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Bitcoin abaixo dos US$ 65 mil com aversão a risco, pressão das bolsas de NY e incertezas regulatórias

por Camila Braga - Repórter de Economia
05/02/2026 às 22h36 - Atualizado em 14/05/2026 às 16h45
em Criptomoedas, Destaque, Economia, Notícias
Bitcoin Abaixo Dos Us$ 65 Mil Com Aversão A Risco, Pressão Das Bolsas De Ny E Incertezas Regulatórias - Gazeta Mercantil

Bitcoin recua abaixo de US$ 65 mil com aversão a risco global e pressão das bolsas de Nova York

O mercado de criptomoedas atravessa um dos momentos mais delicados do ano, com o bitcoin abaixo dos US$ 65 mil em meio a um cenário global de aversão ao risco, queda das bolsas de Nova York e aumento das incertezas regulatórias nos Estados Unidos. O movimento reflete uma combinação de fatores macroeconômicos, financeiros e políticos que vêm afetando diretamente os ativos considerados mais voláteis.

Por volta das 17h40 (horário de Brasília), o bitcoin registrava queda expressiva de 13,10%, cotado a US$ 64.014,47, enquanto o ethereum recuava 13,85%, para US$ 1.873,28, segundo dados de mercado. A retração intensificou-se ao longo da sessão, com aumento do volume vendedor e perda de níveis técnicos relevantes.

Bitcoin abaixo dos US$ 65 mil amplia sinal de correção

O movimento que levou o bitcoin abaixo dos US$ 65 mil começou ainda no início do pregão, quando a criptomoeda perdeu o patamar psicológico de US$ 70.000. A partir daí, as vendas se aceleraram, refletindo uma mudança clara no apetite ao risco por parte dos investidores.

Nos últimos sete dias, o bitcoin acumulou queda de aproximadamente 22,2%, desempenho que reforça a leitura de que o mercado entrou em uma fase mais aguda de correção. Analistas avaliam que a dinâmica recente tem sido fortemente influenciada pela correlação crescente entre criptoativos e outros ativos de risco, como ações, especialmente as do setor de tecnologia.

Correlação com bolsas de Nova York pressiona criptomoedas

A queda do bitcoin abaixo dos US$ 65 mil ocorre em sintonia com o desempenho negativo das bolsas de Nova York, que recuaram pela terceira sessão consecutiva. A liquidação de ações de tecnologia em Wall Street teve efeito direto sobre o mercado de criptomoedas, que passou a ser tratado por muitos investidores institucionais como parte do mesmo bloco de ativos de risco.

Esse comportamento reforça a tese de que, em períodos de baixa liquidez e aumento da incerteza, os investidores tendem a reduzir exposição a posições mais voláteis, priorizando instrumentos considerados mais defensivos.

Ambiente macroeconômico agrava a pressão

Além do desempenho das bolsas, o ambiente macroeconômico global tem contribuído para manter o bitcoin abaixo dos US$ 65 mil. Dados mais fracos do mercado de trabalho nos Estados Unidos elevaram dúvidas sobre o ritmo da atividade econômica, enquanto preocupações com o setor de inteligência artificial (IA) aumentaram a cautela nos mercados.

Ao mesmo tempo, houve queda nos rendimentos dos Treasuries, movimento típico de busca por proteção, enquanto o dólar se fortaleceu frente a outras moedas. Esse conjunto de fatores costuma ser desfavorável para ativos alternativos, como as criptomoedas, que dependem de maior apetite ao risco para sustentar altas mais consistentes.

Mercado cripto já perdeu US$ 2 trilhões em valor

O recuo do bitcoin abaixo dos US$ 65 mil faz parte de um ajuste mais amplo no mercado de ativos digitais. Desde o pico registrado em outubro, quando o valor total do mercado cripto alcançou cerca de US$ 4,4 trilhões, o setor já perdeu aproximadamente US$ 2 trilhões em capitalização.

Essa retração evidencia a magnitude do ajuste em curso e reforça o entendimento de que o ciclo atual é marcado por maior volatilidade e menor previsibilidade, especialmente diante da combinação de fatores macroeconômicos adversos e incertezas regulatórias.

Projeções mais pessimistas ganham espaço

Instituições financeiras passaram a adotar um tom mais cauteloso em relação às perspectivas do bitcoin. Para analistas da Stifel, a queda recente pode ser apenas o início de um movimento mais profundo. Em avaliações baseadas em ciclos anteriores de mercados em baixa, a corretora aponta que a criptomoeda poderia recuar até cerca de US$ 38.000, o que representaria uma desvalorização próxima de 70% em relação ao recorde histórico.

Esse tipo de projeção reforça a percepção de que o bitcoin abaixo dos US$ 65 mil ainda pode enfrentar novas ondas de volatilidade antes de encontrar um piso mais consistente.

Regulação nos EUA adiciona incerteza ao mercado

Outro fator relevante para o desempenho do bitcoin abaixo dos US$ 65 mil está ligado ao ambiente regulatório nos Estados Unidos. Declarações recentes do secretário do Tesouro, Scott Bessent, reacenderam debates sobre a necessidade de regras mais claras para o setor de criptomoedas, além de possíveis mudanças na tributação de ganhos com ativos digitais.

Esses comentários surgem em um momento sensível, em que o Congresso norte-americano analisa propostas relacionadas às moedas digitais, incluindo a chamada Lei Clarity, atualmente travada no Senado. A ausência de definições concretas mantém o mercado em compasso de espera e reduz a disposição de investidores institucionais a ampliar posições.

