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Guerra Comercial EUA e China: Alívio nas Tensões Impulsiona Wall Street com Alta Histórica

por Redação
22/09/2025
em Mundo, Destaque, Economia, Notícias
Guerra Comercial Eua E China - Gazeta Mercantil - Jornal De Economia

Guerra Comercial EUA e China: Alívio nas Tensões Impulsiona Wall Street com Alta Histórica

A instabilidade nos mercados financeiros globais parece ter dado uma trégua nesta terça-feira, quando os principais índices de ações dos Estados Unidos dispararam em reação às declarações otimistas sobre uma possível desescalada na guerra comercial entre EUA e China. Com investidores atentos a cada movimento geopolítico e econômico, o anúncio de que as tensões podem estar chegando ao fim impulsionou fortemente o apetite por risco, levando o Dow Jones, o S&P 500 e o Nasdaq a registrarem ganhos expressivos.

Alívio nos Mercados: Investidores Celebram Sinais de Trégua

O Dow Jones Industrial Average fechou o dia com uma alta de 1.016,57 pontos, o equivalente a 2,66%, encerrando a sessão aos 39.186,98 pontos. O S&P 500 avançou 2,51%, fechando em 5.287,76 pontos, enquanto o Nasdaq Composite teve valorização de 2,71%, encerrando em 16.300,42 pontos. Esses ganhos acentuados ocorrem após uma segunda-feira de forte correção nos mercados, evidenciando a extrema sensibilidade dos investidores a qualquer notícia relacionada à guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo.

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, foi o protagonista do dia ao afirmar, em uma reunião com investidores organizada pelo JPMorgan Chase, que está em curso uma “desescalada” no conflito comercial com a China. A fala de Bessent, segundo fontes presentes ao encontro, foi interpretada como um sinal claro de que o governo americano está disposto a avançar nas negociações.

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Entenda o Contexto da Guerra Comercial EUA e China

Desde 2018, os Estados Unidos e a China têm travado uma guerra comercial marcada por tarifas bilionárias sobre produtos importados, acusações mútuas de práticas comerciais desleais e tensões geopolíticas. O conflito escalou ao longo dos anos, afetando cadeias de suprimentos globais, prejudicando o comércio internacional e provocando volatilidade nos mercados financeiros.

A imposição de tarifas adicionais sobre produtos chineses por parte dos EUA, especialmente no setor de tecnologia, e as retaliações chinesas sobre commodities agrícolas norte-americanas criaram um clima de incerteza constante. O impasse tem pressionado economias emergentes, aumentado o custo de insumos industriais e gerado dúvidas quanto à estabilidade da economia global.

ETF’s e Ações com Forte Exposição à China Sobem

As declarações de Bessent impulsionaram especialmente os ativos com exposição direta ao mercado chinês. Os ETFs iShares China Large-Cap (FXI) e iShares MSCI China (MCHI), ambos considerados termômetros para a economia da China, subiram cerca de 3% cada um. O movimento revela como a guerra comercial entre EUA e China impacta diretamente a performance desses fundos e, por consequência, o humor dos investidores institucionais.

Segundo Jed Ellerbroek, gestor de portfólio da Argent Capital Management, “o mercado interpretou o comentário de Bessent como uma tentativa deliberada de sinalizar que o governo norte-americano entende o impacto negativo das tensões comerciais sobre os mercados e está disposto a resolver o impasse com rapidez”.

Recuperação Após Quedas Agressivas

Os ganhos desta terça-feira também serviram para compensar as severas perdas da sessão anterior, quando o Dow Jones caiu mais de 970 pontos e os índices S&P 500 e Nasdaq recuaram mais de 2% cada. O tombo refletiu o crescente nervosismo do mercado diante da postura agressiva do ex-presidente Donald Trump, que voltou a criticar o Federal Reserve e a fazer ameaças quanto à permanência de Jerome Powell no cargo.

Trump, por meio da rede Truth Social, chegou a afirmar que “a economia vai desacelerar se o Fed não cortar as taxas de juros”, chamando o presidente da instituição de “Sr. Tarde Demais” e “grande perdedor”. A possibilidade de intervenção política direta no banco central dos EUA gerou mais incertezas em um ambiente já delicado por conta da guerra comercial EUA e China.

Powell e a Independência do Fed em Xeque

O cenário ganhou contornos ainda mais complexos com a sugestão, por parte de Trump, de que poderia demitir Jerome Powell. Embora a legislação americana não permita a destituição arbitrária do presidente do Federal Reserve, a mera menção à possibilidade abalou a confiança dos investidores, reforçando a percepção de risco institucional nos EUA.

Kevin Hassett, assessor econômico da Casa Branca, chegou a dizer que a equipe de Trump estava estudando a possibilidade de demissão, o que foi rapidamente contestado por Powell, que reafirmou sua intenção de cumprir seu mandato até maio de 2026. Em meio a esse cenário de instabilidade política, as declarações de Bessent sobre a desescalada na guerra comercial serviram como um bálsamo para os mercados.

Impactos Econômicos da Guerra Comercial EUA e China

A guerra comercial EUA e China já provocou impactos significativos na economia global. A imposição mútua de tarifas reduziu o volume de comércio entre os dois países, aumentou custos para consumidores e empresas e gerou distorções em cadeias produtivas inteiras, especialmente nos setores de tecnologia, automotivo e agrícola.

Além disso, o clima de incerteza contribuiu para a desaceleração do crescimento global entre 2018 e 2022, com organismos internacionais como o FMI revisando para baixo suas projeções sucessivas de expansão econômica. O setor industrial chinês sentiu os efeitos mais intensamente, enquanto fabricantes americanos enfrentaram dificuldades para manter a competitividade internacional.

Expectativas para os Próximos Meses

A sinalização de um possível acordo entre EUA e China é vista como um passo positivo, mas analistas alertam que ainda há um longo caminho a ser percorrido. Segundo Bessent, mesmo que um acordo leve dois ou três anos para ser finalizado, ele já considera isso uma “grande vitória”.

Para os mercados financeiros, o simples fato de as negociações estarem em andamento já representa um fator de alívio. A retomada de confiança dos investidores pode impulsionar novos ciclos de alta nas bolsas, especialmente se forem acompanhados de uma política monetária mais favorável por parte do Fed.

Sinais Positivos, Mas Cautela Ainda é Necessária

O alívio momentâneo nos mercados após o pronunciamento de Scott Bessent demonstra a sensibilidade extrema dos investidores ao noticiário relacionado à guerra comercial entre EUA e China. Embora os índices tenham reagido de forma positiva, a falta de detalhes concretos sobre um possível acordo e as tensões políticas internas nos EUA ainda são fatores que requerem atenção.

Os próximos meses serão decisivos para avaliar se o otimismo atual será sustentado por avanços reais nas negociações ou se novos atritos poderão desencadear mais episódios de volatilidade. Em um mundo cada vez mais conectado e interdependente, o desfecho da guerra comercial EUA e China continua a ser um dos principais vetores de risco — e de oportunidade — para a economia global.

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