terça-feira, 13 de outubro de 2026
contato@gazetamercantil.com
GAZETA MERCANTIL
GAZETA MERCANTIL
GAZETA MERCANTIL
Home Mundo

Fim da guerra em Gaza: Trump anuncia cessar-fogo e início da reconstrução com apoio internacional

Após dois anos de conflito, cessar-fogo mediado pelos EUA marca novo capítulo na história do Oriente Médio

por Gabriel Monteiro
13/10/2025 às 22h43
em Mundo
Fim Da Guerra Em Gaza: Trump Anuncia Cessar-Fogo E Início Da Reconstrução Com Apoio Internacional - Gazeta Mercantil

Trump declara o fim da guerra em Gaza e anuncia início da reconstrução da região

Em um anúncio histórico, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta segunda-feira (13) o fim oficial da guerra em Gaza, após a libertação dos últimos reféns israelenses e a troca por detentos palestinos. O cessar-fogo, mediado com apoio do Egito, Catar e Turquia, encerra um conflito que devastou a Faixa de Gaza por dois anos e deixou mais de 68 mil mortos, segundo autoridades locais.

A medida representa o maior avanço diplomático na região desde os Acordos de Abraão, firmados em 2020, e marca um novo ponto de inflexão nas relações entre Israel, Palestina e seus mediadores internacionais.

Leia também: Eneva (ENEV3) anuncia 14ª emissão de debêntures de R$ 500 milhões e alonga perfil da dívida.


O acordo que encerrou o conflito em Gaza

O acordo de cessar-fogo prevê a libertação de todos os reféns israelenses que ainda estavam em poder do Hamas — 20 deles ainda vivos — e o retorno de cerca de 2 mil prisioneiros palestinos detidos por Israel. A operação foi acompanhada pela Cruz Vermelha Internacional, que confirmou a entrega dos reféns e o repatriamento dos detidos, em meio a cenas emocionantes tanto em Tel Aviv quanto em Gaza.

Nas ruas israelenses, a população se reuniu na Praça dos Reféns, em Tel Aviv, onde familiares e cidadãos celebraram o retorno dos sequestrados. Do outro lado, em Gaza, centenas de palestinos receberam de volta seus parentes, com choro, orações e bandeiras erguidas em meio à destruição deixada pela guerra.

Leia também: Dona do Outback anuncia novo CEO.

Trump classificou o momento como “o nascer de uma nova era de paz na Terra Santa”, destacando que os Estados Unidos “não mediram esforços para restaurar a estabilidade no Oriente Médio”.


Cúpula internacional e início da reconstrução

Logo após o anúncio, Trump participou de uma cúpula internacional em Sharm el-Sheikh, no Egito, ao lado do presidente Abdel Fattah al-Sisi, do emir do Catar e do presidente da Turquia. O encontro reuniu mais de 20 líderes globais para discutir o futuro político, econômico e humanitário da Faixa de Gaza.

Na ocasião, Trump assinou, junto aos líderes muçulmanos e europeus, um documento de cooperação para reconstrução e governança da região. O texto prevê uma aliança internacional para administrar a ajuda humanitária, reerguer a infraestrutura destruída e promover um novo modelo político que evite o retorno das hostilidades.

“Agora começa a reconstrução. É o momento de curar, reconstruir e garantir que Gaza nunca mais volte a ser um campo de batalha”, afirmou Trump, em discurso transmitido ao vivo pela rede americana Fox News.


Desafios da reconstrução e o papel da Autoridade Palestina

Entre os pontos mais complexos do pós-guerra está a governança de Gaza. Israel não aceita a permanência do Hamas no poder, enquanto a Autoridade Palestina, liderada por Mahmoud Abbas, tenta reassumir o controle político e administrativo da região. A proposta discutida na cúpula envolve uma administração provisória internacional, supervisionada por organismos da ONU e apoiada financeiramente por países do Golfo.

Trump destacou que os EUA pretendem liderar o fundo de reconstrução, estimado inicialmente em US$ 50 bilhões, com foco em energia, infraestrutura hospitalar, educação e segurança. O plano prevê a criação de uma nova força de segurança regional composta por contingentes árabes e apoio logístico da OTAN.

A medida é vista por analistas como a tentativa mais ambiciosa de reconfigurar o equilíbrio geopolítico do Oriente Médio desde a invasão do Iraque, em 2003.


Repercussão internacional: cautela e esperança

A comunidade internacional recebeu o anúncio com cautela e otimismo moderado. A ONU elogiou o cessar-fogo, mas alertou que “a paz só será sustentável se acompanhada de reconstrução econômica e diálogo político permanente”. A União Europeia, por sua vez, anunciou que enviará uma delegação para auxiliar na transição humanitária e na fiscalização dos recursos destinados à reconstrução.

