quinta-feira, 17 de setembro de 2026
contato@gazetamercantil.com
GAZETA MERCANTIL
GAZETA MERCANTIL
GAZETA MERCANTIL
Home Mercados Dólar

Dólar hoje avança após IPCA e expectativa por falas de Haddad

por Camila Braga
10/02/2026 às 09h43
em Dólar
Dolar Hoje - Gazeta Mercantil

Dólar hoje avança após dados de inflação e com atenção às falas de Haddad

O dólar hoje opera em alta frente ao real nesta terça-feira, 10 de fevereiro de 2026, em um movimento de ajuste técnico após a moeda norte-americana ter encerrado o pregão anterior no menor patamar desde maio de 2024. O comportamento do câmbio reflete a leitura dos investidores sobre os dados de inflação no Brasil, divulgados pela manhã, e a expectativa em torno das falas do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em evento do BTG Pactual.

A valorização do dólar hoje ocorre em um ambiente de cautela, marcado pela combinação entre fundamentos domésticos relativamente equilibrados e um cenário internacional ainda carregado de incertezas. Mesmo com o IPCA de janeiro vindo praticamente em linha com as projeções do mercado, agentes financeiros optam por reduzir posições mais agressivas, buscando proteção diante de eventos relevantes previstos ao longo do dia.


Dólar hoje reage após mínima histórica recente

No fechamento anterior, o dólar hoje havia encerrado cotado a R$ 5,1886, o menor nível desde 28 de maio de 2024. A queda expressiva ocorreu em meio à entrada de fluxo estrangeiro e à percepção de que o diferencial de juros brasileiro segue atrativo no curto prazo.

Nesta terça-feira, porém, o movimento é de leve correção. Por volta das 9h11, o dólar hoje à vista subia 0,15%, sendo negociado a R$ 5,196 na venda. Já no mercado futuro, o contrato de dólar para março, atualmente o mais líquido da B3, apresentava leve recuo de 0,13%, cotado a R$ 5,210.

A diferença de comportamento entre o mercado à vista e o futuro reflete ajustes técnicos e estratégias distintas dos investidores, especialmente diante da agenda econômica carregada e da proximidade de eventos capazes de alterar expectativas.


IPCA em linha com projeções ancora expectativas

Um dos principais vetores que influenciam o dólar hoje é o resultado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de janeiro. O indicador subiu 0,33% no mês, repetindo a variação registrada em dezembro. No acumulado de 12 meses, a inflação atingiu 4,44%.

Os números ficaram praticamente em linha com as expectativas do mercado, que projetavam alta mensal de 0,32% e inflação anual de 4,43%. Apesar da leve aceleração em relação aos 4,26% registrados em dezembro, o resultado não trouxe surpresas relevantes.

Para o mercado cambial, a leitura é de que o IPCA reforça a percepção de estabilidade no cenário inflacionário, reduzindo pressões imediatas sobre a política monetária. Ainda assim, o dólar hoje reage mais ao posicionamento dos investidores e à expectativa por sinalizações futuras do governo do que aos dados em si.


Falas de Haddad ganham peso no câmbio

A atenção dos investidores se volta para a participação do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em evento promovido pelo BTG Pactual. Em um ambiente de sensibilidade elevada, qualquer sinalização sobre política fiscal, metas de resultado primário ou condução econômica pode gerar impacto imediato sobre o dólar hoje.

O mercado busca pistas sobre o comprometimento do governo com o equilíbrio das contas públicas e a previsibilidade das regras fiscais. Discursos considerados mais firmes costumam favorecer a apreciação do real, enquanto mensagens ambíguas tendem a gerar cautela e pressão cambial.

Nesse contexto, o movimento de alta do dólar hoje reflete, em parte, a postura defensiva dos agentes financeiros antes das falas do ministro.


Mercado local acompanha agenda corporativa intensa

Além dos fatores macroeconômicos, o dólar hoje também é influenciado pela agenda corporativa no Brasil. Entre os destaques, a Petrobras (PETR4) divulga após o fechamento do mercado seus dados de produção e vendas de petróleo e combustíveis referentes ao quarto trimestre e ao ano de 2025.

O desempenho da estatal é relevante não apenas para o mercado acionário, mas também para o câmbio, dado seu peso no fluxo de dólares e na percepção de risco do país. Resultados sólidos tendem a reforçar a entrada de capital estrangeiro, enquanto números mais fracos podem pressionar o dólar hoje.

