A economia brasileira tem vivido um fenômeno interessante: a substituição gradual de gastos familiares tradicionais por investimentos robustos no setor pet. Com a mudança no perfil das famílias, que hoje frequentemente priorizam a companhia de animais de estimação em detrimento de outras despesas, o mercado deixou de ser um nicho para se tornar um motor relevante do PIB de serviços no Brasil. Esse movimento reflete uma indústria de luxo que envolve desde alimentação de alta performance até medicina diagnóstica e serviços de bem-estar personalizados.
A economia do cuidado: quanto custa manter pets de luxo em 2026?
Os números do setor impressionam os analistas financeiros e projeções indicam que o mercado pet fechou com faturamento acima de R$ 77,2 bilhões em 2025, impulsionado por uma rede de serviços que vai muito além do básico. Manter animais como cães, gatos e até espécies exóticas, como coelhos e jabutis, exige um planejamento financeiro rigoroso por parte dos tutores, que veem nesses animais parte do núcleo familiar.
Em muitos casos, há mais animais do que filhos nas residências brasileiras. Tanto é que o valor médio mensal gasto com animais por família subiu consideravelmente na última década, chegando a R$ 170,43.
No segmento de luxo, esse orçamento abrange planos de saúde especializados, creches com infraestrutura de ponta e produtos desenvolvidos especificamente para cada raça.
Para o tutor, o custo de manutenção é encarado como um investimento na qualidade de vida e na longevidade de seus animais, independentemente da espécie escolhida para o convívio em ambientes urbanos.
A onipresença dos animais no cotidiano e no lazer
Gostamos de ter animais por perto não apenas pela companhia física, mas pelo equilíbrio que proporcionam em rotinas profissionais aceleradas. Esse vínculo é tão marcante que é fácil perceber o quanto buscamos essa identificação temática em diversos produtos culturais que consumimos no tempo livre.
Vemos essa presença no cinema, com o impacto de dramas adultos como “Dog: A aventura de uma vida” (2022), uma aventura onde um ex-soldado precisa levar a pastor-belga do exército ao funeral de seu antigo dono. No caminho cruzando a costa do Oceano Pacífico, os dois se envolvem em conflitos, confusões até chegarem ao seu destino.
Outro exemplo está no documentário produzido pela National Geographic “Pronto Socorro Animal”, que mostra a rotina no atendimento de animais (cachorros, gatos, cobras e de outros portes) em um hospital veterinário dos Estados Unidos. A série transmite todo o drama dos profissionais que lidam com dilemas e precisam tomar grandes decisões importantes todos os dias.
Até mesmo no universo dos games há uma tendência de representação ficcional dos animais, como em Fortune Rabbit online, no qual o coelho é o personagem principal de um slot de cassino interagindo virtualmente com os jogadores rodada a rodada.
Conclusão
O crescimento do mercado pet no Brasil em 2026 mostra que a sociedade valoriza cada vez mais a convivência e o bem-estar de seus animais como parte dos gastos da família, buscando dar a eles um bom estilo de vida. Estilo de vida que, por vezes, muitos humanos não vão experimentar, como viagens de avião, dia no spa e até manicure particular.
E o que antes era algo ligado ao cuidado se torna um mercado bilionário; o Brasil abre os olhos para uma indústria que movimenta saúde, tecnologia e empregos. No fim das contas, seja através de gastos reais com serviços veterinários ou assistindo a personagens animais em diferentes telas, a presença dos pets continua sendo um dos pilares mais estáveis do consumo nacional.









