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	<title>Mercados &#8211; GAZETA MERCANTIL</title>
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	<description>A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</description>
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		<title>Ágora troca 40% da carteira de small caps e inclui Banco Pine (PINE4) e Alupar (ALUP11)</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/agora-small-caps-novembro-2026-banco-pine-pine4-alupar-alup11</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Nov 2026 22:29:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mercados]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ágora inclui Banco Pine (PINE4) e Alupar (ALUP11) na carteira de small caps de novembro de 2026, com cinco ações e dividendos projetados de até 12%.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Ágora Investimentos reformulou parte de sua carteira recomendada de small caps para novembro de 2026, substituindo duas das cinco ações que integravam o portfólio anterior. As ações preferenciais do Banco Pine (PINE4) e as units da Alupar (ALUP11) passaram a compor a seleção, ocupando as posições anteriormente destinadas à construtora Cyrela (CYRE3) e ao grupo de educação Yduqs (YDUQ3). As alterações representam a renovação de 40% dos ativos da carteira, que mantém a distribuição igualitária dos recursos entre as <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341822">empresas</a> selecionadas.</p>
<p>A nova composição reúne Banco Pine, Alupar, Copasa (CSMG3), JHSF (JHSF3) e Smart Fit (SMFT3), cada uma com participação recomendada de 20%. O relatório original, publicado pela corretora em 28 de outubro, apresenta estimativas de dividendos para 2026 que variam de 4,4% a 12%, além de projeções de resultados e preços-alvo para os papéis. As escolhas combinam companhias com receitas reguladas, operações financeiras, atividades imobiliárias e <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank"  rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341821">negócios</a> voltados ao consumo.</p>
<p>A decisão ocorre depois de um período de perdas expressivas para a estratégia de empresas de menor capitalização. Até 28 de outubro, a carteira de small caps da Ágora acumulava desvalorização de 31,3% em 2026, enquanto o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank"  rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341819">Ibovespa</a> apresentava valorização de 6,1% no mesmo intervalo. A diferença de desempenho alcançava 37,4 pontos percentuais e evidencia o impacto da volatilidade sobre a seleção antes das mudanças anunciadas para novembro.</p>
<p>O documento também revela uma distinção importante entre as duas novas integrantes. Embora ambas tenham recebido participação idêntica na carteira, a Ágora mantém recomendação de compra para o Banco Pine e classificação neutra para a Alupar. A inclusão de uma companhia em uma estratégia diversificada, portanto, não significa necessariamente que a corretora tenha atribuído a ela sua avaliação individual mais favorável.</p>
<h2>Banco Pine entra com projeção de dividendos de 11,1%</h2>
<p>A entrada do Banco Pine reflete a transformação de suas atividades nos últimos anos. A instituição ampliou operações de crédito voltadas a pessoas físicas e empresas de médio porte, reduzindo a dependência histórica de financiamentos concentrados em grandes clientes corporativos. Entre as linhas que ganharam espaço estão o crédito consignado privado e os cartões, segmentos que oferecem oportunidades de expansão, mas também exigem acompanhamento da qualidade dos empréstimos concedidos.</p>
<p>Os resultados publicados pelo banco ajudam a dimensionar essa mudança. No segundo trimestre de 2026, o lucro líquido recorrente atingiu R$ 165,7 milhões, praticamente o dobro do registrado no mesmo período de 2025. A carteira de crédito expandida chegou a R$ 21,814 bilhões, com crescimento de 39,9% em 12 meses e de 10,1% em relação ao primeiro trimestre. O retorno anualizado sobre o patrimônio líquido alcançou 37,5%, segundo os indicadores utilizados pela corretora.</p>
<p>O crescimento, entretanto, foi acompanhado por maior inadimplência. O indicador informado na análise da Ágora chegou a 2,7% no segundo trimestre, ante 2,2% no primeiro, elevação de 0,5 ponto percentual. O movimento exige atenção porque a expansão acelerada do crédito pode produzir resultados diferentes à medida que os contratos amadurecem e parte dos clientes passa a enfrentar dificuldades de pagamento.</p>
<p>Para novembro, a corretora atribuiu ao Banco Pine preço-alvo de R$ 18 por ação, com horizonte em 2027, e estimativa de dividend yield de 11,1% para 2026. O indicador representa a relação entre a remuneração projetada aos acionistas e o preço considerado na análise, não constituindo promessa de distribuição ou garantia de rentabilidade.</p>
<p>A próxima atualização financeira da instituição está programada para 11 de novembro, quando serão divulgados os resultados do terceiro trimestre. Os números permitirão verificar se o avanço da carteira de crédito continuou acompanhado de rentabilidade elevada e como evoluíram as provisões para perdas e os indicadores de inadimplência.</p>
<h2>Alupar combina receitas reguladas e projetos de transmissão de energia</h2>
<p>A inclusão da Alupar acrescenta à carteira uma empresa cuja principal atividade está relacionada à infraestrutura elétrica. A companhia atua nos segmentos de transmissão e geração de energia, com contratos de longo prazo e receitas que, em parte relevante de suas operações, são atualizadas por índices de inflação. Essa estrutura proporciona maior previsibilidade de faturamento em comparação com negócios diretamente dependentes das oscilações do consumo.</p>
<p>A Receita Anual Permitida (RAP), utilizada para remunerar concessionárias de transmissão, constitui um dos principais indicadores da atividade. O valor é definido conforme as condições regulatórias e contratuais de cada empreendimento, enquanto a entrada de novos projetos em operação pode ampliar a base de receitas da companhia.</p>
<p>No segundo trimestre de 2026, a Alupar registrou crescimento de 14,7% na receita regulatória de transmissão. O balanço também apresentou lucro líquido societário atribuível aos acionistas da controladora de R$ 416,6 milhões, ante R$ 144,9 milhões no mesmo trimestre do ano anterior, avanço de 187,6%. Pelo critério regulatório, entretanto, o lucro atribuível à controladora foi de R$ 159 milhões, queda de 14,6% na comparação anual. A diferença decorre das metodologias contábeis aplicadas aos contratos de concessão e precisa ser considerada na avaliação dos resultados.</p>
<p>A companhia também possui projetos de expansão em andamento. Entre os empreendimentos divulgados está o lote 7 da segunda etapa do Leilão de Transmissão nº 1/2026, com RAP de R$ 96,7 milhões e investimento de referência da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) de R$ 1,089 bilhão. O prazo previsto para energização é 2031, dentro de uma concessão de 30 anos.</p>
<p>Apesar da previsibilidade proporcionada pelos contratos, a expansão exige investimentos elevados. Ao encerramento do segundo trimestre, a dívida líquida consolidada da Alupar alcançava aproximadamente R$ 9,5 bilhões. O indicador de dívida líquida sobre Ebitda societário ficou em 2,6 vezes, mostrando a importância do financiamento dos projetos e da geração futura de caixa para a evolução financeira da empresa.</p>
<p>A Ágora estabeleceu preço-alvo de R$ 40 para ALUP11, com projeção de dividend yield de 5% em 2026. A recomendação individual permanece neutra, enquanto a análise considera a estabilidade das receitas e os projetos em implantação como características relevantes para a composição de uma carteira diversificada.</p>
<p>Os próximos resultados trimestrais da Alupar estão previstos para 5 de novembro, com conferência marcada para o dia seguinte. A divulgação permitirá acompanhar os investimentos realizados, a execução das concessões e a trajetória do endividamento.</p>
<h2>Copasa lidera projeções de dividendos entre as cinco ações</h2>
<p>Entre os papéis mantidos, a Copasa apresenta a maior estimativa de dividend yield para 2026, de 12%. A companhia de saneamento tem preço-alvo de R$ 78, segundo a avaliação da corretora, que acompanha as possibilidades de eficiência operacional e os investimentos necessários à ampliação dos serviços de água e esgoto.</p>
<p>A análise considera os efeitos das mudanças societárias e regulatórias sobre a capacidade de geração de resultados. Entre os eventos acompanhados está o reajuste tarifário esperado para dezembro, considerado relevante para avaliar a remuneração dos investimentos e a aplicação das regras do setor.</p>
<p>O desempenho futuro dependerá, entre outros fatores, da execução dos investimentos, do controle de despesas e da evolução do endividamento. A estimativa de dividendos também está sujeita às condições financeiras da companhia e às decisões efetivas sobre distribuição de resultados.</p>
<p>A JHSF permanece na seleção com exposição aos segmentos imobiliário, de shopping centers e de serviços direcionados ao público de alta renda. A Ágora atribui às ações JHSF3 preço-alvo de R$ 15 e dividend yield projetado de 6,9% para 2026, considerando a geração de receitas recorrentes e a monetização de ativos imobiliários.</p>
<p>A companhia também mantém investimentos em hotelaria, aviação executiva e novos empreendimentos. Essas atividades ampliam a diversidade de receitas, mas podem exigir desembolsos relevantes antes de produzir retorno financeiro, especialmente em períodos de juros elevados.</p>
<p>A quinta integrante é a Smart Fit, cuja projeção de dividend yield de 4,4% é a menor da carteira. A permanência das ações SMFT3 está associada principalmente às perspectivas de expansão operacional, maturação das academias e crescimento dos serviços vinculados ao TotalPass. No segundo trimestre, a empresa abriu 63 unidades e acumulou 98 inaugurações no primeiro semestre de 2026, conforme os dados utilizados pela Ágora.</p>
<p>A corretora estabeleceu preço-alvo de R$ 30 para Smart Fit, enquanto acompanha os efeitos da concorrência, dos investimentos em novas unidades e da evolução das receitas obtidas com planos corporativos.</p>
<h2>Carteira tem dividend yield médio projetado de 7,88%</h2>
<p>A distribuição igualitária dos investimentos permite calcular a média ponderada das projeções de dividendos apresentadas pela corretora. Considerando participação de 20% para cada uma das cinco empresas, o dividend yield indicativo da carteira alcança 7,88% para 2026.</p>
<p>O cálculo utiliza estimativas de 12% para Copasa, 11,1% para Banco Pine, 6,9% para JHSF, 5% para Alupar e 4,4% para Smart Fit. A diferença entre a maior e a menor projeção é de 7,6 pontos percentuais, evidenciando que a estratégia reúne empresas com perfis distintos de remuneração aos acionistas.</p>
<p>Essa média, calculada a partir dos indicadores individuais, não representa uma previsão de retorno total da carteira. O desempenho de cada investimento depende também da valorização ou desvalorização das ações, das alterações de preços utilizadas no cálculo e dos dividendos efetivamente aprovados pelas companhias.</p>
<p>A composição apresenta outra característica relevante: 40% dos recursos recomendados estão concentrados em serviços regulados de energia elétrica e saneamento, por meio de Alupar e Copasa. Outros 20% estão destinados ao setor bancário, enquanto as atividades imobiliárias e o consumo respondem, individualmente, pelos 20% restantes.</p>
<p>A divisão evita concentração excessiva em uma única ação, mas não elimina os riscos relacionados à <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank"  rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341818">economia</a> brasileira. Juros elevados, aumento do custo de capital e mudanças nas expectativas de crescimento podem afetar empresas de diferentes setores simultaneamente.</p>
<h2>Carteira acumulava queda de 31,3% antes das alterações</h2>
<p>A revisão de novembro sucede um período de desempenho negativo da estratégia. Conforme a série histórica apresentada pela Ágora, a carteira de small caps acumulava queda de 18,3% em outubro até o dia 28, enquanto o Ibovespa recuava 8,2% no mesmo intervalo. A diferença negativa foi de 10,1 pontos percentuais.</p>
<p>No acumulado de 2026 até aquela data, a distância em relação ao principal índice da Bolsa era ainda maior. A carteira apresentava perda de 31,3%, contra valorização de 6,1% do Ibovespa, ressaltando a maior exposição da estratégia às oscilações dos preços das empresas selecionadas.</p>
<p>A comparação com o Ibovespa oferece uma referência ampla, embora o Índice Small Cap (SMLL), calculado pela B3, seja o indicador específico do desempenho das companhias de menor capitalização. O SMLL utiliza uma carteira teórica de ações e units selecionadas segundo critérios de capitalização e negociabilidade, com ponderação relacionada ao valor de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341820">mercado</a> dos papéis disponíveis para negociação.</p>
<p>A carteira da Ágora não replica obrigatoriamente a composição do SMLL. A corretora seleciona cinco empresas a partir de critérios próprios de análise, atribuindo participação igualitária a cada uma delas. Essa concentração em poucos ativos faz com que o resultado possa divergir significativamente do comportamento do índice de referência.</p>
<p>O relatório original também informa que as novas composições passam a ser consideradas no cálculo de rentabilidade somente a partir do primeiro dia útil de novembro. Dessa forma, o desempenho acumulado até 28 de outubro corresponde à estratégia anterior e não pode ser atribuído às empresas recém-incluídas.</p>
<h2>Resultados trimestrais serão decisivos para avaliação das novas escolhas</h2>
<p>A revisão do portfólio coloca os próximos balanços empresariais entre os principais acontecimentos a serem acompanhados durante novembro. Banco Pine e Alupar divulgarão resultados do terceiro trimestre em datas próximas, oferecendo informações atualizadas sobre rentabilidade, endividamento, investimentos e qualidade dos ativos.</p>
<p>O desempenho das duas empresas permitirá confrontar as premissas utilizadas pela Ágora com os resultados efetivamente apresentados. No Banco Pine, a atenção estará voltada à capacidade de sustentar a expansão do crédito sem deterioração excessiva da inadimplência. Na Alupar, os investidores poderão avaliar a execução dos projetos e o equilíbrio entre investimentos, dívida e remuneração aos acionistas.</p>
<p>A carteira também será influenciada pela evolução dos juros e das expectativas fiscais. Embora empresas com contratos regulados possam apresentar receitas relativamente previsíveis, suas ações continuam sujeitas às variações de preços, às condições de financiamento e às avaliações de risco dos investidores.</p>
<p>O documento da Ágora ressalta que estimativas e recomendações podem ser modificadas conforme novas informações sejam divulgadas. A corretora, controlada indiretamente pelo Banco Bradesco, também apresenta declarações regulatórias sobre eventuais interesses financeiros e comerciais de empresas do grupo em relação às companhias analisadas.</p>
<p>A seleção de novembro permanece, portanto, uma estratégia baseada nas projeções da instituição para cinco empresas, sem garantia de que os preços-alvo, os dividendos estimados ou a recuperação dos resultados sejam alcançados. Os próximos dados financeiros permitirão avaliar se as mudanças de composição produzirão desempenho diferente daquele observado nos meses anteriores.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Ágora Investimentos — Relatório original Estratégia Mensal, de 28 de outubro de 2026, com a composição da carteira Small Caps de novembro, recomendações, projeções de dividendos, preços-alvo e histórico de desempenho.</em></p>
<p><em>Banco Pine — Central de Relações com Investidores e resultados do segundo trimestre de 2026, com informações sobre lucro, expansão da carteira de crédito e indicadores financeiros.</em></p>
<p><em>Alupar Investimento S.A. — Release de Resultados do segundo trimestre de 2026, divulgado à Comissão de Valores Mobiliários, com indicadores societários, regulatórios, endividamento e projetos de transmissão.</em></p>
<p><em>B3 — Metodologia oficial do Índice Small Cap (SMLL), critérios de composição, elegibilidade e ponderação das ações.</em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Bolsas chinesas sobem após corte de juros para recompras de ações</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/bolsas-chinesas-avancam-corte-credito-vitoria-democrata-eua</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Nov 2026 19:24:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mercados]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As bolsas chinesas encerraram a quarta-feira, 4 de novembro de 2026, com fortes valorizações, em uma sessão influenciada por medidas de estímulo ao mercado financeiro anunciadas pelo governo de Pequim e pelo resultado das eleições legislativas dos Estados Unidos. O índice de Xangai avançou 2,16%, enquanto o CSI 300, que reúne as principais companhias negociadas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>As bolsas chinesas encerraram a quarta-feira, 4 de novembro de 2026, com fortes valorizações, em uma sessão influenciada por medidas de estímulo ao mercado financeiro anunciadas pelo governo de Pequim e pelo resultado das eleições legislativas dos Estados Unidos. O índice de Xangai avançou 2,16%, enquanto o CSI 300, que reúne as principais companhias negociadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen, subiu 2,31%. Em Hong Kong, o Hang Seng ganhou 1,67%.</p>
<p>O movimento ganhou força durante a segunda metade do pregão, depois de os investidores incorporarem às negociações a redução dos custos de financiamento para operações de recompra de ações anunciada pelo Banco Popular da China (PBoC) e os resultados eleitorais americanos, que deram aos democratas o controle da Câmara dos Representantes e do Senado. O desempenho das bolsas chinesas também refletiu uma recuperação de ativos que haviam sofrido perdas expressivas durante outubro.</p>
<p>O avanço ultrapassou os principais indicadores de referência. O índice Shenzhen Component registrou valorização de 4,22%, enquanto o ChiNext, que concentra <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341794">empresas</a> de crescimento e companhias de tecnologia, avançou 6,40%. O STAR 50, indicador de empresas de tecnologia negociadas em Xangai, subiu 9,92%.</p>
<p>A valorização ocorreu em meio a uma ampliação do volume de <a class="wpil_keyword_link" title="Negócios" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341795">negócios</a> e da participação de ações no movimento comprador. Mais de 4.600 papéis negociados nos mercados continentais chineses terminaram o dia em alta, enquanto o volume financeiro combinado das bolsas de Xangai e Shenzhen alcançou aproximadamente 2,04 trilhões de yuans.</p>
<p>O resultado representou um aumento de aproximadamente 19,6% em relação aos 1,70 trilhão de yuans movimentados na sessão anterior. A diferença indica que a recuperação foi acompanhada por maior intensidade nas negociações, e não apenas por uma valorização pontual dos principais componentes dos índices.</p>
<h2>Banco central reduz custo do financiamento para recompras</h2>
<p>Um dos principais acontecimentos econômicos da sessão foi a decisão do Banco Popular da China de reduzir a taxa de juros de sua linha de refinanciamento destinada a financiar recompras de ações por companhias listadas e aumentos de participação de seus principais acionistas.</p>
<p>A autoridade monetária anunciou que a taxa passaria de 1,25% para 1% a partir de 4 de novembro. A redução corresponde a 0,25 ponto percentual, ou uma diminuição de 20% no custo de referência do refinanciamento oferecido pelo banco central às instituições financeiras participantes.</p>
<p>O mecanismo permite que bancos obtenham recursos do Banco Popular da China para conceder empréstimos destinados a operações de recompra de ações e aquisição de participações adicionais em empresas listadas. O objetivo é facilitar o acesso ao financiamento, estimular a demanda por ações e ampliar os instrumentos de sustentação da liquidez do <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341792">mercado</a> de capitais.</p>
<p>A estrutura contempla 21 bancos de atuação nacional e cinco bancos comerciais urbanos considerados sistemicamente importantes. Os financiamentos têm prazo de um ano, com possibilidade de prorrogação conforme a necessidade das instituições participantes.</p>
<p>A taxa de 1%, entretanto, não representa automaticamente o custo final dos empréstimos para as empresas ou acionistas. O Banco Popular da China permite que os bancos adicionem uma margem sobre o custo de refinanciamento na definição das condições oferecidas aos tomadores.</p>
<p>Essa distinção é importante porque a redução anunciada atua diretamente sobre o custo de captação das instituições financeiras, criando condições para a diminuição dos juros cobrados nas operações elegíveis. A efetividade da medida dependerá da transferência dessa redução para os clientes e da disposição das empresas e dos acionistas em contratar os recursos.</p>
<p>O banco central também informou que as instituições financeiras encaminharam pedidos de limites de refinanciamento superiores a 200 bilhões de yuans depois de uma reunião realizada em 2 de novembro.</p>
<p>O montante demonstra a dimensão da demanda inicial pelo instrumento, mas não significa que os recursos já tenham sido integralmente liberados, emprestados ou utilizados em compras de ações. Trata-se de solicitações encaminhadas pelos bancos ao banco central, cujo efeito sobre o mercado dependerá da contratação e da execução das operações.</p>
<h2>Pequim transforma programa de apoio em instrumento permanente</h2>
<p>A redução dos juros integra uma estratégia mais ampla das autoridades chinesas para estabilizar o mercado acionário. Em 2 de novembro, a Comissão Reguladora de Valores Mobiliários da China (CSRC) anunciou medidas para ampliar a utilização de instrumentos financeiros criados em setembro de 2024.</p>
<p>Uma das mudanças foi transformar o programa de refinanciamento destinado a recompras e aumentos de participação acionária, anteriormente tratado como uma iniciativa temporária, em um mecanismo de caráter permanente.</p>
<p>A decisão altera a perspectiva de continuidade do instrumento. Em vez de depender de prorrogações periódicas de uma iniciativa temporária, o mercado passa a contar com uma estrutura institucionalizada de financiamento para operações de sustentação das cotações e gestão do valor de mercado das companhias.</p>
<p>A CSRC também autorizou a terceira rodada da chamada Securities, Funds and Insurance Companies Swap Facility, mecanismo de permuta voltado a corretoras, gestoras de fundos e seguradoras.</p>
<p>Nessa modalidade, as instituições participantes podem utilizar determinados ativos como garantia em operações com o banco central para ampliar sua capacidade de obtenção de recursos líquidos e realizar investimentos no mercado de capitais.</p>
<p>Segundo a autoridade reguladora, 31 corretoras e gestoras de fundos foram autorizadas a participar da nova rodada. Os pedidos de limites de operação apresentados pelas instituições superaram 100 bilhões de yuans.</p>
<p>As duas iniciativas possuem funções diferentes. O refinanciamento para recompras facilita a concessão de empréstimos a empresas e acionistas que pretendem adquirir ações. Já a operação de permuta procura ampliar a capacidade financeira de instituições que atuam diretamente no mercado de capitais.</p>
<p>Os números divulgados pela CSRC mostram que os instrumentos já haviam alcançado utilização significativa antes das novas medidas. Até o encerramento de outubro, as duas primeiras operações de permuta haviam movimentado 105 bilhões de yuans.</p>
<p>No programa de financiamento para recompras e aumentos de participação, 902 companhias listadas haviam divulgado 1.110 comunicados relacionados a empréstimos. Considerando também os pedidos apresentados por duas empresas estatais de gestão de capital, o limite acumulado das solicitações de financiamento chegava a aproximadamente 440 bilhões de yuans.</p>
<p>A ampliação das linhas de crédito indica que Pequim pretende utilizar mecanismos financeiros para estimular operações de compra de ações, aumentar a liquidez e reduzir a pressão sobre as empresas negociadas em bolsa.</p>
<h2>Recuperação ocorre depois de outubro marcado por perdas</h2>
<p>A intensidade da valorização de 4 de novembro precisa ser analisada em conjunto com o desempenho anterior do mercado chinês.</p>
<p>O CSI 300 acumulou queda de 8,5% em outubro, registrando seu pior resultado mensal em mais de uma década. O movimento foi associado à desvalorização de empresas de tecnologia, à preocupação com o retorno dos investimentos em inteligência artificial e às dificuldades econômicas enfrentadas pelo país.</p>
<p>A pressão também atingiu o mercado de empresas tecnológicas. O STAR 50, que reúne companhias negociadas no segmento de inovação tecnológica da Bolsa de Xangai, havia perdido aproximadamente 40% de seu valor desde o pico registrado em julho até o encerramento de outubro.</p>
<p>A dimensão dessas perdas ajuda a explicar a importância das medidas anunciadas pelas autoridades chinesas. A redução dos custos de financiamento e a ampliação dos mecanismos de liquidez foram apresentadas em um momento de enfraquecimento da confiança dos investidores.</p>
<p>A valorização de 2,31% do CSI 300 em 4 de novembro, embora expressiva, não elimina o recuo registrado no mês anterior. O movimento representa uma recuperação parcial depois de uma sequência de desvalorizações, e não uma reversão já consolidada da tendência.</p>
<p>A distribuição dos ganhos também revela diferenças importantes entre os segmentos do mercado. As empresas ligadas a semicondutores, equipamentos de comunicação, componentes eletrônicos, metais preciosos e biotecnologia concentraram parte relevante das valorizações.</p>
<p>Na direção contrária, segmentos como bebidas alcoólicas, alimentos, seguros e algumas instituições financeiras apresentaram perdas, demonstrando que a recuperação não foi uniforme entre as companhias.</p>
<p>O desempenho particularmente forte das empresas tecnológicas acompanha a mudança de comportamento observada nas ações que haviam sido pressionadas durante outubro. O avanço do STAR 50 e do ChiNext mostra que os investidores voltaram a comprar ativos de maior exposição ao crescimento econômico e à inovação tecnológica.</p>
<p>Entretanto, a recuperação de um único pregão não permite concluir que as preocupações sobre os resultados financeiros das empresas, os investimentos em inteligência artificial e a desaceleração econômica tenham sido superadas.</p>
<h2>Eleições americanas alteram o equilíbrio político em Washington</h2>
<p>O resultado das eleições legislativas americanas acrescentou um componente internacional à sessão asiática.</p>
<p>As eleições de meio de mandato realizadas em 3 de novembro deram aos democratas o controle das duas casas do Congresso dos Estados Unidos, segundo os resultados e as projeções divulgados pela Associated Press. O partido conquistou pelo menos sete cadeiras adicionais no Senado e mais de duas dezenas de distritos na Câmara dos Representantes.</p>
<p>A mudança representa uma derrota para os republicanos do presidente Donald Trump e altera a composição <a class="wpil_keyword_link" title="Política" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341793">política</a> que acompanhará os dois últimos anos de seu mandato.</p>
<p>Com a maioria nas duas casas, os democratas passam a ter condições de bloquear projetos da administração, rejeitar indicações para cargos que dependem de aprovação do Senado e ampliar a fiscalização parlamentar sobre o governo.</p>
<p>A nova composição do Congresso, porém, não assume imediatamente após a divulgação dos resultados eleitorais. A posse da nova legislatura está prevista para 3 de janeiro de 2027.</p>
<p>Para os investidores internacionais, o resultado eleitoral modifica as expectativas sobre a capacidade do governo americano de implementar sua agenda econômica, tributária, comercial e regulatória.</p>
<p>A possibilidade de maior resistência parlamentar à administração Trump passa a integrar as avaliações sobre as perspectivas políticas dos Estados Unidos e os possíveis desdobramentos para o ambiente econômico internacional.</p>
<p>Parte dos investidores também considerou o resultado sob a perspectiva das expectativas de inflação e juros. Essa interpretação, contudo, não significa que uma mudança no controle do Congresso determine automaticamente uma redução das taxas de juros americanas.</p>
<p>A política monetária dos Estados Unidos continua sob responsabilidade do Federal Reserve, por meio do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), que toma decisões com base nas condições econômicas, no emprego e na inflação. A autoridade monetária possui independência institucional para definir a condução dos juros.</p>
<p>Assim, o resultado eleitoral representa uma mudança no ambiente político e legislativo, mas não constitui, por si só, uma decisão de política monetária.</p>
<p>A reação das bolsas asiáticas deve ser entendida dentro desse conjunto de fatores, sem atribuir exclusivamente às eleições americanas o desempenho dos índices chineses.</p>
<h2>Hong Kong acompanha recuperação dos ativos chineses</h2>
<p>O mercado de Hong Kong também encerrou a quarta-feira em território positivo. O índice Hang Seng avançou 1,67%, para 23.919,50 pontos, acompanhando o movimento de recuperação observado nas bolsas continentais.</p>
<p>O Hang Seng Tech, indicador de empresas tecnológicas negociadas em Hong Kong, subiu 1,77%, enquanto o Hang Seng Biotech registrou valorização de 8,08%.</p>
<p>As empresas de semicondutores e biotecnologia estiveram entre os destaques da sessão. O movimento reforçou a recuperação dos segmentos ligados à tecnologia e à inovação, que vinham enfrentando pressão nas semanas anteriores.</p>
<p>O avanço de Hong Kong também demonstra que a recuperação não ficou restrita aos índices de Xangai e Shenzhen. Os investidores ampliaram as compras em diferentes mercados associados à <a class="wpil_keyword_link" title="Economia" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341791">economia</a> chinesa.</p>
<p>Apesar da valorização, os resultados ainda precisam ser avaliados diante da fragilidade recente dos mercados e da necessidade de recuperação dos indicadores econômicos do país.</p>
<p>A continuidade do movimento dependerá, entre outros fatores, da utilização efetiva dos instrumentos de financiamento anunciados pelo governo, da disposição das companhias em executar recompras e da evolução dos resultados empresariais.</p>
<p>Os dados divulgados pelo Banco Popular da China e pela CSRC indicam que as autoridades ampliaram os mecanismos de sustentação do mercado, mas os pedidos de crédito e os limites autorizados ainda precisam se converter em operações concretas.</p>
<p>O pregão de 4 de novembro, portanto, reuniu dois acontecimentos relevantes para os mercados internacionais: a mudança na composição política do Congresso americano e o reforço da estratégia chinesa de financiamento ao mercado acionário. A combinação desses fatores acompanhou uma recuperação expressiva das bolsas chinesas, depois de um mês marcado por perdas importantes.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Banco Popular da China &#8211; comunicado de 4 de novembro de 2026 sobre redução da taxa de refinanciamento para recompras de ações e solicitações de crédito dos bancos.</em></p>
<p><em>Comissão Reguladora de Valores Mobiliários da China (CSRC) &#8211; comunicado de 2 de novembro de 2026 sobre os instrumentos de estabilização do mercado, a terceira rodada de operações de permuta e a institucionalização do programa de financiamento para recompras.</em></p>
<p><em>Hong Kong Exchanges and Clearing (HKEX) &#8211; dados oficiais de fechamento dos índices Hang Seng, Hang Seng Tech, Hang Seng Biotech e CSI 300 em 4 de novembro de 2026.</em></p>
<p><em>Tonghuashun Financial Research Center &#8211; indicadores de fechamento das bolsas chinesas, desempenho setorial e volume de negociações em 4 de novembro de 2026.</em></p>
<p><em>Associated Press &#8211; apuração dos resultados das eleições legislativas americanas de 2026 e da conquista das maiorias democratas na Câmara e no Senado.</em></p>
<p><em>Reuters &#8211; dados sobre o desempenho mensal do CSI 300 e das empresas tecnológicas chinesas em outubro de 2026.</em></p>
<p><em>Federal Reserve &#8211; documentação institucional sobre a independência do Comitê Federal de Mercado Aberto e sua responsabilidade pelas decisões de política monetária dos Estados Unidos.</em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Renda fixa após as eleições: juros altos ampliam retornos, mas aumentam riscos dos títulos longos</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/renda-fixa-apos-eleicoes-2026-juros-altos</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Nov 2026 18:31:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Copom]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições 2026]]></category>
		<category><![CDATA[ETFs]]></category>
		<category><![CDATA[investimentos]]></category>
		<category><![CDATA[Juros Futuros]]></category>
		<category><![CDATA[marcação a mercado]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[renda fixa]]></category>
		<category><![CDATA[Selic]]></category>
		<category><![CDATA[Tesouro Direto]]></category>
		<category><![CDATA[Tesouro IPCA+]]></category>
		<category><![CDATA[Tesouro Prefixado]]></category>
		<category><![CDATA[Tesouro Selic]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Renda fixa após as eleições: Selic a 13,75% e juros futuros em alta mudam o cenário para Tesouro Selic, IPCA+ e prefixados. Entenda os riscos.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A renda fixa brasileira entrou em novembro de 2026 com taxas elevadas e maior volatilidade após as eleições presidenciais. A reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 25 de outubro, foi seguida por revisões nas expectativas de inflação, câmbio e juros, alterando as condições de investimento em títulos públicos e outros instrumentos financeiros.</p>
<p>O Banco Central mantém a taxa Selic em 13,75% ao ano desde setembro, mas as projeções para os próximos períodos voltaram a subir. No Relatório Focus divulgado na terça-feira, 3 de novembro, a estimativa mediana para os juros básicos no encerramento de 2026 passou de 13,25% para 13,50% ao ano. Para 2027, a previsão avançou de 11,75% para 12,50%, enquanto a expectativa para 2028 subiu de 10% para 11%.</p>
<p>As mudanças refletem um ambiente no qual investidores e instituições financeiras reavaliam as perspectivas para a <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341808">política</a> fiscal, a inflação e a condução da política monetária. O aumento das taxas exigidas pelo <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341809">mercado</a> eleva a remuneração oferecida em novas aplicações, mas também reduz o preço dos títulos prefixados e indexados à inflação já negociados.</p>
<p>Esse comportamento cria situações distintas para quem pretende iniciar um investimento e para quem possui títulos adquiridos anteriormente. Os novos compradores podem encontrar taxas contratadas mais elevadas. Em contrapartida, investidores que precisam vender papéis antigos antes do vencimento podem enfrentar perdas decorrentes da marcação a mercado.</p>
<p>A definição da estratégia depende, sobretudo, do prazo de utilização dos recursos, da necessidade de liquidez e da disposição para suportar variações temporárias no valor dos investimentos. A possibilidade de obter uma remuneração maior não elimina os riscos associados a prazos longos e a mudanças nas expectativas econômicas.</p>
<h2>Focus eleva projeções para Selic, inflação e dólar após as eleições</h2>
<p>O primeiro levantamento Focus divulgado depois do segundo turno mostrou uma revisão simultânea de diferentes indicadores macroeconômicos. Além da expectativa de Selic mais elevada, a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026 passou de 5,19% para 5,22%.</p>
<p>A alteração foi mais expressiva para 2027, quando a estimativa de inflação subiu de 4,34% para 4,76%. Para 2028, a projeção avançou de 3,75% para 4%, enquanto a expectativa de inflação em 2029 passou de 3,50% para 3,98%.</p>
<p>O mercado também elevou a previsão para o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank"  rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341807">dólar</a> no encerramento de 2026, de R$ 5,05 para R$ 5,34. A expectativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) foi reduzida de 1,80% para 1,76%.</p>
<p>Os números representam as medianas das estimativas de instituições participantes da pesquisa, não projeções oficiais do Banco Central nem resultados econômicos já observados. Ainda assim, são relevantes porque ajudam a mostrar como as expectativas estão sendo ajustadas diante das novas informações disponíveis.</p>
<p>A combinação de inflação esperada mais elevada e incertezas sobre o equilíbrio das contas públicas pode aumentar o prêmio exigido pelos investidores para financiar o governo em prazos mais longos.</p>
<p>Esse prêmio não depende exclusivamente da taxa Selic. Também considera as expectativas de inflação, a situação fiscal, a oferta de títulos públicos, as condições de liquidez e o ambiente financeiro internacional.</p>
<p>Por isso, os juros futuros podem subir mesmo quando o Banco Central mantém ou reduz a taxa básica. A diferença é fundamental para compreender o comportamento dos investimentos de renda fixa depois das eleições.</p>
<h2>Tesouro Selic oferece menor exposição às oscilações dos juros futuros</h2>
<p>Entre os títulos públicos disponíveis para pessoas físicas, o Tesouro Selic apresenta menor sensibilidade às variações das taxas de mercado. Sua rentabilidade acompanha a taxa básica de juros, acrescida ou ajustada pelo componente de remuneração definido na negociação.</p>
<p>O produto costuma ser utilizado em estratégias de preservação de liquidez e formação de reservas financeiras porque apresenta oscilações de preço significativamente menores do que títulos prefixados e indexados à inflação de prazo longo.</p>
<p>Com a Selic em 13,75% ao ano, o ambiente de juros elevados favorece a remuneração nominal dos investimentos pós-fixados. Entretanto, a taxa efetivamente recebida depende da trajetória futura da Selic, do período de aplicação e dos custos e tributos incidentes.</p>
<p>Se o Banco Central reduzir os juros nos próximos meses, o rendimento futuro do Tesouro Selic também diminuirá. Isso não significa necessariamente uma perda nominal para o investidor, mas altera a velocidade de crescimento do saldo aplicado.</p>
<p>O Tesouro Nacional garante a recompra dos títulos pelo programa Tesouro Direto, observadas as regras operacionais e os preços vigentes. Em períodos de volatilidade excepcional, as negociações podem ser temporariamente suspensas para atualização das cotações.</p>
<p>A taxa de custódia da B3 é de 0,20% ao ano, com isenção para investimentos de até R$ 10 mil em Tesouro Selic por CPF. Sobre valores superiores a esse limite, a cobrança incide somente sobre a parcela excedente.</p>
<p>Para recursos destinados a emergências ou despesas de curto prazo, a liquidez e a estabilidade relativa do valor aplicado podem ser mais importantes do que a tentativa de obter a maior taxa disponível entre todos os títulos públicos.</p>
<h2>Tesouro IPCA+ oferece proteção contra inflação, mas preço pode cair</h2>
<p>Os títulos Tesouro IPCA+ possuem uma estrutura diferente. Sua remuneração combina a variação da inflação oficial com uma taxa real de juros estabelecida no momento da compra.</p>
<p>Essa característica permite conhecer a taxa de retorno acima da inflação que será obtida caso o investimento seja mantido até o vencimento, respeitadas as condições contratuais e o pagamento pelo emissor.</p>
<p>A proteção contra a inflação é particularmente relevante para objetivos de longo prazo, como formação de patrimônio, planejamento previdenciário ou despesas futuras cujo poder de compra precisa ser preservado.</p>
<p>O principal risco para quem pode precisar vender antecipadamente está na variação diária dos preços. Quando as taxas reais exigidas pelo mercado aumentam, o valor presente dos títulos anteriormente emitidos tende a diminuir.</p>
<p>Quanto mais distante o vencimento, maior tende a ser essa sensibilidade. Por esse motivo, títulos com vencimentos nas décadas de 2040 e 2050 podem apresentar oscilações de preço significativamente superiores às de papéis com prazos mais curtos.</p>
<p>A relação pode ser explicada pela duração financeira, conhecida no mercado como duration. O indicador mede a sensibilidade aproximada do preço de um título às alterações nas taxas de juros, levando em consideração o prazo e os fluxos de pagamento previstos.</p>
<p>Em um exercício meramente ilustrativo, um título prefixado sem pagamentos intermediários, com prazo restante de três anos e rendimento de 15% ao ano, perderia aproximadamente 2,6% de seu preço se a taxa exigida pelo mercado aumentasse para 16%.</p>
<p>Se o mesmo título tivesse seis anos até o vencimento, a redução aproximada seria de 5,1%. Os percentuais são cálculos teóricos, não cotações do Tesouro Direto, e desconsideram custos, tributos e outras características dos títulos.</p>
<p>Nos papéis indexados ao IPCA, a dinâmica de marcação a mercado também é influenciada pela evolução da inflação e pelas taxas reais de juros.</p>
<p>A contratação de uma taxa elevada pode favorecer o investidor que mantém o título até seu vencimento, mas não impede perdas temporárias no valor apresentado em sua carteira.</p>
<h2>Tesouro Prefixado permite fixar juros, mas exige atenção ao prazo</h2>
<p>O Tesouro Prefixado estabelece uma taxa nominal de rentabilidade no momento da aquisição. Diferentemente do Tesouro Selic, cuja remuneração acompanha os juros básicos, o prefixado permite conhecer previamente o valor bruto a receber no vencimento.</p>
<p>Essa previsibilidade é condicionada à manutenção da aplicação até a data contratada. Caso o título seja vendido antecipadamente, o resultado dependerá dos preços praticados pelo mercado.</p>
<p>Quando as taxas de juros caem, títulos prefixados adquiridos anteriormente com remunerações maiores tendem a se valorizar. O movimento inverso ocorre quando as taxas sobem, pois novos papéis passam a oferecer rendimentos mais elevados.</p>
<p>O cenário posterior às eleições torna essa característica especialmente relevante. As revisões das expectativas fiscais e monetárias podem provocar oscilações nos juros futuros, alterando diariamente os preços desses investimentos.</p>
<p>A remuneração nominal contratada também precisa ser avaliada em relação à inflação. Um título que paga uma taxa aparentemente elevada pode entregar ganho real menor caso os preços ao consumidor subam mais do que o previsto.</p>
<p>A diferença entre o retorno nominal e a inflação efetiva será conhecida apenas ao longo do investimento. Por isso, a escolha entre prefixados e títulos indexados ao IPCA envolve também uma avaliação do risco inflacionário.</p>
<p>Para investidores que possuem compromissos financeiros com datas conhecidas, a correspondência entre o vencimento do título e o momento em que o dinheiro será utilizado reduz a necessidade de venda antecipada.</p>
<p>Essa organização não elimina os riscos econômicos, mas diminui a exposição às oscilações de mercado que seriam realizadas como perdas ou ganhos no momento do resgate antes do vencimento.</p>
<h2>ETFs de renda fixa oferecem alternativas, mas possuem riscos próprios</h2>
<p>Os fundos de índice de renda fixa negociados na B3 permitem investir em carteiras de títulos públicos por meio da aquisição de cotas. Esses produtos procuram acompanhar índices com critérios específicos de composição, vencimento e rebalanceamento.</p>
<p>Entre os ETFs disponíveis no mercado brasileiro estão o LFTB11, o NTNS11 e o NTNF11, administrados ou geridos pela Investo em diferentes estratégias de renda fixa.</p>
<p>O LFTB11 acompanha um índice que combina títulos públicos pós-fixados ligados à Selic e papéis indexados ao IPCA. Conforme a composição divulgada pela gestora, sua carteira também possui exposição a títulos de inflação com vencimentos longos, incluindo NTN-B com vencimento em 2060.</p>
<p>Essa característica significa que o fundo não é equivalente a uma aplicação integral em Tesouro Selic. A presença de títulos indexados à inflação introduz sensibilidade adicional às alterações das taxas reais de juros.</p>
<p>O NTNS11 acompanha um índice de títulos públicos vinculados ao IPCA com vencimentos de até quatro anos. A concentração em prazos menores tende a reduzir a sensibilidade às oscilações dos juros em comparação com carteiras compostas por títulos de inflação muito longos, sem eliminar o risco de mercado.</p>
<p>Já o NTNF11 oferece exposição a Notas do Tesouro Nacional da série F, títulos prefixados que pagam juros semestrais. A carteira segue uma metodologia de índice e pode ser rebalanceada ao longo do tempo.</p>
<p>A principal diferença em relação à compra direta de títulos públicos está na estrutura do investimento. Os ETFs não possuem necessariamente uma data de vencimento para o cotista e são negociados pelos preços de mercado de suas cotas.</p>
<p>Assim, o investidor não deve presumir que conseguirá receber uma taxa originalmente contratada simplesmente por manter o ETF durante determinado período. O resultado depende da valorização das cotas, da composição da carteira e das condições de negociação.</p>
<p>Os produtos também possuem taxas de administração e podem apresentar diferenças entre preços de compra e venda na bolsa.</p>
<h2>Imposto de Renda pode alterar a comparação entre Tesouro e ETFs</h2>
<p>A tributação representa outra diferença importante entre as modalidades de investimento.</p>
<p>Nas aplicações convencionais de renda fixa, incluindo títulos do Tesouro Direto, o Imposto de Renda segue a tabela regressiva. A alíquota começa em 22,5% para aplicações de até 180 dias, diminui para 20% entre 181 e 360 dias, passa a 17,5% entre 361 e 720 dias e chega a 15% para prazos superiores a 720 dias.</p>
<p>Os percentuais incidem sobre os rendimentos tributáveis, não sobre todo o capital investido.</p>
<p>Nos ETFs de renda fixa, a legislação estabelece alíquotas conforme o prazo médio de repactuação dos ativos que compõem a carteira. Fundos com prazo superior a 720 dias estão sujeitos à tributação de 15% sobre os ganhos, independentemente do período pelo qual o investidor manteve suas cotas.</p>
<p>O LFTB11, o NTNS11 e o NTNF11 possuem características que os enquadram nessa modalidade de tributação, conforme as informações oficiais divulgadas pelas respectivas gestoras.</p>
<p>A tributação mais favorável em determinadas operações de curto prazo, entretanto, não significa que um ETF necessariamente produzirá retorno líquido superior ao de um título público comprado diretamente.</p>
<p>A comparação precisa considerar a rentabilidade efetiva, os custos administrativos, a oscilação do preço das cotas, a liquidez e o risco assumido. Também é importante observar que ETFs de renda fixa não contam com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).</p>
<p>Os títulos públicos adquiridos diretamente representam obrigações da União, enquanto as cotas dos ETFs constituem participações em fundos que investem nesses ativos e podem manter outras posições permitidas por seus regulamentos.</p>
<h2>Comprar antes ou depois do Copom envolve riscos diferentes</h2>
<p>A reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para esta quarta-feira, 4 de novembro, acrescenta uma variável de curto prazo à formação dos preços dos títulos públicos.</p>
<p>A Selic permanece em 13,75% ao ano desde a decisão de setembro. Na ocasião, o Banco Central reduziu a taxa em 0,25 ponto percentual e destacou a necessidade de cautela diante das expectativas de inflação acima da meta de 3%.</p>
<p>O Relatório Focus divulgado em 3 de novembro indica que o mercado passou a projetar juros mais elevados no encerramento de 2026, embora ainda exista diferença entre as expectativas para os próximos encontros do comitê.</p>
<p>A decisão do Copom não determina isoladamente o comportamento dos juros longos. Os títulos com vencimentos distantes incorporam expectativas sobre vários anos de inflação, política fiscal e taxas de juros.</p>
<p>Uma decisão de manutenção da Selic, por exemplo, pode ocorrer simultaneamente à alta ou à queda das taxas dos títulos prefixados, dependendo da avaliação dos investidores sobre o comunicado e as perspectivas apresentadas pelo Banco Central.</p>
<p>Comprar antes da reunião permite contratar as condições disponíveis naquele momento, mas expõe o investidor à possibilidade de aumento posterior das taxas. Esperar a divulgação pode reduzir parte da incerteza imediata, sem garantir condições melhores de aquisição.</p>
<p>Uma alternativa operacional é distribuir as aplicações ao longo de diferentes datas, reduzindo a concentração da exposição em um único momento de mercado. Essa estratégia, entretanto, não elimina perdas caso as taxas continuem subindo ou a inflação avance além das expectativas.</p>
<p>O principal critério permanece relacionado ao objetivo do investimento e ao prazo pelo qual os recursos poderão permanecer aplicados.</p>
<h2>Política fiscal e inflação serão determinantes para os juros de 2027</h2>
<p>A evolução dos juros futuros dependerá de decisões econômicas que ainda serão anunciadas ou implementadas durante a transição para o próximo mandato presidencial.</p>
<p>Entre os fatores acompanhados pelo mercado estão a elaboração do Orçamento de 2027, a trajetória das despesas públicas, a arrecadação federal e as medidas destinadas a estabilizar a dívida em relação ao Produto Interno Bruto.</p>
<p>A percepção de risco fiscal pode influenciar a remuneração exigida pelos compradores de títulos públicos. Quando investidores consideram maior a possibilidade de inflação persistente ou desequilíbrio das contas governamentais, tendem a exigir taxas superiores para aplicações de longo prazo.</p>
<p>O comportamento do câmbio e dos juros internacionais também participa desse processo. Alterações na política monetária dos Estados Unidos podem modificar os fluxos de capitais destinados a economias emergentes e afetar os preços de ativos brasileiros.</p>
<p>No mercado doméstico, o Banco Central continuará avaliando a inflação corrente, as expectativas futuras, a atividade econômica e os riscos para o cumprimento da meta.</p>
<p>A inflação projetada para 2027, de 4,76% no levantamento Focus mais recente, permanece acima do teto de 4,5% do intervalo de tolerância estabelecido para a meta contínua de 3%. Isso aumenta a importância das expectativas para a condução da política monetária.</p>
<p>Não é possível concluir, apenas com os indicadores disponíveis, que os juros futuros continuarão subindo ou que uma redução ocorrerá em data determinada. As taxas refletem expectativas sujeitas a revisões conforme novos dados e decisões sejam divulgados.</p>
<h2>Prazo de investimento pesa mais do que tentativa de antecipar juros</h2>
<p>O cenário de novembro reforça a necessidade de distinguir o rendimento contratado da possibilidade de realizar ganhos ou perdas antes do vencimento.</p>
<p>Para recursos que podem ser necessários a qualquer momento, instrumentos pós-fixados de baixa volatilidade oferecem características diferentes das encontradas em títulos longos. Já aplicações vinculadas a objetivos distantes podem admitir maior exposição a oscilações, desde que o investidor tenha condições de manter os recursos pelo prazo previsto.</p>
<p>A renda fixa também exige atenção à diversificação. Títulos públicos federais, aplicações bancárias e ETFs possuem mecanismos de remuneração, liquidez, tributação e proteção diferentes, mesmo quando estão associados ao comportamento dos juros brasileiros.</p>
<p>No caso dos instrumentos emitidos por instituições financeiras, a análise deve considerar o risco de crédito e as condições de cobertura do FGC. Para ETFs, a composição da carteira e a liquidez das cotas são fatores adicionais. Nos títulos públicos, o principal risco para quem pretende vender antes do vencimento está na marcação a mercado, além dos riscos próprios do emissor soberano.</p>
<p>Com a Selic em 13,75%, expectativas de inflação mais elevadas e incertezas sobre a trajetória fiscal, a renda fixa oferece novas condições de remuneração, mas os resultados dependerão das taxas efetivamente contratadas e da evolução dos mercados.</p>
<p>A decisão do Copom desta quarta-feira e os próximos indicadores fiscais e inflacionários deverão fornecer novas referências para a formação dos preços. Até lá, a principal distinção permanece entre investimentos destinados à preservação de liquidez e posições que assumem o risco dos juros de longo prazo.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Banco Central do Brasil — Relatório Focus divulgado em 3 de novembro de 2026, com expectativas de mercado para Selic, IPCA, câmbio e crescimento econômico.</em></p>
<p><em>Banco Central do Brasil — comunicado da 281ª reunião do Copom, realizada em setembro de 2026, e Relatório de Política Monetária de setembro.</em></p>
<p><em>Banco Central do Brasil — calendário oficial de reuniões do Copom em 2026.</em></p>
<p><em>Tribunal Superior Eleitoral — divulgação oficial do resultado do segundo turno das eleições presidenciais de 25 de outubro de 2026.</em></p>
<p><em>Secretaria do Tesouro Nacional — regras do Tesouro Direto, características dos títulos públicos, liquidez e formação dos preços de negociação.</em></p>
<p><em>Comissão de Valores Mobiliários — Portal do Investidor, orientações sobre títulos públicos, fundos de índice e riscos de mercado e liquidez.</em></p>
<p><em>Investo — informações oficiais dos fundos LFTB11, NTNS11 e NTNF11, incluindo composição das carteiras, índices de referência e taxas de administração.</em></p>
<p><em>Receita Federal do Brasil — regras de tributação de aplicações de renda fixa e fundos de índice previstas na legislação vigente.</em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>BTG Pactual muda carteira após eleições e projeta alta de até 83% para ações</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/btg-pactual-carteira-acoes-novembro-2026</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Nov 2026 21:28:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ações]]></category>
		<category><![CDATA[BTG Pactual]]></category>
		<category><![CDATA[Caixa Seguridade]]></category>
		<category><![CDATA[carteira recomendada]]></category>
		<category><![CDATA[dividendos]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Petrobras]]></category>
		<category><![CDATA[Rede D’Or]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1535411</guid>

					<description><![CDATA[<p>BTG Pactual altera carteira de ações para novembro após eleições, inclui Caixa Seguridade, Ultrapar e TIM e projeta valorização de até 83% para Rede D'Or.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O BTG Pactual reformulou sua carteira recomendada de ações para novembro de 2026, após a turbulência provocada pelas eleições presidenciais, e passou a privilegiar empresas com geração de caixa consistente, menor endividamento e capacidade de distribuir dividendos. A nova seleção reúne dez companhias negociadas na B3, com potenciais individuais de valorização que chegam a 83%, segundo as estimativas divulgadas pelo banco nesta terça-feira, 3 de novembro.</p>
<p>As mudanças atingem três posições do portfólio 10SIM. O Itaú Unibanco (ITUB4), a construtora Cury (CURY3) e a companhia de energia Axia (AXIA3) foram retirados para dar lugar à Caixa Seguridade (CXSE3), à Ultrapar (UGPA3) e à TIM (TIMS3). A instituição decidiu preservar a exposição de 35% a empresas beneficiadas por receitas vinculadas ao <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank"  rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341770">dólar</a>, mas reduziu a participação de negócios considerados mais vulneráveis à deterioração do crédito e à inflação de custos.</p>
<p>A revisão ocorre depois de outubro registrar uma queda de aproximadamente 9,9% no <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank"  rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341772">Ibovespa</a>, conforme os cálculos apresentados pelo BTG. A carteira anterior recuou 6,5% no mesmo período, desempenho 3,4 pontos percentuais superior ao índice de referência. No relatório de novembro, os analistas apontam a indefinição sobre a futura equipe econômica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a condução da <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341771">política</a> fiscal como fatores que justificam uma postura mais cautelosa na seleção de ações brasileiras.</p>
<h2>Rede D’Or (RDOR3) lidera projeções de valorização com potencial de 83%</h2>
<p>A Rede D’Or (RDOR3) apresenta o maior potencial de alta entre as dez ações selecionadas pelo BTG Pactual, com valorização estimada em 83%. A instituição considera que a recente correção dos preços deixou os papéis da rede de hospitais negociados próximos das mínimas históricas em termos de múltiplos, apesar da manutenção de perspectivas favoráveis para seus resultados operacionais.</p>
<p>Pelas projeções do banco, a companhia negocia a aproximadamente 11,6 vezes o lucro esperado para 2027, patamar que representa um desconto próximo de 35% em relação aos níveis históricos considerados na análise. A avaliação está associada à expansão dos negócios hospitalares, à atuação em seguros e oncologia e à possibilidade de ganhos de escala. O relatório também destaca a capacidade da empresa de manter crescimento em um ambiente de atividade econômica mais fraca.</p>
<p>O potencial de 83%, entretanto, é uma estimativa de valorização calculada a partir das premissas dos analistas, e não um retorno assegurado ao investidor. Mudanças nas taxas de juros, nos resultados das companhias e nas condições de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341773">mercado</a> podem alterar tanto o preço-alvo quanto o prazo necessário para que a valorização eventualmente ocorra.</p>
<p>A segunda maior oportunidade identificada pelo BTG é a Motiva (MOTV3), antiga CCR, com potencial de alta de 43%. A concessionária de infraestrutura permanece na carteira com participação de 10%. O banco destaca a existência de mecanismos contratuais de reajuste tarifário, a resiliência da demanda e uma carteira potencial de projetos de ampliação de rodovias superior a R$ 20 bilhões. A análise atribui à companhia uma taxa interna de retorno real estimada de 13%.</p>
<p>A Sabesp (SBSP3) aparece na sequência, com valorização projetada de 42%, enquanto a Eneva (ENEV3) apresenta potencial de 40%. Ambas respondem por 10% da carteira cada uma. O BTG avalia que a Sabesp poderá ampliar seus resultados por meio de ganhos de eficiência e investimentos após a privatização, enquanto a Eneva apresenta maior previsibilidade de receitas devido à contratação de capacidade de geração de energia.</p>
<h2>Petrobras (PETR4) recebe o maior peso entre as dez ações</h2>
<p>A Petrobras (PETR4) continua sendo a principal posição da carteira, com participação de 15% e potencial de valorização estimado em 18%. A estatal divide a exposição cambial do portfólio com Embraer (EMBJ3), que representa 10% dos investimentos e apresenta projeção de alta de 38%, e Gerdau (GGBR4), também com peso de 10% e valorização esperada de 11%.</p>
<p>A manutenção dessas companhias preserva uma parcela importante da carteira vinculada a negócios internacionais ou a receitas influenciadas pelo dólar. Segundo o banco, essa exposição pode funcionar como proteção parcial em períodos de depreciação do real, embora não elimine os riscos específicos de cada empresa. A estratégia é particularmente relevante depois da forte volatilidade cambial observada no período eleitoral.</p>
<p>Para a Petrobras, os analistas trabalham com uma produção de aproximadamente 2,9 milhões de barris de petróleo por dia, acima das referências de produção de 2,5 milhões de barris diários para 2026 e de 2,6 milhões para 2027 utilizadas no relatório. O BTG também considera que a combinação de produção elevada, custos de extração menores e utilização das refinarias poderá sustentar a geração de caixa e a remuneração aos acionistas.</p>
<p>A instituição estima um rendimento de dividendos entre 10% e 12% em 2027 para a Petrobras, condicionado, entre outros fatores, a preços do petróleo Brent entre US$ 70 e US$ 80 por barril. O plano estratégico previsto para 23 de novembro é apontado como um dos eventos relevantes para a atualização dessas expectativas. Alterações na política de investimentos, nos preços dos combustíveis ou no ambiente internacional poderão modificar as projeções.</p>
<h2>Caixa Seguridade (CXSE3) substitui Itaú em aposta por dividendos</h2>
<p>A exclusão do Itaú representa uma das principais alterações da carteira. Embora o banco apresente fundamentos considerados sólidos, o BTG decidiu reduzir a exposição direta ao setor bancário devido ao risco de deterioração das condições de crédito, em um ambiente de juros elevados, endividamento das famílias e pressão sobre a atividade econômica.</p>
<p>A substituta, Caixa Seguridade (CXSE3), recebe peso de 10% na nova composição e apresenta potencial de valorização de 17%. A companhia foi escolhida pela previsibilidade de receitas, pela exposição aos mercados de seguros e previdência e pela capacidade de distribuir parte relevante de seus resultados aos acionistas.</p>
<p>O BTG projeta crescimento de lucros entre 8% e 12% para a empresa, com rendimento de dividendos próximo de 7%. A avaliação considera que o resultado financeiro poderá se beneficiar da manutenção de juros elevados por mais tempo, compensando parcialmente eventuais dificuldades em produtos associados à concessão de crédito.</p>
<p>A mudança não significa que a instituição tenha descartado os fundamentos do Itaú. Trata-se de uma alteração de posicionamento dentro de uma carteira mensal, na qual o objetivo declarado é reduzir a sensibilidade a determinados riscos econômicos enquanto se mantém exposição ao mercado acionário brasileiro.</p>
<h2>Ultrapar (UGPA3) entra no lugar da Cury com expectativa de dividendos extraordinários</h2>
<p>A saída da Cury (CURY3) ocorre apesar dos indicadores de avaliação considerados atraentes pelo BTG, incluindo uma relação entre preço e lucro de aproximadamente seis vezes e rendimento de dividendos estimado em 12%. A principal preocupação da equipe de análise está na possibilidade de aumento dos custos da construção civil, que poderia pressionar as margens operacionais nos próximos trimestres.</p>
<p>A Ultrapar (UGPA3), que ocupa a posição deixada pela construtora, passa a representar 10% da carteira. O banco calcula potencial de valorização de 23% para os papéis e destaca a recuperação das margens de distribuição de combustíveis, especialmente nas operações da Ipiranga.</p>
<p>Segundo o relatório, a companhia negocia a aproximadamente 8,8 vezes o lucro projetado para 2027, abaixo da média histórica de cinco anos, próxima de 11,5 vezes. A expectativa é de continuidade da geração de caixa no segundo semestre de 2026, com crescimento de volumes e margens operacionais ainda elevadas, embora o banco considere uma normalização desses indicadores no próximo ano.</p>
<p>A análise também identifica espaço para pagamentos extraordinários aos acionistas. O BTG estima a possibilidade de aproximadamente R$ 2 bilhões em distribuições relacionadas ao segundo semestre de 2026, montante equivalente a cerca de 6% do valor de mercado utilizado nos cálculos. Esse pagamento, que ainda depende de decisões societárias, poderia ocorrer em dezembro ou por ocasião da divulgação dos resultados do quarto trimestre, prevista para fevereiro de 2027.</p>
<h2>TIM (TIMS3) assume posição de 5% com retorno esperado de dividendos</h2>
<p>A terceira substituição retira a Axia Energia (AXIA3) e inclui a TIM (TIMS3), com peso de 5% na carteira. A operadora de telecomunicações foi selecionada principalmente pela expectativa de distribuição de recursos aos acionistas e pela avaliação de que parte das preocupações com concorrência e desaceleração do crescimento já estaria incorporada ao preço das ações.</p>
<p>O BTG calcula que a companhia poderá distribuir dividendos equivalentes a aproximadamente 9% de seu valor de mercado até abril de 2027. A estimativa abrange um período inferior a seis meses e não deve ser confundida com um rendimento anualizado. Também não representa compromisso formal de pagamento, pois depende da disponibilidade de resultados e das decisões da companhia.</p>
<p>O relatório observa que os papéis da TIM acumulavam desvalorização próxima de 30% em relação ao pico registrado no início de 2026. Para os analistas, a combinação entre preços mais baixos e remuneração esperada aos acionistas tornou a empresa relativamente mais atraente. Ainda assim, a intensificação da concorrência no setor permanece entre os fatores capazes de comprometer as projeções.</p>
<h2>Carteira do BTG reúne quatro ações com potencial de alta de pelo menos 40%</h2>
<p>A composição completa da 10SIM de novembro apresenta diferenças relevantes entre as expectativas de retorno e os pesos atribuídos a cada empresa. Os dez papéis estão distribuídos da seguinte forma, conforme o relatório original do BTG Pactual:</p>
<p>EmpresaCódigoPesoAlta potencialPetrobrasPETR415%18%SabespSBSP310%42%EmbraerEMBJ310%38%Rede D’OrRDOR310%83%Caixa SeguridadeCXSE310%17%EnevaENEV310%40%GerdauGGBR410%11%TIMTIMS35%15%UltraparUGPA310%23%MotivaMOTV310%43%</p>
<p>A análise dos pesos e das projeções mostra que quatro empresas apresentam potenciais de valorização iguais ou superiores a 40%: Rede D’Or, Motiva, Sabesp e Eneva. Juntas, elas representam 40% do patrimônio teórico da carteira. Já Petrobras, Embraer e Gerdau concentram os 35% de exposição cambial mantidos pelo banco.</p>
<p>Um cálculo realizado a partir dos percentuais individuais divulgados pelo BTG resulta em potencial médio ponderado de valorização de 33,15%. Esse número é apenas uma agregação matemática das estimativas para as dez ações, considerando os respectivos pesos iniciais. Não equivale a uma projeção oficial de retorno da carteira, pois desconsidera alterações futuras na composição, diferentes horizontes de preços-alvo, dividendos e oscilações de mercado.</p>
<p>A comparação com outubro também evidencia que as três substituições preservaram a soma dos pesos das posições alteradas. Itaú, Cury e Axia representavam conjuntamente 25% da carteira anterior, participação idêntica à atribuída a Caixa Seguridade, Ultrapar e TIM. A reorganização ocorreu, portanto, por meio de redistribuição da exposição entre empresas e setores, sem alteração do total investido nessas três posições.</p>
<h2>BTG prevê economia mais fraca e Selic de 13,75% até dezembro de 2027</h2>
<p>A escolha de ações mais defensivas está associada a uma revisão das expectativas econômicas do BTG para os próximos trimestres. A equipe de macroeconomia reduziu de 1,1% para 0,6% sua projeção de crescimento do Produto Interno Bruto brasileiro em 2027, considerando condições financeiras mais restritivas, inflação elevada e dificuldades na expansão do crédito.</p>
<p>Para 2026, a estimativa de crescimento foi reduzida de 1,8% para 1,7%. O banco também elevou sua previsão para a inflação de 2027, de 4,8% para 5,9%, enquanto a projeção para 2026 passou de 5,3% para 5,4%. A deterioração das perspectivas inflacionárias levou à revisão do cenário de política monetária.</p>
<p>Em vez de esperar que a taxa Selic encerre 2027 em 12,5%, o BTG passou a projetar manutenção dos juros básicos em 13,75% até dezembro daquele ano. Trata-se de uma previsão da instituição, sujeita a mudanças conforme a evolução da inflação, das contas públicas e das decisões do Banco Central.</p>
<p>No mercado de renda variável, a combinação de juros elevados e crescimento mais fraco tende a pressionar principalmente empresas que dependem de financiamento frequente, expansão acelerada ou consumo sensível ao crédito. Esse risco ajuda a explicar a retirada de uma instituição bancária e de uma construtora do portfólio, enquanto companhias com receitas recorrentes e capacidade de distribuir caixa ganharam espaço.</p>
<h2>Desconto do Ibovespa convive com risco fiscal e incerteza sobre o novo governo</h2>
<p>O relatório do BTG também identifica uma redução expressiva dos múltiplos de avaliação das ações brasileiras depois das eleições. Pelos cálculos da instituição, o Ibovespa passou a negociar a aproximadamente 7,3 vezes o lucro esperado para os 12 meses seguintes. Excluindo Petrobras e Vale, o múltiplo estimado sobe para 8,8 vezes, ainda abaixo de referências históricas.</p>
<p>Esse desconto, entretanto, não é interpretado pelo banco como garantia de recuperação. A equipe ressalta que as estimativas de lucro das companhias podem sofrer revisões negativas caso a atividade econômica desacelere mais do que o previsto, enquanto a persistência de juros reais elevados poderá limitar a valorização dos ativos.</p>
<p>A política fiscal ocupa posição central nessa avaliação. Os analistas aguardam a definição da equipe econômica do novo mandato e medidas capazes de moderar o crescimento das despesas públicas. O relatório considera que iniciativas de contenção dos gastos poderiam contribuir para reduzir os juros reais de longo prazo, embora ressalte a incerteza quanto à adoção e à abrangência de eventuais ajustes.</p>
<p>Entre os indicadores acompanhados pelo banco está o fluxo de capital estrangeiro. Segundo os dados apresentados na análise, investidores internacionais acumulavam compras líquidas de aproximadamente R$ 8,6 bilhões em outubro, apesar das vendas registradas depois do segundo turno. A reversão parcial desses fluxos mostra que a percepção de risco fiscal passou a influenciar de maneira mais intensa o posicionamento de investidores na Bolsa brasileira.</p>
<p>A carteira 10SIM é revista mensalmente e procura selecionar aproximadamente dez ações com perspectivas de desempenho consideradas atraentes pelos analistas do BTG Pactual. A nova composição representa a estratégia da instituição para novembro, sujeita a mudanças conforme a divulgação de resultados corporativos, a evolução das condições econômicas e os primeiros sinais da política fiscal do governo eleito.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>BTG Pactual Equity Research — Carteira Recomendada de Ações 10SIM, relatório original de novembro de 2026, divulgado em 3 de novembro, com composição do portfólio, potenciais de valorização, projeções macroeconômicas, fundamentos das empresas e desempenho histórico.</em></p>
<p><em>BTG Pactual Research — Carteira 10SIM de outubro de 2026, composição oficial utilizada para verificar as posições anteriores, os pesos recomendados e as alterações realizadas para novembro.</em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Dólar hoje fecha a R$ 5,4872, com alta de 0,79% e pressão fiscal</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/dolar-hoje</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Nov 2026 20:34:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Dólar]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Banco Central]]></category>
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		<category><![CDATA[Selic]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dólar hoje fecha a R$ 5,4872, alta de 0,79%, pressionado por incertezas fiscais e novas projeções de inflação e juros antes da decisão do Copom.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O dólar hoje encerrou as negociações desta terça-feira, 3 de novembro de 2026, cotado a R$ 5,4872 no mercado à vista, com valorização de 0,79% frente ao real. A moeda americana voltou a se aproximar de R$ 5,50 em uma sessão marcada pela preocupação dos investidores com a <a class="wpil_keyword_link" title="Política" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341767">política</a> fiscal brasileira, a formação da equipe econômica para o próximo mandato presidencial e a perspectiva de juros elevados por mais tempo. O movimento ocorreu na retomada das operações após o feriado de Finados e foi acompanhado por novas revisões nas expectativas para inflação, câmbio e crescimento econômico.</p>
<p>A pressão sobre o real ganhou força diante das incertezas sobre as medidas que poderão ser adotadas pelo governo após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341764">mercado</a> acompanha especialmente as discussões sobre o ajuste das contas públicas, a sucessão no Ministério da Fazenda e as propostas envolvendo a condução da política monetária. A ausência de definições sobre esses assuntos dificulta a avaliação da trajetória fiscal e contribui para a volatilidade dos ativos brasileiros.</p>
<p>No exterior, o <a class="wpil_keyword_link" title="Dólar" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341765">dólar</a> também apresentou valorização em relação a outras moedas. Por volta das 17h, o índice DXY, que mede o desempenho da divisa americana diante de uma cesta de seis moedas internacionais, registrava alta de aproximadamente 0,12%, aos 101,86 pontos. O movimento coincidiu com a realização das eleições legislativas de meio de mandato nos Estados Unidos, acompanhadas pelos investidores devido às possíveis mudanças na composição do Congresso americano e seus efeitos sobre a política econômica do país.</p>
<h2>Qual foi a cotação do dólar hoje?</h2>
<p>O dólar comercial terminou o pregão desta terça-feira em R$ 5,4872, alta de 0,79%, ficando a apenas R$ 0,0128 da marca de R$ 5,50. A diferença corresponde a aproximadamente 0,23% da cotação de encerramento, mostrando a proximidade da moeda americana com um patamar que voltou a concentrar a atenção dos participantes do mercado financeiro.</p>
<p>A referência oficial divulgada pelo Banco Central também ficou próxima desse nível. A taxa PTAX de venda encerrou o dia em R$ 5,4935, enquanto a cotação de compra foi de R$ 5,4929. A diferença entre a PTAX de venda e o fechamento do dólar à vista foi de R$ 0,0063, equivalente a menos de um centavo por unidade da moeda americana.</p>
<p>Os dois indicadores representam referências diferentes. A cotação do dólar à vista expressa o preço negociado no mercado cambial, enquanto a PTAX é calculada pelo Banco Central a partir de consultas realizadas com instituições financeiras durante o dia. Por essa razão, os valores podem apresentar pequenas diferenças, mesmo quando refletem condições semelhantes de oferta e demanda por moeda estrangeira.</p>
<p>A PTAX de venda desta terça-feira também ficou acima dos R$ 5,4212 registrados em 30 de outubro, último dia útil anterior ao feriado. A diferença de R$ 0,0723 representa valorização de aproximadamente 1,33% entre as duas referências oficiais. A comparação permite dimensionar a pressão cambial no retorno das atividades, sem confundir a variação da PTAX com o desempenho diário do dólar negociado à vista.</p>
<h2>Incerteza fiscal e definição da equipe econômica pressionam o real</h2>
<p>A trajetória do dólar hoje foi influenciada pelo processo de reavaliação das expectativas econômicas após as eleições presidenciais de outubro. A reeleição de Lula colocou no centro das discussões as medidas que poderão orientar a política fiscal a partir de 2027, especialmente em relação ao controle das despesas, ao cumprimento das metas fiscais e à evolução da dívida pública.</p>
<p>A definição do comando do Ministério da Fazenda também permanece entre os assuntos acompanhados pelos investidores. A escolha da equipe econômica poderá oferecer indicações sobre as prioridades do próximo mandato, mas, enquanto não houver anúncios oficiais, avaliações sobre nomes e eventuais mudanças de política continuam no campo das expectativas.</p>
<p>Outro tema que passou a integrar o debate é a proposta apresentada pelo economista André Lara Resende para alterar a coordenação entre as políticas fiscal e monetária. Entre os pontos defendidos está a redução programada da taxa básica de juros, associada a um novo arranjo de metas econômicas. A discussão provocou reações no mercado, sobretudo diante das incertezas sobre os efeitos de mudanças na condução da política monetária sobre a inflação e o financiamento da dívida pública.</p>
<p>Não há, entretanto, confirmação de que o governo tenha decidido implementar essa proposta. A distinção é relevante porque discussões públicas, manifestações políticas e medidas formalmente adotadas possuem consequências diferentes para a avaliação dos ativos financeiros. A formação da taxa de câmbio também depende de outros fatores, como os juros internacionais, o fluxo de capitais e o comportamento global da moeda americana.</p>
<h2>Focus eleva projeção do dólar para R$ 5,34 em 2026</h2>
<p>O relatório Focus divulgado nesta terça-feira pelo Banco Central mostrou uma revisão expressiva nas expectativas para a cotação da moeda americana. A mediana das projeções para o dólar no encerramento de 2026 passou de R$ 5,05 para R$ 5,34, aumento de R$ 0,29 em uma semana. Em termos percentuais, a mudança corresponde a uma elevação de aproximadamente 5,74% na estimativa dos participantes da pesquisa.</p>
<p>Para 2027, a previsão de fechamento avançou de R$ 5,15 para R$ 5,40. A revisão indica que as instituições financeiras passaram a considerar um câmbio mais elevado também no próximo ano, embora essas estimativas não representem uma previsão oficial do Banco Central nem garantam que os valores serão alcançados.</p>
<p>O dólar hoje terminou o pregão R$ 0,1472 acima da projeção mediana para dezembro de 2026. A diferença equivale a aproximadamente 2,76% do valor previsto no Focus. Caso a cotação efetivamente termine o ano em R$ 5,34, haverá uma redução em relação ao fechamento desta terça-feira, mas o comportamento futuro dependerá das condições econômicas que se apresentarem nas próximas semanas.</p>
<p>A revisão das expectativas ocorre após um período de forte volatilidade cambial. A mudança nas projeções também influencia as decisões de <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341766">empresas</a> que possuem contratos internacionais, dívidas em dólares ou despesas relacionadas à importação de produtos e matérias-primas. Para essas companhias, o comportamento do câmbio pode alterar custos, receitas e necessidades de proteção financeira.</p>
<h2>Inflação projetada para 2027 sobe a 4,76%</h2>
<p>O avanço do dólar coincidiu com uma deterioração das expectativas de inflação. Segundo o Focus, a projeção mediana para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026 passou de 5,19% para 5,22%. Embora a revisão semanal tenha sido de apenas 0,03 ponto percentual, a estimativa permanece acima do limite superior de 4,5% estabelecido pelo regime de metas de inflação.</p>
<p>A mudança foi mais acentuada nas previsões para 2027. A mediana avançou de 4,34% para 4,76%, elevação de 0,42 ponto percentual em uma semana. Com isso, a expectativa passou a superar em 0,26 ponto percentual o teto do intervalo de tolerância da meta, cujo centro é de 3%.</p>
<p>A piora das projeções para o próximo ano tem importância especial porque as decisões de política monetária consideram os efeitos futuros das condições financeiras sobre os preços. Uma depreciação persistente do real pode aumentar o custo de insumos importados, combustíveis e produtos comercializados internacionalmente, embora a intensidade e a velocidade dessa transmissão dependam das condições de cada setor.</p>
<p>As instituições consultadas pelo Banco Central também reduziram suas estimativas de crescimento econômico. A previsão de expansão do Produto Interno Bruto em 2026 caiu de 1,80% para 1,76%, enquanto a projeção para 2027 passou de 1,31% para 1,20%. A combinação de inflação esperada mais alta com menor crescimento acrescenta dificuldades à condução da política econômica, especialmente em um período de incerteza sobre as medidas fiscais do próximo governo.</p>
<h2>Copom decide Selic nesta quarta-feira com taxa em 13,75%</h2>
<p>A próxima decisão do Comitê de Política Monetária será anunciada nesta quarta-feira, 4 de novembro, após a conclusão da reunião iniciada nesta terça-feira. A taxa Selic está atualmente em 13,75% ao ano, nível definido pelo Banco Central em setembro, quando o colegiado promoveu uma redução de 0,25 ponto percentual.</p>
<p>Na decisão anterior, o Copom ressaltou que a inflação ainda exigia uma política monetária restritiva e que o cenário econômico apresentava riscos elevados. O comitê também apontou a possibilidade de pressões inflacionárias associadas a uma taxa de câmbio persistentemente depreciada e à evolução das expectativas de preços.</p>
<p>Desde então, as estimativas de mercado para os juros foram revistas para cima. O Focus mostrou que a mediana da Selic esperada para o encerramento de 2026 subiu de 13,25% para 13,50% ao ano. Para 2027, a projeção avançou de 11,75% para 12,50%, diferença de 0,75 ponto percentual em relação à semana anterior.</p>
<p>As revisões indicam que o mercado passou a esperar uma trajetória de redução dos juros mais lenta do que a considerada anteriormente. A projeção de 13,50% para dezembro ainda contempla um corte adicional de 0,25 ponto percentual em relação à taxa vigente, mas não determina quando ou se essa mudança ocorrerá.</p>
<p>A manutenção de juros elevados pode favorecer a remuneração de aplicações em reais, mas o comportamento do câmbio depende também da percepção de risco e das condições internacionais. Se as expectativas de inflação continuarem se afastando da meta, o Banco Central poderá enfrentar dificuldades adicionais para ampliar o ritmo de flexibilização monetária.</p>
<h2>Tesouro identifica R$ 4,87 trilhões em exposição a riscos fiscais</h2>
<p>O debate sobre a situação das contas públicas ganhou novos dados nesta terça-feira com a divulgação do Relatório de Riscos Fiscais da União de 2026, elaborado pelo Tesouro Nacional. O documento apontou que a exposição do governo federal a riscos fiscais específicos somou R$ 4,87 trilhões em 2025, uma redução de R$ 220 bilhões em comparação com o ano anterior.</p>
<p>O valor não representa uma dívida imediatamente exigível nem um compromisso de desembolso integral pelo Tesouro. Trata-se de uma estimativa que reúne diferentes tipos de exposição a eventos incertos, incluindo passivos judiciais e outras obrigações potenciais, com probabilidades distintas de materialização.</p>
<p>O relatório também identificou que aproximadamente 94,6% da receita primária federal está sujeita a variações de fatores macroeconômicos, entre eles crescimento do PIB, inflação, massa salarial, câmbio, juros e preços do petróleo. Segundo os cálculos apresentados, uma alteração de um ponto percentual no parâmetro cambial considerado pelo Tesouro produziria impacto estimado de R$ 2,5 bilhões nas receitas administradas pela Receita Federal.</p>
<p>Esses dados ajudam a dimensionar a relação entre o ambiente econômico e o desempenho das contas públicas. A divulgação do documento, entretanto, não permite concluir que ele tenha sido o responsável pela alta do dólar hoje. A valorização da moeda americana ocorreu em uma sessão na qual diferentes fatores domésticos e internacionais influenciaram simultaneamente as decisões dos investidores.</p>
<h2>Dólar perto de R$ 5,50 amplia atenção sobre preços e juros</h2>
<p>O fechamento do dólar em R$ 5,4872 mantém o câmbio entre os indicadores relevantes para a avaliação das perspectivas econômicas brasileiras. A proximidade de R$ 5,50 ganha importância porque uma valorização persistente da moeda americana pode afetar custos empresariais, preços de produtos importados e expectativas de inflação, especialmente quando acompanhada de incerteza sobre a condução da política fiscal.</p>
<p>Os efeitos não são iguais para todos os setores. Empresas importadoras tendem a enfrentar despesas maiores em reais quando o dólar sobe, enquanto exportadoras podem se beneficiar de receitas convertidas a uma taxa mais elevada. O resultado efetivo depende da estrutura de custos, das dívidas denominadas em moeda estrangeira e dos instrumentos de proteção cambial utilizados pelas companhias.</p>
<p>Para os próximos pregões, a decisão do Copom e seu comunicado serão referências importantes na avaliação das perspectivas para o real. Além do resultado da reunião, os investidores acompanharão eventuais definições sobre a equipe econômica do próximo mandato presidencial, a evolução das expectativas fiscais e os desdobramentos das eleições legislativas americanas.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Banco Central do Brasil — Sistema PTAX, cotações oficiais de compra e venda do dólar em 3 de novembro de 2026 e série histórica cambial.</em></p>
<p><em>Banco Central do Brasil — Relatório Focus, expectativas de mercado com referência em 30 de outubro de 2026 para inflação, câmbio, Selic e crescimento do PIB.</em></p>
<p><em>Banco Central do Brasil — Ata da 281ª reunião do Comitê de Política Monetária e Comunicado nº 45.963, referentes à decisão de setembro de 2026.</em></p>
<p><em>Tesouro Nacional — Relatório de Riscos Fiscais da União de 2026, divulgado em 3 de novembro, com dados sobre exposição fiscal e sensibilidade das receitas às variáveis macroeconômicas.</em></p>
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		<title>Ibovespa hoje: Bolsa abre em queda com eleições nos EUA e decisão do Copom no radar</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Nov 2026 14:00:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
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		<category><![CDATA[Vale (VALE3)]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ibovespa hoje, 3 de novembro: índice futuro cai 1,57%, com eleições nos EUA, decisão do Copom, alta do dólar e cenário fiscal no radar.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O <strong>Ibovespa hoje, terça-feira (3 de novembro de 2026)</strong>, inicia o primeiro pregão da semana sob pressão, após o feriado de Finados, em meio às eleições legislativas de meio de mandato nos Estados Unidos e à expectativa pela decisão sobre a taxa Selic no Brasil. Às 9h03, o <strong><a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank" rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341745">Ibovespa</a> Futuro recuava 1,57%, aos 167.820 pontos</strong>, sinalizando um início de sessão negativo para o mercado brasileiro.</p>
<p>O movimento ocorre após uma semana de fortes perdas na Bolsa brasileira, marcada pela reação dos investidores ao resultado das eleições presidenciais e pelas incertezas sobre a condução da <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341744">política</a> fiscal. A deterioração das expectativas para inflação, juros e câmbio também influencia a avaliação dos ativos nacionais.</p>
<p>Na segunda-feira (2), enquanto a B3 permanecia fechada, ações de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341746">empresas</a> brasileiras negociadas nos Estados Unidos registraram perdas. Os recibos de ações da Petrobras (PETR3; PETR4) estiveram entre os destaques negativos, com recuo de 4,04% dos ADRs da companhia, ampliando a cautela antes da reabertura do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341831">mercado</a> doméstico.</p>
<p>Além dos fatores econômicos, o pregão desta terça-feira marca a entrada em vigor dos novos horários de negociação da B3, que passa a encerrar as operações regulares do mercado de ações às 17h55.</p>
<h2>Ibovespa hoje começa pressionado após feriado de Finados</h2>
<p>O retorno das negociações ocorre em um ambiente de maior aversão ao risco, depois das perdas acumuladas pelo mercado brasileiro na última semana de outubro.</p>
<p>O Ibovespa registrou forte desvalorização após o segundo turno das eleições presidenciais, realizado em 25 de outubro, diante das dúvidas sobre a política econômica que será adotada no próximo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.</p>
<p>Entre as principais preocupações estão a trajetória das despesas públicas, o equilíbrio fiscal, as perspectivas de endividamento do governo e os possíveis reflexos sobre a inflação e os juros.</p>
<p>Esses fatores afetam diretamente a avaliação das empresas listadas na B3. Expectativas de juros mais elevados tendem a aumentar o custo de financiamento das companhias e reduzir a atratividade relativa das ações diante de investimentos em renda fixa.</p>
<p>A queda do Ibovespa Futuro nos primeiros <a class="wpil_keyword_link" title="Negócios" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341742">negócios</a> desta terça-feira também reflete a necessidade de ajuste das cotações locais aos movimentos registrados nos mercados internacionais durante o feriado brasileiro.</p>
<p>O contrato futuro representa uma negociação de expectativas para o comportamento do índice e não corresponde, necessariamente, à variação do Ibovespa no mercado à vista.</p>
<h2>Copom inicia reunião com Selic em 13,75% ao ano</h2>
<p>No cenário doméstico, a principal referência para os investidores é a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para os dias 3 e 4 de novembro.</p>
<p>O Banco Central chega ao encontro com a taxa Selic em 13,75% ao ano, após a redução de 0,25 ponto percentual anunciada em setembro.</p>
<p>A decisão ocorrerá em um ambiente de pressão sobre o câmbio e de revisão das expectativas econômicas, fatores que podem influenciar a velocidade dos próximos cortes de juros.</p>
<p>Na pesquisa Focus divulgada nesta terça-feira, a mediana das projeções do mercado financeiro para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026 avançou de 5,19% para 5,22%.</p>
<p>A estimativa para o <a class="wpil_keyword_link" title="Dólar" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341743">dólar</a> ao fim do ano subiu de R$ 5,05 para R$ 5,34, enquanto a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) recuou de 1,80% para 1,76%.</p>
<p>Para a Selic, a expectativa de encerramento de 2026 passou de 13,25% para 13,50% ao ano.</p>
<p>Os números indicam uma combinação de perspectivas de inflação mais elevada, crescimento econômico menor e condições monetárias mais restritivas do que as anteriormente projetadas.</p>
<p>A decisão do Copom será divulgada nesta quarta-feira (4), após o encerramento de sua reunião.</p>
<h2>Eleições nos Estados Unidos influenciam mercados globais</h2>
<p>No exterior, os investidores acompanham as eleições legislativas de meio de mandato nos Estados Unidos, conhecidas como <em>midterms</em>, realizadas nesta terça-feira.</p>
<p>A votação renovará as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e parte do Senado americano, definindo a composição do Congresso para os dois anos finais do atual mandato presidencial.</p>
<p>O resultado poderá alterar o equilíbrio de forças entre republicanos e democratas, com possíveis consequências para a aprovação de propostas fiscais, políticas comerciais e medidas de regulamentação econômica.</p>
<p>Para os mercados financeiros, a composição do Congresso é relevante porque influencia a capacidade do governo americano de aprovar mudanças em impostos, gastos públicos e regras aplicáveis às empresas.</p>
<p>Na abertura dos negócios internacionais, os contratos futuros dos principais índices de Wall Street apresentavam desempenho misto.</p>
<p>O Dow Jones Futuro recuava 0,79%, enquanto o S&amp;P 500 Futuro registrava queda de 0,14%. O Nasdaq Futuro avançava 0,28%, refletindo comportamento diferente entre os segmentos do mercado americano.</p>
<p>O desfecho das eleições e seus possíveis efeitos sobre a política fiscal dos Estados Unidos devem permanecer entre os fatores acompanhados pelos investidores ao longo da sessão.</p>
<h2>Dólar futuro sobe e petróleo volta a avançar</h2>
<p>No mercado de câmbio, o dólar futuro registrava valorização de 1,12% na abertura das negociações da B3, com cotação próxima de R$ 5,532.</p>
<p>A alta ocorre após a forte valorização da moeda americana frente ao real na última semana de outubro, período marcado pelo aumento da percepção de risco sobre os ativos brasileiros.</p>
<p>A valorização do dólar influencia os preços de produtos importados e pode elevar as expectativas de inflação, especialmente quando o movimento cambial se prolonga.</p>
<p>No mercado internacional de commodities, o petróleo voltou a subir nesta terça-feira, após perdas superiores a 7% na sessão anterior.</p>
<p>As cotações refletem preocupações com o abastecimento global diante da continuidade do conflito envolvendo Estados Unidos e Irã, incluindo riscos às operações energéticas na região do Golfo Pérsico.</p>
<p>Para a Bolsa brasileira, os preços internacionais do petróleo têm importância especial em razão do peso das ações da Petrobras na composição do Ibovespa.</p>
<p>O minério de ferro, por outro lado, apresentou perdas no mercado chinês, pressionado pelas perspectivas de maior oferta e pela demanda enfraquecida da indústria siderúrgica.</p>
<p>A commodity é uma referência importante para empresas brasileiras de mineração, especialmente a Vale (VALE3).</p>
<h2>B3 amplia horário de negociação a partir desta terça-feira</h2>
<p>O pregão de 3 de novembro também marca uma mudança operacional na Bolsa brasileira.</p>
<p>De acordo com comunicado oficial da B3, as negociações regulares no mercado de ações passam a ocorrer das 10h às 17h55, seguidas pelo leilão de fechamento entre 17h55 e 18h.</p>
<p>A alteração acompanha o encerramento do horário de verão nos Estados Unidos, ocorrido em 1º de novembro, e busca manter o alinhamento entre os horários de funcionamento dos mercados brasileiro e americano.</p>
<p>Os contratos futuros de Ibovespa e mini-índice são negociados das 9h às 18h25, conforme a grade operacional da Bolsa.</p>
<p>As mudanças também abrangem opções, recibos de ações estrangeiras (BDRs), fundos de índice (ETFs) e determinados contratos de derivativos.</p>
<p>Segundo a B3, não haverá sessão regular de after-market para ações, ressalvadas situações específicas relacionadas ao vencimento de opções.</p>
<h2>O que acompanhar no Ibovespa nesta terça-feira</h2>
<p>Ao longo do pregão, os investidores deverão acompanhar a evolução do dólar, dos contratos futuros de juros, das ações de maior peso no Ibovespa e das bolsas internacionais.</p>
<p>A reunião do Copom representa o principal evento de política monetária no Brasil, enquanto as eleições americanas concentram as atenções sobre o ambiente externo.</p>
<p>As oscilações das ações de Petrobras (PETR4), Vale (VALE3) e dos grandes bancos também poderão influenciar o desempenho do índice, dada sua representatividade na carteira teórica da B3.</p>
<p>O comportamento do mercado deverá refletir a combinação de fatores políticos, expectativas fiscais, condições financeiras e preços das commodities.</p>
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		<title>B3 muda horário nesta terça (3) e pregão de ações passa a terminar às 18h</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/b3-novo-horario-negociacao-acoes-2026</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Nov 2026 13:34:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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		<category><![CDATA[pregão]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>B3 amplia horário de negociação nesta terça-feira (3). Veja os novos horários do pregão de ações, Ibovespa, mini-índice e contratos futuros.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>B3, bolsa de valores brasileira, passa a operar com novos horários de negociação a partir desta terça-feira, 3 de novembro de 2026</strong>, ampliando em uma hora o pregão de ações e modificando o funcionamento de contratos futuros, opções e outros ativos. A alteração acompanha o encerramento do horário de verão nos Estados Unidos, ocorrido no domingo (1º), e busca manter a sincronização das operações brasileiras com os principais mercados financeiros internacionais.</p>
<p>Com a mudança, a negociação regular de ações permanece com abertura às 10h, mas passa a terminar às 17h55. Em seguida, ocorre o leilão de fechamento, conhecido como <em>call de fechamento</em>, entre 17h55 e 18h. Anteriormente, o período regular de negociação terminava às 16h55, com encerramento do pregão às 17h.</p>
