terça-feira, 19 de maio de 2026
contato@gazetamercantil.com
GAZETA MERCANTIL
Sem resultados
Todos os resultados
GAZETA MERCANTIL
Sem resultados
Todos os resultados
GAZETA MERCANTIL
PUBLICIDADE
Home Política

Marina Silva avalia disputa ao Senado por SP e saída da Rede para 2026

por Júlia Campos - Repórter de Política
30/01/2026 às 01h00 - Atualizado em 15/05/2026 às 17h02
em Política, Destaque, Notícias
Marina Silva Avalia Disputa Ao Senado Por Sp E Saída Da Rede Para 2026 - Gazeta Mercantil

Marina Silva admite candidatura ao Senado por São Paulo e avalia mudança partidária para 2026

O tabuleiro político para as próximas eleições gerais começa a ser desenhado com movimentos de peças fundamentais da República. Em um cenário de intensas articulações, a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, sinalizou nesta quinta-feira (29) uma mudança estratégica que pode redefinir a corrida eleitoral no maior colégio do país. Em entrevista concedida ao programa “É Notícia”, da RedeTV! a titular da pasta ambiental revelou que considera seriamente a possibilidade de disputar uma vaga no Senado Federal representando o estado de São Paulo. Além disso, Marina Silva confirmou que mantém diálogos abertos com diversas legendas, indicando uma possível saída da Rede Sustentabilidade, partido que ajudou a fundar.

A declaração de Marina Silva agita os bastidores de Brasília e de São Paulo, pois coloca uma das figuras mais proeminentes da política internacional brasileira como potencial candidata em um estado onde as disputas costumam ser acirradas e decisivas para a governabilidade federal. A ministra, que possui uma trajetória histórica ligada ao Acre, explicou a conexão emocional e política que desenvolveu com o estado paulista nos últimos anos, o que justifica essa transição de domicílio eleitoral e de foco legislativo.

O futuro partidário de Marina Silva e as negociações em curso

Um dos pontos nevrálgicos da entrevista foi a confirmação de que Marina Silva está avaliando propostas de filiação de siglas históricas no campo progressista. A ministra afirmou categoricamente que avalia, junto ao seu núcleo duro de aliados, a possibilidade de deixar a Rede Sustentabilidade. Esta movimentação não ocorre no vácuo; segundo Marina Silva, há conversas adiantadas e diálogos em andamento com partidos pelos quais ela já passou ou com os quais mantém alinhamento ideológico histórico.

Entre as legendas citadas nominalmente por Marina Silva estão o Partido dos Trabalhadores (PT), sigla onde iniciou sua vida pública ao lado de Chico Mendes; o Partido Socialista Brasileiro (PSB), pelo qual disputou a presidência em 2014 em uma chapa memorável; o Partido Verde (PV), que marcou sua primeira candidatura presidencial em 2010; e o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). A ministra ressaltou, contudo, que ainda analisa as propostas recebidas e que nenhuma decisão foi tomada de forma precipitada.

A possível migração de Marina Silva para uma dessas legendas alteraria o peso da coalizão de esquerda e centro-esquerda. O retorno ao PT, por exemplo, seria um gesto de reconciliação histórica de grande simbolismo, enquanto a ida para o PSB poderia consolidar uma frente ampla de centro. O fato é que o capital político de Marina Silva, revitalizado por sua atuação ministerial e reconhecimento global, é um ativo que qualquer partido deseja ter em suas fileiras para a disputa majoritária de 2026.

São Paulo como novo reduto político

A escolha de São Paulo como palco para sua candidatura ao Senado não é aleatória. Marina Silva construiu laços profundos com o estado, especialmente em momentos de vulnerabilidade pessoal. “Me vejo no desenho da construção para o Senado. São Paulo ajudou a salvar a minha vida biológica e me recolocou na cena política de uma forma incrível, quando eu nem queria mais ser candidata”, afirmou Marina Silva.

