São Paulo vira sobre o Flamengo no Morumbis e estreia com pé direito no Brasileirão 2026
A noite desta quarta-feira (28) marcou o início da jornada do Tricolor Paulista no Campeonato Brasileiro de 2026 com um roteiro digno de épicos futebolísticos. Em um Morumbis pulsante, o São Paulo vira sobre o Flamengo por 2 a 1, demonstrando resiliência e força tática sob o comando de Hernán Crespo. A partida, que colocou frente a frente dois dos elencos mais valiosos do país, foi um teste de fogo para as pretensões de ambos na temporada, e o resultado final reafirma a força do Soberano em seus domínios.
O confronto começou com o Rubro-Negro carioca impondo seu ritmo e abrindo o placar, o que parecia encaminhar um resultado favorável aos visitantes. No entanto, a narrativa mudou drasticamente na etapa complementar. Com gols decisivos de Luciano e Danielzinho, o São Paulo vira sobre o Flamengo e garante os primeiros três pontos na tabela, ocupando provisoriamente a terceira colocação, atrás apenas de Chapecoense e Vitória pelo saldo de gols.
O Primeiro Tempo: Domínio e Vantagem Rubro-Negra
A etapa inicial foi de estudo e tensão. O Flamengo, comandado por Filipe Luís, entrou em campo com um esquema 4-3-3 agressivo, buscando explorar as laterais com Varela e Alex Sandro. A estratégia surtiu efeito quando Plata, aproveitando uma brecha na defesa tricolor, inaugurou o marcador. O gol foi, nas palavras do próprio atacante são-paulino Luciano, “pura qualidade”, refletindo a capacidade técnica do elenco carioca.
Durante os primeiros 45 minutos, o São Paulo teve dificuldades para conectar seu meio-campo ao ataque. O esquema 3-5-2 proposto por Crespo parecia engessado diante da marcação alta do Flamengo. A posse de bola favorecia os visitantes (56% contra 44% ao final do jogo), e o Tricolor limitava-se a defender e buscar contra-ataques esporádicos. A torcida no Morumbis, embora apreensiva, manteve o apoio, pressentindo que a história do jogo ainda não estava definida.
Para os analistas táticos, a virada parecia improvável dado o volume de jogo do adversário. O Flamengo controlava as ações, trocava mais passes (533 contra 381 do São Paulo) e parecia confortável com a vantagem mínima. Contudo, o futebol é dinâmico, e o intervalo serviu para Crespo ajustar as peças e inflamar o ânimo de seus comandados.
A Reação Tricolor: O Momento em que o São Paulo Vira Sobre o Flamengo
O segundo tempo trouxe um São Paulo transformado. A entrada de Danielzinho no meio-campo e a movimentação mais livre de Luciano confundiram a marcação do Flamengo. A postura passiva deu lugar a uma agressividade calculada. O empate veio como um prêmio pela insistência, desestabilizando emocionalmente a equipe carioca.
Mas o momento crucial, aquele que definiu que o São Paulo vira sobre o Flamengo, ocorreu já na reta final da partida. Luciano, sempre decisivo em jogos grandes, e Danielzinho foram os artífices da vitória. A virada não foi apenas técnica, mas anímica. “Criamos um espírito de guerreiros, que estava faltando”, declarou Luciano após o apito final, resumindo o sentimento do elenco.
O gol da virada explodiu o Morumbis. A defesa do Flamengo, composta por Léo Ortiz e Léo Pereira, não conseguiu conter o ímpeto tricolor. A desvantagem no placar forçou o Flamengo a se lançar ao ataque de forma desordenada nos minutos finais, abrindo espaços que o São Paulo soube administrar para segurar o resultado até os 53 minutos do segundo tempo.
Polêmicas de Arbitragem e Reclamações
Como é comum em clássicos nacionais, a arbitragem de Wilton Pereira Sampaio não passou ilesa às críticas. O volante Jorginho, do Flamengo, foi vocal em sua insatisfação ao término da partida. “O cara vai, nem revisa, nem olha o que aconteceu, simplesmente acaba o jogo”, desabafou o jogador, referindo-se a um lance polêmico envolvendo Arrascaeta na área aos 52 minutos da etapa final.
A reclamação de pênalti não marcado gerou tumulto, mas a decisão de campo foi mantida. Para o São Paulo, pouco importou a reclamação adversária. O fato concreto é que o São Paulo vira sobre o Flamengo e soma pontos cruciais contra um concorrente direto ao título. A arbitragem brasileira, mais uma vez, torna-se pauta, mas não ofusca o brilho da reação tricolor.
