sexta-feira, 2 de janeiro de 2026
contato@gazetamercantil.com
GAZETA MERCANTIL
Sem resultados
Todos os resultados
GAZETA MERCANTIL
Sem resultados
Todos os resultados
GAZETA MERCANTIL
Sem resultados
Todos os resultados
Home Business

HPDP11 tem queda patrimonial após reavaliação do Shopping Parque Dom Pedro

por Redação
18/09/2025
em Business, Destaque, News
Hpdp11 Tem Queda Patrimonial Após Reavaliação Do Shopping Parque Dom Pedro Gazeta Mercantil

HPDP11 tem desvalorização patrimonial e analistas apontam oportunidades em FIIs

O fundo imobiliário HPDP11 (Hedge Shopping Parque Dom Pedro) anunciou uma leve desvalorização patrimonial após a reavaliação do único ativo que compõe seu portfólio: o Shopping Parque Dom Pedro, localizado em Campinas (SP). Embora o ajuste não afete diretamente os rendimentos dos cotistas, ele acende o alerta para quem acompanha o mercado de FIIs (Fundos de Investimento Imobiliário), especialmente aqueles focados no setor de shoppings.

Reavaliação do Shopping Parque Dom Pedro impacta patrimônio do HPDP11

No último dia 3, o fundo HPDP11 comunicou, via fato relevante, uma redução de 0,75% no valor de mercado do Shopping Parque Dom Pedro, segundo avaliação da consultoria Cushman & Wakefield com data de corte em 30 de junho. Com isso, o valor da cota do fundo teve queda de 0,69% no encerramento do mês.

Importante destacar que essa alteração contábil não afeta diretamente a distribuição de rendimentos mensais aos cotistas, mas modifica o valor patrimonial líquido (VPL) do fundo — um indicador crucial para a análise de precificação no mercado secundário.

O HPDP11 é composto por um único ativo e detém 10,53% de participação no Shopping Parque Dom Pedro, um dos maiores centros comerciais do Brasil, com 126,1 mil m² de área bruta locável (ABL). O empreendimento é administrado pela Allos (ALOS3), uma das maiores gestoras de shopping centers do país.


O que essa desvalorização representa para o investidor?

Para o cotista do HPDP11, a notícia da desvalorização patrimonial pode gerar preocupações, especialmente pelo fato de o fundo ser altamente concentrado em um único ativo. Contudo, é preciso compreender que reavaliações patrimoniais fazem parte da dinâmica dos fundos imobiliários de tijolo, em especial aqueles que atuam com imóveis de grande porte e alto valor agregado.

Essa oscilação de valor reflete mais uma adequação ao valor de mercado do que uma mudança concreta na capacidade de geração de receita. Ou seja, enquanto o shopping continuar com uma boa taxa de ocupação e fluxo de consumidores, a distribuição de proventos tende a seguir estável.


Panorama do IFIX: rumo ao recorde histórico

Enquanto o HPDP11 sofre um ajuste pontual, o IFIX (Índice de Fundos Imobiliários), principal termômetro do setor no Brasil, segue em tendência positiva. No pregão de 2 de julho, o índice avançou 0,19%, encerrando aos 3.481,84 pontos, muito próximo da máxima histórica de 3.483,77 pontos.

Nos últimos 30 dias, o IFIX acumula alta de 1,07%, e em 2025 o ganho já chega a expressivos 11,73%. Mesmo com essa forte valorização no primeiro semestre, analistas veem espaço para crescimento adicional, o que reforça o interesse dos investidores institucionais e pessoas físicas nesse segmento.


FIIs em 2025: o que esperar do segundo semestre?

Durante o evento “Onde Investir no 2º Semestre de 2025”, promovido pelo Seu Dinheiro com apoio do Money Times, o analista Caio Araujo, da Empiricus Research, trouxe uma leitura interessante sobre o atual momento dos FIIs.

Segundo ele, os fundos imobiliários começaram o ano com preços descontados, principalmente após os ciclos de alta da Selic. Mesmo com a valorização recente, muitos ativos continuam atrativos, ainda mais para quem busca renda passiva estável e previsível.

Araujo destacou que, apesar da valorização das cotas, todos os segmentos — incluindo shoppings, lajes corporativas, galpões logísticos e fundos de papel — seguem sendo negociados com algum grau de desconto frente ao valor patrimonial.


Juros, inflação e cenário fiscal: os fatores macro que influenciam os FIIs

A performance dos fundos imobiliários, inclusive o HPDP11, está diretamente atrelada ao comportamento de dois grandes pilares macroeconômicos: a taxa Selic e o cenário fiscal brasileiro.

