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	<title>Notícias &#8211; GAZETA MERCANTIL</title>
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		<title>Nota fiscal do Simples Nacional mudou: veja 4 passos para emitir NFS-e no novo sistema</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/nota-fiscal-simples-nacional-nfse-como-emitir-2026</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Bruno Assis]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Nov 2026 20:53:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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		<category><![CDATA[Como emitir NFS-e]]></category>
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		<category><![CDATA[Simples Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nota fiscal do Simples Nacional mudou em novembro de 2026. Veja quem deve usar a NFS-e nacional e como emitir o documento em quatro passos.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Desde domingo, 1º de novembro de 2026, microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP) optantes pelo Simples Nacional que prestam serviços sujeitos à emissão de nota fiscal devem utilizar obrigatoriamente o Emissor Nacional da Nota Fiscal de Serviços eletrônica (NFS-e). A mudança substitui os sistemas próprios das prefeituras na emissão de novas notas dessas <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341731">empresas</a> e estabelece uma plataforma unificada para o cumprimento da obrigação fiscal.</p>
<p>A exigência foi definida pela Resolução nº 191/2026 do Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN), publicada em agosto, e passou a valer independentemente de o município possuir seu próprio sistema de emissão. A medida alcança prestadores de serviços de diferentes segmentos, incluindo atividades profissionais, serviços de tecnologia, publicidade e consultoria.</p>
<p>A Receita Federal esclareceu que a obrigatoriedade se aplica às notas com data de competência a partir de 1º de novembro. Documentos relativos a serviços prestados antes dessa data poderão continuar sendo emitidos no sistema municipal anterior, quando o município utilizava um emissor próprio.</p>
<p>O novo procedimento não altera imediatamente a forma de recolhimento dos tributos do Simples Nacional. As regras específicas relacionadas à Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e ao Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), previstos na reforma tributária, passam a produzir efeitos para os optantes do regime a partir de 1º de janeiro de 2027.</p>
<h2>Quem precisa emitir nota fiscal pelo sistema nacional?</h2>
<p>A obrigatoriedade atinge microempresas e empresas de pequeno porte enquadradas no Simples Nacional que realizam atividades de prestação de serviços sujeitas à emissão de NFS-e.</p>
<p>A mudança vale mesmo nos municípios que anteriormente permitiam a utilização de plataformas próprias para emissão das notas.</p>
<p>O microempreendedor individual (MEI), por sua vez, já utiliza obrigatoriamente o padrão nacional para as operações abrangidas desde setembro de 2023. Assim, a novidade de novembro de 2026 se concentra principalmente nas demais empresas optantes pelo regime simplificado.</p>
<p>A regulamentação também contempla situações específicas, como empresas cujo pedido de ingresso no Simples Nacional permanece pendente de análise administrativa ou judicial, com possibilidade de reconhecimento retroativo da opção.</p>
<p>Nesses casos, o sistema prevê procedimentos para emissão na condição de optante pendente, conforme as regras aplicáveis ao enquadramento tributário.</p>
<p>Outra situação envolve empresas que ultrapassaram o sublimite de faturamento e estão impedidas de recolher o ISS pelo Simples Nacional, mas permanecem sujeitas às disposições de emissão previstas na regulamentação.</p>
<p>A exigência refere-se à prestação de serviços. Operações que envolvam exclusivamente circulação de mercadorias, sujeitas ao ICMS, continuam utilizando os documentos fiscais apropriados, como a Nota Fiscal eletrônica (NF-e).</p>
<h2>Como acessar o Emissor Nacional da NFS-e?</h2>
<p>A emissão pode ser realizada pela plataforma oficial do Sistema Nacional da NFS-e, por meio de navegador de internet, ou mediante integração de programas de gestão empresarial com a interface de programação de aplicações (API).</p>
<p>Para o acesso direto ao sistema, o contribuinte dispõe de três modalidades de autenticação.</p>
<p>A primeira utiliza a conta gov.br, sendo aceitos os níveis prata e ouro. Nesse caso, o usuário realiza a autenticação com seu CPF e, posteriormente, seleciona o perfil do CNPJ responsável pela emissão.</p>
<p>A segunda modalidade utiliza certificado digital válido. O sistema identifica o contribuinte a partir das credenciais eletrônicas, conforme o tipo de certificado e as condições de autenticação.</p>
<p>A terceira opção é o acesso mediante usuário e senha. Para empresas que ainda não possuem cadastro, o procedimento de primeiro acesso exige informações como CNPJ, CPF e data de nascimento do responsável legal.</p>
<p>O sistema também pode solicitar o número do título de eleitor ou dados de recibos de declarações anteriores do Imposto de Renda. Ao final, o usuário cadastra um endereço eletrônico, cria uma senha e confirma o registro por meio de um código de segurança.</p>
<p>Empresas que já utilizam sistemas de gestão financeira ou faturamento devem verificar com os fornecedores se a ferramenta está integrada à plataforma nacional. A integração permite automatizar parte da emissão, respeitando as exigências técnicas estabelecidas pelo governo federal.</p>
<h2>O que configurar antes de emitir a primeira nota fiscal?</h2>
<p>Antes da primeira emissão, a empresa deve acessar a área de configurações do Emissor Nacional e revisar seus dados cadastrais.</p>
<p>Nessa etapa, devem ser informados ou confirmados endereço eletrônico, telefone de contato e parâmetros utilizados para apresentação dos tributos incidentes sobre os serviços.</p>
<p>Para optantes pelo Simples Nacional, o sistema consulta informações cadastrais e tributárias disponíveis nas bases oficiais.</p>
<p>A empresa também deve observar a alíquota nominal aplicável ao seu enquadramento e as condições previstas para o recolhimento do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS).</p>
<p>Caso o serviço esteja sujeito à retenção do ISS pelo contratante, poderá ser necessário informar a alíquota correspondente, conforme a natureza da operação e as regras tributárias aplicáveis.</p>
<p>O preenchimento correto dessas informações ajuda a evitar rejeições e inconsistências na emissão das notas fiscais.</p>
<h2>Como emitir a NFS-e nacional em 4 passos?</h2>
<p>O procedimento de emissão completa da Nota Fiscal de Serviços eletrônica está organizado em quatro etapas no sistema nacional.</p>
<p><strong>Passo 1 — Informar os dados do prestador e do cliente</strong></p>
<p>Após acessar o Emissor Nacional, o contribuinte deve selecionar a opção de emissão completa de NFS-e.</p>
<p>A primeira tela reúne informações sobre a empresa prestadora do serviço, o cliente e a data de competência da operação.</p>
<p>O sistema solicita a identificação do tomador, que poderá ser pessoa física ou jurídica, além dos dados necessários para caracterizar a prestação do serviço.</p>
<p>É importante conferir o CNPJ ou CPF do contratante e verificar se a data informada corresponde ao período em que o serviço foi efetivamente prestado.</p>
<p><strong>Passo 2 — Identificar o serviço prestado</strong></p>
<p>Na segunda etapa, a empresa deve selecionar o código correspondente à atividade realizada, de acordo com a classificação nacional de serviços utilizada pelo sistema.</p>
<p>Também será necessário informar o município onde o serviço foi prestado e os demais elementos exigidos para determinar a incidência do ISS.</p>
<p>A descrição do serviço deve permitir identificar a operação realizada, evitando informações genéricas que dificultem a comprovação da prestação.</p>
<p>O correto enquadramento da atividade é especialmente importante em serviços sujeitos a regras específicas de tributação ou retenção.</p>
<p><strong>Passo 3 — Preencher os valores e tributos</strong></p>
<p>A terceira etapa corresponde ao registro do valor cobrado pelo serviço e das informações tributárias aplicáveis.</p>
<p>O sistema apresenta campos relacionados ao ISS, às retenções e aos demais tributos previstos no documento fiscal.</p>
<p>Para empresas optantes pelo Simples Nacional, determinadas informações federais são preenchidas automaticamente e não podem ser modificadas pelo contribuinte.</p>
<p>Quando houver retenção do ISS pelo tomador, a empresa deverá observar o preenchimento da alíquota aplicável à operação.</p>
<p>Antes de avançar, é necessário conferir o valor total do serviço, eventuais descontos e as informações fiscais apresentadas.</p>
<p><strong>Passo 4 — Conferir e emitir a NFS-e</strong></p>
<p>A última etapa apresenta um resumo dos dados informados nas telas anteriores.</p>
<p>O contribuinte poderá revisar as informações do prestador, do cliente, do serviço e dos valores antes de confirmar a emissão.</p>
<p>Caso identifique algum erro, deverá retornar à etapa correspondente para realizar a correção.</p>
<p>Após a confirmação, o sistema gera a NFS-e nacional e apresenta sua chave de acesso, permitindo consultar o documento e baixar os arquivos disponíveis.</p>
<p>Entre os documentos gerados estão o XML, utilizado para processamento eletrônico, e o Documento Auxiliar da Nota Fiscal de Serviço eletrônica (DANFSe), destinado à visualização e apresentação dos dados da nota.</p>
<h2>É possível cancelar ou corrigir uma NFS-e emitida?</h2>
<p>O Emissor Nacional permite consultar os documentos fiscais emitidos, solicitar cancelamentos e realizar substituições, conforme as regras aplicáveis a cada operação.</p>
<p>Essas funcionalidades estão disponíveis na área de notas emitidas.</p>
<p>Caso o contribuinte identifique uma informação incorreta depois da emissão, deverá verificar se a situação permite substituição ou se será necessário solicitar o cancelamento da nota.</p>
<p>Os prazos e as condições para cancelamento continuam sujeitos às regras da administração tributária municipal competente.</p>
<p>O sistema também permite salvar rascunhos antes da emissão definitiva, evitando a perda dos dados preenchidos.</p>
<p>Outra funcionalidade é o cadastramento de serviços favoritos, que pode facilitar a emissão de documentos recorrentes por empresas que executam atividades semelhantes para diferentes clientes.</p>
<h2>Contadores poderão emitir notas em nome das empresas</h2>
<p>Uma atualização incorporada ao Emissor Nacional em 1º de novembro de 2026 também permite a alternância de perfis de acesso.</p>
<p>A funcionalidade possibilita que um usuário autorizado atue em nome de diferentes pessoas jurídicas sem precisar encerrar a sessão e realizar uma nova autenticação para cada empresa.</p>
<p>O recurso é destinado, entre outras situações, a empresários responsáveis por mais de um CNPJ e profissionais de contabilidade autorizados a emitir documentos fiscais em nome de seus clientes.</p>
<p>A representação poderá ser reconhecida por meio de procuração eletrônica válida ou das informações existentes no cadastro da Receita Federal.</p>
<p>A autorização deverá respeitar os vínculos e poderes atribuídos ao usuário, não permitindo a emissão indiscriminada de documentos em nome de terceiros.</p>
<h2>O que muda na nota fiscal do Simples Nacional em 2027?</h2>
<p>A obrigatoriedade da NFS-e nacional representa uma etapa da padronização dos documentos fiscais prevista no processo de implementação da reforma tributária.</p>
<p>A partir de 1º de janeiro de 2027, passam a produzir efeitos, para os optantes pelo Simples Nacional, as disposições relacionadas à CBS e ao IBS, conforme as condições estabelecidas na legislação e na regulamentação específica.</p>
<p>Esses tributos integram o novo modelo de tributação do consumo e substituirão progressivamente tributos existentes.</p>
<p>Para as empresas do Simples Nacional, a mudança envolverá a prestação de informações adicionais nos documentos fiscais, incluindo os campos e destaques tributários exigidos nas hipóteses previstas pela regulamentação.</p>
<p>Até 31 de dezembro de 2026, a obrigatoriedade introduzida pela Resolução CGSN nº 191 está concentrada na utilização do Emissor Nacional para a emissão da NFS-e, permanecendo aplicáveis as regras tributárias próprias do regime simplificado.</p>
<h2>O que acontece se a empresa continuar emitindo notas pela prefeitura?</h2>
<p>Para serviços com competência a partir de 1º de novembro de 2026, as empresas abrangidas deverão utilizar o Emissor Nacional.</p>
<p>Segundo orientação oficial publicada pelo Portal da NFS-e em 29 de outubro, os sistemas municipais próprios devem bloquear a emissão de novas notas para microempresas e empresas de pequeno porte optantes pelo Simples Nacional.</p>
<p>Caso um sistema municipal tente encaminhar ao Ambiente de Dados Nacional uma nota correspondente a competência posterior ao início da obrigatoriedade, o documento poderá ser rejeitado automaticamente pelas regras de validação.</p>
<p>A orientação distingue, entretanto, as notas de competências anteriores a novembro de 2026, que poderão continuar sendo processadas no sistema municipal utilizado originalmente.</p>
<p>Para evitar problemas fiscais e administrativos, a recomendação é que as empresas confirmem seu acesso ao novo emissor, revisem os dados cadastrais e mantenham os documentos eletrônicos emitidos devidamente armazenados.</p>
<p>A mudança busca uniformizar os procedimentos de emissão, reduzir diferenças entre sistemas municipais e preparar a estrutura nacional de documentos fiscais para as próximas etapas da reforma tributária.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p>Receita Federal do Brasil — comunicado oficial de 14 de agosto de 2026 sobre a obrigatoriedade da NFS-e nacional para ME e EPP.</p>
<p>Comitê Gestor do Simples Nacional — Resolução CGSN nº 191, de 4 de agosto de 2026.</p>
<p>Portal Nacional da NFS-e — comunicado oficial de 29 de outubro de 2026 sobre a obrigatoriedade da emissão nacional e as regras de competência.</p>
<p>Sistema Nacional da Nota Fiscal de Serviço eletrônica — Guia do Emissor Público Nacional Web, versão 1.3, atualizado em 31 de outubro de 2026.</p>
<p>Ministério da Fazenda — orientações oficiais sobre a integração da NFS-e nacional e a reforma tributária do consumo.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>SAC terá atendimento humano obrigatório a partir de hoje; veja as novas regras</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/sac-atendimento-humano-obrigatorio-novas-regras-2026</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antônio Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Nov 2026 20:46:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Atendimento ao consumidor]]></category>
		<category><![CDATA[Atendimento humano]]></category>
		<category><![CDATA[Cancelamento de serviços]]></category>
		<category><![CDATA[Decreto 13.135]]></category>
		<category><![CDATA[defesa do consumidor]]></category>
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		<category><![CDATA[Novas regras do SAC]]></category>
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		<category><![CDATA[Senacon]]></category>
		<category><![CDATA[telemarketing]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Novas regras do SAC entram em vigor hoje (2). Empresas abrangidas deverão oferecer atendimento humano das 8h às 20h, inclusive aos domingos e feriados.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>As empresas abrangidas pelas novas regras do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) passam a ser obrigadas, a partir desta segunda-feira (2 de novembro de 2026), a oferecer atendimento humano das 8h às 20h, todos os dias, inclusive aos domingos e feriados. A mudança também estabelece limites para o tempo de espera, restringe a quantidade de etapas dos menus eletrônicos e facilita o cancelamento de contratos e serviços.</p>
<p>As exigências estão previstas no Decreto nº 13.135, de 9 de outubro de 2026, publicado no Diário Oficial da União em 13 de outubro. A norma substitui o Decreto nº 11.034, de 2022, e atualiza a regulamentação do Código de Defesa do Consumidor para os serviços de atendimento prestados por <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341730">empresas</a> sujeitas às disposições federais.</p>
<p>Entre as principais mudanças está a obrigação de disponibilizar uma pessoa para atender o consumidor tanto por telefone quanto por canais digitais, como chats e aplicativos de mensagens. Sistemas automatizados e ferramentas de inteligência artificial continuam permitidos, mas não podem impedir o acesso a um atendente humano nos horários estabelecidos.</p>
<p>O decreto também determina que pelo menos 80% das demandas telefônicas sejam encaminhadas a um atendente em até 20 segundos. Para as demais, o limite será de cinco minutos, ressalvadas as regras específicas estabelecidas pelos órgãos reguladores.</p>
<h2>Quais empresas precisam oferecer atendimento humano no SAC?</h2>
<p>As novas exigências alcançam fornecedores de produtos e serviços regulados pelo Poder Executivo federal que se enquadrem nos critérios definidos pelas respectivas agências ou órgãos reguladores.</p>
<p>Entre os setores potencialmente abrangidos estão telecomunicações, energia elétrica, planos de saúde, transporte de passageiros e serviços financeiros, conforme as condições regulatórias aplicáveis a cada atividade.</p>
<p>Também estão expressamente incluídas as empresas que oferecem serviços financeiros, de pagamento ou de crédito por plataformas digitais, desde que sujeitas à regulação ou à supervisão do Banco Central.</p>
<p>A regulamentação não significa, portanto, que todos os estabelecimentos comerciais brasileiros estejam automaticamente obrigados a manter atendimento telefônico e digital nos mesmos moldes.</p>
<p>Para plataformas digitais de intermediação de produtos e serviços, aplicativos de transporte individual e empresas de entrega, o decreto estabelece ainda uma obrigação específica de apresentação de seus modelos de atendimento à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon).</p>
<p>Essas plataformas deverão fornecer informações sobre reclamações, taxas de resolução de problemas e satisfação dos consumidores. A forma e o prazo para apresentação dos dados serão estabelecidos pela secretaria.</p>
<h2>Atendimento humano será obrigatório das 8h às 20h, inclusive aos domingos</h2>
<p>As empresas sujeitas às novas regras deverão garantir atendimento realizado por uma pessoa, em tempo real, durante 12 horas diárias, das 8h às 20h, inclusive nos fins de semana e feriados.</p>
<p>A exigência se aplica aos canais telefônicos e eletrônicos, respeitadas as condições previstas na regulamentação setorial.</p>
<p>Nos meios digitais, as empresas deverão manter pelo menos um canal funcionando 24 horas por dia, sete dias por semana. Fora do período de atendimento humano obrigatório, os sistemas automatizados poderão continuar operando.</p>
<p>O decreto permite o uso de robôs e inteligência artificial para receber solicitações, identificar problemas, organizar filas e até resolver demandas.</p>
<p>Entretanto, a opção de falar com um atendente deverá estar disponível em todos os níveis do atendimento, inclusive no primeiro, durante o período obrigatório.</p>
<p>O consumidor também não poderá ser obrigado a informar previamente CPF, número de contrato ou outros dados pessoais apenas para iniciar o atendimento ou solicitar contato com uma pessoa.</p>
<p>O decreto prevê situações específicas em que o atendimento humano poderá ser suspenso, conforme as regras dos órgãos reguladores, quando o serviço não estiver disponível para utilização ou contratação.</p>
<h2>Empresas terão até 20 segundos para atender 80% das ligações</h2>
<p>Uma das principais mudanças estabelece parâmetros objetivos para o tempo de espera nos serviços telefônicos.</p>
<p>Pela nova regulamentação, pelo menos 80% das demandas atendidas deverão ter contato direto com uma pessoa em até 20 segundos, contados a partir da escolha dessa opção.</p>
<p>Nos demais atendimentos, o tempo máximo será de 300 segundos, equivalente a cinco minutos.</p>
<p>As empresas também deverão informar ao consumidor o tempo estimado de espera e permitir a transferência ao setor responsável quando o primeiro atendente não puder solucionar a solicitação.</p>
<p>Os limites poderão observar regras específicas estabelecidas pelas agências reguladoras responsáveis pelos respectivos setores.</p>
<h2>Ligação interrompida deverá ser retornada em até cinco minutos</h2>
<p>O Decreto nº 13.135/2026 também estabelece uma obrigação para situações em que a ligação telefônica seja interrompida acidentalmente antes da conclusão do atendimento humano.</p>
<p>Nesses casos, a empresa deverá retornar o contato em até cinco minutos, aproveitando as informações anteriormente fornecidas pelo consumidor.</p>
<p>O atendimento deverá continuar com o protocolo já atribuído, quando houver, evitando a necessidade de reiniciar todo o procedimento.</p>
<p>A norma também proíbe exigir que o consumidor repita uma solicitação anteriormente registrada, salvo quando existir justificativa técnica fundamentada.</p>
<p>O objetivo é garantir a continuidade do atendimento e evitar que interrupções obriguem o cliente a começar novamente o processo de reclamação ou esclarecimento.</p>
<h2>Menus eletrônicos terão limite de cinco etapas</h2>
<p>As novas regras também restringem a quantidade de níveis pelos quais o consumidor poderá passar até finalizar sua demanda.</p>
<p>Os sistemas telefônicos e digitais não poderão utilizar mais de cinco níveis de atendimento para solucionar uma solicitação.</p>
<p>Além disso, as empresas não poderão encaminhar o consumidor para outro canal de comunicação como condição para resolver o problema, exceto quando o atendimento presencial for indispensável.</p>
<p>A medida busca reduzir a dificuldade de acesso ao suporte, especialmente em empresas que utilizam menus extensos, respostas automatizadas e sucessivas transferências.</p>
<p>Durante o atendimento, também fica proibida a veiculação de mensagens publicitárias, inclusive nos períodos de espera.</p>
<h2>Cancelamento de serviços deverá estar disponível desde o primeiro contato</h2>
<p>Outra mudança importante envolve o cancelamento de contratos e serviços.</p>
<p>A opção de cancelamento deverá estar disponível em todos os níveis do SAC, tanto por telefone quanto nos canais eletrônicos, inclusive na primeira etapa.</p>
<p>As empresas também deverão permitir o cancelamento pelos mesmos meios disponibilizados para a contratação.</p>
<p>O pedido deverá ser recebido e processado imediatamente, com efeitos igualmente imediatos, independentemente da existência de valores pendentes no contrato.</p>
<p>A exceção ocorre quando houver necessidade de processamento técnico devidamente justificada, hipótese em que o prazo será definido pelo órgão regulador competente.</p>
<p>O consumidor deverá ser informado previamente sobre eventuais multas contratuais ou outros custos decorrentes do encerramento do serviço.</p>
<p>Também será obrigatório encaminhar comprovante eletrônico do pedido de cancelamento.</p>
<h2>Reclamações terão prazo de sete dias e cobranças indevidas deverão ser suspensas em 48 horas</h2>
<p>A regulamentação fixa prazo máximo de sete dias corridos para que empresas respondam às demandas consideradas não urgentes.</p>
<p>As respostas deverão ser claras, objetivas, conclusivas e abordar todos os pontos apresentados pelo consumidor.</p>
<p>Quando a solicitação envolver serviço não contratado ou cobrança indevida, a empresa deverá adotar providências imediatas para suspender o serviço ou a cobrança, concluindo o procedimento em até 48 horas.</p>
<p>Já os casos classificados como urgentes, por envolverem risco relevante ao consumidor, deverão receber atendimento imediato, a qualquer momento.</p>
<p>A definição das situações de urgência ficará sob responsabilidade das agências e dos órgãos reguladores competentes.</p>
<h2>Consumidor poderá solicitar gravações e histórico do atendimento</h2>
<p>O novo decreto também amplia as exigências de registro e transparência.</p>
<p>As empresas deverão manter o histórico das demandas por pelo menos seis meses após a conclusão de cada atendimento.</p>
<p>O consumidor terá direito de solicitar uma cópia gratuita desse histórico, que deverá ser disponibilizada em até cinco dias úteis.</p>
<p>As gravações telefônicas e as mensagens trocadas nos canais digitais precisarão ser armazenadas por no mínimo 90 dias.</p>
<p>Durante esse período, os registros poderão ser solicitados pelo consumidor e pelos órgãos responsáveis pela fiscalização.</p>
<p>O histórico deverá conter informações relacionadas à demanda, incluindo a resposta apresentada pela empresa.</p>
<h2>Empresas que descumprirem as regras poderão sofrer sanções</h2>
<p>A fiscalização das novas exigências ficará sob responsabilidade da Secretaria Nacional do Consumidor, vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.</p>
<p>A Senacon poderá investigar e sancionar empresas que descumprirem as determinações, sem prejuízo da atuação dos Procons e das agências reguladoras.</p>
<p>Embora o decreto não estabeleça uma tabela própria de multas, o descumprimento poderá resultar nas penalidades administrativas previstas na legislação de defesa do consumidor, conforme a infração e o procedimento aplicável.</p>
<p>As empresas também deverão manter um canal telefônico destinado ao atendimento de demandas apresentadas pelos órgãos integrantes do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor.</p>
<p>Com a entrada em vigor do Decreto nº 13.135/2026 nesta segunda-feira, consumidores dos setores abrangidos passam a contar com novas garantias de acesso ao SAC, enquanto as empresas deverão adequar seus procedimentos, sistemas digitais e estruturas de atendimento às exigências legais.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p>Presidência da República — Decreto nº 13.135, de 9 de outubro de 2026, publicado no Diário Oficial da União em 13 de outubro de 2026.</p>
<p>Câmara dos Deputados — texto integral do Decreto nº 13.135/2026, Legislação Informatizada.</p>
<p>Ministério da Justiça e Segurança Pública — comunicado oficial de 13 de outubro de 2026 sobre as novas regras do Serviço de Atendimento ao Consumidor.</p>
<p>Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) — diretrizes e competências de fiscalização estabelecidas pelo Decreto nº 13.135/2026.</p>
<p>Presidência da República — Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990, Código de Defesa do Consumidor.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Binance registra saída de US$ 4,72 bilhões após ataque hacker de US$ 6,3 bilhões</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/binance-saques-4-72-bilhoes-ataque-hacker</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Nov 2026 20:19:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Criptomoedas]]></category>
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		<category><![CDATA[FBI]]></category>
		<category><![CDATA[mercado cripto]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Saques Binance]]></category>
		<category><![CDATA[segurança digital]]></category>
		<category><![CDATA[stablecoins]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Binance registra saída de US$ 4,72 bilhões após ataque hacker de US$ 6,3 bilhões atribuído à Coreia do Norte. Corretora promete cobrir perdas dos clientes.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Binance registrou uma saída líquida de US$ 4,72 bilhões em recursos de clientes desde a retomada dos saques, no domingo (1º de novembro de 2026), após sofrer um ataque cibernético que resultou no roubo de aproximadamente US$ 6,3 bilhões em criptomoedas. O incidente, atribuído pelo FBI a hackers ligados à Coreia do Norte, provocou uma das maiores perdas já registradas no <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341728">mercado</a> de ativos digitais e colocou à prova a capacidade financeira da maior corretora de criptomoedas do mundo em volume de negociação.</p>
<p>Segundo informações fornecidas pela Binance nesta segunda-feira (2), o volume líquido retirado representa aproximadamente 2,8% dos ativos mantidos na plataforma. Apesar da movimentação bilionária, a empresa afirma que os saques começaram a se estabilizar depois de uma concentração inicial de pedidos.</p>
<p>A corretora também informou ter recebido US$ 2,7 bilhões em depósitos desde a reabertura dos serviços, indicando que a movimentação de recursos ocorreu nos dois sentidos.</p>
<p>O ataque aconteceu em 29 de outubro, quando criminosos conseguiram comprometer carteiras digitais conectadas à internet, conhecidas como hot wallets. A Binance suspendeu temporariamente os saques para investigar o incidente, reforçar seus mecanismos de segurança e evitar novas perdas.</p>
<h2>Clientes retiraram US$ 4,72 bilhões da Binance após reabertura dos saques</h2>
<p>A retomada das retiradas começou na manhã de domingo, em um processo gradual que priorizou os ativos digitais e as redes com maior demanda dos usuários.</p>
<p>Em comunicado oficial, a Binance detalhou que, entre 6h e 15h30 de 1º de novembro, no horário UTC, foram processados US$ 4,649 bilhões em saques e US$ 1,01 bilhão em depósitos.</p>
<p>O resultado foi uma saída líquida de aproximadamente US$ 3,64 bilhões nas primeiras nove horas e meia de funcionamento parcial dos serviços.</p>
<p>Esse montante correspondia a 2,1% dos US$ 171 bilhões em ativos informados pela empresa em seu relatório de reservas de 28 de outubro.</p>
<p>Com a continuidade das operações, a saída líquida acumulada avançou para US$ 4,72 bilhões, segundo a atualização apresentada por representantes da corretora nesta segunda-feira.</p>
<p>A maior parte das retiradas ocorreu em criptomoedas e stablecoins, ativos digitais que procuram manter paridade com moedas tradicionais, especialmente o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank"  rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341729">dólar</a> norte-americano.</p>
<p>A Binance afirmou que o movimento inicial de retiradas perdeu intensidade e que os depósitos permaneceram relevantes.</p>
<p>Os valores representam fluxos líquidos de recursos, calculados pela diferença entre saques e depósitos. Portanto, não correspondem ao total bruto retirado pelos clientes.</p>
<h2>FBI atribui roubo de US$ 6,3 bilhões a hackers da Coreia do Norte</h2>
<p>O Federal Bureau of Investigation (FBI) divulgou em 31 de outubro um alerta oficial atribuindo o ataque à Coreia do Norte.</p>
<p>Segundo a agência norte-americana, os responsáveis integram uma operação cibernética identificada como TraderTraitor, associada a atividades de roubo de criptomoedas e posterior lavagem de recursos por meio de redes blockchain.</p>
<p>O FBI informou que os invasores começaram a converter parte dos ativos roubados em Ethereum, em uma movimentação que pode facilitar transferências entre diferentes plataformas de negociação.</p>
<p>A agência também alertou operadores de serviços financeiros digitais, corretoras e <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341727">empresas</a> de análise de blockchain para que monitorem endereços associados aos criminosos e adotem medidas para impedir a movimentação dos recursos identificados.</p>
<p>O roubo ocorreu por volta das 20h05 de 29 de outubro, no horário UTC, conforme os registros divulgados pela Binance.</p>
<p>A empresa informou que sua investigação inicial apontou o possível comprometimento de um computador utilizado em sua infraestrutura, mas análises posteriores identificaram outros pontos de invasão.</p>
<p>Até o momento, a Binance afirma não ter encontrado evidências de vazamento das chaves privadas de suas carteiras digitais.</p>
<p>As investigações continuam para determinar a extensão das falhas exploradas e estabelecer a sequência completa das ações dos invasores.</p>
<h2>Binance afirma ter reposto 95% dos ativos roubados</h2>
<p>A Binance informou que utilizará recursos próprios para absorver integralmente os prejuízos provocados pelo ataque, sem transferir as perdas aos clientes.</p>
<p>Em comunicado de 30 de outubro, a corretora declarou ter separado mais de US$ 6,34 bilhões para a recomposição dos ativos afetados, utilizando recursos de seu caixa corporativo, reservas de proteção e fundos destinados à cobertura de riscos operacionais.</p>
<p>Na atualização de 1º de novembro, a empresa informou ter conseguido repor aproximadamente 95% dos ativos comprometidos.</p>
<p>Os 5% restantes correspondem principalmente a criptomoedas de menor liquidez, cuja aquisição em grandes quantidades pode exigir negociações adicionais.</p>
<p>A corretora também afirmou que os saldos de dez ativos, incluindo bitcoin, Ethereum, USDT, USDC, BNB e Solana, já estavam integralmente respaldados pelas reservas recompostas.</p>
<p>A recuperação financeira dos clientes, entretanto, deve ser diferenciada da recuperação dos ativos efetivamente roubados.</p>
<p>A reposição utiliza patrimônio da própria Binance para recompor os saldos afetados. Já a recuperação dos recursos desviados depende do rastreamento e do bloqueio de valores mantidos sob controle dos invasores.</p>
<p>Segundo o comunicado de 30 de outubro, aproximadamente US$ 3 bilhões em ativos haviam sido congelados em redes blockchain por meio da atuação conjunta da empresa, autoridades e participantes do setor.</p>
<p>O congelamento impede determinadas movimentações, mas não significa necessariamente que os valores já tenham sido devolvidos à corretora.</p>
<h2>Binance divulga nova prova de reservas após ataque cibernético</h2>
<p>Nesta segunda-feira, a Binance publicou uma atualização de seu sistema de comprovação de reservas, conhecido como Proof of Reserves (PoR).</p>
<p>O relatório utiliza um mecanismo criptográfico denominado prova de conhecimento zero, ou zero-knowledge proof, que permite aos usuários verificar a inclusão de seus saldos em uma demonstração de reservas sem expor informações individuais de outros clientes.</p>
<p>Segundo o comunicado oficial, o procedimento foi concluído com base em uma fotografia dos ativos realizada em 31 de outubro.</p>
<p>A plataforma informou que os saldos dos dez principais ativos incluídos nessa etapa possuem cobertura mínima de um para um, o que significa que, segundo os dados apresentados, há pelo menos uma unidade de reserva para cada unidade correspondente de saldo de clientes contemplada pela verificação.</p>
<p>A empresa pretende realizar uma nova coleta de dados em 4 de novembro para ampliar a cobertura de criptomoedas incluídas no processo.</p>
<p>A comprovação de reservas oferece informações sobre os ativos que respaldam determinados saldos, mas não substitui uma auditoria completa das obrigações e da situação financeira de uma empresa.</p>
<h2>Roubo da Binance amplia perdas com criptomoedas em 2026</h2>
<p>O ataque também representa uma escalada das perdas provocadas por criminosos cibernéticos no mercado de ativos digitais.</p>
<p>Segundo levantamento publicado pela empresa de inteligência de blockchain TRM Labs, grupos associados à Coreia do Norte roubaram aproximadamente US$ 7,4 bilhões em criptomoedas em 2026, considerando os incidentes identificados até 29 de outubro.</p>
<p>A cifra representa cerca de 85% do valor total de criptomoedas roubadas em ataques cibernéticos no período analisado.</p>
<p>De acordo com a TRM Labs, o ataque à Binance envolveu a movimentação de aproximadamente US$ 6,36 bilhões em diferentes redes blockchain em cerca de 20 minutos.</p>
<p>A dimensão e a velocidade das transferências demonstram os desafios enfrentados por autoridades e empresas para rastrear recursos digitais depois de invasões de grande escala.</p>
<p>Os mecanismos de recuperação dependem da identificação dos endereços envolvidos, da cooperação entre prestadores de serviços e, em determinadas situações, da capacidade de bloquear ativos antes que sejam convertidos ou transferidos para outras plataformas.</p>
<h2>O que acontece agora com os clientes da Binance?</h2>
<p>A Binance continua restabelecendo gradualmente os serviços de saque para diferentes criptomoedas e redes.</p>
<p>Na primeira etapa, iniciada em 1º de novembro, foram contempladas redes e ativos como bitcoin, Ethereum, BNB, Solana, XRP e Dogecoin.</p>
<p>A empresa informou que outras modalidades de retirada serão liberadas conforme a conclusão dos procedimentos de segurança.</p>
<p>O compromisso declarado pela corretora é manter os saldos dos clientes respaldados por ativos equivalentes e concluir a reposição dos recursos comprometidos.</p>
<p>Para os usuários, a normalização dependerá da disponibilidade efetiva de saques nas respectivas redes, da conclusão das verificações técnicas e da continuidade das operações sem novos incidentes.</p>
<p>A saída líquida bilionária registrada desde domingo mostra a dimensão da reação dos clientes ao ataque. Entretanto, o volume retirado, isoladamente, não permite determinar a situação de liquidez futura da corretora.</p>
<p>O mercado acompanha agora a divulgação de novos relatórios de reservas, a recomposição dos ativos restantes e o andamento das investigações sobre o roubo de US$ 6,3 bilhões.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p>Binance — comunicado oficial <em>Security Incident Update #2</em>, de 30 de outubro de 2026.</p>
<p>Binance — <em>Security Incident Recovery Update #4</em>, de 1º de novembro de 2026.</p>
<p>Binance Brasil Official — publicação de 1º de novembro com dados de saques, depósitos e saída líquida de US$ 3,64 bilhões.</p>
<p>Binance — <em>Security Incident Recovery Update #5</em>, de 2 de novembro de 2026, sobre a comprovação de reservas.</p>
<p>Federal Bureau of Investigation (FBI) — alerta oficial <em>North Korea Responsible for $6 Billion+ Binance Attack</em>, de 31 de outubro de 2026.</p>
<p>TRM Labs — estudo <em>North Korea Has Stolen USD 12.8 Billion in Crypto, USD 7.4 Billion of It in 2026</em>, publicado em outubro de 2026.</p>
<p>Binance — declaração de porta-voz à imprensa em 2 de novembro de 2026 sobre saída líquida acumulada de US$ 4,72 bilhões e depósitos de US$ 2,7 bilhões.</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Embraer (EMBJ3) fecha acordo para até seis aviões KC-390 à Grécia; contrato inicial soma € 590 milhões</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/embraer-embj3-acordo-grecia-avioes-kc-390</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Nov 2026 20:12:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Aviação militar]]></category>
		<category><![CDATA[Defesa]]></category>
		<category><![CDATA[EMBJ3]]></category>
		<category><![CDATA[Embraer]]></category>
		<category><![CDATA[Embraer Defesa]]></category>
		<category><![CDATA[exportações brasileiras]]></category>
		<category><![CDATA[Força Aérea da Grécia]]></category>
		<category><![CDATA[Grécia]]></category>
		<category><![CDATA[indústria aeronáutica]]></category>
		<category><![CDATA[KC-390 Millennium]]></category>
		<category><![CDATA[Otan]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Embraer (EMBJ3) fecha acordo de € 590 milhões para fornecer três aviões KC-390 à Grécia, com opção de mais três. Primeira entrega será em 2027.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Embraer (EMBJ3) anunciou nesta segunda-feira (2 de novembro de 2026) a assinatura de um acordo para fornecer três aeronaves militares KC-390 Millennium à Força Aérea da Grécia, com opção de compra de outras três unidades. A negociação foi formalizada por meio de um contrato entre os governos grego e português, avaliado em aproximadamente € 590 milhões na etapa inicial, conforme comunicado oficial do Ministério da Defesa de Portugal.</p>
<p>A primeira aeronave será entregue em 2027, enquanto as duas unidades seguintes estão programadas para 2029 e 2031. O cronograma integra uma parceria de longo prazo que envolve fornecimento de equipamentos, treinamento de tripulações, suporte logístico e transferência de conhecimentos operacionais.</p>
<p>O contrato representa mais um avanço internacional da divisão de Defesa &amp; Segurança da Embraer, que vem ampliando a presença do KC-390 no <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341725">mercado</a> europeu. Com a aquisição, a Grécia se torna o sétimo país da Europa a selecionar o avião brasileiro, segundo a fabricante.</p>
<p>O valor de € 590 milhões corresponde ao conjunto da operação entre Portugal e Grécia, incluindo aeronaves, equipamentos e serviços associados. Portanto, não deve ser interpretado integralmente como receita direta da Embraer.</p>
<h2>Contrato de € 590 milhões envolve aeronaves, equipamentos e serviços</h2>
<p>O acordo foi assinado em Atenas, durante encontro entre o ministro da Defesa Nacional de Portugal, Nuno Melo, e o ministro da Defesa Nacional da Grécia, Nikos Dendias.</p>
<p>Segundo o governo português, a operação contempla três KC-390 Millennium em configuração compatível com os padrões da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), além de equipamentos de missão, apoio à entrada em serviço e assistência técnica.</p>
<p>A estrutura financeira já havia sido detalhada na Resolução do Conselho de Ministros nº 207/2026, publicada no Diário da República de Portugal em 22 de outubro.</p>
<p>O documento autorizou despesas de até € 532,9 milhões para aquisição das aeronaves e de um pacote de apoio logístico junto ao consórcio formado pela Embraer S.A. e Embraer Portugal S.A.</p>
<p>Outros € 57,1 milhões foram destinados a equipamentos de guerra eletrônica, treinamento, apoio técnico e atividades relacionadas à implementação do programa.</p>
<p>Os valores autorizados totalizam aproximadamente € 590 milhões, sem representar necessariamente o faturamento exclusivo da fabricante brasileira.</p>
<p>O governo português também informou que a operação deverá gerar um retorno industrial de € 33 milhões para <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341726">empresas</a> instaladas em Portugal, equivalente a € 11 milhões por aeronave.</p>
<h2>Grécia receberá primeiro KC-390 em 2027 e concluirá entregas em 2031</h2>
<p>O calendário divulgado pelo Ministério da Defesa português estabelece a entrega da primeira aeronave em 2027, seguida por uma segunda unidade em 2029 e a terceira em 2031.</p>
<p>As outras três aeronaves previstas como opções de compra ainda dependem de decisões futuras do governo grego. Não há confirmação de exercício dessas opções nem de cronograma de entrega para as unidades adicionais.</p>
<p>A negociação também estabelece cooperação operacional entre as forças aéreas de Portugal e da Grécia.</p>
<p>A formação inicial de pilotos e mecânicos gregos será realizada na Base Aérea nº 11, em Beja, Portugal, onde funciona o centro de treinamento dedicado ao KC-390.</p>
<p>Portugal ficará responsável por atividades relacionadas à supervisão da produção, aceitação das aeronaves, preparação operacional e apoio logístico.</p>
<p>O formato permite que a Grécia aproveite a experiência portuguesa com o modelo antes mesmo da chegada de sua primeira aeronave.</p>
<h2>KC-390 dará à Grécia capacidade inédita de reabastecimento aéreo</h2>
<p>O ministro da Defesa grego, Nikos Dendias, destacou que a aquisição representa uma mudança importante na capacidade operacional da aviação militar do país.</p>
<p>Em declaração oficial após a assinatura, Dendias afirmou que será a primeira vez que a Grécia incorporará uma aeronave de transporte militar a jato e um avião-tanque destinado ao reabastecimento de outras aeronaves durante o voo.</p>
<p>A capacidade de reabastecimento permitirá ampliar a autonomia operacional de caças utilizados pela Força Aérea Helênica, incluindo modelos Rafale, Mirage e, posteriormente, F-16.</p>
<p>Além do transporte de cargas e tropas, o KC-390 pode executar missões de evacuação médica, operações humanitárias, busca e salvamento e lançamento de equipamentos por via aérea.</p>
<p>Segundo as especificações divulgadas pela Embraer, a aeronave possui capacidade de transporte de até 26 toneladas e pode atingir velocidade de aproximadamente 470 nós, equivalente a 870 quilômetros por hora.</p>
<p>O avião também foi desenvolvido para operar em pistas temporárias ou não pavimentadas, característica importante para missões militares e operações de assistência em regiões com infraestrutura limitada.</p>
<p>Quando equipado com sistemas apropriados, o KC-390 pode funcionar tanto como aeronave de reabastecimento quanto como receptora de combustível em voo.</p>
<h2>Embraer amplia presença na Europa e entre países da Otan</h2>
<p>Com a nova encomenda, a Grécia passa a integrar o grupo de países europeus que escolheram o KC-390 Millennium.</p>
<p>De acordo com a Embraer, a lista inclui Portugal, Hungria, Holanda, Áustria, República Tcheca e Suécia, além da própria Grécia.</p>
<p>Fora da Europa, o modelo também foi adquirido ou selecionado pelas forças aéreas do Brasil, Coreia do Sul, Uzbequistão, Emirados Árabes Unidos e Colômbia.</p>
<p>A expansão internacional ocorre em um contexto de modernização das frotas de transporte militar e de busca por equipamentos capazes de operar de maneira integrada entre forças armadas aliadas.</p>
<p>Para os países integrantes da Otan, a interoperabilidade é um dos requisitos considerados na aquisição de aeronaves militares, pois permite compartilhar procedimentos operacionais, treinamento, manutenção e suporte logístico.</p>
<p>Bosco da Costa Junior, presidente e CEO da Embraer Defesa &amp; Segurança, afirmou em comunicado que a escolha da Grécia reforça a confiança de países da Otan no desempenho, na confiabilidade e na eficiência operacional do KC-390.</p>
<h2>O que o acordo representa para a Embraer (EMBJ3)</h2>
<p>A contratação amplia a carteira internacional de clientes da divisão de Defesa &amp; Segurança e fortalece a presença da Embraer no segmento de transporte militar multimissão.</p>
<p>O modelo de aquisição intermediado por Portugal também demonstra uma alternativa comercial para outros países interessados no KC-390, especialmente aqueles que buscam combinar a compra de aeronaves com treinamento e suporte operacional já estruturados.</p>
<p>A participação portuguesa no programa começou antes da aquisição grega. Em 2019, Portugal contratou cinco aeronaves KC-390 e um simulador de voo, ampliando posteriormente sua participação e estabelecendo opções para aquisições destinadas a outros países europeus ou membros da Otan.</p>
<p>Esse mecanismo permitiu estruturar a compra grega por meio de um acordo entre governos, com envolvimento direto da Embraer no fornecimento dos aviões.</p>
<p>Para os investidores que acompanham as ações EMBJ3 na B3, o contrato representa uma nova encomenda internacional. Entretanto, os efeitos sobre receita, margens e geração de caixa dependerão dos valores efetivamente atribuídos à fabricante, das condições contratuais e do reconhecimento contábil ao longo do programa.</p>
<p>A Embraer não detalhou no anúncio desta segunda-feira quanto do valor global de € 590 milhões será reconhecido como receita pela companhia, nem apresentou estimativas específicas de impacto sobre seus resultados financeiros.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p>Embraer — comunicado oficial de 2 de novembro de 2026, <em>Greece acquires up to six Embraer KC-390 Millennium Multi-Mission Aircraft</em>.</p>
<p>Ministério da Defesa Nacional de Portugal — comunicado de 2 de novembro de 2026, <em>Defesa vende três aviões KC-390 à Grécia e garante parceria operacional de longo prazo</em>.</p>
<p>Ministério da Defesa Nacional da Grécia — comunicado oficial de 2 de novembro de 2026 sobre a assinatura do acordo para aquisição de três aeronaves KC-390, com opção para outras três.</p>
<p>Diário da República de Portugal — Resolução do Conselho de Ministros nº 207/2026, de 22 de outubro de 2026.</p>
<p>Força Aérea Portuguesa — comunicado de 2 de novembro de 2026 sobre a formalização do acordo governamental para aquisição de três KC-390 pela Força Aérea Helênica.</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Ouro sobe quase 2% com queda do petróleo e fecha a US$ 3.969,60</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/ouro-sobe-quase-2-queda-petroleo-3969-60</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Nov 2026 19:48:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[commodities]]></category>
		<category><![CDATA[Fed]]></category>
		<category><![CDATA[Federal Reserve]]></category>
		<category><![CDATA[juros nos EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado Financeiro]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[metais preciosos]]></category>
		<category><![CDATA[Ouro]]></category>
		<category><![CDATA[ouro hoje]]></category>
		<category><![CDATA[payroll]]></category>
		<category><![CDATA[Petróleo]]></category>
		<category><![CDATA[prata]]></category>
		<category><![CDATA[preço do ouro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ouro sobe 1,81% e fecha a US$ 3.969,60 com queda do petróleo. Mercado acompanha negociações entre Irã e EUA e próximos passos do Federal Reserve.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O preço do ouro encerrou esta segunda-feira (2 de novembro de 2026) em alta de 1,81%, recuperando parte das perdas acumuladas nas sessões anteriores, em meio à forte desvalorização do petróleo e às expectativas de avanços diplomáticos entre Estados Unidos e Irã. O movimento ocorreu enquanto investidores reavaliavam os riscos de inflação e a trajetória dos juros norte-americanos, fatores determinantes para o desempenho dos metais preciosos.</p>
<p>Na divisão de metais da bolsa de Nova York (Comex), o contrato futuro do ouro para entrega em dezembro fechou cotado a US$ 3.969,60 por onça-troy, conforme os dados de fechamento divulgados nesta segunda-feira. A prata, com vencimento no mesmo mês, registrou valorização de 3,27%, encerrando a US$ 50,888 por onça-troy.</p>
<p>A recuperação foi acompanhada pela queda expressiva das cotações internacionais de petróleo, que chegaram a recuar mais de 8% durante a sessão. A possibilidade de um entendimento diplomático para reduzir o conflito no Oriente Médio diminuiu parte das preocupações com interrupções no abastecimento global de energia.</p>
<p>Apesar da valorização, o ouro permaneceu abaixo do patamar de US$ 4.000 por onça-troy, referência acompanhada pelos participantes do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341722">mercado</a> após a recente sequência de perdas.</p>
<h2>Por que o ouro subiu com a queda do petróleo?</h2>
<p>A valorização do ouro nesta segunda-feira ocorreu em um cenário de redução das pressões sobre os preços internacionais de energia, diante das expectativas de uma solução negociada para o conflito entre Estados Unidos e Irã.</p>
<p>A queda do petróleo pode diminuir os riscos de inflação, especialmente em economias que dependem da importação de combustíveis e outros derivados. Esse movimento influencia as expectativas sobre a <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341723">política</a> monetária, já que pressões inflacionárias menores podem reduzir a necessidade de manutenção ou elevação das taxas de juros.</p>
<p>O ouro, diferentemente de títulos públicos e outros instrumentos financeiros, não oferece pagamento periódico de juros. Por isso, taxas elevadas costumam aumentar o custo de oportunidade de manter recursos aplicados no metal precioso.</p>
<p>Quando os investidores passam a considerar a possibilidade de uma política monetária menos restritiva, o ouro pode recuperar atratividade.</p>
<p>Essa relação, entretanto, não é automática. O metal também responde às oscilações do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank"  rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341721">dólar</a>, aos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, à procura por proteção patrimonial e às condições de liquidez dos mercados financeiros.</p>
<p>A recuperação desta segunda-feira ocorreu mesmo com a redução parcial das tensões geopolíticas, situação que normalmente diminuiria a procura pelo ouro como ativo de proteção.</p>
<h2>Negociações entre Irã e EUA derrubam petróleo e influenciam mercado</h2>
<p>As expectativas de avanço diplomático no Oriente Médio ganharam força após manifestações de autoridades iranianas sobre a continuidade das negociações indiretas com os Estados Unidos, mediadas pelo Catar.</p>
<p>O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou em 1º de novembro que Teerã mantém consultas diplomáticas com representantes catarianos para discutir uma proposta relacionada à reabertura do Estreito de Ormuz.</p>
<p>Segundo o governo iraniano, o plano poderia ser executado em dois dias, desde que determinadas condições fossem atendidas pelos Estados Unidos.</p>
<p>Entre os pontos de divergência estão o bloqueio naval norte-americano aos portos iranianos, as sanções econômicas e as condições para retomada das negociações sobre o programa nuclear do país.</p>
<p>O Estreito de Ormuz constitui uma passagem estratégica para o transporte internacional de petróleo. As restrições à navegação na região provocaram dificuldades de abastecimento e contribuíram para a elevação das cotações da commodity durante o conflito.</p>
<p>A possibilidade de reabertura da rota marítima levou os investidores a reavaliar os riscos de oferta, pressionando os contratos futuros do petróleo.</p>
<p>Embora as negociações tenham influenciado os mercados financeiros, ainda não havia confirmação de um acordo definitivo para encerrar o conflito.</p>
<h2>Federal Reserve mantém juros e preocupa investidores em ouro</h2>
<p>Além das negociações no Oriente Médio, os participantes do mercado de metais preciosos acompanham as decisões do Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos.</p>
<p>Em sua reunião de 27 e 28 de outubro de 2026, o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) decidiu manter a taxa básica de juros norte-americana no intervalo de 3,75% a 4% ao ano.</p>
<p>A decisão foi aprovada por dez votos a dois. As dirigentes Lisa Cook e Beth Hammack defenderam uma elevação de 0,25 ponto percentual, evidenciando divergências dentro do comitê sobre a intensidade da política monetária necessária para controlar a inflação.</p>
<p>No comunicado oficial, o Fed afirmou que a atividade econômica continua avançando em ritmo forte, enquanto a inflação permanece elevada.</p>
<p>A autoridade monetária também destacou que a obtenção de novos dados econômicos será importante para determinar a orientação futura dos juros.</p>
<p>Para o mercado de ouro, esse cenário mantém a possibilidade de volatilidade. Uma perspectiva de juros mais altos tende a favorecer aplicações remuneradas e pode pressionar metais preciosos, enquanto expectativas de condições monetárias menos restritivas podem sustentar uma recuperação das cotações.</p>
<p>A próxima reunião do Fomc está programada para os dias 8 e 9 de dezembro de 2026.</p>
<h2>Payroll dos Estados Unidos pode definir os próximos movimentos do ouro</h2>
<p>Outro fator acompanhado pelos investidores é a divulgação do relatório oficial de emprego dos Estados Unidos, conhecido como payroll.</p>
<p>Segundo o calendário do Bureau of Labor Statistics (BLS), os dados referentes a outubro de 2026 serão divulgados na sexta-feira, 6 de novembro, às 8h30 no horário da costa leste norte-americana, correspondentes às 10h30 em Brasília.</p>
<p>O levantamento apresenta informações sobre a criação de empregos fora do setor agrícola, a taxa de desemprego e a evolução dos salários.</p>
<p>Resultados que indiquem um mercado de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/trabalho" target="_blank"  rel="noopener" title="Trabalho" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341724">trabalho</a> mais aquecido podem reforçar a avaliação de que a economia norte-americana continua suficientemente forte para sustentar uma política monetária restritiva.</p>
<p>Por outro lado, sinais de desaceleração do emprego e dos salários podem reduzir as expectativas de novas elevações dos juros, dependendo também do comportamento da inflação.</p>
<p>Na divulgação anterior, referente a setembro, os Estados Unidos registraram criação líquida de 29 mil empregos fora do setor agrícola, enquanto a taxa de desemprego ficou em 4,2%, conforme os dados oficiais do BLS.</p>
<p>O relatório desta semana será uma das principais referências para avaliar as condições econômicas antes da reunião de dezembro do Federal Reserve.</p>
<h2>Ouro pode voltar a superar US$ 4.000?</h2>
<p>A recuperação de quase 2% nesta segunda-feira aproximou novamente o ouro da marca de US$ 4.000 por onça-troy, mas não eliminou os fatores que provocaram a desvalorização recente.</p>
<p>O comportamento dos juros norte-americanos permanece entre as principais variáveis para a formação dos preços. A manutenção de taxas elevadas por um período prolongado pode limitar a valorização do metal.</p>
<p>Ao mesmo tempo, uma redução sustentada dos preços do petróleo poderia aliviar pressões inflacionárias e alterar as expectativas sobre as próximas decisões do Federal Reserve.</p>
<p>A evolução das negociações entre Irã e Estados Unidos também continuará influenciando o mercado, especialmente diante da importância do Estreito de Ormuz para o abastecimento internacional de energia.</p>
<p>Com o ouro negociado abaixo de US$ 4.000 e a prata novamente acima de US$ 50 por onça-troy, investidores devem acompanhar os indicadores de emprego, a política monetária norte-americana e os desdobramentos diplomáticos para avaliar a sustentabilidade da recuperação dos metais preciosos.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p>CME Group — Comex, contratos futuros e metodologia oficial de liquidação dos contratos de ouro e prata.</p>
<p>Federal Reserve — comunicado oficial do Fomc de 28 de outubro de 2026.</p>
<p>Federal Reserve — calendário oficial das reuniões de política monetária de 2026.</p>
<p>Bureau of Labor Statistics (BLS) — calendário oficial de divulgação do relatório de emprego de outubro de 2026.</p>
<p>Bureau of Labor Statistics (BLS) — Employment Situation, setembro de 2026.</p>
<p>Ministério das Relações Exteriores do Irã — declarações de Abbas Araqchi de 1º de novembro de 2026 sobre as negociações mediadas pelo Catar.</p>
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		<item>
		<title>Hackers atacam supermercados na Europa e elevam temperatura de freezers a 50°C</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/hackers-atacam-supermercados-europa-freezers-50-graus</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Daniel Soto]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Nov 2026 19:38:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ataque cibernético]]></category>
		<category><![CDATA[cibersegurança]]></category>
		<category><![CDATA[crimes cibernéticos]]></category>
		<category><![CDATA[Europa]]></category>
		<category><![CDATA[Freezers]]></category>
		<category><![CDATA[hackers]]></category>
		<category><![CDATA[segurança digital]]></category>
		<category><![CDATA[Sistemas de refrigeração]]></category>
		<category><![CDATA[supermercados]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[varejo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Hackers atacam supermercados europeus e elevam temperatura de freezers a 50°C. Invasões atingem lojas na Bélgica, Suécia, Luxemburgo e Estônia.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma série de ataques cibernéticos contra sistemas de refrigeração de supermercados atingiu estabelecimentos na Bélgica, Luxemburgo, Suécia e Estônia nesta segunda-feira (2 de novembro de 2026). Os invasores conseguiram alterar remotamente configurações de equipamentos, incluindo ajustes de temperatura para 50°C, provocando interrupções operacionais, descarte de alimentos e prejuízos para redes varejistas.</p>
<p>Os incidentes afetaram unidades de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341720">empresas</a> como Delhaize, Carrefour, Spar, ICA e Coop. Na Estônia, a rede Selver confirmou que uma de suas lojas também foi alvo de invasão. Os problemas ocorreram poucas semanas depois de ataques semelhantes atingirem centenas de estabelecimentos franceses.</p>
<p>A ofensiva expõe a vulnerabilidade de sistemas industriais conectados à internet, utilizados para monitorar e controlar equipamentos de refrigeração comercial. Embora os incidentes apresentem características semelhantes, ainda não há confirmação oficial de que tenham sido realizados pelos mesmos responsáveis ou coordenados por um único grupo criminoso.</p>
<h2>Ataques cibernéticos atingem supermercados na Bélgica e em Luxemburgo</h2>
<p>Na Bélgica, a rede Carrefour confirmou oficialmente que 15 de suas mais de 700 unidades foram afetadas por um ataque direcionado a instalações de refrigeração. Segundo comunicado divulgado nesta segunda-feira, os problemas ficaram concentrados em equipamentos específicos, principalmente nos setores de congelados.</p>
<p>A companhia informou que nenhum hipermercado foi atingido e que todos os estabelecimentos permaneceram abertos. A rede classificou o impacto operacional como limitado e afirmou ter adotado medidas para manter os produtos disponíveis aos consumidores.</p>
<p>A Delhaize, pertencente ao grupo Ahold Delhaize, identificou problemas em sistemas de refrigeração de dezenas de lojas, principalmente na Bélgica, mas também em Luxemburgo. A empresa informou que adotou providências para preservar o funcionamento dos estabelecimentos, embora algumas unidades tenham enfrentado restrições temporárias na disponibilidade de produtos refrigerados e congelados.</p>
<p>A fornecedora belga Sabcobel, responsável por instalações frigoríficas da Delhaize, atribuiu os problemas a uma invasão que acionou remotamente o modo de degelo dos equipamentos. Essa função, normalmente utilizada para remover o gelo acumulado nos sistemas, pode comprometer a conservação dos alimentos quando ativada indevidamente ou mantida por períodos prolongados.</p>
<p>O Grupo Colruyt também confirmou problemas em cinco unidades da bandeira Spar na Bélgica.</p>
<h2>Supermercados da Suécia relatam temperaturas ajustadas para 50°C</h2>
<p>Na Suécia, estabelecimentos das redes ICA e Coop relataram falhas nos sistemas de refrigeração durante a madrugada.</p>
<p>A unidade ICA Kvantum, localizada em Sjöbo, informou publicamente que seus refrigeradores e freezers haviam sido invadidos e tiveram a configuração de temperatura alterada para 50°C. A loja precisou retirar produtos comprometidos e trabalhar na recuperação dos equipamentos.</p>
<p>Em outras unidades, os incidentes provocaram interrupções temporárias nas operações e exigiram a retirada de mercadorias que poderiam ter perdido as condições adequadas de conservação.</p>
<p>A ICA confirmou que um número limitado de lojas sofreu problemas nos sistemas de refrigeração e congelamento. A companhia afirmou estar prestando apoio às unidades afetadas, sem divulgar inicialmente um balanço consolidado dos prejuízos.</p>
<p>A Coop também confirmou problemas em seis estabelecimentos na região central da Suécia.</p>
<p>Os episódios passaram a ser acompanhados pelas autoridades de segurança cibernética do país, diante do risco representado por equipamentos operacionais conectados a redes de comunicação.</p>
<h2>Estônia confirma invasão e alteração de temperatura em supermercado</h2>
<p>Na Estônia, a rede Selver confirmou que uma de suas unidades foi atingida por um ataque cibernético nesta segunda-feira.</p>
<p>Em declaração à emissora pública estoniana ERR, Mariann Järvela, responsável pela comunicação da empresa, informou que o problema foi identificado rapidamente por um parceiro tecnológico e não provocou danos ao estabelecimento.</p>
<p>Segundo Järvela, a unidade afetada era a última da rede que ainda não havia adotado um sistema mais recente de controle de refrigeração.</p>
<p>O presidente-executivo da fornecedora Kitman Coldtech, Jann Mutso, explicou à ERR que os invasores conseguiram acessar o computador responsável pelo controle de um sistema de refrigeração de geração anterior, fabricado pela Danfoss, e alterar sua configuração para 50°C.</p>
<p>De acordo com o executivo, a intervenção ocorreu por meio de equipamentos conectados à rede e apresentou características semelhantes às observadas em ataques anteriores na França e na Holanda.</p>
<p>A resposta técnica foi realizada em aproximadamente dez minutos, evitando perdas relevantes na unidade afetada.</p>
<p>Mutso também alertou que determinados estabelecimentos ainda utilizam controladores antigos ou sem atualizações de segurança, condição que pode ampliar a exposição a invasões.</p>
<h2>França já havia alertado sobre vulnerabilidades em sistemas de refrigeração</h2>
<p>Os novos ataques ocorreram menos de um mês depois de uma sequência de incidentes contra sistemas de refrigeração de estabelecimentos comerciais franceses.</p>
<p>Em 12 de outubro de 2026, o Centro Governamental de Monitoramento, Alerta e Resposta a Ataques Cibernéticos da França (CERT-FR) publicou o alerta CERTFR-2026-ALE-012, identificando numerosas invasões de controladores remotos de instalações frigoríficas.</p>
<p>O documento oficial identificou equipamentos das séries Danfoss AK-SM e AK-SC, além de controladores Copeland XWEB e Dixell XWEB, entre os sistemas comprometidos.</p>
<p>Segundo a autoridade francesa, a exposição direta de interfaces administrativas à internet contraria as boas práticas de segurança cibernética e aumenta o risco de acesso não autorizado.</p>
<p>O órgão recomendou que operadores interrompam a exposição pública dos dispositivos, revisem as configurações de degelo, atualizem os programas internos dos equipamentos e utilizem conexões protegidas para o acesso remoto.</p>
<p>O CERT-FR também advertiu que restaurar as configurações de fábrica de um equipamento comprometido pode não ser suficiente quando a vulnerabilidade original permanece sem correção.</p>
<p>O alerta permanece particularmente relevante diante da utilização de controladores antigos, que podem continuar expostos a ataques mesmo depois de procedimentos de recuperação.</p>
<h2>Ataques a freezers representam risco financeiro e sanitário</h2>
<p>A digitalização dos sistemas de refrigeração permite que supermercados acompanhem temperaturas, consumo de energia, alarmes e manutenção de equipamentos à distância. Essa integração melhora a eficiência operacional, mas também cria pontos de exposição quando o acesso remoto não é adequadamente protegido.</p>
<p>Diferentemente de ataques destinados apenas ao roubo de informações, a manipulação de sistemas de refrigeração pode produzir consequências físicas e operacionais imediatas.</p>
<p>A alteração indevida da temperatura pode comprometer alimentos perecíveis, interromper a comercialização de mercadorias e exigir inspeções técnicas antes da retomada das operações.</p>
<p>Os prejuízos potenciais incluem o descarte de carnes, laticínios e produtos congelados, além dos custos de manutenção, paralisação de lojas e reposição de estoques.</p>
<p>A dimensão das perdas depende do tempo de exposição, das temperaturas efetivamente registradas e das características de cada produto. A configuração de um controlador para 50°C não significa necessariamente que todos os alimentos tenham atingido essa temperatura.</p>
<p>Para grandes redes varejistas, a repetição desses episódios também levanta preocupações sobre a continuidade operacional de equipamentos essenciais e a necessidade de investimentos adicionais em segurança digital.</p>
<h2>Autoridades investigam ataques e autoria permanece desconhecida</h2>
<p>Até esta segunda-feira, não havia identificação pública conclusiva dos responsáveis pela sequência de invasões registrada nos supermercados europeus.</p>
<p>A semelhança dos métodos utilizados, especialmente a manipulação remota de controles de temperatura, sugere a exploração de vulnerabilidades existentes em sistemas de refrigeração conectados.</p>
<p>Entretanto, a presença de características técnicas semelhantes não comprova que todos os ataques tenham sido realizados pelos mesmos invasores.</p>
<p>As investigações deverão esclarecer a extensão das ocorrências, os mecanismos de comprometimento dos equipamentos e a eventual existência de conexões entre os incidentes registrados em diferentes países.</p>
<p>Enquanto isso, as autoridades de segurança cibernética recomendam a revisão dos acessos remotos e a atualização dos controladores utilizados em operações comerciais e industriais.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p>Carrefour Belgique — comunicado oficial de 2 de novembro de 2026 sobre o ataque às instalações frigoríficas de 15 lojas.</p>
<p>CERT-FR / Agência Nacional de Segurança dos Sistemas de Informação da França (ANSSI) — alerta CERTFR-2026-ALE-012, publicado em 12 de outubro e atualizado em 16 de outubro de 2026.</p>
<p>ERR — declarações originais de Mariann Järvela, da Selver, e Jann Mutso, da Kitman Coldtech, prestadas em 2 de novembro de 2026.</p>
<p>ICA Kvantum Sjöbo — manifestação pública de 2 de novembro de 2026 sobre alterações nos sistemas de refrigeração.</p>
<p>ICA Group, Coop e Delhaize — declarações de representantes das empresas divulgadas em 2 de novembro de 2026.</p>
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		<item>
		<title>Petróleo despenca mais de 8% com negociações entre Irã e EUA; Brent se aproxima de US$ 100</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/petroleo-despenca-8-por-cento-ira-eua-brent-100-dolares</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Nov 2026 19:29:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Brent]]></category>
		<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
		<category><![CDATA[estreito de Ormuz]]></category>
		<category><![CDATA[irá]]></category>
		<category><![CDATA[mercado de energia]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Oriente Médio.]]></category>
		<category><![CDATA[Petrobras]]></category>
		<category><![CDATA[Petróleo]]></category>
		<category><![CDATA[WTI]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Petróleo despenca mais de 8% com negociações entre Irã e EUA. Brent cai a US$ 104,09 e mercado acompanha possível reabertura do Estreito de Ormuz.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Os preços internacionais do petróleo registraram forte queda nesta segunda-feira (2 de novembro de 2026), diante das expectativas de avanço nas negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio. A possibilidade de reabertura do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo, reduziu o prêmio de risco geopolítico incorporado às cotações da commodity.</p>
<p>Por volta das 15h40, no horário de Brasília, o contrato futuro do petróleo Brent para entrega em janeiro de 2027 recuava 8,23%, negociado a US$ 104,09 por barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, conforme os dados de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341718">mercado</a> apresentados no levantamento da sessão. O West Texas Intermediate (WTI), referência norte-americana, com vencimento em dezembro, caía 7,92%, a US$ 95,87 por barril na New York Mercantile Exchange (Nymex).</p>
<p>A desvalorização aproximou o Brent da marca de US$ 100, considerada uma referência importante pelos participantes do mercado internacional de energia. O movimento ocorreu após novas manifestações de autoridades iranianas sobre a possibilidade de acelerar um entendimento com Washington, embora persistam divergências sobre as condições necessárias para encerrar as hostilidades.</p>
<h2>Irã propõe reabrir Estreito de Ormuz em dois dias</h2>
<p>O governo iraniano afirmou nesta segunda-feira que mantém contatos diplomáticos indiretos com os Estados Unidos, utilizando o Catar como intermediário, e que uma proposta para restabelecer a segurança no Estreito de Ormuz poderia ser implementada em dois dias.</p>
<p>Durante entrevista coletiva em Teerã, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, explicou que a iniciativa diplomática originalmente estruturada em sete etapas foi adaptada para permitir uma execução mais rápida.</p>
<p>A proposta, entretanto, depende do atendimento de exigências iranianas, incluindo o encerramento do bloqueio naval norte-americano contra portos do país.</p>
<p>Baghaei confirmou que o vice-ministro das Relações Exteriores, Kazem Gharibabadi, esteve em Doha para facilitar a troca de mensagens entre os governos. Segundo o porta-voz, o processo diplomático permanece em andamento, mas a concretização de um entendimento exige decisões de Washington.</p>
<p>O Ministério das Relações Exteriores do Catar também confirmou oficialmente, em manifestação de 27 de outubro, que vinha conduzindo esforços de mediação para reduzir as tensões regionais e preservar a possibilidade de uma solução negociada.</p>
<p>A posição iraniana indica disposição para acelerar determinadas medidas caso haja entendimento, mas não representa a assinatura de um acordo de paz nem estabelece uma data definitiva para a normalização do tráfego marítimo.</p>
<h2>Estreito de Ormuz é decisivo para o abastecimento mundial de petróleo</h2>
<p>A perspectiva de reabertura do Estreito de Ormuz tem impacto direto sobre as expectativas de oferta global de petróleo. A passagem marítima, localizada entre o Irã e Omã, conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Mar da Arábia, constituindo uma rota estratégica para exportações de produtores do Oriente Médio.</p>
<p>Dados oficiais da Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos (EIA) mostram que o volume de petróleo e derivados transportado pela região caiu significativamente após o início do conflito.</p>
<p>No quarto trimestre de 2025, antes da guerra, o fluxo médio pelo estreito alcançava 21,6 milhões de barris por dia. No segundo trimestre de 2026, esse volume havia diminuído para 4,9 milhões de barris diários.</p>
<p>A redução de aproximadamente 77% evidencia a dimensão das restrições enfrentadas pelo comércio internacional de energia.</p>
<p>O bloqueio e os riscos associados à navegação obrigaram participantes do setor a procurar rotas alternativas, ampliando custos logísticos e aumentando a exposição do abastecimento global a interrupções.</p>
<p>Nesse contexto, qualquer perspectiva concreta de retomada do transporte marítimo pela região pode reduzir o prêmio de risco embutido nos contratos futuros do petróleo.</p>
<p>A recuperação efetiva do abastecimento, contudo, dependerá não apenas de um eventual entendimento diplomático, mas também das condições de segurança, da infraestrutura de produção e da capacidade de retomada das operações comerciais.</p>
<h2>Por que o petróleo caiu mais de 8% nesta segunda-feira?</h2>
<p>A forte desvalorização reflete uma mudança nas expectativas dos investidores sobre a duração do conflito e seus efeitos sobre a disponibilidade internacional da commodity.</p>
<p>Durante períodos de tensão militar em regiões produtoras, os preços do petróleo tendem a incorporar um prêmio adicional associado ao risco de interrupções no fornecimento.</p>
<p>Quando surgem perspectivas de redução desses riscos, parte desse prêmio pode ser retirada rapidamente das cotações, provocando movimentos expressivos nos mercados futuros.</p>
<p>A queda desta segunda-feira também ocorre em um momento de incerteza sobre a possibilidade de novas operações militares no Oriente Médio.</p>
<p>Apesar da continuidade dos contatos diplomáticos, permanecem divergências entre Washington e Teerã sobre sanções econômicas, segurança regional, restrições marítimas e o programa nuclear iraniano.</p>
<p>Sem um acordo formal e garantias de implementação, o mercado continua sujeito a oscilações expressivas decorrentes de declarações políticas e acontecimentos militares.</p>
<h2>Queda do petróleo pode afetar Petrobras (PETR4) e combustíveis no Brasil</h2>
<p>A redução das cotações internacionais pode produzir efeitos distintos sobre o mercado brasileiro, dependendo da duração e da intensidade do movimento.</p>
<p>Para a Petrobras (PETR4), preços menores do petróleo podem reduzir a receita obtida com a comercialização e a exportação de óleo bruto, caso a desvalorização persista.</p>
<p>Por outro lado, a queda internacional também pode diminuir o custo de aquisição de petróleo e derivados, beneficiando determinadas operações de refino e importação.</p>
<p>No mercado doméstico de combustíveis, o impacto não é automático. Os preços praticados nas refinarias e ao consumidor dependem de fatores como taxa de câmbio, custos logísticos, tributação, margens de distribuição e decisões comerciais das <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341719">empresas</a>.</p>
<p>Uma redução prolongada do Brent poderia aliviar parte das pressões sobre gasolina e diesel, mas não representa garantia de diminuição imediata dos preços nos postos.</p>
<p>O efeito sobre a inflação brasileira também dependerá da transmissão das cotações internacionais aos preços internos de energia e transporte.</p>
<h2>Mercado acompanha condições para acordo entre Irã e Estados Unidos</h2>
<p>A atenção dos investidores permanece concentrada na possibilidade de um entendimento diplomático capaz de restabelecer a segurança no Estreito de Ormuz e reduzir os riscos de abastecimento.</p>
<p>Entre os fatores considerados decisivos estão o encerramento do bloqueio naval norte-americano, as condições apresentadas pelo governo iraniano e a efetiva implementação de eventuais compromissos.</p>
<p>A queda expressiva do petróleo nesta segunda-feira demonstra a sensibilidade do mercado às perspectivas de negociação, mas ainda não permite concluir que o conflito esteja próximo de uma solução definitiva.</p>
<p>Enquanto persistirem restrições à navegação e riscos de novos confrontos, as cotações do Brent e do WTI deverão continuar reagindo às mudanças no cenário geopolítico.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p>Intercontinental Exchange (ICE) — especificações oficiais e vencimentos dos contratos futuros do petróleo Brent.</p>
<p>CME Group — mercado de contratos futuros de petróleo WTI.</p>
<p>Ministério das Relações Exteriores do Catar — comunicado oficial de 27 de outubro de 2026 sobre os esforços de mediação entre Estados Unidos e Irã.</p>
<p>Ministério das Relações Exteriores do Irã — declarações de Esmaeil Baghaei em entrevista coletiva de 2 de novembro de 2026, registradas em vídeo original pela Anadolu Agency.</p>
<p>U.S. Energy Information Administration (EIA) — Global Energy Security Data, agosto de 2026, e Short-Term Energy Outlook.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Vale-refeição e vale-alimentação: novas regras entram em fase final; veja o que muda</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/novas-regras-vale-refeicao-alimentacao-2026</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Maria Helena Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Nov 2026 14:41:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[benefícios trabalhistas]]></category>
		<category><![CDATA[cartão alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[cartão refeição]]></category>
		<category><![CDATA[Decreto 12.712/2025]]></category>
		<category><![CDATA[direitos dos trabalhadores.]]></category>
		<category><![CDATA[interoperabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério do Trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[novas regras vale-alimentação 2026]]></category>
		<category><![CDATA[novas regras vale-refeição 2026]]></category>
		<category><![CDATA[PAT]]></category>
		<category><![CDATA[Programa de Alimentação do Trabalhador]]></category>
		<category><![CDATA[recadastramento PAT]]></category>
		<category><![CDATA[vale-alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[vale-refeição]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Novas regras do vale-refeição e vale-alimentação entram em vigor em novembro. Veja o que muda nos cartões, nas taxas e nos estabelecimentos.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As novas regras do <strong>vale-refeição (VR) e do vale-alimentação (VA)</strong> chegam à etapa final de implementação em novembro de 2026. A principal mudança é a obrigatoriedade da interoperabilidade entre as operadoras, que deverá estar plenamente implementada até <strong>7 de novembro</strong>, permitindo o compartilhamento das redes de estabelecimentos credenciados. A medida faz parte da reformulação do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), regulamentada pelo Decreto 12.712/2025.</p>
<p>Na prática, a integração permitirá que cartões de diferentes operadoras sejam utilizados em uma rede mais ampla de restaurantes, supermercados e outros estabelecimentos habilitados, reduzindo as restrições relacionadas à bandeira do benefício. O objetivo do governo federal é aumentar a concorrência no setor e facilitar a utilização dos recursos pelos trabalhadores.</p>
<p>A regulamentação também estabelece limites para as taxas cobradas dos comerciantes, reduz o prazo de repasse das vendas e proíbe determinadas cobranças adicionais. Entretanto, a mudança não aumenta o valor dos benefícios, não autoriza saques e mantém as restrições sobre os produtos que podem ser comprados com os cartões.</p>
<h2>O que muda no vale-refeição e no vale-alimentação em novembro?</h2>
<p>A principal novidade é a implementação obrigatória da interoperabilidade entre os arranjos de pagamento utilizados pelas <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341714">empresas</a> que administram os benefícios.</p>
<p>O Decreto 12.712, publicado em 12 de novembro de 2025, concedeu prazo de 360 dias para a adaptação dos sistemas. Pelo cronograma, a exigência de interoperabilidade plena passa a valer em 7 de novembro de 2026.</p>
<p>A interoperabilidade permite o compartilhamento das redes de estabelecimentos credenciados entre as diferentes operadoras.</p>
<p>Atualmente, um restaurante pode aceitar determinada bandeira de vale-refeição e não operar com cartões de outras empresas. Com a integração, a estrutura de aceitação deverá permitir transações de diferentes operadoras participantes, observadas as regras de credenciamento e a finalidade dos benefícios.</p>
<p>O decreto também proíbe a diferenciação de tratamento entre transações realizadas no âmbito da interoperabilidade, tanto entre participantes de um mesmo arranjo quanto entre arranjos distintos.</p>
<p>A mudança busca reduzir a fragmentação do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341712">mercado</a> e ampliar as possibilidades de utilização dos cartões pelos trabalhadores.</p>
<h2>Vale-refeição poderá ser usado em qualquer restaurante?</h2>
<p>A interoperabilidade deverá ampliar o número de estabelecimentos onde os trabalhadores conseguem utilizar seus cartões, mas não obriga todos os restaurantes a aceitar vale-refeição.</p>
<p>O comerciante continua tendo liberdade para decidir se deseja oferecer essa modalidade de pagamento.</p>
<p>Entretanto, os estabelecimentos credenciados deverão operar de acordo com as regras de integração aplicáveis aos arranjos participantes.</p>
<p>Isso significa que a aceitação não deverá continuar limitada exclusivamente à operadora originalmente contratada quando a transação estiver abrangida pela interoperabilidade.</p>
<p>A mudança depende da adaptação dos sistemas de pagamento e da habilitação dos estabelecimentos.</p>
<p>O objetivo é facilitar o uso dos benefícios sem modificar sua finalidade alimentar.</p>
<h2>Vale-refeição poderá ser usado em supermercados?</h2>
<p>As novas regras não transformam o vale-refeição em vale-alimentação nem autorizam automaticamente a utilização de qualquer cartão para todas as compras realizadas em supermercados.</p>
<p>O vale-refeição continua destinado, em regra, ao pagamento de refeições prontas, como almoços, jantares e lanches.</p>
<p>Já o vale-alimentação permanece direcionado à aquisição de gêneros alimentícios, normalmente em supermercados, mercearias e estabelecimentos semelhantes.</p>
<p>A aceitação de determinada modalidade depende do credenciamento do estabelecimento e da natureza da operação.</p>
<p>Supermercados que também comercializam refeições prontas poderão operar com diferentes modalidades, conforme sua habilitação e as regras do programa.</p>
<p>A ampliação das redes de aceitação não elimina a necessidade de observar a destinação legal de cada benefício.</p>
<h2>O que não pode ser comprado com vale-alimentação?</h2>
<p>A Lei 6.321/1976 estabelece que os recursos dos programas de alimentação do trabalhador devem ser destinados exclusivamente ao pagamento de refeições e à aquisição de gêneros alimentícios.</p>
<p>Por esse motivo, os cartões vinculados ao PAT não podem ser utilizados livremente para comprar produtos sem relação com alimentação.</p>
<p>Entre os itens incompatíveis com essa finalidade estão medicamentos, combustíveis, cosméticos, eletrodomésticos, equipamentos eletrônicos e produtos de higiene pessoal.</p>
<p>A restrição continua válida mesmo quando esses produtos são vendidos em supermercados ou estabelecimentos que aceitam vale-alimentação.</p>
<p>Bebidas alcoólicas também não se enquadram na finalidade alimentar prevista para o benefício.</p>
<p>A legislação prevê sanções para estabelecimentos e empresas responsáveis pela comercialização irregular de produtos não relacionados à alimentação do trabalhador.</p>
<h2>Será possível sacar o dinheiro do vale-refeição?</h2>
<p>Não. A implementação da interoperabilidade não autoriza o saque do saldo disponível nos cartões.</p>
<p>O vale-refeição e o vale-alimentação continuam destinados ao pagamento de despesas alimentares, conforme as regras do programa.</p>
<p>Os recursos não podem ser livremente transferidos para contas bancárias nem convertidos em dinheiro para outras finalidades.</p>
<p>A utilização de acordos informais com comerciantes para trocar o saldo por dinheiro também contraria a destinação legal dos benefícios.</p>
<p>Os cartões que concentram diferentes benefícios continuam sujeitos às regras específicas de cada modalidade, sendo necessário preservar a identificação e a destinação dos recursos alimentares.</p>
<h2>Novas regras limitam taxas cobradas de restaurantes e supermercados</h2>
<p>Além da interoperabilidade, o Decreto 12.712/2025 estabeleceu limites para os custos das transações realizadas com vale-refeição e vale-alimentação.</p>
<p>A taxa de desconto cobrada pelas credenciadoras dos estabelecimentos comerciais, conhecida como MDR, não pode ultrapassar <strong>3,6% do valor da operação</strong>.</p>
<p>A tarifa de intercâmbio, cobrada entre participantes do sistema de pagamento, tem limite de 2%.</p>
<p>A regulamentação também proíbe a cobrança de taxas, tarifas e despesas adicionais além das modalidades expressamente autorizadas para essas transações.</p>
<p>Os limites começaram a ser exigidos em fevereiro de 2026, após o período de adaptação de 90 dias previsto no decreto.</p>
<p>As medidas foram estabelecidas para reduzir custos operacionais e estimular maior concorrência entre empresas emissoras e credenciadoras.</p>
<h2>Comerciantes devem receber valores das vendas em até 15 dias</h2>
<p>Outra mudança já implementada determina que os valores das transações realizadas com vale-refeição e vale-alimentação sejam liquidados em até <strong>15 dias corridos</strong>, contados da data da operação.</p>
<p>Antes da nova regulamentação, os contratos podiam estabelecer períodos superiores de repasse.</p>
<p>Com a redução do prazo, restaurantes, supermercados e demais estabelecimentos credenciados passam a contar com um limite uniforme para o recebimento dos recursos.</p>
<p>A alteração é particularmente relevante para pequenos <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank"  rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341711">negócios</a> que dependem de capital de giro para pagar fornecedores, funcionários e despesas operacionais.</p>
<p>O decreto também proíbe práticas comerciais que envolvam descontos indevidos, vantagens financeiras indiretas ou benefícios não relacionados à finalidade alimentar.</p>
<p>As regras se aplicam às empresas que concedem auxílio-refeição e auxílio-alimentação, independentemente de estarem formalmente inscritas no PAT, conforme orientação do Ministério do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/trabalho" target="_blank"  rel="noopener" title="Trabalho" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341713">Trabalho</a> e Emprego.</p>
<h2>Estabelecimento pode cobrar taxa extra pelo uso do vale-refeição?</h2>
<p>O comerciante pode optar por não aceitar vale-refeição ou vale-alimentação. Entretanto, quando anuncia a aceitação de determinada modalidade, deve respeitar as condições informadas ao consumidor.</p>
<p>O Procon-SP orienta que estabelecimentos não podem impor valor mínimo de compra para pagamentos com cartão nem estabelecer restrições não informadas sobre a utilização do benefício.</p>
<p>A imposição de cobranças adicionais ao consumidor ou de condições que contrariem a oferta pode caracterizar prática abusiva, conforme as circunstâncias.</p>
<p>As taxas previstas na regulamentação do PAT dizem respeito às relações comerciais entre os participantes do sistema de pagamento e não constituem autorização para que os estabelecimentos repassem cobranças irregulares aos trabalhadores.</p>
<p>Em caso de problema, o consumidor pode guardar comprovantes, registrar as condições da cobrança e procurar os canais de atendimento da operadora ou os órgãos de defesa do consumidor.</p>
<h2>Empresas são obrigadas a oferecer vale-refeição ou vale-alimentação?</h2>
<p>Não existe uma obrigação geral para que todas as empresas brasileiras concedam vale-refeição ou vale-alimentação aos funcionários.</p>
<p>Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, a concessão desses benefícios é facultativa, salvo quando prevista em convenções coletivas, acordos de trabalho ou outras obrigações aplicáveis à relação empregatícia.</p>
<p>As novas regras não modificam essa condição.</p>
<p>Também não estabelecem um valor mínimo nacional obrigatório para os depósitos realizados nos cartões.</p>
<p>Os valores continuam dependendo das condições adotadas pelas empresas e dos instrumentos coletivos aplicáveis a cada categoria profissional.</p>
<p>A interoperabilidade altera principalmente o funcionamento das redes de pagamento, não o montante dos benefícios concedidos.</p>
<h2>Quem descumprir as novas regras poderá receber multa de até R$ 50 mil</h2>
<p>A legislação do PAT estabelece penalidades administrativas para o descumprimento das regras de utilização dos benefícios.</p>
<p>O artigo 3º-A da Lei 6.321/1976 prevê multas de <strong>R$ 5 mil a R$ 50 mil</strong>, conforme a infração e os critérios aplicáveis.</p>
<p>Em caso de reincidência ou de tentativa de dificultar a fiscalização, o valor pode ser dobrado.</p>
<p>Além das multas, a legislação prevê cancelamento de inscrição ou registro no programa e perda de incentivos fiscais, nas hipóteses legais.</p>
<p>O Decreto 12.712/2025 vincula o descumprimento das obrigações de interoperabilidade, limites de taxas e prazos de liquidação às sanções previstas na legislação.</p>
<p>A fiscalização é de competência do Ministério do Trabalho e Emprego.</p>
<h2>Prazo para recadastramento no PAT termina em 9 de novembro</h2>
<p>Além das alterações nos cartões, empresas e profissionais cadastrados no Programa de Alimentação do Trabalhador precisam cumprir uma obrigação administrativa.</p>
<p>O Ministério do Trabalho e Emprego estabeleceu <strong>9 de novembro de 2026</strong> como prazo final para o recadastramento integral dos participantes no novo sistema do PAT.</p>
<p>A exigência está prevista na Portaria MTE 1.599/2026 e abrange nutricionistas responsáveis técnicos, empresas beneficiárias, fornecedoras de alimentação coletiva e facilitadoras responsáveis pela emissão dos benefícios ou pelo credenciamento de estabelecimentos.</p>
<p>O procedimento deve ser realizado no sistema Novo PAT, mediante autenticação pela conta Gov.br.</p>
<p>Segundo o ministério, quem não concluir o recadastramento dentro do prazo será excluído automaticamente do cadastro do programa.</p>
<p>Os participantes excluídos poderão solicitar uma nova inscrição posteriormente, observando as regras vigentes.</p>
<p>A atualização cadastral é uma obrigação distinta da interoperabilidade dos cartões e não altera diretamente o saldo disponível para os trabalhadores.</p>
<h2>Como ficam os trabalhadores após as mudanças?</h2>
<p>Para os trabalhadores, o principal efeito esperado é a ampliação da rede de estabelecimentos em que os cartões poderão ser utilizados.</p>
<p>A integração entre operadoras também tende a reduzir a necessidade de verificar previamente quais bandeiras são aceitas por determinados restaurantes e supermercados credenciados.</p>
<p>Entretanto, não há previsão de aumento automático dos benefícios, liberação de saques ou autorização para comprar produtos sem relação com alimentação.</p>
<p>O funcionamento dos sistemas deverá observar a implementação efetiva da interoperabilidade a partir do prazo regulamentar.</p>
<p>O Programa de Alimentação do Trabalhador atende mais de 21,5 milhões de trabalhadores, segundo informações oficiais do Ministério do Trabalho e Emprego.</p>
<p>A ampliação das possibilidades de aceitação dos cartões, combinada com os limites de taxas e os prazos de repasse, representa a principal mudança regulatória para o setor em 2026.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p>Presidência da República — Decreto 12.712/2025, publicado no Diário Oficial da União em 12 de novembro de 2025.</p>
