Dia do Professor é feriado? Entenda o que muda em 15 de outubro
O Dia do Professor, celebrado anualmente em 15 de outubro, é uma das datas mais importantes do calendário escolar brasileiro. Apesar de homenagear os profissionais responsáveis por formar gerações, surge a dúvida frequente: o Dia do Professor é feriado?
A resposta é clara: não é feriado nacional. Trata-se de um feriado escolar, que depende de decisão das instituições de ensino para conceder folga a professores e alunos. Já os demais setores da economia, como comércio, serviços e indústrias, funcionam normalmente.
Origem do Dia do Professor no Brasil
A história do Dia do Professor remonta ao século XIX, quando Dom Pedro I, em 15 de outubro de 1827, criou o Ensino Elementar, estabelecendo escolas de primeiras letras em todas as cidades. Esse marco deu início à organização formal do sistema educacional brasileiro.
Em 1963, o presidente João Goulart assinou o Decreto nº 52.682, oficializando o dia 15 de outubro como Dia do Professor em todo o território nacional. Desde então, a data é comemorada anualmente, mas sem status de feriado civil.
O que diz o Decreto 52.682/1963
O decreto determina que:
“Art. 3º – O dia 15 de outubro, consagrado ao Professor, será dedicado à celebração do seu dia, nas escolas e instituições de ensino, que poderão suspender as atividades escolares para homenagens aos professores.”
Ou seja, a legislação reconhece a importância do professor, mas não obriga a paralisação das atividades. O feriado é exclusivo para o ambiente educacional, podendo as escolas conceder folga aos docentes e alunos.
Como o Dia do Professor é celebrado nas escolas
Mesmo sem ser feriado oficial, as escolas comemoram a data de diversas maneiras, valorizando os profissionais da educação:
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Apresentações de alunos com mensagens de gratidão;
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Entrega de lembranças ou certificados de reconhecimento;
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Eventos internos de confraternização entre professores e funcionários;
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Atividades pedagógicas temáticas sobre a importância da educação.
Essas ações reforçam a relevância do professor e o impacto de seu trabalho na formação de cidadãos e na sociedade.
Feriado nacional, estadual, municipal e escolar: diferenças
Para compreender melhor, é importante diferenciar os tipos de feriado no Brasil:
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Feriado nacional: válido em todo o país, determinado por lei federal. Ex.: 7 de setembro e 25 de dezembro.
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Feriado estadual: válido apenas em um estado, definido por lei estadual. Ex.: 9 de julho em São Paulo.
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Feriado municipal: válido em um município específico. Ex.: aniversário da cidade.
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Feriado escolar: aplicável apenas ao ambiente educacional, como ocorre no Dia do Professor.
Portanto, o dia 15 de outubro não interfere no funcionamento de comércio, indústria ou serviços públicos.
O único feriado nacional de outubro
No mês de outubro, o único feriado nacional é o Dia de Nossa Senhora Aparecida, comemorado em 12 de outubro, que também marca o Dia das Crianças. Em 2025, a data cai em domingo, sem impacto no calendário de trabalho da maioria dos brasileiros.
Outros feriados nacionais que seguem até o final do ano incluem:
| Data | Feriado | Dia da semana |
|---|---|---|
| 15/11 | Proclamação da República | Sábado |
| 20/11 | Dia da Consciência Negra | Quinta-feira |
| 25/12 | Natal | Quinta-feira |
Vale lembrar que o Dia da Consciência Negra é feriado em alguns estados e municípios, dependendo da legislação local.
Impacto do feriado escolar na economia e educação
Embora o feriado escolar represente apenas uma folga simbólica para professores e alunos, ele possui impactos:
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Economia: paralisações em setores específicos podem reduzir faturamento e produtividade.
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Educação: permite reconhecimento profissional, reflexão sobre condições de trabalho e valorização do docente.
Especialistas defendem que o Dia do Professor deve servir como momento de análise sobre salários, carga de trabalho e importância do papel dos educadores na sociedade.
Valorização dos professores no Brasil
Apesar da relevância, professores brasileiros enfrentam desafios significativos:
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Salários abaixo da média de países da OCDE;
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Sobrecarga de trabalho e estresse constante;
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Falta de infraestrutura adequada para ensino de qualidade.
Políticas públicas e programas governamentais buscam melhorar a formação e condições de trabalho, mas ainda há caminho a percorrer para garantir reconhecimento e valorização social da profissão.