Impacto da inteligência artificial no sentimento do mercado

As preocupações com o setor de inteligência artificial também influenciam o cenário que mantém o bitcoin abaixo dos US$ 65 mil. O forte fluxo de capital para empresas ligadas à IA nos últimos meses levantou dúvidas sobre possíveis excessos de valuation, o que desencadeou correções em ações de tecnologia.

Como o mercado cripto tem sido associado a narrativas de inovação e tecnologia, qualquer ajuste brusco nesse segmento acaba contaminando o sentimento em relação às criptomoedas, ampliando movimentos de venda.

Ethereum acompanha movimento e amplia perdas

O ethereum, segunda maior criptomoeda em valor de mercado, também sofre com o ambiente adverso. A queda de quase 14% na sessão reforça que o movimento não está restrito ao bitcoin, mas afeta o conjunto do mercado.

A perda de fôlego do ethereum ocorre em paralelo ao bitcoin abaixo dos US$ 65 mil, indicando que os investidores estão reduzindo exposição de forma generalizada, independentemente das especificidades de cada projeto.

Liquidez reduzida intensifica volatilidade

Analistas destacam que a baixa liquidez observada em determinados períodos do pregão contribui para oscilações mais acentuadas. Em um ambiente de menor volume, ordens de venda mais robustas têm impacto desproporcional sobre os preços, o que ajuda a explicar a rapidez com que o bitcoin abaixo dos US$ 65 mil perdeu níveis técnicos relevantes.

Esse fator aumenta o risco de movimentos abruptos, tanto para baixo quanto para cima, tornando o mercado ainda mais desafiador para investidores de curto prazo.

Leitura estratégica do movimento do bitcoin

Do ponto de vista estratégico, o fato de o bitcoin abaixo dos US$ 65 mil acompanhar o desempenho de ações e outros ativos de risco reforça a necessidade de análise integrada do cenário macroeconômico. A criptomoeda, que em outros ciclos foi vista como alternativa descorrelacionada, hoje responde de forma mais direta a fatores como juros, dólar e desempenho das bolsas globais.

Esse novo padrão de comportamento exige maior cautela na gestão de risco e na definição de estratégias de alocação.

Perspectivas de curto e médio prazo

No curto prazo, o mercado segue atento à evolução dos dados econômicos nos Estados Unidos, às sinalizações de política monetária e aos desdobramentos regulatórios. Qualquer mudança nesses vetores pode alterar rapidamente o humor dos investidores.

Enquanto isso, o bitcoin abaixo dos US$ 65 mil permanece como símbolo de um mercado em ajuste, no qual a volatilidade elevada tende a continuar sendo a principal característica.

Bitcoin abaixo dos US$ 65 mil redefine o sentimento do investidor

O atual patamar do bitcoin serve como referência psicológica importante. A forma como o mercado reagirá nas próximas sessões pode indicar se o movimento recente será apenas uma correção técnica ou o início de um ciclo mais prolongado de baixa.

Em um ambiente marcado por incertezas macroeconômicas, pressões regulatórias e correções em ativos de risco, o desempenho do bitcoin continuará sendo observado de perto por investidores, analistas e formuladores de política econômica.

Tags: bitcoin abaixo dos US$ 65 milbitcoin e bolsas de NYBitcoin em quedaCriptomoedascriptomoedas hojeEconomiaEthereum hojemercado de criptomoedaspreço do Bitcoin hoje

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Segundo A Versão Divulgada Pela Fintech, A Azara Capital Teria Adquirido A Naskar E Outras Empresas Do Grupo, Como 7Trust E Next, Assumindo A Responsabilidade Por Tratativas Voltadas Ao Ressarcimento Dos Clientes. O Caso, Porém, Passou A Levantar Questionamentos Sobre A Própria Azara Capital. A Empresa Não Apresenta Em Seu Site Nomes De Presidente, Diretores, Sócios Ou Responsáveis Pela Gestão. A Página Informa Um Endereço Em Miami, Nos Estados Unidos, Mas A Localização Indicada Aparece Associada Ao Ocean Bank, Banco Comercial Independente Da Flórida. Em Buscas Por “Azara Capital” Em Plataformas De Geolocalização, Não Há Indicação Clara De Sede Própria Da Companhia. Além Disso, A Presença Digital Da Empresa É Recente. O Perfil Da Azara Capital No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E, Até A Manhã Desta Quinta-Feira, Contava Com Apenas Três Publicações. Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. O Site Da Empresa Não Informa Quem Ocupa Cargos De Comando, Quais São Os Responsáveis Pela Operação, Qual É A Estrutura Societária Ou Quais Executivos Responderiam Pelo Processo De Aquisição Da Naskar. Em Uma Operação Que Envolveria Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão E A Assunção De Passivos Com Milhares De Investidores, A Ausência De Dados Públicos Sobre Governança Amplia A Incerteza. Para Investidores E Credores, A Identificação Dos Responsáveis Pela Empresa É Elemento Básico Para Avaliar Capacidade Financeira, Histórico, Experiência E Responsabilidade Sobre Compromissos Assumidos. Outro Ponto Citado No Texto-Base Envolve O Endereço Físico Informado Pela Azara Capital. A Localização Indicada Em Miami Aparece Associada Ao Ocean Bank, Não A Uma Sede Própria Identificável Da Empresa. Buscas Por “Azara Capital” Em Aplicativos E Sites De Geolocalização Também Não Retornariam Resultados Consistentes. A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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