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	<title>Mercados &#8211; GAZETA MERCANTIL</title>
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		<title>Mercado Livre (MELI): Citi corta preço-alvo para US$ 2.100 antes do balanço do 3T26</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Lucas Correa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Oct 2026 16:29:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Citi elevou a recomendação do Mercado Livre (MELI34) de Neutra/Alto Risco para Neutra e cortou o preço-alvo das ações. Saiba mais.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Citi reduziu de US$ 2.150 para US$ 2.100 o preço-alvo das ações do Mercado Livre (MELI), em uma revisão divulgada nesta terça-feira (13), às vésperas da apresentação dos resultados do terceiro trimestre de 2026. O banco manteve a recomendação neutra para a companhia, mas retirou a classificação adicional de alto risco, refletindo a percepção de menor volatilidade dos papéis e uma visibilidade ligeiramente melhor sobre a recuperação das margens operacionais. A mudança mostra que os analistas passaram a enxergar um cenário menos incerto para a empresa, embora ainda considerem limitado o potencial de valorização após o desempenho recente das ações.</p>
<p>A redução de US$ 50 no preço-alvo equivale a aproximadamente 2,33% em relação à estimativa anterior. O ajuste ocorreu sem alterações significativas nas projeções de lucro, sinalizando que a revisão está mais relacionada à avaliação do preço das ações e à relação entre risco e retorno do que a uma deterioração expressiva das expectativas para os <a class="wpil_keyword_link" title="Negócios" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340639">negócios</a>.</p>
<p>O principal ponto de atenção é a capacidade do <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340638">Mercado</a> Livre de transformar o crescimento acelerado das receitas em expansão consistente da rentabilidade. A companhia tem ampliado investimentos em frete, logística, concessão de crédito, tecnologia e programas de fidelização, iniciativas que fortalecem sua presença na América Latina, mas também pressionam os resultados no curto prazo. Para o Citi, uma recuperação das margens no terceiro trimestre poderá ser recebida positivamente pelo mercado, embora não seja suficiente, isoladamente, para justificar uma recomendação de compra.</p>
<p>A apresentação dos resultados do período de julho a setembro está prevista provisoriamente para 4 de novembro, conforme o calendário de relações com investidores da companhia. Até essa data, os números referentes ao terceiro trimestre permanecem estimativas dos analistas, sem confirmação por demonstrações financeiras divulgadas pela empresa.</p>
<h2>Citi reduz preço-alvo, mas retira classificação de alto risco</h2>
<p>A revisão da avaliação do Mercado Livre reúne duas mudanças que podem parecer contraditórias à primeira vista. Ao mesmo tempo que reduziu o preço-alvo, o Citi deixou de classificar a ação como neutra de alto risco e passou a enquadrá-la simplesmente como neutra.</p>
<p>As duas decisões, entretanto, consideram aspectos distintos. O preço-alvo representa uma estimativa de valor para a ação dentro do horizonte utilizado pelo banco, enquanto a classificação de risco procura refletir a incerteza associada às projeções e à trajetória de negociação do papel.</p>
<p>A retirada do componente de alto risco está relacionada à menor volatilidade observada recentemente e à melhora na previsibilidade dos resultados operacionais. Isso não significa que as ações tenham deixado de apresentar riscos, mas que o banco passou a considerar parte das incertezas anteriores menos pronunciada.</p>
<p>Já a redução do preço-alvo indica que o Citi continua cauteloso quanto à valorização adicional dos papéis. Após o movimento recente das cotações, a instituição entende que a relação entre retorno potencial e riscos assumidos não oferece atratividade suficiente para recomendar a compra.</p>
<p>É importante observar que a manutenção da recomendação neutra não representa uma orientação automática de venda. O banco tampouco está indicando uma queda obrigatória até determinado preço. Trata-se de uma avaliação que precisa ser interpretada em conjunto com a cotação de mercado, as premissas financeiras e o horizonte temporal adotado pelos analistas.</p>
<p>A posição também evidencia a diferença entre uma melhora operacional e uma oportunidade de investimento. Uma empresa pode apresentar crescimento de receita, expansão de clientes e recuperação de margens sem que suas ações ofereçam necessariamente um retorno considerado elevado, especialmente quando essas perspectivas já estão incorporadas aos preços.</p>
<h2>Brasil deve sustentar crescimento de aproximadamente 38% no comércio eletrônico</h2>
<p>O mercado brasileiro permanece como um dos principais fundamentos da análise do Citi. Para o terceiro trimestre de 2026, o banco projeta crescimento próximo de 38% nas atividades de comércio eletrônico da companhia no país, em moeda constante, mesmo diante de uma base de comparação mais exigente.</p>
<p>A previsão sugere continuidade de um ritmo expressivo de expansão, ainda que ligeiramente inferior ao registrado em determinados indicadores do trimestre anterior. Entre abril e junho, o valor bruto das mercadorias comercializadas pelo Mercado Livre no Brasil cresceu 39% em moeda constante, enquanto a quantidade de produtos vendidos aumentou 56% em relação ao mesmo período de 2025.</p>
<p>O desempenho foi impulsionado pela estratégia de ampliar a frequência de compras e reduzir barreiras para consumidores. Desde junho de 2025, a companhia passou a oferecer condições mais abrangentes de frete grátis no mercado brasileiro, buscando estimular compras de menor valor e aumentar a recorrência de utilização da plataforma.</p>
<p>A iniciativa elevou a atratividade do marketplace, mas também exigiu investimentos adicionais em logística. A empresa passou a absorver uma parcela maior dos custos associados à entrega de produtos, esperando compensar essas despesas por meio do crescimento do volume transacionado, da fidelização dos clientes e de ganhos de escala.</p>
<p>Os resultados do segundo trimestre indicaram avanços nessa estratégia. O Mercado Livre informou que a conversão de visitas em compras melhorou em relação ao ano anterior e que os consumidores passaram a adquirir mais produtos de diferentes categorias.</p>
<p>No mesmo período, a base consolidada de compradores ativos únicos cresceu 26%, chegando a aproximadamente 89 milhões de usuários. A companhia também registrou aumento de 14% na quantidade de itens adquiridos por comprador, demonstrando que a expansão não dependeu exclusivamente da entrada de novos consumidores.</p>
<p>Para o Citi, a continuidade desse comportamento no Brasil constitui um dos principais fatores capazes de sustentar a receita do terceiro trimestre. A dificuldade está em preservar o ritmo de crescimento sem ampliar excessivamente os gastos comerciais e logísticos.</p>
<h2>México e Argentina podem apresentar desaceleração</h2>
<p>Fora do Brasil, o banco considera possível uma moderação do crescimento das operações no México e na Argentina, diante das condições macroeconômicas de cada mercado.</p>
<p>No segundo trimestre, o valor bruto das mercadorias negociadas no México avançou 26% em moeda constante, enquanto o volume de itens vendidos cresceu 34%. A companhia destacou o impacto de mudanças tributárias e a necessidade de ampliar a oferta de produtos para sustentar a demanda.</p>
<p>Na Argentina, o valor bruto de mercadorias apresentou expansão de 38% em moeda constante, mas o número de unidades vendidas aumentou 22%. A diferença entre os indicadores mostra que o crescimento do valor transacionado pode ocorrer em ritmo superior ao avanço do volume físico de produtos, dependendo da composição das vendas e das condições econômicas.</p>
<p>Esses resultados ajudam a explicar por que os analistas observam separadamente o desempenho de cada país. Inflação, renda disponível, condições de crédito, mudanças tributárias e competição local influenciam a demanda por produtos e serviços financeiros, com efeitos distintos sobre receita e margens.</p>
<p>A diversificação geográfica representa uma vantagem comercial para o Mercado Livre, mas também amplia sua exposição a diferentes ciclos econômicos. O crescimento consolidado depende da contribuição conjunta dos mercados em que a empresa atua, enquanto flutuações cambiais podem alterar a conversão dos resultados locais para dólares.</p>
<h2>Receita cresceu 50% no 2T26, mas margem operacional caiu para 6,7%</h2>
<p>A recuperação da rentabilidade tornou-se uma das principais preocupações dos investidores após os resultados do segundo trimestre. Na ocasião, o Mercado Livre registrou receita líquida e receitas financeiras de US$ 10,17 bilhões, crescimento de 50% em relação ao mesmo período de 2025 e o maior faturamento trimestral de sua história até então.</p>
<p>O desempenho comercial, entretanto, não foi acompanhado por expansão do lucro operacional. O resultado antes dos juros e impostos recuou 17%, de aproximadamente US$ 825 milhões no segundo trimestre de 2025 para US$ 683 milhões em 2026.</p>
<p>A margem operacional caiu de 12,2% para 6,7%, uma contração de 5,5 pontos percentuais em apenas um ano. A diferença significa que, para cada US$ 100 de receita líquida e receitas financeiras, a companhia passou a gerar aproximadamente US$ 6,70 em resultado operacional, contra US$ 12,20 no período comparável.</p>
<p>O lucro líquido também diminuiu, passando de US$ 523 milhões para US$ 466 milhões, retração próxima de 11%. Assim, a empresa apresentou crescimento expressivo nas atividades comerciais e financeiras, mas uma parcela menor das receitas foi convertida em resultado para os acionistas.</p>
<p>A administração atribuiu parte dessa dinâmica aos investimentos destinados à expansão do ecossistema, incluindo benefícios de frete, desenvolvimento de produtos financeiros, expansão de cartões de crédito e tecnologia.</p>
<p>O contraste entre receitas e margens ajuda a explicar a cautela do Citi. A companhia demonstra capacidade de ampliar a escala de suas operações, mas ainda precisa mostrar que os investimentos realizados poderão produzir ganhos de eficiência suficientes para elevar a rentabilidade de forma sustentável.</p>
<h2>Ajustes nas tarifas de frete podem contribuir para recuperar margens</h2>
<p>Um dos fatores considerados favoráveis pelo Citi para o terceiro trimestre são os ajustes nas tarifas de frete implementados pelo Mercado Livre no fim de agosto. Segundo a análise atribuída ao banco, as mudanças poderão contribuir para uma recuperação sequencial das margens depois das pressões observadas nos períodos anteriores.</p>
<p>A logística ocupa posição central no modelo de negócios da companhia. O Mercado Livre opera uma estrutura de armazenagem, distribuição e entrega que permite atender milhões de compradores, mas exige investimentos contínuos em centros logísticos, transporte, tecnologia e serviços de última milha.</p>
<p>Quando a empresa amplia o acesso ao frete grátis ou concede descontos nas entregas, parte dos custos deixa de ser transferida diretamente ao consumidor. A estratégia pode estimular as compras e aumentar a fidelização, mas reduz a margem das operações caso o crescimento da receita não compense integralmente as despesas adicionais.</p>
<p>Por outro lado, o aumento da escala pode produzir ganhos de eficiência. Uma rede que movimenta mais encomendas tende a distribuir determinados custos fixos sobre uma quantidade maior de entregas, enquanto melhorias nas rotas e na utilização dos centros de distribuição podem reduzir gastos por pacote.</p>
<p>Nos resultados do segundo trimestre, o Mercado Livre informou que parte das entregas gratuitas de produtos de menor valor já apresentava contribuição variável positiva, apoiada em tecnologia, escala e melhor utilização da capacidade logística.</p>
<p>Esse avanço não significa que toda a operação de frete grátis tenha alcançado a mesma rentabilidade. Os custos dependem do tamanho dos pedidos, da distância percorrida, da localização dos centros de distribuição e das condições comerciais oferecidas a vendedores e consumidores.</p>
<p>Para o Citi, a combinação entre ajustes tarifários e ganhos de escala pode favorecer as margens no terceiro trimestre. A intensidade dessa recuperação, entretanto, dependerá do comportamento efetivo dos custos e do volume de transações.</p>
<h2>Mercado Pago amplia peso nos resultados e mantém atenção ao risco de crédito</h2>
<p>O Mercado Pago constitui outro elemento relevante nas projeções do banco. A operação financeira do grupo vem aumentando sua presença em pagamentos, contas digitais, cartões de crédito, empréstimos e outros serviços, criando oportunidades de receita além do comércio eletrônico.</p>
<p>No segundo trimestre de 2026, a receita líquida da divisão financeira alcançou aproximadamente US$ 4,4 bilhões, crescimento de 49% em dólares na comparação anual. O volume total de pagamentos processados superou US$ 101 bilhões pela primeira vez, avanço de 56%.</p>
<p>A plataforma encerrou junho com aproximadamente 88 milhões de usuários ativos mensais, expansão de 30%, enquanto os recursos sob gestão chegaram a US$ 23 bilhões. A carteira de crédito ultrapassou US$ 16 bilhões, crescimento de 75% em relação ao ano anterior.</p>
<p>A expansão fortalece a diversificação do Mercado Livre, mas também amplia a importância das provisões para perdas com empréstimos e cartões. Quanto maior a carteira de crédito, maior a necessidade de acompanhar a capacidade de pagamento dos clientes, os índices de atraso e os valores potencialmente recuperáveis.</p>
<p>Segundo a análise atribuída ao Citi, a evolução das provisões, consideradas as recuperações de créditos, poderá contribuir para uma melhora da margem no terceiro trimestre. O banco também relaciona essa expectativa aos efeitos do programa brasileiro de renegociação de dívidas conhecido como Desenrola 2.0 sobre a carteira do Mercado Pago.</p>
<p>O novo programa federal, lançado em maio, estabeleceu mecanismos para renegociar dívidas de consumidores mediante descontos, condições especiais de pagamento e participação de instituições financeiras. A possibilidade de redução das perdas contábeis depende das condições de cada operação e dos acordos efetivamente realizados.</p>
<p>A relação específica entre o programa e os resultados do Mercado Pago ainda precisa ser observada nos próximos demonstrativos financeiros. A projeção apresentada pelo Citi não equivale à confirmação de uma redução já realizada nas provisões do terceiro trimestre.</p>
<p>Para os investidores, os indicadores relevantes incluirão a evolução da inadimplência, os custos de risco, a rentabilidade da carteira e os efeitos das renegociações sobre a capacidade de recuperação dos créditos.</p>
<h2>Citi projeta receita acima do consenso, mas mantém expectativa moderada para o Ebit</h2>
<p>Na prévia de resultados do terceiro trimestre, o Citi projeta receita aproximadamente 1% superior à mediana das estimativas reunidas pela Visible Alpha, plataforma utilizada por instituições financeiras para acompanhar as projeções do mercado.</p>
<p>A diferença é atribuída principalmente a expectativas um pouco mais favoráveis para o comércio eletrônico e para as operações financeiras. O banco considera que o crescimento dessas duas atividades poderá sustentar o faturamento consolidado, mesmo com a possível desaceleração em alguns mercados internacionais.</p>
<p>Entretanto, a instituição projeta margem bruta cerca de 30 pontos-base abaixo do consenso. Isso equivale a 0,30 ponto percentual, diferença que pode se tornar relevante quando aplicada a uma companhia com receitas trimestrais superiores a US$ 10 bilhões.</p>
<p>O Citi também espera despesas ligeiramente mais elevadas com Produto e Tecnologia. Como resultado, sua estimativa de lucro operacional permanece próxima da média projetada pelos demais analistas, apesar da expectativa de receita um pouco superior.</p>
<p>A combinação sugere que parte do crescimento adicional poderá ser absorvida pelos custos e investimentos da companhia. Para o mercado, a questão será verificar se o aumento das receitas virá acompanhado de uma recuperação efetiva da margem operacional.</p>
<p>O comportamento dos indicadores também poderá influenciar as projeções de períodos seguintes. Uma melhora mais expressiva do que a esperada poderia indicar que os ganhos de escala estão começando a superar as despesas de expansão. Por outro lado, margens persistentemente pressionadas reforçariam os questionamentos sobre o prazo necessário para recuperar a rentabilidade histórica.</p>
<h2>Margem Ebit projetada em 6,9% para 2027 e 7,9% para 2028</h2>
<p>Apesar de reconhecer perspectivas um pouco mais favoráveis para a evolução da margem bruta em 2027, o Citi realizou alterações limitadas em suas estimativas financeiras de médio prazo.</p>
<p>A instituição manteve a projeção de margem Ebit em aproximadamente 6,9% para 2027 e 7,9% para 2028. A diferença de um ponto percentual entre os dois anos indica expectativa de recuperação gradual da eficiência operacional, mas sem retorno imediato aos patamares de rentabilidade observados em períodos anteriores.</p>
<p>O banco avalia que o aumento da escala do comércio eletrônico poderá contribuir para diluir custos logísticos ao longo do tempo. A maior quantidade de pedidos, combinada com melhorias na infraestrutura, tende a favorecer o custo unitário das entregas quando a empresa consegue utilizar seus ativos de forma mais eficiente.</p>
<p>Entretanto, esses benefícios são parcialmente compensados por premissas mais conservadoras em relação às despesas com tecnologia e ao risco de crédito. Os investimentos em inteligência artificial, desenvolvimento de produtos e ampliação dos serviços financeiros continuam sendo considerados relevantes para a estratégia de crescimento.</p>
<p>O Mercado Livre já informou ter expandido a utilização de inteligência artificial em ferramentas de busca, publicidade e gestão de vendedores. No segundo trimestre, concluiu a implementação de uma arquitetura de busca baseada nessa tecnologia em seus cinco principais mercados, com ganhos de conversão que, segundo a administração, compensaram os custos adicionais associados ao uso dos modelos.</p>
<p>A adoção dessas soluções pode melhorar a experiência dos usuários e ampliar a produtividade, mas também representa despesas com desenvolvimento, processamento e infraestrutura tecnológica. Seus efeitos líquidos sobre as margens dependerão do retorno econômico obtido em cada aplicação.</p>
<p>O Citi considera que a companhia ainda poderá realizar novos investimentos significativos, limitando a velocidade de expansão dos lucros. Por essa razão, suas estimativas para 2027 e 2028 permanecem abaixo das projeções consensuais de mercado.</p>
<h2>Balanço de novembro será decisivo para avaliar rentabilidade do Mercado Livre</h2>
<p>A revisão do Citi coloca a rentabilidade no centro das expectativas para o próximo balanço. O crescimento do comércio eletrônico no Brasil, a expansão do Mercado Pago e a evolução dos serviços de logística continuam sendo fundamentos relevantes para a companhia, mas os investidores deverão observar principalmente a capacidade de converter esse avanço em lucro operacional.</p>
<p>Os resultados de novembro permitirão verificar se os ajustes realizados no fim de agosto contribuíram para recuperar margens e se as despesas relacionadas ao crédito e à tecnologia permaneceram dentro das expectativas. A comparação com o segundo trimestre será importante para determinar a intensidade da eventual melhora sequencial.</p>
<p>O preço-alvo de US$ 2.100 e a recomendação neutra refletem a avaliação do Citi nas condições consideradas pelo banco em outubro de 2026. Essas estimativas poderão ser revistas à medida que novos resultados forem divulgados e que as perspectivas de crescimento, despesas e rentabilidade se tornem mais claras.</p>
<p>Por enquanto, a leitura da instituição combina confiança na capacidade de expansão dos negócios com cautela em relação ao preço das ações. O crescimento das receitas permanece elevado, mas a recuperação das margens será o principal teste para demonstrar quanto dessa expansão poderá se transformar em geração sustentável de resultados para os acionistas.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>MercadoLibre — comunicado oficial dos resultados do segundo trimestre de 2026, divulgado em 5 de agosto, com informações sobre receitas, lucro, margens, comércio eletrônico e operações do Mercado Pago.</em></p>
<p><em>MercadoLibre — carta aos acionistas referente ao segundo trimestre de 2026, com detalhamento da estratégia logística, crescimento no Brasil, México e Argentina e investimentos em tecnologia.</em></p>
<p><em>MercadoLibre — demonstrações financeiras trimestrais apresentadas à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC), referentes ao período encerrado em 30 de junho de 2026.</em></p>
<p><em>MercadoLibre — comunicado dos resultados do segundo trimestre de 2025, utilizado para comparação da evolução da receita e da margem operacional.</em></p>
<p><em>MercadoLibre — calendário oficial de relações com investidores, com divulgação provisória dos resultados do terceiro trimestre prevista para 4 de novembro de 2026.</em></p>
<p><em>Governo Federal — informações oficiais sobre o programa Novo Desenrola Brasil, lançado em maio de 2026, e suas condições gerais de renegociação de dívidas.</em></p>
<p><em>Presidência da República — Medida Provisória 1.355, de 4 de maio de 2026, que instituiu o Programa Extraordinário de Reequilíbrio Financeiro das Famílias.</em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Ibovespa hoje (13/10): Bolsa recua dos 209 mil pontos com eleições e inflação no radar</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Oct 2026 16:15:50 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Ibovespa opera em queda nesta terça-feira (13), no primeiro pregão após o feriado nacional, interrompendo o movimento de valorização que levou a Bolsa brasileira a renovar seus recordes históricos na semana passada. A realização de lucros ocorre em meio à divulgação de novas pesquisas sobre o segundo turno das eleições presidenciais, à deterioração das expectativas de inflação e à elevação do <a class="wpil_keyword_link" title="Dólar" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340635">dólar</a> e dos juros futuros. No exterior, os investidores acompanham as tensões no Oriente Médio e os resultados dos grandes bancos americanos, fatores que acrescentam volatilidade aos mercados globais.</p>
<p>Às 12h37, pelo horário de Brasília, o <a class="wpil_keyword_link" title="Ibovespa" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340631">Ibovespa</a> recuava 0,84%, aos 207.316,78 pontos, depois de oscilar entre a máxima de 209.071,98 pontos e a mínima de 206.146,15 pontos. A diferença de aproximadamente 2.926 pontos entre os extremos da sessão demonstra a intensidade dos ajustes realizados pelos investidores desde a abertura. O índice chegou a perder quase 1,4% em relação ao fechamento anterior, mas recuperou parte do terreno durante a manhã.</p>
<p>O movimento contrasta com o desempenho da última sexta-feira (9), quando o principal indicador da B3 avançou 1,38%, aos 209.066,90 pontos, estabelecendo um novo recorde de fechamento. Na ocasião, a máxima intradiária alcançou 209.713,45 pontos, enquanto a valorização acumulada nos cinco pregões da semana atingiu 8,82%, impulsionada principalmente pela reavaliação de ativos brasileiros após o primeiro turno presidencial.</p>
<p>No câmbio, o dólar comercial voltou a ultrapassar R$ 5, depois de registrar queda de aproximadamente 4,44% na semana anterior. Às 11h59, a moeda americana subia 0,45%, cotada a R$ 5,007, após atingir R$ 5,028 na máxima do dia. Os juros futuros também avançavam, pressionando especialmente <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340634">empresas</a> de varejo, construção, locação de veículos e outros setores mais sensíveis ao custo de financiamento.</p>
<h2>Ibovespa realiza lucros depois de ganhar quase 9% em cinco pregões</h2>
<p>A correção desta terça-feira ocorre depois de uma valorização excepcionalmente rápida do <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340633">mercado</a> brasileiro. Em 5 de outubro, primeiro pregão após o resultado do primeiro turno, o Ibovespa disparou 7,70%, aos 206.911,89 pontos, em um movimento acompanhado pela queda do dólar e pelo fechamento das taxas de juros futuros.</p>
<p>A alta prosseguiu de maneira irregular nos dias seguintes, até culminar no recorde de sexta-feira. No acumulado de outubro até aquela sessão, o índice registrava valorização de 12,20%, enquanto os ganhos em 2026 chegavam a 29,75%.</p>
<p>Esse desempenho criou condições para uma realização de lucros, especialmente entre investidores que haviam ampliado posições em empresas de maior risco ou mais dependentes de uma trajetória favorável da <a class="wpil_keyword_link" title="Política" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340632">política</a> monetária.</p>
<p>Quando as ações acumulam ganhos expressivos em poucos pregões, parte dos participantes do mercado tende a reduzir posições para preservar os retornos obtidos. O movimento pode ocorrer mesmo sem mudanças relevantes nos fundamentos das companhias, principalmente quando novos acontecimentos aumentam a incerteza sobre as expectativas utilizadas na avaliação dos ativos.</p>
<p>O consultor sênior da ZERO Markets Brasil, Otávio Araújo, atribuiu a pressão vendedora à combinação entre o retorno das negociações após o feriado, as pesquisas eleitorais e o cenário internacional. Na avaliação do especialista, a correção representa inicialmente um ajuste de posições, sem configurar necessariamente uma reversão duradoura da tendência de alta.</p>
<p>A dimensão do recuo também precisa ser considerada em perspectiva. Mesmo na mínima desta terça-feira, aos 206.146 pontos, o Ibovespa permanecia aproximadamente 14 mil pontos acima do fechamento de 2 de outubro, último pregão anterior ao primeiro turno presidencial.</p>
<p>A comparação indica que a correção ainda devolvia apenas uma parte da valorização acumulada desde o início do mês, embora a intensidade das oscilações revele um mercado mais sensível às novas informações econômicas e políticas.</p>
<h2>Vale e bancos pressionam Bolsa, enquanto Petrobras avança</h2>
<p>O desempenho das ações de maior participação no Ibovespa ajuda a explicar por que o índice registrava perdas apesar da valorização de algumas companhias importantes.</p>
<p>A Vale (VALE3) operava em baixa, acompanhando o recuo do minério de ferro no mercado chinês. Às 11h24, os papéis da mineradora caíam 1,38%, negociados a R$ 66,96. Na Bolsa de Dalian, o contrato futuro da commodity encerrou as negociações diurnas em queda de 1,10%, a 677 yuans por tonelada.</p>
<p>O movimento reflete a sensibilidade das mineradoras às condições de demanda e aos preços internacionais de matérias-primas. Como a Vale possui peso relevante na composição do Ibovespa, sua desvalorização exerce pressão sobre o resultado agregado do índice.</p>
<p>Os principais bancos brasileiros também contribuíam para o desempenho negativo. Às 11h29, as ações preferenciais do Itaú Unibanco (ITUB4) recuavam 1,76%, enquanto as do Bradesco (BBDC4) perdiam 1,72%. Santander Brasil (SANB11) e Banco do Brasil (BBAS3) apresentavam quedas de 0,62% e 0,16%, respectivamente.</p>
<p>A pressão sobre o setor bancário ocorre após uma semana de forte valorização das instituições financeiras, favorecidas anteriormente pela queda dos juros futuros e pela melhora da percepção de risco sobre os ativos domésticos.</p>
<p>Em sentido contrário, a Petrobras apresentou desempenho positivo. Às 12h55, as ações ordinárias PETR3 subiam 1,28%, enquanto as preferenciais PETR4 avançavam 1,39%, contribuindo para limitar a queda do Ibovespa.</p>
<p>O movimento das ações da estatal ocorreu apesar da oscilação dos preços internacionais do petróleo. Às 12h21, o barril do WTI avançava 0,13%, a US$ 93,86, enquanto o Brent recuava 0,74%, a US$ 105,86.</p>
<p>A divergência entre os preços do petróleo e o comportamento dos papéis da Petrobras mostra que a avaliação da empresa não depende exclusivamente da commodity. Expectativas sobre produção, margens de refino, dividendos, investimentos e política de preços também influenciam as decisões dos investidores.</p>
<h2>VAMOS3 e Localiza lideram quedas entre ações do Ibovespa</h2>
<p>A correção atingiu com maior intensidade empresas que acumulavam valorização expressiva ou apresentam sensibilidade elevada às condições de financiamento.</p>
<p>Às 12h12, a Vamos (VAMO3) liderava as perdas entre os componentes do Ibovespa, com queda de 9,33%, a R$ 6,22. A Localiza (RENT3) aparecia em seguida, recuando 6,40%, a R$ 51,02.</p>
<p>Também figuravam entre as maiores baixas C&amp;A (CEAB3), com desvalorização de 5,82%, Lojas Renner (LREN3), que perdia 4,38%, e Hypera (HYPE3), com queda de 3,97%.</p>
<p>A concentração de perdas em locadoras de veículos e varejistas está relacionada, entre outros fatores, à sensibilidade desses <a class="wpil_keyword_link" title="Negócios" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340625">negócios</a> às taxas de juros. Empresas que dependem de financiamento para expandir suas operações ou manter estoques podem ter suas expectativas de lucro afetadas quando o mercado passa a exigir taxas de retorno mais elevadas.</p>
<p>A queda da Localiza ocorreu também em um momento de revisão das preferências dos analistas para o setor de transportes. Em relatório divulgado nesta terça-feira, o JPMorgan elevou a recomendação da Rumo (RAIL3) para exposição acima da média e reduziu a classificação da Localiza para neutra, citando a valorização recente dos papéis e a relação entre risco e retorno.</p>
<p>Na ponta positiva, a Prio (PRIO3) liderava os ganhos às 12h14, com alta de 2,05%, a R$ 65,77. A Brava Energia (BRAV3) avançava 2,04%, seguida por Telefônica Brasil (VIVT3), com 1,81%, Ambev (ABEV3), com 1,44%, e Metalúrgica Gerdau (GOAU4), que subia 1,38%.</p>
<p>A distribuição dos ganhos e perdas indica que a pressão vendedora não estava concentrada em uma única companhia. O recuo alcançava diferentes setores, embora algumas empresas de energia e consumo apresentassem resistência à correção.</p>
<h2>Pesquisas BTG/Nexus e PoderData mostram empate técnico nas eleições</h2>
<p>A divulgação de novas pesquisas sobre a eleição presidencial acrescentou incerteza à sessão. O levantamento BTG/Nexus, publicado nesta terça-feira, mostrou Flávio Bolsonaro (PL) com 48% das intenções de voto, contra 45% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na simulação estimulada para o segundo turno.</p>
<p>Considerando apenas os votos válidos, o resultado foi de 52% para Flávio e 48% para Lula. A pesquisa entrevistou 2.002 eleitores por telefone entre 10 e 12 de outubro, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07997/2026.</p>
<p>O resultado configura empate técnico, considerando a margem de erro informada pelo instituto.</p>
<p>Outra pesquisa divulgada nesta terça-feira, realizada pelo PoderData em parceria com a Aya, apontou Flávio Bolsonaro com 51% dos votos válidos e Lula com 49%. O levantamento ouviu 3 mil eleitores entre 10 e 12 de outubro, em 686 municípios, com margem de erro de 1,8 ponto percentual e nível de confiança de 95%.</p>
<p>Na comparação com a rodada anterior do PoderData, divulgada em 8 de outubro, a diferença numérica entre os candidatos diminuiu de seis para dois pontos percentuais.</p>
<p>Para os investidores, os levantamentos são relevantes porque influenciam as expectativas sobre a condução da política econômica a partir de 2027. Gestores procuram avaliar propostas relacionadas ao equilíbrio fiscal, regras orçamentárias, tributação e política de investimentos.</p>
<p>A valorização da Bolsa depois do primeiro turno esteve associada, segundo participantes do mercado, à expectativa de um possível ajuste fiscal em um eventual governo Flávio Bolsonaro. Essa interpretação, entretanto, permanece sujeita às propostas efetivamente apresentadas pelos candidatos e às condições de implementação de suas políticas.</p>
<p>A existência de empate técnico nas pesquisas também demonstra que não há definição eleitoral. Oscilações nas intenções de voto não permitem determinar o resultado da eleição nem estabelecem, isoladamente, uma relação causal com o movimento dos preços dos ativos.</p>
<h2>Boletim Focus eleva inflação de 2026 para 5,22%</h2>
<p>O cenário macroeconômico acrescentou outro elemento de cautela ao pregão. O Relatório Focus divulgado pelo Banco Central nesta terça-feira mostrou que a mediana das expectativas para a inflação brasileira de 2026 aumentou de 5,01% para 5,22%, na quarta semana consecutiva de elevação.</p>
<p>A projeção supera o limite superior de 4,5% do regime de metas de inflação, cujo objetivo central é de 3%. Para 2027, a estimativa permaneceu em 4,30%, enquanto as medianas para 2028 e 2029 ficaram em 3,79% e 3,50%, respectivamente.</p>
<p>A revisão ocorre depois que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA avançou 0,82% em setembro, acumulando alta de 4,58% em 12 meses. O resultado foi pressionado por aumentos de preços em diferentes grupos de consumo, incluindo energia elétrica e transportes.</p>
<p>Apesar da piora nas expectativas inflacionárias, os economistas consultados pelo Banco Central reduziram de 13,50% para 13,25% a projeção da taxa Selic ao final de 2026. Para dezembro de 2027, a estimativa permaneceu em 12%.</p>
<p>A combinação de inflação mais elevada e expectativa de redução dos juros exige atenção porque pode limitar o espaço para flexibilização monetária caso as pressões sobre os preços persistam.</p>
<p>Para a Bolsa, os efeitos não são uniformes. Empresas com elevado endividamento tendem a se beneficiar de taxas menores, enquanto companhias com receitas vinculadas ao dólar ou preços internacionais podem responder de maneira diferente às oscilações cambiais.</p>
<p>A revisão do Focus reforça, portanto, a necessidade de avaliar as ações não apenas pela expectativa de queda dos juros, mas também pela capacidade das empresas de preservar margens e resultados em um ambiente de inflação mais persistente.</p>
<h2>FMI reduz previsão de crescimento do Brasil para 2,2% em 2026</h2>
<p>O ambiente econômico também foi influenciado pela divulgação das novas projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI). No relatório de outubro, a instituição reduziu de 2,4% para 2,2% a expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto brasileiro em 2026.</p>
<p>Para 2027, o FMI passou a projetar expansão de 1,9%, refletindo um cenário de juros elevados, menor impulso fiscal e dificuldades associadas às condições financeiras internacionais.</p>
<p>A revisão contrasta com a perspectiva mundial. O Fundo elevou ligeiramente sua estimativa de crescimento global em 2026, de 3% para 3,1%, apoiada principalmente pela expansão dos investimentos ligados à inteligência artificial.</p>
<p>O relatório também alerta para riscos decorrentes da guerra no Oriente Médio, dos preços elevados da energia e do aumento do endividamento de diferentes economias.</p>
<p>Para o Brasil, a perspectiva de crescimento mais moderado reforça a importância da evolução do crédito, do consumo e dos investimentos. Uma atividade econômica menos dinâmica pode limitar a expansão das receitas empresariais, embora seus efeitos dependam das características de cada setor.</p>
<h2>Petróleo, Wall Street e balanços americanos ampliam volatilidade</h2>
<p>No exterior, o pregão ocorre em meio à reavaliação das expectativas para os resultados corporativos americanos e à continuidade das tensões geopolíticas.</p>
<p>Em Nova York, os principais índices abriram sem direção única. Por volta das 10h31, o Dow Jones avançava 0,69%, enquanto o S&amp;P 500 recuava 0,04% e o Nasdaq perdia 0,30%.</p>
<p>A temporada de balanços do terceiro trimestre ganhou força com a divulgação dos resultados de grandes instituições financeiras, incluindo JPMorgan Chase, Goldman Sachs e Wells Fargo.</p>
<p>Os investidores também acompanham o desempenho das empresas de tecnologia, especialmente diante das dúvidas sobre a sustentabilidade dos investimentos em inteligência artificial. A pressão recente sobre fabricantes de semicondutores na Ásia acrescentou cautela aos mercados internacionais.</p>
<p>No setor de energia, os preços do petróleo permanecem sensíveis às informações sobre o conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. A possibilidade de interrupções na produção e no transporte de combustíveis mantém elevados os riscos de novas oscilações nas cotações internacionais.</p>
<p>Para a <a class="wpil_keyword_link" title="Economia" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340627">economia</a> brasileira, esses fatores podem produzir efeitos distintos. A valorização do petróleo tende a favorecer determinadas empresas produtoras, mas também pode ampliar pressões inflacionárias e afetar o custo de transporte e produção.</p>
<h2>O que esperar do Ibovespa nos próximos pregões?</h2>
<p>Depois de uma semana de valorização excepcional, o comportamento do Ibovespa dependerá da capacidade dos investidores de absorver novas informações sem ampliar a realização de lucros.</p>
<p>Do ponto de vista técnico, a região de 209.713 pontos, correspondente à máxima histórica alcançada na sexta-feira, constitui uma referência importante para avaliar eventual retomada das compras. Já a faixa próxima de 204 mil pontos aparece entre os suportes acompanhados por analistas gráficos.</p>
<p>Esses patamares não representam garantias de comportamento futuro, mas referências utilizadas para observar a intensidade dos movimentos compradores e vendedores.</p>
<p>A agenda dos próximos dias inclui novas pesquisas eleitorais, indicadores do comércio varejista e o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), referente a agosto. Também continuará no radar a discussão legislativa sobre a redução da jornada de <a class="wpil_keyword_link" title="Trabalho" href="https://gazetamercantil.com/trabalho" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340626">trabalho</a> e o fim da escala 6&#215;1.</p>
<p>No exterior, a divulgação de indicadores de inflação dos Estados Unidos e a evolução da temporada de balanços poderão influenciar as expectativas sobre os juros americanos, com efeitos sobre o dólar e os mercados emergentes.</p>
<p>A sessão desta terça-feira mostra que a Bolsa brasileira entrou em uma fase de maior seletividade depois da alta histórica registrada no início de outubro. A recuperação de parte das perdas ao longo da manhã indica que ainda existe demanda por determinados ativos, especialmente empresas de energia, mas o avanço dos juros e do dólar impõe obstáculos à continuidade da valorização generalizada.</p>
<p>A correção observada até o início da tarde ainda não elimina os ganhos expressivos acumulados desde o primeiro turno. Sua continuidade dependerá da evolução das expectativas econômicas, dos resultados corporativos e da percepção de risco dos investidores.</p>
<p><strong>Com o Ibovespa próximo dos 207 mil pontos, o mercado passa a testar se o movimento recente de valorização possui sustentação suficiente para superar novas rodadas de volatilidade, ou se precisará de um período mais prolongado de acomodação antes de buscar outros recordes.</strong></p>
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		<title>Vale (VALE3), Raízen (RAIZ4) e CSN (CSNA3): veja os destaques da Bolsa hoje</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/vale-vaie3-raizen-raiz4-csn-csna3-destaques-13-outubro-2026</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Oct 2026 13:27:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mercados]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Notificação da Vale (VALE3) e aprovação de pedido de listagem de subsidiária da Raízen (RAIZ4) na B3 são alguns dos destaques desta terça</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A agenda corporativa desta terça-feira (13) reúne decisões de governança, reorganizações societárias, venda de ativos e distribuição de proventos entre empresas negociadas na B3. A Vale (VALE3) voltou ao centro das atenções após comunicar medidas contra um ex-integrante de seu conselho de administração, enquanto a Raízen (RAIZ4) avança no processo de separação de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank"  rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340618">negócios</a> por meio de uma possível listagem da subsidiária Raízen Energia. Na siderurgia, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSNA3) negocia a alienação de sua operação de aços longos na Alemanha por um valor empresarial estimado em € 550 milhões.</p>
<p>Os três acontecimentos envolvem questões diferentes, mas possuem um elemento comum: a tentativa de reorganizar estruturas de gestão, capital ou operações em um ambiente de maior atenção dos investidores à governança e à situação financeira das companhias. Na Vale, o foco está na confidencialidade das informações do conselho. Na Raízen, na reestruturação empresarial e financeira. Na CSN, na possibilidade de levantar recursos mediante a venda de ativos para diminuir o endividamento.</p>
<p>O noticiário também inclui o Banco Pine (PINE3; PINE4), que aprovou a distribuição de aproximadamente R$ 44,6 milhões em juros sobre o capital próprio, e a Eztec (EZTC3), cuja prévia operacional mostrou crescimento de 52,9% nos lançamentos imobiliários do terceiro trimestre, acompanhado por vendas líquidas praticamente estáveis. No calendário de proventos, a Lojas Renner (LREN3) tem pagamento programado para quarta-feira (14).</p>
<p>Os comunicados não possuem necessariamente o mesmo efeito sobre as cotações. Alguns representam decisões já aprovadas e com datas definidas, enquanto outros tratam de operações condicionadas a etapas adicionais. Para avaliar o impacto financeiro de cada anúncio, é necessário distinguir fatos concluídos de negociações e procedimentos ainda em andamento.</p>
<h2>Vale (VALE3) notifica ex-conselheiro por suposto vazamento de informações</h2>
<p>A Vale informou ter notificado extrajudicialmente Marcelo Gasparino da Silva, ex-vice-presidente de seu conselho de administração, por acontecimentos relacionados à divulgação de informações internas e confidenciais da companhia. Segundo a mineradora, uma apuração conduzida por escritório de advocacia externo e independente identificou um vazamento deliberado de informações referentes à reunião do conselho realizada em 19 de junho de 2026.</p>
<p>A empresa afirmou que Gasparino encaminhou a um analista de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340616">mercado</a>, em duas ocasiões, uma minuta de manifestação e voto de sua autoria. O episódio foi considerado incompatível com as obrigações de confidencialidade aplicáveis aos integrantes do órgão responsável pela supervisão estratégica da companhia.</p>
<p>A partir das conclusões da investigação, a Vale informou que poderá adotar medidas nas esferas cível e criminal para buscar a responsabilização do ex-conselheiro. Também relatou ter solicitado a interrupção de manifestações públicas que considera inverídicas e prejudiciais à reputação de seus administradores.</p>
<p>As afirmações sobre o vazamento e o caráter das declarações são posições apresentadas pela companhia. A divulgação do comunicado não equivale a uma decisão judicial definitiva sobre eventual responsabilidade do ex-conselheiro.</p>
<p>O conflito se desenvolve desde julho. Em 22 daquele mês, o conselho aprovou a destituição de Gasparino, medida que ainda dependeria de confirmação pelos acionistas. Antes da conclusão desse procedimento, o executivo apresentou renúncia, em 27 de julho, encerrando sua participação no colegiado.</p>
<p>A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) também instaurou procedimento administrativo relacionado ao caso, segundo as informações divulgadas pela Vale. A mineradora afirmou estar colaborando com o órgão regulador e atualizou seu Formulário de Referência para refletir os acontecimentos.</p>
<p>O episódio chama atenção pela importância das informações confidenciais no funcionamento dos conselhos de administração. Esses órgãos têm acesso a estratégias comerciais, negociações, projeções financeiras e decisões que podem influenciar o valor de mercado das <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340617">empresas</a>. A divulgação indevida de determinados dados pode afetar a igualdade de acesso à informação entre investidores e comprometer os mecanismos internos de governança.</p>
<p>Para os acionistas da Vale, a evolução do caso deverá ser acompanhada principalmente pelos seus eventuais desdobramentos regulatórios e judiciais. Até o momento, as medidas anunciadas não representam uma mudança na produção de minério de ferro nem nas metas operacionais da companhia.</p>
<h2>Raízen (RAIZ4) avança na listagem da subsidiária Raízen Energia</h2>
<p>A Raízen Energia, subsidiária do grupo Raízen, aprovou na sexta-feira (9) a apresentação de um pedido para que suas ações sejam admitidas à negociação na B3. A deliberação foi tomada pelos acionistas da empresa e envolve o enquadramento no Nível 2 de governança corporativa, além da possibilidade de negociação de ações ordinárias, preferenciais e certificados de depósito de ações, conhecidos como <em>units</em>.</p>
<p>A medida faz parte de um processo mais amplo de reorganização da Raízen, controlada pela Cosan e pela Shell. A proposta busca separar os negócios ligados à produção de açúcar, etanol e bioenergia das atividades de distribuição de combustíveis, que atualmente convivem dentro do mesmo grupo empresarial.</p>
<p>A autorização concedida pelos acionistas da subsidiária constitui uma etapa preparatória. Ela não significa que os papéis já estejam efetivamente negociados na Bolsa nem representa uma oferta pública inicial de ações. Diferentemente de um IPO tradicional, o procedimento em discussão não prevê, nessa fase, emissão de novas ações para captar recursos diretamente com investidores.</p>
<p>O objetivo é criar condições para que participações da Raízen Energia possam ser distribuídas aos acionistas da holding, de acordo com a estrutura societária que vier a ser aprovada. Essa possibilidade está relacionada à proposta de redução de capital da Raízen em até R$ 35 bilhões, mediante entrega de valores mobiliários da subsidiária, em vez de pagamento em dinheiro.</p>
<p>A operação deverá ser examinada na assembleia geral extraordinária convocada para 30 de outubro. Entre os assuntos previstos estão mudanças no capital autorizado, criação de novas classes de ações, reorganização da administração e outras medidas necessárias à execução do plano de recuperação extrajudicial do grupo.</p>
<p>A reestruturação envolve aproximadamente R$ 61,4 bilhões em dívidas financeiras, conforme os valores apresentados no processo aprovado judicialmente. O objetivo é reorganizar os compromissos com credores e estabelecer uma estrutura de capital que permita a continuidade das operações.</p>
<p>A separação das atividades poderá proporcionar maior transparência sobre os resultados de cada negócio, mas não elimina automaticamente as obrigações financeiras existentes. Seus efeitos dependerão da distribuição dos ativos e passivos, da execução dos acordos com credores e das autorizações regulatórias necessárias.</p>
<p>Para quem possui RAIZ4, a principal questão é compreender como a reorganização poderá alterar os direitos econômicos e políticos associados às ações atuais. A listagem da subsidiária representa apenas uma das etapas previstas, e ainda existem decisões relevantes a serem tomadas.</p>
<h2>CSN (CSNA3) negocia venda de siderúrgica na Alemanha por € 550 milhões</h2>
<p>A Companhia Siderúrgica Nacional assinou um termo vinculante com a espanhola Bipadosa, controladora do grupo Megasa, para negociar a venda da Stahlwerk Thüringen GmbH (SWT), produtora de aços longos localizada em Unterwellenborn, na Alemanha.</p>
<p>A operação atribui à empresa alemã um valor empresarial (<em>enterprise value</em>) de € 550 milhões, sujeito a ajustes. O montante é uma referência para a avaliação do negócio e não deve ser interpretado automaticamente como o valor líquido que ingressará no caixa da CSN após a conclusão da transação.</p>
<p>O acordo prevê exclusividade de até dez semanas para que as partes negociem os documentos definitivos. A venda ainda depende do atendimento de condições contratuais e das autorizações regulatórias aplicáveis. Portanto, não se trata de uma alienação já concluída.</p>
<p>A SWT possui capacidade instalada para produzir aproximadamente 1,1 milhão de toneladas de aço por ano, com atuação voltada especialmente à fabricação de perfis utilizados em diferentes segmentos industriais. A CSN adquiriu o ativo em 2012 como parte de sua estratégia de diversificação geográfica e expansão no mercado europeu.</p>
<p>A possível venda representa uma mudança nessa estratégia. A companhia brasileira tem procurado reduzir seu nível de endividamento por meio de desinvestimentos e revisão de sua estrutura de capital. A alienação de uma unidade industrial no exterior pode contribuir para esse objetivo, mas a redução efetiva da dívida dependerá dos recursos líquidos recebidos e de sua destinação.</p>
<p>Em análise divulgada após o anúncio, a XP Investimentos avaliou que o negócio poderia reduzir a relação entre dívida líquida e Ebitda da CSN de aproximadamente 3,5 vezes para 3,3 vezes, considerando uma simulação dos efeitos da transação. A diferença de 0,2 vez indica uma melhora potencial, mas não uma transformação completa do perfil financeiro do grupo.</p>
<p>A estimativa pressupõe determinadas condições de fechamento e utiliza as informações disponíveis sobre o valor empresarial da operação. O impacto definitivo poderá ser diferente, conforme os ajustes de preço, a posição de dívida do ativo e os demais elementos negociados pelas partes.</p>
<p>A Megasa já possui presença industrial em Espanha, Portugal e França, com atuação no segmento de aços longos. A aquisição da SWT, caso concluída, ampliaria sua presença produtiva na Europa.</p>
<p>Para os investidores da CSN, os próximos acontecimentos relevantes serão a assinatura dos contratos definitivos, a confirmação das condições financeiras e o anúncio do eventual fechamento. Até essas etapas, o valor de € 550 milhões permanece associado a uma operação em negociação.</p>
<h2>Banco Pine (PINE4) anuncia R$ 44,6 milhões em juros sobre o capital próprio</h2>
<p>O Banco Pine aprovou a distribuição de aproximadamente R$ 44,6 milhões em juros sobre o capital próprio (JCP), conforme comunicado divulgado nesta terça-feira. O valor bruto corresponde a R$ 0,179267 por ação, tanto para os papéis ordinários quanto para os preferenciais, respeitadas as condições de remuneração aplicáveis às classes.</p>
<p>Do total anunciado, aproximadamente R$ 35,3 milhões correspondem à distribuição trimestral recorrente, enquanto outros R$ 9,4 milhões estão relacionados a reservas de lucros de exercícios anteriores. Os valores apresentados em milhões são arredondados.</p>
<p>Terão direito ao pagamento os acionistas que mantiverem posição nos papéis em 20 de outubro de 2026. A partir de 21 de outubro, as ações passarão a ser negociadas sem direito a esse provento. O pagamento está previsto para 29 de outubro.</p>
<p>A data de corte é importante porque define quais investidores terão direito ao recebimento. A aquisição das ações depois do início da negociação ex-JCP não confere participação nessa distribuição específica.</p>
<p>O valor divulgado é bruto e está sujeito ao tratamento tributário previsto na legislação. Dessa forma, a quantia líquida creditada a cada acionista poderá ser inferior ao valor nominal anunciado, conforme sua situação fiscal.</p>
<p>Os JCP representam uma forma de remuneração do capital investido pelos acionistas, com características tributárias distintas das aplicáveis aos dividendos. Sua distribuição depende de deliberação societária e da observância das regras previstas na legislação.</p>
<p>Para quem acompanha PINE3 e PINE4, o anúncio estabelece três referências objetivas: valor bruto por ação, data de corte e dia programado para pagamento. O comportamento das cotações, por sua vez, continuará sujeito às condições gerais de negociação na Bolsa.</p>
<h2>Lojas Renner (LREN3) paga R$ 0,240666 por ação nesta quarta-feira</h2>
<p>A Lojas Renner também integra o calendário de proventos da semana. A varejista programou para quarta-feira (14) o pagamento de R$ 0,240666 por ação em juros sobre o capital próprio, conforme deliberação de seu conselho de administração em setembro.</p>
<p>A distribuição totaliza aproximadamente R$ 227,5 milhões e contempla os acionistas que possuíam ações da companhia em 22 de setembro de 2026. Desde 23 de setembro, os papéis são negociados sem direito a essa remuneração.</p>
<p>A data de corte já passou, de modo que a compra de LREN3 nesta terça-feira não garante participação no pagamento de quarta-feira. O dinheiro será destinado aos investidores que cumpriram a condição de titularidade estabelecida no comunicado.</p>
<p>Também há pagamento programado pela Unifique (FIQE3) na sexta-feira (16), no valor de aproximadamente R$ 0,078 por ação, com data de corte em 29 de dezembro de 2025.</p>
<p>As distribuições não devem ser confundidas com valorização adicional garantida das ações. O preço dos papéis pode sofrer ajustes em razão da negociação ex-provento, enquanto o retorno total para o acionista depende tanto das remunerações recebidas quanto da variação da cotação.</p>
<h2>Eztec (EZTC3) aumenta lançamentos em 52,9%, mas vendas recuam 0,6%</h2>
<p>A prévia operacional da Eztec para o terceiro trimestre mostrou crescimento expressivo da oferta de novos imóveis, sem expansão equivalente das vendas líquidas no mesmo período.</p>
<p>Entre julho e setembro, a incorporadora lançou empreendimentos com Valor Geral de Vendas (VGV) proporcional de R$ 726,5 milhões, alta de 52,9% em relação aos R$ 475 milhões registrados no terceiro trimestre de 2025. Foram três empreendimentos lançados na região metropolitana de São Paulo, totalizando 2.062 unidades.</p>
<p>Apesar do avanço dos lançamentos, as vendas líquidas somaram R$ 522,7 milhões, retração de 0,6% na comparação anual. Em relação ao segundo trimestre de 2026, quando haviam alcançado R$ 577,8 milhões, a redução foi de 9,5%.</p>
<p>A diferença entre o ritmo de lançamentos e o desempenho comercial exige observar o calendário dos projetos. Segundo a própria companhia, dois empreendimentos foram apresentados ao mercado nos últimos dias de setembro, deixando pouco tempo para que suas unidades contribuíssem para as vendas do trimestre.</p>
<p>O Cidade Parque Guarapiranga, na zona sul de São Paulo, apresentou VGV proporcional de aproximadamente R$ 264,5 milhões e havia alcançado 42% de vendas na data da divulgação da prévia. O Azzure Resort Life, em Osasco, somou R$ 212 milhões em lançamentos, enquanto o Reserva São Caetano — GranResort, em São Caetano do Sul, contribuiu com R$ 250 milhões.</p>
<p>No acumulado dos nove primeiros meses de 2026, o cenário é mais favorável. A Eztec alcançou R$ 2,424 bilhões em lançamentos, crescimento de 53,3% em relação ao mesmo período de 2025 e recorde para a companhia nessa comparação. As vendas líquidas totalizaram R$ 1,798 bilhão, avanço de 29,2%, também um recorde para o período.</p>
<p>O estoque imobiliário terminou setembro em aproximadamente R$ 3,52 bilhões, crescimento de 31,5% em relação ao ano anterior. Desse total, cerca de R$ 1,09 bilhão corresponde a imóveis prontos, R$ 1,36 bilhão a unidades em construção e R$ 1,07 bilhão a lançamentos.</p>
<p>Um indicador que merece acompanhamento é a velocidade de vendas sobre a oferta (VSO), que passou de 16,4% no terceiro trimestre de 2025 para 12,9% no terceiro trimestre deste ano. A redução de 3,5 pontos percentuais mostra que a absorção das unidades disponíveis foi proporcionalmente menor, embora o resultado tenha sido influenciado pelo volume de lançamentos no encerramento de setembro.</p>
<p>O estoque de imóveis prontos, por outro lado, apresentou redução de aproximadamente 9,6% em relação ao segundo trimestre. A diminuição pode contribuir para a gestão do capital empregado nos empreendimentos, já que unidades concluídas e ainda não comercializadas representam recursos imobilizados.</p>
<p>A Eztec divulgará os resultados financeiros completos do terceiro trimestre em 5 de novembro, com apresentação aos investidores prevista para o dia seguinte. A prévia atual se concentra nos indicadores operacionais e não permite antecipar integralmente a evolução do lucro líquido, das margens e do fluxo de caixa.</p>
<h2>O que acompanhar nas ações da B3 nesta terça-feira</h2>
<p>O noticiário corporativo apresenta diferentes fatores para avaliação dos investidores. Na Vale, o acompanhamento se concentra nos desdobramentos de uma disputa envolvendo governança e sigilo de informações. Na Raízen, o foco está nas etapas da reorganização societária que poderá alterar a estrutura de participação dos acionistas e separar atividades industriais e de distribuição.</p>
<p>Na CSN, o principal ponto é a possibilidade de transformar um ativo siderúrgico no exterior em recursos para reduzir o endividamento. A transação possui valor empresarial definido no termo de negociação, mas ainda depende de fechamento.</p>
<p>Banco Pine e Lojas Renner oferecem informações mais imediatas para os acionistas, com valores e datas de proventos definidos. Já a Eztec apresenta indicadores que permitem avaliar o ritmo de expansão dos empreendimentos, a evolução das vendas e o aumento do estoque.</p>
<p>O conjunto de anúncios reforça a diversidade de fatores que influenciam as empresas listadas na Bolsa. Enquanto algumas companhias procuram reduzir dívidas ou reorganizar operações, outras divulgam resultados comerciais ou remuneram acionistas. Os efeitos sobre os preços das ações dependerão da avaliação de cada acontecimento pelo mercado, das expectativas anteriores e das condições gerais do pregão.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Vale — seção oficial de Relações com Investidores, com registro da nota de esclarecimento divulgada em 9 de outubro de 2026.</em></p>
<p><em>Stahlwerk Thüringen — comunicado corporativo de 12 de outubro de 2026 sobre a intenção da CSN de vender a companhia ao grupo Megasa.</em></p>
<p><em>Companhia Siderúrgica Nacional — fato relevante de 9 de outubro de 2026, reproduzido integralmente em publicação empresarial, com as condições do termo vinculante para venda da SWT.</em></p>
<p><em>Eztec — Prévia Operacional do terceiro trimestre de 2026, disponibilizada na central oficial de Relações com Investidores, com os dados de lançamentos, vendas, estoques e velocidade comercial.</em></p>
<p><em>Lojas Renner — calendário oficial de eventos societários de 2026, com o valor e a data de pagamento de juros sobre o capital próprio.</em></p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Day trade hoje: Ágora indica compra de BPAC11 e venda de AURE3; veja seis ações</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/day-trade-hoje-13-outubro-2026-agora-bpac11-aure3</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Oct 2026 12:46:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mercados]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Aprenda sobre estratégias de day trade com BTG Pactual e outras ações que podem trazer retorno significativo nesta terça-feira.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Ágora Investimentos selecionou seis ações para operações de day trade nesta terça-feira (13), com estratégias de compra de BTG Pactual (BPAC11), Direcional (DIRR3) e RD Saúde (RADL3), além de posições vendedoras em Auren Energia (AURE3), Brava Energia (BRAV3) e Klabin (KLBN11). As recomendações são baseadas em análise gráfica e apresentam objetivos de valorização ou desvalorização que variam de 1,38% a 1,49%, dependendo do ativo. Os percentuais representam retornos brutos potenciais, calculados a partir de preços específicos de entrada, e não ganhos assegurados aos investidores.</p>
<p>Entre as operações de compra, o maior potencial percentual indicado é o da RD Saúde, com objetivo de 1,49%. Nas posições de venda, a Auren apresenta a maior variação projetada, de 1,48%. O BTG Pactual, um dos destaques da seleção, possui preço de entrada sugerido de R$ 81,70 e objetivo de R$ 82,86, diferença de R$ 1,16 por unit. A operação corresponde a um retorno potencial de 1,42%, caso o papel alcance o preço indicado depois da abertura da posição.</p>
<p>As recomendações foram elaboradas para a sessão desta terça-feira, primeiro pregão da semana na B3 após o feriado nacional de 12 de outubro. O intervalo entre as negociações de sexta-feira (9) e a retomada do mercado amplia a importância das condições de abertura, uma vez que <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/noticias" target="_blank"  rel="noopener" title="Notícias" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340610">notícias</a> e movimentos internacionais registrados durante o período podem provocar diferenças entre os últimos preços negociados e as cotações iniciais.</p>
<p>Diferentemente das recomendações de investimento de médio e longo prazo, o day trade procura aproveitar oscilações de curtíssima duração. As posições são abertas e encerradas no mesmo pregão, e sua execução depende do comportamento efetivo dos preços. Por isso, uma indicação de compra não significa que o ativo necessariamente subirá, assim como uma recomendação de venda não representa uma previsão de queda garantida.</p>
<h2>BTG Pactual (BPAC11) tem alvo de R$ 82,86 na estratégia de compra</h2>
<p>O BTG Pactual aparece entre as três indicações de compra da Ágora para a sessão. As units do banco encerraram o último pregão, na sexta-feira (9), cotadas a R$ 81,50, segundo os preços utilizados como referência na análise divulgada nesta manhã.</p>
<p>A corretora estabeleceu entrada em R$ 81,70, objetivo de R$ 82,86 e stop de proteção em R$ 81,09. A diferença entre o preço de entrada e o alvo corresponde a R$ 1,16 por unit, equivalente a aproximadamente 1,42%. Em sentido contrário, a distância até o stop é de R$ 0,61, ou cerca de 0,75%.</p>
<p>A estratégia considera uma valorização durante o pregão, mas somente passa a ser aplicável caso as condições previstas para a entrada sejam atendidas. Se a cotação não alcançar o nível estabelecido, a operação poderá permanecer sem execução.</p>
<p>O preço de entrada também está R$ 0,20 acima do fechamento anterior, diferença de aproximadamente 0,25%. Esse intervalo indica que a estratégia não pressupõe necessariamente a compra imediata na abertura do mercado, mas o atendimento de um nível de preço definido pela análise técnica.</p>
<p>A seleção do BTG ocorre em um momento de atenção dos investidores ao desempenho das instituições financeiras e às perspectivas para o mercado brasileiro. Entretanto, a recomendação específica desta terça-feira é fundamentada em parâmetros gráficos de curto prazo, e não deve ser confundida com uma avaliação fundamentalista do banco ou com um preço-alvo de longo prazo.</p>
<h2>Direcional e RD Saúde completam as três recomendações de compra</h2>
<p>A Direcional (DIRR3) também integra a lista de operações compradoras. Para a construtora, a Ágora definiu entrada em R$ 12,33, objetivo de R$ 12,51 e stop em R$ 12,24. O ganho potencial é de 1,46%, enquanto a perda calculada até o stop corresponde a aproximadamente 0,73% do valor de entrada.</p>
<p>A diferença de R$ 0,18 entre a entrada e o objetivo representa o movimento de alta necessário para a realização integral do retorno projetado. Caso a cotação recue após o acionamento da operação, o nível de R$ 12,24 funciona como referência para o encerramento da posição com prejuízo limitado, sujeito às condições de execução do mercado.</p>
<p>Na RD Saúde (RADL3), a estratégia apresenta a maior expectativa percentual de ganho entre todas as posições compradoras. O preço indicado para entrada é de R$ 21,51, com objetivo de R$ 21,83 e stop em R$ 21,36.</p>
<p>O intervalo positivo de R$ 0,32 corresponde a aproximadamente 1,49% do preço de entrada. Já a diferença negativa de R$ 0,15 equivale a cerca de 0,70%, percentual que representa a perda planejada caso a operação seja encerrada exatamente no nível estabelecido como proteção.</p>
<p>As indicações para Direcional e RD Saúde envolvem <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340611">empresas</a> de segmentos distintos, construção civil e varejo farmacêutico. A presença das duas companhias na mesma lista não significa que estejam sujeitas aos mesmos fatores operacionais ou econômicos. A lógica da seleção está concentrada na possibilidade de movimentos de preço durante o pregão, independentemente das perspectivas de longo prazo para seus respectivos setores.</p>
<h2>Recomendações de compra da Ágora para 13 de outubro</h2>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Ação</th>
<th align="right">Entrada</th>
<th align="right">Objetivo</th>
<th align="right">Ganho potencial</th>
<th align="right">Stop</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>BTG Pactual (BPAC11)</td>
<td align="right">R$ 81,70</td>
<td align="right">R$ 82,86</td>
<td align="right">1,42%</td>
<td align="right">R$ 81,09</td>
</tr>
<tr>
<td>Direcional (DIRR3)</td>
<td align="right">R$ 12,33</td>
<td align="right">R$ 12,51</td>
<td align="right">1,46%</td>
<td align="right">R$ 12,24</td>
</tr>
<tr>
<td>RD Saúde (RADL3)</td>
<td align="right">R$ 21,51</td>
<td align="right">R$ 21,83</td>
<td align="right">1,49%</td>
<td align="right">R$ 21,36</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Os valores correspondem às referências divulgadas para operações nesta terça-feira. O alcance do objetivo depende do ingresso no preço indicado e da movimentação posterior do ativo, sem garantia de execução ou rentabilidade.</p>
<h2>Auren (AURE3) lidera indicações de venda, com alvo de R$ 15,32</h2>
<p>Na ponta vendedora, a Auren Energia (AURE3) apresenta o maior retorno potencial entre as três ações selecionadas. A corretora estabeleceu entrada em R$ 15,55, objetivo de recompra em R$ 15,32 e stop em R$ 15,67.</p>
<p>A operação procura aproveitar uma eventual desvalorização do papel. A diferença de R$ 0,23 entre o preço de venda e o objetivo representa ganho bruto potencial de 1,48%. Caso a cotação avance até o stop de R$ 15,67, a perda calculada a partir da entrada será de aproximadamente 0,77%.</p>
<p>Nas estratégias vendidas, a lógica de obtenção de resultado é inversa à das operações compradoras. O investidor busca vender o ativo a determinado preço e recomprá-lo posteriormente por um valor inferior, respeitando as condições operacionais e de disponibilidade estabelecidas pela corretora.</p>
<p>Esse tipo de posição envolve riscos específicos, pois uma alta da ação após a venda pode produzir prejuízos. O stop é utilizado como ferramenta de controle, mas não elimina completamente a possibilidade de perdas maiores, especialmente em momentos de baixa liquidez ou movimentação abrupta das cotações.</p>
<p>A recomendação de venda de Auren também não deve ser interpretada, isoladamente, como uma avaliação negativa sobre os fundamentos da companhia de energia. O horizonte da indicação é restrito ao pregão de 13 de outubro, e a perspectiva gráfica pode ser diferente da avaliação do negócio no longo prazo.</p>
<h2>Brava Energia e Klabin também entram na lista de vendas</h2>
<p>A Brava Energia (BRAV3) foi selecionada para uma operação de venda com preço de entrada em R$ 20,52 e objetivo de R$ 20,23. O intervalo corresponde a uma queda de R$ 0,29 por ação e retorno bruto potencial de aproximadamente 1,41%.</p>
<p>O stop sugerido para Brava é de R$ 20,67, nível R$ 0,15 superior à entrada. Em termos percentuais, a distância representa cerca de 0,73%, desde que a posição possa ser encerrada exatamente no preço de proteção.</p>
<p>A Klabin (KLBN11), por sua vez, completa a relação de operações vendedoras. A corretora indicou entrada em R$ 18,09, objetivo de R$ 17,84 e stop em R$ 18,23.</p>
<p>A queda necessária para atingir o alvo é de R$ 0,25 por unit, correspondente a aproximadamente 1,38%. A distância até o stop é de R$ 0,14, equivalente a cerca de 0,77%.</p>
<p>As três indicações de venda abrangem empresas de energia elétrica, petróleo e gás e papel e celulose. Apesar das diferenças setoriais, as operações seguem o mesmo princípio de tentar capturar movimentos de queda dentro de uma única sessão, com níveis previamente estabelecidos para entrada, realização de lucro e controle de perdas.</p>
<h2>Recomendações de venda da Ágora para 13 de outubro</h2>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Ação</th>
<th align="right">Entrada</th>
<th align="right">Objetivo</th>
<th align="right">Ganho potencial</th>
<th align="right">Stop</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Auren (AURE3)</td>
<td align="right">R$ 15,55</td>
<td align="right">R$ 15,32</td>
<td align="right">1,48%</td>
<td align="right">R$ 15,67</td>
</tr>
<tr>
<td>Brava Energia (BRAV3)</td>
<td align="right">R$ 20,52</td>
<td align="right">R$ 20,23</td>
<td align="right">1,41%</td>
<td align="right">R$ 20,67</td>
</tr>
<tr>
<td>Klabin (KLBN11)</td>
<td align="right">R$ 18,09</td>
<td align="right">R$ 17,84</td>
<td align="right">1,38%</td>
<td align="right">R$ 18,23</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Em todas as operações vendedoras, o objetivo é inferior ao preço de entrada. Os retornos estimados pressupõem a realização das duas etapas da negociação nos preços informados.</p>
<h2>Diferença entre alvo e stop define relação de risco das operações</h2>
<p>Os níveis apresentados pela Ágora permitem comparar a distância entre o ganho potencial e a perda inicialmente planejada. No BTG Pactual, por exemplo, o objetivo está R$ 1,16 acima da entrada, enquanto o stop está R$ 0,61 abaixo. Isso corresponde a uma relação aproximada de 1,9 para 1 entre o ganho projetado e a perda prevista.</p>
<p>Na RD Saúde, o intervalo até o alvo é de R$ 0,32, contra R$ 0,15 até o stop, uma relação aproximada de 2,1 para 1. Na Direcional, essa proporção é de 2 para 1. Entre as posições vendedoras, os parâmetros de Auren, Brava Energia e Klabin também apresentam objetivos maiores, em valores absolutos, do que as respectivas distâncias até os stops.</p>
<p>Essa estrutura não permite concluir que as operações serão lucrativas. A relação entre ganho e perda potenciais é apenas uma das variáveis envolvidas no controle de risco. O resultado de uma estratégia depende também da frequência com que os objetivos são alcançados, do comportamento dos preços após a entrada e das condições de execução das ordens.</p>
<p>Uma relação favorável entre alvo e stop pode coexistir com uma baixa taxa de acerto. Da mesma forma, uma estratégia com operações vencedoras frequentes pode acumular prejuízos caso perdas ocasionais sejam maiores do que as inicialmente previstas.</p>
<p>Para exemplificar os valores, uma operação hipotética de compra de 100 units de BPAC11 ao preço indicado de R$ 81,70 envolveria R$ 8.170 em valor negociado. Se o objetivo de R$ 82,86 fosse alcançado e a venda executada exatamente nesse nível, o ganho bruto seria de R$ 116. Se a posição fosse encerrada no stop de R$ 81,09, a perda seria de R$ 61. Os cálculos desconsideram corretagem, emolumentos, tributos e eventuais diferenças de execução.</p>
<h2>Como funcionam as recomendações de day trade da Ágora</h2>
<p>As indicações divulgadas pela Ágora seguem uma metodologia de análise gráfica voltada à identificação de movimentos de curtíssimo prazo. Os analistas procuram estabelecer níveis de preço nos quais consideram existir uma oportunidade operacional, acompanhados de objetivos e parâmetros de proteção.</p>
<p>As seis estratégias são válidas exclusivamente para esta terça-feira (13). A divulgação não significa que todas as operações serão executadas, pois os preços de entrada precisam ser atingidos nas condições previstas.</p>
<p>Outra regra importante envolve a abertura do pregão. Caso uma ação registre um salto ou uma queda de preço e alcance o objetivo antes de passar pelo ponto de entrada, a operação correspondente é cancelada, conforme a metodologia apresentada. O procedimento evita tratar como oportunidade uma movimentação que já ocorreu sem que a posição tenha sido aberta.</p>
<p>O stop de proteção também só passa a ter aplicação depois da entrada efetiva na operação. Antes disso, os níveis informados funcionam como parâmetros de planejamento, e não como ordens automaticamente executadas.</p>
<p>Os percentuais apresentados representam retornos brutos, sem considerar os custos de negociação. Corretagem, emolumentos, eventuais despesas operacionais e tributação podem diminuir o resultado líquido. Diferenças entre os preços esperados e aqueles efetivamente obtidos também podem alterar os resultados, tanto nas operações lucrativas quanto nas deficitárias.</p>
<p>A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) classifica o day trade como uma modalidade de alto risco e destaca a importância do conhecimento técnico, do gerenciamento de posições e da compreensão das perdas potenciais. Em materiais educativos, o órgão ressalta que a possibilidade de ganhos em intervalos curtos não elimina a exposição a movimentos inesperados de mercado.</p>
<p>Para a sessão de 13 de outubro, as recomendações da Ágora concentram-se em três estratégias de valorização e três de desvalorização, com objetivos próximos de 1,4%. A execução dependerá dos preços efetivamente negociados ao longo do dia. Os níveis apresentados servem como referências operacionais e não constituem garantia de retorno.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Bolsas europeias sobem com bancos em alta e expectativa por balanços trimestrais</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/bolsas-europeias-hoje-12-outubro-2026-bancos-balancos</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 Oct 2026 11:58:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ações europeias]]></category>
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		<category><![CDATA[Bolsa de Frankfurt]]></category>
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		<category><![CDATA[JPMorgan]]></category>
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		<category><![CDATA[Mercado Financeiro]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Petróleo]]></category>
		<category><![CDATA[Stoxx 600]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Balanços corporativos da Europa e dos EUA estão no radar nesta semana</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As principais bolsas europeias operam em alta nesta segunda-feira (12), sustentadas pela valorização das ações de bancos e pela expectativa de divulgação dos resultados trimestrais de grandes empresas dos setores financeiro, tecnológico e de luxo. O índice pan-europeu Stoxx 600 avançava 0,48%, aos 634,58 pontos, por volta das 6h25, no horário de Brasília, enquanto o setor bancário registrava ganho de aproximadamente 1,4%. O movimento ocorre em meio à reavaliação dos riscos associados aos juros, ao comportamento dos preços de energia e às perspectivas de crescimento econômico na Europa e nos Estados Unidos.</p>
<p>A Bolsa de Madri apresentava um dos desempenhos mais expressivos da região. O Ibex 35, índice que reúne as principais companhias espanholas e possui participação relevante de instituições financeiras, subia 0,80% às 6h41. No mesmo horário, Londres avançava 0,56%, Frankfurt registrava alta de 0,53% e Paris ganhava 0,16%. Milão e Lisboa também operavam no campo positivo, com valorizações de 0,70% e 0,18%, respectivamente. Os números representam cotações parciais da manhã e ainda podem mudar até o encerramento das negociações.</p>
<p>O desempenho superior dos bancos contribuiu para sustentar os índices europeus, apesar das incertezas sobre o rumo da <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340600">política</a> monetária. A valorização setorial de 1,4% correspondia a quase três vezes a alta de 0,48% do Stoxx 600, uma diferença de 0,92 ponto percentual. A comparação evidencia a concentração de parte dos ganhos da sessão nas instituições financeiras, enquanto investidores aguardam indicadores capazes de esclarecer os efeitos dos juros elevados sobre crédito, consumo e rentabilidade empresarial.</p>
<p>O início da temporada de resultados do terceiro trimestre também influencia as negociações. O conglomerado francês de luxo LVMH divulgará nesta segunda-feira, depois do fechamento do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340599">mercado</a> de Paris, seus números de receita relativos ao período de julho a setembro. Nos Estados Unidos, JPMorgan Chase e Citigroup apresentarão seus balanços na terça-feira (13), oferecendo novas informações sobre a situação do sistema bancário americano e as condições de financiamento da maior <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank"  rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340596">economia</a> mundial.</p>
<h2>Bancos lideram ganhos em meio às expectativas sobre juros</h2>
<p>A valorização dos bancos europeus ocorre em um ambiente no qual os investidores procuram avaliar a possibilidade de manutenção de juros elevados por um período prolongado. Instituições financeiras podem se beneficiar de determinadas condições de taxas de juros, especialmente quando conseguem preservar margens favoráveis entre a remuneração de suas operações de crédito e o custo de captação. Entretanto, o impacto efetivo depende da estrutura de ativos e passivos de cada banco, do comportamento da demanda por empréstimos e da evolução da inadimplência.</p>
<p>Na Espanha, o peso de grandes instituições financeiras ajuda a explicar a sensibilidade do Ibex 35 às mudanças nas expectativas monetárias. Bancos com operações domésticas e internacionais possuem exposição a diferentes economias, moedas e ciclos de crédito. Por isso, a valorização conjunta do setor pode refletir tanto fatores relacionados à política monetária europeia quanto avaliações específicas sobre os resultados das instituições.</p>
<p>O Banco Central Europeu (BCE) elevou suas principais taxas de juros em 0,25 ponto percentual na reunião de 10 de setembro, diante da persistência das pressões inflacionárias. Desde 16 de setembro, a taxa de depósito está em 2,50% ao ano, enquanto a taxa das operações principais de refinanciamento foi estabelecida em 2,65% e a facilidade permanente de cedência de liquidez em 2,90%.</p>
<p>A instituição justificou o aumento pela necessidade de assegurar a convergência da inflação à meta de 2% no médio prazo. O conflito no Oriente Médio e seus efeitos sobre os custos de energia permanecem entre os fatores que dificultam esse processo. Embora taxas mais elevadas possam favorecer determinadas receitas bancárias, também encarecem o crédito para <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340598">empresas</a> e famílias, com consequências potenciais sobre atividade econômica e qualidade das carteiras de empréstimos.</p>
<p>Uma pesquisa realizada pela Reuters entre 5 e 8 de outubro mostrou que a maioria dos economistas consultados espera a manutenção da taxa de depósito em 2,50% na reunião de 29 de outubro, seguida de um possível aumento para 2,75% em dezembro. Essas estimativas representam expectativas de mercado e não decisões antecipadas do BCE, que continuará avaliando os indicadores econômicos antes de definir seus próximos movimentos.</p>
<h2>Inflação de 3,8% mantém pressão sobre a política monetária europeia</h2>
<p>Os indicadores mais recentes ajudam a explicar a cautela em relação aos juros. Segundo a estimativa preliminar divulgada pelo Eurostat em 2 de outubro, a inflação anual da zona do euro acelerou de 3,2% em agosto para 3,8% em setembro. O aumento de 0,6 ponto percentual colocou a taxa 1,8 ponto acima da meta de estabilidade de preços perseguida pelo Banco Central Europeu.</p>
<p>A energia foi o componente de maior pressão. Os preços energéticos apresentaram inflação anual de 18,8% em setembro, contra 14,3% em agosto, uma aceleração de 4,5 pontos percentuais. O resultado evidencia a transmissão do encarecimento do petróleo, do gás e de outros insumos para a economia europeia, especialmente em um período de instabilidade nas rotas internacionais de abastecimento.</p>
<p>A inflação dos serviços também avançou, passando de 3% para 3,2%, enquanto os preços de alimentos, bebidas alcoólicas e tabaco subiram 1,4% na comparação anual. O núcleo do índice, que exclui energia, alimentos, álcool e tabaco, ficou em 2,5%, acima da meta do BCE, mas significativamente abaixo da inflação geral.</p>
<p>A diferença entre a inflação total e o núcleo mostra a importância do choque energético no resultado recente. Embora os preços da energia apresentem variações mais intensas, seus efeitos podem se espalhar por outros segmentos, como transportes, produção industrial e distribuição de mercadorias. A intensidade dessa transmissão dependerá da duração dos aumentos e da capacidade das empresas de absorver custos sem repassá-los integralmente aos consumidores.</p>
<p>Nas projeções divulgadas em setembro, o BCE estimou inflação média de 3% para 2026 e crescimento econômico de 0,9% na zona do euro. Para 2027, a autoridade monetária prevê inflação de 2,5% e expansão do Produto Interno Bruto de 1,4%. A combinação de crescimento moderado com inflação persistente limita o espaço para uma flexibilização rápida das condições monetárias.</p>
<h2>LVMH divulga números do terceiro trimestre após fechamento em Paris</h2>
<p>O setor de luxo também está no centro das atenções nesta segunda-feira. A LVMH, controladora de marcas como Louis Vuitton, Dior, Tiffany &amp; Co. e Sephora, divulgará seus números de receita do terceiro trimestre após o encerramento das negociações em Paris. A apresentação está prevista para as 18h no horário francês, conforme o calendário financeiro da companhia.</p>
<p>As ações da LVMH registravam valorização próxima de 0,5% durante a manhã, enquanto investidores aguardavam informações sobre a demanda pelos produtos de alto padrão nos principais mercados consumidores. O desempenho da China, dos Estados Unidos e da Europa será especialmente relevante para avaliar a capacidade de recuperação do setor, que enfrenta mudanças no comportamento de consumo e pressões sobre preços e custos operacionais.</p>
<p>No primeiro semestre de 2026, a LVMH registrou receita de 38,6 bilhões de euros e lucro operacional recorrente de 8,7 bilhões de euros. A margem operacional ficou em 22,5%, enquanto o fluxo de caixa livre operacional alcançou 4,1 bilhões de euros. Os números foram divulgados pela companhia em julho e servem como referência para a avaliação dos resultados que serão apresentados nesta segunda-feira.</p>
<p>O crescimento orgânico da receita havia acelerado para 3% no segundo trimestre, depois de um desempenho mais moderado nos primeiros meses do ano. Segundo a empresa, a expansão teria chegado a 4% caso fossem desconsiderados os efeitos do conflito no Oriente Médio. A evolução representou uma melhora em relação ao ambiente observado anteriormente, embora não tenha eliminado as dificuldades enfrentadas por algumas divisões de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank"  rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340597">negócios</a>.</p>
<p>A divulgação desta segunda-feira permitirá verificar se a recuperação observada no segundo trimestre teve continuidade entre julho e setembro. O mercado acompanhará principalmente a evolução das vendas de moda e artigos de couro, a demanda por joias e relógios e o desempenho das operações de varejo seletivo. Como o comunicado previsto é de receita trimestral, não deve ser confundido com uma divulgação completa de lucro e demonstrações financeiras referentes ao período.</p>
<h2>JPMorgan e Citigroup abrem temporada de balanços bancários nos Estados Unidos</h2>
<p>A partir de terça-feira, o foco dos investidores se voltará para os resultados de grandes instituições financeiras americanas. O JPMorgan Chase programou a divulgação de seu balanço do terceiro trimestre para aproximadamente 7h da manhã no horário de Nova York, seguida de apresentação aos investidores às 8h30. O Citigroup também confirmou a divulgação de resultados em 13 de outubro.</p>
<p>Os números permitirão avaliar como os bancos americanos atravessaram um trimestre marcado por juros elevados, oscilações dos mercados financeiros e incertezas sobre o crescimento econômico. Entre os principais indicadores acompanhados estarão a receita líquida de juros, o desempenho das operações de banco de investimento, as provisões para perdas com crédito e a evolução dos depósitos.</p>
<p>A receita líquida de juros representa a diferença entre os rendimentos obtidos nas operações financeiras e os custos associados à captação de recursos. Sua evolução depende tanto do nível dos juros quanto da composição das carteiras e do comportamento dos clientes. Já as provisões para perdas oferecem informações sobre a avaliação dos bancos em relação ao risco de inadimplência.</p>
<p>Os resultados também deverão mostrar a evolução das atividades de negociação de títulos, moedas e outros instrumentos financeiros. Em períodos de volatilidade, essas operações podem gerar receitas adicionais, embora os efeitos variem conforme as posições assumidas e os riscos administrados pelas instituições.</p>
<p>Além dos bancos, o calendário inclui divulgações de empresas ligadas a semicondutores e investimentos, como ASML e EQT, ao longo da semana. O desempenho dessas companhias será acompanhado em um momento de forte direcionamento de capital para infraestrutura computacional e tecnologias associadas à inteligência artificial.</p>
<h2>Nordex avança após registrar aumento de 29,5% nas encomendas</h2>
<p>Entre os destaques corporativos desta segunda-feira está a fabricante alemã de turbinas eólicas Nordex, cujas ações chegaram a subir aproximadamente 2,5% depois da divulgação de novos dados operacionais. A companhia informou que recebeu encomendas equivalentes a 2.810 megawatts de capacidade no terceiro trimestre de 2026, um aumento de 29,5% em relação aos 2.170 megawatts registrados no mesmo período de 2025.</p>
<p>A diferença corresponde a 640 megawatts adicionais em novos pedidos. No acumulado dos nove primeiros meses do ano, as encomendas alcançaram 7.733 megawatts, avanço de 16,1% sobre os 6.661 megawatts registrados entre janeiro e setembro do ano anterior. O desempenho foi sustentado principalmente pela demanda da Turquia, da Alemanha e dos Estados Unidos.</p>
<p>O preço médio de venda por megawatt de capacidade contratada ficou em 900 mil euros no terceiro trimestre, abaixo dos 930 mil euros registrados um ano antes. A redução de aproximadamente 3,2% mostra que o aumento do volume de encomendas não foi acompanhado por uma elevação equivalente do preço médio dos equipamentos. O indicador, contudo, pode variar conforme a composição dos projetos contratados.</p>
<p>Outra empresa em destaque foi a francesa Vallourec, fabricante de tubos de aço utilizados pela indústria de energia. As ações avançavam cerca de 4% após a divulgação de um contrato com a TotalEnergies relacionado ao desenvolvimento do campo de gás Absheron, no Azerbaijão. O anúncio reforçou o interesse por companhias com contratos específicos de fornecimento, em uma sessão marcada pela valorização de diferentes segmentos industriais.</p>
<h2>Petróleo oscila com anúncio de Trump sobre diesel russo</h2>
<p>As bolsas europeias também acompanham a movimentação dos preços do petróleo, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um entendimento envolvendo a compra de diesel russo e afirmou que Rússia e Ucrânia teriam concordado em interromper ataques contra infraestruturas energéticas.</p>
<p>O anúncio provocou oscilações nas cotações internacionais, diante da possibilidade de aumento da oferta de combustíveis refinados. O Brent chegou a registrar recuo nas primeiras horas de negociação, mas posteriormente apresentou recuperação, com valorização próxima de 1% em determinado momento da manhã, segundo os dados de mercado. A mudança de direção mostra que os investidores ainda avaliam a viabilidade das medidas anunciadas.</p>
<p>Na sexta-feira (9), o Departamento do Tesouro americano publicou uma autorização específica para transações relacionadas à venda, entrega e importação de diesel de origem russa. A medida representa uma flexibilização delimitada das restrições econômicas, sem significar a suspensão geral das sanções contra Moscou.</p>
<p>A declaração de Trump sobre uma possível interrupção dos ataques à infraestrutura energética também exige cautela. Autoridades ucranianas relataram novos ataques russos e não reconheceram a existência de um cessar-fogo plenamente implementado. Dessa forma, a expectativa de redução das hostilidades ainda não corresponde a uma normalização comprovada das condições de segurança.</p>
