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Home Economia

Real é a 3ª Moeda com Maior Valorização em Setembro de 2024

por Redação
16/01/2026
em Economia, Destaque, Notícias
Real É A 3ª Moeda Com Maior Valorização Em Setembro De 2024 - Gazeta Mercantil - Economia

Contexto Econômico e Desempenho Global

Em setembro de 2024, o real brasileiro teve um desempenho surpreendente, posicionando-se como a terceira moeda mais valorizada globalmente. Essa recuperação, de 3,41% em relação ao dólar, ocorre em um momento de ajuste das políticas monetárias tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. No entanto, no acumulado de 2024, o cenário é inverso: o real é uma das moedas que mais se desvalorizou, registrando uma queda de 10,91%, o que o coloca entre os quatro piores desempenhos no período.

O comportamento da moeda brasileira reflete os complexos movimentos de mercado e o impacto das políticas monetárias globais. Enquanto o Federal Reserve (Fed) dos EUA iniciou um ciclo de afrouxamento monetário, cortando os juros, o Banco Central do Brasil optou por aumentar a taxa Selic, criando um diferencial que favoreceu a valorização temporária do real. Essa dinâmica de juros diferenciados criou oportunidades para o chamado “carry trade”, no qual investidores se beneficiam ao tomar empréstimos em países com juros mais baixos e investir em mercados com juros mais altos, como o Brasil.

A Política Monetária e o Impacto no Real

A valorização do real em setembro pode ser explicada principalmente pela diferença nas políticas monetárias adotadas pelo Fed e pelo Banco Central do Brasil. Enquanto o Fed reduziu a taxa de juros em 0,50 ponto percentual, para um intervalo entre 4,75% e 5% ao ano, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Brasil elevou a Selic em 0,25 ponto percentual, atingindo 10,75% ao ano. Esse aumento nos juros brasileiros torna o país mais atrativo para investidores internacionais, especialmente no contexto de juros mais baixos nos Estados Unidos.

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Esse movimento cria uma condição favorável para o “carry trade”, onde investidores buscam tirar proveito das diferenças entre as taxas de juros de dois países. No caso, o Brasil oferece um retorno maior em comparação aos Estados Unidos, o que resulta em uma maior demanda por reais, impulsionando a valorização da moeda.

Desempenho de Outras Moedas em Setembro

No cenário internacional, o real foi superado apenas pelo baht tailandês, que registrou uma valorização de 5,22%, e pelo ringgit malaio, que subiu 4,76%. O fortalecimento dessas moedas também reflete ajustes locais nas respectivas políticas econômicas e monetárias, o que posiciona suas economias de maneira mais competitiva.

Por outro lado, algumas moedas enfrentaram desvalorizações em setembro, como o peso argentino, que liderou o ranking de piores desempenhos com uma queda de 1,76%, seguido pelo peso colombiano (-1,15%) e o rublo russo (-0,72%). Apenas oito das 33 moedas analisadas apresentaram perdas no mês, enquanto a maioria registrou ganhos moderados.

A Longa Jornada do Real em 2024

Apesar da recuperação observada em setembro, o acumulado de 2024 pinta um quadro menos otimista para o real. No ano, o real acumula uma desvalorização de 10,91%, colocando-o como a quarta moeda de pior desempenho no cenário global. As principais quedas foram lideradas pelo peso argentino, que desvalorizou 16,29% no ano, seguido pelo peso mexicano (-13,78%) e pela lira turca (-13,15%).

Esse desempenho reflete as incertezas econômicas que permeiam o Brasil, incluindo desafios fiscais, volatilidade política e as expectativas em torno das decisões do Banco Central. O aumento da Selic, embora tenha contribuído para a valorização do real em setembro, também gera preocupações sobre o impacto nas taxas de crédito e no crescimento econômico do país a longo prazo.

Moedas com Melhor Desempenho em 2024

Entre as moedas que mais se valorizaram no acumulado de 2024, o ringgit malaio lidera com uma alta de 11,41%, seguido pelo rand sul-africano (+5,91%) e pela libra esterlina (+5,11%). Esses resultados são fruto de contextos macroeconômicos específicos, como o crescimento das exportações e ajustes nas políticas internas que têm favorecido suas respectivas economias.

Embora o real tenha mostrado força em setembro, a trajetória de recuperação da moeda brasileira ainda está longe de se consolidar. Para investidores e analistas, o desafio será entender se o aumento da Selic e a política econômica brasileira conseguirão sustentar um real mais forte nos próximos meses, ou se a pressão sobre a moeda prevalecerá, levando a novas desvalorizações.

Fatores de Influência no Futuro do Real

O futuro do real dependerá de uma série de fatores. Entre eles, destacam-se as decisões futuras do Banco Central do Brasil em relação à Selic, as políticas fiscais do governo e a dinâmica da economia global. As incertezas fiscais, especialmente em relação ao cumprimento do teto de gastos e ao financiamento de programas sociais, podem influenciar negativamente a confiança dos investidores no Brasil, pressionando a moeda para baixo.

Além disso, o cenário político de 2024, com eleições presidenciais em diversos países, pode trazer volatilidade adicional ao mercado de câmbio. A política externa do Brasil e suas relações comerciais com outras economias também terão papel fundamental no desempenho futuro do real.

Outro fator relevante é o comportamento dos preços das commodities, especialmente o petróleo e a soja, que são grandes exportadores brasileiros. Uma queda nos preços dessas commodities poderia afetar negativamente o fluxo de dólares para o Brasil, enfraquecendo ainda mais a moeda local.

O desempenho do real em setembro de 2024 trouxe um alívio temporário ao cenário econômico brasileiro, mas os desafios de longo prazo permanecem. O aumento da Selic pode ter ajudado a valorizar a moeda, mas também traz riscos para o crescimento econômico. Com uma desvalorização acumulada significativa no ano, o real ainda enfrenta um caminho incerto pela frente, dependente de fatores econômicos e políticos tanto internos quanto externos.

Investidores e analistas continuarão monitorando de perto as decisões do Banco Central e as condições globais que impactam o real, enquanto aguardam sinais mais claros de recuperação sustentada.

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