<p>Ministério do Trabalho e Emprego — Regras do auxílio-alimentação e do auxílio-refeição passam a valer para todas as empresas, de 22 de julho de 2026.</p>
<p>Ministério do Trabalho e Emprego — PAT: empresas e nutricionistas têm 60 dias para se recadastrar no novo sistema, de 10 de setembro de 2026.</p>
<p>Ministério do Trabalho e Emprego — Portaria MTE 1.599/2026.</p>
<p>Ministério do Trabalho e Emprego — Programa de Alimentação do Trabalhador, orientações oficiais e perguntas frequentes.</p>
<p>Câmara dos Deputados — Lei 6.321/1976, texto atualizado.</p>
<p>Procon-SP — Orientações sobre aceitação de vale-refeição, cobranças e condições de pagamento.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Eleições nos EUA 2026 serão nesta terça (3); entenda o que está em jogo para Trump</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/eleicoes-eua-2026-midterms-trump-congresso</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Toscano]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Nov 2026 06:10:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Câmara dos Representantes]]></category>
		<category><![CDATA[Congresso dos Estados Unidos]]></category>
		<category><![CDATA[Donald Trump]]></category>
		<category><![CDATA[eleições americanas]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições de Meio de Mandato]]></category>
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		<category><![CDATA[política americana.]]></category>
		<category><![CDATA[Senado americano]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Eleições nos EUA 2026 acontecem nesta terça (3). Entenda as midterms, as 470 cadeiras em disputa e os impactos para Donald Trump.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Os Estados Unidos realizam nesta terça-feira, <strong>3 de novembro de 2026</strong>, as eleições de meio de mandato, conhecidas como <em>midterms</em>, que definirão a composição do Congresso durante os dois últimos anos do segundo mandato do presidente Donald Trump. O pleito colocará em disputa todas as <strong>435 cadeiras da Câmara dos Representantes e 35 das 100 vagas do Senado</strong>, além de governos estaduais e outros cargos regionais.</p>
<p>A eleição ocorre em um cenário de insatisfação de parte do eleitorado com a <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank"  rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341717">economia</a> e o custo de vida. Pesquisa Reuters/Ipsos realizada entre 16 e 19 de outubro apontou que 66% dos adultos americanos entrevistados desaprovavam a atuação de Trump na Presidência, enquanto 31% aprovavam sua gestão.</p>
<p>Embora o presidente não esteja diretamente nas urnas, o resultado poderá modificar a correlação de forças em Washington e afetar a tramitação de projetos legislativos, a aprovação do orçamento federal e a fiscalização das decisões do Executivo. Atualmente, o Partido Republicano controla as duas Casas do Congresso.</p>
<h2>O que são as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos?</h2>
<p>As eleições de meio de mandato são realizadas a cada quatro anos, dois anos depois da eleição presidencial americana.</p>
<p>O objetivo é renovar a Câmara dos Representantes e parte do Senado, permitindo que os eleitores redefinam sua representação no Congresso antes do encerramento do mandato presidencial.</p>
<p>Diferentemente do sistema brasileiro, no qual deputados federais e senadores são eleitos para mandatos de quatro e oito anos, respectivamente, os representantes americanos cumprem mandatos de dois anos e os senadores, de seis anos.</p>
<p>Por isso, todas as cadeiras da Câmara são submetidas a votação a cada dois anos, enquanto o Senado é renovado de maneira escalonada.</p>
<p>As eleições também podem envolver governadores, legislaturas estaduais, prefeitos, autoridades locais e consultas populares, dependendo do calendário de cada estado.</p>
<p>Em 2026, estão previstas eleições para governador em 36 estados americanos.</p>
<h2>Quantas cadeiras do Congresso americano serão disputadas em 2026?</h2>
<p>A eleição de 3 de novembro colocará em disputa 470 cadeiras com direito a voto no Congresso dos Estados Unidos.</p>
<p>Desse total, 435 pertencem à Câmara dos Representantes e 35 ao Senado.</p>
<p>Na Câmara, cada estado possui uma quantidade de representantes proporcional à sua população, conforme a distribuição estabelecida a partir do censo demográfico.</p>
<p>Os deputados são eleitos por distritos eleitorais, de modo que cada distrito escolhe seu representante.</p>
<p>O Senado segue uma lógica diferente. Cada um dos 50 estados americanos possui duas cadeiras, independentemente do número de habitantes.</p>
<p>Dos 35 mandatos senatoriais em disputa neste ano, 33 correspondem à renovação regular de uma das classes do Senado. Outros dois serão preenchidos por eleições especiais, realizadas na Flórida e em Ohio.</p>
<p>Os senadores eleitos para mandatos regulares ocuparão suas cadeiras por seis anos, enquanto os vencedores das eleições especiais completarão os períodos constitucionais correspondentes às vagas.</p>
<h2>Qual partido controla a Câmara e o Senado atualmente?</h2>
<p>O Partido Republicano, de Donald Trump, chega às eleições de novembro controlando as duas Casas do Congresso.</p>
<p>De acordo com a composição oficial do Senado, os republicanos ocupam 53 das 100 cadeiras. Os democratas possuem 45, enquanto outros dois senadores são independentes e integram o bloco político democrata para fins de organização parlamentar.</p>
<p>Na Câmara dos Representantes, o levantamento institucional mais recente consultado registra 218 republicanos, 214 democratas, um independente e duas cadeiras vagas.</p>
<p>A disputa pela maioria ocorre de maneira diferente em cada Casa.</p>
<p>Na Câmara, os 435 distritos elegem representantes simultaneamente. O controle institucional depende da composição resultante da eleição, e uma maioria de 218 cadeiras corresponde à metade mais um do total de vagas.</p>
<p>No Senado, a renovação parcial limita o número de cadeiras que podem mudar de partido em um único pleito.</p>
<p>Essas diferenças tornam os dois processos eleitorais independentes, mesmo quando realizados no mesmo dia.</p>
<h2>Por que a eleição é importante para Donald Trump?</h2>
<p>O resultado das eleições de meio de mandato determinará a relação entre a Presidência e o Congresso durante a segunda metade do mandato de Trump, previsto para terminar em janeiro de 2029.</p>
<p>O Congresso americano possui competências relacionadas à aprovação de leis, autorização de despesas federais, fiscalização do Executivo e investigação de atos da administração pública.</p>
<p>Uma mudança na maioria parlamentar poderá alterar as condições de negociação de projetos prioritários do governo, incluindo iniciativas relacionadas à <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341716">política</a> econômica, imigração, tributação e comércio exterior.</p>
<p>Na Câmara, o partido majoritário influencia a definição da agenda legislativa e a presidência das comissões.</p>
<p>No Senado, a composição partidária é especialmente relevante para a análise de indicações presidenciais a determinados cargos públicos e para a aprovação de medidas legislativas.</p>
<p>Mesmo com maioria nas duas Casas, o presidente não possui liberdade irrestrita para aprovar sua agenda. Diversas matérias dependem de procedimentos específicos e de maiorias qualificadas.</p>
<p>Por isso, as eleições de 2026 representam uma oportunidade para os eleitores influenciarem o funcionamento do governo federal sem escolher um novo presidente.</p>
<h2>Pesquisa Reuters/Ipsos aponta desaprovação de 66% a Trump</h2>
<p>O cenário eleitoral é acompanhado por pesquisas nacionais sobre a avaliação do presidente e as preocupações dos eleitores.</p>
<p>Levantamento Reuters/Ipsos realizado entre 16 e 19 de outubro de 2026 mostrou que 66% dos adultos entrevistados desaprovavam o desempenho de Donald Trump na Presidência.</p>
<p>Outros 31% aprovavam sua atuação.</p>
<p>A pesquisa ouviu 1.679 adultos americanos com 18 anos ou mais, utilizando o painel probabilístico KnowledgePanel, da Ipsos.</p>
<p>A margem de erro informada pelo instituto foi de aproximadamente 2,4 pontos percentuais, para mais ou para menos, considerando o conjunto da amostra e um nível de confiança de 95%.</p>
<p>Entre os temas investigados estavam as preocupações econômicas e os fatores considerados importantes na decisão de voto.</p>
<p>Os dados refletem opiniões coletadas no período da pesquisa. Não equivalem a resultados eleitorais nem permitem determinar antecipadamente a composição do próximo Congresso.</p>
<p>Além disso, pesquisas nacionais sobre preferências partidárias não captam integralmente as diferenças entre os distritos da Câmara e os estados que elegem senadores.</p>
<h2>Como funciona a votação nos Estados Unidos?</h2>
<p>O processo eleitoral americano é descentralizado.</p>
<p>Diferentemente do Brasil, onde o Tribunal Superior Eleitoral coordena nacionalmente a Justiça Eleitoral, nos Estados Unidos a administração das eleições é responsabilidade dos estados e das autoridades locais.</p>
<p>Segundo a Comissão de Assistência Eleitoral dos Estados Unidos, conhecida pela sigla EAC, o país possui mais de 10 mil jurisdições eleitorais.</p>
<p>Cada estado estabelece regras próprias sobre registro de eleitores, votação antecipada, votação pelo correio, documentação e procedimentos de apuração, observadas as exigências federais aplicáveis.</p>
<p>A eleição pode ocorrer por diferentes modalidades, incluindo votação presencial no dia oficial, comparecimento antecipado e envio de cédulas pelo correio.</p>
<p>Os requisitos e os prazos variam conforme a legislação de cada estado.</p>
<p>A votação não é obrigatória, e os cidadãos precisam observar as exigências de registro eleitoral da localidade onde estão habilitados a votar.</p>
<h2>Quando sai o resultado das eleições americanas?</h2>
<p>A apuração começa após o encerramento da votação em cada jurisdição eleitoral, respeitando os diferentes fusos horários dos Estados Unidos.</p>
<p>Entretanto, os resultados divulgados na noite de 3 de novembro são considerados preliminares.</p>
<p>As autoridades eleitorais precisam contabilizar os votos válidos, incluindo cédulas enviadas pelo correio, votos provisórios e votos de eleitores habilitados que se encontram fora do país.</p>
<p>Segundo a EAC, os resultados preliminares podem mudar após o dia da eleição, à medida que os votos pendentes são processados.</p>
<p>A oficialização ocorre depois da conferência, reconciliação e certificação dos resultados pelas autoridades competentes.</p>
<p>Em disputas apertadas, a conclusão pode levar dias ou semanas, dependendo das regras estaduais e da necessidade de recontagens ou procedimentos adicionais.</p>
<p>O novo Congresso, correspondente à 120ª legislatura americana, iniciará seus trabalhos em janeiro de 2027.</p>
<h2>Socialistas democráticos também participam das eleições</h2>
<p>Além da disputa entre os partidos Republicano e Democrata, as eleições de 2026 incluem candidatos apoiados por organizações políticas de diferentes correntes ideológicas.</p>
<p>Entre elas está a Democratic Socialists of America (DSA), organização que reúne ativistas e políticos identificados com o socialismo democrático.</p>
<p>A entidade apoia candidatos em eleições federais, estaduais e municipais. Parte dessas candidaturas disputa eleições vinculada ao Partido Democrata, enquanto outras concorrem por legendas independentes ou socialistas, conforme as regras locais.</p>
<p>Entre os nomes associados à organização estão as deputadas Alexandria Ocasio-Cortez, de Nova York, e Rashida Tlaib, de Michigan.</p>
<p>Em publicação de 28 de outubro, a própria organização destacou candidaturas apoiadas em distritos eleitorais de diferentes estados, incluindo disputas internas entre correntes políticas democratas.</p>
<p>A participação desses grupos evidencia que as eleições americanas também envolvem divergências dentro dos próprios partidos, além da competição nacional entre democratas e republicanos.</p>
<h2>Quais podem ser os efeitos das eleições dos EUA para o Brasil?</h2>
<p>A composição do Congresso americano também é acompanhada por governos e <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341715">empresas</a> estrangeiras, incluindo o Brasil.</p>
<p>Os Estados Unidos são um dos principais parceiros comerciais brasileiros e exercem influência sobre mercados financeiros, fluxos internacionais de investimentos e decisões relacionadas ao comércio exterior.</p>
<p>Mudanças no equilíbrio político do Congresso podem afetar a discussão de medidas tributárias, despesas federais, sanções econômicas e aspectos da política comercial americana.</p>
<p>O Legislativo também desempenha funções de fiscalização sobre a política externa e pode influenciar a condução de determinadas iniciativas internacionais do Executivo.</p>
<p>Entretanto, o resultado da eleição não produzirá necessariamente mudanças imediatas nas relações bilaterais.</p>
<p>A política externa americana permanece sujeita às competências constitucionais da Presidência, à legislação vigente e às negociações com o Congresso.</p>
<p>Os efeitos concretos dependerão da composição das duas Casas e das propostas apresentadas durante a próxima legislatura.</p>
<h2>O que acontece depois das eleições de 3 de novembro?</h2>
<p>Depois da votação, os estados concluirão seus respectivos processos de apuração, conferência e certificação dos resultados.</p>
<p>Os representantes eleitos ocuparão as cadeiras da Câmara por um período regular de dois anos.</p>
<p>No Senado, os eleitos para os mandatos regulares terão um período de seis anos, mantendo o sistema de renovação escalonada da Casa.</p>
<p>A nova composição parlamentar passará a exercer suas funções em janeiro de 2027.</p>
<p>Donald Trump continuará na Presidência, independentemente do resultado das eleições legislativas.</p>
<p>O pleito de 3 de novembro, portanto, não escolherá um novo presidente, mas definirá o equilíbrio de forças políticas responsável por deliberar sobre uma parte relevante da agenda federal americana até 2029.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p>Comissão Eleitoral Federal dos Estados Unidos (FEC) — Calendário oficial das eleições federais de 3 de novembro de 2026.</p>
<p>USAGov — Congressional Elections and Midterm Elections, regras oficiais de renovação da Câmara e do Senado.</p>
<p>Senado dos Estados Unidos — Party Division, composição partidária do 119º Congresso.</p>
<p>Câmara dos Representantes dos Estados Unidos — House Radio-Television Gallery, composição partidária oficial.</p>
<p>United States Postal Service — Postal Bulletin, calendário das eleições federais e estaduais de novembro de 2026.</p>
<p>U.S. Election Assistance Commission — Voter FAQs e orientações sobre administração eleitoral, votação e apuração.</p>
<p>Ipsos — Reuters/Ipsos Mid-October Survey, pesquisa realizada entre 16 e 19 de outubro de 2026.</p>
<p>Democratic Socialists of America — Democratic Left, publicação institucional sobre candidaturas apoiadas nas eleições de novembro de 2026.</p>
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		<item>
		<title>Black Friday 2026 será em 27 de novembro; veja como evitar falsas promoções e golpes</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/black-friday-2026-data-dicas-evitar-golpes</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antônio Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Nov 2026 05:21:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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		<category><![CDATA[quando é a Black Friday 2026]]></category>
		<category><![CDATA[varejo brasileiro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Black Friday 2026 será em 27 de novembro. Veja como identificar descontos reais, evitar golpes, comparar preços e conhecer seus direitos nas compras.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>Black Friday 2026 será realizada em 27 de novembro, última sexta-feira do mês</strong>, quando lojas físicas e plataformas de comércio eletrônico devem concentrar ofertas de produtos e serviços. Embora essa seja a data principal, o varejo brasileiro costuma antecipar campanhas promocionais ao longo de novembro, o que exige atenção dos consumidores para identificar descontos reais e evitar compras por impulso.</p>
<p>Com menos de um mês para a data, órgãos de defesa do consumidor recomendam iniciar imediatamente a comparação de preços. O objetivo é verificar se os valores anunciados durante a Black Friday representam uma redução efetiva ou se foram elevados anteriormente para criar a impressão de uma promoção mais vantajosa.</p>
<p>Uma pesquisa realizada pelo Google em parceria com a Offerwise, divulgada em agosto de 2026, mostra que <strong>48% dos consumidores entrevistados já têm uma lista de compras preparada</strong>, enquanto 44% começaram a pesquisar preços e condições com antecedência. O levantamento também aponta que 41% pretendem gastar mais nesta edição do que na Black Friday de 2025.</p>
<h2>Quando será a Black Friday 2026?</h2>
<p>A Black Friday 2026 acontecerá na sexta-feira, <strong>27 de novembro</strong>, seguindo a tradição comercial de realizar a campanha no dia seguinte ao feriado de Ação de Graças dos Estados Unidos.</p>
<p>No Brasil, a data ganhou importância para o comércio eletrônico e para redes varejistas de segmentos como eletrodomésticos, eletrônicos, vestuário, móveis, beleza e serviços digitais.</p>
<p>Apesar de a sexta-feira concentrar a campanha principal, algumas <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341708">empresas</a> começam a oferecer descontos semanas antes, utilizando denominações como Black November e Black Week.</p>
<p>O calendário comercial também inclui a Cyber Monday, marcada para segunda-feira, 30 de novembro de 2026, tradicionalmente associada a promoções no comércio eletrônico.</p>
<p>Não existe uma regra que obrigue as lojas a começar as ofertas no mesmo horário ou a manter os descontos durante todo o período. Cada estabelecimento define suas campanhas, respeitando as normas de publicidade e os direitos do consumidor.</p>
<h2>Pesquisa do Google mostra consumidores mais preparados para a Black Friday</h2>
<p>O planejamento antecipado aparece como uma das principais características da Black Friday 2026.</p>
<p>Segundo levantamento divulgado pelo Google, realizado em parceria com a Offerwise com 2 mil participantes, 48% dos entrevistados afirmam já ter definido os produtos que pretendem comprar.</p>
<p>Outros 44% começaram a acompanhar preços antes do início da temporada promocional.</p>
<p>A pesquisa também mostra que 41% pretendem gastar mais do que na edição anterior, apesar de 51% afirmarem ter mais da metade da renda mensal comprometida com despesas fixas ou dívidas.</p>
<p>O estudo identifica ainda que 60% consideram a Black Friday uma ocasião especialmente relevante para planejar compras de maior valor.</p>
<p>Os resultados refletem as intenções declaradas pelos participantes do levantamento, não representando vendas efetivamente realizadas.</p>
<h2>Como saber se um desconto da Black Friday é verdadeiro?</h2>
<p>A principal recomendação dos órgãos de defesa do consumidor é acompanhar os preços dos produtos antes do início das promoções.</p>
<p>Em orientação divulgada em 28 de outubro de 2026, o Instituto Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor do Espírito Santo (Procon-ES) recomendou registrar os valores praticados pelas lojas e comparar a evolução dos preços ao longo das semanas.</p>
<p>Uma das práticas que exigem atenção é o aumento artificial do preço antes da campanha, seguido de uma redução apresentada como grande desconto.</p>
<p>Um produto vendido anteriormente por R$ 1 mil, por exemplo, pode ser anunciado por R$ 1,5 mil e posteriormente oferecido por R$ 1 mil como se estivesse com desconto expressivo. Nesse cenário hipotético, o consumidor não obtém <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank"  rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341710">economia</a> em relação ao preço original.</p>
<p>Para identificar situações semelhantes, a orientação é comparar exatamente o mesmo modelo, considerando especificações técnicas, quantidade, versão e demais características.</p>
<p>Também é importante calcular o valor total da compra. Um desconto anunciado pode perder parte da vantagem quando são acrescentados frete, juros ou outras despesas.</p>
<h2>Procon-SP alerta para compras por impulso e ofertas por tempo limitado</h2>
<p>O Procon-SP lançou em outubro uma nova edição da pesquisa De Olho na Black Friday, destinada a avaliar como os consumidores reagem a ofertas e estratégias comerciais.</p>
<p>A consulta pública, disponível até 10 de novembro de 2026, aborda situações como anúncios de últimas unidades, promoções válidas por poucas horas e parcelamentos apresentados como sem juros.</p>
<p>O órgão também investiga a influência das marcas, da reputação das lojas e das condições de pagamento nas decisões de compra.</p>
<p>A iniciativa busca identificar comportamentos que podem comprometer a avaliação das ofertas, especialmente quando o consumidor se sente pressionado a comprar rapidamente.</p>
<p>Para evitar despesas desnecessárias, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, recomenda definir prioridades antes de começar a pesquisar promoções.</p>
<p>O consumidor deve estabelecer quanto pode gastar, considerar os compromissos financeiros já existentes e evitar compras motivadas exclusivamente pelo percentual de desconto anunciado.</p>
<h2>Como evitar golpes em compras pela internet?</h2>
<p>Além das falsas promoções, os consumidores precisam ficar atentos a lojas virtuais fraudulentas e anúncios que direcionam para páginas falsas.</p>
<p>A Receita Federal alerta que criminosos utilizam redes sociais, sites falsificados e mensagens de confirmação de compra para simular operações comerciais legítimas.</p>
<p>Em determinados casos, os fraudadores chegam a enviar códigos de rastreamento inexistentes e mensagens que simulam o envio de mercadorias.</p>
<p>O Ministério da Justiça também adverte que ofertas com valores muito inferiores aos normalmente praticados podem ser utilizadas para atrair vítimas.</p>
<p>Antes de concluir uma compra, é importante verificar a identificação do fornecedor, o endereço eletrônico utilizado, os canais de atendimento e as informações sobre o produto.</p>
<p>Nas compras realizadas em marketplaces, também é necessário conferir qual empresa efetivamente vende o item anunciado, já que o fornecedor pode ser diferente da plataforma utilizada.</p>
<p>No caso de pagamentos por Pix, o consumidor deve verificar cuidadosamente os dados do destinatário antes de autorizar a transferência.</p>
<p>Links recebidos por mensagens, anúncios patrocinados ou redes sociais exigem atenção adicional. Sempre que possível, a orientação é acessar diretamente o endereço conhecido da loja, em vez de utilizar links de procedência desconhecida.</p>
<h2>Comprar na Black Friday dá direito à devolução em sete dias?</h2>
<p>Sim, nas hipóteses previstas pelo Código de Defesa do Consumidor.</p>
<p>O artigo 49 da Lei 8.078/1990 estabelece que o consumidor pode desistir de uma contratação realizada fora do estabelecimento comercial, incluindo compras feitas pela internet, no prazo de sete dias.</p>
<p>Nas compras de produtos pela internet, esse prazo é contado, em regra, a partir do recebimento da mercadoria. Para serviços, aplica-se a contagem prevista na legislação conforme a contratação.</p>
<p>O direito de arrependimento permite cancelar a compra dentro do prazo legal sem necessidade de apresentar justificativa.</p>
<p>A legislação também determina a devolução dos valores pagos nas condições previstas para o exercício desse direito.</p>
<p>A regra não se aplica automaticamente às compras presenciais realizadas em estabelecimentos físicos quando o consumidor simplesmente muda de ideia. Nessas situações, a troca por preferência pessoal depende da <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341709">política</a> comercial da loja, ressalvados os demais direitos legais.</p>
<h2>Loja é obrigada a cumprir o preço anunciado?</h2>
<p>O Código de Defesa do Consumidor estabelece que informações suficientemente precisas divulgadas em publicidade ou ofertas vinculam o fornecedor.</p>
<p>Quando uma empresa deixa de cumprir uma oferta, o artigo 35 da legislação assegura ao consumidor alternativas como exigir o cumprimento da obrigação, aceitar produto ou serviço equivalente ou rescindir o contrato com restituição dos valores pagos, conforme o caso.</p>
<p>Por isso, é recomendável guardar comprovantes da promoção, capturas de tela, identificação do produto, condições de pagamento e registros do pedido.</p>
<p>Esses documentos podem ser utilizados caso surjam divergências entre o preço anunciado e o valor efetivamente cobrado.</p>
<p>O Decreto 7.962/2013, que regulamenta o comércio eletrônico, também determina a apresentação clara de informações sobre o fornecedor, o produto, as condições da contratação e os canais de atendimento.</p>
<h2>Onde reclamar de problemas na Black Friday 2026?</h2>
<p>Consumidores que enfrentarem problemas com falsas promoções, produtos não entregues, cobranças indevidas ou descumprimento de ofertas podem procurar os canais oficiais de defesa do consumidor.</p>
<p>Uma das alternativas é a plataforma Consumidor.gov.br, administrada pela Secretaria Nacional do Consumidor.</p>
<p>O serviço permite registrar reclamações diretamente contra empresas participantes. Após o registro, o fornecedor tem até dez dias para apresentar uma resposta.</p>
<p>O consumidor pode acompanhar o procedimento e avaliar se a solução oferecida resolveu o problema.</p>
<p>Os Procons estaduais e municipais também recebem reclamações e denúncias relacionadas às relações de consumo.</p>
<p>No estado de São Paulo, o Procon-SP mantém ainda a relação Evite Esses Sites, que reúne endereços eletrônicos associados a reclamações não solucionadas nas circunstâncias descritas pelo órgão.</p>
<p>A consulta pode ajudar na avaliação de fornecedores desconhecidos antes da realização de uma compra.</p>
<h2>Vale a pena comprar antes da Black Friday?</h2>
<p>A resposta depende do histórico de preços, da necessidade do produto e das condições oferecidas em cada momento.</p>
<p>Não existe garantia de que determinado item atingirá seu menor preço do ano em 27 de novembro.</p>
<p>Uma promoção antecipada pode apresentar condições melhores do que as disponíveis na sexta-feira principal, assim como uma oferta anunciada durante a Black Friday pode ser menos vantajosa do que o preço praticado semanas antes.</p>
<p>O planejamento, portanto, continua sendo o principal instrumento para avaliar as oportunidades.</p>
<p>Com a Black Friday 2026 marcada para 27 de novembro, a recomendação dos órgãos de defesa do consumidor é utilizar as semanas anteriores para acompanhar preços, verificar fornecedores e estabelecer limites de gastos. A comparação deve considerar o valor final da compra, e não apenas os descontos destacados na publicidade.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p>Google — Pesquisa Black Friday 2026, realizada em parceria com a Offerwise, divulgada no Think with Google em agosto de 2026.</p>
<p>Procon-ES — Orientações oficiais para monitoramento de preços antes da Black Friday, de 28 de outubro de 2026.</p>
<p>Procon-SP — Consulta De Olho na Black Friday 2026, anunciada em 9 de outubro de 2026.</p>
<p>Secretaria Nacional do Consumidor — Guia de Defesa do Consumidor para a Black Friday.</p>
<p>Ministério da Justiça e Segurança Pública — Orientações oficiais sobre prevenção de golpes na internet, de agosto de 2026.</p>
<p>Receita Federal — Orientações sobre compras fraudulentas em sites falsos e redes sociais.</p>
<p>Presidência da República — Lei 8.078/1990, Código de Defesa do Consumidor.</p>
<p>Presidência da República — Decreto 7.962/2013, regulamentação do comércio eletrônico.</p>
<p>Consumidor.gov.br — Regras oficiais para registro e acompanhamento de reclamações.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Chilli Beans pede recuperação extrajudicial e amplia lista de empresas em crise em 2026</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/chilli-beans-recuperacao-extrajudicial-empresas-crise-2026</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Alice Nascimento]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Nov 2026 05:10:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Alliança Saúde]]></category>
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		<category><![CDATA[varejo brasileiro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Chilli Beans pede recuperação extrajudicial em 2026. Veja outras empresas em crise, como Braskem, Casas Bahia, Oncoclínicas e St. Marche.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A rede brasileira de óculos e acessórios <strong>Chilli Beans</strong> entrou com pedido de recuperação extrajudicial em 30 de outubro de 2026, passando a integrar o grupo de empresas que recorreram a mecanismos legais de renegociação de dívidas neste ano. O movimento ocorre em um ambiente de juros elevados, restrição ao crédito e dificuldades de geração de caixa em diferentes setores da <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank"  rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341704">economia</a>.</p>
<p>O pedido foi distribuído à Justiça de São Paulo sob o número 4002388-90.2026.8.26.0260. A medida busca permitir a reorganização de compromissos financeiros, sem necessariamente interromper as atividades comerciais da rede.</p>
<p>A Chilli Beans não é um caso isolado. Ao longo de 2026, <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341705">empresas</a> como Braskem, Grupo Casas Bahia, Oncoclínicas, Alliança Saúde, Grupo Toky e St. Marche também formalizaram processos de reestruturação financeira, conforme documentos judiciais, comunicados corporativos e fatos relevantes encaminhados à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).</p>
<p>Os processos apresentam diferenças importantes quanto ao volume de dívidas, às condições negociadas e à situação judicial. Um pedido de recuperação, por exemplo, não significa que o plano de pagamento tenha sido aprovado pela Justiça.</p>
<h2>Chilli Beans busca reorganizar dívidas por meio de recuperação extrajudicial</h2>
<p>A Chilli Beans optou pelo mecanismo de recuperação extrajudicial, previsto na Lei 11.101/2005.</p>
<p>Diferentemente da recuperação judicial, que envolve um procedimento coletivo sob supervisão do Judiciário, a modalidade extrajudicial permite que a empresa negocie diretamente com determinados grupos de credores e apresente um plano para homologação judicial.</p>
<p>A recuperação extrajudicial não representa falência. Sua finalidade é reorganizar obrigações financeiras e criar condições para a continuidade das atividades empresariais.</p>
<p>A extensão dos efeitos depende das classes de créditos abrangidas, das adesões obtidas e das condições previstas no plano.</p>
<p>No caso da Chilli Beans, o pedido marca uma nova etapa de reorganização financeira da operação brasileira. A homologação, entretanto, constitui uma fase distinta da apresentação inicial do plano.</p>
<h2>Braskem apresentou plano para reestruturar US$ 10,9 bilhões</h2>
<p>A petroquímica <strong>Braskem</strong> formalizou em 24 de agosto de 2026 um pedido de recuperação extrajudicial para reorganizar aproximadamente <strong>US$ 10,9 bilhões em obrigações financeiras</strong>.</p>
<p>Em fato relevante divulgado ao <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341707">mercado</a>, a companhia informou que havia obtido adesão inicial de credores representativos de 39,6% dos créditos sujeitos ao plano.</p>
<p>A estrutura apresentada buscava renegociar obrigações financeiras sem incluir, em regra, os compromissos comerciais mantidos com fornecedores e clientes.</p>
<p>O processo está relacionado à necessidade de adequar o perfil de endividamento da companhia à sua capacidade de geração de caixa.</p>
<p>A Braskem enfrenta desafios financeiros associados ao ambiente global da indústria petroquímica e aos passivos decorrentes dos eventos geológicos em Maceió.</p>
<p>A apresentação do pedido não equivale à homologação definitiva do plano. As condições de pagamento permanecem sujeitas aos requisitos legais e às deliberações aplicáveis.</p>
<h2>Casas Bahia recorreu à recuperação judicial após processo de reestruturação</h2>
<p>O <strong>Grupo Casas Bahia (BHIA3)</strong> também passou a utilizar a recuperação judicial em 2026.</p>
<p>Documentos encaminhados à CVM registram a tramitação do processo de número 4152930-18.2026.8.26.0100 perante a Justiça paulista.</p>
<p>A documentação apresentada pela companhia descreve dificuldades financeiras relacionadas ao custo do endividamento, ao ambiente de crédito e às mudanças no mercado varejista.</p>
<p>O grupo já vinha executando medidas de reorganização operacional, incluindo revisão da rede de lojas e iniciativas para reduzir despesas.</p>
<p>A recuperação judicial estabelece um procedimento para negociação das obrigações abrangidas, com apresentação de plano aos credores e acompanhamento do Judiciário.</p>
<p>É importante distinguir o deferimento do processamento do pedido da aprovação do plano de recuperação. A primeira decisão permite o avanço do procedimento, mas não representa a aceitação definitiva das condições de pagamento pelos credores.</p>
<h2>Oncoclínicas atualiza plano e alcança adesão de 61,6% dos créditos</h2>
<p>A <strong>Oncoclínicas (ONCO3)</strong> apresentou uma atualização relevante sobre sua recuperação extrajudicial em 30 de outubro de 2026.</p>
<p>Em comunicado oficial à CVM, a companhia informou que credores representando mais de <strong>R$ 3,5 bilhões</strong> haviam aderido ao plano, equivalentes a aproximadamente <strong>61,6% dos R$ 5,7 bilhões</strong> em créditos sujeitos à renegociação, desconsideradas obrigações entre empresas do próprio grupo.</p>
<p>A atualização representa avanço nas negociações e supera o percentual mínimo de adesão exigido pela legislação para determinadas modalidades de homologação.</p>
<p>O plano atualizado foi apresentado à Justiça em 29 de outubro. A companhia informou que buscaria a homologação judicial, etapa necessária para a consolidação dos efeitos previstos.</p>
<p>A reestruturação tem como objetivo reorganizar o passivo financeiro e preservar a continuidade da operação.</p>
<p>Como atua no tratamento oncológico, a companhia também enfrenta o desafio de manter a prestação dos serviços durante o processo de reorganização de suas finanças.</p>
<h2>Alliança Saúde renegocia R$ 1,1 bilhão e oferece conversão de dívidas em ações</h2>
<p>A <strong>Alliança Saúde (AALR3)</strong> apresentou em 5 de agosto de 2026 um pedido de homologação de plano de recuperação extrajudicial envolvendo aproximadamente <strong>R$ 1,1 bilhão em créditos</strong>.</p>
<p>Segundo fato relevante divulgado pela companhia, mais de 83 credores haviam aderido à proposta na data do protocolo, representando cerca de 54% das obrigações abrangidas.</p>
<p>O plano apresenta diferentes alternativas de pagamento, incluindo a possibilidade de converter dívidas em participação acionária.</p>
<p>Para determinados credores, também estão previstas modalidades de pagamento parcelado, prazos de carência e condições específicas de renegociação.</p>
<p>A companhia informou que o processo não abrange suas obrigações perante pacientes, colaboradores e operadoras de planos de saúde.</p>
<p>Em agosto, a Justiça autorizou o processamento do pedido. Essa decisão não deve ser confundida com a homologação final do plano de recuperação.</p>
<h2>Grupo Toky também recorreu à recuperação judicial</h2>
<p>O <strong>Grupo Toky</strong>, responsável pelas marcas Tok&amp;Stok e Mobly, apresentou pedido de recuperação judicial em maio de 2026.</p>
<p>Informações corporativas divulgadas aos investidores mostram que a companhia passou por uma reorganização operacional e financeira, após enfrentar dificuldades associadas à retração do consumo e ao ambiente de financiamento.</p>
<p>O processamento da recuperação foi autorizado em junho, e o plano de recuperação foi apresentado em agosto.</p>
<p>O grupo atua em um segmento particularmente sensível ao crédito. A aquisição de móveis e artigos de decoração frequentemente envolve compras de maior valor e depende das condições de financiamento oferecidas aos consumidores.</p>
<p>Ao mesmo tempo, o negócio exige investimentos relevantes em estoques, logística, centros de distribuição e manutenção das lojas.</p>
<p>Esse conjunto de características aumenta a necessidade de capital de giro e pode pressionar o caixa quando as vendas diminuem.</p>
<p>O processo de recuperação busca reorganizar as obrigações financeiras e preservar a continuidade das atividades enquanto o plano é submetido às etapas judiciais pertinentes.</p>
<h2>St. Marche apresentou recuperação judicial e negocia mudança de controle</h2>
<p>O <strong>Grupo Hortus</strong>, controlador da rede de supermercados St. Marche, apresentou pedido de recuperação judicial em 24 de junho de 2026.</p>
<p>Em informações oficiais disponibilizadas pela empresa, o grupo explicou que o procedimento também envolve o Empório Santa Maria e faz parte de um processo de reorganização financeira.</p>
<p>Paralelamente, foi anunciada uma operação de aquisição de ativos pelo grupo chileno Cencosud.</p>
<p>A concretização do negócio está condicionada a exigências legais e regulatórias, incluindo as aprovações aplicáveis à operação.</p>
<p>A companhia também informou a previsão de financiamento para sustentar as atividades durante a reestruturação.</p>
<p>A combinação entre recuperação judicial e negociação de ativos demonstra uma das alternativas utilizadas por empresas endividadas: buscar recursos e reorganizar a estrutura societária enquanto negocia condições de pagamento com credores.</p>
<h2>Juros elevados e crédito restrito pressionam empresas</h2>
<p>As recuperações registradas em 2026 envolvem companhias com modelos de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank"  rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341706">negócios</a> distintos, mas apresentam desafios financeiros semelhantes.</p>
<p>O primeiro deles é o custo do endividamento.</p>
<p>Em setembro de 2026, o Comitê de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341703">Política</a> Monetária do Banco Central reduziu a taxa Selic para <strong>13,75% ao ano</strong>. Apesar do movimento de queda, o patamar permaneceu elevado para empresas que dependem de empréstimos, capital de giro e refinanciamento frequente.</p>
<p>O segundo fator é a capacidade de geração de caixa.</p>
<p>Empresas com despesas fixas elevadas podem enfrentar dificuldades para ajustar custos quando a receita cai. Esse problema é particularmente relevante em atividades que exigem lojas físicas, grandes estoques, equipamentos ou estruturas operacionais complexas.</p>
<p>Outro desafio é o vencimento das dívidas.</p>
<p>Mesmo companhias com operações em funcionamento podem enfrentar problemas quando grandes compromissos financeiros vencem antes que o caixa disponível seja suficiente para quitá-los.</p>
<p>Os documentos das empresas mostram, entretanto, que não existe uma causa única para todos os processos. Cada recuperação deve ser analisada a partir de suas próprias demonstrações financeiras, obrigações e condições operacionais.</p>
<h2>Qual é a diferença entre recuperação judicial e extrajudicial?</h2>
<p>A legislação brasileira estabelece mecanismos diferentes para empresas que precisam renegociar obrigações financeiras.</p>
<p>Na recuperação judicial, a empresa solicita proteção judicial para reorganizar suas dívidas e apresenta um plano que será submetido aos procedimentos legais de negociação e deliberação dos credores.</p>
<p>Já na recuperação extrajudicial, a empresa negocia previamente com os credores abrangidos e pode solicitar à Justiça a homologação do acordo, conforme as condições previstas na lei.</p>
<p>As duas modalidades procuram permitir a continuidade de atividades economicamente viáveis, mas possuem regras diferentes quanto aos créditos sujeitos ao plano, à participação dos credores e aos efeitos das decisões judiciais.</p>
<p>Em nenhuma das modalidades o simples protocolo do pedido significa quitação automática das dívidas.</p>
<p>Também não é correto concluir que toda empresa em recuperação necessariamente encerrará suas operações.</p>
<h2>O que acontece com clientes, funcionários e fornecedores?</h2>
<p>Os efeitos sobre consumidores e parceiros comerciais dependem do tipo de recuperação, da composição das dívidas e do conteúdo do plano.</p>
<p>Na recuperação extrajudicial, determinadas obrigações podem permanecer integralmente fora da renegociação.</p>
<p>Na recuperação judicial, a legislação estabelece quais créditos se submetem ao procedimento e quais recebem tratamento específico.</p>
<p>As empresas podem continuar vendendo produtos, oferecendo serviços e mantendo suas atividades durante a reorganização.</p>
<p>Isso não significa ausência de riscos. A continuidade operacional depende da capacidade de financiamento, da preservação de fornecedores e do cumprimento das obrigações correntes.</p>
<p>Para clientes, a existência de um processo de recuperação não elimina automaticamente os direitos previstos no Código de Defesa do Consumidor.</p>
<p>Os casos de 2026 mostram que empresas de diferentes setores estão recorrendo à legislação para enfrentar problemas de endividamento. O resultado de cada reestruturação dependerá da negociação com os credores, da geração de caixa e do cumprimento dos planos eventualmente aprovados.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p>Tribunal de Justiça de São Paulo — Registros judiciais dos processos de recuperação empresarial.</p>
<p>Comissão de Valores Mobiliários — Fatos relevantes da Oncoclínicas de 30 de outubro de 2026.</p>
<p>Comissão de Valores Mobiliários — Fatos relevantes da Alliança Saúde de agosto de 2026.</p>
<p>Comissão de Valores Mobiliários — Documentos societários e judiciais do Grupo Casas Bahia.</p>
<p>Grupo Toky — Informações financeiras e comunicados corporativos de 2026.</p>
<p>Braskem — Fato relevante de 24 de agosto de 2026 sobre recuperação extrajudicial.</p>
<p>St. Marche — Informações oficiais sobre recuperação judicial e negociação de ativos.</p>
<p>Banco Central do Brasil — Comunicados oficiais do Copom sobre a taxa Selic.</p>
<p>Senado Federal — Lei 11.101/2005, que regula a recuperação judicial, a recuperação extrajudicial e a falência.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Alcolumbre marca votação da PEC da Segurança para terça (3) e maioridade penal divide Senado</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/pec-seguranca-publica-votacao-senado-maioridade-penal</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carlos Menezes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Nov 2026 05:01:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Camilo Santana]]></category>
		<category><![CDATA[crime organizado.]]></category>
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		<category><![CDATA[Rogério Marinho]]></category>
		<category><![CDATA[segurança pública]]></category>
		<category><![CDATA[Senado Federal]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Alcolumbre marca votação da PEC da Segurança Pública para terça (3). Proposta enfrenta impasse sobre redução da maioridade penal no Senado.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O presidente do Senado, <strong>Davi Alcolumbre (União-AP)</strong>, marcou para terça-feira, 3 de novembro de 2026, a votação da <strong>PEC da Segurança Pública (PEC 18/2025)</strong>, proposta pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A sessão deliberativa está prevista para começar às 16h, com a proposta entre os principais itens da pauta. A análise ocorre após um adiamento provocado por divergências sobre emendas que pretendem reduzir a maioridade penal no Brasil.</p>
<p>A proposta busca ampliar a integração entre as forças de segurança, reorganizar competências da União, dos estados e dos municípios e estabelecer regras mais rigorosas contra facções criminosas, milícias e organizações paramilitares. O texto foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado em 14 de outubro, mas ainda precisa receber o aval do plenário.</p>
<p>O principal impasse envolve duas emendas apresentadas pelos senadores Rogério Marinho (PL-RN) e Camilo Santana (PT-CE). As propostas estabelecem critérios diferentes para reduzir a idade de responsabilização criminal, atualmente fixada em 18 anos pela Constituição Federal.</p>
<h2>PEC da Segurança Pública volta à pauta após adiamento em outubro</h2>
<p>A votação da PEC 18/2025 estava inicialmente prevista para 15 de outubro, antes do segundo turno das eleições presidenciais. Na ocasião, Alcolumbre decidiu retirar a matéria da pauta para permitir novas negociações entre os senadores.</p>
<p>O presidente do Senado justificou a decisão pela necessidade de evitar uma discussão precipitada sobre mudanças constitucionais de grande alcance. Também mencionou as divergências em torno do calendário especial aprovado para acelerar a tramitação.</p>
<p>O requerimento 713/2026, aprovado pelo plenário em 14 de outubro, permite dispensar as cinco sessões de discussão normalmente exigidas antes da votação em primeiro turno e outras três previstas para o segundo turno.</p>
<p>Com o calendário especial, o Senado poderá acelerar a análise da proposta, desde que sejam respeitadas as exigências constitucionais de votação.</p>
<p>Para ser aprovada, a PEC precisa receber pelo menos <strong>49 votos favoráveis entre os 81 senadores, em cada um dos dois turnos</strong>.</p>
<p>A inclusão na pauta não garante a aprovação nem a conclusão das votações na mesma sessão.</p>
<h2>Redução da maioridade penal divide governo e oposição</h2>
<p>A principal controvérsia envolve a possibilidade de incluir mudanças na maioridade penal dentro da PEC da Segurança Pública.</p>
<p>O senador Rogério Marinho apresentou a Emenda 84, que propõe reduzir de 18 para 16 anos a idade geral de responsabilização criminal. Para crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas, terrorismo e participação em organizações criminosas, o texto prevê a possibilidade de responsabilização a partir dos 14 anos.</p>
<p>Já a Emenda 87, apresentada por Camilo Santana, mantém a maioridade penal de 18 anos como regra geral, mas admite sua redução para 16 anos nos casos de crimes hediondos.</p>
<p>As duas propostas foram formalmente apresentadas ao Senado e ainda dependem de deliberação.</p>
<p>A líder do governo na Casa, Teresa Leitão (PT-PE), manifestou-se em 15 de outubro pela aprovação da PEC sem a inclusão de emendas sobre maioridade penal. Em entrevista à TV Senado, a parlamentar defendeu que o assunto seja debatido de maneira aprofundada, sem comprometer a tramitação da proposta principal.</p>
<p>A divergência representa um obstáculo à construção de um texto consensual, especialmente porque eventuais alterações de mérito aprovadas pelos senadores precisarão ser novamente examinadas pelos deputados.</p>
<h2>O que muda com a PEC da Segurança Pública</h2>
<p>A PEC 18/2025 estabelece mudanças na organização constitucional do sistema brasileiro de segurança pública.</p>
<p>Um dos principais pontos é a inclusão do <strong>Sistema Único de Segurança Pública (Susp)</strong> na Constituição Federal, consolidando mecanismos de cooperação entre União, estados, Distrito Federal e municípios.</p>
<p>A proposta prevê o compartilhamento de informações, a integração de sistemas e a realização de operações conjuntas entre órgãos responsáveis pela prevenção e repressão de crimes.</p>
<p>O texto também amplia competências da Polícia Federal e prevê novas atribuições para a Polícia Rodoviária Federal, incluindo atuação em ferrovias e hidrovias federais.</p>
<p>Na esfera municipal, a PEC estabelece regras para a criação de polícias municipais e o fortalecimento da segurança local.</p>
<p>Outra mudança é a criação do Sistema de Políticas Penais, destinado a integrar a administração penitenciária e aprimorar a organização das polícias penais.</p>
<p>A proposta ainda contempla instrumentos de fiscalização, corregedorias e ouvidorias, além de medidas voltadas à proteção das vítimas.</p>
<h2>PEC endurece regras contra facções criminosas e milícias</h2>
<p>O combate ao crime organizado constitui um dos principais eixos da PEC da Segurança Pública.</p>
<p>O texto aprovado na CCJ prevê um regime penal mais rigoroso para integrantes e lideranças de organizações criminosas, facções, grupos paramilitares e milícias privadas, observada a posição hierárquica de cada envolvido.</p>
<p>Entre as medidas estão a previsão de custódia obrigatória em estabelecimentos penais de segurança máxima, restrições à progressão de regime e a determinados benefícios processuais.</p>
<p>A proposta também estabelece mecanismos para o confisco de bens, direitos e valores econômicos vinculados a atividades criminosas, sem pagamento de indenização nas hipóteses previstas.</p>
<p>Outra disposição trata da responsabilização de pessoas jurídicas envolvidas com organizações criminosas.</p>
<p>O texto ainda contempla medidas de proteção a denunciantes, testemunhas e seus familiares.</p>
<p>Essas alterações dependem de aprovação definitiva no Congresso e não estão em vigor.</p>
<h2>Relator retirou recursos das bets e manteve financiamento do pré-sal</h2>
<p>Durante a análise na Comissão de Constituição e Justiça, o relator Rogério Carvalho (PT-SE) modificou o texto aprovado anteriormente pela Câmara dos Deputados.</p>
<p>Das 81 emendas apresentadas na comissão, quatro foram acolhidas total ou parcialmente.</p>
<p>Uma das alterações foi a retirada do dispositivo que destinava parte das receitas provenientes das apostas esportivas, conhecidas como bets, aos fundos de segurança pública.</p>
<p>Por outro lado, o relatório manteve a previsão de destinar <strong>10% do superávit do Fundo Soberano do Pré-Sal</strong> ao financiamento da segurança pública.</p>
<p>A PEC também reforça os fundos nacionais relacionados à segurança e ao sistema penitenciário.</p>
<h2>PEC pode voltar à Câmara se Senado aprovar alterações</h2>
<p>A votação de terça-feira será decisiva para definir o encaminhamento legislativo da PEC da Segurança Pública.</p>
<p>Por se tratar de uma proposta de emenda constitucional, o texto precisa ser aprovado em dois turnos pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal, com apoio de pelo menos três quintos dos integrantes de cada Casa.</p>
<p>Caso o Senado aprove mudanças de mérito em relação à versão já analisada pela Câmara, os dispositivos modificados terão de retornar aos deputados.</p>
<p>Existe a possibilidade de promulgação das partes que tenham recebido aprovação com o mesmo conteúdo nas duas Casas, enquanto os trechos alterados continuam em análise. Esse procedimento dependerá da organização do texto e das decisões legislativas.</p>
<p>Além da PEC da Segurança Pública, a pauta de terça-feira inclui propostas relacionadas à cooperação internacional e outras matérias legislativas.</p>
<p>A sessão está programada para as 16h. Até a conclusão das votações, permanecem indefinidos tanto o conteúdo final da PEC quanto o destino das emendas que tratam da redução da maioridade penal.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p>Senado Federal — PEC 18/2025, texto integral, emendas apresentadas e tramitação legislativa oficial.</p>
<p>Agência Senado — Davi marca para terça votação da PEC da Segurança, 30 de outubro de 2026.</p>
<p>Senado Federal — Emendas 84 e 87 à PEC 18/2025, apresentadas por Rogério Marinho e Camilo Santana.</p>
<p>Comissão de Constituição e Justiça do Senado — Parecer e deliberações sobre a PEC 18/2025, de 14 de outubro de 2026.</p>
<p>Senado Federal — Requerimento 713/2026, que estabelece calendário especial de tramitação.</p>
<p>TV Senado — Entrevista da senadora Teresa Leitão sobre a redução da maioridade penal, de 15 de outubro de 2026.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Ações da B3: MRSA3B sobe 16,49% e GEPA4 cai 12,57% no último pregão de outubro</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/acoes-b3-mrsa3b-gepa4-altas-baixas-ultimo-pregao-outubro</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Nov 2026 04:21:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ações da B3]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsa de valores]]></category>
		<category><![CDATA[GEPA4]]></category>
		<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[maiores altas]]></category>
		<category><![CDATA[maiores baixas]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado Financeiro]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[MRSA3B]]></category>
		<category><![CDATA[outubro de 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Veja as ações que mais subiram e caíram na B3 no último pregão de outubro de 2026: MRSA3B avançou 16,49%, enquanto GEPA4 recuou 12,57%.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O último pregão de outubro de 2026 registrou fortes oscilações entre ações negociadas na B3, com a MRS Logística (MRSA3B) avançando 16,49% e a Rio Paranapanema Energia (GEPA4) recuando 12,57%. O desempenho de sexta-feira (30) evidenciou movimentos distintos em setores como siderurgia, mineração, energia, tecnologia e infraestrutura, em meio à volatilidade do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341701">mercado</a> acionário brasileiro.</p>
<p>Entre os destaques positivos de um levantamento de cotações, também apareceram Irani (RANI3), CSN Mineração (CMIN3) e São Martinho (SMTO3), com valorizações superiores a 7%. Na direção oposta, Usiminas (USIM5), Companhia Siderúrgica Nacional (CSNA3) e Positivo Tecnologia (POSI3) registraram perdas expressivas.</p>
<p>As oscilações ocorreram no encerramento de um mês marcado por forte pressão sobre a Bolsa brasileira. Apesar dos ganhos observados em determinados papéis, a maior parte das ações integrantes do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank"  rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341702">Ibovespa</a> terminou outubro no território negativo.</p>
<h2>Ações que mais caíram no último pregão de outubro</h2>
<p>A Rio Paranapanema Energia (GEPA4) apresentou a maior desvalorização entre os seis papéis selecionados no levantamento, com queda de 12,57%. As ações preferenciais da companhia encerraram a sessão cotadas a R$ 30,60, ante R$ 35,00 no fechamento anterior.</p>
<p>A Usiminas (USIM5) também registrou perdas relevantes. Os papéis preferenciais da siderúrgica recuaram 8,59%, terminando o pregão a R$ 5,00. O movimento ocorreu após uma sequência de sessões negativas para a companhia.</p>
<p>A Companhia Siderúrgica Nacional (CSNA3) apresentou queda de 8,49%, com suas ações encerrando o dia a R$ 3,88. O resultado reforçou a pressão observada sobre parte do setor siderúrgico.</p>
<p>Entre as <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341700">empresas</a> de tecnologia, a Positivo Tecnologia (POSI3) registrou desvalorização de 6,43%, com fechamento a R$ 2,91. A Intelbras (INTB3) caiu 5,97%, terminando o pregão a R$ 13,87.</p>
<p>No segmento de infraestrutura, a EcoRodovias (ECOR3) também figurou entre os destaques negativos, com recuo de 5,96% e cotação de encerramento de R$ 4,89.</p>
<p>As quedas ocorreram em empresas de diferentes segmentos, mostrando que a pressão vendedora não ficou restrita a uma única atividade econômica.</p>
<h2>Ações que mais subiram no fechamento de outubro</h2>
<p>Na ponta positiva do levantamento, a MRS Logística (MRSA3B) apresentou valorização de 16,49%, encerrando o pregão de 30 de outubro cotada a R$ 47,05.</p>
<p>A variação, entretanto, exige uma ressalva sobre a liquidez. O papel apresenta negociação pouco frequente, e o registro anterior disponível na série histórica consultada é de 20 de outubro. Dessa forma, o percentual representa a diferença em relação à última cotação registrada, não necessariamente uma valorização ocorrida após negociação contínua no pregão anterior.</p>
<p>A Irani (RANI3), companhia do setor de papel e embalagens, avançou 9,52%, encerrando a sessão a R$ 7,59. A valorização colocou a empresa entre os principais destaques positivos da seleção.</p>
<p>A CSN Mineração (CMIN3) também teve desempenho favorável, com alta de 8,00% e fechamento a R$ 4,86. O resultado contrastou com a queda registrada pelas ações da Companhia Siderúrgica Nacional (CSNA3), evidenciando a diferença de comportamento entre os dois papéis do grupo.</p>
<p>No setor sucroenergético, a São Martinho (SMTO3) avançou 7,88%, encerrando o pregão a R$ 21,09.</p>
<p>A Raízen (RAIZ4) registrou valorização de 7,14%, com seus papéis terminando a sessão cotados a R$ 0,30. Apesar da recuperação no último dia de negociação de outubro, a empresa acumulava perdas expressivas nas sessões anteriores.</p>
<p>A Oncoclínicas (ONCO3) completou a relação de destaques positivos, com alta de 7,04% e fechamento a R$ 0,76. A valorização ocorreu em meio às discussões sobre a situação financeira e a reestruturação das obrigações da companhia.</p>
<h2>Ibovespa encerrou outubro com perdas disseminadas</h2>
<p>Os movimentos do último pregão ocorreram após um período de forte deterioração do mercado acionário brasileiro.</p>
<p>Em outubro, apenas 12 das 76 ações consideradas na carteira do Ibovespa apresentaram valorização mensal. As outras 64 terminaram o período em queda, segundo levantamento divulgado pela Exame com base nas cotações de 30 de outubro.</p>
<p>Desse total, 51 papéis acumularam perdas superiores a 10%, enquanto 26 registraram desvalorizações acima de 20% durante o mês.</p>
<p>O desempenho negativo se intensificou na última semana de outubro, após o segundo turno das eleições presidenciais, realizado no dia 25, quando aumentaram as incertezas dos investidores sobre as perspectivas econômicas e fiscais.</p>
<h2>Liquidez pode ampliar oscilações das ações na Bolsa</h2>
<p>As diferenças entre as valorizações e desvalorizações registradas no pregão também exigem atenção ao volume financeiro negociado.</p>
<p>Ações com baixa liquidez podem apresentar oscilações percentuais elevadas mesmo quando poucas operações são realizadas. Isso acontece porque a distância entre os preços oferecidos por compradores e vendedores pode ser maior do que a observada em papéis com negociação frequente.</p>
<p>O caso da MRS Logística (MRSA3B) ilustra essa característica. Embora a valorização de 16,49% tenha sido expressiva, a baixa frequência de negociação limita a comparação direta com ações de maior liquidez.</p>
<p>O levantamento reúne uma seleção de papéis que se destacaram no fechamento de outubro e não representa um ranking exaustivo de todas as ações negociadas na B3.</p>
<p>Para os investidores, os resultados reforçam a importância de avaliar não apenas a oscilação percentual de cada ação, mas também a liquidez, o histórico de preços e as condições de mercado antes de tomar decisões de investimento.</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Disputa entre Richarlison e Willer Tomaz em Angra expõe debate sobre terrenos de marinha</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/disputa-richarlison-willer-tomaz-angra-terrenos-marinha</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Daniel Wicker]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Nov 2026 02:32:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Angra dos Reis.]]></category>
		<category><![CDATA[Costa Verde]]></category>
		<category><![CDATA[Flávio Bolsonaro]]></category>
		<category><![CDATA[Ilha Comprida]]></category>
		<category><![CDATA[PEC das Praias]]></category>
		<category><![CDATA[PLP 157/2021]]></category>
		<category><![CDATA[Richarlison]]></category>
		<category><![CDATA[Secretaria do Patrimônio da União]]></category>
		<category><![CDATA[terrenos de marinha]]></category>
		<category><![CDATA[Willer Tomaz]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Disputa entre Richarlison e Willer Tomaz em Angra dos Reis expõe regras sobre terrenos de marinha e propostas de Flávio Bolsonaro no Senado.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A disputa envolvendo o jogador Richarlison e o advogado Willer Tomaz por um imóvel na Ilha Comprida, em Angra dos Reis (RJ), chama atenção para as regras de ocupação e transferência de direitos sobre áreas costeiras administradas pela União. O assunto também se insere no debate legislativo sobre a Costa Verde, região contemplada por um projeto de desenvolvimento turístico apresentado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).</p>
<p>Documentos disponíveis no Senado Federal confirmam que Flávio Bolsonaro apresentou, em 13 de outubro de 2021, o Projeto de Lei Complementar (PLP) 157/2021, destinado a estimular o desenvolvimento turístico e econômico de Angra dos Reis, Paraty e Mangaratiba. O parlamentar também é relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 3/2022, conhecida como PEC das Praias, que prevê mudanças na titularidade de terrenos de marinha atualmente pertencentes à União.</p>
<p>As duas propostas permanecem em tramitação. A documentação legislativa consultada não demonstra que tenham sido elaboradas para beneficiar Willer Tomaz ou qualquer proprietário específico.</p>
<h2>Disputa por imóvel em Angra envolve Richarlison e Willer Tomaz</h2>
<p>Richarlison e Willer Tomaz apresentaram publicamente versões divergentes sobre os direitos relativos a um imóvel na Ilha Comprida, em Angra dos Reis.<br />
Em manifestações divulgadas em outubro de 2026 nas respectivas redes sociais, o jogador sustentou ter adquirido legitimamente direitos sobre a propriedade, enquanto o advogado defendeu a regularidade da aquisição realizada por empresa a ele vinculada.</p>
<p>A controvérsia envolve a documentação de transferência, o histórico de ocupação e os procedimentos de regularização patrimonial.</p>
<p>A existência de documentos particulares de aquisição ou cessão de direitos não significa, necessariamente, que o interessado tenha adquirido o domínio pleno de uma área administrada pela União. A situação jurídica depende do regime patrimonial aplicável, da documentação específica e das decisões administrativas e judiciais pertinentes.</p>
<p>Sem o exame integral das matrículas, dos processos administrativos e das decisões judiciais, não é possível estabelecer de forma independente a validade de cada uma das pretensões apresentadas pelos envolvidos.</p>
<h2>Flávio Bolsonaro apresentou projeto para desenvolvimento turístico da Costa Verde</h2>
<p>O PLP 157/2021, protocolado pelo senador Flávio Bolsonaro em 13 de outubro de 2021, autoriza o Poder Executivo a criar a Região Administrativa Integrada de Desenvolvimento Sustentável da Costa Verde.<br />
A proposta contempla Angra dos Reis, Paraty e Mangaratiba e estabelece instrumentos de cooperação entre diferentes esferas de governo para ampliar investimentos regionais.</p>
<p>O texto prevê um programa especial de desenvolvimento turístico, com ações relacionadas à infraestrutura, transporte, segurança, meio ambiente, geração de empregos e qualificação profissional.</p>
<p>Entre as medidas previstas está a possibilidade de municipalização de determinadas unidades de conservação, observadas as condições legais.</p>
<p>Segundo a justificativa legislativa, a finalidade é ampliar a capacidade de planejamento e investimento na região, especialmente em atividades econômicas associadas ao turismo.</p>
<p>O projeto está na Comissão de Meio Ambiente do Senado, sob relatoria da senadora Eliziane Gama (PSD-MA). Em 4 de abril de 2025, a parlamentar apresentou relatório contrário à aprovação da proposta.</p>
<p>O parecer ainda depende de deliberação da comissão, conforme os registros oficiais de tramitação.</p>
<h2>PEC das Praias prevê transferência de terrenos atualmente pertencentes à União</h2>
<p>Além do projeto para a Costa Verde, Flávio Bolsonaro atua como relator da PEC 3/2022, originada na Câmara dos Deputados como PEC 39/2011.</p>
<p>A proposta pretende modificar o artigo 20 da Constituição Federal, que inclui os terrenos de marinha e seus acrescidos entre os bens pertencentes à União.</p>
<p>Pelas regras propostas, determinadas áreas poderão ter seu domínio transferido a estados, municípios e particulares, de acordo com os requisitos previstos no texto.</p>
<p>A mudança poderá atingir imóveis submetidos ao regime de ocupação ou aforamento, permitindo, em determinadas situações, a consolidação da propriedade plena.</p>
<p>O texto também propõe extinguir cobranças patrimoniais relacionadas a esses terrenos, incluindo foro, taxa de ocupação e laudêmio, conforme as condições aplicáveis.</p>
<p>Flávio Bolsonaro apresentou parecer favorável à PEC, acompanhado de emendas. A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania concedeu pedido de vista coletiva em dezembro de 2024. A proposta segue sem aprovação definitiva.</p>
<h2>Secretaria do Patrimônio da União aponta riscos nas mudanças</h2>
<p>A Secretaria do Patrimônio da União (SPU), vinculada ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, manifestou posição contrária à PEC 3/2022.</p>
<p>Em informações institucionais e manifestações oficiais, o órgão sustenta que a gestão federal dos terrenos de marinha desempenha funções relacionadas à proteção ambiental, à regularização patrimonial e ao interesse público.</p>
<p>A secretaria também alerta para riscos de especulação imobiliária, concentração de áreas valorizadas e perda de instrumentos de fiscalização e gestão territorial.</p>
<p>Por outro lado, o relatório favorável apresentado no Senado defende que a transferência de determinados terrenos poderá ampliar a segurança jurídica e reduzir custos para seus ocupantes.</p>
<p>As posições demonstram divergência sobre os efeitos da proposta, especialmente em regiões litorâneas com forte valorização imobiliária.</p>
<h2>Regras atuais continuam em vigor em Angra dos Reis</h2>
<p>Enquanto a PEC 3/2022 não for aprovada e promulgada, permanecem válidas as regras constitucionais e legais atuais para os terrenos de marinha e seus acrescidos.</p>
<p>A Secretaria do Patrimônio da União continua responsável pela administração dos imóveis federais sob sua competência, incluindo procedimentos de cadastramento, regularização e transferência de direitos.</p>
<p>Em Angra dos Reis, a aplicação dessas regras depende das características jurídicas e cadastrais de cada propriedade. Nem todo imóvel localizado em uma ilha está necessariamente submetido ao mesmo regime patrimonial.</p>
<p>A eventual aprovação das mudanças discutidas no Congresso poderá alterar condições de aquisição e regularização de determinados imóveis costeiros, mas não resolve automaticamente litígios particulares nem dispensa o exame da documentação correspondente.</p>
<p>No caso envolvendo Richarlison e Willer Tomaz, a definição dos direitos das partes depende dos títulos, dos procedimentos administrativos e das decisões judiciais específicas. A tramitação paralela de propostas legislativas não constitui prova de favorecimento na disputa.</p>
<p><strong>Fontes:</strong><br />
Senado Federal — Projeto de Lei Complementar 157/2021, texto, autoria e tramitação oficial.</p>
<p>Senado Federal — PEC 3/2022, texto, relatórios legislativos e tramitação oficial.</p>
<p>Secretaria do Patrimônio da União — Informações institucionais sobre terrenos de marinha e posicionamento sobre a PEC 3/2022.</p>
<p>Presidência da República — Constituição Federal de 1988, artigo 20.</p>
<p>Instagram — Publicações originais de Richarlison e Willer Tomaz sobre a disputa, em outubro de 2026.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>INSS de novembro de 2026: veja calendário de pagamento por final do benefício</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/inss-novembro-2026-calendario-pagamento</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Maria Helena Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Nov 2026 01:33:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[aposentadoria]]></category>
		<category><![CDATA[aposentados]]></category>
		<category><![CDATA[benefícios do INSS]]></category>
		<category><![CDATA[BPC]]></category>
		<category><![CDATA[calendário INSS 2026]]></category>
		<category><![CDATA[extrato de pagamento]]></category>
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		<category><![CDATA[INSS novembro 2026]]></category>
		<category><![CDATA[Meu INSS]]></category>
		<category><![CDATA[pagamento INSS novembro]]></category>
		<category><![CDATA[pagamento por final do benefício]]></category>
		<category><![CDATA[pensionistas]]></category>
		<category><![CDATA[previdência social]]></category>
		<category><![CDATA[salário mínimo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>INSS de novembro de 2026 começa a ser pago dia 24. Confira o calendário completo por final do benefício e saiba como consultar seu pagamento.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O <strong>Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)</strong> começa a pagar os benefícios referentes a novembro de 2026 no dia <strong>24 de novembro</strong>, conforme o calendário oficial divulgado pelo governo federal. Os primeiros depósitos serão destinados aos aposentados, pensionistas e demais beneficiários que recebem até um salário mínimo. Para quem ganha acima do piso nacional, os pagamentos começam em 1º de dezembro.</p>
<p>Os depósitos da competência de novembro seguem até 7 de dezembro, de acordo com o número final do cartão do benefício. O cronograma é dividido em dois grupos: segurados que recebem até um salário mínimo e aqueles com renda mensal superior a esse valor.</p>
<p>Para identificar a data correta, o beneficiário deve considerar o último algarismo do número do benefício antes do traço, desconsiderando o dígito verificador. As informações podem ser consultadas pelo aplicativo Meu INSS, pelo site oficial ou pela Central de Atendimento 135.</p>
<h2>Calendário do INSS de novembro de 2026 para quem recebe até um salário mínimo</h2>
<p>Os pagamentos de novembro para aposentados, pensionistas e beneficiários que recebem até um salário mínimo começam na terça-feira, 24 de novembro, com os cartões de final 1.</p>
<p>O calendário segue até segunda-feira, 7 de dezembro, quando recebem os segurados com benefício de final 0.</p>
<p>Confira as datas oficiais:</p>
<p><strong>Final 1:</strong> 24 de novembro (terça-feira)</p>
<p><strong>Final 2:</strong> 25 de novembro (quarta-feira)</p>
<p><strong>Final 3:</strong> 26 de novembro (quinta-feira)</p>
<p><strong>Final 4:</strong> 27 de novembro (sexta-feira)</p>
<p><strong>Final 5:</strong> 30 de novembro (segunda-feira)</p>
<p><strong>Final 6:</strong> 1º de dezembro (terça-feira)</p>
<p><strong>Final 7:</strong> 2 de dezembro (quarta-feira)</p>
<p><strong>Final 8:</strong> 3 de dezembro (quinta-feira)</p>
<p><strong>Final 9:</strong> 4 de dezembro (sexta-feira)</p>
<p><strong>Final 0:</strong> 7 de dezembro (segunda-feira)</p>
<p>As datas constam da Tabela de Pagamento de Benefícios 2026, publicada pelo INSS.</p>
<p>Os depósitos são realizados de forma escalonada, conforme o número do benefício, para distribuir os pagamentos ao longo dos dias úteis previstos no calendário.</p>
<h2>Calendário do INSS para quem recebe acima de um salário mínimo</h2>
<p>Os beneficiários com renda mensal superior ao salário mínimo começam a receber a competência de novembro em <strong>1º de dezembro de 2026</strong>.</p>
<p>Nesse grupo, o INSS organiza os pagamentos por pares de números finais. Os cartões terminados em 1 e 6 são pagos no primeiro dia, enquanto os finais 5 e 0 recebem no encerramento do calendário.</p>
<p>Veja as datas:</p>
<p><strong>Finais 1 e 6:</strong> 1º de dezembro (terça-feira)</p>
<p><strong>Finais 2 e 7:</strong> 2 de dezembro (quarta-feira)</p>
<p><strong>Finais 3 e 8:</strong> 3 de dezembro (quinta-feira)</p>
<p><strong>Finais 4 e 9:</strong> 4 de dezembro (sexta-feira)</p>
<p><strong>Finais 5 e 0:</strong> 7 de dezembro (segunda-feira)</p>
<p>Os pagamentos acima do piso nacional serão concluídos no mesmo dia previsto para o encerramento do calendário dos benefícios de até um salário mínimo.</p>
<p>O cronograma é válido para os benefícios da competência de novembro, mesmo quando o depósito ocorre em dezembro.</p>
<h2>INSS também realiza pagamentos em novembro referentes a outubro</h2>
<p>Além dos depósitos da competência de novembro, o INSS ainda fará pagamentos nos primeiros dias do mês referentes aos benefícios de outubro de 2026.</p>
<p>Pelo calendário oficial, os segurados que recebem até um salário mínimo e possuem cartões terminados em 6, 7, 8, 9 e 0 terão os valores de outubro depositados entre 3 e 9 de novembro.</p>
<p>No mesmo período, também serão realizados os pagamentos de outubro para todos os beneficiários que recebem acima de um salário mínimo.</p>
<p>Essa diferença é importante porque a data do depósito não corresponde necessariamente ao mês de referência do benefício.</p>
<p>Assim, os valores liberados entre 3 e 9 de novembro pertencem à competência de outubro, enquanto o calendário de novembro começa efetivamente no dia 24 e segue até dezembro.</p>
<h2>Como saber o dia em que o INSS vai pagar?</h2>
<p>A data de pagamento é definida pelo número final do cartão do benefício, desconsiderando o dígito verificador que aparece depois do traço.</p>
<p>O INSS utiliza esse critério para distribuir os depósitos entre os segurados ao longo do calendário mensal.</p>
<p>Por exemplo, um benefício com numeração 123.456.784-7 deve considerar o algarismo 4 para identificar a data de pagamento. O número 7, localizado depois do traço, não é utilizado nessa consulta.</p>
<p>Nesse exemplo, caso o beneficiário receba até um salário mínimo, o pagamento de novembro ocorrerá em 27 de novembro. Se o valor mensal for superior ao piso nacional, o depósito está previsto para 4 de dezembro.</p>
<p>O número do benefício pode ser consultado no aplicativo Meu INSS ou nos documentos relacionados à concessão e ao pagamento.</p>
<h2>Como consultar o pagamento do INSS pelo CPF?</h2>
<p>A consulta pode ser realizada gratuitamente por meio do Meu INSS, plataforma oficial do governo federal disponível para computadores e celulares.</p>
<p>Para verificar o pagamento, o segurado deve acessar o serviço utilizando sua conta Gov.br.</p>
<p>O procedimento é simples:</p>
<p>Acesse o site ou aplicativo Meu INSS.</p>
<p>Entre com o CPF e a senha da conta Gov.br.</p>
<p>Procure a opção <strong>Extrato de Pagamento</strong>.</p>
<p>Selecione o benefício e a competência desejada.</p>
<p>Confira o valor, a data prevista e as informações do depósito.</p>
<p>O extrato permite verificar os valores relacionados ao benefício, incluindo eventuais descontos e demais informações financeiras disponibilizadas pelo instituto.</p>
<p>A consulta também ajuda o segurado a identificar o banco responsável pelo pagamento e acompanhar o histórico de depósitos.</p>
<h2>Quem recebe os pagamentos do INSS em novembro?</h2>
<p>O calendário de novembro contempla benefícios previdenciários e assistenciais administrados pelo INSS.</p>
<p>Entre os principais grupos estão aposentados, pensionistas e beneficiários de auxílios pagos pelo instituto.</p>
<p>Também estão incluídos os pagamentos do Benefício de Prestação Continuada (BPC), destinado a pessoas idosas e pessoas com deficiência que atendam aos critérios legais de renda e elegibilidade.</p>
<p>Embora seja operacionalizado pelo INSS, o BPC tem natureza assistencial e não exige contribuição prévia à Previdência Social.</p>
<p>A data de pagamento depende do valor mensal recebido e do número final do benefício.</p>
<p>Por esse motivo, beneficiários de modalidades diferentes podem receber no mesmo dia, desde que pertençam à mesma faixa de pagamento e tenham números finais correspondentes.</p>
<h2>Como consultar o INSS pelo telefone 135?</h2>
<p>Quem não consegue acessar o aplicativo ou o site Meu INSS pode obter informações pela Central de Atendimento 135.</p>
<p>O atendimento com operadores funciona de segunda-feira a sábado, das 7h às 22h, no horário de Brasília.</p>
<p>O serviço eletrônico permanece disponível 24 horas por dia.</p>
<p>Pela central, os segurados podem consultar datas de pagamento, obter orientações sobre benefícios e verificar informações relacionadas a requerimentos administrativos.</p>
<p>O INSS recomenda utilizar os canais oficiais para evitar a exposição de dados pessoais em páginas ou serviços não autorizados.</p>
<h2>Quando será o próximo pagamento do INSS?</h2>
<p>Depois da competência de novembro, o INSS iniciará os pagamentos referentes a dezembro de 2026 no dia 22 de dezembro para os beneficiários que recebem até um salário mínimo.</p>
<p>Nesse grupo, o calendário seguirá até 8 de janeiro de 2027.</p>
<p>Para os segurados com renda mensal acima do piso nacional, os pagamentos da competência de dezembro serão realizados entre 4 e 8 de janeiro de 2027.</p>
<p>O calendário anual permite que aposentados e pensionistas organizem o orçamento e acompanhem antecipadamente as datas previstas para os depósitos.</p>
<p>As informações oficiais também podem ser consultadas diretamente no Meu INSS, que disponibiliza o extrato individual de pagamento de cada benefício.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p>Instituto Nacional do Seguro Social — Tabela de Pagamento de Benefícios 2026, calendário oficial.</p>
<p>Instituto Nacional do Seguro Social — Calendário de pagamentos do INSS de 2026 está disponível, publicado em 8 de julho de 2026.</p>
<p>Instituto Nacional do Seguro Social — Calendário de pagamentos da competência de outubro de 2026, publicado em 22 de outubro de 2026.</p>
<p>Ministério da Previdência Social — Central de Atendimento 135, canais e horários oficiais.</p>
<p>Gov.br — Serviço Emitir Extrato de Pagamento de Benefício do INSS.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Rafael Fonteles: governador do Piauí é cotado para ser ministro da Fazenda de Lula</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/quem-e-rafael-fonteles-ministro-fazenda-lula</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Júlia Campos]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 31 Oct 2026 02:29:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Comsefaz]]></category>
		<category><![CDATA[Dario Durigan]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições 2026]]></category>
		<category><![CDATA[equilíbrio fiscal]]></category>
		<category><![CDATA[Geraldo Alckmin]]></category>
		<category><![CDATA[governo Lula]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério da Fazenda]]></category>
		<category><![CDATA[Piauí]]></category>
		<category><![CDATA[política econômica.]]></category>
		<category><![CDATA[PT]]></category>
		<category><![CDATA[Rafael Fonteles]]></category>
		<category><![CDATA[Washington Bandeira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Conheça Rafael Fonteles, governador reeleito do Piauí com 70,90% dos votos e cotado para ministro da Fazenda de Lula. Veja trajetória, gestão e propostas.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), de 41 anos, passou a integrar as discussões sobre a formação da equipe econômica do quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com experiência na administração das contas públicas, formação acadêmica em matemática e participação na campanha presidencial de 2026, o político piauiense aparece entre os nomes mencionados para assumir o Ministério da Fazenda, atualmente comandado por Dario Durigan. Apesar das especulações, Fonteles afirma que não recebeu convite nem negociou qualquer cargo no governo federal.</p>
<p>A projeção nacional do governador aumentou depois de sua reeleição, em 4 de outubro, quando conquistou 70,90% dos votos válidos e garantiu mais quatro anos à frente do Executivo estadual. Após a vitória, Fonteles passou a participar das articulações da campanha de Lula no segundo turno, contribuindo especialmente para a estratégia de comunicação do presidente, que acabou reeleito em 25 de outubro.</p>
<p>A possibilidade de sua ida para Brasília, entretanto, envolve uma decisão <a class="wpil_keyword_link" title="Política" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341696">política</a> e institucional. Fonteles precisaria deixar o governo do Piauí para assumir uma função ministerial, transferindo o comando do estado ao vice-governador eleito, Washington Bandeira (PT). A Constituição não permite que um governador exerça simultaneamente o mandato estadual e um cargo de ministro de Estado.</p>
<h2>Rafael Fonteles nega ter discutido cargo com Lula</h2>
<p>Em manifestação pública divulgada na quinta-feira (29), Rafael Fonteles negou que tenha conversado com o presidente Lula ou com qualquer outra pessoa sobre uma possível nomeação ministerial.</p>
<p>O governador também afirmou não ter participado de discussões sobre a política econômica do próximo governo e declarou desconhecer informações sobre uma eventual viagem de Lula ao Piauí para formalizar um convite.</p>
<p>A manifestação ocorreu depois que o nome de Fonteles passou a ser mencionado com frequência nas conversas sobre a futura composição do Ministério da Fazenda. O posto adquiriu relevância adicional após a reação negativa do mercado financeiro à reeleição de Lula, marcada por forte desvalorização do <a class="wpil_keyword_link" title="Ibovespa" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341693">Ibovespa</a>, alta do dólar e elevação dos juros futuros.</p>
<p>Em entrevista concedida em 26 de outubro, o governador afirmou que pretende tomar posse para o mandato conquistado nas urnas. Também declarou acreditar que o presidente apresentará, no momento adequado, uma política econômica capaz de conciliar responsabilidade fiscal e investimentos públicos.</p>
<p>Fonteles sustenta que o equilíbrio das contas públicas não deve ser tratado como uma bandeira exclusiva de determinadas correntes políticas. Sua avaliação é que a sustentabilidade fiscal constitui uma condição necessária para a continuidade dos programas sociais e dos investimentos governamentais.</p>
<p>Essa posição ajuda a explicar por que seu nome passou a ser considerado nas discussões sobre a equipe econômica. A eventual escolha, contudo, depende exclusivamente de uma decisão presidencial, e não havia anúncio oficial de nomeação até 30 de outubro de 2026.</p>
<h2>Governador foi reeleito com 1,43 milhão de votos no Piauí</h2>
<p>A trajetória eleitoral de Fonteles é relativamente recente quando comparada à de outros dirigentes do Partido dos Trabalhadores.</p>
<p>Sua primeira candidatura ocorreu em 2022, quando disputou o governo do Piauí com apoio de Wellington Dias, então uma das principais lideranças petistas no estado.</p>
<p>Na ocasião, Fonteles derrotou o ex-prefeito de Teresina Silvio Mendes e conquistou o mandato no primeiro turno, com 1.115.139 votos. A vitória fez dele o governador mais jovem eleito na história piauiense.</p>
<p>Quatro anos depois, voltou a vencer sem necessidade de segundo turno.</p>
<p>Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Fonteles recebeu 1.436.697 votos em 4 de outubro de 2026, equivalentes a 70,90% dos votos válidos. Seu principal adversário, Joel Rodrigues (PP), obteve 557.972 votos, ou 27,54%.</p>
<p>A diferença entre os dois candidatos foi de 878.725 votos, correspondente a 43,36 pontos percentuais.</p>
<p>Em relação à eleição de 2022, Fonteles conquistou 321.558 votos adicionais, crescimento nominal de aproximadamente 28,8% no total recebido. Essa comparação considera números absolutos e não desconta eventuais mudanças no eleitorado, no comparecimento ou na distribuição dos votos válidos.</p>
<p>O resultado de 2026 representou a maior votação proporcional entre os governadores eleitos naquele ano, reforçando a posição política do petista dentro de seu estado.</p>
<h2>Formação em matemática e passagem pelo mercado financeiro</h2>
<p>Rafael Tajra Fonteles nasceu em Teresina, em 6 de maio de 1985. É filho do ex-deputado federal Nazareno Fonteles, integrante histórico do PT no Piauí.</p>
<p>Antes de ingressar na administração pública, construiu uma trajetória ligada à matemática, à educação e ao setor empresarial.</p>
<p>Formado em Matemática pela Universidade Federal do Piauí (UFPI), concluiu mestrado em <a class="wpil_keyword_link" title="Economia" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341695">Economia</a> Matemática no Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa), no Rio de Janeiro.</p>
<p>Durante a formação, participou de olimpíadas internacionais de conhecimento e recebeu premiações em competições de Química, Física e Matemática realizadas entre 2002 e 2004.</p>
<p>O desempenho acadêmico levou Fonteles a atuar como professor e empreendedor na área educacional. Também trabalhou com consultoria de investimentos e atividades relacionadas ao <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341698">mercado</a> financeiro.</p>
<p>Essa experiência precedeu sua entrada na administração estadual e contribuiu para a formação de seu perfil técnico.</p>
<p>Em 2015, aos 29 anos, assumiu a Secretaria da Fazenda do Piauí durante o governo de Wellington Dias.</p>
<p>A função representou sua principal experiência de gestão pública antes de conquistar o governo estadual.</p>
<h2>Fonteles comandou a Fazenda do Piauí por sete anos</h2>
<p>Rafael Fonteles permaneceu à frente da Secretaria da Fazenda entre 2015 e 2022, período em que participou da elaboração e execução das políticas fiscais do governo estadual.</p>
<p>Durante essa etapa, ganhou projeção entre os responsáveis pelas finanças dos estados brasileiros e passou a participar de negociações nacionais sobre tributação, receitas públicas e mudanças no sistema de arrecadação.</p>
<p>Em 2019, assumiu a presidência do Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz), cargo para o qual foi reconduzido em 2021.</p>
<p>A entidade reúne os responsáveis pelas administrações tributárias estaduais e participa de debates sobre Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), federalismo fiscal e distribuição de receitas.</p>
<p>O exercício dessas funções proporcionou ao governador experiência em negociações com o governo federal, parlamentares, secretários estaduais e representantes do setor produtivo.</p>
<p>A atuação na Fazenda do Piauí também aproxima seu perfil das discussões sobre o comando do Ministério da Fazenda, embora a gestão de um estado apresente diferenças relevantes em relação à condução da política econômica nacional.</p>
<p>Na administração federal, o ministro precisa lidar com dívida pública, tributação nacional, regras fiscais, financiamento do Tesouro e articulação econômica com o Congresso, além de atuar em um ambiente de maior exposição aos mercados internacionais.</p>
<p>A experiência estadual constitui uma credencial administrativa, mas não representa garantia de resultados equivalentes na esfera federal.</p>
<h2>Piauí anunciou R$ 44,7 bilhões em investimentos atraídos desde 2023</h2>
<p>Um dos principais indicadores apresentados pela administração de Rafael Fonteles envolve a atração de investimentos privados.</p>
<p>Em balanço divulgado em fevereiro de 2026, o Governo do Piauí informou que havia atraído 120 empreendimentos desde 2023, entre projetos já implantados e iniciativas ainda em fase de instalação.</p>
<p>O volume total de investimentos associados a essas operações alcançou R$ 44,7 bilhões.</p>
<p>Entretanto, o próprio levantamento estadual diferencia os investimentos anunciados ou vinculados aos projetos daqueles efetivamente realizados.</p>
<p>Segundo os dados divulgados, 47 empreendimentos já haviam sido implantados, com aportes concretizados de aproximadamente R$ 11,87 bilhões e geração estimada de 10,5 mil postos de <a class="wpil_keyword_link" title="Trabalho" href="https://gazetamercantil.com/trabalho" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341697">trabalho</a>.</p>
<p>Isso significa que os investimentos realizados representavam cerca de 26,6% do valor total associado aos 120 projetos, considerando o balanço apresentado naquele momento.</p>
<p>A diferença é relevante para avaliar o desempenho da política de desenvolvimento econômico. O volume de investimentos atraídos inclui compromissos que podem ser executados ao longo de vários anos, enquanto os valores realizados correspondem às aplicações já contabilizadas.</p>
<p>Entre os setores priorizados estão agroindústria, energias renováveis, infraestrutura, tecnologia e atividades relacionadas à exportação.</p>
<p>O governo atribui parte desse desempenho à atuação da Investe Piauí e da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, responsáveis por promover o estado junto a <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341694">empresas</a> e investidores.</p>
<h2>Emprego formal cresce, mas números abrangem diferentes governos</h2>
<p>Os indicadores do mercado de trabalho também são utilizados pela administração estadual para apresentar os resultados de sua política econômica.</p>
<p>Segundo levantamento divulgado pelo Governo do Piauí com base no Novo Caged, o estoque de empregos formais passou de aproximadamente 280 mil vínculos em 2020 para 384 mil em agosto de 2026.</p>
<p>A diferença representa cerca de 104 mil vínculos formais adicionais, crescimento acumulado de aproximadamente 37%.</p>
<p>Esse resultado, porém, abrange um período iniciado antes da posse de Rafael Fonteles, em janeiro de 2023, e não pode ser atribuído integralmente à sua administração.</p>
<p>Durante o governo atual, a estratégia de estímulo ao emprego inclui incentivos fiscais, concessão de crédito, apoio a empreendimentos privados e atração de projetos industriais.</p>
<p>Em maio de 2026, Fonteles afirmou que sua gestão havia superado a marca de 60 mil empregos formais gerados e estabeleceu a meta de alcançar 80 mil até o encerramento do ano.</p>
<p>A evolução do emprego constitui um indicador relevante da atividade econômica, mas sua interpretação depende também da população ocupada, dos salários, da informalidade e do comportamento dos diferentes setores produtivos.</p>
<h2>Ensino médio integral é uma das principais políticas de Fonteles</h2>
<p>Na área da educação, a expansão do ensino médio em tempo integral tornou-se uma das principais iniciativas da administração estadual.</p>
<p>Em 2025, o Piauí passou a oferecer o modelo de tempo integral em todas as escolas estaduais de ensino médio, segundo a Secretaria de Estado da Educação.</p>
<p>A universalização da oferta não significa, entretanto, que todos os estudantes já estavam matriculados nessa modalidade.</p>
<p>De acordo com dados do Censo Escolar de 2025 divulgados pela secretaria, aproximadamente 81% dos estudantes do ensino médio estadual estavam vinculados à jornada integral.</p>
<p>A diferença entre os dois indicadores é importante: um mede a disponibilidade da modalidade nas unidades escolares; o outro representa a proporção de matrículas efetivamente atendidas.</p>
<p>O governo também ampliou a oferta de cursos técnicos, laboratórios e disciplinas relacionadas à tecnologia.</p>
<p>Entre as iniciativas está a introdução de conteúdos de inteligência artificial e competências digitais nas escolas públicas estaduais.</p>
<p>A expansão exige investimentos recorrentes em professores, infraestrutura, alimentação, transporte e manutenção das unidades de ensino. O desafio para o próximo mandato será consolidar os resultados de aprendizagem e garantir a sustentabilidade financeira do modelo.</p>
<h2>Concessões e parcerias privadas marcam administração estadual</h2>
<p>Outra característica do governo Fonteles é o uso de concessões e parcerias público-privadas para ampliar a infraestrutura estadual.</p>
<p>Na área de saneamento, a administração promoveu a concessão dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário à Águas do Piauí, responsável pela operação estabelecida no Contrato de Concessão nº 648/2024.</p>
<p>O contrato foi celebrado em dezembro de 2024, com prazo de 35 anos e previsão de aproximadamente R$ 9,6 bilhões em investimentos ao longo de sua vigência.</p>
<p>As metas incluem alcançar 99% de cobertura com água tratada até 2033 e 90% de coleta e tratamento de esgoto até 2040.</p>
<p>O processo também envolveu a reorganização do sistema estadual de saneamento e a autorização para liquidação e extinção da antiga companhia pública Agespisa.</p>
<p>A mudança provocou críticas de setores sindicais e representantes de trabalhadores, especialmente sobre os efeitos da transição administrativa e a transferência da prestação dos serviços para a iniciativa privada.</p>
<p>Para o governo, a concessão foi estruturada como instrumento para ampliar os investimentos e acelerar o atendimento à população.</p>
<p>A avaliação de seus resultados dependerá do cumprimento das metas contratuais, da fiscalização regulatória, da qualidade dos serviços e dos efeitos sobre as tarifas cobradas dos consumidores.</p>
<p>A combinação de concessões privadas e investimentos públicos tornou-se uma das características de Fonteles na administração estadual e ajuda a explicar seu diálogo com setores empresariais.</p>
<h2>Participação na campanha de Lula ampliou projeção nacional</h2>
<p>A aproximação política entre Rafael Fonteles e Lula ganhou intensidade durante o segundo turno das eleições presidenciais de 2026.</p>