<p>Para a economia europeia, o comportamento do petróleo permanece relevante porque afeta a inflação, os custos industriais e as perspectivas de juros. Uma redução sustentada dos preços poderia aliviar parte das pressões sobre empresas e consumidores, enquanto novas interrupções de fornecimento tenderiam a ampliar os riscos econômicos.</p>
<p>A abertura positiva das bolsas nesta segunda-feira reúne, portanto, fatores de curto prazo e expectativas que ainda precisam ser confirmadas. A valorização dos bancos oferece sustentação aos índices, mas a continuidade do movimento dependerá dos resultados corporativos, da evolução dos juros e dos acontecimentos no mercado de energia. As divulgações de LVMH, JPMorgan e Citigroup serão as primeiras referências relevantes da semana para avaliar se as expectativas dos investidores encontram respaldo no desempenho efetivo das empresas.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Stoxx &#8211; informações sobre o desempenho do índice Stoxx 600 e do segmento bancário europeu nas negociações de 12 de outubro de 2026.</em></p>
<p><em>Banco Central Europeu &#8211; decisão de política monetária de 10 de setembro de 2026, com atualização das taxas de juros, projeções de inflação e crescimento econômico.</em></p>
<p><em>Eurostat &#8211; estimativa preliminar da inflação da zona do euro de setembro de 2026, divulgada em 2 de outubro, com dados sobre energia, serviços e núcleo da inflação.</em></p>
<p><em>LVMH &#8211; calendário financeiro de outubro de 2026 e comunicado de resultados do primeiro semestre, com dados de receita, lucro operacional, margens e fluxo de caixa.</em></p>
<p><em>JPMorgan Chase &#8211; comunicado de 17 de setembro de 2026 com o calendário oficial de divulgação dos resultados do terceiro trimestre.</em></p>
<p><em>Citigroup &#8211; calendário de relações com investidores e confirmação da apresentação de resultados do terceiro trimestre em 13 de outubro de 2026.</em></p>
<p><em>Nordex &#8211; comunicado corporativo de 12 de outubro de 2026 sobre o aumento das encomendas de turbinas eólicas no terceiro trimestre e no acumulado do ano.</em></p>
<p><em>Vallourec &#8211; comunicado de 12 de outubro de 2026 sobre contrato de fornecimento para o campo de gás Absheron, no Azerbaijão.</em></p>
<p><em>Departamento do Tesouro dos Estados Unidos &#8211; Licença Geral nº 135, publicada em 9 de outubro de 2026, relativa a transações com diesel de origem russa.</em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Petróleo sobe com furacão e tensão no Oriente Médio; Brent fecha a US$ 104,72</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/petroleo-hoje-9-outubro-2026-brent-wti-furacao</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandro Dias]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Oct 2026 20:33:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Brent]]></category>
		<category><![CDATA[commodities]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na semana, o Brent e o WTI avançaram 2,41% e 0,81%, respectivamente</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Os contratos futuros de petróleo encerraram a sexta-feira (9) em alta, sustentados pelas interrupções na produção americana provocadas pelo furacão Isaias e pelos riscos persistentes ao abastecimento internacional decorrentes da guerra no Oriente Médio. O Brent para dezembro avançou 0,42%, fechando a US$ 104,72 por barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) para novembro subiu 0,39%, a US$ 91,85, na bolsa de Nova York. O resultado consolidou uma semana de valorização, apesar das oscilações provocadas pelas negociações diplomáticas envolvendo Estados Unidos e Irã e por medidas anunciadas para ampliar a disponibilidade de combustíveis.</p>
<p>A principal pressão sobre a oferta nesta sexta-feira veio do Golfo do México, onde operadores de plataformas marítimas suspenderam aproximadamente 1,46 milhão de barris diários de produção, segundo dados oficiais da Marine Minerals Administration (MMA), agência vinculada ao Departamento do Interior americano. O volume representa 71,51% da produção de petróleo em águas federais da região, percentual superior aos 62,89% registrados na quinta-feira (8). A paralisação preventiva ocorre enquanto o furacão Isaias, classificado na categoria 3, avança em direção à costa americana, ameaçando instalações de extração, transporte e refino.</p>
<p>Na comparação semanal, o Brent acumulou valorização de 2,41%, enquanto o WTI registrou ganho de 0,81%. Com base nesses percentuais, o petróleo de referência internacional havia encerrado a semana anterior próximo de US$ 102,26, o que representa uma elevação aproximada de US$ 2,46 por barril. Já o contrato americano apresentou aumento equivalente a US$ 0,74, partindo de cerca de US$ 91,11. A diferença de desempenho reflete a exposição distinta dos dois mercados às interrupções internacionais de fornecimento e às condições de produção nos Estados Unidos.</p>
<p>O encerramento positivo ocorreu mesmo depois de o presidente americano, Donald Trump, anunciar um entendimento com o presidente russo, Vladimir Putin, para ampliar a oferta internacional de diesel. O governo dos Estados Unidos também autorizou temporariamente determinadas transações envolvendo combustível de origem russa, até então sujeitas a restrições econômicas. A iniciativa acrescentou um novo elemento às negociações de energia, especialmente diante dos preços elevados dos derivados e das dificuldades enfrentadas por refinarias e distribuidores.</p>
<h2>Furacão Isaias interrompe quase três quartos da produção marítima americana</h2>
<p>O avanço do furacão Isaias provocou uma rápida ampliação das paralisações nas instalações petrolíferas do Golfo do México. De acordo com os relatórios da Marine Minerals Administration, a produção interrompida passou de 511.619 barris por dia na quarta-feira (7) para 1.282.879 barris na quinta-feira (8), alcançando 1.458.814 barris nesta sexta-feira. Em apenas dois dias, o volume de produção suspensa aumentou aproximadamente 947 mil barris diários, crescimento superior a 185%.</p>
<p>Entre quinta e sexta-feira, a quantidade de petróleo retirada temporariamente da produção avançou 175.935 barris por dia, o equivalente a aproximadamente 13,7%. O aumento mostra que as <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340572">empresas</a> continuaram desativando instalações à medida que o sistema meteorológico se aproximava da costa, mesmo depois de uma parcela expressiva das operações já ter sido interrompida.</p>
<p>As medidas de segurança envolveram a retirada de trabalhadores de 129 plataformas de produção, correspondentes a 34,77% das 371 instalações tripuladas monitoradas pela agência. Também foram evacuadas oito unidades móveis de perfuração, enquanto duas plataformas com sistemas de posicionamento dinâmico foram deslocadas de suas áreas de operação para reduzir a exposição ao fenômeno.</p>
<p>O impacto alcançou ainda a produção de gás natural. Segundo a MMA, aproximadamente 1,26 bilhão de pés cúbicos diários deixaram de ser produzidos, volume equivalente a 58,84% da produção regional. A interrupção simultânea de petróleo e gás amplia os efeitos potenciais do furacão sobre diferentes segmentos do setor energético, incluindo unidades industriais que dependem do fornecimento contínuo desses insumos.</p>
<p>As paralisações são procedimentos preventivos destinados a proteger trabalhadores, instalações e o meio ambiente. As operadoras fecham válvulas de segurança e interrompem o fluxo dos poços antes da chegada das condições meteorológicas mais severas. Depois da passagem da tempestade, a produção poderá ser retomada mediante inspeções técnicas, desde que não sejam identificados danos estruturais. Portanto, os volumes suspensos não representam necessariamente perdas permanentes de produção.</p>
<p>O Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC) informou que Isaias deve atingir a costa americana entre a noite desta sexta-feira e o início de sábado (10). A trajetória projetada coloca sob risco áreas de produção e processamento de petróleo e gás, além de instalações industriais e logísticas próximas ao litoral. A intensidade dos efeitos dependerá do ponto de chegada do furacão e das condições encontradas pelas empresas durante a retomada das operações.</p>
<h2>Guerra no Oriente Médio mantém petróleo acima de US$ 100</h2>
<p>Embora a interrupção americana tenha exercido influência direta sobre os preços nesta sexta-feira, o conflito no Oriente Médio continua sendo o principal fator estrutural de pressão sobre o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340571">mercado</a> internacional de petróleo. Ataques a navios, instalações de produção e rotas de exportação reduziram a previsibilidade do fornecimento, aumentando os custos de transporte e de seguro marítimo.</p>
<p>O Estreito de Ormuz permanece no centro das preocupações. Localizada entre o Irã e Omã, a passagem concentra uma parcela relevante do comércio mundial de petróleo e derivados. Antes da guerra, aproximadamente 20% do consumo global de líquidos petrolíferos correspondia ao volume movimentado pela rota. Qualquer interrupção significativa afeta diretamente as exportações de países produtores do Golfo Pérsico e exige a utilização de trajetos alternativos, nem sempre disponíveis em capacidade suficiente.</p>
<p>O presidente Donald Trump afirmou nesta sexta-feira que mais de 28 milhões de barris haviam atravessado o Estreito de Ormuz na quinta-feira. A declaração foi apresentada como sinal de recuperação do fluxo marítimo, mas o volume mencionado não foi confirmado de maneira independente pelos dados oficiais consultados. A movimentação de navios continua sujeita a mudanças rápidas conforme a evolução das condições de segurança.</p>
<p>Trump também reiterou que Washington mantém negociações com Teerã e que o conflito deverá terminar, com ou sem um acordo formal entre os dois governos. As declarações contribuíram para reduzir temporariamente a pressão sobre os preços durante o pregão. Entretanto, a continuidade das operações militares e a ausência de um entendimento definitivo impediram que o mercado eliminasse o prêmio de risco associado à região.</p>
<p>A instabilidade também alcançou o Estreito de Bab el-Mandeb, no acesso ao Mar Vermelho, onde confrontos envolvendo forças do governo do Iêmen e os houthis ampliaram as ameaças à navegação comercial. Autoridades iemenitas anunciaram avanços militares na região, mas as condições de segurança permanecem incertas. A rota é especialmente importante para o transporte de petróleo saudita destinado à Europa e para a circulação internacional de mercadorias pelo Canal de Suez.</p>
<h2>Arábia Saudita retoma fornecimento e reduz pressão sobre refinarias europeias</h2>
<p>Um dos fatores que ajudaram a conter uma valorização mais intensa do petróleo foi a recuperação parcial da infraestrutura de exportação da Arábia Saudita. A Saudi Aramco informou a refinarias europeias que pretende atender integralmente aos pedidos de petróleo para novembro, depois da retomada das operações no oleoduto East-West, atingido anteriormente por ataques.</p>
<p>A estrutura conecta instalações produtoras próximas ao Golfo Pérsico ao terminal de Yanbu, no Mar Vermelho, permitindo exportar petróleo por uma rota que evita a passagem pelo Estreito de Ormuz. Antes das interrupções registradas em setembro, o oleoduto transportava mais de cinco milhões de barris por dia destinados à exportação, segundo estimativas da Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos (EIA).</p>
<p>A recuperação do sistema representa uma alternativa importante para consumidores europeus, que enfrentaram dificuldades de abastecimento durante as paralisações. Entretanto, o funcionamento do oleoduto não elimina os riscos associados à navegação no Mar Vermelho. O petróleo transportado até Yanbu ainda depende de condições adequadas de segurança marítima para alcançar os mercados consumidores.</p>
<p>A EIA estima que a produção interrompida no Oriente Médio tenha alcançado média de 4,8 milhões de barris diários em setembro, abaixo dos 5,8 milhões registrados em agosto. No momento de maior restrição, em maio, as paralisações chegaram a aproximadamente 10,9 milhões de barris por dia. Os números indicam recuperação parcial da capacidade de abastecimento, embora o mercado continue operando sob limitações superiores às observadas antes do conflito.</p>
<p>A retomada das exportações sauditas e a reorganização das rotas de transporte ajudam a explicar por que o petróleo não permaneceu nas máximas registradas em setembro. Ainda assim, os custos adicionais de seguro, frete e segurança continuam incorporados às operações comerciais, especialmente nas regiões diretamente expostas aos ataques.</p>
<h2>Estados Unidos liberam importação de diesel russo até abril de 2027</h2>
<p>A preocupação com o fornecimento de combustíveis refinados levou o governo americano a anunciar uma mudança específica em sua <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340573">política</a> de sanções contra a Rússia. Nesta sexta-feira, Trump declarou ter chegado a um entendimento com Vladimir Putin para disponibilizar mais de 300 mil toneladas de diesel imediatamente aos mercados americano e internacional.</p>
<p>Segundo o presidente dos Estados Unidos, o acordo prevê outras 500 mil toneladas em novembro e mais um milhão de toneladas posteriormente. Também foi mencionada a possibilidade de fornecimento adicional de três milhões de toneladas, condicionada às condições operacionais das refinarias russas. Considerados todos os volumes anunciados, o potencial total chegaria a 4,8 milhões de toneladas, mas parte desse montante ainda depende de capacidade produtiva e logística.</p>
<p>O anúncio foi acompanhado por uma decisão formal do Departamento do Tesouro americano. O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) publicou a Licença Geral nº 135, autorizando operações relacionadas à venda, entrega, descarga e importação de diesel de origem russa até 7 de abril de 2027. A autorização constitui uma exceção específica às restrições econômicas aplicáveis ao combustível e não representa a suspensão geral das sanções impostas à Rússia.</p>
<p>A medida procura aliviar a escassez de derivados em um período de preços elevados. Nos Estados Unidos, o diesel alcançou média de US$ 6,28 por galão na quinta-feira, conforme dados da associação automobilística AAA. O combustível possui papel central no transporte rodoviário de mercadorias, na atividade agrícola e em diversas operações industriais, de modo que sua valorização pode alcançar os preços finais de produtos e serviços.</p>
<p>Os estoques americanos de destilados, categoria que inclui diesel e óleo para aquecimento, somavam aproximadamente 105,1 milhões de barris na semana encerrada em 2 de outubro, segundo a EIA. O volume ficou praticamente estável em relação à semana anterior, depois de ter registrado níveis superiores a 107 milhões de barris em setembro. A disponibilidade limitada de estoques reduz a margem de resposta do mercado a interrupções inesperadas na produção e no refino.</p>
<p>O anúncio de Trump provocou reação nos contratos de diesel, mas o efeito sobre a oferta física dependerá da concretização dos embarques, da capacidade das refinarias russas e das condições comerciais estabelecidas. A emissão da licença americana permite determinadas transações, porém não comprova que os volumes anunciados já tenham sido entregues.</p>
<h2>EIA prevê Brent a US$ 105 no último trimestre de 2026</h2>
<p>As cotações desta sexta-feira ficaram próximas da estimativa mais recente da EIA para o mercado internacional. No relatório Perspectivas Energéticas de Curto Prazo, divulgado em 6 de outubro, a agência projetou preço médio de US$ 105 por barril para o Brent no quarto trimestre de 2026. A previsão foi elevada em US$ 14 em relação ao levantamento anterior, refletindo a persistência das restrições ao fornecimento no Oriente Médio.</p>
<p>A estimativa representa uma revisão de aproximadamente 15,4% sobre a projeção anterior, de US$ 91. A alteração ocorreu depois de setembro registrar preço médio de US$ 114 para o Brent, US$ 23 acima do observado em agosto. Naquele mês, a cotação diária chegou a US$ 131 por barril em 15 de setembro, quando ataques ao oleoduto saudita ampliaram as preocupações com a capacidade de exportação da região.</p>
<p>A EIA também projeta redução média de 700 mil barris diários nos estoques mundiais durante o quarto trimestre, depois de estimar uma queda de 1,9 milhão de barris por dia entre julho e setembro. A continuidade da utilização das reservas para atender ao consumo indica que a recuperação parcial das exportações ainda não foi suficiente para normalizar completamente o equilíbrio entre oferta e demanda.</p>
<p>Para 2027, a agência considera a possibilidade de redução gradual das cotações, com o Brent alcançando média de US$ 87 no segundo trimestre e US$ 74 nos últimos três meses do ano. Essas estimativas pressupõem melhora das condições de exportação, recuperação de instalações produtivas e recomposição dos estoques internacionais. Não se trata, portanto, de preços garantidos, mas de cenários condicionados à evolução do conflito e da capacidade de abastecimento.</p>
<p>A diferença entre Brent e WTI também merece atenção. Com os fechamentos desta sexta-feira, o petróleo internacional terminou US$ 12,87 acima da referência americana, distância equivalente a aproximadamente 14% do preço do WTI. O diferencial reflete características próprias dos contratos, locais de entrega, qualidade do petróleo e condições regionais de oferta e demanda, além das dificuldades de abastecimento enfrentadas por compradores internacionais.</p>
<p>A semana terminou, assim, com duas fontes de pressão sobre os preços: a interrupção imediata da produção americana pelo furacão Isaias e a continuidade das restrições energéticas associadas à guerra no Oriente Médio. A recuperação das exportações sauditas e a autorização para comercialização de diesel russo oferecem alternativas de abastecimento, mas seus efeitos dependerão da normalização efetiva dos fluxos de petróleo e derivados. Nos próximos dias, a retomada das operações no Golfo do México e as condições de navegação nas principais rotas internacionais serão determinantes para avaliar se o mercado conseguirá reduzir parte das pressões que mantiveram o Brent acima de US$ 100.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Marine Minerals Administration &#8211; boletins oficiais de 7, 8 e 9 de outubro de 2026 sobre paralisações da produção de petróleo e gás, evacuação de plataformas e medidas de segurança durante o furacão Isaias.</em></p>
<p><em>Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos &#8211; avisos meteorológicos e projeções de trajetória e intensidade do furacão Isaias em outubro de 2026.</em></p>
<p><em>Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos &#8211; relatório Perspectivas Energéticas de Curto Prazo de 6 de outubro de 2026, com projeções para os preços internacionais do petróleo, produção interrompida e estoques mundiais.</em></p>
<p><em>Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos &#8211; análise de 9 de outubro de 2026 sobre os impactos do furacão Isaias na infraestrutura energética americana.</em></p>
<p><em>Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos &#8211; levantamento de 5 de outubro de 2026 sobre os preços do petróleo, margens de refino e interrupções no fornecimento durante o terceiro trimestre.</em></p>
<p><em>Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos &#8211; estatísticas semanais de estoques de destilados divulgadas em 7 de outubro de 2026.</em></p>
<p><em>Departamento do Tesouro dos Estados Unidos &#8211; Licença Geral nº 135, de 9 de outubro de 2026, sobre autorização temporária de transações envolvendo diesel de origem russa.</em></p>
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		<title>Magazine Luiza (MGLU3) dispara 20,8% com expectativa de juros menores</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/magazine-luiza-mglu3-acoes-disparam-juros-2026</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Oct 2026 20:06:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mercados]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As ações do Magazine Luiza (MGLU3) brilham no Ibovespa (IBOV) no pregão desta sexta-feira (9). Entenda o que está no pano de fundo.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>As ações do Magazine Luiza (MGLU3) registravam valorização de 20,78% na tarde desta sexta-feira (9), negociadas a R$ 12,38 por volta das 16h30, em mais uma sessão de recuperação das empresas brasileiras de varejo na B3. O avanço ocorre em meio à revisão das expectativas dos investidores sobre os rumos da <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340569">política</a> econômica e dos juros no Brasil após o primeiro turno das eleições presidenciais. Sem a divulgação de um novo fato relevante que explique individualmente a valorização, a alta da companhia acompanha a procura por ações consideradas mais sensíveis às mudanças nas condições de crédito e financiamento.</p>
<p>O movimento ganhou força ao longo da semana, depois que o senador Flávio Bolsonaro (PL) terminou o primeiro turno presidencial à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O resultado foi interpretado por parte dos investidores como um fator de possível mudança na orientação da política fiscal a partir de 2027, embora as propostas econômicas dos candidatos ainda estejam sujeitas ao debate eleitoral. Essa avaliação contribuiu para a queda dos juros futuros e para a valorização de empresas cujos resultados são particularmente afetados pelo custo do dinheiro, como varejistas, construtoras e companhias com elevada exposição ao <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340568">mercado</a> doméstico.</p>
<p>Considerando a cotação de R$ 12,38 registrada nesta sexta-feira e o preço de R$ 7,61 observado no encerramento de 2 de outubro, as ações do Magazine Luiza acumulavam valorização aproximada de 62,7% na semana, segundo cálculo realizado a partir das séries históricas de negociação. A diferença corresponde a um ganho de R$ 4,77 por ação em cinco pregões. Em relação ao fechamento de setembro, de R$ 7,46, a valorização alcançava aproximadamente 66%, demonstrando a intensidade da recuperação recente do papel.</p>
<p>O avanço é expressivo também na comparação com o comportamento do setor. Desde o encerramento da semana anterior, as varejistas acompanhadas pelo BTG Pactual haviam registrado valorização média próxima de 12%, segundo levantamento divulgado pelo banco. O Magazine Luiza apresentou desempenho superior ao movimento setorial, refletindo sua maior sensibilidade às expectativas de juros e à percepção de risco dos investidores. A valorização, entretanto, não corresponde a uma melhora equivalente já observada nos resultados financeiros da empresa.</p>
<h2>Juros menores podem aumentar lucro do Magazine Luiza em 19%, estima BTG</h2>
<p>A expectativa de redução dos juros é um dos elementos centrais para compreender a valorização recente da varejista. O Magazine Luiza opera em segmentos como eletrodomésticos, móveis e eletrônicos, nos quais o financiamento das compras exerce influência direta sobre a demanda. Além disso, a companhia utiliza crédito para financiar parte de suas operações, o que torna o resultado financeiro sensível às mudanças na taxa básica de juros e nas condições de captação de recursos.</p>
<p>Em estudo divulgado nesta semana, o BTG Pactual estimou que uma redução de 100 pontos-base, equivalente a um ponto percentual, na taxa Selic poderia elevar o lucro líquido projetado do Magazine Luiza em aproximadamente 19%, mantendo constantes as demais variáveis consideradas no exercício. O cálculo não significa que essa melhora já tenha ocorrido, nem representa uma projeção de crescimento garantido. Trata-se de uma simulação sobre os efeitos potenciais de juros mais baixos nas despesas financeiras e nos resultados da companhia.</p>
<p>A dimensão desse benefício é superior à estimada pelo mesmo banco para outras varejistas. Segundo o levantamento, um corte de um ponto percentual na Selic teria impacto positivo aproximado de 9,9% sobre o lucro do Assaí (ASAI3), de 5,7% na Pague Menos (PGMN3) e de 5,1% no Grupo SBF (SBFG3). A diferença decorre da estrutura de financiamento, do endividamento e da relação entre despesas financeiras e lucro projetado de cada empresa.</p>
<p>O Banco Central mantém atualmente a Selic em 13,75% ao ano, depois de reduzi-la de 14% na reunião de setembro. A decisão deu continuidade ao ciclo de flexibilização monetária, mas o Comitê de Política Monetária (Copom) ressaltou que a inflação acima da meta e as incertezas internacionais exigem cautela na condução dos próximos movimentos. Isso significa que a perspectiva de juros menores possui fundamento no ciclo monetário em andamento, embora a intensidade e o calendário das próximas reduções permaneçam indefinidos.</p>
<p>Para o Magazine Luiza, a queda dos juros pode produzir efeitos diferentes ao longo do tempo. O primeiro é a redução das despesas relacionadas ao financiamento da companhia, dependendo das condições e dos prazos de suas obrigações. O segundo envolve a possibilidade de melhorar a oferta de crédito aos consumidores, ampliando o acesso a compras parceladas. Um terceiro efeito pode surgir do aumento da demanda por produtos de maior valor, caso as famílias recuperem capacidade de consumo.</p>
<p>Esses benefícios, contudo, não são automáticos. A elevada participação de dívidas no orçamento das famílias brasileiras pode limitar a disposição para novas compras, mesmo que o crédito fique mais barato. Além disso, bancos e financeiras consideram inadimplência, renda e risco de cada consumidor ao decidir sobre a concessão de empréstimos ou parcelamentos.</p>
<h2>Valorização das ações ocorre após prejuízo de R$ 72,5 milhões no segundo trimestre</h2>
<p>A recuperação do Magazine Luiza no mercado acionário contrasta com os resultados financeiros mais recentes da companhia. No segundo trimestre de 2026, a varejista registrou prejuízo líquido contábil de R$ 72,5 milhões, acima da perda de aproximadamente R$ 24,4 milhões apurada no mesmo período do ano anterior. Desconsiderando efeitos não recorrentes, o prejuízo ajustado foi de R$ 50,4 milhões, revertendo o lucro ajustado de R$ 1,8 milhão registrado entre abril e junho de 2025.</p>
<p>A receita líquida consolidada alcançou R$ 8,9 bilhões, queda de 2,6% na comparação anual, enquanto as vendas totais somaram R$ 14,5 bilhões, recuo de 5,1%. Os números mostram que a companhia ainda enfrenta dificuldades para expandir suas operações em um ambiente de crédito caro e consumo enfraquecido, apesar de avanços em determinadas atividades.</p>
<p>O desempenho das lojas físicas foi uma das principais exceções. As vendas nesse canal cresceram 10,3% em relação ao segundo trimestre de 2025, elevando sua participação no volume total de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank" rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340570">negócios</a> de 30,7% para 35,7%. Em contrapartida, o comércio eletrônico apresentou retração de aproximadamente 12%, incluindo queda de 11,5% nas vendas digitais com estoque próprio e de 12,6% nas operações do marketplace.</p>
<p>A diferença entre os canais indica que a recuperação da rentabilidade dependerá de fatores adicionais à queda dos juros. A companhia precisa enfrentar a concorrência no comércio eletrônico, melhorar a eficiência de suas operações e ampliar a contribuição de serviços financeiros, logística e tecnologia para os resultados consolidados. O crescimento das lojas físicas ajudou a compensar parte da retração digital, mas não foi suficiente para impedir a diminuição das vendas totais.</p>
<p>O Ebitda ajustado, indicador utilizado para avaliar o desempenho operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização, somou R$ 708,8 milhões no trimestre, queda de aproximadamente 2,5% na comparação anual. A margem Ebitda ajustada permaneceu em torno de 8%, mostrando relativa estabilidade operacional apesar da redução da receita.</p>
<p>O resultado financeiro foi um dos principais fatores de pressão sobre o lucro. Segundo análise do BB Investimentos, as despesas financeiras líquidas alcançaram R$ 572,3 milhões no segundo trimestre, refletindo o custo do endividamento e das operações de antecipação de recebíveis de cartões. O montante corresponde a aproximadamente 80,7% do Ebitda ajustado trimestral, comparação que ajuda a dimensionar o peso das despesas financeiras sobre a capacidade de geração de resultados da companhia.</p>
<h2>Magazine Luiza tem dívida de R$ 4,9 bilhões e vencimento relevante em outubro</h2>
<p>A estrutura de capital do Magazine Luiza também ajuda a explicar por que suas ações apresentam movimentos intensos diante de alterações nas expectativas de juros. Ao final do segundo trimestre, a dívida bruta da companhia estava próxima de R$ 4,9 bilhões, enquanto a dívida líquida alcançava aproximadamente R$ 3,2 bilhões, uma redução de 22% em relação ao mesmo período de 2025, segundo os dados examinados pelo BB Investimentos.</p>
<p>A companhia possui ainda cerca de R$ 4 bilhões em recebíveis de cartões de crédito, considerados em sua metodologia de caixa líquido ajustado. A inclusão desses valores leva a uma posição positiva de aproximadamente R$ 806 milhões, embora os recebíveis não devam ser confundidos integralmente com dinheiro imediatamente disponível em caixa, uma vez que possuem prazos e características próprias de realização.</p>
<p>Outro elemento relevante para a estrutura financeira é o vencimento da décima emissão de debêntures do Magazine Luiza, previsto para 15 de outubro. Em comunicado encaminhado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em agosto, a companhia informou que a operação envolve amortização próxima de R$ 900 milhões, correspondente ao vencimento final dos títulos.</p>
<p>O montante representa aproximadamente 18,4% da dívida bruta de R$ 4,9 bilhões divulgada para o segundo trimestre. Segundo esclarecimento da própria varejista, a amortização será realizada com recursos já disponíveis, reduzindo simultaneamente a dívida bruta e a posição de caixa. Por essa razão, a operação é considerada substancialmente neutra para a dívida líquida e não representa, isoladamente, uma melhora equivalente na situação econômica da empresa.</p>
<p>A informação é importante porque diferencia uma redução contábil do endividamento bruto de uma efetiva geração adicional de recursos. Ao quitar uma dívida com dinheiro existente, a companhia reduz obrigações futuras, mas também diminui seus ativos líquidos. Os benefícios financeiros posteriores dependem das características dos títulos, dos custos de refinanciamento e das demais necessidades operacionais.</p>
<p>A administração já havia informado que a amortização estava prevista contratualmente e não deveria ser interpretada como nova projeção de resultados. Assim, o vencimento das debêntures é um acontecimento financeiro conhecido pelo mercado, diferente de uma medida extraordinária capaz de explicar, por si só, a valorização registrada nesta sexta-feira.</p>
<h2>Reprecificação do varejo ocorre antes de melhora efetiva dos lucros</h2>
<p>O avanço das ações de varejistas não reflete apenas expectativas sobre despesas financeiras. Segundo o BTG Pactual, o primeiro movimento de recuperação do setor foi provocado principalmente pela redução do retorno exigido pelos investidores para manter posições em <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340589">empresas</a> brasileiras, diante da reavaliação dos riscos econômicos e políticos.</p>
<p>Nesse processo, os múltiplos de negociação aumentaram. O levantamento do banco mostrou que o preço mediano das ações do setor passou de aproximadamente oito para nove vezes o lucro projetado para 2027, uma elevação de 12,5% no múltiplo de avaliação. A mudança significa que os investidores passaram a aceitar pagar mais pelas mesmas estimativas de resultado futuro, mesmo sem revisões equivalentes nas projeções de lucro.</p>
<p>O fenômeno é conhecido no mercado financeiro como reprecificação dos ativos. Quando a percepção de risco diminui, o retorno exigido pode cair, elevando o valor atribuído aos fluxos de caixa futuros das empresas. O efeito costuma ser mais expressivo em companhias cujos resultados esperados estão concentrados em períodos posteriores e dependem fortemente das condições de financiamento.</p>
<p>Em análise divulgada na terça-feira (6), o Itaú BBA apresentou simulações para o setor utilizando diferentes hipóteses de crescimento econômico, redução dos juros e normalização dos múltiplos. Entre as empresas examinadas, o Magazine Luiza figurava em um grupo com potencial de valorização superior a 40% no cenário considerado pelo banco. Esse percentual é resultado de um exercício condicionado às premissas utilizadas e às cotações de referência do estudo, não podendo ser tratado como ganho garantido ou potencial remanescente após as altas posteriores.</p>
<p>O mesmo cuidado se aplica às estimativas de lucro associadas à Selic. Uma queda de um ponto percentual nos juros pode produzir benefícios financeiros, mas as ações também podem registrar perdas caso os investidores revisem suas expectativas, os resultados operacionais se deteriorem ou a melhora econômica prevista não se concretize.</p>
<p>O próprio comportamento recente das ações demonstra essa sensibilidade. O Magazine Luiza havia encerrado setembro a R$ 7,46 e chegou a R$ 12,38 nesta sexta-feira, diferença de R$ 4,92 por papel. A valorização aproximada de 66% ocorreu sem que a empresa tivesse apresentado novo balanço trimestral ou anunciado uma mudança operacional de dimensão semelhante nesse intervalo.</p>
<h2>Inflação de setembro supera expectativas e aumenta incerteza sobre Selic</h2>
<p>A recuperação do varejo ocorreu no mesmo dia em que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou uma inflação acima das expectativas do mercado. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou 0,82% em setembro, depois de recuar 0,32% em agosto. A diferença entre os dois resultados foi de 1,14 ponto percentual, refletindo principalmente o aumento dos preços da energia elétrica e de outros itens do orçamento das famílias.</p>
<p>No acumulado de 12 meses, a inflação alcançou 4,58%, ultrapassando o limite superior de 4,5% do intervalo de tolerância da meta perseguida pelo Banco Central. A energia elétrica residencial subiu 7,98% no mês, influenciada pelo encerramento dos efeitos do desconto temporário associado ao Bônus de Itaipu.</p>
<p>A aceleração dos preços acrescenta dificuldades à trajetória de redução dos juros, uma vez que o Banco Central precisa avaliar se as pressões inflacionárias são temporárias ou podem comprometer a convergência à meta. O Copom também acompanha a evolução dos preços dos alimentos, dos serviços e das expectativas de inflação, além dos impactos do conflito no Oriente Médio sobre petróleo e combustíveis.</p>
<p>Apesar do resultado do IPCA, as ações brasileiras mais sensíveis aos juros continuaram valorizadas nesta sexta-feira. O comportamento indica que os investidores atribuíram peso relevante à revisão das expectativas sobre a política econômica no período posterior às eleições. Essa interpretação, entretanto, não significa que a inflação tenha perdido importância para as decisões monetárias ou para os resultados futuros das empresas.</p>
<p>Para o varejo, uma redução mais lenta da Selic pode adiar a recuperação das condições de crédito, especialmente em produtos vendidos por meio de financiamentos de prazo mais longo. Por outro lado, uma eventual combinação de inflação menor, melhora da renda e ampliação das concessões de crédito poderia favorecer a demanda, desde que acompanhada de condições financeiras sustentáveis.</p>
<p>A próxima divulgação de resultados do Magazine Luiza está prevista para 5 de novembro, quando a companhia deverá apresentar os números do terceiro trimestre de 2026. O balanço permitirá avaliar a evolução das vendas físicas e digitais, das despesas financeiras, da margem operacional e dos indicadores de crédito após o período de juros elevados.</p>
<p>Até lá, a valorização das ações continuará sendo influenciada por expectativas que ainda não se converteram integralmente em resultados. O avanço de 20,78% observado nesta sexta-feira e a recuperação superior a 60% em relação ao fechamento da semana anterior mostram a intensidade da reavaliação realizada pelos investidores. A sustentação desse movimento dependerá da confirmação das hipóteses econômicas que levaram o mercado a atribuir um valor maior à companhia, sobretudo a redução efetiva dos custos financeiros e a recuperação do consumo.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Magazine Luiza &#8211; comunicado ao mercado de 10 de agosto de 2026 encaminhado à Comissão de Valores Mobiliários, com esclarecimentos sobre endividamento e amortização de debêntures.</em></p>
<p><em>Magazine Luiza &#8211; divulgação de resultados do segundo trimestre de 2026, com informações sobre receita, prejuízo, margens, vendas e estrutura de capital.</em></p>
<p><em>BB Investimentos &#8211; análise dos resultados do Magazine Luiza no segundo trimestre de 2026, incluindo desempenho operacional, despesas financeiras, vendas digitais e endividamento.</em></p>
<p><em>Banco Central do Brasil &#8211; comunicado da decisão do Copom de setembro de 2026, com a definição da taxa Selic em 13,75% ao ano.</em></p>
<p><em>Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística &#8211; divulgação do IPCA de setembro de 2026, com variação mensal, inflação acumulada e composição dos preços.</em></p>
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		<title>Ouro sobe 1,3% na semana e registra ajuste de US$ 4.216,30 na Comex</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/ouro-hoje</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Oct 2026 18:28:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Descubra as últimas tendências do ouro. O contrato mais líquido fechou em alta, impulsionado pela demanda de bancos centrais.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O ouro encerrou a sexta-feira (9) em alta de 1,43% na bolsa de Nova York, com o contrato futuro para dezembro negociado a US$ 4.216,30 por onça-troy. A valorização acumulada na semana foi de aproximadamente 1,30%, considerando o fechamento de US$ 4.162,30 registrado em 2 de outubro. O movimento interrompeu parte da pressão observada nas últimas semanas sobre o metal precioso, que continua enfrentando os efeitos dos juros elevados nos Estados Unidos, mas encontra sustentação na demanda de bancos centrais e na procura de investidores por proteção diante das incertezas econômicas e geopolíticas.</p>
<p>Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York, a prata também terminou a sessão em alta, com valorização próxima de 2,7%, para US$ 61,04 por onça-troy no contrato para dezembro. No acumulado dos cinco pregões, o avanço foi de aproximadamente 1,04%, ligeiramente inferior ao desempenho do ouro. Os resultados mostram uma recuperação conjunta dos metais preciosos, embora as perspectivas de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340555">política</a> monetária americana continuem impondo limitações à valorização das commodities que não oferecem remuneração periódica aos investidores.</p>
<p>A recuperação semanal do ouro corresponde a um ganho de US$ 54 por onça-troy em relação ao encerramento da sexta-feira anterior. No caso da prata, a diferença foi de aproximadamente US$ 0,63, considerando a cotação de US$ 60,415 registrada em 2 de outubro. Apesar das altas, o comportamento recente dos dois metais permanece marcado pela volatilidade, em um <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340557">mercado</a> que procura conciliar a possibilidade de novos aumentos das taxas americanas com a demanda institucional e os riscos associados ao conflito no Oriente Médio.</p>
<p>Um dos principais elementos de sustentação das cotações vem da China. O Banco Popular da China (PBoC) ampliou suas reservas oficiais de ouro em aproximadamente 23 toneladas durante setembro, prolongando para 23 meses consecutivos a sequência de aquisições. O movimento ocorreu justamente em um período de desvalorização internacional do metal, reforçando a importância das compras dos bancos centrais como componente da demanda global, mesmo quando as condições monetárias favorecem aplicações financeiras remuneradas.</p>
<h2>China amplia reservas de ouro e acumula mais de 100 toneladas compradas em 2026</h2>
<p>Os dados divulgados pela Administração Estatal de Câmbio da China mostram que as reservas oficiais de ouro passaram de 76,73 milhões de onças-troy em agosto para 77,47 milhões em setembro. A diferença de 740 mil onças corresponde a aproximadamente 23 toneladas e representa o maior volume mensal adquirido pelo banco central chinês em três anos, conforme avaliação do Commerzbank. As aquisições de setembro também superaram as aproximadamente 650 mil onças incorporadas em agosto, uma expansão de cerca de 13,8% no volume comprado de um mês para o outro.</p>
<p>Desde o início de 2026, o estoque oficial chinês passou de 74,19 milhões para 77,47 milhões de onças-troy, crescimento de 3,28 milhões de onças, equivalente a aproximadamente 102 toneladas. Ao final de setembro, as reservas alcançavam cerca de 2.410 toneladas. O aumento demonstra a continuidade da estratégia de diversificação dos ativos internacionais da China, embora não seja possível atribuir todas as compras a uma única motivação, como redução da exposição ao <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank"  rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340558">dólar</a> ou proteção contra instabilidade geopolítica.</p>
<p>A diferença entre a evolução das quantidades e o valor financeiro das reservas é particularmente relevante. Apesar de ter ampliado o estoque físico em setembro, a China registrou redução no valor de mercado do ouro contabilizado entre seus ativos oficiais. O montante passou de aproximadamente US$ 350,08 bilhões em agosto para US$ 323,52 bilhões em setembro, uma diminuição de US$ 26,56 bilhões, equivalente a cerca de 7,6%. Isso ocorreu porque a desvalorização internacional do metal reduziu o valor do estoque existente em proporção superior ao efeito positivo das novas aquisições.</p>
<p>O mesmo fenômeno de reavaliação dos ativos afetou as reservas cambiais chinesas, que diminuíram de US$ 3,438 trilhões para aproximadamente US$ 3,400 trilhões no período. Segundo a Administração Estatal de Câmbio, a queda de US$ 38,1 bilhões, ou 1,11%, refletiu principalmente o fortalecimento do dólar e a redução dos preços de ativos financeiros internacionais. O comportamento das reservas mostra que decisões de ampliar determinadas posições podem ocorrer simultaneamente à diminuição de seu valor contábil, sobretudo em momentos de oscilação acentuada dos mercados.</p>
<p>A China não é a única autoridade monetária que continua aumentando sua exposição ao ouro. Levantamento divulgado em 6 de outubro pelo Conselho Mundial do Ouro (World Gold Council) identificou compras líquidas de 39 toneladas pelos bancos centrais em agosto. No acumulado dos oito primeiros meses do ano, as aquisições oficialmente reportadas alcançaram aproximadamente 170 toneladas. China, Uzbequistão e Polônia estiveram entre os compradores relevantes em agosto, evidenciando uma procura institucional que envolve economias com diferentes estruturas de reservas e necessidades de gestão financeira.</p>
<h2>Fundos de ouro receberam US$ 10 bilhões mesmo com queda de 8,5% em setembro</h2>
<p>A demanda de investidores privados também oferece elementos para compreender a recuperação do ouro. Segundo o Conselho Mundial do Ouro, os fundos negociados em bolsa com lastro físico no metal receberam aproximadamente US$ 10 bilhões em aplicações líquidas durante setembro. O resultado ocorreu apesar de uma desvalorização de 8,5% nas cotações internacionais naquele mês, quando o preço de referência utilizado pela entidade terminou próximo de US$ 4.176 por onça-troy.</p>
<p>As entradas de setembro elevaram para US$ 31 bilhões o fluxo positivo acumulado no terceiro trimestre, considerado recorde na série acompanhada pela instituição. O volume físico mantido pelos fundos aumentou 67 toneladas no mês, alcançando 4.256 toneladas. Mesmo com novas aplicações e crescimento das reservas físicas, o patrimônio administrado caiu 7% em relação a agosto, para US$ 574 bilhões, devido principalmente à redução dos preços internacionais.</p>
<p>A diferença entre os movimentos revela que a valorização do ativo não é condição necessária para que investidores ampliem suas posições. Fundos podem receber aplicações durante períodos de queda, especialmente quando seus participantes procuram diversificação patrimonial ou consideram os preços mais atraentes. Nesse contexto, o aumento de 67 toneladas nas reservas físicas mostra que as entradas de recursos corresponderam a uma expansão efetiva das posições dos veículos de investimento, embora não tenham impedido a perda de valor do patrimônio anteriormente acumulado.</p>
<p>Na distribuição regional, os fundos registrados na América do Norte receberam aproximadamente US$ 4 bilhões durante setembro, sendo US$ 3,8 bilhões nos Estados Unidos. Na Europa, as entradas alcançaram US$ 3,6 bilhões, enquanto os fundos asiáticos captaram cerca de US$ 2,3 bilhões. O Reino Unido teve participação relevante no trimestre, com entradas de US$ 7,5 bilhões, seu maior volume trimestral registrado até então. A diversificação geográfica dos aportes indica que a procura pelo metal não esteve concentrada exclusivamente nos mercados diretamente afetados pelas mudanças na política monetária americana.</p>
<p>O comportamento dos fundos contrastou com a movimentação dos contratos futuros. De acordo com o Conselho Mundial do Ouro, as posições compradas líquidas na Comex diminuíram 13% em setembro, redução equivalente a aproximadamente 100 toneladas. Entre os gestores de recursos classificados na categoria de investimentos administrados, a diminuição chegou a 84 toneladas. Essa retração ajuda a explicar por que os preços recuaram significativamente ao longo do mês, apesar das compras realizadas por bancos centrais e das entradas de recursos nos fundos lastreados em ouro.</p>
<h2>Federal Reserve mantém perspectiva de juros elevados até o fim do ano</h2>
<p>A política monetária americana continua sendo um dos principais fatores de influência sobre as cotações do ouro. Na reunião encerrada em 16 de setembro, o Federal Reserve (Fed) elevou a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, estabelecendo um intervalo entre 3,75% e 4% ao ano. A decisão foi unânime e ocorreu diante da persistência da inflação acima da meta de 2%, em uma <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank"  rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340554">economia</a> que continuava apresentando atividade relativamente resistente às condições financeiras mais restritivas.</p>
<p>A ata daquela reunião, publicada em 7 de outubro, mostrou que a maioria dos participantes considerava provável a necessidade de outro aumento dos juros até o encerramento de 2026. Os dirigentes também ressaltaram que as decisões futuras dependeriam das informações econômicas disponíveis e da evolução dos riscos para a inflação e o mercado de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/trabalho" target="_blank"  rel="noopener" title="Trabalho" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340556">trabalho</a>. A próxima reunião de política monetária está marcada para os dias 27 e 28 de outubro, quando o banco central voltará a avaliar a trajetória dos preços, da atividade e do emprego.</p>
<p>Para o ouro, a perspectiva de juros mais elevados representa um obstáculo porque o metal não paga dividendos nem oferece rendimento periódico. Quando os títulos públicos americanos passam a remunerar melhor seus detentores, aumenta o custo de oportunidade de manter recursos aplicados em uma commodity cujo retorno depende essencialmente da valorização de mercado. Além disso, juros mais altos podem contribuir para o fortalecimento do dólar, tornando a compra do metal relativamente mais cara para investidores que utilizam outras moedas.</p>
<p>Essa relação esteve presente no desempenho de setembro. Segundo o Conselho Mundial do Ouro, o rendimento dos títulos públicos americanos de dez anos aumentou aproximadamente 0,53 ponto percentual naquele mês, alcançando 5,3% ao ano. No mesmo intervalo, o índice do dólar avançou cerca de 2%. A combinação dos dois movimentos contribuiu para a queda de 8,5% do preço internacional do metal, embora a intensidade da desvalorização também tenha refletido ajustes de posições no mercado futuro.</p>
<p>O cenário se tornou mais complexo com a elevação dos preços do petróleo associada ao conflito no Oriente Médio. O encarecimento da energia pode prolongar pressões inflacionárias e reduzir o espaço para flexibilização monetária, mantendo os rendimentos dos títulos americanos em patamares elevados. Ao mesmo tempo, a instabilidade internacional e as preocupações com a sustentabilidade das contas públicas de grandes economias podem ampliar a procura por ativos utilizados na diversificação de reservas e patrimônios. O resultado é um ambiente em que fatores favoráveis e desfavoráveis ao ouro atuam simultaneamente, sem estabelecer uma direção única para os preços.</p>
<h2>Prata sobe 2,7% na sessão e acompanha recuperação dos metais preciosos</h2>
<p>A prata apresentou valorização diária superior à do ouro nesta sexta-feira, mas terminou a semana com desempenho acumulado mais moderado. Considerando os fechamentos de 2 e 9 de outubro, a alta semanal de aproximadamente 1,04% ficou 0,26 ponto percentual abaixo da valorização de 1,30% registrada pelo ouro. A diferença mostra que o ganho mais intenso da prata na última sessão não foi suficiente para superar o resultado semanal do outro metal.</p>
<p>Embora ambos sejam negociados como metais preciosos, a demanda por prata possui uma componente industrial relevante, associada à fabricação de equipamentos eletrônicos, componentes elétricos e tecnologias de energia solar. Isso torna suas cotações sensíveis não apenas às expectativas sobre juros, câmbio e preservação patrimonial, mas também às perspectivas de produção industrial e de consumo de matérias-primas. O ouro, por sua vez, apresenta uma demanda institucional particularmente relevante, relacionada à composição de reservas internacionais e à gestão de carteiras de investimentos.</p>
<p>A evolução das cotações nas próximas semanas dependerá de uma combinação de fatores que ainda apresentam elevado grau de incerteza. As decisões do Federal Reserve, os rendimentos dos títulos americanos, o comportamento do dólar e a duração das tensões no Oriente Médio continuarão influenciando os preços. As compras dos bancos centrais e os investimentos em fundos lastreados em ouro representam fontes importantes de demanda, mas não eliminam os efeitos das condições monetárias sobre o mercado futuro.</p>
<p>O fechamento acima de US$ 4.200 por onça-troy nesta sexta-feira confirma a recuperação parcial das perdas recentes, sem representar uma reversão definitiva da tendência observada em setembro. Com os investidores divididos entre a remuneração oferecida pelos títulos públicos americanos e a procura por proteção diante da instabilidade internacional, o ouro permanece sujeito a oscilações significativas. A reunião do Federal Reserve no fim de outubro e os próximos levantamentos sobre reservas oficiais e fluxos de investimento serão referências importantes para avaliar a continuidade da recuperação.</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Morgan Stanley rebaixa Vibra (VBBR3) e Ultrapar (UGPA3) e prevê queda nos lucros</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/vibra-vbbr3-ultrapar-ugpa3-morgan-stanley-rebaixa-acoes</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Oct 2026 17:42:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Vibra (VBBR3) e Ultrapar (UGPA3) são rebaixadas pelo Morgan Stanley]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Depois de um rali expressivo nos últimos 18 meses, as ações da Vibra Energia (VBBR3) e da Ultrapar (UGPA3) perderam espaço na lista de favoritas do Morgan</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Morgan Stanley reduziu suas recomendações para as ações da Vibra Energia (VBBR3) e da Ultrapar (UGPA3), após avaliar que a forte valorização das companhias nos últimos 18 meses diminuiu o potencial de retorno para os investidores. A revisão, divulgada nesta semana, ocorre mesmo com a elevação dos preços-alvo das duas <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340576">empresas</a>, refletindo uma mudança na relação entre os resultados operacionais esperados e o valor que o mercado já atribui aos negócios de distribuição de combustíveis no Brasil.</p>
<p>A Vibra Energia teve sua classificação rebaixada de <em>overweight</em>, equivalente a uma recomendação de exposição acima da média, para <em>equal-weight</em>, posição neutra. No caso da Ultrapar, a alteração foi mais significativa: os papéis passaram de <em>equal-weight</em> para <em>underweight</em>, indicação de exposição abaixo da média. As mudanças sinalizam que, na avaliação do banco americano, o avanço recente das cotações reduziu a atratividade relativa das empresas, especialmente diante das perspectivas de normalização das margens de distribuição a partir de 2027.</p>
<p>Apesar da posição mais cautelosa, o Morgan Stanley elevou de R$ 41 para R$ 43 o preço-alvo da Vibra e de R$ 34 para R$ 36 o da Ultrapar. Considerando as referências de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340590">mercado</a> utilizadas pelos analistas, o novo valor atribuído à VBBR3 representa potencial de valorização de aproximadamente 14%, enquanto a projeção para UGPA3 indica uma desvalorização potencial de 7%. A diferença mostra que o banco continua enxergando maior espaço relativo de valorização na Vibra, embora já não considere seus papéis uma das principais oportunidades do setor.</p>
<p>A revisão também antecipa uma mudança importante no cenário de resultados. O Morgan Stanley projeta uma queda de 34% no lucro por ação da Vibra em 2027 e uma retração de 20% para a Ultrapar, em comparação com 2026. A expectativa está associada principalmente à redução de condições excepcionais que beneficiaram a distribuição de combustíveis neste ano, incluindo os elevados spreads internacionais do diesel e as oportunidades comerciais decorrentes da <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340575">política</a> de preços da Petrobras.</p>
<h2>Por que o Morgan Stanley rebaixou Vibra e Ultrapar?</h2>
<p>A decisão do Morgan Stanley está relacionada à velocidade com que as distribuidoras brasileiras transformaram condições favoráveis de mercado em resultados financeiros e valorização de suas ações. Nos últimos 18 meses, as companhias se beneficiaram da melhora do ambiente competitivo, do fortalecimento das margens e da recuperação de volumes antes atendidos por operadores informais.</p>
<p>Segundo os analistas liderados por Bruno Montanari, os ganhos esperados com o aumento da participação de mercado e a expansão da rentabilidade ocorreram mais rapidamente do que o previsto inicialmente. A consequência foi uma valorização expressiva dos papéis, que antecipou parte relevante dos benefícios operacionais que poderiam sustentar novas altas no futuro.</p>
<p>As ações das companhias chegaram a acumular valorização próxima de 120% em um horizonte de 18 meses, segundo os dados considerados nas análises divulgadas sobre o relatório. Esse desempenho alterou substancialmente a relação entre preço e expectativa de crescimento, tornando mais exigentes as condições necessárias para justificar novas valorizações.</p>
<p>O ponto central da avaliação não é uma deterioração imediata das atividades de Vibra e Ultrapar. Pelo contrário, as duas empresas continuam apresentando perspectivas operacionais favorecidas pela maior organização do mercado de combustíveis. A preocupação é que o preço das ações tenha avançado mais rapidamente do que a capacidade de crescimento sustentável dos lucros.</p>
<p>Essa distinção é importante para o investidor. Uma companhia pode continuar registrando bons resultados e, ainda assim, apresentar uma perspectiva limitada de valorização caso suas ações já incorporem expectativas excessivamente otimistas. Nesse cenário, a continuidade do desempenho positivo depende de resultados superiores aos projetados, e não apenas da manutenção da rentabilidade atual.</p>
<p>No caso da Ultrapar, o Morgan Stanley considera que a valorização acumulada deixou as ações especialmente sensíveis a uma eventual normalização das margens. Para a Vibra, a avaliação é relativamente mais favorável, mas insuficiente para justificar a manutenção da recomendação de exposição acima da média.</p>
<h2>Fiscalização e redução da informalidade impulsionaram as distribuidoras</h2>
<p>Uma das principais transformações identificadas pelo Morgan Stanley no mercado brasileiro foi a redução da participação dos distribuidores informais. Segundo as estimativas do banco, medidas regulatórias e ações de fiscalização contribuíram para uma retração aproximada de 550 pontos-base, equivalente a 5,5 pontos percentuais, na participação desses operadores ao longo dos últimos 18 meses.</p>
<p>A mudança favoreceu as grandes companhias, que passaram a disputar um volume maior de combustíveis comercializados dentro das estruturas formais de distribuição. Vibra e Ultrapar estão entre os grupos que se beneficiaram desse processo, tanto pela ampliação das oportunidades comerciais quanto pela melhora das condições competitivas.</p>
<p>A informalidade no setor de combustíveis está associada a diferentes práticas, incluindo irregularidades tributárias, descumprimento de exigências regulatórias e operações que podem criar vantagens artificiais de preço. Quando essas distorções são reduzidas, empresas que cumprem integralmente suas obrigações passam a competir em condições mais equilibradas.</p>
<p>Esse ambiente permite maior previsibilidade comercial e pode contribuir para a sustentação das margens. Entretanto, existe uma diferença entre o ganho inicial provocado pela recuperação de mercado e sua continuidade nos exercícios seguintes. Uma vez incorporados os volumes anteriormente atendidos por operadores irregulares, a expansão adicional tende a depender mais do crescimento estrutural da demanda e da eficiência das distribuidoras.</p>
<p>É justamente essa transição que aparece na revisão do Morgan Stanley. Os ganhos proporcionados pela fiscalização e pela reorganização competitiva são considerados relevantes, mas sua capacidade de produzir surpresas positivas diminui à medida que passam a integrar as estimativas e os preços de mercado.</p>
<h2>Diesel e Petrobras sustentaram margens excepcionais em 2026</h2>
<p>Outro fator relevante para a valorização das distribuidoras foi o comportamento do mercado internacional de diesel. As tensões geopolíticas no Oriente Médio elevaram os preços e ampliaram os diferenciais entre o custo de aquisição do combustível no exterior e os valores praticados em determinadas operações no mercado brasileiro.</p>
<p>Ao mesmo tempo, a Petrobras manteve preços domésticos abaixo das referências internacionais de paridade de importação em determinados períodos, criando condições comerciais favoráveis para distribuidoras com acesso ao produto no mercado interno.</p>
<p>O mecanismo é particularmente importante porque o custo de aquisição representa uma parcela expressiva da formação do preço final dos combustíveis. Quando o produto vendido no mercado doméstico apresenta um custo inferior ao das alternativas importadas, as empresas com acesso competitivo ao suprimento podem encontrar condições mais favoráveis para suas margens comerciais.</p>
<p>Esse benefício, entretanto, não é necessariamente permanente. Alterações nos preços da Petrobras, redução dos spreads internacionais, mudanças cambiais ou normalização das condições de oferta podem diminuir a rentabilidade adicional registrada durante períodos de desequilíbrio.</p>
<p>Para o Morgan Stanley, parte dos resultados excepcionais observados em 2026 dificilmente será repetida com a mesma intensidade em 2027. Essa avaliação explica por que a instituição elevou suas projeções de desempenho operacional de curto prazo, mas simultaneamente reduziu sua disposição de recomendar a compra das ações aos preços atuais.</p>
<p>A revisão das estimativas de Ebitda, indicador que mede o resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização, ficou entre 8% e 12%. O aumento demonstra que o banco passou a esperar um desempenho operacional superior ao considerado anteriormente. Ainda assim, a melhora não foi suficiente para compensar o efeito da valorização acumulada sobre os múltiplos de mercado.</p>
<h2>Lucro por ação pode recuar até 34% em 2027</h2>
<p>A principal preocupação do Morgan Stanley está concentrada no comportamento dos resultados futuros. Para 2027, a instituição projeta uma redução de 34% no lucro por ação da Vibra Energia e de 20% no da Ultrapar, refletindo a expectativa de margens menos favoráveis na distribuição de combustíveis.</p>
<p>O lucro por ação, também chamado de EPS, é calculado a partir da relação entre o lucro atribuível aos acionistas e a quantidade de ações considerada no período. Sua evolução é acompanhada pelo mercado porque influencia diretamente indicadores de avaliação, como a relação preço/lucro, além da capacidade potencial de distribuição de dividendos.</p>
<p>Uma redução expressiva nesse indicador pode alterar a percepção sobre o preço adequado das ações. Caso o lucro diminua e a cotação permaneça elevada, o múltiplo preço/lucro aumenta, tornando o papel aparentemente mais caro em relação à geração de resultados.</p>
<p>Isso não significa que Vibra e Ultrapar necessariamente enfrentarão dificuldades financeiras ou que suas receitas apresentarão a mesma proporção de queda. A projeção reflete um cenário de menor rentabilidade por ação, que poderá ser influenciado por mudanças nas margens, despesas financeiras, tributos, estrutura de capital e outros componentes do resultado líquido.</p>
<p>Também é importante observar que 2026 pode representar uma base de comparação excepcionalmente elevada. Quando uma companhia registra lucros favorecidos por condições extraordinárias, sua comparação com o ano seguinte pode produzir quedas percentuais relevantes mesmo que o negócio permaneça operacionalmente saudável.</p>
<p>O risco para o acionista surge quando o mercado atribui características permanentes a resultados que dependem de circunstâncias temporárias. Nesse caso, a normalização das condições comerciais pode provocar uma revisão dos múltiplos e das expectativas de retorno.</p>
<h2>VBBR3 e UGPA3: veja os novos preços-alvo e recomendações</h2>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Indicador</th>
<th>Vibra (VBBR3)</th>
<th>Ultrapar (UGPA3)</th>
</tr>
<tr>
<td>Recomendação anterior</td>
<td>Overweight</td>
<td>Equal-weight</td>
</tr>
<tr>
<td>Nova recomendação</td>
<td>Equal-weight</td>
<td>Underweight</td>
</tr>
<tr>
<td>Preço-alvo anterior</td>
<td>R$ 41</td>
<td>R$ 34</td>
</tr>
<tr>
<td>Novo preço-alvo</td>
<td>R$ 43</td>
<td>R$ 36</td>
</tr>
<tr>
<td>Potencial estimado</td>
<td>+14%</td>
<td>-7%</td>
</tr>
<tr>
<td>Lucro por ação em 2027</td>
<td>-34%</td>
<td>-20%</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Os potenciais de valorização e desvalorização representam as estimativas do Morgan Stanley em relação às cotações de referência utilizadas no relatório, e não uma previsão garantida de desempenho.</p>
<p>A leitura das recomendações exige considerar que <em>equal-weight</em> não corresponde necessariamente a uma ordem para manter as ações em carteira, assim como <em>underweight</em> não significa uma determinação universal de venda. São classificações relativas, utilizadas para expressar a expectativa de desempenho dos papéis em comparação com outras oportunidades de investimento.</p>
<p>No caso da Vibra, a indicação neutra sugere que o banco deixou de enxergar uma vantagem suficientemente expressiva para justificar uma exposição maior à companhia. Para a Ultrapar, a classificação abaixo da média revela uma percepção mais conservadora sobre seu potencial de retorno em relação às alternativas disponíveis.</p>
<p>A elevação simultânea dos preços-alvo e o rebaixamento das recomendações também não são contraditórios. Os preços-alvo refletem novas projeções de valor, enquanto as recomendações consideram o preço atual das ações, os riscos e o retorno esperado diante de outras possibilidades de investimento.</p>
<h2>Outros bancos ainda enxergam potencial nas distribuidoras</h2>
<p>A avaliação mais cautelosa do Morgan Stanley contrasta com análises divulgadas anteriormente por outras instituições financeiras. Em agosto, o Itaú BBA elevou seus preços-alvo para Vibra e Ultrapar, mantendo recomendação de compra para as duas companhias.</p>
<p>Na revisão do Itaú, a Vibra passou a ter preço-alvo de R$ 45, enquanto o da Ultrapar foi elevado para R$ 43. O banco considerou que o setor continuaria se beneficiando da melhora competitiva, da geração de caixa e de margens mais favoráveis ao longo de 2026, embora também projetasse uma normalização gradual em 2027.</p>
<p>O Banco Safra, por sua vez, apresentou avaliação positiva sobre as duas distribuidoras em análise publicada no fim de agosto, destacando a possibilidade de margens estruturalmente mais elevadas em consequência das mudanças no ambiente competitivo.</p>
<p>As diferenças de avaliação mostram que não existe consenso absoluto entre os analistas sobre quanto dos ganhos recentes será preservado nos próximos anos. O ponto de divergência está menos na existência da melhora operacional e mais em sua duração e no preço que os investidores devem estar dispostos a pagar por ela.</p>
<p>As instituições também utilizam diferentes premissas de preço dos combustíveis, volumes, custos financeiros, investimentos e taxa de desconto. Pequenas alterações nessas variáveis podem produzir diferenças relevantes nas estimativas de valor justo das ações.</p>
<h2>Comprar, manter ou vender VBBR3 e UGPA3?</h2>
<p>Para quem já possui ações de Vibra ou Ultrapar, a revisão do Morgan Stanley acrescenta um elemento de cautela, mas não estabelece, isoladamente, a necessidade de vender os papéis. A decisão depende do preço médio de aquisição, da participação dessas empresas na carteira, do horizonte de investimento e da tolerância a eventuais oscilações.</p>
<p>Na Vibra, o preço-alvo de R$ 43 ainda indica espaço de valorização, embora menor do que o considerado anteriormente. O principal desafio será demonstrar que a companhia consegue preservar uma parcela relevante das margens conquistadas durante a fase de condições favoráveis, mesmo diante da normalização do mercado de diesel.</p>
<p>Na Ultrapar, o novo preço-alvo de R$ 36 fica abaixo da cotação de referência utilizada pelo Morgan Stanley. Isso significa que, para o banco, o potencial de retorno esperado já não compensa adequadamente os riscos associados à evolução dos resultados. A avaliação pode mudar caso as ações recuem, as estimativas de lucro melhorem ou a empresa apresente ganhos adicionais não incorporados ao cenário atual.</p>
<p>Para novos investidores, a análise deve considerar não apenas o potencial de alta indicado por determinado preço-alvo, mas também o comportamento esperado dos lucros, a capacidade de geração de caixa, o endividamento e a sustentabilidade dos dividendos.</p>
<p>A perspectiva de queda do lucro por ação em 2027 torna especialmente importante distinguir resultados recorrentes de benefícios extraordinários. O desempenho operacional dos próximos trimestres poderá mostrar se as companhias estão consolidando uma rentabilidade estruturalmente superior ou se parte relevante dos ganhos recentes será revertida.</p>
<p>O rebaixamento de Vibra e Ultrapar representa, portanto, uma mudança de estágio na avaliação do setor brasileiro de combustíveis. Depois de um período marcado por expansão de margens, recuperação de participação de mercado e valorização expressiva das ações, a atenção dos investidores passa a se concentrar na capacidade das empresas de sustentar os resultados em um ambiente menos excepcional.</p>
<p>A conclusão do Morgan Stanley é que o mercado já antecipou grande parte das melhorias recentes. Para justificar novas altas consistentes, Vibra e Ultrapar precisarão demonstrar que os ganhos operacionais podem continuar mesmo depois que os fatores extraordinários de 2026 perderem força.</p>
<p><strong>Fontes</strong></p>
<ul>
<li>Morgan Stanley — Revisão de recomendações, preços-alvo e projeções para Vibra Energia e Ultrapar, divulgada em outubro de 2026, conforme cobertura de mercado.</li>
<li>Vibra Energia — Relações com Investidores, informações corporativas, resultados financeiros e código de negociação VBBR3.</li>
<li>Ultrapar — Informações corporativas e cadastro da companhia na B3, código UGPA3.</li>
<li>Itaú BBA — Revisão setorial de agosto de 2026, com preços-alvo para Vibra e Ultrapar e projeções de margens.</li>
<li>Banco Safra — Análise do setor de distribuição de combustíveis de agosto de 2026, com avaliação das condições competitivas e perspectivas de rentabilidade.</li>
</ul>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Bitcoin (BTC) cai na semana e ETFs de criptomoedas registram saídas de quase US$ 1 bilhão</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/bitcoin-hoje</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Oct 2026 17:39:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Criptomoedas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Bitcoin]]></category>
		<category><![CDATA[BTC]]></category>
		<category><![CDATA[CoinGlass]]></category>
		<category><![CDATA[ETFs de bitcoin]]></category>
		<category><![CDATA[ETH]]></category>
		<category><![CDATA[Ethereum]]></category>
		<category><![CDATA[mercado cripto]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Saiba mais sobre o bitcoin e sua recente queda em meio a saídas de ETFs e incertezas regulatórias nos Estados Unidos.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O bitcoin (BTC) caminha para encerrar a semana em queda, pressionado pela retirada de recursos de fundos negociados em bolsa nos Estados Unidos, por liquidações de operações alavancadas e pela redução do apetite dos investidores por ativos de risco. Nesta sexta-feira (9), a maior criptomoeda do mundo era negociada na região de US$ 83 mil, depois de recuar até US$ 80.350 durante a recente onda de vendas. O movimento também atingiu o ethereum (ETH), a solana (SOL) e outras moedas digitais, que acumulam perdas mais expressivas do que as registradas pelo bitcoin nos últimos sete dias.</p>
<p>A deterioração do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340551">mercado</a> aparece com maior clareza nos fluxos dos fundos de investimento. Dados da Farside Investors mostram que os ETFs à vista de bitcoin e ethereum listados nos Estados Unidos acumularam saídas líquidas de US$ 986,3 milhões entre 1º e 8 de outubro. Desse montante, US$ 407,4 milhões correspondem aos fundos de bitcoin e US$ 578,9 milhões aos produtos vinculados ao ethereum. Os resgates se intensificaram nas sessões de quarta-feira (7) e quinta-feira (8), quando os dois grupos de fundos, considerados em conjunto, perderam US$ 962,4 milhões.</p>
<p>A pressão vendedora coincidiu com uma forte correção no mercado de derivativos. Levantamento da CoinGlass, com dados referentes às 24 horas encerradas às 10h UTC desta sexta-feira, apontou aproximadamente US$ 1,09 bilhão em liquidações de posições alavancadas em criptomoedas. Desse total, cerca de US$ 1,05 bilhão envolveu operações compradas, conhecidas como posições long, nas quais investidores apostavam na valorização dos ativos. A concentração das perdas nessas operações indica que parte relevante da instabilidade foi agravada pelo encerramento compulsório de apostas na alta.</p>
<p>Apesar de ter apresentado uma recuperação parcial durante a manhã, o bitcoin ainda registrava desvalorização semanal próxima de 3,5% no levantamento divulgado nesta sexta-feira. O ethereum recuava aproximadamente 8,7% no mesmo intervalo, enquanto solana e XRP acumulavam perdas superiores a 9%. A diferença entre os desempenhos mostra que a correção atingiu com maior intensidade algumas das principais criptomoedas alternativas, mesmo com a recuperação pontual do bitcoin nas últimas 24 horas.</p>
<h2>ETFs de bitcoin e ethereum acumulam saídas de US$ 986,3 milhões em outubro</h2>
<p>O comportamento dos ETFs tornou-se um dos principais indicadores da disposição dos investidores institucionais em manter exposição ao mercado de criptomoedas. Esses fundos permitem acompanhar o desempenho do bitcoin e do ethereum por meio de produtos financeiros negociados em bolsas tradicionais, sem que o investidor precise comprar diretamente os ativos digitais ou administrar uma carteira de criptomoedas.</p>
<p>A movimentação registrada em outubro representa uma mudança em relação ao final de setembro, quando os ETFs de bitcoin haviam apresentado uma sequência de entradas líquidas de capital. Os dados da Farside mostram que, em 21 de setembro, esses produtos receberam US$ 999 milhões, seguidos de US$ 714,7 milhões no pregão seguinte. A entrada de recursos diminuiu progressivamente nos dias posteriores, até dar lugar a retiradas mais expressivas na primeira semana de outubro.</p>
<p>A mudança ficou evidente em 7 de outubro, quando os ETFs de bitcoin registraram saídas líquidas de US$ 484,9 milhões. No dia seguinte, outros US$ 244,1 milhões deixaram esses fundos. Somadas, as duas sessões representaram retiradas de US$ 729 milhões, valor superior ao saldo negativo acumulado no mês porque as entradas registradas nos primeiros pregões compensaram parcialmente os resgates posteriores.</p>
<p>O Fidelity Wise Origin Bitcoin Fund (FBTC) respondeu por US$ 197,1 milhões em saídas no pregão de quinta-feira, concentrando aproximadamente 80,7% do saldo negativo diário dos ETFs de bitcoin. O ARK 21Shares Bitcoin ETF (ARKB) registrou retiradas de US$ 20,3 milhões, enquanto o Bitwise Bitcoin ETF (BITB) perdeu US$ 17,7 milhões. O iShares Bitcoin Trust (IBIT), administrado pela BlackRock, apresentou saída líquida de US$ 5,5 milhões naquela sessão.</p>
<p>No caso do ethereum, o comportamento dos investidores foi ainda mais negativo. Os ETFs vinculados à segunda maior criptomoeda acumularam oito sessões consecutivas de resgates, entre 29 de setembro e 8 de outubro. Nesse período, a retirada líquida alcançou aproximadamente US$ 641,3 milhões. Somente na quinta-feira, os fundos perderam US$ 72,5 milhões, com destaque para o iShares Ethereum Trust (ETHA), da BlackRock, responsável por US$ 71,1 milhões em saídas.</p>
<p>A comparação entre os dois mercados revela que os fundos de ethereum responderam por aproximadamente 58,7% das retiradas líquidas combinadas em outubro, enquanto os ETFs de bitcoin representaram 41,3%. A diferença é relevante porque demonstra que o enfraquecimento da demanda não está concentrado exclusivamente na maior criptomoeda. O movimento alcança também os instrumentos de investimento ligados ao ethereum, cujo desempenho recente tem sido mais fraco.</p>
<p>Os fluxos negativos não significam necessariamente que todos os investidores estejam abandonando suas posições em criptomoedas. As saídas representam o saldo entre aplicações e resgates nos produtos analisados, podendo refletir operações de realização de lucros, ajustes de exposição ou mudanças nas estratégias das carteiras. Ainda assim, retiradas sucessivas reduzem uma fonte importante de demanda em um mercado no qual a participação institucional ganhou relevância nos últimos anos.</p>
<h2>Bitcoin perde US$ 81 mil e provoca liquidações de posições alavancadas</h2>
<p>A queda do bitcoin abaixo de US$ 81 mil representou um dos momentos de maior pressão da semana. A criptomoeda chegou a US$ 80.350 na plataforma Bitstamp, menor cotação desde 18 de setembro, antes de recuperar parte do terreno perdido. A oscilação ocorreu em meio ao encerramento de operações com alavancagem, mecanismo pelo qual investidores assumem posições superiores ao capital efetivamente depositado como garantia.</p>
<p>Quando o preço de uma criptomoeda cai de maneira acentuada, investidores posicionados para a alta podem atingir os limites de margem exigidos pelas corretoras. Nesses casos, as plataformas encerram compulsoriamente os contratos para impedir que as perdas ultrapassem determinadas garantias. Esse processo pode ampliar a pressão sobre os preços, principalmente quando muitas posições são liquidadas em intervalos curtos.</p>
<p>Os dados da CoinGlass mostraram que aproximadamente 96% do montante de US$ 1,09 bilhão liquidado no intervalo de referência estava associado a posições compradas. O percentual ajuda a dimensionar o desequilíbrio das apostas no mercado de derivativos durante a correção. Investidores que esperavam continuidade da valorização foram atingidos de maneira especialmente intensa quando o bitcoin rompeu níveis de preço que serviam de referência para suas operações.</p>
<p>O volume foi o maior registrado em uma janela diária desde 21 de agosto, quando uma forte valorização do bitcoin provocou aproximadamente US$ 1,3 bilhão em liquidações, predominantemente de posições vendidas. A comparação mostra que grandes movimentos de preço podem provocar encerramentos forçados tanto em operações que apostam na alta quanto naquelas montadas para lucrar com a queda.</p>
<p>As estatísticas de liquidação, entretanto, precisam ser interpretadas de acordo com o horário da consulta. Como a CoinGlass utiliza janelas móveis de 24 horas, o montante pode variar significativamente ao longo do dia, conforme eventos anteriores deixam de integrar o período observado. Outro levantamento divulgado na manhã desta sexta-feira apontava US$ 968,95 milhões em posições encerradas, dos quais US$ 773,99 milhões correspondiam a apostas na valorização. A diferença entre os números reflete os respectivos recortes de atualização e não deve ser confundida com duas ondas independentes de liquidação.</p>
<p>Também é importante distinguir o valor das posições liquidadas de uma perda equivalente no patrimônio agregado dos investidores. Em operações alavancadas, o valor nocional dos contratos pode superar consideravelmente as garantias depositadas. Por isso, uma liquidação de US$ 1 bilhão não significa necessariamente que o mercado tenha perdido esse mesmo montante em dinheiro efetivamente investido.</p>
<h2>Investidores transferem 55,6 mil bitcoins para corretoras após perdas</h2>
<p>Outro sinal de pressão sobre o mercado apareceu nos dados de movimentação das carteiras digitais. Uma análise publicada na CryptoQuant pelo colaborador Amr Taha identificou a transferência de aproximadamente 55.600 bitcoins para corretoras em 8 de outubro por detentores de curto prazo que apresentavam perdas em suas posições.</p>
<p>O indicador acompanha moedas enviadas às plataformas de negociação por investidores que mantêm os ativos por períodos relativamente curtos, geralmente inferiores a seis meses. Quando essas transferências ocorrem com prejuízo em relação ao custo de aquisição identificado nas movimentações anteriores, podem sinalizar maior disposição para vender diante da expectativa de novas quedas.</p>
<p>O volume observado superou em aproximadamente 12,9% os 49.250 bitcoins registrados em situação semelhante em 26 de junho. A comparação chama atenção porque o preço do bitcoin estava acima de US$ 81 mil no episódio mais recente, enquanto havia sido negociado perto de US$ 59.300 no evento anterior. Isso mostra que a pressão para reduzir posições apareceu mesmo em um patamar de preços substancialmente superior.</p>
<p>As transferências não comprovam, contudo, que todas as moedas foram efetivamente vendidas. O envio de bitcoins para corretoras pode anteceder operações de negociação, mas também pode estar relacionado à reorganização de posições, à constituição de garantias ou a outras movimentações operacionais. O dado aponta aumento potencial da oferta disponível para negociação, sem permitir determinar isoladamente o volume de vendas executadas.</p>
<p>A mesma análise da CryptoQuant mencionou a movimentação de 12.267 bitcoins, avaliados em aproximadamente US$ 1,01 bilhão, a partir de uma carteira associada a ativos apreendidos pelo governo dos Estados Unidos no caso do ataque à Bitfinex, ocorrido em 2016. A transferência para endereços não identificados alimentou especulações sobre uma eventual venda desses ativos, mas não havia confirmação de alienação das moedas. A simples movimentação entre carteiras não constitui prova de operação de mercado.</p>
<h2>Ethereum, solana e XRP apresentam perdas maiores que o bitcoin</h2>
<p>A correção da semana foi particularmente intensa entre as criptomoedas de maior capitalização que não são o bitcoin. O ethereum era negociado na região de US$ 2.490 nesta sexta-feira, acumulando queda próxima de 8,7% em sete dias. A perda semanal representava aproximadamente duas vezes e meia a desvalorização percentual do bitcoin, mostrando uma pressão mais intensa sobre o segundo maior ativo digital do mercado.</p>
<p>A solana também registrava desempenho negativo, com cotação próxima de US$ 110 e recuo semanal de aproximadamente 9,4%. O XRP, negociado na região de US$ 1,38 a US$ 1,40, acumulava perda semelhante. A BNB, por sua vez, apresentava desvalorização de aproximadamente 4,9% no período. Os números correspondem ao levantamento de mercado divulgado na manhã de 9 de outubro e podem mudar conforme as negociações prosseguem.</p>
<p>Entre os fatores que ajudam a explicar a diferença de desempenho está o perfil de risco atribuído pelos investidores a cada ativo. Embora o bitcoin também apresente volatilidade elevada, ele concentra a maior parte da capitalização do mercado de criptomoedas e dispõe de uma estrutura de negociação institucional mais ampla. Em períodos de instabilidade, algumas moedas alternativas podem sofrer movimentos proporcionalmente maiores em razão das condições de liquidez, da concentração de posições e da atuação dos participantes do mercado de derivativos.</p>
<p>O comportamento das stablecoins foi diferente. Tether (USDT) e USD Coin (USDC) permaneceram próximas de US$ 1, conforme seu mecanismo de referência ao <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank"  rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340552">dólar</a>. Esses ativos têm estruturas próprias de manutenção de paridade e, por isso, seus preços normalmente apresentam oscilações menores que os de criptomoedas como bitcoin, ethereum e solana, embora não estejam livres de riscos.</p>
<p>A queda semanal também ocorre em um ambiente financeiro internacional de maior cautela. O avanço dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, a valorização do dólar e o encarecimento do petróleo têm influenciado a disposição dos investidores em assumir exposição a ativos voláteis. Esse contexto afeta diferentes segmentos dos mercados financeiros e pode reduzir o interesse por posições especulativas, especialmente aquelas financiadas com recursos emprestados.</p>
<h2>Mercado acompanha fluxo dos ETFs e recuperação do bitcoin acima de US$ 82 mil</h2>
<p>A recuperação parcial registrada nesta sexta-feira devolveu o bitcoin à região de US$ 82 mil a US$ 83 mil, mas não eliminou as perdas acumuladas durante a semana. O movimento ocorreu depois de uma sequência de vendas que atingiu tanto o mercado à vista quanto as operações alavancadas, enquanto os dados disponíveis dos ETFs continuavam apontando retirada líquida de recursos.</p>
<p>Para os próximos pregões, o comportamento dos fundos negociados nos Estados Unidos será um dos indicadores acompanhados pelo mercado. Os dados consolidados até 8 de outubro mostram um saldo negativo próximo de US$ 1 bilhão no mês, mas ainda não incorporam o resultado final das negociações desta sexta-feira. Uma retomada consistente das aplicações poderia indicar melhora da demanda institucional, enquanto novas retiradas manteriam a pressão sobre os ativos.</p>
<p>Outro fator importante será a capacidade do bitcoin de sustentar sua recuperação depois de ter chegado a US$ 80.350. A estabilização do preço pode reduzir o ritmo das liquidações compulsórias, mas não assegura, isoladamente, o encerramento da correção. A evolução dependerá da demanda no mercado à vista, do volume de posições alavancadas, dos fluxos de capital e das condições financeiras internacionais.</p>
<p>A semana termina, portanto, com uma combinação de sinais desfavoráveis para o mercado de criptomoedas: redução da exposição institucional nos ETFs, perdas relevantes entre investidores alavancados e aumento das transferências de bitcoins por detentores de curto prazo que acumulam prejuízos. A recuperação observada em parte desta sexta-feira mostra que compradores continuam presentes, mas os dados da semana ainda não permitem afirmar que a pressão vendedora tenha sido superada.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p>Farside Investors — dados diários de entradas e saídas líquidas dos ETFs à vista de bitcoin e ethereum negociados nos Estados Unidos, até 8 de outubro de 2026.</p>
<p>CryptoQuant — análise de Amr Taha sobre transferências de bitcoins por detentores de curto prazo em 8 de outubro de 2026 e movimentações de carteiras associadas ao governo norte-americano.</p>
<p>CoinGlass — estatísticas de liquidações de posições alavancadas no mercado de criptomoedas em 9 de outubro de 2026.</p>
<p>CoinMarketCap — informações de mercado e referências de cotação das principais criptomoedas em 9 de outubro de 2026.</p>
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		<item>
		<title>Camil (CAML3) dispara 43% em um mês; BTG e Itaú BBA veem espaço para subir?</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/camil-caml3-sobe-43-lucro-cai-btg-itau-bba</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Oct 2026 17:19:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[5%; veja projeções]]></category>
		<category><![CDATA[Camil (CAML3) sobe 43%]]></category>
		<category><![CDATA[mas lucro cai 47]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na avaliação do BTG, os resultados combinaram volumes e receitas abaixo das expectativas com despesas comerciais. Hora de comprar CAML3?</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>As ações da Camil Alimentos (CAML3) acumularam valorização de 43,4% em um mês até a manhã desta sexta-feira (9), colocando a companhia entre os destaques recentes da Bolsa brasileira. O movimento ocorreu apesar de um balanço trimestral marcado pela queda de 47,5% no lucro líquido, pela retração da receita e pela manutenção de um endividamento elevado. Mesmo depois desse avanço, BTG Pactual e Itaú BBA mantiveram recomendações de compra para os papéis, embora apresentem avaliações diferentes sobre o potencial de valorização adicional.</p>
<p>O BTG Pactual estabeleceu preço-alvo de R$ 9 por ação, enquanto o Itaú BBA trabalha com R$ 7. Considerando a cotação de referência de R$ 6,92 utilizada nas análises, as projeções representam potenciais de alta de aproximadamente 30% e 1,2%, respectivamente. A diferença revela que, embora ambas as instituições enxerguem fundamentos capazes de sustentar a recuperação da empresa, não existe consenso sobre quanto desse cenário já foi incorporado aos preços de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340579">mercado</a>.</p>
<p>A discussão ganhou relevância após a divulgação dos resultados do segundo trimestre do exercício fiscal de 2026, realizada na quinta-feira (8). Entre junho e agosto, a Camil registrou lucro líquido de R$ 41,3 milhões, ante aproximadamente R$ 79 milhões no mesmo período do ano anterior. A receita líquida atingiu R$ 2,765 bilhões, queda de 7,2% na comparação anual, enquanto o Ebitda recuou 10,1%, para R$ 225,3 milhões.</p>
<p>A combinação de valorização das ações e enfraquecimento dos resultados coloca os investidores diante de uma questão central: a recuperação esperada para a segunda metade do exercício será suficiente para justificar os preços atuais? Para os analistas, a resposta depende principalmente do comportamento das cotações do arroz, da capacidade de reduzir a necessidade de capital de giro e da trajetória dos juros brasileiros.</p>
<h2>Camil registra queda no lucro e receita, mas melhora margem bruta</h2>
<p>O balanço da Camil apresentou resultados distintos entre crescimento de receitas, rentabilidade e administração financeira. A queda de 7,2% no faturamento refletiu um ambiente de preços e volumes desafiador em segmentos relevantes do portfólio, embora algumas categorias tenham apresentado desempenho mais favorável.</p>
<p>O lucro líquido de R$ 41,3 milhões representou uma redução de 47,5% em relação ao segundo trimestre do exercício anterior. Na comparação sequencial, entretanto, houve crescimento de aproximadamente 47,7% sobre os R$ 28 milhões registrados entre março e maio de 2026. Os números mostram que a companhia apresentou recuperação em relação ao trimestre imediatamente anterior, mas ainda opera abaixo da rentabilidade observada um ano antes.</p>