Selic

A taxa básica de juros atingiu seu pico, o que, por si só, é positivo para os FIIs. Isso porque, com uma perspectiva de queda ou estabilidade, os investidores tendem a migrar de aplicações conservadoras (como Tesouro Direto) para ativos mais rentáveis, como os fundos imobiliários.

Inflação

Embora controlada, a inflação ainda é um fator de risco. Fundos imobiliários com contratos atrelados a índices como o IPCA ou o IGP-M são diretamente impactados pela inflação, tanto positivamente quanto negativamente.

Cenário fiscal

A incerteza fiscal é outro ponto de atenção. Com as eleições se aproximando em 2026, o mercado já começa a precificar possíveis mudanças na política econômica e fiscal do país. Isso influencia diretamente os fundos de tijolo, como o HPDP11, que dependem da previsibilidade econômica para manter o fluxo de caixa estável.


O que torna o HPDP11 diferente dos demais FIIs?

O HPDP11 é um fundo atípico no mercado brasileiro. Enquanto a maioria dos FIIs diversifica sua carteira em vários imóveis ou ativos de crédito, o HPDP11 opta por uma estrutura concentrada, com participação em um único shopping center.

Vantagens:

  • Participação em um dos maiores e mais consolidados shoppings do Brasil;

  • Localização estratégica (Campinas-SP);

  • Gestão profissional com foco em valorização patrimonial de longo prazo.

Desvantagens:

  • Alta dependência de um único ativo;

  • Maior vulnerabilidade a reavaliações patrimoniais;

  • Menor liquidez no mercado secundário (pouco mais de 350 cotistas).


Como analisar o HPDP11 neste momento?

Para o investidor que pensa em entrar ou manter posição no HPDP11, alguns fatores devem ser considerados:

  1. Liquidez: Por ter poucos cotistas, o fundo pode apresentar menor facilidade para compra e venda de cotas no mercado.

  2. Distribuição de proventos: Apesar da desvalorização contábil, os rendimentos mensais permanecem estáveis, o que pode continuar atraente para quem busca renda passiva.

  3. Estratégia de longo prazo: O HPDP11 é ideal para quem pensa no médio e longo prazo, considerando o potencial de valorização patrimonial e estabilidade na receita de aluguéis.


A recente desvalorização do HPDP11 pode ter causado certo incômodo em investidores mais sensíveis a variações patrimoniais. No entanto, essa queda de 0,75% no valor do ativo reflete uma reavaliação contábil pontual, sem impactos diretos na distribuição de rendimentos.

No cenário mais amplo, os fundos imobiliários seguem em trajetória de valorização, com o IFIX próximo do recorde histórico. Mesmo após forte alta no primeiro semestre de 2025, analistas ainda identificam oportunidades interessantes para investidores que buscam diversificação, proteção contra inflação e renda passiva.

O HPDP11, com sua estrutura concentrada e aposta em um dos shoppings mais relevantes do Brasil, permanece como uma opção sólida para carteiras que priorizam renda consistente e valorização no longo prazo.

Tags: cotas HPDP11FIIs 2025fundos de tijolofundos imobiliáriosHPDP11Ifix hojelajes corporativasonde investir 2025Selic FIIsShopping Parque Dom Pedro

LEIA MAIS

Acareação Entre Vorcaro E Ex-Presidente Do Brb Amplia Pressão E Expõe Contradições No Stf - Gazeta Mercantil
Política

Acareação entre Vorcaro e ex-presidente do BRB amplia pressão e expõe contradições no STF

Acareação entre Vorcaro e ex-presidente do BRB expõe contradições e amplia pressão no STF A decisão da Polícia Federal de promover a acareação entre Vorcaro e ex-presidente do...

MaisDetails
Caso Master: Contradições Em Depoimentos Levam Pf A Promover Acareação No Stf - Gazeta Mercantil
Política

Caso Master: contradições em depoimentos levam PF a promover acareação no STF

Caso Master: contradições em depoimentos levam PF a promover acareação entre Vorcaro e ex-presidente do BRB As investigações que envolvem o Caso Master avançaram de forma decisiva nesta...

MaisDetails
Ibovespa Encerra O Ano Em Alta Com Fed Cauteloso, Emprego Forte E Dólar Em Queda - Gazeta Mercantil
Ibovespa

Ibovespa encerra o ano em alta com Fed cauteloso, emprego forte e dólar em queda

Ibovespa encerra o ano em alta com apoio do Fed, força do emprego no Brasil e dólar em queda O Ibovespa encerra o ano em alta consolidando um...

