JPMorgan recomenda venda para ações de varejo de alimentos na B3 e projeta novas revisões negativas
O mercado acionário brasileiro volta os olhos para o setor de consumo básico após o JPMorgan recomenda venda para ações de varejo de alimentos na B3, reforçando uma visão cautelosa para Assaí (ASAI3), Grupo Mateus (GMAT3) e GPA (PCAR3), controlador do Pão de Açúcar. A recomendação equivalente a underweight — exposição abaixo da média do mercado — sinaliza que, na avaliação do banco, o segmento ainda enfrenta um ambiente desafiador, com risco de novas revisões negativas nas estimativas de lucro para 2026.
A decisão de que o JPMorgan recomenda venda para ações de varejo de alimentos na B3 ocorre em um momento de aparente melhora pontual nos dados de consumo, mas sem consistência suficiente para sustentar uma tese de recuperação estrutural. Segundo a análise, o crescimento de receita segue volátil e o cenário macroeconômico limita a expansão de margens.
Ao meio-dia, as ações reagiam de forma mista: Assaí avançava 1,91%, a R$ 9,07; Grupo Mateus subia 2,17%, a R$ 5,17; enquanto GPA registrava queda de 0,83%, a R$ 3,59, em um dia positivo para o Ibovespa. Ainda assim, o relatório que aponta que o JPMorgan recomenda venda para ações de varejo de alimentos na B3 tende a pesar na performance relativa do setor ao longo dos próximos trimestres.
Consumo desacelera e pressiona margens
A tese central por trás da visão de que o JPMorgan recomenda venda para ações de varejo de alimentos na B3 está ancorada na desaceleração do consumo das famílias. Mesmo com melhora recente na renda disponível e inflação de alimentos entrando em território negativo, o banco avalia que a recuperação do consumo deve ser limitada.
A desinflação — e em alguns casos deflação — no preço dos alimentos reduz o ticket médio das compras. Em um setor que depende fortemente do volume e do valor médio por compra para diluir custos fixos, essa dinâmica impacta diretamente a alavancagem operacional.
O relatório destaca que, diante desse quadro, empresas como Assaí, Grupo Mateus e GPA enfrentam dificuldade para expandir margens, o que reforça o entendimento de que o JPMorgan recomenda venda para ações de varejo de alimentos na B3 como estratégia defensiva diante do risco de novas revisões para baixo nas projeções de lucro.
Revisões para 2026 entram no radar
Outro ponto central do relatório que reforça o cenário em que o JPMorgan recomenda venda para ações de varejo de alimentos na B3 é a expectativa de revisões adicionais nas estimativas para 2026.
Para o Assaí, a projeção de EBITDA ajustado foi reduzida em 1%, com lucro líquido estimado em R$ 737 milhões. Ainda que o banco tenha revisado o custo de capital próprio de 14,5% para 13,8%, elevando o preço-alvo para R$ 9,50 até o fim de 2026, a recomendação permanece cautelosa.
No caso do Grupo Mateus, houve corte de 1% na estimativa de EBITDA ajustado para 2026, com lucro líquido mantido estável, beneficiado por menores despesas financeiras projetadas. Já para o GPA (PCAR3), as revisões foram mais contundentes: redução de 5% nas vendas líquidas e de 9% no EBITDA ajustado.
Esses ajustes sustentam a leitura de que o JPMorgan recomenda venda para ações de varejo de alimentos na B3 diante de um ambiente operacional mais desafiador e menor previsibilidade de resultados.
Eficiência operacional encontra limites
O relatório também aponta que o espaço para ganhos adicionais de eficiência é restrito. As empresas já operam com quadros enxutos, elevada rotatividade e dificuldades de contratação. Isso limita a capacidade de redução adicional de despesas com vendas.
Na prática, o cenário em que o JPMorgan recomenda venda para ações de varejo de alimentos na B3 considera que as iniciativas de corte de custos em G&A (despesas gerais e administrativas) já não são suficientes para compensar a pressão sobre receitas.
