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	<description>A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</description>
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		<title>BC do Paraguai inicia resolução do Ueno Bank e presidente do órgão renuncia</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/ueno-bank-resolucao-paraguai-crise-bancaria</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Bruno Assis]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Nov 2026 18:04:57 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Banco Central do Paraguai (BCP) iniciou o procedimento de resolução do Ueno Bank após constatar que o índice de solvência da instituição ficou abaixo de 50% do mínimo exigido pela regulação. A decisão, aprovada por unanimidade pelo diretório em 2 de novembro e divulgada no dia seguinte, foi seguida pela renúncia do presidente da autoridade monetária, Carlos Carvallo, a pedido do presidente da República, Santiago Peña. O banco informava ter 2,94 milhões de clientes em junho de 2026, e a paralisação das operações deixou correntistas sem acesso regular aos recursos.</p>
<p>O processo envolve a avaliação dos ativos e passivos, a proteção dos depositantes e a investigação sobre a gestão do banco. A renúncia no regulador e os projetos no Congresso acrescentaram dimensões <a class="wpil_keyword_link" title="Política" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341797">política</a> e fiscal à crise.</p>
<p>O BCP atribuiu a insuficiência de capital a ajustes nas demonstrações financeiras do Ueno durante um processo de regularização, mas não divulgou o índice final nem o valor das alterações contábeis. O procedimento foi aberto com base na Lei nº 2.334/03, que estabelece mecanismos de regularização, garantia de depósitos e resolução de instituições financeiras. O BCP informou que a Superintendência de Bancos designaria interventores para verificar a situação patrimonial e preservar os ativos. A medida não equivale, por si só, a uma liquidação concluída.</p>
<h2>Expansão do crédito superou o avanço dos depósitos</h2>
<p>Os indicadores publicados pelo próprio banco mostram a escala alcançada antes da intervenção. Em junho de 2026, o Ueno registrava 2.941.996 clientes, carteira de 14,97 trilhões de guaranis, depósitos de 17,31 trilhões e patrimônio líquido de 2,43 trilhões de guaranis. Os valores financeiros são apresentados pela instituição em milhões de guaranis.</p>
<p>Entre dezembro de 2025 e junho de 2026, a carteira cresceu 31,6%, ante 9,4% dos depósitos e 15,1% do patrimônio líquido; o número de clientes avançou 9,7%. A carteira, portanto, se expandiu a mais de três vezes a velocidade dos depósitos. A diferença não prova a causa da insuficiência de capital, mas dimensiona o ritmo de crescimento do crédito frente à principal fonte de captação.</p>
<p>Os sinais de pressão sobre o capital já apareciam nas avaliações de risco. Em 16 de outubro, a Fitch Ratings manteve a nota internacional BB do Ueno, mas mudou a perspectiva de estável para negativa, citando o crescimento acelerado do balanço e o peso dos ativos intangíveis sobre o capital ajustado. O banco destacou que a avaliação reconhecia a qualidade da carteira e a estabilidade da rentabilidade e do financiamento. Após a resolução, a Solventa &amp; Riskmétrica rebaixou a classificação local de AApy, em março, para Dpy, em novembro, categoria para instituições com deterioração financeira acentuada e solvência abaixo dos limites legais. As escalas das duas agências são diferentes e não devem ser comparadas diretamente.</p>
<p>Em 29 de outubro, quatro dias antes da decisão do BCP, o Ueno anunciou um plano de capitalização de US$ 100 milhões: aporte de US$ 50 milhões do controlador U Holdings, previsto para novembro, e emissão de ações de outros US$ 50 milhões para investidores locais, sujeita a autorização e estimada para os 60 dias seguintes. O banco informou que o capital Tier 1 estava em 11,7% e o capital regulatório total em 13,8%, acima dos pisos de 8% e 12% indicados na mesma comunicação. Com a capitalização integral, as taxas poderiam chegar a 14,9% e 15,9%. Os números são anteriores à resolução e não substituem o cálculo do BCP após os ajustes contábeis, cujos índices revisados não foram divulgados. Nenhuma das duas parcelas dos US$ 100 milhões estava integralizada na data do anúncio.</p>
<h2>Renúncia expõe questionamentos sobre a supervisão</h2>
<p>Carvallo havia presidido a então Financeira Ueno até agosto de 2023, quando deixou a instituição para assumir o Banco Central. A passagem anterior alimentou questionamentos sobre a fiscalização, mas não comprova, por si só, irregularidade. A lei paraguaia impede que diretores do BCP mantenham, durante o mandato, participação acionária, funções executivas ou vínculos comerciais incompatíveis com as decisões do regulador.</p>
<p>Peña pediu a renúncia após o anúncio da resolução. Na sequência, a economista Liana Caballero, integrante do diretório, assumiu interinamente a presidência por decisão unânime dos demais membros, enquanto o Executivo define o titular definitivo.</p>
<p>Também estão sob escrutínio as relações empresariais do governo com o controlador do banco. Peña manteve parceria comercial com o Grupo Vázquez até março de 2025, segundo a Reuters. O grupo controla o Ueno, mas essa relação não equivale, por si só, a participação direta do presidente no capital do banco.</p>
<h2>Ministério Público analisa denúncia com cerca de 2 mil páginas</h2>
<p>O Ministério Público abriu uma causa penal após receber uma denúncia apresentada pelo Banco Central. Em coletiva em 3 de novembro, o promotor Francisco Cabrera, da unidade especializada em delitos econômicos e anticorrupção, confirmou a detenção de dirigentes ligados à instituição. As autoridades informaram a detenção de oito pessoas no âmbito do caso.</p>
<p>A denúncia tinha cerca de 200 páginas e, com os anexos, o conjunto reunia aproximadamente 2 mil folhas, ainda em análise. Cabrera citou hipóteses de lesão de confiança, conduta indevida em situação de crise e estafa. As detenções buscavam assegurar a presença dos investigados no processo; até a coletiva, a Promotoria avaliava se havia indícios para formalizar imputações ou se seriam necessárias novas diligências. Detenção e investigação não equivalem a condenação.</p>
<p>A investigação também examina questionamentos sobre empréstimos a <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341796">empresas</a> relacionadas ao grupo controlador. Operações com partes vinculadas não caracterizam crime automaticamente; cabe à apuração verificar as condições dos créditos, os limites prudenciais e eventuais responsabilidades. Não havia decisão judicial definitiva sobre as suspeitas.</p>
<h2>Garantia de depósitos tem limite de 75 salários mínimos</h2>
<p>A Lei nº 2.334/03 assegura cobertura do Fundo de Garantia de Depósitos de até 75 salários mínimos mensais por pessoa física ou jurídica em cada instituição financeira. O BCP informou que o teto aplicável ao Ueno corresponde a 228,3 milhões de guaranis por depositante. O limite é calculado por pessoa e por banco, não por conta: manter várias contas não multiplica a cobertura. A base de clientes do banco não equivale ao total de depositantes elegíveis, pois inclui usuários de diferentes serviços.</p>
<p>O Banco Central anunciou um primeiro pagamento de até 10 milhões de guaranis por depositante, com recursos do fundo. O saldo restante, até o teto legal, será liberado de acordo com calendário a ser divulgado. Dívidas pendentes do cliente com o Ueno serão descontadas antes do pagamento da garantia, o que pode reduzir o valor recebido. O comunicado inicial não fixou data individual para cada etapa e orientou os correntistas a acompanhar as instruções oficiais.</p>
<p>A lei prevê pagamento em até 15 dias corridos após a aprovação da resolução, prorrogáveis por mais 15 mediante decisão fundamentada do BCP. Valores acima do teto não têm recuperação automática: dependerão da apuração dos ativos e passivos e das medidas dos interventores.</p>
<p>Em 3 de novembro, o Senado aprovou com modificações um projeto para antecipar até 40 salários mínimos por depositante, após descontar dívidas vencidas com o banco, com pagamento em até 24 horas da aprovação da resolução. A proposta recebeu meia sanção e ainda precisava passar pela Câmara dos Deputados. O texto antecipa parte da garantia, sem elevar o teto total de 75 salários mínimos; a Câmara convocou sessão extraordinária em 4 de novembro para tratar da proteção aos clientes.</p>
<p>Separadamente, o Senado enviou às comissões um projeto para cobrir integralmente recursos públicos depositados no Ueno. A Reuters estimou em cerca de US$ 850 milhões os recursos públicos administrados pelo Ueno. A Câmara dos Deputados estimou em US$ 355 milhões as reservas previdenciárias do Instituto de Previsión Social (IPS) na instituição, além de recursos de outros órgãos. Os números têm escopos diferentes e não constituem um balanço consolidado de todos os depósitos públicos.</p>
<h2>Fundos mútuos também entram no perímetro de proteção</h2>
<p>A repercussão alcançou parte do <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341798">mercado</a> de capitais. Em 3 de novembro, a Superintendência de Valores do BCP suspendeu temporariamente os resgates de determinados fundos mútuos com investimentos vinculados ao Ueno. A restrição alcança apenas os fundos listados na resolução, não todos os produtos administrados pelas mesmas gestoras nem o conjunto do mercado.</p>
<p>Cada fundo tem patrimônio separado do da administradora e do banco; a suspensão não significa fechamento ou liquidação, e os recursos continuam pertencendo aos investidores. A partir de 5 de novembro, resgates e novas aplicações poderão ser retomados gradualmente, conforme as gestoras aplicarem os critérios de avaliação e regularizarem a operação.</p>
<p>O BCP afirma que o caso é específico e não representa uma condição generalizada do sistema financeiro. A avaliação patrimonial, a recuperação de ativos, o pagamento das garantias e a conclusão das investigações deverão definir a dimensão das perdas e das responsabilidades.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Banco Central del Paraguay &#8211; resolução de 2 de novembro de 2026 que iniciou o procedimento de resolução do Ueno Bank e comunicados sobre a garantia de depósitos</em></p>
<p><em>Banco Central del Paraguay &#8211; Circular SV.SG. N.º 020/2026 sobre suspensão temporária de resgates em fundos mútuos vinculados ao Ueno</em></p>
<p><em>Ministério Público do Paraguai &#8211; denúncia do Banco Central, diligências investigativas e detenções no caso Ueno Bank</em></p>
<p><em>Biblioteca y Archivo Central del Congreso Nacional &#8211; Lei n.º 2.334/03 sobre garantia de depósitos e resolução de instituições financeiras</em></p>
<p><em>Senado do Paraguai &#8211; meia sanção ao projeto de antecipação da garantia e tramitação de proposta sobre recursos públicos depositados no Ueno Bank</em></p>
<p><em>Câmara dos Deputados do Paraguai &#8211; informações sobre a exposição das reservas previdenciárias do Instituto de Previsión Social ao Ueno Bank</em></p>
<p><em>Ueno Bank &#8211; portal de investidores e indicadores de clientes, carteira, depósitos e patrimônio líquido até junho de 2026</em></p>
<p><em>Ueno Bank &#8211; plano de capitalização de US$ 100 milhões anunciado em 29 de outubro de 2026</em></p>
<p><em>Ueno Bank &#8211; comunicado sobre a revisão da classificação da Fitch Ratings em outubro de 2026</em></p>
<p><em>Solventa &amp; Riskmétrica &#8211; relatório de revisão da classificação de solvência do Ueno Bank em novembro de 2026</em></p>
<p><em>Reuters &#8211; informações sobre a renúncia de Carlos Carvallo, vínculos empresariais e estimativa de recursos públicos administrados pelo Ueno</em></p>
<p><em>ABC Color &#8211; designação de Liana Caballero para a presidência interina do Banco Central do Paraguai</em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Eleições nos EUA 2026 serão nesta terça (3); entenda o que está em jogo para Trump</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/eleicoes-eua-2026-midterms-trump-congresso</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Toscano]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Nov 2026 06:10:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Eleições nos EUA 2026 acontecem nesta terça (3). Entenda as midterms, as 470 cadeiras em disputa e os impactos para Donald Trump.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Os Estados Unidos realizam nesta terça-feira, <strong>3 de novembro de 2026</strong>, as eleições de meio de mandato, conhecidas como <em>midterms</em>, que definirão a composição do Congresso durante os dois últimos anos do segundo mandato do presidente Donald Trump. O pleito colocará em disputa todas as <strong>435 cadeiras da Câmara dos Representantes e 35 das 100 vagas do Senado</strong>, além de governos estaduais e outros cargos regionais.</p>
<p>A eleição ocorre em um cenário de insatisfação de parte do eleitorado com a <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank"  rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341717">economia</a> e o custo de vida. Pesquisa Reuters/Ipsos realizada entre 16 e 19 de outubro apontou que 66% dos adultos americanos entrevistados desaprovavam a atuação de Trump na Presidência, enquanto 31% aprovavam sua gestão.</p>
<p>Embora o presidente não esteja diretamente nas urnas, o resultado poderá modificar a correlação de forças em Washington e afetar a tramitação de projetos legislativos, a aprovação do orçamento federal e a fiscalização das decisões do Executivo. Atualmente, o Partido Republicano controla as duas Casas do Congresso.</p>
<h2>O que são as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos?</h2>
<p>As eleições de meio de mandato são realizadas a cada quatro anos, dois anos depois da eleição presidencial americana.</p>
<p>O objetivo é renovar a Câmara dos Representantes e parte do Senado, permitindo que os eleitores redefinam sua representação no Congresso antes do encerramento do mandato presidencial.</p>
<p>Diferentemente do sistema brasileiro, no qual deputados federais e senadores são eleitos para mandatos de quatro e oito anos, respectivamente, os representantes americanos cumprem mandatos de dois anos e os senadores, de seis anos.</p>
<p>Por isso, todas as cadeiras da Câmara são submetidas a votação a cada dois anos, enquanto o Senado é renovado de maneira escalonada.</p>
<p>As eleições também podem envolver governadores, legislaturas estaduais, prefeitos, autoridades locais e consultas populares, dependendo do calendário de cada estado.</p>
<p>Em 2026, estão previstas eleições para governador em 36 estados americanos.</p>
<h2>Quantas cadeiras do Congresso americano serão disputadas em 2026?</h2>
<p>A eleição de 3 de novembro colocará em disputa 470 cadeiras com direito a voto no Congresso dos Estados Unidos.</p>
<p>Desse total, 435 pertencem à Câmara dos Representantes e 35 ao Senado.</p>
<p>Na Câmara, cada estado possui uma quantidade de representantes proporcional à sua população, conforme a distribuição estabelecida a partir do censo demográfico.</p>
<p>Os deputados são eleitos por distritos eleitorais, de modo que cada distrito escolhe seu representante.</p>
<p>O Senado segue uma lógica diferente. Cada um dos 50 estados americanos possui duas cadeiras, independentemente do número de habitantes.</p>
<p>Dos 35 mandatos senatoriais em disputa neste ano, 33 correspondem à renovação regular de uma das classes do Senado. Outros dois serão preenchidos por eleições especiais, realizadas na Flórida e em Ohio.</p>
<p>Os senadores eleitos para mandatos regulares ocuparão suas cadeiras por seis anos, enquanto os vencedores das eleições especiais completarão os períodos constitucionais correspondentes às vagas.</p>
<h2>Qual partido controla a Câmara e o Senado atualmente?</h2>
<p>O Partido Republicano, de Donald Trump, chega às eleições de novembro controlando as duas Casas do Congresso.</p>
<p>De acordo com a composição oficial do Senado, os republicanos ocupam 53 das 100 cadeiras. Os democratas possuem 45, enquanto outros dois senadores são independentes e integram o bloco político democrata para fins de organização parlamentar.</p>
<p>Na Câmara dos Representantes, o levantamento institucional mais recente consultado registra 218 republicanos, 214 democratas, um independente e duas cadeiras vagas.</p>
<p>A disputa pela maioria ocorre de maneira diferente em cada Casa.</p>
<p>Na Câmara, os 435 distritos elegem representantes simultaneamente. O controle institucional depende da composição resultante da eleição, e uma maioria de 218 cadeiras corresponde à metade mais um do total de vagas.</p>
<p>No Senado, a renovação parcial limita o número de cadeiras que podem mudar de partido em um único pleito.</p>
<p>Essas diferenças tornam os dois processos eleitorais independentes, mesmo quando realizados no mesmo dia.</p>
<h2>Por que a eleição é importante para Donald Trump?</h2>
<p>O resultado das eleições de meio de mandato determinará a relação entre a Presidência e o Congresso durante a segunda metade do mandato de Trump, previsto para terminar em janeiro de 2029.</p>
<p>O Congresso americano possui competências relacionadas à aprovação de leis, autorização de despesas federais, fiscalização do Executivo e investigação de atos da administração pública.</p>
<p>Uma mudança na maioria parlamentar poderá alterar as condições de negociação de projetos prioritários do governo, incluindo iniciativas relacionadas à <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341716">política</a> econômica, imigração, tributação e comércio exterior.</p>
<p>Na Câmara, o partido majoritário influencia a definição da agenda legislativa e a presidência das comissões.</p>
<p>No Senado, a composição partidária é especialmente relevante para a análise de indicações presidenciais a determinados cargos públicos e para a aprovação de medidas legislativas.</p>
<p>Mesmo com maioria nas duas Casas, o presidente não possui liberdade irrestrita para aprovar sua agenda. Diversas matérias dependem de procedimentos específicos e de maiorias qualificadas.</p>
<p>Por isso, as eleições de 2026 representam uma oportunidade para os eleitores influenciarem o funcionamento do governo federal sem escolher um novo presidente.</p>
<h2>Pesquisa Reuters/Ipsos aponta desaprovação de 66% a Trump</h2>
<p>O cenário eleitoral é acompanhado por pesquisas nacionais sobre a avaliação do presidente e as preocupações dos eleitores.</p>
<p>Levantamento Reuters/Ipsos realizado entre 16 e 19 de outubro de 2026 mostrou que 66% dos adultos entrevistados desaprovavam o desempenho de Donald Trump na Presidência.</p>
<p>Outros 31% aprovavam sua atuação.</p>
<p>A pesquisa ouviu 1.679 adultos americanos com 18 anos ou mais, utilizando o painel probabilístico KnowledgePanel, da Ipsos.</p>
<p>A margem de erro informada pelo instituto foi de aproximadamente 2,4 pontos percentuais, para mais ou para menos, considerando o conjunto da amostra e um nível de confiança de 95%.</p>
<p>Entre os temas investigados estavam as preocupações econômicas e os fatores considerados importantes na decisão de voto.</p>
<p>Os dados refletem opiniões coletadas no período da pesquisa. Não equivalem a resultados eleitorais nem permitem determinar antecipadamente a composição do próximo Congresso.</p>
<p>Além disso, pesquisas nacionais sobre preferências partidárias não captam integralmente as diferenças entre os distritos da Câmara e os estados que elegem senadores.</p>
<h2>Como funciona a votação nos Estados Unidos?</h2>
<p>O processo eleitoral americano é descentralizado.</p>
<p>Diferentemente do Brasil, onde o Tribunal Superior Eleitoral coordena nacionalmente a Justiça Eleitoral, nos Estados Unidos a administração das eleições é responsabilidade dos estados e das autoridades locais.</p>
<p>Segundo a Comissão de Assistência Eleitoral dos Estados Unidos, conhecida pela sigla EAC, o país possui mais de 10 mil jurisdições eleitorais.</p>
<p>Cada estado estabelece regras próprias sobre registro de eleitores, votação antecipada, votação pelo correio, documentação e procedimentos de apuração, observadas as exigências federais aplicáveis.</p>
<p>A eleição pode ocorrer por diferentes modalidades, incluindo votação presencial no dia oficial, comparecimento antecipado e envio de cédulas pelo correio.</p>
<p>Os requisitos e os prazos variam conforme a legislação de cada estado.</p>
<p>A votação não é obrigatória, e os cidadãos precisam observar as exigências de registro eleitoral da localidade onde estão habilitados a votar.</p>
<h2>Quando sai o resultado das eleições americanas?</h2>
<p>A apuração começa após o encerramento da votação em cada jurisdição eleitoral, respeitando os diferentes fusos horários dos Estados Unidos.</p>
<p>Entretanto, os resultados divulgados na noite de 3 de novembro são considerados preliminares.</p>
<p>As autoridades eleitorais precisam contabilizar os votos válidos, incluindo cédulas enviadas pelo correio, votos provisórios e votos de eleitores habilitados que se encontram fora do país.</p>
<p>Segundo a EAC, os resultados preliminares podem mudar após o dia da eleição, à medida que os votos pendentes são processados.</p>
<p>A oficialização ocorre depois da conferência, reconciliação e certificação dos resultados pelas autoridades competentes.</p>
<p>Em disputas apertadas, a conclusão pode levar dias ou semanas, dependendo das regras estaduais e da necessidade de recontagens ou procedimentos adicionais.</p>
<p>O novo Congresso, correspondente à 120ª legislatura americana, iniciará seus trabalhos em janeiro de 2027.</p>
<h2>Socialistas democráticos também participam das eleições</h2>
<p>Além da disputa entre os partidos Republicano e Democrata, as eleições de 2026 incluem candidatos apoiados por organizações políticas de diferentes correntes ideológicas.</p>
<p>Entre elas está a Democratic Socialists of America (DSA), organização que reúne ativistas e políticos identificados com o socialismo democrático.</p>
<p>A entidade apoia candidatos em eleições federais, estaduais e municipais. Parte dessas candidaturas disputa eleições vinculada ao Partido Democrata, enquanto outras concorrem por legendas independentes ou socialistas, conforme as regras locais.</p>
<p>Entre os nomes associados à organização estão as deputadas Alexandria Ocasio-Cortez, de Nova York, e Rashida Tlaib, de Michigan.</p>
<p>Em publicação de 28 de outubro, a própria organização destacou candidaturas apoiadas em distritos eleitorais de diferentes estados, incluindo disputas internas entre correntes políticas democratas.</p>
<p>A participação desses grupos evidencia que as eleições americanas também envolvem divergências dentro dos próprios partidos, além da competição nacional entre democratas e republicanos.</p>
<h2>Quais podem ser os efeitos das eleições dos EUA para o Brasil?</h2>
<p>A composição do Congresso americano também é acompanhada por governos e <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341715">empresas</a> estrangeiras, incluindo o Brasil.</p>
<p>Os Estados Unidos são um dos principais parceiros comerciais brasileiros e exercem influência sobre mercados financeiros, fluxos internacionais de investimentos e decisões relacionadas ao comércio exterior.</p>
<p>Mudanças no equilíbrio político do Congresso podem afetar a discussão de medidas tributárias, despesas federais, sanções econômicas e aspectos da política comercial americana.</p>
<p>O Legislativo também desempenha funções de fiscalização sobre a política externa e pode influenciar a condução de determinadas iniciativas internacionais do Executivo.</p>
<p>Entretanto, o resultado da eleição não produzirá necessariamente mudanças imediatas nas relações bilaterais.</p>
<p>A política externa americana permanece sujeita às competências constitucionais da Presidência, à legislação vigente e às negociações com o Congresso.</p>
<p>Os efeitos concretos dependerão da composição das duas Casas e das propostas apresentadas durante a próxima legislatura.</p>
<h2>O que acontece depois das eleições de 3 de novembro?</h2>
<p>Depois da votação, os estados concluirão seus respectivos processos de apuração, conferência e certificação dos resultados.</p>
<p>Os representantes eleitos ocuparão as cadeiras da Câmara por um período regular de dois anos.</p>
<p>No Senado, os eleitos para os mandatos regulares terão um período de seis anos, mantendo o sistema de renovação escalonada da Casa.</p>
<p>A nova composição parlamentar passará a exercer suas funções em janeiro de 2027.</p>
<p>Donald Trump continuará na Presidência, independentemente do resultado das eleições legislativas.</p>
<p>O pleito de 3 de novembro, portanto, não escolherá um novo presidente, mas definirá o equilíbrio de forças políticas responsável por deliberar sobre uma parte relevante da agenda federal americana até 2029.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p>Comissão Eleitoral Federal dos Estados Unidos (FEC) — Calendário oficial das eleições federais de 3 de novembro de 2026.</p>
<p>USAGov — Congressional Elections and Midterm Elections, regras oficiais de renovação da Câmara e do Senado.</p>
<p>Senado dos Estados Unidos — Party Division, composição partidária do 119º Congresso.</p>
<p>Câmara dos Representantes dos Estados Unidos — House Radio-Television Gallery, composição partidária oficial.</p>
<p>United States Postal Service — Postal Bulletin, calendário das eleições federais e estaduais de novembro de 2026.</p>
<p>U.S. Election Assistance Commission — Voter FAQs e orientações sobre administração eleitoral, votação e apuração.</p>
<p>Ipsos — Reuters/Ipsos Mid-October Survey, pesquisa realizada entre 16 e 19 de outubro de 2026.</p>
<p>Democratic Socialists of America — Democratic Left, publicação institucional sobre candidaturas apoiadas nas eleições de novembro de 2026.</p>
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		<title>Jason Miller esteve com Eduardo Bolsonaro antes de organizar voo de Flávio, segundo relatos</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/jason-miller-eduardo-bolsonaro-voo-flavio-miami</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Toscano]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Oct 2026 17:07:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Alexandre de Moraes]]></category>
		<category><![CDATA[Donald Trump]]></category>
		<category><![CDATA[Eduardo Bolsonaro]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições 2026]]></category>
		<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
		<category><![CDATA[Flávio Bolsonaro]]></category>
		<category><![CDATA[Jason Miller]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
		<category><![CDATA[Miami]]></category>
		<category><![CDATA[Polícia Federal]]></category>
		<category><![CDATA[STF]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Jason Miller teria acompanhado a apuração com Eduardo Bolsonaro em Miami e confirmou ter providenciado o avião usado por Flávio Bolsonaro para chegar aos EUA.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O estrategista político Jason Miller, integrante da equipe de comunicação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi apontado como um dos participantes de um encontro de aliados da família Bolsonaro em Miami durante a apuração das eleições brasileiras, em 25 de outubro. Os relatos divulgados nesta sexta-feira (30) situam o norte-americano no mesmo evento frequentado por Eduardo Bolsonaro, dois dias antes da saída de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil e três dias antes de sua chegada aos Estados Unidos.</p>
<p>A participação de Miller na viagem do senador foi confirmada pelo próprio assessor a jornalistas na quinta-feira (29). Ele reconheceu ter providenciado o jato particular utilizado por Flávio, sua mulher e suas duas filhas no deslocamento da Argentina até Miami, com escala no Equador. A viagem ocorreu depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou medidas cautelares contra o parlamentar, incluindo a entrega de passaportes e a proibição de deixar o território brasileiro.</p>
<p>O episódio colocou a atuação de um integrante da administração Trump no centro de uma controvérsia envolvendo uma decisão da Justiça brasileira. A Polícia Federal confirmou que investiga as circunstâncias da saída de Flávio do país, mas esclareceu expressamente que a existência de restrições sobre documentos de viagem não caracteriza, por si só, a condição jurídica de foragido.</p>
<p>A relação entre Miller e os irmãos Bolsonaro já era pública antes da eleição. O estrategista participou de atividades políticas ligadas ao grupo, manifestou apoio à candidatura presidencial de Flávio e criticou decisões judiciais brasileiras. A organização do transporte aéreo, entretanto, acrescentou uma dimensão operacional a esse relacionamento, até então identificado principalmente por declarações públicas e articulações políticas.</p>
<h2>Encontro em Miami reuniu aliados de Bolsonaro durante a apuração</h2>
<p>O evento realizado na Freedom Tower, em Miami, reuniu aproximadamente 400 pessoas ligadas ao bolsonarismo para acompanhar o segundo turno presidencial de 25 de outubro. Eduardo Bolsonaro participou da programação ao lado de Paulo Figueiredo e Alexandre Ramagem, integrantes do grupo político que atua nos Estados Unidos.</p>
<p>Informações divulgadas em 30 de outubro apontam que Jason Miller também esteve no encontro, circulando entre uma área reservada para convidados e o auditório principal. Segundo esses relatos, o assessor demonstrava confiança em uma vitória de Flávio Bolsonaro durante parte da apuração, mas deixou o local quando o resultado começou a favorecer Luiz Inácio Lula da Silva (PT).</p>
<p>Eduardo Bolsonaro também teria se retirado antes do encerramento da divulgação dos votos. A presença de Miller no evento e os detalhes de seu comportamento foram apresentados em relatos jornalísticos, sem que documentos oficiais consultados permitam confirmar independentemente os horários de sua chegada e saída.</p>
<p>A realização do encontro ocorreu em meio à mobilização de apoiadores do candidato brasileiro nos Estados Unidos. Durante o segundo turno, integrantes do grupo questionaram decisões da Justiça Eleitoral, especialmente a ampliação do horário de votação determinada pelo ministro Cristiano Zanin, do STF.</p>
<p>O resultado oficial foi anunciado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na noite de domingo. Lula obteve 64.256.232 votos, equivalentes a 51,79% dos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro recebeu 59.826.041 votos, ou 48,21%.</p>
<p>A diferença final foi de 4.430.191 votos, correspondente a 3,58 pontos percentuais. O resultado foi reconhecido oficialmente pelo presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, que declarou a reeleição de Lula.</p>
<h2>Jason Miller providenciou jato particular utilizado por Flávio Bolsonaro</h2>
<p>A organização da viagem de Flávio Bolsonaro começou a ser articulada após a determinação judicial de entrega de documentos de viagem. O senador havia sido intimado pela Polícia Federal na manhã de segunda-feira (26), mas não cumpriu o prazo de 24 horas estabelecido para apresentar eventuais passaportes de outras nacionalidades.</p>
<p>Segundo as informações disponíveis sobre a operação, Miller participou da obtenção da aeronave utilizada no deslocamento internacional. O avião, um Gulfstream G400 de matrícula LV-JQW, operado pela empresa argentina Baires Fly, transportou Flávio e seus familiares até os Estados Unidos.</p>
<p>O trajeto passou por Puerto Iguazú, na Argentina, e Guayaquil, no Equador, antes de terminar no Aeroporto Executivo de Opa-locka, próximo a Miami, na quarta-feira (28).</p>
<p>Autoridades migratórias argentinas informaram que o senador e sua família ingressaram no país na noite de terça-feira (27), após atravessar a fronteira terrestre com o Brasil na região de Foz do Iguaçu.</p>
<p>O desembarque em território norte-americano ocorreu na manhã seguinte. Registros de monitoramento aéreo e imagens da chegada confirmaram a presença do senador e dos familiares na aeronave.</p>
<p>A participação de Miller na logística foi confirmada pelo próprio estrategista em 29 de outubro. Permanecem sem esclarecimento público suficiente os detalhes financeiros da contratação do avião, quem arcou com os custos e se foram empregados recursos governamentais norte-americanos na operação.</p>
<p>A confirmação de que um assessor da Casa Branca providenciou o transporte não significa, isoladamente, que a viagem tenha sido executada como uma missão oficial do governo dos Estados Unidos.</p>
<h2>Polícia Federal confirma investigação sobre saída do senador</h2>
<p>Em comunicado publicado em 28 de outubro, a Polícia Federal informou que havia solicitado ao STF, no próprio dia da eleição, medidas cautelares contra Flávio Bolsonaro no âmbito da Petição nº 16.877, diante de um risco identificado de saída do país.</p>
<p>As providências solicitadas incluíam apreensão de passaportes, proibição de viagem internacional e restrições de contato com outros investigados.</p>
<p>Após a decisão judicial, os passaportes brasileiros comum e diplomático do parlamentar foram cancelados. A PF também inseriu um alerta migratório no Sistema Nacional de Alertas e Restrições, utilizado para o controle de deslocamentos internacionais.</p>
<p>A corporação informou não possuir registro oficial da saída do senador pelos postos brasileiros de fiscalização migratória. Esse dado não significa que sua presença no exterior seja desconhecida: a chegada aos Estados Unidos foi documentada, e autoridades argentinas divulgaram informações sobre a passagem da família pelo país.</p>
<p>O objeto da investigação é esclarecer as circunstâncias do deslocamento e do descumprimento das determinações judiciais. A eventual responsabilização penal dependerá da apuração dos fatos e das decisões das autoridades competentes.</p>
<p>Em sua manifestação oficial, a PF também fez uma ressalva jurídica sobre a situação do parlamentar: as restrições existentes não autorizam automaticamente sua prisão ou a classificação como foragido.</p>
<p>Flávio Bolsonaro, por sua vez, sustenta que sofre perseguição <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341660">política</a> e contesta as medidas adotadas pela Justiça brasileira. O senador também questionou o resultado da eleição presidencial, sem apresentar elementos capazes de invalidar a totalização oficial dos votos.</p>
<h2>Críticas à prorrogação da votação são confrontadas por dados do TSE</h2>
<p>A atuação pública de Jason Miller durante o segundo turno incluiu críticas à decisão do ministro Cristiano Zanin que permitiu a continuidade da votação até as 19h, pelo horário de Brasília.</p>
<p>O assessor questionou a imparcialidade da medida e, posteriormente, publicou mensagens que colocavam em dúvida a vitória de Lula.</p>
<p>A decisão de Zanin, entretanto, não determinou a reabertura indiscriminada de todas as seções eleitorais. Conforme esclarecimento oficial do TSE publicado em 25 de outubro, a continuidade da votação foi autorizada apenas nos locais em que o procedimento ainda não havia sido encerrado às 17h.</p>
<p>A Justiça Eleitoral também registrou que as duas candidaturas presidenciais haviam relatado dificuldades relacionadas ao transporte de eleitores. Os pedidos e as manifestações, portanto, não ficaram restritos à campanha do presidente reeleito.</p>
<p>Em levantamento atualizado em 29 de outubro, o TSE informou que 34.393 votos foram registrados após as 17h em território nacional. Desse total, 32.399 foram computados entre 17h e 18h, outros 1.981 entre 18h e 19h e apenas 13 depois das 19h.</p>
<p>A comparação desses números com o resultado presidencial permite dimensionar a controvérsia. A diferença final entre Lula e Flávio foi aproximadamente 129 vezes superior ao total de votos registrados depois das 17h.</p>
<p>Mesmo na hipótese matemática extrema de que todos esses votos fossem atribuídos a apenas um dos candidatos, o quantitativo corresponderia a menos de 0,8% da vantagem obtida por Lula. Essa comparação não representa uma recontagem nem identifica a distribuição dos votos por candidato, mas demonstra que o volume registrado após o horário inicialmente previsto não seria suficiente para inverter o resultado nacional.</p>
<p>O presidente do TSE reconheceu que a decisão de prorrogar a votação exigiu adaptações técnicas e operacionais. Entre as providências adotadas esteve a suspensão temporária do recebimento dos boletins de urna e da divulgação dos resultados até as 19h.</p>
<p>Essas dificuldades administrativas foram registradas oficialmente, mas não constituem comprovação de fraude eleitoral.</p>
<h2>Relação de Miller com os Bolsonaro antecede eleição presidencial</h2>
<p>Jason Miller atua há anos na comunicação política ligada a Donald Trump. O estrategista participou de campanhas do republicano e manteve proximidade com integrantes do movimento conservador norte-americano.</p>
<p>Sua relação com a família Bolsonaro também antecede a disputa presidencial de 2026. Miller participou de eventos políticos com integrantes do grupo, manifestou apoio público a Flávio e criticou decisões do ministro Alexandre de Moraes, do STF.</p>
<p>Em maio, o norte-americano acompanhou uma entrevista coletiva realizada após uma reunião entre Flávio Bolsonaro e Trump, na Casa Branca. Na ocasião, apresentou sua presença como demonstração de apoio político, embora tenha afirmado não ter participado diretamente do encontro realizado no Salão Oval.</p>
<p>O assessor também declarou que a escolha do presidente brasileiro caberia aos eleitores do país, apesar de manifestar confiança no candidato do PL.</p>
<p>Em agosto de 2026, Miller voltou a exercer funções de assessoramento político na administração Trump, em meio à preparação do Partido Republicano para as eleições legislativas norte-americanas.</p>
<p>Essa condição tornou sua participação na viagem de Flávio um assunto que ultrapassa a relação pessoal entre aliados políticos. O envolvimento de alguém vinculado à Casa Branca em uma operação relacionada a um parlamentar submetido a medidas judiciais brasileiras suscita questões sobre a natureza da assistência prestada e a eventual participação institucional de Washington.</p>
<p>Até o momento, não há comprovação pública de que Miller tenha utilizado recursos oficiais para financiar o voo ou de que o governo norte-americano tenha participado diretamente da saída do senador do território brasileiro.</p>
<h2>Viagem de Flávio amplia atenção sobre relações entre Brasil e Estados Unidos</h2>
<p>O episódio ocorre durante a transição política brasileira após a reeleição de Lula e em um momento de incerteza sobre a posição da administração Trump diante do resultado presidencial.</p>
<p>O presidente norte-americano autorizou a entrada de Flávio e seus familiares nos Estados Unidos, segundo informações divulgadas após o desembarque. A medida, contudo, não equivale ao reconhecimento de uma vitória eleitoral do senador nem altera os efeitos das decisões judiciais brasileiras.</p>
<p>A chegada de Flávio ao país também ocorreu após declarações do parlamentar nas quais se apresentou como vítima de perseguição política. Em manifestações posteriores, ele contestou a legitimidade da eleição e agradeceu o apoio recebido de aliados estrangeiros.</p>
<p>Do ponto de vista institucional, permanecem três questões distintas: as circunstâncias da saída de Flávio do Brasil, a participação de Miller na organização do transporte e as condições migratórias que permitiram a entrada da família em território norte-americano.</p>
<p>A Polícia Federal conduz a apuração sobre o eventual descumprimento das ordens judiciais brasileiras. Já a atuação do assessor de Trump e as condições de ingresso nos Estados Unidos dependem de esclarecimentos das autoridades e dos envolvidos naquele país.</p>
<p>O resultado da eleição presidencial, por sua vez, permanece formalmente consolidado pelo TSE. A relação entre integrantes do governo norte-americano e aliados de Flávio Bolsonaro poderá produzir novos desdobramentos políticos e diplomáticos, mas não modifica a votação oficialmente totalizada em 25 de outubro.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Tribunal Superior Eleitoral — balanço oficial do segundo turno das eleições presidenciais de 2026, publicado em 26 de outubro.</em></p>
<p><em>Tribunal Superior Eleitoral — esclarecimento de 25 de outubro sobre a decisão judicial de prorrogação do horário de votação.</em></p>
<p><em>Tribunal Superior Eleitoral — levantamento atualizado em 29 de outubro sobre os votos registrados depois das 17h.</em></p>
<p><em>Polícia Federal — nota oficial de 28 de outubro sobre as medidas cautelares impostas a Flávio Bolsonaro e a investigação das circunstâncias de sua saída do Brasil.</em></p>
<p><em>Organização dos Estados Americanos — comunicado sobre a missão internacional de observação do segundo turno das eleições brasileiras de 2026.</em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>EUA propõem endurecer regras de vistos de trabalho e afetar 208 mil pedidos por ano</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/eua-mudanca-regras-vistos-trabalho-estrangeiros</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Toscano]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Oct 2026 18:47:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[autorização de trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[DHS]]></category>
		<category><![CDATA[Donald Trump]]></category>
		<category><![CDATA[Imigração nos Estados Unidos]]></category>
		<category><![CDATA[trabalhadores estrangeiros]]></category>
		<category><![CDATA[USCIS]]></category>
		<category><![CDATA[visto H-1B]]></category>
		<category><![CDATA[visto L-1]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Proposta do governo americano retira o peso das aprovações anteriores na renovação de vistos temporários e pode ampliar exigências de documentos, prazos e custos para empresas</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O governo dos Estados Unidos pretende modificar as regras de análise de pedidos apresentados por empresas para manter trabalhadores estrangeiros no país, eliminando a orientação que atualmente favorece a continuidade de autorizações já concedidas. A proposta, publicada nesta quarta-feira (14) pelo Departamento de Segurança Interna (DHS), poderá afetar aproximadamente 208,4 mil solicitações por ano, segundo estimativas oficiais. A mudança alcança diferentes categorias de trabalhadores temporários, incluindo profissionais especializados, executivos transferidos por multinacionais e pessoas com habilidades extraordinárias.</p>
<p>A medida altera um mecanismo utilizado pelo Serviço de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos (USCIS) para analisar pedidos sucessivos envolvendo o mesmo empregador, o mesmo trabalhador e circunstâncias profissionais que não sofreram mudanças relevantes. Atualmente, os agentes devem atribuir consideração especial às decisões anteriores, exceto quando identificam erros materiais, alterações importantes ou novas informações capazes de comprometer a elegibilidade. O governo quer retirar essa orientação da regulamentação federal e permitir que cada solicitação seja reavaliada sem a presunção favorável decorrente da aprovação anterior.</p>
<p>O impacto previsto não está diretamente relacionado à criação de novos requisitos para obtenção de vistos, mas à forma como os processos serão examinados. O DHS calcula que a mudança poderá resultar em aproximadamente 6.044 solicitações adicionais de documentos por ano, elevando o trabalho administrativo de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340738">empresas</a> e escritórios de imigração. Embora não projete aumento das negativas, o departamento reconhece que procedimentos mais demorados poderão dificultar decisões sobre contratações, continuidade de projetos e permanência de profissionais estrangeiros.</p>
<h2>Mudança afeta vistos H-1B, L-1 e O-1 e retira peso das aprovações anteriores</h2>
<p>A proposta consiste na retirada de um dispositivo da regulamentação migratória americana que determina a deferência às decisões anteriores do USCIS em determinadas petições apresentadas pelo formulário I-129. Esse documento é utilizado por empregadores para solicitar autorização para a contratação temporária de profissionais estrangeiros ou a extensão de sua permanência em categorias específicas. A alteração pretendida tem abrangência sobre as classificações que utilizam esse formulário, embora seus efeitos mais diretos estejam relacionados aos pedidos de extensão.</p>
<p>Entre as modalidades alcançadas está o H-1B, utilizado principalmente para ocupações especializadas que exigem conhecimentos técnicos e formação compatível. Também estão incluídas as categorias L-1, destinadas à transferência de trabalhadores entre empresas de um mesmo grupo econômico, e O-1, direcionadas a profissionais com habilidades ou realizações extraordinárias. Essas classificações atendem a diferentes necessidades de contratação, desde empresas de tecnologia e engenharia até instituições de pesquisa e companhias com operações internacionais.</p>
<p>Pelas regras atuais, uma aprovação anterior não garante que o pedido seguinte será aceito. O empregador continua obrigado a demonstrar que o trabalhador atende às exigências legais, mas os agentes migratórios devem considerar a decisão já tomada quando as condições fundamentais permanecem inalteradas. Para afastar essa deferência, a orientação vigente exige a identificação de circunstâncias que justifiquem uma conclusão diferente, como informações novas, modificações relevantes ou erros na análise original.</p>
<p>A administração de Donald Trump considera que esse procedimento pode limitar a autonomia dos funcionários responsáveis pela avaliação dos processos. Na justificativa apresentada, o DHS argumenta que a legislação americana atribui ao solicitante a responsabilidade de comprovar o cumprimento dos requisitos migratórios e que uma aprovação passada não deve restringir o exame das condições atuais. A proposta não proíbe o aproveitamento de informações anteriores, mas elimina a obrigação de tratá-las como ponto de partida favorável.</p>
<p>Para empregadores que renovam regularmente autorizações de seus funcionários, a principal consequência potencial será a necessidade de apresentar documentação suficientemente completa para sustentar cada novo pedido. Isso poderá envolver comprovações atualizadas das atividades desempenhadas, das condições de contratação, da estrutura da empresa e da qualificação profissional, conforme as exigências específicas de cada categoria.</p>
<h2>Pedidos sujeitos à mudança cresceram mais de 20% entre 2022 e 2025</h2>
<p>Os números utilizados pelo governo americano mostram que as solicitações potencialmente abrangidas pela <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340739">política</a> de deferência representam uma parcela relevante dos processos de trabalhadores temporários. Entre os anos fiscais de 2022 e 2025, o USCIS recebeu, em média, 688.830 petições anuais pelo formulário I-129. Desse total, aproximadamente 208.429 estavam entre aquelas potencialmente elegíveis ao tratamento baseado em aprovações anteriores, equivalentes a 30% das solicitações.</p>
<p>O levantamento também revela uma expansão recente desse universo. Em 2022, foram identificadas 195.547 petições potencialmente elegíveis à deferência. Em 2025, o número chegou a 235.583, um acréscimo de 40.036 solicitações, equivalente a aproximadamente 20,5%, conforme cálculo a partir dos dados publicados pelo DHS. No mesmo intervalo, a participação dessas petições no total de processos passou de 27% para 33%.</p>
<p>Essa evolução indica que a alteração poderá alcançar um volume crescente de procedimentos utilizados por empresas que dependem da continuidade de contratos com trabalhadores estrangeiros. A estimativa de 208,4 mil pedidos anuais, entretanto, considera a média dos quatro exercícios anteriores e não constitui uma previsão de quantas solicitações serão efetivamente afetadas em 2027 ou nos anos seguintes. O próprio departamento reconhece que sua metodologia pode subestimar parcialmente o universo de casos elegíveis ao tratamento anterior.</p>
<p>A abrangência econômica também deve ser analisada a partir da diversidade dos empregadores envolvidos. Embora o debate migratório frequentemente esteja associado às grandes companhias de tecnologia, as petições de trabalhadores estrangeiros abrangem serviços profissionais, educação, indústria, engenharia, pesquisa científica e outras atividades. O impacto operacional da mudança dependerá da frequência com que cada organização utiliza essas modalidades e da complexidade dos documentos exigidos em suas solicitações.</p>
<p>O governo americano estima que cerca de 22,7 mil empregadores poderão ser alcançados pela alteração. O número não deve ser confundido com a quantidade de trabalhadores potencialmente afetados, uma vez que uma mesma empresa pode apresentar diversas petições ao longo do ano. Da mesma forma, o total de formulários não corresponde necessariamente ao número de pessoas distintas, pois um trabalhador pode ser beneficiário de solicitações sucessivas.</p>
<h2>Exigências adicionais podem ampliar em 64 dias o tempo associado à análise</h2>
<p>Para calcular os possíveis efeitos administrativos, o DHS comparou períodos em que a política de deferência estava em vigor com outros nos quais ela havia sido suspensa. O levantamento identificou aumento de 4,5 pontos percentuais na frequência de solicitações de documentos adicionais entre os processos sujeitos à política. Como também houve crescimento de 1,6 ponto percentual em um grupo de comparação, o departamento atribuiu à diferença entre esses movimentos uma estimativa de impacto de 2,9 pontos percentuais.</p>
<p>Aplicado ao universo médio de 208.429 petições, esse percentual produz a projeção de 6.044 pedidos adicionais de comprovação por ano. Essas notificações, conhecidas como Request for Evidence (RFE), são emitidas quando o USCIS considera necessário receber informações ou documentos complementares antes de decidir sobre determinada solicitação. A emissão não representa uma negativa, mas acrescenta uma etapa que precisa ser cumprida pelo empregador ou seu representante.</p>
<p>Os dados históricos mostram uma diferença expressiva nos prazos de análise. Entre os exercícios fiscais de 2022 e 2025, a média dos tempos medianos até a primeira decisão foi de 76 dias para petições que receberam solicitações adicionais de documentos e de 12 dias para aquelas que não passaram por essa exigência. A distância de 64 dias oferece uma referência sobre o tempo associado a processos mais complexos, mas não significa que cada nova notificação provocará automaticamente esse atraso.</p>
<p>O aumento potencial das exigências também tem reflexos sobre a gestão empresarial. Uma companhia que depende de um profissional estrangeiro para coordenar determinado projeto poderá precisar lidar com um período maior de incerteza sobre a extensão de sua autorização migratória. Em situações específicas, a regulamentação americana permite a continuidade temporária do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/trabalho" target="_blank" rel="noopener" title="Trabalho" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340767">trabalho</a> enquanto um pedido apresentado dentro do prazo aguarda decisão, desde que sejam cumpridas as condições legais aplicáveis. A proposta não elimina automaticamente essas possibilidades.</p>
<p>Na avaliação econômica apresentada, o DHS calculou um custo adicional anual de aproximadamente US$ 133.987 para o conjunto dos empregadores, considerando o tempo de profissionais de recursos humanos e advogados dedicado às novas solicitações de documentos. O valor corresponde a cerca de US$ 22 por exigência adicional estimada. O cálculo utiliza uma premissa de dez minutos de trabalho para preparar cada resposta, além de parâmetros de remuneração específicos para os profissionais envolvidos.</p>
<p>O próprio departamento reconhece, contudo, que essa estimativa não contempla integralmente os custos de preparação inicial dos processos, possíveis despesas adicionais com assessoria jurídica ou consequências financeiras relacionadas à imprevisibilidade das decisões. Portanto, os US$ 133.987 representam uma parcela quantificada do impacto administrativo, e não uma estimativa abrangente de todas as despesas que poderão decorrer da mudança.</p>
<h2>Pequenas empresas também poderão ser afetadas pelas novas exigências</h2>
<p>A análise regulatória dedica atenção às organizações de menor porte, que podem ter estruturas administrativas mais limitadas para lidar com pedidos migratórios. Para dimensionar esse impacto, o DHS examinou informações de extensões H-1B apresentadas no ano fiscal de 2025, considerando que essa categoria representa mais de 75% das petições registradas pelo formulário I-129.</p>
<p>Naquele exercício, foram identificadas 165.347 petições de extensão H-1B, apresentadas por 25.621 empregadores distintos. O departamento conseguiu classificar 16.447 dessas organizações segundo os critérios de porte empresarial utilizados pela Administração de Pequenas Empresas dos Estados Unidos. Entre as empresas classificadas, 9.453 foram consideradas de pequeno porte, equivalentes a aproximadamente 57% da amostra identificada.</p>
<p>O percentual não pode ser automaticamente aplicado a todos os empregadores que contratam estrangeiros, pois uma parcela das organizações não pôde ser classificada com os dados disponíveis. Ainda assim, o resultado demonstra que o uso de profissionais estrangeiros especializados não está restrito às maiores companhias americanas. Empresas de programação, engenharia, pesquisa, fabricação de componentes eletrônicos, educação e serviços técnicos aparecem entre as atividades analisadas.</p>
<p>Para essas organizações, a necessidade de reunir documentação adicional poderá representar maior comprometimento de equipes administrativas e recursos externos de assessoria. O efeito concreto dependerá das exigências feitas em cada caso e da capacidade de demonstrar que a atividade, o vínculo empregatício e as qualificações permanecem compatíveis com a categoria migratória solicitada.</p>
<h2>Governo usa dados de fiscalização para defender revisão mais rigorosa</h2>
<p>A proposta também apresenta informações de inspeções realizadas em locais de trabalho vinculados aos programas H-1B e L-1A. Segundo o USCIS, entre 2022 e 2025, período em que a deferência estava em vigor, foram identificadas situações de irregularidade e/ou fraude em 22,39% dos estabelecimentos fiscalizados em casos de extensão H-1B. Entre 2018 e 2020, quando essa orientação não era aplicada, o percentual registrado havia sido de 16,77%.</p>
<p>Nos processos L-1A, destinados à transferência de executivos e gerentes, os índices informados passaram de 18,37% no período anterior para 24,46% entre 2022 e 2025. A comparação representa aumentos de 5,62 e 6,09 pontos percentuais, respectivamente, nos grupos fiscalizados. O DHS utiliza esses resultados para sustentar que a análise independente de cada petição pode contribuir para identificar irregularidades e evitar a repetição de aprovações equivocadas.</p>
<p>Os números, entretanto, não demonstram isoladamente uma relação causal entre a deferência e o crescimento das irregularidades. As fiscalizações administrativas e direcionadas não representam necessariamente uma amostra proporcional de todas as empresas participantes dos programas. Diferenças nos critérios de seleção, na intensidade das inspeções e nas características dos estabelecimentos podem influenciar os percentuais encontrados.</p>
<p>O histórico regulatório também mostra mudanças sucessivas de orientação. A política de deferência foi introduzida administrativamente em 2004, retirada em 2017, durante o primeiro governo Trump, e restabelecida em abril de 2021, na administração de Joe Biden. Em dezembro de 2024, o DHS incorporou a diretriz expressamente à regulamentação federal, por meio de uma norma que entrou em vigor em 17 de janeiro de 2025.</p>
<p>Ao propor novamente sua retirada, a administração americana sustenta que o exame completo de cada pedido é necessário para preservar a integridade dos programas de trabalhadores temporários. A justificativa contrasta com a orientação anterior, que procurava oferecer maior consistência administrativa às decisões envolvendo situações profissionais já avaliadas. Em ambos os modelos, permanece a exigência legal de comprovar a elegibilidade para o benefício solicitado.</p>
<h2>Consulta pública termina em 13 de novembro e regras atuais permanecem válidas</h2>
<p>A alteração divulgada em 14 de outubro de 2026 ainda não tem aplicação imediata. O texto foi publicado como proposta de regulamentação no Federal Register, o diário oficial americano, e está submetido à participação pública até 13 de novembro. Nesse período, empresas, entidades empresariais, organizações representativas e demais interessados poderão apresentar manifestações sobre as consequências administrativas, econômicas e jurídicas da medida.</p>
<p>Após o encerramento da consulta, o DHS deverá avaliar as contribuições recebidas antes de decidir sobre a publicação de uma regra definitiva. A versão final poderá manter a proposta original ou incorporar ajustes decorrentes do processo regulatório. Até que uma eventual nova norma entre em vigor, permanece aplicável a regra que determina consideração especial das decisões anteriores nas circunstâncias previstas na regulamentação vigente.</p>
<p>Para empresas brasileiras com operações nos Estados Unidos, a discussão é particularmente relevante nas transferências internacionais de profissionais e na contratação de trabalhadores especializados. Embora o governo americano não tenha apresentado estimativa específica sobre brasileiros potencialmente afetados, as categorias alcançadas são utilizadas por organizações que mantêm equipes e atividades em diferentes países. O desfecho da consulta determinará se essas companhias passarão a enfrentar uma revisão mais ampla dos pedidos de extensão, mesmo quando os vínculos profissionais permanecerem inalterados.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos &#8211; proposta Removing Deference to Prior USCIS Determinations of Eligibility, publicada no Federal Register em 14 de outubro de 2026.</em></p>
<p><em>Serviço de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos &#8211; levantamento de petições I-129 entre 2014 e 2025, análise de exigências documentais e estimativas de impacto regulatório.</em></p>
<p><em>Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos &#8211; regulamentação Modernizing H-1B Requirements, publicada em dezembro de 2024 e vigente desde janeiro de 2025.</em></p>
<p><em>Serviço de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos &#8211; diretrizes oficiais de abril de 2021 sobre deferência a decisões anteriores em pedidos de extensão de permanência.</em></p>
<p><em>Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos &#8211; análise de impacto sobre pequenas empresas, custos administrativos e dados de fiscalização dos programas H-1B e L-1A.</em></p>
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		<title>Juiz suspende veto de Trump a CNN, Politico e MS NOW após Casa Branca usar briefing próprio contra site</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/trump-veto-cnn-politico-ms-now-timothy-kelly</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Toscano]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Sep 2026 21:40:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O juiz federal Timothy J. Kelly, do Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito de Columbia, determinou nesta quinta-feira (24) que integrantes do governo de Donald Trump restabelecessem as credenciais de imprensa de jornalistas da CNN, do Politico e da MS NOW. A ordem, válida inicialmente por 14 dias, suspende temporariamente a proibição de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O juiz federal Timothy J. Kelly, do Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito de Columbia, determinou nesta quinta-feira (24) que integrantes do governo de Donald Trump restabelecessem as credenciais de imprensa de jornalistas da CNN, do Politico e da MS NOW. A ordem, válida inicialmente por 14 dias, suspende temporariamente a proibição de acesso imposta aos três veículos e não representa julgamento definitivo do mérito da ação.</p>
<p>Kelly concedeu uma <em>temporary restraining order</em> após concluir, em análise preliminar, que as organizações jornalísticas apresentaram fundamentos suficientes para questionar a retirada dos chamados <em>hard passes</em>, credenciais permanentes usadas por profissionais que cobrem regularmente a Casa Branca.</p>
<p>O caso ganhou relevância adicional porque a Casa Branca apresentou, para justificar sua punição ao Politico, uma reportagem baseada em informações transmitidas pelo próprio governo durante um briefing oficial. Naquele encontro, os jornalistas haviam sido expressamente orientados pela administração a identificar o interlocutor apenas como uma “autoridade sênior do governo”.</p>
<p>Posteriormente, o uso dessa fonte não identificada apareceu entre os exemplos mencionados pelo Executivo ao questionar os padrões jornalísticos do Politico.</p>
<p>A sequência produz uma contradição factual no núcleo dessa justificativa: o Politico foi criticado por publicar informação atribuída a uma fonte anônima em uma situação na qual o próprio governo havia imposto a condição de anonimato.</p>
<h2>Casa Branca forneceu informação e determinou como fonte deveria ser identificada</h2>
<p>O episódio ocorreu durante um briefing relacionado às negociações dos Estados Unidos com o Irã. Os jornalistas participantes foram informados previamente de que o conteúdo estava sendo fornecido em <em>background</em>, condição segundo a qual as informações poderiam ser publicadas, mas deveriam ser atribuídas a uma “autoridade sênior do governo”, sem identificação nominal.</p>
<p>Durante a conversa, o interlocutor afirmou que avaliava entre 80% e 85% a possibilidade de avanço de um acordo com o Irã. O Politico utilizou a informação seguindo o formato de atribuição estabelecido para o briefing.</p>
<p>Outros veículos também publicaram declarações provenientes da mesma chamada sob condição semelhante de anonimato e não foram incluídos na proibição anunciada posteriormente contra CNN, Politico e MS NOW.</p>
<p>Essa distinção é relevante no jornalismo político americano. Uma fonte obtida independentemente por uma redação, que exige anonimato para fornecer determinada informação, não é equivalente a um briefing oficial em <em>background</em>. No segundo caso, o próprio governo convoca jornalistas, transmite informações que deseja comunicar e define as condições sob as quais elas podem ser atribuídas publicamente.</p>
<p>A Casa Branca, portanto, podia discordar do conteúdo posterior da reportagem, de sua interpretação ou de outros elementos da cobertura do Politico. O que os registros do briefing indicam, porém, é que a presença de uma “autoridade sênior do governo” não identificada naquele texto específico estava de acordo com os termos estabelecidos pelo próprio Executivo para a divulgação das informações.</p>
<p>A administração apresentou outros exemplos e argumentos para sustentar sua posição contra o Politico. A justificativa enviada ao veículo mencionava várias reportagens e acusava a organização de problemas relacionados a padrões profissionais, informações de segurança nacional e conteúdo considerado falso pelo Executivo.</p>
<p>A controvérsia envolvendo o briefing tornou-se especialmente relevante porque uma das condutas apontadas contra o jornal havia sido determinada pela própria fonte oficial.</p>
<h2>Trump anunciou proibição após atacar cobertura dos três veículos</h2>
<p>Donald Trump anunciou em 18 de setembro que CNN, MS NOW e Politico seriam excluídos da cobertura dentro da Casa Branca. O presidente classificou os veículos como produtores de “fake news” e criticou a maneira como sua administração era retratada.</p>
<p>No dia seguinte, jornalistas das três organizações foram impedidos de entrar nas dependências presidenciais e tiveram credenciais confiscadas ou desativadas.</p>
<p>CNN, MS NOW e Politico apresentaram uma ação conjunta em 21 de setembro no tribunal federal de Washington. As empresas alegaram que foram punidas em razão do conteúdo de seu <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/trabalho" target="_blank"  rel="noopener" title="Trabalho" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="339916">trabalho</a> jornalístico e sustentaram que a medida violava garantias da Primeira Emenda, que protege liberdade de expressão e de imprensa, e da Quinta Emenda, relacionada, entre outros pontos, ao devido processo.</p>
<p>A Casa Branca defendeu sua autoridade para controlar quem recebe acesso físico ao complexo presidencial. O governo argumentou que possuir um passe permanente para a Casa Branca é um privilégio e não um direito automático concedido pela Constituição, além de invocar preocupações relacionadas à divulgação de informações sensíveis e à segurança nacional.</p>
<p>Kelly, contudo, considerou insuficiente, na fase preliminar, a sustentação factual apresentada para vincular a retirada das credenciais à proteção da segurança nacional. O juiz observou que o anúncio público de Trump havia associado a punição principalmente à suposta falta de veracidade e à negatividade da cobertura dos veículos.</p>
<p>A discussão sobre o mérito continuará e poderá resultar em novas decisões judiciais.</p>
<h2>Decisão põe foco no devido processo</h2>
<p>A decisão de Kelly se concentra principalmente na forma como as credenciais foram retiradas e nas garantias processuais oferecidas aos veículos.</p>
<p>A administração Trump sustenta que o direito constitucional de publicar livremente não equivale a um direito irrestrito de acesso físico à Casa Branca. Sob essa ótica, cabe ao Executivo organizar credenciais, segurança, espaços de imprensa e participação dos veículos na cobertura presidencial.</p>
<p>CNN, MS NOW e Politico defendem que, uma vez estabelecido um sistema regular de credenciamento, o governo não pode retirar seletivamente passes como resposta à cobertura jornalística desfavorável sem oferecer um procedimento adequado de contestação.</p>
<p>É nesse ponto que a ordem temporária tem maior peso. Ela não cria um direito geral e irrestrito de acesso de qualquer organização ao complexo presidencial, mas suspende a punição aplicada aos jornalistas enquanto o tribunal examina a legalidade do procedimento usado para retirar suas credenciais.</p>
<p>Após a decisão, profissionais dos três veículos voltaram a acessar as dependências da Casa Branca.</p>
<h2>Caso do Politico amplia controvérsia</h2>
<p>Além da disputa sobre credenciamento, o episódio do briefing com jornalistas acrescenta uma questão factual à controvérsia.</p>
<p>A administração afirmou que determinados textos do Politico demonstravam problemas no uso de fontes anônimas e na divulgação de informações sensíveis. Uma das reportagens apresentadas como exemplo, porém, reproduzia informação transmitida pelo próprio governo segundo regras de anonimato definidas pela Casa Branca.</p>
<p>Isso não significa, por si só, que todas as críticas feitas pela administração ao veículo sejam inválidas.</p>
<p>Mostra, porém, que naquele episódio específico a ausência do nome da fonte não foi uma escolha editorial tomada contra a vontade do governo. Foi a condição estabelecida pela própria administração para fornecer a informação aos jornalistas.</p>
<p>A disputa continuará no tribunal. O governo poderá contestar as conclusões preliminares e defender sua autoridade sobre o sistema de credenciamento, enquanto os veículos tentarão obter uma proteção mais duradoura e um pronunciamento sobre suas alegações constitucionais.</p>
<p>Até lá, permanecem dois pontos centrais: Timothy J. Kelly suspendeu temporariamente o banimento e restabeleceu o acesso dos jornalistas, e a Casa Branca usou como parte de sua justificativa contra o Politico uma reportagem baseada em um briefing no qual o próprio governo havia imposto o anonimato da fonte.</p>
<h4>Fontes:</h4>
<p><em>Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito de Columbia — Cable News Networks, Inc. et al. v. Trump et al.</em></p>
<p><em>The Washington Post — documentação sobre o briefing oficial utilizado pela Casa Branca na justificativa contra o Politico</em></p>
<p><em>Reuters — cobertura da proibição, da ação judicial e da decisão de Timothy J. Kelly</em></p>
<p><em>Associated Press — cobertura da ação apresentada por CNN, MS NOW e Politico</em></p>
<p><em>Casa Branca — manifestações e documentos sobre as credenciais de imprensa</em></p>
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		<title>Ações de petróleo de Trump ganharam milhões durante decisões dos EUA sobre o Irã</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/trump-acoes-petroleo-operacoes-ira</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Toscano]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Sep 2026 19:37:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ações de energia]]></category>
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		<category><![CDATA[irá]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado Acionário]]></category>
		<category><![CDATA[Petróleo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As nove maiores participações de Donald Trump em empresas de petróleo e gás registraram valorização estimada entre US$ 1,5 milhão e US$ 4,4 milhões entre 27 de fevereiro e 31 de agosto de 2026, período que engloba o início do conflito entre Estados Unidos e Irã. A estimativa foi obtida a partir do cruzamento das [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>As nove maiores participações de Donald Trump em empresas de petróleo e gás registraram valorização estimada entre US$ 1,5 milhão e US$ 4,4 milhões entre 27 de fevereiro e 31 de agosto de 2026, período que engloba o início do conflito entre Estados Unidos e Irã. A estimativa foi obtida a partir do cruzamento das divulgações financeiras do presidente, documentos corporativos e cotações de <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339844">mercado</a>. Os registros também mostram que as contas de investimento associadas a Trump continuaram realizando operações enquanto ele tomava decisões com potencial de afetar diretamente o preço do petróleo e das ações do setor.</p>
<p>A documentação disponível não demonstra, porém, que Trump tenha ordenado operações específicas ou que os gestores tenham negociado com base em informação não pública. A Casa Branca afirma que os investimentos são administrados de forma independente e que o presidente e seus familiares não podem determinar, influenciar ou antecipar as operações feitas nas contas. A própria análise que identificou a coincidência entre as negociações e os acontecimentos políticos não encontrou evidência de uso de informação privilegiada ou de interferência pessoal de Trump nas ordens.</p>
<p>O caso ganha dimensão porque as operações ocorreram em momentos nos quais declarações e decisões presidenciais produziram movimentos relevantes nos mercados de petróleo e energia. Em 23 de março, por exemplo, Trump anunciou que havia determinado a suspensão, por cinco dias, de ataques contra usinas e infraestrutura energética iranianas, alegando avanços em conversas com Teerã. Na mesma data, registros de suas contas apontam 16 compras de ações de <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339846">empresas</a> de petróleo e gás.</p>
<h2>Nove empresas concentravam as principais posições de energia</h2>
<p>A análise identificou como principais participações de Trump no setor Chevron, ConocoPhillips, Exxon Mobil, Kinder Morgan, Marathon Petroleum, Occidental Petroleum, Phillips 66, Valero Energy e Williams Companies. O levantamento considerou as posições divulgadas no fim de 2025 e acompanhou a variação dos papéis no período posterior ao início do conflito.</p>
<p>Os valores exatos das carteiras presidenciais não são públicos porque as declarações financeiras federais trabalham com faixas de patrimônio e de transações, e não com valores exatos. A declaração anual divulgada pelo Office of Government Ethics em junho confirmou a existência de operações em ações individuais e deixou disponível a documentação usada para reconstruir parte relevante do portfólio.</p>
<p>Outro levantamento, produzido pela equipe democrata do Joint Economic Committee do Congresso, utilizou a mesma divulgação financeira anual para estimar o tamanho das posições de petróleo e gás no fim de 2025. Segundo o estudo, os nove principais ativos somavam entre US$ 12,5 milhões e US$ 45,6 milhões naquele momento. A comissão calculou que, pela valorização das ações até 17 de agosto, essas posições teriam passado para uma faixa de US$ 17,2 milhões a US$ 61,1 milhões, implicando aumento estimado entre US$ 4,6 milhões e US$ 15,5 milhões desde o início de 2026.</p>
<p>Os números não devem ser tratados como duas estimativas equivalentes. O cálculo da CNBC acompanha a valorização das nove posições entre 27 de fevereiro e 31 de agosto, enquanto o estudo do comitê parte das posições declaradas no fim de 2025 e mede a variação até 17 de agosto. Além disso, as carteiras podem ter sido modificadas por novas compras e vendas. A diferença metodológica explica por que os valores apurados são distintos.</p>
<h2>Compras ocorreram em dias de forte impacto no petróleo</h2>
<p>Um dos episódios mais relevantes ocorreu em 23 de março. Antes da abertura dos mercados, Trump afirmou que Estados Unidos e Irã haviam mantido conversas “muito boas e produtivas” e anunciou o adiamento de ataques contra instalações de energia iranianas. O petróleo Brent caiu quase 11% naquele dia com a perspectiva de redução da escalada militar.</p>
<p>Os documentos de transações mostram que as contas do presidente compraram 16 posições de empresas do setor de energia na mesma data, em operações individuais dentro das faixas previstas para divulgações públicas. Entre os papéis envolvidos estavam Exxon Mobil, Chevron e Phillips 66. A estimativa agregada das compras ficou entre aproximadamente US$ 163 mil e US$ 570 mil.</p>
<p>A relevância financeira do movimento está no fato de que a decisão de Trump alterou imediatamente as expectativas do mercado. Ao postergar a possibilidade de ataques contra infraestrutura petrolífera iraniana, o presidente reduziu naquele momento o prêmio de risco embutido no petróleo. A compra de ações de produtoras justamente após essa queda criou, para as contas do presidente, exposição a uma eventual recuperação posterior do setor.</p>
<p>Os registros mostram ainda que as compras não começaram em março. Em 2 de março, primeiro pregão após o início das operações militares de Estados Unidos e Israel contra o Irã, as contas registraram aquisições em oito companhias de petróleo e gás, incluindo a Exxon Mobil. O conflito começou em 28 de fevereiro, segundo documentos posteriores da própria administração americana.</p>
<h2>Venda de Exxon ocorreu antes do anúncio de cessar-fogo</h2>
<p>Outro episódio analisado envolve a Exxon Mobil. Em 7 de abril, uma das contas de investimento registrou a venda de ações da companhia em uma faixa entre US$ 500 mil e US$ 1 milhão. Cerca de duas horas e meia depois do fechamento do mercado, Trump anunciou a suspensão dos ataques por duas semanas e qualificou a medida como um cessar-fogo bilateral, condicionado à reabertura do Estreito de Ormuz. Na abertura do pregão seguinte, as ações da Exxon recuaram mais de 6%.</p>
<p>O ponto relevante é a sequência temporal, não uma conclusão sobre a origem da ordem. Os registros públicos demonstram que a venda foi reportada antes do anúncio presidencial. Eles não mostram, contudo, quem tomou a decisão específica, que modelo de gestão foi acionado ou se o administrador da carteira tinha conhecimento prévio da decisão <a class="wpil_keyword_link" title="Política" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339845">política</a>.</p>
<p>A Casa Branca sustenta que os investimentos são administrados por instituições independentes. Segundo declaração atribuída ao porta-voz Davis Ingle, nem Trump nem seus familiares teriam capacidade de determinar ou influenciar quando ações são compradas ou vendidas, e as decisões seriam tomadas exclusivamente pelos gestores.</p>
<p>O histórico das operações também impede tratar os episódios isolados como uma estratégia única. Até 29 de junho, foram identificadas pelo menos 23 vendas envolvendo as nove principais empresas de energia analisadas, além de numerosas compras em diferentes setores. O volume elevado de negociações faz parte de um padrão mais amplo das contas de investimento de Trump, que apresentaram milhares de operações financeiras em seus registros.</p>
<h2>Ganhos das petrolíferas aumentaram durante a crise energética</h2>
<p>A valorização dos papéis ocorreu em paralelo à forte melhora dos resultados de grandes empresas de petróleo e gás. No segundo trimestre, a Exxon Mobil registrou lucro de US$ 14,5 bilhões, contra US$ 7,1 bilhões no mesmo período de 2025. A companhia informou que preços e margens mais elevados, investimentos no segmento de exploração e produção e redução estrutural de custos contribuíram para o resultado.</p>
<p>A Chevron, por sua vez, registrou lucro atribuível de US$ 12,1 bilhões no segundo trimestre, ante US$ 2,5 bilhões um ano antes. O resultado da área de exploração e produção chegou a US$ 8,2 bilhões, enquanto a operação de refino e comercialização teve lucro de US$ 4,9 bilhões.</p>
<p>Considerando nove empresas analisadas em conjunto, a avaliação reproduzida pela CNBC estimou lucro de US$ 47,6 bilhões no segundo trimestre, cerca de três vezes os US$ 15,9 bilhões registrados no mesmo período de 2025. Essa expansão aumentou a capacidade das companhias de absorver o choque de preços e, ao mesmo tempo, sustentou as cotações das ações do setor.</p>
<p>O levantamento do Joint Economic Committee foi ainda mais amplo. O estudo afirmou que mais de 20 grandes empresas de petróleo e gás acumularam cerca de US$ 125,2 bilhões em lucros no primeiro semestre, sendo aproximadamente US$ 85,2 bilhões no segundo trimestre e US$ 40 bilhões no primeiro. Esses números são uma agregação feita pelo próprio comitê a partir dos resultados divulgados pelas companhias.</p>
<h2>Combustíveis continuam pressionados nos Estados Unidos</h2>
<p>O efeito da guerra sobre os consumidores também pode ser medido por dados oficiais de energia. A média nacional da gasolina regular estava em US$ 3,015 por galão na semana de 2 de março. Na semana encerrada em 21 de setembro, a média havia alcançado US$ 4,478. A diferença de US$ 1,463 representa alta de aproximadamente 48,5% no período.</p>
<p>No diesel, a pressão foi ainda maior. O preço médio nacional do combustível para uso rodoviário chegou a US$ 6,529 por galão em 21 de setembro, ante US$ 5,967 uma semana antes. O valor estava US$ 2,780 acima do registrado um ano antes, segundo a Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos.</p>
<p>O Joint Economic Committee calculou que as famílias americanas haviam desembolsado US$ 71,5 bilhões adicionais com gasolina desde o início da guerra, ou US$ 604 por família, em média. Trata-se de uma estimativa elaborada pela equipe democrata do comitê, e não de uma conta oficial do governo federal sobre a renda disponível das famílias. O documento atribui a diferença de gasto ao aumento dos preços observado desde 28 de fevereiro.</p>
<p>Esse impacto ajuda a explicar por que as ações das petrolíferas passaram a ter importância política além do mercado financeiro. O aumento do petróleo eleva custos de combustíveis, transporte e diversos insumos industriais, enquanto a valorização das produtoras tende a beneficiar acionistas e ampliar resultados corporativos.</p>
<h2>Cessar-fogo reduziu a intensidade militar, mas não encerrou a incerteza</h2>
<p>O conflito mudou de estágio em 7 de abril, quando Trump anunciou a suspensão dos ataques por duas semanas. A Casa Branca posteriormente afirmou que as hostilidades iniciadas em 28 de fevereiro haviam terminado com o cessar-fogo.</p>
<p>A ausência de um acordo definitivo, entretanto, manteve o risco geopolítico incorporado aos preços de energia. Em 22 de setembro, Trump afirmou que um eventual acordo de paz com o Irã poderia ocorrer somente depois das eleições de meio de mandato de novembro e voltou a mencionar a possibilidade de ação militar caso não houvesse entendimento. Naquele dia, o Brent era negociado próximo de US$ 100 por barril.</p>
<p>O resultado é uma combinação de três fatores que ainda afetam os mercados: a incerteza sobre a evolução das relações entre Washington e Teerã, as condições de oferta de petróleo e derivados e a exposição financeira do próprio presidente a empresas que se beneficiam de preços mais elevados.</p>
<p>Os documentos públicos permitem reconstruir a proximidade temporal entre algumas decisões presidenciais e operações em ações de energia. Eles também permitem medir a valorização das posições. O que não permitem, até o momento, é estabelecer que Trump tenha determinado essas negociações para obter vantagem financeira ou que tenha usado informação sigilosa para orientar os gestores. Essa distinção é central para interpretar os registros: coincidência temporal está documentada; a existência de uma ordem presidencial ou de operação baseada em informação não pública não está demonstrada pela apuração disponível.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Office of Government Ethics &#8211; declaração financeira anual de Donald Trump e registros públicos de transações de investimentos</em></p>
<p><em>Joint Economic Committee do Congresso dos Estados Unidos &#8211; análise sobre as participações de Trump em empresas de petróleo e gás, valorização dos ativos e custos adicionais de gasolina</em></p>
<p><em>The American Presidency Project &#8211; declarações de Donald Trump de 23 de março e 7 de abril de 2026 sobre negociações com o Irã, infraestrutura energética e cessar-fogo</em></p>
<p><em>Exxon Mobil &#8211; resultados financeiros do segundo trimestre de 2026 e informações apresentadas em documentos regulatórios</em></p>
<p><em>Chevron &#8211; resultados financeiros do segundo trimestre de 2026 apresentados à Securities and Exchange Commission</em></p>
<p><em>U.S. Energy Information Administration &#8211; séries semanais de preços nacionais de gasolina e diesel em 2026</em></p>
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		<item>
		<title>Estados Unidos e 14 países anunciam medidas contra PCC e Comando Vermelho</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/escudo-das-americas-sancoes-pcc-comando-vermelho</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Toscano]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Sep 2026 18:42:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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		<category><![CDATA[Comando Vermelho]]></category>
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		<category><![CDATA[OEA]]></category>
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		<category><![CDATA[sanções]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estados Unidos e outros 14 governos do hemisfério ocidental anunciaram uma frente conjunta para ampliar a pressão financeira, migratória e penal sobre 24 organizações criminosas transnacionais, entre elas o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV). A iniciativa foi formalizada em 22 de setembro, em Nova York, à margem da Assembleia Geral [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Estados Unidos e outros 14 governos do hemisfério ocidental anunciaram uma frente conjunta para ampliar a pressão financeira, migratória e penal sobre 24 organizações criminosas transnacionais, entre elas o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV). A iniciativa foi formalizada em 22 de setembro, em Nova York, à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas, por meio de uma declaração dos participantes do chamado Escudo das Américas.</p>
<p>O documento, porém, não representa a aplicação automática de um pacote único de sanções em todos os países. Os governos declararam a intenção de adotar congelamento de ativos, restrições de imigração e vistos e responsabilização criminal de pessoas que forneçam apoio material ou logístico às organizações, sempre de acordo com suas respectivas legislações e obrigações internacionais. O texto também prevê uma iniciativa na Organização dos Estados Americanos (OEA) para discutir uma ação multilateral contra grupos classificados pelos signatários como organizações narcoterroristas.</p>
<p>A decisão atinge diretamente duas das principais organizações criminosas brasileiras, mas o Brasil não figura entre os signatários da declaração. O grupo que assinou o documento é formado por Estados Unidos, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru e Trinidad e Tobago.</p>
<h2>Medidas ainda precisam ser transformadas em atos nacionais</h2>
<p>A principal diferença entre o anúncio desta semana e uma sanção já em vigor está no próprio texto firmado pelos governos. Os países afirmam que pretendem impor as medidas conforme suas obrigações jurídicas nacionais e internacionais. Na prática, isso significa que a declaração <a class="wpil_keyword_link" title="Política" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339852">política</a> estabelece uma direção coordenada, mas a implementação de bloqueios patrimoniais, restrições migratórias e eventuais responsabilizações penais dependerá dos procedimentos internos de cada Estado.</p>
<p>A primeira frente prevista é financeira. O bloqueio de ativos, quando efetivamente aplicado, impede a movimentação de bens e recursos abrangidos pela sanção, mas não equivale à confiscação automática do patrimônio. Nos Estados Unidos, as regras administradas pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros determinam, em termos gerais, que propriedades e interesses em propriedades de pessoas bloqueadas sob os regimes correspondentes sejam congelados e que pessoas sujeitas à jurisdição norte-americana não realizem transações proibidas com esses alvos.</p>
<p>A segunda frente é migratória. O comunicado prevê restrições de vistos e imigração para membros, associados e apoiadores dos grupos. A terceira é penal: os signatários pretendem responsabilizar pessoas que, de forma consciente, forneçam suporte material, inclusive logístico, às organizações listadas. Os detalhes, no entanto, poderão variar substancialmente entre os países, porque a declaração não cria por si só um código penal comum para os 15 governos.</p>
<h2>PCC e CV já estão sob sanções dos Estados Unidos</h2>
<p>Para os Estados Unidos, o anúncio coletivo amplia uma política que já havia avançado neste ano. Em 28 de maio, o Departamento de Estado americano designou o PCC e o Comando Vermelho como Specially Designated Global Terrorists e anunciou a intenção de classificá-los também como Foreign Terrorist Organizations, com vigência da segunda designação a partir de 5 de junho.</p>
<p>A atualização publicada pelo órgão americano de sanções posteriormente registrou as duas organizações nas categorias de FTO e SDGT. Isso coloca o PCC e o CV dentro de um conjunto de mecanismos jurídicos norte-americanos de combate ao terrorismo e ao financiamento de atividades ilícitas.</p>
<p>A consequência econômica não se restringe às organizações diretamente nomeadas. As normas dos Estados Unidos também alcançam, em determinadas circunstâncias, pessoas e <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339851">empresas</a> sujeitas à jurisdição americana que mantenham transações proibidas com alvos bloqueados. O próprio Departamento do Tesouro informa que pessoas fora dos Estados Unidos podem ficar sujeitas a sanções quando realizam operações proibidas ou submetidas à jurisdição norte-americana envolvendo pessoas designadas.</p>
