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Raízen vende Usina Continental ao Grupo Colorado por R$ 750 milhões e reforça estratégia de eficiência

por Redação
10/11/2025 às 10h55 - Atualizado em 27/11/2025 às 13h40
em Negócios, Destaque, Notícias
Raízen Vende Usina Continental Ao Grupo Colorado Por R$ 750 Milhões E Reforça Estratégia De Eficiência - Gazeta Mercantil

Raízen vende Usina Continental para Grupo Colorado por R$ 750 milhões e reforça estratégia de eficiência no setor sucroenergético

A Raízen, uma das maiores empresas de energia renovável do mundo e líder no setor sucroenergético brasileiro, anunciou a venda da Usina Continental para o Grupo Colorado por R$ 750 milhões. O acordo, que envolve também a cessão de contratos de fornecimento de cana-de-açúcar e ativos associados, marca mais um passo na estratégia da companhia de otimizar seu portfólio e fortalecer a rentabilidade operacional.

Localizada no município de Colômbia (SP), a Usina Continental possui capacidade instalada de moagem de 2 milhões de toneladas de cana por safra, sendo uma das unidades de porte médio do grupo. A operação inclui não apenas a planta industrial, mas também os ativos agrícolas próprios, contratos com fornecedores de cana e investimentos de manutenção da entressafra, que serão integralmente assumidos pelo comprador.

A conclusão da transação ainda depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), responsável por validar grandes movimentações de mercado.


Raízen fortalece foco em eficiência e portfólio de alta rentabilidade

De acordo com comunicado divulgado pela Raízen, a decisão de vender a Usina Continental está alinhada à estratégia corporativa de reestruturação de portfólio, com foco na simplificação das operações, aumento da eficiência agroindustrial e melhoria da rentabilidade.

Com a venda, a empresa passa a operar 24 usinas de etanol, açúcar e bioenergia, mantendo uma capacidade total de moagem de cerca de 73 milhões de toneladas de cana por safra — uma das maiores do mundo.

A Raízen vem promovendo uma série de ajustes estratégicos nos últimos anos para concentrar seus esforços em ativos mais produtivos e regiões de maior competitividade logística. Essa racionalização visa elevar margens operacionais, reduzir custos de transporte e fortalecer a integração entre as áreas de etanol, bioenergia e biogás.

A venda da Usina Continental, portanto, faz parte de um reposicionamento estratégico que coloca a empresa em uma trajetória de expansão sustentável e foco em projetos de energia renovável de alto valor agregado.


Grupo Colorado expande presença no setor sucroenergético

O comprador, Grupo Colorado, é um tradicional conglomerado brasileiro do setor sucroenergético, com operações consolidadas em São Paulo e Goiás. A aquisição da Usina Continental reforça a estratégia do grupo de crescer em escala de produção e diversificar sua base de ativos.

A inclusão da usina de Colômbia (SP) permitirá ao Grupo Colorado ampliar sua capacidade de moagem e fortalecer o fornecimento para o mercado interno e externo de açúcar, etanol e energia elétrica renovável.

O investimento de R$ 750 milhões cobre tanto a aquisição dos ativos industriais quanto os investimentos agrícolas e contratos de fornecimento. O pagamento será realizado à vista na data de conclusão da operação, sujeito a ajustes de valor usuais para transações desse porte.

O Grupo Colorado vem se destacando por uma política agressiva de crescimento via aquisições, buscando sinergias operacionais e aumento de competitividade em um setor que passa por intensas transformações, com maior integração tecnológica e demanda crescente por energia limpa.


Reorganização do portfólio reflete estratégia de longo prazo da Raízen

A venda da Usina Continental se encaixa em um movimento mais amplo da Raízen para consolidar um portfólio de ativos de alto desempenho.

A empresa tem apostado fortemente em energia renovável, biocombustíveis de segunda geração (E2G) e produção de biogás, segmentos que oferecem margens superiores e menor volatilidade de mercado em comparação com o açúcar tradicional.

Nos últimos anos, a Raízen tem direcionado investimentos robustos para:

  • Expansão de plantas de etanol de segunda geração (E2G), que utiliza resíduos da cana (bagaço e palha) para produção de combustível;

  • Projetos de biogás e bioeletricidade, ampliando a autossuficiência energética das usinas;

  • Soluções de energia integrada para clientes industriais e corporativos;

  • Digitalização e automação de processos agrícolas para ganho de produtividade.