A compressão de margens, combinada à volatilidade do crescimento, cria um ambiente em que o retorno sobre o capital investido pode permanecer pressionado, afetando a atratividade das ações do setor frente a outras alternativas na B3.
Sensibilidade ao ticket médio e à Selic
A análise de sensibilidade elaborada pelo banco reforça os riscos embutidos nas projeções. No caso do Assaí, cada variação de 50 pontos-base no ticket médio pode impactar o lucro líquido em cerca de 5%. Alterações semelhantes na Selic produzem efeito equivalente.
Esse dado reforça a tese de que o JPMorgan recomenda venda para ações de varejo de alimentos na B3 porque o desempenho financeiro permanece altamente sensível a variáveis macroeconômicas.
Para o Grupo Mateus, o impacto de variações na Selic é praticamente nulo, dado o balanço menos alavancado. Ainda assim, a empresa não está imune à volatilidade do consumo e ao comportamento do ticket médio.
Juros menores não garantem recuperação
Mesmo com a perspectiva de ciclo de queda da Selic no horizonte, o banco avalia que as ações do setor podem continuar performando abaixo da média do mercado. Isso porque a redução dos juros, embora alivie o custo financeiro e estimule o consumo no médio prazo, não resolve de imediato os desafios estruturais de margem.
A leitura de que o JPMorgan recomenda venda para ações de varejo de alimentos na B3 considera que a melhora macroeconômica pode ser gradual e insuficiente para reverter rapidamente a pressão sobre resultados.
Além disso, a competição acirrada no segmento de atacarejo e supermercados tradicionais limita o poder de repasse de preços, comprimindo margens em um cenário de consumidor mais sensível a preços.
Reação do mercado e desempenho relativo
Apesar da recomendação, o mercado reagiu de forma heterogênea no pregão analisado. A alta pontual de ASAI3 e GMAT3 sugere que parte dos investidores pode já ter precificado parte dos riscos.
Ainda assim, a manutenção da recomendação underweight e o alerta de que o JPMorgan recomenda venda para ações de varejo de alimentos na B3 reforçam a tendência de desempenho relativo inferior frente ao Ibovespa, especialmente se outros setores apresentarem revisões positivas de lucro.
Em comparação, empresas como Suzano e Klabin registraram altas após divulgação de resultados do 4T, assim como TIM (TIMS3), que apresentou lucro líquido normalizado de R$ 1,35 bilhão no quarto trimestre, 28% superior ao de um ano antes. O contraste evidencia a preferência do mercado por setores com maior previsibilidade de resultados.
O que o investidor deve observar daqui para frente
O cenário traçado no relatório em que o JPMorgan recomenda venda para ações de varejo de alimentos na B3 indica que o investidor deve monitorar atentamente indicadores de consumo, evolução do ticket médio, inflação de alimentos e trajetória da Selic.
Além disso, revisões de guidance pelas companhias e eventuais mudanças estratégicas — como ajustes no mix de lojas ou expansão regional — podem alterar o panorama competitivo.
No curto prazo, a combinação de crescimento volátil, margens pressionadas e revisões negativas de lucro sustenta a visão cautelosa. No médio prazo, uma recuperação mais consistente do consumo poderia reabrir espaço para reavaliação das teses de investimento.
Pressão estrutural desafia tese de recuperação no varejo alimentar
A avaliação de que o JPMorgan recomenda venda para ações de varejo de alimentos na B3 sintetiza um momento de transição para o setor. Entre inflação mais baixa, consumidor seletivo e margens comprimidas, o ambiente permanece desafiador.
Para o mercado, o foco estará na capacidade das companhias de preservar caixa, ajustar estruturas de custo e sustentar competitividade em um cenário de consumo moderado. Até lá, a recomendação do banco tende a influenciar a percepção de risco e retorno das ações do segmento na B3.









