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Empiricus aposta em ações para investir com corte de juros e ajusta carteira para fevereiro

Mudanças no portfólio reforçam estratégia sensível à Selic e reduzem exposição cambial em um cenário de flexibilização monetária

por Ana Luiza Farias
31/01/2026 às 12h01
em Negócios
Mudanças No Portfólio Reforçam Estratégia Sensível À Selic E Reduzem Exposição Cambial Em Um Cenário De Flexibilização Monetária - Gazeta Mercantil

Empiricus redefine carteira e aposta em ações para investir com corte de juros no radar

A Empiricus Research promoveu ajustes relevantes em sua carteira recomendada de fevereiro, reforçando a estratégia de exposição a ações para investir com corte de juros, em um momento em que o mercado financeiro passa a precificar o início iminente de um novo ciclo de flexibilização monetária no Brasil. A reformulação ocorre após um início de ano marcado por forte fluxo de capital estrangeiro para mercados emergentes, valorização da bolsa brasileira e enfraquecimento global do dólar.

A principal mudança no portfólio foi a saída das ações da Multiplan (MULT3), que acumulavam valorização expressiva no mês anterior, superando o desempenho do Ibovespa. Segundo a Empiricus, a decisão teve como objetivo realizar ganhos após a alta de 20,9% registrada em janeiro, movimento considerado suficiente diante do atual estágio de preço do ativo. No lugar, a casa incluiu os papéis da Smart Fit (SMFT3), empresa do setor de academias que, na avaliação da equipe de análise, reúne assimetria favorável em um ambiente de queda de juros.

Leia também: Copom indica corte de juros só após o Carnaval.

A reformulação da carteira reflete uma leitura mais ampla do cenário macroeconômico e da dinâmica setorial, priorizando ações para investir com corte de juros que combinam crescimento estrutural, sensibilidade positiva à taxa Selic e menor dependência de fatores externos, como o dólar e o ciclo econômico global.

Smart Fit entra no radar após desvalorização considerada excessiva

A inclusão da Smart Fit na carteira recomendada ilustra a estratégia da Empiricus de buscar ativos que não acompanharam integralmente o rali recente da bolsa, apesar de fundamentos sólidos. Segundo a analista Larissa Quaresma, algumas teses de alta qualidade permaneceram relativamente estáveis mesmo diante da valorização generalizada do mercado, criando oportunidades pontuais de entrada.

No caso da Smart Fit, a avaliação é de que a empresa apresenta robusto potencial de expansão no Brasil e na América Latina, sustentado pelo crescimento da demanda por academias, pela consolidação do modelo de negócios e pelo amadurecimento das unidades abertas nos últimos anos. Esse processo tende a impulsionar ganhos de margem bruta e operacional, especialmente em um ambiente de crédito mais barato e maior disposição do consumidor para gastos recorrentes.

A analista destaca que, após sinalizações de pressão nas margens projetadas para 2026, o papel sofreu uma correção abrupta, considerada exagerada pela casa. Nesse contexto, a Empiricus passou a enxergar a ação como uma das ações para investir com corte de juros mais interessantes do momento, negociada a múltiplos considerados atrativos frente às perspectivas de crescimento de lucros no médio prazo.

Nubank ganha peso em estratégia sensível à Selic

Outro movimento relevante foi o aumento da exposição ao Nubank (ROXO34), ativo considerado altamente sensível ao comportamento da taxa de juros. A Empiricus avalia que o banco digital tende a se beneficiar de forma direta do início do ciclo de cortes da Selic, uma vez que seu custo de funding está majoritariamente atrelado ao CDI e à taxa básica de juros.

Com a expectativa de redução gradual do custo de capital ao longo de 2026, a casa entende que o Nubank pode apresentar melhora significativa em margens, rentabilidade e geração de caixa. Esse cenário reforça a atratividade do papel dentro de uma carteira focada em ações para investir com corte de juros, especialmente no setor financeiro, tradicionalmente impactado de forma direta pelas decisões de política monetária.

A estratégia também considera a capacidade da instituição de manter crescimento da base de clientes, ampliar a oferta de produtos e monetizar serviços em um ambiente econômico mais favorável, com menor pressão sobre inadimplência e maior demanda por crédito.

