Reajuste planos de saúde: ANS define alta de até 6,06% para 2025; veja o que muda para o consumidor
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) anunciou o reajuste dos planos de saúde individuais e familiares para o ciclo 2025–2026. O índice aprovado é de até 6,06%, válido retroativamente a partir de 1º de maio de 2025 até 30 de abril de 2026. Esse valor será aplicado na data de aniversário do contrato e impacta diretamente mais de 8,6 milhões de usuários em todo o Brasil.
Essa decisão gera um novo capítulo no debate sobre a sustentabilidade do sistema privado de saúde e o acesso da população a serviços de qualidade, ao mesmo tempo que evidencia o esforço da regulação para equilibrar os custos do setor com a proteção ao consumidor.
Por que o reajuste planos de saúde é importante?
O reajuste planos de saúde é um dos principais temas que afetam o orçamento das famílias brasileiras. Ele define o percentual máximo que as operadoras podem aplicar no valor da mensalidade dos contratos individuais ou familiares.
Diferentemente dos planos coletivos — que não têm reajuste regulado —, os planos individuais têm o aumento controlado pela ANS, o que garante mais previsibilidade para o consumidor. Portanto, mesmo sendo uma parcela menor dos contratos (cerca de 16,5% do total), os planos individuais servem como referência para o mercado.
Como é calculado o reajuste planos de saúde?
O percentual definido pela ANS considera dois principais fatores:
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Variação das despesas assistenciais (custos médico-hospitalares).
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Inflação medida pelo IPCA, excluindo o subitem “plano de saúde” para evitar sobreposição.
Esse cálculo permite que o reajuste reflita o comportamento real do setor, considerando tanto o uso dos serviços pelos beneficiários quanto os aumentos nos preços de exames, internações, terapias, medicamentos e consultas.
Reajuste planos de saúde é o menor em 17 anos
O índice aprovado para 2025 representa o menor reajuste em 17 anos, excetuando o ano de 2021, quando houve redução nos preços devido à queda no uso dos serviços durante a pandemia. Em comparação com os últimos ciclos, a diferença é significativa:
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2023: 9,63%
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2024: 6,91%
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2025: 6,06%
Apesar da queda, o novo reajuste ainda supera a inflação geral da economia, medida em 5,32% no mesmo período. Ou seja, o aumento ainda gera impacto real no orçamento dos consumidores.
Como e quando o reajuste é aplicado?
O reajuste planos de saúde individuais é aplicado na data de aniversário do contrato. Isso significa que, mesmo que o anúncio ocorra com atraso, o percentual incidirá sobre o mês original de renovação.
Se o contrato faz aniversário em maio, junho ou julho, a cobrança com o novo valor pode vir com retroativo a partir do mês seguinte. As operadoras têm o direito de aplicar os valores retroativos correspondentes, desde que informem de forma clara no boleto.
Impacto do reajuste para os consumidores
O reajuste planos de saúde impacta diretamente o planejamento financeiro dos brasileiros. Com mensalidades que, em média, já superam R$ 500 por beneficiário, um aumento de 6,06% representa cerca de R$ 30 a R$ 50 a mais por mês, dependendo do plano contratado.
Além disso, outros custos podem ser acumulados ao longo do ano, como reajustes por mudança de faixa etária, o que pode levar o consumidor a pagar dois aumentos diferentes no mesmo ciclo.
E os planos de saúde coletivos?
Os planos coletivos empresariais e por adesão não são regulados pela ANS no quesito reajuste. Ou seja, não têm limite pré-definido e os percentuais são negociados diretamente entre operadoras, administradoras e empresas contratantes.
Nos últimos anos, os planos coletivos têm registrado reajustes acima de 10%, com média nacional próxima de 13,8% em 2024. Em alguns casos, o aumento ultrapassou 20%, especialmente em grupos com menor número de vidas, considerados de maior risco.
O reajuste dos planos individuais, ainda que não obrigatório como referência, serve de parâmetro para pressão política e judicial em contratos coletivos.
O setor de saúde suplementar está lucrando?
Mesmo com custos crescentes, o setor de saúde suplementar teve resultados positivos em 2025. No primeiro trimestre, as operadoras registraram lucros líquidos que mais que dobraram em relação ao mesmo período do ano anterior.
Esse cenário indica que, apesar dos desafios, o setor conseguiu aumentar sua eficiência e reduzir despesas administrativas. Ainda assim, a sinistralidade (proporção entre receitas e custos assistenciais) segue elevada, pressionando os reajustes.
O que os consumidores podem fazer para enfrentar o reajuste planos de saúde?
1. Negociar com a operadora
Mesmo nos planos individuais, o consumidor pode tentar negociar coberturas, trocar por um plano mais acessível ou buscar alternativas dentro da mesma operadora.
2. Pesquisar outras operadoras
A ANS permite a portabilidade de carência, o que facilita a troca de plano sem perda de direitos adquiridos. Use o site da ANS para comparar planos.
3. Avaliar o custo-benefício
Nem sempre o plano mais caro é o melhor. Avalie a rede credenciada, coberturas oferecidas e serviços digitais antes de aceitar o reajuste.
4. Buscar ações judiciais
Em casos de aumentos abusivos, é possível buscar o Procon ou a Justiça com base em jurisprudência que questiona reajustes acima da inflação sem justificativa técnica.
Reajuste planos de saúde e a regulação da ANS
A ANS vem estudando novas regras para os planos coletivos, que incluem a possibilidade de estabelecer critérios técnicos de reajuste, maior transparência e previsibilidade.
A expectativa é que nos próximos anos a agência avance em direção a um modelo de regulação mais equilibrado, que reduza distorções entre os diferentes tipos de contrato e ofereça mais proteção ao consumidor.
Reajuste controlado, mas ainda desafiador
O reajuste planos de saúde para 2025 traz um alívio em relação aos aumentos registrados em anos anteriores. Com 6,06%, o índice aprovado pela ANS é o menor em quase duas décadas e reflete uma tentativa de equilibrar custos do setor com o impacto no bolso dos consumidores.
Ainda assim, o cenário segue desafiador, especialmente para quem já convive com orçamentos apertados. Por isso, o planejamento financeiro, a comparação de planos e a busca por informação são ferramentas essenciais para enfrentar esse aumento de forma consciente e estratégica.






