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	<title>GAZETA MERCANTIL</title>
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	<description>A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</description>
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		<title>PRIO (PRIO3) lucra US$ 521 milhões no 3º trimestre com produção recorde</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/prio-prio3-lucro-521-milhoes-terceiro-trimestre-2026</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandro Dias]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Nov 2026 23:11:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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		<category><![CDATA[resultados trimestrais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>PRIO (PRIO3) lucra US$ 521 milhões no 3º trimestre de 2026, com produção recorde, receita de US$ 1,37 bilhão e queda da dívida líquida para US$ 3,46 bilhões.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A PRIO (PRIO3) encerrou o terceiro trimestre de 2026 com lucro líquido de US$ 521,1 milhões, crescimento de 468% em relação ao mesmo período do ano anterior, considerando o resultado sem os efeitos da norma contábil IFRS 16. O balanço divulgado nesta quarta-feira (4) mostra que a petroleira combinou um volume recorde de produção com a redução dos custos de extração, ampliando a rentabilidade de suas operações e diminuindo o endividamento financeiro.</p>
<p>Entre julho e setembro, a companhia produziu, em média, 191,6 mil barris de petróleo por dia e comercializou 17,2 milhões de barris, os maiores volumes trimestrais de sua história. O desempenho acompanhou o avanço das operações em campos marítimos, particularmente Peregrino, e contribuiu para elevar a receita líquida a US$ 1,37 bilhão, aumento de 146% sobre o terceiro trimestre de 2025 e de aproximadamente 12% em comparação com os três meses anteriores.</p>
<p>O crescimento operacional também aparece nos indicadores de geração de resultados. O Ebitda reportado alcançou US$ 1,135 bilhão, expansão anual de 268%, enquanto o Ebitda ajustado atingiu aproximadamente US$ 1,07 bilhão, avanço de 235%. A margem Ebitda ajustada ficou próxima de 78%, indicando que uma parcela elevada da receita foi convertida em resultado operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização, segundo os critérios utilizados pela empresa.</p>
<h2>Produção recorde reduz custo de extração da PRIO</h2>
<p>A expansão da produção permitiu distribuir as despesas operacionais por um volume maior de barris, fator relevante para a competitividade da companhia. O custo médio de extração, conhecido como lifting cost, caiu para US$ 7,90 por barril no terceiro trimestre, redução de 11% em relação ao segundo trimestre e de 55% na comparação anual.</p>
<p>A redução desse indicador representa uma mudança importante na estrutura operacional da PRIO, uma vez que o custo de extração influencia diretamente a rentabilidade dos campos e a capacidade de geração de caixa em diferentes cenários de preços internacionais do petróleo. O lifting cost, entretanto, não representa o custo total de cada barril comercializado, pois não inclui integralmente despesas de transporte, tributos, royalties, depreciação e encargos financeiros.</p>
<p>Parte dos ganhos de eficiência está relacionada às intervenções realizadas no campo de Peregrino. Durante o trimestre, a companhia iniciou a produção do poço A-13, localizado na área denominada Isolado, e concluiu o reparo do gasoduto utilizado para abastecer as instalações. A recuperação dessa infraestrutura tornou possível substituir o diesel pelo gás na geração de energia, com efeitos sobre o consumo de combustível e os custos operacionais.</p>
<p>A melhoria ocorreu em um ambiente de custos mais elevados para o transporte marítimo de petróleo. A PRIO informou ter comercializado sua produção com desconto médio de US$ 7,45 por barril em relação à referência utilizada nas negociações. Embora tenha preservado condições comerciais consideradas competitivas pela administração, a companhia permaneceu exposta às oscilações dos preços internacionais, dos fretes e das despesas associadas à exportação.</p>
<h2>Lucro contábil também avança e inclui receita de seguro</h2>
<p>As demonstrações financeiras da PRIO mostram que o lucro líquido contábil consolidado alcançou R$ 2,636 bilhões entre julho e setembro de 2026, ante R$ 348,7 milhões no mesmo intervalo de 2025. A diferença representa crescimento de aproximadamente 656% em reais, conforme os valores apresentados no documento trimestral da companhia.</p>
<p>Esse resultado não deve ser confundido com o lucro de US$ 521,1 milhões destacado nos indicadores gerenciais. O valor em dólares desconsidera os efeitos do IFRS 16, norma que disciplina o reconhecimento contábil dos contratos de arrendamento, enquanto as demonstrações financeiras apresentam o lucro segundo as regras contábeis aplicáveis. A distinção é relevante para evitar comparações entre indicadores calculados com critérios diferentes.</p>
<p>O balanço também revela a influência de receitas que não decorrem diretamente da venda recorrente de petróleo. Nas notas explicativas, a PRIO registra R$ 371,3 milhões em indenização de seguro relacionada aos danos estruturais sofridos pelo gasoduto do campo de Peregrino em 2023. O reconhecimento ocorreu no terceiro trimestre e contribuiu para o resultado contábil do período.</p>
<p>A presença dessa indenização exige atenção na avaliação da evolução dos lucros, pois o recebimento de seguros não constitui uma fonte permanente de receita operacional. Ao analisar a capacidade de geração recorrente de resultados, investidores precisam considerar separadamente os efeitos da maior produção, da redução dos custos e dos eventos extraordinários reconhecidos no balanço.</p>
<h2>Dívida líquida diminui US$ 586 milhões em três meses</h2>
<p>A situação financeira também apresentou melhora. A PRIO encerrou setembro com dívida líquida consolidada de aproximadamente US$ 3,46 bilhões, abaixo dos US$ 4,04 bilhões registrados ao final de junho. A redução de cerca de US$ 586 milhões em apenas um trimestre ocorreu simultaneamente à expansão das operações e aos investimentos realizados nos ativos de produção.</p>
<p>Com a diminuição do endividamento e o crescimento da geração operacional de resultados, a relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado recuou de 1,5 vez para 1,1 vez. O indicador é utilizado pelo <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341830">mercado</a> para avaliar o peso das obrigações financeiras em relação à capacidade operacional de geração de recursos da companhia.</p>
<p>A melhora amplia a flexibilidade financeira da petroleira, embora não elimine os compromissos associados à expansão de sua carteira de ativos. Projetos de exploração e desenvolvimento marítimo exigem investimentos expressivos e estão sujeitos a riscos técnicos, cronogramas de implantação e variações no preço do petróleo. A manutenção de uma trajetória de redução da dívida dependerá, portanto, da geração futura de caixa e das decisões de alocação de capital.</p>
<h2>Novos blocos na Bacia de Campos ampliam perspectivas de exploração</h2>
<p>Depois do encerramento do trimestre, a PRIO também avançou em sua estratégia de expansão ao arrematar os blocos exploratórios de Magnetita e Hematita, localizados na Bacia de Campos, durante o quarto ciclo da Oferta Permanente de Partilha da Produção, realizado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) em 7 de outubro.</p>
<p>Os registros oficiais da agência mostram que a Prio Forte S.A. venceu as disputas pelos dois blocos com participação de 100% e condição de operadora. Em Magnetita, a proposta estabeleceu a destinação de 32,80% do excedente em óleo à União. Em Hematita, o percentual ofertado foi de 7,18%, conforme os resultados publicados pela ANP.</p>
<p>A aquisição dos direitos exploratórios ainda depende das etapas formais previstas no processo licitatório, incluindo a apresentação de documentos, o cumprimento das obrigações financeiras e a assinatura dos contratos, prevista pela agência para ocorrer até 26 de fevereiro de 2027. A classificação das áreas como blocos exploratórios significa que seu eventual aproveitamento comercial dependerá de avaliações técnicas e decisões posteriores de investimento.</p>
<p>A PRIO considera a possibilidade de desenvolver as áreas por meio de conexões submarinas com unidades flutuantes já existentes, modalidade conhecida como tieback. Essa alternativa pode permitir o aproveitamento de parte da infraestrutura instalada, mas sua viabilidade depende da confirmação dos recursos, das características dos reservatórios e das condições econômicas dos projetos.</p>
<h2>Mercado acompanhará geração de caixa e continuidade da produção</h2>
<p>Os resultados do terceiro trimestre colocam a evolução operacional da PRIO no centro das expectativas para os próximos meses. A combinação de maior produção, custo de extração mais baixo e endividamento menor fortaleceu os indicadores financeiros, mas a continuidade desse desempenho dependerá da estabilidade dos campos, do comportamento dos preços internacionais e da execução dos investimentos previstos.</p>
<p>A teleconferência de resultados está marcada para quinta-feira (5), às 15h, no horário de Brasília. O encontro com investidores e analistas deverá concentrar as discussões na geração de caixa, na manutenção dos níveis de produção, na evolução dos custos e no cronograma dos projetos que poderão sustentar o crescimento da companhia nos próximos trimestres.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>PRIO S.A. — Informações Trimestrais (ITR) encerradas em 30 de setembro de 2026, com revisão da KPMG.</em></p>
<p><em>PRIO S.A. — Divulgação de Resultados do 3T26, Relações com Investidores, 4 de novembro de 2026.</em></p>
<p><em>Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) — Resultados oficiais do 4º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha da Produção, outubro de 2026.</em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Aegea reverte lucro e registra prejuízo de R$ 40,8 milhões no 3º trimestre de 2026</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/aegea-prejuizo-40-8-milhoes-terceiro-trimestre-2026</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Nov 2026 22:29:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Aegea]]></category>
		<category><![CDATA[Aegea saneamento]]></category>
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		<category><![CDATA[resultados 3T26]]></category>
		<category><![CDATA[saneamento básico]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Aegea registra prejuízo de R$ 40,8 milhões no 3º trimestre de 2026, revertendo lucro de R$ 60,6 milhões. Receita cresce e alcança R$ 3,24 bilhões.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Aegea Saneamento e Participações registrou prejuízo líquido de R$ 40,8 milhões no terceiro trimestre de 2026, desconsiderados efeitos não recorrentes, revertendo o lucro de R$ 60,6 milhões apurado no mesmo período do ano anterior. A deterioração de R$ 101,4 milhões ocorreu apesar do crescimento da receita e da melhora dos indicadores operacionais. Os resultados divulgados nesta quarta-feira, 4 de novembro, mostram que a companhia continua ampliando suas atividades, mas enfrenta o desafio de conciliar investimentos elevados com a administração de sua dívida.</p>
<p>A receita líquida alcançou R$ 3,24 bilhões entre julho e setembro, avanço de 1,5% na comparação anual. O Ebitda, indicador que mede o desempenho antes de juros, impostos, depreciação e amortização, cresceu 4,7%, para R$ 2,05 bilhões. A margem Ebitda subiu 1,9 ponto percentual, atingindo 63,3%, sinalizando melhora da rentabilidade operacional mesmo com o resultado final negativo.</p>
<p>Os investimentos totalizaram R$ 1,66 bilhão no trimestre, crescimento de 4,5% em relação ao mesmo período de 2025. A dívida líquida encerrou setembro em aproximadamente R$ 33,46 bilhões, depois de a empresa receber um aporte de capital de R$ 2,1 bilhões em agosto. A companhia também apresentou uma revisão dos resultados do terceiro trimestre do ano passado, decorrente de mudanças em critérios e estimativas contábeis.</p>
<h2>Resultado operacional cresce, mas não evita prejuízo</h2>
<p>A diferença entre o desempenho operacional e o resultado líquido mostra que o aumento das receitas não foi suficiente para compensar os demais efeitos sobre o balanço. Enquanto o Ebitda avançou aproximadamente R$ 92 milhões em relação ao terceiro trimestre de 2025, o resultado líquido ajustado passou de um lucro de R$ 60,6 milhões para uma perda de R$ 40,8 milhões.</p>
<p>O Ebitda considera a rentabilidade das operações antes de despesas financeiras, tributos, depreciação e amortização. Por isso, sua evolução positiva não significa necessariamente crescimento do lucro líquido, especialmente em companhias que dependem de financiamentos de longo prazo para executar grandes projetos de infraestrutura.</p>
<p>A pressão financeira já aparecia nos resultados anteriores da Aegea. No segundo trimestre de 2026, o resultado financeiro líquido negativo havia alcançado aproximadamente R$ 1,31 bilhão, aumento de 35,5% na comparação anual. Na ocasião, a companhia relacionou o movimento ao crescimento do endividamento e ao custo dos juros. A contribuição específica dessas despesas para o prejuízo do terceiro trimestre depende da decomposição completa dos números agora divulgados.</p>
<h2>Dívida líquida fica em R$ 33,46 bilhões após capitalização</h2>
<p>A dívida líquida da Aegea encerrou setembro em R$ 33,46 bilhões, abaixo dos R$ 33,68 bilhões registrados em junho. A redução aproximada de R$ 219 milhões corresponde a 0,65% do endividamento líquido observado no trimestre anterior, embora o volume de obrigações permaneça elevado.</p>
<p>Em agosto, a empresa concluiu um aporte de capital de R$ 2,1 bilhões realizado por seus acionistas. Somado aos R$ 1,2 bilhão recebidos no primeiro trimestre, o reforço patrimonial chegou a R$ 3,3 bilhões em 2026. A medida integra a estratégia de fortalecimento financeiro da companhia, que precisa manter recursos disponíveis para executar contratos de concessão e cumprir seus compromissos com credores.</p>
<p>A Aegea também aprovou a recompra de títulos emitidos pela Aegea Finance, em operações no <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341823">mercado</a> secundário, até o volume equivalente a US$ 50 milhões. A autorização faz parte da administração dos passivos financeiros, mas seus efeitos dependem das condições de negociação e da efetiva aquisição dos papéis.</p>
<p>O endividamento é um dos principais pontos de atenção para a companhia. A ampliação das redes de água e esgoto exige desembolsos contínuos, enquanto parte do retorno financeiro dos projetos ocorre gradualmente, ao longo dos contratos de concessão.</p>
<h2>Investimentos avançam 4,5% e somam R$ 1,66 bilhão</h2>
<p>O volume investido pela Aegea no terceiro trimestre correspondeu a aproximadamente 51% de sua receita líquida. Os R$ 1,66 bilhão destinados a bens de capital representam crescimento estimado de R$ 71 milhões em relação ao mesmo período de 2025, refletindo a continuidade das obras e da expansão dos sistemas de saneamento.</p>
<p>A empresa mantém operações de abastecimento de água e esgotamento sanitário em diferentes regiões do país, com contratos que exigem investimentos na modernização e ampliação da infraestrutura. Essas obrigações estão relacionadas às metas de universalização previstas no Marco Legal do Saneamento, que estabelece como referência o atendimento de 99% da população com água potável e 90% com coleta e tratamento de esgoto até 2033.</p>
<p>Paralelamente, a companhia vem executando medidas de contenção de despesas. Até setembro, as economias acumuladas informadas alcançaram R$ 484 milhões, dos quais R$ 292 milhões estavam relacionados a gastos com pessoal. Esse componente corresponde a aproximadamente 60% do total e integra um programa de eficiência operacional que busca reduzir custos e melhorar a geração de caixa.</p>
<h2>Aegea reapresenta resultados de 2025 após revisão contábil</h2>
<p>A companhia também reapresentou os números referentes ao terceiro trimestre de 2025, após revisar políticas contábeis e estimativas utilizadas na elaboração das demonstrações financeiras. As alterações envolveram principalmente o reconhecimento de receitas, o cálculo de perdas de crédito esperadas e outros registros relacionados às operações de saneamento.</p>
<p>O processo já havia sido detalhado nos resultados do segundo trimestre de 2026. Entre as mudanças estava a revisão do tratamento de receitas associadas a clientes com pagamentos atrasados ou informações cadastrais incompletas. A empresa também aperfeiçoou os critérios para estimar perdas decorrentes da inadimplência, utilizando o histórico de recebimentos e a classificação dos débitos conforme o tempo de atraso.</p>
<p>A reapresentação exige atenção na comparação entre exercícios. O lucro de R$ 60,6 milhões utilizado como referência para o terceiro trimestre de 2025 considera a base revisada, evitando distorções que poderiam surgir da comparação com demonstrativos anteriores aos ajustes.</p>
<p>A Aegea programou para quinta-feira, 5 de novembro, uma teleconferência com analistas e investidores para discutir os resultados do trimestre e dos nove primeiros meses de 2026. A evolução das despesas financeiras, da geração de caixa e do endividamento estará entre os principais indicadores para avaliar a capacidade da companhia de recuperar a rentabilidade sem comprometer os investimentos previstos nas concessões.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Aegea Saneamento e Participações — Demonstrações financeiras e relatório de resultados do segundo trimestre de 2026, com informações sobre endividamento, desempenho operacional e revisões contábeis.</em></p>
<p><em>Aegea Saneamento e Participações — Comunicado ao Mercado de outubro de 2026, com informações sobre operações financeiras e gestão de passivos.</em></p>
<p><em>Aegea Saneamento e Participações — Central de Relações com Investidores, com informações sobre a divulgação dos resultados do terceiro trimestre e a teleconferência de novembro de 2026.</em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Ágora troca 40% da carteira de small caps e inclui Banco Pine (PINE4) e Alupar (ALUP11)</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/agora-small-caps-novembro-2026-banco-pine-pine4-alupar-alup11</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Nov 2026 22:29:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ágora inclui Banco Pine (PINE4) e Alupar (ALUP11) na carteira de small caps de novembro de 2026, com cinco ações e dividendos projetados de até 12%.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Ágora Investimentos reformulou parte de sua carteira recomendada de small caps para novembro de 2026, substituindo duas das cinco ações que integravam o portfólio anterior. As ações preferenciais do Banco Pine (PINE4) e as units da Alupar (ALUP11) passaram a compor a seleção, ocupando as posições anteriormente destinadas à construtora Cyrela (CYRE3) e ao grupo de educação Yduqs (YDUQ3). As alterações representam a renovação de 40% dos ativos da carteira, que mantém a distribuição igualitária dos recursos entre as <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341822">empresas</a> selecionadas.</p>
<p>A nova composição reúne Banco Pine, Alupar, Copasa (CSMG3), JHSF (JHSF3) e Smart Fit (SMFT3), cada uma com participação recomendada de 20%. O relatório original, publicado pela corretora em 28 de outubro, apresenta estimativas de dividendos para 2026 que variam de 4,4% a 12%, além de projeções de resultados e preços-alvo para os papéis. As escolhas combinam companhias com receitas reguladas, operações financeiras, atividades imobiliárias e <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank"  rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341821">negócios</a> voltados ao consumo.</p>
<p>A decisão ocorre depois de um período de perdas expressivas para a estratégia de empresas de menor capitalização. Até 28 de outubro, a carteira de small caps da Ágora acumulava desvalorização de 31,3% em 2026, enquanto o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank"  rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341819">Ibovespa</a> apresentava valorização de 6,1% no mesmo intervalo. A diferença de desempenho alcançava 37,4 pontos percentuais e evidencia o impacto da volatilidade sobre a seleção antes das mudanças anunciadas para novembro.</p>
<p>O documento também revela uma distinção importante entre as duas novas integrantes. Embora ambas tenham recebido participação idêntica na carteira, a Ágora mantém recomendação de compra para o Banco Pine e classificação neutra para a Alupar. A inclusão de uma companhia em uma estratégia diversificada, portanto, não significa necessariamente que a corretora tenha atribuído a ela sua avaliação individual mais favorável.</p>
<h2>Banco Pine entra com projeção de dividendos de 11,1%</h2>
<p>A entrada do Banco Pine reflete a transformação de suas atividades nos últimos anos. A instituição ampliou operações de crédito voltadas a pessoas físicas e empresas de médio porte, reduzindo a dependência histórica de financiamentos concentrados em grandes clientes corporativos. Entre as linhas que ganharam espaço estão o crédito consignado privado e os cartões, segmentos que oferecem oportunidades de expansão, mas também exigem acompanhamento da qualidade dos empréstimos concedidos.</p>
<p>Os resultados publicados pelo banco ajudam a dimensionar essa mudança. No segundo trimestre de 2026, o lucro líquido recorrente atingiu R$ 165,7 milhões, praticamente o dobro do registrado no mesmo período de 2025. A carteira de crédito expandida chegou a R$ 21,814 bilhões, com crescimento de 39,9% em 12 meses e de 10,1% em relação ao primeiro trimestre. O retorno anualizado sobre o patrimônio líquido alcançou 37,5%, segundo os indicadores utilizados pela corretora.</p>
<p>O crescimento, entretanto, foi acompanhado por maior inadimplência. O indicador informado na análise da Ágora chegou a 2,7% no segundo trimestre, ante 2,2% no primeiro, elevação de 0,5 ponto percentual. O movimento exige atenção porque a expansão acelerada do crédito pode produzir resultados diferentes à medida que os contratos amadurecem e parte dos clientes passa a enfrentar dificuldades de pagamento.</p>
<p>Para novembro, a corretora atribuiu ao Banco Pine preço-alvo de R$ 18 por ação, com horizonte em 2027, e estimativa de dividend yield de 11,1% para 2026. O indicador representa a relação entre a remuneração projetada aos acionistas e o preço considerado na análise, não constituindo promessa de distribuição ou garantia de rentabilidade.</p>
<p>A próxima atualização financeira da instituição está programada para 11 de novembro, quando serão divulgados os resultados do terceiro trimestre. Os números permitirão verificar se o avanço da carteira de crédito continuou acompanhado de rentabilidade elevada e como evoluíram as provisões para perdas e os indicadores de inadimplência.</p>
<h2>Alupar combina receitas reguladas e projetos de transmissão de energia</h2>
<p>A inclusão da Alupar acrescenta à carteira uma empresa cuja principal atividade está relacionada à infraestrutura elétrica. A companhia atua nos segmentos de transmissão e geração de energia, com contratos de longo prazo e receitas que, em parte relevante de suas operações, são atualizadas por índices de inflação. Essa estrutura proporciona maior previsibilidade de faturamento em comparação com negócios diretamente dependentes das oscilações do consumo.</p>
<p>A Receita Anual Permitida (RAP), utilizada para remunerar concessionárias de transmissão, constitui um dos principais indicadores da atividade. O valor é definido conforme as condições regulatórias e contratuais de cada empreendimento, enquanto a entrada de novos projetos em operação pode ampliar a base de receitas da companhia.</p>
<p>No segundo trimestre de 2026, a Alupar registrou crescimento de 14,7% na receita regulatória de transmissão. O balanço também apresentou lucro líquido societário atribuível aos acionistas da controladora de R$ 416,6 milhões, ante R$ 144,9 milhões no mesmo trimestre do ano anterior, avanço de 187,6%. Pelo critério regulatório, entretanto, o lucro atribuível à controladora foi de R$ 159 milhões, queda de 14,6% na comparação anual. A diferença decorre das metodologias contábeis aplicadas aos contratos de concessão e precisa ser considerada na avaliação dos resultados.</p>
<p>A companhia também possui projetos de expansão em andamento. Entre os empreendimentos divulgados está o lote 7 da segunda etapa do Leilão de Transmissão nº 1/2026, com RAP de R$ 96,7 milhões e investimento de referência da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) de R$ 1,089 bilhão. O prazo previsto para energização é 2031, dentro de uma concessão de 30 anos.</p>
<p>Apesar da previsibilidade proporcionada pelos contratos, a expansão exige investimentos elevados. Ao encerramento do segundo trimestre, a dívida líquida consolidada da Alupar alcançava aproximadamente R$ 9,5 bilhões. O indicador de dívida líquida sobre Ebitda societário ficou em 2,6 vezes, mostrando a importância do financiamento dos projetos e da geração futura de caixa para a evolução financeira da empresa.</p>
<p>A Ágora estabeleceu preço-alvo de R$ 40 para ALUP11, com projeção de dividend yield de 5% em 2026. A recomendação individual permanece neutra, enquanto a análise considera a estabilidade das receitas e os projetos em implantação como características relevantes para a composição de uma carteira diversificada.</p>
<p>Os próximos resultados trimestrais da Alupar estão previstos para 5 de novembro, com conferência marcada para o dia seguinte. A divulgação permitirá acompanhar os investimentos realizados, a execução das concessões e a trajetória do endividamento.</p>
<h2>Copasa lidera projeções de dividendos entre as cinco ações</h2>
<p>Entre os papéis mantidos, a Copasa apresenta a maior estimativa de dividend yield para 2026, de 12%. A companhia de saneamento tem preço-alvo de R$ 78, segundo a avaliação da corretora, que acompanha as possibilidades de eficiência operacional e os investimentos necessários à ampliação dos serviços de água e esgoto.</p>
<p>A análise considera os efeitos das mudanças societárias e regulatórias sobre a capacidade de geração de resultados. Entre os eventos acompanhados está o reajuste tarifário esperado para dezembro, considerado relevante para avaliar a remuneração dos investimentos e a aplicação das regras do setor.</p>
<p>O desempenho futuro dependerá, entre outros fatores, da execução dos investimentos, do controle de despesas e da evolução do endividamento. A estimativa de dividendos também está sujeita às condições financeiras da companhia e às decisões efetivas sobre distribuição de resultados.</p>
<p>A JHSF permanece na seleção com exposição aos segmentos imobiliário, de shopping centers e de serviços direcionados ao público de alta renda. A Ágora atribui às ações JHSF3 preço-alvo de R$ 15 e dividend yield projetado de 6,9% para 2026, considerando a geração de receitas recorrentes e a monetização de ativos imobiliários.</p>
<p>A companhia também mantém investimentos em hotelaria, aviação executiva e novos empreendimentos. Essas atividades ampliam a diversidade de receitas, mas podem exigir desembolsos relevantes antes de produzir retorno financeiro, especialmente em períodos de juros elevados.</p>
<p>A quinta integrante é a Smart Fit, cuja projeção de dividend yield de 4,4% é a menor da carteira. A permanência das ações SMFT3 está associada principalmente às perspectivas de expansão operacional, maturação das academias e crescimento dos serviços vinculados ao TotalPass. No segundo trimestre, a empresa abriu 63 unidades e acumulou 98 inaugurações no primeiro semestre de 2026, conforme os dados utilizados pela Ágora.</p>
<p>A corretora estabeleceu preço-alvo de R$ 30 para Smart Fit, enquanto acompanha os efeitos da concorrência, dos investimentos em novas unidades e da evolução das receitas obtidas com planos corporativos.</p>
<h2>Carteira tem dividend yield médio projetado de 7,88%</h2>
<p>A distribuição igualitária dos investimentos permite calcular a média ponderada das projeções de dividendos apresentadas pela corretora. Considerando participação de 20% para cada uma das cinco empresas, o dividend yield indicativo da carteira alcança 7,88% para 2026.</p>
<p>O cálculo utiliza estimativas de 12% para Copasa, 11,1% para Banco Pine, 6,9% para JHSF, 5% para Alupar e 4,4% para Smart Fit. A diferença entre a maior e a menor projeção é de 7,6 pontos percentuais, evidenciando que a estratégia reúne empresas com perfis distintos de remuneração aos acionistas.</p>
<p>Essa média, calculada a partir dos indicadores individuais, não representa uma previsão de retorno total da carteira. O desempenho de cada investimento depende também da valorização ou desvalorização das ações, das alterações de preços utilizadas no cálculo e dos dividendos efetivamente aprovados pelas companhias.</p>
<p>A composição apresenta outra característica relevante: 40% dos recursos recomendados estão concentrados em serviços regulados de energia elétrica e saneamento, por meio de Alupar e Copasa. Outros 20% estão destinados ao setor bancário, enquanto as atividades imobiliárias e o consumo respondem, individualmente, pelos 20% restantes.</p>
<p>A divisão evita concentração excessiva em uma única ação, mas não elimina os riscos relacionados à <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank"  rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341818">economia</a> brasileira. Juros elevados, aumento do custo de capital e mudanças nas expectativas de crescimento podem afetar empresas de diferentes setores simultaneamente.</p>
<h2>Carteira acumulava queda de 31,3% antes das alterações</h2>
<p>A revisão de novembro sucede um período de desempenho negativo da estratégia. Conforme a série histórica apresentada pela Ágora, a carteira de small caps acumulava queda de 18,3% em outubro até o dia 28, enquanto o Ibovespa recuava 8,2% no mesmo intervalo. A diferença negativa foi de 10,1 pontos percentuais.</p>
<p>No acumulado de 2026 até aquela data, a distância em relação ao principal índice da Bolsa era ainda maior. A carteira apresentava perda de 31,3%, contra valorização de 6,1% do Ibovespa, ressaltando a maior exposição da estratégia às oscilações dos preços das empresas selecionadas.</p>
<p>A comparação com o Ibovespa oferece uma referência ampla, embora o Índice Small Cap (SMLL), calculado pela B3, seja o indicador específico do desempenho das companhias de menor capitalização. O SMLL utiliza uma carteira teórica de ações e units selecionadas segundo critérios de capitalização e negociabilidade, com ponderação relacionada ao valor de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341820">mercado</a> dos papéis disponíveis para negociação.</p>
<p>A carteira da Ágora não replica obrigatoriamente a composição do SMLL. A corretora seleciona cinco empresas a partir de critérios próprios de análise, atribuindo participação igualitária a cada uma delas. Essa concentração em poucos ativos faz com que o resultado possa divergir significativamente do comportamento do índice de referência.</p>
<p>O relatório original também informa que as novas composições passam a ser consideradas no cálculo de rentabilidade somente a partir do primeiro dia útil de novembro. Dessa forma, o desempenho acumulado até 28 de outubro corresponde à estratégia anterior e não pode ser atribuído às empresas recém-incluídas.</p>
<h2>Resultados trimestrais serão decisivos para avaliação das novas escolhas</h2>
<p>A revisão do portfólio coloca os próximos balanços empresariais entre os principais acontecimentos a serem acompanhados durante novembro. Banco Pine e Alupar divulgarão resultados do terceiro trimestre em datas próximas, oferecendo informações atualizadas sobre rentabilidade, endividamento, investimentos e qualidade dos ativos.</p>
<p>O desempenho das duas empresas permitirá confrontar as premissas utilizadas pela Ágora com os resultados efetivamente apresentados. No Banco Pine, a atenção estará voltada à capacidade de sustentar a expansão do crédito sem deterioração excessiva da inadimplência. Na Alupar, os investidores poderão avaliar a execução dos projetos e o equilíbrio entre investimentos, dívida e remuneração aos acionistas.</p>
<p>A carteira também será influenciada pela evolução dos juros e das expectativas fiscais. Embora empresas com contratos regulados possam apresentar receitas relativamente previsíveis, suas ações continuam sujeitas às variações de preços, às condições de financiamento e às avaliações de risco dos investidores.</p>
<p>O documento da Ágora ressalta que estimativas e recomendações podem ser modificadas conforme novas informações sejam divulgadas. A corretora, controlada indiretamente pelo Banco Bradesco, também apresenta declarações regulatórias sobre eventuais interesses financeiros e comerciais de empresas do grupo em relação às companhias analisadas.</p>
<p>A seleção de novembro permanece, portanto, uma estratégia baseada nas projeções da instituição para cinco empresas, sem garantia de que os preços-alvo, os dividendos estimados ou a recuperação dos resultados sejam alcançados. Os próximos dados financeiros permitirão avaliar se as mudanças de composição produzirão desempenho diferente daquele observado nos meses anteriores.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Ágora Investimentos — Relatório original Estratégia Mensal, de 28 de outubro de 2026, com a composição da carteira Small Caps de novembro, recomendações, projeções de dividendos, preços-alvo e histórico de desempenho.</em></p>
<p><em>Banco Pine — Central de Relações com Investidores e resultados do segundo trimestre de 2026, com informações sobre lucro, expansão da carteira de crédito e indicadores financeiros.</em></p>
<p><em>Alupar Investimento S.A. — Release de Resultados do segundo trimestre de 2026, divulgado à Comissão de Valores Mobiliários, com indicadores societários, regulatórios, endividamento e projetos de transmissão.</em></p>
<p><em>B3 — Metodologia oficial do Índice Small Cap (SMLL), critérios de composição, elegibilidade e ponderação das ações.</em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Copom mantém Selic em 13,75% e eleva previsão de inflação para 2026</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/copom-mantem-selic-1375-novembro-2026</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antônio Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Nov 2026 22:27:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Banco Central]]></category>
		<category><![CDATA[Boletim Focus]]></category>
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		<category><![CDATA[economia brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[Gabriel Galípolo]]></category>
		<category><![CDATA[inflação]]></category>
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		<category><![CDATA[taxa de juros]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Copom mantém Selic em 13,75% ao ano em novembro de 2026, interrompe cinco cortes consecutivos e eleva projeção de inflação para 5,6% neste ano.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu nesta quarta-feira, 4 de novembro de 2026, manter a taxa Selic em 13,75% ao ano, interrompendo uma sequência de cinco reduções consecutivas iniciada em março. A decisão foi unânime entre os sete integrantes do colegiado e ocorreu em meio à deterioração das expectativas de inflação, ao aumento das incertezas fiscais e à desaceleração da atividade econômica. O Banco Central também elevou de 5,2% para 5,6% sua projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026, afastando ainda mais a estimativa do teto da meta de inflação, de 4,5%.</p>
<p>A manutenção dos juros era o resultado predominante nas expectativas dos investidores, embora parte do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341828">mercado</a> ainda considerasse a possibilidade de uma redução de 0,25 ponto percentual. A decisão encerra temporariamente o ciclo de flexibilização monetária que havia levado a Selic de 15% para 13,75% ao ano, uma diminuição acumulada de 1,25 ponto percentual desde março. O comitê não estabeleceu uma data para a retomada dos cortes e condicionou seus próximos passos à evolução dos indicadores econômicos.</p>
<p>A reunião foi a primeira realizada após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 25 de outubro, e ocorreu durante um período de revisão das expectativas sobre a condução da <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341827">política</a> econômica brasileira. No comunicado, o Banco Central reiterou que acompanha os efeitos das decisões fiscais sobre a política monetária e os preços dos ativos financeiros. A preocupação doméstica foi acompanhada pelo agravamento das condições internacionais, especialmente em razão dos conflitos no Oriente Médio, das oscilações do petróleo e da manutenção de políticas monetárias restritivas nas economias avançadas.</p>
<h2>Banco Central eleva projeções de inflação para 2026 e 2027</h2>
<p>A revisão das estimativas de inflação foi uma das principais mudanças apresentadas pelo Copom. No cenário de referência, a projeção para o IPCA de 2026 passou de 5,2%, na reunião de setembro, para 5,6% em novembro. A elevação de 0,4 ponto percentual coloca a expectativa do Banco Central 1,1 ponto percentual acima do limite superior de tolerância da meta.</p>
<p>Para 2027, a mudança foi ainda maior. A projeção avançou de 3,9% para 4,7%, aumento de 0,8 ponto percentual entre as duas reuniões. Com isso, a estimativa também passou a superar o teto de 4,5%, indicando que o próprio cenário de referência da autoridade monetária contempla pressões inflacionárias que poderão persistir durante o próximo ano.</p>
<p>O Copom também revisou para 3,5% sua estimativa de inflação para o segundo trimestre de 2028, atual horizonte relevante da política monetária. Na reunião anterior, a projeção apresentada era de 3,2% para o primeiro trimestre de 2028. Como os horizontes são diferentes, a comparação entre os valores não representa uma revisão direta para um mesmo período, embora ambos permaneçam acima do centro da meta de 3%.</p>
