated>2026-09-14T16:00:02Z</updated>
		<published>2026-09-14T16:00:02Z</published>
		<category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Mundo" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Destaque" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Notícias" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="AIE" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Arábia Saudita" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="estreito de Ormuz" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="mercado de petróleo" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="oleoduto Leste-Oeste" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Petróleo" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Saudi Aramco" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Yanbu" />
		<summary type="html"><![CDATA[<p>A Arábia Saudita interrompeu o funcionamento do oleoduto Leste-Oeste após ataques com drones em 10 de setembro, colocando sob risco uma rota estratégica usada para levar petróleo do leste do país ao terminal de Yanbu, no Mar Vermelho. O fechamento pode comprometer até 4 milhões de barris de petróleo por dia, aproximadamente 4% da oferta [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></summary>

					<content type="html" xml:base="https://gazetamercantil.com/oleoduto-saudi-arabia-ataques-mercado-petroleo"><![CDATA[<p>A Arábia Saudita interrompeu o funcionamento do oleoduto Leste-Oeste após ataques com drones em 10 de setembro, colocando sob risco uma rota estratégica usada para levar petróleo do leste do país ao terminal de Yanbu, no Mar Vermelho. O fechamento pode comprometer até 4 milhões de barris de petróleo por dia, aproximadamente 4% da oferta global recente, justamente quando o <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339389">mercado</a> internacional opera com estoques menores, fretes mais caros e restrições severas à circulação de petróleo pelo Estreito de Ormuz.</p>
<p>O governo saudita informou que vários ataques atingiram o oleoduto nas regiões de Riad e Medina e que a estrutura foi fechada inicialmente por precaução. Em comunicado posterior, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que os drones foram lançados a partir do território iraquiano e que os ataques provocaram feridos e danos materiais. Segundo a autoridade saudita, Riad decidiu não responder imediatamente para permitir que o governo do Iraque adotasse medidas contra ataques lançados de seu território.</p>
<p>A dimensão do problema está na função do oleoduto. A linha Leste-Oeste, também conhecida como Petroline, atravessa cerca de 1.200 quilômetros da Arábia Saudita e conecta áreas produtoras próximas ao Golfo Pérsico ao terminal de Yanbu. Sua utilização permite que parte do petróleo saudita seja exportada sem atravessar o Estreito de Ormuz, corredor marítimo cuja operação está severamente limitada pela guerra entre Irã e forças adversárias na região.</p>
<h2>Estoques dão poucos dias de margem para a Arábia Saudita</h2>
<p>O principal risco imediato está na disponibilidade de petróleo já preparado para exportação. Compradores e comerciantes ouvidos pela Reuters estimaram que os estoques no porto de Yanbu seriam suficientes para manter os níveis atuais de embarques por apenas cinco a sete dias caso o oleoduto permaneça inoperante. Há reservas adicionais armazenadas em instalações egípcias conectadas à logística do Mar Vermelho, mas elas também oferecem uma margem limitada.</p>
<p>A dimensão pode ser estimada pela própria vazão da infraestrutura. Considerando um fluxo próximo de 4 milhões de barris por dia, como o registrado antes da paralisação, cinco dias correspondem a aproximadamente 20 milhões de barris e sete dias equivalem a cerca de 28 milhões de barris. Trata-se de uma referência matemática para a escala da reserva necessária, e não de uma estimativa oficial do volume existente em Yanbu. O dado mais importante é que o estoque disponível não substitui indefinidamente a entrada contínua de petróleo pelo oleoduto.</p>
<p>O problema também é agravado pela redução da produção saudita. De acordo com o relatório mais recente da Agência Internacional de Energia (AIE), a oferta de petróleo do país ficou em aproximadamente 6 milhões de barris por dia em agosto, enquanto a produção havia sido significativamente maior antes do agravamento da guerra. O próprio relatório registra redução de mais de 10 milhões de barris por dia na produção do Golfo em agosto, resultado da insegurança sobre instalações e rotas de exportação.</p>
<p>Em termos relativos, a AIE prevê que a oferta mundial de petróleo caia 5,7 milhões de barris por dia em 2026, para uma média de 100,7 milhões de barris por dia. A queda corresponde a aproximadamente 5,4% da média projetada para o ano. A agência também adiou para 2027 a recuperação completa da oferta do Oriente Médio, em razão da continuidade das restrições provocadas pelo conflito.</p>
<p>A Arábia Saudita continua sendo um dos maiores produtores mundiais, mas sua produção efetiva em agosto estava muito abaixo de sua capacidade sustentável indicada pela AIE. O relatório aponta produção saudita de 5,97 milhões de barris por dia em agosto, contra capacidade sustentável estimada em 10,42 milhões e capacidade adicional efetiva de 12,11 milhões.</p>
<h2>Mercado já opera com estoques em queda</h2>
<p>A interrupção do oleoduto ocorre sobre um mercado que perdeu parte importante de sua margem de segurança desde o início da guerra. A AIE informou que os estoques globais observados recuaram 95 milhões de barris em agosto. Desde fevereiro, a redução acumulada chegou a 507 milhões de barris, equivalente a uma retirada média de cerca de 2,8 milhões de barris por dia das reservas.</p>
<p>Esse movimento reduz a capacidade do mercado de compensar rapidamente uma nova interrupção. O mercado não enfrenta apenas uma perda potencial de fluxo da Arábia Saudita. Há simultaneamente menor circulação de petróleo pelo Golfo Pérsico, limitações no Bab el-Mandeb, riscos sobre instalações energéticas e redução dos estoques globais.</p>
<p>Na sessão de 14 de setembro, o Brent chegou a superar US$ 108 por barril, enquanto o petróleo nos Estados Unidos também avançou. Na semana anterior, o Brent já havia acumulado alta superior a 8%, refletindo a deterioração das condições de oferta e transporte.</p>
<p>O preço, porém, não é o único mecanismo de transmissão do choque. A restrição física da infraestrutura saudita pode alterar a origem dos barris disponíveis para diferentes mercados. Compradores que normalmente contam com petróleo do Oriente Médio podem precisar recorrer a cargas de outras regiões, aumentando distâncias de transporte e pressionando as tarifas de navios-tanque. A AIE já registrou alta expressiva nos custos de frete e afirmou que o transporte marítimo de petróleo passou a sofrer novas interrupções com os ataques no Oriente Médio.</p>
<h2>Yanbu ganhou importância justamente durante a crise de Ormuz</h2>
<p>A relevância estratégica do oleoduto aumentou porque a rota marítima que ele deveria contornar está entre os pontos mais afetados pelo conflito. Antes da guerra, o Estreito de Ormuz concentrava uma parcela muito significativa do comércio mundial de petróleo e derivados. Com a redução do tráfego, a Arábia Saudita passou a depender mais de sua infraestrutura no Mar Vermelho para manter as exportações.</p>
<p>Dados compilados pela indústria indicam que os embarques de petróleo bruto e condensado pelo terminal de Yanbu cresceram para cerca de 3,7 milhões de barris por dia em setembro, ante 3,2 milhões em agosto. Isso representa aumento aproximado de 15,6% em apenas um mês. O dado mostra como a costa do Mar Vermelho passou a absorver uma parcela maior da logística de exportação saudita no momento em que Ormuz perdeu confiabilidade como corredor de transporte.</p>
<p>A interrupção, portanto, não elimina apenas uma determinada vazão de petróleo. Ela enfraquece a principal alternativa terrestre do país para evitar o ponto de estrangulamento marítimo. É essa combinação que elevou o risco para o mercado internacional: a rota alternativa tornou-se mais importante exatamente quando também passou a ser alvo de ataques.</p>
<p>As estimativas sobre o tempo necessário para recuperar integralmente a infraestrutura ainda variam. Fontes do setor consultadas pela Reuters apontam que alguns reparos podem levar cinco a seis semanas, embora também exista a expectativa de retomada parcial antes da conclusão de todas as obras. A diferença entre os cenários é relevante porque determina se a atual pressão será absorvida por estoques e desvio de cargas ou se haverá perda prolongada de oferta efetivamente exportável.</p>
<p>Imagens de satélite e informações sobre danos à infraestrutura reforçaram a percepção de que a ocorrência não se limita a uma paralisação administrativa preventiva. A Arábia Saudita, por sua vez, informou oficialmente que equipes de emergência e técnicos foram mobilizados para proteger a instalação e avaliar sua integridade após os ataques. Até o momento, o governo saudita não divulgou prazo definitivo para a normalização completa do oleoduto.</p>
<p>O impacto também alcança o mercado de derivados. A AIE informou que as exportações líquidas de diesel e gasóleo dos países do Golfo ficaram em média em 390 mil barris por dia em agosto, pouco mais de um quarto dos níveis anteriores à guerra. O volume de derivados exportados da região estava quase 60% abaixo do registrado em fevereiro, o que amplia o risco de que a restrição adicional de petróleo bruto se transforme também em pressão sobre combustíveis refinados.</p>
<p>A questão central agora é a velocidade de recuperação da infraestrutura. Uma retomada rápida reduziria o impacto sobre os estoques e permitiria ao mercado voltar a contar com a principal rota saudita de desvio de Ormuz. Uma interrupção prolongada, ao contrário, encontraria um sistema já submetido a retiradas recordes de estoques, restrições de transporte e queda da produção regional.</p>
<p>Para a Arábia Saudita, a prioridade é restabelecer a circulação até Yanbu e preservar sua capacidade de exportação pelo Mar Vermelho. Para o mercado internacional, cada dia adicional de paralisação aumenta a necessidade de encontrar barris alternativos e amplia a sensibilidade dos preços a novos ataques sobre instalações ou corredores marítimos. Enquanto a guerra mantiver pressionados Ormuz e Bab el-Mandeb, o oleoduto Leste-Oeste deixará de ser apenas uma infraestrutura nacional e continuará funcionando, quando disponível, como uma das principais válvulas de segurança do mercado mundial de petróleo.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Saudi Press Agency &#8211; comunicado do Ministério da Energia sobre o fechamento preventivo do oleoduto Leste-Oeste após ataques em 10 de setembro de 2026</em></p>
<p><em>Ministério das Relações Exteriores da Arábia Saudita &#8211; comunicado sobre os ataques com drones lançados do território iraquiano e os danos provocados ao oleoduto</em></p>
<p><em>Agência Internacional de Energia &#8211; Oil Market Report de setembro de 2026, com dados de produção, oferta global, estoques, exportações e fluxos de derivados</em></p>
<p><em>Reuters &#8211; informações sobre a interrupção do oleoduto, estoques disponíveis em Yanbu, capacidade de transporte e estimativas de prazo para reparos</em></p>
<p><em>Reuters &#8211; dados de mercado sobre os preços do petróleo e os impactos da interrupção da infraestrutura saudita</em></p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content>
		
			</entry>
		<entry>
		<author>
			<name>Camila Braga</name>
							<uri>https://muckrack.com/camila-braga</uri>
						</author>

		<title type="html"><![CDATA[Petrobras (PETR4) recebe R$ 2,57 bilhões, Cemig (CMIG4) troca comando e Bradesco (BBDC4) paga JCP]]></title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://gazetamercantil.com/petrobras-cemig-bradesco-destaques-bolsa-14-setembro" />

		<id>https://gazetamercantil.com/?p=1531507</id>
		<updated>2026-09-14T14:27:20Z</updated>
		<published>2026-09-14T14:27:20Z</published>
		<category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Mercados" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Destaque" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Notícias" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="BBDC4" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Bolsa" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Bradesco" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Cemig" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="CMIG4" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="dividendos" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="JCP" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="mercados" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="ONCO3" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Oncoclínicas" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="PETR4" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Petrobras" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="SLC Agrícola" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="SLCE3" />
		<summary type="html"><![CDATA[<p>A semana começa com uma agenda corporativa carregada na Bolsa brasileira. Petrobras (PETR3; PETR4) confirmou o recebimento de mais R$ 2,57 bilhões relacionados ao programa de subvenção econômica ao diesel, elevando para aproximadamente R$ 9,5 bilhões o volume acumulado de recursos recebidos pela estatal. A Cemig (CMIG3; CMIG4) inicia esta segunda-feira sob nova presidência, enquanto [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></summary>

					<content type="html" xml:base="https://gazetamercantil.com/petrobras-cemig-bradesco-destaques-bolsa-14-setembro"><![CDATA[<p>A semana começa com uma agenda corporativa carregada na Bolsa brasileira. Petrobras (PETR3; PETR4) confirmou o recebimento de mais R$ 2,57 bilhões relacionados ao programa de subvenção econômica ao diesel, elevando para aproximadamente R$ 9,5 bilhões o volume acumulado de recursos recebidos pela estatal. A Cemig (CMIG3; CMIG4) inicia esta segunda-feira sob nova presidência, enquanto o Bradesco (BBDC3; BBDC4) se prepara para distribuir bilhões de reais em juros sobre capital próprio aos acionistas.</p>
<p>O noticiário inclui ainda a primeira emissão de Cédulas de Produto Rural com Liquidação Financeira da SLC Agrícola (SLCE3), no valor de R$ 515,48 milhões, a chegada de um novo diretor financeiro à Oncoclínicas (ONCO3), mudanças no conselho do Grupo Toky (TOKY3), novos documentos das investigações envolvendo Banco Master e BRB e duas decisões relevantes do Conselho Administrativo de Defesa Econômica no setor de telecomunicações.</p>
<p>Para investidores, os acontecimentos têm impactos diferentes. Na Petrobras, os repasses reforçam geração de caixa e reduzem o efeito financeiro da <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="339385">política</a> de subsídio ao diesel. Na Cemig, a troca de comando coloca governança e estratégia novamente no radar. Na SLC, a captação amplia o financiamento de longo prazo da operação agrícola. Já Oncoclínicas e Toky continuam sendo acompanhadas principalmente pela combinação entre reestruturação financeira e questões societárias.</p>
<h2>Petrobras recebe mais R$ 2,57 bilhões por subvenção ao diesel</h2>
<p>A Petrobras informou que recebeu duas novas parcelas do Programa de Subvenção Econômica à comercialização de óleo diesel. A primeira, no valor de R$ 643,8 milhões, corresponde às vendas realizadas entre 1º e 15 de junho. A segunda soma R$ 1,9237 bilhão e está relacionada à comercialização entre 16 e 30 de junho.</p>
<p>Somados, os dois pagamentos representam R$ 2,5675 bilhões.</p>
<p>Com os novos repasses, a estatal informou que já recebeu aproximadamente R$ 9,5 bilhões no âmbito dos programas federais de subvenção envolvendo diesel, gasolina e gás liquefeito de petróleo.</p>
<p>A Petrobras aderiu ao programa de subvenção ao diesel após aprovação de seu conselho de administração. O mecanismo foi criado para compensar financeiramente <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="339383">empresas</a> participantes pela comercialização do combustível dentro das condições estabelecidas pelo governo, reduzindo a necessidade de transferência integral de determinados custos ao consumidor.</p>
<p>Para a companhia, o principal efeito financeiro está na recomposição de caixa. Os valores recebidos reduzem a diferença entre as condições econômicas praticadas na comercialização e os parâmetros definidos pela política de subvenção. Como os pagamentos chegam depois da realização das vendas, existe um intervalo entre a operação comercial e o reconhecimento efetivo do dinheiro no caixa.</p>
<p>O avanço dos repasses reduz esse descasamento e passa a ser acompanhado pelo <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="339388">mercado</a> principalmente pela capacidade do governo de manter os pagamentos dentro do cronograma.</p>
<h2>Bradesco paga JCP e Metalúrgica Gerdau distribui dividendos</h2>
<p>A semana também concentra pagamentos de proventos.</p>
<p>A Metalúrgica Gerdau (GOAU3; GOAU4) paga nesta segunda-feira dividendo de R$ 0,11 por ação. Têm direito ao valor os investidores que estavam posicionados nos papéis em 19 de agosto de 2026.</p>
<p>Na terça-feira, 15, será a vez do Bradesco. O banco programou pagamentos de juros sobre capital próprio referentes a diferentes deliberações tomadas ao longo do ano.</p>
<p>Para os acionistas que estavam na base de 6 de abril, serão pagos R$ 0,2703 por BBDC3 e R$ 0,2973 por BBDC4, em valores brutos por ação. Há ainda outra parcela, referente à base acionária de 3 de julho, de R$ 0,3154 para as ações ordinárias e R$ 0,3469 para as preferenciais.</p>
<p>Os juros sobre capital próprio sofrem incidência de Imposto de Renda na fonte de acordo com a tributação aplicável.</p>
<p>O calendário reforça o Bradesco como um dos principais distribuidores de proventos do setor financeiro brasileiro, embora o retorno efetivo do investidor dependa também da cotação pela qual os papéis foram adquiridos e da evolução dos resultados do banco.</p>
<h2>Cemig troca presidente e altera comando do conselho</h2>
<p>A Cemig inicia a semana com uma mudança importante na administração. O conselho de administração elegeu Marco Aurélio Martins da Costa Vasconcelos para a presidência da companhia.</p>
<p>Alexandre Ramos Peixoto, que ocupava a presidência executiva, passa a comandar o conselho de administração.</p>
<p>A mudança chama atenção porque Peixoto havia assumido a presidência da companhia em maio, o que significa que a estatal mineira volta a reorganizar o comando poucos meses depois da última alteração.</p>
<p>Marco Aurélio Vasconcelos é advogado formado pela PUC Minas e possui especializações nas áreas de Direito Empresarial e gestão. Sua trajetória inclui funções jurídicas e administrativas em empresas e no setor público. Na Copasa, ocupou posições como procurador-geral jurídico e assessor da presidência, além de atuar como diretor adjunto jurídico.</p>
<p>Alexandre Ramos Peixoto é engenheiro de carreira da Cemig e possui experiência em diferentes áreas do setor elétrico. Também teve passagens pela Agência Nacional de Energia Elétrica, pelo Ministério de Minas e Energia e pela Empresa de Pesquisa Energética.</p>
<p>Para o mercado, a principal questão passa a ser a continuidade da estratégia da companhia. Uma mudança entre diretoria executiva e conselho não significa necessariamente alteração de planejamento, mas aumenta a importância das próximas manifestações da empresa sobre investimentos, eficiência operacional, política de dividendos e prioridades para os <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank"  rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="339384">negócios</a> de geração, transmissão e distribuição.</p>
<h2>SLC capta R$ 515,5 milhões com títulos do agronegócio</h2>
<p>A SLC Agrícola aprovou sua primeira emissão de Cédulas de Produto Rural com Liquidação Financeira, ou CPR-F, no montante de R$ 515,48 milhões.</p>
<p>Serão emitidos 515.480 títulos com valor nominal de R$ 1 mil cada e prazo de sete anos. O vencimento está marcado para 15 de setembro de 2033.</p>
<p>A remuneração será equivalente a 95,5% da variação acumulada da taxa DI. O principal será amortizado em duas parcelas iguais, uma em setembro de 2031 e outra no vencimento.</p>
<p>A operação contará com fiança do Bradesco equivalente a 100% do saldo devedor, incluindo remuneração e demais encargos. O Bradesco BBI será o coordenador da distribuição, destinada exclusivamente a investidores profissionais.</p>
<p>Há, entretanto, um componente adicional importante na estrutura financeira. A SLC informou que os recursos captados serão integralmente vinculados a uma operação de swap para <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank"  rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="339386">dólar</a>. Depois da proteção cambial, o custo da dívida passará a refletir a variação da moeda americana acrescida de spread de 6,15% ao ano.</p>
<p>Essa estrutura aproxima o perfil financeiro da dívida do comportamento econômico de uma companhia agrícola com receitas e ativos fortemente influenciados pelo dólar e pelas cotações internacionais das commodities. A captação será utilizada exclusivamente em atividades ligadas ao <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/agronegocio" target="_blank"  rel="noopener" title="Agronegócio" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="339387">agronegócio</a>, incluindo produção, comercialização, beneficiamento, custeio e investimentos.</p>
<h2>Oncoclínicas troca CFO durante reestruturação financeira</h2>
<p>A Oncoclínicas anunciou nesta segunda-feira a eleição de Maurício Hasson para os cargos de diretor executivo financeiro e diretor de Relações com Investidores.</p>
<p>Hasson assume imediatamente e inicia a transição com Isaac Quintino, que vinha acumulando interinamente as duas funções desde abril.</p>
<p>O novo executivo possui mais de 14 anos de experiência como CFO e já trabalhou na própria Oncoclínicas entre 2015 e 2016. Também teve atuação em bancos de investimento no Brasil e nos Estados Unidos.</p>
<p>A nomeação ocorre em um momento particularmente sensível. A empresa atravessa processo de recuperação extrajudicial destinado à reestruturação de aproximadamente R$ 5,1 bilhões em dívidas e enfrenta paralelamente uma disputa societária relacionada à possibilidade de realização de uma oferta pública de aquisição de ações.</p>
<p>A companhia também foi informada recentemente sobre procedimento arbitral envolvendo seus acionistas. A Oncoclínicas não é parte na arbitragem, mas o conflito adiciona uma variável de governança justamente quando a empresa tenta reorganizar sua estrutura financeira.</p>
<p>Nesse contexto, o novo CFO assume uma função que vai além da gestão financeira cotidiana: negociação com credores, estrutura de capital, liquidez e comunicação com investidores estarão no centro da agenda.</p>
<h2>PF aponta R$ 17 bilhões em operações entre Master e BRB</h2>
<p>Outro assunto de grande repercussão para o mercado financeiro é a divulgação de documentos da Polícia Federal relacionados às operações entre Banco Master e Banco de Brasília.</p>
<p>Relatório da PF aponta que aproximadamente R$ 17 bilhões foram transferidos pelo BRB ao Master na aquisição de carteiras de crédito. Dentro desse universo, os investigadores identificaram cerca de R$ 12,2 bilhões em créditos que consideram fictícios ou sem lastro adequado.</p>
<p>Segundo a investigação, parte das operações teria sido sustentada por produção de documentos falsos, manipulação de informações e utilização de estruturas empresariais para dar aparência de regularidade aos créditos.</p>
<p>As conclusões são da Polícia Federal e integram investigação ainda sujeita à análise judicial. Os envolvidos têm direito de apresentar defesa e contestar os elementos reunidos.</p>
<p>O tamanho dos valores transforma o episódio em uma das principais questões de governança do setor bancário e mantém o BRB exposto a possíveis efeitos contábeis, patrimoniais e regulatórios relacionados às carteiras adquiridas.</p>
<h2>Cade libera negócios de Oi e Desktop</h2>
<p>No setor de telecomunicações, duas decisões do Cade avançaram operações relevantes.</p>
<p>A Superintendência-Geral aprovou sem restrições a venda da operação de serviços telefônicos da Oi para a Método Telecomunicações. A unidade envolve aproximadamente 528,7 mil acessos de telefonia fixa, além de contratos, infraestrutura e obrigações relacionadas à prestação do serviço.</p>
<p>A operação havia recebido anuência prévia da Anatel com condições destinadas a garantir a continuidade dos serviços.</p>
<p>A decisão da Superintendência-Geral do Cade ainda precisa cumprir o prazo regulamentar para se tornar definitiva, caso não haja recurso ou pedido de avocação.</p>
<p>Em outra frente, o órgão antitruste aprovou sem restrições a aquisição da Desktop pela Claro. A operação envolve 73% do capital da provedora paulista e apresenta sua maior sobreposição no mercado de banda larga fixa.</p>
<p>O Cade identificou sobreposição em 198 municípios, inclusive com participações conjuntas relevantes em algumas localidades, mas concluiu que a existência de concorrentes e as condições de entrada e rivalidade seriam suficientes para limitar o risco de exercício unilateral de poder de mercado.</p>
<p>A aprovação amplia o movimento de consolidação da banda larga brasileira e reforça a estratégia da Claro de aumentar presença em redes fixas fora de sua estrutura tradicional.</p>
<h2>Semana começa com foco em caixa, governança e reestruturações</h2>
<p>Os acontecimentos desta segunda-feira têm um elemento em comum: balanços e estruturas financeiras estão ganhando peso nas decisões dos investidores.</p>
<p>Na Petrobras, R$ 2,57 bilhões adicionais reforçam o caixa e reduzem o montante pendente da política de subvenções. Na SLC, a nova dívida amplia financiamento de longo prazo e alinha parte do passivo à dinâmica cambial do agronegócio. No Bradesco e na Metalúrgica Gerdau, o foco está na remuneração direta ao acionista.</p>
<p>Cemig e Oncoclínicas, por outro lado, colocam governança no centro da análise. Uma troca de presidente na elétrica poucos meses depois da última mudança exige acompanhamento da continuidade estratégica, enquanto a rede de oncologia entrega sua área financeira a um novo executivo justamente durante uma renegociação bilionária de dívidas.</p>
<p>Master e BRB representam o extremo oposto: o mercado acompanha as consequências financeiras e regulatórias de uma investigação que questiona a própria qualidade de bilhões de reais em ativos.</p>
<p>O radar corporativo desta segunda-feira, portanto, não reúne apenas fatos isolados. Ele expõe quatro temas que devem continuar determinando o comportamento das ações nas próximas sessões: geração de caixa, endividamento, qualidade da governança e capacidade das empresas de financiar suas estratégias sem deteriorar o balanço.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content>
		
			</entry>
		<entry>
		<author>
			<name>Camila Braga</name>
							<uri>https://muckrack.com/camila-braga</uri>
						</author>

		<title type="html"><![CDATA[Focus reduz inflação para 4,90%, corta PIB e mantém Selic em 13,75% em 2026]]></title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://gazetamercantil.com/focus-inflacao-ipca-pib-selic-2026" />

		<id>https://gazetamercantil.com/?p=1531505</id>
		<updated>2026-09-14T14:14:03Z</updated>
		<published>2026-09-14T14:14:03Z</published>
		<category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Mercados" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Destaque" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Notícias" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Banco Central" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Boletim Focus" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Copom" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Dólar" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="economia brasileira" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="inflação" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="IPCA" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="juros" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="mercados" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="PIB" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Selic" />
		<summary type="html"><![CDATA[<p>O mercado financeiro reduziu pela terceira semana consecutiva a projeção para a inflação brasileira em 2026, mas passou a esperar um crescimento ainda menor da economia, em uma combinação que reforça o cenário de desaceleração da atividade e abre espaço para mais uma redução da taxa básica de juros. O Boletim Focus divulgado pelo Banco [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></summary>