Em Washington, o Senado americano aprovou uma resolução de apoio ao acordo de paz, destacando o papel de mediação dos EUA. Líderes republicanos e democratas elogiaram a iniciativa de Trump, embora tenham ressaltado que “a estabilidade depende de compromissos mútuos e do respeito aos direitos humanos”.

O Egito, um dos principais articuladores do acordo, reforçou seu compromisso de garantir a entrada de ajuda humanitária e de controlar o fluxo de armas na fronteira de Rafah. Já o Catar prometeu continuar mediando as conversas entre facções palestinas, visando consolidar uma nova estrutura política unificada para Gaza.


Os obstáculos que ainda restam

Apesar do clima de comemoração, diversos obstáculos ainda ameaçam a consolidação da paz. As autoridades israelenses confirmaram que 26 reféns permanecem mortos em território palestino e outros dois continuam desaparecidos. A recuperação dos corpos depende da colaboração do Hamas, que afirma não ter informações completas sobre todos os locais de sepultamento.

Outro desafio urgente é o colapso humanitário em Gaza. Segundo o chefe de ajuda da ONU, Tom Fletcher, mais de 1,2 milhão de pessoas enfrentam escassez severa de alimentos e abrigo. A ONU pretende coordenar um corredor humanitário emergencial para envio de combustível, medicamentos e suprimentos básicos.

Enquanto isso, tensões persistem na Cisjordânia, onde assentamentos israelenses continuam a se expandir em áreas reivindicadas pelos palestinos. Relatórios do Banco Mundial apontam que a economia palestina está em colapso, com desemprego acima de 50% e infraestrutura pública em ruínas.


O papel do Hamas após o cessar-fogo

A ausência do Hamas na cúpula do Egito foi interpretada como sinal de isolamento político. Após a retirada parcial das tropas israelenses, combatentes do grupo iniciaram uma operação interna em Gaza, reprimindo rivais e impondo controle sobre áreas-chave da Cidade de Gaza. Fontes palestinas confirmaram que 32 membros de um grupo rival foram mortos durante confrontos.

Trump e líderes árabes afirmaram que o futuro do Hamas dependerá de sua disposição em se desarmar e integrar um processo político pacífico. Israel, por sua vez, exige garantias de que o grupo não voltará a se rearmar ou controlar rotas de contrabando de armas.


Impactos econômicos e geopolíticos globais

O fim da guerra em Gaza tem impacto direto nas cadeias de energia e no comércio internacional. Desde o início do conflito, o preço do barril de petróleo subiu mais de 25%, refletindo o risco geopolítico na região. Com o cessar-fogo, o mercado reagiu positivamente: o petróleo tipo Brent recuou para US$ 84,20, enquanto o ouro e o dólar registraram leve queda.

Analistas avaliam que a trégua pode estimular novos acordos regionais de investimento, especialmente em infraestrutura e energia renovável, áreas em que o Egito, Israel e a Arábia Saudita já demonstraram interesse em cooperar.

No cenário diplomático, a liderança americana volta a ser testada. A Casa Branca aposta que o sucesso da trégua consolidará o legado de Trump como o “articulador de uma nova paz no Oriente Médio”, embora críticos apontem que o acordo é frágil e depende da boa vontade de atores historicamente rivais.


A reconstrução de Gaza: próximos passos

O plano de reconstrução prevê a criação do “Fundo Internacional de Gaza”, administrado por uma coalizão de países e supervisionado pelo Banco Mundial. A primeira fase destinará US$ 15 bilhões à reconstrução de moradias, hospitais, estradas e redes de energia. Projetos de microcrédito e incentivo ao empreendedorismo também estão previstos, com foco em jovens e mulheres.

Além da reconstrução física, o acordo inclui programas de reconciliação social e religiosa, sob supervisão de líderes comunitários e religiosos de ambas as partes. Organizações civis e humanitárias terão papel central em promover o diálogo e reduzir a hostilidade entre israelenses e palestinos.


Uma nova página na história do Oriente Médio

Após décadas de violência e ciclos de retaliação, o anúncio do fim da guerra em Gaza simboliza uma rara oportunidade para reescrever a história da região. Embora a paz definitiva ainda dependa de acordos mais amplos, o cessar-fogo é visto como o primeiro passo concreto rumo à estabilidade.

Trump encerrou a cúpula afirmando que “a verdadeira vitória não está em armas, mas em acordos que durem gerações”. O mundo agora observa se essa promessa será cumprida — e se Gaza conseguirá, enfim, sair das ruínas para construir um novo futuro.

