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Ex-presidente do BRB alertou para possível quebra do Master, aponta investigação

por Álvaro Lima - Repórter de Economia
29/01/2026 às 11h45 - Atualizado em 15/05/2026 às 17h02
em Economia, Destaque, Notícias
Ex-Presidente Do Brb Alertou Para Possível Quebra Do Master, Aponta Investigação - Gazeta Mercantil

Ex-presidente do BRB demonstrou preocupação com quebra do Master em meio a negociações bilionárias

A investigação conduzida pela Polícia Federal (PF) sobre operações financeiras envolvendo o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master trouxe à tona novos elementos que reforçam a complexidade e a gravidade do caso. Uma anotação apreendida durante diligências no banco público revelou que o então presidente da instituição, Paulo Henrique Costa, expressou preocupação explícita com uma possível insolvência do Master, banco privado que mantinha negociações avançadas com o BRB.

O conteúdo da anotação, posteriormente citado em depoimento à PF, indica que a compra de carteiras de crédito do Master pelo BRB era tratada como medida necessária para evitar a quebra da instituição privada. O episódio ocorreu em um contexto de forte escrutínio regulatório, suspeitas de fraude bilionária e intervenção direta do Banco Central (BC), culminando na liquidação do Master e na prisão de seu controlador.

Anotação apreendida e alerta interno

De acordo com os autos da investigação, a anotação apreendida fazia referência a uma reunião estratégica para discutir a aquisição de carteiras de crédito do Master. O texto atribuído ao ex-presidente do BRB indicava que a continuidade das compras seria fundamental para a sobrevivência do banco privado.

O trecho destacado pela PF aponta que “faz-se necessário efetuar as compras de carteiras”, sob o argumento de que os créditos teriam sido previamente verificados e que, sem essas operações, o Master enfrentaria uma situação de colapso financeiro. A frase passou a ser um dos pontos centrais da apuração, por sugerir possível atuação do banco público como mecanismo de sustentação indireta de uma instituição privada em dificuldades.

A preocupação com a quebra do Master aparece, portanto, não apenas como uma leitura de risco de mercado, mas como um fator que influenciava decisões estratégicas de grande impacto financeiro.

Operação Compliance Zero e atuação da PF

A apreensão da anotação ocorreu em novembro, durante a deflagração da Operação Compliance Zero, conduzida pela PF. A ação foi desencadeada dois meses após o Banco Central rejeitar formalmente a venda do Banco Master para o BRB, operação que havia sido anunciada publicamente como um movimento de expansão do banco estatal.

A investigação ganhou força após o BC identificar inconsistências relevantes nas carteiras de crédito envolvidas. Segundo a autoridade monetária, havia indícios de fraude em um volume estimado em R$ 12,2 bilhões pagos pelo BRB, o que levou à determinação de substituição dos ativos e à revisão completa das operações.

O caso da quebra do Master passou, então, a ser analisado sob a ótica da governança, do risco sistêmico e do uso de recursos de uma instituição controlada pelo governo do Distrito Federal.

Depoimento e linha de defesa do ex-presidente

Chamado a depor no fim do ano passado, Paulo Henrique Costa foi questionado diretamente sobre o teor da anotação. Em sua defesa, o ex-presidente do BRB afirmou que a declaração não poderia ser interpretada como uma tentativa de “salvar” o Master.

Segundo ele, o contexto da anotação estava relacionado ao processo de substituição das carteiras de crédito, que já havia sido determinado pelo Banco Central. Costa sustentou que a intenção era ganhar tempo para que essa substituição ocorresse de forma ordenada, minimizando riscos ao próprio BRB.

Em seu depoimento, o executivo afirmou que, na condição de gestor máximo do banco público, sua prioridade era proteger a instituição e garantir que as operações fossem concluídas dentro de parâmetros aceitáveis de segurança. Ainda assim, a menção explícita à quebra do Master reforçou as suspeitas de que a situação financeira do banco privado já era considerada crítica à época.

Estratégia de expansão do BRB

Outro ponto abordado por Costa em seu depoimento foi a estratégia de crescimento do BRB. Ao assumir a presidência da instituição, em 2019, ele encontrou um banco com atuação concentrada no Distrito Federal e pouca relevância no mercado nacional.

Segundo o ex-presidente, a aproximação com o Master surgiu como uma oportunidade para acelerar a expansão do BRB em segmentos nos quais o banco público não possuía presença competitiva, como o atendimento a médias e grandes empresas e a atuação no mercado de capitais.

A aquisição de carteiras e a tentativa de compra do controle do Master faziam parte dessa estratégia. No entanto, o avanço das investigações revelou que a fragilidade do banco privado era maior do que se supunha inicialmente, culminando no risco concreto de quebra do Master.