<p>Depois de garantir sua própria reeleição no Piauí, o governador participou de reuniões e atividades de comunicação da campanha presidencial, contribuindo para a reorganização da estratégia do candidato petista.</p>
<p>Lula havia terminado o primeiro turno atrás de Flávio Bolsonaro (PL) e conseguiu reverter o resultado na votação de 25 de outubro, quando foi reeleito com 51,79% dos votos válidos.</p>
<p>A participação de Fonteles na campanha aumentou sua visibilidade junto à direção nacional do PT e aos integrantes da equipe presidencial.</p>
<p>No discurso após a vitória, Lula mencionou o governador ao tratar de investimentos em economia digital, economia verde e economia criativa, temas defendidos pela administração piauiense.</p>
<p>O presidente também fez referência ao papel de Fonteles em sua aproximação com novas ferramentas de comunicação digital.</p>
<p>Essas manifestações públicas evidenciam a interlocução entre os dois políticos, mas não constituem anúncio ou confirmação de convite ministerial.</p>
<p>O próprio governador afirma que sua participação na campanha não envolveu negociações sobre cargos e que pretende continuar administrando o Piauí.</p>
<h2>Washington Bandeira assumiria o governo se Fonteles fosse para Brasília</h2>
<p>Uma eventual nomeação de Rafael Fonteles para o Ministério da Fazenda teria consequências diretas sobre o governo estadual.</p>
<p>O vice-governador eleito, Washington Bandeira (PT), assumiria o Executivo piauiense caso Fonteles deixasse definitivamente o mandato.</p>
<p>Bandeira é ex-magistrado e exerceu a função de secretário estadual da Educação durante a administração de Fonteles, participando da implementação das políticas de expansão do ensino integral.</p>
<p>Sua escolha para integrar a chapa de 2026 foi apresentada como uma forma de assegurar continuidade aos principais programas do governo.</p>
<p>A posse do novo mandato estadual está prevista para 6 de janeiro de 2027, conforme o calendário constitucional aplicável aos governadores eleitos a partir de 2026.</p>
<p>O artigo 28, parágrafo 1º, da Constituição Federal estabelece que o governador perde o mandato ao assumir outro cargo ou função na administração pública direta ou indireta, ressalvadas as exceções constitucionais.</p>
<p>O posto de ministro de Estado não está entre essas exceções.</p>
<p>Assim, Fonteles não poderia simplesmente se licenciar temporariamente do governo estadual para comandar a Fazenda e depois retomar o mandato caso deixasse o ministério.</p>
<p>Esse requisito aumenta o peso político de uma eventual decisão, porque envolveria a transferência do governo poucos meses depois de uma reeleição expressiva.</p>
<h2>Futuro político depende de decisão de Lula e da escolha do governador</h2>
<p>A definição sobre o próximo ministro da Fazenda integra uma reorganização mais ampla da equipe do presidente Lula para o mandato que começa em janeiro de 2027.</p>
<p>Entre os nomes mencionados nas discussões públicas também estão o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e a possibilidade de permanência de Dario Durigan no comando da pasta.</p>
<p>A escolha deverá considerar fatores como experiência administrativa, interlocução política e capacidade de conduzir medidas fiscais em um ambiente de pressão sobre os preços dos ativos brasileiros.</p>
<p>No caso de Rafael Fonteles, a trajetória na Secretaria da Fazenda, a presidência do Comsefaz, a reeleição por ampla margem e sua participação na campanha presidencial ajudam a explicar a projeção nacional conquistada em outubro.</p>
<p>Por outro lado, a necessidade de deixar um mandato recém-renovado representa uma decisão de alcance institucional e eleitoral para o governador e para seus aliados no Piauí.</p>
<p>Até 30 de outubro de 2026, Fonteles não havia confirmado convite para assumir a Fazenda ou qualquer outro ministério. Sua manifestação pública mais recente reiterava que não houve negociação de cargo com Lula e que a prioridade declarada permanecia no governo estadual.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Tribunal Superior Eleitoral — Resultado oficial das eleições de 2026 no Piauí, com 1.436.697 votos e 70,90% dos votos válidos para Rafael Fonteles.</em></p>
<p><em>Governo do Estado do Piauí — Biografia institucional de Rafael Fonteles, formação acadêmica, trajetória profissional e cargos exercidos.</em></p>
<p><em>Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal — Histórico de presidentes e registros dos mandatos de Rafael Fonteles entre 2019 e 2022.</em></p>
<p><em>Governo do Estado do Piauí — Balanço econômico de fevereiro de 2026 sobre 120 empreendimentos atraídos, R$ 44,7 bilhões em investimentos associados e R$ 11,87 bilhões realizados.</em></p>
<p><em>Governo do Estado do Piauí — Levantamento sobre a evolução do estoque de empregos formais até agosto de 2026, com base no Novo Caged.</em></p>
<p><em>Secretaria de Estado da Educação do Piauí — Dados do Censo Escolar de 2025 sobre a expansão do ensino médio em tempo integral.</em></p>
<p><em>Microrregião de Água e Esgoto do Piauí — Contrato de Concessão nº 648/2024, metas de universalização e plano de investimentos em saneamento.</em></p>
<p><em>Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — Contas Regionais e informações oficiais sobre a economia estadual.</em></p>
<p><em>Presidência da República — Constituição Federal, artigo 28, relativo à posse e à perda do mandato de governadores que assumam outro cargo na administração pública.</em></p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Ibovespa apaga ganhos e fecha outubro com queda de 9,88%; dólar sobe 5,22%</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/ibovespa-outubro-2026-queda-dolar-alta</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 31 Oct 2026 02:09:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ibovespa fecha outubro com queda de 9,88%, pior mês desde junho de 2022. Dólar sobe 5,22% após eleições e mercado aguarda definições fiscais.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Ibovespa encerrou outubro de 2026 com desvalorização de 9,88%, aos 167.921,80 pontos, registrando seu pior desempenho mensal desde junho de 2022. O <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank" rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341692">dólar</a> comercial acumulou valorização de aproximadamente 5,22% no período e terminou a sexta-feira (30) cotado a R$ 5,44. Os resultados refletem uma mudança nas expectativas do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341691">mercado</a> financeiro brasileiro, que iniciou o mês com forte valorização das ações e terminou sob pressão após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).</p>
<p>A reversão foi concentrada nos cinco pregões posteriores ao segundo turno presidencial, realizado em 25 de outubro. Nesse intervalo, o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank" rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341690">Ibovespa</a> perdeu 18,12%, a maior desvalorização semanal desde março de 2020, enquanto a moeda americana avançou mais de 9%, em seu movimento de valorização semanal mais intenso desde outubro de 2008. A deterioração ocorreu em meio à redução das posições de risco, à elevação dos juros futuros e às dúvidas sobre as medidas econômicas que serão adotadas no próximo mandato.</p>
<p>O contraste com o início de outubro foi significativo. No primeiro pregão após o primeiro turno, em 5 de outubro, a Bolsa brasileira havia subido 7,70%, alcançando 206.911,89 pontos, seu maior fechamento até então. Ao longo daquele dia, o índice chegou a ultrapassar os 209 mil pontos. A expectativa de mudanças na condução da <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341687">política</a> econômica impulsionou principalmente ações de bancos, empresas de consumo e companhias mais sensíveis à trajetória dos juros.</p>
<h2>Bolsa passou de recorde histórico a maior queda mensal em quatro anos</h2>
<p>O desempenho do Ibovespa em outubro foi marcado por dois movimentos de direção oposta.</p>
<p>Na primeira etapa, investidores ampliaram suas posições em ações brasileiras diante do resultado do primeiro turno das eleições presidenciais. Flávio Bolsonaro (PL) terminou aquela votação à frente de Lula, aumentando as expectativas de alternância no comando do Executivo federal.</p>
<p>A possibilidade de uma política fiscal considerada mais restritiva por parte dos investidores favoreceu a valorização de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341699">empresas</a> ligadas ao mercado doméstico. Os participantes do mercado também passaram a considerar um ambiente potencialmente mais favorável para a redução dos juros.</p>
<p>Em 5 de outubro, o Ibovespa avançou 7,70%, com máxima intradiária de 209.605,70 pontos. O movimento foi o maior ganho diário do índice desde 2020, segundo a B3.</p>
<p>A valorização, entretanto, perdeu sustentação após a definição do segundo turno.</p>
<p>Em 25 de outubro, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou a reeleição de Lula, que recebeu 64.256.232 votos, equivalentes a 51,79% dos válidos. Flávio Bolsonaro obteve 59.826.041 votos, correspondentes a 48,21%.</p>
<p>O resultado levou investidores que haviam ampliado suas posições diante da expectativa de vitória do candidato do PL a reavaliar suas estratégias.</p>
<p>Na segunda-feira (26), primeiro pregão após a eleição, a queda do Ibovespa atingiu 10% durante as negociações e provocou o acionamento do circuit breaker, mecanismo de interrupção temporária das operações da Bolsa.</p>
<p>O índice terminou aquela sessão com recuo de 13,88%, aos 176.608,23 pontos.</p>
<p>As perdas prosseguiram nos dias seguintes e levaram o Ibovespa a encerrar outubro abaixo de 168 mil pontos.</p>
<h2>Ibovespa perdeu quase 20% desde a máxima registrada no início de outubro</h2>
<p>A comparação entre os pontos extremos do mês permite dimensionar a intensidade da reversão.</p>
<p>Em 5 de outubro, o Ibovespa atingiu a máxima intradiária de 209.605,70 pontos. No encerramento do dia 30, o índice estava em 167.921,80 pontos.</p>
<p>A diferença entre esses dois níveis é de 41.683,90 pontos, equivalente a uma desvalorização de aproximadamente 19,89% em relação à máxima intradiária.</p>
<p>Esse cálculo não representa a rentabilidade mensal oficial, porque compara uma cotação registrada durante o pregão com o fechamento do último dia útil. A variação mensal de 9,88% considera os fechamentos de setembro e outubro, conforme a metodologia utilizada para calcular o desempenho do índice.</p>
<p>Outra comparação evidencia como a última semana concentrou a deterioração.</p>
<p>Com base na queda semanal de 18,12% e no resultado mensal de 9,88%, é possível calcular que o Ibovespa acumulava valorização aproximada de 10,1% entre o fechamento de setembro e a sexta-feira anterior ao segundo turno.</p>
<p>Isso significa que os ganhos obtidos durante grande parte de outubro foram mais do que anulados nos cinco pregões finais.</p>
<p>Mesmo após a desvalorização, o Ibovespa preservou alta de 4,22% no acumulado de 2026, resultado que indica a existência de ganhos registrados nos meses anteriores.</p>
<p>O desempenho de outubro foi o pior desde junho de 2022, quando o principal índice de ações brasileiras havia recuado aproximadamente 11,5%.</p>
<h2>Dólar sobe 5,22% no mês após ser negociado abaixo de R$ 5</h2>
<p>O mercado de câmbio também apresentou uma mudança expressiva de direção.</p>
<p>Durante a primeira parte de outubro, o dólar chegou a ser negociado abaixo de R$ 5, acompanhando a valorização do real e a entrada de recursos em ativos brasileiros.</p>
<p>A moeda americana voltou a subir com intensidade depois do resultado presidencial, encerrando o mês próxima de R$ 5,44.</p>
<p>Considerando a cotação de R$ 5,4443 e a valorização mensal de 5,22%, o dólar estava próximo de R$ 5,17 no fechamento de setembro. A diferença representa um aumento aproximado de R$ 0,27 por unidade da moeda americana ao longo do mês.</p>
<p>No último dia útil, a pressão cambial também esteve relacionada à formação da taxa Ptax de fim de mês, utilizada como referência para contratos financeiros e operações de liquidação.</p>
<p>O Banco Central divulgou para 30 de outubro uma Ptax de venda de R$ 5,4212, inferior à cotação comercial observada no fechamento do mercado à vista.</p>
<p>Essa diferença ocorre porque a Ptax é calculada a partir de consultas realizadas ao longo do dia e não corresponde necessariamente à última negociação do dólar comercial.</p>
<p>A valorização cambial tem efeitos diferentes sobre os setores da <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank" rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341689">economia</a>. Empresas importadoras podem enfrentar custos mais elevados, enquanto exportadoras com receitas em moeda estrangeira podem obter ganhos cambiais, dependendo de suas despesas e instrumentos de proteção financeira.</p>
<p>Para a inflação, o impacto depende da duração da valorização do dólar e da capacidade das empresas de repassar aumentos de custos aos preços finais.</p>
<h2>Investidores estrangeiros retiraram recursos da Bolsa após segundo turno</h2>
<p>A deterioração das condições de mercado também foi acompanhada por redução da exposição de investidores estrangeiros às ações brasileiras.</p>
<p>Dados da B3 referentes aos três primeiros pregões posteriores ao segundo turno indicaram saída líquida de aproximadamente R$ 7,6 bilhões do mercado secundário de ações.</p>
<p>O movimento representa a diferença entre compras e vendas realizadas por investidores não residentes naquele intervalo.</p>
<p>A retirada de recursos pode intensificar quedas quando ocorre simultaneamente à redução de posições por fundos locais e outros participantes do mercado.</p>
<p>No entanto, o fluxo estrangeiro não explica isoladamente o comportamento do Ibovespa. Os preços também são influenciados por expectativas econômicas, resultados corporativos, decisões de política monetária e movimentos internacionais.</p>
<p>Durante outubro, parte das apostas em ações brasileiras estava associada à expectativa de condições fiscais mais favoráveis e de queda dos juros.</p>
<p>Com a reeleição de Lula, os investidores passaram a buscar informações sobre a composição da equipe econômica e os compromissos que orientarão a política de despesas do governo federal.</p>
<p>A ausência de definições concretas sobre essas medidas contribuiu para a manutenção da volatilidade, especialmente nos ativos mais sensíveis à percepção de risco fiscal.</p>
<h2>Juros futuros sobem e mercado reduz expectativa de corte da Selic</h2>
<p>A mudança nas expectativas também atingiu o mercado de juros.</p>
<p>Na sexta-feira, os contratos futuros de depósitos interfinanceiros apresentaram taxas elevadas em diferentes vencimentos. O contrato para janeiro de 2027 era negociado próximo de 13,64% ao ano, enquanto os vencimentos de janeiro de 2029 e janeiro de 2031 apresentavam taxas próximas de 14,97% e 15,26%, respectivamente, em cotações observadas durante o pregão.</p>
<p>Esses valores não representam necessariamente os ajustes definitivos divulgados pela B3.</p>
<p>A elevação das taxas futuras reflete a remuneração exigida pelos participantes do mercado para assumir compromissos financeiros em diferentes prazos.</p>
<p>Entre os fatores considerados estão as expectativas de inflação, a trajetória da Selic, o risco fiscal e as condições internacionais de financiamento.</p>
<p>O Itaú passou a projetar que o Comitê de Política Monetária (Copom) interromperá o ciclo de redução dos juros em novembro, mantendo a Selic em 13,75% ao ano.</p>
<p>Segundo a avaliação divulgada pela instituição, a combinação de pressões inflacionárias domésticas, petróleo elevado e condições financeiras internacionais mais restritivas reduz o espaço para novos cortes imediatos.</p>
<p>A taxa básica está em 13,75% desde setembro, quando o Banco Central promoveu uma redução de 0,25 ponto percentual.</p>
<p>Na comunicação daquela reunião, o Copom já havia destacado a necessidade de cautela diante dos riscos fiscais e da persistência das expectativas de inflação acima da meta.</p>
<p>A manutenção dos juros em novembro permanece uma projeção do mercado, e não uma decisão previamente anunciada pela autoridade monetária.</p>
<h2>Desemprego cai a 5,2%, mas resultado não impede perdas na Bolsa</h2>
<p>O último dia útil de outubro também foi marcado pela divulgação de indicadores positivos do mercado de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/trabalho" target="_blank" rel="noopener" title="Trabalho" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341688">trabalho</a>.</p>
<p>Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desocupação ficou em 5,2% no trimestre encerrado em setembro de 2026, abaixo dos 5,4% observados no trimestre móvel anterior e dos 5,6% registrados no mesmo período de 2025.</p>
<p>O resultado representou a menor taxa para esse trimestre desde o início da série histórica comparável, em 2012.</p>
<p>O rendimento médio real habitual dos trabalhadores ocupados alcançou R$ 3.790, conforme os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua.</p>
<p>Apesar da melhora do emprego, os indicadores não foram suficientes para reverter a pressão sobre o mercado acionário.</p>
<p>A relação entre atividade econômica e preços dos ativos não é necessariamente direta. Um mercado de trabalho aquecido pode favorecer o consumo e as receitas empresariais, mas também pode influenciar as expectativas de inflação e a avaliação sobre a velocidade de redução dos juros.</p>
<p>No caso de outubro, as preocupações fiscais e a reorganização das posições após a eleição tiveram peso relevante nas decisões de investimento.</p>
<h2>Vale (VALE3) avança após balanço, enquanto ações domésticas seguem pressionadas</h2>
<p>Mesmo diante da queda mensal do Ibovespa, o encerramento de outubro apresentou diferenças importantes entre empresas e setores.</p>
<p>A Vale (VALE3) terminou a sexta-feira com valorização de 3,28%, a R$ 62,02, após a divulgação dos resultados do terceiro trimestre.</p>
<p>A mineradora informou Ebitda pro forma consolidado de US$ 3,5 bilhões e crescimento de 66% no resultado operacional do negócio de cobre, que alcançou aproximadamente US$ 1 bilhão.</p>
<p>A geração de fluxo de caixa livre recorrente foi de cerca de US$ 1,4 bilhão, apoiada por mecanismos de proteção financeira e gestão do capital de giro.</p>
<p>Outras ações também apresentaram valorização no último pregão, como CSN Mineração (CMIN3), Magazine Luiza (MGLU3) e Cosan (CSAN3).</p>
<p>Na direção contrária, Usiminas (USIM5), CSN (CSNA3) e B3 (B3SA3) registraram perdas expressivas na sessão.</p>
<p>Esses resultados mostram que o comportamento das ações não depende exclusivamente do ambiente macroeconômico. Informações específicas de cada companhia, como balanços, perspectivas operacionais e condições setoriais, também influenciam os preços negociados.</p>
<h2>Novembro começa com foco na política fiscal e nas decisões do Banco Central</h2>
<p>A abertura de novembro ocorre em um ambiente de maior cautela entre os investidores.</p>
<p>A definição dos integrantes da equipe econômica para o novo mandato presidencial estará entre os principais acontecimentos acompanhados pelo mercado, ao lado de anúncios sobre a trajetória das despesas públicas e a sustentabilidade fiscal.</p>
<p>Também serão avaliados os indicadores de inflação, os dados de atividade econômica e as próximas decisões do Copom.</p>
<p>No exterior, a temporada de balanços das empresas de tecnologia e os investimentos em infraestrutura de inteligência artificial continuam influenciando as bolsas internacionais.</p>
<p>O mercado brasileiro permanecerá fechado na segunda-feira, 2 de novembro, em razão do feriado de Finados. As negociações regulares serão retomadas na terça-feira (3).</p>
<p>O encerramento de outubro deixa três referências para o início do novo mês: o Ibovespa aos 167.921,80 pontos, o dólar comercial próximo de R$ 5,44 e a Selic em 13,75% ao ano.</p>
<p>Depois de iniciar outubro com recordes históricos na Bolsa, o mercado brasileiro termina o período com perdas expressivas nas ações e maior demanda por proteção cambial. A evolução dos preços em novembro dependerá das novas informações econômicas, fiscais e empresariais disponíveis aos investidores.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>B3 — Dados oficiais de fechamento do Ibovespa em 30 de outubro de 2026, desempenho mensal e variações das ações negociadas.</em></p>
<p><em>B3 — Informações de 5 de outubro de 2026 sobre a valorização de 7,70% do Ibovespa e a máxima intradiária de 209.605,70 pontos.</em></p>
<p><em>B3 — Comunicado de 26 de outubro de 2026 sobre o acionamento do circuit breaker e suspensão temporária das negociações.</em></p>
<p><em>Banco Central do Brasil — Taxa Ptax de 30 de outubro de 2026 e histórico das cotações de referência do dólar.</em></p>
<p><em>Banco Central do Brasil — Comunicado da 281ª reunião do Copom, de setembro de 2026, e histórico da taxa Selic.</em></p>
<p><em>Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, trimestre encerrado em setembro de 2026.</em></p>
<p><em>Tribunal Superior Eleitoral — Resultado oficial do segundo turno das eleições presidenciais de 25 de outubro de 2026.</em></p>
<p><em>Vale — Relatório de resultados financeiros e operacionais do terceiro trimestre de 2026.</em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Dólar dispara 9,04% na semana e Ibovespa cai 18,12% após eleições</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/dolar-alta-semanal-ibovespa-queda-eleicoes-2026</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 31 Oct 2026 02:09:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Dólar dispara 9,04% na semana, maior alta desde 2008, e Ibovespa cai 18,12% após eleições. Mercado reage a incertezas fiscais e juros elevados.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O mercado financeiro brasileiro encerrou nesta sexta-feira (30) uma das semanas de maior turbulência dos últimos anos, com o dólar acumulando valorização de 9,04% e o Ibovespa registrando queda de 18,12%. Foi a maior alta semanal da moeda americana desde outubro de 2008, durante a crise financeira internacional, e o pior desempenho da Bolsa brasileira desde março de 2020, quando os mercados foram atingidos pelo início da pandemia de covid-19.</p>
<p>A deterioração dos ativos ocorreu na primeira semana após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 25 de outubro. Investidores reavaliaram suas posições diante da incerteza sobre a composição da equipe econômica, a trajetória das despesas públicas e a possibilidade de manutenção de juros elevados por mais tempo. A pressão doméstica foi acompanhada por perdas nas bolsas internacionais, especialmente entre <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341684">empresas</a> de tecnologia.</p>
<p>O <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank"  rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341682">dólar</a> comercial terminou o último pregão de outubro cotado a R$ 5,4443, com avanço de 1,05% no dia. O <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank"  rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341685">Ibovespa</a> recuou 0,75%, aos 167.921,80 pontos, completando cinco sessões consecutivas de queda. No acumulado do mês, a moeda americana subiu aproximadamente 5,22%, enquanto o principal índice da B3 perdeu 9,88%.</p>
<h2>Ibovespa registra pior semana desde março de 2020</h2>
<p>A queda de 18,12% do Ibovespa representa uma das mais intensas correções semanais do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341681">mercado</a> acionário brasileiro desde o início da pandemia.</p>
<p>O movimento começou na segunda-feira (26), primeiro pregão após o segundo turno das eleições presidenciais. A Bolsa abriu sob forte pressão vendedora e chegou a acionar o mecanismo de interrupção temporária das negociações, conhecido como circuit breaker, após uma queda de 10%.</p>
<p>A suspensão foi realizada para permitir a reorganização das ordens de compra e venda em um momento de volatilidade excepcional. Mesmo após a retomada das operações, o índice continuou pressionado, encerrando a sessão com perdas expressivas.</p>
<p>Nos quatro pregões seguintes, o mercado não conseguiu recuperar a maior parte da desvalorização inicial. As preocupações com a condução da <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341683">política</a> fiscal e a valorização das taxas de juros futuros dificultaram uma recuperação sustentada.</p>
<p>Na sexta-feira, o Ibovespa oscilou entre a mínima de 167.007,57 pontos e a máxima de 169.184,60 pontos. O encerramento aos 167.921,80 pontos representou uma perda de aproximadamente 1.264,62 pontos em relação ao fechamento de quinta-feira.</p>
<p>O recuo semanal de 18,12% significa que uma carteira hipotética que tivesse acompanhado exatamente a variação do índice, sem aportes ou retiradas, teria passado de R$ 100 mil para R$ 81.880 em cinco pregões. A diferença de R$ 18.120 ilustra a intensidade da desvalorização, embora não represente o resultado de todos os investidores, que possuem carteiras e estratégias diferentes.</p>
<p>A comparação histórica mostra que a queda foi a mais acentuada desde março de 2020, quando a pandemia provocou interrupções de atividades econômicas, movimentos de fuga de risco e perdas expressivas em mercados de diferentes países.</p>
<h2>Dólar chega a R$ 5,44 e tem maior valorização semanal desde a crise de 2008</h2>
<p>No mercado de câmbio, a valorização de 9,04% do dólar ao longo da semana marcou um movimento que não era registrado desde outubro de 2008.</p>
<p>Naquele período, o agravamento da crise financeira internacional levou investidores a reduzir posições em ativos considerados mais arriscados e procurar proteção em moedas de maior liquidez.</p>
<p>Em outubro de 2026, a pressão cambial também esteve associada à busca por proteção, embora em um contexto econômico diferente. O resultado eleitoral brasileiro, as dúvidas sobre a política fiscal e a conjuntura internacional influenciaram a demanda pela moeda americana.</p>
<p>Na sessão de sexta-feira, o dólar comercial encerrou a R$ 5,4443, após atingir níveis mais elevados durante o pregão. A cotação representou uma alta de aproximadamente R$ 0,45 em comparação com o fechamento da sexta-feira anterior, considerando a valorização semanal acumulada.</p>
<p>Esse avanço encarece, em reais, operações financeiras e comerciais denominadas em dólares. Empresas que dependem de matérias-primas, equipamentos e componentes importados podem enfrentar custos maiores caso a valorização cambial seja mantida.</p>
<p>Por outro lado, companhias exportadoras que recebem receitas em moeda estrangeira podem se beneficiar de uma taxa de câmbio mais elevada, dependendo de sua estrutura de custos, contratos e exposição financeira.</p>
<p>O efeito sobre os preços ao consumidor não é automático. A transmissão cambial depende de fatores como estoques, concorrência, margens empresariais e duração do movimento.</p>
<p>A diferença entre a cotação comercial de fechamento e a taxa Ptax também merece atenção. O Banco Central divulgou para 30 de outubro uma Ptax de venda de R$ 5,4212, inferior ao preço observado no encerramento do mercado à vista.</p>
<p>A Ptax é uma taxa de referência calculada pela autoridade monetária a partir de consultas ao mercado durante o dia. Ela não corresponde necessariamente ao último preço negociado no fechamento, razão pela qual os dois valores devem ser apresentados separadamente.</p>
<h2>Incerteza fiscal após reeleição de Lula pressiona os ativos brasileiros</h2>
<p>O resultado do segundo turno presidencial passou a influenciar a avaliação dos investidores sobre os próximos quatro anos de política econômica.</p>
<p>Lula foi reeleito em 25 de outubro com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% do senador Flávio Bolsonaro (PL), segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A confirmação do resultado levou participantes do mercado a reavaliar expectativas sobre gastos públicos, responsabilidade fiscal e a composição do Ministério da Fazenda no novo mandato.</p>
<p>A principal preocupação está relacionada à trajetória das despesas federais e à capacidade do governo de apresentar medidas que assegurem a sustentabilidade das contas públicas. Quando os investidores percebem maior risco fiscal, tendem a exigir remuneração mais elevada para financiar o governo e empresas, o que pode pressionar simultaneamente os juros, o câmbio e os preços das ações.</p>
<p>A avaliação não significa que o resultado eleitoral, isoladamente, explique toda a queda dos mercados. Parte do movimento também refletiu mudanças nas posições financeiras acumuladas antes da votação, maior procura por proteção cambial e deterioração das condições internacionais.</p>
<p>Em relatório divulgado na sexta-feira, a Monte Bravo destacou que a definição dos integrantes da equipe econômica precisaria ser acompanhada de propostas concretas para a condução das despesas públicas. A instituição apontou que a escolha dos responsáveis pela política econômica, embora relevante, não seria suficiente para reduzir as incertezas sem informações sobre as medidas fiscais pretendidas.</p>
<p>A reação do mercado também influencia as condições de financiamento da <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank"  rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341686">economia</a>. Uma alta prolongada das taxas de juros futuros aumenta o custo de captação de empresas e do governo, podendo afetar decisões de investimento, consumo e contratação de crédito.</p>
<h2>Juros futuros sobem e Itaú prevê manutenção da Selic em 13,75%</h2>
<p>O movimento de aversão ao risco também atingiu o mercado de renda fixa, com elevação das taxas negociadas nos contratos futuros de depósitos interfinanceiros (DI).</p>
<p>Na tarde de sexta-feira, o contrato para janeiro de 2027 era negociado próximo de 13,64% ao ano. O vencimento de janeiro de 2029 apresentava taxa de aproximadamente 14,97%, enquanto o contrato para janeiro de 2031 estava próximo de 15,26%. As cotações representavam níveis observados durante o pregão, não necessariamente os ajustes definitivos da B3.</p>
<p>A diferença entre os vencimentos reflete a remuneração exigida pelos investidores em diferentes horizontes. Taxas mais elevadas nos contratos longos podem incorporar expectativas de inflação, riscos fiscais e prêmios adicionais para carregar posições por períodos maiores.</p>
<p>O Itaú revisou sua avaliação para a próxima decisão de política monetária e passou a projetar interrupção do ciclo de redução da taxa Selic na reunião de novembro.</p>
<p>A instituição espera que o Comitê de Política Monetária (Copom) mantenha os juros básicos em 13,75% ao ano, diante das pressões inflacionárias, da valorização internacional do petróleo e do aperto das condições financeiras.</p>
<p>A Selic está nesse patamar desde setembro, quando o Banco Central reduziu a taxa em 0,25 ponto percentual, de 14% para 13,75% ao ano.</p>
<p>No comunicado daquela reunião, o Copom destacou a necessidade de cautela diante dos riscos fiscais e das expectativas de inflação acima da meta. A autoridade monetária também indicou que a continuidade do ciclo de flexibilização dependeria da evolução dos indicadores econômicos.</p>
<p>A expectativa de manutenção da Selic em novembro representa uma projeção do Itaú, não uma decisão já tomada pelo Banco Central.</p>
<h2>Vale (VALE3) sobe após balanço, enquanto siderúrgicas recuam</h2>
<p>Apesar da forte deterioração do Ibovespa na semana, algumas ações encerraram a sexta-feira em alta, impulsionadas por resultados empresariais e fatores específicos de cada companhia.</p>
<p>A Vale (VALE3) avançou 3,28%, encerrando o pregão a R$ 62,02. O desempenho ocorreu após a divulgação dos resultados financeiros do terceiro trimestre de 2026, apresentados pela mineradora na noite de quinta-feira (29).</p>
<p>A companhia registrou Ebitda pro forma consolidado de aproximadamente US$ 3,5 bilhões. O resultado foi pressionado pelos preços realizados do minério de ferro e pelo aumento de determinados custos operacionais, mas a divisão de cobre apresentou crescimento relevante.</p>
<p>Segundo a Vale, o Ebitda pro forma do negócio de cobre alcançou US$ 1 bilhão, alta de 66% em relação aos US$ 614 milhões registrados no mesmo trimestre de 2025.</p>
<p>A empresa também informou geração de fluxo de caixa livre recorrente de aproximadamente US$ 1,4 bilhão, apoiada por medidas de gestão de capital de giro e proteção financeira que compensaram parcialmente a redução do resultado operacional consolidado.</p>
<p>O desempenho do cobre ajudou a melhorar a percepção dos investidores sobre a diversificação das fontes de receita da companhia, em um momento de pressão sobre as margens de minério de ferro.</p>
<p>Entre os destaques positivos da sessão também estiveram CSN Mineração (CMIN3), com valorização de 8%, Magazine Luiza (MGLU3), com alta de 4,29%, e Cosan (CSAN3), que avançou 3,56%.</p>
<p>Na direção oposta, Usiminas (USIM5) caiu 8,59%, enquanto CSN (CSNA3) recuou 8,49%. As ações da própria B3 (B3SA3) perderam 5,42%.</p>
<p>Os desempenhos distintos mostram que, mesmo em uma semana de perdas generalizadas, os resultados corporativos continuaram influenciando a formação dos preços das ações.</p>
<h2>Bolsas americanas caem com preocupações sobre investimentos em inteligência artificial</h2>
<p>A pressão sobre os ativos brasileiros foi acompanhada por uma sessão negativa nos Estados Unidos.</p>
<p>Os principais índices de Wall Street recuaram na sexta-feira, em meio à repercussão dos balanços de empresas de tecnologia e às preocupações sobre o volume de investimentos necessários para desenvolver infraestrutura de inteligência artificial.</p>
<p>O Nasdaq, índice com elevada concentração de empresas de tecnologia, caiu 2,86%. O S&amp;P 500 recuou aproximadamente 1,75%, enquanto o Dow Jones perdeu 1,05%.</p>
<p>Investidores avaliaram os resultados divulgados por empresas como Amazon e Intel, além das perspectivas de retorno financeiro dos investimentos bilionários em infraestrutura computacional e inteligência artificial.</p>
<p>O crescimento dos gastos com centros de dados, processadores especializados e capacidade de processamento aumentou a atenção sobre o prazo necessário para converter os investimentos em receitas e lucros.</p>
<p>O ambiente internacional também permanece influenciado pelas expectativas para os juros americanos e pelos preços do petróleo. Uma combinação de taxas elevadas e maior aversão ao risco tende a afetar os fluxos de capital destinados a economias emergentes.</p>
<p>Para o Brasil, esse contexto amplia a sensibilidade do real e dos ativos domésticos às mudanças de expectativas sobre a política fiscal.</p>
<h2>Bolsa perde 9,88% em outubro, mas mantém valorização no ano</h2>
<p>Embora a queda semanal tenha sido excepcional, o resultado acumulado de outubro apresenta uma dimensão diferente do desempenho observado nos últimos cinco pregões.</p>
<p>O Ibovespa terminou o mês com desvalorização de 9,88%, seu pior resultado mensal desde junho de 2022. Ainda assim, o índice conservou valorização aproximada de 4,22% no acumulado de 2026.</p>
<p>A diferença entre a queda semanal de 18,12% e a perda mensal de 9,88% indica que os ganhos registrados antes da última semana compensaram parte da forte correção posterior.</p>
<p>No câmbio, o dólar encerrou outubro com alta próxima de 5,22%, abaixo da valorização de 9,04% observada somente entre os fechamentos das duas últimas sextas-feiras do mês.</p>
<p>Isso ocorre porque o cálculo mensal incorpora também as oscilações das semanas anteriores, nas quais a moeda americana havia apresentado movimentos de valorização e desvalorização.</p>
<p>A intensidade da reversão evidencia a mudança das condições de negociação depois do resultado eleitoral, sem permitir atribuir a totalidade dos movimentos a um único fator político ou econômico.</p>
<h2>Novembro começa com atenção à equipe econômica e à decisão do Copom</h2>
<p>O encerramento de outubro deixa os investidores diante de uma agenda concentrada em definições fiscais, indicadores econômicos e política monetária.</p>
<p>A formação da equipe econômica para o novo mandato de Lula e a apresentação de medidas relacionadas ao controle das despesas públicas estão entre os acontecimentos acompanhados pelo mercado.</p>
<p>Também serão avaliados os próximos indicadores de inflação, atividade econômica e emprego, além das sinalizações do Banco Central sobre a trajetória da Selic.</p>
<p>O desempenho das bolsas internacionais continuará relevante, especialmente diante da temporada de balanços de empresas de tecnologia e da reavaliação dos investimentos em inteligência artificial.</p>
<p>No Brasil, a próxima sessão da B3 ocorrerá na terça-feira, 3 de novembro, depois do feriado de Finados, em 2 de novembro.</p>
<p>O mercado iniciará o novo mês com o Ibovespa aos 167.921,80 pontos e o dólar comercial a R$ 5,4443, após uma semana marcada pela maior valorização da moeda americana desde 2008 e pela queda mais intensa do índice acionário desde o início da pandemia.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>B3 — Fechamento do Ibovespa em 30 de outubro de 2026, variação diária, desempenho mensal, oscilações intradiárias e cotações das principais ações.</em></p>
<p><em>Banco Central do Brasil — Boletim Ptax de 30 de outubro de 2026, com taxas de compra e venda do dólar.</em></p>
<p><em>Banco Central do Brasil — Comunicado da 281ª reunião do Copom, de 16 de setembro de 2026, e histórico da taxa Selic.</em></p>
<p><em>Vale — Relatório de resultados financeiros e operacionais do terceiro trimestre de 2026, com informações sobre Ebitda, fluxo de caixa e desempenho do segmento de cobre.</em></p>
<p><em>Tribunal Superior Eleitoral — Resultado oficial do segundo turno das eleições presidenciais de 25 de outubro de 2026.</em></p>
<p><em>B3 — Informações de mercado de 30 de outubro de 2026 sobre o desempenho das bolsas americanas, ações brasileiras e fatores econômicos acompanhados pelos investidores.</em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Flávio Bolsonaro fala em disputar nova eleição antes de 2030, mas não explica como seria possível</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/flavio-bolsonaro-nova-eleicao-presidencial-antes-2030</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carlos Menezes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 31 Oct 2026 01:34:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Constituição Federal]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições 2026]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições 2030]]></category>
		<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
		<category><![CDATA[Flávio Bolsonaro]]></category>
		<category><![CDATA[Jair Bolsonaro]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
		<category><![CDATA[nova eleição presidencial]]></category>
		<category><![CDATA[PL]]></category>
		<category><![CDATA[Rogério Marinho]]></category>
		<category><![CDATA[STF]]></category>
		<category><![CDATA[TSE]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Flávio Bolsonaro afirma que pode disputar nova eleição presidencial antes de 2030, mas não explica como isso ocorreria. Entenda o que prevê a Constituição.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta sexta-feira (30) que está disposto a disputar novamente a Presidência da República antes das eleições previstas para 2030, apesar de ter sido derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno realizado cinco dias antes. A declaração foi feita durante uma transmissão ao vivo pelo Instagram, diretamente dos Estados Unidos, onde o parlamentar permanece desde quarta-feira (28), após deixar o Brasil em descumprimento de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que restringia suas viagens internacionais.</p>
<p>O ex-candidato não apresentou um caminho jurídico ou institucional para a antecipação da disputa presidencial. Durante o pronunciamento, afirmou que continuará participando das articulações da oposição e que estaria preparado para concorrer novamente caso surgisse a oportunidade. A manifestação ocorreu em meio a questionamentos sobre sua saída do país, ao andamento de investigações no STF e às negociações políticas para a próxima legislatura.</p>
<p>A Constituição Federal prevê situações excepcionais que podem resultar na realização de eleições presidenciais antes do calendário regular, mas nenhuma delas decorre simplesmente da vontade de um candidato derrotado. A antecipação depende de acontecimentos juridicamente previstos, como a vacância simultânea dos cargos de presidente e vice-presidente ou decisões judiciais que produzam efeitos sobre o mandato da chapa eleita.</p>
<h2>Senador afirma que está preparado para nova disputa presidencial</h2>
<p>Durante a transmissão, Flávio Bolsonaro declarou que pretende continuar exercendo uma função de liderança <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341680">política</a> na oposição ao governo Lula e que não descarta retornar à disputa pelo Palácio do Planalto.</p>
<p>O parlamentar afirmou estar preparado para disputar novamente a Presidência caso considere necessário, acrescentando expressamente que não se referia ao pleito de 2030, previsto no calendário eleitoral regular.</p>
<p>A declaração foi acompanhada de críticas ao resultado das eleições e à atuação das instituições brasileiras. O senador voltou a levantar suspeitas sobre o processo eleitoral, mas não apresentou provas de irregularidades capazes de comprometer a votação.</p>
<p>Flávio também mencionou a votação que recebeu no segundo turno para sustentar sua intenção de permanecer como uma das principais lideranças da oposição. Segundo ele, o número de eleitores que apoiaram sua candidatura representa uma base política que continuará mobilizada.</p>
<p>O parlamentar, entretanto, não especificou se sua expectativa de uma nova eleição estaria relacionada a uma eventual cassação da chapa eleita, à interrupção dos mandatos presidenciais ou a outra hipótese prevista na legislação.</p>
<p>A diferença é relevante porque cada uma dessas situações possui requisitos próprios e procedimentos distintos. Não existe mecanismo constitucional que permita convocar uma eleição presidencial apenas porque um candidato contesta politicamente a legitimidade do vencedor.</p>
<h2>Lula venceu Flávio Bolsonaro por mais de 4,4 milhões de votos</h2>
<p>Os resultados oficiais divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que Lula foi reeleito presidente da República em 25 de outubro de 2026, com 64.256.232 votos, equivalentes a 51,79% dos votos válidos.</p>
<p>Flávio Bolsonaro recebeu 59.826.041 votos, correspondentes a 48,21%.</p>
<p>A diferença entre os candidatos foi de 4.430.191 votos, ou 3,58 pontos percentuais, conforme cálculo realizado a partir dos resultados oficiais.</p>
<p>O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, anunciou a reeleição de Lula na noite da votação e apresentou os dados consolidados da disputa.</p>
<p>O segundo turno contou com mais de 158 milhões de eleitores aptos a votar. Aproximadamente 128,2 milhões compareceram às urnas, com abstenção em torno de 19,2%, percentual inferior ao registrado no primeiro turno.</p>
<p>A votação obtida por Flávio representa uma parcela expressiva do eleitorado, mas não altera o resultado proclamado pela Justiça Eleitoral. O número de votos recebidos por um candidato derrotado também não lhe confere prerrogativa para exigir a realização de novo pleito.</p>
<p>A chapa formada por Lula e Geraldo Alckmin (PSB) foi declarada vencedora pela Justiça Eleitoral. A posse para o novo mandato presidencial está prevista para 5 de janeiro de 2027, conforme a alteração introduzida pela Emenda Constitucional nº 111, de 2021.</p>
<p>A mudança da data de posse, anteriormente realizada em 1º de janeiro, passa a valer para os eleitos a partir de 2026.</p>
<h2>Constituição prevê eleição direta se presidente e vice deixarem os cargos no início do mandato</h2>
<p>O artigo 81 da Constituição Federal estabelece as regras aplicáveis quando ocorre a vacância simultânea dos cargos de presidente e vice-presidente da República.</p>
<p>Se os dois cargos ficarem vagos nos primeiros dois anos do mandato, deverá ser realizada uma eleição no prazo constitucional de 90 dias após a abertura da última vaga.</p>
<p>Nesse cenário, a escolha é feita diretamente pelos eleitores, e os vencedores completam o período restante do mandato presidencial.</p>
<p>A situação é diferente quando a vacância ocorre nos últimos dois anos do mandato. Nesse caso, a Constituição determina que a eleição seja realizada pelo Congresso Nacional, no prazo de 30 dias após a abertura da última vaga.</p>
<p>Portanto, a hipótese constitucional de uma nova votação não significa necessariamente que haveria outra eleição popular.</p>
<p>Outra distinção envolve a saída apenas do presidente da República. Nessa situação, o vice-presidente assume o cargo, conforme estabelece o artigo 79 da Constituição. A substituição não provoca automaticamente a convocação de novas eleições.</p>
<p>As regras são relevantes para a declaração de Flávio Bolsonaro porque uma eventual interrupção do mandato presidencial não conduziria obrigatoriamente a uma nova disputa direta entre candidatos.</p>
<p>Além disso, a vacância de cargos pressupõe acontecimentos jurídicos concretos. Divergências políticas, críticas ao governo ou expectativas de crise econômica não constituem, isoladamente, fundamentos para convocar um pleito antecipado.</p>
<h2>Cassação da chapa eleita também pode levar a novas eleições</h2>
<p>A legislação eleitoral prevê outro conjunto de situações em que o resultado de uma eleição pode ser alterado judicialmente.</p>
<p>O artigo 224 do Código Eleitoral estabelece consequências para determinadas decisões que resultem no indeferimento do registro, na cassação do diploma ou na perda do mandato de candidatos eleitos em disputas majoritárias.</p>
<p>O dispositivo determina a realização de novas eleições, após o trânsito em julgado da decisão, nas hipóteses legalmente previstas.</p>
<p>Isso significa que uma eventual cassação da chapa presidencial pode produzir consequências diferentes da simples vacância dos cargos, exigindo análise das regras eleitorais e constitucionais aplicáveis ao caso concreto.</p>
<p>A Justiça Eleitoral possui instrumentos específicos para investigar abuso de poder político ou econômico, uso indevido de meios de comunicação e outras irregularidades capazes de comprometer a legitimidade de uma eleição.</p>
<p>Entretanto, a apresentação de uma ação judicial não implica que as acusações sejam verdadeiras. Para uma cassação, é necessário que as condutas sejam examinadas e comprovadas segundo os requisitos legais.</p>
<p>O TSE já recebeu ações envolvendo alegações apresentadas por Flávio Bolsonaro contra a candidatura de Lula e Geraldo Alckmin durante a campanha de 2026.</p>
<p>Em outubro, o corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, solicitou esclarecimentos sobre pedidos formulados pelo então candidato do PL, incluindo a identificação de conteúdos digitais e a apresentação de documentos considerados necessários ao exame das acusações.</p>
<p>O tribunal ressaltou que o processamento dessas ações não representa reconhecimento da veracidade das alegações.</p>
<p>Até 30 de outubro, não havia decisão judicial identificada que anulasse o resultado do segundo turno ou determinasse a realização de uma nova eleição presidencial.</p>
<h2>Flávio volta a questionar eleição sem apresentar provas de fraude</h2>
<p>A declaração sobre uma possível candidatura antes de 2030 ocorreu em meio a novas críticas de Flávio Bolsonaro ao processo eleitoral brasileiro.</p>
<p>O parlamentar sugeriu que o resultado anunciado pelo TSE não representaria adequadamente a vontade popular e afirmou que pretende continuar defendendo os eleitores que apoiaram sua candidatura.</p>
<p>Durante a transmissão, utilizou referências aos quase 60 milhões de votos que recebeu para reafirmar sua posição política.</p>
<p>As declarações, porém, não foram acompanhadas de documentos ou elementos técnicos demonstrando fraude na apuração.</p>
<p>A diferença entre contestar politicamente um resultado e demonstrar judicialmente uma irregularidade é essencial para a avaliação do episódio.</p>
<p>A Constituição assegura o direito de questionar atos perante o Poder Judiciário, mas a reversão de uma eleição exige procedimento próprio, respeito ao contraditório e decisão das autoridades competentes.</p>
<p>O resultado presidencial de 25 de outubro permanece o oficialmente reconhecido pela Justiça Eleitoral.</p>
<h2>Declaração ocorreu após saída do Brasil apesar de restrições do STF</h2>
<p>A transmissão de sexta-feira foi a primeira aparição em vídeo de Flávio Bolsonaro desde sua chegada aos Estados Unidos.</p>
<p>O senador deixou o Brasil depois de ser intimado a cumprir medidas cautelares determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, no âmbito de uma investigação conduzida pelo Supremo Tribunal Federal.</p>
<p>Segundo comunicado oficial da Polícia Federal, a corporação solicitou, em 25 de outubro, a apreensão dos passaportes e a proibição de saída do país após identificar risco de viagem internacional pelo parlamentar.</p>
<p>Os passaportes comum e diplomático brasileiros foram cancelados depois da decisão judicial. A PF também inseriu um alerta no sistema de controle migratório e determinou a entrega de eventuais documentos de viagem de outras nacionalidades.</p>
<p>Flávio foi intimado em 26 de outubro e não cumpriu a determinação dentro do prazo estabelecido.</p>
<p>A Polícia Federal informou que não encontrou registro oficial de sua saída pelos postos brasileiros de controle migratório e que investiga as circunstâncias do descumprimento das medidas.</p>
<p>A própria corporação esclareceu, entretanto, que as restrições sobre documentos de viagem não caracterizam automaticamente a condição formal de foragido nem autorizam, isoladamente, uma prisão.</p>
<p>Durante o pronunciamento realizado em Miami, Flávio afirmou que decidiu deixar o país depois de conversar com a esposa sobre a intimação recebida. Ele não detalhou o financiamento, a contratação da aeronave ou todos os procedimentos utilizados no deslocamento internacional.</p>
<p>O senador também alegou perseguição política, interpretação que não afasta, por si só, a existência das determinações judiciais nem modifica os procedimentos legais para questioná-las.</p>
<h2>Rogério Marinho recebe apoio de Flávio para presidência do Senado</h2>
<p>Além de comentar a possibilidade de uma nova candidatura presidencial, Flávio Bolsonaro anunciou apoio ao senador Rogério Marinho (PL-RN) para a presidência do Senado Federal.</p>
<p>A eleição da próxima Mesa Diretora ocorrerá em fevereiro de 2027, com a posse dos parlamentares eleitos em outubro.</p>
<p>Flávio afirmou que pretende concentrar seus esforços políticos no Congresso Nacional, especialmente no Senado, que considera uma frente relevante de oposição ao governo Lula.</p>
<p>O apoio a Marinho também se insere na disputa pela condução da Casa, atualmente presidida por Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).</p>
<p>A indicação anunciada pelo senador não define o resultado da eleição interna. A escolha do presidente do Senado depende da formação de maioria entre os 81 integrantes da instituição, conforme as regras regimentais.</p>
<p>As articulações para 2027 ocorrem em um ambiente de disputas entre partidos sobre o relacionamento com o Executivo, a condução de propostas legislativas e eventuais medidas relacionadas às condenações pelos acontecimentos de 8 de janeiro de 2023.</p>
<p>Para Flávio, a atuação parlamentar será uma das formas de manter sua presença política nacional enquanto permanece nos Estados Unidos.</p>
<h2>Próxima eleição presidencial regular continua prevista para 2030</h2>
<p>A manifestação de Flávio Bolsonaro não modifica o calendário institucional estabelecido para a Presidência da República.</p>
<p>Lula foi reeleito para um mandato de quatro anos, com início em 5 de janeiro de 2027. A próxima eleição presidencial ordinária continua prevista para outubro de 2030.</p>
<p>Uma votação antes dessa data somente poderá ocorrer mediante alguma das hipóteses juridicamente reconhecidas, observados os procedimentos constitucionais e eleitorais correspondentes.</p>
<p>Também não há garantia de que Flávio Bolsonaro participaria automaticamente de eventual disputa antecipada. Uma nova candidatura dependeria do atendimento das condições de elegibilidade e dos procedimentos de registro exigidos pela Justiça Eleitoral.</p>
<p>A declaração apresentada na sexta-feira expressa a disposição política do senador de concorrer novamente, mas não constitui anúncio de eleição, pedido formal de convocação de pleito ou demonstração de que existe fundamento jurídico para antecipar a próxima disputa presidencial.</p>
<p>Até 30 de outubro de 2026, a reeleição de Lula permanecia reconhecida pelo TSE, enquanto as investigações relacionadas à saída de Flávio do Brasil e os questionamentos eleitorais continuavam sujeitos à análise das autoridades competentes.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Tribunal Superior Eleitoral — Comunicado oficial de 26 de outubro de 2026 com os resultados do segundo turno presidencial e anúncio da reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva.</em></p>
<p><em>Tribunal Superior Eleitoral — Comunicado de 10 de outubro de 2026 sobre as ações apresentadas por Flávio Bolsonaro contra Lula, Geraldo Alckmin e André Janones e os esclarecimentos exigidos pelo corregedor-geral eleitoral.</em></p>
<p><em>Tribunal Superior Eleitoral — Código Eleitoral, artigo 224, relativo às consequências de decisões judiciais em eleições majoritárias.</em></p>
<p><em>Câmara dos Deputados — Constituição Federal, artigos 79, 80, 81 e 82, relativos à sucessão presidencial, à vacância dos cargos e à duração dos mandatos.</em></p>
<p><em>Câmara dos Deputados — Emenda Constitucional nº 111, de 28 de setembro de 2021, que alterou a data da posse presidencial para 5 de janeiro.</em></p>
<p><em>Polícia Federal — Comunicado oficial de 28 de outubro de 2026 sobre as restrições de viagem impostas ao senador Flávio Bolsonaro e a investigação do descumprimento de ordens judiciais.</em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Gabriel Magno pede prisão de Ibaneis e aponta ligação com Vorcaro no caso BRB</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/gabriel-magno-prisao-ibaneis-vorcaro-brb</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Álvaro Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 31 Oct 2026 01:33:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Banco Master]]></category>
		<category><![CDATA[BRB]]></category>
		<category><![CDATA[Câmara Legislativa do DF]]></category>
		<category><![CDATA[Daniel Vorcaro]]></category>
		<category><![CDATA[Gabriel Magno]]></category>
		<category><![CDATA[Governo do Distrito Federal]]></category>
		<category><![CDATA[Ibaneis Rocha]]></category>
		<category><![CDATA[investigação BRB]]></category>
		<category><![CDATA[operação Compliance Zero]]></category>
		<category><![CDATA[Paulo Henrique Costa]]></category>
		<category><![CDATA[Polícia Federal]]></category>
		<category><![CDATA[Prisão preventiva]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Gabriel Magno pede prisão preventiva de Ibaneis Rocha e apuração sobre sua relação com Vorcaro no caso BRB e Banco Master. Ex-governador nega interferência.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O deputado distrital Gabriel Magno (PT-DF) defendeu nesta sexta-feira (30) a prisão preventiva do ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB) e o bloqueio de seus bens, após a divulgação de depoimentos da investigação sobre as operações financeiras entre o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master. O parlamentar atribuiu ao antigo chefe do Executivo distrital participação direta nas negociações envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e afirmou que o governo local deve ser investigado pelas decisões que expuseram o banco público a prejuízos bilionários.</p>
<p>As declarações ocorreram após o depoimento prestado à Polícia Federal pelo ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, em 15 de outubro de 2026, no qual ele relatou que Ibaneis teria determinado a estruturação de uma operação de venda de participação do banco público ao Master durante um encontro realizado na residência de Vorcaro, em setembro de 2024. A versão apresentada pelo antigo dirigente passou a integrar a discussão sobre o papel do Governo do Distrito Federal nas tratativas comerciais e societárias entre as instituições.</p>
<p>Gabriel Magno também questionou a atuação da atual administração do Distrito Federal e defendeu o aprofundamento das investigações sobre decisões tomadas por integrantes do primeiro escalão do governo. As acusações do parlamentar são manifestações políticas e pedidos de investigação, não conclusões judiciais sobre a responsabilidade criminal das pessoas mencionadas. Ibaneis nega ter interferido nas decisões operacionais do BRB e sustenta que o ex-presidente da instituição possuía autonomia para conduzir os <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank"  rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341677">negócios</a>.</p>
<h2>Ex-presidente do BRB atribui a Ibaneis ordem para negociar com o Master</h2>
<p>O principal fato que provocou a nova manifestação de Gabriel Magno foi a divulgação do depoimento de Paulo Henrique Costa à Polícia Federal.</p>
<p>Segundo o ex-presidente do BRB, ele recebeu uma convocação do gabinete de Ibaneis Rocha para participar de um jantar na residência de Daniel Vorcaro, em Brasília, em 24 de setembro de 2024. Costa afirmou que estava em viagem à Bahia e precisou retornar à capital federal para comparecer ao encontro.</p>
<p>Durante a reunião, o então governador teria solicitado que ele estruturasse uma operação envolvendo a venda de participação acionária do Banco de Brasília ao Banco Master.</p>
<p>O ex-dirigente declarou que a orientação o surpreendeu, porque a possibilidade de transferir participação no BRB a investidores privados contrariava a estratégia que, segundo ele, vinha sendo defendida para a instituição.</p>
<p>A negociação mencionada no depoimento envolveria aproximadamente 16% das ações do BRB pertencentes ao Instituto de Previdência dos Servidores do Distrito Federal (Iprev-DF). Essa proposta é diferente da operação anunciada posteriormente, em março de 2025, pela qual o BRB pretendia adquirir o controle do Banco Master.</p>
<p>Costa afirmou ter manifestado oposição à proposta inicial e relatou que, ao apresentar suas objeções, ouviu de Ibaneis que a definição caberia ao acionista controlador do banco público.</p>
<p>O Governo do Distrito Federal possui participação majoritária no BRB, mas a condição de acionista controlador não elimina as exigências legais e regulatórias relacionadas à administração de instituições financeiras.</p>
<p>As decisões devem observar os mecanismos de governança corporativa, as competências dos órgãos estatutários e as regras estabelecidas para <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341679">empresas</a> controladas pelo poder público.</p>
<p>O depoimento de Costa passou a ser relevante justamente por atribuir ao então governador uma intervenção específica em uma negociação que envolvia os interesses do banco e de seus acionistas.</p>
<h2>Gabriel Magno afirma que Ibaneis atuava em favor dos interesses de Vorcaro</h2>
<p>Ao comentar os relatos apresentados à Polícia Federal, Gabriel Magno afirmou que a relação entre Ibaneis e Vorcaro teria ultrapassado os limites de uma interlocução institucional.</p>
<p>O deputado utilizou a expressão de que Ibaneis atuava como funcionário do banqueiro para caracterizar, em sua avaliação, o alinhamento entre decisões do governo distrital e interesses empresariais do controlador do Banco Master.</p>
<p>A declaração constitui uma acusação <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341678">política</a> do parlamentar. Não significa que tenha existido vínculo empregatício entre Ibaneis e Vorcaro nem que uma relação dessa natureza tenha sido demonstrada pela investigação.</p>
<p>Magno também mencionou mensagens que teriam sido trocadas entre os dois durante o processo de aprovação legislativa da tentativa de aquisição do Master pelo BRB.</p>
<p>Em setembro, o deputado apresentou uma notícia-crime à Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitando apuração sobre o envio de documentos relacionados à operação.</p>
<p>A representação mencionou o encaminhamento de uma decisão judicial relativa à continuidade das negociações e da legislação distrital que autorizou a aquisição de participação no Banco Master.</p>
<p>Segundo os fatos descritos pelo parlamentar, os contatos teriam ocorrido em momentos próximos à assinatura ou à publicação dos documentos.</p>
<p>A existência de comunicação entre um governador e um empresário interessado em operação societária envolvendo uma instituição pública pode ser objeto de análise pelos órgãos de investigação. Entretanto, o conteúdo, a finalidade e a eventual relevância criminal dessas comunicações precisam ser demonstrados a partir de elementos concretos.</p>
<p>O envio de documentos e a manutenção de contatos institucionais não comprovam automaticamente favorecimento ilícito, recebimento de vantagens indevidas ou participação em fraude.</p>
<h2>Deputado defende prisão preventiva e bloqueio de bens do ex-governador</h2>
<p>Gabriel Magno afirmou que a responsabilização pelas operações envolvendo o BRB não deve ficar restrita aos antigos dirigentes da instituição financeira.</p>
<p>O parlamentar defendeu a adoção de medidas cautelares contra Ibaneis Rocha, incluindo prisão preventiva, bloqueio patrimonial e aprofundamento das diligências sobre integrantes da administração distrital.</p>
<p>Esses pedidos já constavam de uma representação noticiada em setembro, relacionada às mensagens atribuídas ao ex-governador. Na manifestação de 30 de outubro, Magno reiterou a necessidade de providências diante dos novos depoimentos.</p>
<p>A prisão preventiva, entretanto, não decorre automaticamente da apresentação de uma notícia-crime ou de acusações formuladas por um parlamentar.</p>
<p>O Código de Processo Penal estabelece requisitos específicos para a decretação dessa medida, entre eles a existência de elementos relacionados à prática de crime e a demonstração de risco concreto que justifique a restrição cautelar da liberdade.</p>
<p>O artigo 312 prevê fundamentos como a garantia da ordem pública ou econômica, a conveniência da instrução criminal e a necessidade de assegurar a aplicação da lei penal, observadas as condições estabelecidas pela legislação.</p>
<p>Da mesma forma, o bloqueio de bens e outras medidas de natureza patrimonial dependem de fundamentação jurídica e dos requisitos aplicáveis ao procedimento correspondente.</p>
<p>Até 30 de outubro, não foi identificada decisão judicial decretando a prisão preventiva de Ibaneis em decorrência das acusações apresentadas por Gabriel Magno. Também não foi localizada confirmação oficial de que os pedidos reiterados nessa data tenham resultado em novas medidas cautelares contra o ex-governador.</p>
<p>A apresentação de uma notícia-crime permite levar informações ao conhecimento das autoridades competentes, mas não equivale a indiciamento, denúncia criminal ou condenação.</p>
<h2>Polícia Federal aponta perdas de R$ 2,7 bilhões em operações do BRB</h2>
<p>A investigação sobre o Banco Master ganhou um novo desdobramento em 28 de outubro, quando a Polícia Federal formalizou o indiciamento de Daniel Vorcaro e outras 14 pessoas.</p>
<p>Entre os investigados estão Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, e Augusto Lima, antigo sócio do Banco Master.</p>
<p>O relatório parcial da Operação Compliance Zero atribui a Vorcaro participação direta e reiterada nas decisões que permitiram a negociação de carteiras de crédito consideradas irregulares.</p>
<p>Segundo a Polícia Federal, aproximadamente R$ 2,7 bilhões em perdas já haviam sido formalizados e reconhecidos no conjunto de operações analisadas.</p>
<p>A corporação investiga especialmente carteiras de crédito atribuídas à empresa Tirreno, utilizadas em negociações entre o Master e o BRB. Os investigadores sustentam que parte desses ativos não possuía comprovação suficiente de existência e que as operações foram estruturadas para gerar liquidez ao banco controlado por Vorcaro.</p>
<p>Gabriel Magno, por sua vez, mencionou prejuízos superiores a R$ 20 bilhões durante suas críticas à administração do Distrito Federal.</p>
<p>Esse valor não deve ser confundido com os R$ 2,7 bilhões de perdas reconhecidas no relatório parcial da Polícia Federal. Também não corresponde necessariamente ao montante total de créditos considerados suspeitos ou à exposição financeira bruta do BRB.</p>
<p>São indicadores diferentes, que dependem de critérios contábeis, períodos de referência e níveis de confirmação distintos.</p>
<p>O Banco de Brasília informou anteriormente que sua exposição bruta a carteiras com documentação fora do padrão exigido alcançou R$ 12,76 bilhões, dos quais mais de R$ 10 bilhões haviam sido liquidados ou substituídos.</p>
<p>A diferença entre o total de ativos negociados e o prejuízo efetivamente reconhecido é fundamental para dimensionar o caso. A aquisição de uma carteira posteriormente substituída não produz necessariamente perda equivalente ao valor integral originalmente desembolsado.</p>
<p>Ao mesmo tempo, a substituição de ativos não elimina a necessidade de investigar eventuais irregularidades ocorridas na negociação inicial.</p>
<h2>Tribunal de Contas determinou bloqueio de bens de ex-dirigentes do BRB</h2>
<p>As possíveis consequências patrimoniais das operações também estão sob análise do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF).</p>
<p>Em 23 de setembro de 2026, o tribunal decidiu, por unanimidade, determinar o bloqueio cautelar de até R$ 2.761.749.206,55 em bens e contas de cinco ex-dirigentes do BRB.</p>
<p>A medida foi adotada para resguardar eventual ressarcimento aos cofres públicos diante dos indícios identificados nas apurações sobre as operações com o Banco Master.</p>
<p>Os ex-dirigentes receberam prazo de 30 dias para apresentar suas defesas, e o tribunal determinou providências para aprofundar a análise dos prejuízos e das responsabilidades individuais.</p>
<p>O TCDF também requisitou informações relativas à auditoria independente contratada pelo BRB, incluindo documentos relacionados às operações financeiras investigadas.</p>
<p>O valor máximo do bloqueio, aproximadamente R$ 2,76 bilhões, representa uma medida cautelar destinada à preservação patrimonial. Não significa que o montante tenha sido integralmente recuperado ou que exista condenação definitiva dos envolvidos.</p>
<p>A decisão não deve ser confundida com o pedido de bloqueio de bens de Ibaneis defendido por Gabriel Magno. São procedimentos distintos, com fundamentos e destinatários que precisam ser examinados individualmente.</p>
<p>A atuação do tribunal demonstra que o caso envolve, além da investigação criminal, procedimentos de controle externo relacionados à administração de recursos e ao patrimônio de uma instituição financeira controlada pelo poder público.</p>
<h2>Câmara Legislativa aprovou compra do Master por 14 votos a 7</h2>
<p>A participação do Governo do Distrito Federal nas negociações pode ser examinada também a partir dos documentos oficiais de tramitação da proposta legislativa que autorizou a aquisição do Banco Master.</p>
<p>Em 19 de agosto de 2025, a Câmara Legislativa aprovou o Projeto de Lei nº 1.882/2025, encaminhado pelo Executivo distrital, com 14 votos favoráveis e sete contrários.</p>
<p>A proposta autorizava o BRB a adquirir 49% das ações ordinárias e 100% das ações preferenciais do Master.</p>
<p>A redação aprovada estabeleceu que o banco contratasse empresa especializada para avaliar a participação societária, observadas as disposições da Lei das Estatais.</p>
<p>Durante a tramitação, os deputados também modificaram o texto originalmente encaminhado pelo governo, retirando dispositivos que permitiriam uma autorização mais ampla para aquisições de participações em outras instituições financeiras.</p>
<p>A legislação resultante, Lei distrital nº 7.739/2025, foi sancionada em 20 de agosto daquele ano.</p>
<p>A aprovação parlamentar, contudo, não dispensava a autorização do Banco Central, responsável por examinar os requisitos regulatórios aplicáveis à aquisição de instituições financeiras.</p>
<p>Em 3 de setembro de 2025, a autoridade monetária indeferiu o pedido apresentado pelo BRB, impedindo a conclusão da aquisição do Master nos termos negociados.</p>
<p>O episódio é relevante porque demonstra que a tentativa de compra passou por uma sequência de decisões administrativas, legislativas e regulatórias, com competências distribuídas entre órgãos diferentes.</p>
<p>A existência dessas etapas formais não elimina a possibilidade de investigação sobre condutas individuais, mas também impede que a aprovação de uma proposta seja tratada, isoladamente, como prova de participação em fraude.</p>
<h2>Banco Central identificou inconsistências nas carteiras do Master</h2>
<p>Em manifestação institucional, o Banco Central informou que sua área de supervisão identificou inconsistências nas cessões de carteiras de crédito do Banco Master ao BRB.</p>
<p>Segundo a autoridade monetária, as verificações realizadas demonstraram a insubsistência de ativos integrantes das carteiras examinadas.</p>
<p>O órgão declarou ter encaminhado informações e documentação técnica ao Ministério Público Federal e adotado medidas preventivas para impedir novas operações que pudessem comprometer a liquidez do banco público.</p>
<p>O Banco Central também destacou a responsabilidade da instituição adquirente pelos procedimentos de avaliação dos ativos e pelos controles de gerenciamento de risco.</p>
<p>Essa observação é relevante para a discussão sobre o papel dos antigos administradores do BRB.</p>
<p>Embora o Master fosse responsável pelas informações relativas aos créditos negociados, a instituição compradora também precisava observar as exigências regulatórias relacionadas à qualidade dos ativos adquiridos.</p>
<p>A apuração sobre essas responsabilidades não permite concluir automaticamente que integrantes do Governo do Distrito Federal tenham participado de irregularidades.</p>
<p>Para estabelecer eventual responsabilidade de agentes externos à administração bancária, seria necessário demonstrar a existência de condutas específicas, sua relação com os negócios investigados e os elementos jurídicos exigidos para cada possível infração.</p>
<h2>Ibaneis nega interferência nas decisões do Banco de Brasília</h2>
<p>A defesa de Ibaneis Rocha contesta as declarações que atribuem ao ex-governador participação direta nas decisões relacionadas ao Banco Master.</p>
<p>Em manifestação divulgada após o depoimento de Paulo Henrique Costa, os representantes de Ibaneis afirmaram que o então presidente do BRB possuía autonomia e responsabilidade pelas operações realizadas pela instituição.</p>
<p>A defesa também negou que o ex-governador tenha determinado a abertura de negociações para vender o banco público ao Master ou interferido nos procedimentos operacionais conduzidos pelos dirigentes.</p>
<p>Segundo a versão apresentada, os contatos mantidos com Daniel Vorcaro ocorreram no contexto institucional e jurídico de uma negociação que, naquele período, era considerada uma possibilidade de expansão do BRB.</p>
<p>O ex-governador sustenta que as decisões relacionadas à administração da instituição financeira cabiam aos órgãos e dirigentes competentes.</p>
<p>A manifestação contrapõe diretamente o depoimento de Paulo Henrique Costa e as acusações formuladas por Gabriel Magno.</p>
<p>A existência de versões conflitantes torna necessária a análise dos documentos, mensagens, registros de reuniões e demais elementos disponíveis para estabelecer a natureza da participação de cada envolvido.</p>
<p>Até a data desta publicação, não havia confirmação de condenação criminal de Ibaneis Rocha pelos fatos relacionados às operações entre o BRB e o Banco Master.</p>
<h2>Caso Master mantém pressão por investigação política no Distrito Federal</h2>
<p>As revelações sobre as negociações financeiras também intensificaram as discussões na Câmara Legislativa sobre a necessidade de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).</p>
<p>Desde 2025, deputados distritais da oposição defendem a instalação de uma investigação parlamentar para examinar a atuação dos administradores do BRB, a compra de carteiras de crédito e a participação de agentes públicos nas decisões relacionadas ao Master.</p>
<p>Gabriel Magno integra o grupo que apresentou questionamentos aos órgãos de controle e defendeu o afastamento de dirigentes da instituição financeira.</p>
<p>A criação de uma CPI depende do atendimento dos requisitos regimentais, incluindo o número mínimo de assinaturas e a delimitação de fato determinado a ser investigado.</p>
<p>Uma comissão parlamentar pode requisitar documentos, convocar depoentes e examinar fatos de interesse público dentro de suas atribuições. Suas conclusões, entretanto, não substituem a investigação criminal nem as decisões de competência do Poder Judiciário.</p>
<p>O debate também alcança a atual administração do Distrito Federal, comandada por Celina Leão, diante das consequências financeiras e administrativas das operações realizadas durante o governo anterior.</p>
<p>A relação entre as dificuldades do BRB e a disponibilidade de recursos para serviços públicos é apresentada por Gabriel Magno como uma preocupação central. A demonstração de impactos específicos sobre saúde, educação, assistência social ou infraestrutura, porém, depende de dados orçamentários e financeiros que permitam estabelecer essa relação.</p>
<p>A Polícia Federal solicitou mais 60 dias para concluir diligências complementares da Operação Compliance Zero, após encaminhar o relatório parcial de indiciamentos ao Supremo Tribunal Federal.</p>
<p>O documento deverá subsidiar novas análises sobre as responsabilidades dos envolvidos nas operações financeiras.</p>
<p>A situação de Ibaneis Rocha permanece distinta da dos 15 investigados formalmente indiciados no relatório de 28 de outubro. As acusações políticas e os pedidos de medidas cautelares apresentados pelo deputado Gabriel Magno não constituem, por si, prova de participação criminal do ex-governador.</p>
<p>A definição sobre eventuais providências adicionais dependerá da avaliação das autoridades competentes e dos elementos reunidos na investigação.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Câmara Legislativa do Distrito Federal — Registros oficiais da aprovação do Projeto de Lei nº 1.882/2025, em 19 de agosto de 2025, por 14 votos favoráveis e sete contrários.</em></p>
<p><em>Câmara Legislativa do Distrito Federal — Informações institucionais sobre manifestações parlamentares e pedidos de investigação relacionados às operações entre o BRB e o Banco Master.</em></p>
<p><em>Polícia Federal — Relatório parcial da Operação Compliance Zero, divulgado em 28 de outubro de 2026, com 15 indiciamentos e perdas reconhecidas de aproximadamente R$ 2,7 bilhões.</em></p>
<p><em>Banco Central do Brasil — Nota institucional sobre inconsistências identificadas nas cessões de carteiras de crédito do Banco Master ao BRB.</em></p>
<p><em>BRB – Banco de Brasília — Comunicado institucional sobre exposição bruta de R$ 12,76 bilhões em carteiras com documentação fora do padrão exigido e substituição de ativos.</em></p>
<p><em>Tribunal de Contas do Distrito Federal — Decisão cautelar de setembro de 2026 sobre bloqueio patrimonial de até R$ 2,76 bilhões de cinco ex-dirigentes do BRB.</em></p>
<p><em>BRB – Banco de Brasília — Fato relevante de setembro de 2025 sobre o indeferimento, pelo Banco Central, da aquisição de participação no Banco Master.</em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Flávio Bolsonaro explica saída do Brasil, mas omite detalhes da viagem aos EUA</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/flavio-bolsonaro-explica-saida-brasil-viagem-eua</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carlos Menezes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 31 Oct 2026 01:33:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Alexandre de Moraes]]></category>
		<category><![CDATA[Donald Trump]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições 2026]]></category>
		<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
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		<category><![CDATA[saída de Flávio Bolsonaro do Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[STF]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Flávio Bolsonaro explica saída do Brasil em live nos EUA, mas não revela quem financiou a viagem nem como deixou o país após restrições do STF.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta sexta-feira (30) que decidiu deixar o Brasil após ser intimado pela Polícia Federal a entregar seus passaportes, mas não esclareceu como organizou, financiou ou viabilizou a viagem que o levou aos Estados Unidos. Em sua primeira transmissão ao vivo desde a chegada a Miami, o candidato derrotado nas eleições presidenciais relatou uma conversa com o pai, Jair Bolsonaro, e afirmou que somente sua esposa, Fernanda, participou da decisão de sair do país.</p>
<p>A manifestação ocorreu quatro dias depois da intimação realizada pela Polícia Federal, em 26 de outubro, e dois dias após o desembarque da família na Flórida. Durante a transmissão pelo Instagram, Flávio apresentou sua versão sobre os motivos da saída, acusou o Supremo Tribunal Federal (STF) de perseguição <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341676">política</a> e declarou que pretende continuar exercendo influência sobre a oposição brasileira a partir do exterior. O senador também voltou a questionar o resultado das eleições, sem apresentar provas de fraude.</p>
<p>O pronunciamento não esclareceu aspectos centrais da viagem, incluindo a contratação do jato particular, os custos do deslocamento, a documentação utilizada para entrar nos Estados Unidos e a eventual participação de autoridades estrangeiras. Essas questões passaram a integrar uma cobrança formal de 25 deputados americanos ao secretário de Estado Marco Rubio, enquanto a Polícia Federal brasileira investiga as circunstâncias do descumprimento das restrições impostas ao parlamentar.</p>
<h2>Flávio relata conversa com Jair Bolsonaro antes de deixar o país</h2>
<p>Durante a transmissão, Flávio descreveu o encontro que teve com Jair Bolsonaro na manhã de segunda-feira, 26 de outubro, um dia depois do segundo turno presidencial.</p>
<p>Segundo seu relato, ele permaneceu aproximadamente 30 minutos na residência do pai, que cumpre pena por participação na tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Ao deixar o imóvel, por volta das 10h30, foi abordado por agentes da Polícia Federal responsáveis por comunicar as determinações judiciais relativas aos seus documentos de viagem.</p>
<p>O senador afirmou que o pai percebeu a presença dos policiais e acompanhou parte da situação. De acordo com sua versão, os dois conversaram brevemente sobre as possíveis consequências da ordem expedida pelo ministro Alexandre de Moraes.</p>
<p>Flávio declarou que, depois da intimação, retornou para casa e conversou com Fernanda sobre as medidas que adotaria. O parlamentar sustentou que a decisão de viajar foi tomada pelo casal e procurou afastar a responsabilidade de terceiros pela iniciativa.</p>
<p>Ele afirmou que não havia informado outras pessoas sobre o plano, argumentando que a divulgação antecipada poderia comprometer sua execução.</p>
<p>Apesar dessa explicação, o senador não detalhou quando os preparativos começaram, quem participou da organização do transporte ou quais providências foram necessárias para realizar o deslocamento internacional com a esposa e as duas filhas.</p>
<p>A versão apresentada na sexta-feira também acrescenta um elemento à cronologia das manifestações do parlamentar. Em vídeo publicado no próprio dia 26, depois da intimação, Flávio havia afirmado que não pretendia deixar o Brasil e que entregaria os passaportes para contestar judicialmente a decisão. Dois dias depois, desembarcou nos Estados Unidos.</p>
<h2>Polícia Federal confirma cancelamento dos passaportes e ausência de registro migratório</h2>
<p>A situação jurídica do senador foi detalhada pela Polícia Federal em comunicado oficial divulgado em 28 de outubro.</p>
<p>Segundo a corporação, o pedido de medidas cautelares foi apresentado ao Supremo Tribunal Federal em 25 de outubro, após a identificação de risco de saída do país por Flávio Bolsonaro.</p>
<p>O parlamentar é investigado no âmbito da Petição nº 16.877, que tramita no STF. A representação policial solicitou a apreensão dos passaportes, a proibição de viagens internacionais e restrições de contato com outros investigados.</p>
<p>Depois da decisão judicial, os passaportes comum e diplomático brasileiros de Flávio foram cancelados, e um alerta foi inserido no sistema de controle migratório utilizado pela Polícia Federal.</p>
<p>A corporação informou que o senador foi intimado, na manhã de 26 de outubro, a entregar eventuais passaportes de outras nacionalidades no prazo de 24 horas. A determinação não foi cumprida.</p>
<p>A Polícia Federal também declarou que não encontrou registro oficial da saída do parlamentar pelos postos brasileiros de controle migratório.</p>
<p>O comunicado apresenta uma ressalva importante sobre sua situação jurídica. Segundo a PF, as restrições relacionadas aos documentos de viagem não caracterizam, por si só, a condição formal de foragido nem autorizam automaticamente sua prisão ou a adoção de medidas adicionais.</p>
<p>Isso significa que a investigação sobre o descumprimento das determinações judiciais deve ser diferenciada de uma eventual ordem de prisão, que dependeria de decisão específica e fundamentação própria.</p>
<p>A corporação afirmou que continua apurando as circunstâncias da saída do senador e a possível violação das medidas cautelares impostas pelo Supremo.</p>
<h2>Viagem passou pela Argentina e pelo Equador antes da chegada a Miami</h2>
<p>O deslocamento de Flávio Bolsonaro envolveu três países após sua saída do território brasileiro.</p>
<p>As informações divulgadas sobre o itinerário indicam que o senador atravessou a fronteira terrestre com a Argentina em 27 de outubro, acompanhado da esposa e das duas filhas. A entrada no país vizinho teria ocorrido mediante apresentação de documentos de viagem de nacionalidades diferentes, incluindo passaporte italiano utilizado pelo parlamentar.</p>
<p>A família embarcou posteriormente em um avião particular, que realizou uma escala em Guayaquil, no Equador, antes de seguir para os Estados Unidos.</p>
<p>O voo chegou ao Aeroporto Executivo de Miami-Opa Locka na manhã de quarta-feira, 28 de outubro. O pouso ocorreu por volta das 9h23 no horário local da Flórida, correspondentes às 10h23 em Brasília, segundo os dados de rastreamento divulgados sobre a aeronave.</p>
<p>A viagem foi realizada em um intervalo de aproximadamente dois dias após a comunicação das restrições judiciais ao senador.</p>
<p>Apesar de apresentar essa cronologia, as informações públicas disponíveis não permitem determinar de maneira conclusiva quem custeou a aeronave, quais foram as condições contratuais do transporte ou se houve participação institucional de governos estrangeiros na organização do deslocamento.</p>
<p>Informações divulgadas sobre a viagem atribuíram a Jason Miller, aliado e assessor próximo do presidente americano Donald Trump, participação na disponibilização do avião particular.</p>
<p>A eventual colaboração de Miller, contudo, não significa automaticamente que recursos oficiais dos Estados Unidos tenham sido utilizados. A distinção entre apoio pessoal, atuação política e assistência governamental é uma das questões pendentes de esclarecimento.</p>
<p>Flávio não apresentou, durante o pronunciamento de sexta-feira, documentos ou informações que permitissem esclarecer essas circunstâncias.</p>
<h2>Deputados americanos exigem explicações sobre eventual apoio à viagem</h2>
<p>A falta de informações sobre o deslocamento passou a ter repercussão institucional nos Estados Unidos.</p>
<p>Um grupo de 25 integrantes da Câmara dos Representantes encaminhou uma carta ao secretário de Estado Marco Rubio, questionando se autoridades americanas participaram da saída de Flávio Bolsonaro do Brasil ou facilitaram sua entrada em território americano.</p>
<p>A iniciativa foi liderada pelas deputadas democratas Sydney Kamlager-Dove, da Califórnia, e Dina Titus, de Nevada. A correspondência, datada de 29 de outubro, solicita esclarecimentos sobre as providências diplomáticas e migratórias relacionadas à viagem.</p>
<p>Os parlamentares querem identificar se o Departamento de Estado, a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil ou outras agências federais tinham conhecimento das restrições determinadas pelo STF.</p>
<p>Também pedem informações sobre a eventual concessão de vistos, a participação de funcionários americanos nos preparativos da viagem e os procedimentos utilizados para permitir a entrada da família.</p>
<p>A documentação solicitada inclui questões relacionadas a possíveis contatos entre autoridades americanas e representantes de Flávio Bolsonaro, bem como à eventual coordenação com órgãos responsáveis pelo controle migratório.</p>
<p>Os deputados solicitaram uma resposta por escrito e uma reunião de esclarecimentos com representantes do Departamento de Estado até 13 de novembro.</p>
<p>A carta não comprova que o governo Trump tenha utilizado recursos públicos para facilitar o deslocamento do senador. Trata-se de uma iniciativa de fiscalização parlamentar destinada a esclarecer a existência e a extensão de eventual assistência oficial.</p>
<p>O pedido acrescenta uma dimensão diplomática ao episódio, pois envolve decisões tomadas por autoridades americanas diante de restrições judiciais estabelecidas no Brasil.</p>
<h2>Senador volta a questionar resultado eleitoral sem apresentar provas</h2>
<p>Além de justificar sua saída do Brasil, Flávio Bolsonaro utilizou a transmissão para contestar o resultado da eleição presidencial de 25 de outubro.</p>
<p>O parlamentar alegou que teria sido prejudicado pelo funcionamento das instituições brasileiras e levantou suspeitas sobre o processo eleitoral. Não apresentou, entretanto, elementos capazes de demonstrar fraude na apuração dos votos.</p>
<p>Os dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito com 64.256.232 votos, equivalentes a 51,79% dos votos válidos.</p>
<p>Flávio Bolsonaro recebeu 59.826.041 votos, correspondentes a 48,21%.</p>
<p>A diferença entre os candidatos foi de 4.430.191 votos, ou 3,58 pontos percentuais. A totalização de 100% das urnas foi concluída às 23h26 de 25 de outubro, segundo o TSE.</p>
<p>O resultado foi proclamado pelo presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques.</p>
<p>A contestação política apresentada pelo senador não altera a votação oficialmente apurada. Qualquer questionamento judicial sobre o resultado depende de instrumentos processuais específicos e da apresentação de fundamentos e provas que possam ser examinados pela Justiça Eleitoral.</p>
<p>No pronunciamento, Flávio também mencionou a possibilidade de disputar novamente a Presidência antes de 2030, ano previsto para a próxima eleição presidencial ordinária.</p>
<p>A declaração representa uma intenção política do senador e não corresponde a qualquer convocação oficial de novas eleições.</p>
<p>A realização de um novo pleito antes do calendário regular dependeria de hipóteses constitucionais e eleitorais específicas, que não decorrem automaticamente da insatisfação de um candidato com o resultado.</p>
<h2>Flávio anuncia apoio a Rogério Marinho para presidir o Senado</h2>
<p>A transmissão também foi utilizada para apresentar uma orientação política aos integrantes da oposição.</p>
<p>Flávio Bolsonaro anunciou apoio ao senador Rogério Marinho (PL-RN) para a presidência do Senado Federal, cuja eleição está prevista para fevereiro de 2027.</p>
<p>O parlamentar afirmou que pretende concentrar sua atuação política no Congresso Nacional, especialmente no Senado, e defendeu a formação de uma frente parlamentar capaz de se contrapor às propostas do governo Lula.</p>
<p>A manifestação indica que Flávio pretende continuar participando das articulações legislativas e partidárias mesmo permanecendo fora do Brasil.</p>
<p>A escolha do próximo presidente do Senado, entretanto, depende do voto dos integrantes da Casa. A indicação de um nome por Flávio Bolsonaro não constitui decisão institucional do Partido Liberal nem garante a eleição do candidato apoiado.</p>
<p>O Senado possui 81 integrantes, e a eleição para sua presidência exige maioria absoluta, equivalente a 41 votos.</p>
<p>O PL terá 29 cadeiras na legislatura que começa em fevereiro de 2027, conforme os resultados eleitorais divulgados pelo Senado. Mesmo que todos os integrantes da bancada apoiassem o mesmo candidato, seriam necessários pelo menos mais 12 votos de parlamentares de outras legendas.</p>
<p>A posição anunciada por Flávio também se insere nas disputas sobre a condução do Congresso e as negociações relacionadas a propostas de anistia ou redução de penas para condenados pelos acontecimentos de 8 de janeiro de 2023.</p>
<p>O senador criticou o ambiente institucional brasileiro e reafirmou sua oposição à atuação do STF. Essas manifestações representam posições políticas do parlamentar e não modificam as competências constitucionais dos órgãos mencionados.</p>
<h2>Manifestação não esclarece financiamento nem situação migratória nos EUA</h2>
<p>O pronunciamento de 30 de outubro apresentou a primeira explicação pública mais detalhada de Flávio Bolsonaro sobre sua decisão de deixar o país, mas manteve sem esclarecimento diferentes aspectos concretos da viagem.</p>
<p>Entre as informações ainda não demonstradas documentalmente estão a origem dos recursos utilizados para pagar o transporte, a identidade dos responsáveis por contratar a aeronave e os procedimentos migratórios adotados para sua entrada nos Estados Unidos.</p>
<p>Também não foi esclarecido publicamente qual modalidade de visto ou autorização de entrada foi aplicada ao senador e a seus familiares.</p>
<p>Essas informações são relevantes porque a entrada em território americano e a eventual concessão de mecanismos especiais de permanência dependem da legislação dos Estados Unidos e das decisões das autoridades competentes.</p>
<p>A existência de uma proibição judicial de saída do Brasil não determina automaticamente a situação migratória de um estrangeiro em outro país. Entretanto, o conhecimento dessa restrição por autoridades americanas pode ser relevante para esclarecer as circunstâncias administrativas e diplomáticas da viagem.</p>
<p>A documentação solicitada pelo Congresso americano poderá oferecer respostas sobre parte dessas questões.</p>
<p>No Brasil, a Polícia Federal mantém a investigação sobre o descumprimento das medidas cautelares impostas ao senador, enquanto eventuais consequências processuais dependem das decisões do Supremo Tribunal Federal.</p>
<p>A transmissão realizada em Miami acrescentou a versão pessoal de Flávio Bolsonaro à cronologia dos acontecimentos, sem apresentar elementos suficientes para esclarecer a organização completa do deslocamento.</p>
<p>Com isso, permanecem duas frentes distintas de apuração: a investigação brasileira sobre a saída do parlamentar apesar das restrições judiciais e a cobrança apresentada por deputados americanos para esclarecer se houve participação de autoridades dos Estados Unidos na viagem.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Flávio Bolsonaro — Pronunciamento público e manifestações divulgadas em redes sociais em 26, 28 e 30 de outubro de 2026.</em></p>
<p><em>Polícia Federal — Nota oficial de 28 de outubro de 2026 sobre a Petição nº 16.877, as restrições de viagem, o cancelamento de passaportes e a investigação do descumprimento das determinações judiciais.</em></p>
<p><em>Tribunal Superior Eleitoral — Resultado oficial do segundo turno das eleições presidenciais de 2026 e comunicado de 29 de outubro sobre a conclusão da totalização dos votos.</em></p>
<p><em>Câmara dos Representantes dos Estados Unidos — Comunicado institucional das deputadas Sydney Kamlager-Dove e Dina Titus, de 30 de outubro de 2026, sobre o pedido de esclarecimentos ao Departamento de Estado.</em></p>
<p><em>Senado Federal — Informações institucionais sobre a composição da Casa na legislatura iniciada em fevereiro de 2027 e o procedimento de eleição da Mesa Diretora.</em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Ex-sócio contradiz Vorcaro e relata ordens sobre consignados no Banco Master</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/ex-socio-vorcaro-ordens-consignado-banco-master</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Álvaro Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 31 Oct 2026 01:20:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Augusto Lima]]></category>