<p>O novo calendário foi estabelecido pela B3 no Ofício Circular 050/2026-VNC, publicado em 13 de outubro, e confirmado em comunicado divulgado pela companhia no dia 28. As regras abrangem os mercados de bolsa e balcão organizado, com horários específicos de acordo com a categoria de cada ativo.</p>
<h2>Quais são os novos horários de negociação da B3?</h2>
<p>No mercado à vista, que reúne ações de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341738">empresas</a> listadas, a fase de pré-abertura continua ocorrendo entre 9h45 e 10h. A negociação regular começa às 10h e segue até 17h55, enquanto o leilão de fechamento termina às 18h.</p>
<p>O procedimento de cancelamento de ofertas poderá ser realizado entre 9h30 e 9h45 e, após o encerramento do pregão, entre 18h25 e 18h45. Esse último período não representa uma extensão das negociações, mas uma etapa operacional destinada ao gerenciamento de ordens.</p>
<p>As mudanças também atingem outros instrumentos financeiros. No <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341755">mercado</a> de opções sobre ações, a negociação regular termina às 17h55, mas o call de fechamento se estende até 18h15. Já os recibos de ações estrangeiras, conhecidos como BDRs, e os fundos de índice negociados em bolsa, chamados ETFs, seguem grades próprias.</p>
<p>A B3 informou que não haverá sessão regular de <em>after-market</em> para ações com a nova programação. A exceção ocorre em datas específicas de vencimento de opções, quando são aplicados procedimentos extraordinários previstos nas regras da bolsa.</p>
<h2>Mini-índice e contratos futuros também terão novos horários</h2>
<p>O mercado de derivativos também passa por ajustes a partir de 3 de novembro. Os contratos futuros de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank" rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341740">Ibovespa</a> (IND) e mini-índice (WIN), utilizados por investidores para negociar expectativas sobre o comportamento do principal índice da bolsa, terão negociação normal das 9h às 18h25.</p>
<p>O mesmo intervalo será adotado para os contratos futuros de Small Cap e Micro Ibovespa B3 BR+. Nas datas de vencimento, entretanto, determinados contratos terão encerramento antecipado, conforme as regras específicas estabelecidas pela B3.</p>
<p>Os derivativos ligados ao <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank" rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341741">dólar</a>, às commodities e a outros índices financeiros também possuem horários próprios. Por isso, investidores que negociam diferentes produtos devem observar a grade correspondente a cada contrato, já que o encerramento das operações não ocorre simultaneamente em todos os segmentos.</p>
<h2>Por que a B3 mudou o horário de funcionamento?</h2>
<p>A alteração está relacionada à diferença de fuso horário entre o Brasil e os Estados Unidos. Com o término do horário de verão norte-americano em 1º de novembro, os relógios dos principais centros financeiros daquele país foram atrasados em uma hora.</p>
<p>Como o Brasil não adota atualmente o horário de verão, o intervalo entre os horários de Brasília e Nova York aumentou. A mudança na programação da B3 permite preservar a coincidência entre parte das sessões de negociação dos dois mercados.</p>
<p>O ajuste é relevante porque as bolsas norte-americanas exercem influência sobre a formação de preços dos ativos brasileiros, especialmente em períodos de divulgação de indicadores econômicos, decisões de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341739">política</a> monetária e resultados de grandes companhias.</p>
<p>A ampliação do pregão também permite que os investidores acompanhem os movimentos de fechamento do mercado norte-americano durante a sessão brasileira.</p>
<h2>Contratos ligados às bolsas europeias já tiveram horários alterados</h2>
<p>As modificações nos contratos relacionados aos mercados europeus começaram em 26 de outubro, após o encerramento do horário de verão na Alemanha e no Reino Unido, ocorrido no dia 25.</p>
<p>Os contratos futuros referenciados nos índices DAX, da Alemanha, e Euro Stoxx 50, que reúne grandes companhias da zona do euro, passaram a ter negociação regular até 13h20, com possibilidade de operações em sessão estendida até 18h.</p>
<p>Segundo a B3, o objetivo dos ajustes é preservar a compatibilidade dos horários operacionais com os principais centros financeiros internacionais e contribuir para a eficiência do processo de formação de preços.</p>
<p>Todos os horários divulgados pela bolsa seguem o fuso de Brasília. As novas regras permanecem válidas conforme as grades oficiais de negociação, até eventual atualização pela administradora do mercado.</p>
<p><strong>Fontes</strong></p>
<p>B3 — Ofício Circular 050/2026-VNC, de 13 de outubro de 2026, com as grades de negociação dos mercados de ações e derivativos.</p>
<p>B3 — Comunicado institucional de 28 de outubro de 2026 sobre o ajuste dos horários após o fim do horário de verão nos Estados Unidos.</p>
<p>B3 — Página oficial de horários de negociação dos mercados de ações e derivativos.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>PFIN11 pagará R$ 1,28 por cota em novembro; SNLG11 distribuirá R$ 2,72</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/pfin11-pagamento-128-por-cota-s-nlg11-amortizacao-novembro-2026</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Daniel Wicker]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Nov 2026 13:17:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Fundos Imobiliários]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[amortização]]></category>
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		<category><![CDATA[proventos]]></category>
		<category><![CDATA[SNLG11]]></category>
		<category><![CDATA[Suno Log]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>PFIN11 pagará R$ 1,28 por cota em 4 de novembro, enquanto SNLG11 fará amortização de R$ 2,72. Veja datas de corte e quem tem direito.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O <strong>Perfin Apollo Energia (PFIN11)</strong> pagará <strong>R$ 1,28 por cota nesta quarta-feira, 4 de novembro de 2026</strong>, conforme comunicado divulgado à B3. Na mesma data, o fundo imobiliário Suno Log (SNLG11) realizará uma amortização parcial de capital de aproximadamente <strong>R$ 2,72 por cota</strong>. Os pagamentos contemplam investidores que mantinham cotas nas respectivas datas de corte, estabelecidas em outubro.</p>
<p>O PFIN11 é um Fundo de Investimento em Participações em Infraestrutura (FIP-IE), enquanto o SNLG11 é um Fundo de Investimento Imobiliário (FII). Embora ambos sejam negociados na bolsa brasileira, pertencem a categorias distintas de fundos e possuem características próprias de investimento e distribuição de recursos.</p>
<p>Os comunicados indicam que o prazo para adquirir cotas com direito aos valores anunciados já terminou. Assim, investidores que comprarem os ativos em novembro não terão direito a esses pagamentos específicos.</p>
<h2>PFIN11 pagará R$ 1,28 por cota em 4 de novembro</h2>
<p>O Perfin Apollo Energia (PFIN11) anunciou uma distribuição de R$ 1,28 por cota, com pagamento programado para 4 de novembro. Segundo o comunicado publicado no sistema de <a class="wpil_keyword_link" title="Notícias" href="https://gazetamercantil.com/noticias" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341734">notícias</a> da B3 em 27 de outubro, a data-base para identificação dos investidores com direito ao valor é 28 de outubro de 2026.</p>
<p>As cotas passaram a ser negociadas sem direito ao provento em 29 de outubro. O período de referência informado pela bolsa compreende os meses de maio a setembro de 2026.</p>
<p>O fundo é administrado pela estrutura de investimentos da Perfin e concentra sua estratégia em participações em <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341737">empresas</a> do setor de infraestrutura, especialmente energia.</p>
<p>Em seu portal de relacionamento com investidores, a gestora informa que as distribuições dependem dos recursos recebidos das companhias investidas, de acordo com a <a class="wpil_keyword_link" title="Política" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341733">política</a> estabelecida para o fundo.</p>
<p>O pagamento anunciado representa uma distribuição pontual e não estabelece compromisso de repetição mensal do mesmo valor.</p>
<h2>SNLG11 fará amortização de R$ 2,72 por cota</h2>
<p>O Suno Log Fundo de Investimento Imobiliário (SNLG11) também confirmou pagamento para 4 de novembro de 2026, mas a operação será realizada por meio de amortização parcial de capital.</p>
<p>De acordo com fato relevante atualizado em 29 de outubro, o valor será de <strong>R$ 2,7235761900 por cota</strong>, totalizando aproximadamente R$ 6,89 milhões.</p>
<p>Terão direito ao recebimento os investidores que possuíam cotas do SNLG11 em 27 de outubro de 2026.</p>
<p>O montante divulgado foi definido após a conclusão de procedimentos judiciais relacionados à dispensa do Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) e ao registro de incorporações de sociedades de propósito específico (SPEs).</p>
<p>Inicialmente, o fundo havia provisionado R$ 7,66 milhões para despesas relacionadas ao processo de ITBI. Entretanto, os desembolsos efetivos chegaram a aproximadamente R$ 1,53 milhão, proporcionando uma <a class="wpil_keyword_link" title="Economia" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341736">economia</a> de R$ 6,13 milhões.</p>
<p>Considerando os recursos disponíveis em caixa e os custos operacionais necessários à liquidação, a administração estabeleceu o valor a ser devolvido aos cotistas.</p>
<p>O comunicado atualizado substituiu informações anteriores que apontavam amortização próxima de R$ 2,76 por cota. Para o pagamento de novembro, o documento mais recente informa o valor de aproximadamente R$ 2,72.</p>
<h2>Qual é a diferença entre rendimentos e amortização de fundos?</h2>
<p>Embora os pagamentos sejam creditados aos investidores por intermédio das instituições responsáveis pela custódia, rendimentos e amortizações possuem naturezas distintas.</p>
<p>Os rendimentos representam a distribuição de resultados obtidos pelo fundo em suas atividades, conforme as regras aplicáveis à carteira e à sua estrutura jurídica.</p>
<p>A amortização, por sua vez, corresponde à devolução de parte do capital aos cotistas. Esse procedimento pode ocorrer, por exemplo, após a venda de ativos, a redução de capital ou durante processos de liquidação.</p>
<p>No caso do SNLG11, a operação foi expressamente classificada como amortização parcial no fato relevante divulgado pela administradora XP Investimentos e pela gestora Suno.</p>
<p>Por não representar necessariamente lucro distribuído, uma amortização não deve ser interpretada automaticamente como rentabilidade do investimento. Seus efeitos patrimoniais e tributários também podem ser diferentes dos associados aos rendimentos tradicionais.</p>
<h2>Quem tem direito aos pagamentos de novembro?</h2>
<p>A chamada data com determina quais investidores terão direito a determinado provento. Para receber o valor anunciado, é necessário possuir as cotas até o encerramento da data estabelecida pelo fundo.</p>
<p>No caso do PFIN11, a data-base informada pela B3 foi 28 de outubro. Para o SNLG11, a referência foi 27 de outubro.</p>
<p>Como ambas as datas já passaram, novas compras realizadas em novembro não asseguram o recebimento das distribuições previstas para o dia 4.</p>
<p>Os pagamentos serão processados conforme os procedimentos de liquidação e custódia aplicáveis a cada ativo.</p>
<p>Os investidores também devem observar a classificação de cada evento e as regras tributárias correspondentes, especialmente quando houver devolução de capital investido.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p>B3 — Comunicado ao <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341735">Mercado</a> do PFIN11, publicado em 27 de outubro de 2026, sobre pagamento de proventos em 4 de novembro.</p>
<p>Perfin Apollo Energia — Portal oficial de relações com investidores, seção Distribuições.</p>
<p>Suno Log Fundo de Investimento Imobiliário — Fato relevante atualizado em 29 de outubro de 2026, divulgado no FundosNet da B3.</p>
<p>XP Investimentos e Suno Gestora de Recursos — Comunicado oficial sobre amortização parcial de capital do SNLG11.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Binance registra saída de US$ 4,72 bilhões após ataque hacker de US$ 6,3 bilhões</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/binance-saques-4-72-bilhoes-ataque-hacker</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Nov 2026 20:19:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Criptomoedas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Ataque Hacker]]></category>
		<category><![CDATA[Binance]]></category>
		<category><![CDATA[Bitcoin]]></category>
		<category><![CDATA[Blockchain]]></category>
		<category><![CDATA[cibersegurança]]></category>
		<category><![CDATA[Coreia do Norte]]></category>
		<category><![CDATA[Ethereum]]></category>
		<category><![CDATA[FBI]]></category>
		<category><![CDATA[mercado cripto]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Saques Binance]]></category>
		<category><![CDATA[segurança digital]]></category>
		<category><![CDATA[stablecoins]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Binance registra saída de US$ 4,72 bilhões após ataque hacker de US$ 6,3 bilhões atribuído à Coreia do Norte. Corretora promete cobrir perdas dos clientes.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Binance registrou uma saída líquida de US$ 4,72 bilhões em recursos de clientes desde a retomada dos saques, no domingo (1º de novembro de 2026), após sofrer um ataque cibernético que resultou no roubo de aproximadamente US$ 6,3 bilhões em criptomoedas. O incidente, atribuído pelo FBI a hackers ligados à Coreia do Norte, provocou uma das maiores perdas já registradas no <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341728">mercado</a> de ativos digitais e colocou à prova a capacidade financeira da maior corretora de criptomoedas do mundo em volume de negociação.</p>
<p>Segundo informações fornecidas pela Binance nesta segunda-feira (2), o volume líquido retirado representa aproximadamente 2,8% dos ativos mantidos na plataforma. Apesar da movimentação bilionária, a empresa afirma que os saques começaram a se estabilizar depois de uma concentração inicial de pedidos.</p>
<p>A corretora também informou ter recebido US$ 2,7 bilhões em depósitos desde a reabertura dos serviços, indicando que a movimentação de recursos ocorreu nos dois sentidos.</p>
<p>O ataque aconteceu em 29 de outubro, quando criminosos conseguiram comprometer carteiras digitais conectadas à internet, conhecidas como hot wallets. A Binance suspendeu temporariamente os saques para investigar o incidente, reforçar seus mecanismos de segurança e evitar novas perdas.</p>
<h2>Clientes retiraram US$ 4,72 bilhões da Binance após reabertura dos saques</h2>
<p>A retomada das retiradas começou na manhã de domingo, em um processo gradual que priorizou os ativos digitais e as redes com maior demanda dos usuários.</p>
<p>Em comunicado oficial, a Binance detalhou que, entre 6h e 15h30 de 1º de novembro, no horário UTC, foram processados US$ 4,649 bilhões em saques e US$ 1,01 bilhão em depósitos.</p>
<p>O resultado foi uma saída líquida de aproximadamente US$ 3,64 bilhões nas primeiras nove horas e meia de funcionamento parcial dos serviços.</p>
<p>Esse montante correspondia a 2,1% dos US$ 171 bilhões em ativos informados pela empresa em seu relatório de reservas de 28 de outubro.</p>
<p>Com a continuidade das operações, a saída líquida acumulada avançou para US$ 4,72 bilhões, segundo a atualização apresentada por representantes da corretora nesta segunda-feira.</p>
<p>A maior parte das retiradas ocorreu em criptomoedas e stablecoins, ativos digitais que procuram manter paridade com moedas tradicionais, especialmente o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank"  rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341729">dólar</a> norte-americano.</p>
<p>A Binance afirmou que o movimento inicial de retiradas perdeu intensidade e que os depósitos permaneceram relevantes.</p>
<p>Os valores representam fluxos líquidos de recursos, calculados pela diferença entre saques e depósitos. Portanto, não correspondem ao total bruto retirado pelos clientes.</p>
<h2>FBI atribui roubo de US$ 6,3 bilhões a hackers da Coreia do Norte</h2>
<p>O Federal Bureau of Investigation (FBI) divulgou em 31 de outubro um alerta oficial atribuindo o ataque à Coreia do Norte.</p>
<p>Segundo a agência norte-americana, os responsáveis integram uma operação cibernética identificada como TraderTraitor, associada a atividades de roubo de criptomoedas e posterior lavagem de recursos por meio de redes blockchain.</p>
<p>O FBI informou que os invasores começaram a converter parte dos ativos roubados em Ethereum, em uma movimentação que pode facilitar transferências entre diferentes plataformas de negociação.</p>
<p>A agência também alertou operadores de serviços financeiros digitais, corretoras e <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341727">empresas</a> de análise de blockchain para que monitorem endereços associados aos criminosos e adotem medidas para impedir a movimentação dos recursos identificados.</p>
<p>O roubo ocorreu por volta das 20h05 de 29 de outubro, no horário UTC, conforme os registros divulgados pela Binance.</p>
<p>A empresa informou que sua investigação inicial apontou o possível comprometimento de um computador utilizado em sua infraestrutura, mas análises posteriores identificaram outros pontos de invasão.</p>
<p>Até o momento, a Binance afirma não ter encontrado evidências de vazamento das chaves privadas de suas carteiras digitais.</p>
<p>As investigações continuam para determinar a extensão das falhas exploradas e estabelecer a sequência completa das ações dos invasores.</p>
<h2>Binance afirma ter reposto 95% dos ativos roubados</h2>
<p>A Binance informou que utilizará recursos próprios para absorver integralmente os prejuízos provocados pelo ataque, sem transferir as perdas aos clientes.</p>
<p>Em comunicado de 30 de outubro, a corretora declarou ter separado mais de US$ 6,34 bilhões para a recomposição dos ativos afetados, utilizando recursos de seu caixa corporativo, reservas de proteção e fundos destinados à cobertura de riscos operacionais.</p>
<p>Na atualização de 1º de novembro, a empresa informou ter conseguido repor aproximadamente 95% dos ativos comprometidos.</p>
<p>Os 5% restantes correspondem principalmente a criptomoedas de menor liquidez, cuja aquisição em grandes quantidades pode exigir negociações adicionais.</p>
<p>A corretora também afirmou que os saldos de dez ativos, incluindo bitcoin, Ethereum, USDT, USDC, BNB e Solana, já estavam integralmente respaldados pelas reservas recompostas.</p>
<p>A recuperação financeira dos clientes, entretanto, deve ser diferenciada da recuperação dos ativos efetivamente roubados.</p>
<p>A reposição utiliza patrimônio da própria Binance para recompor os saldos afetados. Já a recuperação dos recursos desviados depende do rastreamento e do bloqueio de valores mantidos sob controle dos invasores.</p>
<p>Segundo o comunicado de 30 de outubro, aproximadamente US$ 3 bilhões em ativos haviam sido congelados em redes blockchain por meio da atuação conjunta da empresa, autoridades e participantes do setor.</p>
<p>O congelamento impede determinadas movimentações, mas não significa necessariamente que os valores já tenham sido devolvidos à corretora.</p>
<h2>Binance divulga nova prova de reservas após ataque cibernético</h2>
<p>Nesta segunda-feira, a Binance publicou uma atualização de seu sistema de comprovação de reservas, conhecido como Proof of Reserves (PoR).</p>
<p>O relatório utiliza um mecanismo criptográfico denominado prova de conhecimento zero, ou zero-knowledge proof, que permite aos usuários verificar a inclusão de seus saldos em uma demonstração de reservas sem expor informações individuais de outros clientes.</p>
<p>Segundo o comunicado oficial, o procedimento foi concluído com base em uma fotografia dos ativos realizada em 31 de outubro.</p>
<p>A plataforma informou que os saldos dos dez principais ativos incluídos nessa etapa possuem cobertura mínima de um para um, o que significa que, segundo os dados apresentados, há pelo menos uma unidade de reserva para cada unidade correspondente de saldo de clientes contemplada pela verificação.</p>
<p>A empresa pretende realizar uma nova coleta de dados em 4 de novembro para ampliar a cobertura de criptomoedas incluídas no processo.</p>
<p>A comprovação de reservas oferece informações sobre os ativos que respaldam determinados saldos, mas não substitui uma auditoria completa das obrigações e da situação financeira de uma empresa.</p>
<h2>Roubo da Binance amplia perdas com criptomoedas em 2026</h2>
<p>O ataque também representa uma escalada das perdas provocadas por criminosos cibernéticos no mercado de ativos digitais.</p>
<p>Segundo levantamento publicado pela empresa de inteligência de blockchain TRM Labs, grupos associados à Coreia do Norte roubaram aproximadamente US$ 7,4 bilhões em criptomoedas em 2026, considerando os incidentes identificados até 29 de outubro.</p>
<p>A cifra representa cerca de 85% do valor total de criptomoedas roubadas em ataques cibernéticos no período analisado.</p>
<p>De acordo com a TRM Labs, o ataque à Binance envolveu a movimentação de aproximadamente US$ 6,36 bilhões em diferentes redes blockchain em cerca de 20 minutos.</p>
<p>A dimensão e a velocidade das transferências demonstram os desafios enfrentados por autoridades e empresas para rastrear recursos digitais depois de invasões de grande escala.</p>
<p>Os mecanismos de recuperação dependem da identificação dos endereços envolvidos, da cooperação entre prestadores de serviços e, em determinadas situações, da capacidade de bloquear ativos antes que sejam convertidos ou transferidos para outras plataformas.</p>
<h2>O que acontece agora com os clientes da Binance?</h2>
<p>A Binance continua restabelecendo gradualmente os serviços de saque para diferentes criptomoedas e redes.</p>
<p>Na primeira etapa, iniciada em 1º de novembro, foram contempladas redes e ativos como bitcoin, Ethereum, BNB, Solana, XRP e Dogecoin.</p>
<p>A empresa informou que outras modalidades de retirada serão liberadas conforme a conclusão dos procedimentos de segurança.</p>
<p>O compromisso declarado pela corretora é manter os saldos dos clientes respaldados por ativos equivalentes e concluir a reposição dos recursos comprometidos.</p>
<p>Para os usuários, a normalização dependerá da disponibilidade efetiva de saques nas respectivas redes, da conclusão das verificações técnicas e da continuidade das operações sem novos incidentes.</p>
<p>A saída líquida bilionária registrada desde domingo mostra a dimensão da reação dos clientes ao ataque. Entretanto, o volume retirado, isoladamente, não permite determinar a situação de liquidez futura da corretora.</p>
<p>O mercado acompanha agora a divulgação de novos relatórios de reservas, a recomposição dos ativos restantes e o andamento das investigações sobre o roubo de US$ 6,3 bilhões.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p>Binance — comunicado oficial <em>Security Incident Update #2</em>, de 30 de outubro de 2026.</p>
<p>Binance — <em>Security Incident Recovery Update #4</em>, de 1º de novembro de 2026.</p>
<p>Binance Brasil Official — publicação de 1º de novembro com dados de saques, depósitos e saída líquida de US$ 3,64 bilhões.</p>
<p>Binance — <em>Security Incident Recovery Update #5</em>, de 2 de novembro de 2026, sobre a comprovação de reservas.</p>
<p>Federal Bureau of Investigation (FBI) — alerta oficial <em>North Korea Responsible for $6 Billion+ Binance Attack</em>, de 31 de outubro de 2026.</p>
<p>TRM Labs — estudo <em>North Korea Has Stolen USD 12.8 Billion in Crypto, USD 7.4 Billion of It in 2026</em>, publicado em outubro de 2026.</p>
<p>Binance — declaração de porta-voz à imprensa em 2 de novembro de 2026 sobre saída líquida acumulada de US$ 4,72 bilhões e depósitos de US$ 2,7 bilhões.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Ouro sobe quase 2% com queda do petróleo e fecha a US$ 3.969,60</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/ouro-sobe-quase-2-queda-petroleo-3969-60</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Nov 2026 19:48:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[commodities]]></category>
		<category><![CDATA[Fed]]></category>
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		<category><![CDATA[juros nos EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado Financeiro]]></category>
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		<category><![CDATA[Petróleo]]></category>
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		<category><![CDATA[preço do ouro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ouro sobe 1,81% e fecha a US$ 3.969,60 com queda do petróleo. Mercado acompanha negociações entre Irã e EUA e próximos passos do Federal Reserve.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O preço do ouro encerrou esta segunda-feira (2 de novembro de 2026) em alta de 1,81%, recuperando parte das perdas acumuladas nas sessões anteriores, em meio à forte desvalorização do petróleo e às expectativas de avanços diplomáticos entre Estados Unidos e Irã. O movimento ocorreu enquanto investidores reavaliavam os riscos de inflação e a trajetória dos juros norte-americanos, fatores determinantes para o desempenho dos metais preciosos.</p>
<p>Na divisão de metais da bolsa de Nova York (Comex), o contrato futuro do ouro para entrega em dezembro fechou cotado a US$ 3.969,60 por onça-troy, conforme os dados de fechamento divulgados nesta segunda-feira. A prata, com vencimento no mesmo mês, registrou valorização de 3,27%, encerrando a US$ 50,888 por onça-troy.</p>
<p>A recuperação foi acompanhada pela queda expressiva das cotações internacionais de petróleo, que chegaram a recuar mais de 8% durante a sessão. A possibilidade de um entendimento diplomático para reduzir o conflito no Oriente Médio diminuiu parte das preocupações com interrupções no abastecimento global de energia.</p>
<p>Apesar da valorização, o ouro permaneceu abaixo do patamar de US$ 4.000 por onça-troy, referência acompanhada pelos participantes do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341722">mercado</a> após a recente sequência de perdas.</p>
<h2>Por que o ouro subiu com a queda do petróleo?</h2>
<p>A valorização do ouro nesta segunda-feira ocorreu em um cenário de redução das pressões sobre os preços internacionais de energia, diante das expectativas de uma solução negociada para o conflito entre Estados Unidos e Irã.</p>
<p>A queda do petróleo pode diminuir os riscos de inflação, especialmente em economias que dependem da importação de combustíveis e outros derivados. Esse movimento influencia as expectativas sobre a <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341723">política</a> monetária, já que pressões inflacionárias menores podem reduzir a necessidade de manutenção ou elevação das taxas de juros.</p>
<p>O ouro, diferentemente de títulos públicos e outros instrumentos financeiros, não oferece pagamento periódico de juros. Por isso, taxas elevadas costumam aumentar o custo de oportunidade de manter recursos aplicados no metal precioso.</p>
<p>Quando os investidores passam a considerar a possibilidade de uma política monetária menos restritiva, o ouro pode recuperar atratividade.</p>
<p>Essa relação, entretanto, não é automática. O metal também responde às oscilações do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank"  rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341721">dólar</a>, aos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, à procura por proteção patrimonial e às condições de liquidez dos mercados financeiros.</p>
<p>A recuperação desta segunda-feira ocorreu mesmo com a redução parcial das tensões geopolíticas, situação que normalmente diminuiria a procura pelo ouro como ativo de proteção.</p>
<h2>Negociações entre Irã e EUA derrubam petróleo e influenciam mercado</h2>
<p>As expectativas de avanço diplomático no Oriente Médio ganharam força após manifestações de autoridades iranianas sobre a continuidade das negociações indiretas com os Estados Unidos, mediadas pelo Catar.</p>
<p>O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou em 1º de novembro que Teerã mantém consultas diplomáticas com representantes catarianos para discutir uma proposta relacionada à reabertura do Estreito de Ormuz.</p>
<p>Segundo o governo iraniano, o plano poderia ser executado em dois dias, desde que determinadas condições fossem atendidas pelos Estados Unidos.</p>
<p>Entre os pontos de divergência estão o bloqueio naval norte-americano aos portos iranianos, as sanções econômicas e as condições para retomada das negociações sobre o programa nuclear do país.</p>
<p>O Estreito de Ormuz constitui uma passagem estratégica para o transporte internacional de petróleo. As restrições à navegação na região provocaram dificuldades de abastecimento e contribuíram para a elevação das cotações da commodity durante o conflito.</p>
<p>A possibilidade de reabertura da rota marítima levou os investidores a reavaliar os riscos de oferta, pressionando os contratos futuros do petróleo.</p>
<p>Embora as negociações tenham influenciado os mercados financeiros, ainda não havia confirmação de um acordo definitivo para encerrar o conflito.</p>
<h2>Federal Reserve mantém juros e preocupa investidores em ouro</h2>
<p>Além das negociações no Oriente Médio, os participantes do mercado de metais preciosos acompanham as decisões do Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos.</p>
<p>Em sua reunião de 27 e 28 de outubro de 2026, o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) decidiu manter a taxa básica de juros norte-americana no intervalo de 3,75% a 4% ao ano.</p>
<p>A decisão foi aprovada por dez votos a dois. As dirigentes Lisa Cook e Beth Hammack defenderam uma elevação de 0,25 ponto percentual, evidenciando divergências dentro do comitê sobre a intensidade da política monetária necessária para controlar a inflação.</p>
<p>No comunicado oficial, o Fed afirmou que a atividade econômica continua avançando em ritmo forte, enquanto a inflação permanece elevada.</p>
<p>A autoridade monetária também destacou que a obtenção de novos dados econômicos será importante para determinar a orientação futura dos juros.</p>
<p>Para o mercado de ouro, esse cenário mantém a possibilidade de volatilidade. Uma perspectiva de juros mais altos tende a favorecer aplicações remuneradas e pode pressionar metais preciosos, enquanto expectativas de condições monetárias menos restritivas podem sustentar uma recuperação das cotações.</p>
<p>A próxima reunião do Fomc está programada para os dias 8 e 9 de dezembro de 2026.</p>
<h2>Payroll dos Estados Unidos pode definir os próximos movimentos do ouro</h2>
<p>Outro fator acompanhado pelos investidores é a divulgação do relatório oficial de emprego dos Estados Unidos, conhecido como payroll.</p>
<p>Segundo o calendário do Bureau of Labor Statistics (BLS), os dados referentes a outubro de 2026 serão divulgados na sexta-feira, 6 de novembro, às 8h30 no horário da costa leste norte-americana, correspondentes às 10h30 em Brasília.</p>
<p>O levantamento apresenta informações sobre a criação de empregos fora do setor agrícola, a taxa de desemprego e a evolução dos salários.</p>
<p>Resultados que indiquem um mercado de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/trabalho" target="_blank"  rel="noopener" title="Trabalho" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341724">trabalho</a> mais aquecido podem reforçar a avaliação de que a economia norte-americana continua suficientemente forte para sustentar uma política monetária restritiva.</p>
<p>Por outro lado, sinais de desaceleração do emprego e dos salários podem reduzir as expectativas de novas elevações dos juros, dependendo também do comportamento da inflação.</p>
<p>Na divulgação anterior, referente a setembro, os Estados Unidos registraram criação líquida de 29 mil empregos fora do setor agrícola, enquanto a taxa de desemprego ficou em 4,2%, conforme os dados oficiais do BLS.</p>
<p>O relatório desta semana será uma das principais referências para avaliar as condições econômicas antes da reunião de dezembro do Federal Reserve.</p>
<h2>Ouro pode voltar a superar US$ 4.000?</h2>
<p>A recuperação de quase 2% nesta segunda-feira aproximou novamente o ouro da marca de US$ 4.000 por onça-troy, mas não eliminou os fatores que provocaram a desvalorização recente.</p>
<p>O comportamento dos juros norte-americanos permanece entre as principais variáveis para a formação dos preços. A manutenção de taxas elevadas por um período prolongado pode limitar a valorização do metal.</p>
<p>Ao mesmo tempo, uma redução sustentada dos preços do petróleo poderia aliviar pressões inflacionárias e alterar as expectativas sobre as próximas decisões do Federal Reserve.</p>
<p>A evolução das negociações entre Irã e Estados Unidos também continuará influenciando o mercado, especialmente diante da importância do Estreito de Ormuz para o abastecimento internacional de energia.</p>
<p>Com o ouro negociado abaixo de US$ 4.000 e a prata novamente acima de US$ 50 por onça-troy, investidores devem acompanhar os indicadores de emprego, a política monetária norte-americana e os desdobramentos diplomáticos para avaliar a sustentabilidade da recuperação dos metais preciosos.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p>CME Group — Comex, contratos futuros e metodologia oficial de liquidação dos contratos de ouro e prata.</p>
<p>Federal Reserve — comunicado oficial do Fomc de 28 de outubro de 2026.</p>
<p>Federal Reserve — calendário oficial das reuniões de política monetária de 2026.</p>
<p>Bureau of Labor Statistics (BLS) — calendário oficial de divulgação do relatório de emprego de outubro de 2026.</p>
<p>Bureau of Labor Statistics (BLS) — Employment Situation, setembro de 2026.</p>
<p>Ministério das Relações Exteriores do Irã — declarações de Abbas Araqchi de 1º de novembro de 2026 sobre as negociações mediadas pelo Catar.</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Petróleo despenca mais de 8% com negociações entre Irã e EUA; Brent se aproxima de US$ 100</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/petroleo-despenca-8-por-cento-ira-eua-brent-100-dolares</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Nov 2026 19:29:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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		<category><![CDATA[WTI]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Petróleo despenca mais de 8% com negociações entre Irã e EUA. Brent cai a US$ 104,09 e mercado acompanha possível reabertura do Estreito de Ormuz.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os preços internacionais do petróleo registraram forte queda nesta segunda-feira (2 de novembro de 2026), diante das expectativas de avanço nas negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio. A possibilidade de reabertura do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo, reduziu o prêmio de risco geopolítico incorporado às cotações da commodity.</p>
<p>Por volta das 15h40, no horário de Brasília, o contrato futuro do petróleo Brent para entrega em janeiro de 2027 recuava 8,23%, negociado a US$ 104,09 por barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, conforme os dados de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341718">mercado</a> apresentados no levantamento da sessão. O West Texas Intermediate (WTI), referência norte-americana, com vencimento em dezembro, caía 7,92%, a US$ 95,87 por barril na New York Mercantile Exchange (Nymex).</p>
<p>A desvalorização aproximou o Brent da marca de US$ 100, considerada uma referência importante pelos participantes do mercado internacional de energia. O movimento ocorreu após novas manifestações de autoridades iranianas sobre a possibilidade de acelerar um entendimento com Washington, embora persistam divergências sobre as condições necessárias para encerrar as hostilidades.</p>
<h2>Irã propõe reabrir Estreito de Ormuz em dois dias</h2>
<p>O governo iraniano afirmou nesta segunda-feira que mantém contatos diplomáticos indiretos com os Estados Unidos, utilizando o Catar como intermediário, e que uma proposta para restabelecer a segurança no Estreito de Ormuz poderia ser implementada em dois dias.</p>
<p>Durante entrevista coletiva em Teerã, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, explicou que a iniciativa diplomática originalmente estruturada em sete etapas foi adaptada para permitir uma execução mais rápida.</p>
<p>A proposta, entretanto, depende do atendimento de exigências iranianas, incluindo o encerramento do bloqueio naval norte-americano contra portos do país.</p>
<p>Baghaei confirmou que o vice-ministro das Relações Exteriores, Kazem Gharibabadi, esteve em Doha para facilitar a troca de mensagens entre os governos. Segundo o porta-voz, o processo diplomático permanece em andamento, mas a concretização de um entendimento exige decisões de Washington.</p>
<p>O Ministério das Relações Exteriores do Catar também confirmou oficialmente, em manifestação de 27 de outubro, que vinha conduzindo esforços de mediação para reduzir as tensões regionais e preservar a possibilidade de uma solução negociada.</p>
<p>A posição iraniana indica disposição para acelerar determinadas medidas caso haja entendimento, mas não representa a assinatura de um acordo de paz nem estabelece uma data definitiva para a normalização do tráfego marítimo.</p>
<h2>Estreito de Ormuz é decisivo para o abastecimento mundial de petróleo</h2>
<p>A perspectiva de reabertura do Estreito de Ormuz tem impacto direto sobre as expectativas de oferta global de petróleo. A passagem marítima, localizada entre o Irã e Omã, conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Mar da Arábia, constituindo uma rota estratégica para exportações de produtores do Oriente Médio.</p>
<p>Dados oficiais da Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos (EIA) mostram que o volume de petróleo e derivados transportado pela região caiu significativamente após o início do conflito.</p>
<p>No quarto trimestre de 2025, antes da guerra, o fluxo médio pelo estreito alcançava 21,6 milhões de barris por dia. No segundo trimestre de 2026, esse volume havia diminuído para 4,9 milhões de barris diários.</p>
<p>A redução de aproximadamente 77% evidencia a dimensão das restrições enfrentadas pelo comércio internacional de energia.</p>
<p>O bloqueio e os riscos associados à navegação obrigaram participantes do setor a procurar rotas alternativas, ampliando custos logísticos e aumentando a exposição do abastecimento global a interrupções.</p>
<p>Nesse contexto, qualquer perspectiva concreta de retomada do transporte marítimo pela região pode reduzir o prêmio de risco embutido nos contratos futuros do petróleo.</p>
<p>A recuperação efetiva do abastecimento, contudo, dependerá não apenas de um eventual entendimento diplomático, mas também das condições de segurança, da infraestrutura de produção e da capacidade de retomada das operações comerciais.</p>
<h2>Por que o petróleo caiu mais de 8% nesta segunda-feira?</h2>
<p>A forte desvalorização reflete uma mudança nas expectativas dos investidores sobre a duração do conflito e seus efeitos sobre a disponibilidade internacional da commodity.</p>
<p>Durante períodos de tensão militar em regiões produtoras, os preços do petróleo tendem a incorporar um prêmio adicional associado ao risco de interrupções no fornecimento.</p>
<p>Quando surgem perspectivas de redução desses riscos, parte desse prêmio pode ser retirada rapidamente das cotações, provocando movimentos expressivos nos mercados futuros.</p>
<p>A queda desta segunda-feira também ocorre em um momento de incerteza sobre a possibilidade de novas operações militares no Oriente Médio.</p>
<p>Apesar da continuidade dos contatos diplomáticos, permanecem divergências entre Washington e Teerã sobre sanções econômicas, segurança regional, restrições marítimas e o programa nuclear iraniano.</p>
<p>Sem um acordo formal e garantias de implementação, o mercado continua sujeito a oscilações expressivas decorrentes de declarações políticas e acontecimentos militares.</p>
<h2>Queda do petróleo pode afetar Petrobras (PETR4) e combustíveis no Brasil</h2>
<p>A redução das cotações internacionais pode produzir efeitos distintos sobre o mercado brasileiro, dependendo da duração e da intensidade do movimento.</p>
<p>Para a Petrobras (PETR4), preços menores do petróleo podem reduzir a receita obtida com a comercialização e a exportação de óleo bruto, caso a desvalorização persista.</p>
<p>Por outro lado, a queda internacional também pode diminuir o custo de aquisição de petróleo e derivados, beneficiando determinadas operações de refino e importação.</p>
<p>No mercado doméstico de combustíveis, o impacto não é automático. Os preços praticados nas refinarias e ao consumidor dependem de fatores como taxa de câmbio, custos logísticos, tributação, margens de distribuição e decisões comerciais das <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341719">empresas</a>.</p>
<p>Uma redução prolongada do Brent poderia aliviar parte das pressões sobre gasolina e diesel, mas não representa garantia de diminuição imediata dos preços nos postos.</p>
<p>O efeito sobre a inflação brasileira também dependerá da transmissão das cotações internacionais aos preços internos de energia e transporte.</p>
<h2>Mercado acompanha condições para acordo entre Irã e Estados Unidos</h2>
<p>A atenção dos investidores permanece concentrada na possibilidade de um entendimento diplomático capaz de restabelecer a segurança no Estreito de Ormuz e reduzir os riscos de abastecimento.</p>
<p>Entre os fatores considerados decisivos estão o encerramento do bloqueio naval norte-americano, as condições apresentadas pelo governo iraniano e a efetiva implementação de eventuais compromissos.</p>
<p>A queda expressiva do petróleo nesta segunda-feira demonstra a sensibilidade do mercado às perspectivas de negociação, mas ainda não permite concluir que o conflito esteja próximo de uma solução definitiva.</p>
<p>Enquanto persistirem restrições à navegação e riscos de novos confrontos, as cotações do Brent e do WTI deverão continuar reagindo às mudanças no cenário geopolítico.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p>Intercontinental Exchange (ICE) — especificações oficiais e vencimentos dos contratos futuros do petróleo Brent.</p>
<p>CME Group — mercado de contratos futuros de petróleo WTI.</p>
<p>Ministério das Relações Exteriores do Catar — comunicado oficial de 27 de outubro de 2026 sobre os esforços de mediação entre Estados Unidos e Irã.</p>
<p>Ministério das Relações Exteriores do Irã — declarações de Esmaeil Baghaei em entrevista coletiva de 2 de novembro de 2026, registradas em vídeo original pela Anadolu Agency.</p>
<p>U.S. Energy Information Administration (EIA) — Global Energy Security Data, agosto de 2026, e Short-Term Energy Outlook.</p>
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		<item>
		<title>Ações da B3: MRSA3B sobe 16,49% e GEPA4 cai 12,57% no último pregão de outubro</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/acoes-b3-mrsa3b-gepa4-altas-baixas-ultimo-pregao-outubro</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Nov 2026 04:21:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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		<category><![CDATA[ações da B3]]></category>
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		<category><![CDATA[MRSA3B]]></category>
		<category><![CDATA[outubro de 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Veja as ações que mais subiram e caíram na B3 no último pregão de outubro de 2026: MRSA3B avançou 16,49%, enquanto GEPA4 recuou 12,57%.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O último pregão de outubro de 2026 registrou fortes oscilações entre ações negociadas na B3, com a MRS Logística (MRSA3B) avançando 16,49% e a Rio Paranapanema Energia (GEPA4) recuando 12,57%. O desempenho de sexta-feira (30) evidenciou movimentos distintos em setores como siderurgia, mineração, energia, tecnologia e infraestrutura, em meio à volatilidade do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341701">mercado</a> acionário brasileiro.</p>
<p>Entre os destaques positivos de um levantamento de cotações, também apareceram Irani (RANI3), CSN Mineração (CMIN3) e São Martinho (SMTO3), com valorizações superiores a 7%. Na direção oposta, Usiminas (USIM5), Companhia Siderúrgica Nacional (CSNA3) e Positivo Tecnologia (POSI3) registraram perdas expressivas.</p>
<p>As oscilações ocorreram no encerramento de um mês marcado por forte pressão sobre a Bolsa brasileira. Apesar dos ganhos observados em determinados papéis, a maior parte das ações integrantes do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank"  rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341702">Ibovespa</a> terminou outubro no território negativo.</p>
<h2>Ações que mais caíram no último pregão de outubro</h2>
<p>A Rio Paranapanema Energia (GEPA4) apresentou a maior desvalorização entre os seis papéis selecionados no levantamento, com queda de 12,57%. As ações preferenciais da companhia encerraram a sessão cotadas a R$ 30,60, ante R$ 35,00 no fechamento anterior.</p>
<p>A Usiminas (USIM5) também registrou perdas relevantes. Os papéis preferenciais da siderúrgica recuaram 8,59%, terminando o pregão a R$ 5,00. O movimento ocorreu após uma sequência de sessões negativas para a companhia.</p>
<p>A Companhia Siderúrgica Nacional (CSNA3) apresentou queda de 8,49%, com suas ações encerrando o dia a R$ 3,88. O resultado reforçou a pressão observada sobre parte do setor siderúrgico.</p>
<p>Entre as <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341700">empresas</a> de tecnologia, a Positivo Tecnologia (POSI3) registrou desvalorização de 6,43%, com fechamento a R$ 2,91. A Intelbras (INTB3) caiu 5,97%, terminando o pregão a R$ 13,87.</p>
<p>No segmento de infraestrutura, a EcoRodovias (ECOR3) também figurou entre os destaques negativos, com recuo de 5,96% e cotação de encerramento de R$ 4,89.</p>
<p>As quedas ocorreram em empresas de diferentes segmentos, mostrando que a pressão vendedora não ficou restrita a uma única atividade econômica.</p>
<h2>Ações que mais subiram no fechamento de outubro</h2>
<p>Na ponta positiva do levantamento, a MRS Logística (MRSA3B) apresentou valorização de 16,49%, encerrando o pregão de 30 de outubro cotada a R$ 47,05.</p>
<p>A variação, entretanto, exige uma ressalva sobre a liquidez. O papel apresenta negociação pouco frequente, e o registro anterior disponível na série histórica consultada é de 20 de outubro. Dessa forma, o percentual representa a diferença em relação à última cotação registrada, não necessariamente uma valorização ocorrida após negociação contínua no pregão anterior.</p>
<p>A Irani (RANI3), companhia do setor de papel e embalagens, avançou 9,52%, encerrando a sessão a R$ 7,59. A valorização colocou a empresa entre os principais destaques positivos da seleção.</p>
<p>A CSN Mineração (CMIN3) também teve desempenho favorável, com alta de 8,00% e fechamento a R$ 4,86. O resultado contrastou com a queda registrada pelas ações da Companhia Siderúrgica Nacional (CSNA3), evidenciando a diferença de comportamento entre os dois papéis do grupo.</p>
<p>No setor sucroenergético, a São Martinho (SMTO3) avançou 7,88%, encerrando o pregão a R$ 21,09.</p>
<p>A Raízen (RAIZ4) registrou valorização de 7,14%, com seus papéis terminando a sessão cotados a R$ 0,30. Apesar da recuperação no último dia de negociação de outubro, a empresa acumulava perdas expressivas nas sessões anteriores.</p>
<p>A Oncoclínicas (ONCO3) completou a relação de destaques positivos, com alta de 7,04% e fechamento a R$ 0,76. A valorização ocorreu em meio às discussões sobre a situação financeira e a reestruturação das obrigações da companhia.</p>
<h2>Ibovespa encerrou outubro com perdas disseminadas</h2>
<p>Os movimentos do último pregão ocorreram após um período de forte deterioração do mercado acionário brasileiro.</p>
<p>Em outubro, apenas 12 das 76 ações consideradas na carteira do Ibovespa apresentaram valorização mensal. As outras 64 terminaram o período em queda, segundo levantamento divulgado pela Exame com base nas cotações de 30 de outubro.</p>
<p>Desse total, 51 papéis acumularam perdas superiores a 10%, enquanto 26 registraram desvalorizações acima de 20% durante o mês.</p>
<p>O desempenho negativo se intensificou na última semana de outubro, após o segundo turno das eleições presidenciais, realizado no dia 25, quando aumentaram as incertezas dos investidores sobre as perspectivas econômicas e fiscais.</p>
<h2>Liquidez pode ampliar oscilações das ações na Bolsa</h2>
<p>As diferenças entre as valorizações e desvalorizações registradas no pregão também exigem atenção ao volume financeiro negociado.</p>
<p>Ações com baixa liquidez podem apresentar oscilações percentuais elevadas mesmo quando poucas operações são realizadas. Isso acontece porque a distância entre os preços oferecidos por compradores e vendedores pode ser maior do que a observada em papéis com negociação frequente.</p>
<p>O caso da MRS Logística (MRSA3B) ilustra essa característica. Embora a valorização de 16,49% tenha sido expressiva, a baixa frequência de negociação limita a comparação direta com ações de maior liquidez.</p>
<p>O levantamento reúne uma seleção de papéis que se destacaram no fechamento de outubro e não representa um ranking exaustivo de todas as ações negociadas na B3.</p>
<p>Para os investidores, os resultados reforçam a importância de avaliar não apenas a oscilação percentual de cada ação, mas também a liquidez, o histórico de preços e as condições de mercado antes de tomar decisões de investimento.</p>
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		<item>
		<title>Ibovespa apaga ganhos e fecha outubro com queda de 9,88%; dólar sobe 5,22%</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/ibovespa-outubro-2026-queda-dolar-alta</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 31 Oct 2026 02:09:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[B3]]></category>
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		<category><![CDATA[dolar hoje]]></category>
		<category><![CDATA[economia brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ibovespa fecha outubro com queda de 9,88%, pior mês desde junho de 2022. Dólar sobe 5,22% após eleições e mercado aguarda definições fiscais.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Ibovespa encerrou outubro de 2026 com desvalorização de 9,88%, aos 167.921,80 pontos, registrando seu pior desempenho mensal desde junho de 2022. O <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank" rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341692">dólar</a> comercial acumulou valorização de aproximadamente 5,22% no período e terminou a sexta-feira (30) cotado a R$ 5,44. Os resultados refletem uma mudança nas expectativas do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341691">mercado</a> financeiro brasileiro, que iniciou o mês com forte valorização das ações e terminou sob pressão após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).</p>
<p>A reversão foi concentrada nos cinco pregões posteriores ao segundo turno presidencial, realizado em 25 de outubro. Nesse intervalo, o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank" rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341690">Ibovespa</a> perdeu 18,12%, a maior desvalorização semanal desde março de 2020, enquanto a moeda americana avançou mais de 9%, em seu movimento de valorização semanal mais intenso desde outubro de 2008. A deterioração ocorreu em meio à redução das posições de risco, à elevação dos juros futuros e às dúvidas sobre as medidas econômicas que serão adotadas no próximo mandato.</p>
<p>O contraste com o início de outubro foi significativo. No primeiro pregão após o primeiro turno, em 5 de outubro, a Bolsa brasileira havia subido 7,70%, alcançando 206.911,89 pontos, seu maior fechamento até então. Ao longo daquele dia, o índice chegou a ultrapassar os 209 mil pontos. A expectativa de mudanças na condução da <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341687">política</a> econômica impulsionou principalmente ações de bancos, empresas de consumo e companhias mais sensíveis à trajetória dos juros.</p>
<h2>Bolsa passou de recorde histórico a maior queda mensal em quatro anos</h2>
<p>O desempenho do Ibovespa em outubro foi marcado por dois movimentos de direção oposta.</p>
<p>Na primeira etapa, investidores ampliaram suas posições em ações brasileiras diante do resultado do primeiro turno das eleições presidenciais. Flávio Bolsonaro (PL) terminou aquela votação à frente de Lula, aumentando as expectativas de alternância no comando do Executivo federal.</p>
<p>A possibilidade de uma política fiscal considerada mais restritiva por parte dos investidores favoreceu a valorização de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341699">empresas</a> ligadas ao mercado doméstico. Os participantes do mercado também passaram a considerar um ambiente potencialmente mais favorável para a redução dos juros.</p>
<p>Em 5 de outubro, o Ibovespa avançou 7,70%, com máxima intradiária de 209.605,70 pontos. O movimento foi o maior ganho diário do índice desde 2020, segundo a B3.</p>
<p>A valorização, entretanto, perdeu sustentação após a definição do segundo turno.</p>
<p>Em 25 de outubro, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou a reeleição de Lula, que recebeu 64.256.232 votos, equivalentes a 51,79% dos válidos. Flávio Bolsonaro obteve 59.826.041 votos, correspondentes a 48,21%.</p>
<p>O resultado levou investidores que haviam ampliado suas posições diante da expectativa de vitória do candidato do PL a reavaliar suas estratégias.</p>
<p>Na segunda-feira (26), primeiro pregão após a eleição, a queda do Ibovespa atingiu 10% durante as negociações e provocou o acionamento do circuit breaker, mecanismo de interrupção temporária das operações da Bolsa.</p>
<p>O índice terminou aquela sessão com recuo de 13,88%, aos 176.608,23 pontos.</p>
<p>As perdas prosseguiram nos dias seguintes e levaram o Ibovespa a encerrar outubro abaixo de 168 mil pontos.</p>
<h2>Ibovespa perdeu quase 20% desde a máxima registrada no início de outubro</h2>
<p>A comparação entre os pontos extremos do mês permite dimensionar a intensidade da reversão.</p>
<p>Em 5 de outubro, o Ibovespa atingiu a máxima intradiária de 209.605,70 pontos. No encerramento do dia 30, o índice estava em 167.921,80 pontos.</p>
<p>A diferença entre esses dois níveis é de 41.683,90 pontos, equivalente a uma desvalorização de aproximadamente 19,89% em relação à máxima intradiária.</p>
<p>Esse cálculo não representa a rentabilidade mensal oficial, porque compara uma cotação registrada durante o pregão com o fechamento do último dia útil. A variação mensal de 9,88% considera os fechamentos de setembro e outubro, conforme a metodologia utilizada para calcular o desempenho do índice.</p>
<p>Outra comparação evidencia como a última semana concentrou a deterioração.</p>
<p>Com base na queda semanal de 18,12% e no resultado mensal de 9,88%, é possível calcular que o Ibovespa acumulava valorização aproximada de 10,1% entre o fechamento de setembro e a sexta-feira anterior ao segundo turno.</p>
<p>Isso significa que os ganhos obtidos durante grande parte de outubro foram mais do que anulados nos cinco pregões finais.</p>
<p>Mesmo após a desvalorização, o Ibovespa preservou alta de 4,22% no acumulado de 2026, resultado que indica a existência de ganhos registrados nos meses anteriores.</p>
<p>O desempenho de outubro foi o pior desde junho de 2022, quando o principal índice de ações brasileiras havia recuado aproximadamente 11,5%.</p>
<h2>Dólar sobe 5,22% no mês após ser negociado abaixo de R$ 5</h2>
<p>O mercado de câmbio também apresentou uma mudança expressiva de direção.</p>
<p>Durante a primeira parte de outubro, o dólar chegou a ser negociado abaixo de R$ 5, acompanhando a valorização do real e a entrada de recursos em ativos brasileiros.</p>
<p>A moeda americana voltou a subir com intensidade depois do resultado presidencial, encerrando o mês próxima de R$ 5,44.</p>
<p>Considerando a cotação de R$ 5,4443 e a valorização mensal de 5,22%, o dólar estava próximo de R$ 5,17 no fechamento de setembro. A diferença representa um aumento aproximado de R$ 0,27 por unidade da moeda americana ao longo do mês.</p>
<p>No último dia útil, a pressão cambial também esteve relacionada à formação da taxa Ptax de fim de mês, utilizada como referência para contratos financeiros e operações de liquidação.</p>
<p>O Banco Central divulgou para 30 de outubro uma Ptax de venda de R$ 5,4212, inferior à cotação comercial observada no fechamento do mercado à vista.</p>
<p>Essa diferença ocorre porque a Ptax é calculada a partir de consultas realizadas ao longo do dia e não corresponde necessariamente à última negociação do dólar comercial.</p>
<p>A valorização cambial tem efeitos diferentes sobre os setores da <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank" rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341689">economia</a>. Empresas importadoras podem enfrentar custos mais elevados, enquanto exportadoras com receitas em moeda estrangeira podem obter ganhos cambiais, dependendo de suas despesas e instrumentos de proteção financeira.</p>
<p>Para a inflação, o impacto depende da duração da valorização do dólar e da capacidade das empresas de repassar aumentos de custos aos preços finais.</p>
<h2>Investidores estrangeiros retiraram recursos da Bolsa após segundo turno</h2>
<p>A deterioração das condições de mercado também foi acompanhada por redução da exposição de investidores estrangeiros às ações brasileiras.</p>
<p>Dados da B3 referentes aos três primeiros pregões posteriores ao segundo turno indicaram saída líquida de aproximadamente R$ 7,6 bilhões do mercado secundário de ações.</p>
<p>O movimento representa a diferença entre compras e vendas realizadas por investidores não residentes naquele intervalo.</p>
<p>A retirada de recursos pode intensificar quedas quando ocorre simultaneamente à redução de posições por fundos locais e outros participantes do mercado.</p>
<p>No entanto, o fluxo estrangeiro não explica isoladamente o comportamento do Ibovespa. Os preços também são influenciados por expectativas econômicas, resultados corporativos, decisões de política monetária e movimentos internacionais.</p>
<p>Durante outubro, parte das apostas em ações brasileiras estava associada à expectativa de condições fiscais mais favoráveis e de queda dos juros.</p>
<p>Com a reeleição de Lula, os investidores passaram a buscar informações sobre a composição da equipe econômica e os compromissos que orientarão a política de despesas do governo federal.</p>
<p>A ausência de definições concretas sobre essas medidas contribuiu para a manutenção da volatilidade, especialmente nos ativos mais sensíveis à percepção de risco fiscal.</p>
<h2>Juros futuros sobem e mercado reduz expectativa de corte da Selic</h2>
<p>A mudança nas expectativas também atingiu o mercado de juros.</p>
<p>Na sexta-feira, os contratos futuros de depósitos interfinanceiros apresentaram taxas elevadas em diferentes vencimentos. O contrato para janeiro de 2027 era negociado próximo de 13,64% ao ano, enquanto os vencimentos de janeiro de 2029 e janeiro de 2031 apresentavam taxas próximas de 14,97% e 15,26%, respectivamente, em cotações observadas durante o pregão.</p>
<p>Esses valores não representam necessariamente os ajustes definitivos divulgados pela B3.</p>
<p>A elevação das taxas futuras reflete a remuneração exigida pelos participantes do mercado para assumir compromissos financeiros em diferentes prazos.</p>
<p>Entre os fatores considerados estão as expectativas de inflação, a trajetória da Selic, o risco fiscal e as condições internacionais de financiamento.</p>
<p>O Itaú passou a projetar que o Comitê de Política Monetária (Copom) interromperá o ciclo de redução dos juros em novembro, mantendo a Selic em 13,75% ao ano.</p>
<p>Segundo a avaliação divulgada pela instituição, a combinação de pressões inflacionárias domésticas, petróleo elevado e condições financeiras internacionais mais restritivas reduz o espaço para novos cortes imediatos.</p>
<p>A taxa básica está em 13,75% desde setembro, quando o Banco Central promoveu uma redução de 0,25 ponto percentual.</p>
<p>Na comunicação daquela reunião, o Copom já havia destacado a necessidade de cautela diante dos riscos fiscais e da persistência das expectativas de inflação acima da meta.</p>
<p>A manutenção dos juros em novembro permanece uma projeção do mercado, e não uma decisão previamente anunciada pela autoridade monetária.</p>
<h2>Desemprego cai a 5,2%, mas resultado não impede perdas na Bolsa</h2>
<p>O último dia útil de outubro também foi marcado pela divulgação de indicadores positivos do mercado de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/trabalho" target="_blank" rel="noopener" title="Trabalho" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341688">trabalho</a>.</p>
<p>Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desocupação ficou em 5,2% no trimestre encerrado em setembro de 2026, abaixo dos 5,4% observados no trimestre móvel anterior e dos 5,6% registrados no mesmo período de 2025.</p>
<p>O resultado representou a menor taxa para esse trimestre desde o início da série histórica comparável, em 2012.</p>
<p>O rendimento médio real habitual dos trabalhadores ocupados alcançou R$ 3.790, conforme os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua.</p>
<p>Apesar da melhora do emprego, os indicadores não foram suficientes para reverter a pressão sobre o mercado acionário.</p>
<p>A relação entre atividade econômica e preços dos ativos não é necessariamente direta. Um mercado de trabalho aquecido pode favorecer o consumo e as receitas empresariais, mas também pode influenciar as expectativas de inflação e a avaliação sobre a velocidade de redução dos juros.</p>
<p>No caso de outubro, as preocupações fiscais e a reorganização das posições após a eleição tiveram peso relevante nas decisões de investimento.</p>
<h2>Vale (VALE3) avança após balanço, enquanto ações domésticas seguem pressionadas</h2>
<p>Mesmo diante da queda mensal do Ibovespa, o encerramento de outubro apresentou diferenças importantes entre empresas e setores.</p>
<p>A Vale (VALE3) terminou a sexta-feira com valorização de 3,28%, a R$ 62,02, após a divulgação dos resultados do terceiro trimestre.</p>
<p>A mineradora informou Ebitda pro forma consolidado de US$ 3,5 bilhões e crescimento de 66% no resultado operacional do negócio de cobre, que alcançou aproximadamente US$ 1 bilhão.</p>
<p>A geração de fluxo de caixa livre recorrente foi de cerca de US$ 1,4 bilhão, apoiada por mecanismos de proteção financeira e gestão do capital de giro.</p>
<p>Outras ações também apresentaram valorização no último pregão, como CSN Mineração (CMIN3), Magazine Luiza (MGLU3) e Cosan (CSAN3).</p>
<p>Na direção contrária, Usiminas (USIM5), CSN (CSNA3) e B3 (B3SA3) registraram perdas expressivas na sessão.</p>
<p>Esses resultados mostram que o comportamento das ações não depende exclusivamente do ambiente macroeconômico. Informações específicas de cada companhia, como balanços, perspectivas operacionais e condições setoriais, também influenciam os preços negociados.</p>
<h2>Novembro começa com foco na política fiscal e nas decisões do Banco Central</h2>
<p>A abertura de novembro ocorre em um ambiente de maior cautela entre os investidores.</p>
<p>A definição dos integrantes da equipe econômica para o novo mandato presidencial estará entre os principais acontecimentos acompanhados pelo mercado, ao lado de anúncios sobre a trajetória das despesas públicas e a sustentabilidade fiscal.</p>
<p>Também serão avaliados os indicadores de inflação, os dados de atividade econômica e as próximas decisões do Copom.</p>
<p>No exterior, a temporada de balanços das empresas de tecnologia e os investimentos em infraestrutura de inteligência artificial continuam influenciando as bolsas internacionais.</p>
<p>O mercado brasileiro permanecerá fechado na segunda-feira, 2 de novembro, em razão do feriado de Finados. As negociações regulares serão retomadas na terça-feira (3).</p>
<p>O encerramento de outubro deixa três referências para o início do novo mês: o Ibovespa aos 167.921,80 pontos, o dólar comercial próximo de R$ 5,44 e a Selic em 13,75% ao ano.</p>
<p>Depois de iniciar outubro com recordes históricos na Bolsa, o mercado brasileiro termina o período com perdas expressivas nas ações e maior demanda por proteção cambial. A evolução dos preços em novembro dependerá das novas informações econômicas, fiscais e empresariais disponíveis aos investidores.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>B3 — Dados oficiais de fechamento do Ibovespa em 30 de outubro de 2026, desempenho mensal e variações das ações negociadas.</em></p>
<p><em>B3 — Informações de 5 de outubro de 2026 sobre a valorização de 7,70% do Ibovespa e a máxima intradiária de 209.605,70 pontos.</em></p>
<p><em>B3 — Comunicado de 26 de outubro de 2026 sobre o acionamento do circuit breaker e suspensão temporária das negociações.</em></p>
<p><em>Banco Central do Brasil — Taxa Ptax de 30 de outubro de 2026 e histórico das cotações de referência do dólar.</em></p>
<p><em>Banco Central do Brasil — Comunicado da 281ª reunião do Copom, de setembro de 2026, e histórico da taxa Selic.</em></p>
<p><em>Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, trimestre encerrado em setembro de 2026.</em></p>
<p><em>Tribunal Superior Eleitoral — Resultado oficial do segundo turno das eleições presidenciais de 25 de outubro de 2026.</em></p>
<p><em>Vale — Relatório de resultados financeiros e operacionais do terceiro trimestre de 2026.</em></p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Dólar dispara 9,04% na semana e Ibovespa cai 18,12% após eleições</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/dolar-alta-semanal-ibovespa-queda-eleicoes-2026</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 31 Oct 2026 02:09:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[B3]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsa de valores]]></category>
		<category><![CDATA[câmbio]]></category>
		<category><![CDATA[crise financeira]]></category>
		<category><![CDATA[dólar comercial]]></category>
		<category><![CDATA[dolar hoje]]></category>
		<category><![CDATA[economia brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições 2026]]></category>
		<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Juros Futuros]]></category>
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		<category><![CDATA[Mercado Financeiro]]></category>
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		<category><![CDATA[Selic]]></category>
		<category><![CDATA[Vale]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dólar dispara 9,04% na semana, maior alta desde 2008, e Ibovespa cai 18,12% após eleições. Mercado reage a incertezas fiscais e juros elevados.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O mercado financeiro brasileiro encerrou nesta sexta-feira (30) uma das semanas de maior turbulência dos últimos anos, com o dólar acumulando valorização de 9,04% e o Ibovespa registrando queda de 18,12%. Foi a maior alta semanal da moeda americana desde outubro de 2008, durante a crise financeira internacional, e o pior desempenho da Bolsa brasileira desde março de 2020, quando os mercados foram atingidos pelo início da pandemia de covid-19.</p>
<p>A deterioração dos ativos ocorreu na primeira semana após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 25 de outubro. Investidores reavaliaram suas posições diante da incerteza sobre a composição da equipe econômica, a trajetória das despesas públicas e a possibilidade de manutenção de juros elevados por mais tempo. A pressão doméstica foi acompanhada por perdas nas bolsas internacionais, especialmente entre <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341684">empresas</a> de tecnologia.</p>
<p>O <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank"  rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341682">dólar</a> comercial terminou o último pregão de outubro cotado a R$ 5,4443, com avanço de 1,05% no dia. O <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank"  rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341685">Ibovespa</a> recuou 0,75%, aos 167.921,80 pontos, completando cinco sessões consecutivas de queda. No acumulado do mês, a moeda americana subiu aproximadamente 5,22%, enquanto o principal índice da B3 perdeu 9,88%.</p>
<h2>Ibovespa registra pior semana desde março de 2020</h2>
<p>A queda de 18,12% do Ibovespa representa uma das mais intensas correções semanais do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341681">mercado</a> acionário brasileiro desde o início da pandemia.</p>
<p>O movimento começou na segunda-feira (26), primeiro pregão após o segundo turno das eleições presidenciais. A Bolsa abriu sob forte pressão vendedora e chegou a acionar o mecanismo de interrupção temporária das negociações, conhecido como circuit breaker, após uma queda de 10%.</p>
<p>A suspensão foi realizada para permitir a reorganização das ordens de compra e venda em um momento de volatilidade excepcional. Mesmo após a retomada das operações, o índice continuou pressionado, encerrando a sessão com perdas expressivas.</p>
<p>Nos quatro pregões seguintes, o mercado não conseguiu recuperar a maior parte da desvalorização inicial. As preocupações com a condução da <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341683">política</a> fiscal e a valorização das taxas de juros futuros dificultaram uma recuperação sustentada.</p>
<p>Na sexta-feira, o Ibovespa oscilou entre a mínima de 167.007,57 pontos e a máxima de 169.184,60 pontos. O encerramento aos 167.921,80 pontos representou uma perda de aproximadamente 1.264,62 pontos em relação ao fechamento de quinta-feira.</p>
<p>O recuo semanal de 18,12% significa que uma carteira hipotética que tivesse acompanhado exatamente a variação do índice, sem aportes ou retiradas, teria passado de R$ 100 mil para R$ 81.880 em cinco pregões. A diferença de R$ 18.120 ilustra a intensidade da desvalorização, embora não represente o resultado de todos os investidores, que possuem carteiras e estratégias diferentes.</p>
<p>A comparação histórica mostra que a queda foi a mais acentuada desde março de 2020, quando a pandemia provocou interrupções de atividades econômicas, movimentos de fuga de risco e perdas expressivas em mercados de diferentes países.</p>
<h2>Dólar chega a R$ 5,44 e tem maior valorização semanal desde a crise de 2008</h2>
<p>No mercado de câmbio, a valorização de 9,04% do dólar ao longo da semana marcou um movimento que não era registrado desde outubro de 2008.</p>
<p>Naquele período, o agravamento da crise financeira internacional levou investidores a reduzir posições em ativos considerados mais arriscados e procurar proteção em moedas de maior liquidez.</p>
<p>Em outubro de 2026, a pressão cambial também esteve associada à busca por proteção, embora em um contexto econômico diferente. O resultado eleitoral brasileiro, as dúvidas sobre a política fiscal e a conjuntura internacional influenciaram a demanda pela moeda americana.</p>
<p>Na sessão de sexta-feira, o dólar comercial encerrou a R$ 5,4443, após atingir níveis mais elevados durante o pregão. A cotação representou uma alta de aproximadamente R$ 0,45 em comparação com o fechamento da sexta-feira anterior, considerando a valorização semanal acumulada.</p>
<p>Esse avanço encarece, em reais, operações financeiras e comerciais denominadas em dólares. Empresas que dependem de matérias-primas, equipamentos e componentes importados podem enfrentar custos maiores caso a valorização cambial seja mantida.</p>
<p>Por outro lado, companhias exportadoras que recebem receitas em moeda estrangeira podem se beneficiar de uma taxa de câmbio mais elevada, dependendo de sua estrutura de custos, contratos e exposição financeira.</p>
<p>O efeito sobre os preços ao consumidor não é automático. A transmissão cambial depende de fatores como estoques, concorrência, margens empresariais e duração do movimento.</p>
<p>A diferença entre a cotação comercial de fechamento e a taxa Ptax também merece atenção. O Banco Central divulgou para 30 de outubro uma Ptax de venda de R$ 5,4212, inferior ao preço observado no encerramento do mercado à vista.</p>
<p>A Ptax é uma taxa de referência calculada pela autoridade monetária a partir de consultas ao mercado durante o dia. Ela não corresponde necessariamente ao último preço negociado no fechamento, razão pela qual os dois valores devem ser apresentados separadamente.</p>
<h2>Incerteza fiscal após reeleição de Lula pressiona os ativos brasileiros</h2>
<p>O resultado do segundo turno presidencial passou a influenciar a avaliação dos investidores sobre os próximos quatro anos de política econômica.</p>
<p>Lula foi reeleito em 25 de outubro com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% do senador Flávio Bolsonaro (PL), segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A confirmação do resultado levou participantes do mercado a reavaliar expectativas sobre gastos públicos, responsabilidade fiscal e a composição do Ministério da Fazenda no novo mandato.</p>
<p>A principal preocupação está relacionada à trajetória das despesas federais e à capacidade do governo de apresentar medidas que assegurem a sustentabilidade das contas públicas. Quando os investidores percebem maior risco fiscal, tendem a exigir remuneração mais elevada para financiar o governo e empresas, o que pode pressionar simultaneamente os juros, o câmbio e os preços das ações.</p>
<p>A avaliação não significa que o resultado eleitoral, isoladamente, explique toda a queda dos mercados. Parte do movimento também refletiu mudanças nas posições financeiras acumuladas antes da votação, maior procura por proteção cambial e deterioração das condições internacionais.</p>
<p>Em relatório divulgado na sexta-feira, a Monte Bravo destacou que a definição dos integrantes da equipe econômica precisaria ser acompanhada de propostas concretas para a condução das despesas públicas. A instituição apontou que a escolha dos responsáveis pela política econômica, embora relevante, não seria suficiente para reduzir as incertezas sem informações sobre as medidas fiscais pretendidas.</p>
<p>A reação do mercado também influencia as condições de financiamento da <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank"  rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341686">economia</a>. Uma alta prolongada das taxas de juros futuros aumenta o custo de captação de empresas e do governo, podendo afetar decisões de investimento, consumo e contratação de crédito.</p>
<h2>Juros futuros sobem e Itaú prevê manutenção da Selic em 13,75%</h2>
<p>O movimento de aversão ao risco também atingiu o mercado de renda fixa, com elevação das taxas negociadas nos contratos futuros de depósitos interfinanceiros (DI).</p>
<p>Na tarde de sexta-feira, o contrato para janeiro de 2027 era negociado próximo de 13,64% ao ano. O vencimento de janeiro de 2029 apresentava taxa de aproximadamente 14,97%, enquanto o contrato para janeiro de 2031 estava próximo de 15,26%. As cotações representavam níveis observados durante o pregão, não necessariamente os ajustes definitivos da B3.</p>
<p>A diferença entre os vencimentos reflete a remuneração exigida pelos investidores em diferentes horizontes. Taxas mais elevadas nos contratos longos podem incorporar expectativas de inflação, riscos fiscais e prêmios adicionais para carregar posições por períodos maiores.</p>
<p>O Itaú revisou sua avaliação para a próxima decisão de política monetária e passou a projetar interrupção do ciclo de redução da taxa Selic na reunião de novembro.</p>
<p>A instituição espera que o Comitê de Política Monetária (Copom) mantenha os juros básicos em 13,75% ao ano, diante das pressões inflacionárias, da valorização internacional do petróleo e do aperto das condições financeiras.</p>
<p>A Selic está nesse patamar desde setembro, quando o Banco Central reduziu a taxa em 0,25 ponto percentual, de 14% para 13,75% ao ano.</p>
<p>No comunicado daquela reunião, o Copom destacou a necessidade de cautela diante dos riscos fiscais e das expectativas de inflação acima da meta. A autoridade monetária também indicou que a continuidade do ciclo de flexibilização dependeria da evolução dos indicadores econômicos.</p>
<p>A expectativa de manutenção da Selic em novembro representa uma projeção do Itaú, não uma decisão já tomada pelo Banco Central.</p>
<h2>Vale (VALE3) sobe após balanço, enquanto siderúrgicas recuam</h2>
<p>Apesar da forte deterioração do Ibovespa na semana, algumas ações encerraram a sexta-feira em alta, impulsionadas por resultados empresariais e fatores específicos de cada companhia.</p>
<p>A Vale (VALE3) avançou 3,28%, encerrando o pregão a R$ 62,02. O desempenho ocorreu após a divulgação dos resultados financeiros do terceiro trimestre de 2026, apresentados pela mineradora na noite de quinta-feira (29).</p>
<p>A companhia registrou Ebitda pro forma consolidado de aproximadamente US$ 3,5 bilhões. O resultado foi pressionado pelos preços realizados do minério de ferro e pelo aumento de determinados custos operacionais, mas a divisão de cobre apresentou crescimento relevante.</p>
<p>Segundo a Vale, o Ebitda pro forma do negócio de cobre alcançou US$ 1 bilhão, alta de 66% em relação aos US$ 614 milhões registrados no mesmo trimestre de 2025.</p>
<p>A empresa também informou geração de fluxo de caixa livre recorrente de aproximadamente US$ 1,4 bilhão, apoiada por medidas de gestão de capital de giro e proteção financeira que compensaram parcialmente a redução do resultado operacional consolidado.</p>
<p>O desempenho do cobre ajudou a melhorar a percepção dos investidores sobre a diversificação das fontes de receita da companhia, em um momento de pressão sobre as margens de minério de ferro.</p>
<p>Entre os destaques positivos da sessão também estiveram CSN Mineração (CMIN3), com valorização de 8%, Magazine Luiza (MGLU3), com alta de 4,29%, e Cosan (CSAN3), que avançou 3,56%.</p>
<p>Na direção oposta, Usiminas (USIM5) caiu 8,59%, enquanto CSN (CSNA3) recuou 8,49%. As ações da própria B3 (B3SA3) perderam 5,42%.</p>
<p>Os desempenhos distintos mostram que, mesmo em uma semana de perdas generalizadas, os resultados corporativos continuaram influenciando a formação dos preços das ações.</p>
<h2>Bolsas americanas caem com preocupações sobre investimentos em inteligência artificial</h2>
<p>A pressão sobre os ativos brasileiros foi acompanhada por uma sessão negativa nos Estados Unidos.</p>
<p>Os principais índices de Wall Street recuaram na sexta-feira, em meio à repercussão dos balanços de empresas de tecnologia e às preocupações sobre o volume de investimentos necessários para desenvolver infraestrutura de inteligência artificial.</p>
<p>O Nasdaq, índice com elevada concentração de empresas de tecnologia, caiu 2,86%. O S&amp;P 500 recuou aproximadamente 1,75%, enquanto o Dow Jones perdeu 1,05%.</p>
<p>Investidores avaliaram os resultados divulgados por empresas como Amazon e Intel, além das perspectivas de retorno financeiro dos investimentos bilionários em infraestrutura computacional e inteligência artificial.</p>
<p>O crescimento dos gastos com centros de dados, processadores especializados e capacidade de processamento aumentou a atenção sobre o prazo necessário para converter os investimentos em receitas e lucros.</p>
<p>O ambiente internacional também permanece influenciado pelas expectativas para os juros americanos e pelos preços do petróleo. Uma combinação de taxas elevadas e maior aversão ao risco tende a afetar os fluxos de capital destinados a economias emergentes.</p>
<p>Para o Brasil, esse contexto amplia a sensibilidade do real e dos ativos domésticos às mudanças de expectativas sobre a política fiscal.</p>
<h2>Bolsa perde 9,88% em outubro, mas mantém valorização no ano</h2>
<p>Embora a queda semanal tenha sido excepcional, o resultado acumulado de outubro apresenta uma dimensão diferente do desempenho observado nos últimos cinco pregões.</p>
<p>O Ibovespa terminou o mês com desvalorização de 9,88%, seu pior resultado mensal desde junho de 2022. Ainda assim, o índice conservou valorização aproximada de 4,22% no acumulado de 2026.</p>
<p>A diferença entre a queda semanal de 18,12% e a perda mensal de 9,88% indica que os ganhos registrados antes da última semana compensaram parte da forte correção posterior.</p>
<p>No câmbio, o dólar encerrou outubro com alta próxima de 5,22%, abaixo da valorização de 9,04% observada somente entre os fechamentos das duas últimas sextas-feiras do mês.</p>
<p>Isso ocorre porque o cálculo mensal incorpora também as oscilações das semanas anteriores, nas quais a moeda americana havia apresentado movimentos de valorização e desvalorização.</p>
<p>A intensidade da reversão evidencia a mudança das condições de negociação depois do resultado eleitoral, sem permitir atribuir a totalidade dos movimentos a um único fator político ou econômico.</p>
<h2>Novembro começa com atenção à equipe econômica e à decisão do Copom</h2>
<p>O encerramento de outubro deixa os investidores diante de uma agenda concentrada em definições fiscais, indicadores econômicos e política monetária.</p>
<p>A formação da equipe econômica para o novo mandato de Lula e a apresentação de medidas relacionadas ao controle das despesas públicas estão entre os acontecimentos acompanhados pelo mercado.</p>
<p>Também serão avaliados os próximos indicadores de inflação, atividade econômica e emprego, além das sinalizações do Banco Central sobre a trajetória da Selic.</p>
<p>O desempenho das bolsas internacionais continuará relevante, especialmente diante da temporada de balanços de empresas de tecnologia e da reavaliação dos investimentos em inteligência artificial.</p>
<p>No Brasil, a próxima sessão da B3 ocorrerá na terça-feira, 3 de novembro, depois do feriado de Finados, em 2 de novembro.</p>
<p>O mercado iniciará o novo mês com o Ibovespa aos 167.921,80 pontos e o dólar comercial a R$ 5,4443, após uma semana marcada pela maior valorização da moeda americana desde 2008 e pela queda mais intensa do índice acionário desde o início da pandemia.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>B3 — Fechamento do Ibovespa em 30 de outubro de 2026, variação diária, desempenho mensal, oscilações intradiárias e cotações das principais ações.</em></p>
<p><em>Banco Central do Brasil — Boletim Ptax de 30 de outubro de 2026, com taxas de compra e venda do dólar.</em></p>
<p><em>Banco Central do Brasil — Comunicado da 281ª reunião do Copom, de 16 de setembro de 2026, e histórico da taxa Selic.</em></p>
<p><em>Vale — Relatório de resultados financeiros e operacionais do terceiro trimestre de 2026, com informações sobre Ebitda, fluxo de caixa e desempenho do segmento de cobre.</em></p>
<p><em>Tribunal Superior Eleitoral — Resultado oficial do segundo turno das eleições presidenciais de 25 de outubro de 2026.</em></p>
<p><em>B3 — Informações de mercado de 30 de outubro de 2026 sobre o desempenho das bolsas americanas, ações brasileiras e fatores econômicos acompanhados pelos investidores.</em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Binance separa US$ 6,34 bilhões após maior roubo de criptomoedas já registrado</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/binance-roubo-criptomoedas-63-bilhoes</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Oct 2026 20:46:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Criptomoedas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Ataque Hacker]]></category>
		<category><![CDATA[Binance]]></category>
		<category><![CDATA[Bitcoin]]></category>
		<category><![CDATA[Blockchain]]></category>
		<category><![CDATA[cibercrime]]></category>
		<category><![CDATA[Coreia do Norte]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[roubo bilionário]]></category>
		<category><![CDATA[segurança digital]]></category>
		<category><![CDATA[TRM Labs]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1535188</guid>

					<description><![CDATA[<p>Binance reserva US$ 6,34 bilhões após ataque hacker que roubou US$ 6,3 bilhões. Investigadores atribuem a invasão a grupo ligado à Coreia do Norte.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Binance anunciou nesta sexta-feira (30) que reservou mais de US$ 6,34 bilhões em recursos próprios para cobrir as perdas provocadas por um ataque cibernético que retirou aproximadamente US$ 6,3 bilhões de suas carteiras digitais. A invasão, registrada na quinta-feira (29), é considerada o maior roubo de criptomoedas já identificado e levou a maior corretora de ativos digitais do mundo a suspender temporariamente os saques de seus clientes.</p>
<p>Em comunicado atualizado, a empresa informou que cerca de US$ 3 bilhões em ativos relacionados ao ataque já foram congelados com a colaboração de emissores de criptomoedas e <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341663">empresas</a> especializadas em rastreamento de transações. A Binance também afirmou que os depósitos permanecem operacionais e que pretende retomar os saques gradualmente, após concluir verificações de segurança em sua infraestrutura.</p>
<p>A investigação ganhou dimensão internacional depois que a TRM Labs, especializada em análise de blockchain, atribuiu a operação ao grupo TraderTraitor, associado à Coreia do Norte. Segundo a empresa, os invasores movimentaram aproximadamente US$ 6,36 bilhões em dez redes de criptomoedas, concentrando a maior parte das transferências em um intervalo de cerca de 20 minutos. A identificação dos responsáveis ainda depende da conclusão das investigações conduzidas com autoridades policiais.</p>
<h2>Binance promete absorver prejuízo sem utilizar recursos dos clientes</h2>
<p>A principal medida financeira anunciada pela corretora foi a destinação de mais de US$ 6,34 bilhões de seu patrimônio para compensar integralmente os ativos retirados durante a invasão. Desse montante, aproximadamente US$ 5 bilhões já estavam disponíveis nas mesmas criptomoedas afetadas pelo ataque, incluindo bitcoin, ether, USDT, USDC e BNB.</p>
<p>Essa composição representa aproximadamente 79% do valor reservado. Para completar a cobertura nas moedas correspondentes, a empresa informou que está adquirindo os ativos restantes tanto no <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341662">mercado</a> tradicional de negociação de criptomoedas quanto por operações realizadas diretamente com grandes participantes do setor.</p>
<p>A Binance declarou que utilizará recursos de sua tesouraria e do Secure Asset Fund for Users (SAFU), fundo criado para proteger usuários em situações extraordinárias de segurança. A companhia sustenta que os saldos dos clientes permanecem preservados e que assumirá o impacto econômico do incidente.</p>
<p>A promessa de compensação, entretanto, não significa que todos os valores desviados tenham sido recuperados. Há uma diferença entre reservar patrimônio para recompor os recursos da plataforma, bloquear criptomoedas nas carteiras dos invasores e efetivamente recuperar a posse desses ativos.</p>
<p>A comprovação da cobertura financeira também dependerá da divulgação de informações atualizadas sobre as reservas da corretora. A Binance anunciou que pretende disponibilizar um novo relatório de comprovação de reservas até segunda-feira, 2 de novembro, permitindo uma avaliação da correspondência entre os ativos mantidos pela plataforma e os saldos registrados para seus usuários.</p>
<h2>Ataque começou em 29 de outubro e atingiu dez redes de criptomoedas</h2>
<p>O levantamento da TRM Labs identificou o início das movimentações suspeitas por volta das 20h05 de quinta-feira, no horário universal, correspondente às 17h05 de Brasília. A operação atingiu carteiras utilizadas pela Binance para movimentar ativos em diferentes redes blockchain.</p>
<p>Essas estruturas, conhecidas como carteiras quentes, permanecem conectadas à internet para permitir transferências e saques. Embora sejam fundamentais para o funcionamento de uma corretora, exigem mecanismos de autorização capazes de impedir movimentações realizadas por pessoas sem permissão.</p>
<p>A análise identificou retiradas em redes como Ethereum, Bitcoin, Tron, XRP Ledger e Solana, além de outras infraestruturas utilizadas para movimentação de tokens digitais. As transferências envolveram diferentes moedas, sistemas de assinatura e mecanismos de execução de operações.</p>
<p>Segundo a TRM Labs, aproximadamente US$ 3,79 bilhões foram retirados de carteiras na rede Ethereum. Outros US$ 1,47 bilhão corresponderam a movimentações de bitcoin, enquanto a rede Tron respondeu por cerca de US$ 628 milhões. Também foram identificadas saídas de aproximadamente US$ 296 milhões na rede XRP Ledger e US$ 96 milhões na Solana.</p>
<p>Os valores foram calculados com base nas cotações dos ativos no momento das respectivas transferências. Como os preços das criptomoedas variam continuamente, a avaliação financeira de um mesmo conjunto de moedas pode mudar ao longo do processo de investigação.</p>
<p>A TRM Labs estimou o total desviado em US$ 6,36 bilhões, enquanto a empresa britânica Elliptic apresentou uma avaliação de aproximadamente US$ 6,43 bilhões. A diferença entre os levantamentos reflete critérios de rastreamento, abrangência das operações e avaliação dos ativos. A própria Binance utiliza uma estimativa arredondada de US$ 6,3 bilhões.</p>
<h2>Computador comprometido pode ter permitido acesso aos sistemas de autorização</h2>
<p>A Binance informou que sua investigação inicial identificou indícios de comprometimento do computador de um engenheiro responsável por operações de infraestrutura tecnológica. O equipamento poderia ter permitido o acesso não autorizado a serviços internos e a execução de solicitações de transferência.</p>
<p>Em atualização posterior, a corretora esclareceu que foram encontrados outros pontos de comprometimento, indicando que a invasão pode ter envolvido uma sequência mais complexa de falhas de segurança. A companhia afirmou que, até o momento, não encontrou evidências de vazamento das chaves privadas utilizadas para controlar suas carteiras digitais.</p>
<p>O relatório da TRM Labs acrescentou informações sobre o funcionamento das transações na rede Ethereum. Segundo os investigadores, os invasores exploraram um mecanismo de delegação de execução associado ao padrão EIP-7702, capaz de permitir que determinadas operações sejam realizadas por contratos inteligentes mediante autorização.</p>
<p>Na análise da empresa, os responsáveis prepararam antecipadamente autorizações que possibilitaram o controle operacional de uma carteira da Binance. A partir desse mecanismo, recursos puderam ser transferidos para endereços controlados pelos invasores sem seguir o fluxo habitual de aprovação da corretora.</p>
<p>O fato de operações semelhantes terem ocorrido em redes com diferentes sistemas de assinatura levou os especialistas a considerar a possibilidade de comprometimento da infraestrutura responsável por autorizar transferências em várias blockchains.</p>
<p>Essa hipótese ainda não representa uma conclusão definitiva sobre a causa da invasão. A Binance afirmou que divulgará um relatório técnico detalhado após concluir a análise dos sistemas atingidos, identificar os fatores envolvidos e estabelecer medidas para impedir novos ataques.</p>
<h2>Empresas congelam cerca de 48% dos ativos desviados</h2>
<p>Uma parte relevante dos recursos movimentados pelos invasores foi bloqueada por empresas responsáveis pela emissão e administração de determinadas criptomoedas estáveis, conhecidas como stablecoins.</p>
<p>Diferentemente do bitcoin, que não possui uma entidade emissora com capacidade de congelar diretamente os saldos de seus usuários, algumas stablecoins incorporam mecanismos que permitem restringir a movimentação de tokens em endereços específicos.</p>
<p>Esse recurso foi utilizado por empresas como Tether, Circle e Ripple para impedir novas transferências de ativos associados ao ataque. A TRM Labs identificou aproximadamente US$ 2,7 bilhões em bloqueios realizados por emissores de tokens e mecanismos de segurança de redes blockchain em seu levantamento inicial.</p>
<p>A Binance elevou posteriormente para cerca de US$ 3 bilhões o valor total que considera congelado. Em relação à estimativa de US$ 6,3 bilhões desviados, isso representa aproximadamente 47,6% do montante atingido.</p>
<p>O congelamento impede ou limita a movimentação das moedas identificadas, mas não corresponde necessariamente à devolução imediata dos recursos para a corretora. A recuperação efetiva pode depender de procedimentos técnicos, cooperação entre empresas e medidas adotadas pelas autoridades competentes.</p>
<p>Parte dos ativos foi convertida antes da implementação dos bloqueios. Os investigadores observaram operações destinadas a transformar stablecoins em ether e outras criptomoedas, reduzindo a parcela de recursos que poderia ser imobilizada diretamente pelos emissores.</p>
<p>Segundo a TRM Labs, os invasores chegaram a controlar mais de 420 mil unidades de ether e 18.270 bitcoins, avaliados conjuntamente em aproximadamente US$ 2,4 bilhões no momento do levantamento. A movimentação posterior desses ativos continua sendo acompanhada por empresas especializadas.</p>
<h2>Grupo ligado à Coreia do Norte é apontado como responsável pela invasão</h2>
<p>A TRM Labs atribuiu o ataque ao TraderTraitor, grupo de hackers associado à estrutura de operações cibernéticas da Coreia do Norte. A conclusão foi apresentada com elevado grau de confiança pela empresa, que afirmou utilizar informações obtidas tanto nas redes blockchain quanto em outras atividades de inteligência.</p>
<p>Entre os elementos analisados estão a preparação antecipada das transações, os mecanismos de autorização utilizados, a movimentação dos recursos e semelhanças com operações anteriormente associadas a agentes norte-coreanos.</p>
<p>O grupo também foi identificado pelo Federal Bureau of Investigation (FBI), dos Estados Unidos, como responsável pelo roubo de aproximadamente US$ 1,5 bilhão da corretora Bybit, ocorrido em fevereiro de 2025.</p>
<p>Na ocasião, o FBI divulgou um alerta atribuindo a operação à Coreia do Norte e orientou empresas do mercado de ativos virtuais a identificar e restringir transferências relacionadas às carteiras utilizadas pelos criminosos.</p>
<p>A comparação com o incidente da Bybit evidencia a dimensão financeira da invasão atual. Considerando a estimativa de US$ 6,36 bilhões da TRM Labs, o montante retirado da Binance corresponde a aproximadamente 4,2 vezes o valor atribuído ao ataque de fevereiro de 2025.</p>
<p>A Elliptic também identificou evidências compatíveis com operações anteriores atribuídas a grupos norte-coreanos. A empresa britânica considera que o incidente provavelmente representa o maior roubo conhecido de ativos financeiros em uma única operação.</p>
<p>Apesar das avaliações técnicas, a identificação dos responsáveis ainda não foi estabelecida por uma conclusão judicial ou investigação criminal definitiva sobre este caso. A Coreia do Norte historicamente rejeita acusações de participação em roubos de criptomoedas atribuídos a grupos apoiados pelo Estado.</p>
<h2>Bitcoin e BNB recuam após divulgação da invasão</h2>
<p>A confirmação da perda bilionária provocou uma reação negativa no mercado de criptomoedas, com quedas nas cotações do bitcoin, do ether e do BNB, ativo digital associado ao ecossistema da Binance.</p>
<p>O bitcoin chegou a negociar próximo de US$ 76 mil durante a sexta-feira, enquanto o ether recuou para a região de US$ 2,2 mil. O BNB também registrou desvalorização expressiva, refletindo a pressão sobre os ativos relacionados à plataforma.</p>
<p>Os movimentos ocorreram em um mercado que já apresentava volatilidade diante das condições de juros nos Estados Unidos e das mudanças no apetite dos investidores por ativos de maior risco. A invasão acrescentou uma preocupação específica sobre a segurança operacional das corretoras centralizadas.</p>