<p>No caso das organizações classificadas como Foreign Terrorist Organizations, a legislação americana também criminaliza, para quem está sujeito à jurisdição dos Estados Unidos, o fornecimento consciente de apoio material a grupos formalmente designados. O instrumento jurídico se soma às restrições financeiras e migratórias já existentes.</p>
<h2>Declaração reúne 24 organizações de diferentes países</h2>
<p>O alcance da ação conjunta vai além do crime organizado brasileiro. A lista divulgada pelos participantes reúne 24 organizações ou estruturas criminosas distribuídas pelo hemisfério. Entre elas estão a Mara Salvatrucha, conhecida como MS-13, Tren de Aragua, Cartel de Sinaloa, Cartel de Jalisco Nueva Generación, Clan del Golfo, Comando Vermelho, PCC, ELN, grupos dissidentes das Farc e Sendero Luminoso.</p>
<p>A composição ajuda a explicar por que o comunicado não foi estruturado exclusivamente em torno de Brasil ou das duas facções brasileiras. O texto enquadra a criminalidade transnacional como uma ameaça regional e coloca o combate às organizações narcoterroristas dentro de uma estratégia mais ampla de segurança, inteligência, cooperação econômica e coordenação diplomática.</p>
<p>Há também uma dimensão institucional. Os governos anunciaram que pretendem encaminhar uma solicitação formal ao Conselho Permanente da OEA para convocar uma reunião de consulta com base nos artigos 6 e 13 do Tratado Interamericano de Assistência Recíproca, o Tratado do Rio. A intenção declarada é discutir uma resolução capaz de promover e facilitar ações coletivas contra organizações narcoterroristas.</p>
<p>Esse trecho do comunicado deixa outra etapa ainda em aberto. O pedido de consulta não equivale à aprovação de uma resolução da OEA nem estabelece, por si só, novas medidas compulsórias contra os grupos. Primeiro será necessário formalizar a solicitação e realizar as etapas multilaterais previstas no tratado. Os próprios participantes que não são partes do instrumento declararam apoio à iniciativa dentro dos limites de suas respectivas obrigações jurídicas.</p>
<h2>Brasil fica fora da coalizão enquanto amplia combate interno</h2>
<p>O contraste com a política brasileira é direto. O governo federal vem estruturando sua própria estratégia de enfrentamento às organizações criminosas, combinando investigação, inteligência, repressão financeira, combate ao tráfico de armas e medidas sobre o sistema prisional.</p>
<p>Em maio, o governo lançou o programa Brasil Contra o Crime Organizado, com previsão de R$ 1,06 bilhão em recursos diretos para 2026 e uma linha de financiamento de R$ 10 bilhões para segurança pública. O programa foi dividido em quatro eixos: asfixia financeira das organizações criminosas, sistema prisional, esclarecimento de homicídios e combate ao tráfico de armas, munições, acessórios e explosivos.</p>
<p>A estrutura foi formalizada pelo Decreto nº 12.966, de 12 de maio de 2026. O governo federal também sancionou, em março, o marco legal conhecido como Lei Antifacção, ampliando o arsenal jurídico nacional para combater organizações criminosas.</p>
<p>Em 16 de setembro, poucos dias antes da reunião do Escudo das Américas, o Ministério da Justiça e Segurança Pública respondeu às críticas contidas em um documento do governo dos Estados Unidos sobre países produtores e de trânsito de drogas. O ministério afirmou que o Brasil não havia sido incluído na lista americana dos países formalmente identificados como principais produtores ou rotas de trânsito e sustentou que já existe cooperação entre Brasil e Estados Unidos em áreas como combate à lavagem de dinheiro, inteligência e tráfico de armas.</p>
<p>O governo brasileiro informou ainda que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia apresentado, em maio, uma proposta de medidas conjuntas aos Estados Unidos. A manifestação do ministério reforçou que o combate ao crime organizado transnacional deveria continuar sendo feito com cooperação internacional, mas sob coordenação e atuação soberana do Estado brasileiro.</p>
<h2>Anúncio ocorre a 11 dias do primeiro turno</h2>
<p>A decisão internacional também acontece em momento sensível da política brasileira. O primeiro turno das eleições gerais de 2026 está marcado pelo Tribunal Superior Eleitoral para 4 de outubro, apenas 11 dias após a declaração assinada em Nova York. O eventual segundo turno ocorrerá em 25 de outubro.</p>
<p>A proximidade com a eleição não altera o estágio jurídico das medidas anunciadas. O que existe, neste momento, é uma declaração multilateral de intenção, acompanhada de um compromisso de avançar em mecanismos financeiros, migratórios, criminais e diplomáticos. A execução concreta dependerá dos atos que cada governo adotar e, no caso da iniciativa perante a OEA, das decisões que vierem a ser tomadas posteriormente pelos órgãos multilaterais.</p>
<p>Para o Brasil, a diferença em relação aos participantes da declaração está menos na ausência de medidas contra PCC e CV — já que o país possui legislação e operações próprias contra as facções — e mais no enquadramento internacional escolhido pelos signatários. Enquanto Washington e seus parceiros passaram a trabalhar com uma linguagem comum de “narcoterrorismo” e com instrumentos de sanções coordenadas, o governo brasileiro mantém sua estratégia dentro do marco nacional de combate ao crime organizado e da cooperação internacional negociada entre autoridades.</p>
<p>O próximo passo anunciado pelo Escudo das Américas será a formalização do pedido à OEA e a eventual convocação do órgão de consulta previsto no Tratado do Rio. Paralelamente, cada um dos 15 governos precisará definir, conforme sua legislação, quais medidas contra as 24 organizações serão efetivamente transformadas em atos administrativos, financeiros, migratórios ou penais.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>U.S. Department of State &#8211; declaração conjunta dos participantes do Escudo das Américas de 22 de setembro de 2026</em></p>
<p><em>U.S. Department of the Treasury, Office of Foreign Assets Control &#8211; atualização das designações do PCC e do Comando Vermelho e regras de bloqueio de ativos</em></p>
<p><em>U.S. Department of State &#8211; designação do Comando Vermelho e do Primeiro Comando da Capital como organizações terroristas, de 28 de maio de 2026</em></p>
<p><em>U.S. Department of Justice &#8211; legislação sobre apoio material a organizações terroristas estrangeiras</em></p>
<p><em>Ministério da Justiça e Segurança Pública &#8211; posicionamento sobre a classificação norte-americana de países produtores e de trânsito de drogas</em></p>
<p><em>Ministério da Justiça e Segurança Pública &#8211; Programa Brasil Contra o Crime Organizado e ações de enfrentamento ao crime organizado</em></p>
<p><em>Tribunal Superior Eleitoral &#8211; calendário e datas oficiais das Eleições Gerais de 2026</em></p>
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		<title>Rússia coloca operações da Nestlé sob administração temporária e amplia controle sobre ativos ocidentais</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/russia-coloca-operacoes-da-nestle-sob-administracao-temporaria</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Toscano]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Sep 2026 21:02:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ativos estrangeiros]]></category>
		<category><![CDATA[L.E.V. Management]]></category>
		<category><![CDATA[Nestlé]]></category>
		<category><![CDATA[Nestlé Kuban]]></category>
		<category><![CDATA[Nestlé Russia]]></category>
		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
		<category><![CDATA[Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Vladimir Putin]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Rússia colocou sob administração temporária as duas principais estruturas corporativas da Nestlé no país, ampliando a intervenção estatal sobre negócios de grupos ocidentais que permaneceram no mercado russo após a invasão da Ucrânia. O decreto assinado pelo presidente Vladimir Putin em 17 de setembro transferiu para a L.E.V. Management as participações estrangeiras em Nestlé [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Rússia colocou sob administração temporária as duas principais estruturas corporativas da Nestlé no país, ampliando a intervenção estatal sobre negócios de grupos ocidentais que permaneceram no mercado russo após a invasão da Ucrânia. O decreto assinado pelo presidente Vladimir Putin em 17 de setembro transferiu para a L.E.V. Management as participações estrangeiras em Nestlé Russia e Nestlé Kuban. A companhia suíça informou nesta sexta-feira (18) que está avaliando a situação e suas alternativas para proteger os próprios direitos e assegurar a continuidade das operações, especialmente em relação aos empregados.</p>
<p>A medida não equivale, juridicamente, a uma transferência definitiva de propriedade. O mecanismo russo de administração temporária, criado por decreto presidencial em 2023, permite que um gestor indicado pelo Estado exerça poderes do proprietário sobre determinados ativos, com exceção da disposição patrimonial. Em casos anteriores, porém, esse tipo de intervenção foi seguido por processos de venda ou transferência de ativos de <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339718">empresas</a> estrangeiras para compradores russos.</p>
<p>No caso da Nestlé, o decreto alcança 100% das participações estrangeiras de duas subsidiárias. Na Nestlé Kuban, 67,44% pertencem à Societe des Produits Nestle S.A. e 32,56% à Nestle Deutschland AG. Na Nestlé Russia, as participações são de 84,082% e 15,918%, respectivamente. Em ambos os casos, a soma chega a 100%, o que significa que a decisão alcança integralmente o capital controlado pelos acionistas estrangeiros nas duas empresas.</p>
<h2>Medida atinge duas empresas da Nestlé e outras companhias ocidentais</h2>
<p>A decisão sobre a Nestlé faz parte de um decreto mais amplo. A mesma medida colocou sob administração temporária ativos da Auchan, da antiga Leroy Merlin — hoje operada no país sob a marca Lemana Pro — e de duas estruturas russas da empresa de logística FM Logistic. Levantamentos da imprensa empresarial russa indicam que, ao todo, 16 pessoas jurídicas foram incluídas no decreto.</p>
<p>Dentro desse conjunto, Nestlé Russia e Nestlé Kuban representam duas das 16 entidades alcançadas, ou 12,5% do total. A amplitude do decreto, que reúne alimentos, varejo, logística e outros <a class="wpil_keyword_link" title="Negócios" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339717">negócios</a> ligados a grupos estrangeiros, mostra que a intervenção não está restrita à indústria alimentícia. Para a Nestlé, o efeito imediato é a perda do controle direto sobre suas duas subsidiárias enquanto a administração temporária estiver em vigor.</p>
<p>A L.E.V. Management, empresa que recebeu a responsabilidade pela gestão, foi registrada em Moscou em 2024 e tem capital social de 15 mil rublos, segundo registros empresariais russos citados pela imprensa local. Andrei Krayushkin aparece como diretor-geral desde 10 de setembro de 2026. Os dados societários públicos consultados não estabelecem, por si só, uma relação formal de controle da companhia com o Estado russo.</p>
<h2>Nestlé reduziu presença no país, mas manteve fábricas e produção essencial</h2>
<p>A Nestlé está presente na Rússia desde a década de 1990 e mantém seis fábricas no país, com produção de itens como café, alimentos para animais e fórmulas infantis. A empresa informa que emprega cerca de 7 mil pessoas em território russo. Depois da invasão em larga escala da Ucrânia, em 2022, a companhia interrompeu diversas marcas, reduziu importações e exportações não essenciais, suspendeu publicidade e investimentos de capital e concentrou sua atuação em produtos considerados essenciais.</p>
<p>Essa estratégia reduziu a exposição financeira da Rússia ao resultado consolidado do grupo. Em 2021, último ano em que a companhia divulgou separadamente um valor de vendas russo antes da mudança de <a class="wpil_keyword_link" title="Política" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339716">política</a>, as receitas no país ficaram em cerca de 2 bilhões de francos suíços, equivalentes a aproximadamente 2% das vendas globais. Estimativas de analistas citadas nesta sexta-feira apontam participação próxima de 1% atualmente. Comparados de forma simples, os dois indicadores sugerem uma redução pela metade da fatia russa nas vendas do grupo, embora os períodos e as bases de cálculo não sejam idênticos.</p>
<p>A existência de seis fábricas e de milhares de empregados mantém a relevância operacional da operação, mesmo com a participação menor na receita consolidada. A decisão atinge, portanto, não apenas a estrutura societária, mas atividades industriais, distribuição e relações com fornecedores locais.</p>
<p>Em comunicado divulgado nesta sexta-feira, a empresa afirmou que tomou conhecimento do decreto e que está avaliando a situação e as opções disponíveis. A Nestlé disse estar comprometida em tomar as medidas necessárias para proteger seus direitos e manter a continuidade dos negócios em benefício de todas as partes interessadas, com destaque para os funcionários.</p>
<h2>Decreto russo amplia uma estratégia adotada desde 2023</h2>
<p>A base jurídica para esse tipo de intervenção foi criada em abril de 2023, quando Vladimir Putin assinou o Decreto nº 302 sobre a administração temporária de determinados bens. A norma estabelece que ativos de empresas vinculadas a países classificados pelo governo russo como hostis podem ser colocados sob gestão temporária em determinadas circunstâncias. O texto também prevê a possibilidade de o presidente designar um administrador diferente da Agência Federal de Gestão de Propriedade, a Rosimushchestvo.</p>
<p>A característica central do modelo é a diferença entre administração e transferência definitiva da propriedade. O administrador temporário passa a exercer poderes do proprietário sobre os ativos abrangidos, mas a estrutura jurídica não transforma automaticamente a medida em uma venda ou expropriação definitiva. Por isso, o caso da Nestlé deve ser descrito neste momento como administração temporária.</p>
<p>O histórico do mecanismo ajuda a dimensionar o risco futuro sem transformar uma possibilidade em fato consumado. Empresas como a francesa Danone e a cervejaria Carlsberg já tiveram negócios colocados sob controle russo desde o início da guerra. Em casos anteriores, a administração temporária foi seguida por processos de venda ou transferência dos ativos para compradores russos. Também houve situações de saída negociada de empresas estrangeiras com descontos e tributação sobre saídas.</p>
<h2>Pedido de empresa russa antecedeu decisão de Putin</h2>
<p>A intervenção também tem uma cronologia específica. Antes da assinatura do decreto, a empresa russa KS Logistika havia pedido ao Kremlin que submetesse ativos da Nestlé a administração temporária. O pedido, segundo relatos publicados em agosto, abrangia cinco entidades ligadas à companhia suíça e poderia, em tese, abrir caminho para uma mudança de propriedade.</p>
<p>Naquele momento, a Nestlé afirmou que não havia sido contatada pelas autoridades russas sobre o pedido. A sequência entre a solicitação, a publicação do decreto em 17 de setembro e a reação oficial da empresa em 18 de setembro estabelece uma mudança rápida de status jurídico e operacional: o pedido deixou de ser uma demanda externa e passou a resultar em uma ordem presidencial com efeitos sobre o controle das subsidiárias.</p>
<p>O governo russo apresentou o enquadramento político da medida por meio da classificação de Suíça e França como países “hostis”. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que essa condição foi considerada na decisão. A Suíça passou a adotar grande parte das sanções da União Europeia contra a Rússia depois da invasão da Ucrânia, aumentando o atrito entre Moscou e empresas suíças que continuaram a operar no <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339719">mercado</a> russo.</p>
<p>Para a Nestlé, há ainda um elemento específico relacionado à política empresarial adotada desde 2022. A companhia reduziu substancialmente a expansão e o investimento no país, ao mesmo tempo em que manteve atividades relacionadas a alimentos considerados essenciais. Relatos da imprensa russa indicaram que a falta de planos de ampliação de capacidade e a interrupção de exportações de produtos fabricados no país estavam entre os motivos associados ao pedido de administração temporária.</p>
<h2>Impacto financeiro imediato é menor que o risco patrimonial</h2>
<p>As primeiras reações do mercado indicaram pressão sobre as ações da Nestlé em Zurique, que chegaram a cair cerca de 1,5% no início do pregão de sexta-feira. O movimento ocorreu em um cenário no qual os analistas avaliam que a Rússia representa uma parcela relativamente pequena das vendas consolidadas do grupo.</p>
<p>O risco patrimonial, porém, vai além da participação da Rússia na receita. A companhia passa a enfrentar a possibilidade de perder o controle sobre ativos industriais e comerciais e de ter de definir sua estratégia diante de um regime de gestão que ela não escolheu. O impacto final dependerá da duração da administração temporária, da preservação das operações, de eventual processo de desinvestimento e das condições impostas pelo governo russo.</p>
<p>O caso também aumenta a atenção sobre a política adotada por multinacionais que ainda mantêm ativos na Rússia. Desde 2022, empresas estrangeiras passaram a enfrentar restrições crescentes para vender negócios, com exigências de descontos e tributação sobre saídas. A administração temporária adiciona outro elemento: mesmo quando a empresa mantém formalmente a propriedade, ela pode perder a capacidade de exercer o controle operacional e societário sobre os ativos.</p>
<p>Neste momento, a Nestlé não anunciou uma medida jurídica ou financeira específica além da revisão de alternativas e da afirmação de que pretende proteger seus direitos. Também não há indicação, no comunicado da empresa, de uma retirada imediata das fábricas ou de interrupção das operações. O próximo passo dependerá da forma como a administração temporária será implementada e de quais decisões serão tomadas pelo gestor nomeado pelo Kremlin.</p>
<p>A distinção entre controle e propriedade será central para a evolução do caso. Enquanto a estrutura acionária permanecer formalmente em nome das empresas estrangeiras, a Nestlé continuará com seus direitos patrimoniais reconhecidos. Se a administração temporária vier a ser seguida por venda compulsória, transferência para um comprador russo ou outra forma de alienação, o episódio passará para uma etapa diferente, com efeitos financeiros e jurídicos potencialmente mais amplos para a companhia suíça e seus acionistas.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Nestlé &#8211; comunicado de 18 de setembro de 2026 sobre a administração temporária de suas operações na Rússia</em></p>
<p><em>Kommersant &#8211; decreto presidencial de 17 de setembro de 2026 e composição societária da Nestlé Russia e Nestlé Kuban</em></p>
<p><em>Reuters &#8211; informações sobre a administração temporária, presença industrial da Nestlé na Rússia e histórico do mecanismo</em></p>
<p><em>RBC &#8211; dados societários e cadastrais da L.E.V. Management e das empresas colocadas sob administração temporária</em></p>
<p><em>Vedomosti &#8211; relação das empresas e pessoas jurídicas incluídas no decreto de 17 de setembro de 2026</em></p>
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		<title>Livro de Charles Spencer sobre Diana provoca resposta rara do Palácio de Buckingham</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/livro-charles-spencer-diana-resposta-palacio-buckingham</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Toscano]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Sep 2026 18:28:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Buckingham Palace]]></category>
		<category><![CDATA[Charles Spencer]]></category>
		<category><![CDATA[Diana]]></category>
		<category><![CDATA[família real britânica]]></category>
		<category><![CDATA[monarquia britânica]]></category>
		<category><![CDATA[Príncipe Harry]]></category>
		<category><![CDATA[rei Charles III]]></category>
		<category><![CDATA[Swan Song]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A publicação de Swan Song: Diana, My Sister, livro de memórias de Charles Spencer sobre a irmã, a princesa Diana, recolocou nesta semana episódios da crise que envolveu a família real britânica em 1997 no centro do debate público e provocou uma rara manifestação do Palácio de Buckingham. Trechos divulgados antes do lançamento de 22 [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A publicação de <em>Swan Song: Diana, My Sister</em>, livro de memórias de Charles Spencer sobre a irmã, a princesa Diana, recolocou nesta semana episódios da crise que envolveu a família real britânica em 1997 no centro do debate público e provocou uma rara manifestação do Palácio de Buckingham. Trechos divulgados antes do lançamento de 22 de setembro relatam que o então príncipe Charles teria reagido de forma considerada por Spencer incompatível com o momento da morte de Diana e que, durante uma discussão sobre o funeral, teria dito que “logo vamos esquecê-la”. O Palácio contestou a narrativa de forma indireta, afirmando que o sofrimento provocado pela morte de um irmão pode afetar razão, julgamento e memória.</p>
<p>O episódio ganhou dimensão adicional porque ocorre 29 anos depois da morte de Diana e a poucos dias da chegada do livro às livrarias no Reino Unido. Publicado pela Penguin Michael Joseph no <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339746">mercado</a> britânico e pela Penguin Press nos Estados Unidos, o volume terá 384 páginas e foi anunciado para lançamento global em 22 de setembro. A editora informa que a obra será publicada em 12 idiomas e apresenta o relato de Spencer sobre a vida da irmã, sua relação familiar com ela e a semana de sua morte.</p>
<p>A controvérsia, portanto, não se limita a uma nova biografia sobre Diana. O livro parte de uma testemunha familiar direta dos acontecimentos e recupera uma disputa específica sobre a cerimônia fúnebre, ao mesmo tempo em que reabre questões sobre a relação entre Diana e Charles. Como o conteúdo central ainda está sendo conhecido por meio de trechos publicados antes da obra completa, as afirmações sobre conversas privadas devem ser tratadas como relatos de memória de Spencer, e não como fatos independentes estabelecidos.</p>
<h2>Memórias de Spencer recolocam o funeral de Diana no centro da disputa</h2>
<p>Segundo os trechos divulgados pela imprensa britânica, Spencer afirma que recebeu uma ligação de Charles após a morte da irmã e percebeu no então príncipe uma reação que descreveu como excessivamente animada diante da tragédia. Em outro episódio, o irmão de Diana relata uma discussão sobre a participação dos filhos dela, William e Harry, na procissão fúnebre e atribui a Charles a frase segundo a qual eles acabariam esquecendo Diana.</p>
<p>A questão do cortejo tem peso particular porque William tinha 15 anos e Harry, 12, quando a mãe morreu. Os dois caminharam atrás do caixão na procissão entre o Palácio de Kensington e a Abadia de Westminster, em 6 de setembro de 1997, ao lado de Charles, do avô, príncipe Philip, e de Spencer. O relato de Spencer sustenta que ele havia se oposto à participação dos sobrinhos por considerar que os adolescentes seriam expostos a uma pressão desnecessária.</p>
<p>O funeral tornou-se, posteriormente, uma das imagens mais marcantes da relação entre a monarquia e o público britânico. A presença dos dois príncipes adolescentes, acompanhados pelos adultos da família, foi televisionada internacionalmente e permanece associada à forma como a instituição lidou com a morte de Diana.</p>
<p>O novo livro acrescenta uma dimensão pessoal ao episódio ao apresentar a versão do irmão da princesa. Spencer não escreve como historiador externo ou biógrafo contratado pela Casa Real, mas como integrante da família que participou das decisões e dos conflitos daquele período. Essa posição também está no centro do contraponto apresentado pelo Palácio.</p>
<h2>Palácio responde de forma incomum a relato de caráter pessoal</h2>
<p>O Palácio de Buckingham afirmou que, em princípio, não comenta livros. Ainda assim, respondeu aos trechos antes da publicação integral da obra. A manifestação diz que o rei está consciente de que “a dor do luto entre irmãos” pode obscurecer a razão, afetar o julgamento e influenciar a memória, inclusive muitos anos depois da perda. A formulação não apresenta uma reconstrução detalhada dos acontecimentos de 1997, mas contesta a confiabilidade da lembrança apresentada por Spencer.</p>
<p>A escolha das palavras é relevante para a cobertura porque a instituição não confirmou os episódios narrados pelo irmão de Diana e também não apresentou, na manifestação pública divulgada, uma cronologia alternativa para as conversas privadas. O ponto formal levantado pelo Palácio é a possibilidade de distorção da memória causada pelo luto.</p>
<p>A reação ocorre quase duas décadas e meia depois de outra resposta que se tornou referência na comunicação da família real. Em 2021, durante a crise provocada pelas declarações públicas de Harry e Meghan, a então rainha Elizabeth II afirmou que “algumas lembranças podem variar”. A comparação ajuda a dimensionar a recorrência de uma estratégia em que a instituição evita entrar em confronto detalhado com versões individuais, mas registra sua discordância.</p>
<p>No caso atual, porém, a disputa é especialmente sensível porque envolve Diana, cuja morte provocou uma reação pública de enormes proporções no Reino Unido. O episódio também reaparece em um momento no qual seu filho Harry voltou a ocupar espaço público no país, enquanto o núcleo sênior da família mantém compromissos oficiais.</p>
<h2>Retorno de Harry adiciona uma segunda frente à exposição da família</h2>
<p>Em 17 de setembro, Harry fez em Londres sua primeira aparição pública desde o retorno ao Reino Unido com a família. Ele participou da primeira edição do Invictus Spirit Awards, evento ligado ao movimento que criou para homenagear militares, veteranos e outras pessoas afetadas por doenças ou ferimentos. A organização Invictus Games Foundation confirmou que a cerimônia inaugural ocorreu em Londres neste mês.</p>
<p>A aparição ocorreu poucos dias depois de Charles ter reafirmado oficialmente a posição de Harry e Meghan dentro da estrutura real. Em 7 de setembro, uma carta encaminhada a autoridades governamentais e militares esclareceu que o casal continua fora das funções oficiais da monarquia e que seus trabalhos filantrópicos são desenvolvidos em caráter privado. O documento também reiterou que os estilos de tratamento de “His Royal Highness” e “Her Royal Highness” permanecem sem uso.</p>
<p>O calendário da família em 17 de setembro mostrou a separação entre os compromissos oficiais e a agenda do duque de Sussex. No mesmo dia, Charles participou de um fórum sobre inteligência artificial na Escócia, realizado em Dumfries House, enquanto William e Catherine, princesa de Gales, cumpriram compromissos oficiais na Ilha de Bute. Os registros oficiais da Casa Real confirmam os eventos.</p>
<p>A coincidência temporal não estabelece uma relação formal entre o lançamento do livro e a agenda de Harry. Ela, no entanto, coloca duas narrativas familiares relacionadas a Diana no mesmo espaço público: de um lado, a memória da princesa reconstruída pelo irmão; de outro, o retorno de um de seus filhos ao país e a tentativa da monarquia de delimitar sua condição institucional.</p>
<h2>Livro chega antes de uma nova onda de atenção à memória de Diana</h2>
<p>A escolha do momento para a publicação também ajuda a explicar o interesse gerado em torno da obra. A Penguin afirma que Spencer decidiu registrar suas próprias lembranças diante da proximidade do trigésimo aniversário da morte da irmã. Na apresentação editorial, o autor diz que recebeu sucessivos pedidos para falar sobre Diana e decidiu colocar no papel suas memórias em vez de continuar lendo interpretações de terceiros.</p>
<p>Esse intervalo cria um ciclo prolongado de exposição pública da memória da princesa. O aniversário de 30 anos da morte de Diana será em 31 de agosto de 2027, mas os preparativos editoriais e comerciais já começaram a mobilizar o mercado britânico.</p>
<p>Um exemplo está fora da literatura. A Sotheby’s anunciou em setembro que o vestido preto usado por Diana em 29 de junho de 1994, posteriormente conhecido como “vestido da vingança”, será levado a leilão em Nova York em 9 de dezembro. A estimativa da casa para a peça está entre US$ 150 mil e US$ 300 mil.</p>
<p>A concentração de eventos relacionados à princesa mostra que a memória de Diana continua tendo impacto simultaneamente editorial, cultural e comercial quase três décadas após sua morte. No caso do livro de Spencer, entretanto, a exposição envolve também a relação entre dois integrantes de uma família que permanece sob observação mundial.</p>
<p>A obra não representa uma biografia autorizada pela família real nem um documento oficial sobre a morte de Diana. Trata-se de uma memória pessoal, produzida a partir da perspectiva de um dos irmãos da princesa. A reação do Palácio deixa claro que as lembranças apresentadas por Spencer não são aceitas como registro consensual dos acontecimentos.</p>
<p>A publicação integral em 22 de setembro deverá ampliar o conjunto de episódios conhecidos e permitir a avaliação do contexto em que cada relato é apresentado. Até lá, as informações mais contundentes sobre Charles permanecem vinculadas aos trechos antecipados e à narrativa de Spencer. O Palácio, por sua vez, já registrou publicamente sua objeção central: a distância de quase 30 anos e o impacto do luto podem interferir na forma como acontecimentos privados são lembrados.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Penguin Random House &#8211; anúncio editorial de Swan Song: Diana, My Sister, data de lançamento, proposta da obra e declaração de Charles Spencer</em></p>
<p><em>Penguin Michael Joseph &#8211; informações editoriais de Swan Song, de Charles Spencer, e data de publicação no Reino Unido</em></p>
<p><em>The Royal Family &#8211; discurso de Charles no fórum sobre inteligência artificial realizado em Dumfries House em 17 de setembro de 2026</em></p>
<p><em>The Royal Family &#8211; Court Circular com os compromissos oficiais de Charles, William e Catherine em 17 de setembro de 2026</em></p>
<p><em>Invictus Games Foundation &#8211; informações sobre a primeira edição dos Invictus Spirit Awards em Londres</em></p>
<p><em>Buckingham Palace &#8211; manifestação divulgada em resposta aos relatos de Charles Spencer sobre Diana e os acontecimentos posteriores à morte da princesa</em></p>
<p><em>Sotheby’s &#8211; anúncio do leilão do vestido usado por Diana em 1994 e estimativa de valor da peça</em></p>
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		<title>Fechamento de refinarias elevou em 76 bilhões de rands as importações de combustíveis da África do Sul</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/fechamento-refinarias-africa-do-sul-importacoes-combustiveis</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandro Dias]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Sep 2026 04:29:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[África do Sul]]></category>
		<category><![CDATA[Central Energy Fund]]></category>
		<category><![CDATA[combustíveis]]></category>
		<category><![CDATA[Petróleo]]></category>
		<category><![CDATA[refinarias]]></category>
		<category><![CDATA[Sapref]]></category>
		<category><![CDATA[segurança energética]]></category>
		<category><![CDATA[South African Reserve Bank]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Fechamento de refinarias elevou em R$ 76 bilhões a conta de combustíveis da África do Sul Estudo do banco central calcula custo adicional entre 2021 e 2024; importações já suprem mais da metade da demanda, enquanto governo prepara reconstrução da Sapref Por Sandro Dias A perda de capacidade de refino de petróleo custou à África [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h1>Fechamento de refinarias elevou em R$ 76 bilhões a conta de combustíveis da África do Sul</h1>
<p><strong>Estudo do banco central calcula custo adicional entre 2021 e 2024; importações já suprem mais da metade da demanda, enquanto governo prepara reconstrução da Sapref</strong></p>
<p><strong>Por Sandro Dias</strong></p>
<p>A perda de capacidade de refino de petróleo custou à África do Sul cerca de 76 bilhões de rands em importações adicionais de combustíveis entre 2021 e 2024, segundo estudo econômico publicado pelo South African Reserve Bank (SARB). O montante equivale a aproximadamente US$ 4,7 bilhões pela referência cambial utilizada na comparação e mostra que o fechamento de refinarias deixou de ser apenas um problema da indústria de petróleo para se transformar em uma questão de balança comercial, atividade industrial e segurança energética. O país, que durante anos esteve próximo da autossuficiência em combustíveis líquidos, passou a depender crescentemente da compra de gasolina, diesel, querosene de aviação e outros derivados já processados no exterior.</p>
<p>O cálculo do SARB considera um cenário em que os derivados refinados continuariam representando aproximadamente 25% das importações de petróleo do país, proporção observada antes da deterioração mais acentuada da capacidade de processamento doméstico. Se essa composição tivesse sido mantida, a conta de importações do setor teria sido, em média, 6,1% menor entre 2021 e 2024. O exercício não significa que a África do Sul poderia prescindir de compras externas, já que suas refinarias também dependem de petróleo bruto importado, mas mostra a diferença econômica entre comprar a matéria-prima e processá-la localmente ou adquirir no exterior o combustível já pronto e com maior valor agregado.</p>
<h2>Dependência de combustível importado mudou o setor de petróleo</h2>
<p>A África do Sul construiu ao longo de décadas uma das maiores estruturas de produção de combustíveis líquidos do continente africano. Somadas as refinarias convencionais e as unidades capazes de converter carvão e gás em combustíveis, a capacidade instalada chegou a aproximadamente 720 mil barris por dia, volume que em determinados períodos era suficiente para cobrir grande parte de um consumo nacional pouco superior a 600 mil barris diários. Esse quadro começou a mudar com uma sequência de paralisações, acidentes, dificuldades financeiras e decisões empresariais que reduziram substancialmente a capacidade efetivamente disponível.</p>
<p>A Sapref, em Durban, que processava cerca de 180 mil barris por dia e chegou a ser a maior refinaria de petróleo bruto do país, deixou de operar. A Enref, também localizada em Durban, foi convertida para atividades ligadas à importação e ao armazenamento de combustíveis, enquanto a unidade da PetroSA em Mossel Bay interrompeu a produção após enfrentar problemas com o suprimento de matéria-prima e custos operacionais. Com menos petróleo sendo processado dentro do país, os importadores passaram a trazer volumes cada vez maiores de derivados acabados. Produtos refinados, que anteriormente respondiam por aproximadamente um quarto das importações associadas ao petróleo, passaram a representar mais da metade da oferta necessária para atender o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="339427">mercado</a> doméstico.</p>
<p>Essa transformação tem efeitos que vão além do preço pago pelos combustíveis. Quando o petróleo bruto é importado e refinado internamente, uma parte maior do valor econômico permanece no país por meio da atividade industrial, dos salários, da manutenção das instalações, da contratação de serviços especializados e da movimentação de fornecedores. Ao substituir esse modelo pela importação do combustível já processado, a África do Sul continua garantindo o abastecimento, mas transfere para outros países uma parcela da atividade que antes era realizada dentro de suas fronteiras.</p>
<h2>Apenas duas refinarias de petróleo bruto continuam operando</h2>
<p>A infraestrutura disponível atualmente é muito menor do que a existente há uma década. A África do Sul mantém duas refinarias de petróleo bruto em operação: a Natref, em Sasolburg, e a unidade da Astron Energy na Cidade do Cabo. A Sasol também continua operando em Secunda uma grande instalação que transforma carvão em combustíveis líquidos e desempenha papel importante no abastecimento nacional. A concentração da produção em poucas unidades, entretanto, tornou o sistema mais sensível a falhas operacionais, manutenções programadas e interrupções inesperadas.</p>
<p>A Natref voltou a enfrentar restrições operacionais em agosto e setembro de 2026, afetando principalmente a oferta de combustível de aviação. O episódio mostrou como uma dificuldade em apenas uma instalação pode ganhar dimensão nacional quando existem poucas alternativas domésticas disponíveis. A lacuna precisa ser coberta por estoques ou importações, o que exige capacidade nos portos, terminais, dutos e sistemas de transporte terrestre. Parte dessa infraestrutura foi concebida para complementar o refino nacional, e não necessariamente para sustentar de forma permanente um mercado no qual mais da metade dos combustíveis é atendida por fornecedores externos.</p>
<p>Essa dependência acrescenta novos riscos ao abastecimento. Além do preço internacional do petróleo, entram na conta os custos dos derivados, do frete marítimo e do seguro, a disponibilidade de navios, a situação dos portos e eventuais interrupções nas principais rotas comerciais. Uma crise internacional pode, portanto, afetar simultaneamente preço e disponibilidade, enquanto uma desvalorização do rand diante do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank"  rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="339430">dólar</a> amplia o impacto em moeda local.</p>
<h2>Perda industrial atingiu produção e cerca de 5,4 mil empregos</h2>
<p>O estudo publicado pelo SARB mostra que o efeito das paralisações não ficou restrito às compras externas. A produção da indústria relacionada a petróleo e produtos químicos caiu aproximadamente 20% desde 2019, enquanto cerca de 5,4 mil empregos diretos e indiretos foram afetados pela redução da atividade. A estimativa considera aproximadamente 2.150 postos diretamente vinculados às instalações atingidas e outros 3.300 distribuídos pelas cadeias de fornecedores, manutenção, engenharia, transporte, armazenagem e serviços especializados.</p>
<p>O impacto econômico desses empregos é relevante porque refinarias concentram mão de obra técnica e atividades industriais de maior complexidade. Engenheiros, operadores, técnicos de manutenção, <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="339426">empresas</a> de equipamentos e prestadores de serviços formam um ecossistema que não é integralmente reproduzido quando uma refinaria é substituída por um terminal de importação. Armazenar e distribuir gasolina ou diesel comprado no exterior também demanda trabalhadores e investimentos, mas envolve uma cadeia produtiva menor do que aquela necessária para transformar petróleo bruto em diferentes produtos finais.</p>
<p>A deterioração da capacidade também coincidiu com o adiamento de investimentos. Modernizar uma refinaria antiga exige recursos elevados e, durante anos, empresas do setor enfrentaram incerteza sobre novas exigências ambientais, especificações de combustíveis e retorno econômico dos projetos. Para algumas companhias, a combinação de instalações envelhecidas, necessidade de grandes aportes e margens pressionadas tornou a saída do refino mais atraente do que a modernização dos ativos.</p>
<h2>Custo adicional ficou concentrado principalmente em 2022</h2>
<p>Os pesquisadores do banco central estimaram o impacto sobre as importações comparando o que efetivamente ocorreu com uma composição hipotética em que o petróleo bruto continuaria respondendo por 75% das compras externas do setor e os derivados refinados permaneceriam em 25%. A diferença calculada foi de aproximadamente 7,2 bilhões de rands em 2021, quase 40 bilhões em 2022, 18,5 bilhões em 2023 e 10,4 bilhões em 2024. No conjunto dos quatro anos, o valor ultrapassa 76 bilhões de rands.</p>
<p>O peso de 2022 chama atenção: sozinho, o ano concentrou mais da metade da diferença estimada para todo o período. Além da queda da capacidade doméstica, o mercado mundial de energia atravessava forte pressão sobre preços e disponibilidade de combustíveis. Para um país que já estava aumentando a participação de derivados importados, o choque internacional encontrou uma estrutura mais dependente do mercado externo do que poucos anos antes.</p>
<p>Os números também ajudam a esclarecer o significado econômico da perda de refinarias. O custo não corresponde simplesmente ao valor de petróleo que deixou de ser produzido no país, até porque a África do Sul não dispõe de produção doméstica suficiente de petróleo bruto para alimentar toda a sua indústria. A diferença está no estágio em que o produto é importado. Quanto maior a parcela de derivados acabados na pauta de compras externas, maior é a quantidade de processamento e valor agregado realizada fora da <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank"  rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="339428">economia</a> sul-africana.</p>
<h2>Governo aposta na reconstrução da Sapref</h2>
<p>A principal tentativa de alterar essa trajetória está concentrada na Sapref. A antiga refinaria ao sul de Durban, anteriormente controlada por Shell e BP, tinha capacidade próxima de 180 mil barris por dia antes da paralisação. Os ativos foram transferidos para o Central Energy Fund (CEF), grupo estatal responsável por investimentos considerados estratégicos no setor energético, e passaram a fazer parte de um plano de recuperação mais amplo da capacidade de refino do país.</p>
<p>A estratégia apresentada em setembro de 2026 foi dividida em três etapas. A primeira prevê o aproveitamento imediato dos tanques e de outras estruturas existentes para armazenar e movimentar combustíveis importados, permitindo que o ativo volte a gerar receita mesmo antes do reinício do processamento de petróleo. A fase seguinte prevê a reconstrução da refinaria com capacidade aproximada de 400 mil barris por dia, mais do que o dobro da capacidade histórica da Sapref e um volume que, se efetivamente alcançado, seria suficiente para modificar de forma significativa a relação atual entre produção doméstica e importações.</p>
<p>Uma terceira etapa admite a ampliação da instalação para algo entre 400 mil e 650 mil barris diários. O projeto, contudo, ainda depende de financiamento, licenciamento, engenharia e definições sobre o cronograma de execução. A distância entre capacidade anunciada e capacidade disponível é particularmente importante em projetos desse porte. Uma refinaria capaz de processar centenas de milhares de barris por dia exige investimentos de grande escala, contratos de longo prazo para fornecimento de petróleo, infraestrutura logística adequada e mercado suficiente para operar com eficiência econômica.</p>
<h2>Estoques estratégicos ganham importância</h2>
<p>Enquanto tenta reconstruir o parque de refino, o governo sul-africano também trabalha para aumentar sua proteção contra interrupções externas. Em julho, o gabinete aprovou para consulta pública uma <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="339429">política</a> de estoques estratégicos de petróleo e derivados. A proposta estabelece que a South African National Petroleum Company mantenha inicialmente reservas correspondentes a 60 dias das importações líquidas, com uma expansão gradual para 90 dias no longo prazo.</p>
<p>A política busca reduzir a vulnerabilidade a crises internacionais, problemas em rotas marítimas ou falhas de fornecimento. Os estoques, no entanto, cumprem funções diferentes dependendo do produto armazenado. Reservas de diesel, gasolina e querosene podem ser direcionadas diretamente ao mercado em uma emergência. Já estoques de petróleo bruto dependem da existência de refinarias operacionais capazes de transformá-los em combustíveis utilizáveis. Por isso, a recuperação da capacidade industrial e a formação de reservas são tratadas pelo governo como partes complementares de uma mesma estratégia de segurança energética.</p>
<p>O assunto ganhou urgência adicional em 2026 com novas tensões no Oriente Médio e a alta do petróleo Brent, que chegou a superar US$ 100 por barril em março. Em um sistema fortemente dependente de produtos importados, um choque externo pode aumentar o custo do petróleo, dos derivados e do transporte marítimo ao mesmo tempo. Se o rand se enfraquecer diante do dólar, o efeito sobre a economia doméstica torna-se ainda maior.</p>
<h2>Refino volta ao centro da política industrial</h2>
<p>A experiência dos últimos anos mudou a maneira como a África do Sul encara suas refinarias. Durante parte da década passada, a discussão estava concentrada principalmente na rentabilidade de instalações antigas e no custo de modernizá-las. Com o aumento das importações, o debate passou a incluir questões de balança comercial, emprego, infraestrutura logística e capacidade do país de atravessar choques internacionais sem comprometer o abastecimento.</p>
<p>O próprio estudo do SARB ressalta que o fechamento das refinarias não provoca, por si só, uma elevação mecânica dos preços domésticos, uma vez que a formação dos combustíveis já incorpora referências internacionais. A mudança aparece com mais clareza na composição das importações e na exposição externa. O país continua precisando comprar energia no mercado internacional, mas passou a comprar uma parcela maior do produto no estágio de maior valor agregado.</p>
<p>Os 76 bilhões de rands estimados em importações adicionais entre 2021 e 2024 dão uma dimensão financeira dessa mudança. Somados à redução da produção industrial, aos milhares de empregos afetados e ao aumento da dependência logística, os números explicam por que o governo decidiu voltar a tratar a capacidade de refino como um ativo estratégico. Se a reconstrução da Sapref avançar conforme o planejado, a África do Sul poderá recuperar parte do processamento perdido e reduzir a necessidade de importar combustíveis prontos. Até lá, o país continuará mais exposto ao preço internacional da energia, ao câmbio e ao funcionamento das rotas marítimas que hoje sustentam parcela crescente de seu abastecimento.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>South African Reserve Bank &#8211; estudo econômico sobre fechamento de refinarias, importações de derivados, produção industrial, emprego e impactos sobre a balança comercial</em></p>
<p><em>South African Reserve Bank &#8211; boletins econômicos e dados sobre importações de petróleo bruto e produtos refinados</em></p>
<p><em>Central Energy Fund &#8211; plano em três fases para utilização, reconstrução e expansão da antiga refinaria Sapref</em></p>
<p><em>South African Government &#8211; decisão do gabinete e proposta de política para estoques estratégicos de petróleo e derivados</em></p>
<p><em>Department of Mineral and Petroleum Resources &#8211; informações oficiais sobre refinarias operacionais e segurança do abastecimento de combustíveis</em></p>
<p><em>Sasol &#8211; atualizações operacionais da refinaria Natref e informações sobre continuidade de produção e fornecimento</em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Ataques fecham oleoduto da Arábia Saudita e ameaçam 4 milhões de barris de petróleo por dia</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/oleoduto-saudi-arabia-ataques-mercado-petroleo</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Toscano]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Sep 2026 16:00:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[AIE]]></category>
		<category><![CDATA[Arábia Saudita]]></category>
		<category><![CDATA[estreito de Ormuz]]></category>
		<category><![CDATA[mercado de petróleo]]></category>
		<category><![CDATA[oleoduto Leste-Oeste]]></category>
		<category><![CDATA[Petróleo]]></category>
		<category><![CDATA[Saudi Aramco]]></category>
		<category><![CDATA[Yanbu]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Arábia Saudita interrompeu o funcionamento do oleoduto Leste-Oeste após ataques com drones em 10 de setembro, colocando sob risco uma rota estratégica usada para levar petróleo do leste do país ao terminal de Yanbu, no Mar Vermelho. O fechamento pode comprometer até 4 milhões de barris de petróleo por dia, aproximadamente 4% da oferta [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Arábia Saudita interrompeu o funcionamento do oleoduto Leste-Oeste após ataques com drones em 10 de setembro, colocando sob risco uma rota estratégica usada para levar petróleo do leste do país ao terminal de Yanbu, no Mar Vermelho. O fechamento pode comprometer até 4 milhões de barris de petróleo por dia, aproximadamente 4% da oferta global recente, justamente quando o <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339389">mercado</a> internacional opera com estoques menores, fretes mais caros e restrições severas à circulação de petróleo pelo Estreito de Ormuz.</p>
<p>O governo saudita informou que vários ataques atingiram o oleoduto nas regiões de Riad e Medina e que a estrutura foi fechada inicialmente por precaução. Em comunicado posterior, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que os drones foram lançados a partir do território iraquiano e que os ataques provocaram feridos e danos materiais. Segundo a autoridade saudita, Riad decidiu não responder imediatamente para permitir que o governo do Iraque adotasse medidas contra ataques lançados de seu território.</p>
<p>A dimensão do problema está na função do oleoduto. A linha Leste-Oeste, também conhecida como Petroline, atravessa cerca de 1.200 quilômetros da Arábia Saudita e conecta áreas produtoras próximas ao Golfo Pérsico ao terminal de Yanbu. Sua utilização permite que parte do petróleo saudita seja exportada sem atravessar o Estreito de Ormuz, corredor marítimo cuja operação está severamente limitada pela guerra entre Irã e forças adversárias na região.</p>
<h2>Estoques dão poucos dias de margem para a Arábia Saudita</h2>
<p>O principal risco imediato está na disponibilidade de petróleo já preparado para exportação. Compradores e comerciantes ouvidos pela Reuters estimaram que os estoques no porto de Yanbu seriam suficientes para manter os níveis atuais de embarques por apenas cinco a sete dias caso o oleoduto permaneça inoperante. Há reservas adicionais armazenadas em instalações egípcias conectadas à logística do Mar Vermelho, mas elas também oferecem uma margem limitada.</p>
<p>A dimensão pode ser estimada pela própria vazão da infraestrutura. Considerando um fluxo próximo de 4 milhões de barris por dia, como o registrado antes da paralisação, cinco dias correspondem a aproximadamente 20 milhões de barris e sete dias equivalem a cerca de 28 milhões de barris. Trata-se de uma referência matemática para a escala da reserva necessária, e não de uma estimativa oficial do volume existente em Yanbu. O dado mais importante é que o estoque disponível não substitui indefinidamente a entrada contínua de petróleo pelo oleoduto.</p>
<p>O problema também é agravado pela redução da produção saudita. De acordo com o relatório mais recente da Agência Internacional de Energia (AIE), a oferta de petróleo do país ficou em aproximadamente 6 milhões de barris por dia em agosto, enquanto a produção havia sido significativamente maior antes do agravamento da guerra. O próprio relatório registra redução de mais de 10 milhões de barris por dia na produção do Golfo em agosto, resultado da insegurança sobre instalações e rotas de exportação.</p>
<p>Em termos relativos, a AIE prevê que a oferta mundial de petróleo caia 5,7 milhões de barris por dia em 2026, para uma média de 100,7 milhões de barris por dia. A queda corresponde a aproximadamente 5,4% da média projetada para o ano. A agência também adiou para 2027 a recuperação completa da oferta do Oriente Médio, em razão da continuidade das restrições provocadas pelo conflito.</p>
<p>A Arábia Saudita continua sendo um dos maiores produtores mundiais, mas sua produção efetiva em agosto estava muito abaixo de sua capacidade sustentável indicada pela AIE. O relatório aponta produção saudita de 5,97 milhões de barris por dia em agosto, contra capacidade sustentável estimada em 10,42 milhões e capacidade adicional efetiva de 12,11 milhões.</p>
<h2>Mercado já opera com estoques em queda</h2>
<p>A interrupção do oleoduto ocorre sobre um mercado que perdeu parte importante de sua margem de segurança desde o início da guerra. A AIE informou que os estoques globais observados recuaram 95 milhões de barris em agosto. Desde fevereiro, a redução acumulada chegou a 507 milhões de barris, equivalente a uma retirada média de cerca de 2,8 milhões de barris por dia das reservas.</p>
<p>Esse movimento reduz a capacidade do mercado de compensar rapidamente uma nova interrupção. O mercado não enfrenta apenas uma perda potencial de fluxo da Arábia Saudita. Há simultaneamente menor circulação de petróleo pelo Golfo Pérsico, limitações no Bab el-Mandeb, riscos sobre instalações energéticas e redução dos estoques globais.</p>
<p>Na sessão de 14 de setembro, o Brent chegou a superar US$ 108 por barril, enquanto o petróleo nos Estados Unidos também avançou. Na semana anterior, o Brent já havia acumulado alta superior a 8%, refletindo a deterioração das condições de oferta e transporte.</p>
<p>O preço, porém, não é o único mecanismo de transmissão do choque. A restrição física da infraestrutura saudita pode alterar a origem dos barris disponíveis para diferentes mercados. Compradores que normalmente contam com petróleo do Oriente Médio podem precisar recorrer a cargas de outras regiões, aumentando distâncias de transporte e pressionando as tarifas de navios-tanque. A AIE já registrou alta expressiva nos custos de frete e afirmou que o transporte marítimo de petróleo passou a sofrer novas interrupções com os ataques no Oriente Médio.</p>
<h2>Yanbu ganhou importância justamente durante a crise de Ormuz</h2>
<p>A relevância estratégica do oleoduto aumentou porque a rota marítima que ele deveria contornar está entre os pontos mais afetados pelo conflito. Antes da guerra, o Estreito de Ormuz concentrava uma parcela muito significativa do comércio mundial de petróleo e derivados. Com a redução do tráfego, a Arábia Saudita passou a depender mais de sua infraestrutura no Mar Vermelho para manter as exportações.</p>
<p>Dados compilados pela indústria indicam que os embarques de petróleo bruto e condensado pelo terminal de Yanbu cresceram para cerca de 3,7 milhões de barris por dia em setembro, ante 3,2 milhões em agosto. Isso representa aumento aproximado de 15,6% em apenas um mês. O dado mostra como a costa do Mar Vermelho passou a absorver uma parcela maior da logística de exportação saudita no momento em que Ormuz perdeu confiabilidade como corredor de transporte.</p>
<p>A interrupção, portanto, não elimina apenas uma determinada vazão de petróleo. Ela enfraquece a principal alternativa terrestre do país para evitar o ponto de estrangulamento marítimo. É essa combinação que elevou o risco para o mercado internacional: a rota alternativa tornou-se mais importante exatamente quando também passou a ser alvo de ataques.</p>
<p>As estimativas sobre o tempo necessário para recuperar integralmente a infraestrutura ainda variam. Fontes do setor consultadas pela Reuters apontam que alguns reparos podem levar cinco a seis semanas, embora também exista a expectativa de retomada parcial antes da conclusão de todas as obras. A diferença entre os cenários é relevante porque determina se a atual pressão será absorvida por estoques e desvio de cargas ou se haverá perda prolongada de oferta efetivamente exportável.</p>
<p>Imagens de satélite e informações sobre danos à infraestrutura reforçaram a percepção de que a ocorrência não se limita a uma paralisação administrativa preventiva. A Arábia Saudita, por sua vez, informou oficialmente que equipes de emergência e técnicos foram mobilizados para proteger a instalação e avaliar sua integridade após os ataques. Até o momento, o governo saudita não divulgou prazo definitivo para a normalização completa do oleoduto.</p>
<p>O impacto também alcança o mercado de derivados. A AIE informou que as exportações líquidas de diesel e gasóleo dos países do Golfo ficaram em média em 390 mil barris por dia em agosto, pouco mais de um quarto dos níveis anteriores à guerra. O volume de derivados exportados da região estava quase 60% abaixo do registrado em fevereiro, o que amplia o risco de que a restrição adicional de petróleo bruto se transforme também em pressão sobre combustíveis refinados.</p>
<p>A questão central agora é a velocidade de recuperação da infraestrutura. Uma retomada rápida reduziria o impacto sobre os estoques e permitiria ao mercado voltar a contar com a principal rota saudita de desvio de Ormuz. Uma interrupção prolongada, ao contrário, encontraria um sistema já submetido a retiradas recordes de estoques, restrições de transporte e queda da produção regional.</p>
<p>Para a Arábia Saudita, a prioridade é restabelecer a circulação até Yanbu e preservar sua capacidade de exportação pelo Mar Vermelho. Para o mercado internacional, cada dia adicional de paralisação aumenta a necessidade de encontrar barris alternativos e amplia a sensibilidade dos preços a novos ataques sobre instalações ou corredores marítimos. Enquanto a guerra mantiver pressionados Ormuz e Bab el-Mandeb, o oleoduto Leste-Oeste deixará de ser apenas uma infraestrutura nacional e continuará funcionando, quando disponível, como uma das principais válvulas de segurança do mercado mundial de petróleo.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Saudi Press Agency &#8211; comunicado do Ministério da Energia sobre o fechamento preventivo do oleoduto Leste-Oeste após ataques em 10 de setembro de 2026</em></p>
<p><em>Ministério das Relações Exteriores da Arábia Saudita &#8211; comunicado sobre os ataques com drones lançados do território iraquiano e os danos provocados ao oleoduto</em></p>
<p><em>Agência Internacional de Energia &#8211; Oil Market Report de setembro de 2026, com dados de produção, oferta global, estoques, exportações e fluxos de derivados</em></p>
<p><em>Reuters &#8211; informações sobre a interrupção do oleoduto, estoques disponíveis em Yanbu, capacidade de transporte e estimativas de prazo para reparos</em></p>
<p><em>Reuters &#8211; dados de mercado sobre os preços do petróleo e os impactos da interrupção da infraestrutura saudita</em></p>
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		<title>Trump libera 300 mil toneladas de carne sem tarifa e promete queda de 25% nos preços</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/trump-importacao-carne-sem-tarifa-precos-eua</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Toscano]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Aug 2026 18:32:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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		<category><![CDATA[agronegócio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (21) a liberação temporária da importação de até 300 mil toneladas métricas de carne bovina sem cobrança de tarifas adicionais, em uma tentativa de aumentar a oferta doméstica e reduzir a pressão dos alimentos sobre o orçamento das famílias americanas. A medida terá duração inicial [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O presidente dos Estados Unidos, <strong>Donald Trump</strong>, anunciou nesta sexta-feira (21) a liberação temporária da importação de até <strong>300 mil toneladas métricas de carne bovina sem cobrança de tarifas adicionais</strong>, em uma tentativa de aumentar a oferta doméstica e reduzir a pressão dos alimentos sobre o orçamento das famílias americanas. A medida terá duração inicial de 90 dias e, segundo Trump, deverá permitir que a carne abrangida pelo programa seja comercializada com preços até 25% inferiores aos atualmente praticados no país.</p>
<p>O anúncio foi feito em publicação na Truth Social e ocorre em um momento de preços elevados da carne bovina nos Estados Unidos, resultado de uma combinação entre oferta restrita de animais, custos de produção e redução do rebanho. Trump afirmou que a abertura adicional das importações terá dupla função: proporcionar alívio imediato aos consumidores e criar condições para que os produtores americanos reconstruam seus plantéis sem a necessidade de elevar rapidamente o ritmo de abate.</p>
<p>Pelas informações apresentadas pelo presidente, a autorização permitirá a entrada de carne destinada principalmente à produção de carne moída fora das cotas anteriormente estabelecidas, sem incidência das tarifas adicionais que normalmente alcançariam esses volumes. O governo, entretanto, ainda não detalhou quais países poderão fornecer o produto, como será distribuída a quantidade autorizada entre os exportadores nem quais mecanismos serão utilizados para assegurar que a redução de custos na importação seja efetivamente transmitida aos preços pagos pelos consumidores.</p>
<p>“Este acordo reduzirá os preços para os americanos, ao mesmo tempo em que dará espaço para que nosso grande rebanho bovino americano volte a crescer”, afirmou Trump ao anunciar a iniciativa.</p>
<h2>Medida tenta aumentar oferta sem pressionar ainda mais o rebanho americano</h2>
<p>A estratégia do governo parte da avaliação de que ampliar rapidamente a oferta doméstica por meio do abate de mais animais poderia aprofundar um problema estrutural do setor pecuário. Quando o número de matrizes e animais disponíveis diminui, elevar o abate pode produzir algum alívio de curto prazo sobre a oferta de carne, mas dificulta a recomposição do rebanho e prolonga as restrições produtivas.</p>
<p>A importação temporária pretende funcionar como uma espécie de ponte entre a demanda atual e a recuperação da pecuária americana. Ao permitir que um volume maior de carne estrangeira entre no <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="338468">mercado</a> durante três meses, a administração Trump tenta reduzir a necessidade de utilizar animais domésticos que poderiam permanecer nas propriedades para reprodução e recomposição do plantel.</p>
<p>O efeito final dependerá, contudo, da velocidade com que a carne adicional chegará ao mercado, da capacidade de processamento da indústria americana e da disposição das <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="338469">empresas</a> de repassar aos consumidores uma eventual redução nos custos de aquisição. A cadeia da carne envolve frigoríficos, distribuidores, atacadistas, redes de supermercados, restaurantes e outros intermediários, de modo que a suspensão de uma tarifa na importação não produz automaticamente uma redução de igual magnitude nos preços de varejo.</p>
<p>A promessa de queda de <strong>25%</strong>, portanto, representa uma meta anunciada pelo presidente, mas os detalhes apresentados até o momento não permitem estabelecer se esse percentual será aplicado diretamente à carne importada, a determinados produtos comercializados ao consumidor ou se corresponde a uma expectativa mais ampla do governo para os preços.</p>
<h2>Volume de 300 mil toneladas pode alterar dinâmica das importações</h2>
<p>A autorização de até 300 mil toneladas métricas em apenas 90 dias representa um volume relevante para o comércio internacional de carne bovina. Caso seja integralmente utilizado, o limite estabelecido equivale a uma média próxima de 100 mil toneladas por mês durante a vigência da medida, criando uma janela significativa para fornecedores estrangeiros capazes de atender às exigências sanitárias e comerciais dos Estados Unidos.</p>
<p>A abertura também pode provocar uma disputa entre grandes países exportadores por participação no novo espaço de mercado. Os Estados Unidos já importam carne de diversos fornecedores e utilizam parte desses volumes para complementar a produção doméstica, especialmente na fabricação de carne moída, em que cortes mais magros importados podem ser combinados com carne americana de maior teor de gordura.</p>
<p>O governo não informou, porém, se a autorização será distribuída proporcionalmente entre fornecedores já habilitados ou se haverá algum mecanismo específico de alocação. Também não foram divulgados critérios sobre origem, tipo de corte, especificações comerciais ou eventuais limites individuais por país.</p>
<p>Essa ausência de detalhes impede, por enquanto, a identificação dos principais beneficiários internacionais da medida. A capacidade de aproveitar a nova cota dependerá não apenas da competitividade de preços, mas também de requisitos sanitários, disponibilidade de produto, logística marítima, capacidade de processamento e relações comerciais previamente estabelecidas com compradores americanos.</p>
<h2>Trump associa preços elevados à gestão anterior</h2>
<p>Ao anunciar a abertura temporária, Trump voltou a responsabilizar o governo de <strong>Joe Biden</strong> pela elevação dos preços dos alimentos e afirmou que sua administração está adotando medidas para reduzir o custo das compras das famílias. A carne bovina tem recebido atenção especial porque aumentos nessa categoria são facilmente percebidos pelo consumidor e têm peso relevante na percepção cotidiana sobre inflação.</p>
<p>A estratégia também coloca o custo dos alimentos no centro da <a class="wpil_keyword_link" title="Política" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="338470">política</a> econômica do governo. Mesmo quando os índices gerais de inflação apresentam desaceleração, determinados produtos podem permanecer em patamares elevados por razões específicas de oferta. No caso da carne, o comportamento dos preços depende de ciclos pecuários que podem levar anos para serem revertidos, já que a expansão do rebanho exige reprodução, nascimento e crescimento dos animais antes de qualquer aumento relevante na disponibilidade para abate.</p>
<p>Por isso, políticas tarifárias podem produzir efeitos mais rápidos do que medidas destinadas exclusivamente ao aumento da produção doméstica. Uma redução de barreiras comerciais pode ampliar a quantidade disponível em semanas ou meses, enquanto a recuperação estrutural do rebanho exige horizonte significativamente maior.</p>
<p>Ao mesmo tempo, uma abertura expressiva das importações pode gerar resistência entre pecuaristas americanos preocupados com a concorrência externa. O equilíbrio político da medida dependerá justamente da capacidade do governo de apresentar a importação temporária como instrumento de apoio à recomposição do próprio setor doméstico, e não como substituição permanente da produção americana.</p>
<h2>Desconto de 25% ainda depende de esclarecimentos</h2>
<p>Um dos pontos que permanecem sem definição é a forma como o governo pretende assegurar a redução de 25% mencionada por Trump. A eliminação de tarifas adicionais reduz o custo de entrada do produto importado, mas a diferença entre esse custo e o valor cobrado nas prateleiras depende de diversos componentes da cadeia comercial.</p>
<p>Transportes, armazenamento refrigerado, processamento, distribuição, custos trabalhistas e margens de frigoríficos e varejistas continuam compondo o preço final. Além disso, a carne importada pode ser utilizada como insumo para produtos processados e misturas, o que dificulta estabelecer uma relação direta entre a redução tarifária e um desconto uniforme aplicado ao consumidor.</p>
<p>Também não ficou claro se o compromisso mencionado pelo presidente foi assumido por empresas privadas, governos estrangeiros, grandes importadores ou algum outro participante da cadeia. Até que esses detalhes sejam apresentados, não é possível determinar de que maneira o percentual será fiscalizado ou quais produtos estarão efetivamente sujeitos à redução.</p>
<p>O desenho operacional será fundamental para avaliar a eficácia da medida. Se o aumento de oferta provocar maior concorrência entre fornecedores, frigoríficos e redes varejistas, a própria dinâmica de mercado poderá exercer pressão baixista sobre os preços. Caso os volumes adicionais apenas substituam outras importações ou sejam absorvidos sem mudança significativa na oferta disponível ao consumidor, o efeito poderá ser mais limitado.</p>
<h2>Abertura cria oportunidade para grandes exportadores de carne</h2>
<p>Embora Trump não tenha identificado os países fornecedores, a ampliação temporária das compras americanas tende a despertar interesse entre os principais exportadores globais. Um mercado com elevado poder de consumo e uma autorização extraordinária de centenas de milhares de toneladas representa uma oportunidade comercial relevante para produtores capazes de cumprir os requisitos impostos pelas autoridades americanas.</p>
<p>A eventual participação de cada país dependerá das condições sanitárias de acesso ao mercado dos Estados Unidos. A existência de produção excedente também será determinante, porque atender rapidamente a uma demanda adicional dessa magnitude exige disponibilidade de gado, capacidade frigorífica e contratos de exportação compatíveis com o período limitado de 90 dias.</p>
<p>Uma entrada maior de carne estrangeira nos Estados Unidos pode ainda provocar efeitos indiretos no comércio mundial. Caso exportadores direcionem volumes que anteriormente seriam enviados a outros destinos para aproveitar preços ou condições comerciais mais favoráveis no mercado americano, compradores concorrentes poderão enfrentar mudanças de oferta e preços.</p>
<p>Esse tipo de redistribuição é comum em mercados de commodities agrícolas, nos quais alterações de tarifas, cotas ou restrições sanitárias em grandes economias são capazes de modificar rotas comerciais em pouco tempo.</p>
<h2>Casa Branca ainda precisa detalhar execução</h2>
<p>A iniciativa anunciada por Trump apresenta, neste primeiro momento, uma estrutura política clara — ampliar a oferta, buscar redução de preços e permitir a recomposição do rebanho americano —, mas ainda depende de informações operacionais para que seus efeitos econômicos possam ser mensurados.</p>
<p>O governo precisará esclarecer como funcionará a cota extraordinária de 300 mil toneladas, quais países e empresas estarão habilitados, quando as primeiras cargas poderão entrar no país, quais produtos serão beneficiados e de que forma será aplicado o compromisso de comercialização com desconto de 25%.</p>
<p>Essas definições também serão importantes para avaliar a quantidade de carne que efetivamente chegará às redes varejistas durante os 90 dias. Autorizar uma importação não significa necessariamente que todo o limite será utilizado, especialmente quando há exigências sanitárias, contratos comerciais, disponibilidade de navios e prazos logísticos envolvidos.</p>
<p>A duração relativamente curta do programa indica que o governo pretende tratar a abertura como medida emergencial, e não como uma mudança permanente da política comercial para a carne bovina. A continuidade ou eventual ampliação dependerá dos resultados observados sobre preços, oferta doméstica e evolução do rebanho.</p>
<p>O próximo teste será verificar se o volume adicional chegará ao mercado com rapidez suficiente para produzir o efeito anunciado por Trump. Sem a divulgação dos fornecedores e das condições comerciais específicas, a promessa de redução de 25% permanece condicionada à execução do programa e ao comportamento de frigoríficos, distribuidores e varejistas durante os três meses de vigência da autorização.</p>
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		<title>Dívida dos EUA supera US$ 40 trilhões pela primeira vez e déficit já passa o total de 2025</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/divida-eua-supera-40-trilhoes-deficit-fiscal</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Toscano]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Aug 2026 23:50:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[contas públicas.]]></category>
		<category><![CDATA[déficit fiscal]]></category>
		<category><![CDATA[dívida dos EUA]]></category>
		<category><![CDATA[dívida pública]]></category>
		<category><![CDATA[economia americana]]></category>
		<category><![CDATA[juros]]></category>
		<category><![CDATA[Tesouro dos EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Treasuries]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A dívida pública bruta dos Estados Unidos ultrapassou pela primeira vez a marca de US$ 40 trilhões em agosto de 2026, de acordo com a base diária Debt to the Penny, mantida pelo Departamento do Tesouro. O avanço ocorre em um momento de forte pressão sobre as contas federais: nos dez primeiros meses do atual [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A dívida pública bruta dos Estados Unidos ultrapassou pela primeira vez a marca de <strong>US$ 40 trilhões</strong> em agosto de 2026, de acordo com a base diária Debt to the Penny, mantida pelo Departamento do Tesouro. O avanço ocorre em um momento de forte pressão sobre as contas federais: nos dez primeiros meses do atual ano fiscal, o governo já acumulou um déficit superior ao registrado durante todo o exercício de 2025.</p>
<p>A marca de US$ 40 trilhões corresponde ao <strong>Total Public Debt Outstanding</strong>, indicador que reúne tanto a dívida em poder do público quanto os títulos mantidos por fundos e contas do próprio governo federal. O conceito é mais amplo do que a dívida detida pelo público e, por isso, não deve ser confundido com o volume de Treasuries efetivamente nas mãos de investidores privados, bancos, fundos, governos estrangeiros e do Federal Reserve.</p>
<p>Os dados do Tesouro mostram a velocidade recente do movimento. No encerramento de 2025, a dívida federal totalizava cerca de <strong>US$ 37,64 trilhões</strong>. Em 14 de agosto de 2026, já estava em US$ 39,93 trilhões. Ao cruzar a barreira de US$ 40 trilhões dias depois, o estoque passou a acumular aumento de aproximadamente US$ 2,4 trilhões em menos de oito meses, ou pouco mais de 6% em relação ao fim do ano passado.</p>
<h2>Déficit de 2026 já supera o resultado de todo o ano anterior</h2>
<p>A evolução da dívida está diretamente ligada à diferença persistente entre o que o governo federal arrecada e o que desembolsa. Dados oficiais do Tesouro mostram que as receitas acumuladas no ano fiscal de 2026 chegaram a aproximadamente <strong>US$ 4,49 trilhões até julho</strong>, enquanto as despesas atingiram cerca de <strong>US$ 6,28 trilhões</strong>.</p>
<p>A diferença entre os dois valores equivale a um déficit próximo de <strong>US$ 1,79 trilhão</strong> nos dez primeiros meses do exercício iniciado em outubro de 2025. O montante já supera, mesmo antes do fechamento de agosto e setembro, o déficit de aproximadamente <strong>US$ 1,78 trilhão</strong> registrado durante os 12 meses do ano fiscal de 2025.</p>
<p>Julho contribuiu de forma relevante para essa deterioração. O Monthly Treasury Statement registra déficit mensal de aproximadamente <strong>US$ 432 bilhões</strong>. As saídas ficaram próximas de US$ 766 bilhões, enquanto as receitas foram da ordem de US$ 334 bilhões. No mesmo mês de 2025, o déficit havia sido de cerca de US$ 291 bilhões.</p>
<p>Isso representa uma piora superior a US$ 140 bilhões no saldo mensal em comparação com julho do ano anterior. A diferença não pode ser atribuída automaticamente a um único programa, mudança tributária ou decisão <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="338324">política</a>, porque as contas mensais são afetadas por calendários de pagamentos e arrecadação, benefícios, juros, transferências e outras despesas federais. O dado consolidado, porém, evidencia que o ritmo de desembolsos continua acima da entrada de receitas.</p>
<h2>Juros da dívida já consomem US$ 1,17 trilhão</h2>
<p>O crescimento do estoque da dívida produz uma consequência adicional: quanto maior o volume de títulos em circulação e quanto mais elevadas as taxas exigidas pelo <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="338323">mercado</a>, maior tende a ser a despesa necessária para remunerar os credores.</p>
<p>O próprio Tesouro informa que o custo de manutenção da dívida chegou a aproximadamente <strong>US$ 1,17 trilhão no ano fiscal de 2026 até julho</strong>. Esse montante correspondia a cerca de <strong>19% das despesas federais</strong> contabilizadas no período, colocando os juros entre os componentes de maior peso do orçamento.</p>
<p>O efeito ocorre com defasagem. Nem toda a dívida americana é refinanciada imediatamente quando as taxas de mercado sobem. Os títulos possuem vencimentos distintos, que podem variar de poucas semanas a décadas. À medida que papéis antigos vencem e precisam ser substituídos por novas emissões, o custo médio do estoque tende a incorporar as condições vigentes no mercado.</p>
<p>Esse processo ajuda a explicar por que o debate fiscal americano não se limita ao tamanho nominal da dívida. O custo de carregamento passou a exercer pressão crescente sobre o orçamento, reduzindo o espaço disponível para outras despesas se receitas e demais condições permanecerem constantes.</p>
<h2>O que significa uma dívida de US$ 40 trilhões</h2>
<p>O número de US$ 40 trilhões representa o total de obrigações federais contabilizadas pelo Tesouro, mas não significa que esse montante precise ser pago de uma única vez. O governo americano refinancia continuamente sua dívida, emitindo novos títulos à medida que papéis vencem e utilizando o mercado de Treasuries para financiar déficits e administrar seu caixa.</p>
<p>A dívida é composta por instrumentos como <strong>Treasury bills, notes, bonds, títulos protegidos contra a inflação e papéis de taxa flutuante</strong>. O Tesouro também contabiliza obrigações mantidas por contas governamentais, incluindo fundos que investem seus excedentes em títulos federais.</p>
<p>Essa distinção é essencial para interpretar o marco. Parte da dívida está nas mãos do público e parte corresponde a posições internas do próprio governo. Ainda assim, ambas integram o cálculo oficial da dívida pública total divulgado diariamente pelo Bureau of the Fiscal Service.</p>
<p>O crescimento do estoque decorre principalmente da necessidade de financiamento quando o governo gasta mais do que arrecada. Déficits consecutivos exigem captação adicional, embora a variação diária da dívida também possa ser influenciada por operações de caixa e outros ajustes financeiros. O próprio Tesouro explica que os déficits aumentam a necessidade de novos empréstimos e, consequentemente, contribuem para a expansão da dívida.</p>
<h2>Tesouro amplia atuação no mercado de títulos longos</h2>
<p>A passagem dos US$ 40 trilhões ocorre no mesmo momento em que o Tesouro modifica sua atuação no mercado secundário de títulos públicos. Nesta quarta-feira, 19 de agosto, o órgão anunciou que aumentará o limite de suas operações de recompra destinadas a dar suporte de liquidez aos Treasuries nominais de longo prazo.</p>
<p>A partir de <strong>9 de setembro</strong>, o tamanho máximo das operações nos segmentos de dez a 20 anos e de 20 a 30 anos passará de US$ 2 bilhões para pelo menos <strong>US$ 4 bilhões por operação</strong>. A alteração ficará em vigor até 4 de novembro, quando está previsto o próximo anúncio trimestral de financiamento.</p>
<p>Essas recompras não devem ser interpretadas como uma redução permanente equivalente da dívida federal. O objetivo declarado pelo Tesouro é melhorar a liquidez de títulos já emitidos e facilitar o funcionamento do mercado secundário. Ao mesmo tempo, o governo continua realizando emissões para refinanciar vencimentos e atender às necessidades de caixa decorrentes do orçamento.</p>
<p>O tamanho e a liquidez do mercado de Treasuries são fundamentais para o financiamento americano. Os títulos servem de referência para taxas de juros em diversos mercados globais e são amplamente utilizados por instituições financeiras, fundos, bancos centrais e outros investidores.</p>
<h2>Dívida cresceu cerca de US$ 2,4 trilhões desde o fim de 2025</h2>
<p>A comparação com dezembro ajuda a dimensionar a velocidade do aumento. Partindo de aproximadamente US$ 37,64 trilhões ao fim de 2025 para pouco mais de US$ 40 trilhões em agosto, a expansão acumulada é próxima de <strong>US$ 2,4 trilhões</strong>.</p>
<p>Esse avanço não equivale exatamente ao déficit fiscal acumulado no mesmo intervalo. Dívida e déficit são conceitos relacionados, mas não idênticos. O déficit mede a diferença entre receitas e despesas durante determinado período. A dívida representa o estoque de obrigações acumuladas e também responde a necessidades de caixa, movimentações de contas e outras operações financeiras do Tesouro.</p>
<p>Ainda assim, a permanência de déficits elevados é o principal mecanismo estrutural de expansão do endividamento. Quando as receitas não são suficientes para financiar os gastos autorizados, o Tesouro precisa obter recursos adicionais por meio da emissão de títulos.</p>
<p>A situação de 2026 chama atenção porque o desequilíbrio acumulado até julho já ultrapassou o déficit de todo o exercício anterior. Mesmo com dois meses ainda restantes no calendário fiscal, o governo havia desembolsado aproximadamente <strong>US$ 1,79 trilhão a mais do que arrecadou</strong>.</p>
<h2>Dois meses ainda restam no ano fiscal americano</h2>
<p>O ano fiscal federal dos Estados Unidos termina em <strong>30 de setembro</strong>. Isso significa que os números disponíveis até julho ainda não incorporam as receitas e despesas de agosto e setembro e, portanto, o resultado definitivo de 2026 poderá se afastar do déficit acumulado de cerca de US$ 1,79 trilhão.</p>
<p>O comportamento dos juros também continuará relevante. Com um estoque acima de US$ 40 trilhões, mesmo pequenas alterações no custo médio de financiamento podem produzir impactos expressivos quando aplicadas gradualmente a parcelas grandes da dívida refinanciada.</p>
<p>O Tesouro atualiza a base Debt to the Penny a cada dia útil e divulga mensalmente as receitas, despesas e o resultado fiscal no Monthly Treasury Statement. Os próximos relatórios mostrarão se o avanço do déficit observado até julho se mantém nos dois últimos meses do exercício e em que nível a dívida americana encerrará o ano fiscal de 2026.</p>
<p><strong>Fontes</strong></p>
<p>U.S. Department of the Treasury — Debt to the Penny — atualização diária</p>
<p>U.S. Department of the Treasury — Monthly Treasury Statement, julho de 2026</p>
<p>U.S. Department of the Treasury — Your Guide to America’s Finances: National Debt</p>
<p>U.S. Department of the Treasury — Treasury Announces Increased Sizes of Nominal Long-End Liquidity Support Buybacks Beginning September 9 — 19 de agosto de 2026</p>
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		<item>
		<title>Após Artemis II, NASA acelera corrida por água lunar enquanto hélio-3 e datacenters orbitais ganham espaço</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/nasa-artemis-ii-agua-lunar-helio-3-datacenters-orbitais</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandro Dias]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Aug 2026 14:52:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[água na Lua]]></category>
		<category><![CDATA[Artemis II]]></category>
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		<category><![CDATA[polo sul lunar]]></category>
		<category><![CDATA[SpaceX]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A conclusão da missão Artemis II em abril de 2026 colocou seres humanos novamente na vizinhança da Lua pela primeira vez desde a era Apollo e abriu uma etapa em que a exploração lunar deixa de ser apenas uma sequência de missões científicas para incorporar infraestrutura permanente, utilização de recursos locais e participação crescente de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A conclusão da missão Artemis II em abril de 2026 colocou seres humanos novamente na vizinhança da Lua pela primeira vez desde a era Apollo e abriu uma etapa em que a exploração lunar deixa de ser apenas uma sequência de missões científicas para incorporar infraestrutura permanente, utilização de recursos locais e participação crescente de empresas privadas. O programa inclui desde prospecção de água no polo sul até estudos sobre hélio-3 e sistemas de energia capazes de sustentar uma presença humana prolongada.</p>
<p>A Artemis II decolou às 18h35 no horário da costa leste dos Estados Unidos em 1º de abril, do Complexo de Lançamento 39B do Centro Espacial Kennedy, na Flórida. A bordo da Orion estavam os astronautas da NASA Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch e o canadense Jeremy Hansen. A cápsula retornou em 10 de abril, com amerissagem no Oceano Pacífico após uma viagem de quase dez dias ao redor da Lua.</p>
<p>No ponto mais distante da trajetória, a tripulação ficou a 252.756 milhas — aproximadamente 406,8 mil quilômetros — da Terra. Segundo a NASA, o voo estabeleceu um novo recorde de distância alcançada por seres humanos no espaço, superando o marco da Apollo 13. A missão percorreu aproximadamente 694 mil milhas antes do retorno.</p>
<p>O sucesso da Artemis II, entretanto, não significa que a NASA esteja prestes a iniciar imediatamente mineração comercial de gelo ou hélio-3. Os planos atuais mostram uma diferença importante entre tecnologias que já entraram na arquitetura operacional da agência e conceitos energéticos que ainda dependem de demonstrações científicas, redução de custos e desenvolvimento de mercados que hoje não existem em escala comercial.</p>
<h2>Artemis III não pousará mais na Lua em 2027</h2>
<p>A principal mudança em relação ao planejamento apresentado anteriormente pela NASA está no cronograma das próximas missões. A Artemis III deixou de ser o primeiro pouso humano no polo sul lunar.</p>
<p>Em fevereiro e março de 2026, a agência reorganizou o programa. A Artemis III passou a ser uma missão de demonstração em órbita baixa da Terra, prevista para 2027. A tripulação deverá testar encontro e acoplamento da Orion com versões de demonstração dos sistemas comerciais de pouso desenvolvidos por SpaceX e Blue Origin.</p>
<p>O primeiro pouso tripulado no polo sul dentro da nova arquitetura passou para a Artemis IV, atualmente planejada para 2028. A mudança desloca em pelo menos um ciclo de missão a etapa em que astronautas efetivamente trabalharão na superfície lunar.</p>
<p>A Artemis III terá, ainda assim, função crítica. A NASA pretende executar uma sequência de lançamentos envolvendo SLS, Orion e os veículos comerciais para testar acoplamento, operações conjuntas e procedimentos que serão necessários quando os astronautas tiverem de transferir-se da Orion para um módulo lunar.</p>
<p>Na prática, a agência introduziu uma missão intermediária destinada a reduzir riscos antes de mandar uma tripulação para a superfície. O ajuste altera também o horizonte da futura <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank"  rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="338064">economia</a> lunar: infraestrutura, mineração experimental e utilização intensiva de recursos locais dependem primeiro de uma cadeia de transporte confiável entre a Terra, órbita lunar e superfície.</p>
<h2>Água é hoje o recurso lunar com aplicação mais concreta</h2>
<p>Entre os recursos naturais identificados na Lua, a água ocupa posição mais avançada nos planos oficiais.</p>
