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Home Economia

Queda do ouro recua 1% com tarifas dos EUA e tensões geopolíticas

por Camila Braga - Repórter de Economia
24/02/2026
em Economia, Destaque, Notícias
Ouro Fecha Em Queda E Mercado Aguarda Payroll Americano; Veja O Impacto No Preço Do Ouro - Gazeta Mercantil

Queda do ouro de 1% evidencia impacto de tarifas dos EUA e tensões geopolíticas

O contrato mais líquido do ouro registrou uma retração de 1% nesta terça-feira, 24 de fevereiro de 2026, em uma sessão marcada por realização de lucros e cautela do mercado diante de incertezas econômicas e geopolíticas. Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para abril fechou cotado a US$ 5.176,3 por onça-troy, enquanto a prata para março avançou 1,07%, chegando a US$ 87,50 por onça-troy.

O recuo evidencia a sensibilidade do ouro a fatores externos. Entre os principais elementos que influenciaram a movimentação estão as novas tarifas dos Estados Unidos, aplicadas com alíquota de 10%, e o aumento das tensões entre Washington e Teerã. Embora o presidente Donald Trump tenha ameaçado elevar as tarifas para 15%, a implementação parcial reflete incerteza sobre o impacto comercial global. Na sexta-feira passada, a Suprema Corte dos EUA bloqueou parte do chamado “tarifaço” de abril do ano anterior, adicionando mais volatilidade à percepção do mercado.


Tarifas dos EUA e a pressão sobre o ouro

As tarifas norte-americanas afetam diretamente a atratividade do ouro como ativo de proteção. Analistas do Commerzbank destacam que ainda não está definido se os Estados Unidos restabelecerão integralmente as tarifas ou se haverá redistribuição do ônus para outros países. “Ainda não se sabe como os parceiros dos EUA vão reagir a essas mudanças tarifárias”, enfatizam os especialistas.

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Historicamente, períodos de incerteza comercial levam investidores a buscar o ouro como refúgio contra risco inflacionário e volatilidade cambial. No contexto atual, a realização de lucros no mercado acompanha a indefinição sobre políticas externas e o impacto econômico dessas medidas, resultando na queda do ouro.


Indicadores econômicos americanos e valorização do dólar

Na manhã desta terça, indicadores de atacado nos EUA vieram em linha com as expectativas, enquanto a confiança do consumidor superou projeções do mercado. O fortalecimento do dólar em resposta a esses dados exerceu pressão sobre os preços do ouro, mostrando a tradicional correlação inversa entre o metal e a moeda americana.

Para investidores, o comportamento do dólar permanece determinante. Uma moeda mais forte torna o ouro mais caro em outras divisas, reduzindo a demanda especulativa e impulsionando a realização de lucros, como observado nesta sessão.


Federal Reserve mantém cautela em meio a incertezas

O Federal Reserve segue acompanhando de perto o cenário econômico. Raphael Bostic, presidente do Fed de Atlanta, afirmou que a confiança dos consumidores ainda se mantém baixa diante de fatores de incerteza global. Lisa Cook, diretora do Fed, destacou a necessidade de cautela na adoção de inteligência artificial (IA) como motor de produtividade, enquanto Christopher Waller alertou para interpretações superestimadas sobre impactos da IA na geração de empregos.

Essas declarações reforçam que, mesmo com dados positivos, o Fed mantém postura prudente, influenciando diretamente o comportamento do ouro. A percepção de risco e a avaliação das políticas monetárias americanas se refletem nos preços do metal, contribuindo para a queda do ouro observada na sessão.


Análise histórica: ouro como refúgio em crises

O ouro tradicionalmente funciona como ativo de proteção em períodos de instabilidade política e econômica. Conflitos internacionais e tensões comerciais, como os recentes atritos entre EUA e Irã, aumentam a volatilidade do metal. O comportamento atual acompanha padrões históricos: investidores aproveitam oscilações para realizar lucros, ao mesmo tempo em que monitoram riscos sistêmicos.

A correlação entre crises geopolíticas, valorização do dólar e preços do ouro é consistente. Movimentos abruptos no mercado de metais preciosos afetam não apenas o ouro, mas também outros ativos de refúgio, como prata, platina e derivativos ligados a commodities.


Impacto no mercado financeiro e na economia global

A queda do ouro tem repercussão direta em instituições financeiras, governos e setores ligados à mineração e joalheria. Preços mais baixos podem reduzir valor de reservas estratégicas, alterar políticas de hedge e impactar investimentos corporativos.

No mercado financeiro, a retração nos preços exige ajustes em derivativos, revisão de carteiras e avaliação do risco em ativos correlatos, como ações de mineração e commodities industriais. Investidores institucionais, fundos de hedge e gestores de portfólio acompanham essas movimentações com atenção, visando preservar liquidez e mitigar impactos negativos de curto prazo.


Perspectivas futuras para o ouro

A expectativa para os próximos meses permanece de alta volatilidade. A evolução das tarifas norte-americanas, decisões do Fed e o comportamento do dólar continuarão sendo determinantes para o preço do ouro. Analistas recomendam monitoramento constante de indicadores econômicos e geopolíticos, destacando que oscilações futuras podem criar oportunidades tanto para proteção quanto para especulação.

O ouro, assim, segue sendo um termômetro de risco global, refletindo mudanças rápidas em políticas comerciais, tensões internacionais e expectativas de inflação. A gestão ativa de portfólio e o acompanhamento das decisões institucionais são essenciais para investidores que buscam equilibrar segurança e rentabilidade.


Cenário geopolítico: EUA x Irã e impacto na percepção de risco

As relações entre Estados Unidos e Irã influenciam diretamente o mercado de ouro. A escalada de tensões, combinada com medidas tarifárias, altera a percepção de risco e provoca movimentos defensivos no mercado global de metais preciosos. Neste contexto, a queda do ouro funciona como reação técnica do mercado, enquanto investidores ajustam posições frente a expectativas de instabilidade econômica e política.

O monitoramento de conflitos internacionais, políticas comerciais e decisões do Fed permanece essencial para interpretar os sinais do mercado e prever tendências futuras de preço.


Considerações estratégicas para investidores

Para investidores institucionais e individuais, entender os fatores por trás da queda do ouro é fundamental para decisões de alocação e hedge. A análise deve abranger:

  • Impacto das tarifas norte-americanas e disputas comerciais

  • Evolução da política monetária do Fed

  • Oscilações do dólar frente a moedas internacionais

  • Riscos geopolíticos e suas repercussões nos mercados de metais preciosos

A integração dessas variáveis permite estratégias mais robustas, minimizando riscos e aproveitando oportunidades em períodos de volatilidade.

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