Eduardo Haber e Nomad: entenda a relação atual do fundador com a fintech
A relação entre Eduardo Haber Nomad voltou ao centro das atenções após a repercussão de um episódio de natureza familiar envolvendo o empresário, um dos cofundadores da fintech brasileira especializada em serviços financeiros internacionais. A exposição do caso levantou dúvidas no mercado sobre o vínculo atual de Haber com a empresa, sua participação na estrutura societária e eventual influência nas decisões estratégicas da companhia.
Diante do crescimento acelerado da Nomad no segmento de contas internacionais para brasileiros e da visibilidade do nome de Eduardo Haber no ecossistema financeiro, a discussão extrapolou o âmbito pessoal e passou a despertar interesse de investidores, clientes e analistas do setor.
Quem é Eduardo Haber e qual sua ligação histórica com a Nomad
Eduardo Haber figura entre os fundadores da Nomad, fintech criada com o objetivo de facilitar o acesso de brasileiros ao sistema financeiro internacional. Desde a origem do projeto, Haber esteve envolvido na concepção da empresa, que surgiu para atender uma demanda crescente por soluções digitais que permitissem abertura de contas, investimentos e movimentações financeiras fora do Brasil.
A trajetória de Eduardo Haber Nomad acompanha o surgimento de um novo perfil de fintechs brasileiras, focadas em internacionalização, digitalização de serviços e redução de barreiras para pessoas físicas que desejam operar globalmente.
Fundada em 2019 e lançada oficialmente em 2020, a Nomad rapidamente conquistou espaço em um mercado altamente competitivo, impulsionada pela combinação de tecnologia, simplicidade operacional e foco no cliente.
Polêmica familiar e repercussão pública
Recentemente, o nome de Eduardo Haber voltou a circular com intensidade após uma decisão judicial de caráter familiar, que envolveu sua mãe e seus sobrinhos. A medida, expedida pela Justiça argentina em dezembro de 2025, teve origem em uma denúncia apresentada por Paula Parisot, artista visual e escritora, que apontou episódios de violência familiar.
O caso ganhou maior repercussão após vir à tona que os sobrinhos de Eduardo Haber teriam sido impedidos de se despedir da avó, internada em São Paulo em tratamento contra um câncer. A situação gerou questionamentos públicos e levou parte do público a associar o episódio à atuação profissional do empresário.
Esse contexto ampliou o interesse sobre a real posição de Eduardo Haber Nomad, especialmente sobre sua permanência ou não na estrutura da fintech.
Nomad esclarece o vínculo atual com Eduardo Haber
Diante da repercussão, a Nomad se manifestou oficialmente para esclarecer a relação do empresário com a companhia. Em resposta, a fintech informou que Eduardo Haber foi, de fato, um dos cofundadores da empresa, mas que atualmente não exerce qualquer cargo executivo ou função administrativa.
Segundo a empresa, Eduardo Haber Nomad mantém apenas a condição de acionista minoritário, integrando um grupo composto por mais de 100 investidores. Dessa forma, não possui poder de decisão direta sobre as operações, governança ou direcionamento estratégico da fintech.
A Nomad também reforçou que as questões de natureza familiar envolvendo Haber não têm qualquer impacto sobre suas atividades, estrutura interna ou relação com clientes e parceiros.
Participação societária e ausência de poder executivo
No ambiente corporativo, a distinção entre fundador, executivo e acionista minoritário é fundamental para compreender o nível de influência de um indivíduo sobre uma empresa. No caso de Eduardo Haber Nomad, a fintech enfatiza que sua atuação está restrita à participação societária, sem envolvimento na gestão diária.
Isso significa que decisões relacionadas a produtos, expansão, estratégia comercial, governança e compliance são tomadas por uma estrutura executiva independente, alinhada às práticas de mercado e às exigências regulatórias.
Essa separação é comum em fintechs que passam por ciclos de crescimento acelerado, captação de recursos e diluição da participação dos fundadores ao longo do tempo.
Atuação da Nomad no mercado financeiro internacional
A Nomad se consolidou como uma das principais fintechs brasileiras voltadas a serviços financeiros internacionais. Seu modelo de negócio atende brasileiros que desejam manter conta no exterior, realizar pagamentos globais, investir fora do país e acessar o sistema financeiro internacional de forma digital.
A empresa oferece conta internacional, cartão de débito aceito fora do Brasil e soluções de investimento, atendendo tanto consumidores quanto investidores interessados em diversificação geográfica de patrimônio.
Mesmo com a associação histórica ao nome de Eduardo Haber Nomad, a fintech construiu sua identidade institucional de forma independente, baseada em tecnologia, governança e crescimento estruturado.
Presença de Eduardo Haber nas redes sociais gera dúvidas
Apesar de não ocupar cargos formais na empresa, Eduardo Haber continua ativo nas redes sociais, onde frequentemente compartilha conteúdos institucionais da Nomad e celebra conquistas recentes da fintech. Esse comportamento contribuiu para a confusão sobre sua posição atual dentro da organização.
No entanto, especialistas avaliam que esse tipo de manifestação é comum entre fundadores que mantêm vínculo emocional ou societário com empresas que ajudaram a criar, mesmo sem participação direta na gestão.
A própria Nomad reforça que publicações pessoais não refletem papel executivo ou influência nas decisões estratégicas da companhia.
Governança corporativa e separação entre pessoa física e empresa
A forma como a Nomad lidou com o episódio reforça a importância da governança corporativa no setor financeiro. Ao se posicionar publicamente, a empresa buscou deixar claro que questões pessoais de um acionista não se confundem com sua atuação institucional.
No caso de Eduardo Haber Nomad, a fintech destacou que sua estrutura de governança é independente e que o foco permanece integralmente no atendimento aos clientes, no desenvolvimento de produtos e no cumprimento das normas regulatórias.
Essa separação é considerada essencial para preservar a confiança do mercado, especialmente em um setor sensível como o financeiro.
Crescimento da Nomad e desafios do setor fintech
O mercado de fintechs no Brasil e no exterior passa por um período de consolidação, marcado por maior escrutínio regulatório, aumento da concorrência e exigência crescente por transparência.
A Nomad segue inserida nesse contexto, disputando espaço com bancos tradicionais e outras plataformas digitais que oferecem soluções semelhantes. O histórico de fundação envolvendo Eduardo Haber Nomad faz parte da trajetória da empresa, mas não define sua governança atual.
O crescimento sustentável da fintech depende de fatores como inovação, segurança, experiência do usuário e eficiência operacional, aspectos que vão além da figura de qualquer fundador individual.
Percepção do mercado e confiança dos clientes
Para clientes e investidores, o esclarecimento sobre o vínculo de Eduardo Haber com a Nomad contribui para reduzir ruídos e preservar a credibilidade da marca. Ao afirmar que o empresário não possui influência direta na gestão, a fintech reforça a estabilidade de suas operações.
A transparência adotada no caso de Eduardo Haber Nomad é vista como positiva por analistas, especialmente em um ambiente em que reputação e confiança são ativos estratégicos.
A relação entre Eduardo Haber e a Nomad hoje é estritamente societária. Embora tenha sido um dos fundadores da fintech, Haber não ocupa cargos executivos nem participa da administração da empresa, atuando apenas como acionista minoritário.
A exposição recente de questões familiares trouxe visibilidade ao seu nome, mas não altera a estrutura, a governança ou a estratégia da Nomad. A fintech segue operando de forma independente, focada na expansão de seus serviços e no atendimento ao público brasileiro interessado em soluções financeiras internacionais.