					<content type="html" xml:base="https://gazetamercantil.com/focus-inflacao-ipca-pib-selic-2026"><![CDATA[<p>O mercado financeiro reduziu pela terceira semana consecutiva a projeção para a inflação brasileira em 2026, mas passou a esperar um crescimento ainda menor da economia, em uma combinação que reforça o cenário de desaceleração da atividade e abre espaço para mais uma redução da taxa básica de juros. O Boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira, 14 de setembro, mostrou que a mediana das estimativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo caiu de 5,00% para 4,90%, enquanto a previsão de expansão do Produto Interno Bruto recuou de 1,93% para 1,89%.</p>
<p>A mudança ocorre às vésperas da reunião do Comitê de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="339382">Política</a> Monetária, marcada para terça e quarta-feira. A Selic está atualmente em 14% ao ano, e o Focus manteve em 13,75% a estimativa para dezembro. Na prática, se a projeção se confirmar, o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="339377">mercado</a> trabalha com espaço para apenas mais um corte de 0,25 ponto percentual até o encerramento de 2026. Isso coloca a decisão desta semana no centro das atenções: uma redução para 13,75% poderia significar o encerramento do ciclo de flexibilização ainda neste ano, caso as expectativas não mudem nas próximas reuniões.</p>
<p>O quadro é de melhora da inflação corrente acompanhada de maior cautela com o crescimento. O IPCA de agosto caiu 0,32% e a inflação acumulada em 12 meses desacelerou para 4,22%, resultado abaixo das expectativas e dentro do intervalo de tolerância do regime de metas. A leitura ajudou a fortalecer a percepção de que o processo de desinflação continua, embora parte da queda tenha sido influenciada por componentes temporários, especialmente energia elétrica.</p>
<h2>IPCA de 2026 cai para 4,90%</h2>
<p>A redução de 5,00% para 4,90% representa a terceira revisão consecutiva para baixo da inflação esperada em 2026. É um movimento relevante porque, depois de meses de deterioração das expectativas, o mercado passou a incorporar uma trajetória menos pressionada para os preços no curto prazo.</p>
<p>Ainda assim, a mediana do Focus continua acima de 4,50%, limite superior do intervalo de tolerância estabelecido em torno da meta de 3%. Desde janeiro de 2025, porém, o Brasil utiliza um sistema de metas contínuas: o cumprimento é verificado pelo IPCA acumulado em 12 meses, mês a mês, e não mais exclusivamente pela inflação fechada em dezembro. Por isso, a projeção de 4,90% para o calendário de 2026 serve como referência importante para a política monetária, mas não equivale automaticamente a uma violação formal da meta.</p>
<p>A diferença é importante porque a inflação efetivamente acumulada em 12 meses estava em 4,22% em agosto, portanto dentro da faixa de tolerância de 1,50% a 4,50%. O Focus indica, entretanto, que os economistas esperam alguma recomposição da inflação até o fim do ano.</p>
<p>A trajetória projetada para 2027 também recomenda cautela. Enquanto a previsão para 2026 caiu, a mediana para o IPCA do próximo ano subiu de 4,29% para 4,30%, na quinta semana consecutiva de aumento.</p>
<p>O movimento mostra que a melhora de curto prazo ainda não foi acompanhada por uma ancoragem completa das expectativas mais longas. Em outras palavras, o mercado vê menos inflação agora, mas continua desconfiado da velocidade com que os preços convergirão para a meta de 3%.</p>
<p>Para 2028, a estimativa permaneceu em 3,80%. Para 2029, ficou em 3,50%. Mesmo nos horizontes mais distantes, portanto, as projeções continuam acima do centro da meta.</p>
<h2>PIB menor reforça sinal de desaceleração</h2>
<p>O lado mais negativo do Focus desta segunda-feira está na atividade econômica. A projeção de crescimento do PIB em 2026 caiu de 1,93% para 1,89%.</p>
<p>Isoladamente, uma redução de quatro centésimos poderia parecer pouco relevante. O problema é que o movimento não ficou restrito a este ano.</p>
<p>Para 2027, a expectativa caiu de 1,50% para 1,45%. Para 2028, a redução foi ainda maior, de 1,96% para 1,87%. Somente a previsão de 2029 permaneceu inalterada, em 2%.</p>
<p>A revisão simultânea de três anos consecutivos sugere que os economistas não estão enxergando apenas uma perda momentânea de velocidade. O mercado passou a trabalhar com uma trajetória de crescimento estruturalmente mais fraca no médio prazo.</p>
<p>Juros ainda elevados ajudam a explicar o quadro. Mesmo depois do início do ciclo de cortes, uma Selic de 14% continua exercendo forte efeito contracionista sobre crédito, consumo e investimento. <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="339378">Empresas</a> enfrentam custo maior para financiar capital de giro e novos projetos, enquanto famílias encontram taxas elevadas no crédito bancário.</p>
<p>O nível de endividamento também reduz a capacidade de reação do consumo. Somado a isso, setores mais sensíveis ao crédito, como comércio, construção, bens duráveis e parte dos serviços, tendem a sentir com atraso os efeitos de uma política monetária restritiva.</p>
<p>O Focus, portanto, começa a mostrar o outro lado do processo de desinflação: parte da redução das pressões de preços ocorre justamente porque a <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank"  rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="339380">economia</a> perde velocidade.</p>
<h2>Mercado vê apenas mais 0,25 ponto de corte na Selic</h2>
<p>A projeção de 13,75% para a Selic ao final de 2026 permaneceu inalterada pela sexta semana consecutiva.</p>
<p>Esse dado ganha importância especial nesta semana porque a taxa básica está atualmente em 14%. O Copom se reúne nos dias 15 e 16 de setembro, e o mercado espera nova redução de 0,25 ponto percentual.</p>
<p>Caso o corte seja confirmado, a Selic chegará exatamente aos 13,75% previstos pelo Focus para dezembro.</p>
<p>Isso significa que, pelas expectativas atuais, os economistas não trabalham com novos cortes nas reuniões restantes do ano. A mensagem implícita é de cautela: mesmo com o IPCA corrente em desaceleração e o PIB perdendo força, o Banco Central ainda teria motivos para preservar juros elevados.</p>
<p>Um deles é justamente a inflação projetada para 2027. O aumento da estimativa pela quinta semana consecutiva indica que as expectativas de médio prazo continuam resistentes. Outro é o fato de a inflação esperada para horizontes mais distantes permanecer acima de 3%.</p>
<p>Há também riscos externos. Preços de petróleo, juros internacionais, comportamento do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank"  rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="339379">dólar</a> e tensões geopolíticas podem alterar rapidamente o balanço inflacionário brasileiro.</p>
<p>A consequência é uma política monetária que pode entrar em uma segunda fase. O Copom iniciou a redução da Selic diante da melhora dos preços e da desaceleração econômica, mas poderá interromper o ciclo antes de levar os juros para níveis próximos dos observados em períodos anteriores.</p>
<p>Para empresas e consumidores, isso significa que a queda do custo do crédito tende a continuar lenta.</p>
<h2>Dólar em R$ 5,20 reforça estabilidade no câmbio</h2>
<p>As previsões cambiais apresentaram poucas alterações. Para o fim de 2026, o mercado manteve a estimativa do dólar em R$ 5,20.</p>
<p>A estabilidade é relevante porque mostra que a redução da previsão de inflação não está sendo acompanhada por uma expectativa de valorização significativa do real. Em outras palavras, os economistas estão reduzindo o IPCA mesmo sem projetar uma ajuda adicional relevante do câmbio.</p>
<p>Para 2027, a estimativa do dólar caiu de R$ 5,30 para R$ 5,28. Para 2028, permaneceu em R$ 5,30. Em 2029, houve pequena alta, de R$ 5,35 para R$ 5,36.</p>
<p>A combinação de câmbio relativamente estável com inflação menor sugere que a revisão do IPCA está ligada principalmente ao comportamento dos preços domésticos e à desaceleração da demanda, e não a uma expectativa de forte barateamento dos produtos importados.</p>
<p>Esse é um elemento importante para a decisão do Copom. Uma moeda estável reduz o risco de repasse cambial para a inflação, mas não elimina a necessidade de acompanhar choques externos.</p>
<h2>Focus mostra melhora no presente, mas piora no horizonte</h2>
<p>O principal sinal desta edição do Focus aparece quando as projeções são observadas em conjunto.</p>
<p>Para 2026, o cenário melhorou do ponto de vista inflacionário: o IPCA esperado caiu dez pontos-base em apenas uma semana e retornou para abaixo de 5%. Ao mesmo tempo, a economia perdeu força, com o PIB projetado abaixo de 1,9%.</p>
<p>Já para 2027, a combinação é menos favorável. O mercado reduziu a projeção de crescimento para 1,45% e, simultaneamente, elevou a inflação para 4,30%.</p>
<p>Esse movimento merece atenção porque crescimento menor acompanhado de inflação mais resistente limita o espaço da política monetária. Se a desaceleração econômica viesse acompanhada de rápida convergência do IPCA para 3%, o Banco Central teria mais liberdade para reduzir juros. Não é isso que aparece nas medianas do Focus.</p>
<p>O mercado está prevendo atividade mais fraca sem uma desinflação igualmente intensa no médio prazo.</p>
<p>Isso ajuda a explicar por que a Selic projetada continua em dois dígitos por todo o horizonte disponível. A expectativa é de 12% ao final de 2027, 10,50% em 2028 e 10% em 2029.</p>
<p>Mesmo depois de três anos, portanto, os economistas não trabalham com um retorno rápido aos juros nominais observados antes do último ciclo de aperto monetário.</p>
<h2>Próxima decisão do Copom ganha peso maior</h2>
<p>A reunião desta semana poderá consolidar a mudança de fase da política monetária brasileira.</p>
<p>Depois de sucessivos cortes, a redução esperada de 14% para 13,75% levaria a Selic exatamente ao nível previsto pelo mercado para o encerramento de 2026. Se o Copom entregar esse movimento e adotar uma comunicação cautelosa, investidores poderão interpretar que a autoridade monetária pretende manter a taxa nesse patamar por algum tempo.</p>
<p>Mais importante do que o corte propriamente dito será, portanto, o comunicado.</p>
<p>O mercado buscará indicações sobre o comportamento da inflação de serviços, atividade, mercado de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/trabalho" target="_blank"  rel="noopener" title="Trabalho" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="339381">trabalho</a>, expectativas, cenário fiscal e condições internacionais. Qualquer mudança na avaliação desses componentes poderá modificar rapidamente a curva de juros e as próximas edições do Focus.</p>
<p>Para a Bolsa, uma sinalização de que os juros podem voltar a cair mais cedo favoreceria empresas dependentes de crédito e ações de maior duração. Para a renda fixa, a manutenção de uma postura restritiva preserva taxas nominais elevadas. Para o câmbio, o diferencial de juros continua funcionando como um dos elementos de sustentação do real.</p>
<p>O Focus desta segunda-feira entrega, assim, uma fotografia menos simples do que a queda do IPCA projetado sugere. A inflação corrente melhora, mas as expectativas para 2027 voltam a subir. O PIB perde força não apenas em 2026, mas também nos dois anos seguintes. E a Selic permanece projetada em patamar elevado mesmo com uma economia mais fraca.</p>
<p>A síntese é um cenário de desinflação gradual, crescimento baixo e juros ainda restritivos. A inflação de 4,90% é uma melhora importante em relação às projeções recentes, mas continua distante do centro da meta de 3%. Ao mesmo tempo, a queda das estimativas para o PIB mostra que o custo econômico do combate aos preços começa a aparecer de forma mais clara nas projeções.</p>
<p>A partir desta semana, caberá ao Banco Central decidir se essa combinação já é suficiente para levar a Selic a 13,75% e, principalmente, se haverá espaço para ir além.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content>
		
			</entry>
		<entry>
		<author>
			<name>Camila Braga</name>
							<uri>https://muckrack.com/camila-braga</uri>
						</author>

		<title type="html"><![CDATA[Itaú, Banco do Brasil, Bradesco ou Nubank: qual banco vale mais a pena investir agora?]]></title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://gazetamercantil.com/itau-banco-do-brasil-bradesco-nubank-qual-investir" />

		<id>https://gazetamercantil.com/?p=1531499</id>
		<updated>2026-09-14T12:09:51Z</updated>
		<published>2026-09-14T12:09:51Z</published>
		<category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Mercados" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Destaque" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Notícias" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="ações" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Banco do Brasil" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="bancos" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="BBAS3" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="BBDC4" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Bolsa" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Bradesco" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="investimentos" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Itaú" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="ITUB4" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="mercados" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Nubank" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="ROXO34" />
		<summary type="html"><![CDATA[<p>O ambiente econômico brasileiro tornou a escolha de ações bancárias mais difícil em 2026. Juros elevados, endividamento das famílias em níveis historicamente altos, aumento da inadimplência e dificuldades financeiras de empresas pressionam a qualidade das carteiras de crédito justamente quando investidores tentam identificar quais instituições conseguem atravessar o ciclo sem sacrificar rentabilidade. Nesse cenário, Itaú [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></summary>

					<content type="html" xml:base="https://gazetamercantil.com/itau-banco-do-brasil-bradesco-nubank-qual-investir"><![CDATA[<p>O ambiente econômico brasileiro tornou a escolha de ações bancárias mais difícil em 2026. Juros elevados, endividamento das famílias em níveis historicamente altos, aumento da inadimplência e dificuldades financeiras de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="339375">empresas</a> pressionam a qualidade das carteiras de crédito justamente quando investidores tentam identificar quais instituições conseguem atravessar o ciclo sem sacrificar rentabilidade. Nesse cenário, Itaú Unibanco (ITUB4), Banco do Brasil (BBAS3), Bradesco (BBDC4) e Nubank (ROXO34) apresentam teses de investimento cada vez mais distintas.</p>
<p>O Itaú aparece como a alternativa mais defensiva entre os grandes bancos tradicionais, apoiado em elevada rentabilidade, disciplina de crédito e histórico consistente de execução. O Nubank oferece o maior potencial estrutural de crescimento, mas também carrega uma exposição maior ao risco de crédito e às oscilações de valuation típicas de empresas em expansão acelerada. O Bradesco avança em sua recuperação operacional, embora analistas ainda esperem uma normalização mais lenta dos resultados. O Banco do Brasil, por sua vez, permanece pressionado principalmente pela qualidade da carteira de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/agronegocio" target="_blank"  rel="noopener" title="Agronegócio" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="339372">agronegócio</a> e pelo aumento das dificuldades no crédito a pessoas físicas.</p>
<p>A diferença entre os quatro ficou ainda mais evidente nas últimas revisões realizadas por bancos e casas de análise. O Bank of America elevou o preço-alvo do Itaú para R$ 51 e reiterou recomendação de compra. Para o Bradesco, mesmo reduzindo o preço-alvo de R$ 26 para R$ 23, manteve indicação positiva. No Banco do Brasil, o movimento foi inverso: o preço-alvo caiu de R$ 21 para R$ 20 e a recomendação permaneceu equivalente a desempenho inferior ao <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="339376">mercado</a>.</p>
<p>No Nubank, a tese tem outra natureza. O banco digital continua apresentando crescimento de dois dígitos elevados, expansão internacional e aumento de rentabilidade. No segundo trimestre de 2026, o lucro líquido superou US$ 1 bilhão pela primeira vez, enquanto a carteira de crédito cresceu quase 40% em relação ao ano anterior.</p>
<h2>Itaú permanece como referência de qualidade entre os grandes bancos</h2>
<p>Entre os bancos tradicionais, o Itaú continua recebendo a avaliação mais consistente dos analistas. A instituição combina crescimento de lucro, rentabilidade elevada e qualidade de crédito superior à observada em boa parte dos concorrentes.</p>
<p>O Bank of America elevou recentemente o preço-alvo de ITUB4 de R$ 50 para R$ 51 e manteve recomendação de compra. O Santander também transformou o Itaú em sua principal escolha entre os grandes bancos brasileiros, substituindo Bradesco em uma de suas carteiras recomendadas de setembro.</p>
<p>A preferência tem uma explicação estrutural. Ao longo dos últimos ciclos de crédito, o Itaú construiu uma <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="339373">política</a> mais disciplinada de concessão de empréstimos e conseguiu preservar qualidade dos ativos mesmo em períodos de deterioração econômica.</p>
<p>Essa característica ganha importância em um momento no qual famílias e empresas convivem com maior comprometimento de renda e custos financeiros elevados. Em vez de buscar crescimento de carteira a qualquer preço, o banco historicamente selecionou melhor os riscos assumidos, o que reduz a necessidade de provisões extraordinárias quando a inadimplência aumenta.</p>
<p>A rentabilidade continua sendo outra vantagem competitiva. Analistas vêm trabalhando com retorno sobre patrimônio próximo de 25%, patamar significativamente superior ao observado em grande parte dos bancos tradicionais.</p>
<p>O lucro também permanece em trajetória positiva. As estimativas para 2026 apontam para mais um resultado recorde, reforçando a capacidade do Itaú de gerar capital e distribuir dividendos sem comprometer o crescimento.</p>
<p>Para o investidor que procura exposição ao setor bancário com menor dependência de uma recuperação econômica rápida, ITUB4 aparece, portanto, como a tese mais equilibrada entre risco e retorno.</p>
<h2>Banco do Brasil enfrenta recuperação mais difícil</h2>
<p>A situação do Banco do Brasil é praticamente oposta. Embora BBAS3 tenha historicamente negociado com desconto em relação aos bancos privados e seja conhecido pela distribuição de dividendos, a deterioração da carteira de crédito alterou a percepção de risco.</p>
<p>A XP mantém recomendação neutra para a ação e preço-alvo de R$ 21. O Bank of America reduziu sua projeção para R$ 20 e mantém avaliação negativa em relação ao desempenho relativo do papel.</p>
<p>O maior problema continua no agronegócio. O Banco do Brasil possui exposição particularmente elevada ao setor rural e sofreu com aumento da inadimplência após períodos de margens menores para produtores, problemas climáticos e dificuldades de refinanciamento.</p>
<p>Medidas recentes de renegociação das dívidas rurais podem aliviar parte do problema, mas a recuperação tende a ser gradual. A própria XP avalia que uma melhora no agro pode reduzir o custo de risco nos próximos trimestres, embora esse efeito seja parcialmente neutralizado pela deterioração da carteira de pessoas físicas.</p>
<p>Cartões de crédito e consignado aparecem entre os pontos de atenção.</p>
<p>O resultado é uma combinação pouco confortável para o investidor. O BB pode apresentar melhora se a normalização da carteira rural ocorrer mais rapidamente do que o mercado espera, mas ainda há pouca visibilidade sobre quando o custo de crédito retornará a níveis considerados normais.</p>
<p>Outro problema é o capital. Com índices mais pressionados, existe menos espaço para ampliar significativamente a distribuição de dividendos enquanto o banco atravessa esse período de ajuste.</p>
<p>Isso não significa que BBAS3 tenha deixado de possuir valor. Uma melhora mais rápida do crédito rural, associada à redução da inadimplência e ao eventual fechamento do desconto frente aos bancos privados, poderia criar uma oportunidade relevante. No curto prazo, porém, essa é uma tese que depende mais de recuperação futura do que da qualidade dos resultados atuais.</p>
<h2>Bradesco melhora, mas recuperação ainda não terminou</h2>
<p>O Bradesco ocupa uma posição intermediária.</p>
<p>Depois de vários anos de deterioração da rentabilidade e aumento das provisões, o banco apresenta sinais concretos de recuperação. No segundo trimestre de 2026, o lucro líquido recorrente alcançou R$ 7,05 bilhões, avanço de aproximadamente 16% em relação ao mesmo período do ano anterior.</p>
<p>Foi o décimo trimestre consecutivo de crescimento do lucro recorrente.</p>
<p>O retorno sobre o patrimônio chegou a 16,2%, indicando que a instituição recuperou parte relevante da rentabilidade perdida durante os anos mais difíceis da reestruturação.</p>
<p>Mesmo assim, o mercado ainda encontra motivos para cautela. A inadimplência acima de 90 dias ficou em 4,3%, enquanto algumas métricas de qualidade dos ativos apresentaram deterioração.</p>
<p>Isso ajuda a explicar por que há diferenças relevantes entre as recomendações. O Bank of America mantém compra para BBDC4, apesar de ter reduzido o preço-alvo para R$ 23. Já XP e JPMorgan demonstram postura mais cautelosa e ainda enxergam obstáculos para uma reprecificação rápida da ação.</p>
<p>A principal dúvida é quanto tempo será necessário para o Bradesco voltar a apresentar uma rentabilidade comparável à do Itaú.</p>
<p>A recuperação operacional existe e é mensurável, mas ainda precisa avançar. Ganhos de eficiência, crescimento de carteiras com garantias e melhora comercial contribuíram para os resultados recentes, enquanto provisões e qualidade do crédito continuam limitando parte do potencial.</p>
<p>BBDC4 pode, assim, interessar principalmente ao investidor disposto a apostar na continuidade da recuperação. É uma tese diferente da do Itaú: enquanto ITUB4 depende principalmente da manutenção de um desempenho já elevado, Bradesco precisa continuar fechando a distância em relação aos concorrentes.</p>
<p>Essa característica pode gerar maior potencial de valorização caso o processo seja bem-sucedido, mas também aumenta o risco de execução.</p>
<h2>Nubank combina crescimento elevado com risco maior</h2>
<p>O Nubank é o ativo mais difícil de comparar diretamente com os três grandes bancos tradicionais.</p>
<p>A instituição continua em uma fase de expansão muito mais acelerada. No segundo trimestre de 2026, a Nu Holdings registrou lucro líquido de US$ 1,06 bilhão, alta de aproximadamente 49% na comparação anual em base neutra de efeitos cambiais.</p>
<p>A receita alcançou US$ 5,88 bilhões e também superou as expectativas do mercado.</p>
<p>A carteira de crédito chegou a aproximadamente US$ 39,4 bilhões, avançando perto de 37% em um ano. Ao mesmo tempo, a base de clientes se aproxima de 139 milhões considerando Brasil, México e Colômbia.</p>
<p>O tamanho da base é uma das maiores vantagens competitivas da companhia. O banco pode aumentar a receita por cliente oferecendo novos produtos a usuários que já estão dentro de seu ecossistema, reduzindo o custo necessário para adquirir novos consumidores.</p>
<p>A expansão internacional acrescenta outra avenida de crescimento. México e Colômbia continuam ganhando escala, enquanto a empresa prepara movimentos adicionais fora desses mercados.</p>
<p>A Empiricus mantém uma visão positiva sobre o negócio e avalia que a expansão dos lucros ainda pode ser elevada nos próximos anos.</p>
<p>O risco está justamente no motor que sustenta boa parte dessa expansão: crédito.</p>
<p>Quanto mais empréstimos o Nubank concede, maior sua capacidade de aumentar receitas financeiras, mas também aumenta a exposição a consumidores que podem deixar de pagar. O custo de crédito ainda é elevado e precisa ser acompanhado principalmente se o mercado de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/trabalho" target="_blank"  rel="noopener" title="Trabalho" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="339374">trabalho</a> e a renda das famílias se deteriorarem.</p>
<p>No segundo trimestre, houve um sinal favorável: a inadimplência inicial diminuiu em relação aos três primeiros meses do ano, enquanto as provisões recuaram mesmo com o crescimento da carteira.</p>
<p>O Nubank, portanto, apresenta potencial de expansão muito superior ao de um banco tradicional maduro, mas exige tolerância maior à volatilidade.</p>
<h2>Qual banco apresenta hoje a melhor relação entre risco e retorno?</h2>
<p>Quando as quatro teses são colocadas lado a lado, não existe uma única resposta adequada a todos os perfis de investidor.</p>
<p>Para quem procura qualidade, previsibilidade e capacidade de atravessar um ciclo econômico difícil, o Itaú possui atualmente os fundamentos mais consistentes. A combinação de ROE elevado, qualidade de crédito, geração de capital e disciplina histórica explica por que diferentes casas mantêm ITUB4 entre as principais escolhas do setor.</p>
<p>O Nubank aparece logo em seguida quando o critério é crescimento. A companhia já deixou para trás a fase em que investidores precisavam apostar apenas na expansão futura e hoje entrega lucro superior a US$ 1 bilhão por trimestre. Ainda assim, o valuation e a maior exposição ao crescimento do crédito tornam ROXO34 uma alternativa mais agressiva.</p>
<p>Bradesco representa uma aposta de recuperação. Caso continue aumentando rentabilidade e reduzindo a diferença em relação ao Itaú, existe espaço para reprecificação. O investidor, porém, precisa aceitar o risco de que o processo leve mais tempo do que o previsto.</p>
<p>Banco do Brasil possui atualmente a tese mais dependente de uma virada. A melhora do agronegócio pode funcionar como catalisador, mas a combinação de custo de crédito elevado, deterioração da carteira de pessoas físicas e menor flexibilidade de capital mantém BBAS3 sob cautela.</p>
<p>Em termos de posicionamento relativo, o cenário atual permite dividir os quatro ativos em categorias distintas: Itaú como qualidade e defesa; Nubank como crescimento; Bradesco como recuperação; e Banco do Brasil como tese de normalização.</p>
<p>Essa diferença se torna ainda mais importante em um cenário de juros elevados. Quando o crédito se deteriora, a análise de bancos deixa de depender apenas de múltiplos baixos ou dividendos elevados. A qualidade de quem tomou dinheiro emprestado, a quantidade de capital disponível para absorver perdas e a capacidade de manter rentabilidade tornam-se elementos decisivos.</p>
<p>É exatamente por isso que uma ação aparentemente barata pode continuar barata durante muito tempo, enquanto uma instituição negociada a múltiplos maiores pode continuar entregando retorno superior.</p>
<p style="text-align: left;">No atual estágio do ciclo brasileiro, os analistas demonstram preferência justamente pelos bancos capazes de combinar crescimento com controle de risco. Entre os grandes tradicionais, essa posição pertence hoje ao Itaú. Entre as plataformas financeiras de crescimento, o Nubank continua sendo o nome que mais desafia a antiga hierarquia do setor.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content>
		
			</entry>
		<entry>
		<author>
			<name>Júlia Campos</name>
					</author>

		<title type="html"><![CDATA[Fachin assume caso Moraes-Vorcaro e STF entra em semana decisiva sobre crise do Master]]></title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://gazetamercantil.com/fachin-assume-caso-moraes-vorcaro-stf-crise-master" />

		<id>https://gazetamercantil.com/?p=1531497</id>
		<updated>2026-09-14T11:45:00Z</updated>
		<published>2026-09-14T11:45:00Z</published>
		<category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Política" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Destaque" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Notícias" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Alexandre de Moraes" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="André Mendonça" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Banco Master" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Cristiano Zanin" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Daniel Vorcaro" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Dark Horse" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Edson Fachin" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Flavio Dino" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Polícia Federal" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="STF" />
		<summary type="html"><![CDATA[<p>O Supremo Tribunal Federal entra nesta semana em uma das fases mais delicadas da crise aberta pelas investigações do Banco Master depois de um fim de semana marcado por uma sucessão incomum de despachos, ofícios e decisões envolvendo alguns dos principais ministros da Corte. Entre sexta-feira e domingo, Edson Fachin assumiu a relatoria do procedimento [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></summary>

