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Confiança do comércio cai ao menor nível desde a pandemia e preocupa o varejo brasileiro

Confiança do comércio cai ao menor nível desde a pandemia e acende alerta no setor varejista

por Redação
29/10/2025 às 10h28 - Atualizado em 21/11/2025 às 15h26
em Economia, Destaque, Notícias
Confiança Do Comércio Cai Ao Menor Nível Desde A Pandemia E Acende Alerta No Setor Varejista - Gazeta Mercantil

ICEC recua pelo quarto mês seguido e atinge menor pontuação desde 2021, refletindo juros altos, incerteza econômica e retração de investimentos

A confiança do comércio no Brasil registrou em outubro seu pior nível desde a pandemia de Covid-19, segundo dados divulgados pela CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) nesta terça-feira (28). O ICEC (Índice de Confiança do Empresário do Comércio) caiu 1,1% em relação a setembro, atingindo 95,7 pontos após ajuste sazonal. O indicador, que vinha acumulando quedas consecutivas desde julho, permanece abaixo dos 100 pontos pelo segundo mês seguido — marca que separa o otimismo do pessimismo no setor.

De julho a outubro, o índice acumula retração de 10,3%, algo que não era visto desde o início da crise sanitária em 2020. O resultado sinaliza cautela crescente entre os empresários, pressionados por fatores como juros elevados, incertezas fiscais e desaceleração da economia doméstica.


Queda na confiança do comércio reflete desaceleração da economia

A confiança do comércio é um importante termômetro da atividade econômica e do apetite por investimentos no varejo. Segundo a CNC, a sequência de quedas no ICEC está diretamente associada à percepção negativa dos empresários sobre o ambiente de negócios, especialmente em relação ao custo do crédito e à demanda do consumidor.

Com a taxa Selic ainda em níveis altos — mesmo após cortes recentes —, o financiamento de estoques e investimentos permanece caro. Isso afeta diretamente segmentos como bens duráveis (eletrodomésticos, eletrônicos, móveis e veículos), cuja demanda depende fortemente de crédito.

O levantamento indica que 46% dos varejistas projetam piora na economia brasileira para os próximos seis meses — o maior percentual de pessimismo desde julho de 2020, auge da pandemia.

A CNC destaca que o cenário é de recuo generalizado nos componentes do índice, tanto nas expectativas futuras quanto nas condições atuais e nas intenções de investimento.


Investimentos e contratações em queda

Entre os indicadores avaliados pelo ICEC, a intenção de investir foi uma das que mais recuaram, passando para 99,6 pontos em setembro — abaixo do nível considerado neutro (100 pontos) pela primeira vez desde novembro de 2023. Em relação ao mesmo período do ano passado, a queda é de 4%.

A intenção de contratação de funcionários também apresentou forte retração, passando de 121,1 pontos em junho para 112,3 pontos em setembro, o que representa queda mensal de 4,2% e recuo anual de 5,9%.

Os investimentos em expansão empresarial caíram para 94,7 pontos, refletindo o impacto direto dos juros altos sobre o custo do crédito. Isso mostra que os empresários estão reduzindo planos de crescimento e optando por estratégias mais conservadoras, priorizando a manutenção do caixa.


Setor de bens duráveis lidera a queda na confiança do comércio

O setor de bens duráveis foi o mais afetado pela queda na confiança do comércio. No acumulado de 12 meses, o índice que mede o otimismo desse segmento despencou 13,7%, refletindo a forte sensibilidade do setor às condições de crédito.

Eletrodomésticos, móveis, automóveis e produtos eletrônicos estão entre os principais itens de consumo afetados, já que suas vendas dependem fortemente de parcelamentos e financiamentos.

A CNC ressalta que a tendência de desaceleração nesse setor é um indicador de alerta para o desempenho do varejo no fim de 2025, especialmente com a aproximação das vendas de fim de ano, tradicionalmente o período de maior movimento do comércio.


Expectativas para os próximos meses

O componente de expectativas do ICEC, que mede a visão dos empresários sobre os próximos seis meses, apresentou a maior queda do trimestre: passou de 134,9 pontos em julho para 119,3 pontos em setembro, uma retração de 11,6%. Na comparação anual, o recuo é de 12,9%.

Segundo a CNC, os fatores que mais influenciaram a queda foram:

  • Juros altos, que reduzem o poder de compra e encarecem o crédito empresarial;

  • Inflação persistente em setores-chave, como alimentação e energia;

  • Desaceleração no consumo das famílias;

  • Incertezas fiscais e políticas;

  • Cautela do empresariado com o cenário global e com a política monetária do Brasil.

Mesmo com a queda gradual da Selic, o impacto do crédito caro ainda será sentido nos próximos trimestres. A entidade alerta que a recuperação da confiança dependerá da melhora consistente dos indicadores de consumo e da estabilidade macroeconômica.