Pela manhã, empresas como Motiva (MOTV3) e BB Seguridade (BBSE3) realizam teleconferências para comentar resultados trimestrais. Após o fechamento, será a vez de Suzano (SUZB3) e TIM (TIMS3). A movimentação no mercado de ações pode influenciar o fluxo cambial ao longo do dia.


Ambiente externo adiciona volatilidade ao dólar hoje

No cenário internacional, o dólar hoje também responde à expectativa em torno dos dados econômicos dos Estados Unidos. Investidores aguardam a divulgação de relatórios mensais sobre emprego e preços ao consumidor, que foram adiados devido à recente paralisação do governo norte-americano por três dias.

Esses indicadores são considerados fundamentais para calibrar as expectativas sobre a trajetória dos juros pelo Federal Reserve. Qualquer surpresa pode gerar impacto direto sobre o apetite por risco global, afetando moedas de mercados emergentes como o real.

A combinação entre incertezas externas e cautela doméstica ajuda a explicar por que o dólar hoje opera em leve alta, mesmo após um período recente de apreciação do real.


Dólar hoje reflete equilíbrio entre fundamentos e cautela

Analistas destacam que o comportamento do dólar hoje evidencia um equilíbrio delicado entre fundamentos positivos e prudência. De um lado, o Brasil se beneficia de inflação controlada, juros reais elevados e fluxo estrangeiro para renda fixa. De outro, persistem dúvidas sobre o cenário fiscal e a sustentabilidade do crescimento econômico no médio prazo.

Esse equilíbrio tende a manter o câmbio oscilando dentro de uma faixa relativamente estreita, com movimentos de correção após altas ou quedas mais intensas. O patamar próximo a R$ 5,20 passa a ser visto como um ponto de referência relevante pelo mercado.


Investidores ajustam posições após queda recente

Após a forte valorização do real registrada nos últimos pregões, muitos investidores optam por realizar lucros, o que contribui para a alta do dólar hoje. Esse movimento é comum em períodos de maior volatilidade, especialmente quando há eventos importantes no radar.

A realização de lucros não altera, necessariamente, a tendência de médio prazo, mas provoca oscilações pontuais que influenciam a dinâmica diária do câmbio.


Papel da política monetária no comportamento do dólar hoje

A política monetária segue como um dos pilares de sustentação do real. Com a Selic em nível elevado, o diferencial de juros continua atraente para investidores estrangeiros, favorecendo operações de carry trade.

Enquanto o mercado não vislumbrar mudanças abruptas nesse cenário, o dólar hoje tende a encontrar resistência para movimentos mais fortes de alta. Ainda assim, qualquer alteração nas expectativas sobre juros futuros pode mudar rapidamente esse quadro.


Expectativas para o curto prazo no mercado cambial

No curto prazo, analistas projetam que o dólar hoje seguirá sensível a discursos de autoridades econômicas, dados de inflação e indicadores externos. O comportamento do fluxo estrangeiro e a agenda corporativa também permanecem como fatores relevantes.

A volatilidade tende a se manter elevada, mas dentro de limites considerados controlados, desde que não haja surpresas significativas no campo fiscal ou monetário.


Dólar reage a inflação controlada e discurso econômico em dia decisivo para o mercado

O desempenho do dólar hoje sintetiza um momento de transição no mercado financeiro, em que dados econômicos equilibrados convivem com elevada sensibilidade a discursos e eventos. A atenção dos investidores permanece redobrada, com o câmbio funcionando como termômetro imediato das expectativas sobre a economia brasileira.

LEIA MAIS

Copom Corta Selic Para 13,75% No Quinto Recuo Seguido Dos Juros - Gazeta Mercantil - Economia
Economia

Copom corta Selic para 13,75% no quinto recuo seguido dos juros

O Comitê de Política Monetária do Banco Central reduziu nesta quarta-feira, 16 de setembro, a taxa Selic de 14% para 13,75% ao ano, prolongando pelo quinto encontro consecutivo...

Leia MaisDetails
Empresas Ampliam Venda De Dívidas Vencidas Enquanto Crédito Segue Caro-Gazeta Mercantil
Economia

Empresas ampliam venda de dívidas vencidas enquanto crédito segue caro

Empresas brasileiras estão recorrendo com mais frequência à venda de carteiras de crédito inadimplente para transformar recebíveis de difícil recuperação em liquidez imediata. O mercado movimentou R$ 17...

