Dólar hoje cai a R$ 5,21 e segue tendência global positiva para ativos de risco
O dólar hoje encerrou a sexta-feira em baixa frente ao real, cotado a R$ 5,2195, refletindo o movimento de enfraquecimento da moeda norte-americana frente a diversas divisas globais. A sessão foi marcada por um ambiente internacional favorável aos ativos de risco, com investidores aproveitando o recuo do dólar para buscar maior exposição em ações, commodities e mercados emergentes. A queda do dólar hoje também é consequência de ajustes nas expectativas econômicas internacionais e locais, incluindo revisões do crescimento econômico brasileiro e movimentações geopolíticas relevantes.
Cotação do dólar hoje
No fechamento do mercado à vista, o dólar apresentou queda de 0,66% frente ao real, consolidando-se em R$ 5,2195. Durante a semana, a divisa acumula baixa de 0,54%, enquanto no ano a desvalorização frente ao real alcança 4,91%. O dólar futuro para março, atualmente o contrato mais líquido no Brasil, cedia 1,09% na B3, negociado a R$ 5,2415 por volta das 17h04.
A tendência de baixa do dólar hoje favorece investidores que buscam maior rentabilidade em ativos locais, incluindo ações da Bolsa brasileira, fundos imobiliários e títulos de renda fixa, ao mesmo tempo em que impacta setores dependentes de importações, reduzindo custos de insumos e matérias-primas.
Influência de fatores externos e ativos de risco
O mercado global apresentou um dia positivo para ativos de risco, especialmente em bolsas europeias e emergentes, impulsionadas pela percepção de menor volatilidade e expectativas de políticas monetárias acomodativas. A valorização de moedas fortes frente ao dólar, como euro e libra, e o recuo frente a pares como rand sul-africano, peso mexicano e peso chileno, reforçam a tendência observada no dólar hoje.
As preocupações com os efeitos da inteligência artificial em setores estratégicos da economia global continuam a permeiar negociações, mas não impediram que investidores buscassem ativos mais rentáveis, resultando em pressão de venda sobre o dólar.
Cenário doméstico e revisões do PIB
No Brasil, a Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda revisou ligeiramente para baixo sua projeção de crescimento econômico em 2026, estimando alta do PIB de 2,3%, contra 2,4% anteriormente projetados em novembro. Para 2025, a pasta elevou de 2,2% para 2,3% a previsão de crescimento da atividade econômica, dados que serão oficialmente divulgados pelo IBGE apenas em março.
Essas revisões, somadas ao desempenho mais fraco do dólar hoje, reforçam a atratividade de investimentos domésticos e aumentam o apetite por risco entre investidores nacionais e estrangeiros.
Geopolítica e impacto no dólar hoje
No cenário geopolítico, as negociações entre Estados Unidos e Irã permanecem no radar dos mercados. O acordo, que prevê reunião em Omã na sexta-feira, teve momentos de instabilidade, incluindo cancelamentos e retomadas, impactando contratos futuros de petróleo e a percepção de risco global. O Brent, referência internacional do petróleo, recuou 1,5% a USD 68,42 por barril, devolvendo parte dos ganhos da sessão anterior.
Movimentos como esses influenciam diretamente o dólar hoje, pois a volatilidade global em commodities e tensões internacionais alteram a demanda por dólar como moeda de refúgio, afetando mercados emergentes, incluindo o Brasil.
Perspectivas para investidores
O dólar hoje abre espaço para maior exposição a ativos de risco no Brasil, com o recuo favorecendo empresas exportadoras e setores sensíveis à valorização do real. Investidores seguem atentos a indicadores econômicos locais, decisões do Copom e movimentações internacionais, incluindo inflação, crescimento do PIB e negociações geopolíticas.
Especialistas recomendam cautela em operações de curto prazo, considerando que fatores externos continuam a exercer forte influência sobre o câmbio, commodities e Bolsa de Valores brasileira.
O comportamento do dólar hoje também sinaliza oportunidades estratégicas para investidores institucionais e pessoas físicas, que podem aproveitar o ambiente positivo para ativos de risco, mantendo proteção contra volatilidade por meio de hedge cambial e diversificação de portfólio.
Impactos setoriais e oportunidades
O recuo do dólar hoje tende a beneficiar setores importadores e indústrias que dependem de insumos adquiridos no exterior, reduzindo custos e aumentando margens operacionais. Por outro lado, empresas exportadoras podem enfrentar pressão sobre receitas em reais, exigindo ajustes estratégicos.
Setores financeiros, varejo e tecnologia acompanham atentamente o dólar hoje, ajustando suas estratégias de hedge, precificação e investimentos conforme a dinâmica cambial e as expectativas de fluxo de capital internacional.
A estabilidade do real frente ao dólar contribui para o equilíbrio macroeconômico, influenciando juros, inflação e decisões de política monetária, com impacto direto no mercado de capitais brasileiro.
Radar para próximos dias
O monitoramento do dólar hoje e nos próximos dias seguirá condicionado a três grandes fatores: evolução da economia global, ajustes em expectativas domésticas e movimentações geopolíticas. Especialistas destacam a necessidade de atenção a indicadores de inflação nos EUA, crescimento do PIB brasileiro, decisões do Copom e negociações internacionais de petróleo.
A queda do dólar hoje fortalece o cenário para ativos de risco no Brasil, mas exige análise constante dos fundamentos macroeconômicos e financeiros para decisões estratégicas em renda variável e renda fixa.
O mercado cambial continua sensível às flutuações externas, reforçando que o dólar hoje não é apenas reflexo da política monetária interna, mas também da dinâmica global de capitais e percepção de risco internacional.