<p>O Ebitda divulgado pela empresa alcançou R$ 225,3 milhões, com margem de 8,2%, recuo de 0,3 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2025. O indicador mede a geração operacional de resultados antes dos efeitos de juros, impostos, depreciação e amortização, sendo utilizado para avaliar a evolução dos <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank"  rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340578">negócios</a>.</p>
<p>Apesar do enfraquecimento da rentabilidade operacional, o lucro bruto avançou 1,2%, alcançando R$ 681,9 milhões. A margem bruta passou de 22,6% para 24,7%, uma expansão de 2,1 pontos percentuais. O movimento indica que a companhia conseguiu melhorar a relação entre receita e custo dos produtos vendidos, mesmo diante de um faturamento menor.</p>
<p>Essa diferença entre margem bruta e margem operacional merece atenção. A melhora no custo relativo dos produtos não foi integralmente convertida em crescimento do Ebitda, refletindo a influência das despesas necessárias para sustentar as operações comerciais e administrativas.</p>
<p>Os investimentos também diminuíram. O capex totalizou R$ 52,6 milhões, redução de 66,1% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. A contenção pode favorecer a preservação de caixa no curto prazo, embora sua sustentabilidade dependa da necessidade futura de investimentos em capacidade produtiva, distribuição e modernização operacional.</p>
<p>A dívida líquida encerrou o período em aproximadamente R$ 4,08 bilhões, queda de 3,1% em relação ao trimestre anterior. O recuo representa um avanço, mas o tamanho do endividamento mantém a empresa exposta ao custo do crédito e às decisões de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340577">política</a> monetária.</p>
<h2>BTG Pactual vê espaço para CAML3 chegar a R$ 9</h2>
<p>Na avaliação do BTG Pactual, o resultado do segundo trimestre foi misto. A instituição identificou receitas e volumes abaixo de suas expectativas, mas considerou positiva a redução de despesas comerciais, gerais e administrativas em relação ao inicialmente projetado.</p>
<p>A receita líquida de aproximadamente R$ 2,8 bilhões ficou 8% abaixo da estimativa do banco. O Ebitda ajustado calculado pelos analistas somou R$ 212 milhões, queda de 12,5% na comparação anual e desempenho 5,5% inferior ao esperado.</p>
<p>Apesar disso, a margem Ebitda ajustada de 7,7% superou ligeiramente a projeção de 7,5% do BTG. O lucro líquido também apresentou surpresa positiva em relação às expectativas da instituição, que projetava aproximadamente R$ 21 milhões, praticamente metade dos R$ 41 milhões efetivamente registrados.</p>
<p>É importante distinguir o Ebitda divulgado pela companhia dos números ajustados utilizados pelos bancos. O resultado reportado pela Camil alcançou R$ 225,3 milhões, enquanto as estimativas ajustadas do BTG e de outras instituições aplicam critérios próprios para determinadas receitas e despesas. As diferenças não representam necessariamente divergências nos dados contábeis, mas metodologias distintas de avaliação.</p>
<p>Outro elemento destacado pelo BTG foi a liberação de R$ 146 milhões em capital de giro. O resultado contrasta com a necessidade sazonal de aproximadamente R$ 1,2 bilhão registrada no trimestre anterior, movimento que havia pressionado o caixa e elevado a atenção sobre a estrutura financeira da empresa.</p>
<p>Para uma companhia do setor alimentício, a necessidade de capital de giro pode variar significativamente conforme o calendário agrícola, a formação de estoques e os prazos de pagamento e recebimento. A reversão de parte dessa necessidade pode fortalecer o fluxo de caixa sem depender exclusivamente de crescimento da receita.</p>
<p>O preço-alvo de R$ 9 estabelecido pelo BTG sugere que a instituição considera possível uma valorização adicional relevante das ações, desde que a melhora esperada nos próximos trimestres se materialize. A projeção, porém, não representa garantia de retorno e está sujeita às condições de mercado e à evolução dos fundamentos da companhia.</p>
<h2>Itaú BBA mantém compra, mas vê potencial de alta limitado</h2>
<p>O Itaú BBA também manteve recomendação de compra para CAML3, embora tenha adotado uma interpretação mais moderada sobre o espaço restante para valorização. Com preço-alvo de R$ 7, a instituição aponta um potencial de alta de apenas 1,2% em relação à cotação de referência de R$ 6,92.</p>
<p>O banco considerou os resultados do segundo trimestre próximos de suas estimativas, classificando o desempenho como neutro. A receita líquida de R$ 2,76 bilhões ficou praticamente alinhada às projeções, apesar das diferenças de comportamento entre as unidades de negócio.</p>
<p>O segmento de categorias de maior crescimento, identificado nas análises como Growth, apresentou expansão de volumes em todas as suas categorias na comparação anual, compensando parcialmente o ambiente menos favorável de preços nas operações de maior giro.</p>
<p>As iniciativas comerciais da empresa contribuíram para sustentar a presença de seus produtos no mercado, mas também elevaram determinados custos de distribuição e promoção. Gastos com promotores, materiais promocionais e frete reduziram parte do benefício proporcionado pela melhora da margem bruta.</p>
<p>Pelos ajustes do Itaú BBA, o Ebitda ficou em aproximadamente R$ 215 milhões, com margem de 7,8%, resultado cerca de 3% inferior à estimativa da instituição. O cálculo desconsidera uma contribuição não recorrente de R$ 10,5 milhões registrada em outras receitas operacionais.</p>
<p>O banco também observou que o desempenho das despesas financeiras foi favorecido por aproximadamente R$ 21 milhões relacionados à liquidação de instrumentos derivativos. Como esse efeito não necessariamente se repetirá nos próximos trimestres, sua presença exige cautela na avaliação da capacidade recorrente de geração de lucros.</p>
<p>Para o Itaú BBA, a principal oportunidade de melhora continua concentrada na segunda metade do exercício. Entretanto, a instituição considera que a recuperação já esperada está amplamente incorporada às suas projeções, reduzindo a possibilidade de revisões expressivas do preço-alvo sem mudanças relevantes nas condições de mercado.</p>
<h2>Alta do arroz pode favorecer resultados da Camil</h2>
<p>A evolução dos preços do arroz aparece como uma das principais variáveis para a rentabilidade futura da Camil. A companhia possui exposição relevante ao processamento e à comercialização do grão, atividade na qual os preços de aquisição, o nível dos estoques e a capacidade de repasse ao consumidor influenciam diretamente os resultados.</p>
<p>Segundo a avaliação do Itaú BBA, o preço médio do arroz observado durante o segundo trimestre ficou significativamente abaixo das referências à vista verificadas na ocasião do relatório. Essa diferença pode favorecer o ambiente de receitas e margens ao longo dos próximos meses, dependendo das condições de aquisição dos estoques e da capacidade de repassar os preços ao mercado consumidor.</p>
<p>Entretanto, a elevação do preço de uma commodity não produz necessariamente aumento proporcional dos lucros. Caso os custos de aquisição avancem mais rapidamente do que os preços de venda, as margens podem permanecer pressionadas. O resultado depende do momento de formação dos estoques, das negociações comerciais e do comportamento da demanda.</p>
<p>O desempenho de categorias de maior valor agregado também será relevante. No segundo trimestre, os volumes comercializados nesse grupo cresceram 14,1%, alcançando 51,6 mil toneladas, sinalizando que a diversificação do portfólio pode compensar parte das dificuldades observadas nos produtos tradicionais.</p>
<p>A estratégia de ampliar a participação de categorias com maior valor agregado pode reduzir gradualmente a dependência de ciclos específicos das commodities agrícolas. No entanto, exige investimentos em marcas, canais de distribuição e ações comerciais, o que também pode aumentar as despesas operacionais.</p>
<p>A capacidade de transformar crescimento de volume em margens sustentáveis será, portanto, um dos principais indicadores para avaliar a recuperação da companhia.</p>
<h2>Dívida de R$ 4 bilhões amplia importância da Selic</h2>
<p>O endividamento da Camil constitui outro fator decisivo para a avaliação de suas ações. Com dívida líquida próxima de R$ 4,08 bilhões, a companhia permanece sensível ao comportamento das taxas de juros, especialmente em um ambiente de crédito mais caro.</p>
<p>Juros elevados aumentam o custo de financiamento das operações e podem reduzir a parcela do resultado operacional que efetivamente se transforma em lucro líquido. Esse efeito ganha importância em <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340580">empresas</a> que precisam financiar estoques, investimentos e operações de grande escala.</p>
<p>Uma trajetória de redução da Selic poderia beneficiar a Camil por duas vias. A primeira seria a diminuição gradual das despesas financeiras, dependendo da composição e dos indexadores de sua dívida. A segunda estaria relacionada à avaliação das ações na Bolsa, já que juros menores tendem a reduzir a taxa de retorno exigida pelos investidores para determinados ativos.</p>
<p>É nesse contexto que aparece a possibilidade de expansão de múltiplos. Mesmo sem crescimento proporcional dos lucros, o preço de uma ação pode subir quando os investidores aceitam pagar mais por cada real de resultado esperado, especialmente diante de uma redução do custo de capital.</p>
<p>Entretanto, a relação entre juros e valorização das ações não é automática. O mercado pode antecipar cortes na Selic antes de sua implementação, incorporando previamente esse cenário às cotações. Além disso, fatores como riscos fiscais, expectativas de inflação e perspectivas de crescimento também influenciam a avaliação das companhias.</p>
<p>Para o Itaú BBA, uma queda dos juros superior à já considerada nas projeções seria um dos fatores capazes de justificar novas revisões positivas para CAML3.</p>
<h2>O que acompanhar antes de comprar CAML3?</h2>
<p>A valorização de 43,4% em um mês modificou a relação entre risco e retorno das ações da Camil. Depois de uma recuperação dessa magnitude, parte dos benefícios associados à melhora do preço do arroz, à liberação de capital de giro e às expectativas de redução dos juros pode já estar refletida nas cotações.</p>
<p>A distância entre os preços-alvo de BTG e Itaú BBA evidencia essa mudança. Enquanto o primeiro considera possível uma valorização adicional de aproximadamente 30%, o segundo projeta retorno muito mais restrito em relação ao preço de referência utilizado.</p>
<p>Para investidores interessados em CAML3, três indicadores devem ganhar prioridade nos próximos balanços: a evolução das margens nas categorias de alimentos, a redução do endividamento líquido e o comportamento do fluxo de caixa operacional. A combinação desses fatores permitirá avaliar se a recuperação esperada está produzindo ganhos recorrentes ou apenas efeitos pontuais.</p>
<p>A evolução dos preços do arroz também deverá ser acompanhada juntamente com as condições de consumo e o desempenho das operações internacionais. A companhia registrou redução de 4,6% no volume consolidado do trimestre, influenciada, entre outros fatores, pela normalização das exportações de açúcar e pelo desempenho de mercados fora do Brasil.</p>
<p>Para acionistas que já possuem o papel, a forte valorização recente torna relevante reavaliar a exposição da carteira à companhia, especialmente diante da diferença entre o preço atual e as projeções das instituições financeiras. Para novos compradores, o principal risco é ingressar após uma alta expressiva sem que os resultados operacionais tenham confirmado integralmente a recuperação esperada.</p>
<p>A próxima divulgação trimestral, prevista para janeiro de 2027, deverá oferecer novos elementos sobre a capacidade da Camil de melhorar sua geração de caixa e preservar margens em um ambiente de preços agrícolas ainda sujeito a oscilações.</p>
<p>A manutenção das recomendações de compra pelo BTG e pelo Itaú BBA mostra que os dois bancos continuam identificando fundamentos positivos para a fabricante de alimentos. A diferença está no preço considerado adequado para assumir esses riscos.</p>
<p>Depois de avançar mais de 40% em apenas um mês, CAML3 entra em uma fase na qual a continuidade da valorização dependerá menos de expectativas gerais de recuperação e mais da confirmação efetiva de resultados, redução da alavancagem e melhoria sustentável da rentabilidade.</p>
<p><strong>Fontes</strong></p>
<ul>
<li>Camil Alimentos — Relações com Investidores; divulgação dos resultados do segundo trimestre fiscal de 2026, em 8 de outubro de 2026.</li>
<li>Camil Alimentos — Demonstrações financeiras e indicadores operacionais referentes ao período encerrado em agosto de 2026.</li>
<li>BTG Pactual — Avaliação dos resultados trimestrais e recomendação para CAML3, conforme informações divulgadas em 9 de outubro de 2026.</li>
<li>Itaú BBA — Análise do segundo trimestre fiscal de 2026, preço-alvo e perspectivas para a segunda metade do exercício, conforme cobertura divulgada em 9 de outubro.</li>
<li>XP Investimentos — Análise dos resultados do 2T26 da Camil, publicada em 8 de outubro de 2026.</li>
<li>B3 — Identificação da Camil Alimentos S.A., código de negociação CAML3.</li>
</ul>
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			</item>
		<item>
		<title>MRV, Tenda e Cury disparam com queda dos juros e prévias do 3º trimestre</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/mrve3-tend3-cury3-construtoras-sobem-juros-eleicoes</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Oct 2026 15:44:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mercados]]></category>
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		<category><![CDATA[setor imobiliário]]></category>
		<category><![CDATA[tenda]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dados foram considerados mistos, apesar de algumas companhias receberem visões positivas; maior impacto é da queda dos juros futuros</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As ações das principais construtoras negociadas na B3 dispararam nesta sexta-feira, 9 de outubro, em uma sessão marcada pela combinação de prévias operacionais do terceiro trimestre e nova queda dos juros futuros de longo prazo. Por volta das 11h54, a MRV (MRVE3) liderava o movimento com alta de 10,73%, a R$ 7,12, enquanto Cury (CURY3) avançava 6,77%, para R$ 33,61, e Tenda (TEND3) subia 6,14%, negociada a R$ 31,38. O setor voltou ao centro das atenções porque está entre os mais sensíveis às expectativas para juros no Brasil.</p>
<p>O movimento ocorreu mesmo depois de o IPCA de setembro subir 0,82%, acima da expectativa mediana dos analistas consultados pela Reuters, de 0,73%. Em condições normais, uma inflação acima do esperado tende a pressionar a curva de juros, pois reduz o espaço para cortes da Selic. Nesta sexta-feira, porém, a parte longa da curva operava em queda, refletindo principalmente a reavaliação do risco fiscal feita por investidores após novas pesquisas para o segundo turno presidencial.</p>
<p>Datafolha e AtlasIntel divulgaram levantamentos mostrando Flávio Bolsonaro (PL) numericamente à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Parte dos participantes do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340543">mercado</a> tem associado uma eventual mudança de governo à possibilidade de uma política fiscal mais restritiva a partir de 2027, embora Flávio ainda não tenha apresentado um plano detalhado capaz de sustentar essa expectativa. A queda dos prêmios de longo prazo beneficiou diretamente as incorporadoras, cujos resultados e avaliações em Bolsa são fortemente influenciados pelo custo do crédito e pela taxa utilizada para trazer seus fluxos de caixa futuros a valor presente.</p>
<h2>MRV sobe mais de 10% após vendas recordes</h2>
<p>A MRV apresentou os números mais fortes de crescimento comercial entre as três <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340544">empresas</a>. A divisão de incorporação registrou vendas líquidas de R$ 3,037 bilhões no terceiro trimestre, avanço de 29,6% em relação ao mesmo período de 2025. Foram comercializadas 11.015 unidades, com preço médio de aproximadamente R$ 276 mil, alta de 3,1% na comparação anual.</p>
<p>A MRV&amp;Co também informou geração consolidada de caixa de R$ 456 milhões no trimestre, resultado impulsionado pela monetização de ativos ligados à Resia e à Luggo e pela contribuição da Urba. A produção da incorporadora chegou a 11.258 unidades, outro indicador de manutenção de um ritmo operacional elevado.</p>
<p>O dado de caixa, entretanto, exige uma leitura mais detalhada. A greve dos funcionários da Caixa Econômica Federal afetou os repasses imobiliários no fim de setembro e, segundo a própria MRV, reduziu em aproximadamente R$ 80 milhões a geração de caixa que seria registrada pela operação de incorporação. O banco público desempenha papel central no financiamento dos compradores atendidos pela companhia, especialmente nos segmentos de habitação econômica.</p>
<p>A MRV Incorporação terminou o período com geração de caixa reportada de R$ 130 milhões. Em bases ajustadas, retirando determinados efeitos financeiros, o desempenho ficou muito mais próximo da estabilidade, o que explica por que analistas consideraram a prévia operacional positiva nas vendas, mas menos uniforme na geração recorrente de caixa.</p>
<h2>Queda dos juros muda percepção sobre setor imobiliário</h2>
<p>A força das ações nesta sexta-feira não pode ser explicada apenas pelos números trimestrais. As incorporadoras já vinham se beneficiando desde o primeiro turno da eleição da forte queda dos contratos de Depósito Interfinanceiro de vencimentos mais longos, utilizados pelo mercado como referência para as expectativas de juros nos próximos anos.</p>
<p>A relação é particularmente importante no setor imobiliário. Juros elevados encarecem o financiamento das famílias, aumentam o custo de capital das empresas e tornam investimentos de renda fixa mais competitivos em relação às ações. Também elevam a taxa utilizada pelo mercado para descontar os lucros que as construtoras poderão produzir no futuro, reduzindo o valor atribuído a esses resultados no presente.</p>
<p>Quando as taxas longas caem, o mecanismo funciona no sentido contrário. Mesmo que a Selic corrente não seja alterada imediatamente, uma redução relevante dos juros projetados para os próximos anos pode melhorar o valor atribuído às incorporadoras e alimentar uma reprecificação rápida das ações.</p>
<p>Foi esse efeito que permitiu ao setor subir mesmo diante de um IPCA acima das previsões. A inflação de setembro acumulou alta de 4,58% em 12 meses e voltou a reforçar a necessidade de cautela do Banco Central. No pregão, porém, investidores deram mais peso à percepção sobre o risco fiscal de longo prazo do que ao impacto imediato do indicador de preços.</p>
<h2>Tenda vende R$ 1,29 bilhão, mas distratos aumentam</h2>
<p>A Tenda encerrou o terceiro trimestre com vendas líquidas consolidadas de R$ 1,29 bilhão, crescimento de 4,4% na comparação anual. O resultado inclui a marca Tenda e a divisão Alea, dedicada a casas industrializadas.</p>
<p>Na operação principal, a companhia lançou 11 empreendimentos, somando R$ 1,52 bilhão em Valor Geral de Vendas, alta de 2,3% sobre o mesmo trimestre do ano passado. O preço médio das unidades lançadas atingiu R$ 271,2 mil, avanço de 15,7% e novo recorde da empresa. A Alea lançou outros três projetos, com VGV de R$ 119 milhões.</p>
<p>O ponto menos favorável foi o crescimento dos distratos. A relação entre cancelamentos e vendas brutas chegou a 19,5%, ante 12,5% no terceiro trimestre de 2025. Parte do aumento foi relacionada às dificuldades de transferência dos financiamentos em meio à greve da Caixa, que reduziu a velocidade dos repasses.</p>
<p>O efeito tende a ser especialmente importante para companhias concentradas no Minha Casa, Minha Vida, porque a Caixa ocupa uma posição dominante no financiamento dessa faixa do mercado. Quando o banco demora a concluir uma transferência, a unidade pode permanecer mais tempo no balanço da construtora e, em alguns casos, o comprador pode desistir da operação.</p>
<h2>Cury mantém vendas fortes e gera R$ 253,6 milhões em caixa</h2>
<p>A Cury também apresentou crescimento no terceiro trimestre. As vendas líquidas totais alcançaram R$ 2,035 bilhões, aumento de 11,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Considerando apenas a participação econômica da companhia nos projetos, as vendas ficaram próximas de R$ 1,8 bilhão, expansão de 10,7%.</p>
<p>Os lançamentos totalizaram R$ 2,12 bilhões em VGV, crescimento anual de 6,9%, distribuídos por oito empreendimentos e 6.503 unidades. A parcela atribuível à Cury nos lançamentos somou aproximadamente R$ 1,86 bilhão.</p>
<p>A companhia encerrou o trimestre com geração operacional de caixa positiva de R$ 253,6 milhões, alta de 8,8% na comparação anual. O desempenho chamou a atenção porque a empresa conseguiu combinar crescimento de vendas com manutenção de caixa positivo mesmo diante dos problemas provocados pela paralisação da Caixa.</p>
<p>A velocidade de vendas bruta atingiu 43,6%, enquanto a VSO líquida ficou em 39,7%. A diferença reflete principalmente os cancelamentos de contratos, que também foram afetados pela menor velocidade dos repasses dos financiamentos.</p>
<h2>Greve da Caixa distorce comparação do trimestre</h2>
<p>A paralisação da Caixa aparece como um elemento comum nos números das construtoras voltadas ao segmento econômico. O efeito não ocorre necessariamente sobre a demanda por imóveis, mas sobre uma etapa importante da conclusão financeira das vendas.</p>
<p>Quando uma construtora fecha um contrato com um comprador que utilizará financiamento, parte relevante do dinheiro só entra efetivamente depois que o banco aprova e realiza o repasse. Se esse processo fica interrompido, a companhia pode apresentar boas vendas e, ao mesmo tempo, uma geração de caixa temporariamente inferior ao que seria esperado em condições normais.</p>
<p>Na MRV, a administração estimou diretamente um impacto de aproximadamente R$ 80 milhões no caixa do trimestre. Tenda e Cury também apontaram efeitos sobre transferências e distratos, embora o desempenho comercial tenha permanecido positivo.</p>
<p>Por isso, parte dos investidores está tratando os problemas observados em setembro como um choque operacional temporário, e não necessariamente como sinal de enfraquecimento da demanda. A confirmação dessa leitura dependerá da normalização dos repasses no quarto trimestre.</p>
<h2>Construtoras estão entre as maiores beneficiadas pela queda dos DIs</h2>
<p>A reação desta sexta-feira também mostra como as expectativas macroeconômicas podem se sobrepor aos dados individuais de cada empresa. MRV, Tenda e Cury apresentaram prévias diferentes, com pontos positivos e negativos específicos, mas todas avançaram fortemente no mesmo pregão.</p>
<p>Esse comportamento sugere que o fator setorial ganhou peso. A queda dos juros futuros reduz o custo de oportunidade de investir em ações e melhora a avaliação relativa das empresas que dependem de crédito para financiar seus clientes e projetos. Incorporadoras de baixa renda também podem se beneficiar indiretamente se juros menores ampliarem a capacidade de financiamento das famílias, embora as taxas efetivamente cobradas nos contratos dependam de outros fatores e das políticas habitacionais.</p>
<p>A relação não é automática. Uma redução dos DIs em poucos pregões não garante queda equivalente no custo dos financiamentos nem melhora imediata dos lucros das empresas. Para que a reprecificação das ações se sustente, o mercado precisará observar se a trajetória dos juros de longo prazo permanece mais baixa e se as companhias conseguem transformar as vendas atuais em geração de caixa e resultados.</p>
<h2>Inflação e eleição colocam forças opostas sobre juros</h2>
<p>O pregão desta sexta-feira tornou essa disputa particularmente evidente. Pela manhã, o IBGE informou que o IPCA subiu 0,82% em setembro, depois de uma deflação de 0,32% em agosto. Em 12 meses, a inflação acelerou para 4,58%.</p>
<p>O dado veio acima do consenso dos analistas e, isoladamente, tenderia a elevar os juros futuros. Ao mesmo tempo, duas pesquisas eleitorais divulgadas entre quinta e sexta-feira mostraram Flávio numericamente à frente de Lula no segundo turno, reforçando entre parte dos investidores a expectativa de mudança na condução fiscal a partir de 2027.</p>
<p>No Datafolha, Flávio registrou 52% dos votos válidos e Lula, 48%, com margem de erro de dois pontos percentuais. No AtlasIntel/Bloomberg, o senador apareceu com 52,8% dos válidos, contra 47,2% do presidente. São levantamentos realizados com metodologias e amostras diferentes e representam fotografias do momento das entrevistas, não previsões do resultado eleitoral.</p>
<p>O mercado financeiro, porém, ajusta preços à medida que essas informações alteram as probabilidades atribuídas pelos investidores aos diferentes cenários. Nesta sexta-feira, esse efeito foi suficiente para fazer a parte longa da curva de juros recuar mesmo diante da surpresa negativa da inflação.</p>
<h2>Rali aumenta cobrança por resultados</h2>
<p>A valorização das construtoras cria também uma exigência maior para os próximos balanços. À medida que os preços das ações incorporam expectativas de juros menores e melhora do ambiente econômico, aumenta a necessidade de as empresas confirmarem crescimento, geração de caixa e redução da alavancagem.</p>
<p>No caso da MRV, os R$ 456 milhões de geração consolidada e o salto de 29,6% nas vendas são os principais indicadores positivos, mas o mercado continuará acompanhando a qualidade do caixa da incorporação. Na Tenda, o aumento dos distratos e as condições de crédito da Caixa permanecem como pontos de atenção. A Cury chega ao período com vendas e geração de caixa mais consistentes, mas também depende da normalização dos repasses no segmento econômico.</p>
<p>O pregão desta sexta-feira, portanto, reúne dois movimentos distintos. As prévias do terceiro trimestre oferecem evidências concretas de crescimento das vendas, enquanto a queda dos juros futuros aumenta o valor que os investidores estão dispostos a pagar pelas expectativas de resultado dos próximos anos.</p>
<p>É essa combinação que colocou MRV, Tenda e Cury entre as maiores altas do mercado. O teste seguinte será verificar se a melhora da curva de juros continuará e se os números financeiros do terceiro trimestre, quando forem divulgados integralmente, confirmarão o otimismo que já chegou aos preços das ações.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>MRV&amp;Co — prévia operacional do terceiro trimestre de 2026</em></p>
<p><em>Construtora Tenda — prévia operacional do terceiro trimestre de 2026</em></p>
<p><em>Cury Construtora e Incorporadora — prévia operacional do terceiro trimestre de 2026</em></p>
<p><em>Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo de setembro de 2026</em></p>
<p><em>Datafolha — pesquisa de intenção de voto para o segundo turno das eleições de 2026</em></p>
<p><em>AtlasIntel/Bloomberg — pesquisa de intenção de voto para o segundo turno das eleições de 2026</em></p>
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		<title>S&#038;P 500 deve registrar alta de 31% nos lucros do 3º trimestre, com impulso da IA</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/lucros-sp-500-terceiro-trimestre-2026-inteligencia-artificial</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Oct 2026 14:38:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mercados]]></category>
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		<category><![CDATA[S&P 500]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>As empresas que integram o índice S&amp;P 500 devem registrar crescimento próximo de 30% nos lucros do terceiro trimestre de 2026, em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo estimativas de analistas compiladas por diferentes instituições financeiras. A expansão, contudo, está concentrada em um grupo relativamente pequeno de companhias ligadas à inteligência artificial (IA), com destaque para Alphabet, controladora do Google, Amazon e Meta Platforms. A dependência dos resultados em relação a esse segmento coloca a rentabilidade dos investimentos em infraestrutura tecnológica no centro da temporada de balanços, que começa a ganhar força na semana de 12 de outubro.</p>
<p>Os cálculos da LSEG indicam avanço de aproximadamente 31% nos lucros das <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340533">empresas</a> do S&amp;P 500. Cerca de dois terços desse crescimento devem vir do setor de tecnologia e das grandes companhias diretamente beneficiadas pela expansão da inteligência artificial. A FactSet, que utiliza sua própria metodologia de consolidação das estimativas de resultados, projetava em 2 de outubro crescimento de 29,5% nos lucros por ação do índice. Embora os números não sejam idênticos, as duas referências apontam para uma temporada de resultados robusta, sustentada principalmente pelas empresas de tecnologia.</p>
<p>A diferença entre as projeções também demonstra que os percentuais dependem da base de cálculo, da definição de lucro utilizada e do conjunto de estimativas incorporadas por cada instituição. O avanço esperado, portanto, não representa uma taxa uniforme para todas as companhias americanas. Setores ligados à infraestrutura de inteligência artificial devem apresentar expansão muito superior à de segmentos mais dependentes do consumo doméstico, das condições de crédito e do comportamento dos custos operacionais.</p>
<p>O ponto central para os investidores será verificar se a evolução dos lucros acompanha a valorização das ações. O S&amp;P 500 atingiu níveis recordes no início de outubro, impulsionado pelas expectativas de crescimento das grandes empresas e pela procura por companhias capazes de monetizar a inteligência artificial. Com as avaliações de <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340536">mercado</a> elevadas em relação aos resultados de vários negócios, a divulgação de números positivos pode não ser suficiente para sustentar novas altas caso as projeções para os trimestres seguintes decepcionem.</p>
<h2>Revisões positivas melhoram as perspectivas para a temporada</h2>
<p>Um dos sinais favoráveis à temporada apareceu antes da divulgação dos balanços. De acordo com a FactSet, o lucro por ação projetado para o conjunto das empresas do S&amp;P 500 subiu de US$ 88,64, estimados em 30 de junho, para US$ 89,84 em 30 de setembro. A diferença equivale a um aumento de 1,4% nas estimativas durante o terceiro trimestre.</p>
<p>O comportamento contrasta com o padrão histórico. Nos últimos cinco anos, as projeções agregadas de lucro por ação para o S&amp;P 500 caíram, em média, 2,2% ao longo de cada trimestre. Em horizontes de dez, 15 e 20 anos, as reduções médias foram de 2,5%, 3,2% e 4,2%, respectivamente. Em vez da revisão para baixo que normalmente antecede a publicação dos balanços, os analistas elevaram as expectativas para o período encerrado em setembro.</p>
<p>A mudança também pode ser observada na comparação anual. No início do terceiro trimestre, em 30 de junho, a estimativa de crescimento dos lucros do índice era de 26,7%. Ao final de setembro, havia subido para 29,5%, uma diferença de 2,8 pontos percentuais. Se confirmada, a taxa representará o terceiro trimestre consecutivo com expansão superior a 25% e o oitavo período consecutivo com crescimento anual de dois dígitos.</p>
<p>As expectativas para a receita também melhoraram. A FactSet passou a projetar aumento anual de 12,3% no faturamento agregado, ante 10,9% no começo do trimestre. A combinação de maior receita esperada e revisões positivas dos lucros sugere que o desempenho projetado não depende exclusivamente de reduções de custos ou de ajustes pontuais de despesas.</p>
<p>Outro indicador é a orientação fornecida pelas próprias companhias. Entre 116 empresas do S&amp;P 500 que haviam apresentado projeções de lucro por ação para o terceiro trimestre, 72 divulgaram indicações positivas e 44, negativas. A proporção de avaliações favoráveis, de 62%, superou a média de 40% dos últimos cinco anos e a de 41% dos últimos dez anos, segundo a FactSet.</p>
<p>Esses dados, porém, medem expectativas, não resultados já realizados. A confirmação do crescimento dependerá dos balanços efetivos e da capacidade das empresas de explicar a evolução das margens, dos custos financeiros e das receitas ao longo do período.</p>
<h2>Semicondutores continuam na liderança, mas o ritmo tende a diminuir</h2>
<p>A indústria de semicondutores é um dos segmentos mais diretamente expostos ao investimento em inteligência artificial. A procura por processadores, aceleradores de cálculo e memórias de alto desempenho acompanha a expansão dos centros de processamento de dados, que exigem maior capacidade de computação para treinar e executar modelos de IA.</p>
<p>As estimativas compiladas pela LSEG indicam que os lucros das fabricantes americanas de chips podem crescer aproximadamente 136% no terceiro trimestre, em comparação com o mesmo período de 2025. No segundo trimestre, a expansão havia sido estimada em cerca de 158%. A diferença de 22 pontos percentuais indica uma desaceleração da taxa de crescimento, embora o avanço projetado continue expressivo.</p>
<p>A comparação exige cuidado: uma taxa de crescimento menor não significa necessariamente redução do lucro. Ela indica apenas que o resultado deve aumentar em ritmo menos intenso. Depois de uma expansão muito forte, a base de comparação fica mais elevada, tornando progressivamente mais difícil repetir os mesmos percentuais.</p>
<p>A Micron Technology (MU) oferece um exemplo da dimensão alcançada pelo ciclo de demanda por memória. Em 30 de setembro, a empresa divulgou receita de US$ 54,23 bilhões no quarto trimestre fiscal de 2026, encerrado em 3 de setembro. No mesmo período do exercício anterior, o faturamento havia sido de US$ 11,32 bilhões. O crescimento anual foi de aproximadamente 379%.</p>
<p>No conjunto do exercício fiscal de 2026, a receita da Micron alcançou US$ 133,19 bilhões, ante US$ 37,38 bilhões no ano anterior, aumento de aproximadamente 256%. Os números refletem a força da demanda por memória e outros componentes utilizados em sistemas de computação, embora o desempenho de uma empresa específica não possa ser automaticamente extrapolado para todas as fabricantes de semicondutores.</p>
<p>A projeção apresentada pela própria companhia reforçou essa perspectiva. Para o primeiro trimestre fiscal de 2027, a Micron indicou receita de US$ 61,5 bilhões, com margem de variação de US$ 1,5 bilhão para cima ou para baixo. O ponto médio da projeção representa avanço de cerca de 13,4% sobre os US$ 54,23 bilhões registrados no trimestre fiscal anterior.</p>
<p>O desafio para o setor é transformar a demanda atual em resultados sustentáveis. A ampliação da capacidade produtiva exige investimentos, enquanto a escassez de determinados componentes pode limitar entregas e alterar custos. Para o mercado acionário, a questão não se resume ao crescimento da receita: os balanços também precisarão demonstrar que a rentabilidade acompanha o aumento das vendas e o volume de capital empregado.</p>
<h2>Investimentos em IA ampliam a demanda por energia</h2>
<p>A infraestrutura necessária à inteligência artificial também conecta a expansão da tecnologia ao mercado de energia. Centros de processamento de dados exigem fornecimento elétrico contínuo, sistemas de refrigeração e capacidade de transmissão compatível com cargas crescentes. A disponibilidade de eletricidade tornou-se, assim, uma questão relevante para os planos de expansão das grandes companhias digitais.</p>
<p>A Constellation Energy e o Google anunciaram em 6 de outubro um acordo de compra de energia de 20 anos que prevê investimentos para adicionar 890 megawatts de capacidade nuclear à rede administrada pela PJM Interconnection. O projeto envolve a modernização de 11 unidades nucleares operadas pela Constellation em Illinois, Pensilvânia e Nova Jersey, com investimento superior a US$ 4,3 bilhões da empresa de energia.</p>
<p>As companhias também firmaram um acordo separado de fornecimento de energia por 15 anos, envolvendo 2.700 megawatts da frota de geração da Constellation no mercado da PJM. Essa parcela se refere ao fornecimento de energia da frota existente e não deve ser somada à capacidade nuclear adicional como se toda a potência contratada representasse nova geração.</p>
<p>O acordo foi anunciado depois do encerramento do terceiro trimestre e, portanto, não constitui resultado financeiro do período analisado. Ele oferece, entretanto, uma indicação concreta do volume de recursos e dos compromissos de longo prazo envolvidos na expansão da infraestrutura necessária à inteligência artificial.</p>
<p>Na estimativa da LSEG, os lucros do setor de energia podem aumentar aproximadamente 115% no terceiro trimestre, em relação ao ano anterior. O avanço projetado está associado, entre outros fatores, à alta dos preços do petróleo, que teriam subido cerca de 30% no mercado americano durante o período.</p>
<p>A alta das commodities energéticas produz efeitos distintos entre as empresas. Para produtores de petróleo e companhias com exposição favorável aos preços, a valorização pode elevar receitas e margens. Para transportadoras, indústrias, prestadores de serviços e <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank"  rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340541">negócios</a> com consumo intensivo de energia, o encarecimento dos insumos pode pressionar os custos e reduzir a rentabilidade, caso não seja possível repassar integralmente os aumentos aos clientes.</p>
<p>A expansão esperada dos lucros de energia, portanto, não representa uma melhora equivalente para toda a <a class="wpil_keyword_link" title="Economia" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340535">economia</a> americana. Ela combina fatores específicos de mercado com uma mudança no custo de insumos essenciais para grande parte das atividades empresariais.</p>
<h2>Taxa de juros mais alta aumenta a pressão sobre custos e avaliações</h2>
<p>As condições monetárias acrescentam outra variável à leitura dos resultados. Em 16 de setembro, o Federal Reserve elevou a faixa-alvo dos juros básicos americanos em 0,25 ponto percentual, para entre 3,75% e 4% ao ano. Na ocasião, o banco central afirmou que a inflação continuava elevada e que as incertezas permaneciam significativas, em parte por causa dos acontecimentos geopolíticos.</p>
<p>A relação entre juros e rentabilidade corporativa ocorre por diferentes canais. O aumento do custo do crédito pode encarecer financiamentos, restringir investimentos e reduzir a disposição de consumidores e empresas para assumir novas despesas. Os efeitos variam de acordo com o endividamento, a capacidade de geração de caixa e a estrutura de receitas de cada companhia.</p>
<p>No mercado acionário, juros mais altos também afetam o valor atribuído a lucros futuros. Empresas de tecnologia cujas avaliações dependem de expectativas de crescimento por vários anos podem ficar mais sensíveis à elevação das taxas de desconto. Mesmo quando apresentam resultados sólidos, suas ações podem enfrentar pressão se as condições financeiras tornarem menos atraentes os fluxos de caixa esperados para períodos distantes.</p>
<p>Os dados da FactSet indicavam, no início de outubro, uma relação entre preço e lucro projetado para os 12 meses seguintes de 19 vezes para o S&amp;P 500. O múltiplo estava abaixo da média de cinco anos, de 19,8 vezes, e ligeiramente inferior à média de dez anos, de 19,1 vezes. O indicador isolado não determina se o mercado está caro ou barato, mas mostra que a avaliação das ações continua sensível à evolução das expectativas de lucro e das taxas de juros.</p>
<p>Para as empresas que investem intensamente em inteligência artificial, o custo do financiamento é apenas parte da equação. Também será necessário demonstrar que os gastos com equipamentos, centros de dados e desenvolvimento de modelos geram receitas e ganhos de produtividade compatíveis com o capital aplicado. Quanto maior o investimento acumulado, maior a importância de comprovar sua contribuição para os resultados operacionais.</p>
<h2>Setores fora da tecnologia oferecem um teste para a amplitude do crescimento</h2>
<p>Apesar do protagonismo de tecnologia, energia e comunicação, os resultados esperados apresentam diferenças importantes entre os setores. A FactSet projetava crescimento anual dos lucros nos 11 setores do S&amp;P 500, mas apenas cinco deveriam alcançar expansão de dois dígitos. A expectativa de crescimento generalizado, portanto, não elimina a concentração dos maiores avanços em grupos específicos.</p>
<p>As revisões das estimativas para o terceiro trimestre reforçam essa diferença. Entre 30 de junho e 30 de setembro, as projeções de lucro por ação do setor de energia subiram 18%, enquanto as de tecnologia avançaram 3,5%. Em sentido contrário, os analistas reduziram as estimativas de materiais em 10,2%, de bens de consumo básico em 4% e de saúde em 3,3%.</p>
<p>A distância entre os movimentos de energia e materiais chegou a 28,2 pontos percentuais. Trata-se de um cálculo a partir das variações publicadas pela FactSet, que evidencia como os efeitos das condições econômicas e dos preços das commodities podem beneficiar alguns negócios e prejudicar outros no mesmo intervalo.</p>
<p>Os setores de consumo básico e imobiliário também estão entre aqueles em que as projeções de crescimento dos lucros são mais fracas nas estimativas atribuídas à LSEG. O primeiro depende de condições de demanda e preços em mercados de grande volume, enquanto o segundo tende a ser particularmente sensível aos juros, ao financiamento e aos custos de ocupação e investimento.</p>
<p>A diferença entre as empresas será importante para interpretar o desempenho agregado do índice. Um avanço expressivo dos lucros do S&amp;P 500 pode coexistir com resultados fracos em uma parcela relevante de suas componentes. O índice resume a evolução de grandes companhias, mas não representa uma distribuição uniforme dos ganhos entre todos os setores e modelos de negócio.</p>
<h2>Bancos abrem uma temporada decisiva para as projeções</h2>
<p>A divulgação dos resultados dos bancos americanos começa em 13 de outubro, com JPMorgan Chase (JPM) e Goldman Sachs entre as primeiras grandes instituições a apresentar seus números trimestrais. Os balanços fornecerão informações sobre a atividade de crédito, as operações de mercado de capitais, a negociação de ativos e a evolução dos custos de financiamento.</p>
<p>No caso dos bancos, os investidores deverão observar como o nível dos juros influencia tanto a receita financeira quanto a inadimplência, a remuneração de depósitos e a procura por empréstimos. Em instituições com operações relevantes de mercado de capitais, também será importante avaliar a evolução das receitas provenientes de negociação de ativos e da assessoria em fusões e aquisições.</p>
<p>A temporada permitirá ainda comparar as projeções anteriores com os números efetivamente publicados e verificar se a força observada em tecnologia se estende para outras atividades. As orientações das empresas para o quarto trimestre serão especialmente importantes porque ajudarão a determinar se o crescimento esperado para 2026 pode se manter no fim do ano.</p>
<p>A inteligência artificial continuará no centro dessa avaliação. O volume de investimentos anunciado pelas grandes empresas, a demanda por semicondutores e os acordos de fornecimento de energia apontam para uma expansão significativa da infraestrutura. A sustentabilidade financeira desse movimento, no entanto, dependerá da capacidade de transformar o investimento em receitas recorrentes, ganhos operacionais e lucros que justifiquem as expectativas incorporadas aos preços das ações.</p>
<p>As previsões de crescimento próximas de 30% estabelecem um patamar elevado para os resultados do terceiro trimestre. A temporada deverá mostrar se o avanço continuará sustentado por um conjunto restrito de grandes companhias ligadas à inteligência artificial ou se haverá sinais mais amplos de melhora da rentabilidade empresarial. A resposta dependerá não apenas dos lucros publicados, mas também das margens, do ritmo dos investimentos e das perspectivas apresentadas para os próximos períodos.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>FactSet &#8211; relatório de perspectivas para os resultados do S&amp;P 500 no terceiro trimestre de 2026, publicado em 2 de outubro</em></p>
<p><em>FactSet &#8211; revisões das estimativas de lucro por ação do S&amp;P 500 e orientação das empresas, dados publicados em 7 de outubro de 2026</em></p>
<p><em>LSEG &#8211; estimativas de consenso I/B/E/S para o crescimento dos lucros do S&amp;P 500 e dos setores de tecnologia, semicondutores e energia no terceiro trimestre de 2026</em></p>
<p><em>Micron Technology &#8211; resultados do quarto trimestre e do exercício fiscal de 2026 e projeções de receita para o primeiro trimestre fiscal de 2027, divulgados em 30 de setembro</em></p>
<p><em>Constellation Energy &#8211; comunicado conjunto com o Google sobre o acordo de fornecimento de energia e a ampliação da capacidade nuclear, publicado em 6 de outubro de 2026</em></p>
<p><em>Federal Reserve &#8211; comunicado do Comitê Federal de Mercado Aberto sobre a decisão de <a class="wpil_keyword_link" title="Política" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340534">política</a> monetária de 16 de setembro de 2026</em></p>
<p><em>JPMorgan Chase &#8211; calendário oficial de divulgação dos resultados do terceiro trimestre de 2026</em></p>
<p><em>Goldman Sachs &#8211; calendário oficial de divulgação dos resultados do terceiro trimestre de 2026</em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Euro cai com crise fiscal na França e aumento do risco político na Europa</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/euro-franca-crise-fiscal-risco-politico-europa</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Oct 2026 17:54:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Euro]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os mercados do continente vêm registrando perdas recentemente em meio à perspectiva de colapso do governo francês e a um novo agravamento do déficit do país</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O euro entrou em outubro sob a maior pressão em mais de um ano, à medida que investidores passaram a combinar em uma mesma conta o aumento dos riscos fiscais da França, a proximidade da eleição presidencial francesa e uma nova rodada de incerteza política na Europa. A moeda chegou nesta semana à mínima de 17 meses diante do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank"  rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340498">dólar</a> e caiu para o menor nível em cerca de 16 meses frente à libra esterlina, enquanto fundos ampliaram posições defensivas em moedas como franco suíço e iene.</p>
<p>Nesta quinta-feira, 8 de outubro, o euro era negociado próximo de US$ 1,12 depois das perdas acumuladas nos últimos pregões. Contra a libra, a cotação permanecia na região de 84,7 pence por euro. No Brasil, o movimento é diferente porque o real também se valorizou fortemente depois do primeiro turno das eleições presidenciais: o euro operava na região de R$ 5,60, depois de superar R$ 5,86 no início do mês.</p>
<p>Essa diferença é importante. A fraqueza recente do euro não explica sozinha a queda da moeda europeia diante do real. Entre 2 e 8 de outubro, a cotação EUR/BRL recuou aproximadamente 4,4%, movimento concentrado principalmente no primeiro pregão depois das eleições brasileiras, quando houve forte valorização do real. No <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340500">mercado</a> internacional, porém, a tendência de enfraquecimento do euro vem sendo construída há mais tempo e está diretamente relacionada à deterioração da percepção sobre a Europa.</p>
<p>O foco mais imediato está na França. O país combina déficit público elevado, crescimento econômico fraco, dívida crescente e dificuldade <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340502">política</a> para aprovar medidas capazes de estabilizar as contas públicas. Em um ambiente global no qual investidores já exigem remunerações maiores para financiar governos endividados, a segunda maior <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank"  rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340503">economia</a> da zona do euro passou a funcionar como um dos principais pontos de tensão do mercado europeu.</p>
<h2>Dívida francesa chega a 119% do PIB</h2>
<p>Os números explicam parte da preocupação. A dívida pública francesa alcançou € 3,595 trilhões ao final do segundo trimestre de 2026, equivalente a 119% do Produto Interno Bruto. Apenas três meses antes, a relação estava em 117,5%.</p>
<p>Isso significa uma alta de 1,5 ponto percentual do PIB em apenas um trimestre. Em valores nominais, o endividamento aumentou € 59,6 bilhões entre abril e junho, depois de já ter crescido € 75,8 bilhões nos três primeiros meses do ano.</p>
<p>O problema não começou em 2026. A França encerrou 2025 com déficit público equivalente a 5,1% do PIB, ou € 152,5 bilhões, enquanto a dívida estava em 115,7% do PIB. A regra fiscal europeia estabelece como referência um déficit de até 3% do PIB, nível do qual o país permanece distante.</p>
<p>A Comissão Europeia projetava anteriormente que, sem novas medidas, o déficit francês continuaria em 5,1% do PIB em 2026 e poderia subir para 5,7% em 2027. Para a dívida, a estimativa apontava avanço para aproximadamente 120% do PIB no próximo ano.</p>
<p>O mercado passou a exigir um prêmio cada vez maior para financiar esse desequilíbrio. Os juros dos títulos franceses de dez anos chegaram a se aproximar de 5% nesta semana, níveis que não eram vistos havia mais de duas décadas. O aumento do custo de financiamento cria um efeito circular: quanto maior o juro exigido pelos investidores, mais cara se torna a rolagem da dívida e maior a pressão sobre o orçamento.</p>
<h2>Problema deixa de ser apenas francês</h2>
<p>Uma crise fiscal em um país que utiliza moeda própria costuma produzir pressão principalmente sobre seus títulos e sua taxa de câmbio. Na zona do euro, o mecanismo é mais complexo porque 20 países compartilham a mesma moeda e uma única política monetária, embora mantenham estruturas fiscais nacionais independentes.</p>
<p>Isso faz com que dificuldades em uma grande economia possam contaminar a percepção sobre outras dívidas soberanas. Nas últimas semanas, investidores passaram a diferenciar com maior intensidade os países considerados fiscalmente mais frágeis daqueles vistos como portos seguros.</p>
<p>Títulos alemães ganharam demanda enquanto papéis de países mais endividados enfrentaram pressão. A França tornou-se o centro dessa reprecificação, mas Itália e Espanha também passaram a ser monitoradas com mais atenção.</p>
<p>A lembrança inevitável é a crise da dívida soberana que atingiu a zona do euro na década passada. O cenário atual é diferente: bancos estão mais capitalizados, existem instrumentos de intervenção que não estavam disponíveis no início daquela crise e ainda não há sinais de ruptura do mercado comum de títulos. Mesmo assim, a velocidade da alta dos rendimentos reacendeu a discussão sobre a sustentabilidade fiscal dentro da união monetária.</p>
<h2>Eleição francesa aumenta incerteza</h2>
<p>A pressão ganhou uma dimensão política porque a França se aproxima da eleição presidencial de 2027 em um ambiente marcado por forte fragmentação partidária.</p>
<p>Qualquer ajuste fiscal significativo exige decisões politicamente difíceis, como redução de despesas, alterações de benefícios, aumento de receitas ou combinação dessas medidas. Quanto mais próximo fica o calendário eleitoral, menor tende a ser o espaço político para implementar cortes impopulares.</p>
<p>Essa dificuldade ajuda a explicar por que investidores não estão avaliando apenas o tamanho atual do déficit, mas também a probabilidade de que o próximo governo consiga estabilizá-lo. O risco não está simplesmente em a França possuir uma dívida elevada; está na combinação de endividamento crescente com incerteza sobre quem terá condições políticas de corrigir a trajetória.</p>
<p>Nas últimas semanas, manifestações e tensões sociais adicionaram outra camada ao problema. O governo precisa apresentar uma resposta fiscal capaz de convencer os mercados sem produzir uma reação política que torne a aprovação das medidas ainda mais difícil.</p>
<p>Para o euro, essa combinação é negativa porque aumenta o prêmio de risco associado aos ativos europeus e pode incentivar investidores internacionais a procurar alternativas em outras moedas.</p>
<h2>Espanha adiciona novo foco de risco político</h2>
<p>A França não é o único país importante da zona do euro enfrentando incerteza política. O primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez convocou eleições antecipadas para 29 de novembro, depois de uma crise envolvendo propostas para o mercado imobiliário e dificuldades para manter apoio parlamentar.</p>
<p>A Espanha chega à disputa em situação econômica diferente da francesa, com crescimento mais forte nos últimos anos, mas o calendário eleitoral amplia a lista de variáveis políticas que os investidores precisam incorporar aos preços dos ativos europeus.</p>
<p>Quando mais de uma grande economia da região enfrenta incerteza simultaneamente, a preocupação deixa de ser apenas com o resultado de uma eleição específica. O mercado começa a precificar o risco de menor coordenação fiscal e política dentro do bloco.</p>
<p>Essa percepção ajuda a explicar por que a pressão sobre o euro passou a aparecer não apenas contra o dólar, mas também diante de outras moedas.</p>
<h2>Libra ganha espaço contra o euro</h2>
<p>Na quarta-feira, o euro caiu para aproximadamente 84,5 pence, levando a libra ao nível mais forte em cerca de 16 meses frente à moeda comum. Foi a nona sessão consecutiva de valorização da moeda britânica nesse par.</p>
<p>O movimento é relevante porque elimina parte da explicação baseada exclusivamente na força do dólar. Se o euro estivesse caindo apenas porque a moeda americana ganhou força globalmente, seria esperado um comportamento relativamente mais estável diante de outras moedas europeias.</p>
<p>Não foi o que aconteceu. O euro também perdeu terreno contra a libra e enfrentou pressão em relação ao franco suíço, tradicional destino de capital em períodos de aversão ao risco.</p>
<p>Esse comportamento indica que investidores estão construindo operações especificamente direcionadas à fraqueza da moeda europeia, e não apenas comprando dólares.</p>
<h2>Franco suíço volta a funcionar como proteção</h2>
<p>O franco suíço voltou a ganhar destaque justamente por essa característica. A Suíça possui histórico de estabilidade institucional, inflação relativamente controlada e moeda utilizada como proteção em momentos de turbulência europeia.</p>
<p>Quando investidores aumentam posições vendidas em euro e compradas em franco, estão expressando uma visão mais específica sobre os riscos da zona do euro. A mesma lógica pode aparecer nas operações envolvendo o iene japonês.</p>
<p>O mercado de opções também vem mostrando aumento na procura por proteção contra novas quedas da moeda europeia. Esses instrumentos permitem aos investidores montar posições cujo valor aumenta caso determinado movimento cambial se materialize.</p>
<p>Mais do que a cotação diária, esse comportamento revela uma mudança na distribuição das apostas. O pessimismo deixou de estar concentrado apenas no par euro-dólar.</p>
<h2>BCE entra em posição delicada</h2>
<p>A situação também complica o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/trabalho" target="_blank"  rel="noopener" title="Trabalho" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340497">trabalho</a> do Banco Central Europeu. A taxa da facilidade de depósito está em 2,50% desde setembro, após duas altas realizadas durante o verão europeu.</p>
<p>A inflação da zona do euro voltou a acelerar, especialmente por causa da energia, o que normalmente aumentaria a pressão por novos juros mais altos. Ao mesmo tempo, a turbulência nos mercados de dívida e o aumento do custo de financiamento dos governos criam um risco de aperto excessivo das condições financeiras.</p>
<p>A ata mais recente do BCE mostra que seus dirigentes ainda consideram os riscos inflacionários relevantes, mas não demonstram disposição para elevar os juros automaticamente. A avaliação predominante é de que os próximos movimentos devem depender dos dados econômicos e da persistência da inflação.</p>
<p>O dilema é evidente. Se o banco central subir juros agressivamente, pode aumentar ainda mais o custo da dívida de países como França e Itália. Se reagir de forma muito branda à inflação, pode comprometer sua credibilidade e produzir nova pressão sobre a moeda.</p>
<p>Os mercados reduziram recentemente parte das apostas em uma sequência mais agressiva de aumentos de juros europeus. Essa reprecificação também retirou suporte do euro.</p>
<h2>Euro já perde cerca de 5% frente ao dólar em 2026</h2>
<p>A pressão das últimas semanas aprofundou um movimento que vinha se formando ao longo do ano. O euro acumula queda de aproximadamente 5% diante do dólar em 2026.</p>
<p>Nesta quinta-feira, a taxa de referência do Banco Central Europeu colocou o euro a US$ 1,1186. A moeda americana, por sua vez, aproximou-se recentemente do maior nível em 18 meses diante de uma cesta de divisas.</p>
<p>O diferencial de juros continua sendo uma variável importante. Quanto maior a remuneração oferecida pelos títulos americanos em relação aos europeus, maior tende a ser o incentivo para investidores manterem recursos em dólares.</p>
<p>Mas a atual fase do mercado acrescentou outro fator: o dólar passou a ser beneficiado não apenas pelos fundamentos americanos, mas pela piora relativa da percepção sobre a Europa.</p>
<h2>Contra o real, movimento tem componente brasileiro</h2>
<p>Para o investidor brasileiro, entretanto, a leitura precisa ser diferente. O euro caiu de aproximadamente R$ 5,87 em 2 de outubro para a região de R$ 5,61 nesta quinta-feira, redução próxima de 4,4%.</p>
<p>Grande parte dessa queda ocorreu em 5 de outubro, primeiro pregão depois da eleição presidencial brasileira. Naquele dia, o real se valorizou fortemente depois de Flávio Bolsonaro terminar o primeiro turno à frente de Luiz Inácio Lula da Silva, movimento acompanhado por entrada de capital estrangeiro e alta de 7,70% do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank"  rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340501">Ibovespa</a>.</p>
<p>Isso significa que a queda do EUR/BRL resulta da combinação de duas forças: enfraquecimento internacional do euro e fortalecimento doméstico do real.</p>
<p>A distinção é relevante para <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340499">empresas</a> que importam produtos europeus, brasileiros que planejam viagens e companhias que possuem receitas ou despesas denominadas em euro. Uma moeda europeia mais barata em reais pode reduzir custos de importação e viagens, mas também diminui, quando convertida para reais, a receita de exportadores que vendem para a Europa.</p>
<h2>Teste será saber se crise fiscal permanece concentrada</h2>
<p>O principal ponto a observar agora é se o mercado continuará tratando a França como um problema administrável ou começará a enxergar risco de contágio para o restante da zona do euro.</p>
<p>Até aqui, autoridades europeias têm argumentado que a França possui instrumentos para estabilizar suas contas e que não existe justificativa para uma intervenção extraordinária do BCE no mercado de títulos. Essa avaliação pressupõe, porém, que o país consiga avançar com um orçamento crível.</p>
<p>Uma deterioração adicional dos títulos franceses, acompanhada por aumento dos rendimentos em Itália e Espanha, mudaria essa leitura. Nesse cenário, o euro poderia enfrentar uma pressão mais estrutural.</p>
<p>O movimento inverso também é possível. Um acordo fiscal francês capaz de reduzir a incerteza sobre a dívida, combinado com estabilização política e sinais de crescimento mais forte na Europa, poderia retirar parte das posições pessimistas construídas nas últimas semanas.</p>
<p>Por enquanto, o mercado está cobrando um preço maior pela incerteza europeia. O euro deixou de sofrer apenas diante de um dólar forte e passou a perder espaço também para moedas utilizadas como proteção ou que oferecem perspectivas monetárias mais favoráveis. A França está no centro dessa mudança — e os próximos meses mostrarão se o problema permanecerá nacional ou se se transformará em uma questão para toda a zona do euro.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Banco Central Europeu — taxas de câmbio de referência, taxas básicas de juros e ata da reunião de política monetária de setembro de 2026</em></p>
<p><em>Institut National de la Statistique et des Études Économiques — dívida pública e contas das administrações públicas francesas</em></p>
<p><em>Comissão Europeia — projeções macroeconômicas e fiscais para França</em></p>
<p><em>Governo da Espanha — convocação das eleições gerais antecipadas e calendário eleitoral</em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>BTG seleciona 8 FIIs de tijolo com desconto e dividendos de até 12,1%</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/btg-oito-fiis-de-tijolo-desconto-dividendos-ate-12-1</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Daniel Wicker]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Oct 2026 16:03:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Fundos Imobiliários]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[BTG Pactual]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os fundos imobiliários de tijolo voltaram ao radar dos investidores diante da combinação entre desconto das cotas, distribuição de renda e possibilidade de valorização caso os juros de longo prazo recuem. Em relatório, o BTG Pactual identifica oito veículos que considera particularmente bem posicionados nesse ambiente, distribuídos entre lajes corporativas, galpões logísticos, shopping centers e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Os fundos imobiliários de tijolo voltaram ao radar dos investidores diante da combinação entre desconto das cotas, distribuição de renda e possibilidade de valorização caso os juros de longo prazo recuem. Em relatório, o BTG Pactual identifica oito veículos que considera particularmente bem posicionados nesse ambiente, distribuídos entre lajes corporativas, galpões logísticos, shopping centers e hotelaria.</p>
<p>O ponto central da análise está na relação entre preço de <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340488">mercado</a> e valor patrimonial. Segundo os cálculos apresentados pelo banco, o índice P/VP do segmento de tijolo está em aproximadamente 0,85 vez, enquanto a média histórica é próxima de 0,94 vez. Na prática, o mercado estaria pagando cerca de 85% do valor patrimonial dos imóveis e demais ativos dos fundos, um desconto de aproximadamente 15%.</p>
<p>O diferencial, porém, não está apenas no deságio. O BTG também observa que o dividend yield do IFIX de tijolo se encontra em patamar elevado em relação à taxa real dos títulos públicos de referência. Na avaliação do banco, esse prêmio pode favorecer a classe caso a curva de juros permita uma redução do custo de capital, embora a qualidade dos imóveis, a ocupação, a estrutura financeira e a recorrência dos rendimentos continuem sendo determinantes.</p>
<p>A seleção reúne fundos com perfis bastante diferentes. Há veículos negociados cerca de um terço abaixo do patrimônio, enquanto outros estão próximos do valor contábil. O levantamento dos oito nomes indicados pelo banco resulta em P/VP médio de aproximadamente 0,85 vez e dividend yield médio anualizado de 9,6%, cálculo feito a partir dos dados apresentados na análise.</p>
<h2>Desconto é maior nas lajes, mas vacância continua no radar</h2>
<p>Entre os fundos escolhidos, VBI Prime Properties (PVBI11) e JS Real Estate (JSRE11) aparecem entre os maiores deságios. Ambos são associados principalmente a imóveis corporativos de padrão elevado em São Paulo, segmento que ainda carrega o efeito de ciclos anteriores de vacância e renegociação de contratos.</p>
<p>No recorte analisado pelo BTG, os dois fundos apresentam P/VP de 0,66 vez. Isso significa um desconto nominal de cerca de 34% em relação ao valor patrimonial, o maior deságio da seleção. No caso do PVBI11, o rendimento anualizado indicado é de 6,4%, enquanto o JSRE11 aparece com 9%.</p>
<p>O desconto, contudo, não deve ser interpretado automaticamente como margem de segurança. O valor patrimonial depende da avaliação dos imóveis, enquanto o desempenho econômico do fundo depende da capacidade de locação dos ativos, reajuste de contratos e despesas. No PVBI11, dados recentes mostram cotação próxima de R$ 69 e P/VP de 0,66 vez, com vacância concentrada em parte do portfólio corporativo; a cota acumulava queda de aproximadamente 15,5% em 2026 até 7 de outubro.</p>
<p>O JSRE11 apresenta uma situação diferente. Dados recentes apontam P/VP ao redor de 0,67 vez, mas ocupação de 96,1% em agosto, além de um histórico recente de redução da vacância e expansão de contratos. O fundo também adquiriu as Torres I e II do complexo WTorre Nações Unidas em 2026, ampliando a exposição a imóveis corporativos de alto padrão.</p>
<p>A diferença entre os dois casos ajuda a explicar por que o deságio patrimonial, isoladamente, não basta para definir uma oportunidade. O mercado pode aplicar descontos diferentes a ativos semelhantes dependendo da velocidade esperada de recuperação operacional e da capacidade de geração de caixa.</p>
<p>Nos galpões logísticos, o BTG selecionou Bresco Logística (BRCO11) e Vinci Logística (VILG11). Os deságios são mais modestos, de 2% e 8%, respectivamente, considerando os P/VPs de 0,98 e 0,92 vez apresentados no relatório. Em contrapartida, os fundos oferecem yields anualizados próximos de 9,8%.</p>
<p>A tese aqui é menos dependente de uma reavaliação abrupta das cotas e mais ligada à qualidade dos ativos, ocupação e capacidade de preservar receitas. O VILG11, por exemplo, concluiu em outubro a aquisição do empreendimento Multimodal Campinas por R$ 140 milhões, mostrando que a carteira segue passando por movimentos de reciclagem e expansão mesmo em um ambiente de juros ainda elevados.</p>
<h2>Shoppings concentram os maiores rendimentos da seleção</h2>
<p>No segmento de shopping centers está a combinação mais agressiva entre desconto e geração de renda da carteira apresentada pelo BTG. Os três fundos escolhidos são BTG Pactual Shopping Centers (BPML11), HSI Malls (HSML11) e Vinci Shopping Centers (VISC11).</p>
<p>O BPML11 aparece como o maior destaque em rendimento, com dividend yield anualizado de 12,1% e P/VP de 0,76 vez. O desconto de aproximadamente 24% em relação ao patrimônio coloca o fundo entre os nomes com maior assimetria da seleção.</p>
<p>A trajetória recente mostra, porém, que a tese já foi parcialmente reconhecida pelo mercado. O BPML11 acumulava alta de 16,7% na cotação em 2026 até 7 de outubro e valorização de 37,2% quando considerados os proventos, segundo dados de mercado. Mesmo após esse movimento, permanecia abaixo do valor patrimonial.</p>
<p>O HSML11, por sua vez, aparece com P/VP de 0,89 vez e yield de 10,1%. O fundo possui exposição a oito empreendimentos, distribuídos por diferentes estados, e combina geração de receita de aluguel com participação direta nos ativos. Demonstrações financeiras referentes ao exercício encerrado em junho mostraram patrimônio líquido de cerca de R$ 2,1 bilhões e imóveis avaliados a valor justo em aproximadamente R$ 2,34 bilhões.</p>
<p>Já o VISC11 tem o menor desconto entre os três, com P/VP de 0,97 vez e yield de 9%. O fundo estava praticamente alinhado ao valor patrimonial no fechamento de 7 de outubro, mas apresentou novos eventos corporativos relevantes: um relatório gerencial divulgado naquele dia tratou da venda de participações em cinco shoppings do portfólio.</p>
<p>A situação dos shoppings também reforça uma ressalva importante do BTG: parte dos rendimentos atuais de determinados fundos pode conter componentes não recorrentes. Ganhos com vendas de ativos, resultados acumulados ou operações extraordinárias elevam temporariamente o valor distribuído e, por isso, não devem ser extrapolados automaticamente para os próximos 12 meses.</p>
<h2>Hotelaria tem yield elevado e dinâmica diferente</h2>
<p>O Hotel Maxinvest (HTMX11) completa a seleção. O fundo possui uma estrutura particular porque combina receitas relacionadas à operação dos hotéis com ganhos provenientes da venda de unidades. Isso torna o fluxo de distribuição menos comparável ao de fundos tradicionais de escritórios, logística ou shoppings.</p>
<p>No levantamento do BTG, o HTMX11 apresenta P/VP de 0,93 vez e dividend yield anualizado de 10,4%. Dados mais recentes de mercado mostram cotação próxima de R$ 140, P/VP de aproximadamente 0,94 vez e rendimento de 12 meses na casa de 12%.</p>
<p>Os relatórios do fundo ajudam a explicar essa diferença. Em agosto, o patrimônio líquido estava em aproximadamente R$ 428 milhões, enquanto o valor patrimonial por cota era de R$ 148,23. O fundo também registrou distribuição elevada em meses que incorporaram operações extraordinárias, o que torna necessário separar o resultado operacional da receita obtida com alienação de unidades.</p>
<p>Esse aspecto é relevante para investidores que utilizam o dividend yield como principal critério de seleção. Um rendimento de dois dígitos pode ser atraente, mas a qualidade do fluxo depende de sua recorrência. Em fundos de hotelaria, o desempenho da ocupação, da diária média e do RevPAR também pesa diretamente na capacidade de sustentar os pagamentos.</p>
<h2>O que o desconto representa para o investidor</h2>
<p>A fotografia dos oito fundos mostra uma distribuição bastante ampla de risco e de potencial de reprecificação. O menor P/VP da seleção é de 0,66 vez, enquanto o maior é de 0,98 vez. A diferença entre esses extremos é de 32 pontos percentuais de valor patrimonial, indicando que o grupo não deve ser tratado como uma carteira homogênea.</p>
<p>O cálculo médio ajuda a dimensionar a tese: tomando os oito P/VPs apresentados pelo BTG, o investidor estaria pagando, em média, cerca de 84,6% do patrimônio dos fundos. Isso corresponde a um desconto aproximado de 15,4%. Já o rendimento médio anualizado dos oito nomes chega a cerca de 9,6%.</p>
<p>Esse desconto pode oferecer potencial de ganho de capital caso as cotas converjam para níveis mais próximos do valor patrimonial. Mas não há uma regra que obrigue o mercado a negociar fundos a 1 vez o patrimônio. A permanência de juros reais elevados, dúvidas sobre crescimento econômico, vacância, necessidade de investimentos e percepção de risco podem manter os múltiplos comprimidos por longos períodos.</p>
<p>A própria curva de juros é, portanto, parte essencial da tese. O Tesouro Nacional informa que as taxas dos títulos públicos negociados pelo Tesouro Direto refletem as condições do mercado secundário e são atualizadas diariamente. Em um ambiente de queda consistente dos juros reais, a renda proporcionada pelos FIIs pode se tornar relativamente mais competitiva, ao mesmo tempo em que o valor presente dos fluxos futuros dos imóveis tende a aumentar.</p>
<p>Para o investidor, o principal ponto da análise do BTG não é simplesmente buscar o maior dividend yield. O conjunto dos dados sugere uma estratégia baseada na relação entre preço, patrimônio e capacidade de geração recorrente de renda. Fundos como BPML11 oferecem rendimento elevado, mas já tiveram forte valorização em 2026. PVBI11 e JSRE11 possuem descontos maiores, porém dependem mais diretamente da recuperação dos escritórios. BRCO11 e VILG11 apresentam menor desconto e uma tese mais ligada à qualidade operacional dos galpões.</p>
<p>A conclusão é que o desconto patrimonial funciona como ponto de partida, e não como justificativa isolada para a compra. A eventual queda dos juros pode favorecer a classe como um todo, mas a intensidade do benefício dependerá de cada portfólio, do perfil dos contratos, da ocupação e da recorrência dos resultados. Dentro desse universo, a seleção do BTG reúne oito fundos com características distintas e deixa clara uma divisão entre os que oferecem maior margem de reprecificação e os que apresentam maior previsibilidade operacional.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>BTG Pactual &#8211; Research de fundos imobiliários, indicadores setoriais, carteira recomendada e análises dos segmentos de tijolo</em></p>
<p><em>Tesouro Nacional &#8211; taxas dos títulos ofertados pelo Tesouro Direto e dados do mercado secundário de títulos públicos</em></p>
<p><em>B3 e Clube FII &#8211; cotações, P/VP, dividend yields e desempenho de fundos imobiliários em 2026</em></p>
<p><em>JSRE11 &#8211; relatórios gerenciais, informações patrimoniais e comunicados sobre o portfólio</em></p>
<p><em>HSML11 &#8211; demonstrações financeiras e informações patrimoniais do exercício encerrado em junho de 2026</em></p>
<p><em>HTMX11 &#8211; relatórios gerenciais, informações patrimoniais e distribuição de rendimentos</em></p>
<p><em>VISC11 &#8211; relatório gerencial de setembro de 2026 e informações sobre movimentações no portfólio</em></p>
<p><em>VILG11 &#8211; relatório gerencial e informações sobre a aquisição do empreendimento Multimodal Campinas</em></p>
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		<title>Ibovespa sobe com Petrobras e petróleo enquanto mercado acompanha eleições e juros dos EUA</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/ibovespa-alta-petrobras-petroleo-dolar-eleicoes-juros-eua</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Oct 2026 15:33:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
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		<category><![CDATA[Eleições 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Ibovespa retomou o sinal positivo nesta quinta-feira (8), depois de duas sessões de correção após o salto provocado pelo resultado do primeiro turno das eleições presidenciais. No fim da manhã, o índice avançava 0,86%, aos 206.056,75 pontos, enquanto o dólar comercial oscilava perto da estabilidade, a R$ 5,016. A recuperação da Bolsa ocorre em [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Ibovespa retomou o sinal positivo nesta quinta-feira (8), depois de duas sessões de correção após o salto provocado pelo resultado do primeiro turno das eleições presidenciais. No fim da manhã, o índice avançava 0,86%, aos 206.056,75 pontos, enquanto o <a class="wpil_keyword_link" title="Dólar" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340477">dólar</a> comercial oscilava perto da estabilidade, a R$ 5,016. A recuperação da Bolsa ocorre em um ambiente de forças opostas: de um lado, a alta do petróleo e a continuidade da percepção favorável ao <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340480">mercado</a> em relação ao cenário eleitoral; de outro, o avanço dos juros dos títulos americanos e a perspectiva de novas altas de juros pelo Federal Reserve.</p>
<p>A sessão também mostra uma mudança importante na composição do movimento. O índice é sustentado principalmente por <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340478">empresas</a> ligadas ao petróleo, enquanto bancos e Vale pressionam o desempenho. Petrobras (PETR3) avançava 2,25% e Petrobras (PETR4), 1,80%. Prio (PRIO3) subia 2,72% e Brava Energia (BRAV3), 1,56%. Em sentido contrário, Vale (VALE3) perdia 1,09%, Bradesco (BBDC3) recuava 1,24% e Bradesco (BBDC4), 1,14%, enquanto Itaú Unibanco (ITUB4) caía 0,71% e Banco do Brasil (BBAS3), 0,45%.</p>
<p>O desempenho atual ainda deixa o <a class="wpil_keyword_link" title="Ibovespa" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340482">Ibovespa</a> abaixo do fechamento de 206.911 pontos registrado na segunda-feira (5), quando o mercado reagiu ao primeiro turno com uma alta de 7,70%. Naquela sessão, o índice chegou a 209.605 pontos na máxima intradiária, antes de encerrar em 206.911 pontos. Depois, recuou 0,52% na terça e 0,74% na quarta-feira, fechando o dia 7 aos 204.302,33 pontos. Com a recuperação observada nesta quinta-feira, o índice devolve boa parte da correção mais recente, mas ainda permanece cerca de 0,4% abaixo do fechamento de segunda e aproximadamente 1,7% distante da máxima intradiária que marcou o primeiro pregão após a eleição.</p>
<h2>Petróleo muda a composição das altas na B3</h2>
<p>O principal vetor setorial do pregão é a disparada do petróleo no mercado internacional. O Brent subia mais de 3,6%, para a região de US$ 105 por barril, enquanto o WTI avançava perto de 4%, em um ambiente de preocupação com a oferta no Oriente Médio. A escalada das tensões envolvendo Estados Unidos e Irã elevou o prêmio geopolítico da commodity e reforçou a percepção de risco sobre o transporte de petróleo na região.</p>
<p>Para as ações brasileiras, o movimento tem efeito desigual. As companhias produtoras de petróleo tendem a se beneficiar diretamente da alta das cotações, especialmente quando o mercado interpreta o avanço do barril como persistente o suficiente para melhorar as expectativas de receita e geração de caixa. É esse mecanismo que ajuda a explicar a diferença de desempenho entre Petrobras, Prio e Brava e os setores domésticos que lideraram o primeiro movimento de alta após a eleição.</p>
<p>A Petrobras ainda recebeu um estímulo específico do lado operacional. No 4º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha, realizado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) na quarta-feira (7), a companhia arrematou, sozinha, os blocos Azurita, na Bacia de Campos, e Cruzeiro do Sul, na Bacia de Santos. Os dois ficaram com 100% de participação da estatal. A rodada teve sete blocos arrematados, com bônus de assinatura somando R$ 530,5 milhões e previsão de R$ 778,4 milhões em investimentos mínimos na fase de exploração.</p>
<p>A participação da Petrobras na rodada amplia sua exposição à fronteira exploratória do pré-sal, mas os efeitos financeiros não são imediatos. Segundo o cronograma da ANP, as vencedoras ainda precisam cumprir etapas de qualificação, pagamento dos bônus e formalização contratual, com assinatura dos contratos de partilha prevista até 26 de fevereiro de 2027. Para o mercado acionário, portanto, a contribuição mais imediata nesta quinta-feira vem do petróleo, enquanto o resultado do leilão adiciona um componente operacional à leitura sobre a estratégia de longo prazo da companhia.</p>
<h2>Eleição continua influenciando prêmio de risco brasileiro</h2>
<p>O segundo elemento doméstico continua sendo a disputa presidencial. O primeiro turno terminou com Flávio Bolsonaro (PL) em primeiro lugar, com 47,03% dos votos válidos, ante 45,16% de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A diferença foi de 1,87 ponto percentual, e o segundo turno está marcado para 25 de outubro.</p>
<p>A primeira pesquisa divulgada para a nova etapa da disputa ampliou a vantagem do candidato do PL. O PoderData/Aya mostrou Flávio com 53% dos votos válidos e Lula com 47%. O levantamento ouviu 3.000 eleitores entre 5 e 7 de outubro, tem margem de erro de 1,8 ponto percentual e foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral.</p>
<p>O dado representa uma alteração relevante em relação à margem observada nas urnas. A diferença passou de 1,87 ponto percentual no resultado oficial do primeiro turno para seis pontos na pesquisa. Em termos absolutos, a vantagem estimada no levantamento é mais de três vezes maior do que a registrada na votação. Isso não significa antecipação do resultado eleitoral, mas explica por que o mercado continua incorporando ao preço dos ativos uma probabilidade maior de alternância de poder do que aquela implícita antes da votação.</p>
<p>O movimento também precisa ser lido com cautela. Pesquisa eleitoral é uma fotografia da intenção de voto no período de coleta, e não uma projeção matemática do resultado final. Além disso, a primeira pesquisa Datafolha sobre o segundo turno está prevista para esta quinta-feira, depois do horário em que o mercado brasileiro já opera, o que mantém a possibilidade de novas oscilações ao longo do pregão. O Datafolha entrevistou 2.520 eleitores entre os dias 6 e 8 de outubro.</p>
<h2>Juros dos EUA colocam limite para a busca por risco</h2>
<p>No exterior, a principal dificuldade para a continuidade do rali brasileiro está nos juros americanos. O rendimento do Treasury de dez anos chegou à região de 5,33%, próximo dos níveis mais altos em mais de duas décadas, enquanto os títulos mais longos também operam com taxas elevadas. Esse movimento reduz a atratividade relativa dos mercados emergentes ao elevar o retorno disponível em ativos considerados mais seguros.</p>
<p>A pressão aumentou depois de uma manifestação do governador do Federal Reserve Christopher Waller nesta quinta-feira. Segundo ele, caso os dados econômicos evoluam conforme o esperado, novos aumentos da taxa básica americana podem ser necessários para levar a inflação de volta à meta de 2%. O Fed elevou em setembro a faixa dos juros para 3,75% a 4% e terá nova reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto em 27 e 28 de outubro.</p>
<p>Os números do mercado de <a class="wpil_keyword_link" title="Trabalho" href="https://gazetamercantil.com/trabalho" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340481">trabalho</a> também reforçaram essa leitura. Os pedidos iniciais de seguro-desemprego caíram para 197 mil na semana encerrada em 3 de outubro, abaixo da expectativa de 200 mil. Os pedidos continuados subiram em 17 mil, para 1,716 milhão. A combinação indica que as demissões permanecem contidas, ao mesmo tempo em que a absorção dos trabalhadores desempregados mostra alguma perda de velocidade.</p>
<p>Esse quadro é particularmente relevante para o Brasil porque aumenta a sensibilidade dos mercados locais à trajetória dos juros americanos. Uma <a class="wpil_keyword_link" title="Política" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340479">política</a> monetária mais restritiva nos Estados Unidos tende a fortalecer o dólar e elevar o custo de financiamento global, reduzindo parte do efeito positivo gerado por fatores domésticos.</p>
<h2>Dólar permanece acima de R$ 5 após forte valorização do real</h2>
<p>O câmbio reflete essa disputa de forças. O dólar comercial ronda R$ 5 nesta quinta-feira, depois de ter encerrado a quarta-feira a R$ 5,016. A moeda voltou a superar a marca simbólica após o forte recuo registrado imediatamente depois do primeiro turno, quando chegou a ser negociada abaixo de R$ 5.</p>
<p>Mesmo com a recuperação recente, o movimento acumulado desde o início da semana permanece favorável ao real. Na segunda-feira, o dólar caiu 4,11% e fechou em R$ 5,001, acompanhando a alta da Bolsa e a queda dos juros futuros. A sessão seguinte trouxe nova baixa antes da recuperação registrada na quarta-feira. O quadro revela que a moeda deixou de responder exclusivamente ao resultado eleitoral e passou a incorporar também o ambiente externo de maior aversão ao risco.</p>
<p>Na Bolsa, a diferença entre os setores reforça essa mudança. Na segunda-feira, a valorização foi disseminada entre bancos, varejistas e empresas mais sensíveis à queda dos juros domésticos. Nesta quinta-feira, o petróleo assume maior protagonismo, enquanto os bancos operam em baixa. A composição sugere que o mercado não abandonou a tese eleitoral, mas passou a dividir a atenção entre a perspectiva para a política econômica brasileira e uma deterioração do ambiente internacional.</p>
<p>O mesmo ocorre com a Vale, que perde terreno enquanto as petroleiras avançam. A valorização do real após o primeiro turno e a pressão sobre commodities metálicas criam uma combinação menos favorável para a mineradora do que para as empresas de petróleo. O resultado é um Ibovespa sustentado por poucos grupos de ações, em vez de uma alta uniforme do mercado.</p>
<p>O pregão desta quinta-feira, portanto, não representa uma repetição da euforia de 5 de outubro. O índice voltou a superar 206 mil pontos, mas o movimento é mais seletivo e condicionado por fatores externos. O mercado continua precificando o cenário eleitoral, mas a direção do petróleo, os rendimentos dos Treasuries e as próximas pesquisas passaram a disputar o comando dos preços com as expectativas sobre a eleição de 25 de outubro.</p>
<p>A combinação mantém a Bolsa próxima das máximas recentes, mas também aumenta a possibilidade de oscilações rápidas. Enquanto o resultado eleitoral segue favorecendo a percepção de menor risco doméstico em parte do mercado, a alta do petróleo e a possibilidade de juros americanos mais elevados funcionam como freios. Para os ativos brasileiros, o equilíbrio entre esses dois vetores será determinante para definir se o rali do início da semana terá continuidade ou dará lugar a uma nova rodada de realização.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Tribunal Superior Eleitoral &#8211; resultado do primeiro turno das eleições presidenciais de 2026 e calendário do segundo turno</em></p>
<p><em>B3 &#8211; desempenho do Ibovespa e do mercado acionário brasileiro nas sessões de 5, 6 e 7 de outubro de 2026</em></p>
<p><em>Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis &#8211; resultados do 4º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha e cronograma dos contratos</em></p>
<p><em>Petrobras &#8211; comunicado sobre a participação e o resultado da companhia no leilão da ANP</em></p>
<p><em>Federal Reserve &#8211; discurso de Christopher Waller sobre inflação, juros e perspectivas para a política monetária</em></p>
<p><em>U.S. Department of Labor &#8211; relatório semanal de pedidos de seguro-desemprego de 8 de outubro de 2026</em></p>
<p><em>PoderData/Aya &#8211; pesquisa de intenção de voto para o segundo turno das eleições presidenciais de 2026</em></p>
<p><em>Exame &#8211; cotações intradiárias do Ibovespa, dólar e ações brasileiras em 8 de outubro de 2026</em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Estrangeiros colocam R$ 10,06 bilhões na Bolsa em um dia após 1º turno</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/estrangeiros-10-bilhoes-bolsa-primeiro-turno</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Oct 2026 14:28:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[B3]]></category>
		<category><![CDATA[bolsa brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[capital externo]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições 2026]]></category>
		<category><![CDATA[Flávio Bolsonaro]]></category>
		<category><![CDATA[fluxo estrangeiro]]></category>
		<category><![CDATA[investidores estrangeiros]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado Financeiro]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estrangeiros colocam recorde de R$ 10 bilhões na Bolsa brasileira após 1º turno; entenda o movimento Fluxo ocorreu após resultado eleitoral e ajudou a puxar forte alta do Ibovespa; especialista diz que continuidade nas próximas…</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Investidores estrangeiros colocaram R$ 10,06 bilhões líquidos em ações brasileiras no primeiro pregão depois do primeiro turno das eleições presidenciais, o maior ingresso diário registrado na série acompanhada para esse fluxo na B3. O movimento ocorreu na segunda-feira, 5 de outubro, quando o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank" rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340474">Ibovespa</a> disparou 7,70% e encerrou o dia aos 206.911,89 pontos, recorde de fechamento, após Flávio Bolsonaro (PL) terminar a votação à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).</p>
<p>O tamanho da entrada de recursos ajuda a dimensionar a reação do capital internacional ao resultado eleitoral. Antes daquele pregão, o saldo líquido de estrangeiros na Bolsa em 2026 estava próximo de R$ 29,95 bilhões. Com os R$ 10,06 bilhões adicionados em apenas um dia, o acumulado passou para aproximadamente R$ 40,01 bilhões. Em termos proporcionais, uma única sessão aumentou em cerca de 33,6% todo o saldo positivo construído pelos investidores de fora do país desde o início do ano.</p>
<p>O fluxo também ajuda a explicar a intensidade da valorização observada na Bolsa. O resultado das urnas alterou rapidamente as probabilidades atribuídas pelos investidores aos cenários econômicos para 2027 e provocou compras em setores diretamente sensíveis à atividade doméstica, juros e <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340472">política</a> fiscal. Bancos, <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340470">empresas</a> financeiras e ações ligadas à economia brasileira estiveram entre os principais destaques, enquanto o dólar caiu para a região de R$ 5 e os juros futuros de longo prazo recuaram de maneira acentuada.</p>