Essa declaração revela uma gratidão pessoal que se transmutou em compromisso público. A eleição de Marina Silva como deputada federal por São Paulo em 2022, com votação expressiva, já foi um indicativo dessa simbiose. Agora, ao mirar a Câmara Alta, Marina Silva busca um mandato de oito anos que lhe conferiria estabilidade e uma tribuna de ressonância nacional para pautar a agenda climática e de desenvolvimento sustentável, independentemente das oscilações do Poder Executivo.

A disposição de Marina Silva em “fazer essa construção” indica que ela está pronta para enfrentar a complexa máquina eleitoral paulista. Uma candidatura de Marina Silva ao Senado por São Paulo obrigaria os adversários a debaterem a questão ambiental sob a ótica das grandes metrópoles, da crise hídrica e da transição energética, temas que a ministra domina com autoridade ímpar.

A relação com o governo Lula e a permanência no Ministério

Outro tópico abordado com franqueza por Marina Silva foi sua permanência no comando do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. A ministra elogiou o trabalho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e declarou abertamente sua torcida pela reeleição do mandatário. No entanto, demonstrou pragmatismo e desapego ao afirmar que não sabe se continuará no cargo em um eventual novo mandato petista.

“O presidente vai ficar muito à vontade para poder fazer a sua escolha de quem será o ministro do Meio Ambiente”, declarou Marina Silva. Essa fala demonstra maturidade política e a compreensão de que cargos no Executivo são funções de confiança e de composição de governo. Ao deixar o presidente à vontade, Marina Silva sinaliza que seu apoio ao projeto político não está condicionado à manutenção de seu status ministerial, mas sim ao avanço das pautas que defende.

A gestão atual de Marina Silva à frente da pasta é marcada por uma mudança de paradigma. A ministra afirmou perceber uma transformação significativa na estrutura governamental, especialmente no que tange à transversalidade da política ambiental. Segundo Marina Silva, o que antes era uma defesa solitária — a ideia de que o meio ambiente deve perpassar todos os ministérios, da Fazenda à Agricultura — hoje se tornou uma diretriz de governo, ainda que enfrente desafios e contradições internas naturais de uma frente ampla.

O reconhecimento internacional e o legado na COP30

A trajetória de Marina Silva transcende as fronteiras nacionais, e isso ficou evidente durante sua participação na Cúpula do Clima das Nações Unidas (COP30). A ministra relatou ter se sentido profundamente reconhecida ao ser ovacionada após seu discurso no evento. Para Marina Silva, a reação calorosa do público e das delegações internacionais não foi apenas um aplauso protocolar, mas a validação de décadas de luta.

“Isso, para mim, foi o reconhecimento de um trabalho, de um legado que vem do Chico Mendes ao movimento ambientalista”, afirmou Marina Silva. A conexão com Chico Mendes é a raiz de sua atuação política, e ver essa linha histórica ser celebrada em um palco global como a COP30 reforça a posição de Marina Silva como uma das maiores autoridades climáticas do planeta. Esse capital simbólico é, indubitavelmente, um dos fatores que pesam na decisão dos partidos que hoje cortejam seu passe político.

O reconhecimento na COP30 também serve como um escudo político interno. Em momentos de pressão do agronegócio ou de setores desenvolvimentistas do governo, a estatura internacional de Marina Silva funciona como uma garantia de que o Brasil manterá seus compromissos ambientais. A ministra sabe utilizar essa influência para travar batalhas internas e garantir que a agenda de desmatamento zero e transição ecológica não seja desidratada.

Geopolítica, conflitos e a transição energética

A visão de Marina Silva sobre o cenário global é sóbria e analítica. Durante a entrevista, a ministra não se furtou a comentar os impactos negativos que os conflitos internacionais têm gerado sobre a agenda socioambiental. Para Marina Silva, as guerras drenam recursos e atenção que deveriam estar voltados para o combate à emergência climática, prejudicando avanços que vinham sendo construídos a duras penas pela comunidade internacional.