<p>Missões anteriores confirmaram gelo em regiões permanentemente sombreadas próximas aos polos. Dados da Lunar Reconnaissance Orbiter, da missão LCROSS e de instrumentos levados pela Chandrayaan-1 formaram um conjunto de evidências de que depósitos de água estão preservados em áreas extremamente frias da superfície lunar.</p>
<p>A importância econômica e operacional desse recurso vai além do consumo humano. A água pode ser utilizada diretamente para suporte à vida e, em princípio, separada em hidrogênio e oxigênio. Esses elementos podem servir para produzir oxigênio respirável e propelente.</p>
<p>É esse conceito que sustenta a estratégia chamada ISRU, sigla para utilização de recursos <em>in situ</em>. A NASA define a tecnologia como uma forma de utilizar materiais disponíveis no destino para produzir água, combustível, oxigênio e outros suprimentos, reduzindo a dependência de cargas enviadas da Terra.</p>
<p>A lógica econômica é direta. Cada quilograma que não precisa ser transportado da superfície terrestre elimina parte de uma cadeia cara de lançamento, transferência e pouso. Quanto mais distante e permanente for uma operação espacial, maior tende a ser a vantagem de produzir localmente determinados insumos.</p>
<p>Isso não significa que exista hoje uma mina lunar operacional. O desafio ainda é determinar concentração, profundidade, distribuição e facilidade de extração do gelo, além de desenvolver equipamentos capazes de funcionar em regiões de temperaturas extremas.</p>
<h2>VIPER deverá mapear gelo no polo sul em 2027</h2>
<p>O cronograma atualizado da NASA prevê uma sequência de missões robóticas antes da expansão da presença humana.</p>
<p>O rover VIPER está programado para chegar ao polo sul no fim de 2027 por meio do programa Commercial Lunar Payload Services. Equipado com instrumentos científicos e uma broca de aproximadamente um metro, o veículo deverá analisar o solo em diferentes profundidades e temperaturas em busca de água e outros compostos voláteis.</p>
<p>A NASA pretende utilizar os dados para construir um mapa de recursos e determinar onde a água está, em que quantidade aparece e quão difícil seria extraí-la. São informações indispensáveis antes que qualquer sistema de mineração possa ser dimensionado comercialmente.</p>
<p>A agência dividiu o desenvolvimento de sua futura base lunar em fases. Até 2029, a prioridade é realizar missões robóticas, demonstrar tecnologias e estudar o ambiente. Entre 2029 e 2032, o planejamento prevê instalação progressiva de infraestrutura de energia, logística, comunicação e transporte. A partir de 2032, a meta é avançar para um posto mais permanente onde tripulações possam viver e trabalhar por períodos prolongados.</p>
<p>Essa sequência mostra que o recurso mais valioso no curto prazo não é necessariamente aquele que teria maior valor de venda na Terra. Água, oxigênio e propelente podem gerar valor econômico simplesmente por evitar que materiais equivalentes tenham de escapar da gravidade terrestre.</p>
<h2>NASA também prepara medição de hélio-3</h2>
<p>O hélio-3 ocupa posição diferente. O isótopo, escasso na Terra, foi depositado no regolito lunar ao longo de bilhões de anos pela ação do vento solar e há décadas é estudado como combustível potencial para determinadas reações de fusão nuclear.</p>
<p>O interesse voltou a ganhar dimensão prática porque a NASA agora inclui uma medição específica de hélio-3 entre as investigações previstas para a superfície.</p>
<p>A missão Griffin-1 deverá transportar o experimento Moon Exploration for Titanium with Active Lighting, o METAL, desenvolvido pelo Centro Ames da NASA em parceria com a Interlune. Segundo a agência, o instrumento estudará a abundância de hélio-3 no regolito para ampliar o conhecimento sobre os recursos lunares e subsidiar futuras iniciativas de ISRU.</p>
<p>A existência da investigação não equivale, contudo, a um programa da NASA para abastecer usinas terrestres com hélio-3.</p>
<p>Estudos técnicos armazenados no sistema de pesquisas da agência analisam há décadas métodos de mineração e o potencial do ciclo deutério-hélio-3 para geração de energia. A reação é atraente porque produz proporção menor de nêutrons de alta energia que o ciclo deutério-trítio, reduzindo alguns problemas de ativação e degradação de materiais.</p>
<p>O obstáculo está na cadeia completa. Seria necessário escavar volumes muito grandes de regolito, aquecer o material, separar o isótopo, concentrá-lo e transportá-lo, além de dispor de reatores de fusão capazes de utilizá-lo economicamente. Nenhuma dessas cadeias existe hoje em escala comercial.</p>
<p>Assim, o hélio-3 deve ser tratado como recurso estratégico potencial, e não como uma nova commodity energética já disponível.</p>
<h2>SpaceX pede autorização para até 1 milhão de satélites de computação</h2>
<p>Enquanto a NASA desenvolve infraestrutura lunar, outra fronteira energética surgiu mais perto da Terra: transferir parte da capacidade de processamento de inteligência artificial para a órbita.</p>
<p>Em janeiro de 2026, a SpaceX apresentou à Federal Communications Commission um pedido para operar um sistema de datacenters orbitais composto, no limite da solicitação, por até um milhão de satélites não geoestacionários. A FCC aceitou o pedido para análise em fevereiro. A aceitação para processamento não equivale a autorização para colocar a constelação em operação.</p>
<p>O projeto prevê satélites distribuídos entre aproximadamente 500 e 2.000 quilômetros de altitude e interligados por conexões ópticas. A proposta busca utilizar energia solar e processamento distribuído para executar cargas de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/trabalho" target="_blank"  rel="noopener" title="Trabalho" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="338065">trabalho</a> de inteligência artificial fora de datacenters terrestres.</p>
<p>Documentos corporativos apresentados pela própria SpaceX ao <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="338066">mercado</a> indicam que a empresa espera começar a implantar satélites dedicados a computação orbital de IA já em 2028. A companhia reconhece, ao mesmo tempo, que a iniciativa depende de tecnologias ainda não provadas em escala, grandes investimentos e aprovações regulatórias.</p>
<p>O número de um milhão de satélites representa, portanto, o teto do sistema submetido ao regulador, não uma constelação já autorizada ou um compromisso de implantação imediata.</p>
<h2>Espaço oferece Sol abundante, mas refrigeração continua sendo desafio</h2>
<p>A justificativa energética dos datacenters orbitais é a possibilidade de aumentar a disponibilidade de energia solar e reduzir algumas limitações terrestres relacionadas a terrenos e acesso à rede elétrica.</p>
<p>O conceito, porém, costuma ser simplificado quando se afirma que o “frio do espaço” resolveria automaticamente a refrigeração. No vácuo não existe ar para remover calor por convecção. Satélites precisam dissipar a energia térmica principalmente por radiação, o que exige radiadores e gerenciamento térmico específico.</p>
<p>A massa desses equipamentos, a degradação causada por radiação, o lançamento de hardware, manutenção, substituição de componentes e descarte dos satélites entram na conta econômica.</p>
<p>A própria NASA, ao avaliar energia solar espacial para geração elétrica, concluiu que os sistemas analisados continuariam mais caros do que alternativas sustentáveis terrestres nas condições estudadas e que seriam necessárias reduções relevantes de custos e avanços em montagem, manutenção e transmissão de energia.</p>
<p>Isso não impede que aplicações específicas de computação orbital avancem antes de grandes usinas solares espaciais. A economia pode ser diferente quando o objetivo é processar dados diretamente em órbita e reduzir a quantidade de informação que precisa ser transmitida à Terra.</p>
<h2>Recursos espaciais entram em nova fase regulatória</h2>
<p>O crescimento dessas atividades também amplia a importância das regras internacionais.</p>
<p>Os Artemis Accords estabelecem que a extração e utilização de recursos da Lua, de Marte e de asteroides devem ser realizadas de maneira compatível com o Tratado do Espaço Exterior. Os países signatários também assumem compromissos de transparência, coordenação das atividades, mitigação de detritos e prevenção de interferências prejudiciais.</p>
<p>Em julho de 2026, o número de países participantes dos acordos chegou a 70, segundo a NASA. A expansão ocorre justamente quando recursos antes discutidos principalmente em estudos acadêmicos começam a aparecer em missões financiadas, instrumentos científicos, programas comerciais e processos regulatórios.</p>
<p>Quatro meses depois da Artemis II, a transformação mais concreta não é a existência de uma indústria lunar pronta, mas a construção dos elementos necessários para que ela possa surgir.</p>
<p>A Orion já levou uma tripulação ao redor da Lua e retornou. Em 2027, a NASA pretende testar em órbita terrestre os sistemas comerciais necessários para as futuras descidas. No mesmo período, robôs deverão ampliar o conhecimento sobre gelo e recursos minerais. Em 2028, a Artemis IV deverá tentar o primeiro pouso humano da nova fase no polo sul.</p>
<p>A água lunar é a frente com aplicação operacional mais clara. O hélio-3 começa a receber novas medições, mas permanece dependente de uma indústria de fusão ainda inexistente comercialmente. Os datacenters orbitais já chegaram aos reguladores e aos planos corporativos, mas continuam sujeitos a desafios de escala, calor, lançamento e custo.</p>
<p>A corrida que emerge depois da Artemis II, portanto, não é apenas para voltar à Lua. É para determinar quais recursos e infraestruturas conseguem transformar presença no espaço em atividade economicamente sustentável.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>NASA — registros oficiais de lançamento, voo e retorno da missão Artemis II.</em></p>
<p><em>NASA — arquitetura atualizada das missões Artemis III e Artemis IV e planejamento do retorno humano ao polo sul lunar.</em></p>
<p><em>NASA — programa Moon Base, missão VIPER e tecnologias de utilização de recursos in situ.</em></p>
<p><em>NASA — informações científicas sobre água e gelo na Lua e investigação METAL para caracterização de hélio-3.</em></p>
<p><em>Federal Communications Commission — processo regulatório referente ao sistema de datacenters orbitais proposto pela SpaceX.</em></p>
<p><em>U.S. Securities and Exchange Commission — documentos corporativos da SpaceX sobre computação orbital para inteligência artificial.</em></p>
<p><em>NASA Office of Technology, Policy and Strategy — avaliação técnica de sistemas de energia solar espacial.</em></p>
<p><em>NASA — Artemis Accords e princípios internacionais para utilização de recursos espaciais.</em></p>
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		<title>Trump diz que EUA têm “controle total” sobre Estreito de Ormuz; petróleo sobe</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/trump-eua-controle-total-estreito-de-ormuz-petroleo</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Toscano]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Aug 2026 18:33:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (12) que o país tem “controle total” sobre o Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas para o comércio mundial de petróleo e gás. A declaração ocorre em meio à continuidade das restrições à navegação na região e à escalada das divergências entre [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (12) que o país tem “controle total” sobre o <strong>Estreito de Ormuz</strong>, uma das rotas marítimas mais estratégicas para o comércio mundial de petróleo e gás. A declaração ocorre em meio à continuidade das restrições à navegação na região e à escalada das divergências entre Washington e Teerã sobre as condições para normalizar o trânsito de embarcações.</p>
<p>Em publicação na plataforma Truth Social, Trump disse acreditar que os Estados Unidos manterão o controle da passagem marítima e classificou o bloqueio naval americano como um “muro de aço”. O presidente também afirmou que o Irã não teria capacidade militar para alterar a situação atual.</p>
<p>A declaração amplia a pressão <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="337815">política</a> sobre Teerã justamente quando os mercados tentam avaliar se existe espaço para um acordo capaz de restabelecer o fluxo comercial pelo estreito. As negociações realizadas nas últimas semanas chegaram a alimentar expectativas de uma reabertura mais ampla da rota, mas as exigências apresentadas pelos dois lados voltaram a afastar a perspectiva de uma solução rápida.</p>
<p>O <strong>Estreito de Ormuz</strong> separa o Irã de Omã e funciona como uma das principais portas de saída do petróleo produzido no Golfo Pérsico. Antes da guerra iniciada no fim de fevereiro, aproximadamente um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito comercializados globalmente passava pela região, o que transforma qualquer alteração no tráfego local em um fator relevante para preços de combustíveis, inflação e atividade econômica em diferentes países.</p>
<h2>Trump eleva tom contra o Irã</h2>
<p>Ao comentar a situação no estreito, Trump voltou a adotar um discurso duro contra o governo iraniano. Segundo o presidente americano, o Irã perdeu capacidade militar suficiente para desafiar as forças dos Estados Unidos presentes na região.</p>
<p>Trump também fez críticas à situação econômica e política iraniana e afirmou que a liderança do país estaria enfraquecida. A publicação reforça a estratégia adotada pelo governo americano desde julho, quando Washington restabeleceu o bloqueio naval após o colapso de um cessar-fogo negociado anteriormente.</p>
<p>A Casa Branca já havia confirmado, em abril, que Trump havia determinado operações navais destinadas a restringir movimentos iranianos e tentar assegurar a passagem pelo Estreito de Ormuz. Na ocasião, o governo americano também destacou o aumento da produção energética dos Estados Unidos como instrumento para reduzir os impactos internacionais decorrentes da interrupção das exportações do Oriente Médio.</p>
<p>Em julho, Trump voltou a defender que os Estados Unidos assumissem um papel direto na segurança da hidrovia. A escalada militar foi acompanhada pelo restabelecimento do bloqueio de portos e instalações iranianas e por novos confrontos entre forças americanas e iranianas.</p>
<p>Apesar da afirmação de Trump de que Washington controla a passagem, indicadores do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="337816">mercado</a> de energia mostram que o fluxo comercial continua muito distante da normalidade observada antes do conflito.</p>
<h2>Tráfego pelo Estreito de Ormuz segue limitado</h2>
<p>Dados da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) divulgados nesta quarta-feira mostram que o agravamento das hostilidades em julho e no início de agosto interrompeu parte da recuperação registrada anteriormente.</p>
<p>Segundo a agência, a produção de petróleo dos países do Golfo avançou 2,5 milhões de barris por dia em julho, alcançando 23,9 milhões de barris diários. Mesmo com a melhora, o volume permaneceu <strong>8,3 milhões de barris por dia abaixo dos níveis anteriores à guerra</strong>.</p>
<p>As exportações regionais, considerando inclusive rotas alternativas que não dependem diretamente de Ormuz, caíram 2,1 milhões de barris por dia e ficaram em cerca de 15 milhões de barris diários. Os carregamentos chegaram a aproximadamente 20 milhões de barris por dia no começo de julho, mas posteriormente recuaram para perto de 12 milhões.</p>
<p>A IEA atribuiu a deterioração ao novo fechamento efetivo da passagem no início de julho, aos ataques contra petroleiros e à ofensiva contra infraestruturas relacionadas à produção e ao transporte de energia.</p>
<p>No conjunto do mercado mundial, a agência estima que a oferta de petróleo tenha aumentado 2,4 milhões de barris por dia em julho, chegando a 101,5 milhões de barris diários. Ainda assim, a produção global permaneceu 6,3 milhões de barris por dia abaixo do registrado um ano antes.</p>
<h2>Petróleo reage à incerteza sobre acordo</h2>
<p>A permanência das restrições voltou a pressionar os preços internacionais do petróleo. O Brent, referência global, avançou durante a sessão desta quarta-feira e fechou a US$ 89,12 por barril, enquanto o petróleo americano West Texas Intermediate (WTI) terminou negociado a US$ 83,43.</p>
<p>A reação reflete principalmente a dificuldade dos investidores em antecipar os próximos movimentos diplomáticos. Nos últimos meses, anúncios de avanço nas negociações provocaram quedas expressivas nas cotações, enquanto declarações mais duras de Washington ou Teerã rapidamente devolveram o prêmio de risco aos contratos.</p>
<p>A própria Agência Internacional de Energia chamou atenção para o nível excepcional de volatilidade. Em julho, os preços internacionais de referência chegaram a oscilar em uma faixa próxima de <strong>US$ 40 por barril</strong>, acompanhando mudanças abruptas nas expectativas sobre negociações e confrontos militares.</p>
<p>Em determinado momento do mês, o petróleo chegou a atingir aproximadamente US$ 105 por barril, antes de devolver parte da alta. A referência North Sea Dated encerrou julho em US$ 96,80 e estava próxima de US$ 92 quando a IEA concluiu seu relatório de agosto.</p>
<h2>IEA reduz previsão para oferta mundial de petróleo</h2>
<p>O impacto do conflito já levou a Agência Internacional de Energia a revisar novamente suas projeções para 2026.</p>
<p>A instituição passou a estimar uma redução média de <strong>4,3 milhões de barris por dia na oferta mundial de petróleo neste ano</strong>, levando a produção global para aproximadamente 102 milhões de barris diários.</p>
<p>A estimativa considera que o aumento da produção nas Américas compensará apenas parcialmente as perdas registradas no Oriente Médio e na Rússia. Para 2027, caso haja normalização progressiva das operações, a agência projeta recuperação significativa da oferta.</p>
<p>Do lado da demanda, o cenário também foi revisado para baixo. A IEA agora prevê redução de 1,6 milhão de barris por dia no consumo mundial de petróleo em 2026. O número representa uma deterioração de aproximadamente 510 mil barris diários em comparação com a projeção divulgada no mês anterior.</p>
<p>Combustíveis mais caros, dificuldades logísticas e interrupções nas cadeias internacionais de suprimentos estão entre os fatores que ajudam a explicar a perda de demanda.</p>
<p>A agência estima ainda que o mercado mundial poderá registrar déficit de aproximadamente 1,8 milhão de barris por dia no terceiro trimestre, mais que o dobro do déficit calculado no relatório anterior.</p>
<h2>Estoques mundiais diminuem</h2>
<p>Outro fator observado pelos mercados é a redução dos estoques disponíveis para amortecer novas interrupções.</p>
<p>Os estoques globais de petróleo monitorados pela IEA caíram 69 milhões de barris apenas em julho. Desde o início da guerra, a redução acumulada alcançou aproximadamente <strong>410 milhões de barris</strong>, equivalente a uma retirada média de 2,7 milhões de barris por dia.</p>
<p>Ao final de julho, os estoques observados haviam caído para menos de 7,9 bilhões de barris, o menor nível desde abril de 2025. A agência advertiu que a margem de segurança criada pelos estoques existentes está diminuindo rapidamente e que a normalização do Estreito de Ormuz se tornou ainda mais relevante para estabilizar o mercado.</p>
<p>A Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos (EIA) também revisou suas projeções diante das limitações persistentes.</p>
<p>No relatório de curto prazo publicado em 11 de agosto, a agência americana informou que aumentou sua estimativa para o volume de produção interrompido no Oriente Médio e adotou como premissa a continuidade de restrições severas ao trânsito pelo Estreito de Ormuz durante agosto.</p>
<p>A EIA projeta que o Brent poderá apresentar preço médio próximo de <strong>US$ 85 por barril no terceiro trimestre de 2026</strong>. A expectativa é de queda gradual posteriormente, caso a produção do Oriente Médio consiga se aproximar dos níveis anteriores ao conflito durante 2027.</p>
<h2>Negociações continuam sem solução definitiva</h2>
<p>A disputa pelo funcionamento do Estreito de Ormuz tornou-se um dos principais obstáculos para uma solução diplomática mais ampla entre Estados Unidos e Irã.</p>
<p>Teerã apresentou condições que incluem mudanças nas sanções econômicas e compensações relacionadas ao conflito. Washington, por sua vez, também passou a exigir reparações e rejeitou propostas que permitiriam ao governo iraniano estabelecer cobranças obrigatórias sobre embarcações que atravessam o estreito.</p>
<p>Omã tem atuado como interlocutor nas discussões relacionadas à navegação. As conversas chegaram a avançar sobre um possível novo desenho para as rotas marítimas, mas isso não foi suficiente para garantir a retomada integral do tráfego comercial.</p>
<p>Dessa forma, a declaração de Trump sobre o “controle total” americano ocorre enquanto a realidade operacional continua marcada por baixo fluxo de embarcações, riscos militares e dificuldade para restabelecer os níveis de exportação anteriores à guerra.</p>
<p>Para o mercado de petróleo, o ponto central permanece o mesmo: uma normalização efetiva do <strong>Estreito de Ormuz</strong> poderia devolver volumes relevantes de petróleo ao mercado e aliviar a pressão sobre estoques e preços. Caso as restrições persistam ou novos ataques atinjam navios e instalações energéticas, o risco de novas oscilações continua elevado.</p>
<h4>Fontes</h4>
<ul>
<li>Agência Internacional de Energia — Oil Market Report, agosto de 2026.</li>
<li>U.S. Energy Information Administration — Short-Term Energy Outlook, 11 de agosto de 2026.</li>
<li>Casa Branca — informações oficiais sobre a operação naval americana no Estreito de Ormuz.</li>
<li>Declarações públicas de Donald Trump e informações de mercado divulgadas em 12 de agosto de 2026.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Treasuries sobem após Fed manter juros e mercado avaliar tensão no Oriente Médio</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/rendimentos-treasuries-sobem-fed-oriente-medio</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Toscano]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Aug 2026 20:02:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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		<category><![CDATA[estreito de Ormuz]]></category>
		<category><![CDATA[Federal Reserve]]></category>
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		<category><![CDATA[juros dos Estados Unidos]]></category>
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		<category><![CDATA[relatório Jolts]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos avançaram nesta terça-feira, 4 de agosto, durante uma sessão marcada pela avaliação da política monetária norte-americana, pelos novos dados do mercado de trabalho e pela incerteza em torno das negociações para reduzir as tensões no Oriente Médio.</p>
<p>O rendimento do Treasury de dez anos, referência para diferentes operações de crédito e para a formação dos custos de financiamento do governo norte-americano, subiu cerca de 2 pontos-base e alcançou 4,708% pela manhã. A taxa do título de dois anos, mais sensível às expectativas para as decisões do Federal Reserve, avançou menos de 1 ponto-base, para 4,264%.</p>
<p>Na parte mais longa da curva, o rendimento do Treasury de 30 anos ganhou aproximadamente 2 pontos-base e chegou a 5,254%. O nível permanece próximo das máximas registradas desde 2007, período anterior à crise financeira internacional. Como os preços dos títulos e seus rendimentos se movem em direções opostas, a alta das taxas indica desvalorização dos papéis no <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="334066">mercado</a> secundário.</p>
<p>A movimentação ocorreu menos de uma semana depois de o Federal Reserve manter a faixa dos juros básicos entre 3,50% e 3,75% ao ano. Embora a decisão tenha preservado a taxa, a votação mostrou divergência significativa dentro do Comitê Federal de Mercado Aberto, com três integrantes defendendo uma elevação de 0,25 ponto percentual.</p>
<h2>Votação do Fed reforça cautela com a inflação</h2>
<p>A decisão de 29 de julho foi aprovada por nove votos a três. Beth Hammack, Neel Kashkari e Lorie Logan votaram por elevar a taxa para enfrentar as pressões inflacionárias ainda presentes na <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank"  rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="334065">economia</a>. A divisão foi interpretada pelo mercado como uma indicação de que parte do comitê considera insuficientemente restritivas as condições monetárias atuais.</p>
<p>No comunicado, o Federal Reserve afirmou que a atividade econômica continuava crescendo em ritmo sólido, apesar da elevada incerteza associada, em parte, ao conflito no Oriente Médio. A instituição também destacou a força dos investimentos produtivos, os ganhos de produtividade e a estabilidade do desemprego.</p>
<p>A inflação, porém, permanece acima da meta de 2% perseguida pelo banco central. O Fed atribuiu parte das pressões recentes a choques de oferta, especialmente no setor de energia, e reiterou o compromisso com a estabilidade dos preços. A referência ao petróleo e a outros custos energéticos aumentou a sensibilidade do mercado de títulos às <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/noticias" target="_blank"  rel="noopener" title="Notícias" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="334064">notícias</a> provenientes do Golfo Pérsico.</p>
<p>Os Treasuries de vencimentos longos reagem não apenas às expectativas sobre a taxa básica nos próximos meses, mas também às projeções para inflação, crescimento, endividamento público e necessidade de financiamento do Tesouro. Uma percepção de que os juros permanecerão elevados por um período prolongado tende a pressionar os rendimentos de dez e 30 anos.</p>
<p>O Treasury de dois anos apresentou movimento menor nesta terça-feira. A diferença indica que a pressão estava mais concentrada nos papéis longos, que incorporam riscos de inflação e incertezas fiscais por períodos maiores. A distância entre a taxa de dez anos e a de dois anos ficou próxima de 0,44 ponto percentual, enquanto a diferença entre os vencimentos de 30 e dois anos aproximou-se de 1 ponto.</p>
<h2>Jolts mostra 7,4 milhões de vagas abertas</h2>
<p>O mercado também incorporou o relatório Jolts, divulgado pelo Departamento do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/trabalho" target="_blank"  rel="noopener" title="Trabalho" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="334067">Trabalho</a> dos Estados Unidos. O número de vagas disponíveis nas <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="334063">empresas</a> e instituições públicas ficou praticamente estável em 7,4 milhões em junho, ante 7,5 milhões em maio após revisão.</p>
<p>As contratações permaneceram em 5,3 milhões, enquanto os desligamentos chegaram a 5,4 milhões. Dentro desse grupo, 3,2 milhões de pessoas deixaram voluntariamente seus empregos e 1,8 milhão foram demitidas ou dispensadas. Os principais indicadores tiveram pouca alteração em relação ao mês anterior.</p>
<p>A taxa de vagas abertas ficou em 4,4%, enquanto a taxa de contratações foi de 3,4%. O percentual de desligamentos voluntários permaneceu em 2%, indicador acompanhado porque ajuda a medir a disposição dos trabalhadores para trocar de emprego em busca de melhores salários ou condições profissionais.</p>
<p>As vagas aumentaram em transporte, armazenagem e serviços de utilidade pública, com abertura adicional de 97 mil posições, e no governo federal, com crescimento de 39 mil. Em sentido contrário, houve redução de 74 mil vagas no comércio atacadista e de 55 mil na indústria de bens não duráveis.</p>
<p>O relatório não apontou deterioração abrupta do mercado de trabalho. A estabilidade das vagas, das contratações e dos desligamentos indica que a demanda por trabalhadores permanece relevante, embora abaixo dos níveis observados durante os períodos de maior escassez de mão de obra.</p>
<p>Para o Federal Reserve, os números não eliminam a necessidade de monitorar uma possível desaceleração do emprego, mas também não fornecem evidência clara de uma contração capaz de justificar uma redução imediata dos juros. A permanência de um mercado de trabalho relativamente firme pode sustentar o consumo e limitar a velocidade de queda da inflação de serviços.</p>
<h2>Mercado aguarda relatório de empregos de julho</h2>
<p>O próximo teste para as expectativas monetárias será o relatório oficial de empregos de julho, programado para sexta-feira, 7 de agosto. O documento reúne a criação líquida de postos de trabalho, a taxa de desemprego, o crescimento dos salários e a participação da população no mercado de trabalho.</p>
<p>Uma geração de empregos acima do esperado ou uma aceleração dos salários poderia fortalecer a interpretação de que o Fed manterá os juros elevados por mais tempo. Dados mais fracos, por outro lado, poderiam reduzir os rendimentos dos títulos de curto prazo, caso os investidores passassem a atribuir maior probabilidade a uma flexibilização monetária.</p>
<p>O comportamento da curva nesta terça-feira mostra que a preocupação não está limitada à próxima decisão do Fed. Os rendimentos dos títulos longos também refletem a possibilidade de a inflação permanecer elevada mesmo sem um aquecimento adicional do emprego, sobretudo diante de choques relacionados a energia, transporte e cadeias de abastecimento.</p>
<p>O título de 30 anos é especialmente sensível a essa combinação. Como o investidor compromete seus recursos por três décadas, exige um rendimento maior quando aumenta a incerteza sobre a capacidade de preservação do poder de compra, sobre a trajetória da dívida federal ou sobre a oferta futura de títulos.</p>
<h2>Oriente Médio adiciona volatilidade aos juros</h2>
<p>A situação no Estreito de Ormuz continua sendo um componente relevante para a formação das taxas. A passagem marítima conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e é utilizada para o transporte de uma parcela importante do petróleo e do gás comercializados internacionalmente.</p>
<p>As tentativas de construir um acordo entre Estados Unidos e Irã foram acompanhadas por avanços, interrupções e novos episódios de hostilidade. Em junho, a Casa Branca anunciou um memorando que previa a reabertura do estreito, garantias relacionadas ao programa nuclear iraniano e a continuidade das negociações.</p>
<p>A trégua, porém, não encerrou a instabilidade. Em julho, a Organização das Nações Unidas manifestou preocupação com novos confrontos no Golfo, ataques a embarcações, ações norte-americanas contra o Irã e ofensivas iranianas contra alvos em países vizinhos. O secretário-geral da ONU pediu que Washington e Teerã retomassem urgentemente as negociações e restaurassem plenamente a liberdade de navegação.</p>
<p>O governo norte-americano também ampliou as sanções contra redes associadas ao financiamento e à logística iranianos. Em julho, o Departamento do Tesouro afirmou que o Irã havia retomado ações desestabilizadoras no Estreito de Ormuz e anunciou medidas contra indivíduos, empresas e embarcações ligados a operações de transporte e comércio de petróleo.</p>
<p>Para o mercado de títulos, a relação entre geopolítica e rendimentos não é automática. A escalada de um conflito pode aumentar a procura por Treasuries como ativos considerados defensivos, elevando seus preços e reduzindo as taxas. Ao mesmo tempo, a ameaça de interrupção no fornecimento de petróleo pode impulsionar a inflação, pressionando os rendimentos para cima.</p>
<p>A reação depende de qual desses efeitos predomina. Nesta terça-feira, as incertezas sobre a duração das negociações e a possibilidade de novos choques de energia contribuíram para manter os juros longos próximos de níveis elevados, apesar da queda observada nas cotações do petróleo ao longo da sessão.</p>
<h2>Taxas elevadas afetam crédito e ações</h2>
<p>O rendimento do Treasury de dez anos funciona como referência para diferentes contratos financeiros nos Estados Unidos. Sua elevação pode pressionar taxas de hipotecas, empréstimos empresariais, financiamentos ao consumidor e emissões de dívida corporativa.</p>
<p>As empresas também são afetadas pelo aumento da taxa utilizada para descontar seus fluxos de caixa futuros. Esse efeito costuma ser mais intenso em companhias de crescimento e tecnologia, cujos resultados esperados estão concentrados em períodos mais distantes.</p>
<p>Para o governo norte-americano, taxas mais altas elevam progressivamente o custo de refinanciamento da dívida à medida que títulos antigos vencem e precisam ser substituídos por novas emissões. O impacto não ocorre integralmente de forma imediata, mas aumenta quando os rendimentos permanecem elevados por períodos prolongados.</p>
<p>O Departamento do Tesouro calcula suas taxas oficiais de vencimento constante a partir dos preços de fechamento dos títulos mais recentemente emitidos e negociados no mercado secundário. Esses dados oficiais são divulgados após o encerramento e podem apresentar diferenças em relação às cotações intradiárias observadas durante o pregão.</p>
<p>Os investidores deverão acompanhar nos próximos dias o relatório de empregos de julho, novas manifestações de dirigentes do Federal Reserve, os leilões de títulos do Tesouro e eventuais avanços diplomáticos envolvendo Estados Unidos, Irã e os países mediadores. A combinação desses fatores determinará se os rendimentos longos permanecerão próximos das máximas recentes ou devolverão parte da alta acumulada.</p>
<hr />
<h4>Fontes:</h4>
<ul>
<li>Federal Reserve — comunicado do Comitê Federal de Mercado Aberto de 29 de julho de 2026.</li>
<li>Bureau of Labor Statistics — relatório Job Openings and Labor Turnover de junho de 2026.</li>
<li>Bureau of Labor Statistics — calendário de divulgações <a href="https://gazetamercantil.com/fgts-agosto-2026-saque-aniversario-liberado" title="FGTS Agosto 2026: saque-aniversário liberado hoje; veja quem recebe" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="336176">econômicas de agosto</a> de 2026.</li>
<li>Organização das Nações Unidas — manifestações sobre os confrontos no Golfo e as negociações entre Estados Unidos e Irã.</li>
<li>Casa Branca — informações sobre o acordo entre Estados Unidos e Irã e a reabertura do Estreito de Ormuz.</li>
<li>Departamento do Tesouro dos Estados Unidos — medidas relacionadas às operações iranianas no Estreito de Ormuz.</li>
</ul>
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		<title>25 Estados processam governo Trump para derrubar tarifas globais de 10% e 12,5%</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/estados-processam-trump-tarifas-globais</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Toscano]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Aug 2026 15:23:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Corte de Comércio Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Donald Trump]]></category>
		<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
		<category><![CDATA[Seção 301]]></category>
		<category><![CDATA[tarifas globais]]></category>
		<category><![CDATA[trabalho forçado]]></category>
		<category><![CDATA[USTR]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma coalizão formada por 25 Estados norte-americanos entrou nesta segunda-feira, 3 de agosto, com uma ação contra o governo do presidente Donald Trump para tentar suspender e anular a nova rodada de tarifas aplicadas a produtos de 60 economias. O processo foi protocolado na Corte de Comércio Internacional dos Estados Unidos sob o número 26-03467 [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma coalizão formada por 25 Estados norte-americanos entrou nesta segunda-feira, 3 de agosto, com uma ação contra o governo do presidente Donald Trump para tentar suspender e anular a nova rodada de tarifas aplicadas a produtos de 60 economias. O processo foi protocolado na Corte de Comércio Internacional dos Estados Unidos sob o número 26-03467 e tem como réus, além do presidente, o governo federal, o representante comercial Jamieson Greer, o Escritório do Representante Comercial e a autoridade aduaneira do país.</p>
<p>As sobretaxas foram instituídas pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, conhecido pela sigla USTR, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. O ato final definiu alíquotas de 10% ou 12,5%, com diferentes mecanismos de cálculo para determinados parceiros, e entrou em vigor em 24 de julho. O governo afirma que a medida busca induzir outros países a proibir e fiscalizar a importação de mercadorias produzidas com <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/trabalho" target="_blank"  rel="noopener" title="Trabalho" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="333877">trabalho</a> forçado.</p>
<p>A ação é liderada por Oregon, Arizona e Califórnia. Também participam Colorado, Connecticut, Delaware, Havaí, Illinois, Maine, Maryland, Massachusetts, Michigan, Minnesota, Nevada, Nova Jersey, Novo México, Nova York, Carolina do Norte, Rhode Island, Vermont, Virgínia, Washington e Wisconsin, além dos governadores de Kentucky e Pensilvânia em suas capacidades oficiais.</p>
<p>Os autores pedem que a corte declare o ato ilegal, suspenda sua vigência durante a análise judicial, proíba sua aplicação de forma preliminar e definitiva e determine a devolução das tarifas eventualmente pagas pelos Estados. O pedido ainda inclui custas e honorários. As alegações não representam uma decisão judicial: caberá ao tribunal examinar se o USTR ultrapassou os limites da autoridade delegada pelo Congresso.</p>
<h2>Estados alegam desvio de finalidade e violação de procedimentos</h2>
<p>A petição apresenta três fundamentos jurídicos. Os dois primeiros invocam a Lei de Procedimento Administrativo, sob os argumentos de que o USTR teria excedido sua competência legal e adotado uma decisão arbitrária e caprichosa. O terceiro sustenta que o ato seria <em>ultra vires</em>, expressão utilizada quando uma autoridade age além dos poderes que a lei lhe concede.</p>
<p>Segundo os Estados, a Seção 301 permite medidas destinadas a obter a eliminação de uma prática estrangeira considerada injustificável, irrazoável ou discriminatória e prejudicial ao comércio dos Estados Unidos. A coalizão afirma que as tarifas globais não foram construídas de maneira suficientemente vinculada às políticas de cada <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank"  rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="333875">economia</a> sobre trabalho forçado nem estabeleceram critérios objetivos para a retirada das sobretaxas.</p>
<p>A ação questiona a divisão das economias em quatro grupos tarifários e a distância de apenas 2,5 pontos percentuais entre as duas alíquotas nominais. Os autores afirmam que o USTR não demonstrou relação clara entre a taxa imposta a cada parceiro e a incidência de mercadorias associadas a trabalho forçado, além de ter criado exceções por produto que, na avaliação deles, não seriam coerentes com a justificativa apresentada.</p>
<p>Outro ponto é a duração da investigação. O procedimento foi aberto em 12 de março, as conclusões foram anunciadas em 2 de junho e o ato final saiu em 23 de julho. Para a coalizão, a análise simultânea de 60 economias em poucos meses impediu uma avaliação individualizada e teria sido estruturada para substituir outras tarifas globais anteriormente contestadas nos tribunais.</p>
<h2>Governo diz ter recebido mais de 2.100 contribuições</h2>
<p>O USTR apresenta uma versão distinta. Em comunicado oficial, o órgão informou que realizou duas rodadas de audiências públicas, recebeu mais de 2.100 manifestações escritas e manteve consultas com mais de 45 governos. A primeira etapa incluiu audiências em 28 e 29 de abril; depois da proposta de ação, o órgão recebeu mais de 1.600 comentários e ouviu mais de 100 testemunhas entre 7 e 9 de julho.</p>
<p>A administração sustenta que as falhas de outros países em proibir e fiscalizar a entrada de bens produzidos com trabalho forçado constituem práticas irrazoáveis que restringem ou oneram o comércio norte-americano. O USTR afirma que a Seção 301 autoriza a imposição de direitos aduaneiros quando uma investigação conclui que uma prática estrangeira é acionável e quando a resposta é considerada apropriada e viável.</p>
<p>O ato final também registra mudanças adotadas por alguns parceiros durante o processo. Camboja, Guatemala, Honduras, Índia, Sri Lanka e Trinidad e Tobago teriam instituído proibições à importação de bens produzidos com trabalho forçado, enquanto a Jordânia assumiu compromissos relacionados ao tema. O governo utilizou essas medidas, além de acordos comerciais e regimes já existentes, para diferenciar parte das alíquotas e das exceções.</p>
<p>A disputa judicial deverá, portanto, examinar não apenas se a Seção 301 permite tarifas, algo que o texto legal contempla em determinadas circunstâncias, mas se o procedimento concreto e a amplitude do ato publicado em julho permanecem dentro dos limites da delegação legislativa. A questão central é se a resposta foi direcionada à eliminação das práticas investigadas ou se funcionou como uma <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="333876">política</a> tarifária geral com fundamento insuficiente.</p>
<h2>Brasil foi incluído na faixa de 12,5%</h2>
<p>O Brasil ficou sujeito à alíquota de 12,5% nessa investigação. O ato do USTR afirma que a taxa se aplica aos produtos brasileiros, ressalvadas as mercadorias contempladas pelas listas gerais e específicas de exceções anexadas ao documento. A decisão foi tomada após análise de comentários, depoimentos e recomendações dos comitês consultivos, segundo a justificativa oficial.</p>
<p>A medida relacionada ao trabalho forçado é um procedimento distinto da investigação que resultou em tarifa de 25% sobre determinados produtos brasileiros por questões envolvendo comércio digital, meios de pagamento, propriedade intelectual, etanol e outras políticas. Por isso, a incidência sobre cada mercadoria depende da classificação tarifária, das listas de exceção e dos atos específicos aplicáveis.</p>
<p>O alcance global é amplo. A coalizão afirma que as economias atingidas respondem por 99,4% das importações norte-americanas. No modelo adotado, 17 economias receberam tarifa de 10%, outras foram enquadradas em regimes que consideram a tarifa da nação mais favorecida, e 38 ficaram na faixa nominal de 12,5%, entre elas o Brasil.</p>
<p>Os Estados autores dizem que as sobretaxas elevam seus próprios custos porque governos locais compram equipamentos, peças, insumos e produtos importados, diretamente ou por fornecedores que repassam o encargo. A petição também menciona componentes estrangeiros incorporados a bens fabricados nos Estados Unidos e dificuldades adicionais para elaborar orçamentos e auditar reajustes de preços.</p>
<h2>Processo retoma debate sobre os poderes tarifários do presidente</h2>
<p>A nova ação ocorre depois de duas derrotas judiciais do governo em tentativas anteriores de sustentar tarifas amplas. Em 20 de fevereiro, a Suprema Corte decidiu que a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional, conhecida como IEEPA, não autoriza o presidente a impor tarifas. O tribunal afirmou que a Constituição atribui ao Congresso o poder de estabelecer tributos e direitos aduaneiros e que a legislação de emergência não contém delegação expressa dessa competência.</p>
<p>Depois dessa decisão, a administração recorreu à Seção 122 da Lei de Comércio de 1974 para aplicar uma tarifa temporária de 10% sobre grande parte das importações. Em 7 de maio, a Corte de Comércio Internacional considerou ilegal esse uso da norma. A decisão recebeu suspensão da instância de apelação em junho, enquanto o litígio prosseguia.</p>
<p>O caso atual é juridicamente diferente porque a Seção 301 menciona expressamente a possibilidade de impor direitos ou outras restrições a importações. A controvérsia não se limita, assim, à existência abstrata de poder tarifário na lei. Os Estados sustentam que a autoridade possui finalidade, condições e etapas obrigatórias e que o governo não poderia utilizá-la para recriar uma tarifa de alcance quase universal.</p>
<p>O governo, por sua vez, afirma que cumpriu o processo previsto: abriu investigações, recebeu comentários, promoveu audiências, consultou governos estrangeiros, identificou práticas consideradas prejudiciais e definiu medidas específicas. O contraste entre essas duas leituras formará o núcleo da análise judicial sobre competência, motivação e observância dos procedimentos administrativos.</p>
<h2>Coalizão pede suspensão imediata da cobrança</h2>
<p>A petição solicita a formação de um painel de três juízes e uma ordem <a href="https://gazetamercantil.com/siglas-corporativas-aprender" title="Siglas Corporativas para Aprender e Aplicar no Mercado (2026)" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="333898">para interromper a aplicação</a> das tarifas enquanto o mérito é examinado. Os Estados também querem que a corte anule definitivamente o ato, impeça o USTR e a autoridade aduaneira de executar a medida e determine a restituição dos valores pagos por eles.</p>
<p>Caso o tribunal acolha integralmente os pedidos, os órgãos federais terão de interromper as cobranças abrangidas pelo processo e poderá ser aberta uma etapa para a devolução dos valores recolhidos. Uma decisão favorável ao governo preservaria o ato de julho e o uso da Seção 301 contra as práticas estrangeiras identificadas pelo USTR.</p>
<p>O processo não discute a legitimidade do combate ao trabalho forçado como objetivo de política pública, reconhecido expressamente pelos próprios autores. A controvérsia está concentrada na conexão entre essa finalidade e a estrutura das tarifas, na qualidade da investigação, no tratamento dado às contribuições públicas e no alcance do poder conferido ao Executivo pela legislação comercial.</p>
<p>A tarifa de 12,5% aplicável aos produtos brasileiros não incluídos nas listas de exceção entrou em vigor em 24 de julho. Na ação apresentada em 3 de agosto, a coalizão pediu que a Corte de Comércio Internacional suspenda a cobrança durante a revisão judicial e anule definitivamente o ato ao julgar o mérito da disputa.</p>
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		<title>Segundo teste nuclear da Coreia do Norte em 2009 rompeu negociações e levou ONU a endurecer sanções</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/coreia-norte-teste-nuclear-2009-resolucao-1874-onu</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Toscano]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 02 Aug 2026 22:45:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Conselho de Segurança ONU]]></category>
		<category><![CDATA[Coreia do Norte]]></category>
		<category><![CDATA[CTBTO]]></category>
		<category><![CDATA[península coreana]]></category>
		<category><![CDATA[proliferação nuclear]]></category>
		<category><![CDATA[Punggye-ri]]></category>
		<category><![CDATA[Resolução 1874]]></category>
		<category><![CDATA[teste nuclear 2009]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O segundo teste nuclear realizado pela Coreia do Norte, em 25 de maio de 2009, marcou uma mudança decisiva na crise atômica da península coreana. A explosão subterrânea ocorreu às 9h54 no horário local nas proximidades do campo de testes de Punggye-ri, no nordeste do país, e foi detectada pela rede internacional de monitoramento antes [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O segundo teste nuclear realizado pela Coreia do Norte, em 25 de maio de 2009, marcou uma mudança decisiva na crise atômica da península coreana. A explosão subterrânea ocorreu às 9h54 no horário local nas proximidades do campo de testes de Punggye-ri, no nordeste do país, e foi detectada pela rede internacional de monitoramento antes mesmo de Pyongyang confirmar publicamente o ensaio. Menos de três semanas depois, o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou por unanimidade a Resolução 1874, ampliando o embargo de armas, autorizando inspeções de cargas suspeitas e endurecendo restrições financeiras vinculadas aos programas nuclear e de mísseis.</p>
<p>O episódio não foi apenas uma repetição do primeiro teste norte-coreano, realizado em outubro de 2006. Em 2009, a Coreia do Norte já havia abandonado as negociações de seis partes, expulsado inspetores internacionais e anunciado a reativação de atividades nucleares em Yongbyon. O teste, portanto, funcionou como demonstração de que o regime de Kim Jong-il estava disposto a transformar a capacidade nuclear em instrumento permanente de segurança e barganha diplomática, mesmo sob o risco de isolamento econômico maior.</p>
<p>A sequência que levou à explosão começou semanas antes. Em 5 de abril de 2009, Pyongyang lançou o foguete Unha-2, oficialmente apresentado como veículo para colocar em órbita o satélite Kwangmyongsong-2. Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul interpretaram a operação como um teste de tecnologia aplicável a mísseis balísticos de longo alcance. O Conselho de Segurança condenou o lançamento em declaração presidencial.</p>
<p>Em 14 de abril, a Coreia do Norte anunciou que deixaria as conversações de seis partes, processo que desde 2003 reunia o país com Coreia do Sul, Estados Unidos, China, Japão e Rússia. Pyongyang também determinou a saída de inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica e de especialistas americanos envolvidos no processo de desativação de Yongbyon. Segundo registros posteriores do Departamento de Estado dos Estados Unidos, o governo norte-coreano comunicou ainda a intenção de reverter medidas de desativação adotadas nos anos anteriores.</p>
<h2>Detecção internacional antecedeu anúncio de Pyongyang</h2>
<p>A dimensão técnica do teste de 2009 também mostrou o avanço da capacidade internacional de monitorar explosões clandestinas. A rede sísmica do Sistema Internacional de Monitoramento, vinculada à Comissão Preparatória da Organização do Tratado de Proibição Completa de Testes Nucleares, registrou o evento às 00h54min43s em GMT, equivalentes a 9h54 no horário local.</p>
<p>O primeiro cálculo automático de horário, localização e magnitude foi distribuído aos Estados participantes às 2h24 em GMT. Na avaliação inicial, 23 estações sísmicas primárias e 16 auxiliares haviam detectado o evento. Dias depois, com a consolidação dos dados, a CTBTO informou que 61 estações — 31 primárias e 30 auxiliares — haviam registrado sinais associados à explosão. A magnitude calculada pela organização foi de 4,52, acima dos 4,1 atribuídos ao teste norte-coreano de 2006.</p>
<p>Essa diferença é relevante porque magnitude sísmica e potência explosiva não são medidas equivalentes. O rendimento de uma explosão nuclear subterrânea depende, entre outros fatores, da geologia do local, da profundidade e do acoplamento da energia ao solo. Em avaliação oficial publicada posteriormente, o governo dos Estados Unidos estimou que o teste de 2009 teve rendimento de aproximadamente 2 quilotons de TNT e classificou o resultado como mais bem-sucedido que o ensaio de 2006, considerado uma falha parcial por Washington.</p>
<p>A própria CTBTO adotou cautela nos primeiros comunicados. Os dados sísmicos permitiam identificar características compatíveis com uma explosão e localizar o evento com precisão crescente, mas a confirmação independente de sua natureza nuclear dependia de outras evidências, como detecção de radionuclídeos liberados na atmosfera. A organização destacou que o sistema havia conseguido localizar o evento dentro dos parâmetros necessários para uma eventual inspeção no local caso o Tratado de Proibição Completa de Testes Nucleares estivesse em vigor.</p>
<h2>Sanções da ONU mudaram de escala após o segundo teste</h2>
<p>A resposta diplomática culminou em 12 de junho de 2009. Os 15 integrantes do Conselho de Segurança aprovaram a Resolução 1874 sem votos contrários ou abstenções. O texto condenou o teste nos termos mais fortes, exigiu que a Coreia do Norte não realizasse novos ensaios nucleares nem lançamentos com tecnologia de mísseis balísticos e reiterou a obrigação de abandonar armas nucleares e programas associados.</p>
<p>A resolução ampliou substancialmente o regime estabelecido em 2006. Entre as medidas, passou a prever inspeções de cargas destinadas à Coreia do Norte ou originadas no país quando houvesse razões razoáveis para suspeitar de itens proibidos. Também autorizou apreensão e descarte dessas cargas, reforçou o embargo de armas e ampliou mecanismos de bloqueio de ativos e restrição a serviços financeiros capazes de contribuir para programas de proliferação.</p>
<p>Na prática, a Resolução 1874 deslocou parte do regime de sanções do campo estritamente comercial para o controle logístico e financeiro. Navios, portos, bancos, seguradoras, operadores de comércio exterior e intermediários passaram a ocupar posição central na fiscalização. O objetivo era reduzir a capacidade de Pyongyang de financiar, importar componentes ou exportar material militar associado a seus programas estratégicos.</p>
<p>A resolução também criou um Painel de Especialistas para apoiar o comitê de sanções e acompanhar a implementação das medidas. Esse mecanismo tornou-se peça importante da fiscalização internacional sobre a Coreia do Norte durante quase 15 anos. O mandato do painel foi renovado sucessivamente até 30 de abril de 2024, quando terminou após o Conselho de Segurança não conseguir aprovar nova prorrogação.</p>
<h2>Brasil incorporou Resolução 1874 ao ordenamento interno</h2>
<p>Para o Brasil, o episódio teve consequência jurídica concreta. Em 11 de agosto de 2009, o governo brasileiro promulgou o Decreto nº 6.935, determinando a execução, no território nacional, das disposições da Resolução 1874. O texto reproduziu obrigações de controle relacionadas a armas, materiais sensíveis, inspeção de cargas e medidas financeiras.</p>
<p>A incorporação mostra que o alcance das sanções ultrapassava os países diretamente envolvidos na segurança do Nordeste Asiático. Como membro das Nações Unidas, o Brasil passou a ter dever de aplicar as determinações do Conselho de Segurança adotadas sob o Capítulo VII da Carta da ONU. <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339118">Empresas</a> de comércio exterior, instituições financeiras, autoridades aduaneiras e órgãos de fiscalização poderiam ser afetados caso surgissem operações relacionadas a pessoas, entidades ou cargas enquadradas pelas sanções.</p>
<p>O episódio também colocou Brasília diante de uma tensão diplomática recorrente: o país tradicionalmente defende o desarmamento nuclear e a solução negociada de controvérsias, ao mesmo tempo em que mantém relações diplomáticas com Estados submetidos a sanções multilaterais. No caso norte-coreano, a execução da resolução não dependia de alinhamento político com Washington ou Seul, mas de obrigação decorrente de decisão do Conselho de Segurança.</p>
<h2>Teste expôs colapso da estratégia de desativação gradual</h2>
<p>A importância histórica do teste de 2009 aparece com maior clareza quando se observa o que havia acontecido apenas dois anos antes. Em 2007, acordos no âmbito das conversações de seis partes haviam levado à desativação de instalações em Yongbyon e à volta de inspetores internacionais. A expectativa era combinar incentivos econômicos, normalização diplomática e etapas verificáveis de desarmamento.</p>
<p>Essa arquitetura perdeu sustentação em 2009. O lançamento de abril, a retirada das negociações, a expulsão dos inspetores e o teste de maio ocorreram em rápida sequência. A partir dali, a <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339117">política</a> nuclear norte-coreana deixaria cada vez menos espaço para uma interpretação de que o programa poderia ser integralmente desmontado mediante concessões graduais de curto prazo.</p>
<p>Nos anos seguintes, Pyongyang prosseguiu com novos testes nucleares em 2013, janeiro e setembro de 2016 e setembro de 2017. O desenvolvimento de mísseis balísticos também avançou. A trajetória posterior transformou o ensaio de 2009 em um ponto de transição: tecnicamente ainda era uma explosão de rendimento relativamente baixo, mas politicamente demonstrava que a Coreia do Norte estava preparada para absorver novas sanções em troca da consolidação de sua capacidade estratégica.</p>
<h2>Impacto econômico veio sobretudo pelo isolamento financeiro</h2>
<p>O efeito econômico mais duradouro não ocorreu por exposição direta de investidores à <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank" rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339108">economia</a> norte-coreana, mas pelo endurecimento do isolamento financeiro e comercial. A Resolução 1874 aumentou a pressão sobre bancos, operadores logísticos e empresas envolvidas em transações suspeitas, transformando o combate à proliferação em problema também de compliance internacional.</p>
<p>O segundo teste nuclear de 2009 consolidou uma mudança que se tornaria ainda mais evidente na década seguinte. O problema já não era apenas impedir que a Coreia do Norte adquirisse uma capacidade nuclear inicial, mas lidar com um Estado disposto a aperfeiçoar armas, testar sistemas de lançamento e suportar sucessivas rodadas de punições internacionais.</p>
<p>A explosão detectada em Punggye-ri naquela manhã de maio teve potência muito inferior à dos maiores arsenais nucleares existentes, mas seu efeito estratégico foi amplo. Ela encerrou na prática a fase de desativação iniciada em 2007, levou a ONU a construir uma estrutura mais sofisticada de sanções e mostrou que o regime norte-coreano havia incorporado a capacidade nuclear ao núcleo de sua política de segurança. O teste seguinte, quatro anos depois, confirmaria que 2009 não havia sido um episódio isolado, mas o início de uma nova etapa do programa nuclear de Pyongyang.</p>
<p><strong>Fontes de apuração:</strong></p>
<p>Comissão Preparatória da Organização do Tratado de Proibição Completa de Testes Nucleares (CTBTO)</p>
<p>Conselho de Segurança das Nações Unidas — Resolução 1874</p>
<p>Departamento de Estado dos Estados Unidos — relatórios de cumprimento de acordos de controle de armas</p>
<p>Casa Branca — arquivos da Presidência Barack Obama</p>
<p>Presidência da República do Brasil — Decreto nº 6.935, de 11 de agosto de 2009</p>
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		<title>EUA vão gastar US$ 1 trilhão em juros em 2026 com dívida a 101% do PIB e déficit de US$ 1,9 trilhão, aponta CBO</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Toscano]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 12:08:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Os Estados Unidos vão gastar US$ 1 trilhão apenas para pagar juros líquidos da dívida no ano fiscal de 2026, quando o déficit federal deve atingir US$ 1,9 trilhão. Os dois números constam do relatório mais recente do Escritório de Orçamento do Congresso, o CBO, divulgado em fevereiro de 2026, e resumem a situação fiscal [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Os Estados Unidos vão gastar US$ 1 trilhão apenas para pagar juros líquidos da dívida no ano fiscal de 2026, quando o déficit federal deve atingir US$ 1,9 trilhão. Os dois números constam do relatório mais recente do Escritório de Orçamento do Congresso, o CBO, divulgado em fevereiro de 2026, e resumem a situação fiscal do país em Washington. O quadro não decorre de queda de arrecadação por recessão, mas de uma arquitetura tributária que ampliou renúncias e de um estoque de dívida que ficou mais caro para rolar.</p>
<p>A projeção de linha de base do CBO indica déficit de US$ 1,9 trilhão em 2026, equivalente a 5,8% do Produto Interno Bruto, com alta para US$ 3,1 trilhões em 2036, ou 6,7% do PIB. O patamar está acima da média de 3,8% registrada nos últimos 50 anos. A dívida em poder do público, que está em 101% do PIB em 2026, deve subir para 120% em 2036, acima do recorde de 106% do PIB registrado logo após a Segunda Guerra Mundial.</p>
<p>O CBO também detalha que os gastos totais vão de US$ 7,4 trilhões em 2026, ou 23,3% do PIB, para US$ 11,4 trilhões em 2036, ou 24,4% do PIB. As receitas somam US$ 5,6 trilhões em 2026, ou 17,5% do PIB, e avançam para US$ 8,3 trilhões em 2036, ou 17,8% do PIB, pouco acima da média de 50 anos de 17,3%. O descompasso entre gasto e receita explica o rombo de 5,8% do PIB neste ano.</p>
<h2>Revisão de US$ 1,4 trilhão e os três fatores que mudaram a conta</h2>
<p>O quadro de 2026 é US$ 0,1 trilhão, ou 8%, maior do que o projetado em janeiro de 2025. No acumulado entre 2026 e 2035, o déficit projetado é US$ 1,4 trilhão maior que a estimativa anterior. O CBO atribui a mudança a três desenvolvimentos com efeitos econômicos e de juros incluídos.</p>
<p>O primeiro é a lei de reconciliação de 2025, que aumentou os déficits em cerca de US$ 4,7 trilhões no horizonte de dez anos. O segundo é o aumento de tarifas, que reduziu o déficit em cerca de US$ 3,0 trilhões. O terceiro são ações administrativas ligadas à imigração, que ampliaram o rombo em cerca de US$ 0,5 trilhão.</p>
<p>A aritmética deixa de ser partidária e passa a ser de Tesouro. Cada <a class="wpil_keyword_link" title="Dólar" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="333727">dólar</a> de renúncia ou de despesa nova não compensado exige emissão de títulos. A emissão nova gera mais juros, que exigem ainda mais emissão.</p>
<h2>Juros dobram até 2036 e viram segundo maior gasto federal</h2>
<p>O salto nos juros é o ponto central do Outlook 2026-2036. Nas projeções do CBO, os pagamentos líquidos de juros aumentam em média 7,5% ao ano, mais que dobrando de US$ 1,0 trilhão em 2026 para US$ 2,1 trilhões em 2036. Como parcela da <a class="wpil_keyword_link" title="Economia" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="333728">economia</a>, saem de 3,3% do PIB em 2026 para 4,6% do PIB em 2036.</p>
<p>Em 2026, esses juros já superam os gastos obrigatórios com qualquer programa exceto Previdência e Medicare. A separação feita pelo CBO entre déficit total, déficit primário e juros mostra a natureza do movimento.</p>
<p>O déficit total cresce de 5,8% do PIB em 2026 para 6,7% em 2036. O déficit primário, que exclui juros, cai de 2,6% do PIB em 2026 para 2,1% em 2036, enquanto os juros líquidos sobem de 3,3% para 4,6%. O país não está necessariamente criando programas novos em ritmo acelerado. Está pagando mais para carregar o estoque que já tem, com vencimentos rolados em ambiente de juros longos ainda elevados.</p>
<p>O Tesouro descreve a dinâmica como efeito bola de neve. Boa parte da alta de outlays de 23,3% do PIB em 2026 para 24,4% em 2036 não vem de defesa ou infraestrutura. Vem de benefícios indexados e de juros.</p>
<h2>Public Law 119-21 adiciona US$ 4,1 trilhões e pressiona oferta de Treasuries</h2>
<p>O divisor é a Public Law 119-21, a lei de reconciliação aprovada em 2025 e conhecida no <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="333726">mercado</a> como One Big Beautiful Bill. A avaliação técnica do CBO de 21 de julho de 2025 estima que a lei vai elevar os custos de serviço da dívida em US$ 718 bilhões no período de 2025 a 2034 e aumentar o efeito cumulativo sobre o déficit para US$ 4,1 trilhões no escore convencional.</p>
<p>Quando são incluídos os efeitos macroeconômicos e a capitalização de juros sobre juros, o impacto da mesma lei sobe para US$ 4,7 trilhões em déficits adicionais. Para o investidor que compra Treasury de 10 anos, a diferença entre as duas métricas é secundária. Nos dois cenários, a oferta de títulos cresce de forma relevante e pressiona o prêmio de prazo.</p>
<p>A composição explica por que o déficit não cai mesmo com cortes em áreas específicas. O texto estende cortes de imposto de renda e cria novas isenções, o que reduz a base de arrecadação federal em cerca de US$ 4,5 trilhões em dez anos nas estimativas que circulam no Congresso.</p>
<p>Ao mesmo tempo, corta cerca de US$ 1,1 trilhão em despesas obrigatórias, com ajustes no Medicaid, programa de saúde para população de baixa renda, e no SNAP, programa de assistência nutricional. A renúncia supera o corte. O resultado líquido é mais dívida em poder do público.</p>
<h2>Tarifas reduzem déficit em US$ 3,0 trilhões e criam financiamento atípico</h2>
<p>O amortecedor parcial que não existia nas projeções de janeiro de 2025 são as tarifas mais altas. O CBO calcula que o aumento de tarifas reduziu o déficit projetado em US$ 3,0 trilhões no horizonte de dez anos, incluindo efeitos econômicos e de juros.</p>
<p>É uma troca incomum na história fiscal recente americana. O país passa a financiar parte da renúncia tributária interna com imposto sobre importação, que funciona como arrecadação, mas tem efeito colateral sobre inflação, cadeia de suprimentos e crescimento.</p>
<p>A troca ajuda a explicar por que o déficit de 2026, mesmo maior que o previsto em janeiro de 2025, não avançou ainda mais. Sem a receita de tarifas, o rombo projetado seria US$ 3,0 trilhões maior em dez anos.</p>
<h2>CBO aponta perda na base e ganho no topo da pirâmide</h2>
<p>A dimensão distributiva aparece na análise do CBO sobre a lei por faixa de renda. Famílias na base da pirâmide tendem a ter menos recursos disponíveis, reflexo direto dos cortes em Medicaid e SNAP.</p>
<p>Famílias de média e alta renda tendem a ter mais recursos, devido às isenções de impostos federais, com o maior ganho absoluto concentrado no topo. O desenho cria dois efeitos simultâneos para a economia.</p>
<p>No curto prazo, eleva a renda disponível de quem tem maior propensão a poupar e investir, o que sustenta bolsas e ativos de risco. No médio prazo, reduz a rede de proteção de quem tem maior propensão a consumir, o que pode pesar sobre indicadores de saúde, segurança alimentar e produtividade.</p>
<p>Para a contabilidade do Tesouro, a conta é direta. Menos receita <a href="https://gazetamercantil.com/bolsa-familia-agosto-2026-calendario-oficial" title="Bolsa Família Agosto 2026: calendário com antecipação confirmada e consulta liberada hoje" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="335885">hoje significa menos economia com</a> juros amanhã. É por isso que o déficit primário cai de 2,6% para 2,1% do PIB até 2036 enquanto o déficit total sobe. O custo de carregar a dívida engole o ajuste em parte das despesas, quando os juros líquidos saem de 3,3% para 4,6% do PIB em dez anos e deixam de ser nota de rodapé para virar o segundo maior gasto federal, atrás apenas da Previdência.</p>
<h2>Prêmio de prazo sobe mesmo com Fed cortando juro curto</h2>
<p><a href="https://gazetamercantil.com/siglas-corporativas-aprender" title="Siglas Corporativas para Aprender e Aplicar no Mercado (2026)" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="333953">Para o mercado</a>, a pergunta não é se os EUA podem pagar. <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 05 de agosto, aguarda decisão do Copom com mercado apostando em Selic a 14%" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="337127">Com o dólar</a> como moeda de reserva, o risco de insolvência clássica é baixo. A questão é a que preço o Tesouro vai rolar a dívida.</p>
<p>Com dívida em poder do público saindo de 101% para 120% do PIB até 2036 e projeção de 175% nas duas décadas seguintes nos cenários de longo prazo do CBO, a oferta de duration aumenta. Isso pressiona os yields longos, mesmo quando o Federal Reserve corta os juros curtos.</p>
<p>O CBO já incorpora essa leitura. Em 2025, o Fed reduziu a taxa básica em 0,75 ponto percentual e deve continuar reduzindo neste ano para depois estabilizar. A taxa do Treasury de 10 anos, porém, sobe gradualmente até 2027 e fica relativamente estável depois. O mercado cobra mais prêmio para carregar risco fiscal de prazo mais longo.</p>
<p>Quando o juro longo sobe, o custo de capital de <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="333725">empresas</a>, hipotecas e financiamento de infraestrutura sobe junto. Fundos que seguem mandato de renda fixa aumentam a demanda por papéis curtos e exigem mais prêmio para comprar longos. Bancos repassam o custo para o crédito. Empresas adiam projetos com retorno marginal.</p>
<p>O crescimento do PIB real em 2026 ainda é projetado como mais forte justamente por causa dos efeitos da lei de reconciliação e da recomposição de atividade após o lapso de apropriações discricionárias no ano passado, mas esse impulso perde força nos anos seguintes, segundo o CBO.</p>
<h2>Os três canais de transmissão para empresas, consumidores e Brasil</h2>
<p>Para empresas americanas, a nova arquitetura fiscal tem dois lados. O lado favorável é a menor carga sobre lucros e dividendos distribuídos para acionistas de alta renda, o que sustenta recompra de ações e investimento em inteligência artificial e fábricas, dois itens citados pelo próprio governo para projetar crescimento acima de 6% no primeiro trimestre de 2026.</p>
<p>O lado desfavorável é o juro estruturalmente mais alto e a incerteza sobre tarifas. Quem depende de cadeia global paga mais para importar e, ao mesmo tempo, paga mais para financiar capital de giro.</p>
<p>Para o consumidor americano de baixa renda, o impacto é via benefício. Ajustes no Medicaid e no SNAP reduzem a renda efetiva e aumentam a vulnerabilidade a choques de saúde e alimentação. Para o consumidor de alta renda, o efeito é via imposto. Mais renda disponível para poupar, mas também um mercado imobiliário ainda pressionado por hipotecas caras, já que o juro longo não cai na mesma velocidade do juro curto.</p>
<p>Para o Brasil, a transmissão ocorre por três canais. Primeiro, Treasuries. Yields mais altos nos EUA elevam o custo de emissão de empresas brasileiras no exterior e puxam o diferencial de juros para cima. Segundo, dólar. Juro americano mais alto sustenta o dólar forte, o que pressiona importadores e alivia exportadores de commodities, mas encarece a inflação importada. Terceiro, <a class="wpil_keyword_link" title="Política" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="333724">política</a> comercial. Ao financiar parte do rombo com tarifa, Washington ganha incentivo para manter barreiras, incluindo a tarifa adicional ao Brasil discutida neste ano. É um ambiente em que o exportador brasileiro pode ganhar competitividade cambial e, ao mesmo tempo, perder acesso por barreira tarifária.</p>
<h2>Leilões do Tesouro, inflação e o marco de 30 de setembro</h2>
<p>Os números organizados a partir das fontes primárias mostram a dimensão do ajuste que não aconteceu. Em 2026, outlays de US$ 7,4 trilhões contra receitas de US$ 5,6 trilhões. Em 2036, outlays de US$ 11,4 trilhões, ou 24,4% do PIB, contra receitas de US$ 8,3 trilhões, ou 17,8% do PIB. Déficit de US$ 1,9 trilhão que vira US$ 3,1 trilhões. Juros de US$ 1,0 trilhão que viram US$ 2,1 trilhões. Dívida de 101% que vira 120% do PIB, a caminho de superar com folga o pico do pós-guerra.</p>
<p>A linha do tempo fiscal que o mercado acompanha agora é objetiva. Fevereiro de 2026, CBO publica o Outlook 2026-2036 com déficit de 5,8% do PIB. Julho de 2025, CBO publica o escore final da Public Law 119-21 com impacto de US$ 4,1 trilhões incluindo serviço da dívida. Ao longo de 2026, o Tesouro realiza leilões pesados de notas e bonds para financiar o déficit e o Congresso discute apropriações que ficaram de fora da linha de base de janeiro.</p>
<p>Cada leilão com demanda fraca é lido como pressão adicional sobre yields. Cada dado de inflação acima do esperado reforça a tese de que o Fed não poderá cortar tanto quanto gostaria, mantendo o custo de carregamento da dívida elevado.</p>
<p>Não há atalho no horizonte de projeção. Para estabilizar a dívida em 101% do PIB, o CBO precisaria ver uma combinação de receitas maiores, crescimento mais forte ou juros mais baixos do que a linha de base projeta. Como as receitas já estão acima da média histórica em proporção do PIB e os juros longos refletem oferta maior de títulos, o ajuste tende a recair sobre crescimento ou sobre nova rodada de discussão sobre benefícios.</p>
<p>O próximo marco é o encerramento do ano fiscal em 30 de setembro. Até lá, o déficit acumulado já havia passado de US$ 1 trilhão nos primeiros cinco meses de 2026, segundo acompanhamento do próprio CBO. Se a arrecadação com tarifas desacelerar ou se o crescimento vier abaixo do projetado, o rombo de 5,8% do PIB pode ser revisado para cima. Se as tarifas se mantiverem e a atividade surpreender, o déficit cai, mas à custa de inflação mais alta e de um comércio global menor. Em ambos os cenários, os juros de US$ 1 trilhão continuam na conta. É o custo fixo de uma escolha fiscal feita em 2025 que o país vai pagar até 2036.</p>
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		<title>Andy Burnham assume governo britânico e promete plano de dez anos para o Reino Unido</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/andy-burnham-primeiro-ministro-reino-unido</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Toscano]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 14:17:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Andy Burnham assumiu nesta segunda-feira, 20 de julho, o cargo de primeiro-ministro do Reino Unido após ser formalmente convidado pelo rei Charles III a formar um novo governo. O ex-prefeito da Grande Manchester substitui Keir Starmer no comando de uma administração trabalhista pressionada pelo custo de vida, pela instabilidade política, pela disputa com o Reform [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Andy Burnham assumiu nesta segunda-feira, 20 de julho, o cargo de primeiro-ministro do Reino Unido após ser formalmente convidado pelo rei Charles III a formar um novo governo. O ex-prefeito da Grande Manchester substitui Keir Starmer no comando de uma administração trabalhista pressionada pelo custo de vida, pela instabilidade <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331390">política</a>, pela disputa com o Reform UK e pela necessidade de sustentar o crescimento sem ampliar o desequilíbrio das contas públicas.</p>
<p>A transferência de poder foi concluída depois que Starmer apresentou sua renúncia ao monarca no Palácio de Buckingham. Burnham reuniu-se em seguida com Charles III, aceitou a incumbência constitucional de formar a nova administração e seguiu para a residência oficial de Downing Street, onde realizou seu primeiro pronunciamento como chefe de governo.</p>
<p>Burnham tornou-se o 59º primeiro-ministro britânico e o sétimo a ocupar o cargo desde 2016. A sucessão frequente em Downing Street foi reconhecida pelo próprio trabalhista como um sinal da perda de estabilidade institucional e da deterioração da confiança do público na política.</p>
<p>Em sua primeira mensagem ao país, o novo primeiro-ministro prometeu apresentar ainda em 2026 um plano nacional de dez anos. A agenda deverá combinar medidas de alívio imediato para as famílias com mudanças estruturais nas áreas de habitação, educação, saúde mental, assistência social, indústria e distribuição de competências entre Londres e as regiões.</p>
<p>Burnham também indicou que as primeiras medidas voltadas ao custo de vida serão anunciadas rapidamente. A formulação definitiva dependerá da composição do gabinete e das escolhas da nova equipe econômica, que terá de conciliar aumento das demandas sociais, compromissos de defesa e limites fiscais.</p>
<h2>Mudança em Downing Street ocorre sem eleição geral</h2>
<p>A chegada de Burnham ao governo não decorre de uma nova eleição nacional. No sistema parlamentar britânico, os eleitores escolhem os integrantes da Câmara dos Comuns, e o monarca convida a formar o governo o líder capaz de manter apoio majoritário no Parlamento.</p>
<p>Como o Partido Trabalhista preserva sua maioria parlamentar, a substituição de seu líder permitiu a troca de primeiro-ministro sem dissolução da Câmara dos Comuns. A próxima eleição geral está prevista para ocorrer até 2029, embora o chefe do governo possa convocá-la antes, observadas as regras britânicas.</p>
<p>Burnham foi ratificado como líder trabalhista em 17 de julho, durante uma conferência extraordinária da legenda. Segundo o partido, ele recebeu o apoio de 379 deputados e de 23 organizações afiliadas, consolidando uma transição que já contava com adesão ampla da bancada governista.</p>
<p>O novo premiê havia retornado ao Parlamento apenas um mês antes. Ele venceu em 18 de junho a eleição suplementar no distrito de Makerfield, no noroeste da Inglaterra, com 24.927 votos, equivalentes a 54,8% dos votos válidos, e maioria de 9.231 votos sobre o candidato do Reform UK.</p>
<p>O retorno à Câmara dos Comuns era uma etapa necessária <a href="https://gazetamercantil.com/siglas-corporativas-aprender" title="Siglas Corporativas para Aprender e Aplicar no Mercado (2026)" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="333893">para sua ascensão ao comando trabalhista</a> e ao governo. Burnham havia deixado o Parlamento em 2017 para assumir a Prefeitura da Grande Manchester, função na qual construiu parte relevante de sua projeção nacional.</p>
<p>A troca no comando não altera imediatamente a composição partidária do governo, mas pode produzir mudanças na orientação econômica, na relação entre o poder central e as administrações regionais e na condução dos serviços públicos.</p>
<h2>Burnham coloca custo de vida no centro da nova gestão</h2>
<p>O primeiro desafio do novo governo será transformar promessas de alívio financeiro em medidas compatíveis com as restrições orçamentárias britânicas. Burnham afirmou que pretende oferecer algum espaço no orçamento das famílias, mas ainda não detalhou o custo, o alcance ou a fonte de financiamento das iniciativas.</p>
<p>Entre as medidas em discussão estão ações relacionadas às contas de energia, ao transporte público e à habitação. O novo primeiro-ministro também prometeu ampliar a construção de moradias sociais e combater a população em situação de rua.</p>
<p>A política de custo de vida ganhou urgência diante da persistência da inflação acima da meta oficial. O Banco da Inglaterra informa que a inflação ao consumidor estava em 2,8%, ante uma meta de 2%, e advertiu que os preços podem voltar a acelerar devido ao encarecimento da energia provocado pelo conflito no Oriente Médio.</p>
<p>O banco central britânico manteve sua taxa básica em 3,75% na decisão mais recente. Juros ainda elevados pressionam hipotecas, financiamentos empresariais, consumo e investimentos, enquanto aumentam o custo do serviço da dívida pública.</p>
<p>O ambiente limita a capacidade do governo de atender simultaneamente às demandas por proteção social, investimentos em infraestrutura, melhoria dos serviços públicos e ampliação dos gastos militares.</p>
<p>Burnham procurou enquadrar sua agenda como uma tentativa de reduzir despesas futuras por meio da prevenção. O raciocínio é que investimentos em saúde mental, moradia, educação e assistência podem diminuir, no longo prazo, a pressão sobre benefícios sociais, hospitais, policiamento e outros serviços públicos.</p>
<p>A execução dependerá, porém, de resultados fiscais concretos. Medidas de curto prazo podem aliviar a situação das famílias, mas também elevar os gastos se não forem acompanhadas de receitas, cortes compensatórios ou ganhos comprovados de eficiência.</p>
<h2>Descentralização deverá orientar política econômica</h2>
<p>A principal marca política de Burnham é a defesa da descentralização. Durante seu período à frente da Grande Manchester, ele sustentou que a concentração de decisões e investimentos em Londres aprofundou as diferenças econômicas entre o sul da Inglaterra e as demais regiões.</p>
<p>No discurso de posse, o novo premiê voltou a defender a transferência de competências para governos regionais e autoridades locais. A agenda envolve áreas como transporte, qualificação profissional, habitação, desenvolvimento urbano e planejamento econômico.</p>
<p>A proposta poderá modificar a distribuição de recursos públicos e a forma como grandes projetos são selecionados. Para <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331388">empresas</a>, investidores e administrações locais, a descentralização pode abrir novas oportunidades de contratos, infraestrutura e investimento fora da capital.</p>
<p>O projeto também carrega riscos de coordenação. A transferência de atribuições exige regras claras sobre financiamento, prestação de contas e responsabilidades. Sem receitas compatíveis, as autoridades locais podem receber novas obrigações sem capacidade financeira para executá-las.</p>
<p>Burnham pretende combinar a descentralização com uma política de reindustrialização. Em seu primeiro discurso, defendeu o uso das compras públicas para apoiar a indústria britânica e indicou que serviços considerados essenciais deverão ficar sujeitos a controle público mais forte.</p>
<p>A formulação pode afetar setores como energia, transporte, água, habitação e infraestrutura. O <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331386">mercado</a> acompanhará se o governo priorizará regulação mais rígida, participação estatal, nacionalizações, concessões ou modelos de parceria com a iniciativa privada.</p>
<p>Também será necessário avaliar a compatibilidade entre a preferência por fornecedores nacionais e as regras comerciais do Reino Unido. Políticas de conteúdo local podem estimular investimentos domésticos, mas elevar custos ou gerar atritos com parceiros comerciais quando aplicadas de maneira ampla.</p>
<h2>Crescimento econômico oferece base limitada ao novo plano</h2>
<p>Burnham assume uma <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank"  rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331387">economia</a> que continua crescendo, mas ainda sem ritmo suficiente para eliminar os problemas de produtividade, renda e investimento acumulados nos últimos anos.</p>
<p>O Produto Interno Bruto britânico avançou 0,7% nos três meses encerrados em maio, na comparação com os três meses anteriores. Em relação ao mesmo período do ano anterior, o crescimento foi de 1,1%, impulsionado principalmente pelos serviços.</p>
<p>A construção recuou 1,4% na comparação anual dos três meses até maio, enquanto a produção industrial cresceu apenas 0,3%. Os números reforçam a dificuldade de ampliar a capacidade produtiva e ajudam a explicar a ênfase do novo primeiro-ministro em habitação, infraestrutura e indústria.</p>
<p>O mercado de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/trabalho" target="_blank"  rel="noopener" title="Trabalho" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331389">trabalho</a> apresenta quadro igualmente desafiador. A taxa de desemprego foi estimada em 4,9% entre fevereiro e abril, alta de 0,3 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano anterior.</p>
<p>Para o setor privado, o novo governo terá de demonstrar como pretende estimular o investimento sem elevar excessivamente os impostos ou ampliar a incerteza regulatória. Empresas também observarão a política salarial, as regras trabalhistas e as mudanças em serviços de infraestrutura.</p>
<p>A escolha do ministro das Finanças será decisiva para a reação dos mercados. A nova equipe terá de definir se preservará as regras fiscais adotadas no governo Starmer e como financiará as promessas anunciadas por Burnham.</p>
<p>A reação inicial dos mercados à transição foi contida, segundo relatos internacionais. A tranquilidade reflete, em parte, a manutenção do Partido Trabalhista no poder e a expectativa de continuidade institucional. Mudanças mais fortes poderão ocorrer quando o governo divulgar seu orçamento, o plano de dez anos e as primeiras decisões regulatórias.</p>
<h2>Reform UK pressiona trabalhistas pelo eleitorado fora de Londres</h2>
<p>A descentralização também possui uma dimensão eleitoral. O Partido Trabalhista enfrenta o avanço do Reform UK, liderado por Nigel Farage, sobretudo em áreas que registram insatisfação com imigração, serviços públicos, emprego e concentração de investimentos.</p>
<p>Na eleição suplementar de Makerfield, Burnham venceu com vantagem expressiva, mas o Reform UK obteve 34,5% dos votos. O resultado mostrou que a legenda de Farage possui força relevante em uma região tradicionalmente ligada ao trabalhismo.</p>
<p>Ao mesmo tempo, o governo precisa evitar a perda de eleitores progressistas para o Partido Verde. Burnham deverá administrar pressões distintas dentro de sua base: uma parcela cobra maior intervenção do Estado e ampliação dos serviços públicos, enquanto outra exige disciplina fiscal, crescimento e segurança econômica.</p>
<p>A promessa de um modelo político menos centralizado busca responder a esse duplo desafio. O novo premiê pretende recuperar eleitores que se sentem afastados das decisões tomadas em Westminster sem romper com os setores empresariais e urbanos que apoiaram a vitória trabalhista de 2024.</p>
<p>A estabilidade interna do partido será outro teste. Embora Burnham tenha assumido com apoio amplo da bancada, a definição do gabinete e a revisão das políticas de Starmer podem criar disputas entre correntes trabalhistas.</p>
<p>A margem parlamentar permite ao governo aprovar projetos sem depender formalmente da oposição. Essa vantagem, contudo, não elimina o risco de rebeliões internas em temas como gastos sociais, defesa, imigração, política externa e relacionamento com a União Europeia.</p>
<h2>Relações com Estados Unidos e Europa entram em nova fase</h2>
<p>No campo externo, Burnham herda compromissos com a Organização do Tratado do Atlântico Norte, o apoio britânico à Ucrânia e a ampliação dos investimentos em defesa.</p>
<p>O novo primeiro-ministro indicou que pretende manter o apoio a Kiev e conversar com os presidentes da Ucrânia e dos Estados Unidos. A continuidade nessa área busca reduzir dúvidas entre os aliados sobre uma mudança abrupta da política externa britânica.</p>
<p>A relação com Washington poderá ser mais complexa. Burnham já criticou posições do presidente Donald Trump e alertou contra a importação para o Reino Unido de um padrão político marcado por polarização intensa.</p>
<p>Apesar das diferenças, os dois governos mantêm vínculos profundos em defesa, inteligência, comércio, tecnologia e diplomacia. A necessidade de preservar a relação estratégica deverá limitar confrontos diretos, ainda que existam divergências em temas internacionais e domésticos.</p>
<p>Com a União Europeia, o novo governo poderá buscar uma aproximação pragmática. Comércio, segurança, migração, energia e regulação permanecem entre os temas centrais da relação pós-Brexit.</p>
<p>Qualquer avanço terá de considerar a resistência interna a uma reabertura ampla do debate sobre a saída do bloco. Burnham poderá priorizar acordos setoriais e cooperação administrativa em vez de propor uma revisão completa da relação institucional.</p>
<h2>Plano de dez anos será primeiro teste do governo Burnham</h2>
<p>A posse encerra a transição aberta pela renúncia de Starmer, mas inaugura um período de cobrança acelerada sobre o novo governo. Burnham assumiu prometendo recuperar a confiança pública, reduzir o custo de vida e transferir poder de Londres para as regiões.</p>
<p>As primeiras decisões mostrarão se a mudança será predominantemente de liderança ou se produzirá uma alteração mais profunda na política econômica trabalhista.</p>
<p>O plano de dez anos deverá esclarecer as fontes de financiamento, as metas de crescimento, o papel do Estado na economia e a distribuição dos investimentos. Também precisará compatibilizar proteção social, controle da dívida, defesa e estabilidade monetária.</p>
<p>A trajetória de Burnham em Manchester oferece uma referência para sua visão de governo, especialmente nas áreas de transporte, habitação, saúde e desenvolvimento regional. A escala nacional, porém, impõe exigências fiscais, diplomáticas e institucionais muito maiores.</p>
<p>O novo primeiro-ministro começa com maioria na Câmara dos Comuns e apoio amplo dentro do Partido Trabalhista. Ao mesmo tempo, herda inflação acima da meta, juros restritivos, crescimento moderado e um eleitorado fragmentado.</p>
