A Libertadores tem um jeito próprio de mexer com as previsões. Todo mundo tenta montar um “top 3” de favoritos antes da bola rolar. A lógica é simples. Quem tem elenco mais profundo, mais investimento, mais casca em mata-mata e, claro, mais regularidade no continente costuma largar na frente. Para 2026, é natural que os olhares voltem a cair em clubes brasileiros e argentinos, porque eles geralmente chegam com estrutura forte e experiência recente nas fases decisivas.
Só que a graça da competição está exatamente no que foge do roteiro. Um grupo traiçoeiro, um jogo na altitude, uma expulsão fora de hora, um adversário que cresce em casa. A história muda rápido. E, junto com a história esportiva, vem a parte que interessa muito aos clubes. O dinheiro. A premiação da Libertadores não é só um bônus bonito no fim. Ela influencia planejamento de temporada, contratações, vendas, acordos comerciais e até decisões internas de metas.
Em breve, as cotações da favorita do torneio também aparecerão na página odds futebol, acessível neste link: http://www.oddschecker.com/br/futebol. Por enquanto, podemos basear-nos na intuição, considerando também a forma atual dos clubes participantes e os resultados da edição anterior, para estabelecer uma espécie de pódio dos principais candidatos ao título.
A seguir, vamos direto ao ponto. Como funcionam os pagamentos por vitória, o que cada fase do mata-mata costuma render e quanto um campeão pode acumular no total. Um detalhe importante. Os valores exatos da edição 2026 só ficam fechados quando a CONMEBOL publica oficialmente a tabela do ano. Então, aqui a gente trabalha com o modelo mais recente e com referências das últimas temporadas, que costumam orientar o mercado.
Quanto os times ganham por cada vitória?
A fase de grupos é onde a conta começa a ficar mais clara. Existem dois componentes principais. Um valor fixo por participar do torneio, e um bônus por desempenho, especialmente por vitórias.
Nas edições mais recentes, a CONMEBOL adotou um bônus por vitória na fase de grupos que girou em torno de US$330 mil por jogo vencido. Isso muda a postura de muita equipe. Não é só “classificar e descansar”. Uma vitória a mais pode representar fôlego real no caixa, principalmente para clubes com orçamento menor ou com pouca margem para erro financeiro.
Na prática, esse bônus vira um incentivo competitivo. Mesmo quando o time já está perto da classificação, cada partida ainda “vale dinheiro” de forma direta. E esse ponto é importante porque não depende de bilheteria, programa de sócio ou venda de camisa. É receita que vem do torneio.
Outro efeito é interno. Vários clubes trabalham com metas no contrato dos atletas. Premiação por vitória, por classificação, por avanço de fase. Então, um jogo bem feito na fase de grupos pode significar, ao mesmo tempo, entrada de dinheiro e custos adicionais em bônus. Parece contraditório, mas é parte do jogo. O que importa é a conta final. Ganhar mais costuma compensar.
Quanto é a premiação de cada fase no mata mata?
A partir das oitavas de final, a Libertadores muda de temperatura. O mata mata é onde a audiência cresce, a pressão aumenta e o valor da competição se multiplica. E a premiação acompanha isso.
Nos modelos recentes, as faixas de pagamento por fase costumam seguir um padrão de degraus, com valores aproximados como referência:
Vírus de grana ao chegar nas oitavas. Em torno de US$1,25 milhão adicionais para quem avança ao mata-mata.
Passando para as quartas. Algo perto de US$1,7 milhão.
Chegando à semifinal. Aproximadamente US$2,3 milhões.
Esses números variam de um ano para outro, mas ajudam a entender o impacto financeiro de uma campanha consistente. Uma equipe que sai da fase de grupos e caiu nas oitavas perdeu não só a chance esportiva, mas também uma parcela grande de receita que poderia equilibrar o orçamento do segundo semestre.
E tem um lado menos óbvio. O dinheiro da premiação costuma destravar outras entradas. Avançar na Libertadores valoriza o elenco, aumenta exposição, melhora negociação com patrocinador e fortalece bilheteria. Mesmo sem colocar isso como “premiação oficial”, o efeito dominó existe.
Para clubes mais organizados, esse valor virá três coisas. Reforço pontual na janela, pagamento de dívidas e investimento em estrutura. Para clubes desorganizados, pode virar ilusão. Tem time que gasta como se chegar à semifinal fosse obrigação anual. E aí, quando cai cedo no ano seguinte, o tombo vem.
Quanto o campeão da Libertadores ganha no total?
A pergunta que não sai da cabeça do torcedor é simples. Quanto vale levantar a taça em dinheiro. Só que a resposta tem duas camadas. Existe o prêmio do título. E existe tudo o que o clube acumulou no caminho.
Como referência recente, o campeão chegou a receber cerca de US$24 milhões pelo título, enquanto o vice ficou com um valor menor, mas ainda muito relevante, na casa de US$7 milhões pela final. A partir daí, entra a soma de tudo. Participação na fase de grupos, bônus por vitórias, valores por avanço no mata-mata.
Quando um time faz uma campanha forte, com vitórias na fase de grupos e classificação até a final, o total acumulado pode ultrapassar com folga a marca de US$30 milhões. O número final depende do desempenho, e também de como a edição do ano está estruturada.
E por que isso pesa tanto no futebol sul-americano. Porque a Libertadores virou um motor de sustentabilidade para vários projetos. Um clube que chega longe não ganha só um troféu. Ele ganha capacidade de planejar melhor o ano seguinte, manter jogadores importantes, fazer contratações com menos improviso e negociar vendas em condições melhores.
Para 2026, a tendência é que o modelo siga semelhante, já que reajustes maiores normalmente acompanham ciclos de contratos de transmissão e patrocínio. Isso não impede mudanças pontuais, mas geralmente não transforma toda a tabela de um ano para o outro.









