Lula recebe telefonema de Putin para tratar de reunião com Trump e situação da Guerra na Ucrânia
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu nesta segunda-feira (18) um telefonema do presidente da Rússia, Vladimir Putin, em mais um movimento da diplomacia internacional envolvendo a Guerra da Ucrânia. O contato ocorreu logo após a reunião entre Putin e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizada no Alasca na última sexta-feira (15).
De acordo com informações do Palácio do Planalto, durante a ligação, Putin compartilhou detalhes da conversa com Trump, classificando o encontro como positivo para as tratativas que buscam uma saída negociada para o conflito.
O telefonema entre os dois líderes reforça o papel que o Brasil vem desempenhando ao longo de 2025 como possível mediador em discussões de paz, por meio de iniciativas como o Grupo de Amigos da Paz, formado em parceria com a China.
Lula recebe telefonema de Putin em momento delicado da guerra
A ligação telefônica aconteceu em um dos períodos mais sensíveis da guerra, que já dura mais de três anos. Desde a invasão russa em fevereiro de 2022, o conflito se tornou o mais grave na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, envolvendo diretamente os interesses da Rússia, da Ucrânia e das potências ocidentais.
Ao ser informado sobre os pontos discutidos entre Putin e Trump, Lula reforçou a posição histórica do Brasil de apoiar todos os esforços diplomáticos que conduzam a uma solução pacífica. Segundo o Planalto, o presidente brasileiro também desejou sucesso às negociações em andamento e agradeceu o gesto de Putin em compartilhar informações diretamente.
O significado do telefonema para Lula
Para Lula, receber uma ligação direta de Putin após um encontro com Trump tem forte valor simbólico e político. Em primeiro lugar, projeta o Brasil como um ator relevante no cenário internacional, capaz de dialogar tanto com Washington quanto com Moscou.
Além disso, o gesto fortalece o discurso de que o país pode desempenhar um papel de mediador imparcial, já que não está diretamente envolvido no conflito e mantém laços diplomáticos com ambos os lados.
A estratégia de Putin ao ligar para Lula
Do lado russo, o contato também tem importância estratégica. Ao telefonar para Lula, Putin envia mensagens em diferentes direções:
-
Mostra que a Rússia não está isolada – mesmo sob sanções ocidentais, Moscou mantém canais de diálogo com países influentes fora do eixo Estados Unidos-União Europeia.
-
Reforça os laços dentro dos Brics – Brasil e Rússia integram o bloco junto com China, Índia, África do Sul e Irã, o que dá à ligação um significado adicional no campo da geopolítica.
-
Explora a neutralidade brasileira – ao contrário de Washington e Bruxelas, Brasília tenta se posicionar como parceira de todos os lados, defendendo a paz sem adotar sanções contra Moscou.
Lula recebe telefonema de Putin: continuidade de diálogo
Este não foi o primeiro contato recente entre os dois presidentes. Poucos dias antes, em 9 de agosto, Lula já havia conversado por telefone com Putin para tratar da guerra. Essa sequência de diálogos demonstra o interesse mútuo em manter uma comunicação frequente e reforça a confiança do líder russo na diplomacia brasileira.
Para o Planalto, a iniciativa contribui para a imagem do Brasil como nação comprometida com soluções diplomáticas e capaz de construir pontes em meio às divisões globais.
A reunião entre Putin e Trump no Alasca
O telefonema para Lula ocorreu depois de um encontro de grande repercussão: a reunião entre Putin e Trump no Alasca. Segundo informações divulgadas, o presidente russo apresentou ao americano os termos que Moscou considera aceitáveis para um cessar-fogo.
Apesar da avaliação positiva feita por Putin, a reunião terminou sem anúncio de um acordo concreto. Ainda assim, serviu como ponto de partida para novas negociações, que continuam sendo discutidas em Washington com a participação do presidente ucraniano Volodymyr Zelenski e de líderes europeus.
Ao repassar essas informações a Lula, Putin reforça a intenção de manter o Brasil informado sobre os bastidores das tratativas.
O papel do Brasil e do Grupo de Amigos da Paz
O Brasil tem atuado em conjunto com a China na criação do Grupo de Amigos da Paz, iniciativa que busca promover o diálogo entre Rússia e Ucrânia. Até o momento, a proposta ainda não alcançou resultados práticos, mas permanece como sinal da disposição de Lula em colocar o país como mediador.
Ao receber informações diretas de Putin, o presidente brasileiro fortalece esse papel e pode, futuramente, utilizá-las em novas rodadas de conversas internacionais.
O impacto na diplomacia internacional
A ligação telefônica entre Lula e Putin repercute em várias frentes:
-
No Ocidente, reforça a imagem do Brasil como parceiro relevante, mas independente, que não se alinha automaticamente às posições de Washington ou Bruxelas.
-
Entre os Brics, demonstra a coesão interna do bloco e a importância de ampliar a influência global em questões de segurança internacional.
-
Na Ucrânia, levanta dúvidas sobre até que ponto Moscou confia no Brasil como canal diplomático, especialmente diante da insistência de Kiev em manter apoio irrestrito dos Estados Unidos e da União Europeia.
Lula recebe telefonema de Putin: importância para o Brasil
O episódio também tem reflexos internos. Para o governo brasileiro, a visibilidade internacional obtida por meio de contatos diretos com líderes globais fortalece a política externa e aumenta o prestígio diplomático do país.
Além disso, ao se posicionar como defensor da paz, Lula consegue reforçar sua imagem perante a opinião pública nacional, conectando a diplomacia à tradição histórica do Brasil de atuar como mediador em disputas internacionais.
O fato de que Lula recebe telefonema de Putin logo após a reunião do líder russo com Trump reforça a importância da diplomacia brasileira no cenário atual. Em um mundo dividido entre blocos, o Brasil tenta se firmar como um mediador confiável e independente.
A ligação não traz soluções imediatas para o conflito, mas abre caminho para que o país se mantenha no centro das conversas internacionais sobre a guerra. Em um tabuleiro marcado por tensões crescentes, cada gesto de diálogo tem potencial para influenciar o rumo das negociações.