Portfólio busca equilíbrio entre crescimento e resiliência

Além da Smart Fit e do Nubank, a carteira recomendada da Empiricus para fevereiro mantém exposição a empresas consideradas resilientes e bem posicionadas para capturar ganhos em um ciclo de flexibilização monetária. Entre elas estão nomes tradicionais do setor financeiro, como Itaú (ITUB4) e Porto (PSSA3), além de companhias ligadas a infraestrutura, consumo e energia.

A presença de empresas como Equatorial (EQTL3), Localiza (RENT3), Cosan (CSAN3), Rede D’Or (RDOR3), Direcional (DIRR3) e Prio (PRIO3) reforça a diversificação setorial da carteira, sem abrir mão da coerência com a tese central de ações para investir com corte de juros. A seleção busca capturar tanto o efeito direto da queda da Selic quanto os impactos indiretos sobre consumo, investimento e crescimento econômico.

Segundo a analista, o portfólio foi estruturado para permanecer responsivo ao comportamento da taxa de juros, ao mesmo tempo em que mantém baixa exposição ao dólar. Essa combinação é vista como estratégica em um momento de continuidade do enfraquecimento da moeda americana e de maior atratividade relativa dos ativos domésticos.

Desempenho recente e comparação com o Ibovespa

Em janeiro, a carteira recomendada da Empiricus registrou valorização de 8,9%, desempenho positivo, embora inferior à alta de 12,6% do Ibovespa no mesmo período. A casa ressalta que o resultado deve ser analisado à luz da proposta da carteira, que privilegia consistência e captura de tendências estruturais, em vez de movimentos pontuais de mercado.

A estratégia focada em ações para investir com corte de juros tende a apresentar desempenho mais expressivo à medida que o ciclo de flexibilização monetária se consolida, favorecendo setores sensíveis ao custo de capital e empresas com maior alavancagem operacional.

Fluxo para emergentes fortalece a bolsa brasileira

O início de 2026 tem sido marcado por um fluxo consistente de recursos para mercados emergentes, beneficiando diretamente a bolsa brasileira. Esse movimento dá continuidade à tendência observada ao longo de 2025 e tem como pano de fundo um dólar globalmente mais fraco, historicamente associado a janelas favoráveis para ativos de países em desenvolvimento.

Segundo a avaliação da Empiricus, a fraqueza da moeda americana decorre de fatores geopolíticos e institucionais, que reduzem a atratividade relativa dos ativos denominados em dólar e estimulam a busca por retornos em mercados emergentes. Nesse contexto, o Brasil surge como um dos principais destinos de capital, sustentado por fundamentos macroeconômicos considerados sólidos e por uma política monetária prestes a entrar em fase de afrouxamento.

Esse ambiente reforça a tese de ações para investir com corte de juros, uma vez que combina fluxo estrangeiro, valorização dos ativos domésticos e expectativa de melhora nas condições financeiras ao longo do ano.

Corte da Selic como principal vetor de 2026

No cenário doméstico, o principal diferencial apontado para 2026 é a expectativa concreta de início do ciclo de cortes da taxa Selic. A perspectiva de flexibilização monetária relevante ao longo do ano é vista como um catalisador importante para o mercado acionário, sustentando múltiplos, favorecendo o crescimento dos lucros corporativos e mantendo o fluxo estrangeiro como força relevante para a bolsa.

A Empiricus avalia que a redução gradual dos juros tende a beneficiar de forma mais intensa empresas ligadas a consumo, crédito, infraestrutura e serviços, reforçando a importância de uma carteira bem posicionada em ações para investir com corte de juros. Ao mesmo tempo, a estratégia busca mitigar riscos associados à volatilidade externa, concentrando-se em ativos com geração de caixa doméstica e menor exposição cambial.

Carteira reflete leitura estratégica do ciclo econômico

A composição final da carteira recomendada para fevereiro reflete uma leitura estratégica do atual estágio do ciclo econômico brasileiro. A Empiricus aposta que a combinação entre corte de juros, dólar mais fraco e fluxo estrangeiro cria um ambiente propício para valorização sustentada do mercado acionário ao longo de 2026.

Nesse contexto, a seleção de ações para investir com corte de juros busca capturar não apenas o movimento inicial de reprecificação dos ativos, mas também os ganhos estruturais associados à retomada gradual do crescimento econômico, ao aumento do investimento e à melhora do ambiente de negócios no país.

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