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Home Economia

Conta de luz sobe em outubro com bandeira vermelha; confira dicas para economizar

por Redação
01/10/2024 às 09h44 - Atualizado em 23/09/2025 às 01h56
em Economia, Destaque, Notícias
Bandeira Vermalhe - Dicas Para Economizar Energia - Gazeta Mercantil

A partir de 1º de outubro de 2024, os consumidores de energia elétrica no Brasil vão sentir um aumento significativo nas suas contas devido ao acionamento da bandeira tarifária vermelha patamar 2. Esse é o maior nível de cobrança adicional aplicado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) desde abril de 2022, quando a bandeira de “escassez hídrica” estava em vigor. A mudança reflete a situação crítica do setor energético e pressiona diretamente o bolso dos brasileiros, que precisam se preparar para um acréscimo significativo nas tarifas de energia elétrica.

Por que a conta de luz vai aumentar?

De acordo com o anúncio feito pela Aneel na sexta-feira, 27 de setembro de 2024, a bandeira tarifária vermelha patamar 2 será aplicada ao consumo de energia ao longo do mês de outubro. Isso significa que para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos, os consumidores terão um acréscimo de R$ 7,877 em suas contas de luz. Esse aumento é substancial em relação à bandeira vermelha patamar 1, que estava em vigor em setembro e adicionava R$ 4,46 por 100 kWh.

O principal motivo para o acionamento dessa bandeira é o risco hidrológico, ou seja, a previsão de baixa afluência (chuvas) nos reservatórios das hidrelétricas, que são responsáveis por grande parte da geração de energia elétrica no Brasil. Além disso, o aumento do Preço de Liquidação de Diferenças (PLD), que é o valor calculado para a energia elétrica produzida em determinado período, também influenciou a decisão da Aneel.

Contexto energético: por que a bandeira tarifária subiu?

O sistema de bandeiras tarifárias foi implementado em 2015 como uma forma de repassar aos consumidores o custo adicional da geração de energia elétrica em momentos de escassez de recursos hídricos ou aumento dos custos de produção. As bandeiras variam entre verde, amarela, vermelha patamar 1 e vermelha patamar 2, sendo esta última a mais cara.

Desde abril de 2022, o Brasil havia mantido uma sequência de bandeiras verdes, que indicam ausência de cobranças extras na conta de luz. No entanto, a partir de julho de 2024, essa sequência foi quebrada com o acionamento da bandeira amarela, seguido da bandeira vermelha patamar 1 em setembro. Agora, em outubro, o patamar 2 da bandeira vermelha é acionado, elevando ainda mais os custos para os consumidores.

As previsões de baixa pluviosidade e a elevação do preço da energia no mercado livre (PLD) foram fatores determinantes para esse aumento. Segundo a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), o PLD para o mês de outubro deve superar R$ 500 por megawatt-hora (MWh), o que reflete diretamente nos custos que são repassados aos consumidores.

Impacto na inflação

O aumento na conta de luz causado pela bandeira vermelha patamar 2 também afeta diretamente a inflação no país. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), principal indicador da inflação no Brasil, será impactado pela alta na tarifa de energia elétrica. Analistas do mercado financeiro já projetam um aumento inflacionário devido à nova bandeira.

De acordo com a CM Capital, o impacto do acionamento da bandeira vermelha patamar 2 será de 0,45 ponto porcentual no IPCA. Homero Guizzo, economista da Terra Investimentos, estima que o impacto seja de 0,21 ponto porcentual, enquanto Daniel Xavier, economista do Banco ABC Brasil, projeta um aumento de 0,18 ponto porcentual no índice de preços ao consumidor. Essas previsões demonstram que, além de pesar no bolso dos brasileiros, a alta na conta de luz também terá um efeito cascata na economia como um todo, aumentando os preços de outros bens e serviços.

Dicas para economizar na conta de energia

Com o aumento das tarifas, economizar energia elétrica se torna uma necessidade para muitos brasileiros. Além das medidas tradicionais, como evitar o uso excessivo de aparelhos eletrônicos, há algumas práticas que podem ajudar a reduzir o consumo de energia e, consequentemente, o valor da conta.

  1. Chuveiro elétrico: Este é o maior vilão das contas de energia. Usar o chuveiro na posição “verão” e reduzir o tempo de banho pode gerar uma economia significativa.
  2. Lâmpadas de LED: Trocar as lâmpadas incandescentes e fluorescentes por modelos de LED pode reduzir o consumo de energia com iluminação, uma vez que essas lâmpadas são até 80% mais eficientes.
  3. Aparelhos eletrônicos: Desligar aparelhos como televisores e computadores quando não estiverem em uso evita o consumo em stand-by, que pode representar até 12% do consumo total de uma residência.
  4. Geladeira: A geladeira deve ser aberta o mínimo possível e manter a vedação em boas condições. Isso evita que o motor trabalhe em excesso, aumentando o consumo.
  5. Ferro de passar: Acumular roupas para passar de uma só vez e usar o ferro na temperatura correta pode gerar uma economia considerável, uma vez que o ferro pode representar até 7% do consumo total de uma casa.
  6. Ar-condicionado: Ajustar o ar-condicionado para 23°C e garantir que portas e janelas estejam bem fechadas são práticas que evitam o desperdício de energia. Outra dica é realizar a manutenção regular dos aparelhos para garantir sua eficiência.

Conclusão

O aumento da tarifa de energia elétrica com a bandeira vermelha patamar 2 em vigor neste mês de outubro reforça a necessidade de um consumo mais consciente por parte dos brasileiros. Além de adotar medidas para economizar energia, é fundamental acompanhar as mudanças nas bandeiras tarifárias e entender como elas impactam tanto o orçamento doméstico quanto a economia do país. O cenário energético brasileiro é desafiador, e o consumidor precisa estar preparado para lidar com os aumentos nas tarifas de luz, buscando sempre alternativas para reduzir o consumo e, consequentemente, os custos.

Tags: Aneelaumento conta de luzbandeira tarifáriabandeira vermelha patamar 2consumo conscientedicas para economizar energiaeconomia de energiainflação energia elétricaPLDtarifa de energia

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Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. 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A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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