Em sua análise, Marina Silva citou a China como um exemplo pragmático de adaptação e liderança na nova economia. “A China passou a investir pesado em baterias, carros elétricos, energia eólica e células fotovoltaicas e se transformou na maior supridora de tecnologia para a transição energética do planeta”, observou a ministra. Essa leitura de Marina Silva aponta para a necessidade de o Brasil não apenas proteger seus biomas, mas também se inserir na cadeia de valor da economia verde, sob pena de perder a corrida tecnológica para potências asiáticas.

A ministra entende que a sustentabilidade não é apenas uma questão de preservação, mas de soberania e competitividade econômica. Ao destacar o papel da China, Marina Silva envia um recado ao setor produtivo brasileiro: a transição energética é inevitável e quem sair na frente ditará as regras do mercado global nas próximas décadas.

O peso de Marina Silva nas eleições de 2026

A possível candidatura de Marina Silva ao Senado altera a correlação de forças em São Paulo. O estado, que possui o maior eleitorado do país, costuma ser um campo de batalha entre polarizações ideológicas. A entrada de Marina Silva oferece ao eleitor uma opção que combina progressismo social com responsabilidade ambiental, atraindo tanto o voto da esquerda tradicional quanto o voto de setores de classe média preocupados com a pauta climática.

Se concretizada a mudança de partido, a campanha de Marina Silva terá uma estrutura muito mais robusta do que a oferecida pela Rede Sustentabilidade. Seja no PT, no PSB ou no PV, Marina Silva teria acesso a maior tempo de televisão e recursos do fundo eleitoral, fatores cruciais para uma campanha majoritária em um estado com as dimensões de São Paulo.

Além disso, a presença de Marina Silva no palanque de Lula em São Paulo reforçaria a chapa presidencial, trazendo o selo de compromisso ambiental que é vital para atrair investimentos estrangeiros e o apoio da juventude. A ministra, com sua oratória articulada e história de vida resiliente, é um ativo eleitoral que poucos políticos conseguem igualar.

Desafios e perspectivas

Apesar do otimismo com a “construção” da candidatura, Marina Silva enfrentará desafios. A política de alianças em São Paulo é complexa e envolve a acomodação de diversos interesses partidários. A vaga ao Senado é cobiçada por muitos caciques políticos, e Marina Silva precisará de toda sua habilidade de negociação para consolidar seu nome como o consenso da base governista.

Outro desafio para Marina Silva será conciliar a agenda de ministra com a pré-campanha. A gestão do Ministério do Meio Ambiente exige atenção integral, especialmente diante dos eventos climáticos extremos que têm assolado o país. Marina Silva precisará demonstrar que a busca pelo mandato legislativo não comprometerá as entregas do governo na área ambiental até o momento de sua desincompatibilização.

A decisão de Marina Silva de abrir conversas com outras legendas também impõe um desafio à Rede Sustentabilidade. A saída de sua fundadora e principal estrela colocaria a sobrevivência do partido em risco, exigindo uma reengenharia interna da sigla. Por outro lado, para Marina Silva, a mudança pode significar a libertação das amarras de um partido pequeno, permitindo voos mais altos e uma atuação política com maior envergadura institucional.

O legado em movimento

A entrevista de Marina Silva à RedeTV! não foi apenas uma declaração de intenções, mas um manifesto de vitalidade política. Ao se colocar à disposição para o Senado por São Paulo e abrir o jogo sobre as negociações partidárias, Marina Silva mostra que, longe de pensar em aposentadoria, está planejando os próximos passos de sua longa jornada pública.

Seja qual for o partido escolhido ou o destino final em 2026, é inegável que Marina Silva permanece como uma das vozes mais influentes e necessárias do Brasil. Sua capacidade de aliar a defesa intransigente da Amazônia com a articulação política de alto nível a coloca em uma posição única. O eleitorado de São Paulo e o cenário político nacional aguardam agora os próximos movimentos dessa peça-chave chamada Marina Silva. A “construção” mencionada pela ministra já começou, e seus alicerces estão sendo fincados na complexa realidade política do maior estado da federação.