<p>A concentração de grandes volumes de criptomoedas em plataformas de negociação exige procedimentos rigorosos de custódia, segregação patrimonial e autorização de transferências. Mesmo quando os saldos individuais permanecem registrados nas contas dos usuários, uma interrupção dos sistemas de saque pode limitar temporariamente o acesso aos recursos.</p>
<p>O episódio também evidencia diferenças entre a proteção financeira oferecida por uma corretora e os mecanismos de segurança das próprias redes blockchain. Uma transação tecnicamente válida pode ser executada sem autorização legítima do proprietário caso os sistemas de controle utilizados pela instituição sejam comprometidos.</p>
<h2>Saques devem voltar gradualmente e relatório de reservas está previsto para novembro</h2>
<p>A Binance estabeleceu quatro prioridades para a continuidade de sua resposta ao ataque: restaurar o funcionamento dos saques, recompor os ativos afetados, recuperar os recursos congelados e concluir a investigação técnica.</p>
<p>No comunicado mais recente desta sexta-feira, a empresa informou que sua equipe trabalha com uma previsão de aproximadamente 34 horas para iniciar a retomada dos saques, condicionada à conclusão dos testes de segurança. O restabelecimento será realizado por etapas, sem garantia de liberação simultânea para todas as operações e redes.</p>
<p>A corretora também pretende concluir uma nova verificação de reservas, com divulgação prevista para 2 de novembro. Esse documento deverá apresentar informações atualizadas sobre a composição dos ativos mantidos pela empresa após as medidas de recomposição financeira.</p>
<p>Paralelamente, continuam as iniciativas para rastrear transferências, identificar carteiras relacionadas ao ataque e impedir que os recursos sejam movimentados para estruturas que dificultem sua recuperação.</p>
<p>A empresa ainda não apresentou uma data definitiva para a conclusão da investigação nem confirmou a identidade dos responsáveis. O relatório técnico prometido deverá esclarecer como os controles internos foram contornados, quais sistemas foram comprometidos e quais alterações serão adotadas na infraestrutura de segurança.</p>
<p>Até a publicação desses resultados, permanecem distintas três questões centrais do incidente: a recomposição financeira prometida aos clientes, a recuperação efetiva dos ativos desviados e a identificação dos autores da invasão.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Binance — Security Incident Update, de 30 de outubro de 2026, com informações sobre o comprometimento das carteiras, as medidas de segurança e o congelamento de ativos.</em></p>
<p><em>Binance — Security Incident Update #2, de 30 de outubro de 2026, com detalhamento dos US$ 6,34 bilhões reservados, recuperação dos recursos, retomada dos saques e previsão de divulgação das reservas.</em></p>
<p><em>TRM Labs — North Korea Steals USD 6.36 Billion From Binance in the Largest Hack in History, análise técnica publicada em 29 de outubro de 2026, com rastreamento das transações, identificação de carteiras e atribuição do ataque.</em></p>
<p><em>Elliptic — The Largest Theft in History: North Korea Likely Behind the $6.4 Billion Binance Hack, análise atualizada em 30 de outubro de 2026, com estimativas dos ativos desviados, congelamentos e avaliação dos responsáveis.</em></p>
<p><em>FBI — North Korea Responsible for $1.5 Billion Bybit Hack, alerta oficial de 26 de fevereiro de 2025, utilizado para verificar a atribuição anterior do ataque à Bybit ao grupo TraderTraitor.</em></p>
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		<item>
		<title>Perdeu dinheiro na Bolsa após as eleições? Veja os riscos de vender ações ou comprar mais</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/perdeu-dinheiro-bolsa-apos-eleicoes-vender-acoes-comprar-mais</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Oct 2026 11:26:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ações]]></category>
		<category><![CDATA[B3]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsa de valores]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições 2026]]></category>
		<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[investimentos]]></category>
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		<category><![CDATA[Mercado Financeiro]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[renda fixa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Após queda de 17,5% do Ibovespa, veja os riscos de vender ações na baixa, comprar mais papéis e como rever a carteira após as eleições.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A queda de 17,5% do Ibovespa nos quatro primeiros pregões após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva colocou investidores diante de uma decisão que pode ampliar as perdas acumuladas no mercado acionário. Quem aumentou a participação em ações apostando na vitória da oposição agora precisa avaliar se deve reduzir posições, preservar os investimentos ou aproveitar os preços mais baixos para realizar novas compras.</p>
<p>O principal índice da B3 encerrou a quinta-feira (29) aos <strong>169.186,42 pontos</strong>, após recuar 1,06% na sessão. Na sexta-feira anterior ao segundo turno, em 23 de outubro, estava em 205.082,56 pontos. A diferença representa uma desvalorização de aproximadamente 35,9 mil pontos, em um movimento que atingiu ações de diferentes setores e alterou as expectativas para juros, câmbio e crescimento econômico.</p>
<p>A turbulência começou na segunda-feira (26), primeiro pregão depois da votação, quando o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank"  rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341644">Ibovespa</a> caiu 13,88%. As perdas continuaram nas três sessões seguintes, embora em intensidades diferentes. O movimento refletiu a revisão das expectativas políticas e fiscais dos investidores, em um ambiente também influenciado pelas condições econômicas internacionais e pelos resultados das companhias brasileiras.</p>
<p>Para quem concentrou recursos na Bolsa antes da eleição, o problema não se limita à desvalorização das ações. Uma carteira construída para aproveitar determinado resultado político pode ter assumido riscos incompatíveis com os objetivos financeiros do investidor. A necessidade de recuperar rapidamente o patrimônio pode levar a operações ainda mais arriscadas.</p>
<p>As orientações de educação financeira da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) indicam que a escolha dos investimentos deve considerar três fatores fundamentais: capacidade de suportar perdas, necessidade de liquidez e prazo de utilização dos recursos. Esses critérios continuam relevantes independentemente do resultado eleitoral ou das expectativas de recuperação do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341645">mercado</a>.</p>
<h2>Queda de 17,5% da Bolsa amplia perdas de quem concentrou investimentos em ações</h2>
<p>O impacto financeiro da desvalorização depende da composição de cada carteira. Um investidor que tivesse R$ 100 mil integralmente expostos a uma aplicação que reproduzisse exatamente o desempenho do Ibovespa entre 23 e 29 de outubro teria registrado uma redução aproximada de R$ 17,5 mil no valor do patrimônio, desconsiderando taxas, impostos e eventuais rendimentos.</p>
<p>Se apenas 20% desse mesmo patrimônio estivesse aplicado em um investimento com comportamento idêntico ao índice, a perda correspondente seria de aproximadamente R$ 3,5 mil, mantendo-se inalterado o valor dos demais ativos. A comparação ilustra como a concentração em renda variável amplia o efeito das oscilações do mercado sobre o patrimônio total.</p>
<p>Os cálculos também mostram que recuperar uma queda de 17,5% exige uma valorização posterior superior a esse percentual. Para retornar dos 169.186,42 pontos registrados na quinta-feira ao patamar de 205.082,56 pontos observado antes do segundo turno, o Ibovespa precisaria avançar aproximadamente 21,2%.</p>
<p>Isso ocorre porque a recuperação passa a ser calculada sobre uma base menor. O mesmo princípio se aplica às ações individuais, embora cada empresa apresente desempenho próprio e possa registrar perdas ou ganhos superiores aos do índice.</p>
<p>A desvalorização, entretanto, não significa que todos os investidores efetivamente perderam dinheiro na mesma proporção. O resultado depende do preço de aquisição dos papéis, da data de entrada no mercado e da composição da carteira. Quem comprou ações muito antes do período eleitoral pode ainda acumular ganhos, mesmo depois da correção recente.</p>
<h2>Vender ações depois da queda pode consolidar prejuízos</h2>
<p>Uma das decisões mais delicadas envolve a venda de papéis que sofreram desvalorização expressiva. A liquidação de uma posição pode transformar uma perda até então registrada na cotação de mercado em prejuízo efetivamente realizado, caso o valor recebido seja inferior ao custo de aquisição.</p>
<p>Isso não significa que manter todas as ações seja necessariamente a melhor alternativa. O preço pago originalmente não determina o valor futuro de uma empresa. Uma companhia que perdeu capacidade de gerar caixa, aumentou significativamente seu endividamento ou enfrenta dificuldades operacionais pode continuar se desvalorizando, mesmo depois de uma queda acentuada.</p>
<p>O ponto central é distinguir uma oscilação provocada pela mudança de percepção dos investidores de uma deterioração efetiva das condições financeiras do negócio. A avaliação envolve resultados operacionais, capacidade de pagamento de dívidas, perspectivas de receitas e necessidade de novos financiamentos.</p>
<p><a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341646">Empresas</a> com endividamento elevado merecem atenção especial quando as taxas de juros de mercado sobem. O aumento do custo de financiamento pode comprometer margens, reduzir investimentos e pressionar o lucro futuro, principalmente em setores dependentes de crédito.</p>
<p>Por outro lado, companhias com geração consistente de caixa, capacidade de repassar custos e menor necessidade de capital externo podem apresentar maior resistência financeira. Essas características, entretanto, não impedem oscilações relevantes em suas ações.</p>
<p>Também importa o prazo do investimento. Quem precisa utilizar o dinheiro nos próximos meses enfrenta condições diferentes das de um investidor com horizonte de vários anos. A possibilidade de aguardar uma eventual recuperação só existe quando não há necessidade imediata de resgatar os recursos.</p>
<h2>Comprar ações que ficaram mais baratas exige avaliar os fundamentos</h2>
<p>A queda acentuada do mercado pode criar oportunidades para investidores que dispõem de recursos e mantêm uma estratégia de longo prazo. Entretanto, uma ação negociada por valor muito inferior ao registrado semanas antes não está necessariamente barata em relação à capacidade de geração de resultados da empresa.</p>
<p>O preço de mercado representa apenas uma parte da avaliação. Indicadores como lucro, dívida líquida, fluxo de caixa, retorno sobre o capital e perspectivas de crescimento ajudam a determinar se a cotação oferece uma relação adequada entre risco e potencial de retorno.</p>
<p>A mudança nas expectativas para os juros também interfere nessa análise. Quando o mercado passa a exigir retornos maiores para investir em ativos brasileiros, o valor presente dos resultados futuros das companhias pode diminuir. Esse efeito tende a ser especialmente relevante para empresas cujo valor depende de lucros projetados para muitos anos adiante.</p>
<p>A correção da Bolsa também não ocorreu de maneira uniforme. Empresas pertencentes ao mesmo setor podem apresentar níveis diferentes de exposição ao cenário econômico, conforme a estrutura de capital, o perfil de clientes e a participação de receitas internacionais em seus <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank"  rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341648">negócios</a>.</p>
<p>Por isso, utilizar exclusivamente a distância entre a cotação atual e a máxima anterior como critério de compra pode levar a decisões equivocadas. O retorno a preços históricos não é garantido, e uma empresa pode permanecer negociada em patamares inferiores durante períodos prolongados.</p>
<p>A realização de compras adicionais também modifica a exposição da carteira. Mesmo que os novos aportes reduzam o preço médio de aquisição, eles aumentam o capital comprometido com o mesmo ativo. Se a desvalorização continuar, o prejuízo financeiro total poderá crescer.</p>
<h2>Renda fixa ganha importância com juros elevados e maior incerteza</h2>
<p>A instabilidade do mercado acionário recolocou os investimentos de renda fixa no centro das decisões de alocação. A taxa Selic está em 13,75% ao ano, conforme a decisão do Comitê de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341647">Política</a> Monetária (Copom) de setembro, enquanto as taxas negociadas para determinados vencimentos futuros passaram por ajustes diante das novas expectativas econômicas.</p>
<p>A diferença entre os dois indicadores é importante. A Selic representa a taxa básica definida pelo Banco Central, enquanto os juros futuros refletem negociações de mercado e incorporam expectativas sobre inflação, política monetária e riscos fiscais.</p>
<p>Investimentos pós-fixados vinculados à Selic ou ao CDI oferecem uma forma de remuneração associada aos juros de curto prazo, sem exigir que o investidor acerte antecipadamente a direção das taxas de longo prazo. A adequação desses produtos, porém, depende de liquidez, custos, tributação e risco de crédito.</p>
<p>No caso dos títulos públicos, o Tesouro Selic apresenta comportamento diferente dos papéis prefixados e indexados à inflação. Embora também esteja sujeito a variações de preço, costuma apresentar menor sensibilidade às mudanças nas taxas de mercado do que títulos de prazo longo.</p>
<p>Os títulos Tesouro IPCA+ oferecem remuneração vinculada à inflação acrescida de uma taxa real contratada. Quando mantidos até o vencimento, observadas as condições do investimento, permitem preservar o poder de compra do capital segundo a referência do IPCA. Entretanto, podem registrar desvalorizações expressivas antes desse prazo.</p>
<p>O Tesouro Nacional esclarece que os preços dos títulos são atualizados conforme as condições de negociação do mercado. Quando as taxas exigidas pelos investidores sobem, o valor de mercado dos títulos prefixados e indexados à inflação tende a cair. Quanto maior o prazo e a sensibilidade do título aos juros, mais intensa pode ser essa oscilação.</p>
<p>Assim, uma taxa aparentemente elevada não elimina o risco de prejuízo para quem precisar vender antecipadamente. A escolha entre vencimentos curtos, intermediários e longos precisa considerar o momento em que o dinheiro será utilizado.</p>
<h2>Crédito privado e dólar também apresentam riscos</h2>
<p>A migração para renda fixa não elimina automaticamente a possibilidade de perdas. CDBs, debêntures e outros títulos emitidos por instituições financeiras ou empresas apresentam características diferentes de segurança, liquidez e remuneração.</p>
<p>Nos investimentos de crédito privado, a capacidade de pagamento do emissor é determinante. Uma taxa superior à oferecida por títulos públicos pode representar compensação por riscos adicionais, incluindo a possibilidade de atraso ou inadimplência.</p>
<p>A cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), quando aplicável, também precisa ser considerada dentro das regras e dos limites estabelecidos. Debêntures, por exemplo, não contam com a mesma garantia oferecida a determinadas modalidades de depósitos bancários.</p>
<p>A diversificação internacional constitui outra alternativa para reduzir a dependência de um único mercado. Ativos denominados em <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank"  rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341643">dólar</a> podem ajudar a compensar parte das perdas em reais quando a moeda brasileira se desvaloriza, mas essa proteção não é automática.</p>
<p>O retorno de uma aplicação internacional depende tanto da variação cambial quanto do desempenho do investimento no exterior. Uma queda expressiva do ativo estrangeiro pode anular o benefício de uma eventual valorização do dólar.</p>
<p>Comprar moeda estrangeira depois de uma disparada também envolve risco. Caso o real se recupere, o investidor poderá registrar perdas cambiais mesmo que o preço do ativo internacional permaneça estável.</p>
<p>Por essa razão, a exposição ao exterior deve ser analisada como parte da composição patrimonial, e não apenas como reação às oscilações de uma semana.</p>
<h2>Resultado das eleições exige revisão da carteira, não apenas das previsões políticas</h2>
<p>A reeleição de Lula no segundo turno, realizado em 25 de outubro, provocou uma revisão das expectativas que haviam sustentado parte da valorização dos ativos brasileiros antes da votação. Entretanto, o comportamento futuro da Bolsa dependerá de fatores que ultrapassam o resultado eleitoral.</p>
<p>A definição da política econômica, as medidas fiscais, as decisões do Banco Central, o desempenho das empresas e o ambiente internacional continuarão influenciando a formação dos preços.</p>
<p>A própria queda de quinta-feira ocorreu em uma sessão marcada também por dados de inflação nos Estados Unidos e pela divulgação de balanços corporativos. Isso demonstra que movimentos posteriores à eleição não podem ser atribuídos exclusivamente ao cenário político brasileiro.</p>
<p>Para o investidor, a revisão da carteira envolve verificar quanto do patrimônio está comprometido com renda variável, quais posições dependem das mesmas condições econômicas e se há recursos disponíveis para despesas de curto prazo.</p>
<p>A diversificação deve considerar não apenas a quantidade de ativos, mas também a relação entre seus riscos. Uma carteira formada por várias ações de empresas sensíveis aos juros, por exemplo, pode continuar excessivamente concentrada em uma mesma variável econômica.</p>
<p>As regras de adequação de investimentos ao perfil do cliente, conhecidas como <em>suitability</em> e regulamentadas pela CVM, estabelecem que instituições intermediárias devem considerar objetivos, situação financeira e conhecimento dos riscos na avaliação dos produtos oferecidos.</p>
<p>A revisão também pode incluir a necessidade de rebalanceamento. Esse processo consiste em ajustar as proporções entre classes de ativos para que a carteira volte a refletir a estratégia definida pelo investidor, sem depender exclusivamente da tentativa de prever o próximo movimento do mercado.</p>
<p>O desempenho dos próximos pregões poderá reduzir ou ampliar as perdas acumuladas desde a eleição. Nenhum desses resultados, isoladamente, permitirá determinar se uma carteira está adequada aos objetivos de seu titular.</p>
<p>A principal consequência da turbulência é evidenciar a diferença entre investir com base em uma estratégia patrimonial e concentrar recursos em uma expectativa eleitoral. A recuperação das cotações permanece incerta, enquanto a exposição ao risco e a necessidade de liquidez são condições que podem ser avaliadas independentemente da direção futura do Ibovespa.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>B3 — histórico e desempenho do Ibovespa</em></p>
<p><em>Banco Central do Brasil — comunicados do Copom e histórico da taxa Selic</em></p>
<p><em>Comissão de Valores Mobiliários — Portal do Investidor, orientações sobre perfil de risco, diversificação e liquidez</em></p>
<p><em>Tesouro Nacional — Tesouro Direto, regras de negociação e marcação a mercado</em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>XPCI11 distribui R$ 356 mil acima do resultado mensal e reduz reservas</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/xpci11-distribui-acima-resultado-mensal-reduz-reservas</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Daniel Wicker]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Oct 2026 00:58:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Fundos Imobiliários]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
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		<category><![CDATA[XP Asset]]></category>
		<category><![CDATA[XP Crédito Imobiliário]]></category>
		<category><![CDATA[XPCI11]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>XPCI11 distribuiu R$ 7,14 milhões em rendimentos, R$ 356 mil acima do resultado mensal. Reserva de correção monetária caiu para R$ 3,85 milhões.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O fundo imobiliário <strong>XP Crédito Imobiliário (XPCI11)</strong> distribuiu R$ 7,14 milhões em rendimentos referentes a setembro de 2026, valor superior aos R$ 6,78 milhões de resultado líquido apurado no período. A diferença de R$ 356,2 mil mostra que o pagamento de R$ 0,82 por cota superou a geração mensal de R$ 0,78, ao mesmo tempo em que a reserva acumulada de correção monetária do fundo diminuiu para R$ 3,85 milhões.</p>
<p>Os números constam do relatório gerencial divulgado pela XP Asset em 27 de outubro e evidenciam uma diferença entre os rendimentos pagos aos cotistas e os recursos gerados pelas operações naquele mês. O pagamento ocorreu em 15 de outubro, para investidores que detinham cotas no fechamento de 30 de setembro, conforme comunicado registrado na B3.</p>
<p>Além da distribuição superior ao resultado mensal, o XPCI11 apresentou redução dos proventos pelo terceiro mês consecutivo. O valor por cota passou de R$ 0,95 em junho para R$ 0,93 em julho, R$ 0,90 em agosto e R$ 0,82 em setembro. A redução acumulada desde junho alcançou 13,68%, enquanto a comparação com o pagamento anterior mostra queda de 8,89%.</p>
<p>Apesar desse recuo, o fundo encerrou setembro com patrimônio líquido de R$ 780,7 milhões, 82.392 cotistas e uma carteira de investimentos concentrada em certificados de recebíveis imobiliários (CRIs), títulos utilizados para financiar operações ligadas ao setor imobiliário.</p>
<h2>XPCI11 distribuiu 5,3% acima do resultado de setembro</h2>
<p>O relatório da XP Asset permite dimensionar com precisão a diferença entre os recursos gerados e os rendimentos distribuídos. Em setembro, o XPCI11 registrou receitas de R$ 7.383.974, provenientes principalmente dos pagamentos recebidos de sua carteira de crédito, dos investimentos em outros fundos imobiliários e das aplicações de liquidez.</p>
<p>As despesas totalizaram R$ 604.949, resultando em geração líquida de R$ 6.779.025. Mesmo assim, o montante efetivamente destinado aos cotistas alcançou R$ 7.135.273, equivalente a 105,3% do resultado mensal.</p>
<p>A diferença de R$ 356.248 não representa, isoladamente, prejuízo operacional. Ela indica que o valor distribuído superou o lucro apurado pelo regime de caixa naquele período, situação que pode ocorrer quando um fundo utiliza resultados anteriormente acumulados para complementar os pagamentos.</p>
<p>O contraste fica mais evidente na comparação com agosto. Naquele mês, o XPCI11 registrou resultado líquido de R$ 7,94 milhões e distribuiu R$ 7,83 milhões, preservando uma diferença positiva de aproximadamente R$ 104,7 mil. Em setembro, a geração mensal caiu cerca de 14,6%, enquanto o valor distribuído diminuiu aproximadamente 8,9%.</p>
<p>Assim, embora os cotistas tenham recebido menos por cota, a redução da distribuição foi proporcionalmente menor do que a queda do resultado líquido. Esse comportamento ajuda a explicar a necessidade de considerar as reservas acumuladas e o desempenho de períodos anteriores ao avaliar a sustentabilidade dos rendimentos.</p>
<h2>Reserva de correção monetária cai R$ 2,2 milhões em um mês</h2>
<p>Outro indicador relevante do relatório foi a redução da reserva acumulada de correção monetária. O montante passou de R$ 6,05 milhões em agosto para R$ 3,85 milhões em setembro, uma diminuição aproximada de 36,4%.</p>
<p>Na divisão pelo número de cotas, a reserva caiu de R$ 0,69 para R$ 0,44. O saldo remanescente representa uma parcela dos resultados acumulados que deve ser considerada na análise da capacidade de distribuição do fundo, especialmente diante de oscilações nas receitas de sua carteira de crédito.</p>
<p>A redução de R$ 2,2 milhões na reserva é superior à diferença de R$ 356,2 mil entre os rendimentos pagos e o resultado líquido de setembro. Por isso, os dois movimentos não devem ser tratados como valores diretamente equivalentes. O saldo de correção monetária possui dinâmica própria de apuração, e o demonstrativo mensal não permite atribuir toda a diminuição da reserva exclusivamente ao pagamento acima do resultado.</p>
<p>O relatório também informou que o XPCI11 encerrou setembro com R$ 7,14 milhões em ativos de liquidez. Esse valor corresponde às disponibilidades e aplicações mantidas pelo fundo, sendo contabilmente distinto dos R$ 7,135 milhões distribuídos aos cotistas durante o mês.</p>
<p>A existência de recursos líquidos não significa, por si só, que todo esse montante esteja disponível para sustentar pagamentos adicionais. A avaliação depende dos compromissos financeiros, do fluxo de recebimentos dos ativos e da <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341631">política</a> de distribuição adotada pela administração.</p>
<h2>Distribuição acima do lucro mensal não significa irregularidade</h2>
<p>A legislação brasileira estabelece que os fundos de investimento imobiliário devem distribuir, no mínimo, 95% dos resultados auferidos, apurados pelo regime de caixa, considerando a sistemática de cálculo aplicável aos períodos semestrais.</p>
<p>Essa exigência não determina que o pagamento de cada mês corresponda exatamente ao resultado produzido naquele intervalo. Um fundo pode distribuir valores diferentes da geração mensal, desde que observe as regras legais, a disponibilidade de resultados distribuíveis e os critérios de apuração estabelecidos pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).</p>
<p>Em orientações divulgadas aos administradores de fundos imobiliários, a CVM esclareceu que a distribuição deve respeitar o resultado acumulado e os critérios contábeis aplicáveis, sem antecipação indevida de receitas futuras. A autarquia também estabeleceu procedimentos para dar transparência à metodologia de cálculo utilizada pelos fundos.</p>
<p>No caso do XPCI11, o resultado acumulado de janeiro a setembro fornece uma perspectiva diferente daquela apresentada isoladamente pelo último mês. Durante os nove primeiros meses de 2026, o fundo registrou resultado líquido de R$ 69.667.887 e distribuiu R$ 69.699.432.</p>
<p>A diferença acumulada foi de apenas R$ 31.545, equivalente a aproximadamente 0,05% do resultado gerado no período. Os números indicam que, embora setembro tenha apresentado distribuição superior ao resultado mensal, o total pago ao longo do ano permaneceu praticamente alinhado à geração de caixa.</p>
<p>O comportamento exige acompanhamento dos próximos relatórios, mas não constitui, por si só, evidência de descumprimento das regras de distribuição.</p>
<h2>XP investe R$ 17,8 milhões em novo CRI e recebe resgate antecipado</h2>
<p>Além dos rendimentos, o relatório apresentou mudanças na composição da carteira de crédito imobiliário. A principal aquisição de setembro foi o CRI HBR ComVem, operação na qual o fundo investiu R$ 17,8 milhões, com remuneração contratada equivalente ao CDI acrescido de 2,75% ao ano.</p>
<p>No mesmo período, ocorreu o resgate antecipado do CRI JK Square, posição que somava R$ 42,2 milhões no mês anterior. Segundo a gestora, a liquidação foi realizada com pagamento de prêmio aos titulares do papel, conforme as condições previstas na operação.</p>
<p>Essas movimentações alteraram a distribuição dos ativos conforme os indexadores financeiros. A participação dos títulos vinculados ao CDI passou de 8,74% para 11,54% da carteira de crédito, enquanto a exposição aos papéis atrelados ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu de 91,26% para 88,46%.</p>
<p>Embora tenha ampliado a parcela pós-fixada, o XPCI11 permanece predominantemente exposto a ativos indexados à inflação. Isso significa que parte relevante da remuneração da carteira depende da atualização monetária e dos juros reais contratados nos certificados de recebíveis.</p>
<p>As taxas médias de marcação a <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341630">mercado</a> também apresentaram redução. Nos papéis vinculados ao IPCA, passaram de inflação mais 8,72% ao ano em agosto para inflação mais 8,21% em setembro. Entre os títulos indexados ao CDI, a taxa média caiu de CDI mais 2,77% para CDI mais 2,55% ao ano.</p>
<p>Esses números representam taxas implícitas de mercado dos ativos da carteira e não devem ser confundidos com o retorno efetivamente recebido pelos cotistas.</p>
<h2>Carteira do XPCI11 soma R$ 747 milhões em investimentos</h2>
<p>Ao término de setembro, o XPCI11 mantinha aproximadamente R$ 747,1 milhões investidos em sua estratégia, distribuídos principalmente entre 49 operações de CRIs e participações em três fundos imobiliários.</p>
<p>A carteira de crédito representava a maior parte dos investimentos. Entre os setores com maior exposição estavam o varejo alimentício, com participação aproximada de 33%, a incorporação imobiliária vertical, com 18%, e os shopping centers, com 13%.</p>
<p>O fundo também apresentava investimentos em operações ligadas à saúde, indústria, logística, lajes corporativas e outros segmentos. Essa distribuição proporciona exposição a diferentes atividades econômicas, embora não elimine riscos específicos de inadimplência, deterioração das garantias ou mudanças nas condições de financiamento.</p>
<p>O indicador de relação entre o valor dos empréstimos e as garantias, conhecido como <em>loan-to-value</em> (LTV), passou de 47,97% em agosto para 51,75% em setembro, aumento de 3,78 pontos percentuais.</p>
<p>O avanço indica uma elevação do indicador médio de alavancagem em relação às garantias nas operações de crédito. Entretanto, o LTV isoladamente não permite concluir que tenha ocorrido deterioração da qualidade dos devedores, já que o risco efetivo também depende das características dos contratos, da capacidade de pagamento e da liquidez dos ativos oferecidos como garantia.</p>
<p>A parcela investida em cotas de outros fundos imobiliários somava R$ 46,81 milhões, distribuída entre o GARE11, o GCRI11 e o PSEC11. Esses investimentos funcionam como uma estratégia complementar de alocação, permitindo exposição indireta a outros portfólios imobiliários.</p>
<h2>Dividend yield de 13,1% exige atenção à forma de cálculo</h2>
<p>Mesmo depois da redução dos rendimentos, o XPCI11 apresentou <em>dividend yield</em> mensal de 1,03% em setembro, considerando o pagamento de R$ 0,82 por cota e a cotação de fechamento de R$ 79,51 registrada no último pregão daquele mês.</p>
<p>O relatório gerencial informou uma taxa anualizada de 13,10%. Esse percentual é obtido a partir da extrapolação do rendimento mensal e não representa necessariamente o retorno efetivamente acumulado pelo investidor nos 12 meses anteriores.</p>
<p>A distinção é relevante porque os pagamentos do fundo variaram ao longo de 2026. O XPCI11 distribuiu R$ 0,85 em março, R$ 0,90 em abril, R$ 0,93 em maio, R$ 0,95 em junho e R$ 0,82 em setembro. Assim, uma taxa anualizada calculada com base em determinado mês não constitui garantia de que os mesmos valores serão mantidos.</p>
<p>O fundo encerrou setembro com valor patrimonial de R$ 89,72 por cota, superior aos R$ 79,51 registrados na negociação em Bolsa. A diferença correspondia a um desconto aproximado de 11,4% em relação ao patrimônio contábil por cota.</p>
<p>A negociação abaixo do valor patrimonial pode refletir diferentes fatores, entre eles a percepção de risco de crédito, o nível das taxas de juros, a liquidez das cotas e as expectativas de rentabilidade. O desconto, isoladamente, não significa que o ativo esteja barato ou que exista uma oportunidade garantida de valorização.</p>
<p>A análise dos rendimentos também precisa considerar a oscilação do preço das cotas. Um investidor pode receber pagamentos mensais e, simultaneamente, registrar desvalorização de sua posição na Bolsa, dependendo do preço de aquisição e das condições de mercado.</p>
<h2>Próximos resultados mostrarão se fundo conseguirá recompor reservas</h2>
<p>A evolução dos resultados do XPCI11 nos próximos meses será relevante para determinar se a diferença registrada em setembro foi pontual ou se o fundo continuará distribuindo valores superiores à geração mensal de caixa.</p>
<p>O acompanhamento envolve principalmente três indicadores: o resultado líquido dos investimentos em CRIs, o saldo acumulado de correção monetária e a relação entre os rendimentos pagos e os recursos efetivamente produzidos pelas operações.</p>
<p>A redução das reservas não determina automaticamente novos cortes nos rendimentos, assim como a existência de valores acumulados não garante a manutenção dos pagamentos. A distribuição depende dos recebimentos dos ativos, das despesas, das decisões da administração e das regras aplicáveis ao fundo.</p>
<p>O próximo relatório gerencial permitirá verificar os resultados referentes a outubro e eventuais mudanças na composição da carteira após o resgate antecipado do CRI JK Square e a aquisição do CRI HBR ComVem.</p>
<p>Por enquanto, os documentos oficiais mostram que o XPCI11 encerrou setembro com pagamento superior ao resultado daquele mês, mas manteve praticamente equilibrados os valores acumulados de resultado e distribuição em 2026. A redução de R$ 2,2 milhões na reserva de correção monetária permanece como um dos indicadores a acompanhar nas próximas divulgações financeiras.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>XP Asset Management — Relatório Gerencial do XP Crédito Imobiliário FII, referente a setembro de 2026, divulgado em 27 de outubro.</em></p>
<p><em>B3 — Comunicado de rendimentos e amortizações do XPCI11, com data-base de 30 de setembro e pagamento realizado em 15 de outubro de 2026.</em></p>
<p><em>XP Asset Management — Demonstrativo de receitas, despesas, resultados e distribuições acumulados de janeiro a setembro de 2026.</em></p>
<p><em>Comissão de Valores Mobiliários — Ofício-Circular CVM/SSE/SNC nº 3/2024 e orientações sobre a apuração e distribuição de resultados de fundos imobiliários.</em></p>
<p><em>XP Asset Management — Informações oficiais da carteira de CRIs, investimentos em FIIs, indexadores, garantias e movimentações realizadas em setembro de 2026.</em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>PRIO (PRIO3) pode elevar Ebitda em 14% no 3T26; veja projeções para o setor de petróleo</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/prio-prio3-ebitda-14-terceiro-trimestre-2026</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Oct 2026 18:45:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mercados]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>PRIO (PRIO3) pode elevar Ebitda em 14% no 3T26, segundo o Safra. Veja projeções para PetroReconcavo, Brava, Vibra e Ultrapar.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>PRIO (PRIO3)</strong> deve apresentar um dos desempenhos mais expressivos do setor brasileiro de petróleo e gás no terceiro trimestre de 2026, com crescimento estimado de 14% no Ebitda ajustado em relação aos três meses anteriores. A projeção consta de relatório do Banco Safra divulgado nesta quinta-feira (29), que aponta diferenças relevantes entre as companhias produtoras de petróleo e as distribuidoras de combustíveis às vésperas da divulgação dos balanços.</p>
<p>Segundo o levantamento, o Ebitda ajustado da PRIO poderá alcançar US$ 999 milhões entre julho e setembro, impulsionado pelo aumento dos volumes comercializados, pela contribuição de novos ativos e pela redução dos custos de extração. A margem operacional estimada é de 77%, enquanto o custo de produção deverá ficar próximo de US$ 7,50 por barril.</p>
<p>O desempenho esperado contrasta com as perspectivas para <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341595">empresas</a> como PetroReconcavo (RECV3) e Brava Energia (BRAV3), que enfrentam pressões relacionadas aos preços internacionais do petróleo, às condições de comercialização e aos efeitos de instrumentos de proteção financeira.</p>
<p>Entre as distribuidoras, Vibra Energia (VBBR3) e Ultrapar (UGPA3) também devem registrar uma acomodação das margens após os resultados elevados do segundo trimestre. Apesar disso, analistas da XP Investimentos avaliam que as condições de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341594">mercado</a> continuam favoráveis às grandes companhias do segmento.</p>
<h2>PRIO (PRIO3) deve alcançar Ebitda de US$ 999 milhões no terceiro trimestre</h2>
<p>A expectativa de crescimento da PRIO está associada principalmente à expansão da produção e aos ganhos de eficiência operacional. De acordo com o Safra, os volumes comercializados devem aumentar 12% em relação ao segundo trimestre, beneficiados pela contribuição integral do campo de Wahoo e pelo início das operações de um novo poço no campo de Frade.</p>
<p>A companhia também deverá apresentar redução dos custos de extração, apoiada pelas iniciativas de controle de despesas no campo de Peregrino. O banco estima um lifting cost, indicador que mede o custo operacional de extração, de aproximadamente US$ 7,50 por barril.</p>
<p>Com a combinação de maior volume e menor custo unitário, a margem Ebitda ajustada poderá atingir 77%. O indicador representa a relação entre a geração operacional de resultado e a receita, antes de juros, impostos, depreciação e amortização, conforme os ajustes adotados pela empresa.</p>
<p>A projeção de US$ 999 milhões corresponde ao Ebitda ajustado estimado para o trimestre, e não ao lucro líquido da petroleira. Os números definitivos ainda dependem da publicação das demonstrações financeiras.</p>
<p>Para os investidores, a divulgação permitirá avaliar se a expansão operacional da PRIO está sendo acompanhada de maior geração de caixa e capacidade de financiar novos investimentos.</p>
<h2>PetroReconcavo (RECV3) pode registrar queda de 11% no resultado operacional</h2>
<p>Enquanto a PRIO deverá se beneficiar da expansão de seus ativos, a PetroReconcavo (RECV3) enfrenta um cenário de menor rentabilidade, apesar do avanço nos volumes produzidos.</p>
<p>O Safra estima retração de 11% no Ebitda ajustado da companhia na comparação trimestral. A projeção considera efeitos negativos dos preços de comercialização do petróleo e de contratos de proteção financeira, conhecidos como hedge.</p>
<p>Esses instrumentos são utilizados pelas empresas para reduzir a exposição às oscilações de preços, mas seus resultados podem afetar o desempenho financeiro e operacional reportado, dependendo das condições contratadas e da evolução das cotações.</p>
<p>Segundo a análise, os volumes entregues pela PetroReconcavo devem crescer aproximadamente 4% no período. O aumento da atividade, entretanto, não deverá ser suficiente para compensar integralmente os fatores que pressionam a rentabilidade.</p>
<p>O balanço também permitirá observar a evolução dos custos operacionais e a capacidade de conversão da produção em geração de caixa, especialmente diante da volatilidade dos preços internacionais de energia.</p>
<h2>Brava Energia (BRAV3) enfrenta pressão de preços e menores volumes</h2>
<p>A Brava Energia (BRAV3) também aparece entre as produtoras com perspectiva de desaceleração no terceiro trimestre.</p>
<p>O Safra projeta Ebitda ajustado de aproximadamente R$ 1,6 bilhão para o segmento de exploração e produção, uma redução de 3% em relação ao trimestre anterior. A margem estimada para essa operação é de 57%.</p>
<p>O desempenho deverá refletir a combinação de menores volumes comercializados, recuo das cotações do petróleo Brent e efeitos desfavoráveis dos contratos de hedge.</p>
<p>A avaliação também considera a evolução do crack spread, diferença entre o preço dos derivados de petróleo e o custo da matéria-prima utilizada no refino, indicador relevante para a rentabilidade das operações de processamento e comercialização.</p>
<p>A divulgação dos números será importante para esclarecer como a companhia está administrando suas despesas operacionais e o impacto das condições de mercado sobre suas atividades.</p>
<h2>Vibra Energia (VBBR3) deve vender mais, mas com margens menores</h2>
<p>No segmento de distribuição de combustíveis, a Vibra Energia (VBBR3) deverá apresentar crescimento dos volumes comercializados, acompanhado de uma redução na rentabilidade por unidade vendida.</p>
<p>Segundo o Safra, a margem unitária da companhia poderá recuar 17%, enquanto os volumes devem crescer 5% em relação ao terceiro trimestre de 2025.</p>
<p>A XP Investimentos também prevê uma acomodação dos resultados, após um segundo trimestre marcado por margens particularmente elevadas. Em relatório publicado na quarta-feira (28), a instituição estimou margem Ebitda de R$ 371 por metro cúbico para a Vibra, ante R$ 456 registrados no trimestre anterior.</p>
<p>Mesmo com a redução sequencial, os analistas avaliam que a rentabilidade continua em patamar favorável, sustentada pelas condições de suprimento do mercado brasileiro.</p>
<p>Um dos principais fatores é a diferença entre os preços dos combustíveis praticados nas refinarias nacionais e os valores de paridade de importação. Esse cenário beneficia distribuidoras com maior acesso ao abastecimento doméstico e reduz a competitividade de determinados importadores independentes.</p>
<h2>XP eleva preço-alvo da Vibra para R$ 44 e mantém recomendação de compra</h2>
<p>Apesar da expectativa de margens menores no terceiro trimestre, a XP manteve sua recomendação de compra para as ações da Vibra Energia.</p>
<p>A instituição elevou o preço-alvo de R$ 39 para R$ 44 por ação, agora com horizonte de avaliação até o fim de 2027. O novo valor representa potencial de valorização de aproximadamente 37% em relação à cotação utilizada pelos analistas no relatório.</p>
<p>A revisão considera a perspectiva de manutenção de margens operacionais mais elevadas, além da geração de caixa projetada para os próximos períodos.</p>
<p>Para 2027, a XP passou a estimar margem Ebitda recorrente de R$ 201 por metro cúbico para a Vibra, acima da previsão anterior de R$ 191.</p>
<p>O relatório também destaca a possibilidade de retornos atrativos aos acionistas, embora ressalte riscos associados à manutenção dos juros elevados, às condições para aquisições e à demanda por combustíveis líquidos no longo prazo.</p>
<p>Os preços-alvo representam estimativas dos analistas, não garantias de valorização das ações.</p>
<h2>Ultrapar (UGPA3) também pode registrar queda de rentabilidade</h2>
<p>A Ultrapar (UGPA3), controladora de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank"  rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341596">negócios</a> como Ipiranga, Ultragaz e Ultracargo, deverá enfrentar uma redução de margens em parte de suas operações no terceiro trimestre.</p>
<p>De acordo com o Safra, o Ebitda consolidado poderá apresentar retração de 12%, refletindo principalmente a menor rentabilidade unitária nos negócios de distribuição de combustíveis e gás liquefeito de petróleo.</p>
<p>A projeção considera crescimento dos volumes comercializados por Ipiranga e Ultragaz, mas com margens inferiores às observadas anteriormente. A Ultracargo também deverá apresentar queda no resultado operacional, enquanto o desempenho da Hidrovias do Brasil poderá contribuir parcialmente para compensar essas pressões.</p>
<p>A XP estima margem Ebitda de R$ 392 por metro cúbico para a Ipiranga, abaixo dos R$ 451 registrados no segundo trimestre.</p>
<p>Apesar da expectativa de recuo, a corretora elevou o preço-alvo da Ultrapar de R$ 34 para R$ 41 por ação, com horizonte até o fim de 2027, mantendo a recomendação neutra.</p>
<p>A nova avaliação incorpora projeções mais favoráveis para a rentabilidade recorrente, mas considera que parte dessa melhora já está refletida no valor de mercado da companhia.</p>
<h2>Quando PRIO, Vibra e PetroReconcavo divulgam os balanços do 3T26?</h2>
<p>A divulgação dos resultados deverá oferecer uma avaliação mais precisa das diferenças de desempenho entre as empresas do setor.</p>
<p>A PRIO (PRIO3) programou a publicação de seu balanço para <strong>4 de novembro de 2026</strong>, após o fechamento do mercado. A teleconferência com investidores ocorrerá no dia seguinte, às 15h, pelo horário de Brasília.</p>
<p>A Vibra Energia (VBBR3) também divulgará seus resultados em 4 de novembro, com apresentação ao mercado prevista para 5 de novembro.</p>
<p>Já a PetroReconcavo (RECV3) deverá apresentar os números do terceiro trimestre em 5 de novembro, após o encerramento do pregão, seguida de teleconferência em 6 de novembro.</p>
<p>Os balanços permitirão confrontar as projeções dos analistas com os resultados efetivamente registrados pelas companhias, especialmente em indicadores como Ebitda, margens operacionais, volumes comercializados e geração de caixa.</p>
<p>O cenário apresentado pelo Safra mostra que a evolução do setor não depende exclusivamente dos preços internacionais do petróleo. A capacidade de ampliar a produção, controlar despesas e preservar margens de comercialização deverá determinar parte importante das diferenças de desempenho entre as empresas no terceiro trimestre de 2026.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p>Banco Safra — Safra Research, análise do setor de petróleo e gás referente ao terceiro trimestre de 2026, divulgada em 29 de outubro de 2026.</p>
<p>XP Investimentos — Distribuição de Combustíveis: Prévia do 3T26, relatório divulgado em 28 de outubro de 2026.</p>
<p>PRIO — Relações com Investidores, calendário de divulgação dos resultados do terceiro trimestre de 2026.</p>
<p>Vibra Energia — Relações com Investidores, calendário de resultados do terceiro trimestre de 2026.</p>
<p>PetroReconcavo — Relações com Investidores, calendário de eventos corporativos de 2026.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Bolsa em queda e juros altos: como proteger seus investimentos e evitar perdas</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/bolsa-em-queda-juros-altos-como-proteger-investimentos-evitar-perdas</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Oct 2026 11:52:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Com a Bolsa em queda e a Selic a 13,75%, investidores devem avaliar riscos, liquidez e diversificação antes de comprar ou vender ações.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Juros altos e Bolsa em queda costumam testar a disciplina dos investidores. Com a Selic em 13,75% ao ano, conforme decisão do Comitê de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341552">Política</a> Monetária (Copom) de setembro, a renda fixa segue oferecendo remuneração relevante. Ao mesmo tempo, a volatilidade das ações pode abrir oportunidades, mas também ampliar perdas para quem decide apenas com base no movimento recente dos preços.</p>
<p>O caminho mais seguro é evitar respostas automáticas. Comprar uma ação que caiu, vender uma posição desvalorizada ou aumentar a parcela de renda fixa pode fazer sentido em algumas situações. A decisão deve considerar objetivos, prazo, necessidade de resgate, situação financeira e capacidade de suportar oscilações.</p>
<p>A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) orienta que a escolha de produtos financeiros seja compatível com o perfil do investidor. Em períodos instáveis, essa avaliação ganha importância, pois movimentos de curto prazo podem alterar significativamente o valor das aplicações.</p>
<h2>Queda das ações não significa necessariamente oportunidade de compra</h2>
<p>Comprar ações depois de uma queda parece uma forma de aproveitar preços menores. Mas a desvalorização, sozinha, não prova que o papel esteja barato.</p>
<p>O preço pode ter recuado porque as expectativas de lucro pioraram, a dívida aumentou, a empresa perdeu competitividade ou suas condições financeiras se deterioraram. Antes de considerar uma compra, analise geração de caixa, rentabilidade, dívida líquida, capacidade de pagamento e perspectivas operacionais.</p>
<p>Também vale comparar o preço de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341549">mercado</a> com os resultados esperados e os riscos do negócio. Uma ação que caiu pode continuar caindo se os fundamentos da companhia piorarem.</p>
<p>Considere um papel que passou de R$ 20 para R$ 14, após queda de 30%. Para voltar a R$ 20, ele precisará subir aproximadamente 42,86%. A recuperação percentual é maior porque passa a ser calculada sobre uma base menor.</p>
<p>Esse exemplo mostra o efeito matemático das perdas, mas não indica que o ativo necessariamente se recuperará. É preciso distinguir uma correção generalizada do mercado de um problema específico da empresa. Uma companhia sólida pode cair em um período de aversão ao risco; outra pode perder valor por dificuldades que comprometam seus resultados por anos.</p>
<h2>Vender durante uma crise pode transformar uma perda temporária em definitiva</h2>
<p>A venda após uma queda também exige análise. Enquanto o ativo não é vendido, há uma redução do patrimônio marcado a mercado. Quando a operação é encerrada, a perda passa a ser efetivamente realizada.</p>
<p>Isso não significa que manter a posição seja sempre melhor. Se os fundamentos da empresa mudaram de forma permanente ou o investimento deixou de ser adequado aos objetivos, vender pode ser coerente.</p>
<p>A pergunta central é: a venda responde a uma mudança concreta no investimento ou apenas ao medo de novas oscilações?</p>
<p>A aversão à perda, estudada pelas finanças comportamentais, ajuda a explicar por que muitas pessoas reagem mais intensamente a prejuízos do que a ganhos equivalentes. Em momentos de estresse, esse comportamento pode levar a vendas precipitadas e interromper estratégias de longo prazo.</p>
<p>Imagine uma aplicação de R$ 50 mil em ações que perde 15% de valor. A posição passa a valer R$ 42,5 mil. Para recuperar os R$ 7,5 mil perdidos, será necessária uma alta de aproximadamente 17,65% sobre o valor restante.</p>
<p>O cálculo ilustra a assimetria entre perdas e ganhos, mas não prevê a recuperação do investimento. O resultado dependerá do desempenho futuro dos ativos e das <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341550">empresas</a>.</p>
<h2>Selic de 13,75% mantém a renda fixa atrativa, mas não elimina os riscos</h2>
<p>Juros elevados influenciam a alocação dos recursos. Em setembro de 2026, o Copom reduziu a Selic de 14% para 13,75% ao ano, mantendo a política monetária em território restritivo.</p>
<p>A taxa básica afeta a remuneração de diversas aplicações de renda fixa, especialmente as atreladas ao CDI ou à própria Selic.</p>
<p>Em um exemplo hipotético, R$ 10 mil aplicados a uma taxa anual de 13,75% gerariam rendimento bruto de R$ 1.375 após um ano, se essa remuneração permanecesse constante durante todo o período. O montante chegaria a R$ 11.375 antes de impostos, taxas e outros custos.</p>
<p>O cálculo é apenas ilustrativo. A rentabilidade efetiva depende do produto escolhido, do indicador utilizado, do prazo, das condições contratadas e da tributação.</p>
<p>Renda fixa também não é sinônimo de risco zero. Títulos públicos, certificados de depósito bancário, letras de crédito e debêntures diferem em liquidez, segurança e risco de crédito. Alguns contam com cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), dentro dos limites e das condições previstos; outros não têm essa proteção.</p>
<p>Títulos prefixados e atrelados à inflação podem oscilar antes do vencimento por causa da marcação a mercado. Assim, uma venda antecipada pode resultar em perda, mesmo em um investimento classificado como renda fixa.</p>
<h2>Ao aplicar R$ 100 mil, considere prazo, inflação e necessidade de resgate</h2>
<p>A mesma quantia pode exigir decisões diferentes conforme o objetivo. Um investidor com R$ 100 mil e uma despesa prevista para os próximos seis meses precisa priorizar a possibilidade de resgate e a estabilidade do patrimônio.</p>
<p>Aplicações sujeitas a fortes oscilações de curto prazo podem não ser adequadas para recursos que serão usados em breve, ainda que ofereçam maior potencial de retorno no longo prazo.</p>
<p>A situação muda para quem pretende acumular patrimônio por 15 ou 20 anos, já possui uma reserva de emergência e consegue suportar oscilações sem comprometer despesas essenciais. Nesse caso, pode haver espaço para combinar diferentes classes de ativos, desde que a exposição ao risco seja compatível com sua capacidade financeira.</p>
<p>A inflação também deve entrar na conta. Uma aplicação pode apresentar retorno nominal positivo e, ainda assim, gerar ganho real pequeno ou perda de poder de compra se a alta dos preços superar sua rentabilidade líquida.</p>
<p>Para comparar alternativas, considere o retorno depois de impostos e custos e avalie quanto ele representa após o efeito da inflação.</p>
<h2>Diversificação reduz a concentração, mas não impede perdas</h2>
<p>Diversificar significa distribuir o patrimônio entre investimentos com características diferentes, reduzindo a dependência de um único ativo, emissor, setor ou fator de risco.</p>
<p>Na prática, a carteira pode combinar títulos públicos, produtos bancários, ações, fundos e outros instrumentos, conforme os objetivos e a capacidade financeira do investidor.</p>
<p>Mas ter muitos produtos não garante diversificação. Investimentos diferentes podem reagir da mesma forma a juros, inflação, crédito ou mudanças regulatórias.</p>
<p>Uma carteira com ações de várias empresas do mesmo setor, por exemplo, pode sofrer perdas simultâneas se uma mudança econômica afetar toda a atividade. O mesmo vale para aplicações de diferentes instituições expostas ao mesmo segmento de crédito privado.</p>
<p>Por isso, avalie a origem dos riscos e a relação entre os ativos, não apenas a quantidade de produtos.</p>
<p>O rebalanceamento pode ajudar a manter a estratégia definida. O processo consiste em revisar periodicamente a distribuição da carteira e verificar se cada classe continua representando o percentual planejado. Antes de rebalancear, considere custos operacionais, impostos e eventuais impactos da venda de ativos.</p>
<h2>Esperar o momento perfeito também pode prejudicar o planejamento</h2>
<p>Tentar comprar exatamente no ponto mínimo ou vender antes de uma queda exige previsões difíceis de repetir com consistência. Expectativas de juros, resultados corporativos, condições internacionais e decisões de política econômica podem mudar rapidamente os preços.</p>
<p>Acompanhar <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/noticias" target="_blank"  rel="noopener" title="Notícias" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341551">notícias</a> é importante para revisar hipóteses e entender o cenário, mas não deve substituir uma estratégia de alocação previamente definida.</p>
<p>Para uma reserva de emergência ou uma despesa próxima, liquidez e preservação do capital podem ser mais importantes do que a busca por maior retorno. Para objetivos de longo prazo, manter todo o patrimônio em uma única classe de ativos pode limitar a diversificação e aumentar a dependência de um cenário específico.</p>
<p>Não existe regra universal para trocar renda fixa por ações ou fazer o movimento contrário. A decisão depende do objetivo, do prazo e da capacidade de suportar perdas.</p>
<h2>CVM exige avaliação do perfil antes da recomendação</h2>
<p>A Resolução CVM nº 30 disciplina a verificação da adequação de produtos, serviços e operações ao perfil do cliente, procedimento conhecido como <em>suitability</em>.</p>
<p>As instituições devem considerar objetivos, situação financeira e conhecimento sobre os riscos dos produtos oferecidos. Também precisam avaliar o prazo do investimento, a necessidade futura de utilizar os recursos e a capacidade de suportar perdas.</p>
<p>A regra busca evitar que produtos complexos ou arriscados sejam oferecidos a pessoas cujas necessidades não combinam com suas características.</p>
<p>O perfil pode mudar com alterações de renda, patrimônio, responsabilidades familiares ou objetivos, exigindo atualização das informações e eventual revisão da carteira.</p>
<p>A análise também deve incluir custos, tributação, liquidez, qualidade do emissor e concentração patrimonial. O retorno potencial é apenas uma parte da decisão.</p>
<h2>Planejamento deve prevalecer sobre as oscilações de curto prazo</h2>
<p>A Bolsa instável e os juros elevados não tornam uma classe de investimentos melhor para todos. O mesmo cenário pode exigir escolhas diferentes conforme o prazo e as necessidades de cada pessoa.</p>
<p>Para despesas imediatas, liquidez e proteção contra perdas podem ser prioritárias. Para objetivos distantes, a diversificação pode ajudar a equilibrar fontes de risco e retorno ao longo do tempo.</p>
<p>Uma revisão periódica permite acompanhar mudanças nos fundamentos dos ativos, na situação financeira e nas condições de mercado sem transformar cada oscilação em uma ordem automática de compra ou venda.</p>
<p>Os materiais de educação financeira da CVM recomendam que a adequação dos produtos aos objetivos do investidor esteja no centro do processo. Rentabilidade passada não garante resultados futuros. Antes de aplicar, avalie riscos, custos, liquidez e compatibilidade com seu planejamento.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Banco Central do Brasil — Comunicado nº 45.963, de 16 de setembro de 2026, com a decisão do Copom de reduzir a taxa Selic para 13,75% ao ano.</em></p>
<p><em>Banco Central do Brasil — ata da 281ª reunião do Copom, com avaliação da conjuntura econômica, das expectativas de inflação e dos riscos da política monetária.</em></p>
<p><em>Comissão de Valores Mobiliários — Resolução CVM nº 30 e orientações oficiais sobre adequação dos investimentos ao perfil de risco do cliente.</em></p>
<p><em>Comissão de Valores Mobiliários — Guia de Suitability, com critérios de análise dos objetivos, da situação financeira, dos conhecimentos e dos riscos dos investimentos.</em></p>
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			</item>
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		<title>Pessoas físicas compram R$ 6,2 bilhões em ações enquanto estrangeiros vendem após eleição de Lula</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/pessoas-fisicas-compram-62-bilhoes-acoes-apos-eleicao-lula</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Oct 2026 00:25:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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		<category><![CDATA[pessoas físicas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Após eleição de Lula, pessoas físicas compram R$ 6,2 bilhões em ações na B3, enquanto estrangeiros registram vendas líquidas de R$ 2,8 bilhões.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div data-fusion-lazy-id="f0f8TfBnCVswQn">
<div class="styles__ContainerResumoDeNoticiaStyled-sc-2xeu0u-0 gPhhKu container-resumo-de-noticia">
<div class="container-header">
<div class="header-content">
<p>Os investidores individuais registraram compras líquidas de R$ 6,189 bilhões na B3 na segunda-feira, 26 de outubro, primeiro pregão após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O movimento ocorreu na direção contrária à dos investidores estrangeiros, que venderam R$ 2,846 bilhões líquidos em ações, e dos investidores institucionais brasileiros, responsáveis por outras R$ 3,341 bilhões em vendas líquidas.</p>
<p>Os números de participação dos investidores, divulgados pela B3 nesta quarta-feira (28), revelam uma mudança na distribuição das operações durante uma das sessões mais turbulentas do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341548">mercado</a> acionário brasileiro. Enquanto parte dos grandes participantes reduziu a exposição às ações, pessoas físicas aumentaram suas compras em um pregão marcado por forte desvalorização dos ativos.</p>
<p>Naquela sessão, o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank"  rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341544">Ibovespa</a> encerrou as negociações aos 176.608,23 pontos, com queda de 13,88%. A intensidade das perdas levou a B3 a acionar o mecanismo de <em>circuit breaker</em>, que interrompe temporariamente as operações quando o principal índice da Bolsa registra oscilações negativas expressivas. O giro financeiro alcançou R$ 88,6 bilhões.</p>
<p>A reação ocorreu depois da confirmação do resultado do segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (25). De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Lula foi reeleito com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro (PL).</p>
<p>Os dados de negociação mostram, entretanto, que a pressão vendedora não foi uniforme. A retirada líquida de recursos por estrangeiros e fundos institucionais encontrou compradores entre os investidores individuais, que ampliaram sua participação no mercado justamente quando as cotações registravam fortes perdas.</p>
<h2>Investidores individuais revertem saldo de outubro com compras de R$ 6,2 bilhões</h2>
<p>O comportamento das pessoas físicas foi um dos aspectos mais expressivos do pregão de 26 de outubro. As compras líquidas de R$ 6,189 bilhões superaram todo o saldo positivo que essa categoria havia acumulado anteriormente no ano.</p>
<p>Até o encerramento da sessão, os investidores individuais passaram a registrar saldo comprador de R$ 9,393 bilhões em 2026. Isso significa que aproximadamente 66% do resultado líquido anual foi formado em um único pregão.</p>
<p>O impacto também aparece no balanço mensal. Considerando as negociações realizadas em outubro até o dia 26, os investidores individuais acumularam compras de R$ 102,262 bilhões e vendas de R$ 98,626 bilhões, produzindo saldo positivo de aproximadamente R$ 3,637 bilhões.</p>
<p>Antes da sessão de segunda-feira, o saldo de outubro dessa categoria estava negativo em cerca de R$ 2,552 bilhões. A forte concentração de compras no primeiro pregão após a eleição foi suficiente para inverter o resultado mensal.</p>
<p>A movimentação indica que os investidores individuais assumiram uma parcela relevante das ações negociadas pelos participantes que reduziram suas posições. Os números, porém, não permitem identificar as estratégias específicas adotadas por cada investidor nem determinar quanto das compras correspondeu a aplicações de longo prazo ou operações de curto prazo.</p>
<p>A desvalorização das ações pode ter criado condições consideradas atrativas por parte dos compradores, mas os dados agregados da B3, isoladamente, não comprovam essa motivação.</p>
<h2>Estrangeiros retiram R$ 5,8 bilhões em dois pregões, mas outubro permanece positivo</h2>
<p>Embora a saída líquida de R$ 2,846 bilhões registrada na segunda-feira tenha chamado a atenção, a redução da exposição estrangeira ao mercado brasileiro começou antes da divulgação do resultado eleitoral.</p>
<p>Na sexta-feira (23), último pregão anterior ao segundo turno, investidores de outros países já haviam registrado vendas líquidas de aproximadamente R$ 2,945 bilhões. Somadas, as duas sessões produziram saldo negativo próximo de R$ 5,791 bilhões.</p>
<p>A movimentação havia começado ainda na quinta-feira (22), quando houve saída líquida de aproximadamente R$ 1,031 bilhão. Considerando os três pregões, as vendas estrangeiras superaram as compras em cerca de R$ 6,82 bilhões.</p>
<p>Apesar dessa sequência, o capital internacional continua apresentando resultado positivo no acumulado de outubro.</p>
<p>Até o dia 26, os investidores estrangeiros haviam comprado R$ 646,537 bilhões e vendido R$ 633,201 bilhões em ações, resultando em saldo comprador de R$ 13,336 bilhões no mês.</p>
<p>No acumulado de 2026, a entrada líquida registrada pela categoria alcançava R$ 40,732 bilhões.</p>
<p>A comparação demonstra que as vendas observadas na reta final da disputa presidencial reduziram parte das compras realizadas anteriormente, mas não foram suficientes para eliminar o saldo positivo acumulado durante o ano.</p>
<p>O comportamento também evidencia a importância de distinguir movimentos de curto prazo de tendências mais prolongadas. Uma sequência de vendas líquidas pode refletir redução de exposição, realização de ganhos, ajustes de carteira ou operações de proteção, sem necessariamente representar uma retirada permanente de investimentos do mercado brasileiro.</p>
<p>Os dados de participação divulgados pela B3 identificam o resultado agregado das operações, mas não permitem concluir quais dessas estratégias predominaram entre os participantes estrangeiros.</p>
<h2>Investidores institucionais acumulam vendas líquidas de R$ 48,1 bilhões em 2026</h2>
<p>Entre os participantes brasileiros, os investidores institucionais também tiveram atuação relevante na sessão posterior à eleição.</p>
<p>A categoria, que reúne principalmente fundos e outros investidores profissionais, encerrou o pregão de segunda-feira com vendas líquidas de R$ 3,341 bilhões.</p>
<p>No acumulado de outubro até o dia 26, as compras institucionais alcançaram R$ 260,170 bilhões, enquanto as vendas somaram R$ 272,805 bilhões. A diferença representa saldo negativo de R$ 12,635 bilhões no mês.</p>
<p>O resultado amplia uma tendência observada ao longo de 2026. Desde janeiro, os investidores institucionais acumularam vendas líquidas de aproximadamente R$ 48,116 bilhões na Bolsa brasileira.</p>
<p>A diferença entre o comportamento das categorias também aparece no saldo anual. Enquanto os estrangeiros registram resultado comprador de R$ 40,732 bilhões, os institucionais apresentam saldo vendedor de R$ 48,116 bilhões.</p>
<p>Essa divergência revela uma redistribuição importante da participação no mercado. Ao longo do ano, estrangeiros e investidores individuais figuraram, em termos líquidos, entre os compradores, enquanto os institucionais domésticos reduziram sua exposição agregada.</p>
<p>Não é possível, contudo, interpretar essas diferenças como um julgamento definitivo de cada grupo sobre as perspectivas da <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank"  rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341545">economia</a> brasileira. Fundos institucionais possuem mandatos, necessidades de liquidez, regras de alocação e limites de risco que podem exigir vendas independentemente das expectativas sobre a direção futura da Bolsa.</p>
<h2>Instituições financeiras também venderam, enquanto outros investidores compraram</h2>
<p>Além de estrangeiros, institucionais e pessoas físicas, a B3 acompanha separadamente as operações realizadas por instituições financeiras e pela categoria denominada outros investidores.</p>
<p>As instituições financeiras encerraram a sessão de 26 de outubro com vendas líquidas de R$ 439,491 milhões.</p>
<p>No acumulado do mês, essa categoria havia comprado R$ 21,082 bilhões e vendido R$ 22,037 bilhões, produzindo resultado negativo de aproximadamente R$ 955,036 milhões.</p>
<p>O grupo de outros investidores apresentou comportamento contrário durante o pregão. A categoria registrou compras líquidas de R$ 437,404 milhões, embora permanecesse com saldo vendedor de R$ 3,382 bilhões em outubro.</p>
<p>No acumulado de 2026, os outros investidores apresentavam resultado negativo de R$ 541,801 milhões.</p>
<p>A distribuição das operações ajuda a dimensionar a atuação de cada grupo na sessão de forte queda. As compras líquidas das pessoas físicas, somadas às da categoria outros, compensaram aproximadamente as vendas líquidas registradas pelos estrangeiros, pelos investidores institucionais e pelas instituições financeiras.</p>
<h2>Fluxo negativo não significa necessariamente dinheiro retirado do Brasil</h2>
<p>A interpretação dos números exige uma distinção importante entre vendas líquidas de ações, transferências internacionais de recursos e desvalorização dos ativos.</p>
<p>Quando a B3 informa que determinado grupo registrou saída líquida, o indicador representa a diferença entre o valor das ações vendidas e o valor das ações compradas por aquela categoria em determinado período.</p>
<p>Isso não significa, necessariamente, que o mesmo montante tenha sido transferido para fora do país ou retirado integralmente do sistema financeiro.</p>
<p>Cada negociação realizada no mercado secundário possui um comprador e um vendedor. Dessa forma, as vendas líquidas de uma categoria correspondem, em termos agregados, às compras líquidas realizadas pelas demais, ressalvados ajustes e arredondamentos estatísticos.</p>
<p>A queda do Ibovespa também não corresponde ao dinheiro efetivamente retirado da Bolsa. A desvalorização do índice reflete a alteração dos preços das ações que o compõem, ponderados pela metodologia de cálculo da B3.</p>
<p>Da mesma forma, o giro financeiro de R$ 88,6 bilhões registrado na sessão não representa uma entrada líquida de recursos nessa magnitude, mas o volume de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank"  rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341546">negócios</a> realizados durante o pregão.</p>
<p>Essas diferenças são especialmente importantes em períodos de instabilidade, quando grandes variações de preços e mudanças na composição dos investidores podem ocorrer simultaneamente.</p>
<h2>Dados mostram mudança de posições após a reeleição de Lula</h2>
<p>A combinação de vendas estrangeiras, redução de posições por investidores institucionais e compras expressivas de pessoas físicas caracteriza uma mudança relevante no comportamento dos participantes do mercado brasileiro em torno do segundo turno presidencial.</p>
<p>O movimento ocorreu em um ambiente de forte oscilação dos preços, no qual o resultado das eleições se tornou uma variável central para a avaliação das perspectivas econômicas e das decisões de investimento.</p>
<p>A vitória de Lula definiu a continuidade do governo federal, mas não eliminou as incertezas relacionadas à condução da <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341547">política</a> fiscal, ao comportamento da dívida pública, à trajetória dos juros e às condições de financiamento das empresas.</p>
<p>Esses fatores podem influenciar as expectativas dos investidores sobre o desempenho futuro das companhias listadas e a atratividade relativa das ações brasileiras.</p>
<p>O fluxo observado em 26 de outubro, entretanto, não permite estabelecer sozinho uma relação de causa e efeito entre o resultado eleitoral e cada decisão individual de compra ou venda.</p>
<p>Para identificar se a movimentação representa uma mudança persistente de posicionamento, será necessário acompanhar os dados dos próximos pregões e verificar se os estrangeiros continuam reduzindo posições e se a demanda dos investidores individuais permanece elevada.</p>
<p>Até o fechamento dos dados referentes ao dia 26, a principal constatação é que o primeiro pregão após a eleição produziu uma redistribuição expressiva das operações entre diferentes categorias, sem eliminar o saldo comprador que os estrangeiros ainda mantinham em outubro e no acumulado de 2026.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>B3 — Boletim Diário do Mercado, dados de participação dos investidores referentes ao pregão de 26 de outubro de 2026.</em></p>
<p><em>B3 — Estatísticas do Ibovespa e informações oficiais sobre o acionamento do circuit breaker em 26 de outubro de 2026.</em></p>
<p><em>Tribunal Superior Eleitoral (TSE) — Resultado oficial do segundo turno das eleições presidenciais de 2026, divulgado em 25 de outubro.</em></p>
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		<title>Renda fixa hoje: CDB é anunciado a 14,85% ao ano; veja taxas de LCIs e LCAs</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/renda-fixa-hoje-cdb-lci-lca-taxas-28-10-2026</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Oct 2026 13:38:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Renda fixa hoje: XP anuncia CDB a 14,85% ao ano e títulos atrelados ao IPCA. Confira taxas de LCIs e LCAs nesta quarta-feira (28).</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O mercado de renda fixa apresenta nesta quarta-feira (28) ofertas de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com remuneração prefixada anunciada de até 14,85% ao ano, além de títulos indexados à inflação com taxas de IPCA mais 8,70%. As condições aparecem em material de divulgação de produtos bancários distribuídos pela plataforma da XP Investimentos, em um momento de ajustes nas expectativas para os juros brasileiros após o segundo turno das eleições presidenciais.</p>
<p>Entre as alternativas apresentadas estão CDBs remunerados por percentuais do Certificado de Depósito Interbancário (CDI), Letras de Crédito do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/agronegocio" target="_blank"  rel="noopener" title="Agronegócio" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341493">Agronegócio</a> (LCAs) e Letras de Crédito Imobiliário (LCIs). As taxas variam conforme a instituição emissora, o indexador, o prazo de vencimento e as condições de disponibilidade de cada produto.</p>
<p>A oferta de um CDB prefixado do Banco XP com remuneração anunciada de 14,85% ao ano e vencimento em outubro de 2029 aparece entre os destaques da seleção comercial. Também são mencionados um CDB do Banco Original, com retorno equivalente a 107% do CDI, e uma LCA da ASA, remunerada a 90% do CDI, ambos com vencimentos mais longos.</p>
<p>Os percentuais correspondem às condições divulgadas para a sessão e não representam garantia de disponibilidade no momento da contratação. As taxas das ofertas individuais não foram confirmadas de forma independente na área de negociação da plataforma.</p>
<h2>CDBs oferecem taxas prefixadas e proteção contra inflação</h2>
<p>Os CDBs estão entre os produtos de renda fixa que apresentam diferentes possibilidades de remuneração nesta quarta-feira. Nas aplicações prefixadas, o investidor conhece a taxa anual contratada no momento da aquisição, desde que mantenha o título até o vencimento e a instituição emissora cumpra suas obrigações.</p>
<p>Entre os produtos mencionados no material comercial estão:</p>
<ul>
<li>CDB Banco XP: 14,85% ao ano, com vencimento em outubro de 2029.</li>
<li>CDB Banco Original: 107% do CDI, com vencimento em outubro de 2031.</li>
</ul>
<p>Além dessas emissões, a seleção informa a existência de CDBs atrelados ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), com remuneração anunciada de até 8,70% ao ano acima da inflação para prazos superiores a 12 meses.</p>
<p>Nos títulos indexados ao IPCA, o retorno nominal depende da inflação acumulada durante o período da aplicação. Já nos CDBs pós-fixados, a remuneração acompanha a evolução do CDI, indicador que costuma permanecer próximo da taxa básica de juros da <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank"  rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341491">economia</a>.</p>
<p>O material apresenta diferenças entre os limites gerais anunciados e determinadas ofertas destacadas. Por isso, os percentuais devem ser tratados como condições comerciais de produtos específicos, e não como um levantamento consolidado das maiores taxas efetivamente disponíveis no <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341490">mercado</a>.</p>
<h2>LCAs e LCIs apresentam alternativas isentas de Imposto de Renda</h2>
<p>As Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) e as Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) também aparecem entre as aplicações bancárias divulgadas nesta quarta-feira.</p>
<p>No segmento de LCAs, a relação comercial apresenta taxas prefixadas de até 11,47% ao ano para aplicações com prazo de aproximadamente 12 meses. Os títulos vinculados à inflação oferecem remuneração anunciada de até IPCA mais 4,78% ao ano.</p>
<p>Entre as emissões pós-fixadas destacadas estão a LCA ASA, com remuneração de 90% do CDI e vencimento em outubro de 2029, e a LCA BNDES, com taxa equivalente a 80,5% do CDI e vencimento em outubro de 2027.</p>
<p>Nas LCIs, o material informa taxas prefixadas de até 10,60% ao ano para vencimentos de 12 meses, enquanto as alternativas pós-fixadas apresentam remuneração de até 80,5% do CDI.</p>
<p>Uma diferença importante em relação aos CDBs é o tratamento tributário. Pela legislação vigente, os rendimentos de LCIs e LCAs permanecem isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas, enquanto os ganhos dos CDBs estão sujeitos à tabela regressiva de tributação.</p>
<p>Essa característica faz com que a comparação entre produtos não dependa exclusivamente da taxa nominal anunciada. Uma LCI ou LCA com percentual menor do CDI pode apresentar retorno líquido competitivo diante de um CDB tributado, dependendo do prazo da aplicação.</p>
<h2>Juros futuros recuam após forte volatilidade no mercado</h2>
<p>As ofertas de renda fixa são divulgadas em um ambiente de oscilações acentuadas nas taxas de juros negociadas no mercado futuro.</p>
<p>Segundo relatório publicado pela XP nesta quarta-feira, os contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) encerraram a sessão anterior em queda, devolvendo parte da forte abertura registrada na segunda-feira (26), primeiro pregão após a definição do resultado eleitoral.</p>
<p>O DI com vencimento em janeiro de 2027 terminou a terça-feira (27) em 13,64%, enquanto o contrato para janeiro de 2029 fechou em 14,74%. O vencimento de janeiro de 2031 encerrou a sessão em 14,85%, segundo os dados apresentados pela instituição.</p>
<p>O movimento refletiu uma recomposição de posições por parte dos investidores, após a elevação dos prêmios exigidos para aplicações em títulos de prazo mais longo.</p>
<p>A atuação do Tesouro Nacional também contribuiu para reduzir a instabilidade. O órgão realizou um novo leilão de recompra de títulos públicos indexados à inflação, conhecidos como NTN-Bs, enquanto a oferta regular de Letras Financeiras do Tesouro (LFTs) foi cancelada.</p>
<p>As operações de recompra podem proporcionar liquidez ao mercado em momentos de oscilações expressivas, contribuindo para reduzir desequilíbrios entre compradores e vendedores de títulos públicos.</p>
<h2>XP vê oportunidades na renda fixa, mas recomenda seletividade</h2>
<p>Em relatório publicado em 27 de outubro, a XP avaliou que a reprecificação dos juros após as eleições pode ampliar as oportunidades de investimento em renda fixa, mas também exige atenção aos riscos associados aos diferentes prazos e emissores.</p>
<p>A instituição destacou que os títulos pós-fixados continuam relevantes diante do nível elevado das taxas de juros, especialmente para investidores que procuram preservar liquidez e flexibilidade na administração das carteiras.</p>
<p>Nos investimentos prefixados, a preferência apresentada pela equipe de análise está concentrada em vencimentos mais curtos, que oferecem menor exposição relativa às oscilações das expectativas fiscais e monetárias de longo prazo.</p>
<p>Os títulos públicos indexados à inflação também permanecem entre as alternativas consideradas pela instituição, principalmente nos vencimentos intermediários, desde que o horizonte de investimento seja compatível com as oscilações de preços.</p>
<p>A XP ressalta que a seleção dos ativos deve considerar a qualidade de crédito, os riscos de mercado, a liquidez e a diversificação entre indexadores.</p>
<h2>Decisão do Federal Reserve influencia expectativas para os juros</h2>
<p>O cenário internacional também está no radar dos investidores nesta quarta-feira, com a expectativa pela decisão de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341492">política</a> monetária do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos.</p>
<p>A definição dos juros norte-americanos influencia os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, os fluxos internacionais de capitais e o comportamento do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank"  rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341489">dólar</a>, fatores que também afetam a formação das taxas de juros no Brasil.</p>
<p>No mercado doméstico, as expectativas relacionadas à política fiscal, à dívida pública e à trajetória da inflação continuam entre os principais elementos considerados pelos investidores na precificação dos títulos.</p>
<p>Mudanças nessas expectativas podem provocar oscilações nos preços de mercado dos papéis prefixados e indexados à inflação, especialmente quando possuem vencimentos mais distantes.</p>
<h2>O que observar antes de investir em CDB, LCI ou LCA</h2>
<p>Apesar das taxas anunciadas, a rentabilidade não deve ser o único critério de escolha de uma aplicação de renda fixa.</p>
<p>Os CDBs estão sujeitos ao Imposto de Renda sobre os rendimentos, com alíquotas que variam de 22,5%, para aplicações de até 180 dias, a 15%, para investimentos mantidos por mais de 720 dias.</p>
<p>As LCIs e LCAs, por sua vez, oferecem isenção de Imposto de Renda para pessoas físicas nas condições previstas na legislação atual.</p>
<p>Outro fator relevante é a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). CDBs, LCIs e LCAs elegíveis possuem cobertura de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição financeira ou conglomerado, observado o limite global de R$ 1 milhão em garantias pagas a cada período de quatro anos.</p>
<p>A cobertura, entretanto, não elimina o risco de crédito nem assegura acesso imediato aos recursos em caso de problemas com a instituição emissora.</p>
<p>O investidor também precisa observar se o produto permite resgate antecipado. Em determinadas emissões, o dinheiro permanece aplicado até o vencimento, e eventual negociação antes dessa data pode não estar disponível ou ocorrer em condições desfavoráveis.</p>
<p>Com os juros futuros ainda em patamares elevados, as aplicações de renda fixa continuam oferecendo alternativas de remuneração nominal e real. A escolha entre CDBs, LCIs e LCAs, entretanto, depende do retorno líquido, do prazo, da capacidade financeira do emissor e da necessidade de liquidez do investidor.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p>XP Investimentos — Material de ofertas de emissão bancária de 28 de outubro de 2026, com condições comerciais sujeitas à disponibilidade.</p>
<p>XP Research — Morning Call, 28 de outubro de 2026.</p>
<p>XP Investimentos — Pós-eleição 2026: cenário e como investir em renda fixa, atualizado em 27 de outubro de 2026.</p>
<p>Fundo Garantidor de Créditos (FGC) — Regras oficiais de cobertura e limites de garantia.</p>
<p>Receita Federal — Tributação de rendimentos de capital e aplicações financeiras em 2026.</p>
<p>B3 — Informações oficiais sobre contratos futuros de Depósito Interfinanceiro.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Sabesp (SBSP3) conclui incorporação da EMAE e aumenta capital em R$ 125,8 milhões</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/sabesp-sbsp3-incorporacao-emae-aumento-capital-acoes</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Oct 2026 04:14:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sabesp (SBSP3) conclui incorporação da EMAE, emite 9,87 milhões de ações e aumenta capital em R$ 125,8 milhões. Entenda os efeitos para acionistas.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo, Sabesp (SBSP3), concluiu nesta terça-feira (27) a incorporação das ações da Empresa Metropolitana de Águas e Energia (EMAE), encerrando uma das principais etapas da reorganização societária entre as duas companhias. A operação resultou em um aumento de R$ 125.780.416,67 no capital social da Sabesp, mediante a emissão de 9.875.257 novas ações ordinárias.</p>
<p>A conclusão foi comunicada pelas <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341487">empresas</a> em fato relevante conjunto encaminhado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Segundo o documento, os antigos acionistas da EMAE receberam ações ordinárias da Sabesp em suas contas mantidas nas instituições intermediárias, conforme a relação de troca aprovada anteriormente.</p>
<p>Para cada ação ordinária ou preferencial da EMAE, foram atribuídas 1,3195 ação ordinária da Sabesp, negociada na B3 sob o código SBSP3. A emissão dos novos papéis havia sido aprovada em assembleia geral extraordinária da Sabesp realizada em 30 de julho de 2026.</p>
<p>A incorporação de ações não deve ser confundida com uma oferta pública destinada à captação de recursos financeiros. Nesse tipo de operação, os novos papéis são utilizados como contrapartida aos acionistas da companhia incorporada, conforme as condições estabelecidas no acordo societário.</p>
<h2>Sabesp emite 9,87 milhões de ações e amplia capital social</h2>
<p>Com a consumação da operação, a Sabesp formalizou o aumento de capital de aproximadamente R$ 125,8 milhões, valor correspondente à emissão das 9.875.257 ações ordinárias previstas na reorganização.</p>
<p>A alteração amplia a quantidade de ações emitidas pela companhia e modifica a composição de sua base acionária, incorporando os antigos investidores da EMAE ao quadro de acionistas da Sabesp.</p>
<p>A emissão também produz efeitos sobre a participação proporcional dos acionistas que já possuíam papéis SBSP3, uma vez que o número total de ações aumenta. A diluição percentual depende da posição individual de cada investidor e da quantidade total de ações da companhia após a operação.</p>
<p>O aumento de capital não significa, necessariamente, ingresso equivalente de dinheiro novo no caixa da Sabesp. A emissão decorre de uma transação societária estruturada por meio da troca de participações acionárias.</p>
<p>No comunicado, as empresas confirmaram que a entrega das ações ocorreu em 27 de outubro, conforme o cronograma estabelecido para a incorporação.</p>
<h2>O que muda para quem tinha ações da EMAE</h2>
<p>Os investidores que possuíam ações ordinárias ou preferenciais da EMAE passaram a receber ações ordinárias da Sabesp, respeitada a proporção de 1,3195 para cada papel anteriormente detido.</p>
<p>Na prática, um acionista com 100 ações da EMAE teria direito ao equivalente a 131,95 ações da Sabesp. Nesse exemplo, seriam consideradas 131 ações inteiras, enquanto a fração correspondente a 0,95 ação seria submetida ao procedimento de agrupamento e venda previsto pelas companhias.</p>
<p>O mecanismo foi estabelecido para que os investidores recebam a contrapartida proporcional às ações que possuíam, mesmo quando a aplicação da relação de troca não resulte em um número inteiro de novos papéis.</p>
<p>A partir da incorporação, a exposição acionária desses investidores passa a ocorrer por meio das ações da Sabesp, em substituição à participação direta anteriormente negociada na EMAE.</p>
<p>A mudança também altera a natureza do investimento, uma vez que a Sabesp atua principalmente no setor de saneamento básico e possui características operacionais e financeiras distintas das atividades desenvolvidas pela empresa de energia.</p>
<h2>Frações de ações serão vendidas na B3</h2>
<p>A Sabesp informou que eventuais frações resultantes da relação de troca serão agrupadas até formar ações inteiras. Posteriormente, esses papéis serão vendidos no <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341486">mercado</a> à vista administrado pela B3.</p>
<p>Os recursos obtidos com a alienação, descontadas as taxas e despesas aplicáveis, serão disponibilizados aos antigos acionistas da EMAE que tiverem direito às respectivas frações.</p>
<p>O pagamento será proporcional à participação de cada investidor nas ações agrupadas e vendidas.</p>
<p>Dessa forma, os acionistas que receberem quantidades fracionárias não precisarão realizar individualmente a venda dessas parcelas. O procedimento será organizado conforme as regras operacionais divulgadas pela Sabesp.</p>
<p>O cronograma anterior das companhias prevê para 4 de novembro de 2026 a confirmação das eventuais frações pela B3 e pelo escriturador. As datas do leilão e do pagamento correspondente ainda dependem de definição.</p>
<p>A Sabesp informou que divulgará novas comunicações ao mercado sobre o procedimento.</p>
<h2>Ações da EMAE deixaram de ser negociadas em 23 de outubro</h2>
<p>A incorporação também encerrou a negociação independente das ações da EMAE na bolsa brasileira. Conforme o calendário divulgado pelas companhias, o último pregão desses papéis na B3 ocorreu em 23 de outubro de 2026.</p>
<p>O processo foi estruturado em etapas, com aprovações societárias, divulgação das condições de troca, período para exercício do direito de retirada e definição das datas de transferência dos novos ativos.</p>
<p>A assembleia geral extraordinária da Sabesp aprovou a operação em 30 de julho, enquanto os acionistas da EMAE deliberaram sobre a incorporação em 16 de setembro.</p>
<p>O prazo para o exercício do direito de retirada pelos acionistas dissidentes da EMAE terminou em 19 de outubro. Segundo fato relevante divulgado no dia seguinte, não houve solicitações de reembolso durante o período estabelecido.</p>
<p>Com isso, as empresas confirmaram a manutenção do cronograma que previa o encerramento das negociações dos papéis da EMAE em 23 de outubro e a entrega das ações SBSP3 em 27 de outubro.</p>
<h2>Operação poderá gerar efeitos tributários para investidores</h2>
<p>Além da substituição das ações, a reorganização societária poderá provocar consequências tributárias para determinados investidores.</p>
<p>Em comunicado anterior, a Sabesp e a EMAE informaram que eventuais ganhos de capital decorrentes da incorporação poderão estar sujeitos à tributação, conforme as regras aplicáveis à situação fiscal de cada acionista.</p>
<p>Para investidores residentes no Brasil, a responsabilidade pela apuração e pelo eventual recolhimento dos tributos cabíveis permanece com o próprio contribuinte.</p>
<p>No caso de acionistas não residentes, a Sabesp poderá ser responsável pela retenção do Imposto de Renda na Fonte sobre ganhos de capital tributáveis, considerando as informações fornecidas pelos investidores e a legislação aplicável.</p>
<p>As companhias também esclareceram que, em determinadas circunstâncias, a quantidade de ações entregues a investidores estrangeiros poderá ser ajustada para atender às obrigações fiscais correspondentes.</p>
<p>A existência de uma operação de incorporação de ações não implica, por si só, que todos os acionistas terão imposto a pagar. O tratamento depende do custo de aquisição, do eventual ganho apurado e das condições tributárias individuais.</p>
<h2>Incorporação encerra etapa da reorganização societária</h2>
<p>Com a entrega das novas ações, a Sabesp concluiu a etapa central da incorporação acionária da EMAE, consolidando a participação societária que passou a deter na empresa de energia.</p>
<p>A transação integra uma reorganização empresarial que aproxima atividades de saneamento, infraestrutura hídrica e geração de energia, setores com características operacionais complementares, mas submetidos a estruturas regulatórias específicas.</p>
<p>A incorporação de ações permite concentrar o controle societário sem exigir, necessariamente, a extinção da personalidade jurídica da empresa cujas ações foram incorporadas. Trata-se de mecanismo diferente da incorporação direta de uma sociedade por outra.</p>
<p>Para os acionistas, o principal efeito imediato é a substituição das ações da EMAE pelos papéis SBSP3, acompanhada da ampliação do capital social da Sabesp.</p>
<p>As empresas afirmaram que continuarão informando investidores e o mercado sobre eventuais atualizações relevantes relacionadas à operação, incluindo a liquidação das frações de ações ainda pendentes.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p>Sabesp e EMAE — Fato Relevante Conjunto: Consumação da Incorporação de Ações, de 27 de outubro de 2026.</p>
<p>Sabesp e EMAE — Fato Relevante Conjunto: Resultado do Exercício do Direito de Recesso e Confirmação do Cronograma da Incorporação de Ações, de 20 de outubro de 2026.</p>
<p>Comissão de Valores Mobiliários (CVM) — Sistema Empresas.NET, documentos societários divulgados pelas companhias.</p>
<p>Sabesp — Assembleia Geral Extraordinária de 30 de julho de 2026.</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Citi eleva Mercado Livre (MELI) para compra e reduz preço-alvo para US$ 2.050</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/citi-mercado-livre-meli-compra-preco-alvo-2050</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Oct 2026 16:33:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[Citi]]></category>
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		<category><![CDATA[varejo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Citi eleva recomendação do Mercado Livre (MELI) para compra, com preço-alvo de US$ 2.050 e potencial de valorização próximo de 23%.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Citi elevou nesta terça-feira (27) sua recomendação para as ações do Mercado Livre (MELI), negociadas na Nasdaq, de neutra para compra, após a recente desvalorização dos papéis da companhia. A revisão ocorreu em meio à turbulência nos mercados financeiros após o segundo turno das eleições presidenciais brasileiras e foi acompanhada de uma redução no preço-alvo, de US$ 2.100 para US$ 2.050. Apesar do ajuste, a nova avaliação representa um potencial de valorização de aproximadamente 22,8% em relação à cotação de referência utilizada na análise.</p>
<p>A decisão reflete uma distinção entre o desempenho das ações no curto prazo e as perspectivas operacionais da empresa. Embora o ambiente econômico brasileiro tenha se tornado mais incerto, a instituição considera que o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341466">Mercado</a> Livre dispõe de condições para continuar ampliando sua participação no comércio eletrônico latino-americano. A avaliação também incorpora o efeito dos investimentos em logística, serviços financeiros e aquisição de clientes sobre as margens de rentabilidade.</p>
<p>O movimento chama atenção porque ocorre enquanto investidores reavaliam o risco de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341468">empresas</a> expostas ao consumo brasileiro, especialmente aquelas sensíveis ao custo do crédito e ao comportamento da renda das famílias. A desvalorização recente do Mercado Livre reduziu o preço de entrada para novos investidores, mas não eliminou os desafios financeiros da companhia. A tese de investimento depende, sobretudo, de sua capacidade de transformar o avanço das vendas e dos serviços financeiros em resultados sustentáveis.</p>
<p>A redução de US$ 50 no preço-alvo equivale a um ajuste negativo de aproximadamente 2,4% na avaliação anterior do Citi. Portanto, a mudança para compra não decorre de uma revisão mais otimista do valor futuro da empresa, mas de uma avaliação mais favorável da relação entre o preço atual das ações e o retorno potencial esperado. Esse potencial também varia conforme a cotação utilizada: uma alta de 22,8% não constitui garantia de valorização e pode mudar significativamente durante o pregão.</p>
<h2>Crescimento de 50% nas receitas sustenta a tese de expansão</h2>
<p>Os resultados financeiros mais recentes do Mercado Livre ajudam a explicar por que a companhia permanece no radar dos investidores apesar das preocupações com a <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank"  rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341467">economia</a> brasileira. No segundo trimestre de 2026, a empresa registrou receitas líquidas e financeiras de US$ 10,17 bilhões, crescimento de aproximadamente 50% em relação aos US$ 6,79 bilhões contabilizados no mesmo período de 2025.</p>
<p>O Brasil teve participação decisiva nesse desempenho. De acordo com as demonstrações financeiras encaminhadas à Securities and Exchange Commission (SEC), a receita líquida e financeira das operações brasileiras alcançou US$ 5,53 bilhões entre abril e junho, ante US$ 3,47 bilhões um ano antes. O avanço de aproximadamente 59% em dólares colocou o país como responsável por 54,4% das receitas consolidadas do grupo no trimestre.</p>
<p>A dimensão dessa participação evidencia tanto a importância estratégica do mercado brasileiro quanto a exposição da companhia às condições econômicas locais. Mudanças na taxa de câmbio, no custo do crédito e no consumo doméstico podem provocar efeitos relevantes sobre o resultado consolidado, mesmo quando as operações em outros países mantêm desempenho positivo.</p>
<p>O volume bruto de mercadorias comercializadas, conhecido pela sigla GMV, atingiu US$ 21,9 bilhões no segundo trimestre, com crescimento de 36% em moeda constante na comparação anual. No Brasil, a expansão foi ainda maior, alcançando 39% pelo mesmo critério, enquanto a quantidade de produtos vendidos aumentou 56%.</p>
