Vale, BTG Pactual, Banco do Brasil e Raízen lideram semana decisiva de balanços do 4T25
A temporada de divulgação de resultados do quarto trimestre de 2025 (4T25) entra em sua segunda semana com expectativa elevada no mercado financeiro. Entre os dias 9 e 13 de fevereiro, empresas de grande peso na Bolsa brasileira apresentam seus balanços trimestrais e os números consolidados do ano, em um momento considerado estratégico para a formação de preços dos ativos e para o reposicionamento de investidores institucionais e pessoas físicas.
No centro das atenções estão companhias como Vale (VALE3), BTG Pactual (BPAC11), Banco do Brasil (BBAS3) e Raízen (RAIZ4), além de nomes relevantes dos setores de energia, varejo, papel e celulose, telecomunicações e infraestrutura. O período concentra divulgações após o fechamento do mercado e antes da abertura, além de teleconferências que devem detalhar estratégias, projeções e eventuais revisões de guidance para 2026.
O desempenho dessas empresas no 4T25 é visto como um termômetro importante não apenas para avaliar a saúde corporativa individual, mas também para entender os rumos da economia brasileira no encerramento de 2025, especialmente em um ambiente marcado por volatilidade internacional, ajustes de política monetária e desafios fiscais domésticos.
Segunda-feira abre a semana com foco no setor financeiro
A semana começa com resultados de peso já na segunda-feira, 9 de fevereiro. O BTG Pactual (BPAC11), maior banco de investimentos da América Latina, divulga seu balanço antes da abertura do mercado. A expectativa gira em torno da evolução das receitas com advisory, mercado de capitais e gestão de recursos, além da capacidade do banco de manter margens elevadas em um cenário ainda competitivo no sistema financeiro.
No mesmo dia, após o fechamento, entram no radar Motiva (MOTV3) e BB Seguridade (BBSE3). No caso da BB Seguridade, o mercado acompanha de perto o desempenho da holding de seguros, previdência e capitalização, especialmente no que diz respeito à rentabilidade das operações e à política de distribuição de dividendos, tradicionalmente um dos atrativos do papel.
Ainda na segunda-feira, a São Martinho apresenta números referentes ao terceiro trimestre da safra 2025/26, trazendo sinais importantes sobre o setor sucroenergético, custos de produção e impactos climáticos sobre a moagem de cana.
Telecomunicações, papel e bancos digitais em destaque na terça
Na terça-feira, 10 de fevereiro, o foco se desloca para empresas de setores variados. A TIM (TIMS3) e a Suzano (SUZB3) divulgam seus resultados após o fechamento do pregão. No caso da operadora de telecomunicações, investidores buscam sinais de crescimento na base de clientes, aumento de receita média por usuário e avanços na estratégia digital.
Já a Suzano, líder global no mercado de celulose, tem seus números analisados sob a ótica do comportamento dos preços internacionais, do câmbio e da disciplina de capital. O desempenho no 4T25 pode oferecer pistas relevantes sobre a capacidade da companhia de atravessar ciclos de baixa com eficiência operacional.
Antes da abertura do mercado, o Inter (INBR32) apresenta seus resultados, em meio à expectativa por evolução na rentabilidade, controle de custos e expansão do ecossistema digital. O banco tem sido observado de perto por investidores atentos à consolidação do modelo de plataformas financeiras no Brasil.
Quarta-feira concentra grandes nomes do mercado doméstico
A quarta-feira, 11 de fevereiro, promete ser um dos dias mais movimentados da semana. Após o fechamento do mercado, divulgam balanços empresas como Log Commercial Properties (LOGG3), Totvs (TOTS3), Riachuelo (RIAA3), Assaí (ASAI3) e Banrisul (BRSR6). Cada uma, à sua maneira, oferece uma leitura específica sobre setores-chave da economia.
