Dólar hoje avança após dados de inflação e com atenção às falas de Haddad
O dólar hoje opera em alta frente ao real nesta terça-feira, 10 de fevereiro de 2026, em um movimento de ajuste técnico após a moeda norte-americana ter encerrado o pregão anterior no menor patamar desde maio de 2024. O comportamento do câmbio reflete a leitura dos investidores sobre os dados de inflação no Brasil, divulgados pela manhã, e a expectativa em torno das falas do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em evento do BTG Pactual.
A valorização do dólar hoje ocorre em um ambiente de cautela, marcado pela combinação entre fundamentos domésticos relativamente equilibrados e um cenário internacional ainda carregado de incertezas. Mesmo com o IPCA de janeiro vindo praticamente em linha com as projeções do mercado, agentes financeiros optam por reduzir posições mais agressivas, buscando proteção diante de eventos relevantes previstos ao longo do dia.
Dólar hoje reage após mínima histórica recente
No fechamento anterior, o dólar hoje havia encerrado cotado a R$ 5,1886, o menor nível desde 28 de maio de 2024. A queda expressiva ocorreu em meio à entrada de fluxo estrangeiro e à percepção de que o diferencial de juros brasileiro segue atrativo no curto prazo.
Nesta terça-feira, porém, o movimento é de leve correção. Por volta das 9h11, o dólar hoje à vista subia 0,15%, sendo negociado a R$ 5,196 na venda. Já no mercado futuro, o contrato de dólar para março, atualmente o mais líquido da B3, apresentava leve recuo de 0,13%, cotado a R$ 5,210.
A diferença de comportamento entre o mercado à vista e o futuro reflete ajustes técnicos e estratégias distintas dos investidores, especialmente diante da agenda econômica carregada e da proximidade de eventos capazes de alterar expectativas.
IPCA em linha com projeções ancora expectativas
Um dos principais vetores que influenciam o dólar hoje é o resultado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de janeiro. O indicador subiu 0,33% no mês, repetindo a variação registrada em dezembro. No acumulado de 12 meses, a inflação atingiu 4,44%.
Os números ficaram praticamente em linha com as expectativas do mercado, que projetavam alta mensal de 0,32% e inflação anual de 4,43%. Apesar da leve aceleração em relação aos 4,26% registrados em dezembro, o resultado não trouxe surpresas relevantes.
Para o mercado cambial, a leitura é de que o IPCA reforça a percepção de estabilidade no cenário inflacionário, reduzindo pressões imediatas sobre a política monetária. Ainda assim, o dólar hoje reage mais ao posicionamento dos investidores e à expectativa por sinalizações futuras do governo do que aos dados em si.
Falas de Haddad ganham peso no câmbio
A atenção dos investidores se volta para a participação do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em evento promovido pelo BTG Pactual. Em um ambiente de sensibilidade elevada, qualquer sinalização sobre política fiscal, metas de resultado primário ou condução econômica pode gerar impacto imediato sobre o dólar hoje.
O mercado busca pistas sobre o comprometimento do governo com o equilíbrio das contas públicas e a previsibilidade das regras fiscais. Discursos considerados mais firmes costumam favorecer a apreciação do real, enquanto mensagens ambíguas tendem a gerar cautela e pressão cambial.
Nesse contexto, o movimento de alta do dólar hoje reflete, em parte, a postura defensiva dos agentes financeiros antes das falas do ministro.
Mercado local acompanha agenda corporativa intensa
Além dos fatores macroeconômicos, o dólar hoje também é influenciado pela agenda corporativa no Brasil. Entre os destaques, a Petrobras (PETR4) divulga após o fechamento do mercado seus dados de produção e vendas de petróleo e combustíveis referentes ao quarto trimestre e ao ano de 2025.
O desempenho da estatal é relevante não apenas para o mercado acionário, mas também para o câmbio, dado seu peso no fluxo de dólares e na percepção de risco do país. Resultados sólidos tendem a reforçar a entrada de capital estrangeiro, enquanto números mais fracos podem pressionar o dólar hoje.
Pela manhã, empresas como Motiva (MOTV3) e BB Seguridade (BBSE3) realizam teleconferências para comentar resultados trimestrais. Após o fechamento, será a vez de Suzano (SUZB3) e TIM (TIMS3). A movimentação no mercado de ações pode influenciar o fluxo cambial ao longo do dia.
Ambiente externo adiciona volatilidade ao dólar hoje
No cenário internacional, o dólar hoje também responde à expectativa em torno dos dados econômicos dos Estados Unidos. Investidores aguardam a divulgação de relatórios mensais sobre emprego e preços ao consumidor, que foram adiados devido à recente paralisação do governo norte-americano por três dias.
Esses indicadores são considerados fundamentais para calibrar as expectativas sobre a trajetória dos juros pelo Federal Reserve. Qualquer surpresa pode gerar impacto direto sobre o apetite por risco global, afetando moedas de mercados emergentes como o real.
A combinação entre incertezas externas e cautela doméstica ajuda a explicar por que o dólar hoje opera em leve alta, mesmo após um período recente de apreciação do real.
Dólar hoje reflete equilíbrio entre fundamentos e cautela
Analistas destacam que o comportamento do dólar hoje evidencia um equilíbrio delicado entre fundamentos positivos e prudência. De um lado, o Brasil se beneficia de inflação controlada, juros reais elevados e fluxo estrangeiro para renda fixa. De outro, persistem dúvidas sobre o cenário fiscal e a sustentabilidade do crescimento econômico no médio prazo.
Esse equilíbrio tende a manter o câmbio oscilando dentro de uma faixa relativamente estreita, com movimentos de correção após altas ou quedas mais intensas. O patamar próximo a R$ 5,20 passa a ser visto como um ponto de referência relevante pelo mercado.
Investidores ajustam posições após queda recente
Após a forte valorização do real registrada nos últimos pregões, muitos investidores optam por realizar lucros, o que contribui para a alta do dólar hoje. Esse movimento é comum em períodos de maior volatilidade, especialmente quando há eventos importantes no radar.
A realização de lucros não altera, necessariamente, a tendência de médio prazo, mas provoca oscilações pontuais que influenciam a dinâmica diária do câmbio.
Papel da política monetária no comportamento do dólar hoje
A política monetária segue como um dos pilares de sustentação do real. Com a Selic em nível elevado, o diferencial de juros continua atraente para investidores estrangeiros, favorecendo operações de carry trade.
Enquanto o mercado não vislumbrar mudanças abruptas nesse cenário, o dólar hoje tende a encontrar resistência para movimentos mais fortes de alta. Ainda assim, qualquer alteração nas expectativas sobre juros futuros pode mudar rapidamente esse quadro.
Expectativas para o curto prazo no mercado cambial
No curto prazo, analistas projetam que o dólar hoje seguirá sensível a discursos de autoridades econômicas, dados de inflação e indicadores externos. O comportamento do fluxo estrangeiro e a agenda corporativa também permanecem como fatores relevantes.
A volatilidade tende a se manter elevada, mas dentro de limites considerados controlados, desde que não haja surpresas significativas no campo fiscal ou monetário.
Dólar reage a inflação controlada e discurso econômico em dia decisivo para o mercado
O desempenho do dólar hoje sintetiza um momento de transição no mercado financeiro, em que dados econômicos equilibrados convivem com elevada sensibilidade a discursos e eventos. A atenção dos investidores permanece redobrada, com o câmbio funcionando como termômetro imediato das expectativas sobre a economia brasileira.