		<category><![CDATA[Banco Central]]></category>
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		<category><![CDATA[Banco Pleno]]></category>
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		<category><![CDATA[Credcesta]]></category>
		<category><![CDATA[crédito consignado]]></category>
		<category><![CDATA[Daniel Vorcaro]]></category>
		<category><![CDATA[fraude bancária]]></category>
		<category><![CDATA[operação Compliance Zero]]></category>
		<category><![CDATA[Polícia Federal]]></category>
		<category><![CDATA[STF]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ex-sócio Augusto Lima contradiz Daniel Vorcaro e afirma à PF que fundador do Banco Master comandava operações de crédito consignado e orientava executivos.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O empresário Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master e ex-controlador do Banco Pleno, afirmou à Polícia Federal que o fundador da instituição financeira participava diretamente das decisões sobre operações de crédito consignado e conhecia os procedimentos utilizados para estruturar e negociar carteiras de empréstimos. O relato, divulgado nesta sexta-feira (30), contradiz declarações anteriores de Vorcaro, que havia atribuído ao antigo sócio a responsabilidade operacional pelo segmento e afirmado não acompanhar seus detalhes.</p>
<p>Durante o depoimento prestado em outubro de 2026, Lima declarou que Vorcaro centralizava decisões estratégicas e financeiras relacionadas ao consignado, inclusive em situações nas quais equipes internas questionavam a regularidade de determinadas operações. Segundo o ex-sócio, o empresário também teria orientado executivos sobre informações que deveriam ser apresentadas a auditores do Banco de Brasília (BRB) e do Banco Central. As afirmações integram a versão de Lima e não representam comprovação judicial das condutas atribuídas a Vorcaro.</p>
<p>A divergência ganhou relevância após a Polícia Federal formalizar, em 28 de outubro, o indiciamento de ambos e de outras 13 pessoas no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de irregularidades nas operações realizadas entre o Master e o BRB. O relatório parcial encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) aponta indícios de gestão fraudulenta, organização criminosa, lavagem de dinheiro e outras infrações financeiras, conforme a participação individual atribuída a cada investigado.</p>
<h2>Augusto Lima afirma que Vorcaro interferia diretamente nas operações de crédito</h2>
<p>A principal controvérsia entre os antigos sócios diz respeito à divisão de responsabilidades na administração das operações de consignado do Banco Master.</p>
<p>Vorcaro havia declarado anteriormente aos investigadores que Augusto Lima possuía conhecimento especializado no segmento e era responsável pela equipe encarregada da originação dos empréstimos. Segundo essa versão, o controlador acompanhava o funcionamento geral do negócio, mas não participava necessariamente das decisões operacionais.</p>
<p>Lima apresentou uma interpretação diferente. Ele sustentou que Vorcaro conhecia a estrutura dos produtos financeiros, acompanhava os resultados e interferia diretamente nas decisões relacionadas à classificação e à movimentação das carteiras de crédito.</p>
<p>Para o ex-sócio, a importância econômica do consignado dentro do Master tornaria incompatível a alegação de desconhecimento dos procedimentos utilizados na atividade. O empresário afirmou que o segmento participou de forma decisiva da expansão da instituição entre 2019 e 2025, período marcado pelo crescimento das operações de crédito e pela negociação de ativos com outras instituições financeiras.</p>
<p>Um dos episódios mencionados por Lima teria ocorrido em dezembro de 2024. Segundo seu relato, integrantes de uma equipe interna identificaram problemas em contratos que seriam processados e recomendaram que a operação não prosseguisse. Vorcaro, entretanto, teria determinado sua continuidade.</p>
<p>A declaração atribui ao fundador do Master uma intervenção específica em uma decisão operacional. A confirmação das circunstâncias dependerá do confronto do depoimento com registros internos, comunicações e outros elementos eventualmente reunidos pela Polícia Federal.</p>
<h2>Ex-sócio relata orientações para respostas ao BRB e ao Banco Central</h2>
<p>Outro ponto tratado no depoimento envolve as informações prestadas a auditores que examinavam a origem e a regularidade dos ativos financeiros negociados pelo Banco Master.</p>
<p>Segundo Lima, Vorcaro teria participado de orientações sobre como executivos deveriam responder a questionamentos relacionados ao lastro das carteiras de crédito. O ex-sócio afirmou que essas determinações incluíam referências a associações de servidores públicos da Bahia e a operações realizadas por fundos de investimento.</p>
<p>Entre as entidades mencionadas estão a Associação dos Servidores Técnicos e Administrativos do Estado da Bahia (Asteba) e a Ceba, vinculadas ao contexto das operações de consignado.</p>
<p>Lima afirmou que a estrutura dessas entidades e do produto Credcesta teria sido utilizada como referência para justificar determinadas carteiras de crédito perante os responsáveis pela fiscalização.</p>
<p>A suspeita examinada pelos investigadores é que informações sobre a origem dos ativos tenham sido utilizadas para conferir aparência de regularidade a operações cuja documentação não comprovava adequadamente a existência dos créditos.</p>
<p>O depoimento, entretanto, não permite concluir isoladamente que todas as orientações mencionadas tenham sido efetivamente executadas ou que as associações tenham participado conscientemente de eventuais irregularidades.</p>
<p>Também não estabelece que todos os contratos originados pelo Credcesta fossem inexistentes ou fraudulentos. A investigação exige a individualização das operações e a verificação dos documentos que sustentavam os ativos negociados.</p>
<p>As acusações apresentadas por Lima deverão ser confrontadas com mensagens, registros bancários, documentos de cessão e outras provas reunidas durante a apuração.</p>
<h2>Credcesta foi um dos motores da expansão do Banco Master</h2>
<p>Criado em 2018, o Credcesta tornou-se um dos produtos associados ao crescimento do Banco Master no <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341675">mercado</a> de crédito consignado.</p>
<p>A operação foi inicialmente desenvolvida na Bahia e direcionada a servidores públicos, utilizando um modelo de cartão com possibilidade de contratação de crédito e pagamento mediante desconto em folha.</p>
<p>O formato permitia a formação de carteiras de recebíveis vinculadas aos pagamentos dos servidores. Esses créditos podiam permanecer na instituição de origem ou ser negociados com bancos e fundos de investimento, conforme as condições contratuais e regulatórias aplicáveis.</p>
<p>Para uma instituição financeira, a venda de carteiras representa uma forma de obter liquidez. Ao transferir direitos de recebimento para outro participante do mercado, o banco pode antecipar recursos que, originalmente, seriam pagos pelos clientes ao longo de vários meses ou anos.</p>
<p>A regularidade desse mecanismo depende, entre outros fatores, da existência efetiva dos contratos, da identificação dos devedores, da documentação das obrigações e da consistência dos fluxos financeiros esperados.</p>
<p>No depoimento, Augusto Lima apresentou o Credcesta como uma atividade relevante para a geração de receitas recorrentes do Master. Segundo ele, os resultados alcançados pelo produto ajudam a explicar por que Vorcaro teria conhecimento detalhado de sua estrutura.</p>
<p>O argumento também foi utilizado pelo ex-sócio para diferenciar as carteiras regulares de consignado das operações de maior valor que passaram a ser questionadas pela fiscalização.</p>
<h2>Lima diz que carteira regular não poderia gerar até R$ 12 bilhões</h2>
<p>Uma das informações mais relevantes do depoimento envolve a capacidade financeira e operacional da base de clientes vinculada ao Credcesta.</p>
<p>Segundo Augusto Lima, a operação inicial de aproximadamente R$ 750 milhões realizada com o BRB, em julho de 2024, estava relacionada a créditos regulares concedidos a servidores públicos. Ele afirmou que esses contratos possuíam histórico de pagamento e documentação correspondente às operações efetivamente realizadas.</p>
<p>O empresário contestou, entretanto, a possibilidade de a mesma estrutura de originação produzir carteiras em volumes de R$ 5 bilhões a R$ 12 bilhões, valores mencionados durante os questionamentos sobre os ativos negociados entre as instituições.</p>
<p>A comparação revela uma diferença expressiva de escala. Uma carteira de R$ 5 bilhões representa aproximadamente 6,7 vezes o volume de R$ 750 milhões citado para a operação inicial. No limite superior de R$ 12 bilhões, o montante equivale a 16 vezes aquele valor.</p>
<p>Essas proporções resultam de comparação aritmética entre os números mencionados no depoimento. Não demonstram, por si só, a inexistência dos créditos, mas ajudam a dimensionar a diferença entre a capacidade operacional descrita por Lima e os volumes posteriormente questionados.</p>
<p>A formação de carteiras de valores elevados exige uma base correspondente de contratos, clientes, valores financiados e obrigações de pagamento. Quando uma instituição apresenta ativos dessa natureza, sua documentação deve permitir identificar os direitos de crédito negociados.</p>
<p>A dificuldade em comprovar essa correspondência está entre os elementos centrais da investigação conduzida pela Polícia Federal.</p>
<h2>Banco Central identificou inconsistências nas carteiras cedidas ao BRB</h2>
<p>A investigação criminal ocorre em paralelo às conclusões apresentadas pela área de supervisão do Banco Central sobre as operações entre Master e BRB.</p>
<p>Em manifestação institucional, a autoridade monetária informou que identificou inconsistências nas cessões de crédito realizadas entre os bancos. Segundo o órgão, as verificações permitiram demonstrar a insubsistência de ativos integrantes das carteiras examinadas.</p>
<p>O Banco Central declarou que encaminhou informações e documentação técnica ao Ministério Público Federal e adotou medidas preventivas para limitar a realização de novas operações capazes de afetar a liquidez do BRB.</p>
<p>O comunicado também ressaltou que a instituição adquirente possui responsabilidade própria pela avaliação da qualidade dos ativos comprados, incluindo a manutenção de controles internos e procedimentos adequados de gerenciamento de riscos.</p>
<p>Essa observação é relevante porque a regularidade das cessões não depende exclusivamente das informações fornecidas pelo banco vendedor. A instituição compradora também precisa verificar a consistência dos contratos e os riscos assumidos na aquisição.</p>
<p>Em manifestação pública, o BRB informou que a exposição bruta relacionada a carteiras com documentação fora do padrão exigido alcançava R$ 12,76 bilhões. Desse montante, mais de R$ 10 bilhões haviam sido liquidados ou substituídos, segundo a instituição.</p>
<p>O banco afirmou que os procedimentos de substituição e inclusão de garantias estavam previstos contratualmente e foram acompanhados pelo Banco Central.</p>
<p>A substituição de ativos pode reduzir a exposição financeira, mas não elimina automaticamente a necessidade de investigar a documentação original, as circunstâncias das negociações e eventuais perdas.</p>
<h2>Polícia Federal aponta R$ 2,7 bilhões em prejuízos reconhecidos</h2>
<p>O relatório parcial da Operação Compliance Zero atribui às operações investigadas perdas de aproximadamente R$ 2,7 bilhões, consideradas já formalizadas e reconhecidas pela Polícia Federal.</p>
<p>Esse valor é diferente do montante total das carteiras examinadas. Enquanto os volumes de crédito indicam a dimensão dos ativos negociados, o prejuízo apontado pelos investigadores representa as perdas identificadas até aquela etapa da apuração.</p>
<p>A Polícia Federal investiga, entre outros aspectos, a negociação de carteiras atribuídas à Tirreno, empresa mencionada nos documentos relacionados às cessões de crédito do Master ao BRB.</p>
<p>Os investigadores consideram que parte dos ativos comercializados não possuía comprovação suficiente de existência e que as operações foram utilizadas para proporcionar liquidez ao Banco Master.</p>
<p>No relatório de indiciamento, a corporação atribuiu a Vorcaro participação nas decisões centrais relacionadas à estruturação e à execução das operações financeiras examinadas.</p>
<p>A defesa do empresário contesta essa conclusão e sustenta que os <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank"  rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341673">negócios</a> não causaram prejuízo ao BRB, porque carteiras inicialmente negociadas teriam sido substituídas por outros ativos.</p>
<p>A posição dos advogados contrasta com a avaliação preliminar da Polícia Federal e com os apontamentos divulgados pelo Banco Central.</p>
<p>A apuração ainda depende de exames periciais complementares e da individualização das responsabilidades pelos contratos e movimentações financeiras.</p>
<h2>Saída de Augusto Lima do Master também é objeto de divergência</h2>
<p>Augusto Lima afirmou que decidiu se afastar da administração do Banco Master devido a diferenças estratégicas com Daniel Vorcaro.</p>
<p>Segundo seu relato, as divergências começaram entre o fim de 2022 e o início de 2023, quando o antigo sócio passou a defender um modelo de expansão que incluía operações de atacado e aquisições de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341674">empresas</a> em dificuldades financeiras.</p>
<p>Lima disse que preferia concentrar as atividades no crédito consignado e no desenvolvimento do Credcesta, produto que considerava uma fonte recorrente de liquidez.</p>
<p>O empresário deixou formalmente o quadro diretivo do Master em 28 de maio de 2024. De acordo com sua versão, permaneceu durante um período vinculado à estrutura de originação dos créditos, enquanto organizava a transferência da operação para outra instituição financeira.</p>
<p>Ele afirmou que essa transição teria sido conduzida de maneira reservada para evitar preocupações entre participantes do mercado sobre a continuidade do produto.</p>
<p>A cronologia apresentada pelo ex-sócio também é relevante para a investigação sobre as operações com o BRB, porque parte das negociações questionadas ocorreu depois de sua saída formal da administração.</p>
<p>Entretanto, o desligamento de um cargo não permite concluir automaticamente que a pessoa deixou de participar de todas as operações posteriores. A eventual responsabilidade depende da identificação de atos concretos, vínculos contratuais, decisões e comunicações realizadas no período investigado.</p>
<p>A defesa de Augusto Lima afirma que ele não participou, direta ou indiretamente, das fraudes atribuídas aos investigados e contesta as conclusões do relatório policial.</p>
<h2>Versões divergentes serão confrontadas com documentos e mensagens</h2>
<p>As declarações de Augusto Lima acrescentam uma nova dimensão à investigação ao apresentar uma versão diferente daquela sustentada por Vorcaro sobre o comando das operações de consignado.</p>
<p>A Polícia Federal já reuniu mensagens, contratos, documentos bancários e informações de aparelhos eletrônicos utilizados pelos investigados. Parte desse material deverá ser examinada em conjunto com os depoimentos para estabelecer a participação de cada pessoa nas decisões relacionadas às carteiras de crédito.</p>
<p>A divergência entre os dois antigos sócios não comprova, isoladamente, a falsidade de uma das versões. Também não significa que o relato de um investigado seja suficiente para responsabilizar criminalmente o outro.</p>
<p>O esclarecimento depende de evidências independentes, capazes de confirmar ou afastar as afirmações sobre ordens operacionais, respostas a auditores e movimentações financeiras.</p>
<p>Procurada sobre as declarações divulgadas em 30 de outubro, a defesa de Vorcaro não apresentou manifestação específica no material publicado. A defesa de Augusto Lima informou que não comentaria o depoimento, mantendo sua contestação às imputações policiais.</p>
<p>O relatório parcial da Polícia Federal, encaminhado ao STF em 28 de outubro, formalizou o indiciamento de 15 pessoas e solicitou a prorrogação das investigações por mais 60 dias.</p>
<p>Segundo a corporação, o período adicional será utilizado para concluir exames periciais e diligências complementares. O material deverá subsidiar a avaliação das autoridades competentes sobre eventuais medidas penais.</p>
<p>Até 30 de outubro de 2026, as declarações de Augusto Lima e Daniel Vorcaro permaneciam como versões apresentadas no âmbito da investigação. O indiciamento não representa condenação, e a definição das responsabilidades criminais dependerá da análise das provas e das decisões judiciais cabíveis.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Polícia Federal — Comunicado de 28 de outubro de 2026 sobre o relatório parcial da Operação Compliance Zero, o indiciamento de 15 investigados e o pedido de prorrogação do Inquérito nº 5.026.</em></p>
<p><em>Banco Central do Brasil — Nota institucional sobre inconsistências identificadas nas carteiras de crédito cedidas pelo Banco Master ao BRB e medidas adotadas pela supervisão bancária.</em></p>
<p><em>BRB – Banco de Brasília — Nota institucional sobre a exposição de R$ 12,76 bilhões em carteiras com documentação fora do padrão exigido, substituição de ativos e acompanhamento das operações pelo Banco Central.</em></p>
<p><em>Supremo Tribunal Federal — Informações processuais do Inquérito nº 5.026, relacionado às investigações da Operação Compliance Zero.</em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Peritos federais dizem que laudo da defesa de Vorcaro não comprova adulteração de celular</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/peritos-pf-laudo-defesa-vorcaro-adulteracao-celular</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Júlia Campos]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 31 Oct 2026 00:46:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[adulteração de provas]]></category>
		<category><![CDATA[APCF]]></category>
		<category><![CDATA[Banco BRB]]></category>
		<category><![CDATA[Banco Master]]></category>
		<category><![CDATA[cadeia de custódia]]></category>
		<category><![CDATA[celular de Vorcaro]]></category>
		<category><![CDATA[Daniel Vorcaro]]></category>
		<category><![CDATA[operação Compliance Zero]]></category>
		<category><![CDATA[perícia criminal]]></category>
		<category><![CDATA[Polícia Federal]]></category>
		<category><![CDATA[STF]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Peritos federais afirmam que laudo da defesa de Daniel Vorcaro não comprova adulteração do celular apreendido pela PF. Entenda a disputa sobre as provas.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF) afirmou nesta sexta-feira (30) que os questionamentos apresentados pela defesa de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, não comprovam adulteração do conteúdo de seu celular apreendido pela Polícia Federal em novembro de 2025. A manifestação ocorreu um dia depois de os advogados do empresário encaminharem ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma análise técnica particular que identificou registros de criação e modificação de centenas de arquivos após o aparelho ter sido recolhido pelas autoridades.</p>
<p>Em nota pública, a entidade que representa a carreira técnico-científica da Polícia Federal sustentou que alterações registradas em sistemas digitais não demonstram, isoladamente, interferência indevida nas provas. A associação também ressaltou que a avaliação da validade dos elementos apresentados na investigação compete ao Poder Judiciário, que deverá examinar os argumentos da defesa e os procedimentos adotados durante a perícia oficial.</p>
<p>A controvérsia envolve um dos principais conjuntos de provas das investigações sobre o Banco Master, incluindo mensagens, documentos e informações extraídas do telefone de Vorcaro. A defesa utiliza o parecer particular para questionar a cadeia de custódia do aparelho, solicitar acesso aos dados originais da extração e reforçar um pedido de liberdade apresentado ao STF. Até a divulgação da manifestação da APCF, não havia sido identificada decisão judicial que reconhecesse adulteração do material.</p>
<h2>Associação afirma que registros modificados não demonstram manipulação das provas</h2>
<p>A manifestação da APCF estabelece uma distinção entre a identificação de mudanças em registros digitais e a comprovação de que uma prova foi efetivamente adulterada.</p>
<p>Segundo a entidade, o parecer contratado pela defesa apresenta questionamentos técnicos que podem ser submetidos ao contraditório, mas não demonstra, por si só, que houve irregularidade no <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/trabalho" target="_blank"  rel="noopener" title="Trabalho" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341671">trabalho</a> realizado pelos peritos oficiais. A associação sustenta que a existência de arquivos com datas de modificação posteriores à apreensão precisa ser examinada considerando os procedimentos empregados na extração e no tratamento dos dados.</p>
<p>O posicionamento também destaca as diferenças entre as atribuições de um assistente técnico contratado por uma das partes e as responsabilidades de um perito criminal oficial. A APCF reconhece a legitimidade da atuação da defesa, mas ressalta que os profissionais da perícia oficial estão sujeitos a deveres institucionais de independência e imparcialidade.</p>
<p>A entidade fundamentou essa distinção no artigo 280 do Código de Processo Penal, que estende aos peritos, quando aplicáveis, as regras de suspeição previstas para magistrados. O dispositivo busca preservar a imparcialidade dos responsáveis pela produção da prova técnica.</p>
<p>A nota não apresenta uma nova análise individualizada de cada arquivo mencionado no parecer particular. Trata-se de uma manifestação institucional sobre os limites das conclusões que podem ser extraídas dos registros apresentados pela defesa. O comunicado, portanto, não substitui eventual esclarecimento técnico da perícia responsável pelo exame do aparelho.</p>
<h2>Defesa identificou 657 arquivos modificados e outros 436 criados após apreensão</h2>
<p>O questionamento teve origem em uma análise preliminar assinada em 26 de outubro pelo assistente técnico Marcos Monteiro, contratado pelos advogados de Vorcaro. O documento examina informações disponibilizadas à defesa sobre a extração do conteúdo do celular apreendido em 17 de novembro de 2025.</p>
<p>Segundo o parecer, 657 arquivos apresentaram registros de modificação em 18 de novembro de 2025, quando o aparelho já estava sob custódia da Polícia Federal. Desse total, 59 eram bancos de dados. O levantamento também identificou 436 arquivos com registros de criação naquele mesmo dia, incluindo 94 imagens no formato HEIC, utilizado por dispositivos da Apple, e cinco bancos de dados.</p>
<p>A análise particular aponta ainda 999 arquivos com datas de modificação posteriores à apreensão, considerando o intervalo entre 18 de novembro de 2025 e 14 de maio de 2026. Os 657 arquivos registrados no primeiro dia fazem parte desse conjunto maior e, portanto, não devem ser somados aos 999 como ocorrências independentes.</p>
<p>A documentação também menciona registros relacionados ao funcionamento do aparelho durante a madrugada seguinte à apreensão. Entre os eventos examinados estão ativações de tela, acionamentos de componentes do sistema de reconhecimento facial e conexões pela porta USB.</p>
<p>Essas informações foram utilizadas pela defesa para questionar o histórico de manuseio do telefone e a documentação dos procedimentos de preservação e extração de dados.</p>
<p>Entretanto, o próprio parecer particular reconhece que os registros examinados isoladamente não permitem identificar quem teria operado o dispositivo nem estabelecer se as mudanças decorreram de intervenção humana deliberada. O documento também não determina a natureza e a extensão de eventuais alterações no conteúdo utilizado como prova.</p>
<p>A diferença entre essas conclusões e a interpretação apresentada publicamente pelos advogados tornou-se um dos principais pontos da controvérsia. Enquanto a defesa considera os registros suficientes para exigir novos esclarecimentos, a APCF afirma que eles não demonstram adulteração.</p>
<h2>Arquivos digitais podem registrar mudanças sem comprovar alteração de mensagens</h2>
<p>Uma das questões técnicas mais relevantes é a distinção entre alterações de metadados e modificações efetivas no conteúdo de um arquivo.</p>
<p>Metadados são informações associadas aos registros digitais, como datas de criação e modificação, características de armazenamento e outros elementos utilizados pelo sistema operacional ou por ferramentas de processamento.</p>
<p>O registro de uma nova data de modificação indica que determinado evento foi associado ao arquivo, mas não esclarece, isoladamente, qual informação foi alterada. Para determinar se houve modificação de conteúdo, é necessário examinar os dados originais, os procedimentos de extração e os registros técnicos disponíveis.</p>
<p>Em smartphones, operações de manutenção do sistema, atualização de bases de dados e processamento de informações podem produzir registros automáticos. Essa possibilidade técnica, contudo, não permite concluir que todos os eventos identificados no celular de Vorcaro decorreram de procedimentos regulares.</p>
<p>Da mesma forma, a simples existência de registros posteriores à apreensão não demonstra que mensagens, fotografias ou documentos relevantes para a investigação tenham sido inseridos, removidos ou modificados deliberadamente.</p>
<p>A comprovação de uma adulteração específica exigiria elementos capazes de estabelecer a alteração do conteúdo probatório, suas circunstâncias e, quando possível, a origem da intervenção.</p>
<p>O parecer apresentado pela defesa não identifica um diálogo utilizado na investigação que tenha sido comprovadamente falsificado ou modificado após a apreensão.</p>
<p>A APCF sustenta que transformar questionamentos técnicos em afirmações definitivas sobre irregularidades pode produzir interpretações equivocadas acerca da perícia oficial. Ao mesmo tempo, reconhece que essas questões podem ser legitimamente discutidas pelas partes no processo.</p>
<h2>Defesa questiona documentação da cadeia de custódia do aparelho</h2>
<p>Além dos registros de arquivos, os advogados apontaram possíveis insuficiências na documentação que acompanha a apreensão e o processamento do telefone.</p>
<p>Entre os pontos apresentados estão a identificação individualizada dos dispositivos, o registro dos lacres utilizados, a documentação de intervenções realizadas durante a custódia e a descrição das ferramentas empregadas na extração dos dados.</p>
<p>A defesa também afirma que o material disponibilizado para sua análise não inclui todos os arquivos brutos da coleta, o que, segundo o assistente técnico, impede uma verificação independente da integralidade da extração.</p>
<p>A discussão envolve a chamada cadeia de custódia, disciplinada pelo Código de Processo Penal. O artigo 158-A define esse procedimento como o conjunto de medidas destinadas a documentar a trajetória de um vestígio desde seu reconhecimento até o descarte, permitindo identificar sua posse, seu manuseio e as etapas de processamento.</p>
<p>A legislação estabelece ainda requisitos relacionados ao acondicionamento, transporte, recebimento, armazenamento e rastreamento dos vestígios examinados.</p>
<p>O artigo 158-E determina que o acesso ao material armazenado seja documentado com identificação das pessoas responsáveis, datas e horários. Essas exigências permitem reconstruir os procedimentos realizados e avaliar eventuais dúvidas sobre a preservação das evidências.</p>
<p>O Código de Processo Penal também assegura às partes a possibilidade de formular quesitos e indicar assistentes técnicos. O artigo 159 prevê mecanismos para o exame do material probatório que serviu de base à perícia, observadas as condições estabelecidas para sua preservação.</p>
<p>Eventuais problemas na documentação da cadeia de custódia devem ser analisados considerando sua natureza, extensão e consequências para a confiabilidade da prova. A identificação de uma deficiência formal não resulta necessariamente na invalidação automática de todo o material apreendido.</p>
<h2>STF recebeu cópia de segurança lacrada dos dados extraídos</h2>
<p>Um registro processual anterior acrescenta informação relevante ao debate sobre a preservação dos dados.</p>
<p>Em despacho de 11 de setembro de 2026, o ministro André Mendonça informou que a Polícia Federal havia encaminhado ao STF uma cópia de segurança da extração realizada no celular de Daniel Vorcaro.</p>
<p>Segundo o documento, o material foi entregue em março daquele ano, armazenado em um disco rígido criptografado e acondicionado em envelope lacrado. Na data do despacho, o ministro registrou que a cópia permanecia lacrada e sem utilização.</p>
<p>A existência desse material pode ser relevante para uma eventual conferência técnica, pois permite identificar uma versão de segurança dos dados que foram encaminhados ao tribunal.</p>
<p>Entretanto, a presença de uma cópia lacrada não resolve, isoladamente, o questionamento sobre o estado do aparelho no momento da apreensão ou sobre os procedimentos anteriores à criação do arquivo de segurança.</p>
<p>Uma comparação conclusiva dependeria da identificação do conteúdo preservado, dos registros de integridade e dos procedimentos utilizados na coleta e no processamento das informações.</p>
<p>Também seria necessário diferenciar eventuais modificações ocorridas no dispositivo original daquelas registradas em cópias, bancos de dados derivados ou arquivos processados por programas de análise forense.</p>
<p>Esses elementos explicam por que a discussão não se limita à contagem de arquivos com datas posteriores à apreensão. O ponto central é determinar se os materiais utilizados como prova são íntegros, autênticos e rastreáveis.</p>
<h2>Contestação ocorre após PF indiciar Vorcaro e outros 14 investigados</h2>
<p>A apresentação da perícia particular ocorreu em um momento relevante da investigação sobre o Banco Master.</p>
<p>Em 28 de outubro, a Polícia Federal encaminhou ao Supremo Tribunal Federal um relatório parcial do Inquérito nº 5.026, formalizando o indiciamento de 15 pessoas por suspeitas de irregularidades relacionadas à primeira e à quarta fases da Operação Compliance Zero.</p>
<p>Entre os crimes investigados estão gestão fraudulenta de instituição financeira, indução de repartição pública ou sociedade de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank"  rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341672">economia</a> mista a erro, falsidade em informações ou documentos contábeis, organização criminosa e lavagem de capitais. As imputações variam de acordo com as condutas atribuídas a cada investigado.</p>
<p>O relatório reúne elementos relacionados às operações financeiras realizadas entre o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB), incluindo negociações de carteiras de crédito cuja origem e documentação passaram a ser questionadas pelos investigadores.</p>
<p>Parte das informações utilizadas pela Polícia Federal foi obtida por meio de mensagens e documentos extraídos de aparelhos eletrônicos apreendidos durante as operações.</p>
<p>Vorcaro nega ter cometido fraude nas negociações com o BRB. Sua defesa afirma que as carteiras questionadas foram substituídas por outros ativos e contesta a existência de prejuízo decorrente dessas operações.</p>
<p>Ao apresentar os indiciamentos, a Polícia Federal também solicitou a prorrogação das investigações por mais 60 dias, com o objetivo de concluir exames periciais e outras diligências consideradas necessárias.</p>
<p>O indiciamento representa uma conclusão preliminar da autoridade policial sobre a existência de elementos de participação em possíveis crimes. Não equivale a uma condenação judicial nem substitui eventual acusação formal apresentada pelo Ministério Público.</p>
<h2>Pedido de liberdade depende de avaliação judicial</h2>
<p>A defesa de Vorcaro pretende utilizar os questionamentos sobre o celular para reforçar o pedido de soltura do empresário e contestar a confiabilidade das informações reunidas na investigação.</p>
<p>O argumento apresentado pelos advogados é que a ausência de acesso integral aos dados originais comprometeria a possibilidade de verificar, de maneira independente, os procedimentos adotados na produção da prova digital.</p>
<p>A manifestação da APCF contrapõe essa interpretação ao afirmar que o parecer particular não permite concluir que tenha ocorrido adulteração do conteúdo probatório.</p>
<p>A avaliação definitiva caberá ao Supremo Tribunal Federal, que poderá examinar a documentação apresentada, solicitar esclarecimentos técnicos e determinar providências adicionais, caso considere necessárias.</p>
<p>A eventual existência de uma falha na cadeia de custódia não define, por si só, o resultado de um pedido de liberdade. A manutenção ou a revogação de uma prisão preventiva depende também dos fundamentos específicos da medida cautelar e dos requisitos estabelecidos na legislação processual penal.</p>
<p>Até 30 de outubro de 2026, a manifestação pública da associação não havia eliminado a divergência técnica entre a defesa e os responsáveis pela produção das provas. Tampouco havia sido identificada decisão judicial reconhecendo a adulteração do celular.</p>
<p>A controvérsia deverá ser examinada a partir dos arquivos originais disponíveis, dos registros de custódia, dos procedimentos técnicos documentados e das manifestações das partes.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF) — Nota pública de 30 de outubro de 2026 sobre a imparcialidade da perícia oficial e os questionamentos apresentados pela defesa de Daniel Vorcaro.</em></p>
<p><em>Defesa de Daniel Vorcaro — Análise preliminar de 26 de outubro de 2026, elaborada pelo assistente técnico Marcos Monteiro, sobre os dados extraídos do aparelho celular apreendido.</em></p>
<p><em>Polícia Federal — Comunicado oficial de 28 de outubro de 2026 sobre os 15 indiciamentos da Operação Compliance Zero e o pedido de prorrogação do Inquérito nº 5.026.</em></p>
<p><em>Supremo Tribunal Federal — Despacho de 11 de setembro de 2026 sobre a preservação de cópia de segurança dos dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro.</em></p>
<p><em>Câmara dos Deputados — Código de Processo Penal, artigos 158-A a 159 e 280, relativos à cadeia de custódia, à prova pericial e à atuação dos assistentes técnicos.</em></p>
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		<title>Decisão pendente no STF freia articulação de Alcolumbre por anistia a Bolsonaro</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/anistia-bolsonaro-alcolumbre-stf-lei-dosimetria</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carlos Menezes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 31 Oct 2026 00:19:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[8 de janeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Alexandre de Moraes]]></category>
		<category><![CDATA[anistia]]></category>
		<category><![CDATA[Centrão]]></category>
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		<category><![CDATA[eleições 2027]]></category>
		<category><![CDATA[Jair Bolsonaro]]></category>
		<category><![CDATA[Lei da Dosimetria]]></category>
		<category><![CDATA[Senado Federal]]></category>
		<category><![CDATA[STF]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Senadores resistem à anistia a Bolsonaro articulada por Alcolumbre e aguardam decisão do STF sobre a Lei da Dosimetria antes de nova votação.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A tentativa de articular uma anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) enfrenta resistência no Senado Federal, onde parlamentares da oposição e de partidos do centrão defendem que o Supremo Tribunal Federal (STF) se manifeste primeiro sobre a constitucionalidade da Lei da Dosimetria. A legislação, promulgada em maio de 2026 após a derrubada de um veto presidencial, prevê alterações nas regras de cálculo e execução de penas relacionadas aos crimes contra o Estado Democrático de Direito, mas sua aplicação em processos de execução penal no Supremo foi suspensa pelo ministro Alexandre de Moraes.</p>
<p>O impasse afeta as conversas conduzidas pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), sobre possíveis medidas que beneficiem Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão por participação na tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. A possibilidade de anistia ou indulto passou a ser discutida também no contexto das articulações para a eleição da Mesa Diretora do Senado, prevista para 1º de fevereiro de 2027.</p>
<p>Entre os parlamentares contrários à abertura imediata de uma nova discussão legislativa, prevalece o argumento de que o Congresso já aprovou uma alteração nas regras penais e aguarda uma definição judicial sobre sua aplicação. A resistência não significa necessariamente oposição a qualquer redução de pena, mas evidencia divergências sobre o momento, o instrumento jurídico e a abrangência de um eventual novo benefício.</p>
<h2>Lei da Dosimetria foi promulgada em maio, mas aplicação aguarda julgamento</h2>
<p>A Lei nº 15.402, de 2026, teve origem no Projeto de Lei nº 2.162, de 2023, aprovado pelo Congresso Nacional para modificar dispositivos do Código Penal e da Lei de Execução Penal.</p>
<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou integralmente a proposta em 8 de janeiro de 2026. Em 30 de abril, deputados e senadores derrubaram parte dos vetos, permitindo a promulgação da legislação por Davi Alcolumbre em 8 de maio.</p>
<p>A norma estabelece critérios mais favoráveis para determinadas condenações relacionadas a crimes contra o Estado Democrático de Direito. Entre as mudanças está a possibilidade de aplicar somente a pena mais grave, em vez da soma das punições, quando determinados delitos forem praticados em um mesmo contexto.</p>
<p>Outra disposição prevê redução de um a dois terços da pena para crimes cometidos em contexto de multidão, desde que o condenado não tenha financiado os atos nem exercido função de liderança.</p>
<p>A legislação também modifica regras de progressão de regime aplicáveis a condenações por crimes contra a ordem democrática. Parte das alterações originalmente propostas foi excluída durante a apreciação dos vetos para evitar efeitos sobre outros delitos abrangidos por normas penais mais recentes.</p>
<p>Em 9 de maio, um dia depois da promulgação, Alexandre de Moraes decidiu suspender a aplicação da lei em execuções penais sob análise do STF. O ministro considerou necessário aguardar a apreciação das ações diretas de inconstitucionalidade apresentadas contra o texto, de maneira a preservar a segurança jurídica.</p>
<p>A decisão não declarou a Lei da Dosimetria inconstitucional nem suspendeu genericamente sua vigência. O efeito imediato foi impedir a aplicação das novas disposições nos pedidos de revisão de pena examinados pelo relator até que o Supremo se pronuncie sobre a controvérsia.</p>
<h2>Quatro ações diretas questionam constitucionalidade da legislação</h2>
<p>A discussão judicial começou no mesmo dia da promulgação, com o ajuizamento de duas ações diretas de inconstitucionalidade.</p>
<p>A ADI 7.966 foi apresentada pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI), enquanto a ADI 7.967 partiu da federação PSOL-Rede. Ambas questionam dispositivos da legislação e aspectos do procedimento adotado pelo Congresso durante a apreciação dos vetos presidenciais.</p>
<p>Em 11 de maio, o STF registrou outras duas ações contra a norma. A ADI 7.968 foi apresentada pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT), e a ADI 7.969, pela federação formada por PT, PCdoB e PV.</p>
<p>As quatro ações foram distribuídas ao ministro Alexandre de Moraes. Os questionamentos envolvem princípios constitucionais como a individualização das penas, a separação dos Poderes e a proteção do Estado Democrático de Direito.</p>
<p>As entidades autoras argumentam que a legislação criou condições penais mais favoráveis para pessoas condenadas por crimes contra a ordem constitucional. Também contestam a forma como o Congresso apreciou parcialmente o veto integral apresentado pelo presidente da República.</p>
<p>A posição do Legislativo é diferente. Ao aprovar a proposta, a maioria parlamentar defendeu a necessidade de estabelecer parâmetros considerados mais proporcionais para as condenações, especialmente em casos envolvendo os acontecimentos de 8 de janeiro de 2023.</p>
<p>A existência dessas ações não equivale a uma decisão de inconstitucionalidade. A análise definitiva depende do julgamento pelo Supremo, que poderá manter a legislação, invalidar determinados dispositivos ou adotar outra solução juridicamente fundamentada.</p>
<h2>Presidente da CCJ afirma que não há projeto de anistia encaminhado</h2>
<p>A ausência de uma proposta formal representa outro obstáculo à articulação <a class="wpil_keyword_link" title="Política" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341670">política</a>.</p>
<p>O presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado, Otto Alencar (PSD-BA), confirmou em manifestação divulgada em 28 de outubro que havia conversado com Davi Alcolumbre sobre iniciativas destinadas a reduzir as tensões políticas relacionadas às condenações pelo 8 de janeiro.</p>
<p>Segundo Otto, a conversa foi preliminar e não resultou na apresentação de um projeto à comissão. O senador também diferenciou a possibilidade de discutir novas regras de redução de penas de uma proposta de anistia.</p>
<p>A distinção tem consequências práticas. A CCJ é uma das instâncias responsáveis pela análise de constitucionalidade e juridicidade de proposições legislativas, embora a tramitação de cada matéria dependa das decisões regimentais e dos encaminhamentos da Presidência do Senado.</p>
<p>Sem um texto formalizado, não existe ainda uma proposta específica cuja abrangência, condições ou efeitos possam ser examinados pelos parlamentares.</p>
<p>A eventual apresentação de um projeto também não asseguraria sua aprovação. Seriam necessárias negociações entre bancadas, definição dos procedimentos legislativos e formação de maioria nas votações pertinentes.</p>
<h2>Anistia e indulto possuem competências e efeitos jurídicos diferentes</h2>
<p>As discussões envolvendo Bolsonaro passaram a reunir duas alternativas que, embora possam produzir efeitos sobre uma condenação, não são equivalentes.</p>
<p>A anistia é concedida por lei, mediante deliberação do Congresso Nacional, e pode alcançar determinadas infrações penais dentro dos limites constitucionais. Sua aprovação depende do processo legislativo e está sujeita a controle de constitucionalidade.</p>
<p>O indulto, por sua vez, integra as atribuições privativas do presidente da República, previstas no artigo 84, inciso XII, da Constituição Federal. O instrumento permite a concessão de perdão da pena, observadas as condições legais e constitucionais aplicáveis.</p>
<p>Por essa razão, uma articulação conduzida pelo presidente do Senado não seria suficiente, isoladamente, para conceder um indulto presidencial. Sua concretização dependeria de ato do chefe do Poder Executivo.</p>
<p>Uma proposta de anistia seguiria outro caminho, com necessidade de tramitação e aprovação legislativa, além das etapas constitucionais correspondentes.</p>
<p>Existe ainda uma terceira possibilidade, já contemplada pela Lei da Dosimetria: a revisão do cálculo da pena, desde que os dispositivos sejam considerados aplicáveis ao caso concreto.</p>
<p>Nesse último cenário, não haveria necessariamente perdão da condenação. O efeito seria a alteração do período de cumprimento da pena ou de condições de execução penal, conforme as disposições legais reconhecidas pelo Judiciário.</p>
<p>As diferenças ajudam a explicar por que a votação de uma nova anistia não é considerada, por parte dos senadores, uma consequência automática da suspensão da aplicação da Lei da Dosimetria.</p>
<h2>Condenação de Bolsonaro pode ser afetada por mudanças nas regras penais</h2>
<p>Jair Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do STF, em setembro de 2025, na Ação Penal nº 2.668, pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado ao patrimônio público e deterioração de patrimônio tombado.</p>
<p>A pena fixada foi de 27 anos e três meses de prisão. O trânsito em julgado foi reconhecido em novembro de 2025, quando teve início o cumprimento definitivo da condenação.</p>
<p>A Lei da Dosimetria foi discutida no Congresso em um contexto de questionamentos sobre a proporcionalidade das penas aplicadas aos condenados pelos ataques de 8 de janeiro e pela tentativa de ruptura institucional.</p>
<p>Se os dispositivos forem considerados constitucionais e aplicáveis ao processo, a defesa de Bolsonaro poderá buscar uma revisão do cálculo da pena. Isso não significa, entretanto, que todos os benefícios previstos na legislação seriam automaticamente concedidos ao ex-presidente.</p>
<p>A causa especial de redução estabelecida para delitos praticados em contexto de multidão, por exemplo, contém restrições relacionadas à participação de financiadores e líderes. Como Bolsonaro foi considerado pelo STF o líder da organização criminosa envolvida na tentativa de golpe, sua situação jurídica exige uma avaliação individualizada das regras pertinentes.</p>
<p>A revisão de pena, portanto, dependeria da interpretação judicial dos dispositivos e da análise das circunstâncias reconhecidas na condenação.</p>
<p>A eventual concessão de anistia ou indulto envolveria fundamentos jurídicos diferentes e estaria sujeita a questionamentos próprios.</p>
<h2>Eleição para presidência do Senado amplia dificuldade das negociações</h2>
<p>A disputa pelo comando do Senado em fevereiro de 2027 acrescenta uma dimensão política às discussões sobre benefícios aos condenados.</p>
<p>Davi Alcolumbre busca construir condições para permanecer na presidência da Casa, enquanto parlamentares de oposição defendem mudanças na condução do Legislativo e resistem a compromissos relacionados a uma possível anistia.</p>
<p>A resistência inclui senadores que consideram insuficiente uma promessa de benefício penal para justificar apoio à recondução de Alcolumbre. Outros parlamentares defendem que qualquer novo compromisso seja precedido pela resolução das pendências da legislação já promulgada.</p>
<p>A composição do Senado a partir de fevereiro também altera o ambiente das negociações.</p>
<p>Segundo levantamento oficial da Agência Senado divulgado em 25 de outubro, o Partido Liberal terá 29 das 81 cadeiras, formando a maior bancada individual da próxima legislatura. O PT deverá ocupar dez assentos, enquanto o MDB contará com oito e o PP, com seis.</p>
<p>A eleição para a presidência do Senado exige maioria absoluta, correspondente a 41 votos.</p>
<p>Dessa forma, mesmo que os 29 integrantes do PL votassem de maneira uniforme em um candidato, seriam necessários pelo menos mais 12 votos de outras legendas para alcançar a maioria exigida. O cálculo evidencia a necessidade de acordos entre diferentes partidos, independentemente da posição adotada sobre a anistia.</p>
<p>A próxima Mesa Diretora será eleita em 1º de fevereiro de 2027, quando os parlamentares escolhidos nas eleições de outubro tomarão posse. A votação para presidente será secreta, conforme o procedimento regimental da Casa.</p>
<h2>Congresso já aprovou redução de penas para condenados pelo 8 de janeiro</h2>
<p>Os debates sobre a Lei da Dosimetria envolvem um conjunto de condenados significativamente maior do que apenas os integrantes do núcleo central da tentativa de golpe.</p>
<p>Em levantamento divulgado pelo Senado com base em dados do STF até abril de 2026, foram identificadas 1.402 pessoas em diferentes situações de responsabilização relacionadas aos acontecimentos de 8 de janeiro de 2023.</p>
<p>Desse total, 431 haviam recebido penas de prisão, enquanto 419 cumpriam penas alternativas e 552 haviam firmado acordos de não persecução penal.</p>
<p>Esses grupos possuem condições jurídicas distintas. A revisão de uma pena privativa de liberdade não produz necessariamente os mesmos efeitos sobre pessoas submetidas a sanções alternativas ou que celebraram acordos com o Ministério Público.</p>
<p>Também não há garantia de que todos os condenados à prisão teriam direito a uma redução equivalente. A incidência das disposições depende dos crimes reconhecidos em cada processo, das circunstâncias individuais e da interpretação judicial.</p>
<p>A legislação permite, em tese, alterações relevantes no cálculo das condenações, mas não estabelece uma redução uniforme para todos os envolvidos nos episódios investigados.</p>
<p>Essa diferenciação também está presente nas controvérsias constitucionais em análise no Supremo, especialmente quanto à necessidade de respeitar a individualização das penas.</p>
<h2>Julgamento do STF será decisivo para continuidade do debate</h2>
<p>A principal definição pendente é a análise da constitucionalidade da Lei nº 15.402/2026.</p>
<p>Uma decisão favorável à validade das disposições questionadas poderá permitir o exame dos pedidos de revisão de pena apresentados pelas defesas, respeitados os limites estabelecidos pelo tribunal. Caso determinados dispositivos sejam considerados inconstitucionais, os efeitos dependerão do conteúdo e da abrangência da decisão.</p>
<p>O julgamento também poderá influenciar as negociações políticas no Senado, mas não impedirá automaticamente o Congresso de discutir outras proposições sobre matéria penal, observadas suas competências constitucionais.</p>
<p>Até 30 de outubro de 2026, não havia uma proposta formal de anistia apresentada pela articulação de Alcolumbre à CCJ, segundo a manifestação pública de seu presidente. Tampouco havia definição definitiva do STF sobre a constitucionalidade da Lei da Dosimetria.</p>
<p>O cenário mantém separadas duas discussões: a situação jurídica dos condenados, sujeita às decisões do Judiciário, e a negociação política para a próxima presidência do Senado, dependente da formação de maioria parlamentar.</p>
<p>A próxima etapa formal na controvérsia sobre a dosimetria será a apreciação das ações pelo Supremo. Já uma eventual anistia exigirá a apresentação de uma proposta legislativa, sua tramitação e a obtenção dos votos necessários nas duas Casas do Congresso.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Senado Federal — Promulgação da Lei nº 15.402/2026, em 8 de maio de 2026, e histórico de tramitação do Projeto de Lei nº 2.162/2023.</em></p>
<p><em>Supremo Tribunal Federal — Comunicado de 9 de maio de 2026 sobre a suspensão da aplicação da Lei da Dosimetria em execuções penais.</em></p>
<p><em>Supremo Tribunal Federal — Comunicados institucionais de 8 e 11 de maio de 2026 sobre as Ações Diretas de Inconstitucionalidade 7.966, 7.967, 7.968 e 7.969.</em></p>
<p><em>Supremo Tribunal Federal — Ação Penal nº 2.668 e registros oficiais da condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro.</em></p>
<p><em>Senado Federal — Levantamento de 25 de outubro de 2026 sobre a composição partidária da Casa a partir de fevereiro de 2027.</em></p>
<p><em>Senado Federal — Informações institucionais sobre a eleição da Mesa Diretora, o mandato de seus integrantes e os procedimentos regimentais de votação.</em></p>
<p><em>Constituição Federal — Dispositivos sobre competências legislativas, concessão de anistia e atribuições presidenciais relacionadas ao indulto e à comutação de penas.</em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Hugo Motta quer votar sistema distrital misto ainda em 2026; mudança pode valer em 2034</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/sistema-distrital-misto-hugo-motta-reforma-eleitoral-2026</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carlos Menezes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Oct 2026 22:18:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Câmara dos Deputados]]></category>
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		<category><![CDATA[Eleições 2030]]></category>
		<category><![CDATA[eleições 2034]]></category>
		<category><![CDATA[Hugo Motta]]></category>
		<category><![CDATA[MDB]]></category>
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		<category><![CDATA[PSD]]></category>
		<category><![CDATA[PT]]></category>
		<category><![CDATA[puxadores de votos]]></category>
		<category><![CDATA[reforma eleitoral.]]></category>
		<category><![CDATA[reforma política]]></category>
		<category><![CDATA[sistema distrital misto]]></category>
		<category><![CDATA[voto proporcional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Hugo Motta quer votar o sistema distrital misto ainda em 2026. Reforma eleitoral prevê transição em 2030 e possível implantação completa em 2034.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), pretende submeter à votação ainda em 2026 uma reforma eleitoral que poderá modificar a forma como os brasileiros elegem deputados federais, estaduais, distritais e vereadores. A articulação prevê a adoção do sistema distrital misto a partir de 2034, com uma etapa de transição nas eleições de 2030, e reúne partidos interessados em reduzir a influência de candidatos com votações expressivas sobre a distribuição de cadeiras no Legislativo.</p>
<p>A iniciativa foi anunciada após uma reunião realizada na quarta-feira (28) com dirigentes e lideranças partidárias. Participaram das negociações representantes de União Brasil, PP, PSD, Republicanos, MDB, da federação PSDB-Cidadania e do Podemos. O entendimento entre essas legendas permitiu avançar na discussão sobre o novo modelo, mas a proposta ainda depende de negociações com outras bancadas e da definição de seu texto legislativo.</p>
<p>O principal obstáculo político está na resistência de partidos que concentram parte relevante de sua votação em candidatos com alcance estadual ou nacional, especialmente PT e PL. Essas legendas possuem parlamentares capazes de atrair grande quantidade de votos e contribuir para a eleição de outros integrantes de suas bancadas. A alteração do sistema pode modificar esse mecanismo, embora seus efeitos concretos dependam das regras que forem aprovadas.</p>
<h2>Reforma eleitoral prevê transição em 2030 e sistema distrital misto em 2034</h2>
<p>O cronograma anunciado por Hugo Motta prevê duas etapas de implementação, separando a aprovação legislativa das mudanças efetivas na votação.</p>
<p>A primeira seria aplicada nas eleições gerais de 2030, por meio de um modelo de transição ainda em discussão. Entre as alternativas avaliadas está o chamado distritão misto, no qual parte das cadeiras seria preenchida pelos candidatos individualmente mais votados e outra parte pela representação partidária.</p>
<p>A segunda etapa ocorreria em 2034, quando seria adotado o sistema distrital misto completo, com a divisão dos territórios eleitorais em distritos e a combinação da escolha direta de representantes regionais com a votação proporcional em partidos.</p>
<p>A diferença entre as etapas é relevante porque o modelo de 2030 ainda não está definido. A proposta anunciada por Motta estabelece uma direção para a reforma, mas não representa uma regra eleitoral aprovada ou pronta para aplicação.</p>
<p>Pelo calendário apresentado, a transição começaria quatro anos depois da articulação atual, enquanto a implementação integral ocorreria oito anos após a discussão iniciada em 2026.</p>
<p>A intenção de votar a matéria antes do encerramento do ano também tem importância <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341668">política</a>. A nova legislatura será instalada em fevereiro de 2027, com a posse dos deputados eleitos em outubro. Dessa forma, os atuais parlamentares poderão participar da definição de regras que somente serão aplicadas em eleições futuras.</p>
<h2>Sistema distrital misto pode dar ao eleitor dois votos para deputado</h2>
<p>O modelo discutido na Câmara combina dois mecanismos de representação política.</p>
<p>No primeiro, o território eleitoral é dividido em distritos, e cada região elege diretamente um representante. Nesse formato, o resultado depende da votação obtida pelos candidatos dentro dos limites geográficos estabelecidos para a disputa.</p>
<p>No segundo, os eleitores votam em partidos ou listas partidárias, permitindo que uma parcela das cadeiras seja distribuída de acordo com o desempenho das legendas.</p>
<p>A combinação procura assegurar representação territorial e partidária dentro do mesmo Legislativo. Entretanto, o funcionamento específico depende de decisões sobre o número de distritos, a proporção de vagas destinadas a cada modalidade e a forma de compensação entre os resultados.</p>
<p>Em um modelo que reserve metade das cadeiras para cada sistema, por exemplo, uma unidade da Federação com 20 deputados poderia eleger dez representantes diretamente nos distritos e preencher as outras dez vagas pela votação partidária.</p>
<p>Esse exemplo é apenas ilustrativo. A divisão exata das vagas e os critérios de distribuição ainda precisam ser definidos no texto da reforma.</p>
<p>Também será necessário estabelecer como os partidos organizarão suas listas e se os nomes serão apresentados em uma ordem previamente determinada pelas direções partidárias. Essa definição altera a influência dos eleitores e das estruturas internas das legendas sobre a escolha dos representantes.</p>
<p>A experiência brasileira atual é diferente. O país utiliza o sistema proporcional de lista aberta, no qual os eleitores votam em candidatos ou legendas, e o total de votos recebidos por cada partido ou federação influencia o número de cadeiras conquistadas.</p>
<h2>Mudança pode reduzir influência dos puxadores de votos na Câmara</h2>
<p>Um dos principais pontos da reforma é a tentativa de modificar os efeitos produzidos pelos chamados puxadores de votos.</p>
<p>No sistema proporcional atualmente utilizado, candidatos com votações muito elevadas contribuem para ampliar o desempenho eleitoral de seus partidos ou federações. Isso permite que integrantes da mesma legenda conquistem vagas mesmo com votações individuais significativamente menores.</p>
<p>O mecanismo decorre da distribuição proporcional das cadeiras, e não de uma transferência direta de votos entre candidatos.</p>
<p>De acordo com as regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o quociente eleitoral é calculado dividindo-se o número de votos válidos pela quantidade de vagas em disputa. O desempenho de cada partido ou federação, combinado com as exigências de votação nominal e as regras de distribuição das sobras, determina quantas cadeiras cada agrupamento poderá preencher.</p>
<p>Pelas normas aplicadas nas eleições proporcionais de 2026, os candidatos precisam, como regra geral para o preenchimento de vagas pelo quociente partidário, alcançar pelo menos 10% do quociente eleitoral. Existem critérios específicos para a distribuição das vagas remanescentes.</p>
<p>O sistema distrital misto modificaria essa dinâmica porque uma parcela dos parlamentares seria escolhida diretamente em disputas territoriais. Nesses casos, a votação expressiva de um candidato em determinada região não produziria automaticamente o mesmo efeito sobre a eleição de colegas de partido em outros distritos.</p>
<p>A mudança, entretanto, não eliminaria necessariamente toda a influência dos candidatos populares sobre as bancadas. A parcela proporcional continuaria permitindo representação partidária conforme as regras adotadas para as listas e a distribuição das vagas.</p>
<h2>PSD, MDB e partidos com presença municipal participam da articulação</h2>
<p>A reforma tem potencial para modificar as estratégias eleitorais de partidos com diferentes formas de organização.</p>
<p>Siglas com ampla presença em prefeituras, câmaras municipais e estruturas regionais podem encontrar novas oportunidades em disputas delimitadas territorialmente. O PSD, presidido por Gilberto Kassab, e o MDB estão entre os partidos que participaram das negociações conduzidas por Motta.</p>
<p>No sistema distrital, a formação de alianças locais, o reconhecimento de lideranças regionais e a capacidade de mobilização em determinados municípios podem adquirir maior importância na disputa por cadeiras.</p>
<p>Essa característica também pode alterar o perfil das candidaturas. Políticos com votação concentrada em uma área específica poderiam disputar diretamente a representação daquele território, enquanto candidatos com apoio distribuído por diferentes regiões precisariam avaliar como concorrer às vagas distritais ou partidárias.</p>
<p>A eventual vantagem para partidos com maior presença municipal, contudo, não está assegurada. Ela dependerá da distribuição dos distritos, da quantidade de representantes por unidade da Federação e dos critérios adotados para preencher a parcela proporcional.</p>
<p>Outro aspecto relevante é a possibilidade de aumentar a importância das direções partidárias na seleção dos candidatos. Caso as listas sejam fechadas e previamente ordenadas, a posição ocupada por cada concorrente poderá ter peso decisivo na eleição.</p>
<p>Por isso, a elaboração do texto deverá definir não apenas o funcionamento do voto, mas também as regras de organização interna dos partidos e os mecanismos de representação dos eleitores.</p>
<h2>PT e PL podem dificultar aprovação da reforma política</h2>
<p>A busca por apoio além dos partidos de centro constitui a próxima etapa das negociações.</p>
<p>Hugo Motta afirmou que pretende dialogar com outras legendas, incluindo a federação formada por PT, PCdoB e PV, além de PL, Novo e demais partidos representados na Câmara.</p>
<p>A necessidade de ampliar o acordo está relacionada ao peso dessas bancadas nas votações legislativas. Embora exista entendimento inicial entre os participantes da reunião de 28 de outubro, isso não significa que a proposta já tenha votos suficientes para modificar a Constituição.</p>
<p>PT e PL possuem bases eleitorais expressivas e diferentes formas de mobilização política. Parte de seus candidatos alcança votações elevadas por meio de redes de militância, estruturas partidárias e presença nas plataformas digitais.</p>
<p>Nesse contexto, a discussão sobre o sistema distrital misto também envolve o alcance territorial do voto. Candidatos que recebem apoio em diversas cidades poderão enfrentar condições distintas das atuais caso uma parcela significativa das cadeiras passe a depender de disputas em distritos.</p>
<p>As resistências relatadas durante as articulações ainda não equivalem a uma posição definitiva de todas as bancadas sobre um texto formal. A proposta permanece em negociação e poderá sofrer alterações para reunir os apoios necessários.</p>
<h2>Reforma precisará de pelo menos 308 votos na Câmara e 49 no Senado</h2>
<p>A intenção anunciada por Hugo Motta é utilizar uma proposta de emenda à Constituição (PEC) para estabelecer as mudanças estruturais no sistema eleitoral.</p>
<p>Esse instrumento exige maioria qualificada nas duas Casas do Congresso Nacional.</p>
<p>Na Câmara dos Deputados, a aprovação de uma PEC depende de pelo menos 308 votos favoráveis em cada um dos dois turnos de votação. No Senado, são necessários 49 votos, também em dois turnos.</p>
<p>Esses quóruns correspondem a três quintos dos membros de cada Casa. Uma maioria simples dos parlamentares presentes, portanto, não seria suficiente para aprovar a reforma constitucional.</p>
<p>O texto também deverá passar pelas etapas de admissibilidade e análise previstas no processo legislativo. Caso as duas Casas aprovem versões diferentes, será necessário conciliar as alterações antes da promulgação da emenda.</p>
<p>Outro limite está no artigo 16 da Constituição, que estabelece o princípio da anterioridade eleitoral. Pela regra, uma alteração do processo eleitoral não pode ser aplicada a uma eleição realizada até um ano depois de sua entrada em vigor.</p>
<p>A discussão atual contempla justamente um período de implementação gradual. Entretanto, a definição de uma transição em 2030 e da adoção integral em 2034 não dispensa o cumprimento dos requisitos constitucionais de aprovação.</p>
<p>O anúncio de uma possível votação ainda em 2026 representa, portanto, o início de uma nova etapa de negociação, e não a conclusão da reforma.</p>
<h2>Proposta anterior de voto distrital misto continua em tramitação desde 2017</h2>
<p>A discussão sobre o sistema distrital misto não começou com a reunião realizada em outubro.</p>
<p>A Câmara já analisa o Projeto de Lei nº 9.212/2017, originário do Senado Federal e de autoria do então senador José Serra. O texto busca alterar a legislação eleitoral para instituir um modelo que combine a escolha de candidatos por distritos com a representação proporcional dos partidos.</p>
<p>A proposta foi aprovada pelo Senado e encaminhada à Câmara em novembro de 2017. Na consulta legislativa realizada em 30 de outubro de 2026, o projeto aparecia aguardando parecer na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.</p>
<p>Em fevereiro de 2025, Hugo Motta já havia anunciado a intenção de instalar uma comissão para discutir a implementação do voto distrital misto, tendo como referência esse projeto.</p>
<p>Há, entretanto, uma diferença entre a iniciativa legislativa existente e a reforma constitucional agora articulada.</p>
<p>O PL 9.212/2017 é um projeto de lei que altera regras eleitorais. A iniciativa anunciada em outubro de 2026 deverá ser estruturada como uma PEC, conforme a intenção manifestada pelo presidente da Câmara.</p>
<p>Os dois instrumentos possuem procedimentos legislativos e exigências de aprovação diferentes. A existência de um projeto anterior não significa que a nova proposta constitucional tenha sido apresentada formalmente ou que seu conteúdo já esteja definido.</p>
<h2>Câmara rejeitou mudança semelhante na reforma eleitoral de 2017</h2>
<p>O histórico de tentativas anteriores mostra que a alteração do sistema proporcional enfrenta dificuldades recorrentes de formação de maioria parlamentar.</p>
<p>Em setembro de 2017, a Câmara rejeitou uma proposta que previa inicialmente a adoção do chamado distritão e, posteriormente, a transição para o voto distrital misto.</p>
<p>Na votação realizada em 19 de setembro daquele ano, a mudança recebeu 205 votos favoráveis, 238 contrários e uma abstenção.</p>
<p>O resultado ficou 103 votos abaixo dos 308 necessários para aprovar uma alteração constitucional.</p>
<p>Naquele momento, o modelo discutido previa que os candidatos mais votados fossem eleitos diretamente durante uma etapa inicial e que, posteriormente, metade das vagas fosse preenchida por disputas distritais e a outra metade pela votação proporcional dos partidos.</p>
<p>A proposta acabou rejeitada, mantendo-se o sistema proporcional.</p>
<p>O precedente não determina o resultado da nova articulação, mas demonstra que a definição de um modelo de transição e a negociação entre partidos serão elementos centrais na tramitação.</p>
<h2>Câmara também pretende discutir regras para propaganda eleitoral nas redes sociais</h2>
<p>A reforma política anunciada por Motta inclui uma segunda frente de discussão, relacionada ao funcionamento das plataformas digitais durante as campanhas eleitorais.</p>
<p>O presidente da Câmara comunicou a criação de um grupo de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/trabalho" target="_blank"  rel="noopener" title="Trabalho" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341669">trabalho</a> com representantes dos partidos para elaborar propostas de alteração do Código Eleitoral e estabelecer critérios para a propaganda política nas redes sociais.</p>
<p>A iniciativa pretende discutir regras de transparência e igualdade de condições entre candidatos, levando em consideração a influência crescente das plataformas digitais na comunicação política.</p>
<p>O debate envolve a diferença entre os meios tradicionais de propaganda, como rádio, televisão e materiais impressos, e as formas de distribuição de conteúdo no ambiente digital.</p>
<p>Segundo Motta, a intenção é estabelecer critérios conhecidos pelos participantes do processo eleitoral, sem restringir genericamente a manifestação política.</p>
<p>As regras específicas ainda dependerão do trabalho dos parlamentares e da apresentação de um texto legislativo. Até o momento, não existe definição oficial sobre mudanças nos mecanismos de distribuição algorítmica de conteúdo, nos critérios de impulsionamento ou em eventuais limites para campanhas nas plataformas.</p>
<p>A discussão poderá ocorrer paralelamente à reforma do sistema de votação, mas os dois temas possuem objetos distintos e poderão seguir tramitações legislativas próprias.</p>
<h2>Definição dos distritos será uma das etapas da nova reforma</h2>
<p>Se houver acordo parlamentar para avançar com a proposta, uma das questões mais importantes será estabelecer como os distritos eleitorais serão desenhados.</p>
<p>A divisão territorial precisará considerar a quantidade de cadeiras atribuídas a cada estado, a distribuição da população e os critérios utilizados para assegurar representação política.</p>
<p>Também será necessário decidir se a proporção de vagas distritais e partidárias será uniforme e como serão resolvidas situações em que o número de cadeiras de determinada unidade da Federação não permita uma divisão exata em duas partes iguais.</p>
<p>Outro ponto ainda indefinido é o mecanismo de distribuição das vagas proporcionais. Dependendo da fórmula adotada, essa parcela poderá compensar resultados obtidos nos distritos ou funcionar como uma disputa paralela, produzindo efeitos diferentes sobre a composição das bancadas.</p>
<p>Essas definições são necessárias para avaliar os impactos efetivos da reforma sobre o eleitor, os candidatos e os partidos.</p>
<p>A próxima etapa anunciada por Hugo Motta será ampliar as negociações com as bancadas que não participaram do entendimento inicial e buscar diálogo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).</p>
<p>Até 30 de outubro de 2026, a adoção do voto distrital misto permanecia uma proposta política em articulação. O modelo vigente continua sendo o proporcional, e qualquer substituição dependerá da aprovação das alterações legislativas necessárias, da definição das regras de transição e de sua entrada em vigor.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Câmara dos Deputados — Comunicado oficial de 28 de outubro de 2026 sobre a reunião de Hugo Motta com lideranças partidárias, o sistema distrital misto e a regulamentação de plataformas digitais.</em></p>
<p><em>Câmara dos Deputados — Ficha de tramitação do Projeto de Lei nº 9.212/2017, que propõe a instituição do voto distrital misto nas eleições proporcionais.</em></p>
<p><em>Câmara dos Deputados — Registro da votação de setembro de 2017 que rejeitou a adoção do distritão e a transição para o voto distrital misto.</em></p>
<p><em>Câmara dos Deputados — Orientações oficiais sobre o processo legislativo e os requisitos para aprovação de propostas de emenda à Constituição.</em></p>
<p><em>Tribunal Superior Eleitoral — Resolução nº 23.677/2021, com alterações posteriores, sobre os sistemas eleitorais e a distribuição de vagas nas eleições proporcionais.</em></p>
<p><em>Tribunal Superior Eleitoral — Glossário Eleitoral Brasileiro, com as regras de cálculo do quociente eleitoral.</em></p>
<p><em>Presidência da República — Constituição Federal de 1988, especialmente os artigos 16, 45 e 60, relativos à anterioridade eleitoral, representação proporcional e tramitação de emendas constitucionais.</em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Vorcaro atribui crise do BRB (BSLI3) à operação da PF e cita saques de R$ 9 bilhões</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/vorcaro-crise-brb-saques-9-bilhoes</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Álvaro Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Oct 2026 21:38:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Banco Central]]></category>
		<category><![CDATA[Banco Master]]></category>
		<category><![CDATA[BRB]]></category>
		<category><![CDATA[BSLI3]]></category>
		<category><![CDATA[crise bancária]]></category>
		<category><![CDATA[Daniel Vorcaro]]></category>
		<category><![CDATA[investigação financeira]]></category>
		<category><![CDATA[operação Compliance Zero]]></category>
		<category><![CDATA[Polícia Federal]]></category>
		<category><![CDATA[saques bilionários]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Daniel Vorcaro atribui crise do BRB à investigação da PF e cita saques de R$ 9 bilhões. Banco estima necessidade de R$ 8,8 bilhões para recompor capital.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, afirmou à Polícia Federal que a crise financeira enfrentada pelo Banco de Brasília (BSLI3) foi provocada pela perda de confiança após a investigação e a liquidação do conglomerado que controlava, e não pelas operações de crédito realizadas entre as duas instituições. Durante depoimento prestado em 15 de outubro de 2026, cuja gravação foi divulgada nesta quinta-feira (29), o ex-banqueiro alegou que o BRB sofreu saques de R$ 9 bilhões depois da deflagração da Operação Compliance Zero e de sua prisão.</p>
<p>A declaração representa uma tentativa de contestar a relação entre as transações investigadas e as dificuldades financeiras do banco controlado pelo Governo do Distrito Federal. Vorcaro sustentou que os créditos considerados problemáticos foram substituídos por outros ativos e que o BRB teria recebido garantias suficientes para preservar os recursos utilizados nas operações. A versão, entretanto, diverge das conclusões da Polícia Federal e das informações apresentadas pela atual administração da instituição.</p>
<p>Em relatório concluído em 28 de outubro, a PF apontou aproximadamente R$ 2,7 bilhões em perdas já formalizadas e reconhecidas nas operações investigadas. O presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, havia informado ao Senado, em junho, que o banco precisava de R$ 8,8 bilhões para fazer frente a possíveis perdas relacionadas aos <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank"  rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341667">negócios</a> com o Master. Os valores correspondem a avaliações diferentes e não comprovam, isoladamente, a origem ou a dimensão da crise de liquidez mencionada por Vorcaro.</p>
<h2>Vorcaro afirma que retirada de depósitos provocou crise de confiança no BRB</h2>
<p>No depoimento à delegada Janaína Palazzo, Vorcaro defendeu que a situação do Banco de Brasília se deteriorou depois que a investigação policial ganhou publicidade e o Banco Central determinou a liquidação do Master, em novembro de 2025.</p>
<p>O empresário argumentou que a associação pública entre as duas instituições afetou a percepção de segurança dos depositantes e provocou uma retirada expressiva de recursos. Segundo ele, aproximadamente R$ 9 bilhões teriam saído do BRB após a liquidação e sua prisão.</p>
<p>&#8220;O banco vive de credibilidade&#8221;, afirmou Vorcaro durante o interrogatório, ao explicar sua interpretação sobre as dificuldades enfrentadas pela instituição pública.</p>
<p>O ex-controlador do Master sustentou que os saques comprometeram a liquidez do BRB, independentemente da qualidade dos ativos que haviam sido negociados entre as instituições. Também negou ter provocado diretamente essa situação e afirmou que o banco comprador continuava detendo garantias suficientes para cobrir as operações questionadas.</p>
<p>A cifra de R$ 9 bilhões, porém, foi apresentada pelo próprio investigado. Não foi identificada, na documentação pública examinada, uma demonstração financeira atualizada que permitisse confirmar de maneira independente o volume exato dessas retiradas, os períodos em que ocorreram e sua relação direta com a investigação.</p>
<p>Uma retirada de depósitos dessa magnitude pode pressionar o caixa de qualquer instituição financeira. Isso acontece porque os bancos mantêm parte dos recursos captados aplicada em empréstimos e outros ativos com diferentes prazos de vencimento. Quando muitos clientes solicitam simultaneamente a devolução de seus depósitos, a instituição precisa mobilizar recursos disponíveis ou obter novas fontes de financiamento para atender aos pagamentos.</p>
<p>Essa dinâmica, contudo, não elimina a possibilidade de problemas patrimoniais decorrentes da aquisição de ativos com valor inferior ao registrado contabilmente. As duas situações podem ocorrer ao mesmo tempo, embora tenham causas, indicadores e mecanismos de recuperação distintos.</p>
<h2>BRB calcula necessidade de R$ 8,8 bilhões para cobrir possíveis perdas</h2>
<p>A principal divergência com a explicação de Vorcaro está nas avaliações feitas pela atual administração do Banco de Brasília.</p>
<p>Em audiência pública realizada em 9 de junho de 2026 na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, o presidente Nelson Antônio de Souza informou que as transações entre BRB e Banco Master somaram aproximadamente R$ 30 bilhões entre 2024 e outubro de 2025.</p>
<p>Segundo o executivo, R$ 21,9 bilhões permaneceram no BRB sob a forma de ativos financeiros. Dentro desse conjunto, cerca de R$ 12,12 bilhões estavam associados às operações que deram origem à investigação da Polícia Federal.</p>
<p>A análise interna identificou, inicialmente, R$ 2,6 bilhões em carteiras vinculadas à empresa Tirreno que, segundo o presidente do banco, não possuíam lastro comprovado. A avaliação foi posteriormente ampliada para outros ativos considerados frágeis ou de difícil recuperação, elevando a estimativa de possíveis perdas para R$ 8,8 bilhões.</p>
<p>O montante equivale a aproximadamente 40,2% dos R$ 21,9 bilhões em ativos relacionados ao Master que, conforme os números apresentados ao Senado, haviam permanecido no BRB. O cálculo demonstra a dimensão da exposição considerada problemática pela administração, mas não significa que toda essa parcela tenha sido definitivamente perdida.</p>
<p>A diferença entre os R$ 2,6 bilhões inicialmente identificados e os R$ 8,8 bilhões estimados para provisionamento também é relevante. O primeiro valor corresponde às carteiras que a administração declarou não possuir lastro. O segundo incorpora outros ativos cuja recuperação apresenta incertezas, ainda que não sejam necessariamente inexistentes.</p>
<p>Ao prestar esclarecimentos aos senadores, Nelson Antônio de Souza explicou que a instituição precisava reconhecer potenciais perdas de maneira prudencial, sem esperar que todos os créditos chegassem ao vencimento ou que cada contrato fosse definitivamente declarado irrecuperável.</p>
<p>A manifestação ocorreu meses antes da divulgação do novo depoimento de Vorcaro, mas oferece uma avaliação institucional que contrasta com a tese de inexistência de danos apresentada pelo ex-controlador do Master.</p>
<h2>Polícia Federal aponta R$ 2,7 bilhões em perdas já reconhecidas</h2>
<p>O relatório parcial da Operação Compliance Zero, encaminhado em 28 de outubro de 2026 ao Supremo Tribunal Federal, acrescentou um terceiro conjunto de informações sobre as consequências das operações.</p>
<p>A Polícia Federal concluiu essa etapa da investigação com o indiciamento de Vorcaro e outras 14 pessoas, entre elas o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa e o ex-sócio do Master Augusto Lima.</p>
<p>Os investigadores atribuíram ao fundador do Master participação pessoal e diretiva nas negociações de carteiras de crédito consideradas irregulares. Para a corporação, a estrutura utilizada permitiu a transferência de ativos sem comprovação adequada de existência e proporcionou recursos financeiros ao banco controlado por Vorcaro.</p>
<p>Segundo o relatório, aproximadamente R$ 2,7 bilhões em perdas já haviam sido formalizados e reconhecidos. Essa cifra não representa o valor total das operações suspeitas nem a integralidade das perdas potenciais estimadas pela administração do BRB.</p>
<p>A diferença decorre da abrangência dos indicadores. Os R$ 2,7 bilhões correspondem ao montante identificado pela investigação policial como perda já reconhecida, enquanto os R$ 8,8 bilhões refletem a avaliação mais ampla de possíveis perdas apresentada pelo presidente do BRB.</p>
<p>A PF também investiga a comercialização de carteiras de crédito avaliadas em aproximadamente R$ 12,2 bilhões, cuja documentação e origem são questionadas. Esse volume indica a dimensão financeira dos negócios examinados e não deve ser automaticamente classificado como prejuízo definitivo.</p>
<p>Na manifestação apresentada após o indiciamento, a defesa de Vorcaro negou a existência de fraude e afirmou que os créditos ligados à Tirreno foram substituídos por outros ativos. Os advogados também sustentaram que nenhuma perícia oficial havia demonstrado o prejuízo atribuído ao empresário.</p>
<p>O indiciamento é um ato da investigação policial e não representa condenação judicial. As conclusões da Polícia Federal continuam sujeitas à avaliação do Ministério Público e ao contraditório no processo judicial.</p>
<h2>Banco Central identificou inconsistências antes da liquidação do Master</h2>
<p>A interpretação apresentada por Vorcaro também difere da posição institucional divulgada pelo Banco Central sobre as operações com o Banco de Brasília.</p>
<p>Em nota oficial, a autoridade monetária informou que sua área de supervisão identificou inconsistências nas cessões de carteiras de crédito realizadas pelo Master ao BRB. Segundo o órgão, as análises demonstraram a insubsistência de ativos integrantes das carteiras examinadas.</p>
<p>O Banco Central acrescentou que comunicou os indícios de irregularidades ao Ministério Público Federal e adotou medidas prudenciais preventivas para impedir novas operações que pudessem comprometer a liquidez do BRB.</p>
<p>Em 18 de novembro de 2025, a autoridade monetária decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master e de outras instituições de seu conglomerado. No comunicado que anunciou a medida, apontou grave crise de liquidez, comprometimento significativo da situação econômico-financeira e violações das normas do Sistema Financeiro Nacional.</p>
<p>A decisão administrativa atingiu o Master, e não representou a liquidação do BRB, que continuou em funcionamento.</p>
<p>O posicionamento do Banco Central não estabelece, por si só, a responsabilidade criminal de Vorcaro. Entretanto, demonstra que a identificação de inconsistências nas carteiras de crédito foi apresentada oficialmente como resultado de atividades de supervisão anteriores à liquidação.</p>
<p>Assim, a tese de que a investigação provocou a crise do BRB precisa ser distinguida das suspeitas sobre a regularidade dos ativos. Mesmo que a publicidade da operação tenha afetado a confiança dos depositantes, a existência de retiradas de recursos não demonstraria automaticamente que os negócios financeiros investigados eram regulares.</p>
<h2>Governo do DF tenta viabilizar empréstimo de R$ 6,6 bilhões ao BRB</h2>
<p>Enquanto a investigação avança, a recuperação da capacidade financeira do Banco de Brasília depende de medidas de capitalização e da obtenção de novos recursos.</p>
<p>O plano apresentado pela administração do BRB prevê um reforço patrimonial de R$ 8,8 bilhões. Desse valor, R$ 6,6 bilhões seriam provenientes de uma operação de crédito negociada pelo Governo do Distrito Federal com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Os R$ 2,2 bilhões restantes seriam obtidos por meio da securitização de créditos da dívida ativa distrital.</p>
<p>A estrutura foi apresentada à Comissão de Assuntos Econômicos do Senado em junho e recebeu autorização legislativa da Câmara Legislativa do Distrito Federal em 9 de junho de 2026, por meio do Projeto de Lei nº 2.363/2026.</p>
<p>A aprovação parlamentar autorizou a contratação do empréstimo, mas não significou sua liberação imediata. A operação continuou enfrentando entraves relacionados às garantias e à participação das instituições financeiras envolvidas.</p>
<p>Em agosto, uma audiência de conciliação realizada no STF terminou sem acordo definitivo. Em setembro, o ministro Luiz Fux determinou que a União, o Banco Central e o FGC prestassem esclarecimentos sobre as dificuldades para viabilizar o financiamento.</p>
<p>A estrutura planejada prevê que o GDF obtenha o crédito e utilize os recursos para reforçar o capital da instituição financeira que controla. O mecanismo é diferente de um empréstimo destinado simplesmente a repor depósitos retirados pelos clientes.</p>
<p>Pelos valores anunciados, os R$ 6,6 bilhões representariam 75% do reforço patrimonial planejado, enquanto os R$ 2,2 bilhões da securitização corresponderiam aos 25% restantes.</p>
<p>A combinação dessas fontes de recursos busca recompor os indicadores prudenciais do BRB, preservando sua capacidade de realizar operações e cumprir exigências regulatórias. Até 30 de outubro, as informações públicas consultadas não permitiam confirmar a efetiva contratação e liberação integral do financiamento de R$ 6,6 bilhões.</p>
<h2>Saques de clientes e perdas em carteiras têm impactos diferentes</h2>
<p>O contraste entre os números apresentados por Vorcaro, pelo BRB e pela Polícia Federal exige distinguir duas dimensões da situação financeira de um banco: liquidez e patrimônio.</p>
<p>A liquidez corresponde à disponibilidade de recursos para cumprir obrigações nos respectivos vencimentos, incluindo saques, transferências e pagamentos. Uma instituição pode enfrentar dificuldades de liquidez quando ocorre uma retirada expressiva de depósitos, mesmo que possua ativos cujo valor contábil seja superior ao montante de suas obrigações.</p>
<p>O patrimônio, por sua vez, é afetado quando a instituição registra perdas em créditos ou outros investimentos. Caso ativos adquiridos por determinado valor não possam ser recuperados integralmente, o banco precisa reconhecer os efeitos contábeis e manter capital suficiente para absorver os riscos.</p>
<p>Essas diferenças ajudam a compreender por que a alegação de saques de R$ 9 bilhões não elimina as preocupações relacionadas às carteiras de crédito negociadas com o Master.</p>
<p>Os recursos que teriam sido retirados pelos depositantes, conforme a versão de Vorcaro, representam uma possível pressão sobre o caixa. Já os R$ 8,8 bilhões estimados pelo BRB correspondem a uma necessidade de reforço patrimonial associada à qualidade dos ativos.</p>
<p>Não seria correto somar automaticamente essas duas cifras para calcular um prejuízo de R$ 17,8 bilhões. Tampouco é possível subtrair uma da outra para concluir que a crise decorreu exclusivamente de retiradas de depósitos ou das operações investigadas. Trata-se de indicadores diferentes, sujeitos a critérios próprios de avaliação.</p>
<p>A determinação precisa dos impactos depende de demonstrações financeiras atualizadas, de auditorias e da identificação dos fluxos efetivos de entrada e saída de recursos.</p>
<h2>BRB afirma ter substituído carteiras e reforçado controles internos</h2>
<p>Em manifestação institucional sobre a exposição às operações com o Master, o Banco de Brasília informou que mais de R$ 10 bilhões de um conjunto de R$ 12,76 bilhões em carteiras com documentação fora do padrão haviam sido liquidados ou substituídos.</p>
<p>O banco acrescentou que os procedimentos de substituição de ativos e inclusão de garantias estavam previstos contratualmente e foram comunicados ao Banco Central.</p>
<p>A informação confirma a existência de operações de reposição de carteiras, aspecto utilizado por Vorcaro para sustentar sua defesa. Entretanto, não resolve a divergência sobre o valor recuperável dos ativos substitutos nem sobre a regularidade dos negócios originais.</p>
<p>Uma carteira de crédito pode ser substituída formalmente e, ainda assim, exigir avaliação sobre a capacidade de pagamento dos devedores, a qualidade das garantias e a possibilidade efetiva de recuperação dos valores.</p>
<p>O BRB informou também que reforçou seus controles internos e adotou medidas para preservar os interesses da instituição, inclusive no processo de liquidação extrajudicial do Banco Master, no qual figura como credor.</p>
<p>Essas providências são relevantes para a recuperação financeira do banco, mas não equivalem a uma conclusão definitiva sobre a inexistência de perdas ou responsabilidades nas operações realizadas entre 2024 e 2025.</p>
<h2>Inquérito no STF ainda depende de perícias e novas diligências</h2>
<p>Ao final de seu depoimento, Vorcaro voltou a pedir o arquivamento da investigação, afirmando que as operações questionadas não produziram prejuízo e que os ativos entregues ao BRB deveriam ser submetidos a uma avaliação independente.</p>
<p>A Polícia Federal, entretanto, solicitou ao Supremo Tribunal Federal mais 60 dias para concluir exames periciais pendentes e realizar diligências complementares. O pedido foi apresentado juntamente com o relatório parcial de indiciamentos de 28 de outubro.</p>
<p>O caso tramita no Inquérito nº 5.026, sob relatoria do ministro André Mendonça. A investigação envolve suspeitas de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, organização criminosa e lavagem de dinheiro, entre outras condutas individualmente atribuídas aos investigados.</p>
<p>Vorcaro permanece preso preventivamente no Distrito Federal, e sua defesa também busca a revogação da custódia.</p>
<p>A análise das provas ainda deverá considerar a documentação das carteiras de crédito, a avaliação dos ativos oferecidos em substituição e a participação dos dirigentes nas decisões financeiras. A alegação de retirada de R$ 9 bilhões em depósitos também depende de comprovação independente para que sua dimensão e seus efeitos possam ser estabelecidos.</p>
<p>Até 30 de outubro de 2026, não havia decisão definitiva de mérito que atribuísse responsabilidade criminal a Vorcaro pelos fatos descritos no relatório parcial. A continuidade das apurações deverá esclarecer tanto a regularidade das operações entre Master e BRB quanto os efeitos financeiros efetivamente produzidos sobre a instituição pública.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Polícia Federal — Relatório parcial de indiciamentos de 28 de outubro de 2026, no âmbito da Operação Compliance Zero, com informações sobre os investigados e as perdas identificadas.</em></p>
<p><em>Senado Federal — Notas taquigráficas da audiência pública da Comissão de Assuntos Econômicos de 9 de junho de 2026, com declarações do presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, sobre ativos, provisões e capitalização.</em></p>
<p><em>Banco Central do Brasil — Nota institucional sobre as inconsistências identificadas nas operações de cessão de carteiras de crédito do Banco Master ao BRB.</em></p>
<p><em>Banco Central do Brasil — Comunicado nº 44.234 e nota oficial de 18 de novembro de 2025 sobre a liquidação extrajudicial do Banco Master.</em></p>
<p><em>BRB – Banco de Brasília — Nota institucional sobre substituição e liquidação de carteiras de crédito, reforço de garantias e medidas de controle interno.</em></p>
<p><em>Câmara Legislativa do Distrito Federal — Aprovação do Projeto de Lei nº 2.363/2026, em 9 de junho de 2026, sobre a operação de crédito de até R$ 6,6 bilhões destinada à capitalização do BRB.</em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Defesa de Vorcaro aponta alterações em 657 arquivos de celular e questiona provas da PF</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/defesa-vorcaro-alteracoes-celular-provas-pf</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Júlia Campos]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Oct 2026 21:19:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[Polícia Federal]]></category>
		<category><![CDATA[STF]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Defesa de Daniel Vorcaro aponta alterações em 657 arquivos de celular apreendido pela PF e pede ao STF acesso aos dados originais da investigação.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A defesa de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um parecer pericial que identifica registros de modificação em 657 arquivos e de criação de outros 436 no celular apreendido pela Polícia Federal (PF) em novembro de 2025. O documento, protocolado nesta quinta-feira (29), é utilizado pelos advogados para questionar a integridade das provas digitais da Operação Compliance Zero e solicitar acesso aos registros originais da investigação.</p>
<p>A contestação ocorre dois dias depois de a PF encaminhar ao Supremo um relatório parcial que formalizou o indiciamento de Vorcaro e outras 14 pessoas por suspeitas de crimes financeiros relacionados às operações entre o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB). A defesa sustenta que possíveis falhas na documentação do manuseio do telefone impedem uma verificação independente da autenticidade e da integridade dos dados extraídos.</p>
<p>O parecer foi elaborado pelo perito Marcos Monteiro, da empresa MM Forense, contratado pelos advogados. Embora identifique alterações em arquivos e atividades registradas pelo aparelho após sua apreensão, a análise não estabelece quem realizou essas operações nem comprova adulteração intencional das informações. Parte dos eventos também é compatível com procedimentos automáticos do sistema operacional do telefone, circunstância relevante para determinar o alcance das conclusões apresentadas.</p>