Perspectivas regionais e setoriais

A análise da CNC mostra que o recuo na confiança do comércio foi generalizado entre as regiões do país, mas com intensidade maior no Sudeste e Sul, onde se concentram os grandes centros varejistas e as redes de lojas de bens duráveis.

Já os setores de alimentação e vestuário apresentaram desempenho menos negativo, sustentados por demanda essencial e promoções sazonais.

Em contrapartida, o varejo de luxo e o segmento automotivo seguem sofrendo com o aumento do endividamento das famílias e com as restrições de crédito impostas pelos bancos.


Comparação histórica: a confiança do comércio desde a pandemia

O nível atual do ICEC (95,7 pontos) é o mais baixo desde maio de 2021 (94,7 pontos), período em que o país ainda enfrentava os impactos diretos da pandemia.

Durante o pico da crise sanitária, o índice chegou a mínimas históricas, refletindo fechamento de lojas, queda de consumo e incertezas econômicas. A retomada observada em 2022 e início de 2023, impulsionada pela reabertura da economia e programas de estímulo, agora dá sinais de esgotamento.

A CNC avalia que o comportamento atual dos empresários lembra o cenário de cautela do início da recuperação pós-pandemia, quando a confiança oscilava abaixo dos 100 pontos e o consumo das famílias ainda era contido pela inflação e pelo desemprego.


A influência da política monetária

A manutenção da taxa Selic em níveis elevados é apontada como o principal fator que compromete a confiança do comércio. Apesar de o Banco Central já ter iniciado um ciclo de redução dos juros, a queda lenta não tem sido suficiente para estimular o consumo e reduzir o custo de crédito para as empresas.

De acordo com analistas, a taxa atual ainda representa um freio importante para a atividade econômica, impactando diretamente o varejo e o setor de serviços, que dependem fortemente da disponibilidade de crédito ao consumidor.

Com isso, empresários adiam investimentos em expansão e contratações, o que cria um efeito dominó sobre o emprego e a renda, agravando o pessimismo nas projeções de curto prazo.


Desafios e oportunidades para o comércio em 2025

Apesar do cenário desafiador, a CNC acredita que o comércio pode encontrar oportunidades de recuperação no médio prazo, especialmente com a queda gradual dos juros, o avanço da digitalização do varejo e o fortalecimento das vendas online.

Outros fatores que podem contribuir para uma retomada mais sólida incluem:

  • Programas de crédito direcionado para pequenas e médias empresas;

  • Aumento da confiança do consumidor com a melhora do emprego formal;

  • Maior estabilidade fiscal e previsibilidade nas políticas econômicas;

  • Eventos sazonais, como Natal e Black Friday, que tradicionalmente impulsionam as vendas no último trimestre.

Ainda assim, o setor deve manter postura cautelosa até que os indicadores de consumo e crédito apresentem sinais mais consistentes de recuperação.


O comércio pede confiança

O recuo da confiança do comércio em 2025 é um reflexo direto do ambiente de incerteza e das condições macroeconômicas restritivas. O resultado de 95,7 pontos no ICEC acende um alerta para o governo e para o setor privado sobre a necessidade de estímulos econômicos sustentáveis e redução dos custos de crédito.

Sem uma política de incentivo clara, o país pode ver uma desaceleração mais prolongada do consumo e do investimento, comprometendo o ritmo de recuperação econômica.

Em um cenário em que confiança é o principal combustível para o comércio, restaurar o otimismo dos empresários será fundamental para retomar o crescimento e reaquecer o mercado interno nos próximos meses.

Tags: bens duráveisCNCconfiança do comércioeconomia brasileiraICECÍndice de Confiança do Comércioinvestimento no comércioqueda da confiança empresarialTaxa Selicvarejo brasileiro

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Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. O Site Da Empresa Não Informa Quem Ocupa Cargos De Comando, Quais São Os Responsáveis Pela Operação, Qual É A Estrutura Societária Ou Quais Executivos Responderiam Pelo Processo De Aquisição Da Naskar. Em Uma Operação Que Envolveria Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão E A Assunção De Passivos Com Milhares De Investidores, A Ausência De Dados Públicos Sobre Governança Amplia A Incerteza. Para Investidores E Credores, A Identificação Dos Responsáveis Pela Empresa É Elemento Básico Para Avaliar Capacidade Financeira, Histórico, Experiência E Responsabilidade Sobre Compromissos Assumidos. Outro Ponto Citado No Texto-Base Envolve O Endereço Físico Informado Pela Azara Capital. A Localização Indicada Em Miami Aparece Associada Ao Ocean Bank, Não A Uma Sede Própria Identificável Da Empresa. Buscas Por “Azara Capital” Em Aplicativos E Sites De Geolocalização Também Não Retornariam Resultados Consistentes. A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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