<p>As projeções do comitê não devem ser confundidas com as expectativas coletadas pelo Boletim Focus. Enquanto o levantamento reúne estimativas de instituições financeiras e consultorias, os números apresentados na decisão do Copom resultam de modelos próprios, construídos a partir de hipóteses sobre juros, câmbio, preços internacionais e outras variáveis econômicas.</p>
<p>No cenário de referência divulgado nesta quarta-feira, o Banco Central considera uma taxa de câmbio inicial de R$ 5,20 por <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank"  rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341829">dólar</a> e utiliza a trajetória futura da Selic extraída da pesquisa Focus. Para os preços do petróleo, a hipótese acompanha aproximadamente os contratos futuros durante seis meses, passando depois a incorporar crescimento de 2% ao ano. O modelo também considera bandeira tarifária verde nas contas de energia elétrica em dezembro de 2026 e dezembro de 2027.</p>
<h2>Expectativas do mercado se afastam da meta de 3%</h2>
<p>A decisão ocorreu depois de uma revisão expressiva nas projeções econômicas coletadas pelo Banco Central. Na pesquisa Focus com referência em 30 de outubro, divulgada em 3 de novembro, a estimativa mediana para a inflação de 2026 atingiu 5,22%, ante 5,19% na semana anterior. Para 2027, a previsão subiu de 4,34% para 4,76%, aumento de 0,42 ponto percentual em apenas uma semana.</p>
<p>O afastamento das expectativas em relação à meta ganhou importância porque a política monetária atua sobre os preços com defasagem. Uma alteração da Selic não modifica imediatamente o comportamento da inflação, mas influencia gradualmente o crédito, o consumo, os investimentos e a formação de preços pelas <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341824">empresas</a>.</p>
<p>Desde janeiro de 2025, o Brasil utiliza um regime de meta contínua de inflação, com centro de 3% e intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Nesse sistema, o cumprimento da meta é acompanhado mensalmente, considerando a inflação acumulada em 12 meses. O descumprimento formal ocorre quando o IPCA permanece fora da faixa de tolerância por seis meses consecutivos.</p>
<p>O dado oficial mais recente disponível para o IPCA acumulado em 12 meses, referente a setembro, alcançou 4,58%, ultrapassando em 0,08 ponto percentual o limite superior da meta. O resultado interrompeu o movimento de redução observado em agosto, quando a inflação havia ficado em 4,22%.</p>
<p>A deterioração das expectativas para os próximos anos representa um problema adicional para o Banco Central. Quando consumidores e empresas passam a projetar inflação persistentemente mais elevada, decisões de reajuste de preços e salários podem dificultar o retorno do índice à meta, mesmo que a atividade econômica esteja perdendo força.</p>
<h2>Petróleo, câmbio e inflação de serviços ampliam riscos</h2>
<p>O ambiente internacional passou a ocupar espaço maior na avaliação do Copom. O prolongamento dos conflitos armados no Oriente Médio, associado às pressões sobre os preços do petróleo e de seus derivados, foi identificado como um dos fatores capazes de elevar a inflação brasileira. A manutenção de juros restritivos nas economias avançadas também contribui para a volatilidade internacional e pode afetar o fluxo de recursos destinado aos países emergentes.</p>
<p>Os efeitos de uma valorização persistente do petróleo não se restringem aos combustíveis. A commodity participa diretamente dos custos de transporte, da produção de derivados e de diferentes cadeias industriais. A magnitude do repasse aos preços depende, entretanto, das condições de mercado, do câmbio, da tributação e das políticas comerciais adotadas pelas empresas.</p>
<p>No cenário doméstico, o comitê também destacou os riscos relacionados à inflação de serviços. Esse segmento possui forte relação com a renda, o emprego e o consumo das famílias, podendo apresentar maior resistência à desaceleração mesmo quando determinados preços de bens industriais ou alimentos começam a perder força.</p>
<p>Outro fator relevante é a trajetória cambial. Um real persistentemente depreciado aumenta o custo em moeda nacional de produtos e insumos importados, criando condições para novas pressões inflacionárias. O efeito, contudo, não é automático nem proporcional à valorização do dólar, pois depende das margens empresariais, dos contratos e da capacidade de repasse aos consumidores.</p>
<p>A avaliação do Banco Central considera que os riscos para a inflação continuam acima do habitual, com maior peso para os fatores capazes de pressionar os preços para cima. Entre os riscos de redução da inflação estão uma desaceleração econômica mais intensa no Brasil, o enfraquecimento da atividade global e eventuais quedas dos preços internacionais das commodities.</p>
<h2>Economia desacelera, mas mercado de trabalho continua resistente</h2>
<p>Apesar da piora das perspectivas inflacionárias, o Copom reconheceu que a <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank"  rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341826">economia</a> brasileira apresenta sinais mais evidentes de perda de ritmo. Os indicadores divulgados desde setembro apontam desaceleração principalmente nos setores mais sensíveis ao crédito, ao custo do financiamento e às decisões de consumo e investimento.</p>
<p>O Banco Central também identificou sinais de desaquecimento do mercado de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/trabalho" target="_blank"  rel="noopener" title="Trabalho" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341825">trabalho</a>, embora continue classificando sua situação como resiliente. Essa combinação indica que os efeitos dos juros elevados já alcançam diferentes segmentos da economia, mas ainda não foram suficientes para reduzir as expectativas de inflação ao patamar desejado.</p>
<p>No Relatório de Política Monetária de setembro, a autoridade monetária havia projetado crescimento de 1,8% para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2026 e de 1,4% para 2027. O documento também destacou que a expansão econômica havia perdido velocidade no segundo trimestre, quando o PIB avançou 0,5%, depois de crescer 1,1% nos três primeiros meses do ano.</p>
<p>As expectativas do mercado foram posteriormente revistas para baixo. No Focus divulgado nesta semana, a previsão de crescimento do PIB de 2026 caiu de 1,80% para 1,76%, enquanto a estimativa para 2027 passou de 1,31% para 1,20%.</p>
<p>A desaceleração econômica normalmente reduz parte das pressões sobre os preços, mas o Banco Central enfrenta uma situação em que choques internacionais, câmbio e expectativas inflacionárias podem dificultar esse processo. Por isso, a decisão de manter a Selic considera simultaneamente os sinais de enfraquecimento da atividade e a necessidade de evitar uma persistência maior da inflação.</p>
<h2>Decisão interrompe cinco reduções consecutivas da Selic</h2>
<p>A manutenção dos juros em novembro representa a primeira interrupção do ciclo de flexibilização monetária iniciado em março de 2026. Depois de permanecer em 15% ao ano desde junho de 2025, a Selic foi reduzida gradualmente em cinco reuniões, todas com cortes de 0,25 ponto percentual.</p>
<p>A primeira redução levou a taxa para 14,75% em março. Em abril, o Copom estabeleceu os juros em 14,50%, seguidos por novas diminuições para 14,25% em junho, 14% em agosto e 13,75% em setembro.</p>
<p>A sequência de cinco cortes retirou 1,25 ponto percentual da taxa básica em aproximadamente seis meses. A interrupção anunciada nesta quarta-feira mantém integralmente a redução acumulada, mas indica que o Banco Central decidiu não ampliar o processo neste momento.</p>
<p>Na prática, a Selic de 13,75% continua representando um nível elevado de juros nominais. Seu impacto se estende às operações de crédito, ao financiamento de empresas, às decisões de investimento e à remuneração de aplicações financeiras, embora as taxas efetivamente cobradas pelos bancos também dependam de fatores como risco de inadimplência, prazo e custos operacionais.</p>
<p>A revisão das expectativas de juros acompanha a mudança no cenário inflacionário. O Focus passou a indicar Selic de 13,50% ao fim de 2026, ante 13,25% na pesquisa anterior. Para dezembro de 2027, a projeção avançou de 11,75% para 12,50%, diferença de 0,75 ponto percentual.</p>
<p>Considerando a taxa mantida nesta quarta-feira, a estimativa mediana para o encerramento de 2026 ainda contempla uma redução adicional de 0,25 ponto percentual. Essa possibilidade, entretanto, depende de nova decisão do Copom e não representa um compromisso assumido pela autoridade monetária.</p>
<h2>Política fiscal permanece entre as preocupações do comitê</h2>
<p>A decisão foi tomada dez dias depois do segundo turno das eleições presidenciais, que confirmou a reeleição de Lula. O resultado eleitoral ampliou as discussões sobre as medidas econômicas que poderão ser adotadas no próximo mandato, especialmente em relação ao ajuste das contas públicas, à trajetória da dívida e à futura composição da equipe econômica.</p>
<p>O comunicado do Copom não atribuiu a manutenção dos juros diretamente ao resultado das eleições nem apresentou avaliação sobre nomes ou propostas específicas para o Ministério da Fazenda. O documento reiterou, contudo, a importância de acompanhar os efeitos da política fiscal sobre os ativos financeiros e as condições de funcionamento da política monetária.</p>
<p>A relação entre juros e política fiscal ocorre por diferentes mecanismos. A percepção sobre a sustentabilidade da dívida pública pode influenciar os prêmios de risco exigidos pelos investidores, as taxas de juros de longo prazo e o comportamento do câmbio. Alterações nessas variáveis podem afetar as expectativas de inflação e, consequentemente, as decisões do Banco Central.</p>
<p>O efeito fiscal também depende da composição das medidas adotadas. Mudanças nas despesas públicas, na arrecadação e nas transferências de renda podem produzir impactos distintos sobre a demanda agregada, a inflação e a atividade econômica. A avaliação desses efeitos exige considerar tanto as decisões formalmente anunciadas quanto sua execução e seus resultados.</p>
<h2>Ata será divulgada em 10 de novembro e próxima reunião ocorrerá em dezembro</h2>
<p>A decisão desta quarta-feira foi tomada pelos sete integrantes do Copom, incluindo o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. A unanimidade indica que todos os participantes votaram pela manutenção da Selic em 13,75%, embora os fundamentos individuais da decisão sejam detalhados posteriormente na ata do colegiado.</p>
<p>O documento está previsto para publicação em 10 de novembro e deverá oferecer informações adicionais sobre a avaliação dos riscos inflacionários, os efeitos da desaceleração econômica e os fatores considerados na interrupção do ciclo de cortes.</p>
<p>A última reunião ordinária do Copom em 2026 está marcada para os dias 8 e 9 de dezembro. Até lá, o Banco Central poderá incorporar novos indicadores de inflação, atividade econômica e mercado de trabalho, além de informações sobre o cenário internacional e a política fiscal.</p>
<p>A manutenção dos juros não representa o encerramento definitivo do ciclo de flexibilização monetária. O comunicado deixa os próximos movimentos em aberto e estabelece que a duração da pausa dependerá da evolução das condições econômicas e da confiança do comitê na convergência da inflação para a meta de 3%.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Banco Central do Brasil — Comunicado da 282ª reunião do Comitê de Política Monetária, de 4 de novembro de 2026, com a decisão unânime sobre a Selic, avaliação dos riscos econômicos e projeções de inflação.</em></p>
<p><em>Banco Central do Brasil — Comunicado da 281ª reunião do Copom e ata de setembro de 2026, utilizados para comparar as projeções e a trajetória recente dos juros.</em></p>
<p><em>Banco Central do Brasil — Relatório Focus com referência em 30 de outubro de 2026, com as expectativas de mercado para inflação, Selic e crescimento econômico.</em></p>
<p><em>Banco Central do Brasil — Histórico das taxas básicas de juros e acompanhamento do regime de metas de inflação, com dados sobre as decisões anteriores e a evolução do IPCA.</em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>PL lança Rogério Marinho à presidência do Senado e busca votos para enfrentar Alcolumbre</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/rogerio-marinho-presidencia-senado-2027</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carlos Menezes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Nov 2026 20:27:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Congresso Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Davi Alcolumbre]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições do Senado]]></category>
		<category><![CDATA[Partido Liberal]]></category>
		<category><![CDATA[Presidência do Senado]]></category>
		<category><![CDATA[Rogério Marinho]]></category>
		<category><![CDATA[Tereza Cristina]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1535489</guid>

					<description><![CDATA[<p>PL lança Rogério Marinho à presidência do Senado para 2027. Com 29 senadores, partido precisa ampliar alianças para alcançar 41 votos e enfrentar Alcolumbre.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Partido Liberal (PL) oficializou nesta quarta-feira, 4 de novembro, a candidatura do senador Rogério Marinho (PL-RN) à presidência do Senado Federal para o biênio 2027-2028. A decisão foi anunciada após uma reunião de lideranças da legenda em Brasília e coloca o atual líder da oposição na disputa pelo comando de uma das principais instituições do Congresso Nacional. A eleição ocorrerá em 1º de fevereiro de 2027, quando os senadores escolherão, por votação secreta, o sucessor do atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que também trabalha para permanecer no cargo.</p>
<p>A candidatura será sustentada inicialmente pelo crescimento do PL nas eleições de outubro. Segundo levantamento divulgado pelo próprio Senado Federal em 25 de outubro, o partido deverá iniciar a próxima legislatura com 29 dos 81 senadores, a maior bancada da Casa. O número corresponde a aproximadamente 35,8% das cadeiras e amplia a capacidade de articulação da legenda, mas não garante a vitória. Para conquistar a presidência, Marinho precisará obter pelo menos 41 votos, o equivalente à maioria absoluta dos integrantes do Senado.</p>
<p>A diferença entre a força partidária e o número necessário para vencer explica a importância das negociações com outras bancadas. Mesmo que os 29 senadores do PL votem integralmente no candidato, serão necessários outros 12 apoios. O Novo, que terá três representantes na próxima legislatura, também manifestou apoio à candidatura. Caso os votos das duas legendas sejam confirmados, Marinho começaria a disputa com 32 parlamentares, ainda nove abaixo do mínimo exigido para a eleição.</p>
<h2>PL terá 29 senadores e precisará conquistar apoio de outras legendas</h2>
<p>A composição projetada para o Senado em 2027 altera a relação de forças entre os partidos. Conforme os dados oficiais divulgados após o segundo turno das eleições, o PL deverá ocupar 29 cadeiras, seguido pelo PT, com dez, e pelo MDB, com oito. O PP terá seis representantes, enquanto União Brasil e Republicanos contarão com cinco cada. PSD e PSB deverão ter quatro senadores por legenda, e o Novo, três.</p>
<p>A projeção considera os 54 mandatos disputados em outubro, os 27 que continuam em vigor e as substituições decorrentes das eleições estaduais. Os números ainda poderão sofrer alterações por mudanças de filiação, decisões da Justiça Eleitoral ou substituições de parlamentares. Por isso, a composição definitiva das bancadas será conhecida na instalação da nova legislatura.</p>
<p>O crescimento do PL amplia o peso do partido nas negociações sobre a presidência e a distribuição dos demais cargos da Mesa Diretora. Entretanto, a eleição não é decidida automaticamente pela maior bancada. A legislação permite que cada senador vote individualmente, e os acordos partidários não asseguram que todos os integrantes de uma legenda acompanhem uma orientação comum.</p>
<p>A diferença é especialmente relevante porque o apoio ao presidente do Senado envolve mais do que afinidades ideológicas. As negociações também consideram a composição das comissões, a distribuição dos cargos de direção e a capacidade de formar maiorias para a votação de matérias legislativas. O candidato eleito precisará construir relações com partidos que poderão divergir de sua posição em temas importantes da agenda nacional.</p>
<h2>Alcolumbre busca permanecer no cargo após eleição com 73 votos em 2025</h2>
<p>O principal adversário político de Marinho é Davi Alcolumbre, que assumiu novamente a presidência do Senado em fevereiro de 2025. Na ocasião, o parlamentar do União Brasil recebeu 73 dos 81 votos possíveis e venceu a disputa contra Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) e Eduardo Girão (Novo-CE), que obtiveram quatro votos cada.</p>
<p>A eleição de 2025 demonstrou a capacidade de Alcolumbre de reunir apoio entre diferentes campos políticos. Naquele pleito, sua candidatura recebeu o respaldo formal de oito partidos, incluindo o próprio PL, além de União Brasil, MDB, PP, PDT, PT, PSB e PSD. A decisão atual do Partido Liberal de apresentar um candidato próprio representa, portanto, uma mudança em relação à composição de forças que permitiu a vitória do presidente em exercício.</p>
<p>Alcolumbre pretende disputar a recondução ao comando da Casa, mas sua capacidade de repetir a votação anterior dependerá da reorganização partidária resultante das eleições de 2026. O Senado terá novos integrantes e bancadas com tamanhos diferentes dos registrados dois anos antes, o que exige uma nova rodada de negociações.</p>
<p>Além das alianças partidárias, a disputa envolve a relação entre o Congresso e o governo federal. O presidente do Senado também exerce a presidência do Congresso Nacional, função que lhe confere responsabilidades sobre sessões conjuntas e a condução de assuntos legislativos relevantes. A definição do próximo ocupante poderá influenciar a tramitação de propostas econômicas, orçamentárias e institucionais durante os primeiros dois anos do novo mandato presidencial.</p>
<h2>Tereza Cristina também articula candidatura e pode dividir votos</h2>
<p>A senadora Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra da Agricultura, permanece entre os nomes considerados para a presidência do Senado. Sua possível candidatura acrescenta uma dificuldade às articulações de Rogério Marinho, porque ambos buscam espaço entre parlamentares de direita e centro-direita, além de representantes de partidos que não integram diretamente a oposição.</p>
<p>Marinho afirmou que mantém conversas com Tereza Cristina e considera possível uma convergência entre os dois projetos políticos antes da eleição. A declaração, porém, não representa a retirada de nenhuma candidatura nem estabelece que um dos parlamentares já tenha aceitado apoiar o outro.</p>
<p>A manutenção dos dois nomes até fevereiro poderá produzir diferentes combinações de apoio. Senadores que resistam à candidatura de Marinho poderão considerar Tereza Cristina uma alternativa, enquanto outros poderão preferir a permanência de Alcolumbre. O resultado dependerá da capacidade de cada candidatura de conquistar adesões para além dos seus aliados mais próximos.</p>
<p>A votação secreta também limita a precisão das estimativas feitas durante as negociações. Um partido pode anunciar apoio formal a determinado candidato, mas seus integrantes não são obrigados a revelar publicamente o voto. Dessa forma, declarações de respaldo, estimativas de aliados e a presença de parlamentares em eventos políticos não equivalem à confirmação de votos na eleição.</p>
<h2>Marinho recebeu 32 votos quando enfrentou Rodrigo Pacheco em 2023</h2>
<p>A disputa de 2027 será a segunda tentativa de Rogério Marinho de assumir a presidência do Senado. Em 1º de fevereiro de 2023, quando iniciava seu mandato como senador pelo Rio Grande do Norte, ele concorreu ao cargo contra Rodrigo Pacheco (PSD-MG).</p>
<p>O resultado oficial registrado pelo Senado mostrou a vitória de Pacheco por 49 votos a 32. Todos os 81 parlamentares participaram da votação, e não houve votos em branco. Marinho conseguiu reunir uma parcela expressiva da Casa, mas ficou nove votos abaixo da maioria necessária para conquistar o comando do Legislativo.</p>
<p>O número de votos recebido naquela eleição coincide com a soma das bancadas projetadas do PL e do Novo para 2027. A comparação é apenas numérica, porque a composição do Senado mudou e os apoios de quatro anos antes não podem ser considerados automaticamente mantidos.</p>
<p>A trajetória <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341816">política</a> de Marinho também inclui três mandatos como deputado federal, participação na elaboração da reforma trabalhista de 2017 e atuação no Poder Executivo durante o governo de Jair Bolsonaro. Entre 2019 e 2020, ocupou a Secretaria Especial de Previdência e <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/trabalho" target="_blank"  rel="noopener" title="Trabalho" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341815">Trabalho</a>. Posteriormente, foi ministro do Desenvolvimento Regional até 2022, quando deixou o cargo para disputar uma vaga no Senado.</p>
<p>Eleito pelo Rio Grande do Norte, iniciou seu mandato em fevereiro de 2023, com término previsto para janeiro de 2031. Nos últimos anos, assumiu papel de destaque na oposição ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva e participou da coordenação da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro em 2026.</p>
<h2>Presidência do Senado controla pauta e participa de decisões sobre autoridades</h2>
<p>A disputa pelo comando do Senado tem consequências que ultrapassam a administração interna da Casa. O presidente dirige as sessões, participa da definição da pauta de votações, encaminha proposições às comissões e conduz procedimentos previstos no Regimento Interno. Também preside o Congresso Nacional, responsável por deliberações conjuntas da Câmara e do Senado.</p>
<p>Entre os assuntos que passam pela instituição estão projetos relacionados ao Orçamento federal, mudanças tributárias, regras fiscais e matérias que afetam <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341817">empresas</a>, trabalhadores e investidores. A presidência exerce influência sobre a organização e o ritmo das votações, embora a aprovação das propostas dependa das maiorias estabelecidas na Constituição e no regimento.</p>
<p>O Senado também possui competências exclusivas previstas no artigo 52 da Constituição Federal. Entre elas estão a análise de indicações para a presidência e diretorias do Banco Central, a aprovação de autoridades e magistrados nos casos constitucionalmente previstos e o julgamento de determinadas autoridades por crimes de responsabilidade.</p>
<p>Nos procedimentos relativos a ministros do Supremo Tribunal Federal, por exemplo, cabe ao Senado processar e julgar eventuais crimes de responsabilidade, respeitadas as exigências legais. Isso não significa que o presidente da Casa possa determinar individualmente a condenação ou o afastamento de magistrados. O exercício dessas competências depende dos procedimentos institucionais e das maiorias exigidas pela legislação.</p>
<p>A importância dessas atribuições ajuda a explicar o interesse dos partidos na presidência. Quem ocupa o cargo participa diretamente da organização dos trabalhos parlamentares e das negociações que envolvem Executivo, Legislativo e Judiciário. A condução da Casa também interfere na velocidade com que propostas econômicas e institucionais chegam à deliberação do Plenário.</p>
<h2>Eleição de fevereiro será secreta e exigirá maioria absoluta</h2>
<p>A escolha do novo presidente do Senado está prevista para 1º de fevereiro de 2027, data de início da próxima legislatura. Os novos parlamentares tomarão posse em reuniões preparatórias e, posteriormente, participarão da eleição da Mesa Diretora para um mandato de dois anos.</p>
<p>Conforme o procedimento divulgado pelo Senado Federal em outubro, a presidência será escolhida por votação secreta, com utilização de cédulas depositadas em urna quando houver mais de um candidato. Para vencer, será necessário obter pelo menos 41 votos. Se nenhum concorrente alcançar a maioria exigida, haverá outra votação, conforme as regras regimentais.</p>
<p>Depois da escolha do presidente, serão preenchidos os demais cargos da Mesa, incluindo as duas vice-presidências, quatro secretarias e os respectivos suplentes. O Regimento Interno determina que a distribuição considere, tanto quanto possível, a representação proporcional dos partidos e blocos parlamentares.</p>
<p>Até a realização da votação, a candidatura de Rogério Marinho continuará sujeita às negociações entre as bancadas e à eventual definição de um entendimento com Tereza Cristina. Alcolumbre, por sua vez, terá de reconstruir a maioria que sustentou sua eleição anterior em uma Casa cuja composição partidária será diferente.</p>
<p>A decisão anunciada pelo PL nesta quarta-feira formaliza a entrada de Marinho na disputa, mas não define o resultado. Com 29 cadeiras projetadas, o partido terá a maior representação individual no Senado e um ponto de partida relevante para negociar. A presidência, entretanto, dependerá de votos de outras legendas e da capacidade de transformar os apoios políticos em maioria efetiva na eleição de fevereiro.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Partido Liberal — manifestação pública de 4 de novembro de 2026 sobre a indicação de Rogério Marinho à presidência do Senado Federal.</em></p>
<p><em>Senado Federal — levantamento oficial da composição partidária projetada para 2027, divulgado em 25 de outubro de 2026.</em></p>
<p><em>Senado Federal — informações institucionais sobre a eleição da Mesa Diretora, o Regimento Interno e as competências da Presidência, incluindo orientações divulgadas em 23 de outubro de 2026.</em></p>
<p><em>Senado Federal — resultado oficial da eleição para a presidência da Casa realizada em 1º de fevereiro de 2023.</em></p>
<p><em>Senado Federal — resultado oficial da eleição de Davi Alcolumbre e registros dos apoios partidários em 1º de fevereiro de 2025.</em></p>
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		<title>Petrobras (PETR4) é a primeira do Brasil a alcançar Nível 4 de auditoria interna reconhecido pela CGU</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/petrobras-petr4-nivel-4-auditoria-interna-cgu</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Alice Nascimento]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Nov 2026 20:06:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Petrobras (PETR4) se torna a primeira organização brasileira a alcançar o Nível 4 de maturidade em auditoria interna após avaliação da CGU.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Petrobras (PETR4) tornou-se a primeira organização brasileira a alcançar o Nível 4 de maturidade em auditoria interna pelo modelo internacional Internal Audit Capability Model (IA-CM), após um processo de validação externa conduzido durante aproximadamente um ano pela Controladoria-Geral da União (CGU). O reconhecimento, anunciado nesta quarta-feira, 4 de novembro, coloca a estatal no segundo patamar mais elevado da metodologia utilizada para avaliar a capacidade das estruturas de auditoria corporativa.</p>
<p>Segundo a Petrobras, a companhia também é a segunda organização do mundo a alcançar o Nível 4 por meio de validação externa. A classificação considera a consolidação dos procedimentos de fiscalização interna, a independência da atividade de auditoria, a utilização de tecnologias para análise de dados e a integração dos mecanismos de controle à gestão de riscos e às decisões estratégicas.</p>
<p>A avaliação foi conduzida pela CGU com base em critérios internacionais desenvolvidos pelo Instituto dos Auditores Internos (IIA), com apoio do Banco Mundial. O modelo possui cinco níveis de maturidade, que representam diferentes estágios de desenvolvimento das atividades de auditoria, desde estruturas iniciais até sistemas capazes de incorporar processos permanentes de aperfeiçoamento.</p>
<p>A formalização do reconhecimento foi programada para as 14h30 desta quarta-feira, durante o evento Rede Qualifica UAIG, na sede da CGU, em Brasília. A cerimônia reúne representantes de unidades de auditoria governamental para apresentar resultados de avaliações e experiências relacionadas ao aprimoramento dos mecanismos de controle.</p>
<p>A conquista representa uma evolução na avaliação da capacidade institucional da auditoria da Petrobras. O resultado, entretanto, não constitui uma certificação irrestrita de todas as atividades da companhia nem substitui os procedimentos de fiscalização financeira, contábil e operacional realizados pelos órgãos responsáveis.</p>
<h2>Nível 4 indica auditoria integrada à gestão de riscos e à governança</h2>
<p>O modelo IA-CM estabelece cinco níveis progressivos de capacidade. O primeiro, denominado Inicial, caracteriza organizações cujas práticas de auditoria ainda dependem principalmente de iniciativas individuais e procedimentos pouco estruturados.</p>
<p>No Nível 2, chamado Infraestrutura, passam a existir processos sustentáveis e repetíveis, com recursos e mecanismos básicos de planejamento. O Nível 3, Integrado, exige a aplicação uniforme de práticas profissionais, gestão de qualidade e procedimentos de auditoria baseados em riscos.</p>
<p>O Nível 4, denominado Gerenciado, representa uma etapa mais avançada. Nele, a atividade de auditoria passa a integrar informações disponíveis em diferentes áreas da organização para aprimorar a governança, a gestão de riscos e a avaliação dos controles internos.</p>
<p>A metodologia considera oito processos-chave associados ao Nível 4, distribuídos entre áreas como planejamento da força de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/trabalho" target="_blank"  rel="noopener" title="Trabalho" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341813">trabalho</a>, qualidade dos serviços, relacionamento com a administração, gerenciamento de riscos e supervisão independente.</p>
<p>Entre esses processos estão a capacidade de realizar avaliações abrangentes sobre governança e controles, a utilização de indicadores quantitativos e qualitativos de desempenho e a contribuição da auditoria para o aperfeiçoamento da gestão.</p>
<p>O modelo também exige que a estratégia de auditoria considere os riscos relevantes da organização e que a estrutura responsável tenha condições de apresentar avaliações independentes à alta administração.</p>
<p>Na prática, isso significa que a auditoria deixa de atuar apenas na verificação posterior de procedimentos e passa a contribuir de maneira mais sistemática para a identificação de vulnerabilidades, o acompanhamento de recomendações e a prevenção de falhas operacionais.</p>
<p>O patamar alcançado pela Petrobras ainda está abaixo do Nível 5, denominado Otimizado. Essa etapa representa a integração de mecanismos permanentes de aprendizado e melhoria contínua, com participação de diferentes áreas da organização e contribuições externas.</p>
<h2>Avaliação da CGU examinou processos desenvolvidos pela Petrobras</h2>
<p>O reconhecimento foi precedido por aproximadamente um ano de validação externa conduzida pela Controladoria-Geral da União. O trabalho examinou a maturidade das práticas de auditoria interna da estatal segundo os critérios estabelecidos pelo IA-CM.</p>
<p>A Petrobras informou que o processo considerou a evolução de seus mecanismos de controle, a estruturação dos procedimentos profissionais, os investimentos em tecnologia e a capacidade de utilizar informações corporativas na análise de riscos.</p>
<p>A participação da CGU acrescenta uma etapa de avaliação externa ao processo de desenvolvimento da auditoria. Diferentemente de uma autoavaliação conduzida exclusivamente pela própria organização, a validação envolve a análise de evidências por uma instituição externa responsável por verificar o atendimento dos requisitos aplicáveis.</p>
<p>A metodologia utilizada pela CGU prevê avaliações internas periódicas e verificações independentes destinadas a examinar a qualidade das atividades de auditoria. Essas avaliações podem identificar práticas institucionalizadas e oportunidades de aperfeiçoamento.</p>
<p>O reconhecimento concedido à Petrobras demonstra que os procedimentos examinados atenderam aos requisitos necessários ao Nível 4. Não significa, porém, que todos os riscos da companhia tenham sido eliminados ou que eventuais falhas futuras estejam descartadas.</p>
<p>A distinção é relevante porque uma auditoria interna considerada madura possui melhores condições institucionais para avaliar riscos e controles, mas não substitui a responsabilidade da administração pela condução dos <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank"  rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341814">negócios</a> e pelo cumprimento das normas aplicáveis.</p>
<h2>Auditoria da Petrobras atua diretamente na estrutura de governança</h2>
<p>A Petrobras mantém sua Auditoria Interna vinculada ao Conselho de Administração, com atribuições de avaliação e assessoramento relacionadas à gestão, aos controles internos e aos riscos corporativos.</p>
<p>Segundo os documentos institucionais da companhia, a área deve prestar informações e apoio ao Conselho de Administração, ao Comitê de Auditoria Estatutário, à Diretoria Executiva e a outras instâncias de governança, preservando a independência necessária à execução de seus trabalhos.</p>
<p>A estrutura também atende a demandas do Conselho Fiscal e de órgãos externos de controle, conforme suas competências e os procedimentos internos estabelecidos pela estatal.</p>
<p>O Comitê de Auditoria Estatutário possui responsabilidades específicas no acompanhamento das demonstrações financeiras, na avaliação dos mecanismos de gerenciamento de riscos e na supervisão das atividades de auditoria interna.</p>
<p>Entre suas atribuições estão a análise de relatórios sobre controles contábeis, financeiros, operacionais e legais, além do acompanhamento das recomendações apresentadas pelas unidades responsáveis pela fiscalização.</p>
<p>A existência dessas instâncias procura estabelecer mecanismos de supervisão independentes das áreas diretamente responsáveis pela execução das atividades empresariais.</p>
<p>Para uma companhia com operações em exploração e produção de petróleo, refino, logística, comercialização e investimentos de grande escala, a capacidade de identificar riscos e acompanhar decisões administrativas envolve diferentes unidades e sistemas corporativos.</p>
<p>O alcance do Nível 4 indica que a estrutura de auditoria examinada pela CGU possui processos institucionalizados para integrar essas informações e apoiar a avaliação dos riscos relevantes.</p>
<h2>Investimentos em tecnologia contribuíram para reconhecimento</h2>
<p>A Petrobras atribuiu parte do resultado ao investimento contínuo em capacitação profissional e modernização dos recursos utilizados pelas equipes de auditoria.</p>
<p>A companhia destacou a ampliação da utilização de ferramentas de análise de dados, que permitem examinar informações provenientes de diferentes sistemas corporativos e identificar situações que demandam investigação ou acompanhamento.</p>
<p>Essas tecnologias podem auxiliar na seleção de operações para auditoria, no monitoramento de indicadores e na identificação de inconsistências em processos administrativos e financeiros.</p>
<p>O uso de recursos tecnológicos, entretanto, não representa uma garantia automática de qualidade. Sua efetividade depende da confiabilidade das informações examinadas, da metodologia de análise, da atuação dos profissionais responsáveis e do acompanhamento das recomendações apresentadas.</p>
<p>O desenvolvimento da auditoria também exige investimento em conhecimento técnico. As equipes precisam compreender os riscos associados às atividades empresariais e aplicar critérios profissionais compatíveis com a complexidade das operações.</p>
<p>A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou, no comunicado institucional divulgado nesta quarta-feira, que o reconhecimento confirma o fortalecimento dos processos de controle e a independência da auditoria.</p>
<p>Segundo a executiva, o resultado decorre de uma trajetória de investimentos em capacitação, inovação tecnológica e alinhamento às práticas internacionais de governança.</p>
<p>A administração também destacou a participação do Conselho de Administração e do Comitê de Auditoria Estatutário no processo de aperfeiçoamento da estrutura interna.</p>
<h2>Certificação não substitui auditoria independente das demonstrações financeiras</h2>
<p>O reconhecimento pelo IA-CM possui finalidade diferente da auditoria externa das demonstrações financeiras, procedimento obrigatório para companhias abertas e realizado por profissionais independentes.</p>
<p>Enquanto a auditoria externa examina as informações contábeis e emite opinião sobre sua apresentação conforme as normas aplicáveis, a auditoria interna possui atuação mais abrangente sobre governança, controles, processos e riscos empresariais.</p>
<p>A validação do Nível 4 não corresponde, portanto, a uma aprovação irrestrita dos balanços financeiros da Petrobras. Também não equivale a uma declaração de inexistência de irregularidades em contratos, investimentos ou procedimentos administrativos.</p>
<p>O resultado diz respeito à maturidade da estrutura responsável por avaliar esses processos dentro da organização.</p>
<p>Para os acionistas e demais participantes do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341812">mercado</a> de capitais, a qualidade das atividades de auditoria constitui um componente da governança corporativa, mas deve ser analisada juntamente com as demonstrações financeiras, os riscos operacionais, as obrigações regulatórias e as informações divulgadas ao mercado.</p>