					<content type="html" xml:base="https://gazetamercantil.com/fachin-assume-caso-moraes-vorcaro-stf-crise-master"><![CDATA[<p>O Supremo Tribunal Federal entra nesta semana em uma das fases mais delicadas da crise aberta pelas investigações do Banco Master depois de um fim de semana marcado por uma sucessão incomum de despachos, ofícios e decisões envolvendo alguns dos principais ministros da Corte. Entre sexta-feira e domingo, Edson Fachin assumiu a relatoria do procedimento que discute a relação entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, separou o julgamento das acusações contra Moraes da análise sobre a atuação de André Mendonça, ministros cobraram acesso integral aos dados do celular do ex-controlador do Master e novos sigilos relacionados ao filme Dark Horse foram retirados.</p>
<p>A sequência de atos redesenhou o mapa interno da crise. A sessão extraordinária convocada para esta terça-feira, 15 de setembro, ficará concentrada na Petição 16.662, procedimento relacionado às mensagens atribuídas a Vorcaro e à eventual necessidade de investigação sobre a conduta de Alexandre de Moraes. Já os questionamentos contra André Mendonça serão examinados em outra sessão, marcada para 23 de setembro, no âmbito da Petição 16.704.</p>
<p>A decisão de separar os dois casos contrariou pedido feito pelo próprio Moraes. O ministro havia defendido que as acusações contra ele e os questionamentos sobre a condução de Mendonça fossem analisados conjuntamente, sob o argumento de que os procedimentos estariam ligados e que julgamentos separados poderiam produzir decisões contraditórias. Fachin rejeitou a solicitação e decidiu preservar objetos distintos para cada sessão.</p>
<p>A mudança mais relevante ocorreu quando Fachin assumiu pessoalmente a relatoria da Pet 16.662. Com isso, caberá ao presidente do Supremo apresentar o caso ao plenário e proferir o primeiro voto na sessão de terça-feira. A transferência retira de Mendonça o comando do procedimento específico que envolve Moraes e Vorcaro e coloca a Presidência da Corte no centro da tentativa de reorganizar uma crise marcada por acusações cruzadas entre integrantes do próprio tribunal.</p>
<h2>Fachin separa Moraes e Mendonça em dois julgamentos</h2>
<p>O plenário do STF analisará nesta terça-feira se existem fundamentos para o prosseguimento da apuração relacionada às mensagens entre Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes ou se o procedimento deve ser arquivado, anulado ou submetido a novas diligências.</p>
<p>A discussão não corresponde a um julgamento criminal de Moraes. O que estará em análise é a validade do procedimento, o material produzido até agora e a existência ou não de base jurídica para que uma investigação formal avance.</p>
<p>A conduta de André Mendonça ficará para 23 de setembro. Nesse segundo julgamento, o Supremo deverá examinar acusações relacionadas à forma como o ministro conduziu procedimentos ligados ao Banco Master e outros inquéritos.</p>
<p>Moraes atribuiu a Mendonça, em tese, atos que poderiam configurar abuso de autoridade, crime de responsabilidade, quebra de imparcialidade e favorecimento político. As acusações são contestadas por Mendonça e ainda não foram julgadas pelo plenário.</p>
<p>Fachin considerou que os dois procedimentos possuem objetos próprios e encontram-se em momentos processuais diferentes. Ao separá-los, tenta impedir que a crise seja transformada em um único julgamento envolvendo simultaneamente dois ministros da Corte.</p>
<p>A solução, entretanto, não reduziu a tensão. Pelo contrário. A semana começa com o Supremo obrigado a analisar publicamente acusações contra seus próprios integrantes enquanto uma parcela importante das provas relacionadas ao caso Master continua sendo disputada dentro do tribunal.</p>
<h2>Celular de Vorcaro vira centro da crise</h2>
<p>O principal foco de tensão durante o fim de semana foi o conteúdo do celular de Daniel Vorcaro, apreendido pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero.</p>
<p>Ministros passaram a cobrar acesso à íntegra dos dados extraídos do aparelho depois que surgiram questionamentos sobre quais documentos tinham sido utilizados nas investigações e quais permaneciam fora dos autos acessíveis ao colegiado.</p>
<p>Cristiano Zanin pediu acesso ao conteúdo integral. Alexandre de Moraes também questionou a disponibilização parcial de documentos. Gilmar Mendes aderiu à cobrança e defendeu que os ministros que participarão do julgamento tenham acesso às mesmas informações antes de votar.</p>
<p>No domingo, Zanin determinou que a Polícia Federal entregasse ao seu gabinete uma cópia integral dos dados extraídos do aparelho até as 23 horas. A ordem aumentou a pressão para que o material bruto pudesse ser analisado antes da sessão extraordinária.</p>
<p>A Polícia Federal informou ao Supremo que possui condições técnicas para produzir cópias idênticas da extração e encaminhá-las aos gabinetes que tenham autorização para receber o material. Segundo a corporação, o procedimento pode ser feito preservando os mecanismos de cadeia de custódia, com individualização dos lacres e certificação da integridade digital.</p>
<p>A manifestação da PF tornou ainda mais sensível o argumento utilizado por Mendonça para limitar o acesso.</p>
<h2>Mendonça diz que abertura integral pode prejudicar investigação</h2>
<p>André Mendonça sustentou que todos os elementos necessários para o julgamento de terça-feira já estavam disponíveis aos ministros e argumentou que a inclusão indiscriminada de novos dados poderia tumultuar o procedimento.</p>
<p>O ministro afirmou que a cópia dos dados existente em seu gabinete permanecia lacrada e que ele próprio não havia acessado o conteúdo bruto. Segundo Mendonça, o material teria sido mantido como espécie de contraprova para preservar a integridade das evidências.</p>
<p>Também argumentou que a abertura de toda a memória do aparelho poderia comprometer investigações ainda em andamento e expor informações sem relação com o objeto da sessão marcada para terça-feira.</p>
<p>A posição não convenceu parte dos colegas. Para Zanin, Gilmar e Moraes, o julgamento de um caso construído a partir de informações extraídas do aparelho exige que todos os integrantes do plenário tenham possibilidade de conhecer o material relevante em igualdade de condições.</p>
<p>A discussão passou, portanto, a envolver não apenas o conteúdo das mensagens, mas uma questão institucional: quem define quais evidências são relevantes para o colegiado e até onde o relator pode selecionar o conjunto de informações disponibilizado aos demais ministros.</p>
<h2>PF diz que pode entregar cópias imediatamente</h2>
<p>A resposta da Polícia Federal adicionou novo elemento ao conflito. A corporação informou que os dados originais permanecem sob sua custódia e que a cadeia de custódia está documentada.</p>
<p>Também disse possuir condições de fornecer imediatamente cópias aos ministros, desde que o compartilhamento seja autorizado pelo Supremo.</p>
<p>Na prática, o posicionamento reduziu a discussão técnica sobre a possibilidade de reprodução do conteúdo. O impasse tornou-se essencialmente jurídico e institucional: cabe agora à Corte determinar quem terá acesso e quais cautelas serão adotadas para proteger informações submetidas a sigilo.</p>
<p>Fachin já havia solicitado esclarecimentos à PF sobre a custódia e o estado do material. Ao assumir a relatoria do procedimento envolvendo Moraes, o presidente passou também a concentrar decisões relacionadas ao acesso às provas relevantes para a sessão.</p>
<p>Esse movimento reforça uma estratégia adotada por Fachin desde o início da crise: retirar decisões potencialmente conflitantes de gabinetes isolados e submetê-las à Presidência ou ao plenário.</p>
<h2>Dark Horse perde sigilo em duas frentes</h2>
<p>Ao mesmo tempo em que os ministros discutiam o celular de Vorcaro, as investigações sobre o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro, avançaram em outra direção.</p>
<p>André Mendonça retirou o sigilo de procedimentos relacionados às apurações do Banco Master após solicitação de Fachin. Entre os casos alcançados pela abertura está a investigação envolvendo o financiamento do filme, que passou a ser uma das ramificações mais politicamente sensíveis da Compliance Zero.</p>
<p>As apurações analisam movimentações financeiras, contratos e mensagens relacionados ao projeto. A Polícia Federal identificou transferências para o exterior e tratativas envolvendo personagens ligados ao filme, entre eles Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e o deputado Mário Frias.</p>
<p>A existência dessas mensagens e transferências não significa que os citados tenham cometido crime. A investigação busca determinar a origem dos recursos, os beneficiários, a finalidade dos pagamentos e se houve eventual contrapartida envolvendo agentes públicos.</p>
<p>No domingo, Flávio Dino retirou o sigilo de outra frente relacionada ao mesmo filme, desta vez ligada à investigação de possíveis desvios de emendas parlamentares.</p>
<h2>Dino amplia publicidade e transfere provas para a PF</h2>
<p>A decisão de Dino alcançou material produzido pela Polícia Civil de São Paulo sobre a produtora Go Up Entertainment e outras estruturas relacionadas ao financiamento de Dark Horse.</p>
<p>O ministro também determinou que materiais brutos extraídos de celulares, computadores e outros equipamentos apreendidos pela Polícia Civil fossem encaminhados à Polícia Federal, que passou a concentrar parte relevante das provas.</p>
<p>A investigação examina suspeitas de que recursos provenientes de emendas parlamentares possam ter sido desviados e posteriormente direcionados para despesas relacionadas ao filme.</p>
<p>Entre os elementos analisados estão emendas apresentadas pelo deputado Mário Frias. A investigação procura esclarecer o fluxo financeiro entre entidades beneficiárias, <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="339371">empresas</a> e a produtora da obra.</p>
<p>Dino afirmou que as apurações envolvendo autoridades, empresários e magistrados precisam seguir padrões compatíveis de publicidade e tratamento institucional.</p>
<p>A decisão ganhou peso adicional justamente em meio às críticas dirigidas a Mendonça sobre a abertura seletiva de procedimentos relacionados ao Master.</p>
<h2>STF passa a ter duas frentes sobre Dark Horse</h2>
<p>O resultado é uma situação incomum: existem hoje duas frentes investigativas relacionadas ao financiamento de Dark Horse.</p>
<p>Uma deriva do caso Banco Master e dos dados obtidos na Operação Compliance Zero. Essa linha busca compreender transferências financeiras privadas, movimentações internacionais e contatos entre Vorcaro e pessoas envolvidas no projeto.</p>
<p>A segunda frente examina eventual utilização irregular de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares.</p>
<p>Embora os objetos não sejam idênticos, as duas investigações podem compartilhar personagens, documentos e movimentações financeiras. A centralização de provas na Polícia Federal aumenta a possibilidade de cruzamento das informações.</p>
<p>Esse cenário também explica parte da preocupação do Supremo com a custódia dos dados extraídos de celulares. As informações podem ser relevantes para diferentes inquéritos simultaneamente, o que torna fundamental a preservação da cadeia de custódia e a delimitação de quais provas podem ser utilizadas em cada procedimento.</p>
<h2>Fachin tenta recuperar controle institucional da Corte</h2>
<p>A atuação de Edson Fachin durante o fim de semana demonstra uma tentativa de recuperar o controle institucional de uma crise que deixou de ser apenas processual.</p>
<p>Nas últimas semanas, Mendonça, Moraes e Dino adotaram decisões conflitantes em procedimentos relacionados ao Banco Master, à Polícia Federal e ao escândalo do INSS. Fachin passou então a centralizar parte das decisões na Presidência.</p>
<p>O episódio mais grave ocorreu quando Mendonça determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Dino decidiu posteriormente pela reintegração. Fachin suspendeu as duas decisões e assumiu o controle da controvérsia.</p>
<p>A Presidência também retirou de Moraes a condução do inquérito originalmente instaurado em 2019 e passou a supervisionar procedimentos que atingem integrantes do próprio Supremo.</p>
<p>Com a sessão de terça-feira, Fachin tentará transferir para o plenário a responsabilidade por uma decisão que poderia aprofundar a divisão interna caso fosse tomada individualmente.</p>
<h2>Sessão de terça pode definir futuro de Moraes no caso</h2>
<p>O julgamento de 15 de setembro será decisivo porque estabelecerá se as informações atribuídas a Vorcaro justificam uma investigação formal sobre Alexandre de Moraes.</p>
<p>As suspeitas envolvem mensagens nas quais o banqueiro teria buscado interlocução com o ministro em momentos sensíveis das investigações contra o Banco Master.</p>
<p>Moraes contesta qualquer irregularidade e reagiu à condução de Mendonça, acusando o colega de direcionar investigações e de utilizar a relatoria de forma politicamente seletiva.</p>
<p>Mendonça, por sua vez, defende que atuou dentro de suas atribuições e afirma que as medidas adotadas tinham objetivo de preservar investigações conduzidas pela Polícia Federal.</p>
<p>O choque entre as duas versões será agora submetido aos demais integrantes do tribunal.</p>
<h2>Mendonça será o próximo a enfrentar o plenário</h2>
<p>O encerramento da sessão de terça não colocará fim à crise.</p>
<p>O segundo capítulo está marcado para 23 de setembro, quando o plenário deverá analisar diretamente as acusações contra André Mendonça.</p>
<p>A separação das sessões significa que, em intervalo de oito dias, o Supremo discutirá formalmente a conduta de dois de seus integrantes em procedimentos derivados do mesmo conjunto de investigações.</p>
<p>Esse calendário dá dimensão da gravidade institucional do momento.</p>
<p>O caso Banco Master, originalmente uma investigação financeira sobre operações consideradas suspeitas, passou a atingir políticos, empresários, autoridades policiais e integrantes do Judiciário. Agora, também provoca uma disputa aberta sobre os próprios mecanismos internos do Supremo.</p>
<p>As decisões tomadas entre sexta-feira e domingo indicam que Fachin tenta responder à crise com três movimentos simultâneos: ampliar a colegialidade, reduzir o poder de decisões individuais sobre temas sensíveis e garantir acesso mais uniforme às provas.</p>
<p>A eficácia dessa estratégia começará a ser testada nesta terça-feira.</p>
<p>Antes mesmo de decidir se Alexandre de Moraes deve ou não ser formalmente investigado, o Supremo precisará responder a uma questão anterior e igualmente delicada: se todos os ministros tiveram acesso suficiente às mesmas provas para tomar essa decisão.</p>
<p>O celular de Daniel Vorcaro, que começou como peça de uma investigação bancária, tornou-se assim o objeto central de uma disputa institucional que pode redefinir o funcionamento interno da Corte e produzir consequências políticas muito além do caso Master.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content>
		
			</entry>
		<entry>
		<author>
			<name>Júlia Campos</name>
					</author>

		<title type="html"><![CDATA[Caso Master amplia pressão sobre André Mendonça e atinge disputa eleitoral na Bahia]]></title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://gazetamercantil.com/caso-master-andre-mendonca-vorcaro-bahia" />

		<id>https://gazetamercantil.com/?p=1531495</id>
		<updated>2026-09-14T11:35:15Z</updated>
		<published>2026-09-14T11:35:15Z</published>
		<category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Política" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Destaque" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Notícias" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="ACM Neto" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="André Mendonça" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Bahia" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Banco Master" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Caso Master" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Daniel Vorcaro" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Dark Horse" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Eleições 2026" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Flávio Bolsonaro" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Jaques Wagner" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="STF" />
		<summary type="html"><![CDATA[<p>A condução das investigações relacionadas ao Banco Master pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, entrou no centro da disputa política após uma sequência de decisões que expôs diferenças no ritmo e no grau de publicidade dos procedimentos envolvendo políticos de campos distintos. O contraste mais sensível está entre a apuração que atingiu o [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></summary>

					<content type="html" xml:base="https://gazetamercantil.com/caso-master-andre-mendonca-vorcaro-bahia"><![CDATA[<p>A condução das investigações relacionadas ao Banco Master pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, entrou no centro da disputa política após uma sequência de decisões que expôs diferenças no ritmo e no grau de publicidade dos procedimentos envolvendo políticos de campos distintos. O contraste mais sensível está entre a apuração que atingiu o senador Jaques Wagner, do PT da Bahia, tornada pública pouco mais de um mês depois da operação autorizada pelo ministro, e o inquérito relacionado ao projeto Dark Horse, que alcança o senador Flávio Bolsonaro e permaneceu sob sigilo por mais tempo apesar de ter sido aberto em julho.</p>
<p>Mendonça autorizou em 17 de junho medidas requeridas no conjunto de investigações da Operação Compliance Zero. No dia seguinte, a Polícia Federal deflagrou uma etapa que alcançou Jaques Wagner e pessoas relacionadas ao ex-sócio do Master Augusto Ferreira Lima. Em 30 de julho, o ministro determinou a publicidade das peças da PET 16.210, procedimento relacionado ao senador baiano, ao considerar esgotada a finalidade daquela petição.</p>
<p>No eixo Dark Horse, porém, o tratamento foi diferente. Documentos revelados posteriormente mostraram que Flávio Bolsonaro passou a ser formalmente investigado em julho em uma apuração relacionada ao financiamento da cinebiografia de Jair Bolsonaro. A Polícia Federal investiga possíveis crimes como lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e delitos correlatos. O procedimento permaneceu protegido por sigilo mesmo quando outros braços do caso Master passaram a ser divulgados.</p>
<p>A diferença não demonstra, por si só, favorecimento político. Investigações podem exigir graus distintos de sigilo conforme as diligências em andamento, os dados envolvidos e o risco de comprometimento da apuração. Ainda assim, a sucessão de decisões passou a ser utilizada por políticos, ministros do próprio Supremo e comentaristas como argumento para questionar os critérios adotados por Mendonça.</p>
<h2>Wagner foi exposto enquanto Dark Horse permaneceu sob sigilo</h2>
<p>O contraste tornou-se mais visível porque a investigação relacionada a Jaques Wagner recebeu publicidade em um momento de alta sensibilidade eleitoral. Os autos mostraram elementos reunidos pela Polícia Federal sobre a relação do senador com Augusto Lima, incluindo registros de dezenas de ligações entre os dois. A investigação também examinou deslocamentos, contatos e informações obtidas de materiais apreendidos em fases anteriores da Compliance Zero.</p>
<p>A publicidade ocorreu em 30 de julho, pouco mais de dois meses antes do primeiro turno das eleições de 2026 e quando Wagner já aparecia como personagem importante da composição <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="339370">política</a> do PT na Bahia.</p>
<p>No caso Dark Horse, o público demorou mais para saber que Flávio Bolsonaro era formalmente investigado. A existência do inquérito foi revelada posteriormente, em meio à pressão para que o Supremo retirasse o sigilo dos diversos procedimentos derivados do caso Master.</p>
<p>Segundo documentos das investigações, Flávio atuou como interlocutor na busca de recursos para o filme sobre Jair Bolsonaro. As apurações examinam transferências milionárias relacionadas a Daniel Vorcaro e estruturas financeiras no exterior. Flávio Bolsonaro nega irregularidades e sustenta que os recursos envolvidos eram privados e que não houve prática criminosa.</p>
<p>A divergência na publicidade dos dois casos alimentou acusações de assimetria. O ponto passou a ser especialmente sensível porque Mendonça foi indicado ao STF por Jair Bolsonaro, embora essa circunstância, isoladamente, não constitua evidência de interferência ou favorecimento na condução de processos.</p>
<h2>Pressão sobre Mendonça chegou ao próprio Supremo</h2>
<p>A crítica à forma como os sigilos estavam sendo administrados deixou de ser apenas partidária quando chegou ao interior do STF. Alexandre de Moraes questionou a divulgação parcial de documentos e pediu ao presidente da Corte, Edson Fachin, que todo o material relacionado às investigações fosse disponibilizado, argumentando que uma abertura incompleta poderia resultar em seleção subjetiva do que chegaria ao conhecimento público.</p>
<p>Mendonça rebateu as acusações e afirmou ter liberado o material que poderia ser tornado público sem prejudicar investigações em curso ou expor indevidamente dados bancários, fiscais e pessoais protegidos por lei.</p>
<p>Fachin passou então a atuar diretamente para reorganizar os procedimentos. O presidente do Supremo requisitou autos relacionados ao Master e determinou medidas destinadas a concentrar a análise institucional da crise, em meio a uma disputa crescente entre ministros da Corte. A relatoria formal de partes das investigações permaneceu com Mendonça, mas a Presidência passou a exercer controle mais direto sobre o material e sobre os conflitos envolvendo integrantes do próprio tribunal.</p>
<p>A controvérsia transformou o caso Master em uma questão institucional. O debate já não se limita ao conteúdo das mensagens, transferências e relações de Daniel Vorcaro. Passou a envolver também a maneira pela qual o Supremo administra investigações capazes de atingir simultaneamente ministros, parlamentares e candidatos em plena campanha eleitoral.</p>
<h2>Vorcaro coloca ACM Neto e Rueda no centro de nova controvérsia</h2>
<p>A dimensão baiana do caso ganhou força com a divulgação do conteúdo de uma proposta de colaboração apresentada por Daniel Vorcaro e rejeitada pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República.</p>
<p>Na proposta, o ex-controlador do Banco Master atribuiu ao ex-prefeito de Salvador ACM Neto e ao presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, participação na articulação de aportes realizados por institutos de previdência e outras estruturas públicas no banco.</p>
<p>Segundo a versão apresentada por Vorcaro, a movimentação teria alcançado aproximadamente R$ 2 bilhões, envolvendo recursos relacionados ao Rio de Janeiro, Amapá e Amazonas, além da Cedae. O ex-banqueiro afirmou que haveria comissões equivalentes a 10% das captações, o que poderia representar até R$ 200 milhões.</p>
<p>A proposta, entretanto, não foi homologada. PF e PGR rejeitaram os termos apresentados por Vorcaro, e as declarações do ex-banqueiro não equivalem a fatos judicialmente comprovados. ACM Neto e Antônio Rueda negam irregularidades.</p>
<p>Esse ponto é essencial para separar duas situações diferentes. A existência de uma alegação feita em proposta de colaboração pode justificar apuração, mas não permite tratar os políticos mencionados como beneficiários comprovados do suposto esquema. Também não há, até agora, condenação que confirme o pagamento das comissões descritas por Vorcaro.</p>
<p>Mesmo com essas ressalvas, a revelação produziu impacto político imediato porque aproximou do caso Master figuras centrais da oposição baiana justamente quando a disputa pelo governo do Estado está tecnicamente equilibrada.</p>
<h2>Caso Master invade eleição para o governo da Bahia</h2>
<p>A primeira pesquisa AtlasIntel/A TARDE divulgada em setembro mostrou ACM Neto com 48,8% das intenções de voto no primeiro turno e o governador Jerônimo Rodrigues, do PT, com 47,5%. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, os candidatos estão tecnicamente empatados.</p>
<p>O dado mais sensível para as duas campanhas está no voto cruzado. Aproximadamente um quarto dos eleitores identificados com Lula admite votar em ACM Neto para governador, fenômeno especialmente relevante nas grandes cidades baianas.</p>
<p>Esse eleitorado pode se transformar em campo decisivo da campanha. Para Jerônimo Rodrigues, recuperar uma parcela dos lulistas que hoje preferem ACM Neto pode ser suficiente para alterar o resultado de uma disputa equilibrada. Para o ex-prefeito de Salvador, preservar esse grupo significa manter uma base que ultrapassa as fronteiras tradicionais da oposição ao PT.</p>
<p>É nesse ponto que o caso Master ganha valor eleitoral.</p>
<p>Se as acusações feitas por Vorcaro contra ACM Neto permanecerem no noticiário e forem acompanhadas de novos elementos de investigação, o PT terá incentivo para explorar o episódio entre eleitores que apoiam Lula nacionalmente, mas consideram votar na oposição para o governo estadual.</p>
<p>Se, ao contrário, as acusações não encontrarem sustentação documental, ACM Neto poderá apresentar o episódio como tentativa de utilizar uma delação rejeitada para produzir desgaste político durante a campanha.</p>
<h2>João Roma amplia conexão política, mas não prova envolvimento</h2>
<p>O nome do ex-ministro João Roma, aliado do campo bolsonarista na Bahia, também aparece nas discussões sobre a rede de relações políticas de Augusto Lima e do Banco Master. A proximidade política de Roma com Flávio Bolsonaro ajuda a ampliar o interesse eleitoral pelo caso, mas não constitui, por si só, evidência de participação em irregularidades.</p>
<p>A mesma cautela vale para as diferentes pessoas mencionadas nos materiais associados ao Master. O fato de um nome aparecer em mensagem, contrato, agenda, relação empresarial ou depoimento não significa automaticamente participação em crime.</p>
<p>O escândalo alcançou dimensão excepcional justamente porque Daniel Vorcaro manteve relações com integrantes de diferentes partidos e Poderes. As investigações atingem ou mencionam personagens da esquerda, da direita e do centro político, além de integrantes do Judiciário e de órgãos públicos.</p>
<p>Essa amplitude reduz a possibilidade de enquadrar o caso como escândalo exclusivo de um único grupo político e aumenta a cobrança para que os mesmos critérios de investigação e transparência sejam aplicados a todos.</p>
<h2>Seletividade passa a ser o principal problema político para Mendonça</h2>
<p>É nesse ambiente que André Mendonça enfrenta seu maior problema de natureza política e institucional. Não existe decisão judicial que conclua que o ministro tenha protegido Flávio Bolsonaro, ACM Neto ou qualquer outra liderança. Também não há prova pública suficiente para afirmar que decisões de sigilo tenham sido tomadas para produzir vantagem eleitoral.</p>
<p>O que existe é uma diferença objetiva na cronologia dos procedimentos, acompanhada por uma disputa sobre quais informações deveriam ou não permanecer protegidas.</p>
<p>No caso Wagner, medidas foram autorizadas em junho e o procedimento ganhou publicidade no fim de julho. No caso Dark Horse, aberto em julho e envolvendo Flávio Bolsonaro, o sigilo persistiu por mais tempo e o conhecimento público sobre a condição formal de investigado surgiu apenas posteriormente.</p>
<p>Esse contraste é suficiente para sustentar questionamentos sobre os critérios empregados, mas não para transformar a hipótese de favorecimento em fato estabelecido.</p>
<p>A resposta institucional a essa dúvida será decisiva. Quanto mais transparentes forem as regras usadas para determinar sigilo, publicidade e prioridade das investigações, menor será o espaço para a interpretação de que o calendário judicial está sendo influenciado pela eleição.</p>
<h2>Escândalo pode redefinir voto cruzado na reta final</h2>
<p>Na Bahia, o impacto mais imediato tende a aparecer justamente sobre o eleitor que pretende combinar Lula para presidente e ACM Neto para governador. Esse grupo tornou-se alvo estratégico das duas campanhas e pode ser particularmente sensível a novas informações sobre o caso Master.</p>
<p>O PT tentará demonstrar que votar em Neto significa aproximar a escolha estadual de figuras e grupos hoje associados politicamente ao entorno de Vorcaro e de Flávio Bolsonaro. A oposição deverá responder lembrando que uma proposta de delação rejeitada não comprova crime e que Jaques Wagner também aparece em investigação relacionada ao Master.</p>
<p>A disputa eleitoral transforma, assim, qualquer nova revelação em munição instantânea.</p>
<p>Para André Mendonça, o desafio é diferente. Sua atuação será medida menos pelo resultado eleitoral e mais pela capacidade de demonstrar que as mesmas regras valem quando a investigação alcança Jaques Wagner, Flávio Bolsonaro, ACM Neto ou qualquer outro personagem.</p>
<p>O caso Master deixou de ser apenas uma investigação sobre fraudes financeiras. Tornou-se um teste sobre transparência, igualdade de tratamento e independência institucional em uma eleição altamente polarizada. Na Bahia, onde a diferença entre os principais candidatos está dentro da margem de erro, até mesmo uma pequena mudança no comportamento do eleitor lulista que hoje apoia ACM Neto pode ser suficiente para alterar o equilíbrio da disputa.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content>
		
