Guia Completo de Ações Internacionais para Enfrentar o Tarifaço de Trump em Agosto
Com a entrada em vigor do tarifaço de Trump no dia 6 de agosto de 2025, investidores brasileiros enfrentam um cenário de maior volatilidade cambial e incertezas fiscais. A imposição de tarifas adicionais sobre produtos nacionais pode resultar em impacto de até 0,2 p.p. no PIB brasileiro nos próximos 12 meses, segundo projeções de mercado. Em meio a esse panorama, aumenta a relevância de diversificar carteiras por meio de ações internacionais, especialmente aquelas menos expostas a barreiras comerciais e com forte posição em setores-chave, como tecnologia e serviços financeiros.
Ao longo deste guia, apresentamos seis papéis recomendados por instituições locais – Empiricus, XP Investimentos, BTG Pactual, Itaú Unibanco, Terra, Toro (Santander) e Genial – com menções em ao menos três carteiras diferentes. Nosso objetivo é mostrar como incluir ações internacionais resilientes em agosto, mês crítico para o mercado global.
Cenário Global com o Tarifaço de Trump
A combinação do tarifaço, política monetária estável nos EUA e incertezas fiscais cria ambiente desafiador. Enquanto as bolsas americanas alcançam máximas históricas, o impulso provém majoritariamente de empresas de inteligência artificial. Setores mais impactados pelas tarifas apresentam desempenho mais contido. Esse fenômeno de descasamento reforça a necessidade de selecionar ações internacionais com negócios menos vulneráveis a barreiras comerciais e alto potencial de inovação.
Critérios de Seleção das Ações Internacionais
Para escolher os seis papéis, consideramos:
-
Diversificação geográfica e de setores;
-
Exposição reduzida a tarifas comerciais;
-
Participação de mercado e liderança em nichos estratégicos;
-
Potencial de crescimento em tecnologia, nuvem e serviços financeiros;
-
Avaliação de múltiplas carteiras de análise local.
A partir dessas bases, destacam-se empresas com produtos consolidados globalmente e alta capacidade de transferir custo tarifário, preservando margens e caixa.
1. Microsoft (MSFT)
A Microsoft se sobressai pela integração de inteligência artificial em soluções corporativas, como o Office 365 e o motor de busca Bing. A expansão de sua plataforma de nuvem, Azure, impulsiona um novo ciclo de crescimento, enquanto investimentos em realidade virtual prometem reforçar o portfólio. A empresa detém liderança em software empresarial, o que torna sua receita menos sensível a tarifas sobre hardware. Para quem busca ações internacionais de tecnologia robusta, Microsoft combina inovação contínua e receita recorrente.
2. Amazon (AMZN)
A gigante de e-commerce alia operações de varejo online na América do Norte ao segmento de serviços de nuvem, AWS. Na nuvem, a Amazon Web Services domina o mercado global de infraestrutura como serviço, com amplo portfólio de computação, armazenamento e banco de dados. Esse segmento gera margens elevadas e pouco impacto direto de tarifas sobre produtos físicos, destacando-se nas recomendações de ações internacionais para navegar em agosto.
3. Alphabet (GOOGL)
A controladora do Google e do YouTube apresentou valorização significativa em julho, aproximando-se de patamares recordes. O foco em monetização de buscas e publicidade digital mantém receita estável, enquanto investimentos em IA, computação em nuvem e dispositivos conectados ampliam fontes de receita. Em termos de ações internacionais, Alphabet oferece equilíbrio entre crescimento orgânico e diversificação de linhas de negócio.
4. Meta Platforms (META)
Antiga Facebook, a Meta consolidou-se após recuperar máximas históricas no setor de redes sociais e realidade aumentada. A migração para o metaverso e a oferta de serviços de publicidade digital proporcionam novos vetores de expansão. Com grande base de usuários e forte receita por anúncio, Meta figura entre as principais ações internacionais para enfrentar oscilações advindas de tarifas comerciais.
5. Nvidia (NVDA)
Líder global no fornecimento de GPUs para data centers, a Nvidia é peça-chave na infraestrutura de inteligência artificial generativa. Com cerca de 80 % de participação de mercado em sua categoria, fornece hardware essencial para startups e grandes corporações que desenvolvem IA. Essa posição dominante reduz riscos de concorrência e tarifação, qualificando Nvidia como uma das mais promissoras ações internacionais de tecnologia.
6. JPMorgan Chase (JPM)
Um dos maiores bancos dos EUA, o JPMorgan destaca-se pela ampla oferta de produtos de atacado e varejo financeiro, além da notável capacidade de cross-sell. Sua capilaridade e robustez de capital permitem investir em mercados emergentes e resistir a choques externos. Para quem busca ações internacionais do setor financeiro, o banco combina segurança de balanço com oportunidades de crescimento em crédito e serviços de gestão de ativos.
A estratégia de investir em ações internacionais com forte presença em tecnologia e serviços financeiros oferece hedge contra o tarifaço de Trump e exposição controlada a riscos comerciais. Microsoft, Amazon, Alphabet, Meta, Nvidia e JPMorgan representam opções diversificadas, capazes de aproveitar o cenário de alta histórica das bolsas americanas, sem se expor excessivamente às tarifas. Ao balancear a carteira com esses papéis, o investidor reduz vulnerabilidade a choques externos e potencializa ganhos em segmentos de inovação contínua.






