Vale (VALE3): Itaú BBA vê espaço para dividendos maiores e ajusta projeções para ações
O Itaú BBA divulgou nova análise sobre a Vale (VALE3), destacando que a mineradora possui espaço relevante para ampliar a distribuição de dividendos e recompras de ações nos próximos anos. O relatório ressalta que, apesar de ajustes nas projeções de Ebitda e produção, o valuation continua atrativo, reforçando a recomendação de investimento no papel.
O cenário atual da Vale (VALE3)
A Vale (VALE3) segue sendo uma das companhias mais relevantes da Bolsa brasileira, tanto pela sua representatividade no Ibovespa quanto pelo peso no comércio internacional de minério de ferro. O Itaú BBA apontou que, com o minério de ferro projetado em torno de US$ 95 a US$ 100 por tonelada, a empresa deve apresentar uma geração de caixa robusta, ainda que com ajustes pontuais nas estimativas de lucro operacional.
Segundo a análise, a mineradora negocia a 3,8 vezes o valor da empresa sobre Ebitda estimado para 2026, com yield de caixa livre projetado em 8% ao ano no triênio 2026-2028. Esse montante, de acordo com o banco, tende a ser integralmente devolvido aos acionistas, seja por meio de dividendos, seja por recompras.
Dividendos da Vale (VALE3) em foco
O destaque do relatório do Itaú BBA está justamente na avaliação de que a Vale (VALE3) terá condições de distribuir dividendos robustos. A expectativa é de que, mesmo diante de custos mais elevados e ajustes de guidance, a geração de caixa sustentará pagamentos consistentes ao acionista.
O banco estima que, mantendo o minério próximo dos US$ 100 por tonelada, a Vale terá margem de segurança suficiente para reforçar sua política de remuneração. Isso reforça a tese de atratividade da ação como opção de dividendos elevados na Bolsa.
Ajustes nas projeções e implicações
Apesar do cenário favorável, o Itaú BBA reduziu as estimativas de Ebitda em 3% para 2025, chegando a US$ 14,1 bilhões, e em 2% para 2026, para US$ 15,5 bilhões. O corte reflete uma dinâmica mais fraca nos produtos de maior qualidade, como pelotas, além da revisão de produção feita pela própria companhia.
Outro fator que pesa nas projeções é o câmbio. O BBA estima dólar médio de R$ 5,86, impactando custos denominados na moeda americana e reduzindo margens operacionais.
Dívida sob controle e recompras de ações
No aspecto financeiro, o Itaú BBA calcula que a Vale encerrará 2025 com dívida líquida expandida de cerca de US$ 16 bilhões, número acima do centro da meta corporativa (entre US$ 10 bilhões e US$ 20 bilhões). No entanto, a geração de caixa permanece sólida o suficiente para sustentar a política de dividendos e recompras.
O relatório ressalta que, diante das condições atuais, a administração tende a priorizar recompras de ações, aproveitando os preços atrativos de mercado.
O mercado global de minério de ferro
O cenário macroeconômico também foi considerado na análise. O Itaú BBA avalia que o mercado global de minério de ferro seguirá equilibrado nos próximos anos. A demanda da China e do Sudeste Asiático continua consistente, compensando parcialmente a entrada de novos projetos, como Simandou.
Essa estabilidade é fundamental para sustentar os preços do minério em patamares próximos de US$ 100 por tonelada, conferindo previsibilidade ao fluxo de caixa da Vale (VALE3).
Vale (VALE3) como investimento estratégico
A Vale (VALE3) permanece como uma das principais opções de investimento no setor de mineração e no mercado de capitais brasileiro. Além de sua relevância no Ibovespa, a companhia se posiciona como líder global no fornecimento de minério de ferro e níquel, metais essenciais para a indústria do aço e para a transição energética mundial.
O relatório do Itaú BBA reforça a visão de que, mesmo com ajustes nas projeções, a ação segue descontada frente ao seu potencial, especialmente quando se considera a perspectiva de dividendos e recompras.
Recomendações e preço-alvo
O Itaú BBA mantém recomendação de compra para Vale (VALE3), destacando valuation atrativo, fluxo de caixa sólido e espaço para remuneração adicional ao acionista. Embora haja desafios no curto prazo relacionados a produtos premium e custos mais elevados, a tendência de médio e longo prazo é positiva.
O preço-alvo não foi detalhado no resumo analisado, mas a avaliação de múltiplos e a perspectiva de yield reforçam o potencial de valorização do papel.
Perspectivas para acionistas
Para investidores que buscam ativos com forte geração de caixa e pagamentos consistentes, a Vale (VALE3) se apresenta como uma alternativa estratégica. O dividend yield projetado em torno de 8% ao ano é um dos mais elevados entre as empresas listadas na B3, tornando a mineradora uma opção interessante em cenários de volatilidade.
A combinação de fluxo de caixa previsível, dívida controlada e espaço para recompras consolida a tese de que a ação continuará no radar de investidores institucionais e de pessoas físicas.
A análise do Itaú BBA sobre a Vale (VALE3) reforça a percepção de que, mesmo em um ambiente de ajustes de guidance e margens, a empresa segue como um dos ativos mais atrativos da Bolsa brasileira. O equilíbrio do mercado de minério, aliado à forte geração de caixa e à política de remuneração, sustenta a visão positiva para os próximos anos.
Assim, a Vale (VALE3) mantém seu papel central não apenas como gigante da mineração, mas também como referência para investidores que buscam retornos consistentes por meio de dividendos e recompras.