			</entry>
		<entry>
		<author>
			<name>Antônio Lima</name>
					</author>

		<title type="html"><![CDATA[Simples Nacional tem até 30 de setembro para escolher como pagar IBS e CBS em 2027]]></title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://gazetamercantil.com/simples-nacional-ibs-cbs-2027" />

		<id>https://gazetamercantil.com/?p=1531490</id>
		<updated>2026-09-14T11:11:41Z</updated>
		<published>2026-09-14T11:11:41Z</published>
		<category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Economia" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Destaque" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Notícias" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="CBS" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="das" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="IBS" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="impostos" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="microempresas" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="pequenas empresas" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Receita federal" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Reforma Tributária" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="reforma tributária 2027" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Simples Nacional" />
		<summary type="html"><![CDATA[<p>Micro e pequenas empresas enquadradas no Simples Nacional têm até 30 de setembro de 2026 para decidir se continuarão recolhendo o Imposto sobre Bens e Serviços e a Contribuição sobre Bens e Serviços dentro do Documento de Arrecadação do Simples Nacional, o DAS, ou se passarão a apurar os dois novos tributos separadamente pelas regras [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></summary>

					<content type="html" xml:base="https://gazetamercantil.com/simples-nacional-ibs-cbs-2027"><![CDATA[<p>Micro e pequenas empresas enquadradas no Simples Nacional têm até 30 de setembro de 2026 para decidir se continuarão recolhendo o Imposto sobre Bens e Serviços e a Contribuição sobre Bens e Serviços dentro do Documento de Arrecadação do Simples Nacional, o DAS, ou se passarão a apurar os dois novos tributos separadamente pelas regras do regime regular a partir de janeiro de 2027. A janela, aberta em 1º de setembro, marca uma das primeiras decisões com efeito financeiro concreto da reforma tributária para os pequenos negócios e obriga <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339368">empresas</a> e escritórios de contabilidade a comparar não apenas alíquotas, mas também perfil dos clientes, capacidade de geração de créditos, margens e custo operacional.</p>
<p>A possibilidade de retirar IBS e CBS do DAS criou um modelo híbrido para o Simples Nacional. A empresa não deixa de ser optante pelo regime simplificado e continua recolhendo pelo DAS os demais tributos abrangidos pelo sistema, mas passa a tratar IBS e CBS de acordo com as normas aplicáveis aos contribuintes do regime regular. Na prática, isso significa uma nova camada de apuração tributária para <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank" rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339425">negócios</a> que até agora estavam acostumados a concentrar grande parte de suas obrigações fiscais em uma única guia.</p>
<p>Para as empresas que já pertencem ao Simples e querem manter IBS e CBS dentro do DAS, não é necessária uma opção adicional apenas para continuar no modelo unificado. Quem pretende adotar o regime regular para os dois novos tributos, porém, precisa manifestar essa escolha dentro do prazo. Também precisam observar a janela de setembro as empresas que atualmente estão fora do Simples Nacional e pretendem solicitar ingresso no regime para produzir efeitos em 2027.</p>
<h2>Escolha de setembro vale para o primeiro semestre de 2027</h2>
<p>A decisão tomada agora não é definitiva para todo o ano. A opção pelo recolhimento regular de IBS e CBS produz efeitos entre janeiro e junho de 2027. Para o segundo semestre será aberta uma nova janela de escolha, permitindo que a empresa reavalie os resultados do primeiro período e decida se continua no modelo híbrido ou retorna à sistemática do Simples.</p>
<p>Pelas regras estabelecidas para a transição, a opção feita em setembro ainda poderá ser cancelada dentro do prazo regulamentar anterior ao início de sua vigência. Isso dá às empresas alguns meses adicionais para ajustar projeções, rever contratos e acompanhar a definição das alíquotas efetivamente aplicáveis em 2027 antes que o novo sistema comece a produzir efeitos no caixa.</p>
<p>O ponto central é que a escolha não altera, por si só, a condição de optante do Simples Nacional. A empresa permanece dentro do regime simplificado para tributos como IRPJ, CSLL e contribuição previdenciária patronal nas situações previstas pela legislação. A mudança ocorre especificamente no tratamento do IBS e da CBS.</p>
<p>Essa separação transforma uma decisão aparentemente operacional em uma questão estratégica. Empresas com o mesmo faturamento e enquadradas no mesmo anexo do Simples podem chegar a conclusões completamente diferentes dependendo do tipo de cliente que atendem, da estrutura de despesas e do peso dos insumos creditáveis em sua atividade.</p>
<h2>Crédito tributário passa a pesar na relação com clientes</h2>
<p>O principal elemento econômico da decisão é o sistema de créditos. Uma empresa que mantém IBS e CBS dentro do Simples continuará submetida à lógica simplificada de recolhimento e não poderá utilizar créditos dos novos tributos da mesma maneira que um contribuinte do regime regular. Isso, entretanto, não significa que o comprador não tenha qualquer direito a crédito ao adquirir produtos ou serviços de um fornecedor optante pelo Simples.</p>
<p>A legislação permite que o adquirente sujeito ao regime regular aproveite crédito correspondente ao IBS e à CBS efetivamente incidentes na operação realizada pelo fornecedor do Simples, dentro dos limites estabelecidos pelo próprio regime simplificado. Trata-se, portanto, de um crédito restrito ao montante tributário embutido no Simples, e não do mesmo crédito que seria gerado por uma empresa submetida integralmente às regras gerais dos novos tributos.</p>
<p>É justamente essa diferença que torna o modelo híbrido mais relevante para negócios com grande exposição ao <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339369">mercado</a> empresarial. Um cliente enquadrado no regime regular poderá considerar o tamanho do crédito tributário recebido ao comparar fornecedores. Se duas empresas entregarem o mesmo produto ou serviço pelo mesmo preço, mas uma delas gerar um crédito maior de IBS e CBS, o custo econômico efetivo da operação poderá ser diferente para o comprador.</p>
<p>Essa realidade tende a tornar a tributação parte mais visível da negociação comercial. Em setores B2B, principalmente aqueles com cadeias longas de fornecedores, o fornecedor do Simples poderá ser pressionado a demonstrar qual crédito gera para o cliente e se sua estrutura tributária continua competitiva após a reforma.</p>
<h2>Modelo híbrido pode favorecer negócios B2B, mas não automaticamente</h2>
<p>Empresas que concentram faturamento em vendas para outras empresas são as principais candidatas a estudar o regime híbrido com mais profundidade. A opção pelo regime regular permite que IBS e CBS sejam destacados e apurados fora do DAS e também possibilita o aproveitamento dos créditos admitidos sobre compras e despesas vinculadas à atividade.</p>
<p>Isso pode reduzir o imposto efetivamente pago quando a empresa possui parcela relevante de insumos, mercadorias, serviços ou outros gastos que geram crédito. Ao mesmo tempo, o cliente empresarial passa a receber crédito de acordo com a sistemática regular.</p>
<p>A vantagem, porém, não é automática. Uma empresa cuja estrutura de custos seja fortemente baseada em folha de pagamento pode encontrar poucos créditos para compensar o IBS e a CBS devidos nas vendas. Como salários não produzem crédito dos novos tributos, atividades intensivas em mão de obra podem apresentar comportamento muito diferente daquele observado em empresas comerciais ou industriais com grandes volumes de aquisições tributadas.</p>
<p>O resultado depende da diferença entre o tributo devido nas saídas e os créditos acumulados nas entradas. Quanto maior a parcela de custos que gera crédito, maior tende a ser a relevância do regime regular. Quanto menor essa parcela, maior pode ser a vantagem relativa de permanecer com os novos tributos incorporados ao Simples.</p>
<p>Por isso, regras genéricas baseadas apenas em faturamento ou anexo podem levar a decisões erradas. Uma empresa de serviços que atende grandes companhias não deve necessariamente fazer a mesma escolha de outra empresa do mesmo setor que vende quase exclusivamente para pessoas físicas.</p>
<h2>Vendas ao consumidor final mudam a lógica da escolha</h2>
<p>Para negócios direcionados principalmente ao consumidor final, o argumento do crédito perde força. Pessoas físicas não utilizam créditos de IBS e CBS para reduzir tributos posteriores e, por isso, o benefício comercial de produzir um crédito maior praticamente desaparece.</p>
<p>Restaurantes, salões, academias, pequenos varejistas, prestadores de serviços pessoais e outras empresas predominantemente B2C devem olhar com mais atenção para o custo administrativo e tributário da migração para o modelo híbrido.</p>
<p>Manter os novos tributos dentro do DAS preserva a simplicidade que historicamente tornou o Simples Nacional atraente para pequenos negócios. Retirar IBS e CBS da guia única significa assumir uma apuração paralela, acompanhar créditos, adaptar sistemas fiscais e controlar novas obrigações relacionadas aos dois tributos.</p>
<p>Em negócios com poucos créditos e clientes que não se beneficiam deles, esse aumento da complexidade pode não produzir uma vantagem econômica suficiente para justificar a mudança.</p>
<h2>Não é correto aplicar automaticamente uma alíquota de 26,5% em 2027</h2>
<p>Outra cautela necessária nas simulações é evitar o uso automático da alíquota de aproximadamente 26,5% como se ela fosse representar a carga conjunta de IBS e CBS para todas as empresas que escolherem o regime regular em 2027.</p>
<p>Esse percentual foi utilizado durante a tramitação da reforma como referência para a futura tributação do consumo quando o novo sistema estiver plenamente implantado, mas não corresponde à estrutura integral da transição em 2027.</p>
<p>A reforma será implementada gradualmente. A CBS passa a ocupar o espaço de PIS e Cofins a partir de 2027, enquanto o IBS inicia sua cobrança com alíquota reduzida durante os primeiros anos. A substituição efetiva de ICMS e ISS pelo IBS avança progressivamente a partir de 2029 e somente estará concluída em 2033.</p>
<p>Isso significa que uma empresa não deve pegar seu faturamento de 2027 e simplesmente aplicar uma alíquota conjunta de longo prazo para estimar o custo do modelo híbrido. A simulação precisa considerar as alíquotas aplicáveis em cada etapa da transição, os créditos efetivamente disponíveis e as características da operação.</p>
<p>A diferença é particularmente importante para empresas que precisam decidir agora sem que toda a experiência prática do novo sistema esteja consolidada. Trabalhar com cenários conservadores, intermediários e mais favoráveis pode ser mais adequado do que tentar produzir uma única taxa efetiva como resposta definitiva.</p>
<h2>Reforma exige adaptação de ERP e documentos fiscais</h2>
<p>A decisão tributária ocorre paralelamente a uma transformação tecnológica. Os documentos fiscais eletrônicos passaram a incorporar campos relacionados ao IBS e à CBS, e os sistemas de gestão precisam estar preparados para identificar operações, calcular os tributos, controlar créditos e transmitir corretamente as informações exigidas pela administração tributária.</p>
<p>O ano de 2026 funciona como etapa de preparação e testes da reforma. Receita Federal, Comitê Gestor do IBS, estados, municípios e desenvolvedores de sistemas vêm ajustando layouts, validações e regras operacionais antes da cobrança efetiva em 2027.</p>
<p>Para empresas que escolherem o modelo híbrido, essa adequação ganha importância ainda maior. O ERP precisará separar operações tributadas, identificar créditos aproveitáveis e acompanhar a apuração dos novos tributos fora da lógica tradicional do DAS.</p>
<p>O custo dessa adaptação deve entrar na conta. Pequenas empresas podem precisar contratar serviços contábeis adicionais, atualizar sistemas ou rever processos internos. Em alguns casos, uma vantagem tributária pequena pode desaparecer quando esses custos são incorporados ao cálculo.</p>
<h2>Simulação deve considerar clientes, custos e margem</h2>
<p>Antes de decidir, a empresa deve mapear sua operação de forma mais detalhada do que a exigida atualmente pelo Simples. O primeiro passo é separar o faturamento entre vendas B2B e B2C e identificar quais clientes estarão submetidos ao regime regular. Depois, é necessário levantar compras, despesas e insumos que poderão gerar crédito de IBS e CBS.</p>
<p>A terceira etapa é calcular quanto de crédito a empresa consegue acumular e comparar esse valor com o imposto gerado nas vendas. Em seguida, deve ser medido o impacto sobre o cliente: quanto de crédito ele receberia se o fornecedor permanecesse no Simples e quanto receberia no modelo regular.</p>
<p>Essa comparação permite transformar a discussão tributária em uma análise de margem. Uma eventual elevação do tributo pode ser compensada pela capacidade de recuperar créditos nas entradas ou pela possibilidade de manter clientes empresariais que valorizem o crédito fiscal. Em outros casos, permanecer no DAS pode produzir custo menor e operação muito mais simples.</p>
<p>Contratos com vigência em 2027 também precisam ser analisados. Empresas que fecharam preços antes da definição do novo modelo podem encontrar dificuldades para repassar eventual aumento de carga, enquanto clientes empresariais podem exigir renegociações caso o fornecedor gere menos crédito do que concorrentes submetidos ao regime regular.</p>
<h2>Quem não optar continuará com IBS e CBS dentro do DAS</h2>
<p>Para empresas já enquadradas no Simples Nacional, a ausência de manifestação até 30 de setembro não provoca exclusão do regime. Se o contribuinte não fizer a opção pelo recolhimento regular, IBS e CBS continuarão sendo tratados dentro do Simples no primeiro semestre de 2027.</p>
<p>A empresa também não perde definitivamente a possibilidade de mudar de modelo. Uma nova escolha poderá ser feita para o segundo semestre, dentro do calendário definido para março.</p>
<p>O Microempreendedor Individual tem tratamento diferente e não participa da escolha pelo regime regular de IBS e CBS nas mesmas condições disponibilizadas às microempresas e empresas de pequeno porte.</p>
<p>A janela de setembro inaugura, assim, uma mudança estrutural no funcionamento do Simples Nacional. O regime continuará existindo, mas passa a conviver com duas formas de tratamento dos principais tributos sobre o consumo. Para empresas voltadas ao consumidor final, permanecer no DAS pode continuar sendo a alternativa mais simples. Para negócios que vendem principalmente para outras empresas e possuem volume relevante de despesas creditáveis, o modelo híbrido pode ganhar importância competitiva.</p>
<p>A decisão não deve ser tomada apenas pela comparação de alíquotas. A reforma transforma o crédito tributário em elemento comercial e obriga pequenas empresas a olhar para toda a cadeia em que estão inseridas. Até 30 de setembro, contadores e empresários precisarão responder a uma pergunta que pode afetar preço, margem e relacionamento com clientes durante todo o primeiro semestre de 2027: quanto vale, para cada negócio, continuar com IBS e CBS dentro do DAS?</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content>
		
			</entry>
		<entry>
		<author>
			<name>Carlos Menezes</name>
					</author>

		<title type="html"><![CDATA[André Mendonça deixa Instituto Iter após revelação de encontro com Daniel Vorcaro]]></title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://gazetamercantil.com/andre-mendonca-deixa-instituto-iter-encontro-daniel-vorcaro" />

		<id>https://gazetamercantil.com/?p=1531485</id>
		<updated>2026-09-14T07:57:56Z</updated>
		<published>2026-09-14T07:57:56Z</published>
		<category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Destaque" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Notícias" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Política" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Alexandre de Moraes" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="André Mendonça" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Banco Master" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Caso Master" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Daniel Vorcaro" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Edson Fachin" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Instituto Iter" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Polícia Federal" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="STF" />
		<summary type="html"><![CDATA[<p>O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, deixou a sociedade do Instituto Iter depois de vir a público que recebeu Daniel Vorcaro, então controlador do Banco Master, na sede da instituição em março de 2025. O encontro aconteceu antes de Mendonça passar a conduzir procedimentos relacionados às investigações sobre o banco e acrescentou um [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></summary>

					<content type="html" xml:base="https://gazetamercantil.com/andre-mendonca-deixa-instituto-iter-encontro-daniel-vorcaro"><![CDATA[<p>O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, deixou a sociedade do Instituto Iter depois de vir a público que recebeu Daniel Vorcaro, então controlador do Banco Master, na sede da instituição em março de 2025. O encontro aconteceu antes de Mendonça passar a conduzir procedimentos relacionados às investigações sobre o banco e acrescentou um novo elemento à crise que atingiu o STF com a divulgação das relações mantidas por Vorcaro com autoridades e pessoas próximas a integrantes da Corte.</p>
<p>Mendonça confirmou que recebeu Vorcaro em 14 de março de 2025. Segundo a versão apresentada pelo ministro, a conversa não tratou da situação financeira do Banco Master nem das dificuldades enfrentadas pela instituição perante o Banco Central. O assunto teria sido um processo envolvendo créditos de precatórios, e Mendonça sustenta que a decisão posteriormente tomada no caso não beneficiou os interesses apresentados pelo empresário.</p>
<p>A controvérsia surgiu porque, meses depois, o ministro passou a atuar em processos derivados das investigações sobre o Master sem que a reunião anterior com Vorcaro fosse de conhecimento público. O episódio passou a suscitar questionamentos sobre transparência e sobre a conveniência de o contato ter sido informado quando Mendonça recebeu procedimentos envolvendo o ex-banqueiro.</p>
<p>A situação ganhou peso adicional porque foi sob sua relatoria que documentos da Polícia Federal contendo mensagens e referências ao ministro Alexandre de Moraes foram divulgados. Enquanto a Corte discutia as relações de outros magistrados com personagens do caso Master, a confirmação de que o próprio relator havia recebido Vorcaro ampliou a pressão sobre a condução das investigações.</p>
<h2>Reunião aconteceu na sede do Instituto Iter</h2>
<p>O encontro entre Mendonça e Vorcaro ocorreu na sede do Instituto Iter, em São Paulo. A reunião foi articulada pelo advogado Ciro Rocha Soares e pelo deputado federal Cezinha de Madureira, do PL de São Paulo.</p>
<p>Mendonça afirmou posteriormente que a conversa durou entre 20 e 30 minutos e que ouviu argumentos de Vorcaro relacionados a uma discussão sobre precatórios. De acordo com o ministro, não houve conversa sobre a situação do Banco Master nem pedido de ajuda relacionado à instituição financeira.</p>
<p>Mensagens e áudios recuperados do telefone de Vorcaro, entretanto, mostraram que pessoas envolvidas na organização do encontro tinham conhecimento dos problemas enfrentados pelo banco. Em uma comunicação anterior à reunião, Ciro Rocha Soares teria informado ao empresário que Mendonça conhecia aspectos da situação do Master perante o Banco Central.</p>
<p>A mensagem não demonstra que o assunto tenha sido tratado durante a reunião, mas mostra que a situação do banco fazia parte do contexto conhecido por integrantes do grupo que trabalhou para aproximar Vorcaro do ministro.</p>
<p>A cronologia é um dos pontos mais sensíveis do episódio. Quando recebeu o empresário, Mendonça ainda não comandava as investigações relacionadas ao Banco Master. Posteriormente, já em 2026, passou a atuar como relator de procedimentos envolvendo Vorcaro e o conglomerado financeiro. A partir daí, passou a ser discutido se o encontro anterior deveria ter sido comunicado formalmente ao assumir esses processos.</p>
<h2>Mendonça deixa sociedade do Iter após revelação do encontro</h2>
<p>A reunião com Vorcaro tornou-se pública no início de setembro. Logo depois, Mendonça anunciou que deixaria a sociedade do Instituto Iter e cederia tanto sua participação quanto as cotas pertencentes à mulher, Janei Mendonça.</p>
<p>O ministro não estabeleceu oficialmente uma relação de causa e efeito entre a revelação do encontro e a saída da instituição. Segundo sua versão, a decisão foi tomada após conversa com Victor Godoy, presidente do Iter, e não envolveria recebimento de contrapartida financeira.</p>
<p>Mendonça também afirmou que nunca recebeu distribuição de lucros da instituição e que continuaria participando de atividades do instituto como professor e palestrante.</p>
<p>O Instituto Iter foi criado em novembro de 2023, quando Mendonça já ocupava uma cadeira no Supremo. A instituição oferece cursos jurídicos e programas de capacitação voltados, entre outros públicos, a integrantes da administração pública.</p>
<p>Levantamentos divulgados sobre o instituto identificaram dezenas de contratos com órgãos públicos ao longo dos últimos anos e também revelaram dados de faturamento, ampliando o interesse sobre a estrutura empresarial da qual Mendonça fazia parte. Esses contratos não têm relação demonstrada com Vorcaro; o ponto de contato entre os dois episódios é o fato de a reunião ter ocorrido justamente na sede da instituição fundada pelo ministro.</p>
<h2>Caso Master passou a atingir diferentes ministros do Supremo</h2>
<p>A controvérsia envolvendo Mendonça ocorre depois de as investigações sobre Daniel Vorcaro já terem alcançado outros ministros do STF. O material extraído do telefone do ex-controlador do Master revelou uma ampla rede de contatos com autoridades, empresários, advogados e pessoas próximas a diferentes núcleos de poder.</p>
<p>Alexandre de Moraes passou a ser citado no caso depois que a Polícia Federal encontrou mensagens de Vorcaro e documentos relacionados ao escritório de advocacia comandado por Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro. Os documentos analisados pelos investigadores incluem contratos de prestação de serviços entre <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="339365">empresas</a> relacionadas ao Master e o escritório, além de mensagens nas quais Vorcaro tratava de pagamentos e demonstrava preocupação com compromissos financeiros ligados à banca.</p>
<p>Outra frente do caso envolveu o ministro Dias Toffoli. Relatórios policiais passaram a analisar operações financeiras associadas a um empreendimento relacionado a integrantes de sua família. Toffoli negou qualquer relação irregular com Vorcaro ou participação nas operações investigadas.</p>
<p>As situações envolvendo os ministros são distintas e precisam ser examinadas separadamente. A presença de nomes em mensagens, contratos ou contatos mantidos pelo banqueiro, por si só, não define responsabilidade sobre os fatos investigados.</p>
<h2>Divulgação de informações sobre Moraes ampliou tensão dentro do STF</h2>
<p>O caso de Mendonça ganhou dimensão adicional porque coube a ele retirar o sigilo de parte do material policial que continha referências a Alexandre de Moraes.</p>
<p>A decisão provocou questionamentos dentro da própria Corte sobre a quantidade de informações divulgadas, os documentos que continuavam protegidos e a necessidade de os ministros terem acesso ao conjunto completo dos dados recuperados do telefone de Vorcaro.</p>
<p>Cristiano Zanin e outros integrantes do Supremo passaram a defender acesso aos dados brutos da investigação, sob o argumento de que decisões sobre o caso não deveriam ser tomadas apenas a partir de trechos selecionados de conversas ou relatórios produzidos pela Polícia Federal.</p>
<p>O presidente do STF, Edson Fachin, passou então a acompanhar diretamente procedimentos relacionados ao caso Master. A intervenção ocorreu em meio ao aumento das divergências internas sobre competência, sigilo e tratamento das investigações que passaram a atingir integrantes da própria Corte.</p>
<p>A discussão se concentra principalmente nas frentes em que os fatos investigados passaram a alcançar ministros do Supremo, criando questões adicionais sobre a condução dos procedimentos e sobre a necessidade de preservar a independência das apurações.</p>
<h2>Encontro cria questão sobre transparência e condução do caso</h2>
<p>O ponto central do episódio não é apenas a existência de uma reunião entre um ministro do Supremo e um empresário. Magistrados de tribunais superiores recebem advogados, empresários e representantes de partes para tratar de processos, prática que faz parte da rotina institucional.</p>
<p>A questão levantada pela revelação é se, diante do contato anterior com Vorcaro, Mendonça deveria ter informado a reunião quando posteriormente passou a conduzir procedimentos ligados ao empresário e ao Banco Master.</p>
<p>Essa avaliação depende do conteúdo efetivamente discutido, da relação entre os participantes e da eventual conexão entre o tema apresentado em março de 2025 e os processos que mais tarde chegaram à relatoria do ministro. Mendonça afirma que os assuntos eram distintos e sustenta que a reunião tratou exclusivamente da questão dos precatórios.</p>
<p>A controvérsia, portanto, está concentrada menos no encontro em si e mais na forma como ele se relaciona com a transparência exigida de um magistrado que posteriormente assumiu investigações envolvendo um dos participantes daquela reunião.</p>
<h2>Vorcaro transforma crise bancária em problema institucional para o STF</h2>
<p>O alcance das investigações mostra que o caso deixou de ser apenas uma apuração sobre os problemas financeiros de um banco. O conteúdo apreendido pela Polícia Federal passou a expor a capacidade de circulação de Vorcaro entre diferentes centros de poder político, jurídico e empresarial.</p>
<p>O banqueiro manteve contato com parlamentares, integrantes do Judiciário, empresários, advogados e servidores de instituições responsáveis por supervisionar o sistema financeiro. À medida que esses vínculos se tornaram conhecidos, o Supremo passou a enfrentar o desafio de investigar um caso que alcança pessoas situadas dentro da própria instituição responsável por decidir sobre parte das apurações.</p>
<p>No caso de Mendonça, a situação se tornou especialmente delicada porque ele estava à frente de investigações que revelavam relações de Vorcaro com outros integrantes da Corte quando veio a público que também havia se encontrado pessoalmente com o empresário.</p>
<p>A partir desse momento, a discussão deixou de se limitar ao conteúdo das mensagens encontradas no celular do ex-banqueiro. Passou a envolver também os critérios de transparência, impedimento, suspeição e distribuição dos procedimentos no STF.</p>
<p>A saída de Mendonça do Instituto Iter não encerra essas questões, e o próprio ministro não vinculou formalmente a decisão à controvérsia. O fato novo, porém, adiciona mais um capítulo à crise: o magistrado responsável por parte das apurações do Master havia recebido Vorcaro anteriormente na sede de uma instituição privada da qual era sócio.</p>
<p>O desafio para o Supremo será estabelecer com clareza quais relações pertencem à rotina institucional de um magistrado e quais situações exigem providências adicionais para preservar a confiança pública e a independência das investigações.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Agência Brasil &#8211; manifestação de André Mendonça sobre o encontro com Daniel Vorcaro e informações sobre a saída do Instituto Iter</em></p>
<p><em>Supremo Tribunal Federal &#8211; decisões e atos relacionados à condução das investigações do Banco Master e às atribuições da Presidência da Corte</em></p>
<p><em>Polícia Federal &#8211; relatórios e informações produzidas nas investigações envolvendo Daniel Vorcaro e o Banco Master</em></p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content>
		
			</entry>
		<entry>
		<author>
			<name>Sidney Alves</name>
					</author>

		<title type="html"><![CDATA[Buser é alvo de reclamações por vender leito e colocar passageiros em semi-leito]]></title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://gazetamercantil.com/buser-leito-semi-leito-reclamacoes-consumidores" />