Tags: COP30Eleições 2026governo LulaMarina SilvaMarina Silva São PauloMarina Silva SenadoMinistério do Meio AmbientePolíticapolítica ambientalPSBPSOLPTPVRede Sustentabilidadetransição energética

LEIA MAIS

Galípolo Vai Ao Senado Nesta Terça Para Falar Sobre Juros, Autonomia Do Bc E Banco Master - Gazeta Mercantil
Política

Galípolo vai ao Senado nesta terça para falar sobre juros, autonomia do BC e Banco Master

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, será ouvido nesta terça-feira, 19 de maio, pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, em audiência marcada para as 10h....

Leia Maisdetalhes
Daniel Vorcaro É Transferido Para Cela Comum Da Pf Enquanto Delação É Analisada - Gazeta Mercantil
Destaque

Daniel Vorcaro é transferido para cela comum da PF enquanto delação é analisada

O banqueiro Daniel Vorcaro foi transferido internamente para uma cela comum na carceragem da Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal enquanto aguarda a análise de sua proposta...

Leia Maisdetalhes
Uber: Governo Prepara Programa De R$ 30 Bilhões Para Trocar Carros De Motoristas De Aplicativo - Gazeta Mercantil
Economia

Uber: governo prepara programa de R$ 30 bilhões para trocar carros de motoristas de aplicativo

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva prepara o lançamento de um programa de até R$ 30 bilhões para financiar a troca de veículos usados por...

Leia Maisdetalhes
Flávio Dino Relata Ameaça De Funcionária De Companhia Aérea E Pede Campanhas Cívicas - Gazeta Mercantil - Política
Política

Flávio Dino relata ameaça de funcionária de companhia aérea e pede campanhas cívicas

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), relatou nesta segunda-feira (18) ter sido alvo de uma ameaça atribuída a uma funcionária de uma companhia aérea por...

Leia Maisdetalhes
Pgr Diz Que Zambelli Não Cumpriu Plano E Moraes Arquiva Inquérito Por Coação E Obstrução
Política

Zambelli enviou R$ 2 milhões em emenda para entidade ligada a produtora de filme sobre Bolsonaro

A ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) destinou R$ 2 milhões em emenda parlamentar à Academia Nacional de Cultura (ANC), entidade presidida por Karina Ferreira da Gama, produtora ligada...

Leia Maisdetalhes

Veja Também

Imposto De Renda 2026 - Gzt - Gazeta Mercantil
Economia

Imposto de Renda 2026: contribuinte precisa pagar DARF menor que R$ 10?

Leia Maisdetalhes
Bolsa Família De Maio Começa A Ser Pago Para 19 Milhões De Famílias - Gazeta Mercantil
Brasil

Bolsa Família de maio começa a ser pago para 19 milhões de famílias

Leia Maisdetalhes
Fiis Fundos Imobiliários (Imagem: Jabkitticha/ Istockphoto)
Fundos Imobiliários

IBBP11 amplia portfólio com ativos do XPIN11 e entrega yield anualizado de 11,3%

Leia Maisdetalhes
Galípolo Vai Ao Senado Nesta Terça Para Falar Sobre Juros, Autonomia Do Bc E Banco Master - Gazeta Mercantil
Política

Galípolo vai ao Senado nesta terça para falar sobre juros, autonomia do BC e Banco Master

