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Home Política

Simone Tebet Confirma Saída do Ministério e Disputa nas Eleições de 2026

por Júlia Campos - Repórter de Política
30/01/2026
em Política, Destaque, News
Simone Tebet Confirma Saída Do Ministério E Disputa Nas Eleições De 2026 - Gazeta Mercantil

Simone Tebet Confirma Saída do Planejamento e Redefine Xadrez Eleitoral de 2026

O cenário político brasileiro para o ciclo eleitoral de 2026 ganhou contornos definitivos nesta sexta-feira, 30 de janeiro. Em um movimento aguardado pelos analistas de Brasília e pelos operadores do mercado financeiro, a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, confirmou oficialmente que deixará a Esplanada dos Ministérios até o final de março. A decisão, que obedece aos prazos legais de desincompatibilização, sinaliza o início de uma nova fase na carreira da emedebista, que assegurou ser “candidata a alguma coisa” no próximo pleito, embora o cargo, o estado e até mesmo o partido permaneçam como variáveis em uma complexa equação política.

A declaração de Simone Tebet ocorreu durante a cerimônia de lançamento do Observatório da Qualidade do Gasto Público, evento promovido pelo Insper em São Paulo. O ambiente, marcado pela discussão técnica sobre eficiência fiscal, serviu de palco para uma definição política que impacta diretamente a base de apoio do governo Luiz Inácio Lula da Silva e a configuração das alianças regionais, especialmente nos estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul.

Neste dossiê analítico, dissecamos as implicações da saída de Simone Tebet, as opções que estão sobre a mesa para seu futuro político, a tensão entre MDB e PSB, e como sua movimentação altera a dinâmica de poder dentro da frente ampla governista.

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O Cronograma da Saída e a Articulação com o Planalto

A confirmação da saída de Simone Tebet não é um ato isolado de vontade pessoal, mas parte de um rito institucional. A legislação eleitoral exige que ocupantes de cargos no Executivo que desejam concorrer a outros postos deixem suas funções seis meses antes do pleito. Ao anunciar sua saída para o final de março, Simone Tebet cumpre o protocolo e libera o presidente Lula para iniciar a reforma ministerial necessária para acomodar novos aliados ou reforçar posições estratégicas para o último ano de mandato antes da reeleição.

Segundo Simone Tebet, a decisão já foi debatida em reunião com o presidente Lula. O alinhamento entre a ministra e o chefe do Executivo demonstra que sua candidatura é tratada como um ativo do projeto governista, e não como uma dissidência. A ministra revelou que um novo encontro com Lula deve ocorrer antes do Carnaval para bater o martelo sobre os detalhes da candidatura. “A certeza é que eu não permaneço no ministério e sou candidata a alguma coisa no processo de 2026”, afirmou Simone Tebet, deixando claro que seu tempo na gestão técnica da economia chegou ao fim para dar lugar à articulação política ostensiva.

A postura de Simone Tebet reflete a lealdade construída desde o segundo turno de 2022. Ao afirmar que “jamais imporia condição” para compor a chapa ou definir seu futuro, ela reforça seu capital político junto ao núcleo duro do PT, posicionando-se como uma peça coringa que pode ser usada onde for taticamente mais vantajoso para a coalizão.

O Dilema Geográfico: São Paulo ou Mato Grosso do Sul?

Um dos pontos nevrálgicos da estratégia de Simone Tebet é a definição do domicílio eleitoral e da base de sua campanha. A ministra vive um dilema entre seu reduto histórico, o Mato Grosso do Sul, e o maior colégio eleitoral do país, São Paulo.

No Mato Grosso do Sul, Simone Tebet possui uma base consolidada, tendo sido vice-governadora e senadora. Uma candidatura ao governo estadual ou ao Senado por sua terra natal seria o caminho natural e, teoricamente, mais seguro. No entanto, a projeção nacional alcançada por Simone Tebet durante a campanha presidencial de 2022 e sua atuação no Ministério do Planejamento abriram portas para voos mais altos e arriscados.

A transferência de domicílio eleitoral para São Paulo é uma hipótese que ganha força nos bastidores, mas enfrenta obstáculos consideráveis. Simone Tebet reconheceu publicamente a complexidade desse cenário ao citar “dois nomes de peso relevantes” no estado: o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o vice-presidente, Geraldo Alckmin.

A entrada de Simone Tebet na disputa paulista exigiria uma engenharia política sofisticada. Se Haddad for o candidato ao governo ou à reeleição presidencial (num cenário hipotético sem Lula), e Alckmin buscar o Senado ou o governo, onde Simone Tebet se encaixaria? A ministra destacou que este é um “projeto coletivo” que exige movimentações dentro e fora dos partidos. Uma chapa que unisse a centro-esquerda e o centro democrático em São Paulo, com Simone Tebet disputando o Senado, poderia ser uma barreira poderosa contra o avanço da oposição no estado, mas depende de acordos que ainda não foram costurados.

A Disputa pelo Passe: MDB ou PSB?

Outra camada de complexidade no futuro de Simone Tebet é a sua filiação partidária. Histórica no Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido pelo qual militou por quase três décadas, Simone Tebet confirmou ter recebido convites formais para migrar para o Partido Socialista Brasileiro (PSB).

O PSB, partido do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro Márcio França, tem buscado atrair quadros de centro para ampliar sua influência e oferecer uma alternativa viável dentro da base governista que não seja o PT. A ida de Simone Tebet para o PSB facilitaria composições em estados onde o MDB possui alianças regionais com a oposição ou com o bolsonarismo, o que poderia gerar constrangimentos para uma ministra de Lula.

