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Home Política

Grupo de Trabalho para Regulação das Redes Sociais é Encerrado Sem Avanços

por Redação
30/09/2025
em Política, Destaque, Notícias
Regulação Das Redes Sociais - Gazeta Mercantil

 

O Grupo de Trabalho (GT) criado na Câmara dos Deputados para debater a regulação das redes sociais encerrou suas atividades sem ter realizado sequer uma reunião. Instituído pelo presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), o colegiado foi criado em junho de 2024 com 20 integrantes, mas não houve mobilização para seu funcionamento, e nenhum parlamentar solicitou a prorrogação do prazo de 90 dias. A iniciativa, que prometia avançar no debate sobre temas cruciais como fake news e a responsabilização das plataformas digitais, foi encerrada sem resultados concretos.

O Contexto da Criação do Grupo de Trabalho

O GT foi estabelecido em meio a um cenário de crescente polarização política e preocupação com o impacto das redes sociais na disseminação de desinformação. O projeto de regulação vinha sendo debatido há anos no Congresso, tendo origem no Projeto de Lei das Fake News, apresentado em 2020 pelo senador Alessandro Vieira (Cidadania).

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Apesar de ter passado pelo Senado e avançado na Câmara em etapas iniciais, o texto enfrentou dificuldades políticas e técnicas. A proposta prevê punições para divulgação de conteúdos falsos, regras de moderação mais transparentes nas plataformas digitais e responsabilização das empresas por negligência no combate à desinformação.

Paralisia e Culpa Dividida

Com a falta de reuniões e de uma prorrogação oficial, deputados e o presidente Arthur Lira trocaram acusações sobre quem seria o responsável pela inércia do GT. Parlamentares como Orlando Silva (PCdoB-SP) e Afonso Motta (PDT-RS) afirmaram que cabia a Lira liderar a instalação do grupo. Por outro lado, interlocutores de Lira alegaram que a iniciativa de organizar o colegiado deveria ter partido dos próprios deputados designados.

Júlio Lopes (PP-RJ), integrante do grupo, minimizou o impasse, atribuindo o fracasso ao calendário atribulado do Congresso e às eleições municipais de 2024.

Urgência na Regulação das Redes Sociais

A falta de avanços ocorre mesmo após episódios graves, como o atentado à bomba em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF), atribuído à radicalização fomentada nas redes sociais. O evento reacendeu o debate sobre a necessidade de responsabilizar plataformas digitais pelo conteúdo publicado.

Paralelamente, o STF retomou o julgamento sobre a responsabilidade das big techs, analisando pontos do Marco Civil da Internet, que define direitos e deveres no uso da rede. A Corte poderá decidir em quais circunstâncias as plataformas podem ser responsabilizadas por danos causados por postagens de seus usuários.

O Jogo de Empurra e o Papel dos Grupos de Trabalho

A estrutura dos Grupos de Trabalho, que não está prevista no regimento da Câmara, contribuiu para a paralisia. Ao contrário das comissões, os GTs não precisam respeitar a proporcionalidade partidária, e a instalação e o andamento dependem exclusivamente da organização interna dos membros indicados.

Além disso, o relatório final de um GT não tem efeito prático imediato, servindo apenas como subsídio para debates futuros no plenário. No caso do GT das redes sociais, a falta de clareza sobre responsabilidades e a ausência de liderança culminaram no fracasso da iniciativa.

Histórico do PL das Fake News

O Projeto de Lei das Fake News enfrentou vários impasses desde sua chegada à Câmara em 2020. O último parecer do relator Orlando Silva foi apresentado em abril de 2023. Em maio do mesmo ano, o projeto foi retirado de pauta por falta de acordo entre os parlamentares. Desde então, a proposta está parada, sem previsão para retomada.

Consequências do Impasse

A inércia do Congresso em debater a regulação das redes sociais contrasta com a urgência do tema, tanto no Brasil quanto no exterior. Países como Austrália e União Europeia avançaram em legislações que responsabilizam plataformas digitais e protegem os usuários de desinformação e discursos de ódio.

Enquanto isso, no Brasil, a ausência de uma regulamentação deixa um vazio jurídico, agravando problemas como a disseminação de notícias falsas e o impacto disso na democracia e na sociedade.

Apesar do encerramento do GT, o tema não está encerrado. Parlamentares podem propor novas iniciativas ou retomar o debate em outras instâncias, como comissões permanentes. Além disso, o julgamento no STF sobre a responsabilidade das plataformas pode definir um marco jurídico importante, pressionando o Congresso a agir.

 

Tags: Arthur Liradesinformação no Brasilfake news no Congressogrupos de trabalho na CâmaraMarco Civil da InternetPL das Fake Newsregulação das redes sociaisregulamentação das redes sociais Brasil.responsabilidade das big techs

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