MaisDetails
Calendário Financeiro 2026: Fgts, Inss E Imposto De Renda Já Têm Datas Definidas - Gazeta Mercantil
Economia

Calendário financeiro 2026: FGTS, INSS e Imposto de Renda já têm datas definidas

A confirmação das principais datas de pagamento relacionadas ao FGTS, ao INSS e ao Imposto de Renda para 2026 coloca o calendário financeiro 2026 no centro das atenções...

MaisDetails
Carteiras De Criptomoedas: Conheça Os Diferentes Tipos - Gazeta Mercantil
Criptomoedas

Carteiras de criptomoedas: conheça os diferentes tipos

O crescimento do mercado de criptomoedas trouxe à tona uma necessidade básica, mas essencial: armazenar ativos digitais de forma segura. Assim como uma carteira física guarda dinheiro, as...

MaisDetails
PUBLICIDADE

GAZETA MERCANTIL

Acareação Entre Vorcaro E Ex-Presidente Do Brb Amplia Pressão E Expõe Contradições No Stf - Gazeta Mercantil
Política

Acareação entre Vorcaro e ex-presidente do BRB amplia pressão e expõe contradições no STF

Caso Master: Contradições Em Depoimentos Levam Pf A Promover Acareação No Stf - Gazeta Mercantil
Política

Caso Master: contradições em depoimentos levam PF a promover acareação no STF

Ibovespa Encerra O Ano Em Alta Com Fed Cauteloso, Emprego Forte E Dólar Em Queda - Gazeta Mercantil
Ibovespa

Ibovespa encerra o ano em alta com Fed cauteloso, emprego forte e dólar em queda

Calendário Financeiro 2026: Fgts, Inss E Imposto De Renda Já Têm Datas Definidas - Gazeta Mercantil
Economia

Calendário financeiro 2026: FGTS, INSS e Imposto de Renda já têm datas definidas

Carteiras De Criptomoedas: Conheça Os Diferentes Tipos - Gazeta Mercantil
Criptomoedas

Carteiras de criptomoedas: conheça os diferentes tipos

Sala De Aula Automatizada: Universidades Entram Na Era Dos Agentes De Ia - Gazeta Mercantil
Tecnologia

Sala de aula automatizada: universidades entram na era dos agentes de IA

EDITORIAS

  • Brasil
  • Business
  • Cultura & Lazer
  • Economia
    • Criptomoedas
    • Dólar
    • Fundos Imobiliários
    • Ibovespa
  • Esportes
  • Lifestyle
    • Veículos
    • Moda
    • Viagens
  • Mundo
  • News
  • Política
  • Saúde
  • Tecnologia
  • Trabalho
  • Anuncie Conosco
Gazeta Mercantil Logo White

contato@gazetamercantil.com

EDITORIAS

  • Brasil
  • Business
  • Cultura & Lazer
  • Economia
    • Criptomoedas
    • Dólar
    • Fundos Imobiliários
    • Ibovespa
  • Esportes
  • Lifestyle
    • Veículos
    • Moda
    • Viagens
  • Mundo
  • News
  • Política
  • Saúde
  • Tecnologia
  • Trabalho
  • Anuncie Conosco

Veja Também:

  • Acareação entre Vorcaro e ex-presidente do BRB amplia pressão e expõe contradições no STF
  • Caso Master: contradições em depoimentos levam PF a promover acareação no STF
  • Ibovespa encerra o ano em alta com Fed cauteloso, emprego forte e dólar em queda
  • Calendário financeiro 2026: FGTS, INSS e Imposto de Renda já têm datas definidas
  • Carteiras de criptomoedas: conheça os diferentes tipos
  • Sala de aula automatizada: universidades entram na era dos agentes de IA
  • Anuncie Conosco
  • Política de Correções
  • Política de Privacidade LGPD
  • Política Editorial
  • Termos de Uso
  • Sobre

© 2025 GAZETA MERCANTIL - PORTAL DE NOTÍCIAS - Todos os direitos reservados | contato@gazetamercantil.com

Sem resultados
Todos os resultados
  • Brasil
  • Business
  • Cultura & Lazer
  • Economia
    • Criptomoedas
    • Dólar
    • Fundos Imobiliários
    • Ibovespa
  • Esportes
  • Lifestyle
    • Veículos
    • Moda
    • Viagens
  • Mundo
  • News
  • Política
  • Saúde
  • Tecnologia
  • Trabalho
  • Anuncie Conosco

© 2025 GAZETA MERCANTIL - PORTAL DE NOTÍCIAS - Todos os direitos reservados | contato@gazetamercantil.com