<p>A entrada de R$ 10 bilhões, contudo, ainda não permite concluir que o investidor internacional iniciou uma mudança permanente de alocação para o Brasil. Recursos estrangeiros podem entrar e sair rapidamente conforme mudam as expectativas sobre eleição, política fiscal, juros americanos e riscos globais. A principal informação das próximas semanas será, portanto, a continuidade ou não desse movimento.</p>
<h2>Um pregão acrescentou um terço ao saldo estrangeiro do ano</h2>
<p>O impacto do fluxo de segunda-feira fica mais claro quando comparado ao acumulado de 2026. Os R$ 10,06 bilhões representaram aproximadamente um quarto do saldo positivo de cerca de R$ 40 bilhões registrado após o pregão. Isso significa que cerca de 25% do dinheiro estrangeiro líquido que permanecia aplicado na Bolsa no acumulado do ano foi acrescentado em apenas uma sessão.</p>
<p>A comparação com o saldo anterior produz outra dimensão do movimento. Partindo dos aproximadamente R$ 29,95 bilhões registrados até então, a entrada de segunda-feira aumentou a posição líquida acumulada em cerca de um terço. Trata-se de uma variação incomum para uma série que normalmente é construída por meio de compras e vendas distribuídas ao longo de dezenas de pregões.</p>
<p>Os números representam fluxo líquido, ou seja, a diferença entre o valor comprado e vendido pelos investidores estrangeiros em ações dentro do universo considerado pela B3. Isso não significa que apenas R$ 10,06 bilhões tenham sido negociados por estrangeiros naquele dia. O volume bruto de compras e vendas é muito maior; o dado mostra que as aquisições superaram as vendas por esse montante.</p>
<p>A distinção é importante porque permite interpretar corretamente a informação. Quando o saldo é positivo, o grupo terminou o período comprando mais ações do que vendeu. Um valor negativo indicaria retirada líquida de recursos. No pregão posterior à eleição, a diferença entre compras e vendas foi excepcionalmente favorável às compras.</p>
<h2>Resultado eleitoral alterou preço atribuído ao risco brasileiro</h2>
<p>O primeiro turno terminou com Flávio Bolsonaro na liderança, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. A diferença de 1,87 ponto percentual levou os dois candidatos ao segundo turno, marcado para 25 de outubro, e alterou as projeções de investidores que até então trabalhavam com outras probabilidades para a disputa.</p>
<p>A reação do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340471">mercado</a> esteve ligada principalmente às expectativas sobre política fiscal. Parte dos investidores passou a atribuir maior probabilidade a uma mudança na condução das contas públicas a partir de 2027 caso Flávio vença a eleição. Essa percepção favoreceu a redução dos prêmios de risco exigidos nos ativos brasileiros, especialmente nos contratos de juros de longo prazo.</p>
<p>Essa leitura não significa que um eventual governo já tenha política econômica definida nem que o resultado esperado pelo mercado vá necessariamente se concretizar. Propostas ainda precisam ser detalhadas, e qualquer governo eleito enfrentará limitações orçamentárias, dívida elevada, negociações com o Congresso e condições internacionais que não dependem da Presidência da República.</p>
<p>O que aconteceu no pregão foi uma reprecificação. O mercado atribuiu novos valores a ações, moeda e juros com base na alteração das probabilidades políticas. Como esses ativos são negociados continuamente, o ajuste ocorre muito antes de uma política pública entrar em vigor.</p>
<h2>Ibovespa ganhou R$ 365 bilhões em valor de mercado</h2>
<p>O fluxo externo coincidiu com uma das sessões mais fortes da história recente da Bolsa brasileira. O Ibovespa subiu 7,70%, para 206.911,89 pontos, e chegou a atingir 209.605,70 pontos durante o pregão. Foi a maior alta diária desde março de 2020.</p>
<p>A valorização das empresas listadas acrescentou aproximadamente R$ 365,2 bilhões ao valor de mercado agregado das companhias em uma única sessão. O dado não representa entrada efetiva dessa quantia em dinheiro nas empresas. Trata-se da valorização das ações multiplicada pela quantidade de papéis existentes, refletindo quanto aumentou o valor atribuído pelo mercado às companhias.</p>
<p>Bancos estiveram entre os principais responsáveis pelo avanço. Instituições financeiras são particularmente sensíveis às expectativas sobre atividade econômica, inadimplência, crédito e juros. Empresas mais dependentes do mercado doméstico também reagiram à queda das taxas futuras e à percepção de redução do risco fiscal.</p>
<p>A presença do capital estrangeiro é especialmente relevante porque investidores internacionais respondem por uma parcela elevada do volume negociado na Bolsa brasileira. Quando esse grupo aumenta de forma abrupta as compras, pode exercer forte pressão sobre preços, sobretudo em ações de grande liquidez que fazem parte do Ibovespa.</p>
<h2>Dólar e juros confirmaram a mesma reprecificação</h2>
<p>O movimento não ficou restrito às ações. O <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank" rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340521">dólar</a> caiu mais de 4% durante a segunda-feira e terminou próximo de R$ 5, enquanto os contratos futuros de juros tiveram forte redução, especialmente nos vencimentos mais longos.</p>
<p>Os três mercados responderam à mesma mudança de expectativa por mecanismos diferentes. A compra de ações brasileiras por estrangeiros aumenta a demanda por reais, porque parte do capital precisa ser convertida para a moeda local. Esse fluxo pode contribuir para a valorização do real e, consequentemente, para a queda do dólar.</p>
<p>Nos juros, a percepção de menor risco fiscal reduz o prêmio exigido pelos investidores para comprometer recursos por períodos mais longos. Na Bolsa, taxas futuras menores elevam o valor presente estimado dos resultados das empresas e tornam ativos de risco relativamente mais atraentes.</p>
<p>A combinação de Bolsa em forte alta, real valorizado e juros futuros em queda é compatível com um movimento de redução do prêmio de risco atribuído ao Brasil. A dúvida é quanto dessa reprecificação permanecerá depois que a reação inicial às eleições perder força.</p>
<h2>Capital estrangeiro não depende apenas da eleição</h2>
<p>Apesar da intensidade do fluxo pós-eleitoral, o investidor internacional não decide sua alocação olhando apenas para a política brasileira. O país compete por capital com Estados Unidos, Europa, Ásia e outros mercados emergentes, e essa disputa depende da relação entre retorno esperado e risco.</p>
<p>O nível dos juros americanos é uma das variáveis mais importantes. Quando os títulos do Tesouro dos Estados Unidos oferecem remuneração elevada, investidores podem obter retornos relevantes em ativos considerados de menor risco, reduzindo o incentivo para aumentar exposição a países emergentes. Uma alta dos Treasuries, portanto, pode limitar ou até reverter fluxos favoráveis ao Brasil.</p>
<p>Os preços das commodities também interferem. O Brasil possui peso expressivo de empresas de petróleo, mineração e <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/agronegocio" target="_blank" rel="noopener" title="Agronegócio" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340473">agronegócio</a> e recebe receitas relevantes de exportação desses setores. Alterações nas perspectivas para China, petróleo, minério de ferro e produtos agrícolas podem modificar a avaliação sobre os ativos brasileiros independentemente da eleição.</p>
<p>Há ainda o preço relativo das ações. Se investidores considerarem que as empresas brasileiras estão baratas em relação aos lucros esperados e aos mercados concorrentes, o país pode atrair recursos mesmo em um ambiente político mais incerto. Da mesma forma, uma Bolsa que sobe rapidamente pode perder parte desse atrativo se os resultados corporativos não acompanharem a valorização.</p>
<h2>Fluxo precisa continuar para indicar mudança estrutural</h2>
<p>O ingresso de R$ 10,06 bilhões funciona como evidência clara de uma reação extraordinária ao primeiro turno, mas um único pregão não estabelece uma tendência. Para que o movimento represente uma mudança mais duradoura de posicionamento internacional, será necessário observar entradas recorrentes durante as próximas semanas e, posteriormente, depois da definição do presidente eleito.</p>
<p>A evolução do saldo em outubro será um dos indicadores mais relevantes. Caso o estrangeiro continue comprador mesmo depois da alta inicial da Bolsa, isso indicará disposição para aumentar a exposição ao Brasil em níveis de preços mais elevados. Se o fluxo desaparecer ou se tornar negativo rapidamente, a leitura será de que parte importante da entrada teve caráter tático, associada à reação imediata às urnas.</p>
<p>O comportamento do câmbio e dos juros pode ajudar nessa avaliação. Uma combinação persistente de entrada de capital, real mais valorizado e redução dos prêmios de longo prazo seria mais consistente com uma mudança de percepção sobre o país. Movimentos erráticos e reversões rápidas apontariam para um ambiente ainda dominado pela negociação de curto prazo.</p>
<p>O segundo turno adiciona incerteza a essa análise. Pesquisas eleitorais, propostas econômicas, formação de alianças e declarações dos candidatos podem alterar novamente as probabilidades atribuídas pelo mercado antes de 25 de outubro.</p>
<h2>Recorde mostra tamanho da aposta, não seu resultado</h2>
<p>A entrada recorde dos investidores estrangeiros é relevante porque mostra quanto capital internacional estava disposto a ser reposicionado depois do primeiro turno. Ela não demonstra, porém, que a aposta será lucrativa nem que os riscos fiscais brasileiros foram resolvidos.</p>
<p>O Brasil continuará enfrentando uma dívida pública elevada, juros ainda altos e restrições importantes sobre o Orçamento. O próximo governo terá de lidar com essas condições independentemente de quem vencer a eleição, e a capacidade de apresentar medidas críveis para receitas, despesas e dívida terá influência direta sobre a permanência do capital externo.</p>
<p>Por enquanto, o dado objetivo é a velocidade da mudança: R$ 10,06 bilhões líquidos entraram no mercado acionário em um único pregão, elevando o saldo estrangeiro do ano para aproximadamente R$ 40 bilhões ao mesmo tempo em que o Ibovespa registrava uma alta de 7,70%.</p>
<p>As próximas semanas mostrarão se 5 de outubro foi apenas um dia excepcional provocado pelo resultado das urnas ou o início de uma mudança mais ampla na posição dos investidores internacionais em relação ao Brasil.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>B3 — movimentação dos investidores estrangeiros, participação por tipo de investidor, fluxo líquido no mercado acionário e metodologia das estatísticas de mercado</em></p>
<p><em>B3 — desempenho do Ibovespa no primeiro pregão após o primeiro turno e dados sobre valorização das companhias listadas</em></p>
<p><em>Tribunal Superior Eleitoral — resultado oficial do primeiro turno da eleição presidencial de 2026 e calendário do segundo turno</em></p>
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		<title>Eleições derrubam dólar e levam Ibovespa a recorde: o que o mercado está precificando</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/eleicoes-dolar-bolsa-juros-mercado-financeiro</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Oct 2026 13:24:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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		<category><![CDATA[segundo turno]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por que as eleições mexem tanto com dólar e bolsa? Entenda o que o mercado tenta antecipar O g1 analisou o comportamento do dólar e do Ibovespa desde 1994 para mostrar como eleições e crises…</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O primeiro pregão depois das eleições mostrou em poucas horas quanto uma mudança na expectativa política pode alterar os preços dos ativos brasileiros. Na segunda-feira, 5 de outubro, o Ibovespa disparou 7,70% e terminou aos 206.911,89 pontos, no maior fechamento de sua história, enquanto o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank" rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340459">dólar</a> caiu para a região de R$ 5. O movimento ocorreu depois de Flávio Bolsonaro (PL) terminar o primeiro turno à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), abrindo uma disputa direta pela Presidência que será decidida em 25 de outubro.</p>
<p>A intensidade da reação não significa que as <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340462">empresas</a> brasileiras tenham se tornado 7,7% mais lucrativas de um dia para o outro nem que os fundamentos do câmbio tenham mudado na mesma proporção. O que mudou foi o preço atribuído pelos investidores aos cenários possíveis para os próximos anos. Bolsa, dólar e juros futuros incorporam diariamente expectativas sobre crescimento, inflação, dívida pública, resultado fiscal, taxa Selic e fluxo de capital. Quando uma eleição altera a probabilidade atribuída a cada <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340460">política</a> econômica, esses preços são recalculados antes mesmo de qualquer medida ser efetivamente aprovada.</p>
<p>Foi exatamente o que ocorreu após o primeiro turno. Flávio obteve 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula, segundo a Justiça Eleitoral. A diferença de 1,87 ponto percentual surpreendeu parte do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340464">mercado</a> e aumentou a probabilidade atribuída pelos investidores a uma mudança de governo em 2027. A resposta veio primeiro nos ativos que conseguem ajustar preços imediatamente: ações, câmbio e contratos futuros de juros.</p>
<h2>Mercado compra expectativas antes que políticas existam</h2>
<p>O mercado financeiro trabalha permanentemente com projeções. O preço de uma ação não reflete apenas quanto determinada empresa lucra atualmente, mas quanto os investidores acreditam que ela poderá gerar de resultado no futuro. A mesma lógica vale para títulos públicos, juros futuros e moedas, que incorporam expectativas sobre inflação, contas públicas, política monetária e risco.</p>
<p>Uma eleição presidencial interfere em todas essas variáveis ao mesmo tempo. Um candidato pode propor aumento ou redução de despesas, mudanças tributárias, privatizações, investimentos públicos, alterações nas regras fiscais ou reformas estruturais. Mesmo antes de essas propostas serem transformadas em legislação, investidores tentam calcular como cada possibilidade afetaria empresas, dívida pública e crescimento econômico.</p>
<p>Esse processo explica por que uma pesquisa eleitoral pode mexer com a bolsa sem que nada tenha mudado concretamente na <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank" rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340461">economia</a> naquele dia. Se o resultado aumenta a probabilidade de um cenário considerado mais favorável a determinados setores ou à trajetória fiscal, os investidores passam a aceitar preços diferentes pelos ativos. Quando ocorre o contrário, o ajuste também pode ser rápido.</p>
<p>O movimento após o primeiro turno de 2026 foi particularmente forte porque as urnas alteraram de maneira significativa algumas dessas probabilidades. A reação ficou evidente não apenas no <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank" rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340522">Ibovespa</a>, mas também nas taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro de longo prazo, que caíram de forma acentuada nos primeiros pregões depois da votação.</p>
<h2>Fiscal explica parte importante da reação</h2>
<p>O principal elemento por trás da leitura do mercado foi a política fiscal. O Brasil entra no próximo mandato com juros ainda elevados, dívida pública pressionada e pouco espaço orçamentário, fatores que aumentam a importância das decisões sobre receitas e despesas do governo.</p>
<p>A relação entre política fiscal e preço dos ativos segue uma cadeia relativamente direta. Quando investidores avaliam que a dívida pública poderá crescer mais rapidamente, costumam exigir uma remuneração maior para financiar o governo. Esse prêmio aparece nas taxas de juros de longo prazo e pode afetar o custo de capital das empresas, o crédito, o câmbio e a avaliação das ações negociadas na bolsa.</p>
<p>No sentido inverso, quando cresce a expectativa de estabilização da dívida e melhora do resultado fiscal, o prêmio exigido pelos investidores tende a diminuir. Taxas futuras menores podem elevar o valor presente dos lucros esperados pelas empresas e reduzir o retorno exigido para manter recursos aplicados no país.</p>
<p>É esse mecanismo que ajuda a explicar a reação registrada depois da eleição. Parte dos investidores passou a atribuir maior probabilidade a uma política fiscal mais restritiva caso Flávio vença o segundo turno. Essa percepção, porém, não equivale a uma política já definida. O candidato ainda precisará detalhar medidas, formar equipe econômica e, se eleito, construir apoio no Congresso para executar mudanças relevantes.</p>
<h2>Bancos e empresas domésticas responderam mais rapidamente</h2>
<p>A alta do Ibovespa não foi uniforme entre todas as empresas. No primeiro pregão depois do resultado, bancos e companhias mais expostas à economia doméstica estiveram entre os papéis com maior valorização, enquanto algumas ações ligadas principalmente ao cenário internacional tiveram desempenho diferente.</p>
<p>Esse comportamento está relacionado ao efeito dos juros sobre os <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank" rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340463">negócios</a>. Empresas dependentes do consumo, crédito e investimento doméstico tendem a ser mais sensíveis a mudanças na curva de juros. Quando as taxas futuras recuam, diminui a taxa utilizada pelo mercado para descontar os resultados esperados dessas companhias, aumentando, em tese, o valor atribuído aos fluxos de caixa futuros.</p>
<p>Os bancos também podem ser beneficiados por uma melhora na percepção sobre atividade econômica e risco de crédito, embora juros menores produzam efeitos diferentes sobre cada linha de negócio. O resultado líquido depende do comportamento das margens financeiras, crescimento do crédito, inadimplência e atividade econômica.</p>
<p>No pregão de 5 de outubro, o avanço generalizado desses setores contribuiu para levar o Ibovespa acima de 206 mil pontos. Durante o dia, o índice chegou a 209.605 pontos, estabelecendo também uma máxima intradiária.</p>
<h2>Alta de 7,70% foi excepcional até para padrões eleitorais</h2>
<p>Eleições costumam aumentar a volatilidade, mas o movimento de segunda-feira foi incomum mesmo dentro desse padrão. O avanço de 7,70% ficou entre as maiores altas diárias do Ibovespa desde 2020, período marcado pela turbulência provocada pela pandemia.</p>
<p>A valorização também levou o índice a uma nova máxima não apenas em termos nominais. Em cálculo que atualiza as pontuações históricas pela inflação, o fechamento superou a referência anterior de maio de 2008, segundo levantamento divulgado pela B3. Isso significa que o índice ultrapassou um antigo pico mesmo depois de descontada a perda do poder de compra da moeda no período.</p>
<p>O dado ajuda a dimensionar a intensidade da reprecificação. A eleição não apenas produziu uma alta cotidiana do mercado, mas levou o principal índice acionário do país a superar uma referência que permanecia havia mais de 18 anos quando corrigida pela inflação.</p>
<p>Ainda assim, movimentos fortes imediatamente depois de eleições não são novidade. Dados históricos compilados pela B3 mostram que o Ibovespa subiu no primeiro pregão depois do primeiro turno em seis das sete eleições presidenciais realizadas desde 2002. O tamanho e a duração dessas altas, contudo, foram diferentes em cada ciclo.</p>
<h2>Dólar reage ao risco e ao fluxo de recursos</h2>
<p>O câmbio responde aos mesmos fatores por outro caminho. Quando investidores internacionais aumentam sua exposição ao Brasil, precisam comprar reais para adquirir ações, títulos ou outros ativos locais. Esse fluxo aumenta a oferta de dólares e pode fortalecer a moeda brasileira.</p>
<p>O movimento inverso ocorre quando há maior percepção de risco. Investidores retiram recursos, buscam moedas consideradas mais seguras e elevam a demanda pelo dólar. Por isso, a cotação funciona como um dos indicadores mais imediatos da avaliação externa sobre o país, embora também seja profundamente influenciada por fatores internacionais.</p>
<p>No primeiro pregão depois da votação, a moeda americana caiu mais de 4% durante a sessão e terminou próxima de R$ 5. Nos dias seguintes, parte desse movimento foi devolvida, mostrando como as expectativas continuam sujeitas a revisões enquanto o segundo turno permanece aberto.</p>
<p>A eleição brasileira também não acontece isoladamente. Juros dos Estados Unidos, preço das commodities, petróleo, crescimento da China e conflitos geopolíticos podem produzir movimentos capazes de neutralizar ou ampliar os efeitos da política doméstica. Nesta semana, por exemplo, a alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano voltou a pressionar moedas emergentes e contribuiu para uma recuperação parcial do dólar.</p>
<h2>Juros futuros mostram como política chega à economia</h2>
<p>A curva de juros é talvez o mercado em que a percepção fiscal aparece de maneira mais direta. Os contratos futuros negociados na B3 refletem a taxa de juros que os investidores exigem para diferentes períodos e incorporam expectativas para a Selic, inflação, risco fiscal e prêmio exigido para emprestar dinheiro no longo prazo.</p>
<p>Depois do primeiro turno, os vencimentos mais longos tiveram quedas expressivas. O movimento indicou redução do prêmio associado aos próximos anos, sobretudo porque uma parte do mercado passou a atribuir maior chance a uma política de controle das despesas e estabilização da dívida.</p>
<p>Essa redução tem consequências que ultrapassam as mesas de negociação. Juros futuros servem de referência para precificação de títulos, financiamentos, emissões de dívida e decisões empresariais de investimento. Se uma queda se torna consistente, ela pode reduzir o custo de financiamento de empresas e famílias; se é apenas uma oscilação temporária, o efeito sobre a economia real tende a ser limitado.</p>
<p>É justamente por isso que o mercado acompanhará com atenção as propostas econômicas dos dois candidatos nas próximas semanas. A reação inicial pode ser rápida, mas sua permanência depende da credibilidade das medidas apresentadas e da capacidade política de executá-las.</p>
<h2>Eleição não explica tudo</h2>
<p>Associar cada movimento diário do dólar ou da bolsa a uma notícia política também pode produzir conclusões equivocadas. Os preços dos ativos respondem simultaneamente a dezenas de informações, muitas delas vindas do exterior.</p>
<p>Uma eleição pode dominar os negócios em determinado momento e ter efeito secundário em outro. Em períodos de grande liquidez internacional, alta das commodities ou crescimento global acelerado, fatores externos podem reduzir a importância de crises políticas domésticas. Em momentos de fragilidade fiscal ou aversão global ao risco, uma declaração ou pesquisa eleitoral pode ganhar peso muito maior.</p>
<p>O próprio comportamento desta semana mostra essa interação. A reação inicial ao primeiro turno foi fortemente favorável aos ativos brasileiros, mas, nos pregões seguintes, Treasuries mais altos, petróleo próximo de US$ 100 e incertezas sobre a política monetária americana voltaram a influenciar dólar, juros e bolsa.</p>
<p>Por isso, atribuir automaticamente uma valorização ou queda ao nome de um candidato é uma simplificação. O mercado está precificando um conjunto de consequências econômicas que acredita estarem associadas a cada cenário e recalcula continuamente essas probabilidades à medida que novas informações aparecem.</p>
<h2>Segundo turno mantém volatilidade elevada</h2>
<p>A disputa entre Flávio e Lula será definida em 25 de outubro, deixando mais de duas semanas em que pesquisas, apoios partidários, debates e propostas econômicas poderão alterar novamente as expectativas.</p>
<p>O resultado do primeiro turno colocou Flávio em vantagem, mas não definiu a eleição. Da mesma maneira, a reação positiva observada na bolsa e no câmbio não garante que os preços permanecerão nesses níveis. Se as expectativas que justificaram o movimento forem frustradas, parte da alta pode ser devolvida; se forem reforçadas por novas informações, a reprecificação pode continuar.</p>
<p>O episódio desta semana mostra por que eleições provocam tanta oscilação nos mercados: os investidores não esperam o próximo governo começar para calcular seus efeitos. Eles tentam antecipar hoje quanto valerão empresas, títulos e moedas em um ambiente econômico que ainda não existe.</p>
<p>Esse mecanismo transforma cada nova informação em uma alteração de probabilidades. Pesquisa eleitoral, anúncio fiscal, composição de equipe econômica ou resultado de debate pode modificar o preço atribuído a um cenário e produzir movimentos intensos mesmo meses antes de uma política efetivamente chegar à economia.</p>
<p>No primeiro pregão depois das urnas, essa antecipação produziu uma das maiores altas recentes da bolsa brasileira e levou o dólar de volta à região de R$ 5. Até o segundo turno, o desafio do mercado será descobrir quanto desse movimento representa uma mudança duradoura na percepção sobre o Brasil e quanto foi apenas uma reação inicial ao resultado eleitoral.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>B3 — desempenho do Ibovespa no primeiro pregão após o primeiro turno, máxima intradiária, fechamento e comparação histórica das variações do índice</em></p>
<p><em>Tribunal Superior Eleitoral — resultado oficial do primeiro turno da eleição presidencial de 2026 e calendário do segundo turno</em></p>
<p><em>Banco Central do Brasil — séries e informações sobre mercado de câmbio, expectativas econômicas e taxa básica de juros</em></p>
<p><em>Tesouro Nacional — relatórios sobre dívida pública, resultado fiscal e estrutura de financiamento do governo federal</em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Investidores estrangeiros colocam R$ 10,06 bilhões na B3 após primeiro turno</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/fluxo-estrangeiro-b3-10-bilhoes-eleicoes-2026</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Lucas Correa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Oct 2026 17:00:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[B3]]></category>
		<category><![CDATA[bolsa brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições 2026]]></category>
		<category><![CDATA[fluxo estrangeiro]]></category>
		<category><![CDATA[investidores estrangeiros]]></category>
		<category><![CDATA[Itaú BBA]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Morgan Stanley]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O mercado acionário brasileiro recebeu R$ 10,06 bilhões em saldo líquido de compras de ações por investidores estrangeiros na segunda-feira (5), no primeiro pregão após o primeiro turno das eleições presidenciais. O montante foi o maior fluxo diário registrado em 2026 e ocorreu no mesmo dia em que o Ibovespa subiu 7,70%, para 206.911,89 pontos, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O mercado acionário brasileiro recebeu R$ 10,06 bilhões em saldo líquido de compras de ações por investidores estrangeiros na segunda-feira (5), no primeiro pregão após o primeiro turno das eleições presidenciais. O montante foi o maior fluxo diário registrado em 2026 e ocorreu no mesmo dia em que o <a class="wpil_keyword_link" title="Ibovespa" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340414">Ibovespa</a> subiu 7,70%, para 206.911,89 pontos, maior nível de fechamento de sua história até então.</p>
<p>O resultado eleitoral alterou de forma imediata a percepção de risco de parte dos investidores internacionais. Flávio Bolsonaro (PL) terminou o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que obteve 45,16%, levando os dois candidatos ao segundo turno marcado para 25 de outubro. A diferença de 1,87 ponto percentual passou a ser incorporada às avaliações de <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340417">mercado</a> sobre a possibilidade de mudança na condução econômica a partir de 2027.</p>
<p>O movimento, porém, não representa necessariamente um ingresso de US$ 10 bilhões no sistema financeiro brasileiro. O indicador de fluxo de investidores estrangeiros da B3 corresponde ao saldo entre compras e vendas desses participantes no mercado de ações, e pode refletir mudanças de posição dentro do próprio mercado. A distinção é relevante para dimensionar corretamente a reação dos investidores ao resultado eleitoral. A B3 informa que suas estatísticas de movimentação de estrangeiros são estruturadas a partir das operações realizadas por investidores não residentes nos mercados considerados pela metodologia da bolsa.</p>
<h2>Um único pregão concentrou quase 80% do fluxo de outubro</h2>
<p>A dimensão do movimento fica mais clara quando o dado é comparado com os acumulados anteriores. O saldo estrangeiro em outubro chegou a R$ 12,61 bilhões até o pregão de 5 de outubro. Isso significa que somente a sessão posterior ao primeiro turno respondeu por aproximadamente 79,8% do fluxo positivo acumulado no mês até aquele momento.</p>
<p>No acumulado de 2026, o saldo estrangeiro passou de R$ 29,95 bilhões antes do pregão de segunda-feira para R$ 40,01 bilhões depois dele. O incremento de R$ 10,06 bilhões corresponde a cerca de 25,1% de todo o saldo positivo registrado no ano até então. Em termos relativos, o estoque acumulado cresceu 33,6% em apenas uma sessão.</p>
<p>A comparação com setembro também mostra a intensidade do movimento. O fluxo estrangeiro líquido daquele mês havia sido de R$ 9,11 bilhões. Portanto, os R$ 10,06 bilhões de 5 de outubro superaram em cerca de 10,4% todo o saldo de setembro. A diferença entre o fluxo acumulado de outubro e o aporte de segunda-feira indica ainda que outros R$ 2,55 bilhões haviam sido registrados nos pregões anteriores do mês.</p>
<p>O comportamento dos demais grupos de investidores reforçou a concentração da demanda externa. Na mesma sessão, pessoas físicas venderam R$ 5,30 bilhões em ações, segundo o levantamento divulgado sobre o fluxo da B3. O dado mostra que a alta do índice não resultou de uma recomposição uniforme das posições entre todos os participantes do mercado.</p>
<p>A própria B3 vinha apontando a relevância do investidor estrangeiro para a formação dos volumes negociados. No primeiro trimestre de 2026, o fluxo de estrangeiros no mercado acionário havia somado R$ 53,8 bilhões, enquanto o volume financeiro médio diário no mercado à vista alcançou R$ 34,8 bilhões.</p>
<h2>Bancos globais passaram a trabalhar com cenário mais favorável</h2>
<p>A reação eleitoral também provocou mudanças nas recomendações de grandes instituições internacionais. O J.P. Morgan e o Morgan Stanley elevaram suas avaliações sobre as ações brasileiras depois do primeiro turno, argumentando que o resultado aumentou a possibilidade de uma mudança na <a class="wpil_keyword_link" title="Política" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340415">política</a> econômica a partir de 2027.</p>
<p>O Morgan Stanley passou a trabalhar com uma perspectiva mais positiva para a Bolsa e manteve, em seu cenário otimista para 2027, um Ibovespa na região de 250 mil pontos. A instituição também projetou espaço para novas altas ainda em 2026 e defendeu uma rotação de posições, com maior exposição a ações domésticas após o resultado eleitoral.</p>
<p>O J.P. Morgan, por sua vez, avaliou que o MSCI Brazil poderia acumular valorização de até 20% em seu cenário para os ativos brasileiros. A leitura das duas instituições tem um ponto em comum: o potencial de reprecificação não estaria restrito ao desempenho da Bolsa no pregão imediatamente posterior à eleição, mas dependeria da possibilidade de mudança nas expectativas para a política fiscal e para a trajetória dos juros.</p>
<p>O fator fiscal aparece no centro da interpretação dos bancos. Uma redução da percepção de risco sobre a dívida pública pode alterar as taxas de juros de longo prazo, reduzir o custo de capital das <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340416">empresas</a> e elevar o valor presente dos fluxos de caixa utilizados na precificação das ações. O efeito é especialmente relevante para empresas domésticas, mais sensíveis às condições de crédito e ao nível dos juros reais.</p>
<p>Esse mecanismo ajuda a explicar por que o movimento não ficou concentrado em ações exportadoras ou em companhias diretamente ligadas às commodities. A reprecificação observada após o primeiro turno alcançou setores dependentes da atividade doméstica e do mercado de capitais, refletindo uma expectativa de eventual redução do prêmio de risco brasileiro. A alta do Ibovespa de 7,70% em 5 de outubro foi acompanhada por valorização do real e forte recuo das taxas futuras de juros.</p>
<h2>Potencial adicional de recursos é relevante, mas não equivale a previsão de entrada</h2>
<p>As estimativas produzidas por bancos indicam que o fluxo de segunda-feira pode ser apenas parte de uma recomposição mais ampla, caso as condições esperadas pelo mercado se confirmem.</p>
<p>O Morgan Stanley trabalha com uma estimativa potencial de US$ 10 bilhões a US$ 20 bilhões de recursos de fundos dedicados a mercados emergentes, além de outros US$ 30 bilhões a US$ 40 bilhões de investidores globais. Esses valores representam espaço potencial de realocação e não uma projeção de que todo o montante será efetivamente aplicado em ações brasileiras.</p>
<p>A diferença entre potencial e fluxo realizado é importante. Os R$ 10,06 bilhões observados em 5 de outubro são um dado efetivamente registrado no mercado. Já as estimativas dos bancos dependem de condições futuras, como a definição da política econômica, a composição da equipe do próximo governo, a evolução do segundo turno e a trajetória das contas públicas.</p>
<p>O Itaú BBA calculou um potencial de R$ 270,2 bilhões de recursos adicionais para a Bolsa caso investidores estrangeiros e fundos domésticos retornem a níveis históricos de exposição. Desse total, R$ 123,1 bilhões seriam associados a uma maior participação estrangeira e R$ 147,1 bilhões a uma recomposição das posições dos fundos brasileiros.</p>
<p>As duas estimativas não podem ser somadas. O cálculo do Itaú BBA parte de uma comparação entre os níveis atuais de participação dos investidores e suas médias históricas, enquanto a estimativa do Morgan Stanley considera potenciais movimentos de alocação vinculados a diferentes grupos de investidores globais. São metodologias distintas e, portanto, representam dimensões diferentes do potencial de demanda.</p>
<p>Ainda assim, as cifras ajudam a dimensionar o espaço que o mercado identifica para uma eventual normalização das posições em ações brasileiras. O dado de segunda-feira mostra que uma parcela desse movimento já começou, mas a velocidade e a continuidade dependerão dos próximos sinais políticos e econômicos.</p>
<h2>Rali perde força no dia seguinte, mas Bolsa permanece perto do recorde</h2>
<p>A reação inicial não se transformou em uma trajetória linear de alta. Na terça-feira (6), o Ibovespa B3 recuou 0,52%, para 205.835,29 pontos, em um movimento de realização de lucros após o salto de 7,70% da sessão anterior. Mesmo com a queda, o índice permaneceu apenas 0,52% abaixo do recorde de fechamento registrado na segunda-feira.</p>
<p>A sequência dos dois pregões mostra que parte da valorização foi incorporada de forma imediata, mas também que o mercado passou a testar se as novas expectativas seriam sustentadas por fundamentos. Um avanço de 7,70% em uma sessão coloca os preços em outro patamar rapidamente; para que esse movimento se transforme em uma tendência, os investidores precisarão encontrar evidências de que a mudança esperada no cenário econômico é executável.</p>
<p>O principal ponto de atenção está na política fiscal. A reação positiva dos ativos incorpora uma expectativa de maior controle das contas públicas, mas o resultado eleitoral, por si só, não altera a dívida, o resultado primário ou a trajetória dos gastos. Essas variáveis dependerão de medidas efetivamente formuladas, aprovadas e executadas após a eleição.</p>
<p>Também permanece aberta a composição da política econômica de um eventual novo governo. Para o mercado, nomes da equipe econômica, metas fiscais, medidas de contenção de despesas, eventuais privatizações e mudanças regulatórias terão peso na definição do prêmio de risco atribuído aos ativos brasileiros.</p>
<p>O segundo turno acrescenta outra camada de incerteza. Até 25 de outubro, investidores precisarão incorporar não apenas novas pesquisas e alianças políticas, mas também eventuais mudanças nos programas econômicos e nas sinalizações dos candidatos. O movimento de segunda-feira, portanto, representa uma reprecificação baseada em probabilidade, e não uma confirmação de que determinada política econômica será adotada.</p>
<p>Nesse contexto, o fluxo estrangeiro de R$ 10,06 bilhões funciona como um indicador da intensidade da reação inicial do mercado ao novo desenho eleitoral. A cifra, recorde diário de 2026, elevou em um único pregão o saldo acumulado do ano em um terço e concentrou quase quatro quintos do fluxo positivo de outubro até aquele momento. A continuidade desse movimento dependerá de quanto das expectativas incorporadas aos preços se transformar em propostas, decisões e resultados econômicos concretos.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>B3 &#8211; dados do fluxo de investidores estrangeiros e desempenho do Ibovespa nos pregões de 5 e 6 de outubro de 2026</em></p>
<p><em>B3 &#8211; metodologia e histórico dos dados de movimentação de investidores estrangeiros no mercado de renda variável</em></p>
<p><em>Banco Central do Brasil &#8211; dados oficiais de câmbio e acompanhamento do mercado financeiro</em></p>
<p><em>Morgan Stanley &#8211; atualização da recomendação para ações brasileiras e cenários para o Ibovespa</em></p>
<p><em>Itaú BBA &#8211; estimativa de potencial de alocação de investidores estrangeiros e fundos domésticos na Bolsa brasileira</em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Dólar hoje volta a encostar em R$ 5 com exterior pressionado e Fed no radar</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/dolar-hoje</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Oct 2026 15:20:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Dólar]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
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		<category><![CDATA[Treasuries]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O dólar voltou a encostar em R$ 5 nesta quarta-feira, 7 de outubro, depois de duas sessões consecutivas de forte valorização do real. A moeda americana chegou a ser negociada perto de R$ 4,98 nos primeiros negócios, mas mudou de direção ao longo da manhã e, por volta das 11h50, subia 0,36%, cotada a aproximadamente [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O dólar voltou a encostar em R$ 5 nesta quarta-feira, 7 de outubro, depois de duas sessões consecutivas de forte valorização do real. A moeda americana chegou a ser negociada perto de R$ 4,98 nos primeiros <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank" rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340432">negócios</a>, mas mudou de direção ao longo da manhã e, por volta das 11h50, subia 0,36%, cotada a aproximadamente R$ 4,995.</p>
<p>A mudança ocorre depois de uma queda expressiva acumulada desde o primeiro turno das eleições presidenciais. Na terça-feira, o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank" rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340441">dólar</a> à vista encerrou a sessão ao redor de R$ 4,974, menor nível em quase cinco meses, depois de já ter despencado mais de 4% na segunda-feira.</p>
<p>Mesmo com a recuperação desta quarta, a moeda permanece muito abaixo do nível registrado antes da eleição. Na sexta-feira anterior ao primeiro turno, o dólar estava na região de R$ 5,21. Considerando uma cotação de aproximadamente R$ 4,995 nesta manhã, a queda acumulada desde então ainda supera 4%.</p>
<p>Em valores absolutos, são aproximadamente R$ 0,22 a menos por dólar em apenas três pregões.</p>
<p>O movimento desta quarta não representa, portanto, uma reversão completa da valorização do real. Até o momento, trata-se principalmente de uma correção depois de uma queda muito rápida da moeda americana e de uma mudança do ambiente internacional.</p>
<p>Enquanto fatores domésticos continuam favorecendo o real, o exterior passou a trabalhar na direção contrária: o dólar se fortalece globalmente, o petróleo voltou a superar US$ 100 por barril e os juros dos títulos públicos americanos alcançaram níveis não observados em mais de duas décadas.</p>
<h2>Dólar sobe no mundo antes da ata do Fed</h2>
<p>A pressão externa aparece claramente no índice DXY, que mede o desempenho do dólar diante de uma cesta das principais moedas globais.</p>
<p>Nesta quarta-feira, o indicador avançava cerca de 0,6% e chegava à região de 102,5 pontos. O euro, por sua vez, recuava para perto de US$ 1,12, enquanto outras moedas também perdiam terreno diante do dólar.</p>
<p>Parte do movimento está relacionada à expectativa pela divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve, prevista para esta tarde.</p>
<p>O documento detalhará a reunião de setembro, quando o banco central americano elevou os juros pela primeira vez em mais de três anos. Os investidores procuram principalmente sinais sobre a possibilidade de novas altas.</p>
<p>O <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340442">mercado</a> havia passado a apostar majoritariamente em manutenção dos juros na reunião de outubro, mas as últimas semanas trouxeram novos fatores de pressão inflacionária.</p>
<p>O mais importante deles é a energia.</p>
<p>O petróleo Brent voltou a superar US$ 100 por barril e chegou nesta quarta-feira à região de US$ 102. A alta ocorre em meio a novas preocupações com a oferta internacional, ataques no Oriente Médio, riscos às rotas de transporte e uma tempestade que ameaça instalações de petróleo e gás no Golfo do México.</p>
<p>Petróleo mais caro aumenta o risco de inflação porque eleva custos de combustíveis, transporte, produção industrial e logística em várias economias.</p>
<p>Se o Fed interpretar essa pressão como persistente, pode manter os juros americanos elevados por mais tempo ou voltar a apertar a <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340444">política</a> monetária.</p>
<p>Para moedas emergentes, isso importa diretamente.</p>
<p>Juros mais altos nos Estados Unidos aumentam a atratividade dos títulos americanos e reduzem parte do incentivo para que investidores internacionais assumam risco em países como o Brasil.</p>
<h2>Treasury de 10 anos supera 5,3%</h2>
<p>Outro elemento que pressiona o câmbio nesta quarta-feira é a alta dos rendimentos dos Treasuries.</p>
<p>O título americano de dez anos chegou a superar 5,3% e atingiu níveis próximos dos maiores observados desde 2002. O papel de 30 anos também avançou, chegando à região de 5,7%.</p>
<p>Os números são particularmente importantes porque o Treasury funciona como uma das principais referências de preço do dinheiro no sistema financeiro mundial.</p>
<p>Quando um título do governo dos Estados Unidos oferece mais de 5% ao ano, outros ativos precisam apresentar um prêmio suficientemente grande para justificar o risco adicional.</p>
<p>Isso vale para ações, dívida corporativa e também para moedas de países emergentes.</p>
<p>O Brasil continua oferecendo uma diferença relevante de juros em relação aos Estados Unidos, com a Selic em 13,75% ao ano. Mas o aumento dos rendimentos americanos reduz parcialmente essa vantagem relativa.</p>
<p>Por isso, a combinação de petróleo em alta, DXY avançando e Treasuries acima de 5,3% cria um ambiente que normalmente pressionaria o real com maior intensidade.</p>
<p>O fato de o dólar continuar apenas ao redor de R$ 5 mostra que fatores domésticos ainda oferecem resistência a essa pressão.</p>
<h2>Eleição ainda impede alta mais forte do dólar</h2>
<p>O principal elemento local continua sendo o resultado do primeiro turno da eleição presidencial.</p>
<p>Flávio Bolsonaro terminou a votação com 47,03% dos votos válidos, à frente de Luiz Inácio Lula da Silva, que recebeu 45,16%. Os dois voltarão às urnas em 25 de outubro.</p>
<p>A surpresa em relação às pesquisas provocou uma revisão abrupta das expectativas de bancos, fundos e investidores sobre o cenário econômico brasileiro a partir de 2027.</p>
<p>A leitura predominante no mercado é que uma eventual alternância de governo pode aumentar a probabilidade de ajuste fiscal, reformas e medidas para conter a trajetória da dívida pública.</p>
<p>Essa percepção derrubou o prêmio de risco dos ativos brasileiros imediatamente após a eleição.</p>
<p>Na segunda-feira, o dólar caiu mais de 4% em uma única sessão, enquanto o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank" rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340443">Ibovespa</a> disparou 7,70% e os contratos de juros futuros registraram quedas superiores a um ponto percentual em alguns vencimentos.</p>
<p>A força da reação pode ser medida pelo fluxo estrangeiro.</p>
<p>Investidores internacionais colocaram aproximadamente R$ 10 bilhões líquidos na Bolsa brasileira apenas na segunda-feira, elevando o saldo estrangeiro acumulado em outubro para cerca de R$ 12,6 bilhões.</p>
<p>O ingresso de capital estrangeiro tende a aumentar a oferta de dólares no mercado doméstico porque parte desses recursos precisa ser convertida para reais antes de ser aplicada em ativos locais.</p>
<p>Esse fluxo foi uma das forças por trás da rápida valorização da moeda brasileira.</p>
<h2>Dólar caiu de R$ 5,21 para abaixo de R$ 5</h2>
<p>A magnitude do movimento aparece quando se compara o câmbio antes e depois da eleição.</p>
<p>Na sexta-feira, 2 de outubro, o dólar encerrou o pregão ao redor de R$ 5,216. Na segunda-feira, depois da divulgação do resultado eleitoral, caiu para aproximadamente R$ 5,00.</p>
<p>Na terça, recuou novamente e terminou na região de R$ 4,974.</p>
<p>A PTAX oficial de venda calculada pelo Banco Central na terça-feira ficou em R$ 4,9698.</p>
<p>A PTAX não é exatamente a mesma cotação negociada continuamente no mercado à vista. Ela é uma taxa de referência calculada pelo Banco Central a partir de quatro consultas realizadas ao longo do dia com dealers do mercado de câmbio.</p>
<p>Por isso, diferenças de alguns centavos entre PTAX, dólar comercial à vista e contratos futuros são normais.</p>
<p>O movimento acumulado, entretanto, é inequívoco.</p>
<p>Tomando como referência aproximadamente R$ 5,216 antes da eleição e R$ 4,995 perto do meio-dia desta quarta-feira, o dólar ainda apresentava queda de cerca de 4,2%.</p>
<p>Para recuperar integralmente o nível anterior ao primeiro turno, a moeda teria de subir aproximadamente R$ 0,22 a partir da cotação atual.</p>
<h2>Mercado começa a discutir dólar a R$ 4,80</h2>
<p>A rapidez da valorização do real também levou bancos e gestores a revisar suas projeções.</p>
<p>O JPMorgan avaliou depois do primeiro turno que o dólar poderia testar a região de R$ 4,95, patamar que praticamente já foi alcançado. A instituição também considera factível uma cotação próxima de R$ 4,80 nas próximas semanas, desde que a reprecificação política continue e o cenário fiscal caminhe na direção esperada pelo mercado.</p>
<p>O Goldman Sachs trabalha com uma faixa ainda mais ampla.</p>
<p>Em um cenário considerado favorável aos ativos brasileiros, o banco calcula que o dólar poderia ficar entre R$ 4,50 e R$ 4,80.</p>
<p>A região de R$ 4,80 seria compatível, segundo a análise, com uma eliminação do prêmio fiscal residual incorporado ao câmbio desde o período de forte desvalorização do real em 2024. Valores próximos de R$ 4,50 exigiriam uma combinação mais favorável, incluindo consolidação fiscal convincente e ambiente externo positivo.</p>
<p>Essas projeções não significam que o dólar seguirá uma trajetória linear de queda.</p>
<p>A sessão desta quarta-feira é justamente um exemplo do contrário.</p>
<p>Mesmo depois da mudança de percepção sobre o Brasil, o real continua exposto ao comportamento da <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank" rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340431">economia</a> americana, às decisões do Fed, ao preço do petróleo, à geopolítica e aos fluxos globais de capital.</p>
<p>Além disso, o segundo turno ainda não ocorreu.</p>
<h2>R$ 4,80 exige mais que resultado eleitoral</h2>
<p>A própria diferença entre o movimento de segunda-feira e o comportamento desta quarta-feira mostra que boa parte da surpresa eleitoral inicial já foi incorporada aos preços.</p>
<p>A primeira reação levou o dólar de aproximadamente R$ 5,22 para perto de R$ 5 em poucas horas.</p>
<p>Avançar de R$ 5 para R$ 4,80 representa outro movimento de aproximadamente 4%.</p>
<p>Para que isso aconteça de forma sustentável, o mercado provavelmente exigirá sinais adicionais.</p>
<p>Um deles será o resultado efetivo do segundo turno. Outro será a composição da eventual equipe econômica do próximo governo e, principalmente, as propostas concretas para receitas, despesas, dívida pública e reformas.</p>
<p>O câmbio também dependerá do cenário internacional.</p>
<p>Uma valorização forte do dólar no mundo pode limitar ou até impedir uma nova apreciação do real, mesmo que o ambiente político doméstico continue favorável.</p>
<p>É exatamente esse confronto que aparece no pregão desta quarta.</p>
<p>O ambiente brasileiro continua favorecendo o real, mas o DXY sobe mais de 0,6%, o Treasury de dez anos está acima de 5,3% e o petróleo voltou à região de US$ 100.</p>
<p>O resultado é um dólar que sobe no Brasil, mas de maneira muito menor do que seria esperado em um cenário doméstico sem suporte.</p>
<h2>Petróleo acima de US$ 100 é risco para o real</h2>
<p>A alta do petróleo merece atenção especial porque afeta o real por diferentes canais.</p>
<p>O primeiro é global. Petróleo mais caro aumenta a inflação internacional e eleva a possibilidade de juros mais altos nos Estados Unidos.</p>
<p>O segundo é doméstico.</p>
<p>Embora o Brasil seja produtor e exportador relevante de petróleo, uma alta prolongada das cotações internacionais pode elevar preços de combustíveis e pressionar a inflação brasileira.</p>
<p>Isso cria uma relação ambígua para o câmbio.</p>
<p>No curto prazo, preços elevados do petróleo podem favorecer a balança comercial brasileira e aumentar receitas de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340440">empresas</a> exportadoras. Mas, se a commodity provocar inflação global e juros americanos maiores, o efeito financeiro pode trabalhar contra moedas emergentes.</p>
<p>Nesta quarta-feira, o segundo canal é o que ganha mais atenção.</p>
<p>O Brent avançava acima de US$ 100 enquanto investidores buscavam proteção no dólar e os títulos americanos ofereciam retornos cada vez maiores.</p>
<h2>Dólar perto de R$ 5 vira ponto de equilíbrio do pregão</h2>
<p>A região de R$ 5 ganhou importância técnica e psicológica depois dos movimentos desta semana.</p>
<p>Na segunda-feira, o mercado rompeu esse nível durante o pregão e fechou praticamente sobre ele.</p>
<p>Na terça, a moeda consolidou o movimento abaixo de R$ 5 e chegou à menor cotação desde maio.</p>
<p>Nesta quarta, voltou a testar o patamar.</p>
<p>A movimentação mostra uma disputa mais equilibrada.</p>
<p>De um lado estão a entrada de capital estrangeiro, a queda do risco percebido para o Brasil e a expectativa de uma política fiscal mais restritiva após as eleições.</p>
<p>Do outro estão a valorização global do dólar, os Treasuries elevados, petróleo acima de US$ 100 e a expectativa pela política monetária americana.</p>
<p>A cotação perto de R$ 5 representa, neste momento, o ponto em que essas forças praticamente se anulam.</p>
<h2>Ata do Fed pode mudar o câmbio à tarde</h2>
<p>O principal evento ainda pendente nesta quarta-feira é a divulgação da ata do Federal Reserve.</p>
<p>O documento está previsto para as 15h, horário de Brasília.</p>
<p>O mercado buscará principalmente referências sobre inflação e sobre a necessidade de novos aumentos dos juros americanos.</p>
<p>Uma ata considerada mais dura pode elevar ainda mais os rendimentos dos Treasuries, fortalecer o dólar globalmente e levar a moeda americana novamente para cima de R$ 5 no Brasil.</p>
<p>Uma leitura menos agressiva pode produzir o movimento contrário, especialmente porque o real continua recebendo suporte da reprecificação doméstica.</p>
<p>As probabilidades implícitas do mercado indicavam que a manutenção dos juros americanos em outubro continuava sendo o cenário predominante, mas os investidores ainda atribuíam possibilidade relevante a novos aumentos nos meses seguintes.</p>
<p>O petróleo mais caro adiciona uma nova camada a essa discussão.</p>
<p>Quanto maior a pressão energética, mais difícil fica para o Fed declarar encerrado o processo de aperto monetário.</p>
<h2>Real continua mais forte, mas volatilidade deve permanecer</h2>
<p>O comportamento desta quarta-feira ajuda a colocar o rali cambial dos últimos dias em perspectiva.</p>
<p>O dólar voltou a subir, mas permanece aproximadamente 4% abaixo do nível anterior ao primeiro turno. Isso mostra que a mudança de percepção sobre o Brasil ainda está incorporada à cotação.</p>
<p>Ao mesmo tempo, o movimento também deixa claro que a queda para R$ 4,80 ou R$ 4,50 não pode ser tratada como automática.</p>
<p>A partir de agora, o real precisará de novos catalisadores.</p>
<p>O primeiro será político, com pesquisas, alianças e o resultado do segundo turno. O segundo será fiscal, com indicações sobre as medidas que poderão ser adotadas a partir de 2027. O terceiro será externo, principalmente em relação ao Federal Reserve, aos Treasuries e ao petróleo.</p>
<p>Até o meio-dia desta quarta-feira, o equilíbrio dessas forças mantinha o dólar praticamente sobre R$ 5.</p>
<p>Depois de cair de aproximadamente R$ 5,22 para menos de R$ 4,98 em dois pregões, a moeda americana encontrou uma primeira resistência à continuação do movimento.</p>
<p>Isso não elimina o fortalecimento recente do real, mas muda o estágio da negociação: <strong>o mercado saiu da reprecificação imediata provocada pelo primeiro turno e entrou em uma fase na qual cada nova queda do dólar deverá depender de confirmações políticas, fiscais e externas.</strong></p>
<p><strong>Fontes</strong></p>
<p>Banco Central do Brasil — PTAX e dados do mercado de câmbio<br />
Federal Reserve — política monetária e ata da reunião de setembro<br />
B3 — fluxo de capital estrangeiro e mercado de derivativos<br />
Reuters — dólar global, petróleo e Treasuries<br />
JPMorgan — estratégia para ativos brasileiros após o primeiro turno<br />
Goldman Sachs — perspectivas para o real após as eleições<br />
Dados de mercado — dólar comercial, DXY, petróleo e juros internacionais</p>
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			</item>
		<item>
		<title>BTG vê espaço para Ibovespa subir até 30%, mas aponta condições para novo rali</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/btg-ibovespa-potencial-alta-30-apos-eleicao</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Oct 2026 14:56:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ajuste fiscal]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsa]]></category>
		<category><![CDATA[BTG Pactual]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições 2026]]></category>
		<category><![CDATA[Flávio Bolsonaro]]></category>
		<category><![CDATA[juros]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Selic]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entenda o impacto do Ibovespa após o primeiro turno das eleições e as previsões de valorização do mercado acionário.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O rali histórico da Bolsa brasileira após o primeiro turno das eleições pode ter espaço para continuar. O BTG Pactual calcula que, em um cenário de nova expansão dos múltiplos, o potencial adicional de valorização das ações brasileiras pode chegar a 30%, mesmo depois da disparada registrada no primeiro pregão após a votação.</p>
<p>A projeção, porém, não é um preço-alvo formal para o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank"  rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340423">Ibovespa</a> nem uma previsão de que o índice necessariamente subirá 30%. Trata-se de um cenário de valuation construído pelo banco para a hipótese de as ações brasileiras passarem a negociar um desvio-padrão acima de sua média histórica, algo que o BTG considera possível se a redução dos juros de longo prazo for sustentada.</p>
<p>Depois da alta de 7,70% do Ibovespa na segunda-feira, 5 de outubro, o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340424">mercado</a> brasileiro ainda negociava com desconto. Excluindo Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3), as ações estavam cotadas a aproximadamente 11,1 vezes o lucro projetado para os próximos 12 meses, cerca de 7% abaixo da média histórica calculada pelo banco.</p>
<p>O argumento do BTG é que o movimento eleitoral elevou os preços, mas também reduziu fortemente as taxas de juros utilizadas para descontar os resultados futuros das companhias. Essa combinação impede que a alta da Bolsa seja interpretada apenas como encarecimento dos ativos.</p>
<p>Na avaliação dos estrategistas, as próximas pesquisas do segundo turno deverão determinar se uma parcela adicional desse desconto será eliminada.</p>
<h2>Alta de 30% não é um alvo oficial para o Ibovespa</h2>
<p>A dimensão do número exige uma distinção.</p>
<p>Se uma alta de 30% fosse aplicada mecanicamente aos 206.911,89 pontos em que o Ibovespa fechou na segunda-feira, o índice chegaria a aproximadamente 269 mil pontos.</p>
<p>Esse cálculo serve apenas para dimensionar a magnitude do cenário. O BTG não estabeleceu, nesse relatório, uma meta formal de 269 mil pontos para o Ibovespa.</p>
<p>A análise parte dos múltiplos de valuation das <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340429">empresas</a> brasileiras e da possibilidade de o mercado passar de um desconto em relação à média histórica para uma avaliação superior a essa média.</p>
<p>O banco afirma que, se o Ibovespa avançar até um desvio-padrão acima da média de valuation, o potencial de valorização poderia atingir aproximadamente 30%.</p>
<p>Isso significa que o cenário depende de investidores aceitarem pagar múltiplos maiores pelos lucros futuros das empresas.</p>
<p>Para que isso aconteça de forma sustentável, o BTG considera necessária uma combinação de menor risco fiscal, juros mais baixos e perspectivas melhores para os resultados corporativos.</p>
<h2>Bolsa ainda negocia abaixo da média histórica</h2>
<p>O principal argumento para a continuidade da alta está no preço relativo das ações.</p>
<p>Mesmo depois do rali, o conjunto das empresas brasileiras analisadas pelo BTG, excluindo Vale e Petrobras, negociava a 11,1 vezes o lucro esperado nos 12 meses seguintes.</p>
<p>Como esse número representa um desconto de aproximadamente 7%, é possível estimar que a média histórica utilizada como referência pelo banco esteja perto de 11,9 vezes o lucro.</p>
<p>A diferença mostra que a valorização pós-eleitoral não levou o mercado, pelo menos segundo essa métrica, a uma situação de euforia extrema em relação ao seu próprio histórico.</p>
<p>O valuation sozinho, entretanto, não determina a direção da Bolsa.</p>
<p>Uma ação pode permanecer negociada com desconto durante longos períodos se os investidores considerarem elevados os riscos fiscais, políticos ou econômicos. Da mesma forma, uma empresa pode negociar acima de sua média histórica se houver expectativa de forte crescimento dos lucros.</p>
<p>É por isso que o BTG condiciona a nova etapa da valorização ao desenvolvimento do cenário eleitoral e, posteriormente, à <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340427">política</a> econômica.</p>
<h2>Primeiro turno provocou reprecificação excepcional</h2>
<p>O movimento começou depois de Flávio Bolsonaro (PL) terminar o primeiro turno à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).</p>
<p>Flávio recebeu 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula ficou com 45,16%. O resultado contrariou parte das expectativas anteriores à eleição e provocou uma revisão abrupta da percepção dos investidores sobre o cenário para 2027.</p>
<p>Na segunda-feira, o Ibovespa avançou 7,70%, para 206.911,89 pontos, maior alta diária desde 2020 e novo recorde de fechamento.</p>
<p>Em dólares, considerando também a valorização do real, a alta chegou a aproximadamente 12,7%.</p>
<p>O efeito foi ainda mais intenso em determinados setores. Empresas ligadas à <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank"  rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340425">economia</a> doméstica, mercado de capitais, bancos, varejo e construção apresentaram valorizações de dois dígitos.</p>
<p>A B3 (B3SA3) subiu 22,63% naquele pregão, enquanto BTG Pactual (BPAC11) avançou 22,52%. Magazine Luiza (MGLU3) ganhou mais de 24%.</p>
<p>Ao mesmo tempo, o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank"  rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340426">dólar</a> caiu para perto de R$ 5 e as taxas dos contratos futuros de juros desabaram.</p>
<p>O DI para janeiro de 2035, por exemplo, recuou mais de 130 pontos-base na segunda-feira, um movimento de magnitude rara em apenas uma sessão.</p>
<h2>Próximo gatilho serão as pesquisas do segundo turno</h2>
<p>Depois do ajuste inicial, o BTG espera que o comportamento da Bolsa se torne mais dependente das pesquisas eleitorais.</p>
<p>O banco avalia que Flávio entrou no segundo turno em posição favorável, mas ressalta que a eleição permanece aberta e que Lula ainda possui capacidade de recuperação.</p>
<p>Uma das variáveis destacadas são os mais de 33 milhões de eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno.</p>
<p>A disputa por esse contingente, somada aos votos dos candidatos eliminados, poderá alterar a vantagem observada na primeira votação.</p>
<p>Para o BTG, um cenário no qual pesquisas mostrem Flávio abrindo uma vantagem entre quatro e cinco pontos percentuais poderia dar novo impulso aos ativos brasileiros.</p>
<p>Se os levantamentos indicarem uma disputa mais apertada ou recuperação de Lula, a reação poderá ser diferente.</p>
<p>Essa dependência ajuda a explicar por que o banco espera ganhos mais graduais depois do salto inicial.</p>
<h2>Eleição sozinha não sustenta valorização de 30%</h2>
<p>O resultado eleitoral é apenas a primeira etapa da tese.</p>
<p>Para o BTG, uma valorização mais duradoura dependerá da política econômica implementada pelo próximo governo.</p>
<p>Dois pontos aparecem como determinantes: a composição do ministério e a qualidade do pacote de ajuste fiscal.</p>
<p>A lógica é que um programa capaz de reduzir a trajetória da dívida pública e controlar o crescimento das despesas diminuiria o prêmio de risco exigido pelos investidores.</p>
<p>Com menor risco fiscal, as taxas de juros de longo prazo poderiam cair adicionalmente.</p>
<p>Esse movimento beneficiaria a Bolsa por dois canais.</p>
<p>O primeiro é financeiro: taxas menores aumentam o valor presente dos lucros futuros das empresas, permitindo múltiplos mais elevados.</p>
<p>O segundo é econômico: juros menores reduzem custos de financiamento, estimulam consumo e investimento e podem elevar os lucros corporativos.</p>
<p>Sem melhora fiscal, a valorização ocorrida depois da eleição corre o risco de permanecer apenas como uma reprecificação de curto prazo.</p>
<h2>Juros reais já caíram cerca de um ponto percentual</h2>
<p>O mercado começou a antecipar parte desse cenário imediatamente depois do primeiro turno.</p>
<p>Segundo o BTG, as taxas reais de juros de longo prazo recuaram cerca de 100 pontos-base após a votação.</p>
<p>Uma queda de um ponto percentual em juros longos produz efeito relevante sobre empresas domésticas, especialmente aquelas com maior endividamento ou cujos resultados dependem de crédito e atividade econômica.</p>
<p>Construtoras, varejistas, empresas de shopping centers, concessionárias e <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank"  rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340428">negócios</a> ligados ao mercado de capitais estão entre os segmentos que normalmente apresentam maior sensibilidade.</p>
<p>A mudança também afeta a comparação entre Bolsa e renda fixa.</p>
<p>Quando títulos públicos oferecem retornos reais excepcionalmente elevados, investidores exigem um prêmio maior para assumir risco em ações. Se essas taxas diminuem, o retorno exigido da Bolsa também pode cair, elevando os preços que o mercado aceita pagar.</p>
<p>Essa é uma das razões pelas quais a queda dos juros pode permitir expansão de múltiplos mesmo após uma forte valorização inicial.</p>
<h2>Selic poderia cair para 10% a 11% em 2027, diz BTG</h2>
<p>O banco também vê espaço para uma trajetória de juros mais favorável caso o cenário fiscal e as expectativas de inflação melhorem.</p>
<p>A referência do mercado para o fim de 2027 está em torno de 12% ao ano para a Selic. O BTG considera que, em um ambiente de maior confiança fiscal e inflação sob controle, a taxa poderia migrar para uma faixa entre 10% e 11%.</p>
<p>Uma Selic de 10%, no limite inferior dessa faixa, representaria dois pontos percentuais a menos que a projeção utilizada atualmente pelo mercado.</p>
<p>A diferença teria impacto relevante na precificação de praticamente todas as classes de ativos.</p>
<p>O cenário, contudo, não é automático. O Banco Central define a taxa de juros em função da inflação e de suas projeções, e não do desempenho da Bolsa ou do resultado eleitoral.</p>
<p>Para cortes mais intensos, seria necessário que as expectativas de inflação permitissem uma flexibilização monetária sem comprometer a convergência para a meta.</p>
<h2>BTG ainda vê oportunidades depois do rali</h2>
<p>Apesar da valorização expressiva de várias empresas na segunda-feira, o BTG afirma continuar encontrando oportunidades em ações consideradas de qualidade.</p>
<p>Entre os nomes destacados aparecem Lojas Renner (LREN3), C&amp;A (CEAB3) e Assaí (ASAI3) no varejo; XP no mercado de capitais; Motiva (MOTV3) em concessões; Cyrela (CYRE3) e Allos (ALOS3) no setor imobiliário; Localiza (RENT3) em locação de veículos; e Rede D&#8217;Or (RDOR3) em saúde.</p>
<p>Entre as empresas de serviços públicos, o banco menciona Equatorial (EQTL3), Energisa e Sabesp (SBSP3).</p>
<p>A seleção reforça o direcionamento para companhias mais expostas à economia brasileira.</p>
<p>O raciocínio é diferente daquele aplicado às grandes exportadoras. Empresas como Vale e outras companhias com receitas dolarizadas podem se beneficiar menos de uma valorização do real e da redução dos juros domésticos.</p>
<p>Essa diferença também explica por que o BTG exclui Vale e Petrobras de determinados cálculos de valuation usados para analisar a Bolsa doméstica.</p>
<h2>Rali já produziu realização de lucros</h2>
<p>O mercado também mostrou que a trajetória não será linear.</p>
<p>Depois de disparar 7,70% na segunda-feira, o Ibovespa recuou 0,52% na terça, aos 205.835,29 pontos.</p>
<p>A correção foi pequena quando comparada à valorização anterior, mas mostrou que parte dos investidores aproveitou a alta para realizar ganhos.</p>
<p>Banco do Brasil, Vale e Petrobras estiveram entre as pressões da sessão.</p>
<p>Esse tipo de oscilação tende a continuar durante as próximas semanas, principalmente à medida que novas pesquisas eleitorais forem divulgadas, candidatos apresentarem propostas econômicas e alianças políticas forem formalizadas.</p>
<p>O segundo turno será realizado em 25 de outubro.</p>
<p>Até lá, cada pesquisa capaz de alterar a percepção sobre a probabilidade de vitória de Flávio ou Lula poderá provocar ajustes rápidos em ações, dólar e juros.</p>
<h2>Cenário de 30% depende do que acontecer depois da eleição</h2>
<p>O principal cuidado na leitura do relatório do BTG é não transformar uma hipótese de valuation em previsão automática.</p>
<p>O banco vê espaço para uma valorização adicional significativa porque as ações ainda negociam abaixo da média histórica e porque a queda dos juros modifica o preço considerado razoável para os ativos.</p>
<p>Mas a própria análise estabelece condições.</p>
<p>No curto prazo, pesquisas mostrando vantagem mais clara de Flávio poderiam prolongar o chamado trade eleitoral.</p>
<p>Depois da eleição, porém, o mercado passará a exigir informações concretas sobre equipe econômica, política fiscal e capacidade de implementar reformas.</p>
<p>Nesse momento, o nome do vencedor deixa de ser suficiente.</p>
<p>A combinação que poderia sustentar o cenário otimista seria uma redução do risco fiscal acompanhada por queda dos juros, aceleração gradual da atividade e crescimento dos lucros empresariais.</p>
<p>Sem esses elementos, a expansão dos múltiplos projetada pelo BTG pode não ocorrer.</p>
<p>A Bolsa, portanto, continua com espaço de valorização na avaliação do banco, mas os 30% representam o limite de um cenário mais favorável, não uma promessa de retorno.</p>
<p>Aplicada apenas como exercício matemático ao fechamento recorde de segunda-feira, essa valorização levaria o Ibovespa para perto de 269 mil pontos. O verdadeiro teste, porém, não será atingir um número específico: será saber se a reprecificação iniciada depois do primeiro turno poderá ser sustentada por fundamentos econômicos depois de 25 de outubro.</p>
<p><strong>Fontes</strong></p>
<p>BTG Pactual — estratégia para ações brasileiras após o primeiro turno<br />
B3 — desempenho do Ibovespa e ações brasileiras<br />
Banco Central do Brasil — Boletim Focus e política monetária<br />
Tribunal Superior Eleitoral — resultado do primeiro turno das Eleições 2026</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Rali pós-eleição faz multimercados ganharem até 8,15% em um dia</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/multimercados-rali-eleicao-vista-legacy-ibiuna</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Oct 2026 14:07:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Dólar]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições 2026]]></category>
		<category><![CDATA[fundos multimercados]]></category>
		<category><![CDATA[Ibiuna]]></category>
		<category><![CDATA[juros]]></category>
		<category><![CDATA[Legacy Capital]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Vista Hedge]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Gestores que apostaram no chamado "kit Brasil" tiveram ganhos elevados, mas nem todos superam o CDI no ano</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O forte movimento dos ativos brasileiros depois do primeiro turno da eleição presidencial produziu ganhos expressivos para alguns dos principais fundos multimercados do país. O Vista Hedge avançou 8,15% somente na segunda-feira, 5 de outubro, enquanto Legacy Capital e Ibiúna Hedge STH ganharam 4,75% e 4,12%, respectivamente, em um pregão marcado pela disparada da Bolsa, queda do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank"  rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340408">dólar</a> e fechamento acentuado das taxas de juros.</p>
<p>O levantamento, elaborado por Luigi Wis, especialista de investimentos da Crava Capital, reuniu 15 fundos de gestoras relevantes e mostra como diferentes posicionamentos responderam ao chamado “kit Brasil”. Dos fundos analisados, 14 terminaram a segunda-feira no campo positivo. Apenas o Adam Macro registrou perda, de 1,17%.</p>
<p>A fotografia de um único dia, porém, é quase o inverso do desempenho acumulado no ano para alguns gestores. O Vista Hedge, líder disparado do pregão, ainda acumulava queda de 7,41% em 2026. O Adam Macro, único fundo negativo na segunda-feira, seguia na liderança anual da amostra, com ganho de 26,95%.</p>
<p>A diferença evidencia uma característica central dos multimercados: o resultado depende menos de uma classe específica de ativos e mais da combinação de posições montadas pela gestora em Bolsa, juros, moedas, commodities e mercados internacionais.</p>
<p>Na segunda-feira, estar comprado em ações brasileiras, posicionado para a queda dos juros ou para a valorização do real foi particularmente lucrativo. O <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank"  rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340412">Ibovespa</a> disparou 7,70%, aos 206.911,89 pontos, maior alta diária desde 2020, enquanto o dólar caiu 4,12%, para aproximadamente R$ 5. Os juros futuros também recuaram de forma abrupta.</p>
<h2>Vista Hedge ganha 8,15%, mas ainda perde no ano</h2>
<p>O Vista Hedge foi o principal destaque da amostra. O fundo avançou 8,15% em um único pregão, desempenho excepcional mesmo para os padrões dos multimercados macro.</p>
<p>A alta correspondeu a aproximadamente 163 vezes o CDI de segunda-feira, de 0,05%. Essa comparação serve apenas para dimensionar o movimento e não deve ser utilizada como medida direta de eficiência, já que o nível de risco das duas aplicações é completamente diferente.</p>
<p>O próprio perfil do Vista ajuda a explicar a intensidade da oscilação. Trata-se de uma estratégia de volatilidade superior à de boa parte dos fundos presentes no levantamento, o que aumenta tanto o potencial de ganhos quanto o de perdas em períodos de movimentos bruscos dos mercados.</p>
<p>Mesmo depois da valorização de segunda-feira, o Vista Hedge ainda acumulava queda de 7,41% em 2026.</p>
<p>Isso significa que o ganho de um único pregão recuperou uma parcela relevante das perdas anteriores, mas não foi suficiente para levar o fundo ao campo positivo no ano.</p>
<p>A volatilidade também não deve ser interpretada como um limite de quanto um fundo pode ganhar ou perder. Uma volatilidade anualizada de determinada magnitude é uma medida estatística da dispersão dos retornos, e não um teto para a variação anual ou diária.</p>
<h2>Legacy e Ibiúna também capturam o rali</h2>
<p>O Legacy Capital apareceu em segundo lugar na amostra, com valorização de 4,75% na segunda-feira.</p>
<p>Diferentemente do Vista, o fundo também permanecia no campo positivo em 2026, com retorno acumulado de 11,85%, acima dos 10,68% do CDI até 5 de outubro.</p>
<p>A diferença era de 1,17 ponto percentual a favor do Legacy.</p>
<p>O Ibiúna Hedge STH teve o terceiro maior ganho diário, de 4,12%. No ano, porém, acumulava 8,05%, abaixo do CDI.</p>
<p>Absolute Vertex avançou 2,95% no pregão e acumulava 10,12% em 2026, enquanto Occam Retorno Absoluto ganhou 2,80% na segunda-feira e apresentava retorno anual de 6,39%.</p>
<p>O resultado mostra que gestores com exposições diferentes conseguiram capturar partes distintas do movimento brasileiro, inclusive por meio de derivativos.</p>
<h2>Veja o desempenho dos multimercados</h2>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Fundo</th>
<th>Gestora</th>
<th align="right">Retorno em 5/10</th>
<th align="right">Retorno em 2026</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Vista Hedge</td>
<td>Vista</td>
<td align="right">+8,15%</td>
<td align="right">-7,41%</td>
</tr>
<tr>
<td>Legacy Capital</td>
<td>Legacy</td>
<td align="right">+4,75%</td>
<td align="right">+11,85%</td>
</tr>
<tr>
<td>Ibiúna Hedge STH</td>
<td>Ibiúna</td>
<td align="right">+4,12%</td>
<td align="right">+8,05%</td>
</tr>
<tr>
<td>Absolute Vertex</td>
<td>Absolute</td>
<td align="right">+2,95%</td>
<td align="right">+10,12%</td>
</tr>
<tr>
<td>Occam Ret. Abs.</td>
<td>Occam</td>
<td align="right">+2,80%</td>
<td align="right">+6,39%</td>
</tr>
<tr>
<td>Vinland Macro</td>
<td>Vinland</td>
<td align="right">+2,26%</td>
<td align="right">+8,19%</td>
</tr>
<tr>
<td>Verde Master</td>
<td>Verde</td>
<td align="right">+2,25%</td>
<td align="right">+15,43%</td>
</tr>
<tr>
<td>AZ Quest Multi Max</td>
<td>AZ Quest</td>
<td align="right">+2,08%</td>
<td align="right">+10,38%</td>
</tr>
<tr>
<td>Kinea Atlas</td>
<td>Kinea</td>
<td align="right">+2,01%</td>
<td align="right">+11,00%</td>
</tr>
<tr>
<td>Kapitalo Kappa</td>
<td>Kapitalo</td>
<td align="right">+1,15%</td>
<td align="right">+8,76%</td>
</tr>
<tr>
<td>Armor Axe</td>
<td>Armor</td>
<td align="right">+0,76%</td>
<td align="right">+10,23%</td>
</tr>
<tr>
<td>Genoa Radar</td>
<td>Genoa</td>
<td align="right">+0,75%</td>
<td align="right">+14,00%</td>
</tr>
<tr>
<td>Quantitas Mallorca</td>
<td>Quantitas</td>
<td align="right">+0,70%</td>
<td align="right">+9,13%</td>
</tr>
<tr>
<td>SPX Nimitz</td>
<td>SPX</td>
<td align="right">+0,07%</td>
<td align="right">+7,40%</td>
</tr>
<tr>
<td>Adam Macro</td>
<td>Adam</td>
<td align="right">-1,17%</td>
<td align="right">+26,95%</td>
</tr>
<tr>
<td>CDI</td>
<td>—</td>
<td align="right">+0,05%</td>
<td align="right">+10,68%</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Apesar do impacto visual dos ganhos de 8%, 4% ou 3% em apenas um dia, a mediana dos retornos da amostra ficou em 2,08%. A média foi de aproximadamente 2,24%, puxada para cima principalmente pelo desempenho excepcional do Vista.</p>
<p>A dispersão também foi elevada: a distância entre o melhor e o pior resultado do dia chegou a 9,32 pontos percentuais.</p>
<p>Esse intervalo mostra quanto a interpretação do cenário eleitoral e, principalmente, o posicionamento anterior à votação foram determinantes para os resultados.</p>
<h2>Só cinco fundos da amostra superavam o CDI no ano</h2>
<p>Quando a análise é ampliada para 2026, a fotografia muda.</p>
<p>Dos 15 multimercados listados, apenas cinco apresentavam retorno superior aos 10,68% acumulados pelo CDI até 5 de outubro: Adam Macro, Verde Master, Genoa Radar, Legacy Capital e Kinea Atlas.</p>
<p>O Adam liderava com ampla margem, aos 26,95%. O Verde Master acumulava 15,43%, seguido pelo Genoa Radar, com 14%.</p>
<p>Legacy aparecia com 11,85% e Kinea Atlas, com 11%.</p>
<p>Os outros dez fundos estavam abaixo do CDI, incluindo alguns que registraram os maiores ganhos no rali de segunda-feira.</p>
<p>O Ibiúna, por exemplo, ganhou mais de 4% em um dia, mas ainda acumulava apenas 8,05% no ano. Absolute Vertex estava em 10,12%, AZ Quest em 10,38% e Armor Axe em 10,23%, todos ligeiramente abaixo da taxa de referência.</p>
<p>O dado ajuda a evitar uma leitura distorcida: o pregão pós-eleitoral foi extraordinariamente favorável para parte da indústria, mas não resolveu os problemas acumulados durante 2026.</p>
<h2>Adam perde no rali, mas lidera 2026</h2>
<p>O Adam Macro representa o outro extremo.</p>
<p>O fundo caiu 1,17% na segunda-feira, pior resultado da amostra, mas apresentava rentabilidade de 26,95% em 2026, mais que o dobro do CDI acumulado no mesmo período.</p>
<p>Segundo o levantamento, a gestora vinha mantendo uma visão mais negativa em relação aos ativos brasileiros e maior exposição ao dólar e aos mercados americanos.</p>
<p>Esse posicionamento funcionou bem durante outras fases do ano, mas tornou-se desfavorável justamente na sessão em que houve forte valorização simultânea de Bolsa e real e queda dos juros brasileiros.</p>
<p>A diferença em relação ao Vista é ilustrativa.</p>
<p>Enquanto um ganhou 8,15% em um dia e ainda perdia 7,41% no ano, o outro perdeu 1,17% no pregão e acumulava quase 27% em 2026.</p>
<p>Avaliar os dois fundos apenas pela segunda-feira produziria uma conclusão completamente diferente daquela obtida ao observar o horizonte anual.</p>
<h2>Verde combina ganho no dia e desempenho acima do CDI</h2>
<p>O Verde Master ficou em uma posição intermediária.</p>
<p>O fundo ganhou 2,25% na segunda-feira e acumulava 15,43% em 2026, retorno 4,75 pontos percentuais superior ao CDI.</p>
<p>A Verde estava entre as gestoras que vinham utilizando opções para obter exposição ao <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340411">mercado</a> brasileiro durante o período eleitoral.</p>
<p>Esse tipo de instrumento permite montar estruturas em que o gestor limita o capital diretamente exposto e, ao mesmo tempo, mantém participação relevante caso determinado cenário se concretize.</p>
<p>A Ibiúna também havia utilizado derivativos para posicionar suas carteiras.</p>
<p>Essa flexibilidade é uma das principais características dos multimercados macro. Diferentemente de um fundo de ações tradicional, eles podem combinar simultaneamente posições em diferentes mercados e utilizar futuros, opções e outros instrumentos para alterar rapidamente seu perfil de risco.</p>
<h2>Opções ajudaram fundos a entrar na Bolsa antes da eleição</h2>
<p>Antes do primeiro turno, a exposição direta de vários multimercados à Bolsa brasileira permanecia relativamente reduzida.</p>
<p>Parte dos gestores preferiu utilizar opções para construir posições que se beneficiariam de uma valorização do mercado sem comprometer o mesmo volume de capital exigido por uma compra direta de ações.</p>
<p>A estratégia se mostrou especialmente relevante na segunda-feira.</p>
<p>O resultado eleitoral produziu uma mudança abrupta no preço dos ativos brasileiros. Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, à frente de Luiz Inácio Lula da Silva, que recebeu 45,16%.</p>
<p>A reação dos investidores refletiu principalmente uma mudança na percepção sobre a probabilidade de alternância de poder e sobre a possibilidade de uma <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340409">política</a> econômica mais orientada à consolidação fiscal.</p>
<p>A sustentabilidade dessa leitura ainda dependerá das propostas apresentadas durante o segundo turno e, posteriormente, das medidas efetivamente implementadas por quem vencer a eleição.</p>
<p>No mercado, entretanto, o ajuste foi imediato.</p>
<h2>EWZ recebeu fluxo recorde nos Estados Unidos</h2>
<p>A dimensão do movimento também apareceu fora do Brasil.</p>
<p>O EWZ, principal ETF de ações brasileiras negociado nos Estados Unidos, subiu 12,54% na segunda-feira e registrou o maior volume negociado de sua história.</p>
<p>Foram aproximadamente US$ 8,2 bilhões em <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank"  rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340410">negócios</a> durante a sessão, valor que colocou o fundo atrás apenas dos grandes ETFs vinculados ao S&amp;P 500 e ao Nasdaq entre os mais negociados do mercado americano naquele dia.</p>
<p>O fundo também recebeu aproximadamente US$ 700 milhões em novos recursos, maior captação diária desde sua criação.</p>
<p>O movimento reforça a interpretação de que o rali não foi produzido apenas por investidores domésticos. Houve uma entrada rápida de capital estrangeiro buscando exposição ao Brasil depois do resultado eleitoral.</p>
<p>Para os multimercados que possuíam posições compradas em ativos brasileiros, direta ou indiretamente, esse fluxo potencializou os resultados.</p>
<h2>“Kit Brasil” reuniu Bolsa, real e juros</h2>
<p>A expressão “kit Brasil” utilizada pelo mercado resume uma combinação de posições que se valorizam quando melhora a percepção de risco sobre o país.</p>
<p>A principal delas é a compra de ações brasileiras.</p>
<p>Outra é uma posição favorável ao real, que ganha quando o dólar cai.</p>
<p>A terceira é uma aposta na redução das taxas de juros, normalmente implementada por meio de contratos futuros ou títulos de renda fixa.</p>
<p>Na segunda-feira, as três funcionaram simultaneamente.</p>
<p>O Ibovespa ganhou 7,70%, o dólar recuou 4,12% e os contratos de juros registraram fortes quedas ao longo de praticamente toda a curva.</p>
<p>Esse tipo de correlação é especialmente favorável para fundos macro que tenham construído uma visão direcional sobre o Brasil.</p>
<p>Também produz o efeito inverso para gestoras posicionadas em dólar, juros maiores ou queda da Bolsa.</p>
<p>A sessão de segunda-feira funcionou, portanto, como uma espécie de teste concentrado do posicionamento de cada gestor diante das eleições.</p>
<h2>Um dia não define a qualidade do fundo</h2>
<p>O próprio levantamento ressalta que o objetivo não é construir um ranking de qualidade dos gestores.</p>
<p>Um único pregão é insuficiente para avaliar um fundo multimercado.</p>
<p>O resultado pode mostrar quem estava corretamente posicionado para um evento específico, mas não informa sozinho quanto risco foi assumido, quais perdas ocorreram anteriormente ou como a estratégia se comporta em diferentes cenários.</p>
<p>O Vista é novamente o melhor exemplo. Ganhar 8,15% em um dia impressiona, mas o fundo ainda acumulava perda no ano. O Adam perdeu na mesma sessão, porém apresentava o maior retorno de 2026 entre os fundos comparados.</p>
<p>Também existem diferenças importantes de volatilidade entre as estratégias, o que impede uma comparação direta apenas pelos percentuais de retorno.</p>
<p>Fundos mais agressivos podem apresentar ganhos muito superiores em movimentos favoráveis, mas também perdas maiores quando suas posições caminham na direção contrária.</p>
<p>Por isso, retorno deve ser analisado em conjunto com volatilidade, drawdown, consistência, liquidez, estratégia e horizonte de investimento.</p>
<h2>Multimercados tentam recuperar um 2026 difícil</h2>
<p>O rali pós-eleitoral chegou em um momento em que boa parte da indústria vinha enfrentando um ano complexo.</p>
<p>A guerra no Oriente Médio, a disparada do petróleo, mudanças abruptas nos juros internacionais e a volatilidade das moedas alteraram várias das teses utilizadas pelos fundos macro ao longo do ano.</p>
<p>Em março, por exemplo, grandes multimercados haviam sofrido perdas relevantes com a mudança do cenário global, embora algumas casas tenham conseguido manter resultados positivos no acumulado do ano.</p>
<p>Setembro trouxe uma melhora. Antes mesmo do primeiro turno, 155 de 223 fundos multimercados macro pesquisados pela Economatica haviam superado o CDI do mês.</p>
<p>O pregão de 5 de outubro acrescentou um impulso significativo para muitos deles.</p>
<p>Ainda assim, os números da amostra mostram que a recuperação permanece desigual.</p>
<p>Quatorze dos 15 fundos selecionados ganharam na segunda-feira, e nove avançaram mais de 2%. Porém, apenas um terço da amostra — cinco fundos — estava acima do CDI no acumulado de 2026.</p>
<p>O segundo turno, marcado para 25 de outubro, tende a manter esse cenário de elevada sensibilidade.</p>
<p>Para os multimercados, cada mudança nas probabilidades eleitorais pode afetar simultaneamente Bolsa, câmbio e juros. E, como a segunda-feira mostrou, quando esses três mercados se movem juntos, o resultado das posições pode aparecer de forma excepcionalmente rápida.</p>
<p><strong>Fontes</strong></p>
<p>Crava Capital — levantamento de desempenho e posicionamento dos fundos multimercados</p>
<p>Economatica — rentabilidade dos fundos e CDI</p>
<p>Vista Capital — cotas e rentabilidade do Vista Hedge</p>
<p>Gestoras dos fundos analisados — dados de desempenho</p>
<p>B3 — Ibovespa, dólar e mercado de juros em 5 de outubro de 2026</p>
<p>BlackRock/iShares — movimentação do EWZ</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Day trade hoje: Ágora indica BRAV3 para compra e B3SA3 para venda</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/day-trade-compre-brava-energia-brav3-e-venda-b3-b3sa3-para-ganhar-ate-14-hoje-7-segundo-a-agora-money-times</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Oct 2026 13:31:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ações]]></category>
		<category><![CDATA[Ágora Investimentos]]></category>
		<category><![CDATA[B3]]></category>
		<category><![CDATA[B3SA3]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsa]]></category>
		<category><![CDATA[BRAV3]]></category>
		<category><![CDATA[Brava Energia]]></category>
		<category><![CDATA[day trade]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1532975</guid>

					<description><![CDATA[<p>Aprenda sobre estratégias de day trade com Brava Energia e outras ações que podem trazer retorno significativo nesta quarta-feira.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Ágora Investimentos selecionou seis ações para operações de day trade nesta quarta-feira, 7 de outubro, com três recomendações de compra e três de venda. Brava Energia (BRAV3) aparece entre as apostas para valorização, enquanto B3 (B3SA3) está entre os papéis para os quais a corretora espera movimento de queda suficiente para uma operação vendida.</p>
<p>A maior valorização potencial indicada é justamente para BRAV3. A entrada sugerida está em R$ 19,30, com objetivo em R$ 19,58, diferença equivalente a 1,45%. O stop loss foi definido em R$ 19,16, correspondente a uma perda potencial de 0,73% caso a operação seja acionada e o movimento esperado não se confirme.</p>
<p>Na ponta vendida, B3SA3 tem entrada sugerida em R$ 22,63 e objetivo em R$ 22,31. Nesse caso, o investidor busca ganhar com a queda do papel, com potencial bruto de 1,41%. O stop está em R$ 22,81, aproximadamente 0,80% acima do ponto de entrada.</p>