<p>A Polícia Federal não apresentou manifestação pública específica sobre as alegações do parecer. Até esta sexta-feira (30), também não havia confirmação de decisão do STF reconhecendo irregularidade na cadeia de custódia ou determinando a exclusão das provas questionadas.</p>
<h2>Perícia identifica 657 arquivos modificados e 436 criados após apreensão</h2>
<p>O celular de Daniel Vorcaro foi apreendido em 17 de novembro de 2025, durante sua primeira prisão, realizada no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. O equipamento passou a integrar o conjunto de evidências digitais utilizado nas investigações sobre as atividades do Banco Master e suas relações com outras instituições financeiras.</p>
<p>Segundo o parecer apresentado pela defesa, 657 arquivos registraram modificações em 18 de novembro, quando o aparelho já estava sob custódia policial. Entre eles, havia 59 bancos de dados. O documento também identificou 436 arquivos com registros de criação naquela data, incluindo 94 imagens e cinco bancos de dados.</p>
<p>O levantamento menciona ainda 340 arquivos com datas de modificação registradas em maio de 2026, aproximadamente seis meses depois da extração inicial dos dados, realizada em novembro de 2025. Os advogados consideram essas ocorrências elementos que precisam ser esclarecidos pela investigação.</p>
<p>A existência de registros posteriores à apreensão, entretanto, não demonstra necessariamente que alguém tenha incluído, excluído ou alterado deliberadamente conversas utilizadas como prova. Sistemas operacionais podem atualizar bancos de dados, gerar arquivos temporários e modificar metadados durante procedimentos de funcionamento, armazenamento ou perícia.</p>
<p>Também é necessário diferenciar alterações no conteúdo de um arquivo de atualizações em seus atributos técnicos. Uma data de modificação registrada pelo sistema, isoladamente, não permite determinar a natureza da operação nem identificar seu responsável.</p>
<h2>Celular registrou 207 eventos de tela e 33 ativações da câmera frontal</h2>
<p>Outro ponto questionado pela defesa envolve a atividade registrada pelo telefone entre 23h22 de 17 de novembro e 2h25 de 18 de novembro de 2025.</p>
<p>Conforme o parecer, nesse intervalo foram identificados 207 eventos relacionados à tela, 33 ativações da câmera frontal associadas ao reconhecimento facial e três conexões pela porta USB. Os advogados afirmam que o equipamento estava sob custódia da Polícia Federal e em modo avião.</p>
<p>A defesa também destaca um registro de modificação no banco de dados utilizado pelo WhatsApp para armazenar informações de conversas e chamadas. Segundo o documento, a atualização ocorreu às 1h48min14s, poucos segundos depois de uma conexão USB.</p>
<p>Para os advogados, a proximidade temporal entre os eventos exige esclarecimentos sobre as condições em que o telefone foi preservado e examinado. A argumentação também considera a necessidade de identificar todas as pessoas que tiveram acesso físico ao aparelho.</p>
<p>Os registros, porém, admitem interpretações técnicas diferentes. Em dispositivos que utilizam o sistema iOS, o acionamento da tela pode ocorrer por movimentação, toque ou conexão à energia. O reconhecimento facial também pode ser ativado automaticamente, mesmo quando nenhuma tentativa resulta no desbloqueio do equipamento.</p>
<p>Da mesma forma, uma conexão USB pode corresponder exclusivamente ao carregamento da bateria, sem transferência de arquivos. A existência desse registro não constitui, por si só, evidência de acesso indevido aos dados armazenados.</p>
<p>Análises dos registros divulgadas nesta sexta-feira indicam que parte das atividades mencionadas pela defesa é compatível com rotinas automáticas do iPhone. Também não foi identificada, nesses registros, comprovação de desbloqueio do aparelho após sua colocação em modo avião.</p>
<p>Essa interpretação não elimina a necessidade de documentar o manuseio do equipamento, mas diferencia a ocorrência de eventos técnicos da demonstração de interferência humana sobre o conteúdo das evidências.</p>
<h2>Defesa pede arquivos originais, códigos hash e documentação dos lacres</h2>
<p>A petição apresentada ao STF solicita a preservação integral dos dados brutos extraídos do telefone, acompanhados dos registros técnicos da coleta e dos elementos necessários à verificação de sua integridade.</p>
<p>Entre os documentos requeridos estão os códigos hash, os registros de lacração e abertura dos invólucros, as fotografias dos lacres e a identificação dos responsáveis pela posse e pelo manuseio do aparelho desde a apreensão até a realização dos exames periciais.</p>
<p>Os códigos hash são identificadores calculados por algoritmos matemáticos a partir do conteúdo de arquivos digitais. Quando obtidos com o mesmo algoritmo, valores diferentes demonstram que os dados comparados não são idênticos. Valores coincidentes fornecem um elemento técnico importante para verificar a correspondência entre cópias.</p>
<p>Essa verificação, entretanto, precisa considerar o momento em que os códigos foram calculados. A correspondência entre dois arquivos derivados de uma extração não comprova, isoladamente, que o conteúdo do dispositivo permaneceu inalterado antes da coleta.</p>
<p>A defesa afirma solicitar acesso aos dados brutos e à documentação da perícia desde 19 de fevereiro de 2026. Segundo os advogados, o material disponibilizado até agora não permitiria reconstruir integralmente os procedimentos aplicados ao equipamento.</p>
<p>O parecer também questiona informações ausentes ou insuficientes nos documentos apresentados à defesa, incluindo detalhes de identificação do aparelho, procedimentos de lacração e características da ferramenta utilizada na extração.</p>
<p>Essas alegações ainda precisam ser confrontadas com a documentação completa sob responsabilidade da Polícia Federal e com as informações que eventualmente forem apresentadas ao Supremo.</p>
<h2>Alterações em arquivos não comprovam adulteração de mensagens</h2>
<p>A principal distinção técnica do caso está na diferença entre identificar atividade registrada por um dispositivo eletrônico e demonstrar que o conteúdo de determinada prova foi manipulado.</p>
<p>Um telefone celular pode criar arquivos de configuração, atualizar registros internos, processar imagens e executar tarefas de manutenção sem intervenção direta de seu usuário. Essas operações podem gerar metadados com horários posteriores à apreensão, mesmo quando não há acesso deliberado às conversas armazenadas.</p>
<p>No caso de Vorcaro, a defesa sustenta que a documentação disponível não permite esclarecer satisfatoriamente a origem de todos os registros identificados. O próprio parecer, entretanto, reconhece limitações para determinar quem teria operado o dispositivo e se houve intervenção humana.</p>
<p>O exame de eventuais alterações nas mensagens exigiria uma comparação técnica entre os dados originais, os arquivos extraídos, os registros de processamento e as informações apresentadas posteriormente na investigação.</p>
<p>Também seria necessário verificar se as diferenças identificadas atingiram arquivos com relevância probatória ou apenas estruturas internas utilizadas pelo sistema operacional.</p>
<p>A defesa afirma que Vorcaro não reconhece a autenticidade de parte dos conteúdos divulgados publicamente a partir de seu telefone. A contestação, porém, não demonstra automaticamente que esses materiais sejam falsos.</p>
<p>A autenticidade de conversas específicas e a regularidade dos procedimentos de extração constituem questões relacionadas, mas distintas, que dependem da análise dos respectivos elementos técnicos.</p>
<h2>Cadeia de custódia exige registro do percurso das provas digitais</h2>
<p>A controvérsia apresentada pela defesa envolve a cadeia de custódia, conjunto de procedimentos estabelecido pelo Código de Processo Penal para preservar e documentar a trajetória de vestígios utilizados em investigações criminais.</p>
<p>O artigo 158-A determina que seja possível rastrear a posse e o manuseio dos elementos coletados desde seu reconhecimento até o descarte. O objetivo é permitir a verificação de que a prova examinada corresponde ao material originalmente recolhido.</p>
<p>No caso de equipamentos eletrônicos, esse controle envolve a identificação do dispositivo, a documentação de sua apreensão, os procedimentos de acondicionamento, os registros de transferência entre responsáveis e as técnicas utilizadas para obter e preservar informações digitais.</p>
<p>A legislação não estabelece que toda irregularidade administrativa resulte automaticamente na exclusão de uma prova. A consequência jurídica depende das circunstâncias concretas e dos efeitos da eventual falha sobre a confiabilidade das informações.</p>
<p>O Superior Tribunal de Justiça (STJ) já reconheceu, em diferentes julgamentos, que problemas na documentação e preservação de provas digitais podem comprometer sua admissibilidade quando impedem a verificação de autenticidade e integridade.</p>
<p>A Corte também possui decisões estabelecendo que uma alegada falha na cadeia de custódia não determina, por si só, a nulidade do material. É necessário examinar a natureza da irregularidade, sua repercussão sobre a prova e as condições efetivas para o exercício da defesa.</p>
<p>Por isso, a identificação de centenas de arquivos com registros de alteração não permite concluir antecipadamente que todas as provas obtidas no celular de Vorcaro sejam inválidas.</p>
<h2>PF indiciou Vorcaro e outras 14 pessoas em investigação sobre Master e BRB</h2>
<p>A apresentação do parecer ocorre na mesma semana em que a Polícia Federal concluiu uma etapa relevante da Operação Compliance Zero.</p>
<p>Em comunicado oficial divulgado na quarta-feira (28), a corporação informou ter encaminhado ao STF o relatório parcial do Inquérito nº 5.026, que abrange fatos investigados na primeira e na quarta fases da operação.</p>
<p>O documento formalizou o indiciamento de 15 pessoas por suspeitas que incluem gestão fraudulenta de instituição financeira, indução de repartição pública ou sociedade de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank"  rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341666">economia</a> mista a erro, falsidade em informações ou documentos contábeis, organização criminosa e lavagem de capitais. As imputações específicas variam de acordo com a participação atribuída a cada investigado.</p>
<p>Entre os indiciados estão Daniel Vorcaro, seu ex-sócio Augusto Lima e o ex-presidente do Banco de Brasília, Paulo Henrique Costa.</p>
<p>O relatório policial examina operações envolvendo carteiras de crédito negociadas entre o Banco Master e o BRB. A investigação apura suspeitas sobre a existência, a documentação e a regularidade dos ativos utilizados nessas transações.</p>
<p>Segundo as conclusões divulgadas pela investigação, Vorcaro teria exercido papel decisório nas operações examinadas. Trata-se de uma atribuição formulada pelos investigadores, ainda sujeita à avaliação do Ministério Público e do Poder Judiciário.</p>
<p>A defesa contesta as suspeitas de irregularidades e sustenta que as operações entre as instituições não provocaram os prejuízos apontados pela investigação. Os advogados argumentam que determinadas carteiras de crédito foram substituídas por outros ativos e questionam as conclusões policiais.</p>
<p>O indiciamento é um ato da investigação policial e não equivale ao oferecimento de denúncia pelo Ministério Público, ao recebimento de acusação judicial ou a uma condenação.</p>
<h2>Defesa solicita soltura de Vorcaro após apresentar parecer</h2>
<p>Além de pedir acesso integral aos dados, os advogados utilizam o parecer para defender a revisão da prisão de Daniel Vorcaro.</p>
<p>O ex-banqueiro permanece preso desde março de 2026. Na petição apresentada ao Supremo, a defesa questiona a manutenção da custódia e sustenta que as incertezas relacionadas às provas digitais reforçam a necessidade de reavaliar a medida.</p>
<p>Os advogados também argumentam que, apesar da duração das investigações, ainda não houve apresentação de denúncia formal na etapa discutida. O indiciamento comunicado pela PF nesta semana não altera essa distinção processual.</p>
<p>O pedido de liberdade, entretanto, depende de avaliação judicial própria, que deve considerar os fundamentos da prisão cautelar, os elementos disponíveis na investigação e as circunstâncias atuais do caso.</p>
<p>Mesmo que sejam reconhecidas falhas em determinado procedimento pericial, isso não determina necessariamente a revogação automática de uma prisão. O tribunal precisará examinar a relevância dos elementos questionados e a existência de outros fundamentos para a manutenção da medida.</p>
<p>A defesa pretende demonstrar que a ausência dos dados completos limita sua capacidade de examinar as provas e contestar as conclusões da investigação. Caberá ao STF decidir quais providências são necessárias para assegurar o acesso ao material e avaliar os pedidos formulados.</p>
<h2>Fachin mantém caso Master sob responsabilidade da Presidência do STF</h2>
<p>A discussão sobre o celular de Vorcaro ocorre em meio a uma mudança relevante na condução judicial do caso Banco Master.</p>
<p>Na quinta-feira (29), o presidente do STF, ministro Edson Fachin, decidiu manter temporariamente sob responsabilidade da Presidência os procedimentos relacionados à investigação.</p>
<p>A medida foi estabelecida por até 90 dias, contados de 12 de setembro de 2026, e deverá ser submetida ao referendo do plenário da Corte.</p>
<p>A decisão mantém a responsabilidade de Fachin pela apreciação de medidas urgentes relacionadas aos procedimentos, incluindo questões envolvendo prisões cautelares e pedidos apresentados pelas autoridades responsáveis pela investigação.</p>
<p>O caso havia sido conduzido anteriormente pelo ministro André Mendonça, mas foi transferido à Presidência do Supremo durante a discussão sobre a competência para acompanhar procedimentos que contêm referências a integrantes da própria Corte.</p>
<p>A permanência temporária dos autos com Fachin não representa uma decisão definitiva sobre a relatoria ou sobre a responsabilidade penal dos investigados.</p>
<p>O plenário ainda deverá examinar a distribuição e a competência para a continuidade dos procedimentos, conforme as questões pendentes de deliberação.</p>
<h2>PF pede mais 60 dias para concluir perícias e diligências</h2>
<p>No relatório parcial apresentado em 28 de outubro, a Polícia Federal solicitou ao STF a prorrogação das investigações por mais 60 dias.</p>
<p>Segundo a corporação, o prazo adicional é necessário para concluir exames periciais e diligências complementares relacionados aos fatos investigados.</p>
<p>A solicitação demonstra que o conjunto de apurações ainda não foi integralmente encerrado, apesar da formalização dos primeiros 15 indiciamentos.</p>
<p>Paralelamente, o pedido apresentado pela defesa deverá receber avaliação judicial quanto ao acesso aos dados originais, à documentação da cadeia de custódia e à eventual necessidade de esclarecimentos técnicos adicionais.</p>
<p>Os procedimentos poderão envolver a apresentação de registros complementares pela Polícia Federal, a análise das informações pelo Ministério Público e a realização de exames destinados a esclarecer divergências entre a perícia oficial e o parecer particular.</p>
<p>Até o momento, não foi demonstrado publicamente que os registros apontados pela defesa correspondam à adulteração deliberada das mensagens utilizadas na investigação. Também permanece pendente a avaliação judicial das alegações sobre a suficiência da documentação disponibilizada aos advogados.</p>
<p>A definição sobre o aproveitamento das evidências dependerá da análise dos dados originais, dos procedimentos de preservação e das circunstâncias específicas de cada elemento probatório questionado.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Polícia Federal — comunicado oficial de 28 de outubro de 2026 sobre os primeiros 15 indiciamentos da Operação Compliance Zero, o Inquérito nº 5.026 e o pedido de prorrogação das investigações.</em></p>
<p><em>Supremo Tribunal Federal — informações oficiais sobre a transferência dos procedimentos relacionados ao Banco Master para a Presidência da Corte e acompanhamento da tramitação processual.</em></p>
<p><em>Superior Tribunal de Justiça — estudo institucional sobre a cadeia de custódia no processo penal e jurisprudência referente à preservação, integridade e admissibilidade das provas digitais.</em></p>
<p><em>Código de Processo Penal — artigos 157, 158-A e seguintes, relativos à utilização das provas, à cadeia de custódia e à documentação dos vestígios em investigações criminais.</em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Simples Nacional 2027: prazo termina hoje e mais de 357 mil pedidos foram negados</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/simples-nacional-2027-prazo-regularizar-pendencias</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Luiza Farias]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Oct 2026 21:05:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[CBS]]></category>
		<category><![CDATA[IBS]]></category>
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		<category><![CDATA[Reforma Tributária]]></category>
		<category><![CDATA[regularização fiscal]]></category>
		<category><![CDATA[Simples Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Simples Nacional 2027]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Simples Nacional 2027: prazo para regularizar pendências termina hoje (30). Mais de 357 mil pedidos foram negados. Saiba quem precisa agir.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Termina nesta sexta-feira, 30 de outubro, o prazo para microempresas e empresas de pequeno porte regularizarem pendências que impedem o ingresso no Simples Nacional em 2027. A medida alcança contribuintes que solicitaram a adesão entre 1º de setembro e 15 de outubro de 2026, mas tiveram o pedido indeferido por irregularidades fiscais ou cadastrais. Sem a regularização dentro do período estabelecido, essas <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341665">empresas</a> podem ficar impedidas de utilizar o regime tributário a partir de 1º de janeiro.</p>
<p>A dimensão do problema aparece nos dados mais recentes da Receita Federal. Segundo balanço divulgado em 29 de outubro, foram registrados 357.828 pedidos indeferidos e 299.921 solicitações deferidas. Os números indicam que aproximadamente 54,4% dos requerimentos contabilizados naquele levantamento haviam recebido resposta negativa, embora parte das empresas ainda pudesse corrigir os impedimentos até o encerramento do prazo.</p>
<p>O calendário também estabelece para esta sexta-feira o fim do período de escolha do regime regular de recolhimento do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), criados pela reforma tributária. Esse procedimento é independente da adesão ao Simples Nacional e permite que empresas já enquadradas no regime simplificado adotem uma sistemática diferente para os dois novos tributos.</p>
<h2>Receita registra 357.828 pedidos negados para o Simples Nacional</h2>
<p>O levantamento divulgado pela Receita Federal na quinta-feira (29) apresenta um universo de 657.749 solicitações com resultado informado. Desse total, 299.921 foram deferidas, equivalentes a aproximadamente 45,6%, enquanto 357.828 foram indeferidas.</p>
<p>Os dados mostram a importância das exigências fiscais e cadastrais no processo de ingresso no regime. Uma empresa pode atender aos limites de faturamento e exercer uma atividade permitida, mas ainda assim encontrar impedimentos por débitos tributários ou irregularidades identificadas pelos órgãos responsáveis.</p>
<p>Os números de pedidos indeferidos não representam necessariamente empresas que perderão definitivamente o direito à adesão. O levantamento reflete a situação registrada até sua divulgação, e os contribuintes ainda podem corrigir as irregularidades dentro do prazo legal.</p>
<p>Em comparação com o balanço de 16 de outubro, quando a Receita contabilizava 401.146 solicitações indeferidas e 256.607 deferidas, houve aumento significativo na quantidade de pedidos aprovados. A mudança indica que a situação dos requerimentos continuou sendo atualizada após o encerramento do período de inscrição.</p>
<p>A Receita não detalhou, nesse levantamento, quantas negativas estavam relacionadas especificamente a débitos federais, estaduais, municipais ou problemas cadastrais. Também não apresentou uma distribuição dos indeferimentos por setor econômico ou unidade da Federação.</p>
<h2>Prazo de 30 de outubro não permite novos pedidos de adesão</h2>
<p>A regularização que termina nesta sexta-feira não deve ser confundida com a apresentação de novos requerimentos de ingresso no Simples Nacional.</p>
<p>O período de solicitação começou em 1º de setembro e terminou em 15 de outubro de 2026. Portanto, para empresas já constituídas e submetidas ao calendário geral, o prazo atual é destinado exclusivamente à correção dos impedimentos identificados nos pedidos apresentados tempestivamente.</p>
<p>A regra consta da Resolução CGSN nº 194, de 25 de setembro de 2026, publicada no Diário Oficial da União em 28 de setembro. O ato alterou a Resolução CGSN nº 186/2026 e ampliou o período disponível para formalização da opção, além de estabelecer a data-limite para regularização.</p>
<p>O prazo de 30 de outubro é uniforme para os contribuintes abrangidos pela regra, independentemente da data em que tomaram conhecimento do indeferimento. Isso significa que uma empresa informada recentemente sobre suas pendências não recebe automaticamente um prazo adicional para resolvê-las.</p>
<p>Há uma situação específica para empresas em início de atividade. O calendário geral não se aplica integralmente às pessoas jurídicas que obtiveram inscrição no CNPJ entre 16 de outubro e 31 de dezembro de 2026, conforme a regulamentação do Comitê Gestor. Nesses casos, a opção deve observar o procedimento próprio de abertura e inscrição empresarial.</p>
<h2>Dívidas tributárias e problemas cadastrais podem impedir a entrada</h2>
<p>A legislação do Simples Nacional estabelece requisitos que envolvem faturamento, atividade econômica, estrutura societária e regularidade fiscal. A existência de impedimentos em qualquer uma dessas áreas pode comprometer a aprovação do pedido.</p>
<p>Entre os problemas mais comuns estão débitos administrados pela Receita Federal, inscrições em Dívida Ativa da União, pendências com administrações tributárias estaduais e municipais e inconsistências cadastrais.</p>
<p>O tratamento depende da natureza da irregularidade. Débitos federais ainda administrados pela Receita podem ser resolvidos mediante pagamento ou parcelamento, conforme as regras aplicáveis. Quando os valores já estão inscritos em Dívida Ativa da União, a negociação geralmente deve ser conduzida perante a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN).</p>
<p>Pendências relacionadas ao Imposto sobre Serviços (ISS), por sua vez, podem exigir providências perante a prefeitura competente. Problemas envolvendo o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) devem ser verificados junto à administração tributária estadual.</p>
<p>A regularização de uma dívida não elimina automaticamente todos os impedimentos eventualmente registrados para a mesma empresa. Se houver mais de uma restrição, será necessário solucionar cada uma delas de acordo com as exigências do órgão responsável.</p>
<p>Nos casos em que o contribuinte optar pelo parcelamento de débitos, também é necessário observar as condições para que a negociação produza efeitos. No parcelamento ordinário de dívidas do Simples Nacional, por exemplo, a aprovação depende do pagamento da primeira prestação.</p>
<h2>Como consultar e regularizar o pedido do Simples Nacional</h2>
<p>A consulta da solicitação deve ser realizada no Portal do Simples Nacional, mantido pela Receita Federal. O sistema disponibiliza o serviço de acompanhamento da formalização da opção, pelo qual o contribuinte pode verificar a situação do requerimento e identificar eventuais impedimentos.</p>
<p>O primeiro procedimento é acessar a área de serviços relacionados à opção e selecionar o acompanhamento da solicitação. A identificação do contribuinte é realizada pelos meios de autenticação disponibilizados no ambiente oficial.</p>
<p>Após a consulta, a empresa deve verificar o motivo do indeferimento e a autoridade fiscal responsável pela restrição. Essa identificação é necessária porque o Portal do Simples Nacional não centraliza obrigatoriamente a solução de todas as pendências.</p>
<p>Quando o problema estiver relacionado a débitos federais, o contribuinte poderá consultar a situação fiscal nos serviços digitais da Receita Federal. Para valores inscritos em Dívida Ativa, a regularização deve seguir os procedimentos da PGFN. Já irregularidades estaduais e municipais exigem atendimento nos canais dos respectivos entes.</p>
<p>Nos casos que envolvam pagamento, parcelamento ou atualização cadastral, é importante conferir a efetivação do procedimento e preservar seus comprovantes. A simples emissão de uma guia ou apresentação de pedido de negociação não assegura, isoladamente, a eliminação de uma restrição.</p>
<p>Como o prazo termina nesta sexta-feira, a possibilidade de concluir a regularização depende também do funcionamento dos sistemas envolvidos, dos procedimentos exigidos e da efetiva conclusão das providências dentro do período legal.</p>
<h2>Empresas que não resolverem pendências podem ficar fora do regime em janeiro</h2>
<p>O Simples Nacional permite que microempresas e empresas de pequeno porte recolham diversos tributos por meio de um sistema unificado, observadas as regras de enquadramento e as alíquotas correspondentes à atividade e ao faturamento.</p>
<p>O regime reúne, conforme as condições legais, tributos federais e parcelas de impostos estaduais e municipais em um documento de arrecadação. A sistemática busca simplificar o cumprimento das obrigações tributárias e pode reduzir a carga fiscal de determinadas atividades, embora a <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank"  rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341664">economia</a> efetiva dependa das características de cada empresa.</p>
<p>O enquadramento não é automático. Além da manifestação de interesse dentro do calendário, a empresa precisa satisfazer os requisitos previstos na Lei Complementar nº 123/2006 e na regulamentação do Comitê Gestor.</p>
<p>Quem permanecer com impedimentos não resolvidos ao fim do prazo poderá ter a opção indeferida para 2027 e continuar submetido ao regime tributário aplicável à sua situação, como Lucro Presumido ou Lucro Real.</p>
<p>Essa consequência não significa necessariamente que a empresa será impedida de funcionar. A restrição diz respeito à possibilidade de utilizar o Simples Nacional, sem afastar outras obrigações tributárias e cadastrais.</p>
<p>A diferença pode afetar a forma de apuração dos impostos, os procedimentos de declaração, o recolhimento das contribuições e os custos de conformidade fiscal.</p>
<h2>Mais de 1 milhão de contribuintes escolheram regime regular do IBS e da CBS</h2>
<p>Além da regularização dos pedidos de adesão, o dia 30 de outubro encerra uma decisão tributária relacionada à implementação da reforma do consumo.</p>
<p>De acordo com o balanço publicado pela Receita Federal em 29 de outubro, 1.000.142 contribuintes já haviam realizado a opção pelo regime regular de apuração e recolhimento do IBS e da CBS.</p>
<p>A escolha está prevista na Lei Complementar nº 214/2025 e na regulamentação específica do Simples Nacional. Ela permite que empresas enquadradas no regime simplificado apurem os dois novos tributos separadamente, em lugar de recolher as parcelas correspondentes dentro do sistema unificado.</p>
<p>Para o primeiro semestre de 2027, a opção deve ser formalizada até esta sexta-feira e produzirá efeitos a partir de 1º de janeiro. A decisão não representa, por si só, a saída integral do Simples Nacional.</p>
<p>A diferenciação é relevante porque uma empresa poderá permanecer enquadrada no regime simplificado para os demais tributos e, simultaneamente, utilizar o regime regular para IBS e CBS, de acordo com as regras aplicáveis.</p>
<p>A sistemática pode modificar o aproveitamento e a transferência de créditos tributários nas operações comerciais. Por isso, a escolha deve considerar o perfil dos fornecedores e clientes, a estrutura de custos e os efeitos financeiros da nova tributação.</p>
<p>O número superior a um milhão de opções demonstra a abrangência da decisão, mas não permite concluir que todas essas empresas terão redução de impostos. O resultado dependerá das operações realizadas e da aplicação das normas da reforma tributária.</p>
<h2>Opção pelo IBS e CBS poderá ser cancelada até dezembro</h2>
<p>Embora o prazo de escolha do regime regular termine em 30 de outubro, os contribuintes que apresentaram a opção terão posteriormente uma janela para reconsiderar a decisão.</p>
<p>Segundo a Receita Federal, o cancelamento poderá ser realizado entre 3 de novembro e 20 de dezembro de 2026, conforme o procedimento previsto na Resolução CGSN nº 194/2026.</p>
<p>O período permite que empresas que já formalizaram a escolha avaliem novamente os efeitos tributários antes do início de 2027. Entretanto, essa possibilidade não equivale à reabertura geral do prazo para apresentar uma opção que não tenha sido realizada até esta sexta-feira.</p>
<p>A mesma resolução também prevê período de cancelamento para solicitações de ingresso no Simples Nacional, observadas as condições legais e o estágio de processamento de cada requerimento.</p>
<p>As regras foram definidas para permitir que a escolha do regime tributário seja concluída antes do começo do novo exercício, em um momento de transição para a tributação sobre o consumo.</p>
<h2>Enquadramento aprovado produzirá efeitos em 1º de janeiro de 2027</h2>
<p>Para as empresas que tiveram o pedido deferido, o ingresso ou retorno ao Simples Nacional produzirá efeitos a partir de 1º de janeiro de 2027, conforme o calendário estabelecido pelo Comitê Gestor.</p>
<p>O reconhecimento da opção não elimina a necessidade de manter o cumprimento das obrigações fiscais e observar os requisitos de permanência no regime. Restrições posteriores podem produzir consequências próprias, conforme a legislação aplicável.</p>
<p>Já os contribuintes cujos pedidos permanecem indeferidos precisam distinguir as pendências que ainda podem ser regularizadas dos impedimentos legais que não são solucionados apenas por pagamento ou parcelamento de débitos.</p>
<p>A Receita Federal orienta que o acompanhamento seja realizado pelos canais oficiais do Simples Nacional, com atenção às informações específicas do requerimento apresentado.</p>
<p>Com o encerramento do prazo de regularização nesta sexta-feira, o próximo marco do calendário será a abertura, em 3 de novembro, do período destinado ao cancelamento das opções nas hipóteses admitidas pela regulamentação. Para os pedidos de ingresso apresentados até 15 de outubro, a data de 30 de outubro permanece como limite para corrigir os impedimentos identificados.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Receita Federal — comunicado de 29 de setembro de 2026 sobre os novos prazos de adesão ao Simples Nacional e escolha do regime regular do IBS e da CBS.</em></p>
<p><em>Receita Federal — balanço de 29 de outubro de 2026 com 299.921 solicitações deferidas, 357.828 indeferidas e 1.000.142 opções pelo regime regular do IBS e da CBS.</em></p>
<p><em>Comitê Gestor do Simples Nacional — Resolução CGSN nº 194, de 25 de setembro de 2026, publicada no Diário Oficial da União em 28 de setembro de 2026.</em></p>
<p><em>Receita Federal — Portal do Simples Nacional, serviços de acompanhamento da formalização da opção e orientações para regularização de pendências.</em></p>
<p><em>Receita Federal — orientações oficiais sobre pagamento e parcelamento de débitos do Simples Nacional.</em></p>
<p><em>Legislação federal — Lei Complementar nº 123/2006 e Lei Complementar nº 214/2025, relativas ao Simples Nacional e à reforma da tributação sobre o consumo.</em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Binance separa US$ 6,34 bilhões após maior roubo de criptomoedas já registrado</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/binance-roubo-criptomoedas-63-bilhoes</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Oct 2026 20:46:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Criptomoedas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Ataque Hacker]]></category>
		<category><![CDATA[Binance]]></category>
		<category><![CDATA[Bitcoin]]></category>
		<category><![CDATA[Blockchain]]></category>
		<category><![CDATA[cibercrime]]></category>
		<category><![CDATA[Coreia do Norte]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[roubo bilionário]]></category>
		<category><![CDATA[segurança digital]]></category>
		<category><![CDATA[TRM Labs]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Binance reserva US$ 6,34 bilhões após ataque hacker que roubou US$ 6,3 bilhões. Investigadores atribuem a invasão a grupo ligado à Coreia do Norte.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Binance anunciou nesta sexta-feira (30) que reservou mais de US$ 6,34 bilhões em recursos próprios para cobrir as perdas provocadas por um ataque cibernético que retirou aproximadamente US$ 6,3 bilhões de suas carteiras digitais. A invasão, registrada na quinta-feira (29), é considerada o maior roubo de criptomoedas já identificado e levou a maior corretora de ativos digitais do mundo a suspender temporariamente os saques de seus clientes.</p>
<p>Em comunicado atualizado, a empresa informou que cerca de US$ 3 bilhões em ativos relacionados ao ataque já foram congelados com a colaboração de emissores de criptomoedas e <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341663">empresas</a> especializadas em rastreamento de transações. A Binance também afirmou que os depósitos permanecem operacionais e que pretende retomar os saques gradualmente, após concluir verificações de segurança em sua infraestrutura.</p>
<p>A investigação ganhou dimensão internacional depois que a TRM Labs, especializada em análise de blockchain, atribuiu a operação ao grupo TraderTraitor, associado à Coreia do Norte. Segundo a empresa, os invasores movimentaram aproximadamente US$ 6,36 bilhões em dez redes de criptomoedas, concentrando a maior parte das transferências em um intervalo de cerca de 20 minutos. A identificação dos responsáveis ainda depende da conclusão das investigações conduzidas com autoridades policiais.</p>
<h2>Binance promete absorver prejuízo sem utilizar recursos dos clientes</h2>
<p>A principal medida financeira anunciada pela corretora foi a destinação de mais de US$ 6,34 bilhões de seu patrimônio para compensar integralmente os ativos retirados durante a invasão. Desse montante, aproximadamente US$ 5 bilhões já estavam disponíveis nas mesmas criptomoedas afetadas pelo ataque, incluindo bitcoin, ether, USDT, USDC e BNB.</p>
<p>Essa composição representa aproximadamente 79% do valor reservado. Para completar a cobertura nas moedas correspondentes, a empresa informou que está adquirindo os ativos restantes tanto no <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341662">mercado</a> tradicional de negociação de criptomoedas quanto por operações realizadas diretamente com grandes participantes do setor.</p>
<p>A Binance declarou que utilizará recursos de sua tesouraria e do Secure Asset Fund for Users (SAFU), fundo criado para proteger usuários em situações extraordinárias de segurança. A companhia sustenta que os saldos dos clientes permanecem preservados e que assumirá o impacto econômico do incidente.</p>
<p>A promessa de compensação, entretanto, não significa que todos os valores desviados tenham sido recuperados. Há uma diferença entre reservar patrimônio para recompor os recursos da plataforma, bloquear criptomoedas nas carteiras dos invasores e efetivamente recuperar a posse desses ativos.</p>
<p>A comprovação da cobertura financeira também dependerá da divulgação de informações atualizadas sobre as reservas da corretora. A Binance anunciou que pretende disponibilizar um novo relatório de comprovação de reservas até segunda-feira, 2 de novembro, permitindo uma avaliação da correspondência entre os ativos mantidos pela plataforma e os saldos registrados para seus usuários.</p>
<h2>Ataque começou em 29 de outubro e atingiu dez redes de criptomoedas</h2>
<p>O levantamento da TRM Labs identificou o início das movimentações suspeitas por volta das 20h05 de quinta-feira, no horário universal, correspondente às 17h05 de Brasília. A operação atingiu carteiras utilizadas pela Binance para movimentar ativos em diferentes redes blockchain.</p>
<p>Essas estruturas, conhecidas como carteiras quentes, permanecem conectadas à internet para permitir transferências e saques. Embora sejam fundamentais para o funcionamento de uma corretora, exigem mecanismos de autorização capazes de impedir movimentações realizadas por pessoas sem permissão.</p>
<p>A análise identificou retiradas em redes como Ethereum, Bitcoin, Tron, XRP Ledger e Solana, além de outras infraestruturas utilizadas para movimentação de tokens digitais. As transferências envolveram diferentes moedas, sistemas de assinatura e mecanismos de execução de operações.</p>
<p>Segundo a TRM Labs, aproximadamente US$ 3,79 bilhões foram retirados de carteiras na rede Ethereum. Outros US$ 1,47 bilhão corresponderam a movimentações de bitcoin, enquanto a rede Tron respondeu por cerca de US$ 628 milhões. Também foram identificadas saídas de aproximadamente US$ 296 milhões na rede XRP Ledger e US$ 96 milhões na Solana.</p>
<p>Os valores foram calculados com base nas cotações dos ativos no momento das respectivas transferências. Como os preços das criptomoedas variam continuamente, a avaliação financeira de um mesmo conjunto de moedas pode mudar ao longo do processo de investigação.</p>
<p>A TRM Labs estimou o total desviado em US$ 6,36 bilhões, enquanto a empresa britânica Elliptic apresentou uma avaliação de aproximadamente US$ 6,43 bilhões. A diferença entre os levantamentos reflete critérios de rastreamento, abrangência das operações e avaliação dos ativos. A própria Binance utiliza uma estimativa arredondada de US$ 6,3 bilhões.</p>
<h2>Computador comprometido pode ter permitido acesso aos sistemas de autorização</h2>
<p>A Binance informou que sua investigação inicial identificou indícios de comprometimento do computador de um engenheiro responsável por operações de infraestrutura tecnológica. O equipamento poderia ter permitido o acesso não autorizado a serviços internos e a execução de solicitações de transferência.</p>
<p>Em atualização posterior, a corretora esclareceu que foram encontrados outros pontos de comprometimento, indicando que a invasão pode ter envolvido uma sequência mais complexa de falhas de segurança. A companhia afirmou que, até o momento, não encontrou evidências de vazamento das chaves privadas utilizadas para controlar suas carteiras digitais.</p>
<p>O relatório da TRM Labs acrescentou informações sobre o funcionamento das transações na rede Ethereum. Segundo os investigadores, os invasores exploraram um mecanismo de delegação de execução associado ao padrão EIP-7702, capaz de permitir que determinadas operações sejam realizadas por contratos inteligentes mediante autorização.</p>
<p>Na análise da empresa, os responsáveis prepararam antecipadamente autorizações que possibilitaram o controle operacional de uma carteira da Binance. A partir desse mecanismo, recursos puderam ser transferidos para endereços controlados pelos invasores sem seguir o fluxo habitual de aprovação da corretora.</p>
<p>O fato de operações semelhantes terem ocorrido em redes com diferentes sistemas de assinatura levou os especialistas a considerar a possibilidade de comprometimento da infraestrutura responsável por autorizar transferências em várias blockchains.</p>
<p>Essa hipótese ainda não representa uma conclusão definitiva sobre a causa da invasão. A Binance afirmou que divulgará um relatório técnico detalhado após concluir a análise dos sistemas atingidos, identificar os fatores envolvidos e estabelecer medidas para impedir novos ataques.</p>
<h2>Empresas congelam cerca de 48% dos ativos desviados</h2>
<p>Uma parte relevante dos recursos movimentados pelos invasores foi bloqueada por empresas responsáveis pela emissão e administração de determinadas criptomoedas estáveis, conhecidas como stablecoins.</p>
<p>Diferentemente do bitcoin, que não possui uma entidade emissora com capacidade de congelar diretamente os saldos de seus usuários, algumas stablecoins incorporam mecanismos que permitem restringir a movimentação de tokens em endereços específicos.</p>
<p>Esse recurso foi utilizado por empresas como Tether, Circle e Ripple para impedir novas transferências de ativos associados ao ataque. A TRM Labs identificou aproximadamente US$ 2,7 bilhões em bloqueios realizados por emissores de tokens e mecanismos de segurança de redes blockchain em seu levantamento inicial.</p>
<p>A Binance elevou posteriormente para cerca de US$ 3 bilhões o valor total que considera congelado. Em relação à estimativa de US$ 6,3 bilhões desviados, isso representa aproximadamente 47,6% do montante atingido.</p>
<p>O congelamento impede ou limita a movimentação das moedas identificadas, mas não corresponde necessariamente à devolução imediata dos recursos para a corretora. A recuperação efetiva pode depender de procedimentos técnicos, cooperação entre empresas e medidas adotadas pelas autoridades competentes.</p>
<p>Parte dos ativos foi convertida antes da implementação dos bloqueios. Os investigadores observaram operações destinadas a transformar stablecoins em ether e outras criptomoedas, reduzindo a parcela de recursos que poderia ser imobilizada diretamente pelos emissores.</p>
<p>Segundo a TRM Labs, os invasores chegaram a controlar mais de 420 mil unidades de ether e 18.270 bitcoins, avaliados conjuntamente em aproximadamente US$ 2,4 bilhões no momento do levantamento. A movimentação posterior desses ativos continua sendo acompanhada por empresas especializadas.</p>
<h2>Grupo ligado à Coreia do Norte é apontado como responsável pela invasão</h2>
<p>A TRM Labs atribuiu o ataque ao TraderTraitor, grupo de hackers associado à estrutura de operações cibernéticas da Coreia do Norte. A conclusão foi apresentada com elevado grau de confiança pela empresa, que afirmou utilizar informações obtidas tanto nas redes blockchain quanto em outras atividades de inteligência.</p>
<p>Entre os elementos analisados estão a preparação antecipada das transações, os mecanismos de autorização utilizados, a movimentação dos recursos e semelhanças com operações anteriormente associadas a agentes norte-coreanos.</p>
<p>O grupo também foi identificado pelo Federal Bureau of Investigation (FBI), dos Estados Unidos, como responsável pelo roubo de aproximadamente US$ 1,5 bilhão da corretora Bybit, ocorrido em fevereiro de 2025.</p>
<p>Na ocasião, o FBI divulgou um alerta atribuindo a operação à Coreia do Norte e orientou empresas do mercado de ativos virtuais a identificar e restringir transferências relacionadas às carteiras utilizadas pelos criminosos.</p>
<p>A comparação com o incidente da Bybit evidencia a dimensão financeira da invasão atual. Considerando a estimativa de US$ 6,36 bilhões da TRM Labs, o montante retirado da Binance corresponde a aproximadamente 4,2 vezes o valor atribuído ao ataque de fevereiro de 2025.</p>
<p>A Elliptic também identificou evidências compatíveis com operações anteriores atribuídas a grupos norte-coreanos. A empresa britânica considera que o incidente provavelmente representa o maior roubo conhecido de ativos financeiros em uma única operação.</p>
<p>Apesar das avaliações técnicas, a identificação dos responsáveis ainda não foi estabelecida por uma conclusão judicial ou investigação criminal definitiva sobre este caso. A Coreia do Norte historicamente rejeita acusações de participação em roubos de criptomoedas atribuídos a grupos apoiados pelo Estado.</p>
<h2>Bitcoin e BNB recuam após divulgação da invasão</h2>
<p>A confirmação da perda bilionária provocou uma reação negativa no mercado de criptomoedas, com quedas nas cotações do bitcoin, do ether e do BNB, ativo digital associado ao ecossistema da Binance.</p>
<p>O bitcoin chegou a negociar próximo de US$ 76 mil durante a sexta-feira, enquanto o ether recuou para a região de US$ 2,2 mil. O BNB também registrou desvalorização expressiva, refletindo a pressão sobre os ativos relacionados à plataforma.</p>
<p>Os movimentos ocorreram em um mercado que já apresentava volatilidade diante das condições de juros nos Estados Unidos e das mudanças no apetite dos investidores por ativos de maior risco. A invasão acrescentou uma preocupação específica sobre a segurança operacional das corretoras centralizadas.</p>
<p>A concentração de grandes volumes de criptomoedas em plataformas de negociação exige procedimentos rigorosos de custódia, segregação patrimonial e autorização de transferências. Mesmo quando os saldos individuais permanecem registrados nas contas dos usuários, uma interrupção dos sistemas de saque pode limitar temporariamente o acesso aos recursos.</p>
<p>O episódio também evidencia diferenças entre a proteção financeira oferecida por uma corretora e os mecanismos de segurança das próprias redes blockchain. Uma transação tecnicamente válida pode ser executada sem autorização legítima do proprietário caso os sistemas de controle utilizados pela instituição sejam comprometidos.</p>
<h2>Saques devem voltar gradualmente e relatório de reservas está previsto para novembro</h2>
<p>A Binance estabeleceu quatro prioridades para a continuidade de sua resposta ao ataque: restaurar o funcionamento dos saques, recompor os ativos afetados, recuperar os recursos congelados e concluir a investigação técnica.</p>
<p>No comunicado mais recente desta sexta-feira, a empresa informou que sua equipe trabalha com uma previsão de aproximadamente 34 horas para iniciar a retomada dos saques, condicionada à conclusão dos testes de segurança. O restabelecimento será realizado por etapas, sem garantia de liberação simultânea para todas as operações e redes.</p>
<p>A corretora também pretende concluir uma nova verificação de reservas, com divulgação prevista para 2 de novembro. Esse documento deverá apresentar informações atualizadas sobre a composição dos ativos mantidos pela empresa após as medidas de recomposição financeira.</p>
<p>Paralelamente, continuam as iniciativas para rastrear transferências, identificar carteiras relacionadas ao ataque e impedir que os recursos sejam movimentados para estruturas que dificultem sua recuperação.</p>
<p>A empresa ainda não apresentou uma data definitiva para a conclusão da investigação nem confirmou a identidade dos responsáveis. O relatório técnico prometido deverá esclarecer como os controles internos foram contornados, quais sistemas foram comprometidos e quais alterações serão adotadas na infraestrutura de segurança.</p>
<p>Até a publicação desses resultados, permanecem distintas três questões centrais do incidente: a recomposição financeira prometida aos clientes, a recuperação efetiva dos ativos desviados e a identificação dos autores da invasão.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Binance — Security Incident Update, de 30 de outubro de 2026, com informações sobre o comprometimento das carteiras, as medidas de segurança e o congelamento de ativos.</em></p>
<p><em>Binance — Security Incident Update #2, de 30 de outubro de 2026, com detalhamento dos US$ 6,34 bilhões reservados, recuperação dos recursos, retomada dos saques e previsão de divulgação das reservas.</em></p>
<p><em>TRM Labs — North Korea Steals USD 6.36 Billion From Binance in the Largest Hack in History, análise técnica publicada em 29 de outubro de 2026, com rastreamento das transações, identificação de carteiras e atribuição do ataque.</em></p>
<p><em>Elliptic — The Largest Theft in History: North Korea Likely Behind the $6.4 Billion Binance Hack, análise atualizada em 30 de outubro de 2026, com estimativas dos ativos desviados, congelamentos e avaliação dos responsáveis.</em></p>
<p><em>FBI — North Korea Responsible for $1.5 Billion Bybit Hack, alerta oficial de 26 de fevereiro de 2025, utilizado para verificar a atribuição anterior do ataque à Bybit ao grupo TraderTraitor.</em></p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Congresso dos EUA cobra Rubio por possível ajuda do governo Trump a Flávio Bolsonaro</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/deputados-eua-cobram-rubio-ajuda-flavio-bolsonaro</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Toscano]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Oct 2026 17:08:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Congresso dos EUA]]></category>
		<category><![CDATA[diplomacia]]></category>
		<category><![CDATA[Donald Trump]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições 2026]]></category>
		<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
		<category><![CDATA[Flávio Bolsonaro]]></category>
		<category><![CDATA[Marco Rubio]]></category>
		<category><![CDATA[Partido Democrata]]></category>
		<category><![CDATA[Polícia Federal]]></category>
		<category><![CDATA[STF]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Deputados dos EUA cobram Marco Rubio por possível ajuda do governo Trump à viagem de Flávio Bolsonaro. Resposta é solicitada até 13 de novembro.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um grupo de 25 deputados democratas dos Estados Unidos encaminhou ao secretário de Estado, Marco Rubio, uma cobrança formal para esclarecer se integrantes do governo de Donald Trump participaram da saída do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil e de sua entrada em território americano. A correspondência, datada de 29 de outubro de 2026, reúne 15 questionamentos sobre a possível utilização de recursos diplomáticos, mecanismos migratórios e apoio logístico em favor do candidato derrotado na eleição presidencial brasileira.</p>
<p>Os parlamentares solicitaram respostas por escrito até 13 de novembro e pediram que funcionários do Departamento de Estado sejam colocados à disposição para uma reunião de esclarecimentos com representantes do Congresso. A iniciativa ocorre após a chegada de Flávio Bolsonaro e de sua família a Miami, em 28 de outubro, apesar de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que restringia suas viagens internacionais e determinava a entrega de seus passaportes.</p>
<p>A principal preocupação apresentada no documento é identificar se autoridades americanas conheciam as restrições judiciais impostas ao senador antes de autorizar sua entrada nos Estados Unidos. Os deputados também querem saber quem participou das decisões migratórias, quais procedimentos foram adotados e se houve articulação entre a Casa Branca, o Departamento de Estado e outros órgãos federais.</p>
<h2>Deputados querem identificar quem autorizou entrada de Flávio Bolsonaro nos EUA</h2>
<p>A correspondência foi liderada pelas deputadas Sydney Kamlager-Dove, da Califórnia, e Dina Titus, de Nevada, com adesão de outros integrantes do Partido Democrata. Entre os parlamentares associados à iniciativa estão Joaquin Castro, Pramila Jayapal, Greg Casar, Rashida Tlaib e Delia Ramirez.</p>
<p>O documento estabelece diferentes frentes de questionamento. Uma delas procura determinar quando o Departamento de Estado e a Embaixada americana em Brasília receberam informações sobre a ordem judicial brasileira. Outra busca esclarecer se houve análise da situação jurídica de Flávio Bolsonaro antes de qualquer autorização de viagem ou providência consular.</p>
<p>Os congressistas perguntam especificamente se autoridades dos Estados Unidos emitiram, renovaram, aceleraram ou facilitaram a concessão de vistos ao senador e a seus familiares durante o período eleitoral. Também exigem esclarecimentos sobre os critérios jurídicos utilizados e sobre a eventual consideração das investigações criminais em andamento no Brasil.</p>
<p>O pedido abrange possíveis contatos entre representantes do governo americano e integrantes da equipe de Flávio Bolsonaro. A intenção é identificar se funcionários públicos participaram de conversas com familiares, advogados, assessores políticos ou intermediários para organizar o deslocamento internacional.</p>
<p>A carta não apresenta uma conclusão de que o Departamento de Estado tenha cometido irregularidades. Seu objetivo declarado é obter informações capazes de esclarecer a existência, a extensão e a fundamentação de eventual participação de autoridades americanas.</p>
<h2>Carta investiga possível apoio na organização do voo até Miami</h2>
<p>Outro conjunto de perguntas trata dos preparativos da viagem. Os deputados querem saber se funcionários do governo americano colaboraram com a contratação de aeronaves, a obtenção de documentos, o transporte terrestre, o acesso a aeroportos ou outras providências necessárias ao deslocamento.</p>
<p>Flávio Bolsonaro chegou a Miami em 28 de outubro, acompanhado da esposa e das duas filhas. O itinerário divulgado incluiu uma passagem pela Argentina e uma escala em Guayaquil, no Equador, antes do desembarque na Flórida.</p>
<p>A presença desses países no trajeto levou os parlamentares a questionarem se funcionários americanos lotados na Argentina ou no Equador participaram de alguma coordenação relacionada à viagem. O pedido não pressupõe envolvimento das autoridades locais, mas procura identificar eventuais contatos diplomáticos e operacionais.</p>
<p>A utilização de um avião particular também integra o contexto da cobrança. Informações divulgadas sobre a viagem apontam que Jason Miller, aliado político e assessor próximo de Donald Trump, teria colaborado para viabilizar o transporte aéreo. A dimensão exata dessa possível participação e a eventual utilização de estruturas oficiais americanas permanecem entre os pontos que exigem esclarecimento documental.</p>
<p>A carta solicita ainda informações sobre possíveis consultas ao Departamento de Justiça e sobre a comunicação entre o Departamento de Estado e as autoridades responsáveis pela segurança de fronteiras e pela imigração nos Estados Unidos.</p>
<h2>Polícia Federal confirma cancelamento dos passaportes brasileiros</h2>
<p>As circunstâncias da saída de Flávio Bolsonaro do Brasil foram detalhadas pela Polícia Federal em comunicado oficial divulgado em 28 de outubro.</p>
<p>Segundo a corporação, a representação ao STF foi apresentada em 25 de outubro, após a identificação de risco de saída do país pelo senador, investigado no âmbito da Petição nº 16.877, em tramitação na Suprema Corte.</p>
<p>A Polícia Federal solicitou medidas cautelares que incluíam apreensão de passaportes, proibição de viagens internacionais e restrições de contato com outros investigados. Após a decisão judicial, os passaportes comum e diplomático brasileiros de Flávio Bolsonaro foram cancelados, e um alerta migratório foi inserido no sistema de controle utilizado pela corporação.</p>
<p>O senador foi intimado na manhã de 26 de outubro a entregar eventuais documentos de viagem de outras nacionalidades no prazo de 24 horas. De acordo com a PF, a determinação não foi cumprida, e não havia registro oficial de sua saída pelos postos brasileiros de controle migratório.</p>
<p>A corporação fez, porém, uma ressalva jurídica relevante: a existência de restrições sobre documentos de viagem, isoladamente, não caracteriza a condição de foragido nem autoriza automaticamente uma prisão. A investigação prossegue para esclarecer as circunstâncias do descumprimento das determinações judiciais.</p>
<p>Essa distinção é importante porque a imposição de medidas cautelares, a investigação de eventual violação dessas medidas e a decretação de prisão constituem etapas juridicamente diferentes. A saída do país em desacordo com uma ordem judicial não deve ser confundida, sem decisão específica, com uma situação formal de prisão decretada e não cumprida.</p>
<h2>Tipo de autorização migratória concedida ao senador também é questionado</h2>
<p>A documentação exigida pelos congressistas deverá ajudar a esclarecer qual mecanismo migratório permitiu a presença de Flávio Bolsonaro e de sua família nos Estados Unidos.</p>
<p>A carta menciona informações sobre a eventual concessão de vistos, mas solicita expressamente que o governo esclareça qual foi a base legal adotada e quais categorias migratórias foram consideradas. Os deputados também perguntam se as providências ocorreram antes ou depois do conhecimento das medidas impostas pelo STF.</p>
<p>Pela legislação americana, há diferenças entre a emissão de um visto e a concessão de uma autorização temporária de permanência por razões humanitárias, conhecida como <em>humanitarian parole</em>. Esse último instrumento permite, em situações determinadas, a presença temporária de estrangeiros nos Estados Unidos, sem representar necessariamente uma admissão migratória regular ou a concessão de residência permanente.</p>
<p>A distinção tem importância para o caso porque envolve autoridades e procedimentos diferentes. A emissão de vistos está associada ao Departamento de Estado, enquanto a autorização de entrada e determinados mecanismos de permanência temporária envolvem atribuições do Departamento de Segurança Interna e de suas agências.</p>
<p>Até 30 de outubro, a documentação oficial individualizada que permitiria confirmar publicamente todos os fundamentos da autorização concedida ao senador não havia sido localizada. A carta pretende obter justamente os registros e esclarecimentos necessários para identificar o processo decisório.</p>
<h2>Governo americano terá de explicar eventual coordenação entre órgãos federais</h2>
<p>Os questionamentos não se limitam à análise de vistos ou documentos. Os deputados também querem identificar se houve comunicação institucional entre autoridades de diferentes órgãos do governo Trump para permitir a entrada do brasileiro.</p>
<p>Entre as estruturas mencionadas estão o Departamento de Segurança Interna, a Alfândega e Proteção de Fronteiras, o Serviço de Cidadania e Imigração e o Departamento de Justiça.</p>
<p>O objetivo é estabelecer uma cronologia das decisões. Caso tenha existido assistência governamental, os parlamentares solicitam que sejam identificados os responsáveis, os procedimentos autorizados e as informações disponíveis no momento de cada providência.</p>
<p>Também foi incluída uma pergunta sobre eventuais solicitações apresentadas por autoridades brasileiras ao governo americano. Os deputados querem saber se Washington recebeu pedidos relacionados à localização do senador, à sua situação migratória ou à possibilidade de ingresso nos Estados Unidos e, em caso positivo, quais respostas foram fornecidas.</p>
<p>O prazo estabelecido na correspondência é de 15 dias corridos a partir de sua data, em 29 de outubro. A manifestação é uma iniciativa de fiscalização parlamentar e não equivale, por si só, à abertura de uma investigação judicial ou à emissão de uma intimação compulsória. Eventuais medidas adicionais dependerão dos instrumentos legais e parlamentares que venham a ser utilizados.</p>
<h2>Cobrança ocorre após derrota de Flávio Bolsonaro por 4,43 milhões de votos</h2>
<p>A viagem do senador aconteceu nos dias seguintes ao segundo turno das eleições presidenciais brasileiras, realizado em 25 de outubro.</p>
<p>Segundo os resultados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito com 64.256.232 votos, equivalentes a 51,79% dos votos válidos. Flávio Bolsonaro recebeu 59.826.041 votos, correspondentes a 48,21%.</p>
<p>A diferença entre os candidatos foi de 4.430.191 votos, ou 3,58 pontos percentuais. O resultado foi anunciado pelo presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, ainda na noite da votação.</p>
<p>Após chegar aos Estados Unidos, Flávio Bolsonaro divulgou uma manifestação pública em que inicialmente se apresentou como presidente eleito do Brasil e questionou a legitimidade da votação. Posteriormente, alterou o documento, passando a utilizar a expressão de liderança <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341661">política</a> em lugar da reivindicação direta da vitória eleitoral.</p>
<p>As declarações do senador não modificam os resultados oficiais proclamados pela Justiça Eleitoral. A contestação política de uma eleição e a alteração jurídica do resultado são situações distintas, e não foi apresentada decisão eleitoral que revertesse a vitória de Lula.</p>
<p>O episódio ampliou a dimensão diplomática da controvérsia ao envolver o tratamento concedido pelos Estados Unidos a um candidato derrotado que também enfrenta restrições judiciais no país de origem.</p>
<h2>Relações entre Brasil e Estados Unidos entram na discussão parlamentar</h2>
<p>A carta inclui uma preocupação específica com as consequências da eventual assistência americana para as relações bilaterais.</p>
<p>Os deputados perguntam se o Departamento de Estado avaliou o risco de que medidas de apoio a Flávio Bolsonaro fossem interpretadas como interferência em procedimentos judiciais ou em assuntos políticos internos do Brasil.</p>
<p>A questão envolve dois aspectos distintos. O primeiro é a prerrogativa dos Estados Unidos de aplicar sua legislação migratória e decidir sobre a entrada de estrangeiros. O segundo diz respeito à eventual utilização de recursos governamentais para facilitar o deslocamento de uma pessoa submetida a restrições judiciais em outro país.</p>
<p>A existência de uma decisão brasileira restringindo viagens internacionais não determina automaticamente a classificação migratória que outro governo deve atribuir ao viajante. Entretanto, o conhecimento prévio dessa decisão e a eventual participação de autoridades estrangeiras no planejamento do deslocamento são circunstâncias que podem ter relevância jurídica e diplomática.</p>
<p>Por essa razão, os parlamentares solicitaram esclarecimentos sobre as avaliações realizadas pelo governo Trump antes de permitir a entrada do senador.</p>
<p>O pedido também procura determinar se foram considerados possíveis efeitos sobre a cooperação institucional entre os dois países, especialmente em matérias que envolvem investigações criminais e decisões judiciais.</p>
<p>A próxima etapa formal prevista é a apresentação das respostas solicitadas ao secretário Marco Rubio até 13 de novembro. A documentação eventualmente encaminhada poderá esclarecer se a atuação americana ficou restrita aos procedimentos migratórios ou se envolveu participação governamental mais ampla na viagem de Flávio Bolsonaro.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Congresso dos Estados Unidos — Carta parlamentar dirigida ao secretário Marco Rubio, datada de 29 de outubro de 2026, com 15 questionamentos sobre a viagem de Flávio Bolsonaro e prazo de resposta solicitado para 13 de novembro.</em></p>
<p><em>Polícia Federal — Nota oficial de 28 de outubro de 2026 sobre as medidas cautelares, cancelamento de passaportes, alerta migratório e investigação do descumprimento das determinações judiciais.</em></p>
<p><em>Tribunal Superior Eleitoral — Resultado oficial do segundo turno das eleições presidenciais de 2026, divulgado em 25 de outubro e detalhado em comunicado de 26 de outubro.</em></p>
<p><em>Serviço de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos — Orientações institucionais sobre autorizações temporárias de entrada por razões humanitárias e sua distinção dos procedimentos regulares de admissão migratória.</em></p>
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		<item>
		<title>Jason Miller esteve com Eduardo Bolsonaro antes de organizar voo de Flávio, segundo relatos</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/jason-miller-eduardo-bolsonaro-voo-flavio-miami</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Toscano]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Oct 2026 17:07:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Alexandre de Moraes]]></category>
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		<category><![CDATA[Eleições 2026]]></category>
		<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
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		<category><![CDATA[Lula]]></category>
		<category><![CDATA[Miami]]></category>
		<category><![CDATA[Polícia Federal]]></category>
		<category><![CDATA[STF]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Jason Miller teria acompanhado a apuração com Eduardo Bolsonaro em Miami e confirmou ter providenciado o avião usado por Flávio Bolsonaro para chegar aos EUA.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O estrategista político Jason Miller, integrante da equipe de comunicação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi apontado como um dos participantes de um encontro de aliados da família Bolsonaro em Miami durante a apuração das eleições brasileiras, em 25 de outubro. Os relatos divulgados nesta sexta-feira (30) situam o norte-americano no mesmo evento frequentado por Eduardo Bolsonaro, dois dias antes da saída de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil e três dias antes de sua chegada aos Estados Unidos.</p>
<p>A participação de Miller na viagem do senador foi confirmada pelo próprio assessor a jornalistas na quinta-feira (29). Ele reconheceu ter providenciado o jato particular utilizado por Flávio, sua mulher e suas duas filhas no deslocamento da Argentina até Miami, com escala no Equador. A viagem ocorreu depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou medidas cautelares contra o parlamentar, incluindo a entrega de passaportes e a proibição de deixar o território brasileiro.</p>
<p>O episódio colocou a atuação de um integrante da administração Trump no centro de uma controvérsia envolvendo uma decisão da Justiça brasileira. A Polícia Federal confirmou que investiga as circunstâncias da saída de Flávio do país, mas esclareceu expressamente que a existência de restrições sobre documentos de viagem não caracteriza, por si só, a condição jurídica de foragido.</p>
<p>A relação entre Miller e os irmãos Bolsonaro já era pública antes da eleição. O estrategista participou de atividades políticas ligadas ao grupo, manifestou apoio à candidatura presidencial de Flávio e criticou decisões judiciais brasileiras. A organização do transporte aéreo, entretanto, acrescentou uma dimensão operacional a esse relacionamento, até então identificado principalmente por declarações públicas e articulações políticas.</p>
<h2>Encontro em Miami reuniu aliados de Bolsonaro durante a apuração</h2>
<p>O evento realizado na Freedom Tower, em Miami, reuniu aproximadamente 400 pessoas ligadas ao bolsonarismo para acompanhar o segundo turno presidencial de 25 de outubro. Eduardo Bolsonaro participou da programação ao lado de Paulo Figueiredo e Alexandre Ramagem, integrantes do grupo político que atua nos Estados Unidos.</p>
<p>Informações divulgadas em 30 de outubro apontam que Jason Miller também esteve no encontro, circulando entre uma área reservada para convidados e o auditório principal. Segundo esses relatos, o assessor demonstrava confiança em uma vitória de Flávio Bolsonaro durante parte da apuração, mas deixou o local quando o resultado começou a favorecer Luiz Inácio Lula da Silva (PT).</p>
<p>Eduardo Bolsonaro também teria se retirado antes do encerramento da divulgação dos votos. A presença de Miller no evento e os detalhes de seu comportamento foram apresentados em relatos jornalísticos, sem que documentos oficiais consultados permitam confirmar independentemente os horários de sua chegada e saída.</p>
<p>A realização do encontro ocorreu em meio à mobilização de apoiadores do candidato brasileiro nos Estados Unidos. Durante o segundo turno, integrantes do grupo questionaram decisões da Justiça Eleitoral, especialmente a ampliação do horário de votação determinada pelo ministro Cristiano Zanin, do STF.</p>
<p>O resultado oficial foi anunciado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na noite de domingo. Lula obteve 64.256.232 votos, equivalentes a 51,79% dos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro recebeu 59.826.041 votos, ou 48,21%.</p>
<p>A diferença final foi de 4.430.191 votos, correspondente a 3,58 pontos percentuais. O resultado foi reconhecido oficialmente pelo presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, que declarou a reeleição de Lula.</p>
<h2>Jason Miller providenciou jato particular utilizado por Flávio Bolsonaro</h2>
<p>A organização da viagem de Flávio Bolsonaro começou a ser articulada após a determinação judicial de entrega de documentos de viagem. O senador havia sido intimado pela Polícia Federal na manhã de segunda-feira (26), mas não cumpriu o prazo de 24 horas estabelecido para apresentar eventuais passaportes de outras nacionalidades.</p>
<p>Segundo as informações disponíveis sobre a operação, Miller participou da obtenção da aeronave utilizada no deslocamento internacional. O avião, um Gulfstream G400 de matrícula LV-JQW, operado pela empresa argentina Baires Fly, transportou Flávio e seus familiares até os Estados Unidos.</p>
<p>O trajeto passou por Puerto Iguazú, na Argentina, e Guayaquil, no Equador, antes de terminar no Aeroporto Executivo de Opa-locka, próximo a Miami, na quarta-feira (28).</p>
<p>Autoridades migratórias argentinas informaram que o senador e sua família ingressaram no país na noite de terça-feira (27), após atravessar a fronteira terrestre com o Brasil na região de Foz do Iguaçu.</p>
<p>O desembarque em território norte-americano ocorreu na manhã seguinte. Registros de monitoramento aéreo e imagens da chegada confirmaram a presença do senador e dos familiares na aeronave.</p>
<p>A participação de Miller na logística foi confirmada pelo próprio estrategista em 29 de outubro. Permanecem sem esclarecimento público suficiente os detalhes financeiros da contratação do avião, quem arcou com os custos e se foram empregados recursos governamentais norte-americanos na operação.</p>
<p>A confirmação de que um assessor da Casa Branca providenciou o transporte não significa, isoladamente, que a viagem tenha sido executada como uma missão oficial do governo dos Estados Unidos.</p>
<h2>Polícia Federal confirma investigação sobre saída do senador</h2>
<p>Em comunicado publicado em 28 de outubro, a Polícia Federal informou que havia solicitado ao STF, no próprio dia da eleição, medidas cautelares contra Flávio Bolsonaro no âmbito da Petição nº 16.877, diante de um risco identificado de saída do país.</p>
<p>As providências solicitadas incluíam apreensão de passaportes, proibição de viagem internacional e restrições de contato com outros investigados.</p>
<p>Após a decisão judicial, os passaportes brasileiros comum e diplomático do parlamentar foram cancelados. A PF também inseriu um alerta migratório no Sistema Nacional de Alertas e Restrições, utilizado para o controle de deslocamentos internacionais.</p>
<p>A corporação informou não possuir registro oficial da saída do senador pelos postos brasileiros de fiscalização migratória. Esse dado não significa que sua presença no exterior seja desconhecida: a chegada aos Estados Unidos foi documentada, e autoridades argentinas divulgaram informações sobre a passagem da família pelo país.</p>
<p>O objeto da investigação é esclarecer as circunstâncias do deslocamento e do descumprimento das determinações judiciais. A eventual responsabilização penal dependerá da apuração dos fatos e das decisões das autoridades competentes.</p>
<p>Em sua manifestação oficial, a PF também fez uma ressalva jurídica sobre a situação do parlamentar: as restrições existentes não autorizam automaticamente sua prisão ou a classificação como foragido.</p>
<p>Flávio Bolsonaro, por sua vez, sustenta que sofre perseguição <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341660">política</a> e contesta as medidas adotadas pela Justiça brasileira. O senador também questionou o resultado da eleição presidencial, sem apresentar elementos capazes de invalidar a totalização oficial dos votos.</p>
<h2>Críticas à prorrogação da votação são confrontadas por dados do TSE</h2>
<p>A atuação pública de Jason Miller durante o segundo turno incluiu críticas à decisão do ministro Cristiano Zanin que permitiu a continuidade da votação até as 19h, pelo horário de Brasília.</p>
<p>O assessor questionou a imparcialidade da medida e, posteriormente, publicou mensagens que colocavam em dúvida a vitória de Lula.</p>
<p>A decisão de Zanin, entretanto, não determinou a reabertura indiscriminada de todas as seções eleitorais. Conforme esclarecimento oficial do TSE publicado em 25 de outubro, a continuidade da votação foi autorizada apenas nos locais em que o procedimento ainda não havia sido encerrado às 17h.</p>
<p>A Justiça Eleitoral também registrou que as duas candidaturas presidenciais haviam relatado dificuldades relacionadas ao transporte de eleitores. Os pedidos e as manifestações, portanto, não ficaram restritos à campanha do presidente reeleito.</p>
<p>Em levantamento atualizado em 29 de outubro, o TSE informou que 34.393 votos foram registrados após as 17h em território nacional. Desse total, 32.399 foram computados entre 17h e 18h, outros 1.981 entre 18h e 19h e apenas 13 depois das 19h.</p>
<p>A comparação desses números com o resultado presidencial permite dimensionar a controvérsia. A diferença final entre Lula e Flávio foi aproximadamente 129 vezes superior ao total de votos registrados depois das 17h.</p>
<p>Mesmo na hipótese matemática extrema de que todos esses votos fossem atribuídos a apenas um dos candidatos, o quantitativo corresponderia a menos de 0,8% da vantagem obtida por Lula. Essa comparação não representa uma recontagem nem identifica a distribuição dos votos por candidato, mas demonstra que o volume registrado após o horário inicialmente previsto não seria suficiente para inverter o resultado nacional.</p>
<p>O presidente do TSE reconheceu que a decisão de prorrogar a votação exigiu adaptações técnicas e operacionais. Entre as providências adotadas esteve a suspensão temporária do recebimento dos boletins de urna e da divulgação dos resultados até as 19h.</p>
<p>Essas dificuldades administrativas foram registradas oficialmente, mas não constituem comprovação de fraude eleitoral.</p>
<h2>Relação de Miller com os Bolsonaro antecede eleição presidencial</h2>
<p>Jason Miller atua há anos na comunicação política ligada a Donald Trump. O estrategista participou de campanhas do republicano e manteve proximidade com integrantes do movimento conservador norte-americano.</p>
<p>Sua relação com a família Bolsonaro também antecede a disputa presidencial de 2026. Miller participou de eventos políticos com integrantes do grupo, manifestou apoio público a Flávio e criticou decisões do ministro Alexandre de Moraes, do STF.</p>
<p>Em maio, o norte-americano acompanhou uma entrevista coletiva realizada após uma reunião entre Flávio Bolsonaro e Trump, na Casa Branca. Na ocasião, apresentou sua presença como demonstração de apoio político, embora tenha afirmado não ter participado diretamente do encontro realizado no Salão Oval.</p>
<p>O assessor também declarou que a escolha do presidente brasileiro caberia aos eleitores do país, apesar de manifestar confiança no candidato do PL.</p>
<p>Em agosto de 2026, Miller voltou a exercer funções de assessoramento político na administração Trump, em meio à preparação do Partido Republicano para as eleições legislativas norte-americanas.</p>
<p>Essa condição tornou sua participação na viagem de Flávio um assunto que ultrapassa a relação pessoal entre aliados políticos. O envolvimento de alguém vinculado à Casa Branca em uma operação relacionada a um parlamentar submetido a medidas judiciais brasileiras suscita questões sobre a natureza da assistência prestada e a eventual participação institucional de Washington.</p>
<p>Até o momento, não há comprovação pública de que Miller tenha utilizado recursos oficiais para financiar o voo ou de que o governo norte-americano tenha participado diretamente da saída do senador do território brasileiro.</p>
<h2>Viagem de Flávio amplia atenção sobre relações entre Brasil e Estados Unidos</h2>
<p>O episódio ocorre durante a transição política brasileira após a reeleição de Lula e em um momento de incerteza sobre a posição da administração Trump diante do resultado presidencial.</p>
<p>O presidente norte-americano autorizou a entrada de Flávio e seus familiares nos Estados Unidos, segundo informações divulgadas após o desembarque. A medida, contudo, não equivale ao reconhecimento de uma vitória eleitoral do senador nem altera os efeitos das decisões judiciais brasileiras.</p>
<p>A chegada de Flávio ao país também ocorreu após declarações do parlamentar nas quais se apresentou como vítima de perseguição política. Em manifestações posteriores, ele contestou a legitimidade da eleição e agradeceu o apoio recebido de aliados estrangeiros.</p>
<p>Do ponto de vista institucional, permanecem três questões distintas: as circunstâncias da saída de Flávio do Brasil, a participação de Miller na organização do transporte e as condições migratórias que permitiram a entrada da família em território norte-americano.</p>
<p>A Polícia Federal conduz a apuração sobre o eventual descumprimento das ordens judiciais brasileiras. Já a atuação do assessor de Trump e as condições de ingresso nos Estados Unidos dependem de esclarecimentos das autoridades e dos envolvidos naquele país.</p>
<p>O resultado da eleição presidencial, por sua vez, permanece formalmente consolidado pelo TSE. A relação entre integrantes do governo norte-americano e aliados de Flávio Bolsonaro poderá produzir novos desdobramentos políticos e diplomáticos, mas não modifica a votação oficialmente totalizada em 25 de outubro.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Tribunal Superior Eleitoral — balanço oficial do segundo turno das eleições presidenciais de 2026, publicado em 26 de outubro.</em></p>
<p><em>Tribunal Superior Eleitoral — esclarecimento de 25 de outubro sobre a decisão judicial de prorrogação do horário de votação.</em></p>
<p><em>Tribunal Superior Eleitoral — levantamento atualizado em 29 de outubro sobre os votos registrados depois das 17h.</em></p>
<p><em>Polícia Federal — nota oficial de 28 de outubro sobre as medidas cautelares impostas a Flávio Bolsonaro e a investigação das circunstâncias de sua saída do Brasil.</em></p>
<p><em>Organização dos Estados Americanos — comunicado sobre a missão internacional de observação do segundo turno das eleições brasileiras de 2026.</em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Desemprego cai a 5,2% no Brasil e número de ocupados bate recorde</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/desemprego-brasil-setembro-2026</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Letícia Nóbrega]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Oct 2026 16:38:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Desemprego]]></category>
		<category><![CDATA[economia brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[emprego]]></category>
		<category><![CDATA[IBGE]]></category>
		<category><![CDATA[informalidade]]></category>
		<category><![CDATA[mercado de trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[Pnad Contínua]]></category>
		<category><![CDATA[renda]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Desemprego no Brasil cai a 5,2% em setembro de 2026, e número de ocupados bate recorde de 103,6 milhões, segundo dados do IBGE.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A taxa de desemprego no Brasil caiu para <strong>5,2% no trimestre encerrado em setembro de 2026</strong>, o menor resultado para esse período do ano desde o início da série histórica, em 2012. Os dados divulgados nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o país atingiu o recorde de 103,6 milhões de pessoas ocupadas, enquanto o contingente de desempregados recuou para 5,6 milhões.</p>
<p>O resultado da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua representa uma redução de 0,2 ponto percentual em relação ao segundo trimestre, quando o desemprego estava em 5,4%. Na comparação com o período de julho a setembro de 2025, a queda foi de 0,4 ponto percentual, ante uma taxa de 5,6%.</p>
<p>A melhora ocorreu principalmente pela expansão da ocupação, com destaque para a construção civil, que incorporou 210 mil trabalhadores no trimestre. O levantamento também identificou recordes no número de empregadores e no volume total de rendimentos do <a class="wpil_keyword_link" title="Trabalho" href="https://gazetamercantil.com/trabalho" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341658">trabalho</a>. Apesar desses avanços, a informalidade permaneceu elevada, e o contingente de pessoas que desistiram de procurar emprego aumentou.</p>
<h2>Brasil tem 417 mil desempregados a menos em um ano</h2>
<p>O número de brasileiros desocupados diminuiu 4% em relação ao segundo trimestre de 2026, equivalente a 234 mil pessoas. Na comparação anual, a redução foi de 6,9%, com aproximadamente 417 mil trabalhadores a menos procurando emprego sem conseguir uma colocação.</p>
<p>A população ocupada, por sua vez, aumentou 0,6% entre o segundo e o terceiro trimestre, incorporando 581 mil pessoas. Em relação ao mesmo período de 2025, o avanço foi de 1,2%, o equivalente a aproximadamente 1,2 milhão de trabalhadores adicionais.</p>
<p>A comparação entre os dois movimentos permite identificar outra mudança no <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341657">mercado</a> de trabalho. Enquanto a ocupação cresceu 581 mil pessoas, o desemprego diminuiu 234 mil. A diferença entre esses números indica uma expansão de aproximadamente 347 mil pessoas na força de trabalho, considerando as estimativas divulgadas pelo IBGE.</p>
<p>Isso significa que a ampliação da ocupação ocorreu simultaneamente à redução do desemprego e ao aumento do contingente de pessoas economicamente ativas. O movimento ajuda a explicar por que a quantidade de trabalhadores empregados alcançou um novo recorde mesmo com a entrada de mais pessoas no mercado.</p>
<p>O nível de ocupação, indicador que mede a proporção de pessoas com trabalho entre aquelas em idade de trabalhar, também atingiu o maior resultado da série, chegando a 59%. No segundo trimestre, essa proporção estava em 58,8%, enquanto no terceiro trimestre de 2025 era de 58,7%.</p>
<p>Embora a taxa de 5,2% represente o menor desemprego para um terceiro trimestre, ela não constitui o recorde absoluto da PNAD Contínua. O menor índice de toda a série histórica foi registrado no trimestre encerrado em dezembro de 2025, quando a desocupação chegou a 5,1%.</p>
<h2>Construção civil responde por parcela relevante da expansão do emprego</h2>
<p>A construção civil apresentou crescimento de 2,8% na população ocupada entre julho e setembro, com um acréscimo estimado de 210 mil trabalhadores. Foi o principal destaque entre os grupamentos de atividade econômica na comparação trimestral.</p>
<p>O aumento registrado na construção equivale a aproximadamente 36% do crescimento líquido de 581 mil pessoas ocupadas no conjunto da <a class="wpil_keyword_link" title="Economia" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341659">economia</a>. A proporção, calculada a partir dos dados do IBGE, dimensiona a importância do setor para o resultado, embora não represente uma contagem individual de contratações.</p>
<p>O desempenho contrasta com a estabilidade estatística observada em outras categorias do mercado de trabalho. No setor privado, o número de empregados com carteira assinada permaneceu em 39,4 milhões, sem variação significativa em relação ao trimestre anterior ou ao mesmo período de 2025.</p>
<p>Também ficaram estáveis os contingentes de empregados sem carteira assinada no setor privado, estimados em 13,7 milhões, e de trabalhadores por conta própria, que somaram 26,1 milhões. O número de trabalhadores domésticos foi calculado em 5,4 milhões.</p>
<p>Os resultados mostram que o aumento da ocupação não foi acompanhado por uma expansão estatisticamente significativa em todas as modalidades de trabalho. A evolução ocorreu de maneira desigual entre setores e categorias, com diferenças importantes na composição do emprego.</p>
<h2>Número de empregadores atinge recorde de 4,5 milhões</h2>
<p>O contingente de empregadores chegou a 4,5 milhões de pessoas no terceiro trimestre, o maior desde o início da PNAD Contínua. O crescimento foi de 4,3% em relação ao trimestre anterior, com aproximadamente 184 mil empregadores adicionais.</p>
<p>Na comparação com o terceiro trimestre de 2025, a expansão alcançou 6,4%, equivalente a 272 mil pessoas. A categoria reúne indivíduos que trabalham em seus próprios empreendimentos e possuem pelo menos um empregado, diferentemente dos trabalhadores por conta própria que exercem suas atividades sem contratar funcionários.</p>
<p>O aumento dessa população indica uma ampliação do contingente de pessoas que atuam como empregadoras, mas não permite determinar, isoladamente, quantas <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341656">empresas</a> foram abertas ou quantos postos de trabalho foram criados por esses negócios.</p>
<p>Outro recorde foi observado no setor público, que alcançou 13,2 milhões de trabalhadores. Embora o número tenha permanecido estatisticamente estável na comparação trimestral, houve crescimento de 2,5% em relação ao mesmo período de 2025, com acréscimo de aproximadamente 317 mil pessoas.</p>
<p>Segundo o IBGE, a expansão anual do emprego público esteve associada, entre outros fatores, à contratação de profissionais da educação e ao aumento de ocupações na administração municipal.</p>
<p>O levantamento identificou aproximadamente 45 mil trabalhadores adicionais em atividades relacionadas à educação pública, incluindo professores da educação infantil e dos ensinos fundamental e médio. Atividades administrativas municipais também contribuíram para o resultado, com a incorporação de profissionais em diferentes funções.</p>
<h2>Informalidade alcança 38,8 milhões de brasileiros</h2>
<p>Apesar do recorde de ocupação, a informalidade permaneceu como uma característica expressiva do mercado de trabalho brasileiro. No trimestre encerrado em setembro, 37,5% das pessoas ocupadas estavam em atividades informais, o equivalente a 38,8 milhões de trabalhadores.</p>
<p>No segundo trimestre, a taxa era de 37,4%, com 38,6 milhões de pessoas. Já no terceiro trimestre de 2025, o indicador estava em 37,8%, representando 38,7 milhões de trabalhadores.</p>
<p>A comparação revela uma diferença entre a evolução percentual e o contingente absoluto. Embora a taxa de informalidade tenha diminuído 0,3 ponto percentual em um ano, o número estimado de trabalhadores informais aumentou aproximadamente 100 mil pessoas, considerando os valores arredondados divulgados pelo IBGE.</p>
<p>Esse resultado é explicado pela expansão da população ocupada. Como o total de brasileiros trabalhando aumentou, a proporção de informais pôde diminuir mesmo com uma quantidade absoluta ligeiramente maior de pessoas nessa condição.</p>
<p>A classificação de informalidade inclui diferentes modalidades de ocupação, como empregados sem carteira assinada e determinados trabalhadores por conta própria ou empregadores sem registro formal. Ela não se confunde exclusivamente com a ausência de vínculo empregatício, pois considera também características do empreendimento e da atividade exercida.</p>
<p>O resultado indica que o crescimento do emprego continua acompanhado por uma parcela significativa de trabalhadores em atividades com diferentes níveis de proteção previdenciária e trabalhista.</p>
<h2>Renda média sobe para R$ 3.790 e massa salarial bate recorde</h2>
<p>O rendimento médio real habitual dos trabalhadores brasileiros chegou a R$ 3.790 no terceiro trimestre de 2026. O valor permaneceu estatisticamente estável em relação ao trimestre anterior, mas apresentou crescimento de 3,6% na comparação anual, equivalente a um ganho de R$ 131.</p>
<p>O indicador considera os rendimentos habitualmente recebidos no trabalho e desconta os efeitos da inflação. Dessa forma, permite acompanhar a evolução do poder de compra, sem confundir aumentos nominais de remuneração com ganhos reais.</p>
<p>A massa de rendimento real habitual, que representa a soma dos rendimentos dos trabalhadores ocupados, atingiu R$ 387,5 bilhões, o maior valor da série histórica.</p>
<p>Em relação ao segundo trimestre, a expansão foi de 1,5%, equivalente a R$ 5,6 bilhões. Na comparação com o terceiro trimestre de 2025, o crescimento alcançou 4,7%, com acréscimo de R$ 17,5 bilhões.</p>
<p>A diferença entre os indicadores mostra que a expansão do emprego teve participação relevante no aumento do volume total de renda. Embora o rendimento médio tenha permanecido estável no trimestre, a incorporação de mais pessoas ao mercado de trabalho contribuiu para ampliar a massa de rendimentos.</p>
<p>Esse crescimento representa uma variável importante para a atividade econômica, uma vez que a renda do trabalho constitui uma das principais fontes de recursos das famílias brasileiras. O efeito efetivo sobre o consumo, entretanto, depende também de fatores como inflação, endividamento, disponibilidade de crédito e decisões de poupança.</p>
<h2>Desalento aumenta 7,5% apesar da redução do desemprego</h2>
<p>Nem todos os indicadores da PNAD Contínua apresentaram melhora na comparação trimestral. A população desalentada, formada por pessoas que gostariam de trabalhar e estavam disponíveis, mas deixaram de procurar uma ocupação por razões relacionadas ao mercado de trabalho, aumentou 7,5%.</p>
<p>O contingente chegou a aproximadamente 2,5 milhões de brasileiros, com acréscimo de 171 mil pessoas em relação ao segundo trimestre. Na comparação com o mesmo período de 2025, entretanto, houve redução de 6,8%, equivalente a 178 mil pessoas.</p>
<p>O aumento trimestral do desalento é relevante porque essas pessoas não integram diretamente a taxa oficial de desemprego. Para ser considerada desocupada pela metodologia do IBGE, a pessoa precisa atender aos critérios de ausência de trabalho, procura por ocupação e disponibilidade para trabalhar.</p>
<p>Outro indicador que permite avaliar as condições do mercado é a taxa composta de subutilização da força de trabalho. Ela considera os desempregados, os trabalhadores que gostariam de ampliar sua jornada e as pessoas que integram a força de trabalho potencial.</p>
<p>Essa taxa ficou em 13% no terceiro trimestre, estatisticamente estável em relação aos 12,9% registrados entre abril e junho. Na comparação anual, houve redução de 0,9 ponto percentual, já que o indicador estava em 13,9% no terceiro trimestre de 2025.</p>
<p>A população subutilizada somou 14,8 milhões de pessoas, com estabilidade trimestral e queda de 6,1% em um ano, equivalente a aproximadamente 957 mil pessoas.</p>
<p>Dentro desse contingente, o número de trabalhadores subocupados por insuficiência de horas chegou a 4,3 milhões. O crescimento trimestral foi de 5,2%, com acréscimo de 214 mil pessoas que trabalhavam menos horas do que gostariam e estavam disponíveis para ampliar a jornada.</p>
<p>A combinação desses resultados mostra que a redução do desemprego não elimina outras formas de insuficiência de trabalho. O avanço da ocupação convive com dificuldades enfrentadas por pessoas que não conseguem uma colocação considerada adequada ou que precisam de mais horas de atividade remunerada.</p>
<h2>Próxima divulgação do desemprego será em 27 de novembro</h2>
<p>A PNAD Contínua acompanha a evolução da força de trabalho brasileira por meio de uma amostra de aproximadamente 211 mil domicílios distribuídos pelos 26 estados e pelo Distrito Federal.</p>
<p>Os resultados são divulgados mensalmente, considerando trimestres móveis. Por isso, a taxa anunciada em 30 de outubro corresponde ao período de julho a setembro de 2026, e não exclusivamente ao desempenho do emprego no mês de setembro.</p>
<p>A próxima divulgação está prevista para 27 de novembro, quando o IBGE apresentará os indicadores referentes ao trimestre encerrado em outubro.</p>
<p>Os novos resultados permitirão verificar se a redução do desemprego teve continuidade e se a expansão da ocupação foi acompanhada por mudanças no emprego formal, na informalidade, nos rendimentos e no número de pessoas desalentadas.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, divulgação de 30 de outubro de 2026, referente ao trimestre encerrado em setembro, com indicadores de desocupação, ocupação, rendimentos, informalidade e subutilização.</em></p>
<p><em>Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) — PNAD Contínua, divulgação de 30 de janeiro de 2026, com os resultados do trimestre encerrado em dezembro de 2025 e o menor índice de desemprego da série histórica.</em></p>
<p><em>Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) — Documentação metodológica e calendário de divulgação da PNAD Contínua, utilizados para verificar os conceitos estatísticos, os períodos de referência e a próxima atualização dos indicadores.</em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Governo prepara compras públicas em marketplaces com sistema de seleção automática</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/governo-compras-publicas-marketplaces-sicx</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Maria Helena Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Oct 2026 15:27:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[comércio eletrônico]]></category>