<p>A capacidade de apresentar medidas imediatas sem comprometer as contas públicas será o primeiro indicador da nova administração. A sustentação política dependerá de transformar a promessa de estabilidade em melhora perceptível na renda, nos serviços públicos e nas oportunidades econômicas fora de Londres.</p>
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		<title>França aprova morte assistida por 291 votos; texto vai ao Conselho Constitucional</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/franca-aprova-morte-assistida-conselho-constitucional</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Toscano]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 00:43:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[Conselho Constitucional]]></category>
		<category><![CDATA[cuidados paliativos]]></category>
		<category><![CDATA[Emmanuel Macron]]></category>
		<category><![CDATA[eutanásia]]></category>
		<category><![CDATA[fim de vida]]></category>
		<category><![CDATA[França]]></category>
		<category><![CDATA[morte assistida]]></category>
		<category><![CDATA[Sébastien Lecornu]]></category>
		<category><![CDATA[suicídio assistido]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Assembleia Nacional da França aprovou nesta quarta-feira, 15 de julho, em Paris, o texto definitivo que cria o direito à morte assistida no país. A proposta recebeu 291 votos favoráveis e 241 contrários, além de 29 abstenções, após meses de confronto entre deputados e senadores. A mudança permitirá que adultos com doença grave e incurável solicitem uma substância letal sob controle médico, desde que cumpram requisitos clínicos e manifestem consentimento livre e esclarecido. A medida, porém, ainda não está em vigor: antes da promulgação, será examinada pelo Conselho Constitucional francês.</p>
<p>A votação encerrou a tramitação parlamentar de uma das reformas sociais mais sensíveis do segundo mandato do presidente Emmanuel Macron. O texto foi aprovado em leitura definitiva pela Assembleia Nacional, que, de acordo com a Constituição francesa, pode dar a palavra final quando não há acordo com o Senado.</p>
<p>A proposta cria no Código de Saúde Pública o chamado “direito à ajuda para morrer”. Na prática, o dispositivo abrange duas situações. Na primeira, a própria pessoa administra a substância letal, modalidade associada ao suicídio assistido. Na segunda, quando o paciente não possui condições físicas para realizar o procedimento, a substância poderá ser administrada por um médico ou enfermeiro.</p>
<p>Macron afirmou, após a votação, que a reforma foi construída mediante escuta, diálogo e debate. O presidente havia assumido em 2022 o compromisso de abrir uma discussão nacional sobre o modelo francês de fim de vida, processo que incluiu uma convenção cidadã e sucessivas rodadas de negociação no Parlamento.</p>
<h2>Aprovação por 291 votos encerra disputa entre Câmara e Senado</h2>
<p>A votação registrou a participação de 561 deputados. <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 16 de julho: Bolsa cai com tarifaço dos EUA e pressão de Vale e bancos" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="328571">Dos 532 votos válidos</a>, 291 foram favoráveis e 241 contrários. Outros 29 parlamentares se abstiveram. A maioria absoluta necessária era de 267 votos.</p>
<p>A diferença de 50 votos confirmou a existência de apoio majoritário na Assembleia Nacional, mas também expôs a divisão <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="324320">política</a> e ética provocada pela morte assistida na França. O tema atravessou partidos e bancadas, sem seguir integralmente a separação tradicional entre governo e oposição.</p>
<p>O Senado, de maioria conservadora, resistiu ao núcleo da proposta. Em janeiro de 2026, a Casa rejeitou o texto em primeira leitura por 181 votos contra e 122 a favor. Em maio, os senadores voltaram a rejeitá-lo depois de retirar ou modificar dispositivos considerados centrais pelos defensores da reforma. Uma comissão mista formada por deputados e senadores não conseguiu produzir uma redação de consenso.</p>
<p>Em nova leitura, a Assembleia Nacional restabeleceu o direito à morte assistida. O Senado voltou a rejeitar a proposta em julho, abrindo caminho para que a Câmara Baixa decidisse definitivamente com base no artigo 45 da Constituição francesa.</p>
<p>A redação aprovada nesta quarta-feira é classificada como texto definitivo, mas ainda depende do controle de constitucionalidade e da promulgação presidencial. Também serão necessários decretos e normas operacionais para definir aspectos clínicos, administrativos e farmacêuticos.</p>
<h2>Acesso será restrito a adultos com doença grave e incurável</h2>
<p>A morte assistida na França não estará disponível para qualquer pessoa que manifeste desejo de morrer. O texto estabelece cinco critérios cumulativos, o que significa que todos deverão ser preenchidos simultaneamente.</p>
<p>O solicitante deverá ter pelo menos 18 anos e possuir nacionalidade francesa ou residência estável e regular no país. Também deverá ser diagnosticado com uma doença grave e incurável, independentemente de sua causa.</p>
<p>A enfermidade terá de comprometer o prognóstico vital e estar em fase avançada ou terminal. O texto define a fase avançada como um processo irreversível, marcado pela piora do estado de saúde e por efeitos relevantes sobre a qualidade de vida do paciente.</p>
<p>Outro requisito é a existência de sofrimento relacionado à doença. Esse sofrimento deverá ser resistente aos tratamentos disponíveis ou considerado insuportável pelo paciente quando ele decidir não iniciar ou interromper determinado tratamento.</p>
<p>A lei exclui expressamente os casos baseados apenas em sofrimento psicológico. Transtornos ou angústias de natureza exclusivamente psíquica não serão suficientes para autorizar o acesso à substância letal.</p>
<p>O paciente também terá de demonstrar capacidade para expressar uma vontade livre e esclarecida. Pessoas cujo discernimento esteja gravemente comprometido durante o procedimento não poderão ser reconhecidas como aptas a formular uma solicitação válida. Os critérios constam do texto definitivo aprovado pela Assembleia Nacional.</p>
<h2>Pedido não poderá ser realizado por teleconsulta</h2>
<p>A solicitação de morte assistida deverá ser apresentada a um médico em atividade. Esse profissional não poderá ser parente, cônjuge, companheiro, parceiro de união civil ou beneficiário legal do paciente.</p>
<p>O pedido e sua posterior confirmação não poderão ocorrer por teleconsulta. Caso a pessoa não tenha condições físicas de comparecer ao consultório, o médico deverá ir à residência ou ao local em que ela estiver recebendo atendimento.</p>
<p>Antes da formalização, o profissional terá a obrigação de informar o paciente sobre seu estado de saúde, a evolução provável da doença, os tratamentos existentes e as formas de acompanhamento disponíveis.</p>
<p>O médico também deverá informar sobre o direito aos cuidados paliativos e assegurar o acesso a esse atendimento quando solicitado. A proposta prevê ainda que o paciente e seus familiares possam ser encaminhados a psicólogo ou psiquiatra.</p>
<p>A possibilidade de desistência deverá ser explicada desde o início. A pessoa poderá retirar o consentimento em qualquer etapa, inclusive após a autorização médica ou na data prevista para a administração da substância.</p>
<p>A manifestação deverá ser registrada por escrito. Quando isso não for possível, será admitido outro meio de expressão adaptado às capacidades do paciente.</p>
<h2>Avaliação será feita por equipe multiprofissional</h2>
<p>O médico que receber o pedido será responsável por verificar o cumprimento dos requisitos, mas a análise não será realizada de forma isolada. O texto determina a abertura de um procedimento colegiado para avaliar a doença, o sofrimento e a capacidade de consentimento.</p>
<p>A equipe deverá incluir, além do médico responsável, um segundo médico que não participe do tratamento do paciente, seja especialista na enfermidade e não tenha relação hierárquica com o primeiro profissional. Esse especialista poderá examinar o solicitante antes da reunião.</p>
<p>O colegiado também contará com um profissional auxiliar da área de saúde ou cuidador envolvido no tratamento. Outros médicos, enfermeiros, psicólogos e trabalhadores de estabelecimentos médicos ou sociais poderão ser chamados de acordo com a situação.</p>
<p>Nos casos de adultos submetidos a tutela ou proteção judicial, a pessoa legalmente responsável deverá ser informada e poderá apresentar observações. Essas manifestações serão levadas ao colegiado, mas não substituirão a vontade do paciente.</p>
<p>O médico que conduz o procedimento continuará responsável pela decisão final. Depois da análise multiprofissional, deverá comunicar uma resposta fundamentada, verbalmente e por escrito, no prazo máximo de 15 dias contado da formalização do pedido.</p>
<h2>Prazo mínimo de reflexão será de dois dias</h2>
<p>Quando o pedido for autorizado, o paciente terá de aguardar pelo menos dois dias antes de confirmá-lo. Esse período mínimo de reflexão tornou-se um dos pontos mais contestados durante a tramitação.</p>
<p>Após o prazo, a pessoa poderá confirmar que deseja receber a substância letal. Se a confirmação ocorrer mais de três meses depois da autorização, o médico deverá reavaliar se a manifestação permanece livre e esclarecida. Uma nova avaliação colegiada poderá ser realizada quando necessária.</p>
<p>A data do procedimento será definida pelo paciente em acordo com o médico ou enfermeiro responsável pelo acompanhamento. Caso a administração seja marcada para mais de três meses após a decisão inicial, a capacidade de consentimento deverá ser verificada novamente.</p>
<p>A regra geral determina que o próprio paciente administre a substância. O médico ou enfermeiro somente poderá fazê-lo quando houver impossibilidade física.</p>
<p>A pessoa poderá solicitar o adiamento ou interromper o procedimento. A morte assistida também deverá ser suspensa se surgirem informações que indiquem perda dos requisitos legais ou pressão exercida por terceiros.</p>
<p>Quando identificar coação para que alguém recorra à morte assistida, o médico deverá interromper o processo e comunicar os fatos ao Ministério Público francês.</p>
<h2>Profissionais terão cláusula de consciência</h2>
<p>Médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde não serão obrigados a participar da morte assistida na França. O texto estabelece uma cláusula de consciência específica para quem se opuser ao procedimento por razões pessoais, médicas, éticas ou religiosas.</p>
<p>O profissional que recusar participação deverá informar o paciente sem demora. Também terá de indicar outro profissional disposto a assumir o caso, mecanismo criado para conciliar a objeção individual com o acesso ao direito reconhecido pela legislação.</p>
<p>Hospitais, clínicas, instituições de longa permanência e unidades médico-sociais deverão permitir a entrada de profissionais autorizados a realizar a avaliação ou acompanhar o procedimento. A regra provocou resistência de estabelecimentos cuja identidade institucional se baseia exclusivamente em cuidados paliativos e que rejeitam a prática da morte assistida.</p>
<p>A legislação ainda prevê um cadastro de profissionais dispostos a participar dos procedimentos. Esse registro ficará sob responsabilidade de uma comissão nacional de controle e não será aberto ao público em geral.</p>
<h2>Comissão fiscalizará cada procedimento após sua realização</h2>
<p>O texto cria uma comissão de controle e avaliação vinculada ao Ministério da Saúde. O órgão verificará, posteriormente, se cada procedimento respeitou os requisitos de acesso, os prazos e as garantias previstas.</p>
<p>Todas as etapas serão registradas em um sistema nacional de informações. Os dados deverão permitir rastreabilidade, produção de estatísticas e avaliação da aplicação da morte assistida na França, respeitadas as normas de segurança e proteção de informações médicas.</p>
<p>Quando encontrar indícios de infração profissional, a comissão poderá acionar o conselho disciplinar competente. Se identificar possível crime ou delito, deverá encaminhar o caso ao Ministério Público.</p>
<p>O órgão também apresentará avaliações periódicas ao governo e ao Parlamento. Sua composição deverá incluir médicos, integrantes do Conselho de Estado e da Corte de Cassação, representantes de usuários do sistema de saúde e especialistas em ciências humanas e sociais.</p>
<p>A autoridade francesa de saúde será responsável por definir quais substâncias poderão ser utilizadas e estabelecer recomendações clínicas para sua preparação e administração. Farmácias hospitalares selecionadas produzirão as fórmulas letais e poderão enviá-las às unidades responsáveis pela entrega.</p>
<h2>Reforma altera modelo adotado desde a lei de 2016</h2>
<p>Até a aprovação da nova proposta, o marco francês de fim de vida era baseado principalmente na Lei Claeys-Leonetti, de 2016. A norma reconheceu o direito de pacientes em determinadas condições receberem sedação profunda e contínua até a morte, associada à interrupção de tratamentos de manutenção da vida.</p>
<p>A sedação tem como finalidade reduzir a consciência para aliviar sofrimento considerado refratário. Ela não autoriza, contudo, a administração de uma substância com o objetivo direto de causar a morte. A eutanásia e o suicídio assistido permanecem proibidos até que a nova legislação seja promulgada e regulamentada.</p>
<p>A reforma estabelece, portanto, uma mudança jurídica substantiva. O Estado deixa de reconhecer apenas o direito de recusar tratamentos, receber cuidados paliativos e ser submetido à sedação em situações específicas para admitir um procedimento destinado diretamente a provocar a morte, sob condições legais.</p>
<p>Paralelamente, a França aprovou em maio de 2026 uma legislação voltada à ampliação dos cuidados paliativos e do acompanhamento de pacientes. O governo apresenta as duas frentes como complementares, enquanto críticos da morte assistida sustentam que as desigualdades territoriais no acesso aos cuidados podem limitar a liberdade real de escolha.</p>
<h2>Conselho Constitucional examinará prazo e pacientes protegidos</h2>
<p>O primeiro-ministro Sébastien Lecornu anunciou que encaminhará a proposta ao Conselho Constitucional antes da promulgação. O controle se concentrará nos dispositivos que despertaram maior controvérsia jurídica durante a tramitação.</p>
<p>Um dos pontos será o prazo mínimo de dois dias para a confirmação do pedido. O governo solicitou que o Conselho avalie se o período respeita os princípios constitucionais da liberdade pessoal e da dignidade humana.</p>
<p>Também serão examinadas as regras aplicáveis a adultos sob tutela ou proteção judicial, especialmente a capacidade de expressar consentimento livre e informado e o papel dos responsáveis legais.</p>
<p>A terceira questão envolve a cláusula de consciência e os estabelecimentos de saúde ou médico-sociais que têm como missão acompanhar pacientes em fim de vida sem antecipar a morte. O governo busca esclarecer se essas instituições poderão manter projetos assistenciais incompatíveis com a realização do procedimento em suas dependências.</p>
<p>O Conselho Constitucional poderá validar integralmente a proposta, interpretar determinados dispositivos de forma restritiva ou declarar inconstitucionais alguns artigos. Somente depois dessa decisão o presidente poderá promulgar o texto remanescente.</p>
<h2>Aval constitucional definirá alcance da mudança histórica</h2>
<p>A aprovação parlamentar representa uma vitória política para Emmanuel Macron e para os grupos que defendem maior autonomia individual no fim da vida. Ao mesmo tempo, o placar apertado e a resistência do Senado mostram que a morte assistida continuará no centro do debate público francês.</p>
<p>Mesmo depois da eventual promulgação, o direito não terá aplicação automática em toda a sua extensão. O governo precisará editar decretos sobre a tramitação dos pedidos, a confirmação da vontade, o sistema de registros, o funcionamento da comissão de controle e o acesso dos médicos às informações de pessoas sob proteção judicial.</p>
<p>Também será necessário definir as substâncias, os protocolos de segurança, a rede de farmácias autorizadas e os procedimentos a serem seguidos em casos de complicação. A implementação dependerá ainda da disponibilidade de profissionais que aceitem participar, já que a cláusula de consciência preserva o direito de recusa.</p>
<p>A França concluiu a etapa parlamentar da reforma, mas a fronteira jurídica entre autonomia, proteção das pessoas vulneráveis e dever estatal de oferecer cuidados continuará sendo definida pelo Conselho Constitucional e pela regulamentação. Até que essas etapas sejam concluídas, a morte assistida permanece aprovada pelo Parlamento, mas ainda não integra o conjunto de direitos que podem ser exercidos imediatamente pelos pacientes franceses.</p>
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		<item>
		<title>Rússia enfrenta crise de combustível após ataques a refinarias; pressão sobre Putin cresce</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/russia-enfrenta-crise-de-abastecimento-de-combustivel-apos-ataques</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Toscano]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 20:09:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Combustível]]></category>
		<category><![CDATA[economia russa]]></category>
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		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
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		<category><![CDATA[Vladimir Putin]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Rússia, um dos maiores produtores de petróleo bruto do mundo, enfrenta uma crise de abastecimento de combustível que deixa de ser um problema técnico para se transformar em desafio político e econômico direto ao governo do presidente Vladimir Putin. Nos últimos meses, ataques com drones e mísseis lançados pela Ucrânia contra refinarias e instalações [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div>A Rússia, um dos maiores produtores de petróleo bruto do mundo, enfrenta uma crise de abastecimento de combustível que deixa de ser um problema técnico para se transformar em desafio político e econômico direto ao governo do presidente Vladimir Putin. Nos últimos meses, ataques com drones e mísseis lançados pela Ucrânia contra <a href="https://gazetamercantil.com/privatizacao-telebras-leilao-do-seculo" title="O leilão do século: como a privatização da Telebrás colocou o celular no bolso do brasileiro e redesenhou o país" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="333459">refinarias e instalações de</a> processamento de derivados reduziram a capacidade produtiva do país, provocaram filas em postos de gasolina em dezenas de regiões e obrigaram as autoridades a adotar medidas emergenciais para evitar um colapso no fornecimento interno.</div>
<div></div>
<div>A estratégia de Kiev tem como objetivo ampliar o custo da guerra para Moscou, atingindo justamente a infraestrutura que gera receita e garante o funcionamento da <a class="wpil_keyword_link" title="Saiba por que economia cresce 2% em Salvador e inadimplência cai no Recife" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="322949">economia</a> e da logística militar. Até então, os efeitos mais visíveis do conflito se concentravam nas áreas próximas à linha de frente; agora, a escassez de combustível chega ao cotidiano da população em regiões centrais e até distantes da fronteira, como a Sibéria, mudando a percepção interna sobre o andamento da operação militar.</div>
<div></div>
<h2>Ataques alcançam unidades estratégicas e distantes da fronteira</h2>
<div></div>
<div>Desde o início do ano, a frequência e o alcance dos ataques contra o setor energético russo aumentaram de forma expressiva. Um dos episódios mais relevantes ocorreu em 18 de junho, quando drones ucranianos conseguiram ultrapassar camadas de defesa aérea e atingir diretamente a principal refinaria que atende a região metropolitana de Moscou. A instalação, responsável por grande parte do abastecimento da capital e de cidades vizinhas, teve parte de sua operação paralisada por reparos que devem durar semanas.</div>
<div></div>
<div>Além de unidades próximas ao centro econômico do país, os ataques passaram a alcançar regiões cada vez mais distantes. Refinarias localizadas na Sibéria, a mais de 1.900 quilômetros de Moscou, também foram alvo de ações que causaram danos em equipamentos e reduziram a capacidade de processamento. Esse deslocamento mostra, segundo analistas, que a capacidade de alcance dos sistemas de ataque ucranianos evoluiu, tornando mais difícil a proteção de toda a malha energética russa.</div>
<div></div>
<div>A ofensiva tem como premissa reduzir a disponibilidade de combustível tanto para uso civil quanto para a máquina de guerra. Ao limitar a produção interna, a Ucrânia busca pressionar o orçamento russo, que depende da venda de derivados para manter gastos militares e sociais em dia.</div>
<div></div>
<h2>Restrições de venda e revisão de exportações entram em vigor</h2>
<div></div>
<div>Com a queda da capacidade de refino, o governo russo viu a relação entre oferta e demanda ficar desequilibrada. Em resposta, as autoridades anunciaram restrições temporárias de venda de gasolina e diesel em mais de 40 regiões do país. Em algumas localidades, postos estão autorizados a comercializar apenas quantidades limitadas por veículo, medida que tenta evitar o esgotamento rápido dos estoques e a formação de filas ainda maiores.</div>
<div></div>
<div>A Rússia produz cerca de 10 milhões de barris de petróleo por dia, mas cerca de 40% de sua produção é exportada como bruto, enquanto a capacidade de transformação em combustíveis prontos fica concentrada em um número menor de unidades. Com parte dessas instalações fora de operação ou trabalhando com capacidade reduzida, a alternativa inicial do governo foi avaliar a possibilidade de importar derivados — uma medida incomum para um país produtor de petróleo — e limitar a saída de diesel e gasolina para o <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="322947">mercado</a> externo.</div>
<div></div>
<div>Especialistas em energia alertam que a decisão de restringir exportações tem um custo: reduz a entrada de divisas em moeda forte, num momento em que o governo já enfrenta limitações por sanções econômicas internacionais. Por outro lado, manter o fluxo de vendas externas pode agravar a escassez interna e ampliar a insatisfação da população.</div>
<div></div>
<h2>Impacto econômico e custos logísticos sob pressão</h2>
<div></div>
<div>A redução da oferta de combustível já começa a gerar efeitos na atividade produtiva russa. Setores que dependem fortemente de transporte rodoviário, como agricultura e distribuição de mercadorias, relatam aumento de custos e dificuldades para cumprir prazos de entrega. Em regiões produtoras de grãos, onde a colheita está em andamento, a falta de diesel pode comprometer o ritmo de <a class="wpil_keyword_link" title="Trabalho" href="https://gazetamercantil.com/trabalho" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="322950">trabalho</a> e até reduzir a quantidade de produtos que chegam aos portos para exportação.</div>
<div></div>
<div>Analistas econômicos avaliam que, se os ataques se mantiverem por mais meses, o impacto pode aparecer nos indicadores de crescimento e inflação. O combustível é insumo básico para quase todos os segmentos da economia; qualquer alta ou limitação de disponibilidade tende a repassar preços para alimentos, materiais de construção e serviços em geral.</div>
<div></div>
<div>Além disso, o governo russo precisará destinar recursos adicionais para reparos de equipamentos e fortalecimento da defesa aérea sobre as instalações energéticas — despesas que competem com outras prioridades do orçamento federal. Estimativas preliminares apontam que cada semana de paralisação de uma grande refinaria representa perdas de dezenas de milhões de dólares em receita e custos operacionais adicionais.</div>
<div></div>
<h2>Guerra chega ao cotidiano e muda percepção interna</h2>
<div></div>
<div>Durante os primeiros anos do conflito, o governo Putin conseguiu manter a sensação de estabilidade econômica e de normalidade na vida da maioria dos cidadãos russos. O aumento de salários no setor público, a manutenção de benefícios sociais e a taxa de câmbio relativamente estável ajudaram a conter a insatisfação, mesmo com as sanções internacionais.</div>
<div></div>
<div>A crise de abastecimento de combustível altera esse cenário. Ver filas em postos, ter que esperar horas para abastecer ou encontrar bombas fechadas torna os efeitos da guerra visíveis e diretos para pessoas que vivem longe da zona de combate. Esse tipo de dificuldade tende a gerar questionamentos sobre a duração do conflito e sobre a capacidade do governo de garantir serviços básicos.</div>
<div></div>
<div>A pressão <a class="wpil_keyword_link" title="Política | Diario de Pernambuco" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="322948">política</a>, por sua vez, cresce de forma gradual. Embora não haja manifestações de grande porte registradas até o momento, a repetição de problemas de abastecimento pode abrir espaço para críticas internas, mesmo dentro do círculo de apoio ao presidente.</div>
<div></div>
<h2>Ucrânia defende estratégia; Moscou acusa ataque a infraestrutura civil</h2>
<div></div>
<div>Para o governo da Ucrânia, os ataques contra refinarias e instalações de energia são uma resposta legítima à invasão iniciada pela Rússia em fevereiro de 2022. Em comunicados oficiais, autoridades de Kiev afirmam que a infraestrutura energética russa serve diretamente para sustentar a capacidade militar, gerando recursos e combustível para as operações no território ucraniano.</div>
<div></div>
<div>Já o governo de Moscou classifica essas ações como ataques contra instalações de uso civil, com risco de causar danos à população e ao meio ambiente. A resposta russa tem sido o aumento de ataques contra redes de energia e armazéns de suprimentos em território ucraniano, numa dinâmica que eleva a tensão e amplia o impacto da guerra sobre a infraestrutura de ambos os lados.</div>
<div></div>
<div>A continuidade da estratégia de Kiev vai depender, em parte, da capacidade de manter os sistemas de ataque operacionais e de alcançar alvos cada vez mais protegidos. Para a Rússia, o desafio passa por equilibrar a proteção da produção interna, a manutenção de receitas com exportações e a gestão da insatisfação social.</div>
<div></div>
<h2>Desafio energético reforça dilemas econômicos e políticos</h2>
<div></div>
<div>A crise no abastecimento de combustível coloca em evidência um ponto central da economia russa: apesar da grande reserva de petróleo bruto, o país ainda depende de uma rede de refino que não foi modernizada de forma abrangente nas últimas décadas. Muitas unidades operam com tecnologia antiga e são mais vulneráveis a danos causados por ataques ou falhas operacionais.</div>
<div></div>
<div>Com a redução da capacidade produtiva, o governo tem diante de si escolhas difíceis: manter o ritmo de exportações e aprofundar a escassez interna, ou limitar vendas ao exterior e abrir mão de divisas necessárias para equilibrar as contas públicas. Qualquer caminho escolhido trará consequências que podem ser sentidas tanto nos números econômicos quanto na percepção de governabilidade.</div>
<div></div>
<div>Para o Kremlin, o momento exige não apenas medidas técnicas de abastecimento, mas também uma comunicação que explique à população os motivos da escassez e mostre soluções concretas. Enquanto isso, a pressão externa e interna aumenta, e o setor energético permanece como o principal campo de batalha para definir o custo da guerra nos próximos meses.</div>
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		<title>Iene cai ao menor valor em 40 anos e aumenta pressão por intervenção do Japão</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/iene-menor-valor-40-anos-intervencao-japao</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antônio Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 20:15:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Banco do Japão]]></category>
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		<category><![CDATA[inflação japonesa]]></category>
		<category><![CDATA[intervenção cambial]]></category>
		<category><![CDATA[Japão]]></category>
		<category><![CDATA[juros]]></category>
		<category><![CDATA[Sanae Takaichi]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O iene caiu nesta segunda-feira, 29 de junho, ao menor valor diante do dólar desde 1986, ampliando a pressão sobre o governo da primeira-ministra Sanae Takaichi e sobre o Banco do Japão para conter a desvalorização da moeda. A cotação chegou a aproximadamente 161,96 ienes por dólar, em meio à força da divisa norte-americana, à [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O iene caiu nesta segunda-feira, 29 de junho, ao menor valor diante do dólar desde 1986, ampliando a pressão sobre o governo da primeira-ministra Sanae Takaichi e sobre o Banco do Japão para conter a desvalorização da moeda. A cotação chegou a aproximadamente 161,96 ienes por <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank" rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="322686">dólar</a>, em meio à força da divisa norte-americana, à ampla diferença entre os juros dos dois países e à percepção de que o aperto monetário promovido em Tóquio ainda é insuficiente para reverter o fluxo de capitais em direção aos Estados Unidos.</p>
<p>A nova mínima recoloca o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="322689">mercado</a> em alerta para uma intervenção cambial do Ministério das Finanças japonês, depois de o governo ter movimentado 11,73 trilhões de ienes entre o fim de abril e maio para comprar a moeda local e vender dólares. A operação interrompeu temporariamente a queda, mas não alterou a tendência de desvalorização.</p>
<p>O enfraquecimento do iene beneficia companhias exportadoras, cujas receitas em dólares valem mais quando convertidas para a moeda japonesa. Ao mesmo tempo, encarece petróleo, gás natural, alimentos e matérias-primas adquiridos no exterior, pressionando a inflação e reduzindo o poder de compra das famílias.</p>
<p>O movimento cria um dilema para as autoridades. Uma reação mais agressiva do Banco do Japão poderia ajudar a fortalecer o iene, mas juros mais altos também encareceriam o financiamento do governo, das empresas e das famílias em uma <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank" rel="noopener" title="Saiba por que economia cresce 2% em Salvador e inadimplência cai no Recife" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="322738">economia</a> marcada por crescimento modesto e elevada dívida pública.</p>
<h2>Dólar supera barreira observada pelo mercado</h2>
<p>A cotação próxima de 162 ienes por dólar ultrapassou a máxima registrada em julho de 2024 e levou a moeda japonesa ao menor nível em quatro décadas.</p>
<p>Operadores acompanham especialmente a velocidade da desvalorização, e não apenas um nível específico de câmbio. Movimentos abruptos costumam elevar a probabilidade de intervenção porque aumentam o risco de desorganização dos <a href="https://gazetamercantil.com/siglas-corporativas-aprender" title="Siglas Corporativas para Aprender e Aplicar no Mercado (2026)" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="331104">mercados e de repasse rápido para</a> os preços domésticos.</p>
<p>A faixa de 160 ienes por dólar já havia funcionado como uma espécie de limite informal para as autoridades japonesas em intervenções anteriores. O governo, no entanto, evita anunciar antecipadamente uma cotação exata que provocaria uma nova operação.</p>
<p>Ao manter essa margem de incerteza, o Ministério das Finanças tenta desestimular apostas especulativas contra a moeda. Na prática, porém, investidores continuam testando a disposição do governo de utilizar suas reservas internacionais para comprar ienes.</p>
<p>A pressão também decorre da valorização mais ampla do dólar. Dados econômicos fortes e expectativas de juros elevados nos Estados Unidos aumentaram a procura por ativos norte-americanos, ampliando a desvantagem das moedas de países que oferecem remuneração inferior.</p>
<h2>Diferença de juros favorece saída de recursos</h2>
<p>O principal fator por trás da fraqueza do iene é a diferença entre as taxas de juros do Japão e dos Estados Unidos.</p>
<p>Mesmo depois de o Banco do Japão elevar sua taxa para 1% em junho, a remuneração oferecida pelos títulos japoneses permanece abaixo da disponível nos Estados Unidos. Essa diferença estimula uma operação conhecida como carry trade.</p>
<p>Nesse tipo de estratégia, investidores tomam recursos emprestados em uma moeda de juros baixos, como o iene, e aplicam o dinheiro em ativos denominados em moedas que oferecem retornos maiores. Enquanto a taxa japonesa permanece reduzida e o dólar continua forte, a operação tende a pressionar o iene.</p>
<p>A expectativa de que os juros norte-americanos permaneçam altos por mais tempo reforçou esse movimento. Parte do mercado passou inclusive a considerar novos aumentos da taxa pelo Federal Reserve diante da resistência da inflação e da atividade econômica dos Estados Unidos.</p>
<p>Nesse ambiente, uma elevação de 0,25 ponto percentual promovida pelo Banco do Japão tem impacto limitado. Embora sinalize avanço na normalização monetária, a medida não elimina a diferença de remuneração entre os dois países.</p>
<p>A reação do câmbio mostrou essa limitação. A alta dos juros japoneses não impediu que o dólar se aproximasse de 162 ienes poucos dias depois.</p>
<h2>Banco do Japão enfrenta margem limitada para reagir</h2>
<p>O Banco do Japão encerrou em 2024 a <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" title="Política | Diario de Pernambuco" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="322739">política</a> de juros negativos mantida por anos para combater a deflação e estimular a atividade. Desde então, iniciou uma normalização gradual da política monetária.</p>
<p>Em junho de 2026, a instituição elevou para 1% a taxa aplicada aos depósitos das instituições financeiras, maior nível em mais de três décadas.</p>
<p>Em condições normais, juros mais altos tenderiam a fortalecer a moeda, porque aumentariam a atratividade dos ativos denominados em ienes. O efeito, entretanto, foi neutralizado pela distância ainda existente em relação aos retornos oferecidos no exterior.</p>
<p>O banco central também precisa considerar os efeitos internos de um aperto mais rápido. A economia japonesa ainda apresenta crescimento moderado, e uma elevação agressiva poderia reduzir investimentos, pressionar o mercado imobiliário e aumentar o custo do crédito.</p>
<p>Há ainda o impacto sobre as finanças públicas. O Japão possui uma das maiores dívidas governamentais em proporção ao Produto Interno Bruto entre as economias desenvolvidas. Juros mais altos aumentam gradualmente a despesa do Tesouro com o refinanciamento dessa dívida.</p>
<p>Por isso, o Banco do Japão tenta equilibrar três objetivos: conter a inflação, evitar uma desvalorização desordenada do iene e não provocar uma desaceleração excessiva da economia.</p>
<h2>Moeda fraca encarece energia e alimentos</h2>
<p>Para os consumidores japoneses, o efeito mais imediato aparece no preço dos produtos importados.</p>
<p>O Japão depende do exterior para obter parcela relevante da energia consumida. Petróleo, gás natural liquefeito e carvão são negociados principalmente em dólares, o que significa que a desvalorização do iene aumenta o custo dessas compras mesmo quando a cotação internacional da matéria-prima permanece estável.</p>
<p>Esse aumento alcança as famílias por diferentes canais. Contas de eletricidade e gás podem subir, enquanto <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="323078">empresas</a> transportadoras e indústrias enfrentam despesas maiores com combustíveis e insumos.</p>
<p>A pressão não se limita à energia. Alimentos, rações, fertilizantes, componentes eletrônicos e matérias-primas industriais também ficam mais caros quando convertidos para a moeda japonesa.</p>
<p>Empresas podem absorver uma parte do aumento por algum tempo, reduzindo suas margens. Quando a desvalorização persiste, porém, cresce a tendência de repasse aos consumidores.</p>
<p>O fenômeno é particularmente sensível para o Japão porque os salários demoraram a acompanhar integralmente o avanço do custo de vida. Mesmo quando há reajustes nominais, a renda real pode permanecer pressionada se os preços crescerem no mesmo ritmo ou mais rapidamente.</p>
<p>A perda de poder aquisitivo se transforma em problema político para o governo, especialmente em um <a href="https://gazetamercantil.com/privatizacao-telebras-leilao-do-seculo" title="O leilão do século: como a privatização da Telebrás colocou o celular no bolso do brasileiro e redesenhou o país" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="333449">país que passou décadas convivendo com</a> inflação muito baixa e onde consumidores não estavam habituados a aumentos contínuos de preços.</p>
<h2>Exportadoras e Bolsa se beneficiam da desvalorização</h2>
<p>O efeito do iene fraco não é uniforme. Grandes companhias exportadoras tendem a se beneficiar.</p>
<p>Montadoras, fabricantes de máquinas, grupos de eletrônicos e empresas com receitas expressivas no exterior recebem dólares, euros e outras moedas. Quando esses recursos são convertidos para ienes, o valor contábil das vendas aumenta.</p>
<p>Esse mecanismo pode elevar receitas e lucros mesmo sem crescimento equivalente no volume comercializado. Também torna produtos japoneses mais competitivos em mercados internacionais, desde que as empresas não elevem seus preços na mesma proporção.</p>
<p>A melhora nas perspectivas de resultados ajuda a sustentar as ações de exportadoras na Bolsa de Tóquio. Investidores antecipam que a conversão cambial poderá favorecer os balanços corporativos.</p>
<p>Parte das empresas também mantém produção fora do Japão, o que reduz o efeito direto do câmbio sobre as exportações. Ainda assim, a tradução das receitas internacionais para ienes costuma produzir impacto positivo nos demonstrativos financeiros.</p>
<p>O benefício corporativo, porém, contrasta <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 16 de julho: Bolsa cai com tarifaço dos EUA e pressão de Vale e bancos" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="328404">com a pressão</a> sobre famílias e pequenas empresas voltadas ao mercado interno. <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank" rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="322687">Negócios</a> que dependem de insumos importados, mas vendem apenas no Japão, enfrentam custos maiores sem contar com receitas em moeda estrangeira.</p>
<h2>Governo gastou ¥11,73 trilhões para defender o iene</h2>
<p>O Japão já demonstrou disposição para atuar diretamente no mercado.</p>
<p>Entre 28 de abril e 27 de maio, o Ministério das Finanças movimentou 11,7349 trilhões de ienes em operações cambiais, o equivalente a aproximadamente US$ 73 bilhões na cotação do período.</p>
<p>A intervenção ocorre quando o governo vende parte de suas reservas em dólares e utiliza os recursos para comprar ienes. Ao criar uma procura artificial pela moeda local, a operação pode provocar uma valorização rápida.</p>
<p>No fim de abril, uma dessas ações levou o dólar a recuar de mais de 160 ienes para perto de 155 em pouco tempo. O movimento, no entanto, não se sustentou.</p>
<p>A moeda voltou a perder valor nas semanas seguintes porque os fatores que favorecem o dólar permaneceram presentes. A diferença de juros continuou ampla, e os investidores retomaram as posições contra o iene.</p>
<p>Intervenções também foram realizadas em 2022 e 2024. Em todos esses episódios, as operações conseguiram alterar a cotação no curto prazo, mas não produziram uma reversão duradoura.</p>
<p>Isso ocorre porque a intervenção atua diretamente sobre a oferta e a procura de moeda, mas não modifica sozinha os juros, o crescimento econômico ou as expectativas do mercado.</p>
<h2>Nova intervenção pode ter efeito temporário</h2>
<p>Com o dólar novamente próximo de 162 ienes, aumentaram as apostas de que o governo voltará a agir.</p>
<p>Uma nova intervenção poderá provocar forte oscilação, sobretudo em horários de menor liquidez, quando um volume elevado de compras de ienes produz impacto maior sobre as cotações.</p>
<p>A efetividade, entretanto, dependerá da coordenação com a política monetária e das expectativas sobre os Estados Unidos.</p>
<p>Se o Federal Reserve mantiver uma postura mais dura e o Banco do Japão sinalizar cautela, os investidores poderão aproveitar qualquer valorização temporária do iene para retomar operações de carry trade.</p>
<p>O governo também precisa considerar o custo da estratégia. O Japão possui reservas internacionais suficientes para intervir, mas o uso repetido desses recursos não resolve as causas estruturais da desvalorização.</p>
<p>Uma operação coordenada com os Estados Unidos teria maior força, mas esse tipo de ação exige acordo entre os dois governos. Washington costuma tolerar intervenções destinadas a conter movimentos desordenados, mas evita apoiar tentativas de estabelecer artificialmente um valor específico para uma moeda.</p>
<h2>Fraqueza do iene expõe problemas estruturais</h2>
<p>A queda do iene vai além da diferença momentânea de juros.</p>
<p>O Japão enfrenta envelhecimento populacional, redução da força de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/trabalho" target="_blank" rel="noopener" title="Trabalho" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="322688">trabalho</a>, baixa produtividade em determinados setores e crescimento econômico limitado. Esses fatores reduzem as expectativas de retorno sobre investimentos no país.</p>
<p>A elevada dívida pública também restringe a capacidade do governo de adotar medidas sem aumentar os riscos fiscais. Embora grande parte dos títulos esteja nas mãos de investidores domésticos e do próprio Banco do Japão, o aumento dos juros amplia o custo de financiamento ao longo do tempo.</p>
<p>O governo de Sanae Takaichi apresentou uma estratégia para elevar o crescimento real da economia e estimular investimentos públicos e privados. A política busca fortalecer a capacidade produtiva, ampliar despesas de capital e elevar o crescimento nominal.</p>
<p>Parte do mercado, contudo, avalia que uma política fiscal expansionista combinada com juros ainda baixos pode manter pressão sobre o iene, especialmente se aumentar a necessidade de emissão de dívida.</p>
<p>O desafio é promover crescimento sem agravar as preocupações com as contas públicas e sem alimentar ainda mais a inflação importada.</p>
<h2>Turismo estrangeiro ganha força, mas japoneses perdem poder no exterior</h2>
<p>O câmbio também produz efeitos sobre o turismo.</p>
<p>Para visitantes estrangeiros, o Japão se torna relativamente mais barato. Hotéis, restaurantes, transporte e compras custam menos quando os preços em ienes são convertidos para dólares ou euros.</p>
<p>Esse movimento favorece companhias aéreas, redes de hotéis, varejistas e destinos turísticos. O aumento do fluxo internacional ajuda a compensar parte da fraqueza do consumo doméstico.</p>
<p>Para os japoneses, ocorre o oposto. Viagens ao exterior, produtos importados e serviços cobrados em moeda estrangeira se tornam mais caros.</p>
<p>Estudantes, empresas que enviam funcionários para outros países e famílias que consomem produtos internacionais sentem diretamente a perda de poder de compra.</p>
<p>Esse contraste reforça a divisão entre setores beneficiados e prejudicados pela moeda fraca.</p>
<h2>Pressão sobre o governo deve continuar</h2>
<p>O governo japonês deverá manter as advertências ao mercado e preparar uma eventual nova intervenção caso a desvalorização acelere.</p>
<p>Ao mesmo tempo, o Banco do Japão será pressionado a indicar se pretende continuar elevando os juros e em qual velocidade. Uma sinalização mais firme poderia oferecer algum apoio ao iene, mas aumentaria os riscos para a atividade e para as contas públicas.</p>
<p>No curto prazo, o comportamento da moeda dependerá principalmente das expectativas sobre os juros dos Estados Unidos, dos próximos indicadores econômicos norte-americanos e da disposição das autoridades japonesas de voltar ao mercado.</p>
<p>A cotação próxima de 162 ienes por dólar coloca Tóquio diante de uma escolha difícil. Intervir pode conter a queda por alguns dias ou semanas, mas não garante uma recuperação permanente. Elevar os juros mais rapidamente pode fortalecer a moeda, porém aumenta o custo do crédito e da dívida pública.</p>
<p>Enquanto essa combinação persistir, o iene deverá continuar sujeito a forte volatilidade. Para o governo de Sanae Takaichi, o problema deixou de ser apenas cambial: a desvalorização afeta inflação, renda, consumo e confiança política, transformando a moeda em uma das principais fontes de pressão sobre a economia japonesa.</p>
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		<item>
		<title>Guerra com Irã derruba aprovação de Trump a 34%, pior nível do mandato</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/guerra-com-ira-aprovacao-de-trump-cai-34-por-cento</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Toscano]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 01:00:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[aprovação de Trump]]></category>
		<category><![CDATA[Donald Trump]]></category>
		<category><![CDATA[eleições americanas]]></category>
		<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
		<category><![CDATA[estreito de Ormuz]]></category>
		<category><![CDATA[guerra com Irã]]></category>
		<category><![CDATA[inflação nos Estados Unidos]]></category>
		<category><![CDATA[irá]]></category>
		<category><![CDATA[pesquisa Reuters Ipsos]]></category>
		<category><![CDATA[Teerã]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A aprovação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, caiu para 34% e voltou ao menor nível de seu segundo mandato, segundo pesquisa Reuters/Ipsos divulgada nesta terça-feira, 23 de junho. Realizado em todo o território americano após o acordo preliminar de trégua com o Irã, o levantamento indica que o desgaste foi impulsionado pela percepção [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A aprovação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, caiu para 34% e voltou ao menor nível de seu segundo mandato, segundo pesquisa Reuters/Ipsos divulgada nesta terça-feira, 23 de junho. Realizado em todo o território americano após o acordo preliminar de trégua com o Irã, o levantamento indica que o desgaste foi impulsionado pela percepção de que a guerra teve custos elevados, agravou a pressão sobre os preços e produziu resultados estratégicos limitados para Washington.</p>
<p>O índice iguala o piso registrado em abril e representa uma queda expressiva em relação aos 47% de aprovação observados no início do atual mandato. A deterioração ocorre a pouco mais de quatro meses das eleições legislativas de 3 de novembro, quando o Partido Republicano tentará preservar suas estreitas maiorias na Câmara dos Representantes e no Senado.</p>
<p><a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 16 de julho: Bolsa cai com tarifaço dos EUA e pressão de Vale e bancos" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="328323">A pesquisa mostra que apenas 24% dos americanos consideram que a guerra com o Irã valeu</a> os custos envolvidos. Metade dos entrevistados afirmou que o conflito não compensou, enquanto os demais disseram não ter certeza.</p>
<p>A avaliação sobre o resultado geopolítico também é desfavorável ao governo. Somente 23% acreditam que os Estados Unidos ficaram em posição mais forte diante do Irã após a guerra. Outros 35% avaliam que o país saiu enfraquecido, enquanto o restante considera que a situação permaneceu semelhante ou não soube responder.</p>
<h2>Maioria dos americanos vê pouco ganho estratégico na guerra</h2>
<p>Os números indicam que a administração Trump ainda não conseguiu convencer a maior parte da população de que a ofensiva militar produziu ganhos proporcionais às despesas econômicas, às perdas humanas e à instabilidade gerada no <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="322193">mercado</a> internacional de energia.</p>
<p>A guerra começou em 28 de fevereiro, após ataques realizados por Estados Unidos e Israel contra alvos iranianos. Teerã respondeu com ofensivas que atingiram instalações energéticas de aliados americanos no Oriente Médio e interromperam parte relevante do transporte de petróleo e gás pelo estreito de Ormuz.</p>
<p>O corredor marítimo concentra aproximadamente um quinto do comércio mundial de energia. A paralisação das rotas provocou uma escalada das cotações do petróleo, pressionou os preços dos combustíveis nos Estados Unidos e ampliou a preocupação com a inflação global.</p>
<p>Embora o acordo preliminar assinado em junho tenha reduzido os preços internacionais do petróleo, a gasolina ainda permanece, para a maioria dos consumidores americanos, consideravelmente mais cara do que antes do início dos ataques.</p>
<p>Esse impacto ajuda a explicar por que a aprovação de Trump sobre o custo de vida caiu para 22%, um dos menores níveis de sua presidência. A inflação e o aumento dos combustíveis atingem diretamente o orçamento das famílias e reduzem o efeito político positivo que a Casa Branca esperava obter com a trégua.</p>
<h2>Trégua de 60 dias não reduz desconfiança sobre Teerã</h2>
<p>Donald Trump e o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, assinaram em 17 de junho um entendimento preliminar destinado a encerrar as hostilidades, reabrir o estreito de Ormuz e criar uma janela de 60 dias para novas negociações.</p>
<p>O acordo prevê a retomada do transporte de petróleo e gás, a suspensão temporária de parte das sanções impostas pelos Estados Unidos e a liberação de ativos iranianos mantidos no exterior. Também foi apresentada a possibilidade de criação de um fundo de US$ 300 bilhões para a reconstrução do Irã.</p>
<p>Apesar da redução imediata das tensões nos mercados, 63% dos americanos consideram improvável que o entendimento resulte em uma paz duradoura. Apenas 18% acreditam que o acordo poderá estabilizar de forma permanente as relações entre Washington e Teerã.</p>
<p>O ceticismo atravessa as divisões partidárias. Cerca de metade dos republicanos e oito em cada dez democratas avaliam que a trégua não deverá produzir uma solução definitiva. Entre os eleitores republicanos, 34% veem possibilidade de paz duradoura, proporção que cai para 10% entre os democratas.</p>
<p>A desconfiança reflete a fragilidade do entendimento e as divergências públicas entre os dois governos sobre pontos centrais. Estados Unidos e Irã apresentaram versões distintas sobre inspeções nucleares, ativos congelados, regras para a navegação no estreito de Ormuz e o alcance das obrigações assumidas durante as negociações.</p>
<h2>Programa nuclear permanece fora do acordo inicial</h2>
<p>O entendimento preliminar não estabelece limites definitivos para o programa nuclear iraniano. O tema deverá ser negociado durante o prazo de 60 dias aberto pelo acordo, período no qual Washington e Teerã tentarão definir mecanismos de fiscalização e restrições ao enriquecimento de urânio.</p>
<p>Trump afirmou que o Irã teria concordado com inspeções internacionais por prazo indeterminado em suas instalações nucleares. O governo iraniano, no entanto, declarou que não assumiu esse compromisso e que o programa nuclear não foi discutido de forma conclusiva nas primeiras rodadas de negociação.</p>
<p>As divergências ampliam as dúvidas sobre a execução do acordo. Sem uma interpretação comum sobre os compromissos assumidos, qualquer incidente militar, violação marítima ou desacordo diplomático poderá interromper a trégua.</p>
<p>Também permanece sem solução a discussão sobre a cobrança de taxas para a passagem de navios pelo estreito de Ormuz. O entendimento determina que o Irã permita o trânsito livre durante 60 dias, mas autoridades iranianas indicaram que poderão avaliar a imposição de tarifas após esse período.</p>
<p>O governo americano sustenta que a circulação deverá permanecer livre de cobranças em um eventual acordo definitivo. Para Washington e seus aliados do Golfo, qualquer sistema de tarifas controlado por Teerã poderia ampliar a influência iraniana sobre o abastecimento energético mundial.</p>
<h2>Custo de vida pesa sobre aprovação de Trump</h2>
<p>A guerra com o Irã se somou a problemas domésticos que já pressionavam a popularidade do presidente. Trump venceu a eleição de 2024 prometendo reduzir a inflação, conter os gastos das famílias e evitar o envolvimento dos Estados Unidos em conflitos externos prolongados.</p>
<p>A elevação dos preços da energia enfraqueceu essa agenda. O aumento da gasolina produz efeitos em cadeia sobre transporte, alimentos, serviços e mercadorias, além de atingir de forma mais intensa regiões rurais e famílias que dependem do automóvel.</p>
<p>A aprovação de Trump na condução do custo de vida está em 22%, abaixo do índice geral de 34%. O dado mostra que a <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank"  rel="noopener" title="Saiba por que economia cresce 2% em Salvador e inadimplência cai no Recife" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="322194">economia</a> permanece como uma das principais vulnerabilidades do governo, mesmo após o recuo recente do petróleo.</p>
<p>O acordo com Teerã poderá aliviar parte dessa pressão caso a circulação pelo estreito de Ormuz seja normalizada e os preços internacionais continuem em queda. A melhora, entretanto, dependerá da velocidade com que a redução das cotações será transferida para as bombas de combustível e para outros componentes da inflação.</p>
<p>A Casa Branca também enfrenta o desafio de demonstrar que a flexibilização temporária das sanções não permitirá ao Irã recompor sua capacidade militar ou acelerar seu programa nuclear. Essa disputa deverá ocupar o centro das negociações durante os próximos dois meses.</p>
<h2>Política migratória registra menor aprovação do mandato</h2>
<p>O desgaste de Donald Trump não se limita à guerra e ao custo de vida. A pesquisa Reuters/Ipsos mostrou que 37% dos americanos aprovam a condução da <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política | Diario de Pernambuco" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="322192">política</a> de imigração, menor índice do atual mandato e três pontos percentuais abaixo do levantamento anterior.</p>
<p>O governo intensificou as ações de deportação de imigrantes em situação irregular, uma das principais promessas da campanha republicana. A execução dessa política, porém, passou a enfrentar questionamentos judiciais, protestos e críticas após confrontos envolvendo ativistas favoráveis aos imigrantes.</p>
<p>A queda na aprovação sobre imigração é relevante porque o tema sempre esteve entre os pontos mais fortes da plataforma política de Trump. A perda de apoio nessa área reduz a capacidade do presidente de compensar o desgaste econômico com pautas ligadas à segurança das fronteiras.</p>
<p>A combinação de inflação, guerra, imigração e desconfiança sobre a trégua cria um ambiente mais difícil para os candidatos republicanos nas eleições legislativas. Embora Trump não esteja na cédula, sua aprovação tende a influenciar a mobilização das bases dos dois partidos.</p>
<h2>Independentes ampliam vantagem democrata para eleições legislativas</h2>
<p>Entre os eleitores independentes registrados, somente 17% afirmaram que votariam no candidato republicano de seu distrito caso a eleição fosse realizada agora. Outros 34% escolheriam o democrata.</p>
<p>Os independentes costumam ter papel decisivo em disputas equilibradas, especialmente nos distritos suburbanos e nos Estados onde as margens eleitorais são reduzidas. A diferença apontada pela pesquisa poderá aumentar a pressão sobre parlamentares republicanos para se distanciarem de decisões impopulares da Casa Branca.</p>
<p>O desconforto já apareceu no Congresso. Nesta terça-feira, o Senado aprovou por 50 votos a 48 uma resolução que orienta o presidente a interromper a ação militar americana contra o Irã.</p>
<p>Quatro senadores republicanos se juntaram à maioria dos democratas. A medida já havia sido aprovada na Câmara por 215 votos a 208, também com o apoio de quatro parlamentares republicanos.</p>
<p>Foi a primeira vez que as duas Casas do Congresso aprovaram uma resolução baseada na Lei de Poderes de Guerra de 1973 para determinar a retirada das Forças Armadas americanas de hostilidades. O governo considera a iniciativa inconstitucional e sem efeito vinculante, interpretação que poderá ser discutida nos tribunais.</p>
<p>Mesmo que a resolução tenha resultado predominantemente simbólico, a votação representa um sinal institucional de resistência à condução da guerra. Até recentemente, Trump contava com apoio quase integral da bancada republicana no Congresso.</p>
<h2>Pesquisa ouviu 1.262 adultos nos Estados Unidos</h2>
<p>A pesquisa Reuters/Ipsos foi realizada durante cinco dias e encerrada na segunda-feira, 22 de junho. O levantamento reuniu respostas de 1.262 adultos residentes nos Estados Unidos e apresenta margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos.</p>
<p>Como ocorre em toda pesquisa de opinião, os percentuais representam uma fotografia do momento e podem variar dentro da margem de erro. Ainda assim, a repetição do piso de 34% confirma que a aprovação de Trump permanece próxima do nível mais baixo de seu segundo mandato.</p>
<p>O resultado também indica que o anúncio da trégua não foi suficiente para reverter imediatamente o desgaste provocado pela guerra. A queda do petróleo beneficia a administração, mas a população ainda percebe efeitos concretos do conflito sobre o preço da gasolina e sobre o custo de vida.</p>
<p>A capacidade de recuperação do presidente dependerá da manutenção da trégua, da redução efetiva dos combustíveis e de avanços nas negociações nucleares. Um rompimento do acordo ou uma nova interrupção do estreito de Ormuz poderá reativar a pressão inflacionária e aprofundar o desgaste político.</p>
<h2>Queda de Trump aumenta pressão sobre republicanos antes de novembro</h2>
<p>A aprovação de Trump em 34% transforma a política externa em um risco eleitoral adicional para o Partido Republicano. O presidente construiu parte de sua identidade política com a promessa de evitar guerras longas, controlar a inflação e negociar acordos favoráveis aos interesses americanos.</p>
<p>A pesquisa mostra que a maioria da população ainda não identifica esses resultados no conflito com o Irã. Apenas uma minoria vê os Estados Unidos em posição mais forte, enquanto metade considera que os custos da guerra não foram compensados.</p>
<p>O governo tentará usar a reabertura do estreito de Ormuz, a queda do petróleo e o início das negociações nucleares como evidências de avanço diplomático. A oposição deverá concentrar sua estratégia nos custos do conflito, no impacto sobre a inflação e na falta de autorização legislativa para as operações militares.</p>
<p>Com o Congresso dividido, as negociações com Teerã em andamento e uma trégua cercada por divergências, o Irã deverá continuar no centro da agenda política americana. Para Trump, o desafio será converter um acordo ainda provisório em redução de preços, estabilidade regional e recuperação de apoio antes das eleições legislativas de novembro.</p>
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		<title>Cuba aprova ampla reforma econômica e abre espaço para capital privado e investimento estrangeiro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Toscano]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 22:02:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Parlamento de Cuba aprovou nesta sexta-feira (20), em Havana, um amplo pacote de reformas econômicas de Cuba, considerado o mais abrangente movimento de flexibilização do modelo estatal desde a Revolução Cubana. As medidas ampliam a participação da iniciativa privada e de investidores estrangeiros em setores estratégicos como turismo, agricultura, mercado imobiliário, sistema bancário e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p data-start="307" data-end="952">O Parlamento de Cuba aprovou nesta sexta-feira (20), em Havana, um amplo pacote de <strong data-start="390" data-end="421">reformas econômicas de Cuba</strong>, considerado o mais abrangente movimento de flexibilização do modelo estatal desde a Revolução Cubana. As medidas ampliam a participação da iniciativa privada e de investidores estrangeiros em setores estratégicos como turismo, agricultura, <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="321768">mercado</a> imobiliário, sistema bancário e câmbio, além de autorizar a entrada de bancos estrangeiros no país. O governo afirma que o objetivo é estimular a <a class="wpil_keyword_link" title="Saiba por que economia cresce 2% em Salvador e inadimplência cai no Recife" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="321774">economia</a> sem abandonar o sistema socialista, em um contexto de restrições energéticas, dificuldades de abastecimento e pressão externa.</p>
<p data-start="954" data-end="1327">As mudanças também incluem a possibilidade de abertura de capital de <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="321767">empresas</a> estatais para investidores, além da venda de propriedades a estrangeiros e cubanos residentes fora do país. Empreendedores passam a ter autorização para possuir mais de um negócio e empregar acima de 100 funcionários, flexibilizando limites que até então restringiam a expansão do setor privado.</p>
<p data-start="1329" data-end="1652">O presidente Miguel Díaz-Canel declarou que as medidas não representam ruptura com o modelo político vigente. Segundo ele, a <strong data-start="1454" data-end="1483">reforma econômica de Cuba</strong> busca dar continuidade ao “processo de construção socialista”, agora com maior participação de agentes privados e capital externo como forma de sustentar o crescimento.</p>
<h2 data-section-id="7i118b" data-start="1654" data-end="1715">Mudança estrutural marca maior abertura desde os anos 1960</h2>
<p data-start="1717" data-end="2127">A aprovação do pacote representa uma inflexão relevante em relação ao modelo econômico estabelecido após a década de 1960, quando o governo de Fidel Castro promoveu a nacionalização de empresas privadas, propriedades e pequenos <a class="wpil_keyword_link" title="Negócios" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="321770">negócios</a> familiares. A nova rodada de <strong data-start="1983" data-end="2014">reformas econômicas de Cuba</strong> reposiciona parcialmente esse modelo ao permitir maior convivência entre o setor estatal e iniciativas privadas.</p>
<p data-start="2129" data-end="2462">Na prática, o governo cubano tenta reconstruir mecanismos de dinamização econômica que foram progressivamente limitados ao longo de décadas de centralização. A abertura a investidores estrangeiros em setores antes altamente controlados indica uma tentativa de ampliar a capacidade de atração de capital em meio à escassez de divisas.</p>
<p data-start="2464" data-end="2748">Ainda assim, o discurso oficial mantém a centralidade do Estado. A <strong data-start="2531" data-end="2560">reforma econômica de Cuba</strong> preserva a estrutura <a class="wpil_keyword_link" title="Política | Diario de Pernambuco" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="321773">política</a> vigente e evita qualquer sinalização de transição para um modelo de mercado pleno, reforçando a intenção de manter um sistema híbrido sob supervisão estatal.</p>
<h2 data-section-id="t3lrok" data-start="2750" data-end="2816">Setores estratégicos passam a ter participação privada ampliada</h2>
<p data-start="2818" data-end="3154">Entre os pontos centrais do pacote está a abertura para investimentos privados e internacionais em áreas consideradas sensíveis da economia cubana. Turismo, agricultura e mercado imobiliário estão entre os setores diretamente impactados pelas <strong data-start="3061" data-end="3092">reformas econômicas de Cuba</strong>, que passam a permitir maior presença de capital estrangeiro.</p>
<p data-start="3156" data-end="3449">O sistema bancário também entra na lista de flexibilizações, com autorização para instalação de instituições financeiras estrangeiras. A medida é considerada relevante porque pode alterar a dinâmica de crédito e circulação de divisas no país, historicamente marcada por forte controle estatal.</p>
<p data-start="3451" data-end="3723">Além disso, o mercado cambial passa a ter novas possibilidades de operação, o que pode impactar diretamente o fluxo de dólares e outras moedas na economia local. Analistas apontam que essa abertura pode ser decisiva para aliviar gargalos de liquidez enfrentados pelo país.</p>
<h2 data-section-id="41814y" data-start="3725" data-end="3789">Empresas estatais poderão abrir capital e atrair investidores</h2>
<p data-start="3791" data-end="4006">Outro eixo central da <strong data-start="3813" data-end="3842">reforma econômica de Cuba</strong> é a possibilidade de abertura de capital de empresas estatais, permitindo a entrada de investidores privados e estrangeiros em companhias controladas pelo governo.</p>
<p data-start="4008" data-end="4313">Essa mudança representa uma transformação significativa no modelo econômico cubano, que tradicionalmente manteve a maior parte das empresas sob controle direto do Estado. A entrada de capital privado em estatais pode redefinir estruturas de governança, eficiência operacional e capacidade de investimento.</p>
<p data-start="4315" data-end="4626">O governo também autorizou a venda de propriedades, inclusive para cubanos residentes no exterior, o que pode ampliar a circulação de ativos imobiliários e gerar nova fonte de entrada de divisas. A medida é vista como parte do esforço para reduzir restrições à propriedade <a href="https://gazetamercantil.com/siglas-corporativas-aprender" title="Siglas Corporativas para Aprender e Aplicar no Mercado (2026)" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="331033">privada e</a> estimular o mercado interno.</p>
<h2 data-section-id="15ktzf4" data-start="4628" data-end="4694">Pequenos empresários ganham espaço e limites são flexibilizados</h2>
<p data-start="4696" data-end="4954">As mudanças também atingem diretamente o setor de pequenos e médios empreendedores. Com a nova legislação, empresários poderão manter mais de um negócio simultaneamente e empregar mais de 100 funcionários, ampliando o alcance das atividades privadas no país.</p>
<p data-start="4956" data-end="5256">Até então, o regime limitava o crescimento de empreendimentos privados, restringindo a escala de operação e o número de trabalhadores por empresa. <a href="https://gazetamercantil.com/bolsa-familia-agosto-2026-calendario-oficial" title="Bolsa Família Agosto 2026: calendário com antecipação confirmada e consulta liberada hoje" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="336994">Com as <strong data-start="5110" data-end="5141">reformas econômicas</a> de Cuba</strong>, o governo tenta estimular a formalização e expansão de negócios, especialmente em setores de serviços e comércio.</p>
<p data-start="5258" data-end="5454">Essa flexibilização ocorre em um contexto de pressão econômica interna, com dificuldades de abastecimento, restrições energéticas e perda de capacidade produtiva em diversos segmentos da economia.</p>
<h2 data-section-id="1pnv2yt" data-start="5456" data-end="5522">Crise econômica pressiona governo e acelera abertura controlada</h2>
<p data-start="5524" data-end="5800">A <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 05 de agosto, aguarda decisão do Copom com mercado apostando em Selic a 14%" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="336993">decisão de avançar com</a> a <strong data-start="5551" data-end="5580">reforma econômica de Cuba</strong> ocorre em meio a um cenário de dificuldades persistentes. A ilha enfrenta problemas estruturais de abastecimento, limitações energéticas e impactos de restrições externas, especialmente na relação com os Estados Unidos.</p>
<p data-start="5802" data-end="6100">A escassez de divisas estrangeiras tem afetado a importação de bens essenciais, o que pressiona o custo de vida e a capacidade de funcionamento de setores produtivos. Nesse ambiente, a abertura parcial ao capital privado e estrangeiro surge como alternativa para tentar recompor fluxos financeiros.</p>
<p data-start="6102" data-end="6384">O governo cubano busca, com as mudanças, atrair investimentos que possam aliviar gargalos estruturais sem comprometer o controle político do sistema. A <strong data-start="6254" data-end="6283">reforma econômica de Cuba</strong> é apresentada como uma resposta pragmática às limitações impostas pelo atual cenário macroeconômico.</p>
<h2 data-section-id="1bcdni1" data-start="6386" data-end="6446">Impactos econômicos e reconfiguração do modelo socialista</h2>
<p data-start="6448" data-end="6768">Especialistas observam que o pacote aprovado representa uma reconfiguração relevante do modelo econômico cubano, ainda que dentro de limites definidos pelo próprio Estado. A convivência entre empresas estatais, capital privado e investimento estrangeiro tende a criar um ambiente mais complexo de regulação e competição.</p>
<p data-start="6770" data-end="7090">A abertura do sistema bancário e do mercado cambial pode ter efeitos diretos na disponibilidade de crédito e na estabilidade monetária. Ao mesmo tempo, a entrada de capital externo em setores estratégicos pode acelerar investimentos em infraestrutura e turismo, áreas consideradas fundamentais para a geração de receita.</p>
<p data-start="7092" data-end="7276">Apesar disso, a <strong data-start="7108" data-end="7137">reforma econômica de Cuba</strong> mantém inalterada a estrutura política do país, o que pode influenciar o ritmo e a profundidade das mudanças econômicas ao longo do tempo.</p>
<h2 data-section-id="1w89uv1" data-start="7278" data-end="7331">Relações externas e busca por reinserção econômica</h2>
<p data-start="7333" data-end="7626">As novas medidas também são interpretadas como uma tentativa de reposicionar Cuba no cenário internacional, especialmente em relação a fluxos de investimento estrangeiro. O país busca r<a href="https://gazetamercantil.com/privatizacao-telebras-leilao-do-seculo" title="O leilão do século: como a privatização da Telebrás colocou o celular no bolso do brasileiro e redesenhou o país" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="333401">e</a>duzir o isolamento econômico e ampliar sua capacidade de negociação com parceiros comerciais e financeiros.</p>
<p data-start="7628" data-end="7838">A abertura para investidores estrangeiros em setores como turismo e agricultura pode ampliar a presença de capitais internacionais na ilha, historicamente dependente de acordos bilaterais e parcerias políticas.</p>
<p data-start="7840" data-end="8034">Nesse contexto, a <strong data-start="7858" data-end="7887">reforma econômica de Cuba</strong> funciona como um instrumento de reaproximação gradual com mercados externos, ainda que sob forte controle estatal e com limitações institucionais.</p>
<h2 data-section-id="1xhq94y" data-start="8036" data-end="8101">Nova fase econômica sob vigilância do Estado amplia incertezas</h2>
<p data-start="8103" data-end="8391">A implementação das mudanças deverá ocorrer sob supervisão direta do governo cubano, que mantém papel central na regulação econômica. A coexistência entre controle estatal e abertura parcial ao mercado cria um ambiente de transição, cujo impacto dependerá da execução prática das medidas.</p>
<p data-start="8393" data-end="8720">A <strong data-start="8395" data-end="8424">reforma econômica de Cuba</strong> inaugura uma nova fase na tentativa do país de equilibrar estabilidade política e necessidade de crescimento econômico. O desafio será calibrar a abertura sem comprometer a estrutura institucional vigente, ao mesmo tempo em que busca respostas para a crise de abastecimento e a falta de divisas.</p>
<p data-start="8722" data-end="8923">O avanço do pacote coloca Cuba em uma trajetória de maior complexidade econômica, com abertura gradual ao capital privado e estrangeiro, mas ainda fortemente ancorada em um modelo estatal centralizado.</p>
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		<title>Estreito de Ormuz tem maior tráfego em dois meses após acordo entre EUA e Irã</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/estreito-de-ormuz-maior-numero-travessias-novas-regras</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Toscano]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Jun 2026 19:20:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Estreito de Ormuz registrou na quinta-feira, 18 de junho, a passagem de 25 embarcações comerciais, o maior movimento diário desde 18 de abril, após Estados Unidos e Irã assinarem um memorando de entendimento destinado a encerrar as hostilidades e restabelecer gradualmente a navegação na principal rota de exportação de petróleo do Golfo Pérsico. Nesta [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Estreito de Ormuz registrou na quinta-feira, 18 de junho, a passagem de 25 embarcações comerciais, o maior movimento diário desde 18 de abril, após Estados Unidos e Irã assinarem um memorando de entendimento destinado a encerrar as hostilidades e restabelecer gradualmente a navegação na principal rota de exportação de petróleo do Golfo Pérsico. Nesta sexta-feira, 19, o governo iraniano anunciou que os navios deverão solicitar autorização com pelo menos 48 horas de antecedência e coordenar previamente a rota e o horário de travessia.</p>
<p>Os dados foram compilados pela empresa de inteligência marítima AXSMarine. O total de 25 travessias representa mais de cinco vezes a média diária registrada nos primeiros dez dias de junho, período em que o fluxo permaneceu severamente limitado pelos riscos militares, pelas restrições operacionais e pela presença de minas no canal.</p>
<p>O avanço indica o começo de uma possível recuperação do Estreito de Ormuz, mas o movimento ainda está muito abaixo do observado antes do conflito. Em condições normais, entre aproximadamente 110 e 130 embarcações atravessavam diariamente a passagem que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Mar Arábico.</p>
<p>A travessia de quinta-feira corresponde, portanto, a menos de um quarto do fluxo anterior à guerra. Armadores, <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="320859">empresas</a> de energia e seguradoras ainda avaliam a segurança da rota antes de autorizar o retorno de grandes petroleiros, navios de gás natural liquefeito e cargueiros.</p>
<h2>Movimento supera média de junho, mas segue distante do nível anterior à guerra</h2>
<p>A retomada parcial ocorre depois de quase quatro meses de interrupções no Estreito de Ormuz. Desde o fim de fevereiro, a circulação comercial foi reduzida por operações militares, bloqueios, exigências de autorização iraniana e riscos relacionados à navegação.</p>
<p>Em abril, uma breve tentativa de reabertura permitiu o avanço de algumas embarcações, mas não produziu uma normalização duradoura. O tráfego voltou a cair após novos episódios de tensão e advertências de segurança.</p>
<p>A passagem de 25 navios em um único dia constitui o sinal mais expressivo de recuperação desde então. Ainda assim, a quantidade represada de embarcações e cargas impede uma retomada imediata do comércio nas condições anteriores ao conflito.</p>
<p>Estimativas do setor indicam que centenas de navios permanecem fundeados dentro ou nas proximidades do Golfo Pérsico. Parte dessas embarcações transporta petróleo já carregado, enquanto outras aguarda autorização, escolta ou condições mais seguras para iniciar a travessia.</p>
<p>A liberação simultânea desses navios poderia criar congestionamentos e aumentar o risco de colisões. Por isso, a retomada do Estreito de Ormuz deverá ocorrer de forma escalonada, com prioridade definida pelas autoridades e pelas empresas responsáveis pelas cargas.</p>
<h2>Irã exigirá pedidos de trânsito com 48 horas de antecedência</h2>
<p>A Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico do Irã informou que as embarcações interessadas em atravessar a rota deverão apresentar pedidos formais de trânsito pelo menos 48 horas antes de chegar à região.</p>
<p>Os requerimentos precisarão conter todas as informações solicitadas pelas autoridades iranianas. A medida permitirá organizar os horários, as rotas e os procedimentos de segurança aplicados a cada navio.</p>
<p>Segundo a autoridade, os pedidos serão processados rapidamente, mas nenhuma embarcação poderá seguir em direção ao Estreito de Ormuz sem coordenação prévia. O proprietário do navio será responsabilizado por eventuais consequências decorrentes do descumprimento das orientações.</p>
<p>O governo iraniano argumenta que o controle é necessário devido às condições excepcionais da passagem, aos riscos de segurança e à necessidade de evitar acidentes marítimos.</p>
<p>A coordenação envolverá a definição do momento da travessia e do trecho que poderá ser utilizado. A circulação pela rota tradicional continua limitada, obrigando parte das embarcações a navegar mais perto da costa de Omã.</p>
<p>Esse percurso alternativo possui áreas estreitas e próximas de formações rochosas. O aumento do fluxo nesse corredor eleva o risco de encalhe, colisões e novos bloqueios, especialmente em situações de interferência nos sistemas eletrônicos de posicionamento.</p>
<h2>Taxas ficarão suspensas durante período de negociação</h2>
<p>O Irã informou que não cobrará taxas dos navios durante os 60 dias previstos para a negociação <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 16 de julho: Bolsa cai com tarifaço dos EUA e pressão de Vale e bancos" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="328227">de um acordo</a> definitivo com os Estados Unidos. A suspensão alcança os serviços de proteção, segurança, assistência ambiental e o seguro iraniano relacionado à passagem.</p>
<p>O compromisso de manter o Estreito de Ormuz sem cobrança durante esse período faz parte do memorando firmado entre Washington e Teerã.</p>
<p>Pelo documento, o Irã deverá empregar seus melhores esforços para assegurar a passagem segura de embarcações comerciais entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã. A circulação deverá ser ampliada progressivamente à medida que obstáculos técnicos e militares forem removidos.</p>
<p>O acordo determina ainda que o tráfego seja restabelecido em até 30 dias, considerando a necessidade de retirada de minas e de outras estruturas que possam ameaçar a navegação.</p>
<p>A gratuidade, entretanto, está assegurada apenas durante a janela inicial de 60 dias. O governo iraniano já indicou que pretende discutir um sistema permanente de cobrança por serviços marítimos depois desse período.</p>
<p>A possibilidade de tarifas futuras provoca resistência entre armadores e companhias de transporte. O Estreito de Ormuz não é um canal artificial como Suez ou Panamá, mas uma passagem marítima internacional compartilhada por Irã e Omã.</p>
<h2>Minas impedem retorno imediato à rota principal</h2>
<p>A presença de minas representa o principal obstáculo físico à normalização do Estreito de Ormuz. A associação internacional de proprietários de petroleiros Intertanko estima que aproximadamente 80 artefatos ainda estejam posicionados na região central da passagem.</p>
<p>As minas afetam o esquema tradicional de separação de tráfego, utilizado para organizar os navios que entram e saem do Golfo Pérsico. Enquanto essa área não for completamente liberada, as embarcações precisarão utilizar corredores mais restritos.</p>
<p>O <a class="wpil_keyword_link" title="Trabalho" href="https://gazetamercantil.com/trabalho" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="320860">trabalho</a> de remoção exige identificação, isolamento e neutralização de cada artefato. A operação deve ser conduzida com cautela, pois uma explosão poderia atingir navios, provocar vazamentos de petróleo ou interromper novamente a circulação.</p>
<p>O memorando entre Estados Unidos e Irã atribui a Teerã a tarefa de remover os obstáculos militares e técnicos. A velocidade desse processo será determinante para que petroleiros de grande porte voltem a utilizar a passagem com segurança.</p>
<p>A navegação também enfrenta relatos de interferência eletrônica. Durante o conflito, embarcações registraram falhas em sistemas de posicionamento e comunicação, o que aumentou o risco operacional em uma área já congestionada.</p>
<p>Para os armadores, uma declaração formal de reabertura não é suficiente. A retomada depende da avaliação de empresas de segurança, seguradoras, operadores portuários, tripulações e proprietários das cargas.</p>
<h2>Acordo prevê fim das hostilidades e retirada gradual do bloqueio</h2>
<p>O memorando de entendimento firmado entre Washington e Teerã possui 14 pontos e estabelece o encerramento imediato das operações militares entre as partes e seus aliados.</p>
<p>O documento prevê um período de até 60 dias para a negociação de um acordo definitivo. Durante esse intervalo, os dois países deverão preservar o cessar-fogo e evitar novas ações que possam comprometer o entendimento.</p>
<p>Os Estados Unidos se comprometeram a iniciar a retirada do bloqueio naval imposto aos portos iranianos. A remoção completa deverá ocorrer dentro de 30 dias, acompanhando o restabelecimento progressivo do tráfego comercial no Estreito de Ormuz.</p>
<p>O Irã, por sua vez, assumiu o compromisso de facilitar a passagem segura dos navios e iniciar o processo de desminagem.</p>
<p>O acordo também trata de sanções econômicas, exportações iranianas de petróleo, ativos congelados e do programa nuclear de Teerã. Os temas mais controversos foram, contudo, adiados para as negociações do pacto definitivo.</p>
<p>A abertura da rota funciona como um dos primeiros testes práticos do memorando. Uma nova interrupção do Estreito de Ormuz poderia comprometer a confiança entre as partes e aumentar novamente a pressão sobre os mercados de energia.</p>
<h2>Fluxo de petróleo caiu cerca de 85% durante o bloqueio</h2>
<p>O fechamento parcial provocou uma redução drástica no transporte de petróleo pelo Estreito de Ormuz. Dados da AXSMarine mostram que o fluxo de petróleo bruto pela passagem caiu para aproximadamente 2,1 milhões de barris por dia em meados de junho.</p>
<p>Antes da interrupção, cerca de 14,75 milhões de barris atravessavam diariamente a rota. A queda acumulada foi de aproximadamente 85%.</p>
<p>A Arábia Saudita conseguiu limitar parte das perdas ao utilizar oleodutos que transportam petróleo para terminais no Mar Vermelho. Os Emirados Árabes Unidos também possuem uma ligação terrestre até Fujairah, fora do Estreito de Ormuz, mas a capacidade da estrutura é insuficiente para escoar toda a produção.</p>
<p>Países como Iraque, Kuwait e Catar possuem menos alternativas. Grande parte das exportações desses produtores depende diretamente da passagem marítima.</p>
<p>O Irã continuou enviando parte de seu petróleo à China, mas acumulou volumes expressivos em navios posicionados dentro e fora do Golfo Pérsico.</p>
<p>Segundo a AXSMarine, aproximadamente 102,5 milhões de barris de petróleo do Golfo estavam armazenados em 66 navios no começo de junho. O volume tinha valor estimado em cerca de US$ 8 bilhões.</p>
<h2>Petróleo represado pode alterar preços e fretes marítimos</h2>
<p>A reabertura do Estreito de Ormuz poderá liberar simultaneamente petróleo armazenado e novas cargas produzidas pelos países do Golfo. Esse movimento tende a elevar a oferta disponível no <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="320858">mercado</a> internacional.</p>
<p>O efeito sobre os preços, porém, dependerá da velocidade da retomada. Uma abertura rápida pode reduzir o prêmio de risco incorporado às cotações do petróleo, enquanto novos incidentes podem provocar movimentos de alta.</p>
<p>O grande número de navios parados também cria incerteza <a href="https://gazetamercantil.com/siglas-corporativas-aprender" title="Siglas Corporativas para Aprender e Aplicar no Mercado (2026)" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="331021">para o mercado</a> de fretes. Durante o bloqueio, a escassez de petroleiros disponíveis e o risco das viagens elevaram o custo do transporte.</p>
<p>Com a reabertura, embarcações que estavam inativas poderão retornar ao mercado. Esse aumento de capacidade tende a pressionar os fretes para baixo, mas a necessidade de transportar cargas represadas pode produzir inicialmente um salto na demanda.</p>
<p>Seguradoras marítimas também deverão revisar os valores cobrados para viagens pelo Estreito de Ormuz. Os prêmios de risco permanecerão elevados enquanto minas, interferências eletrônicas e ameaças militares continuarem presentes.</p>
<p>Os custos de transporte e seguro são incorporados ao preço final do petróleo, do gás, de fertilizantes, de produtos petroquímicos e de mercadorias transportadas por contêineres.</p>
<h2>Rota tem impacto direto sobre inflação e mercado brasileiro</h2>
<p>O Estreito de Ormuz é uma das passagens mais importantes do sistema energético mundial. Antes do conflito, aproximadamente um quinto do petróleo consumido globalmente atravessava a região.</p>
<p>O corredor também é estratégico para o gás natural liquefeito exportado pelo Catar, um dos maiores fornecedores internacionais do combustível.</p>
<p>Interrupções prolongadas elevam os custos de energia, de transporte e de produção industrial. Esses efeitos podem alcançar índices de inflação de diferentes países e alterar as decisões de bancos centrais sobre juros.</p>
<p>No Brasil, as oscil<a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 16 de julho: Bolsa cai com tarifaço dos EUA e pressão de Vale e bancos" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="328228">ações</a> internacionais do petróleo afetam a avaliação das ações da Petrobras (PETR4), as expectativas para os preços dos combustíveis e os custos de transporte.</p>
<p>Uma queda consistente do petróleo decorrente da normalização da rota pode reduzir pressões sobre gasolina e diesel, embora a formação dos preços domésticos também dependa do câmbio, das margens de refino, da <a class="wpil_keyword_link" title="Política | Diario de Pernambuco" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="320861">política</a> comercial da Petrobras e dos tributos.</p>
<p>Para investidores, o avanço das negociações tende a reduzir o prêmio geopolítico aplicado aos ativos. Uma deterioração do acordo produziria o efeito contrário, com possível valorização do petróleo, aumento da procura por proteção e maior volatilidade nas Bolsas.</p>
<h2>Cobranças futuras abrem disputa jurídica e diplomática</h2>
<p>A intenção iraniana de cobrar por serviços no Estreito de Ormuz depois dos 60 dias poderá abrir uma nova frente de tensão.</p>
<p>Teerã sustenta que a segurança da passagem, a coordenação dos navios e os serviços ambientais geram custos que precisam ser financiados. Empresas marítimas argumentam que a cobrança obrigatória equivaleria a um pedágio sobre uma rota internacional.</p>
<p>O memorando prevê que Irã e Omã discutam a administração futura da passagem, em consulta <a href="https://gazetamercantil.com/privatizacao-telebras-leilao-do-seculo" title="O leilão do século: como a privatização da Telebrás colocou o celular no bolso do brasileiro e redesenhou o país" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="333395">com outros países</a> do Golfo e de acordo com as regras internacionais aplicáveis.</p>