Contudo, Simone Tebet adotou cautela ao tratar do assunto. “Eu tenho um carinho muito grande por membros do PSB, mas não está no meu radar agora”, declarou. Essa fala sugere que, embora a porta não esteja fechada, a tendência atual é a manutenção no MDB, a menos que as convenções estaduais do partido inviabilizem sua candidatura dentro do espectro governista. O MDB é uma confederação de lideranças regionais, e Simone Tebet precisa garantir que terá a legenda e o fundo eleitoral necessários para uma campanha majoritária competitiva.

Senado ou Governo: O Peso da Escolha

A indefinição sobre o cargo — Senado ou Governo Estadual — também pesa na balança de Simone Tebet. O Senado Federal é considerado a “casa” de Simone Tebet, onde ela ganhou notoriedade nacional, especialmente durante a CPI da Pandemia. Um retorno à Câmara Alta garantiria a ela um mandato de oito anos, estabilidade política e uma tribuna de destaque para continuar influenciando os rumos do país.

Por outro lado, uma candidatura ao Executivo estadual, seja em SP ou MS, colocaria Simone Tebet na gestão direta de orçamentos e políticas públicas, um teste de fogo para quem almeja, no futuro, retornar à disputa presidencial. A experiência no Ministério do Planejamento conferiu a Simone Tebet uma bagagem técnica sobre contas públicas que seria um diferencial em uma campanha para governadora.

No entanto, campanhas para o Executivo são historicamente mais caras e polarizadas. Simone Tebet teria que enfrentar máquinas estaduais fortes e a polarização ideológica que ainda divide o eleitorado. A decisão passará, inevitavelmente, pelas pesquisas de intenção de voto que o Planalto e os partidos encomendarão após o Carnaval.

O Legado no Ministério do Planejamento

A saída de Simone Tebet do Ministério do Planejamento encerra um ciclo de gestão marcado pela busca do equilíbrio fiscal com responsabilidade social. Sua gestão foi fundamental para a aprovação do novo arcabouço fiscal e para a defesa de uma revisão de gastos que não penalizasse os mais pobres, mas que garantisse a sustentabilidade da dívida pública.

A presença de Simone Tebet na equipe econômica serviu como um aval de credibilidade junto ao mercado financeiro e ao setor produtivo. Sua figura, associada ao centro liberal, equilibrou as tendências mais desenvolvimentistas de alas do PT. A sua substituição exigirá de Lula a escolha de um nome que mantenha esse diálogo aberto com o mercado, evitando ruídos que possam prejudicar a economia em ano eleitoral.

O lançamento do Observatório da Qualidade do Gasto Público, seu último grande ato antes do anúncio da saída, simboliza o legado que Simone Tebet pretende deixar: a ideia de que é possível e necessário qualificar a despesa pública. Esse discurso será, sem dúvida, um dos pilares de sua plataforma eleitoral em 2026, independentemente do cargo que venha a disputar.

A Reconfiguração da Base Aliada

A movimentação de Simone Tebet é o primeiro dominó a cair na reconfiguração da base aliada para 2026. Sua saída libera um ministério de ponta para negociações partidárias. O MDB, partido de Simone Tebet, certamente cobrará a manutenção do espaço ou uma compensação à altura. Se ela migrar para o PSB, a equação muda, fortalecendo a legenda socialista em detrimento do MDB na Esplanada.

Além disso, a definição do destino de Simone Tebet influenciará as chapas majoritárias. Se ela for candidata ao Senado por São Paulo em uma chapa com Alckmin ou Haddad, isso sinaliza uma frente amplíssima no estado. Se for para o Mato Grosso do Sul, o foco será recuperar um estado estratégico para o agronegócio, setor com o qual Simone Tebet tem interlocução histórica.

O “projeto coletivo” citado por Simone Tebet indica que as decisões não serão tomadas visando apenas interesses individuais, mas a sobrevivência e o fortalecimento do grupo político que venceu em 2022. Nesse xadrez, Simone Tebet é uma dama valiosa, capaz de transitar entre diferentes eleitorados e moderar o discurso governista.

Uma Candidata Inevitável

O anúncio desta sexta-feira confirma o que os bastidores já sussurravam: Simone Tebet é grande demais para ficar fora das urnas em 2026. Sua passagem pelo Ministério do Planejamento serviu como um estágio probatório de gestão executiva federal e um período de “quarentena” política estratégica. Agora, ao confirmar que será “candidata a alguma coisa”, Simone Tebet se coloca novamente na vitrine eleitoral.

Seja como senadora ou governadora, em São Paulo ou no Mato Grosso do Sul, pelo MDB ou pelo PSB, o fato concreto é que Simone Tebet será uma das protagonistas do processo eleitoral de 2026. Sua capacidade de articulação, sua imagem de ponderação e sua experiência administrativa a tornam uma peça-chave tanto para a estratégia de reeleição de Lula quanto para a renovação das lideranças políticas nos estados. O mercado e o eleitorado agora aguardam as cenas dos próximos capítulos, que serão escritos nas reuniões pré-Carnaval em Brasília.

Tags: Eleições 2026Fernando HaddadGeraldo Alckmingoverno de São Paulogoverno LulaMDBMinistério do Planejamentopolítica brasileiraPSBSenado FederalSimone Tebet

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