		<id>https://gazetamercantil.com/?p=1531477</id>
		<updated>2026-09-14T00:09:33Z</updated>
		<published>2026-09-14T00:09:33Z</published>
		<category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Empresas" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Notícias" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Buser" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Código de Defesa do Consumidor" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="direito do consumidor" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="ônibus leito" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="passageiros" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Reclame Aqui" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="semi-leito" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="transporte rodoviário" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="viagens" />
		<summary type="html"><![CDATA[<p>A Buser passou a ser alvo de forte insatisfação de passageiros que afirmam ter comprado viagens em ônibus leito ou leito individual e, posteriormente, recebido a informação de que seriam transportados em veículos semi-leito. As reclamações, registradas por consumidores em diferentes estados ao longo dos últimos meses, descrevem uma situação semelhante: o cliente escolhe uma [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></summary>

					<content type="html" xml:base="https://gazetamercantil.com/buser-leito-semi-leito-reclamacoes-consumidores"><![CDATA[<p>A Buser passou a ser alvo de forte insatisfação de passageiros que afirmam ter comprado viagens em ônibus leito ou leito individual e, posteriormente, recebido a informação de que seriam transportados em veículos semi-leito. As reclamações, registradas por consumidores em diferentes estados ao longo dos últimos meses, descrevem uma situação semelhante: o cliente escolhe uma categoria superior, paga mais pelo conforto oferecido e descobre, muitas vezes próximo ao embarque, que não receberá exatamente o serviço contratado.</p>
<p>O problema vai além da diferença entre dois tipos de poltrona. Para quem compra uma viagem noturna ou enfrenta trajetos de várias horas, a escolha por um ônibus leito geralmente está associada à possibilidade de descansar melhor, ter mais espaço e chegar ao destino em condições adequadas para trabalhar ou cumprir outros compromissos. Quando a empresa altera unilateralmente essa acomodação depois que a compra já foi concluída, o passageiro perde justamente a característica que pesou na decisão de pagar mais caro.</p>
<p>A insatisfação aparece com intensidade nos relatos públicos. Há passageiros que dizem ter escolhido a Buser exclusivamente pela disponibilidade do leito e que, diante da troca pelo semi-leito, se sentiram enganados. Outros afirmam que o reembolso oferecido não correspondeu à diferença observada entre os preços das duas categorias. Em alguns casos, o consumidor relata ter recebido a informação da mudança quando já não havia tempo razoável para buscar outra empresa ou outra viagem.</p>
<p>Do ponto de vista das relações de consumo, a situação envolve um princípio básico: aquilo que é anunciado e vendido integra o contrato. Se o passageiro compra uma viagem em leito, a categoria oferecida não é um detalhe secundário. Ela faz parte das condições que levaram à contratação e, quando não é entregue, abre espaço para questionamentos sobre descumprimento da oferta previsto no Código de Defesa do Consumidor.</p>
<h2>Passageiros dizem que pagaram por leito e receberam semi-leito</h2>
<p>Uma das queixas envolve um passageiro que afirmou ter desembolsado R$ 226,90 por uma passagem leito e posteriormente ter sido informado de que viajaria em semi-leito. Segundo o relato, a passagem da categoria inferior era comercializada por R$ 130,90, uma diferença de R$ 96 em relação ao valor pago originalmente.</p>
<p>O consumidor afirmou ter recebido R$ 32,41 como ressarcimento pela mudança. Considerando os preços apresentados por ele, o valor devolvido representaria pouco mais de um terço da diferença entre as duas categorias. Permaneceriam R$ 63,59 entre a diferença de preços apontada pelo passageiro e o montante efetivamente ressarcido.</p>
<p>Esse tipo de situação aumenta a irritação porque o problema deixa de ser apenas a substituição da poltrona e passa a envolver também a forma como o abatimento é calculado. Para o passageiro, se o serviço entregue é mais barato do que aquele pelo qual pagou, a expectativa natural é receber de volta a diferença integral entre as condições originalmente contratadas e as efetivamente oferecidas.</p>
<p>Outro relato descreve uma viagem comprada na categoria leito individual entre São Paulo e Uberlândia. A passageira afirmou que a acomodação foi posteriormente substituída por semi-leito e que recebeu R$ 30 de estorno. Segundo ela, a diferença entre os preços disponíveis para as categorias era maior.</p>
<p>Também há reclamações de passageiros que afirmam ter descoberto somente no embarque que o ônibus utilizado não correspondia à categoria escolhida na reserva. Para esses clientes, o transtorno é ainda maior, porque nesse momento praticamente desaparece a possibilidade de reorganizar a viagem sem prejuízo.</p>
<h2>Insatisfação cresce quando mudança acontece perto da viagem</h2>
<p>Um dos pontos mais criticados pelos consumidores é o momento em que a Buser comunica a alteração. Quando a troca ocorre dias antes, o passageiro ainda pode avaliar se aceita a mudança, cancela a passagem ou procura uma alternativa. Quando a informação chega poucas horas antes do embarque, a liberdade de escolha se torna bastante limitada.</p>
<p>Quem precisa chegar a outra cidade em determinado horário pode não ter condições de cancelar. Comprar uma nova passagem de última hora também pode significar um preço muito maior. Na prática, o consumidor pode acabar obrigado a aceitar o semi-leito para não perder todo o planejamento da viagem.</p>
<p>Esse é um dos motivos pelos quais algumas reclamações demonstram extrema insatisfação. O passageiro não está simplesmente dizendo que preferia uma poltrona melhor. Ele afirma ter pago especificamente por uma categoria e, depois de organizar toda a viagem, se vê diante de um serviço inferior ao contratado.</p>
<p>Em um dos relatos, uma passageira afirmou que havia comprado leito para viajar entre São José dos Campos e o Rio de Janeiro, mas recebeu a informação de que seria transferida para um semi-leito. Ela decidiu cancelar e buscar outra alternativa. A própria Buser reconheceu em resposta pública que a acomodação havia sido alterada por uma questão operacional e informou ter adotado uma solução para o caso.</p>
<p>As mudanças também aparecem nos relatos de clientes que utilizam a plataforma com frequência. Alguns dizem já ter enfrentado mais de uma alteração de leito para semi-leito ou executivo, o que aumenta a percepção de que o problema não seria apenas um episódio excepcional.</p>
<h2>Leito e semi-leito são produtos diferentes</h2>
<p>A diferença entre leito e semi-leito é reconhecida pela própria classificação comercial utilizada pela Buser. As categorias possuem características distintas de espaço, reclinação e conforto e, normalmente, são oferecidas a preços diferentes.</p>
<p>No semi-leito, a poltrona tem uma inclinação menor e pode apresentar configuração mais próxima dos ônibus convencionais de longa distância. No leito, o passageiro encontra uma poltrona mais larga, maior capacidade de reclinação, apoio individual e descanso para as pernas. Nas versões leito individual e leito cama, o nível de conforto e privacidade é ainda maior.</p>
<p>Essa diferença é especialmente relevante em viagens noturnas. Um consumidor que compra leito para viajar durante oito ou dez horas não está apenas escolhendo uma nomenclatura diferente no aplicativo. Está comprando uma experiência de viagem considerada superior e pagando mais justamente por essas características.</p>
<p>Por isso, a substituição pela categoria inferior pode ser interpretada como uma alteração importante no objeto contratado.</p>
<h2>Código do Consumidor protege a oferta feita ao passageiro</h2>
<p>O Código de Defesa do Consumidor estabelece que informações suficientemente precisas apresentadas na oferta de um produto ou serviço vinculam o fornecedor e passam a integrar o contrato. Em termos práticos, se uma empresa oferece uma viagem na categoria leito, recebe o pagamento correspondente e confirma a reserva, essa característica passa a fazer parte daquilo que deverá ser entregue ao passageiro.</p>
<p>Quando a oferta não é cumprida, o consumidor possui alternativas previstas na legislação. Dependendo do caso, pode exigir o cumprimento daquilo que foi originalmente contratado, aceitar um serviço equivalente ou rescindir o negócio com a devolução dos valores pagos.</p>
<p>Há ainda a possibilidade de abatimento proporcional quando o serviço efetivamente entregue possui qualidade ou características inferiores às contratadas.</p>
<p>Isso significa que a troca unilateral de leito para semi-leito, sem uma solução adequada para o passageiro, pode configurar violação dos direitos assegurados pelo Código de Defesa do Consumidor. A avaliação de cada episódio depende das circunstâncias concretas, mas o fornecedor não pode simplesmente tratar como irrelevante uma característica que utilizou para vender um serviço de maior valor.</p>
<p>O problema se agrava quando a alteração é comunicada tão perto da viagem que o passageiro não possui uma alternativa real. Uma escolha só é efetivamente livre quando existe tempo e condição para o consumidor decidir entre seguir viagem, cancelar ou contratar outro serviço.</p>
<h2>Reembolso também gera reclamações</h2>
<p>A própria Buser informa que, em determinadas situações em que ocorre mudança para uma acomodação inferior, existe previsão de ressarcimento da diferença. É justamente nesse cálculo que surgem novas reclamações.</p>
<p>Passageiros alegam que os valores devolvidos nem sempre coincidem com a diferença entre o preço pago pela categoria superior e o preço da categoria efetivamente utilizada. Isso gera uma segunda discussão: além de não receber o serviço contratado, o cliente questiona se foi corretamente compensado pela redução da qualidade da viagem.</p>
<p>Para que esse processo seja transparente, o consumidor precisa saber qual era o valor da categoria contratada, quanto custava a acomodação para a qual foi transferido e de que maneira a empresa chegou ao montante devolvido.</p>
<p>Sem essa informação, um crédito de R$ 20 ou R$ 30 pode ser percebido não como solução, mas como mais um motivo de insatisfação.</p>
<h2>Buser atribui mudanças a questões operacionais</h2>
<p>A Buser trabalha com transportadoras parceiras e afirma que alterações de veículos podem ocorrer em razão de imprevistos operacionais. No modelo de fretamento utilizado pela empresa, a plataforma organiza a viagem e contrata companhias responsáveis pela realização do transporte.</p>
<p>Uma substituição pode ser necessária, por exemplo, quando o ônibus inicialmente programado fica indisponível. Nessa situação, colocar outro veículo pode evitar o cancelamento completo da viagem.</p>
<p>O problema surge quando a solução operacional da empresa transfere ao passageiro a perda de qualidade do serviço que ele já pagou. O fato de a Buser depender de transportadoras parceiras não elimina a expectativa do cliente de receber a categoria indicada no momento da compra.</p>
<p>Do ponto de vista do passageiro, a contratação é feita dentro da plataforma da Buser, com uma categoria apresentada de forma clara e um preço calculado de acordo com aquela escolha. O consumidor não participa da definição do ônibus nem da relação entre a plataforma e as <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="339364">empresas</a> responsáveis pelo transporte.</p>
<h2>Passageiros cobram respeito àquilo que foi vendido</h2>
<p>As reclamações mostram que a questão central é menos complexa do que os procedimentos internos das empresas de transporte. O passageiro vê na tela a opção leito, escolhe aquela categoria, paga um preço maior e espera encontrar no embarque aquilo que comprou.</p>
<p>Quando recebe um semi-leito, a sensação relatada é de frustração e, em alguns casos, de indignação. Para consumidores que planejaram dormir durante a viagem ou escolheram a categoria superior por necessidades pessoais de conforto, o prejuízo não é integralmente resolvido por um pequeno crédito depois do embarque.</p>
<p>A solução exige mais do que informar que houve uma mudança operacional. É necessário comunicar o passageiro com antecedência, explicar claramente o motivo da alteração, apresentar alternativas reais e garantir ressarcimento compatível com a redução do serviço.</p>
<p>Ao vender diferentes categorias, a Buser também assume a obrigação de respeitar a distinção entre elas. Se oferece leito como um produto mais confortável e cobra um preço superior por isso, entregar semi-leito sem uma solução adequada pode representar descumprimento da própria oferta que levou o consumidor a fechar a compra.</p>
<p>Para os passageiros que têm levado suas reclamações às plataformas de defesa do consumidor, a exigência é direta: quem paga por leito quer viajar em leito. E, se a Buser não puder cumprir o que vendeu, o consumidor espera ser informado com antecedência e receber uma solução compatível com aquilo que foi contratado.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Buser &#8211; informações sobre categorias de poltronas, regras de alteração de viagens e ressarcimento em caso de mudança de acomodação</em></p>
<p><em>Reclame Aqui &#8211; relatos públicos de passageiros sobre substituição de leito e leito individual por semi-leito e questionamentos sobre valores de ressarcimento</em></p>
<p><em>Código de Defesa do Consumidor &#8211; dispositivos relativos à vinculação da oferta, cumprimento das condições contratadas, restituição de valores e abatimento proporcional</em></p>
<p><em>Secretaria Nacional do Consumidor &#8211; orientações sobre direitos do consumidor na contratação e execução de serviços de transporte e viagem</em></p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content>
		
			</entry>
		<entry>
		<author>
			<name>Carlos Menezes</name>
					</author>

		<title type="html"><![CDATA[Empresa de Flávio Bolsonaro divide endereço com firmas ligadas ao Careca do INSS]]></title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://gazetamercantil.com/flavio-bolsonaro-empresa-endereco-careca-do-inss" />

		<id>https://gazetamercantil.com/?p=1531427</id>
		<updated>2026-09-12T00:14:30Z</updated>
		<published>2026-09-12T00:14:30Z</published>
		<category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Política" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Destaque" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Notícias" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Antônio Carlos Camilo Antunes" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Bravo Grafeno" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Careca do INSS" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Carlos Bolsonaro" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="CPMI do INSS" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Flávio Bolsonaro" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="INSS" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="operação sem desconto" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Prospect Consultoria" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Voga Serviços Contábeis" />
		<summary type="html"><![CDATA[<p>A Bravo Grafeno Tecnologia e Inovação, empresa que tem entre seus sócios Flávio Bolsonaro e Carlos Bolsonaro, está registrada em Brasília no mesmo endereço cadastral utilizado por pelo menos 16 empresas ligadas a Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS e apontado pelas investigações como um dos principais personagens do esquema de descontos [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></summary>

					<content type="html" xml:base="https://gazetamercantil.com/flavio-bolsonaro-empresa-endereco-careca-do-inss"><![CDATA[<p>A Bravo Grafeno Tecnologia e Inovação, empresa que tem entre seus sócios Flávio Bolsonaro e Carlos Bolsonaro, está registrada em Brasília no mesmo endereço cadastral utilizado por pelo menos 16 empresas ligadas a Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS e apontado pelas investigações como um dos principais personagens do esquema de descontos associativos irregulares sobre aposentadorias e pensões. O endereço é a sala 2601 do bloco D do Edifício Connect Towers, em Águas Claras, no Distrito Federal.</p>
<p>Entre as <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="339333">empresas</a> vinculadas a Antunes que aparecem no mesmo endereço está a Prospect Consultoria Empresarial, que recebeu R$ 204,2 milhões de nove entidades investigadas pela CPMI do INSS. A coincidência cadastral chama atenção também porque, no mesmo andar, funciona a Voga Serviços Contábeis, empresa de Alexandre Caetano dos Reis, contador que aparece nas investigações sobre companhias ligadas ao Careca do INSS e que também prestou serviços a estruturas empresariais relacionadas a Flávio Bolsonaro.</p>
<p>O compartilhamento de endereço, isoladamente, não comprova sociedade, participação conjunta ou envolvimento da Bravo Grafeno, de Flávio Bolsonaro ou de Carlos Bolsonaro nas irregularidades investigadas no INSS. O que os registros revelam é uma sobreposição de endereço e de prestadores de serviços entre núcleos empresariais que, até agora, não foram apontados como integrantes de uma mesma estrutura societária.</p>
<h2>Bravo Grafeno foi aberta em 2024 e usa a sala 2601 como endereço</h2>
<p>A Bravo Grafeno foi constituída em junho de 2024, com capital social de R$ 100 mil, e atua na comercialização de capacetes e acessórios para motociclistas. Flávio Bolsonaro e Carlos Bolsonaro integram o quadro societário ao lado de Pedro Luiz Dias Leite, Paulo Giordano Bernardi e Fernando Nascimento Pessoa. Jair Bolsonaro, que já participou da sociedade, passou a atuar como garoto-propaganda da marca e apareceu em ações de divulgação dos produtos.</p>
<p>O endereço informado pela empresa é justamente a sala 2601 do Edifício Connect Towers. Segundo o ICL <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/noticias" target="_blank"  rel="noopener" title="Notícias" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="339332">Notícias</a>, um levantamento feito em bases empresariais identificou ao menos 16 companhias relacionadas a Antônio Carlos Camilo Antunes registradas no mesmo local. Parte dessas empresas já funcionava cadastralmente ali antes da criação da Bravo Grafeno.</p>
<p>De acordo com o levantamento, oito delas foram abertas no mesmo dia, em 5 de outubro de 2023, cerca de oito meses antes da constituição da empresa de capacetes. Os registros abrangem atividades diferentes, como consultoria, construção, incorporação, comércio, locação de veículos e atendimento empresarial, o que indica que o endereço era usado como base cadastral por várias companhias.</p>
<p>A importância da sala 2601 para a investigação aumenta porque uma das empresas registradas ali aparece entre as principais destinatárias de recursos provenientes de entidades que estão no centro do escândalo dos descontos previdenciários.</p>
<h2>Prospect recebeu R$ 204,2 milhões de nove entidades investigadas</h2>
<p>A Prospect Consultoria Empresarial aparece nos documentos da CPMI do INSS como destinatária de R$ 204,2 milhões pagos por nove entidades investigadas. Desse total, R$ 115,9 milhões teriam sido transferidos pela União Nacional de Auxílio aos Servidores Públicos, a Unaspub, enquanto outros R$ 27,1 milhões vieram da Ambec e R$ 19,8 milhões foram relacionados à Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura, a CBPA.</p>
<p>Somadas, essas três origens representam R$ 162,8 milhões, o equivalente a aproximadamente 79,7% de todo o montante recebido pela Prospect das nove entidades analisadas pela comissão. Apenas a Unaspub respondeu por cerca de 56,8% desse total, o que dá dimensão à concentração dos recursos movimentados pela empresa.</p>
<p>Os documentos relacionados à investigação vinculam a Prospect ao núcleo empresarial de Antônio Carlos Camilo Antunes e registram como endereço da companhia exatamente a sala 2601 que, posteriormente, passou a constar também como sede cadastral da Bravo Grafeno.</p>
<p>Esse é um dos pontos que tornam a coincidência empresarial relevante. Não se trata apenas de duas pequenas companhias que eventualmente contrataram o mesmo escritório virtual, mas de uma sala utilizada por uma empresa que recebeu mais de R$ 200 milhões de entidades investigadas e, mais tarde, por uma companhia pertencente a integrantes da família Bolsonaro.</p>
<h2>Voga aparece na estrutura contábil dos dois grupos</h2>
<p>Outro elemento que aproxima as duas estruturas empresariais está na Voga Serviços Contábeis, pertencente a Alexandre Caetano dos Reis. Ele aparece em documentos da investigação como contador de diferentes empresas vinculadas ao Careca do INSS, e a CPMI aprovou medidas de quebra de sigilo bancário e fiscal envolvendo tanto Alexandre quanto a própria Voga durante a tentativa de reconstruir o caminho do dinheiro movimentado pelas companhias investigadas.</p>
<p>A relação da Voga com Flávio Bolsonaro também aparece em documentos empresariais. Notas fiscais emitidas pelo escritório Flávio Bolsonaro Sociedade Individual de Advocacia apresentaram informações de contato associadas à empresa de contabilidade. Além disso, Alexandre Caetano dos Reis é irmão de Letícia Caetano dos Reis, que aparece como administradora do escritório de advocacia do senador.</p>
<p>Esses fatos estabelecem uma relação objetiva de prestação de serviços, mas não demonstram que clientes diferentes da contabilidade participassem dos mesmos <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank"  rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="339331">negócios</a> ou tivessem conhecimento das operações uns dos outros. Escritórios contábeis costumam atender dezenas ou centenas de empresas sem que exista qualquer vínculo comercial entre seus clientes.</p>
<h2>Visita ao edifício encontrou a Voga no mesmo andar</h2>
<p>A localização física das empresas também foi objeto de apuração. Segundo o ICL Notícias, uma equipe foi ao Edifício Connect Towers nesta sexta-feira, 11 de setembro, e procurou pela sala 2601. Funcionários encontrados no local orientaram os jornalistas a se dirigir à recepção da Voga Serviços Contábeis, situada na sala 2603, também no 26º andar.</p>
<p>O advogado Thalles Setúbal, que recebeu a equipe, confirmou que a Voga presta serviços à empresa de Flávio Bolsonaro, mas negou que a sala 2601 pertença à contabilidade. Segundo a versão apresentada por ele, o espaço funcionava como coworking e pertenceria a proprietários diferentes.</p>
<p>A explicação é importante porque empresas instaladas em coworkings, escritórios virtuais ou estruturas administrativas compartilhadas podem utilizar o mesmo endereço sem qualquer relação societária. Ainda assim, o fato de a Voga funcionar no mesmo andar e atender empresas relacionadas aos dois núcleos ajuda a explicar por que tantos CNPJs aparecem associados ao endereço.</p>
<h2>Contador foi preso em desdobramento da Operação Sem Desconto</h2>
<p>Alexandre Caetano dos Reis foi preso em dezembro de 2025 no aprofundamento das investigações derivadas da Operação Sem Desconto. Antônio Carlos Camilo Antunes havia sido preso preventivamente meses antes, em setembro, durante a Operação Cambota, uma das fases abertas pela Polícia Federal para aprofundar a apuração sobre a movimentação financeira ligada às entidades associativas.</p>
<p>A investigação original foi deflagrada pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União para apurar descontos feitos diretamente em aposentadorias e pensões sem autorização de parte dos beneficiários. Entre 2019 e 2024, as entidades investigadas realizaram cerca de R$ 6,3 bilhões em descontos associativos sobre benefícios previdenciários.</p>
<p>Esse valor representa o total movimentado por meio das cobranças realizadas pelas organizações investigadas e não significa que todo o montante tenha sido definitivamente reconhecido pela Justiça como produto de fraude. Ao longo da investigação, a apuração passou a alcançar empresas, intermediários e pessoas responsáveis pela circulação dos recursos recebidos das associações.</p>
<p>Foi nesse processo que a Prospect Consultoria ganhou importância, especialmente pelo volume de recursos recebido das entidades sob investigação.</p>
<h2>Endereço comum não comprova envolvimento no esquema</h2>
<p>Até o momento, não há elemento público que demonstre que a Bravo Grafeno tenha recebido recursos das entidades investigadas no caso INSS. Também não existem dados apresentados até agora que comprovem sociedade empresarial entre Flávio Bolsonaro, Carlos Bolsonaro e Antônio Carlos Camilo Antunes.</p>
<p>O que os registros permitem estabelecer é que a Bravo utilizou como endereço cadastral a mesma sala usada por pelo menos 16 empresas relacionadas ao Careca do INSS. Entre essas empresas está a Prospect, destinatária de R$ 204,2 milhões provenientes de nove entidades investigadas pela CPMI.</p>
<p>Também está documentado que uma empresa de contabilidade ligada a Alexandre Caetano dos Reis prestou serviços a negócios relacionados ao núcleo de Antunes e, ao mesmo tempo, a estruturas empresariais associadas a Flávio Bolsonaro. Essa combinação de endereço comum e prestador de serviços compartilhado cria uma relação empresarial indireta que merece esclarecimento, mas não autoriza concluir, por si só, que as partes participaram das mesmas operações financeiras.</p>
<p>Flávio Bolsonaro já negou envolvimento no esquema dos descontos irregulares do INSS. Até a divulgação do levantamento sobre a sala 2601, não havia sido apresentada uma explicação específica do senador sobre a escolha daquele endereço para o registro da Bravo Grafeno.</p>
<h2>Sócios da Bravo aparecem em outros episódios investigados</h2>
<p>O quadro societário da Bravo Grafeno reúne ainda nomes que já apareceram em investigações diferentes envolvendo pessoas próximas à família Bolsonaro. Fernando Nascimento Pessoa, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, foi investigado no caso das chamadas “rachadinhas” relacionadas ao antigo gabinete do senador na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.</p>
<p>Outro sócio, Pedro Luiz Dias Leite, manteve sociedade empresarial com Marcello de Oliveira Lopes, conhecido como Marcelão, em uma empresa de tecnologia e comunicação. Marcello aparece em outra investigação, sem relação direta com o caso INSS, envolvendo o financiamento do filme “Dark Horse”. Ele transferiu R$ 1 milhão à produtora responsável pelo projeto em dezembro de 2025 e afirmou que se tratava de um investimento empresarial regular.</p>
<p>Esses episódios pertencem a investigações distintas e não devem ser tratados como evidência de uma mesma estrutura criminosa. A relevância do novo fato está em algo mais concreto e delimitado: a empresa de Flávio e Carlos Bolsonaro está registrada no mesmo endereço utilizado por uma rede de companhias ligadas ao Careca do INSS, entre elas uma empresa que recebeu mais de R$ 200 milhões de entidades investigadas.</p>
<p>O esclarecimento sobre a escolha da sala 2601, a natureza do serviço de coworking mencionado pela Voga e o período em que cada empresa efetivamente utilizou o endereço pode ajudar a determinar se existe apenas uma estrutura administrativa compartilhada ou alguma relação empresarial mais ampla. Até agora, porém, não foi apresentada evidência pública de que a Bravo Grafeno tenha participado das operações financeiras investigadas no escândalo do INSS.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Senado Federal e CPMI do INSS &#8211; documentos sobre movimentações financeiras da Prospect Consultoria e medidas relacionadas a empresas e pessoas investigadas</em></p>
<p><em>Polícia Federal e Controladoria-Geral da União &#8211; informações oficiais da Operação Sem Desconto e de seus desdobramentos</em></p>
<p><em>Registros empresariais públicos &#8211; informações cadastrais da Bravo Grafeno e das empresas relacionadas ao endereço da sala 2601</em></p>
<p><em>ICL Notícias &#8211; levantamento sobre empresas registradas na sala 2601, visita ao endereço em Brasília e manifestação do representante da Voga Serviços Contábeis</em></p>
<p><em>Metrópoles &#8211; documentação sobre a prestação de serviços contábeis da Voga a estruturas empresariais relacionadas a Flávio Bolsonaro</em></p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content>
		
			</entry>
		<entry>
		<author>
			<name>Álvaro Lima</name>
							<uri>https://muckrack.com/alvaro-lima</uri>
						</author>

		<title type="html"><![CDATA[PF aponta R$ 3,8 milhões em repasses a ex-chefe do BC ligado a Daniel Vorcaro]]></title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://gazetamercantil.com/pf-belline-santana-r-38-milhoes-daniel-vorcaro-banco-master" />