		<category><![CDATA[compras governamentais]]></category>
		<category><![CDATA[compras públicas]]></category>
		<category><![CDATA[fornecedores]]></category>
		<category><![CDATA[governo federal]]></category>
		<category><![CDATA[licitações]]></category>
		<category><![CDATA[marketplaces]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério da Gestão]]></category>
		<category><![CDATA[Sicx]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Governo prepara Sicx para compras públicas em marketplaces, com seleção automática de fornecedores e primeiros testes previstos para o fim de 2026.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O governo federal prepara a implantação de um sistema que permitirá a órgãos públicos adquirir produtos e serviços padronizados por meio de plataformas de comércio eletrônico, com seleção automatizada de fornecedores e comparação de preços. A iniciativa, denominada Sistema de Compras Expressas (Sicx), pretende reduzir procedimentos administrativos nas aquisições de rotina e aproveitar a infraestrutura tecnológica de marketplaces privados. A previsão apresentada pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos é iniciar os testes da solução até dezembro de 2026.</p>
<p>O modelo já possui fundamento legal. A Lei nº 15.266, sancionada em novembro de 2025, incluiu o comércio eletrônico entre as hipóteses de credenciamento previstas na Lei de Licitações. Posteriormente, o Decreto nº 13.106, publicado em 25 de agosto de 2026 e em vigor desde 8 de setembro, estabeleceu as regras federais para cadastro de fornecedores, formação de preços, seleção das ofertas, contratação e pagamento.</p>
<p>A mudança permitirá que materiais de escritório, produtos de consumo recorrente e outros itens comuns sejam adquiridos em ambiente digital integrado, sem a necessidade de preparar um edital específico para cada contratação realizada pelo sistema. A simplificação, entretanto, não elimina as exigências legais de planejamento, habilitação dos fornecedores, fiscalização da entrega e transparência das despesas públicas.</p>
<p>O secretário de Gestão e Inovação do Ministério da Gestão, Roberto Pojo, apresentou nesta sexta-feira (30) a expectativa de que o governo utilize plataformas comerciais já existentes, em vez de desenvolver internamente toda a infraestrutura necessária. A estratégia prevê integrar os sistemas oficiais aos ambientes de venda de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341652">empresas</a> interessadas em participar do projeto.</p>
<h2>Compras públicas terão comparação automática de preços e condições de entrega</h2>
<p>O funcionamento do Sicx será baseado em um catálogo de bens e serviços previamente padronizados. Cada produto deverá ter características técnicas definidas, permitindo que o sistema compare propostas equivalentes e identifique fornecedores capazes de atender às necessidades dos órgãos compradores.</p>
<p>Na prática, uma repartição que precise adquirir 100 canetas esferográficas poderá informar a quantidade, as especificações, o endereço de entrega e as demais condições exigidas. A plataforma buscará ofertas compatíveis entre fornecedores credenciados, considerando os critérios de classificação estabelecidos nas regras do sistema.</p>
<p>A comparação não ficará necessariamente limitada ao preço anunciado. O Decreto nº 13.106 determina que os fornecedores informem valores e condições de entrega e pagamento para cada localidade atendida. Também permite a apresentação de preços diferentes conforme a quantidade solicitada, o que abre espaço para descontos em aquisições de maior volume.</p>
<p>A legislação prevê que as ofertas sejam classificadas automaticamente segundo critérios definidos pelo órgão central. Isso significa que a primeira colocada será a proposta mais bem ranqueada de acordo com as regras aplicáveis, não obrigatoriamente aquela que apresentar o menor preço isolado.</p>
<p>O gestor poderá selecionar a oferta mais bem classificada sem apresentar justificativa adicional. Caso escolha outra proposta, deverá registrar uma justificativa específica e objetiva, conforme as normas complementares que serão estabelecidas pelo Ministério da Gestão.</p>
<h2>Nova modalidade reduz documentos exigidos nas contratações</h2>
<p>Uma das principais alterações introduzidas pelo Sicx está na etapa de preparação das compras. O artigo 15 do decreto federal dispensa o comprador de elaborar termo de referência e edital de contratação para cada aquisição realizada pelo sistema.</p>
<p>A simplificação não significa ausência de planejamento. O regulamento mantém a exigência de estudo técnico preliminar, que poderá abranger um conjunto de produtos previstos no planejamento anual do órgão ou ser elaborado especificamente para determinada contratação.</p>
<p>No primeiro caso, a administração poderá identificar antecipadamente os materiais que pretende adquirir, estabelecer uma estimativa de despesas e autorizar compras até determinado limite. Dessa forma, pedidos sucessivos de itens padronizados poderão aproveitar um planejamento já realizado, evitando a repetição de procedimentos administrativos.</p>
<p>Existe também uma distinção jurídica relevante em relação às dispensas de licitação atualmente utilizadas para pequenas compras. Embora o governo pretenda atender parte dessa demanda, o Sicx foi incluído na legislação como uma hipótese de credenciamento por comércio eletrônico, prevista no artigo 79 da Lei nº 14.133.</p>
<p>A diferença está na organização do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341654">mercado</a> fornecedor. Em vez de estruturar uma contratação individual para cada necessidade, o sistema permitirá que empresas previamente habilitadas mantenham ofertas disponíveis em um ambiente eletrônico, sujeitas a critérios uniformes de seleção e contratação.</p>
<p>Segundo Roberto Pojo, aproximadamente 60% dos procedimentos registrados no Portal Nacional de Contratações Públicas correspondem a dispensas de licitação. O percentual mencionado pelo secretário se refere à quantidade de processos, e não à participação dessas contratações no valor total gasto pelo poder público.</p>
<p>Assim, não é possível concluir que o novo sistema alcançará 60% das despesas governamentais. O impacto financeiro dependerá dos produtos incluídos, da adesão dos órgãos compradores e da parcela das contratações efetivamente transferida para a plataforma.</p>
<h2>Fornecedores precisarão cumprir requisitos de habilitação</h2>
<p>O acesso das empresas ao Sicx dependerá de credenciamento eletrônico e do atendimento às condições estabelecidas nos respectivos editais. O decreto determina que os requisitos de habilitação sejam comprovados por meio do registro cadastral unificado previsto na Lei de Licitações.</p>
<p>Durante a fase de transição, enquanto a integração cadastral não estiver integralmente disponível, os fornecedores deverão manter seus dados atualizados no Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores (Sicaf). Caberá aos órgãos compradores verificar os documentos exigidos até que a conferência automática possa ser realizada pela plataforma.</p>
<p>O regulamento também estabelece uma restrição às propostas apresentadas por empresas com registros de inadimplência no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin). Nessas situações, as ofertas não serão consideradas aptas para compradores públicos.</p>
<p>A participação de pequenas e médias empresas dependerá, entre outros fatores, da capacidade de atender às especificações dos produtos, às condições comerciais e às localidades de entrega. A integração com marketplaces poderá ampliar a exposição de fornecedores que já comercializam produtos pela internet, mas não assegura, por si só, que essas empresas receberão pedidos governamentais.</p>
<p>Outro ponto previsto no decreto é a utilização de mecanismos de reputação para avaliar fornecedores, produtos e serviços. Os indicadores poderão contribuir para a classificação das ofertas, desde que utilizem critérios objetivos, verificáveis e não discriminatórios.</p>
<h2>Pagamentos dependerão do recebimento dos produtos</h2>
<p>O processo de compra também contará com regras próprias para entrega, fiscalização e liberação dos recursos públicos.</p>
<p>Segundo o Decreto nº 13.106, o recebimento provisório deverá ocorrer em até dois dias úteis após o registro da entrega do produto ou da prestação do serviço. O recebimento definitivo, por sua vez, deverá ser realizado em até dez dias depois do provisório, salvo prazo diferente previsto no edital, respeitado o limite regulamentar de 30 dias.</p>
<p>O órgão comprador poderá rejeitar integral ou parcialmente materiais que não correspondam às características contratadas. Nesses casos, a decisão deverá ser justificada, e o fornecedor poderá ser responsabilizado pela coleta dos produtos devolvidos.</p>
<p>A norma também prevê recebimento tácito quando o comprador deixa de se manifestar dentro dos prazos estabelecidos. Essa situação não elimina a responsabilidade administrativa do gestor e poderá produzir efeitos nos indicadores de reputação do órgão.</p>
<p>A liberação do pagamento está vinculada ao recebimento definitivo, expresso ou tácito. Enquanto as funcionalidades automatizadas não estiverem disponíveis, o decreto determina que os pagamentos sigam os procedimentos ordinários de execução da despesa pública, observado o prazo máximo de 30 dias contado do recebimento do bem ou serviço.</p>
<p>O cumprimento dessas regras será relevante para a adesão dos fornecedores, especialmente daqueles que possuem menor capacidade financeira para suportar atrasos ou custos adicionais de distribuição.</p>
<h2>Governo prevê testes até dezembro e integração com plataformas privadas</h2>
<p>A implantação operacional será gradual. O cronograma apresentado pelo secretário Roberto Pojo prevê a abertura de um chamamento público em 3 de novembro de 2026, destinado a empresas interessadas em contribuir com tecnologias, serviços especializados e conhecimentos necessários à construção do sistema.</p>
<p>Pela programação anunciada, o recebimento das propostas deverá ocorrer até 18 de novembro. As companhias poderão apresentar soluções completas ou contribuições direcionadas a etapas específicas da plataforma, permitindo que diferentes participantes colaborem no desenvolvimento tecnológico.</p>
<p>O projeto utiliza a possibilidade de cooperação com o setor privado para reduzir a necessidade de investimentos próprios na construção de ferramentas que já são utilizadas pelo comércio eletrônico. O Decreto nº 13.106 autoriza expressamente o órgão central a empregar instrumentos previstos no regime jurídico de inovação para desenvolver o Sicx.</p>
<p>A expectativa é que um protótipo esteja disponível até o final de 2026, inicialmente para compras em ambiente restrito. A ampliação do acesso aos órgãos federais é projetada para aproximadamente seis meses depois da conclusão da etapa de doação tecnológica, conforme o planejamento apresentado pelo governo.</p>
<p>Esses prazos representam previsões de implementação, não datas de entrada em funcionamento asseguradas pela legislação. A operação efetiva ainda dependerá da conclusão das integrações, da definição das normas complementares e do credenciamento dos participantes.</p>
<p>O decreto também prevê a possibilidade de conexão com plataformas públicas de comércio eletrônico utilizadas pela União, pelos estados, pelo Distrito Federal e pelos municípios, além de ambientes privados de vendas.</p>
<h2>Sistema terá regras para evitar favorecimento e concentração de mercado</h2>
<p>A utilização de mecanismos automatizados para definir quais fornecedores aparecem nas primeiras posições exigirá instrumentos de fiscalização específicos.</p>
<p>O artigo 17 do decreto estabelece que os critérios, pesos e metodologias utilizados no ranqueamento das ofertas deverão ser públicos e auditáveis. O órgão central também precisará manter documentação técnica sobre as regras de classificação e as alterações realizadas no sistema.</p>
<p>O regulamento permite ajustes nesses parâmetros para buscar melhores condições de contratação, preservar a isonomia e reduzir riscos de concentração de mercado. Trata-se de uma exigência particularmente relevante em um modelo no qual a posição ocupada pelas empresas poderá influenciar diretamente suas oportunidades de venda ao poder público.</p>
<p>Outro mecanismo de controle será a segregação de funções. Como regra, o agente responsável por selecionar uma oferta não poderá ser o mesmo encarregado de autorizar a contratação. O decreto admite exceção quando houver autorização prévia dentro das condições específicas de planejamento previstas na norma.</p>
<p>Os registros das transações deverão permanecer disponíveis para fiscalização. A plataforma também terá de assegurar rastreabilidade das operações e permitir que os órgãos de controle tenham acesso às informações necessárias para verificar a regularidade das compras.</p>
<p>O descumprimento das regras poderá resultar em suspensão de transações, inativação temporária de fornecedores e aplicação das sanções administrativas previstas na legislação, observadas as garantias legais de defesa.</p>
<h2>Estados e municípios também poderão utilizar o Sicx</h2>
<p>Embora a implementação inicial esteja concentrada na administração federal, o alcance previsto na legislação é mais amplo.</p>
<p>O Decreto nº 13.106 autoriza a disponibilização do sistema a órgãos e entidades estaduais, distritais e municipais, além de empresas públicas, sociedades de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank"  rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341651">economia</a> mista, serviços sociais autônomos e entidades privadas sem fins lucrativos, observadas as condições aplicáveis a cada categoria.</p>
<p>A eventual adesão desses participantes não será automática. Os procedimentos deverão respeitar o regime jurídico de cada comprador, as regras estabelecidas pelo órgão central e as condições técnicas necessárias para utilização da plataforma.</p>
<p>A expansão poderá ampliar o número de compradores acessíveis aos fornecedores credenciados e criar um ambiente de comparação de ofertas envolvendo diferentes regiões do país. Essa possibilidade, contudo, dependerá da estrutura de distribuição das empresas e das condições de fornecimento exigidas em cada localidade.</p>
<p>Para o governo federal, a próxima etapa será transformar o modelo jurídico já regulamentado em uma ferramenta operacional. A definição dos parceiros tecnológicos, a publicação das regras de participação e o início dos testes serão os primeiros indicadores concretos do avanço do Sicx.</p>
<p>A efetividade da iniciativa poderá ser avaliada posteriormente pela redução do tempo necessário para concluir aquisições, pela diferença entre os preços contratados e os valores de referência, pela participação de fornecedores e pelo cumprimento dos prazos de entrega e pagamento. Até que a plataforma entre em operação e apresente resultados mensuráveis, os ganhos de eficiência permanecem como objetivos da <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341655">política</a> pública.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Senado Federal — Lei nº 15.266, de 21 de novembro de 2025, que instituiu a hipótese de comércio eletrônico no Sistema de Compras Expressas.</em></p>
<p><em>Senado Federal — Decreto nº 13.106, de 24 de agosto de 2026, que regulamenta o funcionamento, os procedimentos de contratação e os controles do Sicx.</em></p>
<p><em>Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos — informações institucionais sobre a integração do Sicx às plataformas de compras públicas e privadas, divulgadas em outubro de 2026.</em></p>
<p><em>Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos — Portaria Seges/MGI nº 3.166, de 10 de abril de 2026, que instituiu o grupo de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/trabalho" target="_blank"  rel="noopener" title="Trabalho" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341653">trabalho</a> responsável pela regulamentação do sistema.</em></p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Oncoclínicas (ONCO3) tenta renegociar dívida em meio a disputa societária bilionária</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/oncoclinicas-onco3-divida-recuperacao-extrajudicial-disputa-cvm</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Oct 2026 12:46:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Banco Master]]></category>
		<category><![CDATA[Centaurus]]></category>
		<category><![CDATA[CVM]]></category>
		<category><![CDATA[dívida bilionária]]></category>
		<category><![CDATA[Josephina III]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado Financeiro]]></category>
		<category><![CDATA[ONCO3]]></category>
		<category><![CDATA[Oncoclínicas]]></category>
		<category><![CDATA[OPA]]></category>
		<category><![CDATA[recuperação extrajudicial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Oncoclínicas (ONCO3) renegocia R$ 5,7 bilhões em dívidas enquanto disputa societária de até R$ 14 bilhões envolve Centaurus, CVM e decisão judicial.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>Oncoclínicas (ONCO3)</strong> enfrenta uma disputa societária bilionária enquanto tenta avançar na renegociação de aproximadamente <strong>R$ 5,7 bilhões em dívidas</strong>. A companhia, especializada no tratamento de câncer, informou na quinta-feira (29) que seu plano de recuperação extrajudicial reúne adesões equivalentes a 29,79% dos créditos considerados para o cálculo do quórum legal, percentual ainda insuficiente para alcançar o apoio necessário à aprovação da proposta.</p>
<p>O impasse financeiro ocorre paralelamente a uma disputa entre acionistas que envolve uma oferta pública de aquisição de ações (OPA) estimada pelo <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341650">mercado</a> em até R$ 14 bilhões. A operação havia sido determinada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), mas teve sua exigibilidade suspensa provisoriamente pela Justiça Federal de São Paulo em 23 de outubro.</p>
<p>A decisão judicial levou a Oncoclínicas a cancelar uma assembleia extraordinária marcada para 3 de novembro, na qual os acionistas discutiriam a suspensão dos direitos políticos do fundo Josephina III, ligado à gestora americana Centaurus. O fundo questiona a obrigação de comprar ações dos demais investidores, decorrente de uma reorganização societária realizada em novembro de 2024.</p>
<p>A combinação de elevado endividamento, divergências entre acionistas e dificuldades operacionais aumenta a incerteza sobre o futuro da empresa. A prioridade financeira é obter apoio suficiente dos credores para concluir a reestruturação, preservar liquidez e dar continuidade às atividades assistenciais.</p>
<h2>Plano de recuperação da Oncoclínicas tem adesão de 29,79% dos créditos</h2>
<p>Em fato relevante divulgado em 29 de outubro, a Oncoclínicas comunicou o protocolo de uma versão atualizada de seu plano de recuperação extrajudicial, em andamento na 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível de São Paulo.</p>
<p>A proposta abrange aproximadamente R$ 5,7 bilhões em créditos, excluídas as obrigações entre <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341649">empresas</a> do próprio grupo. Segundo a companhia, o documento recebeu ajustes de redação e adequações complementares que não modificam materialmente as condições econômicas e financeiras apresentadas anteriormente.</p>
<p>A adesão registrada equivale a <strong>29,79% do valor dos créditos considerados para o quórum</strong>, e não necessariamente ao mesmo percentual em número de credores. Para alcançar o patamar legal de mais da metade dos créditos abrangidos, a empresa ainda precisa ampliar significativamente o apoio à proposta.</p>
<p>A recuperação extrajudicial permite que uma companhia negocie condições de pagamento com seus credores e submeta o acordo à homologação judicial. Diferentemente da recuperação judicial, o procedimento busca estruturar previamente a renegociação, embora também esteja sujeito a requisitos legais, manifestações dos credores e decisões da Justiça.</p>
<p>A Oncoclínicas declarou confiar na obtenção das adesões adicionais dentro do prazo previsto na legislação. Uma vez cumpridas as exigências, o plano seguirá para análise judicial, com possibilidade de apresentação de impugnações pelos credores.</p>
<p>O resultado das negociações é determinante para o futuro financeiro da rede. Sem apoio suficiente, a empresa poderá precisar reformular a proposta ou avaliar outras medidas de reorganização de suas obrigações, incluindo a possibilidade de recorrer à recuperação judicial.</p>
<h2>Disputa entre Centaurus e acionistas envolve OPA de até R$ 14 bilhões</h2>
<p>A controvérsia societária começou a ganhar dimensão regulatória depois de uma reorganização realizada em 4 de novembro de 2024, envolvendo estruturas de investimento ligadas à Centaurus e ao Goldman Sachs.</p>
<p>Na operação, o fundo Josephina III passou a deter diretamente aproximadamente 16,05% das ações da Oncoclínicas. O percentual ultrapassou o limite de 15% estabelecido no estatuto social da companhia para a incidência de uma cláusula de proteção societária conhecida no mercado como <em>poison pill</em>.</p>
<p>Esse mecanismo prevê, em determinadas circunstâncias, que um investidor que alcance participação relevante seja obrigado a realizar uma oferta de compra das ações pertencentes aos demais acionistas. A finalidade é proteger a estrutura acionária contra alterações significativas de concentração de capital sem a possibilidade de saída dos outros investidores.</p>
<p>A Centaurus sustenta que não houve uma aquisição efetiva de novas ações, mas uma redistribuição de participações que já integravam sua estrutura de investimentos antes da abertura de capital da Oncoclínicas. Por essa interpretação, a operação estaria abrangida por uma exceção prevista no estatuto.</p>
<p>A área técnica da CVM inicialmente concordou com o entendimento de que a oferta não seria exigível. Entretanto, em reunião realizada em 25 de agosto de 2026, o colegiado da autarquia decidiu em sentido contrário, reconhecendo a obrigação de realizar a OPA.</p>
<p>A determinação estabeleceu prazo máximo de 60 dias para a operação, com atualização do preço desde novembro de 2024. As estimativas divulgadas no mercado apontam que o desembolso poderia variar de R$ 6 bilhões a R$ 14 bilhões, dependendo dos critérios utilizados para calcular a oferta.</p>
<p>Esses montantes são projeções relacionadas à controvérsia, e não valores definitivamente reconhecidos como devidos pela Justiça.</p>
<h2>Justiça suspende exigência da CVM e Oncoclínicas cancela assembleia</h2>
<p>O fundo Josephina III contestou a determinação administrativa na Justiça Federal, argumentando que a CVM teria ultrapassado os limites de sua competência ao exigir o cumprimento de uma obrigação prevista exclusivamente no estatuto da companhia.</p>
<p>Em 23 de outubro, a 21ª Vara Cível Federal de São Paulo concedeu uma liminar suspendendo provisoriamente os efeitos da decisão da autarquia. O juiz Paulo Cezar Neves Junior considerou relevantes as questões apresentadas sobre a competência regulatória, o contraditório e a ampla defesa no procedimento administrativo.</p>
<p>A decisão impede, por enquanto, que o fundo seja obrigado a executar a OPA nos termos determinados pelo colegiado, bem como a aplicação das penalidades relacionadas ao descumprimento dessa exigência enquanto estiver vigente a medida.</p>
<p>A liminar, entretanto, não representa um julgamento definitivo sobre a existência ou inexistência da obrigação. O mérito da controvérsia permanece sujeito à análise judicial.</p>
<p>A repercussão foi imediata na administração da Oncoclínicas. Em comunicado divulgado em 28 de outubro, a empresa informou ter cancelado a assembleia extraordinária prevista para 3 de novembro, convocada a pedido de fundos ligados à gestora Latache.</p>
<p>A reunião teria como finalidade deliberar sobre a suspensão dos direitos políticos do Josephina III em razão do alegado descumprimento da obrigação de realizar a oferta pública de ações.</p>
<p>Com a determinação da CVM provisoriamente suspensa, a companhia considerou que a assembleia havia perdido sua finalidade. A Oncoclínicas também esclareceu que não integra, como parte, a ação anulatória apresentada pelo fundo contra a autarquia.</p>
<p>O conflito societário continua relevante para a governança da empresa, especialmente diante das discussões sobre a composição do conselho de administração e a condução da recuperação financeira.</p>
<h2>Prejuízo de R$ 3,7 bilhões em 2025 aprofundou crise financeira</h2>
<p>A deterioração das contas da Oncoclínicas antecede as disputas mais recentes entre seus acionistas. A empresa encerrou 2025 com prejuízo líquido consolidado de aproximadamente R$ 3,67 bilhões, depois de registrar perdas de R$ 717 milhões em 2024.</p>
<p>O resultado de 2025 foi pressionado por problemas na recuperação de créditos e por perdas relevantes em aplicações financeiras, além dos efeitos de sua estrutura de endividamento.</p>
<p>Entre os principais impactos registrados nas demonstrações financeiras está uma perda de R$ 430,9 milhões relacionada a aplicações financeiras no Banco Master, instituição submetida à liquidação extrajudicial pelo Banco Central em novembro de 2025.</p>
<p>A companhia também reconheceu perdas expressivas associadas a valores a receber da Unimed Ferj, operadora de saúde do Rio de Janeiro. Os problemas de recebimento pressionaram o capital de giro e contribuíram para agravar as dificuldades financeiras do grupo.</p>
<p>O avanço das despesas financeiras, somado à necessidade de recursos para a manutenção das operações, reduziu a capacidade da rede de absorver novos choques de liquidez.</p>
<p>As demonstrações de 2025 também trouxeram preocupações sobre a continuidade operacional, em um contexto de pressão sobre o caixa e necessidade de renegociação com credores.</p>
<h2>Conflitos com credores e negociações frustradas dificultam reestruturação</h2>
<p>A reorganização financeira envolve interesses de fornecedores, instituições financeiras, investidores e credores vinculados a contratos de expansão da rede hospitalar.</p>
<p>Entre as controvérsias divulgadas está uma disputa envolvendo créditos associados ao empresário Lucas Kallas e a contratos de construção de hospitais. Informações sobre as negociações apontam para valores potencialmente superiores aos montantes inicialmente considerados, mas o reconhecimento e o tratamento dessas obrigações dependem das condições contratuais e das disputas correspondentes.</p>
<p>A empresa também passou por negociações para atrair novos investidores. Em abril de 2026, a Oncoclínicas comunicou o encerramento das tratativas com Porto e Fleury, que avaliavam uma operação envolvendo ativos e atividades da rede.</p>
<p>A alternativa poderia ter contribuído para a reorganização operacional e financeira, mas as negociações não resultaram em acordo definitivo.</p>
<p>A multiplicidade de interesses torna o processo especialmente complexo. Enquanto credores buscam recuperar valores emprestados ou fornecidos à companhia, acionistas discutem direitos societários e eventuais compensações relacionadas à oferta pública de ações.</p>
<p>Essas frentes não são juridicamente equivalentes. A obrigação discutida na CVM diz respeito às relações entre acionistas, enquanto o plano de recuperação extrajudicial envolve a reestruturação das dívidas da companhia com seus credores.</p>
<p>Ainda assim, os dois processos afetam o ambiente de governança e a capacidade de construir soluções negociadas para a continuidade do negócio.</p>
<h2>Continuidade dos tratamentos depende da recuperação operacional</h2>
<p>A crise financeira possui consequências que vão além dos investidores. Por atuar no tratamento oncológico, a Oncoclínicas depende de uma operação contínua que envolve profissionais especializados, medicamentos, equipamentos e contratos com fornecedores e operadoras de saúde.</p>
<p>Dificuldades no capital de giro podem comprometer o abastecimento e a regularidade dos serviços. Ao longo de 2026, a empresa enfrentou problemas operacionais relacionados ao fornecimento de medicamentos e à reorganização de sua estrutura de atendimento.</p>
<p>A administração vem adotando medidas para preservar o funcionamento das unidades, mas a estabilidade financeira de longo prazo depende da recuperação do fluxo de caixa, da redução do endividamento e da capacidade de manter os compromissos necessários à assistência médica.</p>
<p>A renegociação com fornecedores estratégicos é particularmente importante porque parte dos insumos utilizados nos tratamentos possui elevado custo e exige disponibilidade regular.</p>
<p>A eventual aprovação da recuperação extrajudicial não resolverá automaticamente todos os problemas da companhia. Além de reprogramar obrigações financeiras, será necessário restabelecer condições sustentáveis de operação e reduzir a exposição a novos desequilíbrios.</p>
<h2>O que pode acontecer com a Oncoclínicas nos próximos meses</h2>
<p>O futuro da Oncoclínicas depende de duas frentes que avançam simultaneamente. Na esfera financeira, a companhia precisa ampliar a adesão ao plano de recuperação extrajudicial e obter sua homologação judicial. No campo societário, permanece em discussão a obrigação de realização de uma oferta pública de aquisição de ações.</p>
<p>A liminar concedida ao Josephina III altera temporariamente a situação regulatória, mas não encerra a disputa entre os acionistas. Novas decisões judiciais ou administrativas poderão modificar as condições que atualmente impedem a execução da oferta.</p>
<p>Para os credores, o principal ponto de atenção será a capacidade da companhia de cumprir o plano proposto e manter recursos suficientes para suas operações. Para os acionistas, permanecem os riscos relacionados ao valor dos papéis, à governança e à necessidade de financiamento futuro.</p>
<p>A atualização divulgada em 29 de outubro mostra que o processo de recuperação ainda depende de novas adesões, apesar dos avanços nas negociações. A companhia afirma acreditar que conseguirá atingir o percentual necessário dentro do prazo legal, mas não apresentou garantia de conclusão do acordo.</p>
<p>Enquanto esses impasses permanecem sem solução definitiva, a Oncoclínicas enfrenta o desafio de reorganizar uma dívida bilionária e preservar a continuidade de uma operação de saúde que depende de recursos financeiros e estabilidade administrativa.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p>Oncoclínicas — Fato Relevante de 29 de outubro de 2026, atualização do plano de recuperação extrajudicial.</p>
<p>Oncoclínicas — Fato Relevante de 28 de outubro de 2026, cancelamento da assembleia extraordinária.</p>
<p>Comissão de Valores Mobiliários (CVM) — Decisão do Colegiado de 25 de agosto de 2026, Processo nº 19957.003474/2025-07.</p>
<p>Oncoclínicas — Fato Relevante de 23 de outubro de 2026, plano de recuperação extrajudicial.</p>
<p>Oncoclínicas — Demonstrações financeiras consolidadas de 2025.</p>
<p>Oncoclínicas — Fato Relevante de 14 de abril de 2026, encerramento das negociações com Porto e Fleury.</p>
<p>Justiça Federal de São Paulo — Decisão liminar de 23 de outubro de 2026, Processo nº 5028082-56.2026.4.03.6100.</p>
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		<title>Perdeu dinheiro na Bolsa após as eleições? Veja os riscos de vender ações ou comprar mais</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/perdeu-dinheiro-bolsa-apos-eleicoes-vender-acoes-comprar-mais</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Oct 2026 11:26:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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		<category><![CDATA[renda fixa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Após queda de 17,5% do Ibovespa, veja os riscos de vender ações na baixa, comprar mais papéis e como rever a carteira após as eleições.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A queda de 17,5% do Ibovespa nos quatro primeiros pregões após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva colocou investidores diante de uma decisão que pode ampliar as perdas acumuladas no mercado acionário. Quem aumentou a participação em ações apostando na vitória da oposição agora precisa avaliar se deve reduzir posições, preservar os investimentos ou aproveitar os preços mais baixos para realizar novas compras.</p>
<p>O principal índice da B3 encerrou a quinta-feira (29) aos <strong>169.186,42 pontos</strong>, após recuar 1,06% na sessão. Na sexta-feira anterior ao segundo turno, em 23 de outubro, estava em 205.082,56 pontos. A diferença representa uma desvalorização de aproximadamente 35,9 mil pontos, em um movimento que atingiu ações de diferentes setores e alterou as expectativas para juros, câmbio e crescimento econômico.</p>
<p>A turbulência começou na segunda-feira (26), primeiro pregão depois da votação, quando o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank"  rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341644">Ibovespa</a> caiu 13,88%. As perdas continuaram nas três sessões seguintes, embora em intensidades diferentes. O movimento refletiu a revisão das expectativas políticas e fiscais dos investidores, em um ambiente também influenciado pelas condições econômicas internacionais e pelos resultados das companhias brasileiras.</p>
<p>Para quem concentrou recursos na Bolsa antes da eleição, o problema não se limita à desvalorização das ações. Uma carteira construída para aproveitar determinado resultado político pode ter assumido riscos incompatíveis com os objetivos financeiros do investidor. A necessidade de recuperar rapidamente o patrimônio pode levar a operações ainda mais arriscadas.</p>
<p>As orientações de educação financeira da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) indicam que a escolha dos investimentos deve considerar três fatores fundamentais: capacidade de suportar perdas, necessidade de liquidez e prazo de utilização dos recursos. Esses critérios continuam relevantes independentemente do resultado eleitoral ou das expectativas de recuperação do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341645">mercado</a>.</p>
<h2>Queda de 17,5% da Bolsa amplia perdas de quem concentrou investimentos em ações</h2>
<p>O impacto financeiro da desvalorização depende da composição de cada carteira. Um investidor que tivesse R$ 100 mil integralmente expostos a uma aplicação que reproduzisse exatamente o desempenho do Ibovespa entre 23 e 29 de outubro teria registrado uma redução aproximada de R$ 17,5 mil no valor do patrimônio, desconsiderando taxas, impostos e eventuais rendimentos.</p>
<p>Se apenas 20% desse mesmo patrimônio estivesse aplicado em um investimento com comportamento idêntico ao índice, a perda correspondente seria de aproximadamente R$ 3,5 mil, mantendo-se inalterado o valor dos demais ativos. A comparação ilustra como a concentração em renda variável amplia o efeito das oscilações do mercado sobre o patrimônio total.</p>
<p>Os cálculos também mostram que recuperar uma queda de 17,5% exige uma valorização posterior superior a esse percentual. Para retornar dos 169.186,42 pontos registrados na quinta-feira ao patamar de 205.082,56 pontos observado antes do segundo turno, o Ibovespa precisaria avançar aproximadamente 21,2%.</p>
<p>Isso ocorre porque a recuperação passa a ser calculada sobre uma base menor. O mesmo princípio se aplica às ações individuais, embora cada empresa apresente desempenho próprio e possa registrar perdas ou ganhos superiores aos do índice.</p>
<p>A desvalorização, entretanto, não significa que todos os investidores efetivamente perderam dinheiro na mesma proporção. O resultado depende do preço de aquisição dos papéis, da data de entrada no mercado e da composição da carteira. Quem comprou ações muito antes do período eleitoral pode ainda acumular ganhos, mesmo depois da correção recente.</p>
<h2>Vender ações depois da queda pode consolidar prejuízos</h2>
<p>Uma das decisões mais delicadas envolve a venda de papéis que sofreram desvalorização expressiva. A liquidação de uma posição pode transformar uma perda até então registrada na cotação de mercado em prejuízo efetivamente realizado, caso o valor recebido seja inferior ao custo de aquisição.</p>
<p>Isso não significa que manter todas as ações seja necessariamente a melhor alternativa. O preço pago originalmente não determina o valor futuro de uma empresa. Uma companhia que perdeu capacidade de gerar caixa, aumentou significativamente seu endividamento ou enfrenta dificuldades operacionais pode continuar se desvalorizando, mesmo depois de uma queda acentuada.</p>
<p>O ponto central é distinguir uma oscilação provocada pela mudança de percepção dos investidores de uma deterioração efetiva das condições financeiras do negócio. A avaliação envolve resultados operacionais, capacidade de pagamento de dívidas, perspectivas de receitas e necessidade de novos financiamentos.</p>
<p><a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341646">Empresas</a> com endividamento elevado merecem atenção especial quando as taxas de juros de mercado sobem. O aumento do custo de financiamento pode comprometer margens, reduzir investimentos e pressionar o lucro futuro, principalmente em setores dependentes de crédito.</p>
<p>Por outro lado, companhias com geração consistente de caixa, capacidade de repassar custos e menor necessidade de capital externo podem apresentar maior resistência financeira. Essas características, entretanto, não impedem oscilações relevantes em suas ações.</p>
<p>Também importa o prazo do investimento. Quem precisa utilizar o dinheiro nos próximos meses enfrenta condições diferentes das de um investidor com horizonte de vários anos. A possibilidade de aguardar uma eventual recuperação só existe quando não há necessidade imediata de resgatar os recursos.</p>
<h2>Comprar ações que ficaram mais baratas exige avaliar os fundamentos</h2>
<p>A queda acentuada do mercado pode criar oportunidades para investidores que dispõem de recursos e mantêm uma estratégia de longo prazo. Entretanto, uma ação negociada por valor muito inferior ao registrado semanas antes não está necessariamente barata em relação à capacidade de geração de resultados da empresa.</p>
<p>O preço de mercado representa apenas uma parte da avaliação. Indicadores como lucro, dívida líquida, fluxo de caixa, retorno sobre o capital e perspectivas de crescimento ajudam a determinar se a cotação oferece uma relação adequada entre risco e potencial de retorno.</p>
<p>A mudança nas expectativas para os juros também interfere nessa análise. Quando o mercado passa a exigir retornos maiores para investir em ativos brasileiros, o valor presente dos resultados futuros das companhias pode diminuir. Esse efeito tende a ser especialmente relevante para empresas cujo valor depende de lucros projetados para muitos anos adiante.</p>
<p>A correção da Bolsa também não ocorreu de maneira uniforme. Empresas pertencentes ao mesmo setor podem apresentar níveis diferentes de exposição ao cenário econômico, conforme a estrutura de capital, o perfil de clientes e a participação de receitas internacionais em seus <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank"  rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341648">negócios</a>.</p>
<p>Por isso, utilizar exclusivamente a distância entre a cotação atual e a máxima anterior como critério de compra pode levar a decisões equivocadas. O retorno a preços históricos não é garantido, e uma empresa pode permanecer negociada em patamares inferiores durante períodos prolongados.</p>
<p>A realização de compras adicionais também modifica a exposição da carteira. Mesmo que os novos aportes reduzam o preço médio de aquisição, eles aumentam o capital comprometido com o mesmo ativo. Se a desvalorização continuar, o prejuízo financeiro total poderá crescer.</p>
<h2>Renda fixa ganha importância com juros elevados e maior incerteza</h2>
<p>A instabilidade do mercado acionário recolocou os investimentos de renda fixa no centro das decisões de alocação. A taxa Selic está em 13,75% ao ano, conforme a decisão do Comitê de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341647">Política</a> Monetária (Copom) de setembro, enquanto as taxas negociadas para determinados vencimentos futuros passaram por ajustes diante das novas expectativas econômicas.</p>
<p>A diferença entre os dois indicadores é importante. A Selic representa a taxa básica definida pelo Banco Central, enquanto os juros futuros refletem negociações de mercado e incorporam expectativas sobre inflação, política monetária e riscos fiscais.</p>
<p>Investimentos pós-fixados vinculados à Selic ou ao CDI oferecem uma forma de remuneração associada aos juros de curto prazo, sem exigir que o investidor acerte antecipadamente a direção das taxas de longo prazo. A adequação desses produtos, porém, depende de liquidez, custos, tributação e risco de crédito.</p>
<p>No caso dos títulos públicos, o Tesouro Selic apresenta comportamento diferente dos papéis prefixados e indexados à inflação. Embora também esteja sujeito a variações de preço, costuma apresentar menor sensibilidade às mudanças nas taxas de mercado do que títulos de prazo longo.</p>
<p>Os títulos Tesouro IPCA+ oferecem remuneração vinculada à inflação acrescida de uma taxa real contratada. Quando mantidos até o vencimento, observadas as condições do investimento, permitem preservar o poder de compra do capital segundo a referência do IPCA. Entretanto, podem registrar desvalorizações expressivas antes desse prazo.</p>
<p>O Tesouro Nacional esclarece que os preços dos títulos são atualizados conforme as condições de negociação do mercado. Quando as taxas exigidas pelos investidores sobem, o valor de mercado dos títulos prefixados e indexados à inflação tende a cair. Quanto maior o prazo e a sensibilidade do título aos juros, mais intensa pode ser essa oscilação.</p>
<p>Assim, uma taxa aparentemente elevada não elimina o risco de prejuízo para quem precisar vender antecipadamente. A escolha entre vencimentos curtos, intermediários e longos precisa considerar o momento em que o dinheiro será utilizado.</p>
<h2>Crédito privado e dólar também apresentam riscos</h2>
<p>A migração para renda fixa não elimina automaticamente a possibilidade de perdas. CDBs, debêntures e outros títulos emitidos por instituições financeiras ou empresas apresentam características diferentes de segurança, liquidez e remuneração.</p>
<p>Nos investimentos de crédito privado, a capacidade de pagamento do emissor é determinante. Uma taxa superior à oferecida por títulos públicos pode representar compensação por riscos adicionais, incluindo a possibilidade de atraso ou inadimplência.</p>
<p>A cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), quando aplicável, também precisa ser considerada dentro das regras e dos limites estabelecidos. Debêntures, por exemplo, não contam com a mesma garantia oferecida a determinadas modalidades de depósitos bancários.</p>
<p>A diversificação internacional constitui outra alternativa para reduzir a dependência de um único mercado. Ativos denominados em <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank"  rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341643">dólar</a> podem ajudar a compensar parte das perdas em reais quando a moeda brasileira se desvaloriza, mas essa proteção não é automática.</p>
<p>O retorno de uma aplicação internacional depende tanto da variação cambial quanto do desempenho do investimento no exterior. Uma queda expressiva do ativo estrangeiro pode anular o benefício de uma eventual valorização do dólar.</p>
<p>Comprar moeda estrangeira depois de uma disparada também envolve risco. Caso o real se recupere, o investidor poderá registrar perdas cambiais mesmo que o preço do ativo internacional permaneça estável.</p>
<p>Por essa razão, a exposição ao exterior deve ser analisada como parte da composição patrimonial, e não apenas como reação às oscilações de uma semana.</p>
<h2>Resultado das eleições exige revisão da carteira, não apenas das previsões políticas</h2>
<p>A reeleição de Lula no segundo turno, realizado em 25 de outubro, provocou uma revisão das expectativas que haviam sustentado parte da valorização dos ativos brasileiros antes da votação. Entretanto, o comportamento futuro da Bolsa dependerá de fatores que ultrapassam o resultado eleitoral.</p>
<p>A definição da política econômica, as medidas fiscais, as decisões do Banco Central, o desempenho das empresas e o ambiente internacional continuarão influenciando a formação dos preços.</p>
<p>A própria queda de quinta-feira ocorreu em uma sessão marcada também por dados de inflação nos Estados Unidos e pela divulgação de balanços corporativos. Isso demonstra que movimentos posteriores à eleição não podem ser atribuídos exclusivamente ao cenário político brasileiro.</p>
<p>Para o investidor, a revisão da carteira envolve verificar quanto do patrimônio está comprometido com renda variável, quais posições dependem das mesmas condições econômicas e se há recursos disponíveis para despesas de curto prazo.</p>
<p>A diversificação deve considerar não apenas a quantidade de ativos, mas também a relação entre seus riscos. Uma carteira formada por várias ações de empresas sensíveis aos juros, por exemplo, pode continuar excessivamente concentrada em uma mesma variável econômica.</p>
<p>As regras de adequação de investimentos ao perfil do cliente, conhecidas como <em>suitability</em> e regulamentadas pela CVM, estabelecem que instituições intermediárias devem considerar objetivos, situação financeira e conhecimento dos riscos na avaliação dos produtos oferecidos.</p>
<p>A revisão também pode incluir a necessidade de rebalanceamento. Esse processo consiste em ajustar as proporções entre classes de ativos para que a carteira volte a refletir a estratégia definida pelo investidor, sem depender exclusivamente da tentativa de prever o próximo movimento do mercado.</p>
<p>O desempenho dos próximos pregões poderá reduzir ou ampliar as perdas acumuladas desde a eleição. Nenhum desses resultados, isoladamente, permitirá determinar se uma carteira está adequada aos objetivos de seu titular.</p>
<p>A principal consequência da turbulência é evidenciar a diferença entre investir com base em uma estratégia patrimonial e concentrar recursos em uma expectativa eleitoral. A recuperação das cotações permanece incerta, enquanto a exposição ao risco e a necessidade de liquidez são condições que podem ser avaliadas independentemente da direção futura do Ibovespa.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>B3 — histórico e desempenho do Ibovespa</em></p>
<p><em>Banco Central do Brasil — comunicados do Copom e histórico da taxa Selic</em></p>
<p><em>Comissão de Valores Mobiliários — Portal do Investidor, orientações sobre perfil de risco, diversificação e liquidez</em></p>
<p><em>Tesouro Nacional — Tesouro Direto, regras de negociação e marcação a mercado</em></p>
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		<item>
		<title>Brasil chega a 20,3 milhões de endividados de risco, alta de 75% em cinco anos</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/endividamento-risco-brasil-20-milhoes-banco-central</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antônio Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Oct 2026 02:00:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Banco Central]]></category>
		<category><![CDATA[cartão de crédito]]></category>
		<category><![CDATA[crédito digital]]></category>
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		<category><![CDATA[Educação financeira]]></category>
		<category><![CDATA[endividamento de risco]]></category>
		<category><![CDATA[endividamento dos brasileiros]]></category>
		<category><![CDATA[Inadimplência]]></category>
		<category><![CDATA[Relatório de Estabilidade Financeira]]></category>
		<category><![CDATA[renda comprometida]]></category>
		<category><![CDATA[superendividamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Endividamento de risco cresce 75% em cinco anos e atinge 20,3 milhões de brasileiros. Banco Central aponta maior pressão sobre famílias de baixa renda.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O número de brasileiros em situação de endividamento de risco chegou a 20,3 milhões em junho de 2026, um crescimento de 75% em cinco anos, segundo o Relatório de Estabilidade Financeira divulgado pelo Banco Central nesta terça-feira (27 de outubro). O contingente representa 17% das pessoas com dívidas no Sistema Financeiro Nacional (SFN) e mostra que uma parcela crescente da população enfrenta dificuldades para conciliar o pagamento de empréstimos, financiamentos e cartões de crédito com as despesas do dia a dia. O problema é particularmente grave entre os consumidores de menor renda, que comprometem uma proporção muito maior de seus ganhos com obrigações financeiras.</p>
<p>Em junho de 2021, aproximadamente 11,6 milhões de brasileiros estavam classificados nessa condição. Desde então, cerca de 8,7 milhões de pessoas passaram a integrar o grupo considerado financeiramente vulnerável pelo Banco Central. A deterioração ocorreu em um período marcado pela ampliação do acesso ao crédito, pelo crescimento das operações de cartão e empréstimos pessoais e pela manutenção de taxas de juros elevadas em diversas modalidades de financiamento. Embora a contratação de dívidas não represente necessariamente um problema, o acúmulo de obrigações acima da capacidade de pagamento aumenta o risco de inadimplência e reduz os recursos disponíveis para despesas essenciais.</p>
<p>O levantamento também revela uma diferença expressiva entre os níveis de renda. Enquanto brasileiros que recebem até dois salários mínimos destinam, em média, 42% dos ganhos mensais ao pagamento de dívidas, aqueles com rendimentos superiores a dez salários mínimos comprometem 18,6%. A disparidade evidencia que o peso do crédito no orçamento não depende apenas do valor contratado, mas também das condições de financiamento e da capacidade financeira de cada consumidor.</p>
<h2>Endividamento de risco quase dobra sua participação entre tomadores de crédito</h2>
<p>A evolução do indicador mostra que o agravamento das dificuldades financeiras não ocorreu de maneira isolada. Em junho de 2021, 9,7% dos tomadores de crédito estavam enquadrados na classificação de endividamento de risco. A proporção avançou para 13,1% em 2022 e atingiu 13,8% em 2023, antes de apresentar uma pequena redução para 13,4% em junho de 2024. O movimento voltou a ganhar intensidade nos períodos seguintes, até alcançar 17% em junho deste ano, patamar que representa um aumento de 7,3 pontos percentuais em relação ao início da série analisada.</p>
<p>A expansão preocupa porque indica que as dificuldades de pagamento passaram a atingir uma parcela maior das pessoas que recorrem ao sistema financeiro, e não apenas um número absoluto mais elevado de consumidores. O crescimento das operações de crédito, por si só, não é necessariamente negativo, já que financiamentos e empréstimos permitem antecipar compras, adquirir imóveis e organizar despesas. O problema surge quando o valor das parcelas, somado aos encargos financeiros, deixa pouca margem para alimentação, moradia, transporte e outras necessidades. Nessas condições, qualquer redução de renda ou gasto inesperado pode comprometer o pagamento das obrigações já assumidas.</p>
<p>Para identificar essa situação, o Banco Central utiliza quatro indicadores de vulnerabilidade financeira. São considerados a existência de dívidas com atraso superior a 90 dias, o comprometimento de mais da metade da renda mensal com pagamentos financeiros, a permanência de renda disponível abaixo da linha da pobreza após a quitação das obrigações e a utilização simultânea de modalidades de crédito de maior risco, como cheque especial, empréstimo pessoal sem consignação e crédito rotativo. O consumidor precisa apresentar pelo menos dois desses sinais para ser incluído na classificação de endividamento de risco.</p>
<p>Essa metodologia permite distinguir situações que frequentemente são tratadas como equivalentes. Uma pessoa pode ter financiamento imobiliário, empréstimo pessoal ou compras parceladas e manter suas contas em dia, sem apresentar dificuldades financeiras relevantes. Da mesma forma, um consumidor pode ainda não ter pagamentos atrasados, mas já comprometer parcela excessiva da renda e recorrer continuamente a modalidades caras de crédito. É por essa razão que o indicador procura identificar vulnerabilidades que podem existir antes mesmo de a inadimplência se materializar.</p>
<h2>Brasileiros de baixa renda usam 42% dos ganhos para pagar dívidas</h2>
<p>A situação mais delicada está concentrada entre os brasileiros que recebem até dois salários mínimos, grupo que reúne aproximadamente 61,2 milhões de tomadores de crédito no levantamento do Banco Central. Para esses consumidores, o pagamento de dívidas absorve, em média, 42% da renda mensal, deixando 58% para todas as demais despesas. A proporção é mais de duas vezes superior à observada entre pessoas que ganham acima de dez salários mínimos, cuja renda comprometida com obrigações financeiras corresponde a 18,6%.</p>
<p>A diferença também está relacionada à natureza das dívidas contratadas. Entre os consumidores de menor renda, o cartão de crédito e os empréstimos pessoais sem consignação possuem participação relevante no orçamento. São modalidades que podem apresentar encargos elevados, especialmente quando os pagamentos não são realizados integralmente ou quando há necessidade de recorrer a novas operações para quitar compromissos anteriores. Já entre os brasileiros de maior renda, uma parcela mais significativa das obrigações está relacionada ao financiamento de imóveis e veículos, geralmente contratado com prazos mais longos e garantias associadas aos bens adquiridos.</p>
<p>O cartão de crédito merece atenção especial. Segundo o Banco Central, consumidores que recebem até dois salários mínimos destinam cerca de 15% da renda exclusivamente ao pagamento de obrigações dessa modalidade. Isso significa que, de cada R$ 100 recebidos, aproximadamente R$ 15 são utilizados para pagar dívidas de cartão, considerando a média identificada no levantamento. O valor representa mais de um terço de todo o comprometimento financeiro desse grupo, demonstrando a importância do instrumento no orçamento das famílias de menor renda.</p>
<p>O uso recorrente do cartão para financiar despesas cotidianas pode se tornar especialmente oneroso quando o consumidor deixa de quitar integralmente a fatura. Nessa situação, os encargos passam a integrar o valor devido, enquanto novas compras continuam sendo realizadas. O resultado pode ser uma sucessão de pagamentos que consome parte crescente dos ganhos mensais sem reduzir as obrigações na mesma velocidade. Para famílias que já trabalham com orçamento apertado, a dificuldade de reorganizar essas contas pode levar à contratação de outros empréstimos, ampliando o comprometimento financeiro.</p>
<h2>Crédito digital amplia acesso, mas também facilita novas dívidas</h2>
<p>Outro ponto destacado pelo Banco Central é a expansão da oferta de empréstimos por aplicativos, plataformas financeiras e outros canais digitais. A possibilidade de contratar crédito em poucos minutos simplificou operações que anteriormente exigiam atendimento presencial, análise documental mais demorada e maior interação com funcionários das instituições. Essa transformação ampliou a conveniência para os consumidores, mas também trouxe preocupações sobre a maneira como os produtos são apresentados, especialmente para pessoas que já possuem dívidas elevadas.</p>
<p>O relatório menciona pesquisas sobre a frequência das ofertas digitais dirigidas aos consumidores de menor renda, grupo que recebe, em média, nove propostas de crédito por mês, conforme levantamento citado pela autoridade monetária. A exposição constante a novos limites, empréstimos pré-aprovados e possibilidades de parcelamento pode favorecer decisões tomadas sem uma avaliação completa do orçamento. O risco é maior quando a contratação ocorre em momentos de dificuldade financeira, nos quais o acesso imediato a recursos parece resolver uma despesa urgente, mas acrescenta compromissos aos meses seguintes.</p>
<p>A contratação de crédito por meios digitais não é, por si só, uma prática prejudicial. O problema está na combinação entre facilidade de acesso, custo elevado e ausência de informações suficientemente claras sobre as consequências da operação. Uma parcela aparentemente pequena pode parecer compatível com o orçamento quando analisada isoladamente, mas representar um comprometimento significativo quando somada a financiamentos, faturas e empréstimos já existentes. Por isso, a autoridade monetária passou a adotar medidas voltadas à transparência das ofertas e à identificação de consumidores financeiramente vulneráveis.</p>
<h2>Banco Central estabelece novas restrições para ofertas de empréstimos</h2>
<p>Em 23 de outubro de 2026, poucos dias antes da divulgação do Relatório de Estabilidade Financeira, o Banco Central editou novas regras destinadas a aumentar a proteção dos consumidores na contratação de crédito. Entre as medidas está a Resolução BCB nº 602, que disciplina a oferta ativa de produtos financeiros e amplia o controle dos clientes sobre o recebimento de publicidade e propostas comerciais. A norma, com vigência principal prevista para março de 2027, estabelece condições específicas para a abordagem de consumidores classificados como financeiramente vulneráveis.</p>
<p>Pelas novas regras, as instituições deverão considerar sinais como utilização persistente do crédito rotativo, parcelamento frequente de faturas, dívidas vencidas e insuficiência de renda disponível. A intenção é reduzir situações nas quais pessoas já excessivamente endividadas recebem estímulos constantes para contratar novos empréstimos. As restrições se concentram nas ofertas iniciadas pelas próprias instituições financeiras e não representam uma proibição geral de acesso ao crédito para consumidores que enfrentam dificuldades. O cliente continuará podendo procurar alternativas de financiamento ou renegociação, observadas as condições aplicáveis à operação.</p>
<p>O Banco Central também estabeleceu exigências para ampliar a visualização das obrigações financeiras pelos próprios clientes. A Resolução BCB nº 601 prevê a implementação do Painel de Dívidas Consolidadas, ferramenta que deverá reunir informações sobre contratos e compromissos mantidos com as instituições. A proposta é permitir que o consumidor compreenda melhor o peso das parcelas no orçamento antes de assumir novas obrigações, com alertas quando o comprometimento da capacidade mensal de pagamento atingir determinados limites. A entrada em vigor das principais exigências está prevista para julho de 2027.</p>
<p>As medidas representam uma tentativa de atuar antes que a dificuldade financeira se transforme em inadimplência prolongada. Contudo, seus efeitos dependerão da implementação pelos bancos, da clareza das informações fornecidas e da capacidade dos consumidores de utilizar os mecanismos disponíveis. As novas regras também não eliminam dívidas já contratadas nem reduzem automaticamente seus encargos, razão pela qual o acompanhamento da evolução do endividamento continuará necessário nos próximos anos.</p>
<h2>Crédito consignado privado também apresenta aumento da inadimplência</h2>
<p>O relatório do Banco Central chama atenção ainda para a evolução do Crédito do Trabalhador, modalidade de empréstimo consignado destinada a empregados do setor privado. Em junho de 2026, o saldo das operações inadimplentes nessa linha alcançou R$ 6,1 bilhões, segundo os dados apresentados pela instituição. Parte das dificuldades está associada a trabalhadores que perderam o emprego depois da contratação do financiamento, situação que pode comprometer o mecanismo de pagamento vinculado à folha salarial.</p>
<p>O consignado costuma oferecer condições diferentes das modalidades sem garantia de desconto automático, justamente porque a cobrança das parcelas está associada ao recebimento de remuneração. Entretanto, a perda do vínculo empregatício pode modificar a capacidade financeira do tomador e exigir a reorganização dos pagamentos. O relatório também identifica casos envolvendo pessoas que foram desligadas e posteriormente conseguiram uma nova colocação formal, circunstância que pode alterar as condições operacionais de cobrança. Esses fatores ajudam a explicar por que a existência de desconto em folha não elimina completamente o risco de inadimplência.</p>
<p>A expansão das dificuldades de pagamento em diferentes linhas de financiamento mostra que a vulnerabilidade financeira não está restrita ao cartão de crédito. Empréstimos pessoais, financiamentos e operações consignadas podem pressionar o orçamento quando há perda de renda, crescimento das despesas ou contratação simultânea de várias modalidades. A avaliação do risco depende, portanto, não apenas do comportamento de cada produto financeiro, mas da capacidade total de pagamento do consumidor.</p>
<h2>Bancos permanecem resistentes, apesar da deterioração das contas das famílias</h2>
<p>Mesmo com o crescimento do número de endividados de risco, o Banco Central considera que o Sistema Financeiro Nacional mantém capacidade para enfrentar cenários econômicos adversos. O Relatório de Estabilidade Financeira aponta que as instituições bancárias apresentam níveis adequados de capitalização, liquidez e provisões para perdas com operações de crédito. Isso significa que a piora das condições financeiras das famílias, embora relevante para a evolução da inadimplência, não representa automaticamente uma ameaça à solvência dos bancos.</p>
<p>A diferença entre a situação dos consumidores e a estabilidade das instituições financeiras é importante para compreender o diagnóstico apresentado pela autoridade monetária. Os bancos podem manter resultados positivos e estruturas de capital consideradas suficientes enquanto parte de seus clientes enfrenta dificuldades cada vez maiores para pagar as parcelas contratadas. A deterioração das carteiras exige acompanhamento e pode levar a critérios mais rigorosos de concessão de crédito, mas seus efeitos sobre cada instituição dependem da composição dos empréstimos, das garantias disponíveis e da capacidade de absorver eventuais perdas.</p>
<p>Para as famílias, entretanto, o impacto do endividamento excessivo é mais imediato. Quanto maior a parcela da renda destinada às obrigações financeiras, menor o espaço para consumo e para a formação de reservas que possam ser utilizadas em períodos de desemprego ou redução dos ganhos. O comprometimento persistente também pode dificultar a substituição de dívidas caras por contratos mais acessíveis, sobretudo quando o histórico de pagamentos já apresenta atrasos.</p>
<p>Os próximos levantamentos do Banco Central serão importantes para verificar se a proporção de brasileiros em situação de endividamento de risco continuará aumentando ou se a desaceleração da concessão de crédito será acompanhada de melhora na capacidade de pagamento. Por enquanto, os dados de junho mostram uma pressão financeira crescente sobre as famílias, concentrada principalmente nos consumidores de menor renda. O avanço de 75% em cinco anos e o contingente de 20,3 milhões de pessoas classificadas como devedoras de risco dimensionam um problema que ultrapassa a inadimplência bancária e alcança diretamente a capacidade de organização dos orçamentos familiares.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Banco Central do Brasil — Relatório de Estabilidade Financeira do primeiro semestre de 2026, divulgado em 27 de outubro, com indicadores de endividamento de risco, comprometimento da renda e inadimplência.</em></p>
<p><em>Banco Central do Brasil — Resolução BCB nº 601, de 23 de outubro de 2026, sobre a implementação do Painel de Dívidas Consolidadas.</em></p>
<p><em>Banco Central do Brasil — Resolução BCB nº 602, de 23 de outubro de 2026, com regras para publicidade e ofertas ativas de produtos financeiros.</em></p>
<p><em>Banco Central do Brasil — Resolução BCB nº 603, de 23 de outubro de 2026, referente à oferta de crédito em transações realizadas pelo Pix.</em></p>
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		<item>
		<title>Anatel exigirá reconhecimento facial para manter linhas de celular ativas a partir de 2027</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/anatel-reconhecimento-facial-linhas-celular-2027</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Daniel Soto]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Oct 2026 01:45:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Anatel]]></category>
		<category><![CDATA[biometria facial]]></category>
		<category><![CDATA[chips pré-pagos]]></category>
		<category><![CDATA[Fraudes Telefônicas]]></category>
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		<category><![CDATA[recadastramento de celular]]></category>
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		<category><![CDATA[telefonia móvel]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Anatel exigirá reconhecimento facial para validar linhas de celular a partir de 2027. Entenda os prazos, como fazer a prova de vida e evitar a suspensão.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou uma nova norma que tornará obrigatória a <strong>validação biométrica por reconhecimento facial para cadastrar e manter linhas de celular no Brasil</strong>. A medida, anunciada na quarta-feira (28 de outubro de 2026), será implementada gradualmente a partir de 2027 e alcançará tanto os consumidores que contratarem novos serviços quanto aqueles que já possuem números ativos. O objetivo é reduzir fraudes relacionadas à utilização de documentos falsos, identidades de terceiros e cadastros irregulares nas operadoras.</p>
<p>Pelas regras estabelecidas, as <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341633">empresas</a> de telefonia deverão adotar mecanismos de prova de vida, capazes de confirmar que o titular da linha está fisicamente presente durante a verificação. A imagem capturada será comparada com registros biométricos existentes em bases públicas ou privadas. O procedimento deverá estar disponível em lojas, sites e aplicativos oficiais das prestadoras, permitindo que a identificação seja realizada presencialmente ou pela internet.</p>
<p>Os consumidores que já possuem linhas de celular e ainda não passaram pela nova verificação terão até <strong>31 de dezembro de 2028</strong> para regularizar o cadastro. A partir de janeiro de 2029, os números que permanecerem sem validação estarão sujeitos à suspensão por 120 dias e, posteriormente, ao cancelamento. A norma estabelece notificações obrigatórias antes dessas medidas, de modo que o encerramento do prazo de recadastramento não representa a perda imediata do número.</p>
<p>A determinação está prevista na Norma Técnica GT-SEG.2026.11, desenvolvida pelo Subgrupo Técnico de Enfrentamento de Fraudes e Golpes e aprovada pelo Grupo Técnico de Suporte à Segurança Pública da Anatel. O documento estabelece procedimentos de identificação, requisitos de segurança, critérios para situações excepcionais e um calendário de implementação que se estende até junho de 2029.</p>
<h2>Reconhecimento facial será obrigatório para clientes pré-pagos e pós-pagos</h2>
<p>A exigência alcançará os titulares de linhas de telefonia móvel contratadas em nome de pessoas físicas, independentemente da modalidade do serviço. Isso inclui consumidores de planos pré-pagos, controle e pós-pagos, além dos microempreendedores individuais (MEIs).</p>
<p>As operadoras deverão confirmar a identidade do responsável pelo número antes de liberar novas ativações, observados os prazos de adaptação estabelecidos pela agência. O procedimento também será exigido em operações consideradas sensíveis, como portabilidade, substituição de chip e alterações cadastrais ou contratuais solicitadas pelo cliente.</p>
<p>A inclusão da troca de chip entre as situações que exigem autenticação reforçada tem relevância para a prevenção de fraudes de identidade. Em golpes conhecidos como <em>SIM swap</em>, criminosos tentam transferir o número de uma vítima para outro chip, frequentemente utilizando informações pessoais obtidas de maneira irregular. O controle da identidade do solicitante pode dificultar esse tipo de operação.</p>
<p>A nova regulamentação, entretanto, não significa que o reconhecimento facial eliminará todos os golpes telefônicos. Fraudes envolvendo ligações automáticas, falsificação de identificadores de chamadas e engenharia social possuem diferentes mecanismos e continuam dependendo de outras medidas de prevenção.</p>
<p>A Anatel também não determinou que todos os consumidores procurem imediatamente suas operadoras. As obrigações serão introduzidas progressivamente, e os prazos são diferentes para novas contratações, alterações de serviço e recadastramento das linhas existentes.</p>
<h2>Prazo para cadastrar linhas pré-pagas termina em setembro de 2027</h2>
<p>A primeira etapa de implementação terá como foco a habilitação de novas linhas pré-pagas. As operadoras deverão adaptar seus sistemas de identificação biométrica até 30 de setembro de 2027, data-limite estabelecida para essa modalidade.</p>
<p>A segunda etapa termina em 31 de dezembro de 2027 e abrange novas contratações pós-pagas, solicitações de portabilidade, substituição de chips e alterações cadastrais ou contratuais feitas pelos consumidores.</p>
<p>Para os clientes que já possuem linhas ativas e ainda não tiverem realizado a validação, o calendário estabelece um período adicional de regularização, com encerramento em 31 de dezembro de 2028.</p>
<p>O procedimento de notificação começará antes desse prazo. Em 1º de novembro de 2028, as operadoras deverão comunicar aos usuários ainda não validados a necessidade de realizar o recadastramento e as consequências previstas para quem permanecer com a identificação pendente.</p>
<p>A norma determina que essas mensagens expliquem a exigência de maneira clara e indiquem os canais oficiais disponíveis para concluir o procedimento. Também deverão informar a possibilidade de suspensão e posterior cancelamento em caso de descumprimento.</p>
<p>A diferença entre o primeiro prazo e a conclusão do recadastramento geral é de aproximadamente 15 meses. Esse intervalo foi estabelecido para permitir que as operadoras introduzam os novos mecanismos nas contratações antes de concluir a atualização dos cadastros existentes.</p>
<h2>Linha poderá ser suspensa por 120 dias e cancelada em maio de 2029</h2>
<p>O cronograma prevê consequências específicas para os números que permanecerem sem regularização depois de 31 de dezembro de 2028.</p>
<p>A partir de 1º de janeiro de 2029, as operadoras deverão suspender os serviços dos usuários que não tiverem concluído a identificação exigida. A suspensão terá duração de 120 dias, período durante o qual o consumidor conservará seu número e poderá utilizar os canais necessários para regularizar o cadastro.</p>
<p>Mesmo durante a suspensão, a norma determina a manutenção da comunicação com a prestadora e a possibilidade de realizar chamadas e enviar mensagens de texto aos serviços públicos de emergência previstos na regulamentação.</p>
<p>O prazo final para concluir o procedimento durante essa etapa será 30 de abril de 2029. Caso o titular não regularize a situação, o serviço deverá ser cancelado a partir de 1º de maio.</p>
<p>As prestadoras terão a obrigação de repetir as notificações sobre o cancelamento a cada cinco dias enquanto durar a suspensão. Nos cinco dias anteriores ao encerramento do prazo, os avisos deverão ser enviados diariamente.</p>
<p>O regulamento também prevê que, a partir de 1º de junho de 2029, não será admitida a operação de linhas de pessoas físicas e MEIs sem cadastro validado conforme os procedimentos estabelecidos, consideradas as exceções expressamente previstas.</p>
<p>A suspensão, portanto, foi estruturada como uma etapa intermediária entre o vencimento do prazo de recadastramento e o cancelamento definitivo. O consumidor terá a oportunidade de regularizar a identificação antes de perder o acesso ao número.</p>
<h2>Como funcionará a prova de vida exigida pela Anatel</h2>
<p>A identificação combinará conferência cadastral, reconhecimento facial e verificação de presença real do usuário. O objetivo é confirmar não apenas que a imagem corresponde ao titular informado, mas também que ela foi capturada de uma pessoa presente no momento da operação.</p>
<p>O procedimento começará com a apresentação das informações cadastrais obrigatórias, incluindo CPF, nome completo, data de nascimento e endereço. A operadora deverá verificar a validade do CPF e a consistência das informações fornecidas.</p>
<p>Em seguida, o sistema realizará a captura da imagem facial. A tecnologia de prova de vida poderá utilizar métodos ativos, nos quais o usuário recebe instruções, ou procedimentos passivos, que analisam automaticamente características da imagem e sinais de presença física.</p>
<p>Entre os exemplos de verificações ativas descritos na norma estão movimentos de cabeça, piscadas voluntárias e acompanhamento de estímulos visuais apresentados na tela. A empresa poderá utilizar métodos equivalentes, desde que atendam aos requisitos técnicos de segurança.</p>
<p>Depois da prova de vida, o sistema deverá comparar a imagem capturada com uma base biométrica preexistente, mantida pelo poder público ou por fornecedor privado de autenticação. A liberação do novo acesso ficará condicionada à confirmação da identidade, ressalvados os procedimentos excepcionais previstos para situações em que a validação não puder ser concluída.</p>
<p>A norma exige tecnologias de detecção de tentativas de fraude envolvendo fotografias impressas, imagens exibidas em telas, vídeos gravados, máscaras e conteúdos manipulados digitalmente.</p>
<p>Também determina que os sistemas sejam capazes de identificar tentativas de uso de <em>deepfakes</em>, imagens e vídeos sintéticos produzidos ou alterados por inteligência artificial para simular a aparência de outra pessoa.</p>
<h2>Quem não conseguir realizar o reconhecimento facial terá alternativas</h2>
<p>A regulamentação prevê procedimentos específicos para consumidores que enfrentarem dificuldades técnicas ou não conseguirem concluir a identificação pelo método convencional.</p>
<p>Quando a captura da imagem falhar, a operadora deverá oferecer nova tentativa, acompanhada de orientações para corrigir problemas como iluminação inadequada ou posicionamento incorreto do rosto. Se necessário, o usuário poderá ser encaminhado ao atendimento presencial.</p>
<p>Se a imagem for capturada corretamente, mas não houver correspondência com uma base biométrica preexistente, a identidade poderá ser confirmada mediante apresentação de documento oficial, verificação de sua autenticidade e comparação facial com a fotografia do documento.</p>
<p>A norma ainda contempla situações nas quais a validação biométrica não pode ser realizada, mesmo após o comparecimento presencial. Nesses casos, o cadastro poderá ser liberado excepcionalmente pelo setor responsável pelo atendimento ou por uma área especializada em prevenção de fraudes.</p>
<p>Essa autorização exigirá registro da identificação utilizada, guarda de cópia do documento oficial e identificação do funcionário responsável pela liberação. Os casos excepcionais também deverão ser classificados e acompanhados pelas operadoras.</p>
<p>Os mecanismos alternativos têm importância para consumidores com dificuldades de acessibilidade ou problemas persistentes na captura biométrica. Entretanto, não representam uma dispensa geral da obrigação por simples escolha do usuário. A norma estabelece condições específicas para a utilização dessas alternativas.</p>
<h2>MEIs terão biometria obrigatória, mas outras empresas terão tratamento diferente</h2>
<p>A regulamentação distingue os cadastros realizados em nome de pessoas físicas, microempreendedores individuais e demais pessoas jurídicas.</p>
<p>Os MEIs estarão sujeitos à mesma exigência de reconhecimento facial estabelecida para os consumidores individuais. Isso significa que o titular de uma linha cadastrada como microempreendedor deverá realizar a verificação biométrica conforme o cronograma de implementação.</p>
<p>Para as demais pessoas jurídicas, a norma dispensa a validação biométrica facial obrigatória dos acessos contratados em nome da empresa. A dispensa, porém, não elimina os requisitos de identificação cadastral e responsabilidade pelo uso das linhas.</p>
<p>As prestadoras deverão exigir informações como CNPJ, razão social, endereço e dados do responsável perante a operadora. Também deverão estabelecer contratualmente que a pessoa jurídica mantenha registros atualizados sobre a destinação das linhas e a identidade de seus efetivos usuários.</p>
<p>O documento contempla ainda situações específicas envolvendo menores de idade. Quando uma linha for destinada a criança, adolescente não emancipado ou pessoa legalmente incapaz, o cadastro e a autenticação deverão ser feitos pelo responsável legal, que será considerado o titular do acesso.</p>
<p>Menores emancipados poderão realizar o cadastro em nome próprio, mediante comprovação dessa condição. Em situações excepcionais, também será admitida a representação por procuração pública ou instrumento com assinatura digital pela plataforma gov.br, acompanhada da validação biométrica do procurador.</p>
<p>Para consumidores com vários números vinculados ao mesmo cadastro, a operadora poderá realizar uma única validação durante o recadastramento, desde que permita ao titular identificar as linhas que reconhece e apontar eventuais acessos desconhecidos.</p>
<h2>Operadoras deverão proteger dados faciais conforme a LGPD</h2>
<p>A obrigatoriedade da biometria também amplia a responsabilidade das empresas de telefonia sobre o tratamento de informações pessoais sensíveis.</p>
<p>Pela Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), dados biométricos vinculados a uma pessoa natural recebem proteção especial. Sua utilização deve respeitar os princípios de finalidade, necessidade, proporcionalidade e segurança, além dos demais requisitos legais aplicáveis.</p>
<p>A norma da Anatel determina que as operadoras limitem a coleta às informações necessárias para identificar os usuários e implementem medidas capazes de proteger os dados envolvidos na autenticação.</p>
<p>O documento também proíbe o compartilhamento de informações cadastrais e biométricas com terceiros em desconformidade com a LGPD.</p>
<p>Os sistemas deverão manter registros auditáveis das verificações realizadas, incluindo data e horário da coleta, resultado da conferência de identidade e identificação do fornecedor responsável pelo serviço de autenticação, quando aplicável.</p>
<p>Quanto à conservação de informações, a norma prevê que os dados cadastrais sejam mantidos por cinco anos após o encerramento do contrato. Nos casos em que houver procedimento administrativo de acompanhamento ou controle em andamento na Anatel, a guarda deverá se estender até sua conclusão.</p>
<p>Esse prazo de conservação cadastral não significa autorização irrestrita para armazenar ou reutilizar imagens faciais para outras finalidades. O tratamento da biometria continua sujeito às exigências legais de proteção de dados pessoais.</p>
<h2>Cadastro de chips pré-pagos já exigia selfie desde 2021</h2>
<p>A nova obrigação amplia mecanismos de identificação que já haviam sido introduzidos no <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341634">mercado</a> brasileiro de telefonia.</p>
<p>Desde novembro de 2021, as prestadoras adotam procedimentos mais rigorosos para a ativação de linhas pré-pagas por meio do chamado ID Digital, conforme informações divulgadas pela Anatel.</p>
<p>O processo já prevê conferência de CPF, data de nascimento e endereço, além da apresentação de documento de identificação e captura de uma fotografia do titular. A medida integra o Projeto Cadastro Pré-Pago, desenvolvido para reduzir inconsistências cadastrais e dificultar contratações fraudulentas.</p>
<p>A principal diferença da norma de 2026 está na exigência de prova de vida com requisitos técnicos específicos e comparação biométrica estruturada, além da ampliação das obrigações para outras modalidades de contratação e para o recadastramento dos usuários existentes.</p>
<p>A mudança também introduz um calendário nacional de regularização, com consequências expressas para linhas que permaneçam sem a identificação exigida.</p>
<p>Assim, a apresentação de uma selfie durante a contratação anterior de um chip não significa necessariamente que o consumidor já tenha cumprido todos os requisitos do novo procedimento. A situação dependerá da validação realizada pela operadora e de sua conformidade com as exigências agora estabelecidas.</p>
<h2>Consumidores deverão utilizar os canais oficiais das operadoras</h2>
<p>Com a implementação gradual das novas regras, o consumidor poderá realizar o procedimento de identificação pelos canais disponibilizados pela própria prestadora, incluindo lojas físicas, aplicativos e sites oficiais.</p>
<p>A Anatel não estabeleceu que todos os usuários deverão instalar um aplicativo único da agência para concluir a prova de vida. A responsabilidade pela realização da verificação e pela manutenção dos registros será das empresas que prestam o serviço.</p>
<p>A exigência também torna necessária atenção a possíveis tentativas de fraude que utilizem o recadastramento como justificativa para solicitar fotografias, documentos ou informações pessoais por meios não autorizados.</p>
<p>Para reduzir esse risco, a orientação de segurança é acessar diretamente os canais oficiais da operadora, evitando fornecer imagens biométricas em páginas desconhecidas ou responder a solicitações recebidas por contatos cuja autenticidade não tenha sido confirmada.</p>
<p>A partir de setembro de 2027, as prestadoras deverão enviar mensalmente à Anatel indicadores sobre a implementação do sistema, incluindo a quantidade de usuários validados por reconhecimento facial, por comparação com documentos e por procedimentos excepcionais.</p>
<p>Esses relatórios permitirão à agência acompanhar a evolução do recadastramento, a utilização dos mecanismos alternativos e a adaptação das empresas ao novo modelo.</p>
<p>A implementação completa deverá ocorrer até 2029. Até lá, a principal mudança será a incorporação da identidade biométrica como requisito de segurança no acesso aos serviços móveis, com impactos sobre a contratação de linhas, a portabilidade, a troca de chips e a manutenção de números já utilizados pelos consumidores brasileiros.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Agência Nacional de Telecomunicações — comunicado oficial de 28 de outubro de 2026 sobre a aprovação da validação biométrica obrigatória para usuários de telefonia móvel.</em></p>
<p><em>Anatel — Norma Técnica GT-SEG.2026.11, versão 01, sobre cadastro de usuários do Serviço Móvel Pessoal com validação biométrica obrigatória, incluindo regras de identificação, exceções e cronograma.</em></p>
<p><em>Anatel — Projeto Cadastro Pré-Pago e orientações sobre o processo de ID Digital implementado pelas operadoras desde novembro de 2021.</em></p>
<p><em>Autoridade Nacional de Proteção de Dados — orientações sobre dados pessoais sensíveis e requisitos de tratamento de informações biométricas conforme a LGPD.</em></p>
<p><em>Lei nº 13.709/2018 — Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, especialmente os dispositivos sobre dados biométricos e tratamento de dados sensíveis.</em></p>
<p><em>Lei nº 9.472/1997 — Lei Geral de Telecomunicações, referente ao regime jurídico dos serviços e à atuação regulatória da Anatel.</em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>XPCI11 distribui R$ 356 mil acima do resultado mensal e reduz reservas</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/xpci11-distribui-acima-resultado-mensal-reduz-reservas</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Daniel Wicker]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Oct 2026 00:58:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Fundos Imobiliários]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
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		<category><![CDATA[reserva de correção monetária]]></category>
		<category><![CDATA[XP Asset]]></category>
		<category><![CDATA[XP Crédito Imobiliário]]></category>
		<category><![CDATA[XPCI11]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>XPCI11 distribuiu R$ 7,14 milhões em rendimentos, R$ 356 mil acima do resultado mensal. Reserva de correção monetária caiu para R$ 3,85 milhões.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O fundo imobiliário <strong>XP Crédito Imobiliário (XPCI11)</strong> distribuiu R$ 7,14 milhões em rendimentos referentes a setembro de 2026, valor superior aos R$ 6,78 milhões de resultado líquido apurado no período. A diferença de R$ 356,2 mil mostra que o pagamento de R$ 0,82 por cota superou a geração mensal de R$ 0,78, ao mesmo tempo em que a reserva acumulada de correção monetária do fundo diminuiu para R$ 3,85 milhões.</p>
<p>Os números constam do relatório gerencial divulgado pela XP Asset em 27 de outubro e evidenciam uma diferença entre os rendimentos pagos aos cotistas e os recursos gerados pelas operações naquele mês. O pagamento ocorreu em 15 de outubro, para investidores que detinham cotas no fechamento de 30 de setembro, conforme comunicado registrado na B3.</p>
<p>Além da distribuição superior ao resultado mensal, o XPCI11 apresentou redução dos proventos pelo terceiro mês consecutivo. O valor por cota passou de R$ 0,95 em junho para R$ 0,93 em julho, R$ 0,90 em agosto e R$ 0,82 em setembro. A redução acumulada desde junho alcançou 13,68%, enquanto a comparação com o pagamento anterior mostra queda de 8,89%.</p>
<p>Apesar desse recuo, o fundo encerrou setembro com patrimônio líquido de R$ 780,7 milhões, 82.392 cotistas e uma carteira de investimentos concentrada em certificados de recebíveis imobiliários (CRIs), títulos utilizados para financiar operações ligadas ao setor imobiliário.</p>
<h2>XPCI11 distribuiu 5,3% acima do resultado de setembro</h2>
<p>O relatório da XP Asset permite dimensionar com precisão a diferença entre os recursos gerados e os rendimentos distribuídos. Em setembro, o XPCI11 registrou receitas de R$ 7.383.974, provenientes principalmente dos pagamentos recebidos de sua carteira de crédito, dos investimentos em outros fundos imobiliários e das aplicações de liquidez.</p>
<p>As despesas totalizaram R$ 604.949, resultando em geração líquida de R$ 6.779.025. Mesmo assim, o montante efetivamente destinado aos cotistas alcançou R$ 7.135.273, equivalente a 105,3% do resultado mensal.</p>
<p>A diferença de R$ 356.248 não representa, isoladamente, prejuízo operacional. Ela indica que o valor distribuído superou o lucro apurado pelo regime de caixa naquele período, situação que pode ocorrer quando um fundo utiliza resultados anteriormente acumulados para complementar os pagamentos.</p>
<p>O contraste fica mais evidente na comparação com agosto. Naquele mês, o XPCI11 registrou resultado líquido de R$ 7,94 milhões e distribuiu R$ 7,83 milhões, preservando uma diferença positiva de aproximadamente R$ 104,7 mil. Em setembro, a geração mensal caiu cerca de 14,6%, enquanto o valor distribuído diminuiu aproximadamente 8,9%.</p>
<p>Assim, embora os cotistas tenham recebido menos por cota, a redução da distribuição foi proporcionalmente menor do que a queda do resultado líquido. Esse comportamento ajuda a explicar a necessidade de considerar as reservas acumuladas e o desempenho de períodos anteriores ao avaliar a sustentabilidade dos rendimentos.</p>
<h2>Reserva de correção monetária cai R$ 2,2 milhões em um mês</h2>
<p>Outro indicador relevante do relatório foi a redução da reserva acumulada de correção monetária. O montante passou de R$ 6,05 milhões em agosto para R$ 3,85 milhões em setembro, uma diminuição aproximada de 36,4%.</p>
<p>Na divisão pelo número de cotas, a reserva caiu de R$ 0,69 para R$ 0,44. O saldo remanescente representa uma parcela dos resultados acumulados que deve ser considerada na análise da capacidade de distribuição do fundo, especialmente diante de oscilações nas receitas de sua carteira de crédito.</p>
<p>A redução de R$ 2,2 milhões na reserva é superior à diferença de R$ 356,2 mil entre os rendimentos pagos e o resultado líquido de setembro. Por isso, os dois movimentos não devem ser tratados como valores diretamente equivalentes. O saldo de correção monetária possui dinâmica própria de apuração, e o demonstrativo mensal não permite atribuir toda a diminuição da reserva exclusivamente ao pagamento acima do resultado.</p>
<p>O relatório também informou que o XPCI11 encerrou setembro com R$ 7,14 milhões em ativos de liquidez. Esse valor corresponde às disponibilidades e aplicações mantidas pelo fundo, sendo contabilmente distinto dos R$ 7,135 milhões distribuídos aos cotistas durante o mês.</p>
<p>A existência de recursos líquidos não significa, por si só, que todo esse montante esteja disponível para sustentar pagamentos adicionais. A avaliação depende dos compromissos financeiros, do fluxo de recebimentos dos ativos e da <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341631">política</a> de distribuição adotada pela administração.</p>
<h2>Distribuição acima do lucro mensal não significa irregularidade</h2>
<p>A legislação brasileira estabelece que os fundos de investimento imobiliário devem distribuir, no mínimo, 95% dos resultados auferidos, apurados pelo regime de caixa, considerando a sistemática de cálculo aplicável aos períodos semestrais.</p>
<p>Essa exigência não determina que o pagamento de cada mês corresponda exatamente ao resultado produzido naquele intervalo. Um fundo pode distribuir valores diferentes da geração mensal, desde que observe as regras legais, a disponibilidade de resultados distribuíveis e os critérios de apuração estabelecidos pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).</p>
<p>Em orientações divulgadas aos administradores de fundos imobiliários, a CVM esclareceu que a distribuição deve respeitar o resultado acumulado e os critérios contábeis aplicáveis, sem antecipação indevida de receitas futuras. A autarquia também estabeleceu procedimentos para dar transparência à metodologia de cálculo utilizada pelos fundos.</p>
<p>No caso do XPCI11, o resultado acumulado de janeiro a setembro fornece uma perspectiva diferente daquela apresentada isoladamente pelo último mês. Durante os nove primeiros meses de 2026, o fundo registrou resultado líquido de R$ 69.667.887 e distribuiu R$ 69.699.432.</p>
<p>A diferença acumulada foi de apenas R$ 31.545, equivalente a aproximadamente 0,05% do resultado gerado no período. Os números indicam que, embora setembro tenha apresentado distribuição superior ao resultado mensal, o total pago ao longo do ano permaneceu praticamente alinhado à geração de caixa.</p>
<p>O comportamento exige acompanhamento dos próximos relatórios, mas não constitui, por si só, evidência de descumprimento das regras de distribuição.</p>
<h2>XP investe R$ 17,8 milhões em novo CRI e recebe resgate antecipado</h2>
<p>Além dos rendimentos, o relatório apresentou mudanças na composição da carteira de crédito imobiliário. A principal aquisição de setembro foi o CRI HBR ComVem, operação na qual o fundo investiu R$ 17,8 milhões, com remuneração contratada equivalente ao CDI acrescido de 2,75% ao ano.</p>
<p>No mesmo período, ocorreu o resgate antecipado do CRI JK Square, posição que somava R$ 42,2 milhões no mês anterior. Segundo a gestora, a liquidação foi realizada com pagamento de prêmio aos titulares do papel, conforme as condições previstas na operação.</p>
<p>Essas movimentações alteraram a distribuição dos ativos conforme os indexadores financeiros. A participação dos títulos vinculados ao CDI passou de 8,74% para 11,54% da carteira de crédito, enquanto a exposição aos papéis atrelados ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu de 91,26% para 88,46%.</p>
<p>Embora tenha ampliado a parcela pós-fixada, o XPCI11 permanece predominantemente exposto a ativos indexados à inflação. Isso significa que parte relevante da remuneração da carteira depende da atualização monetária e dos juros reais contratados nos certificados de recebíveis.</p>
<p>As taxas médias de marcação a <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341630">mercado</a> também apresentaram redução. Nos papéis vinculados ao IPCA, passaram de inflação mais 8,72% ao ano em agosto para inflação mais 8,21% em setembro. Entre os títulos indexados ao CDI, a taxa média caiu de CDI mais 2,77% para CDI mais 2,55% ao ano.</p>
<p>Esses números representam taxas implícitas de mercado dos ativos da carteira e não devem ser confundidos com o retorno efetivamente recebido pelos cotistas.</p>
<h2>Carteira do XPCI11 soma R$ 747 milhões em investimentos</h2>
<p>Ao término de setembro, o XPCI11 mantinha aproximadamente R$ 747,1 milhões investidos em sua estratégia, distribuídos principalmente entre 49 operações de CRIs e participações em três fundos imobiliários.</p>