<p>A definição será importante para determinar quais serviços poderão ser cobrados, quem administrará os recursos e quais garantias serão oferecidas às embarcações.</p>
<p>Armadores também temem que um sistema de tarifas no Estreito de Ormuz crie precedente para outras passagens estratégicas, como os estreitos de Malaca e de Taiwan.</p>
<p>A disputa poderá permanecer adiada enquanto durar o período de negociação. O foco imediato está no restabelecimento seguro do tráfego e na retirada das minas.</p>
<h2>Desminagem e cumprimento do acordo definirão ritmo da reabertura</h2>
<p>A passagem de 25 navios representa a primeira expansão relevante do tráfego em dois meses, mas ainda não configura retorno à normalidade.</p>
<p>A recuperação dependerá da remoção dos obstáculos, da capacidade iraniana de processar as autorizações e da confiança das empresas para enviar novamente embarcações de grande porte pela rota.</p>
<p>Também será necessário reduzir o congestionamento formado por centenas de navios que aguardam dentro e fora do Golfo Pérsico. A liberação deverá ser gradual para evitar acidentes em corredores estreitos.</p>
<p>O memorando entre Estados Unidos e Irã estabelece um prazo de 30 dias para a restauração do tráfego e uma janela de 60 dias para um acordo mais amplo. O cumprimento desses compromissos será acompanhado de perto pelos mercados de petróleo, transporte e seguros.</p>
<p>Enquanto a rota principal permanecer parcialmente minada e sujeita a controles especiais, o Estreito de Ormuz continuará operando abaixo de sua capacidade histórica.</p>
<p>O aumento das travessias nesta quinta-feira sinaliza uma mudança no fluxo, mas a estabilidade da passagem ainda depende da manutenção do cessar-fogo, do avanço da desminagem e da transformação do entendimento provisório em regras duradouras para a navegação.</p>
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		<item>
		<title>Cuba apresenta pacote de 175 medidas para ampliar participação privada na economia</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/cuba-propoe-ampla-reforma-modelo-socialista-pressao-eua</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Toscano]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2026 23:57:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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		<category><![CDATA[Cuba]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Cuba apresentou nesta quinta-feira, 18 de junho de 2026, um pacote de 175 medidas econômicas que prevê ampliar a participação da iniciativa privada em áreas até agora submetidas a forte controle estatal. As propostas incluem a entrada de bancos privados no sistema financeiro, o desenvolvimento imobiliário por agentes não estatais, novos modelos de participação acionária [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Cuba apresentou nesta quinta-feira, 18 de junho de 2026, um pacote de 175 medidas econômicas que prevê ampliar a participação da iniciativa privada em áreas até agora submetidas a forte controle estatal. As propostas incluem a entrada de bancos privados no sistema financeiro, o desenvolvimento imobiliário por agentes não estatais, novos modelos de participação acionária em <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="333823">empresas</a> públicas e a simplificação de regras para empreendedores.</p>
<p>O programa foi apresentado pelo primeiro-ministro Manuel Marrero a parlamentares cubanos e ainda depende de aprovação da Assembleia Nacional para entrar em vigor. O governo sustenta que as medidas preservam os princípios socialistas do país, embora parte das mudanças anunciadas introduza instrumentos associados a economias mais descentralizadas.</p>
<p>A iniciativa surge em meio ao agravamento da crise econômica da ilha, marcada por apagões, falta de combustíveis, inflação elevada, dificuldades no abastecimento de alimentos e medicamentos e deterioração dos serviços públicos. O governo também atribui parte dos problemas às sanções impostas pelos Estados Unidos e às limitações enfrentadas por Cuba para obter petróleo, crédito e divisas.</p>
<p>O pacote recebeu apoio do presidente Miguel Díaz-Canel, da direção do Partido Comunista e do ex-presidente Raúl Castro. O respaldo da cúpula <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="333824">política</a> reduz a possibilidade de resistência institucional relevante, mas não elimina as dificuldades operacionais para implementar as mudanças.</p>
<h2>Pacote pode produzir maior abertura desde 1959</h2>
<p>Caso seja aprovado e aplicado integralmente, o programa poderá representar uma das alterações mais profundas no modelo econômico cubano desde a Revolução de 1959.</p>
<p>Cuba já havia autorizado, em etapas anteriores, a atuação de trabalhadores autônomos, cooperativas e pequenas e médias empresas privadas. O pacote apresentado nesta quinta-feira, porém, amplia o alcance dessa participação e inclui setores considerados estratégicos, como o sistema financeiro, o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="333820">mercado</a> imobiliário e a estrutura patrimonial de empresas estatais.</p>
<p>O governo evita classificar as medidas como uma transição para uma <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank" rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="333822">economia</a> de mercado. A formulação oficial é de que o país busca atualizar seu modelo socialista, corrigir distorções internas e criar condições para elevar a produção nacional.</p>
<p>Na prática, as propostas podem alterar os mecanismos de propriedade, financiamento e gestão empresarial. O alcance efetivo das mudanças dependerá dos textos aprovados pela Assembleia Nacional, das regulamentações posteriores e do grau de autonomia que será concedido aos novos agentes privados.</p>
<h2>Díaz-Canel pede medidas para destravar produção</h2>
<p>O presidente Miguel Díaz-Canel defendeu a urgência das propostas e reconheceu a necessidade de reduzir obstáculos internos à atividade econômica.</p>
<p>“Precisamos liberar a produção, para aumentar a oferta e reduzir as restrições”, afirmou o presidente durante pronunciamento transmitido nesta quinta-feira.</p>
<p>A declaração representa uma admissão de que as limitações atuais não decorrem apenas das sanções externas. Embora o governo continue atribuindo aos Estados Unidos parte importante da crise, o discurso presidencial passou a incluir de forma mais direta a necessidade de enfrentar entraves administrativos e produtivos criados dentro do próprio sistema cubano.</p>
<p>A prioridade declarada é aumentar a oferta de bens e serviços. A escassez de produtos básicos, combinada à inflação e à perda de renda das famílias, ampliou a pressão sobre o governo e reduziu a capacidade do Estado de atender às necessidades da população.</p>
<p>Díaz-Canel tenta conciliar dois objetivos: preservar o controle político exercido pelo Partido Comunista e, ao mesmo tempo, conceder maior espaço econômico a empresas privadas, investidores e empreendedores.</p>
<p>Essa combinação exigirá regras claras sobre propriedade, contratação, crédito, formação de preços e participação do Estado. Também será necessário definir quais setores permanecerão exclusivamente públicos e em quais atividades haverá abertura para o capital privado.</p>
<h2>Raúl Castro apoia propostas apresentadas por Marrero</h2>
<p>O apoio de Raúl Castro adiciona peso político ao pacote. O ex-presidente e ex-primeiro-secretário do Partido Comunista teria enviado uma carta ao Politburo na quarta-feira, 17 de junho, classificando as propostas como benéficas e defendendo sua implementação rápida.</p>
<p>Mesmo afastado da administração cotidiana, Raúl Castro mantém influência sobre a estrutura partidária e sobre setores ligados à geração histórica da revolução. Seu respaldo pode ajudar o governo a conter resistências entre dirigentes contrários a uma abertura econômica mais ampla.</p>
<p>A posição também indica que a cúpula cubana considera a crise suficientemente grave para justificar medidas antes tratadas com cautela. Diversas propostas de modernização econômica foram discutidas nos últimos anos, mas enfrentaram atrasos, regulamentação restritiva ou aplicação parcial.</p>
<p>O apoio político não garante, por si só, resultados econômicos. A eficácia das medidas dependerá da capacidade de execução do Estado, da disponibilidade de recursos, da segurança jurídica e da confiança que as novas regras serão capazes de gerar entre investidores e empresários.</p>
<h2>Bancos privados poderão entrar no sistema financeiro</h2>
<p>A possível autorização para bancos privados operarem em Cuba está entre os pontos mais sensíveis do programa.</p>
<p>O sistema bancário cubano permaneceu durante décadas sob controle estatal. A entrada de instituições privadas poderá modificar a concessão de crédito, a captação de recursos, o financiamento de empresas e a intermediação de pagamentos.</p>
<p>Ainda não estão esclarecidos os requisitos de autorização, o modelo de supervisão ou a origem do capital das instituições que poderão atuar no país. Também não se sabe se a abertura abrangerá bancos estrangeiros, agentes privados cubanos ou estruturas formadas em parceria com o Estado.</p>
<p>O acesso ao crédito é uma das principais limitações enfrentadas por empreendedores e empresas privadas na ilha. Sem linhas regulares de financiamento, muitos <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank" rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="333821">negócios</a> dependem de recursos próprios, remessas familiares ou operações informais.</p>
<p>A criação de novos canais financeiros poderá favorecer investimentos e ampliar a circulação de capital. O efeito dependerá, contudo, da estabilidade da moeda, das regras cambiais e da capacidade dos bancos de operar em uma economia sujeita a sanções internacionais.</p>
<h2>Desenvolvimento imobiliário poderá receber capital privado</h2>
<p>O pacote também prevê maior participação privada no desenvolvimento imobiliário. A medida poderá modificar a forma de construção, financiamento e administração de empreendimentos em um país no qual o Estado historicamente concentrou o controle sobre ativos relevantes e sobre o uso do solo.</p>
<p>Não foram divulgados detalhes sobre os tipos de projetos que poderão ser executados, as regras para aquisição ou cessão de terrenos e os limites de participação de investidores estrangeiros.</p>
<p>A abertura poderá atingir empreendimentos residenciais, comerciais ou turísticos. Cuba enfrenta problemas habitacionais acumulados, deterioração de imóveis e restrições de investimento público para manutenção e construção de novas unidades.</p>
<p>A entrada de capital privado poderá ampliar a capacidade de execução de projetos. Ao mesmo tempo, exigirá regulamentação sobre propriedade, preços, contratos, direitos dos moradores e acesso da população aos empreendimentos.</p>
<p>A dimensão da mudança dependerá de quanto controle o Estado manterá sobre terrenos, licenças, financiamento e definição dos projetos autorizados.</p>
<h2>Empresas estatais poderão adotar modelos acionários</h2>
<p>Outro eixo do programa envolve a transformação de empresas estatais em estruturas empresariais com ações ou participações acionárias.</p>
<p>A proposta abre caminho para modelos híbridos, nos quais o Estado poderá continuar como controlador, mas dividir a propriedade econômica ou a gestão com outros investidores. A medida também poderá criar novas formas de capitalização para companhias que hoje dependem diretamente do orçamento público.</p>
<p>Ainda não está definido se as participações poderão ser adquiridas por investidores cubanos, empresas estrangeiras, trabalhadores das próprias companhias ou fundos administrados pelo Estado.</p>
<p>A alteração poderá afetar a governança das empresas, os critérios de investimento, a prestação de contas e a distribuição dos resultados. Também exigirá mecanismos para avaliação dos ativos e definição do valor das participações.</p>
<p>O governo busca tornar as empresas mais eficientes e reduzir a dependência de transferências estatais. Muitas companhias públicas operam com baixa produtividade, limitações tecnológicas e dificuldades para obter insumos.</p>
<p>A adoção de modelos acionários, entretanto, não assegura automaticamente melhoria de desempenho. Os resultados dependerão da autonomia concedida à administração, da qualidade da gestão e da existência de regras que permitam encerrar ou reestruturar operações deficitárias.</p>
<h2>Governo pretende reduzir burocracia sobre empresas privadas</h2>
<p>O pacote prevê ainda a simplificação de procedimentos <a href="https://gazetamercantil.com/siglas-corporativas-aprender" title="Siglas Corporativas para Aprender e Aplicar no Mercado (2026)" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="333894">aplicáveis às empresas privadas e aos trabalhadores</a> por conta própria.</p>
<p>Empreendedores cubanos enfrentam exigências administrativas, restrições para importação, dificuldades para acessar moeda estrangeira e limitações sobre os setores em que podem atuar. A demora na emissão de licenças e a instabilidade regulatória também dificultam a expansão dos negócios.</p>
<p>A redução da burocracia poderá favorecer empresas ligadas ao comércio, aos serviços, à alimentação, à construção e à produção de bens de consumo. O governo espera que esses agentes contribuam para elevar a oferta e diminuir parte das carências enfrentadas pela população.</p>
<p>A efetividade da medida dependerá da regulamentação. Mudanças formais poderão ter efeito limitado caso órgãos públicos continuem impondo autorizações sucessivas, controles de preços ou restrições para contratação e aquisição de insumos.</p>
<p>O governo também terá de definir como serão tributadas as empresas e quais obrigações trabalhistas, cambiais e contábeis serão exigidas.</p>
<h2>Sanções dos Estados Unidos agravam restrições</h2>
<p>A apresentação das reformas ocorre em um período de forte pressão externa. O governo cubano afirma que as sanções dos Estados Unidos limitam o acesso da ilha ao sistema financeiro internacional, afastam investidores e dificultam a importação de combustíveis e outros produtos essenciais.</p>
<p>As restrições também afetam o turismo, uma das principais fontes de divisas do país. A redução da entrada de visitantes e as dificuldades para realizar transações internacionais enfraqueceram a capacidade de Cuba de financiar importações.</p>
<p>O impacto da crise pode ser observado nos apagões prolongados, na falta de combustível, na escassez de medicamentos e nas dificuldades de abastecimento de água e alimentos.</p>
<p>A deterioração das condições de vida também contribuiu para o aumento da saída de cubanos do país. A emigração reduz a força de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/trabalho" target="_blank" rel="noopener" title="Trabalho" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="333802">trabalho</a> disponível e amplia a dependência de remessas enviadas por familiares residentes no exterior.</p>
<p>O governo apresenta a abertura parcial como uma resposta às limitações externas e às ineficiências internas. A estratégia busca gerar produção e investimento sem alterar o sistema político de partido único.</p>
<h2>Assembleia Nacional será próxima etapa formal</h2>
<p>As 175 medidas ainda precisam ser analisadas pela Assembleia Nacional. O ambiente político favorece a aprovação porque o Partido Comunista controla as principais instituições do país e as propostas apresentadas pelo Executivo tradicionalmente obtêm apoio parlamentar.</p>
<p>A votação, entretanto, será apenas a primeira etapa. As mudanças exigirão regulamentação, adaptação de órgãos públicos, definição de mecanismos de fiscalização e elaboração de normas específicas para cada setor.</p>
<p>A implementação também dependerá da capacidade de atrair capital em um país com infraestrutura deteriorada, baixa disponibilidade de divisas e dificuldades de acesso ao sistema financeiro internacional.</p>
<p>O governo terá ainda de administrar as tensões ideológicas produzidas pelas reformas. Setores mais conservadores poderão considerar que a entrada de bancos e investidores privados ameaça os fundamentos do modelo socialista.</p>
<p>A mensagem oficial é de que as propostas não representam uma ruptura, mas uma atualização destinada a proteger o próprio sistema. A liderança cubana procura demonstrar que a abertura econômica pode ser conduzida sem perda do controle político.</p>
<h2>Execução determinará alcance real das reformas</h2>
<p>O pacote apresentado por Manuel Marrero coloca Cuba diante de uma transição delicada. O país precisa elevar a produção, atrair investimento e ampliar a oferta de bens, mas pretende fazer isso sem abandonar a centralidade do Estado e do Partido Comunista.</p>
<p>O apoio de Díaz-Canel e Raúl Castro indica que as reformas ganharam prioridade política. Ainda assim, o resultado dependerá das regras aprovadas e da disposição do governo para conceder autonomia real aos agentes privados.</p>
<p>Até esta quinta-feira, não havia um calendário completo para a votação, a regulamentação e a entrada em vigor de todas as medidas.</p>
<p>A próxima etapa será a análise pela Assembleia Nacional. Depois disso, será necessário observar quais propostas serão efetivamente implementadas, quais setores serão abertos e em que condições bancos, investidores e empreendedores poderão atuar na economia cubana.</p>
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		<title>Fundo de US$ 300 bilhões pode recolocar Irã na economia global após décadas de sanções</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/fundo-de-us-300-bilhoes-pode-recolocar-ira-na-economia-global</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Toscano]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2026 16:32:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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		<category><![CDATA[economia iraniana]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O acordo em negociação entre Estados Unidos e Irã, cuja assinatura está prevista para a próxima sexta-feira (19), pode inaugurar uma nova fase para a economia iraniana e marcar o retorno do país aos grandes fluxos internacionais de capital após mais de quatro décadas de isolamento econômico. O entendimento prevê a criação de um fundo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O acordo em negociação entre Estados Unidos e Irã, cuja assinatura está prevista para a próxima sexta-feira (19), pode inaugurar uma nova fase para a <a class="wpil_keyword_link" title="Saiba por que economia cresce 2% em Salvador e inadimplência cai no Recife" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="320179">economia</a> iraniana e marcar o retorno do país aos grandes fluxos internacionais de capital após mais de quatro décadas de isolamento econômico. O entendimento prevê a criação de um fundo privado de US$ 300 bilhões destinado a financiar projetos em setores estratégicos da economia iraniana, em um movimento que pode representar o maior programa de investimentos estrangeiros no país desde a Revolução Islâmica de 1979.</p>
<p>Segundo informações reveladas pela agência Reuters, mais da metade dos recursos previstos já conta com compromissos preliminares de investidores internacionais, antes mesmo da formalização do acordo entre Washington e Teerã. O volume comprometido supera US$ 150 bilhões e envolve <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="320180">empresas</a> e fundos sediados nos Estados Unidos, países árabes do Golfo, Ásia, América do Sul e África.</p>
<p>Caso seja efetivamente implementado, o fundo poderá transformar a posição econômica do Irã no cenário internacional, ampliando o acesso do país a investimentos, tecnologia e financiamento externo em um momento em que a economia iraniana busca reduzir os efeitos acumulados de décadas de sanções financeiras e restrições comerciais.</p>
<p>O mecanismo, batizado de Fundo para Reconstrução e Desenvolvimento, deverá direcionar recursos para projetos nas áreas de energia, infraestrutura, transporte, logística e manufatura, setores considerados essenciais para a modernização da economia do país.</p>
<h2>Acordo substitui pedido iraniano de reparações de guerra</h2>
<p>A proposta do fundo surgiu durante as negociações que buscam encerrar o conflito iniciado em fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva militar contra o Irã.</p>
<p>Inicialmente, Teerã defendia um modelo de compensações financeiras diretas pelos danos econômicos e materiais provocados pela guerra. Segundo fontes ligadas às negociações, o governo iraniano chegou a reivindicar cerca de US$ 400 bilhões em reparações.</p>
<p>Washington rejeitou a proposta.</p>
<p>Em seu lugar, os negociadores construíram um modelo baseado na mobilização de capital privado internacional, com o objetivo de financiar a reconstrução e impulsionar a expansão da economia iraniana.</p>
<p>A solução é considerada um meio-termo diplomático capaz de atender parte das demandas econômicas do Irã sem impor obrigações financeiras diretas ao governo norte-americano.</p>
<p>Embora o fundo ainda <a href="https://gazetamercantil.com/privatizacao-telebras-leilao-do-seculo" title="O leilão do século: como a privatização da Telebrás colocou o celular no bolso do brasileiro e redesenhou o país" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="333385">de</a>penda da assinatura do acordo político, o fato de mais de US$ 150 bilhões já terem sido comprometidos é visto por analistas como um sinal de confiança de investidores no potencial de recuperação econômica do país.</p>
<h2>Reservas de energia tornam Irã uma das economias mais estratégicas do mundo</h2>
<p>O interesse internacional pelo Irã não é apenas geopolítico.</p>
<p>O país possui as segundas maiores reservas de gás natural do planeta e as quartas maiores reservas comprovadas de petróleo, características que o colocam entre as economias com maior potencial energético do mundo.</p>
<p>Além dos recursos naturais, o Irã conta com uma população superior a 90 milhões de habitantes, elevado grau de urbanização, mão de obra qualificada e uma base industrial relativamente diversificada.</p>
<p>Apesar desse potencial, a economia iraniana permaneceu praticamente excluída dos grandes fluxos internacionais de investimento desde a Revolução Islâmica e, sobretudo, após a imposição de sucessivas rodadas de sanções econômicas lideradas pelos Estados Unidos.</p>
<p>As restrições limitaram o acesso do país ao sistema financeiro internacional, reduziram a entrada de capital estrangeiro e dificultaram a modernização de setores estratégicos.</p>
<p>Na prática, o fundo de US$ 300 bilhões representa uma tentativa de reabrir as portas da economia iraniana ao capital internacional e criar um novo ambiente de <a class="wpil_keyword_link" title="Negócios" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="320178">negócios</a> no país.</p>
<h2>Empresas de vários continentes já demonstraram interesse</h2>
<p>De acordo com as informações divulgadas pela Reuters, empresas da Coreia do Sul, Japão, Singapura, Malásia e Estados Unidos estão entre as que já assumiram compromissos preliminares de financiamento.</p>
<p>Os nomes das companhias, entretanto, não foram divulgados.</p>
<p>A diversidade geográfica dos investidores chama atenção porque demonstra que o eventual processo <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 16 de julho: Bolsa cai com tarifaço dos EUA e pressão de Vale e bancos" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="328171">de reintegração do Irã à economia global</a> pode extrapolar a relação bilateral com Washington e se transformar em uma iniciativa de alcance internacional.</p>
<p>O interesse empresarial está relacionado ao tamanho do <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="320177">mercado</a> iraniano, à demanda reprimida por infraestrutura e à possibilidade de participação em setores que receberam investimentos limitados ao longo das últimas décadas.</p>
<p>Além disso, o eventual relaxamento das sanções pode abrir espaço para uma nova onda de investimentos em energia, exploração de petróleo, transporte e desenvolvimento industrial.</p>
<p>Para investidores internacionais, o Irã representa uma das últimas grandes fronteiras econômicas ainda relativamente fechadas ao capital estrangeiro.</p>
<h2>Infraestrutura e energia devem concentrar os primeiros aportes</h2>
<p>Os setores de energia e infraestrutura tendem a absorver a maior parte dos investimentos previstos no fundo.</p>
<p>O sistema energético iraniano necessita de modernização e expansão para aumentar a produção, melhorar a capacidade de refino e ampliar as exportações de petróleo e gás natural.</p>
<p>Projetos ligados à logística também aparecem entre as prioridades.</p>
<p>A posição geográfica do Irã, entre Ásia Central, Oriente Médio e Europa, oferece ao país potencial para se transformar em um importante corredor de comércio e transporte.</p>
<p>Investimentos em portos, rodovias, ferrovias e centros logísticos poderiam aumentar a integração econômica regional e impulsionar o crescimento de diversos setores.</p>
<p>A manufatura também aparece entre as áreas com maior potencial de atração de capital, especialmente em segmentos ligados à indústria de transformação, equipamentos e bens de consumo.</p>
<h2>Assinatura do acordo abrirá nova rodada de negociações</h2>
<p>Embora o anúncio do fundo tenha gerado forte repercussão nos mercados, o mecanismo ainda depende da formalização do acordo entre Estados Unidos e Irã.</p>
<p>Segundo fontes próximas às negociações, um memorando de entendimento deverá estabelecer os próximos 60 dias de discussões, período em que serão negociados temas considerados sensíveis.</p>
<p>Entre eles estão o futuro das sanções econômicas, as condições relacionadas ao programa nuclear iraniano e os mecanismos de segurança regional.</p>
<p>A definição dessas questões será determinante para o sucesso do projeto de investimentos.</p>
<p>A permanência de restrições financeiras ou eventuais impasses diplomáticos poderá limitar o alcance do fundo e retardar a entrada efetiva dos recursos.</p>
<p>Por outro lado, um avanço consistente das negociações pode desencadear um processo de normalização econômica sem precedentes para o país.</p>
<h2>Reintegração do Irã pode alterar equilíbrio econômico no Oriente Médio</h2>
<p>O eventual retorno do Irã aos grandes fluxos internacionais de capital tem potencial para produzir efeitos relevantes em toda a região.</p>
<p>A ampliação dos investimentos pode fortalecer a posição econômica iraniana, aumentar sua capacidade produtiva e ampliar sua influência geopolítica no Oriente Médio.</p>
<p>Além disso, a entrada de recursos em larga escala poderá criar novas oportunidades de negócios para empresas estrangeiras e alterar a dinâmica dos mercados de energia.</p>
<p>Para o setor de petróleo e gás, uma retomada mais vigorosa da economia iraniana poderá influenciar o equilíbrio entre oferta e demanda global, com impactos sobre preços e estratégias de investimento de grandes companhias internacionais.</p>
<p>A criação de um fundo de US$ 300 bilhões também evidencia uma mudança de percepção em relação ao risco associado ao país.</p>
<p>Após décadas de isolamento, o Irã volta a ser visto por parte do mercado como uma economia de grande potencial, capaz de atrair investimentos de longo prazo caso o ambiente político e regulatório se torne mais previsível.</p>
<h2>Fundo bilionário pode marcar o maior retorno do Irã à economia global desde 1979</h2>
<p>Se o acordo entre Washington e Teerã for efetivamente concluído, o Fundo para Reconstrução e Desenvolvimento poderá representar um divisor de águas para a economia iraniana.</p>
<p>O comprometimento prévio de mais de US$ 150 bilhões demonstra que investidores internacionais estão dispostos a voltar a olhar <a href="https://gazetamercantil.com/siglas-corporativas-aprender" title="Siglas Corporativas para Aprender e Aplicar no Mercado (2026)" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="330990">para um mercado</a> que permaneceu à margem do sistema financeiro global durante mais de quatro décadas.</p>
<p>O sucesso da iniciativa, contudo, dependerá da capacidade de os dois países transformarem o entendimento político em um ambiente de estabilidade institucional e segurança jurídica capaz de sustentar um dos maiores programas de investimento já projetados para o Oriente Médio.</p>
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		<title>EUA e Irã fecham acordo para encerrar guerra; veja o que muda no petróleo e nas sanções</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/eua-ira-acordo-fim-guerra-estreito-ormuz-petroleo</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Toscano]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2026 13:59:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estados Unidos e Irã anunciaram um acordo preliminar para encerrar a guerra que se estendia havia quase quatro meses no Oriente Médio, em uma tentativa de reabrir o Estreito de Ormuz, normalizar parte do fluxo global de petróleo e reduzir a pressão geopolítica sobre mercados, bancos centrais e cadeias de energia. O entendimento foi divulgado [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Estados Unidos e Irã anunciaram um acordo preliminar para encerrar a guerra que se estendia havia quase quatro meses no Oriente Médio, em uma tentativa de reabrir o Estreito de Ormuz, normalizar parte do fluxo global de petróleo e reduzir a pressão geopolítica sobre mercados, bancos centrais e cadeias de energia. O entendimento foi divulgado inicialmente pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que atuou como mediador, e confirmado pelo presidente americano Donald Trump e por autoridades iranianas.</p>
<p>O pacto prevê o fim imediato e permanente das operações militares entre as partes, incluindo frentes associadas ao conflito no Líbano, e estabelece a assinatura de um memorando formal na Suíça na próxima sexta-feira, 19 de junho. O documento deverá detalhar a implementação do cessar-fogo, a reabertura gradual do Estreito de Ormuz e a suspensão progressiva do bloqueio naval dos Estados Unidos a portos iranianos.</p>
<p>A <a href="https://gazetamercantil.com/siglas-corporativas-aprender" title="Siglas Corporativas para Aprender e Aplicar no Mercado (2026)" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="330955">notícia teve efeito imediato nos mercados</a> globais. O petróleo Brent caiu para a região de US$ 83 por barril, em baixa próxima de 5%, diante da expectativa de retomada do tráfego por uma das principais rotas de transporte de energia do mundo. Bolsas europeias avançaram, o índice Stoxx 600 atingiu máxima recorde e investidores reduziram parte do prêmio de risco embutido nos ativos desde o início da escalada no Oriente Médio.</p>
<h2>Acordo prevê fim das operações militares</h2>
<p>O ponto mais imediato do acordo é o compromisso de encerramento das operações militares. Segundo as informações divulgadas, Estados Unidos e Irã concordaram com uma interrupção permanente das hostilidades diretas, em uma tentativa de transformar o entendimento preliminar em cessar-fogo duradouro.</p>
<p>A guerra vinha pressionando o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="319777">mercado</a> de energia desde fevereiro, quando a escalada militar atingiu áreas estratégicas no Golfo Pérsico e reduziu de forma significativa o fluxo de navios pelo Estreito de Ormuz. O conflito também envolveu ataques no Líbano, onde forças ligadas ao Irã e Israel ampliaram o risco de uma guerra regional mais ampla.</p>
<p>O acordo tenta conter esse efeito de contágio. Além de Washington e Teerã, o entendimento menciona a necessidade de interrupção de operações em frentes ligadas ao Líbano, tema tratado como essencial para impedir nova escalada regional.</p>
<p>Ainda assim, a implementação dependerá de atores que não assinaram diretamente o núcleo do acordo. Israel, Hezbollah, autoridades libanesas, Omã e outros governos da região continuarão relevantes para a estabilidade do pacto.</p>
<h2>Estreito de Ormuz deve ser reaberto</h2>
<p>A reabertura do Estreito de Ormuz é o eixo econômico do acordo. A passagem marítima conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e é uma das rotas mais importantes para o transporte mundial de petróleo e gás.</p>
<p>Durante a guerra, o tráfego pelo estreito foi fortemente afetado, elevando o preço do petróleo e alimentando preocupações sobre inflação global. O acordo prevê que a reabertura comece após a assinatura do memorando na Suíça.</p>
<p>Autoridades iranianas afirmaram que o tráfego será liberado para navios comerciais sob coordenação com Omã. Já Trump declarou que embarcações carregadas de petróleo começaram a se movimentar com segurança pela rota, em uma tentativa de sinalizar normalização ao mercado.</p>
<p>A retomada, no entanto, não deve ser instantânea. Especialistas do setor marítimo avaliam que inspeções de segurança, normalização de rotas, reorganização logística e eventual busca por minas ou artefatos no estreito podem levar semanas. Por isso, o efeito econômico positivo pode ser gradual, mesmo com a queda imediata do petróleo.</p>
<h2>Bloqueio americano a portos iranianos será suspenso</h2>
<p>Outro ponto previsto no entendimento é a suspensão gradual do bloqueio naval dos Estados Unidos a portos iranianos. A medida é decisiva para permitir a retomada parcial da atividade comercial e energética do Irã.</p>
<p>O bloqueio havia sido uma das principais ferramentas de pressão de Washington durante a guerra. Ao restringir portos e fluxos marítimos, os Estados Unidos buscavam limitar a capacidade de movimentação econômica e militar iraniana.</p>
<p>Com o acordo, a retirada do bloqueio será feita de forma vinculada à implementação do cessar-fogo e à assinatura do memorando formal. Isso significa que a suspensão deve ocorrer por etapas, conforme as partes confirmem o cumprimento das obrigações iniciais.</p>
<p>Para o Irã, o desbloqueio representa alívio econômico relevante. Para os Estados Unidos, a medida funciona como incentivo para que Teerã mantenha o compromisso de reabrir Ormuz e participe das negociações nucleares e de sanções.</p>
<h2>Questão nuclear fica para nova rodada de negociações</h2>
<p>Apesar do anúncio, os pontos mais complexos continuam em aberto. O principal deles é o programa nuclear iraniano.</p>
<p>O acordo preliminar inclui um compromisso do Irã de não desenvolver nem adquirir armas nucleares. Também prevê congelamento de atividades consideradas sensíveis enquanto as negociações de um acordo definitivo avançam. Entre essas atividades estão o enriquecimento de urânio e a expansão de instalações nucleares.</p>
<p>A discussão sobre o estoque de urânio enriquecido do Irã ficará para uma etapa posterior. Autoridades iranianas indicaram que, em um acordo abrangente, Teerã poderia aceitar diluir o material dentro de seu próprio território. Trump, por sua vez, afirmou que não há urgência na retirada do estoque, sinalizando que a questão será tratada com inspeções internacionais rigorosas.</p>
<p>A negociação nuclear deve ocorrer durante um período de 60 dias. Esse prazo será usado para tentar transformar o cessar-fogo em um acordo mais amplo sobre inspeções, limites ao enriquecimento, sanções e garantias de segurança.</p>
<h2>Congresso dos EUA terá papel no acordo final</h2>
<p>Nos Estados Unidos, qualquer acordo nuclear definitivo com o Irã tende a enfrentar forte debate político. O senador republicano Lindsey Graham afirmou que um entendimento final precisará ser analisado pelo Congresso.</p>
<p>Esse ponto é importante porque o acordo preliminar reduz tensões militares, mas não encerra a disputa <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política | Diario de Pernambuco" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="319776">política</a> em Washington. Parlamentares republicanos e democratas deverão avaliar se o pacto oferece garantias suficientes contra eventual avanço nuclear iraniano.</p>
<p>O tema também tem peso eleitoral. A guerra com o Irã pressionou preços de combustíveis, elevou a insegurança global e afetou a aprovação de Trump. A queda do petróleo após o anúncio do acordo ajuda a reduzir parte desse desgaste, mas o governo americano ainda precisará demonstrar que a solução negociada é sustentável.</p>
<p>O debate no Congresso pode influenciar o ritmo de implementação. Se houver resistência forte, a Casa Branca poderá enfrentar dificuldades para aprovar qualquer concessão mais ampla envolvendo sanções, recursos bloqueados ou garantias ao Irã.</p>
<h2>Sanções podem ser flexibilizadas por etapas</h2>
<p>No campo econômico, o acordo abre caminho para possível flexibilização de sanções. Autoridades iranianas afirmaram que os Estados Unidos concordaram em não impor novas restrições durante o período de negociação.</p>
<p>Também estão em discussão medidas de alívio para o setor petrolífero iraniano e eventual suspensão gradual de sanções dos Estados Unidos e da ONU. O cronograma, porém, ainda precisa ser definido.</p>
<p>Teerã menciona a possibilidade de liberação de até US$ 25 bilhões em ativos congelados, por meio de transferências, cooperação regional e linhas de crédito. Trump, por outro lado, afirmou que o Irã não receberá recursos diretamente, embora tenha sinalizado que sanções poderão ser suspensas.</p>
<p>Esse ponto será um dos mais sensíveis da próxima fase. Para o Irã, o alívio econômico é condição para sustentar politicamente o acordo. Para os Estados Unidos, qualquer liberação de recursos precisa ser apresentada como medida controlada, vinculada a verificações e compromissos concretos.</p>
<h2>Petróleo cai e alivia pressão sobre inflação global</h2>
<p>A reação mais imediata veio do mercado de petróleo. O Brent recuou quase 5%, para a faixa de US$ 83 por barril, enquanto o WTI também caiu de forma expressiva. A queda refletiu a expectativa de retomada do fluxo por Ormuz e menor risco de choque de oferta.</p>
<p>O petróleo havia subido com força durante a guerra, pressionando combustíveis, fretes, custos industriais e expectativas de inflação. A redução do risco geopolítico ajuda bancos centrais em um momento de decisões relevantes de política monetária.</p>
<p>Na Europa, integrantes do Banco Central Europeu adotaram tom cauteloso. Apesar do alívio com o acordo, autoridades monetárias destacaram que a normalização do abastecimento de energia pode levar meses e que os efeitos inflacionários da guerra não desaparecem imediatamente.</p>
<p>Para países importadores de energia, a queda do petróleo reduz pressão sobre preços. Para exportadores e <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="319774">empresas</a> do setor, a baixa pode afetar receitas e margens, dependendo da duração do movimento.</p>
<h2>Mercados globais reagem com apetite por risco</h2>
<p>O acordo entre Estados Unidos e Irã provocou alta nas bolsas internacionais. O Stoxx 600, principal índice europeu, avançou e atingiu recorde, recuperando perdas acumuladas durante o período de guerra. Setores como bancos, viagens, automóveis e luxo lideraram os ganhos.</p>
<p>Nos Estados Unidos, os futuros de Wall Street também avançaram, com investidores reduzindo posições defensivas. O alívio no petróleo favoreceu companhias aéreas, empresas consumidoras de energia e setores sensíveis a custos de transporte.</p>
<p>Mercados emergentes também foram beneficiados. A queda do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank"  rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="319775">dólar</a>, a redução dos juros globais e o menor risco de inflação energética tendem a favorecer moedas e ativos de países em desenvolvimento.</p>
<p>Ainda assim, analistas mantêm cautela. O acordo ainda é preliminar, depende de assinatura formal e exigirá cumprimento simultâneo por partes que mantêm profunda desconfiança histórica. Qualquer sinal de descumprimento pode recolocar prêmio de risco nos mercados.</p>
<h2>Líbano segue como ponto de tensão</h2>
<p>O acordo também trata da interrupção das operações militares no Líbano, onde o conflito entre Israel e o Hezbollah, aliado do Irã, provocou mortes, deslocamentos e destruição de infraestrutura.</p>
<p>O chanceler iraniano, Abbas Araqchi, afirmou que a interrupção dos ataques israelenses ao Líbano é condição central para o sucesso do entendimento. Teerã atribui aos Estados Unidos a responsabilidade por garantir que a frente libanesa seja desmobilizada.</p>
<p>Israel, porém, adota posição cautelosa. O ministro da Defesa, Israel Katz, afirmou que as forças israelenses permanecerão em zonas de segurança no Líbano, na Síria e em Gaza, seguindo orientação do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.</p>
<p>Esse desacordo mostra que a pacificação regional será mais complexa do que o cessar-fogo bilateral entre Washington e Teerã. O Líbano permanece <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 16 de julho: Bolsa cai com tarifaço dos EUA e pressão de Vale e bancos" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="328109">como um dos</a> principais riscos para a implementação do acordo.</p>
<h2>ONU pede implementação rápida e contenção regional</h2>
<p>A Organização das Nações Unidas recebeu o acordo com cautela positiva. O alto comissário da ONU para os direitos humanos, Volker Türk, saudou o entendimento e pediu contenção aos atores regionais, além de implementação rápida e de boa-fé para evitar nova escalada.</p>
<p>A preocupação da ONU se concentra nos efeitos humanitários do conflito e no risco de violações do direito internacional. A guerra afetou civis no Irã, no Líbano e em outras áreas da região, além de pressionar rotas comerciais e energia.</p>
<p>O apelo por contenção reflete a fragilidade do momento. Mesmo com o anúncio do acordo, confrontos localizados, ataques de milícias ou ações unilaterais de governos podem colocar em risco a transição para um cessar-fogo mais estável.</p>
<p>A ONU também tenta reforçar a necessidade de que a negociação avance para além do tema energético. O acordo precisará tratar segurança regional, proteção de civis, inspeções nucleares e sanções de forma coordenada.</p>
<h2>Acordo reduz risco imediato, mas não encerra impasses</h2>
<p>O acordo preliminar entre Estados Unidos e Irã é o avanço diplomático mais relevante desde o início da guerra, mas ainda não resolve todos os pontos críticos. A assinatura formal na Suíça será o primeiro teste. Depois disso, virão as negociações sobre programa nuclear, sanções, ativos congelados e segurança regional.</p>
<p>O Estreito de Ormuz é o ponto de maior urgência econômica. A reabertura da rota pode aliviar o petróleo e reduzir pressão sobre inflação global. Mas a normalização completa dependerá de segurança marítima, confiança entre as partes e cumprimento do cronograma.</p>
<p>Para os mercados, o anúncio já mudou o tom da semana. P<a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 16 de julho: Bolsa cai com tarifaço dos EUA e pressão de Vale e bancos" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="328110">e</a>tróleo em queda, bolsas em alta e menor aversão a risco indicam que investidores passaram a precificar uma redução da tensão no Oriente Médio.</p>
<p>Para a geopolítica, o cenário continua delicado. Estados Unidos e Irã chegaram a um entendimento preliminar, mas ainda precisarão transformar cessar-fogo em acordo duradouro. O sucesso dependerá da implementação nos próximos dias e da capacidade de avançar, nos próximos dois meses, em temas que há décadas separam Washington e Teerã.</p>
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		<title>Economia do Marrocos ganha peso antes de estreia contra o Brasil na Copa</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/economia-do-marrocos-brasil-copa-do-mundo-2026</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Toscano]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Jun 2026 18:28:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Marrocos, adversário do Brasil na estreia da Copa do Mundo de 2026, chega ao torneio com uma economia em transformação, marcada por crescimento industrial, investimentos em infraestrutura, avanço em energia renovável e uma posição geográfica estratégica entre a África e a Europa. Embora tenha uma economia menor que a brasileira, o país se consolidou [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Marrocos, adversário do Brasil na estreia da Copa do Mundo de 2026, chega ao torneio com uma economia em transformação, marcada por crescimento industrial, investimentos em infraestrutura, avanço em energia renovável e uma posição geográfica estratégica entre a África e a Europa. Embora tenha uma <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank" rel="noopener" title="Saiba por que economia cresce 2% em Salvador e inadimplência cai no Recife" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="319257">economia</a> menor que a brasileira, o país se consolidou como um dos mercados mais dinâmicos do norte da África e vem ampliando sua relevância no comércio internacional, ao mesmo tempo em que tenta repetir dentro de campo o protagonismo alcançado no Mundial de 2022.</p>
<p>A economia do Marrocos passou a chamar atenção além do futebol por reunir características que fortalecem a competitividade do país: proximidade com o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="319253">mercado</a> europeu, presença em rotas marítimas relevantes, expansão de polos industriais, peso do turismo e disponibilidade de insumos importantes para a cadeia global de fertilizantes.</p>
<p>Com Produto Interno Bruto superior a US$ 150 bilhões, o país tem buscado diversificar sua matriz produtiva e reduzir a dependência de atividades tradicionais. A estratégia envolve atração de investimentos estrangeiros, modernização logística e ampliação da capacidade produtiva em setores como automóveis, componentes industriais, aeronáutica, agricultura e energia limpa.</p>
<p>O desempenho econômico marroquino também ajuda a explicar a visibilidade internacional do país em um momento em que a Copa do Mundo amplia o interesse sobre seus adversários. Contra o Brasil, o Marrocos será visto pelo público brasileiro principalmente pelo aspecto esportivo, mas sua estrutura econômica revela um <a href="https://gazetamercantil.com/privatizacao-telebras-leilao-do-seculo" title="O leilão do século: como a privatização da Telebrás colocou o celular no bolso do brasileiro e redesenhou o país" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="333372">país que combina tradição agrícola com</a> ambição industrial e integração crescente às cadeias globais de produção.</p>
<h2>Localização entre África e Europa fortalece comércio exterior</h2>
<p>A posição geográfica é um dos principais ativos da economia do Marrocos. Situado no noroeste da África, próximo à Península Ibérica e ao Estreito de Gibraltar, o país ocupa uma área de conexão natural entre mercados africanos, europeus e mediterrâneos.</p>
<p>Essa localização favorece o comércio exterior, a logística portuária e a instalação de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="319252">empresas</a> interessadas em produzir perto da Europa, mas com custos operacionais mais competitivos. A proximidade com Espanha, França, Itália e outros mercados europeus dá ao Marrocos uma vantagem estratégica em setores que dependem de integração rápida com cadeias de suprimentos.</p>
<p>Nos últimos anos, o país também intensificou investimentos em infraestrutura para sustentar essa vocação logística. Portos, rodovias, zonas industriais e plataformas de exportação passaram a ter papel central na estratégia econômica marroquina.</p>
<p>Esse movimento tornou o Marrocos mais competitivo na disputa por fábricas, centros de distribuição e projetos industriais. Para empresas globais, o país funciona como base de produção voltada tanto ao mercado africano quanto ao europeu.</p>
<p>A economia do Marrocos, nesse contexto, passou a ser analisada não apenas pelo tamanho de seu mercado interno, mas pela capacidade de servir como ponto de conexão entre regiões com perfis econômicos distintos.</p>
<h2>Agricultura segue como base social e produtiva do país</h2>
<p>Apesar do avanço industrial, a agricultura continua sendo uma das bases da economia do Marrocos. O setor tem peso relevante no emprego, na renda de famílias rurais e na composição da produção nacional.</p>
<p>O país é produtor de frutas cítricas, azeite de oliva, legumes e outros alimentos de forte presença no comércio regional. A agricultura marroquina também tem relação direta com o abastecimento interno e com as exportações, especialmente para mercados próximos.</p>
<p>Além dos alimentos, o Marrocos ocupa posição estratégica na produção de fosfato, insumo essencial para a fabricação de fertilizantes. A importância do fosfato coloca o país em uma cadeia global sensível, diretamente ligada à segurança alimentar e à produtividade agrícola em várias regiões do mundo.</p>
<p>Esse ponto é especialmente relevante porque fertilizantes estão no centro das discussões internacionais sobre custos de produção no campo, abastecimento e dependência de fornecedores. Para países agrícolas, como o Brasil, a disponibilidade global desses insumos afeta diretamente preços, margens e planejamento de safra.</p>
<p>Ao mesmo tempo, a agricultura marroquina é vulnerável a fatores climáticos, especialmente variações de chuva e períodos de seca. Essa dependência impõe desafios à produtividade e reforça a necessidade de investimentos em irrigação, tecnologia agrícola e gestão hídrica.</p>
<p>A economia do Marrocos, portanto, combina a força histórica do campo com a necessidade de adaptação a um cenário em que clima, fertilizantes e segurança alimentar se tornaram temas centrais da agenda econômica internacional.</p>
<h2>Indústria automotiva e aeronáutica ampliam diversificação</h2>
<p>A diversificação industrial é uma das mudanças mais importantes da economia do Marrocos nas últimas décadas. O país deixou de depender exclusivamente de setores tradicionais e passou a atrair empresas multinacionais interessadas em produzir para exportação.</p>
<p>A indústria automotiva ganhou destaque nesse processo. Montadoras, fabricantes de autopeças e fornecedores industriais passaram a operar no país, aproveitando custos competitivos, acordos comerciais, infraestrutura logística e proximidade com o mercado europeu.</p>
<p>Esse avanço ajudou o Marrocos a fortalecer sua pauta exportadora e a ampliar a geração de empregos industriais. A presença de cadeias automotivas também estimula fornecedores locais, qualificação profissional e investimentos em tecnologia produtiva.</p>
<p>Outro setor que ganhou espaço foi a aeronáutica. Empresas ligadas a componentes, manutenção e serviços industriais passaram a ver o país como plataforma regional. Embora ainda menor do que grandes polos globais, o segmento reforça o esforço marroquino de avançar para atividades de maior valor agregado.</p>
<p>A expansão industrial reduz parte da dependência de agricultura, turismo e mineração. Também torna a economia do Marrocos mais integrada ao comércio internacional e mais sensível às oscilações da demanda externa, especialmente da Europa.</p>
<p>Para investidores, esse perfil cria oportunidades e riscos. A diversificação amplia a resiliência econômica, mas a forte conexão com mercados externos exige estabilidade regulatória, infraestrutura eficiente e capacidade de manter competitividade diante de outros países emergentes.</p>
<h2>Turismo movimenta cidades históricas e amplia entrada de divisas</h2>
<p>O turismo é outro pilar da economia do Marrocos. O país atrai milhões de visitantes por ano interessados em cidades históricas, patrimônio arquitetônico, cultura, gastronomia, deserto do Saara e litoral mediterrâneo.</p>
<p>Destinos como Marrakech, Fez e Casablanca consolidaram a imagem internacional do Marrocos <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 16 de julho: Bolsa cai com tarifaço dos EUA e pressão de Vale e bancos" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="328103">como um dos</a> principais polos turísticos do mundo árabe e africano. A combinação entre patrimônio histórico, paisagens naturais e proximidade com a Europa fortalece a chegada de visitantes internacionais.</p>
<p>O setor tem impacto direto sobre hotéis, restaurantes, transporte, comércio, guias turísticos, serviços culturais e pequenos <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank" rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="319255">negócios</a>. Em uma economia que busca diversificação, o turismo funciona como fonte relevante de divisas e geração de empregos.</p>
<p>A procura de brasileiros pelo destino também tem crescido, segundo agentes do setor. A arquitetura, a oferta cultural e a proximidade com a Espanha tornam o país atraente para viajantes que buscam roteiros entre Europa e norte da África.</p>
<p>De acordo com Ray Correia Santos, CEO da agência de viagens RGTours, o turismo marroquino tem se tornado mais expressivo a cada ano. Segundo ele, brasileiros procuram o país por sua arquitetura considerada exótica e por um patrimônio histórico preservado, além da facilidade de conexão com a Espanha.</p>
<p>A força do turismo também expõe a economia do Marrocos a fatores externos. Crises geopolíticas, oscilações cambiais, custos de passagens aéreas e mudanças na renda dos consumidores podem afetar o fluxo de visitantes. Ainda assim, o setor segue como uma das principais vitrines internacionais do país.</p>
<h2>Energia renovável vira eixo estratégico de competitividade</h2>
<p>A energia renovável ocupa espaço crescente na estratégia econômica marroquina. O país tem investido em grandes projetos solares e em outras fontes limpas para reduzir a dependência energética externa e fortalecer sua competitividade.</p>
<p>O Marrocos não possui a mesma abundância de petróleo e gás de outros países da região. Por isso, a ampliação da geração renovável é vista como instrumento de segurança energética, atração de investimentos e redução de custos no longo prazo.</p>
<p>Projetos solares de grande escala transformaram o país em referência africana no setor. A estratégia também se conecta à agenda internacional de transição energética, que tem levado empresas e governos a buscar cadeias produtivas com menor emissão de carbono.</p>
<p>Para a indústria, a expansão de energia limpa pode representar vantagem competitiva. Empresas exportadoras, especialmente aquelas ligadas ao mercado europeu, enfrentam crescente pressão por padrões ambientais mais rígidos. Nesse cenário, uma matriz mais limpa pode reforçar a posição do Marrocos como plataforma produtiva.</p>
<p>O avanço em energia renovável também tem implicações geopolíticas. Países capazes de gerar energia limpa em larga escala podem ganhar relevância em novas cadeias de valor, incluindo hidrogênio verde, minerais críticos, fertilizantes de menor emissão e produção industrial sustentável.</p>
<p>Na economia do Marrocos, a aposta renovável aparece como uma tentativa de reduzir vulnerabilidades históricas e posicionar o país em setores que devem ganhar peso nas próximas décadas.</p>
<h2>Diferença para o Brasil mostra contraste de escala econômica</h2>
<p>O confronto entre Brasil e Marrocos na Copa de 2026 coloca frente a frente duas economias de tamanhos muito diferentes. O Brasil tem uma estrutura produtiva mais ampla, mercado consumidor maior, setor financeiro mais profundo e presença relevante em commodities agrícolas, minerais e energia.</p>
<p>O Marrocos, por sua vez, opera em outra escala, mas tem conseguido ampliar seu papel regional com base em localização estratégica, integração comercial e políticas voltadas à atração de investimentos. O país não disputa com o Brasil em dimensão econômica, mas chama atenção pela velocidade de transformação em setores específicos.</p>
<p>A comparação evidencia modelos distintos. O Brasil tem forte peso em <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/agronegocio" target="_blank" rel="noopener" title="Agronegócio" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="319256">agronegócio</a>, mineração, petróleo, serviços, indústria e mercado interno. O Marrocos aposta em logística, manufatura de exportação, turismo, fosfato, energia renovável e conexão entre continentes.</p>
<p><a href="https://gazetamercantil.com/siglas-corporativas-aprender" title="Siglas Corporativas para Aprender e Aplicar no Mercado (2026)" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="330954">Para o mercado</a> internacional, o interesse pelo Marrocos está menos no tamanho absoluto da economia e mais em sua função estratégica. O país busca ser uma ponte entre África, Europa e Oriente Médio, além de se posicionar como polo industrial competitivo.</p>
<p>Esse papel pode ganhar relevância à medida que empresas globais buscam diversificar cadeias de suprimentos e reduzir dependência de regiões mais distantes. A busca por produção mais próxima de mercados consumidores tem favorecido países com estabilidade relativa, infraestrutura logística e acordos comerciais.</p>
<p>Nesse ambiente, a economia do Marrocos aparece como exemplo de país emergente que tenta transformar vantagens geográficas em ganhos industriais e comerciais.</p>
<h2>Copa amplia vitrine internacional para economia do Marrocos</h2>
<p>A Copa do Mundo de 2026 amplia a visibilidade internacional do Marrocos em um momento em que o país já vinha sendo observado por investidores, turistas e empresas multinacionais. O desempenho esportivo de 2022, quando a seleção marroquina terminou em quarto lugar, projetou o país no cenário global e reforçou sua imagem de organização competitiva.</p>
<p>Agora, diante do Brasil, a seleção marroquina volta a ocupar espaço de destaque. O interesse pelo adversário brasileiro vai além do futebol e alcança aspectos econômicos, culturais e geopolíticos.</p>
<p>A economia do Marrocos se tornou parte desse contexto porque reflete a trajetória recente de um país que tenta combinar estabilidade, modernização e inserção internacional. Os avanços em indústria, turismo, energia e logística reforçam uma narrativa de transformação econômica gradual.</p>
<p>O país ainda enfrenta desafios relevantes. A dependência climática da agricultura, a necessidade de ampliar renda, as pressões sobre emprego, a desigualdade regional e a exposição a ciclos externos seguem como pontos de atenção. A modernização econômica não elimina vulnerabilidades, mas amplia a capacidade de resposta do país diante de mudanças globais.</p>
<p>Para o Brasil, o Marrocos será adversário dentro de campo. Fora dele, representa uma economia emergente que ganhou protagonismo regional ao explorar sua posição geográfica, ampliar a presença industrial e investir em setores conectados à transição energética.</p>
<p>Enquanto a seleção marroquina busca manter o prestígio conquistado no último Mundial, o país tenta consolidar uma trajetória econômica que o colocou entre os mercados mais observados da África. A estreia contra o Brasil, portanto, também servirá como vitrine para uma nação que se tornou mais conhecida pelo futebol, mas cuja economia vem ganhando peso próprio no cenário internacional.</p>
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		<title>Economia da Rússia entra em fase crítica após quatro anos de guerra, aponta estudo europeu</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/economia-russia-fase-critica-reservas-guerra-ucrania-2026</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Toscano]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 23:43:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A economia da Rússia entrou em uma fase de maior vulnerabilidade após mais de quatro anos de guerra contra a Ucrânia, segundo estudo divulgado pelos institutos Instituto Kiel para a Economia Mundial (IfW), da Alemanha, e Instituto de Estocolmo para Economias de Transição (SITE), da Suécia. De acordo com o levantamento, as reservas financeiras acumuladas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A economia da Rússia entrou em uma fase de maior vulnerabilidade após mais de quatro anos de guerra contra a Ucrânia, segundo estudo divulgado pelos institutos Instituto Kiel para a Economia Mundial (IfW), da Alemanha, e Instituto de Estocolmo para Economias de Transição (SITE), da Suécia. De acordo com o levantamento, as reservas financeiras acumuladas por Moscou para enfrentar sanções e choques externos foram amplamente consumidas desde o início do conflito, enquanto o crescimento econômico desacelera e a dependência em relação à China se intensifica.</p>
<p>O relatório, publicado nesta semana, sustenta que a <a class="wpil_keyword_link" title="Saiba por que economia cresce 2% em Salvador e inadimplência cai no Recife" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="318426">economia</a> russa demonstrou capacidade de resistência acima das expectativas nos primeiros anos da guerra, mas afirma que os mecanismos que sustentaram essa resiliência começam a mostrar sinais de esgotamento.</p>
<p>Segundo os pesquisadores, o governo russo utilizou de forma significativa seus recursos soberanos para financiar gastos públicos, apoiar a indústria de defesa e compensar parte dos efeitos provocados pelas sanções impostas pelos países ocidentais desde 2022.</p>
<p>Agora, porém, o espaço fiscal estaria mais limitado, ao mesmo tempo em que surgem dificuldades estruturais relacionadas à mão de obra, tecnologia e capacidade produtiva.</p>
<h2>Fundo soberano perde força e déficit avança</h2>
<p>Um dos principais indicadores destacados pelo estudo é a redução dos ativos líquidos do fundo soberano russo.</p>
<p>De acordo com os dados apresentados, o volume de recursos disponíveis caiu de 6,5% do Produto Interno Bruto (PIB) no início da guerra para apenas 1,8% em abril deste ano.</p>
<p>A redução reflete o uso contínuo das reservas para sustentar despesas públicas em meio ao prolongamento do conflito.</p>
<p>O relatório aponta ainda que o déficit orçamentário acumulado no primeiro trimestre já ultrapassou a meta estabelecida pelo governo russo para todo o ano de 2026.</p>
<p>O aumento dos gastos militares e a desaceleração das receitas ligadas à exportação de energia contribuíram para pressionar as contas públicas.</p>
<p>A situação é acompanhada com atenção por investidores internacionais e analistas geopolíticos, uma vez que a capacidade financeira do Estado russo tem sido um dos pilares para sustentar o esforço de guerra desde a invasão em larga escala da Ucrânia.</p>
<h2>Receitas de petróleo e gás perdem fôlego</h2>
<p>Outro ponto de preocupação identificado pelos pesquisadores é a queda das receitas provenientes do petróleo e do gás natural, historicamente responsáveis por parcela relevante do orçamento federal russo.</p>
<p>Segundo o estudo, a arrecadação relacionada ao setor energético recuou 45% no primeiro trimestre em comparação com o mesmo período do ano anterior.</p>
<p>A redução decorre de uma combinação de fatores, incluindo sanções internacionais, mudanças nos fluxos comerciais globais e descontos oferecidos pela Rússia <a href="https://gazetamercantil.com/siglas-corporativas-aprender" title="Siglas Corporativas para Aprender e Aplicar no Mercado (2026)" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="330949">para manter suas exportações em mercados</a> alternativos.</p>
<p>Embora a recente alta das cotações internacionais do petróleo, impulsionada pelas tensões no Oriente Médio, possa gerar algum alívio temporário, os pesquisadores consideram improvável que esse movimento seja suficiente para reverter as pressões estruturais enfrentadas pela economia russa.</p>
<p>A dependência das commodities energéticas continua sendo um dos principais desafios para Moscou, especialmente em um cenário de restrições comerciais e reconfiguração dos mercados globais de energia.</p>
<h2>Escassez de mão de obra limita expansão econômica</h2>
<p>Além das dificuldades fiscais, os especialistas afirmam que a Rússia enfrenta gargalos estruturais que dificultam uma retomada mais robusta da atividade econômica.</p>
<p>O relatório destaca que o principal obstáculo atual não é a disponibilidade de recursos financeiros, mas a escassez de trabalhadores qualificados, tecnologia e capacidade produtiva.</p>
<p>A mobilização militar prolongada, o envelhecimento populacional e a saída de profissionais qualificados do país desde o início da guerra reduziram a oferta de mão de obra em diversos setores da economia.</p>
<p>Ao mesmo tempo, as restrições impostas ao acesso a tecnologias ocidentais dificultam investimentos e ganhos de produtividade.</p>
<p>Segundo os autores do estudo, mesmo que o governo amplie os gastos públicos para estimular a atividade econômica, existe o risco de aumento das pressões inflacionárias devido às limitações da capacidade produtiva.</p>
<p>O mercado de <a class="wpil_keyword_link" title="Trabalho" href="https://gazetamercantil.com/trabalho" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="318424">trabalho</a> russo opera atualmente próximo de níveis históricos de escassez, cenário que tende a elevar salários e custos para empresas.</p>
<h2>China amplia influência sobre a economia russa</h2>
<p>A crescente aproximação econômica entre Moscou e Pequim é apontada como uma das principais consequências do isolamento imposto pelas sanções ocidentais.</p>
<p>Segundo o levantamento, a China já responde por aproximadamente 35% do comércio exterior russo e se tornou a principal fornecedora de bens estratégicos para a economia do país.</p>
<p>O estudo indica que <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="319158">empresas</a> chinesas passaram a desempenhar papel central no fornecimento de equipamentos, componentes eletrônicos e tecnologias que deixaram de chegar à Rússia por canais tradicionais após a adoção das sanções.</p>
<p>Os pesquisadores afirmam ainda que cerca de três quartos do crescimento das importações russas de componentes sujeitos a restrições internacionais desde 2022 tiveram origem na China.</p>
<p>Esse movimento fortaleceu os laços econômicos entre os dois países, mas também ampliou a influência de Pequim sobre Moscou.</p>
<p>Na avaliação dos autores, a Rússia tornou-se mais dependente do apoio comercial, tecnológico e financeiro chinês, enquanto a China preserva maior capacidade de negociação dentro da relação bilateral.</p>
<h2>Ocidente avalia novas formas de ampliar pressão econômica</h2>
<p>O estudo argumenta que a atual situação econômica da Rússia pode abrir espaço para novas iniciativas dos países ocidentais destinadas a aumentar os custos do esforço de guerra.</p>
<p>Entre as medidas sugeridas estão o fortalecimento das restrições contra a chamada &#8220;frota fantasma&#8221;, conjunto de embarcações utilizado para transportar petróleo russo e contornar limitações impostas pelos países que aderiram às sanções.</p>
<p>Os pesquisadores também defendem controles mais rígidos sobre exportações de componentes considerados estratégicos e maior fiscalização de empresas que possam atuar como intermediárias no fornecimento de produtos sujeitos a restrições.</p>
<p>Outra proposta apresentada envolve a criação de tarifas específicas sobre o comércio remanescente entre a União Europeia e a Rússia.</p>
<p>Segundo os dados do relatório, as trocas comerciais entre os dois lados movimentaram cerca de 57,2 bilhões de euros em 2025.</p>
<p>A sugestão prevê a cobrança de tarifas entre 30% e 50% sobre importações e exportações, com os recursos arrecadados destinados ao financiamento de programas de apoio à Ucrânia.</p>
<p>De acordo <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 16 de julho: Bolsa cai com tarifaço dos EUA e pressão de Vale e bancos" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="328094">com as estimativas dos</a> institutos, a medida poderia gerar entre 11 bilhões e 16 bilhões de euros anuais.</p>
<h2>Guerra prolongada amplia incertezas sobre o futuro econômico russo</h2>
<p>Mais de quatro anos após o início da invasão em larga escala da Ucrânia, a economia da Rússia continua operando sob forte influência do conflito.</p>
<p>Embora Moscou tenha conseguido evitar um colapso imediato após a imposição das sanções internacionais, o cenário descrito pelos pesquisadores sugere que os custos econômicos da guerra se acumulam de forma crescente.</p>
<p>A combinação entre redução das reservas financeiras, queda das receitas energéticas, escassez de mão de obra e aumento da dependência da China cria um ambiente mais complexo para a condução da <a class="wpil_keyword_link" title="Política | Diario de Pernambuco" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="318425">política</a> econômica russa.</p>
<p>Ao mesmo tempo, a continuidade dos combates e a ausência de perspectivas concretas para uma solução negociada mantêm elevadas as incertezas sobre a trajetória da segunda maior economia da Europa.</p>
<p>Com cerca de um quinto do território ucraniano sob controle russo e sem sinais imediatos de encerramento do conflito, a capacidade de Moscou de sustentar simultaneamente os custos militares e a estabilidade econômica deverá permanecer no centro das atenções dos mercados internacionais e dos formuladores de política econômica nos próximos anos.</p>
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		<title>Alemanha evita recessão com gastos em defesa, mas Bundesbank corta projeções de crescimento</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/alemanha-evita-recessao-com-gastos-publicos-mas-guerra-no-ira-reduz-crescimento-diz-bundesbank</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Toscano]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 23:37:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Alemanha deve evitar uma recessão em 2026 graças ao aumento dos gastos públicos em defesa e infraestrutura, mas a guerra entre Irã e Israel continua pressionando a atividade econômica, elevando a inflação e reduzindo as perspectivas de crescimento da maior economia da Europa. A avaliação foi divulgada nesta sexta-feira (12) pelo Bundesbank, o banco [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p data-start="439" data-end="959">A Alemanha deve evitar uma recessão em 2026 graças ao aumento dos gastos públicos em defesa e infraestrutura, mas a guerra entre Irã e Israel continua pressionando a atividade econômica, elevando a inflação e reduzindo as perspectivas de crescimento da maior economia da Europa. A avaliação foi divulgada nesta sexta-feira (12) pelo Bundesbank, o banco central alemão, que revisou para baixo suas projeções para os próximos anos e reforçou os alertas sobre os efeitos econômicos da escalada geopolítica no Oriente Médio.</p>
<p data-start="961" data-end="1313">Segundo o novo relatório da instituição, o Produto Interno Bruto (PIB) da Alemanha deverá crescer apenas 0,5% em 2026, abaixo da estimativa anterior de 0,6%. Para 2027, a projeção foi reduzida de 1,3% para 0,8%. O documento destaca que a expansão fiscal promovida pelo governo será determinante para impedir que a <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank" rel="noopener" title="Saiba por que economia cresce 2% em Salvador e inadimplência cai no Recife" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="319261">economia</a> entre novamente em contração.</p>
<p data-start="1315" data-end="1746">A avaliação ocorre em um momento de forte deterioração do ambiente internacional. O conflito no Oriente Médio elevou os preços globais da energia, aumentou as pressões inflacionárias e ampliou os custos de financiamento em diversas economias desenvolvidas. Para a Alemanha, que depende fortemente do setor industrial e possui elevada exposição ao comércio internacional, os efeitos já começam a aparecer nos indicadores econômicos.</p>
<p data-start="1748" data-end="1962">A análise do Bundesbank acompanha um movimento semelhante realizado pelo Banco Central Europeu (BCE), que também revisou para baixo suas projeções para a zona do euro diante do agravamento do cenário internacional.</p>
<p data-start="1964" data-end="2215">A <a class="wpil_keyword_link" title="Gazeta Mercantil – Jornal Online" href="https://gazetamercantil.com" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="318651">Gazeta Mercantil</a> apurou que as novas projeções reforçam a percepção de que a recuperação econômica alemã será mais lenta do que o esperado anteriormente, mesmo diante do maior programa de investimentos públicos adotado pelo país nas últimas décadas.</p>
<h2 data-section-id="qv9cwe" data-start="2217" data-end="2281">Gastos com defesa tornam-se principal motor da economia alemã</h2>
<p data-start="2283" data-end="2418">O Bundesbank afirma que a <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" title="Política | Diario de Pernambuco" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="319262">política</a> fiscal expansionista será o principal fator de sustentação da atividade econômica nos próximos anos.</p>
<p data-start="2420" data-end="2648">Após anos de disciplina orçamentária, o governo alemão ampliou significativamente seus investimentos em infraestrutura, modernização industrial e, principalmente, defesa nacional, em resposta ao novo ambiente geopolítico global.</p>
<p data-start="2650" data-end="2787">Segundo a instituição, esses gastos deverão adicionar aproximadamente 1,3 ponto percentual ao crescimento acumulado da economia até 2028.</p>
<p data-start="2789" data-end="2966">Em seu comunicado, o banco central <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 16 de julho: Bolsa cai com tarifaço dos EUA e pressão de Vale e bancos" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="328099">de</a>stacou que os investimentos públicos serão capazes de compensar grande parte dos impactos negativos provocados pela guerra no Oriente Médio.</p>
<p data-start="2968" data-end="3119">&#8220;A política fiscal expansionista será a única coisa que impedirá uma queda no Produto Interno Bruto durante o semestre de verão&#8221;, afirmou o Bundesbank.</p>
<p data-start="3121" data-end="3415">O diagnóstico evidencia uma mudança estrutural importante na condução econômica alemã. Tradicionalmente conhecida por seu rigor fiscal e pelo controle rigoroso das contas públicas, a Alemanha passou a utilizar o orçamento como instrumento de estímulo econômico diante das novas ameaças globais.</p>
<p data-start="3417" data-end="3625">Analistas apontam que a combinação entre investimentos militares, obras de infraestrutura e modernização energética deverá gerar efeitos positivos sobre emprego, renda e produção industrial nos próximos anos.</p>
<h2 data-section-id="j727mv" data-start="3627" data-end="3691">Guerra no Irã amplia crise energética e reduz poder de compra</h2>
<p data-start="3693" data-end="3846">Apesar dos estímulos fiscais, o Bundesbank alerta que os efeitos da guerra no Irã continuam representando um dos principais riscos para a economia alemã.</p>
<p data-start="3848" data-end="4016">A escalada militar no Oriente Médio provocou uma forte valorização dos preços internacionais do petróleo e do gás natural, elevando custos para <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="318653">empresas</a> e consumidores.</p>
<p data-start="4018" data-end="4204">A Alemanha permanece particularmente vulnerável a choques energéticos desde a crise iniciada após a guerra entre Rússia e Ucrânia, que alterou profundamente o <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="318652">mercado</a> energético europeu.</p>
<p data-start="4206" data-end="4381">Segundo o banco central, o aumento dos preços da energia deverá reduzir o poder de compra das famílias ao longo dos próximos meses, limitando o crescimento do consumo interno.</p>
<p data-start="4383" data-end="4543">Além disso, diversos setores industriais enfrentam aumento dos custos operacionais, pressionando margens de lucro e reduzindo a competitividade das exportações.</p>
<p data-start="4545" data-end="4745">O Ministério da Economia da Alemanha também divulgou avaliação semelhante nesta sexta-feira, afirmando que os preços elevados da energia continuam atuando como um fator moderador da demanda doméstica.</p>
<p data-start="4747" data-end="4886">O cenário é especialmente sensível para segmentos intensivos em energia, como siderurgia, química, metalurgia, papel e produção automotiva.</p>
<h2 data-section-id="zc8923" data-start="4888" data-end="4945">Investimento privado enfrenta ambiente mais desafiador</h2>
<p data-start="4947" data-end="5048">Outro ponto de preocupação destacado pelo Bundesbank envolve o comportamento do investimento privado.</p>
<p data-start="5050" data-end="5183">A combinação entre inflação elevada, juros altos e incerteza geopolítica continua reduzindo o apetite empresarial por novos projetos.</p>
<p data-start="5185" data-end="5344">Segundo o relatório, muitas empresas permanecem cautelosas diante das dificuldades para prever custos de produção, condições de financiamento e demanda futura.</p>
<p data-start="5346" data-end="5504">Além disso, gargalos logísticos e potenciais interrupções nas cadeias globais de suprimentos continuam representando ameaças para diversos setores produtivos.</p>
<p data-start="5506" data-end="5678">O banco central alemão afirma que, mesmo que os efeitos mais severos da guerra diminuam nos próximos anos, o ambiente econômico continuará marcado por elevada volatilidade.</p>
<p data-start="5680" data-end="5812">A desaceleração dos investimentos privados é considerada um dos principais obstáculos para uma recuperação mais robusta da economia.</p>
<p data-start="5814" data-end="6048">Especialistas observam que o setor corporativo europeu enfrenta atualmente um dos cenários mais complexos desde a pandemia, reunindo desafios simultâneos ligados à inflação, geopolítica, custos financeiros e transformação tecnológica.</p>
<h2 data-section-id="lmk8ue" data-start="6050" data-end="6127">Mercado de trabalho ainda não apresenta sinais consistentes de recuperação</h2>
<p data-start="6129" data-end="6245">Embora a economia alemã deva permanecer em território positivo, o mercado de <a class="wpil_keyword_link" title="Trabalho" href="https://gazetamercantil.com/trabalho" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="318655">trabalho</a> continua gerando preocupações.</p>
<p data-start="6247" data-end="6355">O Ministério da Economia alertou que não há sinais claros de aceleração das contratações nos próximos meses.</p>
<p data-start="6357" data-end="6475">Após três anos de crescimento econômico praticamente estagnado, diversos setores ainda operam abaixo de seu potencial.</p>
<p data-start="6477" data-end="6630">Empresas industriais, especialmente aquelas voltadas para exportação, seguem adotando uma postura mais conservadora diante das incertezas internacionais.</p>
<p data-start="6632" data-end="6779">O Bundesbank destaca que a recuperação do emprego deverá ocorrer de forma gradual e limitada, acompanhando o ritmo moderado da atividade econômica.</p>
<p data-start="6781" data-end="6939">A desaceleração econômica global também reduz a demanda por produtos alemães em mercados importantes, como China, Estados Unidos e outras economias europeias.</p>
<p data-start="6941" data-end="7050">Esse contexto dificulta uma retomada mais rápida da produção industrial, tradicional motor da economia alemã.</p>
<h2 data-section-id="1j38ll6" data-start="7052" data-end="7114">Inflação permanece acima da meta e mantém pressão sobre BCE</h2>
<p data-start="7116" data-end="7231">Além das preocupações com o crescimento econômico, o Bundesbank também reforçou os alertas relacionados à inflação.</p>
<p data-start="7233" data-end="7318">A instituição prevê que o índice geral de preços alcance 2,9% em 2026 e 2,7% em 2027.</p>
<p data-start="7320" data-end="7419">Os números permanecem significativamente acima da meta de 2% perseguida pelo Banco Central Europeu.</p>
<p data-start="7421" data-end="7593">Mais preocupante para os formuladores de política monetária é o comportamento da chamada inflação subjacente, que exclui componentes mais voláteis como alimentos e energia.</p>
<p data-start="7595" data-end="7719">Segundo as projeções, a inflação subjacente deverá atingir 2,6% neste ano, recuar para 2,5% em 2027 e chegar a 2,3% em 2028.</p>
<p data-start="7721" data-end="7827">Os números indicam que a convergência para a meta oficial será mais lenta do que o esperado anteriormente.</p>
<p data-start="7829" data-end="7986">O presidente do Bundesbank, Joachim Nagel, já havia sinalizado recentemente que o BCE poderá voltar a elevar juros caso as pressões inflacionárias persistam.</p>
<p data-start="7988" data-end="8124">A perspectiva reforça a possibilidade de manutenção de condições financeiras restritivas na zona do euro por um período mais prolongado.</p>
<h2 data-section-id="3i6z6z" data-start="8126" data-end="8178">Decisões do BCE ganham peso para mercados globais</h2>
<p data-start="8180" data-end="8268">As novas projeções da Alemanha possuem relevância que vai além das fronteiras europeias.</p>
<p data-start="8270" data-end="8488">Como maior economia da zona do euro e terceira maior do mundo, o desempenho alemão influencia decisões de política monetária, fluxo de capitais, comércio internacional e estratégias de investimento em diversas regiões.</p>
<p data-start="8490" data-end="8633">Para investidores globais, a combinação entre crescimento fraco e inflação persistente aumenta a complexidade das decisões dos bancos centrais.</p>
<p data-start="8635" data-end="8767">O cenário também afeta diretamente mercados emergentes, incluindo o Brasil, que mantêm importantes relações comerciais com a Europa.</p>
<p data-start="8769" data-end="8913">Uma recuperação mais lenta da economia alemã pode reduzir a demanda por produtos industriais, commodities e bens exportados por diversos países.</p>
<p data-start="8915" data-end="9091">Ao mesmo tempo, a manutenção de juros elevados na Europa tende a influenciar fluxos internacionais de capital, impactando moedas, bolsas e mercados de dívida ao redor do mundo.</p>
<h2 data-section-id="15mdc" data-start="9093" data-end="9156">Guerra no Oriente Médio mantém economia europeia sob pressão</h2>
<p data-start="9158" data-end="9307">O relatório do Bundesbank reforça que a guerra no <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 16 de julho: Bolsa cai com tarifaço dos EUA e pressão de Vale e bancos" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="328100">Oriente Médio se consolidou como</a> um dos principais fatores de risco para a economia global em 2026.</p>
<p data-start="9309" data-end="9524">Embora os gastos públicos estejam evitando uma recessão na Alemanha, a combinação entre energia cara, inflação persistente e crescimento modesto continua limitando o potencial de expansão da maior economia europeia.</p>
<p data-start="9526" data-end="9691">O banco central alemão avalia que os riscos permanecem inclinados para uma inflação mais alta e para uma atividade econômica mais fraca do que o previsto atualmente.</p>
<p data-start="9693" data-end="9935">Nesse ambiente, as decisões do BCE, a evolução dos conflitos geopolíticos e a capacidade dos governos europeus de sustentar programas de investimento continuarão sendo determinantes para o desempenho econômico do continente nos próximos anos.</p>
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		<title>União Europeia aprova regras mais rígidas para conter preços do mercado de carbono</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/ue-endurece-controle-precos-mercado-de-carbono-ets2</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Toscano]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 01:58:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
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		<category><![CDATA[aquecimento residencial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A União Europeia deu mais um passo na implementação de seu novo mercado de carbono ao aprovar, nesta quinta-feira (11), regras mais rígidas para conter oscilações de preços no sistema que passará a taxar emissões provenientes dos combustíveis utilizados em transportes e aquecimento residencial. O acordo foi fechado após negociações entre os países do bloco [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p data-start="345" data-end="834">A União Europeia deu mais um passo na implementação de seu novo mercado de carbono ao aprovar, nesta quinta-feira (11), regras mais rígidas para conter oscilações de preços no sistema que passará a taxar emissões provenientes dos combustíveis utilizados em transportes e aquecimento residencial. O acordo foi fechado após negociações entre os países do bloco e o Parlamento Europeu e busca reduzir o risco de aumentos excessivos nos custos para consumidores durante a <a href="https://gazetamercantil.com/uniao-europeia-vai-doar-r-120-milhoes-para-o-fundo-amazonia" title="União Europeia fará doação de R$ 120 milhões ao Fundo Amazônia" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="317893">transição energética</a>.</p>
<p data-start="836" data-end="1182">A medida altera os mecanismos de estabilização do chamado ETS2, segundo sistema europeu de comércio de emissões, cuja operação <a href="https://gazetamercantil.com/utm_sourcenewsshowcaseutm_mediumgnewsutm_campaigncdaqeagakgcicjcqq5elmlz6pqmwxvofawutm_contentrundowngaa_atggaa_nartj-u__84yehv1j8lo49xd0ahw8ghsy1avvp9cisuhcpadl-er2dl7ljydnjnah7jycmxaqwu9" title="Lula e Pacheco discutem MP PIS/Cofins: Decisão esperada para hoje" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="317917">está prevista para</a> começar em 2028. O objetivo é garantir previsibilidade ao mercado de carbono e evitar que a <a class="wpil_keyword_link" title="Política | Diario de Pernambuco" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="317401">política</a> climática provoque resistência política e social devido ao encarecimento de combustíveis e energia.</p>
<p data-start="1184" data-end="1502">O <a href="https://gazetamercantil.com/bolsas-de-nova-york-operam-em-queda-apos-sandp-500-atingir-maior-patamar-do-ano-ghtml" title="Bolsas de Nova York Recuam em Meio a Realização de Lucros e Expectativas pelo Relatório de Emprego" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="317909">novo acordo amplia a capacidade de</a> intervenção das autoridades europeias quando os preços das permissões de emissão atingirem níveis considerados excessivos. A decisão ocorre em um momento em que governos nacionais alertam <a href="https://gazetamercantil.com/acordo-comercial-eua-e-suica-tarifas-15" title="EUA e Suíça fecham acordo e reduzem tarifas para 15%" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="317900">para os riscos econômicos e políticos</a> associados à expansão das políticas de descarbonização.</p>
<h2 data-section-id="szzeb5" data-start="1504" data-end="1569">Mercado de carbono ganha mecanismo mais robusto de intervenção</h2>
<p data-start="1571" data-end="1804">Pelas novas regras, quando o preço das licenças de emissão ultrapassar 45 euros por tonelada de dióxido de carbono, poderão ser liberadas 40 milhões de permissões adicionais provenientes da chamada reserva de estabilidade do <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="317798">mercado</a>.</p>
<p data-start="1806" data-end="1894">O volume representa o dobro do limite anteriormente previsto, de 20 milhões de licenças.</p>
<p data-start="1896" data-end="2189">Além disso, o mecanismo poderá ser <a href="https://gazetamercantil.com/xp-dividendos-recompra-acoes-pagamento-junho-2026" title="XP aprova dividendos de US$ 0,20 por ação e anuncia recompra de até R$ 1 bilhão" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="317918">acionado duas vezes por</a> ano, permitindo a injeção de até 80 milhões de licenças anuais no mercado de carbono europeu. Outra mudança relevante prevê a extensão da reserva além de 2030, eliminando a <a href="https://gazetamercantil.com/mercado-mantem-previsao-de-pib-acima-de-2-este-ano" title="Mercado mantém previsão de PIB acima de 2% este ano" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="317924">previsão anterior de</a> encerramento do instrumento naquele ano.</p>