A venda da usina menos estratégica permite liberar capital e realocar recursos para essas áreas de maior retorno e sinergia com o futuro energético sustentável.


Contexto do setor sucroenergético brasileiro em 2025

O setor sucroenergético brasileiro vive um momento de consolidação e modernização, impulsionado pela transição global para fontes de energia renovável e pela demanda crescente por biocombustíveis de baixo carbono.

Em 2025, o mercado nacional de etanol ganhou relevância com a expansão do RenovaBio, programa do governo que incentiva a produção e consumo de combustíveis sustentáveis por meio da emissão de créditos de descarbonização (CBIOs).

Empresas como a Raízen, que atuam de forma integrada em toda a cadeia — desde a produção agrícola até a distribuição de combustíveis —, têm se beneficiado desse cenário favorável, mas também enfrentam o desafio de otimizar custos e renovar seus ativos industriais.

O movimento de venda da Usina Continental é interpretado pelo mercado como um ajuste tático dentro de uma estratégia de longo prazo, na qual a companhia busca equilíbrio entre eficiência operacional e crescimento sustentável.


Impactos econômicos e de mercado da transação

A venda da Usina Continental por R$ 750 milhões tem impacto direto no fluxo de caixa e na estrutura de capital da Raízen, fortalecendo sua posição de liquidez e contribuindo para reduzir o endividamento líquido.

Ao mesmo tempo, o negócio reforça o dinamismo do mercado sucroenergético brasileiro, que tem visto um aumento nas fusões e aquisições entre grupos regionais e grandes players.

Com a consolidação de ativos agrícolas, o Grupo Colorado amplia sua competitividade no cenário paulista e ganha acesso a infraestrutura e logística de exportação mais próxima do eixo Ribeirão Preto — região estratégica para o escoamento de açúcar e etanol.

Para o setor como um todo, a transação simboliza uma tendência de especialização e concentração, na qual empresas priorizam ativos mais eficientes, sustentáveis e integrados às novas exigências do mercado global de energia limpa.


A importância estratégica da aprovação pelo Cade

A operação entre Raízen e Grupo Colorado ainda depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), órgão que avalia os efeitos concorrenciais de fusões e aquisições de grande porte no Brasil.

A expectativa é que o processo seja analisado em até 90 dias, prazo médio para operações do setor, sem grandes obstáculos, uma vez que as duas empresas possuem atuações complementares e não sobrepostas em suas áreas de influência.

A aprovação final pelo Cade permitirá a conclusão formal da venda e o reconhecimento contábil da transação pela Raízen ainda no exercício fiscal de 2025/2026.


Raízen: trajetória de inovação e liderança no mercado de energia renovável

Fundada em 2011 a partir da joint venture entre Shell e Cosan, a Raízen é hoje uma das maiores empresas integradas de energia do mundo, com atuação em 14 países e presença destacada em toda a cadeia de biocombustíveis, energia elétrica e logística.

A companhia é líder mundial na produção de etanol de cana-de-açúcar e referência em inovação no segmento de bioenergia e mobilidade sustentável. Além disso, é uma das principais exportadoras de açúcar e detentora de uma das maiores redes de distribuição de combustíveis no Brasil e na Argentina.

Nos últimos anos, a Raízen ampliou investimentos em biocombustíveis avançados e tecnologias de captura de carbono, alinhando suas metas à agenda de transição energética global e neutralidade de emissões até 2050.

A venda da Usina Continental reforça a estratégia de manter um portfólio enxuto e eficiente, priorizando ativos sinérgicos com sua visão de sustentabilidade e inovação.


Raízen avança em gestão estratégica e consolida liderança no setor

A venda da Usina Continental ao Grupo Colorado por R$ 750 milhões confirma a estratégia de longo prazo da Raízen de focar em operações de maior eficiência e rentabilidade.

A decisão reflete o amadurecimento do setor sucroenergético e a busca por sustentabilidade econômica e ambiental em um cenário global que valoriza empresas alinhadas à energia limpa e inovação tecnológica.

Com um portfólio de 24 usinas e foco crescente em bioenergia, biogás e etanol de segunda geração, a Raízen reforça sua posição como líder global na transição energética, combinando competitividade industrial e responsabilidade ambiental.

O movimento também simboliza uma nova fase de consolidação do setor no Brasil, em que empresas com visão estratégica e eficiência operacional ditarão o ritmo de crescimento do mercado de energia renovável nos próximos anos.

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Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. 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A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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