		<id>https://gazetamercantil.com/?p=1531419</id>
		<updated>2026-09-11T23:24:29Z</updated>
		<published>2026-09-11T23:24:29Z</published>
		<category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Destaque" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Economia" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Notícias" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="André Mendonça" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Banco Central" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Banco Master" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Belline Santana" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Daniel Vorcaro" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="operação Compliance Zero" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Paulo Sérgio Neves de Souza" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Polícia Federal" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="STF" />
		<summary type="html"><![CDATA[<p>A Polícia Federal identificou R$ 3,8 milhões em repasses relacionados a Belline Santana, ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária do Banco Central, no inquérito que apura a relação de servidores da autoridade monetária com Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master até a liquidação da instituição. Segundo os investigadores, os pagamentos eram recorrentes e teriam como [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></summary>

					<content type="html" xml:base="https://gazetamercantil.com/pf-belline-santana-r-38-milhoes-daniel-vorcaro-banco-master"><![CDATA[<p>A Polícia Federal identificou R$ 3,8 milhões em repasses relacionados a Belline Santana, ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária do Banco Central, no inquérito que apura a relação de servidores da autoridade monetária com Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master até a liquidação da instituição. Segundo os investigadores, os pagamentos eram recorrentes e teriam como referência R$ 500 mil por mês, com ao menos um registro que chegou a R$ 760 mil.</p>
<p>Os documentos também descrevem vantagens atribuídas a Vorcaro em favor de outro servidor de carreira do BC, Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor de Fiscalização e posteriormente chefe-adjunto do Departamento de Supervisão Bancária. Entre os episódios analisados estão uma viagem aos Estados Unidos, serviços de acesso prioritário aos parques da Disney e da Universal e uma operação imobiliária considerada atípica pelos investigadores.</p>
<p>As informações integram documentos do caso Master cujo sigilo foi retirado em 10 de setembro pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. O levantamento permitiu conhecer detalhes de uma frente específica da investigação: a suspeita de que integrantes da estrutura responsável justamente pela fiscalização dos bancos teriam mantido uma relação paralela com o controlador de uma instituição supervisionada.</p>
<p>A acusação é da Polícia Federal e ainda não representa conclusão judicial de culpa. Belline Santana e Paulo Sérgio Neves de Souza negam ter favorecido Vorcaro ou fornecido informações sigilosas de forma irregular.</p>
<h2>Repasses relacionados a Belline somam R$ 3,8 milhões</h2>
<p>A investigação atribui a Belline uma relação financeira que ultrapassava contatos institucionais com o controlador do Master. Comprovantes reunidos no processo registram R$ 3,8 milhões em transferências relacionadas ao ex-chefe da Supervisão Bancária.</p>
<p>A cifra equivale a 7,6 pagamentos de R$ 500 mil, valor apontado pelos investigadores como referência para os repasses recorrentes. Em um dos registros analisados, entretanto, o montante chegou a R$ 760 mil. A diferença de R$ 260 mil representa um acréscimo de 52% sobre o valor mensal mencionado com maior frequência no inquérito.</p>
<p>A PF investiga se os pagamentos tinham como contrapartida a atuação de Belline em assuntos de interesse do conglomerado. Parte dos recursos teria circulado por meio de uma estrutura apresentada formalmente como vinculada a um projeto de capacitação financeira de jovens.</p>
<p>Para os investigadores, mensagens recuperadas durante a apuração levantam dúvidas sobre a finalidade efetiva desse arranjo. A defesa de Belline sustenta que não houve pagamento por favorecimento e afirma que a atuação do servidor dentro do Banco Central ocorreu dentro das atribuições funcionais.</p>
<p>Os documentos também registram uma viagem de Belline e da mulher a Paris. Segundo a investigação, Vorcaro participou da organização de aspectos da estadia, mantendo contato com prestadores de serviços no exterior para tratar de restaurantes, recepção e logística.</p>
<p>A PF considera esses episódios parte do conjunto de indícios usado para examinar a natureza da relação entre o banqueiro e o servidor, e não fatos isolados.</p>
<h2>Relação teria começado ao menos em 2023</h2>
<p>O material investigativo situa contatos entre Vorcaro e Belline pelo menos desde outubro de 2023. Considerado esse marco e a liquidação do Master em novembro de 2025, a relação examinada pela PF se estende por aproximadamente dois anos.</p>
<p>A relevância dessa cronologia está no papel institucional exercido pelo servidor. O Departamento de Supervisão Bancária integra a estrutura responsável por acompanhar as instituições financeiras e identificar riscos, irregularidades e problemas prudenciais.</p>
<p>A PF afirma ter encontrado mensagens que indicariam orientação técnica a Vorcaro, discussão de estratégias e revisão de documentos que seriam posteriormente apresentados ao próprio Banco Central.</p>
<p>Em comunicações analisadas pelos investigadores, servidores também teriam compartilhado informações internas sobre o andamento de assuntos relacionados ao Master. A corporação apura se parte desse conteúdo possuía caráter sensível ou sigiloso.</p>
<p>Um dos pontos centrais do inquérito é determinar onde terminava a interlocução regular entre supervisor e instituição supervisionada e onde começaria eventual prestação de auxílio privado incompatível com as funções públicas desempenhadas pelos servidores.</p>
<h2>Paulo Sérgio teve longa passagem pela cúpula da fiscalização</h2>
<p>Paulo Sérgio Neves de Souza tem trajetória de décadas na área de supervisão do Banco Central. Servidor da instituição desde 1998, passou por diferentes cargos no Departamento de Supervisão Bancária e assumiu a chefia do Desup em 2015.</p>
<p>Em 2017, foi nomeado diretor de Fiscalização do Banco Central, uma das posições mais relevantes da estrutura responsável pelo acompanhamento do sistema financeiro. Em período posterior, voltou a atuar no Departamento de Supervisão Bancária e ocupava a posição de chefe-adjunto quando ocorreram episódios relacionados ao Master analisados pela investigação.</p>
<p>Essa trajetória amplia a relevância institucional da apuração. A PF não examina apenas contatos ocasionais entre um banqueiro e funcionários públicos, mas a relação do controlador de uma instituição financeira com servidores que acumularam experiência e posições de comando justamente na área responsável pela fiscalização bancária.</p>
<p>A investigação afirma que Paulo Sérgio teria prestado orientação informal a Vorcaro em assuntos do Master. Mensagens recuperadas do celular do ex-banqueiro mostram discussões sobre operações da instituição e interlocução com outras áreas do Banco Central.</p>
<h2>Viagem à Disney tem versões divergentes</h2>
<p>Uma das frentes da investigação envolvendo Paulo Sérgio trata de uma viagem familiar aos Estados Unidos. A PF reuniu informações segundo as quais Vorcaro teria solicitado a contratação de serviços de guias VIP nos parques da Disney e da Universal, em Orlando.</p>
<p>O serviço teria custado US$ 38 mil.</p>
<p>A defesa de Paulo Sérgio apresenta uma versão diferente para a operação. Segundo seus advogados, o servidor pagou integralmente passagens, hospedagem, ingressos, compra de moeda estrangeira e despesas realizadas com cartões durante a viagem.</p>
<p>A defesa afirma ainda que Vorcaro teria oferecido uma vaga remanescente em um pacote de acesso prioritário aos parques. Paulo Sérgio sustenta ter pago US$ 8 mil em espécie nos Estados Unidos a uma pessoa indicada pelo banqueiro.</p>
<p>Os dois valores deixam uma diferença de US$ 30 mil entre o montante de US$ 38 mil identificado na contratação examinada pela investigação e os US$ 8 mil que a defesa afirma terem sido desembolsados pelo servidor. Essa diferença corresponde a cerca de 79% do valor total do serviço mencionado no inquérito.</p>
<p>A existência dessa diferença, isoladamente, não demonstra quem efetivamente arcou com o restante da despesa. A defesa afirma que Paulo Sérgio desconhecia eventual pagamento de US$ 38 mil feito por Vorcaro ao prestador de serviços e que não participou nem autorizou uma transação nesse valor.</p>
<p>A PF também investiga uma negociação envolvendo um imóvel rural relacionado ao servidor, considerada atípica pelos investigadores.</p>
<h2>Mensagens ampliam investigação sobre influência dentro do BC</h2>
<p>A análise das comunicações encontradas no celular de Vorcaro levou a investigação além da identificação dos pagamentos e benefícios.</p>
<p>Segundo a PF, Belline e Paulo Sérgio teriam participado de discussões sobre documentos, estratégias e providências relacionadas aos interesses do Master. Os investigadores também identificaram reuniões privadas, incluindo encontros realizados fora das dependências oficiais.</p>
<p>A hipótese policial é que os dois teriam ultrapassado os limites de uma interlocução institucional regular entre supervisores e uma instituição financeira.</p>
<p>As defesas rejeitam essa interpretação. Os advogados de Belline afirmam que ele atuou institucionalmente no caso Master e destacam sua participação em providências internas que posteriormente ajudaram a levar suspeitas envolvendo a instituição às autoridades.</p>
<p>No caso de Paulo Sérgio, a defesa também nega vazamento de informações e afirma possuir documentação capaz de comprovar a origem dos recursos utilizados nas despesas pessoais questionadas.</p>
<p>A investigação deverá estabelecer se as comunicações e vantagens identificadas constituíram efetivamente corrupção, violação de sigilo ou outras infrações ou se os episódios possuem explicações compatíveis com as versões apresentadas pelos investigados.</p>
<h2>Master foi liquidado após crise de liquidez e graves violações</h2>
<p>O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master em 18 de novembro de 2025. A autoridade monetária fundamentou a medida na grave crise de liquidez do conglomerado, no comprometimento de sua situação econômico-financeira e em graves violações às normas do Sistema Financeiro Nacional.</p>
<p>Naquele momento, o próprio BC informou que o conglomerado representava 0,57% dos ativos e 0,55% das captações totais do sistema financeiro. Embora a participação fosse inferior a 1% nesses dois indicadores, o caso desencadeou investigações de grande alcance sobre operações financeiras, fiscalização bancária e relações mantidas por Vorcaro com agentes públicos.</p>
<p>A liquidação também tornou indisponíveis bens de controladores e ex-administradores, incluindo Daniel Vorcaro.</p>
<p>A Operação Compliance Zero passou por sucessivas fases e abriu diferentes linhas de investigação. Uma delas se concentra exatamente na possibilidade de obtenção indevida de informações sigilosas e de interferência em investigações.</p>
<p>Em julho deste ano, a PF informou oficialmente que uma das fases da operação também apurava possíveis práticas destinadas a intimidar jornalistas, monitorar pessoas ligadas a autoridades públicas, obter informações protegidas e interferir em investigações criminais.</p>
<h2>Apuração passa a discutir integridade da supervisão bancária</h2>
<p>A revelação dos pagamentos amplia o alcance institucional do caso porque transfere parte da investigação para dentro da estrutura encarregada de fiscalizar as instituições financeiras.</p>
<p>A supervisão bancária depende do acesso antecipado a informações patrimoniais, operações suspeitas, processos administrativos, avaliações prudenciais e decisões ainda em preparação. Uma eventual utilização desse conhecimento para beneficiar uma instituição supervisionada produziria uma assimetria incompatível com a função regulatória.</p>
<p>É justamente essa hipótese que a Polícia Federal busca demonstrar ou afastar com a análise das mensagens, transferências financeiras, viagens, documentos e reuniões.</p>
<p>A retirada do sigilo também permite que as defesas contestem publicamente a interpretação dos investigadores e apresentem documentos destinados a demonstrar a origem das despesas e a natureza das relações mantidas com Vorcaro.</p>
<p>O próximo estágio será a avaliação jurídica desse conjunto probatório. Até que haja denúncia recebida e eventual julgamento, as conclusões da Polícia Federal permanecem no campo investigativo.</p>
<p>O episódio, porém, acrescenta uma dimensão distinta ao caso Master: além das operações financeiras que antecederam a liquidação do banco, as autoridades agora precisam esclarecer se o controlador conseguiu construir canais privados de influência dentro da própria estrutura encarregada de fiscalizá-lo.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Banco Central do Brasil &#8211; ato e comunicado sobre a liquidação extrajudicial do Banco Master e dados sobre a participação do conglomerado no Sistema Financeiro Nacional</em></p>
<p><em>Banco Central do Brasil &#8211; registros institucionais e histórico funcional de Paulo Sérgio Neves de Souza na Diretoria de Fiscalização e no Departamento de Supervisão Bancária</em></p>
<p><em>Polícia Federal &#8211; comunicados oficiais das fases da Operação Compliance Zero sobre obtenção indevida de informações sigilosas e interferência em investigações</em></p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content>
		
			</entry>
		<entry>
		<author>
			<name>Carlos Menezes</name>
					</author>

		<title type="html"><![CDATA[Fábio Faria articulou convidados para festa de Vorcaro com 120 mulheres, mostram mensagens]]></title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://gazetamercantil.com/fabio-faria-festa-vorcaro-120-mulheres" />

		<id>https://gazetamercantil.com/?p=1531397</id>
		<updated>2026-09-11T22:16:32Z</updated>
		<published>2026-09-11T22:16:32Z</published>
		<category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Política" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Destaque" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Notícias" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Alexandre de Moraes" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Arthur Lira" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Banco Master" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Caso Master" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Daniel Vorcaro" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Davi Alcolumbre" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Dias Toffoli" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Fábio Faria" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Polícia Federal" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Rodrigo Pacheco" />
		<summary type="html"><![CDATA[<p>Mensagens encontradas pela Polícia Federal no material relacionado a Daniel Vorcaro mostram o ex-ministro das Comunicações Fábio Faria participando das tratativas para levar convidados a uma festa privada promovida pelo então controlador do Banco Master em São Paulo, em 31 de outubro de 2023. Os diálogos mencionam os nomes de Davi Alcolumbre, Rodrigo Pacheco e [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></summary>

					<content type="html" xml:base="https://gazetamercantil.com/fabio-faria-festa-vorcaro-120-mulheres"><![CDATA[<p>Mensagens encontradas pela Polícia Federal no material relacionado a Daniel Vorcaro mostram o ex-ministro das Comunicações Fábio Faria participando das tratativas para levar convidados a uma festa privada promovida pelo então controlador do Banco Master em São Paulo, em 31 de outubro de 2023. Os diálogos mencionam os nomes de Davi Alcolumbre, Rodrigo Pacheco e do ministro Dias Toffoli, além de referências que investigadores associaram a outras autoridades. A existência das mensagens, porém, não comprova que todos os citados tenham comparecido ao evento.</p>
<p>A festa ocorreu no Madame Underground Club, tradicional casa noturna da Bela Vista conhecida como Madame Satã. Nas conversas atribuídas a Vorcaro e seus interlocutores, a organização aparece cercada por medidas destinadas a impedir registros e vazamentos. Celulares deveriam ficar na entrada, haveria segurança dentro do local e o endereço exato foi mantido reservado até o dia do encontro.</p>
<p>Um dos registros atribuídos a Vorcaro dimensiona a composição planejada para a festa: o banqueiro afirma que havia 120 mulheres para 20 homens e que precisaria reduzir o número de convidadas por falta de espaço. Em outras mensagens, ele manifesta preferência por mulheres jovens e estrangeiras e utiliza expressões como “só menina nova”. O material também registra contatos do promoter Tiago Polo com pessoas ligadas ao <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="339319">mercado</a> de modelos.</p>
<p>A revelação adiciona uma nova camada ao conjunto de relações pessoais e institucionais que passou a ser escrutinado depois da abertura de dados apreendidos no caso Master. A festa, por si só, não constitui prova de crime, pagamento de vantagem ou atuação irregular de autoridade pública. O interesse investigativo está no contexto em que Vorcaro cultivava relacionamentos com figuras de influência enquanto expandia sua atuação empresarial e financeira.</p>
<h2>Fábio Faria aparece como articulador de convites</h2>
<p>As mensagens indicam uma divisão de tarefas na preparação da noite. Enquanto Tiago Polo tratava principalmente da presença feminina, Fábio Faria discutia com Vorcaro quem poderia integrar o grupo de homens convidados.</p>
<p>Em 24 de outubro de 2023, uma semana antes da festa, Faria informou ao banqueiro que Davi Alcolumbre e Rodrigo Pacheco estariam confirmados para a terça-feira e acrescentou ter convidado Dias Toffoli. Na sequência, afirmou que Alcolumbre queria saber se as chamadas “suíças” estariam presentes. Vorcaro respondeu que sim.</p>
<p>No dia seguinte, a lista voltou a ser discutida. Faria repetiu que Alcolumbre e Pacheco estariam confirmados e disse que Toffoli tentaria comparecer porque tinha compromissos no Supremo naquela terça-feira. Vorcaro também perguntou sobre Ciro Nogueira e recebeu a informação de que o senador estaria viajando.</p>
<p>Os diálogos demonstram que Faria tratava diretamente com Vorcaro sobre nomes de convidados. Isso é diferente, contudo, de comprovar que todos aceitaram o convite ou foram ao local.</p>
<p>Faria afirmou, ao ser questionado sobre o episódio, que conheceu Vorcaro naquele mesmo mês durante um fórum empresarial e que se limitou a encaminhar convites a amigos em comum para um evento privado. A versão procura afastá-lo de um papel mais amplo na organização.</p>
<h2>Registro do Senado coloca Pacheco em Brasília horas antes</h2>
<p>A <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com" target="_blank"  rel="noopener" title="Gazeta Mercantil &#8211; Jornal Online" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="339316">Gazeta Mercantil</a> confrontou um dos principais pontos das conversas com registros oficiais do Senado referentes a 31 de outubro de 2023.</p>
<p>Naquela terça-feira, ocorreu a 165ª Sessão Deliberativa Ordinária do Senado, iniciada às 14h05 e encerrada às 19h30, em Brasília. Rodrigo Pacheco, então presidente da Casa, aparece nos registros oficiais exercendo a Presidência durante a sessão e realizando atos no plenário até o início da noite.</p>
<p>Às 18h20, por exemplo, há registro de alternância da Presidência envolvendo Pacheco. A sessão somente terminou às 19h30.</p>
<p>O dado é relevante porque impede transformar a mensagem privada de Faria, segundo a qual Pacheco estaria “confirmado”, em comprovação automática de presença no evento paulista.</p>
<p>A assessoria do senador também negou que ele tenha participado da festa e informou que Pacheco permaneceu em Brasília e jantou com Davi Alcolumbre naquela noite.</p>
<p>O registro oficial do Senado comprova atividade de Pacheco em Brasília horas antes do horário previsto para o início da festa. Isoladamente, contudo, não permite reconstruir todos os deslocamentos posteriores do então presidente do Congresso. Por isso, a conclusão jornalisticamente sustentada é mais restrita: as mensagens indicam convite e expectativa de participação, mas não provam comparecimento.</p>
<p>Alcolumbre igualmente negou presença na festa.</p>
<h2>Toffoli foi citado como convidado, mas nega comparecimento</h2>
<p>Dias Toffoli também aparece diretamente nas conversas atribuídas a Fábio Faria.</p>
<p>O ex-ministro informou primeiro que havia chamado o integrante do Supremo e, em mensagem posterior, disse que Toffoli tentaria ir por causa de compromissos relacionados à Segunda Turma.</p>
<p>Registros públicos do STF mostram movimentações processuais vinculadas ao gabinete de Toffoli em 31 de outubro de 2023, mas esses atos eletrônicos ou administrativos não demonstram, isoladamente, a localização física do ministro durante toda a noite.</p>
<p>A assessoria de Toffoli negou que ele tenha participado da festa.</p>
<p>Essa distinção entre ser citado, ser convidado e efetivamente comparecer é essencial para a leitura do material. O relatório policial pode ser relevante para reconstruir a rede de relações pretendida ou cultivada por Vorcaro, mas cada presença precisa ser demonstrada por elementos independentes.</p>
<h2>Controle de celulares revela preocupação com exposição</h2>
<p>O aspecto mais consistente das mensagens não é a presença comprovada de uma autoridade específica, mas o esforço de Vorcaro para manter a festa fora do conhecimento público.</p>
<p>Em uma das conversas, depois de discutir a entrada de um empresário na lista, o banqueiro determinou que os telefones fossem deixados na porta. Faria respondeu mencionando a necessidade de segurança dentro do espaço.</p>
<p>Em outro momento, os interlocutores discutiram o risco de vazamento. Vorcaro afirmou que havia contratado uma equipe para impedir exposição e disse que o evento poderia ser apresentado, caso viesse a público, como uma confraternização do banco para parceiros no Halloween.</p>
<p>O endereço também permaneceu restrito. Somente no dia da festa Vorcaro encaminhou a Faria a localização na Rua Conselheiro Ramalho, 873, na Bela Vista.</p>
<p>A preocupação continuou depois do evento. Na manhã seguinte, uma convidada publicou no TikTok um vídeo referente à festa. As mensagens mostram Vorcaro reagindo imediatamente e cobrando Tiago Polo para que a gravação fosse retirada. O conteúdo acabou removido.</p>
<p>Esses registros são relevantes porque demonstram planejamento ativo para limitar documentação externa da noite. O sigilo, entretanto, não comprova por si só a existência de atividade ilícita.</p>
<h2>Agências negam recrutamento institucional de modelos</h2>
<p>As conversas também mencionam as agências de modelos Mega, Ford, Joy e Allure durante as tratativas sobre mulheres que poderiam participar da festa.</p>
<p>Tiago Polo comunicou a Vorcaro que havia conversado com diferentes agências ou contatos associados a elas. O banqueiro respondeu que não queria homens desconhecidos no ambiente e ressaltou que teria pessoas consideradas relevantes entre os convidados.</p>
<p>As <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="339318">empresas</a> citadas rejeitaram a ideia de que tenham organizado ou autorizado o envio de modelos para a festa. Representantes das agências disseram não trabalhar com esse tipo de intermediação e afirmaram possuir regras internas contra atividades realizadas por promoters fora dos contratos profissionais.</p>
<p>Esse contraponto é importante porque a simples menção ao nome comercial de uma agência numa conversa privada não comprova participação institucional da empresa.</p>
<p>Uma mulher que declarou ter comparecido ao evento confirmou a presença de muitas estrangeiras, mas afirmou não ter presenciado atividade sexual no local. Não há, no material conhecido, fundamento para classificar automaticamente as convidadas como prostitutas ou atribuir a elas qualquer atividade sexual remunerada.</p>
<h2>Festa ocorreu no Madame Satã e teve DJs internacionais</h2>
<p>O evento foi realizado numa terça-feira de Halloween no Madame Satã, casa que ocupa um endereço histórico da noite paulistana.</p>
<p>Segundo as informações reunidas sobre a festa, havia bar e buffet abertos e apresentações de música eletrônica. Entre os nomes mencionados estão Swedish House Mafia, Solomun e Vintage Culture.</p>
<p>O sócio do Madame Satã afirmou que o espaço havia sido alugado por uma produtora e que a administração da casa não sabia previamente que Daniel Vorcaro estava por trás da contratação.</p>
<p>A existência de uma infraestrutura sofisticada, número elevado de convidados e preocupação sistemática com privacidade ajuda a explicar por que o episódio ganhou relevância dentro do conjunto de mensagens apreendidas.</p>
<p>Mais do que a festa isoladamente, o que chama atenção dos investigadores é a repetição de contatos entre Vorcaro e pessoas com trânsito na <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="339317">política</a>, no sistema financeiro, na advocacia e no Judiciário.</p>
<h2>Áudio menciona “Arthur” e “Alexandre”</h2>
<p>Outro trecho considerado sensível é um áudio atribuído a Fábio Faria e transcrito no material policial.</p>
<p>Na conversa, o ex-ministro menciona pessoas chamadas “Arthur” e “Alexandre” ao discutir potenciais convidados. A Polícia Federal trabalha com a hipótese de que as referências possam ser ao então presidente da Câmara, Arthur Lira, e ao ministro Alexandre de Moraes.</p>
<p>A hipótese policial não equivale a identificação definitiva.</p>
<p>Também não há, apenas a partir desse áudio, comprovação de que qualquer um dos dois tenha recebido convite formal ou participado da festa.</p>
<p>Essa cautela é especialmente necessária no caso de Moraes porque seu nome passou a aparecer em outras frentes extraídas do material de Vorcaro, atualmente objeto de disputa jurídica no Supremo.</p>
<h2>Episódio interessa pela rede de relações de Vorcaro</h2>
<p>O ponto de maior relevância pública da festa não está em sua dimensão privada ou nos hábitos pessoais dos convidados, mas no modo como as mensagens revelam a construção de uma rede de proximidade em torno do controlador de uma instituição financeira que posteriormente se tornou alvo de investigação federal.</p>
<p>Vorcaro aparece nas conversas interessado em receber pessoas consideradas importantes para ele, controlar quem teria acesso ao ambiente e impedir exposição externa.</p>
<p>Fábio Faria, por sua vez, surge como interlocutor com acesso a autoridades e empresários e como ponte para parte desses contatos.</p>
<p>Nenhum desses fatos permite concluir, sem provas adicionais, que autoridades citadas tenham recebido vantagens, praticado atos de ofício ou favorecido o Banco Master. Também não permite afirmar que todos os nomes mencionados estiveram presentes.</p>
<p>O que o material permite demonstrar é a tentativa de aproximação e a importância atribuída por Vorcaro a essas relações.</p>
<p>A Polícia Federal agora dispõe de mensagens, registros e outros vestígios capazes de ser confrontados com agendas, deslocamentos, documentos empresariais e eventuais decisões relacionadas aos interesses do banqueiro.</p>
<p>Esse cruzamento, e não a repercussão social da festa, será determinante para saber se o episódio permanecerá como registro da vida privada de Vorcaro ou se servirá como peça para esclarecer relações de interesse relevantes às investigações do caso Master.</p>
<h4>Fontes:</h4>
<p>Senado Federal — registros oficiais da 165ª Sessão Deliberativa Ordinária de 31 de outubro de 2023<br />
Supremo Tribunal Federal — registros processuais e movimentações oficiais de 31 de outubro de 2023</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content>
		
			</entry>
		<entry>
		<author>
			<name>Bianca Neri</name>
					</author>

		<title type="html"><![CDATA[Google fecha contrato com Fortum para garantir até 50% da energia nuclear de Loviisa]]></title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://gazetamercantil.com/google-contrato-nuclear-fortum-loviisa-finlandia" />

		<id>https://gazetamercantil.com/?p=1531320</id>
		<updated>2026-09-11T21:34:47Z</updated>
		<published>2026-09-11T21:34:47Z</published>
		<category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Tecnologia" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Notícias" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Alphabet" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="data centers" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="energia nuclear" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Finlândia" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Fortum" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Google" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Inteligência Artificial" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="tecnologia" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="usina nuclear de Loviisa" />
		<summary type="html"><![CDATA[<p>A Alphabet (GOOGL), controladora do Google, avançou na estratégia de garantir energia de longo prazo para sustentar a expansão de seus data centers e serviços de inteligência artificial ao fechar com a finlandesa Fortum um contrato de compra de energia nuclear associado à usina de Loviisa. O acordo terá duração de 22 anos, começa com [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></summary>