<p>A certificação também não produz, por si mesma, alterações nas receitas, nos custos, nos dividendos ou no valor das ações PETR3 e PETR4.</p>
<p>Seus efeitos potenciais estão relacionados à capacidade institucional de supervisionar processos, identificar vulnerabilidades e contribuir para a prevenção de perdas. A existência de benefícios financeiros mensuráveis dependeria de indicadores adicionais, não apresentados no comunicado de reconhecimento.</p>
<h2>Petrobras também havia alcançado nível máximo em avaliação correcional</h2>
<p>O reconhecimento da auditoria interna ocorre após outra mudança na estrutura de governança da Petrobras. Em 2025, a companhia informou que sua área de Responsabilização Disciplinar havia alcançado o Nível 5 no Modelo de Maturidade Correcional (CRG-MM), utilizado no Sistema de Correição do Poder Executivo Federal.</p>
<p>Naquela avaliação, também conduzida no âmbito da CGU, foram examinados requisitos relacionados à independência, à atuação preventiva, à transparência das atividades e à capacitação das equipes responsáveis por procedimentos correcionais.</p>
<p>A certificação correcional está vinculada à apuração de irregularidades e à responsabilização disciplinar, enquanto o IA-CM examina a maturidade da atividade de auditoria interna. São modelos diferentes, com objetivos e critérios próprios, de modo que os níveis obtidos não podem ser comparados diretamente.</p>
<p>Em julho de 2025, a Petrobras também implantou sua Corregedoria-Geral, estrutura destinada a centralizar procedimentos investigativos e disciplinares anteriormente distribuídos entre diferentes áreas da organização.</p>
<p>A criação da unidade reuniu atividades relacionadas à integridade corporativa, à responsabilização disciplinar e à apuração de determinadas condutas administrativas.</p>
<p>As iniciativas demonstram a existência de frentes distintas de aprimoramento institucional, envolvendo auditoria, integridade e responsabilização. Embora relacionadas à governança, essas áreas possuem responsabilidades específicas e mecanismos próprios de supervisão.</p>
<h2>CGU utiliza modelo internacional para avaliar auditorias governamentais</h2>
<p>O IA-CM foi desenvolvido em 2009 pelo Instituto dos Auditores Internos, com apoio do Banco Mundial, como referência para avaliar a capacidade de auditorias internas do setor público.</p>
<p>A metodologia é utilizada para orientar processos de desenvolvimento institucional, identificar requisitos ainda não consolidados e estabelecer etapas de aperfeiçoamento das atividades de controle.</p>
<p>No Brasil, a CGU adotou o modelo como referência para seu Programa de Gestão e Melhoria da Qualidade, em conjunto com normas aplicáveis à auditoria interna governamental.</p>
<p>Entre os instrumentos utilizados estão avaliações periódicas, acompanhamento de resultados, identificação de deficiências e validações externas das práticas adotadas pelas instituições participantes.</p>
<p>O encontro realizado nesta quarta-feira integra a Rede Qualifica UAIG, iniciativa destinada a compartilhar experiências e reconhecer avanços entre unidades de auditoria interna governamental.</p>
<p>Além da Petrobras, a programação reúne representantes da Embrapa, da Empresa Gestora de Ativos (Emgea), do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), da Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre (Trensurb), do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) e do Centro de Controle Interno da Aeronáutica (Cenciar).</p>
<p>A programação prevê apresentações sobre os resultados alcançados e os desafios relacionados à evolução das estruturas de auditoria.</p>
<h2>Próximo estágio exige aperfeiçoamento contínuo dos processos</h2>
<p>A obtenção do Nível 4 estabelece uma nova referência para as atividades de auditoria da Petrobras, mas não representa o encerramento do processo de desenvolvimento institucional.</p>
<p>A metodologia IA-CM prevê um quinto nível de maturidade, no qual a auditoria deve incorporar mecanismos mais amplos de aperfeiçoamento contínuo, avaliar resultados produzidos para a organização e atuar como agente de mudanças na qualidade dos processos.</p>
<p>Para avançar nessa direção, as instituições precisam demonstrar capacidade de manter práticas consolidadas, integrar avaliações internas e externas e utilizar os resultados para aperfeiçoar permanentemente suas atividades.</p>
<p>A Petrobras não anunciou um prazo para buscar o Nível 5, nem apresentou um orçamento específico para essa eventual etapa.</p>
<p>O reconhecimento concedido pela CGU confirma o atendimento dos requisitos do Nível 4 pela estrutura avaliada, após um processo de verificação independente. Sua relevância está na institucionalização de mecanismos de auditoria capazes de apoiar decisões, acompanhar riscos e avaliar controles em uma organização com operações industriais e financeiras de grande escala.</p>
<p>A efetividade desses mecanismos continuará dependendo de sua aplicação cotidiana, da independência das equipes e da capacidade da administração de implementar as recomendações decorrentes dos trabalhos de auditoria.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Petrobras — comunicado institucional de 4 de novembro de 2026 sobre a validação externa do Nível 4 de maturidade em auditoria interna pelo modelo IA-CM.</em></p>
<p><em>Controladoria-Geral da União — comunicado de 28 de outubro de 2026 sobre o evento Rede Qualifica UAIG e o reconhecimento da Petrobras como primeira unidade brasileira a alcançar o Nível 4.</em></p>
<p><em>Controladoria-Geral da União — documentação oficial do Modelo de Capacidade de Auditoria Interna, com a descrição dos cinco níveis de maturidade e dos processos-chave de avaliação.</em></p>
<p><em>Petrobras — informações institucionais sobre governança corporativa, atribuições da Auditoria Interna e responsabilidades do Comitê de Auditoria Estatutário.</em></p>
<p><em>Petrobras — comunicado institucional sobre a criação da Corregedoria-Geral em 2025 e o reconhecimento da área de Responsabilização Disciplinar no Modelo de Maturidade Correcional.</em></p>
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		<item>
		<title>Itaú (ITUB4) concentra 56% do lucro de três bancos no 3T26; Bradesco (BBDC4) cresce e Santander (SANB11) recua</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/lucro-bancos-3t26-itau-bradesco-santander</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Nov 2026 19:29:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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		<category><![CDATA[resultados trimestrais]]></category>
		<category><![CDATA[SANB11]]></category>
		<category><![CDATA[Santander]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Lucro dos bancos no 3T26: Itaú (ITUB4) lidera com R$ 12,6 bilhões, Bradesco (BBDC4) cresce 14,6% e Santander (SANB11) registra queda de 28%.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Itaú Unibanco (ITUB4), o Bradesco (BBDC4) e o Santander Brasil (SANB11) registraram lucro recorrente conjunto de R$ 22,61 bilhões no terceiro trimestre de 2026, mas apresentaram trajetórias diferentes de rentabilidade e qualidade das operações de crédito. O Itaú respondeu por 55,8% desse resultado, enquanto o Bradesco ampliou seus ganhos em relação ao ano anterior e o Santander sofreu uma retração de 28%, conforme os balanços divulgados pelas três instituições.</p>
<p>A comparação ficou completa na terça-feira, 3 de novembro, com a publicação dos resultados do Itaú, que encerrou o trimestre com lucro recorrente gerencial de R$ 12,617 bilhões, crescimento de 6,2% em relação ao mesmo período de 2025. O Bradesco havia informado lucro recorrente de R$ 7,109 bilhões, alta de 14,6%, enquanto o Santander registrou R$ 2,885 bilhões, redução de 28%.</p>
<p>A diferença entre os bancos não se limita ao volume de resultados. O Itaú apresentou retorno recorrente sobre o patrimônio líquido médio anualizado de 23,6%, diante de 15,6% no Bradesco e 11,9% no Santander. O indicador relaciona o lucro gerado ao capital dos acionistas e permite avaliar a rentabilidade das instituições, embora diferenças metodológicas e de estrutura patrimonial exijam cautela nas comparações diretas.</p>
<p>Os dados também mostram que o crescimento das carteiras de crédito não produziu efeitos iguais sobre os resultados. O Itaú manteve inadimplência acima de 90 dias de 2%, o Bradesco registrou 4,6% e o Santander apresentou 3,4%. Todos enfrentaram algum aumento dos atrasos, mas a intensidade da deterioração e seus efeitos sobre as despesas com provisões foram diferentes.</p>
<p>A análise dos três balanços revela que a capacidade de transformar receitas em lucro depende não apenas do tamanho da operação, mas da composição dos empréstimos, dos custos de financiamento, das despesas administrativas e das perdas esperadas com clientes inadimplentes.</p>
<h2>Itaú responde por R$ 12,6 bilhões dos R$ 22,6 bilhões de lucro conjunto</h2>
<p>O resultado recorrente do Itaú foi aproximadamente 77,5% superior ao do Bradesco e 4,37 vezes o lucro apresentado pelo Santander. Em valores absolutos, o banco registrou R$ 5,508 bilhões a mais que o Bradesco e R$ 9,732 bilhões acima do Santander no terceiro trimestre.</p>
<p>Considerando exclusivamente essas três instituições, o Itaú respondeu por 55,8% do lucro recorrente conjunto. O Bradesco concentrou 31,4%, enquanto o Santander representou 12,8%. Os percentuais foram calculados a partir dos resultados gerenciais publicados pelas próprias companhias e não representam participações no lucro total do sistema bancário brasileiro.</p>
<p>A evolução anual também apresentou diferenças importantes. O Bradesco registrou a maior taxa de crescimento entre os três, com avanço de 14,6%. O Itaú expandiu seu resultado em 6,2%, enquanto o Santander teve uma redução de aproximadamente R$ 1,124 bilhão em relação ao terceiro trimestre de 2025.</p>
<p>O ritmo de crescimento precisa ser analisado juntamente com a base de comparação. O Bradesco vem executando uma reorganização operacional destinada a recuperar sua rentabilidade, enquanto o Itaú já apresentava indicadores elevados nos períodos anteriores. No Santander, a diminuição dos ganhos refletiu uma combinação de receitas mais fracas e despesas com crédito superiores às registradas um ano antes.</p>
<p>Na comparação com o segundo trimestre de 2026, o Itaú aumentou seu lucro recorrente em 1,7%, o Bradesco apresentou crescimento de 0,8% e o Santander registrou queda de 4,3%. Os dados mostram que a recuperação anual do Bradesco não foi acompanhada por uma aceleração expressiva dos resultados entre julho e setembro.</p>
<h2>Rentabilidade do Itaú chega a quase o dobro da registrada pelo Santander</h2>
<p>A diferença de rentabilidade é um dos indicadores mais relevantes da comparação. O Itaú alcançou retorno recorrente gerencial sobre o patrimônio líquido médio, conhecido como ROE, de 23,6% no consolidado. O percentual representa aumento de 0,3 ponto percentual em relação ao mesmo trimestre de 2025, embora tenha ficado abaixo dos 24,3% registrados entre abril e junho.</p>
<p>No Bradesco, o ROAE recorrente atingiu 15,6%, comparado aos 14,7% observados um ano antes. A instituição também divulgou um indicador ajustado de 16,1%, que desconsidera o efeito do aumento de capital de R$ 10 bilhões concluído durante o trimestre.</p>
<p>Essa distinção é relevante porque o aumento do patrimônio líquido pode reduzir temporariamente o retorno calculado sobre o capital dos acionistas, mesmo quando o lucro apresenta crescimento. Para uma comparação baseada nos indicadores efetivamente divulgados no encerramento do período, o percentual de 15,6% incorpora a nova estrutura patrimonial do Bradesco.</p>
<p>O Santander apresentou ROAE recorrente anualizado de 11,9%, queda de 5,6 pontos percentuais em relação aos 17,5% registrados no terceiro trimestre de 2025.</p>
<p>A distância entre a rentabilidade do Itaú e a do Santander alcançou 11,7 pontos percentuais. Em termos proporcionais, o retorno informado pelo Itaú foi aproximadamente 98% superior ao apresentado pelo Santander.</p>
<p>Os indicadores não representam necessariamente o retorno obtido pelos investidores com as ações negociadas na bolsa. O ROE mede a rentabilidade contábil do patrimônio, enquanto o desempenho dos papéis depende também do preço de aquisição, da distribuição de proventos e das expectativas incorporadas às cotações.</p>
<h2>Inadimplência acima de 90 dias chega a 4,6% no Bradesco</h2>
<p>O comportamento dos atrasos nos empréstimos ajuda a explicar a diferença entre os resultados. No Itaú, o índice de inadimplência superior a 90 dias ficou em 2%, avanço de 0,1 ponto percentual em relação ao trimestre anterior e ao mesmo período de 2025.</p>
<p>O banco encerrou setembro com carteira ampliada de crédito, garantias financeiras prestadas e títulos privados de R$ 1,544 trilhão. O volume representa expansão de 10,2% em relação ao ano anterior, demonstrando crescimento das operações mesmo com a manutenção de um índice de atrasos relativamente baixo.</p>
<p>No Bradesco, a inadimplência superior a 90 dias alcançou 4,6%, aumento de 0,3 ponto percentual em três meses e de 0,5 ponto percentual em um ano.</p>
<p>A companhia atribuiu parte da deterioração aos empréstimos de capital de giro concedidos a micro, pequenas e médias <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341811">empresas</a> com garantias de programas federais, além de atrasos associados à carteira rural e às operações do Banco John Deere.</p>
<p>Segundo o relatório do Bradesco, as operações de capital de giro com garantias do governo responderam por aproximadamente metade do aumento trimestral do indicador consolidado.</p>
<p>No Santander, a inadimplência chegou a 3,4%, ante 3,3% no segundo trimestre e 2,8% no mesmo período de 2025. O avanço anual de 0,6 ponto percentual foi o maior entre os três bancos.</p>
<p>Os indicadores refletem carteiras com diferentes composições, políticas de concessão e níveis de exposição a segmentos econômicos. Por isso, a comparação entre os percentuais mostra diferenças de risco, mas não permite atribuir toda a distância entre os resultados exclusivamente à qualidade da gestão de crédito.</p>
<h2>Despesas com perdas de crédito aumentam nos três bancos</h2>
<p>A pressão da inadimplência aparece nos gastos com provisões e outros componentes do custo de crédito.</p>
<p>No Itaú, o custo do crédito alcançou R$ 10,415 bilhões no terceiro trimestre, crescimento de 10,2% em relação ao mesmo período de 2025. Apesar do aumento nominal, o indicador de custo do crédito sobre a carteira média permaneceu em 2,7%, em linha com o trimestre anterior.</p>
<p>As despesas de perda esperada do Itaú chegaram a R$ 10,720 bilhões, enquanto a recuperação de créditos anteriormente baixados como prejuízo somou R$ 1,565 bilhão. A combinação dessas rubricas, juntamente com os descontos concedidos, compõe o indicador gerencial de custo do crédito apresentado pela instituição.</p>
<p>O Bradesco registrou despesa de provisão para devedores duvidosos expandida de R$ 10,642 bilhões, crescimento de 24,3% em um ano e de 6,6% em relação ao segundo trimestre.</p>
<p>A elevação das provisões reduziu parte dos ganhos obtidos com a expansão da margem financeira. Embora a instituição tenha conseguido aumentar as receitas, uma parcela maior dos resultados foi absorvida pela necessidade de reconhecer perdas esperadas nas operações de crédito.</p>
<p>No Santander, o resultado de provisão para devedores duvidosos representou despesa de R$ 7,460 bilhões, aumento de 14,4% na comparação anual. O custo de crédito anualizado atingiu 3,89%, com acréscimo de 0,1 ponto percentual em relação ao trimestre anterior.</p>
<p>Os valores absolutos de provisões não devem ser comparados isoladamente, porque refletem carteiras de tamanhos diferentes e metodologias gerenciais específicas. A análise exige considerar também a evolução dos empréstimos, a cobertura das perdas e a participação de cada modalidade de financiamento.</p>
<h2>Itaú amplia crédito imobiliário e consignado enquanto mantém inadimplência controlada</h2>
<p>A estratégia de crescimento do Itaú apresentou maior concentração em modalidades de crédito com garantias ou mecanismos específicos de pagamento.</p>
<p>No Brasil, a carteira de crédito imobiliário alcançou R$ 158,8 bilhões, crescimento de 15,8% na comparação anual. O crédito consignado aumentou 16,3%, chegando a R$ 84,2 bilhões.</p>
<p>As operações destinadas a micro, pequenas e médias empresas também apresentaram expansão expressiva, de 15,1%, alcançando R$ 320,4 bilhões.</p>
<p>No consolidado, a margem financeira gerencial do Itaú somou R$ 34,611 bilhões, crescimento de 7,8% em relação ao terceiro trimestre de 2025. A margem com clientes atingiu R$ 33,286 bilhões, enquanto o resultado das operações com o <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341810">mercado</a> chegou a R$ 1,325 bilhão.</p>
<p>O avanço da margem com o mercado, de 46,9% na comparação anual, contribuiu para o crescimento das receitas financeiras. A diversificação entre operações comerciais e atividades de tesouraria ajudou a sustentar o resultado recorrente.</p>
<p>O banco também encerrou setembro com índice de eficiência de 37,5%, inferior aos 38,8% registrados um ano antes. Uma redução desse indicador, conforme a metodologia utilizada pelo Itaú, representa menor peso proporcional das despesas sobre a base de receitas considerada no cálculo.</p>
<p>A combinação entre expansão do crédito, receitas financeiras maiores e controle relativo da inadimplência explica a manutenção da rentabilidade consolidada acima de 23%.</p>
<h2>Bradesco aumenta carteira em 11,1%, mas provisões pressionam recuperação</h2>
<p>O Bradesco encerrou setembro com carteira de crédito expandida de aproximadamente R$ 1,150 trilhão, crescimento de 11,1% em relação ao mesmo período de 2025.</p>
<p>As operações destinadas a pessoas jurídicas aumentaram 14,1%, enquanto a carteira de pessoas físicas apresentou expansão de 7,4%.</p>
<p>A margem financeira total alcançou R$ 21,372 bilhões, alta de 14,2% na comparação anual. O resultado foi favorecido tanto pelo crescimento da carteira quanto pelo desempenho das operações com o mercado.</p>
<p>As receitas de prestação de serviços também avançaram, alcançando R$ 10,924 bilhões, crescimento de 3,1% em relação ao terceiro trimestre de 2025.</p>
<p>Entretanto, a despesa de provisão expandida aumentou em ritmo superior ao da margem financeira. O crescimento de 24,3% desse custo evidencia a pressão dos atrasos sobre a capacidade de transformar receitas em lucro.</p>
<p>O índice de eficiência operacional do Bradesco diminuiu de 50,1% para 45,4% em um ano, melhora de 4,7 pontos percentuais. O resultado reflete medidas de controle de despesas e mudanças na estrutura de atendimento adotadas durante a execução do plano de transformação do banco.</p>
<p>O grupo segurador também contribuiu para o resultado consolidado. A atividade de seguros, previdência e capitalização registrou lucro líquido recorrente de aproximadamente R$ 2,9 bilhões, crescimento de 14,1% na comparação anual, com retorno sobre o patrimônio de 22%.</p>
<p>Apesar dos avanços, a rentabilidade consolidada do Bradesco permaneceu abaixo da observada no Itaú. Para ampliar essa relação, a evolução das despesas de crédito e a continuidade dos ganhos de eficiência serão variáveis importantes nos próximos resultados.</p>
<h2>Santander reduz exposição ao crédito de menor renda e registra queda nas margens</h2>
<p>O Santander adotou uma estratégia mais seletiva na concessão de crédito, especialmente para clientes de menor renda. A mudança procura reduzir a exposição a operações consideradas mais vulneráveis às oscilações econômicas, mas também altera a composição das receitas financeiras.</p>
<p>A carteira de crédito ampliada alcançou R$ 721,264 bilhões em setembro, crescimento de 4,7% na comparação anual. O avanço foi inferior ao registrado pelos outros dois bancos, refletindo a menor expansão de determinados segmentos do varejo.</p>
<p>A margem financeira bruta caiu 1,6% em um ano, para R$ 14,958 bilhões. A margem com clientes diminuiu 4,2%, alcançando R$ 15,853 bilhões, enquanto as operações com o mercado produziram resultado negativo de R$ 895 milhões.</p>
<p>Segundo o banco, a redução da margem com clientes esteve associada principalmente à mudança na composição da carteira, com menor participação de operações destinadas ao público de baixa renda.</p>
<p>O Santander encerrou o trimestre com lucro recorrente de R$ 2,885 bilhões, queda de 28% em relação aos R$ 4,009 bilhões registrados no terceiro trimestre de 2025.</p>
<p>O banco também informou redução de 3% nas despesas gerais em comparação com o segundo trimestre e de 0,6% em relação ao ano anterior, para R$ 6,383 bilhões.</p>
<p>Apesar da contenção de gastos, o resultado operacional caiu 37,9% em um ano, passando de R$ 4,192 bilhões para R$ 2,603 bilhões.</p>
<p>O índice de eficiência atingiu 38,8%, superior aos 37,5% registrados no mesmo trimestre de 2025. A deterioração de 1,3 ponto percentual mostra que a redução das despesas não foi suficiente para compensar integralmente a pressão sobre as receitas.</p>
<h2>Carteiras de crédito dos três bancos somam R$ 3,42 trilhões</h2>
<p>A análise dos balanços mostra a dimensão das operações financeiras administradas pelas três instituições. Somadas, as carteiras ampliadas de crédito do Itaú, Bradesco e Santander alcançaram aproximadamente R$ 3,416 trilhões ao fim de setembro.</p>
<p>Desse total, o Itaú representou cerca de 45,2%, o Bradesco concentrou 33,7% e o Santander respondeu por 21,1%.</p>
<p>Esses percentuais foram calculados a partir dos indicadores divulgados pelas instituições. As carteiras ampliadas podem apresentar diferenças de composição e critérios de consolidação, razão pela qual o resultado não constitui uma medida oficial de participação no mercado de crédito brasileiro.</p>
<p>A comparação entre a distribuição das carteiras e a dos lucros evidencia uma diferença relevante. O Itaú respondeu por 45,2% do crédito ampliado informado pelo grupo de três bancos, mas concentrou 55,8% do lucro recorrente conjunto.</p>
<p>O Bradesco, por sua vez, apresentou participação aproximada de 33,7% no crédito e de 31,4% no lucro. No Santander, as proporções foram de 21,1% e 12,8%, respectivamente.</p>
<p>Essas relações não representam uma medida direta de retorno sobre os empréstimos, pois os resultados dos bancos incluem receitas de serviços, investimentos, operações de mercado, seguros e outras atividades. Ainda assim, ajudam a dimensionar as diferenças na capacidade de gerar lucro em relação à escala de suas operações.</p>
<h2>Indicadores de eficiência revelam estratégias e estruturas distintas</h2>
<p>A comparação dos índices de eficiência mostra resultados diferentes para as três instituições. O Itaú encerrou setembro com indicador de 37,5%, o Santander registrou 38,8% e o Bradesco apresentou 45,4%.</p>
<p>Embora todos utilizem medidas relacionadas à proporção entre despesas e receitas, as metodologias gerenciais não são integralmente idênticas. A interpretação exige considerar quais componentes cada instituição inclui no cálculo.</p>
<p>No Itaú, o indicador melhorou em relação ao ano anterior, mas apresentou ligeira elevação em comparação com o segundo trimestre, quando estava em 37,4%.</p>
<p>No Bradesco, a redução anual foi mais expressiva, refletindo o avanço do programa de transformação operacional e o crescimento das receitas acima das principais despesas administrativas.</p>
<p>O Santander, por outro lado, registrou aumento do indicador na comparação anual, embora tenha apresentado melhora em relação ao segundo trimestre, quando a eficiência estava em 39,3%.</p>
<p>Os resultados mostram que a redução dos custos administrativos não garante, isoladamente, expansão do lucro. É necessário que a contenção de despesas seja acompanhada por receitas suficientes e por controle das perdas nas operações de crédito.</p>
<h2>Capital e qualidade dos empréstimos serão acompanhados nos próximos balanços</h2>
<p>Os indicadores patrimoniais também apresentam diferenças relevantes. O Itaú encerrou setembro com índice de Basileia consolidado de 15,4% e índice de capital principal de 12,7%.</p>
<p>O Santander informou índice de Basileia de 15,1% e capital principal de 10,9%. A instituição registrou redução de 0,8 ponto percentual no capital principal em relação ao mesmo período de 2025.</p>
<p>No Bradesco, a conclusão do aumento de capital de R$ 10 bilhões modificou a estrutura patrimonial e elevou os recursos disponíveis para sustentar suas operações e atender às exigências regulatórias.</p>
<p>Os índices de capital medem a capacidade de as instituições absorverem perdas em relação aos riscos assumidos. Não devem ser confundidos com os indicadores de rentabilidade, embora ambos participem da avaliação da situação financeira dos bancos.</p>
<p>Para os próximos trimestres, os três balanços estabelecem questões distintas. No Itaú, a evolução dos atrasos em pequenas e médias empresas e a manutenção da rentabilidade serão indicadores relevantes. No Bradesco, o comportamento das provisões mostrará se o crescimento das receitas continuará sendo parcialmente absorvido por perdas de crédito. No Santander, a recuperação da margem financeira será determinante para avaliar os resultados da estratégia de maior seletividade.</p>
<p>O ambiente econômico também permanece importante para as três instituições. Juros elevados podem favorecer determinadas receitas financeiras, mas aumentam os encargos dos tomadores de empréstimos e podem dificultar o pagamento de obrigações.</p>
<p>Os resultados do terceiro trimestre mostram que o tamanho da carteira e o crescimento das receitas não são suficientes para explicar a rentabilidade bancária. A composição do crédito, o custo das perdas e a eficiência operacional produziram efeitos distintos sobre os lucros das instituições, mesmo sob condições macroeconômicas semelhantes.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Itaú Unibanco — Análise Gerencial da Operação e Demonstrações Contábeis do terceiro trimestre de 2026, divulgadas em 3 de novembro, com resultados, rentabilidade, carteira de crédito, inadimplência e capital.</em></p>
<p><em>Bradesco — Relatório de Análise Econômica e Financeira e apresentação de resultados do terceiro trimestre de 2026, divulgados em 22 de outubro, com indicadores de lucro recorrente, provisões, eficiência e carteira expandida.</em></p>
<p><em>Santander Brasil — Informe de Resultados do terceiro trimestre de 2026, divulgado em 28 de outubro, com dados de lucro gerencial recorrente, ROAE, margem financeira, inadimplência e custos operacionais.</em></p>
<p><em>Itaú Unibanco Relações com Investidores — informações institucionais sobre a metodologia de cálculo do retorno recorrente sobre o patrimônio líquido e os indicadores gerenciais de desempenho.</em></p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Bolsas chinesas sobem após corte de juros para recompras de ações</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/bolsas-chinesas-avancam-corte-credito-vitoria-democrata-eua</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Nov 2026 19:24:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Banco Popular da China]]></category>
		<category><![CDATA[bolsa de Xangai]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsas chinesas]]></category>
		<category><![CDATA[CSI 300]]></category>
		<category><![CDATA[Democratas]]></category>
		<category><![CDATA[eleições nos EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Hang Seng]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado Acionário]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As bolsas chinesas encerraram a quarta-feira, 4 de novembro de 2026, com fortes valorizações, em uma sessão influenciada por medidas de estímulo ao mercado financeiro anunciadas pelo governo de Pequim e pelo resultado das eleições legislativas dos Estados Unidos. O índice de Xangai avançou 2,16%, enquanto o CSI 300, que reúne as principais companhias negociadas [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As bolsas chinesas encerraram a quarta-feira, 4 de novembro de 2026, com fortes valorizações, em uma sessão influenciada por medidas de estímulo ao mercado financeiro anunciadas pelo governo de Pequim e pelo resultado das eleições legislativas dos Estados Unidos. O índice de Xangai avançou 2,16%, enquanto o CSI 300, que reúne as principais companhias negociadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen, subiu 2,31%. Em Hong Kong, o Hang Seng ganhou 1,67%.</p>
<p>O movimento ganhou força durante a segunda metade do pregão, depois de os investidores incorporarem às negociações a redução dos custos de financiamento para operações de recompra de ações anunciada pelo Banco Popular da China (PBoC) e os resultados eleitorais americanos, que deram aos democratas o controle da Câmara dos Representantes e do Senado. O desempenho das bolsas chinesas também refletiu uma recuperação de ativos que haviam sofrido perdas expressivas durante outubro.</p>
<p>O avanço ultrapassou os principais indicadores de referência. O índice Shenzhen Component registrou valorização de 4,22%, enquanto o ChiNext, que concentra <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341794">empresas</a> de crescimento e companhias de tecnologia, avançou 6,40%. O STAR 50, indicador de empresas de tecnologia negociadas em Xangai, subiu 9,92%.</p>
<p>A valorização ocorreu em meio a uma ampliação do volume de <a class="wpil_keyword_link" title="Negócios" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341795">negócios</a> e da participação de ações no movimento comprador. Mais de 4.600 papéis negociados nos mercados continentais chineses terminaram o dia em alta, enquanto o volume financeiro combinado das bolsas de Xangai e Shenzhen alcançou aproximadamente 2,04 trilhões de yuans.</p>
<p>O resultado representou um aumento de aproximadamente 19,6% em relação aos 1,70 trilhão de yuans movimentados na sessão anterior. A diferença indica que a recuperação foi acompanhada por maior intensidade nas negociações, e não apenas por uma valorização pontual dos principais componentes dos índices.</p>
<h2>Banco central reduz custo do financiamento para recompras</h2>
<p>Um dos principais acontecimentos econômicos da sessão foi a decisão do Banco Popular da China de reduzir a taxa de juros de sua linha de refinanciamento destinada a financiar recompras de ações por companhias listadas e aumentos de participação de seus principais acionistas.</p>
<p>A autoridade monetária anunciou que a taxa passaria de 1,25% para 1% a partir de 4 de novembro. A redução corresponde a 0,25 ponto percentual, ou uma diminuição de 20% no custo de referência do refinanciamento oferecido pelo banco central às instituições financeiras participantes.</p>
<p>O mecanismo permite que bancos obtenham recursos do Banco Popular da China para conceder empréstimos destinados a operações de recompra de ações e aquisição de participações adicionais em empresas listadas. O objetivo é facilitar o acesso ao financiamento, estimular a demanda por ações e ampliar os instrumentos de sustentação da liquidez do <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341792">mercado</a> de capitais.</p>
<p>A estrutura contempla 21 bancos de atuação nacional e cinco bancos comerciais urbanos considerados sistemicamente importantes. Os financiamentos têm prazo de um ano, com possibilidade de prorrogação conforme a necessidade das instituições participantes.</p>
<p>A taxa de 1%, entretanto, não representa automaticamente o custo final dos empréstimos para as empresas ou acionistas. O Banco Popular da China permite que os bancos adicionem uma margem sobre o custo de refinanciamento na definição das condições oferecidas aos tomadores.</p>
<p>Essa distinção é importante porque a redução anunciada atua diretamente sobre o custo de captação das instituições financeiras, criando condições para a diminuição dos juros cobrados nas operações elegíveis. A efetividade da medida dependerá da transferência dessa redução para os clientes e da disposição das empresas e dos acionistas em contratar os recursos.</p>
<p>O banco central também informou que as instituições financeiras encaminharam pedidos de limites de refinanciamento superiores a 200 bilhões de yuans depois de uma reunião realizada em 2 de novembro.</p>
<p>O montante demonstra a dimensão da demanda inicial pelo instrumento, mas não significa que os recursos já tenham sido integralmente liberados, emprestados ou utilizados em compras de ações. Trata-se de solicitações encaminhadas pelos bancos ao banco central, cujo efeito sobre o mercado dependerá da contratação e da execução das operações.</p>
<h2>Pequim transforma programa de apoio em instrumento permanente</h2>
<p>A redução dos juros integra uma estratégia mais ampla das autoridades chinesas para estabilizar o mercado acionário. Em 2 de novembro, a Comissão Reguladora de Valores Mobiliários da China (CSRC) anunciou medidas para ampliar a utilização de instrumentos financeiros criados em setembro de 2024.</p>
<p>Uma das mudanças foi transformar o programa de refinanciamento destinado a recompras e aumentos de participação acionária, anteriormente tratado como uma iniciativa temporária, em um mecanismo de caráter permanente.</p>
<p>A decisão altera a perspectiva de continuidade do instrumento. Em vez de depender de prorrogações periódicas de uma iniciativa temporária, o mercado passa a contar com uma estrutura institucionalizada de financiamento para operações de sustentação das cotações e gestão do valor de mercado das companhias.</p>
<p>A CSRC também autorizou a terceira rodada da chamada Securities, Funds and Insurance Companies Swap Facility, mecanismo de permuta voltado a corretoras, gestoras de fundos e seguradoras.</p>
<p>Nessa modalidade, as instituições participantes podem utilizar determinados ativos como garantia em operações com o banco central para ampliar sua capacidade de obtenção de recursos líquidos e realizar investimentos no mercado de capitais.</p>
<p>Segundo a autoridade reguladora, 31 corretoras e gestoras de fundos foram autorizadas a participar da nova rodada. Os pedidos de limites de operação apresentados pelas instituições superaram 100 bilhões de yuans.</p>
<p>As duas iniciativas possuem funções diferentes. O refinanciamento para recompras facilita a concessão de empréstimos a empresas e acionistas que pretendem adquirir ações. Já a operação de permuta procura ampliar a capacidade financeira de instituições que atuam diretamente no mercado de capitais.</p>
<p>Os números divulgados pela CSRC mostram que os instrumentos já haviam alcançado utilização significativa antes das novas medidas. Até o encerramento de outubro, as duas primeiras operações de permuta haviam movimentado 105 bilhões de yuans.</p>
<p>No programa de financiamento para recompras e aumentos de participação, 902 companhias listadas haviam divulgado 1.110 comunicados relacionados a empréstimos. Considerando também os pedidos apresentados por duas empresas estatais de gestão de capital, o limite acumulado das solicitações de financiamento chegava a aproximadamente 440 bilhões de yuans.</p>
<p>A ampliação das linhas de crédito indica que Pequim pretende utilizar mecanismos financeiros para estimular operações de compra de ações, aumentar a liquidez e reduzir a pressão sobre as empresas negociadas em bolsa.</p>
<h2>Recuperação ocorre depois de outubro marcado por perdas</h2>
<p>A intensidade da valorização de 4 de novembro precisa ser analisada em conjunto com o desempenho anterior do mercado chinês.</p>
<p>O CSI 300 acumulou queda de 8,5% em outubro, registrando seu pior resultado mensal em mais de uma década. O movimento foi associado à desvalorização de empresas de tecnologia, à preocupação com o retorno dos investimentos em inteligência artificial e às dificuldades econômicas enfrentadas pelo país.</p>
<p>A pressão também atingiu o mercado de empresas tecnológicas. O STAR 50, que reúne companhias negociadas no segmento de inovação tecnológica da Bolsa de Xangai, havia perdido aproximadamente 40% de seu valor desde o pico registrado em julho até o encerramento de outubro.</p>
<p>A dimensão dessas perdas ajuda a explicar a importância das medidas anunciadas pelas autoridades chinesas. A redução dos custos de financiamento e a ampliação dos mecanismos de liquidez foram apresentadas em um momento de enfraquecimento da confiança dos investidores.</p>
<p>A valorização de 2,31% do CSI 300 em 4 de novembro, embora expressiva, não elimina o recuo registrado no mês anterior. O movimento representa uma recuperação parcial depois de uma sequência de desvalorizações, e não uma reversão já consolidada da tendência.</p>
<p>A distribuição dos ganhos também revela diferenças importantes entre os segmentos do mercado. As empresas ligadas a semicondutores, equipamentos de comunicação, componentes eletrônicos, metais preciosos e biotecnologia concentraram parte relevante das valorizações.</p>
<p>Na direção contrária, segmentos como bebidas alcoólicas, alimentos, seguros e algumas instituições financeiras apresentaram perdas, demonstrando que a recuperação não foi uniforme entre as companhias.</p>
<p>O desempenho particularmente forte das empresas tecnológicas acompanha a mudança de comportamento observada nas ações que haviam sido pressionadas durante outubro. O avanço do STAR 50 e do ChiNext mostra que os investidores voltaram a comprar ativos de maior exposição ao crescimento econômico e à inovação tecnológica.</p>
<p>Entretanto, a recuperação de um único pregão não permite concluir que as preocupações sobre os resultados financeiros das empresas, os investimentos em inteligência artificial e a desaceleração econômica tenham sido superadas.</p>
<h2>Eleições americanas alteram o equilíbrio político em Washington</h2>
<p>O resultado das eleições legislativas americanas acrescentou um componente internacional à sessão asiática.</p>
<p>As eleições de meio de mandato realizadas em 3 de novembro deram aos democratas o controle das duas casas do Congresso dos Estados Unidos, segundo os resultados e as projeções divulgados pela Associated Press. O partido conquistou pelo menos sete cadeiras adicionais no Senado e mais de duas dezenas de distritos na Câmara dos Representantes.</p>