<p>A carteira de crédito representava a maior parte dos investimentos. Entre os setores com maior exposição estavam o varejo alimentício, com participação aproximada de 33%, a incorporação imobiliária vertical, com 18%, e os shopping centers, com 13%.</p>
<p>O fundo também apresentava investimentos em operações ligadas à saúde, indústria, logística, lajes corporativas e outros segmentos. Essa distribuição proporciona exposição a diferentes atividades econômicas, embora não elimine riscos específicos de inadimplência, deterioração das garantias ou mudanças nas condições de financiamento.</p>
<p>O indicador de relação entre o valor dos empréstimos e as garantias, conhecido como <em>loan-to-value</em> (LTV), passou de 47,97% em agosto para 51,75% em setembro, aumento de 3,78 pontos percentuais.</p>
<p>O avanço indica uma elevação do indicador médio de alavancagem em relação às garantias nas operações de crédito. Entretanto, o LTV isoladamente não permite concluir que tenha ocorrido deterioração da qualidade dos devedores, já que o risco efetivo também depende das características dos contratos, da capacidade de pagamento e da liquidez dos ativos oferecidos como garantia.</p>
<p>A parcela investida em cotas de outros fundos imobiliários somava R$ 46,81 milhões, distribuída entre o GARE11, o GCRI11 e o PSEC11. Esses investimentos funcionam como uma estratégia complementar de alocação, permitindo exposição indireta a outros portfólios imobiliários.</p>
<h2>Dividend yield de 13,1% exige atenção à forma de cálculo</h2>
<p>Mesmo depois da redução dos rendimentos, o XPCI11 apresentou <em>dividend yield</em> mensal de 1,03% em setembro, considerando o pagamento de R$ 0,82 por cota e a cotação de fechamento de R$ 79,51 registrada no último pregão daquele mês.</p>
<p>O relatório gerencial informou uma taxa anualizada de 13,10%. Esse percentual é obtido a partir da extrapolação do rendimento mensal e não representa necessariamente o retorno efetivamente acumulado pelo investidor nos 12 meses anteriores.</p>
<p>A distinção é relevante porque os pagamentos do fundo variaram ao longo de 2026. O XPCI11 distribuiu R$ 0,85 em março, R$ 0,90 em abril, R$ 0,93 em maio, R$ 0,95 em junho e R$ 0,82 em setembro. Assim, uma taxa anualizada calculada com base em determinado mês não constitui garantia de que os mesmos valores serão mantidos.</p>
<p>O fundo encerrou setembro com valor patrimonial de R$ 89,72 por cota, superior aos R$ 79,51 registrados na negociação em Bolsa. A diferença correspondia a um desconto aproximado de 11,4% em relação ao patrimônio contábil por cota.</p>
<p>A negociação abaixo do valor patrimonial pode refletir diferentes fatores, entre eles a percepção de risco de crédito, o nível das taxas de juros, a liquidez das cotas e as expectativas de rentabilidade. O desconto, isoladamente, não significa que o ativo esteja barato ou que exista uma oportunidade garantida de valorização.</p>
<p>A análise dos rendimentos também precisa considerar a oscilação do preço das cotas. Um investidor pode receber pagamentos mensais e, simultaneamente, registrar desvalorização de sua posição na Bolsa, dependendo do preço de aquisição e das condições de mercado.</p>
<h2>Próximos resultados mostrarão se fundo conseguirá recompor reservas</h2>
<p>A evolução dos resultados do XPCI11 nos próximos meses será relevante para determinar se a diferença registrada em setembro foi pontual ou se o fundo continuará distribuindo valores superiores à geração mensal de caixa.</p>
<p>O acompanhamento envolve principalmente três indicadores: o resultado líquido dos investimentos em CRIs, o saldo acumulado de correção monetária e a relação entre os rendimentos pagos e os recursos efetivamente produzidos pelas operações.</p>
<p>A redução das reservas não determina automaticamente novos cortes nos rendimentos, assim como a existência de valores acumulados não garante a manutenção dos pagamentos. A distribuição depende dos recebimentos dos ativos, das despesas, das decisões da administração e das regras aplicáveis ao fundo.</p>
<p>O próximo relatório gerencial permitirá verificar os resultados referentes a outubro e eventuais mudanças na composição da carteira após o resgate antecipado do CRI JK Square e a aquisição do CRI HBR ComVem.</p>
<p>Por enquanto, os documentos oficiais mostram que o XPCI11 encerrou setembro com pagamento superior ao resultado daquele mês, mas manteve praticamente equilibrados os valores acumulados de resultado e distribuição em 2026. A redução de R$ 2,2 milhões na reserva de correção monetária permanece como um dos indicadores a acompanhar nas próximas divulgações financeiras.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>XP Asset Management — Relatório Gerencial do XP Crédito Imobiliário FII, referente a setembro de 2026, divulgado em 27 de outubro.</em></p>
<p><em>B3 — Comunicado de rendimentos e amortizações do XPCI11, com data-base de 30 de setembro e pagamento realizado em 15 de outubro de 2026.</em></p>
<p><em>XP Asset Management — Demonstrativo de receitas, despesas, resultados e distribuições acumulados de janeiro a setembro de 2026.</em></p>
<p><em>Comissão de Valores Mobiliários — Ofício-Circular CVM/SSE/SNC nº 3/2024 e orientações sobre a apuração e distribuição de resultados de fundos imobiliários.</em></p>
<p><em>XP Asset Management — Informações oficiais da carteira de CRIs, investimentos em FIIs, indexadores, garantias e movimentações realizadas em setembro de 2026.</em></p>
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		<item>
		<title>Constituição de 1988 chega aos 38 anos com 141 emendas e desafios na garantia de direitos</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/constituicao-1988-38-anos-141-emendas-direitos</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carlos Menezes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Oct 2026 00:53:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[38 anos da Constituição]]></category>
		<category><![CDATA[Congresso Nacional]]></category>
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		<category><![CDATA[Constituição de 1988]]></category>
		<category><![CDATA[Constituição Federal]]></category>
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		<category><![CDATA[desigualdade social]]></category>
		<category><![CDATA[direitos fundamentais]]></category>
		<category><![CDATA[direitos sociais]]></category>
		<category><![CDATA[emendas constitucionais]]></category>
		<category><![CDATA[Estado Democrático de Direito]]></category>
		<category><![CDATA[judicialização da saúde]]></category>
		<category><![CDATA[STF]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Constituição de 1988 completa 38 anos com 141 emendas. Entenda os desafios da democracia, dos direitos sociais e do acesso à saúde no Brasil.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Constituição Federal de 1988 completou 38 anos em outubro de 2026, depois de atravessar sucessivas crises políticas, dois processos de impeachment presidencial e os ataques às sedes dos Três Poderes, em Brasília, em janeiro de 2023. O texto permanece como fundamento da organização democrática brasileira, mas sua aplicação continua marcada por diferenças entre os direitos previstos em lei e as condições efetivamente encontradas pela população. Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) mostram que o país encerrou 2025 com aproximadamente 895 mil processos relacionados à saúde pendentes de solução, enquanto indicadores do IBGE apontam desigualdades persistentes no acesso a serviços e oportunidades.</p>
<p>Promulgada em 5 de outubro de 1988, após o período de regime militar, a Constituição estabeleceu a dignidade da pessoa humana, a cidadania e o pluralismo político entre os fundamentos da República. Também ampliou direitos sociais, consolidou garantias individuais e reorganizou as responsabilidades do Executivo, do Legislativo e do Judiciário. Desde então, o documento passou por 141 emendas constitucionais, incluindo duas mudanças promulgadas pelo Congresso Nacional em 16 de outubro de 2026, relacionadas à jornada de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/trabalho" target="_blank"  rel="noopener" title="Trabalho" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341640">trabalho</a> e à aposentadoria de profissionais da saúde.</p>
<p>A permanência da ordem constitucional demonstra a continuidade das regras fundamentais do Estado, mas não elimina os problemas enfrentados em sua aplicação. Além das disputas sobre os limites de atuação dos Poderes, o país convive com dificuldades de acesso à Justiça, desigualdades econômicas e obstáculos à prestação de serviços públicos. A distância entre as garantias previstas na Constituição e sua concretização pode ser observada tanto nas estatísticas sociais quanto no número de ações judiciais apresentadas por cidadãos para obter tratamentos médicos, medicamentos e outros serviços.</p>
<h2>Constituição acumula 141 emendas e continua sendo modificada pelo Congresso</h2>
<p>Ao longo de quase quatro décadas, a Constituição brasileira passou por alterações que acompanharam transformações econômicas, sociais e institucionais. Reformas previdenciárias, mudanças tributárias, novas regras fiscais e modificações na organização do Estado foram incorporadas ao texto por meio de emendas constitucionais. A possibilidade de atualização está prevista no artigo 60, que estabelece o procedimento de alteração e impõe limites materiais a determinadas mudanças.</p>
<p>As duas emendas mais recentes foram promulgadas em 16 de outubro. A Emenda Constitucional nº 141 modificou o artigo 7º para reduzir progressivamente a jornada máxima semanal de trabalho e estabelecer dois dias de descanso remunerado. A transição prevê a redução da jornada de 44 para 42 horas após 60 dias da publicação, com posterior diminuição para 40 horas semanais, sem redução salarial, conforme o calendário estabelecido na norma.</p>
<p>Na mesma sessão, o Congresso promulgou a Emenda Constitucional nº 140, que estabelece condições diferenciadas de aposentadoria para agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias. A medida também prevê regras relacionadas à regularização dos vínculos desses profissionais e à proteção previdenciária de trabalhadores que atuam diretamente no atendimento à população.</p>
<p>Essas alterações demonstram que a Constituição não permanece limitada às condições políticas e sociais de 1988. Ao mesmo tempo, modificações constitucionais exigem maiorias qualificadas no Congresso e precisam respeitar garantias que não podem ser abolidas por emenda. Entre elas estão a separação dos Poderes, o voto direto, secreto, universal e periódico, a forma federativa de Estado e os direitos e garantias individuais.</p>
<h2>Atos de 8 de janeiro levaram instituições ao maior teste recente</h2>
<p>Entre os episódios que colocaram à prova o funcionamento das instituições previstas na Constituição estão os ataques de 8 de janeiro. Naquela data, manifestantes invadiram e depredaram as sedes do Congresso Nacional, do Supremo Tribunal Federal e do Palácio do Planalto, em Brasília, após a eleição presidencial de 2022. A destruição de instalações públicas e os atos dirigidos contra as instituições deram origem a investigações, processos criminais e medidas de responsabilização conduzidas pelo Poder Judiciário.</p>
<p>Em balanço divulgado em 29 de abril de 2026, o Supremo Tribunal Federal informou a aplicação de 431 penas privativas de liberdade e 419 penas restritivas de direitos relacionadas aos acontecimentos. O levantamento também registrou 552 acordos de não persecução penal, instrumentos que permitem encerrar determinados casos mediante o cumprimento de condições legais, sem equivaler a uma condenação criminal.</p>
<p>Nos processos envolvendo os núcleos considerados centrais das investigações, o STF contabilizou 29 condenações por delitos associados à tentativa de golpe de Estado, à abolição violenta do Estado Democrático de Direito e à atuação em organização criminosa. As decisões foram proferidas em ações que examinaram diferentes níveis de participação e responsabilidade, com resultados que incluíram condenações, absolvições e desclassificações de condutas.</p>
<p>A resposta institucional aos ataques também trouxe discussões sobre os limites dos poderes de investigação e julgamento, a competência do Supremo Tribunal Federal, as garantias processuais dos acusados e a proporcionalidade das sanções. Essas questões integram o debate jurídico sobre a aplicação da Constituição, que exige tanto a responsabilização por condutas criminosas quanto o respeito ao devido processo legal, à ampla defesa e ao contraditório.</p>
<p>O episódio evidenciou a importância das regras que disciplinam a sucessão presidencial, a legitimidade dos resultados eleitorais e a atuação independente dos órgãos públicos. A Constituição estabelece que o exercício do poder político ocorre por meio de representantes eleitos ou diretamente pela população, nas condições previstas em seu texto. O funcionamento desse sistema depende da observância das decisões legalmente constituídas e da existência de mecanismos capazes de fiscalizar eventuais abusos praticados por autoridades.</p>
<h2>Justiça encerrou 2025 com 895 mil processos relacionados à saúde</h2>
<p>As dificuldades de concretização dos direitos constitucionais aparecem de maneira especialmente expressiva na área da saúde. O artigo 196 estabelece que a saúde é direito de todos e dever do Estado, princípio que fundamenta a organização do Sistema Único de Saúde (SUS). Apesar da garantia constitucional, milhares de brasileiros recorrem anualmente à Justiça para obter medicamentos, consultas, procedimentos médicos e tratamentos que não conseguiram acessar pelos canais administrativos.</p>
<p>Segundo o Conselho Nacional de Justiça, o Brasil encerrou 2025 com 895.368 processos de saúde pendentes, contra aproximadamente 858,5 mil no ano anterior. O aumento foi de cerca de 36,9 mil ações, equivalente a 4,3%, mesmo com a redução no ingresso de novos processos naquele período. Os números abrangem disputas relacionadas tanto ao sistema público quanto à saúde suplementar, incluindo conflitos com operadoras de planos privados.</p>
<p>O levantamento também mostrou que, em 2025, foram distribuídas 353.934 novas ações relacionadas à saúde pública, quantidade aproximadamente 6% inferior à registrada em 2024. Na saúde suplementar, houve crescimento de 6% no número de novos processos. A combinação desses resultados indica que a redução das demandas iniciais não foi suficiente para diminuir o estoque total de ações que aguardavam solução.</p>
<p>O Tribunal de Justiça de São Paulo concentrava 177.574 processos pendentes, aproximadamente 19,8% do total nacional. Segundo o CNJ, cerca de 66% das ações registradas naquele tribunal estavam relacionadas à saúde suplementar, o que demonstra que os conflitos envolvendo planos de saúde também representam parte importante da judicialização.</p>
<p>O volume de processos não permite concluir que todas as ações resultem de descumprimento de obrigações pelo poder público ou pelas <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341642">empresas</a>. As demandas abrangem situações diferentes, incluindo pedidos de tratamentos não incorporados às políticas oficiais, controvérsias contratuais e discussões sobre a responsabilidade pelo custeio. Ainda assim, a quantidade de litígios mostra que o acesso aos serviços de saúde continua sendo objeto de disputas frequentes entre cidadãos, prestadores e gestores.</p>
<p>Para enfrentar o problema, o CNJ e o STF desenvolveram mecanismos destinados a padronizar decisões judiciais e ampliar o uso de informações técnicas. Entre eles estão os Núcleos de Apoio Técnico do Poder Judiciário, que oferecem subsídios científicos aos magistrados, e ferramentas que permitem consultar a situação regulatória e a incorporação de medicamentos ao SUS. As iniciativas procuram melhorar a qualidade das decisões e reduzir conflitos relacionados à responsabilidade de União, estados e municípios.</p>
<h2>Desigualdade de renda limita acesso a direitos previstos na Constituição</h2>
<p>As dificuldades de concretização dos direitos sociais também aparecem nos indicadores de renda, educação e condições de vida. A Síntese de Indicadores Sociais de 2025, elaborada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com dados referentes a 2024, mostrou que 23,1% da população brasileira vivia em situação de pobreza. O percentual representou uma redução em relação aos 27,3% registrados em 2023, mas ainda correspondia a uma parcela expressiva dos habitantes do país.</p>
<p>Segundo o instituto, aproximadamente 8,6 milhões de pessoas deixaram a condição de pobreza entre 2023 e 2024. A melhora foi acompanhada por avanços no <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341641">mercado</a> de trabalho e na distribuição de rendimentos, embora as diferenças entre grupos populacionais tenham permanecido elevadas. Mulheres, crianças e pessoas pretas ou pardas continuaram apresentando maior vulnerabilidade econômica, enquanto as regiões Norte e Nordeste concentraram índices mais altos de pobreza.</p>
<p>O levantamento também identificou diferenças relevantes na remuneração do trabalho. Em 2024, trabalhadores brancos recebiam, em média, rendimento real 65,9% superior ao de trabalhadores pretos ou pardos. Quando considerado o rendimento médio por hora trabalhada, os valores eram de aproximadamente R$ 24,60 para pessoas brancas e R$ 15 para pessoas pretas ou pardas.</p>
<p>A Constituição estabelece a igualdade perante a lei e proíbe discriminações incompatíveis com os direitos fundamentais. Entretanto, a existência dessas garantias não elimina automaticamente diferenças históricas de renda, escolaridade e inserção profissional. A redução das desigualdades depende também de políticas públicas, acesso a serviços, condições de emprego e mecanismos capazes de enfrentar práticas discriminatórias.</p>
<p>Na educação, os indicadores mais recentes mostram avanços acompanhados de problemas persistentes. Dados divulgados pelo IBGE em junho de 2026 apontaram que a taxa de analfabetismo caiu para 4,9% em 2025, ficando abaixo de 5% pela primeira vez na série iniciada em 2016. Apesar da melhora, aproximadamente 8,4 milhões de brasileiros ainda não sabiam ler e escrever, uma condição que pode dificultar o acesso ao mercado de trabalho e a serviços que dependem de procedimentos escritos ou digitais.</p>
<p>A diferença entre o reconhecimento formal dos direitos e seu exercício cotidiano também depende das condições de moradia e infraestrutura. A ausência de saneamento adequado, as dificuldades de transporte e a distribuição desigual dos equipamentos públicos podem ampliar obstáculos enfrentados por famílias de baixa renda. Esses fatores interferem no acesso à saúde e à educação, mesmo quando os serviços são oferecidos gratuitamente pelo Estado.</p>
<h2>STF amplia interpretação de direitos em decisões tomadas em 2026</h2>
<p>O Supremo Tribunal Federal apresentou, durante as comemorações dos 38 anos da Constituição, um levantamento de decisões recentes que demonstram como dispositivos constitucionais continuam sendo utilizados para resolver conflitos não previstos expressamente em 1988. Entre os temas julgados estão a proteção à maternidade, os direitos trabalhistas, a responsabilidade de plataformas digitais e as garantias das vítimas em processos criminais.</p>
<p>Em setembro de 2026, a Corte concluiu julgamento relacionado à igualdade de critérios para concessão da licença-maternidade, considerando diferentes vínculos profissionais e formas de constituição familiar. A decisão utilizou dispositivos constitucionais sobre proteção à maternidade, à infância e à família, estabelecendo parâmetros para situações nas quais legislações específicas previam tratamentos distintos.</p>
<p>Outro conjunto de julgamentos tratou da responsabilidade das plataformas digitais pela circulação de conteúdos ilícitos. O tribunal examinou a compatibilidade de dispositivos do Marco Civil da Internet com as garantias constitucionais de liberdade de expressão, proteção da honra, privacidade e segurança. A discussão envolveu os limites da responsabilidade das empresas que administram redes sociais e outras plataformas, especialmente diante de práticas ilícitas e da necessidade de preservação dos direitos dos usuários.</p>
<p>As decisões demonstram que a aplicação da Constituição exige interpretações em áreas que passaram por transformações profundas nas últimas décadas. Ao mesmo tempo, a atuação do Judiciário em temas de grande repercussão pública provoca debates sobre a divisão de competências entre os Poderes e sobre os limites da interpretação judicial. A Constituição atribui ao Supremo a função de sua guarda, enquanto reserva ao Congresso Nacional a elaboração das leis e ao Executivo a execução das políticas públicas.</p>
<p>Essas responsabilidades não impedem o controle recíproco entre os Poderes. Pelo contrário, o modelo constitucional prevê mecanismos de fiscalização, revisão de atos e responsabilização que devem funcionar dentro das competências legalmente estabelecidas. A independência institucional convive, portanto, com obrigações de transparência e respeito às garantias individuais.</p>
<h2>Preservação da Constituição depende de instituições e cumprimento das leis</h2>
<p>A experiência brasileira desde 1988 mostra que a continuidade constitucional pode coexistir com conflitos políticos intensos e dificuldades persistentes na concretização dos direitos sociais. Os processos de impeachment de Fernando Collor, em 1992, e Dilma Rousseff, em 2016, ocorreram sob as regras da Constituição e produziram debates jurídicos e políticos sobre a aplicação dos mecanismos de responsabilização presidencial.</p>
<p>Os ataques de janeiro de 2023 acrescentaram outro episódio à trajetória institucional do país, com investigações e julgamentos que continuaram produzindo efeitos ao longo dos anos seguintes. A existência de procedimentos de responsabilização demonstrou a atuação dos órgãos de Estado, enquanto as controvérsias jurídicas reforçaram a importância do respeito às garantias constitucionais em todas as fases dos processos.</p>
<p>Em paralelo, os indicadores sociais mostram que a estabilidade das instituições não resolve automaticamente dificuldades de acesso à saúde, desigualdades de renda e limitações educacionais. Esses problemas envolvem responsabilidades compartilhadas entre União, estados e municípios, além de decisões orçamentárias, administrativas e legislativas que influenciam a disponibilidade e a qualidade dos serviços.</p>
<p>A Constituição estabelece direitos que devem orientar essas decisões, mas sua concretização depende de instrumentos legais, financiamento, estruturas administrativas e fiscalização. A existência de quase 900 mil processos pendentes na área da saúde, por exemplo, demonstra que parte significativa das controvérsias sobre atendimento e cobertura continua sendo resolvida ou discutida no Judiciário, em vez de se encerrar nos procedimentos administrativos.</p>
<p>Aos 38 anos, a Constituição de 1988 permanece em vigor, com 141 emendas e um conjunto de instituições responsáveis por sua aplicação. Os próximos desafios incluem a implementação das mudanças constitucionais aprovadas em outubro, o acompanhamento das decisões judiciais sobre direitos fundamentais e a capacidade dos serviços públicos de responder às necessidades da população. A segurança jurídica do país continuará vinculada tanto à observância das regras democráticas quanto à efetividade das garantias estabelecidas no texto constitucional.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 — texto atualizado, princípios fundamentais, direitos sociais, separação dos Poderes e limites às emendas constitucionais.</em></p>
<p><em>Câmara dos Deputados — edição da Constituição atualizada até a Emenda Constitucional nº 141, de 2026.</em></p>
<p><em>Congresso Nacional e Senado Federal — Emendas Constitucionais nº 140 e nº 141, promulgadas em 16 de outubro de 2026, sobre direitos previdenciários e jornada de trabalho.</em></p>
<p><em>Supremo Tribunal Federal — comunicado de 5 de outubro de 2026 sobre os 38 anos da Constituição e julgamentos constitucionais realizados em 2026.</em></p>
<p><em>Supremo Tribunal Federal — balanço de 29 de abril de 2026 sobre investigações, condenações e acordos relacionados aos atos de 8 de janeiro de 2023.</em></p>
<p><em>Conselho Nacional de Justiça — Painel de Estatísticas Processuais de Direito à Saúde e levantamento divulgado em fevereiro de 2026 sobre ações pendentes e novos processos.</em></p>
<p><em>Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — Síntese de Indicadores Sociais 2025, com dados de pobreza, rendimentos e desigualdades referentes a 2024.</em></p>
<p><em>Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, indicadores de alfabetização e educação referentes a 2025.</em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Marabraz tem recuperação judicial aceita com dívida de R$ 140 milhões; Justiça impõe restrições</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/marabraz-recuperacao-judicial-divida-140-milhoes-2</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Oct 2026 00:53:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Credores]]></category>
		<category><![CDATA[crise financeira]]></category>
		<category><![CDATA[Deloitte]]></category>
		<category><![CDATA[dívida de R$ 140 milhões]]></category>
		<category><![CDATA[empresas em recuperação]]></category>
		<category><![CDATA[Grupo Marabraz]]></category>
		<category><![CDATA[Justiça de São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Lei de Recuperação Judicial]]></category>
		<category><![CDATA[Marabraz]]></category>
		<category><![CDATA[recuperação judicial]]></category>
		<category><![CDATA[varejo de móveis]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Marabraz tem recuperação judicial aceita pela Justiça de SP para renegociar R$ 140 milhões em dívidas. Entenda os prazos e as restrições impostas.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Justiça de São Paulo autorizou o processamento da <strong>recuperação judicial do Grupo Marabraz</strong>, rede varejista de móveis e eletrodomésticos que busca renegociar aproximadamente R$ 140 milhões em dívidas. A decisão, assinada na terça-feira (27 de outubro de 2026), estabelece um período de proteção de 180 dias contra execuções de créditos sujeitos ao processo e determina que as <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341637">empresas</a> apresentem uma proposta de reorganização financeira no prazo de 60 dias. A autorização permite a continuidade das atividades, mas impõe exigências documentais e mantém separados os patrimônios das seis sociedades envolvidas.</p>
<p>A decisão foi proferida pela juíza Fernanda Perez Jacomini, da 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da capital paulista. A magistrada reconheceu a possibilidade de processamento conjunto da recuperação, mas não autorizou, neste momento, que todos os bens, direitos e dívidas das empresas sejam reunidos como se pertencessem a uma única pessoa jurídica. A restrição terá consequências para a elaboração das propostas de pagamento e para a participação dos credores nas futuras deliberações.</p>
<p>O grupo declarou obrigações da ordem de R$ 140,18 milhões, valor que ainda poderá ser ajustado durante a verificação dos créditos. A rede enfrenta dificuldades financeiras associadas à restrição de financiamento, ao elevado custo do crédito e a disputas societárias e familiares que, segundo a própria companhia, comprometeram o acesso a garantias utilizadas em operações bancárias.</p>
<p>A Marabraz informou que pretende cumprir as determinações judiciais e apresentar seu plano dentro do prazo legal. A empresa afirma que busca uma solução financeira sustentável para preservar suas atividades, manter empregos e reorganizar os compromissos com fornecedores e demais credores.</p>
<h2>Justiça suspende execuções por 180 dias, mas proteção não abrange todas as dívidas</h2>
<p>O deferimento do processamento da recuperação judicial coloca as empresas do Grupo Marabraz sob um regime de proteção previsto na Lei nº 11.101/2005. Durante o período inicial de 180 dias, ficam suspensas as ações e execuções abrangidas pela recuperação, assim como medidas de constrição patrimonial relacionadas a esses créditos.</p>
<p>Na prática, a decisão impede temporariamente que determinados credores avancem com penhoras, arrestos, sequestros ou apreensões de bens para receber obrigações submetidas ao processo. A suspensão busca preservar os recursos necessários ao funcionamento da empresa enquanto são negociadas as condições de pagamento.</p>
<p>Essa proteção, entretanto, não representa perdão das dívidas nem impede toda e qualquer cobrança. A legislação estabelece exceções para determinadas categorias de créditos, incluindo situações envolvendo garantias fiduciárias e obrigações que não se submetem aos efeitos da recuperação judicial. Os débitos tributários também seguem um regime jurídico próprio.</p>
<p>O prazo de proteção deverá observar o marco processual previsto na legislação e na decisão judicial. A Lei de Recuperação Judicial permite, em condições específicas, uma única prorrogação do período por até 180 dias, desde que a empresa não tenha contribuído para o atraso nas negociações.</p>
<p>A suspensão das execuções constitui, portanto, um instrumento temporário de reorganização, e não uma proteção permanente contra os credores. A continuidade do processo dependerá da apresentação das informações exigidas, da viabilidade das propostas e das etapas posteriores de deliberação.</p>
<h2>Marabraz terá 60 dias para apresentar plano e explicar como pagará credores</h2>
<p>Uma das principais obrigações estabelecidas pela Justiça é a apresentação do plano de recuperação judicial no prazo improrrogável de 60 dias, contado da publicação da decisão que autorizou o processamento.</p>
<p>O documento deverá detalhar os mecanismos de reorganização financeira, as condições propostas para pagamento dos credores e os elementos que sustentam a viabilidade econômica da operação. Entre as alternativas previstas na legislação estão renegociações de prazos, descontos, reorganização de obrigações, venda de ativos e outras medidas compatíveis com a continuidade das atividades.</p>
<p>A apresentação do plano, porém, não significa sua aprovação automática. Os credores terão oportunidade de examinar as propostas e apresentar objeções conforme os prazos legais. Havendo contestação, poderá ser convocada uma assembleia-geral para deliberar sobre os termos oferecidos.</p>
<p>A recuperação judicial somente será concedida após o cumprimento dos requisitos estabelecidos na legislação, que incluem as hipóteses de aprovação do plano e de concessão judicial previstas na Lei nº 11.101/2005.</p>
<p>O descumprimento do prazo de 60 dias para apresentação do plano pode levar à convolação da recuperação em falência. Por isso, a elaboração de uma proposta juridicamente adequada e financeiramente viável constitui uma das etapas mais importantes para o futuro do Grupo Marabraz.</p>
<p>A rede também deverá comprovar sua capacidade de manter as atividades enquanto negocia o passivo. A obtenção de proteção judicial não resolve, por si só, problemas de estoque, despesas operacionais ou necessidade de capital de giro.</p>
<h2>Juíza rejeita unificação de bens e dívidas das seis empresas</h2>
<p>Um dos pontos de maior relevância da decisão envolve a estrutura societária do Grupo Marabraz. A recuperação judicial abrange seis empresas: Comercial de Móveis Jordanésia, S.V.C. Jaraguá Comercial, Comercial Móveis das Nações, Comercial Zena Móveis, Monta Móveis Prestadora de Serviços e Marabraz Comercial.</p>
<p>A última foi incluída porque detém a titularidade da marca utilizada pela rede varejista, considerada um ativo importante para a continuidade das atividades comerciais.</p>
<p>Embora as sociedades integrem o mesmo grupo econômico, a juíza autorizou apenas a consolidação processual. Esse mecanismo permite a tramitação conjunta da recuperação, mas preserva a autonomia jurídica e patrimonial de cada devedora.</p>
<p>A magistrada rejeitou, por enquanto, a consolidação substancial, modalidade mais abrangente que permitiria reunir todos os ativos e passivos como se fossem de uma única empresa. A avaliação preliminar não identificou documentação suficiente para demonstrar uma confusão patrimonial generalizada que justificasse a medida excepcional.</p>
<p>A distinção tem consequências para os credores. Na consolidação processual, cada empresa deve preservar a identificação de seus bens, obrigações e respectivos credores. As propostas de reorganização precisam contemplar individualmente as responsabilidades de cada sociedade, ainda que sejam apresentadas de maneira coordenada.</p>
<p>A Lei nº 11.101/2005, em seus artigos 69-G a 69-L, estabelece que a consolidação substancial somente pode ser autorizada excepcionalmente, quando houver interconexão e confusão entre ativos ou passivos, associadas a outros requisitos legais.</p>
<p>Entre esses requisitos estão a existência de garantias cruzadas, relações de controle ou dependência, identidade societária e atuação conjunta no <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341639">mercado</a>. A presença dessas características, isoladamente, não dispensa a demonstração da confusão patrimonial exigida pela legislação.</p>
<p>A decisão preserva, assim, a possibilidade de tratamento diferenciado para os credores de cada empresa. Isso também significa que o eventual insucesso da recuperação de uma sociedade não conduz automaticamente à falência das demais.</p>
<h2>Deloitte fiscalizará contas e documentos do Grupo Marabraz</h2>
<p>A Deloitte Touche Tohmatsu Consultores foi nomeada administradora judicial e ficará responsável por acompanhar o processo de recuperação, examinar documentos e fiscalizar as atividades das empresas.</p>
<p>A administradora judicial atua como auxiliar da Justiça. Sua função não é assumir a direção comercial da rede, mas verificar informações financeiras, acompanhar a relação de credores e fornecer elementos técnicos para as decisões judiciais e para a fiscalização do procedimento.</p>
<p>Entre as obrigações do grupo está a apresentação mensal de demonstrações financeiras e informações sobre a continuidade das operações. A Justiça também determinou a entrega de documentos pendentes no prazo adicional e improrrogável de 15 dias.</p>
<p>As exigências incluem extratos bancários específicos, documentação cadastral e certidões de protesto relacionadas a estabelecimentos anteriormente utilizados pela rede. A complementação foi considerada necessária para atender aos requisitos formais do processamento.</p>
<p>A ausência desses documentos poderá comprometer a continuidade da recuperação judicial, inclusive com a possibilidade de revogação do deferimento, conforme a decisão. O descumprimento das obrigações de prestação de contas também poderá provocar medidas contra os administradores.</p>
<p>A Lei de Recuperação Judicial estabelece que o devedor deve apresentar informações periódicas enquanto estiver submetido ao procedimento, permitindo que o juízo e os credores acompanhem sua situação econômico-financeira.</p>
<h2>Rede informou que 86 de suas 111 lojas estavam fechadas em setembro</h2>
<p>A recuperação judicial ocorre após uma redução expressiva da estrutura comercial da Marabraz, que chegou a manter 135 lojas em diferentes regiões do estado de São Paulo.</p>
<p>Em documentação apresentada durante o processo em setembro, o grupo informou possuir 111 estabelecimentos, dos quais 25 estavam em funcionamento e 86 permaneciam temporariamente fechados. Segundo a explicação apresentada pela companhia, a falta de liquidez prejudicou a recomposição dos estoques e o pagamento regular de trabalhadores.</p>
<p>Considerando esses números, apenas 22,5% das unidades estavam operando naquele momento, enquanto aproximadamente 77,5% permaneciam fechadas. O levantamento corresponde à situação informada em setembro e não representa necessariamente a quantidade de lojas abertas em 29 de outubro, já que a rede não apresentou uma atualização consolidada desse indicador na decisão divulgada nesta semana.</p>
<p>A dimensão da redução operacional mostra que o desafio da companhia vai além da renegociação das dívidas financeiras. A reestruturação dependerá também da recuperação da capacidade de abastecimento, do relacionamento com fornecedores e da manutenção de recursos suficientes para sustentar as lojas que permanecerem ativas.</p>
<p>No varejo de móveis, a disponibilidade de crédito influencia tanto o financiamento das empresas quanto o comportamento dos consumidores. Parte das vendas depende de modalidades de parcelamento, enquanto a operação exige recursos para aquisição de mercadorias, transporte, armazenagem e manutenção dos estabelecimentos.</p>
<p>A restrição de capital de giro pode provocar dificuldades sucessivas: redução dos estoques, menor capacidade de venda, queda na geração de receitas e necessidade adicional de financiamento. A superação desse ciclo dependerá de medidas operacionais e financeiras que ainda deverão ser detalhadas no plano de recuperação.</p>
<h2>Disputa familiar comprometeu garantias utilizadas em empréstimos</h2>
<p>A Marabraz atribui parte importante de sua crise financeira a conflitos envolvendo a estrutura societária e familiar responsável pelo patrimônio utilizado para garantir operações de crédito.</p>
<p>Segundo a narrativa apresentada pelas empresas no pedido de recuperação, o grupo historicamente recorria a financiamentos bancários para sustentar a expansão e o funcionamento das lojas. Nessas operações, eram oferecidos ativos patrimoniais, especialmente imóveis, como garantia de pagamento.</p>
<p>Com o agravamento das disputas entre integrantes da família controladora, os administradores da operação varejista afirmaram ter perdido acesso a parte das sociedades titulares desses imóveis.</p>
<p>A mudança teria comprometido a renovação de linhas de crédito e a contratação de novos financiamentos, provocando exigências adicionais de garantias e encarecimento das operações financeiras.</p>
<p>A existência de conflitos societários também aparece em documento empresarial publicado no Diário Oficial do Estado de São Paulo em 21 de setembro de 2026. O edital da S.V.C. Jaraguá Comercial, uma das empresas envolvidas na recuperação, convocou reunião de sócios para deliberar sobre questões administrativas, eleição de administrador e ratificação do pedido de recuperação judicial.</p>
<p>O documento identificou a participação de Nasser Fares e Jamel Fares, que, em conjunto, detinham 400 mil das 600 mil quotas representativas do capital social da empresa, equivalentes a dois terços do total.</p>
<p>A pauta da reunião incluía a reorganização da administração e a adoção de providências para regularização cadastral, fiscal e documental da sociedade. A convocação comprova a existência dessas questões na estrutura empresarial, mas não permite concluir, isoladamente, o resultado das deliberações ou atribuir responsabilidade individual pela crise financeira.</p>
<p>Além das disputas internas, a companhia apontou como fatores negativos a persistência de juros elevados, o enfraquecimento do consumo, o aumento da inadimplência e as mudanças provocadas pela digitalização do comércio.</p>
<p>Esses elementos foram apresentados pela própria Marabraz como justificativas para a deterioração de suas condições financeiras e deverão ser considerados na avaliação da viabilidade econômica do plano de recuperação.</p>
<h2>Justiça protege fornecimento de energia e autoriza retirada de mercadorias</h2>
<p>A continuidade das atividades comerciais também motivou decisões específicas sobre contratos de serviços essenciais e acesso a bens pertencentes à rede.</p>
<p>A juíza determinou que as concessionárias Enel e CPFL não interrompam o fornecimento de energia elétrica nas unidades da Marabraz com contratos ativos exclusivamente em razão de dívidas anteriores ao pedido de recuperação judicial que estejam sujeitas ao processo.</p>
<p>A proteção não dispensa o pagamento do consumo posterior nem impõe o restabelecimento automático de contratos regularmente encerrados antes da decisão.</p>
<p>A medida procura evitar que obrigações antigas comprometam o funcionamento dos estabelecimentos que permanecem em operação. Ao mesmo tempo, preserva as regras aplicáveis às relações contratuais atuais e às situações que não estão abrangidas pela recuperação.</p>
<p>A magistrada também autorizou que representantes da empresa tenham acesso a antigos imóveis comerciais para retirar mercadorias, mostruários, equipamentos e outros bens comprovadamente pertencentes às sociedades recuperandas.</p>
<p>O procedimento dependerá de comunicação prévia aos proprietários e do cumprimento das condições estabelecidas pela Justiça. A autorização não anula decisões de despejo nem assegura a retomada da posse dos imóveis anteriormente ocupados.</p>
<p>A recuperação de mercadorias e equipamentos pode representar uma fonte de recursos e de reorganização operacional, especialmente em uma rede que enfrenta dificuldades para recompor estoques e manter suas unidades abertas.</p>
<h2>Recuperação judicial não cancela automaticamente compras e contratos dos clientes</h2>
<p>Para consumidores que possuem pedidos de móveis, entregas pendentes ou contratos com a Marabraz, o deferimento do processamento da recuperação judicial não significa, por si só, cancelamento das compras ou interrupção obrigatória dos serviços.</p>
<p>A empresa continua responsável pela condução das atividades e pelas obrigações que permanecem exigíveis conforme a legislação e as condições contratuais aplicáveis.</p>
<p>Entretanto, a situação de cada consumidor dependerá da natureza do contrato, da data em que a obrigação foi constituída e de sua eventual sujeição ao processo de recuperação.</p>
<p>A legislação estabelece regras específicas para o tratamento de créditos anteriores ao pedido judicial. Por isso, a recuperação não deve ser interpretada como autorização genérica para deixar de cumprir entregas ou obrigações contratuais.</p>
<p>Consumidores que enfrentarem problemas poderão utilizar os canais de atendimento da empresa e os mecanismos de defesa do consumidor disponíveis. Nas situações em que houver crédito sujeito à recuperação, poderá ser necessário acompanhar os editais e os procedimentos de habilitação previstos na Lei nº 11.101/2005.</p>
<p>O processo também não transfere à administradora judicial a responsabilidade direta pela realização das entregas ou pelo pagamento das obrigações comerciais da rede.</p>
<h2>Marabraz ainda precisa convencer credores e demonstrar viabilidade</h2>
<p>A autorização judicial representa o início de uma nova etapa, mas não significa que a recuperação financeira da Marabraz esteja garantida.</p>
<p>A empresa terá de organizar suas informações contábeis, apresentar os documentos pendentes e formular propostas de pagamento capazes de atender aos requisitos legais e às condições econômicas das sociedades envolvidas.</p>
<p>A separação dos patrimônios das seis empresas acrescenta complexidade ao procedimento porque exige a identificação individualizada de créditos, ativos e obrigações. Os credores deverão participar das deliberações considerando a sociedade responsável por cada dívida.</p>
<p>A Deloitte acompanhará a evolução do processo e a situação financeira das recuperandas, enquanto a Justiça avaliará o cumprimento das determinações e as manifestações das partes interessadas.</p>
<p>Além da negociação das dívidas, a Marabraz precisará demonstrar que consegue gerar receitas suficientes para financiar suas operações. O histórico de fechamento de unidades, as dificuldades de abastecimento e a restrição ao crédito tornam essa avaliação especialmente relevante.</p>
<p>O próximo marco formal será a apresentação do plano de recuperação no prazo legal de 60 dias, contado da publicação da decisão que autorizou o processamento. A proposta permitirá conhecer as condições efetivamente oferecidas aos credores, os prazos de pagamento e as medidas previstas para reorganizar a operação.</p>
<p>Até que essas etapas sejam concluídas, a situação da Marabraz permanece como um processo de recuperação judicial em andamento, sujeito à fiscalização, à manifestação dos credores e a novas decisões da Justiça paulista.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Lei nº 11.101/2005 — legislação de recuperação judicial e falências, com as alterações da Lei nº 14.112/2020, especialmente os artigos 6º, 47, 52, 53 e 69-G a 69-L.</em></p>
<p><em>Diário Oficial do Estado de São Paulo — edição de 21 de setembro de 2026, edital de convocação de reunião de sócios da S.V.C. Jaraguá Comercial Ltda., relativo à administração societária e à ratificação do pedido de recuperação judicial.</em></p>
<p><em>Grupo Marabraz — comunicado institucional divulgado em outubro de 2026 sobre o deferimento do processamento da recuperação judicial, continuidade dos <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank"  rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341638">negócios</a> e compromisso com a reorganização financeira.</em></p>
<p><em>Deloitte Touche Tohmatsu Consultores — portal institucional de administração judicial, com esclarecimentos sobre as atribuições do administrador judicial, habilitação de créditos e acompanhamento do plano de recuperação.</em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Petrobras (PETR4) confirma terceira descoberta de petróleo na Foz do Amazonas</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/petrobras-petr4-terceira-descoberta-petroleo-foz-amazonas</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandro Dias]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Oct 2026 00:52:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Amapá]]></category>
		<category><![CDATA[ANP]]></category>
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		<category><![CDATA[poço Morpho]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Petrobras (PETR4) confirma terceira descoberta de petróleo na Foz do Amazonas, no poço Morpho, na costa do Amapá. Entenda os resultados e próximos passos.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>Petrobras (PETR4)</strong> confirmou nesta quinta-feira (29 de outubro de 2026) a terceira descoberta de petróleo no poço exploratório Morpho, localizado no bloco FZA-M-59, na Bacia da Foz do Amazonas, em águas ultraprofundas da costa do Amapá. O novo intervalo portador de óleo foi identificado durante a etapa final de avaliação geológica, após outras duas ocorrências anunciadas em agosto e no início de outubro. A companhia informou que concluiu a perfuração e a aquisição de dados, encerrando uma etapa importante de sua campanha exploratória na Margem Equatorial brasileira.</p>
<p>As três descobertas ocorreram no mesmo poço, em diferentes intervalos geológicos, e reforçam as evidências da presença de um sistema petrolífero na região. Entretanto, a Petrobras ainda não informou a quantidade de petróleo potencialmente recuperável, a extensão dos reservatórios identificados ou se a exploração comercial será economicamente viável. A confirmação da presença de óleo, portanto, não representa o início da produção nem a incorporação automática de novas reservas comprovadas ao patrimônio da companhia.</p>
<p>O poço Morpho está situado a aproximadamente 175 quilômetros da costa do Amapá e a quase 500 quilômetros da foz do Rio Amazonas, sob uma lâmina d&#8217;água de 2.886 metros. A operação foi realizada pela sonda NS-42, contratada da Foresea, em uma das áreas de interesse estratégico da Petrobras para a descoberta de novas reservas de petróleo e gás natural.</p>
<p>Com a perfuração concluída, a estatal iniciará os procedimentos de encerramento operacional e abandono do poço. Depois dessa etapa, a sonda será deslocada para a Bacia Potiguar, na costa do Rio Grande do Norte, onde está prevista uma nova perfuração exploratória na locação denominada Mãe de Ouro.</p>
<h2>Terceira descoberta ocorre 27 dias após confirmação de novo reservatório</h2>
<p>A confirmação anunciada nesta quinta-feira encerra uma sequência de resultados positivos obtidos durante a investigação geológica do poço Morpho. A primeira identificação de hidrocarbonetos foi comunicada em 14 de agosto de 2026, quando a Petrobras encontrou indícios em formações rochosas durante a perfuração.</p>
<p>Na ocasião, a empresa explicou que a presença de hidrocarbonetos havia sido identificada por meio de perfis elétricos e evidências observadas nas rochas. Esses procedimentos permitem avaliar propriedades físicas das formações subterrâneas e verificar a possibilidade de existência de petróleo ou gás natural.</p>
<p>Em 2 de outubro, a continuidade da perfuração em intervalos mais profundos levou à segunda descoberta. A Petrobras informou que a confirmação utilizou dados de perfis elétricos, indícios em rochas e amostras de fluidos coletados durante a operação. A companhia também revelou que análises laboratoriais da primeira ocorrência haviam indicado petróleo de boa qualidade, embora não tenha divulgado uma estimativa de reservas comercialmente recuperáveis.</p>
<p>A terceira identificação, anunciada 27 dias depois, ocorreu durante a avaliação de outros intervalos de interesse. Assim, entre o primeiro comunicado, em 14 de agosto, e o anúncio desta quinta-feira, transcorreram 76 dias, período no qual a empresa confirmou três ocorrências de hidrocarbonetos no mesmo poço exploratório.</p>
<p>A sequência amplia a quantidade de informações disponíveis sobre a geologia da área. O resultado também permite confrontar os dados obtidos nas diferentes camadas, contribuindo para a avaliação da distribuição dos fluidos e das características dos reservatórios.</p>
<p>A Petrobras, entretanto, não informou a profundidade específica do terceiro intervalo, sua espessura, as propriedades do petróleo encontrado ou a capacidade potencial de produção. Esses elementos serão necessários para uma avaliação mais precisa do valor econômico da descoberta.</p>
<h2>Petrobras conclui perfuração do Morpho sem anunciar reservas comerciais</h2>
<p>O encerramento da perfuração representa uma mudança de estágio no projeto exploratório. Até agora, o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/trabalho" target="_blank"  rel="noopener" title="Trabalho" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341635">trabalho</a> esteve concentrado na obtenção de informações geológicas para verificar a presença de hidrocarbonetos e compreender as características das formações rochosas da Bacia da Foz do Amazonas.</p>
<p>A descoberta de petróleo é uma condição importante para o desenvolvimento de uma nova área produtora, mas não suficiente para justificar investimentos em plataformas, sistemas submarinos e infraestrutura de escoamento.</p>
<p>Para transformar uma ocorrência geológica em um projeto comercial, é necessário avaliar aspectos como o volume recuperável, a produtividade dos reservatórios, os custos de desenvolvimento e a viabilidade econômica da produção. Também devem ser considerados os requisitos técnicos, regulatórios e ambientais aplicáveis às etapas posteriores.</p>
<p>No caso do Morpho, a Petrobras ainda não apresentou estimativas públicas de volumes recuperáveis nem um plano de desenvolvimento comercial associado às três descobertas. Também não foi anunciada uma previsão de início de produção no bloco FZA-M-59.</p>
<p>Essa distinção impede associar automaticamente a nova ocorrência a um aumento imediato da oferta de petróleo no Brasil, das receitas da companhia ou da distribuição de dividendos aos acionistas.</p>
<p>A empresa informou que a perfuração e a aquisição de dados geológicos estão concluídas, mas o encerramento físico das operações ainda depende dos procedimentos de abandono. Nesse contexto, o termo não significa necessariamente desistência da área. Trata-se da etapa técnica de encerramento do poço, com medidas de isolamento e segurança estabelecidas para operações de perfuração marítima.</p>
<p>A análise do material coletado permanecerá relevante para determinar a continuidade da estratégia exploratória da companhia na região.</p>
<h2>Poço Morpho integra bloco adquirido pela Petrobras em 2013</h2>
<p>O bloco FZA-M-59 pertence à Bacia Sedimentar da Foz do Amazonas e foi adquirido pela Petrobras durante a 11ª Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), realizada em 2013, sob o regime de concessão.</p>
<p>A estatal detém 100% de participação na área e atua como operadora responsável pela condução das atividades exploratórias. O intervalo de aproximadamente 13 anos entre a aquisição do bloco e as descobertas de 2026 evidencia a duração do processo necessário para transformar direitos exploratórios em informações geológicas capazes de sustentar decisões de investimento.</p>
<p>A Margem Equatorial brasileira se estende pela costa norte e nordeste do país e compreende bacias sedimentares como Foz do Amazonas, Pará-Maranhão, Barreirinhas, Ceará e Potiguar.</p>
<p>A região apresenta características geológicas que despertam interesse da indústria petrolífera, especialmente pela possibilidade de identificação de novos sistemas geradores e reservatórios em águas profundas e ultraprofundas.</p>
<p>Entretanto, o potencial regional não deve ser confundido com reservas já descobertas e economicamente recuperáveis. A existência de estruturas geológicas favoráveis indica oportunidades exploratórias, cuja confirmação depende de levantamentos sísmicos, perfurações, análises de fluidos e estudos de viabilidade.</p>
<p>Em 2 de outubro, a ANP aprovou a delimitação de 11 novos setores exploratórios distribuídos por bacias da Margem Equatorial, abrangendo aproximadamente 380 mil quilômetros quadrados e contemplando 501 blocos. A decisão representa uma ampliação do mapeamento das áreas de interesse, mas não significa que todos esses blocos estejam licenciados para perfuração ou que contenham reservas comprovadas.</p>
<p>As descobertas no Morpho acrescentam informações sobre uma área específica dessa fronteira exploratória, sem permitir extrapolações automáticas para toda a extensão da Margem Equatorial.</p>
<h2>Magda Chambriard destaca potencial exploratório da Margem Equatorial</h2>
<p>A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, avaliou positivamente os resultados obtidos no poço Morpho e associou a terceira descoberta ao trabalho técnico realizado pela companhia durante a campanha.</p>
<p>“Nossa persistência técnica permitiu que fossem realizadas três descobertas no mesmo poço”, afirmou a executiva no comunicado divulgado nesta quinta-feira.</p>
<p>A presidente também relacionou o desempenho da exploração aos resultados operacionais recentes da estatal. Na quarta-feira (28), a Petrobras havia anunciado recorde de produção própria de petróleo, líquido de gás natural e gás natural no terceiro trimestre de 2026.</p>
<p>A produção média alcançou 3,512 milhões de barris de óleo equivalente por dia, crescimento de 11,7% em relação ao mesmo trimestre de 2025 e de 5,3% na comparação com o segundo trimestre deste ano.</p>
<p>Esse resultado foi impulsionado principalmente pela expansão de unidades de produção já instaladas no pré-sal, pelo aumento de eficiência operacional e pela entrada de novos poços produtores nas bacias de Campos e Santos.</p>
<p>Durante o terceiro trimestre, 12 novos poços entraram em operação, sendo seis na Bacia de Campos e seis na Bacia de Santos. A produção total operada pela Petrobras, incluindo a parcela pertencente a seus parceiros, chegou a 5,08 milhões de barris de óleo equivalente por dia.</p>
<p>Os indicadores mostram que a companhia continua expandindo a produção em áreas já desenvolvidas, enquanto utiliza projetos exploratórios, como o Morpho, para investigar oportunidades de recomposição de reservas no longo prazo.</p>
<p>A descoberta anunciada nesta quinta-feira, portanto, ainda não contribui para os volumes produzidos pela companhia. Seu eventual efeito econômico dependerá da confirmação de reservas comerciais e de futuras decisões de investimento.</p>
<h2>Licenciamento da Foz do Amazonas continua cercado de questionamentos ambientais</h2>
<p>A perfuração do poço Morpho foi autorizada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em 20 de outubro de 2025, após um processo de licenciamento que envolveu análises técnicas, exigências ambientais e avaliações dos planos de resposta a emergências.</p>
<p>A Licença de Operação nº 1.684/2025 permitiu o início da atividade exploratória no bloco FZA-M-59. A autorização original contemplava a perfuração do poço Morpho e não representava uma licença para produção comercial de petróleo.</p>
<p>O projeto também enfrenta questionamentos do Ministério Público Federal (MPF) relacionados aos impactos ambientais e à necessidade de consulta a comunidades potencialmente afetadas.</p>
<p>Em agosto de 2026, o MPF solicitou esclarecimentos ao Ibama sobre pedidos da Petrobras para incluir outras três perfurações exploratórias no mesmo bloco. Segundo os procuradores, a ampliação das operações exigiria uma análise específica dos efeitos acumulados sobre o ambiente marinho e as comunidades da região.</p>
<p>Em setembro, o órgão apresentou recurso ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região para contestar a licença de perfuração. Entre os argumentos apresentados estavam a necessidade de avaliação dos riscos de vazamentos, a suficiência dos estudos ambientais e a consulta prévia a povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais.</p>
<p>O recurso também mencionou um incidente ocorrido em janeiro de 2026, quando houve descarga de fluido de perfuração no mar durante as atividades do Morpho.</p>
<p>O Ibama confirmou, em comunicado oficial de 6 de janeiro, que havia recebido da Petrobras uma notificação sobre perda de fluido em duas linhas auxiliares conectadas à sonda. Segundo as informações apresentadas ao órgão, a empresa interrompeu as operações, isolou as linhas afetadas e adotou medidas para interromper a descarga.</p>
<p>A Petrobras sustenta que suas atividades seguem os requisitos estabelecidos no licenciamento ambiental e que os sistemas de resposta a emergências foram avaliados durante o processo de autorização.</p>
<p>Os questionamentos apresentados pelo MPF não equivalem, por si só, a uma decisão judicial definitiva de anulação da licença. Da mesma forma, a existência de autorização para perfuração não dispensa avaliações ambientais específicas que possam ser exigidas em eventuais etapas futuras de desenvolvimento e produção.</p>
<h2>Sonda NS-42 seguirá para perfurar Mãe de Ouro na Bacia Potiguar</h2>
<p>Com o encerramento das operações no Morpho, a Petrobras pretende deslocar a sonda NS-42 para a Bacia Potiguar, na costa do Rio Grande do Norte.</p>
<p>O próximo ponto da campanha exploratória será a locação Mãe de Ouro, onde a companhia planeja iniciar uma nova perfuração para investigar as características geológicas e a eventual presença de hidrocarbonetos.</p>
<p>A mudança amplia a atuação exploratória da Petrobras em diferentes segmentos da Margem Equatorial, permitindo que a empresa utilize a mesma unidade marítima em outra área de interesse após concluir as atividades no Amapá.</p>
<p>O comunicado divulgado nesta quinta-feira não informou uma data específica para o início da perfuração em Mãe de Ouro. O deslocamento depende da conclusão dos procedimentos de encerramento no Morpho e das condições operacionais necessárias à nova campanha.</p>
<p>A transferência da sonda também não altera o estágio das descobertas realizadas na Foz do Amazonas. Os dados obtidos no bloco FZA-M-59 continuarão sujeitos à avaliação técnica antes de qualquer decisão sobre sua eventual exploração comercial.</p>
<h2>Terceira descoberta amplia conhecimento geológico, mas ainda não garante produção</h2>
<p>A sequência de três descobertas em um único poço representa um resultado relevante para a pesquisa geológica da Bacia da Foz do Amazonas, especialmente por ampliar a quantidade de evidências sobre a presença de petróleo em diferentes intervalos.</p>
<p>A partir desses dados, a Petrobras poderá aprofundar a caracterização das formações e avaliar a necessidade de novas atividades exploratórias. A definição de etapas posteriores dependerá dos estudos técnicos e das autorizações correspondentes.</p>
<p>A nova ocorrência também reforça a estratégia de investigação de fronteiras exploratórias adotada pela estatal para compensar, no futuro, o declínio natural da produção dos campos atualmente em operação.</p>
<p>Essa estratégia, entretanto, envolve riscos geológicos, financeiros, operacionais e ambientais. Mesmo quando há confirmação da presença de petróleo, uma descoberta pode não apresentar volumes ou condições econômicas suficientes para justificar o desenvolvimento comercial.</p>
<p>A principal informação ainda ausente é a dimensão do recurso recuperável. Sem esse dado e sem estudos de viabilidade, não é possível calcular o valor econômico da descoberta, estimar receitas futuras ou estabelecer quando o petróleo eventualmente poderá chegar ao <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341636">mercado</a>.</p>
<p>O anúncio de 29 de outubro confirma a conclusão de uma etapa exploratória iniciada após a obtenção da licença ambiental em 2025 e marcada por três identificações sucessivas de hidrocarbonetos em 2026. A próxima definição relevante será o resultado da avaliação técnica integrada do material coletado no Morpho, que deverá indicar quais possibilidades de desenvolvimento poderão ser consideradas pela Petrobras na Bacia da Foz do Amazonas.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Petrobras — comunicado de 29 de outubro de 2026 sobre a terceira descoberta de petróleo no poço Morpho e o encerramento da perfuração.</em></p>
<p><em>Petrobras — comunicado de 14 de agosto de 2026 sobre a primeira identificação de hidrocarbonetos no bloco FZA-M-59.</em></p>
<p><em>Petrobras — comunicado de 2 de outubro de 2026 sobre a segunda descoberta, os métodos de identificação e a avaliação dos fluidos coletados.</em></p>
<p><em>Petrobras — comunicado de 20 de outubro de 2025 sobre a licença ambiental para perfuração exploratória na costa do Amapá.</em></p>
<p><em>Petrobras — Relatório de Produção e Vendas do Terceiro Trimestre de 2026, divulgado em 28 de outubro.</em></p>
<p><em>Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis — comunicado de 2 de outubro de 2026 sobre a delimitação de setores e blocos exploratórios na Margem Equatorial.</em></p>
<p><em>Ministério Público Federal — manifestações de agosto e setembro de 2026 sobre a ampliação das perfurações, o licenciamento e os riscos socioambientais do bloco FZA-M-59.</em></p>
<p><em>Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis — comunicado de 6 de janeiro de 2026 sobre a perda de fluido de perfuração no poço Morpho.</em></p>
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		<item>
		<title>Vale (VALE3) tem lucro de US$ 1,25 bilhão no 3T26, queda de 53% com minério mais barato</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/vale-vale3-lucro-terceiro-trimestre-2026</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Oct 2026 00:52:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[B3]]></category>
		<category><![CDATA[balanço da Vale]]></category>
		<category><![CDATA[cobre]]></category>
		<category><![CDATA[Ebitda]]></category>
		<category><![CDATA[lucro da Vale]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado Financeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Mineração]]></category>
		<category><![CDATA[minério de ferro]]></category>
		<category><![CDATA[resultados trimestrais]]></category>
		<category><![CDATA[Samarco]]></category>
		<category><![CDATA[Vale]]></category>
		<category><![CDATA[Vale 3T26]]></category>
		<category><![CDATA[VALE3]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Vale (VALE3) lucra US$ 1,25 bilhão no 3T26, queda de 53%. Receita cresce 2%, mas minério mais barato, custos e tributos pressionam resultado.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>Vale (VALE3)</strong> registrou lucro líquido atribuível aos acionistas de US$ 1,255 bilhão no terceiro trimestre de 2026, uma queda de 53% em relação aos US$ 2,685 bilhões apurados no mesmo período do ano passado. O balanço, divulgado nesta quinta-feira (29 de outubro), mostra que a mineradora perdeu rentabilidade apesar do crescimento da receita, pressionada pela redução dos preços do minério de ferro, pelo aumento dos custos operacionais e por efeitos contábeis relacionados à Samarco e aos tributos sobre o lucro.</p>
<p>Entre julho e setembro, a receita líquida de vendas alcançou US$ 10,599 bilhões, avanço de 2% na comparação anual. Entretanto, o Ebitda proforma, indicador utilizado pela companhia para acompanhar seu desempenho operacional, caiu 20%, de US$ 4,399 bilhões para US$ 3,508 bilhões. O resultado evidencia que a ampliação do faturamento não foi suficiente para compensar o encarecimento das operações e a menor remuneração obtida com a venda de minério de ferro.</p>
<p>A redução do lucro corresponde a aproximadamente US$ 1,43 bilhão em relação ao terceiro trimestre de 2025. Na comparação com o segundo trimestre deste ano, quando a Vale havia registrado US$ 1,375 bilhão, o recuo foi de 9%. Apesar da deterioração da rentabilidade, a empresa manteve suas projeções de produção para 2026 e informou que continua gerando caixa suficiente para sustentar investimentos e compromissos financeiros.</p>
<h2>Preço do minério de ferro cai 10% e reduz margem da Vale</h2>
<p>O principal fator operacional por trás da queda dos resultados foi a redução dos preços realizados com a venda de minério de ferro. A Vale recebeu, em média, US$ 85,10 por tonelada de finos no terceiro trimestre, valor 10% inferior tanto ao registrado um ano antes quanto ao observado entre abril e junho de 2026.</p>
<p>O desempenho refletiu preços internacionais menos favoráveis e ajustes temporários associados às condições comerciais de parte das vendas. Como o minério de ferro continua sendo a principal fonte de receitas da companhia, mudanças relativamente pequenas no preço por tonelada podem produzir efeitos expressivos sobre a geração de caixa e as margens operacionais.</p>
<p>A divisão de Soluções de Minério de Ferro apresentou receita líquida de US$ 7,767 bilhões, redução de 8% na comparação anual. Esse segmento respondeu por aproximadamente 73% do faturamento consolidado da mineradora no trimestre, proporção calculada a partir dos números divulgados pela empresa.</p>
<p>O Ebitda ajustado dessa divisão caiu 34%, para US$ 2,633 bilhões. Considerando apenas os finos de minério de ferro, a redução foi ainda mais acentuada: o indicador recuou 39%, de US$ 3,418 bilhões para US$ 2,078 bilhões.</p>
<p>Segundo a demonstração apresentada pela Vale, os menores preços realizados reduziram o Ebitda dos finos de minério de ferro em US$ 705 milhões na comparação anual. O encarecimento do frete representou impacto adicional de US$ 273 milhões, enquanto a valorização do real produziu efeito negativo de US$ 66 milhões. Custos e despesas maiores também contribuíram para a deterioração, parcialmente compensada pelo aumento dos volumes vendidos.</p>
<h2>Custos de produção e frete marítimo aumentam pressão sobre o resultado</h2>
<p>A queda dos preços ocorreu simultaneamente ao aumento dos custos de produção e transporte. O custo caixa C1 do minério de ferro atingiu US$ 23,10 por tonelada, crescimento de 12% em relação ao terceiro trimestre de 2025.</p>
<p>A companhia atribuiu parte desse aumento ao encarecimento do diesel, à valorização da moeda brasileira durante o período e às condições operacionais de suas minas. A apreciação do real eleva, quando expressas em dólares, determinadas despesas realizadas no Brasil, reduzindo a margem obtida com receitas denominadas na moeda americana.</p>
<p>O custo total <em>all-in</em> de minério de ferro e pelotas, indicador que incorpora despesas adicionais de produção, logística e outros componentes, chegou a US$ 60,40 por tonelada, alta de 21% na comparação anual.</p>
<p>O transporte marítimo também ficou mais caro. O aumento dos preços do combustível utilizado pelos navios, conhecido como bunker, pressionou as despesas de frete em um trimestre marcado por preços mais elevados de petróleo.</p>
<p>Para reduzir essa exposição, a Vale utilizou contratos de proteção relacionados ao petróleo Brent e instrumentos financeiros de frete. De acordo com o relatório, essas estratégias geraram benefício econômico de US$ 97 milhões no trimestre, equivalente a aproximadamente US$ 1,40 por tonelada de minério de ferro transportado.</p>
<p>Considerando esse efeito, o custo <em>all-in</em> ajustado seria de aproximadamente US$ 59 por tonelada. O benefício, contudo, não foi suficiente para neutralizar integralmente a pressão dos combustíveis, do transporte e das demais despesas operacionais.</p>
<h2>Samarco e impostos reduzem lucro em centenas de milhões de dólares</h2>
<p>Além da deterioração operacional, o lucro líquido da Vale foi afetado por ajustes contábeis e tributários relevantes.</p>
<p>A empresa informou que o resultado de participações em coligadas e empreendimentos controlados em conjunto sofreu impacto negativo associado principalmente a um ajuste de US$ 322 milhões na provisão da Samarco, mineradora da qual a Vale é acionista.</p>
<p>O efeito está relacionado à contabilização das obrigações da empresa e não deve ser confundido com um desembolso de caixa de igual valor realizado durante o trimestre. A distinção é relevante porque alterações em provisões e resultados de equivalência patrimonial podem reduzir o lucro contábil sem representar necessariamente uma saída imediata de recursos.</p>
<p>Outro fator foi o aumento dos tributos sobre o lucro. Segundo a Vale, os resultados tributários foram prejudicados principalmente por um efeito de US$ 276 milhões decorrente de variações cambiais sobre prejuízos fiscais registrados em subsidiárias.</p>
<p>No demonstrativo consolidado, a companhia contabilizou despesa de US$ 259 milhões com tributos sobre o lucro, ante um efeito positivo de US$ 83 milhões no terceiro trimestre de 2025.</p>
<p>Essas pressões foram parcialmente compensadas por ganhos financeiros. A marcação a <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341632">mercado</a> e a liquidação de instrumentos derivativos produziram melhora de US$ 610 milhões na comparação anual, contribuindo para reduzir o impacto negativo dos custos operacionais, dos tributos e dos ajustes associados às participações societárias.</p>
<p>O lucro líquido proforma, que desconsidera determinados itens não recorrentes, também ficou em US$ 1,255 bilhão, recuo de 54% em relação ao resultado comparável de US$ 2,744 bilhões registrado um ano antes.</p>
<h2>Produção de minério cai 6%, mas vendas permanecem estáveis</h2>
<p>O balanço também revelou uma redução da produção de minério de ferro. A Vale produziu 88,4 milhões de toneladas no terceiro trimestre, volume 6% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.</p>
<p>A principal contribuição para o recuo veio do Sistema Norte, especialmente das operações de Serra Norte, que enfrentaram menor disponibilidade de minério bruto e restrições operacionais em determinadas áreas de lavra.</p>
<p>A companhia informou que a produção em Serra Norte caiu 31% na comparação anual. Parte dessa redução foi compensada pelo desempenho de Serra Sul, que alcançou novo recorde trimestral, e pela contribuição crescente dos projetos Capanema e VGR1.</p>
<p>Apesar da produção menor, as vendas totais de minério de ferro permaneceram praticamente estáveis, com avanço de 0,3 milhão de toneladas em relação ao terceiro trimestre do ano passado. O resultado indica que a companhia conseguiu preservar os embarques mesmo diante das restrições de produção.</p>
<p>A fabricação de pelotas apresentou desempenho mais favorável, alcançando 8,6 milhões de toneladas, crescimento de 7% na comparação anual. O preço realizado desse produto atingiu US$ 134 por tonelada, alta de 2% em relação ao mesmo período de 2025.</p>
<p>A Vale reafirmou sua projeção de produzir entre 335 milhões e 345 milhões de toneladas de minério de ferro em 2026, mas indicou que espera alcançar a parte inferior dessa faixa. Para pelotas, a estimativa permanece entre 30 milhões e 34 milhões de toneladas, com expectativa de desempenho próximo ao ponto médio.</p>
<h2>Cobre cresce 66% em resultado operacional e compensa parte das perdas</h2>
<p>Enquanto a divisão de minério de ferro enfrentou deterioração das margens, as operações de metais básicos apresentaram crescimento expressivo.</p>
<p>A Vale Base Metals registrou receita líquida de US$ 2,832 bilhões no terceiro trimestre, avanço de 42% em relação ao mesmo período de 2025. O Ebitda ajustado da divisão cresceu 61%, alcançando US$ 1,105 bilhão.</p>
<p>O cobre foi o principal responsável por esse desempenho. O Ebitda ajustado do segmento aumentou 66%, de US$ 614 milhões para US$ 1,021 bilhão, impulsionado principalmente pela elevação dos preços realizados do metal e pelas receitas obtidas com subprodutos.</p>
<p>O preço médio realizado do cobre atingiu US$ 15.314 por tonelada, crescimento de 56% na comparação anual. A valorização ajudou a compensar a redução de 4% nas vendas do metal, afetadas por uma reforma programada do moinho SAG da operação de Sossego.</p>
<p>A produção de cobre ficou em 85,5 mil toneladas, queda de 6% em relação ao terceiro trimestre de 2025. O desempenho foi parcialmente compensado pelos resultados de Salobo, que registrou um recorde de produção para um terceiro trimestre.</p>
<p>No níquel, a produção chegou a 49,7 mil toneladas, crescimento anual de 6%. As vendas aumentaram 16,1%, enquanto o preço médio realizado alcançou US$ 16.898 por tonelada, alta de 9% na mesma comparação.</p>
<p>Entretanto, o Ebitda ajustado do níquel caiu 14%, para US$ 98 milhões, pressionado principalmente pelo aumento dos custos de manutenção, de matérias-primas e de processamento.</p>
<p>A Vale manteve as metas anuais de produção de cobre, entre 360 mil e 380 mil toneladas, e de níquel, entre 185 mil e 200 mil toneladas. Para ambos, a companhia afirmou esperar desempenho na metade superior das respectivas faixas.</p>
<h2>Vale gera US$ 2,23 bilhões de caixa livre apesar da queda do lucro</h2>
<p>A geração de caixa apresentou desempenho diferente do lucro contábil. O fluxo de caixa livre totalizou US$ 2,230 bilhões no terceiro trimestre, queda de 9% em relação aos US$ 2,453 bilhões registrados um ano antes, mas avanço de 48% sobre o segundo trimestre de 2026.</p>
<p>O fluxo de caixa livre recorrente, que exclui determinados efeitos extraordinários, ficou em US$ 1,373 bilhão, recuo anual de 12%.</p>
<p>A diferença entre o lucro líquido e o caixa gerado reflete a natureza distinta dos indicadores. Enquanto o lucro considera efeitos contábeis, depreciação, provisões e ajustes financeiros, o fluxo de caixa acompanha recursos efetivamente gerados e utilizados nas atividades da companhia, segundo os critérios apresentados no relatório.</p>
<p>A geração recorrente foi sustentada por uma liberação de capital de giro, menores pagamentos de impostos e resultados positivos na liquidação de instrumentos derivativos. Segundo a Vale, essas operações financeiras contribuíram com US$ 249 milhões para o caixa do trimestre.</p>
<p>A dívida líquida expandida encerrou setembro em US$ 16,413 bilhões, redução de aproximadamente US$ 264 milhões em relação aos US$ 16,677 bilhões registrados no fim de junho.</p>
<p>O indicador permanece relevante para a avaliação da capacidade financeira da companhia, sobretudo em um período de preços menos favoráveis para o minério de ferro e maiores necessidades de investimento em infraestrutura e projetos de expansão.</p>
<h2>Investimentos ficam em US$ 1,25 bilhão e Vale mantém previsão para 2026</h2>
<p>Os investimentos da mineradora totalizaram US$ 1,250 bilhão no terceiro trimestre, praticamente o mesmo valor registrado no período equivalente de 2025.</p>
<p>Desse montante, US$ 1,064 bilhão foi destinado a projetos de manutenção, enquanto US$ 186 milhões financiaram iniciativas de crescimento e expansão operacional.</p>
<p>Os investimentos acumulados de janeiro a setembro alcançaram US$ 3,467 bilhões, praticamente estáveis em relação aos US$ 3,477 bilhões registrados nos primeiros nove meses do ano passado.</p>
<p>A Vale manteve sua projeção de investimentos anuais entre US$ 5,4 bilhões e US$ 5,7 bilhões, embora tenha indicado expectativa de encerrar 2026 próxima ao limite inferior da faixa.</p>
<p>Para atingir exatamente US$ 5,4 bilhões, a companhia precisaria desembolsar aproximadamente US$ 1,933 bilhão no quarto trimestre, considerando os investimentos já realizados até setembro. O valor representa uma aceleração em relação ao ritmo médio registrado nos nove primeiros meses do ano.</p>
<p>Entre os projetos em andamento está a ampliação da capacidade operacional do S11D, no Pará, por meio do Serra Sul +20 e do Britador de Compactos. As iniciativas devem contribuir para ampliar a flexibilidade do processamento e aumentar a eficiência do sistema a partir de 2027.</p>
<p>Na área de cobre, a empresa também aprovou o projeto de Flotação de Partículas Grossas de Salobo, que prevê ampliar a capacidade de processamento da planta Salobo III de 12 milhões para 18 milhões de toneladas anuais.</p>
<p>A estimativa é acrescentar aproximadamente 30 mil toneladas de cobre e 15 mil onças de ouro por ano à produção. Segundo o relatório, o projeto estava com 17% de avanço físico no terceiro trimestre, com início de operação previsto para o primeiro semestre de 2028.</p>
<h2>Lucro acumulado da Vale cai 27% nos nove primeiros meses de 2026</h2>
<p>A redução dos resultados do terceiro trimestre também afetou o desempenho acumulado da mineradora.</p>
<p>Entre janeiro e setembro, o lucro líquido atribuível aos acionistas atingiu US$ 4,523 bilhões, queda de 27% em comparação com os US$ 6,196 bilhões apurados no mesmo intervalo de 2025.</p>
<p>A receita líquida acumulada, entretanto, cresceu 11%, alcançando US$ 30,355 bilhões. Já o Ebitda ajustado permaneceu praticamente estável, em US$ 10,833 bilhões, enquanto o Ebitda proforma avançou 4%, para US$ 11,469 bilhões.</p>
<p>A comparação mostra que a deterioração do terceiro trimestre foi mais intensa do que a observada no conjunto dos nove primeiros meses do ano. Isso se explica, entre outros fatores, pela combinação de menores preços realizados de minério de ferro e maiores custos no período mais recente.</p>
<p>A margem Ebitda proforma do terceiro trimestre ficou próxima de 33,1%, ante aproximadamente 42,2% um ano antes. O recuo de 9,1 pontos percentuais, calculado a partir da receita líquida e do indicador operacional divulgado pela companhia, mostra a dimensão da perda de rentabilidade apesar do crescimento do faturamento consolidado.</p>
<h2>Resultado da Vale será discutido com investidores nesta sexta-feira</h2>
<p>A Vale programou para sexta-feira (30), às 11h, no horário de Brasília, uma teleconferência com investidores e analistas para apresentar os resultados do terceiro trimestre de 2026.</p>
<p>A reunião deverá permitir esclarecimentos sobre a evolução dos custos operacionais, a recuperação da produção em Serra Norte, o desempenho dos metais básicos e as expectativas de investimento para o encerramento do exercício.</p>
<p>O presidente da Vale, Gustavo Pimenta, afirmou no comunicado de resultados que a estratégia de frete, os instrumentos de proteção financeira e a flexibilidade do portfólio contribuíram para preservar a geração de caixa. O executivo também destacou o avanço dos projetos em Serra Sul e Salobo como parte dos esforços para ampliar a competitividade da companhia.</p>
<p>Para os próximos meses, a evolução dos preços internacionais do minério de ferro continuará sendo determinante para a rentabilidade do principal negócio da mineradora. A perspectiva de recuperação operacional em determinadas minas também poderá influenciar os volumes produzidos e os custos unitários.</p>
<p>O balanço divulgado nesta quinta-feira mostra uma Vale com crescimento de receita e expansão expressiva dos resultados de cobre, mas ainda pressionada pela combinação de preços menores do minério de ferro, custos de transporte mais elevados e ajustes contábeis que reduziram o lucro líquido em mais da metade na comparação anual.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Vale S.A. — Relatório de Desempenho do Terceiro Trimestre de 2026, divulgado em 29 de outubro, com demonstrações financeiras, resultados consolidados e indicadores operacionais.</em></p>
<p><em>Vale S.A. — Divulgação oficial dos resultados financeiros do 3T26, com informações sobre produção, preços realizados, custos, geração de caixa, investimentos e metas operacionais.</em></p>
<p><em>Vale S.A. — Demonstrativo de reconciliação do Ebitda proforma e do lucro líquido, incluindo efeitos relacionados à Samarco, tributos e instrumentos derivativos.</em></p>
<p><em>Vale S.A. — Relatório de investimentos e projetos de crescimento, com informações sobre Serra Sul +20, S11D e expansão de Salobo.</em></p>
<p><em>Vale S.A. — Calendário oficial de divulgação de resultados e teleconferência com investidores referente ao terceiro trimestre de 2026.</em></p>
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		<item>
		<title>Eleições 2026: PL elege 363 candidatos, PT chega a 223 e amplia-se disputa pelo poder</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/eleicoes-2026-candidatos-eleitos-partidos-pl-pt</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Oct 2026 00:10:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Câmara dos Deputados]]></category>
		<category><![CDATA[Congresso Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições 2026]]></category>
		<category><![CDATA[Flávio Bolsonaro]]></category>
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		<category><![CDATA[Lula]]></category>
		<category><![CDATA[mapa do poder]]></category>
		<category><![CDATA[partidos políticos]]></category>
		<category><![CDATA[PL]]></category>
		<category><![CDATA[PT]]></category>
		<category><![CDATA[Senado Federal]]></category>
		<category><![CDATA[TSE]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Eleições 2026: PL conquista 363 mandatos e PT chega a 223. Veja quantos candidatos cada partido elegeu para o Congresso e os governos estaduais.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>As eleições de 2026 deixaram um cenário político em que a vitória para a Presidência da República não acompanhou o desempenho dos partidos nas disputas legislativas e estaduais. Embora Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenha derrotado Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno, foi a legenda do senador que conquistou o maior número de mandatos para o Congresso Nacional, governos estaduais e assembleias legislativas.</p>
<p>O PL elegeu <strong>363 candidatos em 2026, contra 236 em 2022</strong>, crescimento de 53,8%. O PT também avançou, passando de 196 para 223 eleitos, alta de 13,8%, e ficou com a segunda maior representação partidária do país. Os totais consideram os cargos eletivos federais e estaduais, incluindo as vice-governadorias e os integrantes da chapa presidencial vencedora.</p>
<p>A maior diferença entre os dois partidos está no Legislativo. O PL conquistou 121 cadeiras na Câmara dos Deputados, 212 nas assembleias legislativas e na Câmara Legislativa do Distrito Federal e 19 no Senado. Também elegeu seis governadores e cinco vice-governadores. O PT garantiu 70 deputados federais, 141 estaduais e distritais, seis senadores, quatro governadores e uma vice-governadoria, além da Presidência da República.</p>
<p>A nova distribuição dos mandatos coloca o PL na liderança das bancadas eleitas para a Câmara e amplia sua presença nos governos estaduais. Para Lula, que iniciará seu novo mandato em janeiro de 2027, o resultado significa a necessidade de negociar com outras legendas para formar maioria no Congresso.</p>
<h2>PL conquista 121 cadeiras na Câmara e amplia vantagem sobre o PT</h2>
<p>O PL terá a maior bancada da Câmara dos Deputados na legislatura que começa em fevereiro de 2027. Com 121 parlamentares, o partido ocupará 23,6% das 513 cadeiras da Casa. O PT, que elegeu 70 deputados, terá 13,6% das vagas.</p>
<p>Na comparação com 2022, o PL ampliou sua representação em 23 cadeiras, considerando os 98 deputados registrados na base histórica atualizada do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O crescimento petista foi mais discreto, de 69 para 70 representantes.</p>
<p>A diferença se acentuou nas assembleias legislativas. O PL passou de 126 deputados estaduais e distritais eleitos em 2022 para 212 em 2026, um ganho de 86 mandatos. O PT avançou de 117 para 141, acrescentando 24 representantes.</p>
<p>O crescimento das bancadas, porém, não ocorreu de maneira uniforme. No Nordeste, o PL passou de 24 deputados federais eleitos em 2022 para 19 neste ano. O PT também perdeu uma cadeira na região, recuando de 21 para 20, mas terminou com uma representação maior que a do PL.</p>
<p>Os resultados mostram diferenças importantes entre o desempenho nacional dos partidos e sua distribuição regional. Enquanto algumas unidades da Federação contribuíram para ampliar as bancadas, outras registraram perdas em relação à eleição anterior.</p>
<h2>PSD e Novo ganham espaço; União Brasil, PDT e PSDB recuam</h2>
<p>A redistribuição dos mandatos também atingiu outras legendas. O PSD passou de 125 para 153 eleitos nos cargos titulares, enquanto o Novo ampliou sua representação de nove para 28. Ambos terminaram as eleições com mais espaço nas instituições federais e estaduais.</p>
<p>O Podemos conquistou 77 mandatos, mas a comparação com 2022 exige considerar a incorporação do PSC. Naquele ano, o Podemos havia elegido 42 candidatos e o PSC, outros 27. Somadas as duas legendas, eram 69 representantes, número que subiu para 77 nesta eleição.</p>
<p>Na direção contrária, o União Brasil passou de 165 para 122 eleitos, uma redução de 43 mandatos. O PDT caiu de 60 para 31, enquanto o PSDB recuou de 72 para 41.</p>
<p>As diferenças refletem tanto o desempenho eleitoral quanto mudanças na organização dos partidos. Fusões, incorporações e migrações partidárias alteraram a composição de algumas legendas entre 2022 e 2026, o que precisa ser considerado na comparação.</p>
<h2>PL passa a governar seis estados; PT mantém quatro</h2>
<p>Nos governos estaduais, o PL ampliou sua presença de dois para seis governadores eleitos. A legenda comandará Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima e Santa Catarina a partir de janeiro de 2027.</p>
<p>O PSD aparece na sequência, com cinco governadores, nos estados do Amapá, Amazonas, Maranhão, Pernambuco e Sergipe. PP e Republicanos conquistaram quatro governos cada.</p>
<p>O PT manteve quatro administrações estaduais, com vitórias na Bahia, Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte. O partido preservou sua presença nesses estados, mesmo diante das mudanças na distribuição nacional dos mandatos.</p>
<p>União Brasil e PSB, que haviam elegido quatro e três governadores, respectivamente, em 2022, não conquistaram nenhum governo estadual em 2026.</p>
<p>As vice-governadorias também passaram por mudanças. O PSD avançou de duas para seis, enquanto o PL passou de uma para cinco. O MDB reduziu sua participação de sete para quatro vice-governadores.</p>
<p>Embora esses cargos não representem o comando direto das administrações estaduais, sua distribuição indica a participação das legendas nas alianças que venceram as disputas pelos governos.</p>
<h2>PL conquista 19 das 54 vagas disputadas no Senado</h2>
<p>O resultado do Senado também favoreceu o crescimento do PL. Das 54 cadeiras em disputa neste ano, o partido conquistou 19, equivalente a 35,2% das vagas. Em 2022, quando foram escolhidos 27 senadores, a legenda havia elegido oito, correspondentes a 29,6% das cadeiras disputadas naquela ocasião.</p>
<p>O PT passou de quatro para seis senadores eleitos, embora sua participação percentual tenha recuado de 14,8% para 11,1%. A diferença está relacionada ao número de vagas disponíveis em cada eleição, já que o Senado renova alternadamente um terço e dois terços de sua composição.</p>
<p>O MDB conquistou sete vagas em 2026. PP, PSB, União Brasil e Novo elegeram três senadores cada. Republicanos, PSD, PSDB e Podemos obtiveram dois mandatos por legenda, enquanto Rede e PDT conquistaram uma cadeira cada.</p>
<p>Considerando também os parlamentares cujos mandatos seguem até 2031 e as substituições decorrentes das eleições estaduais, o PL deverá iniciar a próxima legislatura com 29 dos 81 senadores. O PT terá dez representantes, segundo a composição divulgada pelo Senado Federal após o segundo turno.</p>
<p>A nova formação da Casa terá influência nas votações de projetos, na análise de indicações para cargos públicos e nas propostas que dependem de aprovação do Congresso.</p>
<h2>Vitória de Lula não garante maioria parlamentar ao PT</h2>
<p>A reeleição de Lula, confirmada pelo TSE em 25 de outubro, assegurou ao PT mais quatro anos na Presidência, mas não uma maioria própria na Câmara dos Deputados.</p>
<p>Com 70 parlamentares, o partido dependerá de alianças para aprovar projetos. Mesmo considerando os 11 deputados eleitos pelo PCdoB e os sete do PV, que integram a Federação Brasil da Esperança, o grupo terá 88 cadeiras, número distante das 257 necessárias para formar uma maioria absoluta na Casa.</p>
<p>O PL, com 121 deputados, também não terá votos suficientes para controlar sozinho as decisões parlamentares. Sua bancada, entretanto, será a maior entre os partidos e terá participação relevante nas negociações sobre a agenda legislativa.</p>
<p>Nesse ambiente, legendas como MDB, PSD, PP, Republicanos e União Brasil continuarão importantes para a formação de maiorias. O posicionamento desses partidos poderá variar conforme os projetos apresentados, as alianças políticas e os interesses dos estados.</p>
<p>A composição do Senado acrescenta outra dificuldade para o governo. Além dos parlamentares eleitos em outubro, a Casa contará com os senadores escolhidos em 2022, que permanecerão em seus mandatos até 2031.</p>
<p>A aprovação de propostas de emenda à Constituição, por exemplo, exige pelo menos 308 votos na Câmara e 49 no Senado, em dois turnos de votação em cada Casa. Sem esses apoios, o governo não conseguirá promover alterações constitucionais, independentemente de ter vencido a eleição presidencial.</p>
<h2>Novo mapa político definirá as negociações a partir de 2027</h2>
<p>O resultado das eleições colocou PT e PL em posições distintas na estrutura <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341614">política</a> brasileira. Lula permanecerá na Presidência da República, enquanto seu partido preservou quatro governos estaduais e ampliou a representação parlamentar. O PL, por sua vez, saiu da disputa com a maior bancada eleita da Câmara, a maior representação prevista no Senado e seis governos estaduais.</p>
<p>A presença de outras legendas também terá peso nas decisões políticas. Partidos com bancadas numerosas e participação em governos estaduais poderão negociar apoio a projetos e influenciar a composição das alianças no Congresso.</p>
<p>A partir de janeiro, com a posse do presidente e dos governadores, e de fevereiro, com o início da nova legislatura, essa distribuição de mandatos passará a orientar as negociações entre Executivo e Legislativo.</p>
<p>A eleição presidencial definiu quem comandará o Palácio do Planalto pelos próximos quatro anos. Já os resultados para deputados, senadores e governadores mostram que o exercício do poder continuará dividido entre diferentes partidos, exigindo acordos para a aprovação das principais propostas do governo.</p>
<p><strong>Nota metodológica:</strong> Os totais gerais de 363 eleitos pelo PL e 223 pelo PT incluem os cargos de vice-governador e os integrantes da chapa presidencial vencedora. Nas comparações históricas de representação partidária, são considerados os cargos titulares. A análise também leva em conta incorporações e fusões partidárias ocorridas entre 2022 e 2026. Na eleição anterior, o Senado renovou 27 cadeiras; neste ano, foram 54.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p>Tribunal Superior Eleitoral (TSE) — Resultados oficiais das eleições gerais de 2026 e dados históricos de 2022.</p>
<p>Tribunal Superior Eleitoral (TSE) — Portal de Dados Abertos e totalização dos resultados eleitorais.</p>
<p>Câmara dos Deputados — Resultado das eleições para deputado federal e composição das bancadas de 2027.</p>
<p>Câmara dos Deputados — Distribuição dos governos estaduais por partido após as eleições de 2026.</p>
<p>Senado Federal — Resultado das eleições para o Senado e composição partidária prevista para fevereiro de 2027.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Por que Trump critica o Pix? Entenda a disputa entre Brasil e Estados Unidos</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/por-que-trump-critica-pix-disputa-brasil-eua</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Álvaro Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Oct 2026 23:45:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Banco Central]]></category>
		<category><![CDATA[concorrência]]></category>
		<category><![CDATA[Donald Trump]]></category>
		<category><![CDATA[economia brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