<p>A diferença entre o crescimento do volume financeiro de mercadorias e o aumento da quantidade de itens vendidos merece atenção. Ela indica que a expansão não dependeu apenas do valor agregado das compras, mas também de uma frequência maior de transações e da ampliação da base de consumo. Entretanto, os indicadores não permitem concluir isoladamente que todos os vendedores tiveram ganhos equivalentes ou que o valor médio dos pedidos evoluiu de maneira uniforme.</p>
<p>Parte desse desempenho está relacionada à estratégia de redução das barreiras para compras de menor valor, incluindo investimentos nas condições de frete e na infraestrutura de entregas. O Mercado Livre informou que 77% das remessas classificadas como rápidas foram entregues em até 48 horas no segundo trimestre. A eficiência logística funciona como instrumento de retenção de consumidores, embora sua expansão envolva despesas que podem comprometer os resultados no curto prazo.</p>
<h2>Margem operacional cai apesar do avanço das vendas</h2>
<p>O principal contraponto à trajetória de crescimento aparece na rentabilidade. Enquanto a receita consolidada avançou aproximadamente 50% no segundo trimestre, o lucro operacional recuou de US$ 825 milhões para US$ 683 milhões, uma redução de 17,2% na comparação anual. A margem operacional passou de aproximadamente 12,2% para 6,7%, queda de cerca de 5,4 pontos percentuais.</p>
<p>O lucro líquido também diminuiu, passando de US$ 523 milhões no segundo trimestre de 2025 para US$ 466 milhões no mesmo período de 2026, retração próxima de 11%. A combinação de receitas crescentes com resultados menores mostra que parte relevante da expansão comercial foi absorvida por despesas operacionais, investimentos estratégicos e custos associados aos serviços financeiros.</p>
<p>Os números revelam um dos principais desafios enfrentados pela administração: preservar o ritmo de crescimento sem comprometer excessivamente a geração de resultados. Investimentos em frete, tecnologia, publicidade, infraestrutura logística e expansão do crédito podem contribuir para ampliar a participação de mercado, mas exigem recursos antes que seus benefícios econômicos sejam plenamente capturados.</p>
<p>A pressão também aparece especificamente nas operações brasileiras. Segundo os dados segmentados apresentados à SEC, a margem de contribuição direta do Brasil caiu de 15,6% no segundo trimestre de 2025 para 10% no mesmo período de 2026. A redução de aproximadamente 5,6 pontos percentuais ocorreu mesmo com o expressivo crescimento das receitas no país.</p>
<p>Essa margem segmentada não corresponde à margem operacional consolidada, pois considera uma estrutura específica de custos atribuídos a cada mercado. Ainda assim, a comparação ajuda a identificar onde parte da expansão comercial está exigindo maior esforço financeiro.</p>
<p>Para os investidores, a discussão deixa de se concentrar exclusivamente na velocidade de crescimento das vendas e passa a envolver o retorno econômico sobre os investimentos. Uma empresa pode ampliar sua participação de mercado e, simultaneamente, apresentar deterioração temporária de margens. O impacto sobre seu valor depende da capacidade de recuperar rentabilidade posteriormente, sem perder competitividade.</p>
<h2>Mercado Pago amplia exposição ao risco de crédito</h2>
<p>A expansão do Mercado Pago representa outro componente importante da avaliação do Mercado Livre. A plataforma financeira encerrou o segundo trimestre de 2026 com uma carteira de crédito superior a US$ 16 bilhões, crescimento de 75% em dólares na comparação com o mesmo período do ano anterior. O avanço amplia as receitas potenciais, mas também aumenta a necessidade de monitorar inadimplência, provisões e qualidade das concessões.</p>
<p>No período, o volume total de pagamentos processados alcançou aproximadamente US$ 101 bilhões, crescimento anual de 56%. O número de usuários ativos mensais da operação financeira chegou a 88 milhões, avanço de 30%, enquanto a carteira de cartões de crédito atingiu US$ 7,7 bilhões.</p>
<p>Esses indicadores demonstram que o Mercado Pago deixou de funcionar apenas como instrumento de pagamento associado ao comércio eletrônico e passou a constituir uma operação financeira com relevância própria. A integração entre as duas atividades permite utilizar informações sobre o comportamento comercial dos usuários para desenvolver produtos financeiros, ampliar relacionamentos e oferecer crédito.</p>
<p>O crescimento, entretanto, exige maior atenção aos riscos. As demonstrações financeiras mostram que as despesas consolidadas com provisões para créditos de liquidação duvidosa alcançaram US$ 1,28 bilhão no segundo trimestre, ante US$ 690 milhões no período correspondente de 2025. A elevação foi de aproximadamente 85%, ritmo superior ao crescimento das receitas consolidadas.</p>
<p>Embora parte desse aumento acompanhe naturalmente a expansão da carteira, a evolução das provisões precisa ser examinada em conjunto com os indicadores de inadimplência. No segundo trimestre, o Mercado Livre informou uma taxa de atrasos entre 15 e 90 dias de 7% para a carteira total, enquanto o indicador específico dos cartões de crédito ficou em 4,6%.</p>
<p>Os percentuais representam uma fotografia do período e não eliminam o risco de deterioração futura. Uma desaceleração econômica, acompanhada de perda de renda ou maior comprometimento financeiro das famílias, pode afetar a capacidade de pagamento dos clientes. Nessa hipótese, o crescimento da carteira exigiria atenção adicional à concessão de crédito e à constituição de provisões.</p>
<h2>Selic elevada afeta consumidores e investimentos dos concorrentes</h2>
<p>A <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341469">política</a> monetária brasileira acrescenta outra variável à estratégia da companhia. Em setembro, o Comitê de Política Monetária do Banco Central reduziu a taxa Selic de 14% para 13,75% ao ano, mantendo os juros básicos em um patamar elevado. A autoridade monetária destacou a persistência de incertezas econômicas e a necessidade de preservar condições adequadas para a convergência da inflação à meta.</p>
<p>Os juros elevados produzem efeitos distintos sobre as empresas do comércio eletrônico. Pelo lado da demanda, encarecem o financiamento de compras, pressionam o orçamento das famílias e podem reduzir o consumo de produtos dependentes de parcelamento. Pelo lado empresarial, aumentam o custo de captação e tornam mais exigente a avaliação financeira de projetos de expansão.</p>
<p>Para plataformas menores ou concorrentes que ainda precisam desenvolver estruturas de distribuição, tecnologia e atendimento, o custo do capital pode dificultar novos investimentos. Empresas com maior escala operacional e infraestrutura já estabelecida podem apresentar vantagens competitivas, embora também estejam sujeitas ao aumento das despesas financeiras e à necessidade de remunerar adequadamente o capital investido.</p>
<p>Essa dinâmica constitui uma das questões centrais para a avaliação do Mercado Livre. Sua rede logística, a base de consumidores e a integração com o Mercado Pago representam ativos que exigiram investimentos acumulados ao longo de vários anos. Replicar uma estrutura semelhante demanda recursos financeiros, capacidade tecnológica e tempo de execução.</p>
<p>A existência dessas vantagens, contudo, não garante que a concorrência perderá intensidade. A disputa com outras plataformas envolve preços, condições de frete, publicidade, serviços oferecidos aos vendedores e experiência de compra. Além disso, concorrentes internacionais podem contar com fontes de financiamento externas e estratégias de investimento que não dependem exclusivamente das condições de crédito no Brasil.</p>
<h2>Câmbio acrescenta incerteza aos resultados em dólares</h2>
<p>A volatilidade cambial constitui outro fator relevante para a avaliação das ações. O Mercado Livre divulga seus resultados consolidados em dólares, mas obtém uma parcela expressiva de suas receitas em moedas locais, principalmente no Brasil, México e Argentina. Oscilações nas taxas de câmbio podem alterar os valores apresentados nas demonstrações financeiras mesmo quando o desempenho operacional permanece relativamente estável.</p>
<p>Uma desvalorização do real, por exemplo, reduz o valor em dólares das receitas brasileiras quando convertidas para a moeda de apresentação do grupo, mantidas as demais condições. O efeito final sobre o lucro depende também da composição dos custos, das obrigações financeiras, dos instrumentos de proteção cambial e da estrutura de cada operação.</p>
<p>Por essa razão, a companhia utiliza indicadores de crescimento em moeda constante para demonstrar a evolução dos <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank"  rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341465">negócios</a> sem parte das distorções provocadas pelo câmbio. No segundo trimestre, a expansão de 39% do GMV brasileiro nessa base foi inferior ao crescimento de 57% registrado em dólares, evidenciando como a conversão cambial pode modificar a leitura dos resultados.</p>
<p>A distinção também é importante para os investidores que acompanham a companhia na Nasdaq. Uma melhora operacional no Brasil não se traduz necessariamente em aumento proporcional do lucro consolidado em dólares, especialmente durante períodos de desvalorização cambial.</p>
<h2>Próximo balanço deverá mostrar se o crescimento preserva sua força</h2>
<p>A mudança de recomendação do Citi ocorre antes da divulgação dos resultados referentes ao terceiro trimestre de 2026, período que permitirá avaliar a continuidade do crescimento e a trajetória recente das margens operacionais. Os investidores deverão observar especialmente o desempenho do comércio eletrônico brasileiro, o custo das operações logísticas e a evolução da carteira de crédito do Mercado Pago.</p>
<p>O contraste entre receitas em expansão e lucro pressionado deverá permanecer no centro dessa avaliação. No segundo trimestre, o Mercado Livre conseguiu ampliar expressivamente suas atividades, mas registrou redução tanto do resultado operacional quanto do lucro líquido. Uma eventual recuperação de margens, acompanhada da manutenção do crescimento, fortaleceria os argumentos favoráveis à companhia. A continuidade da compressão, por outro lado, poderia exigir novas revisões das projeções financeiras.</p>
<p>A valorização potencial apontada pelo Citi depende dessas variáveis e das condições de mercado. A elevação da recomendação para compra representa uma mudança de avaliação do banco sobre a atratividade das ações, não uma alteração comprovada das perspectivas financeiras futuras. Os próximos demonstrativos permitirão confrontar essa expectativa com resultados efetivamente realizados.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>MercadoLibre, Inc. — Carta aos acionistas e resultados financeiros do segundo trimestre de 2026, divulgados em 5 de agosto de 2026.</em></p>
<p><em>Securities and Exchange Commission (SEC) — Formulário 10-Q do MercadoLibre referente ao trimestre encerrado em 30 de junho de 2026, incluindo demonstrações financeiras e informações segmentadas.</em></p>
<p><em>Banco Central do Brasil — Comunicado e ata da 281ª reunião do Comitê de Política Monetária, realizada em setembro de 2026.</em></p>
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		<title>Juros futuros recuam após disparada e Tesouro anuncia nova recompra de títulos públicos</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/juros-futuros-recuam-tesouro-recompra-titulos-publicos</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Oct 2026 15:29:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Juros futuros recuam após forte alta, enquanto Tesouro Nacional anuncia recompra de títulos públicos e cancela leilões em meio à volatilidade.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Os juros futuros brasileiros operam em queda na manhã desta terça-feira, 27 de outubro de 2026, após registrarem forte alta no pregão anterior, marcado pela reação dos investidores à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O movimento ocorre em meio a novas medidas anunciadas pelo Tesouro Nacional para preservar o funcionamento do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341450">mercado</a> de títulos públicos, além do recuo do dólar e dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos.</p>
<p>O Tesouro comunicou o cancelamento do leilão tradicional de Letras Financeiras do Tesouro (LFT), títulos públicos remunerados pela taxa Selic, que estava previsto para esta terça-feira. O órgão também anunciou uma nova operação de recompra de Notas do Tesouro Nacional – Série B (NTN-B), papéis cuja remuneração está vinculada à inflação medida pelo IPCA.</p>
<p>A atuação dá continuidade às medidas adotadas na segunda-feira (26), quando o mercado brasileiro enfrentou intensa volatilidade após a confirmação do resultado das eleições presidenciais. Na ocasião, os contratos de juros futuros registraram movimentos superiores a 200 pontos-base em determinados vencimentos, refletindo uma rápida reavaliação das condições econômicas e financeiras pelos investidores.</p>
<p>Às 9h10 desta terça-feira, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 recuava de 13,696% para 13,685% ao ano. O DI para janeiro de 2029 caía de 15,223% para 15,150%, enquanto o vencimento de janeiro de 2031 passava de 15,279% para 15,195%.</p>
<p>Os movimentos representam quedas de 1,1 ponto-base, 7,3 pontos-base e 8,4 pontos-base, respectivamente. Apesar da correção, as taxas dos vencimentos mais longos continuavam acima de 15% ao ano, indicando que o mercado ainda exigia remuneração elevada para assumir riscos relacionados aos próximos anos.</p>
<h2>Tesouro cancela leilão de LFT e anuncia recompra de NTN-B</h2>
<p>A nova intervenção do Tesouro Nacional envolve duas decisões destinadas a administrar as condições de negociação da dívida pública federal.</p>
<p>A primeira foi o cancelamento do leilão regular de LFT, inicialmente previsto para terça-feira. Esses títulos acompanham a taxa básica de juros e representam uma das modalidades utilizadas pelo governo federal para financiar suas necessidades de recursos.</p>
<p>A segunda medida foi o anúncio de um leilão extraordinário de recompra de NTN-B, com vencimentos em 15 de agosto de 2030, 15 de maio de 2035, 15 de agosto de 2040 e 15 de maio de 2045.</p>
<p>A operação permite que o Tesouro adquira títulos anteriormente vendidos a investidores, oferecendo uma alternativa de liquidez aos participantes do mercado que desejam reduzir suas posições.</p>
<p>Em condições normais, o Tesouro realiza leilões de venda para captar recursos e administrar o financiamento da dívida pública. Em momentos de estresse, entretanto, pode atuar na direção contrária, recomprando títulos para facilitar as negociações e reduzir situações de desequilíbrio entre compradores e vendedores.</p>
<p>Esse mecanismo é particularmente relevante quando ocorre uma queda rápida nos preços dos papéis públicos. Como os preços e as taxas de rendimento desses títulos apresentam relação inversa, uma onda de vendas pode provocar elevações expressivas dos juros exigidos pelos investidores.</p>
<p>A recompra não garante, isoladamente, a redução das taxas de mercado. Seu efeito depende das condições de negociação, do volume de títulos adquirido e da reação dos demais participantes.</p>
<h2>Medidas começaram após forte turbulência na segunda-feira</h2>
<p>As intervenções desta terça-feira representam a continuidade de uma atuação iniciada na sessão anterior, quando o Tesouro Nacional anunciou o cancelamento dos leilões tradicionais de títulos prefixados e vinculados à inflação programados para esta semana.</p>
<p>Na segunda-feira, a instituição também promoveu duas operações extraordinárias de recompra de títulos públicos, abrangendo papéis prefixados e indexados ao IPCA.</p>
<p>A primeira operação envolveu Notas do Tesouro Nacional – Série F (NTN-F), títulos prefixados com pagamento periódico de juros. A segunda foi direcionada às NTN-B, modalidade que oferece remuneração composta pela variação da inflação e por uma taxa real de juros.</p>
<p>Essas operações buscam ampliar a liquidez em segmentos do mercado que enfrentam pressões de venda. Quando muitos investidores tentam se desfazer simultaneamente de títulos, a redução da demanda pode provocar quedas acentuadas de preços e dificultar a formação de taxas de referência.</p>
<p>O cancelamento temporário de novas ofertas também evita acrescentar títulos ao mercado em um momento de demanda enfraquecida.</p>
<p>A decisão não representa a suspensão do pagamento da dívida pública nem o descumprimento de obrigações do governo federal. Trata-se de uma alteração na programação de operações de mercado, instrumento previsto na gestão da dívida pública.</p>
<p>O Tesouro mantém autonomia operacional para ajustar as características e o calendário de seus leilões conforme as condições de financiamento e a demanda dos participantes.</p>
<h2>Juros futuros de 2029 e 2031 seguem acima de 15% ao ano</h2>
<p>Embora as taxas tenham recuado na abertura desta terça-feira, os contratos de vencimento mais longo permanecem em níveis elevados.</p>
<p>O DI para janeiro de 2029 era negociado a 15,150% ao ano no horário considerado, enquanto o DI de janeiro de 2031 apresentava taxa de 15,195%.</p>
<p>Esses contratos são utilizados por bancos, investidores institucionais e <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341449">empresas</a> para administrar a exposição às oscilações dos juros. As taxas negociadas refletem a combinação de expectativas sobre a trajetória da <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341451">política</a> monetária e de prêmios exigidos pelos participantes para assumir riscos.</p>
<p>Os vencimentos mais próximos costumam ser mais sensíveis às decisões esperadas do Comitê de Política Monetária (Copom). Já os contratos longos incorporam, de maneira mais ampla, incertezas relativas à inflação, às contas públicas, às condições internacionais e ao financiamento da dívida.</p>
<p>A permanência das taxas acima de 15% nos vencimentos de 2029 e 2031 sinaliza que a correção observada nesta manhã ainda não eliminou a pressão acumulada sobre a curva de juros.</p>
<p>É importante distinguir essas taxas da Selic efetiva. Os contratos de DI futuro representam preços negociados para diferentes prazos e não correspondem a decisões já tomadas pelo Banco Central sobre a taxa básica de juros.</p>
<h2>Dólar e juros dos Estados Unidos também recuam</h2>
<p>O movimento dos juros brasileiros ocorre em uma sessão de correção parcial de preços em diferentes mercados.</p>
<p>Além da queda dos contratos de DI, o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank" rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341483">dólar</a> apresenta recuo em relação ao real, depois da forte valorização registrada na segunda-feira. Os rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano, conhecidos como Treasuries, também operam em baixa, enquanto as cotações internacionais do petróleo perdem força.</p>
<p>Os rendimentos dos títulos públicos dos Estados Unidos são utilizados como referência para o custo global do dinheiro. Quando essas taxas recuam, pode haver redução da pressão sobre ativos de países emergentes, embora o resultado dependa de fatores específicos de cada <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank" rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341452">economia</a>.</p>
<p>No Brasil, a taxa de câmbio exerce influência adicional sobre o mercado de juros. Uma valorização expressiva do dólar pode elevar os preços de produtos importados e pressionar expectativas de inflação, afetando as projeções para a política monetária.</p>
<p>A redução do dólar e dos rendimentos dos Treasuries, portanto, contribui para um ambiente internacional menos pressionado nesta manhã. Isso não significa, porém, que as oscilações dos juros brasileiros estejam relacionadas exclusivamente aos movimentos externos.</p>
<p>A percepção dos investidores sobre a política fiscal e a trajetória da dívida pública permanece entre os principais fatores domésticos acompanhados pelo mercado financeiro.</p>
<h2>Reeleição de Lula provoca reavaliação de expectativas no mercado</h2>
<p>A forte movimentação dos ativos brasileiros começou na segunda-feira, primeiro pregão após a confirmação da reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições presidenciais, realizado em 25 de outubro.</p>
<p>O resultado desencadeou uma revisão rápida dos preços de ações, câmbio e contratos de juros, em um ambiente de incerteza sobre as prioridades econômicas do novo mandato.</p>
<p>No mercado de renda fixa, a reação foi observada principalmente na elevação das taxas exigidas para títulos de prazos mais longos, que são particularmente sensíveis às expectativas fiscais e inflacionárias.</p>
<p>Investidores acompanham possíveis mudanças na condução da política econômica, nas metas fiscais e nas medidas de controle de despesas, além das perspectivas para a relação entre dívida pública e Produto Interno Bruto (PIB).</p>
<p>Esses fatores influenciam o prêmio de risco incorporado às taxas de juros de longo prazo. Quanto maior a percepção de incerteza sobre a trajetória das contas públicas, maior pode ser a remuneração exigida para financiar o governo.</p>
<p>A correção parcial desta terça-feira não permite concluir que o mercado tenha encerrado o processo de reavaliação dos riscos. Os preços continuam sujeitos a alterações ao longo do pregão e às informações econômicas e políticas divulgadas nos próximos dias.</p>
<h2>Por que a alta dos juros futuros afeta empresas e consumidores?</h2>
<p>As oscilações da curva de juros têm consequências que vão além das negociações entre instituições financeiras.</p>
<p>Os contratos de DI funcionam como referência para operações de crédito, instrumentos de renda fixa e estratégias de proteção contra variações das taxas de juros. Quando as taxas futuras aumentam de maneira persistente, o custo de captação de recursos tende a ficar mais elevado.</p>
<p>Para as empresas, isso pode representar despesas financeiras maiores na emissão de debêntures, na contratação de financiamentos e na rolagem de dívidas existentes.</p>
<p>Setores que dependem de crédito de longo prazo, como construção civil, infraestrutura e atividades intensivas em investimentos, costumam ser especialmente sensíveis às alterações nas taxas futuras.</p>
<p>Para consumidores, a transmissão pode ocorrer por meio das taxas cobradas em financiamentos imobiliários, empréstimos pessoais e operações de crédito ao consumo. Entretanto, a intensidade e a velocidade dessa transmissão dependem das condições de mercado e das políticas de crédito de cada instituição financeira.</p>
<p>Os juros futuros também afetam o preço de ativos financeiros. Quando as taxas de mercado sobem, os preços de títulos prefixados e indexados à inflação já emitidos tendem a cair, especialmente os de maior prazo.</p>
<p>Esse movimento é conhecido como marcação a mercado e pode produzir oscilações no valor das carteiras de investidores que possuem títulos públicos, fundos de renda fixa e outros instrumentos de dívida.</p>
<h2>Mercado acompanha novas operações do Tesouro e trajetória dos juros</h2>
<p>A atenção dos investidores permanece concentrada nas medidas de gestão da dívida pública, na liquidez do mercado de títulos e na evolução da curva de juros ao longo desta terça-feira.</p>
<p>A decisão do Tesouro de cancelar os leilões tradicionais da semana e anunciar novas recompras representa uma tentativa de preservar as condições de negociação após a forte volatilidade registrada na sessão anterior.</p>
<p>A continuidade da queda dos juros, entretanto, dependerá de fatores que incluem o comportamento do câmbio, as condições internacionais, a demanda por títulos públicos e as expectativas para a política econômica brasileira.</p>
<p>As taxas apresentadas nesta reportagem correspondem às negociações registradas às 9h10 de 27 de outubro de 2026 e não representam os valores de fechamento do pregão.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p>Secretaria do Tesouro Nacional — Informações sobre leilões da Dívida Pública Federal e operações de recompra de títulos públicos.</p>
<p>Secretaria do Tesouro Nacional — Comunicados de 26 e 27 de outubro de 2026 sobre alterações nos leilões de títulos públicos.</p>
<p>B3 — Especificações oficiais do contrato futuro de taxa média de Depósitos Interfinanceiros de um dia (DI1).</p>
<p>Banco Central do Brasil — Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic), utilizado nas operações com títulos públicos federais.</p>
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		<item>
		<title>Ibovespa pode cair mais após tombo de 13,88%? Bancos divergem sobre riscos da reeleição de Lula</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/ibovespa-pode-cair-mais-bancos-riscos-reeleicao-lula</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Bruno Assis]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Oct 2026 11:51:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mercados]]></category>
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		<category><![CDATA[risco fiscal]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ibovespa pode cair mais após tombo de 13,88%? BTG, JPMorgan e Gavekal avaliam os riscos da reeleição de Lula para a Bolsa, o dólar e os juros.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A queda de 13,88% do Ibovespa na segunda-feira (26), acompanhada pela disparada de 8,21% do dólar, abriu uma nova discussão entre instituições financeiras sobre o comportamento dos ativos brasileiros após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Enquanto algumas análises apontam espaço para novas perdas diante das incertezas fiscais, outras avaliam que parte expressiva da desvalorização está relacionada à reversão de posições assumidas antes do resultado eleitoral, sem necessariamente representar uma deterioração equivalente dos fundamentos econômicos do país.</p>
<p>O <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank"  rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341436">Ibovespa</a> encerrou o primeiro pregão após o segundo turno aos 176.608,23 pontos, segundo a B3, depois de atingir a mínima intradiária de 169.516,43 pontos. A intensidade do movimento levou a bolsa a acionar o circuit breaker, mecanismo que interrompe temporariamente as negociações em situações de forte queda. O <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank"  rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341435">dólar</a> comercial terminou o dia próximo de R$ 5,40, depois de superar R$ 5,60 durante a sessão.</p>
<p>Nesta terça-feira (27), antes da abertura do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341439">mercado</a> acionário, investidores acompanham as avaliações de bancos internacionais, as expectativas sobre a futura equipe econômica e o comportamento dos juros de longo prazo. A principal dúvida é se o ajuste observado na segunda-feira já incorporou os riscos relacionados ao próximo mandato presidencial ou se haverá uma nova rodada de desvalorização.</p>
<p>As análises divulgadas pelo BTG Pactual, pelo J.P. Morgan Private Bank e pela Gavekal Research mostram diferenças importantes na interpretação do episódio. As instituições concordam que o resultado eleitoral contrariou as expectativas de parte dos investidores, mas divergem quanto à intensidade e à duração dos efeitos sobre o mercado brasileiro.</p>
<h2>BTG Pactual vê risco de novas perdas e aponta atenção para os juros</h2>
<p>O BTG Pactual identifica a reprecificação dos ativos como consequência da surpresa eleitoral e das dúvidas relacionadas à <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341434">política</a> econômica do próximo mandato.</p>
<p>Em comunicação extraordinária publicada em 26 de outubro, a equipe de estratégia macroeconômica do banco destacou que momentos de volatilidade excepcional podem produzir movimentos de preços intensificados pelo posicionamento dos investidores.</p>
<p>A instituição considera que a definição da equipe econômica, as mudanças no Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2027 e a apresentação de medidas fiscais estruturais serão elementos fundamentais para determinar o comportamento dos mercados depois do ajuste inicial.</p>
<p>Entre os cenários discutidos nas análises de mercado do BTG está a possibilidade de o Ibovespa se aproximar de 170 mil pontos, patamar que representa uma queda de aproximadamente 17% em relação ao fechamento de sexta-feira (23), anterior à eleição.</p>
<p>Entretanto, parte expressiva desse movimento já ocorreu. Considerando o encerramento de segunda-feira, aos 176.608 pontos, uma queda adicional até 170 mil pontos corresponderia a aproximadamente 3,7%.</p>
<p>O índice chegou, inclusive, a negociar abaixo desse nível durante a sessão anterior, quando atingiu 169.516 pontos. Isso demonstra a importância de distinguir projeções formuladas antes do pregão dos preços efetivamente observados após a abertura do mercado.</p>
<p>Outro fator de preocupação é a trajetória dos juros reais de longo prazo. A possibilidade de manutenção de taxas elevadas por um período prolongado tende a pressionar o valor das ações, sobretudo de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341437">empresas</a> mais dependentes de financiamento, crédito e consumo doméstico.</p>
<p>Apesar dos riscos, o BTG recomenda cautela diante de decisões tomadas durante movimentos extremos do mercado. A instituição avalia que a normalização dos preços dependerá de sinais concretos sobre a condução da política fiscal e a formação de uma base de governabilidade.</p>
<h2>J.P. Morgan prevê correção, mas não vê mudança duradoura nas perspectivas econômicas</h2>
<p>Em análise publicada na segunda-feira, o J.P. Morgan Private Bank apresentou uma interpretação menos pessimista sobre as consequências econômicas de médio prazo da reeleição de Lula.</p>
<p>O relatório, assinado pelas estrategistas Nur Cristiani e Mary Sangurima, reconhece a possibilidade de pressão adicional sobre os ativos brasileiros no curto prazo, principalmente porque o mercado havia incorporado expectativas de vitória de Flávio Bolsonaro.</p>
<p>A instituição, entretanto, não considera que o resultado represente necessariamente uma mudança permanente nas perspectivas de crescimento econômico do Brasil.</p>
<p>Na avaliação divulgada pelo banco, parte dos ganhos observados após o primeiro turno deverá ser devolvida, especialmente nos ativos que mais se valorizaram diante da expectativa de uma alteração na orientação econômica do governo.</p>
<p>Entre os segmentos considerados mais vulneráveis estão os bancos e as empresas brasileiras sensíveis às taxas de juros. Essas companhias haviam se beneficiado da queda dos juros futuros e das expectativas de melhora das condições financeiras.</p>
<p>Em sentido oposto, empresas exportadoras podem apresentar maior resistência relativa. Vale (VALE3) e Suzano (SUZB3) aparecem entre os exemplos citados pela instituição, devido à exposição de suas receitas ao mercado internacional e aos efeitos de um real mais depreciado.</p>
<p>O J.P. Morgan também destaca que os juros brasileiros continuam elevados em comparação com os de outros mercados emergentes. Essa diferença pode contribuir para limitar a desvalorização da moeda nacional, dependendo das condições globais de liquidez e da percepção de risco.</p>
<p>Para o banco, a escolha do ministro da Fazenda e o orçamento de 2027 serão os primeiros testes concretos da capacidade do governo de responder às preocupações fiscais.</p>
<h2>Gavekal considera que queda pode abrir oportunidades de investimento</h2>
<p>A Gavekal Research apresenta uma avaliação mais favorável à possibilidade de recuperação dos ativos brasileiros depois da forte correção.</p>
<p>Em relatório publicado em 26 de outubro, intitulado <em>Buy The Dip In Brazil</em>, o analista Rohan Daswani argumenta que a reação negativa está relacionada, em parte, ao encerramento de operações realizadas na expectativa de uma vitória de Flávio Bolsonaro.</p>
<p>Após o primeiro turno, investidores passaram a antecipar uma possível mudança de governo e maior disciplina fiscal. Esse movimento contribuiu para a valorização das ações brasileiras e do real.</p>
<p>A vitória de Lula contrariou parte dessas apostas e provocou a necessidade de desfazer posições, ampliando a pressão vendedora.</p>
<p>Para a consultoria, esse ajuste técnico não elimina necessariamente os fatores estruturais que sustentam o interesse pelo Brasil.</p>
<p>A Gavekal destaca que o país continua oferecendo juros elevados e mantém exposição relevante a commodities, características que podem atrair investidores internacionais interessados em diversificação e retorno.</p>
<p>A avaliação é de que oportunidades poderão surgir quando a necessidade imediata de liquidação das posições diminuir e os preços passarem a refletir mais diretamente os fundamentos econômicos.</p>
<p>Isso não significa que a recuperação ocorrerá automaticamente ou que o mercado já tenha atingido o menor nível de preços. A persistência das incertezas fiscais poderá prolongar a volatilidade e limitar a disposição dos investidores de assumir riscos.</p>
<h2>Dólar a R$ 6 é possível? Política fiscal será determinante</h2>
<p>A possibilidade de novas altas do dólar também entrou no radar dos investidores depois da valorização expressiva registrada na segunda-feira.</p>
<p>A moeda americana terminou a sessão cotada a R$ 5,403, após alcançar aproximadamente R$ 5,60 durante a manhã.</p>
<p>Uma eventual aproximação de R$ 6 dependeria de uma nova deterioração das expectativas sobre a <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank"  rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341438">economia</a> brasileira, de pressão adicional sobre os juros e de movimentos de saída de recursos do país. Trata-se de uma hipótese de estresse, não de uma trajetória inevitável.</p>
<p>Em sentido contrário, sinalizações de compromisso com o equilíbrio das contas públicas poderiam favorecer uma redução dos prêmios de risco e aliviar parte da pressão cambial.</p>
<p>O comportamento do dólar também depende de fatores externos, como a política monetária do Federal Reserve, a força internacional da moeda americana e o apetite global por ativos de países emergentes.</p>
<p>A valorização cambial tem efeitos distintos sobre a economia. Empresas exportadoras podem registrar ganhos em reais sobre receitas obtidas no exterior, enquanto companhias dependentes de importações enfrentam aumento de custos.</p>
<p>Movimentos persistentes de desvalorização do real também podem pressionar preços de combustíveis, insumos industriais e produtos importados, influenciando as expectativas de inflação.</p>
<h2>Contas públicas serão o principal teste do próximo governo</h2>
<p>A situação fiscal aparece como o principal ponto de convergência entre as avaliações das instituições financeiras.</p>
<p>Dados do Prisma Fiscal de outubro, divulgados pelo Ministério da Fazenda, mostram que a mediana das projeções do mercado para o déficit primário do Governo Central em 2026 passou de R$ 52,271 bilhões para R$ 53,048 bilhões.</p>
<p>Para 2027, a estimativa recuou de R$ 45,350 bilhões para R$ 44 bilhões. Embora represente uma melhora em relação à pesquisa anterior, a projeção continua indicando resultado primário negativo.</p>
<p>O levantamento também aponta expectativa de que a dívida bruta do governo alcance 83,4% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 e 87% em 2027.</p>
<p>Esses números ajudam a explicar a atenção dedicada pelo mercado à capacidade do governo de administrar despesas, ampliar receitas e estabilizar a trajetória do endividamento público.</p>
<p>A composição da nova equipe econômica poderá influenciar as expectativas sobre a continuidade das regras fiscais e a disposição do Executivo de negociar mudanças orçamentárias com o Congresso Nacional.</p>
<p>O resultado das eleições legislativas também será relevante, já que o presidente precisará construir apoio parlamentar para aprovar propostas que dependam de alterações legais.</p>
<p>O J.P. Morgan avalia que um Congresso de orientação mais conservadora poderá limitar mudanças mais amplas na política econômica e exigir negociações adicionais do governo.</p>
<h2>O que pode fazer o Ibovespa voltar a subir?</h2>
<p>Depois da queda expressiva de segunda-feira, a possibilidade de recuperação dependerá da combinação de fatores políticos, econômicos e financeiros.</p>
<p>O primeiro deles será a redução da pressão vendedora provocada pelo encerramento de posições montadas antes das eleições. Caso esse movimento perca intensidade, o mercado poderá apresentar recuperação técnica mesmo sem mudanças imediatas nas perspectivas econômicas.</p>
<p>Outro fator será o comportamento dos juros futuros. Uma redução dos prêmios exigidos pelos investidores tende a beneficiar ações de empresas relacionadas ao consumo, ao crédito e ao investimento doméstico.</p>
<p>A definição de uma equipe econômica capaz de transmitir previsibilidade sobre a condução das contas públicas também poderá contribuir para estabilizar os preços.</p>
<p>Por outro lado, novas dúvidas sobre a trajetória da dívida, o orçamento federal ou a execução das regras fiscais poderão prolongar a instabilidade.</p>
<p>O mercado externo representa uma variável adicional. A evolução dos preços do petróleo e do minério de ferro, as decisões de política monetária dos Estados Unidos e o desempenho das bolsas internacionais poderão influenciar especialmente as ações de maior peso no Ibovespa.</p>
<p>A forte queda registrada após a eleição não permite, isoladamente, concluir que as empresas brasileiras perderam valor econômico na mesma proporção. Parte do ajuste pode refletir mudanças no custo de capital, nas expectativas de lucros e nas posições dos investidores.</p>
<p>Da mesma forma, a intensidade das perdas não garante uma recuperação rápida.</p>
<p>O principal desafio dos próximos pregões será determinar quanto da reação inicial já foi incorporado aos preços e quais riscos permanecerão até que o governo apresente definições mais concretas sobre a política econômica de 2027.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p>B3 — Dados oficiais do pregão de 26 de outubro de 2026 e comunicado de acionamento do circuit breaker.</p>
<p>BTG Pactual Macro Strategy — Atualização de Cenário, de 26 de outubro de 2026.</p>
<p>J.P. Morgan Private Bank — Segundo turno das eleições no Brasil: Lula conquista o quarto mandato, análise de 26 de outubro de 2026.</p>
<p>Gavekal Research — Buy The Dip In Brazil, relatório de Rohan Daswani, de 26 de outubro de 2026.</p>
<p>Ministério da Fazenda — Prisma Fiscal de outubro de 2026, divulgado pela Secretaria de Política Econômica.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>BTG seleciona ações defensivas diante de previsão de queda de 17% do Ibovespa</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/btg-acoes-defensivas-protecao-queda-bolsa</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Oct 2026 19:19:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A interrupção temporária das negociações na B3 nesta segunda-feira, 26 de outubro, após a forte reação negativa do mercado à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), aumentou a relevância de dois critérios para a escolha de ações: a capacidade de proteger receitas por meio da exposição ao dólar e a solidez financeira para atravessar um período prolongado de juros elevados. Em análise divulgada após o resultado eleitoral, o BTG Pactual destaca exportadoras, seguradoras e companhias com caixa superior às dívidas como alternativas para reduzir a exposição a parte desses riscos.</p>
<p>O banco projeta que o <a class="wpil_keyword_link" title="Ibovespa" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341368">Ibovespa</a> possa recuar 17% nas próximas semanas, para aproximadamente 170 mil pontos, e estima uma desvalorização de 10% a 15% do real. As projeções consideram um ambiente de juros reais de longo prazo acima de 8% e um processo mais lento de redução da taxa básica de juros. Trata-se de um cenário prospectivo, não de uma estimativa consolidada para o desempenho de cada ação.</p>
<p>A reação do <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341367">mercado</a> começou antes mesmo da abertura regular das negociações. A B3 acionou o mecanismo de circuit breaker e suspendeu temporariamente as operações com ações e outros ativos abrangidos pelo procedimento. A medida interrompe negociações em momentos de queda acentuada, com o objetivo de permitir que o mercado absorva a mudança de preços e as novas informações disponíveis.</p>
<p>O resultado eleitoral foi confirmado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na noite de domingo, 25. Lula recebeu 64.256.232 votos, equivalentes a 51,79% dos votos válidos, contra 59.826.041 votos, ou 48,21%, de Flávio Bolsonaro (PL). A diferença de 4,43 milhões de votos encerrou uma disputa cujo desfecho contrariou as expectativas que vinham influenciando as posições de investidores antes do segundo turno.</p>
<p>Na sexta-feira, 23, último pregão antes da votação, o Ibovespa fechou aos 205.082,56 pontos, com alta de 0,47%, enquanto o <a class="wpil_keyword_link" title="Dólar" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341366">dólar</a> comercial terminou abaixo de R$ 5. A comparação com o patamar de 170 mil pontos indicado pelo BTG representa uma redução potencial de aproximadamente 35.083 pontos, equivalente a 17,1% do fechamento anterior à eleição.</p>
<h2>Exportadoras oferecem proteção cambial, mas a dívida continua determinante</h2>
<p>O primeiro grupo identificado pelo BTG reúne <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341370">empresas</a> que recebem parte relevante de suas receitas em moeda estrangeira. Nessa categoria estão Vale (VALE3), Gerdau (GGBR4), Suzano (SUZB3), PRIO (PRIO3), SLC Agrícola (SLCE3), 3Tentos (TTEN3), São Martinho (SMTO3), WEG (WEGE3) e Embraer (EMBJ3).</p>
<p>A lógica econômica é a exposição cambial. Quando uma empresa recebe dólares e registra parcela significativa de seus custos no Brasil, a conversão da receita externa para reais pode ampliar o faturamento em moeda nacional. Esse efeito pode contribuir para a margem operacional e para a geração de caixa, especialmente quando os preços internacionais dos produtos permanecem favoráveis.</p>
<p>A proteção, porém, não é automática. Mineradoras, siderúrgicas e produtoras de celulose dependem das condições de seus respectivos mercados globais. Empresas industriais podem ter despesas relevantes com componentes importados, enquanto companhias agrícolas enfrentam custos associados a fertilizantes, defensivos, máquinas e insumos cotados internacionalmente. A desvalorização do real também pode aumentar o custo de dívidas denominadas em moeda estrangeira.</p>
<p>O desempenho recente das ações mostra que a exposição cambial não impediu perdas antes da eleição. No levantamento do banco, a Vale acumulava queda de 13,4% em 30 dias e recuo de 11,6% em 2026. A Suzano perdia 9,3% no intervalo mensal e 16,3% no ano. A WEG registrava retração de 16,5% em 30 dias e de 11,3% no acumulado anual, enquanto a Embraer recuava 10% no mês e permanecia praticamente estável no ano, com alta de 0,3%.</p>
<p>Os números evidenciam uma distinção importante para o investidor: uma característica operacional favorável não assegura valorização imediata das ações. O mercado também considera o preço de entrada, as expectativas de lucro, o comportamento das commodities, o custo de capital e a percepção de risco dos <a class="wpil_keyword_link" title="Negócios" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341369">negócios</a>.</p>
<p>A 3Tentos, por outro lado, apresentava alta de 38,9% em 30 dias, apesar de acumular queda de 13,3% no ano. A PRIO avançava 21,3% no período mensal e 78,2% em 2026. A São Martinho subia 14,8% em 30 dias e 41,2% no ano. A Gerdau, depois de avançar 26,6% no acumulado anual, permanecia praticamente estável no intervalo de 30 dias.</p>
<p>Essas diferenças indicam que a seleção não se resume a comprar empresas exportadoras. A valorização anterior, a dinâmica de cada setor e a estrutura de capital alteram a forma como cada companhia pode reagir a uma mudança prolongada no câmbio e nos juros.</p>
<h2>Alavancagem separa as empresas com maior capacidade de absorver o choque</h2>
<p>A relação entre dívida líquida e Ebitda projetado para 2026 oferece outra dimensão da análise. O indicador compara o endividamento líquido com a geração operacional de resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização. Quanto maior o múltiplo positivo, maior tende a ser a carga relativa da dívida sobre a capacidade operacional de geração de resultados, embora a interpretação dependa das particularidades de cada negócio.</p>
<p>Entre as exportadoras selecionadas pelo BTG, a SLC Agrícola apresenta o maior índice, de 3,6 vezes. A Suzano aparece com 2,7 vezes, seguida pela 3Tentos, com 2,6 vezes, e pela São Martinho, com 2 vezes. A Vale registra 1 vez, enquanto a Gerdau aparece com 0,5 vez.</p>
<p>No extremo oposto estão companhias cuja posição financeira indica caixa líquido. A PRIO apresenta dívida líquida equivalente a menos 1,1 vez o Ebitda projetado para 2026. Na WEG, a relação é de menos 0,3 vez, e, na Embraer, de menos 0,2 vez.</p>
<p>O sinal negativo indica que o caixa e as aplicações financeiras considerados no cálculo superam a dívida financeira líquida, conforme a metodologia utilizada. Essa condição pode dar maior flexibilidade para financiar investimentos, cumprir obrigações e enfrentar períodos em que o crédito fica mais caro.</p>
<p>A diferença ganha importância quando os juros de longo prazo permanecem elevados. Empresas com endividamento maior podem destinar uma parcela mais expressiva da geração de caixa ao serviço da dívida ou enfrentar condições mais restritivas na renegociação de passivos. O efeito concreto depende, entre outros fatores, dos vencimentos, dos indexadores e da composição das obrigações financeiras.</p>
<p>A posição de caixa, contudo, não elimina riscos operacionais nem garante desempenho positivo das ações. Uma empresa pouco endividada pode sofrer com queda de demanda, pressão de custos ou redução das margens. Da mesma forma, uma companhia mais alavancada pode manter resultados robustos se a geração operacional crescer e o custo da dívida estiver adequadamente administrado.</p>
<h2>Seguradoras e Ambev combinam características defensivas</h2>
<p>O segundo grupo destacado pelo BTG reúne Caixa Seguridade (CXSE3), Porto Seguro (PSSA3) e Ambev (ABEV3). As três empresas possuem modelos de negócio diferentes, mas compartilham características que podem contribuir para a resistência financeira em períodos de maior volatilidade.</p>
<p>Nas seguradoras, parte dos recursos recebidos em prêmios é mantida para fazer frente a indenizações e outras obrigações com clientes. Esses recursos são aplicados e seus rendimentos podem aumentar quando as taxas de juros estão elevadas, desde que a composição dos investimentos, os prazos dos ativos e as obrigações futuras permitam capturar esse efeito.</p>
<p>Isso não significa que uma Selic elevada produza ganhos ilimitados. O resultado também depende da evolução dos sinistros, dos custos operacionais, da qualidade dos investimentos e da capacidade de precificar os riscos assumidos. Ainda assim, o componente financeiro pode funcionar como uma fonte adicional de receita em comparação com setores mais dependentes do crédito ou do consumo discricionário.</p>
<p>No desempenho acumulado de 2026 informado pelo BTG, a Caixa Seguridade apresenta alta de 36,5%, enquanto a Porto Seguro avança 12%. Os resultados positivos não anulam a possibilidade de correção das ações diante de uma revisão das expectativas de lucro ou de uma mudança nas condições de mercado.</p>
<p>A Ambev oferece outra forma de proteção. A fabricante de bebidas acumula valorização de 21,2% no ano e apresenta dívida líquida equivalente a menos 0,5 vez o Ebitda projetado para 2026. A posição de caixa líquido reduz a dependência de financiamento externo, enquanto o mercado de bebidas possui características distintas das indústrias sujeitas diretamente aos preços internacionais de commodities.</p>
<p>Mesmo assim, a empresa não está imune à volatilidade econômica. Custos de embalagens, matérias-primas, energia e distribuição podem influenciar a rentabilidade. O desempenho também depende do volume de vendas, dos preços praticados e da concorrência. A combinação de caixa líquido e operação de consumo recorrente deve, portanto, ser entendida como uma característica financeira e operacional, não como garantia de valorização.</p>
<h2>Petrobras e Itaú têm exposições diferentes aos juros e ao câmbio</h2>
<p>Entre as grandes empresas da Bolsa, o BTG destaca Petrobras (PETR4) e Itaú Unibanco (ITUB4), duas companhias com fontes de resultado e fatores de risco bastante distintos.</p>
<p>Na Petrobras, a exposição ao petróleo e ao câmbio pode favorecer a geração de receitas em reais em determinados cenários. O banco também considera a capacidade histórica de distribuição de proventos da estatal. No levantamento apresentado, as ações acumulam alta de 102,5% em 2026 e avanço de 18,3% em 30 dias, com preço equivalente a 4,8 vezes o lucro projetado para o ano.</p>
<p>O múltiplo relativamente baixo pode indicar uma avaliação menos exigente em relação aos lucros esperados, mas não deve ser analisado isoladamente. Para uma companhia petrolífera, preços internacionais da commodity, volumes de produção, investimentos, custos de extração, <a class="wpil_keyword_link" title="Política" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341365">política</a> de preços e decisões de distribuição de dividendos podem alterar os resultados futuros.</p>
<p>A valorização acumulada também exige cautela. O avanço de 102,5% no ano significa que parte expressiva do movimento de alta já ocorreu antes da reação eleitoral. Uma queda generalizada do mercado pode pressionar os papéis mesmo quando os fundamentos operacionais da companhia permanecem relativamente favoráveis.</p>
<p>O Itaú apresenta outro perfil. Suas ações acumulam alta de 25,8% em 2026 e valorização de 14% em 30 dias, de acordo com os números reunidos pelo banco. O preço corresponde a 10,9 vezes o lucro projetado para 2026.</p>
<p>Para o setor bancário, juros elevados produzem efeitos diferentes conforme o modelo de negócios. As receitas financeiras, o custo de captação, a demanda por crédito, a inadimplência e a avaliação das carteiras de empréstimos influenciam a rentabilidade. Uma eventual desaceleração da atividade pode afetar a procura por financiamento e a capacidade de pagamento dos clientes, mesmo quando as taxas de juros contribuem para determinadas linhas de receita.</p>
<p>A indicação do Itaú como um dos bancos mais bem posicionados pelo BTG deve, assim, ser interpretada dentro dessa combinação de rentabilidade, qualidade dos ativos e estrutura operacional.</p>
<h2>Valuation mostra que empresas sólidas também podem estar caras</h2>
<p>A análise de múltiplos acrescenta uma restrição à estratégia defensiva. O preço sobre lucro, conhecido como P/L, compara o valor de mercado da ação com o lucro por ação esperado. Um múltiplo reduzido pode sinalizar desconto, mas também pode refletir expectativas de crescimento menores ou incertezas sobre a sustentabilidade dos resultados.</p>
<p>Entre as empresas analisadas, a WEG tem o maior P/L projetado para 2026, de 28 vezes. A Embraer aparece em 22,8 vezes, a São Martinho em 22,4 vezes e a SLC Agrícola em 21,6 vezes. Já a Vale e a Petrobras registram múltiplos de 4,8 vezes, enquanto a Suzano aparece em 5,2 vezes.</p>
<p>Os valores não permitem concluir, isoladamente, que as ações com menores múltiplos sejam as melhores oportunidades. Empresas de setores diferentes têm ciclos de investimento, perspectivas de crescimento e estruturas de lucro distintas. Uma comparação adequada precisa considerar a qualidade dos resultados, a capacidade de geração de caixa e as perspectivas para os anos seguintes.</p>
<p>O caso da WEG ilustra essa diferença. A companhia apresenta caixa líquido e exposição industrial internacional, mas negocia a um múltiplo superior ao das demais empresas do grupo. A condição financeira favorável não elimina o risco de revisão do preço caso o mercado passe a exigir um retorno maior para investir em ações brasileiras.</p>
<p>O BTG também destaca empresas de sua cobertura com dívida líquida negativa, entre elas VTEX, XP, Locaweb, Bemobi e Cury. A relação entre dívida líquida e Ebitda projetada para 2026 é de menos 5,8 vezes para a VTEX, menos 3,8 vezes para a XP, menos 1,9 vez para a Locaweb, menos 1,3 vez para a Bemobi e menos 0,3 vez para a Cury.</p>
<p>A presença dessas companhias amplia a análise para além das exportadoras. Nesse grupo, o principal argumento é a posição de caixa, e não necessariamente a geração direta de receitas em dólares. A Cury, por exemplo, representa o segmento de construção residencial, cujo comportamento também depende do custo de financiamento, da demanda por imóveis, da renda das famílias e das condições de crédito.</p>
<h2>Política fiscal e trajetória da Selic serão decisivas para os preços</h2>
<p>A sustentação do cenário projetado pelo BTG depende da evolução das expectativas econômicas e da condução da política fiscal. O banco considera que a percepção de risco poderá mudar com a formação da equipe econômica do novo mandato e com sinais concretos de disciplina nas contas públicas.</p>
<p>A taxa Selic estava em 13,75% ao ano desde setembro, após decisão do Comitê de Política Monetária do Banco Central. A projeção de juros reais longos acima de 8% apresentada pelo BTG não corresponde à taxa básica, mas a uma estimativa para o retorno dos títulos de prazo mais longo descontada a inflação esperada.</p>
<p>Essa distinção importa porque os juros longos influenciam a avaliação dos fluxos de caixa futuros das empresas. Quando o retorno exigido pelos investidores sobe, ações com lucros esperados concentrados em um horizonte distante podem sofrer pressão maior sobre seus múltiplos. Ao mesmo tempo, setores mais dependentes de crédito podem enfrentar condições financeiras mais restritivas.</p>
<p>Uma sinalização fiscal capaz de reduzir a percepção de risco poderia alterar esse quadro, mas não há garantia de que produza uma recuperação imediata ou uniforme. O comportamento do mercado continuará condicionado à política monetária, à atividade econômica, aos preços internacionais de commodities e ao desempenho operacional das empresas.</p>
<p>A seleção apresentada pelo BTG oferece, portanto, três formas distintas de enfrentar a volatilidade: receitas que podem se beneficiar do câmbio, operações com características defensivas e balanços com caixa líquido. A análise comparativa mostra que nenhuma dessas condições deve ser examinada isoladamente. Endividamento, valuation, qualidade dos resultados e exposição setorial permanecem determinantes para avaliar quanto risco cada ação efetivamente carrega.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Tribunal Superior Eleitoral — resultado oficial do segundo turno das eleições presidenciais de 2026 e balanço da votação.</em></p>
<p><em>B3 — comunicado de 26 de outubro de 2026 sobre o acionamento do mecanismo de circuit breaker e a suspensão temporária das negociações.</em></p>
<p><em>Banco Central do Brasil — decisão do Copom de setembro de 2026, definição da meta Selic em 13,75% ao ano e informações sobre a condução da política monetária.</em></p>
<p><em>B3 — dados do pregão de 23 de outubro de 2026, com o fechamento do Ibovespa antes do segundo turno das eleições.</em></p>
<p><em>BTG Pactual — análise de ações divulgada em 26 de outubro de 2026, com projeções de mercado, seleção setorial, desempenho dos papéis, múltiplos de valuation e indicadores projetados de endividamento.</em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Goldman Sachs vê oportunidades no Brasil apesar da incerteza fiscal pós-eleição</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/goldman-sachs-oportunidades-investimentos-brasil-risco-fiscal</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Oct 2026 17:25:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), confirmada em 25 de outubro de 2026, elevou a incerteza sobre a condução da política econômica brasileira, mas não eliminou as oportunidades de investimento no país. Na avaliação atribuída ao Goldman Sachs, a atratividade de determinados setores continua apoiada na capacidade exportadora brasileira, na produção de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), confirmada em 25 de outubro de 2026, elevou a incerteza sobre a condução da política econômica brasileira, mas não eliminou as oportunidades de investimento no país. Na avaliação atribuída ao Goldman Sachs, a atratividade de determinados setores continua apoiada na capacidade exportadora brasileira, na produção de petróleo e gás e no potencial de expansão de atividades ligadas à transição energética. No curto prazo, entretanto, a trajetória das contas públicas, as decisões do novo governo e a escolha do ministro da Fazenda devem pesar sobre os preços dos ativos financeiros.</p>
<p>A reação inicial dos investidores mostrou a dimensão do ajuste de expectativas. Em 26 de outubro, a B3 acionou o mecanismo de <em>circuit breaker</em> e suspendeu temporariamente as negociações por 30 minutos, diante da intensidade das perdas no <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341375">mercado</a> acionário. O episódio ocorreu após a definição da disputa presidencial e refletiu a revisão das apostas que haviam favorecido a expectativa de um governo comprometido com maior contenção dos gastos e reformas econômicas.</p>
<p>O resultado eleitoral, por si só, não determina o comportamento dos investimentos ao longo do próximo mandato. O mercado também precisará avaliar a capacidade de execução das medidas econômicas, a relação entre Executivo e Congresso e a consistência das decisões orçamentárias. Para o Goldman Sachs, a perspectiva de oportunidades estruturais convive com uma avaliação mais cautelosa dos riscos fiscais brasileiros.</p>
<h2>Resultado eleitoral muda as expectativas de política econômica</h2>
<p>Os números oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram uma disputa apertada. Lula recebeu 64.256.232 votos, equivalentes a 51,79% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) obteve 59.826.041 votos, ou 48,21%. A diferença foi de 4.430.191 votos, correspondente a 3,58 pontos percentuais.</p>
<p>A definição do presidente encerrou a incerteza sobre o vencedor, mas não resolveu as dúvidas relativas à condução da <a class="wpil_keyword_link" title="Economia" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341373">economia</a> a partir de 2027. Durante a disputa eleitoral, parte dos investidores havia incorporado aos preços dos ativos expectativas de mudanças na <a class="wpil_keyword_link" title="Política" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341377">política</a> fiscal e de maior abertura para reformas favoráveis ao ambiente de negócios.</p>
<p>A vitória de Lula levou o mercado a reavaliar essas expectativas. O movimento atingiu ações, câmbio e juros, embora a intensidade e a duração de cada ajuste dependam de fatores adicionais, entre eles as condições internacionais, a liquidez disponível e a exposição de cada empresa ao mercado doméstico.</p>
<p>A reação inicial também não deve ser confundida com uma avaliação definitiva das perspectivas econômicas do país. Mudanças nas expectativas podem provocar oscilações expressivas de preços sem alterar imediatamente a capacidade produtiva, a competitividade externa ou os projetos de investimento de longo prazo.</p>
<p>A distinção é relevante para <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341374">empresas</a> e investidores estrangeiros. A percepção de risco político pode encarecer o financiamento e adiar decisões de alocação de recursos, mas a rentabilidade de cada projeto também depende dos custos operacionais, da demanda, da produtividade, da infraestrutura e das condições de acesso aos mercados internacionais.</p>
<h2>Dívida pública coloca o ajuste fiscal no centro das decisões</h2>
<p>A principal preocupação econômica destacada na avaliação do Goldman Sachs é a capacidade do governo de administrar as contas públicas sem comprometer a confiança dos investidores. A expectativa de expansão de despesas e a incerteza sobre medidas de compensação podem elevar o prêmio de risco exigido para financiar o Estado e empresas brasileiras.</p>
<p>Os dados do Banco Central ajudam a dimensionar o problema. Em agosto de 2026, a Dívida Bruta do Governo Geral atingiu 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB), equivalente a R$ 11,1 trilhões. O indicador, que considera os passivos do governo federal, do INSS e dos governos estaduais e municipais, aumentou 4,2 pontos percentuais do PIB desde o encerramento de 2025.</p>
<p>No mesmo mês, o déficit nominal do setor público consolidado acumulado em 12 meses alcançou R$ 1,264 trilhão, ou 9,48% do PIB. Desse total, os juros nominais representaram R$ 1,182 trilhão, equivalentes a 8,86% do PIB, enquanto o déficit primário acumulado chegou a R$ 82,1 bilhões, ou 0,62% do PIB.</p>
<p>Os números mostram por que as discussões sobre despesas, receitas e endividamento têm influência sobre o custo de capital. Quando os agentes econômicos passam a exigir remuneração maior para financiar a dívida pública, a alteração pode alcançar outros segmentos do mercado de crédito, elevar o custo de emissão de títulos privados e modificar a avaliação financeira de projetos de investimento.</p>
<p>O efeito não é uniforme. Empresas exportadoras com geração de caixa em moeda estrangeira podem ter capacidade de financiamento diferente daquela de companhias dependentes do consumo doméstico e do crédito local. Ainda assim, juros elevados por período prolongado podem reduzir a atratividade de novos projetos, inclusive em setores com fundamentos operacionais favoráveis.</p>
<p>O desafio fiscal também envolve a composição das despesas. O resultado primário, que exclui os juros da dívida, permite acompanhar a diferença entre receitas e gastos não financeiros. Já o resultado nominal incorpora os encargos financeiros e oferece uma visão mais ampla da necessidade de financiamento do setor público.</p>
<p>Essa distinção importa porque a melhora de um indicador isolado não garante a estabilização do endividamento. A trajetória da dívida depende do resultado primário, do custo médio de financiamento e do crescimento da economia, além de ajustes relacionados a variações cambiais e outros fatores contábeis.</p>
<h2>Orçamento de 2027 será um dos primeiros testes do governo</h2>
<p>A proposta orçamentária de 2027, enviada ao Congresso no fim de agosto, deverá concentrar parte da atenção dos mercados durante a transição para o novo mandato. O documento terá de ser avaliado à luz das medidas econômicas anunciadas posteriormente e das prioridades que o governo pretende executar no próximo ano.</p>
<p>Para o investidor, o ponto central será verificar se as despesas previstas são compatíveis com as receitas estimadas e com a trajetória projetada para o endividamento público. Anúncios de gastos, benefícios tributários ou subsídios não significam, automaticamente, que todas as medidas serão aprovadas ou executadas. O impacto depende do desenho legal, do custo fiscal, das fontes de financiamento e da tramitação no Legislativo.</p>
<p>A formação da equipe econômica será outro sinal relevante. A escolha do ministro da Fazenda e a definição das prioridades de política fiscal podem influenciar a interpretação dos investidores sobre a disposição do governo de negociar medidas de ajuste e estabelecer previsibilidade para os próximos exercícios.</p>
<p>Não basta, contudo, avaliar declarações isoladas. O mercado tende a acompanhar decisões concretas, como alterações na proposta orçamentária, iniciativas para controlar o crescimento das despesas, medidas de arrecadação e compromissos relacionados às metas fiscais. A coerência entre os anúncios e a execução será determinante para verificar a credibilidade da estratégia econômica.</p>
<p>A relação com o Congresso acrescenta uma variável de execução. Mesmo quando o Executivo define prioridades e apresenta propostas, mudanças tributárias, alterações legais e medidas que dependem de autorização legislativa exigem negociação política. Dificuldades de articulação podem atrasar decisões e prolongar a incerteza sobre o ambiente regulatório.</p>
<p>Para os investimentos, o resultado pode aparecer na forma de projetos adiados, maior exigência de retorno ou preferência por ativos com liquidez e capacidade de geração de caixa mais previsível. Em sentido contrário, uma trajetória fiscal considerada consistente poderia reduzir parte da incerteza e melhorar as condições de financiamento, embora não haja garantia de valorização imediata dos ativos.</p>
<h2>Exportações e commodities preservam vantagens estruturais</h2>
<p>Apesar das dúvidas sobre a política econômica, o comércio exterior oferece indicadores que ajudam a explicar a permanência do interesse de investidores pelo Brasil. Entre janeiro e setembro de 2026, as exportações brasileiras somaram US$ 284,65 bilhões, enquanto as importações alcançaram US$ 222,26 bilhões. O superávit comercial chegou a US$ 62,40 bilhões, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).</p>
<p>Na comparação com os mesmos nove meses de 2025, as exportações cresceram 10,4%, e as importações aumentaram 5%. O saldo positivo da balança comercial avançou 34,8% no período.</p>
<p>O resultado evidencia uma fonte relevante de entrada de moeda estrangeira e de demanda por produtos brasileiros. Também ajuda a explicar por que a avaliação de oportunidades não depende exclusivamente da perspectiva de crescimento do consumo interno ou da política de crédito.</p>
<p>Em setembro, as exportações da indústria extrativa alcançaram US$ 9,44 bilhões, com alta de 39,8% na comparação anual. A agropecuária exportou US$ 7 bilhões, aumento de 4,8%, enquanto a indústria de transformação registrou vendas externas de US$ 17,67 bilhões, crescimento de 5,3%.</p>
<p>A expansão da indústria extrativa reforça a importância das commodities na geração de receitas externas. O desempenho de cada segmento, entretanto, também depende dos preços internacionais, da demanda dos principais compradores, dos custos de produção e da capacidade logística brasileira.</p>
<p>O superávit comercial não elimina os riscos fiscais nem garante valorização dos ativos nacionais. São indicadores distintos: a balança comercial mede a diferença entre exportações e importações de bens, enquanto a dívida pública reflete a necessidade de financiamento acumulada pelo setor público. Um país pode apresentar saldo comercial positivo e, ao mesmo tempo, enfrentar dificuldades para estabilizar suas contas governamentais.</p>
<p>Ainda assim, receitas externas elevadas podem oferecer sustentação a determinados setores e contribuir para a disponibilidade de divisas. Essa característica é especialmente relevante para empresas que comercializam produtos internacionalmente e para projetos com contratos de exportação de longo prazo.</p>
<h2>Petróleo e gás ampliam a escala da oportunidade energética</h2>
<p>A produção de hidrocarbonetos é um dos segmentos que ajudam a explicar a atratividade estrutural brasileira. Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) indicam que o país produziu 6,002 milhões de barris de óleo equivalente por dia em agosto de 2026, considerando petróleo e gás natural.</p>
<p>A produção de petróleo alcançou 4,615 milhões de barris por dia, alta de 18,4% em relação a agosto de 2025. No pré-sal, a produção conjunta de petróleo e gás chegou a 4,959 milhões de barris de óleo equivalente por dia, o equivalente a 82,6% da produção nacional.</p>
<p>A participação do pré-sal mostra a concentração da produção brasileira em uma região de elevada relevância para a indústria de energia. O crescimento da extração pode sustentar investimentos em plataformas, equipamentos submarinos, serviços especializados, transporte, processamento e infraestrutura de escoamento.</p>
<p>Essa cadeia permite identificar oportunidades além das empresas diretamente responsáveis pela produção. Fornecedores industriais e prestadores de serviços podem receber encomendas associadas à manutenção de unidades, à ampliação da capacidade produtiva e à entrada de novos sistemas em operação.</p>
<p>A expansão, porém, exige investimentos intensivos em capital e envolve riscos próprios. O resultado financeiro dos projetos depende dos preços do petróleo, do comportamento dos custos, do desempenho operacional, das exigências ambientais e dos prazos de desenvolvimento dos campos. Uma produção crescente não representa, isoladamente, garantia de rentabilidade.</p>
<p>No mercado acionário, empresas ligadas a commodities podem responder de maneira diferente às mudanças nas condições financeiras locais. A receita vinculada ao <a class="wpil_keyword_link" title="Dólar" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341372">dólar</a> pode oferecer proteção parcial diante da desvalorização do real, mas despesas em moeda estrangeira, endividamento, tributação e custos de capital também influenciam o resultado.</p>
<h2>Transição energética e minerais críticos exigem horizonte longo</h2>
<p>Além do petróleo e do <a class="wpil_keyword_link" title="Agronegócio" href="https://gazetamercantil.com/agronegocio" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341376">agronegócio</a>, a transição energética cria possibilidades de investimento relacionadas a minerais críticos, geração renovável, armazenamento de energia e infraestrutura elétrica. O Brasil dispõe de recursos minerais e de uma matriz energética com participação relevante de fontes renováveis, características que podem favorecer projetos destinados a atender à demanda por tecnologias de menor intensidade de carbono.</p>
<p>O Ministério de Minas e Energia mantém um guia para investidores estrangeiros sobre minerais críticos para a transição energética, destacando a importância desses recursos para a eletrificação do transporte e a expansão das fontes renováveis.</p>
<p>A oportunidade depende, entretanto, de mais do que a existência de reservas minerais. A transformação dos recursos em produção comercial exige pesquisa geológica, licenciamento, acesso à infraestrutura, disponibilidade de energia, logística, financiamento e capacidade de processamento. A agregação de valor no país também depende de tecnologia, mão de obra especializada e condições econômicas que sustentem a operação industrial.</p>
<p>No segmento de energia limpa, o desenvolvimento de projetos exige previsibilidade regulatória e contratos que permitam financiar investimentos de longa duração. Redes de transmissão, conexão ao sistema elétrico, armazenamento e gestão da oferta são elementos que influenciam a viabilidade dos empreendimentos.</p>
<p>A transição energética pode beneficiar diferentes setores, mas os efeitos não são imediatos nem distribuídos de maneira homogênea. Projetos em fase de desenvolvimento podem levar anos para entrar em operação, e mudanças nas condições de crédito podem alterar seu custo de capital durante esse intervalo.</p>
<p>Para investidores, a distinção entre oportunidade setorial e oportunidade financeira é essencial. Um segmento pode ter perspectivas de expansão e, ainda assim, apresentar ações caras, projetos com retornos insuficientes ou riscos regulatórios elevados. A análise precisa considerar o preço pago pelo ativo, a geração de caixa esperada e a capacidade de execução das empresas.</p>
<h2>Agronegócio combina demanda externa e exposição a custos</h2>
<p>O agronegócio permanece entre as áreas de interesse porque combina escala produtiva, inserção internacional e uma cadeia que inclui insumos, máquinas, armazenagem, transporte e processamento industrial. O avanço das exportações brasileiras em 2026 confirma a relevância do comércio exterior para diferentes segmentos da economia.</p>
<p>A oportunidade, entretanto, varia entre produtores rurais, empresas de fertilizantes, frigoríficos, tradings e fabricantes de equipamentos. Cada grupo possui estruturas de custos, necessidades de capital de giro e exposição cambial distintas.</p>
<p>A desvalorização do real pode elevar, em reais, a receita de exportadores que recebem em moeda estrangeira. Ao mesmo tempo, fertilizantes, defensivos, combustíveis, máquinas e outros insumos podem ficar mais caros quando dependem de importações ou de preços internacionais.</p>
<p>A disponibilidade de crédito também influencia o ciclo de investimento agrícola. Taxas elevadas aumentam o custo de financiamento de máquinas, infraestrutura e expansão produtiva. Nas empresas que comercializam commodities, a volatilidade cambial e dos preços internacionais pode ampliar a necessidade de capital de giro e dificultar o planejamento financeiro.</p>
<p>Por isso, os fundamentos do agronegócio não devem ser interpretados como proteção integral contra o risco macroeconômico brasileiro. A competitividade externa pode favorecer algumas companhias, mas o desempenho dependerá dos preços de venda, da produtividade, dos custos logísticos, do clima e da estrutura financeira de cada negócio.</p>
<h2>Crescimento econômico e inflação limitam a leitura dos ativos domésticos</h2>
<p>Os indicadores de atividade e inflação também fazem parte da avaliação do ambiente de investimento. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) registrou crescimento de 0,5% do PIB no segundo trimestre de 2026 em relação aos três primeiros meses do ano. Na comparação com o mesmo período de 2025, a expansão foi de 2%.</p>
<p>O PIB acumulou crescimento de 1,9% nos quatro trimestres encerrados no segundo trimestre. Os números indicam continuidade da expansão econômica, mas também mostram que a análise de oportunidades precisa considerar o ritmo de crescimento e sua composição entre setores.</p>
<p>Na inflação, o IPCA avançou 0,82% em setembro, após queda de 0,32% em agosto. O índice acumulou alta de 4,58% em 12 meses até setembro. A oscilação mensal reforça a necessidade de observar a trajetória dos preços ao longo do tempo, em vez de projetar o comportamento futuro a partir de um único resultado.</p>
<p>Inflação, juros e crescimento influenciam especialmente as empresas orientadas ao mercado interno. A combinação de crédito caro e desaceleração da demanda pode pressionar vendas e margens, enquanto mudanças nas expectativas de inflação interferem no custo de financiamento e no horizonte de política monetária.</p>
<p>Essas condições ajudam a diferenciar as oportunidades exportadoras daquelas concentradas no consumo doméstico. Uma companhia com receitas externas pode apresentar dinâmica operacional diferente de uma empresa dependente de crédito ao consumidor, construção civil ou demanda local.</p>
<p>A seleção de ativos, portanto, exige análise das fontes de receita, da estrutura de custos e da capacidade de geração de caixa. A exposição a um setor em expansão é apenas um dos componentes da decisão de investimento.</p>
<h2>Próximos sinais definirão a avaliação de risco</h2>
<p>A perspectiva de oportunidades no Brasil não equivale a uma recomendação indiscriminada de compra de ativos. O próprio quadro econômico exige separar os fundamentos de longo prazo das incertezas que podem dominar os mercados nas próximas semanas.</p>
<p>A escolha do ministro da Fazenda, a apresentação das prioridades econômicas, a tramitação do Orçamento de 2027 e a relação do governo com o Congresso estarão entre os primeiros sinais acompanhados pelos investidores. Mudanças nessas frentes podem alterar as expectativas sobre arrecadação, despesas, endividamento e financiamento do setor público.</p>
<p>Também será necessário observar a reação das empresas aos custos financeiros e às condições cambiais. A valorização ou a queda de ações dependerá não apenas das expectativas políticas, mas dos preços de mercado, dos resultados operacionais, dos balanços e da capacidade de executar projetos com retorno adequado.</p>
<p>O Brasil reúne ativos produtivos em setores exportadores, uma indústria de petróleo e gás de grande escala e possibilidades de expansão em cadeias vinculadas à transição energética. Esses fatores mantêm o país no radar de investidores, mesmo em períodos de maior aversão ao risco.</p>
<p>A transformação desse potencial em investimento efetivo dependerá, porém, de condições econômicas e institucionais. Para além da reação imediata à eleição, a trajetória fiscal e a previsibilidade das decisões do governo serão determinantes para avaliar o custo de capital e a disposição de financiar novos projetos no país.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Tribunal Superior Eleitoral — resultado oficial do segundo turno das eleições presidenciais de 2026</em></p>
<p><em>B3 — comunicado sobre o acionamento do mecanismo de circuit breaker em 26 de outubro de 2026</em></p>
<p><em>Banco Central do Brasil — estatísticas fiscais de agosto de 2026 e dados do setor externo</em></p>
<p><em>Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — contas nacionais do segundo trimestre e IPCA de setembro de 2026</em></p>
<p><em>Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços — resultados da balança comercial de setembro e do acumulado de janeiro a setembro de 2026</em></p>
<p><em>Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis — dados de produção de petróleo e gás natural de agosto de 2026</em></p>
<p><em>Ministério de Minas e Energia — guia para investidores sobre minerais críticos para a transição energética</em></p>
<p>&nbsp;</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Cyrela (CYRE3) despenca 43% e MRV (MRVE3) cai 42% após reeleição de Lula; juros disparam</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/cyrela-cyre3-mrv-mrve3-despencam-reeleicao-lula-juros</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Oct 2026 16:14:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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		<category><![CDATA[B3]]></category>
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		<category><![CDATA[tenda]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Cyrela (CYRE3) despenca 43% e MRV (MRVE3) cai 42% após reeleição de Lula. Juros futuros disparam e B3 aciona circuit breaker. Veja as quedas.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As ações das principais construtoras brasileiras registraram perdas de até 43% nesta segunda-feira (26), no primeiro pregão após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O movimento foi acompanhado por uma disparada dos juros futuros, forte desvalorização do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank" rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341388">Ibovespa</a> e acionamento do mecanismo de proteção conhecido como circuit breaker, que interrompe temporariamente as negociações em momentos de queda acentuada. A Cyrela (CYRE3) liderava as perdas do setor, com recuo de 43,38%, enquanto a MRV (MRVE3) acumulava desvalorização de 41,92% por volta das 12h30.</p>
<p>A reação dos investidores ocorreu depois da vitória de Lula sobre Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (25). Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o presidente foi reeleito com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% do adversário. O resultado contrariou o posicionamento de parte significativa dos participantes do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341389">mercado</a> financeiro, que havia ajustado suas carteiras à expectativa de uma mudança de governo e de uma política fiscal considerada mais restritiva.</p>
<p>A intensidade da queda das construtoras evidencia a exposição do setor às oscilações das taxas de juros de médio e longo prazo. <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341393">Empresas</a> imobiliárias dependem de crédito para financiar terrenos, obras, estoques e vendas de unidades residenciais, enquanto os compradores precisam de condições de financiamento compatíveis com sua renda. Quando o custo esperado do dinheiro aumenta, o mercado tende a revisar as projeções de demanda, rentabilidade e geração de caixa dessas companhias.</p>
<h2>Cyrela e MRV lideram perdas entre as construtoras</h2>
<p>Dados divulgados pelo Times Brasil, licenciado exclusivo CNBC, mostram que as cinco construtoras acompanhadas na reportagem apresentavam quedas de dois dígitos às 12h30. A Cyrela era negociada a R$ 20,20, enquanto a MRV tinha suas ações cotadas a R$ 4,78. Direcional, Tenda e Cury também registravam desvalorizações expressivas, refletindo a pressão generalizada sobre empresas vinculadas ao mercado imobiliário doméstico.</p>
<p><strong>Desempenho das ações de construtoras em 26 de outubro de 2026</strong></p>
<p><em>Variação intradiária registrada às 12h30, horário de Brasília.</em></p>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Empresa</th>
<th>Cotação</th>
<th>Variação</th>
</tr>
<tr>
<td>Cyrela (CYRE3)</td>
<td>R$ 20,20</td>
<td>-43,38%</td>
</tr>
<tr>
<td>MRV (MRVE3)</td>
<td>R$ 4,78</td>
<td>-41,92%</td>
</tr>
<tr>
<td>Direcional (DIRR3)</td>
<td>R$ 8,66</td>
<td>-24,91%</td>
</tr>
<tr>
<td>Tenda (TEND3)</td>
<td>R$ 22,67</td>
<td>-20,06%</td>
</tr>
<tr>
<td>Cury (CURY3)</td>
<td>R$ 26,50</td>
<td>-18,46%</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Os percentuais representam cotações observadas durante o pregão e não correspondem aos preços oficiais de fechamento. Em sessões de volatilidade extrema, as ações podem apresentar oscilações expressivas em poucos minutos, especialmente quando há desequilíbrio entre ordens de compra e venda. A magnitude dos recuos também exige atenção à liquidez efetiva dos <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank" rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341390">negócios</a>, uma vez que cotações momentâneas não necessariamente representam preços disponíveis para grandes volumes de negociação.</p>
<p>A Cyrela apresentou a maior desvalorização entre as empresas analisadas, seguida pela MRV, enquanto os papéis da Direcional, Tenda e Cury recuavam entre 18% e 25%. Apesar das diferenças nos modelos de negócios, todas estão expostas, em graus distintos, ao custo do crédito e à capacidade financeira das famílias. Esse fator ajuda a explicar por que companhias direcionadas a segmentos diferentes do mercado imobiliário foram atingidas simultaneamente.</p>
<h2>Juros futuros disparam e elevam custo esperado do financiamento</h2>
<p>O principal fator financeiro por trás da queda das construtoras foi a forte elevação das taxas dos contratos futuros de juros negociados na B3. Na abertura do mercado, os vencimentos para janeiro de 2031 chegaram a 14,46% ao ano, enquanto os contratos para janeiro de 2033 alcançaram 14,58%. Na sexta-feira anterior, essas taxas estavam em aproximadamente 12,58% e 12,65%, respectivamente.</p>
<p>A comparação indica uma alta de 1,88 ponto percentual no contrato de 2031 e de 1,93 ponto percentual no vencimento de 2033. Em termos de mercado, os movimentos equivalem a 188 e 193 pontos-base, respectivamente, demonstrando uma reprecificação expressiva do custo futuro do dinheiro. O avanço reflete a exigência de prêmios mais elevados pelos investidores diante das expectativas sobre inflação, <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341484">política</a> fiscal, juros e risco.</p>
<p>Felipe Corleta, sócio da Brasil Wolf, afirmou em entrevista ao Times Brasil que, em mais de 15 anos acompanhando o mercado, não havia observado uma elevação de 280 a 300 pontos-base na curva de juros em apenas um dia. A declaração se refere à avaliação do especialista sobre a intensidade dos movimentos em determinados segmentos da curva, não necessariamente aos vencimentos de 2031 e 2033 apresentados anteriormente. O relato evidencia o caráter excepcional da sessão para participantes do mercado financeiro.</p>
<p>A elevação das taxas futuras não significa que os juros cobrados imediatamente em todos os financiamentos imobiliários tenham aumentado na mesma proporção. Entretanto, os contratos futuros funcionam como referências importantes para a precificação de operações financeiras, títulos de dívida e decisões de investimento. Sua alta pode antecipar condições mais restritivas de crédito caso o novo patamar seja mantido.</p>
<h2>Por que a alta dos juros atinge diretamente o setor imobiliário?</h2>
<p>A construção civil reúne características que tornam suas empresas particularmente sensíveis às condições financeiras. O desenvolvimento de um empreendimento residencial exige desembolsos elevados antes da conclusão das obras, enquanto parte significativa das receitas depende da comercialização de unidades ao longo de vários meses ou anos. Nesse intervalo, a empresa fica exposta a custos financeiros, inflação de materiais e mudanças nas condições de crédito dos compradores.</p>
<p>Quando os juros sobem, o financiamento da produção imobiliária tende a se tornar mais caro, especialmente para companhias que precisam recorrer ao mercado de capitais ou a instituições financeiras. Ao mesmo tempo, as famílias podem enfrentar prestações maiores e redução do valor máximo financiável, o que limita a demanda potencial por imóveis. O resultado pode aparecer na forma de vendas mais lentas, descontos comerciais, estoques elevados e margens de lucro menores.</p>
<p>O impacto é especialmente relevante para empresas concentradas nos segmentos de média e alta renda, nos quais a capacidade de compra costuma depender da combinação entre renda familiar, entrada disponível e financiamento bancário. Entretanto, companhias ligadas à habitação popular também podem sentir os efeitos de juros elevados, embora parte de suas operações conte com linhas de crédito direcionadas e subsídios governamentais.</p>
<p>A existência de programas habitacionais não elimina completamente o risco financeiro do setor. Mesmo quando o comprador dispõe de condições subsidiadas, a construtora precisa administrar capital de giro, custos de produção, velocidade de comercialização e recebimento dos valores contratados. Por isso, a manutenção de incentivos públicos pode atenuar determinados impactos, mas não garante proteção integral contra a deterioração das condições do mercado.</p>
<h2>Cyrela sofre reversão após valorização ligada ao primeiro turno</h2>
<p>A queda da Cyrela chama atenção porque a companhia havia se destacado positivamente entre as ações de construtoras depois do primeiro turno da eleição presidencial. Na ocasião, parte do mercado passou a apostar na vitória de Flávio Bolsonaro e na possibilidade de uma política econômica que favorecesse a redução das taxas de juros de longo prazo. A expectativa beneficiou especialmente companhias com exposição aos segmentos de média e alta renda.</p>
<p>O JPMorgan chegou a elevar a recomendação das ações da Cyrela e da Eztec, passando de neutra para <em>overweight</em>, classificação que indica expectativa de desempenho superior em relação ao universo de cobertura do banco. A instituição considerava que um ambiente de juros longos mais baixos poderia favorecer as vendas e a rentabilidade das incorporadoras. No pregão analisado após o primeiro turno, a Cyrela havia superado o desempenho do Ibovespa em 10,7 pontos percentuais, segundo informações divulgadas pelo InfoMoney.</p>
<p>O cenário mudou com a confirmação da reeleição de Lula. Investidores que haviam aumentado posições em companhias sensíveis aos juros passaram a reavaliar suas expectativas, diante da elevação das taxas futuras e das preocupações com a condução das contas públicas. A desvalorização das ações também pode refletir o encerramento acelerado de posições financeiras montadas antes da eleição, e não apenas mudanças imediatas nos resultados operacionais das empresas.</p>
<p>A distinção é relevante porque o preço de mercado de uma ação incorpora projeções sobre fluxos de caixa futuros, taxas de desconto e disposição dos investidores para assumir riscos. Uma elevação repentina dos juros pode reduzir significativamente o valor presente atribuído aos lucros esperados de longo prazo. Assim, quedas expressivas em bolsa não significam, necessariamente, que o patrimônio ou as receitas das construtoras tenham diminuído na mesma proporção naquele dia.</p>
<h2>Direcional, Tenda e Cury também enfrentam pressão</h2>
<p>As ações da Direcional, Tenda e Cury apresentaram perdas menos intensas que as da Cyrela e da MRV, mas ainda expressivas em relação às oscilações habituais do setor. Às 12h30, a Direcional recuava 24,91%, enquanto a Tenda perdia 20,06% e a Cury registrava queda de 18,46%. As três empresas possuem atuação relevante em segmentos associados à habitação popular e ao financiamento residencial.</p>
<p>O comportamento desses papéis demonstra que a reação dos investidores ultrapassou as incorporadoras concentradas em empreendimentos de maior valor. Mesmo empresas beneficiadas por políticas públicas de habitação podem ter suas avaliações afetadas por mudanças nas expectativas de juros, liquidez e crescimento econômico. A intensidade dessa exposição depende da estrutura de financiamento, da concentração regional de projetos e da composição dos clientes de cada companhia.</p>
<p>Em setembro, essas empresas já haviam enfrentado pressão na bolsa diante de preocupações relacionadas às condições de crédito da Caixa Econômica Federal. Segundo análise divulgada pelo InfoMoney, Tenda, Cury e Direcional registraram quedas respectivas de 18,4%, 14,12% e 8,92% naquele período. A nova desvalorização ocorre, portanto, em um contexto no qual a disponibilidade e o custo do financiamento habitacional já vinham sendo acompanhados pelos investidores.</p>
<p>Um ponto importante para a avaliação do setor nos próximos meses será a capacidade de cada companhia de preservar margens e manter a velocidade de vendas. Empresas com maior disponibilidade de caixa, baixo endividamento e empreendimentos direcionados a faixas de renda com financiamento mais acessível podem apresentar respostas operacionais diferentes. Entretanto, apenas os próximos balanços e indicadores de comercialização permitirão medir os efeitos concretos da atual turbulência.</p>
<h2>Ibovespa aciona circuit breaker pela primeira vez desde 2020</h2>
<p>A dimensão da turbulência levou a B3 a acionar o circuit breaker logo no início da sessão desta segunda-feira. O mecanismo foi ativado após o Ibovespa atingir queda de 10% em relação ao fechamento anterior, provocando uma interrupção de 30 minutos nas negociações de ações e outros ativos abrangidos pela medida. A bolsa informou que a retomada seria realizada por meio de leilão entre 10h30 e 10h35.</p>
<p>Em comunicado oficial, a B3 confirmou que a suspensão alcançou ativos do mercado à vista, renda fixa privada, opções referenciadas em ações, BDRs, índices de ações e fundos negociados em bolsa. O procedimento busca organizar a retomada das negociações em situações de grande desequilíbrio entre compradores e vendedores. O mecanismo não impede que os preços continuem caindo depois da reabertura, mas estabelece intervalos para reduzir o risco operacional associado a movimentos abruptos.</p>
<p>Foi a primeira utilização do circuit breaker desde março de 2020, quando a pandemia de Covid-19 provocou sucessivas interrupções na bolsa brasileira. Criado em 1997, o mecanismo também foi utilizado durante episódios de instabilidade financeira internacional, incluindo a crise asiática e a crise de 2008. A nova ocorrência insere a sessão de 26 de outubro entre os episódios de maior volatilidade da história recente do mercado acionário brasileiro.</p>
<p>Depois da retomada das operações, o Ibovespa chegou a apresentar desvalorização superior a 17%, aproximando-se da região dos 169 mil pontos. O movimento atingiu companhias de diferentes setores, embora as empresas mais dependentes da <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank" rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341391">economia</a> doméstica tenham enfrentado pressão particularmente intensa. A velocidade da queda também ampliou a importância dos mecanismos de controle de risco utilizados pela bolsa, corretoras e investidores institucionais.</p>
<h2>Mercado reavalia política fiscal após vitória de Lula</h2>
<p>A reação financeira desta segunda-feira está associada à revisão das expectativas formadas ao longo da campanha eleitoral. Parte dos investidores considerava que uma vitória de Flávio Bolsonaro poderia ampliar a probabilidade de medidas de contenção de despesas e favorecer a redução dos juros futuros. Com a confirmação de mais um mandato de Lula, essas projeções passaram por um ajuste abrupto.</p>
<p>Entretanto, a expectativa de uma política fiscal mais austera sob um eventual governo de Flávio representava uma avaliação de mercado, e não uma garantia sobre as medidas que seriam efetivamente adotadas. Da mesma forma, a reeleição de Lula não determina automaticamente o comportamento futuro da inflação, da taxa Selic ou do resultado primário. Essas variáveis dependerão das decisões fiscais e monetárias, das condições econômicas e da evolução das expectativas dos agentes financeiros.</p>
<p>A disparada da curva de juros indica que investidores passaram a exigir remuneração maior para contratos de prazos mais longos. Esse movimento pode refletir preocupações com a trajetória da dívida pública, expectativas inflacionárias e a necessidade de uma taxa de juros real mais elevada para compensar riscos percebidos. No entanto, a decomposição exata desses fatores exige informações adicionais sobre preços de ativos, projeções econômicas e condições de liquidez.</p>
<p>Para as construtoras, o elemento mais importante será a persistência ou não das novas taxas. Uma reprecificação temporária pode produzir grande volatilidade acionária sem necessariamente alterar todos os indicadores operacionais das empresas. Já a manutenção dos juros elevados por um período prolongado tende a produzir consequências mais amplas para o financiamento de empreendimentos, a capacidade de compra das famílias e os investimentos no setor imobiliário.</p>
<h2>Queda das ações pode afetar lançamentos e financiamentos imobiliários?</h2>
<p>A forte desvalorização das construtoras levanta questionamentos sobre as perspectivas de lançamentos residenciais, expansão de projetos e oferta de crédito. A resposta depende de como as condições financeiras evoluirão após o choque inicial provocado pelo resultado eleitoral. Embora as cotações tenham sofrido perdas excepcionais, as empresas não necessariamente alteram seus planos de construção com base em um único pregão.</p>
<p>A primeira transmissão de um cenário de juros persistentemente elevados pode ocorrer por meio do custo de captação e das decisões de investimento. Projetos que apresentavam retorno esperado satisfatório sob taxas menores podem deixar de atender aos critérios de rentabilidade das companhias. Como consequência, determinados lançamentos podem ser adiados, redimensionados ou submetidos a novas negociações de custos.</p>
<p>Um segundo canal envolve o comportamento dos compradores. Caso o financiamento imobiliário se torne mais caro ou os bancos adotem critérios mais restritivos, o número de famílias capazes de contratar crédito poderá diminuir. Esse efeito tende a ser mais perceptível nos empreendimentos cujo público depende de financiamentos com maior participação do valor do imóvel.</p>
<p>O terceiro canal é a confiança econômica. A volatilidade financeira pode levar famílias e empresas a postergar decisões de longo prazo até que haja maior clareza sobre juros, inflação e renda. No setor imobiliário, essas decisões têm importância especial porque a aquisição de um imóvel representa um compromisso financeiro de muitos anos.</p>
<h2>Próximos dias serão decisivos para medir extensão da turbulência</h2>
<p>A avaliação dos analistas é que o mercado poderá continuar sujeito a oscilações relevantes enquanto investidores ajustam suas posições ao resultado eleitoral. Felipe Corleta, da Brasil Wolf, afirmou ao Times Brasil que a identificação de um novo patamar de preços poderá exigir vários pregões, com maior clareza possivelmente apenas no fim da semana. A projeção representa a avaliação do especialista, não uma indicação de que as ações necessariamente continuarão caindo.</p>