<p>As recomendações são válidas exclusivamente para o pregão desta quarta-feira e ainda dependem de os preços de entrada estabelecidos pela Ágora serem alcançados. Se a ação atingir o objetivo antes de passar pelo ponto de entrada, por exemplo, a orientação é cancelar a operação.</p>
<h2>BRAV3 lidera recomendações de compra</h2>
<p>Brava Energia fechou a terça-feira a R$ 19,25, com valorização de 0,79%. O preço sugerido para entrada nesta quarta, de R$ 19,30, está apenas R$ 0,05 acima desse fechamento.</p>
<p>Caso BRAV3 alcance o objetivo de R$ 19,58 depois de a operação ser acionada, a diferença será de R$ 0,28 por ação. O risco até o stop de R$ 19,16 é de R$ 0,14.</p>
<p>Isso produz uma relação potencial entre ganho e perda de aproximadamente dois para um: para cada R$ 1 colocado em risco entre a entrada e o stop, o objetivo técnico representa cerca de R$ 2 de ganho potencial.</p>
<p>A relação não significa que a operação tenha o dobro de probabilidade de dar certo. Ela apenas compara matematicamente a distância entre entrada, alvo e stop definidos na estratégia.</p>
<p>Além da Brava Energia, Caixa Seguridade (CXSE3) e Klabin (KLBN11) completam as recomendações de compra da Ágora.</p>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Empresa</th>
<th>Ticker</th>
<th align="right">Entrada</th>
<th align="right">Objetivo</th>
<th align="right">Ganho potencial</th>
<th align="right">Stop</th>
<th align="right">Perda até o stop</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Brava Energia</td>
<td>BRAV3</td>
<td align="right">R$ 19,30</td>
<td align="right">R$ 19,58</td>
<td align="right">1,45%</td>
<td align="right">R$ 19,16</td>
<td align="right">-0,73%</td>
</tr>
<tr>
<td>Caixa Seguridade</td>
<td>CXSE3</td>
<td align="right">R$ 20,84</td>
<td align="right">R$ 21,14</td>
<td align="right">1,44%</td>
<td align="right">R$ 20,67</td>
<td align="right">-0,82%</td>
</tr>
<tr>
<td>Klabin</td>
<td>KLBN11</td>
<td align="right">R$ 18,54</td>
<td align="right">R$ 18,80</td>
<td align="right">1,40%</td>
<td align="right">R$ 18,40</td>
<td align="right">-0,76%</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Na Caixa Seguridade, a diferença entre entrada e objetivo é de R$ 0,30 por ação, diante de R$ 0,17 até o stop. A relação entre ganho potencial e risco é de aproximadamente 1,76 para um.</p>
<p>Para Klabin, são R$ 0,26 entre entrada e alvo e R$ 0,14 entre entrada e stop, uma relação próxima de 1,86 para um.</p>
<h2>B3 entra entre as operações de venda</h2>
<p>Entre as recomendações para operações vendidas, B3SA3 chama atenção depois da forte volatilidade registrada desde o primeiro turno das eleições.</p>
<p>As ações da B3 dispararam 22,63% na segunda-feira, 5, fechando a R$ 23,30. Na terça, passaram por realização de lucros e recuaram 2,66%, para R$ 22,68.</p>
<p>Para esta quarta-feira, a Ágora definiu entrada vendida em R$ 22,63, objetivo em R$ 22,31 e stop em R$ 22,81.</p>
<p>A diferença entre entrada e alvo é de R$ 0,32 por ação. Já a distância até o stop é de R$ 0,18, resultando em uma relação aproximada de 1,78 entre ganho potencial e risco.</p>
<p>É importante diferenciar uma recomendação de venda em day trade de uma orientação para o investidor de longo prazo se desfazer das ações da empresa. A operação indicada pela Ágora é técnica, de curtíssimo prazo, e busca aproveitar uma eventual queda do preço durante o pregão desta quarta.</p>
<p>Assaí (ASAI3) e Direcional (DIRR3) completam as indicações de venda.</p>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Empresa</th>
<th>Ticker</th>
<th align="right">Entrada</th>
<th align="right">Objetivo</th>
<th align="right">Ganho potencial</th>
<th align="right">Stop</th>
<th align="right">Perda até o stop</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Assaí</td>
<td>ASAI3</td>
<td align="right">R$ 12,60</td>
<td align="right">R$ 12,43</td>
<td align="right">1,35%</td>
<td align="right">R$ 12,70</td>
<td align="right">-0,79%</td>
</tr>
<tr>
<td>B3</td>
<td>B3SA3</td>
<td align="right">R$ 22,63</td>
<td align="right">R$ 22,31</td>
<td align="right">1,41%</td>
<td align="right">R$ 22,81</td>
<td align="right">-0,80%</td>
</tr>
<tr>
<td>Direcional</td>
<td>DIRR3</td>
<td align="right">R$ 11,34</td>
<td align="right">R$ 11,18</td>
<td align="right">1,41%</td>
<td align="right">R$ 11,43</td>
<td align="right">-0,79%</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>No caso do Assaí, a operação busca uma queda de R$ 0,17 entre entrada e objetivo, com stop R$ 0,10 acima do ponto de entrada.</p>
<p>Na Direcional, são R$ 0,16 de ganho potencial por ação para uma distância de R$ 0,09 até o stop.</p>
<h2>Como funciona a recomendação de venda</h2>
<p>Em uma operação de compra, a lógica é direta: o investidor entra no ativo e busca vendê-lo posteriormente por um preço maior.</p>
<p>Na operação vendida, ocorre o contrário. O objetivo é abrir uma posição que se beneficia da queda da ação e encerrá-la posteriormente em um preço inferior.</p>
<p>Por isso, para B3SA3, a entrada aparece em R$ 22,63 e o objetivo em R$ 22,31. Se o papel cair depois da abertura da posição, a operação avança na direção esperada. Se subir até R$ 22,81, atinge o stop definido pela análise.</p>
<p>O mesmo raciocínio vale para ASAI3 e DIRR3.</p>
<p>As porcentagens divulgadas representam variações brutas entre os níveis de entrada e objetivo. Custos operacionais, emolumentos, tributação, eventuais diferenças de execução e outros fatores podem modificar o resultado efetivamente obtido.</p>
<h2>Stops limitam a perda prevista pela estratégia</h2>
<p>Os seis trades possuem níveis de stop previamente estabelecidos.</p>
<p>Isso faz parte da metodologia porque uma operação de curtíssimo prazo depende de uma hipótese técnica sobre a direção do ativo. Se o preço se movimentar no sentido oposto além de determinado limite, a premissa da entrada pode deixar de ser válida.</p>
<p>No caso da Brava Energia, por exemplo, a entrada só ocorre em R$ 19,30. Depois disso, a queda para R$ 19,16 representa o ponto indicado para encerramento da posição com perda.</p>
<p>Para B3, a lógica é inversa. Como a recomendação é de venda, o stop está acima da entrada: R$ 22,81 contra R$ 22,63.</p>
<p>Os stops apresentados pela Ágora variam entre perdas potenciais de 0,73% e 0,82%, enquanto os objetivos de ganho ficam entre 1,35% e 1,45%.</p>
<p>Essa estrutura faz com que todas as seis operações apresentem ganho potencial superior à perda planejada até o stop.</p>
<h2>Recomendações valem somente para hoje</h2>
<p>As indicações da Ágora são construídas por meio de análise gráfica com foco em movimentos de curtíssimo prazo e não devem ser confundidas com recomendações fundamentalistas para semanas, meses ou anos.</p>
<p>Os preços definidos também funcionam como gatilhos.</p>
<p>Se determinado ativo não atingir a entrada indicada durante o pregão, a operação não é iniciada. Da mesma maneira, se a ação abrir com um gap e atingir diretamente o objetivo antes de passar pelo preço de entrada, a recomendação é cancelada.</p>
<p>Essa característica é particularmente importante em uma semana de elevada volatilidade na Bolsa brasileira, depois das fortes oscilações registradas após o primeiro turno das eleições presidenciais.</p>
<p>B3SA3 é um exemplo claro. Em apenas duas sessões, o papel passou por uma alta de 22,63% seguida de queda de 2,66%. Movimentos dessa magnitude podem fazer com que preços de entrada, objetivos e stops sejam alcançados rapidamente.</p>
<p>Brava Energia, Caixa Seguridade, Klabin, Assaí, B3 e Direcional são, portanto, indicações específicas para a sessão de 7 de outubro. A partir do encerramento do pregão, os níveis deixam de representar as recomendações de day trade divulgadas para esta quarta-feira.</p>
<p>Também não há garantia de que o preço-alvo será atingido. Day trade envolve elevado risco, e o retorno máximo indicado de 1,45% representa apenas a distância entre o ponto de entrada e o objetivo técnico traçado pela corretora.</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>JCCJ11 compra fatia do CJ Faria Lima por R$ 43,8 milhões e estima renda por cota</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/jccj11-compra-fatia-cj-faria-lima</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Daniel Wicker]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Oct 2026 13:17:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Fundos Imobiliários]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[BTG Pactual]]></category>
		<category><![CDATA[CJ Faria Lima]]></category>
		<category><![CDATA[Faria Lima]]></category>
		<category><![CDATA[FIIs]]></category>
		<category><![CDATA[fundos imobiliários]]></category>
		<category><![CDATA[IFIX]]></category>
		<category><![CDATA[JCCJ11]]></category>
		<category><![CDATA[JHSF]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1532954</guid>

					<description><![CDATA[<p>O JHSF Capital Malls (JCCJ11) celebrou um acordo para adquirir 6,12% do centro comercial do CJ Faria Lima. Confira.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O fundo imobiliário JHSF Capital Malls (JCCJ11) fechou a compra de 6,12% do centro comercial do CJ Faria Lima, empreendimento de alto padrão em desenvolvimento em uma das regiões mais valorizadas de São Paulo. A operação soma R$ 43,83 milhões e inclui ainda uma laje corporativa com aproximadamente 294 metros quadrados.</p>
<p>A transação acrescenta ao portfólio do fundo um ativo localizado na esquina da Avenida Brigadeiro Faria Lima com a Rua Leopoldo Couto de Magalhães Júnior, no Itaim Bibi. O complexo está em construção e tem inauguração prevista para 2027.</p>
<p>Até a abertura do empreendimento, o JCCJ11 terá direito a uma renda mínima garantida de aproximadamente R$ 182,4 mil por mês, a partir do pagamento do sinal da aquisição.</p>
<p>Segundo a gestora, esse valor representa uma contribuição bruta estimada de aproximadamente R$ 0,03 por cota, considerando a quantidade de cotas em circulação ao final de agosto de 2026.</p>
<p>A estimativa, porém, não significa que o fundo distribuirá automaticamente R$ 0,03 adicionais todos os meses. A própria administração ressalta que o cálculo representa o potencial de contribuição da operação para o resultado bruto, enquanto a distribuição efetiva depende do desempenho total do fundo, despesas, reservas e demais receitas do período.</p>
<p>Depois da inauguração do CJ Faria Lima, a renda mínima garantida deixa de ser o principal componente econômico da participação e o JCCJ11 passa a receber as receitas provenientes da exploração comercial correspondentes aos 6,12% adquiridos.</p>
<h2>Compra será paga em duas etapas</h2>
<p>Os R$ 43,83 milhões da aquisição não serão desembolsados de uma única vez.</p>
<p>O primeiro pagamento será de R$ 12,52 milhões, realizado após o cumprimento das condições precedentes estabelecidas no contrato. Esse valor funciona como sinal da transação.</p>
<p>A parcela final será de R$ 31,31 milhões e deverá ser paga em 30 de julho de 2027.</p>
<p>As duas parcelas serão corrigidas pelo IPCA entre a assinatura do acordo e as respectivas datas de pagamento.</p>
<p>A estrutura cria um intervalo relevante entre o desembolso inicial e o pagamento da maior parte da aquisição. Cerca de 28,6% do preço será pago inicialmente, enquanto aproximadamente 71,4% ficará para julho de 2027, antes da correção monetária.</p>
<p>O fundo começa, entretanto, a receber a renda mínima garantida depois do pagamento do sinal, o que reduz parcialmente o período em que o capital inicial permanece sem geração de receita.</p>
<p>A renda mensal de R$ 182,4 mil equivale a aproximadamente R$ 2,19 milhões em 12 meses, caso fosse mantida durante um ano completo. Esse cálculo serve apenas para dimensionar a garantia e não representa uma projeção de distribuição aos cotistas.</p>
<h2>CJ Faria Lima reforça aposta em imóveis de alto padrão</h2>
<p>A aquisição segue a estratégia do JCCJ11 de concentrar investimentos em empreendimentos de alto padrão ligados ao ecossistema imobiliário desenvolvido pela JHSF.</p>
<p>Com a conclusão da nova operação, o fundo terá exposição a quatro ativos relevantes desse portfólio.</p>
<p>Além dos 6,12% do centro comercial do CJ Faria Lima, o JCCJ11 terá participação de 25% no Shopping Cidade Jardim, 45% no CJ Jardins e 10% no Catarina Fashion Outlet.</p>
<p>A concentração nesse tipo de imóvel diferencia o fundo de FIIs de shopping mais diversificados geograficamente ou voltados ao consumo de massa.</p>
<p>A tese está associada principalmente a empreendimentos localizados em regiões de renda elevada, com presença de marcas premium e público consumidor de maior poder aquisitivo.</p>
<p>No caso do CJ Faria Lima, a localização representa uma parte central da estratégia.</p>
<p>O empreendimento está sendo desenvolvido no principal eixo corporativo de São Paulo, região que concentra sedes de bancos, gestoras de investimentos, escritórios de advocacia, <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340398">empresas</a> de tecnologia e companhias nacionais e internacionais.</p>
<h2>Novo empreendimento terá comércio, gastronomia e serviços</h2>
<p>O CJ Faria Lima foi concebido como um complexo multiuso.</p>
<p>O centro comercial deverá reunir varejo, gastronomia, entretenimento, bem-estar e serviços, aproveitando tanto o público que trabalha na região quanto moradores e visitantes.</p>
<p>A JHSF vem apresentando o projeto como uma das principais expansões de seu segmento de shoppings.</p>
<p>Informações corporativas da companhia indicam que o CJ Shops Faria Lima permanece em desenvolvimento, com abertura prevista para 2027.</p>
<p>A área do projeto de shopping em execução é estimada em aproximadamente 13,3 mil metros quadrados de ABL, embora a própria companhia ressalte que números de empreendimentos ainda em desenvolvimento podem sofrer alterações.</p>
<p>A compra de 6,12% pelo JCCJ11 ocorre, portanto, antes da inauguração e antes que seja possível medir o desempenho operacional efetivo do centro comercial.</p>
<p>É justamente por isso que a renda mínima garantida ganha importância durante a fase de construção.</p>
<h2>Renda mínima reduz risco antes da inauguração</h2>
<p>Em empreendimentos ainda em desenvolvimento, um fundo imobiliário normalmente enfrenta um intervalo entre o investimento e a geração plena de receitas operacionais.</p>
<p>No caso do CJ Faria Lima, essa lacuna será parcialmente compensada pela renda mínima garantida de R$ 182.415,95 por mês.</p>
<p>O mecanismo oferece previsibilidade temporária de receita até a inauguração.</p>
<p>Isso não elimina os riscos da operação.</p>
<p>O valor da aquisição será atualizado pelo IPCA, o cronograma da obra poderá afetar o momento de início da operação comercial e, depois da abertura, o desempenho dependerá de fatores como ocupação, vendas dos lojistas, valor dos aluguéis e custos do empreendimento.</p>
<p>A renda futura também poderá ser superior ou inferior à garantia recebida durante o período de desenvolvimento.</p>
<p>Por isso, a estimativa de R$ 0,03 por cota deve ser entendida como contribuição bruta calculada para a fase anterior à inauguração, e não como um novo patamar permanente de dividendos.</p>
<h2>Quanto representa o R$ 0,03 por cota</h2>
<p>O valor parece pequeno isoladamente, mas permite dimensionar o efeito esperado da aquisição sobre o resultado do fundo.</p>
<p>Se a renda mínima de aproximadamente R$ 182,4 mil mensais corresponder a uma contribuição bruta de R$ 0,03 por cota, o cálculo implica uma base próxima de 6,08 milhões de cotas considerada pela gestora.</p>
<p>A relação é apenas matemática e utiliza os valores divulgados no fato relevante.</p>
<p>Além disso, os R$ 0,03 são uma estimativa bruta. O rendimento efetivamente distribuído pelo fundo depende de todo o resultado do portfólio.</p>
<p>O JCCJ11 pagou recentemente rendimento de R$ 1,77 por cota. Comparativamente, uma contribuição bruta de R$ 0,03 representaria algo próximo de 1,7% desse valor mensal.</p>
<p>A aquisição, portanto, não transforma sozinha a capacidade de distribuição do fundo, mas acrescenta uma nova fonte de receita e exposição a um empreendimento que ainda entrará em operação.</p>
<h2>Faria Lima atravessa período de aluguéis elevados</h2>
<p>O momento da aquisição também chama atenção pelo comportamento do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340399">mercado</a> imobiliário corporativo da região.</p>
<p>A Faria Lima permanece entre os endereços mais caros e disputados do mercado de escritórios brasileiro, especialmente em edifícios classificados como de alto padrão.</p>
<p>A escassez relativa de espaços de qualidade em determinados trechos e a concentração de empresas do mercado financeiro e de serviços profissionais têm sustentado valores elevados de locação.</p>
<p>Embora o ativo adquirido pelo JCCJ11 seja predominantemente uma participação no centro comercial, essa dinâmica reforça a atratividade econômica da localização.</p>
<p>A tese do empreendimento depende de transformar o fluxo de trabalhadores, moradores e visitantes de uma das regiões mais valorizadas da cidade em consumo de varejo, gastronomia e serviços.</p>
<p>A laje de aproximadamente 294 metros quadrados incluída na operação acrescenta ainda exposição direta ao componente corporativo do complexo.</p>
<h2>IFIX dispara 2,26% após primeiro turno</h2>
<p>O anúncio ocorre depois de uma sessão excepcionalmente positiva para os fundos imobiliários.</p>
<p>O IFIX encerrou terça-feira, 6 de outubro, aos 3.908,78 pontos, alta de 2,26%. Foi uma valorização de aproximadamente 86 pontos em um único pregão.</p>
<p>O movimento acompanhou a forte reprecificação dos ativos brasileiros após o primeiro turno das eleições presidenciais.</p>
<p>Fundos imobiliários são particularmente sensíveis às mudanças na curva de juros porque competem diretamente com aplicações de renda fixa e porque taxas menores aumentam, em geral, o valor presente dos fluxos futuros gerados pelos imóveis.</p>
<p>Quando os juros de longo prazo recuam, investidores podem aceitar dividend yields menores para deter cotas de FIIs, o que tende a pressionar os preços para cima.</p>
<p>O efeito foi disseminado na terça-feira. Apenas três dos fundos acompanhados no levantamento do pregão encerraram o dia no campo negativo.</p>
<h2>TGAR11 subiu mais de 10%</h2>
<p>Entre as maiores altas da sessão, o TG Ativo Real (TGAR11) avançou 10,68%, encerrando a R$ 48,49.</p>
<p>O Banestes Recebíveis Imobiliários (BCRI11) subiu 7,33%, para R$ 56,94, enquanto o ARRI11 ganhou 6,52%, a R$ 4,74.</p>
<p>O URPR11 avançou 6,22%, para R$ 21, e o VILG11 registrou alta de 5,75%, encerrando a R$ 100,49.</p>
<p>A amplitude dos ganhos mostra que a valorização não ficou restrita a uma única categoria de fundos.</p>
<p>Na ponta negativa, as quedas foram pequenas. JSRE11 recuou 0,49%, KNUQ11 perdeu 0,17% e LIFE11 cedeu 0,14%.</p>
<p>O movimento veio depois de um período difícil para os FIIs. Em setembro, o IFIX havia acumulado queda de 0,20%, pressionado principalmente pelo nível elevado dos juros e pelas incertezas macroeconômicas.</p>
<h2>Juros continuam decisivos para os fundos imobiliários</h2>
<p>Apesar da forte valorização de terça-feira, a trajetória do IFIX continuará diretamente ligada ao comportamento dos juros.</p>
<p>Nesta quarta-feira, as taxas intermediárias e longas do Tesouro Direto voltaram a subir depois do forte fechamento registrado nos primeiros pregões após a eleição.</p>
<p>Uma alta persistente das taxas pode limitar a valorização dos fundos porque aumenta novamente a competição com títulos públicos e outros investimentos de renda fixa.</p>
<p>Por outro lado, a manutenção de uma curva de juros abaixo dos níveis anteriores ao primeiro turno pode sustentar uma reprecificação dos FIIs, especialmente daqueles com ativos de qualidade e receitas consideradas previsíveis.</p>
<p>Para o JCCJ11, o cenário combina esse fator macroeconômico com uma mudança concreta no portfólio.</p>
<p>O fundo compromete R$ 43,83 milhões para adquirir uma participação minoritária em um empreendimento ainda em construção, recebe uma garantia mensal durante o desenvolvimento e passa a participar das receitas comerciais após a inauguração.</p>
<p>A operação aumenta sua exposição justamente ao segmento em que a gestora concentra sua estratégia: ativos imobiliários de alto padrão.</p>
<p>O impacto definitivo para o cotista dependerá do desempenho do CJ Faria Lima depois da abertura em 2027. Até lá, a referência mais objetiva é a renda mínima garantida de R$ 182,4 mil mensais e sua contribuição bruta estimada em aproximadamente R$ 0,03 por cota.</p>
<p><strong>Fontes</strong></p>
<p>JHSF Capital Malls — fato relevante de 6 de outubro de 2026</p>
<p>BTG Pactual Serviços Financeiros — administração do JCCJ11</p>
<p>JHSF Participações — informações sobre o CJ Faria Lima e portfólio de shoppings</p>
<p>B3 — dados do IFIX e mercado de fundos imobiliários</p>
<p>Comissão de Valores Mobiliários — documentos regulatórios do JCCJ11</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>BB indica 8 fundos imobiliários para outubro com dividend yield de até 13,81%</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/bb-fundos-imobiliarios-outubro-dividend-yield</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Daniel Wicker]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Oct 2026 19:32:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Fundos Imobiliários]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[BB Investimentos]]></category>
		<category><![CDATA[dividendos]]></category>
		<category><![CDATA[FIIs]]></category>
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		<category><![CDATA[IFIX]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[MXRF11]]></category>
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		<category><![CDATA[XPCI11]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Fundos imobiliários recomendados pelo BB Investimentos para outubro oferecem dividend yield anualizado de até 13,81%; veja a carteira.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O BB Investimentos decidiu manter sem alterações sua carteira recomendada de fundos imobiliários para outubro. A seleção continua formada por oito FIIs, todos com peso de 12,5%, em uma estratégia voltada à geração de renda e que combina fundos de recebíveis, <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/agronegocio" target="_blank"  rel="noopener" title="Agronegócio" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340383">agronegócio</a>, shopping, ativos híbridos e uma posição multiestratégia.</p>
<p>A carteira registrou alta de 0,01% em setembro, enquanto o IFIX, principal índice de fundos imobiliários da B3, recuou 0,20%. A diferença foi pequena em um único mês, de 0,21 ponto percentual, mas aumenta quando o período analisado é ampliado.</p>
<p>No acumulado de 2026 até setembro, a carteira do BB avançou 1,28%, contra queda de 0,54% do IFIX. A vantagem chegou, portanto, a 1,82 ponto percentual. Em 12 meses, o portfólio acumulou valorização de 6,09%, enquanto o índice ganhou 4,61%, diferença positiva de 1,48 ponto percentual.</p>
<p>Na distribuição de rendimentos, o dividend yield anualizado da carteira chegou a 12,61% em setembro, ante 12,53% do IFIX. O número não significa que todos os fundos recomendados paguem exatamente esse percentual nem representa uma promessa de rentabilidade futura. Trata-se do yield anualizado da carteira calculado pelo BB a partir das distribuições observadas.</p>
<p>Entre os oito FIIs selecionados, o maior dividend yield acumulado em 12 meses pertence ao Riza Terrax (RZTR11), com 13,81%. Na outra ponta está o XP Malls (XPML11), com 11,08%. A diferença entre os dois é de 2,73 pontos percentuais.</p>
<p>A média simples dos dividend yields de 12 meses dos oito fundos fica em aproximadamente 12,51%, muito próxima do rendimento anualizado apresentado pelo portfólio, embora sejam métricas calculadas de maneira diferente.</p>
<h2>Quais fundos imobiliários o BB recomenda para outubro</h2>
<p>A carteira permanece exatamente igual à do mês anterior. Cada fundo responde por 12,5% do portfólio, o que evita uma concentração maior em um único ativo.</p>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Fundo</th>
<th>Segmento</th>
<th>Peso</th>
<th>Dividend yield em 12 meses</th>
</tr>
<tr>
<td>RZTR11</td>
<td>Agronegócio</td>
<td>12,5%</td>
<td>13,81%</td>
</tr>
<tr>
<td>GARE11</td>
<td>Híbrido</td>
<td>12,5%</td>
<td>11,84%</td>
</tr>
<tr>
<td>KNHF11</td>
<td>Multiestratégia</td>
<td>12,5%</td>
<td>12,99%</td>
</tr>
<tr>
<td>HGCR11</td>
<td>Recebíveis</td>
<td>12,5%</td>
<td>12,39%</td>
</tr>
<tr>
<td>KNIP11</td>
<td>Recebíveis</td>
<td>12,5%</td>
<td>11,33%</td>
</tr>
<tr>
<td>MXRF11</td>
<td>Recebíveis</td>
<td>12,5%</td>
<td>13,03%</td>
</tr>
<tr>
<td>XPCI11</td>
<td>Recebíveis</td>
<td>12,5%</td>
<td>13,57%</td>
</tr>
<tr>
<td>XPML11</td>
<td>Shopping</td>
<td>12,5%</td>
<td>11,08%</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Cinco dos oito fundos apresentam dividend yield de 12 meses superior a 12%. Além do RZTR11, aparecem nessa faixa XPCI11, com 13,57%, MXRF11, com 13,03%, KNHF11, com 12,99%, e HGCR11, com 12,39%.</p>
<p>Os outros três são GARE11, com 11,84%, KNIP11, com 11,33%, e XPML11, com 11,08%.</p>
<p>Metade da carteira é composta por fundos classificados pelo BB como de recebíveis: HGCR11, KNIP11, MXRF11 e XPCI11. Somados, eles representam 50% do portfólio. Os outros 50% estão divididos igualmente entre RZTR11, GARE11, KNHF11 e XPML11.</p>
<p>A composição ajuda a entender a postura adotada pelo banco. Em vez de buscar exclusivamente os FIIs que oferecem os maiores rendimentos do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340381">mercado</a>, a estratégia privilegia veículos considerados mais maduros e com ativos ou estruturas de crédito que, na avaliação dos analistas, oferecem maior previsibilidade.</p>
<h2>BB destaca XPCI11 e HGCR11</h2>
<p>Entre os fundos de recebíveis, o BB chama atenção principalmente para XPCI11 e HGCR11.</p>
<p>O XPCI11 possuía operações classificadas como high grade, ou seja, com perfil de crédito considerado de melhor qualidade, indexadas principalmente ao IPCA. O fundo negociava no fim de agosto com desconto de aproximadamente 10%, segundo o relatório, enquanto o desconto médio observado no segmento estava ao redor de 6%.</p>
<p>Outra característica destacada pelos analistas é a maior linearidade dos dividendos. Em fundos de recebíveis vinculados à inflação, distribuições mensais podem oscilar conforme a variação dos índices utilizados para corrigir os títulos da carteira. Uma estrutura capaz de reduzir essas oscilações pode tornar o fluxo de rendimentos mais previsível para o cotista.</p>
<p>O XPCI11 apresentou retorno de 1,68% em setembro, o melhor resultado entre os oito integrantes da carteira de renda do BB. Seu dividend yield de 12 meses estava em 13,57%, o segundo maior da seleção.</p>
<p>O HGCR11 também recebeu destaque pela combinação de ativos indexados ao IPCA e ao CDI. O fundo avançou 0,58% em setembro e apresentava dividend yield de 12,39% em 12 meses.</p>
<p>A gestão também havia reforçado uma indicação de distribuição de aproximadamente R$ 1 por cota no trimestre, fator considerado pelo BB na manutenção do fundo dentro do portfólio.</p>
<h2>KNHF11 e GARE11 tiveram desempenho positivo</h2>
<p>O KNHF11, fundo multiestratégia da Kinea, avançou 1,04% em setembro. O movimento recuperou parte das perdas observadas anteriormente e colocou o fundo entre os melhores desempenhos mensais da carteira.</p>
<p>Seu dividend yield acumulado em 12 meses ficou em 12,99%, terceiro maior entre os oito ativos selecionados.</p>
<p>O GARE11 também permaneceu entre as escolhas. O fundo subiu 0,73% em setembro e apresentava DY de 11,84% em 12 meses.</p>
<p>A tese do BB para o GARE11 está ligada principalmente à aquisição de ativos considerados estratégicos, alugados por períodos prolongados a <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340382">empresas</a> consolidadas. Contratos mais longos podem aumentar a previsibilidade de receitas, embora não eliminem riscos relacionados aos locatários, à qualidade dos imóveis ou às condições do mercado.</p>
<h2>KNIP11 foi o maior detrator em setembro</h2>
<p>Na ponta negativa, o KNIP11 teve o pior desempenho da carteira no mês, com queda de 1,59%.</p>
<p>Apesar do recuo, o BB decidiu manter o fundo. O relatório aponta que a carteira continua concentrada em ativos considerados de melhor qualidade de crédito, mesmo que essa característica possa resultar em remuneração menor no curto prazo.</p>
<p>O fundo negociava a aproximadamente 0,96 vez seu valor patrimonial no fechamento de setembro. Uma relação P/VP inferior a 1 indica que a cota está sendo negociada abaixo do valor patrimonial por cota, embora esse desconto, isoladamente, não determine se o investimento está barato ou se apresentará valorização.</p>
<p>O banco também avalia que leituras mais baixas de inflação podem pressionar temporariamente os rendimentos de fundos com maior exposição a títulos indexados ao IPCA.</p>
<p>RZTR11 caiu 1,04% em setembro e XPML11 recuou 1,20%. Mesmo assim, ambos foram preservados na seleção de outubro.</p>
<h2>RZTR11 tem o maior dividend yield da carteira</h2>
<p>O Riza Terrax lidera a lista quando o critério é dividend yield em 12 meses, com 13,81%.</p>
<p>O fundo investe principalmente em propriedades agrícolas e utiliza estratégias que incluem aquisição e arrendamento de terras, operações de sale and leaseback e compra de propriedades com potencial de valorização para posterior venda.</p>
<p>O portfólio reunia 24 propriedades rurais, totalizando aproximadamente 80 mil hectares. O BB avalia que essa combinação permite ao fundo gerar renda recorrente por meio dos arrendamentos e, em determinadas situações, obter ganhos adicionais com a valorização e venda das terras.</p>
<p>O fundo, entretanto, também enfrenta riscos específicos. Uma inadimplência envolvendo a Fazenda Bom Jardim levou ao distrato de uma operação e reduziu a perspectiva de distribuição de dividendos nos meses seguintes.</p>
<p>A gestão passou a trabalhar com uma faixa esperada de aproximadamente R$ 0,80 a R$ 1 por cota para as distribuições seguintes. Mesmo com essa redução, o yield de 12 meses permanece como o mais elevado entre os fundos da carteira recomendada pelo BB.</p>
<p>Esse exemplo reforça uma distinção importante: dividend yield passado não deve ser interpretado como previsão do rendimento que será pago nos próximos 12 meses.</p>
<h2>IFIX acumula cinco meses consecutivos de queda</h2>
<p>A manutenção da carteira ocorre em um momento de pressão sobre o mercado de fundos imobiliários.</p>
<p>O IFIX caiu 0,20% em setembro, completando o quinto mês consecutivo no campo negativo. No acumulado de 2026 até o fechamento daquele mês, o índice registrava queda de aproximadamente 0,54%, embora ainda acumulasse valorização de 4,61% em 12 meses.</p>
<p>Segundo o BB, foi apenas a segunda vez desde a criação do IFIX, em 2011, que o índice terminou cinco meses consecutivos em queda.</p>
<p>O banco observa, no entanto, que o indicador de preço sobre valor patrimonial do IFIX continuava abaixo de um desvio-padrão de sua média dos últimos cinco anos. Na avaliação dos analistas, esse nível pode indicar uma janela de oportunidade para determinados fundos.</p>
<p>A conclusão não significa que todo o setor esteja barato ou que uma recuperação seja inevitável. Fundos imobiliários respondem a fatores como juros, inflação, qualidade dos ativos, inadimplência, vacância, condições dos contratos e valor das cotas no mercado secundário.</p>
<p>A queda dos juros futuros tende a favorecer parte dos FIIs de tijolo porque reduz a taxa de desconto utilizada na avaliação dos ativos e diminui a concorrência relativa da renda fixa. Já fundos de recebíveis podem reagir de maneira diferente, dependendo principalmente dos indexadores presentes em seus CRIs.</p>
<h2>Carteira privilegia qualidade em vez de buscar apenas o maior yield</h2>
<p>O BB afirma manter uma postura cautelosa para o segundo semestre de 2026, priorizando fundos classificados pelos analistas como top players.</p>
<p>Nos fundos de papel, a preferência está em estruturas com risco de crédito considerado menor. Nos FIIs de tijolo, a estratégia busca carteiras imobiliárias diversificadas e contratos considerados bem estruturados.</p>
<p>Essa abordagem explica por que a seleção não reúne necessariamente os fundos que apresentam os maiores dividend yields da indústria.</p>
<p>No próprio IFIX existem FIIs com yields superiores aos encontrados na carteira do BB. O banco, porém, procura equilibrar geração de renda, risco de crédito, qualidade dos imóveis, diversificação e potencial de preservação de capital.</p>
<p>A diferença fica evidente na amplitude relativamente pequena dos rendimentos entre os oito selecionados. O maior DY de 12 meses é de 13,81% e o menor, de 11,08%. Mesmo com estratégias bastante diferentes, todos os fundos permanecem dentro de uma faixa inferior a três pontos percentuais.</p>
<p>O portfólio também não faz apostas maiores em determinados nomes: os oito ativos recebem exatamente o mesmo peso de 12,5%.</p>
<p>Para outubro, portanto, o BB preferiu não modificar uma carteira que vinha superando o IFIX. A seleção avançou 0,01% em setembro diante de queda de 0,20% do índice e mantém vantagem tanto no acumulado do ano quanto em 12 meses.</p>
<p>O dividend yield anualizado de 12,61% é outro componente dessa estratégia de renda, mas deve ser interpretado como indicador de distribuição e não como retorno garantido. O resultado total do investidor dependerá também da valorização ou desvalorização das cotas, dos dividendos futuros e das condições de cada fundo.</p>
<p><strong>Fontes</strong></p>
<p>BB Investimentos — Carteiras de Fundos Imobiliários, outubro de 2026<br />
BB Investimentos/InvesTalk — Carteira de Fundos Imobiliários de outubro de 2026<br />
B3 — Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários (IFIX)<br />
Economatica — dados de mercado utilizados pelo BB Investimentos<br />
Relatórios gerenciais e informações das gestoras dos FIIs selecionados</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Safra troca Cury por B3 e indica 10 ações com dividend yield de até 12,1%</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/safra-carteira-dividendos-outubro-b3-acoes</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Oct 2026 14:21:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[B3]]></category>
		<category><![CDATA[B3SA3]]></category>
		<category><![CDATA[Banco Safra]]></category>
		<category><![CDATA[Bradsaúde]]></category>
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		<category><![CDATA[SAUD3]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Safra fez apenas uma mudança em sua carteira recomendada de dividendos para outubro. A corretora retirou as ações da Cury (CURY3) e incluiu B3 (B3SA3), mantendo os outros nove papéis que já integravam a seleção. O portfólio segue dividido igualmente entre dez empresas, com peso de 10% para cada ação e dividend yield médio [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Safra fez apenas uma mudança em sua carteira recomendada de dividendos para outubro. A corretora retirou as ações da Cury (CURY3) e incluiu B3 (B3SA3), mantendo os outros nove papéis que já integravam a seleção. O portfólio segue dividido igualmente entre dez <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340349">empresas</a>, com peso de 10% para cada ação e dividend yield médio projetado de aproximadamente 8,2%.</p>
<p>A maior estimativa individual pertence à Allos (ALOS3), com dividend yield de 12,1%. Petrobras (PETR4) aparece em seguida, com 10,2%, enquanto Taesa (TAEE11) tem projeção de 9,4%. Itaúsa (ITSA4), Vale (VALE3) e CPFL Energia (CPFE3) também aparecem entre as ações com yields mais elevados da seleção, com estimativas de 8,6%, 8,0% e 7,7%, respectivamente.</p>
<p>A carteira é completada por B3, com projeção de 7,2%, Caixa Seguridade (CXSE3), com 6,7%, Bradsaúde (SAUD3), com 6,2%, e Copel (CPLE3), com 5,5%. Os percentuais representam estimativas utilizadas pelo Safra na construção do portfólio e não devem ser interpretados como rentabilidade garantida. O retorno efetivo dependerá tanto dos proventos distribuídos pelas companhias quanto da variação das ações na Bolsa.</p>
<p>A composição distribui a exposição por diferentes setores. B3, Caixa Seguridade e Itaúsa representam 30% do portfólio, enquanto Taesa, CPFL Energia e Copel somam outros 30% em energia elétrica. A Bradsaúde acrescenta exposição ao setor de saúde, enquanto Petrobras, Vale e Allos completam a carteira com <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank"  rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340345">negócios</a> ligados a petróleo, mineração e shopping centers.</p>
<h2>B3 entra no lugar da Cury</h2>
<p>A principal novidade de outubro está na inclusão da B3. Segundo o Safra, as ações da operadora da Bolsa brasileira negociavam com desconto em relação ao múltiplo médio dos últimos cinco anos na data de elaboração da carteira. A instituição também espera uma aceleração da atividade do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340348">mercado</a> no quarto trimestre, comportamento que historicamente tende a favorecer a geração de receitas da companhia.</p>
<p>O Safra estima dividend yield de 7,2% para B3SA3 na carteira atual e aponta um carrego de aproximadamente 7,8% para 2027. A recomendação foi preparada considerando o preço de R$ 18,34 por ação no fechamento de 30 de setembro, referência utilizada na composição divulgada pelo banco.</p>
<p>Esse ponto é importante porque o dividend yield é uma relação entre o valor esperado dos proventos e o preço da ação. Se a cotação sobe de maneira relevante e a projeção de dividendos permanece a mesma, o yield implícito para quem compra a ação posteriormente tende a diminuir. Da mesma forma, uma eventual queda do papel aumenta essa relação, sem que isso signifique necessariamente melhora dos fundamentos da companhia.</p>
<p>A saída da Cury teve justificativa diferente. O Safra apontou ausência de catalisadores mais claros no curto prazo e um ambiente mais desafiador para o segmento de construção voltado à baixa renda, especialmente diante do orçamento comprometido das famílias. O banco, entretanto, afirmou continuar gostando da tese da companhia, indicando que a exclusão da carteira representa uma decisão de alocação para o período e não necessariamente uma mudança estrutural de visão sobre a empresa.</p>
<p>A troca modifica apenas 10% da carteira. Sai uma incorporadora mais dependente das condições de crédito e renda das famílias e entra a empresa responsável pela principal infraestrutura do mercado de capitais brasileiro.</p>
<h2>Allos lidera projeção de dividend yield</h2>
<p>Entre as dez ações selecionadas, a Allos ocupa a primeira posição em dividend yield projetado, com 12,1%. A companhia de shopping centers é seguida pela Petrobras, com 10,2%, e pela Taesa, com 9,4%.</p>
<p>A Itaúsa aparece na sequência, com yield estimado de 8,6%, enquanto a Vale tem projeção de 8,0%. A CPFL Energia apresenta 7,7%, seguida pela B3, com 7,2%, Caixa Seguridade, com 6,7%, Bradsaúde, com 6,2%, e Copel, com 5,5%.</p>
<p>A diferença entre a maior e a menor projeção da carteira é de 6,6 pontos percentuais. Isso mostra que a seleção não foi construída simplesmente com as ações que oferecem os maiores yields estimados. Empresas com percentuais menores permanecem no portfólio porque a análise também considera elementos como qualidade dos negócios, geração de caixa, previsibilidade dos resultados, valuation e diversificação.</p>
<p>A própria Bradsaúde é um exemplo dessa diversificação. Negociada sob o código SAUD3, a companhia surgiu da combinação dos negócios da Odontoprev com a Bradesco Saúde e reúne operações voltadas ao ecossistema de saúde. Sua presença na carteira, portanto, deve ser classificada como exposição ao setor de saúde, e não aos serviços financeiros.</p>
<p>A empresa reúne negócios de saúde suplementar, odontologia e serviços relacionados ao atendimento e à gestão de saúde, ampliando a diversificação setorial da seleção do Safra.</p>
<h2>Carteira de dividendos do Safra para outubro</h2>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Código</th>
<th>Companhia</th>
<th>Preço de referência</th>
<th>Peso</th>
<th>Dividend yield</th>
</tr>
<tr>
<td>B3SA3</td>
<td>B3</td>
<td>R$ 18,34</td>
<td>10%</td>
<td>7,2%</td>
</tr>
<tr>
<td>PETR4</td>
<td>Petrobras</td>
<td>R$ 49,12</td>
<td>10%</td>
<td>10,2%</td>
</tr>
<tr>
<td>SAUD3</td>
<td>Bradsaúde</td>
<td>R$ 13,35</td>
<td>10%</td>
<td>6,2%</td>
</tr>
<tr>
<td>CXSE3</td>
<td>Caixa Seguridade</td>
<td>R$ 19,88</td>
<td>10%</td>
<td>6,7%</td>
</tr>
<tr>
<td>ITSA4</td>
<td>Itaúsa</td>
<td>R$ 14,60</td>
<td>10%</td>
<td>8,6%</td>
</tr>
<tr>
<td>ALOS3</td>
<td>Allos</td>
<td>R$ 29,49</td>
<td>10%</td>
<td>12,1%</td>
</tr>
<tr>
<td>VALE3</td>
<td>Vale</td>
<td>R$ 69,91</td>
<td>10%</td>
<td>8,0%</td>
</tr>
<tr>
<td>TAEE11</td>
<td>Taesa</td>
<td>R$ 41,81</td>
<td>10%</td>
<td>9,4%</td>
</tr>
<tr>
<td>CPFE3</td>
<td>CPFL Energia</td>
<td>R$ 45,51</td>
<td>10%</td>
<td>7,7%</td>
</tr>
<tr>
<td>CPLE3</td>
<td>Copel</td>
<td>R$ 16,00</td>
<td>10%</td>
<td>5,5%</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Os preços utilizados pelo Safra correspondem ao fechamento de 30 de setembro. Como as cotações variam diariamente, o dividend yield disponível para quem compra os papéis posteriormente também muda conforme o preço pago pelas ações.</p>
<p>A tabela também evidencia o equilíbrio de pesos escolhido pelo banco. Cada empresa responde por exatamente 10% do portfólio, impedindo que um único papel determine sozinho o desempenho da estratégia.</p>
<h2>Bradsaúde amplia exposição da carteira ao setor de saúde</h2>
<p>A Bradsaúde merece uma distinção em relação aos demais nomes financeiros presentes na seleção. Embora tenha origem relacionada ao Grupo Bradesco, SAUD3 é uma companhia do setor de saúde e não deve ser classificada como banco ou empresa de serviços financeiros.</p>
<p>A estrutura atual resulta da combinação dos negócios da Odontoprev com a Bradesco Saúde, formando uma plataforma que reúne diferentes operações do ecossistema de saúde. A reorganização colocou sob a Bradsaúde negócios ligados a planos de saúde, odontologia, serviços médicos, hospitais, diagnósticos e outras atividades relacionadas ao setor.</p>
<p>Na carteira do Safra, o papel foi incluído com preço de referência de R$ 13,35 e dividend yield projetado de 6,2%. Como todas as demais posições, possui peso de 10%.</p>
<p>A presença de SAUD3 acrescenta uma fonte de receitas com dinâmica diferente daquelas encontradas em bancos, empresas de energia, commodities ou shopping centers, contribuindo para diminuir a dependência da carteira em relação a um único segmento da <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank"  rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340347">economia</a>.</p>
<h2>Carteira ficou abaixo do Ibovespa em setembro, mas supera índices no ano</h2>
<p>O desempenho recente traz uma leitura diferente dependendo do período utilizado. Em setembro, a carteira de dividendos do Safra avançou 2,30%, abaixo dos 4,45% registrados pelo Índice Dividendos (IDIV) e dos 5,03% do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank"  rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340346">Ibovespa</a>.</p>
<p>Isso representa uma diferença negativa de 2,15 pontos percentuais em relação ao IDIV e de 2,73 pontos diante do principal índice da Bolsa brasileira no mês.</p>
<p>Quando o horizonte é ampliado, o resultado muda. Segundo os números divulgados pelo Safra, a carteira acumulava valorização de 22% em 2026 até o fechamento de setembro, enquanto o IDIV avançava 17,6% e o Ibovespa, 15,7%.</p>
<p>Nesse intervalo, o portfólio superava o índice de dividendos em 4,4 pontos percentuais e o Ibovespa em 6,3 pontos.</p>
<p>Nos últimos 12 meses, a diferença também era favorável à carteira. O portfólio acumulava 36,7%, diante de 27,9% do IDIV e 27,4% do Ibovespa. A vantagem chegava, portanto, a 8,8 pontos percentuais sobre o índice de dividendos e 9,3 pontos sobre o principal índice da B3.</p>
<p>Esses dados também ajudam a separar dois conceitos diferentes. O dividend yield médio projetado de aproximadamente 8,2% representa a relação estimada entre os proventos e o preço das ações utilizado como referência. Já o desempenho acumulado da carteira considera a evolução dos ativos segundo a metodologia de acompanhamento do Safra.</p>
<p>Para outubro, a estratégia permanece praticamente inalterada. A entrada da B3 no lugar da Cury foi a única substituição realizada, enquanto Petrobras, Bradsaúde, Caixa Seguridade, Itaúsa, Allos, Vale, Taesa, CPFL Energia e Copel foram mantidas.</p>
<p>Allos, Petrobras e Taesa aparecem com os três maiores dividend yields projetados da seleção, enquanto a combinação de empresas financeiras, energia, saúde, commodities e shopping centers reduz a concentração em uma única atividade.</p>
<p>As projeções, porém, não representam promessa de retorno. Os dividendos efetivamente distribuídos podem mudar de acordo com lucro, geração de caixa, investimentos e decisões das empresas. Além disso, a valorização ou desvalorização das ações interfere diretamente no retorno total obtido pelo investidor e no yield disponível para novas compras.</p>
<p><strong>Fontes</strong></p>
<p>Safra Corretora — Carteira Dividendos de outubro de 2026<br />
Safra — relatório de estratégia e composição da carteira recomendada<br />
B3 — dados cadastrais e informações de SAUD3<br />
Bradsaúde — informações institucionais e estrutura societária<br />
Relações com Investidores das companhias integrantes da carteira</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Day trade hoje: Ágora indica Minerva para compra e BB Seguridade para venda</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/day-trade-minerva-beef3-bb-seguridade-bbse3-agora</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Oct 2026 12:38:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Ágora Investimentos]]></category>
		<category><![CDATA[BB Seguridade]]></category>
		<category><![CDATA[BBSE3]]></category>
		<category><![CDATA[BEEF3]]></category>
		<category><![CDATA[Copel]]></category>
		<category><![CDATA[day trade]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Minerva]]></category>
		<category><![CDATA[Telefônica Brasil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Aprenda sobre estratégias de day trade com Gerdau e outras ações que podem trazer retorno significativo nesta segunda-feira.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Ágora Investimentos selecionou seis ações para operações de day trade nesta terça-feira, 6 de outubro, divididas igualmente entre posições de compra e venda. Entre as recomendações estão a compra de Minerva (BEEF3), Copel (CPLE3) e Telefônica Brasil (VIVT3), enquanto BB Seguridade (BBSE3), CPFL Energia (CPFE3) e Rede D’Or (RDOR3) aparecem entre as operações vendidas.</p>
<p>As estratégias são válidas exclusivamente para o pregão desta terça-feira e estabelecem previamente preço de entrada, objetivo e stop loss. Considerando esses níveis, os ganhos brutos projetados nas operações bem-sucedidas variam de 1,38% a 1,47%. Os percentuais não representam garantia de retorno e dependem de cada ação atingir primeiro o preço de entrada e, posteriormente, o objetivo indicado pela corretora.</p>
<p>A Minerva chama atenção depois de uma sessão de forte valorização. BEEF3 encerrou a segunda-feira cotada a R$ 4,19, com alta de 7,99%. Para esta terça-feira, a Ágora estabelece entrada compradora a R$ 4,20 e objetivo a R$ 4,26, o que representa potencial bruto de aproximadamente 1,43%. O stop sugerido fica em R$ 4,17, equivalente a uma perda potencial próxima de 0,71% a partir do ponto de entrada.</p>
<h3>Recomendações de compra</h3>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Ação</th>
<th>Ticker</th>
<th align="right">Entrada</th>
<th align="right">Objetivo</th>
<th align="right">Potencial bruto</th>
<th align="right">Stop</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Minerva</td>
<td>BEEF3</td>
<td align="right">R$ 4,20</td>
<td align="right">R$ 4,26</td>
<td align="right">1,43%</td>
<td align="right">R$ 4,17</td>
</tr>
<tr>
<td>Copel</td>
<td>CPLE3</td>
<td align="right">R$ 17,29</td>
<td align="right">R$ 17,54</td>
<td align="right">1,45%</td>
<td align="right">R$ 17,16</td>
</tr>
<tr>
<td>Telefônica Brasil</td>
<td>VIVT3</td>
<td align="right">R$ 31,91</td>
<td align="right">R$ 32,38</td>
<td align="right">1,47%</td>
<td align="right">R$ 31,66</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Entre as compras, Telefônica Brasil apresenta o maior potencial percentual da carteira, de aproximadamente 1,47%, caso a operação seja acionada a R$ 31,91 e alcance o objetivo de R$ 32,38. A Copel aparece logo atrás, com entrada prevista a R$ 17,29 e alvo a R$ 17,54, uma diferença equivalente a cerca de 1,45%.</p>
<p>Os stops funcionam como níveis de encerramento da posição caso o movimento esperado pela análise técnica não se confirme. No caso de VIVT3, o stop está em R$ 31,66; para CPLE3, em R$ 17,16. A estratégia procura, assim, limitar a perda potencial antes mesmo da abertura da operação.</p>
<h2>BB Seguridade lidera operações de venda</h2>
<p>Na ponta vendida, a Ágora selecionou BB Seguridade, CPFL Energia e Rede D’Or. Nessas operações, a lógica é inversa à compra tradicional: a estratégia busca aproveitar uma possível queda da ação ao longo do pregão. O investidor entra vendido em determinado preço e procura recomprar o ativo mais abaixo.</p>
<p>Para BBSE3, a corretora estabelece entrada em R$ 40,89 e objetivo em R$ 40,29. A diferença corresponde a um potencial bruto de aproximadamente 1,47%. O stop está situado em R$ 41,18, nível no qual a estratégia prevê o encerramento da posição caso a ação suba em vez de cair.</p>
<p>A indicação ocorre depois de BB Seguridade terminar a segunda-feira a R$ 40,99, com valorização de 1,33%. O preço definido para entrada nesta terça está, portanto, próximo ao fechamento anterior, embora a operação só deva ser considerada válida caso o papel efetivamente alcance as condições previstas pela estratégia.</p>
<h3>Recomendações de venda</h3>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Ação</th>
<th>Ticker</th>
<th align="right">Entrada</th>
<th align="right">Objetivo</th>
<th align="right">Potencial bruto</th>
<th align="right">Stop</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>BB Seguridade</td>
<td>BBSE3</td>
<td align="right">R$ 40,89</td>
<td align="right">R$ 40,29</td>
<td align="right">1,47%</td>
<td align="right">R$ 41,18</td>
</tr>
<tr>
<td>CPFL Energia</td>
<td>CPFE3</td>
<td align="right">R$ 49,92</td>
<td align="right">R$ 49,23</td>
<td align="right">1,38%</td>
<td align="right">R$ 50,31</td>
</tr>
<tr>
<td>Rede D’Or</td>
<td>RDOR3</td>
<td align="right">R$ 43,63</td>
<td align="right">R$ 43,03</td>
<td align="right">1,38%</td>
<td align="right">R$ 43,98</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>CPFL Energia tem entrada vendida estabelecida em R$ 49,92, com objetivo a R$ 49,23 e stop a R$ 50,31. Para Rede D’Or, a estratégia prevê venda a R$ 43,63, recompra a R$ 43,03 e encerramento da posição a R$ 43,98 caso o movimento ocorra na direção contrária.</p>
<p>Os potenciais de 1,38% indicados para CPFE3 e RDOR3, assim como os demais percentuais da carteira, são calculados a partir da diferença entre entrada e objetivo. Não consideram custos operacionais, emolumentos, tributação nem eventual diferença entre o preço indicado e aquele efetivamente obtido pelo investidor.</p>
<h2>Operações dependem do preço de entrada</h2>
<p>As recomendações são construídas a partir de análise gráfica e procuram capturar movimentos de curtíssimo prazo dentro do mesmo pregão. Isso significa que uma ação presente na carteira não necessariamente dará origem a uma operação.</p>
<p>O primeiro requisito é que o preço de entrada indicado seja alcançado nas condições previstas. Caso o ativo abra com um gap que ultrapasse diretamente o objetivo antes de passar pelo ponto estabelecido para entrada, a recomendação é cancelada. O stop loss também só passa a valer depois que a operação é efetivamente acionada.</p>
<p>Essa característica é particularmente importante depois da forte volatilidade registrada na Bolsa brasileira na segunda-feira. O <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank"  rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340337">Ibovespa</a> avançou 7,70% no primeiro pregão após o primeiro turno das eleições e diversos papéis apresentaram oscilações de dois dígitos. Movimentos bruscos entre o fechamento de um dia e a abertura do seguinte podem fazer uma estratégia perder validade antes mesmo de ser iniciada.</p>
<p>O day trade também possui uma dinâmica diferente de uma recomendação fundamentalista de investimento. A inclusão de Minerva entre as compras desta terça-feira, por exemplo, não representa necessariamente uma avaliação da Ágora sobre o valor da companhia para os próximos meses ou anos. A estratégia procura identificar movimentos técnicos esperados exclusivamente para a sessão.</p>
<p>A mesma interpretação vale para a recomendação de venda de BB Seguridade. Uma posição vendida para o pregão não equivale, por si só, a uma avaliação negativa de longo prazo sobre a companhia. O objetivo é capturar uma possível oscilação de curtíssimo prazo dentro dos níveis definidos pela análise gráfica.</p>
<p>Com potenciais brutos próximos de 1,5% tanto nas compras quanto nas vendas, a carteira desta terça utiliza stops inferiores a 1% em todas as seis operações. Essa relação delimita previamente o risco considerado pela estratégia, mas não elimina a possibilidade de perdas, especialmente em sessões de elevada volatilidade ou quando há gaps entre preços.</p>
<p><strong>Fontes</strong></p>
<p>Ágora Investimentos — carteira de day trade para 6 de outubro de 2026<br />
B3 — cotações de BEEF3 e BBSE3 no pregão de 5 de outubro de 2026<br />
Dados de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340338">mercado</a> — Minerva, Copel, Telefônica Brasil, BB Seguridade, CPFL Energia e Rede D’Or</p>
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		<title>Mercados hoje: PEC da escala 6×1 avança e Ibovespa testa rali pós-eleição</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/mercados-hoje-pec-6x1-ibovespa-pos-eleicao</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Oct 2026 12:13:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
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		<category><![CDATA[Eleições 2026]]></category>
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		<category><![CDATA[PEC da escala 6×1]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O mercado brasileiro abre esta terça-feira, 6 de outubro, tentando medir quanto da forte valorização registrada depois do primeiro turno das eleições pode ser sustentada nas próximas sessões. Depois de o Ibovespa avançar 7,70%, fechar acima dos 206 mil pontos e renovar seu recorde histórico, investidores voltam as atenções para a disputa presidencial, para a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O mercado brasileiro abre esta terça-feira, 6 de outubro, tentando medir quanto da forte valorização registrada depois do primeiro turno das eleições pode ser sustentada nas próximas sessões. Depois de o Ibovespa avançar 7,70%, fechar acima dos 206 mil pontos e renovar seu recorde histórico, investidores voltam as atenções para a disputa presidencial, para a curva de juros e para uma agenda política que ganha um novo componente com a chegada ao Plenário do Senado da PEC que prevê o fim da escala de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/trabalho" target="_blank" rel="noopener" title="Trabalho" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340336">trabalho</a> 6×1.</p>
<p>A Proposta de Emenda à Constituição 221/2019 começa a ser discutida pelos senadores nesta terça-feira. O texto reduz de 44 para 40 horas a jornada máxima semanal, permitindo sua distribuição em cinco dias de oito horas e garantindo dois dias de repouso remunerado, um deles preferencialmente aos domingos, sem redução salarial. A matéria foi aprovada em setembro pela Comissão de Constituição e Justiça e chega ao Plenário em pleno início do segundo turno da eleição presidencial.</p>
<p>A proposta se tornou uma das bandeiras trabalhistas defendidas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a campanha. Sua tramitação, porém, ainda tem etapas pela frente. Pela regra do Senado, são necessárias cinco sessões de discussão antes da votação em primeiro turno. Se aprovada, haverá mais três sessões antes do segundo turno. Um calendário especial pode reduzir esses intervalos.</p>
<p>Como qualquer emenda constitucional, a PEC precisa do apoio de três quintos dos senadores, ou 49 dos 81 integrantes da Casa, em cada uma das duas votações. Se o Senado mantiver o texto recebido da Câmara, a proposta poderá seguir para promulgação pelo Congresso. Mudanças de mérito obrigariam uma nova análise pelos deputados.</p>
<p>O início dessa discussão ocorre apenas dois dias depois de uma eleição que modificou a correlação de forças no Congresso e abriu uma nova fase da campanha presidencial. Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula recebeu 45,16%. A diferença foi de pouco mais de 2,2 milhões de votos, e a decisão ficou para 25 de outubro.</p>
<h2>Mercado tenta definir novo preço depois de sessão excepcional</h2>
<p>A reação dos ativos brasileiros ao resultado eleitoral foi imediata. Na segunda-feira, o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank" rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340418">Ibovespa</a> subiu 7,70% e terminou aos 206.911,89 pontos, o maior fechamento nominal de sua história. Durante o pregão, chegou a 209.605,70 pontos, estabelecendo também uma nova máxima intradiária.</p>
<p>O movimento ocorreu ao mesmo tempo em que o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank" rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340335">dólar</a> caiu mais de 4% e voltou à região de R$ 5. A curva de juros sofreu um ajuste ainda mais acentuado, com contratos de longo prazo recuando mais de um ponto percentual em determinados vencimentos. A volatilidade chegou a levar o Tesouro Direto a suspender temporariamente as negociações na manhã de segunda-feira para atualização dos preços dos títulos públicos.</p>
<p>A concentração das maiores altas mostrou de onde partiu boa parte da reprecificação. Empresas sensíveis ao custo de capital e ao <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340334">mercado</a> doméstico dispararam, enquanto bancos e companhias diretamente ligadas ao mercado financeiro também tiveram ganhos muito superiores aos do índice.</p>
<p>Magazine Luiza avançou mais de 24%, B3 e BTG Pactual subiram mais de 22%, Bradesco ganhou 13,57%, Banco do Brasil avançou 11% e Itaú teve valorização superior a 10%. O movimento refletiu principalmente a queda dos juros futuros, a redução do prêmio exigido pelos investidores e a expectativa de entrada de recursos em ativos brasileiros.</p>
<p>Na direção oposta ficaram <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340419">empresas</a> mais expostas ao dólar. A forte valorização do real pressionou companhias exportadoras, entre elas Suzano e Embraer, enquanto Vale também terminou no campo negativo.</p>
<p>A sessão desta terça-feira tende a mostrar se investidores ainda encontram espaço para ampliar posições depois de um ajuste tão concentrado em um único dia ou se parte dos ganhos será objeto de realização. Depois de altas superiores a 20% em alguns papéis, pequenas mudanças nas expectativas podem produzir oscilações relevantes.</p>
<h2>Segundo turno mantém política fiscal no centro das negociações</h2>
<p>A percepção dos investidores sobre a <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340420">política</a> fiscal tornou-se um dos principais motores do mercado depois do resultado das urnas. O movimento de segunda-feira incorporou uma expectativa de mudança na condução das contas públicas a partir de 2027, caso Flávio Bolsonaro vença o segundo turno.</p>
<p>Essa avaliação ainda está baseada predominantemente em expectativas. O candidato do PL fez sinalizações de maior disciplina fiscal, mas o mercado ainda aguarda detalhes sobre despesas, dívida pública, reformas e composição de uma eventual equipe econômica. Lula, por sua vez, entra no segundo turno defendendo a continuidade de sua agenda econômica e ampliando o peso de pautas sociais e trabalhistas na campanha.</p>
<p>É nesse ambiente que a PEC da escala 6×1 passa a ganhar importância que vai além do Congresso. A proposta tem impacto potencial sobre custos trabalhistas, organização das jornadas e produtividade, razão pela qual sua tramitação é acompanhada também por empresas dos setores de comércio, indústria e serviços.</p>
<p>O texto aprovado na CCJ determina uma jornada máxima de 40 horas por semana e dois dias de descanso, sem redução de salário. Para os defensores da proposta, a mudança melhora as condições de trabalho e aproxima o Brasil de modelos adotados em outros mercados. Representantes empresariais e críticos da medida concentram suas preocupações principalmente no impacto sobre custos e na capacidade de setores intensivos em mão de obra reorganizarem escalas.</p>
<p>A discussão no Senado ocorrerá, portanto, simultaneamente em duas dimensões: a legislativa, que envolve a obtenção dos 49 votos necessários, e a eleitoral, já que a proposta entra no centro do debate entre os dois candidatos à Presidência.</p>
<h2>Exterior oferece ambiente mais favorável na abertura</h2>
<p>Os mercados internacionais também oferecem algum suporte aos ativos de risco nesta manhã. Os índices futuros de Nova York operavam em alta nas primeiras horas desta terça-feira, depois de o Nasdaq renovar seu recorde na sessão anterior. A redução dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano e o recuo do petróleo ajudavam a melhorar o ambiente.</p>
<p>O Brent voltou a ser negociado abaixo de US$ 100 por barril. O movimento ocorre após sinais de recuperação das exportações do Oriente Médio e medidas destinadas a ampliar a disponibilidade de petróleo e derivados, reduzindo parte da preocupação imediata com a oferta global.</p>
<p>A queda da commodity é particularmente importante para a inflação internacional depois da pressão provocada nos últimos meses pelo conflito no Oriente Médio. Para o mercado brasileiro, porém, preços menores do petróleo podem produzir efeitos diferentes: aliviam expectativas inflacionárias, mas também podem limitar o desempenho das ações de empresas petrolíferas com peso relevante no Ibovespa.</p>
<p>Nos Estados Unidos, investidores acompanham ainda novos dados econômicos e discursos de integrantes do Federal Reserve. Depois da pressão recente sobre os rendimentos dos Treasuries de longo prazo, qualquer sinalização sobre inflação e política monetária pode voltar a influenciar mercados emergentes.</p>
<p>Na Europa, as bolsas operavam em alta nesta manhã, enquanto o mercado de títulos mostrava algum alívio depois das fortes oscilações provocadas pelas preocupações fiscais em países como França e Espanha. O euro permanece próximo dos menores níveis em mais de um ano diante do dólar.</p>
<h2>Depois do rali, mercado procura confirmação</h2>
<p>A principal questão para os ativos brasileiros nesta terça-feira não é mais explicar o movimento de segunda, mas avaliar quanto dele consegue permanecer nos preços. O resultado eleitoral provocou uma das maiores reprecificações simultâneas de Bolsa, juros e câmbio dos últimos anos, mas a disputa presidencial ainda terá quase três semanas de campanha.</p>
<p>Nesse período, declarações dos candidatos, novos apoios, pesquisas eleitorais e principalmente informações sobre política econômica poderão alterar novamente a percepção dos investidores. Depois de uma queda superior a um ponto percentual em alguns vencimentos dos juros futuros, o mercado passa a exigir elementos concretos para justificar a manutenção das taxas em patamares tão diferentes dos negociados antes da eleição.</p>
<p>O mesmo vale para a Bolsa. O Ibovespa saiu de menos de 192 mil pontos na mínima de segunda-feira para uma máxima superior a 209 mil no mesmo pregão. Uma oscilação dessa magnitude mostra que o mercado ainda procura um novo equilíbrio depois das urnas.</p>
<p>A PEC da escala 6×1 adiciona um novo elemento a essa discussão porque conecta campanha eleitoral, Congresso e <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank" rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340333">economia</a> real. O Senado começa nesta terça-feira a etapa de debates, enquanto os investidores acompanham a primeira sessão depois do rali histórico de segunda.</p>
<p>O comportamento dos juros deverá permanecer como um dos principais termômetros. Se a curva continuar fechando, ações ligadas ao crédito e ao mercado doméstico podem manter parte do impulso. Uma reversão das taxas, por outro lado, tende a aumentar a pressão por realização de lucros justamente nos papéis que mais avançaram na segunda-feira.</p>
<p>Depois de um pregão dominado pela reação imediata ao resultado eleitoral, a terça-feira começa, assim, como o primeiro teste para saber se o mercado brasileiro entrou efetivamente em um novo patamar de preços ou se parte do movimento representou apenas uma correção rápida de posições construídas antes do primeiro turno.</p>
<p><strong>Fontes</strong></p>
<p>Senado Federal — tramitação e texto da PEC 221/2019<br />
Senado Federal — agenda do Plenário para 6, 7 e 8 de outubro de 2026<br />
Tribunal Superior Eleitoral — resultado oficial do primeiro turno das Eleições 2026<br />
B3 — fechamento do Ibovespa e dados do pregão de 5 de outubro de 2026<br />
Tesouro Direto — comunicado sobre suspensão temporária das negociações por volatilidade<br />
Reuters — mercados internacionais, petróleo e juros em 6 de outubro de 2026<br />
Dados de mercado — Ibovespa, câmbio, juros futuros e ações negociadas na B3</p>
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		<title>B3, XP e BTG disparam mais de 20% após eleição; bancos também avançam</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/b3-xp-e-btg-disparam-mais-de-20-apos-eleicao</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Oct 2026 22:48:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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		<category><![CDATA[XP]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As empresas do setor financeiro estiveram entre os principais destaques da Bolsa brasileira nesta segunda-feira, 5 de outubro, no primeiro pregão depois do primeiro turno das eleições presidenciais. A reação foi generalizada, mas ganhou uma dimensão especialmente forte entre companhias diretamente ligadas à negociação e distribuição de investimentos. O BDR da XP (XPBR31) disparou 24,43%, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As empresas do setor financeiro estiveram entre os principais destaques da Bolsa brasileira nesta segunda-feira, 5 de outubro, no primeiro pregão depois do primeiro turno das eleições presidenciais. A reação foi generalizada, mas ganhou uma dimensão especialmente forte entre companhias diretamente ligadas à negociação e distribuição de investimentos. O BDR da XP (XPBR31) disparou 24,43%, a B3 (B3SA3) avançou 22,63% e o BTG Pactual (BPAC11) subiu 22,52%.</p>
<p>As três valorizações ficaram muito acima do próprio <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank"  rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340315">Ibovespa</a>, que encerrou o dia com ganho de 7,70%, aos 206.911,89 pontos, no maior fechamento de sua história. Durante o pregão, o índice chegou a 209.605,70 pontos, estabelecendo também um novo recorde intradiário. A diferença ajuda a mostrar que, embora a sessão tenha sido marcada por uma reprecificação ampla dos ativos brasileiros, o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340314">mercado</a> financeiro concentrou parte relevante da procura dos investidores.</p>
<p>A XP encerrou o dia a R$ 139,61, depois de atingir R$ 144,79 na máxima. A B3 terminou a R$ 23,30 e chegou a R$ 24,28 durante a sessão. Já as units do BTG Pactual fecharam a R$ 80,89, depois de alcançar R$ 84,59. Na comparação com o Ibovespa, XPBR31 teve desempenho 16,73 pontos percentuais superior ao índice, B3SA3 ficou 14,93 pontos acima e BPAC11 apresentou uma diferença de 14,82 pontos.</p>
<p>Os grandes bancos também acompanharam o movimento, embora com variações menores. Bradesco (BBDC4) encerrou o pregão com alta de 13,57%, Banco do Brasil (BBAS3) avançou 11,00% e Itaú (ITUB4) ganhou 10,37%. A holding Itaúsa (ITSA4) terminou a sessão com valorização de 11,52%. Em todos esses casos, o desempenho também ficou acima dos 7,70% registrados pelo Ibovespa.</p>
<h2>Queda dos juros mudou rapidamente o preço dos ativos</h2>
<p>A força do movimento esteve ligada principalmente à mudança das expectativas dos investidores depois da divulgação do resultado do primeiro turno. Flávio Bolsonaro terminou a votação com 47,03% dos votos válidos, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva recebeu 45,16%. Os dois disputarão o segundo turno em 25 de outubro.</p>
<p>A resposta do mercado apareceu simultaneamente em diferentes classes de ativos. A Bolsa disparou, o real se valorizou diante do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank"  rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340311">dólar</a> e os contratos de juros futuros registraram forte queda. Investidores passaram a incorporar aos preços a possibilidade de mudanças na condução da <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340316">política</a> fiscal a partir do próximo mandato, especialmente diante do resultado presidencial e da nova composição do Congresso.</p>
<p>Esse movimento, no entanto, representa uma alteração de expectativas e não uma mudança econômica já concretizada. O segundo turno ainda será realizado, e as diretrizes efetivas para a política fiscal e econômica dependerão do resultado definitivo da eleição, da composição do próximo governo e das medidas que eventualmente forem propostas e aprovadas.</p>
<p>A queda dos juros futuros tem efeito particularmente importante sobre as ações porque reduz a taxa usada pelo mercado para descontar os resultados que as <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340312">empresas</a> deverão gerar nos próximos anos. Quando essa taxa cai, o valor presente desses fluxos tende a aumentar, mantidas as demais condições. Ao mesmo tempo, rendimentos menores na renda fixa podem reduzir o custo de oportunidade de manter recursos em Bolsa.</p>
<p>Para os bancos tradicionais existe um segundo componente. Juros menos pressionados, caso se transformem posteriormente em condições financeiras mais favoráveis, podem aliviar o custo do crédito para famílias e empresas. Isso tende a reduzir a pressão sobre a capacidade de pagamento dos clientes e pode contribuir para uma melhora gradual na inadimplência e na qualidade das carteiras.</p>
<p>Bruno Perri, economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos, relacionou a valorização do setor financeiro justamente à revisão das expectativas para a curva de juros. Na avaliação do economista, a mudança reduz a taxa de desconto utilizada nos valuations e também pode melhorar as perspectivas para o crédito caso o movimento se consolide.</p>
<p>A diferença de desempenho entre os grandes bancos e empresas como XP, B3 e BTG mostra, porém, que o mercado não precificou todos os <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank"  rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340313">negócios</a> da mesma maneira.</p>
<h2>Por que XP, B3 e BTG subiram ainda mais</h2>
<p>A B3 e a XP possuem uma ligação mais direta com o nível de atividade do mercado financeiro. Uma eventual migração de recursos da renda fixa para ações e outros produtos de investimento pode aumentar o volume negociado, a distribuição de produtos financeiros e a movimentação de investidores. É justamente essa exposição que faz com que essas empresas possam reagir de maneira mais intensa quando há uma mudança brusca nas expectativas para juros e Bolsa.</p>
<p>No caso da B3, o aumento da atividade no mercado pode se refletir em maior negociação de ações, derivativos e outros instrumentos financeiros. A companhia está no centro da infraestrutura do mercado brasileiro e participa diretamente da liquidação, registro e negociação de diferentes ativos. Uma perspectiva de maior volume tende, portanto, a ser rapidamente incorporada às expectativas sobre a empresa.</p>
<p>A XP também está diretamente exposta ao comportamento dos investidores. Uma Bolsa mais aquecida e um ambiente de maior busca por ativos de risco podem elevar os volumes distribuídos pela plataforma e ampliar a demanda por diferentes produtos financeiros. A disparada de 24,43% de XPBR31, mais de três vezes a alta percentual do Ibovespa, mostra o tamanho dessa reprecificação em apenas uma sessão.</p>
<p>O BTG Pactual reúne características dos dois grupos. Além das atividades bancárias, possui presença relevante em investment banking, gestão de recursos, wealth management e operações no mercado de capitais. Um cenário de maior atividade financeira pode favorecer diferentes linhas de receita simultaneamente, razão pela qual as units do banco também avançaram mais de 20%.</p>
<p>Há uma diferença importante, portanto, entre a lógica que sustentou a alta dos bancos tradicionais e aquela que impulsionou as empresas mais diretamente ligadas ao mercado de capitais. Bradesco, Itaú e Banco do Brasil receberam uma leitura favorável principalmente pela combinação entre juros, crédito, inadimplência e valuation. B3, XP e BTG adicionaram a essa equação uma expectativa de expansão da própria atividade financeira.</p>
<p>Essa diferença aparece claramente nos números do fechamento. Enquanto os três grandes bancos subiram entre 10% e 14%, aproximadamente, B3, XP e BTG avançaram mais de 22%. A distância em relação ao Ibovespa chegou a quase 17 pontos percentuais no caso da XP.</p>
<h2>Movimento dependerá do que acontecer até o segundo turno</h2>
<p>A dimensão das altas também aumenta a possibilidade de oscilações mais fortes nas próximas sessões. Depois de uma valorização superior a 20% em um único dia, parte dos investidores pode optar por realizar lucros, enquanto novas informações sobre a eleição e a política econômica podem alterar novamente as expectativas incorporadas aos preços.</p>
<p>O primeiro turno funcionou como o gatilho inicial para uma reprecificação extremamente rápida. Isso não significa, porém, que os ganhos observados nesta segunda-feira sejam necessariamente permanentes. Até 25 de outubro, pesquisas eleitorais, declarações dos candidatos, propostas econômicas, sinalizações sobre política fiscal e mudanças no fluxo internacional poderão continuar alterando a percepção de risco sobre o Brasil.</p>
<p>O comportamento da curva de juros deverá ser particularmente relevante. Se as taxas futuras continuarem recuando, ações que dependem de crédito, atividade econômica e mercado de capitais poderão permanecer entre as mais sensíveis ao movimento. Caso os juros voltem a subir, parte da reprecificação poderá seguir o caminho inverso.</p>
<p>Também será necessário observar o fluxo estrangeiro. Grandes bancos, B3, BTG e XP estão entre os ativos capazes de absorver volumes expressivos de capital, o que os coloca naturalmente entre os primeiros destinos de investidores institucionais que desejam aumentar rapidamente sua exposição ao Brasil.</p>
<p>A sessão desta segunda-feira mostrou com clareza essa preferência. O Ibovespa teve uma alta histórica de 7,70%, mas o mercado financeiro avançou ainda mais. Bradesco, Itaú, Banco do Brasil e Itaúsa registraram ganhos de dois dígitos, enquanto B3, XP e BTG superaram 22%.</p>
<p>Mais do que uma alta isolada de algumas ações, o movimento representou uma mudança ampla no preço atribuído pelo mercado ao risco brasileiro e às perspectivas para juros, crédito e atividade financeira. A partir de agora, a permanência dessa valorização dependerá de quanto das expectativas formadas depois do primeiro turno será confirmado — ou revisto — nas três semanas que antecedem a votação decisiva.</p>
<p><strong>Fontes</strong></p>
<p>B3 — fechamento do Ibovespa e dados do pregão de 5 de outubro de 2026<br />
Tribunal Superior Eleitoral — resultado oficial do primeiro turno das Eleições 2026<br />
B3 — cotações e movimentação dos ativos no pregão<br />
Forum Investimentos — análise sobre curva de juros e setor financeiro<br />
Reuters — reação dos ativos brasileiros ao resultado do primeiro turno<br />
Dados de mercado — B3SA3, XPBR31, BPAC11, BBDC4, ITUB4, BBAS3 e ITSA4</p>
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		<title>Bradesco (BBDC4) dispara 13,57% e supera Ibovespa após primeiro turno</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/bradesco-bbdc4-dispara-supera-ibovespa</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Oct 2026 22:34:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mercados]]></category>
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		<category><![CDATA[Ibovespa hoje]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As ações preferenciais do Bradesco (BBDC4) tiveram uma das maiores altas entre os grandes bancos brasileiros nesta segunda-feira, 5 de outubro, no primeiro pregão após o primeiro turno das eleições presidenciais. Os papéis encerraram a sessão cotados a R$ 21,84, com valorização de 13,57%, depois de alcançarem R$ 22,14 na máxima do dia. O avanço [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>As ações preferenciais do Bradesco (BBDC4) tiveram uma das maiores altas entre os grandes bancos brasileiros nesta segunda-feira, 5 de outubro, no primeiro pregão após o primeiro turno das eleições presidenciais. Os papéis encerraram a sessão cotados a R$ 21,84, com valorização de 13,57%, depois de alcançarem R$ 22,14 na máxima do dia.</p>
<p>O avanço foi significativamente superior ao já excepcional desempenho do próprio <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340309">mercado</a>. O <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank"  rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340308">Ibovespa</a> subiu 7,70% e terminou aos 206.911,89 pontos, novo recorde de fechamento, depois de atingir 209.605,70 pontos durante a sessão. Na comparação direta, BBDC4 entregou uma valorização 5,87 pontos percentuais maior que a do principal índice da Bolsa brasileira.</p>
<p>A intensidade do movimento não esteve ligada à divulgação de balanço, mudança operacional ou anúncio de resultados do Bradesco. O banco só apresentará seus números do terceiro trimestre em 22 de outubro. A disparada desta segunda-feira ocorreu, sobretudo, dentro de uma reprecificação mais ampla dos ativos brasileiros após o resultado das urnas, que atingiu simultaneamente Bolsa, câmbio e curva de juros.</p>
<p>O movimento foi particularmente forte no setor financeiro. Banco do Brasil (BBAS3) também avançou dois dígitos, assim como Itaú (ITUB4) e Itaúsa (ITSA4). Entre as <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340306">empresas</a> mais diretamente ligadas ao mercado de capitais, as altas foram ainda maiores: XPBR31 ganhou 24,43%, BTG Pactual (BPAC11) subiu 22,52% e B3 (B3SA3) avançou 22,63%.</p>
<h2>Queda dos juros ajuda a explicar a disparada de BBDC4</h2>
<p>O principal elo entre o resultado eleitoral e a valorização dos bancos apareceu na curva de juros futuros. Depois da apuração do primeiro turno, investidores passaram a recalibrar as expectativas para a <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340310">política</a> fiscal dos próximos anos, provocando queda acentuada das taxas negociadas no mercado.</p>
<p>Flávio Bolsonaro terminou a primeira etapa da disputa presidencial com 47,03% dos votos válidos, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva obteve 45,16%. Os dois voltarão às urnas em 25 de outubro. A reação desta segunda-feira refletiu a interpretação de parte do mercado de que o resultado eleitoral e a composição do Congresso aumentaram a possibilidade de uma política fiscal mais restritiva no próximo mandato. Trata-se, porém, de uma expectativa incorporada aos preços e não de uma mudança econômica já realizada.</p>
<p>Para uma instituição financeira como o Bradesco, a queda das taxas futuras atua por diferentes canais. Um deles está no próprio valor atribuído às empresas. Juros menores reduzem a taxa usada para trazer os resultados futuros a valor presente, o que tende a elevar o preço que os investidores estão dispostos a pagar por determinados ativos quando as demais variáveis permanecem constantes.</p>
<p>Há também um efeito diretamente relacionado ao negócio bancário. Um ambiente de menor pressão financeira sobre famílias e empresas pode melhorar as condições para concessão de crédito e diminuir a pressão sobre a inadimplência. Essa relação não acontece de forma imediata, mas ajuda a explicar por que grandes bancos costumam reagir de maneira relevante quando o mercado altera rapidamente sua expectativa para juros, atividade econômica e risco fiscal.</p>
<p>Bruno Perri, economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos, relacionou a valorização dos bancos justamente à queda dos juros futuros. Na avaliação do economista, um cenário de taxas menos pressionadas pode favorecer tanto os valuations das instituições financeiras quanto a qualidade das carteiras de crédito, ao reduzir parte do peso financeiro sobre empresas e pessoas físicas.</p>
<h2>Bradesco ganhou mais que o próprio Ibovespa</h2>
<p>A diferença entre o desempenho de BBDC4 e o do Ibovespa ajuda a dimensionar o movimento. Enquanto o índice avançou 7,70%, a ação preferencial do Bradesco ganhou 13,57%. A distância de 5,87 pontos percentuais mostra que não se tratou apenas de acompanhar a alta generalizada da Bolsa: houve uma procura particularmente intensa pelos grandes nomes do setor financeiro.</p>
<p>O comportamento também apareceu ao longo de todo o pregão. BBDC4 chegou a R$ 22,14 na máxima e terminou a R$ 21,84, apenas R$ 0,30 abaixo do maior preço do dia. Isso significa que, apesar da volatilidade elevada registrada durante a sessão, a ação preservou a maior parte da valorização até o fechamento.</p>
<p>A liquidez ajuda a explicar essa reação. Bradesco está entre os ativos mais negociados do mercado brasileiro e suas ações podem absorver volumes elevados de recursos. Em dias de forte mudança de percepção sobre o Brasil, papéis de grandes bancos acabam funcionando como uma das principais portas de entrada para investidores institucionais e estrangeiros interessados em ampliar rapidamente sua exposição ao país.</p>
<p>Esse movimento não ficou restrito ao Bradesco. A valorização simultânea de Itaú, Banco do Brasil, BTG Pactual, B3 e XP indica uma reprecificação de diferentes segmentos do sistema financeiro. Os bancos tradicionais são sensíveis à atividade econômica, ao crédito e à inadimplência, enquanto B3, XP e BTG possuem exposição mais direta ao volume de negociação, distribuição de investimentos e atividade do mercado de capitais.</p>
<p>Se a queda das taxas estimular uma migração de recursos hoje concentrados em aplicações ligadas ao CDI para ativos de maior risco, essas empresas podem se beneficiar de volumes maiores de negociação e captação. É essa expectativa, ainda sujeita ao comportamento dos juros e da política fiscal, que ajuda a explicar por que algumas companhias ligadas ao mercado de capitais tiveram ganhos superiores a 20% em uma única sessão.</p>
<h2>Dólar e juros reforçaram a dimensão da reprecificação</h2>
<p>A movimentação de BBDC4 ocorreu em uma sessão em que praticamente todos os grandes preços do mercado doméstico sofreram ajustes. O real teve forte valorização diante do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank"  rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340307">dólar</a>, enquanto os juros futuros recuaram e o Ibovespa superou pela primeira vez os 200 mil pontos.</p>
<p>A taxa PTAX de venda do dólar calculada pelo Banco Central terminou esta segunda-feira em R$ 4,9859, ante R$ 5,2238 na sessão anterior. No mercado à vista, a moeda norte-americana também terminou perto de R$ 5. O comportamento simultâneo do câmbio, da Bolsa e dos juros mostra que o pregão foi marcado por uma alteração mais ampla na percepção de risco dos investidores em relação aos ativos brasileiros.</p>
<p>A Reuters classificou o movimento como uma forte reprecificação após o primeiro turno. O Ibovespa registrou sua maior alta diária desde março de 2020, enquanto o real avançou mais de 4% diante do dólar. O movimento refletiu principalmente expectativas relacionadas à política fiscal e à possibilidade de mudanças na condução econômica depois das eleições.</p>
<p>Essa distinção é importante porque os preços estão reagindo a cenários projetados para o futuro. Nenhum dos candidatos que disputará o segundo turno apresentou ainda uma política econômica que esteja sendo executada, e o resultado definitivo da eleição só será conhecido depois da votação de 25 de outubro. Parte da valorização desta segunda-feira, portanto, pode ser ampliada ou devolvida à medida que novas informações forem incorporadas pelo mercado.</p>
<h2>Próximo teste do Bradesco acontece antes do segundo turno</h2>
<p>Além da política, BBDC4 terá em breve um catalisador próprio. O Bradesco divulgará os resultados do terceiro trimestre de 2026 em 22 de outubro, três dias antes do segundo turno da eleição presidencial. A videoconferência com analistas e investidores está prevista para o dia seguinte.</p>
<p>O calendário cria uma situação incomum para o papel. Depois de uma valorização de 13,57% provocada principalmente por fatores macroeconômicos, o mercado terá poucos dias antes da votação decisiva para confrontar a nova cotação com os números efetivamente entregues pelo banco.</p>
<p>Nesse balanço, indicadores como crescimento da carteira de crédito, inadimplência, provisões, margem financeira, retorno sobre patrimônio e evolução das receitas de serviços poderão mostrar se os fundamentos operacionais acompanham a reprecificação observada na Bolsa.</p>
<p>O Bradesco também chega a essa etapa com elevada presença no mercado. No primeiro semestre de 2026, o volume médio diário negociado das ações do banco no Brasil e no exterior somou aproximadamente R$ 1,5 bilhão, segundo dados da própria instituição. Essa liquidez ajuda a tornar BBDC4 um dos papéis mais sensíveis a grandes movimentos de entrada e saída de capital.</p>
<p>A alta desta segunda-feira, portanto, não pode ser atribuída a um único fator. O resultado eleitoral serviu como gatilho para uma queda expressiva dos juros futuros e uma mudança na percepção dos investidores sobre o risco fiscal, enquanto a liquidez dos grandes bancos facilitou a entrada de recursos. Para o Bradesco, essa combinação resultou em uma valorização de 13,57%, bem acima dos 7,70% do Ibovespa.</p>
<p>O próximo movimento dependerá de uma combinação diferente. Até o segundo turno, pesquisas eleitorais, declarações sobre política econômica, comportamento dos juros e fluxo estrangeiro continuarão influenciando as ações. A partir de 22 de outubro, porém, o próprio resultado do Bradesco volta a ocupar o centro da avaliação de BBDC4, oferecendo ao mercado dados concretos para confrontar com a forte valorização registrada nesta segunda-feira.</p>
<p><strong>Fontes</strong></p>
<p>B3 — fechamento do Ibovespa e dados do pregão de 5 de outubro de 2026<br />
Banco Central do Brasil — cotação PTAX de 5 de outubro de 2026<br />
Tribunal Superior Eleitoral — resultado do primeiro turno das Eleições 2026<br />
Bradesco Relações com Investidores — calendário corporativo e negociação das ações<br />
Bradesco BBI — projeções para juros e mercado acionário<br />
Reuters — reação dos mercados brasileiros ao primeiro turno<br />
Forum Investimentos — análise sobre juros, crédito e setor bancário</p>
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			</item>
		<item>
		<title>GARE11 compra complexo logístico no RS por R$ 155,9 milhões e eleva peso da logística</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/gare11-compra-complexo-logistico-rs-por-155-milhoes</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Daniel Wicker]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Oct 2026 20:41:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Fundos Imobiliários]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
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		<category><![CDATA[Guardian Real Estate]]></category>
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		<category><![CDATA[Nova Santa Rita]]></category>
		<category><![CDATA[Reiter Log]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O fundo imobiliário Guardian Real Estate (GARE11) concluiu a aquisição do Complexo Logístico Nova Santa Rita, em Nova Santa Rita (RS), por R$ 155,87 milhões. A operação foi realizada por meio do Guardian Prime Log e amplia a exposição do fundo ao segmento logístico, em linha com a estratégia de reduzir gradualmente a concentração em [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O fundo imobiliário Guardian Real Estate (GARE11) concluiu a aquisição do Complexo Logístico Nova Santa Rita, em Nova Santa Rita (RS), por R$ 155,87 milhões. A operação foi realizada por meio do Guardian Prime Log e amplia a exposição do fundo ao segmento logístico, em linha com a estratégia de reduzir gradualmente a concentração em imóveis de renda urbana. O preço será pago integralmente em até 18 meses, segundo fato relevante divulgado em 2 de outubro.</p>