Leia Maisdetalhes
Empresa Que Teria Comprado Naskar Tem Perfil Recente E Não Informa Executivos No Site Azara Capital Afirma Que Assumiu A Fintech Para Ressarcir Investidores, Mas Apresenta Poucas Informações Públicas, Endereço Associado A Outro Banco E Ausência De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Dos Eua A Azara Capital Llc, Empresa Que Teria Comprado A Naskar Gestão De Ativos Em Uma Operação Estimada Em R$ 1,2 Bilhão Para Tentar Sanar A Crise Da Fintech Brasileira, Reúne Poucas Informações Públicas, Não Informa Executivos Em Seu Site E Apresenta Inconsistências Em Dados De Endereço E Presença Digital. A Instituição Ganhou Visibilidade Nesta Quinta-Feira (14) Após Ser Apontada Como Compradora Da Naskar, Que Deixou De Pagar Rendimentos A Cerca De 3 Mil Investidores E Interrompeu O Funcionamento Do Aplicativo Usado Por Clientes Para Acompanhar Seus Recursos. A Suposta Aquisição Foi Anunciada Em Meio À Pressão De Investidores Que Cobram A Devolução De Valores Aplicados Na Naskar. Segundo A Versão Divulgada Pela Fintech, A Azara Capital Teria Adquirido A Naskar E Outras Empresas Do Grupo, Como 7Trust E Next, Assumindo A Responsabilidade Por Tratativas Voltadas Ao Ressarcimento Dos Clientes. O Caso, Porém, Passou A Levantar Questionamentos Sobre A Própria Azara Capital. A Empresa Não Apresenta Em Seu Site Nomes De Presidente, Diretores, Sócios Ou Responsáveis Pela Gestão. A Página Informa Um Endereço Em Miami, Nos Estados Unidos, Mas A Localização Indicada Aparece Associada Ao Ocean Bank, Banco Comercial Independente Da Flórida. Em Buscas Por “Azara Capital” Em Plataformas De Geolocalização, Não Há Indicação Clara De Sede Própria Da Companhia. Além Disso, A Presença Digital Da Empresa É Recente. O Perfil Da Azara Capital No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E, Até A Manhã Desta Quinta-Feira, Contava Com Apenas Três Publicações. Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. O Site Da Empresa Não Informa Quem Ocupa Cargos De Comando, Quais São Os Responsáveis Pela Operação, Qual É A Estrutura Societária Ou Quais Executivos Responderiam Pelo Processo De Aquisição Da Naskar. Em Uma Operação Que Envolveria Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão E A Assunção De Passivos Com Milhares De Investidores, A Ausência De Dados Públicos Sobre Governança Amplia A Incerteza. Para Investidores E Credores, A Identificação Dos Responsáveis Pela Empresa É Elemento Básico Para Avaliar Capacidade Financeira, Histórico, Experiência E Responsabilidade Sobre Compromissos Assumidos. Outro Ponto Citado No Texto-Base Envolve O Endereço Físico Informado Pela Azara Capital. A Localização Indicada Em Miami Aparece Associada Ao Ocean Bank, Não A Uma Sede Própria Identificável Da Empresa. Buscas Por “Azara Capital” Em Aplicativos E Sites De Geolocalização Também Não Retornariam Resultados Consistentes. A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
Empresas

Empresa que teria comprado Naskar tem perfil recente e não informa executivos no site

Leia Maisdetalhes

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco
Gazeta Mercantil Logo White

contato@gazetamercantil.com

Gazeta Mercantil — marca jornalística fundada em 1920, com continuidade editorial contemporânea no ambiente digital por meio do domínio oficial gazetamercantil.com.

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

Veja Também:

Imposto de Renda 2026: contribuinte precisa pagar DARF menor que R$ 10?

Bolsa Família de maio começa a ser pago para 19 milhões de famílias

IBBP11 amplia portfólio com ativos do XPIN11 e entrega yield anualizado de 11,3%

UFG recebe Drone Day com palestras e demonstrações de drones em Goiânia

Galípolo vai ao Senado nesta terça para falar sobre juros, autonomia do BC e Banco Master

Empresa que teria comprado Naskar tem perfil recente e não informa executivos no site

  • Anuncie Conosco
  • Política de Correções
  • Política Editorial
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso
  • Sobre
  • Expediente
  • Política de Conflitos de Interesse

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com

Sem resultados
Todos os resultados
  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com