<p>Segundo Corleta, uma sinalização de responsabilidade fiscal por parte do governo seria importante para reduzir a percepção de risco. O especialista mencionou a possibilidade de Fernando Haddad voltar ao Ministério da Fazenda como um dos elementos relevantes para a comunicação econômica do novo mandato. Até que haja definições oficiais, entretanto, as expectativas sobre a composição da equipe econômica permanecem sujeitas a mudanças.</p>
<p>Para investidores e empresas, o acompanhamento deverá se concentrar especialmente na trajetória dos juros futuros, nas condições de negociação dos títulos públicos, na evolução do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank" rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341392">dólar</a> e nas manifestações da equipe econômica. Também será necessário observar os indicadores específicos da construção civil, como vendas líquidas, distratos, lançamentos e velocidade de comercialização. Esses dados permitirão avaliar se o choque observado no mercado financeiro começará a afetar as operações das incorporadoras.</p>
<p>A queda de até 43% nas ações de construtoras nesta segunda-feira revela a dimensão da revisão de expectativas após a eleição presidencial. Mais do que uma reação isolada ao resultado das urnas, o movimento combina encerramento de posições financeiras, elevação dos prêmios de risco e preocupação com o custo futuro do crédito. A questão central para o setor será determinar se a turbulência ficará restrita à reprecificação dos ativos ou se se transformará em condições de financiamento mais difíceis para empresas e compradores de imóveis.</p>
<p><strong>Fontes</strong></p>
<p>B3 — Comunicado oficial de 26 de outubro de 2026 sobre o acionamento do circuit breaker, a suspensão das negociações e o procedimento de reabertura.</p>
<p>Tribunal Superior Eleitoral (TSE) — Resultado oficial do segundo turno das eleições presidenciais de 2026, divulgado em 25 e 26 de outubro.</p>
<p>B3 — Regras operacionais do mecanismo de circuit breaker e procedimentos aplicáveis ao mercado acionário brasileiro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><!-- REGRA REDAÇÃO CNBC --></p>
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			</item>
		<item>
		<title>B3 (B3SA3) aciona circuit breaker e amplia limites de dólar e Ibovespa futuros</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/b3-b3sa3-circuit-breaker-limites-dolar-ibovespa-futuros</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Oct 2026 13:27:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mercados]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>B3 amplia limites de oscilação do dólar e Ibovespa futuros após forte volatilidade. Entenda o circuit breaker e as novas regras de negociação.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A B3 (B3SA3) acionou o mecanismo de circuit breaker na manhã desta segunda-feira (26), interrompendo as negociações por 30 minutos após uma queda de 10% do Ibovespa em relação ao fechamento anterior. A paralisação ocorreu às 9h57, ainda durante o procedimento de abertura do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341356">mercado</a> de ações, conforme comunicado operacional da Bolsa. Horas antes, a operadora havia anunciado mudanças excepcionais nos limites de oscilação dos contratos futuros de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank" rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341357">dólar</a> e Ibovespa, diante da expectativa de movimentos expressivos nos preços dos ativos brasileiros. As medidas foram adotadas no primeiro pregão após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).</p>
<p>A volatilidade atingiu diferentes segmentos do mercado financeiro, incluindo câmbio, renda variável e contratos futuros de juros. O dólar comercial apresentou forte valorização nas primeiras negociações, enquanto o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank" rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341485">Ibovespa</a> futuro registrou perdas próximas de 15% na abertura. Embora o resultado eleitoral esteja entre os fatores considerados pelos investidores, a intensidade dos movimentos também pode refletir ajustes de posições financeiras, operações de proteção e alterações nas condições de liquidez. A duração desses efeitos permanece incerta e dependerá da evolução das negociações e das expectativas econômicas.</p>
<h2>B3 eleva limite de queda do Ibovespa futuro para 20%</h2>
<p>Em seu primeiro comunicado desta segunda-feira, a B3 anunciou a ampliação do limite inferior de oscilação dos contratos futuros de Ibovespa (IND) e mini-índice (WIN), de 10% negativos para 15% negativos. Posteriormente, diante das condições observadas no mercado, a operadora anunciou uma segunda alteração, elevando o limite permitido de queda para 20%. As mudanças são válidas para todos os vencimentos desses contratos, exclusivamente durante o pregão regular de 26 de outubro de 2026.</p>
<p>No mercado cambial futuro, a Bolsa também realizou dois ajustes sucessivos. O limite superior de oscilação dos contratos futuros de dólar (DOL) e minidólar (WDO) passou inicialmente de 6% para 8,4% e, em seguida, foi ampliado para 12%. A medida permite que os contratos incorporem variações de preços mais expressivas durante a sessão, sem que isso represente necessariamente uma expectativa da B3 sobre a direção futura da moeda americana.</p>
<p>A Bolsa também revisou os limites superiores de oscilação de contratos futuros de juros DI (DI1), estabelecendo faixas específicas conforme os respectivos vencimentos. Esses instrumentos são utilizados por bancos, fundos e <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341359">empresas</a> para administrar riscos relacionados às taxas de juros. A ampliação das faixas operacionais busca acomodar variações mais intensas na precificação dos contratos, respeitando os mecanismos de gerenciamento de risco da infraestrutura de mercado.</p>
<h2>Circuit breaker interrompe negociação de ações por 30 minutos</h2>
<p>O circuit breaker é um mecanismo de proteção operacional utilizado pela B3 em situações de volatilidade extrema no mercado acionário. Seu acionamento ocorre quando o Ibovespa atinge determinados percentuais de queda em relação ao fechamento do pregão anterior, provocando a suspensão temporária das negociações abrangidas pelas regras. O objetivo é estabelecer um intervalo durante o qual os participantes possam reavaliar suas posições e as condições de mercado. A interrupção não impede que os preços continuem sujeitos a oscilações relevantes depois da reabertura.</p>
<p>O sistema prevê três estágios de acionamento, definidos de acordo com a intensidade da desvalorização do principal índice da Bolsa brasileira.</p>
<ul>
<li><strong>Queda de 10%:</strong> suspensão das negociações por 30 minutos.</li>
<li><strong>Queda de 15%:</strong> após a reabertura, uma nova interrupção por uma hora.</li>
<li><strong>Queda de 20%:</strong> a B3 poderá determinar a suspensão das negociações por um período definido pela própria instituição.</li>
</ul>
<p>As regras também estabelecem condições específicas para o encerramento do pregão, incluindo restrições ao acionamento do mecanismo nos últimos 30 minutos da sessão. Caso uma paralisação ocorra na última hora de negociação, o horário de encerramento poderá ser ajustado conforme os procedimentos operacionais aplicáveis. A retomada das operações pode envolver um leilão de abertura para auxiliar na formação dos preços.</p>
<h2>Qual é a diferença entre limite de oscilação e circuit breaker?</h2>
<p>Embora ambos sejam utilizados em situações de volatilidade, os limites de oscilação dos contratos futuros e o circuit breaker do mercado acionário possuem finalidades e mecanismos distintos. Nos derivativos, as faixas de oscilação estabelecem os limites de preços permitidos para a negociação de determinados instrumentos. Quando esses limites são atingidos, a dinâmica de negociação fica sujeita às regras específicas do contrato e aos procedimentos definidos pela Bolsa.</p>
<p>O circuit breaker, por sua vez, utiliza a variação do Ibovespa como referência para interromper temporariamente negociações abrangidas pelo mecanismo. A ampliação do limite de queda do Ibovespa futuro para 20% não altera automaticamente os gatilhos de paralisação do mercado acionário. Portanto, mesmo com a flexibilização das faixas para derivativos, permanecem aplicáveis os estágios de 10%, 15% e 20% previstos nas regras do circuit breaker.</p>
<p>Essa diferença é relevante para investidores que operam simultaneamente ações e contratos futuros. Uma desvalorização expressiva do índice futuro não significa, isoladamente, que o mecanismo de suspensão do mercado à vista tenha sido acionado. O gatilho depende das condições e dos critérios específicos aplicáveis ao Ibovespa, incluindo a formação de preços durante o procedimento de abertura.</p>
<h2>Reeleição de Lula entra no radar dos investidores</h2>
<p>As decisões da B3 ocorreram um dia após a confirmação do resultado do segundo turno das eleições presidenciais. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Lula foi reeleito com 64.256.232 votos, equivalentes a 51,79% dos votos válidos. Flávio Bolsonaro (PL) recebeu 59.826.041 votos, correspondentes a 48,21%, em uma disputa definida por aproximadamente 4,43 milhões de votos.</p>
<p>A divulgação do resultado levou agentes financeiros a revisar expectativas para o próximo mandato presidencial, especialmente em relação à <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341355">política</a> fiscal, à composição da equipe econômica e às perspectivas para a dívida pública. Parte dos investidores também passou a ajustar operações realizadas antes da eleição, quando diferentes cenários políticos já estavam incorporados aos preços dos ativos. Esses movimentos podem contribuir para ampliar a volatilidade, sem que seja possível estabelecer uma relação exclusiva entre o resultado eleitoral e cada variação registrada no mercado.</p>
<p>As preocupações fiscais continuam entre os elementos considerados nas avaliações de risco, mas não constituem o único fator relevante para a formação dos preços. O comportamento dos juros internacionais, as perspectivas de crescimento, os fluxos de capital e a liquidez dos mercados também influenciam as negociações. Além disso, eventuais sinalizações econômicas do governo reeleito poderão modificar as expectativas ao longo das próximas sessões.</p>
<h2>O que muda para investidores com as novas regras?</h2>
<p>A ampliação dos limites de oscilação permite que determinados contratos futuros sejam negociados dentro de intervalos mais amplos do que os normalmente aplicados. Para investidores que utilizam esses instrumentos, isso significa maior possibilidade de variação dos preços ao longo de uma mesma sessão. O efeito é particularmente relevante em operações alavancadas, nas quais pequenas mudanças nas cotações podem produzir impactos proporcionais maiores sobre o capital comprometido.</p>
<p>No caso do dólar futuro e do minidólar, a ampliação do limite para 12% não significa que todos os contratos necessariamente alcançarão esse percentual. A medida apenas modifica a faixa permitida de negociação durante o período excepcional estabelecido pela B3. De maneira semelhante, o limite de queda de 20% para contratos futuros de Ibovespa não representa uma projeção de desvalorização do índice.</p>
<p>Outro aspecto importante é a administração das garantias exigidas nas operações com derivativos. Oscilações mais intensas podem aumentar a necessidade de recomposição de margens e provocar encerramentos compulsórios de posições quando os requisitos operacionais deixam de ser atendidos. Por isso, a evolução da liquidez e das condições de negociação merece atenção especial durante sessões de elevada volatilidade.</p>
<h2>Medidas extraordinárias não determinam tendência do mercado</h2>
<p>A decisão da B3 de flexibilizar os limites dos contratos futuros tem caráter operacional e não deve ser interpretada como indicação oficial sobre o desempenho futuro dos ativos brasileiros. A instituição administra a infraestrutura de negociação e os mecanismos de controle de risco, enquanto a formação dos preços depende das operações realizadas pelos participantes. A adoção de limites mais amplos permite acomodar movimentos que ultrapassem as faixas anteriormente estabelecidas, mas não elimina a possibilidade de novas oscilações.</p>
<p>Também não é possível concluir, com base apenas na intensidade das variações desta segunda-feira, que haverá uma mudança estrutural na trajetória do câmbio, dos juros ou do mercado acionário. Movimentos de curto prazo podem ser influenciados pela recomposição de carteiras, pela realização de operações de proteção e por mudanças temporárias de liquidez. A persistência das oscilações dependerá de fatores econômicos e financeiros que continuarão sendo avaliados pelos investidores.</p>
<p>Nos próximos pregões, a atenção deverá permanecer concentrada na evolução das cotações, na normalização das condições de negociação e nas primeiras sinalizações sobre a política econômica do próximo mandato. O comportamento do mercado após o encerramento dos ajustes iniciais poderá oferecer elementos adicionais para avaliar a dimensão das mudanças nas expectativas. Por enquanto, as alterações extraordinárias anunciadas pela B3 e o acionamento do circuit breaker evidenciam a intensidade da volatilidade observada nesta manhã, sem permitir antecipar sua duração ou seus efeitos sobre a <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank" rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341358">economia</a> brasileira.</p>
<p><strong>Fontes</strong></p>
<p>B3 — Aviso ao mercado de 26 de outubro de 2026 sobre a ampliação inicial dos limites de oscilação dos contratos futuros.</p>
<p>B3 — Comunicado de 26 de outubro de 2026 sobre a segunda ampliação dos limites de contratos futuros de dólar, Ibovespa e DI.</p>
<p>B3 — Regras oficiais de funcionamento do circuit breaker e mecanismos de proteção do mercado.</p>
<p>Tribunal Superior Eleitoral (TSE) — Resultado oficial do segundo turno das eleições presidenciais de 2026.</p>
<p>B3 — Comunicado operacional 668/2026-SSN, referente à suspensão das negociações na manhã de 26 de outubro de 2026.</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Itaú (ITUB4), Azul (AZUL3) e Smart Fit (SMFT3): destaques do mercado nesta segunda (26)</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/itau-itub4-azul-azul3-smart-fit-smft3-destaques-26-outubro-2026</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Oct 2026 13:14:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mercados]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Itaú (ITUB4) compra startup de IA por R$ 2,9 bilhões, Azul (AZUL3) obtém financiamento de R$ 2 bilhões e Smart Fit (SMFT3) paga proventos.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O noticiário corporativo desta segunda-feira (26) reúne operações bilionárias, decisões de financiamento, pagamentos de dividendos e mudanças na estrutura financeira de companhias listadas na B3. Entre os destaques estão o acordo do Itaú Unibanco (ITUB4) para adquirir a startup brasileira de inteligência artificial NeoSpace por R$ 2,925 bilhões e a obtenção de uma linha de financiamento de até R$ 2 bilhões pela Azul (AZUL3). A semana também será marcada pelo pagamento de juros sobre capital próprio pela Smart Fit (SMFT3) e de dividendos pela M. Dias Branco (MDIA3).</p>
<p>Outros acontecimentos relevantes envolvem a apresentação de um novo plano de recuperação extrajudicial pela Oncoclínicas (ONCO3), uma provisão contábil de 15 milhões de euros anunciada pela Iochpe-Maxion (MYPK3) e uma oferta de permuta de ações da Randoncorp (RAPT3) por papéis da Frasle (FRAS3). As operações abrangem diferentes setores da <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank"  rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341353">economia</a> e apresentam implicações distintas para acionistas, credores e investidores. A avaliação de seus impactos dependerá das condições financeiras de cada companhia, da execução dos projetos anunciados e, em determinados casos, da obtenção de aprovações regulatórias.</p>
<h2>Itaú (ITUB4) anuncia aquisição da NeoSpace por R$ 2,925 bilhões</h2>
<p>O Itaú Unibanco anunciou nesta segunda-feira um acordo para adquirir a totalidade das ações da NeoSpace A.I. Technologies, startup brasileira especializada no desenvolvimento de modelos avançados de inteligência artificial. A operação está avaliada em R$ 2,925 bilhões e prevê o pagamento de uma parcela no fechamento do negócio, enquanto o valor restante será desembolsado ao longo de cinco anos, sujeito às condições contratuais. A transação ainda depende de aprovações do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e do Banco Central, além do cumprimento das demais condições previstas no contrato.</p>
<p>A NeoSpace mantém uma relação comercial com o Itaú há aproximadamente dois anos, desenvolvendo modelos de inteligência artificial treinados com dados do próprio banco. As soluções são utilizadas em iniciativas relacionadas à concessão de crédito, relacionamento com clientes e prevenção a fraudes. Segundo a instituição financeira, a aquisição pretende ampliar suas capacidades tecnológicas proprietárias e acelerar o desenvolvimento de aplicações de inteligência artificial generativa em diferentes áreas de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank"  rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341354">negócios</a>.</p>
<p>A operação também está associada à evolução do ia.i, plataforma de inteligência artificial generativa desenvolvida pelo banco. A NeoSpace deverá manter gestão autônoma e sua equipe atual, preservando a estrutura de pesquisa e desenvolvimento. O objetivo declarado é combinar a especialização tecnológica da startup com a base de dados, a infraestrutura e a escala operacional da instituição financeira.</p>
<p>Do ponto de vista econômico, o investimento representa uma decisão relevante de alocação de capital em tecnologia própria. A incorporação de modelos avançados de inteligência artificial pode oferecer oportunidades de ganhos de produtividade, aperfeiçoamento da análise de crédito e redução de custos operacionais, embora esses resultados dependam da implementação das soluções. Para os investidores, uma questão importante será acompanhar se os benefícios financeiros gerados pela tecnologia justificarão o desembolso bilionário e os compromissos de pagamento assumidos pelo banco.</p>
<h2>Azul (AZUL3) obtém financiamento de até R$ 2 bilhões para combustível</h2>
<p>A Azul informou que celebrou uma operação de financiamento de até R$ 2 bilhões destinada exclusivamente ao pagamento de combustível de aviação utilizado em suas operações domésticas regulares. O financiamento conta com cobertura do risco de crédito pela União, por intermédio da Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias (ABGF), com recursos do Fundo de Garantia à Exportação (FGE). A informação foi divulgada em fato relevante datado de sábado (24).</p>
<p>Segundo a companhia, a operação integra sua estratégia de longo prazo e já estava contemplada no plano de reestruturação financeira. Os recursos devem ampliar a flexibilidade na administração das despesas operacionais, especialmente diante das oscilações dos preços do querosene de aviação. A empresa afirma que o financiamento, combinado com seu caixa e outras iniciativas recentes de captação, contribui para fortalecer sua posição de liquidez.</p>
<p>O combustível representa uma das principais despesas operacionais das companhias aéreas, tornando o setor sensível às variações dos preços internacionais do petróleo e da taxa de câmbio. A disponibilidade de financiamento direcionado a esse insumo pode facilitar o planejamento de pagamentos e reduzir pressões imediatas sobre o capital de giro. Entretanto, o acesso ao crédito não elimina a exposição da companhia às oscilações do custo do combustível, nem representa, isoladamente, uma melhora estrutural da rentabilidade.</p>
<p>Outro ponto relevante é a distinção entre o valor máximo contratado e os recursos efetivamente utilizados. Uma linha de até R$ 2 bilhões não significa necessariamente ingresso imediato desse montante no caixa da empresa, tampouco constitui receita operacional. A evolução do endividamento, os custos financeiros da operação e o ritmo de utilização dos recursos serão variáveis importantes para avaliar seus efeitos sobre os indicadores financeiros da Azul.</p>
<h2>Smart Fit (SMFT3) e M. Dias Branco (MDIA3) pagam proventos nesta semana</h2>
<p>A agenda de remuneração aos acionistas da última semana de outubro inclui pagamentos programados por sete companhias listadas na bolsa brasileira. Entre elas está a Smart Fit (SMFT3), que prevê distribuir juros sobre capital próprio (JCP) na sexta-feira (30), no valor bruto aproximado de R$ 0,06535 por ação. Conforme o calendário de proventos, o pagamento corresponde a uma distribuição aprovada em agosto de 2026, com volume total de R$ 40 milhões.</p>
<p>A M. Dias Branco (MDIA3) também tem pagamento previsto para sexta-feira, com dividendos de R$ 0,03 por ação. De acordo com o cronograma divulgado pela companhia, terão direito aos valores os acionistas que possuíam papéis em 22 de outubro de 2026. As ações passaram a ser negociadas sem direito a esse provento a partir de 23 de outubro.</p>
<p>Além dessas <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341352">empresas</a>, o calendário inclui distribuições de Schulz, Iguatemi, Electro Aço Altona, Ser Educacional e Siderúrgica J. L. Aliperti. Os pagamentos estão distribuídos entre quarta-feira (28) e sexta-feira (30), com valores e datas de referência específicos para cada companhia e classe de ação. Os investidores devem observar que a data do crédito é diferente da data de aquisição necessária para ter direito ao recebimento.</p>
<p>A distinção entre dividendos e juros sobre capital próprio também merece atenção. Enquanto dividendos e JCP possuem tratamentos tributários distintos, os valores anunciados pelas companhias representam distribuições de resultados ou remuneração ao capital, e não valorização adicional garantida dos investimentos. A análise do retorno ao acionista deve considerar simultaneamente os proventos recebidos, a cotação das ações e a sustentabilidade das distribuições futuras.</p>
<h2>Oncoclínicas (ONCO3) apresenta novo plano para reorganizar dívida de R$ 5,7 bilhões</h2>
<p>A Oncoclínicas protocolou uma nova versão de seu plano de recuperação extrajudicial, em continuidade às negociações com credores para reorganizar sua estrutura de endividamento. A proposta foi apresentada na sexta-feira (23) e substitui o documento protocolado em agosto, no âmbito do processo que tramita na 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo. O plano contempla aproximadamente R$ 5,7 bilhões em créditos quirografários, excluindo obrigações entre empresas do próprio grupo.</p>
<p>A reestruturação prevê diferentes mecanismos para renegociação das dívidas, incluindo alongamento dos prazos de pagamento, substituição de créditos por novos instrumentos financeiros, entrega de ativos e possibilidade de conversão de determinados valores em participação acionária. A efetivação dessas alternativas dependerá das condições estabelecidas na proposta e da conclusão das etapas legais aplicáveis. A companhia busca obter as adesões necessárias para avançar no processo de homologação judicial.</p>
<p>A recuperação extrajudicial é um instrumento que permite à empresa negociar determinadas obrigações com credores, sem necessariamente interromper suas atividades. No caso da Oncoclínicas, o objetivo é adequar os compromissos financeiros à capacidade de geração de caixa e preservar a continuidade operacional. O plano não significa, entretanto, que as dívidas tenham sido integralmente eliminadas ou que a reestruturação esteja definitivamente concluída.</p>
<p>Para os acionistas, será especialmente importante acompanhar os efeitos das alternativas de conversão de dívida em capital. Dependendo da estrutura aprovada, a emissão de novas ações pode alterar a participação proporcional dos investidores existentes, enquanto o alongamento dos vencimentos pode diminuir as necessidades imediatas de caixa. A extensão dos benefícios financeiros dependerá das adesões dos credores, das condições definitivas e da capacidade da companhia de cumprir o plano.</p>
<h2>Iochpe-Maxion (MYPK3) registra provisão de 15 milhões de euros por investigação na Alemanha</h2>
<p>A Iochpe-Maxion anunciou que reconhecerá uma provisão estimada em 15 milhões de euros nas demonstrações financeiras consolidadas do terceiro trimestre de 2026. O valor está relacionado a um processo administrativo conduzido pela autoridade alemã de defesa da concorrência, envolvendo sua controlada indireta Maxion Wheels Holding GmbH. A investigação trata de supostas irregularidades concorrenciais na comercialização de rodas de alumínio destinadas a veículos leves durante determinado período.</p>
<p>Segundo a companhia, a subsidiária recebeu notificação sobre o procedimento em janeiro de 2026 e vem adotando as medidas necessárias à condução de sua defesa. A decisão de reconhecer a provisão considera as informações disponíveis e a avaliação de assessores jurídicos externos. A administração entende que uma saída de recursos é provável, embora o montante definitivo e o momento de eventual pagamento permaneçam incertos.</p>
<p>O reconhecimento contábil segue os critérios do Pronunciamento Técnico CPC 25, que disciplina o tratamento de provisões, passivos contingentes e ativos contingentes. A empresa ressaltou que o registro não representa admissão de responsabilidade nem antecipa o resultado da investigação, que continua em andamento. O valor provisionado poderá ser reavaliado conforme a evolução do procedimento administrativo.</p>
<p>Para o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341350">mercado</a>, a provisão representa um fator adicional na avaliação dos resultados trimestrais da companhia. Embora o lançamento possa afetar o lucro contábil do período, seus efeitos sobre o fluxo de caixa dependerão de eventuais desembolsos futuros. A análise dos resultados deverá distinguir impactos não recorrentes relacionados ao processo do desempenho operacional das atividades industriais.</p>
<h2>Randoncorp (RAPT3) e Frasle (FRAS3) avançam em oferta de troca de ações</h2>
<p>A DRAMD Participações e Administração, controladora da Randoncorp e da Frasle, avançou na estruturação de uma oferta pública facultativa de aquisição de ações ordinárias da Randoncorp mediante permuta por ações da Frasle. O leilão está previsto para 16 de novembro de 2026, às 15h, na B3. A operação tem como objetivo adquirir até aproximadamente 21,32 milhões de ações ordinárias RAPT3 em circulação, observadas as condições estabelecidas no edital.</p>
<p>Pela relação de troca divulgada, os acionistas participantes entregarão 2,7 ações ordinárias da Randoncorp para receber uma ação ordinária da Frasle (FRAS3). Os papéis da Frasle oferecidos na operação já pertencem à carteira da DRAMD, não se tratando, portanto, de uma emissão primária destinada à captação de novos recursos. A adesão é voluntária, cabendo a cada acionista avaliar as condições apresentadas.</p>
<p>A oferta está restrita às ações ordinárias da Randoncorp e não envolve diretamente os papéis preferenciais RAPT4. Também não representa uma operação de fechamento de capital da companhia. Segundo os termos divulgados, o valor de referência regulatório atribuído às ações RAPT3 é de R$ 8,52, calculado a partir de parâmetros históricos estabelecidos para a oferta.</p>
<p>A estrutura da permuta chama a atenção por permitir uma reorganização de participações dentro de um mesmo grupo empresarial, sem pagamento em dinheiro aos acionistas que aderirem. Para os minoritários, a decisão deverá considerar a relação de troca, a liquidez dos ativos, os direitos associados às ações e as perspectivas de cada companhia. Como a remuneração ocorre por meio de outros papéis negociados em bolsa, seu valor econômico pode variar conforme as cotações até a efetivação da operação.</p>
<h2>O que acompanhar no mercado corporativo</h2>
<p>Os anúncios desta segunda-feira evidenciam diferentes estratégias empresariais de financiamento, investimento e gestão de capital. Enquanto o Itaú amplia sua exposição a tecnologias de inteligência artificial, a Azul procura fortalecer sua flexibilidade financeira e a Oncoclínicas avança nas negociações para reorganizar compromissos com credores. Em outras frentes, o pagamento de proventos, o reconhecimento de contingências e a reorganização de participações acionárias também trazem informações relevantes para a avaliação das companhias.</p>
<p>O contexto de maior volatilidade dos mercados financeiros pode ampliar a atenção dos investidores sobre decisões corporativas que envolvem desembolsos relevantes, necessidade de financiamento e alterações na estrutura de capital. No entanto, os efeitos de cada anúncio sobre os preços das ações não podem ser antecipados exclusivamente a partir dos comunicados. A reação dependerá das expectativas já incorporadas às cotações e da interpretação dos participantes do mercado sobre riscos e benefícios de cada operação.</p>
<p>Nos próximos dias, a atenção deverá permanecer concentrada nas condições regulatórias da aquisição da NeoSpace, na implementação do financiamento da Azul e no andamento do plano da Oncoclínicas. Também estarão no radar os pagamentos de proventos e os preparativos para o leilão de permuta envolvendo Randoncorp e Frasle. O acompanhamento desses desdobramentos permitirá avaliar com maior precisão como as decisões anunciadas poderão influenciar os resultados, a liquidez e a estrutura patrimonial das empresas brasileiras.</p>
<p><strong>Fontes</strong></p>
<p>Itaú Unibanco — Fato relevante de 26 de outubro de 2026 sobre a aquisição da NeoSpace, arquivado na Comissão de Valores Mobiliários.</p>
<p>Azul S.A. — Fato relevante de 24 de outubro de 2026 sobre financiamento para aquisição de combustível de aviação.</p>
<p>Smart Fit — Relações com Investidores, histórico e calendário de distribuição de juros sobre capital próprio.</p>
<p>M. Dias Branco — Relações com Investidores, <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341351">política</a> de remuneração aos acionistas e calendário de dividendos de 2026.</p>
<p>Comissão de Valores Mobiliários (CVM) — Comunicados societários da Oncoclínicas, Iochpe-Maxion e empresas do grupo Randon.</p>
<p>B3 — Informações sobre operações societárias, ofertas públicas e calendário de eventos corporativos.</p>
<p>XP Research — Calendário de proventos de outubro de 2026, com base em informações da B3.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Dólar sobe mais de 12% e supera R$ 5,60 após reeleição de Lula</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/dolar-sobe-12-supera-560-reeleicao-lula</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Oct 2026 13:02:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Dólar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dólar sobe mais de 12% e supera R$ 5,60 após reeleição de Lula. Mercado registra volatilidade e investidores avaliam perspectivas fiscais.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O dólar disparou mais de 12% na manhã desta segunda-feira (26), primeiro pregão após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e ultrapassou a marca de R$ 5,60 no mercado à vista. A moeda americana chegou a R$ 5,6047, avanço de 12,25% em relação ao fechamento de sexta-feira (23), quando era negociada a R$ 4,9931. A valorização ocorreu em meio a uma forte onda de aversão ao risco, provocada pela necessidade de investidores reajustarem suas posições depois de um resultado eleitoral que contrariou as expectativas predominantes no <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341346">mercado</a> financeiro. O movimento também pressionou os contratos futuros de juros e ações, ampliando as preocupações com os efeitos da instabilidade sobre a <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank"  rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341347">economia</a> brasileira.</p>
<p>A moeda americana iniciou as negociações com alta de 8,64%, cotada a R$ 5,4247, mas rapidamente intensificou os ganhos. A velocidade da valorização levou a B3 a ampliar novamente os limites de oscilação dos contratos futuros de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank"  rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341345">dólar</a>, numa tentativa de acomodar movimentos mais amplos de preços durante o pregão. No exterior, os contratos de real negociados em Chicago já indicavam forte desvalorização da moeda brasileira desde a noite de domingo (25). A reação simultânea no câmbio, nos juros e nos ativos brasileiros mostrou que o mercado passava por uma reprecificação generalizada do risco associado ao país.</p>
<h2>Vitória de Lula surpreende investidores e provoca corrida pelo dólar</h2>
<p>O resultado do segundo turno das eleições presidenciais alterou as expectativas que haviam sustentado a valorização dos ativos brasileiros nas semanas anteriores. Segundo dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Lula foi reeleito com 64.256.232 votos, equivalentes a 51,79% dos votos válidos, contra 59.826.041 votos, ou 48,21%, recebidos por Flávio Bolsonaro (PL). A diferença de aproximadamente 4,43 milhões de votos confirmou a reversão da vantagem conquistada pelo candidato da oposição no primeiro turno. Parte dos investidores havia montado posições financeiras considerando a possibilidade de uma mudança na orientação econômica do governo a partir de 2027.</p>
<p>A reação desta segunda-feira também precisa ser interpretada à luz do comportamento dos mercados depois do primeiro turno. Na ocasião, o desempenho eleitoral de Flávio Bolsonaro havia estimulado a valorização do real, a queda do dólar e a alta expressiva da Bolsa brasileira. Com a confirmação da continuidade de Lula na Presidência, parte dessas operações passou a ser desfeita, gerando pressão adicional sobre a moeda americana. Esse processo ajuda a explicar a intensidade do movimento inicial, que não depende exclusivamente de uma mudança imediata nos fundamentos econômicos do Brasil.</p>
<h2>B3 amplia limite do dólar futuro para 12%</h2>
<p>Diante da volatilidade, a B3 anunciou mudanças extraordinárias nos limites de oscilação permitidos para determinados contratos futuros. Inicialmente, o teto de valorização dos contratos de dólar e minidólar passou de 6% para 8,4%, mas a medida precisou ser revista após a intensificação das negociações. Em novo comunicado, a operadora da Bolsa elevou o limite superior para 12%, exclusivamente para o pregão desta segunda-feira e para todos os vencimentos dos contratos DOL e WDO. A alteração não representa uma intervenção direta na cotação do dólar à vista, mas uma flexibilização das regras de negociação dos derivativos diante da volatilidade excepcional.</p>
<p>A B3 também ampliou o limite inferior de oscilação dos contratos futuros de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank"  rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341343">Ibovespa</a> e mini-índice para 20% de queda, depois de uma primeira elevação para 15%. Os contratos futuros de juros DI tiveram suas faixas de negociação ajustadas conforme os respectivos vencimentos. As mudanças refletem a dimensão dos movimentos registrados em diferentes segmentos do mercado financeiro. A ampliação dos limites permite que os contratos incorporem variações maiores de preços, mas não elimina o risco de novas perdas nem garante a estabilização das negociações.</p>
<h2>Temor fiscal aumenta pressão sobre o real</h2>
<p>A principal preocupação dos investidores está relacionada à trajetória das contas públicas brasileiras e à capacidade do governo de estabilizar a dívida nos próximos anos. A continuidade da atual administração mantém em discussão a evolução das despesas obrigatórias, a credibilidade das metas fiscais e o espaço disponível para novas iniciativas de gasto público. O mercado também procura avaliar como propostas defendidas durante a campanha, incluindo mudanças na jornada de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/trabalho" target="_blank"  rel="noopener" title="Trabalho" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341349">trabalho</a>, poderão ser implementadas e quais seriam seus efeitos sobre custos empresariais, produtividade e arrecadação. A ausência de sinalizações imediatas sobre a estratégia fiscal para o próximo mandato amplia a incerteza incorporada aos preços dos ativos.</p>
<p>A alta do dólar, entretanto, não deve ser atribuída exclusivamente às propostas econômicas do presidente reeleito. A desmontagem de posições especulativas, a procura por proteção cambial e a redução da exposição de investidores estrangeiros podem intensificar movimentos de curto prazo. Além disso, fatores internacionais, como os juros americanos, o desempenho das commodities e a liquidez global, continuam influenciando o comportamento do real. A duração da pressão cambial dependerá, portanto, da combinação entre decisões domésticas, expectativas financeiras e condições externas.</p>
<h2>Dólar acima de R$ 5,60 ameaça inflação e juros</h2>
<p>A valorização da moeda americana cria um novo fator de pressão sobre os preços de produtos e serviços no Brasil. <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341344">Empresas</a> que dependem de matérias-primas importadas, máquinas, componentes eletrônicos, fertilizantes e outros insumos cotados em dólar podem enfrentar elevação de custos caso o câmbio permaneça em patamares mais altos. Parte desse encarecimento tende a ser absorvida pelas margens de lucro, enquanto outra parcela pode chegar aos consumidores ao longo dos próximos meses. A intensidade do repasse dependerá da concorrência, da capacidade de reajuste das empresas e da duração da desvalorização cambial.</p>
<p>O impacto também pode alcançar a <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341348">política</a> monetária conduzida pelo Banco Central. Uma desvalorização persistente do real tende a pressionar as expectativas de inflação, dificultando a redução da taxa básica de juros caso comprometa a convergência dos preços à meta. Esse cenário pode provocar elevação dos juros futuros, encarecimento do crédito e adiamento de investimentos produtivos. Ainda assim, uma disparada cambial concentrada em uma única sessão não significa, necessariamente, aumento proporcional da inflação ou mudança automática na condução da Selic.</p>
<h2>Empresas podem enfrentar aumento imediato de custos</h2>
<p>O efeito da disparada do dólar sobre as empresas brasileiras varia conforme a estrutura de receitas, despesas e endividamento de cada setor. Companhias exportadoras podem se beneficiar da conversão de receitas em moeda estrangeira para reais, embora o resultado dependa de custos dolarizados, operações de proteção cambial e condições comerciais. Em contrapartida, importadores e empresas com obrigações financeiras em dólares, mas receitas predominantemente em reais, podem sofrer deterioração das margens e aumento do peso de suas dívidas. O impacto efetivo também depende do grau de proteção cambial contratado antes da eleição.</p>
<p>A dimensão financeira do movimento pode ser ilustrada por uma operação hipotética de importação de US$ 100 mil. Considerando a cotação de R$ 4,9931 observada na sexta-feira, o custo equivalente seria de R$ 499.310, enquanto a cotação de R$ 5,6047 elevaria esse montante para R$ 560.470. A diferença de R$ 61.160 representa um aumento relevante para empresas com baixo capital de giro ou margens comerciais reduzidas. O exemplo não inclui impostos, tarifas bancárias, instrumentos de proteção ou demais despesas envolvidas numa operação real de importação.</p>
<h2>Banco Central pode atuar para conter disfuncionalidades</h2>
<p>A intensidade da oscilação cambial também colocou no radar dos investidores a possibilidade de atuação do Banco Central no mercado de câmbio. A autoridade monetária dispõe de instrumentos como leilões de dólares à vista e operações de swap cambial, que podem ser empregados conforme as condições de liquidez e funcionamento do mercado. Essas medidas não significam necessariamente a defesa de uma cotação específica para a moeda americana. Em um regime de câmbio flutuante, o objetivo de eventuais intervenções pode ser reduzir disfuncionalidades e preservar o funcionamento regular das negociações.</p>
<p>A distinção é importante porque uma intervenção pontual não resolve, isoladamente, preocupações persistentes com a política fiscal. Mesmo que operações cambiais diminuam a volatilidade de curto prazo, a trajetória do dólar continuará dependente das expectativas sobre inflação, juros, dívida pública e fluxo de capitais. Uma atuação do Banco Central também não deve ser confundida com compromisso de impedir a valorização da moeda americana. Até o momento considerado nesta reportagem, a possibilidade de intervenção era objeto de avaliação de agentes financeiros, sem confirmação de uma medida extraordinária específica nesta sessão.</p>
<h2>Próximos sinais do governo serão decisivos para o dólar</h2>
<p>A reação inicial do mercado coloca as primeiras declarações econômicas do governo reeleito no centro das atenções. Investidores deverão acompanhar eventuais mudanças na equipe econômica, a apresentação de prioridades fiscais e as negociações com o Congresso Nacional sobre o Orçamento e a agenda legislativa de 2027. Sinalizações consideradas compatíveis com uma trajetória sustentável da dívida pública podem contribuir para reduzir parte dos prêmios de risco incorporados aos ativos brasileiros. Por outro lado, a percepção de deterioração persistente das contas públicas poderá prolongar a pressão sobre o câmbio e os juros.</p>
<p>O movimento desta segunda-feira representa um teste importante para a confiança dos agentes econômicos, mas ainda não permite determinar um novo patamar permanente para o dólar. A diferença entre uma correção financeira concentrada no período pós-eleitoral e uma mudança estrutural das expectativas será observada nas próximas sessões. Para empresas, consumidores e investidores, o principal risco não está apenas na cotação máxima registrada nesta manhã, mas na possibilidade de que a desvalorização cambial se prolongue e contamine decisões de preços, crédito e investimento. O comportamento do real nos próximos dias dependerá tanto da resposta política e fiscal do governo quanto da capacidade do mercado de absorver o ajuste de posições provocado pelo resultado eleitoral.</p>
<p><strong>Fontes</strong></p>
<p>Tribunal Superior Eleitoral (TSE) — Resultado oficial do segundo turno das eleições presidenciais de 2026, divulgado em 25 de outubro.</p>
<p>B3 — Comunicados oficiais de 26 de outubro de 2026 sobre ampliação dos limites de oscilação dos contratos futuros de dólar, Ibovespa e juros.</p>
<p>Banco Central do Brasil — Sistema PTAX e informações institucionais sobre o funcionamento do mercado cambial e instrumentos de atuação.</p>
<p>Money Times — Informações de mercado sobre as cotações do dólar à vista na abertura do pregão de 26 de outubro de 2026.</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Petrobras (PETR4) lidera negociações na B3 e bancos ocupam metade das 10 ações mais movimentadas</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/petrobras-petr4-acoes-mais-negociadas-b3-setembro-2026</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Oct 2026 19:08:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Petrobras (PETR4) lidera ações mais negociadas da B3 em setembro de 2026. Bancos ocupam cinco posições no Top 10. Confira o ranking completo.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Petrobras (PETR4) manteve a liderança entre as ações mais negociadas da B3 em setembro de 2026, ocupando a primeira posição em quatro dos cinco perfis de investidores analisados pela Bolsa brasileira. O levantamento, divulgado na quinta-feira (22), também revelou o fortalecimento do setor financeiro, responsável por cinco das dez posições do ranking mensal. Itaú Unibanco (ITUB4), Banco do Brasil (BBAS3), B3 (B3SA3), Bradesco (BBDC4) e BTG Pactual (BPAC11) estiveram entre os papéis com maior movimentação financeira. Os dados fazem parte do Datawise+, plataforma de inteligência de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341317">mercado</a> da B3.</p>
<p>A Petrobras liderou as negociações entre pessoas físicas, fundos de investimento, investidores estrangeiros e instituições financeiras. Apenas entre as pessoas jurídicas a Vale (VALE3) assumiu a primeira posição, deixando a petroleira em segundo lugar. No ranking geral, Petrobras, Vale e Itaú Unibanco conservaram as três primeiras colocações observadas em agosto. A distribuição mostra a concentração das negociações em <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341316">empresas</a> de grande capitalização, com elevada presença nas carteiras de investidores brasileiros e internacionais.</p>
<p>Entre as principais mudanças de setembro, o Banco do Brasil avançou quatro posições, passando do oitavo para o quarto lugar. A B3 retornou à lista na quinta posição, enquanto a PRIO (PRIO3) voltou ao grupo dos dez papéis mais movimentados, ocupando o décimo lugar. Em contrapartida, Sabesp (SBSP3) e Embraer (EMBJ3), presentes no levantamento anterior, deixaram o ranking. As mudanças refletem alterações no volume financeiro negociado, sem representar necessariamente aumento ou redução da preferência dos investidores por essas companhias.</p>
<h2>Veja as 10 ações mais negociadas da B3 em setembro de 2026</h2>
<p>O levantamento considera o volume financeiro movimentado na ponta compradora, calculado a partir do preço e da quantidade de ações adquiridas. A metodologia permite identificar os papéis que concentraram maior atividade de negociação em cada período. O resultado não mede a valorização das ações nem o saldo líquido de compras e vendas dos diferentes grupos de investidores.</p>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Posição</th>
<th>Empresa</th>
<th>Código</th>
</tr>
<tr>
<td>1º</td>
<td>Petrobras PN</td>
<td>PETR4</td>
</tr>
<tr>
<td>2º</td>
<td>Vale</td>
<td>VALE3</td>
</tr>
<tr>
<td>3º</td>
<td>Itaú Unibanco</td>
<td>ITUB4</td>
</tr>
<tr>
<td>4º</td>
<td>Banco do Brasil</td>
<td>BBAS3</td>
</tr>
<tr>
<td>5º</td>
<td>B3</td>
<td>B3SA3</td>
</tr>
<tr>
<td>6º</td>
<td>Bradesco PN</td>
<td>BBDC4</td>
</tr>
<tr>
<td>7º</td>
<td>Axia Energia</td>
<td>AXIA3</td>
</tr>
<tr>
<td>8º</td>
<td>BTG Pactual</td>
<td>BPAC11</td>
</tr>
<tr>
<td>9º</td>
<td>Petrobras ON</td>
<td>PETR3</td>
</tr>
<tr>
<td>10º</td>
<td>PRIO</td>
<td>PRIO3</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><em>Fonte: B3/Datawise+, setembro de 2026.</em></p>
<p>Embora a lista apresente dez códigos de negociação, ela reúne nove empresas diferentes. Isso ocorre porque a Petrobras aparece duas vezes, com suas ações preferenciais (PETR4) na liderança e as ordinárias (PETR3) na nona posição. As duas classes representam participações na mesma companhia, mas possuem características e direitos distintos. Para interpretar corretamente o levantamento, é necessário considerar essa diferença.</p>
<p>A presença de cinco ativos vinculados ao setor financeiro também merece atenção. Além das ações de bancos comerciais, o grupo inclui os papéis da própria B3, responsável pela infraestrutura do mercado de capitais brasileiro. O resultado demonstra a importância das instituições financeiras na movimentação da Bolsa. Entretanto, a participação elevada no ranking não comprova, isoladamente, uma entrada líquida de recursos no setor.</p>
<h2>Petrobras (PETR4) lidera quatro dos cinco perfis de investidores</h2>
<p>A segmentação por categoria de investidor reforça o protagonismo da Petrobras nas negociações realizadas em setembro. As ações preferenciais da estatal ficaram na primeira posição entre pessoas físicas, fundos de investimento, investidores não residentes e instituições financeiras. A Vale ocupou o segundo lugar nesses quatro grupos e liderou apenas entre as pessoas jurídicas. A distribuição evidencia a presença recorrente das duas companhias entre os papéis de maior liquidez da Bolsa.</p>
<p>As diferenças tornam-se mais relevantes a partir da terceira colocação. Entre os investidores individuais, o Banco do Brasil foi o terceiro papel mais negociado, seguido por Itaú Unibanco e PRIO. Nos fundos de investimento, a terceira posição ficou com a Axia Energia (AXIA3), enquanto o Itaú apareceu em quarto lugar. Entre os investidores estrangeiros, o banco privado ocupou a terceira colocação.</p>
<p>Nas instituições financeiras, a B3 foi o terceiro ativo mais movimentado, seguida por Itaú Unibanco e Localiza (RENT3). Já entre as pessoas jurídicas, a terceira posição ficou com a PRIO, seguida por Totvs (TOTS3) e Itaú. Essas diferenças mostram que cada categoria de participante apresenta uma composição própria de negociações. O volume financeiro pode refletir estratégias de investimento, rebalanceamento de carteiras, operações de curto prazo e necessidades de liquidez.</p>
<p>Petrobras, Vale, Itaú Unibanco e Banco do Brasil foram as únicas companhias presentes entre as dez primeiras posições nos cinco perfis analisados. A recorrência indica que seus papéis concentram negociações de participantes com estratégias diferentes. Isso também contribui para a liquidez desses ativos, uma característica relevante para investidores que precisam realizar operações de maior porte. Ainda assim, a presença no ranking não permite concluir que todos esses grupos estejam aumentando suas participações nas empresas.</p>
<h2>Banco do Brasil (BBAS3) avança quatro posições</h2>
<p>O Banco do Brasil apresentou uma das mudanças mais expressivas no levantamento de setembro, ao subir do oitavo para o quarto lugar no ranking geral. O avanço colocou o banco estatal imediatamente atrás de Petrobras, Vale e Itaú Unibanco. Entre as pessoas físicas, BBAS3 também alcançou a terceira posição, superando outros ativos de grande movimentação. A mudança indica aumento de sua relevância relativa nas negociações do mês.</p>
<p>O levantamento, entretanto, não informa o saldo líquido de recursos direcionados ao Banco do Brasil nem permite identificar as razões específicas do crescimento de sua movimentação. Uma ação pode apresentar elevado volume financeiro mesmo durante períodos de queda de preços, especialmente quando compradores e vendedores negociam quantidades expressivas. A interpretação exige informações adicionais sobre cotações, posições de investidores e condições de mercado. Por isso, o avanço no ranking não deve ser confundido com valorização do papel.</p>
<p>A presença de Banco do Brasil, Itaú, Bradesco e BTG Pactual reforça o peso das instituições bancárias na Bolsa brasileira. O setor possui participação relevante em indicadores de mercado e concentra companhias com grande número de acionistas e investidores institucionais. Além disso, seus resultados são acompanhados por indicadores como margem financeira, inadimplência, rentabilidade e crescimento das carteiras de crédito. Mudanças nessas variáveis podem afetar as expectativas sobre as empresas, embora o ranking da B3 não estabeleça uma relação causal entre esses fatores e o volume negociado.</p>
<h2>Petrobras, Vale e bancos concentram negociações de diferentes setores</h2>
<p>A composição das primeiras posições evidencia uma característica estrutural do mercado acionário brasileiro: a presença de grandes companhias ligadas a commodities e serviços financeiros. Petrobras e Vale ocupam as duas primeiras colocações, enquanto empresas do setor financeiro aparecem em cinco posições do grupo dos dez ativos mais movimentados. A PRIO acrescenta outra companhia de petróleo à relação, e a Axia Energia representa o segmento elétrico. Essa distribuição mostra a importância desses setores na liquidez do mercado.</p>
<p>A concentração das negociações, entretanto, não equivale à concentração dos investimentos totais dos participantes. Fundos e instituições financeiras podem negociar uma mesma ação diversas vezes ao longo do mês, ampliando o volume movimentado sem necessariamente alterar de maneira significativa suas posições finais. O levantamento também não apresenta os valores financeiros absolutos negociados por ativo. Assim, as posições indicam uma ordem relativa, mas não permitem calcular a distância de volume entre as empresas.</p>
<p>Outra observação importante envolve a presença das duas classes de ações da Petrobras. Embora PETR4 ocupe a liderança e PETR3 apareça em nono lugar, os volumes correspondem a instrumentos diferentes. A soma de suas negociações poderia oferecer outra perspectiva sobre a movimentação agregada da companhia, mas esse cálculo exige os valores absolutos de cada papel. Como esses números não constam do ranking divulgado, não é possível determinar o volume financeiro combinado.</p>
<h2>Fundos imobiliários têm TRXF11 na liderança</h2>
<p>O levantamento da B3 também identificou os fundos imobiliários mais negociados em setembro. O TRX Real Estate (TRXF11) manteve a primeira colocação, seguido pelo Kinea Rendimentos Imobiliários (KNCR11), que avançou do quarto para o segundo lugar. O Maxi Renda (MXRF11) passou da sexta para a terceira posição. A lista reúne diferentes estratégias de investimento, incluindo imóveis físicos e recebíveis imobiliários.</p>
<p>O TRXF11 possui exposição a imóveis utilizados por empresas de varejo e logística, enquanto o KNCR11 concentra sua estratégia em certificados de recebíveis imobiliários, principalmente vinculados ao CDI. Já o MXRF11 combina investimentos em crédito imobiliário e outras operações do segmento. A composição do grupo demonstra que fundos com características distintas podem apresentar elevada liquidez. O volume negociado, porém, não indica necessariamente maior rentabilidade ou menor risco.</p>
<p>Entre os demais destaques aparecem o Pátria Log (HGLG11), na quarta posição, e o XP Malls (XPML11), na quinta. Os dois fundos possuem estratégias voltadas a imóveis físicos, com exposição predominante a galpões logísticos e shopping centers, respectivamente. A movimentação reforça a presença de diferentes segmentos imobiliários entre os produtos acompanhados pelos investidores. Para avaliar o desempenho financeiro, seria necessário considerar também rendimentos distribuídos, evolução patrimonial e preços das cotas.</p>
<h2>ETFs ligados ao Ibovespa e às small caps mantêm liderança</h2>
<p>Nos fundos de índice negociados na B3, conhecidos como ETFs, as três primeiras posições permaneceram inalteradas em setembro. O BOVA11 liderou novamente, seguido por SMAL11 e BOVV11. Os produtos oferecem exposição a índices do mercado acionário brasileiro, incluindo o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank"  rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341318">Ibovespa</a> e o segmento de empresas de menor capitalização. A manutenção dessas posições demonstra a relevância dos instrumentos de investimento indexado na movimentação da Bolsa.</p>
<p>O LFTB11, ETF de renda fixa com exposição a títulos públicos, avançou da quinta para a quarta posição. O IVVB11, que acompanha o desempenho do índice americano S&amp;P 500 em reais, ficou em quinto lugar. Também apareceram na lista produtos relacionados à taxa Selic, títulos públicos indexados à inflação e ouro. A variedade evidencia a utilização dos ETFs para exposição a diferentes classes de ativos.</p>
<p>A comparação com agosto mostra estabilidade entre os fundos mais negociados ligados às ações brasileiras, mas mudanças nas posições dos demais produtos. Essas alterações podem decorrer de negociações associadas à gestão de liquidez e ao ajuste de exposições. Os dados, entretanto, não revelam a posição líquida final dos investidores em cada fundo. A análise do fluxo de recursos exigiria informações complementares sobre emissão, resgate e movimentação das cotas.</p>
<h2>Aura Minerals (AURA33) lidera BDRs, seguida por Nubank e XP</h2>
<p>Entre os Brazilian Depositary Receipts (BDRs), certificados negociados no Brasil que representam ativos de companhias estrangeiras, a Aura Minerals (AURA33) manteve a liderança em setembro. A Nu Holdings (ROXO34), controladora do Nubank, avançou para a segunda posição, enquanto a XP (XPBR31) alcançou o terceiro lugar. O desempenho representa uma mudança em relação ao ranking de agosto, quando empresas de tecnologia ocupavam posições mais elevadas. Os dados refletem a movimentação financeira desses instrumentos na B3.</p>
<p>A Micron Technology (MUTC34) permaneceu na quarta colocação, e o Mercado Livre (MELI34) entrou na quinta. Nvidia (NVDC34), Tesla (TSLA34) e outros emissores também apareceram entre os dez mais negociados. A composição combina companhias ligadas a tecnologia, serviços financeiros, comércio eletrônico e mineração. Essa diversidade demonstra que o mercado brasileiro de BDRs reúne diferentes setores econômicos.</p>
<p>O crescimento da negociação desses certificados também amplia as alternativas disponíveis aos investidores brasileiros para acessar empresas constituídas fora do país. Entretanto, os BDRs apresentam características próprias de negociação e riscos relacionados aos ativos subjacentes, ao câmbio e às condições de liquidez. O fato de um certificado figurar entre os mais movimentados não representa indicação de adequação a determinado perfil de investidor. Sua avaliação depende das características do produto e dos objetivos de cada carteira.</p>
<h2>O que o ranking da B3 revela sobre o mercado brasileiro</h2>
<p>O levantamento de setembro evidencia três movimentos relevantes: a manutenção da Petrobras entre os ativos de maior liquidez, o avanço de instituições financeiras no ranking geral e as diferenças de negociação entre perfis de investidores. A presença de quatro companhias em todas as categorias analisadas demonstra a importância de um grupo relativamente restrito de empresas na movimentação da Bolsa. Ao mesmo tempo, a entrada e a saída de determinados papéis mostram que essa composição pode variar mensalmente.</p>
<p>A comparação entre agosto e setembro indica que as principais posições permaneceram relativamente estáveis, mas houve mudanças importantes a partir do quarto lugar. O Banco do Brasil ganhou relevância, enquanto B3 e PRIO retornaram ao grupo dos dez ativos mais negociados. Essa alternância permite identificar onde a atividade de negociação se intensificou em termos relativos. Não é suficiente, contudo, para concluir que houve entrada líquida de capital ou mudança permanente nas estratégias de investimento.</p>
<p>Para investidores, o ranking oferece uma referência sobre liquidez e concentração das operações no mercado brasileiro. Ações com negociação frequente podem facilitar a execução de ordens, embora também estejam sujeitas a oscilações de preços e alterações de volume. A movimentação elevada não garante retorno financeiro positivo nem reduz os riscos específicos das companhias. O levantamento do Datawise+ funciona, portanto, como um retrato da atividade da B3 em setembro, e não como uma classificação das melhores oportunidades de investimento.</p>
<p><strong>Fontes</strong></p>
<p>B3 — Instituições financeiras ocupam metade do Top 10 de ações em setembro na B3, segundo Datawise+, comunicado oficial de 22 de outubro de 2026.</p>
<p>B3 — BTG Pactual alcança melhor posição do ano e Embraer estreia no Top 10 das ações mais negociadas em 2026, levantamento de agosto divulgado em 28 de setembro de 2026.</p>
<p>B3 — Datawise+, metodologia e segmentação das negociações por categoria de investidor.</p>
<p>B3 — Bora Investir, levantamento das ações, fundos imobiliários, ETFs e BDRs mais negociados em setembro de 2026.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Allos (ALOS3) fecha acordo de até R$ 1 bilhão para vender participações em sete shoppings ao KAML11</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/allos-alos3-acordo-1-bilhao-venda-sete-shoppings-kaml11</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Daniel Wicker]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Oct 2026 14:36:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Fundos Imobiliários]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Allos]]></category>
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		<category><![CDATA[B3]]></category>
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		<category><![CDATA[fundos imobiliários]]></category>
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		<category><![CDATA[mercado imobiliário]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[shopping centers]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Allos (ALOS3) fecha acordo de até R$ 1 bilhão para vender participações em sete shoppings ao KAML11. Veja os ativos e as condições da operação</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Allos (ALOS3) assinou compromissos para vender participações em sete shopping centers ao Kinea Allos Malls Fundo de Investimento Imobiliário (KAML11). A operação está vinculada à primeira emissão de cotas do fundo, que prevê captação entre R$ 600 milhões e R$ 1 bilhão.</p>
<p>A conclusão do negócio depende de o KAML11 atingir a captação mínima de R$ 600 milhões e cumprir outras condições contratuais. O volume levantado definirá o tamanho das participações transferidas em cada empreendimento.</p>
<p>A carteira foi avaliada com base em um <em>cap rate</em> médio de aproximadamente 9,5%, calculado sobre o resultado operacional líquido dos shoppings em 2025. A Allos também pretende manter participação nos ativos, continuar responsável pela administração dos empreendimentos e deter até 24% das cotas do fundo.</p>
<h2>Participações em sete shoppings</h2>
<p>O acordo abrange os seguintes empreendimentos:</p>
<ul>
<li><strong>Shopping Metrô Santa Cruz:</strong> de 49,5% a 70%.</li>
<li><strong>Caxias Shopping:</strong> de 41% a 65%.</li>
<li><strong>Bangu Shopping:</strong> de 8% a 18%.</li>
<li><strong>Shopping Parangaba:</strong> de 20% a 29%.</li>
<li><strong>Plaza Sul Shopping:</strong> de 9% a 22%.</li>
<li><strong>Shopping Villa-Lobos:</strong> de 6,5% a 12%.</li>
<li><strong>Shopping Tamboré:</strong> de 5% a 7%.</li>
</ul>
<p>Os percentuais finais dependerão do resultado da oferta e das condições necessárias para a conclusão da transação. Eles não representam necessariamente a participação total atualmente detida pela Allos em cada ativo.</p>
<p>A carteira permitirá ao fundo iniciar as atividades com exposição a empreendimentos já estabelecidos e diversificação entre sete shoppings. O KAML11, porém, permanecerá concentrado no segmento de shopping centers e sujeito a riscos relacionados à ocupação, às vendas dos lojistas e aos custos operacionais.</p>
<h2>Oferta do KAML11 terá captação mínima de R$ 600 milhões</h2>
<p>A primeira oferta pública de cotas do KAML11 prevê a emissão inicial de até 8 milhões de cotas, ao preço de R$ 100 cada, sem considerar a taxa de distribuição. Com a colocação de até 2 milhões de cotas adicionais, o volume máximo pode chegar a R$ 1 bilhão.</p>
<p>O prospecto estabelece captação mínima de R$ 600 milhões, equivalente a 6 milhões de cotas. Caso esse valor não seja alcançado, a aquisição das participações da Allos não poderá ser concluída nos termos anunciados.</p>
<p>A oferta será realizada sob o regime de melhores esforços de colocação, sem garantia de distribuição integral. Uma captação maior permitirá ao fundo adquirir participações mais elevadas dentro dos intervalos previstos. Se o volume ficar próximo do mínimo, a Allos deverá manter uma parcela maior dos ativos em seu patrimônio direto.</p>
<h2>Captação foi reduzida em relação ao acordo de abril</h2>
<p>A estrutura atual é menor do que a prevista no memorando de entendimentos anunciado pela Allos em 10 de abril. Na ocasião, a companhia trabalhava com captação mínima de R$ 789,5 milhões e máxima de R$ 1,9737 bilhão.</p>
<p>Os valores foram reduzidos para R$ 600 milhões e R$ 1 bilhão, respectivamente. A queda foi de aproximadamente 24% no piso e de 49,3% no teto da oferta. Segundo a Allos, a revisão refletiu as condições de <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341294">mercado</a>.</p>
<p>A mudança reduz o volume mínimo necessário para viabilizar a operação, mas também limita o potencial de monetização imediata do portfólio. O impacto sobre caixa, endividamento e capacidade de investimento dependerá dos valores finais e da destinação dos recursos.</p>
<h2>Allos receberá 80% do valor inicialmente</h2>
<p>O acordo prevê o pagamento inicial de 80% do preço de aquisição após o encerramento da oferta pública. Os 20% restantes serão quitados em três parcelas iguais, com vencimentos em 24, 36 e 48 meses.</p>
<p>Assim, a maior parte dos recursos será recebida na conclusão da operação, enquanto uma parcela permanecerá como recebível nos anos seguintes. O volume captado pelo fundo não corresponderá necessariamente ao ingresso líquido de caixa na Allos, especialmente porque a companhia pretende adquirir uma participação relevante no KAML11.</p>
<p>A estrutura permite à empresa monetizar parte dos ativos sem abandonar completamente sua exposição econômica aos empreendimentos. A estratégia também pode liberar capital para novos investimentos, embora sua eficiência dependa da rentabilidade das aplicações futuras e dos custos da operação.</p>
<h2><em>Cap rate</em> de 9,5% é referência de avaliação</h2>
<p>O <em>cap rate</em> de aproximadamente 9,5% é uma referência utilizada na avaliação econômica dos ativos. O indicador relaciona o resultado operacional líquido anual dos imóveis ao valor atribuído às participações negociadas.</p>
<p>A taxa não representa uma rentabilidade garantida aos cotistas do KAML11. O retorno efetivo dependerá das receitas dos shoppings, das despesas operacionais, das taxas de administração e gestão, da estrutura de capital e do desempenho dos empreendimentos.</p>
<p>O valor de mercado das cotas também poderá variar conforme as condições do setor imobiliário, do mercado financeiro e do ambiente de juros.</p>
<h2>Allos poderá deter até 24% do fundo</h2>
<p>A Allos informou que pretende deter até 24% das cotas do KAML11. O percentual estará sujeito às regras de alocação e ao eventual rateio da oferta, não sendo uma participação definitivamente assegurada.</p>
<p>Uma subsidiária da companhia atuará inicialmente como consultora imobiliária do fundo. Após obter a habilitação regulatória necessária, poderá assumir a função de cogestora do KAML11 ao lado da Kinea.</p>
<p>A estrutura combina a venda de participações imobiliárias com a manutenção da atuação operacional da Allos nos shoppings. A companhia também poderá criar uma nova fonte de receitas vinculada à gestão de ativos e fundos imobiliários.</p>
<h2>Acionistas terão prioridade na oferta</h2>
<p>A emissão prevê alocação prioritária para acionistas da Allos identificados na posição acionária após o fechamento do mercado em 22 de outubro de 2026. A participação seguirá os critérios definidos no prospecto definitivo e não representa distribuição gratuita de cotas.</p>
<p>O acordo também concede ao KAML11 direito de primeira oferta sobre determinadas participações imobiliárias do portfólio da Allos. O fundo poderá ainda participar de novas aquisições realizadas em conjunto com <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341293">empresas</a> parceiras, observadas as exceções contratuais.</p>
<p>A Allos ficará sujeita a um período de restrição de seis meses para negociar as cotas do fundo que vier a deter. A companhia terá diferentes vínculos com o KAML11, como cotista, administradora dos shoppings e potencial cogestora, o que torna relevantes as regras de governança e os possíveis conflitos de interesses.</p>
<h2>Impactos para as ações ALOS3</h2>
<p>Para os acionistas da Allos, a operação combina monetização de ativos, preservação de receitas operacionais e expansão da atividade de gestão imobiliária.</p>
<p>A conclusão do negócio poderá alterar a composição dos ativos diretamente detidos pela companhia, sua posição de caixa e os resultados futuros. Esses efeitos ainda dependem da definição das participações efetivamente vendidas e dos valores finais da transação.</p>
<p>A Allos informou que a parceria com a Kinea não altera sua atual estratégia de remuneração aos acionistas. Os recursos obtidos com a venda, porém, não serão necessariamente distribuídos como dividendos. A destinação dependerá das decisões financeiras da administração e das oportunidades de investimento.</p>
<p>O próximo evento relevante será o resultado da primeira emissão do KAML11. A captação definirá as participações transferidas em cada shopping e permitirá avaliar com maior precisão os efeitos da operação sobre a Allos. Até a conclusão das etapas previstas, o anúncio representa um compromisso de alienação, e não a transferência definitiva dos ativos.</p>
<p><strong>Fontes</strong></p>
<p>Allos S.A. — Fato relevante de 23 de outubro de 2026, divulgado à Comissão de Valores Mobiliários.</p>
<p>Allos S.A. — Fato relevante de 10 de abril de 2026 sobre o memorando de entendimentos com a Kinea.</p>
<p>Kinea Allos Malls FII — Prospecto definitivo da primeira emissão de cotas, de 22 de outubro de 2026.</p>
<p>Kinea Allos Malls FII — Anúncio de início da oferta pública, de 22 de outubro de 2026.</p>
<p>Kinea Investimentos — Informações institucionais do fundo KAML11.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Ibovespa Futuro sobe antes do segundo turno com empate entre Lula e Flávio Bolsonaro</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/ibovespa-futuro-hoje-23-10-2026-eleicoes-lula-flavio-bolsonaro</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Oct 2026 13:26:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[B3]]></category>
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		<category><![CDATA[Dólar]]></category>
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		<category><![CDATA[IPCA-15]]></category>
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		<category><![CDATA[Mercado Financeiro]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Petróleo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ibovespa Futuro sobe 0,44% antes do segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro. Mercado acompanha Datafolha, IPCA-15, Bradesco e dólar.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Ibovespa Futuro iniciou as negociações desta sexta-feira (23) em alta, no último pregão antes do segundo turno das eleições presidenciais de 2026, marcado para domingo (25). Por volta das 9h02, o contrato avançava 0,44%, aos 207.000 pontos, enquanto investidores avaliavam a pesquisa Datafolha que apontou empate entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). A proximidade da votação, combinada com a divulgação da prévia da inflação oficial e novos balanços corporativos, coloca o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341291">mercado</a> financeiro diante de uma sessão marcada por múltiplos fatores de risco. No exterior, a valorização do petróleo e as perdas nos futuros de Wall Street acrescentam pressão ao ambiente de cautela.</p>
<p>O principal destaque político é o levantamento Datafolha divulgado na quinta-feira (22), que mostrou Lula e Flávio Bolsonaro com 50% dos votos válidos cada um. A pesquisa representa um estreitamento da disputa em relação à rodada anterior, quando o candidato do PL tinha 51% das intenções de voto, contra 49% do atual presidente. Nos votos totais, Flávio aparece com 47%, enquanto Lula registra 46%, diferença dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. O resultado reforça a percepção de uma eleição altamente competitiva, sem definição clara de vencedor às vésperas da votação.</p>
<p>Além do cenário eleitoral, o mercado recebeu nesta manhã os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O indicador avançou 0,32% em outubro, abaixo das projeções dos economistas, após registrar alta de 0,70% em setembro. No acumulado de 2026, a inflação medida pelo índice alcançou 4,15%, enquanto a variação em 12 meses ficou em 4,62%. A combinação de desaceleração mensal e inflação acumulada ainda elevada exige uma leitura cuidadosa sobre as perspectivas dos juros.</p>
<h2>Eleições 2026 aumentam incerteza na Bolsa brasileira</h2>
<p>A disputa presidencial tornou-se um dos principais fatores de precificação dos ativos domésticos, especialmente diante das diferenças entre as propostas econômicas dos candidatos. Investidores acompanham possíveis mudanças na condução da política fiscal, na trajetória da dívida pública e nas relações do governo com <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341288">empresas</a> estatais. As expectativas sobre o resultado eleitoral podem influenciar diretamente as negociações de ações, contratos futuros de juros e câmbio. Entretanto, as movimentações de curto prazo não representam necessariamente uma avaliação definitiva sobre os efeitos econômicos de cada candidatura.</p>
<p>O Datafolha entrevistou 2.520 eleitores entre 20 e 22 de outubro, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-09709/2026. Na primeira rodada da pesquisa durante o segundo turno, Flávio Bolsonaro aparecia com 52% dos votos válidos, contra 48% de Lula, diferença que caiu para 51% a 49% na semana seguinte. A nova rodada apresenta empate numérico, embora as oscilações observadas estejam dentro da margem de erro.</p>
<p>Nesta sexta-feira, o mercado também acompanha a divulgação de novos levantamentos eleitorais, incluindo pesquisas de Alfa Inteligência, Ipespe/Abrapel, Real Time Big Data, Veritá e Vox Brasil. A programação <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341341">política</a> terá ainda o debate presidencial da TV Globo, previsto para a noite, último confronto televisivo entre os candidatos antes da votação. Eventuais mudanças na percepção sobre o desempenho de Lula e Flávio Bolsonaro poderão afetar as expectativas para a abertura do mercado na próxima semana. Como a Bolsa brasileira não funciona durante o fim de semana, os investidores terão de administrar o risco de carregamento de posições até a definição do resultado eleitoral.</p>
<h2>IPCA-15 abaixo do esperado coloca juros no centro das atenções</h2>
<p>O resultado da prévia da inflação oferece um contraponto econômico às incertezas políticas. A alta de 0,32% em outubro representa desaceleração de 0,38 ponto percentual em relação a setembro e ficou abaixo da mediana das estimativas do mercado. O desempenho pode favorecer a avaliação de que parte das pressões inflacionárias perdeu intensidade no período recente. Ainda assim, o resultado de um único mês não é suficiente para caracterizar uma mudança definitiva na tendência dos preços.</p>
<p>A inflação acumulada em 12 meses passou de 4,47% em setembro para 4,62% em outubro, permanecendo acima do limite superior de 4,5% do intervalo de tolerância da meta perseguida pelo Banco Central. Esse comportamento demonstra que uma desaceleração mensal pode coexistir com a aceleração da inflação anual, dependendo da comparação com os índices registrados no ano anterior. Para a política monetária, a evolução dos preços de serviços, alimentos, energia e demais componentes da inflação continuará sendo relevante. A autoridade monetária também deverá considerar as expectativas futuras e as condições de atividade econômica antes de decidir sobre os juros.</p>
<p>O mercado de renda variável tende a acompanhar especialmente a reação dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI), que refletem expectativas para a trajetória das taxas de juros. Uma eventual redução dos juros esperados pode beneficiar empresas mais dependentes de financiamento, como varejistas, construtoras e companhias com maior endividamento. Em sentido contrário, a manutenção de expectativas elevadas para a Selic pode limitar o apetite por ações, ao tornar aplicações de renda fixa relativamente mais atraentes. O efeito líquido do IPCA-15 dependerá também da intensidade do risco eleitoral e das condições externas.</p>
<h2>Bradesco (BBDC4) entra no radar após lucro de R$ 7,1 bilhões</h2>
<p>No noticiário corporativo, investidores avaliam os resultados do Bradesco (BBDC4), que divulgou seu balanço do terceiro trimestre de 2026 na noite de quinta-feira (22). O banco registrou lucro líquido recorrente de aproximadamente R$ 7,1 bilhões, crescimento de 14,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. O desempenho ficou próximo das projeções de analistas, indicando continuidade da recuperação de rentabilidade da instituição financeira. A companhia também anunciou a renovação de seu programa de recompra de ações.</p>
<p>O crescimento do lucro, contudo, não elimina os desafios relacionados à qualidade da carteira de crédito. A inadimplência superior a 90 dias alcançou 4,6%, enquanto as provisões para perdas esperadas aumentaram diante de um ambiente ainda exigente para consumidores e empresas. A carteira de crédito expandida chegou a aproximadamente R$ 1,15 trilhão, crescimento anual de cerca de 11%. Esses indicadores mostram que o avanço dos <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank" rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341289">negócios</a> precisa ser analisado em conjunto com o custo do risco e a capacidade de pagamento dos clientes.</p>
<p>O desempenho do Bradesco também oferece sinais sobre a situação do sistema bancário brasileiro em um período de juros elevados e desaceleração econômica. A expansão das operações de crédito pode sustentar receitas futuras, mas também aumenta a importância do acompanhamento da inadimplência. Para os investidores, a sustentabilidade da rentabilidade dependerá da evolução das margens financeiras, das despesas operacionais e das provisões. O programa de recompra acrescenta outro elemento à avaliação das ações, embora seu impacto dependa do volume efetivamente executado.</p>
<h2>Petróleo Brent supera US$ 114 e amplia pressão internacional</h2>
<p>No mercado internacional, o petróleo Brent operava acima de US$ 114 por barril nesta sexta-feira, sustentado pelo agravamento das tensões no Oriente Médio. Novos ataques dos houthis contra a Arábia Saudita aumentaram as preocupações sobre a segurança das instalações e das rotas de fornecimento de energia. Relatos sobre possíveis ações militares envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã também contribuíram para elevar a percepção de risco geopolítico. As cotações caminhavam para a terceira semana consecutiva de valorização.</p>
<p>Para o mercado brasileiro, o avanço do petróleo produz efeitos potencialmente distintos entre os setores da Bolsa. Empresas produtoras e exportadoras, como a Petrobras (PETR4) e outras companhias de exploração de petróleo, podem se beneficiar de preços internacionais mais elevados, dependendo de seus custos e políticas comerciais. Por outro lado, a valorização da commodity aumenta os riscos de pressão sobre combustíveis, transporte e custos industriais. Esse movimento pode dificultar a desaceleração da inflação e alterar as expectativas para a política monetária.</p>
<p>A relação entre o petróleo e os ativos brasileiros também depende do comportamento do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank" rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341290">dólar</a>. Como a commodity é negociada internacionalmente na moeda americana, oscilações cambiais afetam sua conversão para reais e os custos de importação. A combinação de petróleo valorizado e câmbio pressionado tende a produzir efeitos mais intensos sobre setores consumidores de energia. Já uma valorização do real pode amortecer parte dessas pressões, sem eliminar completamente o impacto dos preços internacionais.</p>
<h2>Dólar futuro recua e bolsas americanas apresentam perdas</h2>
<p>No mercado de câmbio, o dólar futuro negociado na B3 apresentava recuo de 0,04%, cotado a aproximadamente R$ 5,060 nos primeiros negócios. A oscilação moderada indica que, naquele momento, não havia uma movimentação direcional expressiva no contrato, apesar da proximidade da eleição presidencial. Entretanto, a reação cambial ao longo do dia poderá mudar com a divulgação de pesquisas eleitorais e a evolução do cenário internacional. As expectativas fiscais e a posição dos investidores estrangeiros continuam relevantes para o comportamento da moeda americana.</p>
<p>Em Wall Street, os principais contratos futuros operavam em queda durante a manhã. O Dow Jones Futuro recuava 0,59%, enquanto o S&amp;P 500 apresentava baixa de 0,22% e o Nasdaq Futuro perdia 0,02%. Os investidores americanos acompanhavam a alta do petróleo e as dúvidas sobre o retorno financeiro dos grandes investimentos em inteligência artificial. O ambiente internacional menos favorável pode limitar a valorização dos ativos brasileiros, mesmo diante de indicadores domésticos considerados positivos.</p>
<p>Na Ásia, as bolsas encerraram a sessão sem direção única, refletindo preocupações com energia, tecnologia e perspectivas econômicas. No Japão, o núcleo da inflação ao consumidor acelerou para 2,1% em setembro, ante 1,7% em agosto, superando a meta de 2% do Banco do Japão pela primeira vez em nove meses. O resultado reforçou as discussões sobre a condução da política monetária japonesa e os efeitos da desvalorização do iene. Na China, o minério de ferro avançou na sessão, favorecido pela redução dos estoques portuários, mas acumulou sua sétima semana consecutiva de perdas.</p>
<h2>O que pode determinar o desempenho do Ibovespa nesta sexta-feira</h2>
<p>A última sessão antes do segundo turno reúne três forças que podem atuar em direções diferentes sobre a Bolsa brasileira. A inflação mensal abaixo das expectativas tende a melhorar a percepção sobre a trajetória dos juros, enquanto os resultados corporativos oferecem elementos específicos para avaliação das ações. Em contrapartida, a indefinição eleitoral e a alta internacional do petróleo podem ampliar a aversão ao risco. O resultado dependerá do peso atribuído pelos investidores a cada uma dessas variáveis.</p>
<p>Outro elemento relevante é a diferença entre o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank" rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341292">Ibovespa</a> Futuro e o Ibovespa à vista. O contrato futuro negocia expectativas sobre o índice em uma data posterior e incorpora fatores como juros e prazo até o vencimento, razão pela qual suas pontuações não devem ser interpretadas como equivalentes. A alta de 0,44%, aos 207.000 pontos, registrada às 9h02, representa uma fotografia dos primeiros negócios no mercado futuro, não o desempenho definitivo da Bolsa nesta sexta-feira. A evolução do índice à vista dependerá das negociações realizadas durante o pregão regular.</p>
<p>A proximidade da eleição também poderá estimular ajustes de carteiras e estratégias de proteção contra oscilações inesperadas. Investidores institucionais podem reduzir exposições, reforçar posições defensivas ou utilizar derivativos para administrar o risco de abertura dos mercados na segunda-feira (26). Esse comportamento pode elevar a volatilidade, especialmente diante de novas pesquisas eleitorais divulgadas nas horas finais da campanha. A intensidade desses ajustes dependerá da liquidez e das expectativas sobre a diferença entre os candidatos.</p>
<p>Para o mercado financeiro, a questão central é como o resultado das eleições poderá influenciar as expectativas de política econômica a partir de 2027. O comportamento da dívida pública, as perspectivas para a inflação e os juros e a orientação do próximo governo em relação ao investimento privado deverão ganhar maior relevância após a votação. Até lá, o Ibovespa permanece sujeito a movimentos de curto prazo associados às pesquisas eleitorais, aos indicadores econômicos e ao cenário internacional. A sessão desta sexta-feira representa, portanto, o último momento de negociação antes de os investidores conhecerem a decisão dos eleitores brasileiros.</p>
<p><strong>Fontes</strong></p>
<p>B3 — Informações de negociação e especificações dos contratos futuros de Ibovespa e dólar.</p>
<p>Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) — IPCA-15 de outubro de 2026, divulgado em 23 de outubro.</p>
<p>Datafolha — Pesquisa de intenção de voto para o segundo turno, divulgada em 22 de outubro de 2026, registro TSE BR-09709/2026.</p>
<p>Banco Bradesco — Relatório de Análise Econômica e Financeira do terceiro trimestre de 2026.</p>
<p>Banco Bradesco — Fato relevante sobre renovação do programa de recompra de ações, divulgado em 22 de outubro de 2026.</p>
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		<item>
		<title>Lula ou Flávio Bolsonaro: quem ganha na Bolsa e quais ações podem cair após a eleição?</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/lula-ou-flavio-bolsonaro-quem-ganha-na-bolsa-acoes-eleicoes-2026</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Bruno Assis]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Oct 2026 00:29:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mercados]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Lula ou Flávio Bolsonaro? Veja quais ações da B3 podem subir ou cair após as eleições e como o resultado pode afetar bancos, varejo e construção civil.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A disputa presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) chega ao segundo turno com potencial para provocar uma nova onda de volatilidade na Bolsa brasileira. Depois da forte valorização registrada no primeiro pregão após a votação de 4 de outubro, investidores tentam identificar quais <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341255">empresas</a> poderão se beneficiar da vitória de cada candidato. Bancos, varejistas, construtoras e companhias de serviços financeiros estão entre os segmentos mais expostos às expectativas sobre a condução da <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank" rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341253">economia</a> a partir de 2027.</p>
<p>A dimensão dessa sensibilidade ficou evidente em 5 de outubro, quando o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank" rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341254">Ibovespa</a> disparou 7,70%, enquanto o dólar comercial recuou mais de 4% e os juros futuros registraram forte queda. O movimento refletiu uma revisão das expectativas sobre o resultado eleitoral e a possibilidade de mudanças na <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341256">política</a> econômica. Com as pesquisas apontando uma disputa apertada, o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341252">mercado</a> se prepara para novas oscilações até a definição do próximo presidente.</p>
<p>O segundo turno, marcado para domingo (25), coloca duas perspectivas distintas diante dos investidores. Parte do mercado associa uma vitória de Flávio à possibilidade de maior disciplina fiscal, enquanto a reeleição de Lula representa a continuidade de políticas econômicas e programas governamentais já conhecidos. Nenhum dos cenários, porém, assegura ganhos automáticos para os acionistas.</p>
<h2>Vitória de Flávio Bolsonaro pode favorecer bancos e mercado de capitais</h2>
<p>Uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro tende a ser recebida inicialmente de maneira positiva por investidores que apostam em mudanças na condução da política econômica. A expectativa é que um novo governo apresente medidas para conter o crescimento das despesas públicas, melhorar a trajetória da dívida e recuperar a confiança dos agentes financeiros. A concretização desse cenário, entretanto, dependerá das propostas apresentadas e da capacidade de implementá-las.</p>
<p>As empresas diretamente ligadas ao mercado de capitais aparecem entre as potenciais beneficiárias. No primeiro pregão após o primeiro turno, o BDR da XP avançou 24,43%, enquanto a B3 (B3SA3) registrou valorização de 22,63%. As units do BTG Pactual (BPAC11) subiram 22,52%, desempenho quase três vezes superior ao do Ibovespa naquela sessão.</p>
<p>O comportamento dessas ações revela a expectativa de recuperação da atividade financeira, incluindo negociações de ativos, ofertas de ações, emissões de dívida e operações de crédito. Um ambiente de maior confiança tende a estimular empresas e investidores a realizar novas operações. Para XP, B3 e BTG Pactual, esse movimento pode representar oportunidades de crescimento das receitas.</p>
<p>Bancos tradicionais também podem se beneficiar de uma melhora nas perspectivas econômicas. Itaú Unibanco (ITUB4), Bradesco (BBDC4) e Banco do Brasil (BBAS3) possuem operações influenciadas pelo crescimento do crédito, pela inadimplência e pelo comportamento da atividade empresarial. A capacidade de transformar um ambiente mais favorável em lucros, contudo, varia conforme a estratégia e a estrutura de cada instituição.</p>
<h2>Magazine Luiza, MRV e Localiza podem ampliar ganhos</h2>
<p>A reação do mercado após o primeiro turno também alcançou empresas ligadas ao consumo, à construção civil e à locação de veículos. Magazine Luiza (MGLU3), Vamos (VAMO3), MRV (MRVE3) e Localiza (RENT3) registraram valorizações expressivas, acompanhando a mudança no humor dos investidores. Essas companhias apresentam sensibilidades diferentes às condições econômicas, mas compartilham exposição relevante à demanda doméstica ou à disponibilidade de financiamento.</p>
<p>Na primeira semana após o primeiro turno, o Magazine Luiza acumulou valorização de 60,58%. O movimento refletiu expectativas de recuperação do consumo e de melhora nas condições operacionais do varejo. Para sustentar os ganhos, a companhia precisará demonstrar crescimento das vendas, controle de despesas e recuperação consistente de suas margens.</p>
<p>A MRV atua em um setor no qual o acesso ao financiamento influencia diretamente as decisões de compra dos consumidores. A Localiza, por sua vez, depende de investimentos elevados para manter e renovar sua frota de veículos. Já a Vamos está exposta à demanda por caminhões, máquinas e equipamentos utilizados por diferentes setores produtivos.</p>
<p>Embora essas empresas possam apresentar desempenho positivo diante de uma melhora das expectativas econômicas, os preços de suas ações já incorporam parte desse cenário. Depois de altas expressivas, cresce o risco de realização de lucros, mesmo que o resultado eleitoral corresponda às apostas predominantes dos investidores.</p>
<h2>E se Lula vencer? Mercado pode reagir com cautela</h2>
<p>Uma vitória de Lula poderá provocar uma reação inicial negativa da Bolsa caso os investidores interpretem sua reeleição como sinal de continuidade das incertezas fiscais. Nesse cenário, o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank" rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341267">dólar</a> poderia apresentar valorização e os ativos brasileiros enfrentar maior pressão. A intensidade do movimento dependerá das expectativas já incorporadas aos preços e das primeiras sinalizações econômicas do governo.</p>
<p>Entretanto, seria equivocado concluir que todas as ações necessariamente perderiam valor. Empresas com receitas internacionais, companhias beneficiadas por políticas públicas e <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank" rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341257">negócios</a> com fundamentos operacionais sólidos podem apresentar desempenho diferente do índice geral. O comportamento de cada ativo dependerá de fatores que vão além da identidade do presidente eleito.</p>
<p>Uma eventual reeleição também poderá abrir espaço para uma revisão das expectativas caso Lula apresente compromissos considerados consistentes com o equilíbrio das contas públicas. O mercado acompanhará principalmente as medidas destinadas a controlar despesas, administrar a dívida e preservar a previsibilidade econômica. A composição da equipe ministerial e a relação com o Congresso serão elementos importantes dessa avaliação.</p>
<h2>Minha Casa, Minha Vida coloca MRV e Direcional no radar</h2>
<p>A construção civil voltada à habitação popular figura entre os segmentos com exposição direta às políticas do governo federal. O Minha Casa, Minha Vida influencia a demanda por imóveis destinados principalmente às famílias de renda baixa e média, oferecendo condições específicas de financiamento e subsídios. A manutenção ou ampliação do programa poderá beneficiar empresas com forte presença nesse mercado.</p>
<p>MRV (MRVE3) e Direcional (DIRR3) estão entre as companhias com operações relevantes no segmento habitacional. Uma eventual ampliação dos recursos disponíveis, das faixas de renda atendidas ou das condições de contratação poderia estimular novos empreendimentos. Entretanto, o impacto efetivo dependerá das regras adotadas e da capacidade de execução das construtoras.</p>
<p>O aumento das vendas não representa necessariamente crescimento proporcional dos lucros. Custos de terrenos, materiais, mão de obra e eficiência operacional continuam determinantes para a rentabilidade dos projetos. Por isso, investidores precisarão avaliar a capacidade das empresas de transformar oportunidades comerciais em geração de caixa.</p>
<h2>Cogna e Yduqs podem reagir às políticas para educação</h2>
<p>Outro setor que merece atenção em uma eventual reeleição de Lula é o ensino superior privado. Cogna (COGN3) e Yduqs (YDUQ3) possuem negócios que podem ser influenciados pelas condições de acesso à educação e pelos programas federais de financiamento estudantil. Entre esses instrumentos está o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), que permite financiar cursos superiores em instituições privadas participantes.</p>
<p>Mudanças nas regras de elegibilidade, na quantidade de vagas ou nos mecanismos de financiamento podem ampliar o mercado potencial dessas companhias. Entretanto, não existe garantia de que a continuidade do governo resulte em expansão do programa ou em benefícios imediatos para as empresas. Qualquer impacto dependerá de decisões administrativas, disponibilidade orçamentária e demanda dos estudantes.</p>
<p>Além das políticas governamentais, os resultados de Cogna e Yduqs são influenciados pela evasão estudantil, inadimplência, reajustes de mensalidades e expansão do ensino digital. O desempenho operacional continuará sendo decisivo para determinar a capacidade de crescimento dos lucros. Dessa forma, uma política pública favorável não elimina os riscos específicos do setor.</p>
<h2>Política fiscal e juros serão determinantes para a Bolsa em 2027</h2>
<p>Independentemente do vencedor, a trajetória das contas públicas será um dos principais fatores para o desempenho do mercado financeiro. O crescimento da dívida, as expectativas de inflação e a credibilidade das medidas econômicas influenciam o custo de financiamento do governo e das empresas. Uma melhora consistente nesses indicadores pode reduzir os prêmios de risco e favorecer os investimentos produtivos.</p>
<p>A política monetária também terá papel relevante. A redução sustentável dos juros pode estimular o consumo, os investimentos e a atividade empresarial, especialmente em segmentos dependentes de crédito. Entretanto, esse processo depende das condições inflacionárias e das decisões do Banco Central, não apenas das promessas apresentadas durante a campanha.</p>
<p>O fluxo de capital estrangeiro será outro elemento importante. Investidores internacionais avaliam o cenário brasileiro em conjunto com os juros americanos, a liquidez global e a atratividade de outros mercados emergentes. Mesmo um resultado eleitoral bem recebido poderá ter efeitos limitados se as condições externas se deteriorarem.</p>
<h2>Bolsa pode cair mesmo com vitória do candidato preferido pelos investidores</h2>
<p>A valorização acumulada por diversas ações desde o primeiro turno cria um risco adicional para quem pretende investir exclusivamente com base no resultado eleitoral. Parte das expectativas sobre mudanças econômicas já foi incorporada aos preços, especialmente entre instituições financeiras e companhias ligadas ao consumo. Isso significa que uma vitória considerada favorável pelo mercado poderá provocar realização de lucros, em vez de uma nova sequência de altas.</p>
<p>O fenômeno ocorre porque investidores antecipam acontecimentos que consideram prováveis. Quando determinado cenário passa a ser amplamente esperado, as cotações podem subir antes mesmo de sua confirmação. Após a divulgação do resultado, participantes que acumularam ganhos podem decidir vender suas posições.</p>