<p>O ativo adquirido é um centro de distribuição frigorificado com terreno de 154.790 metros quadrados e área bruta locável (ABL) de 18.987 metros quadrados. O imóvel está integralmente ocupado pela BRF e pela RTL Armazéns e Logística, conhecida como Reiter Log. A primeira utiliza 8.609,84 metros quadrados, cerca de 45% da ABL, enquanto a segunda ocupa 10.376,79 metros quadrados, aproximadamente 55%. Os contratos têm correção anual pelo IPCA.</p>
<p>A Guardian estima running yield médio de 13,5% ao ano para os primeiros 60 meses da operação, com estabilização em 11,75% ao ano a partir do sexto ano. O indicador é uma estimativa de rentabilidade corrente do ativo e não representa, por si só, uma projeção de distribuição de rendimentos do GARE11. A estrutura de pagamento foi apontada pela gestora como um dos fatores para a rentabilidade estimada dos primeiros cinco anos.</p>
<p>Pelo valor da transação e pela ABL atual, o preço equivale a aproximadamente R$ 8,2 mil por metro quadrado locável. A operação também é cerca de 30% maior, em valor, que a aquisição do galpão logístico de Itapevi (SP), concluída pelo GARE11 em agosto por R$ 119,81 milhões. As duas compras somam aproximadamente R$ 275,68 milhões em ativos logísticos agregados ao portfólio em um intervalo de poucos meses.</p>
<h2>Nova aquisição muda a composição da receita do fundo</h2>
<p>A operação altera de forma mensurável a composição setorial do GARE11. Na simulação divulgada pela gestora, a logística passa de 36% para 41% da receita do fundo após a aquisição, enquanto renda urbana responde por 52% e escritórios por 7%. A mudança representa aumento de cinco pontos percentuais no peso da logística, equivalente a uma expansão relativa de cerca de 13,9% dessa participação.</p>
<p>A alteração também modifica a distribuição da concentração entre locatários. Na fotografia apresentada após a compra, BRF e Reiter Log respondem juntas por 8% da receita projetada do fundo. O Carrefour continua como principal inquilino, com 38%, seguido por BAT, com 18%, e GPA, com 12%. A própria Guardian ressalvou que essa fotografia ainda é provisória, porque o portfólio também passa por uma operação de venda de ativos ao FII Riza Master.</p>
<p>O ponto relevante para a estratégia é que o GARE11 vinha de uma carteira em que renda urbana tinha peso maior. No relatório gerencial referente a agosto, a gestão informava 57% da receita em renda urbana e 36% em logística, com 7% em escritórios. Na mesma publicação, o fundo registrava 498 mil metros quadrados de ABL, 34 imóveis, vacância física e financeira zeradas e 88% da receita contratada vinculada a contratos atípicos.</p>
<p>A nova aquisição, portanto, não representa apenas o acréscimo de um imóvel ao patrimônio. Ela acelera uma mudança que já vinha sendo conduzida pela gestão, com compras no setor logístico e venda de ativos de renda urbana. Em agosto, o fundo havia concluído a aquisição do imóvel de Itapevi, com 34.286 metros quadrados de ABL, integralmente locado ao Grupo Carrefour, também por meio do Guardian Prime Log.</p>
<h2>Ativo frigorificado combina locação integral e possibilidade de expansão</h2>
<p>O Complexo Logístico Nova Santa Rita tem características diferentes das de um galpão logístico convencional. A Guardian destaca a oferta restrita de imóveis frigorificados no país e estima que o custo de construção desse tipo de ativo seja de duas a três vezes superior ao de um galpão seco. Isso cria uma barreira de entrada maior para novos empreendimentos especializados, embora a condição de <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340298">mercado</a> não elimine riscos relacionados a demanda, ocupação e capacidade de renovação dos contratos.</p>
<p>O imóvel fica às margens da BR-386, com acesso às BR-448, BR-116 e BR-290, a aproximadamente 25 quilômetros de Porto Alegre. Segundo o fato relevante, Nova Santa Rita concentra o maior estoque de galpões logísticos da região metropolitana, com cerca de 291 mil metros quadrados construídos e ocupação integral. A gestora também cita a presença de centros de distribuição de grandes <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340297">empresas</a> na região como fator de atratividade logística.</p>
<p>Outro elemento incorporado ao negócio é o potencial de ampliação do empreendimento. O projeto de expansão aprovado prevê aproximadamente 13.900 metros quadrados adicionais. Em relação à ABL atual de 18.987 metros quadrados, essa expansão representa cerca de 73% de área locável adicional. A gestora informa ainda que existe potencial construtivo para levar a ABL total para mais de 60 mil metros quadrados, o que significaria mais que triplicar a área atualmente locável do complexo.</p>
<p>A localização também foi destacada pela Guardian em relação aos eventos climáticos que afetaram o Rio Grande do Sul. O fato relevante afirma que o ativo está fora da área atingida pelas enchentes recentes no Estado. A informação é relevante para a avaliação operacional do imóvel, mas não elimina a necessidade de acompanhamento dos riscos logísticos e de infraestrutura que podem afetar a região metropolitana de Porto Alegre.</p>
<h2>Pagamento parcelado preserva liquidez para a carteira</h2>
<p>O GARE11 assumiu uma obrigação de aproximadamente R$ 155,9 milhões, mas não precisa desembolsar o valor integral imediatamente. O contrato prevê quitação em até 18 meses a partir de 2 de outubro. A Guardian afirmou que a obrigação é compatível com a posição atual de disponibilidades do fundo, superior a R$ 1 bilhão.</p>
<p>O último relatório gerencial disponível antes da aquisição mostrava disponibilidades consolidadas de R$ 1,014 bilhão em 31 de agosto, ante R$ 1,022 bilhão em julho. Naquele momento, o fundo tinha obrigações financeiras consolidadas de R$ 847 milhões até 2043, com saldo de principal de R$ 752 milhões, e a gestão classificava a alavancagem líquida de disponibilidades em patamar negativo equivalente a 7% do ativo.</p>
<p>Tomando como referência o caixa informado no fim de agosto, o valor integral da nova aquisição corresponderia a aproximadamente 15,4% daquela posição de disponibilidades. A comparação não representa o caixa atual após as movimentações de setembro e outubro, mas dimensiona a ordem de grandeza da obrigação em relação à liquidez reportada mais recentemente antes do negócio. A estrutura parcelada reduz o desembolso imediato e permite que a aquisição seja incorporada sem exigir uma saída integral de caixa na data de fechamento.</p>
<p>O fundo também mantinha, em agosto, guidance de distribuição entre R$ 0,083 e R$ 0,090 por cota para os 12 meses de 2026. Naquele mês, o rendimento distribuído foi de R$ 0,083 por cota, enquanto o resultado líquido alcançou R$ 24,46 milhões, ou R$ 0,085 por cota. O dividend yield anualizado com base na cotação de fechamento de agosto, de R$ 8,44, era de 11,8%.</p>
<h2>Venda de imóveis ao Riza ainda altera a fotografia do portfólio</h2>
<p>A composição definitiva do GARE11 ainda depende de outro movimento relevante: a venda de um conjunto de imóveis ao FII Riza Master. O fundo informou em setembro que a primeira liquidação da operação, inicialmente prevista para agosto, havia sido reprogramada para ocorrer ao longo de outubro de 2026, enquanto a segunda tranche continuava prevista para janeiro de 2027.</p>
<p>Esse processo é importante porque a venda faz parte da mesma estratégia de reequilíbrio que sustenta a compra do ativo de Nova Santa Rita. O GARE11 havia anunciado em junho a negociação de um portfólio avaliado em R$ 804,36 milhões, envolvendo imóveis de diferentes estados e inquilinos, com estrutura que inclui recebimento de cotas subordinadas do veículo comprador.</p>
<p>O fato relevante de 2 de outubro apresenta, por isso, duas fotografias possíveis do portfólio. Na primeira, considera somente a aquisição do complexo gaúcho. Na segunda, incorpora também a venda dos ativos ao Riza. Nesta última simulação, a logística alcançaria 50% da exposição, enquanto renda urbana responderia por 41% e escritórios por 9%. A própria gestora ressalva que os números ainda são provisórios e que a composição completa será detalhada no próximo relatório gerencial.</p>
<p>A sequência das operações indica uma mudança relevante na estratégia do GARE11. O fundo começou 2026 com uma carteira mais concentrada em renda urbana e vem utilizando a reciclagem de ativos, o caixa acumulado e novas aquisições para ampliar a participação logística. A compra de Nova Santa Rita adiciona um imóvel especializado, com ocupação integral por dois locatários, contratos corrigidos pelo IPCA e possibilidade de expansão física, enquanto a estrutura de pagamento distribui o desembolso financeiro ao longo de até um ano e meio.</p>
<p>O próximo relatório gerencial deverá apresentar a fotografia consolidada do portfólio após os efeitos da nova aquisição e, dependendo do cronograma, das primeiras etapas da venda ao Riza. Também será nesse documento que o mercado poderá avaliar com maior precisão a evolução da receita por segmento, da concentração por locatário, da posição de caixa e dos efeitos da nova operação sobre a geração de resultados do fundo.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>B3/FundosNet &#8211; fato relevante de 2 de outubro de 2026 sobre a aquisição do Complexo Logístico Nova Santa Rita pelo GARE11</em></p>
<p><em>GARE11/Guardian Gestora &#8211; relatório gerencial de agosto de 2026, com posição de caixa, composição do portfólio, rendimentos, alavancagem e aquisição de Itapevi</em></p>
<p><em>GARE11/Guardian Gestora &#8211; informações sobre a operação de venda de imóveis ao FII Riza Master e reprogramação da primeira liquidação</em></p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Mercado reprecifica cenário eleitoral e mira ações ligadas a juros, estatais e atividade doméstica</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/mercado-reprecifica-eleicoes-2026-flavio-bolsonaro</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Lucas Correa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Oct 2026 17:34:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ações]]></category>
		<category><![CDATA[Banco do Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições 2026]]></category>
		<category><![CDATA[Flávio Bolsonaro]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado Financeiro]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Petrobras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O resultado do primeiro turno das eleições presidenciais de 2026 produziu uma das maiores reprecificações recentes dos ativos brasileiros. Flávio Bolsonaro (PL) terminou à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% do presidente, uma diferença de 1,87 ponto percentual. Com os dois classificados para o segundo turno [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O resultado do primeiro turno das eleições presidenciais de 2026 produziu uma das maiores reprecificações recentes dos ativos brasileiros. Flávio Bolsonaro (PL) terminou à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% do presidente, uma diferença de 1,87 ponto percentual. Com os dois classificados para o segundo turno de 25 de outubro, o <a class="wpil_keyword_link" title="Ibovespa" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340301">Ibovespa</a> chegou a 209.605 pontos na sessão desta segunda-feira (5), alta de 9,10% sobre o fechamento de sexta-feira, enquanto o dólar recuou para R$ 4,95.</p>
<p>A distância entre os candidatos também foi relevante em termos absolutos. Flávio recebeu 56,10 milhões de votos válidos, enquanto Lula teve 53,88 milhões, diferença de 2,23 milhões de votos. O resultado, porém, não encerra a disputa e tampouco representa uma indicação definitiva sobre a condução da <a class="wpil_keyword_link" title="Política" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340303">política</a> econômica. O que mudou imediatamente foi a probabilidade atribuída pelo <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340302">mercado</a> a diferentes cenários para 2027.</p>
<p>A composição do Congresso reforçou essa leitura. O PL elegeu 121 deputados federais, 24 a mais do que em 2022, e terá a maior bancada da Câmara na próxima legislatura. No Senado, a legenda elegeu 19 representantes e deverá iniciar 2027 com 28 senadores. O número equivale a cerca de 34,6% das 81 cadeiras da Casa, mas ainda está longe de representar maioria isolada. Na Câmara, os 121 deputados correspondem a aproximadamente 23,6% das 513 cadeiras.</p>
<h2>Queda dos juros é o principal canal para a Bolsa</h2>
<p>A reação dos investidores está concentrada menos no resultado eleitoral em si do que nas consequências esperadas para juros, risco fiscal e fluxo de capital. Na prática, ações domésticas mais dependentes do custo do dinheiro passaram a incorporar uma hipótese de juros futuros menores caso um eventual governo de Flávio consiga executar um programa de ajuste fiscal considerado crível pelo mercado.</p>
<p>O movimento pode ser dimensionado pela própria variação do Ibovespa. O índice havia encerrado o pregão de 2 de outubro em 192.114,55 pontos. Na segunda-feira, a máxima de 209.605,70 pontos representou ganho de 17.491,15 pontos em relação ao fechamento anterior, equivalente a 9,10%.</p>
<p>No câmbio, a diferença também foi expressiva. O <a class="wpil_keyword_link" title="Dólar" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340305">dólar</a> comercial havia encerrado a sexta-feira a R$ 5,2165. A mínima registrada na sessão seguinte foi de R$ 4,9540, uma apreciação de aproximadamente 5,0% do real em relação ao fechamento anterior. A combinação de Bolsa em alta e dólar em queda indica redução do prêmio de risco exigido para ativos brasileiros, embora o movimento ainda seja essencialmente uma antecipação sobre o cenário político e não uma alteração imediata dos fundamentos fiscais.</p>
<p>É justamente nesse ponto que o mercado começa a separar as companhias que poderiam responder mais rapidamente a uma queda das taxas das <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340304">empresas</a> que funcionariam como proteção em um cenário de continuidade do atual governo.</p>
<p>O BTG Pactual avalia que uma eventual vitória de Flávio poderia levar as ações brasileiras de volta para a média histórica de negociação dos últimos dez anos, com potencial de alta adicional de 11% a 20% em reais. Em um cenário ainda mais favorável, associado a uma reprecificação acima da média, a instituição trabalha com potencial superior.</p>
<p>A hipótese, contudo, depende da transformação da expectativa em política econômica. A própria reação desta segunda-feira ocorre antes da definição da equipe de governo, do detalhamento de medidas fiscais e da capacidade do Executivo de construir maioria para aprová-las.</p>
<h2>Varejo, construção e mercado de capitais ficam mais sensíveis</h2>
<p>Entre os setores mais expostos ao fechamento da curva de juros estão varejistas, construtoras, administradoras de shopping centers, empresas de serviços financeiros e companhias mais alavancadas. A lógica é direta: juros menores reduzem o custo de financiamento, favorecem o consumo de bens duráveis e aumentam o valor presente dos fluxos de caixa futuros.</p>
<p>É por isso que as carteiras eleitorais elaboradas pelas instituições financeiras convergem em alguns nomes. O BTG colocou entre suas preferências Lojas Renner (LREN3), C&amp;A (CEAB3), Assaí (ASAI3), Cyrela (CYRE3), B3 (B3SA3), XP Inc. (XPBR31), Localiza (RENT3), Motiva (MOTV3), Rede D’Or (RDOR3), Equatorial (EQTL3), Energisa (ENGI11), Auren (AURE3), Sabesp (SBSP3) e Allos (ALOS3).</p>
<p>O Citi chega a uma composição semelhante, destacando Cyrela, Multiplan (MULT3), Sabesp, Assaí, C&amp;A, Hapvida (HAPV3), Petrobras (PETR4), Vale (VALE3), XP e B3 em uma carteira associada a uma eventual vitória de Flávio. O banco relaciona o desempenho esperado a uma agenda com menor intervenção estatal, maior espaço para concessões e privatizações e uma eventual trajetória mais favorável dos juros.</p>
<p>A consequência já apareceu na sessão de segunda-feira. Companhias do varejo e do mercado de capitais estiveram entre as maiores altas do pregão, enquanto empresas exportadoras sofreram com a valorização do real. A transmissão do choque eleitoral, portanto, não ocorre de maneira uniforme dentro do Ibovespa.</p>
<p>Esse contraste é importante porque mostra que o resultado não representa simplesmente uma alta generalizada das ações brasileiras. Ele produz uma rotação entre modelos de <a class="wpil_keyword_link" title="Negócios" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340299">negócios</a>. Empresas cuja tese depende do crescimento interno e do custo de capital tendem a receber maior prêmio quando a curva de juros fecha. Exportadoras, por outro lado, podem perder parte do benefício de suas receitas em moeda estrangeira quando o real se fortalece.</p>
<h2>Petrobras e Banco do Brasil carregam prêmio político</h2>
<p>As estatais ocupam posição particular no chamado trade eleitoral porque o valor atribuído a elas incorpora, além de resultados operacionais, expectativas sobre gestão, nomeações, governança, política de preços e alocação de capital.</p>
<p>Petrobras (PETR3; PETR4) está no centro desse movimento. A Genial Investimentos estima que as ações da companhia negociam com desconto de 19,9% em relação a grandes petroleiras estatais e de 46,6% diante das companhias privadas usadas na comparação. Para a corretora, uma mudança de percepção sobre a interferência estatal poderia reduzir esse desconto antes mesmo de ocorrer qualquer alteração nos resultados da empresa.</p>
<p>A diferença de valuation ajuda a explicar por que a petroleira reage fortemente às eleições. Parte do valor que o mercado atribui à Petrobras depende do quanto os investidores confiam na previsibilidade da política de preços dos combustíveis, no retorno aos acionistas e na disciplina de investimentos. Uma mudança nessas expectativas pode alterar o múltiplo aplicado à companhia sem que produção, reservas ou geração de caixa tenham mudado no curto prazo.</p>
<p>O mesmo raciocínio aparece no Banco do Brasil (BBAS3). O papel vinha sendo acompanhado em carteiras eleitorais justamente pela percepção de que uma eventual redução do prêmio de risco poderia favorecer ativos de bancos e empresas ligadas ao mercado de capitais. Em 5 de outubro, o Banco do Brasil esteve entre as ações com maiores altas durante a forte reação ao primeiro turno.</p>
<p>Nesse caso, o efeito econômico pode ocorrer por dois canais. O primeiro é a redução do custo de capital e da percepção de risco sobre o país. O segundo é a perspectiva de aumento da atividade no mercado de capitais, com maior volume de ofertas de ações, emissões de dívida, fusões e aquisições e operações de crédito caso a <a class="wpil_keyword_link" title="Economia" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340300">economia</a> caminhe para um ciclo de juros menores.</p>
<h2>Cenário Lula favorece exportadoras e empresas resilientes</h2>
<p>Uma vitória de Lula no segundo turno produziria uma rotação diferente. Não necessariamente significaria uma queda generalizada das ações, mas mudaria a composição dos ativos considerados mais protegidos contra um ambiente de juros elevados, dólar mais forte e maior cautela fiscal.</p>
<p>O Citi reuniu, nesse cenário, nomes como Cury (CURY3), Embraer (EMBR3), WEG (WEGE3), Axia Energia (AXIA3), Copel (CPLE3), Bradesco Saúde (SAUD3), Ultrapar (UGPA3), Gerdau (GGBR4), BTG Pactual (BPAC11) e Caixa Seguridade (CXSE3). A lógica combina exportadoras, empresas menos dependentes do consumo doméstico e companhias com exposição a programas públicos, como o Minha Casa, Minha Vida.</p>
<p>A Nomos utiliza lógica parecida. Em sua cesta associada à continuidade de Lula aparecem Suzano (SUZB3), WEG (WEGE3), BB Seguridade (BBSE3), Caixa Seguridade (CXSE3) e TIM (TIMS3). Em outra divisão, a casa separa empresas consideradas resilientes em diferentes cenários, como Itaú Unibanco (ITUB4), Bradesco (BBDC4), Sabesp, Equatorial, CPFL Energia (CPFE3) e Axia Energia.</p>
<p>A diferença fundamental entre as duas cestas está na variável macroeconômica utilizada como referência. No cenário associado a Flávio, a aposta está concentrada em uma eventual compressão dos juros e do prêmio de risco. No cenário Lula, ganham importância empresas capazes de absorver juros mais altos, dólar valorizado ou menor crescimento doméstico.</p>
<p>Para exportadoras como Suzano e Embraer, há ainda uma relação direta com o câmbio. Uma eventual valorização do real reduz, em reais, o valor das receitas obtidas no exterior. Isso ajuda a explicar por que papéis desse grupo podem ficar para trás em uma sessão na qual o índice dispara.</p>
<h2>O segundo turno muda a natureza do risco</h2>
<p>O forte movimento desta segunda-feira não deve ser interpretado como uma antecipação automática do resultado de 25 de outubro. O mercado passou a atribuir probabilidades diferentes aos cenários, mas ainda terá três semanas de campanha, alianças, pesquisas eleitorais, debates e divulgação de propostas econômicas até a votação.</p>
<p>Além disso, o desempenho do PL no Congresso altera a capacidade potencial de negociação de um futuro governo, mas não elimina a necessidade de formar coalizões. A legenda terá 121 deputados e 28 senadores, números expressivos, mas insuficientes para aprovar sozinha mudanças constitucionais, leis complementares ou projetos que dependam de maioria mais ampla.</p>
<p>Esse ponto é especialmente relevante para a tese de ajuste fiscal. Uma vitória de Flávio poderia reduzir o prêmio de risco inicialmente, mas a sustentação do movimento dependeria de propostas concretas, equipe econômica, relação com o Congresso e capacidade de executar medidas de contenção de despesas. É essa sequência que separa uma alta provocada pela expectativa de uma transformação estrutural dos fundamentos.</p>
<p>Do lado de Lula, o mercado também não trabalha com uma carteira baseada apenas em queda dos preços dos ativos. As recomendações mostram que há setores capazes de atravessar um ambiente de maior incerteza, especialmente exportadores, seguradoras, utilities e companhias com geração recorrente de caixa.</p>
<p>Assim, o trade eleitoral ganhou uma característica mais sofisticada após o primeiro turno. O investidor deixou de olhar apenas para quem está à frente na disputa e passou a precificar quais empresas têm maior sensibilidade aos mecanismos econômicos que podem mudar a partir de 2027. Juros, câmbio, risco fiscal, governança das estatais e atividade doméstica passaram a funcionar como os principais eixos de seleção de ativos até a definição do próximo presidente.</p>
<p>O segundo turno, portanto, não será apenas uma disputa pelo Palácio do Planalto para os mercados. Será também o período em que essas expectativas terão de ser confrontadas com propostas econômicas e com a capacidade política de transformar promessas em medidas efetivas. Até lá, a tendência é de maior dispersão entre os papéis e de forte sensibilidade da Bolsa e do câmbio a cada nova informação da campanha.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Tribunal Superior Eleitoral &#8211; resultado do primeiro turno das eleições presidenciais de 2026, votação de Flávio Bolsonaro e Lula e calendário do segundo turno</em></p>
<p><em>Câmara dos Deputados &#8211; composição projetada da próxima legislatura e bancada de 121 deputados eleitos pelo PL</em></p>
<p><em>Senado Federal &#8211; eleição de 19 senadores pelo PL e composição prevista de 28 integrantes da bancada a partir de 2027</em></p>
<p><em>B3 &#8211; comportamento do Ibovespa e referência do mercado acionário brasileiro no período que antecedeu e sucedeu o primeiro turno</em></p>
<p><em>BTG Pactual &#8211; avaliação do potencial de reprecificação das ações brasileiras e setores favorecidos em eventual vitória de Flávio Bolsonaro</em></p>
<p><em>Genial Investimentos &#8211; análise do desconto de Petrobras em relação a petroleiras privadas e estatais e impacto do risco político sobre a companhia</em></p>
<p><em>Citi &#8211; carteiras temáticas de ações para cenários de vitória de Flávio Bolsonaro ou Lula nas eleições de 2026</em></p>
<p><em>Nomos &#8211; seleção de ações associadas aos diferentes cenários eleitorais e empresas consideradas resilientes</em></p>
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		<title>Genial inclui Fleury e JHSF e retira BB Seguridade e Copasa da carteira de dividendos</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/genial-troca-bb-seguridade-copasa-fleury-jhsf-carteira-dividendos</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Oct 2026 17:00:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A Genial Investimentos reformulou a Carteira Dividendos 5+ para outubro, substituindo BB Seguridade (BBSE3) e Copasa (CSMG3) por Fleury (FLRY3) e JHSF (JHSF3). A mudança preserva três nomes do portfólio anterior — Petrobras (PETR4), Itaú Unibanco (ITUB3) e Vibra Energia (VBBR3) — e reforça dois perfis distintos de geração de renda ao acionista: uma empresa [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Genial Investimentos reformulou a Carteira Dividendos 5+ para outubro, substituindo BB Seguridade (BBSE3) e Copasa (CSMG3) por Fleury (FLRY3) e JHSF (JHSF3). A mudança preserva três nomes do portfólio anterior — Petrobras (PETR4), Itaú Unibanco (ITUB3) e Vibra Energia (VBBR3) — e reforça dois perfis distintos de geração de renda ao acionista: uma empresa de saúde com lucro em expansão e endividamento controlado e uma companhia de consumo e serviços de alta renda com pagamentos mensais de dividendos.</p>
<p>A carteira fechou setembro com alta de 6,05%, acima do avanço de 4,45% do Índice Dividendos (IDIV). No acumulado de 2026 até o fim de setembro, a carteira registrava ganho de 7,18%. O desempenho, porém, não foi o motivo apresentado isoladamente para as trocas: segundo a Genial, BB Seguridade perdeu momento apesar da estabilidade do lucro e dos dividendos elevados, enquanto a Copasa passou por deterioração do lucro no semestre e mudança de comando.</p>
<p>A composição de outubro utiliza pesos iguais. Como são cinco ações, cada posição representa 20% da carteira. A metodologia da Genial também estabelece que o rebalanceamento ocorre uma vez por mês, com entrada das novas posições pelo fechamento do último pregão do mês anterior; para outubro, a referência foi o fechamento de 30 de setembro.</p>
<h2>Fleury combina avanço do lucro com distribuição recorrente</h2>
<p>A entrada da Fleury muda a composição da carteira em direção a uma empresa doméstica de saúde cuja tese combina crescimento operacional, menor alavancagem e remuneração ao acionista. No segundo trimestre de 2026, a companhia registrou lucro de R$ 219 milhões, ante R$ 145 milhões no mesmo período de 2025. A diferença de R$ 74 milhões representa expansão de aproximadamente 51% em um ano.</p>
<p>A receita no trimestre chegou a R$ 2,32 bilhões, enquanto a dívida líquida correspondia a 1,6 vez o Ebitda, segundo os dados usados pela Genial. A casa de análise destaca que o papel também está exposto a um eventual recuo dos juros, mas chama atenção para a avaliação mais elevada: a ação era negociada a cerca de 17 vezes o lucro, múltiplo que exige continuidade da execução operacional.</p>
<p>A <a class="wpil_keyword_link" title="Política" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340296">política</a> efetiva de remuneração da companhia ajuda a explicar a inclusão. A Fleury registrou em agosto de 2026 a aprovação de juros sobre capital próprio de R$ 0,40073265756 por ação, com pagamento realizado em 28 de setembro. No exercício anterior, também houve distribuição de dividendos e JCP em diferentes eventos, incluindo pagamentos programados em parcelas, reforçando a presença recorrente da companhia entre os ativos de remuneração ao acionista.</p>
<p>A combinação entre resultado crescente e distribuição reduz a dependência da tese exclusivamente de dividend yield. O retorno ao investidor passa a depender também da capacidade de a companhia sustentar o crescimento de lucro e manter a geração de caixa compatível com a remuneração. Esse ponto é especialmente relevante porque a própria Genial considera o valuation da Fleury superior ao de boa parte das demais ações selecionadas.</p>
<p>O histórico recente mostra ainda uma companhia cuja ação está listada no Novo <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340292">Mercado</a> da B3 sob o código FLRY3. O grupo atua em medicina diagnóstica, com laboratórios e serviços de imagem distribuídos por diferentes marcas e regiões.</p>
<h2>JHSF acrescenta dividendo mensal e maior sensibilidade aos juros</h2>
<p>A segunda novidade é a JHSF, que entra na carteira por uma característica diferente da Fleury: a frequência de distribuição. A Genial classifica a companhia como o ativo mais sensível aos juros entre os cinco integrantes do portfólio e destaca o pagamento mensal de dividendos.</p>
<p>No segundo trimestre, a JHSF registrou lucro de R$ 445 milhões, contra R$ 246 milhões um ano antes. O aumento foi de R$ 199 milhões, ou aproximadamente 81%. A receita chegou a R$ 935 milhões, praticamente o dobro da observada no mesmo período anterior, segundo os dados utilizados pela Genial.</p>
<p>A remuneração mensal não é apenas uma projeção. O histórico oficial de pagamentos da companhia mostra uma sequência de distribuições ao longo de 2026. Entre janeiro e setembro, os valores brutos por ação ficaram próximos de R$ 0,069, e a companhia programou pagamento de R$ 0,0691563395 por ação para outubro, com data de pagamento em 9 de outubro. Há ainda parcelas previstas para novembro e dezembro.</p>
<p>Considerando os pagamentos declarados entre outubro de 2025 e setembro de 2026, a soma chega a aproximadamente R$ 0,715 por ação. Com a cotação de R$ 11,66 registrada no fim de setembro no site de Relações com Investidores da companhia, o rendimento implícito é de cerca de 6,1% nesse intervalo. O número ajuda a dimensionar o percentual de distribuição citado pela Genial, que arredonda o retorno dos últimos 12 meses para perto de 6%.</p>
<p>Há, porém, uma ressalva importante na leitura dos resultados da JHSF. A Genial considera que o lucro do quarto trimestre de 2025 ficou fora do padrão, fazendo com que alguns múltiplos de mercado parecessem artificialmente baixos quando calculados apenas sobre o lucro acumulado. Por isso, a análise da carteira dá maior peso ao resultado recorrente.</p>
<p>A composição também torna a JHSF particularmente dependente do ambiente de juros e do comportamento do consumo de alta renda. Em um ambiente de custo de capital menor, a companhia tende a se beneficiar pelo perfil de seus <a class="wpil_keyword_link" title="Negócios" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340295">negócios</a>, que inclui shopping centers, incorporação de alto padrão, hotelaria, gastronomia e serviços. A mesma característica, porém, significa maior sensibilidade caso as taxas permaneçam elevadas por mais tempo.</p>
<h2>Petrobras, Itaú e Vibra completam a estratégia de renda</h2>
<p>Com as alterações, Petrobras continua como uma das principais fontes de geração de caixa da carteira. A Genial atribui à petroleira a maior capacidade de geração de caixa entre os cinco papéis e aponta que a companhia declarou R$ 3,66 por ação em proventos nos 12 meses analisados, equivalentes a mais de 7% do preço utilizado na avaliação. Parte da remuneração, de R$ 1,35 por ação, ainda estava prevista para pagamento nos meses de novembro e dezembro.</p>
<p>A Petrobras, portanto, ocupa uma posição diferente da JHSF. Enquanto a empresa de shopping centers e serviços acrescenta frequência mensal aos pagamentos, a estatal contribui para o portfólio pela escala de geração de caixa e pelo volume dos proventos.</p>
<p>A Vibra Energia mantém a exposição ao segmento de combustíveis e representa outro componente importante de renda. Nos 12 meses considerados pela Genial, os juros sobre capital próprio declarados pela empresa equivaleram a cerca de 5% do preço da ação. A companhia também apresentou recuperação do lucro em 2026, mas parte desse avanço ocorreu sobre uma base de comparação fraca, razão pela qual a margem operacional permanece como um dos pontos acompanhados pela análise.</p>
<p>Já o Itaú Unibanco funciona como a âncora bancária da carteira. O banco registrou lucro recorrente de R$ 12,4 bilhões no segundo trimestre, crescimento de 7,8% em relação ao mesmo período anterior, com retorno sobre patrimônio recorrente de 24,3% e inadimplência estável em 1,9%. A Genial estimou que os proventos dos 12 meses correspondiam a cerca de 6,6% do preço da ação ordinária.</p>
<p>A permanência dos três papéis mostra que a revisão não representa uma mudança completa de estratégia. A carteira continua concentrada em <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340294">empresas</a> capazes de remunerar o acionista, mas passa a distribuir essa exposição entre diferentes motores de retorno: produção de caixa na Petrobras, rentabilidade e escala no Itaú, remuneração via JCP na Vibra, crescimento com proventos na Fleury e pagamentos mensais associados à JHSF.</p>
<p>As saídas de BB Seguridade e Copasa também não equivalem, segundo a própria Genial, a uma eliminação definitiva dessas companhias das carteiras. A BB Seguridade permaneceu em outra carteira da instituição, a <a class="wpil_keyword_link" title="Ibovespa" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340293">Ibovespa</a> 10+, enquanto a justificativa para sua exclusão da estratégia de dividendos foi a perda de momento, apesar dos dividendos elevados e do lucro estável. A Copasa, por sua vez, teve alterações recentes na estrutura de administração: a companhia divulgou em 28 de setembro nova composição do conselho de administração e da diretoria executiva.</p>
<p>A revisão de outubro, portanto, desloca parte do peso da carteira para ações em que a Genial identifica uma combinação mais favorável entre momento operacional e distribuição. Nos cinco papéis, os proventos declarados nos últimos 12 meses equivalem a cerca de 5% do preço ou mais, segundo a própria metodologia da casa.</p>
<p>O resultado é uma carteira ainda concentrada em renda, mas com duas novas características: Fleury adiciona uma tese de crescimento de lucro apoiada em dívida líquida de 1,6 vez o Ebitda, enquanto JHSF eleva a exposição a pagamentos frequentes e ao eventual efeito de uma redução dos juros sobre empresas voltadas ao consumo de alta renda. A estratégia continua sendo avaliada pela Genial como uma carteira completa e de pesos iguais, e não como uma lista de recomendações independentes de compra e venda.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Genial Investimentos &#8211; carteira recomendada de ações de outubro de 2026 e justificativas para as alterações na Carteira Dividendos 5+</em></p>
<p><em>Fleury &#8211; histórico de dividendos e juros sobre capital próprio de 2026 e exercícios anteriores</em></p>
<p><em>Fleury &#8211; dados cadastrais, ticker FLRY3 e informações de Relações com Investidores</em></p>
<p><em>JHSF &#8211; histórico oficial de pagamento de dividendos, valores por ação e datas de pagamento</em></p>
<p><em>JHSF &#8211; central de resultados do segundo trimestre de 2026</em></p>
<p><em>Copasa &#8211; central de documentos e comunicados sobre resultados, remuneração aos acionistas e mudança da administração</em></p>
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		<item>
		<title>Petrobras (PETR4) encontra novo reservatório no Amapá; Bradesco (BBDC4) homologa aumento de R$ 10 bilhões</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/petrobras-petr4-bradesco-bbdc4-destaques-mercado-5-outubro-2026</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Oct 2026 13:22:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mercados]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A segunda-feira, 5 de outubro, começa movimentada no noticiário corporativo brasileiro, em meio à forte reação dos mercados ao resultado do primeiro turno das eleições. Petrobras, Bradesco e Smart Fit concentram alguns dos principais fatos empresariais do dia, enquanto Totvs, Simpar, Porto Seguro e Sequoia também divulgaram operações capazes de mexer com a avaliação de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A segunda-feira, 5 de outubro, começa movimentada no noticiário corporativo brasileiro, em meio à forte reação dos mercados ao resultado do primeiro turno das eleições. Petrobras, Bradesco e Smart Fit concentram alguns dos principais fatos empresariais do dia, enquanto Totvs, Simpar, Porto Seguro e Sequoia também divulgaram operações capazes de mexer com a avaliação de seus <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank"  rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340273">negócios</a>.</p>
<p>Na Petrobras (PETR4), o destaque é uma nova descoberta no poço Morpho, no bloco FZA-M-59, em águas ultraprofundas da costa do Amapá. A companhia confirmou ter encontrado um novo intervalo portador de petróleo, depois da identificação de hidrocarbonetos anunciada em agosto no mesmo poço. O resultado reforça a expectativa em torno da Margem Equatorial, mas ainda está longe de significar que uma nova área de produção comercial tenha sido comprovada.</p>
<p>O poço está em uma lâmina d’água de 2.886 metros e faz parte da campanha exploratória da Petrobras na região. A empresa iniciou a perfuração em outubro de 2025, depois de obter a licença ambiental necessária para a atividade. Desde então, encontrou petróleo em dois intervalos distintos. Agora, a prioridade é coletar informações suficientes para avaliar o tamanho da acumulação, a qualidade dos reservatórios e, principalmente, se existe volume economicamente viável para justificar um projeto de desenvolvimento.</p>
<p>Essa distinção é importante para o investidor. Encontrar petróleo em um poço exploratório confirma elementos do sistema petrolífero, mas não transforma automaticamente a descoberta em reserva comercial. A própria Petrobras já indicou que serão necessários novos trabalhos de avaliação. A companhia possui compromisso de perfurar outros poços na região e planeja uma campanha mais ampla na Margem Equatorial.</p>
<p>A descoberta ocorre em um momento especialmente favorável para a ação. Os ADRs da Petrobras chegaram a disparar no pré-<a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340269">mercado</a> de Nova York nesta segunda-feira, impulsionados principalmente pela reação dos investidores ao resultado das eleições presidenciais. Isso significa que o movimento do papel mistura dois vetores diferentes: uma notícia exploratória positiva para a companhia e uma reprecificação <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340270">política</a> mais ampla do mercado brasileiro.</p>
<h2>Bradesco conclui etapa de aumento de capital de R$ 10 bilhões</h2>
<p>No Bradesco (BBDC4), o conselho de administração aprovou a homologação do aumento de capital de R$ 10 bilhões deliberado em julho, depois da venda integral dos recibos remanescentes em leilão realizado na B3. Foram subscritas 604.852.753 novas ações, divididas praticamente pela metade entre ordinárias e preferenciais.</p>
<p>As ações ordinárias foram emitidas a R$ 15,43 e as preferenciais a R$ 17,64. No leilão das sobras, os recibos foram vendidos a R$ 15,50 e R$ 17,86, respectivamente, movimentando R$ 283,25 milhões. O ágio de aproximadamente R$ 3,3 milhões será registrado como reserva de capital.</p>
<p>Há uma etapa regulatória ainda pendente. Apesar de o conselho já ter homologado a operação, o aumento precisa da aprovação do Banco Central para ser concluído. Depois desse aval, o capital social do Bradesco passará de R$ 93,77 bilhões para R$ 103,77 bilhões e o banco terá aproximadamente 11,2 bilhões de ações em circulação.</p>
<p>O aumento de capital reforça a estrutura patrimonial da instituição e amplia sua capacidade de suportar crescimento dos ativos, crédito e exigências regulatórias. Para o acionista antigo, porém, operações dessa natureza também exigem atenção à diluição: quem não exerceu os direitos de subscrição passa a deter uma fatia proporcionalmente menor da companhia após a emissão das novas ações.</p>
<h2>Smart Fit entra no Buddha Spa</h2>
<p>A Smart Fit (SMFT3) anunciou nesta segunda-feira um passo que amplia seu negócio para além das academias. O grupo celebrou contrato para adquirir e subscrever ações do Buddha Wellness Group Brasil, controlador do Buddha Spa, e poderá investir até R$ 32 milhões para chegar a uma participação de até 20%.</p>
<p>O acordo prevê ainda uma opção que poderá elevar a participação da Smart Fit para até 30% do capital. O fechamento depende do cumprimento de condições precedentes e a participação definitiva será determinada pelas condições comerciais previstas no contrato.</p>
<p>O Buddha Spa possui 149 unidades em 12 Estados, das quais 96% operam sob o modelo de franquias. A rede trabalha com massagens, day spa, terapias e tratamentos estéticos. Para a Smart Fit, a operação reforça uma estratégia de construção de um ecossistema mais amplo de saúde e bem-estar, indo além da mensalidade tradicional de academia.</p>
<p>A empresa já havia avançado nessa direção com negócios como TotalPass e Velocity. No Buddha Spa, a lógica é complementar: incorporar serviços associados a recuperação, relaxamento e bem-estar sem necessariamente ter de desenvolver uma nova marca do zero. O tamanho do investimento, de até R$ 32 milhões, também é relativamente pequeno diante da escala da Smart Fit, permitindo testar a expansão com risco financeiro limitado.</p>
<p>A rede de spas, por sua vez, planeja acelerar sua internacionalização. A primeira unidade fora do Brasil está prevista para Santiago, no Chile, com planos de expansão para outros países da América Latina.</p>
<h2>Totvs vende operação de transporte por R$ 39 milhões</h2>
<p>A Totvs (TOTS3) concluiu a venda dos 80% que possuía na RJ Participações para a Distribusion Tecnologia do Brasil por aproximadamente R$ 39 milhões. A transação foi conduzida pela subsidiária Totvs Large Enterprise Tecnologia e representa a alienação integral da participação que o grupo mantinha no negócio.</p>
<p>A RJ Participações atua com softwares voltados a <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340271">empresas</a> de transporte de passageiros. O preço poderá sofrer ajustes previstos contratualmente.</p>
<p>Para a Totvs, a operação se encaixa num movimento de revisão de portfólio que combina aquisições em áreas consideradas estratégicas com a saída de ativos que deixam de ter a mesma importância dentro da estrutura do grupo. A companhia, portanto, não está simplesmente reduzindo presença em tecnologia, mas realocando capital em negócios considerados mais aderentes ao seu núcleo de software, gestão e serviços financeiros.</p>
<h2>Simpar renova R$ 598 milhões em swaps</h2>
<p>A Simpar (SIMH3) informou que sua controlada CS Brasil contratou R$ 598,1 milhões em novas operações de total return swap. Os contratos renovam parcialmente estruturas anteriores e estendem o vencimento para 2 de outubro de 2028.</p>
<p>Os swaps têm como referência ações de subsidiárias do grupo, entre elas JSL, Movida, Vamos e Automob. Na prática, esse tipo de contrato permite trocar o resultado econômico de determinados ativos sem que seja necessária uma compra direta equivalente dos papéis. A estrutura precisa ser lida dentro da gestão financeira do conglomerado e não como simples aquisição adicional de ações.</p>
<p>Segundo a companhia, a CS Brasil vendeu à vista quantidade equivalente de ações e preservou a participação econômica do grupo nas subsidiárias por meio das novas estruturas. A renovação alonga o prazo das operações e mantém a exposição financeira planejada.</p>
<h2>Porto Seguro reorganiza vertical de serviços</h2>
<p>A Porto Seguro (PSSA3) comunicou que a controlada Porto Serviço pediu à Comissão de Valores Mobiliários o cancelamento de seu registro de companhia aberta. A medida faz parte de uma reorganização societária da vertical de serviços do grupo e busca simplificar sua estrutura e aumentar ganhos de sinergia e escala.</p>
<p>O pedido não significa que a própria Porto Seguro esteja deixando a Bolsa. A companhia listada permanece PSSA3. O procedimento diz respeito especificamente à Porto Serviço, controlada do grupo.</p>
<p>Essa distinção é relevante porque a expressão “cancelamento de registro” pode ser interpretada como fechamento do capital da empresa-mãe. Não é o caso. O movimento está inserido numa reorganização interna de subsidiárias.</p>
<h2>Sequoia fará grupamento de 150 para 1</h2>
<p>A Sequoia (SEQL3) aprovou em assembleia o grupamento de suas ações na proporção de 150 papéis atuais para uma nova ação. A operação não altera o capital social da companhia e tem como objetivo elevar o preço unitário dos papéis, adequando a cotação às regras da B3.</p>
<p>Os papéis passarão a ser negociados de forma agrupada a partir de 3 de novembro. A B3 havia concedido prazo até 15 de novembro para que a empresa voltasse a manter sua ação acima do preço mínimo exigido.</p>
<p>Um grupamento de 150 para 1 significa, por exemplo, que um investidor com 15 mil ações passará a possuir 100, antes de eventuais tratamentos de frações. O valor econômico total da posição, em tese, não muda apenas por causa do grupamento: o número de ações cai na mesma proporção em que o preço unitário é ajustado.</p>
<p>A medida também não resolve sozinha os fundamentos da companhia. Grupamentos são frequentemente usados quando uma ação permanece por períodos prolongados abaixo de R$ 1, evitando a classificação como penny stock e atendendo às exigências da Bolsa. A evolução posterior do preço continua dependendo da situação financeira, operacional e estratégica da empresa.</p>
<h2>Mercado começa semana com política e empresas no radar</h2>
<p>O noticiário corporativo desta segunda-feira ocorre simultaneamente a uma abertura excepcionalmente volátil do mercado brasileiro. O resultado do primeiro turno presidencial provocou forte valorização dos ativos do país no exterior e levou o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank"  rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340274">dólar</a> a abrir abaixo de R$ 5 nesta manhã, enquanto investidores ajustavam posições para o novo cenário eleitoral.</p>
<p>Nesse ambiente, distinguir movimentos específicos das empresas da reprecificação geral do mercado será particularmente importante. Petrobras, bancos e companhias domésticas podem apresentar oscilações muito maiores do que aquelas explicadas apenas pelos fatos corporativos divulgados no fim de semana.</p>
<p>A Petrobras chega à sessão com uma descoberta exploratória relevante, mas ainda sem volume comercial comprovado. O Bradesco completa praticamente todo o processo de uma capitalização de R$ 10 bilhões, faltando o aval regulatório do Banco Central. A Smart Fit amplia sua estratégia no mercado de bem-estar, enquanto Totvs, Simpar, Porto Seguro e Sequoia realizam movimentos de portfólio, financiamento e estrutura societária.</p>
<p>São <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/noticias" target="_blank"  rel="noopener" title="Notícias" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340272">notícias</a> distintas, mas reunidas em um pregão que começa sob uma mesma variável dominante: depois das urnas de domingo, política e balanços corporativos voltam a disputar simultaneamente a formação dos preços na B3.</p>
<p><strong>Fontes</strong></p>
<p>Petrobras — comunicado sobre nova descoberta no poço Morpho, bloco FZA-M-59.</p>
<p>Bradesco — comunicado sobre leilão de sobras e aumento de capital.</p>
<p>Smart Fit — comunicado ao mercado sobre investimento no Buddha Wellness Group Brasil.</p>
<p>Totvs — Relações com Investidores e comunicado sobre alienação da RJ Participações.</p>
<p>Simpar — comunicado ao mercado sobre operações de total return swap da CS Brasil.</p>
<p>Porto Seguro — fato relevante sobre reorganização da Porto Serviço.</p>
<p>Sequoia — deliberações societárias sobre grupamento de ações.</p>
<p>B3 — regras para negociação de ações com cotação inferior a R$ 1.</p>
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		<title>Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3) disparam em Nova York após Flávio liderar 1º turno</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/petrobras-petr4-vale-vale3-disparam-eleicoes-flavio-primeiro-turno</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Oct 2026 10:30:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mercados]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os ativos brasileiros negociados no exterior abriram a segunda-feira, 5 de outubro, com forte valorização depois de Flávio Bolsonaro (PL) terminar o primeiro turno da eleição presidencial à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Antes da abertura de Wall Street, os ADRs da Petrobras chegaram a subir quase 10%, enquanto Vale, bancos, Embraer [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Os ativos brasileiros negociados no exterior abriram a segunda-feira, 5 de outubro, com forte valorização depois de Flávio Bolsonaro (PL) terminar o primeiro turno da eleição presidencial à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Antes da abertura de Wall Street, os ADRs da Petrobras chegaram a subir quase 10%, enquanto Vale, bancos, Embraer e fundos que concentram ações brasileiras também registraram ganhos expressivos.</p>
<p>Por volta das 6h45, no horário de Brasília, o ADR da Petrobras negociado em Nova York subia 9,93%, cotado a US$ 23,80. Na sexta-feira, o papel havia encerrado a sessão a US$ 21,65, o que representa uma valorização de US$ 2,15 por recibo apenas na indicação do pré-<a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340260">mercado</a>. O movimento ganhou força poucas horas depois da confirmação de que Flávio terminou a primeira etapa da eleição com 47,03% dos votos válidos, diante de 45,16% de Lula.</p>
<p>A Vale acompanhou a reação, ainda que em intensidade menor. Os ADRs da mineradora avançavam 6,03%, para US$ 14,59. O comportamento da companhia ajuda a mostrar que o movimento não estava restrito às estatais ou a <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340256">empresas</a> diretamente expostas a decisões de governo. A Vale é uma companhia privada e, neste caso, a valorização reflete também uma reprecificação mais ampla do risco Brasil e das expectativas dos investidores em relação à <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340262">política</a> econômica a partir de 2027.</p>
<p>Os bancos tiveram algumas das maiores altas da manhã. Itaú Unibanco chegou a avançar 12,4%, para US$ 9,66, enquanto os ADRs do Bradesco subiam 11,93%, para US$ 4,08. O Nubank apresentava valorização em torno de 10,2%, e as ações da XP negociadas na Nasdaq chegaram a ganhar aproximadamente 15%. O Santander Brasil também operava no campo positivo, com alta próxima de 3,7%. A Embraer avançava 5,72%, para US$ 79,51.</p>
<p>As cotações são fotografias de um mercado ainda com volume menor do que o pregão regular e podem mudar rapidamente antes da abertura de Nova York. O pré-mercado tende a apresentar oscilações mais acentuadas, especialmente depois de eventos políticos capazes de alterar de forma brusca as posições dos investidores. Por isso, os percentuais registrados durante a madrugada e o início da manhã não devem ser tratados como indicação exata de quanto cada ação subirá quando as bolsas brasileira e americana estiverem plenamente abertas.</p>
<h2>EWZ antecipa forte volatilidade para a Bolsa brasileira</h2>
<p>Outro termômetro acompanhado desde a noite de domingo foi o iShares MSCI Brazil ETF, negociado nos Estados Unidos pelo código EWZ. O fundo reúne algumas das maiores empresas brasileiras e acompanha o MSCI Brazil 25/50 Index. Embora seja frequentemente chamado de “Ibovespa em dólar”, <strong>o EWZ não replica o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank"  rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340259">Ibovespa</a></strong> e sua composição e metodologia são diferentes das do principal índice da B3.</p>
<p>O fundo chegou a registrar altas superiores a 8% no after-market de domingo e teve indicações acima de 10% em determinados momentos das negociações fora do horário regular. As cotações variaram de forma significativa ao longo da madrugada e da manhã, justamente em razão da baixa liquidez desses períodos e do reposicionamento acelerado dos investidores depois da apuração.</p>
<p>A volatilidade do EWZ é um dos principais sinais de que a abertura da B3 deverá ser marcada por movimentos fortes. O fundo possui elevada concentração em instituições financeiras, energia e mineração, exatamente os setores que apareceram entre os maiores ganhadores nas negociações americanas desta segunda-feira.</p>
<p>A reação também começou no Japão. Um ETF que acompanha ações brasileiras e é negociado em Tóquio abriu a sessão asiática com valorização próxima de 8%, tornando-se um dos primeiros ativos líquidos a incorporar o resultado eleitoral brasileiro depois do fechamento das urnas.</p>
<h2>Mercado havia se preparado para outro resultado</h2>
<p>A intensidade do movimento está relacionada menos à confirmação do segundo turno — cenário que já era amplamente esperado — e mais à ordem em que os candidatos terminaram a votação e à diferença entre eles.</p>
<p>Na reta final da campanha, boa parte das principais pesquisas mostrava Lula numericamente à frente. Datafolha, Quaest e AtlasIntel apontavam vantagem do presidente, ainda que alguns dos levantamentos colocassem os dois candidatos dentro ou próximos das margens de erro. A apuração produziu o cenário inverso: Flávio terminou em primeiro lugar e abriu aproximadamente 1,9 ponto percentual sobre Lula.</p>
<p>Essa diferença obrigou gestores a rever posições montadas antes da votação. Para parte do mercado, o resultado aumentou a probabilidade de uma vitória de Flávio no segundo turno e, consequentemente, a chance de uma mudança na condução da política econômica em 2027.</p>
<p>Analistas ouvidos pela Reuters projetavam uma reação inicial de aproximadamente 7% a 8% para as ações brasileiras e uma valorização do real que poderia chegar a 4% ou 5%, dependendo das condições de mercado ao longo do dia. Gestores consultados pela Bloomberg também trabalharam com uma abertura fortemente positiva da Bolsa e queda relevante do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank"  rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340261">dólar</a>.</p>
<p>Essas projeções não significam que os preços necessariamente terminarão a sessão nesses níveis. Representam a avaliação feita antes da abertura da B3 e podem ser alteradas por realização de lucros, movimentos externos, declarações políticas ou novas informações sobre o segundo turno.</p>
<h2>Petrobras concentra expectativa sobre mudança de política econômica</h2>
<p>A valorização mais intensa da Petrobras tem uma explicação adicional. Por ser uma companhia controlada pela União, a empresa costuma responder com maior sensibilidade às mudanças de percepção sobre política de preços, dividendos, investimentos e eventual interferência governamental.</p>
<p>Quando investidores passam a atribuir maior probabilidade a uma administração considerada mais favorável à autonomia empresarial, redução da interferência estatal ou distribuição de dividendos, é comum que as ações da companhia sejam reavaliadas rapidamente. O movimento inverso também ocorre quando cresce a expectativa de utilização da estatal para objetivos de política pública que possam reduzir a rentabilidade percebida pelos acionistas.</p>
<p>Isso não significa que Flávio Bolsonaro tenha anunciado nesta segunda-feira uma mudança específica para a Petrobras. A alta é uma resposta das mesas de negociação às expectativas sobre o que uma eventual troca de governo poderia significar para a companhia.</p>
<p>Há ainda um componente que não pode ser atribuído à eleição. A Petrobras já havia subido 2,81% na sexta-feira, para R$ 51,17 nas ações preferenciais negociadas na B3, após fatores corporativos e movimentos do mercado internacional. Parte da valorização anterior ao pleito também refletia investidores ajustando suas posições para a votação.</p>
<h2>Bancos sobem com expectativa de redução do risco fiscal</h2>
<p>O avanço de Itaú, Bradesco, Nubank e XP indica que a leitura dos investidores vai além das empresas controladas pelo governo. Instituições financeiras são particularmente sensíveis às expectativas para juros, atividade econômica, crédito e risco soberano.</p>
<p>A interpretação predominante nas primeiras horas da segunda-feira era de que uma eventual mudança de governo poderia aumentar as chances de um ajuste fiscal mais forte. Se essa percepção levar a uma redução dos prêmios cobrados nos juros de longo prazo, bancos, varejistas, construtoras e outras empresas voltadas ao mercado doméstico tendem a ser beneficiados pela reprecificação.</p>
<p>O raciocínio, porém, depende de várias etapas que ainda não ocorreram. Flávio precisa vencer o segundo turno, anunciar uma equipe econômica, apresentar medidas concretas e demonstrar capacidade de aprovação no Congresso. Uma reação positiva imediata do mercado não equivale, portanto, a uma avaliação definitiva sobre um eventual governo.</p>
<p>O novo Congresso também entrou nas contas dos investidores. O fortalecimento da direita e do PL no Senado e na Câmara aumentou a percepção de que um eventual governo Flávio poderia encontrar condições políticas mais favoráveis para aprovar parte de uma agenda econômica liberal. Esse cenário também ajuda a explicar por que a reação dos ativos foi mais ampla do que apenas Petrobras e outras estatais.</p>
<h2>Bolsa já havia subido 2,6% antes da votação</h2>
<p>O Ibovespa entrou na eleição em um patamar elevado. Na sexta-feira, último pregão antes do primeiro turno, o índice avançou 2,63% e encerrou aos 192.114 pontos, próximo das máximas observadas no ano. O dólar terminou o dia a aproximadamente R$ 5,216.</p>
<p>Parte da alta de sexta já refletia o chamado “trade eleitoral”, mas o movimento não estava isolado do cenário internacional. Dados mais fracos do mercado de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/trabalho" target="_blank"  rel="noopener" title="Trabalho" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340258">trabalho</a> dos Estados Unidos aliviaram pressões sobre os juros americanos e favoreceram moedas e bolsas de países emergentes. A Petrobras também teve suporte de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/noticias" target="_blank"  rel="noopener" title="Notícias" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340257">notícias</a> corporativas.</p>
<p>Essa combinação é relevante para interpretar o que acontecerá nesta segunda-feira. Nem toda variação do Ibovespa ou do câmbio poderá ser atribuída exclusivamente às urnas. Juros americanos, preço do petróleo, minério de ferro e desempenho das bolsas internacionais continuam interferindo nos ativos brasileiros.</p>
<p>Ainda assim, o tamanho dos movimentos registrados nos ADRs antes da abertura deixa pouca dúvida de que o resultado eleitoral será o principal vetor do pregão doméstico.</p>
<h2>Segundo turno pode devolver volatilidade aos preços</h2>
<p>A primeira reação é favorável aos ativos brasileiros, mas faltam três semanas para a decisão presidencial. Flávio terminou o primeiro turno com 47,03%, enquanto Lula recebeu 45,16%, e os dois voltarão às urnas em 25 de outubro.</p>
<p>Uma diferença inferior a dois pontos não transforma o segundo turno em resultado definido. Os votos dos demais candidatos, a abstenção, os apoios partidários e o desempenho das próximas pesquisas poderão alterar as expectativas do mercado durante todo o período.</p>
<p>Isso cria espaço para movimentos bruscos nas duas direções. Uma pesquisa mostrando aumento da vantagem de Flávio pode reforçar posições iniciadas nesta segunda-feira. Uma recuperação de Lula, por outro lado, pode provocar realização de lucros e reversão parcial das altas.</p>
<p>O mercado também deverá acompanhar as primeiras sinalizações econômicas das duas campanhas. Nomes cogitados para a Fazenda, compromisso com metas fiscais, trajetória da dívida pública, papel das estatais e relação com o Congresso tendem a assumir importância crescente à medida que a eleição se aproxima da decisão.</p>
<p>A sessão desta segunda-feira é, portanto, a primeira reprecificação concreta do cenário político depois das urnas. Petrobras e Vale abriram esse movimento em Nova York, seguidas pelos bancos, Embraer e pelos fundos de ações brasileiras. A B3 será o próximo teste para medir quanto da surpresa eleitoral será efetivamente incorporado aos preços — e quanto será devolvido depois da euforia inicial.</p>
<p><strong>Fontes</strong></p>
<p>Reuters — reação de investidores e analistas ao primeiro turno das eleições brasileiras.</p>
<p>Bloomberg — projeções de gestores para Bolsa, real e ativos brasileiros após o resultado eleitoral.</p>
<p>Folha de S.Paulo — cotações de Petrobras, Vale, bancos e Embraer no pré-mercado de Nova York.</p>
<p>Tribunal Superior Eleitoral — resultado oficial do primeiro turno da eleição presidencial de 2026.</p>
<p>B3 — fechamento do Ibovespa e das ações brasileiras no pregão de 2 de outubro.</p>
<p>iShares — metodologia e composição do MSCI Brazil ETF (EWZ).</p>
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		<title>Guia prático de Forex e CFD: o que o iniciante precisa aprender antes de clicar em comprar ou vender</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/como-funciona-forex-cfd-guia-iniciante-cvm-alavancagem-imposto-15-por-cento</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Oct 2026 06:42:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Quem abre um aplicativo de trading e vê pares como dólar x euro, libra x dólar ou contratos de petróleo e índices americanos com botão de compra e venda em segundos está diante de um derivativo. Você não compra a moeda em espécie nem a ação listada fora. Você firma um contrato cuja liquidação depende [&#8230;]</p>
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<div class="space-y-4 whitespace-normal [&amp;&gt;*:first-child]:mt-0 [&amp;&gt;*:last-child]:mb-0 mb-4 flex flex-col gap-6">
<p>Quem abre um aplicativo de trading e vê pares como dólar x euro, libra x dólar ou contratos de petróleo e índices americanos com botão de compra e venda em segundos está diante de um derivativo. Você não compra a moeda em espécie nem a ação listada fora. Você firma um contrato cuja liquidação depende da diferença de preço entre o momento de abertura e o de fechamento. Essa é a base do Forex no varejo e do contrato por diferença, o CFD. Aprender essa diferença antes de depositar é o primeiro filtro de proteção do capital.</p>
<p>No Brasil, esse <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="338015">mercado</a> ganhou tração pela facilidade de acesso, mas segue sem autorização para oferta ativa no varejo. A página oficial da Comissão de Valores Mobiliários sobre Forex, modificada em 5 de janeiro de 2026, informa que não há instituição brasileira autorizada a oferecer o produto. A CVM classifica Forex, CFD e opções binárias como derivativos enquadrados como valores mobiliários e trata a oferta pública não registrada e a atuação de intermediário não integrante do sistema de distribuição da Lei nº 6.385, de 1976, como ilegal.</p>
<h3 class="mt-6 mb-2 font-semibold text-xl" data-streamdown="heading-3">Primeiro ensinamento: o que você está negociando de fato</h3>
<p>No Forex, a negociação ocorre sobre pares de moedas. O investidor negocia a relação de troca entre duas moedas e é remunerado pela variação dessa relação. No CFD, o contrato é com a própria plataforma ou com o provedor de liquidez dela. Se o preço sobe e você estava comprado, recebe a diferença. Se cai, paga a diferença. Não há entrega física, não há registro em depositária central, não há direito a dividendo ou voto.</p>
<p>Essa distinção muda toda a cadeia de direitos. Ao comprar uma ação na B3, você adquire fração de companhia, com liquidação em ambiente regulado e custódia central. No CFD de ação estrangeira, você não se torna acionista. Você tem exposição ao preço. A contraparte da operação é a plataforma. Por isso, a leitura do contrato com o cliente, da <a class="wpil_keyword_link" title="Política" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="338014">política</a> de execução de ordens e do aviso de risco não é formalidade. É onde estão definidas regras de preço, de encerramento automático, de custos e de conflito de interesses.</p>
<h3 class="mt-6 mb-2 font-semibold text-xl" data-streamdown="heading-3">Segundo ensinamento: por que a CVM trata como valor mobiliário e emite stop order</h3>
<p>A CVM utiliza dois fundamentos. Primeiro, a operação se amolda à definição de contrato derivativo do art. 2º da Lei nº 6.385. Segundo, derivativo é valor mobiliário sujeito a registro. Oferta pública sem registro e intermediação por quem não integra o sistema de distribuição do art. 15 são consideradas irregulares.</p>
<p>O instrumento prático desse controle é o ato declaratório. O Ato Declaratório CVM 17.790, divulgado pela Superintendência de Relações com o Mercado e Intermediários, apontou captação de residentes por site próprio para Forex, CFD e opções binárias por empresa que não integra o sistema de distribuição. A determinação foi de suspensão imediata da veiculação da oferta pública, de forma direta ou indireta, por qualquer meio de conexão à rede mundial de computadores, sob pena de multa diária. A autarquia ressalta que a medida é cautelar, para prevenir situação anormal de mercado, e não se confunde com penalidade, que depende de processo administrativo sancionador.</p>
<p>Para quem estuda, a lição é objetiva. Antes de considerar qualquer plataforma, consulte os canais oficiais da CVM, verifique se há ato declaratório publicado e entenda que licença estrangeira não supre a exigência de registro para oferta ativa no Brasil. A ausência de autorização local não é detalhe burocrático. Ela retira o investidor das proteções previstas nas regras brasileiras de distribuição, informação e solução de conflitos.</p>
<h3 class="mt-6 mb-2 font-semibold text-xl" data-streamdown="heading-3">Terceiro ensinamento: como enviar dinheiro ao exterior dentro da regra do Banco Central</h3>
<p>A proibição de oferta irregular no Brasil não impede a pessoa física de enviar recursos ao exterior por conta própria, desde que por via cambial regular. Esse ponto costuma gerar confusão e precisa ser separado.</p>
<p>O Regulamento do Mercado de Câmbio e Capitais Internacionais estabelece que pessoas físicas e jurídicas podem comprar e vender moeda estrangeira ou realizar transferências internacionais em reais, de qualquer natureza, sem limitação de valor, sendo contraparte na operação agente autorizado a operar no mercado de câmbio, observada a legalidade da transação e sua fundamentação econômica. As operações devem ser celebradas com banco ou corretora autorizada e registradas nos sistemas oficiais, com identificação de remetente, documento e conta quando a entrega não for por débito em conta.</p>
<p>O Marco Legal do Câmbio, Lei nº 14.286, de 29 de dezembro de 2021, regulamentado pela Resolução BCB nº 277, de 31 de dezembro de 2022, manteve a exigência de agente autorizado como contraparte e reforçou deveres de identificação de cliente e de verificação de base econômica. Na prática do iniciante, isso significa contratar câmbio em instituição autorizada, pagar spread cambial e IOF quando incidente e comprovar origem dos recursos. O banco autorizado não chancela a qualidade do investimento lá fora. Ele garante regularidade da transferência internacional.</p>
<h3 class="mt-6 mb-2 font-semibold text-xl" data-streamdown="heading-3">Quarto ensinamento: a conta que explica por que a maioria quebra na alavancagem</h3>
<p>O ponto que mais acelera perda no varejo é a margem. As plataformas permitem operar volume muito maior que o saldo depositado. Essa é a alavancagem. Ela multiplica resultado positivo e negativo na mesma proporção.</p>
<p>Um exemplo com parâmetros usuais de varejo ajuda a fixar. Com alavancagem de 1:50, um depósito de R$ 1.000 sustenta posição nocional de R$ 50.000. Uma variação de 2% contra a posição gera resultado negativo de R$ 1.000, equivalente a 100% do capital alocado naquela operação. O cálculo exato depende de tamanho de lote, margem inicial e margem de manutenção, mas a lógica é idêntica.</p>
<p>Quando a margem cai abaixo do mínimo, ocorre chamada de margem ou liquidação automática. Em eventos de alta volatilidade, como decisões de juros nos Estados Unidos ou choques de oferta em petróleo, o intervalo entre aviso e encerramento pode ser de segundos. Em alguns contratos, quando não há proteção contratual de saldo negativo, o prejuízo pode superar o depósito naquela conta. Por isso, definir previamente perda máxima por operação, por dia e por semana é parte do aprendizado técnico, não opcional.</p>
<h3 class="mt-6 mb-2 font-semibold text-xl" data-streamdown="heading-3">Quinto ensinamento: CFD não é ação e o custo não está só no spread</h3>
<p>Quem vem da bolsa brasileira precisa reaprender custos. No CFD há spread entre compra e venda, comissão quando cobrada e taxa de financiamento overnight para posições mantidas de um dia para outro. Esses valores são deduzidos do saldo e deslocam o ponto de equilíbrio.</p>
<p>Há também custo de execução. Slippage, diferença entre preço esperado e preço executado, política de execução da plataforma, existência de mesa proprietária ou modelo de repasse ao mercado e regras para ordens de proteção como stop loss, stop garantido e take profit estão no contrato. Ler política de execução antes de operar é tão importante quanto analisar gráfico.</p>
<p>A prática recomendada para iniciante é testar tudo em conta demonstrativa. Simule abertura e fechamento, cálculo de margem, impacto de notícia, comportamento do spread em horários de menor liquidez e resultado líquido após custos. Conta demo não replica emoção do dinheiro real, mas expõe falhas de entendimento operacional.</p>
<h3 class="mt-6 mb-2 font-semibold text-xl" data-streamdown="heading-3">Sexto ensinamento: como checar licença estrangeira 079/07 e 246566 e o que ela garante</h3>
<p>Como não há oferta autorizada no Brasil, parte dos investidores busca checar licença estrangeira como etapa de diligência. O grupo da marca easyMarkets informa em sua página de informações legais que a Easy Forex Trading Ltd é licenciada pela Cyprus Securities and Exchange Commission sob número 079/07, com passaporte para prestação de serviços na União Europeia pelo regime MiFID, e que a easyMarkets Pty Ltd detém AFS License número 246566 junto à Australian Securities and Investments Commission na Austrália. Há ainda licenças em Seychelles, Ilhas Virgens Britânicas e África do Sul para outras entidades do grupo.</p>
<p>Licenças como CySEC e ASIC impõem capital mínimo, relatórios periódicos, segregação de fundos de clientes em contas separadas do caixa operacional, procedimentos de reclamação e auditoria independente. Segregação reduz risco de uso indevido em caso de dificuldade financeira, mas não elimina risco de mercado. Capital regulatório e bancos de primeira linha onde recursos ficam custodiados aumentam camadas de controle, mas não garantem resultado de trading. A decisão de alavancagem, direção e tamanho de posição continua sendo do investidor.</p>
<p>O checklist prático antes de qualquer depósito inclui verificar o número de licença no site do regulador estrangeiro, ler contrato com o cliente na íntegra, identificar quem é a contraparte legal da conta conforme sua residência, confirmar se há proteção de saldo negativo e entender política de encerramento automático e de re-cotação.</p>
<h3 class="mt-6 mb-2 font-semibold text-xl" data-streamdown="heading-3">Sétimo ensinamento: como treinar gestão de risco e criar rotina de iniciante</h3>
<p>Trading não começa no botão de compra. Começa no plano. Defina mercado principal para estudar, por exemplo um único par de moedas com liquidez alta, em vez de operar dez ativos simultaneamente. Defina regra de risco por operação, com percentual fixo do capital de estudo, e regra de perda máxima diária que, ao ser atingida, encerra o dia.</p>
<p>Crie diário de operações com data, ativo, motivo técnico da entrada, tamanho de posição, alavancagem efetiva usada, preço de entrada e saída, custos, resultado líquido e lição aprendida. Revise semanalmente. A maioria dos erros de iniciante está em aumentar posição após perda, operar sem stop ou operar fora do horário planejado.</p>
<p>Use ordens de proteção de forma consciente. Stop loss limita perda, mas pode ser executado com slippage em gaps de mercado. Stop garantido, quando oferecido, tem custo adicional. Take profit organiza saída com lucro. Nenhuma ordem elimina risco de mercado. Todas são ferramentas de disciplina.</p>
<p>Entenda também o ambiente de informação. Promoções de bônus, promessas de rentabilidade, sinais pagos sem metodologia clara e marketing com exibição de lucros passados são sinais de alerta listados pela CVM como fatores de risco adicional, junto com falta de informação adequada sobre o produto.</p>
<h3 class="mt-6 mb-2 font-semibold text-xl" data-streamdown="heading-3">Oitavo ensinamento: como declarar e pagar 15% com a Lei 14.754</h3>
<p>A tributação de rendimentos no exterior foi unificada pela Lei nº 14.754, de 12 de dezembro de 2023. Pessoa física residente no Brasil deve declarar de forma separada, na Declaração de Ajuste Anual, os rendimentos do capital aplicado no exterior nas modalidades de aplicações financeiras e de lucros e dividendos de entidades controladas. Os rendimentos ficam sujeitos a 15% no ajuste anual sobre a parcela anual, sem dedução da base.</p>
<p>Para fins da lei, são aplicações financeiras no exterior quaisquer operações financeiras fora do País, incluindo depósitos remunerados, cotas de fundos, instrumentos financeiros, títulos de renda fixa e variável, operações de crédito e derivativos. Rendimentos incluem remuneração produzida por essas aplicações, como variação cambial da moeda estrangeira em relação à moeda nacional, juros, prêmios, comissões, dividendos e ganhos em negociações no mercado secundário, inclusive venda de ações em bolsa no exterior.</p>
<p>A apuração ocorre quando o valor é efetivamente percebido. Juros no recebimento. Ganhos, inclusive variação cambial sobre o principal, no resgate, amortização, alienação, vencimento ou liquidação. A lei permite deduzir do imposto devido o imposto pago no país de origem, desde que haja acordo para evitar dupla tributação ou reciprocidade, limitado à diferença entre o imposto calculado com e sem o rendimento externo. O imposto pago fora não deduzido no ano não pode ser aproveitado em anos posteriores.</p>
<p>As novas regras passaram a valer a partir do ano-calendário de 2024, com reflexo na declaração de 2025. Para o iniciante, isso significa manter extrato completo da corretora estrangeira, comprovantes de contratos de câmbio com agente autorizado, registro de custo de aquisição, custos de plataforma e memória de cálculo da variação cambial. A organização documental é parte do aprendizado, porque evita inconsistência na ficha específica de aplicações financeiras no exterior e permite comprovar origem de recursos se solicitado por banco ou por autoridade.</p>
<p>Operar Forex e CFD exige, portanto, quatro camadas de estudo antes de qualquer exposição financeira real. Entender o produto como derivativo sem entrega física. Entender a fronteira regulatória brasileira e o significado de uma stop order da CVM. Entender o caminho cambial regular com agente autorizado e o custo total de envio. Entender alavancagem, margem, custos e tributação de 15%. Sem essas camadas, o atalho do aplicativo vira exposição a risco sem rede de proteção.</p>
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		<title>BTG concentra 50% de nova carteira de criptomoedas em bitcoin e destina 14% a DeFi</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/btg-carteira-criptomoedas-bitcoin-defi-outubro</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Oct 2026 22:42:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Criptomoedas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O BTG Pactual estreou, em outubro, uma carteira mensal dedicada exclusivamente a criptoativos com nove ativos e uma concentração de metade do portfólio em bitcoin. A outra metade foi distribuída entre ether, solana, XRP, Hyperliquid, Aave, Sky, Uniswap e Ondo, com uma divisão que combina ativos de maior capitalização e protocolos ligados às finanças descentralizadas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O BTG Pactual estreou, em outubro, uma carteira mensal dedicada exclusivamente a criptoativos com nove ativos e uma concentração de metade do portfólio em bitcoin. A outra metade foi distribuída entre ether, solana, XRP, Hyperliquid, Aave, Sky, Uniswap e Ondo, com uma divisão que combina ativos de maior capitalização e protocolos ligados às finanças descentralizadas (DeFi).</p>
<p>A estrutura mostra uma estratégia baseada em três blocos. O bitcoin representa 50% da carteira como ativo de reserva de valor. Outros 36% estão alocados em redes associadas à execução de contratos inteligentes — ether, solana e XRP — enquanto os cinco ativos classificados pelo banco como DeFi somam 14%.</p>
<p>A concentração também aparece quando os dois maiores pesos são observados em conjunto: bitcoin e ether correspondem a 72% da carteira. Já a parcela destinada a DeFi equivale a 28% de toda a exposição que não está em bitcoin, cálculo que dimensiona o espaço concedido pelo banco ao segmento na composição inaugural.</p>
<h2>Carteira combina ativos tradicionais do mercado cripto com cinco nomes de DeFi</h2>
<p>O bitcoin recebeu peso de 50% e é tratado pelo BTG como a principal posição de reserva de valor. O ether ficou com 22%, seguido por solana, com 8%, e XRP, com 6%. Esses quatro ativos concentram 86% do portfólio.</p>
<p>Os 14% restantes foram distribuídos igualmente entre cinco projetos de finanças descentralizadas, à exceção da posição de 6% em Hyperliquid. O token da plataforma recebeu a maior alocação dentro do bloco de DeFi. Aave, Sky, Uniswap e Ondo receberam 2% cada.</p>
<p>A composição, portanto, não é apenas uma lista de ativos de grande capitalização. Ela incorpora uma aposta mais diversificada sobre a geração de atividade dentro do ecossistema cripto. Em vez de concentrar a parcela complementar ao bitcoin exclusivamente em redes de contratos inteligentes, o banco reservou espaço para protocolos cuja tese depende diretamente da utilização de serviços financeiros baseados em blockchain.</p>
<p>Na prática, os cinco tokens de DeFi somam 14% e representam mais da metade do número de ativos da carteira. Ainda assim, seu peso financeiro é menor que o destinado a cada um dos dois principais ativos, indicando uma exposição pulverizada ao segmento.</p>
<p>O BTG apontou que setembro foi o melhor mês para a geração de receitas por protocolos DeFi desde outubro de 2025, alcançando US$ 514,65 milhões. A leitura do banco é que a recuperação da atividade permite diferenciar projetos com utilização efetiva e mecanismos mais claros de captura de valor.</p>
<h2>Regulamentação dos Estados Unidos passa a integrar a tese para os criptoativos</h2>
<p>A composição da carteira também ocorre em um momento de mudanças na estrutura regulatória norte-americana para ativos digitais. O BTG citou como fatores favoráveis ao <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340201">mercado</a> os movimentos de reguladores dos Estados Unidos, os fluxos para ETFs de criptoativos e o avanço da tokenização.</p>
<p>Parte desse movimento pode ser observada em atos recentes da Securities and Exchange Commission (SEC). Em 17 de setembro, a autarquia concedeu uma isenção temporária e condicional para determinadas plataformas negociarem ações tokenizadas em ambientes on-chain, mantendo a iniciativa sujeita a condições específicas e a um processo de evolução regulatória.</p>
<p>Em 1º de outubro, a SEC também apresentou uma proposta para estabelecer regras específicas para a custódia de criptoativos por consultores de investimentos registrados e fundos regulados. A medida ainda é uma proposta e não equivale a uma regra definitiva, mas amplia o conjunto de instrumentos regulatórios em discussão para permitir maior participação institucional no mercado.</p>
<p>A agenda regulatória havia avançado em outras frentes ao longo de 2026. Em março, a SEC publicou uma interpretação sobre a aplicação das leis federais de valores mobiliários a determinados criptoativos e transações. Em agosto, a comissão propôs o chamado “Regulation Crypto Assets”, com um regime específico de ofertas para determinados contratos de investimento relacionados ao setor.</p>
<p>O ponto relevante para a carteira do BTG é que essas medidas não significam que todo o mercado tenha passado a contar com regras definitivas ou tratamento regulatório uniforme. Algumas iniciativas permanecem em consulta ou em fase de proposta, enquanto outras possuem caráter temporário e condicionado. O ambiente, portanto, combina avanços regulatórios concretos com etapas ainda pendentes.</p>
<h2>Cinco posições menores dão ao portfólio exposição pulverizada a DeFi</h2>
<p>A distribuição escolhida pelo BTG reduz o peso individual dos projetos de DeFi, mas aumenta o número de teses presentes na carteira. Hyperliquid concentra 6%, enquanto Aave, Sky, Uniswap e Ondo têm 2% cada.</p>
<p>Esse desenho produz uma característica importante: nenhum dos quatro menores ativos isoladamente representa mais de 2% do patrimônio da carteira. Se um investidor considerar apenas o bloco de DeFi formado por Aave, Sky, Uniswap e Ondo, cada posição corresponde a aproximadamente 14,3% desse segmento de 14% — uma concentração bastante inferior à registrada nos ativos principais.</p>
<p>A comparação ajuda a explicar a arquitetura do portfólio. O BTG manteve uma âncora de 50% em bitcoin e direcionou outros 36% para ativos classificados como redes de contratos inteligentes, enquanto utilizou posições menores para buscar participação em segmentos específicos da <a class="wpil_keyword_link" title="Economia" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340200">economia</a> on-chain.</p>
<p>No conjunto, oito ativos representam os 50% que ficam fora do bitcoin. Ether é responsável por quase metade dessa parcela, com 22 pontos percentuais, enquanto os demais sete ativos dividem os 28 pontos restantes. A estrutura faz com que o desempenho geral da carteira continue fortemente condicionado aos dois maiores componentes.</p>
<h2>Ether concentra quase metade da parcela fora do bitcoin</h2>
<p>O segundo maior peso, de 22%, foi atribuído ao ether. Somado ao bitcoin, o ativo eleva a concentração dos dois principais componentes a 72%, deixando 28% para as sete demais criptomoedas.</p>
<p>Essa distribuição cria uma diferença importante entre número de ativos e peso financeiro. Sete das oito posições fora do bitcoin têm participação individual igual ou inferior a 8%, enquanto ether sozinho responde por mais da metade dos 36% destinados às três redes classificadas nessa categoria.</p>
<p>Solana recebeu 8% e XRP, 6%. O desenho coloca as três redes de contratos inteligentes — ether, solana e XRP — com peso combinado de 36%, exatamente 14 pontos percentuais acima de toda a exposição conjunta aos cinco ativos de DeFi.</p>
<p>A concentração em bitcoin e ether também estabelece uma hierarquia clara entre as teses consideradas pelo banco. O portfólio não distribui o risco de maneira uniforme entre os nove criptoativos, mas utiliza pesos maiores nos ativos considerados estruturais e menores em posições associadas a segmentos específicos.</p>
<h2>Carteira começa em meio a recuperação da atividade em protocolos</h2>
<p>A decisão de incluir cinco ativos de DeFi está relacionada à percepção do BTG sobre a recuperação operacional dos protocolos do setor. Segundo a análise divulgada pelo banco, o avanço das receitas em setembro sugere que a atividade voltou a ganhar relevância depois de um período mais fraco.</p>
<p>O dado de US$ 514,65 milhões citado pelo BTG, contudo, representa uma fotografia mensal da atividade dos protocolos e não constitui, por si só, uma medida de rentabilidade dos tokens que compõem a carteira. Receita de protocolo, valorização de criptoativo e retorno de uma carteira são métricas diferentes.</p>
<p>Essa distinção é importante porque os pesos definidos para outubro representam uma estratégia de alocação, e não uma garantia de desempenho. Em um mercado de elevada volatilidade, os movimentos de preço podem divergir significativamente da evolução dos indicadores operacionais dos protocolos.</p>
<p>Além disso, a carteira foi estruturada com horizonte mensal, o que implica possibilidade de alterações nas posições em atualizações futuras. A distribuição de outubro, portanto, deve ser interpretada como o retrato inicial da estratégia e não como uma alocação permanente.</p>
<h2>Tokenização reforça espaço para aplicações financeiras on-chain</h2>
<p>Outro componente da tese do banco é a expansão da tokenização. O tema ganhou respaldo institucional nos Estados Unidos com a decisão da SEC de setembro, que criou uma isenção temporária para determinadas estruturas de negociação de ações tokenizadas em plataformas on-chain. A própria autarquia destacou a possibilidade de evolução de processos de emissão, negociação, transferência e registro de ativos nesse formato.</p>
<p>A exposição a Ondo, por exemplo, posiciona a carteira dentro dessa frente de desenvolvimento do mercado de ativos digitais. Já Aave, Sky, Uniswap e Hyperliquid estão ligados a diferentes mecanismos de funcionamento do ecossistema DeFi, oferecendo ao portfólio teses que não dependem exclusivamente da valorização das maiores criptomoedas.</p>
<p>O resultado é uma carteira em que a tese de mercado não está limitada à alta do bitcoin. Metade do portfólio permanece concentrada no principal ativo, mas a outra metade contempla infraestrutura de contratos inteligentes, negociação e aplicações financeiras descentralizadas.</p>
<p>A primeira carteira mensal de criptoativos do BTG chega, assim, com uma estrutura de forte concentração nos dois maiores pesos e exposição complementar a segmentos de maior especificidade. A principal característica da composição é a combinação entre uma âncora de 50% em bitcoin e uma parcela de 14% dedicada diretamente a DeFi, em um ambiente no qual a atividade dos protocolos e a evolução regulatória nos Estados Unidos passaram a ter peso crescente na tese de investimento.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>BTG Pactual Research &#8211; informações sobre carteiras de criptoativos, critérios de seleção e estratégias do banco para ativos digitais</em></p>
<p><em>Exame &#8211; publicação de 2 de outubro de 2026 com a composição, pesos e teses da carteira recomendada de criptomoedas do BTG para outubro</em></p>
<p><em>Securities and Exchange Commission &#8211; proposta de 1º de outubro de 2026 sobre custódia de criptoativos por consultores de investimentos e fundos regulados</em></p>
<p><em>Securities and Exchange Commission &#8211; ordem de 17 de setembro de 2026 sobre isenção temporária e condicional para negociação de ações tokenizadas em ambientes on-chain</em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>BTG aumenta Itaú e Petrobras e inclui B3 na carteira de dividendos de outubro</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/btg-carteira-dividendos-outubro-itau-petrobras-b3</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Oct 2026 22:39:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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		<category><![CDATA[ações]]></category>
		<category><![CDATA[B3]]></category>
		<category><![CDATA[BTG Pactual]]></category>
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		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Petrobras]]></category>
		<category><![CDATA[Sabesp]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O BTG Pactual reformulou a carteira recomendada de dividendos para outubro com uma redução de 13 para dez ações e redistribuição de 30 pontos percentuais da alocação. B3 (B3SA3) passou a integrar o portfólio com 10%, enquanto Itaú Unibanco (ITUB4) e Petrobras (PETR4) tiveram seus pesos elevados de 10% para 15%. Compass (PASS3) e Sabesp [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O BTG Pactual reformulou a carteira recomendada de dividendos para outubro com uma redução de 13 para dez ações e redistribuição de 30 pontos percentuais da alocação. B3 (B3SA3) passou a integrar o portfólio com 10%, enquanto Itaú Unibanco (ITUB4) e Petrobras (PETR4) tiveram seus pesos elevados de 10% para 15%. Compass (PASS3) e Sabesp (SBSP3) também ganharam espaço, de 5% para 10%.</p>