<p data-start="2191" data-end="2501">Na prática, a medida <a href="https://gazetamercantil.com/nao-e-so-gotinha-entenda-como-funciona-vacinacao-contra-polio" title="Zé Gotinha: símbolo da vacinação e a evolução da luta contra a poliomielite no Brasil" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="317912">funciona como um amortecedor contra</a> disparadas de preços. Ao aumentar a oferta de licenças quando os valores atingem determinados patamares, as autoridades europeias procuram reduzir a pressão sobre <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="317400">empresas</a> distribuidoras de combustíveis e, consequentemente, sobre os consumidores finais.</p>
<p data-start="2503" data-end="2758">A proposta ainda precisa passar pela aprovação formal do Parlamento <a href="https://gazetamercantil.com/nova-rota-do-cafe-brasileiro-apos-tarifaco" title="Nova rota do café brasileiro: Alemanha lidera importações após tarifaço de Trump" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="317899">Europeu e dos Estados-membros da União</a> Europeia. Contudo, <a href="https://gazetamercantil.com/amp-53" title="Presidente Lula critica disseminação de fake news durante visita ao Rio Grande do Sul" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="317906">esse procedimento costuma ser</a> considerado uma etapa protocolar, uma vez que o entendimento político já foi previamente negociado.</p>
<h2 data-section-id="112je12" data-start="2760" data-end="2825">Novo sistema atingirá combustíveis de transporte e aquecimento</h2>
<p data-start="2827" data-end="2928">O ETS2 representa uma das <a href="https://gazetamercantil.com/julgamento-jair-bolsonaro-stf-trama-golpista" title="Julgamento de Jair Bolsonaro no STF: ministros analisam trama golpista e possíveis condenações" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="317903">mais importantes expansões da política</a> climática europeia nos últimos anos.</p>
<p data-start="2930" data-end="3183">Diferentemente do atual Sistema de Comércio de Emissões da União Europeia, que abrange usinas de energia e setores industriais de alta intensidade de carbono, o novo modelo alcançará <a href="https://gazetamercantil.com/brasil-tem-212-milhes-de-cartes-de-crdito-ativos-mais-do-que-a-populao-total-ghtml" title="Crescimento dos cartões de crédito no Brasil desacelera em 2023" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="317907">atividades</a> diretamente relacionadas ao consumo cotidiano da população.</p>
<p data-start="3185" data-end="3343">A partir de 2028, fornecedores e distribuidores de combustíveis <a href="https://gazetamercantil.com/empresas-devem-captar-r-40-bi-com-melhora-da-economiaa70ff8e845489d652f7ae621a87ab103hd7b6a12-html" title="Empresas Brasileiras Aproveitam Melhora no Mercado de Capitais para Captações de R$ 40 Bilhões" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="317919">deverão adquirir permissões para</a> compensar as emissões geradas pelos produtos comercializados.</p>
<p data-start="3345" data-end="3584">Embora a cobrança recaia inicialmente sobre as empresas, analistas apontam que parte dos custos tende a <a href="https://gazetamercantil.com/petrobras-atualiza-valor-dividendos" title="Petrobras atualiza valores de dividendos relativos a 2023" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="317902">ser incorporada aos preços pagos</a> pelos consumidores, especialmente em combustíveis para veículos e sistemas de aquecimento residencial.</p>
<p data-start="3586" data-end="3764">O desenho do ETS2 busca criar incentivos econômicos <a href="https://gazetamercantil.com/toyota-se-une-tencent-para-ganhar-fora-no-mercado-de-veculos-eltricos-da-china-ghtml" title="Toyota se alia à Tencent para conquistar o mercado chinês de carros elétricos" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="317908">para acelerar a adoção de veículos elétricos</a>, tecnologias de baixo carbono e soluções de eficiência energética em residências.</p>
<p data-start="3766" data-end="3981">A lógica é semelhante à aplicada em outros mercados de carbono ao redor do mundo: quanto <a href="https://gazetamercantil.com/danone-aposta-em-maior-demanda-por-produtos-de-nutricao-medica" title="Danone Investe em Nutrição Médica para Enfrentar Desafios do Envelhecimento Populacional" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="317901">maior o custo das emissões, maior o estímulo financeiro para</a> substituir combustíveis fósseis por alternativas menos poluentes.</p>
<h2 data-section-id="149ez2h" data-start="3983" data-end="4039">Receio de impacto social acelerou mudanças nas regras</h2>
<p data-start="4041" data-end="4161">O endurecimento <a href="https://gazetamercantil.com/pequenos-negocios-criaram-80-dos-empregos-formais-em-julho" title="Micro e Pequenas Empresas Impulsionam a Geração de Empregos" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="317913">dos mecanismos de controle foi impulsionado</a> por preocupações crescentes dentro do próprio bloco europeu.</p>
<p data-start="4163" data-end="4363">Gov<a href="https://gazetamercantil.com/taxa-selic-guia-completo-juros-investimentos" title="Taxa Selic: O que é e como impacta seus investimentos" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="317897">e</a>rnos como os da França e da República Tcheca vinham alertando que a implementação do ETS2 poderia provocar forte reação popular caso fosse associada ao aumento das contas de energia e combustível.</p>
<p data-start="4365" data-end="4566">A preocupação ganhou relevância diante do histórico recente da Europa, onde questões ligadas ao <a href="https://gazetamercantil.com/inflacao-alemanha-2025" title="Inflação na Alemanha Atinge 2,1%: Entenda o Que Isso Significa para a Economia" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="317889">custo de vida</a> e aos preços da energia têm provocado tensões políticas e manifestações em diversos países.</p>
<p data-start="4568" data-end="4687">Autoridades europeias avaliam que a aceitação social <a href="https://gazetamercantil.com/otimismo-record-ibovespa" title="Euforia no Ibovespa abre perspectivas otimistas para 2024, mas analistas aconselham cautela e diversificação" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="317914">será determinante para</a> o sucesso da estratégia climática do bloco.</p>
<p data-start="4689" data-end="4913">Por essa razão, o <a href="https://gazetamercantil.com/canada-revoga-imposto-sobre-servicos-digitais" title="Canadá Revoga Imposto sobre Serviços Digitais e Busca Acordo Comercial com os EUA" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="317925">acordo aprovado nesta semana busca</a> equilibrar dois objetivos considerados fundamentais: manter os incentivos à redução de emissões e evitar impactos econômicos excessivos sobre famílias e pequenas empresas.</p>
<p data-start="4915" data-end="5103">A discussão também ocorre em meio ao desafio europeu de preservar a competitividade econômica durante a transição energética, especialmente em setores mais sensíveis aos <a href="https://gazetamercantil.com/alta-do-petroleo-impacto-empresas-consumo-inflacao-global" title="Alta do petróleo pressiona gigantes globais e ameaça nova onda de inflação mundial" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="317890">custos de energia</a>.</p>
<h2 data-section-id="ua3tas" data-start="5105" data-end="5171">Mudanças buscam reduzir volatilidade e evitar choques de preços</h2>
<p data-start="5173" data-end="5285">Outro ponto relevante do <a href="https://gazetamercantil.com/stf-da-30-dias-para-conclusao-de-acordos-de-leniencia-da-lava-jato" title="STF concede prazo adicional para renegociação dos acordos de leniência da Lava Jato" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="317910">acordo envolve alterações na forma de</a> utilização da reserva de estabilidade do mercado.</p>
<p data-start="5287" data-end="5506">O mecanismo anterior previa uma intervenção significativa apenas quando o número <a href="https://gazetamercantil.com/mercado-livre-meli34-lucro-1t26-receita-mercado-pago" title="Mercado Livre (MELI34) tem lucro de US$ 417 milhões no 1T26, abaixo do ano anterior" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="317922">de permissões disponíveis caísse abaixo</a> de 210 milhões de unidades. Nesse cenário, <a href="https://gazetamercantil.com/mega-sena-premio-7-5-milhoes-como-apostar" title="Mega-Sena: prêmio de R$ 7,5 milhões será sorteado nesta quinta-feira; veja como apostar" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="317926">seriam liberadas imediatamente 100 milhões</a> de licenças.</p>
<p data-start="5508" data-end="5585">Os negociadores decidiram substituir esse modelo <a href="https://gazetamercantil.com/processo-contra-jair-bolsonaro-stf-reus" title="STF abre processo contra Jair Bolsonaro: entenda a ação penal que pode levar o ex-presidente à prisão" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="317905">por um sistema mais</a> gradual.</p>
<p data-start="5587" data-end="5812">Pelas novas regras, liberações menores <a href="https://gazetamercantil.com/brasileiros-que-nao-investem-perdem-dinheiro" title="Brasileiros que não investem: os riscos de ficar parado e como começar a mudar hoje" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="317923">começa</a>rão a ocorrer quando o estoque disponível ficar abaixo de 260 milhões de licenças. A intenção é evitar mudanças abruptas na oferta que possam gerar oscilações excessivas <a href="https://gazetamercantil.com/passagens-aereas-alta-compra-antecipada-especialista" title="Passagens aéreas devem subir: especialista recomenda compra antecipada para evitar alta de preços" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="317921">de preços</a>.</p>
<p data-start="5814" data-end="6075">Especialistas em mercados de carbono costumam apontar que a previsibilidade regulatória é um dos fatores mais importantes <a href="https://gazetamercantil.com/projecao-queda-inflacao-2024" title="Projeções indicam leve queda na inflação brasileira para este ano" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="317894">para</a> garantir a eficiência desses sistemas. Intervenções bruscas podem comprometer sinais de <a href="https://gazetamercantil.com/preco-dos-fertilizantes-guerra-ira-ormuz-alimentos" title="Guerra no Irã faz preço dos fertilizantes disparar e ameaça produção global de alimentos" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="317920">preço e reduzir a confiança dos</a> participantes.</p>
<p data-start="6077" data-end="6279">Ao optar por um modelo escalonado, a <a href="https://gazetamercantil.com/reino-unido-investiga-fusao-paramount-warner-bros-discovery-us-110-bilhoes" title="Reino Unido abre investigação sobre fusão de US$ 110 bilhões entre Paramount e Warner Bros. Discovery" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="317896">União Europeia busca construir um mercado de</a> carbono mais estável e menos suscetível a movimentos especulativos ou desequilíbrios temporários entre oferta e demanda.</p>
<h2 data-section-id="57tkdo" data-start="6281" data-end="6337">Recursos arrecadados financiarão transição energética</h2>
<p data-start="6339" data-end="6458">Os valores obtidos <a href="https://gazetamercantil.com/petrobras-leva-ao-cade-proposta-para-abandonar-venda-de-refinarias" title="Petrobras propõe manter controle de refinarias e revisar acordo com Cade" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="317915">com a venda</a> das permissões de emissão terão papel central na estratégia europeia de descarbonização.</p>
<p data-start="6460" data-end="6682">A União Europeia pretende utilizar os recursos arrecadados <a href="https://gazetamercantil.com/mercado-financeiro-06122024" title="Mercado financeiro global e nacional: os destaques da sexta-feira, 6 de dezembro" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="317904">para financiar programas de apoio às famílias, subsídios para aquisição de veículos elétricos e investimentos</a> em melhorias de eficiência energética em residências.</p>
<p data-start="6684" data-end="6815">A expectativa é que esses mecanismos ajudem a compensar parte dos custos associados à transição para uma <a class="wpil_keyword_link" title="Saiba por que economia cresce 2% em Salvador e inadimplência cai no Recife" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="317402">economia</a> de baixo carbono.</p>
<p data-start="6817" data-end="7009"><a href="https://gazetamercantil.com/bradesco-dinheiro-sumiu-falha" title="Instabilidade no Sistema do Bradesco Gera Preocupações e Desconforto entre Clientes" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="317916">Entre as iniciativas previstas estão</a> programas de renovação de imóveis, substituição de sistemas de aquecimento movidos a combustíveis fósseis e incentivo à eletrificação da mobilidade urbana.</p>
<p data-start="7011" data-end="7234">A destinação dos recursos também busca fortalecer a legitimidade política do ETS2, demonstrando que a arrecadação gerada pelo mercado de carbono será reinvestida em medidas voltadas à redução das emissões e ao apoio social.</p>
<p data-start="7236" data-end="7415">O <a href="https://gazetamercantil.com/modelo-ia-que-le-emocoes-alibaba-inovacao-2025" title="Modelo de IA que Lê Emoções: Alibaba Inova e Revoluciona a Inteligência Artificial em 2025" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="317911">modelo segue tendência observada em</a> outras jurisdições que utilizam instrumentos de precificação de carbono para financiar políticas climáticas e reduzir impactos distributivos.</p>
<h2 data-section-id="fanpql" data-start="7417" data-end="7481">Decisão reforça liderança europeia na agenda climática global</h2>
<p data-start="7483" data-end="7624">A <a href="https://gazetamercantil.com/camara-aprova-novas-regras-para-seguro-obrigatorio-de-veiculos" title="Câmara dos Deputados aprova reforma no seguro obrigatório de veículos" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="317892">aprovação das novas regras</a> ocorre em um momento de intensificação dos esforços globais para redução das emissões de gases de efeito estufa.</p>
<p data-start="7626" data-end="7851">A União Europeia continua sendo uma das regiões mais avançadas na adoção de mecanismos de mercado voltados ao combate às mudanças climáticas, <a href="https://gazetamercantil.com/voce-utiliza-a-cafeina-emocional-para-melhorar-sua-performance-ghtml" title="Descubra a &#8220;Cafeína Emocional&#8221;: potencializando energia e resiliência" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="317898">utiliza</a>ndo a precificação do carbono como um dos pilares de sua política ambiental.</p>
<p data-start="7853" data-end="8034">O fortalecimento <a href="https://gazetamercantil.com/banco-central-controle-da-inflacao-taxa-de-juros-lula" title="Banco Central: A missão de controlar a inflação e o futuro da taxa de juros com a nova diretoria indicada por Lula" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="317895">da</a>s salvaguardas do ETS2 indica que Bruxelas pretende manter a trajetória de descarbonização sem abrir mão da estabilidade econômica e da proteção aos consumidores.</p>
<p data-start="8036" data-end="8251">Ao <a href="https://gazetamercantil.com/yuan-digital-pagamento-de-juros-china-ecny" title="Yuan digital com pagamento de juros: China muda regras e amplia controle sobre criptomoedas" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="317927">ampliar os instrumentos de controle</a> de preços, o bloco procura reduzir riscos políticos associados à transição energética e aumentar as chances de sucesso do novo mercado de carbono quando ele entrar em operação.</p>
<p data-start="8253" data-end="8507">A decisão também tende a ser observada de perto por outras economias que estudam expandir ou aperfeiçoar sistemas de precificação de emissões, consolidando a <a href="https://gazetamercantil.com/bolsas-europeias-hoje-ameaca-donald-trump-uniao-europeia-tarifas" title="Bolsas Europeias Hoje: Queda Generalizada Com Ameaças de Tarifas e Crise Global" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="317891">União Europeia como</a> referência regulatória na construção de mercados de carbono de larga escala.</p>
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		<title>Guerra na Ucrânia fortalece economia da Coreia do Norte e amplia influência de Kim Jong-un</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/guerra-ucrania-impulsiona-economia-coreia-do-norte-kim-jong-un</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Toscano]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Jun 2026 19:31:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A economia da Coreia do Norte dá sinais de recuperação após anos de isolamento extremo, crise sanitária e dificuldades estruturais. O movimento ocorre em meio ao aprofundamento da parceria estratégica entre Pyongyang e Moscou, que transformou a guerra na Ucrânia em uma importante fonte de receitas para o regime liderado por Kim Jong-un. A combinação [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A economia da Coreia do Norte dá sinais de recuperação após anos de isolamento extremo, crise sanitária e dificuldades estruturais. O movimento ocorre em meio ao aprofundamento da parceria estratégica entre Pyongyang e Moscou, que transformou a guerra na Ucrânia em uma importante fonte de receitas para o regime liderado por Kim Jong-un. A combinação entre fornecimento de armamentos, envio de militares e cooperação tecnológica com a Rússia tem gerado novos recursos para um dos países mais pobres e fechados do mundo, produzindo efeitos visíveis sobre a atividade econômica e o consumo interno.</p>
<p>Relatos recentes apontam mudanças perceptíveis na capital norte-coreana, Pyongyang, onde surgem novos empreendimentos imobiliários, serviços digitais, aplicativos de mobilidade urbana e expansão de setores ligados ao consumo. O cenário contrasta com a realidade enfrentada por grande parte da população, que continua submetida a um dos regimes mais repressivos <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 16 de julho: Bolsa cai com tarifaço dos EUA e pressão de Vale e bancos" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="328052">do plane</a>ta e convive com limitações econômicas severas.</p>
<p>A evolução da <a class="wpil_keyword_link" title="Saiba por que economia cresce 2% em Salvador e inadimplência cai no Recife" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="317212">economia</a> da Coreia do Norte ocorre em um momento de rearranjo das relações internacionais provocado pela guerra entre Rússia e Ucrânia. Sob pressão de sanções ocidentais, Moscou ampliou laços com governos considerados estratégicos, entre eles o regime norte-coreano, criando uma aliança que vem produzindo efeitos políticos, militares e econômicos para ambos os lados.</p>
<p>Analistas internacionais observam que Kim Jong-un emerge desse processo em posição mais forte do que a esperada há poucos anos. Durante a pandemia, o fechamento rigoroso das fronteiras agravou problemas econômicos históricos do país e aumentou as dúvidas sobre a capacidade de sustentação do regime. O atual cenário, porém, sugere uma reversão parcial desse quadro.</p>
<h2>Aliança com Moscou amplia entrada de recursos no país</h2>
<p>A aproximação entre Coreia do Norte e Rússia tornou-se um dos principais fatores por trás da melhora da economia da Coreia do Norte.</p>
<p>Segundo relatos divulgados pela imprensa internacional, Pyongyang fornece armamentos e contingentes militares para apoiar o esforço russo na guerra da Ucrânia. Em contrapartida, recebe recursos financeiros, combustíveis, alimentos e transferência de tecnologia militar.</p>
<p>A cooperação ganhou dimensão estratégica para ambos os governos. Enquanto Moscou busca alternativas para sustentar suas operações militares em meio às sanções internacionais, Kim Jong-un encontra uma oportunidade para reforçar receitas externas e reduzir parte das restrições econômicas enfrentadas pelo país.</p>
<p>O fortalecimento dessa parceria chamou atenção de outras potências da região. A China, principal aliada histórica de Pyongyang, passou a acompanhar mais de perto os movimentos do governo norte-coreano diante do crescimento da influência russa sobre o regime.</p>
<p>A disputa por influência sobre a Coreia do Norte ocorre em um contexto mais amplo de reconfiguração geopolítica na Ásia, envolvendo interesses militares, econômicos e estratégicos de Pequim, Moscou e Washington.</p>
<h2>Mudanças em Pyongyang indicam avanço do consumo</h2>
<p>Os sinais mais visíveis da melhora da economia da Coreia do Norte aparecem na capital do país.</p>
<p>Reportagens recentes de veículos internacionais destacam a presença crescente de carros elétricos, aplicativos de entrega de alimentos, plataformas de transporte semelhantes às utilizadas em economias mais abertas e novos empreendimentos voltados ao consumo urbano.</p>
<p>Entre as novidades está o surgimento de um aplicativo de mobilidade comparável aos serviços de transporte por demanda existentes em diversas partes do mundo. Também foram relatadas expansões em setores de lazer, comércio e serviços digitais.</p>
<p>Essas transformações representam uma mudança relevante para um país que permaneceu durante décadas praticamente isolado dos fluxos globais de consumo e tecnologia.</p>
<p>Especialistas ressaltam, contudo, que os avanços permanecem concentrados em áreas urbanas estratégicas e beneficiam principalmente integrantes da elite <a class="wpil_keyword_link" title="Política | Diario de Pernambuco" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="317211">política</a>, militar e administrativa ligada ao regime.</p>
<p>Mesmo com os sinais de modernização, a economia da Coreia do Norte continua distante dos padrões observados em <a href="https://gazetamercantil.com/privatizacao-telebras-leilao-do-seculo" title="O leilão do século: como a privatização da Telebrás colocou o celular no bolso do brasileiro e redesenhou o país" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="333364">países vizinhos como</a> Coreia do Sul, China e Japão.</p>
<h2>Recuperação ocorre após décadas de dificuldades econômicas</h2>
<p>A atual fase da economia da Coreia do Norte precisa ser analisada dentro de um contexto histórico marcado por crises recorrentes.</p>
<p>Durante a década de 1990, o país enfrentou uma das piores crises alimentares de sua história. Estimativas internacionais apontam que aproximadamente um milhão de pessoas morreram em decorrência da fome e da escassez de recursos básicos.</p>
<p>A combinação entre colapso da União Soviética, falhas estruturais no sistema produtivo, isolamento internacional e baixa produtividade agrícola provocou uma deterioração econômica profunda.</p>
<p>Desde então, a economia norte-coreana passou a depender fortemente de apoio externo, especialmente da China, além de mecanismos informais de comércio desenvolvidos ao longo das fronteiras.</p>
<p>Mesmo após décadas de dificuldades, o regime conseguiu preservar sua estrutura de poder por meio de forte controle político, centralização econômica e repressão sistemática da oposição interna.</p>
<p>A pandemia de covid-19 agravou ainda mais esse cenário. O fechamento quase total das fronteiras interrompeu fluxos comerciais, reduziu a circulação de mercadorias e ampliou as dificuldades enfrentadas pela população.</p>
<h2>Crescimento econômico não elimina pobreza estrutural</h2>
<p>Apesar dos sinais positivos observados em determinados segmentos, os desafios estruturais permanecem significativos.</p>
<p>Estimativas citadas por organismos internacionais indicam que a renda per capita da Coreia do Norte permanece entre as menores do mundo, enquanto uma parcela expressiva da população continua enfrentando dificuldades relacionadas à alimentação e ao acesso a bens básicos.</p>
<p>Dados mencionados em análises internacionais apontam que cerca de metade dos 26 milhões de habitantes vive em condições de extrema necessidade, realidade que contrasta com a modernização observada em partes de Pyongyang.</p>
<p>O Produto Interno Bruto (PIB) norte-coreano também permanece reduzido em comparação aos principais países da região, refletindo limitações produtivas e restrições impostas por sanções internacionais.</p>
<p>Além das dificuldades econômicas, organizações internacionais continuam apontando restrições severas às liberdades civis, ao acesso à informação e à circulação de pessoas dentro do país.</p>
<p>A expansão do consumo observada recentemente, portanto, não representa necessariamente uma melhora homogênea das condições de vida da população.</p>
<h2>Kim Jong-un consolida liderança em nova fase geopolítica</h2>
<p>A melhora da economia da Coreia do Norte fortalece também a posição política de Kim Jong-un.</p>
<p>No poder desde 2011, após a morte de seu pai, Kim assumiu o comando do regime em meio a dúvidas sobre sua capacidade de liderança. Com apenas 27 anos à época, era visto por parte dos analistas como uma figura inexperiente para conduzir um dos sistemas políticos mais fechados do mundo.</p>
<p>Ao longo dos últimos anos, porém, consolidou sua autoridade interna, ampliou o programa nuclear norte-coreano e fortaleceu sua capacidade de negociação com potências estrangeiras.</p>
<p>A aproximação simultânea com Rússia e China ampliou a margem de manobra diplomática de Pyongyang, permitindo ao governo explorar rivalidades estratégicas em benefício próprio.</p>
<p>Além dos ganhos econômicos, o intercâmbio tecnológico decorrente da parceria com Moscou pode contribuir para avanços militares e nucleares, tema que continua sendo acompanhado com atenção por Estados Unidos, Coreia do Sul e aliados ocidentais.</p>
<h2>Avanço econômico amplia relevância da Coreia do Norte no tabuleiro internacional</h2>
<p>A recuperação da economia da Coreia do Norte ocorre em um momento de crescente polarização geopolítica e reforça o papel do país nas disputas estratégicas entre grandes potências.</p>
<p>Embora os avanços econômicos ainda estejam longe de alterar de forma estrutural as condições de vida da maioria da população, a entrada de novos recursos provenientes da cooperação com a Rússia tem permitido ao regime ampliar investimentos, estimular o consumo em áreas selecionadas e fortalecer sua estabilidade política.</p>
<p>Para governos ocidentais, o fortalecimento financeiro de Pyongyang representa um fator adicional de preocupação, sobretudo diante da possibilidade de expansão das capacidades militares e nucleares do país. Para Kim Jong-un, porém, o cenário atual representa uma rara combinação de ganhos econômicos, fortalecimento diplomático e ampliação de influência em um dos momentos mais turbulentos da política internacional nas últimas décadas.</p>
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		<title>Mais da metade dos americanos teme perder empregos para a inteligência artificial, mostra pesquisa</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/inteligencia-artificial-preocupa-americanos-pesquisa-reuters-ipsos-empregos</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Toscano]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 19:47:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
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		<category><![CDATA[automação]]></category>
		<category><![CDATA[Desemprego]]></category>
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		<category><![CDATA[Inteligência Artificial]]></category>
		<category><![CDATA[mercado de trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[negócios]]></category>
		<category><![CDATA[OpenAI]]></category>
		<category><![CDATA[Reuters Ipsos]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>WASHINGTON — O avanço da inteligência artificial está ampliando a preocupação dos trabalhadores americanos com o futuro do mercado de trabalho. Pesquisa Reuters/Ipsos divulgada nesta quarta-feira (10) mostra que 53% dos norte-americanos acreditam que a tecnologia pode deixar eles próprios ou alguém de suas famílias sem emprego nos próximos anos, refletindo uma crescente percepção de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>WASHINGTON — O avanço da inteligência artificial está ampliando a preocupação dos trabalhadores americanos com o futuro do mercado de trabalho. Pesquisa Reuters/Ipsos divulgada nesta quarta-feira (10) mostra que 53% dos norte-americanos acreditam que a tecnologia pode deixar eles próprios ou alguém de suas famílias sem emprego nos próximos anos, refletindo uma crescente percepção de risco associada à automação.</p>
<p>O levantamento, realizado <a href="https://gazetamercantil.com/privatizacao-telebras-leilao-do-seculo" title="O leilão do século: como a privatização da Telebrás colocou o celular no bolso do brasileiro e redesenhou o país" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="333355">com 4.531 adultos em todo o país</a>, indica que o receio em relação à inteligência artificial se tornou um fenômeno disseminado entre diferentes grupos sociais, políticos e educacionais. Os dados surgem em um momento de forte expansão dos investimentos corporativos em IA, impulsionados principalmente pelas gigantes de tecnologia dos Estados Unidos.</p>
<p>A pesquisa reforça um debate que ganha espaço nos mercados, nas <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="316184">empresas</a> e nos governos: até que ponto a inteligência artificial será capaz de substituir atividades atualmente realizadas por profissionais humanos e quais serão os efeitos econômicos dessa transformação.</p>
<p>Segundo a Reuters/Ipsos, 37% <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 16 de julho: Bolsa cai com tarifaço dos EUA e pressão de Vale e bancos" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="328028">dos entrevistados afirmaram não se preocupar com</a> a possibilidade de perda de empregos relacionada à tecnologia, enquanto os demais disseram estar indecisos ou preferiram não responder.</p>
<p>A análise dos dados mostra que a preocupação ultrapassa setores tradicionalmente expostos à automação e alcança profissionais qualificados, trabalhadores de serviços e empregados de áreas administrativas.</p>
<h2>Inteligência artificial deixa de ser tendência e passa a influenciar decisões corporativas</h2>
<p>A inteligência artificial tornou-se um dos principais motores de transformação dos <a class="wpil_keyword_link" title="Negócios" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="316183">negócios</a> globais desde o lançamento do ChatGPT, da OpenAI, em 2022.</p>
<p>A partir daquele momento, empresas de diversos setores passaram a acelerar investimentos em ferramentas capazes de automatizar tarefas, produzir conteúdo, analisar grandes volumes de dados e aumentar a produtividade operacional.</p>
<p>O movimento abriu uma nova corrida tecnológica envolvendo companhias como OpenAI, Anthropic, Microsoft, Google e Meta, ao mesmo tempo em que levantou questionamentos sobre os impactos da automação sobre o emprego.</p>
<p>Nos últimos meses, empresas americanas anunciaram programas de reorganização interna e redução de custos vinculados à adoção de sistemas baseados em inteligência artificial.</p>
<p>Entre os casos mais emblemáticos está o da Intuit, desenvolvedora de software que informou recentemente a redução de aproximadamente 17% de sua força de <a class="wpil_keyword_link" title="Trabalho" href="https://gazetamercantil.com/trabalho" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="316185">trabalho</a> global enquanto ampliava investimentos em iniciativas relacionadas à IA.</p>
<p>Embora especialistas alertem que ainda é cedo para medir o efeito líquido da tecnologia sobre o emprego, episódios como esse alimentam a percepção de que algumas funções poderão ser significativamente transformadas.</p>
<h2>Democratas demonstram maior preocupação que republicanos</h2>
<p>A pesquisa identificou diferenças relevantes na forma como os grupos políticos enxergam os riscos associados à inteligência artificial.</p>
<p>Entre os eleitores democr<a href="https://gazetamercantil.com/bolsa-familia-agosto-2026-calendario-oficial" title="Bolsa Família Agosto 2026: calendário com antecipação confirmada e consulta liberada hoje" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="335748">a</a>tas, 61% afirmaram estar preocupados com a possibilidade de a tecnologia afetar empregos dentro de suas famílias.</p>
<p>Entre os republicanos, o percentual ficou em 47%.</p>
<p>Analistas atribuem parte dessa diferença ao perfil educacional das bases eleitorais. O Partido Democrata reúne maior concentração de profissionais com ensino superior, enquanto os republicanos ampliaram sua presença entre trabalhadores da classe média e da classe trabalhadora nos últimos anos.</p>
<p>Apesar dessa diferença, o receio em relação à inteligência artificial aparece em praticamente todos os segmentos pesquisados.</p>
<p>A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.</p>
<h2>Profissionais qualificados usam mais IA e também demonstram receio</h2>
<p>Um dos resultados mais relevantes da pesquisa envolve a relação entre escolaridade e uso da tecnologia.</p>
<p>Entre os entrevistados com diploma universitário, 50% afirmaram utilizar ferramentas de inteligência artificial regularmente.</p>
<p>Entre aqueles sem formação superior, o índice caiu para 34%.</p>
<p>Na média geral, 40% dos americanos disseram fazer uso frequente de recursos de IA.</p>
<p>O dado sugere que os profissionais mais próximos da tecnologia também são aqueles que melhor compreendem seu potencial de transformação do ambiente corporativo.</p>
<p>Para economistas e especialistas em <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="316182">mercado</a> de trabalho, a nova geração de sistemas de inteligência artificial apresenta uma característica diferente das revoluções tecnológicas anteriores: sua capacidade de executar atividades cognitivas complexas.</p>
<p>Essa mudança amplia o alcance da automação para áreas tradicionalmente ocupadas por profissionais altamente qualificados.</p>
<h2>Preocupação cresce desde 2023</h2>
<p>A pesquisa Reuters/Ipsos mostra ainda que a preocupação <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 16 de julho: Bolsa cai com tarifaço dos EUA e pressão de Vale e bancos" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="328029">com a inteligência artificial aumentou nos</a> últimos três anos.</p>
<p>Segundo o levantamento, 73% dos entrevistados afirmam estar preocupados com o crescimento do uso da tecnologia.</p>
<p>Em pesquisa semelhante realizada em 2023, esse percentual era de 68%.</p>
<p>A evolução sugere que o avanço da inteligência artificial vem ampliando dúvidas sobre privacidade, segurança digital, desinformação, uso político da tecnologia e impactos sobre o emprego.</p>
<p>O tema passou a ocupar espaço permanente nas discussões regulatórias dos Estados Unidos, da União Europeia e de outros mercados desenvolvidos.</p>
<p>Além das questões econômicas, líderes políticos, especialistas e autoridades religiosas vêm alertando para os desafios éticos associados à rápida disseminação da tecnologia.</p>
<h2>Mercado de trabalho segue resiliente, mas debate sobre automação ganha força</h2>
<p>Apesar do avanço da preocupação com a inteligência artificial, os indicadores recentes da <a class="wpil_keyword_link" title="Saiba por que economia cresce 2% em Salvador e inadimplência cai no Recife" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="316181">economia</a> americana continuam apontando um mercado de trabalho relativamente robusto.</p>
<p>A geração de empregos permanece positiva e a taxa de desemprego segue próxima de níveis historicamente baixos.</p>
<p>Ainda assim, economistas avaliam que o processo de transformação tecnológica poderá alterar significativamente a demanda por determinadas habilidades profissionais ao longo dos próximos anos.</p>
<p>Para empresas, a inteligência artificial representa uma oportunidade de aumento de produtividade e redução de custos operacionais.</p>
<p>Para trabalhadores, o desafio será acompanhar a velocidade das mudanças e desenvolver competências capazes de complementar as novas ferramentas tecnológicas.</p>
<p>Na avaliação da <a class="wpil_keyword_link" title="Gazeta Mercantil – Jornal Online" href="https://gazetamercantil.com" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="316186">Gazeta Mercantil</a>, os resultados da pesquisa Reuters/Ipsos evidenciam que a inteligência artificial já deixou de ser apenas uma aposta do setor de tecnologia para se tornar uma questão econômica, corporativa e social de primeira grandeza. O tema deve permanecer no centro das decisões de empresas, investidores e formuladores de políticas públicas à medida que a automação avança sobre novas áreas da atividade econômica.</p>
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		<item>
		<title>Cidadania italiana muda em 2026 e nova regra altera processos judiciais de brasileiros</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/cidadania-italiana-via-judicial-muda-processos-em-2026</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Toscano]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 May 2026 19:02:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A cidadania italiana por via judicial passou a operar sob uma nova lógica processual que vem alterando o planejamento de milhares de brasileiros descendentes de italianos. Desde a entrada em vigor das regras de descentralização dos tribunais italianos, em junho de 2022, as ações deixaram de ser concentradas exclusivamente em Roma e passaram a tramitar [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p data-start="292" data-end="805">A cidadania italiana por via judicial passou a operar sob uma nova lógica processual que vem alterando o planejamento de milhares de brasileiros descendentes de italianos. Desde a entrada em vigor das regras de descentralização dos tribunais italianos, em junho de 2022, as ações deixaram de ser concentradas exclusivamente em Roma e passaram a tramitar diretamente nas regiões de origem do ancestral italiano, modificando prazos, estratégias jurídicas e custos envolvidos no reconhecimento da cidadania italiana.</p>
<p data-start="807" data-end="1247">A mudança ganhou relevância em 2026 diante do aumento da procura pela cidadania italiana após discussões recentes sobre endurecimento de regras migratórias e revisões legislativas promovidas pelo governo italiano. O novo modelo judicial passou a exigir maior precisão documental e conhecimento específico dos tribunais regionais, criando diferenças significativas entre os processos protocolados em cidades do norte, centro e sul da Itália.</p>
<p data-start="1249" data-end="1683">Na prática, brasileiros que buscam a cidadania italiana pela chamada “linha materna de 1948” ou em razão das longas filas consulares precisam agora ajuizar ações no tribunal competente da região onde nasceu o ascendente italiano. A regra substituiu definitivamente a antiga centralização no Tribunal de Roma, que durante anos concentrou praticamente todos os processos ligados ao reconhecimento de cidadania italiana por descendência.</p>
<p data-start="1685" data-end="2032">O objetivo oficial da descentralização foi desafogar o Judiciário da capital italiana e acelerar o andamento das ações. O efeito, porém, acabou criando um novo mapa judicial para os requerentes brasileiros, com tribunais mais rápidos em determinadas regiões e gargalos relevantes em áreas historicamente ligadas à imigração italiana para o Brasil.</p>
<h2 data-section-id="15v70h9" data-start="2034" data-end="2083">Mudança encerrou monopólio do Tribunal de Roma</h2>
<p data-start="2085" data-end="2410">Até junho de 2022, praticamente todas as ações judiciais envolvendo cidadania italiana por descendência eram analisadas exclusivamente em Roma. O modelo gerava acúmulo crescente de processos, atrasos estruturais e longos períodos de espera para famílias brasileiras que tentavam reconhecer o direito à nacionalidade italiana.</p>
<p data-start="2412" data-end="2467">A descentralização alterou completamente essa dinâmica.</p>
<p data-start="2469" data-end="2720">Com a nova regra, o processo deve ser distribuído no tribunal que possui jurisdição sobre a comuna de nascimento do ancestral italiano. Isso significa que o local de origem do antepassado passou a definir diretamente onde a ação judicial será julgada.</p>
<p data-start="2722" data-end="2937">Se o ascendente nasceu, por exemplo, em uma pequena comuna da província de Pádua, o processo tramitará no Tribunal de Pádua. O mesmo raciocínio <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 16 de julho: Bolsa cai com tarifaço dos EUA e pressão de Vale e bancos" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="327731">vale para regiões como</a> Lombardia, Piemonte, Toscana, Sicília ou Vêneto.</p>
<p data-start="2939" data-end="3094">A alteração reorganizou o fluxo de milhares de ações envolvendo cidadania italiana e criou diferenças operacionais relevantes entre os tribunais regionais.</p>
<p data-start="3096" data-end="3319">Enquanto alguns fóruns menores passaram a apresentar tramitação mais rápida, outros continuam enfrentando pressão elevada devido ao grande número de descendentes brasileiros ligados historicamente àquelas regiões italianas.</p>
<h2 data-section-id="q9qb6o" data-start="3321" data-end="3373">Brasileiros recorrem cada vez mais à via judicial</h2>
<p data-start="3375" data-end="3571">A via judicial se consolidou <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje oscila nos 168 mil pontos com juros em alta e tensão no Oriente Médio" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="321591">nos</a> últimos anos como uma alternativa para brasileiros que enfrentam filas consulares consideradas excessivamente longas nos consulados italianos instalados no Brasil.</p>
<p data-start="3573" data-end="3724">Em muitos casos, o tempo de espera ultrapassa o prazo legal de 730 dias previsto para conclusão administrativa do reconhecimento da cidadania italiana.</p>
<p data-start="3726" data-end="3858">Esse cenário impulsionou escritórios especializados e ampliou significativamente o volume de ações judiciais protocoladas na Itália.</p>
<p data-start="3860" data-end="3975">Além das filas consulares, outro fator central envolve os processos relacionados à chamada “linha materna de 1948”.</p>
<p data-start="3977" data-end="4225">A legislação italiana estabelece restrições históricas à transmissão da cidadania italiana por mulheres em determinados períodos anteriores à Constituição italiana de 1948. Nessas situações, o reconhecimento normalmente depende de decisão judicial.</p>
<p data-start="4227" data-end="4359">Com a descentralização, porém, advogados passaram a lidar com diferenças interpretativas e procedimentais entre tribunais italianos.</p>
<p data-start="4361" data-end="4626">Especialistas em direito internacional observam que alguns fóruns possuem entendimento mais consolidado sobre determinadas teses jurídicas envolvendo cidadania italiana, enquanto outros exigem documentação adicional ou apresentam exigências processuais específicas.</p>
<h2 data-section-id="14tql59" data-start="4628" data-end="4687">Estratégia jurídica passou a depender da região italiana</h2>
<p data-start="4689" data-end="4800">A mudança processual elevou a importância da estratégia jurídica na condução dos pedidos de cidadania italiana.</p>
<p data-start="4802" data-end="5019">Antes da descentralização, os escritórios atuavam basicamente dentro de um padrão consolidado em Roma. Agora, cada tribunal possui particularidades administrativas, calendário próprio e ritmos distintos de tramitação.</p>
<p data-start="5021" data-end="5182">Advogados que atuam no setor passaram a priorizar análises detalhadas sobre a origem regional da família italiana e as exigências específicas de cada jurisdição.</p>
<p data-start="5184" data-end="5285">A alteração também aumentou a necessidade de representação jurídica habilitada diretamente na Itália.</p>
<p data-start="5287" data-end="5490">Como os processos tramitam nos tribunais locais, o advogado responsável precisa possuir autorização profissional válida no país e conhecimento operacional sobre os procedimentos internos de cada comarca.</p>
<p data-start="5492" data-end="5617">Em regiões com menor volume processual, algumas ações envolvendo cidadania italiana vêm sendo concluídas entre 12 e 18 meses.</p>
<p data-start="5619" data-end="5789">Já em áreas tradicionalmente associadas à imigração italiana para o Brasil — como Vêneto, Lombardia e Piemonte — os prazos continuam mais longos devido à elevada demanda.</p>
<p data-start="5791" data-end="5895">Tribunais ligados a cidades como Milão, Turim e Veneza permanecem entre os mais pressionados do sistema.</p>
<h2 data-section-id="1xprsa9" data-start="5897" data-end="5942">Documentação continua sendo etapa decisiva</h2>
<p data-start="5944" data-end="6096">Apesar das mudanças estruturais na tramitação judicial, os requisitos documentais para obtenção da cidadania italiana permanecem amplamente preservados.</p>
<p data-start="6098" data-end="6254">Os requerentes precisam comprovar integralmente a linha sucessória entre o ancestral italiano e os descendentes brasileiros até chegar ao solicitante atual.</p>
<p data-start="6256" data-end="6353">Isso inclui certidões de nascimento, casamento e óbito de todos os integrantes da linha familiar.</p>
<p data-start="6355" data-end="6579">Os documentos emitidos no Brasil precisam estar em formato de inteiro teor, além de serem traduzidos oficialmente para o italiano por tradutor juramentado e apostilados conforme as regras internacionais da Convenção da Haia.</p>
<p data-start="6581" data-end="6876">Entre os principais documentos exigidos estão a certidão de nascimento do ancestral italiano emitida pela comuna de origem e a Certidão Negativa de Naturalização (CNN), documento que comprova que o ascendente não perdeu o direito à transmissão da cidadania italiana ao se naturalizar brasileiro.</p>
<p data-start="6878" data-end="7010">Erros de grafia, divergências de datas ou inconsistências familiares continuam sendo um dos principais fatores de atraso processual.</p>
<p data-start="7012" data-end="7166">Em muitos casos, <a href="https://gazetamercantil.com/bolsa-familia-agosto-2026-calendario-oficial" title="Bolsa Família Agosto 2026: calendário com antecipação confirmada e consulta liberada hoje" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="335697">famílias precisam ingressar previamente com</a> ações de retificação documental antes de protocolar o pedido principal de cidadania italiana.</p>
<h2 data-section-id="13h3dl3" data-start="7168" data-end="7230">Governo italiano amplia debate sobre restrições migratórias</h2>
<p data-start="7232" data-end="7389">O aumento da procura pela cidadania italiana ocorre em meio a discussões políticas na Itália sobre controle migratório e revisão das regras de nacionalidade.</p>
<p data-start="7391" data-end="7634">Nos últimos anos, autoridades italianas passaram a defender mecanismos mais rígidos para reconhecimento automático da cidadania italiana por descendência, especialmente diante do crescimento exponencial de pedidos feitos por latino-americanos.</p>
<p data-start="7636" data-end="7775">O tema ganhou espaço no debate político italiano após críticas relacionadas à pressão administrativa sobre consulados, comunas e tribunais.</p>
<p data-start="7777" data-end="7972">Integrantes do governo italiano chegaram a afirmar que a cidadania italiana não deveria funcionar apenas como instrumento de mobilidade internacional ou obtenção facilitada de passaporte europeu.</p>
<p data-start="7974" data-end="8136">As discussões elevaram a insegurança entre descendentes brasileiros, acelerando novos pedidos judiciais antes de eventuais alterações legislativas mais profundas.</p>
<p data-start="8138" data-end="8331">Atualmente, o Brasil concentra uma das maiores comunidades de descendentes italianos fora da Itália, resultado das ondas migratórias ocorridas entre o final do século XIX e início do século XX.</p>
<p data-start="8333" data-end="8471">Estados como São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e Espírito Santo possuem forte presença histórica de famílias italianas.</p>
<h2 data-section-id="1s29259" data-start="8473" data-end="8542">Passaporte europeu amplia oportunidades econômicas e profissionais</h2>
<p data-start="8544" data-end="8645">O interesse crescente pela cidadania italiana também possui forte componente econômico e estratégico.</p>
<p data-start="8647" data-end="8836">Além do reconhecimento identitário e familiar, a nacionalidade italiana garante acesso automático à cidadania europeia, permitindo residência, estudo e <a class="wpil_keyword_link" title="Trabalho" href="https://gazetamercantil.com/trabalho" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="306448">trabalho</a> em países da União Europeia.</p>
<p data-start="8838" data-end="9072">Em um cenário global marcado por maior mobilidade internacional, muitos brasileiros passaram a enxergar a cidadania italiana como instrumento de proteção patrimonial, diversificação profissional e acesso facilitado ao <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="306446">mercado</a> europeu.</p>
<p data-start="9074" data-end="9226">A valorização do euro frente ao real e o aumento do interesse por oportunidades educacionais e profissionais no exterior também impulsionaram a demanda.</p>
<p data-start="9228" data-end="9426">Escritórios especializados observam crescimento da procura por parte de profissionais qualificados, empresários e famílias interessadas em ampliar possibilidades migratórias para filhos e herdeiros.</p>
<p data-start="9428" data-end="9576">O movimento também gerou expansão do mercado de assessorias documentais, consultorias migratórias e serviços jurídicos ligados à cidadania italiana.</p>
<h2 data-section-id="1duvizg" data-start="9578" data-end="9631">Diferença entre tribunais cria novo mapa de espera</h2>
<p data-start="9633" data-end="9806">Embora a descentralização tenha sido apresentada como mecanismo de aceleração processual, o novo sistema acabou criando desigualdade relevante entre os tempos de tramitação.</p>
<p data-start="9808" data-end="9941">Tribunais menores, localizados em regiões menos demandadas, conseguiram absorver processos de cidadania italiana com maior agilidade.</p>
<p data-start="9943" data-end="10054">Já fóruns ligados às principais áreas de imigração italiana continuam registrando grande concentração de ações.</p>
<p data-start="10056" data-end="10145">O efeito prático foi a criação de um novo “mapa da espera” para descendentes brasileiros.</p>
<p data-start="10147" data-end="10351">Famílias ligadas a determinadas regiões italianas passaram a enfrentar cenários mais favoráveis do ponto de vista temporal, enquanto outras seguem submetidas a períodos mais longos de tramitação judicial.</p>
<p data-start="10353" data-end="10536">Especialistas observam que o sucesso processual passou a depender não apenas da documentação correta, mas também da capacidade de adaptação às exigências específicas de cada tribunal.</p>
<p data-start="10538" data-end="10718">A descentralização também ampliou a necessidade de acompanhamento processual mais próximo e personalizado, sobretudo diante de diferenças administrativas entre as cortes italianas.</p>
<h2 data-section-id="c3w0y9" data-start="10720" data-end="10787">Nova estrutura judicial transforma mercado da cidadania italiana</h2>
<p data-start="10789" data-end="10942">A reorganização dos processos de cidadania italiana provocou mudanças estruturais no setor jurídico e documental especializado em nacionalidade europeia.</p>
<p data-start="10944" data-end="11129">Escritórios brasileiros passaram a ampliar parcerias com advogados italianos regionais, enquanto <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="306447">empresas</a> de genealogia e busca documental intensificaram operações em comunas italianas.</p>
<p data-start="11131" data-end="11272">O mercado também passou a exigir maior especialização técnica diante das diferenças entre tribunais e do aumento da complexidade operacional.</p>
<p data-start="11274" data-end="11463">Em paralelo, o crescimento das discussões políticas sobre imigração e cidadania na Itália mantém o tema no centro das atenções de milhares de famílias brasileiras descendentes de italianos.</p>
<p data-start="11465" data-end="11703">A tendência é que a cidadania italiana continue entre os processos migratórios mais procurados por brasileiros em 2026, especialmente diante da busca crescente por dupla nacionalidade, mobilidade internacional e acesso ao mercado europeu.</p>
<p data-start="11705" data-end="11944">Enquanto o sistema descentralizado tenta reduzir gargalos históricos do Judiciário italiano, os novos desafios regionais passam a redefinir a dinâmica de um dos maiores fluxos de reconhecimento de cidadania europeia envolvendo brasileiros.</p>
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		<title>ONU reduz previsão de crescimento global em 2026 para 2,5% com impacto da guerra no Oriente Médio</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/onu-reduz-previsao-crescimento-global-2026</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Toscano]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 May 2026 03:44:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Organização das Nações Unidas (ONU) reduziu nesta terça-feira, 19 de maio de 2026, sua projeção para o crescimento global em 2026, de 2,7% para 2,5%, em meio aos efeitos econômicos da guerra no Oriente Médio, da alta dos preços de energia e do aumento da incerteza nos mercados financeiros. A revisão consta da atualização [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p data-start="248" data-end="773">A Organização das Nações Unidas (ONU) reduziu nesta terça-feira, 19 de maio de 2026, sua projeção para o crescimento global em 2026, de 2,7% para 2,5%, em meio aos efeitos econômicos da guerra no Oriente Médio, da alta dos preços de energia e do aumento da incerteza nos mercados financeiros. A revisão consta da atualização de meio de ano do relatório <em data-start="601" data-end="641">World Economic Situation and Prospects</em>, que também prevê uma recuperação moderada da <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank" rel="noopener" title="Saiba por que economia cresce 2% em Salvador e inadimplência cai no Recife" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="319418">economia</a> mundial em 2027, com expansão de 2,8%.</p>
<p data-start="775" data-end="1242">A nova estimativa confirma a deterioração do cenário internacional em relação ao início do ano. Em janeiro, a ONU projetava crescimento global de 2,7% em 2026 e 2,9% em 2027. Agora, o organismo aponta que a atividade econômica deve avançar menos do que o esperado, pressionada por choques geopolíticos, inflação persistente, custos de energia mais altos e deterioração das condições financeiras em parte das economias emergentes.</p>
<p data-start="1244" data-end="1635">A guerra no Oriente Médio passou a ocupar o centro das preocupações econômicas globais por seu efeito sobre petróleo, gás, transporte marítimo, cadeias de suprimento e confiança dos investidores. Segundo a ONU, o conflito reacendeu pressões inflacionárias e ampliou a incerteza, em um momento em que a economia mundial já crescia em ritmo inferior ao observado antes da pandemia de Covid-19.</p>
<h2 data-section-id="1e6o0a1" data-start="1637" data-end="1684">Guerra no Oriente Médio piora cenário global</h2>
<p data-start="1686" data-end="2058">A atualização do relatório mostra que o impacto da guerra no Oriente Médio não se limita à região diretamente atingida. A crise afeta preços de commodities, custos logísticos, comércio internacional, fluxo de capitais e expectativas sobre inflação. Esse conjunto de fatores tende a reduzir investimentos, elevar custos de produção e limitar o consumo em diferentes países.</p>
<p data-start="2060" data-end="2372">O crescimento global de 2,5% projetado para 2026 representa uma expansão fraca para os padrões históricos recentes. A ONU destaca que o ritmo segue abaixo da média anterior à pandemia, quando a <a href="https://gazetamercantil.com/bolsa-familia-agosto-2026-calendario-oficial" title="Bolsa Família Agosto 2026: calendário com antecipação confirmada e consulta liberada hoje" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="335685">economia mundial operava com</a> cadeias comerciais mais integradas, inflação mais baixa e menor fragmentação geopolítica.</p>
<p data-start="2374" data-end="2650">A revisão ocorre em um ambiente de maior aversão ao risco. Investidores globais passaram a monitorar com mais cautela a evolução do conflito, os preços do petróleo e a capacidade dos bancos centrais de controlar a inflação sem provocar desaceleração mais intensa da atividade.</p>
<p data-start="2652" data-end="2986">A ONU também chama atenção para o fato de que os <a href="https://gazetamercantil.com/privatizacao-telebras-leilao-do-seculo" title="O leilão do século: como a privatização da Telebrás colocou o celular no bolso do brasileiro e redesenhou o país" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="333269">países em desenvolvimento tendem a sentir com</a> mais força os efeitos do choque. Economias com maior dependência de energia importada, dívida elevada, menor espaço fiscal e moeda mais vulnerável podem enfrentar aumento do custo de financiamento e redução do poder de compra da população.</p>
<h2 data-section-id="1126ehd" data-start="2988" data-end="3037">Inflação volta a preocupar com alta da energia</h2>
<p data-start="3039" data-end="3357">O aumento dos preços de energia é um dos principais canais de transmissão da crise para a economia global. Petróleo, gás natural e combustíveis têm peso relevante sobre transporte, indústria, alimentos, eletricidade e custos de produção. Quando esses preços sobem, o impacto tende a se espalhar por diferentes setores.</p>
<p data-start="3359" data-end="3608">Segundo a ONU, nas economias desenvolvidas, a inflação deve subir de 2,6% em 2025 para 2,9% em 2026. Nos países em desenvolvimento, a pressão deve ser mais intensa, com avanço de 4,2% para 5,2% no mesmo período.</p>
<p data-start="3610" data-end="3914">Esse movimento reduz a margem de ação dos bancos centrais. Em um cenário de inflação mais alta, autoridades monetárias podem adiar cortes de juros ou manter condições financeiras restritivas por mais tempo. O efeito, por sua vez, tende a pesar sobre crédito, consumo, investimentos e mercado de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/trabalho" target="_blank" rel="noopener" title="Trabalho" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="305626">trabalho</a>.</p>
<p data-start="3916" data-end="4227">A alta da energia também tem efeito distributivo. Famílias <a href="https://gazetamercantil.com/bolsa-familia-agosto-2026-calendario-oficial" title="Bolsa Família Agosto 2026: calendário com antecipação confirmada e consulta liberada hoje" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="335684">de</a> menor renda gastam parcela maior do orçamento com transporte, gás, eletricidade e alimentos. <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="305629">Empresas</a> com margens apertadas podem enfrentar dificuldade para absorver custos, o que aumenta o risco de repasse aos preços ou de redução de investimentos.</p>
<h2 data-section-id="nf5xrj" data-start="4229" data-end="4276">Ásia Ocidental sofre maior impacto econômico</h2>
<p data-start="4278" data-end="4587">A Ásia Ocidental aparece como a região mais atingida pela deterioração do cenário. A ONU projeta desaceleração do crescimento regional de 3,6% para 1,4%, refletindo danos à infraestrutura, interrupções no comércio, queda do turismo e aumento da instabilidade geopolítica.</p>
<p data-start="4589" data-end="4842">A região tem peso estratégico nos mercados globais de energia e transporte. Qualquer interrupção relevante em rotas comerciais, produção de petróleo ou exportação de gás pode ampliar a volatilidade dos preços internacionais e afetar países importadores.</p>
<p data-start="4844" data-end="5107">Além dos efeitos econômicos diretos, a guerra eleva riscos humanitários, fiscais e financeiros. Governos da região podem precisar redirecionar recursos para defesa, reconstrução, assistência social e infraestrutura, reduzindo espaço para investimentos produtivos.</p>
<p data-start="5109" data-end="5362">A retração do turismo também pesa sobre países que dependem de receitas externas e serviços. Hotéis, companhias aéreas, comércio, restaurantes e atividades associadas ao fluxo internacional tendem a sofrer quando conflitos aumentam a percepção de risco.</p>
<h2 data-section-id="6rl9hm" data-start="5364" data-end="5427">Estados Unidos seguem resilientes, mas cenário exige cautela</h2>
<p data-start="5429" data-end="5746">Os Estados Unidos devem manter desempenho relativamente resiliente em 2026. A ONU projeta crescimento de 2,0% para a maior economia do mundo, praticamente estável em relação a 2025. A sustentação vem da demanda doméstica, do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="309014">mercado</a> de trabalho e dos investimentos em tecnologia.</p>
<p data-start="5748" data-end="6058">Os investimentos ligados à inteligência artificial continuam sendo apontados <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 16 de julho: Bolsa cai com tarifaço dos EUA e pressão de Vale e bancos" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="327718">como um dos</a> vetores de suporte à atividade econômica. Empresas de tecnologia, infraestrutura digital, semicondutores, data centers e serviços associados ao avanço da IA seguem atraindo capital e mantendo parte do dinamismo econômico.</p>
<p data-start="6060" data-end="6416">Ainda assim, a economia americana não está imune aos efeitos do choque energético. Preços mais altos de combustíveis podem afetar consumidores, pressionar inflação e influenciar decisões do Federal Reserve. A manutenção de juros elevados por mais tempo teria impacto sobre crédito, mercado imobiliário, consumo e fluxo financeiro para economias emergentes.</p>
<p data-start="6418" data-end="6631">Para os mercados globais, a trajetória dos juros americanos continuará decisiva. Um Fed mais cauteloso tende a sustentar o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank" rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="319419">dólar</a>, pressionar moedas de países emergentes e aumentar o custo de financiamento externo.</p>
<h2 data-section-id="13l1wao" data-start="6633" data-end="6683">Europa fica mais vulnerável à energia importada</h2>
<p data-start="6685" data-end="7022">A Europa aparece entre as regiões mais vulneráveis ao novo choque. A dependência de energia importada aumenta a exposição de famílias e empresas à alta de preços. Segundo a ONU, o crescimento da União Europeia deve desacelerar de 1,5% para 1,1%, enquanto o Reino Unido deve passar de 1,4% para 0,7%.</p>
<p data-start="7024" data-end="7326">A região já vinha enfrentando crescimento baixo, perda de competitividade industrial em alguns segmentos e dificuldades para conciliar transição energética, <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" title="Política | Diario de Pernambuco" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="319417">política</a> fiscal e controle da inflação. Com energia mais cara, empresas intensivas em eletricidade e gás podem enfrentar novas pressões de custo.</p>
<p data-start="7328" data-end="7594">O consumo das famílias também tende a ser afetado. Tarifas de energia, combustíveis e alimentos têm peso importante na percepção de renda disponível. Se a inflação voltar a acelerar, bancos centrais europeus podem ter menos espaço para afrouxar a política monetária.</p>
<p data-start="7596" data-end="7881">A desaceleração europeia tem reflexos sobre o comércio global. A União Europeia é um dos principais blocos consumidores e importadores do mundo. Menor crescimento na região pode reduzir demanda por bens industriais, commodities, serviços e produtos exportados por economias emergentes.</p>
<h2 data-section-id="bfwkoa" data-start="7883" data-end="7947">China e Índia crescem menos, mas seguem acima da média global</h2>
<p data-start="7949" data-end="8207">Na China, a ONU reduziu a projeção de crescimento de 5,0% para 4,6%. O país, porém, conta com fatores de amortecimento, como diversificação da matriz energética, reservas estratégicas e capacidade de intervenção estatal.</p>
<p data-start="8209" data-end="8477">A economia chinesa segue em processo de ajuste, com desafios no setor imobiliário, no consumo doméstico e na confiança empresarial. Ao mesmo tempo, investimentos em tecnologia, indústria avançada, infraestrutura e energia ajudam a limitar os impactos da crise externa.</p>
<p data-start="8479" data-end="8756">Na Índia, a previsão é de desaceleração de 7,5% para 6,4%. Mesmo com a revisão para baixo, o país deve continuar entre as economias de crescimento mais forte em 2026. A expansão indiana é sustentada por consumo interno, investimentos, serviços e dinâmica demográfica favorável.</p>
<p data-start="8758" data-end="9028">A redução das projeções para China e Índia, contudo, reforça o impacto global da guerra no Oriente Médio. Quando as duas maiores economias emergentes perdem ritmo, o efeito aparece em comércio, demanda por commodities, cadeias industriais e expectativas de investimento.</p>
<h2 data-section-id="1u682ud" data-start="9030" data-end="9082">Países em desenvolvimento enfrentam maior pressão</h2>
<p data-start="9084" data-end="9409">A ONU alerta que economias em desenvolvimento estão mais expostas ao choque por combinarem inflação mais alta, menor espaço fiscal, custo de dívida elevado e maior dependência de importações essenciais. Países importadores de energia e alimentos tendem a sofrer impacto mais rápido sobre contas externas e inflação doméstica.</p>
<p data-start="9411" data-end="9752">O aumento dos preços internacionais pode pressionar moedas locais e exigir respostas de política econômica. Governos com dívida elevada têm menos espaço para subsídios, programas de compensação ou investimentos públicos. Bancos centrais, por sua vez, podem ter de manter juros elevados para conter inflação e defender a estabilidade cambial.</p>
<p data-start="9754" data-end="10078">Esse ambiente tende a dificultar a redução da pobreza e ampliar desigualdades. Famílias de baixa renda são mais vulneráveis ao encarecimento de alimentos, transporte e energia. Empresas pequenas, com menor acesso a crédito e menor capacidade de hedge, também sentem mais rapidamente a deterioração das condições financeiras.</p>
<p data-start="10080" data-end="10343">Para economias latino-americanas, incluindo o Brasil, o cenário global mais incerto pode afetar câmbio, juros, commodities e fluxo de capitais. A depender da evolução dos preços de energia e da postura do Fed, moedas emergentes podem enfrentar maior volatilidade.</p>
<h2 data-section-id="1jiv8nb" data-start="10345" data-end="10403">Relatório reforça risco de crescimento fraco prolongado</h2>
<p data-start="10405" data-end="10705">A revisão da ONU reforça a percepção de que a economia global entrou em uma fase de crescimento mais baixo, choques geopolíticos frequentes e maior fragmentação. A recuperação projetada para 2027, de 2,8%, é considerada modesta e insuficiente para recolocar a atividade mundial no ritmo pré-pandemia.</p>
<p data-start="10707" data-end="11010">O relatório aponta que <a href="https://gazetamercantil.com/siglas-corporativas-aprender" title="Siglas Corporativas para Aprender e Aplicar no Mercado (2026)" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="330692">mercados de trabalho</a> sólidos, demanda resiliente dos consumidores e investimentos ligados à inteligência artificial ainda podem sustentar parte da atividade. No entanto, esses fatores não eliminam os riscos decorrentes da guerra, da inflação e das condições financeiras apertadas.</p>
<p data-start="11012" data-end="11335">A principal preocupação é que a combinação entre energia cara, juros elevados e incerteza geopolítica reduza investimentos produtivos. Empresas tendem a adiar projetos quando há baixa previsibilidade sobre custos, demanda e financiamento. Esse comportamento pode limitar ganhos de produtividade e prolongar a desaceleração.</p>
<p data-start="11337" data-end="11644">A ONU também destaca a necessidade de cooperação internacional para reduzir riscos, proteger economias vulneráveis e evitar que choques de curto prazo se transformem em crise prolongada. Em um ambiente de conflito e fragmentação, a coordenação entre países se torna mais difícil, mas também mais necessária.</p>
<h2 data-section-id="e5ocu5" data-start="11646" data-end="11703">Choque externo aumenta desafio para política econômica</h2>
<p data-start="11705" data-end="12004">A redução da previsão de crescimento global coloca governos e bancos centrais diante de um dilema mais complexo. De um lado, a atividade econômica perde força. De outro, a inflação volta a pressionar por causa da energia e das cadeias globais. Esse cenário limita respostas tradicionais de estímulo.</p>
<p data-start="12006" data-end="12301">Se os bancos centrais reduzirem juros rapidamente, podem alimentar novas pressões inflacionárias. Se mantiverem juros altos por muito tempo, podem aprofundar a desaceleração. Para governos, o desafio é proteger famílias e setores vulneráveis sem ampliar excessivamente déficits e dívida pública.</p>
<p data-start="12303" data-end="12636">A guerra no Oriente Médio, portanto, se tornou um fator central para as perspectivas econômicas de 2026. O conflito afeta diretamente energia, inflação, comércio e confiança. A projeção de crescimento global de 2,5% mostra que a economia mundial deve avançar, mas em ritmo frágil e sujeito a novas revisões caso a crise se prolongue.</p>
<p data-start="12638" data-end="12808">
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		<title>Produção industrial da China desacelera em abril e amplia alerta sobre fraqueza econômica</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/producao-industrial-da-china-desacelera-em-abril-e-varejo-perde-forca</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Maria Helena Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 May 2026 17:34:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A economia da China apresentou novos sinais de desaceleração em abril, com perda de ritmo da produção industrial, enfraquecimento do consumo e retração dos investimentos, segundo dados divulgados nesta segunda-feira pelo National Bureau of Statistics (NBS). A produção industrial chinesa cresceu 4,1% na comparação anual, abaixo da expansão de 5,7% registrada em março e distante [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p data-start="249" data-end="682">A economia da China apresentou novos sinais de desaceleração em abril, com perda de ritmo da produção industrial, enfraquecimento do consumo e retração dos investimentos, segundo dados divulgados nesta segunda-feira pelo National Bureau of Statistics (NBS). A produção industrial chinesa cresceu 4,1% na comparação anual, abaixo da expansão de 5,7% registrada em março e distante da expectativa de <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="304573">mercado</a>, que previa avanço de 5,8%.</p>
<p data-start="684" data-end="973">Os números reforçam o cenário de fragilidade da recuperação econômica chinesa em 2026, em um momento marcado por desaceleração da demanda doméstica, crise persistente no setor imobiliário e impactos indiretos das tensões geopolíticas globais sobre comércio, energia e atividade industrial.</p>
<p data-start="975" data-end="1305">Além da perda de força da indústria, as vendas no varejo avançaram apenas 0,2% em abril na comparação com o mesmo período do ano anterior. O desempenho ficou abaixo do consenso de analistas consultados pela FactSet, que estimavam crescimento de 1,9%, e representou forte desaceleração em relação à alta de 1,7% observada em março.</p>
<p data-start="1307" data-end="1509">Os investimentos em ativos fixos também surpreenderam negativamente. Entre janeiro e abril, houve retração de 1,6% na comparação anual, revertendo o crescimento de 1,7% registrado no primeiro trimestre.</p>
<p data-start="1511" data-end="1738">Os dados aumentam as preocupações do mercado financeiro internacional sobre a capacidade da China de sustentar crescimento robusto em um ambiente global mais pressionado por inflação, juros elevados e instabilidade geopolítica.</p>
<h2 data-section-id="15ri7z" data-start="1740" data-end="1803">Produção industrial perde ritmo em meio à demanda mais fraca</h2>
<p data-start="1805" data-end="1937">A produção industrial da China continua crescendo, mas em velocidade inferior à esperada pelo mercado e pelo próprio governo chinês.</p>
<p data-start="1939" data-end="2119">O indicador calculado pelo NBS mede o valor agregado industrial do <a href="https://gazetamercantil.com/privatizacao-telebras-leilao-do-seculo" title="O leilão do século: como a privatização da Telebrás colocou o celular no bolso do brasileiro e redesenhou o país" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="333258">país e funciona como</a> uma das principais referências para avaliar o desempenho da atividade manufatureira chinesa.</p>
<p data-start="2121" data-end="2319">A desaceleração observada em abril reflete um ambiente mais desafiador para setores ligados à exportação, construção civil e indústria pesada, historicamente pilares do crescimento econômico chinês.</p>
<p data-start="2321" data-end="2500">Analistas apontam que a menor demanda global por bens manufaturados, associada ao enfraquecimento do consumo interno, passou a limitar o ritmo de expansão da atividade industrial.</p>
<p data-start="2502" data-end="2674">O cenário também é influenciado pela persistência da crise imobiliária chinesa, que continua afetando cadeias produtivas ligadas ao aço, cimento, máquinas e infraestrutura.</p>
<p data-start="2676" data-end="2838">Além disso, <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="304574">empresas</a> industriais enfrentam margens pressionadas pelo aumento dos custos energéticos e pela volatilidade nos preços internacionais das commodities.</p>
<p data-start="2840" data-end="3011">Os dados de abril reforçam a percepção de que a recuperação econômica chinesa permanece desigual e dependente de estímulos públicos para evitar desaceleração mais intensa.</p>
<h2 data-section-id="1liy5v5" data-start="3013" data-end="3069">Consumo fraco amplia preocupação com economia chinesa</h2>
<p data-start="3071" data-end="3177">O desempenho das vendas no varejo foi um dos principais pontos de atenção para investidores e economistas.</p>
<p data-start="3179" data-end="3384">O avanço de apenas 0,2% em abril mostra perda relevante de dinamismo do consumo doméstico, considerado peça central da estratégia chinesa para reduzir dependência das exportações e do investimento estatal.</p>
<p data-start="3386" data-end="3582">A desaceleração do varejo ocorre em meio à cautela das famílias chinesas diante do enfraquecimento do mercado imobiliário, da menor geração de renda e das incertezas sobre o crescimento econômico.</p>
<p data-start="3584" data-end="3752">O consumo interno vinha sendo tratado pelo governo chinês <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 16 de julho: Bolsa cai com tarifaço dos EUA e pressão de Vale e bancos" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="327667">como um dos</a> principais motores da retomada após os anos de desaceleração mais intensa observados recentemente.</p>
<p data-start="3754" data-end="3866">Entretanto, os números divulgados pelo NBS indicam que a confiança dos consumidores ainda permanece fragilizada.</p>
<p data-start="3868" data-end="4030">Economistas avaliam que a desaceleração das vendas no varejo aumenta a pressão sobre Pequim para adoção de novas medidas de estímulo econômico nos próximos meses.</p>
<p data-start="4032" data-end="4251">Entre as possibilidades consideradas pelo mercado estão redução adicional de juros, ampliação de crédito para empresas e famílias, incentivos ao setor imobiliário e expansão dos investimentos públicos em infraestrutura.</p>
<p data-start="4253" data-end="4379">Até o momento, contudo, o governo chinês tem adotado postura relativamente cautelosa em relação a grandes pacotes de estímulo.</p>
<h2 data-section-id="3cq3gm" data-start="4381" data-end="4439">Investimentos em ativos fixos ampliam sinal de fraqueza</h2>
<p data-start="4441" data-end="4536">Os investimentos em ativos fixos registraram um dos resultados mais negativos da série recente.</p>
<p data-start="4538" data-end="4674">A queda de 1,6% entre janeiro e abril representa deterioração importante frente ao crescimento de 1,7% observado no acumulado até março.</p>
<p data-start="4676" data-end="4889">O indicador reúne investimentos em infraestrutura, imóveis, fábricas, máquinas e equipamentos, sendo considerado uma referência relevante para medir o apetite empresarial e o ritmo de expansão da <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank" rel="noopener" title="Saiba por que economia cresce 2% em Salvador e inadimplência cai no Recife" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="322576">economia</a> chinesa.</p>
<p data-start="4891" data-end="5063">O desempenho negativo reforça os efeitos prolongados da crise no setor imobiliário, que continua pressionando incorporadoras, governos locais e o sistema financeiro chinês.</p>
<p data-start="5065" data-end="5218">A desaceleração também atinge projetos industriais e investimentos privados, em meio à piora do ambiente de <a class="wpil_keyword_link" title="Negócios" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="304575">negócios</a> e ao aumento das incertezas globais.</p>
<p data-start="5220" data-end="5393">Nos últimos anos, a China utilizou investimentos públicos e expansão do crédito como principais instrumentos para sustentar atividade econômica em momentos de desaceleração.</p>
<p data-start="5395" data-end="5603">Agora, parte dos analistas observa maior limitação do governo chinês para repetir estratégias de estímulo em larga escala devido ao elevado endividamento de governos regionais e empresas do setor imobiliário.</p>
<p data-start="5605" data-end="5753">O mercado também acompanha com atenção o impacto da desaceleração chinesa sobre cadeias globais de produção e demanda internacional por commodities.</p>
<h2 data-section-id="44umtn" data-start="5755" data-end="5811">Commodities e exportações brasileiras entram no radar</h2>
<p data-start="5813" data-end="5944">Os dados econômicos da China têm impacto direto sobre mercados globais e economias exportadoras de commodities, incluindo o Brasil.</p>
<p data-start="5946" data-end="6096">A China permanece como principal parceiro comercial brasileiro e maior compradora de produtos como minério de ferro, soja, petróleo e proteína animal.</p>
<p data-start="6098" data-end="6246">Uma desaceleração mais forte da atividade chinesa tende a afetar preços internacionais de commodities e reduzir o ritmo das exportações brasileiras.</p>
<p data-start="6248" data-end="6445">Empresas brasileiras ligadas ao setor de mineração, siderurgia, papel e celulose e <a class="wpil_keyword_link" title="Agronegócio" href="https://gazetamercantil.com/agronegocio" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="304576">agronegócio</a> acompanham de perto os indicadores econômicos chineses devido à forte dependência da demanda asiática.</p>
<p data-start="6447" data-end="6623">Companhias como Vale (VALE3), Petrobras (PETR4) e grandes exportadoras agrícolas podem sentir efeitos relevantes caso a economia chinesa perca tração de forma mais consistente.</p>
<p data-start="6625" data-end="6771">No mercado financeiro, sinais de fraqueza na China costumam influenciar o comportamento do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank" rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="319436">dólar</a>, dos preços das commodities e das Bolsas globais.</p>
<p data-start="6773" data-end="6941">A desaceleração chinesa também pode pressionar países emergentes que dependem da exportação de matérias-primas para sustentar crescimento econômico e equilíbrio fiscal.</p>
<p data-start="6943" data-end="7091">Além do impacto comercial, investidores monitoram possíveis efeitos sobre fluxos internacionais de capital e perspectivas para o crescimento global.</p>
<h2 data-section-id="xdjtgc" data-start="7093" data-end="7147">Mercado aposta em novos estímulos do governo chinês</h2>
<p data-start="7149" data-end="7291">Diante da deterioração dos indicadores econômicos, cresce no mercado a expectativa de novas medidas de estímulo por parte do governo da China.</p>
<p data-start="7293" data-end="7490">Economistas avaliam que Pequim deverá ampliar iniciativas voltadas ao crédito, consumo e infraestrutura para evitar desaceleração mais acentuada da atividade econômica ao longo do segundo semestre.</p>
<p data-start="7492" data-end="7682">O Banco do Povo da China já vinha adotando medidas pontuais de flexibilização monetária, mas parte do mercado considera as ações insuficientes diante da perda de força observada na economia.</p>
<p data-start="7684" data-end="7866">O enfraquecimento simultâneo da produção industrial, do varejo e dos investimentos aumentou a pressão sobre autoridades chinesas para adoção de políticas mais agressivas de estímulo.</p>
<p data-start="7868" data-end="8052">Ao mesmo tempo, o governo busca evitar aumento excessivo do endividamento e novos riscos no setor imobiliário, que segue fragilizado após anos de expansão acelerada baseada em crédito.</p>
<p data-start="8054" data-end="8196">Analistas internacionais observam que a China enfrenta um ambiente estruturalmente mais complexo do que em ciclos anteriores de desaceleração.</p>
<p data-start="8198" data-end="8382">Além das dificuldades domésticas, a economia chinesa convive com tensões comerciais, reorganização das cadeias globais de produção e maior competição tecnológica com países ocidentais.</p>
<h2 data-section-id="dcc9kr" data-start="8384" data-end="8448">Desaceleração chinesa amplia cautela sobre crescimento global</h2>
<p data-start="8450" data-end="8620">Os indicadores divulgados pelo NBS reforçam a percepção de que a desaceleração da China pode se tornar um dos principais fatores de risco para a economia mundial em 2026.</p>
<p data-start="8622" data-end="8834">A perda de dinamismo da segunda maior economia do planeta ocorre em um momento de elevada volatilidade internacional, marcado pela guerra no Oriente Médio, inflação persistente e juros altos em grandes economias.</p>
<p data-start="8836" data-end="9002">A combinação entre crescimento mais fraco na China e tensões geopolíticas aumenta preocupações sobre comércio internacional, demanda global e estabilidade financeira.</p>
<p data-start="9004" data-end="9139">Instituições financeiras internacionais acompanham especialmente os desdobramentos sobre commodities, energia e fluxos de investimento.</p>
<p data-start="9141" data-end="9341">O comportamento da economia chinesa nos próximos meses também deve influenciar decisões de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" title="Política | Diario de Pernambuco" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="322577">política</a> monetária em diversos países, principalmente em mercados emergentes exportadores de matérias-primas.</p>
<p data-start="9343" data-end="9517">Os números de abril ampliam o ambiente de cautela entre investidores e reforçam a avaliação de que a recuperação econômica global permanece cercada por incertezas relevantes.</p>
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		<title>Cidadania italiana ganha novo respaldo judicial para brasileiros descendentes</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/cidadania-italiana-direito-absoluto-brasileiros-descendentes</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Daniel Wicker]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 May 2026 19:09:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[brasileiros descendentes de italianos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Corte Suprema di Cassazione, instância máxima da Justiça italiana, publicou a Sentença 13818/2026 e reafirmou que a cidadania italiana por descendência, conhecida como iure sanguinis, constitui um direito subjetivo absoluto, de elevada relevância constitucional, que nasce com o titular e não pode ser negado apenas pelo decurso do tempo ou por falhas administrativas do [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">A Corte Suprema di Cassazione, instância máxima da Justiça italiana, publicou a Sentença 13818/2026 e reafirmou que a cidadania italiana por descendência, conhecida como <em>iure sanguinis</em>, constitui um direito subjetivo absoluto, de elevada relevância constitucional, que nasce com o titular e não pode ser negado apenas pelo decurso do tempo ou por falhas administrativas do Estado.</p>
<p>A decisão tem repercussão direta para brasileiros descendentes de italianos que buscam o reconhecimento da cidadania italiana e enfrentam longas filas em consulados no Brasil. O entendimento também reforça a possibilidade de recorrer à via judicial quando o interessado encontra obstáculos práticos para acessar o procedimento administrativo.</p>
<p>Na prática, a sentença fortalece a tese de que a cidadania italiana por sangue não depende de uma concessão discricionária do Estado, mas do reconhecimento de uma condição jurídica já existente, desde que comprovados os requisitos legais de descendência.</p>
<h2>Corte reafirma direito à cidadania italiana por descendência</h2>
<p>A decisão da Corte Suprema di Cassazione trata a cidadania italiana por <em>iure sanguinis</em> como um direito que acompanha o descendente desde o nascimento. Isso significa que, para o tribunal, o reconhecimento da cidadania não cria um novo direito, mas declara uma situação jurídica anterior.</p>
<p>Esse ponto é central para os brasileiros que descendem de italianos. Pela lógica reafirmada na sentença, a demora administrativa, a ausência de resposta do consulado ou a dificuldade de acesso ao sistema de agendamento não podem, por si só, inviabilizar o exercício do direito.</p>
<p>A Corte também apontou que esse direito é imprescritível. Ou seja, o simples passar dos anos não elimina a possibilidade de reconhecimento da cidadania italiana, desde que a linha de transmissão esteja juridicamente preservada e os documentos necessários sejam apresentados.</p>
<p>A decisão amplia a segurança jurídica para famílias que aguardam há anos uma oportunidade de protocolar o pedido nos consulados italianos no Brasil. Em muitos casos, os interessados enfrentam filas prolongadas e sistemas de agendamento sem disponibilidade regular, o que tem levado parte dos descendentes a buscar o Judiciário italiano.</p>
<h2>Via judicial ganha força diante das filas consulares</h2>
<p>Um dos principais efeitos da Sentença 13818/2026 está na validação da via <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 16 de julho: Bolsa cai com tarifaço dos EUA e pressão de Vale e bancos" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="327625">judicial</a> como alternativa para descendentes que não conseguem avançar no procedimento administrativo. A Corte entendeu que o interesse de agir na Justiça não depende necessariamente de uma negativa formal do Estado italiano.</p>