<p>O movimento contrário também é possível. Uma vitória inicialmente recebida com pessimismo poderá gerar quedas excessivas, seguidas de recuperação caso as decisões econômicas contrariem as expectativas negativas. A diferença entre o que o mercado espera e o que efetivamente acontece costuma ser tão importante quanto o próprio resultado eleitoral.</p>
<h2>Afinal, quem realmente ganha na Bolsa depois das eleições?</h2>
<p>A principal conclusão é que não existe uma divisão simples entre ações beneficiadas por Lula e ações favorecidas por Flávio Bolsonaro. A eleição pode alterar expectativas sobre políticas públicas, ambiente de negócios e estabilidade econômica, mas o desempenho de cada companhia continuará condicionado à capacidade de produzir resultados. Empresas de um mesmo setor poderão apresentar trajetórias diferentes conforme seus fundamentos financeiros.</p>
<p>Uma vitória de Flávio poderá estimular inicialmente empresas ligadas ao mercado de capitais e à recuperação da confiança dos investidores. Uma reeleição de Lula poderá direcionar a atenção para companhias expostas a programas habitacionais, financiamento estudantil e outras iniciativas governamentais. Em ambos os casos, a concretização das expectativas será mais importante do que o entusiasmo inicial do mercado.</p>
<p>O primeiro teste acontecerá na segunda-feira (26), quando a Bolsa abrirá seu primeiro pregão após a definição do próximo presidente da República. A reação do Ibovespa, do dólar e dos contratos futuros de juros oferecerá sinais sobre a interpretação dos investidores. Entretanto, o desempenho de um único dia não será suficiente para determinar os vencedores e perdedores dos próximos quatro anos.</p>
<p>Para o acionista, o retorno dependerá da combinação entre preço de compra, resultados empresariais e riscos assumidos. A eleição poderá determinar a direção inicial do mercado, mas serão as decisões econômicas e o desempenho das companhias que definirão a sustentabilidade dessa trajetória. Na Bolsa, antecipar corretamente quem vencerá nas urnas não significa necessariamente acertar o melhor investimento.</p>
<p><strong>Fontes</strong></p>
<p>B3 — Dados históricos do Ibovespa e desempenho das ações negociadas em outubro de 2026.</p>
<p>Banco Central do Brasil — Comunicados do Comitê de Política Monetária e Relatório Focus.</p>
<p>Ministério das Cidades — Regras e condições de financiamento do programa Minha Casa, Minha Vida.</p>
<p>Ministério da Educação — Regulamentação e condições operacionais do Fundo de Financiamento Estudantil.</p>
<p>Tribunal Superior Eleitoral — Calendário oficial das Eleições Gerais de 2026.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Wall Street: Nasdaq cai 2,60% com Meta, e gastos em IA acendem alerta no mercado</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/wall-street-nasdaq-cai-meta-gastos-inteligencia-artificial</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Oct 2026 20:24:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mercados]]></category>
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		<category><![CDATA[Wall Street]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nasdaq cai 2,60% em Wall Street após balanço da Meta revelar pressão dos gastos com inteligência artificial. S&#38;P 500 também recua e Dow Jones resiste.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>As bolsas de Nova York encerraram esta quinta-feira (22) com desempenhos divergentes, em uma sessão marcada pela forte desvalorização das empresas de tecnologia e pelo aumento das preocupações com os investimentos bilionários em inteligência artificial. O Nasdaq Composite, índice que concentra importantes companhias do setor, recuou 2,60%, aos 26.008,86 pontos, registrando sua maior queda diária desde junho. O S&amp;P 500 perdeu 1,21%, enquanto o Dow Jones Industrial Average conseguiu preservar uma ligeira valorização de 0,02%, evidenciando a diferença de desempenho entre as empresas de tecnologia e os setores tradicionais da <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank" rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341231">economia</a> americana.</p>
<p>A pressão vendedora ganhou intensidade depois da divulgação dos resultados trimestrais da Meta Platforms e da Tesla, que ampliaram o debate sobre a rentabilidade dos investimentos destinados à infraestrutura de inteligência artificial. Embora as duas companhias tenham apresentado indicadores positivos em determinadas áreas de seus <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank" rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341234">negócios</a>, os balanços revelaram pressões sobre custos, margens e geração de caixa. A reação negativa dos investidores demonstrou que o crescimento das receitas já não é suficiente para sustentar as avaliações de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341232">mercado</a> quando acompanhado de despesas crescentes e necessidade de investimentos elevados.</p>
<p>O cenário internacional também contribuiu para a cautela. A valorização do petróleo, impulsionada pelas tensões no Oriente Médio, elevou as preocupações com a inflação americana, enquanto os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos recuaram diante da procura por ativos considerados mais seguros. Mesmo com indicadores de emprego apontando resistência da economia, o mercado concentrou suas atenções no risco de que os investimentos em inteligência artificial demorem mais do que o esperado para produzir retornos financeiros compatíveis com os recursos empregados.</p>
<h2>Nasdaq registra maior queda desde junho e Dow Jones resiste</h2>
<p>O fechamento dos três principais índices americanos evidenciou a concentração das perdas entre <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341268">empresas</a> associadas ao desenvolvimento e à infraestrutura de inteligência artificial. O Nasdaq Composite caiu 695,07 pontos, encerrando as negociações aos 26.008,86 pontos, uma desvalorização de 2,60%. O S&amp;P 500 terminou aos 7.663,43 pontos, com baixa de 1,21%, enquanto o Dow Jones apresentou avanço marginal e encerrou próximo dos 52.868 pontos.</p>
<p>A diferença de desempenho reflete a composição dos indicadores. O Nasdaq possui exposição significativa a empresas de tecnologia, semicondutores, software e serviços digitais, cujas avaliações financeiras dependem de expectativas elevadas de crescimento futuro. O Dow Jones, por sua vez, reúne companhias de diferentes segmentos industriais e de serviços, com menor concentração proporcional nas empresas que lideraram a recente expansão dos investimentos em inteligência artificial.</p>
<p>A queda de 2,60% do Nasdaq corresponde a uma desvalorização diária aproximadamente 2,15 vezes maior que a registrada pelo S&amp;P 500. Essa diferença mostra que o movimento não foi distribuído uniformemente entre os setores da economia americana. A pressão concentrou-se especialmente em empresas diretamente relacionadas à infraestrutura computacional e à cadeia de fornecimento de equipamentos utilizados em centros de processamento de dados.</p>
<p>O movimento também atingiu fabricantes de semicondutores e companhias associadas à expansão da capacidade de processamento para modelos avançados de inteligência artificial. O índice Philadelphia Semiconductor, que acompanha empresas do setor de chips, registrou perdas expressivas durante a sessão. A correção reforçou a sensibilidade dessas ações às projeções de investimento das grandes empresas de tecnologia e às expectativas sobre a continuidade da demanda por equipamentos especializados.</p>
<p>A divergência entre os principais indicadores sugere que os investidores realizaram uma reavaliação seletiva dos riscos, em vez de promover uma retirada uniforme de recursos de todo o mercado acionário. Empresas com maior previsibilidade de receitas, menor necessidade de investimentos e exposição mais limitada à expansão da infraestrutura de IA demonstraram maior resistência. Essa diferenciação tende a ganhar importância durante a temporada de balanços, quando os resultados efetivos permitem confrontar expectativas de crescimento com indicadores financeiros concretos.</p>
<h2>Meta cai quase 7% apesar de receita crescer 26%</h2>
<p>A Meta Platforms esteve entre os principais focos de pressão sobre Wall Street. As ações da controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp recuaram 6,98%, encerrando a sessão a US$ 648,85, depois de a empresa divulgar os resultados do terceiro trimestre de 2026. O balanço apresentou crescimento expressivo das receitas, mas também revelou aumento dos custos, redução da margem operacional e fluxo de caixa livre negativo.</p>
<p>A companhia registrou faturamento de US$ 64,60 bilhões entre julho e setembro, avanço de 26% em comparação com os US$ 51,24 bilhões contabilizados no mesmo período de 2025. Apesar do crescimento, as despesas totais aumentaram 68%, alcançando US$ 51,61 bilhões. O resultado operacional caiu de US$ 20,54 bilhões para US$ 12,99 bilhões, redução de aproximadamente 37%.</p>
<p>A diferença entre a expansão das receitas e o crescimento das despesas explica a deterioração da margem operacional, que passou de 40% para 20% em um ano. O movimento indica que uma parcela significativamente maior do faturamento foi absorvida pelos custos reconhecidos no trimestre. Entretanto, parte relevante dessa mudança decorreu de uma despesa extraordinária que precisa ser diferenciada dos investimentos em inteligência artificial.</p>
<p>A Meta reconheceu uma despesa de US$ 9,89 bilhões relacionada a um acordo com procuradores-gerais de 52 estados americanos sobre questões envolvendo adolescentes e redes sociais. Segundo a companhia, desconsiderando esse efeito, o lucro operacional teria alcançado aproximadamente US$ 22,88 bilhões, enquanto o lucro diluído por ação passaria dos US$ 3,83 efetivamente divulgados para US$ 7,40.</p>
<p>Essa distinção altera a interpretação do balanço. A redução da margem operacional reportada não pode ser atribuída exclusivamente aos gastos com inteligência artificial, uma vez que o reconhecimento da despesa jurídica teve impacto expressivo sobre os resultados contábeis. Mesmo assim, o mercado encontrou outro motivo de preocupação nas demonstrações financeiras: o ritmo de investimento em infraestrutura tecnológica ultrapassou a geração operacional de caixa no trimestre.</p>
<h2>Investimentos da Meta superam geração de caixa em US$ 2,12 bilhões</h2>
<p>O dado mais relevante para avaliar a pressão financeira associada à expansão tecnológica está na relação entre fluxo de caixa operacional e investimentos. A Meta gerou US$ 32,79 bilhões em caixa com suas atividades operacionais durante o terceiro trimestre, mas destinou US$ 34,91 bilhões a investimentos de capital, incluindo pagamentos de principal de arrendamentos financeiros. A diferença resultou em fluxo de caixa livre negativo de US$ 2,12 bilhões.</p>
<p>Os investimentos representaram aproximadamente 54% da receita trimestral, proporção elevada para uma companhia que mantém operações de publicidade digital de grande escala. Isso significa que, para cada US$ 100 faturados durante o período, o equivalente a aproximadamente US$ 54 foi destinado a investimentos de capital, considerada a definição utilizada pela empresa. O cálculo evidencia a dimensão financeira da expansão tecnológica, embora esses investimentos também contemplem necessidades de infraestrutura e outras atividades corporativas.</p>
<p>Para 2026, a Meta passou a projetar despesas de capital entre US$ 135 bilhões e US$ 145 bilhões, elevando de US$ 130 bilhões para US$ 135 bilhões o limite inferior da estimativa anterior. A revisão reforçou a disposição da administração em manter investimentos elevados na ampliação de centros de dados, aquisição de processadores e desenvolvimento de novos sistemas de inteligência artificial.</p>
<p>O fluxo de caixa livre negativo, entretanto, não significa que a Meta tenha ficado sem recursos financeiros ou registrado prejuízo líquido no trimestre. A companhia apresentou lucro líquido de US$ 9,86 bilhões e encerrou setembro com US$ 82,45 bilhões em caixa, equivalentes de caixa e títulos negociáveis. A preocupação dos investidores está relacionada à capacidade de preservar a geração de recursos disponíveis depois dos investimentos, especialmente se o ritmo de expansão permanecer elevado nos próximos anos.</p>
<p>A diferença entre lucro contábil e fluxo de caixa livre tornou-se uma das questões centrais da avaliação das empresas de tecnologia. Uma companhia pode apresentar crescimento do faturamento e lucro positivo enquanto utiliza volumes crescentes de recursos na construção de infraestrutura. Quando esse processo se prolonga, investidores precisam avaliar se os benefícios futuros compensarão o capital aplicado e os riscos assumidos.</p>
<h2>Nova classe de ações da Meta amplia debate sobre financiamento</h2>
<p>Além do balanço, a Meta anunciou a criação de uma nova classe de ações ordinárias sem direito a voto, identificada como Classe C. A estrutura, com implementação prevista para janeiro de 2027, foi apresentada como instrumento para ampliar a flexibilidade financeira da empresa, apoiar investimentos, remunerar funcionários e viabilizar eventuais aquisições. A operação também preserva a atual estrutura de controle acionário associada ao fundador e presidente-executivo Mark Zuckerberg.</p>
<p>O conselho aprovou a distribuição de uma ação Classe C para cada ação existente das classes A e B, condicionada à entrada em vigor da nova estrutura societária. A empresa espera que o efeito econômico sobre o preço das ações Classe A seja semelhante ao de um desdobramento de duas ações para uma. A medida, contudo, não altera o poder de voto dos atuais acionistas.</p>
<p>A criação de uma classe sem direito a voto acrescenta uma dimensão de governança corporativa ao debate sobre a expansão da inteligência artificial. A empresa procura ampliar suas alternativas de financiamento e remuneração por ações sem modificar a estrutura de controle. Para os investidores, o novo instrumento traz questões sobre futuras emissões de capital, direitos econômicos e preservação da participação acionária.</p>
<p>A iniciativa ocorre em um momento em que a concorrência por infraestrutura computacional exige recursos crescentes. Embora a Meta sustente que seus investimentos já contribuem para melhorar a eficiência da publicidade e ampliar o engajamento dos usuários, os retornos de projetos mais avançados ainda dependem de desenvolvimento tecnológico, expansão comercial e aceitação dos novos produtos.</p>
<h2>Tesla apresenta queda de 56% no lucro operacional</h2>
<p>A Tesla também enfrentou pressão vendedora após apresentar seus resultados trimestrais. As ações da fabricante de veículos elétricos recuaram 3,08%, encerrando a US$ 374,58, em uma sessão na qual os investidores avaliaram a evolução das margens e os custos relacionados aos projetos de inteligência artificial, robótica e direção autônoma.</p>
<p>A empresa registrou receita de US$ 28,05 bilhões no terceiro trimestre, praticamente estável em relação aos US$ 28,10 bilhões observados no mesmo período de 2025. O lucro operacional, entretanto, caiu de US$ 1,62 bilhão para US$ 718 milhões, uma redução de aproximadamente 56%. A margem operacional passou de 5,8% para 2,6%, evidenciando uma deterioração da rentabilidade apesar da estabilidade do faturamento.</p>
<p>As despesas operacionais aumentaram 39%, chegando a US$ 4,78 bilhões. Ao mesmo tempo, os investimentos de capital somaram US$ 4,73 bilhões, mais que o dobro dos US$ 2,25 bilhões registrados um ano antes. O movimento mostra que a Tesla também enfrenta a necessidade de financiar projetos tecnológicos de grande escala enquanto procura preservar a rentabilidade de suas operações tradicionais.</p>
<p>O fluxo de caixa livre permaneceu positivo, alcançando US$ 1,53 bilhão, mas apresentou redução de aproximadamente 62% em relação aos US$ 3,99 bilhões contabilizados no terceiro trimestre de 2025. Diferentemente da Meta, a fabricante conseguiu gerar caixa acima das despesas de capital consideradas nessa métrica, embora o resultado tenha sido significativamente inferior ao do ano anterior.</p>
<p>Os dados operacionais revelaram a entrega de 486.532 veículos durante o trimestre, enquanto a produção alcançou 464.391 unidades. A empresa também informou a expansão de projetos relacionados a robotáxis, inteligência artificial e armazenamento de energia. A capacidade de transformar essas iniciativas em receitas recorrentes e margens mais elevadas continuará entre os principais indicadores acompanhados pelo mercado.</p>
<h2>Petróleo e emprego americano influenciam expectativas para os juros</h2>
<p>O ambiente desfavorável às ações de tecnologia foi acompanhado por uma valorização expressiva do petróleo. O Brent avançou para a região de US$ 111 por barril, diante das preocupações com o conflito no Oriente Médio e possíveis interrupções no abastecimento internacional de energia. A alta ampliou a atenção dos investidores aos riscos de pressão inflacionária nos Estados Unidos.</p>
<p>O encarecimento da energia pode afetar custos de transporte, produção industrial e funcionamento de centros de dados, especialmente quando ocorre simultaneamente à expansão de projetos que exigem grande capacidade de processamento. Para empresas que dependem de fornecimento contínuo de eletricidade, a disponibilidade e o custo da infraestrutura energética representam componentes importantes das decisões de investimento.</p>
<p>Os dados do mercado de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/trabalho" target="_blank" rel="noopener" title="Trabalho" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341235">trabalho</a> americano apresentaram, por outro lado, sinais de resistência da economia. O Departamento do Trabalho informou nesta quinta-feira que os pedidos iniciais de seguro-desemprego diminuíram em 6 mil na semana encerrada em 17 de outubro, totalizando 194 mil solicitações, após ajuste sazonal. O resultado ficou próximo das mínimas históricas recentes e abaixo das expectativas de mercado.</p>
<p>A média móvel de quatro semanas recuou para 197.750 pedidos, enquanto o número de trabalhadores que continuavam recebendo o benefício alcançou 1,728 milhão na semana encerrada em 10 de outubro. A combinação sugere que as demissões permanecem relativamente contidas, embora o volume de benefícios continuados tenha aumentado no período analisado. Esses indicadores são acompanhados pelo Federal Reserve na avaliação das condições de emprego e atividade econômica.</p>
<p>A próxima reunião de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341233">política</a> monetária do banco central americano está prevista para 28 de outubro. Os investidores deverão considerar os sinais de resistência do mercado de trabalho, a evolução da inflação e os efeitos da alta do petróleo antes da divulgação da decisão. Uma trajetória de juros elevados por mais tempo tende a aumentar o custo de financiamento e a exigência de retorno sobre investimentos com resultados esperados para vários anos à frente.</p>
<h2>Mercado passa a exigir resultados concretos dos investimentos em IA</h2>
<p>A forte queda do Nasdaq nesta quinta-feira evidenciou uma mudança na maneira como parte dos investidores avalia a expansão da inteligência artificial. Durante boa parte do ciclo recente de valorização das empresas de tecnologia, anúncios de novos projetos, contratação de capacidade computacional e crescimento esperado da demanda sustentaram expectativas favoráveis. Os balanços mais recentes acrescentaram maior atenção às despesas efetivas, aos investimentos necessários e à geração de caixa.</p>
<p>A comparação entre Meta e Tesla revela que essa pressão não ocorre de maneira uniforme. A Meta apresentou forte crescimento de receita e lucro líquido positivo, mas registrou fluxo de caixa livre negativo em razão do volume de investimentos. A Tesla, por sua vez, manteve fluxo de caixa livre positivo, embora tenha enfrentado queda acentuada do lucro operacional e redução significativa da geração de caixa em relação ao ano anterior.</p>
<p>Esses resultados mostram que o risco financeiro associado à inteligência artificial não se resume à possibilidade de fracasso tecnológico. Mesmo projetos capazes de gerar receitas podem apresentar retorno insuficiente quando exigem investimentos iniciais elevados, despesas operacionais crescentes e substituição frequente de equipamentos. A velocidade de obsolescência dos processadores e a necessidade de expansão da infraestrutura acrescentam incertezas aos cálculos de rentabilidade.</p>
<p>Para os próximos pregões, a trajetória de Wall Street dependerá da divulgação de novos resultados corporativos, das expectativas sobre os juros americanos e da evolução das tensões geopolíticas. O desempenho das empresas ligadas à inteligência artificial continuará relevante para os índices acionários, especialmente diante de sua participação nas carteiras de investidores institucionais.</p>
<p>O fechamento desta quinta-feira deixou uma diferença clara entre os principais indicadores de Nova York: enquanto o Nasdaq perdeu 2,60% e o S&amp;P 500 recuou 1,21%, o Dow Jones conseguiu permanecer ligeiramente positivo. A divergência mostrou que a pressão se concentrou nas companhias mais expostas às expectativas de crescimento tecnológico. O próximo teste para o mercado será avaliar se os investimentos bilionários em inteligência artificial conseguirão produzir resultados financeiros suficientes para sustentar as avaliações dessas empresas.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Nasdaq — Dados oficiais de fechamento do Nasdaq Composite em 22 de outubro de 2026.</em></p>
<p><em>Meta Platforms — Divulgação oficial dos resultados financeiros do terceiro trimestre de 2026, publicada em 21 de outubro.</em></p>
<p><em>Meta Platforms — Comunicado societário sobre a criação de ações ordinárias Classe C sem direito a voto.</em></p>
<p><em>Tesla — Third Quarter 2026 Update e Formulário 8-K apresentado à Securities and Exchange Commission.</em></p>
<p><em>Departamento do Trabalho dos Estados Unidos — Relatório semanal de pedidos de seguro-desemprego divulgado em 22 de outubro de 2026.</em></p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Petrobras (PETR4), Itaú (ITUB4), Bradesco (BBDC3), Itaúsa (ITSA4) e Equatorial Pará (EQPA3): lucros de 2026</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/petrobras-petr4-itau-itub4-bradesco-bbdc3-itausa-itsa4-equatorial-eqpa3-lucros-2026</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Oct 2026 20:22:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[B3]]></category>
		<category><![CDATA[Balanços 2026]]></category>
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		<category><![CDATA[lucro líquido]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado de ações]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[PETR4]]></category>
		<category><![CDATA[Petrobras]]></category>
		<category><![CDATA[resultados financeiros]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Petrobras (PETR4) lidera lucros da B3 em 2026. Veja resultados de Itaú, Bradesco, Itaúsa e divergência de R$ 17,7 bilhões em dados da Equatorial Pará.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Petrobras (PETR4) lidera a geração de lucros entre cinco companhias negociadas na B3 analisadas em outubro de 2026, seguida pelo Itaú Unibanco (ITUB4), Bradesco (BBDC3), Itaúsa (ITSA4) e Equatorial Pará (EQPA3). A comparação das demonstrações financeiras revela resultados bilionários da petroleira e dos principais grupos financeiros brasileiros, mas também identifica uma inconsistência superior a R$ 17 bilhões em indicadores atribuídos à distribuidora de energia elétrica. A divergência evidencia a importância de distinguir os resultados oficiais das <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341227">empresas</a> dos números calculados automaticamente por plataformas de investimentos.</p>
<p>Um levantamento divulgado nesta quinta-feira (22) apresentou a Petrobras na liderança de uma seleção de companhias, com lucro acumulado de R$ 133,76 bilhões em 12 meses. O Itaú apareceu na segunda posição, com R$ 47,94 bilhões, seguido pelo Bradesco, com R$ 24,59 bilhões, pela Equatorial Pará, com R$ 19,26 bilhões, e pela Itaúsa, com R$ 18,23 bilhões. Entretanto, esses valores utilizam uma janela móvel de resultados e não correspondem necessariamente aos lucros apurados exclusivamente desde janeiro de 2026.</p>
<p>A diferença é relevante porque os balanços do terceiro trimestre ainda estavam em processo de divulgação no momento do levantamento. Para estabelecer uma comparação financeira consistente, a análise considerou o primeiro semestre de 2026, período já encerrado e com informações disponibilizadas pelas cinco empresas. Os documentos mostram que a Petrobras registrou lucro líquido de R$ 85,1 bilhões, enquanto o Itaú alcançou aproximadamente R$ 23,62 bilhões e o Bradesco, R$ 12,48 bilhões.</p>
<p>A Itaúsa contabilizou R$ 9,65 bilhões no mesmo intervalo, enquanto a Equatorial Pará apresentou lucro de aproximadamente R$ 770,8 milhões. Os números confirmam a liderança da Petrobras na seleção, mas modificam significativamente a classificação originalmente apresentada quando se utiliza uma base contábil uniforme. A análise também demonstra que empresas com grande volume de lucro não necessariamente registram as maiores taxas de crescimento percentual.</p>
<h2>Ranking de lucros na B3: veja os resultados do primeiro semestre de 2026</h2>
<p>A comparação reúne os lucros líquidos contábeis divulgados pelas companhias entre janeiro e junho de 2026. Os valores não devem ser confundidos com o lucro recorrente ajustado, com o EBITDA ou com os resultados acumulados em 12 meses. Também não representam uma classificação abrangente de todas as empresas listadas na Bolsa brasileira, mas apenas das cinco companhias examinadas.</p>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Empresa</th>
<th>Ticker</th>
<th>Lucro líquido no 1º semestre de 2026</th>
</tr>
<tr>
<td>Petrobras</td>
<td>PETR4</td>
<td>R$ 85,10 bilhões</td>
</tr>
<tr>
<td>Itaú Unibanco</td>
<td>ITUB4</td>
<td>R$ 23,62 bilhões</td>
</tr>
<tr>
<td>Bradesco</td>
<td>BBDC3</td>
<td>R$ 12,48 bilhões</td>
</tr>
<tr>
<td>Itaúsa</td>
<td>ITSA4</td>
<td>R$ 9,65 bilhões</td>
</tr>
<tr>
<td>Equatorial Pará</td>
<td>EQPA3</td>
<td>R$ 770,8 milhões</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A Petrobras apresentou lucro aproximadamente 3,6 vezes superior ao do Itaú Unibanco no primeiro semestre. O resultado da petroleira também ultrapassou a soma dos lucros das outras quatro companhias selecionadas. Essa concentração demonstra a capacidade de geração de resultados da estatal, mas não permite concluir isoladamente que suas ações oferecem a melhor relação entre risco e retorno.</p>
<p>A comparação também envolve modelos de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank"  rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341228">negócios</a> diferentes. Enquanto a Petrobras depende de produção, refino e comercialização de petróleo e derivados, os bancos concentram suas atividades na intermediação financeira e na prestação de serviços. A Itaúsa administra participações societárias, enquanto a Equatorial Pará atua em um segmento de infraestrutura regulada, sujeito a regras tarifárias e exigências de investimento.</p>
<p>Essas particularidades afetam margens, endividamento, rentabilidade e capacidade de distribuir dividendos. Por isso, o lucro absoluto deve ser analisado em conjunto com outros indicadores financeiros e com as condições específicas de cada setor.</p>
<h2>Petrobras (PETR4) registra R$ 85,1 bilhões de lucro e amplia produção</h2>
<p>A Petrobras (PETR4) apresentou o maior resultado absoluto da seleção no primeiro semestre de 2026, com lucro líquido de R$ 85,1 bilhões. A cifra corresponde à soma de R$ 32,7 bilhões registrados no primeiro trimestre e R$ 52,4 bilhões contabilizados entre abril e junho. Segundo a companhia, o desempenho representa crescimento de aproximadamente 37,6% em relação ao mesmo período de 2025.</p>
<p>O avanço foi impulsionado pelo aumento da produção de petróleo e pelo desempenho das atividades de exploração, produção e refino. No segundo trimestre, a produção própria de óleo no Brasil alcançou aproximadamente 2,7 milhões de barris por dia, crescimento de 15% na comparação anual. A companhia também registrou fator de utilização de 101% em seu parque de refino, ampliando a produção de derivados destinados ao <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341226">mercado</a> nacional.</p>
<p>O fluxo de caixa operacional atingiu R$ 61,8 bilhões no segundo trimestre, enquanto o EBITDA ajustado somou R$ 93,8 bilhões. Esses indicadores reforçam a capacidade de geração de recursos das operações, embora apresentem conceitos diferentes do lucro líquido. O EBITDA desconsidera determinados efeitos financeiros, tributários e contábeis que precisam ser considerados na avaliação completa do resultado.</p>
<p>A Petrobras também aprovou a distribuição de R$ 17,4 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio referentes ao segundo trimestre. O valor demonstra a capacidade de remuneração aos acionistas, mas não significa que todos os ganhos contábeis sejam automaticamente distribuídos. A definição dos pagamentos depende da <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341225">política</a> de dividendos, das necessidades de investimento e da situação financeira da companhia.</p>
<p>O lucro de R$ 133,76 bilhões apresentado no levantamento divulgado em outubro corresponde a uma referência acumulada em 12 meses. Esse intervalo incorpora resultados de exercícios diferentes e, portanto, não deve ser divulgado como lucro obtido exclusivamente em 2026. Para investidores em PETR4, a distinção permite compreender melhor a evolução do desempenho operacional e sua relação com os preços das ações.</p>
<p>Os próximos balanços serão importantes para avaliar a continuidade do crescimento. A companhia permanece exposta às oscilações internacionais do petróleo, ao comportamento do câmbio e às decisões relacionadas ao volume de investimentos. Mudanças nessas variáveis podem alterar significativamente os resultados dos trimestres seguintes.</p>
<h2>Itaú Unibanco (ITUB4) alcança R$ 23,62 bilhões e mantém rentabilidade elevada</h2>
<p>O Itaú Unibanco (ITUB4) encerrou o primeiro semestre de 2026 com lucro líquido contábil de aproximadamente R$ 23,62 bilhões, crescimento de 9,1% em relação aos R$ 21,64 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior. O resultado recorrente gerencial chegou a R$ 23,96 bilhões, refletindo o desempenho das operações financeiras e de serviços. A diferença entre as duas medidas decorre dos ajustes adotados pela instituição para apresentar sua rentabilidade operacional.</p>
<p>No segundo trimestre, o lucro recorrente gerencial alcançou R$ 12,4 bilhões. O retorno recorrente sobre o patrimônio líquido médio, conhecido como ROE, atingiu 24,3% ao ano, indicador que mede a capacidade de geração de resultados em relação aos recursos próprios dos acionistas. A instituição também informou carteira de crédito total de aproximadamente R$ 1,5 trilhão em junho.</p>
<p>A expansão dos resultados bancários depende de diversos fatores, incluindo receitas com empréstimos, custos de captação, tarifas, serviços e controle da inadimplência. Uma carteira maior pode ampliar a geração de receitas, mas também exige provisões compatíveis com os riscos assumidos. Dessa forma, o desempenho de um banco não deve ser avaliado exclusivamente pelo crescimento do lucro nominal.</p>
<p>O Itaú apresentou resultados expressivos em um ambiente de juros ainda elevados. A instituição se beneficia da escala de suas operações, da diversificação de receitas e do investimento em tecnologia e eficiência. Entretanto, a evolução da <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank"  rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341224">economia</a> e da qualidade de crédito continuará determinante para os resultados dos próximos trimestres.</p>
<p>Para os investidores em ITUB4, indicadores como ROE, custo de crédito, índice de eficiência operacional e distribuição de dividendos oferecem informações complementares à análise do lucro líquido. A comparação com outras instituições deve considerar critérios contábeis equivalentes para evitar distorções.</p>
<h2>Bradesco (BBDC3) registra R$ 12,48 bilhões no primeiro semestre</h2>
<p>O Bradesco (BBDC3) apresentou lucro líquido contábil de R$ 12,48 bilhões entre janeiro e junho de 2026, ante R$ 11,81 bilhões no mesmo período de 2025. O crescimento aproximado de 5,6% manteve o banco entre as instituições financeiras de maior geração de resultados do país. A expansão ocorreu em um ambiente de crescimento da carteira de crédito e de esforços para melhorar a eficiência operacional.</p>
<p>A instituição registrou lucro recorrente de aproximadamente R$ 7,1 bilhões no segundo trimestre, com retorno recorrente sobre o patrimônio líquido de 16,2% ao ano. A carteira de crédito expandida alcançou cerca de R$ 1,137 trilhão em junho, avanço de 11,6% na comparação anual. O crescimento do crédito contribui para ampliar receitas, mas também exige acompanhamento da inadimplência e das provisões.</p>
<p>A comparação com o Itaú mostra ritmos diferentes de evolução dos resultados. Enquanto o lucro contábil semestral do Itaú avançou 9,1%, o Bradesco apresentou crescimento de aproximadamente 5,6%. Essa diferença pode refletir características específicas das carteiras, das despesas administrativas e das receitas provenientes de serviços e operações de seguros.</p>
<p>O Bradesco possui participação relevante nos mercados de seguros, previdência e capitalização, segmentos que contribuem para a diversificação de suas fontes de receita. No segundo trimestre, o grupo segurador registrou lucro recorrente próximo de R$ 2,9 bilhões. A diversificação ajuda a reduzir a dependência de determinadas operações bancárias, mas não elimina os riscos associados ao ambiente econômico.</p>
<p>O lucro acumulado de R$ 24,59 bilhões apresentado no levantamento de mercado utiliza uma janela de 12 meses, diferente do resultado do primeiro semestre. A distinção deve ser preservada na comparação entre BBDC3 e as demais companhias. Para os acionistas, a evolução do retorno sobre patrimônio e da capacidade de geração recorrente de caixa continuará entre os principais indicadores de desempenho.</p>
<h2>Itaúsa (ITSA4) cresce 22%, mas lucro exige interpretação diferente</h2>
<p>A Itaúsa (ITSA4) encerrou o primeiro semestre de 2026 com lucro líquido de R$ 9,654 bilhões, crescimento de aproximadamente 22% em relação aos R$ 7,929 bilhões registrados no mesmo período de 2025. O lucro líquido recorrente alcançou R$ 8,797 bilhões, avanço de 12% na comparação anual. Os números constam do relatório da administração divulgado em agosto.</p>
<p>A companhia possui um modelo de negócios diferente daquele dos bancos tradicionais. Como holding de investimentos, administra participações em empresas de diferentes setores, incluindo o Itaú Unibanco. Parte significativa de seus resultados é reconhecida por meio da equivalência patrimonial, mecanismo que registra a parcela dos lucros gerados pelas sociedades investidas.</p>
<p>Essa característica explica por que determinadas plataformas apresentam margens líquidas superiores a 100% para a Itaúsa. O levantamento divulgado nesta quinta-feira indicou margem de 214,29%, percentual que não pode ser interpretado da mesma maneira que a margem de uma empresa industrial ou comercial. O lucro reconhecido por equivalência patrimonial pode superar a receita individual utilizada como base para o cálculo.</p>
<p>No primeiro semestre, a Itaúsa registrou retorno sobre o patrimônio líquido recorrente de 19,3% ao ano. O valor de mercado de seu portfólio alcançou R$ 189,4 bilhões ao final de junho, enquanto a capitalização da holding estava próxima de R$ 150 bilhões. A diferença correspondeu a um desconto de holding de aproximadamente 20,8%.</p>
<p>Esse desconto é acompanhado por investidores que procuram identificar divergências entre o valor das participações detidas pela empresa e o preço de suas próprias ações. Entretanto, não representa garantia de valorização futura, pois também pode refletir custos administrativos, obrigações financeiras e características da estrutura societária. A evolução do indicador depende do desempenho das empresas investidas e da percepção de risco dos acionistas.</p>
<p>Há outra particularidade relevante na comparação entre Itaúsa (ITSA4) e Itaú Unibanco (ITUB4). Como a holding participa do capital do banco, parte de seu resultado deriva dos lucros já reconhecidos pela própria instituição financeira. Somar indiscriminadamente os resultados das duas empresas pode produzir dupla contagem econômica de uma mesma atividade.</p>
<h2>Equatorial Pará (EQPA3) apresenta divergência de R$ 17,7 bilhões em indicadores</h2>
<p>A principal inconsistência identificada no levantamento envolve a Equatorial Pará (EQPA3), companhia responsável pela distribuição de energia elétrica nos 144 municípios do Pará. Determinadas bases de dados financeiros apresentam lucro líquido próximo de R$ 19,26 bilhões em 12 meses e margem líquida de 150,85%. Esses números contrastam com as demonstrações financeiras oficiais da distribuidora e precisam ser interpretados com cautela.</p>
<p>O balanço auditado de 2025 mostra que a companhia registrou lucro líquido de R$ 1,553 bilhão, abaixo dos R$ 1,976 bilhão contabilizados em 2024. A redução foi de aproximadamente 21,4% na comparação anual. A receita operacional líquida alcançou R$ 12,224 bilhões, enquanto o resultado bruto ficou em R$ 3,377 bilhões.</p>
<p>A demonstração de resultados também registra custos de energia elétrica, construção e operação de R$ 8,847 bilhões. Na contabilidade da companhia, esses custos são apresentados como valores negativos, pois representam despesas deduzidas da receita operacional. A dedução é necessária para determinar o lucro bruto efetivo.</p>
<p>A divergência observada em determinadas plataformas é compatível com um problema no tratamento do sinal desses custos. Caso R$ 8,847 bilhões sejam somados à receita em vez de subtraídos, o resultado bruto ficará artificialmente elevado em aproximadamente R$ 17,693 bilhões. A diferença corresponde ao dobro do valor dos custos envolvidos no cálculo.</p>
<p>A comparação permite visualizar o problema:</p>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Indicador de 2025</th>
<th>Valor</th>
</tr>
<tr>
<td>Receita operacional líquida</td>
<td>R$ 12,224 bilhões</td>
</tr>
<tr>
<td>Custos dos serviços</td>
<td>R$ 8,847 bilhões</td>
</tr>
<tr>
<td>Lucro bruto oficial</td>
<td>R$ 3,377 bilhões</td>
</tr>
<tr>
<td>Lucro líquido oficial</td>
<td>R$ 1,553 bilhão</td>
</tr>
<tr>
<td>Lucro resultante da inversão hipotética do sinal</td>
<td>R$ 19,246 bilhões</td>
</tr>
<tr>
<td>Diferença produzida no cálculo</td>
<td>R$ 17,693 bilhões</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O resultado hipotético de R$ 19,246 bilhões se aproxima dos R$ 19,26 bilhões apresentados em determinadas bases de indicadores. Essa proximidade aponta para uma possível inconsistência de processamento, mas não permite afirmar, sem acesso ao sistema responsável pelo cálculo, que a inversão de sinal seja a causa definitiva do problema. O fato verificável é que os números elevados não correspondem ao lucro publicado no balanço anual auditado da companhia.</p>
<p>A análise do primeiro semestre de 2026 reforça a diferença. A Equatorial Pará registrou aproximadamente R$ 770,8 milhões de lucro líquido entre janeiro e junho, resultado da soma de R$ 384,4 milhões no primeiro trimestre e R$ 386,4 milhões no segundo. Esses valores são compatíveis com a dimensão operacional demonstrada pela distribuidora e muito inferiores ao resultado bilionário apresentado nas bases divergentes.</p>
<p>Outro indicador afetado é a margem líquida. Ao dividir o lucro oficial de R$ 1,553 bilhão pela receita líquida de R$ 12,224 bilhões, chega-se a aproximadamente 12,7%. O percentual contrasta com a margem de 150,85% apresentada no levantamento de mercado.</p>
<p>Margens superiores a 100% podem ocorrer legitimamente em situações específicas, especialmente quando empresas registram ganhos extraordinários relevantes. Entretanto, essa não é a relação demonstrada entre lucro e receita nas informações oficiais examinadas da Equatorial Pará. A discrepância exige a identificação dos critérios utilizados pela plataforma que produziu o indicador.</p>
<p>O problema pode comprometer ainda a avaliação do múltiplo preço sobre lucro, conhecido como P/L. Quando o lucro utilizado no denominador está artificialmente elevado, a ação pode parecer muito mais barata do que efetivamente é. Essa distorção pode influenciar decisões de investidores que utilizam filtros automáticos para identificar empresas supostamente negociadas com desconto.</p>
<p>É necessário distinguir também a Equatorial Pará (EQPA3) da Equatorial Energia (EQTL3). A primeira é uma distribuidora de energia elétrica específica, enquanto a segunda representa a holding do grupo, que possui participações em diversas empresas e atividades. Os resultados financeiros e os indicadores de uma não devem ser confundidos automaticamente com os da outra.</p>
<h2>Crescimento dos lucros não significa valorização automática das ações</h2>
<p>A comparação revela três conceitos diferentes que frequentemente aparecem misturados em rankings do mercado financeiro: lucro absoluto, crescimento percentual do lucro e valorização das ações. O primeiro representa o resultado obtido em determinado período, enquanto o segundo mede sua evolução em relação a uma base anterior. Já a valorização reflete a mudança no preço de negociação dos papéis na Bolsa.</p>
<p>Os balanços do primeiro semestre de 2026 demonstram que as companhias apresentaram ritmos diferentes de crescimento. A Petrobras registrou expansão aproximada de 37,6% no lucro líquido, enquanto a Itaúsa avançou 22%. O Itaú apresentou crescimento de 9,1% e o Bradesco, de 5,6%, considerando as bases contábeis analisadas.</p>
<p>Esses percentuais não reproduzem necessariamente a mesma classificação dos lucros nominais. Uma empresa com resultado menor pode apresentar expansão percentual mais expressiva, especialmente quando parte de uma base reduzida. Por isso, a identificação das companhias com maior lucro não responde automaticamente à pergunta sobre quais tiveram maior crescimento.</p>
<p>Também não existe garantia de que empresas com lucros crescentes apresentem valorização correspondente de suas ações. O mercado incorpora expectativas futuras de resultados, taxas de juros, riscos operacionais, política de dividendos e condições econômicas. Uma companhia pode divulgar lucro recorde e registrar queda em sua cotação se o desempenho ficar abaixo do esperado pelos investidores.</p>
<p>No caso das cinco empresas analisadas, a comparação é ainda mais complexa porque envolve setores com características muito diferentes. Petrobras, Itaú, Bradesco, Itaúsa e Equatorial Pará apresentam estruturas de capital, modelos de receita e necessidades de investimento distintas. O uso isolado de um único indicador pode ocultar riscos importantes.</p>
<h2>Investidores devem conferir balanços antes de utilizar rankings da B3</h2>
<p>O crescimento das plataformas de análise financeira ampliou o acesso dos investidores a indicadores de empresas listadas em Bolsa. Entretanto, a automatização da coleta e do processamento de dados também exige mecanismos de verificação e consistência contábil. Informações extraídas das demonstrações financeiras podem ser interpretadas incorretamente quando há erros de sinal, diferenças entre períodos ou utilização de bases incompatíveis.</p>
<p>O caso da Equatorial Pará demonstra a dimensão potencial dessas falhas. Uma discrepância de R$ 17,7 bilhões pode alterar radicalmente a posição da companhia em rankings de lucro, além de comprometer margens e múltiplos de avaliação. O problema não significa que a companhia tenha divulgado informações incorretas, mas evidencia a necessidade de confrontar dados derivados com os documentos societários originais.</p>
<p>Outro cuidado envolve holdings e empresas controladas. Itaúsa e Itaú Unibanco possuem relação societária direta, enquanto Equatorial Energia e Equatorial Pará integram uma estrutura empresarial com diferentes níveis de participação. Identificar corretamente a companhia e o ticker evita misturar resultados de atividades operacionais com números consolidados de grupos empresariais.</p>
<p>A temporada de resultados do terceiro trimestre de 2026 deverá atualizar os indicadores nas próximas semanas. Os novos balanços permitirão verificar se o crescimento registrado no primeiro semestre foi mantido, acelerado ou revertido. Até a conclusão das divulgações, qualquer classificação referente ao desempenho acumulado no ano deve identificar claramente o período considerado.</p>
<p>A Petrobras permanece como a maior geradora de lucro entre as cinco companhias examinadas, enquanto Itaú, Bradesco e Itaúsa sustentam resultados bilionários. A Equatorial Pará também apresenta operações lucrativas, mas seus números oficiais são muito inferiores aos valores divulgados em determinadas bases automatizadas. Para os investidores, a principal conclusão é que rankings de ações precisam ser avaliados com o mesmo rigor aplicado aos balanços: lucro, crescimento, margem e valorização são indicadores diferentes e devem ser analisados separadamente.</p>
<p><strong>Fontes</strong></p>
<p>Petrobras — Divulgação de Resultados do Segundo Trimestre de 2026 e comunicados institucionais sobre lucro líquido, produção e geração de caixa.</p>
<p>Itaú Unibanco Holding — Demonstrações Financeiras Consolidadas do Segundo Trimestre de 2026 e Análise Gerencial da Operação.</p>
<p>Banco Bradesco — Demonstrações Financeiras Intermediárias Consolidadas Condensadas de 30 de junho de 2026 e Relatório de Análise Econômica e Financeira do Segundo Trimestre.</p>
<p>Itaúsa — Relatório da Administração do Segundo Trimestre de 2026, com resultados consolidados do primeiro semestre, valor do portfólio e indicadores de rentabilidade.</p>
<p>Equatorial Pará Distribuidora de Energia — Demonstrações Contábeis Auditadas de 31 de dezembro de 2025, demonstração de resultados e notas explicativas.</p>
<p>Equatorial Pará Distribuidora de Energia — Informações Trimestrais referentes a 31 de março e 30 de junho de 2026.</p>
<p>Comissão de Valores Mobiliários — Demonstrações Financeiras Padronizadas de 2025 e Informações Trimestrais de 2026 das companhias analisadas.</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Tesouro Direto: Renda+ 2065 acumula valorização de 24,9% com queda dos juros antes do segundo turno</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/tesouro-direto-renda-2065-valorizacao-juros-eleicoes-2026</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Oct 2026 20:22:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Banco Central]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições 2026]]></category>
		<category><![CDATA[inflação]]></category>
		<category><![CDATA[investimentos]]></category>
		<category><![CDATA[Juros Futuros]]></category>
		<category><![CDATA[marcação a mercado]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado Financeiro]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[renda fixa]]></category>
		<category><![CDATA[Selic]]></category>
		<category><![CDATA[Tesouro Direto]]></category>
		<category><![CDATA[Tesouro IPCA+]]></category>
		<category><![CDATA[Tesouro Renda+ 2065]]></category>
		<category><![CDATA[títulos públicos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Tesouro Renda+ 2065 acumula valorização de 24,9% com queda dos juros antes do segundo turno das Eleições 2026. Veja taxas e riscos da renda fixa.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>As taxas dos títulos públicos negociados no Tesouro Direto voltaram a apresentar níveis reduzidos nesta quinta-feira (22), em meio à aproximação do segundo turno das eleições presidenciais e à expectativa dos investidores sobre o futuro da política econômica brasileira. O movimento ganhou destaque no Tesouro Renda+ 2065, cuja remuneração indicativa ficou próxima de IPCA mais 6,4% ao ano, abaixo dos 6,89% registrados no último pregão anterior ao primeiro turno. A redução dos juros elevou expressivamente o valor de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341220">mercado</a> do papel, com valorização bruta indicativa de aproximadamente 24,9% no período.</p>
<p>O preço unitário utilizado na comparação passou de R$ 209,30 para R$ 261,42, conforme as cotações apresentadas no levantamento divulgado nesta quinta-feira. A diferença de R$ 52,12 corresponde a uma valorização de 24,90%, considerando exclusivamente os preços informados, sem dedução de impostos, despesas de custódia e eventuais diferenças entre valores de compra e recompra. O resultado demonstra a sensibilidade dos títulos de longo prazo às oscilações das taxas de juros, especialmente quando o prazo de recebimento dos recursos se estende por várias décadas.</p>
<p>O desempenho ocorre em um ambiente de intensa atenção às pesquisas eleitorais, à evolução da inflação e às perspectivas para a taxa Selic. Os agentes financeiros avaliam como as propostas fiscais dos candidatos poderão influenciar o endividamento público, a confiança na <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank"  rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341219">economia</a> e o custo de financiamento do governo. Entretanto, a coincidência entre a movimentação das taxas e a disputa presidencial não permite atribuir toda a valorização dos títulos a mudanças nas expectativas sobre o resultado da eleição.</p>
<p>A queda dos juros futuros também pode refletir fatores como desaceleração da atividade econômica, perspectivas de redução da Selic e alterações nas condições financeiras internacionais. Essa combinação torna a análise dos títulos públicos mais complexa do que uma simples associação entre o desempenho de determinado candidato e o comportamento das taxas de mercado.</p>
<h2>Renda+ 2065 registra queda de 50 pontos-base na taxa real</h2>
<p>A principal mudança observada no Tesouro Renda+ 2065 ocorreu na remuneração real oferecida aos novos investidores. No último pregão antes do primeiro turno, realizado em 2 de outubro, a taxa de referência estava em IPCA mais 6,89% ao ano. No fechamento de 5 de outubro, primeiro pregão depois da votação, havia recuado para IPCA mais 6,42%.</p>
<p>Na tarde desta quinta-feira, o levantamento de mercado indicou remuneração próxima de IPCA mais 6,39%, enquanto a tabela de ofertas apresentava aproximadamente 6,40% ao ano. A diferença de um ponto-base pode decorrer do horário de atualização e do arredondamento das cotações. Em relação à taxa de 6,89%, o recuo acumulado é de aproximadamente 50 pontos-base, equivalentes a meio ponto percentual.</p>
<p>A comparação com o fechamento de 5 de outubro revela outro aspecto importante: daquele momento até a cotação de 6,39%, a redução adicional foi de apenas três pontos-base. Isso indica que parcela relevante do movimento acumulado de outubro ocorreu na transição entre o último pregão anterior ao primeiro turno e o primeiro pregão posterior à votação. A trajetória não representa uma queda contínua e uniforme das taxas ao longo de todas as sessões.</p>
<p>A movimentação também apresentou reversões intermediárias. Em 15 e 16 de outubro, diversos títulos prefixados e atrelados à inflação registraram elevação de suas taxas, refletindo ajustes de expectativas e a volatilidade observada nos mercados. Na semana seguinte, parte dessas altas foi devolvida, em um ambiente novamente influenciado por pesquisas eleitorais e pelo comportamento dos juros internacionais.</p>
<p>A oscilação revela que a percepção de risco dos investidores pode mudar rapidamente. Mesmo quando a tendência acumulada aponta para redução das taxas, movimentos contrários podem ocorrer em poucos pregões. Para quem utiliza títulos públicos como estratégia de negociação antes do vencimento, essas alterações podem representar ganhos ou perdas significativas.</p>
<h2>Como a queda dos juros provocou valorização de quase 25%</h2>
<p>O mecanismo que explica a valorização do Tesouro Renda+ 2065 é conhecido como marcação a mercado. Os preços dos títulos públicos são atualizados de acordo com as condições de negociação e com as taxas de juros exigidas pelos investidores. Quando a remuneração oferecida pelo mercado diminui, o preço de títulos existentes com condições mais favoráveis tende a subir.</p>
<p>No caso de um papel que remunera o investimento pela inflação acrescida de uma taxa real, a queda do retorno exigido pelos compradores aumenta o valor presente de seus pagamentos futuros. Esse efeito costuma ser mais intenso nos títulos com prazos elevados. Quanto maior a duração financeira do papel, maior tende a ser sua sensibilidade às variações das taxas, mantidos os demais fatores constantes.</p>
<p>O Tesouro Renda+ 2065 possui uma estrutura de pagamentos especialmente longa. O investidor acumula recursos até o início do período de conversão em renda, previsto para 2065, e depois recebe 240 parcelas mensais ao longo de 20 anos, corrigidas pelo IPCA. O último pagamento ocorrerá em dezembro de 2084, de acordo com o fluxo financeiro do título.</p>
<p>Essa estrutura faz com que parte relevante dos pagamentos esteja distante no tempo. Pequenas alterações na taxa utilizada para descontar esses valores podem produzir diferenças expressivas no preço atual. Por essa razão, o Renda+ 2065 apresenta comportamento mais volátil do que instrumentos de renda fixa com vencimentos próximos.</p>
<p>O aumento de R$ 209,30 para R$ 261,42 representa, em termos estritamente ilustrativos, uma valorização bruta de aproximadamente R$ 249 para cada R$ 1.000 inicialmente aplicados, caso a mesma proporção seja observada na posição do investidor. O cálculo não inclui custos, impostos, eventuais diferenças de cotação ou restrições de resgate. Também não significa que o investidor necessariamente conseguiria transformar essa valorização em dinheiro imediatamente.</p>
<p>É importante diferenciar a rentabilidade acumulada da posição de uma taxa contratada para novos aportes. O investidor que comprou anteriormente um título com taxa real de 6,89% não passa automaticamente a receber apenas 6,39% se mantiver sua posição conforme as condições originais. A nova taxa influencia o preço de negociação do papel e a remuneração oferecida a quem realiza uma aquisição naquele momento.</p>
<h2>Carência de 60 dias impede resgate imediato de títulos recém-comprados</h2>
<p>A valorização registrada em outubro exige uma ressalva operacional relevante. Diferentemente de outros títulos públicos que permitem solicitação de venda antecipada observadas as regras gerais do programa, o Tesouro Renda+ possui carência de 60 dias a partir da liquidação de cada compra. Durante esse intervalo, o investidor não pode efetuar o resgate antecipado da posição adquirida.</p>
<p>Isso significa que alguém que tenha comprado o Renda+ 2065 no início de outubro pode verificar aumento expressivo no valor de mercado de seu investimento, mas não necessariamente realizar esse ganho antes do segundo turno. O prazo de carência impede que a valorização observada seja automaticamente convertida em lucro disponível para saque. Quando o resgate estiver permitido, as condições de mercado poderão ser diferentes.</p>
<p>O cálculo financeiro também precisa considerar a diferença entre o preço utilizado para adquirir um título e aquele oferecido pelo Tesouro Nacional na recompra. As cotações de entrada e saída não são necessariamente idênticas, e sua comparação influencia a rentabilidade efetiva. Dessa forma, a simples variação de dois preços de referência não equivale ao resultado líquido de uma operação concluída.</p>
<p>Além disso, a tributação e as despesas aplicáveis podem reduzir o retorno. O programa possui uma tabela específica de cobrança de custódia para resgates antecipados do Renda+, enquanto a tributação pelo Imposto de Renda segue as regras incidentes sobre os rendimentos de títulos públicos. A taxa aplicável depende das condições e do prazo da operação.</p>
<p>O Tesouro Nacional informa que o Renda+ oferece condições diferenciadas de custódia para investidores que mantêm o título durante todo o período de recebimento. Dentro dos limites estabelecidos, a renda mensal pode ficar isenta da cobrança da B3. Esse benefício, entretanto, não deve ser confundido com isenção geral de Imposto de Renda.</p>
<p>A característica central do produto continua sendo a formação de uma renda complementar para a aposentadoria. Sua utilização em operações de curto prazo envolve riscos adicionais, justamente porque o objetivo original é acumular recursos durante muitos anos antes do início dos pagamentos mensais.</p>
<h2>IPCA+ 2050 e IPCA+ 2040 também avançam</h2>
<p>A valorização observada no Renda+ 2065 não foi um fenômeno isolado. O levantamento divulgado nesta quinta-feira também apontou ganhos acumulados próximos de 14% no Tesouro IPCA+ 2050 e de 9,8% no Tesouro IPCA+ 2040, utilizando como referência o período anterior ao primeiro turno. Os percentuais reforçam a influência da queda dos juros reais sobre os preços de títulos de vencimento mais longo.</p>
<p>A diferença de desempenho entre esses papéis está relacionada, entre outros fatores, à duração financeira de cada fluxo de pagamentos. Embora todos estejam vinculados à inflação, seus vencimentos e estruturas de remuneração apresentam características distintas. Por isso, uma alteração de mesma magnitude nas taxas de mercado não produz necessariamente variações percentuais iguais nos preços.</p>
<p>No levantamento da tarde de 22 de outubro, o Tesouro IPCA+ 2040 oferecia aproximadamente IPCA mais 6,55% ao ano, enquanto o Tesouro IPCA+ 2050 apresentava taxa próxima de IPCA mais 6,51%. O Renda+ 2065, por sua vez, aparecia em torno de IPCA mais 6,40%. As diferenças refletem a estrutura de cada instrumento, os vencimentos e as condições específicas de negociação.</p>
<p>O investidor que pretende manter os títulos até os pagamentos previstos deve analisar a remuneração real pactuada no momento da aquisição e o fluxo financeiro correspondente. Já quem considera vender antecipadamente precisa avaliar também a volatilidade do preço e o risco de reversão das taxas. As duas estratégias possuem objetivos e perfis de risco diferentes.</p>
<h2>Confira as taxas indicativas do Tesouro Direto em 22 de outubro</h2>
<p>As taxas divulgadas na tarde desta quinta-feira mostram remunerações distintas entre títulos prefixados, vinculados à inflação e associados à Selic. Os valores apresentados abaixo correspondem às referências do levantamento de 22 de outubro, publicado às 16h15, e não representam necessariamente as taxas disponíveis em todas as negociações do dia. O histórico oficial consultado não permitiu confirmar individualmente todas as cotações dessa sessão.</p>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Título</th>
<th>Rentabilidade indicativa</th>
</tr>
<tr>
<td>Tesouro Selic 2031</td>
<td>Selic + 0,0987% a.a.</td>
</tr>
<tr>
<td>Tesouro Prefixado 2029</td>
<td>12,76% a.a.</td>
</tr>
<tr>
<td>Tesouro Prefixado 2032</td>
<td>12,90% a.a.</td>
</tr>
<tr>
<td>Tesouro Prefixado 2037, juros semestrais</td>
<td>12,92% a.a.</td>
</tr>
<tr>
<td>Tesouro IPCA+ 2032</td>
<td>IPCA + 6,80% a.a.</td>
</tr>
<tr>
<td>Tesouro IPCA+ 2040</td>
<td>IPCA + 6,55% a.a.</td>
</tr>
<tr>
<td>Tesouro IPCA+ 2050</td>
<td>IPCA + 6,51% a.a.</td>
</tr>
<tr>
<td>Tesouro IPCA+ 2045, juros semestrais</td>
<td>IPCA + 6,58% a.a.</td>
</tr>
<tr>
<td>Tesouro Renda+ 2030</td>
<td>IPCA + 6,62% a.a.</td>
</tr>
<tr>
<td>Tesouro Renda+ 2040</td>
<td>IPCA + 6,48% a.a.</td>
</tr>
<tr>
<td>Tesouro Renda+ 2050</td>
<td>IPCA + 6,41% a.a.</td>
</tr>
<tr>
<td>Tesouro Renda+ 2060</td>
<td>IPCA + 6,40% a.a.</td>
</tr>
<tr>
<td>Tesouro Renda+ 2065</td>
<td>IPCA + 6,40% a.a.</td>
</tr>
<tr>
<td>Tesouro Educa+ 2030</td>
<td>IPCA + 6,77% a.a.</td>
</tr>
<tr>
<td>Tesouro Educa+ 2040</td>
<td>IPCA + 6,54% a.a.</td>
</tr>
<tr>
<td>Tesouro Educa+ 2044</td>
<td>IPCA + 6,51% a.a.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Os números mostram que a escolha de um investimento no Tesouro Direto não depende apenas da taxa nominal ou real apresentada. O prazo necessário para utilização do dinheiro, a forma de pagamento e a possibilidade de oscilação do preço antes do vencimento são igualmente importantes. Uma taxa mais elevada não torna automaticamente determinado papel mais adequado para todos os investidores.</p>
<p>Também é necessário distinguir taxa de rentabilidade e valor mínimo de aplicação. O Tesouro permite a aquisição de frações de títulos, o que facilita a entrada de pequenos investidores, mas o baixo valor inicial não reduz a volatilidade percentual dos papéis de longa duração. Uma posição de pequeno valor pode sofrer oscilações proporcionais semelhantes às observadas por investidores com aplicações maiores no mesmo instrumento.</p>
<h2>Eleições influenciam expectativas, mas juros dependem também da economia</h2>
<p>A proximidade do segundo turno presidencial ampliou a atenção dos investidores às propostas econômicas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). As campanhas apresentam diferenças sobre <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341221">política</a> fiscal, revisão das despesas, estrutura administrativa e gestão de ativos públicos. Essas propostas podem influenciar expectativas futuras de endividamento, inflação e juros.</p>
<p>Parte dos agentes financeiros interpreta determinadas pesquisas eleitorais como sinais de possíveis alterações na condução da política econômica. Entretanto, movimentos de mercado observados durante campanhas são influenciados por expectativas ainda sujeitas a mudanças. O resultado efetivo das eleições, a composição do Congresso e as decisões posteriores de governo continuam determinantes para a execução de qualquer programa econômico.</p>
<p>Também não existe relação automática entre a vantagem de um candidato em uma pesquisa e a queda das taxas dos títulos públicos. Os juros brasileiros podem reagir a mudanças nas taxas dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, no preço do petróleo, na cotação do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank"  rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341222">dólar</a> e nas expectativas sobre inflação. A avaliação de risco fiscal constitui apenas um dos componentes dessa formação de preços.</p>
<p>O comportamento dos títulos durante outubro ilustra essa multiplicidade de fatores. A queda expressiva na transição entre o primeiro e o segundo turno foi acompanhada de períodos de recuperação das taxas e de novas reduções em sessões posteriores. O resultado acumulado reflete a interação entre expectativas domésticas e condições financeiras internacionais.</p>
<p>O mercado também observa o comportamento da inflação brasileira. A última ata do Comitê de Política Monetária, divulgada pelo Banco Central em setembro, destacou que as expectativas inflacionárias permaneciam acima da meta de 3%. A autoridade monetária reduziu a Selic para 13,75% ao ano naquela reunião, mas reiterou que novas decisões dependeriam da evolução dos indicadores econômicos e da avaliação dos riscos.</p>
<p>A manutenção de expectativas inflacionárias elevadas pode limitar o espaço para cortes mais acelerados dos juros. Em sentido contrário, uma desaceleração mais intensa da atividade econômica pode reforçar a perspectiva de flexibilização monetária. Essas forças afetam a curva de juros e, consequentemente, os preços dos títulos públicos.</p>
<h2>Focus indica Selic de 12% e inflação de 4,32% para 2027</h2>
<p>O relatório Focus divulgado pelo Banco Central em 19 de outubro oferece uma referência adicional para compreender o ambiente de renda fixa. A mediana das projeções do mercado apontava Selic de 13,25% ao final de 2026 e de 12% ao término de 2027. Para 2028, a estimativa permanecia em 10,50% ao ano.</p>
<p>As expectativas para o IPCA indicavam inflação de 5,22% em 2026 e de 4,32% em 2027. Embora representem uma desaceleração em relação ao ano corrente, os valores continuavam acima do centro da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. O cenário mantém relevante a remuneração real oferecida pelos títulos indexados ao IPCA.</p>
<p>O levantamento também mostrou redução da expectativa de crescimento do PIB de 2027, de 1,40% para 1,32%. A combinação de atividade mais fraca e inflação persistente cria desafios para a política monetária. O Banco Central precisa equilibrar os sinais de desaceleração econômica com a necessidade de assegurar a convergência dos preços à meta.</p>
<p>Para os títulos prefixados, uma trajetória de redução da Selic tende a aumentar a atratividade dos papéis que oferecem taxas fixas mais altas, desde que as condições de risco permaneçam compatíveis. Entretanto, o resultado financeiro de uma venda antecipada continuará condicionado à taxa de mercado vigente naquele momento. Uma deterioração das expectativas fiscais ou inflacionárias pode elevar os juros futuros, produzindo desvalorização dos preços.</p>
<p>Nos títulos indexados à inflação, o investidor contratado recebe a variação do IPCA acrescida da taxa real definida na aquisição, observada a estrutura de pagamentos de cada papel. Essa característica oferece proteção contra a perda de poder de compra no horizonte contratual. Antes dos pagamentos previstos, contudo, a marcação a mercado pode provocar oscilações expressivas no valor da posição.</p>
<h2>Queda dos juros pode favorecer investidores antigos e reduzir taxas de novas compras</h2>
<p>O movimento recente produz efeitos diferentes para quem já possui títulos e para quem pretende iniciar uma aplicação. Investidores que adquiriram papéis de longa duração quando as taxas estavam mais elevadas podem observar valorização do patrimônio marcado a mercado. Já os novos compradores passam a contratar remunerações reais ou prefixadas menores quando as taxas de entrada recuam.</p>
<p>Essa relação inversa constitui uma das características fundamentais do mercado de renda fixa. A redução dos juros é favorável ao preço de títulos existentes, mas diminui o retorno contratado por quem ingressa nas novas condições. O efeito não significa necessariamente que investir após uma queda seja uma decisão inadequada, pois a escolha depende do objetivo, do prazo e das expectativas individuais.</p>
<p>Em títulos longos, a questão ganha especial importância porque uma nova elevação das taxas pode devolver parte relevante dos ganhos recentes. O investidor que acompanha apenas a valorização passada corre o risco de desconsiderar a possibilidade de perdas futuras. O Tesouro Nacional ressalta expressamente que o resgate antecipado ocorre a preços de mercado, sujeitos a condições diferentes daquelas pactuadas na compra.</p>
<p>O Renda+ 2065 evidencia esse comportamento. A valorização bruta indicativa de 24,9% em outubro chama atenção, mas a longa duração financeira e a carência de 60 dias tornam o produto diferente de um instrumento destinado a negociações imediatas. Seu principal objetivo é a acumulação de recursos para recebimento de renda mensal durante a aposentadoria.</p>
<p>Com o segundo turno marcado para 25 de outubro, os próximos pregões poderão apresentar novas oscilações das taxas, dependendo do resultado eleitoral, das expectativas fiscais e das condições de mercado. A trajetória recente demonstra o potencial de valorização dos títulos públicos em períodos de queda dos juros, mas também reforça a necessidade de avaliar riscos, custos e liquidez antes de tomar decisões de investimento.</p>
<p>O desempenho observado nesta quinta-feira representa, portanto, um movimento relevante de reprecificação dos títulos de longo prazo, não uma garantia de continuidade da valorização. Para investidores, o fator decisivo será compreender se o horizonte de aplicação é compatível com o fluxo de pagamentos do título e com a volatilidade que pode ocorrer antes do recebimento dos recursos.</p>
<p><strong>Fontes</strong></p>
<p>Tesouro Nacional — Histórico de Preços e Taxas do Tesouro Direto e base pública de preços e taxas dos títulos ofertados.</p>
<p>Tesouro Direto — Regras e Regulamento, incluindo marcação a mercado, condições de resgate, custos de custódia e funcionamento dos títulos públicos.</p>
<p>Tesouro Direto — Documentação técnica do Tesouro Renda+ e metodologia de cálculo da rentabilidade dos títulos NTN-B1.</p>
<p>Banco Central do Brasil — Ata da 281ª reunião do Comitê de Política Monetária, realizada em setembro de 2026.</p>
<p>Banco Central do Brasil — Relatório de Política Monetária de setembro de 2026.</p>
<p>Banco Central do Brasil — Relatório Focus divulgado em 19 de outubro de 2026, com expectativas de inflação, Selic, PIB e câmbio.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>PMLL11 aprova troca de administrador e novas regras para investimentos</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/pmll11-troca-administrador-apex-group-operacoes-gestora</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Daniel Wicker]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Oct 2026 14:20:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Fundos Imobiliários]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Apex Group]]></category>
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		<category><![CDATA[Banco Genial]]></category>
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		<category><![CDATA[PMLL11]]></category>
		<category><![CDATA[shopping centers]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>PMLL11 aprova troca de administrador para a Apex Group em novembro e autoriza operações com ativos ligados à gestora. Veja os impactos para cotistas.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O fundo imobiliário Pátria Malls (PMLL11) aprovou duas mudanças importantes em sua estrutura de administração e <a class="wpil_keyword_link" title="Política" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341197">política</a> de investimentos, incluindo a substituição do administrador fiduciário e a autorização para negociar ativos ligados à própria gestora. As decisões foram tomadas em assembleia geral extraordinária realizada por consulta formal, encerrada em 19 de outubro de 2026, com resultado divulgado na quarta-feira (21). A votação reuniu representantes de 40,63% das cotas emitidas do fundo e estabeleceu novas condições para operações que envolvam potenciais conflitos de interesse.</p>
<p>A principal alteração administrativa prevê a transferência dos serviços fiduciários para a Apex Group Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, em substituição ao Banco Genial, conforme a deliberação aprovada. A mudança está programada para a abertura do <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341198">mercado</a> em 18 de novembro de 2026, quando deverá entrar em vigor o regulamento atualizado. A conclusão depende do cumprimento de exigências documentais e operacionais, que poderão provocar o adiamento da transferência caso não sejam atendidas.</p>
<h2>PMLL11 terá nova administradora a partir de novembro</h2>
<p>A Apex Group assumirá a administração fiduciária, custódia, escrituração, controladoria, tesouraria e processamento de ativos do PMLL11. Essas atividades envolvem responsabilidades como a supervisão do cumprimento das regras do fundo, a manutenção de registros de cotistas, o controle patrimonial e a prestação de informações aos órgãos reguladores. A alteração representa uma reorganização da infraestrutura administrativa, sem implicar, por si só, a substituição da gestora responsável pelas decisões de investimento.</p>
<p>A gestão da carteira permanece vinculada à Pátria VBI Asset Management, responsável pela seleção e acompanhamento dos investimentos imobiliários. Na prática, a distinção é importante porque o administrador fiduciário exerce funções de controle e representação, enquanto a gestora responde pelas decisões de alocação dos recursos dentro das regras do regulamento. Portanto, a aprovação da troca de administrador não significa automaticamente uma alteração dos imóveis integrantes do portfólio nem da estratégia comercial dos shopping centers.</p>
<p>O documento aprovado estabelece ainda que o administrador atual deverá fornecer à Apex Group informações cadastrais, registros de cotistas, demonstrações contábeis e documentos relacionados à carteira. Caso existam pendências relevantes ou restrições identificadas durante a transferência, a nova instituição poderá suspender o processo até a regularização das exigências. Nessa hipótese, o administrador anterior continuará responsável pelo funcionamento regular do fundo até a efetiva conclusão da mudança.</p>
<h2>Fundo poderá negociar ativos ligados à própria gestora</h2>
<p>A segunda deliberação aprovada pelos cotistas autoriza o PMLL11 a comprar e vender cotas de outros fundos de investimento e valores mobiliários vinculados a veículos administrados por <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341199">empresas</a> relacionadas à gestora Pátria. As operações poderão ocorrer em ofertas primárias, ofertas secundárias ou negociações no mercado, observadas as condições estabelecidas pela assembleia. Como essas transações envolvem participantes com vínculos entre si, são classificadas como operações com potencial conflito de interesses.</p>
<p>Uma das principais salvaguardas aprovadas estabelece que cada operação ficará limitada a 25% do patrimônio líquido do PMLL11. O teto impede que uma transação individual envolvendo esses ativos ultrapasse o percentual estabelecido, mas não representa necessariamente um limite agregado de exposição para todas as operações realizadas ao longo do tempo. A distinção é relevante porque o controle do risco também depende da composição final da carteira e da concentração dos investimentos.</p>
<p>A aprovação amplia as possibilidades de movimentação de ativos dentro do universo de investimentos relacionado ao Pátria, inclusive em eventuais reorganizações de participações imobiliárias. Esse mecanismo pode oferecer maior flexibilidade para aquisições e alienações, mas também exige atenção à avaliação dos ativos, à formação de preços e às condições negociadas entre as partes. O principal desafio de governança é assegurar que cada transação atenda aos interesses econômicos do PMLL11, independentemente dos vínculos societários ou comerciais entre os participantes.</p>
<h2>Regras para evitar cobrança duplicada de taxas</h2>
<p>Entre os critérios aprovados, a remuneração devida ao gestor de um fundo investido, incluindo eventual taxa de performance proporcional à participação do PMLL11, deverá ser revertida em benefício do próprio Pátria Malls. A compensação poderá ocorrer mediante acordo específico de remuneração, desconto na taxa de gestão ou outro mecanismo economicamente equivalente. A medida busca impedir que a estrutura de investimentos resulte em cobrança duplicada de remuneração sobre os mesmos recursos.</p>
<p>O regulamento também exige que os fundos adquiridos apresentem políticas de investimento compatíveis com a estratégia do PMLL11. As cotas negociadas deverão ter sido objeto de oferta pública registrada ou dispensada de registro perante a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). No caso de outros fundos imobiliários, haverá ainda exigências relacionadas ao tratamento tributário previsto na legislação brasileira.</p>
<p>Esses mecanismos funcionam como condições de elegibilidade, mas não eliminam todos os riscos associados às transações com partes relacionadas. A avaliação econômica dos ativos, a liquidez dos investimentos e a transparência das operações continuarão sendo elementos relevantes para os cotistas. A autorização também não significa que novas aquisições ou alienações tenham sido imediatamente realizadas, mas que o fundo passa a contar com aprovação para executar operações enquadradas nas condições estabelecidas.</p>
<h2>Votação teve participação de 40,63% das cotas</h2>
<p>A consulta formal registrou a participação de 8.168.685 cotas, equivalentes a 40,63% do total emitido pelo PMLL11. Os votos foram recebidos até 19 de outubro, e as duas matérias submetidas aos investidores foram aprovadas. Na apuração, os votos classificados como conflitantes foram identificados separadamente e excluídos do cálculo dos votos computáveis, conforme os critérios aplicados na assembleia.</p>
<p>A substituição do administrador recebeu 4.698.971 cotas favoráveis, enquanto 103.972 votaram contra e 82.299 registraram abstenção. Outras 3.283.443 cotas foram classificadas como conflitadas nessa deliberação. A diferença expressiva entre os votos favoráveis e contrários assegurou a aprovação da proposta.</p>
<p>Na autorização para negociar ativos ligados à gestora, foram contabilizadas 4.533.566 cotas favoráveis, 265.407 contrárias e 81.897 abstenções. Outras 3.287.815 cotas foram identificadas como conflitadas. Embora ambas as propostas tenham sido aprovadas, a matéria relativa aos conflitos de interesse registrou oposição maior que a substituição administrativa, indicando uma diferença no grau de aceitação das mudanças pelos participantes da consulta.</p>
<h3>Resultado da assembleia do PMLL11</h3>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Deliberação</th>
<th align="right">Votos favoráveis</th>
<th align="right">Contrários</th>
<th align="right">Abstenções</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Troca de administrador</td>
<td align="right">4.698.971</td>
<td align="right">103.972</td>
<td align="right">82.299</td>
</tr>
<tr>
<td>Operações com partes relacionadas</td>
<td align="right">4.533.566</td>
<td align="right">265.407</td>
<td align="right">81.897</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h2>Mudanças ocorrem após expansão do portfólio de shoppings</h2>
<p>A reorganização administrativa acontece em um período de expansão patrimonial do PMLL11. Segundo o relatório gerencial referente a setembro, divulgado em 21 de outubro, o fundo concluiu sua sétima emissão de cotas, que captou aproximadamente R$ 718,2 milhões. Os recursos foram direcionados à consolidação de investimentos e à aquisição de novas participações em shopping centers.</p>
<p>Com as movimentações realizadas, o portfólio passou de 17 para 22 empreendimentos, enquanto a área bruta locável detida aumentou de aproximadamente 140,1 mil para 164 mil metros quadrados. O patrimônio líquido alcançou R$ 2,39 bilhões ao final de setembro, ante R$ 2,12 bilhões registrados em agosto. O crescimento da carteira amplia a complexidade das operações de administração, controle patrimonial e acompanhamento dos ativos imobiliários.</p>
<p>Os indicadores operacionais também apresentaram evolução. A taxa de ocupação dos empreendimentos alcançou 96,1% em agosto, enquanto as vendas por metro quadrado cresceram 14,5% na comparação anual, considerando a composição total da carteira. Em bases comparáveis, a expansão das vendas foi de 3,3%, diferença que evidencia a influência das aquisições recentes sobre o crescimento consolidado do fundo.</p>
<h2>O que muda para os cotistas do PMLL11</h2>
<p>Para os investidores, a principal consequência imediata será a alteração da instituição responsável pela administração fiduciária e pelos serviços de suporte operacional. A ata estabelece procedimentos para a transferência dos registros, da escrituração das cotas e das informações financeiras à Apex Group. Não foi aprovada, nas duas matérias dessa assembleia, uma alteração específica no valor das distribuições mensais de rendimentos.</p>
<p>No relatório de setembro, a gestão informou a manutenção da distribuição de R$ 1,00 por cota, além da expectativa de preservar esse patamar durante o segundo semestre de 2026. O resultado distribuível daquele mês alcançou R$ 1,12 por cota, permitindo que o fundo mantivesse a remuneração anunciada. Esses dados, entretanto, não representam garantia de pagamentos futuros, que dependerão dos resultados da carteira.</p>
<p>Há também uma particularidade na transição administrativa: em comunicado de 19 de outubro, o PMLL11 informou uma reorganização interna do Grupo Genial, com transferência da administração para a Genial Investimentos Corretora, com efeitos a partir de 1º de outubro. Essa alteração foi apresentada como distinta da transferência para a Apex Group aprovada em assembleia, que permanece prevista para novembro. A sequência das mudanças reforça a importância de acompanhar as atualizações cadastrais e os comunicados oficiais sobre a efetiva conclusão do processo.</p>
<p>A aprovação das novas regras para operações com partes relacionadas merece acompanhamento adicional porque poderá influenciar futuras decisões de alocação de capital. A utilização dessa autorização dependerá das oportunidades identificadas pela gestora e do cumprimento das condições impostas pelos cotistas e pela regulamentação. O impacto financeiro efetivo somente poderá ser avaliado quando eventuais transações forem anunciadas, com a identificação dos ativos, valores e condições negociadas.</p>
<h2>Próximos passos até 18 de novembro</h2>
<p>A transferência para a Apex Group permanece condicionada à entrega dos documentos e à conclusão dos procedimentos de implantação. A ata prevê a atualização dos registros perante a CVM, B3, Receita Federal e demais entidades competentes, além da adaptação dos contratos e documentos relacionados à administração do PMLL11. Também estão previstas providências referentes às demonstrações contábeis e à auditoria independente no encerramento do período de responsabilidade da instituição anterior.</p>
<p>Caso as exigências sejam atendidas, a substituição ocorrerá na abertura do mercado de 18 de novembro, com a entrada em vigor do novo regulamento. Se houver pendências que impeçam a transferência, o processo poderá ser suspenso, mantendo-se a responsabilidade da instituição anterior até uma nova data. Para os cotistas, os próximos comunicados serão determinantes para acompanhar a conclusão da mudança e eventuais operações autorizadas pela assembleia.</p>
<p><strong>Fontes</strong></p>
<p>Pátria Malls Fundo de Investimento Imobiliário — Termo de Apuração e Ata da Assembleia Geral Extraordinária, divulgado em 21 de outubro de 2026.</p>
<p>Pátria Malls Fundo de Investimento Imobiliário — Carta Consulta e Proposta do Administrador, divulgadas em 2 de outubro de 2026.</p>
<p>Pátria Malls Fundo de Investimento Imobiliário — Relatório Gerencial de setembro de 2026, divulgado em 21 de outubro de 2026.</p>
<p>Pátria Malls Fundo de Investimento Imobiliário — Comunicado ao Mercado sobre alteração da administração fiduciária, de 19 de outubro de 2026.</p>
<p style="text-align: left;">Comissão de Valores Mobiliários — Resolução CVM nº 175, Anexo Normativo III, disposições sobre fundos imobiliários e conflitos de interesses.</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Day trade hoje (22): Ágora indica seis ações para comprar e vender</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/day-trade-hoje-22-10-2026-agora-mbrf-totvs-vivo-csn-b3-vamos</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Oct 2026 14:10:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Ágora Investimentos]]></category>
		<category><![CDATA[B3]]></category>
		<category><![CDATA[B3SA3]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsa de valores]]></category>
		<category><![CDATA[CSNA3]]></category>
		<category><![CDATA[day trade]]></category>
		<category><![CDATA[day trade hoje]]></category>
		<category><![CDATA[MBRF3]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado Financeiro]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[recomendações de ações]]></category>
		<category><![CDATA[TOTS3]]></category>
		<category><![CDATA[VAMO3]]></category>
		<category><![CDATA[VIVT3]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Day trade hoje (22): Ágora recomenda compra de MBRF, Totvs e Vivo e venda de CSN, B3 e Vamos, com potencial de ganho bruto de até 1,48%.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Ágora Investimentos selecionou seis ações para operações de day trade nesta quinta-feira, 22 de outubro de 2026, divididas entre três recomendações de compra e três de venda. Entre os papéis indicados estão MBRF (MBRF3), Totvs (TOTS3), Telefônica Brasil (VIVT3), CSN (CSNA3), B3 (B3SA3) e Vamos (VAMO3), com potenciais de retorno bruto entre 1,40% e 1,48%. As operações são estruturadas para aproveitar oscilações de curtíssimo prazo no pregão da bolsa brasileira, com preços previamente definidos para entrada, realização de lucros e limitação de perdas.</p>
<p>A seleção ocorre em um ambiente de cautela no <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341188">mercado</a> financeiro brasileiro, marcado pela proximidade do segundo turno das eleições presidenciais, pela divulgação de balanços corporativos e pelas incertezas internacionais. Nesse cenário, a volatilidade pode ampliar as oportunidades de negociação intradiária, mas também aumentar o risco de movimentos contrários às posições assumidas. As estratégias propostas pela corretora dependem do comportamento efetivo das cotações ao longo do pregão e não representam garantia de rentabilidade.</p>
<h2>MBRF, Totvs e Vivo estão entre as ações recomendadas para compra</h2>
<p>A MBRF aparece entre as principais indicações de compra da Ágora para esta quinta-feira, com preço de entrada estabelecido em R$ 18,86 e objetivo de valorização até R$ 19,13. O movimento corresponde a um ganho bruto potencial de 1,43%, enquanto o limite de perda recomendado foi fixado em R$ 18,73. Na sessão anterior, quarta-feira (21), os papéis da companhia encerraram as negociações cotados a R$ 18,81, abaixo do ponto estabelecido para abertura da operação.</p>
<p>A Totvs apresenta o maior potencial percentual entre as seis estratégias divulgadas, com expectativa de valorização bruta de 1,48% caso o objetivo seja alcançado. A recomendação considera entrada a R$ 43,34, realização de lucro a R$ 43,98 e encerramento da posição em caso de queda até R$ 42,99. A distância entre os preços delimita a exposição planejada pelos analistas, embora movimentos rápidos possam provocar execuções em valores diferentes dos estabelecidos.</p>
<p>Já a Telefônica Brasil, responsável pela marca Vivo, integra a relação de compras com entrada sugerida em R$ 32,72 e objetivo de R$ 33,19. O potencial de valorização bruto é de 1,44%, enquanto o stop foi estabelecido em R$ 32,48, equivalente a uma perda teórica de aproximadamente 0,73% sobre o preço de entrada. A presença de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341190">empresas</a> de diferentes setores demonstra que a seleção considera padrões gráficos individuais, e não necessariamente uma expectativa uniforme de valorização de todo o mercado.</p>
<h3>Recomendações de compra para 22 de outubro de 2026</h3>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Empresa</th>
<th>Código</th>
<th>Entrada</th>
<th>Objetivo</th>
<th>Ganho potencial</th>
<th>Stop</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>MBRF</td>
<td>MBRF3</td>
<td>R$ 18,86</td>
<td>R$ 19,13</td>
<td>1,43%</td>
<td>R$ 18,73</td>
</tr>
<tr>
<td>Totvs</td>
<td>TOTS3</td>
<td>R$ 43,34</td>
<td>R$ 43,98</td>
<td>1,48%</td>
<td>R$ 42,99</td>
</tr>
<tr>
<td>Telefônica Vivo</td>
<td>VIVT3</td>
<td>R$ 32,72</td>
<td>R$ 33,19</td>
<td>1,44%</td>
<td>R$ 32,48</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h2>CSN, B3 e Vamos lideram recomendações de venda</h2>
<p>No grupo de operações direcionadas à queda dos preços, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) aparece com entrada sugerida em R$ 5,70 e objetivo de recompra a R$ 5,62. A diferença representa retorno bruto potencial de 1,40%, desde que a operação seja executada nos níveis projetados. O stop foi definido em R$ 5,74, ponto a partir do qual a estratégia prevê o encerramento da posição para limitar o prejuízo.</p>
<p>As ações da B3 também foram incluídas na lista de vendas, com entrada prevista em R$ 23,45 e alvo em R$ 23,12. A operação apresenta potencial de ganho bruto de 1,41%, enquanto o limite de perda foi fixado em R$ 23,62. A estratégia pressupõe que a cotação recue após atingir o preço de entrada, permitindo ao operador recomprar os papéis por um valor inferior ao da venda inicial.</p>
<p>A Vamos completa as indicações de venda, com preço de entrada em R$ 6,38 e objetivo de R$ 6,29, equivalente a um retorno bruto potencial de 1,41%. O stop foi estabelecido em R$ 6,43, correspondendo a um risco teórico de aproximadamente 0,78% sobre o valor da entrada. Assim como nas demais recomendações, o posicionamento depende da confirmação das condições de negociação e da disponibilidade operacional para realizar a venda.</p>
<h3>Recomendações de venda para 22 de outubro de 2026</h3>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Empresa</th>
<th>Código</th>
<th>Entrada</th>
<th>Objetivo</th>
<th>Ganho potencial</th>
<th>Stop</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>B3</td>
<td>B3SA3</td>
<td>R$ 23,45</td>
<td>R$ 23,12</td>
<td>1,41%</td>
<td>R$ 23,62</td>
</tr>
<tr>
<td>CSN</td>
<td>CSNA3</td>
<td>R$ 5,70</td>
<td>R$ 5,62</td>
<td>1,40%</td>
<td>R$ 5,74</td>
</tr>
<tr>
<td>Vamos</td>
<td>VAMO3</td>
<td>R$ 6,38</td>
<td>R$ 6,29</td>
<td>1,41%</td>
<td>R$ 6,43</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h2>Relação entre risco e retorno exige atenção dos investidores</h2>
<p>Uma comparação entre os objetivos e os limites de perda mostra que as seis estratégias apresentam ganhos potenciais superiores aos prejuízos inicialmente previstos. Na operação de compra da MBRF, por exemplo, a diferença entre entrada e objetivo é de R$ 0,27 por ação, enquanto a distância até o stop corresponde a R$ 0,13. Isso estabelece uma relação teórica de aproximadamente R$ 2,08 de retorno potencial para cada R$ 1 de risco assumido, antes das despesas e eventuais diferenças de execução.</p>
<p>Na recomendação de compra da Totvs, o ganho projetado de R$ 0,64 por ação é comparado a uma exposição de R$ 0,35 até o stop, produzindo uma relação de aproximadamente 1,83 para 1. Entre as vendas, a CSN apresenta uma proporção de 2 para 1, considerando o ganho esperado de R$ 0,08 por ação e a perda planejada de R$ 0,04. Essas relações descrevem a estrutura matemática das recomendações, mas não indicam a probabilidade de acerto das operações.</p>
<p>O ponto central dessa comparação é que uma relação favorável entre ganhos e perdas não torna uma estratégia automaticamente lucrativa. O resultado acumulado depende da frequência com que os objetivos são atingidos, dos custos envolvidos e da capacidade de executar ordens próximas aos preços previstos. Em momentos de volatilidade elevada, movimentos bruscos podem ultrapassar os limites programados, ampliando as perdas além da projeção inicial.</p>
<h2>Como funciona a metodologia de day trade da Ágora</h2>
<p>As recomendações de day trade são desenvolvidas com base na análise técnica, metodologia que utiliza o histórico de preços, volumes negociados e padrões gráficos para identificar oportunidades de curtíssimo prazo. Diferentemente de uma estratégia tradicional de investimento fundamentada em resultados financeiros e perspectivas de longo prazo, esse modelo procura capturar movimentos de mercado dentro de um único pregão. Por isso, uma indicação de venda não significa necessariamente uma avaliação negativa sobre os fundamentos ou a capacidade de geração de resultados da companhia.</p>
<p>Nas operações de compra, o objetivo é adquirir ações no preço indicado e vendê-las posteriormente por um valor superior. Nas operações de venda, a estratégia busca lucrar com a desvalorização dos papéis, mediante venda inicial e recompra a uma cotação inferior, observadas as condições exigidas pela instituição intermediária. Ambas as modalidades envolvem riscos e devem ser encerradas dentro do mesmo dia para se caracterizarem como day trade.</p>
<p>Os preços apresentados pela Ágora funcionam como parâmetros condicionais para a abertura e o encerramento das posições. Isso significa que uma recomendação não corresponde necessariamente a uma operação executada, pois o ativo precisa alcançar o nível de entrada nas condições previstas. Caso a cotação abra com um salto de preços e alcance o objetivo antes da entrada, a estratégia divulgada prevê o cancelamento da operação.</p>
<h2>Custos, impostos e volatilidade podem reduzir os resultados</h2>
<p>Os percentuais apresentados nas recomendações representam retornos brutos calculados a partir das diferenças entre os preços de entrada e os objetivos. Na prática, os resultados financeiros dos investidores também dependem das tarifas de negociação, dos custos de intermediação e da tributação incidente sobre eventuais lucros. Os emolumentos cobrados pela B3 variam conforme as características da operação, o perfil do participante e o volume negociado.</p>
<p>Nas operações de day trade com ações, a tributação sobre o ganho líquido segue regras específicas, incluindo alíquota de 20% sobre o resultado tributável, observadas as compensações e retenções previstas na legislação. Esse aspecto precisa ser considerado na avaliação do retorno efetivo, especialmente porque as estratégias divulgadas trabalham com margens percentuais relativamente pequenas. A combinação entre custos, impostos e diferenças na execução pode reduzir significativamente o resultado final.</p>
<p>A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) também alerta que operações de curtíssimo prazo exigem conhecimento técnico, disciplina financeira e compreensão dos riscos envolvidos. Investidores individuais competem com participantes institucionais, operadores profissionais e sistemas automatizados, frequentemente equipados com tecnologia e infraestrutura de negociação mais sofisticadas. Nesse ambiente, o uso de ordens de proteção não elimina integralmente a possibilidade de perdas expressivas.</p>
<h2>Eleições e cenário externo ampliam atenção à bolsa nesta quinta-feira</h2>
<p>As estratégias divulgadas para 22 de outubro ocorrem em uma semana particularmente sensível para o mercado brasileiro, diante da proximidade da definição presidencial e da divulgação de novas pesquisas eleitorais. A reação dos investidores às expectativas fiscais, às propostas econômicas dos candidatos e à composição de forças políticas pode provocar oscilações relevantes nas ações negociadas na B3. A divulgação de resultados corporativos também pode alterar rapidamente as expectativas sobre determinados setores e empresas.</p>
<p>No exterior, o comportamento dos preços do petróleo, as tensões geopolíticas e as perspectivas para a <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank"  rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341189">economia</a> norte-americana adicionam fatores de incerteza ao pregão brasileiro. Esses movimentos podem influenciar o fluxo de capital estrangeiro, as taxas de câmbio e o apetite por ativos de risco, afetando a trajetória das ações ao longo do dia. Para operações intradiárias, a velocidade dessas mudanças representa um elemento especialmente importante na definição dos preços efetivos de compra e venda.</p>
<p>As seis recomendações da Ágora possuem validade exclusivamente para o pregão desta quinta-feira (22) e devem ser interpretadas como cenários técnicos condicionados ao comportamento das cotações. A existência de um objetivo de valorização ou desvalorização não significa que o preço será alcançado, nem que todas as posições poderão ser abertas nos níveis indicados. O desempenho efetivo das estratégias dependerá dos movimentos registrados durante a sessão e da execução das operações, permanecendo o risco de perdas mesmo quando os limites de proteção forem previamente definidos.</p>
<p><strong>Fontes</strong></p>
<p>Ágora Investimentos — Ágora Insights, plataforma institucional de análises técnicas e recomendações de curto prazo.</p>
<p>B3 — Educação Financeira, Day Trade: operações, estratégias e riscos.</p>
<p>B3 — Mercado de Ações, características e regras de negociação e emolumentos.</p>
<p>Comissão de Valores Mobiliários (CVM) — Caderno 15: Day Trade, orientações sobre funcionamento, custos e gerenciamento de riscos.</p>