<p>A mudança representa uma derrota para os republicanos do presidente Donald Trump e altera a composição <a class="wpil_keyword_link" title="Política" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341793">política</a> que acompanhará os dois últimos anos de seu mandato.</p>
<p>Com a maioria nas duas casas, os democratas passam a ter condições de bloquear projetos da administração, rejeitar indicações para cargos que dependem de aprovação do Senado e ampliar a fiscalização parlamentar sobre o governo.</p>
<p>A nova composição do Congresso, porém, não assume imediatamente após a divulgação dos resultados eleitorais. A posse da nova legislatura está prevista para 3 de janeiro de 2027.</p>
<p>Para os investidores internacionais, o resultado eleitoral modifica as expectativas sobre a capacidade do governo americano de implementar sua agenda econômica, tributária, comercial e regulatória.</p>
<p>A possibilidade de maior resistência parlamentar à administração Trump passa a integrar as avaliações sobre as perspectivas políticas dos Estados Unidos e os possíveis desdobramentos para o ambiente econômico internacional.</p>
<p>Parte dos investidores também considerou o resultado sob a perspectiva das expectativas de inflação e juros. Essa interpretação, contudo, não significa que uma mudança no controle do Congresso determine automaticamente uma redução das taxas de juros americanas.</p>
<p>A política monetária dos Estados Unidos continua sob responsabilidade do Federal Reserve, por meio do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), que toma decisões com base nas condições econômicas, no emprego e na inflação. A autoridade monetária possui independência institucional para definir a condução dos juros.</p>
<p>Assim, o resultado eleitoral representa uma mudança no ambiente político e legislativo, mas não constitui, por si só, uma decisão de política monetária.</p>
<p>A reação das bolsas asiáticas deve ser entendida dentro desse conjunto de fatores, sem atribuir exclusivamente às eleições americanas o desempenho dos índices chineses.</p>
<h2>Hong Kong acompanha recuperação dos ativos chineses</h2>
<p>O mercado de Hong Kong também encerrou a quarta-feira em território positivo. O índice Hang Seng avançou 1,67%, para 23.919,50 pontos, acompanhando o movimento de recuperação observado nas bolsas continentais.</p>
<p>O Hang Seng Tech, indicador de empresas tecnológicas negociadas em Hong Kong, subiu 1,77%, enquanto o Hang Seng Biotech registrou valorização de 8,08%.</p>
<p>As empresas de semicondutores e biotecnologia estiveram entre os destaques da sessão. O movimento reforçou a recuperação dos segmentos ligados à tecnologia e à inovação, que vinham enfrentando pressão nas semanas anteriores.</p>
<p>O avanço de Hong Kong também demonstra que a recuperação não ficou restrita aos índices de Xangai e Shenzhen. Os investidores ampliaram as compras em diferentes mercados associados à <a class="wpil_keyword_link" title="Economia" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341791">economia</a> chinesa.</p>
<p>Apesar da valorização, os resultados ainda precisam ser avaliados diante da fragilidade recente dos mercados e da necessidade de recuperação dos indicadores econômicos do país.</p>
<p>A continuidade do movimento dependerá, entre outros fatores, da utilização efetiva dos instrumentos de financiamento anunciados pelo governo, da disposição das companhias em executar recompras e da evolução dos resultados empresariais.</p>
<p>Os dados divulgados pelo Banco Popular da China e pela CSRC indicam que as autoridades ampliaram os mecanismos de sustentação do mercado, mas os pedidos de crédito e os limites autorizados ainda precisam se converter em operações concretas.</p>
<p>O pregão de 4 de novembro, portanto, reuniu dois acontecimentos relevantes para os mercados internacionais: a mudança na composição política do Congresso americano e o reforço da estratégia chinesa de financiamento ao mercado acionário. A combinação desses fatores acompanhou uma recuperação expressiva das bolsas chinesas, depois de um mês marcado por perdas importantes.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Banco Popular da China &#8211; comunicado de 4 de novembro de 2026 sobre redução da taxa de refinanciamento para recompras de ações e solicitações de crédito dos bancos.</em></p>
<p><em>Comissão Reguladora de Valores Mobiliários da China (CSRC) &#8211; comunicado de 2 de novembro de 2026 sobre os instrumentos de estabilização do mercado, a terceira rodada de operações de permuta e a institucionalização do programa de financiamento para recompras.</em></p>
<p><em>Hong Kong Exchanges and Clearing (HKEX) &#8211; dados oficiais de fechamento dos índices Hang Seng, Hang Seng Tech, Hang Seng Biotech e CSI 300 em 4 de novembro de 2026.</em></p>
<p><em>Tonghuashun Financial Research Center &#8211; indicadores de fechamento das bolsas chinesas, desempenho setorial e volume de negociações em 4 de novembro de 2026.</em></p>
<p><em>Associated Press &#8211; apuração dos resultados das eleições legislativas americanas de 2026 e da conquista das maiorias democratas na Câmara e no Senado.</em></p>
<p><em>Reuters &#8211; dados sobre o desempenho mensal do CSI 300 e das empresas tecnológicas chinesas em outubro de 2026.</em></p>
<p><em>Federal Reserve &#8211; documentação institucional sobre a independência do Comitê Federal de Mercado Aberto e sua responsabilidade pelas decisões de política monetária dos Estados Unidos.</em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Renda fixa após as eleições: juros altos ampliam retornos, mas aumentam riscos dos títulos longos</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/renda-fixa-apos-eleicoes-2026-juros-altos</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Nov 2026 18:31:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Copom]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições 2026]]></category>
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		<category><![CDATA[marcação a mercado]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[renda fixa]]></category>
		<category><![CDATA[Selic]]></category>
		<category><![CDATA[Tesouro Direto]]></category>
		<category><![CDATA[Tesouro IPCA+]]></category>
		<category><![CDATA[Tesouro Prefixado]]></category>
		<category><![CDATA[Tesouro Selic]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Renda fixa após as eleições: Selic a 13,75% e juros futuros em alta mudam o cenário para Tesouro Selic, IPCA+ e prefixados. Entenda os riscos.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A renda fixa brasileira entrou em novembro de 2026 com taxas elevadas e maior volatilidade após as eleições presidenciais. A reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 25 de outubro, foi seguida por revisões nas expectativas de inflação, câmbio e juros, alterando as condições de investimento em títulos públicos e outros instrumentos financeiros.</p>
<p>O Banco Central mantém a taxa Selic em 13,75% ao ano desde setembro, mas as projeções para os próximos períodos voltaram a subir. No Relatório Focus divulgado na terça-feira, 3 de novembro, a estimativa mediana para os juros básicos no encerramento de 2026 passou de 13,25% para 13,50% ao ano. Para 2027, a previsão avançou de 11,75% para 12,50%, enquanto a expectativa para 2028 subiu de 10% para 11%.</p>
<p>As mudanças refletem um ambiente no qual investidores e instituições financeiras reavaliam as perspectivas para a <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341808">política</a> fiscal, a inflação e a condução da política monetária. O aumento das taxas exigidas pelo <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341809">mercado</a> eleva a remuneração oferecida em novas aplicações, mas também reduz o preço dos títulos prefixados e indexados à inflação já negociados.</p>
<p>Esse comportamento cria situações distintas para quem pretende iniciar um investimento e para quem possui títulos adquiridos anteriormente. Os novos compradores podem encontrar taxas contratadas mais elevadas. Em contrapartida, investidores que precisam vender papéis antigos antes do vencimento podem enfrentar perdas decorrentes da marcação a mercado.</p>
<p>A definição da estratégia depende, sobretudo, do prazo de utilização dos recursos, da necessidade de liquidez e da disposição para suportar variações temporárias no valor dos investimentos. A possibilidade de obter uma remuneração maior não elimina os riscos associados a prazos longos e a mudanças nas expectativas econômicas.</p>
<h2>Focus eleva projeções para Selic, inflação e dólar após as eleições</h2>
<p>O primeiro levantamento Focus divulgado depois do segundo turno mostrou uma revisão simultânea de diferentes indicadores macroeconômicos. Além da expectativa de Selic mais elevada, a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026 passou de 5,19% para 5,22%.</p>
<p>A alteração foi mais expressiva para 2027, quando a estimativa de inflação subiu de 4,34% para 4,76%. Para 2028, a projeção avançou de 3,75% para 4%, enquanto a expectativa de inflação em 2029 passou de 3,50% para 3,98%.</p>
<p>O mercado também elevou a previsão para o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank"  rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341807">dólar</a> no encerramento de 2026, de R$ 5,05 para R$ 5,34. A expectativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) foi reduzida de 1,80% para 1,76%.</p>
<p>Os números representam as medianas das estimativas de instituições participantes da pesquisa, não projeções oficiais do Banco Central nem resultados econômicos já observados. Ainda assim, são relevantes porque ajudam a mostrar como as expectativas estão sendo ajustadas diante das novas informações disponíveis.</p>
<p>A combinação de inflação esperada mais elevada e incertezas sobre o equilíbrio das contas públicas pode aumentar o prêmio exigido pelos investidores para financiar o governo em prazos mais longos.</p>
<p>Esse prêmio não depende exclusivamente da taxa Selic. Também considera as expectativas de inflação, a situação fiscal, a oferta de títulos públicos, as condições de liquidez e o ambiente financeiro internacional.</p>
<p>Por isso, os juros futuros podem subir mesmo quando o Banco Central mantém ou reduz a taxa básica. A diferença é fundamental para compreender o comportamento dos investimentos de renda fixa depois das eleições.</p>
<h2>Tesouro Selic oferece menor exposição às oscilações dos juros futuros</h2>
<p>Entre os títulos públicos disponíveis para pessoas físicas, o Tesouro Selic apresenta menor sensibilidade às variações das taxas de mercado. Sua rentabilidade acompanha a taxa básica de juros, acrescida ou ajustada pelo componente de remuneração definido na negociação.</p>
<p>O produto costuma ser utilizado em estratégias de preservação de liquidez e formação de reservas financeiras porque apresenta oscilações de preço significativamente menores do que títulos prefixados e indexados à inflação de prazo longo.</p>
<p>Com a Selic em 13,75% ao ano, o ambiente de juros elevados favorece a remuneração nominal dos investimentos pós-fixados. Entretanto, a taxa efetivamente recebida depende da trajetória futura da Selic, do período de aplicação e dos custos e tributos incidentes.</p>
<p>Se o Banco Central reduzir os juros nos próximos meses, o rendimento futuro do Tesouro Selic também diminuirá. Isso não significa necessariamente uma perda nominal para o investidor, mas altera a velocidade de crescimento do saldo aplicado.</p>
<p>O Tesouro Nacional garante a recompra dos títulos pelo programa Tesouro Direto, observadas as regras operacionais e os preços vigentes. Em períodos de volatilidade excepcional, as negociações podem ser temporariamente suspensas para atualização das cotações.</p>
<p>A taxa de custódia da B3 é de 0,20% ao ano, com isenção para investimentos de até R$ 10 mil em Tesouro Selic por CPF. Sobre valores superiores a esse limite, a cobrança incide somente sobre a parcela excedente.</p>
<p>Para recursos destinados a emergências ou despesas de curto prazo, a liquidez e a estabilidade relativa do valor aplicado podem ser mais importantes do que a tentativa de obter a maior taxa disponível entre todos os títulos públicos.</p>
<h2>Tesouro IPCA+ oferece proteção contra inflação, mas preço pode cair</h2>
<p>Os títulos Tesouro IPCA+ possuem uma estrutura diferente. Sua remuneração combina a variação da inflação oficial com uma taxa real de juros estabelecida no momento da compra.</p>
<p>Essa característica permite conhecer a taxa de retorno acima da inflação que será obtida caso o investimento seja mantido até o vencimento, respeitadas as condições contratuais e o pagamento pelo emissor.</p>
<p>A proteção contra a inflação é particularmente relevante para objetivos de longo prazo, como formação de patrimônio, planejamento previdenciário ou despesas futuras cujo poder de compra precisa ser preservado.</p>
<p>O principal risco para quem pode precisar vender antecipadamente está na variação diária dos preços. Quando as taxas reais exigidas pelo mercado aumentam, o valor presente dos títulos anteriormente emitidos tende a diminuir.</p>
<p>Quanto mais distante o vencimento, maior tende a ser essa sensibilidade. Por esse motivo, títulos com vencimentos nas décadas de 2040 e 2050 podem apresentar oscilações de preço significativamente superiores às de papéis com prazos mais curtos.</p>
<p>A relação pode ser explicada pela duração financeira, conhecida no mercado como duration. O indicador mede a sensibilidade aproximada do preço de um título às alterações nas taxas de juros, levando em consideração o prazo e os fluxos de pagamento previstos.</p>
<p>Em um exercício meramente ilustrativo, um título prefixado sem pagamentos intermediários, com prazo restante de três anos e rendimento de 15% ao ano, perderia aproximadamente 2,6% de seu preço se a taxa exigida pelo mercado aumentasse para 16%.</p>
<p>Se o mesmo título tivesse seis anos até o vencimento, a redução aproximada seria de 5,1%. Os percentuais são cálculos teóricos, não cotações do Tesouro Direto, e desconsideram custos, tributos e outras características dos títulos.</p>
<p>Nos papéis indexados ao IPCA, a dinâmica de marcação a mercado também é influenciada pela evolução da inflação e pelas taxas reais de juros.</p>
<p>A contratação de uma taxa elevada pode favorecer o investidor que mantém o título até seu vencimento, mas não impede perdas temporárias no valor apresentado em sua carteira.</p>
<h2>Tesouro Prefixado permite fixar juros, mas exige atenção ao prazo</h2>
<p>O Tesouro Prefixado estabelece uma taxa nominal de rentabilidade no momento da aquisição. Diferentemente do Tesouro Selic, cuja remuneração acompanha os juros básicos, o prefixado permite conhecer previamente o valor bruto a receber no vencimento.</p>
<p>Essa previsibilidade é condicionada à manutenção da aplicação até a data contratada. Caso o título seja vendido antecipadamente, o resultado dependerá dos preços praticados pelo mercado.</p>
<p>Quando as taxas de juros caem, títulos prefixados adquiridos anteriormente com remunerações maiores tendem a se valorizar. O movimento inverso ocorre quando as taxas sobem, pois novos papéis passam a oferecer rendimentos mais elevados.</p>
<p>O cenário posterior às eleições torna essa característica especialmente relevante. As revisões das expectativas fiscais e monetárias podem provocar oscilações nos juros futuros, alterando diariamente os preços desses investimentos.</p>
<p>A remuneração nominal contratada também precisa ser avaliada em relação à inflação. Um título que paga uma taxa aparentemente elevada pode entregar ganho real menor caso os preços ao consumidor subam mais do que o previsto.</p>
<p>A diferença entre o retorno nominal e a inflação efetiva será conhecida apenas ao longo do investimento. Por isso, a escolha entre prefixados e títulos indexados ao IPCA envolve também uma avaliação do risco inflacionário.</p>
<p>Para investidores que possuem compromissos financeiros com datas conhecidas, a correspondência entre o vencimento do título e o momento em que o dinheiro será utilizado reduz a necessidade de venda antecipada.</p>
<p>Essa organização não elimina os riscos econômicos, mas diminui a exposição às oscilações de mercado que seriam realizadas como perdas ou ganhos no momento do resgate antes do vencimento.</p>
<h2>ETFs de renda fixa oferecem alternativas, mas possuem riscos próprios</h2>
<p>Os fundos de índice de renda fixa negociados na B3 permitem investir em carteiras de títulos públicos por meio da aquisição de cotas. Esses produtos procuram acompanhar índices com critérios específicos de composição, vencimento e rebalanceamento.</p>
<p>Entre os ETFs disponíveis no mercado brasileiro estão o LFTB11, o NTNS11 e o NTNF11, administrados ou geridos pela Investo em diferentes estratégias de renda fixa.</p>
<p>O LFTB11 acompanha um índice que combina títulos públicos pós-fixados ligados à Selic e papéis indexados ao IPCA. Conforme a composição divulgada pela gestora, sua carteira também possui exposição a títulos de inflação com vencimentos longos, incluindo NTN-B com vencimento em 2060.</p>
<p>Essa característica significa que o fundo não é equivalente a uma aplicação integral em Tesouro Selic. A presença de títulos indexados à inflação introduz sensibilidade adicional às alterações das taxas reais de juros.</p>
<p>O NTNS11 acompanha um índice de títulos públicos vinculados ao IPCA com vencimentos de até quatro anos. A concentração em prazos menores tende a reduzir a sensibilidade às oscilações dos juros em comparação com carteiras compostas por títulos de inflação muito longos, sem eliminar o risco de mercado.</p>
<p>Já o NTNF11 oferece exposição a Notas do Tesouro Nacional da série F, títulos prefixados que pagam juros semestrais. A carteira segue uma metodologia de índice e pode ser rebalanceada ao longo do tempo.</p>
<p>A principal diferença em relação à compra direta de títulos públicos está na estrutura do investimento. Os ETFs não possuem necessariamente uma data de vencimento para o cotista e são negociados pelos preços de mercado de suas cotas.</p>
<p>Assim, o investidor não deve presumir que conseguirá receber uma taxa originalmente contratada simplesmente por manter o ETF durante determinado período. O resultado depende da valorização das cotas, da composição da carteira e das condições de negociação.</p>
<p>Os produtos também possuem taxas de administração e podem apresentar diferenças entre preços de compra e venda na bolsa.</p>
<h2>Imposto de Renda pode alterar a comparação entre Tesouro e ETFs</h2>
<p>A tributação representa outra diferença importante entre as modalidades de investimento.</p>
<p>Nas aplicações convencionais de renda fixa, incluindo títulos do Tesouro Direto, o Imposto de Renda segue a tabela regressiva. A alíquota começa em 22,5% para aplicações de até 180 dias, diminui para 20% entre 181 e 360 dias, passa a 17,5% entre 361 e 720 dias e chega a 15% para prazos superiores a 720 dias.</p>
<p>Os percentuais incidem sobre os rendimentos tributáveis, não sobre todo o capital investido.</p>
<p>Nos ETFs de renda fixa, a legislação estabelece alíquotas conforme o prazo médio de repactuação dos ativos que compõem a carteira. Fundos com prazo superior a 720 dias estão sujeitos à tributação de 15% sobre os ganhos, independentemente do período pelo qual o investidor manteve suas cotas.</p>
<p>O LFTB11, o NTNS11 e o NTNF11 possuem características que os enquadram nessa modalidade de tributação, conforme as informações oficiais divulgadas pelas respectivas gestoras.</p>
<p>A tributação mais favorável em determinadas operações de curto prazo, entretanto, não significa que um ETF necessariamente produzirá retorno líquido superior ao de um título público comprado diretamente.</p>
<p>A comparação precisa considerar a rentabilidade efetiva, os custos administrativos, a oscilação do preço das cotas, a liquidez e o risco assumido. Também é importante observar que ETFs de renda fixa não contam com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).</p>
<p>Os títulos públicos adquiridos diretamente representam obrigações da União, enquanto as cotas dos ETFs constituem participações em fundos que investem nesses ativos e podem manter outras posições permitidas por seus regulamentos.</p>
<h2>Comprar antes ou depois do Copom envolve riscos diferentes</h2>
<p>A reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para esta quarta-feira, 4 de novembro, acrescenta uma variável de curto prazo à formação dos preços dos títulos públicos.</p>
<p>A Selic permanece em 13,75% ao ano desde a decisão de setembro. Na ocasião, o Banco Central reduziu a taxa em 0,25 ponto percentual e destacou a necessidade de cautela diante das expectativas de inflação acima da meta de 3%.</p>
<p>O Relatório Focus divulgado em 3 de novembro indica que o mercado passou a projetar juros mais elevados no encerramento de 2026, embora ainda exista diferença entre as expectativas para os próximos encontros do comitê.</p>
<p>A decisão do Copom não determina isoladamente o comportamento dos juros longos. Os títulos com vencimentos distantes incorporam expectativas sobre vários anos de inflação, política fiscal e taxas de juros.</p>
<p>Uma decisão de manutenção da Selic, por exemplo, pode ocorrer simultaneamente à alta ou à queda das taxas dos títulos prefixados, dependendo da avaliação dos investidores sobre o comunicado e as perspectivas apresentadas pelo Banco Central.</p>
<p>Comprar antes da reunião permite contratar as condições disponíveis naquele momento, mas expõe o investidor à possibilidade de aumento posterior das taxas. Esperar a divulgação pode reduzir parte da incerteza imediata, sem garantir condições melhores de aquisição.</p>
<p>Uma alternativa operacional é distribuir as aplicações ao longo de diferentes datas, reduzindo a concentração da exposição em um único momento de mercado. Essa estratégia, entretanto, não elimina perdas caso as taxas continuem subindo ou a inflação avance além das expectativas.</p>
<p>O principal critério permanece relacionado ao objetivo do investimento e ao prazo pelo qual os recursos poderão permanecer aplicados.</p>
<h2>Política fiscal e inflação serão determinantes para os juros de 2027</h2>
<p>A evolução dos juros futuros dependerá de decisões econômicas que ainda serão anunciadas ou implementadas durante a transição para o próximo mandato presidencial.</p>
<p>Entre os fatores acompanhados pelo mercado estão a elaboração do Orçamento de 2027, a trajetória das despesas públicas, a arrecadação federal e as medidas destinadas a estabilizar a dívida em relação ao Produto Interno Bruto.</p>
<p>A percepção de risco fiscal pode influenciar a remuneração exigida pelos compradores de títulos públicos. Quando investidores consideram maior a possibilidade de inflação persistente ou desequilíbrio das contas governamentais, tendem a exigir taxas superiores para aplicações de longo prazo.</p>
<p>O comportamento do câmbio e dos juros internacionais também participa desse processo. Alterações na política monetária dos Estados Unidos podem modificar os fluxos de capitais destinados a economias emergentes e afetar os preços de ativos brasileiros.</p>
<p>No mercado doméstico, o Banco Central continuará avaliando a inflação corrente, as expectativas futuras, a atividade econômica e os riscos para o cumprimento da meta.</p>
<p>A inflação projetada para 2027, de 4,76% no levantamento Focus mais recente, permanece acima do teto de 4,5% do intervalo de tolerância estabelecido para a meta contínua de 3%. Isso aumenta a importância das expectativas para a condução da política monetária.</p>
<p>Não é possível concluir, apenas com os indicadores disponíveis, que os juros futuros continuarão subindo ou que uma redução ocorrerá em data determinada. As taxas refletem expectativas sujeitas a revisões conforme novos dados e decisões sejam divulgados.</p>
<h2>Prazo de investimento pesa mais do que tentativa de antecipar juros</h2>
<p>O cenário de novembro reforça a necessidade de distinguir o rendimento contratado da possibilidade de realizar ganhos ou perdas antes do vencimento.</p>
<p>Para recursos que podem ser necessários a qualquer momento, instrumentos pós-fixados de baixa volatilidade oferecem características diferentes das encontradas em títulos longos. Já aplicações vinculadas a objetivos distantes podem admitir maior exposição a oscilações, desde que o investidor tenha condições de manter os recursos pelo prazo previsto.</p>
<p>A renda fixa também exige atenção à diversificação. Títulos públicos federais, aplicações bancárias e ETFs possuem mecanismos de remuneração, liquidez, tributação e proteção diferentes, mesmo quando estão associados ao comportamento dos juros brasileiros.</p>
<p>No caso dos instrumentos emitidos por instituições financeiras, a análise deve considerar o risco de crédito e as condições de cobertura do FGC. Para ETFs, a composição da carteira e a liquidez das cotas são fatores adicionais. Nos títulos públicos, o principal risco para quem pretende vender antes do vencimento está na marcação a mercado, além dos riscos próprios do emissor soberano.</p>
<p>Com a Selic em 13,75%, expectativas de inflação mais elevadas e incertezas sobre a trajetória fiscal, a renda fixa oferece novas condições de remuneração, mas os resultados dependerão das taxas efetivamente contratadas e da evolução dos mercados.</p>
<p>A decisão do Copom desta quarta-feira e os próximos indicadores fiscais e inflacionários deverão fornecer novas referências para a formação dos preços. Até lá, a principal distinção permanece entre investimentos destinados à preservação de liquidez e posições que assumem o risco dos juros de longo prazo.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Banco Central do Brasil — Relatório Focus divulgado em 3 de novembro de 2026, com expectativas de mercado para Selic, IPCA, câmbio e crescimento econômico.</em></p>
<p><em>Banco Central do Brasil — comunicado da 281ª reunião do Copom, realizada em setembro de 2026, e Relatório de Política Monetária de setembro.</em></p>
<p><em>Banco Central do Brasil — calendário oficial de reuniões do Copom em 2026.</em></p>
<p><em>Tribunal Superior Eleitoral — divulgação oficial do resultado do segundo turno das eleições presidenciais de 25 de outubro de 2026.</em></p>
<p><em>Secretaria do Tesouro Nacional — regras do Tesouro Direto, características dos títulos públicos, liquidez e formação dos preços de negociação.</em></p>
<p><em>Comissão de Valores Mobiliários — Portal do Investidor, orientações sobre títulos públicos, fundos de índice e riscos de mercado e liquidez.</em></p>
<p><em>Investo — informações oficiais dos fundos LFTB11, NTNS11 e NTNF11, incluindo composição das carteiras, índices de referência e taxas de administração.</em></p>
<p><em>Receita Federal do Brasil — regras de tributação de aplicações de renda fixa e fundos de índice previstas na legislação vigente.</em></p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>BC do Paraguai inicia resolução do Ueno Bank e presidente do órgão renuncia</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/ueno-bank-resolucao-paraguai-crise-bancaria</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Bruno Assis]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Nov 2026 18:04:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Banco Central do Paraguai]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Carvallo]]></category>
		<category><![CDATA[crise bancária]]></category>
		<category><![CDATA[garantia de depósitos]]></category>
		<category><![CDATA[Paraguai]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Banco Central do Paraguai (BCP) iniciou o procedimento de resolução do Ueno Bank após constatar que o índice de solvência da instituição ficou abaixo de 50% do mínimo exigido pela regulação. A decisão, aprovada por unanimidade pelo diretório em 2 de novembro e divulgada no dia seguinte, foi seguida pela renúncia do presidente da [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Banco Central do Paraguai (BCP) iniciou o procedimento de resolução do Ueno Bank após constatar que o índice de solvência da instituição ficou abaixo de 50% do mínimo exigido pela regulação. A decisão, aprovada por unanimidade pelo diretório em 2 de novembro e divulgada no dia seguinte, foi seguida pela renúncia do presidente da autoridade monetária, Carlos Carvallo, a pedido do presidente da República, Santiago Peña. O banco informava ter 2,94 milhões de clientes em junho de 2026, e a paralisação das operações deixou correntistas sem acesso regular aos recursos.</p>
<p>O processo envolve a avaliação dos ativos e passivos, a proteção dos depositantes e a investigação sobre a gestão do banco. A renúncia no regulador e os projetos no Congresso acrescentaram dimensões <a class="wpil_keyword_link" title="Política" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341797">política</a> e fiscal à crise.</p>
<p>O BCP atribuiu a insuficiência de capital a ajustes nas demonstrações financeiras do Ueno durante um processo de regularização, mas não divulgou o índice final nem o valor das alterações contábeis. O procedimento foi aberto com base na Lei nº 2.334/03, que estabelece mecanismos de regularização, garantia de depósitos e resolução de instituições financeiras. O BCP informou que a Superintendência de Bancos designaria interventores para verificar a situação patrimonial e preservar os ativos. A medida não equivale, por si só, a uma liquidação concluída.</p>
<h2>Expansão do crédito superou o avanço dos depósitos</h2>
<p>Os indicadores publicados pelo próprio banco mostram a escala alcançada antes da intervenção. Em junho de 2026, o Ueno registrava 2.941.996 clientes, carteira de 14,97 trilhões de guaranis, depósitos de 17,31 trilhões e patrimônio líquido de 2,43 trilhões de guaranis. Os valores financeiros são apresentados pela instituição em milhões de guaranis.</p>
<p>Entre dezembro de 2025 e junho de 2026, a carteira cresceu 31,6%, ante 9,4% dos depósitos e 15,1% do patrimônio líquido; o número de clientes avançou 9,7%. A carteira, portanto, se expandiu a mais de três vezes a velocidade dos depósitos. A diferença não prova a causa da insuficiência de capital, mas dimensiona o ritmo de crescimento do crédito frente à principal fonte de captação.</p>
<p>Os sinais de pressão sobre o capital já apareciam nas avaliações de risco. Em 16 de outubro, a Fitch Ratings manteve a nota internacional BB do Ueno, mas mudou a perspectiva de estável para negativa, citando o crescimento acelerado do balanço e o peso dos ativos intangíveis sobre o capital ajustado. O banco destacou que a avaliação reconhecia a qualidade da carteira e a estabilidade da rentabilidade e do financiamento. Após a resolução, a Solventa &amp; Riskmétrica rebaixou a classificação local de AApy, em março, para Dpy, em novembro, categoria para instituições com deterioração financeira acentuada e solvência abaixo dos limites legais. As escalas das duas agências são diferentes e não devem ser comparadas diretamente.</p>
<p>Em 29 de outubro, quatro dias antes da decisão do BCP, o Ueno anunciou um plano de capitalização de US$ 100 milhões: aporte de US$ 50 milhões do controlador U Holdings, previsto para novembro, e emissão de ações de outros US$ 50 milhões para investidores locais, sujeita a autorização e estimada para os 60 dias seguintes. O banco informou que o capital Tier 1 estava em 11,7% e o capital regulatório total em 13,8%, acima dos pisos de 8% e 12% indicados na mesma comunicação. Com a capitalização integral, as taxas poderiam chegar a 14,9% e 15,9%. Os números são anteriores à resolução e não substituem o cálculo do BCP após os ajustes contábeis, cujos índices revisados não foram divulgados. Nenhuma das duas parcelas dos US$ 100 milhões estava integralizada na data do anúncio.</p>
<h2>Renúncia expõe questionamentos sobre a supervisão</h2>
<p>Carvallo havia presidido a então Financeira Ueno até agosto de 2023, quando deixou a instituição para assumir o Banco Central. A passagem anterior alimentou questionamentos sobre a fiscalização, mas não comprova, por si só, irregularidade. A lei paraguaia impede que diretores do BCP mantenham, durante o mandato, participação acionária, funções executivas ou vínculos comerciais incompatíveis com as decisões do regulador.</p>
<p>Peña pediu a renúncia após o anúncio da resolução. Na sequência, a economista Liana Caballero, integrante do diretório, assumiu interinamente a presidência por decisão unânime dos demais membros, enquanto o Executivo define o titular definitivo.</p>
<p>Também estão sob escrutínio as relações empresariais do governo com o controlador do banco. Peña manteve parceria comercial com o Grupo Vázquez até março de 2025, segundo a Reuters. O grupo controla o Ueno, mas essa relação não equivale, por si só, a participação direta do presidente no capital do banco.</p>
<h2>Ministério Público analisa denúncia com cerca de 2 mil páginas</h2>
<p>O Ministério Público abriu uma causa penal após receber uma denúncia apresentada pelo Banco Central. Em coletiva em 3 de novembro, o promotor Francisco Cabrera, da unidade especializada em delitos econômicos e anticorrupção, confirmou a detenção de dirigentes ligados à instituição. As autoridades informaram a detenção de oito pessoas no âmbito do caso.</p>
<p>A denúncia tinha cerca de 200 páginas e, com os anexos, o conjunto reunia aproximadamente 2 mil folhas, ainda em análise. Cabrera citou hipóteses de lesão de confiança, conduta indevida em situação de crise e estafa. As detenções buscavam assegurar a presença dos investigados no processo; até a coletiva, a Promotoria avaliava se havia indícios para formalizar imputações ou se seriam necessárias novas diligências. Detenção e investigação não equivalem a condenação.</p>
<p>A investigação também examina questionamentos sobre empréstimos a <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341796">empresas</a> relacionadas ao grupo controlador. Operações com partes vinculadas não caracterizam crime automaticamente; cabe à apuração verificar as condições dos créditos, os limites prudenciais e eventuais responsabilidades. Não havia decisão judicial definitiva sobre as suspeitas.</p>
<h2>Garantia de depósitos tem limite de 75 salários mínimos</h2>
<p>A Lei nº 2.334/03 assegura cobertura do Fundo de Garantia de Depósitos de até 75 salários mínimos mensais por pessoa física ou jurídica em cada instituição financeira. O BCP informou que o teto aplicável ao Ueno corresponde a 228,3 milhões de guaranis por depositante. O limite é calculado por pessoa e por banco, não por conta: manter várias contas não multiplica a cobertura. A base de clientes do banco não equivale ao total de depositantes elegíveis, pois inclui usuários de diferentes serviços.</p>
<p>O Banco Central anunciou um primeiro pagamento de até 10 milhões de guaranis por depositante, com recursos do fundo. O saldo restante, até o teto legal, será liberado de acordo com calendário a ser divulgado. Dívidas pendentes do cliente com o Ueno serão descontadas antes do pagamento da garantia, o que pode reduzir o valor recebido. O comunicado inicial não fixou data individual para cada etapa e orientou os correntistas a acompanhar as instruções oficiais.</p>
<p>A lei prevê pagamento em até 15 dias corridos após a aprovação da resolução, prorrogáveis por mais 15 mediante decisão fundamentada do BCP. Valores acima do teto não têm recuperação automática: dependerão da apuração dos ativos e passivos e das medidas dos interventores.</p>
<p>Em 3 de novembro, o Senado aprovou com modificações um projeto para antecipar até 40 salários mínimos por depositante, após descontar dívidas vencidas com o banco, com pagamento em até 24 horas da aprovação da resolução. A proposta recebeu meia sanção e ainda precisava passar pela Câmara dos Deputados. O texto antecipa parte da garantia, sem elevar o teto total de 75 salários mínimos; a Câmara convocou sessão extraordinária em 4 de novembro para tratar da proteção aos clientes.</p>
<p>Separadamente, o Senado enviou às comissões um projeto para cobrir integralmente recursos públicos depositados no Ueno. A Reuters estimou em cerca de US$ 850 milhões os recursos públicos administrados pelo Ueno. A Câmara dos Deputados estimou em US$ 355 milhões as reservas previdenciárias do Instituto de Previsión Social (IPS) na instituição, além de recursos de outros órgãos. Os números têm escopos diferentes e não constituem um balanço consolidado de todos os depósitos públicos.</p>
<h2>Fundos mútuos também entram no perímetro de proteção</h2>
<p>A repercussão alcançou parte do <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341798">mercado</a> de capitais. Em 3 de novembro, a Superintendência de Valores do BCP suspendeu temporariamente os resgates de determinados fundos mútuos com investimentos vinculados ao Ueno. A restrição alcança apenas os fundos listados na resolução, não todos os produtos administrados pelas mesmas gestoras nem o conjunto do mercado.</p>
<p>Cada fundo tem patrimônio separado do da administradora e do banco; a suspensão não significa fechamento ou liquidação, e os recursos continuam pertencendo aos investidores. A partir de 5 de novembro, resgates e novas aplicações poderão ser retomados gradualmente, conforme as gestoras aplicarem os critérios de avaliação e regularizarem a operação.</p>
<p>O BCP afirma que o caso é específico e não representa uma condição generalizada do sistema financeiro. A avaliação patrimonial, a recuperação de ativos, o pagamento das garantias e a conclusão das investigações deverão definir a dimensão das perdas e das responsabilidades.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Banco Central del Paraguay &#8211; resolução de 2 de novembro de 2026 que iniciou o procedimento de resolução do Ueno Bank e comunicados sobre a garantia de depósitos</em></p>
<p><em>Banco Central del Paraguay &#8211; Circular SV.SG. N.º 020/2026 sobre suspensão temporária de resgates em fundos mútuos vinculados ao Ueno</em></p>
<p><em>Ministério Público do Paraguai &#8211; denúncia do Banco Central, diligências investigativas e detenções no caso Ueno Bank</em></p>