					<content type="html" xml:base="https://gazetamercantil.com/google-contrato-nuclear-fortum-loviisa-finlandia"><![CDATA[<p>A Alphabet (GOOGL), controladora do Google, avançou na estratégia de garantir energia de longo prazo para sustentar a expansão de seus data centers e serviços de inteligência artificial ao fechar com a finlandesa Fortum um contrato de compra de energia nuclear associado à usina de Loviisa. O acordo terá duração de 22 anos, começa com capacidade menor em 2028 e chegará a 50% da capacidade da instalação entre 2030 e 2049, justamente no período em que a companhia pretende ampliar sua infraestrutura digital no país.</p>
<p>O contrato está ligado ao programa de extensão da vida útil de Loviisa, cuja operação poderá ser mantida até 2050. A usina possui dois reatores e responde atualmente por cerca de 10% da geração de eletricidade da Finlândia. Para a Fortum, o compromisso de longo prazo reduz a incerteza sobre a receita necessária para financiar investimentos de aproximadamente € 1 bilhão destinados à continuidade das operações. Para o Google, o acordo cria maior previsibilidade sobre uma parcela da energia utilizada em uma estratégia de expansão que reúne data centers, computação para IA e serviços em nuvem.</p>
<p>A iniciativa é parte de um pacote mais amplo anunciado em 9 de setembro. O Google prevê investir € 13 bilhões na Finlândia em 2027 e 2028, incluindo infraestrutura digital, energia limpa e parcerias locais. A empresa afirma que a expansão abrangerá Hamina, Kajaani, Muhos e Vaala e que o desembolso representa seu maior investimento individual na Europa.</p>
<h2>Contrato nuclear reduz exposição à volatilidade da eletricidade</h2>
<p>O ponto central da operação está na previsibilidade. Em vez de depender integralmente da compra de energia no <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339252">mercado</a> durante duas décadas de expansão da demanda computacional, o Google passa a contratar antecipadamente uma parcela significativa da produção de uma usina já existente e em processo de modernização.</p>
<p>O PPA começa em 2028 com uma capacidade menor e alcança 50% da capacidade de Loviisa de 2030 a 2049. Os dois reatores têm 507 megawatts cada, somando pouco mais de 1 gigawatt de potência instalada. Tomando como referência a capacidade total da usina, a parcela máxima contratada equivale a cerca de 507 megawatts. A geração efetiva pode variar de acordo com disponibilidade, manutenção e operação dos reatores, razão pela qual a capacidade contratada não deve ser confundida diretamente com uma quantidade fixa de eletricidade produzida em cada ano.</p>
<p>A importância econômica do acordo cresce quando relacionada ao perfil da demanda dos data centers. A computação de IA exige grandes volumes de energia de forma contínua, especialmente em operações de treinamento e inferência. Nesse ambiente, contratos de longo prazo podem reduzir o risco de oscilações no preço da eletricidade e facilitar o planejamento dos custos operacionais de instalações com vida útil de vários anos.</p>
<p>O movimento também antecipa uma dificuldade estrutural do setor de tecnologia. A expansão de modelos de IA passou a depender não apenas da disponibilidade de chips e servidores, mas também de terrenos, conexão à rede elétrica, capacidade de transmissão e fontes firmes de energia. A escolha da Finlândia reflete essa equação: o Google afirma ter trabalhado com a operadora do sistema elétrico Fingrid, governos locais e órgãos de desenvolvimento para direcionar a expansão para regiões onde já existe infraestrutura de rede e oferta de eletricidade de baixo carbono.</p>
<h2>Loviisa depende de investimentos para continuar operando</h2>
<p>A extensão de Loviisa não é automática. A Fortum mantém um programa de aproximadamente € 1 bilhão para ampliar a vida operacional da usina até 2050. De acordo com a companhia, cerca de 80% dos projetos e € 700 milhões dos investimentos associados à continuidade da operação ainda dependiam de decisões de investimento na data do anúncio.</p>
<p>O PPA com o Google fornece à Fortum maior segurança de receita para levar adiante esse programa. A companhia estima que, quando 50% da capacidade de geração estiver contratada, o acordo poderá elevar em aproximadamente 1,4 ponto percentual o retorno comparável sobre ativos líquidos do grupo ao longo do tempo. O indicador de RONA da Fortum estava em 11% nos 12 meses encerrados no segundo trimestre de 2026, segundo a empresa.</p>
<p>A negociação também abre espaço para aumento da capacidade da usina. Loviisa já possui uma elevação planejada de 38 megawatts, prevista para entrar em operação em 2028, e o acordo com o Google poderá viabilizar adicionalmente um aumento de 10 megawatts. A soma representa potencialmente 48 megawatts adicionais em relação à capacidade de referência atual, embora a ampliação esteja condicionada à execução dos investimentos e às etapas técnicas e regulatórias correspondentes.</p>
<p>A usina foi colocada em operação originalmente em 1977 e 1980. Em 2025, produziu cerca de 7,9 terawatts-hora e teve disponibilidade média de 89,4%. Com esses números, a produção média anual correspondeu a aproximadamente 0,9% da capacidade nominal instalada convertida em geração contínua, uma diferença explicada pelo fator de utilização, paradas programadas e demais condições operacionais.</p>
<h2>Expansão de data centers ocorre antes do benefício integral do contrato</h2>
<p>O principal limite do acordo está no calendário. O Google anunciou os investimentos de infraestrutura e a estratégia energética agora, mas o benefício integral do PPA não estará disponível imediatamente. A contratação começa em 2028 e atinge a parcela de até 50% da capacidade apenas a partir de 2030.</p>
<p>Isso significa que boa parte da expansão de capacidade computacional da companhia continuará ocorrendo antes da plena entrega do contrato. O descompasso é relevante porque a Alphabet está elevando rapidamente seus gastos de capital em infraestrutura tecnológica.</p>
<p>No primeiro semestre de 2026, a Alphabet desembolsou US$ 80,6 bilhões em aquisições de propriedades e equipamentos, contra US$ 39,6 bilhões no mesmo período de 2025. No segundo trimestre isoladamente, os investimentos em capital chegaram a US$ 44,9 bilhões. A companhia também afirmou que pretende elevar significativamente os investimentos em infraestrutura técnica em 2026 e que os projetos de data centers podem levar anos entre a aquisição de terrenos, construção, instalação de equipamentos e entrada em operação.</p>
<p>A situação financeira mostra a dimensão desse ciclo de expansão. Em 30 de junho de 2026, a Alphabet tinha US$ 242,5 bilhões em caixa, equivalentes e títulos negociáveis de curto prazo, enquanto a dívida de longo prazo somava US$ 98,2 bilhões. Durante o primeiro semestre, a empresa levantou recursos por emissão de ações, ações preferenciais conversíveis e dívida, em parte destinados a ampliar a infraestrutura de IA e computação global.</p>
<p>O crescimento da nuvem ajuda a explicar a disposição para sustentar esses desembolsos. No primeiro trimestre de 2026, o backlog do Google Cloud havia alcançado US$ 462 bilhões, praticamente dobrando em relação ao trimestre anterior. No segundo trimestre, o negócio registrou crescimento de 82% na receita, para US$ 24,8 bilhões, segundo os dados financeiros divulgados pela companhia.</p>
<p>A combinação entre contratos já fechados e aumento da capacidade de computação cria, portanto, uma pressão para que a infraestrutura energética esteja disponível no mesmo ritmo. Sem eletricidade suficiente, parte da capacidade de servidores não pode ser convertida em receita, mesmo quando a demanda comercial já existe.</p>
<h2>Finlândia vira peça de uma estratégia energética mais ampla</h2>
<p>O acordo com a Fortum não será uma operação isolada. O Google anunciou também a contratação de um sistema de baterias de 94 megawatts próximo a um novo data center em Kajaani, além de iniciativas para ampliar a geração eólica terrestre. A empresa informou que pretende combinar geração nuclear, renováveis e sistemas de flexibilidade para acompanhar o crescimento de sua demanda.</p>
<p>A localização dos novos data centers também faz parte dessa estratégia. Em estudo encomendado pelo Google, a companhia afirma que a instalação hipotética de 1 gigawatt de nova demanda elétrica na região de Oulu-Kajaani, em vez do sul da Finlândia, poderia gerar € 520 milhões em <a class="wpil_keyword_link" title="Economia" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339253">economia</a> para consumidores finlandeses ao longo de 20 anos. O cálculo considera a proximidade entre consumo e geração disponível e a possibilidade de expansão da oferta regional.</p>
<p>O desenho permite ao Google atuar simultaneamente em três frentes: garantir energia para sua própria expansão, reduzir a pressão adicional sobre a rede e apoiar novos investimentos em geração. A empresa afirma que seus contratos de compra de energia limpa na Finlândia, desde 2019, já acrescentaram ao sistema mais energia do que o consumo de suas próprias operações no país.</p>
<p>O investimento econômico também é significativo. Segundo o Google, a fase inicial de construção prevista para 2027 e 2028 deverá sustentar mais de 37 mil empregos em todo o país e contribuir com € 3,6 bilhões anuais para o Produto Interno Bruto finlandês durante essa etapa. A companhia também destinou € 31 milhões a comunidades de Hamina, Kajaani, Muhos e Vaala para educação e desenvolvimento econômico, incluindo programas de capacitação em IA.</p>
<h2>Energia passa a fazer parte da vantagem competitiva da IA</h2>
<p>A relevância do contrato de Loviisa vai além da compra de eletricidade por uma empresa de tecnologia. A operação mostra como a competição por infraestrutura de IA está incorporando ativos tradicionalmente associados aos setores de energia e utilities.</p>
<p>O próprio formato do acordo indica essa mudança. O Google não está apenas adquirindo eletricidade de uma usina em funcionamento; está ajudando a criar as condições econômicas para que a instalação permaneça operando e receba investimentos de extensão e modernização. Em paralelo, a empresa negocia baterias, apoia novas fontes renováveis e mantém conversas com a Fortum sobre possíveis novos projetos nucleares.</p>
<p>Para a Alphabet, esse tipo de contrato pode funcionar como proteção operacional em um setor em que a demanda por computação cresce mais rapidamente do que a capacidade de expansão física de determinadas redes elétricas. Para a Fortum, o compromisso de um grande consumidor fornece previsibilidade em um mercado sujeito a oscilações de preços e reduz o risco associado a investimentos de longo prazo.</p>
<p>O benefício, contudo, dependerá da execução. A extensão da vida útil de Loviisa exige decisões adicionais de investimento, obras de modernização e manutenção de elevados padrões de segurança. Do lado do Google, os novos data centers precisarão avançar em cronograma, conexão à rede e entrada efetiva em operação.</p>
<p>A combinação de capacidade computacional, contratos de energia e investimentos locais cria uma equação na qual a disponibilidade de eletricidade deixa de ser apenas um custo de operação e passa a integrar o planejamento estratégico da expansão da inteligência artificial. O contrato com a Fortum garante uma parcela dessa oferta por mais de duas décadas, mas não elimina os desafios de ampliar geração, rede e armazenamento à medida que a demanda do Google e de outros grandes consumidores continuar avançando.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Google &#8211; anúncio do investimento de € 13 bilhões em infraestrutura de IA, energia limpa e expansão de data centers na Finlândia</em></p>
<p><em>Google &#8211; estratégia de crescimento energético na Finlândia, PPA nuclear, localização de data centers e estudo sobre impactos na rede elétrica</em></p>
<p><em>Fortum &#8211; comunicado ao mercado sobre o PPA de 22 anos com o Google, extensão de Loviisa, investimentos e aumento de capacidade</em></p>
<p><em>Fortum &#8211; dados operacionais da usina nuclear de Loviisa, produção de 2025 e disponibilidade dos reatores</em></p>
<p><em>Alphabet &#8211; Formulário 10-Q do segundo trimestre de 2026, investimentos em infraestrutura, dívida, liquidez e fluxo de caixa</em></p>
<p><em>Alphabet &#8211; informações financeiras e atualização sobre investimentos destinados à expansão de infraestrutura de IA</em></p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content>
		
			</entry>
		<entry>
		<author>
			<name>Camila Braga</name>
							<uri>https://muckrack.com/camila-braga</uri>
						</author>

		<title type="html"><![CDATA[Juros futuros devolvem ganhos após risco político ligado ao caso Master]]></title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://gazetamercantil.com/juros-futuros-devolvem-ganhos-risco-politico-caso-master" />

		<id>https://gazetamercantil.com/?p=1531403</id>
		<updated>2026-09-11T21:29:04Z</updated>
		<published>2026-09-11T21:29:04Z</published>
		<category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Economia" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Destaque" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Notícias" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Banco Master" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Copom" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Daniel Vorcaro" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Edson Fachin" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="IPCA" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Juros Futuros" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Mercado Financeiro" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Selic" />
		<summary type="html"><![CDATA[<p>As taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) terminaram a sessão desta sexta-feira (11) próximas da estabilidade, depois de uma mudança de direção ao longo do pregão. A curva de juros começou o dia reagindo positivamente à divulgação de inflação mais fraca no Brasil, mas passou a devolver parte dos ganhos durante a tarde diante [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></summary>

					<content type="html" xml:base="https://gazetamercantil.com/juros-futuros-devolvem-ganhos-risco-politico-caso-master"><![CDATA[<p>As taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) terminaram a sessão desta sexta-feira (11) próximas da estabilidade, depois de uma mudança de direção ao longo do pregão. A curva de juros começou o dia reagindo positivamente à divulgação de inflação mais fraca no Brasil, mas passou a devolver parte dos ganhos durante a tarde diante da determinação do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, para que sejam disponibilizados documentos mantidos sob sigilo no caso envolvendo o Banco Master.</p>
<p>Na ponta longa, o DI para janeiro de 2035 encerrou a sessão praticamente estável, a 14,165%, ante 14,164% no ajuste anterior. O contrato chegou a cair para 13,999% pela manhã, uma redução de 17 pontos-base, mas posteriormente passou a subir e atingiu 14,215% durante a tarde, alta de 5 pontos-base em relação ao fechamento anterior.</p>
<p>O movimento ocorreu em um <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339304">mercado</a> que havia recebido sinais favoráveis no início do dia para a perspectiva de descompressão dos juros futuros. O IPCA registrou deflação de 0,32% em agosto, enquanto a inflação acumulada em 12 meses caiu para 4,22%. O resultado ficou abaixo das expectativas de mercado e reforçou a avaliação de que o Banco Central poderá continuar reduzindo a Selic, hoje em 14% ao ano.</p>
<p>A reversão parcial dos juros, portanto, não decorreu de uma mudança nos dados de inflação divulgados pela manhã, mas da incorporação de um novo componente de risco pelos investidores ao longo da sessão: a repercussão do caso Master sobre o ambiente político e institucional.</p>
<h2>Sigilo do caso Master entra no radar dos juros futuros</h2>
<p>Fachin determinou nesta sexta-feira que o ministro André Mendonça retire o sigilo dos documentos relacionados à Petição 15.556 e à Operação Compliance Zero, ressalvando apenas informações ligadas a diligências em andamento cuja divulgação possa comprometer a investigação. O prazo estabelecido para a remessa dos procedimentos é de 24 horas.</p>
<p>A decisão ampliou a expectativa de divulgação de informações que ainda não estavam disponíveis publicamente. O caso envolve a investigação sobre o Banco Master e o ex-controlador Daniel Vorcaro, cuja defesa já havia provocado a abertura de investigação no STF para apurar o vazamento de mensagens e informações obtidas de aparelhos celulares.</p>
<p>A determinação de Fachin também ocorre em meio a uma discussão interna no Supremo sobre o tratamento dado aos documentos do caso. Na quinta-feira, a Presidência da Corte havia determinado o levantamento de sigilos, mas a divulgação dos materiais não ocorreu integralmente. A nova ordem restringiu de maneira mais clara as hipóteses em que informações poderiam permanecer protegidas.</p>
<p>Para o mercado financeiro, a relevância do episódio passou a ser menos jurídica do que <a class="wpil_keyword_link" title="Política" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339308">política</a> e econômica. A possibilidade de novos documentos serem divulgados durante o fim de semana elevou a percepção de risco de manchetes e fatos novos antes da abertura dos mercados na segunda-feira.</p>
<p>Esse mecanismo ajuda a explicar a trajetória da curva de juros. Investidores que haviam reduzido posições em taxas mais altas durante a manhã passaram a buscar proteção diante da incerteza adicional. Com isso, parte importante da queda observada nos vencimentos longos foi devolvida durante a tarde.</p>
<h2>Inflação melhora cenário para corte da Selic</h2>
<p>Antes da mudança de humor provocada pelo noticiário político, os dados econômicos fornecidos ao mercado apontavam para um ambiente mais favorável à continuidade do ciclo de flexibilização monetária.</p>
<p>O IPCA registrou queda de 0,32% em agosto, resultado mais fraco que a deflação de 0,29% projetada por economistas. Em 12 meses, o índice acumulou alta de 4,22%, abaixo dos 4,27% esperados.</p>
<p>A distância entre o resultado acumulado e o teto de tolerância da meta de inflação passou a ser um dos pontos mais relevantes para a precificação dos juros. O sistema de metas contínuas estabelece objetivo de 3%, com intervalo de tolerância até 4,5%. Assim, a inflação acumulada em 12 meses voltou a permanecer dentro desse limite pelo segundo mês consecutivo.</p>
<p>O comportamento de componentes menos voláteis também ajudou a melhorar a leitura do indicador. A inflação de serviços caiu de 0,54% em julho para 0,03% em agosto. Já a medida de serviços subjacentes, que procura excluir componentes mais sujeitos a oscilações específicas, passou de 0,42% para 0,40%.</p>
<p>O resultado, porém, não elimina as incertezas para a política monetária. O Banco Central manteve a Selic em 14% ao ano na última decisão e indicou que seguirá avaliando a evolução da inflação, das expectativas e da atividade econômica antes de definir os próximos passos.</p>
<p>A combinação de atividade menos aquecida e inflação mais baixa vem fortalecendo a avaliação de que o Copom pode promover novo corte de 0,25 ponto percentual na reunião de setembro. Caso essa redução seja confirmada, a taxa básica passaria para 13,75% ao ano.</p>
<p>Essa expectativa ajuda a entender por que a curva de juros abriu o dia em queda. A divulgação do IPCA alterou as probabilidades incorporadas aos contratos futuros, sobretudo nos vencimentos mais sensíveis à política monetária.</p>
<h2>Atividade econômica também sugere desaceleração</h2>
<p>Outro dado que contribuiu para a queda das taxas pela manhã foi o desempenho do varejo medido pelo Índice Cielo do Varejo Ampliado. As vendas recuaram 2% em agosto na comparação com o mesmo mês do ano anterior, descontada a inflação, segundo o indicador.</p>
<p>O resultado representou o pior desempenho para um mês de agosto desde 2020. A leitura adicionou evidências de perda de ritmo do consumo, em linha com outros indicadores recentes que apontam para moderação da atividade brasileira.</p>
<p>Para a curva de juros, sinais de menor pressão sobre a demanda têm dupla importância. Primeiro, reduzem o risco de que uma <a class="wpil_keyword_link" title="Economia" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339307">economia</a> excessivamente aquecida alimente novas pressões inflacionárias. Segundo, aumentam o espaço para que o Banco Central reduza gradualmente o grau de restrição monetária.</p>
<p>A fotografia desta sexta-feira, portanto, combinou dois vetores opostos. De um lado, inflação e atividade forneceram elementos para uma queda dos juros futuros. De outro, o ambiente político e institucional elevou a demanda por proteção diante do risco de novas informações durante o fim de semana.</p>
<h2>DI para 2028 acompanha menor alívio</h2>
<p>O contrato de DI para janeiro de 2028 também terminou perto da estabilidade, a 13,62%, contra 13,633% no ajuste anterior. A queda de aproximadamente 1,3 ponto-base foi significativamente menor que a redução observada na parte intermediária e longa da curva ao longo da manhã.</p>
<p>A diferença entre os movimentos mostra que o mercado não tratou todos os vencimentos da mesma maneira. Os contratos mais longos tendem a incorporar, além das expectativas para a Selic, uma parcela maior do prêmio exigido pelos investidores para carregar risco fiscal, político e macroeconômico por períodos mais extensos.</p>
<p>Por isso, <a class="wpil_keyword_link" title="Notícias" href="https://gazetamercantil.com/noticias" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339305">notícias</a> capazes de alterar a percepção sobre o ambiente institucional podem provocar movimentos mais acentuados nesses prazos mesmo quando os dados de inflação apontam na direção oposta.</p>
<p>O DI para janeiro de 2035 é um exemplo. Entre a mínima de 13,999% às 10h03 e a máxima de 14,215% às 15h51, a diferença foi de 21,6 pontos-base dentro da própria sessão. Embora o contrato tenha terminado quase no mesmo nível do fechamento anterior, a amplitude intradiária revelou uma mudança relevante na percepção de risco.</p>
<h2>Dólar e cenário externo adicionam volatilidade</h2>
<p>O mercado de juros também operou em conjunto com o câmbio. Durante a tarde, quando o DI para 2035 atingiu a máxima do dia, o <a class="wpil_keyword_link" title="Dólar" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339306">dólar</a> se encontrava próximo do pico da sessão frente ao real, movimento que contribuiu para reforçar a procura por proteção.</p>
<p>No exterior, o índice de preços ao consumidor dos Estados Unidos avançou 0,4% em agosto, em linha com as projeções de mercado. O rendimento da Treasury de dez anos, uma das principais referências globais para a formação do custo de capital, subia cerca de 3 pontos-base, para 4,969% no fim da tarde.</p>
<p>O comportamento dos Treasuries é relevante para ativos brasileiros porque altera a remuneração exigida para investimentos em mercados emergentes. Quando os rendimentos dos títulos americanos sobem, o diferencial necessário para compensar o risco de ativos brasileiros também pode aumentar.</p>
<p>O componente externo, contudo, não explica sozinho a oscilação dos DIs nesta sexta-feira. A intensidade da reversão ocorreu em paralelo à divulgação da determinação de Fachin e à expectativa de que novos documentos do caso Master pudessem ser disponibilizados antes do início da próxima semana.</p>
<h2>Mercado entra no fim de semana com dois vetores</h2>
<p>O fechamento dos juros futuros deixou uma combinação distinta da observada no início do pregão. O ambiente macroeconômico forneceu sinais para uma trajetória de queda das taxas: IPCA abaixo das expectativas, inflação em 12 meses dentro do intervalo de tolerância e indicadores apontando para moderação da atividade.</p>
<p>Ao mesmo tempo, o mercado incorporou um prêmio adicional de risco diante da possibilidade de novos desdobramentos políticos e institucionais relacionados ao caso Master.</p>
<p>A determinação de Fachin estabelece uma janela de 24 horas para a disponibilização dos documentos, o que cria a possibilidade de novas informações no período em que os mercados brasileiros estarão fechados. Esse fator ajuda a explicar a cautela observada na parte final do pregão e a compra de proteção por participantes de renda fixa.</p>
<p>Para a próxima semana, a atenção dos investidores estará concentrada na reunião do Copom, marcada para 15 e 16 de setembro, e no conteúdo que eventualmente vier a público no caso Master. O primeiro evento terá impacto direto sobre a trajetória da Selic; o segundo poderá influenciar a percepção de risco político e institucional.</p>
<p>Na prática, a sessão mostrou que uma melhora dos fundamentos de inflação pode não ser suficiente para sustentar uma queda contínua das taxas futuras quando surgem fatores capazes de alterar rapidamente a percepção de risco. O fechamento próximo da estabilidade escondeu, assim, uma disputa entre dois movimentos: a perspectiva de juros menores proporcionada pela desaceleração da inflação e o prêmio exigido pelos investidores diante da incerteza política do fim de semana.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Supremo Tribunal Federal &#8211; decisão da Presidência sobre o levantamento de sigilo e remessa de documentos relacionados à Petição 15.556 e à Operação Compliance Zero</em></p>
<p><em>Supremo Tribunal Federal &#8211; abertura de investigação para apurar o vazamento de mensagens e informações relacionadas a Daniel Vorcaro e ao Banco Master</em></p>
<p><em>Banco Central do Brasil &#8211; decisão do Copom de agosto de 2026 e definição da Selic em 14% ao ano</em></p>
<p><em>Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística &#8211; divulgação do IPCA de agosto de 2026 e composição da inflação acumulada em 12 meses</em></p>
<p><em>Cielo &#8211; Índice Cielo do Varejo Ampliado referente a agosto de 2026</em></p>
<p><em>Reuters &#8211; informações sobre o comportamento das taxas dos DIs, do dólar e as expectativas dos participantes do mercado na sessão de 11 de setembro de 2026</em></p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content>
		
			</entry>
		<entry>
		<author>
			<name>Júlia Campos</name>
					</author>

		<title type="html"><![CDATA[Zanin pede dados brutos do celular de Vorcaro antes de decisão do STF sobre Moraes]]></title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://gazetamercantil.com/zanin-dados-brutos-celular-vorcaro-stf-moraes" />

		<id>https://gazetamercantil.com/?p=1531393</id>
		<updated>2026-09-11T19:38:06Z</updated>
		<published>2026-09-11T19:38:06Z</published>
		<category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Política" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Destaque" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Notícias" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Alexandre de Moraes" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="André Mendonça" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Banco Master" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Cristiano Zanin" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Daniel Vorcaro" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Edson Fachin" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Paulo Gonet" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Polícia Federal" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="STF" />
		<summary type="html"><![CDATA[<p>O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, pediu ao presidente da Corte, Edson Fachin, acesso integral aos dados extraídos do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro antes da sessão em que o plenário deverá discutir a validade do relatório da Polícia Federal que reúne mensagens atribuídas ao ministro Alexandre de Moraes. A solicitação aumenta a [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></summary>