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		<title>Data centers abrem novas oportunidades para fundos imobiliários, mas riscos exigem cautela</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/data-centers-fundos-imobiliarios-fii-oportunidades-riscos</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Daniel Wicker]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Oct 2026 21:25:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Fundos Imobiliários]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Data centers atraem fundos imobiliários com avanço da IA. XP aponta oportunidades para FIIs, mas alerta sobre riscos de vacância, energia e manutenção.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O avanço da inteligência artificial e a expansão dos serviços de computação em nuvem estão criando uma nova oportunidade de investimento para os fundos imobiliários (FIIs) no Brasil. Os data centers, instalações especializadas em processamento e armazenamento de informações, começam a ganhar espaço nas estratégias de diversificação do <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341173">mercado</a> imobiliário. Um estudo divulgado pela XP Investimentos nesta semana aponta que esses empreendimentos podem proporcionar receitas de locação de longo prazo aos cotistas, embora apresentem riscos relacionados à infraestrutura elétrica, à especialização dos imóveis e à dependência de grandes operadores.</p>
<p>A transformação ocorre em um momento de crescimento acelerado do setor brasileiro de infraestrutura digital. Segundo levantamento da consultoria imobiliária JLL, o país deverá registrar entregas recordes de data centers em 2026, com aproximadamente 240 megawatts (MW) de nova capacidade ao longo do ano. Desse total, 106 MW foram entregues no primeiro semestre e outros 134 MW estavam previstos para a segunda metade do exercício, em projetos associados a investimentos estimados em US$ 8 bilhões.</p>
<p>O movimento abre espaço para uma modalidade de investimento imobiliário que possui características diferentes das encontradas em galpões logísticos, edifícios comerciais e shopping centers. Embora os data centers também dependam de imóveis e contratos de locação, sua operação exige disponibilidade contínua de eletricidade, sistemas de refrigeração, conectividade de alta capacidade e equipamentos especializados. Essas necessidades aumentam os custos de implantação e tornam mais complexa a substituição de um inquilino.</p>
<p>A análise da XP ressalta uma distinção fundamental para os investidores: fundos imobiliários que adquirem data centers não passam a participar automaticamente das receitas obtidas com inteligência artificial ou computação em nuvem. Em estruturas tradicionais, o retorno financeiro do cotista continua relacionado principalmente aos aluguéis pagos pelo operador e à valorização ou venda do imóvel. O crescimento da <a class="wpil_keyword_link" title="Economia" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341176">economia</a> digital representa uma oportunidade para a demanda imobiliária, mas não garante rentabilidade superior.</p>
<h2>Brasil concentra 48% da capacidade instalada de data centers na América Latina</h2>
<p>A posição brasileira no mercado regional é um dos fatores que sustentam as perspectivas de expansão. Dados da JLL utilizados no relatório da XP indicam que o Brasil concentrava aproximadamente 48% da capacidade instalada de data centers da América Latina e 71% da capacidade em construção. O levantamento regional apontava um estoque operacional de 1,1 gigawatt (GW) e uma carteira de projetos planejados superior a 3,8 GW.</p>
<p>A participação brasileira demonstra a relevância do país na infraestrutura digital latino-americana, mas também revela a distância em relação aos mercados mais desenvolvidos. Os Estados Unidos possuem capacidade instalada muito superior e contam com <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341174">empresas</a> especializadas que já operam grandes portfólios imobiliários destinados ao processamento de dados. No Brasil, esse segmento ainda representa uma parcela relativamente pequena do universo de imóveis acessíveis por meio de fundos listados.</p>
<p>Um levantamento mais recente da JLL, divulgado em agosto de 2026, mostrou que o mercado brasileiro deverá praticamente dobrar de tamanho até 2030. O estudo identificou aproximadamente 660 MW em construção e mais 4.621 MW de projetos planejados, cuja concretização dependerá de investimentos, licenciamento e acesso à infraestrutura necessária. Esses valores representam etapas diferentes de desenvolvimento e não devem ser confundidos com capacidade já disponível.</p>
<p>A taxa de vacância nacional foi estimada em apenas 4%, indicando ocupação de aproximadamente 96% no universo analisado pela consultoria. O levantamento também mostrou que 56% da nova capacidade em construção já estava pré-locada. Os indicadores sugerem demanda relevante por instalações especializadas, embora o baixo nível de espaços disponíveis não signifique ausência de riscos para futuros empreendimentos.</p>
<p>A pré-locação oferece maior previsibilidade para projetos em desenvolvimento, mas deixa uma parcela importante da capacidade ainda dependente de contratos comerciais. Aplicando os percentuais divulgados ao conjunto de novas instalações analisadas, aproximadamente 44% da capacidade em construção não estava previamente contratada. A diferença evidencia que a expansão física precisa ser acompanhada pela efetiva absorção dos empreendimentos pelos clientes.</p>
<p>O crescimento também apresenta forte concentração geográfica. A região metropolitana de São Paulo e o eixo de Campinas permanecem entre os principais polos brasileiros, favorecidos pela proximidade com empresas, consumidores e infraestrutura de telecomunicações. Ao mesmo tempo, Fortaleza emerge como alternativa relevante, com projetos que buscam aproveitar sua localização estratégica e a conexão internacional por cabos submarinos.</p>
<p>Segundo a JLL, Fortaleza possuía 227 MW em construção no levantamento de agosto, com parte expressiva da capacidade previamente contratada. A expansão poderá modificar a distribuição regional do setor, hoje fortemente concentrado no Sudeste. Para investidores imobiliários, a escolha da localização será decisiva porque a disponibilidade de energia e a conectividade podem influenciar diretamente a capacidade de atrair e manter operadores.</p>
<h2>Fundos imobiliários podem comprar instalações prontas ou financiar novos projetos</h2>
<p>A entrada dos FIIs no mercado de data centers pode ocorrer por diferentes estruturas de investimento. Uma das alternativas envolve a aquisição de imóveis concluídos, com instalações operacionais e contratos de locação já estabelecidos. Nesse modelo, o fundo compra o empreendimento e passa a receber os aluguéis pagos pela empresa responsável pelos serviços de processamento e armazenamento de dados.</p>
<p>Outra modalidade é o <em>sale and leaseback</em>, operação na qual o proprietário de um data center vende o imóvel a um fundo imobiliário e permanece no local como locatário. A estrutura permite ao operador transformar parte de seu patrimônio imobiliário em recursos financeiros, que poderão ser direcionados à aquisição de equipamentos, expansão das operações ou redução de obrigações. Para o FII, a operação cria uma fonte de renda vinculada a um contrato de locação.</p>
<p>A XP considera a aquisição de empreendimentos já concluídos e ocupados uma das alternativas mais adequadas para a entrada dos fundos no segmento. Essa estratégia reduz a exposição aos riscos de construção, licenciamento e disponibilização de energia, que podem comprometer o cronograma de implantação. Entretanto, permanece a necessidade de avaliar o preço de aquisição, a qualidade do contrato e a capacidade de pagamento do locatário.</p>
<p>O desenvolvimento de imóveis sob medida, conhecido como <em>built to suit</em> (BTS), constitui outra possibilidade. Nesse formato, o empreendimento é projetado e construído conforme as necessidades de um ocupante previamente identificado, geralmente mediante contrato de longo prazo. A operação pode proporcionar uma relação comercial duradoura, mas exige cuidado com os custos da obra e os riscos de execução.</p>
<p>O fundo também poderá participar do financiamento de projetos ou da aquisição de infraestrutura associada, como subestações elétricas dedicadas. As possibilidades dependem da estrutura do investimento, do regulamento do fundo e das normas aplicáveis. A Resolução CVM nº 175, que disciplina os fundos de investimento, estabelece requisitos específicos para os FIIs em seu Anexo Normativo III.</p>
<p>A diversidade de estruturas permite que gestores escolham diferentes combinações de risco e retorno. A aquisição de um imóvel estabilizado tende a oferecer maior visibilidade sobre a receita inicial, enquanto projetos em desenvolvimento podem apresentar potencial de valorização acompanhado de maiores incertezas. Nenhuma dessas alternativas elimina o risco de perda patrimonial para os cotistas.</p>
<h2>Energia elétrica é o principal desafio para a expansão dos empreendimentos</h2>
<p>A disponibilidade de energia constitui um dos fatores mais importantes para a competitividade dos data centers. Essas instalações precisam operar continuamente, mantendo servidores, sistemas de armazenamento e equipamentos de refrigeração em funcionamento. Interrupções no fornecimento podem comprometer serviços digitais prestados a empresas e instituições que dependem de disponibilidade permanente.</p>
<p>O Brasil apresenta uma vantagem potencial por possuir uma matriz elétrica predominantemente renovável, mas a existência de capacidade de geração não assegura conexão imediata em qualquer localidade. Projetos de grande porte podem exigir reforços de transmissão, construção de subestações e investimentos adicionais nas redes de distribuição. Essas necessidades influenciam o prazo necessário para colocar novos empreendimentos em operação.</p>
<p>A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) acompanha a expansão das cargas associadas a data centers e seus efeitos sobre o sistema elétrico brasileiro. O órgão destaca que esses consumidores podem exigir elevada potência em pontos específicos da rede, demandando planejamento coordenado entre geração e transmissão. A concentração geográfica dos projetos torna esse planejamento ainda mais relevante.</p>
<p>Para um fundo imobiliário, o problema pode começar antes mesmo de o empreendimento gerar receitas. Um projeto construído sem acesso suficiente à energia pode enfrentar atrasos de ocupação e dificuldades para cumprir contratos. O capital investido permanece comprometido enquanto a instalação não reúne condições técnicas para iniciar suas atividades.</p>
<p>O custo da eletricidade também afeta a capacidade financeira dos operadores. Mesmo quando o contrato atribui ao locatário a responsabilidade pelo pagamento da energia, tarifas elevadas ou condições desfavoráveis de fornecimento podem reduzir sua competitividade. Isso pode influenciar a demanda pelo imóvel e a capacidade de manutenção dos pagamentos ao proprietário.</p>
<p>A Agência Internacional de Energia estima que o consumo mundial de eletricidade dos data centers poderá alcançar aproximadamente 950 terawatts-hora (TWh) em 2030, quase o dobro dos 485 TWh registrados em 2025. A projeção considera o crescimento da inteligência artificial e de outros serviços digitais, mas também ressalta gargalos relacionados à fabricação de equipamentos, à disponibilidade de componentes e à conexão das instalações às redes elétricas.</p>
<p>A expansão da demanda mundial, portanto, não se converterá automaticamente em novos empreendimentos imobiliários. A execução dos projetos dependerá da combinação de infraestrutura energética, financiamento e contratação de capacidade pelos usuários finais.</p>
<h2>Contratos de longo prazo não eliminam risco de vacância</h2>
<p>Os data centers apresentam características que podem favorecer contratos imobiliários de longa duração. Como a instalação de equipamentos especializados exige investimentos elevados, a mudança de endereço de um operador costuma envolver custos relevantes. Essa dificuldade de transferência pode estimular a permanência dos ocupantes e contribuir para a previsibilidade das receitas de locação.</p>
<p>A mesma especialização, entretanto, produz um risco importante quando o imóvel fica desocupado. Um galpão logístico pode, dependendo de suas características, ser adaptado para diferentes atividades comerciais ou industriais. Já um data center desenvolvido para uma operação específica pode exigir intervenções significativas antes de receber outro cliente.</p>
<p>A substituição de sistemas elétricos e de refrigeração, a reorganização da infraestrutura interna e a adequação à tecnologia utilizada por um novo operador podem comprometer parte do valor econômico do empreendimento. O imóvel também pode perder competitividade caso sua capacidade energética não acompanhe as exigências dos equipamentos mais modernos. Esses fatores tornam a análise do valor residual especialmente relevante.</p>
<p>O estudo da XP destaca que contratos com prazos extensos, reajustes pela inflação e penalidades por encerramento antecipado podem reduzir parte dos riscos. A proteção, contudo, depende da capacidade financeira do locatário de cumprir suas obrigações. Uma empresa com dificuldades econômicas poderá tentar renegociar os pagamentos ou deixar o imóvel, mesmo quando existem garantias contratuais.</p>
<p>Para o cotista, a concentração da receita em um único operador pode aumentar a exposição financeira. Se determinado data center representar parcela relevante do patrimônio de um FII, uma interrupção dos aluguéis poderá afetar diretamente seus resultados e a capacidade de distribuir rendimentos. O impacto dependerá das reservas financeiras, da diversificação da carteira e das condições contratuais.</p>
<p>A XP também chama atenção para a necessidade de definir quem será responsável pelos investimentos contínuos na infraestrutura. Geradores, baterias, equipamentos de refrigeração e sistemas elétricos possuem ciclos de manutenção e substituição que podem gerar despesas significativas. Se essas obrigações forem atribuídas ao fundo, o retorno líquido poderá ser inferior à expectativa inicial.</p>
<h2>Redata cria incentivos, mas regulamentação ainda condiciona investimentos</h2>
<p>A <a class="wpil_keyword_link" title="Política" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341175">política</a> tributária brasileira passou por uma mudança importante em setembro de 2026, com a sanção da Lei nº 15.504, que instituiu o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata). A legislação prevê incentivos fiscais para a aquisição e importação de equipamentos destinados à instalação, modernização e expansão dessas estruturas. A medida busca aumentar a competitividade do país na atração de investimentos em infraestrutura digital.</p>
<p>O regime contempla a suspensão de tributos federais incidentes sobre determinados equipamentos, incluindo PIS/Pasep, Cofins e IPI, observadas as condições legais. As empresas beneficiadas deverão cumprir contrapartidas relacionadas à utilização de energia renovável ou de baixa emissão, eficiência hídrica e investimentos em pesquisa e desenvolvimento. Também existe a exigência de destinar ao mercado brasileiro uma parcela mínima da capacidade de processamento e armazenamento.</p>
<p>Entre as condições anunciadas pelo governo estão investimentos em pesquisa e inovação equivalentes a 2% do valor dos equipamentos beneficiados e disponibilização de pelo menos 10% da capacidade ao mercado nacional. A legislação estabelece tratamentos diferenciados para determinadas regiões, buscando estimular a distribuição dos investimentos para além dos polos tradicionais.</p>
<p>A aprovação da lei, entretanto, não representa utilização automática dos incentivos pelas empresas. O relatório da XP, publicado em 20 de outubro, observou que a regulamentação necessária à operacionalização do regime ainda não havia sido publicada. A definição das regras administrativas e dos requisitos de habilitação será relevante para a execução dos projetos.</p>
<p>A existência de benefícios fiscais também não significa que os fundos imobiliários receberão diretamente todas as vantagens tributárias destinadas aos operadores. Os efeitos sobre a rentabilidade imobiliária dependerão da estrutura das operações e de como a redução de custos poderá influenciar a viabilidade dos empreendimentos. A distinção evita confundir incentivos concedidos à atividade tecnológica com benefícios automaticamente apropriados pelos proprietários dos imóveis.</p>
<h2>Cotistas precisam avaliar rentabilidade além do crescimento da inteligência artificial</h2>
<p>O mercado norte-americano oferece uma referência sobre a importância que os imóveis de infraestrutura digital podem alcançar no setor de investimentos imobiliários. Empresas especializadas possuem portfólios internacionais e acesso a grandes volumes de capital para financiar aquisições e novos projetos. O relatório da XP aponta que os data centers já representam parcela relevante do mercado de fundos imobiliários negociados nos Estados Unidos.</p>
<p>A experiência internacional, entretanto, não permite concluir que o mesmo desempenho será reproduzido automaticamente no Brasil. As condições de financiamento, o custo da energia, a maturidade dos operadores e a estrutura dos contratos apresentam diferenças relevantes. A comparação demonstra o potencial de desenvolvimento do segmento, mas não constitui previsão de valorização das cotas brasileiras.</p>
<p>Para os investidores, a análise de um FII exposto a data centers deverá considerar o retorno contratual esperado, a qualidade do imóvel, o endividamento do fundo e a capacidade financeira dos locatários. Também será necessário identificar quais despesas de manutenção permanecem com o proprietário e quais obrigações são assumidas pelos operadores. A existência de um contrato longo não substitui a avaliação desses fatores.</p>
<p>Outra diferença importante envolve a distribuição de rendimentos. A geração de receita pelos contratos de locação não garante pagamento mensal em valor fixo, pois o resultado distribuível depende das receitas efetivamente recebidas e das despesas do fundo. Além disso, as cotas negociadas em bolsa podem apresentar oscilações de preço relacionadas às condições de mercado, às taxas de juros e à percepção de risco dos investidores.</p>
<p>O crescimento da inteligência artificial pode ampliar a procura por imóveis especializados, mas a rentabilidade de um fundo continuará dependendo principalmente da qualidade econômica de seus investimentos. Um empreendimento bem localizado, com energia disponível, contrato adequado e operador financeiramente sólido tende a apresentar condições diferentes de um projeto ainda sujeito a licenciamento ou dificuldades de conexão elétrica.</p>
<p>Os próximos anos serão decisivos para verificar em que medida a expansão brasileira de data centers será incorporada às carteiras de fundos imobiliários. O avanço das construções, a regulamentação do Redata e a contratação de novos espaços ajudarão a determinar o ritmo dos investimentos. Para os cotistas, a principal questão não será apenas o crescimento da infraestrutura digital, mas a capacidade dos gestores de transformar esse movimento em receitas imobiliárias sustentáveis, sem assumir riscos incompatíveis com o retorno esperado.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>XP Investimentos — Relatório temático Data Centers e FIIs: A convergência entre infraestrutura digital e mercado imobiliário, publicado em 20 de outubro de 2026.</em></p>
<p><em>JLL — Relatório Data Center Brasil 2026 e levantamento sobre crescimento, vacância, pré-locação e capacidade em construção, divulgado em agosto de 2026.</em></p>
<p><em>Agência Internacional de Energia — Relatório Key Questions on Energy and AI, publicado em 2026, sobre demanda elétrica dos data centers e infraestrutura energética.</em></p>
<p><em>Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços — Comunicado de 15 de setembro de 2026 sobre a instituição do Redata.</em></p>
<p><em>Presidência da República — Lei nº 15.504, de 15 de setembro de 2026, que institui o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter.</em></p>
<p><em>Empresa de Pesquisa Energética — Informações institucionais sobre consumo elétrico de data centers e planejamento de expansão da transmissão.</em></p>
<p><em>Comissão de Valores Mobiliários — Resolução CVM nº 175 e Anexo Normativo III, que disciplinam o funcionamento dos fundos de investimento imobiliário.</em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Mercado de opções da B3 cresce 79% em 2026 e contratos semanais mais que dobram</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/mercado-opcoes-b3-cresce-79-2026</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Oct 2026 15:35:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[B3]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsa de valores]]></category>
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		<category><![CDATA[renda variável.]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mercado de opções da B3 cresce 79% em 2026, movimenta R$ 1,4 bilhão por dia e registra forte expansão dos contratos semanais e sobre índices.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div data-metric-area="topo-noticia" data-v-d559f1f7="">
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<p>O mercado de opções da B3 registrou uma expansão de 79% no volume financeiro médio diário negociado em 2026, alcançando aproximadamente R$ 1,4 bilhão por pregão. O resultado considera operações com opções de ações, fundos de índice (ETFs), recibos de ações estrangeiras (BDRs) e índices de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341149">mercado</a>. Os números, divulgados pela bolsa em 15 de outubro, abrangem as negociações realizadas até o dia 9 deste mês e mostram um crescimento significativo da utilização de derivativos no Brasil.</p>
<p>A movimentação representa um avanço expressivo em relação aos R$ 781 milhões registrados em 2025 e praticamente o dobro da média de R$ 705 milhões observada em 2024. Em dois anos, o volume financeiro diário cresceu aproximadamente 98,6%, indicando uma transformação na dimensão desse segmento da renda variável brasileira. O movimento foi acompanhado pela expansão dos contratos de vencimento semanal, pela maior negociação de opções sobre índices e pelo aumento das posições mantidas em aberto pelos participantes.</p>
<p>A evolução também revela diferenças importantes entre os segmentos desse mercado. Enquanto as opções tradicionais sobre ações continuam concentrando uma parcela relevante das negociações, os contratos relacionados a índices apresentam taxas de crescimento proporcionalmente superiores. A combinação de novos vencimentos, maior variedade de instrumentos e ampliação das estratégias disponíveis ajuda a explicar a mudança na estrutura de negociação, embora os dados agregados não permitam identificar isoladamente o peso de cada fator.</p>
<h2>Opções sobre índices quase triplicam e impulsionam negociações</h2>
<p>Um dos resultados mais expressivos de 2026 está nas opções vinculadas a índices de mercado. O volume financeiro médio diário desses contratos, considerando vencimentos mensais, semanais e diários, passou de R$ 94 milhões em 2025 para R$ 273 milhões neste ano. A diferença corresponde a um crescimento aproximado de 190%, fazendo com que a movimentação diária desse segmento atingisse quase três vezes o patamar do ano anterior.</p>
<p>O avanço ganha relevância quando comparado à trajetória de 2024, período em que as opções sobre índices movimentavam, em média, R$ 147 milhões por pregão. A redução observada em 2025 foi revertida de maneira expressiva no exercício seguinte. Os números sugerem maior atividade em instrumentos utilizados para posicionamento em relação ao comportamento geral do mercado acionário, sem permitir distinguir quanto dessa demanda teve finalidade de proteção e quanto correspondeu a operações especulativas.</p>
<p>Nas opções mensais de ações, ETFs e BDRs, o crescimento também foi significativo. A média diária negociada aumentou de R$ 637 milhões em 2025 para R$ 992 milhões em 2026, uma expansão de aproximadamente 56%. Em 2024, esse segmento movimentava R$ 539 milhões por sessão, o que demonstra uma trajetória de crescimento ao longo do período analisado.</p>
<p>A comparação entre os segmentos evidencia que o crescimento não ficou restrito aos contratos de prazos mais curtos. Em termos absolutos, as opções mensais de ações, ETFs e BDRs acrescentaram aproximadamente R$ 355 milhões à movimentação média diária em relação a 2025. Já as opções sobre índices registraram acréscimo próximo de R$ 179 milhões, apesar de partirem de uma base menor.</p>
<p>A ampliação da oferta de derivativos também integra essa transformação. Em 2025, a B3 introduziu opções semanais sobre o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank"  rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341151">Ibovespa</a> e, posteriormente, instrumentos com vencimentos diários vinculados ao índice. A bolsa também promoveu ajustes nas características de determinados contratos, incluindo a redução do tamanho de negociação das opções sobre índices, permitindo estruturar operações com exposições financeiras menores.</p>
<p>Essas mudanças aumentam a flexibilidade para participantes que precisam administrar riscos em diferentes horizontes. Um investidor pode procurar proteção para um acontecimento específico, enquanto uma instituição financeira pode estruturar operações relacionadas à volatilidade ou à composição de sua carteira. A disponibilidade de diferentes prazos permite ajustar com maior precisão a duração das posições assumidas.</p>
<h2>Contratos semanais avançam 112% e consolidam operações de curto prazo</h2>
<p>As opções com vencimento semanal apresentaram uma das maiores taxas de expansão do mercado. Considerando os contratos vinculados a ações, ETFs e BDRs, o volume financeiro médio diário passou de R$ 50 milhões em 2025 para R$ 106 milhões em 2026. O crescimento de 112% representa mais que o dobro da movimentação registrada no exercício anterior.</p>
<p>A comparação com 2024 torna o avanço ainda mais expressivo. Naquele ano, a média diária desses instrumentos era de aproximadamente R$ 19 milhões. Em 2026, o volume atingiu um patamar cerca de 5,6 vezes superior, equivalente a uma valorização acumulada próxima de 458% na movimentação financeira diária da categoria.</p>
<p>O aumento da atividade ocorre em um ambiente de maior disponibilidade de vencimentos. Nas opções semanais sobre ações, a estrutura operacional da B3 prevê vencimentos às sextas-feiras, com exceção da terceira sexta-feira de cada mês, tradicionalmente reservada ao vencimento mensal. Esse calendário oferece alternativas para participantes que desejam ajustar suas operações a acontecimentos corporativos, divulgações de indicadores econômicos ou movimentos específicos dos preços dos ativos.</p>
<p>A possibilidade de negociar contratos com prazos menores modifica a maneira como determinadas estratégias são estruturadas. Em vez de manter necessariamente uma posição até um vencimento mensal, o investidor pode selecionar um instrumento com duração mais próxima do período de exposição desejado. Essa flexibilidade, entretanto, exige atenção ao comportamento dos preços, pois a proximidade do vencimento pode acelerar a perda de valor temporal de uma opção.</p>
<p>O crescimento dos contratos semanais não significa, necessariamente, que esses instrumentos tenham se tornado mais adequados a todos os perfis de investidores. Operações de curta duração podem apresentar oscilações percentuais intensas e exigir acompanhamento mais frequente. A adequação depende do objetivo financeiro, da capacidade de suportar perdas e do conhecimento das características específicas de cada contrato.</p>
<h2>B3 registra recorde de R$ 2,96 bilhões negociados em um pregão</h2>
<p>A intensidade das negociações também aparece nos recordes registrados ao longo do ano. Em outubro, as opções mensais e semanais vinculadas a ações, ETFs e BDRs movimentaram R$ 2,96 bilhões em uma única sessão, superando a marca anterior de R$ 2,7 bilhões, estabelecida em fevereiro. Segundo a B3, outros sete pregões de 2026 ultrapassaram R$ 2 bilhões nessa categoria de contratos.</p>
<p>O segmento de opções mensais também estabeleceu seu próprio recorde. Em outubro, a movimentação financeira atingiu R$ 2,77 bilhões em uma sessão, acima dos R$ 2,4 bilhões registrados em março. Os resultados mostram que a expansão não ocorreu exclusivamente pelo aumento gradual da média diária, mas também pela concentração de negociações em determinados períodos.</p>
<p>Outro indicador é a média financeira diária registrada nos primeiros pregões de outubro. Até o dia 9, as opções mensais e semanais de ações, ETFs e BDRs movimentaram aproximadamente R$ 1,8 bilhão por sessão. Esse valor superou as médias mensais de R$ 1,4 bilhão observadas em março e de R$ 1,3 bilhão registradas em fevereiro, ambas referentes à mesma categoria.</p>
<p>Os recordes precisam ser interpretados de acordo com o universo de contratos utilizado em cada levantamento. A média geral de R$ 1,4 bilhão em 2026 inclui também opções sobre índices, enquanto o recorde diário de R$ 2,96 bilhões se refere especificamente às opções mensais e semanais de ações, ETFs e BDRs. A distinção evita comparações entre indicadores que possuem composições diferentes.</p>
<h2>Posições em aberto chegam a 8,5 bilhões de contratos</h2>
<p>Além da movimentação financeira, a B3 identificou crescimento das posições em aberto, indicador conhecido internacionalmente como <em>open interest</em>. Em 9 de outubro, o estoque alcançou 8,5 bilhões de contratos, comparado aos 5,8 bilhões registrados no encerramento de 2025. A expansão acumulada nesse intervalo foi de aproximadamente 46,6%.</p>
<p>O resultado também representa quase o dobro dos 4,3 bilhões de contratos existentes no encerramento de 2024. A diferença de 4,2 bilhões de contratos em menos de dois anos evidencia o aumento da quantidade de posições ainda ativas no mercado. Esse indicador considera contratos que permanecem abertos, não correspondendo necessariamente à quantidade de investidores ou ao número de operações executadas diariamente.</p>
<p>A média diária de contratos em aberto também alcançou um patamar recorde. Em 2026, chegou a 7,1 bilhões, ante 5,6 bilhões em 2025 e 5,4 bilhões em 2024. A comparação com o exercício anterior aponta crescimento de aproximadamente 27%, confirmando que a expansão ocorreu tanto na movimentação financeira quanto no estoque de posições.</p>
<p>A distinção entre essas duas medidas é fundamental para compreender o desenvolvimento do mercado. O volume financeiro negociado mostra a intensidade das transações realizadas, enquanto as posições em aberto indicam a dimensão dos contratos que continuam ativos. Um mercado pode apresentar elevada movimentação sem necessariamente registrar crescimento equivalente no estoque de posições, especialmente quando ocorre intensa abertura e encerramento de operações em períodos curtos.</p>
<p>A expansão desses indicadores aponta maior atividade no segmento, mas não permite concluir, isoladamente, que houve aumento proporcional no número de investidores pessoas físicas. Também não representa entrada líquida de R$ 1,4 bilhão por dia na bolsa. O dado divulgado pela B3 corresponde ao volume financeiro das transações com opções, cuja natureza é diferente dos fluxos de investimento direcionados à compra de ações no mercado à vista.</p>
<h2>Crescimento amplia alternativas de proteção, mas exige controle de riscos</h2>
<p>As opções são contratos derivativos que permitem negociar direitos associados ao preço futuro de um ativo. Uma opção de compra, conhecida como <em>call</em>, concede ao titular o direito de comprar determinado ativo por um preço previamente definido, conforme as condições contratuais. Já uma opção de venda, chamada <em>put</em>, oferece o direito de vender o ativo pelo preço de exercício estabelecido.</p>
<p>Na prática, esses instrumentos podem atender a diferentes necessidades. Um investidor que possui ações e teme uma desvalorização pode utilizar opções de venda para estabelecer uma proteção parcial ou total para sua exposição, dependendo da estrutura contratada. Outros participantes utilizam os contratos para aproveitar expectativas de valorização, queda ou alteração da volatilidade dos ativos negociados.</p>
<p>O direito adquirido pelo comprador possui um custo denominado prêmio. Esse pagamento é realizado ao vendedor da opção, que assume as obrigações correspondentes caso ocorra o exercício nas condições previstas. Para o comprador de uma opção tradicional, a perda direta fica limitada ao prêmio desembolsado, embora esse valor possa ser integralmente perdido.</p>
<p>A situação do vendedor exige cuidados adicionais. Dependendo da modalidade e da estrutura da posição, os prejuízos podem superar significativamente o prêmio recebido, especialmente em operações descobertas. A exposição ao risco pode ser ampliada pela alavancagem, mecanismo que permite assumir posições financeiras relevantes com uma quantidade relativamente pequena de recursos iniciais.</p>
<p>As orientações educacionais da Comissão de Valores Mobiliários destacam que os derivativos estão sujeitos a riscos de mercado, liquidez, concentração e volatilidade. Mesmo quando utilizados como instrumentos de proteção, os contratos podem não compensar integralmente as perdas registradas nos ativos subjacentes. A eficácia de uma estratégia depende de fatores como preço de exercício, prazo de vencimento, custo da operação e comportamento efetivo do mercado.</p>
<p>A expansão da liquidez agregada também não elimina diferenças entre contratos específicos. Determinadas séries de opções podem registrar grande concentração de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank"  rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341150">negócios</a>, enquanto outras apresentam menor quantidade de compradores e vendedores disponíveis. Essa característica influencia os preços de entrada e saída e pode aumentar o custo de encerramento de posições, sobretudo em situações de maior instabilidade financeira.</p>
<p>Renato Munhoz, gerente de Equities da B3, associou os recordes de 2026 ao desenvolvimento do mercado brasileiro de derivativos e à ampliação das alternativas de gestão de riscos. A estratégia anunciada pela bolsa prevê o fortalecimento da liquidez e a disponibilização de instrumentos destinados a diferentes perfis e estratégias de investimento.</p>
<p>Os números consolidados até 9 de outubro mostram um mercado de opções significativamente maior do que o observado nos dois anos anteriores. A continuidade dessa expansão dependerá da evolução das negociações nos próximos meses, da manutenção da liquidez e da utilização dos contratos pelos participantes. A divulgação dos dados completos de 2026 permitirá avaliar se o ritmo observado até outubro se sustentará no fechamento do exercício e como o crescimento estará distribuído entre as diferentes modalidades de opções.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>B3 — Levantamento Mercado de Opções da B3 cresce 79% e movimenta valor recorde de R$ 2,9 bilhões em um dia em 2026, divulgado em 15 de outubro de 2026.</em></p>
<p><em>B3 — Balanço B3 amplia liquidez e portfólio de derivativos de Equities em 2025, publicado em fevereiro de 2026.</em></p>
<p><em>B3 — Especificações e características operacionais dos contratos de opções semanais sobre ações.</em></p>
<p><em>Comissão de Valores Mobiliários — Portal do Investidor, materiais educacionais Mercado de Opções e Riscos dos Derivativos.</em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Day trade hoje: Ágora indica compra de WEG (WEGE3) e venda de Marcopolo (POMO4); veja seis ações</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/day-trade-hoje-21-10-2026-weg-wege3-marcopolo-pomo4-agora</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Oct 2026 13:04:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Ágora Investimentos]]></category>
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		<category><![CDATA[M. Dias Branco]]></category>
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		<category><![CDATA[Vivara]]></category>
		<category><![CDATA[WEG]]></category>
		<category><![CDATA[WEGE3]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Day trade hoje (21): Ágora recomenda compra de WEG (WEGE3) e venda de Marcopolo (POMO4). Confira seis ações com ganhos potenciais de até 1,47%.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Ágora Investimentos selecionou seis ações para operações de day trade nesta quarta-feira (21), com estratégias que buscam aproveitar oscilações de preços durante o pregão da B3. Entre os destaques estão a recomendação de compra de WEG (WEGE3), com potencial de valorização de 1,41%, e a indicação de venda de Marcopolo (POMO4), cuja operação prevê ganho de aproximadamente 1,42% caso a cotação recue até o objetivo estabelecido. A carteira também contempla Hapvida (HAPV3), Vivara (VIVA3), Embraer (EMBJ3) e M. Dias Branco (MDIA3). Os percentuais representam cenários projetados pelos analistas, condicionados ao alcance dos preços de entrada e saída, e não rentabilidades garantidas.</p>
<p>As recomendações foram elaboradas com base em análise técnica, metodologia que examina o comportamento das cotações e identifica possíveis movimentos de curtíssimo prazo. Diferentemente das estratégias tradicionais de investimento, que consideram perspectivas de crescimento das <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341129">empresas</a> ao longo de meses ou anos, o day trade procura capturar variações que ocorrem dentro de uma única sessão. As operações possuem preços de entrada, objetivos de realização de lucro e limites de perda previamente definidos. A estratégia exige acompanhamento das condições do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341130">mercado</a> e está sujeita a alterações rápidas de direção.</p>
<h2>WEG, Hapvida e Vivara lideram indicações de compra</h2>
<p>A WEG aparece entre as oportunidades identificadas pela equipe de análise gráfica da Ágora após encerrar o pregão de terça-feira (20) cotada a R$ 48,79. Para esta quarta-feira, a corretora estabeleceu preço de entrada de R$ 48,91 e objetivo de R$ 49,60, diferença equivalente a uma valorização potencial de 1,41%. O limite de perda está fixado em R$ 48,56, aproximadamente 0,72% abaixo do ponto sugerido para iniciar a operação. A estratégia pressupõe que o papel alcance o preço de entrada antes de avançar até o objetivo.</p>
<p>A diferença entre o fechamento anterior e o preço de entrada representa aproximadamente 0,25%, demonstrando que a recomendação não pressupõe uma compra imediata pelo último preço negociado. Na prática, o movimento inicial da ação será determinante para a ativação da estratégia. Caso os papéis atinjam diretamente o objetivo sem oferecer o preço de entrada previsto, a operação deverá ser desconsiderada conforme a metodologia divulgada. Essa condição evita interpretar uma valorização já ocorrida como oportunidade ainda disponível.</p>
<p>A Hapvida apresenta o maior potencial de ganho entre as três recomendações de compra, com objetivo de R$ 9,71 a partir de uma entrada de R$ 9,57. A valorização projetada é de 1,46%, enquanto o limite de perda está estabelecido em R$ 9,50, equivalente a 0,73%. A Vivara completa a seleção com entrada de R$ 27,70, objetivo de R$ 28,08 e stop de R$ 27,48. Nesse caso, o retorno potencial corresponde a 1,37%, diante de um risco de perda calculado em aproximadamente 0,79% caso a saída seja executada no preço previsto.</p>
<h2>Confira as recomendações de compra para 21 de outubro</h2>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Ação</th>
<th align="right">Entrada</th>
<th align="right">Objetivo</th>
<th align="right">Ganho potencial</th>
<th align="right">Stop</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Hapvida (HAPV3)</td>
<td align="right">R$ 9,57</td>
<td align="right">R$ 9,71</td>
<td align="right">1,46%</td>
<td align="right">R$ 9,50</td>
</tr>
<tr>
<td>Vivara (VIVA3)</td>
<td align="right">R$ 27,70</td>
<td align="right">R$ 28,08</td>
<td align="right">1,37%</td>
<td align="right">R$ 27,48</td>
</tr>
<tr>
<td>WEG (WEGE3)</td>
<td align="right">R$ 48,91</td>
<td align="right">R$ 49,60</td>
<td align="right">1,41%</td>
<td align="right">R$ 48,56</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Os níveis estabelecidos pela corretora indicam uma relação entre ganho potencial e perda planejada favorável nas três operações, desde que as ordens sejam executadas nos preços previstos. Na Hapvida, a distância entre entrada e objetivo equivale ao dobro da distância entre entrada e stop, estabelecendo uma relação de aproximadamente dois para um. Na WEG, essa relação também se aproxima de dois para um, enquanto na Vivara fica em torno de 1,73 para um. Esses cálculos medem a proporção entre ganhos e perdas possíveis, mas não indicam a probabilidade de o objetivo ser atingido.</p>
<h2>Marcopolo, Embraer e M. Dias Branco são indicadas para venda</h2>
<p>No grupo das operações de venda, a Marcopolo aparece com entrada sugerida de R$ 4,94 e objetivo de R$ 4,87, o que representa retorno potencial de aproximadamente 1,42%. O limite de perda está estabelecido em R$ 4,98, ou 0,81% acima do preço inicial. Diferentemente da estratégia de compra, a operação de venda busca obter resultado positivo com a desvalorização dos papéis durante o pregão. O investidor procura vender por um preço mais elevado e recomprar a ação posteriormente por um valor inferior.</p>
<p>A Embraer integra a seleção com preço de entrada de R$ 90,60 e objetivo de R$ 89,34, configurando potencial de ganho de 1,39%. O stop foi definido em R$ 91,24, correspondente a aproximadamente 0,71% de perda em relação ao valor de entrada. A relação entre ganho projetado e risco planejado se aproxima de dois para um, uma proporção semelhante à estabelecida para a WEG. A indicação de venda representa uma expectativa de movimento negativo no curtíssimo prazo e não deve ser confundida com uma avaliação sobre os fundamentos econômicos da fabricante de aeronaves.</p>
<p>A M. Dias Branco completa o conjunto de recomendações com entrada de R$ 19,74 e objetivo de R$ 19,45. A diferença corresponde a um ganho potencial de 1,47%, o maior percentual entre as seis estratégias divulgadas. O limite de perda foi estabelecido em R$ 19,90, equivalente a aproximadamente 0,81% da posição inicial. O resultado dependerá da movimentação da ação ao longo da sessão e da execução das ordens nas condições previstas.</p>
<h2>Confira as recomendações de venda para 21 de outubro</h2>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Ação</th>
<th align="right">Entrada</th>
<th align="right">Objetivo</th>
<th align="right">Ganho potencial</th>
<th align="right">Stop</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Embraer (EMBJ3)</td>
<td align="right">R$ 90,60</td>
<td align="right">R$ 89,34</td>
<td align="right">1,39%</td>
<td align="right">R$ 91,24</td>
</tr>
<tr>
<td>M. Dias Branco (MDIA3)</td>
<td align="right">R$ 19,74</td>
<td align="right">R$ 19,45</td>
<td align="right">1,47%</td>
<td align="right">R$ 19,90</td>
</tr>
<tr>
<td>Marcopolo (POMO4)</td>
<td align="right">R$ 4,94</td>
<td align="right">R$ 4,87</td>
<td align="right">1,42%</td>
<td align="right">R$ 4,98</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h2>Relação entre risco e retorno exige atenção dos investidores</h2>
<p>Uma comparação entre as seis estratégias mostra que todos os objetivos de ganho são superiores às perdas previstas pelos respectivos stops. A Hapvida apresenta a maior relação entre retorno e risco entre as indicações, com potencial de ganho aproximadamente duas vezes superior à perda planejada. A Vivara registra a menor proporção, de aproximadamente 1,73 para um, ainda que mantenha uma distância maior até o objetivo do que até o limite de perda. A análise demonstra que as operações foram estruturadas com parâmetros distintos de risco, mesmo quando os retornos potenciais apresentam percentuais próximos.</p>
<p>Entretanto, uma relação matemática favorável não significa que determinada operação tenha maior probabilidade de sucesso. Uma ação pode atingir repetidamente seu limite de perda antes de alcançar o objetivo, produzindo resultado negativo mesmo quando os ganhos individuais projetados superam os prejuízos previstos. Além disso, movimentos bruscos e alterações na liquidez podem provocar execuções em preços diferentes daqueles inicialmente estabelecidos. Portanto, o desempenho efetivo depende tanto da frequência de acertos quanto das condições de execução e dos custos envolvidos.</p>
<p>Os valores apresentados representam retornos brutos e não incluem necessariamente corretagem, emolumentos e tributação. Nas operações de day trade realizadas por pessoas físicas, os ganhos líquidos tributáveis estão sujeitos, em regra, à alíquota de 20% de Imposto de Renda, observadas as regras de apuração e compensação de perdas. A incidência de custos reduz o retorno efetivo recebido pelo investidor e pode tornar economicamente menos atraentes operações com pequenas oscilações de preços. Essa diferença é especialmente relevante quando os objetivos estão limitados a variações inferiores a 1,5%.</p>
<h2>Como funcionam as recomendações de day trade da Ágora</h2>
<p>As indicações da Ágora são destinadas a operações realizadas e encerradas no mesmo pregão, com validade restrita a esta quarta-feira, 21 de outubro. A metodologia utiliza análise gráfica para identificar possíveis pontos de entrada, realização de lucro e interrupção de perdas. O investidor deve observar que os preços informados representam condições para ativar as estratégias e não ordens de execução automática. As posições somente são consideradas iniciadas quando o mercado oferece o preço estabelecido para entrada.</p>
<p>O mecanismo de stop loss funciona como uma referência para encerrar posições quando os preços se movimentam em direção contrária à expectativa inicial. Nas estratégias de compra, o limite fica abaixo do valor de entrada, enquanto nas operações de venda é estabelecido acima desse preço. A B3 destaca que esse tipo de ferramenta integra os procedimentos de gerenciamento de risco, embora não elimine a possibilidade de perdas superiores às inicialmente planejadas. A volatilidade, a liquidez e eventuais diferenças entre o preço de disparo e o de execução podem interferir no resultado final.</p>
<p>A Comissão de Valores Mobiliários também alerta para os riscos associados à negociação frequente de ativos, especialmente entre pessoas físicas que procuram transformar o day trade em fonte regular de renda. Estudos apresentados pelo órgão regulador demonstram que parcela expressiva dos investidores que operam de maneira recorrente enfrenta dificuldades para obter resultados positivos consistentes. A existência de recomendações produzidas por instituições financeiras não afasta esses riscos nem assegura desempenho favorável. As estratégias devem ser interpretadas como cenários de mercado sujeitos a perdas, e não como oportunidades de rendimento garantido.</p>
<p>Com seis ativos distribuídos entre posições compradas e vendidas, a seleção da Ágora oferece diferentes hipóteses de movimentação para o pregão desta quarta-feira. O maior ganho percentual projetado está na venda de M. Dias Branco, enquanto a compra de Hapvida apresenta a relação mais elevada entre retorno e risco planejado. A WEG e a Embraer também exibem proporções próximas de dois para um, mas dependem de movimentos em direções opostas. O resultado efetivo das recomendações somente poderá ser determinado após a verificação dos preços negociados e das condições de execução ao longo do dia.</p>
<p><strong>Fontes</strong></p>
<p>Ágora Investimentos — Ágora Insights, metodologia de análise gráfica e Monitor Técnico Day Trade</p>
<p>B3 — Conteúdos institucionais de educação financeira sobre day trade, stop loss e gerenciamento de risco</p>
<p>Comissão de Valores Mobiliários — Caderno CVM nº 15: Day Trade e materiais de orientação ao investidor</p>
<p>Embraer — Comunicado ao Mercado de 13 de outubro de 2025 sobre a alteração do código de negociação para EMBJ3</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Bolsa brasileira ganha R$ 515 bilhões em outubro e se aproxima de recorde histórico</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/bolsa-brasileira-ganha-515-bilhoes-em-outubro</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Oct 2026 19:26:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[B3]]></category>
		<category><![CDATA[bolsa brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[capital estrangeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições 2026]]></category>
		<category><![CDATA[Elos Ayta]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado Financeiro]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[valor de mercado]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O valor de mercado agregado das empresas listadas na B3 avançou R$ 515 bilhões entre o encerramento de setembro e 19 de outubro de 2026, alcançando R$ 5,654 trilhões. A expansão de 10,02% em apenas 13 pregões colocou a capitalização da bolsa brasileira próxima do recorde nominal de aproximadamente R$ 5,68 trilhões registrado em junho [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O valor de mercado agregado das empresas listadas na B3 avançou R$ 515 bilhões entre o encerramento de setembro e 19 de outubro de 2026, alcançando R$ 5,654 trilhões. A expansão de 10,02% em apenas 13 pregões colocou a capitalização da bolsa brasileira próxima do recorde nominal de aproximadamente R$ 5,68 trilhões registrado em junho de 2021, segundo a série histórica compilada pela consultoria Elos Ayta.</p>
<p>O resultado também posicionou outubro entre os meses de maior valorização nominal desde janeiro de 2020. A expansão ficou atrás dos ganhos registrados em janeiro de 2026, novembro de 2020 e dezembro de 2020. O desempenho, porém, ainda é parcial: os números consideram os fechamentos até 19 de outubro e não representam o resultado definitivo do mês.</p>
<p>A valorização ocorreu depois do primeiro turno das eleições presidenciais, realizado em 4 de outubro, período marcado por uma forte movimentação de recursos na renda variável brasileira. O ingresso de capital estrangeiro e a revisão das expectativas dos investidores sobre a trajetória econômica e <a class="wpil_keyword_link" title="Política" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341095">política</a> do país estiveram entre os fatores associados à alta das ações.</p>
<p>A dimensão do avanço precisa ser interpretada com uma distinção importante: o aumento do valor de <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341092">mercado</a> não significa que R$ 515 bilhões tenham ingressado diretamente no caixa das companhias ou sido depositados na bolsa. A cifra representa a valorização, a preços de mercado, das participações acionárias que compõem o capital das <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341094">empresas</a> listadas.</p>
<h2>Capitalização se aproxima do maior patamar nominal da série</h2>
<p>A comparação entre os valores consolidados de setembro e outubro mostra a dimensão da mudança em um intervalo curto. No encerramento de setembro, as companhias somavam R$ 5,139 trilhões em valor de mercado. Em 19 de outubro, o montante havia alcançado R$ 5,654 trilhões, diferença de R$ 515 bilhões.</p>
<p>Dividido pelos 13 pregões considerados, o aumento corresponde a uma expansão líquida média de aproximadamente R$ 39,6 bilhões por sessão. Trata-se de uma média aritmética da variação acumulada, e não de uma estimativa do dinheiro efetivamente negociado em cada dia.</p>
<p>A distância para o pico nominal de R$ 5,68 trilhões registrado em junho de 2021 era de aproximadamente R$ 26 bilhões, ou cerca de 0,46% daquele patamar. Assim, o mercado acionário se aproximou de uma referência histórica estabelecida mais de cinco anos antes, embora ainda não a tivesse superado em 19 de outubro.</p>
<p>A comparação também mostra por que o valor nominal precisa ser analisado com atenção. Uma capitalização mais alta pode decorrer da valorização das ações, de mudanças na quantidade de papéis em circulação ou de operações societárias. Além disso, a comparação em reais correntes não desconta a inflação acumulada entre os períodos.</p>
<p>A B3 calcula o valor de mercado das companhias, de modo geral, multiplicando a quantidade de ações de cada classe pelo preço de mercado correspondente. Quando existem diferentes espécies de ações ou units, a metodologia considera as particularidades da estrutura acionária. A própria bolsa ressalta que esses números são estimativas e devem ser avaliados em conjunto com informações sobre liquidez, volume negociado e negociabilidade dos papéis.</p>
<h2>Outubro ocupa a quarta posição em ganho nominal desde 2020</h2>
<p>O levantamento da Elos Ayta permite comparar a alta de outubro com os episódios de maior expansão nominal desde janeiro de 2020. Na primeira posição está janeiro de 2026, quando o valor de mercado das companhias aumentou R$ 551 bilhões, passando de R$ 4,788 trilhões para R$ 5,339 trilhões.</p>
<p>Novembro de 2020 aparece em seguida, com acréscimo de R$ 547 bilhões. Naquele mês, a capitalização consolidada passou de R$ 3,931 trilhões para R$ 4,478 trilhões, em um ambiente de melhora das expectativas sobre a recuperação econômica mundial e de avanço das perspectivas de vacinação contra a Covid-19.</p>
<p>Dezembro de 2020 ocupa a terceira posição, com incremento de R$ 520 bilhões, elevando o valor de mercado de R$ 4,478 trilhões para R$ 4,998 trilhões. Outubro de 2026, com seus R$ 515 bilhões adicionais até o dia 19, aparece logo depois.</p>
<p>A diferença entre o resultado parcial de outubro e o recorde de ganho nominal de janeiro de 2026 é de R$ 36 bilhões. Em outras palavras, o avanço acumulado até 19 de outubro equivale a aproximadamente 93,5% do aumento registrado em janeiro. A comparação coloca o desempenho atual na mesma ordem de grandeza dos maiores movimentos mensais observados no período, mesmo antes do encerramento do calendário de negociações.</p>
<p>O avanço nominal, entretanto, não determina sozinho a intensidade de uma valorização. O mercado acionário brasileiro está maior em termos de capitalização do que em vários momentos do início da década, de modo que uma elevação de R$ 500 bilhões representa uma proporção diferente conforme o tamanho da base de partida.</p>
<p>Esse aspecto ajuda a explicar por que o ganho de outubro se destaca no ranking em reais, mas não ocupa a mesma posição quando a comparação é feita em termos percentuais.</p>
<h2>Ranking percentual muda a classificação dos maiores avanços</h2>
<p>Quando as altas são divididas pelo valor de mercado existente no início de cada período, a ordem dos meses muda. Novembro de 2020 lidera a classificação dos dez meses com maiores ganhos nominais desde 2020, com valorização de 13,92%. Dezembro de 2020 vem depois, com 11,61%, seguido por janeiro de 2026, com 11,51%.</p>
<p>Novembro de 2023 aparece na quarta posição percentual, com avanço de 11,11%, enquanto junho de 2020 registrou expansão de 10,33%. Outubro de 2026 ocupa a sexta posição nesse recorte, com seus 10,02% acumulados até o dia 19.</p>
<p>A diferença decorre das bases de comparação. Em novembro de 2020, o valor de mercado inicial era de R$ 3,931 trilhões, inferior aos R$ 5,139 trilhões registrados no encerramento de setembro de 2026. Por isso, ganhos nominais semelhantes representam uma proporção menor quando aplicados sobre um mercado de maior dimensão.</p>
<p>O episódio de 2020 ilustra esse efeito. Os ganhos de novembro e dezembro daquele ano somaram R$ 1,067 trilhão, levando a capitalização de R$ 3,931 trilhões para R$ 4,998 trilhões. A expansão acumulada foi de 27,14% em dois meses.</p>
<p>A comparação evidencia que os resultados mensais devem ser examinados por pelo menos duas métricas. O ganho nominal dimensiona o aumento absoluto do patrimônio acionário precificado pelo mercado; a variação percentual mostra a intensidade desse movimento em relação ao valor inicial.</p>
<p>Em outubro de 2026, as duas medidas apontam para uma valorização expressiva. A alta de R$ 515 bilhões está entre as maiores da série, enquanto o avanço de 10,02% também coloca o mês entre os episódios de expansão proporcional mais elevada dentro do grupo analisado.</p>
<h2>Fluxo estrangeiro e eleição ajudam a explicar a movimentação</h2>
<p>O primeiro turno presidencial de 4 de outubro antecedeu uma das sessões mais expressivas do período. Em 5 de outubro, o saldo líquido de investimentos estrangeiros na B3 foi de aproximadamente R$ 10,6 bilhões, segundo os dados de movimentação do mercado acionário divulgados para a data.</p>
<p>O volume sinalizou uma entrada relevante de recursos no pregão seguinte à votação. O fluxo estrangeiro é um indicador importante para acompanhar a demanda por ações brasileiras, porque compras líquidas de investidores não residentes podem contribuir para elevar as cotações dos ativos negociados.</p>
<p>Essa relação, contudo, não permite atribuir toda a expansão da capitalização ao ingresso de capital externo. O aumento do valor de mercado resulta da variação das cotações e da composição acionária de todas as empresas consideradas. Já o saldo de investimentos estrangeiros mede a diferença entre compras e vendas de uma categoria de investidores, conforme os critérios adotados na estatística.</p>
<p>Também é necessário distinguir o fluxo direcionado à bolsa do fluxo cambial total registrado no país. As estatísticas cambiais abrangem operações financeiras e comerciais, como movimentações associadas a investimentos, pagamentos, exportações e importações. Portanto, os dois indicadores não devem ser somados nem tratados como medidas equivalentes.</p>
<p>O calendário eleitoral adiciona outro elemento à leitura do mercado. O Tribunal Superior Eleitoral estabeleceu 25 de outubro como data do segundo turno das eleições gerais de 2026. Até lá, a avaliação de possíveis mudanças na orientação econômica, nas prioridades fiscais e nas políticas públicas continua sendo um componente do processo de precificação dos ativos brasileiros.</p>
<p>Isso não significa que a eleição seja a única explicação para a valorização. Cotação de ações também responde a condições internacionais, perspectivas de juros, preços de commodities, resultados empresariais, liquidez e apetite global por risco. A coincidência temporal entre a votação e a entrada de recursos constitui um elemento de contexto, mas não basta, isoladamente, para medir a contribuição de cada fator para a alta.</p>
<h2>Valorização da bolsa não equivale a dinheiro novo nas empresas</h2>
<p>A diferença entre capitalização e fluxo financeiro é central para interpretar os R$ 515 bilhões registrados em outubro. O valor de mercado representa uma estimativa do preço agregado das participações acionárias com base nas cotações disponíveis. Não corresponde a uma soma de recursos captados pelas companhias em ofertas de ações, nem ao dinheiro que efetivamente circulou nas negociações durante os pregões.</p>
<p>Uma empresa pode aumentar sua capitalização sem emitir novas ações ou receber financiamento adicional. Basta que seus papéis sejam negociados a preços mais altos. Da mesma forma, uma companhia pode captar recursos em uma oferta pública sem que o valor total de mercado da bolsa aumente na mesma proporção, porque outras ações podem cair durante o período.</p>
<p>O ganho agregado também não significa que todos os papéis tenham subido. A capitalização consolidada reúne empresas de diferentes setores e portes, cujos preços podem se mover em direções opostas. Uma alta expressiva em companhias de grande valor de mercado pode compensar perdas registradas por outras empresas.</p>
<p>Por esse motivo, o indicador deve ser lido em conjunto com o desempenho do <a class="wpil_keyword_link" title="Ibovespa" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341093">Ibovespa</a>, os índices setoriais, a liquidez e a distribuição dos retornos entre as ações. O Ibovespa acompanha uma carteira teórica de ativos, enquanto o levantamento de capitalização consolidada procura medir o valor de mercado do conjunto de empresas listadas, segundo a metodologia adotada.</p>
<p>Para o investidor, a distinção também tem implicações práticas. A expansão da capitalização sugere que o mercado está atribuindo preços mais elevados às participações acionárias consideradas no levantamento, mas não representa um retorno uniforme para todas as carteiras. O resultado individual depende dos ativos mantidos, dos preços de aquisição, dos custos de transação e de eventuais proventos.</p>
<h2>Fechamento de outubro será decisivo para o ranking</h2>
<p>Com os dados encerrados em 19 de outubro, a bolsa brasileira já havia acumulado uma das maiores expansões nominais mensais desde 2020. O resultado, porém, permanece sujeito às oscilações dos pregões restantes, incluindo as reações dos investidores às informações eleitorais e econômicas.</p>
<p>Para superar o ganho nominal de janeiro de 2026, de R$ 551 bilhões, outubro precisaria acrescentar outros R$ 36 bilhões ao aumento já registrado até o dia 19. Esse cálculo compara o resultado parcial com o maior avanço mensal nominal do levantamento e não constitui uma projeção para o encerramento do mês.</p>
<p>A proximidade do recorde de capitalização também não deve ser confundida com a confirmação de uma nova máxima histórica. Em 19 de outubro, o total de R$ 5,654 trilhões ainda estava abaixo da referência de aproximadamente R$ 5,68 trilhões apontada para junho de 2021.</p>
<p>O dado mais relevante, portanto, reúne duas dimensões: a velocidade da valorização, de 10,02% em 13 pregões, e a proximidade de um patamar histórico de capitalização. O balanço definitivo dependerá dos preços das ações no encerramento do mês, enquanto a interpretação econômica do movimento exigirá acompanhar a evolução do fluxo de recursos, das expectativas eleitorais e dos fatores que afetam os resultados das empresas.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Elos Ayta — levantamento do valor de mercado consolidado das empresas listadas na B3 até 19 de outubro de 2026 e série histórica dos maiores ganhos nominais e percentuais desde janeiro de 2020</em></p>
<p><em>B3 — metodologia de cálculo do valor de mercado das companhias listadas e dados históricos de capitalização bursátil</em></p>
<p><em>B3 — metodologia e dados de movimentação de investidores estrangeiros no mercado de renda variável</em></p>
<p><em>Tribunal Superior Eleitoral — calendário oficial das Eleições Gerais de 2026 e definição das datas do primeiro e do segundo turnos</em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Auren (AURE3) anuncia recompra de até 1,95 milhão de ações até dezembro de 2026</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/auren-aure3-recompra-acoes-outubro-2026</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Oct 2026 14:40:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Auren Energia (AURE3) anuncia recompra de até 1,95 milhão de ações até dezembro de 2026. Entenda os objetivos e possíveis impactos para investidores.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Auren Energia (AURE3) anunciou nesta última segunda-feira (19) que dará início à aquisição de até 1,95 milhão de ações ordinárias de sua própria emissão, em uma operação prevista para ser concluída até 31 de dezembro de 2026. A iniciativa integra o terceiro programa de recompra da companhia, aprovado pelo conselho de administração em 17 de março deste ano. O objetivo principal é atender às obrigações relacionadas ao plano de outorga de ações restritas, utilizado na <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341077">política</a> de remuneração e incentivo de longo prazo para administradores e empregados.</p>
<p>O volume anunciado corresponde a aproximadamente 0,61% das ações em circulação no <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341078">mercado</a> e a 0,19% do capital social total da empresa. Antes da implementação das compras, a Auren possuía 317.778.173 ações ordinárias em circulação no mercado e 5.742.920 papéis de sua própria emissão mantidos em tesouraria. Os números indicam que a operação terá dimensão limitada em relação à estrutura acionária da companhia.</p>
<p>As aquisições serão realizadas na B3, a preços de mercado, de acordo com as condições estabelecidas no programa. A recompra poderá ocorrer por meio de uma única operação ou de compras sucessivas, respeitando os limites regulatórios aplicáveis. A Itaú Corretora de Valores foi indicada como instituição intermediária das negociações.</p>
<p>A decisão chama a atenção dos investidores por envolver a utilização de recursos da companhia para adquirir ações próprias. Entretanto, diferentemente de programas destinados principalmente à redução permanente da quantidade de papéis negociados, a recompra da Auren está vinculada à política de incentivo de longo prazo. Essa distinção é relevante para avaliar seus possíveis efeitos sobre os acionistas.</p>
<h2>Auren já havia autorizado programa maior em março</h2>
<p>A análise da documentação societária revela uma diferença entre o limite originalmente aprovado e o volume anunciado para aquisição em outubro. Na reunião realizada em 17 de março de 2026, o conselho de administração da Auren autorizou, por unanimidade, a abertura do terceiro programa de recompra, com possibilidade de aquisição de até 2.357.353 ações ordinárias. O número consta da ata oficial e do anexo que detalha as condições da operação.</p>
<p>Já o anúncio divulgado em 19 de outubro estabelece a aquisição de até 1.950.000 ações. A quantidade é 407.353 papéis inferior ao teto originalmente autorizado em março, uma diferença de aproximadamente 17,3%. Os documentos consultados não permitem concluir, por si só, se houve alteração formal do limite do programa ou se o anúncio se refere apenas à quantidade prevista para execução nesta etapa.</p>
<p>Outra diferença está no prazo. O documento aprovado em março estabelecia uma vigência de 12 meses, com encerramento em 17 de março de 2027. O anúncio mais recente, entretanto, prevê que as aquisições agora informadas sejam finalizadas até 31 de dezembro de 2026, antecipando o horizonte de execução em relação ao período inicialmente autorizado.</p>
<p>A distinção entre autorização e execução é importante. A aprovação de um programa estabelece condições para que a companhia realize compras de ações próprias, mas não significa que todos os papéis autorizados tenham sido adquiridos. O volume efetivamente recomprado dependerá das operações realizadas e das decisões da administração.</p>
<h2>Recompra representa 0,61% das ações em circulação</h2>
<p>Segundo a estrutura acionária divulgada pela Auren, a companhia possui 1.050.377.974 ações ordinárias emitidas. Desse total, 317.778.173 integram o chamado <em>free float</em>, expressão utilizada para identificar os papéis disponíveis à negociação no mercado. A diferença entre as ações emitidas e as ações em circulação decorre principalmente das participações dos acionistas controladores e dos papéis mantidos em tesouraria.</p>
<p>O programa anunciado em outubro corresponde a aproximadamente 0,61% do <em>free float</em>. Quando comparado com o capital social total, o percentual é de cerca de 0,19%. Os dois indicadores utilizam bases de cálculo diferentes e, portanto, representam dimensões distintas da mesma operação.</p>
<p><strong>Principais números da recompra da Auren</strong></p>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Indicador</th>
<th>Quantidade</th>
</tr>
<tr>
<td>Ações previstas para recompra</td>
<td>Até 1.950.000</td>
</tr>
<tr>
<td>Participação no <em>free float</em></td>
<td>0,61%</td>
</tr>
<tr>
<td>Participação no capital total</td>
<td>0,19%</td>
</tr>
<tr>
<td>Ações em circulação no mercado</td>
<td>317.778.173</td>
</tr>
<tr>
<td>Ações atualmente em tesouraria</td>
<td>5.742.920</td>
</tr>
<tr>
<td>Total de ações emitidas</td>
<td>1.050.377.974</td>
</tr>
<tr>
<td>Prazo anunciado para aquisição</td>
<td>31/12/2026</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Caso a Auren adquira integralmente os 1,95 milhão de papéis e os mantenha em tesouraria, sem realizar outras movimentações, o estoque de ações próprias poderá alcançar 7.692.920 unidades. Trata-se de uma projeção aritmética, e não de uma quantidade já recomprada. A posição final dependerá também de eventuais transferências, alienações ou cancelamentos realizados pela empresa.</p>
<p>O volume relativamente pequeno em relação ao capital social limita os efeitos estruturais esperados. No documento aprovado em março, a própria Auren informou não esperar impactos econômicos materiais em decorrência da implementação do programa, considerando a quantidade máxima de ações e o dispêndio estimado. Isso não elimina a necessidade de acompanhar os desembolsos e a destinação dos papéis adquiridos.</p>
<h2>Por que a Auren está recomprando ações?</h2>
<p>A principal finalidade do terceiro programa é permitir que a Auren cumpra obrigações decorrentes de seu Plano de Outorga de Ações Restritas. O instrumento foi aprovado em assembleia de acionistas realizada em 28 de abril de 2023 e integra a política de incentivo de longo prazo da companhia. Seu funcionamento permite conceder a determinados administradores e empregados o direito de receber ações, observadas as condições previstas nos respectivos programas e contratos.</p>
<p>Na reunião de março, o conselho também aprovou os programas de incentivo referentes a 2026. Os documentos estabelecem regras de elegibilidade, aquisição de direitos, prazos de carência e eventuais condições de desempenho. Parte dos benefícios pode depender da permanência do profissional na companhia e do cumprimento de metas previamente definidas.</p>
<p>O mecanismo busca aproximar os interesses dos profissionais beneficiados daqueles que possuem participação acionária na empresa. Ao receber ações, administradores e empregados passam a ter exposição direta à evolução do valor de mercado da companhia. Entretanto, o alinhamento efetivo depende da estrutura dos incentivos, das metas utilizadas e das condições de aquisição dos direitos.</p>
<p>A recompra de papéis existentes no mercado também pode ser utilizada para atender a planos de remuneração sem a necessidade de emitir novas ações para essa finalidade. Em termos econômicos, isso permite utilizar títulos já existentes, embora a aquisição demande recursos da empresa. O benefício potencial para os acionistas precisa ser analisado em conjunto com esse desembolso.</p>
<h2>Ações recompradas poderão permanecer em tesouraria</h2>
<p>As ações adquiridas poderão ser mantidas em tesouraria, transferidas posteriormente, alienadas ou canceladas, conforme as condições legais e societárias aplicáveis. Enquanto permanecem em tesouraria, os papéis continuam existindo, mas ficam sob titularidade da própria companhia. Nessa condição, não conferem direito de voto nem participação em dividendos.</p>
<p>O tratamento está previsto na Lei das Sociedades por Ações e na regulamentação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A Resolução CVM 77 estabelece regras para a negociação de ações de própria emissão, incluindo restrições relacionadas à disponibilidade de recursos, à quantidade mantida em tesouraria e às condições de aquisição. As <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341076">empresas</a> também precisam observar as exigências de divulgação das operações.</p>
<p>A Auren informou, no programa aprovado em março, que pretende utilizar recursos de sua reserva de capital para realizar as compras. A administração deverá verificar a disponibilidade financeira antes da efetivação das operações, considerando as demonstrações contábeis aplicáveis. O conselho declarou, na ocasião, entender que a recompra não comprometeria o cumprimento de obrigações com credores nem o pagamento de dividendos obrigatórios.</p>
<p>A documentação também estabelece que as negociações ocorrerão na bolsa, a preços de mercado. Isso significa que não há um preço único previamente definido para a totalidade dos papéis. O desembolso final dependerá das cotações efetivamente praticadas e da quantidade de ações adquiridas.</p>
<h2>Quanto a Auren poderá gastar com a recompra?</h2>
<p>O anúncio de até 1,95 milhão de ações define um limite em quantidade, mas não estabelece, isoladamente, o montante financeiro que será desembolsado. O custo depende do preço médio pago pela companhia ao longo das operações. Se a Auren adquirir menos papéis do que o máximo previsto, o gasto também será proporcionalmente menor.</p>
<p>Para dimensionar a operação, uma compra hipotética de 1,95 milhão de ações ao preço médio de R$ 15 por papel representaria desembolso de R$ 29,25 milhões. Se o preço médio fosse de R$ 20, o custo alcançaria R$ 39 milhões. Esses valores são apenas exemplos de cálculo e não representam projeções de cotação ou estimativas oficiais da companhia.</p>
<p>A diferença mostra por que o anúncio de um programa de recompra não deve ser interpretado como uma despesa já realizada. O compromisso financeiro somente se materializa à medida que as aquisições são efetivamente executadas. Até lá, os valores permanecem condicionados às decisões da empresa e às condições do mercado.</p>
<p>Outro aspecto relevante é a comparação entre o custo da recompra e os recursos disponíveis para a operação. A companhia precisa preservar capacidade de pagamento e respeitar os limites estabelecidos pela legislação. Essa avaliação é especialmente importante em empresas do setor elétrico, que frequentemente administram investimentos de longo prazo, compromissos financeiros e políticas de distribuição de resultados.</p>
<h2>Recompra de ações pode valorizar AURE3?</h2>
<p>Programas de recompra podem influenciar a percepção dos investidores sobre uma companhia, mas não garantem valorização das ações. Em determinadas situações, a aquisição de papéis pela própria empresa é interpretada como um sinal de confiança da administração no negócio. Em outras, funciona principalmente como instrumento operacional para atender programas de remuneração, sem necessariamente indicar uma avaliação sobre o preço das ações.</p>
<p>No caso da Auren, a documentação aponta como finalidade central o cumprimento de obrigações relacionadas ao plano de incentivo de longo prazo. Por esse motivo, não seria correto interpretar automaticamente a operação como uma declaração de que AURE3 está subavaliada na bolsa. Essa conclusão exigiria evidências adicionais sobre a estratégia e a avaliação financeira da companhia.</p>
<p>A recompra também não significa cancelamento imediato das ações. Quando os papéis permanecem em tesouraria, há uma redução temporária da quantidade de ações em mãos de investidores externos. Caso sejam posteriormente transferidos a empregados ou administradores, eles voltam a integrar as posições detidas por acionistas, conforme as regras aplicáveis.</p>
<p>A eventual influência sobre indicadores por ação, como o lucro por ação, depende do destino dos papéis e das práticas contábeis adotadas. Uma redução permanente da quantidade de ações pode produzir efeitos diferentes daqueles observados em uma recompra destinada à transferência futura aos beneficiários de um programa de incentivo. Portanto, o impacto econômico não pode ser avaliado apenas pelo número máximo anunciado.</p>
<h2>Programa também envolve questões de governança corporativa</h2>
<p>A remuneração baseada em ações é utilizada por companhias abertas como mecanismo de incentivo e retenção de profissionais. A lógica consiste em associar parte dos benefícios recebidos por executivos e empregados à evolução do desempenho corporativo e às condições definidas nos programas. Entretanto, o desenho desses instrumentos exige atenção à transparência, à proporcionalidade e à relação entre remuneração e geração de valor.</p>
<p>No caso da Auren, os documentos de março estabelecem a possibilidade de concessão de ações restritas vinculadas tanto ao cumprimento de períodos de carência quanto a critérios de desempenho. Também preveem regras específicas para desligamento, permanência e entrega dos papéis. Esses elementos são importantes porque determinam quando os beneficiários poderão efetivamente receber as ações.</p>
<p>Para os acionistas, uma questão central é verificar se a estrutura de incentivos favorece resultados sustentáveis no longo prazo. Programas adequadamente construídos podem estimular a continuidade de profissionais e a execução de estratégias empresariais. Por outro lado, precisam ser acompanhados para assegurar que seus custos permaneçam compatíveis com os benefícios esperados.</p>
<p>A existência de um programa de recompra não é, isoladamente, uma indicação positiva ou negativa sobre a governança. A avaliação depende de fatores como transparência, critérios de desempenho, volume de ações concedidas e informações divulgadas ao mercado. O acompanhamento desses aspectos permite compreender melhor a relação entre os incentivos e os interesses dos investidores.</p>
<h2>O que o investidor deve acompanhar até dezembro?</h2>
<p>Com o anúncio de 19 de outubro, a Auren passa à etapa de execução das aquisições previstas para o terceiro programa de recompra. O prazo informado para a conclusão das compras é 31 de dezembro de 2026. Até essa data, a empresa poderá negociar os papéis no mercado, observando as condições estabelecidas e a regulamentação aplicável.</p>
<p>O primeiro indicador a ser acompanhado será a quantidade efetivamente adquirida. O teto de 1,95 milhão de ações representa uma autorização de volume, e não a confirmação de que todas as compras ocorrerão. Os investidores também poderão observar o preço médio pago e o desembolso financeiro correspondente, conforme as informações disponibilizadas pela companhia.</p>
<p>Outro ponto será a destinação dos papéis. Como o programa está associado à remuneração de administradores e empregados, a transferência de ações aos beneficiários poderá representar uma etapa importante de sua execução. A quantidade que permanecerá em tesouraria dependerá dessa movimentação e de eventuais outras decisões societárias.</p>
<p>A diferença entre a autorização original de março e o volume anunciado em outubro também merece acompanhamento. O conselho havia aprovado um limite de 2,357 milhões de ações, com prazo originalmente previsto até março de 2027. A nova comunicação indica intenção de adquirir até 1,95 milhão até dezembro de 2026, sem que isso, por si só, esclareça integralmente o tratamento do limite remanescente.</p>
<p>Para quem investe em AURE3, o impacto da recompra deverá ser analisado juntamente com a evolução dos resultados financeiros, da geração de caixa, do endividamento e das perspectivas do negócio. A operação pode contribuir para a execução da política de incentivos da companhia, mas sua dimensão relativamente pequena limita a possibilidade de alterações relevantes na estrutura acionária. O elemento decisivo será a execução efetiva do programa e a forma como os papéis recomprados serão utilizados.</p>
<p><strong>Fontes</strong></p>
<p>Auren Energia S.A. — Ata da reunião do Conselho de Administração de 17 de março de 2026, com aprovação do terceiro programa de recompra de ações.</p>
<p>Auren Energia S.A. — Anexo III da ata de 17 de março de 2026, contendo os objetivos, limites, recursos disponíveis e condições do programa de recompra.</p>
<p>Auren Energia S.A. — Quadro oficial de estrutura acionária divulgado no portal de Relações com Investidores.</p>
<p>Comissão de Valores Mobiliários — Resolução CVM nº 77, de 29 de março de 2022, com alterações posteriores.</p>
<p>Presidência da República — Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976, especialmente o artigo 30, sobre negociação de ações de própria emissão.</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Americanas (AMER3) dispara mais de 25% após Justiça encerrar recuperação judicial</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/acoes-americanas-amer3-disparam-fim-recuperacao-judicial</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Oct 2026 13:38:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ações]]></category>
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		<category><![CDATA[CVM]]></category>
		<category><![CDATA[fraude contábil]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado Financeiro]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[recuperação judicial]]></category>
		<category><![CDATA[varejo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ações da Americanas (AMER3) disparam mais de 25% após Justiça encerrar recuperação judicial iniciada em 2023, com dívidas de R$ 43 bilhões.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As ações da Americanas (AMER3) dispararam nesta terça-feira (20), chegando a registrar valorização de 25,63%, cotadas a R$ 7,50 por volta das 10h15, após a Justiça do Rio de Janeiro determinar o encerramento da recuperação judicial da varejista. A decisão representa um marco na reestruturação financeira da companhia, iniciada em janeiro de 2023, quando a revelação de inconsistências contábeis bilionárias desencadeou uma das maiores crises empresariais da história recente do Brasil. O movimento na Bolsa reflete uma reação positiva dos investidores à redução das incertezas jurídicas relacionadas ao processo, embora a empresa ainda enfrente desafios financeiros e operacionais.</p>
<p>A sentença foi assinada na segunda-feira (19) pelo juiz Arthur Eduardo Magalhães Ferreira, da 4ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do Rio de Janeiro. O magistrado reconheceu o cumprimento das obrigações do plano de recuperação judicial que venceram durante os dois anos posteriores à sua homologação, em fevereiro de 2024. O encerramento contou com manifestações favoráveis da administração judicial e do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, que concordaram com o pedido apresentado pela Americanas em março deste ano.</p>
<p>A decisão abrange a Americanas S.A. e as subsidiárias B2W Digital Lux, JSM Global e ST Importações, integrantes do grupo submetido à recuperação judicial. A companhia comunicou o encerramento ao <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341061">mercado</a> por meio de fato relevante divulgado em 19 de outubro, ressaltando que a conclusão do procedimento inaugura uma nova etapa de suas atividades. A sentença ainda está sujeita a recursos e não elimina automaticamente todas as obrigações financeiras previstas no plano aprovado pelos credores.</p>
<h2>AMER3 dispara na Bolsa e amplia valorização acumulada</h2>
<p>A forte alta das ações nesta terça-feira ocorre depois de os papéis da Americanas encerrarem o pregão de segunda-feira com valorização de 6,99%, cotados a R$ 5,97. Considerando esse fechamento como referência, a cotação de R$ 7,50 representa um ganho de R$ 1,53 por ação, equivalente a 25,63%. Em relação ao fechamento de sexta-feira (16), quando AMER3 terminou o dia em R$ 5,58, a valorização acumulada até o preço observado nesta manhã alcança aproximadamente 34,4%.</p>
<p>O movimento evidencia a sensibilidade das ações da companhia a acontecimentos relacionados à sua reestruturação financeira. O encerramento da recuperação judicial reduz uma fonte importante de incerteza jurídica, mas não significa que a Americanas tenha recuperado integralmente sua rentabilidade ou eliminado todos os riscos de seu negócio. A sustentabilidade da valorização dependerá dos resultados operacionais, da capacidade de geração de caixa e das condições de financiamento nos próximos trimestres.</p>
<p>A reação também precisa ser interpretada considerando o histórico de volatilidade das ações da varejista. <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341063">Empresas</a> que passaram por processos de reestruturação profunda podem apresentar oscilações expressivas diante de decisões judiciais, anúncios de venda de ativos e mudanças nas perspectivas financeiras. Por isso, a alta registrada durante a manhã não deve ser confundida com a cotação definitiva de fechamento do pregão.</p>
<h2>Justiça reconhece cumprimento do plano de recuperação</h2>
<p>A Americanas havia solicitado formalmente o encerramento da recuperação judicial em 25 de março de 2026, argumentando que cumprira todas as obrigações previstas para o período de fiscalização judicial. O pedido ocorreu após a conclusão dos dois anos seguintes à homologação do plano, realizada em 26 de fevereiro de 2024. Durante esse intervalo, a companhia executou medidas de reorganização financeira, renegociação de dívidas e alienação de ativos para cumprir compromissos estabelecidos com seus credores.</p>
<p>A Lei nº 11.101/2005, responsável por regulamentar a recuperação judicial e a falência de empresas no Brasil, permite o encerramento do procedimento quando cumpridas as obrigações vencidas durante o período determinado judicialmente. O artigo 63 estabelece que, atendidas essas condições, o juiz poderá decretar por sentença o encerramento da recuperação e determinar providências administrativas relacionadas ao processo. Isso não significa, entretanto, a quitação antecipada de todas as parcelas com vencimento futuro.</p>
<p>Na decisão, o magistrado também determinou a comunicação aos órgãos de registro empresarial e à Receita Federal para a retirada da expressão &#8220;em recuperação judicial&#8221; das denominações das empresas abrangidas. A medida formaliza o fim da supervisão judicial típica dessa etapa da reestruturação. A companhia volta a operar fora do regime recuperacional, permanecendo obrigada a cumprir os compromissos financeiros e contratuais que continuarem válidos.</p>
<h2>Credores ainda poderão cobrar obrigações pendentes</h2>
<p>Um dos pontos mais importantes da sentença é que o encerramento da recuperação judicial não impede a continuidade de disputas envolvendo credores. Durante a fase final do processo, detentores de títulos de dívida emitidos no exterior, conhecidos como bondholders, apresentaram objeções relacionadas às condições de pagamento previstas no plano. O juízo rejeitou os argumentos que pretendiam impedir o encerramento, entendendo que essas divergências poderiam ser discutidas pelos mecanismos judiciais apropriados.</p>
<p>A legislação estabelece que, após o período de fiscalização, credores prejudicados pelo descumprimento de obrigações do plano poderão buscar a execução específica dos compromissos ou requerer a falência da empresa, quando presentes os requisitos legais. Dessa forma, o encerramento não representa uma proteção definitiva contra cobranças ou questionamentos futuros. Ele encerra uma etapa processual, sem afastar a responsabilidade da companhia pelos pagamentos ainda devidos.</p>
<p>A distinção é relevante para investidores e fornecedores porque o cumprimento das obrigações dos dois primeiros anos não equivale à liquidação integral do passivo reestruturado. Eventuais pagamentos programados para exercícios posteriores continuarão sujeitos às condições estabelecidas no plano. A capacidade de honrar esses compromissos dependerá da situação financeira da empresa e da evolução de suas atividades comerciais.</p>
<h2>Recuperação começou após crise de R$ 43 bilhões</h2>
<p>A Americanas entrou em recuperação judicial em 19 de janeiro de 2023, poucos dias depois de comunicar ao mercado a identificação de inconsistências contábeis inicialmente estimadas em aproximadamente R$ 20 bilhões. A revelação provocou uma crise de confiança entre investidores, bancos, fornecedores e demais participantes do mercado financeiro. Na ocasião, o grupo apresentou dívidas estimadas em R$ 43 bilhões, tornando o processo um dos maiores já registrados no varejo brasileiro.</p>
<p>A crise levou à necessidade de renegociação de obrigações financeiras, revisão de contratos e reorganização da estrutura empresarial. O plano de recuperação foi aprovado pelos credores em dezembro de 2023 e homologado judicialmente em fevereiro de 2024. A estratégia envolveu mecanismos de redução e reestruturação do endividamento, além de medidas destinadas a preservar as atividades comerciais e permitir a continuidade dos <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank"  rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341062">negócios</a>.</p>
<p>Ao longo dos anos seguintes, a companhia também promoveu a venda de ativos considerados não essenciais à sua estratégia. Em julho de 2026, concluiu a alienação da unidade produtiva isolada Uni.Co, operação prevista no plano de recuperação judicial. Em outubro, obteve autorização para alienar imóveis no Rio de Janeiro, em transações que somavam aproximadamente R$ 130 milhões. Essas operações integram o esforço de simplificação da estrutura patrimonial e de concentração de recursos nas atividades consideradas prioritárias.</p>
<h2>Justiça tornou 12 ex-executivos réus por fraude bilionária</h2>
<p>O encerramento da recuperação judicial ocorre poucos dias depois de um novo avanço no processo criminal relacionado às irregularidades contábeis da Americanas. Em 15 de outubro, a 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro aceitou denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal e tornou réus 12 ex-executivos da companhia. A acusação, formulada em 2025, é resultado das investigações sobre supostas manipulações de registros contábeis e informações financeiras divulgadas ao mercado.</p>
<p>A decisão representa o início da fase processual em que os acusados deverão responder formalmente às imputações apresentadas pelo Ministério Público. O recebimento da denúncia não constitui condenação, e os réus permanecem amparados pela presunção de inocência. O processo tramita sob segredo de Justiça, o que limita o acesso público aos detalhes da acusação e das manifestações das defesas.</p>
<p>Em manifestação sobre o caso, a Americanas afirmou ter sido vítima de uma fraude estruturada e deliberada, atribuída a antigos integrantes de sua administração. Segundo a companhia, ex-executivos teriam manipulado controles internos, registros contábeis e informações relevantes para investidores durante vários anos. A empresa declarou confiar no <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/trabalho" target="_blank"  rel="noopener" title="Trabalho" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341064">trabalho</a> das autoridades e na responsabilização dos envolvidos, conforme os resultados das investigações e decisões judiciais.</p>
<p>A tramitação criminal é independente da recuperação judicial e continuará mesmo após o encerramento do procedimento empresarial. Enquanto a recuperação buscou reorganizar os compromissos financeiros e preservar a atividade econômica, o processo penal tem como objetivo apurar responsabilidades individuais pelas condutas investigadas. A conclusão de uma dessas frentes, portanto, não interfere automaticamente no desfecho da outra.</p>
<h2>Fim da recuperação judicial não significa lucro</h2>
<p>Apesar da avaliação positiva observada nas negociações de AMER3, a Americanas ainda precisa demonstrar capacidade de recuperação econômica sustentável. No primeiro semestre de 2026, a companhia registrou prejuízo líquido de aproximadamente R$ 603 milhões, evidenciando que a reestruturação financeira não havia eliminado as perdas operacionais e financeiras. A varejista também apresentou indicadores de melhoria em determinadas operações comerciais, mas a reversão consistente dos prejuízos permanece como um desafio.</p>
<p>O cenário cria uma diferença importante entre a recuperação jurídica e a recuperação econômica. A primeira está relacionada ao cumprimento das exigências legais e contratuais que permitem concluir o processo judicial. A segunda depende da geração recorrente de resultados positivos, da preservação da liquidez e da capacidade de competir em um setor pressionado por custos, concorrência digital e mudanças no comportamento dos consumidores.</p>
<p>Outro aspecto relevante envolve a percepção de risco dos investidores institucionais. A saída da recuperação judicial pode facilitar determinadas negociações comerciais e financeiras, mas não assegura automaticamente acesso a crédito em condições mais favoráveis. Bancos, fornecedores e investidores continuarão avaliando o endividamento remanescente, o fluxo de caixa projetado e a rentabilidade das operações antes de assumir novas exposições à companhia.</p>
<h2>O que esperar das ações da Americanas após a decisão</h2>
<p>Com o encerramento da recuperação judicial, a atenção do mercado tende a se deslocar dos desdobramentos processuais para os indicadores de desempenho da varejista. A capacidade de manter o crescimento das vendas, melhorar margens operacionais e controlar despesas será decisiva para avaliar a consistência da recuperação. Também ganharão importância a execução das alienações de ativos, o cumprimento das obrigações remanescentes e a evolução das disputas judiciais ainda pendentes.</p>
<p>A valorização superior a 25% observada nesta terça-feira indica uma reavaliação de expectativas no mercado, mas não permite concluir que todos os problemas da companhia foram solucionados. O preço das ações incorpora expectativas sobre resultados futuros e pode sofrer correções mesmo diante de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/noticias" target="_blank"  rel="noopener" title="Notícias" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341065">notícias</a> favoráveis. A ausência de uma conclusão definitiva sobre o impacto financeiro da decisão reforça a necessidade de acompanhar os próximos balanços e comunicados oficiais.</p>
<p>Para a Americanas, o encerramento do processo iniciado em janeiro de 2023 representa uma transição relevante, após quase quatro anos de crise e reestruturação. A decisão retira uma restrição jurídica significativa e permite que a administração concentre seus esforços na reconstrução da rentabilidade e na expansão sustentável dos negócios. O desafio agora será demonstrar que a reorganização financeira também poderá resultar em recuperação operacional duradoura, capaz de justificar a confiança renovada dos investidores.</p>
<p><strong>Fontes</strong></p>
<p>Americanas S.A. — Fato Relevante: Encerramento da Recuperação Judicial, protocolado na Comissão de Valores Mobiliários em 19 de outubro de 2026.</p>
<p>Americanas S.A. — Fato Relevante: Protocolo do Pedido de Encerramento da Recuperação Judicial, de 25 de março de 2026.</p>
<p>Comissão de Valores Mobiliários (CVM) — Sistema Empresas.NET, informações oficiais e documentos societários da Americanas S.A.</p>
<p>Presidência da República — Lei nº 11.101/2005, artigos 61, 62 e 63, sobre recuperação judicial e encerramento do procedimento.</p>
<p>Americanas S.A. — Informações financeiras e resultados do primeiro semestre de 2026.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Petróleo fecha em queda, mas tensão no Oriente Médio mantém Brent acima de US$ 109</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/petroleo-hoje</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandro Dias]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Oct 2026 23:04:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mercados]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Petróleo fecha em queda nesta segunda (19), mas Brent segue acima de US$ 109. Tensões no Oriente Médio e negociações entre EUA e Irã movimentam o mercado.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Os preços internacionais do petróleo encerraram esta segunda-feira (19) em queda, pressionados pela decisão dos Estados Unidos de suspender a aplicação de parte das novas sanções contra a Rússia e pelas expectativas de avanços diplomáticos no Oriente Médio. Apesar do recuo, as cotações permaneceram elevadas diante dos riscos de interrupção no fornecimento global de energia. O barril do Brent, referência internacional negociada na Intercontinental Exchange (ICE), fechou a US$ 109,55 no contrato para dezembro, enquanto o petróleo americano WTI, também com vencimento em dezembro, terminou cotado a US$ 98,54.</p>
