Empiricus redefine carteira e aposta em ações para investir com corte de juros no radar
A Empiricus Research promoveu ajustes relevantes em sua carteira recomendada de fevereiro, reforçando a estratégia de exposição a ações para investir com corte de juros, em um momento em que o mercado financeiro passa a precificar o início iminente de um novo ciclo de flexibilização monetária no Brasil. A reformulação ocorre após um início de ano marcado por forte fluxo de capital estrangeiro para mercados emergentes, valorização da bolsa brasileira e enfraquecimento global do dólar.
A principal mudança no portfólio foi a saída das ações da Multiplan (MULT3), que acumulavam valorização expressiva no mês anterior, superando o desempenho do Ibovespa. Segundo a Empiricus, a decisão teve como objetivo realizar ganhos após a alta de 20,9% registrada em janeiro, movimento considerado suficiente diante do atual estágio de preço do ativo. No lugar, a casa incluiu os papéis da Smart Fit (SMFT3), empresa do setor de academias que, na avaliação da equipe de análise, reúne assimetria favorável em um ambiente de queda de juros.
A reformulação da carteira reflete uma leitura mais ampla do cenário macroeconômico e da dinâmica setorial, priorizando ações para investir com corte de juros que combinam crescimento estrutural, sensibilidade positiva à taxa Selic e menor dependência de fatores externos, como o dólar e o ciclo econômico global.
Smart Fit entra no radar após desvalorização considerada excessiva
A inclusão da Smart Fit na carteira recomendada ilustra a estratégia da Empiricus de buscar ativos que não acompanharam integralmente o rali recente da bolsa, apesar de fundamentos sólidos. Segundo a analista Larissa Quaresma, algumas teses de alta qualidade permaneceram relativamente estáveis mesmo diante da valorização generalizada do mercado, criando oportunidades pontuais de entrada.
No caso da Smart Fit, a avaliação é de que a empresa apresenta robusto potencial de expansão no Brasil e na América Latina, sustentado pelo crescimento da demanda por academias, pela consolidação do modelo de negócios e pelo amadurecimento das unidades abertas nos últimos anos. Esse processo tende a impulsionar ganhos de margem bruta e operacional, especialmente em um ambiente de crédito mais barato e maior disposição do consumidor para gastos recorrentes.
A analista destaca que, após sinalizações de pressão nas margens projetadas para 2026, o papel sofreu uma correção abrupta, considerada exagerada pela casa. Nesse contexto, a Empiricus passou a enxergar a ação como uma das ações para investir com corte de juros mais interessantes do momento, negociada a múltiplos considerados atrativos frente às perspectivas de crescimento de lucros no médio prazo.
Nubank ganha peso em estratégia sensível à Selic
Outro movimento relevante foi o aumento da exposição ao Nubank (ROXO34), ativo considerado altamente sensível ao comportamento da taxa de juros. A Empiricus avalia que o banco digital tende a se beneficiar de forma direta do início do ciclo de cortes da Selic, uma vez que seu custo de funding está majoritariamente atrelado ao CDI e à taxa básica de juros.
Com a expectativa de redução gradual do custo de capital ao longo de 2026, a casa entende que o Nubank pode apresentar melhora significativa em margens, rentabilidade e geração de caixa. Esse cenário reforça a atratividade do papel dentro de uma carteira focada em ações para investir com corte de juros, especialmente no setor financeiro, tradicionalmente impactado de forma direta pelas decisões de política monetária.
A estratégia também considera a capacidade da instituição de manter crescimento da base de clientes, ampliar a oferta de produtos e monetizar serviços em um ambiente econômico mais favorável, com menor pressão sobre inadimplência e maior demanda por crédito.
Portfólio busca equilíbrio entre crescimento e resiliência
Além da Smart Fit e do Nubank, a carteira recomendada da Empiricus para fevereiro mantém exposição a empresas consideradas resilientes e bem posicionadas para capturar ganhos em um ciclo de flexibilização monetária. Entre elas estão nomes tradicionais do setor financeiro, como Itaú (ITUB4) e Porto (PSSA3), além de companhias ligadas a infraestrutura, consumo e energia.
