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Home Trabalho

Ensino Superior aumenta renda em até quatro vezes e reduz o desemprego no Brasil

por Redação
13/10/2025 às 15h30 - Atualizado em 14/05/2026 às 11h34
em Trabalho, Destaque, Notícias
Ensino Superior Aumenta Renda Em Até Quatro Vezes E Reduz O Desemprego No Brasil - Gazeta Mercantil

Ensino Superior impulsiona renda e reduz desemprego no Brasil, aponta estudo

O Ensino Superior segue sendo o fator mais determinante para o crescimento da renda e para a estabilidade profissional no Brasil. De acordo com levantamento do Unico Skill, realizado a partir de dados da Pnad Contínua (IBGE) e do Censo Escolar 2024 (Inep), o trabalhador com diploma universitário ganha, em média, R$ 6.522 por mês, enquanto aquele que possui apenas o Ensino Médio recebe R$ 2.509. Na prática, isso significa que o profissional sem graduação levaria 15 anos para atingir o mesmo patamar salarial de quem concluiu o Ensino Superior, considerando o crescimento médio anual de 6,35% dos salários no país nos últimos dez anos.

Mais do que um indicador econômico, o dado evidencia o poder transformador da educação formal sobre a mobilidade social, o acesso a oportunidades e a redução das desigualdades de renda no mercado de trabalho brasileiro.


Ensino Superior antecipa ganhos de 15 anos de trabalho

O estudo mostra que o diploma universitário é capaz de antecipar em uma década e meia a renda que um trabalhador de nível médio levaria anos para conquistar. Em termos práticos, a graduação funciona como um “acelerador de carreira”: o que um trabalhador com Ensino Médio conquista aos 45 anos, um graduado já alcança aos 30.

Essa vantagem se torna ainda mais evidente quando comparada a níveis de escolaridade mais baixos. Profissionais com apenas o Ensino Fundamental, que ganham em média R$ 2.137, levariam 18 anos para atingir a renda média de um graduado — e isso em um cenário hipotético de reajuste zero para o trabalhador com Ensino Superior. Já quem não possui instrução formal, com renda média de R$ 1.662, precisaria de 22 anos para alcançar o mesmo nível.


Diferenças salariais crescem com o avanço da escolaridade

Os números revelam um padrão claro: quanto maior o nível de escolaridade, maior o impacto sobre o rendimento. Trabalhadores com Ensino Fundamental ganham 28,6% mais do que aqueles sem instrução. Do Ensino Fundamental para o Médio, o salto é de 14,6%, enquanto a transição do Médio para o Superior eleva a renda em impressionantes 159,9%.

Isso significa que o trabalhador com Ensino Superior ganha, em média, 2,7 vezes mais do que quem concluiu apenas o Ensino Médio, e quatro vezes mais do que quem não estudou. Em termos proporcionais, a diferença salarial entre um graduado e alguém sem instrução formal chega a 292,4%.

O estudo ainda detalha o ganho incremental anual de cada nível de ensino:

  • Ensino Fundamental: aumento médio de 2,8% na renda a cada ano de estudo.

  • Ensino Médio: crescimento de 4,7% ao ano.

  • Ensino Superior: salto médio de 27% por ano durante o período da graduação.

Esses percentuais demonstram que investir em educação superior gera retornos exponenciais, tanto em remuneração quanto em empregabilidade.


Educação como escudo contra o desemprego

A influência do Ensino Superior não se limita à renda: ele também funciona como uma barreira contra o desemprego. Segundo o levantamento, a taxa de desocupação entre profissionais com diploma universitário é de apenas 3,5%, menos da metade da observada entre quem concluiu apenas o Ensino Médio (8%) e seis vezes inferior à de quem não terminou o Ensino Fundamental (21,1%).

Essa diferença mostra que o grau de escolaridade impacta diretamente na segurança profissional. Em momentos de crise econômica ou retração no mercado de trabalho, os profissionais com Ensino Superior tendem a ser menos afetados e a se recolocar mais rapidamente.


Mercado valoriza mão de obra qualificada, mas sofre com escassez de talentos

Paralelamente à valorização da educação, o mercado brasileiro enfrenta um desafio crescente: a falta de profissionais qualificados. De acordo com pesquisa da PwC, a escassez de talentos já é vista como uma das principais ameaças à competitividade das empresas no país.

O problema é reforçado pelos dados do Índice de Confiança Robert Half (ICRH), que mede o otimismo de profissionais e recrutadores em relação ao mercado de trabalho. Em sua 32ª edição, o índice revelou que 78% das empresas têm dificuldade para contratar pessoas qualificadas, mesmo com a taxa de desemprego geral em 5,8% e a de profissionais especializados em 3%.

Apesar do cenário desafiador, 18% das empresas planejam aumentar contratações nos próximos meses, o que demonstra uma expectativa de recuperação gradual do mercado. No entanto, a escassez de mão de obra com formação técnica ou superior continua sendo um gargalo para o crescimento econômico.


Educação superior e empregabilidade: um diferencial competitivo

A crescente digitalização das empresas e a automação de processos têm elevado o nível de exigência sobre as competências profissionais. Hoje, o Ensino Superior deixou de ser apenas uma credencial e passou a ser um diferencial estratégico.

