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Investindo no futuro: como a previdência complementar pode garantir um futuro financeiro estável para seus filhos

por Gabriel Monteiro
04/12/2023 às 19h11
em Economia
Investindo No Futuro: Como A Previdência Complementar Pode Garantir Um Futuro Financeiro Estável Para Seus Filhos - Gazeta Mercantil - Economia

Muitos pais compartilham o desejo de proporcionar um futuro financeiramente estável para seus filhos, especialmente ao atingirem a maioridade. Diante do crescente custo da educação e das despesas associadas à vida adulta, garantir um montante significativo torna-se crucial. Recentemente, uma simulação realizada pelo Santander Brasil revelou um caminho acessível para transformar esse sonho em realidade, mesmo para famílias com orçamentos mais apertados.

O Caminho para Acumular R$ 100 mil até os 18 Anos

Com base na análise do Santander Brasil, é possível acumular R$ 100 mil para o filho ao completar 18 anos investindo apenas R$ 300 por mês em um plano de previdência complementar, desde o nascimento até a maioridade. A taxa de juros considerada foi de 5% ao ano, uma estimativa conservadora baseada no histórico da taxa Selic.

Gustavo Lendimuth, head de previdência do Santander Brasil, destacou o potencial de acumulação desses planos, tanto para objetivos de longo prazo quanto para a formação de renda. Mesmo para famílias com menos disponibilidade financeira, investimentos mensais de R$ 50 ou R$ 100 ainda podem proporcionar um bom alicerce financeiro para o início da vida adulta.

Esses valores, quando somados ao rendimento, podem ser fundamentais para custear despesas educacionais, intercâmbios ou até mesmo auxiliar na compra de um veículo. O Santander Brasil também está oferecendo planos de previdência infantil com aplicação mínima de R$ 1 até o dia 31 de outubro, uma oportunidade para pais, avós, padrinhos ou tios assegurarem o futuro financeiro das crianças.

Entendendo os Planos de Previdência

Os planos de previdência complementar, como o Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) e o Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL), são indicados para quem busca um complemento de renda para a aposentadoria ou para objetivos específicos, como investir no futuro dos filhos.

No caso do PGBL, indicado para quem faz a declaração completa do Imposto de Renda, as contribuições feitas podem ser deduzidas na declaração, até o limite de 12% da renda bruta tributável anual. No entanto, no momento do resgate, tanto o valor aportado quanto os rendimentos são tributados. Para os demais casos, o VGBL é uma opção mais vantajosa, pois as contribuições não são dedutíveis de IR, sendo tributados apenas os rendimentos no resgate.

Considerações Importantes para os Investidores

Além da escolha entre PGBL e VGBL, é crucial compreender as taxas de tributação e os modelos de tributação (progressivo ou regressivo). O regime regressivo, em que a alíquota de IR diminui com o tempo de investimento, é especialmente vantajoso para investimentos de longo prazo.

Hulisses Dias, analista e mestre em finanças, ressalta a importância de entender os custos do fundo de previdência, como taxas de administração, que podem impactar os rendimentos a longo prazo. Ele também destaca a necessidade de uma alocação de ativos adequada, considerando o prazo de investimento mais longo desses planos.

Investir no futuro dos filhos por meio de planos de previdência complementar não apenas oferece segurança financeira, mas também representa um gesto valioso de cuidado e planejamento para o sucesso dos jovens adultos. É uma maneira eficaz de garantir que, ao atingirem a maioridade, possam enfrentar os desafios da vida com um alicerce financeiro sólido e bem estruturado.

Tags: anosaosfilhofinanceiroinvestimento para futuro dos filhosinvestirmercadomilnotíciasparaprincipaisquantoseuter