<p>O Brent registrou desvalorização de 0,28%, equivalente a US$ 0,31 por barril. O WTI para dezembro caiu 0,48%, ou US$ 0,48, na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex). A diferença entre os dois contratos terminou em US$ 11,01 por barril, refletindo as condições distintas de oferta, demanda e entrega dos principais referenciais internacionais.</p>
<p>A retração ocorre após semanas de volatilidade provocada pelos conflitos militares no Oriente Médio, por ataques contra embarcações comerciais e por dificuldades no transporte de petróleo pelo Estreito de Ormuz. A região concentra algumas das principais rotas de exportação de petróleo e gás natural do mundo. Mesmo com a possibilidade de reabertura das negociações entre Washington e Teerã, o <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341033">mercado</a> continua incorporando aos preços os riscos de novas interrupções no abastecimento.</p>
<p>O comportamento das cotações revela uma disputa entre dois fatores. De um lado, a flexibilização de restrições comerciais e a perspectiva de entendimento diplomático alimentam expectativas de maior disponibilidade de petróleo. De outro, a persistência de ataques e limitações logísticas impede uma redução mais acentuada dos preços.</p>
<h2>Brent e WTI: veja como o petróleo fechou em 19 de outubro</h2>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Indicador</th>
<th>Fechamento</th>
<th>Variação diária</th>
</tr>
<tr>
<td>Brent — dezembro de 2026</td>
<td>US$ 109,55</td>
<td>-0,28%</td>
</tr>
<tr>
<td>WTI — dezembro de 2026</td>
<td>US$ 98,54</td>
<td>-0,48%</td>
</tr>
<tr>
<td>Diferença Brent–WTI</td>
<td>US$ 11,01</td>
<td>—</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Os valores correspondem aos contratos futuros com vencimento em dezembro de 2026, e não necessariamente aos preços de compra e venda imediata do petróleo físico. Essa distinção é importante porque cada vencimento reflete expectativas próprias sobre o mercado, incluindo estoques, disponibilidade de produto e custos de entrega. Contratos mais próximos do vencimento também podem apresentar oscilações diferentes.</p>
<p>No caso do WTI, o contrato para novembro apresentou comportamento distinto do vencimento de dezembro, influenciado pela proximidade de seu encerramento. Por isso, não é adequado comparar variações de contratos com meses de entrega diferentes como se representassem uma única cotação. A referência utilizada nesta reportagem é o contrato de dezembro, cotado a US$ 98,54.</p>
<p>Apesar da queda diária, o Brent permaneceu acima de US$ 100, patamar que evidencia as restrições ainda existentes no mercado internacional. Uma correção de preços em determinada sessão não significa, por si só, que os problemas de abastecimento tenham sido resolvidos. O movimento deve ser interpretado em conjunto com a trajetória recente dos estoques, a capacidade de produção e as condições de transporte.</p>
<h2>Trump suspende parte das novas sanções contra a Rússia</h2>
<p>Um dos principais fatores de pressão sobre o petróleo nesta segunda-feira foi a decisão do presidente americano, Donald Trump, de conceder dispensas relativas a medidas previstas na legislação de sanções contra Rússia e Irã. A decisão foi formalizada em ordem executiva publicada pela Casa Branca em 16 de outubro de 2026. O documento utiliza prerrogativas previstas na chamada Lei Graham para suspender a aplicação de determinadas sanções, restrições e tarifas consideradas passíveis de dispensa por razões de interesse nacional dos Estados Unidos.</p>
<p>A medida influencia as expectativas sobre a circulação internacional de petróleo russo. Com menores riscos de aplicação das novas penalidades contempladas pela decisão, compradores e intermediários podem encontrar condições mais favoráveis para realizar transações. O efeito potencial é ampliar a oferta acessível ao mercado, reduzindo parte da pressão sobre os preços.</p>
<p>Entretanto, a ordem executiva não representa a revogação integral de todas as sanções americanas relacionadas à Rússia. A Casa Branca esclareceu que determinadas medidas estabelecidas anteriormente, por outros instrumentos legais e executivos, permanecem em vigor. O alcance da flexibilização depende das disposições específicas da nova legislação e das dispensas formalmente concedidas.</p>
<p>A diferença é importante porque a suspensão de uma sanção não implica necessariamente aumento imediato da produção ou das exportações. A disponibilidade de petróleo também depende de infraestrutura, transporte marítimo, seguros, financiamento e capacidade operacional. Danos a instalações energéticas provocados pela guerra entre Rússia e Ucrânia podem continuar limitando os volumes efetivamente comercializados.</p>
<p>O mercado reagiu, portanto, sobretudo à possibilidade de redução das restrições futuras. A confirmação de um aumento sustentado da oferta exigirá observar os embarques, as transações comerciais e a evolução das condições de produção nas próximas semanas.</p>
<h2>Irã mantém proposta para reabertura do Estreito de Ormuz</h2>
<p>No Oriente Médio, as expectativas diplomáticas também influenciaram as negociações. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, reafirmou que permanece válida a proposta apresentada aos Estados Unidos para permitir a reabertura do Estreito de Ormuz dentro de um período de sete dias, mediante o atendimento de condições estabelecidas por Teerã. As declarações alimentaram expectativas de retomada das conversas destinadas a reduzir as hostilidades.</p>
<p>Informações divulgadas nesta segunda-feira também apontaram a possibilidade de um avanço diplomático nas negociações mediadas por Catar e Paquistão. Entretanto, a perspectiva de anúncio de um entendimento não equivale à confirmação de um acordo formal. As condições apresentadas pelas partes e os mecanismos de implementação permanecem elementos essenciais para avaliar a viabilidade de qualquer reabertura.</p>
<p>O Estreito de Ormuz liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Oceano Índico. Sua posição geográfica torna a passagem estratégica para as exportações energéticas de países como Arábia Saudita, Iraque, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Catar. Restrições ao tráfego nessa rota podem afetar tanto o transporte de petróleo quanto o de gás natural liquefeito.</p>
<p>Mesmo que Estados Unidos e Irã anunciem avanços diplomáticos, a normalização do transporte marítimo poderá exigir condições adicionais. Armadores, seguradoras e compradores precisarão avaliar a segurança das rotas, a situação das embarcações e a previsibilidade das operações portuárias. A recuperação da confiança pode ocorrer de forma gradual, especialmente após meses de incidentes na região.</p>
<p>Esse intervalo entre um eventual anúncio diplomático e a restauração efetiva do transporte ajuda a explicar por que os preços do petróleo podem permanecer elevados mesmo diante de <a class="wpil_keyword_link" title="Notícias" href="https://gazetamercantil.com/noticias" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341030">notícias</a> favoráveis às negociações.</p>
<h2>Estreito de Ormuz perdeu grande parte do fluxo de petróleo em 2026</h2>
<p>Os dados oficiais da Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos (EIA) mostram a dimensão das restrições que atingiram o comércio internacional. No quarto trimestre de 2025, aproximadamente 21,6 milhões de barris de petróleo e derivados atravessavam diariamente o Estreito de Ormuz. No segundo trimestre de 2026, o volume médio havia recuado para 4,9 milhões de barris por dia.</p>
<p>A redução corresponde a aproximadamente 77% do fluxo observado no período anterior à intensificação do conflito. O levantamento considera petróleo bruto, condensados e derivados, reunindo diferentes tipos de produtos transportados pela passagem. Os números representam médias trimestrais e não devem ser confundidos com o volume movimentado especificamente nesta segunda-feira.</p>
<p>A EIA também identificou forte retração no transporte de gás natural liquefeito. O fluxo médio pelo estreito caiu de 10,5 bilhões de pés cúbicos por dia no quarto trimestre de 2025 para 0,8 bilhão no segundo trimestre de 2026. A queda evidencia como as restrições afetaram diferentes segmentos do comércio internacional de energia.</p>
<p>Parte do petróleo destinado à exportação passou a utilizar rotas alternativas, incluindo oleodutos e operações logísticas fora da passagem tradicional. Entretanto, essas alternativas possuem limites de capacidade e dependem de infraestrutura que também pode sofrer interrupções. A substituição completa do transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz não é considerada uma solução simples ou imediata.</p>
<p>O mercado, portanto, não acompanha apenas a possibilidade de reabertura formal da passagem. O indicador decisivo será a capacidade de recuperar volumes regulares de exportação, com menor risco para embarcações e custos logísticos compatíveis com as condições anteriores ao conflito.</p>
<h2>Organização Marítima Internacional registra 113 incidentes na região</h2>
<p>Os riscos ao transporte marítimo permanecem elevados. A Organização Marítima Internacional (IMO), vinculada às Nações Unidas, havia registrado 113 incidentes confirmados envolvendo embarcações no Estreito de Ormuz e em áreas próximas até 14 de outubro de 2026. O levantamento também contabilizava 24 mortes de tripulantes relacionadas aos episódios documentados.</p>
<p>Entre as ocorrências recentes, a organização registrou o afundamento do navio GFS Pride, em 13 de outubro, além de danos a outras embarcações que navegavam nas proximidades da costa de Omã. Os incidentes demonstram que os problemas de segurança não se limitam à ameaça de uma interrupção futura. Já existem registros de perdas materiais e humanas associadas ao conflito.</p>
<p>A IMO tem defendido a proteção das tripulações e o respeito à liberdade de navegação em estreitos utilizados pelo comércio internacional. A instituição considera que as embarcações civis não devem ser transformadas em alvos das hostilidades. Também alerta para as dificuldades enfrentadas por milhares de trabalhadores marítimos que permanecem expostos aos riscos da região.</p>
<p>A segurança da navegação influencia diretamente os custos de transporte. Quanto maior a probabilidade de danos a navios e cargas, maior pode ser a necessidade de proteção, seguros e medidas extraordinárias para realização das viagens. Em determinadas situações, <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341031">empresas</a> podem optar por adiar embarques ou modificar rotas, ampliando o tempo necessário para entregar os produtos.</p>
<p>Esses custos adicionais podem persistir mesmo quando a cotação internacional do barril apresenta queda. Para refinarias e consumidores industriais, o preço efetivo do petróleo entregue depende não apenas da matéria-prima, mas também das despesas logísticas e das condições comerciais associadas ao fornecimento.</p>
<h2>EIA prevê Brent a US$ 105 no quarto trimestre</h2>
<p>O relatório de perspectivas energéticas publicado pela EIA em 6 de outubro ajuda a compreender por que o mercado permanece cauteloso. A agência americana elevou sua previsão para o preço médio do Brent no quarto trimestre de 2026 para US$ 105 por barril, aumento de US$ 14 em comparação com a estimativa apresentada no relatório anterior. O reajuste foi associado às restrições de oferta e aos problemas persistentes de transporte no Oriente Médio.</p>
<p>A projeção considera que parte das dificuldades de exportação continuará até o encerramento do ano. A agência estimou interrupções de produção na região equivalentes, em média, a 4,5 milhões de barris por dia no quarto trimestre. Também destacou que rotas alternativas e adaptações logísticas poderão contribuir para recuperar gradualmente parte do abastecimento.</p>
<p>A EIA prevê que os estoques globais de petróleo diminuam, em média, 700 mil barris por dia no último trimestre de 2026. A expectativa sucede uma redução estimada de 1,9 milhão de barris diários no terceiro trimestre. A diminuição dos estoques torna o mercado mais sensível a novos problemas de abastecimento, pois reduz a quantidade de produto disponível para compensar interrupções inesperadas.</p>
<p>A agência também projetou preço médio de US$ 96 para o Brent no conjunto de 2026 e de US$ 84 em 2027. As estimativas pressupõem recuperação progressiva da produção e das rotas comerciais, permitindo que os estoques internacionais voltem a crescer ao longo do próximo ano. A normalização, entretanto, depende de condições geopolíticas e operacionais que permanecem incertas.</p>
<p>Existe uma limitação importante na leitura dessas projeções. O relatório de outubro foi elaborado com informações disponíveis até 1º de outubro, antes da ordem executiva americana de 16 de outubro e dos incidentes marítimos mais recentes. Dessa forma, os valores representam um cenário de referência, e não uma avaliação atualizada de todos os acontecimentos desta segunda-feira.</p>
<h2>Queda do petróleo pode aliviar preços, mas não garante combustível mais barato no Brasil</h2>
<p>Para a <a class="wpil_keyword_link" title="Economia" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341032">economia</a> brasileira, a evolução das cotações internacionais possui efeitos sobre diferentes setores. O petróleo é matéria-prima essencial para a produção de gasolina, diesel e outros derivados, enquanto os preços internacionais influenciam as condições de importação e a rentabilidade das atividades de exploração e refino. Entretanto, uma queda diária do Brent ou do WTI não determina automaticamente redução nos preços cobrados dos consumidores.</p>
<p>A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) explica que o mercado brasileiro opera sob regime de liberdade de preços. O valor final dos combustíveis depende de fatores como custos nas refinarias, tributos, distribuição, revenda, transporte e mistura de biocombustíveis. A cotação internacional do petróleo constitui apenas uma das variáveis relevantes.</p>
<p>O preço de paridade de importação também incorpora custos que vão além da commodity. Segundo a metodologia acompanhada pela ANP, entram no cálculo fatores como frete, movimentação, armazenamento e serviços associados à entrega dos derivados. Por isso, uma eventual redução do petróleo pode ser parcialmente neutralizada por despesas logísticas ou por alterações cambiais.</p>
<p>O câmbio desempenha papel importante nessa transmissão. Como o petróleo e diversos derivados são negociados internacionalmente em dólares, a desvalorização do real pode elevar os custos em moeda nacional mesmo quando o preço do barril recua. Na situação oposta, um real mais valorizado pode ampliar os efeitos de uma redução das cotações externas.</p>
<p>Para transportadoras, empresas industriais e famílias, o indicador mais relevante será o comportamento efetivo dos preços de diesel, gasolina e gás de cozinha. A evolução desses valores dependerá das decisões comerciais das empresas, das condições de concorrência e dos custos enfrentados ao longo da cadeia de distribuição. Portanto, o fechamento desta segunda-feira não permite antecipar reajustes específicos nas bombas.</p>
<h2>Petrobras e exportadoras brasileiras enfrentam cenário de volatilidade</h2>
<p>A cotação internacional também afeta as empresas brasileiras que produzem e exportam petróleo. Para essas companhias, preços mais elevados podem favorecer a receita por barril comercializado, desde que não sejam neutralizados por outros fatores, como custos operacionais, contratos e variações cambiais. A relação entre preço e resultado financeiro, entretanto, não é automática.</p>
<p>A Petrobras (PETR3; PETR4) reúne operações de exploração, produção, refino, transporte e comercialização. Essa estrutura significa que a empresa está exposta a diferentes efeitos das oscilações do petróleo. Enquanto a produção e exportação podem se beneficiar de preços internacionais elevados, as atividades de refino e comercialização também dependem dos custos dos insumos e das condições de mercado dos derivados.</p>
<p>Companhias produtoras independentes podem apresentar uma exposição proporcionalmente maior às receitas provenientes da venda do petróleo. Ainda assim, a avaliação de seus resultados depende do volume produzido, dos custos de extração, da qualidade do óleo e das condições contratuais. Variações de curto prazo nas cotações não são suficientes para determinar o desempenho financeiro de um trimestre.</p>
<p>A Agência Nacional do Petróleo também utiliza cotações internacionais do Brent e de derivados na metodologia de cálculo dos preços de referência empregados para participações governamentais. Essas referências influenciam a apuração de determinadas receitas públicas relacionadas à produção petrolífera. Portanto, mudanças prolongadas no preço internacional podem afetar empresas e entes públicos que recebem recursos vinculados à atividade.</p>
<p>O efeito final dependerá principalmente da duração da tendência de preços. Um movimento isolado de queda tem impacto diferente de uma trajetória sustentada de desvalorização ou valorização do petróleo. A persistência das restrições no Oriente Médio continuará sendo uma variável importante para empresas e governos.</p>
<h2>O que pode fazer o petróleo voltar a subir?</h2>
<p>A principal fonte de risco para uma nova alta está na possibilidade de agravamento dos conflitos e de redução adicional do transporte marítimo. Novos ataques contra navios, terminais, oleodutos ou instalações de produção podem alterar rapidamente as expectativas de oferta. O impacto dependerá da capacidade de substituir os volumes interrompidos e do tempo necessário para restaurar as operações.</p>
<p>Outro fator será o resultado das negociações entre Estados Unidos e Irã. Um entendimento que efetivamente permita ampliar o fluxo de embarcações pelo Estreito de Ormuz poderá reduzir parte do prêmio de risco incorporado às cotações. Entretanto, declarações diplomáticas sem mecanismos concretos de implementação podem produzir apenas movimentos temporários de mercado.</p>
<p>A situação da Rússia também continuará no radar. A flexibilização de parte das sanções americanas poderá melhorar as expectativas de abastecimento, mas o efeito dependerá das exportações efetivas e da capacidade das instalações energéticas. Novas interrupções relacionadas à guerra na Ucrânia poderiam limitar os benefícios esperados pelo mercado.</p>
<p>Além da geopolítica, os investidores acompanharão a evolução dos estoques e da demanda global. Um mercado com estoques reduzidos costuma reagir de maneira mais intensa a choques inesperados de oferta. Por outro lado, uma recuperação consistente das exportações e da capacidade logística pode reduzir gradualmente a pressão sobre os preços.</p>
<p>O fechamento de 19 de outubro demonstra que o petróleo continua submetido a forças opostas. A ordem executiva americana e as expectativas diplomáticas favoreceram uma correção das cotações, mas as restrições no Oriente Médio continuam impedindo uma normalização ampla do abastecimento. Com o Brent acima de US$ 109, o mercado mantém atenção à segurança das rotas marítimas, às decisões políticas e à capacidade dos produtores de garantir entregas regulares.</p>
<p><strong>Fontes</strong></p>
<p>Casa Branca — Ordem executiva de 16 de outubro de 2026 sobre a implementação da Lei Graham de sanções contra Rússia e Irã.</p>
<p>U.S. Energy Information Administration — Short-Term Energy Outlook, edição de 6 de outubro de 2026.</p>
<p>U.S. Energy Information Administration — Global Energy Security Data, levantamento sobre o fluxo de petróleo e gás natural pelo Estreito de Ormuz em 2025 e 2026.</p>
<p>International Maritime Organization — Relação oficial de incidentes confirmados no Oriente Médio, atualizada em 14 de outubro de 2026.</p>
<p>International Maritime Organization — Comunicados institucionais sobre a segurança da navegação no Estreito de Ormuz.</p>
<p>Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis — Metodologia dos preços de paridade de importação e composição dos preços dos combustíveis.</p>
<p>Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis — Metodologia do preço de referência do petróleo e das participações governamentais.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>APXM11: cotistas tiram Apex da gestão e escolhem Vinci após crise financeira</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/apxm11-cotistas-tiram-apex-gestao-fundo-vinci-recuperacao-judicial</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Daniel Wicker]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Oct 2026 19:13:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Fundos Imobiliários]]></category>
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		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[BRM Carbyne]]></category>
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		<category><![CDATA[Catuaí Shopping Cascavel]]></category>
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		<category><![CDATA[Vinci Malls II]]></category>
		<category><![CDATA[Vinci Real Estate]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Cotistas do APXM11 retiram gestoras ligadas à Apex e escolhem a Vinci após crise do grupo, que declarou dívidas de R$ 985,6 milhões. Veja o que muda no fundo.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Os cotistas do fundo imobiliário Apex Malls (APXM11) aprovaram a destituição da BRM Carbyne e da BRM Apex Nazca, empresas ligadas à Apex Partners, e escolheram a Vinci Real Estate para assumir a gestão de uma carteira com patrimônio líquido próximo de R$ 355 milhões. A decisão foi formalizada em 16 de outubro de 2026, em meio à crise financeira do grupo capixaba, que apresentou pedido de recuperação judicial com endividamento preliminar declarado de R$ 985,6 milhões. Com a substituição, o fundo passou a se chamar Vinci Malls II, embora suas cotas continuassem negociadas na B3 sob o código APXM11.</p>
<p>A destituição da antiga gestora e da consultora especializada foi aprovada por investidores que representavam 79,093% das cotas emitidas. Na etapa seguinte, a Vinci recebeu 55,434% dos votos apresentados para a escolha da nova responsável pela carteira. Os resultados foram publicados em fato relevante pelo BTG Pactual Serviços Financeiros, que permanece como administrador fiduciário do fundo.</p>
<p>A mudança representa uma reorganização da gestão de ativos imobiliários vinculados anteriormente à estrutura empresarial da Apex Partners. O fundo possui participação direta no Shopping Vitória, no Espírito Santo, e participação indireta no Catuaí Shopping Cascavel, no Paraná. A substituição da gestora não altera automaticamente a propriedade dessas participações nem implica a venda dos empreendimentos.</p>
<p>Além da troca de comando, a Vinci anunciou um conjunto de propostas para ampliar a participação dos cotistas nas decisões estratégicas. Entre elas estão a proibição de novas emissões de cotas abaixo do valor patrimonial, a exigência de aprovação prévia para operações imobiliárias relevantes e a criação de um comitê consultivo. As alterações ainda dependem de votação específica e não devem ser confundidas com as medidas já aprovadas em outubro.</p>
<h2>Cotistas aprovam saída da BRM Carbyne com 79,093% das cotas</h2>
<p>O processo de substituição da gestão teve início em setembro, após a divulgação de informações relacionadas às dificuldades financeiras da Apex Partners. O BTG Pactual, responsável pela administração fiduciária do APXM11, organizou uma consulta formal para que os cotistas deliberassem sobre a permanência da BRM Carbyne Gestão de Recursos e da BRM Apex Nazca.</p>
<p>A votação foi iniciada em 21 de setembro e encerrada em 8 de outubro. Segundo o termo de apuração divulgado pelo administrador, participaram investidores que representavam aproximadamente 83,678% das cotas emitidas pelo fundo. O percentual demonstra uma participação expressiva do capital na decisão sobre o futuro da gestão.</p>
<p>A destituição recebeu votos favoráveis equivalentes a 79,093% das cotas emitidas, enquanto 4,359% votaram contra. Outros 0,227% corresponderam a abstenções. O resultado permitiu a retirada da antiga gestora e da consultora especializada, com efeitos a partir do fechamento de 16 de outubro.</p>
<p>A elevada aprovação da destituição revela uma convergência relevante entre os investidores sobre a necessidade de modificar a estrutura de gestão. Isso não significa, entretanto, que todos os participantes tenham concordado com a mesma alternativa para suceder as <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340996">empresas</a> afastadas.</p>
<p>Na etapa de escolha da nova gestora, os votos foram distribuídos entre diferentes candidatas. Portanto, os 79,093% associados à destituição e os 55,434% recebidos pela Vinci possuem bases de cálculo distintas: o primeiro percentual se refere às cotas emitidas, enquanto o segundo corresponde aos votos proferidos na eleição da sucessora.</p>
<h2>Vinci vence disputa contra outras nove gestoras</h2>
<p>A escolha da Vinci Real Estate ocorreu em uma disputa que envolveu dez empresas interessadas em assumir a administração dos investimentos. Além da vencedora, apresentaram propostas Alianza, Capitânia, Catuaí, Hedge, Polígono, Rio Bravo, Suno, Zagros e Lev Asset.</p>
<p>A Vinci concentrou 55,434% dos votos proferidos. A Lev Asset Management ficou em segundo lugar, com 21,285%, seguida pela Hedge Investments, com 7,332%. As demais candidatas receberam percentuais menores, conforme o resultado oficial.</p>
<p>A diferença entre as principais concorrentes indica que a Vinci conseguiu formar uma maioria suficiente para assumir a carteira, mas também evidencia a existência de alternativas defendidas por parcelas dos cotistas. O resultado pode influenciar a próxima etapa de governança, na qual novas regras precisarão obter aprovação específica.</p>
<p>A Vinci Real Estate integra a Vinci Compass, grupo internacional de gestão de recursos com atuação em diferentes classes de ativos. Em comunicado divulgado após a eleição, a empresa informou que sua plataforma imobiliária administra mais de 15 fundos e reúne mais de 560 mil cotistas.</p>
<p>Entre os fundos sob sua gestão está o Vinci Shopping Centers (VISC11), veículo que possui participações em shopping centers de diferentes regiões do Brasil. A experiência nesse segmento foi apresentada pela gestora como um dos elementos de sua atuação no <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340997">mercado</a> imobiliário.</p>
<p>A escolha da Vinci, contudo, não significa incorporação do APXM11 ao VISC11. Os dois fundos permanecem juridicamente distintos, com patrimônios, investidores e regras próprias. Qualquer operação entre as carteiras dependerá das condições legais e das deliberações aplicáveis.</p>
<h2>Apex Malls passa a se chamar Vinci Malls II</h2>
<p>Uma das primeiras consequências da eleição foi a alteração da denominação do fundo para Vinci Malls II Fundo de Investimento Imobiliário Responsabilidade Limitada.</p>
<p>A mudança já consta da documentação divulgada ao mercado em 16 de outubro e reflete a nova estrutura de gestão. O BTG Pactual continua responsável pela administração fiduciária, enquanto a Vinci assume as decisões relacionadas à carteira de investimentos, dentro dos limites estabelecidos pelo regulamento.</p>
<p>O código APXM11, entretanto, não foi substituído imediatamente. Segundo a nova gestora, a alteração do ticker deverá ocorrer nas semanas seguintes, respeitando os procedimentos e prazos da B3.</p>
<p>A diferença entre nome jurídico e código de negociação é importante para os investidores. Enquanto a alteração da denominação identifica a nova estrutura do fundo, o ticker é o símbolo utilizado nas negociações em Bolsa e nos sistemas das corretoras.</p>
<p>Até a comunicação formal de uma mudança, os investidores devem utilizar o código vigente para acompanhar as cotas. A troca de nome não representa emissão automática de novos ativos nem exige, por si só, que o cotista venda ou recompre sua posição.</p>
<h2>Fundo possui participação de 15,8% no Shopping Vitória</h2>
<p>O principal ativo imobiliário diretamente detido pelo fundo é uma participação de 15,8169% no Shopping Vitória, localizado na capital do Espírito Santo.</p>
<p>O percentual foi detalhado pela antiga gestora em comunicado de 25 de agosto, que identificou a fração ideal registrada em nome do fundo. O documento também esclareceu que os direitos econômicos associados à participação envolvem percentuais específicos sobre os resultados das diferentes áreas do empreendimento.</p>
<p>A estrutura demonstra que o Vinci Malls II não é proprietário integral do Shopping Vitória. Trata-se de uma participação minoritária em um ativo imobiliário compartilhado com outros investidores.</p>
<p>Essa característica possui implicações para a gestão. Decisões relacionadas a investimentos, ampliações e operações do shopping podem depender de regras de governança do empreendimento e de entendimentos com os demais participantes.</p>
<p>A participação minoritária também limita a capacidade do fundo de alterar unilateralmente determinados aspectos operacionais. Embora a nova gestora possa definir estratégias para sua carteira, a execução de iniciativas relacionadas ao shopping precisa considerar os direitos dos demais coproprietários.</p>
<h2>Catuaí Shopping Cascavel integra carteira por participação indireta</h2>
<p>O segundo ativo relevante está localizado no Paraná. O fundo possui participação indireta no Catuaí Shopping Cascavel por meio de uma sociedade de propósito específico denominada APXM Cascavel Participações.</p>
<p>Segundo comunicado da BRM Carbyne, essa empresa detém ações correspondentes a 16% do capital social da Proeste Empresas Reunidas do Oeste do Paraná, sociedade proprietária do empreendimento.</p>
<p>A estrutura é diferente daquela utilizada no Shopping Vitória. Em vez de deter diretamente uma fração do imóvel, o fundo participa de uma empresa que possui direitos sobre o shopping.</p>
<p>Essa distinção influencia a forma de exercício dos direitos econômicos e societários. A administração precisa observar os instrumentos de investimento, a governança da sociedade e as regras aplicáveis à participação indireta.</p>
<p>A concentração da carteira em apenas dois empreendimentos também representa um fator importante de risco. Mudanças relevantes no desempenho de qualquer um dos shoppings podem produzir efeitos proporcionais significativos sobre os resultados do fundo.</p>
<p>A diversificação geográfica entre Espírito Santo e Paraná reduz a dependência de uma única região, mas não elimina a concentração em poucos ativos. O desempenho dependerá de fatores como ocupação comercial, receitas de locação, despesas operacionais e eventuais investimentos necessários.</p>
<h2>Vinci propõe impedir emissões abaixo do valor patrimonial</h2>
<p>Uma das principais propostas da nova gestora é estabelecer uma restrição expressa à emissão de cotas por valor inferior ao patrimônio líquido por cota.</p>
<p>O valor patrimonial é calculado pela divisão do patrimônio líquido do fundo pelo número de cotas emitidas. Ele funciona como uma referência contábil para a participação de cada investidor nos ativos líquidos da carteira.</p>
<p>A emissão de novas cotas abaixo desse valor pode provocar diluição patrimonial dos investidores que não participarem da oferta. Isso ocorre porque o fundo passa a incorporar novos recursos em condições que podem reduzir o valor patrimonial proporcional das cotas existentes.</p>
<p>A proposta da Vinci busca limitar esse risco. A gestora também pretende assegurar direito de preferência aos atuais cotistas, com possibilidade de negociação e cessão desses direitos.</p>
<p>Esses mecanismos podem ampliar a proteção dos investidores em futuras captações. Entretanto, uma proibição rígida também pode reduzir a flexibilidade financeira do fundo caso seja necessário captar recursos em um momento no qual as cotas estejam negociadas abaixo do valor patrimonial.</p>
<p>Essa relação constitui um dos principais pontos de atenção da proposta. Regras mais restritivas podem evitar determinadas formas de diluição, mas também exigem planejamento financeiro para situações de investimento, necessidade de liquidez ou reorganização da carteira.</p>
<p>A implementação dependerá de aprovação dos cotistas em nova assembleia ou consulta formal.</p>
<h2>Compra e venda de ativos também dependerão de autorização dos investidores</h2>
<p>Outra alteração proposta pela Vinci prevê que aquisições e vendas de ativos sejam submetidas previamente à assembleia de cotistas, com quórum qualificado.</p>
<p>Na prática, o fundo não poderia modificar livremente sua composição imobiliária sem obter autorização dos investidores. A exigência abrangeria operações que resultassem na alteração das atuais participações concentradas no Shopping Vitória e no Catuaí Shopping Cascavel.</p>
<p>A medida amplia o controle dos cotistas sobre decisões capazes de transformar a estratégia do investimento. A venda de participação em um shopping, por exemplo, pode alterar a composição de receitas, a exposição geográfica e as perspectivas de distribuição de rendimentos.</p>
<p>Por outro lado, a exigência de aprovação prévia pode tornar determinadas negociações mais complexas. Transações imobiliárias possuem prazos comerciais e condições que podem exigir rapidez na tomada de decisões.</p>
<p>A necessidade de convocação e votação poderá influenciar esse processo, especialmente quando houver oportunidades com períodos limitados de negociação.</p>
<p>A proposta estabelece, portanto, uma escolha de governança: aumentar o controle direto dos investidores sobre os ativos, mesmo que isso possa restringir a autonomia operacional da gestora.</p>
<h2>Operações com outros fundos da Vinci terão regras contra conflitos de interesses</h2>
<p>A Vinci também anunciou que pretende submeter transações entre o Vinci Malls II e outros fundos sob sua gestão à aprovação prévia dos cotistas.</p>
<p>A exigência terá quórum qualificado e deverá ser acompanhada de laudos independentes de avaliação dos ativos negociados.</p>
<p>O objetivo é estabelecer mecanismos específicos para operações que possam envolver conflitos de interesses. Como a Vinci administra diferentes carteiras imobiliárias, existe a possibilidade de surgirem oportunidades de compra e venda entre veículos geridos pelo mesmo grupo.</p>
<p>Essas operações não são necessariamente irregulares, mas exigem cuidados para assegurar que cada fundo seja tratado de acordo com os interesses de seus próprios cotistas.</p>
<p>A utilização de avaliações independentes pode contribuir para reduzir divergências sobre preços e condições comerciais. Entretanto, um laudo não substitui a análise dos riscos e benefícios econômicos da operação.</p>
<p>A aprovação dos investidores passaria a funcionar como uma etapa adicional de controle. A existência da proposta não significa que uma transação dessa natureza já tenha sido realizada ou que exista negociação específica em andamento.</p>
<h2>Comitê consultivo poderá acompanhar a gestão trimestralmente</h2>
<p>Entre os compromissos anunciados está a criação de um comitê consultivo com até cinco integrantes.</p>
<p>A proposta prevê reuniões trimestrais e a possibilidade de apresentação de recomendações à gestora. As manifestações teriam caráter não vinculante, ou seja, não substituiriam as competências formais da Vinci ou das assembleias de cotistas.</p>
<p>A estrutura poderá funcionar como um canal adicional de acompanhamento das decisões relacionadas à carteira. Também está prevista a definição de um limite para despesas suportadas pelo fundo no exercício das atividades do comitê.</p>
<p>A criação do órgão representa uma tentativa de ampliar a participação dos investidores no acompanhamento da gestão, sem transferir a responsabilidade pelas decisões executivas.</p>
<p>A eficácia do modelo dependerá de fatores como composição, acesso a informações e qualidade das recomendações produzidas. A existência do comitê, isoladamente, não garante melhora no desempenho financeiro dos ativos.</p>
<h2>Relatórios mensais deverão detalhar indicadores dos shoppings</h2>
<p>A nova gestora informou que pretende integrar o fundo à sua plataforma de relacionamento com investidores.</p>
<p>O plano inclui a publicação de relatórios gerenciais mensais com indicadores operacionais individualizados dos dois shopping centers. Também estão previstos canais de atendimento por correio eletrônico e WhatsApp.</p>
<p>A divulgação periódica de informações poderá ampliar a capacidade dos cotistas de acompanhar o desempenho da carteira.</p>
<p>Entre os indicadores relevantes para fundos imobiliários de shopping centers estão a taxa de ocupação, a evolução das vendas dos lojistas, as receitas de locação, a inadimplência e as despesas operacionais.</p>
<p>Essas informações permitem compreender se eventuais alterações na distribuição de rendimentos estão relacionadas ao desempenho dos empreendimentos, à estrutura financeira do fundo ou a fatores extraordinários.</p>
<p>A abertura de dados por shopping também é importante porque a carteira reúne somente dois ativos, com estruturas de participação diferentes.</p>
<p>A <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340995">política</a> anunciada, entretanto, ainda deverá ser implementada conforme os procedimentos e a periodicidade definidos pela gestora.</p>
<h2>Novas regras precisam de aprovação de pelo menos 25% das cotas emitidas</h2>
<p>Embora a substituição da gestora tenha sido concluída, as mudanças adicionais de governança ainda precisam ser aprovadas.</p>
<p>A Vinci informou que convocará uma assembleia extraordinária ou consulta formal para submeter as propostas aos investidores.</p>
<p>De acordo com o regulamento do fundo, a alteração exige aprovação por maioria dos votos representados na assembleia e o atendimento ao quórum qualificado aplicável. Como o fundo possui mais de cem cotistas, a deliberação precisa contar também com votos favoráveis que representem pelo menos 25% das cotas emitidas.</p>
<p>Esse requisito estabelece uma participação mínima do capital total nas decisões mais relevantes. Portanto, não basta uma maioria simples de um grupo muito reduzido de investidores quando a matéria está sujeita ao quórum qualificado.</p>
<p>A votação anterior demonstrou capacidade de mobilização dos cotistas, com participação equivalente a aproximadamente 83,678% das cotas. Isso não garante, porém, que haverá o mesmo comparecimento ou o mesmo consenso nas próximas deliberações.</p>
<p>Os investidores precisarão avaliar os benefícios e as limitações das regras propostas, especialmente nos temas relacionados à emissão de cotas, venda de ativos e operações com outros fundos da gestora.</p>
<h2>Recuperação judicial da Apex envolve dívidas preliminares de R$ 985,6 milhões</h2>
<p>A substituição da gestão ocorre em meio à crise financeira enfrentada pela Apex Partners.</p>
<p>O grupo apresentou pedido de recuperação judicial em 14 de setembro de 2026, na Justiça do Espírito Santo, depois de recorrer a medidas cautelares no mês anterior. O endividamento preliminar informado pelas empresas alcançou aproximadamente R$ 985,6 milhões.</p>
<p>O valor foi examinado pelo Ministério Público do Estado do Espírito Santo, que solicitou esclarecimentos sobre a situação econômico-financeira das sociedades envolvidas.</p>
<p>Em manifestação institucional divulgada em 10 de setembro, o MPES apontou problemas na documentação contábil apresentada. Segundo o órgão, das 177 sociedades examinadas no laudo de constatação prévia, apenas 23 haviam apresentado demonstrações financeiras, equivalentes a 12,9% das empresas analisadas.</p>
<p>O Ministério Público também destacou a ausência de determinadas informações necessárias à compreensão da situação financeira, incluindo projeções de fluxo de caixa, extratos bancários e relação completa das contas mantidas pelas sociedades.</p>
<p>A análise registrou aproximadamente R$ 452,1 milhões em obrigações relacionadas a debêntures e resgates. Também identificou passivo tributário de aproximadamente R$ 92 milhões no laudo examinado, acima dos R$ 35,2 milhões inicialmente informados pelas requerentes.</p>
<p>Outra parcela relevante do endividamento estava associada a operações descritas como cashback, estimadas em R$ 309,8 milhões e relacionadas a aproximadamente 1.600 posições de clientes.</p>
<p>Os números apresentados são preliminares e estão sujeitos à verificação no processo judicial. A existência de um pedido de recuperação também não significa, por si só, que o processamento tenha sido deferido ou que todos os valores declarados tenham sido reconhecidos pela Justiça.</p>
<h2>Patrimônio do APXM11 não se confunde com dívidas da Apex Partners</h2>
<p>Uma das questões centrais para os investidores é a separação entre a situação financeira da Apex Partners e o patrimônio do fundo imobiliário.</p>
<p>O APXM11 possui patrimônio próprio, constituído de acordo com as regras aplicáveis aos fundos de investimento. Seus ativos não se confundem automaticamente com o patrimônio das empresas que prestam serviços de gestão ou consultoria.</p>
<p>A medida cautelar concedida no contexto da crise da Apex estabeleceu limites para a proteção judicial das sociedades envolvidas, sem estendê-la indistintamente aos patrimônios dos fundos de investimento.</p>
<p>Essa distinção impede concluir que o pedido de recuperação judicial da Apex alcance automaticamente as participações imobiliárias do Vinci Malls II.</p>
<p>Entretanto, a separação patrimonial não elimina todos os riscos associados às relações comerciais anteriores.</p>
<p>Em comunicado de 25 de agosto, a BRM Carbyne informou que a carteira do fundo não possuía exposição às debêntures do Grupo Apex mencionadas nos episódios recentes de mercado. Segundo a avaliação técnica divulgada pela então gestora, não havia necessidade de provisionamento relacionado àquela exposição.</p>
<p>O mesmo documento, contudo, identificou uma obrigação financeira envolvendo uma empresa do grupo.</p>
<h2>Fundo reconheceu saldo de aproximadamente R$ 2 milhões com empresa ligada à Apex</h2>
<p>No comunicado de agosto, a BRM Carbyne informou que a BRM Apex Realty havia participado como garantidora de uma operação relacionada ao investimento no Catuaí Shopping Cascavel.</p>
<p>A operação foi estruturada por meio de acordo celebrado em julho de 2024, envolvendo a sociedade utilizada pelo fundo para deter sua participação no empreendimento paranaense.</p>
<p>Segundo o documento, existia um saldo a pagar de R$ 1.997.593,16 à BRM Apex Realty, com base na posição de julho de 2026.</p>
<p>A antiga gestora informou que o valor não sofria incidência de juros nem atualização monetária e já estava integralmente refletido no patrimônio líquido do fundo.</p>
<p>O dado merece atenção porque demonstra que duas afirmações precisam ser distinguidas. A primeira é que o fundo declarou não possuir exposição às debêntures vinculadas à crise da Apex. A segunda é que existia uma obrigação específica com uma empresa do mesmo grupo, decorrente de operação imobiliária anterior.</p>
<p>A existência dessa obrigação não comprova irregularidade. Também não significa que os ativos do fundo tenham sido incorporados à recuperação judicial.</p>
<p>Entretanto, o registro evidencia a importância de acompanhar as relações contratuais remanescentes com empresas vinculadas à antiga estrutura de gestão.</p>
<p>A nova administração deverá avaliar essas obrigações no contexto de suas responsabilidades sobre a carteira, respeitando os contratos e a regulamentação aplicável.</p>
<h2>Troca de gestora não elimina riscos operacionais dos shopping centers</h2>
<p>A substituição da BRM Carbyne pela Vinci modifica a estrutura de gestão, mas não altera automaticamente o desempenho econômico dos imóveis.</p>
<p>As receitas do fundo continuam relacionadas às participações no Shopping Vitória e no Catuaí Shopping Cascavel.</p>
<p>Em fundos imobiliários de shopping centers, os resultados dependem de fatores como ocupação, vendas, renegociação de contratos, inadimplência e despesas de manutenção.</p>
<p>Além disso, participações minoritárias podem limitar a influência direta do fundo sobre decisões operacionais dos empreendimentos.</p>
<p>A experiência da Vinci no segmento imobiliário poderá contribuir para a definição de estratégias comerciais e financeiras. Entretanto, não há garantia de valorização das cotas ou aumento de rendimentos como consequência da mudança.</p>
<p>Outra questão relevante será a política de distribuição de resultados. Os pagamentos aos cotistas dependem da geração de caixa e das normas aplicáveis, e não apenas da identidade da gestora.</p>
<p>A reorganização poderá melhorar a percepção de governança, mas sua efetividade deverá ser avaliada a partir de decisões concretas, prestação de contas e desempenho dos ativos.</p>
<h2>O que muda para quem possui cotas do APXM11?</h2>
<p>Para os investidores, a principal mudança imediata é a identificação da Vinci como responsável pela gestão da carteira.</p>
<p>O BTG Pactual permanece como administrador fiduciário. A denominação do fundo foi alterada para Vinci Malls II, enquanto o ticker APXM11 continua válido até a formalização de eventual substituição na B3.</p>
<p>As participações imobiliárias continuam vinculadas ao próprio fundo. Não houve anúncio de venda automática do Shopping Vitória ou do investimento indireto no Catuaí Shopping Cascavel como consequência da eleição da nova gestora.</p>
<p>As propostas adicionais de governança deverão ser submetidas a nova votação. Até que sejam aprovadas e incorporadas ao regulamento, não podem ser apresentadas como regras definitivas em vigor.</p>
<p>O calendário de reuniões, os relatórios gerenciais e os procedimentos de comunicação deverão ser acompanhados pelos canais oficiais do fundo.</p>
<p>A mudança também não assegura recuperação imediata de preços no mercado secundário. A cotação das cotas depende de oferta e demanda, percepção de risco, liquidez e expectativas dos investidores sobre os resultados futuros.</p>
<h2>Nova gestão enfrentará desafio de recuperar confiança dos investidores</h2>
<p>A saída da BRM Carbyne e da BRM Apex Nazca representa um dos principais desdobramentos da crise da Apex Partners no mercado de fundos imobiliários.</p>
<p>O resultado da consulta formal demonstra a capacidade dos cotistas de reorganizar a estrutura de gestão diante de mudanças relevantes no ambiente empresarial. A participação expressiva na votação também reforça a importância dos mecanismos de deliberação previstos na regulamentação dos fundos.</p>
<p>A chegada da Vinci inaugura uma etapa marcada por compromissos de governança mais rigorosos. A exigência de aprovação para operações relevantes, as restrições propostas às emissões e o planejamento de relatórios mensais indicam uma estratégia voltada à ampliação do controle dos investidores.</p>
<p>Ao mesmo tempo, a carteira continuará concentrada em dois empreendimentos e sujeita aos riscos próprios do setor de shopping centers. A separação jurídica entre o patrimônio do fundo e as dívidas do Grupo Apex constitui um elemento relevante, mas não substitui o acompanhamento das obrigações contratuais existentes.</p>
<p>O próximo teste para a Vinci será transformar os compromissos anunciados em regras aprovadas e procedimentos efetivamente implementados. Para isso, precisará mobilizar os cotistas, administrar os ativos e demonstrar transparência sobre as operações do fundo.</p>
<p>A mudança de gestão já foi concluída. A reconstrução da confiança, entretanto, dependerá da qualidade das informações apresentadas, do cumprimento das novas propostas e dos resultados econômicos obtidos nos próximos períodos.</p>
<p><strong>Fontes</strong></p>
<p>BTG Pactual Serviços Financeiros — Fato relevante do Apex Malls Fundo de Investimento Imobiliário, divulgado em 16 de outubro de 2026, sobre a destituição da BRM Carbyne e da BRM Apex Nazca e a eleição da Vinci Real Estate.</p>
<p>BTG Pactual Serviços Financeiros — Termo de apuração da consulta formal iniciada em 21 de setembro de 2026, divulgado em 16 de outubro, com os percentuais de votação e identificação das gestoras candidatas.</p>
<p>BTG Pactual Serviços Financeiros — Regulamento do Vinci Malls II Fundo de Investimento Imobiliário, divulgado em 16 de outubro de 2026.</p>
<p>Vinci Real Estate e BTG Pactual Serviços Financeiros — Comunicado ao mercado de 16 de outubro de 2026, com os compromissos de governança, informações sobre a nova gestão e previsão de alteração do código de negociação.</p>
<p>BRM Carbyne Gestão de Recursos — Comunicado aos cotistas do Apex Malls, de 25 de agosto de 2026, sobre a composição dos ativos imobiliários, a ausência de exposição às debêntures mencionadas do Grupo Apex e a obrigação registrada com a BRM Apex Realty.</p>
<p>Ministério Público do Estado do Espírito Santo — Manifestação institucional de 10 de setembro de 2026 sobre o endividamento e as inconsistências documentais apresentadas no processo envolvendo o Grupo Apex.</p>
<p>Ministério Público do Estado do Espírito Santo — Manifestação institucional de 17 de agosto de 2026 sobre o acompanhamento judicial da crise da Apex Partners.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Suzano (SUZB3) pode surpreender no 3T26; Klabin (KLBN11) deve ficar abaixo das projeções</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/suzano-suzb3-klabin-klbn11-resultados-3t26-projecoes-safra</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Oct 2026 17:21:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ações da B3]]></category>
		<category><![CDATA[análise de ações]]></category>
		<category><![CDATA[Arbex]]></category>
		<category><![CDATA[balanços do terceiro trimestre]]></category>
		<category><![CDATA[Banco Safra]]></category>
		<category><![CDATA[CMPC]]></category>
		<category><![CDATA[Dexco]]></category>
		<category><![CDATA[DXCO3]]></category>
		<category><![CDATA[Ebitda]]></category>
		<category><![CDATA[Klabin]]></category>
		<category><![CDATA[KLBN11]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado Financeiro]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[papel e celulose]]></category>
		<category><![CDATA[preços da celulose]]></category>
		<category><![CDATA[resultados 3T26]]></category>
		<category><![CDATA[Suzano]]></category>
		<category><![CDATA[SUZB3]]></category>
		<category><![CDATA[temporada de balanços]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Suzano (SUZB3) pode superar expectativas no 3T26, enquanto Klabin (KLBN11) enfrenta pressão nos resultados. Veja as projeções do Safra para o setor.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>As principais empresas de papel, celulose e produtos florestais devem apresentar resultados bastante diferentes no terceiro trimestre de 2026. Uma prévia do Banco Safra divulgada nesta segunda-feira (19) aponta que a Suzano (SUZB3) poderá superar as expectativas dos analistas, impulsionada pela incorporação de uma operação internacional de produtos de higiene. Em contrapartida, a Klabin (KLBN11) deve enfrentar uma combinação de preços menores de celulose e custos operacionais mais elevados, que pode reduzir sua rentabilidade mesmo diante do crescimento esperado nos volumes comercializados.</p>
<p>O Safra estima que a Suzano registre EBITDA ajustado de R$ 5,95 bilhões entre julho e setembro, aproximadamente 26% acima do segundo trimestre e 3% superior ao consenso de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341027">mercado</a>, estimado em R$ 5,79 bilhões. Para a Klabin, a projeção é de R$ 1,86 bilhão, cerca de 10% abaixo da expectativa média de R$ 2,07 bilhões. As estimativas indicam que as duas maiores companhias brasileiras do setor poderão seguir trajetórias distintas na temporada de balanços, embora ambas permaneçam expostas às oscilações do mercado internacional de celulose.</p>
<p>A análise também contempla a Dexco (DXCO3), para a qual o banco prevê avanço trimestral de 16% no EBITDA ajustado, para R$ 576 milhões. Já a chilena CMPC deverá registrar retração de 2%, com resultado operacional estimado em US$ 265 milhões. As diferenças refletem a composição dos <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank"  rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341029">negócios</a>, as condições comerciais e a capacidade de cada companhia de administrar custos em um ambiente de volatilidade cambial e de preços.</p>
<p>A Klabin será a primeira das duas principais fabricantes brasileiras de papel e celulose a apresentar seus números, em 28 de outubro, antes da abertura da B3. A Suzano divulgará o balanço em 5 de novembro, depois do encerramento das negociações. As datas foram confirmadas nos calendários oficiais de relações com investidores das companhias.</p>
<h2>Suzano e Klabin: o que o Safra espera para o terceiro trimestre</h2>
<p>As estimativas mostram que o crescimento operacional não será necessariamente acompanhado por uma melhora uniforme das margens. <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341026">Empresas</a> com maior exposição à celulose de mercado podem ser pressionadas pelas cotações internacionais, enquanto operações integradas de papel, embalagens e produtos de consumo oferecem outras fontes de receita.</p>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Companhia</th>
<th>EBITDA projetado para o 3T26</th>
<th>Consenso de mercado</th>
<th>Diferença</th>
</tr>
<tr>
<td>Suzano (SUZB3)</td>
<td>R$ 5,95 bilhões</td>
<td>R$ 5,79 bilhões</td>
<td>3% acima</td>
</tr>
<tr>
<td>Klabin (KLBN11)</td>
<td>R$ 1,86 bilhão</td>
<td>R$ 2,07 bilhões</td>
<td>10% abaixo</td>
</tr>
<tr>
<td>Dexco (DXCO3)</td>
<td>R$ 576 milhões</td>
<td>R$ 611 milhões</td>
<td>6% abaixo</td>
</tr>
<tr>
<td>CMPC</td>
<td>US$ 265 milhões</td>
<td>US$ 304 milhões</td>
<td>13% abaixo</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><em>Valores referentes às projeções atribuídas ao Banco Safra em 19 de outubro de 2026. Não representam resultados realizados ou previsões oficiais das companhias.</em></p>
<p>A diferença entre as estimativas individuais e o consenso é um indicador acompanhado pelo mercado porque ajuda a dimensionar a possibilidade de surpresa na divulgação dos balanços. Quando o resultado efetivo supera as projeções, a percepção sobre os lucros futuros pode melhorar. Entretanto, a reação das ações também depende de fatores como endividamento, geração de caixa, investimentos e perspectivas apresentadas pela administração.</p>
<p>O EBITDA, sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, é utilizado para avaliar a geração operacional de resultados. Embora seja uma referência importante na comparação entre empresas, não corresponde ao lucro líquido nem ao caixa efetivamente disponível aos acionistas. Essa distinção ganha relevância em companhias intensivas em capital, como as fabricantes de celulose, que realizam investimentos elevados e possuem estruturas de financiamento complexas.</p>
<h2>Suzano deve registrar EBITDA de R$ 5,95 bilhões com incorporação da Arbex</h2>
<p>A principal expectativa positiva do Safra está concentrada na Suzano, que deverá apresentar o primeiro trimestre completo de consolidação da Arbex em suas demonstrações financeiras. A companhia passou a controlar 51% do negócio internacional de papéis sanitários e produtos de higiene formado com a americana Kimberly-Clark. A operação foi concluída em 1º de julho de 2026, exatamente no início do terceiro trimestre.</p>
<p>A Arbex reúne 22 fábricas distribuídas por 14 mercados e comercializa produtos em mais de 70 países. A empresa possui um portfólio de marcas globais e regionais, incluindo produtos associados a nomes como Kleenex, Scott e Andrex. A consolidação amplia a presença da Suzano no segmento de bens de consumo e modifica a composição de suas receitas e resultados operacionais.</p>
<p>Segundo a companhia, a aquisição do controle da Arbex envolveu pagamento de aproximadamente US$ 1,3 bilhão. A Kimberly-Clark manteve participação de 49%, enquanto a Suzano passou a exercer o controle da nova empresa. O acordo também prevê uma opção de compra sobre a participação remanescente, sujeita às condições estabelecidas na operação.</p>
<p>O efeito contábil é relevante para interpretar o crescimento projetado do EBITDA. A incorporação de um negócio que não integrava o resultado consolidado no segundo trimestre cria uma nova contribuição operacional na base de comparação. Portanto, parte expressiva da alta esperada para o 3T26 não deve ser interpretada como expansão orgânica dos volumes ou das margens das fábricas de celulose que a Suzano já possuía.</p>
<p>A companhia informou oficialmente que encerrou o segundo trimestre com EBITDA ajustado de aproximadamente R$ 4,7 bilhões, receita líquida de R$ 11,6 bilhões e vendas combinadas de 3,3 milhões de toneladas de celulose e papéis. A geração de caixa operacional alcançou R$ 2,9 bilhões, enquanto o lucro líquido foi de R$ 1,8 bilhão. A relação entre dívida líquida e EBITDA ajustado encerrou o período em 3,4 vezes quando medida em dólares.</p>
<p>Esses números constituem a base histórica para avaliar as projeções do terceiro trimestre. O salto para R$ 5,95 bilhões representaria crescimento expressivo, mas ainda será necessário separar a contribuição da Arbex das alterações de desempenho dos negócios existentes. Essa divisão permitirá compreender se a melhora decorreu principalmente da expansão internacional ou de ganhos operacionais nas atividades tradicionais da Suzano.</p>
<h2>Preços da celulose podem cair mesmo com aumento dos embarques</h2>
<p>Apesar da perspectiva positiva para o resultado consolidado, o Safra prevê enfraquecimento na divisão de celulose da Suzano. O EBITDA do segmento deverá alcançar aproximadamente R$ 4,8 bilhões, recuo de 8% em relação ao trimestre anterior. A projeção considera embarques de cerca de 3,005 milhões de toneladas, crescimento de 4%, acompanhados por um preço médio realizado de US$ 589 por tonelada, queda de 2%.</p>
<p>A combinação indica que o aumento da quantidade vendida não deverá compensar integralmente a redução dos preços e outras pressões operacionais. No setor de celulose, os resultados são influenciados tanto pelo volume comercializado quanto pela receita obtida por tonelada. A diferença entre preços e custos determina a capacidade de transformar a produção em geração operacional de resultados.</p>
<p>O Safra considera que a redução das despesas de manutenção poderá ajudar a limitar parte da pressão sobre os custos. A Suzano possui operações industriais de grande escala e, como outras companhias do setor, realiza paradas programadas que afetam temporariamente gastos e produção. A distribuição desses desembolsos entre os trimestres pode alterar a comparação dos resultados sem necessariamente representar uma mudança estrutural de competitividade.</p>
<p>Os preços de exportação também precisam ser interpretados em conjunto com o câmbio. Como parcela relevante das receitas do setor é denominada em dólares, a conversão para reais pode ampliar ou reduzir o resultado em moeda nacional. Uma queda no preço internacional da celulose pode ter impacto diferente dependendo da taxa de câmbio e dos mecanismos de proteção financeira utilizados pela companhia.</p>
<p>A Suzano encerrou o segundo trimestre com custo caixa de produção de celulose de R$ 843 por tonelada, excluindo paradas, segundo seu comunicado oficial de resultados. O indicador oferece uma referência para acompanhar a trajetória de eficiência industrial. A evolução dos custos no terceiro trimestre será fundamental para determinar quanto da receita poderá ser preservado como resultado operacional.</p>
<h2>Negócios de papel e bens de consumo podem mais que dobrar EBITDA</h2>
<p>Na divisão de Papel e Bens de Consumo, o Safra prevê EBITDA próximo de R$ 1,3 bilhão, mais que o dobro do registrado no trimestre anterior. A incorporação da Arbex deverá responder pela maior parte dessa expansão, enquanto o mercado brasileiro de papel poderá contribuir com volumes ligeiramente maiores e preços relativamente estáveis. Custos mais elevados de insumos, entretanto, deverão limitar parte dos ganhos.</p>
<p>A transformação do portfólio da Suzano representa uma mudança estratégica na distribuição de suas atividades. Tradicionalmente concentrada na produção de celulose de mercado, a companhia amplia a participação em produtos finais destinados a consumidores e empresas. Esse movimento permite captar receitas em etapas posteriores da cadeia produtiva, incluindo fabricação, distribuição e comercialização de produtos de higiene.</p>
<p>O modelo também cria novas exigências operacionais. A venda de produtos de consumo envolve despesas comerciais, logística, administração de marcas e diferentes condições de concorrência. Por isso, a expansão do EBITDA consolidado não significa necessariamente que todos os negócios adicionados possuam a mesma margem operacional das fábricas de celulose.</p>
<p>Outro ponto importante é a interpretação dos resultados por segmento. As estimativas arredondadas de R$ 4,8 bilhões para celulose e R$ 1,3 bilhão para Papel e Bens de Consumo não devem ser simplesmente somadas para reproduzir o EBITDA consolidado de R$ 5,95 bilhões. Ajustes corporativos, eliminações contábeis e diferenças metodológicas podem afetar essa reconciliação.</p>
<p>A divulgação oficial permitirá identificar com maior precisão a contribuição financeira da Arbex e o desempenho de cada atividade. Para os investidores, essa separação será importante na avaliação da diversificação internacional e da capacidade de geração de caixa da Suzano.</p>
<h2>Klabin deve sofrer com preços menores e custos operacionais mais altos</h2>
<p>A situação projetada para a Klabin é menos favorável. O Safra estima EBITDA de R$ 1,86 bilhão, aproximadamente 10% inferior ao consenso de R$ 2,07 bilhões. O banco considera que a queda dos preços da celulose e o aumento dos custos operacionais deverão superar o efeito positivo do crescimento esperado nos volumes vendidos.</p>
<p>A companhia deverá comercializar aproximadamente 1,04 milhão de toneladas no trimestre, excluindo madeira, alta de 2% em relação ao período anterior. O avanço deverá ocorrer em celulose, papel e embalagens, com projeções de crescimento de 3% nos volumes de cada uma dessas atividades. A sazonalidade favorável ao papel-cartão revestido e a expansão das vendas de caixas de papelão ondulado deverão contribuir para o desempenho comercial.</p>
<p>O desafio estará concentrado nos custos. O Safra projeta aumento de 3% no custo caixa total, para R$ 3.312 por tonelada, diante de despesas industriais e florestais mais elevadas. O EBITDA por tonelada deverá recuar 7%, para R$ 1.791, indicando que a companhia poderá gerar menos resultado operacional para cada tonelada comercializada.</p>
<p>A pressão ganha relevância porque o aumento de volume costuma ser uma das principais formas de diluir custos fixos industriais. Quando despesas de produção e manutenção crescem simultaneamente, o benefício da maior utilização dos ativos pode ser reduzido. Nessas circunstâncias, a expansão das vendas não garante melhora proporcional da rentabilidade.</p>
<p>No segundo trimestre, a Klabin informou oficialmente EBITDA ajustado de R$ 1,962 bilhão, receita líquida próxima de R$ 5,2 bilhões e margem EBITDA de 38%. A empresa comercializou 1,018 milhão de toneladas, excluindo madeira, e apresentou custo caixa total de R$ 3.204 por tonelada.</p>
<p><strong>Há uma diferença que merece atenção na comparação trimestral:</strong> a projeção de R$ 1,86 bilhão representa aproximadamente 5% de queda em relação ao EBITDA ajustado oficialmente divulgado pela Klabin no segundo trimestre. A prévia atribuída ao Safra menciona retração de 1%, percentual que pode decorrer de ajustes de comparabilidade adotados pelos analistas, mas que não é diretamente reproduzido pela comparação simples com os R$ 1,962 bilhão reportados pela companhia.</p>
<p>A distinção reforça a importância de comparar indicadores calculados com metodologias equivalentes. Ajustes relacionados a eventos não recorrentes podem alterar a leitura de crescimento ou retração operacional. A documentação do balanço e as explicações da administração permitirão avaliar os resultados em bases mais consistentes.</p>
<h2>Manutenção em Otacílio Costa deve pressionar custos da Klabin</h2>
<p>Entre os fatores específicos de pressão sobre a Klabin está a parada geral de manutenção realizada na unidade de Otacílio Costa, em Santa Catarina. A companhia anunciou oficialmente que as atividades ocorreriam entre 17 de agosto e 1º de setembro de 2026, período que integra o terceiro trimestre. O programa envolveu mais de 1.800 trabalhadores contratados para serviços de manutenção industrial.</p>
<p>A empresa informou que essas paradas são realizadas periodicamente para assegurar o funcionamento e a segurança de equipamentos como caldeiras e digestores. Durante as intervenções, as atividades industriais precisam ser interrompidas para permitir inspeções, reparos e eventuais melhorias tecnológicas. O procedimento é relevante para a confiabilidade de longo prazo das instalações, embora possa elevar despesas em determinados períodos.</p>
<p>O impacto econômico precisa ser analisado de forma separada das condições comerciais. Uma parada programada pode pressionar temporariamente a produção ou os custos, sem representar necessariamente deterioração permanente da eficiência industrial. Já uma queda persistente nos preços de venda possui consequências diferentes para a rentabilidade futura.</p>
<p>A Klabin também informou, no balanço do segundo trimestre, que vinha adotando medidas para reduzir os impactos de pressões inflacionárias e possíveis eventos climáticos. A administração mencionou gastos mitigatórios relacionados ao risco de El Niño no segundo semestre. Essas medidas preventivas integram a gestão operacional e podem afetar os custos antes mesmo da ocorrência de eventuais problemas climáticos.</p>
<p>A companhia encerrou o segundo trimestre com alavancagem financeira de 3,2 vezes em dólares, após reduzir o indicador em relação aos períodos anteriores. Também havia aprovado um programa de recompra de até 31,25 milhões de units. Esses elementos demonstram que a análise do balanço não deverá se limitar à margem operacional, abrangendo também endividamento, investimentos e distribuição de capital.</p>
<h2>Dexco deve crescer 16%, impulsionada pelo negócio de madeira</h2>
<p>Para a Dexco, o Safra projeta EBITDA ajustado de R$ 576 milhões no terceiro trimestre, crescimento de 16% em relação ao segundo. Apesar da melhora sequencial, o resultado ainda ficaria aproximadamente 6% abaixo do consenso de mercado, estimado em R$ 611 milhões. A avaliação sugere recuperação operacional, mas em ritmo inferior ao esperado pelo conjunto dos analistas.</p>
<p>O principal destaque deverá ser a divisão de madeira, com EBITDA estimado em R$ 522 milhões, alta de 7% na comparação trimestral. O banco prevê crescimento de 3% nos embarques, para 814 mil metros cúbicos, acompanhado por aumento de 2% nos preços realizados. A redução de 1% no custo caixa por metro cúbico deverá contribuir para a melhora da rentabilidade.</p>
<p>A combinação de preços mais altos, volumes maiores e custos unitários menores representa um cenário operacional favorável. Diferentemente de uma expansão sustentada apenas por vendas adicionais, esse movimento pode melhorar simultaneamente a receita e a margem por unidade comercializada. A confirmação dessa dinâmica será um dos principais aspectos a observar no balanço da Dexco.</p>
<p>A divisão Deca deverá apresentar EBITDA próximo de R$ 53 milhões, praticamente estável em relação ao trimestre anterior. O negócio de revestimentos cerâmicos, por sua vez, poderá registrar queda para R$ 1 milhão, ante R$ 7 milhões no período anterior. A retração refletiria principalmente preços realizados menores.</p>
<p>A Dexco reúne atividades com dinâmicas comerciais diferentes, incluindo produtos de madeira, louças, metais sanitários e revestimentos. Essa diversificação permite que a melhora de um segmento compense parcialmente a fraqueza de outro. Entretanto, também exige avaliação individual das margens e das perspectivas de demanda.</p>
<p>No segundo trimestre, a companhia havia comunicado crescimento de 5,2% na receita líquida e avanço de 23,6% no EBITDA ajustado e recorrente na comparação anual. A administração atribuiu o desempenho a medidas de eficiência, produtividade e disciplina comercial. A projeção do Safra para o terceiro trimestre será um novo teste da continuidade dessas iniciativas.</p>
<h2>CMPC pode registrar resultado 13% abaixo do consenso</h2>
<p>A chilena CMPC deverá enfrentar cenário semelhante ao da Klabin, com custos mais elevados e preços menos favoráveis. O Safra estima EBITDA ajustado de US$ 265 milhões, queda de 2% em relação ao segundo trimestre. O número também representa resultado aproximadamente 13% inferior ao consenso de US$ 304 milhões.</p>
<p>Na divisão de celulose, o banco prevê EBITDA de US$ 172 milhões, retração de 5% na comparação trimestral. Os embarques deverão crescer 2%, para 954 mil toneladas, mas os preços realizados menores poderão comprometer a rentabilidade. A projeção reforça a importância das condições comerciais do mercado internacional para os produtores latino-americanos.</p>
<p>O segmento Softys, responsável por produtos de higiene e cuidados pessoais, deverá apresentar EBITDA próximo de US$ 95 milhões, queda de 6%. Segundo a prévia, o resultado será pressionado por custos e despesas operacionais mais elevados. A situação indica que a diversificação para produtos de consumo não elimina automaticamente os riscos associados à gestão de custos.</p>
<p>Em contrapartida, o negócio de embalagens biodegradáveis deverá registrar melhora. O Safra estima avanço do EBITDA de US$ 15 milhões para US$ 20 milhões, favorecido por maior rentabilidade. A recuperação dessa divisão, entretanto, não deverá ser suficiente para compensar integralmente as pressões nos outros segmentos.</p>
<p>A CMPC informou oficialmente EBITDA ajustado de US$ 270 milhões no segundo trimestre, alta de 6% em relação aos três meses anteriores. A receita líquida consolidada alcançou US$ 1,916 bilhão, enquanto o lucro líquido ficou em US$ 9 milhões. Esses resultados ajudam a dimensionar a desaceleração esperada para o terceiro trimestre.</p>
<h2>Preço da celulose, câmbio e custos dividem perspectivas do setor</h2>
<p>A prévia do Safra evidencia três fatores decisivos para o desempenho das fabricantes de papel e celulose: preços internacionais, volumes comercializados e custos de produção. Embora esses elementos afetem todo o setor, seu impacto varia conforme a composição das operações de cada companhia. A Suzano, por exemplo, deverá registrar um crescimento consolidado impulsionado por aquisição, enquanto a Klabin tende a enfrentar redução da rentabilidade unitária.</p>
<p>O comportamento do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank"  rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341028">dólar</a> também exerce influência significativa. Empresas exportadoras recebem parte importante de suas receitas em moeda estrangeira, mas possuem diferentes estruturas de custos, financiamento e proteção cambial. Uma valorização do real pode reduzir a receita convertida em moeda nacional, enquanto a depreciação cambial pode beneficiar determinadas operações exportadoras e elevar despesas vinculadas ao dólar.</p>
<p>O Banco Safra já havia observado, em análises setoriais anteriores, diferenças entre os mercados de celulose de fibra curta e de fibra longa. A instituição destacou que a capacidade de produção e os estoques internacionais influenciam o ritmo de recuperação dos preços. Essas características ajudam a explicar por que companhias com produtos e clientes diferentes podem apresentar resultados distintos durante o mesmo trimestre.</p>
<p>Outra variável é o custo industrial. Combustíveis, energia, transporte, manutenção e despesas florestais podem alterar a rentabilidade, mesmo quando o volume vendido permanece elevado. Por isso, a comparação entre toneladas embarcadas e EBITDA por tonelada pode revelar aspectos que não aparecem imediatamente nos números consolidados.</p>
<p>A temporada de balanços também deverá permitir avaliar o comportamento da demanda por embalagens. Empresas com atuação relevante em papel-cartão e papelão ondulado estão expostas à atividade econômica, ao consumo e à circulação de mercadorias. O crescimento desses negócios pode compensar parcialmente a volatilidade do mercado internacional de celulose, embora não ofereça proteção integral contra pressões de custos.</p>
<h2>Safra mantém recomendação de compra para Suzano, Klabin e Dexco</h2>
<p>Apesar das diferenças nas projeções do terceiro trimestre, o Safra mantém recomendação <em>outperform</em>, equivalente a uma expectativa de desempenho superior, para Suzano, Klabin e Dexco. Os preços-alvo informados pelo banco são de R$ 59 para SUZB3, R$ 21,40 para KLBN11 e R$ 7,80 para DXCO3. Para a CMPC, a recomendação é neutra, com preço-alvo de 1.280 pesos chilenos.</p>
<p>A manutenção de recomendações favoráveis para companhias com resultados trimestrais potencialmente mais fracos não representa necessariamente contradição. A avaliação de uma ação considera perspectivas de médio e longo prazo, expectativas de geração futura de caixa e o preço pelo qual o ativo é negociado. Assim, um trimestre abaixo do consenso pode coexistir com uma avaliação positiva sobre o potencial de valorização da empresa.</p>
<p>Os preços-alvo são estimativas de analistas e não constituem garantia de retorno. Sua interpretação depende do horizonte de avaliação adotado pela instituição, das premissas utilizadas e das condições de mercado. Mudanças nos preços das commodities, no câmbio, no custo de capital ou nos resultados das companhias podem levar a revisões dessas projeções.</p>
<p>No caso da Suzano, o principal fator de acompanhamento será a contribuição da Arbex e sua capacidade de ampliar a geração de resultados. Para a Klabin, o mercado deverá observar a evolução dos custos e a possibilidade de recuperação das margens após as despesas de manutenção. Na Dexco, a atenção estará concentrada na continuidade dos ganhos da divisão de madeira, enquanto a CMPC precisará demonstrar maior equilíbrio entre seus negócios.</p>
<h2>Datas dos balanços e indicadores que podem movimentar SUZB3 e KLBN11</h2>
<p>A Klabin divulgará os resultados do terceiro trimestre em 28 de outubro, antes da abertura do mercado, com teleconferência prevista para o dia seguinte. A Suzano apresentará seu balanço em 5 de novembro, depois do fechamento da B3, e realizará a teleconferência em 6 de novembro. Até essas datas, os valores apresentados na prévia do Safra permanecem sujeitos à confirmação pelos demonstrativos oficiais.</p>
<p>Os indicadores mais relevantes incluem EBITDA ajustado, preços médios realizados, embarques, custos de produção, geração de caixa e endividamento. Na Suzano, será particularmente importante compreender a contribuição contábil e operacional da Arbex, separando-a do desempenho das operações já existentes. Na Klabin, a comparação entre crescimento de volumes e aumento dos custos permitirá avaliar a intensidade da pressão sobre a rentabilidade.</p>
<p>A diferença entre projeção e resultado efetivo também será determinante. Caso a Suzano apresente desempenho próximo de R$ 5,95 bilhões, haverá confirmação de uma melhora expressiva na geração operacional consolidada. Se a Klabin entregar resultado próximo de R$ 1,86 bilhão, ficará abaixo das expectativas médias mencionadas na prévia e poderá levar o mercado a reavaliar as margens esperadas para os próximos períodos.</p>
<p>A leitura completa, entretanto, dependerá das informações divulgadas pelas administrações sobre preços, despesas, demanda e perspectivas futuras. Empresas podem superar estimativas de EBITDA e ainda apresentar geração de caixa ou lucro líquido inferiores ao esperado, assim como podem registrar resultados operacionais mais fracos e apresentar avanços em endividamento ou eficiência. Essa combinação exige avaliação além do indicador isolado.</p>
<p>A temporada do terceiro trimestre de 2026 deverá, portanto, oferecer uma visão mais clara da capacidade de adaptação das empresas brasileiras de papel e celulose a um cenário de preços internacionais pressionados e custos elevados. A Suzano poderá se destacar pela expansão internacional e pela incorporação da Arbex, enquanto a Klabin enfrentará o desafio de preservar margens mesmo com aumento dos embarques. Dexco e CMPC completam um quadro em que diversificação de negócios, eficiência produtiva e disciplina financeira podem ser tão importantes quanto o crescimento das vendas.</p>
<p><strong>Fontes</strong></p>
<p>Suzano S.A. — Comunicado oficial de resultados do segundo trimestre de 2026, divulgado em 13 de agosto de 2026.</p>
<p>Klabin S.A. — Comunicado oficial de resultados do segundo trimestre de 2026, divulgado em 5 de agosto de 2026.</p>
<p>Dexco S.A. — Comunicado corporativo sobre os resultados financeiros e operacionais do segundo trimestre de 2026.</p>
<p>Empresas CMPC S.A. — Relatório oficial de resultados financeiros do segundo trimestre de 2026.</p>
<p>Banco Safra — Estudo de 21 de setembro de 2026 sobre desempenho relativo das ações de Suzano e Klabin.</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>BTLG11 pagará R$ 0,81 por cota em outubro e negocia aquisição de galpões por R$ 918,5 milhões</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/btlg11-dividendos-outubro-2026-aquisicao-galpoes</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Daniel Wicker]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Oct 2026 17:49:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Fundos Imobiliários]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[BTG Pactual Logística]]></category>
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		<category><![CDATA[investimentos imobiliários]]></category>
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		<category><![CDATA[rendimentos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1533830</guid>

					<description><![CDATA[<p>BTLG11 pagará R$ 0,81 por cota em 23 de outubro. Fundo negocia a compra de três galpões por R$ 918,5 milhões e prepara emissão de R$ 800 milhões.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O fundo imobiliário BTG Pactual Logística (BTLG11) confirmou a distribuição de R$ 0,81 por cota referente aos resultados de setembro de 2026, com pagamento programado para 23 de outubro. Terão direito aos rendimentos os investidores que possuíam cotas no encerramento do pregão de quinta-feira (15). A partir desta sexta-feira (16), os papéis passaram a ser negociados sem direito à distribuição anunciada, conforme o calendário divulgado pela administração.</p>
<p>O pagamento representa um dividend yield mensal de aproximadamente 0,82%, considerando a cotação de referência de R$ 98,94 registrada no encerramento de setembro. O percentual corresponde à relação entre o rendimento distribuído e o preço da cota utilizado no cálculo, sem representar garantia de rentabilidade futura ou incluir eventuais ganhos e perdas decorrentes da negociação dos papéis na Bolsa.</p>
<p>O anúncio ocorre em um período de movimentações relevantes na carteira do BTLG11. Além de manter a distribuição de rendimentos, o fundo negocia a possível aquisição de três empreendimentos logísticos avaliados em R$ 918,5 milhões, com Amazon e <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340876">Mercado</a> Livre entre os ocupantes. A gestora também iniciou uma nova emissão de cotas, inicialmente estimada em R$ 800 milhões, destinada a financiar investimentos previstos em sua <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340875">política</a> de alocação de recursos.</p>
<p>A combinação entre pagamentos recorrentes, expansão imobiliária e captação de recursos coloca o fundo diante de duas prioridades: preservar a renda distribuída aos cotistas e ampliar a capacidade de geração de receitas sem comprometer a estrutura financeira do portfólio.</p>
<h2>Quem tem direito aos dividendos do BTLG11 em outubro?</h2>
<p>O direito aos rendimentos foi determinado pela posição dos investidores no fechamento do pregão de 15 de outubro de 2026, data conhecida no mercado como <em>data-com</em>. Dessa forma, quem mantinha cotas do BTLG11 até aquele encerramento receberá R$ 0,81 por unidade, independentemente de negociações realizadas posteriormente.</p>
<p>As compras efetuadas a partir de 16 de outubro não conferem direito ao pagamento previsto para o dia 23. O investidor que adquiriu cotas nesta sexta-feira terá direito apenas às distribuições futuras para as quais atender aos critérios de elegibilidade estabelecidos pelo fundo.</p>
<p>O crédito será realizado automaticamente na conta vinculada à corretora responsável pela custódia das cotas. Não é necessário solicitar o pagamento ou realizar qualquer procedimento de resgate para receber o valor anunciado.</p>
<p>O montante individual depende exclusivamente da quantidade de cotas elegíveis mantidas na data-base.</p>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Quantidade de cotas</th>
<th>Rendimento em outubro</th>
</tr>
<tr>
<td>10 cotas</td>
<td>R$ 8,10</td>
</tr>
<tr>
<td>50 cotas</td>
<td>R$ 40,50</td>
</tr>
<tr>
<td>100 cotas</td>
<td>R$ 81,00</td>
</tr>
<tr>
<td>500 cotas</td>
<td>R$ 405,00</td>
</tr>
<tr>
<td>1.000 cotas</td>
<td>R$ 810,00</td>
</tr>
<tr>
<td>5.000 cotas</td>
<td>R$ 4.050,00</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Os valores apresentados consideram o rendimento integral de R$ 0,81 por cota e não incluem eventuais particularidades tributárias aplicáveis ao investidor.</p>
<p>O pagamento ocorrerá em 23 de outubro, uma sexta-feira, seguindo o cronograma de distribuição estabelecido pela administração do fundo.</p>
<h2>BTLG11 mantém rendimento de R$ 0,81 por sete distribuições consecutivas</h2>
<p>A distribuição anunciada mantém o patamar de R$ 0,81 por cota observado desde abril de 2026. Com o pagamento previsto para outubro, o BTLG11 completará sete distribuições mensais consecutivas nesse valor.</p>
<p>Nos primeiros meses do ano, o fundo havia distribuído R$ 0,79 por cota em janeiro e R$ 0,80 em fevereiro e março. A elevação para R$ 0,81 ocorreu em abril, após a qual a administração preservou o valor anunciado nas distribuições seguintes.</p>
<p>Considerando os pagamentos realizados e o rendimento de outubro já declarado, a soma dos proventos de janeiro a outubro de 2026 alcança R$ 8,06 por cota.</p>
<p>Em comparação com outubro de 2025, quando o fundo distribuiu R$ 0,79 por unidade, o rendimento atual representa aumento nominal de aproximadamente 2,53%. Essa variação não corresponde necessariamente a crescimento equivalente do resultado operacional, pois as distribuições podem envolver receitas recorrentes, resultados financeiros e valores acumulados de períodos anteriores.</p>
<p>A estabilidade dos pagamentos constitui um indicador relevante para investidores interessados em renda periódica, mas sua continuidade depende da capacidade de geração de caixa e dos resultados efetivamente disponíveis para distribuição.</p>
<p>A legislação aplicável aos fundos imobiliários estabelece critérios específicos para a distribuição de rendimentos, incluindo a obrigação de distribuir pelo menos 95% dos lucros apurados segundo o regime de caixa, com base em balanço ou balancete semestral.</p>
<p>Por isso, a manutenção do rendimento mensal deve ser analisada em conjunto com a evolução das receitas, despesas, resultados acumulados e obrigações financeiras do fundo.</p>
<h2>Dividend yield de 0,82% depende do preço utilizado na comparação</h2>
<p>O rendimento de R$ 0,81 por cota representa aproximadamente 0,82% quando dividido pela cotação de referência de R$ 98,94. O cálculo permite dimensionar o pagamento em relação ao preço de mercado registrado no período, mas não significa que esse percentual será necessariamente obtido por todos os investidores.</p>
<p>Quem adquiriu cotas por valores diferentes apresenta retornos proporcionais distintos em relação ao capital aplicado. Além disso, eventuais oscilações no preço do BTLG11 podem ampliar ou reduzir o resultado total do investimento, independentemente da distribuição de rendimentos.</p>
<p>Se o pagamento mensal de R$ 0,81 fosse mantido durante 12 meses, a soma alcançaria R$ 9,72 por cota. Em relação ao preço de referência de R$ 98,94, isso corresponderia a uma taxa anual simples de aproximadamente 9,82%, desconsiderando a variação patrimonial e sem presumir reinvestimento dos valores recebidos.</p>
<p>Essa simulação não constitui projeção oficial de distribuição. O rendimento efetivo dependerá dos resultados futuros e das deliberações de cada período.</p>
<h2>Fundo reúne 35 galpões e patrimônio de R$ 7,6 bilhões</h2>
<p>O BTLG11 é especializado em empreendimentos imobiliários destinados principalmente a atividades logísticas. Segundo o relatório gerencial de setembro de 2026, o portfólio reúne 35 imóveis, com aproximadamente 1,53 milhão de metros quadrados de área bruta locável.</p>
<p>A carteira apresenta elevada concentração geográfica no estado de São Paulo, responsável por cerca de 92% da área dos ativos. A exposição reflete a estratégia de investir em regiões com demanda de operadores logísticos, distribuidores, indústrias e <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340877">empresas</a> de comércio eletrônico.</p>
<p>O patrimônio líquido informado pela administração é de aproximadamente R$ 7,6 bilhões, enquanto o valor de mercado do fundo aparece próximo de R$ 7 bilhões na referência utilizada pelo relatório. A diferença entre os dois indicadores decorre da comparação entre a avaliação patrimonial dos ativos líquidos e o preço das cotas negociadas no mercado.</p>
<p>Outro destaque é a baixa vacância financeira, que encerrou o período em 1,1%. O indicador mede a proporção de receita potencial de locação que não está sendo recebida em razão de espaços desocupados, constituindo uma referência sobre a ocupação econômica da carteira.</p>
<p>A administração também informou uma base de aproximadamente 525 mil cotistas, reforçando a dimensão do fundo no segmento brasileiro de imóveis logísticos.</p>
<p>Entre os locatários relacionados no relatório estão empresas como Assaí, DHL, Unilever, Amazon, Nestlé, Mercado Livre e Shopee. A diversidade de ocupantes contribui para a distribuição das receitas entre diferentes atividades econômicas, embora não elimine os riscos associados à concentração geográfica e ao desempenho de determinados setores.</p>
<h2>Negociação de R$ 918,5 milhões envolve três centros logísticos</h2>
<p>Uma das principais informações do relatório gerencial é a assinatura de um memorando de entendimentos não vinculante para a possível aquisição de três empreendimentos logísticos classificados como padrão AAA.</p>
<p>A operação possui valor indicativo de R$ 918,5 milhões e contempla aproximadamente 182,5 mil metros quadrados de área bruta locável própria. Os imóveis estão associados a operações de grandes empresas de comércio eletrônico, incluindo Amazon e Mercado Livre.</p>
<p>Dois empreendimentos estão localizados no estado de São Paulo, em áreas situadas aproximadamente a 30 e 60 quilômetros da capital. O terceiro fica na região metropolitana de Curitiba, no Paraná.</p>
<p>A carteira pretendida inclui um imóvel já concluído e integralmente locado, além de dois empreendimentos em desenvolvimento pelo modelo <em>built-to-suit</em>, no qual o imóvel é construído ou adaptado para atender às necessidades específicas do ocupante.</p>
<p>Caso a operação seja concluída nas condições atualmente anunciadas, os dois imóveis em construção deverão ser entregues em até seis meses após o fechamento da transação.</p>
<p>A gestora ressalta que a negociação continua sujeita ao cumprimento de condições precedentes, incluindo diligência satisfatória, definição dos instrumentos contratuais definitivos e aprovações necessárias.</p>
<p>Portanto, os R$ 918,5 milhões representam o valor indicativo de uma aquisição em negociação, e não uma compra já efetivamente concluída.</p>
<h2>Aquisição poderá ampliar área locável do fundo em quase 12%</h2>
<p>A dimensão da operação permite calcular seu impacto potencial sobre a carteira imobiliária. Os 182,5 mil metros quadrados previstos na negociação equivalem a aproximadamente 11,9% da área bruta locável atualmente informada pelo BTLG11.</p>
<p>Se todos os imóveis forem incorporados integralmente, sem venda de ativos ou outras alterações relevantes, a área total poderá passar de aproximadamente 1,53 milhão para 1,71 milhão de metros quadrados.</p>
<p>O valor indicativo da transação corresponde a aproximadamente R$ 5 mil por metro quadrado de área bruta locável. Esse cálculo expressa a relação entre o preço total negociado e a metragem dos empreendimentos, sem representar uma avaliação isolada do custo de construção ou do valor de mercado de cada imóvel.</p>
<p>A estrutura financeira proposta prevê pagamento de 70% do preço à vista, equivalente a aproximadamente R$ 643 milhões. Os 30% restantes, cerca de R$ 275,6 milhões, seriam pagos em até 12 meses, com correção pelo IPCA acrescido de 6% ao ano, segundo as condições divulgadas.</p>
<p>Para os empreendimentos ainda em desenvolvimento, o fundo prevê remuneração mensal sobre os valores desembolsados, calculada com referência ao IPCA mais 11% ao ano até a conclusão das obras.</p>
<p>A administração estima uma taxa de capitalização, conhecida como <em>cap rate</em>, de aproximadamente 9% e um rendimento médio de 12,6% nos próximos 24 meses para a operação, consideradas as premissas apresentadas.</p>
<p>Essas estimativas dependem da efetivação da aquisição, do cronograma de obras, dos contratos de locação e das condições financeiras acordadas. Não constituem promessa de retorno aos cotistas.</p>
<h2>Nova emissão de cotas poderá captar inicialmente R$ 800 milhões</h2>
<p>Além da negociação imobiliária, o BTLG11 iniciou sua 17ª oferta pública de cotas, após aprovação pelos investidores em assembleia e divulgação de fato relevante em 7 de outubro.</p>
<p>A emissão prevê inicialmente 7.498.360 novas cotas, ao preço de R$ 106,69 por unidade, valor estabelecido com referência ao patrimônio do fundo. A operação busca levantar aproximadamente R$ 800 milhões, podendo contar com lote adicional de até 50%.</p>
<p>Caso o lote adicional seja integralmente utilizado, a captação bruta poderá alcançar aproximadamente R$ 1,2 bilhão, desconsideradas eventuais despesas de distribuição.</p>
<p>A oferta é destinada principalmente a investidores profissionais, com condições específicas para o exercício do direito de preferência dos atuais cotistas.</p>
<p>O preço de subscrição inclui ainda uma taxa de distribuição primária de R$ 2,88 por cota, resultando em desembolso total de R$ 109,57 por unidade para quem participar da operação nas condições anunciadas.</p>
<p>A emissão é conduzida sob o regime de melhores esforços, sem garantia de colocação integral dos papéis. O valor efetivamente captado dependerá da adesão dos investidores e do cumprimento dos requisitos estabelecidos na documentação.</p>
<p>A captação cria a possibilidade de ampliar a capacidade financeira do fundo, mas também exige atenção à diluição patrimonial e à geração de resultados sobre os recursos obtidos. A emissão de novas cotas amplia a quantidade de unidades entre as quais os rendimentos futuros poderão ser distribuídos.</p>
<p>Por isso, a preservação do valor mensal pago por cota dependerá da capacidade de aplicar os recursos de maneira eficiente e de transformar os novos investimentos em receitas efetivas.</p>
<h2>Ocupação e renegociação de aluguéis ajudam a sustentar resultados</h2>
<p>O relatório gerencial também apresenta informações sobre a administração da carteira atual. Em setembro, o fundo concluiu a locação de aproximadamente 3,4 mil metros quadrados no BTLG Jundiaí, para uma empresa do setor de transportes e logística.</p>
<p>O contrato possui prazo de cinco anos e substituiu uma ocupação anterior, sem período relevante de vacância entre as operações. Segundo a gestão, a negociação resultou em ganho real de aproximadamente 13% no aluguel contratado.</p>
<p>O reajuste contribui para a atualização da receita imobiliária da carteira, mas seu impacto financeiro consolidado depende da participação do imóvel no faturamento total do fundo.</p>
<p>Outra movimentação foi a quitação antecipada de aproximadamente R$ 51,8 milhões relacionados à aquisição dos imóveis BTLG Mauá II e BTLG Osasco. O pagamento estava originalmente previsto para dezembro de 2026, mas foi antecipado conforme as condições financeiras da transação.</p>
<p>Com a liquidação da parcela final, a compra dos dois imóveis passou a estar integralmente quitada, reduzindo as obrigações associadas à operação.</p>
<p>Essas medidas mostram que a gestão combina negociações de expansão com ajustes nos contratos de aluguel e na estrutura financeira dos investimentos já realizados.</p>
<h2>Rendimentos são isentos de IR para pessoas físicas que atendam às regras</h2>
<p>Os rendimentos distribuídos por fundos imobiliários negociados em Bolsa podem ser isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas, desde que sejam observados os requisitos estabelecidos pela legislação.</p>
<p>Entre as condições estão a negociação das cotas em mercado organizado, a existência de pelo menos 100 cotistas e o respeito aos limites de participação individual e de grupos de pessoas ligadas previstos na Lei nº 11.033/2004, com alterações posteriores.</p>
<p>Para o investidor pessoa física que se enquadre nas exigências, o pagamento de R$ 0,81 por cota poderá ser recebido sem retenção de Imposto de Renda sobre o rendimento distribuído.</p>
<p>A isenção, entretanto, não se confunde com o tratamento tributário do ganho obtido na venda de cotas. A valorização realizada na alienação de participações em fundos imobiliários está sujeita, em regra, à tributação de 20% sobre o ganho líquido, observadas as normas aplicáveis.</p>
<p>Também é importante considerar que a isenção dos rendimentos não transforma o investimento em uma aplicação sem riscos. O valor das cotas oscila no mercado secundário, e os pagamentos futuros dependem do desempenho dos imóveis e da administração financeira do fundo.</p>
<h2>Próximos resultados mostrarão efeitos da expansão do BTLG11</h2>
<p>O pagamento de outubro confirma a continuidade do rendimento mensal de R$ 0,81 por cota, enquanto as movimentações anunciadas pela gestão indicam uma estratégia de ampliação do portfólio logístico.</p>
<p>A possível aquisição de três imóveis por R$ 918,5 milhões representa uma oportunidade de crescimento relevante em relação à carteira atual, mas sua conclusão ainda depende de condições contratuais e financeiras.</p>
<p>Ao mesmo tempo, a 17ª emissão de cotas amplia a capacidade potencial de investimento, exigindo acompanhamento da destinação dos recursos, da evolução do patrimônio e do resultado distribuível por cota.</p>
<p>Para os investidores, os próximos relatórios gerenciais serão importantes para verificar três fatores: a manutenção da ocupação dos imóveis, a evolução das receitas imobiliárias e a efetiva contribuição das novas operações para a geração de caixa.</p>
<p>O fato confirmado para outubro é a distribuição de R$ 0,81 por cota aos investidores posicionados em 15 de outubro, com pagamento previsto para o dia 23. Já a expansão de R$ 918,5 milhões continua em negociação, e seus resultados dependerão da formalização e da execução dos investimentos anunciados.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>BTG Pactual Logística — Aviso aos cotistas de 15 de outubro de 2026, referente à distribuição de R$ 0,81 por cota, data-base e calendário de pagamento.</em></p>
<p><em>BTG Pactual Logística — Relatório gerencial de setembro de 2026, com informações sobre carteira imobiliária, vacância, patrimônio, rendimentos e negociação de três ativos logísticos.</em></p>
<p><em>BTG Pactual Logística — Fato relevante de 7 de outubro de 2026 sobre a aprovação e as condições da 17ª emissão de cotas.</em></p>
<p><em>BTG Pactual Logística — Documentação da assembleia de cotistas e anúncio de início da oferta pública de distribuição de cotas.</em></p>
<p><em>Câmara dos Deputados — Lei nº 11.033/2004, texto atualizado sobre a tributação e a isenção de rendimentos distribuídos por fundos imobiliários.</em></p>
<p><em>Receita Federal do Brasil — Orientações sobre a tributação de rendimentos e ganhos obtidos em fundos de investimento imobiliário.</em></p>
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