<p>Esse entendimento é relevante porque, na prática, muitos brasileiros não recebem uma recusa expressa do consulado. O problema, em diversos casos, está na impossibilidade de acesso ao serviço, na demora excessiva ou na ausência de vagas para agendamento.</p>
<p>Com a decisão, dificuldades concretas, atrasos prolongados e impedimentos administrativos podem ser suficientes para justificar uma ação judicial na Itália. O interessado, portanto, não precisaria aguardar indefinidamente uma resposta consular para buscar o reconhecimento do direito.</p>
<p>Especialistas em cidadania europeia avaliam que esse ponto da sentença responde diretamente à realidade enfrentada por ítalo-descendentes no Brasil. Há relatos de consulados analisando pedidos antigos, protocolados anos atrás, enquanto novas famílias permanecem sem previsão concreta de atendimento.</p>
<h2>Impacto para brasileiros descendentes de italianos</h2>
<p>O Brasil tem uma das maiores comunidades de descendentes de italianos fora da Itália. Por isso, decisões sobre cidadania italiana por descendência costumam ter forte impacto no país, especialmente em estados com intensa imigração italiana, como São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Espírito Santo e Minas Gerais.</p>
<p>Para esses brasileiros, o reconhecimento da cidadania italiana pode abrir acesso a direitos civis e administrativos na Itália e na União Europeia, incluindo residência, <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/trabalho" target="_blank"  rel="noopener" title="Trabalho" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="299491">trabalho</a>, estudo e circulação em países do bloco, conforme as regras aplicáveis a cidadãos europeus.</p>
<p>A decisão da Corte de Cassação tende a ser observada com atenção por advogados, consultorias migratórias e famílias que já possuem processos em andamento ou que avaliam ingressar com ação judicial. O entendimento reforça a tese de que a lentidão do sistema consular não pode esvaziar um direito considerado preexistente.</p>
<p>Ainda assim, cada caso depende da análise documental da linha de descendência. É necessário comprovar a transmissão da cidadania entre as gerações, observar eventuais pontos de interrupção e verificar situações específicas, como naturalização de ascendentes, datas de nascimento, casamento, filiação e registros civis.</p>
<h2>Decisão cria contraponto ao Decreto Tajani</h2>
<p>A sentença também ganha relevância por surgir em meio ao debate sobre o chamado Decreto Tajani, medida associada a critérios mais restritivos para o reconhecimento da cidadania italiana por descendência.</p>
<p>O novo entendimento da Corte Suprema di Cassazione estabelece um contraponto jurídico importante a eventuais tentativas de limitar o reconhecimento da cidadania em processos judiciais já em curso ou em situações nas quais o direito tenha se formado antes de novas restrições administrativas.</p>
<p>Na avaliação de especialistas do setor, a decisão fortalece a posição de descendentes que buscaram a Justiça diante da impossibilidade de atendimento pelos consulados. O argumento central é que a ineficiência administrativa do Estado não pode ser usada para impedir o exercício de um direito que, segundo a Corte, já integra a esfera jurídica do titular.</p>
<p>Esse ponto pode ser particularmente relevante em processos ajuizados por brasileiros que tentaram acessar a via administrativa, mas se depararam com filas extensas, sistemas indisponíveis ou ausência de resposta dentro de prazo razoável.</p>
<h2>Cidadania italiana não é tratada como favor estatal</h2>
<p>Ao classificar a cidadania italiana por sangue como direito subjetivo absoluto, a Corte reforça a distinção entre reconhecimento e concessão. A cidadania por descendência, nesse entendimento, não seria um benefício concedido por conveniência administrativa, mas uma condição jurídica a ser reconhecida quando presentes os requisitos.</p>
<p>Essa leitura reduz o espaço para que a administração pública utilize a própria demora como justificativa para barrar o acesso do interessado ao Judiciário. Se o direito já existe, a falta de atendimento consular passa a ser uma barreira indevida, e não uma etapa obrigatória sem prazo definido.</p>
<p>Para os descendentes, a consequência prática é a possibilidade de argumentar que a via judicial não é uma escolha artificial para contornar o consulado, mas uma resposta legítima diante da incapacidade do sistema administrativo de processar pedidos em tempo razoável.</p>
<h2>Especialistas veem vitória para ítalo-descendentes</h2>
<p>Gabriel Ezra Mizrahi, fundador do Clube do Passaporte, consultoria especializada em cidadania europeia e planejamento migratório, afirmou que a sentença representa uma vitória expressiva para brasileiros descendentes de italianos.</p>
<p>Segundo ele, a decisão reconhece que descendentes impedidos de obter a cidadania por falha administrativa do Estado podem buscar o reconhecimento pela via judicial. Mizrahi avalia que o entendimento fortalece processos de nacionalidade italiana e oferece maior proteção jurídica a quem não conseguiu avançar pelos consulados.</p>
<p>A leitura de especialistas é que a sentença pode reduzir a insegurança em torno de ações judiciais propostas por brasileiros. Isso porque a Corte Suprema di Cassazione deixou claro que atrasos e obstáculos administrativos podem configurar fundamento suficiente para o ingresso em juízo.</p>
<h2>Filas nos consulados seguem como principal entrave</h2>
<p>A saturação dos consulados italianos no Brasil permanece como um dos maiores obstáculos para quem busca a cidadania italiana. A demanda é elevada e, em algumas jurisdições, os interessados relatam dificuldades para obter agendamento ou acompanhar o andamento de pedidos antigos.</p>
<p>Esse cenário levou ao crescimento das ações judiciais diretamente na Itália. Nesses processos, os descendentes buscam demonstrar que possuem direito ao reconhecimento da cidadania e que a via administrativa se tornou ineficaz ou desproporcionalmente demorada.</p>
<p>A decisão da Corte de Cassação reforça justamente esse ponto: quando o sistema administrativo não oferece uma resposta efetiva, a Justiça pode ser acionada para proteger um direito que não deveria ficar condicionado à espera indefinida.</p>
<h2>O que muda para quem pretende pedir cidadania italiana</h2>
<p>A sentença não elimina a necessidade de cumprir os requisitos legais para o reconhecimento da cidadania italiana. O interessado continua obrigado a reunir certidões, comprovar a linha de descendência e demonstrar que não houve interrupção na transmissão do direito.</p>
<p>No entanto, a decisão fortalece o argumento de quem pretende ingressar com ação judicial por impossibilidade de acesso à via consular. A ausência de negativa formal deixa de ser um obstáculo absoluto, desde que o interessado consiga demonstrar dificuldades concretas, atrasos excessivos ou falhas administrativas.</p>
<p>Para brasileiros que já possuem documentação organizada, o novo precedente pode aumentar a atratividade da via judicial. Já para quem ainda está na fase inicial, o primeiro passo continua sendo a análise da árvore genealógica e a conferência dos documentos civis brasileiros e italianos.</p>
<h2>Reconhecimento depende de prova documental</h2>
<p>Apesar do impacto positivo para descendentes, o reconhecimento da cidadania italiana não é automático. A Justiça italiana exige documentação capaz de comprovar a transmissão da cidadania de geração em geração.</p>
<p>Normalmente, são analisadas certidões de nascimento, casamento e óbito, além de documentos de naturalização ou certidões negativas de naturalização, conforme o caso. Qualquer divergência relevante em nomes, datas ou filiação pode exigir retificação documental antes do ajuizamento da ação.</p>
<p>Por isso, especialistas recomendam cautela na avaliação inicial. A decisão da Corte ajuda a superar obstáculos administrativos, mas não substitui a necessidade de comprovar o direito de forma técnica e documentalmente consistente.</p>
<h2>Segurança jurídica para processos em andamento</h2>
<p>A Sentença 13818/2026 também tende a influenciar processos judiciais já em curso. Ao reafirmar a natureza absoluta e imprescritível do direito à cidadania italiana por descendência, a Corte oferece base jurisprudencial para decisões favoráveis a descendentes que comprovem os requisitos legais.</p>
<p>Esse reforço é especialmente importante em um momento de incerteza regulatória. Mudanças administrativas e tentativas de restringir o reconhecimento da cidadania vinham gerando preocupação entre brasileiros que já haviam iniciado o procedimento.</p>
<p>Com a nova decisão, processos baseados em falhas do sistema consular podem ganhar maior previsibilidade, principalmente quando houver provas de demora excessiva ou impossibilidade concreta de acesso ao atendimento administrativo.</p>
<h2>Debate deve continuar na Itália</h2>
<p>Embora a sentença represente um precedente relevante, o tema da cidadania italiana por descendência deve continuar em debate. A Itália tem discutido formas de reorganizar o sistema de reconhecimento, diante do alto volume de pedidos apresentados por descendentes em países como Brasil, Argentina, Uruguai e Estados Unidos.</p>
<p>O desafio do governo italiano é equilibrar controle administrativo, segurança documental e respeito a direitos reconhecidos pela legislação e pela jurisprudência. Para os descendentes, a principal preocupação é evitar que novas regras sejam aplicadas de forma retroativa ou que a demora estatal inviabilize direitos já constituídos.</p>
<p>Nesse contexto, a decisão da Corte Suprema di Cassazione passa a ser um marco relevante para brasileiros que buscam a cidadania italiana. O entendimento reforça que a ineficiência administrativa não pode funcionar como barreira definitiva ao reconhecimento de um direito considerado preexistente, imprescritível e protegido constitucionalmente.</p>
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		<title>Yuan sobe ao maior nível frente ao dólar desde 2023 antes de encontro entre Trump e Xi</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Toscano]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 May 2026 14:42:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O yuan registrou nesta segunda-feira (11) sua maior valorização frente ao dólar em mais de três anos, em um movimento que reforça a estratégia da China de ampliar a presença internacional de sua moeda e ocorre às vésperas de uma reunião considerada estratégica entre o presidente chinês, Xi Jinping, e o presidente dos Estados Unidos, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p data-start="282" data-end="814">O yuan registrou nesta segunda-feira (11) sua maior valorização frente ao dólar em mais de três anos, em um movimento que reforça a estratégia da China de ampliar a presença internacional de sua moeda e ocorre às vésperas de uma reunião considerada estratégica entre o presidente chinês, <span class="hover:entity-accent entity-underline inline cursor-pointer align-baseline"><span class="whitespace-normal">Xi Jinping</span></span>, e o presidente dos Estados Unidos, <span class="hover:entity-accent entity-underline inline cursor-pointer align-baseline"><span class="whitespace-normal">Donald Trump</span></span>. A taxa de câmbio no Sistema de Comércio Cambial da China fechou em 6,847 yuans por <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank" rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="319493">dólar</a>, o patamar mais forte desde março de 2023.</p>
<p data-start="816" data-end="1297">A valorização do yuan ocorre em um contexto de mudanças relevantes no <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="293563">mercado</a> cambial global, marcado pela crescente participação da moeda chinesa em transações internacionais, pela intensificação das tensões comerciais entre Washington e Pequim e por dúvidas crescentes sobre a sustentabilidade fiscal e institucional dos Estados Unidos. O avanço da moeda chinesa também amplia o debate sobre a gradual redução da dependência global do dólar em operações comerciais e financeiras.</p>
<p data-start="1299" data-end="1682">O movimento cambial ganha relevância geopolítica porque antecede a visita oficial de Trump à China. O presidente norte-americano deve desembarcar em Pequim na quarta-feira (13), permanecendo no país até sexta-feira (15), em uma agenda que deve incluir negociações comerciais, <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" title="Política | Diario de Pernambuco" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="305295">política</a> monetária internacional, cadeias globais de suprimentos e mecanismos de pagamentos internacionais.</p>
<p data-start="1684" data-end="2007">A recente valorização do yuan também é acompanhada com atenção por investidores globais, bancos centrais e <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="293562">empresas</a> exportadoras, especialmente em mercados emergentes. A oscilação da moeda chinesa afeta diretamente preços de commodities, comércio exterior, fluxo de capitais e competitividade industrial em diversos países.</p>
<h2 data-section-id="k035wu" data-start="2009" data-end="2077">Expansão internacional do yuan acelera mudança no mercado cambial</h2>
<p data-start="2079" data-end="2342">O fortalecimento do yuan nos últimos anos reflete uma estratégia de longo prazo conduzida por Pequim para reduzir a dependência internacional do dólar e ampliar o uso da moeda chinesa em contratos comerciais, investimentos e sistemas de pagamentos internacionais.</p>
<p data-start="2344" data-end="2727">Dados do BIS (Banco de Compensações Internacionais) mostram que a participação do yuan nas transações globais avançou de 2,2% em 2013 para 8,6% em 2025. O crescimento evidencia uma mudança estrutural no sistema financeiro internacional, impulsionada principalmente pelo aumento da presença econômica chinesa em mercados emergentes, acordos bilaterais e expansão do comércio asiático.</p>
<p data-start="2729" data-end="3033">A China vem ampliando o uso do yuan em operações comerciais com países parceiros por meio de acordos de compensação direta, linhas de swap cambial e plataformas próprias de pagamentos. O objetivo é reduzir custos de transações internacionais e diminuir a exposição às oscilações da moeda norte-americana.</p>
<p data-start="3035" data-end="3302">Em maio, China e Indonésia anunciaram um sistema de pagamentos via QR Code que permite operações diretamente em moedas locais, sem necessidade de conversão para dólar. A medida é considerada parte da estratégia chinesa de fortalecimento do yuan em mercados regionais.</p>
<p data-start="3304" data-end="3668">Nos bastidores do sistema financeiro internacional, analistas observam que a internacionalização do yuan ocorre de forma gradual, mas consistente. Embora o dólar ainda permaneça como principal moeda de reserva global e referência para comércio internacional, a moeda chinesa vem ganhando espaço em contratos de energia, commodities e financiamentos internacionais.</p>
<p data-start="3670" data-end="3932">O avanço do yuan também ocorre em meio ao fortalecimento do bloco econômico liderado por Pequim, especialmente em iniciativas ligadas aos BRICS e à Nova Rota da Seda, programas que incentivam operações financeiras menos dependentes do sistema bancário ocidental.</p>
<h2 data-section-id="5gbvny" data-start="3934" data-end="3994">Pressão sobre o dólar influencia fluxo global de capitais</h2>
<p data-start="3996" data-end="4171">Além dos fatores estruturais ligados à expansão do yuan, a recente valorização da moeda chinesa também está relacionada ao aumento das incertezas envolvendo os Estados Unidos.</p>
<p data-start="4173" data-end="4495">Investidores internacionais vêm demonstrando preocupação com o cenário político em Washington, sobretudo em relação às disputas institucionais, à trajetória fiscal norte-americana e aos debates sobre a independência do Federal Reserve. Esse ambiente ampliou a volatilidade em ativos denominados em dólar nos últimos meses.</p>
<p data-start="4497" data-end="4832">O mercado também acompanha o aumento do déficit fiscal dos EUA e o crescimento da dívida pública norte-americana, fatores que elevaram o debate sobre sustentabilidade fiscal de longo prazo. Em paralelo, declarações políticas envolvendo juros e política monetária aumentaram a percepção de risco institucional entre agentes financeiros.</p>
<p data-start="4834" data-end="5025">Com isso, parte dos investidores globais passou a buscar alternativas de diversificação cambial, beneficiando moedas consideradas estratégicas para o comércio internacional, incluindo o yuan.</p>
<p data-start="5027" data-end="5342">O fortalecimento da moeda chinesa também ocorre em um momento de reorganização das cadeias globais de produção e de maior fragmentação geopolítica. Empresas multinacionais vêm redesenhando estratégias de fornecimento, logística e financiamento diante do aumento das disputas comerciais entre Estados Unidos e China.</p>
<p data-start="5344" data-end="5515">Esse movimento altera fluxos internacionais de capitais e influencia diretamente os mercados de câmbio, especialmente em países fortemente integrados ao comércio exterior.</p>
<h2 data-section-id="lstapy" data-start="5517" data-end="5585">Exportadores chineses enfrentam risco de perda de competitividade</h2>
<p data-start="5587" data-end="5782">Apesar de representar um sinal de fortalecimento econômico e monetário para Pequim, a valorização do yuan traz desafios relevantes para a <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank" rel="noopener" title="Saiba por que economia cresce 2% em Salvador e inadimplência cai no Recife" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="293561">economia</a> chinesa, principalmente para o setor exportador.</p>
<p data-start="5784" data-end="5993">Com a moeda mais forte <a href="https://gazetamercantil.com/dolar-hoje" title="Dólar hoje sobe com impasse entre EUA e Irã e varejo brasileiro acima do esperado" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="291347">frente ao</a> dólar, os produtos chineses ficam relativamente mais caros nos mercados internacionais, reduzindo competitividade em setores industriais fortemente dependentes das exportações.</p>
<p data-start="5995" data-end="6276">A China mantém uma economia amplamente baseada na produção manufatureira e nas vendas externas. Segmentos como tecnologia, máquinas, equipamentos, têxteis, veículos elétricos e bens industriais podem sofrer impactos caso a valorização do yuan se mantenha por um período prolongado.</p>
<p data-start="6278" data-end="6543">Analistas avaliam que o Banco Popular da China deve acompanhar de perto os efeitos do movimento cambial sobre a atividade econômica doméstica. Historicamente, Pequim atua para evitar oscilações excessivas da moeda que possam gerar desequilíbrios no setor produtivo.</p>
<p data-start="6545" data-end="6762">Nos últimos anos, autoridades chinesas alternaram períodos de flexibilização e controle mais rígido sobre o câmbio, buscando equilibrar crescimento econômico, estabilidade financeira e competitividade das exportações.</p>
<p data-start="6764" data-end="6993">A valorização do yuan também pode gerar reflexos em preços globais de produtos industrializados e commodities. Países importadores de produtos chineses tendem a enfrentar custos maiores caso o fortalecimento da moeda se mantenha.</p>
<p data-start="6995" data-end="7177">No Brasil, o movimento é acompanhado principalmente por setores ligados ao <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/agronegocio" target="_blank" rel="noopener" title="Agronegócio" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="305296">agronegócio</a>, mineração e indústria de transformação, devido à forte relação comercial entre os dois países.</p>
<h2 data-section-id="x9xud2" data-start="7179" data-end="7240">Reunião entre Trump e Xi Jinping amplia atenção do mercado</h2>
<p data-start="7242" data-end="7538">A visita de Donald Trump a Pequim adiciona uma dimensão política relevante ao avanço recente do yuan. O encontro entre o presidente norte-americano e Xi Jinping ocorre em meio à retomada de negociações comerciais e discussões sobre equilíbrio geopolítico entre as duas maiores economias do mundo.</p>
<p data-start="7540" data-end="7704">Entre os principais temas esperados para a agenda bilateral estão comércio exterior, tecnologia, tarifas, segurança econômica e sistemas financeiros internacionais.</p>
<p data-start="7706" data-end="7937">A ampliação do uso do yuan em transações internacionais deve ocupar espaço importante nas conversas entre os dois governos, especialmente diante das iniciativas chinesas para criar mecanismos financeiros menos dependentes do dólar.</p>
<p data-start="7939" data-end="8166">Nos últimos anos, autoridades chinesas intensificaram esforços para ampliar acordos comerciais liquidados em yuan, movimento visto por Washington como parte de uma estratégia de redução da influência financeira norte-americana.</p>
<p data-start="8168" data-end="8459">A disputa monetária ganhou peso geopolítico porque o dólar permanece como principal instrumento de influência econômica global <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje tenta recuperação após queda forte e mira dados dos EUA" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="297827">dos</a> Estados Unidos. Grande parte das reservas internacionais, contratos internacionais e sistemas financeiros globais ainda opera com base na moeda norte-americana.</p>
<p data-start="8461" data-end="8651">A tentativa chinesa de ampliar o alcance do yuan ocorre paralelamente ao fortalecimento de sistemas alternativos de pagamentos e à expansão de acordos comerciais bilaterais sem uso do dólar.</p>
<p data-start="8653" data-end="8842">Investidores acompanham o encontro entre Trump e Xi Jinping com expectativa de eventuais sinalizações sobre tarifas comerciais, cooperação econômica e estabilidade financeira internacional.</p>
<h2 data-section-id="fyvxfc" data-start="8844" data-end="8901">Movimento do yuan reforça rearranjo da economia global</h2>
<p data-start="8903" data-end="9061">O avanço do yuan para o maior nível frente ao <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 05 de agosto, aguarda decisão do Copom com mercado apostando em Selic a 14%" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="336852">dólar desde</a> 2023 é interpretado por analistas como mais um sinal das transformações em curso na economia global.</p>
<p data-start="9063" data-end="9271">Embora o dólar continue liderando amplamente o sistema financeiro internacional, cresce o número de países e empresas buscando diversificar moedas utilizadas em operações comerciais e reservas internacionais.</p>
<p data-start="9273" data-end="9451">A China tenta aproveitar esse ambiente para consolidar o yuan como alternativa relevante no comércio internacional, especialmente em regiões com forte presença econômica chinesa.</p>
<p data-start="9453" data-end="9647">Ao mesmo tempo, o fortalecimento da moeda chinesa amplia pressões competitivas entre grandes economias e adiciona novos elementos às disputas comerciais e tecnológicas entre Pequim e Washington.</p>
<p data-start="9649" data-end="9924">O comportamento do câmbio nas próximas semanas dependerá não apenas da política monetária chinesa, mas também do resultado das negociações diplomáticas entre China e Estados Unidos, da trajetória dos juros norte-americanos e da confiança global em ativos vinculados ao dólar.</p>
<p data-start="9926" data-end="10203">Para investidores e empresas multinacionais, o movimento do yuan reforça a percepção de que o sistema financeiro internacional atravessa uma fase de transição, marcada por maior fragmentação econômica, disputas geopolíticas e busca por novos mecanismos de liquidação comercial.</p>
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		<title>Israel diz que guerra com Irã não terminou e cobra retirada de urânio</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/israel-guerra-ira-netanyahu-uranio-enriquecido</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Toscano]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 10 May 2026 17:22:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que a guerra com o Irã ainda não terminou e voltou a defender a retirada do urânio enriquecido mantido pelo regime iraniano. A declaração ocorre em meio a uma tentativa dos Estados Unidos de avançar em uma proposta para encerrar o conflito, com mediação do Paquistão. Em entrevista [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que a guerra com o Irã ainda não terminou e voltou a defender a retirada do urânio enriquecido mantido pelo regime iraniano. A declaração ocorre em meio a uma tentativa <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje tenta recuperação após queda forte e mira dados dos EUA" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="297800">dos</a> Estados Unidos de avançar em uma proposta para encerrar o conflito, com mediação do Paquistão.</p>
<p>Em entrevista ao programa “60 Minutes”, da emissora norte-americana CBS, Netanyahu disse que Israel considera insuficientes os danos já causados ao programa nuclear iraniano. Segundo ele, ainda há material nuclear em território iraniano e instalações de enriquecimento que precisariam ser desmanteladas para que o conflito seja considerado encerrado.</p>
<p>A fala do premiê israelense contrasta com o esforço diplomático conduzido pelo governo dos Estados Unidos. No mesmo momento em que Netanyahu endurece o tom, o Irã informou ter enviado uma resposta à proposta norte-americana para pôr fim à guerra. A comunicação foi transmitida por meio do Paquistão, que atua <a href="https://gazetamercantil.com/dolar-hoje" title="Dólar hoje sobe com impasse entre EUA e Irã e varejo brasileiro acima do esperado" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="291315">como mediador entre</a> Washington e Teerã.</p>
<p>Não há canal direto de negociação entre Estados Unidos e Irã. Por isso, a interlocução paquistanesa ganhou peso nas tratativas. A agência estatal iraniana Irna informou que a resposta de Teerã foi entregue neste domingo, 10 de maio, mas não divulgou o conteúdo integral do documento nem detalhou quais pontos foram aceitos, rejeitados ou condicionados a novas exigências.</p>
<h2>Israel mantém pressão sobre programa nuclear iraniano</h2>
<p>A posição de Israel permanece centrada no programa nuclear do Irã. Netanyahu afirmou que a guerra “não terminou” porque ainda existe urânio enriquecido a ser retirado do país e instalações que, na avaliação israelense, continuam representando risco estratégico.</p>
<p>Questionado sobre como esse material poderia ser removido, o primeiro-ministro respondeu que seria necessário “entrar e retirar”. A declaração foi interpretada como uma sinalização de que Israel não descarta medidas mais duras caso não haja acordo capaz de garantir o desmonte de partes relevantes do programa nuclear iraniano.</p>
<p>Netanyahu não apresentou cronograma nem detalhou eventual plano militar. Também não especificou se a retirada dependeria de uma negociação internacional, de inspeções técnicas ou de ação direta. Ainda assim, o tom da entrevista reforçou a distância entre a posição israelense e a estratégia diplomática que os Estados Unidos tentam conduzir.</p>
<p>Israel sustenta que o Irã não pode manter capacidade de enriquecimento que, na visão de seus aliados, possa aproximar o país da produção de armas nucleares. Teerã, por sua vez, afirma historicamente que seu programa nuclear tem fins civis e rejeita acusações de que busque desenvolver uma bomba atômica.</p>
<h2>Irã envia resposta por meio do Paquistão</h2>
<p>Enquanto Israel pressiona por uma solução mais dura, o Irã sinalizou disposição para manter a negociação sobre o fim da guerra. Segundo a Irna, a resposta iraniana ao mais recente projeto apresentado pelos Estados Unidos foi entregue por intermédio de um mediador paquistanês.</p>
<p>A comunicação ocorre em um momento de elevada tensão regional. As conversas buscam estabelecer um caminho para interromper as hostilidades e tratar de temas considerados centrais para a estabilidade no Oriente Médio, entre eles o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, o programa nuclear iraniano e eventuais garantias de segurança.</p>
<p>A agência estatal iraniana informou que, nesta fase, as negociações devem se concentrar no fim da guerra na região. A formulação indica que Teerã pode tentar limitar o escopo inicial das tratativas, deixando temas mais amplos para uma etapa posterior.</p>
<p>Ainda não está claro se o Irã aceitou a estrutura central da proposta norte-americana. Também não há informação oficial sobre eventuais contrapartidas exigidas por Teerã, como suspensão de sanções, garantias contra novos ataques ou compromissos envolvendo a circulação de navios no Golfo Pérsico.</p>
<h2>Estados Unidos tentam costurar acordo</h2>
<p>O governo dos Estados Unidos trabalha para transformar a resposta iraniana em avanço diplomático. A proposta norte-americana, segundo relatos publicados pela imprensa internacional, envolve um conjunto de pontos voltados a reduzir a escalada militar e abrir espaço para uma negociação mais ampla.</p>
<p>Entre os temas em discussão estão o tráfego de navios no Estreito de Ormuz, corredor estratégico por onde passa parcela relevante do petróleo comercializado no mundo, e o futuro do programa nuclear iraniano. A interrupção ou instabilidade nesse corredor tende a pressionar o preço global do petróleo e gerar efeitos sobre cadeias de transporte, combustíveis e alimentos.</p>
<p>O presidente Donald Trump afirmou que as conversas recentes foram positivas e que um acordo seria possível. A avaliação da Casa Branca, porém, convive <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 16 de julho: Bolsa cai com tarifaço dos EUA e pressão de Vale e bancos" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="327445">com a pressão</a> de Israel e com a resistência de setores do regime iraniano, que classificam as exigências norte-americanas como excessivas.</p>
<p>A postura de Washington tenta equilibrar dois objetivos: evitar que o Irã avance em seu programa nuclear e impedir que a guerra provoque uma crise energética global. Esse equilíbrio é delicado, porque qualquer sinal de concessão pode ser criticado por Israel, enquanto exigências muito rígidas podem levar Teerã a abandonar a mesa.</p>
<h2>Netanyahu vai na contramão da distensão</h2>
<p>A declaração de Netanyahu aumenta o desafio para a diplomacia norte-americana. Ao afirmar que a guerra não terminou, o líder de Israel sinaliza que um eventual cessar-fogo só seria aceitável se houver garantias concretas sobre o urânio enriquecido e sobre o desmonte de instalações nucleares iranianas.</p>
<p>Essa posição dificulta a construção de um acordo intermediário. Caso Washington busque uma solução gradual, com interrupção das hostilidades antes de um entendimento definitivo sobre o programa nuclear, Israel pode considerar o arranjo insuficiente.</p>
<p>O governo israelense também busca demonstrar que os ataques realizados até agora não encerraram a missão estratégica contra o Irã. Para Netanyahu, a degradação da capacidade militar e nuclear iraniana não basta se o país ainda mantiver material sensível e infraestrutura de enriquecimento.</p>
<p>A pressão israelense também tem dimensão doméstica. Netanyahu enfrenta cobrança interna por segurança e por resultados concretos diante do Irã, adversário histórico de Israel e apoiador de grupos hostis ao Estado israelense na região.</p>
<h2>Estreito de Ormuz amplia impacto econômico</h2>
<p>A crise entre Israel, Estados Unidos e Irã tem consequências que vão além do campo militar. O Estreito de Ormuz permanece no centro das preocupações internacionais por sua relevância para o fluxo global de petróleo.</p>
<p>Qualquer interrupção prolongada na passagem de navios pelo estreito pode pressionar os preços do barril, elevar custos de frete, afetar combustíveis e contaminar a inflação em diferentes economias. Por isso, países importadores <a href="https://gazetamercantil.com/privatizacao-telebras-leilao-do-seculo" title="O leilão do século: como a privatização da Telebrás colocou o celular no bolso do brasileiro e redesenhou o país" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="333193">de</a> energia acompanham a negociação com atenção.</p>
<p>A proposta dos Estados Unidos busca reduzir esse risco ao incluir discussões sobre navegação, bloqueios e segurança marítima. Para o Irã, o estreito é também um instrumento de pressão geopolítica. Para os países consumidores de petróleo, é um ponto sensível da estabilidade energética global.</p>
<p>A tensão se reflete nos mercados, que tendem a reagir a sinais de escalada militar ou de avanço diplomático. Uma solução negociada poderia reduzir parte do prêmio de risco embutido no petróleo. Já uma nova ofensiva militar poderia provocar volatilidade imediata.</p>
<h2>Impasse nuclear segue como principal obstáculo</h2>
<p>O programa nuclear iraniano continua sendo o ponto mais difícil das negociações. Israel e Estados Unidos exigem garantias de que o Irã não terá capacidade de desenvolver armas nucleares. O Irã rejeita abrir mão integral de sua soberania tecnológica e insiste que seu programa tem finalidade pacífica.</p>
<p>A eventual retirada de urânio enriquecido exigiria mecanismos de verificação, definição sobre destino do material e garantias de cumprimento. Também demandaria participação de organismos internacionais ou de países mediadores, caso a solução fosse negociada.</p>
<p>Netanyahu, entretanto, deixou claro que Israel não pretende aceitar apenas declarações políticas. Para o governo israelense, o encerramento do conflito depende de medidas físicas e verificáveis sobre o material nuclear e sobre as instalações de enriquecimento.</p>
<p>Essa diferença de abordagem explica por que a guerra pode continuar mesmo diante de sinais diplomáticos. A resposta iraniana aos Estados Unidos abre uma janela de negociação, mas não elimina o impasse central.</p>
<h2>Região segue sob risco de nova escalada</h2>
<p>A combinação entre pressão militar, negociação indireta e interesses energéticos mantém o Oriente Médio em estado de alerta. Israel afirma que ainda há <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/trabalho" target="_blank" rel="noopener" title="Trabalho" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="305408">trabalho</a> a ser feito contra o Irã. Teerã sinaliza disposição para discutir o fim da guerra, mas não revelou até onde está disposto a ceder. Washington tenta evitar uma escalada maior sem abandonar suas exigências nucleares.</p>
<p>O resultado das próximas rodadas dependerá da capacidade dos mediadores de transformar a resposta iraniana em um texto aceitável para Estados Unidos e Israel. Também dependerá da disposição de Teerã de aceitar controles mais rígidos sobre seu programa nuclear.</p>
<p>Por ora, a declaração de Netanyahu reduz a expectativa de uma solução imediata. Mesmo com a resposta iraniana à proposta dos Estados Unidos, Israel mantém a avaliação de que o conflito só poderá ser encerrado quando houver garantias concretas sobre o urânio enriquecido e as instalações nucleares do Irã.</p>
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		<title>Dívida dos EUA passa de US$ 39 trilhões e supera PIB anual do país</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/divida-dos-eua-392-trilhoes-supera-pib-alerta-fiscal</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Maria Helena Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 May 2026 13:04:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A dívida dos EUA atingiu US$ 39,2 trilhões nos 12 meses encerrados em março e superou o Produto Interno Bruto anual da maior economia do mundo, estimado em cerca de US$ 31 trilhões. O avanço amplia a pressão sobre as contas públicas norte-americanas, eleva o debate sobre sustentabilidade fiscal e reacende preocupações de investidores com [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p data-start="140" data-end="528">A <strong data-start="142" data-end="160">dívida dos EUA</strong> atingiu US$ 39,2 trilhões nos 12 meses encerrados em março e superou o Produto Interno Bruto anual da maior economia do mundo, estimado em cerca de US$ 31 trilhões. O avanço amplia a pressão sobre as contas públicas norte-americanas, eleva o debate sobre sustentabilidade fiscal e reacende preocupações de investidores com o custo de financiamento do governo federal.</p>
<p data-start="530" data-end="860">O dado reforça uma deterioração estrutural no orçamento dos Estados Unidos. Em 2025, o governo norte-americano gastou US$ 1,78 trilhão a mais do que arrecadou, mantendo a trajetória de déficits elevados. Esse desequilíbrio exige novas emissões de títulos públicos, aumenta o estoque da dívida e torna mais pesada a conta de juros.</p>
<p data-start="862" data-end="1247">A <strong data-start="864" data-end="882">dívida dos EUA</strong> se tornou uma das variáveis mais importantes para o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="295979">mercado</a> financeiro global. O país emite a principal moeda de reserva do mundo e os títulos do Tesouro norte-americano continuam sendo referência de segurança e liquidez. Ainda assim, o crescimento acelerado do endividamento coloca pressão sobre juros, <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank" rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="319568">dólar</a>, ratings soberanos e fluxos internacionais de capital.</p>
<p data-start="1249" data-end="1654">Na prática, o problema fiscal dos Estados Unidos tem impacto muito além de Washington. Quando o governo americano precisa financiar déficits elevados, aumenta a oferta de títulos no mercado. Se investidores exigem prêmios maiores para comprar esses papéis, os juros dos Treasuries sobem. Esse movimento pode afetar bolsas, moedas emergentes, commodities, crédito corporativo e decisões de bancos centrais.</p>
<p data-start="1656" data-end="1965">A Fitch Ratings voltou a alertar que a nota de crédito dos Estados Unidos está sob pressão diante de um déficit em expansão. A agência já havia rebaixado a classificação soberana americana em agosto de 2023 para AA+, citando impasses recorrentes em torno do teto da dívida e deterioração da governança fiscal.</p>
<h2 data-section-id="co6pcc" data-start="1967" data-end="2026">Dívida dos EUA supera o PIB e expõe desequilíbrio fiscal</h2>
<p data-start="2028" data-end="2294">A <strong data-start="2030" data-end="2048">dívida dos EUA</strong> superar o PIB anual do país é um sinal relevante para economistas, agências de risco e investidores. A relação entre dívida e Produto Interno Bruto mede o tamanho do endividamento em comparação com a capacidade de geração de riqueza da <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank" rel="noopener" title="Saiba por que economia cresce 2% em Salvador e inadimplência cai no Recife" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="295978">economia</a>.</p>
<p data-start="2296" data-end="2570">Quando a dívida cresce acima do PIB, o governo passa a depender mais de financiamento para honrar compromissos, pagar juros e manter despesas correntes. Isso não significa crise imediata, especialmente no caso dos Estados Unidos, mas indica uma trajetória que exige atenção.</p>
<p data-start="2572" data-end="2927">A economia norte-americana tem vantagens incomuns. O dólar é a principal moeda de reserva internacional. O mercado de Treasuries é profundo e líquido. O governo americano consegue se financiar em sua própria moeda. Bancos centrais, fundos soberanos, seguradoras, bancos e gestoras continuam demandando títulos dos Estados Unidos como ativos de referência.</p>
<p data-start="2929" data-end="3166">Essas vantagens, porém, não eliminam o risco fiscal. A <strong data-start="2984" data-end="3002">dívida dos EUA</strong> cresce em um ambiente de juros mais altos, déficits persistentes e aumento das despesas obrigatórias. O resultado é uma pressão contínua sobre o orçamento federal.</p>
<p data-start="3168" data-end="3459">Quanto maior a dívida, maior tende a ser a despesa com juros. Quanto maior a despesa com juros, menor o espaço para investimentos, programas públicos, infraestrutura, defesa, saúde e políticas de estímulo. Esse ciclo pode reduzir a flexibilidade fiscal do governo ao longo dos próximos anos.</p>
<h2 data-section-id="1dvn8v3" data-start="3461" data-end="3522">Déficit de US$ 1,78 trilhão amplia pressão sobre o Tesouro</h2>
<p data-start="3524" data-end="3730">O déficit fiscal de US$ 1,78 trilhão em 2025 é um dos principais motores da alta da <strong data-start="3608" data-end="3626">dívida dos EUA</strong>. O número mostra que o governo federal continua operando com forte diferença entre receitas e despesas.</p>
<p data-start="3732" data-end="4052">Déficit ocorre quando o governo gasta mais do que arrecada. Para financiar esse rombo, o Tesouro emite títulos públicos. Esses papéis são comprados por investidores em troca de juros. Com o passar do tempo, a repetição de déficits elevados aumenta o estoque da dívida e exige novas emissões para refinanciar vencimentos.</p>
<p data-start="4054" data-end="4354">O problema se torna mais grave quando o desequilíbrio não é temporário. Déficits podem ser justificáveis durante recessões, guerras, pandemias ou crises financeiras. No entanto, quando continuam elevados mesmo em períodos de crescimento, indicam dificuldade estrutural de ajustar receitas e despesas.</p>
<p data-start="4356" data-end="4606">A <strong data-start="4358" data-end="4376">dívida dos </strong><a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje tenta recuperação após queda forte e mira dados dos EUA" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="295399">EUA avança em um contexto de</a> forte rigidez orçamentária. Despesas com programas sociais, saúde, Previdência, defesa e juros consomem parcela expressiva do orçamento. Isso limita a capacidade de ajuste sem decisões políticas difíceis.</p>
<p data-start="4608" data-end="4850">O governo americano enfrenta, portanto, um dilema. Reduzir o déficit exige cortar gastos, elevar receitas, revisar benefícios, mudar regras tributárias ou combinar todas essas medidas. Cada uma dessas alternativas envolve alto custo político.</p>
<h2 data-section-id="7lf9bq" data-start="4852" data-end="4905">Juros elevados tornam a dívida americana mais cara</h2>
<p data-start="4907" data-end="5203">A alta dos juros nos Estados Unidos mudou a dinâmica da <strong data-start="4963" data-end="4981">dívida dos EUA</strong>. Durante anos, o país conseguiu ampliar o endividamento em um ambiente de taxas historicamente baixas. Esse cenário reduzia o custo de financiamento e permitia ao Tesouro rolar dívidas com menor pressão sobre o orçamento.</p>
<p data-start="5205" data-end="5460">Com o ciclo de aperto monetário do Federal Reserve, a situação ficou mais complexa. Juros mais altos encarecem novas emissões e tornam mais custosa a rolagem de títulos antigos. Isso aumenta a despesa financeira do governo e acelera a deterioração fiscal.</p>
<p data-start="5462" data-end="5718">A conta de juros é uma das variáveis mais observadas pelos investidores. Diferentemente de investimentos públicos, a despesa financeira não amplia diretamente a capacidade produtiva do país. Ela representa o custo de carregar dívidas acumuladas no passado.</p>
<p data-start="5720" data-end="5959">Quando a <strong data-start="5729" data-end="5747">dívida dos EUA</strong> cresce e os juros sobem ao mesmo tempo, o orçamento fica pressionado em duas frentes. O governo precisa emitir mais títulos para financiar déficits e, ao mesmo tempo, paga juros maiores sobre a dívida existente.</p>
<p data-start="5961" data-end="6223">Essa dinâmica pode se tornar cumulativa. Juros maiores elevam o déficit. Déficits maiores aumentam a dívida. Dívida maior exige mais emissões. Mais emissões podem pressionar os juros de mercado. Esse é o ciclo que preocupa agências de rating e analistas fiscais.</p>
<h2 data-section-id="46fho6" data-start="6225" data-end="6285">Fitch vê déficit em expansão e mantém alerta sobre rating</h2>
<p data-start="6287" data-end="6520">A Fitch Ratings afirmou que a nota de crédito dos Estados Unidos segue pressionada por um déficit em expansão. A agência apontou que o endividamento <a href="https://gazetamercantil.com/privatizacao-telebras-leilao-do-seculo" title="O leilão do século: como a privatização da Telebrás colocou o celular no bolso do brasileiro e redesenhou o país" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="333141">do</a> país permanece muito acima do observado em outras economias com classificação AA.</p>
<p data-start="6522" data-end="6773">O alerta é relevante porque a nota de crédito soberana influencia a percepção de risco sobre um país. Embora os Estados Unidos ainda sejam vistos como emissor de altíssima qualidade, a deterioração fiscal passou a pesar mais na avaliação das agências.</p>
<p data-start="6775" data-end="7052">A Fitch rebaixou os Estados Unidos em agosto de 2023 para AA+. Na ocasião, citou o impasse recorrente em torno do teto da dívida, a erosão da governança fiscal e a piora da trajetória de endividamento. Agora, a escalada da <strong data-start="6998" data-end="7016">dívida dos EUA</strong> mantém o tema no centro da análise.</p>
<p data-start="7054" data-end="7302">A preocupação não é apenas o tamanho absoluto da dívida. O ponto central é a ausência de uma rota clara para estabilização. Sem redução consistente dos déficits, o endividamento tende a continuar crescendo em relação à capacidade fiscal do governo.</p>
<p data-start="7304" data-end="7559">Para investidores, o risco imediato de calote americano segue muito baixo. O país ainda controla sua moeda, possui base tributária robusta e mantém demanda global por seus títulos. O problema é o custo crescente dessa dívida e o impacto sobre os mercados.</p>
<h2 data-section-id="12x0dqy" data-start="7561" data-end="7612">One Big Beautiful Bill Act entra no radar fiscal</h2>
<p data-start="7614" data-end="7873">A Fitch também mencionou a piora das contas públicas associada aos cortes de impostos previstos no One Big Beautiful Bill Act. A avaliação é que medidas tributárias sem compensação suficiente podem elevar déficits e pressionar ainda mais a <strong data-start="7854" data-end="7872">dívida dos EUA</strong>.</p>
<p data-start="7875" data-end="8131">Cortes de impostos podem ter efeito positivo sobre consumo, investimento e atividade econômica. No entanto, quando reduzem a arrecadação sem corte equivalente de despesas, ampliam o rombo fiscal. Esse é um ponto sensível na avaliação das agências de risco.</p>
<p data-start="8133" data-end="8454">Nos Estados Unidos, a <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" title="Política | Diario de Pernambuco" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="295980">política</a> tributária está no centro da disputa entre republicanos e democratas. De um lado, há defesa de redução de impostos para estimular crescimento e investimento privado. De outro, há pressão por maior arrecadação para financiar programas sociais, reduzir déficits e preservar serviços públicos.</p>
<p data-start="8456" data-end="8666">A <strong data-start="8458" data-end="8476">dívida dos EUA</strong> reflete essa disputa política. Sem consenso sobre receitas e despesas, o governo continua operando com déficits elevados. O impasse dificulta a construção de um plano fiscal de longo prazo.</p>
<p data-start="8668" data-end="8925">Medidas de corte tributário podem ganhar força em períodos eleitorais, mas seus efeitos sobre o orçamento tendem a durar anos. Por isso, agências e investidores analisam não apenas o impacto imediato, mas também a trajetória projetada para a próxima década.</p>
<h2 data-section-id="1h7quuf" data-start="8927" data-end="8983">Teto da dívida expõe fragilidade da governança fiscal</h2>
<p data-start="8985" data-end="9231">A discussão sobre o teto da dívida é um dos símbolos da fragilidade política em torno da <strong data-start="9074" data-end="9092">dívida dos EUA</strong>. O limite legal de endividamento já provocou sucessivos impasses no Congresso e elevou a volatilidade dos mercados em diferentes momentos.</p>
<p data-start="9233" data-end="9488">O teto da dívida não controla diretamente os gastos já aprovados. Ele limita a capacidade do governo de emitir dívida para honrar compromissos autorizados anteriormente. Por isso, a disputa costuma gerar risco de paralisação, atrasos e incerteza política.</p>
<p data-start="9490" data-end="9724">Embora os Estados Unidos geralmente resolvam esses impasses antes de uma ruptura efetiva, o processo desgasta a credibilidade institucional. Agências de rating observam essa recorrência como sinal de deterioração da governança fiscal.</p>
<p data-start="9726" data-end="10038">A <strong data-start="9728" data-end="9746">dívida dos EUA</strong> cresce não apenas por razões econômicas, mas também pela dificuldade política de aprovar ajustes. O Congresso enfrenta pressões contraditórias: eleitores resistem a cortes de benefícios, <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="294025">empresas</a> pressionam contra aumento de impostos e partidos evitam assumir o custo de medidas impopulares.</p>
<p data-start="10040" data-end="10223">Esse quadro torna a estabilização da dívida mais difícil. Sem coordenação política, o ajuste é adiado. Quanto mais o ajuste é adiado, maior tende a ser o esforço necessário no futuro.</p>
<h2 data-section-id="17uzvl8" data-start="10225" data-end="10276">Mercado de Treasuries segue central para o mundo</h2>
<p data-start="10278" data-end="10587">Mesmo com a alta da <strong data-start="10298" data-end="10316">dívida dos EUA</strong>, os títulos do Tesouro norte-americano continuam sendo o principal ativo de referência do sistema financeiro global. Os Treasuries servem como base para precificação de risco, reservas internacionais, garantias financeiras e decisões de alocação de grandes investidores.</p>
<p data-start="10589" data-end="10809">Essa centralidade dá aos Estados Unidos uma vantagem que nenhum outro país possui na mesma escala. A demanda global por títulos americanos permite ao governo financiar déficits elevados com menor risco de crise imediata.</p>
<p data-start="10811" data-end="11085">No entanto, o crescimento da oferta de Treasuries pode exigir juros mais altos para atrair compradores. Em um ambiente de grande emissão, investidores podem pedir prêmios maiores, especialmente se houver dúvidas sobre inflação, política fiscal ou direção do Federal Reserve.</p>
<p data-start="11087" data-end="11312">A <strong data-start="11089" data-end="11107">dívida dos EUA</strong> é, portanto, um tema que afeta diretamente a curva de juros global. Quando os rendimentos dos Treasuries sobem, o custo de financiamento de empresas, governos e famílias tende a aumentar em vários países.</p>
<p data-start="11314" data-end="11560">Esse efeito se espalha por hipotecas, crédito corporativo, <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 16 de julho: Bolsa cai com tarifaço dos EUA e pressão de Vale e bancos" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="327302">bolsas de valores</a>, moedas emergentes e commodities. Por isso, a deterioração fiscal americana é acompanhada por bancos centrais, ministérios da Fazenda e grandes gestores em todo o mundo.</p>
<h2 data-section-id="12xafup" data-start="11562" data-end="11613">Dólar pode refletir percepção sobre risco fiscal</h2>
<p data-start="11615" data-end="11849">A trajetória da <strong data-start="11631" data-end="11649">dívida dos EUA</strong> também pode influenciar o comportamento do dólar. A moeda americana costuma se fortalecer em momentos de aversão ao risco, mas a piora fiscal pode gerar debates sobre sustentabilidade de longo prazo.</p>
<p data-start="11851" data-end="12069">No curto prazo, juros mais altos nos Estados Unidos tendem a atrair capital e sustentar o dólar. Esse movimento pode pressionar moedas emergentes, encarecer importações e afetar países com dívidas em moeda estrangeira.</p>
<p data-start="12071" data-end="12304">No longo prazo, porém, déficits persistentes e dívida crescente podem alimentar questionamentos sobre a trajetória fiscal americana. Ainda que o dólar mantenha posição dominante, investidores acompanham sinais de erosão de confiança.</p>
<p data-start="12306" data-end="12557">A <strong data-start="12308" data-end="12326">dívida dos EUA</strong> também tem impacto sobre reservas internacionais. Muitos bancos centrais mantêm grande parcela de seus ativos em Treasuries. Qualquer mudança na percepção de risco sobre esses papéis pode influenciar estratégias de diversificação.</p>
<p data-start="12559" data-end="12816">Esse processo tende a ser gradual. Não há substituto imediato para o dólar na escala necessária. Ainda assim, o avanço do endividamento americano aumenta discussões sobre moedas alternativas, ouro, diversificação de reservas e arquitetura financeira global.</p>
<h2 data-section-id="1230tv3" data-start="12818" data-end="12875">Mercados emergentes sentem efeito dos juros americanos</h2>
<p data-start="12877" data-end="13119">O avanço da <strong data-start="12889" data-end="12907">dívida dos EUA</strong> pode afetar diretamente mercados emergentes. Se o aumento do endividamento pressiona os juros dos Treasuries, ativos de maior risco precisam oferecer retorno mais elevado para competir com os títulos americanos.</p>
<p data-start="13121" data-end="13381">Esse movimento pode reduzir o fluxo de capitais para países emergentes, elevar o custo de financiamento externo e pressionar moedas locais. Para economias como o Brasil, juros americanos mais altos dificultam cortes de juros domésticos e podem afetar o câmbio.</p>
<p data-start="13383" data-end="13658">A relação entre dívida americana e mercados emergentes passa pelo prêmio de risco. Quando os Treasuries pagam mais, investidores globais podem reduzir exposição a ações, títulos corporativos e moedas de países em desenvolvimento. Isso aumenta volatilidade e encarece crédito.</p>
<p data-start="13660" data-end="13881">A <strong data-start="13662" data-end="13680">dívida dos EUA</strong>, portanto, funciona como uma variável externa de grande peso para o mercado brasileiro. Ela pode influenciar dólar, <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank" rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="319569">Ibovespa</a>, juros futuros, commodities, fluxo estrangeiro e decisões do Banco Central.</p>
<p data-start="13883" data-end="14075">Empresas <a href="https://gazetamercantil.com/dolar-hoje" title="Dólar hoje sobe com impasse entre EUA e Irã e varejo brasileiro acima do esperado" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="291173">brasileiras com dívida em dólar</a> ou acesso ao mercado internacional também podem ser afetadas. Juros externos mais altos elevam o custo de captação e reduzem espaço para investimentos.</p>
<h2 data-section-id="razn73" data-start="14077" data-end="14130">Crescimento econômico é chave para conter a dívida</h2>
<p data-start="14132" data-end="14407">A sustentabilidade da <strong data-start="14154" data-end="14172">dívida dos EUA</strong> depende também da capacidade de crescimento da economia americana. Se o PIB cresce de forma consistente, a arrecadação aumenta e a relação dívida/PIB pode se estabilizar. Se o crescimento desacelera, o peso relativo da dívida aumenta.</p>
<p data-start="14409" data-end="14639">O desafio é que o crescimento precisa ocorrer sem reacelerar a inflação. Caso a economia permaneça aquecida demais, o Federal Reserve pode manter juros elevados por mais tempo. Juros altos, por sua vez, encarecem a dívida pública.</p>
<p data-start="14641" data-end="14898">Esse equilíbrio é delicado. O governo precisa de expansão econômica para arrecadar mais, mas depende de estabilidade inflacionária para permitir juros menores. Ao mesmo tempo, precisa conter déficits para evitar pressão adicional sobre o mercado de títulos.</p>
<p data-start="14900" data-end="15116">A <strong data-start="14902" data-end="14920">dívida dos EUA</strong> se torna mais sustentável quando o crescimento nominal da economia supera o custo médio de financiamento. Quando os juros reais ficam elevados e os déficits seguem altos, a dinâmica se deteriora.</p>
<p data-start="15118" data-end="15292">Esse é o ponto que torna o atual cenário preocupante. O país ainda cresce, mas a combinação de dívida elevada, juros altos e déficit amplo reduz a margem de segurança fiscal.</p>
<h2 data-section-id="1c6fzih" data-start="15294" data-end="15353">Conta de juros disputa espaço com prioridades do governo</h2>
<p data-start="15355" data-end="15593">O aumento da <strong data-start="15368" data-end="15386">dívida dos EUA</strong> faz a despesa com juros ganhar peso crescente no orçamento federal. Esse movimento reduz o espaço para outras prioridades e torna mais difícil financiar políticas públicas sem aumentar ainda mais o déficit.</p>
<p data-start="15595" data-end="15814">A conta de juros compete com saúde, defesa, Previdência, infraestrutura, educação, programas sociais e investimentos estratégicos. Quanto maior a parcela destinada ao serviço da dívida, menor a flexibilidade do governo.</p>
<p data-start="15816" data-end="16085">Essa pressão pode se intensificar nos próximos anos, especialmente se títulos antigos emitidos a taxas mais baixas forem substituídos por novos papéis com juros maiores. O efeito da alta de juros sobre o orçamento aparece gradualmente, conforme a dívida é refinanciada.</p>
<p data-start="16087" data-end="16323">A <strong data-start="16089" data-end="16107">dívida dos EUA</strong> passa a limitar escolhas políticas. Governos podem prometer novos programas, cortes de impostos ou investimentos, mas a realidade fiscal impõe restrições. Sem ajuste, qualquer nova despesa tende a ampliar o déficit.</p>
<p data-start="16325" data-end="16507">Esse quadro aumenta a importância de uma estratégia fiscal crível. O mercado não exige necessariamente queda imediata da dívida, mas espera sinais de estabilização ao longo do tempo.</p>
<h2 data-section-id="1f3nm70" data-start="16509" data-end="16568">Comparação com outras economias pressiona rating dos EUA</h2>
<p data-start="16570" data-end="16839">A Fitch destacou que a <strong data-start="16593" data-end="16611">dívida dos EUA</strong> está muito acima do padrão observado em outras economias com classificação AA. Essa comparação é relevante porque indica que os Estados Unidos se afastam de parâmetros fiscais normalmente associados a países com rating elevado.</p>
<p data-start="16841" data-end="17138">A força institucional americana, a profundidade do mercado financeiro e o papel do dólar compensam parte desse desequilíbrio. No entanto, essas vantagens têm limites. Agências de risco avaliam não apenas capacidade de pagamento, mas também trajetória fiscal, governança e previsibilidade política.</p>
<p data-start="17140" data-end="17317">O rebaixamento de 2023 mostrou que os Estados Unidos não estão imunes a alertas formais. A manutenção da pressão sobre a nota soberana indica que o tema fiscal seguirá no radar.</p>
<p data-start="17319" data-end="17570">A <strong data-start="17321" data-end="17339">dívida dos EUA</strong> não será avaliada apenas pelo número absoluto de US$ 39,2 trilhões. O mercado observará a velocidade de crescimento, o custo médio de financiamento, a evolução do déficit e a capacidade do Congresso de aprovar medidas de controle.</p>
<p data-start="17572" data-end="17751">Sem um plano consistente, novos alertas podem surgir. Mesmo que não provoquem uma crise imediata, eles tendem a elevar a sensibilidade dos mercados a cada negociação orçamentária.</p>
<h2 data-section-id="18axmpa" data-start="17753" data-end="17813">Debate fiscal deve dominar a política econômica americana</h2>
<p data-start="17815" data-end="18065">A <strong data-start="17817" data-end="17835">dívida dos EUA</strong> tende a ocupar espaço crescente no debate político e econômico dos próximos anos. A trajetória do endividamento envolve escolhas sobre impostos, gastos, programas sociais, defesa, saúde, Previdência e prioridades de investimento.</p>
<p data-start="18067" data-end="18336">Republicanos e democratas apresentam soluções diferentes para o problema. Parte do espectro político defende cortes de gastos e redução do tamanho do Estado. Outra parte defende aumento de receitas, revisão de benefícios tributários e preservação de programas públicos.</p>
<p data-start="18338" data-end="18609">Na prática, o déficit permaneceu elevado sob diferentes governos. Isso mostra que a questão não é apenas partidária, mas estrutural. O orçamento americano tem despesas rígidas, pressões demográficas e demandas crescentes por segurança, saúde e investimentos estratégicos.</p>
<p data-start="18611" data-end="18794">A <strong data-start="18613" data-end="18631">dívida dos EUA</strong> coloca todos esses temas na mesma equação. Sem decisões difíceis, o ajuste tende a ser adiado. Com o adiamento, a conta de juros cresce e o espaço fiscal diminui.</p>
<p data-start="18796" data-end="18987">O desafio para Washington será construir uma estratégia que reduza déficits sem prejudicar o crescimento econômico. Essa será uma das principais tarefas da política econômica norte-americana.</p>
<h2 data-section-id="blf779" data-start="18989" data-end="19055">Endividamento americano vira risco permanente para investidores</h2>
<p data-start="19057" data-end="19329">A <strong data-start="19059" data-end="19077">dívida dos EUA</strong> deixou de ser um tema restrito a relatórios fiscais e passou a fazer parte do mapa de risco global. O volume de US$ 39,2 trilhões, superior ao PIB anual do país, reforça a necessidade de acompanhamento permanente por investidores, empresas e governos.</p>
<p data-start="19331" data-end="19644">A maior economia do mundo ainda dispõe de instrumentos excepcionais para administrar sua dívida. O dólar, o mercado de Treasuries e a capacidade de arrecadação dos Estados Unidos continuam sustentando a confiança global. No entanto, a trajetória atual mostra que essas vantagens não eliminam o custo dos déficits.</p>
<p data-start="19646" data-end="19939">O alerta da Fitch adiciona pressão ao debate. A agência indica que déficits em expansão e endividamento elevado podem continuar afetando a nota de crédito americana. Para o mercado, isso significa atenção redobrada a juros, emissões do Tesouro, negociações no Congresso e decisões tributárias.</p>
<p data-start="19941" data-end="20203">A <strong data-start="19943" data-end="19961">dívida dos EUA</strong> será um dos principais indicadores a observar nos próximos meses. Se os déficits continuarem elevados e os juros permanecerem altos, a conta fiscal pode piorar. Se houver sinalização de ajuste, os mercados podem reduzir parte da preocupação.</p>
<p data-start="20205" data-end="20444">O ponto decisivo é que o endividamento americano não afeta apenas os Estados Unidos. Ele influencia o custo do dinheiro no mundo, o comportamento do dólar, a atratividade dos mercados emergentes e a precificação de ativos em escala global.</p>
<h2 data-section-id="nl5e6e" data-start="20446" data-end="20518">Alerta fiscal dos EUA ganha peso sobre juros, dólar e economia global</h2>
<p data-start="20520" data-end="20815">A escalada da <strong data-start="20534" data-end="20552">dívida dos EUA</strong> para US$ 39,2 trilhões marca um novo capítulo na discussão sobre a sustentabilidade fiscal da maior economia do planeta. O número é expressivo por superar o PIB anual do país e por vir acompanhado de déficit elevado, juros altos e pressão das agências de rating.</p>
<p data-start="20817" data-end="21092">O <a href="https://gazetamercantil.com/siglas-corporativas-aprender" title="Siglas Corporativas para Aprender e Aplicar no Mercado (2026)" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="330286">mercado não trabalha</a> com a hipótese de ruptura imediata. O risco está na deterioração gradual. Quanto mais tempo os Estados Unidos mantiverem déficits elevados sem uma estratégia de estabilização, maior será o custo de financiamento e menor será a flexibilidade do governo.</p>
<p data-start="21094" data-end="21355">A <strong data-start="21096" data-end="21114">dívida dos EUA</strong> passa a funcionar como um teste de confiança na política econômica americana. A força do dólar e a profundidade dos Treasuries continuam sendo pilares do sistema financeiro internacional, mas a piora fiscal adiciona incerteza a esse quadro.</p>
<p data-start="21357" data-end="21634">Para investidores globais, o tema exige acompanhamento constante. A reação dos juros dos Treasuries, o comportamento do dólar, novas avaliações da Fitch e de outras agências, além das decisões fiscais em Washington, devem orientar parte relevante do mercado nos próximos meses.</p>
<p data-start="21636" data-end="21962">A dívida americana não é apenas um problema contábil. Ela é um fator de risco macroeconômico, político e financeiro. Em um cenário de juros ainda elevados e déficits persistentes, a trajetória da <strong data-start="21832" data-end="21850">dívida dos EUA</strong> pode definir o tom dos mercados globais e influenciar decisões econômicas muito além das fronteiras americanas.</p>
<p data-start="21964" data-end="22368">
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		<title>Trump registra recorde de desaprovação de 62% em meio a conflito no Irã</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/trump-recorde-desaprovacao-pesquisa-ipsos-crise-ira-economia</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Toscano]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 May 2026 01:08:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[Donald Trump]]></category>
		<category><![CDATA[Economia EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições de Meio de Mandato]]></category>
		<category><![CDATA[estreito de Ormuz]]></category>
		<category><![CDATA[inflação EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa Ipsos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O governo dos Estados Unidos enfrenta um ponto de inflexão em sua sustentação política e fiscal. A desaprovação de Donald Trump atingiu o patamar recorde de 62%, segundo dados da pesquisa Washington Post-ABC News/Ipsos divulgada neste domingo (3). O levantamento, realizado entre 24 e 28 de abril com 2.560 adultos, consolida uma tendência de desgaste [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="no-paywall">
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<p data-path-to-node="3">O governo dos Estados Unidos enfrenta um ponto de inflexão em sua sustentação política e fiscal. A <b data-path-to-node="3" data-index-in-node="112">desaprovação de Donald Trump</b> atingiu o patamar recorde de 62%, segundo dados da pesquisa Washington Post-ABC News/Ipsos divulgada neste domingo (3). O levantamento, realizado <a href="https://gazetamercantil.com/dolar-hoje" title="Dólar hoje sobe com impasse entre EUA e Irã e varejo brasileiro acima do esperado" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="291148">entre 24 e 28 de abril com</a> 2.560 adultos, consolida uma tendência de desgaste acelerado: apenas 37% dos americanos aprovam a condução do atual mandatário. Este cenário é indissociável da crise no Estreito de Ormuz, que paralisou 20% do fluxo global de hidrocarbonetos e elevou os gastos militares diretos para a cifra de US$ 25 bilhões (aproximadamente R$ 126 bilhões).</p>
<p data-path-to-node="4">A deterioração dos índices de aprovação ocorre em áreas nevrálgicas para a manutenção da maioria republicana no Congresso. De acordo com o relatório da Ipsos, 76% dos entrevistados rejeitam a <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" title="Política | Diario de Pernambuco" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="296032">política</a> econômica voltada ao custo de vida, enquanto 72% desaprovam especificamente a gestão da inflação. Com a margem de erro fixada em dois pontos percentuais, os números indicam que a narrativa de prosperidade econômica, pilar da campanha de Trump, foi suplantada pela realidade das bombas de combustível e pela incerteza geopolítica no Oriente Médio.</p>
<h3 data-path-to-node="5">O Estreito de Ormuz e a Crise da Oferta Energética</h3>
<p data-path-to-node="6">A gênese da atual crise inflacionária e, por consequência, da <b data-path-to-node="6" data-index-in-node="62">desaprovação de Donald Trump</b>, reside no bloqueio sistemático da navegação no Golfo Pérsico. Há mais de 60 dias, o governo do Irã interrompeu o tráfego marítimo em Ormuz, permitindo apenas a passagem de embarcações sob sua bandeira. Em uma manobra de retaliação e cerco econômico, os Estados Unidos impuseram, no mês passado, um bloqueio severo aos portos iranianos. O resultado foi a interrupção abrupta do fornecimento de um quinto do petróleo e gás mundial.</p>
<p data-path-to-node="7">Para a <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank" rel="noopener" title="Saiba por que economia cresce 2% em Salvador e inadimplência cai no Recife" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="296033">economia</a> americana, o impacto foi imediato e punitivo. O preço da gasolina, um indicador de sensibilidade política extrema nos EUA, registrou altas sucessivas, alimentando o descontentamento nos subúrbios e zonas rurais. A percepção de que a política externa da Casa Branca é a causa direta da perda do poder de compra é compartilhada por 66% dos que desaprovam a guerra atual. Além disso, 61% dos eleitores classificam o <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 16 de julho: Bolsa cai com tarifaço dos EUA e pressão de Vale e bancos" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="327268">conflito contra o Irã</a> como um erro estratégico, o que isola o presidente em uma doutrina de intervenção que não encontra eco na opinião pública contemporânea.</p>
<h3 data-path-to-node="8">O Custo da Guerra: US$ 25 Bilhões e o Déficit Fiscal</h3>
<p data-path-to-node="9">Na última semana, o Pentágono apresentou sua primeira estimativa oficial sobre o impacto financeiro das hostilidades. A conta de US$ 25 bilhões abrange o deslocamento de porta-aviões, a manutenção de sistemas de defesa em Israel e operações de patrulha ativa. Em um momento de juros elevados e necessidade de ajuste fiscal, o financiamento de uma guerra de atrito no Oriente Médio gera ceticismo entre investidores e economistas, que temem o agravamento do déficit público.</p>
<p data-path-to-node="10">Apesar da pressão, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, tentou tranquilizar os mercados em entrevista à Fox Business Network neste domingo. Bessent projeta que os preços da energia entrarão em trajetória de queda ainda no segundo semestre de 2026. &#8220;Os preços do petróleo, do outro lado deste conflito, serão muito mais baixos&#8221;, afirmou o secretário, indicando que a estratégia americana visa uma resolução de curto prazo que force a abertura das vias marítimas e normalize a oferta global. Entretanto, para o eleitorado, o otimismo do Tesouro contrasta com a realidade imediata dos índices de preços.</p>
<h3 data-path-to-node="11">O &#8220;Projeto Liberdade&#8221; e a Escala de Riscos Logísticos</h3>
<p data-path-to-node="12">Diante do travamento comercial, o presidente anunciou na noite de domingo o lançamento do &#8220;Projeto Liberdade&#8221;. A operação, prevista para iniciar na manhã de segunda-feira (horário do Oriente Médio), consiste em uma escolta militar de navios retidos em Ormuz. Segundo Trump, o movimento atende a pedidos de &#8220;países de todo o mundo&#8221; e visa garantir a segurança das vias marítimas restritas.</p>
<p data-path-to-node="13">Para o bem do Irã, do Oriente Médio e <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje tenta recuperação após queda forte e mira dados dos EUA" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="297728">dos</a> Estados Unidos, informamos a esses países que iremos conduzir seus navios com segurança&#8221;, declarou o presidente na rede Truth Social. Embora apresentada como uma missão humanitária e de estabilização comercial, a operação eleva o risco de um confronto naval direto com as forças iranianas. Para o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="296031">mercado</a> financeiro, o sucesso do &#8220;Projeto Liberdade&#8221; é o <i data-path-to-node="13" data-index-in-node="397">driver</i> crítico para a abertura dos pregões desta semana; qualquer incidente armado pode levar o barril de petróleo a patamares recordes, aprofundando ainda mais a <b data-path-to-node="13" data-index-in-node="560">desaprovação de Donald Trump</b>.</p>
<h3 data-path-to-node="14">Diplomacia sob Tensão: A Proposta de 14 Pontos de Teerã</h3>
<p data-path-to-node="15">No campo diplomático, a resolução do conflito parece depender de uma negociação complexa mediada pelo Paquistão. O Irã confirmou ter recebido uma resposta de Washington à sua proposta de 14 pontos para encerrar a guerra. A mídia estatal iraniana informou que o regime está analisando os termos, mas mantém exigências rígidas que incluem:</p>
<ul data-path-to-node="16">
<li>
<p data-path-to-node="16,0,0">Abertura total da navegação em Ormuz e fim imediato do bloqueio americano ao Irã;</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="16,1,0">Retirada das forças militares dos EUA das áreas adjacentes ao território persa;</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="16,2,0">Liberação de ativos financeiros iranianos congelados no exterior e pagamento de indenizações;</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="16,3,0">Fim das hostilidades em todas as frentes, incluindo o apoio a operações no Líbano.</p>
</li>
</ul>
<p data-path-to-node="17">A estratégia de Teerã é clara: utilizar o gargalo energético como moeda de troca para o levantamento total das sanções econômicas, deixando a discussão sobre o programa nuclear para um segundo momento. Para a Casa Branca, aceitar tais termos seria interpretado como uma derrota geopolítica, enquanto manter o bloqueio sustenta a inflação que destrói a popularidade doméstica.</p>
<h3 data-path-to-node="18">Reflexos Eleitorais: A Vantagem Democrata no Congresso</h3>
<p data-path-to-node="19">A erosão da base republicana é visível nas intenções de voto para a Câmara dos Representantes. Os democratas ampliaram sua vantagem para 49%, contra 44% dos republicanos, um salto significativo em relação aos dois pontos de diferença registrados em fevereiro. A pesquisa WP-ABC/Ipsos destaca que o eleitorado democrata está substancialmente mais motivado a comparecer às urnas em novembro, impulsionado pela rejeição às políticas externa e econômica da atual administração.</p>
<p data-path-to-node="20">O cenário sugere que a <b data-path-to-node="20" data-index-in-node="23">desaprovação de Donald Trump</b> não é mais um fenômeno restrito às bolhas de oposição, mas uma tendência que atinge o eleitorado independente, preocupado com a estabilidade dos preços e a segurança nacional. A polarização em torno do conflito e o custo de US$ 25 bilhões tornaram-se o centro do debate eleitoral, obrigando os candidatos republicanos a se distanciarem ou a justificarem os custos de uma guerra sem data para terminar.</p>
<h3 data-path-to-node="21">Desdobramentos e a Resiliência do Sistema Financeiro</h3>
<p data-path-to-node="22">O mercado aguarda a abertura das operações desta segunda-feira sob o signo da incerteza. A eficácia do &#8220;Projeto Liberdade&#8221; será testada não apenas pela capacidade técnica da Marinha dos EUA, mas pela reação do regime iraniano. Caso a escolta de navios resulte em uma retomada do fluxo comercial sem escalada bélica, o governo Trump poderá reclamar uma vitória tática capaz de estabilizar os preços da gasolina e estancar a sangria de sua popularidade.</p>
<p data-path-to-node="23">Por outro lado, o prolongamento do conflito e a manutenção do bloqueio financeiro ao Irã podem consolidar um quadro de estagflação — baixo crescimento com inflação persistente — que seria letal para as pretensões republicanas nas eleições de meio de mandato. A resiliência da economia americana está sendo testada em sua capacidade de absorver choques externos simultâneos a uma crise de governabilidade interna.</p>
<h3 data-path-to-node="24">Perspectivas para a Segurança Energética Global</h3>
<p data-path-to-node="25">O desfecho do embate em Ormuz definirá o novo padrão da segurança energética para a próxima década. A vulnerabilidade dos estreitos marítimos e a dependência de rotas controladas por regimes hostis forçam uma reavaliação das reservas estratégicas e das fontes de energia. Para o governo Trump, o &#8220;Projeto Liberdade&#8221; é a cartada final para restaurar a ordem sob os termos americanos, mas o custo político e fiscal já imposto ao país parece ter deixado cicatrizes profundas na confiança do eleitorado.</p>
<p data-path-to-node="26">A <b data-path-to-node="26" data-index-in-node="2">desaprovação de Donald Trump</b>, agora em 62%, é o sintoma mais evidente de um país exausto por crises externas e custos domésticos elevados. A capacidade da Casa Branca de converter diplomacia e poderio militar em alívio econômico determinará se o recorde de rejeição de hoje será um pico temporário ou o prelúdio de uma derrota política histórica em novembro.</p>
</div>
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		<title>Exportações de petróleo dos EUA batem recorde com crise no Estreito de Ormuz</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/exportacoes-petroleo-eua-recorde-estreito-ormuz</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Álvaro Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 03 May 2026 12:44:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
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		<category><![CDATA[Oriente Médio.]]></category>
		<category><![CDATA[Petróleo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Embarques americanos chegaram a 5,2 milhões de barris por dia em abril, segundo a Kpler, em meio à interrupção de rotas no Golfo Pérsico e à maior demanda de compradores asiáticos As exportações de petróleo dos Estados Unidos atingiram nível recorde em abril, impulsionadas pela crise no Oriente Médio e pelas restrições ao tráfego no [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h4>Embarques americanos chegaram a 5,2 milhões de barris por dia em abril, segundo a Kpler, em meio à interrupção de rotas no Golfo Pérsico e à maior demanda de compradores asiáticos</h4>
<p>As <strong>exportações de petróleo dos Estados Unidos</strong> atingiram nível recorde em abril, impulsionadas pela crise no Oriente Médio e pelas restrições ao tráfego no Estreito de Ormuz, uma das rotas mais importantes para o escoamento global de energia. Segundo dados da Kpler, os embarques americanos chegaram a <strong>5,2 milhões de barris por dia</strong> no mês passado, em forte avanço sobre os volumes registrados antes do agravamento do conflito envolvendo o Irã.</p>
<p>O movimento reforça o papel dos Estados Unidos como fornecedor emergencial de petróleo em um momento de instabilidade no Golfo Pérsico. Antes da crise, parte relevante da demanda asiática era atendida por produtores do Oriente Médio, especialmente Arábia Saudita, Iraque, Kuwait e Emirados Árabes Unidos. Com as restrições no Estreito de Ormuz, compradores passaram a buscar cargas alternativas na costa do Golfo dos EUA.</p>
<p>O avanço também colocou o <strong>Porto de Corpus Christi</strong>, no Texas, no centro da reorganização temporária do comércio global de petróleo. O terminal, que já figurava entre os principais pontos de exportação de petróleo bruto do mundo, passou a concentrar uma parcela ainda maior dos embarques americanos.</p>
<p>De acordo com os dados citados pela Kpler, as exportações dos EUA cresceram mais de 30% em relação ao patamar de aproximadamente <strong>3,9 milhões de barris por dia</strong> registrado antes do choque mais recente no <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="305754">mercado</a> internacional. O volume de abril consolidou um novo pico para o <a href="https://gazetamercantil.com/privatizacao-telebras-leilao-do-seculo" title="O leilão do século: como a privatização da Telebrás colocou o celular no bolso do brasileiro e redesenhou o país" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="333136">país e expôs a velocidade com</a> que fluxos globais de energia podem ser redirecionados em períodos de guerra, bloqueio marítimo ou risco geopolítico.</p>
<h2>Corpus Christi ganha protagonismo no mercado global de petróleo</h2>
<p>O Porto de Corpus Christi respondeu por cerca de metade das exportações americanas de petróleo em abril, enquanto Houston concentrou a maior parte do restante. O terminal texano se beneficiou da combinação entre infraestrutura portuária, proximidade com áreas produtoras e capacidade de receber grandes petroleiros destinados a mercados internacionais.</p>
<p>Segundo Kent Britton, CEO do Porto de Corpus Christi, março foi o mês mais movimentado da história do terminal. O primeiro trimestre também registrou o maior nível de atividade já observado no porto. Desde o início da crise, as exportações pelo terminal avançaram para cerca de <strong>2,5 milhões de barris por dia</strong>, acima dos <strong>2,2 milhões de barris por dia</strong> registrados no ano anterior.</p>
<p>O tráfego de embarcações também cresceu. Em março, mais de <strong>240 navios</strong> passaram pelo porto, acima da média mensal de aproximadamente <strong>200 embarcações</strong>. O aumento reflete a pressão de compradores internacionais em busca de alternativas ao petróleo transportado pela região do Golfo Pérsico.</p>
<p>“É um desfile constante de petroleiros entrando e saindo”, afirmou Britton.</p>
<p>O dado é relevante porque Corpus Christi já vinha ampliando sua participação no comércio internacional de petróleo antes da atual crise. A guerra e as restrições no Estreito de Ormuz apenas aceleraram um processo que já estava em curso: a consolidação da costa do Golfo dos Estados Unidos como uma plataforma estratégica de <a href="https://gazetamercantil.com/dolar-hoje" title="Dólar hoje sobe acima de R$ 5 com risco político e pressão inflacionária no exterior" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="301962">exportação de energia</a>.</p>
<h2>Compradores asiáticos buscam alternativas aos barris do Oriente Médio</h2>
<p>A maior parte da nova demanda por petróleo americano veio da Ásia. Países que tradicionalmente compravam volumes expressivos do Oriente Médio passaram a recorrer ao petróleo dos Estados Unidos diante das dificuldades logísticas e dos riscos associados à navegação no Estreito de Ormuz.</p>
<p>De acordo com Matt Smith, diretor de pesquisa de commodities da Kpler, os mercados asiáticos estão adquirindo o máximo possível de petróleo leve e doce produzido nos EUA. Esse tipo de petróleo tem baixo teor de enxofre e é mais fácil de refinar, embora não substitua integralmente o perfil de petróleo pesado e ácido produzido por vários países do Oriente Médio.</p>
<p>“Os mercados asiáticos estão comprando tudo o que conseguem, então estão adquirindo muito petróleo leve e doce”, afirmou Smith.</p>
<p>Os dados mostram que entre <strong>50 e 60 grandes petroleiros do tipo VLCC</strong> se dirigem diariamente aos portos americanos, volume equivalente ao dobro do observado no ano passado. Esses navios podem transportar até <strong>2 milhões de barris</strong> cada um, o que mostra a escala da corrida por novas rotas de abastecimento.</p>
<p>O redirecionamento dos fluxos também evidencia a vulnerabilidade do mercado global de energia a gargalos geopolíticos. O Estreito de Ormuz é uma passagem estratégica entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã. Antes da crise, cerca de <strong>20% do petróleo mundial</strong> passava pela região, o que explica o impacto imediato sobre preços, fretes, seguros marítimos e decisões de compra de refinarias.</p>
<h2>Estados Unidos se aproximam de novo papel no comércio global de energia</h2>
<p>A disparada das exportações ocorre em um momento de transformação mais ampla da posição energética dos Estados Unidos. Dados recentes da Administração de Informação <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje tenta recuperação após queda forte e mira dados dos EUA" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="295386">de Energia dos</a> EUA, a EIA, indicaram que o país chegou a se tornar exportador líquido de petróleo bruto em base semanal pela primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial, impulsionado por embarques excepcionalmente elevados em meio à crise global de oferta.</p>
<p>Esse movimento não significa, porém, que os Estados Unidos tenham substituído estruturalmente o Oriente Médio como principal eixo do abastecimento global. A alta das exportações americanas é, em grande parte, uma resposta emergencial a uma interrupção específica nas rotas tradicionais de fornecimento.</p>
<p>Ainda assim, o episódio mostra que a produção americana de petróleo ganhou importância estratégica para compradores globais. A capacidade de ampliar embarques rapidamente tornou os EUA uma alternativa relevante em momentos de tensão, especialmente para países que precisam manter suas refinarias abastecidas enquanto aguardam a normalização das rotas no Golfo Pérsico.</p>
<p>A costa do Golfo dos EUA, que inclui portos como Corpus Christi e Houston, tornou-se o principal ponto de saída desse petróleo. A região combina produção abundante, conexão com bacias petrolíferas e infraestrutura portuária voltada para grandes volumes de exportação.</p>
<h2>Petróleo leve dos EUA tem limites como substituto</h2>
<p>Apesar do aumento expressivo nos embarques, especialistas avaliam que o petróleo americano tem limitações como substituto direto do petróleo do Oriente Médio. O motivo está na diferença de qualidade entre os tipos de óleo.</p>
<p>Grande parte do petróleo exportado pelos Estados Unidos é leve e doce. Já muitos países do Oriente Médio fornecem petróleo mais pesado e com maior teor de enxofre. Essa diferença importa porque refinarias são configuradas para processar determinados tipos de carga. Uma refinaria adaptada para petróleo pesado pode não operar de forma ideal com volumes muito elevados de petróleo leve.</p>
<p>Por isso, mesmo com o aumento dos embarques americanos, compradores asiáticos ainda dependem do Oriente Médio para manter o equilíbrio de suas carteiras de suprimento. O petróleo <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 16 de julho: Bolsa cai com tarifaço dos EUA e pressão de Vale e bancos" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="327262">dos EUA pode aliviar parte da pressão</a>, mas não resolve sozinho a lacuna criada por uma interrupção prolongada no Estreito de Ormuz.</p>
<p>Matt Smith, da Kpler, destacou que o Oriente Médio continua sendo insubstituível como grande produtor global. Segundo ele, os Estados Unidos, a América Latina e a África Ocidental podem ajudar a suprir volumes adicionais, mas não conseguem preencher integralmente o espaço deixado por uma paralisação relevante dos fluxos do Golfo Pérsico.</p>
<p>“É um vazio que não pode ser preenchido”, afirmou Smith. “A solução passa por garantir fornecimento seguro do Oriente Médio.”</p>
<h2>Infraestrutura pode limitar avanço das exportações americanas</h2>
<p>Outro obstáculo está na capacidade física dos terminais e dos dutos. Segundo Smith, as exportações americanas devem encontrar um teto pouco acima de <strong>5 milhões de barris por dia</strong> em razão de limitações logísticas. Embora os EUA possam aumentar embarques em situações específicas, há restrições de infraestrutura que impedem uma expansão ilimitada no curto prazo.</p>
