Pesquisa Genial/Quaest sem Tarcísio redesenha cenários da disputa presidencial e acende alerta no mercado
A exclusão do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, dos cenários presidenciais da próxima rodada da pesquisa Genial/Quaest sem Tarcísio representa um movimento político relevante às vésperas do início mais intenso das articulações eleitorais de 2026. O levantamento, registrado junto ao Tribunal Superior Eleitoral e com divulgação prevista para 11 de fevereiro, traz novas simulações para a corrida ao Palácio do Planalto sem um dos nomes considerados mais competitivos pelo mercado financeiro e por setores do eleitorado de centro.
A decisão metodológica do instituto Quaest, contratado pela Genial Investimentos, reflete diretamente a sinalização pública reiterada pelo próprio governador de que seu projeto político está concentrado na reeleição ao Palácio dos Bandeirantes. Ainda assim, a ausência de Tarcísio na pesquisa Genial/Quaest sem Tarcísio provoca impactos que vão além do campo eleitoral e alcançam expectativas econômicas, estratégias partidárias e a percepção de risco político observada pelos investidores.
O peso político da exclusão do governador de São Paulo
Tarcísio de Freitas consolidou-se, ao longo de seu mandato, como um dos principais quadros da direita com trânsito entre eleitores conservadores e parcelas do centro político. Por essa razão, sua retirada dos cenários testados na pesquisa Genial/Quaest sem Tarcísio altera significativamente o tabuleiro da disputa presidencial.
A ausência do governador elimina, ao menos por ora, um nome visto como capaz de ampliar alianças e reduzir resistências em segmentos do eleitorado urbano, empresarial e financeiro. Essa lacuna reforça o protagonismo de outros candidatos do campo conservador, em especial o senador Flávio Bolsonaro, apontado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro como seu escolhido para a corrida ao Planalto.
Do ponto de vista eleitoral, a pesquisa Genial/Quaest sem Tarcísio passa a testar cenários mais polarizados, nos quais a disputa tende a se concentrar entre o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva e nomes diretamente associados ao bolsonarismo.
Questionário registrado no TSE e metodologia do levantamento
O registro da pesquisa Genial/Quaest sem Tarcísio junto ao TSE detalha que o levantamento ouvirá 2.004 eleitores em diferentes regiões do país, seguindo critérios estatísticos que buscam representar o perfil do eleitorado brasileiro. O questionário anexado ao registro já antecipa a exclusão do governador paulista como opção de voto.
Essa definição metodológica é interpretada como um reflexo direto das declarações públicas de Tarcísio, que tem reiterado não ser candidato à Presidência e trabalhar abertamente pela própria reeleição em São Paulo. Ao alinhar o questionário às manifestações do próprio ator político, o instituto evita cenários considerados artificiais ou desconectados da realidade imediata.
Ainda assim, a pesquisa Genial/Quaest sem Tarcísio desperta atenção justamente por retirar do radar um nome que vinha sendo monitorado com interesse por analistas políticos e econômicos.
Pressões políticas e alinhamento com Bolsonaro
A consolidação da pesquisa Genial/Quaest sem Tarcísio ocorre em meio a um processo de pressão política sobre o governador paulista. Nas últimas semanas, após Jair Bolsonaro indicar Flávio Bolsonaro como seu candidato à Presidência, Tarcísio foi instado a se posicionar de forma mais clara e pública sobre seu papel no pleito nacional.
O governador respondeu reafirmando seu compromisso com a reeleição em São Paulo e declarando apoio explícito ao senador Flávio Bolsonaro. Essa postura contribuiu para a retirada definitiva de seu nome dos cenários da pesquisa Genial/Quaest sem Tarcísio, encerrando, ao menos neste momento, especulações sobre uma candidatura alternativa dentro do campo conservador.
A visita de Tarcísio a Bolsonaro, que cumpre pena em Brasília, reforçou esse alinhamento político e serviu como sinal claro de unidade no campo da direita, ainda que isso implique abrir mão de um nome considerado mais competitivo por parte do mercado.
Reação do mercado financeiro e leitura econômica
A pesquisa Genial/Quaest sem Tarcísio também repercute no mercado financeiro, onde agentes econômicos vinham manifestando preferência pelo governador paulista como alternativa ao atual presidente. Investidores enxergam em Tarcísio um perfil mais técnico, com histórico de diálogo com o setor produtivo e compromisso com políticas fiscais mais previsíveis.
A retirada de seu nome dos cenários eleitorais reforça a percepção de que a disputa presidencial pode se tornar mais polarizada, com menor espaço para candidaturas capazes de reduzir incertezas econômicas. Esse fator ajuda a explicar episódios recentes de volatilidade nos mercados, associados à leitura de risco político.