<p><em>Biblioteca y Archivo Central del Congreso Nacional &#8211; Lei n.º 2.334/03 sobre garantia de depósitos e resolução de instituições financeiras</em></p>
<p><em>Senado do Paraguai &#8211; meia sanção ao projeto de antecipação da garantia e tramitação de proposta sobre recursos públicos depositados no Ueno Bank</em></p>
<p><em>Câmara dos Deputados do Paraguai &#8211; informações sobre a exposição das reservas previdenciárias do Instituto de Previsión Social ao Ueno Bank</em></p>
<p><em>Ueno Bank &#8211; portal de investidores e indicadores de clientes, carteira, depósitos e patrimônio líquido até junho de 2026</em></p>
<p><em>Ueno Bank &#8211; plano de capitalização de US$ 100 milhões anunciado em 29 de outubro de 2026</em></p>
<p><em>Ueno Bank &#8211; comunicado sobre a revisão da classificação da Fitch Ratings em outubro de 2026</em></p>
<p><em>Solventa &amp; Riskmétrica &#8211; relatório de revisão da classificação de solvência do Ueno Bank em novembro de 2026</em></p>
<p><em>Reuters &#8211; informações sobre a renúncia de Carlos Carvallo, vínculos empresariais e estimativa de recursos públicos administrados pelo Ueno</em></p>
<p><em>ABC Color &#8211; designação de Liana Caballero para a presidência interina do Banco Central do Paraguai</em></p>
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		<item>
		<title>BB Seguridade (BBSE3) lucra R$ 2,43 bilhões no 3T26 e reduz projeção para vendas de seguros</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/bb-seguridade-bbse3-lucro-3t26-projecao-seguros</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Nov 2026 15:36:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[B3]]></category>
		<category><![CDATA[balanço 3T26]]></category>
		<category><![CDATA[BB Corretora]]></category>
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		<category><![CDATA[Lucro BB Seguridade]]></category>
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		<category><![CDATA[seguros]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>BB Seguridade (BBSE3) lucra R$ 2,43 bilhões no 3T26, queda de 5,1%, e reduz projeção de vendas de seguros para 2026. Confira os resultados.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A BB Seguridade (BBSE3) registrou lucro líquido gerencial recorrente de R$ 2,432 bilhões no terceiro trimestre de 2026, queda de 5,1% em relação ao mesmo período do ano passado. O balanço, divulgado na terça-feira, 3 de novembro, mostrou redução da contribuição dos <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank"  rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341806">negócios</a> de seguros e corretagem, ao mesmo tempo que a companhia revisou para baixo suas projeções de prêmios emitidos pela Brasilseg para o encerramento do ano.</p>
<p>A retração anual corresponde a R$ 129,8 milhões, considerando o lucro de R$ 2,562 bilhões obtido entre julho e setembro de 2025. Na comparação com o segundo trimestre deste ano, entretanto, houve recuperação de 13%, equivalente a aproximadamente R$ 280,4 milhões. A melhora trimestral foi favorecida pelo desempenho das operações de previdência e pela maior contribuição financeira da holding.</p>
<p>A principal mudança anunciada pela companhia ocorreu nas expectativas para a Brasilseg. A projeção anterior admitia uma variação dos prêmios emitidos entre queda de 3% e crescimento de 2% em 2026. O novo intervalo prevê retração de 11% a 15%, refletindo a deterioração das vendas de seguros rurais, prestamistas e de vida.</p>
<p>A revisão representa uma redução de 12 a 13 pontos percentuais nos limites da projeção original. O ajuste é relevante porque os prêmios emitidos constituem uma das principais referências para acompanhar a atividade comercial da seguradora e a formação das receitas de períodos posteriores.</p>
<p>Apesar da retração trimestral, a BB Seguridade acumulou lucro recorrente de R$ 6,804 bilhões entre janeiro e setembro, praticamente estável em relação aos R$ 6,798 bilhões registrados nos primeiros nove meses de 2025. O crescimento acumulado foi de apenas 0,1%, resultado de desempenhos distintos entre as <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341805">empresas</a> que compõem o grupo.</p>
<h2>Brasilseg perde R$ 101,2 milhões de contribuição para o lucro</h2>
<p>O negócio de seguros foi o principal responsável pela redução do resultado consolidado da BB Seguridade. A contribuição da Brasilseg para o lucro recorrente da holding diminuiu de R$ 949,8 milhões no terceiro trimestre de 2025 para R$ 848,6 milhões no mesmo período deste ano.</p>
<p>A queda de 10,7% corresponde a aproximadamente R$ 101,2 milhões. O desempenho foi afetado pela redução dos prêmios ganhos, pela piora do índice combinado e pela menor contribuição dos rendimentos financeiros.</p>
<p>Considerando o resultado gerencial individual da Brasilseg, antes da ponderação pela participação societária da BB Seguridade, o lucro líquido alcançou R$ 1,138 bilhão, retração de 10,6% na comparação anual.</p>
<p>O volume de prêmios emitidos apresentou redução ainda mais acentuada. A companhia comercializou R$ 3,574 bilhões em seguros no terceiro trimestre, diante de R$ 4,413 bilhões registrados um ano antes. A diferença representa uma contração de aproximadamente R$ 839,5 milhões, ou 19%.</p>
<p>Os prêmios ganhos retidos, que consideram a parcela da receita de seguros reconhecida no período e os efeitos das operações de resseguro, diminuíram 4,5%, para R$ 3,547 bilhões.</p>
<p>Essa diferença entre a queda dos prêmios emitidos e a dos prêmios ganhos está relacionada à maneira como os contratos de seguros são contabilizados. A emissão registra a contratação, enquanto o reconhecimento da receita ocorre ao longo do período de cobertura dos riscos.</p>
<p>Dessa forma, o enfraquecimento das vendas no trimestre pode continuar afetando o volume de receitas reconhecidas nos períodos seguintes, mesmo que determinadas despesas apresentem comportamento mais favorável.</p>
<h2>Seguro rural cai 24,3% e prestamista recua 26,9%</h2>
<p>A composição das vendas da Brasilseg mostra que a retração esteve concentrada em segmentos relevantes para a atuação da companhia no <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341803">mercado</a> bancário.</p>
<p>Os prêmios emitidos em seguros rurais totalizaram R$ 1,680 bilhão no terceiro trimestre, queda de 24,3% em relação aos R$ 2,220 bilhões registrados no mesmo período de 2025.</p>
<p>Dentro dessa categoria, o seguro agrícola apresentou retração de 32,3%, enquanto o penhor rural recuou 24,6%. O seguro de vida do produtor rural também registrou redução, de 20,8%.</p>
<p>O seguro prestamista, utilizado para oferecer cobertura a obrigações financeiras em determinadas situações previstas em contrato, apresentou diminuição de 26,9% nos prêmios emitidos. O faturamento desse segmento passou de R$ 921,3 milhões para R$ 673,2 milhões.</p>
<p>Já os seguros de vida registraram queda de 8,9%, com emissão de R$ 864,6 milhões no trimestre.</p>
<p>O comportamento foi diferente no segmento residencial. Os prêmios emitidos cresceram 28,6%, alcançando aproximadamente R$ 171 milhões. Apesar da expansão, a modalidade ainda representa uma parcela relativamente pequena das vendas totais da Brasilseg.</p>
<p>No acumulado dos nove primeiros meses, os seguros rurais apresentaram redução de 13% nos prêmios emitidos, enquanto o prestamista recuou 10,3% e o seguro de vida diminuiu 6,5%. O seguro residencial avançou 25% no mesmo intervalo.</p>
<p>A concentração da retração nas modalidades rural e prestamista ajuda a explicar a revisão das projeções da companhia. São produtos relacionados a operações de crédito e à comercialização por canais bancários, cuja demanda pode ser afetada pelas condições de financiamento e pelas decisões dos clientes de contratar novas coberturas.</p>
<h2>Índice combinado sobe para 65,1% e reduz margem operacional</h2>
<p>Além da diminuição das vendas, a Brasilseg enfrentou aumento proporcional dos custos associados às operações de seguros.</p>
<p>O índice combinado, que reúne sinistros, despesas de comercialização e outros custos operacionais em relação aos prêmios ganhos, passou de 63,5% no terceiro trimestre de 2025 para 65,1% no mesmo período de 2026.</p>
<p>O aumento de 1,6 ponto percentual significa que a companhia passou a consumir uma parcela maior das receitas reconhecidas para cobrir despesas relacionadas à sua atividade.</p>
<p>A sinistralidade atingiu 22,5%, ante 22,1% um ano antes. Já o índice de comissionamento avançou de 31,1% para 32,7%, refletindo maior peso proporcional dos custos de aquisição e distribuição.</p>
<p>O resultado operacional não decorrente de juros da Brasilseg caiu 9%, para R$ 1,231 bilhão. A redução ocorreu apesar de as despesas administrativas apresentarem queda de 5,6% na comparação anual.</p>
<p>No acumulado de janeiro a setembro, o índice de sinistralidade ficou em 22,7%, abaixo dos 23,2% observados no mesmo período de 2025. Isso demonstra que a piora do indicador no terceiro trimestre não se reproduziu integralmente na comparação dos nove meses.</p>
<p>O resultado financeiro da Brasilseg também recuou. O indicador atingiu R$ 268,8 milhões no trimestre, diminuição de 17,8%, pressionado pelo menor rendimento das aplicações e pelo aumento de despesas financeiras.</p>
<p>A combinação entre receitas menores, maior proporção de custos operacionais e redução dos ganhos financeiros explica a deterioração do lucro da seguradora.</p>
<h2>BB Corretora registra queda de 6,2% no lucro trimestral</h2>
<p>A BB Corretora também contribuiu para a redução do resultado da BB Seguridade. A empresa, responsável pela distribuição de seguros, previdência, capitalização e outros produtos, registrou lucro líquido de R$ 884,2 milhões no terceiro trimestre, queda de 6,2% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior.</p>
<p>A diferença representa aproximadamente R$ 58,9 milhões a menos de contribuição para a holding.</p>
<p>As receitas de corretagem diminuíram 4,9%, passando de R$ 1,481 bilhão para R$ 1,409 bilhão. A contração foi influenciada principalmente pela redução das comissões obtidas com seguros e títulos de capitalização.</p>
<p>No segmento de seguros, as receitas de corretagem caíram 3,8%, para R$ 1,151 bilhão. As comissões provenientes de capitalização tiveram retração de 28,6%, chegando a R$ 96,7 milhões.</p>
<p>Em contrapartida, a corretagem de planos de previdência apresentou crescimento de 6,7%, alcançando R$ 151,9 milhões. A expansão foi favorecida pelo maior volume de contribuições em produtos que oferecem remuneração superior à obtida com determinadas modalidades de aportes recorrentes.</p>
<p>A empresa conseguiu reduzir despesas gerais e administrativas em 9,2%, movimento que contribuiu para elevar a margem operacional. Entretanto, a queda de 17,3% no resultado financeiro limitou os efeitos positivos da contenção de custos.</p>
<p>O desempenho mostra que a redução das receitas de distribuição não foi integralmente compensada pelo crescimento das operações de previdência e pela <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank"  rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341804">economia</a> administrativa.</p>
<h2>Brasilprev recupera captação e registra lucro de R$ 710,8 milhões</h2>
<p>As operações de previdência apresentaram comportamento diferente dos negócios de seguros e corretagem. A Brasilprev registrou lucro líquido gerencial de R$ 710,8 milhões no terceiro trimestre, crescimento de 0,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.</p>
<p>Embora o avanço anual tenha sido limitado, o resultado mais que dobrou em relação ao segundo trimestre de 2026, quando o lucro havia sido de R$ 337,4 milhões.</p>
<p>O resultado operacional não decorrente de juros cresceu 10% na comparação anual. A expansão foi sustentada pelo aumento de 5,8% das receitas com taxas de gestão e pela redução de 8,3% das despesas administrativas.</p>
<p>Outro destaque foi a recuperação da captação líquida. A Brasilprev recebeu R$ 1,7 bilhão a mais do que o volume resgatado ou transferido pelos clientes durante o trimestre, revertendo a saída líquida de R$ 3,9 bilhões registrada no mesmo período de 2025.</p>
<p>A diferença entre os dois resultados representa uma melhora de aproximadamente R$ 5,6 bilhões no fluxo líquido de recursos.</p>
<p>As contribuições aos planos de previdência cresceram 4,7%, alcançando R$ 13,9 bilhões. A companhia também identificou redução nos índices de resgate e portabilidade, que ficaram entre os menores níveis observados nos últimos cinco anos.</p>
<p>No acumulado de janeiro a setembro, a captação líquida foi positiva em R$ 4,5 bilhões, diante de uma saída líquida de R$ 9,1 bilhões no mesmo período do ano passado.</p>
<p>As reservas de previdência superaram R$ 514 bilhões, segundo o comunicado de resultados, enquanto o indicador utilizado nas projeções da companhia, referente às reservas PGBL e VGBL, apresentou expansão de 12,6% na comparação anual.</p>
<p>O desempenho contribuiu para compensar parte da retração observada nos negócios de seguros, embora o resultado financeiro da Brasilprev ainda tenha apresentado pressão na comparação com o terceiro trimestre de 2025.</p>
<h2>Resultado financeiro cai para R$ 655,7 milhões</h2>
<p>O resultado financeiro combinado da BB Seguridade e de suas investidas totalizou R$ 655,7 milhões no terceiro trimestre, após impostos. O valor representa redução de 8,3% em relação ao mesmo período do ano anterior.</p>
<p>A companhia atribuiu o movimento principalmente à diminuição de 4,9% no saldo médio das aplicações financeiras, ao recuo da taxa média Selic no trimestre e ao aumento do custo de determinadas obrigações da Brasilprev.</p>
<p>A taxa Selic média considerada no relatório passou de 14,90% no terceiro trimestre de 2025 para 13,96% no mesmo intervalo de 2026.</p>
<p>A redução dos juros influencia o rendimento de parte dos títulos pós-fixados mantidos pelas empresas do grupo. Seus efeitos, entretanto, dependem também da composição das aplicações e da maneira como os passivos financeiros são atualizados.</p>
<p>Na Brasilprev, houve constituição de uma provisão complementar de cobertura de R$ 65,6 milhões, enquanto no terceiro trimestre de 2025 havia ocorrido uma reversão de R$ 43,6 milhões.</p>
<p>A mudança corresponde a uma diferença desfavorável de R$ 109,2 milhões entre os períodos, considerada isoladamente. O cálculo ajuda a dimensionar o efeito da alteração das provisões sobre os resultados financeiros.</p>
<p>O custo dos passivos da previdência também foi influenciado pela variação do IGP-M com defasagem de um mês. O índice considerado passou de deflação de 2,1% no terceiro trimestre de 2025 para deflação de 1,9% em 2026.</p>
<p>Em setembro, 47,7% das aplicações consolidadas estavam vinculadas a títulos pós-fixados, enquanto 38,4% eram indexadas à inflação e 13,9% estavam em títulos prefixados.</p>
<p>Apesar da redução trimestral, o resultado financeiro combinado acumulado até setembro alcançou R$ 1,565 bilhão, crescimento de 4,4% em relação aos nove primeiros meses de 2025.</p>
<h2>BB Seguridade mantém duas projeções e corta estimativa da Brasilseg</h2>
<p>A revisão das projeções divulgada em fato relevante constitui uma das principais informações do balanço para acompanhar o desempenho da companhia no encerramento de 2026.</p>
<p>A BB Seguridade passou a prever retração dos prêmios emitidos pela Brasilseg entre 11% e 15%, substituindo a faixa anterior, que admitia variação entre queda de 3% e crescimento de 2%.</p>
<p>O ajuste ocorre depois de os prêmios emitidos acumularem redução de 9,2% nos nove primeiros meses do ano. Para que a variação anual alcance o novo intervalo projetado, o último trimestre precisará refletir um desempenho suficientemente fraco para aprofundar a retração observada até setembro.</p>
<p>Em contrapartida, a companhia manteve a projeção de variação do resultado operacional não decorrente de juros, excluída a holding, entre queda de 3% e 7%.</p>
<p>Nos nove primeiros meses, esse indicador apresentou retração de apenas 1,2%, desempenho superior ao intervalo originalmente previsto para o exercício completo.</p>
<p>Também foi mantida a expectativa de crescimento das reservas de previdência PGBL e VGBL da Brasilprev entre 8% e 11%. Até setembro, a expansão havia alcançado 12,6%, superando o limite superior da projeção anual.</p>
<p>No fato relevante, a administração atribuiu o desempenho operacional melhor do que o esperado à sinistralidade favorável nas operações de seguros e ao aumento das receitas com taxas de gestão na previdência.</p>
<p>A decisão de manter duas projeções e revisar apenas a estimativa de prêmios mostra que as pressões comerciais da Brasilseg não se traduziram de maneira uniforme em todos os indicadores financeiros do grupo.</p>
<h2>Lucro acumulado permanece próximo de R$ 6,8 bilhões</h2>
<p>A BB Seguridade encerrou os nove primeiros meses de 2026 com lucro líquido gerencial recorrente de R$ 6,804 bilhões, crescimento de 0,1% em relação ao mesmo período de 2025.</p>
<p>O resultado das participações societárias caiu 1,2%, passando de R$ 6,769 bilhões para R$ 6,691 bilhões. A retração foi compensada principalmente pela expansão do resultado financeiro da holding, que aumentou de R$ 63,3 milhões para R$ 196,3 milhões no acumulado do ano.</p>
<p>Na Brasilseg, o lucro líquido gerencial recorrente dos nove primeiros meses foi de R$ 3,482 bilhões, queda de 4,2%. A Brasilprev, por sua vez, registrou lucro de R$ 1,586 bilhão, crescimento de 7,1%.</p>
<p>A Brasilcap apresentou lucro acumulado de R$ 269,9 milhões, avanço de 23,2%. Parte desse crescimento decorre de um efeito tributário reconhecido no início do ano. Excluído esse impacto, a expansão teria sido de 12,6%, segundo a companhia.</p>
<p>Os resultados demonstram que a estabilidade do lucro consolidado foi sustentada por fontes diferentes de receita, enquanto as atividades de seguros e distribuição enfrentaram redução de rentabilidade.</p>
<h2>Vendas de seguros e juros serão determinantes para o fechamento de 2026</h2>
<p>As informações divulgadas pela BB Seguridade deixam três variáveis centrais para o acompanhamento do desempenho no último trimestre de 2026: a evolução dos prêmios emitidos pela Brasilseg, a continuidade da recuperação da captação de previdência e o comportamento dos resultados financeiros.</p>
<p>No segmento de seguros, o novo intervalo de projeção estabelece uma expectativa mais baixa para a atividade comercial. A queda das vendas de produtos rurais e prestamistas também poderá influenciar o reconhecimento de receitas em períodos posteriores, conforme a duração e as condições dos contratos.</p>
<p>Na previdência, a recuperação da captação líquida e o crescimento das reservas sustentam a evolução das receitas com taxas de gestão. O desempenho financeiro, contudo, continuará sujeito às condições dos mercados de juros e inflação e à atualização das obrigações dos planos.</p>
<p>A companhia realizará nesta quarta-feira, 4 de novembro, às 11h, sua reunião virtual de resultados com investidores e analistas. O encontro deverá permitir esclarecimentos adicionais sobre as projeções revisadas, o comportamento das vendas de seguros e as perspectivas das diferentes empresas do grupo.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>BB Seguridade — Análise do Desempenho do terceiro trimestre de 2026, divulgada em 3 de novembro, com resultados gerenciais da holding e de suas participações.</em></p>
<p><em>BB Seguridade — fato relevante de 3 de novembro de 2026 sobre a revisão das projeções empresariais, incluindo prêmios emitidos pela Brasilseg e reservas da Brasilprev.</em></p>
<p><em>BB Seguridade — comunicado oficial de resultados dos nove primeiros meses de 2026, com indicadores de seguros, previdência, capitalização e corretagem.</em></p>
<p><em>BB Seguridade Relações com Investidores — demonstrações contábeis do terceiro trimestre de 2026 e calendário da reunião de apresentação dos resultados.</em></p>
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		<title>Mega da Virada 2026 abre apostas com prêmio acima de R$ 1 bilhão; sorteio será em janeiro</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/mega-da-virada-2026-premio-1-bilhao-apostas</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Aparecida Garcia]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Nov 2026 15:21:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Loterias]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[apostas Mega da Virada]]></category>
		<category><![CDATA[bolão Mega da Virada]]></category>
		<category><![CDATA[Caixa Econômica Federal]]></category>
		<category><![CDATA[Concurso 3100]]></category>
		<category><![CDATA[loterias Caixa]]></category>
		<category><![CDATA[Mega da Virada 2026]]></category>
		<category><![CDATA[Mega-Sena]]></category>
		<category><![CDATA[Prêmio de R$ 1 bilhão]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mega da Virada 2026 abre apostas com prêmio acima de R$ 1 bilhão. Veja valores, prazo para apostar, probabilidades e data do sorteio em 2027.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Caixa Econômica Federal iniciou na terça-feira, 3 de novembro, as apostas para a Mega da Virada 2026, com prêmio principal estimado em mais de R$ 1 bilhão. A 18ª edição do concurso especial da Mega-Sena terá uma mudança importante no calendário: o sorteio está programado para 1º de janeiro de 2027, às 11h, enquanto os apostadores poderão registrar seus jogos até as 22h de 31 de dezembro de 2026, no horário de Brasília.</p>
<p>O concurso nº 3.100 será realizado no Espaço da Sorte, na Avenida Paulista, em São Paulo. A aposta simples custa R$ 6 e permite escolher seis números entre as 60 dezenas disponíveis. Os jogos podem ser registrados nas casas lotéricas, no portal e no aplicativo das Loterias Caixa e, para correntistas da instituição, pelo Internet Banking.</p>
<p>A estimativa bilionária coloca a edição entre as maiores da história das loterias brasileiras, mas o valor definitivo dependerá da arrecadação até o encerramento das apostas. Na Mega da Virada de 2025, o prêmio inicialmente projetado em R$ 850 milhões chegou a R$ 1.091.357.286,52, distribuídos entre seis apostas que acertaram as seis dezenas. Cada uma recebeu R$ 181.892.881,09.</p>
<p>O resultado anterior também estabelece uma referência para a premiação deste ano. Embora a estimativa inicial de 2026 já ultrapasse R$ 1 bilhão, será necessário superar aproximadamente R$ 1,091 bilhão para estabelecer um novo recorde em valores nominais. Até a confirmação do montante final, a projeção não pode ser tratada como a maior premiação efetivamente paga pela modalidade.</p>
<h2>Mega da Virada 2026 terá sorteio em 1º de janeiro de 2027</h2>
<p>A principal alteração anunciada pela Caixa está no calendário. Tradicionalmente associado à noite de 31 de dezembro, o sorteio especial deste ano foi programado para a manhã de 1º de janeiro de 2027, uma sexta-feira, às 11h. O prazo para registrar apostas termina na noite anterior, às 22h de quinta-feira, 31 de dezembro.</p>
<p>A mudança estabelece um intervalo de aproximadamente 13 horas entre o encerramento das apostas e o horário previsto para o sorteio. Durante esse período, não serão aceitos novos jogos para o concurso especial, conforme o cronograma divulgado pela instituição.</p>
<p>Na edição de 2025, o sorteio inicialmente previsto para 31 de dezembro precisou ser transferido para 1º de janeiro de 2026 devido a problemas operacionais associados ao elevado volume de transações. Na ocasião, a Caixa informou que os canais eletrônicos registraram uma demanda excepcional durante as últimas horas de comercialização.</p>
<p>Para 2026, entretanto, a realização em janeiro já faz parte do calendário anunciado no início das vendas. Não há confirmação de que a escolha da nova data tenha sido motivada pelos problemas operacionais registrados na edição anterior.</p>
<p>A Caixa mantém o Espaço da Sorte como local de realização do concurso, com divulgação dos números sorteados pelos seus canais oficiais. Os apostadores poderão consultar posteriormente os resultados e os valores destinados a cada faixa de premiação.</p>
<h2>Prêmio estimado supera R$ 1 bilhão, mas valor definitivo depende das apostas</h2>
<p>O prêmio divulgado no início da comercialização é uma estimativa. O montante efetivamente distribuído dependerá da arrecadação do concurso e dos recursos acumulados conforme os critérios previstos para a modalidade.</p>
<p>A Mega da Virada possui um mecanismo próprio de formação do prêmio principal. Além de uma parcela dos valores arrecadados especificamente com o concurso especial, o cálculo considera recursos reservados durante os concursos regulares da Mega-Sena e outras quantias acumuladas destinadas à faixa de seis acertos.</p>
<p>As regras atualmente divulgadas pela Caixa destinam 90% do valor reservado às faixas de premiação da Mega da Virada para os acertadores das seis dezenas. Outros 5% são destinados aos apostadores com cinco acertos, enquanto os 5% restantes correspondem à faixa de quatro acertos. Esses percentuais incidem sobre a parcela destinada aos prêmios, não sobre toda a arrecadação das apostas.</p>
<p>A estrutura de distribuição ajuda a concentrar os maiores valores na faixa principal. Nos concursos regulares, parte dos recursos também é reservada para premiações futuras, incluindo sorteios de final zero ou cinco e o concurso especial de encerramento do ano.</p>
<p>A experiência de 2025 demonstra como o volume de vendas pode alterar significativamente as projeções. Naquela edição, o prêmio aumentou aproximadamente 28,4% em relação à estimativa inicial de R$ 850 milhões, alcançando R$ 1,091 bilhão. O resultado foi acompanhado por uma arrecadação superior a R$ 3 bilhões, segundo os dados divulgados pela Caixa.</p>
<p>Para 2026, ainda não existe valor definitivo de arrecadação ou de premiação. Esses números serão conhecidos após o encerramento das apostas e a consolidação financeira do concurso.</p>
<h2>Mega da Virada não transfere o prêmio principal para o concurso seguinte</h2>
<p>Uma das diferenças mais relevantes entre a Mega da Virada e os sorteios regulares da Mega-Sena está na distribuição do prêmio quando não existem apostas com seis acertos.</p>
<p>No concurso especial, se nenhuma aposta acertar as seis dezenas, o valor reservado à faixa principal será somado à parcela destinada aos apostadores que acertarem cinco números. Caso também não existam apostas premiadas nessa faixa, os recursos serão transferidos para a quadra, destinada a quem acertar quatro dezenas.</p>
<p>O regulamento prevê que, somente na ausência de apostas premiadas em todas as faixas, os valores sejam acumulados para o concurso seguinte, respeitando as respectivas categorias. A regra diferencia o concurso especial dos sorteios convencionais, nos quais a inexistência de acertadores da sena geralmente provoca a transferência da premiação principal para o próximo concurso.</p>
<p>Quando há mais de uma aposta vencedora na mesma faixa, o montante correspondente é dividido conforme as regras de rateio. Isso significa que o prêmio anunciado não representa necessariamente o valor que cada apostador receberá.</p>
<p>Na Mega da Virada de 2025, por exemplo, seis apostas dividiram o prêmio principal de R$ 1,091 bilhão. Duas delas eram bolões, realizados em Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, e Franco da Rocha, em São Paulo. As outras apostas premiadas foram registradas em João Pessoa, na Paraíba, e nos canais eletrônicos da Caixa.</p>
<p>A edição também teve 3.921 apostas premiadas na quina, com pagamento de R$ 11.931,42 para cada uma, e 308.315 apostas na quadra, que receberam R$ 216,76 individualmente.</p>
<h2>Aposta simples custa R$ 6 e chance de acertar seis números é de uma em 50 milhões</h2>
<p>A Mega da Virada utiliza o mesmo universo de 60 dezenas da Mega-Sena convencional. O apostador deve selecionar pelo menos seis números, podendo ampliar a quantidade de dezenas escolhidas até o limite de 20, mediante pagamento de valores progressivamente maiores.</p>
<p>Segundo a tabela oficial da Caixa, uma aposta simples de seis dezenas custa R$ 6 e apresenta probabilidade de uma em 50.063.860 de acertar todos os números sorteados. Para obter uma premiação de cinco acertos, a chance é de uma em 154.518, enquanto a probabilidade de acertar quatro números é de uma em 2.332.</p>
<p>O custo aumenta de acordo com a quantidade de combinações possíveis dentro do mesmo jogo. Uma aposta com sete dezenas custa R$ 42 e corresponde a sete combinações diferentes de seis números. Nesse caso, a probabilidade de acertar a sena passa para uma em 7.151.980.</p>
<p>Com oito números escolhidos, o valor chega a R$ 168, equivalente a 28 combinações simples. A chance de acertar as seis dezenas melhora para uma em 1.787.995, segundo a tabela da instituição.</p>
<p>O aumento da probabilidade, portanto, acompanha a elevação do gasto. O registro de mais dezenas não elimina a possibilidade de não receber qualquer prêmio, e todas as combinações individuais de seis números continuam sujeitas às mesmas probabilidades matemáticas.</p>
<p>A Caixa também oferece a modalidade Surpresinha, em que os números são selecionados automaticamente pelo sistema. Essa escolha não altera as chances de premiação em relação a uma aposta com a mesma quantidade de dezenas selecionadas manualmente.</p>
<h2>Bolão da Mega da Virada permite dividir apostas entre participantes</h2>
<p>Os apostadores também podem participar do concurso por meio dos Bolões Caixa, modalidade que permite reunir participantes em uma aposta coletiva e dividir os eventuais prêmios de acordo com as cotas adquiridas.</p>
<p>Na Mega-Sena, o regulamento permite bolões com no mínimo duas e no máximo 100 cotas, dependendo da quantidade de dezenas utilizadas. Cada recibo pode reunir até dez apostas, desde que todas tenham o mesmo número de dezenas selecionadas.</p>
<p>O valor mínimo do bolão é de R$ 18, enquanto as cotas têm valor mínimo de R$ 7, observadas as condições aplicáveis a cada configuração. Os participantes podem organizar seus próprios grupos ou adquirir cotas de bolões oferecidos por casas lotéricas.</p>
<p>Nos bolões comercializados pelas lotéricas, a Caixa permite a cobrança de uma tarifa de serviço adicional de até 35% sobre o valor da cota. Essa cobrança remunera o serviço de organização e comercialização e não aumenta o valor da aposta que efetivamente participa do sorteio.</p>
<p>Quando o próprio grupo organiza e registra seu bolão, não existe essa tarifa de organização da lotérica. A participação é formalizada por comprovantes individuais, que identificam as cotas e permitem aos participantes exercer seus direitos sobre eventuais premiações.</p>
<p>Embora possibilite a divisão do custo de apostas maiores, o bolão também implica a repartição do prêmio entre os participantes. O valor recebido por cada cota depende da quantidade de cotas e da estrutura da aposta registrada.</p>
<h2>Apostas devem ser registradas exclusivamente nos canais oficiais da Caixa</h2>
<p>Com a abertura da comercialização da Mega da Virada 2026, a Caixa reforça a importância de utilizar canais autorizados. A instituição mantém uma rede de mais de 13 mil unidades lotéricas, além do portal e do aplicativo oficial das Loterias Caixa.</p>
<p>Os clientes do banco também podem registrar apostas pelo Internet Banking Caixa, observadas as condições de utilização do serviço. Nos canais digitais, o apostador deve seguir os procedimentos de identificação e pagamento exigidos pela plataforma.</p>
<p>A instituição já divulgou alertas sobre páginas fraudulentas que reproduzem a identidade visual das loterias, simulam a venda de apostas e não registram os jogos nos sistemas oficiais. Além do risco de prejuízo financeiro, esses serviços podem ser utilizados para obter dados pessoais e bancários.</p>
<p>A validade da aposta depende de seu efetivo registro e da emissão do comprovante correspondente. O documento permite identificar o concurso, os números selecionados e os demais dados necessários à conferência do jogo.</p>
<p>Outro prazo relevante é o de recebimento das premiações. Conforme as regras oficiais da Mega-Sena, os valores devem ser reclamados em até 90 dias após a data do sorteio. Encerrado esse período, os prêmios não retirados são destinados ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), nos termos da legislação aplicável.</p>
<p>Com as apostas abertas desde 3 de novembro, o concurso especial nº 3.100 permanecerá disponível até 31 de dezembro de 2026. A definição do prêmio final dependerá da arrecadação, enquanto os números vencedores serão conhecidos no sorteio programado para 1º de janeiro de 2027.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Caixa Econômica Federal — anúncio de abertura das apostas da Mega da Virada 2026, com estimativa de premiação, identificação do concurso e calendário divulgado em 3 de novembro de 2026.</em></p>
<p><em>Loterias Caixa — regulamento oficial da Mega-Sena, valores das apostas, probabilidades, regras dos bolões e critérios de distribuição dos prêmios.</em></p>
<p><em>Caixa <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/noticias" target="_blank"  rel="noopener" title="Notícias" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341784">Notícias</a> — comunicado oficial de 1º de janeiro de 2026 com o resultado da Mega da Virada 2025, os valores pagos e a quantidade de apostas premiadas.</em></p>
<p><em>Caixa Econômica Federal — orientações institucionais sobre canais autorizados de apostas, prevenção de fraudes e prazo de recebimento das premiações.</em></p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Brasil tem 168,7 milhões de usuários de internet, mas desigualdade digital limita acesso à IA e serviços</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/brasil-internet-desigualdade-digital-inteligencia-artificial</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Bianca Neri]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Nov 2026 15:17:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Anatel]]></category>
		<category><![CDATA[Cetic.br]]></category>
		<category><![CDATA[conectividade]]></category>
		<category><![CDATA[data centers]]></category>
		<category><![CDATA[Desigualdade digital]]></category>
		<category><![CDATA[gov.br]]></category>
		<category><![CDATA[IBGE]]></category>
		<category><![CDATA[inclusão digital]]></category>
		<category><![CDATA[Inteligência Artificial]]></category>
		<category><![CDATA[internet no Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Redata]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Transformação Digital]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Brasil tem 168,7 milhões de usuários de internet, mas desigualdade digital limita acesso à inteligência artificial, equipamentos e serviços públicos.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Brasil alcançou 168,7 milhões de usuários de internet em 2025, o equivalente a 90,5% da população com dez anos ou mais, mas a expansão do acesso não eliminou as desigualdades na utilização de tecnologias digitais. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) e da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) mostram que o país continua enfrentando limitações relacionadas à qualidade das conexões, à disponibilidade de computadores e às habilidades necessárias para aproveitar serviços digitais e ferramentas de inteligência artificial.</p>
<p>O contraste aparece no uso da internet móvel. Pesquisa do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) identificou aproximadamente 64 milhões de brasileiros que tiveram o pacote de dados do celular esgotado pelo menos uma vez durante os três meses anteriores à entrevista. O grupo representa 39% das pessoas que possuíam telefone celular no levantamento. Entre os afetados, parte deixou de acessar aplicativos que utilizava habitualmente, mesmo permanecendo em áreas com infraestrutura de telecomunicações.</p>
<p>A diferença também alcança os dispositivos disponíveis. Enquanto 97% dos domicílios da classe A possuem computador, apenas 10% das residências das classes D e E contam com esse tipo de equipamento. Nos domicílios rurais, a proporção é de 15%. Esses indicadores ajudam a explicar por que a ampliação da cobertura de internet não produz necessariamente as mesmas oportunidades de educação, <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/trabalho" target="_blank"  rel="noopener" title="Trabalho" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341802">trabalho</a> e participação econômica para todos os usuários.</p>
<p>O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou ainda problemas na coordenação das políticas destinadas a reduzir essas desigualdades. Levantamento analisado em setembro de 2026 encontrou 207 iniciativas federais e 211 políticas estaduais e municipais de inclusão digital, além de dificuldades para integrar informações, identificar sobreposições e estabelecer mecanismos permanentes de financiamento.</p>
<p>Os resultados apontam para uma mudança nas necessidades da digitalização brasileira. A infraestrutura continua sendo necessária, especialmente fora dos centros urbanos, mas o acesso efetivo também depende de equipamentos, condições financeiras, segurança e conhecimentos para utilizar a tecnologia.</p>
<h2>Internet alcança 90,5% da população, mas 17,7 milhões continuam sem acesso</h2>
<p>O avanço da conectividade brasileira aparece na série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua). Segundo o IBGE, a proporção de pessoas com dez anos ou mais que utilizaram a internet aumentou de 66% em 2016 para 90,5% em 2025, crescimento de 24,5 pontos percentuais em nove anos.</p>
<p>Em números absolutos, a quantidade de usuários alcançou 168,7 milhões, considerando uma população estimada de 186,4 milhões de pessoas nessa faixa etária. Apesar do crescimento, 17,7 milhões não haviam utilizado a internet nos três meses anteriores à pesquisa.</p>
<p>A diferença de acesso entre áreas urbanas e rurais permanece relevante. Nas cidades, 91,5% das pessoas utilizaram a rede em 2025, enquanto nas áreas rurais o percentual chegou a 83%. A distância de 8,5 pontos percentuais demonstra que o avanço nacional ainda apresenta distribuição desigual.</p>
