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Carla Zambelli é Condenada pelo STF a 10 Anos de Prisão por Invasão ao Sistema do CNJ

Deputada Federal é responsabilizada por ataque cibernético que resultou em mandado de prisão falso contra o ministro Alexandre de Moraes

por Redação
09/05/2025 às 22h42 - Atualizado em 17/09/2025 às 12h54
em Política, Destaque, Notícias
Carla Zambelli É Condenada A 10 Anos De Prisão Pelo Stf - Gazeta Mercantil

Carla Zambelli é Condenada pelo STF a 10 Anos de Prisão por Invasão ao Sistema do CNJ

Brasília (DF) – Em um julgamento histórico e carregado de tensão política, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para condenar a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) a 10 anos e 8 meses de prisão, em regime inicialmente fechado. A parlamentar foi responsabilizada por crimes de invasão a dispositivo informático, falsidade ideológica e associação criminosa, relacionados a uma tentativa de desestabilizar o Judiciário brasileiro.

De acordo com a acusação, Zambelli foi a mandante da invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que resultou na emissão fraudulenta de um mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes, relator de processos sensíveis envolvendo aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.


Como a invasão foi arquitetada: bastidores de uma conspiração digital

As investigações conduzidas pela Polícia Federal, com base em delações premiadas e perícia técnica, apontaram que Carla Zambelli teria contratado os serviços do hacker Walter Delgatti Neto, notório por seu envolvimento na invasão de autoridades durante a chamada “Vaza Jato”, para executar um plano ambicioso: infiltrar-se no sistema do CNJ, simular decisões judiciais e criar documentos falsos que pudessem ser usados para deslegitimar membros do STF.

Em agosto de 2023, Delgatti invadiu o sistema do CNJ e gerou falsos mandados de prisão, entre eles um contra o próprio Alexandre de Moraes. O ataque cibernético gerou ampla repercussão e levou à abertura de inquérito pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que apresentou denúncia formal contra Zambelli.


A votação no STF: maioria pela condenação e perda de mandato

O relator do processo, ministro Alexandre de Moraes, votou pela condenação de Zambelli com base em “provas robustas” e “elementos materiais inquestionáveis”. Ele foi acompanhado pelos ministros Flávio Dino e Cristiano Zanin, formando a maioria necessária para a condenação. Os ministros Luiz Fux e Cármen Lúcia ainda não haviam apresentado seus votos até o momento da publicação desta reportagem, mas a maioria já havia sido consolidada.

Além da pena privativa de liberdade, o relator determinou a perda do mandato parlamentar ao final do processo, considerando a gravidade dos crimes e a violação dos deveres constitucionais do cargo de deputada federal.

“Trata-se de uma tentativa grave de fraudar documentos judiciais, com o claro intuito de subverter as instituições democráticas e comprometer a credibilidade do Poder Judiciário”, afirmou Moraes em seu voto.


Walter Delgatti também é condenado: 8 anos e multa de R$ 2 milhões

No mesmo processo, o hacker Walter Delgatti Neto foi condenado a 8 anos e 3 meses de prisão por sua participação direta nos crimes. O STF também estabeleceu o pagamento de indenização no valor de R$ 2 milhões por danos morais coletivos, a ser dividido entre Zambelli e Delgatti.

Delgatti, que colaborou com as investigações, confirmou em depoimento que recebeu orientações diretas de Carla Zambelli para realizar os ataques cibernéticos e fraudes documentais. Segundo o hacker, ela o apresentou a militares e membros da equipe de campanha de Jair Bolsonaro, em reuniões onde se discutia a “descredibilização do STF”.


Defesa alega julgamento político e pede vista

A defesa de Carla Zambelli criticou duramente a decisão da Primeira Turma e acusou o Supremo de promover um julgamento político. Os advogados da parlamentar alegam que não há provas diretas que vinculem Zambelli à invasão e que a denúncia da PGR se baseia quase exclusivamente nas declarações de Delgatti, que estaria tentando obter benefícios judiciais com sua delação.

“Estamos diante de uma aberração jurídica. A deputada está sendo condenada sem provas irrefutáveis e em julgamento virtual, o que fere princípios básicos do contraditório e da ampla defesa”, diz a nota da defesa.

A expectativa da defesa é que algum ministro peça vista do processo, o que poderia adiar a conclusão do julgamento e permitir uma nova análise do caso.


Repercussão política: aliados silenciosos e oposição em peso

A condenação de Carla Zambelli gerou reações discretas por parte dos parlamentares da base aliada ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A maioria evitou comentários públicos, enquanto membros da oposição e do centrão defenderam a aplicação da lei e destacaram a importância de preservar a integridade do Judiciário.

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), limitou-se a dizer que aguardará a conclusão de todos os recursos antes de qualquer deliberação sobre a perda de mandato.