A Totvs, principal empresa de software do país, é acompanhada de perto pelo mercado por sua capacidade de crescimento recorrente, aquisições estratégicas e expansão de margens. Já o Assaí, um dos maiores atacarejos do Brasil, fornece sinais importantes sobre o consumo das famílias e o comportamento da inflação alimentar.
O grande destaque do dia, no entanto, fica por conta do Banco do Brasil (BBAS3), que divulga seus números após o fechamento. O balanço do BB é considerado um dos mais relevantes da temporada, dado o peso da instituição no crédito agrícola, no financiamento às empresas e na execução de políticas públicas. Investidores estarão atentos à evolução da inadimplência, à margem financeira e à sustentabilidade dos lucros em um cenário de possíveis mudanças no ambiente macroeconômico.
Antes da abertura, a Klabin (KLBN11) apresenta seus resultados, trazendo dados importantes sobre o mercado de papel e embalagens, além de investimentos em expansão e desalavancagem financeira.
Energia, bebidas e mineração dominam a quinta-feira
Na quinta-feira, 12 de fevereiro, o mercado volta suas atenções para setores estratégicos. A Neoenergia (NEOE3) divulga seu balanço após o fechamento, com foco em geração, transmissão e distribuição de energia, além de investimentos em fontes renováveis.
No mesmo dia, a Ambev (ABEV3) apresenta seus números antes da abertura do mercado. A companhia, líder no setor de bebidas, é acompanhada de perto por sua capacidade de repassar preços, preservar margens e manter volumes em um ambiente de consumo ainda desafiador.
Também após o fechamento, entram em cena Raízen (RAIZ4) e Vale (VALE3), dois dos balanços mais aguardados da semana. No caso da Raízen, o mercado observa atentamente o desempenho do segmento de combustíveis, açúcar e etanol, além do avanço em biocombustíveis e energia renovável. A empresa é vista como um termômetro relevante da transição energética e do agronegócio brasileiro.
A Vale, por sua vez, concentra enorme expectativa. O balanço do 4T25 deve detalhar a performance da mineradora em um contexto de preços internacionais do minério de ferro, custos operacionais e disciplina na alocação de capital. Além disso, investidores acompanham de perto a política de dividendos e eventuais sinalizações estratégicas para 2026, incluindo investimentos em sustentabilidade e descarbonização.
Sexta-feira encerra a semana com indústria pesada
A sexta-feira, 13 de fevereiro, fecha a temporada semanal com a divulgação do balanço da Usiminas (USIM5), antes da abertura do mercado. O resultado da siderúrgica oferece uma leitura importante sobre a indústria pesada, demanda por aço e impactos do cenário global sobre o setor.
Teleconferências ampliam o fluxo de informações ao mercado
Além da divulgação dos números, a semana será marcada por uma intensa agenda de teleconferências com analistas e investidores. Esses encontros costumam trazer informações qualitativas relevantes, como explicações sobre variações de resultados, perspectivas de mercado, estratégias de investimento e posicionamento das empresas diante de riscos e oportunidades.
Para o investidor atento, acompanhar essas apresentações é fundamental para entender não apenas o desempenho passado, mas também a visão das companhias sobre o futuro próximo, especialmente em um ano que começa sob forte influência de fatores externos e internos.
Expectativa elevada e impacto sobre os preços dos ativos
A concentração de balanços relevantes ao longo da semana tende a aumentar a volatilidade do mercado, especialmente em ações de grande liquidez como Vale, Banco do Brasil e BTG Pactual. Resultados acima ou abaixo das expectativas podem gerar movimentos significativos nos preços, influenciando índices e estratégias de alocação.
Mais do que números isolados, o conjunto dos balanços do 4T25 oferece um retrato abrangente do desempenho corporativo brasileiro no encerramento de 2025, ajudando a traçar cenários para 2026. Para investidores, analistas e agentes econômicos, trata-se de uma semana decisiva para calibrar expectativas e tomar decisões em um ambiente cada vez mais competitivo e dinâmico.