<p>No caso de Corpus Christi, o limite atual está próximo de <strong>2,6 milhões de barris por dia</strong>, principalmente por restrições de dutos. Britton afirmou que o porto poderia ampliar sua capacidade em cerca de <strong>500 mil barris por dia</strong> com investimentos adicionais em infraestrutura.</p>
<p>Esse ponto é central para entender por que o recorde de abril não necessariamente representa um novo patamar permanente. O salto nas exportações foi provocado por uma combinação extraordinária de fatores: crise geopolítica, restrições no Estreito de Ormuz, demanda asiática elevada e disponibilidade de cargas americanas.</p>
<p>Sem expansão adicional de infraestrutura, os Estados Unidos podem continuar atuando como amortecedor em momentos de crise, mas dificilmente conseguirão compensar de forma duradoura uma interrupção prolongada dos grandes produtores do Oriente Médio.</p>
<h2>Derivados refinados também ganham espaço</h2>
<p>Além do petróleo bruto, Corpus Christi registrou forte aumento nas exportações de derivados refinados para o Oriente Médio. Segundo Britton, o volume enviado à região no primeiro trimestre superou todo o total exportado no ano anterior.</p>
<p>Esse movimento revela outro efeito da crise: países afetados por restrições logísticas ou dificuldades de abastecimento não buscam apenas petróleo bruto, mas também combustíveis e produtos refinados. A demanda por derivados pode incluir diesel, gasolina, querosene de aviação e outros produtos essenciais para transporte, indústria e geração de energia.</p>
<p>Para os Estados Unidos, esse cenário amplia a relevância da cadeia energética como instrumento de influência econômica. O país não aparece apenas como produtor de petróleo, mas como fornecedor de energia em diferentes etapas da cadeia, incluindo refino, logística e exportação de combustíveis.</p>
<p>Ao mesmo tempo, a alta das exportações pode pressionar estoques domésticos e influenciar preços internos. Dados recentes da EIA mostraram queda nos estoques americanos de petróleo, gasolina e destilados em meio ao avanço dos embarques.</p>
<h2>Crise no Oriente Médio redesenha rotas de abastecimento</h2>
<p>A reorganização temporária das exportações mostra como conflitos no Oriente Médio continuam capazes de alterar rapidamente o mapa global da energia. O Estreito de Ormuz permanece como uma das passagens marítimas mais sensíveis do mundo, e qualquer bloqueio, ameaça ou restrição na região tende a provocar reação imediata dos mercados.</p>
<p>O aumento das exportações americanas é uma resposta direta a esse ambiente de risco. Compradores asiáticos, que dependem de fornecimento estável para abastecer refinarias e manter economias industriais em funcionamento, passaram a diversificar fontes e rotas.</p>
<p>Essa diversificação, porém, tem custo. Cargas vindas dos Estados Unidos percorrem distâncias maiores até a Ásia, o que pode elevar fretes, prêmios de seguro e custos logísticos. Além disso, a substituição de petróleo do Oriente Médio por petróleo americano exige ajustes técnicos nas refinarias.</p>
<p>Por isso, analistas tratam o movimento como uma solução emergencial, e não como uma mudança definitiva. A crise mostrou que os Estados Unidos ganharam capacidade de resposta, mas também confirmou a dependência estrutural do mercado global em relação à estabilidade do Golfo Pérsico.</p>
<h2>Mercado acompanha risco de nova pressão sobre preços</h2>
<p>A disparada das exportações americanas ocorre em um momento de atenção redobrada sobre os preços internacionais do petróleo. A interrupção de fluxos no Oriente Médio pode reduzir a oferta disponível, enquanto a busca por cargas alternativas aumenta a competição entre compradores.</p>
<p>Caso a crise se prolongue, o mercado pode enfrentar novas pressões sobre o preço do barril, fretes marítimos e estoques estratégicos. A intensidade desse impacto dependerá da duração das restrições no Estreito de Ormuz, da capacidade de produtores alternativos elevarem exportações e da resposta de países consumidores.</p>
<p>A Opep+ também permanece no radar. Decisões sobre produção podem aliviar ou intensificar a pressão nos preços, especialmente se o grupo optar por ajustar a oferta em meio à instabilidade geopolítica. A capacidade de países como Arábia Saudita, Iraque e Emirados Árabes Unidos de normalizar embarques será decisiva para a recomposição do equilíbrio global.</p>
<p>Enquanto isso, os Estados Unidos ocupam um papel de fornecedor de emergência. O recorde de exportações em abril reforça a importância do país na segurança energética global, mas também evidencia os limites de uma substituição rápida do petróleo do Oriente Médio.</p>
<h2>Dependência do Estreito de Ormuz segue como risco central</h2>
<p>Mesmo com o avanço dos embarques americanos, o principal ponto de atenção continua sendo a segurança do fornecimento pelo Oriente Médio. Antes da crise, aproximadamente um quinto do petróleo comercializado no mundo passava pelo Estreito de Ormuz, tornando a região essencial <a href="https://gazetamercantil.com/siglas-corporativas-aprender" title="Siglas Corporativas para Aprender e Aplicar no Mercado (2026)" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="330258">para o funcionamento do mercado</a> global.</p>
<p>A atual corrida por petróleo dos Estados Unidos mostra que compradores têm alternativas, mas essas alternativas são parciais. América Latina, África Ocidental e costa do Golfo americano podem reforçar a oferta, mas não substituem plenamente o volume, a localização e o perfil de petróleo fornecido pelos grandes produtores do Golfo Pérsico.</p>
<p>O recorde americano, portanto, deve ser lido como um sinal de flexibilidade do mercado, mas também como alerta sobre sua vulnerabilidade. Em momentos de estabilidade, a globalização energética permite que cargas circulem por rotas previsíveis. Em períodos de guerra, a mesma interdependência se transforma em risco para preços, abastecimento e segurança econômica.</p>
<p>A depender da evolução da crise, os embarques dos Estados Unidos podem permanecer elevados nos próximos meses. Ainda assim, analistas avaliam que a normalização do fornecimento pelo Oriente Médio continua sendo a principal condição para reduzir a pressão sobre o mercado internacional de petróleo.</p>
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		<title>PIB dos EUA cresce 2%, mas inflação PCE pressiona decisão do Fed</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/pib-dos-eua-cresce-2-primeiro-trimestre-pce-fed</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Toscano]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Apr 2026 17:39:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O PIB dos EUA cresceu 2% no primeiro trimestre de 2026, em taxa anualizada, segundo leitura preliminar divulgada pelo Departamento do Comércio nesta quinta-feira (30). O resultado mostrou aceleração relevante da maior economia do mundo em relação ao quarto trimestre de 2025, quando o avanço havia sido de 0,5%, mas ficou abaixo da expectativa do [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div data-block-type="unstyled" data-block-weight="44">
<p data-start="129" data-end="516">O <strong data-start="131" data-end="146">PIB dos EUA</strong> cresceu 2% no primeiro trimestre de 2026, em taxa anualizada, segundo leitura preliminar divulgada pelo Departamento do Comércio nesta quinta-feira (30). O resultado mostrou aceleração relevante da maior economia do mundo em relação ao quarto trimestre de 2025, quando o avanço havia sido de 0,5%, mas ficou abaixo da expectativa do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="296100">mercado</a>, que projetava alta de 2,2%.</p>
<p data-start="518" data-end="925">A leitura do <strong data-start="531" data-end="546">PIB dos EUA</strong> trouxe um sinal misto para investidores, bancos centrais e mercados globais. De um lado, a <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank" rel="noopener" title="Saiba por que economia cresce 2% em Salvador e inadimplência cai no Recife" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="309053">economia</a> americana voltou a ganhar tração no início do ano, sustentada por investimentos, exportações, gastos do governo e consumo das famílias. De outro, a inflação medida pelo PCE voltou a acelerar com força, reduzindo o espaço para cortes de juros pelo Federal Reserve no curto prazo.</p>
<p data-start="927" data-end="1317">O índice de preços de gastos com consumo, conhecido como PCE, subiu 4,5% no primeiro trimestre, acima dos 2,9% registrados no trimestre anterior. O núcleo do PCE, que exclui alimentos e energia, avançou 4,3%, contra 2,7% no quarto trimestre de 2025. O dado é especialmente sensível porque o PCE é a principal referência inflacionária acompanhada pelo Fed na definição da <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" title="Política | Diario de Pernambuco" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="309054">política</a> monetária.</p>
<p data-start="1319" data-end="1693">A combinação entre <strong data-start="1338" data-end="1353">PIB </strong><a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje tenta recuperação após queda forte e mira dados dos EUA" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="295365">dos EUA mais forte</a> e inflação mais alta reforça a percepção de que o banco central americano terá dificuldade para sinalizar alívio rápido nos juros. Embora o crescimento tenha vindo abaixo do consenso, a economia segue em expansão e a inflação voltou a se afastar da meta de 2%, o que mantém o cenário global mais restritivo para ativos de risco.</p>
<h2 data-section-id="16xgkig" data-start="1695" data-end="1748">PIB dos EUA acelera, mas fica abaixo das projeções</h2>
<p data-start="1750" data-end="2079">O avanço de 2% do <strong data-start="1768" data-end="1783">PIB dos EUA</strong> marcou uma recuperação expressiva em relação ao fim de 2025. No quarto trimestre, a economia havia crescido apenas 0,5% em taxa anualizada, indicando perda de ritmo. A aceleração no início de 2026 mostrou que a atividade americana ainda preserva capacidade de expansão, mesmo sob juros elevados.</p>
<p data-start="2081" data-end="2389">A melhora foi sustentada por diferentes componentes. Investimentos, exportações, consumo das famílias e gastos do governo contribuíram positivamente para o resultado. As importações também cresceram, mas entram com sinal negativo no cálculo do PIB, já que representam bens e serviços produzidos fora do país.</p>
<p data-start="2391" data-end="2680">Mesmo com a aceleração, o número final veio abaixo da expectativa de 2,2%. Essa diferença moderou o tom positivo da divulgação. <a href="https://gazetamercantil.com/siglas-corporativas-aprender" title="Siglas Corporativas para Aprender e Aplicar no Mercado (2026)" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="330226">Para o mercado</a>, o dado confirmou que a economia segue resistente, mas não em ritmo forte o suficiente para eliminar dúvidas sobre a sustentabilidade da expansão.</p>
<p data-start="2682" data-end="2949">O <strong data-start="2684" data-end="2699">PIB dos EUA</strong> passa a ser lido, portanto, como um indicador de dupla interpretação. Ele afasta o risco imediato de forte desaceleração, mas também não entrega um crescimento robusto e limpo. A presença de inflação mais alta torna essa leitura ainda mais complexa.</p>
<h2 data-section-id="a19htj" data-start="2951" data-end="3010">Inflação PCE volta a subir e complica cenário para juros</h2>
<p data-start="3012" data-end="3268">O principal alerta do relatório não veio do crescimento, mas da inflação. O PCE subiu 4,5% no primeiro trimestre, acelerando de forma significativa em relação aos 2,9% do quarto trimestre de 2025. O núcleo do PCE também avançou, passando de 2,7% para 4,3%.</p>
<p data-start="3270" data-end="3616">Esse movimento pesa diretamente sobre a interpretação do <strong data-start="3327" data-end="3342">PIB dos EUA</strong>. Uma economia que cresce com inflação mais forte cria um dilema para o Federal Reserve. Se o Fed cortar juros cedo demais, pode alimentar novas pressões de preços. Se mantiver os juros elevados por mais tempo, pode frear o consumo, os investimentos e o mercado de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/trabalho" target="_blank" rel="noopener" title="Trabalho" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="305817">trabalho</a>.</p>
<p data-start="3618" data-end="3917">O núcleo do PCE é o ponto mais sensível. Como exclui alimentos e energia, ele oferece uma leitura mais estrutural da inflação. Quando esse indicador acelera, o mercado entende que a pressão sobre preços não está restrita a itens voláteis, mas espalhada por serviços e outros componentes da economia.</p>
<p data-start="3919" data-end="4173">A inflação mais forte reduz a chance de uma guinada rápida do Fed. Para os investidores, o recado é direto: mesmo </strong><a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 16 de julho: Bolsa cai com tarifaço dos EUA e pressão de Vale e bancos" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="327219">com o <strong data-start="4039" data-end="4054">PIB dos EUA</a> abaixo do consenso, os juros americanos podem continuar elevados se os preços não mostrarem desaceleração consistente.</p>
<h2 data-section-id="y7bvjb" data-start="4175" data-end="4232">Consumo das famílias desacelera e acende sinal amarelo</h2>
<p data-start="4234" data-end="4461">A composição do <strong data-start="4250" data-end="4265">PIB dos EUA</strong> mostrou desaceleração do consumo das famílias, um dos pontos mais observados do relatório. O consumo é o principal motor da economia americana e costuma determinar a força da atividade doméstica.</p>
<p data-start="4463" data-end="4811">A perda de ritmo nesse componente pode refletir o efeito acumulado dos juros elevados, da inflação persistente e do crédito mais caro. Famílias tendem a reduzir ou adiar gastos quando financiamentos, cartões, empréstimos e bens duráveis ficam mais caros. A pressão sobre o custo de vida também limita a renda disponível para consumo discricionário.</p>
<p data-start="4813" data-end="5040">Apesar da desaceleração, o consumo ainda contribuiu para o crescimento. O problema é que o mercado passa a questionar até quando as famílias conseguirão sustentar a atividade em um ambiente de juros altos e inflação resistente.</p>
<p data-start="5042" data-end="5296">Para o Fed, esse dado exige cautela. Uma desaceleração gradual do consumo pode ajudar a reduzir a inflação. Mas uma queda mais forte poderia aumentar o risco de enfraquecimento da economia. O <strong data-start="5234" data-end="5249">PIB dos EUA</strong> mostrou que esse equilíbrio continua delicado.</p>
<h2 data-section-id="197ehzs" data-start="5298" data-end="5358">Investimentos ganham força e ajudam a sustentar atividade</h2>
<p data-start="5360" data-end="5615">Os investimentos contribuíram positivamente para o <strong data-start="5411" data-end="5426">PIB dos EUA</strong> no primeiro trimestre. A aceleração desse componente indica que <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="293965">empresas</a> mantiveram planos de expansão, modernização ou reposição de capital, apesar do ambiente financeiro mais restritivo.</p>
<p data-start="5617" data-end="5895">Esse dado é relevante porque investimentos costumam refletir confiança empresarial. Quando companhias seguem investindo, sinalizam expectativa de demanda futura, produtividade e continuidade da atividade. Em uma economia de juros elevados, esse comportamento mostra resiliência.</p>
<p data-start="5897" data-end="6145">A alta dos investimentos também ajudou a compensar a desaceleração do consumo das famílias. Isso tornou a composição do crescimento menos dependente de um único vetor, ainda que o consumo continue sendo o componente dominante da economia americana.</p>
<p data-start="6147" data-end="6469">No entanto, a sustentação desse ritmo dependerá das próximas decisões do Fed. Juros altos encarecem financiamento corporativo, reduzem o retorno esperado de projetos e podem levar empresas a adiar investimentos. O desempenho do <strong data-start="6375" data-end="6390">PIB dos EUA</strong> nos próximos trimestres dependerá, em parte, da continuidade desse componente.</p>
<h2 data-section-id="qrub7q" data-start="6471" data-end="6532">Exportações avançam, mas importações reduzem efeito no PIB</h2>
<p data-start="6534" data-end="6727">As exportações tiveram contribuição positiva para o <strong data-start="6586" data-end="6601">PIB dos EUA</strong> no primeiro trimestre. O avanço mostra que a demanda externa por bens e serviços americanos ajudou a impulsionar a atividade.</p>
<p data-start="6729" data-end="7033">O resultado, porém, foi parcialmente compensado pelo aumento das importações. Como as importações são subtraídas do cálculo do PIB, sua alta reduz o impacto líquido do crescimento. Esse movimento pode indicar demanda doméstica por produtos estrangeiros, mas pesa estatisticamente sobre o resultado final.</p>
<p data-start="7035" data-end="7309">A combinação de exportações e importações em alta mostra que a economia americana continua fortemente integrada ao comércio global. Esse fator ganha importância em um momento de tensões geopolíticas, mudanças nas cadeias produtivas e juros elevados nas principais economias.</p>
<p data-start="7311" data-end="7618">Para o mercado, o saldo externo será acompanhado nos próximos trimestres. Se as importações seguirem crescendo mais que as exportações, o comércio líquido pode continuar limitando o <strong data-start="7493" data-end="7508">PIB dos EUA</strong>. Se as exportações ganharem mais força, podem ajudar a compensar eventual enfraquecimento do consumo interno.</p>
<h2 data-section-id="rntkef" data-start="7620" data-end="7677">Gastos do governo impulsionam crescimento no trimestre</h2>
<p data-start="7679" data-end="7875">Os gastos do governo tiveram papel importante na aceleração do <strong data-start="7742" data-end="7757">PIB dos EUA</strong>. O aumento dessa despesa ajudou a elevar o crescimento de 0,5% no quarto trimestre de 2025 para 2% no início de 2026.</p>
<p data-start="7877" data-end="8217">A contribuição do setor público pode sustentar a economia em momentos de desaceleração privada, mas também levanta questionamentos sobre a qualidade do crescimento. Quando a expansão depende de gastos governamentais, investidores tendem a observar com mais atenção a trajetória fiscal, a dívida pública e o custo de financiamento do Estado.</p>
<p data-start="8219" data-end="8424">Em um ambiente de inflação elevada, a expansão dos gastos também pode complicar o trabalho do Fed. Se a demanda pública adiciona pressão à economia, o banco central pode ter menos espaço para cortar juros.</p>
<p data-start="8426" data-end="8672">O <strong data-start="8428" data-end="8443">PIB dos EUA</strong> mostrou, portanto, crescimento mais forte, mas com participação relevante do governo. Para os próximos trimestres, o mercado buscará saber se a demanda privada será capaz de sustentar a expansão sem depender tanto desse impulso.</p>
<h2 data-section-id="1x2zoxa" data-start="8674" data-end="8726">Demanda privada mostra melhora, apesar dos ruídos</h2>
<p data-start="8728" data-end="9041">As vendas finais reais para compradores domésticos privados cresceram 2,5% no primeiro trimestre, acima da alta de 1,8% observada no quarto trimestre de 2025. Esse indicador reúne consumo das famílias e investimento fixo privado bruto, sendo visto como uma medida importante da força da demanda doméstica privada.</p>
<p data-start="9043" data-end="9274">A melhora desse componente ajuda a suavizar parte das preocupações com a desaceleração do consumo. Ainda que as famílias tenham perdido ritmo, o investimento privado mostrou força suficiente para elevar a demanda doméstica privada.</p>
<p data-start="9276" data-end="9525">Esse dado é positivo para a leitura do <strong data-start="9315" data-end="9330">PIB dos EUA</strong>, pois indica que a economia não dependeu apenas de gastos públicos ou comércio exterior. Ainda há tração em componentes privados, o que reduz o risco de uma desaceleração abrupta no curto prazo.</p>
<p data-start="9527" data-end="9807">O problema é que essa melhora veio acompanhada de inflação mais forte. Se a demanda privada continuar firme demais, o Fed pode interpretar que a economia ainda tem pressão suficiente para sustentar preços elevados. Nesse caso, os juros podem permanecer restritivos por mais tempo.</p>
<h2 data-section-id="1xhz9b5" data-start="9809" data-end="9872">Fed fica diante de crescimento resistente e inflação elevada</h2>
<p data-start="9874" data-end="10129">O relatório do <strong data-start="9889" data-end="9904">PIB dos EUA</strong> reforça o desafio do Federal Reserve. A economia cresce, a demanda privada mostra resiliência, mas a inflação voltou a acelerar. Essa combinação reduz a margem para cortes de juros e aumenta a dependência dos próximos dados.</p>
<p data-start="10131" data-end="10375">O Fed busca trazer a inflação para a meta de 2%, mas não quer provocar uma desaceleração desnecessariamente forte da economia. O problema é que o PCE em 4,5% e o núcleo em 4,3% mostram que a inflação ainda está distante de um nível confortável.</p>
<p data-start="10377" data-end="10600">Nesse cenário, o banco central americano tende a manter uma comunicação prudente. Mesmo que alguns indicadores de atividade mostrem moderação, a inflação persistente impede uma sinalização clara de flexibilização monetária.</p>
<p data-start="10602" data-end="10773">Para os mercados, o <strong data-start="10622" data-end="10637">PIB dos EUA</strong> reforça a ideia de juros altos por mais tempo. Essa leitura impacta bolsas, títulos públicos, <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank" rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="319592">dólar</a>, commodities e mercados emergentes.</p>
<h2 data-section-id="1tlkx03" data-start="10775" data-end="10825">Dólar e juros globais seguem dependentes do Fed</h2>
<p data-start="10827" data-end="11144">A divulgação do <strong data-start="10843" data-end="10858">PIB dos EUA</strong><a href="https://gazetamercantil.com/dolar-hoje" title="Dólar hoje sobe com impasse entre EUA e Irã e varejo brasileiro acima do esperado" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="291111"> tem impacto direto sobre o dólar</a> e os juros globais. Quando a economia americana cresce e a inflação acelera, investidores tendem a reduzir apostas em cortes de juros pelo Fed. Isso pode sustentar os rendimentos dos títulos do Tesouro americano e fortalecer a moeda dos Estados Unidos.</p>
<p data-start="11146" data-end="11388">Um dólar mais forte afeta mercados emergentes. Países como Brasil, México, Chile, África do Sul e Índia podem sofrer com saída de capital, pressão cambial e juros futuros mais altos. Para <a href="https://gazetamercantil.com/privatizacao-telebras-leilao-do-seculo" title="O leilão do século: como a privatização da Telebrás colocou o celular no bolso do brasileiro e redesenhou o país" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="333126">bolsas desses países</a>, o ambiente fica mais desafiador.</p>
<p data-start="11390" data-end="11655">No Brasil, os dados americanos influenciam diretamente o câmbio, o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank" rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="319593">Ibovespa</a>, os juros futuros e a margem de manobra do Banco Central. Se o Fed mantiver juros elevados, o Banco Central brasileiro terá menos espaço para acelerar cortes da Selic sem pressionar o real.</p>
<p data-start="11657" data-end="11820">Por isso, o <strong data-start="11669" data-end="11684">PIB dos EUA</strong> não é apenas um dado doméstico americano. Ele funciona como referência global para precificação de risco, liquidez e fluxo de capitais.</p>
<h2 data-section-id="ikxbr3" data-start="11822" data-end="11882">Bolsas globais reagem a cenário de menor alívio monetário</h2>
<p data-start="11884" data-end="12139">O desempenho do <strong data-start="11900" data-end="11915">PIB dos EUA</strong> também tende a influenciar as bolsas globais. Uma economia americana em crescimento pode favorecer receitas e lucros corporativos, mas inflação alta e juros elevados reduzem o valor presente dos ganhos futuros das empresas.</p>
<p data-start="12141" data-end="12358">Esse efeito é especialmente importante para companhias de tecnologia, crescimento e setores mais sensíveis ao custo de capital. Juros altos aumentam a taxa usada para descontar lucros futuros, pressionando valuations.</p>
<p data-start="12360" data-end="12595">Ao mesmo tempo, setores ligados à economia real podem se beneficiar de uma atividade ainda resiliente. O problema é que, se a inflação continuar elevada, o Fed pode manter condições financeiras apertadas, limitando o apetite por risco.</p>
<p data-start="12597" data-end="12783">O <strong data-start="12599" data-end="12614">PIB dos EUA</strong> deixa o mercado em uma posição desconfortável: há crescimento suficiente para afastar recessão imediata, mas inflação alta demais para permitir alívio monetário rápido.</p>
<h2 data-section-id="v9w9xs" data-start="12785" data-end="12849">Mercados emergentes podem sentir pressão dos juros americanos</h2>
<p data-start="12851" data-end="13138">Para mercados emergentes, o <strong data-start="12879" data-end="12894">PIB dos EUA</strong> combinado com PCE mais forte representa um sinal de cautela. Juros americanos elevados atraem recursos para ativos considerados seguros, como os títulos do Tesouro dos Estados Unidos, reduzindo a atratividade relativa de países de maior risco.</p>
<p data-start="13140" data-end="13330">Esse movimento pode afetar moedas, bolsas e títulos públicos de economias emergentes. No caso do Brasil, a pressão pode aparecer no dólar, na curva de juros e no fluxo estrangeiro para a B3.</p>
<p data-start="13332" data-end="13594">A leitura dos investidores globais será determinada pelos próximos dados. Se a inflação americana desacelerar nos meses seguintes, o mercado pode voltar a apostar em cortes de juros. Se o PCE continuar pressionado, o cenário de aperto prolongado deve prevalecer.</p>
<p data-start="13596" data-end="13812">O <strong data-start="13598" data-end="13613">PIB dos EUA</strong> mostrou que a maior economia do mundo não perdeu tração de forma decisiva. Para emergentes, isso significa que o diferencial de juros e a percepção de risco continuarão no centro da alocação global.</p>
<h2 data-section-id="rz7b26" data-start="13814" data-end="13872">Crescimento com inflação alta mantém mercados em alerta</h2>
<p data-start="13874" data-end="14173">A leitura preliminar do <strong data-start="13898" data-end="13913">PIB dos EUA</strong> trouxe crescimento, mas não trouxe alívio. A expansão de 2% no primeiro trimestre mostra uma economia mais forte que no fim de 2025, mas abaixo do consenso. A inflação PCE, por sua vez, acelerou de forma significativa e passou a dominar a reação dos mercados.</p>
<p data-start="14175" data-end="14450">O relatório confirma que o Fed segue diante de uma economia difícil de calibrar. O consumo desacelerou, mas os investimentos avançaram. As exportações cresceram, mas as importações também subiram. Os gastos do governo ajudaram o resultado, mas a inflação voltou a pressionar.</p>
<p data-start="14452" data-end="14773">Para investidores, a mensagem é clara: o <strong data-start="14493" data-end="14508">PIB dos EUA</strong> ainda sustenta a tese de resiliência econômica, mas o PCE reduz o espaço para cortes rápidos de juros. Enquanto a inflação permanecer acima do nível desejado pelo Fed, o cenário global seguirá marcado por cautela, dólar sensível e volatilidade nos ativos de risco.</p>
<p data-start="14775" data-end="15098">A próxima etapa será acompanhar os dados de emprego, renda, consumo e inflação mensal. Só uma sequência consistente de desaceleração dos preços poderá mudar a leitura do mercado. Até lá, o crescimento americano continuará sendo observado menos pelo ritmo do PIB e mais pelo risco de manter os juros elevados por mais tempo.</p>
</div>
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		<title>Fed mantém juros dos EUA entre 3,50% e 3,75% e reforça alerta com inflação e cenário global</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/fed-mantem-juros-eua-2026-inflacao-mercados</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Álvaro Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Apr 2026 19:08:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Fed mantém juros EUA: decisão reforça cautela global e pressiona expectativas sobre inflação e mercados O Federal Reserve anunciou nesta quarta-feira (29) a manutenção da taxa básica de juros dos Estados Unidos na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano, em uma decisão amplamente esperada pelo mercado financeiro. A medida reforça a estratégia de cautela [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h4 data-section-id="ayd59v" data-start="0" data-end="110"><span role="text"><strong data-start="3" data-end="110">Fed mantém juros EUA: decisão reforça cautela global e pressiona expectativas sobre inflação e mercados</strong></span></h4>
<p data-start="112" data-end="513">O <span class="hover:entity-accent entity-underline inline cursor-pointer align-baseline"><span class="whitespace-normal">Federal Reserve</span></span> anunciou nesta quarta-feira (29) a manutenção da taxa básica de juros dos Estados Unidos na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano, em uma decisão amplamente esperada pelo mercado financeiro. A medida reforça a estratégia de cautela da autoridade monetária em meio a um cenário global marcado por incertezas econômicas, tensões geopolíticas e persistência inflacionária.</p>
<p data-start="582" data-end="823">A decisão do banco central norte-americano de que o <strong data-start="634" data-end="658">Fed mantém juros EUA</strong> consolida um momento de transição na <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" title="Política | Diario de Pernambuco" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="305852">política</a> monetária global, com impactos diretos sobre câmbio, bolsas e fluxo de capitais em economias emergentes como o Brasil.</p>
<hr data-start="825" data-end="828" />
<h2 data-section-id="11rqdnq" data-start="830" data-end="905"><span role="text"><strong data-start="833" data-end="905">Fed mantém juros EUA e sinaliza postura cautelosa diante da inflação</strong></span></h2>
<p data-start="907" data-end="1149">Ao comunicar que o <strong data-start="926" data-end="950">Fed mantém juros EUA</strong>, a instituição indicou que a inflação segue como principal preocupação. Apesar de sinais de desaceleração em alguns indicadores, os preços continuam pressionados, especialmente por fatores externos.</p>
<p data-start="1151" data-end="1210">Entre os principais vetores de pressão inflacionária estão:</p>
<ul data-start="1212" data-end="1325">
<li data-section-id="1i1ljv4" data-start="1212" data-end="1252">A alta nos preços globais de energia</li>
<li data-section-id="ldbt3g" data-start="1253" data-end="1283">A volatilidade do petróleo</li>
<li data-section-id="j4waj5" data-start="1284" data-end="1325">Tensões geopolíticas no Oriente Médio</li>
</ul>
<p data-start="1327" data-end="1472">Esse cenário dificulta cortes mais agressivos na taxa de juros, mesmo após o início de um ciclo de flexibilização monetária nos meses anteriores.</p>
<hr data-start="1474" data-end="1477" />
<h2 data-section-id="v9yzp0" data-start="1479" data-end="1543"><span role="text"><strong data-start="1482" data-end="1543">Terceira manutenção consecutiva reforça estratégia do Fed</strong></span></h2>
<p data-start="1545" data-end="1795">A decisão de que o <strong data-start="1564" data-end="1588">Fed mantém juros EUA</strong> marca o terceiro encontro consecutivo sem alteração na taxa básica. O movimento indica que o <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 16 de julho: Bolsa cai com tarifaço dos EUA e pressão de Vale e bancos" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="327193">banco central busca avaliar com</a> mais precisão os efeitos das decisões anteriores antes de promover novos ajustes.</p>
<p data-start="1797" data-end="2003">Nos meses anteriores, a autoridade monetária havia iniciado cortes graduais, sinalizando uma possível mudança de ciclo. No entanto, a persistência da inflação levou o Fed a adotar uma postura mais prudente.</p>
<p data-start="2005" data-end="2153">Para analistas, o fato de o <strong data-start="2033" data-end="2057">Fed mantém juros <a href="https://gazetamercantil.com/dolar-hoje" title="Dólar hoje sobe com impasse entre EUA e Irã e varejo brasileiro acima do esperado" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="291097">EUA</a></strong> neste momento reflete um equilíbrio delicado entre estímulo econômico e controle inflacionário.</p>
<hr data-start="2155" data-end="2158" />
<h2 data-section-id="5rh536" data-start="2160" data-end="2215"><span role="text"><strong data-start="2163" data-end="2215">Geopolítica entra no radar da política monetária</strong></span></h2>
<p data-start="2217" data-end="2473">A decisão de que o <strong data-start="2236" data-end="2260">Fed mantém juros EUA</strong> também ocorre em um ambiente de crescente tensão internacional. Conflitos no Oriente Médio têm impactado diretamente o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="296129">mercado</a> de energia, elevando os preços do petróleo e aumentando o risco inflacionário global.</p>
<p data-start="2475" data-end="2648">Esse contexto adiciona uma camada extra de complexidade à política monetária, já que fatores externos passam a influenciar diretamente as decisões internas do banco central.</p>
<p data-start="2650" data-end="2788">O impacto dessas tensões vai além dos Estados Unidos, afetando cadeias produtivas, custos logísticos e expectativas de crescimento global.</p>
<hr data-start="2790" data-end="2793" />
<h2 data-section-id="1nir06q" data-start="2795" data-end="2839"><span role="text"><strong data-start="2798" data-end="2839">Mercado já precificava decisão do Fed</strong></span></h2>
<p data-start="2841" data-end="3040">O consenso entre investidores e analistas já apontava que o <strong data-start="2901" data-end="2925">Fed mantém juros EUA</strong> nesta reunião. A expectativa estava menos na decisão em si e mais no tom do comunicado e nas sinalizações futuras.</p>
<p data-start="3042" data-end="3080">Os agentes de mercado buscam entender:</p>
<ul data-start="3082" data-end="3205">
<li data-section-id="qic45b" data-start="3082" data-end="3117">Quando ocorrerá o próximo corte</li>
<li data-section-id="1sq95s7" data-start="3118" data-end="3157">Qual será o ritmo de flexibilização</li>
<li data-section-id="1va4qlt" data-start="3158" data-end="3205">Como a inflação evoluirá nos próximos meses</li>
</ul>
<p data-start="3207" data-end="3341">Nesse sentido, a manutenção da taxa reforça a percepção de que o Fed continuará dependente de dados para definir seus próximos passos.</p>
<hr data-start="3343" data-end="3346" />
<h2 data-section-id="1b2p0mp" data-start="3348" data-end="3406"><span role="text"><strong data-start="3351" data-end="3406">Impactos para o Brasil e a “Super Quarta” monetária</strong></span></h2>
<p data-start="3408" data-end="3587">A decisão de que o <strong data-start="3427" data-end="3451">Fed mantém juros EUA</strong> coincide com a chamada “Super Quarta”, quando o <span class="hover:entity-accent entity-underline inline cursor-pointer align-baseline"><span class="whitespace-normal">Banco Central do Brasil</span></span> também anuncia sua decisão de política monetária.</p>
<p data-start="3589" data-end="3734">O <span class="hover:entity-accent entity-underline inline cursor-pointer align-baseline"><span class="whitespace-normal">Comitê de Política Monetária</span></span> (Copom) deve definir o rumo da taxa Selic, com expectativa majoritária de corte de 0,25 ponto percentual.</p>
<p data-start="3736" data-end="3817">A manutenção <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje tenta recuperação após queda forte e mira dados dos EUA" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="295359">dos juros nos EUA</a> influencia diretamente o Brasil, especialmente em:</p>
<ul data-start="3819" data-end="3904">
<li data-section-id="b4br56" data-start="3819" data-end="3851">Fluxo de capital estrangeiro</li>
<li data-section-id="15hsyx9" data-start="3852" data-end="3870">Taxa de câmbio</li>
<li data-section-id="1m8q67x" data-start="3871" data-end="3904">Atratividade de investimentos</li>
</ul>
<p data-start="3906" data-end="4034">Quando o <strong data-start="3915" data-end="3939">Fed mantém juros EUA</strong>, o diferencial de juros entre países ganha relevância, impactando decisões de alocação global.</p>
<hr data-start="4036" data-end="4039" />
<h2 data-section-id="1b6wu6i" data-start="4041" data-end="4094"><span role="text"><strong data-start="4044" data-end="4094">Transição no comando do Fed adiciona incerteza</strong></span></h2>
<p data-start="4096" data-end="4354">Outro fator relevante no contexto em que o <strong data-start="4139" data-end="4163">Fed mantém juros EUA</strong> é a mudança na liderança da instituição. O atual presidente do banco central, <span class="hover:entity-accent entity-underline inline cursor-pointer align-baseline"><span class="whitespace-normal">Jerome Powell</span></span>, deixará o cargo em maio, após oito anos à frente da autoridade monetária.</p>
<p data-start="4356" data-end="4517">A saída ocorre em meio a divergências com o presidente dos Estados Unidos, <span class="hover:entity-accent entity-underline inline cursor-pointer align-baseline"><span class="whitespace-normal">Donald Trump</span></span>, especialmente sobre o ritmo de cortes de juros.</p>
<p data-start="4519" data-end="4683">Desde o início do novo mandato presidencial, em janeiro de 2025, o Fed já promoveu três cortes na taxa básica, refletindo um ambiente de crescimento global incerto.</p>
<hr data-start="4685" data-end="4688" />
<h2 data-section-id="fdhqnm" data-start="4690" data-end="4748"><span role="text"><strong data-start="4693" data-end="4748">Fed mantém juros EUA e reforça dependência de dados</strong></span></h2>
<p data-start="4750" data-end="4902">A comunicação oficial da autoridade monetária indica que futuras decisões dependerão diretamente da evolução dos indicadores econômicos, principalmente:</p>
<ul data-start="4904" data-end="4964">
<li data-section-id="jgcujz" data-start="4904" data-end="4916">Inflação</li>
<li data-section-id="bd8rmd" data-start="4917" data-end="4940">Mercado de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/trabalho" target="_blank" rel="noopener" title="Trabalho" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="305853">trabalho</a></li>
<li data-section-id="3rqaqi" data-start="4941" data-end="4964">Atividade econômica</li>
</ul>
<p data-start="4966" data-end="5148">Ao afirmar que o <strong data-start="4983" data-end="5007">Fed mantém juros EUA</strong>, o banco central sinaliza que não há um cronograma pré-definido para novos cortes, mantendo flexibilidade na condução da política monetária.</p>
<p data-start="5150" data-end="5301">Essa abordagem é conhecida como “data dependent”, ou dependente de dados, e tem sido amplamente utilizada por bancos centrais em momentos de incerteza.</p>
<hr data-start="5303" data-end="5306" />
<h2 data-section-id="1opycw2" data-start="5308" data-end="5377"><span role="text"><strong data-start="5311" data-end="5377">Efeitos nos mercados globais e expectativa para próximos meses</strong></span></h2>
<p data-start="5379" data-end="5519">A decisão de que o <strong data-start="5398" data-end="5422">Fed mantém juros EUA</strong> tende a gerar reações moderadas nos mercados financeiros, já que o movimento estava precificado.</p>
<p data-start="5521" data-end="5584">No entanto, os próximos meses serão determinantes para definir:</p>
<ul data-start="5586" data-end="5706">
<li data-section-id="92z9c6" data-start="5586" data-end="5628">Se haverá retomada dos cortes de juros</li>
<li data-section-id="1sj9icq" data-start="5629" data-end="5667">O comportamento da inflação global</li>
<li data-section-id="vcsppo" data-start="5668" data-end="5706">O impacto das tensões geopolíticas</li>
</ul>
<p data-start="5708" data-end="5819">Investidores seguem atentos a qualquer sinalização adicional do Fed, especialmente em discursos e atas futuras.</p>
<hr data-start="5821" data-end="5824" />
<h2 data-section-id="m5auzw" data-start="5826" data-end="5883"><span role="text"><strong data-start="5829" data-end="5883">Cenário econômico global exige equilíbrio delicado</strong></span></h2>
<p data-start="5885" data-end="6055">O contexto em que o <strong data-start="5905" data-end="5929">Fed mantém juros EUA</strong> evidencia um cenário econômico global complexo, no qual decisões de política monetária precisam equilibrar múltiplos fatores:</p>
<ul data-start="6057" data-end="6168">
<li data-section-id="ytqov7" data-start="6057" data-end="6082">Crescimento econômico</li>
<li data-section-id="fu07a4" data-start="6083" data-end="6109">Estabilidade de preços</li>
<li data-section-id="z8i8e" data-start="6110" data-end="6133">Riscos geopolíticos</li>
<li data-section-id="tna5n" data-start="6134" data-end="6168">Dinâmica do mercado financeiro</li>
</ul>
<p data-start="6170" data-end="6313">Esse ambiente exige atuação estratégica e cautelosa por parte das autoridades monetárias, com impacto direto sobre economias ao redor do mundo.</p>
<hr data-start="6315" data-end="6318" />
<h2 data-section-id="oa8j5b" data-start="6320" data-end="6402"><span role="text"><strong data-start="6323" data-end="6402">Decisão do Fed redefine expectativas e mantém atenção sobre inflação global</strong></span></h2>
<p data-start="6404" data-end="6574">A confirmação de que o <strong data-start="6427" data-end="6451">Fed mantém juros EUA</strong> reforça a percepção de que o combate à inflação ainda não está concluído e continuará sendo prioridade nos próximos meses.</p>
<p data-start="6576" data-end="6735">Ao mesmo tempo, a decisão mantém o mercado em estado de atenção, aguardando sinais mais claros sobre o próximo movimento da política monetária norte-americana.</p>
<p data-start="6737" data-end="6961">A trajetória dos juros nos Estados Unidos seguirá sendo um dos principais vetores de influência sobre os mercados globais, determinando fluxos financeiros, custos de crédito e expectativas econômicas em escala internacional.</p>
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		<title>Donald Trump estampará seu rosto e assinatura em novo passaporte dos EUA em edição histórica</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/eua-irao-emitir-passaporte-com-rosto-assinatura-donald-trump</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Toscano]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Apr 2026 15:20:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
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		<category><![CDATA[Washington DC]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Semiótica do Poder: Donald Trump estampará passaporte dos EUA em edição histórica de 250 anos Em um movimento sem precedentes na história da república norte-americana, o Departamento de Estado dos Estados Unidos confirmou que irá emitir, a partir do próximo trimestre, uma série limitada de passaportes comemorativos com o rosto e a assinatura de Donald [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h4 data-path-to-node="2">Semiótica do Poder: Donald Trump estampará passaporte dos EUA em edição histórica de 250 anos</h4>
<p data-path-to-node="3">Em um movimento sem precedentes na história da república norte-americana, o Departamento de Estado dos Estados Unidos confirmou que <b data-path-to-node="3" data-index-in-node="132">irá emitir</b>, a partir do próximo trimestre, uma série limitada de passaportes comemorativos com o rosto e a assinatura de <b data-path-to-node="3" data-index-in-node="253">Donald Trump</b>. A iniciativa, projetada para celebrar o 250º aniversário da independência dos EUA em julho de 2026, marcará a primeira vez que um presidente em exercício aparecerá no documento oficial de viagem do país, rompendo <a href="https://gazetamercantil.com/privatizacao-telebras-leilao-do-seculo" title="O leilão do século: como a privatização da Telebrás colocou o celular no bolso do brasileiro e redesenhou o país" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="333113">com uma tradição secular</a> de neutralidade iconográfica e reserva de tais honrarias a figuras históricas falecidas.</p>
<p data-path-to-node="4">A decisão de elevar <b data-path-to-node="4" data-index-in-node="20">Donald Trump</b> ao panteão visual dos documentos de soberania não é apenas uma homenagem estética; trata-se de uma manobra de consolidação de imagem <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" title="Política | Diario de Pernambuco" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="312847">política</a> no cenário global. O novo passaporte, que apresentará uma representação de <b data-path-to-node="4" data-index-in-node="250">Donald Trump</b> com expressão severa e autoritária, recebeu aprovação final na noite da última segunda-feira. Para especialistas em diplomacia e semiótica, a medida reflete a estratégia da atual administração de fundir a identidade nacional à figura pessoal do mandatário, transformando o instrumento burocrático em um manifesto de poder.</p>
<h3 data-path-to-node="5">A Anatomia do Novo Documento: Ouro e Personalismo no Horizonte</h3>
<p data-path-to-node="6">O passaporte de edição limitada apresentará modificações gráficas profundas. A imagem de <b data-path-to-node="6" data-index-in-node="89">Donald Trump</b> será sobreposta a uma impressão dourada de sua assinatura em uma das páginas internas de segurança. Na capa, haverá uma inversão visual estratégica: as palavras &#8220;Estados Unidos da América&#8221; aparecerão em letras douradas em negrito no topo, com o termo &#8220;Passaporte&#8221; na base — o oposto do modelo padrão atual. Além disso, uma bandeira americana laminada em ouro decorará a contracapa, reforçando o caráter de exclusividade que o documento terá.</p>
<p data-path-to-node="7">De acordo com o porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott, o documento manterá os rigorosos padrões de segurança que fazem do passaporte americano um dos mais invioláveis do mundo. Contudo, a inclusão futura de <b data-path-to-node="7" data-index-in-node="219">Donald Trump</b> altera a narrativa histórica do documento. Até então, as únicas efígies presidenciais presentes eram as do Monte Rushmore, representando Washington, Jefferson, Roosevelt e Lincoln. A inserção de <b data-path-to-node="7" data-index-in-node="427">Donald Trump</b> colocará o líder contemporâneo no mesmo patamar dos &#8220;Founding Fathers&#8221;, sinalizando como o governo deseja que o legado da atual gestão seja perpetuado internacionalmente.</p>
<h3 data-path-to-node="8">Donald Trump e a Ocupação dos Símbolos de Estado em 2026</h3>
<p data-path-to-node="9">O passaporte é apenas a peça mais recente de um quebra-cabeça de visibilidade orquestrado pela Casa Branca. Há esforços coordenados para que a assinatura do presidente também seja incluída em todas as novas notas de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank" rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="319629">dólar</a> e sua efígie em moedas comemorativas de ouro. Essa onipresença documental é uma novidade para presidentes em exercício e visa garantir que a marca <b data-path-to-node="9" data-index-in-node="369">Donald Trump</b> esteja presente em to<a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje tenta recuperação após queda forte e mira dados dos EUA" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="297701">dos</a> os aspectos da vida civil e financeira dos Estados Unidos.</p>
<p data-path-to-node="10">Além disso, nomes de edifícios federais e centros culturais, como o Instituto da Paz e o Kennedy Center, já receberam a inscrição de <b data-path-to-node="10" data-index-in-node="133">Donald Trump</b>. Ao estampar o passaporte que será emitido em breve, o governo garantirá que a imagem do presidente cruze fronteiras diariamente. O documento deixará de ser apenas uma autorização de trânsito para se tornar uma ferramenta de <i data-path-to-node="10" data-index-in-node="371">soft power</i>, projetando a imagem de <b data-path-to-node="10" data-index-in-node="406">Donald Trump</b> em portos e aeroportos ao redor do globo, onde será recebido como a face indissociável da nação.</p>
<h3 data-path-to-node="11">Disponibilidade Restrita e Reação Esperada do Mercado</h3>
<p data-path-to-node="12">A logística de emissão será focada na capital federal. O Departamento de Estado planeja disponibilizar entre 25 mil e 30 mil unidades do passaporte de <b data-path-to-node="12" data-index-in-node="151">Donald Trump</b> exclusivamente no escritório de Washington, D.C., com lançamento previsto para as vésperas do feriado de 4 de julho. Embora o documento venha a ser o padrão para pedidos presenciais na capital durante o período celebrativo, cidadãos que preferirem a versão tradicional ainda poderão obtê-la via solicitações online ou em escritórios regionais.</p>
<p data-path-to-node="13">Essa distinção logística criará um <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="305909">mercado</a> imediato de colecionadores e entusiastas. Analistas preveem que o passaporte de <b data-path-to-node="13" data-index-in-node="123">Donald Trump</b> se torne um item de alto valor simbólico e financeiro, dada a sua tiragem limitada e o ineditismo histórico. A polarização política americana, contudo, deve refletir na demanda: enquanto apoiadores já planejam formar filas em Washington para garantir a efígie de <b data-path-to-node="13" data-index-in-node="399">Donald Trump</b>, críticos veem na medida um uso personalista de um instrumento público que deveria permanecer estritamente tecnocrático.</p>
<h3 data-path-to-node="14">O Legado de Donald Trump e a Nova Diplomacia Visual</h3>
<p data-path-to-node="15">Especialistas em relações internacionais observam que o passaporte de <b data-path-to-node="15" data-index-in-node="70">Donald Trump</b> funcionará como um embaixador silencioso. A escolha de uma foto com expressão severa, em vez do sorriso diplomático tradicional, comunica a doutrina de força e o nacionalismo que definem a era atual. Ao viajar com este documento, o cidadão americano portará consigo não apenas a proteção do Estado, mas a chancela visual direta de <b data-path-to-node="15" data-index-in-node="414">Donald Trump</b>.</p>
<p data-path-to-node="16">A medida levanta questões sobre o futuro da iconografia oficial nos Estados Unidos. Ao romper a barreira do &#8220;presidente vivo&#8221; no passaporte, <b data-path-to-node="16" data-index-in-node="141">Donald Trump</b> abre um precedente que poderá ser seguido por sucessores ou contestado em administrações futuras. Por enquanto, a celebração do 250º aniversário da América terá, indiscutivelmente, um rosto definido. A história dirá se esta personalização documental será um parêntese na burocracia americana ou o início de uma nova era onde a marca do líder é o elemento central da identidade nacional.</p>
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		<title>Jerome Powell preside última reunião do Fed em meio à tensão com Trump e inflação de guerra</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/jerome-powell-fed-juros-super-quarta-trump</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Henrique Valverde]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Apr 2026 09:00:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[banco central EUA.]]></category>
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		<category><![CDATA[juros americanos]]></category>
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		<category><![CDATA[política monetária]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Despedida de Jerome Powell: O Fed Diante da Super Quarta e a Tensão com a Era Trump O cenário macroeconômico global converge nesta quarta-feira, 29 de abril de 2026, para o que analistas e operadores do mercado financeiro convencionaram chamar de &#8220;Super Quarta&#8221;. No epicentro das atenções, o Federal Reserve (Fed), autoridade monetária da [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h4 data-path-to-node="2">A Despedida de Jerome Powell: O Fed Diante da Super Quarta e a Tensão com a Era Trump</h4>
<p data-path-to-node="3">O cenário macroeconômico global converge nesta quarta-feira, 29 de abril de 2026, para o que analistas e operadores do mercado financeiro convencionaram chamar de &#8220;Super Quarta&#8221;. No epicentro das atenções, o Federal Reserve (Fed), autoridade monetária da maior <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank" rel="noopener" title="Saiba por que economia cresce 2% em Salvador e inadimplência cai no Recife" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="312842">economia</a> do planeta, delibera sobre o patamar das taxas de juros nos Estados Unidos. O veredito de hoje, contudo, carrega um simbolismo histórico: trata-se da última reunião do Comitê Federal de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="305898">Mercado</a> Aberto (Fomc) sob a liderança de <b data-path-to-node="3" data-index-in-node="497">Jerome Powell</b>, cujo mandato como presidente da instituição encerra-se em 15 de maio.</p>
<p data-path-to-node="4">A trajetória de <b data-path-to-node="4" data-index-in-node="16">Jerome Powell</b> à frente do Fed foi marcada por uma defesa intransigente da autonomia da autoridade monetária, mesmo sob o fogo cruzado da retórica <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" title="Política | Diario de Pernambuco" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="312841">política</a> de Donald Trump. O atual presidente americano, que indicou Powell em seu primeiro mandato, transformou-o em um desafeto público, pressionando reiteradamente por cortes agressivos nos juros para enfraquecer o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank" rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="319627">dólar</a> e estimular a competitividade industrial. Powell, contudo, despede-se da presidência sem ter cedido aos caprichos do Executivo, mantendo o foco no chamado &#8220;duplo mandato&#8221; — a busca pelo pleno emprego e a estabilidade de preços.</p>
<h3 data-path-to-node="5">O Legado de Jerome Powell e a Autonomia Institucional</h3>
<p data-path-to-node="6">A gestão de <b data-path-to-node="6" data-index-in-node="12">Jerome Powell</b> será estudada por décadas como um exemplo de resiliência institucional. Desde que assumiu a chefia do Fed em 2018 e foi reconduzido em 2022, ele enfrentou desafios sem precedentes, desde a pandemia de Covid-19 até o repique inflacionário global de 2024 e 2025. Ao longo desse período, Powell foi alvo constante de hostilizações por parte de Trump, que o rotulava nas redes sociais como &#8220;sempre atrasado&#8221;. O embate atingiu seu ápice em 2025, quando o republicano sugeriu abertamente a possibilidade de demissão de Powell, uma medida que testaria os limites constitucionais da independência do banco central americano.</p>
<p data-path-to-node="7">A permanência de <b data-path-to-node="7" data-index-in-node="17">Jerome Powell</b> no conselho do Fed até 2028 é garantida por lei, embora a tradição dite que ex-presidentes deixem a instituição após a sucessão. Sua saída da liderança abre caminho para Kevin Warsh, indicado por Trump e aguardado para sabatina no Senado nesta semana. A transição ocorre em um momento em que o Departamento de Justiça (DOJ) encerrou investigações criminais contra Powell sobre reformas na sede do Fed, um desfecho que, para muitos observadores, limpa o caminho para uma transição republicana mais suave, mas não menos ideológica, na cúpula financeira de Washington.</p>
<h3 data-path-to-node="8">A Inflação de Energia e o Impasse Geopolítico</h3>
<p data-path-to-node="9">A decisão que <b data-path-to-node="9" data-index-in-node="14">Jerome Powell</b> transmitirá hoje ao mundo é influenciada por variáveis que transcendem os indicadores domésticos americanos. O prolongamento da guerra no Oriente Médio, que já entra em seu segundo mês de intensificação, gerou um choque de oferta de energia. Com o Estreito <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 16 de julho: Bolsa cai com tarifaço dos EUA e pressão de Vale e bancos" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="327170">de Ormuz parcialmente bloqueado e</a> o petróleo tipo Brent operando na casa dos US$ 111, a cautela é a palavra de ordem. Analistas de instituições como Bank of America e Citi apontam que o Fed não pode se dar ao luxo de ignorar os efeitos secundários dessa alta energética.</p>
<p data-path-to-node="10">A economista Andressa Durão, da ASA, destaca que o núcleo da inflação — indicador que exclui a volatilidade de alimentos e energia — corre o risco de ser contaminado pela permanência dos preços elevados do petróleo. Na visão de <b data-path-to-node="10" data-index-in-node="228">Jerome Powell</b>, o combate a esses efeitos secundários é prioritário. Diferentemente do Banco Central do Brasil, que persegue metas inflacionárias estritas, o Fed <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje tenta recuperação após queda forte e mira dados dos EUA" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="297703">de Powell opera sob a pressão de equilibrar a inflação com um mercado</a> de trabalho que, embora modesto na abertura de vagas, ainda demonstra resiliência. A expectativa unânime do mercado, refletida na ferramenta FedWatch, é de manutenção da taxa de juros na banda entre 3,5% e 3,75%.</p>
<h3 data-path-to-node="11">Super Quarta: O Reflexo nos Mercados Emergentes e no Brasil</h3>
<p data-path-to-node="12">Para o investidor brasileiro, o dia de hoje é crucial. A coincidência entre as reuniões do Fomc, presidido por <b data-path-to-node="12" data-index-in-node="111">Jerome Powell</b>, e do Copom, no Brasil, define o fluxo de capitais para os próximos meses. Historicamente, juros elevados nos EUA funcionam como uma força gravitacional para o capital global, que busca a segurança dos títulos do Tesouro americano (Treasuries). Quando Powell sinaliza a manutenção de taxas altas, o dólar se fortalece globalmente, pressionando moedas emergentes como o Real.</p>
<p data-path-to-node="13">O <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank" rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="319628">Ibovespa</a>, que flertou com os 200 mil pontos recentemente, amargou quedas sucessivas na última semana, fechando aos 188.619 pontos na terça-feira. Fernando Siqueira, da Eleven, observa que a releitura sobre o rumo dos juros sob a batuta de <b data-path-to-node="13" data-index-in-node="241">Jerome Powell</b> colocou em xeque o otimismo local. Se por um lado o Brasil sinaliza novos cortes na Taxa Selic, o diferencial de juros com os EUA encurta, tornando o <a href="https://gazetamercantil.com/siglas-corporativas-aprender" title="Siglas Corporativas para Aprender e Aplicar no Mercado (2026)" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="330191">mercado brasileiro menos atraente para</a> o investidor estrangeiro que busca rentabilidade com baixo risco.</p>
<h3 data-path-to-node="14">Donald Trump e a Sucessão no Federal Reserve</h3>
<p data-path-to-node="15">A saída de <b data-path-to-node="15" data-index-in-node="11">Jerome Powell</b> da presidência não encerra a tensão entre o Fed e a Casa Branca; ao contrário, inaugura um novo capítulo. Donald Trump sempre manifestou o desejo de um Fed mais &#8220;cooperativo&#8221;, ou seja, mais sensível às necessidades políticas de curto prazo. Kevin Warsh, o sucessor provável, assume a missão de chefiar a autoridade monetária sob a sombra de um presidente que já sugeriu querer maior controle sobre as decisões de juros.</p>
<p data-path-to-node="16">Durante seu mandato, <b data-path-to-node="16" data-index-in-node="21">Jerome Powell</b> defendeu que a política monetária deve ser baseada em dados e não em política. Sua recusa em ceder às hostilizações de Trump — que o chamava de &#8220;inimigo&#8221; do crescimento — consolidou sua imagem como um burocrata de alto calibre, capaz de navegar em águas turbulentas sem naufragar o navio da estabilidade econômica. O encerramento da investigação do DOJ contra ele é visto como o ato final <a href="https://gazetamercantil.com/dolar-hoje" title="Dólar hoje sobe com impasse entre EUA e Irã e varejo brasileiro acima do esperado" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="291084">de</a> uma resistência técnica que preservou a credibilidade do dólar como moeda de reserva global.</p>
<h3 data-path-to-node="17">O &#8220;Duplo Mandato&#8221; e o Cenário Pós-Powell</h3>
<p data-path-to-node="18">Ao entregar as chaves da presidência do Fed, <b data-path-to-node="18" data-index-in-node="45">Jerome Powell</b> deixa um mercado de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/trabalho" target="_blank" rel="noopener" title="Trabalho" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="305897">trabalho</a> que deixou de ser aquecido para se tornar &#8220;modesto. Analistas do Citi acreditam que essa desaceleração controlada facilita a mensagem de manutenção que Powell deve transmitir em seu último comunicado oficial. O desafio, contudo, reside na permanência da inflação de custos. A gasolina nos EUA permanece acima de US$ 4 o galão, um patamar psicologicamente sensível para o eleitorado americano e tecnicamente perigoso para os banqueiros centrais.</p>
<p data-path-to-node="19">Marianna Costa, economista-chefe da Mirae Asset, levanta a questão fundamental que domina o Fomc neste encerramento de era Powell: os efeitos secundários da guerra serão permanentes? Se o conflito geopolítico se arrastar, a estratégia de manutenção de <b data-path-to-node="19" data-index-in-node="252">Jerome Powell</b> poderá ser vista como o alicerce necessário para evitar uma nova espiral inflacionária, mesmo que isso signifique um período prolongado de crescimento econômico mais lento.</p>
<h3 data-path-to-node="20">Impacto Global e a Reprecificação do Dólar</h3>
<p data-path-to-node="21">A autoridade de <b data-path-to-node="21" data-index-in-node="16">Jerome Powell</b> sobre o valor do dólar é absoluta. <a href="https://gazetamercantil.com/privatizacao-telebras-leilao-do-seculo" title="O leilão do século: como a privatização da Telebrás colocou o celular no bolso do brasileiro e redesenhou o país" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="333115">Como o país</a> é considerado o porto seguro para aplicações mundiais, qualquer sinalização de Powell calibra o valor da moeda frente a pares como o Euro e o Iene. Um ciclo de manutenção de juros altos, <a href="https://gazetamercantil.com/bolsa-familia-agosto-2026-calendario-oficial" title="Bolsa Família Agosto 2026: calendário com antecipação confirmada e consulta liberada hoje" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="335573">como o que se desenha hoje</a>, mantém o custo do capital elevado em todo o mundo. Países com dívidas denominadas em dólar sentem o peso dessa política, enquanto investidores de países emergentes aguardam ansiosamente por sinais de flexibilização que possam liberar liquidez para ativos de maior risco.</p>
<p data-path-to-node="22">A gestão de <b data-path-to-node="22" data-index-in-node="12">Jerome Powell</b> evitou, até aqui, o erro clássico de cortar juros prematuramente, apenas para ver a inflação retornar com mais força. Esse rigor técnico foi o que mais irritou Donald Trump, que prioriza o dinamismo imediato da economia. No entanto, é esse mesmo rigor que permitiu que o Fed enfrentasse as perdas contábeis recordes de instituições financeiras em 2025 sem colapsar o sistema de crédito americano.</p>
<h3 data-path-to-node="23">O Futuro do Federal Reserve na Era Pós-Autonomia</h3>
<p data-path-to-node="24">Com a saída de <b data-path-to-node="24" data-index-in-node="15">Jerome Powell</b> da liderança, surge a dúvida sobre o grau de independência que o Fed terá daqui em diante. Se Kevin Warsh for confirmado, ele herdará uma economia com pleno emprego, mas sob a vigilância de um presidente que não esconde seu desejo de transformar o BC americano em uma extensão de sua política econômica. Powell deixa o cargo como o último dos &#8220;moicanos&#8221; da ortodoxia tradicional, protegendo a instituição de reformas estruturais que poderiam, em última análise, minar a confiança global na moeda americana.</p>
<p data-path-to-node="25">O veredito de hoje, portanto, é mais do que uma decisão sobre juros; é o testamento político de <b data-path-to-node="25" data-index-in-node="96">Jerome Powell</b>. Ele entrega uma instituição que, apesar de todas as pressões externas e das turbulências de 2025 — que custaram R$ 57,4 bilhões ao FGC brasileiro devido a liquidações institucionais reflexas —, permanece de pé. Powell provou que o presidente do Federal Reserve é, em muitos aspectos, a segunda pessoa mais poderosa do mundo, capaz de dizer &#8220;não&#8221; ao homem mais poderoso da Casa Branca em nome da saúde financeira da nação.</p>
<h3 data-path-to-node="26">A Releitura dos Impactos Geopolíticos na Decisão Final</h3>
<p data-path-to-node="27">O fechamento do Estreito de Ormuz e a alta do barril de petróleo são os fantasmas que rondam o último encontro de <b data-path-to-node="27" data-index-in-node="114">Jerome Powell</b> no comando do Fomc. O impacto inflacionário duradouro citado por Andressa Durão e a percepção de cautela de Marianna Costa confirmam que o Fed está em modo de vigilância total. A &#8220;Super Quarta&#8221; de abril de 2026 será lembrada como o momento em que o banco central mais importante do mundo escolheu a estabilidade sobre a popularidade, mantendo os juros elevados para combater uma inflação de guerra.</p>
<p data-path-to-node="28"><b data-path-to-node="28" data-index-in-node="0">Jerome Powell</b> encerra seu ciclo de liderança com a consciência de que cumpriu sua missão. Ele navegou por pressões políticas inéditas, uma guerra no Oriente Médio e uma reprecificação global de ativos. Se Warsh assumirá uma cadeira de banqueiro central facilitada ou dificultada pelo legado de Powell, o tempo dirá. O que é certo é que o nome de Jerome Powell ficará marcado como o homem que não piscou diante da tempestade, garantindo que o Fed operasse como o esteio do sistema financeiro internacional até o último dia de sua presidência.</p>
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		<title>Tiros em jantar com Trump nos EUA: o que se sabe sobre ataque e suspeito em Washington</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/tiros-jantar-trump-washington-o-que-se-sabe</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Toscano]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 26 Apr 2026 18:22:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
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		<category><![CDATA[Trump]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Tiros em jantar com : o que se sabe sobre o incidente que interrompeu evento oficial em Washington Um episódio de segurança envolvendo disparos de arma de fogo interrompeu, na noite de sábado (26), o tradicional jantar anual da Associação de Correspondentes da Casa Branca, realizado em um hotel em Washington, nos Estados Unidos. O [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h4><strong>Tiros em jantar com : o que se sabe sobre o incidente que interrompeu evento oficial em Washington</strong></h4>
<p>Um episódio de segurança envolvendo disparos de arma de fogo interrompeu, na noite de sábado (26), o tradicional jantar anual da Associação de Correspondentes da Casa Branca, realizado em um hotel em Washington, nos Estados Unidos. O evento contava com a presença do presidente , autoridades e convidados, que foram retirados às pressas após o início da ocorrência.</p>
<p>A seguir, os principais pontos já confirmados pelas autoridades e relatos de testemunhas.</p>
<hr />
<h2>Disparos interrompem jantar de gala com autoridades</h2>
<p>Os tiros foram ouvidos logo após o discurso de abertura do evento, realizado no hotel Washington Hilton, segundo relatos de jornalistas e participantes presentes no local.</p>
<p>Equipes de segurança armadas agiram imediatamente, posicionando-se no palco onde estavam , a ex-primeira-dama e o vice-presidente . Todos foram retirados rapidamente da área.</p>
<p>No salão principal, convidados em trajes formais buscaram abrigo sob as mesas antes de serem orientados a deixar o local. O evento foi oficialmente suspenso.</p>
<p>Autoridades informaram que nenhum convidado ou dignitário ficou ferido durante a ação.</p>
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<h2>Suspeito armado foi contido por agentes</h2>
<p>De acordo com informações da polícia local, o incidente começou por volta das 20h36 (horário local), quando um homem armado tentou forçar passagem por um posto de segurança localizado próximo ao salão principal.</p>
<p>Segundo o chefe interino da polícia metropolitana, Jeffery Carroll, o suspeito portava uma espingarda, uma pistola e diversas facas. Agentes de segurança reagiram e houve troca de tiros.</p>
<p>O indivíduo foi contido e “neutralizado” pelas forças de segurança. Um agente do Serviço Secreto foi atingido no colete à prova de balas e encaminhado ao hospital, sem risco de vida.</p>
<p>Apesar da troca de tiros, o suspeito não foi baleado. Ele foi levado para avaliação médica e permanece sob custódia, devendo responder à Justiça federal.</p>
<p>O diretor do (FBI), , confirmou que armas e munições foram apreendidas no local e que testemunhas estão sendo ouvidas.</p>
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<h2>Identidade do suspeito ainda não foi oficialmente confirmada</h2>
<p>Embora as autoridades não tenham divulgado oficialmente o nome do detido, veículos da imprensa americana apontam que se trata de um homem de 31 anos, identificado como Cole Tomas Allen, natural da Califórnia.</p>
<p>Imagens divulgadas mostram o suspeito algemado no interior do hotel. Informações preliminares indicam que ele poderia estar hospedado no local.</p>
<p>Perfis atribuídos ao indivíduo em redes profissionais o descrevem como engenheiro mecânico, técnico de informática, desenvolvedor de jogos e professor.</p>
<p>Segundo a promotora federal , ele já enfrenta acusações de uso de arma de fogo em crime violento e agressão a agente federal com arma perigosa. Novas acusações podem ser adicionadas conforme o avanço das investigações.</p>
<p>O presidente afirmou que, até o momento, não há indícios de participação de outras pessoas e que o suspeito teria agido sozinho.</p>
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<h2>Segurança do evento entra em debate</h2>
<p>O episódio levantou questionamentos sobre possíveis falhas nos protocolos de segurança do evento.</p>
<p>Relatos indicam que havia detector de metais na entrada do salão principal, mas não na entrada do hotel. Isso levanta dúvidas sobre como o suspeito conseguiu acessar o local portando armamento.</p>
<p>Inicialmente, declarou que o edifício não era “particularmente seguro”, mas depois destacou que o salão principal contava com um esquema de proteção reforçado.</p>
<p>Autoridades ressaltaram que o posto de controle próximo ao salão foi decisivo para impedir que o suspeito avançasse até a área onde estavam os convidados.</p>
<p>A investigação agora busca esclarecer como as armas foram introduzidas no hotel e se houve falhas operacionais nos protocolos de segurança.</p>
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<h2>Investigação segue em andamento</h2>
<p>Equipes do seguem coletando evidências, analisando imagens de segurança e ouvindo testemunhas.</p>
<p>A motivação do ataque ainda não foi determinada oficialmente. Segundo , trata-se de um caso isolado, embora detalhes sobre o estado mental e as intenções do suspeito ainda estejam sob apuração.</p>
<hr />
<h2>Contexto e impacto</h2>
<p>O jantar anual da Associação de Correspondentes da Casa Branca é um <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje tenta recuperação após queda forte e mira dados dos EUA" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="297687">dos</a> eventos mais tradicionais do calendário político e midiático dos Estados Unidos, reunindo autoridades, jornalistas e representantes da sociedade.</p>
<p>A interrupção do evento por um incidente armado reforça preocupações recorrentes com segurança em eventos de grande porte e com a proteção de autoridades públicas.</p>
<p>O caso também ocorre em um cenário de atenção redobrada após episódios anteriores envolvendo ameaças a figuras políticas no país.</p>
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		<title>Economia argentina recua 2,6% e acende alerta sobre recuperação sob governo Milei</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/economia-argentina-queda-fevereiro-milei-incertezas</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Toscano]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Apr 2026 16:06:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[crise econômica argentina]]></category>
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		<category><![CDATA[recuperação econômica argentina]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os indicadores de atividade da República Argentina voltaram a emitir sinais de alerta máximo para os investidores globais. No fechamento de fevereiro de 2026, a economia argentina registrou uma retração de 2,6% na comparação mensal, um dado que não apenas frustrou a expectativa média do mercado — que previa um recuo marginal de 0,5% —, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p data-path-to-node="4">Os indicadores de atividade da República Argentina voltaram a emitir sinais de alerta máximo para os investidores globais. No fechamento de fevereiro de 2026, a <b data-path-to-node="4" data-index-in-node="161"><a class="wpil_keyword_link" title="Saiba por que economia cresce 2% em Salvador e inadimplência cai no Recife" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="309105">economia</a> argentina</b> registrou uma retração de 2,6% na comparação mensal, um dado que não apenas frustrou a expectativa média do mercado — que previa um recuo marginal de 0,5% —, mas também consolidou o pior desempenho para o período desde o biênio 2023-2024. Este retrocesso acentua as dúvidas sobre o &#8220;timing&#8221; da recuperação sob a gestão de Javier Milei e seu ministro Luis Caputo, evidenciando que o ajuste fiscal, embora rigoroso, encontra limites severos na compressão do consumo doméstico e na persistência inflacionária.</p>
<p data-path-to-node="5">A análise técnica do Produto Interno Bruto (PIB) vizinho sugere que o fenômeno da estagflação parece ter se enraizado no tecido produtivo. No acumulado anual, a contração da <b data-path-to-node="5" data-index-in-node="174">economia argentina</b> fixou-se em 2,1%, um desvio estatístico relevante que anula a leve expansão de 0,4% observada no primeiro mês do ano. O cenário reflete uma transição traumática: de um lado, o saneamento forçado do balanço do Banco Central da República Argentina (BCRA); de outro, uma recessão que castiga o varejo e a indústria manufatureira, setores que historicamente sustentam a empregabilidade da nação.</p>
<h3 data-path-to-node="6">O Custo da Austeridade e a Paralisia do Consumo Interno</h3>
<p data-path-to-node="7">A dinâmica da <b data-path-to-node="7" data-index-in-node="14">economia argentina</b> neste primeiro trimestre de 2026 expõe as vísceras de um plano de estabilização que prioriza o superávit fiscal em detrimento da atividade econômica imediata. O consumo interno, principal motor da demanda agregada, segue em trajetória descendente, asfixiado por uma inflação que, embora tenha arrefecido em relação aos picos históricos, ainda atingiu 3,4% em março. Para o cidadão comum, o poder de compra derrete frente ao ajuste de tarifas públicas e à desvalorização cambial acumulada, o que se traduz em queda livre nas vendas do comércio varejista e na arrecadação de impostos vinculados ao consumo.</p>
<p data-path-to-node="8">Na indústria manufatureira, o panorama da <b data-path-to-node="8" data-index-in-node="42">economia argentina</b> é igualmente severo. A escassez de crédito e os custos operacionais elevados, derivados de uma estrutura tributária ainda em fase de reformas profundas, impedem a retomada da produção em níveis pré-crise. O setor fabril opera com alta capacidade ociosa, aguardando sinais mais claros de previsibilidade cambial para retomar investimentos em ativos fixos. Sem a tração industrial, a <b data-path-to-node="8" data-index-in-node="443">economia argentina</b> permanece vulnerável a choques externos e à volatilidade dos preços das commodities agrícolas, seu principal produto de exportação.</p>
<h3 data-path-to-node="9">O Oásis do Setor Externo: Balança Comercial como Único Refúgio</h3>
<p data-path-to-node="10">Se o <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="309505">mercado</a> interno apresenta sinais de desolação, o setor externo atua como o único pulmão capaz de oxigenar a <b data-path-to-node="10" data-index-in-node="113">economia argentina</b>. Em março, o país registrou um superávit comercial de US$ 2,5 bilhões, o maior saldo para o período desde a década de 1990. No acumulado do trimestre, o superávit de US$ 5,3 bilhões é um testemunho da recuperação das exportações agrícolas, beneficiadas por condições climáticas favoráveis e pela unificação cambial progressiva promovida pela atual gestão.</p>
<p data-path-to-node="11">As exportações argentinas avançaram 19,8% em março, <a title="Ibovespa hoje tenta recuperação após queda forte e mira dados dos EUA" href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="295312">após uma queda</a> em fevereiro que havia gerado apreensão global. Este fluxo de divisas é vital para a <b data-path-to-node="11" data-index-in-node="152">economia argentina</b>, pois permite o fortalecimento das reservas internacionais e o cumprimento de metas com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Contudo, é preciso notar que um superávit robusto acompanhado por queda nas importações — sintoma de recessão interna — não indica saúde plena, mas sim uma economia que está &#8220;economizando&#8221; para sobreviver ao ajuste fiscal draconiano e pagar dívidas externas.</p>
<h3 data-path-to-node="12">A Narrativa de Luis Caputo e o Desafio Crônico da Inflação</h3>
<p data-path-to-node="13">O ministro da Economia, Luis Caputo, mantém o roteiro de otimismo, prevendo que a <b data-path-to-node="13" data-index-in-node="82">economia argentina</b> iniciará um ciclo de crescimento em &#8220;V&#8221; a partir de abril. A aposta do governo reside na tese de que, uma vez que a inflação mensal rompa a barreira de 1%, a confiança retornará e o investimento privado substituirá o gasto público como motor de crescimento. Todavia, a realidade dos dados de março mostra que a inflação ainda resiste acima de 3%, dificultando a ancoragem das expectativas de preços para o restante de 2026.</p>
<p data-path-to-node="14">Para a <b data-path-to-node="14" data-index-in-node="7">economia argentina</b>, o controle inflacionário é a prioridade absoluta. Sem uma moeda estável, o planejamento corporativo torna-se impraticável. A meta de reduzir o índice de preços para patamares civilizados ainda parece distante, comprometendo a previsibilidade necessária para atrair o Investimento Estrangeiro Direto (IED). O governo Milei joga todas as suas fichas na disciplina fiscal, mas o mercado financeiro começa a questionar se o tecido social suportará o tratamento de choque até que os benefícios da estabilidade se materializem no bolso do eleitorado.</p>
<h3 data-path-to-node="15">Riscos Políticos: A Erosão da Popularidade de Javier Milei</h3>
<p data-path-to-node="16">O desempenho da <b data-path-to-node="16" data-index-in-node="16">economia argentina</b> já transborda para o campo da aprovação popular. Pesquisas de opinião indicam que a aprovação de Javier Milei recuou para 36%, o nível mais baixo desde a sua posse. Este desgaste é o reflexo direto da deterioração das condições de vida das camadas mais vulneráveis e da classe média, base de apoio do movimento libertário. O aumento nos custos de planos de saúde, educação e <a title="Dólar hoje sobe acima de R$ 5 com risco político e pressão inflacionária no exterior" href="https://gazetamercantil.com/dolar-hoje" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="301836">energia</a> tem gerado um clima de insatisfação que coloca em risco a governabilidade e a capacidade de aprovar novas reformas.</p>
<p data-path-to-node="17">A história <a class="wpil_keyword_link" title="Política | Diario de Pernambuco" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="309104">política</a> da <b data-path-to-node="17" data-index-in-node="23">economia argentina</b> ensina que planos de austeridade sem uma rede de proteção social eficiente costumam enfrentar resistência feroz nas ruas e no Congresso Nacional. Milei governa com uma minoria legislativa, o que torna a aprovação de reformas estruturais — como a tributária e a trabalhista — uma tarefa hercúlea. Se a <b data-path-to-node="17" data-index-in-node="343">economia argentina</b> não apresentar sinais de melhora na renda real no curto prazo, o apoio político pode evaporar, abrindo espaço para a reorganização da oposição peronista e sindical.</p>
<h3 data-path-to-node="18">Revisão das Projeções: Um Ano de Crescimento Incerto</h3>
<p data-path-to-node="19">Diante do recuo inesperado em fevereiro, as consultorias econômicas em Buenos Aires e Nova York apressaram-se em revisar os números para a <b data-path-to-node="19" data-index-in-node="139">economia argentina</b>. A projeção de crescimento do PIB para 2026 foi ajustada para baixo, situando-se agora em 3,3%, enquanto a inflação anual estimada subiu para 29%. Estes números indicam que a recuperação pode ser mais lenta do que o previsto pela Casa Rosada, exigindo um fôlego extra dos agentes econômicos que operam no país.</p>
<p data-path-to-node="20">A credibilidade do plano Milei está intrinsecamente ligada à entrega de resultados tangíveis. O mercado financeiro, que inicialmente celebrou a vitória da ortodoxia, agora exige evidências de que a <b data-path-to-node="20" data-index-in-node="198">economia argentina</b> pode crescer sem gerar novos desequilíbrios externos. O diferencial de juros e a política de desvalorização controlada do peso são ferramentas que o BCRA maneja com cautela, mas que podem sofrer pressões especulativas caso o superávit comercial não seja suficiente para conter a demanda por dólares e estabilizar a cotação.</p>
<h3 data-path-to-node="21">Reformas Estruturais: O Caminho Além do Ajuste Fiscal</h3>
<p data-path-to-node="22">Mais do que um simples ciclo recessivo, a <b data-path-to-node="22" data-index-in-node="42">economia argentina</b> padece de males crônicos que o ajuste fiscal, por si só, não resolve. A infraestrutura logística obsoleta e a rigidez do mercado de <a class="wpil_keyword_link" title="Trabalho" href="https://gazetamercantil.com/trabalho" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="306055">trabalho</a> são entraves que limitam o potencial de crescimento de longo prazo. Para que a <b data-path-to-node="22" data-index-in-node="281">economia argentina</b> recupere o protagonismo regional, é imperativo que o governo avance em reformas microeconômicas que melhorem a produtividade e a competitividade das <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="293876">empresas</a> nacionais no comércio exterior.</p>
<p data-path-to-node="23">O ambiente de <a class="wpil_keyword_link" title="Negócios" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="306053">negócios</a> na Argentina ainda é visto com ressalvas por investidores globais. A memória de calotes passados e a instabilidade das regras jurídicas impõem um custo adicional que só será reduzido com a consolidação de instituições fortes. O desafio de Milei é transformar o choque de curto prazo em uma mudança cultural de longo prazo na <b data-path-to-node="23" data-index-in-node="348">economia argentina</b>, convencendo o capital internacional de que o <a href="https://gazetamercantil.com/privatizacao-telebras-leilao-do-seculo" title="O leilão do século: como a privatização da Telebrás colocou o celular no bolso do brasileiro e redesenhou o país" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="333084">país rompeu definitivamente com</a> as práticas populistas e intervencionistas do passado recente.</p>
<h3 data-path-to-node="24">O Papel das Commodities e a Safra Agrícola na Recuperação</h3>
<p data-path-to-node="25">O destino da <b data-path-to-node="25" data-index-in-node="13">economia argentina</b> permanece atado ao desempenho do campo. A soja, o milho e o trigo são os principais geradores de divisas. O aumento da arrecadação tributária em março, citado pelo governo como sinal de melhora, deve-se em grande parte aos direitos de exportação sobre a safra. No entanto, depender excessivamente de preços internacionais de commodities é uma estratégia arriscada. A modernização do setor agroindustrial é um dos caminhos para que a <b data-path-to-node="25" data-index-in-node="465">economia argentina</b> agregue valor às suas exportações e reduza a vulnerabilidade externa.</p>
<p data-path-to-node="26">O monitoramento dos dados de abril será crucial para confirmar se o &#8220;fundo do poço&#8221; da <b data-path-to-node="26" data-index-in-node="87">economia argentina</b> foi atingido em fevereiro ou se o processo de contração terá pernas mais longas. O sucesso deste experimento econômico exige que não haja apenas superávit nas contas, mas uma retomada real do emprego e da renda. A <b data-path-to-node="26" data-index-in-node="320">economia argentina</b> segue sendo o grande enigma da América do Sul, e o desfecho desta gestão ditará o futuro das políticas liberais na região por muitos anos.</p>
<h3 data-path-to-node="27">Estabilidade Fiscal versus Sustentabilidade Social no Médio Prazo</h3>
<p data-path-to-node="28">A ortodoxia fiscal aplicada por Javier <a title="Siglas Corporativas para Aprender e Aplicar no Mercado (2026)" href="https://gazetamercantil.com/siglas-corporativas-aprender" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="330121">Milei</a> é uma tentativa de cura traumática para uma economia viciada em déficits. No entanto, a sustentabilidade deste modelo para a <b data-path-to-node="28" data-index-in-node="170">economia argentina</b> depende da paz social. Cortes profundos em subsídios de transporte e energia têm um efeito regressivo imediato que pode levar a um esgotamento da paciência pública. O governo precisa equilibrar a &#8220;motosserra&#8221; com medidas que protejam o consumo básico, sob o risco de enfrentar uma paralisia política que inviabilize o próprio plano econômico.</p>
<p data-path-to-node="29">A relação com o FMI continua sendo o fiador externo da <b data-path-to-node="29" data-index-in-node="55">economia argentina</b>. O cumprimento rigoroso das metas fiscais é o que garante os desembolsos necessários para manter o país solvente. Entretanto, o fundo também observa com atenção o clima social. No longo prazo, a <b data-path-to-node="29" data-index-in-node="269">economia argentina</b> precisa provar que pode crescer sem subsídios e com uma moeda soberana respeitada, algo que não acontece há décadas. O ano de 2026 será lembrado como o teste definitivo da resiliência argentina frente ao liberalismo clássico.</p>
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