Outros processos em andamento contra Zambelli

Além do caso de invasão ao CNJ, Carla Zambelli responde a outro processo criminal no STF, relacionado ao episódio em que sacou uma arma de fogo e perseguiu o jornalista Luan Araújo nas ruas de São Paulo, às vésperas do segundo turno das eleições de 2022. Nesse processo, os ministros da Primeira Turma já formaram maioria para condenar a deputada a 5 anos e 3 meses de prisão em regime semiaberto. No entanto, o ministro Nunes Marques pediu vista, adiando o encerramento do julgamento.

Se confirmadas ambas as sentenças, Zambelli poderá acumular mais de 15 anos de prisão, o que tornaria sua inelegibilidade ainda mais duradoura.


O que dizem os especialistas em Direito Penal e Constitucional

Juristas ouvidos pela Gazeta Mercantil avaliam que o caso estabelece um precedente contundente na responsabilização criminal de agentes públicos por ataques às instituições democráticas. Para o professor Cláudio Figueiredo, da Faculdade de Direito da USP, a decisão é “um marco” na jurisprudência brasileira.

“O Supremo enviou uma mensagem clara: mesmo parlamentares com mandato não estão acima da lei. A conduta da deputada comprometeu a segurança de sistemas públicos sensíveis e atacou diretamente a autoridade do Poder Judiciário”, analisou Figueiredo.


Caminho legal até a prisão: recursos e possíveis manobras

Apesar da condenação, Zambelli não será presa imediatamente. A execução da pena só pode ocorrer após o trânsito em julgado do processo, ou seja, quando não houver mais possibilidade de recurso. A defesa ainda poderá apresentar embargos de declaração e recorrer à própria Corte.

Especialistas avaliam que, mesmo com eventuais recursos, a chance de reversão da condenação é mínima, dada a robustez das provas e a formação consolidada da maioria no STF. O relator Alexandre de Moraes também destacou que a prisão será executada “com máxima brevidade” assim que a sentença transitar em julgado.


O impacto para as eleições de 2026

A condenação de Zambelli pode impactar diretamente o cenário eleitoral de 2026. Como ela deverá perder seus direitos políticos por efeito da condenação criminal, estará inelegível com base na Lei da Ficha Limpa.

Analistas políticos apontam que o caso fragiliza o bolsonarismo no Congresso e representa uma derrota significativa para a ala mais radical da direita. A depender da evolução do caso, outros aliados do ex-presidente podem ser alvos de investigações.


Estado reage aos ataques à democracia

A condenação de Carla Zambelli é mais do que uma resposta judicial. É um posicionamento institucional contra o uso da máquina pública e da desinformação como instrumentos de ataque ao Estado Democrático de Direito. Com esse julgamento, o STF reafirma seu papel como guardião da Constituição e demonstra que a imunidade parlamentar não é salvo-conduto para crimes graves, sobretudo os que colocam em risco as instituições da República.

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Segundo A Versão Divulgada Pela Fintech, A Azara Capital Teria Adquirido A Naskar E Outras Empresas Do Grupo, Como 7Trust E Next, Assumindo A Responsabilidade Por Tratativas Voltadas Ao Ressarcimento Dos Clientes. O Caso, Porém, Passou A Levantar Questionamentos Sobre A Própria Azara Capital. A Empresa Não Apresenta Em Seu Site Nomes De Presidente, Diretores, Sócios Ou Responsáveis Pela Gestão. A Página Informa Um Endereço Em Miami, Nos Estados Unidos, Mas A Localização Indicada Aparece Associada Ao Ocean Bank, Banco Comercial Independente Da Flórida. Em Buscas Por “Azara Capital” Em Plataformas De Geolocalização, Não Há Indicação Clara De Sede Própria Da Companhia. Além Disso, A Presença Digital Da Empresa É Recente. O Perfil Da Azara Capital No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E, Até A Manhã Desta Quinta-Feira, Contava Com Apenas Três Publicações. Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. O Site Da Empresa Não Informa Quem Ocupa Cargos De Comando, Quais São Os Responsáveis Pela Operação, Qual É A Estrutura Societária Ou Quais Executivos Responderiam Pelo Processo De Aquisição Da Naskar. Em Uma Operação Que Envolveria Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão E A Assunção De Passivos Com Milhares De Investidores, A Ausência De Dados Públicos Sobre Governança Amplia A Incerteza. Para Investidores E Credores, A Identificação Dos Responsáveis Pela Empresa É Elemento Básico Para Avaliar Capacidade Financeira, Histórico, Experiência E Responsabilidade Sobre Compromissos Assumidos. Outro Ponto Citado No Texto-Base Envolve O Endereço Físico Informado Pela Azara Capital. A Localização Indicada Em Miami Aparece Associada Ao Ocean Bank, Não A Uma Sede Própria Identificável Da Empresa. Buscas Por “Azara Capital” Em Aplicativos E Sites De Geolocalização Também Não Retornariam Resultados Consistentes. A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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