As empresas procuram profissionais com sólida formação acadêmica, capacidade analítica e domínio de ferramentas tecnológicas. Cursos voltados às áreas de engenharia, tecnologia da informação, economia, administração e saúde figuram entre os mais valorizados, especialmente por atenderem a setores de alta demanda e inovação constante.

Além disso, o avanço de cursos híbridos e programas de ensino remoto ampliou o acesso à graduação, democratizando oportunidades e aproximando o ensino superior da realidade de trabalhadores que antes não tinham condições de ingressar em uma universidade.


Renda, produtividade e desenvolvimento social

O impacto do Ensino Superior vai além do aspecto individual. Economicamente, o aumento da renda média entre trabalhadores graduados impulsiona o consumo, a arrecadação de impostos e o desenvolvimento de novos setores produtivos.

Estudos do Banco Mundial e da OCDE apontam que cada ponto percentual de aumento na escolaridade média de um país está diretamente associado ao crescimento do PIB per capita e à elevação dos índices de produtividade.

No caso do Brasil, onde ainda há uma concentração elevada de trabalhadores com baixa escolaridade, ampliar o acesso à educação superior é uma medida estratégica para o crescimento econômico sustentável e a redução das desigualdades sociais.


Desafios: acesso, custo e qualidade

Embora os benefícios do Ensino Superior sejam evidentes, o país ainda enfrenta obstáculos estruturais. O custo elevado das mensalidades, a baixa qualidade em parte das instituições e a dificuldade de conciliar estudo e trabalho são barreiras que afastam milhões de brasileiros das universidades.

De acordo com o Censo da Educação Superior, menos de 25% dos jovens entre 18 e 24 anos estão matriculados em cursos de graduação — um percentual distante da média dos países desenvolvidos, que ultrapassa 50%.

A ampliação do acesso, por meio de bolsas de estudo, programas de crédito estudantil e ensino a distância de qualidade, é essencial para que o Brasil colha os frutos econômicos e sociais do investimento em educação.


Tendências para o futuro do ensino e do trabalho

O avanço tecnológico está reformulando o perfil das profissões e exigindo constante atualização dos trabalhadores. Nesse cenário, o Ensino Superior tende a se integrar cada vez mais ao conceito de educação continuada, com foco em aprendizado ao longo da vida.

Universidades e empresas já firmam parcerias para capacitação profissional e programas de reskilling — uma tendência que deve se intensificar nos próximos anos. A ênfase em competências digitais, inovação e sustentabilidade será determinante para o sucesso de profissionais em um mercado cada vez mais dinâmico.


Educação como motor de transformação social

O estudo do Unico Skill reforça uma constatação já consolidada por décadas de pesquisas: investir em educação é a forma mais eficaz de reduzir desigualdades e aumentar o potencial de crescimento de um país.

No Brasil, onde ainda há desafios de acesso e qualidade, os resultados mostram que o Ensino Superior é um divisor de águas — não apenas pela renda que proporciona, mas pela segurança profissional e pelas oportunidades que abre.

A graduação, ao antecipar em 15 anos o patamar de renda de quem tem apenas Ensino Médio, confirma que o conhecimento é o ativo mais valioso do século XXI.

Tags: desemprego no Brasileducação e rendaempregabilidadeensino superiorensino superior no Brasilestudo e salárioformação acadêmicamercado de trabalho brasileirosalário médio por escolaridadetrabalhoUnico Skill

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Segundo A Versão Divulgada Pela Fintech, A Azara Capital Teria Adquirido A Naskar E Outras Empresas Do Grupo, Como 7Trust E Next, Assumindo A Responsabilidade Por Tratativas Voltadas Ao Ressarcimento Dos Clientes. O Caso, Porém, Passou A Levantar Questionamentos Sobre A Própria Azara Capital. A Empresa Não Apresenta Em Seu Site Nomes De Presidente, Diretores, Sócios Ou Responsáveis Pela Gestão. A Página Informa Um Endereço Em Miami, Nos Estados Unidos, Mas A Localização Indicada Aparece Associada Ao Ocean Bank, Banco Comercial Independente Da Flórida. Em Buscas Por “Azara Capital” Em Plataformas De Geolocalização, Não Há Indicação Clara De Sede Própria Da Companhia. Além Disso, A Presença Digital Da Empresa É Recente. O Perfil Da Azara Capital No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E, Até A Manhã Desta Quinta-Feira, Contava Com Apenas Três Publicações. Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. O Site Da Empresa Não Informa Quem Ocupa Cargos De Comando, Quais São Os Responsáveis Pela Operação, Qual É A Estrutura Societária Ou Quais Executivos Responderiam Pelo Processo De Aquisição Da Naskar. Em Uma Operação Que Envolveria Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão E A Assunção De Passivos Com Milhares De Investidores, A Ausência De Dados Públicos Sobre Governança Amplia A Incerteza. Para Investidores E Credores, A Identificação Dos Responsáveis Pela Empresa É Elemento Básico Para Avaliar Capacidade Financeira, Histórico, Experiência E Responsabilidade Sobre Compromissos Assumidos. Outro Ponto Citado No Texto-Base Envolve O Endereço Físico Informado Pela Azara Capital. A Localização Indicada Em Miami Aparece Associada Ao Ocean Bank, Não A Uma Sede Própria Identificável Da Empresa. Buscas Por “Azara Capital” Em Aplicativos E Sites De Geolocalização Também Não Retornariam Resultados Consistentes. A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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