Dólar hoje avança com expectativa pelo CPI dos EUA e dados do varejo no Brasil
O Dolar hoje opera em alta em meio à expectativa dos investidores pela divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos e pelos dados do comércio varejista brasileiro. O movimento reflete um ambiente de cautela nos mercados globais, marcado por incertezas sobre o rumo dos juros americanos e pela leitura mais detalhada da atividade econômica doméstica.
A dinâmica do Dolar hoje está diretamente ligada à combinação de fatores externos e internos. De um lado, os números da inflação americana podem redefinir as apostas sobre os próximos passos do Federal Reserve (Fed). De outro, os dados do varejo e o IGP-10 ajudam a balizar as projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) e a trajetória da taxa Selic no Brasil.
O resultado é um mercado cambial sensível a qualquer surpresa nos indicadores, com investidores ajustando posições antes das divulgações oficiais.
Por que o Dolar hoje reage ao CPI dos EUA?
O Dolar hoje ganha força antes da divulgação do CPI porque o indicador é o principal termômetro da inflação nos Estados Unidos. O índice mede a variação dos preços ao consumidor e orienta as decisões de política monetária do Fed.
Nos últimos meses, o mercado vinha trabalhando com a hipótese de que o banco central americano poderia retomar o ciclo de cortes de juros no primeiro semestre. No entanto, a divulgação do payroll de janeiro alterou esse cenário. O relatório apontou criação de vagas acima do esperado, evidenciando que o mercado de trabalho permanece aquecido.
Uma economia forte tende a sustentar pressões inflacionárias, o que reduz a probabilidade de cortes rápidos na taxa básica americana. Nesse contexto, o Dolar hoje sobe porque juros elevados nos EUA tornam os ativos denominados em dólar mais atrativos, especialmente os títulos do Tesouro americano.
O que o CPI pode mudar no mercado cambial?
Se o CPI vier acima das projeções, o mercado pode reforçar a expectativa de manutenção dos juros em patamar elevado por mais tempo. Isso fortalece o dólar globalmente e pressiona moedas emergentes.
Caso o indicador surpreenda para baixo, aumenta a possibilidade de flexibilização monetária nos EUA, o que poderia aliviar a pressão sobre o real. Até que os dados sejam conhecidos, o Dolar hoje reflete um movimento de proteção e ajuste de risco.
Varejo brasileiro: sinal de desaceleração?
No Brasil, o foco recai sobre os números das vendas do varejo referentes a dezembro de 2025. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o volume de vendas no comércio varejista nacional variou -0,4% frente a novembro, na série com ajuste sazonal. A média móvel trimestral apresentou alta de 0,3%.
Os dados indicam perda de fôlego no consumo no fim do ano, o que pode influenciar as projeções de crescimento do PIB. Quando o varejo desacelera, surgem questionamentos sobre o ritmo da atividade econômica e sobre a necessidade de estímulos monetários.
Se a economia demonstrar fragilidade, o Banco Central pode ser pressionado a avaliar cortes adicionais na Selic. Juros mais baixos no Brasil reduzem o diferencial em relação aos Estados Unidos, o que pode impulsionar o Dolar hoje.
Como o IGP-10 impacta o Dolar hoje?
O mercado também acompanha a divulgação do Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10), calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O indicador tem forte peso dos preços no atacado e costuma antecipar movimentos inflacionários.
Se o IGP-10 indicar aceleração da inflação, pode limitar o espaço para cortes de juros no Brasil. Por outro lado, um resultado mais contido abre margem para flexibilização monetária.
Enquanto essas variáveis não se consolidam, o Dolar hoje oscila em função das expectativas sobre inflação e juros.
Reunião do Banco Central e instrumentos de liquidez
O Banco Central realiza a 102ª reunião trimestral com economistas, encontro fechado no qual são debatidos cenários para inflação e atividade econômica. Esses eventos são relevantes porque sinalizam ao mercado a percepção técnica da autoridade monetária.
Além disso, o BC atua com swaps cambiais — instrumentos que oferecem proteção contra a alta do dólar sem venda direta de reservas — e operações compromissadas, que regulam a liquidez do sistema financeiro.
Mesmo com essas ferramentas, o comportamento do Dolar hoje depende majoritariamente do ambiente externo.
Como o Dolar hoje afeta inflação e investimentos?
Quando o Dolar hoje sobe, há impactos diretos na inflação brasileira, já que produtos importados e insumos industriais ficam mais caros. Isso pode pressionar índices de preços e influenciar decisões sobre a Selic.
Para investidores, o movimento do câmbio afeta diferentes classes de ativos. Empresas exportadoras tendem a se beneficiar de um dólar mais alto, enquanto companhias dependentes de importações podem enfrentar custos maiores.
No mercado financeiro, a valorização do dólar também influencia o fluxo de capitais estrangeiros na B3 e nos títulos públicos.
Qual o papel do diferencial de juros?
O diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos é determinante para o comportamento do Dolar hoje. Se o Fed mantém juros elevados enquanto o Brasil inicia ou aprofunda cortes na Selic, o fluxo de recursos pode migrar para o mercado americano.
Essa dinâmica explica por que decisões de política monetária têm efeito imediato no câmbio.
Cenário internacional amplia volatilidade
Além dos indicadores econômicos, fatores geopolíticos e oscilações nos preços das commodities influenciam o mercado. Países emergentes, como o Brasil, tendem a sofrer maior volatilidade em momentos de incerteza global.
Nesse ambiente, o Dolar hoje incorpora prêmios de risco adicionais.
Perspectivas para o câmbio no curto prazo
O comportamento do Dolar hoje nos próximos dias dependerá principalmente do CPI americano e das sinalizações do Banco Central brasileiro. Caso a inflação nos EUA mostre resistência, o dólar pode manter trajetória de alta.
Por outro lado, dados mais fracos de inflação podem abrir espaço para alívio no câmbio.
O mercado segue atento às próximas divulgações, em um cenário em que inflação, juros e crescimento econômico continuam no centro das decisões de investimento.