Destaques Individuais e Coletivos
A atuação de Rafael no gol do São Paulo merece menção honrosa. Com cinco defesas importantes, o arqueiro foi fundamental para manter a equipe viva no jogo quando o placar ainda era adverso. Na frente, Luciano provou mais uma vez porque é ídolo da torcida. Sua capacidade de chamar a responsabilidade em momentos de pressão foi determinante para que o São Paulo vira sobre o Flamengo.
Do lado rubro-negro, apesar da derrota, Plata mostrou serviço com o gol marcado. Arrascaeta, embora participativo, desperdiçou a chance do empate nos acréscimos, chutando para fora uma bola que poderia ter mudado o destino da partida. A estatística de finalizações (14 do Flamengo contra 10 do São Paulo) mostra que o time carioca criou, mas pecou na eficiência, enquanto o Tricolor foi letal nas oportunidades que teve.
A Estratégia de Hernán Crespo
O técnico argentino Hernán Crespo sai fortalecido deste confronto. Sua leitura de jogo para corrigir o posicionamento da equipe no intervalo foi vital. Ao perceber que o meio-campo estava sendo engolido por Pulgar, Evertton Araújo e Jorginho, Crespo reorganizou as linhas e explorou as costas dos laterais adversários.
A vitória de virada valida o esquema de três zagueiros (Alan Franco, Arboleda e Sabino), que, apesar de sofrer no início, mostrou solidez para segurar a pressão final. O resultado de que o São Paulo vira sobre o Flamengo é um cartão de visitas de Crespo para o Brasileirão 2026, indicando que sua equipe será competitiva e difícil de ser batida em casa.
Próximos Passos no Calendário
Com a vitória, o São Paulo ganha moral para a sequência da temporada. O próximo compromisso é pelo Campeonato Paulista, no sábado, contra o Santos, novamente no Morumbis. A equipe terá pouco tempo para descansar, mas o ânimo renovado pela vitória no clássico nacional deve compensar o desgaste físico.
Já o Flamengo precisa lamber as feridas rapidamente. O time de Filipe Luís viaja para Brasília, onde enfrentará o Corinthians pela Supercopa do Brasil no domingo. A derrota na estreia do Brasileirão acende um sinal de alerta na Gávea, pressionando o elenco a buscar um título imediato para acalmar os ânimos da torcida.
O Peso da Vitória na Tabela
Iniciar o campeonato vencendo um dos favoritos ao título tem um peso dobrado. Além dos três pontos, o São Paulo impede que o Flamengo pontue. Na tabela de classificação, o Tricolor aparece no bloco de cima, ao lado de Chapecoense e Vitória, que também venceram seus jogos inaugurais.
Ainda é cedo para projeções definitivas, mas a história mostra que pontos perdidos em casa contra rivais diretos costumam fazer falta no final. Por isso, o fato de que o São Paulo vira sobre o Flamengo é celebrado não apenas como um triunfo isolado, mas como um passo estratégico na longa maratona de 38 rodadas do Brasileirão.
Estatísticas do Jogo
Os números frios da partida contam parte da história, mas não toda. O Flamengo teve mais posse (56%), mais passes certos (433) e mais finalizações (14). No entanto, o futebol é decidido na eficiência. O São Paulo, com menos volume, foi mais contundente.
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Posse de Bola: São Paulo 44% x 56% Flamengo
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Finalizações no Gol: São Paulo 4 x 5 Flamengo
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Desarmes: São Paulo 28 x 12 Flamengo
O número de desarmes ilustra a entrega defensiva do time paulista, que “mordeu” o adversário durante todo o jogo. Esse espírito combativo, citado por Luciano, foi o diferencial para neutralizar a qualidade técnica superior do elenco flamenguista.
A estreia do Brasileirão 2026 não poderia ter sido mais emocionante para o torcedor são-paulino. Ver sua equipe sair atrás e buscar o resultado contra um gigante como o Flamengo é o tipo de injeção de ânimo que molda campanhas vitoriosas.
O São Paulo vira sobre o Flamengo e manda um recado claro aos adversários: o Morumbis será um caldeirão difícil de ser violado este ano. Resta agora saber se a equipe de Crespo manterá essa intensidade nos próximos desafios, começando pelo clássico estadual contra o Santos. Para o Flamengo, fica a lição de que ter a bola não é suficiente se não houver eficácia para matar o jogo quando se tem a vantagem. O campeonato apenas começou, mas as emoções já estão à flor da pele.