A presença de empresas como Equatorial (EQTL3), Localiza (RENT3), Cosan (CSAN3), Rede D’Or (RDOR3), Direcional (DIRR3) e Prio (PRIO3) reforça a diversificação setorial da carteira, sem abrir mão da coerência com a tese central de ações para investir com corte de juros. A seleção busca capturar tanto o efeito direto da queda da Selic quanto os impactos indiretos sobre consumo, investimento e crescimento econômico.
Segundo a analista, o portfólio foi estruturado para permanecer responsivo ao comportamento da taxa de juros, ao mesmo tempo em que mantém baixa exposição ao dólar. Essa combinação é vista como estratégica em um momento de continuidade do enfraquecimento da moeda americana e de maior atratividade relativa dos ativos domésticos.
Desempenho recente e comparação com o Ibovespa
Em janeiro, a carteira recomendada da Empiricus registrou valorização de 8,9%, desempenho positivo, embora inferior à alta de 12,6% do Ibovespa no mesmo período. A casa ressalta que o resultado deve ser analisado à luz da proposta da carteira, que privilegia consistência e captura de tendências estruturais, em vez de movimentos pontuais de mercado.
A estratégia focada em ações para investir com corte de juros tende a apresentar desempenho mais expressivo à medida que o ciclo de flexibilização monetária se consolida, favorecendo setores sensíveis ao custo de capital e empresas com maior alavancagem operacional.
Fluxo para emergentes fortalece a bolsa brasileira
O início de 2026 tem sido marcado por um fluxo consistente de recursos para mercados emergentes, beneficiando diretamente a bolsa brasileira. Esse movimento dá continuidade à tendência observada ao longo de 2025 e tem como pano de fundo um dólar globalmente mais fraco, historicamente associado a janelas favoráveis para ativos de países em desenvolvimento.
Segundo a avaliação da Empiricus, a fraqueza da moeda americana decorre de fatores geopolíticos e institucionais, que reduzem a atratividade relativa dos ativos denominados em dólar e estimulam a busca por retornos em mercados emergentes. Nesse contexto, o Brasil surge como um dos principais destinos de capital, sustentado por fundamentos macroeconômicos considerados sólidos e por uma política monetária prestes a entrar em fase de afrouxamento.
Esse ambiente reforça a tese de ações para investir com corte de juros, uma vez que combina fluxo estrangeiro, valorização dos ativos domésticos e expectativa de melhora nas condições financeiras ao longo do ano.
Corte da Selic como principal vetor de 2026
No cenário doméstico, o principal diferencial apontado para 2026 é a expectativa concreta de início do ciclo de cortes da taxa Selic. A perspectiva de flexibilização monetária relevante ao longo do ano é vista como um catalisador importante para o mercado acionário, sustentando múltiplos, favorecendo o crescimento dos lucros corporativos e mantendo o fluxo estrangeiro como força relevante para a bolsa.
A Empiricus avalia que a redução gradual dos juros tende a beneficiar de forma mais intensa empresas ligadas a consumo, crédito, infraestrutura e serviços, reforçando a importância de uma carteira bem posicionada em ações para investir com corte de juros. Ao mesmo tempo, a estratégia busca mitigar riscos associados à volatilidade externa, concentrando-se em ativos com geração de caixa doméstica e menor exposição cambial.
Carteira reflete leitura estratégica do ciclo econômico
A composição final da carteira recomendada para fevereiro reflete uma leitura estratégica do atual estágio do ciclo econômico brasileiro. A Empiricus aposta que a combinação entre corte de juros, dólar mais fraco e fluxo estrangeiro cria um ambiente propício para valorização sustentada do mercado acionário ao longo de 2026.
Nesse contexto, a seleção de ações para investir com corte de juros busca capturar não apenas o movimento inicial de reprecificação dos ativos, mas também os ganhos estruturais associados à retomada gradual do crescimento econômico, ao aumento do investimento e à melhora do ambiente de negócios no país.