LEIA MAIS

Imposto De 12% Sobre Exportação De Petróleo É Estendido Por 60 Dias
Mercados

Petróleo sobe com furacão e tensão no Oriente Médio; Brent fecha a US$ 104,72

Na semana, o Brent e o WTI avançaram 2,41% e 0,81%, respectivamente

Leia MaisDetails
Pesquisa Eleitoral Eleiçoes 2026 - Gazeta Mercantil
Política

Imprensa europeia destaca peso geopolítico da eleição entre Lula e Flávio Bolsonaro

A eleição presidencial brasileira ganhou espaço de destaque na imprensa europeia neste domingo, 4 de outubro. Publicações do Reino Unido, França e Espanha tratam o primeiro turno não...

Leia MaisDetails
Eua Fecham Embaixada E Suspendem Serviços Consulares No Brasil Por Preocupação De Segurança
Política

EUA fecham embaixada e suspendem serviços consulares no Brasil por preocupação de segurança

Os Estados Unidos suspenderam nesta sexta-feira, 2 de outubro, os serviços consulares de sua missão diplomática no Brasil por “preocupações de segurança”, dois dias antes do primeiro turno...

Leia MaisDetails
Déficit E Dívida Em Alta Nos Eua Aumentam Pressão Sobre Mercados Globais.-Gazeta Mercantil
Política

EUA comprometem US$ 1 milhão para grupos que contestam atuação do STF

O governo dos Estados Unidos, sob a presidência de Donald Trump, comprometeu US$ 1 milhão para um programa destinado ao Brasil que apoia organizações da sociedade civil que...

Leia MaisDetails
Donald Trump - Gazeta Mercantil
Mundo

Juiz suspende veto de Trump a CNN, Politico e MS NOW após Casa Branca usar briefing próprio contra site

O juiz federal Timothy J. Kelly, do Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito de Columbia, determinou nesta quinta-feira (24) que integrantes do governo de Donald Trump...

Leia MaisDetails

GAZETA MERCANTIL ENCERRADO

21:26:17
IBOV

IBOVESPA

B3
Consultando... buscando última cotação
$

DÓLAR

USD/BRL
Consultando... buscando última cotação
€

EURO

EUR/BRL
Consultando... buscando última cotação
₿

BITCOIN

BRL
Consultando... buscando última cotação
Gazeta Mercantil · dados de mercado
Sênior Sistemas Sênior Sistemas Sênior Sistemas
PUBLICIDADE

Veja Também

Petróleo Hoje - Gazeta Mercantil
Mercados

Petróleo hoje: Brent cai a US$ 105,69 e WTI sobe com tensão no Oriente Médio

Leia MaisDetails
Agronegocio - Gazeta Mercantil
Empresas

Bimbo expande agricultura regenerativa no Brasil e supera 500 mil hectares no mundo

Leia MaisDetails
Taxa De Juros - Gazeta Mercantil
Mercados

Juros futuros sobem mais de 20 pontos-base após pesquisas eleitorais

Leia MaisDetails
Nunes Marques - Gazeta Mercantil
Política

Advogados acusam Nunes Marques de favorecer Flávio Bolsonaro em decisões do TSE

Leia MaisDetails
Lula - Gazeta Mercantil
Política

MDB: dez diretórios declaram apoio a Lula, enquanto outra ala se alinha a Flávio Bolsonaro

Leia MaisDetails

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco
Gazeta Mercantil Logo White

contato@gazetamercantil.com

Gazeta Mercantil — marca jornalística fundada em 1920, com continuidade editorial contemporânea no ambiente digital por meio do domínio oficial gazetamercantil.com.

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

Veja Também:

Petróleo hoje: Brent cai a US$ 105,69 e WTI sobe com tensão no Oriente Médio

Bimbo expande agricultura regenerativa no Brasil e supera 500 mil hectares no mundo

Juros futuros sobem mais de 20 pontos-base após pesquisas eleitorais

Advogados acusam Nunes Marques de favorecer Flávio Bolsonaro em decisões do TSE

MDB: dez diretórios declaram apoio a Lula, enquanto outra ala se alinha a Flávio Bolsonaro

Dinheiro esquecido em bancos chega a R$ 5,8 bilhões; veja como sacar

  • Anuncie Conosco
  • Política de Correções
  • Política Editorial
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso
  • Sobre a Gazeta Mercantil
  • Expediente
  • Política de Conflitos de Interesse

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com - Grupo SMEdit - Av.Paulista 777 - Bela Vista - São Paulo - SP

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com - Grupo SMEdit - Av.Paulista 777 - Bela Vista - São Paulo - SP