Para parte dos analistas, a pesquisa Genial/Quaest sem Tarcísio antecipa um ambiente eleitoral mais binário, no qual decisões econômicas e fiscais passam a ser precificadas com maior cautela.
Comparação entre Flávio Bolsonaro e Tarcísio nos levantamentos anteriores
Pesquisas anteriores da Genial/Quaest mostraram Flávio Bolsonaro à frente de Tarcísio de Freitas em cenários de primeiro turno quando ambos apareciam como candidatos. No entanto, quando testados separadamente contra Lula, o desempenho dos dois se mostrava semelhante, tanto no primeiro quanto no segundo turno.
A pesquisa Genial/Quaest sem Tarcísio elimina essa comparação direta e passa a concentrar a análise na viabilidade de Flávio como principal nome do campo conservador. Isso tende a reforçar sua centralidade na disputa, mas também amplia o escrutínio sobre sua capacidade de dialogar com eleitores fora da base mais fiel do bolsonarismo.
Sem Tarcísio no radar, o levantamento passa a refletir de forma mais clara os limites e potenciais da candidatura de Flávio, especialmente em cenários de segundo turno.
Impactos na estratégia eleitoral do governo Lula
Do lado governista, a pesquisa Genial/Quaest sem Tarcísio é observada com atenção. A exclusão de um adversário considerado mais competitivo no centro político pode facilitar a estratégia de reeleição de Lula, especialmente se a disputa se consolidar em torno de um candidato mais identificado com o bolsonarismo raiz.
A polarização tende a mobilizar bases já conhecidas, mas também pode reforçar rejeições, fator decisivo em eleições presidenciais. Nesse contexto, o governo acompanha com interesse os desdobramentos da pesquisa Genial/Quaest sem Tarcísio, avaliando como a configuração dos cenários influencia a dinâmica eleitoral.
A manutenção de um quadro mais previsível no campo adversário é vista como um elemento que reduz surpresas e facilita o planejamento político.
São Paulo como prioridade estratégica de Tarcísio
Ao reforçar seu foco na reeleição estadual, Tarcísio de Freitas transforma São Paulo no principal palco de sua estratégia política. A opção de não figurar na pesquisa Genial/Quaest sem Tarcísio também preserva capital político para uma disputa considerada mais segura e estratégica.
O governo paulista é visto como uma vitrine administrativa relevante, capaz de projetar lideranças nacionais no médio prazo. Ao buscar a recondução ao cargo, Tarcísio mantém abertas possibilidades futuras, inclusive para eleições presidenciais posteriores, sem se desgastar em uma disputa nacional de alto risco em 2026.
Nesse sentido, a pesquisa Genial/Quaest sem Tarcísio pode ser interpretada não como um recuo definitivo, mas como uma pausa estratégica.
O que a ausência de Tarcísio revela sobre o cenário político
A divulgação iminente da pesquisa Genial/Quaest sem Tarcísio oferece um retrato mais claro da correlação de forças políticas no país. A consolidação de Flávio Bolsonaro como principal nome da oposição e a permanência de Lula como figura central do cenário indicam uma disputa marcada por continuidade e polarização.
A ausência do governador paulista reduz o espaço para candidaturas de perfil mais técnico ou conciliador, reforçando narrativas ideológicas e aumentando o peso da rejeição como variável eleitoral. Para o mercado, isso significa maior atenção às propostas econômicas e à composição de alianças políticas.
A pesquisa Genial/Quaest sem Tarcísio torna-se, assim, um termômetro não apenas eleitoral, mas também econômico, ao influenciar expectativas sobre o futuro da política fiscal, da condução econômica e da estabilidade institucional.
Pesquisa sinaliza um novo momento da corrida presidencial
Ao testar cenários sem o governador de São Paulo, a pesquisa Genial/Quaest sem Tarcísio marca uma inflexão no acompanhamento da disputa presidencial. O levantamento ajuda a consolidar nomes, reduzir especulações e orientar estratégias de campanha, tanto da oposição quanto do governo.
A partir de sua divulgação, o debate político tende a se concentrar de forma mais objetiva nos candidatos efetivamente dispostos a disputar o Planalto, deixando em segundo plano hipóteses alternativas que vinham sendo alimentadas por setores do mercado e da opinião pública.
O retrato que emerge da pesquisa Genial/Quaest sem Tarcísio aponta para uma eleição com contornos mais definidos, menos espaço para surpresas e maior previsibilidade — ainda que marcada por tensões políticas e impactos econômicos relevantes.