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# Vale (Vale3): Daniel Stieler Renuncia À Presidência Do Conselho Em Meio A Disputa Com Previ ## Saída Ocorre Antes De Assembleia Convocada Para Discutir Mudança No Comando Do Colegiado; Episódio Reacende Debate Sobre Governança E Influência De Acionistas Na Mineradora A Vale (Vale3) Confirmou A Renúncia De Daniel André Stieler Aos Cargos De Membro E Presidente Do Conselho De Administração Da Companhia. A Saída Tem Efeito Imediato E Ocorre Em Meio A Uma Disputa De Governança Envolvendo A Previ, Fundo De Pensão Dos Funcionários Do Banco Do Brasil E Acionista Relevante Da Mineradora. Stieler Integrava O Conselho De Administração Da Vale Desde 2021 E Presidia O Colegiado Desde 2023. A Companhia Agradeceu A Liderança, Dedicação E Contribuições Prestadas Pelo Executivo, Destacando Sua Atuação No Fortalecimento Da Governança Corporativa, No Aprimoramento Dos Trabalhos Do Conselho E Na Condução De Decisões Estratégicas. A Renúncia Ocorre Semanas Depois De A Previ Pedir A Convocação De Uma Assembleia Geral Extraordinária Para Deliberar Sobre A Destituição De Stieler Da Presidência Do Conselho. A Assembleia Estava Prevista Para 22 De Julho E Havia Colocado A Governança Da Vale No Centro Das Atenções Do Mercado. Com A Saída Antecipada, A Mineradora Evita Uma Votação Potencialmente Desgastante Entre Acionistas, Mas Mantém Em Aberto A Definição Sobre Quem Assumirá O Comando Do Conselho De Administração Em Caráter Definitivo. ## Disputa Com A Previ Pressionava O Comando Do Conselho A Previ Havia Defendido A Substituição De Daniel Stieler Sob O Argumento De Que A Mudança Faria Parte De Um Processo De Renovação Da Liderança Do Conselho E Contribuiria Para Reforçar A Independência E A Governança Da Companhia. O Movimento, No Entanto, Encontrou Resistência Dentro Da Própria Vale. Em Manifestação Anterior, O Conselho De Administração Recomendou Que Os Acionistas Rejeitassem A Proposta De Destituição, Afirmando Que Não Haviam Sido Apresentados Fatos Concretos Que Justificassem A Troca. A Divergência Elevou A Temperatura Política E Societária Em Torno Da Mineradora. Embora A Previ Tenha Sustentado Que Sua Iniciativa Tinha Motivação De Governança, Parte Do Mercado Passou A Interpretar O Episódio Como Um Sinal De Disputa Por Influência Em Uma Das Maiores Empresas Brasileiras De Capital Pulverizado. A Vale Tem Um Histórico Sensível Nesse Tema. 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A Interpretação De Mercado Envolve A Leitura De Que A Disputa Com A Previ E O Ambiente Político Aumentaram A Pressão Sobre O Executivo. ## O Que Observar Daqui Em Diante A Primeira Questão É Quem Assumirá A Presidência Do Conselho De Administração Da Vale. A Escolha Será Relevante Para Medir Se A Companhia Buscará Uma Solução De Continuidade Ou Se Haverá Mudança Mais Ampla No Equilíbrio De Forças Dentro Do Colegiado. O Segundo Ponto É O Futuro Da Assembleia Geral Extraordinária Solicitada Pela Previ. Com A Renúncia De Stieler, Parte Da Pauta Perde Objeto, Mas A Recomposição Da Vaga No Conselho E A Reorganização Da Liderança Ainda Podem Exigir Deliberação Dos Acionistas. O Terceiro Ponto É A Reação Do Mercado. Se A Transição For Conduzida De Forma Rápida E Institucional, O Impacto Sobre Vale3 Tende A Ser Limitado. Se Houver Nova Disputa Pública Entre Acionistas, O Prêmio De Risco Da Companhia Pode Aumentar. Para O Investidor, A Mensagem Principal É Que A Vale Continua Sendo Influenciada Por Fundamentos Globais Do Minério De Ferro, Mas A Governança Voltou A Ser Um Fator Relevante Na Leitura Da Ação. ## Cronologia Do Caso Daniel Stieler Entrou No Conselho De Administração Da Vale Em 2021 E Assumiu A Presidência Do Colegiado Em 2023. Em Junho De 2026, A Previ Pediu A Convocação De Uma Assembleia Geral Extraordinária Para Discutir Sua Destituição Da Presidência Do Conselho. A Fundação Argumentou Que Buscava Renovação E Reforço De Governança. O Conselho De Administração Da Vale Recomendou Rejeição À Proposta, Sustentando Que Não Havia Fatos Concretos Que Justificassem A Substituição. Em 6 De Julho De 2026, Antes Da Assembleia Prevista Para 22 De Julho, Stieler Apresentou Renúncia Aos Cargos De Membro E Presidente Do Conselho De Administração, Com Efeitos Imediatos. 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