Alta das Criptomoedas Deve se Estender Até 2027: O Que Esperar do Mercado Global
O mercado de alta das criptomoedas ganhou novo fôlego em 2025 e pode viver um dos ciclos mais duradouros de sua história. Segundo projeções de uma das principais gestoras globais, a valorização deve se estender até 2027, transformando não apenas o universo de Bitcoin e Ethereum, mas também todo o ecossistema de ativos digitais, incluindo tokens de DeFi, infraestrutura blockchain e exchanges globais.
Essa análise reflete uma conjuntura de fatores econômicos, políticos e tecnológicos que se alinham para sustentar a tendência de valorização. A combinação de regulação favorável nos Estados Unidos, adoção institucional acelerada e maior participação de países emergentes sugere que a alta das criptomoedas não será apenas um fenômeno passageiro, mas sim um movimento estrutural de impacto global.
O que é um ciclo de alta no mercado cripto?
Para entender a alta das criptomoedas, é preciso compreender o conceito de ciclo de valorização. Conhecido no mercado como bull market, esse período é marcado por elevações consistentes nos preços dos ativos. No caso dos criptoativos, os ciclos estão frequentemente ligados a eventos como o halving do Bitcoin, que reduz a emissão de novas moedas, e à entrada de grandes investidores institucionais.
Ao longo da última década, cada ciclo de alta trouxe ondas de inovação, como o crescimento das ICOs em 2017 ou o boom dos NFTs em 2021. Agora, em 2025, a expectativa é que o mercado se apoie no avanço das finanças descentralizadas (DeFi), na tokenização de ativos reais e no fortalecimento regulatório em grandes economias.
A Bernstein e sua visão sobre a alta das criptomoedas
Com mais de US$ 725 bilhões sob gestão, a Bernstein é uma das gestoras mais respeitadas do mundo. Seus relatórios são referência para fundos de pensão, seguradoras e investidores institucionais. ao analisar o setor, a instituição afirma que a alta das criptomoedas não só está em andamento como deve se manter até pelo menos 2027.
A avaliação é de que o mercado passará por fases de lateralidade e correções temporárias, mas que essas quedas devem funcionar como ajustes naturais, sem comprometer a tendência principal de valorização.
Bitcoin pode chegar a US$ 200 mil até 2026
O protagonista da alta das criptomoedas continua sendo o Bitcoin (BTC). A previsão é de que o ativo atinja valores entre US$ 150 mil e US$ 200 mil até 2026. Caso confirmada, essa valorização consolidará a posição do BTC como principal reserva de valor digital.
A combinação de maior clareza regulatória nos EUA, aprovação de ETFs de Bitcoin e o interesse crescente de fundos institucionais pode levar o ativo a patamares históricos. Esse movimento reforça a percepção de que o Bitcoin está deixando de ser apenas uma aposta especulativa para se tornar um componente estratégico em portfólios globais.
Além do Bitcoin: Ethereum, Solana e DeFi no radar
A alta das criptomoedas não será restrita ao Bitcoin. O relatório aponta outros protagonistas desse ciclo:
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Ethereum (ETH): impulsionado pela expansão de contratos inteligentes e maior uso em aplicações descentralizadas.
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Solana (SOL): beneficiada por sua escalabilidade e aplicações em DeFi e NFTs.
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Tokens de DeFi: com protocolos de empréstimo, staking e liquidez descentralizada atraindo novos investidores.
Essa diversificação indica que o ciclo de alta será mais abrangente do que em períodos anteriores, aumentando as oportunidades para diferentes perfis de investidores.
O papel dos Estados Unidos no ciclo de valorização
A participação dos Estados Unidos é decisiva para a alta das criptomoedas. O governo Donald Trump assumiu a meta de transformar o país na capital mundial dos ativos digitais. A estratégia inclui a criação de um arcabouço regulatório claro, atraindo empresas e investidores institucionais.
Esse alinhamento político deve consolidar os EUA como polo global de inovação financeira, atraindo capital e legitimando o setor em escala internacional.
Adoção institucional acelera a alta das criptomoedas
Um dos fatores mais importantes para sustentar a alta das criptomoedas é a adoção institucional. Grandes bancos, fundos e seguradoras já passaram a incluir ativos digitais em seus portfólios. Além disso, a emissão de ETFs de Bitcoin e Ethereum nos EUA amplia a liquidez e reduz barreiras de entrada.
Esse movimento confere maior credibilidade ao setor e estimula a entrada de novos recursos, reforçando a tendência de valorização.
Empresas e setores beneficiados pela alta
A valorização também beneficia empresas listadas em bolsa, especialmente aquelas ligadas diretamente ao ecossistema cripto. Entre os destaques estão:
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Coinbase (COIN): projetada como a “AWS das criptomoedas”, com preço-alvo de US$ 510.
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Robinhood (HOOD): revisada para US$ 160, com papel crescente como canal de investimento institucional.
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Circle (CRCL): destaque no setor de stablecoins, com projeção favorável após IPO.
Além das exchanges, mineradoras de Bitcoin, empresas de infraestrutura blockchain e provedores de serviços DeFi devem expandir suas margens com a alta das criptomoedas.
O avanço da DeFi no ciclo de valorização
As finanças descentralizadas (DeFi) são apontadas como um dos pilares da alta das criptomoedas. Projetos que oferecem serviços financeiros sem intermediários estão crescendo rapidamente.
Vantagens da DeFi
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Eliminação de bancos tradicionais;
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Transparência via contratos inteligentes;
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Retornos mais elevados em relação a aplicações convencionais.
Desafios da DeFi
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Falta de regulamentação clara;
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Risco de ataques hackers;
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Volatilidade nos tokens de liquidez.
Mesmo com obstáculos, a DeFi deve atrair atenção crescente de investidores institucionais nos próximos anos.
Perspectivas para 2025 e 2026
Segundo a Bernstein, 2025 será marcado por forte expansão, enquanto 2026 deve consolidar preços elevados, preparando o mercado para o pico de valorização em 2027.
Correções no curto prazo são esperadas, mas vistas como ajustes normais dentro de uma alta das criptomoedas de longo prazo.
Impactos globais do ciclo
A valorização terá efeitos também nos países emergentes, onde criptomoedas já funcionam como alternativa a sistemas financeiros instáveis. América Latina, África e Sudeste Asiático devem aumentar sua participação.
O avanço dos EUA pode influenciar outros governos a adotar regulamentações mais claras, criando um ambiente internacional mais seguro para o setor.
A alta das criptomoedas até 2027 representa um marco histórico. O Bitcoin pode chegar a US$ 200 mil, o Ethereum deve consolidar seu papel nos contratos inteligentes e tokens de DeFi ganharão relevância. Com a entrada de grandes empresas, regulação favorável e maior participação global, o setor caminha para uma fase de maturidade.
Apesar da volatilidade natural, a tendência de longo prazo é clara: o mercado de criptomoedas seguirá crescendo e se consolidando como parte essencial do sistema financeiro mundial.