<p>A escolaridade também influencia a utilização dos serviços. Entre pessoas sem instrução, a proporção de usuários ficou em 50,1%, enquanto alcançou 97,4% entre aquelas com ensino superior completo. A diferença de 47,3 pontos percentuais indica que o acesso à internet está associado a condições educacionais que vão além da disponibilidade física de uma conexão.</p>
<p>Entre os brasileiros que não utilizaram a rede, 44,9% apontaram como principal motivo a falta de conhecimento para navegar na internet. Esse obstáculo foi particularmente relevante entre pessoas com 60 anos ou mais, grupo no qual 66,5% dos não usuários mencionaram a dificuldade de utilização.</p>
<p>O IBGE também verificou que 95% dos domicílios brasileiros utilizavam internet em 2025, correspondendo a aproximadamente 76 milhões de residências. O percentual representa crescimento de 1,3 ponto percentual em relação ao ano anterior.</p>
<p>Os indicadores domiciliares e individuais medem situações diferentes. Uma residência pode possuir conexão sem que todos os moradores utilizem regularmente os serviços digitais, assim como uma pessoa pode acessar a rede em locais externos ao domicílio.</p>
<h2>Apenas 32% dos domicílios possuem computador</h2>
<p>A disponibilidade de equipamentos constitui outra dimensão da desigualdade. A pesquisa TIC Domicílios 2025, conduzida pelo Cetic.br, identificou computadores em 32% das residências brasileiras, incluindo computadores de mesa, notebooks e tablets.</p>
<p>O resultado apresenta diferenças expressivas entre classes sociais. Na classe A, 97% dos domicílios possuem ao menos um desses equipamentos. Na classe B, o percentual cai para 78%, enquanto na classe C chega a 34%. Nas classes D e E, apenas 10% dos domicílios possuem computador.</p>
<p>A distância entre os extremos é de 87 pontos percentuais. Isso significa que a presença de computadores nas residências de maior renda é quase dez vezes superior à observada nas classes de menor poder aquisitivo.</p>
<p>A desigualdade permanece quando se considera a presença simultânea de computador e internet. Segundo o Cetic.br, 97% dos domicílios da classe A possuem os dois recursos, contra apenas 9% nas classes D e E.</p>
<p>O levantamento mostra ainda que 64% das residências das classes D e E possuem internet, mas não contam com computador. Essa configuração indica que a conectividade pode estar disponível principalmente por meio de smartphones e outros dispositivos móveis.</p>
<p>Os telefones celulares oferecem recursos suficientes para diversas atividades cotidianas, como comunicação, pagamentos e consultas. Entretanto, determinadas tarefas educacionais e profissionais podem exigir telas maiores, programas específicos e capacidade de edição de arquivos que nem sempre são igualmente acessíveis nesses aparelhos.</p>
<p>A diferença entre possuir internet e dispor de equipamentos adequados é relevante para estudantes, trabalhadores e pequenos empreendedores que dependem de ferramentas digitais para produzir documentos, acessar sistemas especializados e desenvolver atividades econômicas.</p>
<h2>Pacote de internet acaba para 64 milhões de brasileiros</h2>
<p>A pesquisa TIC Domicílios 2025 identificou uma limitação que não aparece nos indicadores tradicionais de cobertura: a interrupção do acesso decorrente do esgotamento da franquia de dados móveis.</p>
<p>Cerca de 64 milhões de brasileiros, equivalentes a 39% das pessoas com telefone celular consideradas no levantamento, informaram que seu pacote de dados terminou pelo menos uma vez nos três meses anteriores à entrevista.</p>
<p>O problema atingiu com maior intensidade os usuários de planos pré-pagos. Nesse grupo, 52% relataram o esgotamento da franquia, ante proporção menor entre usuários de outras modalidades de contratação.</p>
<p>Nas classes D e E, 61% das pessoas com celular utilizavam planos pré-pagos. A dependência dessa modalidade amplia a exposição de usuários de menor renda às limitações associadas ao consumo de dados.</p>
<p>Entre os entrevistados que tiveram a franquia esgotada, 41% conseguiram continuar utilizando apenas determinados aplicativos, enquanto 39% ficaram impedidos de acessar aplicações que costumavam utilizar.</p>
<p>Essas restrições demonstram que a presença de sinal de telefonia móvel não garante uso contínuo da internet. Para determinadas famílias, o custo do pacote contratado e a quantidade de dados disponíveis podem limitar a utilização de serviços essenciais, plataformas educacionais e ferramentas profissionais.</p>
<p>O conceito de conectividade significativa, adotado pelo Cetic.br e por organismos internacionais, procura incorporar fatores como qualidade, disponibilidade, equipamentos, acessibilidade financeira e capacidade de utilização dos serviços.</p>
<h2>Cobertura 4G supera 99% nas cidades, mas não chega à metade dos moradores rurais</h2>
<p>A infraestrutura de telecomunicações também apresenta diferenças importantes entre os territórios brasileiros. O Plano Estrutural de Redes de Telecomunicações 2025–2029, elaborado pela Anatel, informa que a tecnologia 4G alcançava 92,56% dos moradores do país em junho de 2025.</p>
<p>Nas áreas urbanas, a cobertura estimada chegava a 99,45% da população. Já nas áreas rurais, apenas 44,72% dos moradores estavam abrangidos pelo sinal dessa tecnologia.</p>
<p>A diferença de aproximadamente 54,7 pontos percentuais mostra que a cobertura quase universal nas cidades não se reproduz no campo. Embora todos os municípios brasileiros possuíssem alguma cobertura 4G, a existência de sinal em determinado município não significa atendimento integral de suas comunidades e propriedades rurais.</p>
<p>Os dados também precisam ser diferenciados dos indicadores de utilização da internet domiciliar. A PNAD Contínua registrou acesso à internet em 88% das residências rurais em 2025, mas esse acesso pode ocorrer por tecnologias diferentes do 4G, incluindo redes fixas, conexões via rádio e serviços de comunicação por satélite.</p>
<p>A Anatel mantém compromissos regulatórios para expansão das redes em localidades e rodovias ainda não atendidas. Entre as iniciativas, estão obrigações estabelecidas em licitações de radiofrequência e projetos destinados a regiões com menor atratividade econômica para investimentos privados.</p>
<p>Em fevereiro de 2026, a agência anunciou uma licitação da faixa de 700 MHz, com previsão de investimentos de R$ 2 bilhões para ampliar a cobertura de telefonia móvel e alcançar comunidades e trechos rodoviários sem atendimento adequado.</p>
<p>O desenvolvimento dessas redes poderá ampliar as possibilidades de acesso em áreas onde a infraestrutura permanece limitada, mas não elimina os problemas de custo, disponibilidade de aparelhos e capacitação identificados nas pesquisas.</p>
<h2>Inteligência artificial chega a 50 milhões de brasileiros e amplia diferença entre classes sociais</h2>
<p>A expansão da inteligência artificial generativa acrescentou uma nova dimensão à desigualdade digital. Segundo a TIC Domicílios 2025, aproximadamente 50 milhões de brasileiros com dez anos ou mais utilizaram ferramentas dessa categoria, correspondendo a 32% dos usuários de internet considerados pela pesquisa.</p>
<p>A adoção foi significativamente maior entre pessoas de renda elevada e escolaridade superior. Na classe A, 69% dos usuários de internet utilizaram ferramentas de IA generativa, enquanto nas classes D e E a proporção ficou em 16%.</p>
<p>A diferença de 53 pontos percentuais mostra que a incorporação dessas tecnologias ocorre em ritmos distintos conforme as condições socioeconômicas.</p>
<p>Entre usuários com ensino superior, 59% declararam ter utilizado inteligência artificial generativa. No grupo com ensino fundamental, o percentual foi de 17%, diferença de 42 pontos percentuais.</p>
<p>O uso declarado foi predominantemente pessoal, citado por 84% daqueles que utilizaram a tecnologia. Entre estudantes de escolas e universidades que recorreram à IA, 86% mencionaram pesquisas ou trabalhos acadêmicos.</p>
<p>A falta de habilidades também aparece como obstáculo. Entre os não usuários de IA com escolaridade até o ensino fundamental, 65% apontaram dificuldades relacionadas ao conhecimento necessário para utilizar essas ferramentas.</p>
<p>Os dados não permitem concluir que o uso de inteligência artificial tenha produzido ganhos específicos de produtividade ou renda para os grupos pesquisados. Eles demonstram, entretanto, que a oportunidade de experimentar essas ferramentas está distribuída de maneira desigual.</p>
<p>A distância entre os grupos pode adquirir importância econômica à medida que aplicações de inteligência artificial passam a integrar atividades profissionais, sistemas educacionais e serviços empresariais.</p>
<h2>Apenas 13,6% dos brasileiros apresentam habilidades digitais acima do nível básico</h2>
<p>Um estudo divulgado pela Anatel em maio de 2026 mostra que o desenvolvimento de competências digitais não acompanha automaticamente a expansão do número de usuários de internet.</p>
<p>A agência passou a utilizar uma metodologia alinhada às diretrizes da União Internacional de Telecomunicações (UIT), com 20 indicadores distribuídos em cinco áreas: informação e dados, comunicação e colaboração, criação de conteúdo digital, segurança e resolução de problemas.</p>
<p>Segundo o levantamento, 21,3% da população apresentava nível agregado básico de habilidades digitais em 2025, ante 18,3% em 2022. Já a parcela com nível acima do básico recuou de 14,1% para 13,6% no mesmo intervalo.</p>
<p>O estudo também identificou dificuldades nas competências relacionadas à segurança digital e à criação de conteúdo, atividades que exigem conhecimentos mais específicos do que a utilização cotidiana de aplicativos.</p>
<p>As diferenças foram observadas principalmente entre faixas de escolaridade, classes sociais, regiões e grupos etários. Pessoas residentes nas regiões Norte e Nordeste, em áreas rurais e pertencentes às classes de menor renda apresentaram, de maneira geral, indicadores inferiores aos dos grupos com melhores condições socioeconômicas.</p>
<p>A Anatel considera que o desenvolvimento dessas habilidades é necessário para ampliar a capacidade da população de utilizar serviços financeiros, identificar riscos digitais, proteger dados pessoais e aproveitar ferramentas de produtividade.</p>
<p>O diagnóstico também fornece informações para políticas de formação profissional e educação digital. A agência estabeleceu metas de longo prazo e defendeu a concentração de esforços em grupos com maiores dificuldades de acesso e utilização.</p>
<h2>Gov.br reúne 177 milhões de usuários, mas TCU identifica riscos de exclusão</h2>
<p>A digitalização do setor público brasileiro avançou com a expansão do Gov.br, plataforma que centraliza a identificação digital e o acesso a milhares de serviços governamentais.</p>
<p>Segundo o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, o sistema alcançou aproximadamente 177 milhões de usuários em 2026. A plataforma reúne serviços federais e permite a integração com sistemas estaduais e municipais, incluindo funcionalidades relacionadas à Previdência Social, saúde, educação, trabalho e documentação.</p>
<p>O crescimento reduziu a necessidade de deslocamento presencial em diferentes procedimentos administrativos. Entretanto, a ampliação da oferta digital também cria exigências relacionadas à autenticação, à segurança das contas e à capacidade dos usuários de operar os sistemas.</p>
<p>Em auditoria divulgada em agosto, o Tribunal de Contas da União examinou a gestão de identidade e os mecanismos de proteção das contas Gov.br. O trabalho identificou riscos relacionados ao uso inadequado de senhas, à exposição a fraudes e às dificuldades de parte da população para utilizar os recursos de segurança.</p>
<p>A avaliação destacou a necessidade de melhorar a experiência dos usuários e ampliar orientações sobre os mecanismos de autenticação.</p>
<p>Em outra análise, divulgada em setembro, o TCU apontou que iniciativas de inclusão digital precisam considerar os cidadãos que não conseguem utilizar os canais eletrônicos. A instituição identificou riscos quando a participação da população e o acesso às informações dependem exclusivamente de meios digitais.</p>
<p>O problema envolve a necessidade de preservar alternativas de atendimento e desenvolver serviços acessíveis para pessoas com diferentes níveis de familiaridade tecnológica.</p>
<h2>TCU identifica 418 iniciativas públicas e dificuldades de coordenação</h2>
<p>O levantamento apresentado pelo Tribunal de Contas da União em setembro de 2026 identificou 207 iniciativas federais e 211 políticas estaduais e municipais relacionadas à inclusão digital.</p>
<p>Entre as ações federais, aproximadamente 40% estavam vinculadas à digitalização de serviços públicos e à transformação do Estado. Outras iniciativas contemplavam desenvolvimento de habilidades digitais, expansão da infraestrutura e acesso a equipamentos.</p>
<p>Nos estados e municípios, a distribuição apresentou maior concentração em infraestrutura, responsável por cerca de 40% das políticas identificadas. O desenvolvimento de habilidades digitais correspondeu a 35%, enquanto ações voltadas a equipamentos representaram 19%.</p>
<p>A auditoria encontrou dificuldades relacionadas à padronização das informações e à inexistência de um sistema centralizado para registrar as iniciativas. Segundo o tribunal, essas limitações podem provocar sobreposição de esforços, dificultar a identificação de localidades não atendidas e prejudicar a avaliação dos resultados.</p>
<p>Foram identificados quatro grupos principais de riscos para a formulação do Plano Nacional de Inclusão Digital: indefinição de conceitos, insuficiência de informações, participação federativa e social limitada e ausência de fontes recorrentes de financiamento.</p>
<p>Para apoiar a avaliação de políticas públicas, o TCU desenvolveu, em parceria com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), um módulo da Plataforma Inclua destinado à identificação de riscos de exclusão digital.</p>
<p>O diagnóstico demonstra que a coordenação das ações públicas é um componente adicional da expansão tecnológica. Sem informações integradas sobre investimentos, beneficiários e resultados, diferentes programas podem atender às mesmas demandas enquanto outras permanecem descobertas.</p>
<h2>Redata cria incentivos para expansão de data centers no Brasil</h2>
<p>Além das políticas de acesso e capacitação, o governo federal passou a adotar medidas para ampliar a infraestrutura de processamento e armazenamento de dados no território nacional.</p>
<p>Em setembro de 2026, foi sancionada a Lei nº 15.504, que instituiu o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata). A legislação estabelece incentivos tributários destinados à instalação e expansão de centros de processamento de dados, incluindo estruturas utilizadas para computação em nuvem e inteligência artificial.</p>
<p>O regime prevê benefícios fiscais sobre a aquisição de determinados equipamentos, condicionados ao cumprimento de requisitos legais.</p>
<p>Entre as contrapartidas, as <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341801">empresas</a> participantes deverão disponibilizar pelo menos 10% de sua capacidade de processamento, armazenamento e tratamento de dados ao mercado brasileiro. A legislação também estabelece obrigações relacionadas a pesquisa e desenvolvimento, sustentabilidade e utilização de fontes de energia de baixa emissão.</p>
<p>De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, aproximadamente 60% das cargas digitais brasileiras dependem de serviços prestados no exterior, situação que contribui para o déficit comercial de serviços tecnológicos.</p>
<p>O Redata procura estimular investimentos em infraestrutura nacional e ampliar a disponibilidade de capacidade computacional no país. A implementação, entretanto, dependerá da habilitação das empresas, do cumprimento das obrigações e das condições econômicas dos projetos.</p>
<p>A existência de incentivos tributários não garante automaticamente novos investimentos ou a redução dos preços finais dos serviços digitais. Os efeitos dependerão da implantação efetiva dos empreendimentos e de sua utilização pelos setores produtivos.</p>
<h2>Expansão digital passa a depender de infraestrutura, equipamentos e formação</h2>
<p>Os indicadores brasileiros mostram avanços simultâneos e limitações persistentes. O país ultrapassou 90% de usuários de internet entre pessoas com dez anos ou mais, mas a presença de computadores continua concentrada nos domicílios de maior renda. A utilização de inteligência artificial cresce, enquanto uma parcela expressiva da população enfrenta dificuldades para operar ferramentas digitais.</p>
<p>As diferenças entre os indicadores do IBGE e do Cetic.br também exigem atenção. Embora ambas as instituições produzam estatísticas sobre conectividade, utilizam metodologias, conceitos e procedimentos amostrais próprios. Por isso, os 168,7 milhões de usuários identificados pelo IBGE e os aproximadamente 157 milhões apontados pela TIC Domicílios não devem ser tratados como resultados diretamente equivalentes.</p>
<p>O mesmo cuidado é necessário na avaliação das políticas públicas. Ampliar a infraestrutura disponível, reduzir interrupções de acesso, oferecer equipamentos e desenvolver competências digitais são objetivos distintos, embora relacionados.</p>
<p>As próximas etapas da digitalização brasileira poderão ser acompanhadas por indicadores que vão além da quantidade de conexões. Entre eles estão a continuidade do acesso móvel, a disponibilidade de computadores, as habilidades da população para utilizar serviços digitais, a inclusão de estudantes e trabalhadores e a capacidade de empresas adotarem novas tecnologias.</p>
<p>Os resultados dessas medidas dependerão de investimentos, execução dos programas e acompanhamento de seus efeitos sobre a população. O crescimento da conectividade estabelece a base técnica para a transformação digital, mas a utilização efetiva dessa infraestrutura permanece desigual entre os brasileiros.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) — PNAD Contínua 2025, divulgada em julho de 2026, com indicadores de uso da internet, posse de telefone celular, acesso domiciliar e desigualdades regionais e educacionais.</em></p>
<p><em>Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br) e Cetic.br — pesquisa TIC Domicílios 2025, com dados sobre equipamentos, planos de internet móvel, inteligência artificial generativa e diferenças socioeconômicas.</em></p>
<p><em>Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) — Plano Estrutural de Redes de Telecomunicações 2025–2029, com indicadores de cobertura 4G nas áreas urbanas e rurais.</em></p>
<p><em>Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) — estudo Habilidades Digitais no Brasil: Uma Nova Abordagem, divulgado em maio de 2026.</em></p>
<p><em>Tribunal de Contas da União (TCU) — Acórdão nº 2557/2026, processo TC 018.882/2025-0, e levantamento sobre políticas de inclusão digital apresentado em setembro de 2026.</em></p>
<p><em>Tribunal de Contas da União (TCU) — auditoria operacional de agosto de 2026 sobre segurança e gestão de identidade na plataforma Gov.br.</em></p>
<p><em>Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos — informações institucionais de 2026 sobre usuários, serviços e expansão da plataforma Gov.br.</em></p>
<p><em>Senado Federal — Lei nº 15.504, de 15 de setembro de 2026, que instituiu o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter.</em></p>
<p><em>Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços — comunicado de setembro de 2026 sobre os incentivos, contrapartidas e objetivos econômicos do Redata.</em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Aeris (AERI3) pede recuperação extrajudicial de R$ 1,52 bilhão após dívida líquida atingir R$ 1,94 bilhão</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/aeris-aeri3-recuperacao-extrajudicial-divida-1-52-bilhao</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Alice Nascimento]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Nov 2026 14:29:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[52 bilhão]]></category>
		<category><![CDATA[AERI3]]></category>
		<category><![CDATA[Aeris]]></category>
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		<category><![CDATA[Dívida de R$ 1]]></category>
		<category><![CDATA[energia eólica]]></category>
		<category><![CDATA[Indústria eólica]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado Financeiro]]></category>
		<category><![CDATA[recuperação extrajudicial]]></category>
		<category><![CDATA[reestruturação de dívidas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Aeris (AERI3) pede recuperação extrajudicial para renegociar R$ 1,52 bilhão em dívidas. Empresa tem apoio de 42,18% dos credores e prazo de 90 dias.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Aeris (AERI3), fabricante brasileira de pás para aerogeradores, entrou com pedido de recuperação extrajudicial para renegociar R$ 1,52 bilhão em dívidas financeiras. A solicitação foi protocolada na terça-feira, 3 de novembro, na 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, depois de a companhia registrar deterioração de seus indicadores financeiros e buscar alternativas para manter as atividades industriais no Ceará.</p>
<p>O plano apresentado à Justiça abrange R$ 1.524.489.124,76 em créditos sem cobertura de garantias reais ou fiduciárias, considerados na posição de 31 de outubro de 2026. Segundo fato relevante divulgado pela companhia, credores responsáveis por 42,18% dos créditos computados para a aprovação já aderiram à proposta. O percentual permite a apresentação inicial do pedido, mas ainda está abaixo do apoio necessário para a homologação judicial.</p>
<p>A Aeris terá 90 dias, contados de 3 de novembro, para conseguir a adesão de credores que representem mais da metade dos créditos sujeitos ao plano. Isso significa que a empresa precisa ampliar o apoio em mais de 7,82 pontos percentuais, considerando a mesma base de apuração. Caso não alcance o percentual exigido, poderá enfrentar obstáculos para concluir a recuperação extrajudicial, inclusive a possibilidade de conversão do procedimento em recuperação judicial, conforme previsto na legislação.</p>
<p>A companhia informou que a fabricação de pás eólicas continuará normalmente e que pretende preservar os contratos comerciais necessários à produção. O plano prevê a possibilidade de renegociar vencimentos, captar recursos adicionais e modificar garantias, mas os novos termos financeiros ainda dependem de negociação com os credores e deverão constar de uma versão atualizada do documento.</p>
<p>A decisão ocorre menos de dois anos depois de uma ampla renegociação financeira concluída em 2025. Apesar do alongamento dos vencimentos naquela ocasião, o endividamento voltou a crescer, enquanto a receita industrial diminuiu e as despesas financeiras continuaram pressionando o resultado.</p>
<h2>Dívida líquida da Aeris cresceu 63% desde o fim de 2024</h2>
<p>As demonstrações financeiras do segundo trimestre de 2026 mostram a dimensão do desequilíbrio que antecedeu o pedido de recuperação extrajudicial. Em junho, a Aeris apresentava dívida líquida de R$ 1,938 bilhão, diante de R$ 1,189 bilhão no encerramento de 2024.</p>
<p>A diferença representa um aumento de aproximadamente R$ 749 milhões, equivalente a 63% em um intervalo de 18 meses. No mesmo período, a disponibilidade de recursos financeiros sofreu uma redução expressiva, diminuindo a capacidade da companhia de enfrentar vencimentos e financiar a retomada da produção.</p>
<p>Ao fim de junho de 2026, a posição de caixa livre era de R$ 17,3 milhões. O montante correspondia a menos de 1% da dívida líquida apurada no período. Embora os dois indicadores tenham funções diferentes e não representem, isoladamente, a liquidez imediata da empresa, a comparação evidencia a distância entre as disponibilidades financeiras e o volume de endividamento.</p>
<p>A deterioração ocorreu mesmo depois de a Aeris concluir, em maio de 2025, uma operação de reperfilamento que alcançou aproximadamente 90% de seu endividamento. O acordo permitiu prolongar prazos de pagamento e alterar condições financeiras, reduzindo a concentração dos vencimentos no curto prazo.</p>
<p>O alongamento, entretanto, não foi suficiente para estabilizar a dívida. A continuidade das despesas com juros e outros encargos, combinada com uma operação industrial que ainda não recuperou sua capacidade de geração de caixa, manteve a estrutura financeira pressionada.</p>
<p>No segundo trimestre de 2026, o resultado financeiro líquido foi negativo em R$ 115,7 milhões, aumento de 51,3% em relação à despesa líquida de R$ 76,4 milhões registrada no mesmo trimestre de 2025.</p>
<p>O custo financeiro teve peso expressivo sobre as contas. A receita operacional líquida da Aeris no segundo trimestre somou R$ 129,3 milhões, valor apenas R$ 13,6 milhões superior ao resultado financeiro negativo registrado no mesmo intervalo. Isso não significa que toda a receita tenha sido utilizada para pagar juros, mas demonstra a dimensão dos encargos em relação ao faturamento.</p>
<h2>Prejuízo acumulado chegou a R$ 290 milhões no primeiro semestre</h2>
<p>A situação patrimonial também apresentou deterioração. Nos primeiros seis meses de 2026, a Aeris acumulou prejuízo líquido de R$ 290 milhões, aumento de 15,4% em relação às perdas registradas no mesmo período do ano anterior.</p>
<p>A receita operacional líquida caiu 48,1%, passando de R$ 452,5 milhões no primeiro semestre de 2025 para R$ 234,9 milhões em 2026. A retração corresponde a uma redução de aproximadamente R$ 217,6 milhões no faturamento semestral.</p>
<p>O Ebitda ajustado ficou negativo em R$ 39,8 milhões, ante resultado também negativo de R$ 10,4 milhões um ano antes. O indicador mostra que a empresa ainda não havia recuperado a capacidade de gerar resultado operacional positivo suficiente para sustentar sua estrutura financeira.</p>
<p>No segundo trimestre isoladamente, houve melhora em alguns indicadores. A receita cresceu 22,4% em relação aos primeiros três meses de 2026, enquanto o Ebitda ajustado negativo diminuiu de R$ 27,4 milhões para R$ 12,4 milhões.</p>
<p>Apesar da evolução trimestral, o prejuízo líquido aumentou para R$ 152 milhões, diante de R$ 138 milhões no primeiro trimestre. A pressão das despesas financeiras neutralizou parte dos ganhos obtidos com a recuperação gradual das atividades industriais.</p>
<p>O balanço de junho também revelou patrimônio líquido negativo de R$ 989,1 milhões, comparado a R$ 696,3 milhões negativos no encerramento de 2025. A redução patrimonial foi acompanhada por um déficit de capital de giro, uma vez que as obrigações de curto prazo superavam os ativos circulantes em R$ 383 milhões.</p>
<p>A combinação desses indicadores demonstra que a dificuldade da fabricante não se limita à concentração dos vencimentos. A recuperação financeira dependerá também de uma melhora consistente na geração operacional de caixa e da recomposição de sua estrutura de capital.</p>
<h2>Auditoria apontou incerteza relevante sobre continuidade operacional</h2>
<p>As dificuldades financeiras já haviam sido destacadas no relatório de revisão das demonstrações contábeis referentes a junho de 2026. A BDO, responsável pelo <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/trabalho" target="_blank"  rel="noopener" title="Trabalho" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341800">trabalho</a> de revisão independente, incluiu uma seção específica sobre a existência de incerteza relevante relacionada à continuidade operacional da Aeris.</p>
<p>O documento mencionou o capital circulante líquido negativo, o prejuízo acumulado e a dívida próxima de R$ 2 bilhões como fatores que exigiam atenção. Também considerou as negociações de passivos financeiros e os esforços da administração para recompor a liquidez e ampliar a geração de caixa.</p>
<p>A manifestação da auditoria não corresponde a uma conclusão de que a companhia encerrará suas operações. Trata-se de um alerta contábil sobre condições que podem comprometer sua capacidade de continuar funcionando normalmente caso as medidas de recuperação não produzam os resultados necessários.</p>
<p>A administração manteve a elaboração das demonstrações financeiras com base no pressuposto de continuidade operacional, sustentado pelas iniciativas de reorganização financeira e industrial em andamento.</p>
<p>A apresentação de um plano de recuperação extrajudicial representa uma nova etapa dessas iniciativas. Diferentemente da renegociação realizada em 2025, a companhia agora busca utilizar um procedimento previsto na Lei nº 11.101/2005 para vincular os credores abrangidos às condições de uma reestruturação homologada judicialmente.</p>
<h2>Recuperação extrajudicial não inclui dívidas trabalhistas e tributárias</h2>
<p>O plano apresentado pela Aeris tem alcance delimitado. Segundo o fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a proposta envolve créditos quirografários não correntes, incluindo parcelas de obrigações financeiras que não estejam protegidas por garantias reais ou fiduciárias.</p>
<p>Na prática, a empresa procura renegociar uma parte específica de seu passivo financeiro. Os R$ 1,52 bilhão incluídos no pedido não devem ser confundidos com o endividamento líquido total ou com todas as obrigações existentes no balanço.</p>
<p>Ficam fora da reestruturação os créditos tributários, os decorrentes da legislação trabalhista e os relacionados a acidentes de trabalho. A companhia também informou que não pretende incluir obrigações provenientes do fornecimento habitual de bens e serviços necessários à continuidade das atividades.</p>
<p>Essa delimitação procura evitar que a negociação com credores financeiros interrompa a cadeia de suprimentos da fábrica. A produção de pás eólicas depende de materiais específicos, componentes industriais, serviços logísticos e outros insumos cuja disponibilidade é necessária para cumprir os contratos com fabricantes de aerogeradores.</p>
<p>A recuperação extrajudicial permite que uma empresa negocie previamente com determinados grupos de credores e solicite posteriormente a homologação do acordo. Quando atendidos os requisitos legais, o plano homologado pode produzir efeitos também sobre credores abrangidos que não tenham aderido individualmente.</p>
<p>O procedimento difere da recuperação judicial tradicional, que envolve uma estrutura mais ampla de fiscalização e negociação coletiva. Na recuperação extrajudicial, a empresa procura construir o apoio necessário antes de obter a homologação, mantendo o processo concentrado nas classes ou grupos de créditos selecionados.</p>
<h2>Aeris precisa superar 50% de adesão para homologar o plano</h2>
<p>A Lei de Recuperação Judicial e Falências estabelece, em seu artigo 163, que a homologação de um plano de recuperação extrajudicial capaz de vincular os credores abrangidos depende da assinatura de titulares de mais da metade dos créditos de cada espécie incluída.</p>
<p>A legislação também permite que o pedido seja apresentado inicialmente com adesão de pelo menos um terço dos créditos sujeitos ao plano, desde que a empresa assuma o compromisso de alcançar o quórum definitivo dentro de 90 dias.</p>
<p>Foi esse mecanismo que permitiu à Aeris protocolar a solicitação com apoio equivalente a 42,18% dos créditos computados para fins de aprovação. O percentual supera o mínimo inicial de 33,33%, mas não alcança o patamar necessário à homologação.</p>
<p>A companhia terá de obter a adesão de novos credores ou ampliar os valores representados por aqueles que já concordaram com a negociação. O cumprimento do quórum deverá ser demonstrado judicialmente, observadas as regras de apuração previstas na legislação.</p>
<p>Desde o ajuizamento, aplica-se a suspensão das medidas executivas previstas no artigo 6º da Lei nº 11.101, exclusivamente em relação aos créditos abrangidos pela recuperação extrajudicial. A manutenção dessa proteção está sujeita à confirmação judicial do preenchimento dos requisitos legais.</p>
<p>A suspensão não representa perdão de dívidas nem impede indistintamente todas as cobranças contra a empresa. Seu objetivo é preservar as condições necessárias à negociação dos créditos incluídos no procedimento, evitando que medidas individuais de execução prejudiquem a reorganização pretendida.</p>
<p>A homologação dependerá ainda da análise judicial e da observância dos procedimentos previstos para eventual manifestação ou impugnação dos credores.</p>
<h2>Empresa já havia obtido proteção judicial em agosto</h2>
<p>O pedido de novembro foi precedido por medidas destinadas a criar condições para a negociação financeira. Em 20 de agosto, a Aeris comunicou a abertura de um procedimento de mediação perante o Centro de Mediação da Associação dos Advogados de São Paulo (CMAASP).</p>
<p>Na mesma ocasião, a companhia informou ter ajuizado uma medida cautelar antecedente para solicitar a suspensão temporária de execuções e outras medidas de cobrança relacionadas aos créditos em negociação.</p>
<p>O objetivo declarado era impedir que a atuação isolada de credores comprometesse as negociações conduzidas pela administração. A medida também buscava preservar a capacidade operacional enquanto eram examinadas alternativas de reestruturação do passivo.</p>
<p>Em 27 de agosto, a Aeris anunciou o deferimento de tutela antecipada no procedimento cautelar. A proteção judicial contribuiu para manter o ambiente de negociação antes da apresentação formal do plano de recuperação extrajudicial.</p>
<p>A sequência dos atos mostra que a reestruturação não começou com o pedido protocolado em novembro. As negociações financeiras estavam em andamento havia meses, depois de a companhia constatar que o acordo de 2025 não havia sido suficiente para restabelecer o equilíbrio de suas contas.</p>
<p>Com a recuperação extrajudicial, a empresa passou a buscar uma solução judicialmente homologada para parte de suas obrigações, cujo sucesso dependerá da adesão dos credores e da viabilidade econômica das condições negociadas.</p>
<h2>Produção de pás eólicas ainda depende da demanda internacional</h2>
<p>A crise financeira ocorre durante um período de baixa atividade da indústria brasileira de equipamentos para geração eólica. O setor enfrenta redução das encomendas relacionadas à construção de novos parques, especialmente em razão das restrições de escoamento de energia e do menor ritmo de investimentos em projetos domésticos.</p>
<p>Um dos principais fatores apontados pela Aeris é o curtailment, termo utilizado para descrever a redução compulsória da geração de energia por determinação do operador do sistema elétrico. Esses cortes podem ocorrer por limitações na transmissão ou por necessidades operacionais do sistema.</p>
<p>As restrições diminuem a previsibilidade das receitas de determinados empreendimentos e podem influenciar decisões de investimento em novos parques eólicos. Com menos projetos em construção, fabricantes de equipamentos acabam recebendo menos encomendas.</p>
<p>A Aeris registrou queda de 48,1% na receita líquida do primeiro semestre de 2026, em comparação com igual período de 2025. O desempenho foi afetado principalmente pela redução da atividade industrial no <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341799">mercado</a> brasileiro.</p>
<p>No segundo trimestre, a companhia faturou o equivalente a 78 megawatts em conjuntos de pás eólicas. Desse volume, 77 megawatts foram destinados ao mercado externo e apenas 1 megawatt ao mercado interno, segundo os indicadores operacionais divulgados pela empresa.</p>
<p>A predominância das exportações evidencia a importância dos contratos internacionais para a utilização da capacidade produtiva instalada no Ceará. A companhia destacou, em seus documentos de resultados, a demanda dos Estados Unidos como um dos fatores de sustentação de suas perspectivas comerciais para 2026 e 2027.</p>
<p>A concentração das vendas no exterior, entretanto, também amplia a exposição a fatores como condições comerciais internacionais, decisões de investimento de clientes estrangeiros e custos logísticos relacionados às exportações.</p>
<h2>Reativação de quatro linhas será decisiva para geração de caixa</h2>
<p>Apesar das dificuldades financeiras, a Aeris iniciou uma retomada gradual da produção no segundo trimestre de 2026. A companhia encerrou junho com duas linhas maduras em operação e anunciou a reativação de outras quatro, com início da produção previsto para o terceiro trimestre.</p>
<p>O movimento está relacionado à existência de contratos para fornecimento de aproximadamente 2 gigawatts em pás eólicas durante 2026 e 2027. A empresa também informou possuir oportunidades adicionais de negociação correspondentes a cerca de 0,5 gigawatt.</p>
<p>Esses contratos representam uma perspectiva de faturamento para os próximos períodos, mas não equivalem a recursos imediatamente disponíveis no caixa. A execução depende da aquisição de materiais, mobilização de trabalhadores, utilização de equipamentos e cumprimento das condições comerciais estabelecidas com os clientes.</p>
<p>No segundo trimestre, os investimentos somaram R$ 23,9 milhões, direcionados principalmente à preparação das instalações e à reativação das linhas industriais.</p>
<p>A expansão da atividade pode melhorar a distribuição dos custos fixos por unidade produzida, contribuindo para a recuperação das margens. Entretanto, a retomada também exige recursos de capital de giro antes do recebimento integral das receitas provenientes das entregas.</p>
<p>A administração terá de equilibrar essas duas necessidades durante a recuperação extrajudicial. O crescimento da produção poderá contribuir para reduzir os prejuízos operacionais, mas sua execução precisará ocorrer sem ampliar de forma descontrolada as exigências de financiamento.</p>
<p>A companhia informou que pretende manter os contratos de fornecimento necessários às atividades e preservar os empregos associados à produção. A capacidade de cumprir esses objetivos dependerá da continuidade das relações comerciais e da disponibilidade de recursos para financiar a operação.</p>
<h2>Acionistas ainda precisam ratificar pedido de recuperação</h2>