					<content type="html" xml:base="https://gazetamercantil.com/zanin-dados-brutos-celular-vorcaro-stf-moraes"><![CDATA[<p>O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, pediu ao presidente da Corte, Edson Fachin, acesso integral aos dados extraídos do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro antes da sessão em que o plenário deverá discutir a validade do relatório da Polícia Federal que reúne mensagens atribuídas ao ministro Alexandre de Moraes. A solicitação aumenta a pressão para que os integrantes do STF tenham contato direto com o material original da investigação do Banco Master, sem depender exclusivamente da seleção e da interpretação feitas no documento produzido pelos investigadores.</p>
<p>No ofício encaminhado nesta sexta-feira, 11 de setembro, Zanin afirma que o acesso aos dados brutos é necessário para permitir uma avaliação “necessária e completa” do pedido relacionado a Moraes. O ministro solicitou as mídias integrais extraídas do aparelho de Vorcaro, identificado na investigação como um iPhone 17 Pro, e pediu que o conteúdo seja disponibilizado em um HD específico para análise de seu gabinete.</p>
<p>A iniciativa ocorre quatro dias antes da sessão prevista para terça-feira, 15, quando o Supremo deverá enfrentar uma questão que passou a dividir a Corte: se o relatório produzido pela PF a partir do celular de Vorcaro respeitou as regras aplicáveis à investigação de ministros do STF e se os elementos encontrados podem fundamentar uma apuração formal sobre a conduta de Moraes.</p>
<p>O debate não trata, neste momento, de eventual culpa do ministro. Antes disso, o plenário precisará resolver uma controvérsia processual que se tornou central na crise aberta dentro do Supremo: saber se André Mendonça poderia ter determinado o aprofundamento da análise das mensagens sem submeter previamente a questão ao colegiado.</p>
<h2>Zanin quer chegar à sessão com acesso ao material original</h2>
<p>O pedido de Zanin muda o foco da discussão porque busca levar aos ministros não apenas as conclusões apresentadas pela Polícia Federal, mas o conjunto de dados a partir do qual essas conclusões foram produzidas.</p>
<p>Até agora, boa parte do debate público concentrou-se no relatório elaborado pela PF após determinação de Mendonça. O documento reúne mensagens, registros, contratos e outros elementos encontrados no telefone de Vorcaro e dedica grande espaço à análise das referências a Moraes.</p>
<p>O acesso aos dados brutos permite uma conferência mais ampla do contexto em que as mensagens aparecem, dos arquivos associados às conversas e da sequência do material recuperado. Isso ganha importância porque uma das principais controvérsias do caso está justamente na forma como os elementos foram selecionados e interpretados.</p>
<p>A Polícia Federal encontrou comunicações nas quais Vorcaro aparece tratando de encontros e contatos com um interlocutor associado ao nome de Alexandre de Moraes. Há também referências a pedidos para que o ministro interviesse junto ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.</p>
<p>Moraes contesta a forma como o material foi tratado e questionou o procedimento conduzido por Mendonça.</p>
<h2>PGR pede nulidade do relatório</h2>
<p>A discussão chegou ao plenário depois que Paulo Gonet pediu a anulação do relatório.</p>
<p>Para o procurador-geral da República, o aprofundamento determinado por Mendonça ultrapassou os limites processuais porque, ao encontrar elementos envolvendo outro ministro do Supremo, o caso deveria ter sido encaminhado à Presidência da Corte para que o próprio tribunal decidisse como proceder.</p>
<p>A controvérsia passa pela Lei Orgânica da Magistratura. A legislação estabelece que, quando uma autoridade policial identifica durante uma investigação indícios da prática de crime por magistrado, os autos devem ser encaminhados ao tribunal competente para que a apuração prossiga sob as regras próprias da magistratura.</p>
<p>Segundo a posição apresentada pela PGR, a Polícia Federal não poderia aprofundar autonomamente uma investigação sobre um ministro do STF e Mendonça não poderia determinar esse aprofundamento individualmente sem que a Corte examinasse previamente a questão.</p>
<p>A defesa da atuação de Mendonça segue uma linha diferente. A interpretação sustentada por interlocutores do ministro é que Moraes não foi formalmente colocado sob investigação naquele momento e que a determinação buscava apenas esclarecer quem aparecia na rede de relacionamentos de Vorcaro dentro de uma investigação já existente sobre o Banco Master.</p>
<p>Essa diferença será um dos pontos centrais da sessão de terça-feira.</p>
<h2>Relatório tem 218 páginas e concentra análise sobre Moraes</h2>
<p>A dimensão do material também ajuda a explicar a disputa.</p>
<p>Segundo documentos apresentados no procedimento, o relatório possui 218 páginas. A PGR afirma que quase 190 delas foram dedicadas ao exame dos elementos relacionados a Moraes, circunstância utilizada por Gonet para sustentar que, na prática, houve uma investigação sobre o ministro.</p>
<p>A Polícia Federal produziu o documento depois de receber uma determinação para analisar o conteúdo relacionado às autoridades mencionadas nas comunicações de Vorcaro. O <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/trabalho" target="_blank"  rel="noopener" title="Trabalho" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="339301">trabalho</a> foi concluído em prazo curto, enquanto os dados completos extraídos do aparelho ainda formavam um volume muito maior de informações.</p>
<p>O pedido de Zanin procura justamente ultrapassar essa camada intermediária.</p>
<p>Em vez de examinar somente aquilo que a PF selecionou e apresentou em seu relatório, o ministro quer acesso às próprias mídias obtidas do celular, permitindo que o gabinete confronte as conclusões policiais com os arquivos originais.</p>
<p>A iniciativa não antecipa como Zanin pretende votar. Ela indica apenas que o ministro considera insuficiente tomar uma decisão dessa dimensão com base exclusivamente no relatório que está sendo questionado.</p>
<h2>Fachin assumiu o controle institucional da crise</h2>
<p>A movimentação de Zanin acontece depois de uma sequência de intervenções de Edson Fachin para tentar centralizar a condução da crise no Supremo.</p>
<p>Em 3 de setembro, o presidente da Corte abriu a Petição 16.704 para apurar possíveis irregularidades na condução de investigações envolvendo autoridades com foro no STF. Fachin determinou que Moraes, Mendonça, Paulo Gonet e Andrei Rodrigues apresentassem informações sobre os procedimentos adotados.</p>
<p>Entre os pontos levantados pelo presidente estão justamente o cumprimento das regras da Lei Orgânica da Magistratura e a maneira como a Polícia Federal tratou elementos envolvendo integrantes do Supremo.</p>
<p>Fachin também passou a concentrar documentos relacionados ao conflito entre Moraes e Mendonça e marcou a análise do caso pelo plenário, retirando a discussão do âmbito das decisões individuais que haviam aprofundado a divisão entre os ministros.</p>
<p>A posição institucional do presidente é de que os indícios encontrados precisam ser examinados, mas dentro das regras da Corte e com respeito ao devido processo legal, ao contraditório e às prerrogativas dos magistrados.</p>
<h2>Abertura dos autos gerou nova disputa</h2>
<p>A crise ganhou outro capítulo na quinta-feira, quando Fachin solicitou a Mendonça o envio aos demais gabinetes de todos os procedimentos contidos ou relacionados às investigações mencionadas no caso Master e pediu o levantamento do sigilo, preservando apenas diligências cuja confidencialidade fosse necessária para sua execução.</p>
<p>Mendonça passou então a liberar parte dos autos.</p>
<p>Quinze procedimentos foram tornados acessíveis, revelando informações até então protegidas e expondo diversas frentes da investigação envolvendo Daniel Vorcaro, entre elas o inquérito relacionado ao financiamento da produção cinematográfica “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.</p>
<p>A divulgação, porém, não encerrou a controvérsia.</p>
<p>Moraes reclamou dos critérios adotados por Mendonça e sustentou que houve uma seleção do que seria tornado público. O ministro pediu que a abertura atingisse o conjunto das informações relacionadas ao caso, sem escolha seletiva de documentos.</p>
<p>O episódio ampliou a importância do pedido de Zanin: enquanto Moraes discute quais documentos devem ser públicos, Zanin quer que ao menos os integrantes do STF tenham acesso ao material integral necessário para decidir a questão.</p>
<h2>Celular de Vorcaro virou peça central do caso Master</h2>
<p>O telefone apreendido de Daniel Vorcaro transformou-se em uma das principais fontes de provas da Operação Compliance Zero.</p>
<p>A PF recuperou mensagens, registros de contatos, documentos e minutas contratuais que ajudaram a reconstruir a rede de relações mantida pelo então controlador do Banco Master com políticos, empresários, integrantes do sistema financeiro e autoridades públicas.</p>
<p>Parte das mensagens foi enviada em formatos que dificultavam sua preservação. Segundo a investigação, Vorcaro utilizava mensagens de visualização única e, em algumas situações, fotografias de textos escritos no bloco de notas do próprio aparelho. Técnicos conseguiram recuperar parte desse conteúdo.</p>
<p>Entre os elementos encontrados aparecem registros sobre encontros com Moraes e tratativas envolvendo o escritório de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro. Um contrato relacionado ao escritório foi avaliado em aproximadamente R$ 131 milhões.</p>
<p>A existência de contratos ou contatos profissionais, isoladamente, não demonstra ilegalidade. O que passou a ser discutido é se houve alguma atuação funcional do ministro relacionada aos interesses de Vorcaro e se o material permite sustentar uma investigação formal.</p>
<p>Moraes rejeita irregularidades.</p>
<h2>STF terá de decidir primeiro se a prova é válida</h2>
<p>A sessão da próxima terça-feira deverá enfrentar primeiro a questão processual.</p>
<p>Se o plenário entender que o relatório foi produzido de maneira irregular, poderá invalidar o documento ou determinar limites para sua utilização. Isso não necessariamente elimina os dados originais encontrados no aparelho de Vorcaro, mas pode alterar profundamente o caminho jurídico para que sejam examinados.</p>
<p>Caso a Corte conclua que o procedimento foi válido, a discussão seguinte será saber se os elementos justificam ou não novas diligências envolvendo Moraes.</p>
<p>Essa distinção é importante porque o Supremo não estará julgando eventual responsabilidade criminal do ministro na terça-feira.</p>
<p>O que estará em análise é a legalidade do caminho utilizado para produzir e aprofundar o relatório e, em consequência, a forma como as informações deverão ser tratadas daqui para frente.</p>
<h2>Dados brutos podem reduzir disputa sobre seleção de informações</h2>
<p>É nesse contexto que o pedido de Zanin assume peso institucional.</p>
<p>Ao solicitar o conteúdo integral do telefone, o ministro procura colocar à disposição dos julgadores a fonte primária das informações que deram origem ao relatório contestado. Isso não resolve automaticamente a disputa sobre a legalidade do procedimento, mas reduz a dependência de uma narrativa construída por qualquer uma das partes envolvidas.</p>
<p>O caso tornou-se especialmente sensível porque PF, PGR e ministros do Supremo passaram a divergir publicamente sobre como o material foi produzido, divulgado e interpretado.</p>
<p>De um lado, existem elementos encontrados numa investigação criminal que mencionam autoridades do mais alto nível da República. De outro, existem regras específicas destinadas justamente a impedir que magistrados sejam investigados sem observância das prerrogativas institucionais previstas em lei.</p>
<p>O Supremo terá de equilibrar essas duas dimensões.</p>
<p>Até terça-feira, a discussão deverá migrar cada vez mais do conteúdo isolado das mensagens para a integridade da prova, sua origem, sua cadeia de análise e as regras utilizadas para transformá-la em um relatório policial.</p>
<p>O movimento de Cristiano Zanin aponta nessa direção: antes de decidir sobre a validade da apuração que envolve um colega de Corte, ele quer examinar o que efetivamente existe no celular que se tornou o centro da maior crise interna enfrentada pelo STF neste ano.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content>
		
			</entry>
		<entry>
		<author>
			<name>Carlos Menezes</name>
					</author>

		<title type="html"><![CDATA[Flávio falou com Vorcaro no dia de remessa de US$ 1,67 milhão; PF aponta Eduardo nos EUA]]></title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://gazetamercantil.com/flavio-bolsonaro-vorcaro-dark-horse" />

		<id>https://gazetamercantil.com/?p=1531392</id>
		<updated>2026-09-11T19:26:56Z</updated>
		<published>2026-09-11T19:26:56Z</published>
		<category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Política" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Destaque" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Notícias" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="André Mendonça" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Banco Master" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Daniel Vorcaro" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Dark Horse" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Eduardo Bolsonaro" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Flávio Bolsonaro" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Havengate" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Mario Frias" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Paulo Gonet" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="PGR" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="Polícia Federal" /><category scheme="https://gazetamercantil.com" term="STF" />
		<summary type="html"><![CDATA[<p>O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) conversou por telefone com Daniel Vorcaro em 16 de setembro de 2025, no mesmo dia em que a empresa Entre Investimentos e Participações realizou uma transferência de US$ 1.666.666,67 para o Havengate Development Fund, fundo sediado nos Estados Unidos utilizado na estrutura financeira do filme “Dark [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></summary>

					<content type="html" xml:base="https://gazetamercantil.com/flavio-bolsonaro-vorcaro-dark-horse"><![CDATA[<p>O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) conversou por telefone com Daniel Vorcaro em 16 de setembro de 2025, no mesmo dia em que a empresa Entre Investimentos e Participações realizou uma transferência de US$ 1.666.666,67 para o Havengate Development Fund, fundo sediado nos Estados Unidos utilizado na estrutura financeira do filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. A coincidência entre a ligação e a remessa aparece expressamente em documentos da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República que tiveram o sigilo levantado nesta sexta-feira, 11 de setembro.</p>
<p>A transferência de setembro foi a última identificada no relatório de inteligência financeira citado pelos investigadores e elevou de aproximadamente US$ 10,6 milhões para US$ 12,3 milhões o total conhecido de recursos enviados ao fundo americano. O valor precisa ser distinguido do montante global previsto para o projeto: documentos encontrados no celular de Vorcaro indicavam um financiamento de até US$ 24 milhões, equivalente a cerca de R$ 134 milhões na cotação considerada à época das tratativas.</p>
<p>A ligação, por si só, não prova que Flávio tenha determinado a transferência nem que o conteúdo da conversa tenha sido sobre a remessa. A própria documentação divulgada apresenta o episódio como uma coincidência temporal que, somada às cobranças anteriores do senador por parcelas atrasadas e às reuniões envolvendo o projeto, levou os investigadores a aprofundar a análise da relação entre Flávio, Vorcaro e os demais participantes da estrutura de financiamento.</p>
<p>Outro elemento que ganhou relevância com a abertura dos documentos envolve Eduardo Bolsonaro. Segundo a Polícia Federal, mensagens atribuídas ao ex-deputado indicam que ele orientou interlocutores sobre a forma de administrar recursos nos Estados Unidos e colocou pessoas ligadas à estrutura do Havengate à disposição para operacionalizar a movimentação financeira. Eduardo nega ter recebido dinheiro do projeto ou utilizado os valores para despesas pessoais.</p>
<h2>Ligação ocorreu um dia depois de pedido de encontro</h2>
<p>A sequência reconstruída pela investigação começa antes da transferência de 16 de setembro.</p>
<p>Em 8 de setembro de 2025, Flávio Bolsonaro enviou a Vorcaro uma mensagem de áudio cobrando parcelas que estavam atrasadas. O senador disse estar constrangido por precisar insistir no pagamento e demonstrou preocupação com compromissos assumidos pela produção com atores e profissionais envolvidos no longa.</p>
<p>Uma semana depois, em 15 de setembro, o empresário Thiago Miranda comunicou a Vorcaro que Flávio pretendia encontrá-lo pessoalmente para mostrar o material que estava sendo gravado. A sugestão era realizar uma reunião na residência do banqueiro.</p>
<p>No dia seguinte, 16 de setembro, os registros mostram uma ligação entre Flávio e Vorcaro. Foi nessa mesma data que ocorreu a remessa de US$ 1.666.666,67 da Entre Investimentos para o Havengate Development Fund identificada pelo Coaf.</p>
<p>O parecer encaminhado pela Procuradoria-Geral da República a André Mendonça chamou atenção especificamente para essa simultaneidade.</p>
<p>A cronologia não termina nesse pagamento. Em setembro e outubro, Flávio e intermediários continuaram mantendo contatos relacionados à necessidade de recursos para o filme. Em 22 de outubro, por exemplo, o senador voltou a demonstrar preocupação com o financiamento e afirmou que a produção estava no limite, segundo mensagens recuperadas pela investigação.</p>
<p>Por essa razão, é mais preciso tratar o pagamento de 16 de setembro como a <strong>última remessa identificada no relatório financeiro</strong>, e não necessariamente como a última parcela prevista ou solicitada para o projeto.</p>
<h2>Sete operações somaram cerca de US$ 12,3 milhões</h2>
<p>O empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como “Mineiro”, tornou-se personagem central na reconstrução do fluxo financeiro.</p>
<p>Freixo é dono da Entre Investimentos e Participações, empresa utilizada nas transferências ao Havengate. Em acordo de colaboração premiada homologado pelo ministro André Mendonça nesta semana, ele detalhou operações realizadas para atender demandas ligadas a Daniel Vorcaro.</p>
<p>Segundo as informações da colaboração e os documentos já reunidos pela investigação, foram realizadas sete operações de subscrição de cotas do fundo americano entre janeiro e setembro de 2025. O conjunto dessas transações alcançou aproximadamente US$ 12,33 milhões.</p>
<p>A última delas foi justamente a de US$ 1,666 milhão executada em 16 de setembro.</p>
<p>Assim, os valores conhecidos podem ser organizados de maneira objetiva: aproximadamente US$ 10,6 milhões já haviam sido identificados antes dessa operação; a remessa de setembro acrescentou cerca de US$ 1,67 milhão; e o total documentado chegou a aproximadamente US$ 12,3 milhões.</p>
<p>Esse montante ainda é bem inferior aos US$ 24 milhões previstos na estrutura geral de financiamento encontrada pelos investigadores.</p>
<p>A diferença entre valor planejado e valor efetivamente identificado é importante porque evita a conclusão equivocada de que os R$ 134 milhões mencionados nos documentos tenham necessariamente sido transferidos. Até agora, as movimentações financeiras conhecidas e associadas ao Havengate somam pouco mais da metade daquele total.</p>
<h2>PF coloca Eduardo na administração dos recursos nos EUA</h2>
<p>A investigação também procura esclarecer o papel de Eduardo Bolsonaro na estrutura americana.</p>
<p>Segundo a Polícia Federal, em março de 2025, Thiago Miranda informou a Daniel Vorcaro que Flávio e Eduardo pretendiam conversar com ele a respeito do filme. Na sequência, foi compartilhada uma captura de tela atribuída a Eduardo contendo orientações sobre como os recursos poderiam ser administrados nos Estados Unidos.</p>
<p>Os investigadores afirmam que Eduardo colocou Altieris Chaves Santana, diretor da Havengate Development Fund GP LLC, à disposição para auxiliar na operação financeira. Outro nome associado à estrutura é o advogado Paulo Calixto, que possui relação profissional com Eduardo Bolsonaro e aparece ligado ao fundo americano.</p>
<p>O ponto é relevante porque a PF não trata Eduardo apenas como participante artístico ou político do projeto. Os documentos indicam uma possível atuação na organização da estrutura financeira utilizada no exterior.</p>
<p>Ainda assim, a existência dessas mensagens não estabelece, por si só, que Eduardo tenha praticado qualquer crime.</p>
<p>A PF investiga se a movimentação dos recursos para os Estados Unidos seguiu todas as normas cambiais, qual foi o destino final do dinheiro e se houve utilização para finalidades diferentes da produção cinematográfica.</p>
<p>Uma das linhas investigativas mencionadas ao longo da apuração é a possibilidade de parte dos recursos ter sido utilizada para despesas de Eduardo durante sua permanência nos Estados Unidos. Ele nega essa hipótese.</p>
<h2>Havengate tornou-se peça central da investigação</h2>
<p>O Havengate Development Fund passou a ocupar posição central no caso porque funcionou como destino das remessas realizadas a partir do Brasil.</p>
<p>O fundo havia sido originalmente estruturado para outro tipo de investimento e posteriormente passou a ser utilizado na engenharia financeira relacionada a “Dark Horse”. A Polícia Federal procura entender como essa mudança ocorreu e por que a produção cinematográfica adotou uma estrutura de investimento nos Estados Unidos para receber recursos captados no Brasil.</p>
<p>A existência de um fundo estrangeiro não constitui irregularidade.</p>
<p>O que chamou a atenção dos investigadores foi a combinação de valores elevados, intermediários financeiros, <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="339299">empresas</a> usadas para realizar os aportes, movimentações internacionais e ausência, nos documentos inicialmente encontrados, de uma demonstração detalhada sobre a destinação final de todo o dinheiro.</p>
<p>A perícia também encontrou um plano de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank"  rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="339300">negócios</a> que projetava investimento de US$ 24 milhões e receita potencial de até US$ 100 milhões para o filme. A estimativa de bilheteria foi considerada pela PF muito superior aos parâmetros observados historicamente no cinema brasileiro.</p>
<p>Esse conjunto levou os investigadores a levantar hipóteses de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção, que agora são objeto de um inquérito próprio autorizado por André Mendonça.</p>
<h2>PF vê Flávio como interlocutor direto de Vorcaro</h2>
<p>A documentação divulgada nesta sexta-feira também reforça uma diferença importante em relação às primeiras informações conhecidas sobre o caso.</p>
<p>Flávio Bolsonaro não aparece apenas mencionado por terceiros. A PF afirma ter identificado contatos diretos entre o senador e Daniel Vorcaro relacionados ao andamento do financiamento.</p>
<p>Há registros de ligações, mensagens, cobrança de pagamentos e tentativa de marcação de encontros presenciais.</p>
<p>Para a Polícia Federal, esses elementos justificam investigar qual era exatamente o papel desempenhado pelo senador na captação dos recursos e se essa atuação esteve ligada exclusivamente ao projeto privado ou se houve alguma contrapartida relacionada ao exercício do mandato parlamentar.</p>
<p>Flávio admite ter procurado Vorcaro para obter financiamento, mas afirma que se tratava de investimento privado em uma produção privada e que não ofereceu qualquer vantagem ao banqueiro.</p>
<p>Essa distinção será decisiva para a investigação de eventual corrupção.</p>
<p>A obtenção de financiamento privado por um político, isoladamente, não configura crime. Para sustentar uma hipótese de corrupção, seria necessário identificar uma vantagem indevida relacionada à função pública, seja por meio de ato praticado, prometido ou solicitado em benefício do financiador.</p>
<h2>PGR quer investigar propostas de interesse do Master</h2>
<p>Foi justamente por isso que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu o levantamento de informações sobre proposições legislativas apresentadas ou apoiadas por Flávio Bolsonaro que eventualmente pudessem ser de interesse do Banco Master, de Daniel Vorcaro ou de empresas ligadas ao grupo.</p>
<p>O mesmo tipo de verificação foi solicitado em relação ao deputado Mário Frias (PL-SP), que também aparece nas tratativas relacionadas à produção de “Dark Horse”.</p>
<p>O pedido não significa que a PGR tenha identificado uma proposta legislativa específica como contrapartida.</p>
<p>O objetivo é verificar se existe alguma conexão entre os milhões de dólares destinados ao filme e atos parlamentares que possam ter beneficiado interesses empresariais de Vorcaro.</p>
<p>Caso essa conexão não seja encontrada, uma das principais hipóteses necessárias para caracterizar corrupção perderá força. Se surgir algum vínculo documental entre os aportes e uma atuação parlamentar, a investigação ganha outra dimensão.</p>
<h2>Mário Frias aparece desde o início das tratativas</h2>
<p>Mário Frias também é mencionado nos documentos como participante de encontros e possível idealizador do projeto cinematográfico.</p>
<p>O deputado já é investigado em outra frente relacionada a “Dark Horse”, conduzida sob a relatoria do ministro Flávio Dino. Essa apuração trata de suspeitas de desvio de emendas parlamentares e de recursos públicos que teriam beneficiado estruturas ligadas à produção.</p>
<p>Na quinta-feira, 10, Frias foi alvo de busca e apreensão autorizada por Dino.</p>
<p>É importante separar as duas investigações.</p>
<p>O procedimento relatado por Mendonça nasceu do caso Banco Master e concentra-se principalmente nos recursos privados associados a Daniel Vorcaro, na utilização da Entre Investimentos, nas remessas ao Havengate e nas possíveis relações entre o financiamento e a atuação de agentes políticos.</p>
<p>A investigação de Dino possui origem distinta e se volta para possíveis desvios de recursos públicos.</p>
<p>Os personagens se cruzam porque “Dark Horse” aparece nas duas frentes, mas os fatos e as hipóteses criminais não são necessariamente os mesmos.</p>
<h2>Delação de “Mineiro” pode esclarecer caminho do dinheiro</h2>
<p>A homologação da colaboração premiada de Antônio Carlos Freixo Júnior abriu uma nova etapa da investigação.</p>
<p>Freixo afirmou ter participado diretamente das operações financeiras realizadas a pedido de Vorcaro e detalhou à PGR a forma como recursos eram movimentados.</p>
<p>No que diz respeito a “Dark Horse”, seu papel é particularmente relevante porque sua empresa aparece formalmente como remetente dos valores ao Havengate.</p>
<p>Os investigadores agora poderão confrontar as declarações do colaborador com registros bancários, mensagens, dados cambiais, documentos societários e informações encontradas nos aparelhos eletrônicos apreendidos.</p>
<p>Uma delação, isoladamente, não serve como prova suficiente para condenação. As informações fornecidas precisam ser confirmadas por elementos independentes.</p>
<p>Nesse caso, entretanto, parte das movimentações financeiras já aparece em registros bancários e relatórios do Coaf, o que permite aos investigadores verificar objetivamente datas e valores.</p>
<h2>Caso ganha peso na campanha presidencial</h2>
<p>A divulgação ocorre em um momento especialmente sensível para Flávio Bolsonaro.</p>
<p>O senador é o principal nome da oposição na disputa presidencial de 2026 e aparece competitivo contra o presidente Lula em pesquisas recentes. O caso Master, portanto, deixou de ser apenas um problema policial e judicial para se tornar também uma variável eleitoral.</p>
<p>A informação de que Flávio falou com Vorcaro no mesmo dia da remessa de US$ 1,67 milhão tem potencial político evidente, embora juridicamente precise ser analisada com cautela.</p>
<p>Não há, nos documentos divulgados até agora, demonstração pública de que a ligação tenha provocado a transferência ou de que o conteúdo da conversa tenha tratado especificamente daquele pagamento.</p>
<p>O que existe é uma sequência de fatos: Flávio cobrou parcelas atrasadas em 8 de setembro; em 15 de setembro, um intermediário informou a Vorcaro que o senador queria encontrá-lo; no dia 16, os dois falaram por telefone; e na mesma data ocorreu a transferência que levou o total conhecido de aportes ao Havengate para aproximadamente US$ 12,3 milhões.</p>
<p>É essa sequência que a Polícia Federal pretende esclarecer.</p>
<p>Da mesma forma, a investigação sobre Eduardo procura determinar se as orientações para administrar os recursos nos Estados Unidos se limitaram à organização legítima do financiamento ou se a estrutura teve outra finalidade.</p>
<p>Por enquanto, ambos negam irregularidades.</p>
<p>O inquérito está em andamento, e as revelações desta sexta-feira não representam conclusão de culpa. Elas, porém, tornam mais clara a participação atribuída pela PF a cada personagem e oferecem uma cronologia financeira bem mais precisa do financiamento de “Dark Horse”.</p>
<p>O ponto que antes aparecia de forma dispersa agora pode ser resumido com números objetivos: o projeto previa até US$ 24 milhões; pelo menos sete remessas totalizando cerca de US$ 12,3 milhões foram identificadas; a última delas, de US$ 1.666.666,67, ocorreu em 16 de setembro de 2025; e naquele mesmo dia Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro mantiveram uma ligação telefônica.</p>
<p>É sobre a natureza dessa relação, a origem e o destino do dinheiro e as eventuais contrapartidas que a investigação seguirá avançando.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p>Polícia Federal</p>
<p>Procuradoria-Geral da República</p>
<p>Supremo Tribunal Federal</p>
<p>Conselho de Controle de Atividades Financeiras</p>
<p>Documentos do Inquérito do caso Banco Master</p>
<p>Colaboração premiada de Antônio Carlos Freixo Júnior</p>
<p>Reuters</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content>
		
			</entry>
	</feed>
