Ouro bate recorde histórico com alta demanda da China e expectativa de corte de juros pelo Fed
O ouro bate recorde histórico nesta segunda-feira (8), consolidando-se mais uma vez como um dos ativos mais procurados em tempos de incerteza global. O metal precioso encerrou o dia em alta na bolsa de Nova York, impulsionado pela combinação de dois fatores decisivos: a expectativa de cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed) e a forte demanda da China por reservas internacionais.
Essa valorização reforça o papel do ouro como porto seguro para investidores em momentos de instabilidade econômica e geopolítica, além de mostrar como o cenário internacional influencia diretamente os preços das commodities.
Cotação do ouro em setembro de 2025
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o contrato de ouro para entrega em dezembro subiu 0,66%, fechando a US$ 3.677,40 por onça-troy (aproximadamente R$ 19.961,46). Durante o pregão, chegou a atingir a máxima histórica de US$ 3.685,70 por onça-troy (cerca de R$ 20.005,60).
Esse desempenho renovou o maior valor de fechamento já registrado, confirmando o fortalecimento do ativo em um cenário de enfraquecimento do dólar e queda nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA.
Expectativas de corte de juros impulsionam o ouro
A recente divulgação de dados fracos do mercado de trabalho norte-americano fortaleceu as apostas de que o Federal Reserve pode cortar os juros em breve. Juros mais baixos tornam o ouro mais atraente, já que reduzem a rentabilidade dos títulos do Tesouro e incentivam a busca por ativos de proteção.
De acordo com analistas de mercado, a trajetória da inflação e a autonomia do Fed diante das pressões políticas serão fatores determinantes para os próximos movimentos do metal precioso.
Demanda da China fortalece a cotação
Outro fator que explica por que o ouro bate recorde histórico é o aumento constante das reservas chinesas. Segundo dados oficiais, a China ampliou suas reservas de ouro pelo décimo mês consecutivo, sinalizando maior procura pelo metal em meio às tensões internacionais.
Esse movimento coloca o país asiático como um dos principais motores da valorização do ouro, reforçando sua estratégia de diversificação frente à volatilidade cambial e às incertezas geopolíticas.
Incertezas geopolíticas ampliam busca por proteção
Além do cenário econômico, a intensificação da guerra entre Rússia e Ucrânia e a possibilidade de novas sanções europeias contra Moscou também aumentaram a procura pelo ouro como modelo ativo de proteção.
A União Europeia estuda, inclusive, a imposição de sanções secundárias à China, o que poderia gerar novas pressões no comércio internacional. Em momentos como este, investidores tendem a buscar ativos considerados seguros, como o ouro.
Perspectivas para o mercado do ouro
Apesar do otimismo, especialistas alertam que o espaço para novas altas pode ser limitado. O banco TD Securities avalia que, em níveis recordes, o ouro fica mais suscetível a movimentos de correção, dependendo do humor do mercado e da divulgação de novos indicadores econômicos.
Ainda assim, com o ouro superando patamares históricos, muitos analistas acreditam que o ativo continuará sendo peça-chave nas carteiras de investidores que buscam proteção contra crises e volatilidade.
Ouro como ativo estratégico em tempos de crise
O fato de que o ouro bate recorde histórico em meio a crises não é novidade. Historicamente, o metal é visto como uma reserva de valor confiável em momentos de inflação, instabilidade política ou guerra. Diferente de outros ativos, o ouro não perde valor intrínseco, servindo como proteção contra cenários extremos.
Com os cortes de juros nos EUA cada vez mais prováveis e a demanda da China em ritmo crescente, o metal deve seguir em evidência nos próximos meses.
Um novo ciclo de valorização
O ouro bate recorde histórico mais uma vez, consolidando sua posição como ativo essencial no cenário global. A combinação entre queda dos juros americanos, demanda chinesa e incertezas geopolíticas criou o ambiente perfeito para a disparada da cotação.
Resta acompanhar os próximos indicadores econômicos para saber se essa tendência de alta continuará ou se haverá espaço para correções. O que já se sabe é que, em tempos de instabilidade, o ouro segue sendo a escolha número um de investidores em busca de proteção.






