Ibovespa hoje avança aos 182 mil pontos à espera da ata do Copom, enquanto dólar sobe a R$ 5,25
O Ibovespa hoje iniciou fevereiro em trajetória positiva, consolidando o movimento de recuperação observado ao longo de janeiro e renovando máximas históricas em pontos nominais. Em um pregão marcado pela cautela dos investidores diante da expectativa pela ata do Comitê de Política Monetária (Copom), o principal índice da bolsa brasileira encerrou as negociações com alta consistente, sustentado pelo desempenho do setor bancário e pela leitura mais favorável do cenário doméstico.
Ao fim do pregão desta segunda-feira, o Ibovespa hoje avançou 0,79%, aos 182.793,40 pontos, reforçando a percepção de que o mercado segue precificando a transição para um ambiente de política monetária menos restritiva nos próximos meses. No mercado de câmbio, o dólar à vista encerrou o dia cotado a R$ 5,2593, com valorização de 0,22%, refletindo ajustes técnicos e movimentos pontuais de proteção.
Expectativa pela ata do Copom orienta decisões no Ibovespa hoje
No cenário doméstico, o foco do mercado permaneceu concentrado na política monetária. O Ibovespa hoje reagiu de forma moderada à divulgação do Boletim Focus, o primeiro após a decisão do Copom de manter a taxa básica de juros em 15% ao ano, acompanhada da sinalização de que o ciclo de afrouxamento monetário pode ter início já em março.
As projeções dos economistas ouvidos pelo Banco Central indicaram novo recuo nas expectativas de inflação para 2026, com a estimativa passando de 4% para 3,99%, no quarto corte semanal consecutivo. Esse movimento reforçou a leitura de que o processo de desinflação segue em curso, abrindo espaço para uma reavaliação do custo de capital e sustentando o avanço do Ibovespa hoje.
A ata do Copom, prevista para divulgação nesta terça-feira, é vista como um evento-chave para calibrar as expectativas do mercado quanto ao ritmo e à intensidade dos cortes de juros, o que pode gerar novos ajustes nos preços dos ativos domésticos.
Commodities limitam ganhos do Ibovespa hoje
Apesar do desempenho positivo, os ganhos do Ibovespa hoje foram parcialmente contidos pelo recuo das commodities no mercado internacional. Os contratos futuros do petróleo Brent registraram forte queda, enquanto o minério de ferro também encerrou o dia em baixa nas negociações asiáticas.
Esse movimento pressionou ações de empresas ligadas ao setor de recursos naturais, especialmente a Petrobras. Os papéis preferenciais da estatal recuaram quase 2%, refletindo a correção nos preços do petróleo e limitando um avanço mais expressivo do índice.
Já a Vale conseguiu driblar o tom negativo do minério de ferro e fechou com leve alta, ajudando a mitigar parte da pressão sobre o Ibovespa hoje. Ainda assim, o comportamento das commodities seguiu como um fator de atenção para investidores, dada a elevada representatividade dessas empresas na composição do índice.
Bancos sustentam alta do Ibovespa hoje em meio à temporada de balanços
O principal suporte para a valorização do Ibovespa hoje veio do setor bancário. As ações dos grandes bancos subiram em bloco, impulsionadas pela expectativa em torno da divulgação dos resultados do quarto trimestre.
Itaú, Santander e Bradesco concentram atenções do mercado ao longo da semana, em um momento em que investidores buscam sinais de resiliência das margens financeiras e qualidade dos ativos em um ambiente de juros ainda elevados. O desempenho positivo do setor financeiro teve peso relevante no índice, dado que bancos, Vale e Petrobras representam cerca de metade da carteira teórica do Ibovespa.
A leitura predominante é de que, com a perspectiva de queda dos juros à frente, o setor bancário tende a se beneficiar tanto da melhora no crédito quanto da redução da inadimplência, o que contribui para a sustentação do Ibovespa hoje.
Construção civil lidera ganhos com expectativa de corte de juros
Na ponta positiva do índice, as ações do setor de construção civil ganharam destaque. Direcional e Cury lideraram as altas do Ibovespa hoje, refletindo a expectativa de início do ciclo de flexibilização monetária.
Empresas ligadas ao mercado imobiliário tendem a reagir de forma mais sensível a mudanças na taxa de juros, uma vez que o custo do financiamento é um fator determinante para a demanda. O movimento reforçou a rotação setorial observada na bolsa brasileira, com investidores buscando ativos mais alavancados ao cenário doméstico.
Na outra extremidade do índice, Raízen figurou entre as maiores quedas, em reação a movimentos corporativos recentes, demonstrando que fatores específicos seguem influenciando o desempenho individual das ações dentro do Ibovespa hoje.
Dólar sobe e adiciona cautela ao mercado
No mercado de câmbio, o dólar encerrou o dia em alta frente ao real, em um movimento que adicionou cautela ao ambiente doméstico. A valorização da moeda norte-americana ocorreu em meio a ajustes técnicos e à expectativa por eventos relevantes no exterior.
Apesar da alta, analistas avaliam que o patamar do dólar permanece compatível com o atual cenário macroeconômico brasileiro, especialmente diante da perspectiva de juros elevados por mais algum tempo e do fluxo de capital estrangeiro para ativos locais.
A relação entre o câmbio e o Ibovespa hoje segue no radar dos investidores, uma vez que oscilações mais intensas da moeda podem influenciar tanto a inflação quanto o desempenho das empresas listadas.
Wall Street fecha em alta e influencia o Ibovespa hoje
No exterior, os principais índices de Wall Street encerraram o pregão em alta, contribuindo para um ambiente mais favorável aos mercados globais. O avanço ocorreu apesar das preocupações relacionadas a uma possível bolha no setor de inteligência artificial e às incertezas fiscais nos Estados Unidos.
A paralisação parcial do governo federal norte-americano e os desdobramentos em torno do orçamento adicionaram volatilidade, mas não impediram o fechamento positivo dos índices. A indicação de um novo presidente para o Federal Reserve também permaneceu no radar dos investidores, com possíveis implicações para a política monetária global.
O desempenho de Wall Street serviu como pano de fundo positivo para o Ibovespa hoje, ainda que o mercado brasileiro tenha seguido uma dinâmica própria, mais sensível ao noticiário doméstico.
Europa em alta e Ásia em queda compõem cenário misto global
Na Europa, os principais índices acionários fecharam em alta, impulsionados por balanços corporativos e pela melhora do sentimento econômico. O índice pan-europeu atingiu novo recorde nominal histórico, enquanto a bolsa de Londres também encerrou o pregão em máxima.
Já na Ásia, o movimento foi oposto. Os principais índices fecharam em queda, refletindo preocupações com crescimento econômico e ajustes em mercados locais. Esse cenário misto reforçou a seletividade dos investidores globais e influenciou, de forma indireta, o comportamento do Ibovespa hoje.
Ibovespa hoje reflete transição para novo ciclo monetário
O desempenho do Ibovespa hoje evidencia um mercado em processo de transição. A expectativa de queda dos juros, aliada à melhora gradual das projeções de inflação, cria um ambiente mais construtivo para ativos de risco, embora ainda marcado por volatilidade.
Investidores seguem atentos aos próximos sinais do Banco Central e aos desdobramentos do cenário internacional, fatores que devem continuar moldando o comportamento do índice nas próximas sessões.
O avanço aos 182 mil pontos reforça o momento positivo da bolsa brasileira, mas também aumenta a sensibilidade a qualquer mudança no ambiente macroeconômico, mantendo o Ibovespa hoje no centro das atenções do mercado financeiro.