Leia MaisDetails
Banco Mundial Nomeia Nobel Michael Kremer Como Novo Economista-Chefe-Gazeta Mercantil
Economia

Banco Mundial nomeia Nobel Michael Kremer como novo economista-chefe

O Banco Mundial nomeou nesta quarta-feira, 16 de setembro, o economista americano Michael Kremer, vencedor do Prêmio de Economia de 2019, para os cargos de economista-chefe do Grupo...

Leia MaisDetails
Super Quarta: Fed Pode Subir Juros Enquanto Copom Deve Cortar Selic Para 13,75%
Economia

Super Quarta: Fed pode subir juros enquanto Copom deve cortar Selic para 13,75%

Brasil e Estados Unidos chegam à Super Quarta desta quarta-feira, 16 de setembro, em momentos opostos de seus ciclos monetários. O Federal Reserve deve elevar os juros americanos...

Leia MaisDetails
Minha Casa Minha Vida - Gazeta Mercantil
Economia

Minha Casa, Minha Vida recebe R$ 500 milhões extras e subsídios chegam a R$ 13 bilhões

O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aumentou em R$ 500 milhões o orçamento destinado aos subsídios habitacionais do Minha Casa, Minha Vida...

Leia MaisDetails

GAZETA MERCANTIL ENCERRADO

08:43:54
IBOV

IBOVESPA

B3
Consultando... buscando última cotação
$

DÓLAR

USD/BRL
Consultando... buscando última cotação
€

EURO

EUR/BRL
Consultando... buscando última cotação
₿

BITCOIN

BRL
Consultando... buscando última cotação
Gazeta Mercantil · dados de mercado
Sênior Sistemas Sênior Sistemas Sênior Sistemas
PUBLICIDADE

Veja Também

Flávio Bolsonaro Usou Recentemente Apartamento Que Pertenceu A Cunhado De Vorcaro
Política

Flávio Bolsonaro usou recentemente apartamento que pertenceu a cunhado de Vorcaro

Leia MaisDetails
Copom Corta Selic Para 13,75% No Quinto Recuo Seguido Dos Juros - Gazeta Mercantil - Economia
Economia

Copom corta Selic para 13,75% no quinto recuo seguido dos juros

Leia MaisDetails
Lvmh Perde Mais De €250 Bilhões Em Valor De Mercado Desde 2023-Gazeta Mercantil
Empresas

LVMH perde mais de €250 bilhões em valor de mercado desde 2023

Leia MaisDetails
Brb Recebe R$ 376 Milhões Da Xp Por Créditos Ligados Ao Banco Master-Gazeta Mercantil
Empresas

BRB (BSLI3; BSLI4) recebe R$ 376 milhões da XP por ativos ligados ao Banco Master

Leia MaisDetails
Lula - Gazeta Mercantil
Política

Lula diz que Flávio Bolsonaro participou da aprovação de Kassio e Mendonça no STF

Leia MaisDetails

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco
Gazeta Mercantil Logo White

contato@gazetamercantil.com

Gazeta Mercantil — marca jornalística fundada em 1920, com continuidade editorial contemporânea no ambiente digital por meio do domínio oficial gazetamercantil.com.

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

Veja Também:

Flávio Bolsonaro usou recentemente apartamento que pertenceu a cunhado de Vorcaro

Copom corta Selic para 13,75% no quinto recuo seguido dos juros

LVMH perde mais de €250 bilhões em valor de mercado desde 2023

BRB (BSLI3; BSLI4) recebe R$ 376 milhões da XP por ativos ligados ao Banco Master

Lula diz que Flávio Bolsonaro participou da aprovação de Kassio e Mendonça no STF

Banco do Brasil (BBAS3): JPMorgan corta preço-alvo para R$ 22 e reduz projeções de lucro

  • Anuncie Conosco
  • Política de Correções
  • Política Editorial
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso
  • Sobre a Gazeta Mercantil
  • Expediente
  • Política de Conflitos de Interesse

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com - Grupo SMEdit - Av.Paulista 777 - Bela Vista - São Paulo - SP

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com - Grupo SMEdit - Av.Paulista 777 - Bela Vista - São Paulo - SP