<p>O Conselho de Administração da Aeris aprovou o ajuizamento da recuperação extrajudicial, mas a decisão ainda deverá ser submetida à ratificação dos acionistas em assembleia geral extraordinária.</p>
<p>A convocação será realizada pela companhia conforme os procedimentos societários aplicáveis. A deliberação dos acionistas constitui uma etapa distinta da aprovação do plano pelos credores e de sua eventual homologação judicial.</p>
<p>O fato relevante não estabeleceu uma data definitiva para a assembleia nem apresentou as condições finais de pagamento que serão negociadas. Também não confirmou a realização de operações de conversão de dívidas em ações ou mudanças no controle acionário.</p>
<p>Embora a legislação e os instrumentos financeiros possam admitir diferentes modalidades de reorganização, não há base documental suficiente, no comunicado de 3 de novembro, para afirmar que ocorrerá diluição dos acionistas ou transferência de controle.</p>
<p>As alternativas anunciadas pela empresa incluem renegociação dos prazos, obtenção de novos recursos e alteração de garantias. A definição de quais medidas serão efetivamente adotadas dependerá das negociações e da versão atualizada do plano.</p>
<h2>Balanço do terceiro trimestre poderá mostrar efeitos da retomada industrial</h2>
<p>O calendário de relações com investidores da Aeris prevê a divulgação dos resultados do terceiro trimestre de 2026 em 10 de novembro, seguida de conferência de resultados no dia 11.</p>
<p>Os documentos deverão permitir avaliar se a reativação das linhas de produção se traduziu em aumento das entregas, recuperação de receita e melhora da geração operacional de caixa. Também poderão mostrar como evoluíram o endividamento e as disponibilidades financeiras depois de junho.</p>
<p>A publicação será particularmente relevante porque os indicadores disponíveis até o segundo trimestre ainda refletiam uma operação de escala reduzida, com resultado operacional negativo e despesas financeiras elevadas.</p>
<p>O pedido de recuperação extrajudicial estabelece uma nova etapa na reorganização financeira da fabricante, mas não resolve imediatamente a insuficiência patrimonial ou a necessidade de capital de giro.</p>
<p>A evolução do processo dependerá de dois resultados distintos: a obtenção de apoio suficiente entre os credores para a homologação das novas condições de pagamento e a capacidade da operação industrial de recuperar sua geração de caixa.</p>
<p>Até que essas etapas sejam concluídas, a empresa continuará submetida às condições de seu endividamento e aos riscos identificados nas demonstrações financeiras, enquanto conduz as negociações e mantém a produção de pás eólicas.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Comissão de Valores Mobiliários (CVM) — fato relevante da Aeris de 3 de novembro de 2026 sobre o pedido de recuperação extrajudicial, o montante de créditos abrangidos e o percentual de adesão dos credores.</em></p>
<p><em>Aeris Relações com Investidores — relatório de resultados do segundo trimestre de 2026, com informações sobre dívida líquida, caixa, prejuízo, receitas, produção e retomada das atividades industriais.</em></p>
<p><em>Aeris — demonstrações financeiras intermediárias referentes a 30 de junho de 2026, acompanhadas do relatório de revisão da auditoria independente BDO.</em></p>
<p><em>Comissão de Valores Mobiliários (CVM) — fatos relevantes da Aeris de 20 e 27 de agosto de 2026, relativos à mediação com credores e à tutela cautelar antecedente.</em></p>
<p><em>Câmara dos Deputados — Lei nº 11.101/2005, atualizada pela Lei nº 14.112/2020, especialmente os artigos 161 a 164, que disciplinam a recuperação extrajudicial.</em></p>
<p><em>Aeris Relações com Investidores — calendário corporativo de divulgação dos resultados do terceiro trimestre de 2026 e conferência com investidores.</em></p>
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		<title>Marcopolo (POMO4) tem queda de 43,4% no lucro do 3T26 e enfrenta retração nas operações internacionais</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/marcopolo-pomo4-lucro-3t26-queda-43</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Nov 2026 13:52:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[B3]]></category>
		<category><![CDATA[Balanço Marcopolo]]></category>
		<category><![CDATA[Indústria de ônibus]]></category>
		<category><![CDATA[Lucro Marcopolo]]></category>
		<category><![CDATA[Marcopolo]]></category>
		<category><![CDATA[mercado de ônibus]]></category>
		<category><![CDATA[POMO4]]></category>
		<category><![CDATA[resultados 3T26]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Marcopolo (POMO4) registra lucro de R$ 186,5 milhões no 3T26, queda de 43,4%, com redução da produção, das receitas e das margens operacionais.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Marcopolo (POMO4) encerrou o terceiro trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 186,5 milhões, uma redução de 43,4% em relação aos R$ 329,6 milhões registrados entre julho e setembro do ano passado. O resultado divulgado na terça-feira, 3 de novembro, mostrou uma deterioração da rentabilidade da fabricante de carrocerias para ônibus, pressionada pela redução das entregas internacionais, pelo menor ritmo de produção no Brasil e pelo aumento de custos industriais.</p>
<p>A receita operacional líquida alcançou R$ 2,293 bilhões, queda de 8,5% na comparação anual, enquanto a produção consolidada recuou 25,2%, para 3.085 unidades. A diferença entre o comportamento do faturamento e o volume produzido indica que a composição das vendas ajudou a compensar parte da retração da atividade. Essa compensação, entretanto, não foi suficiente para preservar os resultados operacionais, que sofreram perdas mais acentuadas do que a receita.</p>
<p>O Ebitda, indicador de geração operacional de resultados antes de juros, impostos, depreciação e amortização, caiu 34,7%, para R$ 274,1 milhões. A margem Ebitda diminuiu de 16,8% para 12%, uma redução de 4,8 pontos percentuais em um ano. O balanço também incorporou R$ 19,9 milhões em despesas extraordinárias relacionadas à reestruturação de operações no Brasil e no México.</p>
<p>Os resultados foram encaminhados ao sistema da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na noite de terça-feira. A divulgação ocorreu antes da teleconferência com investidores e analistas, programada pela Marcopolo para esta quarta-feira, 4 de novembro, às 11h, no horário de Brasília.</p>
<h2>Produção no exterior cai 59,3% e compromete rentabilidade</h2>
<p>A redução da atividade industrial foi particularmente acentuada nas unidades internacionais. A produção consolidada fora do Brasil atingiu 337 veículos no terceiro trimestre, queda de 59,3% em relação ao mesmo período de 2025. Nas fábricas brasileiras, foram produzidas 2.748 unidades, retração de 16,7% na mesma comparação.</p>
<p>A diferença entre os dois mercados revela a dimensão do enfraquecimento das operações externas. Embora representem uma parcela menor da produção consolidada, essas unidades têm participação na estrutura de custos, no faturamento e na capacidade de geração de resultados da fabricante. Quando a produção diminui de forma acentuada, despesas fixas passam a ser distribuídas por uma quantidade menor de veículos, reduzindo a eficiência operacional.</p>
<p>Segundo as informações divulgadas pela Marcopolo, as operações no México, na Argentina e na África do Sul estiveram entre os principais fatores de pressão sobre os resultados. A menor utilização da capacidade industrial nesses países prejudicou a absorção dos custos de fabricação e contribuiu para a redução da margem operacional consolidada.</p>
<p>A receita das operações internacionais totalizou R$ 703,2 milhões, recuo de 21,4% em relação ao terceiro trimestre de 2025. A retração equivale a aproximadamente R$ 191 milhões em faturamento, considerando os valores e percentuais apresentados pela companhia.</p>
<p>As exportações realizadas diretamente a partir do Brasil tiveram comportamento diferente. Nesse segmento, a receita alcançou R$ 377,8 milhões, crescimento de 3% na comparação anual. O avanço indica que a comercialização de veículos produzidos no país para clientes estrangeiros apresentou maior resistência do que as atividades das fábricas internacionais.</p>
<p>O desempenho positivo das exportações brasileiras, contudo, não eliminou as pressões sobre a rentabilidade. A valorização do real diante do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank"  rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341783">dólar</a> prejudicou as receitas convertidas para a moeda nacional, enquanto determinados custos de matérias-primas ficaram acima dos valores previstos quando os pedidos foram negociados.</p>
<p>Essa combinação reduziu a capacidade de a empresa transformar faturamento em resultado operacional. Mesmo com contratos de venda mantidos, alterações cambiais e aumentos de custos podem diminuir a margem efetivamente obtida na entrega dos veículos.</p>
<h2>Marcopolo registra R$ 19,9 milhões em custos de reestruturação</h2>
<p>A redução das margens levou a Marcopolo a intensificar ajustes em sua estrutura operacional. No terceiro trimestre, a companhia reconheceu R$ 19,9 milhões em despesas não recorrentes relacionadas à reorganização das atividades no Brasil e no México, incluindo custos associados à redução de pessoal.</p>
<p>Desse montante, R$ 16,7 milhões corresponderam às operações brasileiras e R$ 3,2 milhões às atividades mexicanas. Os valores representam despesas contabilizadas no período e ajudam a explicar parte da diferença entre o desempenho operacional divulgado e o resultado que seria obtido sem esses efeitos extraordinários.</p>
<p>Excluídos os custos de reestruturação, o Ebitda teria alcançado R$ 294 milhões, com margem de 12,8%. Embora superior ao indicador efetivamente registrado, esse resultado ajustado ainda evidencia perda de rentabilidade em comparação com o terceiro trimestre de 2025.</p>
<p>A margem bruta da fabricante também apresentou deterioração. O lucro bruto recuou 30,5%, para R$ 464,8 milhões, enquanto a margem bruta passou de 26,7% para 20,3%, redução de 6,4 pontos percentuais.</p>
<p>Em termos operacionais, isso significa que a empresa passou a reter uma parcela menor de cada real faturado depois da dedução dos custos diretamente associados à produção e à comercialização dos veículos. No terceiro trimestre de 2025, a Marcopolo registrava aproximadamente R$ 26,70 de lucro bruto a cada R$ 100 de receita líquida. No mesmo período de 2026, esse valor caiu para R$ 20,30.</p>
<p>O movimento é relevante porque a redução da margem bruta ocorre antes da contabilização de diversas despesas administrativas, comerciais e financeiras. Dessa forma, uma deterioração nessa etapa pode comprometer a geração de resultados mesmo quando o faturamento permanece em patamar elevado.</p>
<p>A administração da Marcopolo tem indicado a preservação da competitividade como prioridade diante do menor nível de atividade. As medidas de adequação da estrutura industrial procuram alinhar despesas e capacidade produtiva ao volume atual de encomendas, mas seus efeitos sobre a rentabilidade dos próximos trimestres dependerão também da recuperação das vendas.</p>
<h2>Programa Caminho da Escola influencia produção de micro-ônibus</h2>
<p>A retração das atividades brasileiras esteve associada, entre outros fatores, à desaceleração das entregas de micro-ônibus vinculadas ao programa federal Caminho da Escola. A Marcopolo participa do fornecimento de veículos destinados ao transporte de estudantes das redes públicas de ensino, atividade que representa uma fonte relevante de encomendas para determinados modelos.</p>
<p>A empresa atravessou um intervalo entre etapas do programa, com redução das entregas relacionadas aos contratos anteriores e transição para novos pedidos. Esse descompasso afetou particularmente a produção de micro-ônibus, segmento que havia contribuído para sustentar o volume de fabricação em períodos anteriores.</p>
<p>A participação em licitações públicas, entretanto, não significa que todos os veículos previstos sejam entregues imediatamente. No modelo de registro de preços utilizado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), as aquisições dependem de procedimentos posteriores, incluindo adesões de estados e municípios, contratação e programação das entregas.</p>
<p>Essa característica torna o cronograma das encomendas relevante para o planejamento industrial. Mesmo quando existem oportunidades de fornecimento de grandes quantidades de veículos, diferenças entre a contratação e a execução efetiva dos pedidos podem produzir oscilações importantes na utilização das fábricas.</p>
<p>A fabricante também enfrentou demanda mais fraca por ônibus urbanos. O segmento depende, em grande medida, das decisões de investimento de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341781">empresas</a> de transporte coletivo e de operadores vinculados a contratos de concessão, que precisam considerar tarifas, custos operacionais e condições de financiamento antes de renovar suas frotas.</p>
<p>O aumento dos custos associados à operação dos veículos, especialmente combustíveis e manutenção, pode limitar a capacidade de investimento dessas empresas quando não há compensação correspondente nas receitas. Para fabricantes de carrocerias, esse ambiente contribui para adiar pedidos e reduzir a previsibilidade da produção.</p>
<h2>Produção nacional de ônibus diminui ao longo do trimestre</h2>
<p>Os dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Ônibus (Fabus) mostram que o enfraquecimento da atividade não ficou restrito à Marcopolo. Considerando os levantamentos mensais da entidade, a indústria brasileira produziu 6.740 carrocerias entre julho e setembro de 2026, incluindo os veículos da linha Volare.</p>
<p>A produção nacional foi de 2.485 unidades em julho, diminuiu para 2.390 em agosto e chegou a 1.865 em setembro. O resultado do último mês representou uma retração de aproximadamente 22% em relação a agosto, evidenciando a desaceleração da atividade na parte final do trimestre.</p>
<p>Na comparação anual, a fabricação nacional de carrocerias caiu cerca de 7,1% no terceiro trimestre. Esse recuo foi menos acentuado que a redução de 25,2% registrada na produção consolidada mundial da Marcopolo. As bases de comparação são diferentes, mas os números mostram que a fabricante enfrentou problemas adicionais nas atividades internacionais.</p>
<p>A série mensal da Fabus também permite identificar mudanças na composição da produção. Em setembro, foram fabricadas 775 carrocerias urbanas, 657 rodoviárias, 70 micro-ônibus e 363 miniônibus, considerando os volumes da Volare incorporados ao levantamento.</p>
<p>O enfraquecimento mais expressivo ocorreu na produção mensal de micro-ônibus, que havia atingido 615 unidades em julho e 464 em agosto. A fabricação caiu para apenas 70 unidades em setembro, sinalizando uma alteração importante no ritmo de encomendas desse segmento.</p>
<p>Os dados setoriais não representam automaticamente as vendas consolidadas da Marcopolo, pois a metodologia da Fabus acompanha a produção brasileira de carrocerias de seus associados. Ainda assim, ajudam a dimensionar a contração da atividade nacional e as diferenças entre os segmentos do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341782">mercado</a>.</p>
<h2>Lucro acumulado em 2026 recua para R$ 722,4 milhões</h2>
<p>Apesar da redução mais intensa no terceiro trimestre, a Marcopolo permaneceu lucrativa no acumulado de 2026. Entre janeiro e setembro, a companhia registrou lucro líquido de R$ 722,4 milhões, queda de 19,2% em relação aos nove primeiros meses do ano anterior.</p>
<p>A receita líquida acumulada alcançou R$ 6,32 bilhões, retração de 2,6% na comparação anual. O contraste entre as quedas de faturamento e lucro evidencia que os custos e as despesas tiveram impacto proporcionalmente maior sobre os resultados do que a redução das vendas.</p>
<p>O desempenho dos nove primeiros meses também permite dimensionar a contribuição do terceiro trimestre para a rentabilidade anual. Os R$ 186,5 milhões obtidos entre julho e setembro corresponderam a aproximadamente 25,8% do lucro acumulado até setembro, enquanto a receita trimestral representou cerca de 36,3% do faturamento dos nove meses.</p>
<p>Essa diferença mostra que o trimestre teve participação relativamente menor na formação do lucro do que na geração de receita. O resultado reflete a compressão das margens e reforça a importância da recuperação operacional para o desempenho do encerramento do exercício.</p>
<p>A situação financeira da companhia apresenta uma leitura distinta da queda de rentabilidade. Ao fim de setembro, a dívida líquida do segmento industrial estava em aproximadamente R$ 341,1 milhões, abaixo dos R$ 475,1 milhões registrados no encerramento de junho. A redução foi de cerca de 28,2% no trimestre.</p>
<p>Considerando também o Banco Moneo, braço financeiro do grupo, a dívida líquida consolidada alcançou aproximadamente R$ 1,80 bilhão. A diferença entre os indicadores decorre da inclusão das atividades financeiras, cuja estrutura de ativos e passivos não deve ser interpretada da mesma maneira que o endividamento exclusivamente industrial.</p>
<p>A redução da dívida líquida industrial ocorreu em um trimestre de menor geração operacional de resultados. Os dois movimentos precisam ser acompanhados separadamente, pois a posição financeira reflete também disponibilidades, financiamentos e outras alterações patrimoniais, não apenas o lucro produzido durante o período.</p>
<h2>Recuperação dependerá das entregas e dos ajustes industriais</h2>
<p>O desempenho da Marcopolo no encerramento de 2026 dependerá da evolução das encomendas no mercado brasileiro, da regularização das entregas vinculadas ao Caminho da Escola e das condições comerciais enfrentadas pelas unidades internacionais.</p>
<p>A companhia tem sinalizado cautela com a possibilidade de uma recuperação consistente das vendas e da produção no curto prazo. A administração também acompanha os efeitos da antecipação de compras em determinados segmentos, especialmente ônibus rodoviários, que pode reduzir a demanda em períodos posteriores.</p>
<p>No exterior, o comportamento das operações no México, na Argentina e na África do Sul continuará relevante para avaliar a recuperação das margens. A menor escala produtiva nessas unidades foi um dos fatores identificados pela empresa para explicar a deterioração do terceiro trimestre, e uma melhora dependerá tanto de novos pedidos quanto da adequação da estrutura de custos.</p>
<p>A teleconferência marcada para esta quarta-feira deverá oferecer informações adicionais sobre as perspectivas da companhia, a execução dos programas de fornecimento e o estágio das medidas de reestruturação. Os próximos resultados permitirão avaliar se os ajustes realizados começam a compensar a redução dos volumes ou se a menor atividade continuará pressionando a rentabilidade.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Comissão de Valores Mobiliários (CVM) — registro das Informações Trimestrais da Marcopolo referentes a 30 de setembro de 2026, encaminhadas em 3 de novembro.</em></p>
<p><em>Marcopolo Relações com Investidores — divulgação dos resultados financeiros e operacionais do terceiro trimestre de 2026 e calendário da teleconferência com investidores.</em></p>
<p><em>Associação Nacional dos Fabricantes de Ônibus (Fabus) — mapas oficiais de produção de carrocerias referentes a julho, agosto e setembro de 2026.</em></p>
<p><em>Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) — informações oficiais sobre o funcionamento das aquisições e dos registros de preços do programa Caminho da Escola.</em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Itaú (ITUB4) registra lucro de R$ 12,6 bilhões e carteira de crédito chega a R$ 1,54 trilhão</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/itau-lucro-terceiro-trimestre-2026</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Nov 2026 13:38:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[carteira de crédito]]></category>
		<category><![CDATA[Inadimplência]]></category>
		<category><![CDATA[Itaú Unibanco]]></category>
		<category><![CDATA[ITUB4]]></category>
		<category><![CDATA[lucro líquido]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado Financeiro]]></category>
		<category><![CDATA[resultados trimestrais]]></category>
		<category><![CDATA[ROE]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Itaú Unibanco (ITUB4) registrou lucro líquido recorrente gerencial de R$ 12,617 bilhões no terceiro trimestre de 2026, crescimento de 6,2% em relação ao mesmo período do ano anterior e de 1,7% na comparação com o segundo trimestre. O resultado foi acompanhado pela expansão de 10,2% da carteira de crédito, que alcançou R$ 1,544 trilhão [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Itaú Unibanco (ITUB4) registrou lucro líquido recorrente gerencial de R$ 12,617 bilhões no terceiro trimestre de 2026, crescimento de 6,2% em relação ao mesmo período do ano anterior e de 1,7% na comparação com o segundo trimestre. O resultado foi acompanhado pela expansão de 10,2% da carteira de crédito, que alcançou R$ 1,544 trilhão em setembro, mas também por uma redução de 0,7 ponto percentual no retorno sobre o patrimônio líquido (ROE), para 23,6%.</p>
<p>Os números divulgados em 3 de novembro mostram que o banco manteve capacidade de expansão da receita financeira e geração de resultados, mesmo com o aumento das despesas relacionadas ao crédito. O desempenho também evidencia diferenças entre as linhas de negócio: enquanto financiamentos imobiliários, crédito consignado e operações com pequenas e médias <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341788">empresas</a> avançaram acima da média da carteira, as receitas de serviços e seguros permaneceram praticamente estáveis na comparação trimestral.</p>
<p>Outro ponto relevante foi a revisão da projeção da alíquota efetiva de Imposto de Renda e Contribuição Social (IR/CS) para 2026. O Itaú reduziu a faixa estimada de 29,5% a 32,5% para um intervalo entre 28% e 29%. As demais projeções operacionais para o ano foram mantidas.</p>
<p>O resultado recorrente acumulado entre janeiro e setembro chegou a R$ 37,305 bilhões, ante R$ 34,513 bilhões nos primeiros nove meses de 2025, crescimento de 8,1%. A evolução indica que o banco conseguiu ampliar o resultado anual mesmo com a desaceleração do crescimento trimestral e a pressão sobre algumas receitas complementares.</p>
<h2>Lucro cresce, mas rentabilidade recua em relação ao segundo trimestre</h2>
<p>A diferença entre o crescimento do lucro e o comportamento do ROE é um dos principais elementos para avaliar o balanço. O retorno recorrente sobre o patrimônio líquido médio anualizado encerrou setembro em 23,6%, abaixo dos 24,3% registrados em junho, mas superior aos 23,3% apurados em setembro de 2025.</p>
<p>A queda de 0,7 ponto percentual em relação ao trimestre anterior mostra que o avanço do lucro não foi suficiente para manter o mesmo nível de rentabilidade sobre o capital empregado. Em contrapartida, a comparação anual aponta uma melhora de 0,3 ponto percentual, enquanto o indicador acumulado dos nove primeiros meses alcançou 24,1%, ante 22,9% em igual intervalo de 2025.</p>
<p>Nas operações brasileiras, o ROE ficou em 24,5%, comparado com 25,7% no segundo trimestre e 24,2% um ano antes. O desempenho demonstra que a atividade doméstica continuou apresentando retorno superior ao consolidado, embora também tenha registrado redução sequencial.</p>
<p>É importante distinguir o resultado recorrente gerencial do lucro líquido contábil. No terceiro trimestre, o Itaú apresentou lucro líquido contábil de R$ 12,164 bilhões. Após os ajustes gerenciais, que totalizaram R$ 452 milhões em itens extraordinários líquidos de efeitos fiscais, o resultado recorrente alcançou R$ 12,617 bilhões.</p>
<p>Entre os ajustes está o impacto de R$ 291 milhões relacionado à reestruturação da operação de varejo do banco na Colômbia. Também foram contabilizados R$ 133 milhões referentes à amortização de ágio, além de outros efeitos.</p>
<p>Na comparação anual, o lucro contábil cresceu aproximadamente 5,2%, enquanto o resultado recorrente avançou 6,2%. A distinção é relevante porque permite avaliar a evolução da atividade bancária sem tratar os efeitos extraordinários como parte permanente da geração de resultados.</p>
<h2>Crédito imobiliário e consignado lideram expansão da carteira</h2>
<p>O crescimento da carteira de crédito foi um dos principais sustentáculos do desempenho trimestral. O saldo total chegou a R$ 1,544 trilhão em setembro, contra R$ 1,402 trilhão no mesmo mês de 2025.</p>
<p>Na comparação com junho, a expansão foi de 1,4%. Entretanto, esse percentual foi influenciado pela transferência da carteira de varejo de pessoas físicas do Banco Itaú na Colômbia, concluída em julho de 2026.</p>
<p>Desconsiderando a operação colombiana transferida, o crescimento trimestral teria sido de 2,2%, enquanto a expansão anual alcançaria 10,9%. O ajuste permite avaliar melhor a evolução orgânica das operações que permaneceram no conglomerado.</p>
<p>No Brasil, a carteira atingiu R$ 1,300 trilhão, crescimento de 10,9% em 12 meses. A carteira de pessoas físicas avançou 9,6%, chegando a R$ 500,4 bilhões.</p>
<p>O financiamento imobiliário apresentou uma das maiores taxas de expansão entre as modalidades relevantes. O saldo alcançou R$ 158,8 bilhões, aumento de 15,8% em relação a setembro de 2025. Somente no terceiro trimestre, as contratações de crédito imobiliário somaram R$ 14,3 bilhões, crescimento de 25,8% na comparação anual.</p>
<p>O crédito consignado também registrou crescimento expressivo. A carteira chegou a R$ 84,2 bilhões, avanço de 16,3% em 12 meses. Dentro dessa modalidade, o consignado privado teve expansão de 11,6% no trimestre, impulsionado principalmente pela originação de operações vinculadas aos trabalhadores do setor privado.</p>
<p>O segmento de micro, pequenas e médias empresas apresentou saldo de R$ 320,4 bilhões, crescimento anual de 15,1%. Já a carteira destinada às grandes empresas alcançou R$ 479,4 bilhões, aumento de 9,5%.</p>
<p>A comparação entre as modalidades revela uma concentração maior do crescimento em linhas que avançaram acima da média do banco. Imobiliário, consignado e pequenas e médias empresas registraram expansão entre 15,1% e 16,3%, enquanto a carteira consolidada cresceu 10,2%.</p>
<p>Essa composição ajuda a explicar o avanço da margem financeira com clientes, mas também exige acompanhamento da qualidade dos ativos, especialmente nas operações destinadas a empresas de menor porte.</p>
<h2>Inadimplência permanece próxima de 2%, mas custo do crédito aumenta</h2>
<p>O crescimento das operações veio acompanhado de uma elevação moderada dos indicadores de inadimplência de longo prazo.</p>
<p>O índice de atrasos superiores a 90 dias atingiu 2% da carteira em setembro, ante 1,9% no segundo trimestre e 1,9% no terceiro trimestre de 2025. A variação foi de 0,1 ponto percentual tanto na comparação trimestral quanto na anual.</p>
<p>Em sentido diferente, a inadimplência entre 15 e 90 dias recuou 0,1 ponto percentual em relação a junho, encerrando setembro em 1,7%. O comportamento indica redução dos atrasos de menor duração, embora o indicador de operações acima de 90 dias tenha apresentado elevação.</p>
<p>No Brasil, a inadimplência acima de 90 dias das pessoas físicas permaneceu em 3,7%, estável na comparação com o trimestre anterior. Em pequenas e médias empresas, o banco identificou aumento associado à normalização dos indicadores após o encerramento dos períodos de carência concedidos em programas governamentais.</p>
<p>A evolução desses indicadores precisa ser observada em conjunto com o custo do crédito. A despesa total relacionada ao risco de crédito somou R$ 10,415 bilhões no terceiro trimestre, crescimento de 2,7% em relação ao segundo trimestre e de 10,2% em comparação com o mesmo período de 2025.</p>
<p>Apesar do aumento nominal, o custo do crédito sobre a carteira permaneceu em 2,7%, mesmo percentual observado nos dois períodos de comparação.</p>
<p>Nos primeiros nove meses do ano, essa despesa acumulou R$ 30,506 bilhões, aumento de 7,4% em relação aos R$ 28,414 bilhões registrados entre janeiro e setembro de 2025.</p>
<p>A despesa de perda esperada atingiu R$ 10,720 bilhões no trimestre, enquanto a recuperação de créditos anteriormente baixados como prejuízo chegou a R$ 1,565 bilhão.</p>
<p>A diferença entre o crescimento do custo nominal e a estabilidade do indicador proporcional demonstra que a expansão da carteira também elevou o volume de recursos destinado à cobertura de perdas esperadas. O banco, portanto, conseguiu ampliar o crédito sem aumento da relação entre custo do crédito e carteira, embora o avanço da inadimplência acima de 90 dias continue sendo um indicador relevante para os próximos resultados.</p>
<h2>Margem financeira avança com contribuição maior das operações de mercado</h2>
<p>A margem financeira gerencial somou R$ 34,611 bilhões no terceiro trimestre, crescimento de 3,4% em relação ao trimestre anterior e de 7,8% na comparação anual.</p>
<p>A maior parcela veio da margem financeira com clientes, que alcançou R$ 33,286 bilhões. O indicador avançou 2,2% em relação ao segundo trimestre e 6,6% em 12 meses.</p>
<p>O crescimento foi associado principalmente ao aumento do volume médio de crédito e capital de giro, com destaque para financiamento imobiliário, consignado e operações com micro, pequenas e médias empresas.</p>
<p>A margem financeira com o <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341789">mercado</a> apresentou evolução proporcionalmente mais expressiva. O resultado atingiu R$ 1,325 bilhão, ante R$ 931 milhões no segundo trimestre e R$ 902 milhões em igual período de 2025.</p>
<p>O crescimento foi de 42,3% na comparação trimestral e de 46,9% em 12 meses, favorecido pelo desempenho das operações de tesouraria.</p>
<p>Embora represente uma parcela menor da margem financeira total, essa linha teve participação importante na expansão trimestral. Dos R$ 1,123 bilhão de aumento da margem financeira gerencial entre o segundo e o terceiro trimestre, R$ 394 milhões vieram da margem com o mercado.</p>
<p>Isso corresponde a aproximadamente 35% do crescimento nominal da margem financeira no período. A contribuição mostra que os resultados de tesouraria reforçaram o desempenho, enquanto o avanço da margem com clientes permaneceu relacionado à expansão das operações bancárias.</p>
<p>A evolução dessas duas linhas também ajuda a identificar a composição do resultado. O crescimento não dependeu exclusivamente do aumento do volume emprestado, mas contou com uma contribuição relevante das operações financeiras realizadas pelo banco no mercado.</p>
<h2>Receitas de serviços e seguros ficam praticamente estáveis</h2>
<p>As receitas de serviços e o resultado de seguros, previdência e capitalização totalizaram R$ 14,063 bilhões no terceiro trimestre, redução de 0,2% em relação aos R$ 14,089 bilhões do trimestre anterior.</p>
<p>Na comparação anual, houve crescimento de apenas 0,2%. No acumulado de janeiro a setembro, entretanto, o conjunto dessas receitas aumentou 3%, alcançando R$ 42,178 bilhões.</p>
<p>O comportamento das diferentes atividades ajuda a explicar a estabilidade do indicador. As receitas de emissão de cartões cresceram 7,1% no trimestre, chegando a R$ 3,513 bilhões. A administração de recursos avançou 7,8%, para R$ 2,152 bilhões, enquanto a administração de fundos aumentou 5,9%.</p>
<p>Esses resultados foram parcialmente compensados pela redução das receitas de assessoria econômico-financeira e corretagem, que recuaram 26,3%, passando de R$ 1,259 bilhão no segundo trimestre para R$ 927 milhões no terceiro.</p>
<p>Segundo a administração do banco, o desempenho foi influenciado principalmente pela redução dos ganhos com operações de banco de investimento, especialmente na área de renda fixa.</p>
<p>O resultado de seguros, previdência e capitalização, antes das despesas com sinistros, também apresentou queda de 1,5% na comparação trimestral, totalizando R$ 3,015 bilhões.</p>
<p>O Itaú relacionou o recuo ao aumento dos sinistros retidos nas carteiras de seguros prestamista, habitacional e de vida individual, além da redução das receitas de capitalização.</p>
<p>Na direção oposta, o crescimento dos prêmios ganhos e das carteiras de seguros de vida e habitacional ajudou a compensar parcialmente essas pressões.</p>
<p>A estabilidade das receitas de serviços e seguros contrasta com o crescimento de 7,8% da margem financeira gerencial. Essa diferença demonstra que a expansão dos resultados continua concentrada principalmente na atividade de intermediação financeira, enquanto outras fontes de receita enfrentam dificuldades para acelerar.</p>
<h2>Capitalização melhora e banco reduz estimativa de imposto</h2>
<p>Os indicadores de capital apresentaram evolução positiva durante o trimestre. O índice de Capital Principal, conhecido como CET1, subiu de 12,3% em junho para 12,7% em setembro.</p>
<p>O capital de nível I alcançou 14,2%, enquanto o Índice de Basileia permaneceu em 15,4%. O crescimento do capital principal foi associado principalmente ao resultado gerado no período, parcialmente compensado pela expansão dos ativos ponderados pelo risco.</p>
<p>A posição de capital é relevante porque permite ao banco sustentar suas operações, absorver eventuais perdas e financiar o crescimento da carteira sem depender exclusivamente de novas captações de recursos próprios.</p>
<p>O índice de eficiência consolidado terminou setembro em 37,5%, próximo dos 37,4% do segundo trimestre e abaixo dos 38,8% registrados um ano antes. Quanto menor esse indicador, menor a proporção das receitas consumida pelas despesas operacionais, conforme a metodologia utilizada pela instituição.</p>
<p>As despesas não decorrentes de juros somaram R$ 17,129 bilhões no trimestre, crescimento de 2,4% na comparação trimestral e de 1,7% em 12 meses.</p>
<p>Entre os fatores apontados pelo banco estão os efeitos do acordo coletivo de <a class="wpil_keyword_link" title="Trabalho" href="https://gazetamercantil.com/trabalho" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341790">trabalho</a>, que estabeleceu reajuste salarial de 4,6% a partir de setembro de 2026, e o aumento das despesas relacionadas a ações trabalhistas.</p>
<p>Na atualização das projeções para o exercício, a principal mudança ocorreu na estimativa de tributação. A faixa prevista para a alíquota efetiva de IR/CS passou de 29,5% a 32,5% para 28% a 29%.</p>
<p>Considerando o ponto médio dos intervalos, a projeção caiu de 31% para 28,5%, redução de 2,5 pontos percentuais.</p>
<p>O Itaú manteve as demais estimativas para 2026. A instituição continua projetando crescimento de 5,5% a 9,5% na carteira total de crédito, expansão de 5% a 9% na margem financeira com clientes e margem financeira com o mercado entre R$ 2,5 bilhões e R$ 5,5 bilhões no ano.</p>
<p>O custo do crédito permanece estimado entre R$ 38,5 bilhões e R$ 43,5 bilhões. Para as receitas de serviços e o resultado de seguros, a projeção continua entre 2% e 5% de crescimento.</p>
<p>A redução da estimativa tributária representa uma mudança favorável na premissa utilizada pelo banco para o exercício, mas não altera, por si só, as projeções de crescimento da carteira, receitas e despesas operacionais.</p>
<h2>XP mantém recomendação de compra e banco prepara novos investimentos em tecnologia</h2>
<p>A avaliação de instituições financeiras permaneceu favorável às ações do Itaú após a publicação dos resultados.</p>
<p>Em relatório divulgado em 3 de novembro, a XP Investimentos reiterou a recomendação de compra para ITUB4 e manteve os papéis como sua principal escolha no setor bancário. A instituição destacou a rentabilidade, a qualidade da carteira, a geração de capital e a disciplina na concessão de crédito.</p>
<p>A XP também observou que o resultado ficou acima de sua estimativa, enquanto a evolução das receitas de serviços e seguros continuou sendo um ponto de atenção.</p>
<p>A Genial Investimentos, em relatório publicado antes da divulgação do balanço, em 30 de outubro, também apresentava recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 54,70 para as ações preferenciais. Como a avaliação foi elaborada antes dos resultados do terceiro trimestre, esse valor não representa uma atualização posterior ao balanço.</p>
<p>Outro acontecimento relevante para a estratégia do banco foi registrado nas demonstrações financeiras como evento subsequente ao encerramento do trimestre.</p>
<p>Em 23 de outubro, o Itaú celebrou contrato para adquirir a totalidade das ações da NeoSpace A.I. Technologies, startup brasileira especializada em inteligência artificial e desenvolvimento de modelos fundacionais de dados.</p>
<p>O valor da operação foi estabelecido em R$ 2,925 bilhões, com pagamento de uma parcela no fechamento e o restante de forma diferida ao longo de cinco anos, sujeito a determinadas condições. A conclusão depende das aprovações regulatórias necessárias.</p>
<p>O banco informou que a empresa continuará com gestão autônoma e que sua equipe será mantida. Por ter sido contratada em outubro, a aquisição não integra o resultado operacional do terceiro trimestre.</p>
<p>O desempenho dos próximos períodos dependerá da capacidade de manter a expansão da carteira sem deterioração significativa dos indicadores de risco, preservar a rentabilidade e recuperar o ritmo de crescimento das receitas de serviços. A redução da projeção tributária oferece uma premissa mais favorável para 2026, enquanto a evolução das despesas de crédito e a geração de capital continuam entre os principais indicadores para acompanhar a trajetória financeira da instituição.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Itaú Unibanco &#8211; Análise Gerencial da Operação e Demonstrações Contábeis Condensadas Individuais e Consolidadas em BRGAAP do terceiro trimestre de 2026</em></p>
<p><em>Itaú Unibanco &#8211; Demonstrações Contábeis Consolidadas Condensadas em IFRS encerradas em 30 de setembro de 2026</em></p>
<p><em>Itaú Unibanco &#8211; calendário de eventos corporativos e divulgação dos resultados do terceiro trimestre de 2026</em></p>