<p>A atualização, divulgada em 1º de outubro, ocorreu às vésperas do primeiro turno das eleições gerais, marcado pelo Tribunal Superior Eleitoral para 4 de outubro. O segundo turno, quando necessário, está previsto para 25 de outubro. No relatório, o BTG afirma que busca <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340197">empresas</a> com geração de caixa, resiliência operacional e capacidade de distribuição de proventos, levando em conta também a volatilidade associada ao ciclo eleitoral.</p>
<p>Saíram integralmente Bradesco (BBDC4), Sanepar (SAPR11), Engie Brasil (EGIE3) e TIM (TIMS3). A posição em Cury (CURY3) caiu pela metade, de 10% para 5%. O montante retirado dessas posições foi integralmente redistribuído entre os papéis que permaneceram e a nova integrante.</p>
<p>Pelos pesos e dividend yields projetados apresentados pelo banco, a média ponderada dos yields indicados para a carteira fica em aproximadamente 7,0% para 2026 e 8,2% para 2027. Trata-se de uma média calculada a partir das estimativas individuais do BTG, e não de uma promessa de retorno do portfólio.</p>
<h2>Bancos e petróleo passam a concentrar 40% da carteira</h2>
<p>A nova composição estabelece duas posições de 15% como maiores alocações: Itaú e Petrobras. B3 aparece com 10%, assim como Vale (VALE3), Sabesp, Copel (CPLE3), Compass e Axia Energia (AXIA3). Allos (ALOS3) e Cury completam o portfólio com 5% cada.</p>
<p>A concentração por segmento também mudou. Itaú e B3 respondem juntos por 25% da carteira, enquanto quatro empresas classificadas pelo BTG em serviços básicos — Sabesp, Copel, Compass e Axia Energia — representam outros 40%. Petrobras corresponde a 15%, Vale a 10%, Allos a 5% e Cury a 5%.</p>
<p>A estrutura é relevante porque mostra que a alteração não foi apenas uma troca pontual de empresas. A decisão aumentou a exposição a setores que o banco associa a geração de caixa e previsibilidade, ao mesmo tempo em que retirou quatro posições que anteriormente representavam 25% da carteira.</p>
<p>O BTG também manteve algumas teses sem alteração. Vale permaneceu com 10%, Copel com 10%, Axia com 10% e Allos com 5%. Cury foi preservada, embora com metade do peso anterior.</p>
<p>Entre os yields estimados para 2026, Allos aparece com 11,8%, Petrobras com 9,9%, Vale com 8,7% e Cury com 8,0%. Para 2027, os maiores números da tabela são Allos, com 11,8%, Compass, com 10,7%, Cury, com 10,7%, Petrobras, com 9,9%, e Axia, com 9,2%.</p>
<h2>Itaú ganha espaço diante de juros altos e risco de crédito</h2>
<p>O Itaú passou de 10% para 15% da carteira. Na avaliação do BTG, a ação teve desempenho superior ao <a class="wpil_keyword_link" title="Ibovespa" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340196">Ibovespa</a> em setembro, com alta de 7% em dólares, ante 3% do índice no mesmo critério. O relatório relaciona parte desse movimento ao aumento do interesse dos investidores pelas perspectivas do ambiente eleitoral.</p>
<p>A instituição mantém o banco como uma das principais teses da carteira por causa da qualidade dos ativos e da gestão de risco. O BTG também considera que o posicionamento mais conservador do Itaú, embora limite o crescimento da receita no curto prazo, pode favorecer a instituição em um ambiente de juros elevados por mais tempo e eventual deterioração do ciclo de crédito em 2027.</p>
<p>O múltiplo P/L estimado pelo BTG é de 9,5 vezes para 2026 e 8,5 vezes para 2027. O dividend yield projetado cai de 7,3% para 7,0% entre os dois anos, segundo a tabela do banco.</p>
<p>A tese, portanto, combina menor crescimento de receita no curto prazo com a expectativa de preservação de rentabilidade em um ambiente macroeconômico mais volátil. O relatório não trata o resultado eleitoral como variável capaz de eliminar os fundamentos operacionais do banco, mas incorpora a eleição como fator de risco para os ativos brasileiros.</p>
<h2>Petrobras concentra a maior estimativa de retorno entre as posições de 15%</h2>
<p>A Petrobras também passou de 10% para 15% da carteira. O BTG fundamenta a escolha na combinação entre produção, custos, utilização das refinarias, geração de caixa e <a class="wpil_keyword_link" title="Política" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340195">política</a> de remuneração aos acionistas.</p>
<p>No segundo trimestre de 2026, a Petrobras registrou lucro líquido de R$ 52,4 bilhões, alta de 97% em relação ao mesmo período do ano anterior. A companhia informou produção própria de petróleo no Brasil de 2,7 milhões de barris por dia no trimestre, alta de 15%, além de fator de utilização de 101% no parque de refino e fluxo de caixa operacional de R$ 61,8 bilhões, crescimento de 46% em 12 meses.</p>
<p>O Plano de <a class="wpil_keyword_link" title="Negócios" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340199">Negócios</a> 2026-2030 da companhia prevê US$ 109 bilhões em investimentos, sendo US$ 69,2 bilhões destinados à carteira de implantação alvo de exploração e produção. O plano também estabelece disciplina de capital, otimização de custos e uma trajetória de redução de dívida.</p>
<p>Na carteira de outubro, o BTG projeta dividend yield de 9,9% para Petrobras tanto em 2026 quanto em 2027. Em sua análise específica, o banco estima yield de fluxo de caixa ao acionista de aproximadamente 14% em 2027 e dividend yield perto de 11% no cenário-base para aquele ano. Nos cenários apresentados, o dividend yield médio ficaria em cerca de 9% em uma hipótese mais cautelosa, 10% no cenário-base e 12% no mais otimista.</p>
<p>A diferença entre esses números e os da tabela da carteira decorre do método de projeção e do indicador utilizado: a tabela apresenta o dividend yield estimado da ação, enquanto o texto analítico trabalha com cenários de fluxo de caixa ao acionista e distribuição.</p>
<h2>B3 entra com 10% após recuperação dos volumes negociados</h2>
<p>A B3 é a principal novidade do portfólio. A empresa recebeu peso de 10%, substituindo as posições retiradas na revisão de outubro.</p>
<p>O BTG cita os resultados do segundo trimestre como evidência de recuperação da atividade do <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340198">mercado</a> de capitais. Segundo o relatório, o ADTV de ações — volume financeiro médio diário negociado — cresceu 21% na comparação anual, enquanto a receita líquida avançou 9%.</p>
<p>O dado que mais chamou atenção do banco foi o comportamento das receitas recorrentes, com crescimento de 17% em relação ao segundo trimestre de 2025. A instituição, entretanto, ressalta que a conversão operacional ficou ligeiramente abaixo do esperado e que parte da expansão do lucro veio de itens não recorrentes.</p>
<p>Na carteira, a B3 aparece com dividend yield projetado de 5,6% para 2026 e 7,2% para 2027. O movimento amplia a exposição do portfólio ao mercado de capitais sem depender exclusivamente da negociação de ações, já que o BTG destaca a diversificação das receitas recorrentes.</p>
<h2>Compass e Sabesp ampliam participação no bloco de serviços básicos</h2>
<p>A Compass teve o peso elevado de 5% para 10%. A tese do BTG combina o negócio de distribuição de gás natural com a expansão da Edge, além da presença de ativos regulados e contratos de longo prazo.</p>
<p>O banco destaca crescimento dos volumes comercializados, controle de custos e potencial de geração de caixa. A Edge, segundo o relatório, ganhou relevância dentro da estratégia da companhia por sua exposição à infraestrutura de gás e ao crescimento do mercado brasileiro.</p>
<p>A Compass aparece com dividend yield estimado de 5,8% para 2026, mas a projeção sobe para 10,7% em 2027. A mudança ajuda a explicar por que a empresa ganhou participação mesmo sem estar entre as ações de maior yield imediato.</p>
<p>Na Sabesp, o peso também dobrou, de 5% para 10%. O BTG reconhece que a companhia enfrenta pressão de despesas, especialmente em marketing e call center, e registra que a ação caiu cerca de 15% depois que a administração indicou a continuidade dessas pressões ao longo de 2026.</p>
<p>Ao mesmo tempo, o banco considera que 2027 pode representar uma base mais normalizada para os resultados. A tese está ligada ao crescimento contratado de Ebitda e lucro, ao potencial de aumento dos dividendos e aos ganhos de eficiência previstos após a privatização.</p>
<p>A Sabesp tinha, na atualização, dividend yield estimado de 2,3% para 2026 e 3,2% para 2027. A companhia informa em sua área de relações com investidores que atende 376 municípios paulistas e mantém a divulgação de resultados do terceiro trimestre programada para 5 de novembro.</p>
<h2>Cury permanece mesmo com menor peso e exposição ao cenário eleitoral</h2>
<p>A Cury foi reduzida de 10% para 5%, mas permaneceu na carteira. O BTG aponta dois fatores principais para a decisão: a maior restrição na concessão de crédito imobiliário pela Caixa Econômica Federal e os efeitos da greve da instituição sobre os resultados do terceiro trimestre das incorporadoras voltadas à baixa renda.</p>
<p>Segundo a análise, a queda da ação em setembro foi superior à revisão de resultados que o banco considerava necessária diante dessas dificuldades. A Cury recuou cerca de 15% em relação ao índice e à própria carteira do BTG naquele mês.</p>
<p>A instituição também cita uma variável eleitoral na manutenção da posição. Em seu relatório, afirma que a ação poderia funcionar como uma forma de proteção para o portfólio caso o atual governo permanecesse no poder. Trata-se de uma avaliação específica do BTG sobre um cenário político e seus possíveis efeitos sobre a tese da empresa, e não de uma previsão sobre o resultado eleitoral.</p>
<p>A companhia foi mantida com P/L projetado de 6 vezes para 2027 e dividend yield de 10%.</p>
<h2>Carteira perdeu para os índices em setembro</h2>
<p>Apesar da reformulação, o histórico apresentado pelo BTG mostra que a carteira de dividendos teve desempenho inferior aos principais índices de referência em setembro.</p>
<p>A carteira subiu 2,8% no mês, enquanto o índice de dividendos IDIV avançou 4,5% e o Ibovespa ganhou 5%. Desde 8 de novembro de 2019, entretanto, o relatório registra valorização acumulada de 161,3% para a carteira, contra 112,4% do IDIV e 73,1% do Ibovespa.</p>
<p>A diferença entre o resultado mensal e o acumulado reforça que a atualização de outubro ocorre sobre uma estratégia de longo prazo, submetida mensalmente a mudanças de composição conforme a avaliação do BTG para cada empresa.</p>
<p>Com a nova configuração, a carteira concentra 70% dos recursos em Itaú, Petrobras, B3, Vale, Sabesp, Copel e Compass, enquanto as três demais posições — Axia, Allos e Cury — completam os 30% restantes. O conjunto combina empresas financeiras, petróleo, mineração, saneamento, energia, distribuição de gás, shopping centers e construção residencial de baixa renda, mantendo exposição a diferentes fontes de geração de caixa e distribuição de proventos.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>BTG Pactual Equity Research &#8211; carteira recomendada de dividendos para outubro de 2026, composição, alterações, projeções de dividend yield e análise das empresas selecionadas</em></p>
<p><em>Petrobras &#8211; resultados do segundo trimestre de 2026, produção, fluxo de caixa e indicadores operacionais</em></p>
<p><em>Petrobras &#8211; Plano de Negócios 2026-2030, investimentos, produção e diretrizes de disciplina de capital</em></p>
<p><em>Tribunal Superior Eleitoral &#8211; calendário e datas oficiais das Eleições Gerais de 2026</em></p>
<p><em>Sabesp &#8211; relações com investidores, resultados do segundo trimestre de 2026 e calendário de divulgação de resultados</em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>CXTL11 terá rendimentos afetados por reforma de R$ 1,2 milhão durante nove meses</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/cxtl11-rendimentos-reforma-duque-de-caxias</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Daniel Wicker]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Oct 2026 14:45:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Fundos Imobiliários]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[atmosfera]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O fundo imobiliário Caixa TRX Logística Renda (CXTL11) fechou um novo contrato para concluir os reparos na cobertura de seu único imóvel, em Duque de Caxias (RJ), com investimento previsto de R$ 1,205 milhão. A operação terá efeito temporário sobre as distribuições aos cotistas porque uma parcela do desembolso será financiada com valores de aluguel [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O fundo imobiliário Caixa TRX Logística Renda (CXTL11) fechou um novo contrato para concluir os reparos na cobertura de seu único imóvel, em Duque de Caxias (RJ), com investimento previsto de R$ 1,205 milhão. A operação terá efeito temporário sobre as distribuições aos cotistas porque uma parcela do desembolso será financiada com valores de aluguel antecipados pela locatária, que serão compensados nas receitas dos nove meses seguintes.</p>
<p>O impacto financeiro começa a aparecer no pagamento previsto para 15 de outubro de 2026, referente ao resultado de caixa de setembro. A estrutura definida pela administração permite manter a execução dos serviços sem exigir que o fundo disponha imediatamente de todo o valor contratado, mas reduz a entrada de receitas de aluguel durante o período de compensação.</p>
<p>O imóvel é ocupado pela Atmosfera Gestão e Higienização de Têxteis, com contrato de locação vigente até dezembro de 2031. O ativo é o único imóvel do portfólio do CXTL11 e possui 6.577,05 metros quadrados de área bruta locável.</p>
<h2>Novo contrato substitui prestadora que não concluiu os serviços</h2>
<p>A nova contratação foi motivada por problemas na execução dos trabalhos pela empresa inicialmente responsável pela reforma. Segundo a administração, houve atrasos, dificuldades para mobilizar as equipes e interrupções dos serviços, levando à substituição da prestadora para dar continuidade à obra.</p>
<p>O novo escopo contempla principalmente reparos em telhas e em outros componentes da cobertura do imóvel. O objetivo é concluir uma intervenção que já vinha afetando o resultado do fundo desde 2025.</p>
<p>Relatório gerencial elaborado pela consultoria imobiliária do CXTL11 registra que a reforma do imóvel de Duque de Caxias começou em junho de 2025 e tinha investimento então estimado em R$ 1,446 milhão. Naquele contrato, o fundo havia pago R$ 1,318 milhão até julho de 2026, restando uma parcela de R$ 127,7 mil condicionada à entrega da obra.</p>
<p>O mesmo relatório informa que a reforma decorre de um problema estrutural identificado em laudo técnico e foi classificada como benfeitoria necessária. O documento também registra que o imóvel permaneceu locado à Atmosfera e que as despesas da intervenção vinham sendo refletidas nas distribuições pelo regime de caixa.</p>
<p>A substituição da prestadora, portanto, ocorre no contexto de uma obra que já atravessou diferentes etapas de execução e que continuará produzindo efeitos financeiros para o fundo. O novo contrato não deve ser confundido com uma simples manutenção rotineira: trata-se da continuidade de uma intervenção estrutural em um ativo que concentra toda a receita imobiliária do veículo.</p>
<h2>Estrutura de pagamento reduz desembolso imediato</h2>
<p>Dos R$ 1,205 milhão previstos no novo contrato, R$ 482 mil serão pagos inicialmente, equivalentes a 40% do valor total. Essa parcela será financiada com recursos disponíveis em caixa do fundo.</p>
<p>Os R$ 723 mil restantes, correspondentes a cerca de 60% do contrato, serão liberados de acordo com a evolução dos trabalhos e as medições previstas no cronograma físico-financeiro. O mecanismo vincula o desembolso à execução efetiva dos serviços e evita a antecipação integral dos pagamentos à nova prestadora.</p>
<p>O ponto central para os cotistas está na origem dos recursos destinados à segunda parcela. Como o caixa disponível não é suficiente para suportar integralmente a intervenção sem pressionar outras obrigações do fundo, a estrutura prevê o uso de valores antecipados pela Atmosfera como pagamento de aluguel.</p>
<p>Esses valores não representam receita adicional para o CXTL11. Eles funcionarão como antecipação de uma receita que seria recebida posteriormente e, por isso, serão compensados nos aluguéis a vencer durante nove meses, a partir de outubro.</p>
<p>Dividido de forma meramente aritmética pelo período informado, o montante de R$ 723 mil equivale a aproximadamente R$ 80,3 mil por mês durante nove meses. Esse cálculo não significa que os descontos serão necessariamente uniformes, já que a administração não informou no comunicado uma tabela mensal detalhada de compensação.</p>
<p>A estrutura explica por que o fundo pode manter a obra em andamento mesmo com disponibilidade limitada de caixa, ao mesmo tempo em que antecipa uma redução nas receitas de aluguel distribuíveis aos investidores.</p>
<h2>Valor da reforma representa parcela relevante do patrimônio</h2>
<p>O impacto financeiro da nova contratação também pode ser dimensionado em relação ao patrimônio do CXTL11.</p>
<p>O informe mensal disponível na base da B3 referente a agosto de 2026 registrava patrimônio líquido de R$ 22,208 milhões e 53.597 cotas emitidas. O patrimônio líquido por cota era de R$ 414,35.</p>
<p>Considerando esse patrimônio como referência, o novo contrato de R$ 1,205 milhão equivale a aproximadamente 5,4% do patrimônio líquido do fundo. Apenas o pagamento inicial de R$ 482 mil corresponde a cerca de 2,2% do patrimônio, enquanto os R$ 723 mil restantes equivalem a aproximadamente 3,3%.</p>
<p>A comparação ajuda a dimensionar por que a intervenção tem efeito perceptível sobre o caixa. O fundo possui apenas um imóvel e, portanto, não conta com uma carteira diversificada de ativos geradores de renda capaz de diluir rapidamente um gasto extraordinário dessa natureza.</p>
<p>Os números de distribuição também mostram o peso acumulado das intervenções. Até agosto de 2026, os rendimentos pagos pelo CXTL11 somavam aproximadamente R$ 8,01 por cota. Com 53.597 cotas, isso representa cerca de R$ 429 mil distribuídos no ano até aquele momento. O novo contrato de R$ 1,205 milhão equivale, em termos nominais, a aproximadamente 2,8 vezes esse montante.</p>
<p>A comparação não significa que todo o valor da contratação será retirado diretamente das distribuições. Parte do pagamento será feita com caixa disponível, parte com o mecanismo de antecipação de aluguéis e os desembolsos dependem do avanço da obra. Ainda assim, ela evidencia a dimensão do compromisso financeiro em relação à capacidade recente de geração de caixa do fundo.</p>
<h2>Histórico de pagamentos mostra pressão sobre os rendimentos</h2>
<p>O comportamento dos rendimentos do CXTL11 ao longo de 2026 também fornece contexto para o novo impacto.</p>
<p>O fundo distribuiu R$ 0,6166 por cota em fevereiro, R$ 1,1030 em março, R$ 0,9258 em abril, R$ 0,3517 em maio, R$ 0,7636 em junho, R$ 0,9439 em julho e R$ 0,9894 em agosto, além de R$ 2,3116 em setembro, referente ao resultado de agosto. A soma até 2 de outubro chegava a R$ 8,0055 por cota.</p>
<p>O histórico ilustra a oscilação provocada pelo regime de caixa. O relatório gerencial do fundo explica que as distribuições são planejadas com base nas receitas e despesas efetivamente previstas para cada período e que a reforma iniciada em 2025 já vinha reduzindo o resultado disponível para distribuição.</p>
<p>Na comparação com o mesmo período de 2025, quando os rendimentos acumulados até 2 de outubro somavam R$ 12,1529 por cota, o valor de 2026 representava redução de aproximadamente 34,1%. O novo contrato, portanto, é anunciado em um fundo que já atravessou uma fase de menor geração de caixa distribuível.</p>
<p>Não é possível, porém, antecipar o valor exato de cada distribuição dos próximos meses apenas a partir do contrato de reforma. O comunicado informa a duração de nove meses para os abatimentos, mas não apresenta projeção individual dos rendimentos por cota.</p>
<h2>Locação permanece ativa durante a intervenção</h2>
<p>Apesar da pressão temporária sobre o caixa, o contrato de locação do imóvel continua vigente. O vínculo com a Atmosfera tem prazo até dezembro de 2031, e os documentos gerenciais do fundo registram que o imóvel estava integralmente locado e com a receita imobiliária estável antes da nova contratação.</p>
<p>Essa característica diferencia o efeito financeiro da reforma de uma perda estrutural de receita provocada por vacância. O impacto anunciado decorre do calendário de compensação dos aluguéis antecipados, e não da saída da locatária ou da interrupção do contrato.</p>
<p>A base patrimonial do fundo também permanece concentrada no imóvel de Duque de Caxias. O informe mensal da B3 contabilizava R$ 20,6 milhões em direitos reais sobre bens imóveis, enquanto o patrimônio líquido do fundo era de R$ 22,2 milhões. O restante do patrimônio estava distribuído principalmente entre disponibilidades e outros valores a receber.</p>
<p>A concentração aumenta a importância da continuidade operacional do ativo. Como não há outros imóveis geradores de aluguel no portfólio, a preservação da capacidade de funcionamento do empreendimento e a manutenção da locação são diretamente relevantes para a geração futura de receitas do fundo.</p>
<h2>Próximos meses terão efeito condicionado ao andamento da obra</h2>
<p>A primeira distribuição afetada pelo novo arranjo está prevista para 15 de outubro de 2026. A partir daí, os abatimentos de aluguel deverão repercutir nos resultados durante o período de nove meses informado pela administração.</p>
<p>O cronograma de desembolso também será acompanhado pela evolução física da reforma. Os R$ 723 mil não serão pagos integralmente no início do contrato, mas conforme medições dos serviços executados. Isso cria uma relação direta entre avanço da obra, pagamentos à prestadora e utilização dos recursos antecipados pela locatária.</p>
<p>A administração informou ainda que adotará as medidas cabíveis em relação à empresa inicialmente responsável pela obra, em defesa dos interesses do fundo e dos investidores. Eventuais desdobramentos contratuais e informações adicionais sobre a execução dos serviços deverão ser comunicados ao <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340170">mercado</a>.</p>
<p>O caso passa a combinar dois movimentos financeiros distintos: de um lado, um novo desembolso relevante para preservar e concluir a reforma do único ativo do fundo; de outro, uma antecipação de receitas que reduz temporariamente o caixa disponível para distribuição. A expectativa de normalização, segundo a estrutura comunicada pelo fundo, depende do encerramento do período de compensação dos aluguéis após os nove meses previstos.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Caixa Econômica Federal e Sequóia Desenvolvimento Imobiliário &#8211; relatório gerencial do CXTL11, com histórico da reforma, distribuição de rendimentos, composição patrimonial e situação do imóvel</em></p>
<p><em>B3/Fundos.NET &#8211; informe mensal do Fundo de Investimento Imobiliário Caixa Seq Logística Renda, com patrimônio líquido, número de cotas, composição dos ativos e administrador</em></p>
<p><em>B3 &#8211; registros públicos de comunicados e distribuição de rendimentos do CXTL11</em></p>
<p><em>Caixa Econômica Federal &#8211; informações cadastrais e constitutivas do Fundo de Investimento Imobiliário Caixa Seq Logística Renda</em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Lula ou Flávio Bolsonaro: juros e política fiscal devem ditar reação dos FIIs em 2027</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/lula-flavio-bolsonaro-fiis-juros-politica-fiscal-2027</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Daniel Wicker]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Oct 2026 11:46:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Fundos Imobiliários]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições 2026]]></category>
		<category><![CDATA[FIIs]]></category>
		<category><![CDATA[Flávio Bolsonaro]]></category>
		<category><![CDATA[fundos de papel]]></category>
		<category><![CDATA[fundos de tijolo]]></category>
		<category><![CDATA[fundos imobiliários]]></category>
		<category><![CDATA[Juros Futuros]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
		<category><![CDATA[mercado imobiliário]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[política fiscal]]></category>
		<category><![CDATA[Selic]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A eleição presidencial deste domingo poderá produzir efeitos importantes sobre os fundos imobiliários em 2027, mas o comportamento dos FIIs tende a depender menos do nome do vencedor isoladamente e mais da política econômica efetivamente implementada após a posse. A trajetória das contas públicas, as expectativas de inflação e, principalmente, a curva de juros deverão [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A eleição presidencial deste domingo poderá produzir efeitos importantes sobre os fundos imobiliários em 2027, mas o comportamento dos FIIs tende a depender menos do nome do vencedor isoladamente e mais da política econômica efetivamente implementada após a posse. A trajetória das contas públicas, as expectativas de inflação e, principalmente, a curva de juros deverão determinar parte relevante da precificação dos fundos de tijolo e de papel no próximo ano.</p>
<p>A relação passa diretamente pelo custo de oportunidade do dinheiro. A Selic está em 13,75% ao ano desde 17 de setembro, depois de dois cortes consecutivos de 0,25 ponto percentual promovidos pelo Banco Central. Em agosto, a taxa havia sido reduzida de 14,25% para 14% e, em setembro, caiu novamente para o nível atual. Apesar das reduções, o patamar continua elevado e o Copom não assumiu compromisso prévio com uma sequência de novos cortes.</p>
<p>O próprio Banco Central classificou o movimento recente como um ciclo de calibração da <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340155">política</a> monetária e destacou que o ambiente ainda exige cautela diante das expectativas de inflação acima da meta e dos riscos em torno do cenário econômico. Isso significa que a trajetória da Selic em 2027 continuará condicionada à evolução da inflação, da atividade econômica, das expectativas e de outros fatores considerados pelo Copom.</p>
<p>Para os fundos imobiliários, entretanto, não é necessário esperar uma mudança da Selic para que os preços reajam. Os contratos de juros futuros podem subir ou cair diariamente conforme investidores alteram suas expectativas para inflação, dívida pública e política econômica. É essa curva, especialmente nos vencimentos mais longos, que frequentemente exerce influência direta sobre a precificação dos FIIs.</p>
<p>Por isso, não existe uma divisão automática segundo a qual determinado resultado eleitoral beneficiaria fundos de papel e outro favoreceria fundos de tijolo. A resposta dos ativos dependerá da combinação entre medidas fiscais, inflação, juros futuros, política monetária e atividade econômica ao longo de 2027.</p>
<h2>Juros menores tendem a favorecer mais os fundos de tijolo</h2>
<p>Os fundos de tijolo investem diretamente em imóveis como galpões logísticos, shopping centers, edifícios corporativos, hospitais e outros ativos destinados principalmente à locação. A renda distribuída aos cotistas vem, em grande parte, dos aluguéis recebidos, enquanto o preço das cotas também incorpora expectativas sobre valorização dos imóveis, vacância, crescimento das receitas e nível dos juros.</p>
<p>Quando as taxas exigidas pelos investidores diminuem, ativos imobiliários podem passar por uma reprecificação. Um imóvel que produz determinada renda se torna relativamente mais atraente quando títulos públicos e privados comparáveis passam a oferecer retornos menores. Esse movimento pode reduzir o chamado cap rate exigido pelo <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340158">mercado</a> e elevar o valor econômico atribuído aos imóveis e aos fundos que os possuem.</p>
<p>O mesmo mecanismo funciona na direção contrária. Se as taxas longas sobem, o investidor passa a exigir retorno maior para manter recursos em ativos imobiliários. Nesse ambiente, as cotas podem precisar ser negociadas com descontos maiores para competir com aplicações de renda fixa que passaram a entregar remuneração superior.</p>
<p>A variável relevante, portanto, não é apenas a Selic vigente. É perfeitamente possível que o Banco Central reduza a taxa básica enquanto os juros de longo prazo sobem, por exemplo, se o mercado passar a enxergar maior risco fiscal ou inflacionário. Também pode ocorrer o movimento inverso: a Selic permanecer temporariamente estável enquanto a curva futura recua diante de uma melhora das expectativas.</p>
<p>Isso significa que uma eventual redução adicional da Selic em 2027 não faria automaticamente todos os fundos de tijolo se valorizarem. Imóveis de baixa qualidade, contratos frágeis, vacância elevada ou concentração excessiva em poucos locatários continuam carregando riscos próprios, independentemente da direção dos juros.</p>
<h2>Papel pode manter renda elevada, mas não é proteção automática</h2>
<p>Nos fundos de papel, o patrimônio está concentrado principalmente em instrumentos financeiros ligados ao setor imobiliário, especialmente Certificados de Recebíveis Imobiliários. Muitos desses títulos pagam juros vinculados ao CDI ou ao IPCA acrescidos de um spread contratado.</p>
<p>Em períodos de juros e inflação elevados, determinadas carteiras podem gerar receitas nominais maiores porque seus recebíveis são corrigidos por esses indicadores. Esse comportamento ajuda a explicar por que fundos de crédito frequentemente apresentam rendimentos elevados em ambientes de política monetária restritiva.</p>
<p>Isso não transforma, porém, o FII de papel em proteção automática contra juros altos. O fundo continua exposto à capacidade de pagamento de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340157">empresas</a>, incorporadoras e projetos imobiliários que tomaram os recursos. Quanto maior o custo financeiro da <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank"  rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340156">economia</a>, maior também pode ser a pressão sobre alguns devedores.</p>
<p>Um CRI que paga CDI acrescido de determinado prêmio pode aumentar sua remuneração enquanto os juros permanecem elevados, mas o projeto responsável por gerar o caixa necessário para pagar essa dívida também enfrenta um ambiente de financiamento mais caro. Se houver deterioração financeira, renegociação ou inadimplência, o rendimento elevado pode não ser suficiente para compensar o risco assumido.</p>
<p>Entre os indicadores que ganham importância estão a qualidade dos devedores, as garantias das operações, a concentração por emissor, a relação entre dívida e valor dos ativos oferecidos em garantia, os prazos e o histórico de pagamentos.</p>
<h2>Política fiscal chega aos FIIs pela curva de juros</h2>
<p>A ligação entre política fiscal e fundos imobiliários não ocorre porque o governo determina diretamente o preço das cotas. O principal canal passa pelas expectativas construídas pelos investidores sobre endividamento público, inflação e necessidade futura de juros.</p>
<p>Se o mercado passa a esperar uma trajetória fiscal que reduza riscos associados à dívida e à inflação, os prêmios exigidos nos títulos de prazo mais longo podem recuar. Esse fechamento da curva tende a aumentar o valor presente dos fluxos financeiros que serão recebidos no futuro, fenômeno que pode beneficiar diversos ativos negociados em bolsa.</p>
<p>Caso as expectativas caminhem na direção oposta, as taxas futuras podem subir mesmo sem alteração imediata da Selic. Nesse cenário, títulos públicos passam a competir com maior intensidade pelo dinheiro dos investidores e os ativos imobiliários precisam oferecer preços e rendimentos capazes de justificar o risco adicional.</p>
<p>Esse mecanismo vale independentemente de quem vença a eleição. Os programas apresentados pelos candidatos contêm propostas relacionadas à política econômica e fiscal, mas a reação do mercado dependerá das medidas concretas anunciadas, da capacidade de execução, das decisões do Congresso e dos resultados observados nas contas públicas.</p>
<p>Declarações de campanha, programas registrados e execução de governo são etapas diferentes. Por isso, não é possível transformar antecipadamente o resultado eleitoral em uma trajetória determinada para juros ou fundos imobiliários.</p>
<h2>Selic caiu duas vezes, mas próximos cortes não estão garantidos</h2>
<p>O Banco Central reduziu a Selic de 14,25% para 14% ao ano na reunião encerrada em 5 de agosto. Em 16 de setembro, promoveu outro corte de 0,25 ponto percentual, levando a taxa para 13,75%, nível que passou a vigorar no dia seguinte.</p>
<p>Essas duas decisões confirmam uma mudança em relação ao patamar anterior, mas não significam que exista uma sequência de cortes previamente determinada. No Relatório de Política Monetária de setembro, o Banco Central descreveu as reduções de agosto e setembro como parte de um ciclo de calibração e reiterou que o ambiente exige cautela.</p>
<p>O Copom destacou que as expectativas de inflação permaneciam acima da meta e que os riscos ao cenário continuavam elevados. Dessa forma, o ritmo e a existência de novas reduções dependerão dos dados econômicos disponíveis em cada reunião.</p>
<p>Para os FIIs, essa distinção é importante. Um cenário em que Selic e juros futuros recuam simultaneamente tende a ser mais favorável à reprecificação de ativos imobiliários do que uma situação na qual o Banco Central reduz a taxa básica, mas a curva longa permanece elevada.</p>
<p>Da mesma maneira, uma eventual pausa do Copom não significaria necessariamente pressão sobre os FIIs se, ao mesmo tempo, os juros de longo prazo estivessem recuando diante de melhora das expectativas fiscais e inflacionárias.</p>
<p>O investidor precisa, portanto, observar duas variáveis distintas: a Selic definida pelo Banco Central e as taxas futuras negociadas diariamente pelo mercado.</p>
<h2>Logística depende de ocupação e expansão do comércio</h2>
<p>Entre os fundos de tijolo, o segmento logístico possui dinâmica própria. A principal fonte de resultado está na locação de centros de distribuição e galpões para varejistas, operadores logísticos, empresas industriais e comércio eletrônico.</p>
<p>Uma economia com crescimento e custo de capital menor pode estimular investimentos, consumo e expansão das redes de distribuição. Em contrapartida, uma desaceleração econômica prolongada pode afetar a demanda por novas áreas e a capacidade de reajuste dos aluguéis.</p>
<p>A localização dos imóveis é determinante. Galpões próximos aos grandes centros consumidores e corredores logísticos tendem a possuir características diferentes de ativos localizados em regiões com menor demanda. O padrão construtivo e a possibilidade de substituição dos imóveis também influenciam a capacidade de manter ocupação elevada.</p>
<p>Por isso, mesmo dentro de uma eventual valorização generalizada dos FIIs, os resultados podem permanecer muito diferentes de fundo para fundo.</p>
<h2>Shopping centers dependem de consumo e vendas</h2>
<p>Nos fundos de shopping centers, o ciclo econômico chega por outro caminho. Parte da receita dos empreendimentos depende do desempenho das vendas dos lojistas, além dos aluguéis mínimos e das receitas de estacionamento, publicidade e outros serviços.</p>
<p>Juros menores podem aliviar o custo do crédito às famílias e favorecer o consumo, enquanto crescimento da renda e do emprego pode beneficiar vendas. Por outro lado, inflação elevada ou desaceleração econômica pode pressionar lojistas e reduzir a capacidade de expansão dos aluguéis.</p>
<p>Os FIIs de shopping também possuem exposição diferente conforme a qualidade dos empreendimentos, localização, perfil do público e participação de cada ativo na receita total do fundo.</p>
<p>Essa heterogeneidade reforça por que a eleição não deve ser utilizada como critério isolado de seleção. Mesmo que todo o mercado reaja inicialmente ao resultado, os fundamentos operacionais voltam a ganhar peso à medida que a nova administração começa a executar sua política econômica.</p>
<h2>Fundos de papel exigem atenção à estrutura dos CRIs</h2>
<p>No crédito imobiliário, os principais riscos podem permanecer escondidos atrás de rendimentos elevados. Um fundo que distribui um valor mensal expressivo pode estar recebendo taxas maiores justamente porque assumiu risco superior.</p>
<p>A análise precisa começar nos devedores. É necessário identificar quem deve pagar cada operação, qual é a capacidade financeira dessas empresas e quais ativos ou recebíveis servem como garantia.</p>
<p>Também importa a concentração. Se uma operação representa parcela muito grande do patrimônio do fundo, um único problema pode afetar de forma significativa os rendimentos. Carteiras pulverizadas reduzem essa exposição individual, embora não eliminem riscos sistêmicos do setor.</p>
<p>Os indexadores também mudam o comportamento. Carteiras predominantemente ligadas ao CDI reagem mais rapidamente às alterações da taxa básica. Títulos vinculados ao IPCA respondem à inflação e aos respectivos spreads. Já operações prefixadas possuem outra sensibilidade à curva de juros.</p>
<p>A duration completa o quadro ao indicar, de forma simplificada, a sensibilidade dos fluxos financeiros às mudanças das taxas de mercado.</p>
<h2>Não há vencedor automático entre papel e tijolo</h2>
<p>A tentativa de escolher antecipadamente entre papel e tijolo com base apenas no nome do próximo presidente simplifica excessivamente o funcionamento dos fundos imobiliários.</p>
<p>Em um ambiente de juros persistentemente elevados, fundos de crédito bem estruturados podem continuar oferecendo distribuições relevantes, mas precisam atravessar o período sem deterioração de seus devedores. Fundos de tijolo podem permanecer negociados com desconto, ao mesmo tempo em que imóveis de qualidade continuam gerando aluguéis e mantendo ocupação elevada.</p>
<p>Em um cenário no qual a Selic e principalmente os juros longos recuem de forma consistente, fundos de tijolo podem apresentar reprecificação mais significativa. Os fundos de papel podem continuar distribuindo resultados, embora carteiras vinculadas ao CDI possam apresentar redução gradual de receita se a taxa básica efetivamente cair.</p>
<p>Fundos híbridos podem ocupar uma posição intermediária ao combinar imóveis e instrumentos de crédito, reunindo fontes diferentes de rendimento e também os riscos associados a cada estratégia.</p>
<p>A escolha depende, portanto, do preço pago pela cota, da qualidade dos ativos, do risco de crédito, da sustentabilidade do rendimento e da sensibilidade de cada fundo às taxas de juros.</p>
<h2>Primeiro movimento depois da eleição pode não definir 2027</h2>
<p>Mercados financeiros costumam reagir rapidamente a eventos políticos, e os FIIs não estão fora desse processo. Uma mudança abrupta na curva de juros depois da eleição pode provocar altas ou quedas relevantes nas cotas.</p>
<p>Esse movimento inicial não determina, porém, o desempenho de todo o ano seguinte. As expectativas são continuamente ajustadas conforme são anunciados integrantes da equipe econômica, propostas legislativas, orçamento, metas fiscais e medidas de arrecadação ou despesas.</p>
<p>Para os fundos imobiliários, o cenário de 2027 dependerá principalmente de quanto essas decisões afetarem os juros reais, a disponibilidade de crédito, a atividade econômica e a saúde financeira de empresas e consumidores.</p>
<p>Também será necessário acompanhar o Banco Central. Os dois cortes realizados até setembro reduziram a Selic para 13,75%, mas novas decisões dependerão do comportamento da inflação e das expectativas. Não existe, neste momento, uma trajetória de cortes previamente contratada pelo Copom.</p>
<p>Para o investidor de FIIs, portanto, a variável relevante não é simplesmente quem ocupará o Palácio do Planalto nem a suposição de que a Selic continuará necessariamente caindo. O que deverá determinar a precificação dos fundos será a interação entre política fiscal, inflação, juros futuros e decisões efetivamente tomadas pelo Banco Central ao longo de 2027.</p>
<p><strong>Fontes</strong></p>
<p>Banco Central do Brasil — Comunicado da 280ª reunião do Comitê de Política Monetária, agosto de 2026.</p>
<p>Banco Central do Brasil — Comunicado e ata da 281ª reunião do Comitê de Política Monetária, setembro de 2026.</p>
<p>Banco Central do Brasil — Relatório de Política Monetária de setembro de 2026.</p>
<p>Tribunal Superior Eleitoral — propostas de governo apresentadas pelas candidaturas presidenciais nas Eleições 2026.</p>
<p>B3 — informações sobre funcionamento, riscos e características dos Fundos de Investimento Imobiliário.</p>
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		<title>FI-Infra: fundos isentos de IR chegam a taxas indicativas de IPCA+10,68% ao ano</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/fi-infra-ipca-10-68-isento-imposto-renda</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Oct 2026 22:10:56 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[juros reais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os juros reais elevados no mercado brasileiro abriram espaço para uma classe de investimentos que passou a disputar atenção com o Tesouro IPCA+: os Fundos Incentivados de Investimento em Infraestrutura, conhecidos como FI-Infras. Levantamento da Empiricus Research com preços de 30 de setembro identificou fundos selecionados cujas carteiras apresentavam taxas indicativas entre IPCA mais 9,03% [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Os juros reais elevados no mercado brasileiro abriram espaço para uma classe de investimentos que passou a disputar atenção com o Tesouro IPCA+: os Fundos Incentivados de Investimento em Infraestrutura, conhecidos como FI-Infras. Levantamento da Empiricus Research com preços de 30 de setembro identificou fundos selecionados cujas carteiras apresentavam taxas indicativas entre IPCA mais 9,03% e IPCA mais 10,68% ao ano, com benefício adicional de isenção de Imposto de Renda para pessoas físicas nas condições previstas em lei.</p>
<p>A comparação com títulos públicos, porém, exige cuidado. Um FI-Infra não equivale a comprar diretamente um título do Tesouro que paga IPCA acrescido de uma taxa contratada e carregá-lo até o vencimento. O investidor compra uma cota de fundo, normalmente negociada no <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340150">mercado</a> secundário, cujo preço pode subir ou cair diariamente. A taxa de IPCA mais 10,68%, portanto, não representa promessa de rendimento anual nem significa que o cotista receberá necessariamente inflação mais 10,68% em sua conta.</p>
<p>O número funciona como uma referência de retorno implícito dos ativos que integram a carteira ou da relação entre os fluxos esperados e o preço pelo qual a cota está sendo negociada. Quanto maior o desconto da cota e as taxas das debêntures carregadas pelo fundo, maior pode ser essa rentabilidade implícita. Mas mudanças nas taxas de juros, deterioração de crédito, inadimplência, renegociações e alterações no preço de mercado podem mudar esse resultado ao longo do caminho.</p>
<h2>O que é um FI-Infra</h2>
<p>Os FI-Infras foram criados para direcionar recursos privados a projetos considerados prioritários de infraestrutura. Na prática, os fundos podem investir em debêntures incentivadas e outros ativos enquadrados na legislação, financiando projetos de setores como energia, transporte, saneamento, telecomunicações e infraestrutura urbana.</p>
<p>Ao adquirir uma debênture diretamente, o investidor empresta dinheiro para uma determinada empresa e assume o risco daquele emissor. Em um FI-Infra, o recurso do cotista é distribuído entre diversos títulos selecionados pelo gestor, o que permite criar uma carteira com diferentes <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340151">empresas</a>, setores, vencimentos e níveis de risco.</p>
<p>Essa diversificação é uma das principais diferenças em relação à compra direta de uma única debênture. Se um fundo possui dezenas de ativos, um problema específico em determinado emissor tende a representar apenas parte da carteira. Isso não elimina o risco de crédito, mas pode reduzir o impacto individual de um evento adverso.</p>
<p>A estrutura também permite ao gestor substituir ativos, aproveitar mudanças de preço, participar de novas emissões e administrar vencimentos. O investidor delega essas decisões a uma equipe profissional e passa a acompanhar principalmente a qualidade da carteira, os resultados distribuídos, o patrimônio e o preço das cotas.</p>
<h2>Isenção de IR é uma das principais vantagens</h2>
<p>O tratamento tributário é um dos elementos que tornam os FI-Infras diferentes de grande parte das aplicações financeiras tradicionais. A Lei nº 12.431 estabelece alíquota zero de Imposto de Renda para pessoas físicas sobre os rendimentos produzidos pelos fundos que cumpram os requisitos previstos na legislação.</p>
<p>A própria lei inclui no conceito de rendimento o ganho de capital obtido com a alienação das cotas. Na prática, para a pessoa física e desde que sejam atendidas as condições legais do FI-Infra, tanto os rendimentos distribuídos pelo fundo quanto eventual ganho obtido na venda das cotas podem usufruir da alíquota zero.</p>
<p>Essa diferença tributária é relevante quando o investimento é comparado a aplicações sujeitas ao Imposto de Renda. Em um título tributado, parte da remuneração bruta é reduzida antes de chegar ao investidor. No FI-Infra enquadrado nas regras de incentivo, o rendimento destinado à pessoa física não sofre essa mesma redução.</p>
<p>Isso não significa, entretanto, que qualquer fundo com exposição a infraestrutura seja automaticamente isento. O veículo precisa cumprir os requisitos de composição e enquadramento previstos na legislação. O investidor também deve verificar o regulamento e as informações oficiais do fundo antes da aquisição.</p>
<h2>IPCA+10,68% não é o mesmo que Tesouro IPCA+10,68%</h2>
<p>É justamente nesse ponto que a leitura das taxas precisa ser feita com maior precisão. Quando um título público é comprado a determinada taxa real e levado até o vencimento, o investidor conhece previamente a regra de remuneração: inflação medida pelo IPCA acrescida da taxa contratada, desde que respeitadas as condições do título.</p>
<p>No FI-Infra listado em bolsa, a situação é diferente. A carteira possui debêntures e outros instrumentos com seus próprios fluxos financeiros, mas o investidor compra uma cota cujo preço é formado diariamente no mercado.</p>
<p>Uma cota pode custar R$ 100 enquanto o patrimônio correspondente a ela vale R$ 105. Nesse caso, estaria sendo negociada com desconto em relação ao valor patrimonial. Se a carteira continuar produzindo os fluxos esperados e a diferença entre preço e patrimônio diminuir, o investidor pode obter retorno tanto pelos rendimentos distribuídos quanto pela valorização da própria cota.</p>
<p>O contrário também pode acontecer. Se o mercado exigir taxas maiores para comprar crédito privado, o preço das debêntures tende a cair e o valor das cotas pode acompanhar o movimento. Um investidor que precise vender naquele momento pode realizar perda, mesmo que os emissores dos títulos estejam pagando normalmente suas dívidas.</p>
<p>Por essa razão, expressões como “travar IPCA+10,68%” devem ser usadas com cautela. O fundo não entrega ao cotista um contrato individual garantindo essa taxa até uma determinada data.</p>
<h2>Deságio pode aumentar o retorno — e também sinalizar risco</h2>
<p>Parte das oportunidades observadas atualmente está relacionada ao fato de determinados FI-Infras serem negociados abaixo de seu valor patrimonial. Esse desconto é chamado de deságio.</p>
<p>O indicador mais simples para acompanhar essa situação é a relação entre preço de mercado e valor patrimonial por cota. Um resultado inferior a 1 significa que o fundo está sendo negociado abaixo do valor contábil de seus ativos. Uma relação de 0,95, por exemplo, indica que uma cota correspondente a R$ 100 de patrimônio está sendo negociada por aproximadamente R$ 95.</p>
<p>Comprar com desconto pode aumentar a rentabilidade futura se os ativos continuarem performando normalmente e o deságio diminuir. Mas o investidor precisa entender por que o mercado está cobrando esse desconto.</p>
<p>Em alguns casos, o deságio pode refletir simplesmente falta de liquidez, saída temporária de investidores ou mudança generalizada das taxas de juros. Em outros, pode representar preocupação com determinados emissores, concentração da carteira, qualidade do crédito ou risco de renegociação.</p>
<p>Preço baixo, portanto, não é sinônimo automático de oportunidade. O desconto precisa ser confrontado com a qualidade dos ativos que justificam o valor patrimonial.</p>
<h2>Cota de FI-Infra pode cair mesmo sem inadimplência</h2>
<p>Essa é uma diferença particularmente importante para quem associa renda fixa à ausência de oscilação. FI-Infra é um veículo predominantemente ligado ao mercado de renda fixa, mas a cota negociada em bolsa pode apresentar volatilidade.</p>
<p>Uma das razões é a marcação a mercado. Se uma debênture foi emitida pagando IPCA mais 7% e novos títulos de risco semelhante passam a oferecer IPCA mais 9%, o papel antigo se torna relativamente menos atraente. Seu preço precisa cair para que sua taxa implícita se ajuste às novas condições.</p>
<p>O movimento inverso também ocorre. Se as taxas de mercado caem, títulos emitidos anteriormente com remunerações mais elevadas podem se valorizar.</p>
<p>Esse mecanismo ajuda a explicar por que fundos de crédito de longa duração podem ganhar valor em ciclos de fechamento das curvas de juros. Também explica por que podem registrar perdas temporárias quando as taxas sobem.</p>
<p>Por isso, a eventual queda da Selic e das taxas reais futuras pode beneficiar determinados fundos, mas não existe relação mecânica que assegure valorização. O risco de crédito e as condições de cada carteira continuam sendo determinantes.</p>
<h2>Crédito privado paga mais porque envolve mais risco</h2>
<p>A diferença de rentabilidade entre uma debênture e um título do Tesouro não é gratuita. O Tesouro Nacional representa o risco soberano brasileiro. Em uma debênture, o investidor depende da capacidade financeira de uma empresa ou sociedade de propósito específico de honrar sua dívida.</p>
<p>Quanto maior a percepção de risco, maior tende a ser o prêmio exigido pelo mercado.</p>
<p>Uma carteira com títulos pagando IPCA mais 10% pode parecer atraente, mas o número precisa ser analisado juntamente com a qualidade dos emissores, garantias, prazo dos papéis, concentração e estrutura das operações.</p>
<p>As classificações de risco ajudam, mas não substituem a análise. Um ativo classificado como AAA representa, dentro da escala da agência responsável, uma avaliação de elevada capacidade de pagamento. Não significa que o investimento seja livre de risco ou possua garantia pública.</p>
<p>Da mesma forma, possuir um terço da carteira em ativos AAA não diz tudo sobre um fundo. É necessário saber onde estão os outros dois terços e qual peso cada devedor possui no patrimônio.</p>
<h2>Liquidez também precisa entrar na conta</h2>
<p>A B3 classifica o FI-Infra como fundo fechado. Isso significa que o cotista não pode simplesmente solicitar ao gestor o resgate de suas cotas a qualquer momento, como ocorre em muitos fundos abertos.</p>
<p>Quando o fundo possui prazo indeterminado e suas cotas são negociadas em bolsa, o investidor que deseja sair precisa encontrar outro comprador no mercado secundário.</p>
<p>Nos fundos de grande liquidez, essa operação costuma ser mais simples. Nos veículos com poucos <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank"  rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340149">negócios</a> diários, porém, a diferença entre o preço pedido por compradores e vendedores pode aumentar. Em uma situação de urgência, o cotista pode precisar aceitar um preço inferior ao valor que considera adequado.</p>
<p>Esse risco tende a crescer justamente nos fundos menores ou com base reduzida de investidores. Uma quantidade pequena de cotistas pode evitar determinados movimentos de massa, mas também pode produzir um mercado secundário menos profundo.</p>
<p>Portanto, dizer que uma baixa quantidade de investidores é necessariamente positiva seria simplificar uma característica que possui dois lados.</p>
<h2>Rendimentos mensais não são garantidos</h2>
<p>Muitos FI-Infras distribuem recursos mensalmente aos cotistas, característica que tornou a classe popular entre investidores interessados em geração de renda.</p>
<p>Esses pagamentos podem vir dos juros recebidos pelas debêntures, amortizações, ganhos realizados e outros resultados da carteira. A frequência mensal, entretanto, não transforma o rendimento em uma obrigação fixa.</p>
<p>O valor pode variar de um mês para outro conforme o fluxo dos ativos, decisões do gestor, despesas, eventos de crédito e resultados realizados. Também podem existir períodos com distribuições maiores ou menores.</p>
<p>Por isso, o dividend yield observado nos últimos 12 meses é histórico, não promessa de rendimento para os 12 meses seguintes.</p>
<p>A mesma cautela vale para fundos que exibem taxas implícitas elevadas. Uma taxa de IPCA mais 10,68% calculada com os preços de 30 de setembro pode mudar no pregão seguinte se a cotação da cota ou dos títulos da carteira se alterar.</p>
<h2>O que olhar antes de comprar um FI-Infra</h2>
<p>A taxa é apenas uma das informações relevantes. Para avaliar um FI-Infra, o investidor precisa observar simultaneamente preço de mercado, valor patrimonial, qualidade dos emissores, concentração da carteira, duração dos títulos, liquidez da cota e histórico do gestor.</p>
<p>Também é importante verificar quais setores financiam os ativos. Uma carteira concentrada em energia elétrica tem riscos diferentes de outra mais exposta a rodovias, telecomunicações ou saneamento. Dentro do mesmo setor, contratos e estruturas de garantia também podem variar significativamente.</p>
<p>Outro ponto é a duration, que mede, de forma simplificada, a sensibilidade da carteira às mudanças das taxas de juros. Fundos com ativos mais longos tendem a reagir mais às mudanças das curvas de mercado.</p>
<p>O investidor precisa ainda distinguir rendimento distribuído de retorno total. Um fundo pode pagar R$ 1 por cota durante determinado período e simultaneamente sofrer desvalorização de R$ 5 na bolsa. Observar apenas o dinheiro recebido cria uma visão incompleta do resultado.</p>
<p>O retorno econômico corresponde à combinação dos rendimentos com a variação da cota.</p>
<h2>FI-Infra não substitui automaticamente Tesouro IPCA+</h2>
<p>A comparação com o Tesouro IPCA+ é natural porque os dois investimentos podem oferecer exposição a juros reais. Mas eles cumprem papéis diferentes dentro de uma carteira.</p>
<p>O título público oferece risco soberano e uma estrutura de fluxo definida pelo Tesouro Nacional. Quando mantido até o vencimento, o investidor que compra um IPCA+ conhece a regra contratual de remuneração. Se vender antes, também ficará sujeito à marcação a mercado.</p>
<p>No FI-Infra, além do risco de mercado existe o risco de crédito das empresas financiadas, o risco de gestão, a liquidez da cota e a possibilidade de alterações na composição da carteira. Em contrapartida, a diversificação, o benefício tributário e os prêmios maiores do crédito privado podem elevar o retorno esperado.</p>
<p>Não existe, portanto, uma comparação correta baseada apenas em colocar lado a lado IPCA mais 7%, IPCA mais 8% ou IPCA mais 10%. É necessário comparar também risco, prazo, tributação, liquidez e estratégia de saída.</p>
<h2>Taxas acima de IPCA+10% refletem o preço de hoje</h2>
<p>O levantamento que identificou FI-Infras com taxas indicativas entre IPCA mais 9,03% e IPCA mais 10,68% utilizou as condições observadas em 30 de setembro. São, portanto, fotografias de mercado.</p>
<p>Se as cotas desses fundos subirem, a taxa implícita para quem entrar posteriormente tende a diminuir. Se caírem, pode aumentar, desde que os fluxos esperados da carteira permaneçam os mesmos.</p>
<p>Isso ajuda a explicar por que as oportunidades podem mudar rapidamente e por que uma lista de fundos feita hoje não deve ser utilizada indefinidamente.</p>
<p>O ponto mais relevante para o investidor é que juros reais de dois dígitos no crédito incentivado representam também uma exigência elevada de retorno por parte do mercado. Em finanças, um prêmio maior costuma vir acompanhado de riscos que precisam ser identificados.</p>
<p>A isenção tributária torna a classe particularmente competitiva para pessoas físicas, mas não elimina esses riscos. FI-Infras podem ocupar espaço em uma carteira diversificada, principalmente para quem busca renda vinculada à inflação e exposição à infraestrutura, desde que a escolha seja baseada na qualidade da carteira e não apenas na maior taxa exibida em determinado dia.</p>
<p><strong>Fontes</strong></p>
<p>B3 — Fundo Incentivado de Investimento em Infraestrutura (FI-Infra), características, negociação e funcionamento do mercado secundário.</p>
<p>Presidência da República — Lei nº 12.431, de 24 de junho de 2011, com alterações posteriores, incluindo regras tributárias aplicáveis aos fundos incentivados de infraestrutura.</p>
<p>Ministério dos Transportes — regras e benefícios tributários das debêntures incentivadas destinadas ao financiamento de projetos de infraestrutura.</p>
<p>Empiricus Research — levantamento de FI-Infras e taxas indicativas com base nas cotações de 30 de setembro de 2026.</p>
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		<title>Outubro concentra pagamentos de proventos de 24 empresas listadas na B3</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/proventos-outubro-dividendos-jcp-empresas-b3</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Oct 2026 14:28:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O calendário de proventos de outubro reúne pagamentos de dividendos e juros sobre capital próprio (JCP) de pelo menos 24 empresas listadas na B3. O levantamento da XP Research, com dados da B3 e posição em 29 de setembro de 2026, mostra uma agenda concentrada principalmente nos primeiros dias do mês, embora haja distribuições programadas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O calendário de proventos de outubro reúne pagamentos de dividendos e juros sobre capital próprio (JCP) de pelo menos 24 empresas listadas na B3. O levantamento da XP Research, com dados da B3 e posição em 29 de setembro de 2026, mostra uma agenda concentrada principalmente nos primeiros dias do mês, embora haja distribuições programadas até 30 de outubro.</p>
<p>Entre os valores mais elevados por ação está o da JSL (JSLG3), com R$ 0,7401 em dividendos previstos para 2 de outubro. Na sequência aparecem pagamentos como os da Allos (ALOS3), de R$ 0,2919 por ação em dividendos, da Lojas Renner (LREN3), de R$ 0,2407 em JCP, e da B3 (B3SA3), que concentra três parcelas de JCP no mesmo dia, somando R$ 0,3011 por ação.</p>
<p>A agenda também inclui <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340107">empresas</a> de setores distintos, como bancos, bebidas, saúde, tecnologia, varejo, shopping centers, educação, alimentos e indústria. A diversidade mostra que os pagamentos previstos para outubro não estão concentrados em apenas um segmento da Bolsa.</p>
<h2>Bancos e empresas imobiliárias abrem o calendário</h2>
<p>Os primeiros créditos ocorrem em 1º de outubro. Bradesco (BBDC3 e BBDC4), Itaú Unibanco (ITUB3 e ITUB4), Itaúsa (ITSA3 e ITSA4), Banestes (BEES3 e BEES4) e Log Commercial Properties (LOGG3) estão na primeira data do calendário. Bradesco paga JCP de R$ 0,0172 por ação ordinária e R$ 0,0190 por ação preferencial; Banestes distribui R$ 0,0288 por ação; Itaú Unibanco, R$ 0,0182 por ação; Itaúsa, R$ 0,0242; e Log Commercial Properties, R$ 0,1594 em dividendos.</p>
<p>No caso do Itaú Unibanco, a própria companhia mantém em sua página de Relações com Investidores o calendário dos JCP e registra para outubro o pagamento de R$ 0,018182 por ação, referente ao ciclo com data-base em 30 de setembro e crédito previsto para 3 de novembro em uma distribuição posterior. O histórico divulgado pelo banco também permite acompanhar a recorrência dos pagamentos ao longo do ano.</p>
<p>A diferença entre as datas é relevante porque o calendário de proventos combina distribuições já deliberadas com diferentes datas de corte. Para receber determinado pagamento, o investidor precisa estar posicionado na data estabelecida pela companhia; depois da data “ex”, a ação deixa de incorporar o direito ao respectivo provento.</p>
<p>Em 2 de outubro, a agenda ganha força com três companhias. A JSL distribui R$ 0,7401 por ação em dividendos, enquanto Allos paga R$ 0,2919 por ação e Alupar (ALUP3, ALUP4 e ALUP11) distribui R$ 0,0700 por ação ordinária ou preferencial e R$ 0,2100 por unit.</p>
<p>O calendário da XP indica que a JSL tem o maior valor por ação entre os pagamentos relacionados no mês. O valor unitário, porém, não permite comparar diretamente o benefício econômico entre ações de preços diferentes. Para isso, seria necessário considerar também a cotação do papel, a quantidade de ações detida e, conforme o caso, o tratamento tributário do provento.</p>
<h2>Ambev, B3 e Renner concentram pagamentos relevantes</h2>
<p>Em 6 de outubro, Ambev (ABEV3) e Rede D’Or (RDOR3) aparecem na programação. A Ambev paga R$ 0,1185 por ação em JCP, enquanto a Rede D’Or distribui R$ 0,1841 por ação. O pagamento da Ambev corresponde a uma parcela de JCP aprovada anteriormente e tem como data-base 18 de dezembro de 2025.</p>
<p>No caso da Ambev, a companhia também aprovou em julho de 2026 uma nova distribuição de JCP de R$ 0,0713 por ação, com pagamento programado posteriormente. Assim, o crédito de outubro não deve ser confundido com uma nova deliberação de proventos exclusivamente criada para este mês. A empresa informou que a parcela de R$ 0,1185 corresponde à terceira e última parcela dos JCP aprovados em dezembro de 2025.</p>
<p>Para investidores pessoas físicas sujeitos à retenção, o JCP possui uma diferença importante em relação ao valor anunciado: os juros sobre capital próprio estão sujeitos a Imposto de Renda retido na fonte de 15%. A Receita Federal mantém essa alíquota para o pagamento ou crédito dos JCP.</p>
<p>Na prática, os R$ 0,1185 brutos da Ambev correspondem a aproximadamente R$ 0,1007 líquidos por ação em uma situação de incidência integral do imposto. O mesmo raciocínio aplicado aos R$ 0,3011 brutos reunidos pela B3 resultaria em cerca de R$ 0,2559 por ação após uma retenção de 15%, antes de considerar situações específicas de tributação. A própria divulgação da Ambev informa o valor líquido estimado de R$ 0,1007.</p>
<p>A B3 concentra em 7 de outubro três pagamentos de JCP: R$ 0,0745, R$ 0,0759 e R$ 0,1507 por ação, todos relacionados ao ticker B3SA3. A soma chega a R$ 0,3011 por ação, cálculo que coloca a operadora da infraestrutura de <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340108">mercado</a> entre os maiores pagamentos unitários do calendário de outubro.</p>
<p>Também em 7 de outubro, a Alfa Holdings (RPAD5) paga R$ 0,0804 por ação em dividendos. No dia seguinte, Blau Farmacêutica (BLAU3) distribui R$ 0,0758 em JCP e Totvs (TOTS3) paga R$ 0,1500 por ação também em JCP. Em 9 de outubro, JHSF (JHSF3) e Qualicorp (QUAL3) entram na agenda, com R$ 0,0692 e R$ 0,0090 por ação em dividendos, respectivamente.</p>
<h2>Primeira quinzena concentra a maior parte dos pagamentos</h2>
<p>A Lojas Renner faz seu pagamento em 14 de outubro, com JCP bruto de R$ 0,2407 por ação. A companhia aprovou a distribuição de R$ 227,5 milhões, correspondente a aproximadamente 945,45 milhões de ações consideradas para o cálculo. Os acionistas registrados em 22 de setembro tiveram direito ao provento, e os papéis passaram a ser negociados ex-JCP no pregão seguinte.</p>
<p>Considerando os R$ 227,5 milhões distribuídos e o valor bruto de R$ 0,240666 por ação divulgado pela companhia, o pagamento da Renner representa uma distribuição de aproximadamente 2,07% do valor por ação em relação a uma referência de mercado próxima de R$ 11,60 registrada para o papel no período. Essa relação, porém, varia conforme a cotação utilizada e não equivale ao dividend yield de 12 meses.</p>
<p>Depois da Renner, a Unifique (FIQE3) paga R$ 0,0779 por ação em dividendos em 16 de outubro. O calendário volta a registrar pagamentos apenas em 28 de outubro, quando a Schulz remunera acionistas com JCP de R$ 0,0703 por ação ordinária e R$ 0,0773 por ação preferencial.</p>
<p>A distribuição temporal é um dos aspectos mais marcantes da agenda. Dos 24 emissores relacionados no levantamento da XP, 16 efetuam pagamentos entre 1º e 9 de outubro. Isso significa que aproximadamente dois terços das empresas da lista concentram seus créditos nos primeiros nove dias do mês. Com os pagamentos da Renner, em 14 de outubro, e da Unifique, em 16 de outubro, o número sobe para 18, ou 75% das empresas do calendário.</p>
<p>O fim do mês fica menos concentrado em quantidade de companhias, mas reúne pagamentos importantes. Em 29 de outubro, Iguatemi (IGTI3, IGTI4 e IGTI11) distribui R$ 0,0241 por ação ordinária, R$ 0,0723 por ação preferencial e R$ 0,1687 por unit. A data de corte indicada pela XP é 15 de outubro.</p>
<p>Em 30 de outubro, quatro empresas encerram o calendário. Electro Aço Altona (EALT3 e EALT4) combina dividendos e JCP, com R$ 0,2730 por ação ordinária e R$ 0,3003 por ação preferencial quando somadas as duas parcelas previstas. M. Dias Branco (MDIA3) paga R$ 0,0300 em dividendos, Ser Educacional (SEER3) distribui R$ 0,2028 e Smart Fit (SMFT3) paga R$ 0,0654 em JCP.</p>
<h2>Calendário exige atenção às datas de corte</h2>
<p>A agenda de outubro também evidencia que a data de pagamento não é suficiente para determinar quem terá direito ao dinheiro. Em diferentes casos, o intervalo entre a data-base e o crédito supera vários meses. JSL, Ambev e B3, por exemplo, têm pagamentos em outubro vinculados a decisões ou posições acionárias estabelecidas ainda em 2025 ou meses antes do crédito.</p>
<p>Para quem acompanha renda com ações, a distinção entre dividendos e JCP também altera o valor efetivamente recebido. Dividendos e juros sobre capital próprio são formas diferentes de remuneração do acionista e têm tratamentos tributários distintos. Nos JCP, o imposto retido na fonte reduz o valor líquido em relação ao montante bruto anunciado pela empresa.</p>
<p>O calendário da XP deve ser lido como uma fotografia das distribuições conhecidas na data-base de 29 de setembro. Novos anúncios corporativos, alterações de datas ou eventos societários posteriores podem modificar a agenda. O levantamento, portanto, identifica os pagamentos previstos no momento da apuração, mas não substitui os comunicados oficiais das companhias quando houver mudança nas condições de cada provento.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>XP Research &#8211; calendário de dividendos e juros sobre capital próprio previstos para outubro de 2026, com dados da B3 e data-base de 29 de setembro de 2026</em></p>
<p><em>B3 &#8211; informações de mercado utilizadas para conferência dos códigos de negociação das companhias</em></p>
<p><em>Itaú Unibanco &#8211; página de Relações com Investidores com histórico e calendário de dividendos e juros sobre capital próprio</em></p>
<p><em>Receita Federal &#8211; regras de incidência do Imposto de Renda sobre juros sobre capital próprio</em></p>
<p><em>Lojas Renner &#8211; informações públicas sobre a distribuição de R$ 227,5 milhões em juros sobre capital próprio referentes ao terceiro trimestre de 2026</em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Bradesco (BBDC4) aprova R$ 3,8 bilhões em JCP; veja quem tem direito</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/bradesco-bbdc4-jcp-r-3-8-bilhoes-quem-tem-direito</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Oct 2026 11:40:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ações]]></category>
		<category><![CDATA[bancos]]></category>
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		<category><![CDATA[Bradesco]]></category>
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		<category><![CDATA[juros sobre o capital próprio]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Conselho de Administração do Bradesco aprovou a distribuição de R$ 3,8 bilhões em juros sobre o capital próprio aos acionistas, em uma nova rodada de remuneração referente ao exercício de 2026. O pagamento será feito tanto aos detentores de ações preferenciais BBDC4 quanto aos investidores das ordinárias BBDC3, mas os valores por papel serão [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Conselho de Administração do Bradesco aprovou a distribuição de R$ 3,8 bilhões em juros sobre o capital próprio aos acionistas, em uma nova rodada de remuneração referente ao exercício de 2026. O pagamento será feito tanto aos detentores de ações preferenciais BBDC4 quanto aos investidores das ordinárias BBDC3, mas os valores por papel serão diferentes. Para garantir o direito ao provento, será necessário estar na base acionária do banco em 13 de outubro.</p>
<p>O valor bruto aprovado corresponde a R$ 0,342389810 por ação ordinária e R$ 0,376628790 por ação preferencial. Como o JCP está sujeito à retenção de Imposto de Renda na fonte, o montante efetivamente recebido pela maior parte dos investidores será menor: R$ 0,282471593 por BBDC3 e R$ 0,310718752 por BBDC4, considerando a alíquota de 17,5% aplicada à distribuição.</p>
<p>O pagamento deverá ocorrer até 30 de abril de 2027. O Bradesco ainda pode realizar o crédito antes desse limite, mas a data-base que determina quem terá direito aos valores já está definida. As ações passarão a ser negociadas na condição “ex-direito” a partir de 14 de outubro, o que significa que quem adquirir os papéis a partir dessa data não participará desta distribuição específica.</p>
<p>A nova remuneração se soma aos juros sobre o capital próprio que o Bradesco já distribui mensalmente e a outros JCP intermediários aprovados ao longo de 2026. O banco mantém um modelo de pagamento recorrente de proventos, combinando valores mensais relativamente menores com distribuições adicionais de maior porte ao longo do exercício.</p>
<h2>Quanto o Bradesco vai pagar por BBDC4</h2>
<p>As ações preferenciais BBDC4 receberão R$ 0,376628790 por papel em termos brutos. Aplicada a retenção de 17,5% de Imposto de Renda na fonte, o valor líquido informado pelo banco cai para R$ 0,310718752 por ação.</p>
<p>Isso significa que um investidor com 100 ações BBDC4 terá direito a aproximadamente R$ 37,66 brutos nesta distribuição. Depois da retenção padrão de imposto, o crédito líquido será de cerca de R$ 31,07. Para quem possui 1.000 ações preferenciais, o valor passa para aproximadamente R$ 376,63 brutos ou R$ 310,72 líquidos.</p>
<p>Com uma posição de 10 mil BBDC4, a remuneração chega a aproximadamente R$ 3.766,29 antes do imposto e R$ 3.107,19 depois da retenção. Os cálculos consideram exclusivamente o JCP intermediário aprovado agora e não incluem os pagamentos mensais ou outras distribuições anunciadas pelo banco ao longo do ano.</p>
<p>O valor efetivamente creditado também pode variar em situações de tratamento tributário diferenciado. Pessoas jurídicas que estejam dispensadas da retenção, por exemplo, podem receber o montante bruto, desde que atendam às condições previstas na legislação. Para o investidor pessoa física submetido à regra geral, entretanto, o valor líquido divulgado pelo banco já considera o desconto de 17,5%.</p>
<h2>BBDC3 também terá direito ao pagamento</h2>
<p>Os acionistas das ações ordinárias BBDC3 participarão da mesma distribuição, mas o valor por papel será menor. O banco aprovou R$ 0,342389810 brutos por ação ordinária, correspondentes a R$ 0,282471593 líquidos após a retenção padrão do Imposto de Renda.</p>
<p>Para uma carteira com 100 BBDC3, isso representa cerca de R$ 34,24 brutos ou R$ 28,25 líquidos. Com 1.000 ações, o investidor terá aproximadamente R$ 342,39 antes da tributação e R$ 282,47 líquidos. Uma posição de 10 mil papéis corresponde a cerca de R$ 3.423,90 brutos e R$ 2.824,72 após a retenção.</p>
<p>A diferença entre os valores destinados às ordinárias e às preferenciais decorre das características das duas classes de ações do Bradesco. As preferenciais recebem remuneração por ação superior à das ordinárias conforme as regras societárias aplicáveis ao banco.</p>
<p>Embora BBDC3 e BBDC4 representem participação no mesmo grupo financeiro, os papéis possuem características distintas. As ações ordinárias estão associadas ao direito de voto, enquanto as preferenciais possuem tratamento diferenciado na distribuição de resultados. Essa distinção explica por que os valores dos JCP não são idênticos.</p>
<h2>Quem terá direito aos R$ 3,8 bilhões</h2>
<p>O ponto decisivo para o investidor é a data-base de 13 de outubro de 2026. O Bradesco utilizará a posição acionária registrada nessa data para determinar quem terá direito ao pagamento dos juros sobre o capital próprio.</p>
<p>Até esse momento, BBDC3 e BBDC4 serão negociadas com direito ao provento anunciado. A partir de 14 de outubro, as ações passam para a condição “ex-direito”. Isso significa que uma aquisição realizada a partir dessa data não dará direito aos JCP de R$ 3,8 bilhões aprovados agora.</p>
<p>O fato de o pagamento ocorrer somente até abril de 2027 não exige que o investidor permaneça com as ações até a data do crédito. Uma vez estabelecido o direito com base na posição de 13 de outubro, uma venda posterior dos papéis não elimina o recebimento do provento referente àquela data-base.</p>
<p>Esse mecanismo é comum no <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340105">mercado</a> de ações. A companhia estabelece uma data de corte para identificar seus acionistas beneficiários e, posteriormente, realiza o pagamento. Entre esses dois momentos, as ações podem continuar sendo negociadas normalmente, mas os novos compradores já não recebem aquele provento específico.</p>
<h2>Por que existe desconto de Imposto de Renda</h2>
<p>Os juros sobre o capital próprio têm tratamento diferente dos dividendos. No JCP, existe retenção do Imposto de Renda na fonte antes de o valor chegar à conta do acionista submetido à tributação normal.</p>
<p>Para esta distribuição, o Bradesco informou uma retenção de 17,5%. A conta pode ser verificada diretamente pelos valores anunciados. No caso da BBDC4, os R$ 0,376628790 brutos, depois do desconto de 17,5%, resultam em aproximadamente R$ 0,310718752 líquidos. Para BBDC3, R$ 0,342389810 brutos se transformam em R$ 0,282471593 líquidos.</p>
<p>A retenção é feita na fonte, de forma que o investidor pessoa física não recebe primeiro o valor bruto para depois recolher o imposto separadamente. O crédito já chega descontado, salvo situações específicas de investidores sujeitos a tratamento tributário diferenciado.</p>
<p>Além de representar remuneração para o acionista, o JCP possui efeitos tributários e contábeis para a companhia. Os valores distribuídos são considerados na composição da remuneração obrigatória dos acionistas referente ao exercício social, seguindo as regras previstas na legislação e no estatuto do banco.</p>
<h2>Bradesco já aprovou outros JCP em 2026</h2>
<p>A distribuição de R$ 3,8 bilhões anunciada agora não é o primeiro pagamento intermediário do Bradesco neste ano. A própria relação de remuneração aos acionistas do banco mostra outras duas distribuições relevantes aprovadas anteriormente em 2026, além dos tradicionais JCP mensais.</p>
<p>Em março, o banco aprovou JCP intermediário equivalente a R$ 0,270307744 por ação ordinária e R$ 0,297338519 por ação preferencial. A data-base daquela distribuição foi 6 de abril e o pagamento está previsto para 30 de outubro de 2026.</p>
<p>Em junho, houve uma nova rodada, com R$ 0,315359035 para as ordinárias e R$ 0,346894939 para as preferenciais. Nesse caso, a data-base foi 3 de julho e o pagamento está programado para 29 de janeiro de 2027.</p>
<p>A distribuição anunciada no fim de setembro possui valor por ação superior às duas anteriores. Os R$ 0,376628790 brutos destinados a cada BBDC4 superam os R$ 0,346894939 da distribuição de junho e os R$ 0,297338519 aprovados anteriormente para a classe preferencial.</p>
<p>No caso da BBDC3, a evolução segue o mesmo sentido. O valor bruto de R$ 0,342389810 agora aprovado é superior aos R$ 0,315359035 da rodada anterior e aos R$ 0,270307744 do primeiro JCP intermediário relevante do ano.</p>
<h2>Pagamentos mensais continuam separados</h2>
<p>Além das distribuições intermediárias, o Bradesco mantém pagamentos mensais de juros sobre o capital próprio. Em 2026, o valor mensal informado para as ações ordinárias é de R$ 0,017249826 por papel, enquanto as preferenciais recebem R$ 0,018974809.</p>
<p>Esses pagamentos mensais têm calendários próprios e não devem ser confundidos com os R$ 3,8 bilhões aprovados agora. Portanto, o acionista que estiver posicionado nas datas correspondentes pode receber tanto os JCP mensais quanto as distribuições intermediárias, de acordo com as condições estabelecidas para cada evento.</p>
<p>O pagamento referente a setembro, por exemplo, possui data-base de 1º de setembro e crédito previsto para 1º de outubro. O pagamento mensal de outubro considera a posição acionária de 1º de outubro e está programado para 3 de novembro.</p>
<p>A utilização de diferentes datas-base faz com que o total recebido por cada investidor dependa do período durante o qual manteve as ações em carteira. Quem permaneceu posicionado durante todo o ano pode acumular os pagamentos mensais e intermediários, enquanto quem entrou mais recentemente terá direito apenas aos eventos cujas datas de corte ocorreram depois da aquisição.</p>
<h2>O que significa a ação ficar “ex-JCP”</h2>
<p>A partir de 14 de outubro, BBDC3 e BBDC4 serão negociadas sem o direito aos juros intermediários anunciados agora. No mercado, essa condição costuma ser identificada como negociação “ex-JCP” ou “ex-direito”.</p>
<p>Na prática, quem comprar os papéis a partir dessa data não receberá os R$ 0,342389810 por BBDC3 ou os R$ 0,376628790 por BBDC4 referentes a esta distribuição. O direito permanecerá com quem estava na posição acionária considerada pelo banco na data-base de 13 de outubro.</p>
<p>Também é comum que o preço da ação seja ajustado teoricamente pelo valor do provento quando começa a negociação “ex”. Por isso, comprar uma ação apenas para receber um JCP não representa automaticamente um ganho equivalente ao valor distribuído. O preço do papel pode incorporar o pagamento, além de continuar sujeito às condições de mercado, aos resultados do banco e às expectativas dos investidores.</p>
<p>O anúncio de proventos deve, portanto, ser analisado em conjunto com outros fatores. A distribuição de caixa aos acionistas é relevante, mas não elimina o risco de oscilação das ações nem garante rentabilidade sobre o investimento.</p>
<h2>Pagamento poderá ocorrer até abril de 2027</h2>
<p>O Bradesco estabeleceu 30 de abril de 2027 como data-limite para o pagamento do JCP. Isso não significa necessariamente que o crédito ocorrerá apenas no último dia do prazo. O banco pode definir uma data anterior, conforme o cronograma de remuneração aos acionistas.</p>
<p>O investidor que tiver direito ao pagamento não precisa realizar solicitação específica para recebê-lo quando suas ações estão normalmente custodiadas em corretora. O provento é processado de acordo com a posição registrada e posteriormente creditado na conta vinculada à custódia.</p>
<p>A distribuição de R$ 3,8 bilhões aprovada pelo Conselho de Administração será computada no cálculo da remuneração obrigatória referente ao exercício de 2026. Com os pagamentos mensais e os JCP intermediários já aprovados ao longo do ano, o banco mantém sua <a class="wpil_keyword_link" title="Política" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340106">política</a> recorrente de remuneração aos acionistas.</p>
<p>Para quem possui BBDC4 ou BBDC3, a data que deve permanecer no calendário é 13 de outubro. É a posição registrada nesse dia que determinará o direito à nova distribuição. A partir de 14 de outubro, os papéis passam a ser negociados sem o direito aos R$ 3,8 bilhões aprovados nesta rodada.</p>
<p><strong>Fontes</strong></p>
<p>Banco Bradesco — Relações com Investidores, Remuneração aos Acionistas.</p>
<p>Banco Bradesco — Fato Relevante sobre juros sobre o capital próprio intermediários aprovado pelo Conselho de Administração em 30 de setembro de 2026.</p>
<p>Banco Bradesco — informações societárias e calendário de pagamentos aos acionistas.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>HIRE11 amplia carteira e investe R$ 143,8 milhões em dois edifícios em Pinheiros</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/hire11-compra-edificios-corporativos-pinheiros</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Daniel Wicker]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Sep 2026 18:37:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Fundos Imobiliários]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Edifício Passarelli]]></category>
		<category><![CDATA[fundos imobiliários]]></category>
		<category><![CDATA[galpões logísticos]]></category>
		<category><![CDATA[HIRE11]]></category>
		<category><![CDATA[JFL 125]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Pinheiros]]></category>
		<category><![CDATA[TEPP11]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O HIRE Fundo de Investimento Imobiliário (HIRE11) assinou contratos para adquirir participações em dois edifícios corporativos em Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, em operações que somam R$ 143,795 milhões e acrescentam cerca de 9,7 mil metros quadrados de área bruta locável (ABL) à carteira. O movimento ocorre no momento em que o fundo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O HIRE Fundo de Investimento Imobiliário (HIRE11) assinou contratos para adquirir participações em dois edifícios corporativos em Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, em operações que somam R$ 143,795 milhões e acrescentam cerca de 9,7 mil metros quadrados de área bruta locável (ABL) à carteira. O movimento ocorre no momento em que o fundo conclui o pagamento de R$ 170,1 milhões referente à segunda parcela de cinco galpões logísticos comprados no fim de 2025, alterando a composição do portfólio e ampliando a presença do HIRE11 no segmento corporativo.</p>
<p>Os novos ativos são duas lajes do JFL 125, também identificado nos documentos da operação como JFL Rebouças, e 48 unidades autônomas do Edifício Passarelli. Juntos, eles somam 9.690,88 metros quadrados de ABL. As duas lajes do JFL representam aproximadamente metade da área corporativa do empreendimento, enquanto as unidades adquiridas do Passarelli correspondem a cerca de 61,5% do prédio.</p>
<p>A operação também estabelece uma estrutura de desembolso escalonada. No JFL 125, o preço de R$ 29,745 milhões terá R$ 26,771 milhões pagos na escritura, inclusive mediante compensação de créditos, e R$ 2,975 milhões quitados posteriormente, corrigidos pelo IPCA. No Passarelli, dos R$ 114,05 milhões negociados, R$ 61,577 milhões estão previstos inicialmente e os R$ 52,47 milhões restantes serão pagos em três parcelas ao longo de até 24 meses, também com atualização monetária e remuneração prevista em contrato.</p>
<h2>Escritórios elevam exposição do fundo a Pinheiros</h2>
<p>A aquisição do JFL 125 envolve 1.543 metros quadrados de ABL por R$ 29,745 milhões. O preço implícito é de aproximadamente R$ 19,3 mil por metro quadrado, cálculo obtido a partir da divisão do valor da transação pela área adquirida. A gestão estima cap rate de 8,25% ao ano para o ativo e informa que as unidades estão locadas.</p>
<p>No Passarelli, o HIRE11 pagará R$ 114,05 milhões por 8.147,88 metros quadrados, equivalente a aproximadamente R$ 14 mil por metro quadrado. O valor por área é cerca de 27% inferior ao implícito na aquisição do JFL 125, refletindo diferenças entre os dois empreendimentos e em suas respectivas estruturas de locação. A taxa de capitalização projetada pelo comprador é de 9% ao ano, acima da estimada para o JFL.</p>
<p>O Passarelli está localizado na Rua Pais Leme e possui perfil corporativo multilocatário. As unidades adquiridas estavam ocupadas no momento da negociação. Segundo o fato relevante do vendedor, o edifício foi incorporado em 1980, tem 17 pavimentos e dispõe de estrutura como automação predial, gerador para áreas comuns, estacionamento, bicicletário e certificação LEED Platinum.</p>
<p>A diferença entre os preços dos dois ativos ajuda a dimensionar a estratégia. Considerando as áreas adquiridas, o valor médio ponderado da operação do HIRE11 fica em aproximadamente R$ 14,8 mil por metro quadrado. Esse cálculo resulta da divisão dos R$ 143,795 milhões pelas 9.690,88 metros quadrados comprados.</p>
<p>A estrutura de pagamentos também reduz o desembolso imediato. Cerca de R$ 55,4 milhões, ou 38,6% do valor total das duas aquisições, serão pagos depois do fechamento, de acordo com os cronogramas previstos. No Passarelli, especificamente, quase 46% do preço foi diferido. As parcelas futuras são corrigidas pela variação positiva do IPCA e acrescidas de remuneração de 4,85% ao ano.</p>
<h2>Quitação dos galpões muda escala da carteira</h2>
<p>Paralelamente às aquisições corporativas, o HIRE11 concluiu em 23 de setembro o pagamento da segunda e última parcela dos cinco galpões logísticos comprados em 2025. O desembolso final foi de aproximadamente R$ 170,1 milhões, encerrando as obrigações de aquisição referentes ao negócio original, contratado por R$ 402,831 milhões.</p>
<p>Os cinco empreendimentos estão distribuídos entre São Paulo, Cabreúva e Guarulhos, no Estado de São Paulo, e a região do Galeão, no Rio de Janeiro. A conclusão do pagamento significa que o fundo passou a deter a propriedade plena desses imóveis sem saldo de preço de aquisição pendente.</p>
<p>Com a combinação dos cinco ativos logísticos já quitados e dos dois empreendimentos corporativos contratados, o HIRE11 passa a contar com sete imóveis, seis em São Paulo e um no Rio de Janeiro, com aproximadamente 116,8 mil metros quadrados de ABL própria, conforme os dados divulgados pelo fundo.</p>
<p>A nova composição representa uma mudança de perfil. A carteira, que até então estava concentrada nos galpões logísticos adquiridos na fase inicial de expansão, passa a combinar renda de imóveis industriais e corporativos. Em termos de área, os dois novos empreendimentos respondem por cerca de 8,3% dos 116,8 mil metros quadrados atribuídos ao portfólio após as operações.</p>
<h2>Estrutura do Passarelli exige desembolsos até 2028</h2>
<p>A aquisição do Passarelli é a maior das duas operações e também a que apresenta o cronograma financeiro mais extenso. Após o pagamento inicial de R$ 61,577 milhões, serão devidos R$ 14,66 milhões em até 12 meses, R$ 15,23 milhões em até 18 meses e R$ 22,58 milhões em até 24 meses.</p>
<p>A soma dessas parcelas chega a R$ 52,47 milhões, exatamente o saldo informado no compromisso de compra e venda. Como o prazo máximo é de 24 meses após o pagamento inicial, parte relevante do custo da aquisição permanecerá sujeita à correção monetária e à remuneração contratada durante o período.</p>
<p>O vendedor do imóvel, o Tellus Properties (TEPP11), informou que a operação depende do cumprimento de condições precedentes, incluindo auditorias jurídica e técnica, manutenção dos contratos de locação e o não exercício, ou renúncia, ao direito de preferência por parte dos locatários. A documentação também prevê garantia por alienação fiduciária dos imóveis para as parcelas futuras.</p>
<p>Para o TEPP11, a venda do Passarelli é estimada pela gestão em aproximadamente R$ 35 milhões de ganho de capital, ou cerca de R$ 0,66 por cota. O preço de R$ 114,05 milhões equivale a R$ 13.997 por metro quadrado e, segundo o fundo vendedor, está 32% acima do custo histórico do imóvel.</p>
<p>Essa diferença entre o preço histórico e o valor de alienação fornece uma referência para a operação do HIRE11. O fundo comprador está entrando em um ativo que, segundo os documentos disponíveis, apresenta ocupação integral e cap rate projetado de 9% ao ano. Já o vendedor registra a operação sob uma perspectiva de realização de ganho de capital após aproximadamente sete anos de investimento.</p>
<h2>Retorno projetado depende da execução da carteira</h2>
<p>Nos documentos divulgados pelo HIRE11, a gestão estima cap rate de 8,25% ao ano para o JFL 125 e de 9% ao ano para o Passarelli. Para este último, também foi indicado yield on cost projetado de 16,38% no primeiro ano e de 12,13% no segundo. A diferença decorre, entre outros fatores, do cronograma de pagamento do preço, enquanto a receita imobiliária passa a ser considerada na estrutura do fundo.</p>