Negociação bilionária e retirada de ativos

A operação de compra do Master foi anunciada em março, com valor estimado em R$ 2 bilhões. No decorrer das negociações, porém, surgiram questionamentos sobre a qualidade e a veracidade dos ativos incluídos no negócio.

Com o aprofundamento da análise regulatória e o surgimento de suspeitas de fraude, mais de R$ 50 bilhões em ativos acabaram sendo retirados da operação. O movimento esvaziou significativamente a transação e evidenciou a deterioração da situação financeira do Master.

O cenário reforçou o alerta interno já manifestado anteriormente sobre a possibilidade de quebra do Master, agora confirmada pelas autoridades monetárias.

Liquidação do Master e consequências

Em 18 de novembro, o Banco Central decretou a liquidação do Banco Master, encerrando definitivamente suas operações. A decisão foi tomada diante da incapacidade da instituição de honrar compromissos e da constatação de irregularidades graves em suas carteiras.

O controlador do banco, Daniel Vorcaro, foi preso no contexto das investigações e, posteriormente, passou a utilizar tornozeleira eletrônica. O caso ganhou grande repercussão no mercado financeiro, levantando debates sobre fiscalização, governança e responsabilidade de gestores.

A quebra do Master tornou-se um símbolo dos riscos associados a operações complexas envolvendo instituições públicas e privadas, especialmente quando há falhas de controle e supervisão.

Impactos institucionais e questionamentos

O episódio gerou questionamentos profundos sobre o papel do BRB, a atuação de seus dirigentes e os limites da expansão de bancos públicos em mercados altamente competitivos. A utilização de recursos públicos em operações que, direta ou indiretamente, poderiam sustentar instituições privadas em dificuldade passou a ser amplamente debatida.

A anotação apreendida pela PF é vista por investigadores como um indício relevante de que a situação do Master era conhecida internamente e que havia preocupação concreta com sua solvência. Mesmo com as explicações apresentadas, o tema da quebra do Master permanece central na investigação.

Governança e lições para o sistema financeiro

O caso reforça a importância de estruturas robustas de governança, compliance e gestão de riscos, especialmente em bancos controlados pelo poder público. A tentativa de expansão acelerada, quando não acompanhada de controles rigorosos, pode expor instituições a riscos elevados e comprometer sua credibilidade.

A atuação do Banco Central, ao barrar a operação e determinar a substituição de ativos, foi decisiva para conter danos maiores ao sistema financeiro. Ainda assim, o episódio deixa lições relevantes sobre a necessidade de transparência e diligência em operações bilionárias.

A quebra do Master, associada às suspeitas de fraude e às decisões estratégicas do BRB, continuará sendo analisada como um dos casos mais emblemáticos do setor bancário recente.

Tags: Banco Central e MasterBanco Master liquidaçãoBRB investigaçãocrise bancária BrasilEconomiaoperação Compliance Zeroquebra do Master

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Segundo A Versão Divulgada Pela Fintech, A Azara Capital Teria Adquirido A Naskar E Outras Empresas Do Grupo, Como 7Trust E Next, Assumindo A Responsabilidade Por Tratativas Voltadas Ao Ressarcimento Dos Clientes. O Caso, Porém, Passou A Levantar Questionamentos Sobre A Própria Azara Capital. A Empresa Não Apresenta Em Seu Site Nomes De Presidente, Diretores, Sócios Ou Responsáveis Pela Gestão. A Página Informa Um Endereço Em Miami, Nos Estados Unidos, Mas A Localização Indicada Aparece Associada Ao Ocean Bank, Banco Comercial Independente Da Flórida. Em Buscas Por “Azara Capital” Em Plataformas De Geolocalização, Não Há Indicação Clara De Sede Própria Da Companhia. Além Disso, A Presença Digital Da Empresa É Recente. O Perfil Da Azara Capital No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E, Até A Manhã Desta Quinta-Feira, Contava Com Apenas Três Publicações. Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. O Site Da Empresa Não Informa Quem Ocupa Cargos De Comando, Quais São Os Responsáveis Pela Operação, Qual É A Estrutura Societária Ou Quais Executivos Responderiam Pelo Processo De Aquisição Da Naskar. Em Uma Operação Que Envolveria Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão E A Assunção De Passivos Com Milhares De Investidores, A Ausência De Dados Públicos Sobre Governança Amplia A Incerteza. Para Investidores E Credores, A Identificação Dos Responsáveis Pela Empresa É Elemento Básico Para Avaliar Capacidade Financeira, Histórico, Experiência E Responsabilidade Sobre Compromissos Assumidos. Outro Ponto Citado No Texto-Base Envolve O Endereço Físico Informado Pela Azara Capital. A Localização Indicada Em Miami Aparece Associada Ao Ocean Bank, Não A Uma Sede Própria Identificável Da Empresa. Buscas Por “Azara Capital” Em Aplicativos E Sites De Geolocalização Também Não Retornariam Resultados Consistentes. A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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