		<category><![CDATA[meios de pagamento]]></category>
		<category><![CDATA[PIX]]></category>
		<category><![CDATA[tarifas comerciais]]></category>
		<category><![CDATA[USTR]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entenda por que Trump critica o Pix, como o sistema brasileiro afeta o mercado de cartões e o que está em jogo na disputa comercial entre Brasil e EUA.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O <strong>Pix</strong>, sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central, tornou-se um dos pontos de atrito nas relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos. A administração do presidente americano <strong>Donald Trump</strong> acusa o país de favorecer uma infraestrutura pública de pagamentos em detrimento de <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341612">empresas</a> privadas, incluindo companhias americanas que atuam no processamento de transações financeiras.</p>
<p>A controvérsia vai além da popularidade do Pix entre os brasileiros. O sistema alterou a dinâmica do <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341608">mercado</a> ao permitir transferências e pagamentos em segundos, com gratuidade como regra para pessoas físicas e custos geralmente inferiores aos de meios tradicionais. Sua expansão ampliou a concorrência com cartões de débito e crédito e outros serviços que cobram tarifas de estabelecimentos comerciais.</p>
<p>Em junho de 2026, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) concluiu que determinadas práticas brasileiras relacionadas ao comércio digital e aos serviços de pagamento eletrônico prejudicavam interesses comerciais americanos. No mês seguinte, Washington anunciou tarifas adicionais de 25% sobre determinados produtos brasileiros, como resultado de uma investigação que também envolveu outras áreas da relação bilateral.</p>
<p>O episódio colocou o Pix no centro de uma discussão econômica mais ampla: <strong>quem controla a infraestrutura utilizada para movimentar dinheiro e como a expansão de um sistema público interfere nos <a class="wpil_keyword_link" title="Negócios" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341611">negócios</a> de empresas privadas que atuam no mercado financeiro.</strong></p>
<h2>Por que o Pix incomoda o governo de Donald Trump?</h2>
<p>A principal objeção apresentada oficialmente pelo governo americano está relacionada às condições de concorrência no mercado de pagamentos. Washington sustenta que políticas brasileiras favoreceriam o Pix, criando desvantagens para prestadores de serviços eletrônicos concorrentes, inclusive os sediados nos Estados Unidos.</p>
<p>O posicionamento aparece nos documentos da investigação comercial aberta em 15 de julho de 2025, com fundamento na Seção 301 da legislação americana. O procedimento permite avaliar práticas de outros países consideradas discriminatórias ou prejudiciais ao comércio dos Estados Unidos.</p>
<p>Em junho de 2026, o USTR afirmou que o Brasil havia beneficiado seu sistema nacional de pagamentos em detrimento de empresas americanas. A avaliação faz parte da posição oficial de Washington e não representa, por si só, uma conclusão independente de que o Pix viole regras internacionais de concorrência.</p>
<p>A investigação não foi direcionada exclusivamente ao sistema brasileiro. Também examinou questões envolvendo plataformas digitais, tarifas comerciais, propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol, políticas anticorrupção e desmatamento ilegal.</p>
<p>Embora a disputa seja frequentemente apresentada como uma oposição pessoal de Trump ao Pix, os documentos oficiais demonstram uma controvérsia comercial e regulatória. Não há elementos suficientes para atribuir ao presidente americano uma motivação pessoal específica em relação à tecnologia brasileira.</p>
<h2>Como o Pix mudou a circulação do dinheiro no Brasil</h2>
<p>Lançado em novembro de 2020, o Pix transformou os pagamentos cotidianos ao permitir que consumidores e empresas movimentem recursos diretamente entre contas mantidas em instituições participantes. As operações funcionam 24 horas por dia, inclusive em fins de semana e feriados, e normalmente são concluídas em poucos segundos.</p>
<p>Antes da sua implementação, transferências entre diferentes bancos dependiam principalmente de modalidades como TED e DOC, sujeitas a horários de funcionamento, prazos e eventuais tarifas. Nas compras, cartões e dinheiro físico ocupavam uma parcela importante das operações.</p>
<p>O Pix estabeleceu outra possibilidade. Uma loja pode receber o pagamento por QR Code e ter o dinheiro disponível quase imediatamente, sem depender necessariamente de uma operação processada pelas redes tradicionais de cartões.</p>
<p>Isso não significa que todas as transações ocorram sem intermediários. Bancos, cooperativas, instituições de pagamento e fintechs continuam responsáveis por oferecer o serviço aos clientes, enquanto o Banco Central estabelece as regras e opera a infraestrutura central de liquidação.</p>
<p>A mudança foi significativa porque criou um meio de pagamento amplamente acessível, com características que diminuem a dependência de determinados serviços financeiros privados.</p>
<h2>Por que empresas de cartões podem perder receitas com o Pix?</h2>
<p>O modelo econômico das redes de cartões envolve diferentes participantes, como bancos emissores, credenciadoras, estabelecimentos comerciais e bandeiras internacionais. Parte da remuneração dessas empresas está associada às tarifas cobradas pelas transações.</p>
<p>Quando um consumidor substitui uma compra no cartão de débito por um Pix, o pagamento deixa de percorrer a mesma estrutura de processamento e remuneração. Para o comerciante, isso pode representar redução de custos, dependendo das tarifas praticadas pela instituição financeira.</p>
<p>Empresas americanas, como Visa e Mastercard, possuem participação importante no mercado global de cartões. A expansão de sistemas alternativos de pagamento cria um ambiente de concorrência no qual consumidores e comerciantes passam a dispor de outras opções para movimentar dinheiro.</p>
<p>Essa substituição, entretanto, não é automática em todas as situações. Cartões de crédito continuam oferecendo funcionalidades como parcelamento, programas de benefícios e mecanismos próprios de financiamento, que não são equivalentes a uma transferência instantânea convencional.</p>
<p>O crescimento do Pix também não significa que toda receita anteriormente obtida com cartões tenha desaparecido. Os diferentes instrumentos permanecem em operação e podem atender a necessidades distintas.</p>
<p>A disputa econômica envolve, portanto, tanto a concorrência pelos pagamentos realizados atualmente quanto a capacidade das empresas de preservar participação em um mercado cuja infraestrutura está mudando.</p>
<h2>Pix movimentou R$ 3,8 trilhões em setembro de 2026</h2>
<p>A dimensão alcançada pelo sistema ajuda a explicar sua importância para o mercado financeiro. Segundo dados do Banco Central, o Pix registrou <strong>mais de 7,8 bilhões de transações em setembro de 2026</strong>, com movimentação superior a <strong>R$ 3,8 trilhões</strong>.</p>
<p>No mesmo mês, mais de 150 milhões de pessoas físicas utilizaram o serviço. O volume inclui transferências entre pessoas, pagamentos a empresas e outras operações realizadas por meio da infraestrutura de pagamentos instantâneos.</p>
<p>Os números indicam que o Pix deixou de ser apenas uma alternativa para pequenas transferências e passou a integrar de maneira estrutural a movimentação financeira brasileira.</p>
<p>Sua adoção também criou oportunidades para bancos digitais, fintechs e empresas de tecnologia desenvolverem serviços associados à cobrança, à gestão financeira e à automatização de pagamentos.</p>
<p>Com isso, o sistema passou a influenciar não apenas a relação entre consumidores e bancos, mas também a organização comercial de empresas de diferentes setores da <a class="wpil_keyword_link" title="Economia" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341609">economia</a>.</p>
<h2>Estados Unidos aplicaram tarifas após investigação que incluiu o Pix</h2>
<p>A controvérsia ganhou consequências comerciais concretas em 2026. Em 1º de junho, o USTR anunciou a conclusão de sua análise sobre determinadas políticas brasileiras e considerou justificadas medidas de resposta previstas na Seção 301.</p>
<p>Em 15 de julho, o governo Trump anunciou a imposição de tarifas adicionais de 25% sobre produtos brasileiros, com exceções para determinadas mercadorias. A cobrança entrou em vigor em 22 de julho.</p>
<p>O Pix foi um dos temas examinados no procedimento, mas <strong>não é correto afirmar que a tarifa de 25% tenha sido aplicada exclusivamente por causa do sistema de pagamentos</strong>. A decisão americana foi fundamentada em um conjunto de questionamentos sobre práticas comerciais e regulatórias brasileiras.</p>
<p>A medida demonstrou, contudo, que a divergência envolvendo os serviços financeiros digitais passou a integrar uma disputa comercial com efeitos sobre outros setores da economia.</p>
<p>Para os exportadores brasileiros atingidos, a sobretaxa representa um encarecimento dos produtos no mercado americano. Já para o sistema de pagamentos, a pressão se concentra nas regras de funcionamento, na participação de concorrentes e no papel do Banco Central como operador e regulador.</p>
<h2>O governo americano quer acabar com o Pix?</h2>
<p>A documentação oficial americana questiona o tratamento regulatório dado ao Pix e seus possíveis efeitos sobre empresas concorrentes, mas não estabelece uma determinação para extinguir o sistema brasileiro.</p>
<p>A distinção é importante. Uma reivindicação por condições consideradas mais equilibradas de concorrência não corresponde necessariamente a uma exigência para retirar o serviço de funcionamento.</p>
<p>O governo brasileiro, por sua vez, defende o Pix como uma infraestrutura pública destinada a ampliar a eficiência dos pagamentos, reduzir custos e facilitar o acesso da população aos serviços financeiros.</p>
<p>Existe ainda uma diferença entre a gratuidade para o consumidor e a ausência de custos em toda a cadeia. O Banco Central estabelece hipóteses em que instituições podem cobrar tarifas, especialmente em operações comerciais e serviços prestados a pessoas jurídicas.</p>
<p>Assim, a questão central não é simplesmente a existência de pagamentos gratuitos, mas a forma como o mercado é organizado e como suas regras afetam instituições públicas e privadas.</p>
<h2>O que a disputa entre Trump e o Pix significa para os brasileiros?</h2>
<p>Para quem utiliza o Pix no cotidiano, a investigação americana não implica, por si só, cobrança de tarifas sobre transferências pessoais, suspensão de operações ou mudança imediata nas regras do serviço.</p>
<p>O sistema continua funcionando segundo as normas estabelecidas pelo Banco Central, que mantém a gratuidade como regra para pessoas físicas, ressalvadas as exceções previstas na regulamentação.</p>
<p>O conflito pode ganhar relevância caso negociações comerciais ou medidas regulatórias futuras resultem em alterações nas condições de participação das empresas no mercado brasileiro de pagamentos. Qualquer mudança concreta dependerá de decisões posteriores das autoridades competentes.</p>
<p>A divergência também evidencia uma transformação mais ampla da economia digital. Os sistemas utilizados para transferir recursos deixaram de ser apenas instrumentos operacionais e passaram a ocupar espaço nas discussões internacionais sobre concorrência, tecnologia e <a class="wpil_keyword_link" title="Política" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341610">política</a> comercial.</p>
<p>No caso brasileiro, a rápida expansão do Pix colocou o Banco Central como responsável por uma infraestrutura que movimenta trilhões de reais mensalmente e concorre com alternativas privadas. Para os Estados Unidos, o debate envolve o acesso de suas empresas a esse mercado e as regras aplicadas aos diferentes prestadores.</p>
<p><strong>O que está documentado, portanto, não é uma tentativa comprovada de Trump de acabar com o Pix, mas uma disputa sobre concorrência e controle da infraestrutura financeira, que passou a integrar as tensões comerciais entre os dois países.</strong></p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p>Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) — Abertura da investigação sob a Seção 301, 15 de julho de 2025.</p>
<p>USTR — Determinação sobre práticas comerciais brasileiras, 1º de junho de 2026.</p>
<p>USTR — Anúncio das medidas comerciais contra o Brasil, 15 de julho de 2026.</p>
<p>Federal Register — Aviso de aplicação das tarifas adicionais, 20 de julho de 2026.</p>
<p>Banco Central do Brasil — Pix em números, estatísticas referentes a setembro de 2026.</p>
<p>Banco Central do Brasil — Regulamentação do Pix, funcionamento e regras de tarifas.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Contas do governo têm superávit de R$ 4,8 bilhões em setembro, melhor resultado em três anos</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/contas-governo-superavit-setembro-2026</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antônio Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Oct 2026 22:47:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[arrecadação federal]]></category>
		<category><![CDATA[contas do governo]]></category>
		<category><![CDATA[contas públicas.]]></category>
		<category><![CDATA[déficit público.]]></category>
		<category><![CDATA[governo Lula]]></category>
		<category><![CDATA[meta fiscal 2026]]></category>
		<category><![CDATA[precatórios]]></category>
		<category><![CDATA[resultado fiscal]]></category>
		<category><![CDATA[superávit primário]]></category>
		<category><![CDATA[Tesouro Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Contas do governo registram superávit de R$ 4,8 bilhões em setembro, melhor saldo em três anos, mas déficit acumulado em 2026 chega a R$ 90,2 bilhões.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As <strong>contas do governo federal registraram superávit primário de R$ 4,839 bilhões em setembro de 2026</strong>, o melhor resultado para o mês desde 2023. Os números foram divulgados nesta quinta-feira (29) pela Secretaria do Tesouro Nacional e representam uma recuperação em relação a setembro do ano passado, quando houve déficit de R$ 14,4 bilhões, em valores nominais.</p>
<p>Apesar do desempenho positivo, o Governo Central, que reúne Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social, ainda acumula <strong>déficit primário de R$ 90,2 bilhões entre janeiro e setembro</strong>. O resultado é menos negativo que o registrado no mesmo período de 2025, quando o rombo chegou a R$ 100,3 bilhões, sem correção pela inflação.</p>
<p>A melhora de setembro foi influenciada principalmente pelo crescimento da arrecadação e por uma receita extraordinária de R$ 12,8 bilhões decorrente do cancelamento de precatórios de exercícios anteriores pelo Poder Judiciário. Segundo o secretário do Tesouro Nacional, Daniel Cardoso Leal, os recursos retornaram aos cofres públicos e tiveram papel decisivo no saldo positivo do mês.</p>
<p>O superávit primário ocorre quando as receitas do governo superam suas despesas, desconsiderando os juros da dívida pública. Portanto, um resultado positivo nesse indicador não significa necessariamente redução do endividamento federal.</p>
<h2>Devolução de precatórios impulsiona superávit do governo</h2>
<p>O principal fator para o resultado positivo de setembro foi o ingresso de R$ 12,8 bilhões relacionado a precatórios cancelados pela Justiça. Esses valores, originalmente destinados ao pagamento de obrigações judiciais da União, retornaram ao Tesouro e foram contabilizados entre as receitas não administradas pela Receita Federal.</p>
<p>A importância dessa operação fica evidente porque o montante devolvido superou o próprio superávit registrado no mês. Sem esse ingresso extraordinário, e mantidas as demais receitas e despesas, o resultado primário de setembro teria sido negativo em aproximadamente R$ 8 bilhões.</p>
<p>Além dos precatórios, a arrecadação federal foi beneficiada pelo desempenho do Imposto de Renda e das receitas relacionadas ao setor de petróleo e gás.</p>
<p>As receitas provenientes da exploração de recursos naturais cresceram R$ 5,7 bilhões em termos reais, avanço de 71,9% na comparação anual. O movimento refletiu fatores como a valorização internacional do petróleo, o aumento da produção e a comercialização de óleo e gás da União.</p>
<p>A arrecadação do Imposto de Renda também aumentou R$ 7,3 bilhões acima da inflação, com contribuição relevante dos recolhimentos das <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341607">empresas</a>. O imposto de exportação sobre petróleo bruto gerou outros R$ 2,9 bilhões em setembro.</p>
<h2>Receitas crescem 13,6%, enquanto despesas avançam 2,4%</h2>
<p>De acordo com o Tesouro Nacional, a receita líquida do Governo Central atingiu R$ 204,9 bilhões em setembro, crescimento real de 13,6% em relação ao mesmo mês de 2025. O avanço representou um acréscimo de R$ 24,6 bilhões em valores corrigidos pela inflação.</p>
<p>As despesas totais, por sua vez, somaram R$ 200,1 bilhões, aumento real de 2,4%, equivalente a R$ 4,7 bilhões na mesma comparação.</p>
<p>Entre os principais movimentos das despesas, os créditos extraordinários apresentaram crescimento de R$ 9,9 bilhões, principalmente em razão de medidas adotadas para reduzir os impactos econômicos dos conflitos no Oriente Médio. Os benefícios previdenciários aumentaram R$ 2,1 bilhões.</p>
<p>Em sentido contrário, as despesas discricionárias, sobre as quais o Executivo possui maior margem de decisão, recuaram R$ 8,4 bilhões em termos reais. Também houve redução de R$ 1,5 bilhão nas despesas obrigatórias sujeitas a controle de fluxo.</p>
<p>Na divisão por componentes, Tesouro Nacional e Banco Central apresentaram superávit conjunto de aproximadamente R$ 31 bilhões, enquanto a Previdência Social registrou déficit de R$ 26,2 bilhões.</p>
<h2>Déficit acumulado em 2026 chega a R$ 90,2 bilhões</h2>
<p>Embora setembro tenha apresentado saldo positivo, o resultado acumulado mostra que as despesas federais continuam superiores às receitas ao longo de 2026.</p>
<p>Nos primeiros nove meses do ano, a receita líquida do Governo Central somou R$ 1,874 trilhão, com crescimento real de 6,5% em relação ao mesmo período de 2025. As despesas totais chegaram a R$ 1,965 trilhão, alta de 5,4% acima da inflação.</p>
<p>O déficit de R$ 90,2 bilhões representa uma melhora em relação aos R$ 100,3 bilhões negativos registrados entre janeiro e setembro de 2025, em valores nominais.</p>
<p>Considerando os 12 meses encerrados em setembro, o resultado primário acumulado foi deficitário em R$ 49,5 bilhões, equivalente a 0,38% do Produto Interno Bruto (PIB).</p>
<p>Os números indicam que o crescimento das receitas contribuiu para reduzir o desequilíbrio fiscal, mas ainda não foi suficiente para eliminar o déficit acumulado. Também mostram que parte importante da melhora mensal dependeu de receitas extraordinárias, que não necessariamente se repetirão nos próximos períodos.</p>
<h2>Meta fiscal de 2026 continua sendo desafio para o governo</h2>
<p>Para 2026, a meta fiscal estabelecida pelo governo federal prevê superávit primário equivalente a 0,25% do PIB, estimado em aproximadamente R$ 34,3 bilhões.</p>
<p>O arcabouço fiscal admite uma margem de tolerância de 0,25 ponto percentual para cima ou para baixo em relação ao objetivo central. Dessa forma, o limite inferior da meta corresponde a resultado primário zero, considerado conforme os critérios de apuração previstos na legislação.</p>
<p>As regras fiscais também autorizam a exclusão de determinadas despesas, incluindo pagamentos de precatórios, do cálculo utilizado para verificar o cumprimento da meta. Por isso, o resultado primário efetivamente registrado pode ser diferente daquele considerado para fins de avaliação fiscal.</p>
<p>O superávit de setembro melhora o balanço das contas públicas, mas não assegura o cumprimento da meta anual. O desempenho dos últimos três meses de 2026, a evolução da arrecadação e a execução das despesas continuarão determinantes para o fechamento fiscal do exercício.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p>Secretaria do Tesouro Nacional — Boletim Resultado do Tesouro Nacional, setembro de 2026, divulgado em 29 de outubro de 2026.</p>
<p>Ministério da Fazenda — Governo Central registra superávit de R$ 4,839 bilhões em setembro, divulgado em 29 de outubro de 2026.</p>
<p>Ministério da Fazenda — Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do quarto bimestre de 2026.</p>
<p>Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2026 e regras fiscais aplicáveis à meta de resultado primário.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Ibovespa hoje cai 1,06% e fecha aos 169 mil pontos na quarta queda seguida</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Oct 2026 21:00:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Ibovespa hoje cai 1,06%, fecha aos 169.186 pontos e acumula quatro quedas seguidas, pressionado por bancos, Vale, juros e preocupações fiscais.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O <strong>Ibovespa hoje encerrou o pregão desta quinta-feira (29 de outubro de 2026) em queda de 1,06%, aos 169.186,42 pontos</strong>, completando a quarta sessão consecutiva de perdas na Bolsa brasileira. O principal índice da B3 recuou 1.819,68 pontos em relação ao fechamento anterior, pressionado pelas ações de grandes bancos, da Vale e de <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341619">empresas</a> ligadas ao consumo, enquanto investidores reavaliaram as perspectivas para as contas públicas e a trajetória dos juros.</p>
<p>O resultado ampliou a desvalorização acumulada desde a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no segundo turno realizado em 25 de outubro. Em quatro sessões, o <a class="wpil_keyword_link" title="Ibovespa" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341618">Ibovespa</a> passou de 205.083 pontos, no fechamento da sexta-feira anterior à votação, para o patamar atual, uma perda de aproximadamente 35,9 mil pontos, equivalente a 17,5%. A correção reduziu o ganho acumulado em 2026 para cerca de 5%, após a forte valorização registrada nas semanas que antecederam a eleição.</p>
<p>A sessão começou com uma tentativa de recuperação, mas o movimento perdeu força ainda pela manhã. O Ibovespa chegou à máxima de 171.402,97 pontos, avanço de 0,23%, antes de inverter a direção e atingir 168.765,35 pontos, baixa de 1,31%. A distância de 2.637,62 pontos entre os extremos do pregão evidencia a volatilidade que continua predominando no <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341622">mercado</a> acionário brasileiro.</p>
<h2>Ibovespa perde os 170 mil pontos e acumula queda de 9,21% em outubro</h2>
<p>A trajetória do Ibovespa nesta semana mostra que a pressão vendedora permaneceu mesmo depois da forte correção registrada na segunda-feira (26), quando o índice despencou 13,88%. Na terça-feira (27), houve recuo adicional de 0,51%, seguido por uma baixa de 2,68% na quarta-feira (28). Com a desvalorização desta quinta, a Bolsa passou a acumular perda de 9,21% em outubro.</p>
<p>O movimento ocorre após uma mudança acentuada nas expectativas dos investidores sobre a condução da <a class="wpil_keyword_link" title="Política" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341621">política</a> econômica brasileira. Antes do segundo turno, parte das posições no mercado refletia a possibilidade de uma mudança de governo. Com a confirmação da vitória de Lula, os preços passaram por um processo de reavaliação, acompanhado pela abertura das taxas dos contratos de juros futuros e pela redução da exposição a ações consideradas mais sensíveis ao ambiente doméstico.</p>
<p>A intensidade das vendas também revela diferenças entre os setores. Empresas dependentes do consumo interno, do crédito e de financiamento de longo prazo enfrentaram pressão mais intensa, enquanto algumas companhias industriais conseguiram registrar valorização. O comportamento indica que a queda não ocorreu de maneira uniforme, embora tenha atingido uma parcela significativa das ações negociadas.</p>
<p>A perda acumulada de 17,5% desde 23 de outubro não significa uma redução equivalente nos resultados operacionais das empresas. O desempenho do índice representa a variação das cotações de sua carteira teórica, influenciada pelas expectativas de lucros, pelo custo de capital e pelos preços que investidores estão dispostos a pagar pelos ativos.</p>
<h2>Bancos, Vale e Ambev pressionam o fechamento do Ibovespa</h2>
<p>As instituições financeiras tiveram participação importante no desempenho negativo desta quinta-feira. O <strong>BTG Pactual (BPAC11)</strong> recuou 4,05%, enquanto o <strong>Bradesco (BBDC4)</strong> perdeu 3,54%. O <strong>Banco do Brasil (BBAS3)</strong> caiu 1,97%, e o <strong>Itaú Unibanco (ITUB4)</strong> encerrou o dia com desvalorização de 0,60%.</p>
<p>O setor bancário é particularmente acompanhado em momentos de deterioração das expectativas econômicas porque mudanças nas taxas de juros e no ritmo de atividade podem afetar a demanda por crédito, a inadimplência e o custo de captação. Uma perspectiva de juros elevados durante mais tempo também influencia a avaliação das ações, mesmo quando os bancos continuam apresentando lucros.</p>
<p>Entre as empresas de maior peso no índice, a <strong>Vale (VALE3)</strong> caiu 2,17%, encerrando o pregão próxima de R$ 60,05. A mineradora ficou sob pressão apesar da valorização do minério de ferro na China, enquanto o mercado aguardava a divulgação de seus resultados do terceiro trimestre, programada para depois do fechamento da Bolsa.</p>
<p>A <strong>Petrobras (PETR4)</strong> também terminou o dia em terreno negativo, com recuo de 0,59% nas ações preferenciais. Os papéis ordinários da companhia, negociados como PETR3, apresentaram leve valorização de 0,05%, demonstrando um comportamento distinto entre as duas classes de ações.</p>
<p>Outro destaque negativo foi a <strong>Ambev (ABEV3)</strong>, cujas ações caíram 4,40% após a divulgação dos resultados trimestrais. A companhia informou crescimento orgânico de 7,6% na receita líquida e avanço de 8,9% no Ebitda ajustado, mas a evolução mais modesta dos volumes de cerveja no Brasil contribuiu para uma avaliação menos favorável do desempenho operacional.</p>
<p>Segundo o relatório divulgado pela própria Ambev, o volume de cerveja comercializado no Brasil cresceu 0,5% em comparação com o terceiro trimestre de 2025, enquanto o volume consolidado da empresa avançou 0,8%. O lucro líquido ajustado aumentou 14,3%, para R$ 4,39 bilhões. A combinação desses indicadores ajuda a explicar por que um balanço com crescimento de lucro não impede uma reação negativa das ações quando determinados segmentos apresentam desempenho inferior às expectativas.</p>
<h2>Gerdau (GGBR4), Embraer (EMBJ3) e WEG (WEGE3) lideram as altas</h2>
<p>Apesar da queda geral do mercado, algumas empresas registraram ganhos expressivos. A <strong>Gerdau (GGBR4)</strong> liderou a valorização entre as ações integrantes do Ibovespa, com avanço de 5,69%, encerrando o dia a R$ 25,46. Os papéis da <strong>Metalúrgica Gerdau (GOAU4)</strong> acompanharam o desempenho positivo, subindo 5,16%.</p>
<p>A <strong>Embraer (EMBJ3)</strong> ganhou 5,25%, enquanto a <strong>WEG (WEGE3)</strong> avançou 4,41%. A <strong>Suzano (SUZB3)</strong> também apareceu entre os destaques positivos, com valorização de 3,37%. O desempenho dessas companhias contrastou com o enfraquecimento de empresas mais dependentes das condições de financiamento e consumo no Brasil.</p>
<p>Na outra ponta, a <strong>Minerva (BEEF3)</strong> liderou as perdas da carteira, com baixa de 6,92%. Entre as incorporadoras imobiliárias, a <strong>MRV (MRVE3)</strong> caiu 6,70%, enquanto a <strong>Direcional (DIRR3)</strong> recuou 6,16%. A <strong>Cogna (COGN3)</strong> perdeu 5,85%, e a <strong>Azzas 2154 (AZZA3)</strong> terminou o pregão em queda de 5,60%.</p>
<p>A concentração de perdas em companhias imobiliárias, educacionais e de consumo é compatível com um ambiente de maior pressão sobre as taxas de juros. Esses segmentos costumam apresentar maior sensibilidade às condições de crédito e à capacidade de financiamento de consumidores e empresas, fatores que afetam tanto as perspectivas de crescimento quanto os preços das ações.</p>
<h2>Dados da dívida pública reforçam atenção dos investidores às contas do governo</h2>
<p>A situação fiscal brasileira permaneceu entre os principais fatores acompanhados pelo mercado. Dados divulgados nesta quinta-feira pelo Banco Central mostraram que o setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 5,5 bilhões em setembro, enquanto a dívida bruta do governo geral permaneceu próxima de 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB).</p>
<p>Embora o resultado primário negativo tenha sido menor que o observado em setembro de 2025, o elevado estoque de endividamento continua relevante para a avaliação das perspectivas fiscais. O comportamento dos gastos, da arrecadação e do custo de financiamento da dívida influencia as expectativas sobre a trajetória dos juros e, consequentemente, as avaliações das empresas listadas na B3.</p>
<p>Outro indicador divulgado durante a sessão foi o estoque da Dívida Pública Federal, que alcançou R$ 9,383 trilhões em setembro, segundo o Tesouro Nacional, com crescimento de 0,97% em relação a agosto. O aumento reflete principalmente a incorporação de juros ao estoque dos títulos públicos.</p>
<p>O Tesouro também informou que o Governo Central registrou superávit primário de R$ 4,839 bilhões em setembro, segundo sua metodologia. Esse dado não contradiz o déficit apurado pelo Banco Central para o setor público consolidado, pois os levantamentos abrangem universos e critérios de cálculo diferentes. O resultado positivo do Governo Central teve contribuição de receitas extraordinárias associadas ao cancelamento de precatórios de exercícios anteriores.</p>
<p>A combinação dos indicadores mostra que a melhora pontual de determinados resultados fiscais não elimina a preocupação com o custo da dívida e sua evolução. Para o mercado acionário, essa avaliação se reflete principalmente nas expectativas de juros de médio e longo prazo e no retorno exigido pelos investidores para manter posições em ativos brasileiros.</p>
<h2>Indefinição sobre equipe econômica mantém cautela após reeleição de Lula</h2>
<p>Além dos indicadores fiscais, a composição da equipe econômica do próximo mandato de Lula continua sendo acompanhada pelos investidores. Ainda não foram apresentados os detalhes completos das medidas que orientarão a política fiscal a partir de 2027, o que mantém abertas as discussões sobre despesas públicas, arrecadação e cumprimento das metas fiscais.</p>
<p>Na tarde desta quinta-feira, informações sobre a possibilidade de o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), assumir o Ministério da Fazenda coincidiram com uma recuperação parcial do Ibovespa em relação às mínimas da sessão. A hipótese, entretanto, não foi confirmada oficialmente.</p>
<p>Após o encerramento do pregão, Fonteles afirmou publicamente que não havia tratado com Lula nem com outras pessoas sobre a ocupação de cargos no próximo mandato. O governador também declarou desconhecer uma eventual visita do presidente ao Piauí com essa finalidade. Sua manifestação reforça que não havia definição anunciada sobre o comando da pasta.</p>
<p>A incerteza econômica não depende exclusivamente da escolha do ministro. Investidores também aguardam indicações sobre o planejamento orçamentário, a evolução das despesas obrigatórias e as medidas que poderão ser apresentadas para estabilizar a trajetória do endividamento público.</p>
<h2>Inflação dos Estados Unidos e juros internacionais também pesam sobre a Bolsa</h2>
<p>O ambiente internacional acrescentou pressão ao Ibovespa nesta quinta-feira. O Departamento de Análise Econômica dos Estados Unidos (BEA) informou que o índice de preços de gastos com consumo pessoal, conhecido como PCE, avançou 0,5% em setembro e acumulou inflação de 3,6% em 12 meses.</p>
<p>O resultado permaneceu acima da meta de inflação de 2% perseguida pelo Federal Reserve, banco central norte-americano. O núcleo do indicador, que exclui alimentos e energia, registrou alta de 0,3% no mês e de 3,1% em 12 meses, mostrando que as pressões de preços continuam presentes mesmo fora dos componentes mais voláteis.</p>
<p>Na quarta-feira (28), o Federal Reserve manteve sua faixa de juros entre 3,75% e 4% ao ano. A decisão foi aprovada por dez integrantes do comitê, enquanto dois defenderam uma elevação de 0,25 ponto percentual, sinalizando diferenças de avaliação sobre a intensidade das pressões inflacionárias.</p>
<p>Também nesta quinta-feira, o BEA informou que a <a class="wpil_keyword_link" title="Economia" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341620">economia</a> norte-americana cresceu a uma taxa anualizada de 3,4% no terceiro trimestre de 2026, acima dos 2,2% registrados no trimestre anterior. A combinação de atividade econômica resistente e inflação elevada reforçou as preocupações sobre a possibilidade de manutenção de uma política monetária restritiva.</p>
<p>As bolsas norte-americanas terminaram o dia em queda. O Nasdaq recuou 1,38%, o S&amp;P 500 perdeu aproximadamente 0,30% e o Dow Jones caiu 0,25%. O desempenho negativo ampliou a cautela em relação às ações brasileiras, que já enfrentavam pressões específicas do cenário doméstico.</p>
<p>No Brasil, o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), divulgado pela Fundação Getulio Vargas, avançou 1,47% em outubro, depois de subir 1,57% em setembro. Apesar da desaceleração mensal, o indicador acumulou alta de 5,24% em 12 meses, permanecendo como uma referência adicional para a análise das pressões de preços.</p>
<h2>Ibovespa entra no último pregão de outubro com Vale e política fiscal no radar</h2>
<p>A sexta-feira (30) será o último pregão de outubro e encontrará o Ibovespa abaixo dos 170 mil pontos, após quatro sessões consecutivas de desvalorização. A atenção do mercado estará concentrada na evolução das expectativas fiscais, no comportamento dos juros futuros e na repercussão dos resultados corporativos divulgados após o encerramento das negociações desta quinta-feira.</p>
<p>A Vale está entre as companhias que terão seus números trimestrais avaliados pelos investidores. A mineradora programou uma teleconferência para as 11h de sexta-feira, na qual serão discutidos os resultados financeiros e operacionais do terceiro trimestre de 2026. Os indicadores de produção, custos, geração de caixa e perspectivas para o restante do ano serão especialmente relevantes para a avaliação da companhia.</p>
<p>O fechamento de 29 de outubro deixa o principal índice acionário brasileiro com valorização de aproximadamente 5% no ano, mas com uma redução expressiva dos ganhos acumulados anteriormente. A próxima sessão indicará se a pressão vendedora continuará predominando ou se a Bolsa conseguirá recuperar parte das perdas recentes, sem que isso represente, por si só, uma mudança definitiva das expectativas dos investidores.</p>
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		<title>Dólar hoje sobe 0,76% e fecha a R$ 5,39 com pressão fiscal e dados dos EUA</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/dolar-hoje</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Oct 2026 20:38:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Dólar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dólar hoje sobe 0,76% e fecha a R$ 5,3875 nesta quinta (29), pressionado por incertezas fiscais, indefinição na equipe econômica e inflação nos EUA.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O <strong>dólar hoje fechou em alta de 0,76%, cotado a R$ 5,3875</strong>, nesta quinta-feira (29 de outubro de 2026), interrompendo dois pregões consecutivos de desvalorização diante do real. A moeda americana voltou a ganhar força no <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341623">mercado</a> brasileiro em uma sessão marcada por preocupações com a condução da política fiscal no próximo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pela indefinição sobre a equipe econômica e pela divulgação de indicadores que mostraram crescimento robusto e inflação persistente nos Estados Unidos.</p>
<p>A cotação chegou a R$ 5,4290 durante a tarde, quando a procura pela moeda americana se intensificou. Posteriormente, o <a class="wpil_keyword_link" title="Dólar" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341629">dólar</a> perdeu parte da valorização, mas permaneceu acima de R$ 5,38 até o encerramento das negociações. O movimento refletiu a combinação de fatores domésticos e internacionais, em um período de forte oscilação dos ativos brasileiros desde o segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (25).</p>
<p>Apesar da recuperação do real nas duas sessões anteriores, o câmbio continua distante dos níveis observados antes da eleição. A mudança nas expectativas sobre a <a class="wpil_keyword_link" title="Política" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341627">política</a> econômica, acompanhada pelo aumento das taxas dos contratos de juros futuros, mantém investidores atentos à capacidade do governo de estabilizar as contas públicas e apresentar medidas concretas para o próximo mandato.</p>
<h2>Dólar chega a R$ 5,4290 e reduz alta no fim do pregão</h2>
<p>A trajetória da moeda americana nesta quinta-feira foi marcada por oscilações expressivas. O dólar chegou a ser negociado próximo de R$ 5,3434 na mínima do dia, antes de avançar para R$ 5,4290. A diferença entre os extremos alcançou 8,56 centavos, evidenciando a amplitude das negociações em uma sessão de maior sensibilidade às <a class="wpil_keyword_link" title="Notícias" href="https://gazetamercantil.com/noticias" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341624">notícias</a> políticas e econômicas.</p>
<p>A pressão compradora ganhou intensidade durante a tarde, acompanhando a piora da percepção de risco sobre o cenário fiscal brasileiro. Declarações de integrantes do governo contrárias à redução de gastos sociais como instrumento de ajuste das contas públicas ampliaram as dúvidas sobre as medidas que poderão ser adotadas a partir de 2027.</p>
<p>O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, manifestou oposição a uma estratégia de ajuste fiscal baseada em cortes de programas sociais. A posição foi acompanhada pelo mercado em meio às discussões sobre o equilíbrio entre compromissos de despesas, arrecadação e sustentabilidade do endividamento público.</p>
<p>A valorização do dólar perdeu intensidade na parte final do pregão, quando surgiram especulações sobre a possibilidade de o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), assumir o Ministério da Fazenda no próximo mandato. A informação não representava uma indicação oficial e não havia confirmação de convite.</p>
<p>Posteriormente, Fonteles afirmou que não havia tratado sobre a ocupação de cargos no próximo governo. A declaração manteve indefinida a composição da equipe econômica, um dos principais pontos acompanhados pelos investidores desde a confirmação do resultado eleitoral.</p>
<h2>Dólar acumula forte valorização em relação ao período anterior à eleição</h2>
<p>O desempenho recente do câmbio mostra que a pressão sobre o real não se limita à sessão desta quinta-feira. Na segunda-feira (26), primeiro pregão após o segundo turno presidencial, a moeda americana registrou uma valorização expressiva, acompanhada pela elevação das taxas de juros futuros e pela redução da exposição de investidores a ativos brasileiros.</p>
<p>Na terça-feira (27) e na quarta-feira (28), o dólar apresentou recuos, recuperando parte do movimento inicial. A alta desta quinta interrompeu essa sequência e mostrou que a instabilidade continua presente no mercado cambial.</p>
<p>A evolução também pode ser observada na taxa PTAX, calculada pelo Banco Central. Na sexta-feira (23), último dia útil anterior ao segundo turno, a referência oficial de venda estava em R$ 5,0377. Nesta quinta-feira, a PTAX foi fixada em R$ 5,3744.</p>
<p>A diferença corresponde a uma valorização de aproximadamente 6,68% da moeda americana em quatro pregões, cálculo realizado a partir das duas taxas oficiais. Em valores absolutos, o aumento foi de 33,67 centavos por dólar.</p>
<p>O movimento de alta, entretanto, não ocorreu de maneira contínua. Na segunda-feira (26), a PTAX de venda chegou a R$ 5,5007, antes de recuar nos dias seguintes. A cotação oficial desta quinta ficou 2,30% abaixo daquela referência, demonstrando que houve recuperação parcial do real após o primeiro impacto das eleições.</p>
<p>Essas comparações utilizam exclusivamente a série PTAX, para preservar a consistência dos dados. A taxa oficial não deve ser confundida com a cotação de fechamento do mercado à vista, que é negociada em horários e condições diferentes.</p>
<h2>Dívida pública e política fiscal aumentam preocupação com o real</h2>
<p>As contas públicas brasileiras tiveram participação central na avaliação dos investidores. Dados fiscais referentes a setembro apontaram que a dívida bruta do governo geral permaneceu em 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB), equivalente a aproximadamente R$ 11,1 trilhões.</p>
<p>O indicador permaneceu estável em relação a agosto, mas continua em patamar elevado. A dívida líquida do setor público atingiu 70% do PIB, ante 69,3% no mês anterior, enquanto os juros nominais acumulados em 12 meses alcançaram aproximadamente R$ 1,205 trilhão, o equivalente a 8,99% do PIB.</p>
<p>A dimensão dos encargos financeiros ajuda a explicar a atenção dedicada à trajetória do endividamento. Quanto maior a necessidade de financiamento do governo, maior pode ser a sensibilidade dos títulos públicos a mudanças na percepção de risco, especialmente quando investidores questionam a capacidade de estabilização da dívida ao longo dos próximos anos.</p>
<p>O Tesouro Nacional também apresentou nesta quinta-feira o resultado das contas do Governo Central em setembro. O levantamento registrou superávit primário de R$ 4,839 bilhões, ante déficit de R$ 14,4 bilhões no mesmo mês de 2025.</p>
<p>Parte importante do resultado positivo decorreu do cancelamento de R$ 12,8 bilhões em precatórios de exercícios anteriores, conforme informou o Ministério da Fazenda. Esse componente extraordinário limita a interpretação de que a melhora mensal represente, isoladamente, uma mudança estrutural nas contas públicas.</p>
<p>No acumulado de janeiro a setembro, o Governo Central registrou déficit primário de R$ 90,2 bilhões, inferior aos R$ 100,3 bilhões verificados no mesmo período do ano passado. O resultado mostra melhora na comparação anual, mas também evidencia a persistência de um desequilíbrio fiscal acumulado.</p>
<p>Os números reforçam a importância das medidas que serão apresentadas para 2027. Para o mercado cambial, a questão central é a capacidade de compatibilizar as despesas públicas com a arrecadação e estabelecer uma trajetória de endividamento considerada sustentável.</p>
<h2>Tesouro nega discussão de IOF sobre investimentos isentos</h2>
<p>Outro assunto acompanhado durante o pregão foi a possibilidade de tributação de instrumentos financeiros atualmente isentos de Imposto de Renda, como Letras de Crédito Imobiliário (LCI), Letras de Crédito do <a class="wpil_keyword_link" title="Agronegócio" href="https://gazetamercantil.com/agronegocio" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341625">Agronegócio</a> (LCA) e certificados de recebíveis.</p>
<p>O secretário do Tesouro Nacional, Daniel Cardoso Leal, afirmou nesta quinta-feira que não havia uma medida preparada para cobrar Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) desses instrumentos. Segundo ele, o debate sobre a isonomia tributária entre diferentes modalidades de investimento existe há algum tempo, mas não corresponde a uma proposta específica em discussão naquele momento.</p>
<p>A manifestação ocorreu depois da circulação de informações sobre uma eventual iniciativa para ampliar a tributação desses papéis. O esclarecimento foi relevante porque mudanças nas regras fiscais de investimentos podem afetar decisões de alocação de recursos, o custo de financiamento de determinados setores e as condições de funcionamento do mercado de capitais.</p>
<p>A ausência de uma proposta formal não encerra o debate sobre a tributação de instrumentos incentivados. Entretanto, não havia base para tratar a cobrança de IOF sobre esses investimentos como uma medida anunciada ou aprovada pelo governo.</p>
<h2>Inflação dos Estados Unidos chega a 3,6% e influencia o câmbio</h2>
<p>No cenário internacional, os investidores reagiram à divulgação de novos indicadores econômicos dos Estados Unidos. O índice de preços dos gastos com consumo pessoal (PCE), uma das principais referências de inflação acompanhadas pelo Federal Reserve, subiu 0,5% em setembro, após avanço de 0,3% em agosto.</p>
<p>Em 12 meses, a inflação medida pelo PCE alcançou 3,6%, permanecendo acima da meta de 2% perseguida pelo banco central americano. O núcleo do indicador, que exclui os componentes de alimentos e energia, avançou 0,3% no mês e acumulou alta de 3,1% em relação a setembro de 2025.</p>
<p>Os números foram divulgados pelo Bureau of Economic Analysis (BEA), órgão responsável pelas principais estatísticas econômicas dos Estados Unidos, e reforçaram a percepção de que as pressões inflacionárias ainda não foram completamente controladas.</p>
<p>Na mesma divulgação, o BEA informou que o Produto Interno Bruto americano cresceu à taxa anualizada de 3,4% no terceiro trimestre de 2026, depois de avançar 2,2% no trimestre anterior. A aceleração de 1,2 ponto percentual foi sustentada por investimentos, consumo das famílias e gastos governamentais, parcialmente compensados pelo comportamento das exportações.</p>
<p>A combinação de atividade econômica resistente e inflação elevada influencia as expectativas sobre a trajetória dos juros americanos. Quando os investidores passam a considerar a possibilidade de manutenção de taxas mais altas por um período prolongado, os rendimentos de ativos denominados em dólar podem se tornar relativamente mais atraentes.</p>
<p>Esse mecanismo não determina, isoladamente, a direção do real, mas interfere na distribuição internacional de capitais e no retorno exigido para investimentos em economias emergentes.</p>
<h2>Federal Reserve mantém juros entre 3,75% e 4% ao ano</h2>
<p>Na quarta-feira (28), o Federal Reserve decidiu manter sua taxa básica de juros no intervalo de 3,75% a 4% ao ano. A decisão foi aprovada por dez dos 12 integrantes do Comitê Federal de Mercado Aberto, responsável pela política monetária americana.</p>
<p>Dois integrantes, Lisa Cook e Beth Hammack, defenderam uma elevação de 0,25 ponto percentual. A divergência mostrou que parte do colegiado considera necessário adotar uma postura mais restritiva diante da persistência da inflação.</p>
<p>No comunicado oficial, o Federal Reserve reconheceu o ritmo forte de expansão da <a class="wpil_keyword_link" title="Economia" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341628">economia</a> e a resiliência dos gastos domésticos. A instituição também afirmou que continuará avaliando as informações disponíveis para determinar a postura monetária necessária ao retorno da inflação à meta.</p>
<p>Os novos dados de crescimento e preços divulgados nesta quinta-feira reforçaram a importância das próximas leituras econômicas. Entretanto, não permitem concluir que haverá necessariamente uma elevação dos juros na reunião seguinte, uma decisão que continuará dependendo do conjunto de informações analisadas pelo comitê.</p>
<p>O movimento do dólar no Brasil também apresentou características próprias. Embora a moeda americana tenha avançado diante de diversas divisas de economias emergentes, o índice DXY, que acompanha seu desempenho perante uma cesta de seis moedas fortes, registrava queda próxima de 0,2% no fim da tarde.</p>
<p>Essa diferença indica que a valorização frente ao real não pode ser explicada exclusivamente por um fortalecimento generalizado do dólar no exterior. As preocupações domésticas com política fiscal e o ambiente de maior cautela em relação a mercados emergentes também tiveram influência nas negociações.</p>
<h2>PTAX do dólar sobe 0,61% e termina em R$ 5,3744</h2>
<p>A taxa PTAX de venda divulgada pelo Banco Central nesta quinta-feira foi de R$ 5,3744, ante R$ 5,3420 na quarta-feira (28). A diferença de R$ 0,0324 corresponde a uma valorização de 0,61% na comparação diária.</p>
<p>A PTAX de compra ficou em R$ 5,3738. A referência é apurada a partir de quatro consultas realizadas com instituições participantes do mercado cambial, entre a manhã e o início da tarde, e é utilizada em diferentes operações financeiras e contratos.</p>
<p>O valor difere do dólar à vista, que encerrou a sessão a R$ 5,3875. A distância de 1,31 centavo entre as duas referências decorre, entre outros fatores, dos horários e das metodologias de apuração.</p>
<p>A distinção também é relevante para consumidores. O dólar comercial não corresponde necessariamente à cotação utilizada por bancos e casas de câmbio em operações de turismo, remessas internacionais ou pagamentos com cartão. Nessas transações, o custo final depende da modalidade contratada, das margens cobradas pelas instituições, das tarifas e dos tributos aplicáveis.</p>
<h2>Alta do dólar pode pressionar importações e custos das empresas</h2>
<p>A valorização recente da moeda americana altera as condições de custo para <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341626">empresas</a> brasileiras que dependem de produtos, máquinas, equipamentos ou matérias-primas importadas. Quanto maior a cotação, maior tende a ser a despesa em reais necessária para liquidar compromissos denominados em dólar, quando não existem mecanismos de proteção cambial.</p>
<p>O efeito sobre os preços domésticos, contudo, não é automático. A transmissão das variações cambiais depende de fatores como estoques, contratos de fornecimento, concorrência, margens de lucro e capacidade das empresas de repassar custos aos consumidores.</p>
<p>Em segmentos como eletrônicos, equipamentos industriais e determinados insumos agrícolas, uma desvalorização persistente do real pode elevar as despesas de reposição e reduzir margens operacionais. Por outro lado, empresas exportadoras que recebem em dólar e possuem parte relevante de seus custos em reais podem se beneficiar da conversão de receitas, embora o resultado também dependa de preços internacionais, despesas financeiras e instrumentos de proteção.</p>
<p>O Banco Central informou, em suas estatísticas do setor externo, que o Brasil registrou superávit comercial de US$ 6,9 bilhões em setembro, com exportações de US$ 34,6 bilhões e importações de US$ 27,7 bilhões. O desempenho representa uma referência importante para acompanhar a oferta e a demanda estrutural por moeda estrangeira no país.</p>
<p>Esses fluxos comerciais, entretanto, não explicam sozinhos as oscilações diárias do câmbio, que também são influenciadas por investimentos financeiros, operações de proteção, expectativas de juros e mudanças na percepção de risco.</p>
<h2>Dólar entra no último pregão de outubro com cenário fiscal no radar</h2>
<p>A sexta-feira (30) será o último pregão de outubro e encontrará o dólar próximo de R$ 5,40, depois de uma semana marcada por variações expressivas desde o resultado da eleição presidencial.</p>
<p>O mercado continuará acompanhando eventuais definições sobre a equipe econômica do próximo mandato de Lula, especialmente a escolha do ministro da Fazenda e as primeiras indicações sobre a estratégia fiscal para 2027. Novas declarações de integrantes do governo também poderão influenciar as expectativas, dependendo de seu conteúdo e de eventuais medidas concretas anunciadas.</p>
<p>No exterior, a avaliação dos dados econômicos americanos e das perspectivas de juros do Federal Reserve continuará influenciando os movimentos das moedas de países emergentes. A comparação entre o comportamento internacional do dólar e sua cotação no Brasil será relevante para distinguir pressões externas de fatores específicos da economia brasileira.</p>
<p>O encerramento desta quinta-feira em R$ 5,3875 confirma a recuperação da moeda americana após dois pregões de queda, mas também evidencia que parte da valorização registrada durante a tarde foi devolvida antes do fechamento. O próximo pregão mostrará como os investidores reagirão às novas informações fiscais e políticas, em um ambiente no qual as expectativas sobre 2027 continuam sendo um dos principais fatores de formação dos preços.</p>
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			</item>
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		<title>Petrobras (PETR4) pode pagar até US$ 4,2 bilhões em dividendos no 3T26</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/petrobras-petr4-dividendos-42-bilhoes-3t26</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Oct 2026 20:35:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[dividendos da Petrobras]]></category>
		<category><![CDATA[fluxo de caixa]]></category>
		<category><![CDATA[PETR4]]></category>
		<category><![CDATA[Petrobras]]></category>
		<category><![CDATA[pré-sal]]></category>
		<category><![CDATA[produção de petróleo]]></category>
		<category><![CDATA[proventos]]></category>
		<category><![CDATA[resultados do 3T26]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Petrobras (PETR4) pode distribuir até US$ 4,2 bilhões em dividendos no 3T26. Produção recorde e exportações sustentam projeções, apesar da queda do petróleo.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><!-- LINHA FINA: Produção recorde e aumento das exportações sustentam projeções de remuneração aos acionistas, mesmo com recuo do petróleo; balanço será divulgado em 10 de novembro --></p>
<p>A <strong>Petrobras (PETR4)</strong> poderá distribuir até <strong>US$ 4,2 bilhões em dividendos e outros proventos referentes ao terceiro trimestre de 2026</strong>, segundo projeções de instituições financeiras. A estimativa mais elevada é atribuída ao Itaú BBA e acompanha a divulgação de resultados operacionais recordes pela estatal, com crescimento da produção de petróleo e das exportações entre julho e setembro.</p>
<p>O desempenho operacional reforçou as expectativas de geração de caixa, mesmo diante da queda dos preços internacionais do petróleo. Enquanto o Itaú BBA trabalha com uma distribuição de US$ 4,2 bilhões, a XP Investimentos projeta US$ 3,6 bilhões e o Banco Safra estima US$ 3,1 bilhões. Os valores representam rendimentos trimestrais estimados entre 2,5% e 3,2%, dependendo das premissas adotadas por cada instituição.</p>
<p>A eventual remuneração ainda não foi aprovada pelo Conselho de Administração da Petrobras. A companhia divulgará os resultados financeiros do terceiro trimestre em <strong>10 de novembro de 2026</strong>, após o fechamento dos mercados. Somente com a confirmação dos números e a deliberação sobre os proventos será possível conhecer os valores efetivamente destinados aos acionistas.</p>
<h2>Petrobras registra produção recorde no terceiro trimestre de 2026</h2>
<p>O principal fundamento das projeções é a expansão da atividade operacional. Segundo o relatório divulgado pela Petrobras na quarta-feira (28), a produção própria de petróleo, líquidos de gás natural e gás natural alcançou <strong>3,512 milhões de barris de óleo equivalente por dia</strong> no terceiro trimestre, o maior volume já registrado pela companhia.</p>
<p>O resultado representa avanço de 11,7% em relação ao mesmo período de 2025 e crescimento de 5,3% na comparação com o segundo trimestre deste ano. A produção própria de petróleo no Brasil chegou a aproximadamente 2,83 milhões de barris diários, impulsionada principalmente pelas operações no pré-sal.</p>
<p>Entre os fatores responsáveis pelo desempenho estão o aumento gradual da produção das plataformas P-78 e P-79, instaladas no campo de Búzios, e a expansão operacional do FPSO Alexandre de Gusmão, no campo de Mero. A companhia também se beneficiou de menores perdas provocadas por interrupções para manutenção e do maior nível de eficiência operacional em oito anos.</p>
<p>A produção de petróleo no pré-sal atingiu aproximadamente 2,45 milhões de barris por dia, crescimento de 6,7% na comparação trimestral. A expansão dessa região compensou o recuo observado em campos do pós-sal, afetados por manutenções e pelo declínio natural da produção.</p>
<p>Outro destaque foi o comércio exterior. As exportações de petróleo e derivados alcançaram <strong>1,251 milhão de barris por dia</strong>, também um recorde trimestral. O crescimento dos volumes embarcados amplia a capacidade de comercialização da estatal, embora o impacto sobre a receita dependa dos preços efetivamente realizados e do reconhecimento contábil das operações.</p>
<h2>Queda do petróleo pode reduzir o lucro da Petrobras no 3T26</h2>
<p>Apesar do aumento da produção, os resultados financeiros devem refletir um ambiente menos favorável para os preços internacionais do petróleo. Conforme análise da XP Investimentos divulgada nesta quinta-feira (29), o Brent apresentou cotação média de US$ 96,80 por barril no terceiro trimestre, contra US$ 104,80 nos três meses anteriores.</p>
<p>A redução de aproximadamente 8% tende a pressionar as receitas e as margens da companhia. Parte desse efeito poderá ser compensada pelo crescimento dos volumes produzidos, pela maior eficiência das operações e pelo desempenho das refinarias.</p>
<p>A XP projeta Ebitda de <strong>US$ 17,3 bilhões</strong> para o período, queda de 9% na comparação trimestral. A instituição estima lucro líquido de US$ 7,6 bilhões, recuo de 27% em relação ao segundo trimestre, considerando também os efeitos dos custos de transporte e das cargas de petróleo ainda em trânsito no encerramento de setembro.</p>
<p>O Banco Safra apresenta uma perspectiva mais favorável para a rentabilidade. Sua projeção indica Ebitda ajustado consolidado de US$ 19,1 bilhões, retração de 4% sobre o trimestre anterior, com margem de 53% e lucro líquido de aproximadamente US$ 9,9 bilhões.</p>
<p>As diferenças entre as estimativas refletem avaliações distintas sobre preços de venda, custos operacionais, margens de refino e reconhecimento de receitas. Embora os volumes operacionais já tenham sido divulgados, os indicadores financeiros definitivos serão conhecidos apenas com a apresentação do balanço.</p>
<h2>Por que a Petrobras pode pagar mais dividendos mesmo com lucro menor?</h2>
<p>A expectativa de remuneração elevada aos acionistas, apesar da possível redução do lucro, está relacionada principalmente à geração de caixa. O indicador considera os recursos efetivamente produzidos pelas operações e permite avaliar a capacidade da companhia de financiar investimentos, administrar dívidas e distribuir proventos.</p>
<p>Na avaliação da XP, os recebimentos associados aos programas governamentais de subvenção aos combustíveis devem contribuir para o fluxo de caixa operacional. A instituição calcula que a Petrobras recebeu aproximadamente US$ 2,2 bilhões desses programas durante o terceiro trimestre, incluindo valores referentes ao período anterior.</p>
<p>Parte desse benefício poderá ser neutralizada pela formação de novos créditos ainda não recebidos, com reflexos sobre o capital de giro. Mesmo assim, a XP estima fluxo de caixa livre ao acionista de US$ 4,8 bilhões, equivalente a um rendimento trimestral de aproximadamente 3,5%.</p>
<p>Com base nessas premissas, a instituição projeta <strong>US$ 3,6 bilhões em dividendos ordinários</strong>, montante superior ao estimado para o trimestre anterior. O Safra trabalha com uma distribuição de US$ 3,1 bilhões, enquanto a estimativa atribuída ao Itaú BBA alcança US$ 4,2 bilhões.</p>
<p>Os números mostram que a remuneração dos investidores pode permanecer elevada mesmo quando o resultado contábil apresenta retração. Para isso, entretanto, a companhia precisa preservar a geração de caixa após os investimentos e atender às condições previstas em sua <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341606">política</a> de dividendos.</p>
<h2>Política de dividendos prevê distribuição de 45% do fluxo de caixa livre</h2>
<p>A política de remuneração aos acionistas da Petrobras estabelece a distribuição de <strong>45% do fluxo de caixa livre</strong>, desde que sejam respeitadas as condições financeiras e os limites de endividamento definidos pela companhia.</p>
<p>O fluxo de caixa livre corresponde, para essa finalidade, aos recursos líquidos gerados pelas atividades operacionais, descontados os investimentos previstos na fórmula adotada pela estatal, incluindo aquisições de ativos imobilizados, intangíveis e participações societárias.</p>
<p>A regra permite que os pagamentos acompanhem a capacidade financeira efetiva da empresa, sem depender exclusivamente do lucro líquido registrado no balanço. A administração também precisa considerar a sustentabilidade das operações e os compromissos associados ao planejamento estratégico.</p>
<p>Em agosto, o Conselho de Administração aprovou <strong>R$ 17,4 bilhões em remuneração aos acionistas</strong>, equivalentes a R$ 1,34814262 por ação ordinária ou preferencial, com base no balanço encerrado em 30 de junho de 2026.</p>
<p>O pagamento será realizado em duas parcelas, previstas para 23 de novembro e 21 de dezembro. A primeira será integralmente composta por juros sobre capital próprio, enquanto a segunda combinará dividendos e juros sobre capital próprio.</p>
<p>Essa distribuição já aprovada corresponde ao segundo trimestre e não deve ser confundida com as projeções referentes aos resultados de julho a setembro.</p>
<h2>Novas plataformas podem sustentar crescimento da Petrobras em 2027</h2>
<p>A continuidade da expansão da produção representa outro fator relevante para as perspectivas de geração de caixa da Petrobras. A companhia mantém projetos de ampliação das operações no pré-sal, com novas plataformas previstas para entrar em funcionamento em 2027.</p>
<p>Entre as unidades em desenvolvimento estão as plataformas P-80 e P-82, destinadas ao campo de Búzios. Cada uma possui capacidade nominal de produção de <strong>225 mil barris de petróleo por dia</strong>, com início de operação previsto para o primeiro semestre do próximo ano.</p>
<p>O avanço desses projetos poderá elevar a produção nos próximos exercícios, compensando parte do declínio natural dos campos maduros. O impacto financeiro, no entanto, dependerá do ritmo de entrada em operação, dos investimentos necessários e do comportamento dos preços internacionais.</p>
<p>Para os acionistas, o crescimento da produção tende a favorecer a capacidade de geração de recursos, mas não representa garantia de dividendos maiores. A remuneração continuará condicionada ao fluxo de caixa, à política financeira e às decisões da administração.</p>
<h2>Quando a Petrobras divulgará os dividendos do terceiro trimestre?</h2>
<p>A Petrobras apresentará seus resultados financeiros do terceiro trimestre em <strong>10 de novembro de 2026</strong>, após o encerramento das negociações. No dia seguinte, 11 de novembro, a companhia realizará uma apresentação aos investidores, às 11h30, no horário de Brasília.</p>
<p>A divulgação permitirá conhecer os efeitos da produção recorde sobre as receitas, os custos operacionais, a geração de caixa e o endividamento da estatal. O <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341605">mercado</a> também acompanhará a eventual proposta de remuneração referente ao período.</p>
<p>Caso uma nova distribuição seja aprovada, a companhia deverá informar os valores por ação, as datas que definirão o direito aos proventos e o calendário de pagamentos.</p>
<p>Até essa confirmação, as projeções entre US$ 3,1 bilhões e US$ 4,2 bilhões permanecem estimativas de instituições financeiras. O desempenho operacional recorde oferece suporte às expectativas, mas o valor final dependerá dos resultados efetivamente apurados e das condições previstas na política de remuneração da Petrobras.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p>Petrobras — Relatório de Produção e Vendas do terceiro trimestre de 2026, divulgado em 28 de outubro de 2026.</p>
<p>Petrobras — Política de Remuneração aos Acionistas.</p>
<p>Petrobras — Comunicado de distribuição de remuneração aos acionistas de R$ 17,4 bilhões, divulgado em 6 de agosto de 2026.</p>
<p>Petrobras — Comunicado à SEC de 13 de outubro de 2026 sobre o calendário de resultados do 3T26.</p>
<p>XP Investimentos — Prévia do 3T26: Brent mais fraco, produção mais forte, de 29 de outubro de 2026.</p>
<p>Banco Safra — Análise dos resultados operacionais e projeções para o terceiro trimestre de 2026, publicada em 29 de outubro de 2026.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Move Brasil: governo autoriza R$ 30 bilhões em crédito para motoristas de aplicativos e taxistas</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/move-brasil-30-bilhoes-credito-motoristas-aplicativos-taxistas</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Bruno Assis]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Oct 2026 20:09:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[BNDES]]></category>
		<category><![CDATA[carros novos]]></category>
		<category><![CDATA[crédito para motoristas]]></category>
		<category><![CDATA[financiamento de veículos]]></category>
		<category><![CDATA[governo federal]]></category>
		<category><![CDATA[juros]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério da Fazenda]]></category>
		<category><![CDATA[motoristas de aplicativos]]></category>
		<category><![CDATA[Move Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[taxistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Move Brasil: governo autoriza R$ 30 bilhões em crédito para motoristas de aplicativos e taxistas. Confira taxas, requisitos e condições.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Ministério da Fazenda autorizou a formalização de um termo aditivo com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a gestão de até R$ 30 bilhões destinados ao financiamento de veículos novos para motoristas de aplicativos e taxistas. A autorização consta de despacho assinado pelo ministro Dario Durigan, divulgado nesta quinta-feira (29), e integra as medidas de operacionalização do programa Move Brasil.</p>
<p>A decisão permite dar continuidade à estrutura de financiamento destinada à renovação da frota utilizada no transporte individual de passageiros. Os recursos são oferecidos por meio de empréstimos reembolsáveis, com condições diferenciadas de juros e prazos, e não representam uma transferência gratuita de dinheiro aos profissionais.</p>
<p>O programa já estava em operação desde junho de 2026 e passou por alterações importantes nos meses seguintes. Atualmente, permite financiar automóveis de até R$ 200 mil, com prazo máximo de 84 meses e carência de até seis meses para o pagamento do principal. A regulamentação também reduziu de 12 para seis meses o tempo mínimo de atividade exigido dos motoristas de aplicativos.</p>
<p>A autorização anunciada nesta quinta-feira diz respeito à formalização contratual relacionada ao limite de recursos já previsto para o programa. Portanto, não significa que R$ 30 bilhões tenham sido concedidos aos motoristas nesta data, nem que todos os interessados terão financiamento aprovado automaticamente.</p>
<h2>Motoristas de aplicativos precisam comprovar seis meses de atividade</h2>
<p>A participação no Move Brasil depende de requisitos específicos para cada categoria profissional. No caso dos motoristas de aplicativos, é necessário manter cadastro ativo na mesma plataforma há pelo menos seis meses, contados até a data de inscrição no programa, e comprovar a realização de no mínimo 100 corridas nesse intervalo.</p>
<p>A regra atualmente em vigor foi estabelecida após a revisão da regulamentação federal em setembro. Anteriormente, o programa exigia pelo menos 12 meses de cadastro, condição que restringia o acesso de profissionais com menos tempo de atividade.</p>
<p>O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) esclarece que as viagens não podem ser somadas entre aplicativos diferentes. O condutor precisa cumprir tanto o período mínimo de cadastro quanto a quantidade exigida de corridas em uma única plataforma participante.</p>
<p>Os dados são confirmados pelas próprias <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341601">empresas</a> de transporte cadastradas no programa. Caso o motorista tenha sido considerado inelegível por alguma divergência nessas informações, poderá solicitar à plataforma a conferência e eventual correção dos registros enviados ao governo.</p>
<p>Para os taxistas, são exigidos registro profissional ativo e cumprimento dos critérios de regularidade estabelecidos pelo programa. A verificação da condição profissional utiliza informações disponíveis à Receita Federal, incluindo os registros relacionados à solicitação de isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).</p>
<p>As cooperativas de táxi também estão contempladas, desde que atendam às exigências legais e operacionais aplicáveis à modalidade.</p>
<h2>Carros de até R$ 200 mil podem ser financiados em 84 meses</h2>
<p>O limite de preço dos automóveis elegíveis ao Move Brasil foi ampliado de R$ 150 mil para R$ 200 mil em setembro. O valor considerado corresponde ao registrado na nota fiscal do veículo, depois da aplicação de eventuais descontos comerciais.</p>
<p>A mudança aumentou a quantidade de modelos potencialmente disponíveis aos profissionais. Segundo levantamento apresentado pelo BNDES com base nos emplacamentos de 2025, a participação dos automóveis enquadrados exclusivamente no limite de preço passou de aproximadamente 63% para 88% do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341603">mercado</a> considerado.</p>
<p>O enquadramento financeiro, entretanto, não depende apenas do valor. Os veículos precisam constar da relação de modelos habilitados e cumprir os critérios de sustentabilidade ambiental, social e econômica definidos pelo governo.</p>
<p>Entre as tecnologias contempladas estão automóveis novos movidos a etanol, modelos flex, híbridos e elétricos, desde que atendam às exigências do programa.</p>
<p>O prazo máximo de financiamento é de sete anos, equivalentes a 84 meses, incluindo a possibilidade de carência de até seis meses para começar a amortizar o valor principal da dívida.</p>
<p>Durante a carência, o motorista continua sujeito ao pagamento dos juros, conforme as condições contratuais. A medida não representa suspensão integral das obrigações financeiras.</p>
<p>O BNDES pode participar com até 100% do valor dos itens financiáveis, mas a decisão sobre o percentual efetivamente concedido pertence à instituição financeira responsável pela operação. O banco também poderá exigir entrada, conforme sua <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341602">política</a> de crédito.</p>
<h2>Taxas de juros chegam a 11,5% ao ano para mulheres</h2>
<p>As condições financeiras do Move Brasil são regulamentadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para motoristas mulheres, a taxa de juros pode chegar a 11,5% ao ano, enquanto o limite para os demais beneficiários é de 12,6% ao ano.</p>
<p>Esses percentuais incluem o custo financeiro dos recursos, a remuneração do BNDES e a margem das instituições financeiras responsáveis pela concessão do empréstimo.</p>
<p>Na apresentação mensal do programa, o governo informa taxas de até 0,91% ao mês para mulheres e 0,99% ao mês para os demais motoristas.</p>
<p>A diferenciação busca ampliar o acesso das profissionais ao financiamento, considerando as condições específicas estabelecidas pela política pública.</p>
<p>Além do automóvel, determinadas despesas vinculadas à operação também podem ser financiadas. Entre elas estão seguros, custos de registro e averbação da alienação fiduciária e itens de segurança destinados às necessidades de motoristas mulheres, observados os limites regulamentares.</p>
<p>A contratação de equipamentos de segurança para esse público pode corresponder a até 10% do valor total financiado, conforme as regras do programa.</p>
<p>Outro mecanismo disponível é o Fundo Garantidor para Investimentos (FGI), utilizado para reduzir parte do risco assumido pelas instituições financeiras. A garantia pode facilitar o acesso ao crédito, mas não elimina a obrigação de pagamento nem substitui a análise individual de capacidade financeira.</p>
<h2>Cadastro é realizado pelo gov.br e financiamento depende de aprovação bancária</h2>
<p>O procedimento para solicitar o Move Brasil começa com o cadastro na plataforma oficial do governo federal. O motorista precisa acessar o serviço com sua conta gov.br e autorizar a consulta das informações necessárias à verificação dos requisitos de participação.</p>
<p>Após o envio do pedido, a análise de elegibilidade pode levar até dez dias úteis. A resposta é disponibilizada pelos canais oficiais do governo e informa se o interessado atende às condições iniciais do programa.</p>
<p>O resultado positivo permite avançar para a etapa de solicitação de financiamento. O motorista poderá procurar uma concessionária que comercialize veículos habilitados ou uma instituição financeira participante para apresentar o pedido de crédito.</p>
<p>Nessa fase, o banco avalia aspectos como renda, histórico financeiro, capacidade de pagamento e garantias aplicáveis. O cumprimento dos requisitos de atividade profissional não obriga a instituição financeira a conceder o empréstimo.</p>
<p>O BNDES esclarece que o programa funciona por meio de operações indiretas. Isso significa que os financiamentos são contratados com bancos e demais instituições credenciadas, responsáveis pela análise de risco e pelo relacionamento com os clientes.</p>
<p>A regulamentação também proíbe a cobrança de tarifa de cadastro nas operações do Move Brasil. O interessado não precisa pagar antecipadamente para obter a análise de elegibilidade, medida destinada a impedir cobranças indevidas e dificultar tentativas de fraude.</p>
<p>O programa é destinado a profissionais que utilizam veículos no transporte remunerado de passageiros. Para os motoristas individuais, o benefício é limitado a um automóvel por CPF.</p>
<h2>Lei sancionada em setembro garantiu continuidade ao programa</h2>
<p>A política de financiamento foi instituída originalmente pela Medida Provisória nº 1.359, de 19 de maio de 2026, que autorizou a destinação de até R$ 30 bilhões para aquisição de veículos novos.</p>
<p>Posteriormente, as disposições foram incorporadas à Lei nº 15.503, sancionada em 14 de setembro. A legislação consolidou medidas relacionadas ao Move Brasil e assegurou a continuidade das linhas de crédito, substituindo a estrutura normativa anterior baseada nas medidas provisórias.</p>
<p>Essa alteração também eliminou o prazo inicial de 120 dias para contratação dos financiamentos, que estava associado à regulamentação anterior. A continuidade das operações permanece condicionada à disponibilidade orçamentária e financeira e ao limite global de recursos autorizado.</p>
<p>O programa foi ampliado para contemplar outras atividades relacionadas à mobilidade e ao transporte profissional, incluindo entregadores por aplicativos e determinadas modalidades de transporte escolar e de cargas. Essas categorias possuem regras e condições próprias, distintas das aplicáveis à aquisição de automóveis por taxistas e motoristas de passageiros.</p>
<p>A autorização contratual divulgada nesta quinta-feira ocorre, portanto, depois de alterações legislativas e regulamentares que modificaram as condições inicialmente anunciadas pelo governo.</p>
<p>Segundo as informações divulgadas sobre o despacho da Fazenda, a formalização do instrumento com o BNDES recebeu manifestações favoráveis da Secretaria do Tesouro Nacional e da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional quanto ao atendimento dos requisitos legais.</p>
<h2>BNDES já havia aprovado R$ 2,2 bilhões em financiamentos até julho</h2>
<p>O Move Brasil começou a receber operações de financiamento em 19 de junho. Em balanço divulgado em 31 de julho, o BNDES informou que os contratos aprovados já somavam R$ 2,2 bilhões, com atendimento a 21.720 motoristas de aplicativos e taxistas.</p>
<p>Na ocasião, o valor médio dos financiamentos era de aproximadamente R$ 102 mil, e as operações alcançavam 1.445 municípios. Desse montante, R$ 110 milhões haviam sido destinados a motoristas mulheres.</p>
<p>Os R$ 2,2 bilhões correspondiam a aproximadamente 7,3% do limite global de R$ 30 bilhões previsto para o programa. Trata-se, porém, de uma comparação referente ao balanço de julho, que não representa necessariamente a utilização atual dos recursos.</p>
<p>O BNDES também informou que instituições como Banco do Brasil, Caixa, Santander, Banrisul, Sicredi, Sicoob e financeiras vinculadas a montadoras participavam das operações, entre outros agentes credenciados.</p>
<p>A meta apresentada pelo governo é viabilizar a comercialização de pelo menos 200 mil automóveis por meio das condições especiais de financiamento.</p>
<p>O alcance dessa projeção dependerá da demanda dos profissionais, da disponibilidade de modelos habilitados e da capacidade das instituições financeiras de aprovar novas operações.</p>
<p>Para os motoristas interessados, a etapa imediata é verificar a elegibilidade no sistema oficial do Move Brasil, consultar os veículos participantes e comparar as condições oferecidas pelos bancos credenciados. A autorização contratual relacionada aos R$ 30 bilhões mantém a estrutura de financiamento disponível, mas a obtenção do crédito continua subordinada às regras do programa e à aprovação de cada operação.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Ministério da Fazenda — regulamentação do Conselho Monetário Nacional sobre as linhas de crédito do Move Brasil, taxas, prazos, valores financiáveis e continuidade do programa.</em></p>
<p><em>Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) — Lei nº 15.503/2026, atualização dos critérios de elegibilidade e perguntas frequentes sobre o Move Brasil.</em></p>
<p><em>Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) — condições oficiais do programa Move Motoristas, procedimentos de contratação e balanço de operações aprovadas em julho de 2026.</em></p>
<p><em>Congresso Nacional — tramitação da Medida Provisória nº 1.359/2026 e legislação que incorporou suas disposições ao programa de financiamento.</em></p>
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		<title>Tesouro Reserva atinge R$ 8 bilhões e ultrapassa 190 mil clientes</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/tesouro-reserva-8-bilhoes-banco-do-brasil</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Lucas Correa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Oct 2026 20:04:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[B3]]></category>
		<category><![CDATA[Banco do Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[renda fixa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Tesouro Reserva ultrapassou R$ 8 bilhões em aplicações pouco mais de cinco meses após chegar ao mercado, ampliando a presença do Tesouro Direto no segmento de investimentos de curto prazo. Dados do Banco do Brasil referentes a 19 de outubro de 2026 indicavam um saldo de R$ 8,01 bilhões, distribuído entre mais de 190 [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Tesouro Reserva ultrapassou R$ 8 bilhões em aplicações pouco mais de cinco meses após chegar ao mercado, ampliando a presença do Tesouro Direto no segmento de investimentos de curto prazo. Dados do Banco do Brasil referentes a 19 de outubro de 2026 indicavam um saldo de R$ 8,01 bilhões, distribuído entre mais de 190 mil clientes. O avanço ocorre enquanto o produto continua disponível exclusivamente pela instituição financeira estatal, apesar de ter sido desenvolvido em parceria com o Tesouro Nacional e a B3 para facilitar o acesso dos brasileiros a títulos públicos.</p>
<p>Lançado em 11 de maio, o investimento foi concebido para atender principalmente quem precisa manter dinheiro disponível para despesas imprevistas, sem deixá-lo integralmente parado em uma conta corrente. A aplicação começa em R$ 1, acompanha a taxa básica de juros da <a class="wpil_keyword_link" title="Economia" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341585">economia</a> e permite solicitar resgates a qualquer momento, inclusive à noite, em fins de semana e feriados, observadas as condições operacionais do sistema.</p>
<p>O desempenho inicial coloca o Tesouro Reserva entre os produtos de maior visibilidade recente do programa de títulos públicos destinados a pessoas físicas. A expansão, no entanto, ainda acontece dentro de uma base de distribuição limitada: para investir, o cliente precisa utilizar os canais do Banco do Brasil. A ampliação para outras instituições financeiras depende da evolução do projeto e da habilitação de novos distribuidores, sem um cronograma público confirmado para a oferta generalizada.</p>
<h2>Aplicações cresceram mais de 40% desde julho</h2>
<p>A trajetória do produto mostra expansão tanto em volume financeiro quanto em número de investidores. Em divulgação publicada em agosto, o Banco do Brasil informou que as aplicações haviam alcançado R$ 5,7 bilhões em julho, com participação de 167,3 mil correntistas.</p>
<p>Na comparação com esse patamar, o saldo de R$ 8,01 bilhões registrado em 19 de outubro representa acréscimo de R$ 2,31 bilhões, equivalente a aproximadamente 40,5%. O número de clientes, por sua vez, passou de 167,3 mil para mais de 190 mil, aumento superior a 13,5% no período. Os cálculos consideram os valores divulgados pelo banco para as respectivas datas de referência.</p>
<p>Em comunicado de 14 de outubro, a instituição já havia informado que o volume superava R$ 7,5 bilhões e a base ultrapassava 186 mil clientes. Os dados mais recentes reforçam a continuidade da expansão, embora os valores divulgados em cada marco não permitam determinar com precisão a variação diária das aplicações.</p>
<p>A diferença entre o crescimento do saldo financeiro e o da quantidade de clientes também merece atenção. O volume aplicado aumentou proporcionalmente mais do que a base de investidores entre julho e outubro. Isso, isoladamente, não comprova que cada cliente tenha ampliado seus aportes: o saldo agregado pode variar conforme novas aplicações, retiradas e rendimentos acumulados, enquanto a quantidade de participantes também se altera.</p>
<p>O banco informou ainda que o produto já alcançava mais de 80% dos municípios brasileiros e estava presente nos 27 estados. A abrangência geográfica sugere que a distribuição digital permite levar o investimento a localidades distintas, embora a oferta esteja vinculada à infraestrutura comercial de uma única instituição.</p>
<h2>Parceria reúne Tesouro Nacional, B3 e Banco do Brasil</h2>
<p>O Tesouro Reserva foi anunciado como parte das iniciativas para ampliar a participação de pessoas físicas no <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341583">mercado</a> de títulos públicos. O Tesouro Nacional responde pela emissão dos títulos federais, enquanto a B3 fornece a infraestrutura de mercado e o Banco do Brasil atua como distribuidor nesta primeira etapa.</p>
<p>A escolha do banco estatal para a fase inicial permite disponibilizar a modalidade aos clientes já atendidos pelos seus canais digitais. No anúncio de lançamento, o Tesouro Nacional informou que o produto começaria a ser oferecido à base de correntistas do BB, enquanto outras instituições se encontravam em fase de testes para uma eventual distribuição futura.</p>
<p>A estratégia reduz a complexidade de entrada para quem já mantém relacionamento bancário com a instituição. As aplicações e os resgates são feitos pelo aplicativo Investimentos BB, com movimentação integrada à conta corrente. O modelo evita que o investidor precise administrar uma estrutura adicional apenas para constituir uma reserva financeira.</p>
<p>A concentração da distribuição, porém, distingue o Tesouro Reserva de uma oferta amplamente disponível por diferentes bancos e corretoras. Embora o título pertença ao programa federal, o acesso prático depende dos canais habilitados. Para quem não tem conta no Banco do Brasil, a disponibilidade de investimento continua condicionada à abertura de relacionamento com a instituição, conforme as regras informadas pelo produto.</p>
<p>O estágio atual também permite ao banco acompanhar a utilização da ferramenta e os padrões de movimentação antes de uma eventual expansão comercial. Não há, contudo, dados públicos suficientes para concluir que o crescimento observado decorra exclusivamente de uma estratégia de aquisição de novos investidores, em vez de migração de recursos de clientes que já investiam em outros produtos.</p>
<h2>Rendimento acompanha a Selic e dispensa marcação a mercado</h2>
<p>O Tesouro Reserva foi desenvolvido para manter o dinheiro acessível sem abrir mão da remuneração vinculada à taxa básica de juros. O rendimento corresponde a 100% da Selic, com acumulação a partir do primeiro dia útil após a aplicação.</p>
<p>Sua principal característica técnica é a ausência de marcação a mercado. Nos títulos tradicionais negociados no Tesouro Direto, o preço pode oscilar antes do vencimento conforme mudanças nas taxas de juros e nas expectativas do mercado. A possibilidade de vender um título em momento desfavorável pode levar o investidor a receber um valor diferente daquele que esperava ao observar a rentabilidade contratada para o vencimento.</p>
<p>No Tesouro Reserva, a estrutura foi concebida para não apresentar essas oscilações negativas de preço provocadas pela marcação a mercado. O saldo disponível, portanto, oferece maior previsibilidade para quem pretende utilizar o dinheiro em um prazo curto ou diante de uma emergência.</p>
<p>Isso não significa que o investimento esteja livre de todas as condições e riscos existentes em uma aplicação financeira. O rendimento continua ligado à Selic, a tributação incide sobre os ganhos e as operações dependem da infraestrutura que permite movimentar os recursos. A ausência de marcação a mercado também não deve ser confundida com uma taxa de retorno fixa, independente da <a class="wpil_keyword_link" title="Política" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341584">política</a> monetária.</p>
<p>O desenho atende a uma necessidade diferente daquela de quem busca maximizar ganhos em prazos longos. Para formar uma reserva de emergência, a prioridade costuma ser combinar preservação do capital, disponibilidade de recursos e remuneração. Para objetivos de longo prazo, outros títulos públicos podem oferecer características mais adequadas, dependendo do prazo e da tolerância às oscilações.</p>
<p>A possibilidade de aplicar apenas R$ 1 reduz a barreira de entrada. O limite informado pelo Banco do Brasil é de R$ 500 mil em aplicações por investidor ao mês, sem restrição equivalente para resgates. A combinação permite construir a reserva de forma gradual, sem exigir um desembolso inicial elevado.</p>
<h2>Tributação e custódia afetam o rendimento líquido</h2>
<p>Apesar da simplicidade operacional, o Tesouro Reserva não é isento de impostos. O Imposto de Renda incide sobre os rendimentos, segundo a tabela regressiva dos investimentos de renda fixa. As alíquotas diminuem conforme aumenta o prazo de permanência do dinheiro aplicado.</p>
<p>A tributação é de 22,5% para aplicações de até 180 dias; 20% entre 181 e 360 dias; 17,5% entre 361 e 720 dias; e 15% para investimentos mantidos por mais de 720 dias. O imposto é descontado sobre os ganhos, não sobre o total do dinheiro investido.</p>
<p>Também pode haver cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) quando o resgate ocorre nos primeiros 30 dias da aplicação. A alíquota segue uma tabela regressiva e chega a zero após esse período. Por isso, a rentabilidade efetivamente recebida depende do tempo de permanência dos recursos, além do comportamento da Selic.</p>
<p>Há ainda a taxa de custódia da B3, fixada em 0,20% ao ano para o produto, com isenção para valores de até R$ 10 mil investidos por CPF. Conforme as regras divulgadas para o Tesouro Reserva, a cobrança incide sobre a parcela que excede esse limite. Para quem mantém valores menores, a isenção reduz o custo de utilização da modalidade.</p>
<p>A análise do rendimento líquido deve considerar essas despesas em conjunto. Comparar apenas o percentual vinculado à Selic com a remuneração oferecida por outros investimentos pode levar a conclusões incompletas, porque os produtos têm regras tributárias, tarifas e condições de resgate diferentes.</p>
<p>Na prática, a modalidade reúne atributos de um título público com uma experiência digital próxima à de uma conta de movimentação. Essa combinação pode ajudar na organização de recursos de curto prazo, desde que o investidor considere o custo efetivo e mantenha o dinheiro compatível com suas necessidades de liquidez.</p>
<h2>Tesouro Direto movimentou R$ 8,77 bilhões em setembro</h2>
<p>Os números do Tesouro Reserva surgem em um momento de movimentação expressiva no conjunto do Tesouro Direto. Segundo dados divulgados pelo Ministério da Fazenda em 29 de outubro, os investidores realizaram R$ 8,77 bilhões em aplicações no programa durante setembro de 2026. No mesmo mês, os resgates antecipados e vencimentos somaram R$ 3,94 bilhões, resultando em emissão líquida positiva de R$ 4,83 bilhões.</p>
<p>Os títulos vinculados à Selic, grupo que reúne o Tesouro Selic e o Tesouro Reserva nas estatísticas oficiais, somaram R$ 5 bilhões em vendas, equivalentes a 57,5% do total. Os títulos indexados à inflação responderam por R$ 2,2 bilhões, enquanto os prefixados totalizaram R$ 1,6 bilhão.</p>
<p>Os dados não permitem separar quanto das vendas do grupo vinculado à Selic corresponde especificamente ao Tesouro Reserva. Assim, não é possível atribuir ao produto, de forma isolada, a participação de 57,5% registrada em setembro. A estatística, contudo, mostra a relevância dos investimentos associados à taxa básica de juros na composição das compras do programa.</p>
<p>O relatório também aponta que 61,3% das operações de investimento em setembro envolveram valores de até R$ 1 mil. A proporção se refere à quantidade de operações, e não à parcela do volume financeiro total. O dado ajuda a dimensionar o alcance dos pequenos aportes na distribuição de títulos públicos e dialoga com a proposta do Tesouro Reserva de permitir aplicações a partir de R$ 1.</p>
<p>O estoque total do Tesouro Direto encerrou setembro em R$ 279,3 bilhões, alta de 2,7% em relação a agosto e de 43% na comparação com setembro de 2025. O número de investidores ativos chegou a 3,92 milhões, com acréscimo de 92.224 participantes no mês. Em 12 meses, a base ativa cresceu 22,3%.</p>
<p>Esses indicadores mostram que a expansão do Tesouro Reserva ocorre dentro de um programa maior, que já apresenta crescimento do estoque e da participação de investidores. Ainda assim, o desempenho individual do novo título deve ser avaliado com base nos números próprios de aplicações, clientes e resgates, e não por associação automática com o avanço de todo o Tesouro Direto.</p>
<h2>Próxima etapa depende da ampliação da distribuição</h2>
<p>O avanço para R$ 8 bilhões coloca o Tesouro Reserva em um estágio relevante para avaliar a aceitação de seu modelo operacional. O produto combina aporte inicial baixo, rendimento atrelado à Selic e acesso contínuo aos recursos, mas a expansão futura dependerá também da capacidade de chegar a clientes de outras instituições financeiras.</p>
<p>O Tesouro Nacional e a B3 indicaram no lançamento que outros distribuidores poderiam passar a oferecer a modalidade após a fase inicial. Até a data desta reportagem, porém, a oferta permanecia concentrada no Banco do Brasil, sem confirmação de uma data para a entrada de novos canais.</p>
<p>A ampliação da distribuição será um dos fatores a acompanhar nos próximos meses. O desempenho atual demonstra que existe uma base relevante de clientes utilizando o título, mas ainda não permite medir qual seria a demanda fora do ecossistema do BB, nem quanto do volume representa dinheiro novo destinado ao mercado de títulos públicos.</p>
<p>A evolução dos resgates, o crescimento da base de clientes e a eventual entrada de outras instituições ajudarão a esclarecer se o Tesouro Reserva se consolidará como uma opção de alcance mais amplo para a formação de reservas financeiras. Até lá, os resultados mostram uma expansão acelerada, sustentada por uma proposta de investimento simples e por uma distribuição ainda restrita.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Banco do Brasil &#8211; divulgação de aplicações e base de clientes do Tesouro Reserva em julho e outubro de 2026</em></p>
<p><em>Secretaria do Tesouro Nacional &#8211; comunicado de lançamento do Tesouro Reserva, características operacionais, limite de aplicação e regras tributárias</em></p>
<p><em>Ministério da Fazenda &#8211; dados de aplicações, resgates, estoque e investidores do Tesouro Direto em setembro de 2026</em></p>
<p><em>B3 Educação &#8211; características do Tesouro Reserva, rentabilidade, liquidez, tributação e taxa de custódia</em></p>
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