<p>Esses indicadores são projeções da gestão e não representam retorno garantido. O resultado efetivo dependerá da manutenção da ocupação, do comportamento dos contratos, dos custos operacionais, da capacidade de renegociação dos aluguéis e da execução dos pagamentos previstos.</p>
<p>A própria estrutura da operação deixa uma parcela dos custos futuros vinculada à inflação. No Passarelli, o saldo não pago imediatamente será atualizado pelo IPCA positivo e acrescido de 4,85% ao ano. No JFL 125, a parcela de R$ 2,975 milhões prevista para dezembro de 2026 também terá correção pelo índice de preços.</p>
<p>O movimento coloca o HIRE11 em uma posição diferente daquela apresentada quando o fundo avançou inicialmente em logística. A carteira passa a reunir ativos com características distintas de ciclo imobiliário, ocupação, perfil de locatários e formação de receita, além de ampliar a exposição à região de Pinheiros, próxima ao eixo corporativo da Faria Lima.</p>
<p>A partir da conclusão das condições contratuais e do cronograma de pagamentos, o desempenho do fundo passará a depender também da capacidade de integrar os dois ativos corporativos à carteira existente. Para os próximos meses, o acompanhamento dos desembolsos, da ocupação dos imóveis e da geração efetiva de receitas será determinante para medir a contribuição das novas aquisições sobre o resultado do HIRE11.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>HIRE Fundo de Investimento Imobiliário (HIRE11) &#8211; fato relevante de 25 de setembro de 2026 sobre a quitação dos ativos logísticos e as aquisições dos empreendimentos corporativos</em></p>
<p><em>TRX Real Estate Fundo de Investimento Imobiliário (TRXF11) &#8211; fato relevante de 25 de setembro de 2026 com a estrutura financeira e os dados dos imóveis vinculados à operação</em></p>
<p><em>Tellus Properties (TEPP11) &#8211; fato relevante de 24 de setembro de 2026 sobre a venda das 48 unidades do Edifício Passarelli, condições do negócio e ganho de capital estimado</em></p>
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		<title>Copasa (CSMG3), Ambipar (AMBP3), JSL (JSLG3) e Tupy (TUPY3): destaques da Bolsa hoje (29)</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/copasa-ambipar-jsl-tupy-acoes-radar-corporativo-29-09-2026</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Sep 2026 13:24:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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		<category><![CDATA[Ambipar]]></category>
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		<category><![CDATA[Tupy]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O radar corporativo desta terça-feira, 29 de setembro, reúne mudanças administrativas, decisões judiciais envolvendo reestruturação financeira e anúncios de remuneração aos acionistas de companhias negociadas na B3. Entre os principais destaques estão a eleição de um novo diretor-presidente da Copasa (CSMG3), o reconhecimento da recuperação judicial brasileira da Ambipar (AMBP3) pela Justiça norte-americana e a [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O radar corporativo desta terça-feira, 29 de setembro, reúne mudanças administrativas, decisões judiciais envolvendo reestruturação financeira e anúncios de remuneração aos acionistas de companhias negociadas na B3. Entre os principais destaques estão a eleição de um novo diretor-presidente da Copasa (CSMG3), o reconhecimento da recuperação judicial brasileira da Ambipar (AMBP3) pela Justiça norte-americana e a confirmação do calendário de pagamento de R$ 421,1 milhões em dividendos pela JSL (JSLG3).</p>
<p>A Tupy (TUPY3) também comunicou alterações em sua estrutura de governança após a renúncia do presidente do conselho de administração, enquanto a Schulz (SHUL3; SHUL4) informou uma redução relevante na participação acionária de fundos administrados pela Real Investor Asset Management.</p>
<p>Os anúncios foram divulgados predominantemente na segunda-feira (28), após o encerramento das negociações, e passam a integrar o conjunto de informações disponíveis aos investidores no pregão desta terça-feira. Os fatos apresentam naturezas diferentes: enquanto a JSL estabelece datas para uma obrigação financeira já aprovada, Copasa e Tupy atravessam processos de reorganização administrativa, e a Ambipar avança em uma disputa judicial relacionada à condução de sua recuperação.</p>
<p>Confira os principais acontecimentos e seus desdobramentos para as companhias.</p>
<h2>Copasa (CSMG3) elege novo presidente após privatização</h2>
<p>A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) anunciou a eleição de Augusto Dantas Borges como novo diretor-presidente, em substituição a Marília Carvalho de Melo, que permanecerá na empresa na função de diretora de Relações Institucionais e Sustentabilidade.</p>
<p>A mudança foi formalizada em 28 de setembro, durante a reorganização da estrutura administrativa da companhia após o processo de desestatização e a entrada do Grupo Equatorial em sua composição acionária. Augusto Dantas Borges possui mais de 18 anos de experiência no Grupo Equatorial e assume o comando da concessionária com mandato previsto até 2028.</p>
<p>A reorganização também contempla alterações em outras posições estratégicas. Adriano Rudek de Moura foi designado para a Diretoria Financeira e de Relações com Investidores, enquanto Tinn Freire Amado assume a presidência do conselho de administração.</p>
<p>A troca de comando representa uma etapa importante na transição da governança corporativa da Copasa. A empresa, responsável por serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário em Minas Gerais, passa a estruturar sua administração sob uma nova configuração acionária, após a transferência de participação anteriormente pertencente ao governo estadual.</p>
<p>A entrada de uma nova equipe executiva coloca em evidência temas como planejamento de investimentos, eficiência operacional, cumprimento de contratos de concessão e execução das metas de universalização dos serviços previstas no marco legal do saneamento.</p>
<p>Embora a eleição dos administradores esteja concluída, seus efeitos sobre investimentos, estrutura de capital e <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340035">política</a> comercial dependerão das decisões que forem adotadas pela nova direção. O comunicado não representa, por si só, a aprovação de alterações tarifárias ou de novos programas de investimentos.</p>
<h2>Ambipar (AMBP3) obtém reconhecimento da recuperação judicial brasileira nos Estados Unidos</h2>
<p>A Ambipar informou que a Corte de Falências dos Estados Unidos para o Distrito Sul do Texas, em Houston, reconheceu o processo de recuperação judicial em andamento na 3ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro como procedimento estrangeiro principal, no âmbito dos pedidos de Chapter 15 apresentados pela companhia e pela Environmental ESG.</p>
<p>A decisão também determinou a suspensão do processo de Chapter 11 da subsidiária Ambipar Emergency Response e rejeitou as objeções apresentadas durante a análise judicial.</p>
<p>O reconhecimento representa um avanço na estratégia da companhia de concentrar no Brasil a condução de sua reestruturação financeira. A recuperação judicial brasileira passa a constituir o processo central para a coordenação das medidas relacionadas às <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340032">empresas</a> abrangidas pela decisão, permitindo uma articulação mais estruturada entre as jurisdições brasileira e norte-americana.</p>
<p>A distinção entre os dois procedimentos é relevante para compreender o alcance do anúncio. O Chapter 11 é utilizado nos Estados Unidos para a reorganização de empresas submetidas à legislação falimentar norte-americana. Já o Chapter 15 permite que tribunais dos Estados Unidos reconheçam e apoiem processos de insolvência conduzidos em outros países, estabelecendo mecanismos de cooperação internacional e proteção patrimonial.</p>
<p>O reconhecimento da recuperação judicial brasileira como processo estrangeiro principal não significa que o plano de recuperação da Ambipar tenha sido definitivamente aprovado, tampouco representa a extinção automática das obrigações com seus credores.</p>
<p>A companhia enfrenta uma complexa reestruturação financeira, marcada por divergências entre diferentes grupos de credores sobre a condução do processo, o tratamento das dívidas e os mecanismos previstos para sua reorganização.</p>
<p>Segundo a empresa, a decisão favorece a coordenação dos procedimentos judiciais entre Brasil e Estados Unidos, tendo a recuperação judicial em curso no Rio de Janeiro como referência central.</p>
<p>Para os investidores, o novo fato relevante esclarece uma etapa da disputa sobre a jurisdição da reestruturação. Permanecem, entretanto, pendentes os desdobramentos relacionados ao plano brasileiro, às negociações com credores e ao cumprimento das condições necessárias à reorganização financeira do grupo.</p>
<h2>JSL (JSLG3) confirma R$ 421,1 milhões em dividendos</h2>
<p>A JSL, empresa de logística controlada pela Simpar (SIMH3), comunicou que realizará o pagamento de R$ 421,06 milhões em dividendos em duas parcelas iguais, encerrando a indefinição sobre as datas de distribuição dos valores aprovados pelo conselho de administração em 22 de dezembro de 2025.</p>
<p>A primeira parcela, de R$ 210,53 milhões, será paga em 2 de outubro de 2026. A segunda, de igual valor, está programada para 28 de dezembro. Cada pagamento corresponde a R$ 0,740150001 por ação ordinária, totalizando aproximadamente R$ 1,4803 por papel.</p>
<p>O anúncio não representa uma nova distribuição de resultados. Trata-se da definição do calendário de desembolso de dividendos anteriormente aprovados, cujo prazo de pagamento havia sido estabelecido para o encerramento de 2026.</p>
<p>O direito ao recebimento foi constituído com base na posição acionária definida na deliberação de dezembro de 2025. Assim, investidores que adquirirem ações JSLG3 nesta terça-feira não terão direito às parcelas agora anunciadas em decorrência dessas novas aquisições.</p>
<p>Por outro lado, acionistas contemplados na distribuição original mantêm o direito ao pagamento mesmo que tenham vendido os papéis posteriormente.</p>
<p>A diferença entre a data de declaração dos dividendos, a composição acionária considerada para o provento e o efetivo desembolso é particularmente relevante para evitar interpretações equivocadas sobre a remuneração oferecida pelas ações.</p>
<p>Considerando as duas parcelas, um investidor que possuía mil ações habilitadas terá direito ao recebimento de aproximadamente R$ 1.480,30, distribuídos entre outubro e dezembro.</p>
<p>A confirmação das datas também permite identificar o cronograma de saída de recursos da companhia no último trimestre do ano. Como a distribuição foi aprovada anteriormente, o comunicado não deve ser interpretado como indicação de novos dividendos relacionados ao desempenho financeiro do terceiro trimestre de 2026.</p>
<h2>Tupy (TUPY3) anuncia renúncia do presidente do conselho e prepara sucessão</h2>
<p>A Tupy informou que Jaime Luiz Kalsing apresentou renúncia aos cargos de membro e presidente do conselho de administração, alegando motivos de foro íntimo. O desligamento será efetivado em até 60 dias ou quando ocorrer a posse de seu substituto, o que acontecer primeiro.</p>
<p>Para a sucessão, o conselho manifestou a intenção de indicar Gueitiro Matsuo Genso, atual vice-presidente de Estratégia, Novos <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank"  rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340033">Negócios</a>, Inovação e Fusões e Aquisições da companhia.</p>
<p>A eventual nomeação depende de sua eleição em Assembleia Geral Extraordinária. Portanto, a comunicação representa uma proposta de sucessão e não a conclusão imediata da substituição na presidência do colegiado.</p>
<p>Genso já presidiu o conselho de administração da Tupy entre 2019 e 2021. Desde 2024, integra a diretoria estatutária da companhia, tendo exercido também as funções de diretor de Relações com Investidores e diretor-presidente interino.</p>
<p>A empresa informou ainda que pretende manter Jaime Kalsing em sua estrutura de governança, mediante eventual nomeação como membro externo do Comitê de Estratégia, Inovação e Sustentabilidade. A indicação dependerá da verificação dos requisitos aplicáveis.</p>
<p>Além da sucessão, a Tupy pretende submeter aos acionistas uma proposta de reforma do estatuto social, com a inclusão de critérios de elegibilidade para integrantes do conselho de administração e da diretoria.</p>
<p>A iniciativa ocorre em um contexto no qual a composição dos órgãos administrativos da companhia tem sido objeto de questionamentos por parte de investidores. Entre os temas levantados em discussões anteriores estão os critérios de indicação de conselheiros, a experiência profissional de executivos e a participação de acionistas relevantes na definição da governança.</p>
<p>A eventual aprovação das alterações estatutárias dependerá da deliberação societária correspondente. Até lá, a companhia permanece submetida às regras atualmente vigentes, observadas as condições estabelecidas para a transição administrativa.</p>
<h2>Schulz (SHUL3; SHUL4) informa redução da participação da Real Investor</h2>
<p>A Schulz comunicou ao <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340034">mercado</a> que a Real Investor Asset Management realizou, em 24 de setembro, uma operação relevante de venda de ações ordinárias da companhia. Após a movimentação, a participação conjunta dos fundos sob gestão da instituição passou a representar 9,99% das ações ordinárias emitidas pela fabricante.</p>
<p>A informação foi apresentada em comunicado divulgado na segunda-feira (28), em cumprimento às regras de transparência aplicáveis à negociação de participações acionárias relevantes em companhias abertas.</p>
<p>Segundo a comunicação encaminhada à Schulz, a operação possui finalidade exclusivamente de investimento, sem intenção de adquirir o controle ou promover alterações na estrutura administrativa da empresa.</p>
<p>A redução envolve especificamente as ações ordinárias, negociadas sob o código SHUL3, e não deve ser confundida com uma alteração equivalente na participação sobre as ações preferenciais SHUL4.</p>
<p>A distinção entre as duas classes é importante porque a participação acionária relevante foi informada com base no capital representado pelos papéis ordinários. A operação não permite concluir, isoladamente, qual foi a alteração na exposição financeira total dos fundos à companhia, considerando todas as classes de ações eventualmente mantidas em carteira.</p>
<p>Fundada em Joinville, Santa Catarina, a Schulz atua nos segmentos de compressores de ar, componentes para a indústria automotiva e soluções industriais. Seus papéis são negociados na B3 e integram o universo de empresas acompanhadas por gestores especializados em ações de companhias de menor capitalização.</p>
<p>A comunicação de movimentações relevantes por investidores institucionais constitui um mecanismo de transparência do mercado de capitais. O registro informa mudanças na composição acionária, mas não representa necessariamente uma avaliação pública da gestora sobre o desempenho futuro da companhia.</p>
<h2>Governança, reestruturação financeira e remuneração concentram os anúncios</h2>
<p>O conjunto de comunicados desta terça-feira reúne três dimensões distintas da administração de companhias abertas. Na Copasa e na Tupy, o foco recai sobre a composição dos órgãos de administração e a condução das respectivas transições de governança. Na Ambipar, a informação central está relacionada ao avanço de um procedimento judicial internacional, enquanto JSL e Schulz apresentam fatos associados à remuneração e à composição da base acionária.</p>
<p>A leitura individualizada desses acontecimentos é necessária para distinguir decisões já concluídas de medidas ainda condicionadas a etapas posteriores.</p>
<p>Na Copasa, as eleições administrativas foram formalizadas. Na Tupy, a sucessão anunciada permanece dependente da assembleia e da posse do substituto. No caso da Ambipar, houve reconhecimento judicial nos Estados Unidos, mas a reestruturação financeira ainda depende de outros procedimentos. Já a JSL apenas detalhou as datas de pagamento de uma distribuição previamente aprovada.</p>
<p>Para os acionistas, a divulgação de fatos relevantes e comunicados ao mercado permite acompanhar mudanças administrativas, obrigações financeiras e decisões que podem alterar a estrutura das empresas investidas.</p>
<p>As informações conhecidas até a manhã de 29 de setembro, entretanto, não permitem atribuir a esses anúncios uma reação específica das cotações durante o pregão. A avaliação de seus efeitos sobre os preços dependerá dos dados efetivos de negociação e dos demais fatores que influenciam o mercado.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Copasa — Comunicado ao Mercado sobre a nova composição do Conselho de Administração e da Diretoria Executiva, de 28 de setembro de 2026.</em></p>
<p><em>Ambipar — Fato Relevante sobre o reconhecimento judicial nos Estados Unidos e a transição do Chapter 11 para o Chapter 15, de 28 de setembro de 2026.</em></p>
<p><em>JSL — Aviso aos Acionistas sobre o calendário de pagamento de dividendos, de 28 de setembro de 2026.</em></p>
<p><em>Tupy — Fato Relevante sobre alterações na administração da companhia, de 28 de setembro de 2026.</em></p>
<p><em>Schulz — Comunicado ao Mercado sobre alienação de participação acionária relevante, de 28 de setembro de 2026.</em></p>
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		<title>WEG investe US$ 165 milhões e MBRF capta R$ 825 milhões em agenda da B3</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/empresas-b3-divida-investimentos-proventos</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Bruno Assis]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Sep 2026 14:16:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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		<category><![CDATA[WEG]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A agenda corporativa desta segunda-feira, 28 de setembro, reúne operações de financiamento, expansão industrial, reorganizações societárias e distribuição de proventos entre empresas negociadas na B3. Entre os movimentos de maior dimensão financeira estão a emissão de R$ 825 milhões em debêntures da MBRF Global Foods, o plano de investimento de US$ 165 milhões da WEG [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A agenda corporativa desta segunda-feira, 28 de setembro, reúne operações de financiamento, expansão industrial, reorganizações societárias e distribuição de proventos entre empresas negociadas na B3. Entre os movimentos de maior dimensão financeira estão a emissão de R$ 825 milhões em debêntures da MBRF Global Foods, o plano de investimento de US$ 165 milhões da WEG e pagamentos de juros sobre capital próprio anunciados por companhias como Localiza, Multiplan e Riachuelo.</p>
<p>O conjunto de comunicados mostra que as decisões desta segunda-feira não se concentram em uma única frente. Enquanto a MBRF reforça a estrutura de dívida com vencimentos de longo prazo, a WEG direciona capital para aumento de capacidade produtiva na América do Norte. Ao mesmo tempo, operações envolvendo Axia Energia e Copasa alteram a configuração societária ou contratual das companhias, e a Localiza passa a negociar suas ações ex-JCP.</p>
<p>Na frente de remuneração aos acionistas, os valores divulgados por Localiza, Multiplan e Riachuelo somam cerca de R$ 783,9 milhões em montantes brutos. O cálculo considera R$ 614,9 milhões da Localiza, R$ 139 milhões da Multiplan e R$ 30 milhões da Riachuelo. A concentração desses anúncios ocorre em um momento em que as companhias também movimentam estruturas de capital e investimentos.</p>
<p>A agenda inclui ainda a elevação do rating corporativo da Motiva Infraestrutura de Mobilidade para AAA.br, pela Moody’s Local Brasil, além de uma disputa societária envolvendo o Conselho de Administração do Grupo Toky, que está em recuperação judicial.</p>
<h2>WEG prevê aumento de cinco vezes na capacidade de geradores</h2>
<p>Entre os anúncios industriais, a WEG (WEGE3) apresentou um programa de US$ 165 milhões para ampliar a produção de geradores na América do Norte. O investimento foi estruturado em duas etapas e está associado ao aumento da demanda por sistemas de geração destinados a aplicações críticas, com destaque para a expansão dos data centers nos Estados Unidos.</p>
<p>A primeira fase prevê US$ 24 milhões para aquisição e adequação de uma unidade industrial no México. A operação está prevista para começar no segundo trimestre de 2027. A segunda etapa, estimada em US$ 141 milhões, contempla a construção de duas novas instalações na América do Norte, com conclusão prevista para 2030.</p>
<p>Os números permitem dimensionar a mudança pretendida. Segundo as informações divulgadas sobre o projeto, a capacidade global da companhia para fabricação de geradores passaria de aproximadamente 10 unidades por dia para cerca de 50. Na prática, trata-se de multiplicação por cinco da capacidade atual, equivalente a um aumento de 400%.</p>
<p>Também há uma diferença relevante na distribuição do capital. Dos US$ 165 milhões previstos, aproximadamente 14,5% estão concentrados na primeira etapa, enquanto 85,5% correspondem à segunda fase. O desembolso maior, portanto, ocorrerá na expansão estrutural que será implementada posteriormente.</p>
<h2>MBRF alonga dívida com vencimentos que chegam a 2056</h2>
<p>A MBRF Global Foods (MBRF3) concluiu a liquidação de sua décima emissão de debêntures, com captação de R$ 825 milhões. A operação foi dividida em quatro séries e faz parte da estratégia declarada pela companhia de alongar o perfil de seu endividamento em moeda local.</p>
<p>Os vencimentos estabelecidos para as séries estão distribuídos entre 2031 e 2056. A primeira parcela vence em março de 2031, a segunda em setembro de 2033, a terceira em setembro de 2036 e a quarta em setembro de 2056.</p>
<p>A estrutura reduz a concentração dos vencimentos em um único período. Do ponto de vista financeiro, o desenho também amplia o horizonte temporal da dívida em reais, permitindo que uma parcela dos compromissos seja distribuída por diferentes momentos.</p>
<p>A operação foi realizada por meio da MBRF e vinculada a uma emissão de Certificados de Recebíveis do <a class="wpil_keyword_link" title="Agronegócio" href="https://gazetamercantil.com/agronegocio" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339997">Agronegócio</a>. Segundo a companhia, a estrutura busca otimizar a relação entre prazo e custo dos instrumentos utilizados para financiamento.</p>
<h2>Axia abre janela para conversão de ações preferenciais</h2>
<p>A Axia Energia (AXIA3) iniciou nesta segunda-feira o período para manifestação de interesse na conversão de ações preferenciais classe C em ações ordinárias. O prazo termina em 30 de setembro e está relacionado ao mecanismo de resgate das PNCs da companhia.</p>
<p>A operação alcança 70.716.228 ações preferenciais classe C, correspondentes a aproximadamente R$ 3,9 bilhões e a 15,46% dessa classe. O valor implícito por ação é de cerca de R$ 55,15. A B3 confirma a estrutura societária atual da Axia, com AXIA3 como ação ordinária e AXIA7 como ação preferencial classe C.</p>
<p>A conversão das antigas classes preferenciais da companhia para ações ordinárias faz parte do processo de migração da Axia para o Novo <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339998">Mercado</a>. A B3 informou que AXIA5 e AXIA6 deixaram de ser negociadas em junho de 2026, permanecendo AXIA3 e AXIA7 na estrutura de negociação.</p>
<p>O movimento desta semana, portanto, ocorre dentro de uma reorganização societária mais ampla iniciada anteriormente e não representa uma alteração isolada na estrutura de capital.</p>
<h2>Copasa enfrenta possível ruptura do acordo com a Equatorial</h2>
<p>A Copasa (CSMG3) comunicou ao mercado que a Gerais Saneamento, controlada pela Equatorial, manifestou intenção de solicitar a rescisão antecipada do acordo de acionistas celebrado em junho com o Estado de Minas Gerais e a própria companhia.</p>
<p>O procedimento ainda depende de deliberações previstas na Assembleia Geral Extraordinária realizada em 28 de setembro. O estágio informado, portanto, é de intenção de rescisão e não de encerramento definitivo do acordo.</p>
<p>Os registros societários da companhia mostram que a notificação de intenção de rescisão foi protocolada em 25 de setembro e que a documentação da assembleia de 28 de setembro passou a integrar os registros da CVM.</p>
<p>A diferença entre intenção e conclusão é relevante porque o acordo firmado em junho faz parte da estrutura societária estabelecida após a operação envolvendo a Equatorial e o Estado de Minas Gerais. Qualquer encerramento antecipado depende do cumprimento das condições previstas no próprio instrumento e das deliberações societárias aplicáveis.</p>
<h2>Grupo Toky levará composição do conselho aos acionistas</h2>
<p>O Grupo Toky, em recuperação judicial, marcou para 6 de novembro uma Assembleia Geral Extraordinária destinada, entre outros pontos, à definição do número de integrantes do Conselho de Administração e à eleição do colegiado.</p>
<p>A administração propõe inicialmente seis membros. Como alternativa, será submetida aos acionistas uma proposta para sete integrantes, em linha com o pedido apresentado por acionistas que haviam solicitado a convocação da assembleia. O novo mandato está previsto para começar em 9 de novembro.</p>
<p>A companhia afirmou que parte das irregularidades apontadas anteriormente no pedido de convocação foi corrigida, mas que permanecem outros problemas formais e materiais. Mesmo assim, decidiu incluir a alternativa de sete conselheiros na pauta para que a questão seja deliberada na assembleia.</p>
<p>Em uma empresa submetida a recuperação judicial, a composição do Conselho de Administração tem importância adicional porque a governança passa a coexistir com a necessidade de execução e acompanhamento do processo de reestruturação financeira.</p>
<h2>JCP movimenta quase R$ 784 milhões</h2>
<p>No mercado de proventos, a Localiza (RENT3) entra nesta segunda-feira na condição de ação negociada ex-JCP referente à distribuição aprovada em setembro. O montante bruto é de R$ 614,9 milhões, equivalente a R$ 0,556580414 por ação. Os acionistas posicionados em 25 de setembro têm direito ao pagamento, previsto para 18 de novembro.</p>
<p>A Multiplan (MULT3), por sua vez, declarou R$ 139 milhões em juros sobre capital próprio, correspondentes a R$ 0,28413632863 por ação. O anúncio foi aprovado pelo Conselho de Administração em 25 de setembro e consta dos documentos societários da companhia.</p>
<p>Já a Riachuelo aprovou JCP de R$ 30 milhões, equivalente a R$ 0,05968867830 por ação ordinária. A data de referência é 30 de setembro, com negociação ex-JCP a partir de 1º de outubro.</p>
<p>Somados, os três anúncios representam R$ 783,9 milhões em remuneração bruta aos acionistas. Além do impacto financeiro agregado, as datas de corte e de negociação ex-proventos tornam o calendário relevante para a dinâmica de negociação dos papéis.</p>
<h2>Motiva eleva classificação de crédito</h2>
<p>A Moody’s Local Brasil elevou o rating corporativo da Motiva Infraestrutura de Mobilidade (MOTV3) de AA+.br para AAA.br, mantendo perspectiva estável. A classificação também foi elevada para uma série de debêntures da companhia.</p>
<p>A alteração na avaliação de crédito ocorre sobre uma companhia de infraestrutura com exposição a concessões e ativos de mobilidade, em uma atividade na qual o acesso a financiamento e as condições de mercado de dívida têm impacto direto sobre a estrutura de capital.</p>
<p>Para os investidores, a mudança é um dado sobre a avaliação de risco de crédito feita pela agência e não equivale, por si só, a uma alteração nos resultados operacionais da empresa.</p>
<p>No conjunto, os comunicados desta segunda-feira mostram uma agenda corporativa distribuída entre expansão, refinanciamento, governança e remuneração de capital. A WEG direciona recursos para capacidade produtiva, a MBRF alonga passivos, a Axia avança em uma reorganização de sua estrutura acionária e a Copasa enfrenta uma possível mudança em seu acordo de acionistas. Ao mesmo tempo, Localiza, Multiplan e Riachuelo executam decisões de distribuição de capital, enquanto Motiva e Grupo Toky movimentam temas ligados a crédito e governança. Esse conjunto de eventos forma o principal quadro societário e financeiro das <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339996">empresas</a> listadas acompanhado pelo mercado nesta segunda-feira.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>B3 &#8211; registros societários, códigos de negociação e documentação sobre a migração da Axia Energia para o Novo Mercado</em></p>
<p><em>Localiza &#8211; comunicados ao mercado sobre juros sobre o capital próprio e calendário de negociação das ações</em></p>
<p><em>MBRF &#8211; informações de Relações com Investidores sobre a décima emissão de debêntures e estrutura de endividamento</em></p>
<p><em>Multiplan &#8211; documentos societários e declaração de juros sobre o capital próprio de setembro de 2026</em></p>
<p><em>CVM &#8211; registros societários da Copasa relativos à notificação de intenção de rescisão antecipada do acordo de acionistas</em></p>
<p><em>WEG &#8211; comunicado ao mercado sobre plano de investimento para expansão da produção de geradores na América do Norte</em></p>
<p><em>Reuters &#8211; informações sobre o investimento da WEG e cronograma de expansão da capacidade produtiva</em></p>
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		<item>
		<title>Fim das bets pode beneficiar MGLU3, BHIA3 e ASAI3; veja impactos nas ações da B3</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/fim-das-bets-impacto-acoes-b3-varejo-mglu3-bhia3</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Bruno Assis]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Sep 2026 05:39:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ASAI3]]></category>
		<category><![CDATA[B3]]></category>
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		<category><![CDATA[proibição das bets]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A proibição das apostas de quota fixa no Brasil, estabelecida pelo governo federal na sexta-feira (25), abriu uma nova frente de discussão no mercado financeiro sobre o destino dos bilhões de reais atualmente direcionados às bets e seus possíveis efeitos sobre empresas listadas na B3. Varejistas, supermercados, farmácias e instituições financeiras aparecem entre os segmentos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A proibição das apostas de quota fixa no Brasil, estabelecida pelo governo federal na sexta-feira (25), abriu uma nova frente de discussão no mercado financeiro sobre o destino dos bilhões de reais atualmente direcionados às bets e seus possíveis efeitos sobre empresas listadas na B3. Varejistas, supermercados, farmácias e instituições financeiras aparecem entre os segmentos que poderão sentir os reflexos da medida, caso parte dos recursos destinados aos jogos retorne ao consumo tradicional ou seja utilizada pelas famílias para reduzir dívidas.</p>
<p>A mudança foi formalizada pela Medida Provisória nº 1.394, de 25 de setembro de 2026, que proíbe a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas de quota fixa em todo o território nacional. A restrição alcança apostas esportivas e jogos on-line, inclusive operações oferecidas por <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="339985">empresas</a> sediadas no exterior a consumidores localizados no Brasil. A norma tem força de lei desde a publicação, embora dependa de aprovação do Congresso Nacional para manter sua vigência.</p>
<p>O encerramento das atividades será gradual. Novos depósitos nas contas de apostadores foram proibidos imediatamente, enquanto as plataformas deverão interromper o acesso aos serviços após o período de transição de dez dias. A partir de 6 de outubro, sites e aplicativos deverão estar indisponíveis, e os saldos remanescentes serão devolvidos aos usuários conforme os procedimentos estabelecidos pela legislação.</p>
<p>Para o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="339987">mercado</a> acionário, a questão vai além do encerramento de uma atividade econômica. As apostas passaram a disputar uma parcela crescente da renda disponível dos brasileiros, justamente quando juros elevados, inadimplência e comprometimento do orçamento doméstico dificultam a recuperação do consumo.</p>
<p>Relatório do BTG Pactual estima que o setor tenha registrado receita bruta de jogos de aproximadamente R$ 36,9 bilhões em 2025, com participação de 25,2 milhões de brasileiros. O número ajuda a dimensionar o tamanho do mercado que deixará de operar legalmente, mas não representa automaticamente o volume que será redirecionado às compras no comércio.</p>
<p>A eventual recuperação dependerá do comportamento dos consumidores, da efetividade da fiscalização e da capacidade do sistema financeiro de impedir que o dinheiro continue circulando em plataformas clandestinas.</p>
<h2>R$ 36,9 bilhões em apostas entram na disputa pelo orçamento familiar</h2>
<p>O crescimento das bets alterou a distribuição dos gastos das famílias brasileiras nos últimos anos. Levantamento do Goldman Sachs, elaborado a partir de dados setoriais e de comentários de companhias sobre os resultados do segundo trimestre de 2026, estima que o Brasil tenha se tornado o quinto maior mercado mundial de apostas, com aproximadamente R$ 37 bilhões em receita bruta de jogos em 2025.</p>
<p>O relatório calcula ainda que os depósitos realizados nas plataformas tenham alcançado cerca de R$ 221 bilhões no período, considerando a circulação dos recursos utilizados nas operações.</p>
<p>É importante distinguir os dois indicadores. Os R$ 221 bilhões representam movimentação financeira bruta e incluem valores que podem ter retornado aos apostadores e sido utilizados novamente. Já a receita bruta de jogos, conhecida pela sigla GGR, corresponde essencialmente à diferença entre os valores apostados e os prêmios pagos pelas empresas, antes das deduções aplicáveis.</p>
<p>Portanto, não seria correto afirmar que a proibição disponibilizará R$ 221 bilhões adicionais para o consumo ou que toda a receita anteriormente obtida pelas plataformas será convertida em vendas do varejo.</p>
<p>O Goldman Sachs também estima que o peso econômico das apostas tenha crescido significativamente em relação ao consumo das famílias, passando de 0,3% em 2018 para 4,4% em 2025, conforme a metodologia adotada pelo banco.</p>
<p>A mudança ocorreu em um período marcado por pressão sobre despesas essenciais e maior participação de novas categorias de consumo. Vestuário, transporte e habitação aparecem entre os segmentos que perderam participação relativa na distribuição dos gastos considerada pelo estudo.</p>
<p>A saída das bets do mercado regulado pode modificar esse quadro, mas o efeito dependerá de quanto os apostadores efetivamente deixarão de gastar com jogos e da destinação dada aos valores economizados.</p>
<p>Para Raphael Monteiro, sócio da Finscale, os primeiros resultados poderão aparecer na saúde financeira das famílias, antes mesmo de se converterem em crescimento expressivo das vendas. Bancos, financeiras e varejistas que oferecem crédito ao consumidor podem perceber alterações na capacidade de pagamento dos clientes, especialmente nos segmentos mais sensíveis ao endividamento.</p>
<h2>Magazine Luiza (MGLU3) e Casas Bahia (BHIA3) entram no radar</h2>
<p>Entre as companhias negociadas na B3, o Magazine Luiza (MGLU3) está diretamente relacionado à discussão sobre a disputa pela renda disponível.</p>
<p>Na divulgação dos resultados do segundo trimestre de 2026, a empresa descreveu um ambiente macroeconômico complexo e manifestou preocupação com o crescimento das apostas esportivas como fator adicional de pressão sobre o consumo.</p>
<p>A exposição do Magazine Luiza ao comércio de eletrônicos, eletrodomésticos e outros bens duráveis torna seu desempenho particularmente dependente da renda das famílias e das condições de financiamento.</p>
<p>Diferentemente de alimentos e medicamentos, a aquisição desses produtos pode ser adiada quando o consumidor enfrenta dificuldades financeiras. Assim, uma eventual redução dos gastos com apostas poderá liberar parte do orçamento doméstico, mas isso não significa necessariamente que o dinheiro será imediatamente direcionado à compra de eletrodomésticos ou produtos eletrônicos.</p>
<p>O Grupo Casas Bahia (BHIA3) enfrenta dinâmica semelhante. Sua atuação no varejo de bens duráveis, combinada à oferta de crédito e financiamento ao consumidor, coloca a companhia entre aquelas cujo desempenho depende da recuperação do poder de compra e da capacidade de pagamento das famílias.</p>
<p>Nos comentários analisados pelo Goldman Sachs sobre o segundo trimestre, a empresa destacou a competição pelo espaço disponível no orçamento dos consumidores, embora o relatório não lhe atribua uma manifestação específica sobre as bets.</p>
<p>O impacto potencial também possui duas dimensões distintas. Uma redução do comprometimento financeiro pode melhorar a qualidade das carteiras de crédito, enquanto a recomposição gradual da renda disponível pode favorecer as vendas.</p>
<p>Entretanto, juros elevados, inadimplência e menor disposição das famílias para assumir novos financiamentos continuam sendo obstáculos independentes da existência das plataformas de apostas.</p>
<p>Por isso, a proibição das bets não elimina automaticamente os fatores que pressionam os resultados das duas varejistas.</p>
<h2>Assaí (ASAI3), Renner (LREN3) e C&amp;A (CEAB3): efeitos podem variar</h2>
<p>A possível redistribuição dos gastos também alcança setores de consumo recorrente.</p>
<p>O Assaí (ASAI3), que atua no atacarejo, pode ser afetado por mudanças no orçamento das famílias, especialmente entre consumidores que precisam priorizar despesas essenciais. No segundo trimestre, a companhia registrou crescimento moderado das vendas nas mesmas lojas e identificou um comportamento de busca por produtos mais baratos, conhecido no varejo como <em>downtrading</em>.</p>
<p>Se a redução das apostas proporcionar maior disponibilidade de renda, parte desse dinheiro poderá retornar à alimentação e a outras compras consideradas prioritárias.</p>
<p>Ainda assim, uma recuperação do volume de vendas não implica necessariamente aumento proporcional da rentabilidade. O setor alimentar trabalha com margens relativamente reduzidas, e os resultados também dependem de preços, custos operacionais, logística e concorrência.</p>
<p>No vestuário, Lojas Renner (LREN3) e C&amp;A (CEAB3) também apresentaram comentários sobre a cautela dos consumidores e as incertezas relacionadas ao desempenho da demanda.</p>
<p>Nesse segmento, o possível efeito tende a depender da recomposição da renda discricionária, isto é, da parcela do orçamento que permanece disponível depois do pagamento das despesas essenciais.</p>
<p>A Natura (NATU3), por sua vez, relatou pressão sobre os gastos das famílias e sinais de migração para produtos mais baratos em determinadas categorias.</p>
<p>O Goldman Sachs considera as apostas um dos elementos que passaram a disputar o orçamento doméstico, mas não atribui exclusivamente a elas a desaceleração observada nessas empresas.</p>
<p>A distinção importa para a avaliação do mercado: uma mesma mudança regulatória pode atingir companhias de formas diferentes, de acordo com o perfil de renda dos clientes, a frequência das compras, o nível de endividamento e a dependência de financiamento.</p>
<h2>Bancos e financeiras podem perceber primeiro a melhora no crédito</h2>
<p>A hipótese de recuperação do orçamento familiar também coloca instituições financeiras no debate.</p>
<p>Para consumidores com dívidas em atraso ou elevado comprometimento mensal da renda, o dinheiro que deixa de ser direcionado às apostas pode ser usado prioritariamente para amortizar financiamentos, regularizar pagamentos ou reduzir o uso de modalidades mais caras de crédito.</p>
<p>Nesse cenário, os efeitos iniciais poderiam aparecer em indicadores de inadimplência, renegociação e capacidade de pagamento, antes de serem observados no faturamento do comércio.</p>
<p>Raphael Monteiro, da Finscale, considera essa possibilidade particularmente relevante para bancos, financeiras e empresas varejistas que possuem operações próprias de crédito.</p>
<p>Isso não significa que a proibição produzirá automaticamente queda da inadimplência. O resultado dependerá de fatores como renda, emprego, juros, perfil dos devedores e comportamento dos consumidores anteriormente expostos às apostas.</p>
<p>A mudança também ocorre simultaneamente ao lançamento do Desenrola Brasil 3.0, instituído pela Medida Provisória nº 1.393, igualmente publicada em 25 de setembro. O programa estabelece uma nova modalidade emergencial de renegociação de dívidas de pessoas físicas inadimplentes.</p>
<p>A existência das duas medidas no mesmo pacote governamental pode dificultar a identificação isolada dos efeitos de cada uma sobre o crédito e o consumo. Uma eventual melhora nos indicadores financeiros das famílias precisará ser analisada considerando tanto a redução dos gastos com apostas quanto os mecanismos de renegociação disponibilizados.</p>
<h2>Mercado ilegal pode absorver parte dos recursos</h2>
<p>A principal ressalva à expectativa de recuperação do consumo está na possibilidade de migração dos apostadores para plataformas clandestinas.</p>
<p>O BTG Pactual observa que a redução das atividades legalizadas não garante o desaparecimento da demanda por apostas. Consumidores podem procurar operadores estrangeiros ou serviços não autorizados, limitando a quantidade de recursos que efetivamente retornará à <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank"  rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="339986">economia</a> formal.</p>
<p>Essa preocupação também aparece nas manifestações de especialistas do setor. A proibição poderá reduzir a atividade das empresas anteriormente regulamentadas, mas sua eficácia dependerá da capacidade de interromper operações financeiras e publicitárias realizadas por plataformas ilegais.</p>
<p>A Medida Provisória nº 1.394 tenta enfrentar esse problema por diferentes mecanismos.</p>
<p>Além de proibir a exploração e a publicidade das apostas, o texto impede instituições financeiras, instituições de pagamento e participantes de arranjos de pagamento de processarem transações destinadas à atividade, ressalvadas aquelas necessárias ao encerramento das operações e à restituição de valores aos consumidores.</p>
<p>A norma também atribui ao Banco Central a responsabilidade de estabelecer mecanismos de comunicação eletrônica para identificar e rejeitar determinadas transferências financeiras relacionadas às apostas ilegais.</p>
<p>Outra frente envolve a publicidade. As empresas deverão retirar anúncios e sinais de patrocínio no prazo de dez dias a partir da publicação da medida. A restrição alcança meios físicos e digitais, inclusive conteúdos destinados ao público brasileiro.</p>
<p>O impacto sobre o mercado clandestino dependerá, portanto, da aplicação efetiva dessas determinações, da cooperação entre instituições financeiras e empresas de tecnologia e da capacidade de fiscalização das autoridades.</p>
<p>Sem esse controle, parte dos valores anteriormente movimentados pelas plataformas autorizadas poderá apenas migrar para estruturas menos transparentes.</p>
<h2>Proibição também terá custo fiscal e efeitos sobre publicidade</h2>
<p>O possível benefício ao varejo não representa o único impacto econômico da decisão.</p>
<p>Com o encerramento das operações autorizadas, o governo federal também perderá receitas tributárias e outras destinações financeiras associadas ao mercado de apostas. A medida poderá atingir ainda empresas de publicidade, comunicação, tecnologia e clubes esportivos que mantinham contratos comerciais com operadores do setor.</p>
<p>A Lei nº 14.790, de dezembro de 2023, havia estruturado o regime regulado das apostas, que começou a funcionar nacionalmente em janeiro de 2025. As empresas autorizadas precisaram pagar outorgas e ficaram submetidas a regras de tributação, fiscalização, publicidade e proteção dos apostadores.</p>
<p>A MP 1.394 modifica esse modelo menos de dois anos depois de sua implementação.</p>
<p>O texto estabelece que a extinção das autorizações ocorrerá após 30 dias da publicação e não confere aos operadores direito automático à restituição dos valores pagos pelas outorgas nem à indenização pelo poder público. A previsão, entretanto, não impede que empresas questionem judicialmente a medida.</p>
<p>Também existe incerteza legislativa. Como qualquer medida provisória, o texto precisa passar pelo Congresso Nacional dentro do prazo constitucional para preservar seus efeitos. Assim, além da implementação administrativa, a configuração definitiva da proibição dependerá da tramitação legislativa e de eventuais questionamentos judiciais.</p>
<p>Para as companhias listadas na B3, essa combinação cria um cenário que deve ser acompanhado com cautela. A redução da concorrência das apostas pelo orçamento familiar pode favorecer determinados segmentos de consumo, mas eventuais perdas fiscais, alterações nos mercados de publicidade e deslocamento da atividade para operadores ilegais também fazem parte dos efeitos econômicos da mudança.</p>
<p>A hipótese de recuperação mais rápida do consumo essencial, seguida por uma recomposição gradual das compras de bens duráveis e vestuário, aparece nas avaliações de mercado divulgadas depois da medida. Trata-se, porém, de uma possibilidade condicionada ao comportamento dos consumidores, e não de um resultado já observado nos balanços das empresas.</p>
<p>O desempenho futuro de Magazine Luiza, Casas Bahia, Assaí, Renner, C&amp;A e Natura continuará dependendo de fatores próprios de cada negócio e do ambiente macroeconômico.</p>
<p>A proibição das bets adiciona uma variável relevante a essa equação: parte do orçamento antes disputado pelas plataformas poderá ficar disponível para consumo ou pagamento de dívidas. A extensão desse movimento, sua distribuição entre os diferentes setores e seus efeitos efetivos sobre as companhias da B3 só poderão ser medidos à medida que a nova legislação for implementada e seus resultados aparecerem nos indicadores de consumo, crédito e atividade econômica.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Presidência da República — Medida Provisória nº 1.394, de 25 de setembro de 2026</em></p>
<p><em>Presidência da República — Medida Provisória nº 1.393, de 25 de setembro de 2026</em></p>
<p><em>Ministério da Justiça e Segurança Pública — comunicado sobre a proibição das apostas e o pacote de proteção às famílias endividadas</em></p>
<p><em>Ministério da Saúde — comunicado oficial sobre o encerramento das operações de apostas no Brasil</em></p>
<p><em>Ministério da Fazenda — regulamentação das apostas de quota fixa e informações sobre o mercado autorizado</em></p>
<p><em>BTG Pactual — análise setorial sobre apostas e consumo das famílias brasileiras</em></p>
<p><em>Goldman Sachs — relatório sobre os resultados corporativos do segundo trimestre de 2026 e a evolução dos gastos das famílias</em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>HOFC11 vende Edifício Morumbi por R$ 90,9 milhões e recebe cotas do TRXF11</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/hofc11-venda-edificio-morumbi-trxf11</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Daniel Wicker]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Sep 2026 18:32:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Fundos Imobiliários]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Chucri Zaidan]]></category>
		<category><![CDATA[CRI]]></category>
		<category><![CDATA[Edifício Morumbi]]></category>
		<category><![CDATA[fundos imobiliários]]></category>
		<category><![CDATA[Hedge Renda Corporativa]]></category>
		<category><![CDATA[HOFC11]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[TRXF11]]></category>
		<category><![CDATA[venda de imóvel]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Hedge Office Income FII (HOFC11) concluiu a venda de sua participação no Edifício Morumbi, em São Paulo, por R$ 90,909 milhões, encerrando uma negociação que começou em julho com uma proposta de R$ 86,423 milhões e terminou com uma estrutura financeira mais complexa do que um pagamento convencional em dinheiro. A operação foi consumada [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Hedge Office Income FII (HOFC11) concluiu a venda de sua participação no Edifício Morumbi, em São Paulo, por R$ 90,909 milhões, encerrando uma negociação que começou em julho com uma proposta de R$ 86,423 milhões e terminou com uma estrutura financeira mais complexa do que um pagamento convencional em dinheiro. A operação foi consumada em 23 de setembro por meio da alienação das quotas da HOFC Empreendimentos Imobiliários, titular da nua-propriedade do ativo, e da cessão onerosa do usufruto que permanecia com o fundo.</p>
<p>Do preço total, R$ 65,601 milhões, equivalentes a aproximadamente 72,2% da operação, foram liquidados no fechamento. Outros R$ 25,308 milhões, ou cerca de 27,8%, ficaram para pagamento futuro, com vencimento em 12 de junho de 2030. Essa parcela será atualizada pela variação positiva acumulada do IPCA e remunerada adicionalmente à taxa de 9,20% ao ano, calculada sobre uma base de 252 dias úteis.</p>
<p>O valor final contratado ficou R$ 4,487 milhões acima dos R$ 86,423 milhões previstos na proposta divulgada em julho, uma diferença de aproximadamente 5,2%. A comparação, porém, não significa que o fundo tenha simplesmente obtido um aumento equivalente em dinheiro: a própria forma de pagamento foi alterada ao longo da negociação, com parcela relevante do preço transformada em cotas de outro fundo imobiliário e uma fração mantida como crédito de longo prazo.</p>
<p>A operação também mudou de comprador formal antes da conclusão. O contrato havia sido firmado com o TRX Real Estate FII (TRXF11), mas uma cláusula de pessoa a declarar permitiu que o Hedge Renda Corporativa FII (HRCO11) assumisse integralmente a posição contratual. O HRCO11 tornou-se, assim, o comprador efetivo da estrutura que detém o Edifício Morumbi.</p>
<h2>HOFC11 recebeu 694.999 cotas do TRXF11</h2>
<p>A maior parte dos R$ 65,601 milhões liquidados no fechamento não entrou no caixa do HOFC11 em moeda corrente. O pagamento foi realizado praticamente em sua totalidade por compensação de créditos decorrentes da subscrição de 694.999 cotas do TRXF11, consideradas ao preço unitário de R$ 94,39, já incorporados os custos da oferta.</p>
<p>A multiplicação das 694.999 cotas pelo preço de R$ 94,39 resulta em R$ 65,600 milhões. Os valores residuais pagos em dinheiro foram pouco relevantes diante da dimensão da transação.</p>
<p>Na parcela correspondente à cessão do usufruto do imóvel, o preço foi de R$ 30,303 milhões. Desse total, R$ 30,302 milhões foram compensados com 321.040 cotas do TRXF11, restando apenas R$ 85,70 em moeda corrente.</p>
<p>Na venda das quotas da HOFC Empreendimentos Imobiliários, a parcela inicial chegou a R$ 35,298 milhões. Desse valor, R$ 35,297 milhões foram liquidados mediante 373.959 cotas do TRXF11, novamente com apenas uma diferença residual em dinheiro.</p>
<p>Com isso, o HOFC11 trocou uma exposição direta a um edifício corporativo por uma combinação de cotas de outro FII e um crédito de longo prazo. A mudança altera a natureza econômica de parte relevante do patrimônio: em vez de concentrar o risco no desempenho de locação e valorização do Morumbi, o fundo passa a depender também da liquidez e do valor de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="339971">mercado</a> das cotas recebidas, além da capacidade de monetização do recebível até 2030.</p>
<p>Para permitir essa estrutura, os cotistas aprovaram uma alteração na <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="339970">política</a> de investimentos do HOFC11, autorizando a manutenção de cotas de outros fundos imobiliários recebidas como contraprestação em operações de alienação de ativos.</p>
<h2>HRCO11 entrou como comprador formal</h2>
<p>Embora o TRXF11 tenha participado diretamente da montagem da transação e da entrega das cotas utilizadas na liquidação, o comprador final passou a ser o Hedge Renda Corporativa FII.</p>
<p>Essa substituição já estava prevista contratualmente. Os documentos autorizavam o TRXF11 a indicar uma pessoa para assumir sua posição antes da transferência definitiva. Na conclusão, o HRCO11 foi formalmente indicado e passou a ocupar, com efeitos previstos nos instrumentos da operação, a posição de adquirente.</p>
<p>Como contrapartida pela indicação, o TRXF11 subscreveu e integralizou cotas do Hedge Renda Corporativa. A estrutura criou, portanto, uma relação triangular: o HOFC11 vende o ativo, recebe cotas do TRXF11 como parte da liquidação e o HRCO11 termina como comprador do imóvel.</p>
<p>O desenho chama atenção porque HOFC11 e HRCO11 compartilham as mesmas instituições de administração e gestão. Ambos são administrados pela Hedge Investments Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários e geridos pela Hedge Investments Real Estate Gestão de Recursos.</p>
<p>A própria documentação levada aos cotistas identificou essa situação como potencial conflito de interesses. Por isso, investidores vinculados ou enquadrados em situação de conflito não participaram da apuração pertinente da deliberação.</p>
<p>A consulta formal encerrada em 21 de setembro aprovou tanto a alienação quanto a mudança da política de investimentos necessária para acomodar a nova composição patrimonial do HOFC11.</p>
<h2>Parcela de R$ 25,3 milhões vence em 2030</h2>
<p>A operação não estará totalmente convertida em recursos líquidos mesmo depois da transferência do imóvel. Ainda restam R$ 25,308 milhões a receber.</p>
<p>O vencimento contratual foi definido para 12 de junho de 2030, mas o HOFC11 informou que pretende antecipar esse fluxo mediante uma securitização. A estrutura estudada prevê a cessão definitiva dos créditos a uma companhia securitizadora, em modelo sem coobrigação de pagamento pelo fundo.</p>
<p>Nesse formato, o HOFC11 venderia o direito de receber a parcela futura e receberia antecipadamente um valor negociado no mercado. O preço efetivamente obtido dependerá, entre outros fatores, das condições financeiras no momento da securitização, da taxa exigida pelos investidores e dos custos associados à operação.</p>
<p>A administradora indicou expectativa de concluir a estruturação em aproximadamente 30 dias, mas não existe garantia de que a securitização ocorra exatamente nesse prazo ou nos termos inicialmente estimados.</p>
<p>Enquanto o crédito não for cedido ou pago, sua remuneração contratual permanece vinculada ao IPCA positivo mais juros de 9,20% ao ano.</p>
<p>A taxa nominal elevada torna o recebível relevante para o fundo, mas não deve ser confundida com retorno líquido garantido ao cotista. Eventual securitização poderá envolver deságio, despesas de estruturação e antecipação do fluxo a uma taxa de mercado.</p>
<h2>CRI precisou ser reestruturado para liberar imóvel</h2>
<p>A venda do Morumbi também dependia da solução da dívida que tinha o imóvel como garantia.</p>
<p>O edifício estava associado à 288ª série da primeira emissão de Certificados de Recebíveis Imobiliários da Opea Securitizadora. Os titulares dos CRIs aprovaram por unanimidade a estrutura necessária para permitir a alienação do ativo.</p>
<p>Entre as medidas aprovadas está uma amortização extraordinária correspondente a 40% do saldo dos certificados em até cinco dias úteis após o fechamento da transação. O acordo prevê ainda amortizações adicionais e o pré-pagamento progressivo do saldo remanescente conforme as cotas do TRXF11 recebidas pelo HOFC11 sejam monetizadas.</p>
<p>A garantia que recaía sobre a nua-propriedade do Edifício Morumbi também foi substituída. Em seu lugar, foram vinculadas 576.800 cotas do Citadel I Fundo de Investimento Imobiliário.</p>
<p>Nos documentos da operação, essas cotas foram consideradas a um valor patrimonial de R$ 150,49 cada, o que representa aproximadamente R$ 86,8 milhões.</p>
<p>A mudança permitiu retirar o imóvel da estrutura de garantias sem exigir a quitação imediata de todo o passivo. Na prática, o HOFC11 substituiu um ativo imobiliário físico por ativos financeiros também no lado da garantia da dívida.</p>
<p>Esse mecanismo ajuda a explicar por que o valor bruto de R$ 90,909 milhões da venda não deve ser interpretado como caixa livre disponível para distribuição. Parte dos ativos recebidos está conectada à redução do endividamento e à reorganização patrimonial do fundo.</p>
<h2>Morumbi estava 88% ocupado</h2>
<p>Antes da venda, o Edifício Morumbi era um dos dois principais imóveis físicos mantidos pelo HOFC11.</p>
<p>O relatório gerencial de agosto registrava 9.782 metros quadrados de área locável própria no empreendimento e vacância física de aproximadamente 11,6%, o que corresponde a uma ocupação próxima de 88,4%.</p>
<p>O edifício está localizado na Avenida Morumbi, 8.234, na região da Chucri Zaidan, um dos principais eixos de escritórios corporativos de São Paulo. O ativo possui quatro pavimentos, estrutura de estacionamento e sistemas próprios de climatização e geração de energia.</p>
<p>No encerramento de agosto, o HOFC11 informava cota patrimonial de R$ 64,25 e cota de mercado de R$ 34,30, evidenciando um desconto expressivo da negociação em bolsa frente ao patrimônio contábil.</p>
<p>O relatório também informava valor de mercado de R$ 126,4 milhões e 3.599.115 cotas emitidas. Esses números, porém, apresentam uma diferença aritmética relevante: multiplicar R$ 34,30 pelas 3.599.115 cotas resulta em aproximadamente R$ 123,45 milhões, e não R$ 126,4 milhões.</p>
<p>Por essa razão, comparações entre o preço da venda do Morumbi e o valor de mercado total do fundo dependem da referência adotada. Utilizando exclusivamente a cotação de R$ 34,30 e a quantidade de cotas divulgadas no mesmo relatório, os R$ 90,909 milhões da operação equivaleriam a aproximadamente 73,6% do valor obtido pela multiplicação desses dois dados. Usando os R$ 126,4 milhões informados diretamente pela administradora, a proporção seria próxima de 71,9%.</p>
<p>A divergência não altera os termos da venda, mas recomenda cautela na comparação entre valor do ativo e capitalização de mercado do fundo.</p>
<h2>HOFC11 acelera transformação da carteira</h2>
<p>A saída do Morumbi faz parte de um movimento mais amplo de reciclagem e redução da exposição direta do HOFC11 a lajes corporativas.</p>
<p>O fundo também vem conduzindo a alienação do Edifício Birmann 20 e já carrega na carteira as 576.800 cotas do Citadel I FII recebidas em operação anterior. Além disso, utiliza programa de recompra de cotas em um período no qual o valor de mercado permanece bastante abaixo do patrimônio contábil.</p>
<p>A venda do Morumbi reforça essa transformação. Depois da transferência, o risco econômico do fundo deixa de depender apenas de aluguel, vacância e valorização de imóveis e passa a incorporar de maneira crescente cotas de outros FIIs, créditos parcelados e operações de monetização desses ativos.</p>
<p>No caso específico do Morumbi, há três etapas distintas para acompanhar após a venda: a negociação das 694.999 cotas do TRXF11 recebidas na transação, a amortização do CRI associado ao imóvel e a eventual securitização dos R$ 25,308 milhões com vencimento em 2030.</p>
<p>O preço de R$ 90,909 milhões, portanto, representa o valor contratual da alienação, mas não corresponde a um ingresso equivalente e imediato de caixa no HOFC11.</p>
<p>A operação transforma um imóvel físico em uma cesta de ativos financeiros, reduz a exposição direta às lajes corporativas e transfere para os próximos meses e anos parte relevante da geração efetiva de liquidez. O resultado econômico final para o fundo dependerá de quanto conseguirá realizar pelas cotas recebidas, das condições da securitização e do custo das obrigações vinculadas à estrutura financeira do Morumbi.</p>
<h4>Fontes:</h4>
<p><em>Hedge Investments — Fato Relevante de 23 de setembro de 2026 sobre a conclusão da alienação do Edifício Morumbi</em></p>
<p><em>Hedge Investments — Proposta da Administradora para Assembleia Geral Extraordinária de setembro de 2026</em></p>
<p><em>Hedge Investments — Assembleia Geral Extraordinária de 21 de setembro de 2026</em></p>
<p><em>Hedge Investments — Fato Relevante sobre a anuência dos titulares dos CRIs da 288ª série</em></p>
<p><em>Hedge Investments — Relatório Gerencial de agosto de 2026</em></p>
<p><em>Hedge Investments — Fato Relevante de julho de 2026 sobre a proposta de alienação do Edifício Morumbi</em></p>
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		<title>CURY3, TEND3 e DIRR3 caem com greve da Caixa; veja o que muda para as incorporadoras</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/cury3-tend3-dirr3-incorporadoras-greve-caixa</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Sep 2026 14:56:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mercados]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As ações das incorporadoras voltadas à habitação econômica entraram na reta final de setembro sob pressão que contrasta com os números apresentados pelas empresas nos últimos balanços. Entre 1º e 24 de setembro, Cury (CURY3) caiu aproximadamente 15,0%, Tenda (TEND3) recuou 15,6% e Direcional (DIRR3) perdeu 11,2%, considerando os preços de fechamento dos dois pregões. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>As ações das incorporadoras voltadas à habitação econômica entraram na reta final de setembro sob pressão que contrasta com os números apresentados pelas empresas nos últimos balanços. Entre 1º e 24 de setembro, Cury (CURY3) caiu aproximadamente 15,0%, Tenda (TEND3) recuou 15,6% e Direcional (DIRR3) perdeu 11,2%, considerando os preços de fechamento dos dois pregões. O movimento ocorreu mesmo com as três companhias chegando ao terceiro trimestre depois de resultados que, em diferentes medidas, mostraram expansão de receita, margens elevadas e geração de caixa.</p>
<p>O problema está menos na demanda estrutural por habitação e mais na combinação de fatores que podem atingir o fluxo financeiro e a execução das <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="339958">empresas</a> no curto prazo. A greve nacional dos empregados da Caixa Econômica Federal, iniciada em 10 de setembro e mantida após nova rejeição da proposta de acordo coletivo, criou incerteza justamente em uma etapa sensível do modelo de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank"  rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="339959">negócios</a> das incorporadoras de baixa renda: o repasse dos compradores para o banco financiador. Ao mesmo tempo, setembro registrou volumes históricos de chuva em diversas regiões de São Paulo, aumentando o risco de perda de produtividade em determinados canteiros.</p>
<p>Há ainda um terceiro componente. O setor vinha sendo beneficiado pela perspectiva de flexibilização da <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="339960">política</a> monetária, mas a Selic permanece elevada, em 13,75% ao ano, mesmo após a redução promovida pelo Banco Central em setembro. O custo de capital continua, portanto, alto, e qualquer ruído operacional tende a produzir movimentos maiores nas ações de companhias imobiliárias. Isso ajuda a explicar por que CURY3, TEND3 e DIRR3 perderam valor rapidamente sem que, até agora, tenha surgido uma deterioração equivalente nos balanços das três empresas.</p>
<h2>Greve da Caixa atinge o ponto em que a venda vira dinheiro</h2>
<p>A Caixa ocupa uma posição central no financiamento habitacional brasileiro e no Minha Casa, Minha Vida. Para incorporadoras que trabalham com o chamado crédito associativo, o momento do repasse é particularmente importante porque representa a transferência do financiamento do cliente para o agente financeiro e permite que os recursos avancem conforme as etapas do empreendimento. Uma paralisação prolongada não significa necessariamente que as vendas deixem de acontecer ou que uma unidade já comercializada seja cancelada, mas pode aumentar o intervalo entre a assinatura da venda e a liberação efetiva dos recursos.</p>
<p>É justamente esse intervalo que preocupa o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="339961">mercado</a> antes da divulgação dos números do terceiro trimestre. Caso contratos se acumulem aguardando etapas administrativas da Caixa, parte da geração de caixa que seria contabilizada entre julho e setembro poderá migrar para os meses seguintes. Se o atendimento for normalizado rapidamente, uma parcela relevante desse efeito pode aparecer apenas como deslocamento temporal entre o terceiro e o quarto trimestre. Se a greve se prolongar, porém, a formação desse estoque de repasses poderá tornar a leitura do caixa das incorporadoras mais complexa.</p>
<p>A paralisação começou em 10 de setembro. Em assembleia realizada no dia 21, os empregados rejeitaram a proposta apresentada pela Caixa, mantendo o movimento nacional. Segundo a Comissão Executiva dos Empregados, mais de 90% das bases sindicais rejeitaram a proposta. Entre os pontos de divergência está o custeio do Saúde Caixa. A instituição havia proposto ampliar de 6,5% para 9% da folha o teto de participação do banco no financiamento do plano a partir de 2027.</p>
<p>O efeito sobre cada incorporadora, contudo, não é necessariamente igual. A Cury destaca em suas próprias informações aos investidores que utiliza o crédito associativo como um dos elementos de seu modelo de operação. A Direcional também afirma que o financiamento do cliente junto com a venda ajuda a reduzir o risco de distratos e a financiar parte das obras com recursos provenientes das unidades comercializadas. A Tenda, por sua vez, permanece fortemente vinculada ao Minha Casa, Minha Vida: no segundo trimestre, 76% de seu VGV bruto estava concentrado nas faixas 1 e 2 do programa.</p>
<h2>Chuvas criam outro risco, mas exposição geográfica é diferente</h2>
<p>O clima acrescentou uma variável incomum ao trimestre. Dados do Instituto Nacional de Meteorologia mostram que diferentes localidades de São Paulo já haviam superado recordes históricos de chuva de setembro apenas nos primeiros 14 dias do mês. Na estação de São Paulo–Interlagos, o volume chegou a 245,8 milímetros, acima do recorde anterior de 145,2 milímetros. No Mirante de Santana, foram registrados 253,8 milímetros, superando a marca de 243,1 milímetros observada em 1983.</p>
<p>Para o setor de construção, chuva excessiva pode afetar etapas externas das obras, movimentação de solo, concretagem, logística e produtividade dos canteiros, embora o impacto efetivo dependa da fase de cada empreendimento e da localização dos projetos. Não há, até o momento, divulgação das companhias indicando uma revisão formal de projeções provocada pelas chuvas de setembro. O risco existe, mas não deve ser transformado automaticamente em perda financeira sem evidência de atraso efetivo.</p>
<p>Nesse ponto, a distribuição geográfica distingue as três empresas. A Cury concentra suas operações nas regiões metropolitanas de São Paulo e Rio de Janeiro e descreve essa concentração como parte central de sua estratégia. A empresa, portanto, possui exposição proporcionalmente maior a acontecimentos locais nessas duas praças. No segundo trimestre, a companhia lançou 11 projetos, oito deles em São Paulo e três no Rio de Janeiro.</p>
<p>A Direcional possui uma operação mais distribuída. A companhia atua em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Distrito Federal, Amazonas, Bahia, Ceará e Pernambuco, além de outras praças relacionadas a sua estratégia de expansão. Essa presença reduz a concentração geográfica da execução, ainda que não elimine riscos relacionados ao crédito habitacional. A Tenda também opera de forma mais dispersa e informa presença em diversas regiões metropolitanas do país.</p>
<p>A diferença é relevante porque greve da Caixa e chuva não representam exatamente o mesmo tipo de risco. A paralisação do banco é um evento nacional e pode atingir o timing dos financiamentos independentemente da localização do empreendimento. A chuva é localizada e produz impacto predominantemente operacional. Empresas com maior dispersão geográfica tendem a diluir melhor o segundo risco, enquanto a exposição ao primeiro depende do perfil de clientes, produtos e financiamentos.</p>
<h2>Cury combina margens altas com geração de caixa</h2>
<p>A Cury chegou ao atual período de turbulência na Bolsa depois de um segundo trimestre financeiramente forte. A companhia registrou receita líquida de aproximadamente R$ 1,69 bilhão, crescimento de 26% sobre o mesmo período do ano anterior. A margem bruta ajustada ficou em 39,8%, enquanto o Ebitda ajustado alcançou cerca de R$ 392 milhões, avanço de aproximadamente 20% na comparação anual.</p>
<p>O lucro líquido ficou próximo de R$ 271 milhões, 14% acima do segundo trimestre de 2025. A geração de caixa atingiu R$ 144,9 milhões, crescimento superior a 40% na comparação anual, e a companhia terminou o trimestre em posição de caixa líquido. Os dados ajudam a explicar por que uma queda expressiva de CURY3 em setembro não pode ser interpretada isoladamente como deterioração dos fundamentos da empresa.</p>
<p>Houve, entretanto, desaceleração em alguns indicadores operacionais. As vendas líquidas somaram aproximadamente R$ 2,05 bilhões no segundo trimestre, redução de 9,5% em relação ao mesmo período de 2025. Os lançamentos atingiram R$ 2,26 bilhões, alta de 1,4%, enquanto a velocidade de vendas ficou em 40,5%. Os distratos recuaram 27,6%, para R$ 171,2 milhões.</p>
<p>Para o investidor, a Cury combina rentabilidade elevada e geração de caixa com concentração geográfica maior do que a observada em alguns concorrentes. Isso torna particularmente importante acompanhar se as chuvas de setembro tiveram consequência mensurável sobre os projetos em São Paulo e se a greve da Caixa provocará represamento relevante nos repasses.</p>
<h2>Direcional mantém margem elevada e reduz alavancagem</h2>
<p>A Direcional também apresentou resultados robustos no segundo trimestre. A receita líquida atingiu aproximadamente R$ 1,28 bilhão, avanço de 20% sobre o mesmo período de 2025. A margem bruta ajustada ficou em 42,8%, enquanto o Ebitda alcançou R$ 311 milhões, crescimento de 27% na comparação anual. O lucro líquido somou aproximadamente R$ 202 milhões.</p>
<p>Nas operações, as vendas líquidas considerando a participação da companhia chegaram a cerca de R$ 1,37 bilhão, alta de aproximadamente 6% na comparação anual. Os lançamentos atribuíveis à Direcional ficaram em torno de R$ 1,57 bilhão. A companhia também encerrou o trimestre com dívida líquida de R$ 492 milhões, abaixo dos R$ 613 milhões registrados três meses antes.</p>
<p>A relação entre dívida líquida e patrimônio líquido recuou de 24% para 18%. Já a dívida corporativa líquida, métrica que exclui financiamentos ligados ao Sistema Financeiro da Habitação e determinadas linhas imobiliárias, terminou negativa em aproximadamente R$ 9 milhões, indicando posição próxima de caixa líquido nessa definição.</p>
<p>A combinação de dispersão geográfica, margem elevada e redução da alavancagem constitui um perfil diferente do observado na Cury. Isso não elimina os riscos associados à Caixa, já que o modelo de crédito associativo também é importante para a Direcional, mas reduz a dependência de uma única região para a execução física das obras.</p>
<h2>Tenda cresce mais, mas ação carrega histórico de maior volatilidade</h2>
<p>A Tenda apresentou uma recuperação operacional relevante ao longo dos últimos trimestres. No 2T26, a receita líquida consolidada alcançou aproximadamente R$ 1,29 bilhão, alta de cerca de 30% em um ano. O lucro líquido ficou em R$ 179,1 milhões. A companhia lançou empreendimentos que totalizaram R$ 1,77 bilhão em VGV, crescimento de 59% em relação ao segundo trimestre do ano passado.</p>
<p>As vendas líquidas consolidadas atingiram aproximadamente R$ 1,4 bilhão, aumento de 17% na mesma comparação. A expansão, entretanto, veio acompanhada de redução na velocidade de vendas para 24,4%, refletindo, entre outros fatores apontados pela própria empresa, a preservação de preços e o volume elevado de lançamentos realizado perto do encerramento do trimestre.</p>
<p>O perfil de clientes coloca a Tenda entre as companhias mais diretamente associadas ao Minha Casa, Minha Vida. Cerca de 76% do VGV do segundo trimestre estava concentrado nas faixas 1 e 2 do programa. Isso torna a normalidade operacional da Caixa especialmente relevante para o ritmo dos repasses da companhia.</p>
<p>A queda de TEND3 em setembro ocorreu, portanto, depois de uma fase de recuperação de margens e crescimento dos resultados. O papel, contudo, apresenta historicamente volatilidade elevada, o que ajuda a ampliar movimentos de mercado quando o investidor passa a exigir prêmio maior para riscos operacionais ou macroeconômicos.</p>
<h2>CURY3, TEND3 ou DIRR3: o que realmente diferencia as ações</h2>
<p>Os números sugerem que as três companhias chegam à turbulência atual em situação diferente de momentos anteriores de estresse do setor imobiliário. Cury apresenta margens elevadas, forte geração de caixa e posição financeira confortável, mas possui concentração operacional maior em São Paulo e Rio de Janeiro. Direcional combina margens altas, alavancagem reduzida e maior diversificação geográfica. Tenda exibe crescimento mais acelerado e recuperação operacional, ao mesmo tempo em que mantém exposição relevante às faixas mais baixas do Minha Casa, Minha Vida.</p>
<p>Isso significa que a decisão entre CURY3, DIRR3 e TEND3 depende menos de uma resposta genérica sobre qual incorporadora é “melhor” e mais do tipo de risco que o investidor pretende assumir. No curto prazo, o principal dado novo será a extensão da greve da Caixa e o volume de repasses que eventualmente ficará acumulado. Depois disso, as prévias operacionais do terceiro trimestre deverão mostrar se vendas, lançamentos e velocidade de vendas continuaram resistentes.</p>
<p>Também será necessário acompanhar os números de geração de caixa. Uma eventual queda no 3T26 terá leitura distinta caso venha acompanhada de aumento de recebíveis aguardando repasse, porque parte do efeito poderá ser revertida no trimestre seguinte. Uma redução simultânea das vendas e da geração de caixa, por outro lado, representaria um sinal operacional mais relevante.</p>
<p>A Selic completa o quadro. O Banco Central reduziu a taxa para 13,75% em setembro, mas afirmou que o cenário ainda exige cautela diante das expectativas de inflação desancoradas e dos riscos em torno das projeções. Para as incorporadoras, um processo consistente de queda dos juros pode melhorar gradualmente o custo de capital e a percepção sobre o setor, mas dificilmente neutraliza sozinho problemas de execução ou de financiamento habitacional.</p>
<p>As quedas de dois dígitos de CURY3, TEND3 e DIRR3 em setembro mostram que o mercado já incorporou uma parcela significativa dessas incertezas aos preços. A confirmação de que o impacto da greve foi apenas um adiamento de repasses poderá alterar essa percepção. Se a paralisação se prolongar e começar a interferir de maneira mais ampla na contratação e liberação de financiamentos, o efeito deixará de ser apenas contábil e passará a atingir mais diretamente a operação das incorporadoras.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Cury — Relações com Investidores</em></p>
<p><em>Direcional — Relações com Investidores</em></p>
<p><em>Tenda — Relações com Investidores</em></p>
<p><em>Banco Central do Brasil</em></p>
<p><em>Instituto Nacional de Meteorologia</em></p>
<p><em>Agência Brasil</em></p>
<p><em>XP Investimentos</em></p>
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		<item>
		<title>Genial oferece até R$ 550 mil em crédito para atrair investidores de alta renda</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/genial-investimentos-550-mil-credito-cartao-milionarios</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Sep 2026 15:16:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[alta renda]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Genial Investimentos lançou uma ofensiva para ampliar a captação de clientes de alta renda com uma campanha que pode conceder até R$ 550 mil em créditos na fatura do cartão. O valor máximo, porém, exige uma movimentação muito superior ao piso de R$ 1 milhão anunciado para participação: para alcançar todo o benefício, o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Genial Investimentos lançou uma ofensiva para ampliar a captação de clientes de alta renda com uma campanha que pode conceder até R$ 550 mil em créditos na fatura do cartão. O valor máximo, porém, exige uma movimentação muito superior ao piso de R$ 1 milhão anunciado para participação: para alcançar todo o benefício, o investidor precisa combinar até R$ 10 milhões em ativos transferidos de outra instituição com até R$ 50 milhões em novos recursos aplicados em produtos elegíveis, totalizando R$ 60 milhões.</p>
<p>Batizada de Campanha do Milhão, a promoção começou em <strong>17 de agosto de 2026</strong> e termina em <strong>30 de setembro de 2026</strong>. Existem duas modalidades independentes e cumulativas. Na transferência de custódia, a Genial concede crédito equivalente a 0,5% dos ativos elegíveis levados de outra instituição, limitado a R$ 50 mil. Na modalidade de novos recursos, o percentual é de 1%, com benefício máximo de R$ 500 mil. Para essa segunda frente, o teto da base de cálculo é de R$ 50 milhões.</p>
<p>O benefício não é um pagamento em dinheiro nem uma remuneração adicional dos investimentos. Pelas regras da campanha, o valor é lançado exclusivamente como crédito promocional na fatura do Cartão Genial e não pode ser sacado, transferido ou convertido em dinheiro depositado em conta. Caso o crédito supere o saldo devedor da fatura no momento da concessão, o excedente pode permanecer disponível para abatimento de faturas seguintes.</p>
<h2>R$ 550 mil exige R$ 60 milhões em duas modalidades</h2>
<p>O teto divulgado pela instituição resulta da soma dos limites máximos das duas frentes. Para receber os R$ 50 mil disponíveis na transferência de custódia, seria necessário levar R$ 10 milhões em ativos elegíveis para a Genial, já que o percentual é de 0,5%. Para alcançar os outros R$ 500 mil, seria preciso aplicar R$ 50 milhões em dinheiro novo nos produtos selecionados, remunerados pela promoção à taxa de 1%.</p>
<p>Assim, o benefício máximo de R$ 550 mil corresponde a uma movimentação conjunta de R$ 60 milhões em recursos distintos. Considerando todo esse volume, o crédito equivale a aproximadamente 0,92% do patrimônio movimentado. A diferença em relação às taxas individuais ocorre porque R$ 10 milhões recebem 0,5%, enquanto os outros R$ 50 milhões recebem 1%.</p>
<p>O piso para participação, entretanto, é significativamente menor. O investidor precisa alcançar ao menos R$ 1 milhão de volume total elegível, e a quantia pode ser formada pela combinação das duas modalidades. Não é necessário aplicar R$ 1 milhão em cada uma.</p>
<p>Um cliente que transfira R$ 500 mil em ativos e coloque outros R$ 500 mil em dinheiro novo, por exemplo, atinge o piso da campanha. Nesse caso, observadas as demais regras, receberia R$ 2,5 mil pela transferência e R$ 5 mil pela nova aplicação, totalizando R$ 7,5 mil em crédito na fatura.</p>
<p>Se todo o R$ 1 milhão vier de dinheiro novo e for aplicado em produtos elegíveis, o benefício chega a R$ 10 mil. Caso o mesmo R$ 1 milhão seja composto exclusivamente por transferência de custódia, o crédito cai para R$ 5 mil.</p>
<h2>Cálculo funciona em degraus de R$ 250 mil</h2>
<p>Uma condição que não aparece apenas na comparação dos percentuais é a forma de apuração. Depois de atingido o piso de R$ 1 milhão, o regulamento determina que o volume seja contabilizado em degraus adicionais completos de R$ 250 mil. A parcela que não completar um novo degrau é desconsiderada para fins do benefício.</p>
<p>Isso significa que movimentar R$ 1,2 milhão, por exemplo, não necessariamente produz crédito sobre todo esse montante. Pelas regras da campanha, o volume apurado nesse caso permaneceria em R$ 1 milhão, porque os R$ 200 mil excedentes não completam o próximo degrau de R$ 250 mil.</p>
<p>O regulamento estabelece ainda uma ordem para descontar essa parcela excedente quando o cliente utiliza as duas modalidades. A fração desprezada é retirada primeiro do volume de transferência de custódia e, somente se ultrapassá-lo, é deduzida do dinheiro novo.</p>
<p>A própria documentação da promoção apresenta um exemplo de R$ 600 mil transferidos e R$ 600 mil em novas aplicações. Embora o cliente tenha movimentado R$ 1,2 milhão, apenas R$ 1 milhão entra no cálculo. Os R$ 200 mil excedentes são descontados da transferência, levando a base efetivamente remunerada nessa frente para R$ 400 mil, enquanto os R$ 600 mil aplicados como dinheiro novo permanecem no cálculo.</p>
<h2>Ativos transferidos precisam permanecer por 12 meses após setembro de 2026</h2>
<p>O crédito está condicionado não apenas à entrada dos recursos, mas também à sua permanência na Genial. Na modalidade de transferência de custódia, o investidor precisa manter por <strong>12 meses a partir de 30 de setembro de 2026</strong> um saldo mínimo equivalente ao patrimônio que já possuía na instituição na data-base acrescido do volume transferido durante a campanha.</p>
<p>Na prática, a exigência de permanência dessa modalidade se estende até <strong>30 de setembro de 2027</strong>, salvo situações previstas no regulamento. A regra significa que a promoção não remunera simplesmente uma transferência temporária realizada para gerar o crédito. A posição precisa permanecer na instituição durante o prazo estabelecido. Oscilações de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="339838">mercado</a> nos ativos não são consideradas descumprimento por si só, porque a verificação leva em conta os valores de entrada e não apenas a cotação posterior.</p>
<p>São elegíveis para a transferência, entre outras classes previstas pela campanha, cotas de fundos de investimento, ativos de renda fixa, títulos do Tesouro Direto e ações, desde que os papéis sejam aceitos para custódia pela Genial e registrados corretamente em seus sistemas.</p>
<p>Vencimentos de títulos, amortizações e outros eventos que reduzam a posição sem retirada voluntária também não implicam automaticamente perda do benefício. Nesses casos, o regulamento prevê a possibilidade de reaplicação dos recursos em ativos elegíveis pelo período restante.</p>
<h2>Dinheiro novo deve permanecer aplicado por seis meses a partir de cada aporte</h2>
<p>A exigência é diferente para a segunda modalidade. Os novos recursos precisam permanecer aplicados durante pelo menos <strong>seis meses contados individualmente a partir da data de cada investimento realizado entre 17 de agosto e 30 de setembro de 2026</strong>.</p>
<p>Isso significa que não existe uma única data final de permanência para todos os participantes dessa modalidade. Um investimento realizado em 17 de agosto de 2026, por exemplo, deverá permanecer aplicado por seis meses a partir dessa data. Já um aporte concluído em 30 de setembro de 2026 terá seu próprio período mínimo de seis meses contado a partir de 30 de setembro.</p>
<p>Para ser considerado dinheiro novo, o recurso precisa entrar na conta durante o período da promoção, entre <strong>17 de agosto e 30 de setembro de 2026</strong>, vindo de outra instituição financeira por Pix ou TED, e ser efetivamente aplicado em um dos produtos elegíveis dentro desse mesmo intervalo. Recursos que já estavam disponíveis na Genial antes do início da campanha não entram nessa categoria.</p>
<p>Também ficam de fora valores originados de resgates, liquidações, vencimentos ou vendas de investimentos que já estavam sob custódia da Genial. O cliente não pode transferir um ativo pela primeira modalidade, vendê-lo e reaplicar o dinheiro para gerar um segundo benefício sobre o mesmo patrimônio.</p>
<p>A campanha informa que as novas aplicações são direcionadas a produtos de renda fixa selecionados. O regulamento permite a divulgação de até cinco produtos elegíveis, cada um sujeito às próprias condições, riscos, prazos, disponibilidade, tributação e regras de contratação.</p>
<p>A promoção não altera a rentabilidade desses investimentos nem oferece garantia contra perdas. A Genial classifica expressamente o crédito como benefício promocional separado do produto financeiro adquirido.</p>
<h2>Saída antes do prazo mínimo pode levar ao estorno</h2>
<p>O investidor que retirar voluntariamente recursos antes do encerramento dos respectivos períodos de permanência pode perder total ou parcialmente o crédito. Na transferência de custódia, a referência é o prazo de 12 meses iniciado em 30 de setembro de 2026. Nas novas aplicações, são seis meses contados da data individual de cada aporte.</p>
<p>O regulamento prevê uma nova apuração do benefício da modalidade afetada e o estorno proporcional à parcela que deixou de atender às condições de permanência. Quando não for possível calcular de forma segura apenas a parcela correspondente, o benefício daquela modalidade pode ser estornado integralmente.</p>
<p>O descumprimento em uma frente, entretanto, não elimina automaticamente o crédito da outra, desde que ela continue atendendo às regras. O estorno será feito preferencialmente na fatura do cartão. Se esse procedimento não puder ser realizado, o Banco Genial poderá, quando houver autorização contratual e legal, debitar a quantia da conta do participante ou utilizar outros meios de cobrança previstos.</p>
<p>A instituição também se reserva o direito de rever benefícios em casos de erro material, duplicidade, operações canceladas, fraude, simulação ou utilização considerada incompatível com a finalidade da campanha.</p>
<h2>Crédito depende de cartão aprovado e ativo</h2>
<p>Outro requisito é possuir um Cartão Genial aprovado, ativo e habilitado no mesmo CPF do participante. Quem ainda não tiver o cartão pode solicitar o produto durante o período da campanha, que termina em <strong>30 de setembro de 2026</strong>, mas a concessão continua sujeita à análise de crédito e às regras do Banco Genial.</p>
<p>A instituição informa que seu cartão Platinum pode ser solicitado por clientes com patrimônio a partir de R$ 1 mil na plataforma, enquanto o Black é destinado a investidores com pelo menos R$ 50 mil. Esses limites gerais do produto não substituem o piso específico de R$ 1 milhão exigido para entrar na Campanha do Milhão.</p>
<p>Além disso, a promoção não é aberta indistintamente a toda a base da corretora. Pelas condições divulgadas, podem participar pessoas físicas maiores de 18 anos com conta ativa e regular, vinculadas ao atendimento direto da Genial Institucional e que realizem a adesão formal à campanha. Clientes vinculados a escritórios de assessoria ou canais parceiros e funcionários das <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="339839">empresas</a> promotoras estão fora do público elegível.</p>
<p>A simples transferência ou aplicação também não garante o crédito. As operações precisam estar efetivamente concluídas <strong>até 30 de setembro de 2026</strong>. Solicitações ainda pendentes nessa data não entram na campanha se a liquidação ocorrer posteriormente.</p>
<h2>Crédito será apurado após o encerramento da campanha em 30 de setembro</h2>
<p>A apuração começa depois do encerramento da promoção, em <strong>30 de setembro de 2026</strong>. A Genial prevê lançar o crédito promocional na fatura em até 30 dias corridos após essa data, desde que todas as condições estejam cumpridas e a conta e o cartão continuem regulares.</p>
<p>O desenho da promoção mostra que o valor de R$ 550 mil representa o limite extremo de uma estratégia voltada ao segmento de patrimônio elevado, e não o benefício típico para quem atingir apenas a entrada mínima. No piso de R$ 1 milhão, o crédito varia conforme a composição dos recursos e pode ficar entre R$ 5 mil, quando todo o patrimônio vem de transferência de custódia, e R$ 10 mil, quando todo o volume é dinheiro novo elegível.</p>
<p>Para chegar ao teto da campanha, a escala muda: são necessários R$ 10 milhões em ativos transferidos e R$ 50 milhões em novas aplicações. Os ativos transferidos ficam sujeitos ao período de 12 meses contado de 30 de setembro de 2026, enquanto cada nova aplicação precisa cumprir seis meses a partir da data em que foi efetivamente realizada. É essa combinação que transforma as duas porcentagens anunciadas pela Genial no crédito máximo de R$ 550 mil — benefício que, pelas próprias regras da promoção, permanece vinculado à fatura do cartão e não se confunde com retorno financeiro dos investimentos.</p>
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