<p><em>XP Investimentos &#8211; relatório de revisão dos resultados do Itaú Unibanco no terceiro trimestre de 2026</em></p>
<p><em>Genial Investimentos &#8211; prévia dos resultados do Itaú Unibanco no terceiro trimestre de 2026, com recomendação e preço-alvo para ITUB4</em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Crise do Ueno Bank no Paraguai derruba presidente do BC e ameaça recursos públicos</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/crise-ueno-bank-paraguai-presidente-bc-renuncia</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Bruno Assis]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Nov 2026 10:29:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Banco Central do Paraguai]]></category>
		<category><![CDATA[bancos digitais]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Carvallo]]></category>
		<category><![CDATA[crise bancária]]></category>
		<category><![CDATA[Grupo Vázquez]]></category>
		<category><![CDATA[Paraguai]]></category>
		<category><![CDATA[Santiago Peña]]></category>
		<category><![CDATA[sistema financeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Ueno Bank]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Crise do Ueno Bank no Paraguai provoca renúncia do presidente do BC, bloqueio de depósitos e investigação criminal sobre a instituição financeira.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A crise financeira do Ueno Bank provocou a renúncia do presidente do Banco Central do Paraguai, Carlos Carvallo, na terça-feira, 3 de novembro, e levou as autoridades a adotar medidas emergenciais para proteger depositantes e recursos públicos mantidos na instituição. O banco, que ganhou espaço no <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341786">mercado</a> paraguaio com a expansão dos serviços digitais, entrou em um procedimento de resolução depois que o regulador identificou uma deterioração grave de sua capacidade de absorver perdas.</p>
<p>O Banco Central do Paraguai (BCP) informou que o índice de solvência do Ueno caiu para menos da metade do mínimo legalmente exigido, após ajustes realizados nas demonstrações financeiras durante um processo de regularização. A decisão de iniciar a resolução foi aprovada por unanimidade pela diretoria da autoridade monetária em 2 de novembro e comunicada publicamente no dia seguinte.</p>
<p>A gravidade da situação levou o regulador a determinar a atuação de interventores para examinar o patrimônio da instituição, preservar ativos e conduzir os procedimentos previstos na legislação bancária. Paralelamente, o Ministério Público iniciou uma investigação criminal e confirmou detenções de dirigentes ligados ao banco, enquanto o Congresso passou a discutir alterações emergenciais nas regras de proteção aos depósitos.</p>
<p>Os efeitos da crise também atingiram o mercado de capitais. A Superintendência de Valores suspendeu temporariamente os resgates de determinados fundos de investimento com aplicações vinculadas ao Ueno. Uma agência de classificação de risco rebaixou a avaliação de solvência do banco de AApy, atribuída em março, para Dpy, categoria associada a deterioração financeira acentuada.</p>
<p>O caso coloca o governo de Santiago Peña diante de uma questão adicional: a proteção de valores pertencentes a instituições públicas, incluindo reservas previdenciárias. Segundo informações divulgadas pela Câmara dos Deputados, cerca de US$ 355 milhões do Instituto de Previsión Social (IPS), responsável por benefícios previdenciários e serviços de saúde, estavam aplicados no banco.</p>
<h2>Banco Central identificou solvência inferior à metade do mínimo exigido</h2>
<p>A situação do Ueno Bank chegou ao estágio de resolução após a identificação de insuficiência patrimonial durante o acompanhamento regulatório. Segundo o comunicado oficial, os ajustes efetuados nos balanços da instituição reduziram seu índice de solvência a um nível inferior a 50% do mínimo exigido pela regulamentação.</p>
<p>O indicador de solvência relaciona o capital disponível de um banco aos riscos assumidos em suas operações. Sua função é demonstrar se a instituição mantém recursos próprios suficientes para absorver perdas sem comprometer imediatamente os depósitos e outras obrigações.</p>
<p>Quando esse indicador fica abaixo dos limites regulatórios, o banco perde parte de sua capacidade financeira de enfrentar perdas inesperadas. No caso do Ueno, o resultado identificado pelo BC paraguaio foi considerado grave o suficiente para justificar a abertura do procedimento previsto na Lei nº 2.334/2003, que disciplina a garantia de depósitos e a resolução de instituições financeiras.</p>
<p>O Banco Central não divulgou, no comunicado inicial, o valor exato da insuficiência patrimonial nem uma estimativa definitiva das perdas que poderão ser identificadas. A apuração desses números dependerá da avaliação dos ativos e passivos realizada durante a intervenção.</p>
<p>A diferença entre uma dificuldade temporária de liquidez e um problema de solvência é relevante. Um banco pode enfrentar falta momentânea de dinheiro disponível mesmo possuindo patrimônio suficiente para cumprir suas obrigações. Já a insuficiência de capital indica que sua estrutura patrimonial deixou de atender aos parâmetros de segurança definidos pelo regulador.</p>
<p>No procedimento de resolução, as autoridades podem avaliar alternativas para preservar depósitos e ativos, identificar responsabilidades e determinar a destinação das operações. A abertura desse processo não equivale, por si só, a uma conclusão definitiva sobre o valor recuperável pelos credores ou a uma sentença criminal contra seus administradores.</p>
<h2>Rebaixamento de AApy para Dpy confirma deterioração financeira</h2>
<p>A crise provocou uma mudança expressiva na classificação de risco atribuída ao Ueno Bank. Em relatório publicado em 3 de novembro, a agência Solventa &amp; Riskmétrica reduziu a nota de solvência da instituição de AApy, com perspectiva estável em março de 2026, para Dpy.</p>
<p>A categoria Dpy é utilizada pela classificadora para instituições que apresentam deterioração econômica e financeira acentuada, com indicadores de solvência inferiores aos limites exigidos e descumprimentos capazes de levar à aplicação de mecanismos de resolução pelo supervisor.</p>
<p>A revisão foi fundamentada na decisão do Banco Central de iniciar o procedimento de resolução e nas consequências regulatórias da insuficiência patrimonial identificada. O relatório também registra que foram designados interventores para verificar a situação financeira e adotar medidas destinadas à preservação dos ativos.</p>
<p>A passagem de uma classificação elevada para uma categoria associada a problemas graves de solvência altera a avaliação formal do risco da instituição. O relatório, contudo, não apresenta uma estimativa de quanto os depositantes ou investidores poderão recuperar nem determina o resultado econômico final da intervenção.</p>
<p>A classificação também não deve ser confundida com a nota de crédito soberano do Paraguai. O rebaixamento diz respeito especificamente ao Ueno Bank e não representa uma alteração automática da avaliação da capacidade de pagamento do governo paraguaio.</p>
<p>O BCP procurou afastar essa interpretação ao afirmar que a situação constitui um episódio específico, sem representar uma condição generalizada de fragilidade do sistema financeiro nacional.</p>
<h2>Garantia de depósitos cobre até 228,3 milhões de guaranis por cliente</h2>
<p>A proteção dos depositantes tornou-se uma das principais prioridades da intervenção. De acordo com o Banco Central, o Fundo de Garantia de Depósitos (FGD) assegura cobertura de até 75 salários mínimos mensais para atividades diversas não especificadas, valor equivalente a 228,3 milhões de guaranis por depositante na data da decisão.</p>
<p>O limite é aplicado por pessoa física ou jurídica e por instituição financeira. Isso significa que a garantia não é multiplicada automaticamente pelo número de contas mantidas pelo mesmo cliente no banco.</p>
<p>Em comunicado separado, divulgado em 3 de novembro, o regulador anunciou um primeiro pagamento de até 10 milhões de guaranis aos depositantes do Ueno, utilizando recursos do FGD. A autoridade monetária informou que os pagamentos seriam realizados em breve, mas ainda não havia apresentado um calendário completo de liberação dos valores.</p>
<p>O comunicado também esclarece que clientes com saldos superiores ao primeiro pagamento receberão as parcelas restantes conforme o cronograma que vier a ser estabelecido. Eventuais dívidas vencidas do depositante com o próprio Ueno deverão ser consideradas na compensação antes do pagamento da garantia.</p>
<p>Os 10 milhões de guaranis anunciados inicialmente representam aproximadamente 4,4% do teto ordinário de 228,3 milhões. Portanto, o valor do primeiro desembolso não corresponde ao limite total da cobertura legal.</p>
<p>Para valores superiores à garantia, a recuperação dependerá dos mecanismos previstos na legislação e da situação patrimonial identificada durante a resolução. O Banco Central afirmou que buscará a maior proteção possível para esses saldos, sem estabelecer, até aquele momento, um percentual definitivo de restituição.</p>
<h2>Congresso discute pagamentos antecipados e proteção dos fundos públicos</h2>
<p>A dimensão dos depósitos públicos ampliou a pressão sobre as autoridades paraguaias. O Instituto de Previsión Social, responsável por administrar recursos vinculados à previdência e à assistência à saúde, estava entre os organismos com aplicações no Ueno Bank.</p>
<p>A Câmara dos Deputados informou que aproximadamente US$ 355 milhões pertencentes às reservas previdenciárias do IPS estavam expostos à situação da instituição financeira. Esse montante corresponde a recursos administrados em nome de segurados e beneficiários, o que torna sua preservação uma questão de interesse público.</p>
<p>O Congresso passou a examinar duas frentes legislativas relacionadas à crise. Uma delas procura acelerar os pagamentos aos depositantes abrangidos pelo FGD. A outra pretende ampliar excepcionalmente a proteção dos recursos públicos mantidos no Ueno Bank.</p>
<p>Na terça-feira, o Senado aprovou, com modificações, uma proposta para permitir a antecipação da garantia de depósitos em até 40 salários mínimos por depositante, mediante compensação das obrigações vencidas com o banco. O projeto prevê um mecanismo de pagamento antecipado em prazo reduzido, sujeito à conclusão do processo legislativo.</p>
<p>A medida foi encaminhada à Câmara dos Deputados, que convocou uma sessão extraordinária para esta quarta-feira, 4 de novembro, às 10h, no horário local, com o objetivo de examinar a alteração legal.</p>
<p>Em outra iniciativa, parlamentares apresentaram um projeto destinado a permitir a cobertura integral dos recursos públicos depositados no Ueno, inclusive valores pertencentes a instituições previdenciárias. A proposta foi encaminhada para análise nas comissões parlamentares.</p>
<p>As duas medidas possuem objetivos distintos. A primeira busca antecipar o acesso dos depositantes aos recursos garantidos pela legislação. A segunda pretende criar uma proteção excepcional para valores públicos que podem superar os limites ordinários do sistema de garantia.</p>
<p>A aprovação definitiva dessas alterações ainda depende da tramitação legislativa correspondente. Até sua conclusão, não é possível considerar assegurada a restituição integral de todos os recursos públicos mantidos na instituição.</p>
<h2>Ministério Público investiga dirigentes e examina cerca de 2 mil páginas</h2>
<p>A crise financeira passou também à esfera criminal. Em comunicado divulgado em 3 de novembro, o Ministério Público paraguaio confirmou a abertura de uma investigação após receber uma denúncia apresentada por integrantes da diretoria do Banco Central.</p>
<p>O procedimento está sob responsabilidade do promotor Francisco Cabrera, da Unidade Especializada em Delitos Econômicos e Anticorrupção. Segundo a instituição, a denúncia formal possui aproximadamente 200 páginas e, com a documentação complementar, reúne cerca de 2 mil páginas para exame.</p>
<p>Durante entrevista coletiva, Cabrera confirmou detenções de dirigentes ligados ao Ueno Bank e informou que a investigação está concentrada na identificação de possíveis responsabilidades penais decorrentes das operações examinadas pelo regulador.</p>
<p>Entre as hipóteses investigativas mencionadas pelo Ministério Público estão lesão de confiança, condutas indevidas em situações de crise e estelionato, além de outros possíveis delitos econômicos. A existência dessas hipóteses não significa que os crimes tenham sido comprovados ou que os investigados já tenham sido condenados.</p>
<p>O promotor explicou que as detenções foram determinadas, entre outros motivos, para garantir a presença das pessoas investigadas durante o procedimento. Também foram recebidas informações de inteligência sobre o risco de saída do país por parte de alguns envolvidos.</p>
<p>A etapa seguinte consiste em examinar os documentos e decidir se existem elementos suficientes para a apresentação de acusações formais. O Ministério Público informou que as medidas cautelares eventualmente solicitadas deverão respeitar os procedimentos previstos na legislação processual paraguaia.</p>
<p>Até a conclusão da investigação, as suspeitas devem permanecer diferenciadas das irregularidades patrimoniais já identificadas pelo Banco Central. A insuficiência de capital que motivou a resolução constitui um fato regulatório, enquanto a eventual responsabilidade criminal de administradores depende de apuração própria.</p>
<h2>Renúncia de Carlos Carvallo amplia questionamentos sobre supervisão bancária</h2>
<p>A saída de Carlos Carvallo da presidência do Banco Central acrescentou uma dimensão institucional à crise. Ele apresentou sua renúncia em 3 de novembro, depois de a autoridade monetária formalizar a abertura do procedimento de resolução do Ueno Bank.</p>
<p>Carvallo havia assumido a presidência do BCP em setembro de 2023, no início do governo Santiago Peña. Antes disso, exerceu funções no setor financeiro privado, incluindo a direção da instituição que antecedeu a estrutura atual do Ueno.</p>
<p>Essa trajetória passou a ser questionada no ambiente político paraguaio diante das dificuldades financeiras identificadas pelo regulador. A discussão envolve a qualidade da fiscalização bancária, a identificação antecipada dos riscos e as respostas institucionais adotadas antes da decisão de intervenção.</p>
<p>Ao anunciar sua saída, Carvallo afirmou que a renúncia permitiria reduzir as controvérsias políticas em torno da autoridade monetária e preservar as condições de <a class="wpil_keyword_link" title="Trabalho" href="https://gazetamercantil.com/trabalho" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341785">trabalho</a> de seus integrantes. Ele também indicou a necessidade de garantir a continuidade administrativa do procedimento iniciado contra o Ueno.</p>
<p>A renúncia não representa, por si mesma, comprovação de responsabilidade individual pelas irregularidades investigadas. A eventual apuração de condutas administrativas ou penais exige procedimentos próprios e documentação específica.</p>
<p>O governo de Santiago Peña passou a enfrentar cobranças relacionadas tanto à fiscalização da instituição quanto à concentração de recursos públicos no banco. O debate parlamentar mostra que a preocupação não se restringe à situação dos correntistas, alcançando também a administração de reservas previdenciárias e outros ativos estatais.</p>
<h2>Suspensão de resgates atinge fundos de investimento ligados ao Ueno</h2>
<p>Os efeitos da crise ultrapassaram as contas bancárias tradicionais. Em circular datada de 3 de novembro, a Superintendência de Valores do Banco Central informou que determinados fundos mútuos com investimentos vinculados ao Ueno Bank tiveram seus resgates temporariamente suspensos.</p>
<p>A decisão foi formalizada pela Resolução SV.SG. nº 0015/2026 e alcança apenas os fundos identificados no ato regulatório. A autoridade esclareceu que outros fundos de investimento, inclusive os administrados pelas mesmas <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341787">empresas</a>, não estão automaticamente submetidos às restrições.</p>
<p>Segundo a Superintendência, a suspensão busca garantir tratamento equivalente aos investidores enquanto são determinados os valores dos ativos ligados ao banco. A medida não significa o encerramento ou a liquidação dos fundos, cujo patrimônio permanece juridicamente separado dos recursos de suas administradoras e do próprio Ueno Bank.</p>
<p>O regulador também estabeleceu novos critérios de avaliação dessas aplicações por meio da Resolução SV.SG. nº 0016/2026. A previsão é de que os fundos possam retomar gradualmente resgates e novas aplicações a partir de quinta-feira, 5 de novembro, conforme suas administradoras implementem os critérios exigidos.</p>
<p>A normalização dependerá da situação de cada fundo e da resolução de eventuais pendências operacionais. As administradoras deverão comunicar diretamente aos investidores as datas em que as operações poderão ser retomadas.</p>
<p>A medida demonstra como a deterioração financeira de uma instituição pode atingir outros participantes do mercado, mesmo quando não possuem depósitos bancários tradicionais. Fundos que mantêm títulos ou aplicações vinculadas ao banco precisam avaliar esses ativos antes de calcular adequadamente o valor das cotas e permitir a saída de investidores.</p>
<h2>Recuperação dos depósitos dependerá da avaliação dos ativos do banco</h2>
<p>O procedimento de resolução conduzido pelo Banco Central do Paraguai terá como uma de suas principais etapas a verificação da situação patrimonial do Ueno Bank. Os interventores deverão examinar a qualidade dos ativos, os compromissos assumidos pela instituição e a capacidade de recuperação dos valores destinados aos depositantes e demais credores.</p>
<p>O resultado dessa avaliação será determinante para identificar a extensão das perdas e os recursos efetivamente disponíveis. Também permitirá distinguir os valores protegidos pelo Fundo de Garantia de Depósitos daqueles que dependerão de medidas adicionais de recuperação.</p>
<p>A situação dos fundos públicos continuará sujeita às decisões do Congresso e à aplicação dos mecanismos legais de proteção. A aprovação de regras extraordinárias poderá modificar a velocidade e a abrangência dos pagamentos, mas não elimina a necessidade de determinar a situação financeira real da instituição.</p>
<p>Paralelamente, a investigação criminal deverá apurar se existem condutas individuais que contribuíram para as irregularidades encontradas. Essa apuração seguirá procedimentos independentes das decisões destinadas a preservar os depósitos.</p>
<p>O Banco Central sustenta que o episódio não representa uma crise generalizada do sistema bancário paraguaio. A evolução do caso, entretanto, dependerá da conclusão da análise patrimonial, da implementação dos pagamentos anunciados e da definição das medidas legais necessárias para proteger os clientes e os recursos públicos.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Banco Central do Paraguai — comunicado de 3 de novembro de 2026 sobre a abertura do procedimento de resolução do Ueno Bank, insuficiência de solvência, intervenção e cobertura de depósitos.</em></p>
<p><em>Banco Central do Paraguai — comunicado de 3 de novembro de 2026 sobre o primeiro pagamento de até 10 milhões de guaranis aos depositantes do Ueno Bank.</em></p>
<p><em>Solventa &amp; Riskmétrica — relatório oficial de revisão da classificação de solvência do Ueno Bank, publicado em 3 de novembro de 2026.</em></p>
<p><em>Ministério Público do Paraguai — comunicado de 3 de novembro de 2026 sobre as diligências investigativas, detenções de dirigentes e documentação apresentada pelo Banco Central.</em></p>
<p><em>Câmara de Senadores do Paraguai — comunicado de 3 de novembro de 2026 sobre a aprovação de proposta para antecipação da garantia de depósitos e a tramitação da proteção aos recursos públicos.</em></p>
<p><em>Câmara dos Deputados do Paraguai — comunicados de 3 de novembro de 2026 sobre a convocação de sessão extraordinária, os projetos emergenciais e os recursos do Instituto de Previsión Social mantidos no Ueno Bank.</em></p>
<p><em>Superintendência de Valores do Banco Central do Paraguai — Circular SV.SG. nº 020/2026 sobre a suspensão temporária de resgates em fundos mútuos com investimentos vinculados ao Ueno Bank.</em></p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Justiça proíbe Meta de utilizar notícias para treinar IA sem autorização e fixa multa milionária</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/justica-proibe-meta-usar-noticias-treinar-ia</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Daniel Soto]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Nov 2026 09:38:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Abert]]></category>
		<category><![CDATA[Aner]]></category>
		<category><![CDATA[ANJ]]></category>
		<category><![CDATA[direitos autorais]]></category>
		<category><![CDATA[Inteligência Artificial]]></category>
		<category><![CDATA[Justiça de São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[meta]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1535427</guid>

					<description><![CDATA[<p>Justiça de SP proíbe Meta de usar notícias para treinar IA sem autorização. Liminar prevê multa diária de R$ 1 milhão, limitada a R$ 100 milhões.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Meta, controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp, está proibida por decisão judicial de coletar e utilizar, sem autorização, conteúdos protegidos por direitos autorais de veículos vinculados a três das principais associações de imprensa do Brasil. A determinação, concedida pela Justiça de São Paulo na terça-feira, 3 de novembro, também impede que a companhia utilize esse material para desenvolver ou treinar sistemas de inteligência artificial. O descumprimento poderá resultar em multa de R$ 1 milhão por dia, até o limite de R$ 100 milhões.</p>
<p>A medida foi concedida pelo juiz Guilherme Madeira Dezem, da 44ª Vara Cível de São Paulo, em favor da Associação Nacional de Jornais (ANJ), da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) e da Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner). As entidades questionaram alterações nos contratos comerciais da Meta que poderiam permitir o acesso automatizado a reportagens, fotografias, vídeos e outros materiais publicados em sites jornalísticos, inclusive fora das redes sociais da companhia.</p>
<p>Além da proteção aos conteúdos, a liminar impede que <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341778">empresas</a> de comunicação sejam prejudicadas por rejeitarem as novas condições contratuais. A Meta deverá preservar o funcionamento das contas, páginas e ferramentas utilizadas pelos veículos associados, sem aplicar bloqueios, restrições ou outras medidas punitivas relacionadas à recusa. A proteção permanecerá sujeita ao andamento do processo judicial, que ainda não teve julgamento definitivo.</p>
<p>A controvérsia envolve um ponto central da relação econômica entre empresas de tecnologia e produtores de informação: a possibilidade de uma plataforma condicionar o acesso aos seus serviços à concessão de direitos sobre conteúdos desenvolvidos e financiados por terceiros. Para os veículos de imprensa, essa exigência poderia comprometer o controle sobre seus acervos e ampliar o uso comercial de material jornalístico sem negociação individual.</p>
<h2>Decisão impede que a Meta condicione o acesso às redes sociais à cessão de conteúdo</h2>
<p>As alterações questionadas faziam parte de uma atualização dos Termos Comerciais da Meta. A proposta previa a utilização de ferramentas automatizadas capazes de percorrer páginas da internet, identificar informações, copiar materiais, armazenar arquivos e analisar conteúdos associados às atividades comerciais dos usuários de suas plataformas.</p>
<p>Segundo as associações, a abrangência das cláusulas permitiria alcançar materiais disponíveis em sites externos, mesmo quando não tivessem sido publicados diretamente no Facebook, Instagram, WhatsApp ou Threads. Isso significaria que a utilização empresarial de uma dessas plataformas poderia estar vinculada à autorização para coleta de conteúdos mantidos em outros ambientes digitais.</p>
<p>O problema contratual identificado pelas entidades não se limitava à existência de sistemas automatizados de rastreamento. O questionamento envolvia a extensão da autorização pretendida pela Meta e a possibilidade de empresas jornalísticas precisarem aceitá-la para continuar utilizando serviços relevantes para a distribuição de <a class="wpil_keyword_link" title="Notícias" href="https://gazetamercantil.com/noticias" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341779">notícias</a> e a comunicação com seus leitores.</p>
<p>Na avaliação apresentada pelas associações, a exigência estabeleceria uma relação desequilibrada entre a plataforma e os produtores de conteúdo. Veículos que recusassem as condições poderiam enfrentar dificuldades para manter sua presença nas redes sociais, enquanto a aceitação abriria espaço para a exploração de materiais sujeitos a direitos autorais.</p>
<p>A decisão judicial procura impedir essa vinculação. De acordo com o comunicado divulgado pela ANJ, o magistrado identificou indícios de violação de direitos autorais e abuso contratual, considerados suficientes para justificar uma intervenção provisória antes do julgamento do mérito.</p>
<h2>Multa pode alcançar R$ 100 milhões se houver descumprimento</h2>
<p>A multa estabelecida pela Justiça corresponde a R$ 1 milhão por dia de descumprimento, limitada a R$ 100 milhões. Em termos aritméticos, a penalidade poderia atingir o teto após 100 dias de infração continuada, caso permanecesse aplicável nas condições fixadas pela decisão. O valor não representa uma indenização já concedida às associações nem um pagamento automaticamente devido pela Meta.</p>
<p>A determinação alcança dois aspectos distintos da controvérsia. O primeiro é a proteção dos conteúdos dos veículos associados contra coleta e utilização não autorizadas, inclusive em sistemas de inteligência artificial. O segundo é a garantia de que a recusa das novas cláusulas não resulte na perda de acesso às ferramentas comerciais e de comunicação oferecidas pela companhia.</p>
<p>Essa segunda obrigação tem relevância econômica para empresas que utilizam redes sociais como canais de relacionamento com leitores, divulgação de reportagens e distribuição de conteúdo. Embora a audiência dessas plataformas não pertença aos veículos, sua presença nos serviços pode contribuir para ampliar a circulação das publicações e atrair visitantes aos respectivos portais.</p>
<p>A liminar, entretanto, não estabelece um direito geral a determinado volume de audiência ou tráfego. Sua finalidade é impedir medidas de retaliação vinculadas à rejeição das condições contratuais contestadas judicialmente, preservando os serviços utilizados pelos associados enquanto a disputa prossegue.</p>
<h2>Meta já havia colocado as mudanças contratuais em pausa antes da liminar</h2>
<p>A decisão brasileira foi concedida depois de a própria Meta anunciar uma suspensão da implementação internacional das alterações comerciais, diante das objeções apresentadas por organizações de imprensa e autoridades reguladoras.</p>
<p>A sequência dos acontecimentos ajuda a distinguir as duas medidas. Inicialmente, a atualização estava prevista para entrar em vigor em 30 de outubro. A companhia adiou a aplicação para 20 de novembro e, posteriormente, informou que suspenderia a implementação enquanto realizasse consultas com representantes dos setores envolvidos.</p>
<p>Segundo comunicado oficial da Autoridade de Concorrência e Mercados do Reino Unido (CMA), publicado em 30 de outubro, a Meta havia anunciado essa pausa em 28 de outubro. A decisão empresarial ocorreu, portanto, seis dias antes da concessão da liminar pela Justiça de São Paulo.</p>
<p>A diferença é relevante porque a suspensão anunciada pela Meta resulta de uma iniciativa da própria companhia, enquanto a medida brasileira estabelece obrigações judiciais específicas, com possibilidade de aplicação de multa. Mesmo diante de uma eventual retomada internacional das alterações contratuais, a empresa continuará sujeita às determinações judiciais brasileiras enquanto elas estiverem em vigor.</p>
<p>A CMA também informou que a consulta anunciada pela companhia envolve organizações setoriais e que a investigação britânica examinará a possibilidade de imposição de condições comerciais injustas a empresas que dependem dos serviços da Meta.</p>
<h2>Lei brasileira exige autorização para reprodução e armazenamento de obras protegidas</h2>
<p>A disputa envolve dispositivos da Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998, que disciplina os direitos autorais no Brasil. O artigo 29 estabelece a necessidade de autorização prévia e expressa para diferentes modalidades de utilização de obras protegidas, incluindo reprodução parcial ou integral e armazenamento em sistemas informatizados.</p>
<p>A legislação também contempla a inclusão de obras em bases de dados e outras modalidades de arquivamento. Esses dispositivos são relevantes para a discussão sobre sistemas que coletam materiais disponíveis na internet e os incorporam a conjuntos de informações destinados ao funcionamento ou desenvolvimento de produtos tecnológicos.</p>
<p>Isso não significa, contudo, que todas as informações publicadas por um veículo sejam automaticamente protegidas da mesma maneira. A legislação distingue obras intelectuais, que podem receber proteção autoral, de ideias, informações de uso comum e outros elementos que não constituem, por si mesmos, objeto de exclusividade.</p>
<p>Também existem limitações legais aos direitos autorais, previstas no artigo 46. A análise jurídica depende, portanto, da natureza do material, da utilização pretendida, das autorizações existentes e das exceções aplicáveis a cada situação.</p>
<p>No caso da Meta, o questionamento das associações concentra-se na possibilidade de uma autorização contratual ampla alcançar obras jornalísticas protegidas e permitir sua exploração comercial sem consentimento específico dos titulares dos direitos.</p>
<p>Outro aspecto envolve conteúdos licenciados de terceiros. Uma empresa jornalística pode adquirir autorização para publicar determinada fotografia, ilustração ou vídeo sem receber os direitos necessários para permitir que outra companhia utilize o mesmo material no desenvolvimento de ferramentas de inteligência artificial.</p>
<p>Essa distinção importa porque a autorização para publicação jornalística não implica necessariamente a transferência de todos os direitos de exploração econômica da obra. O artigo 31 da Lei de Direitos Autorais estabelece que as diferentes modalidades de utilização são independentes entre si e que uma autorização não se estende automaticamente às demais.</p>
<h2>Investigação no Reino Unido amplia pressão sobre contratos da Meta</h2>
<p>A controvérsia brasileira ocorre durante um processo de questionamento internacional das condições comerciais propostas pela Meta. Em 30 de outubro, a CMA anunciou a abertura de uma investigação para examinar se a empresa estaria impondo termos potencialmente abusivos a editoras, veículos jornalísticos, anunciantes e outros <a class="wpil_keyword_link" title="Negócios" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341780">negócios</a> que utilizam suas plataformas.</p>
<p>O órgão britânico pretende avaliar se a Meta possui posição dominante nos mercados relevantes e, caso essa condição seja identificada, se suas práticas contratuais configuram abuso dessa posição segundo a legislação concorrencial do país.</p>
<p>No comunicado de abertura, a autoridade destacou preocupações com a possibilidade de a empresa acessar conteúdos publicados em sites de terceiros e utilizá-los no desenvolvimento de seus próprios produtos e serviços, incluindo funcionalidades de inteligência artificial, sem oferecer aos titulares escolha efetiva sobre o aproveitamento dessas informações.</p>
<p>A investigação ainda está em andamento e não representa uma conclusão de que a Meta tenha violado as regras de concorrência. O procedimento prevê a coleta de informações, a análise dos contratos e a avaliação dos argumentos apresentados pela companhia e pelos demais interessados.</p>
<p>O cronograma preliminar divulgado pela autoridade britânica estabelece uma fase inicial de obtenção de informações e consultas até janeiro de 2027. As datas são indicativas e poderão ser alteradas conforme a evolução da investigação.</p>
<p>A existência de procedimentos em diferentes países mostra que a discussão ultrapassa a legislação de direitos autorais. Também estão sob exame as condições de concorrência entre plataformas digitais e empresas que dependem desses serviços para alcançar seus consumidores.</p>
<h2>Proteção judicial alcança os veículos associados às três entidades</h2>
<p>O alcance da liminar brasileira é delimitado pelo processo movido pela ANJ, pela Abert e pela Aner. A decisão não deve ser interpretada como uma proibição universal de qualquer atividade de rastreamento realizada pela Meta nem como uma regra automaticamente estendida a todos os sites jornalísticos brasileiros.</p>
<p>A proteção concedida está relacionada aos conteúdos e às atividades dos veículos vinculados às entidades autoras da ação. Empresas que não integram essas organizações não podem presumir que estejam abrangidas pelas mesmas determinações apenas por desenvolverem atividades jornalísticas.</p>
<p>Também não há, nesta etapa, uma decisão definitiva sobre eventual remuneração pela utilização de conteúdos protegidos em sistemas de inteligência artificial. O processo trata das condições contratuais contestadas e das medidas destinadas a impedir utilizações não autorizadas enquanto a controvérsia é examinada judicialmente.</p>
<p>A ANJ considera que a liminar estabelece um precedente importante para a proteção dos investimentos realizados por empresas jornalísticas. Em manifestação divulgada após a decisão, o presidente-executivo da entidade, Marcelo Rech, defendeu a existência de limites para a apropriação de conteúdos de terceiros por plataformas digitais.</p>
<p>A posição das associações está vinculada à necessidade de preservar o valor econômico de reportagens, investigações, fotografias e outros materiais produzidos profissionalmente. Esses conteúdos envolvem despesas com equipes, apuração, edição, tecnologia, distribuição e contratação de direitos de terceiros, elementos que podem ser afetados quando sua utilização comercial ocorre fora das condições originalmente negociadas.</p>
<p>O conflito deverá prosseguir na Justiça paulista, com a possibilidade de apresentação dos argumentos da Meta e exame mais aprofundado das cláusulas contratuais. Até que haja nova determinação judicial, permanece a proteção provisória concedida aos veículos associados, incluindo a restrição à utilização não autorizada de suas obras e a obrigação de manutenção dos serviços nas plataformas.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Associação Nacional de Jornais (ANJ) — comunicado oficial de 3 de novembro de 2026 sobre a liminar, as obrigações impostas à Meta e a multa por descumprimento.</em></p>
<p><em>Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner) — manifestação institucional sobre a ação judicial, os direitos autorais e as condições comerciais questionadas.</em></p>
<p><em>Competition and Markets Authority (CMA) — comunicado de 30 de outubro de 2026 sobre a investigação dos termos comerciais da Meta, a suspensão anunciada pela empresa e o cronograma regulatório britânico.</em></p>
<p><em>Câmara dos Deputados — texto atualizado da Lei nº 9.610/1998, especialmente os artigos 8º, 29, 31 e 46, relativos à proteção, utilização e limitações dos direitos autorais.</em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Democratas conquistam Câmara e Senado nos EUA e impõem derrota a Trump nas eleições de 2026</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/democratas-camara-senado-eua-2026</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carlos Menezes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Nov 2026 08:59:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Câmara dos Representantes]]></category>
		<category><![CDATA[Congresso dos Estados Unidos]]></category>
		<category><![CDATA[Donald Trump]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições EUA 2026]]></category>
		<category><![CDATA[Partido Democrata]]></category>
		<category><![CDATA[Partido Republicano]]></category>
		<category><![CDATA[Senado dos EUA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Democratas conquistam maioria na Câmara e no Senado dos EUA em 2026, após vitórias em estados republicanos, e ampliam pressão sobre o governo Trump.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Partido Democrata conquistou a maioria projetada na Câmara dos Representantes e no Senado dos Estados Unidos nas eleições legislativas de terça-feira (3), encerrando o controle republicano sobre o Congresso e estabelecendo uma nova configuração de poder para os dois últimos anos do mandato do presidente Donald Trump. As vitórias democratas atingiram estados tradicionalmente conservadores, como Texas, Kansas e Carolina do Sul, e superaram as disputas consideradas mais competitivas antes da votação. Embora a apuração e a certificação oficial ainda não tenham sido concluídas em todos os estados, as projeções eleitorais já indicam a transferência do comando das duas Casas.</p>
<p>O resultado representa uma mudança substancial em relação à composição do Congresso eleito em 2024, quando os republicanos garantiram o controle do Legislativo e passaram a contar com maiorias nas duas Casas para sustentar a agenda presidencial. Com o avanço democrata, propostas de orçamento, alterações tributárias, indicações para cargos federais e iniciativas de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341777">política</a> econômica passarão a depender de negociações com a oposição ou enfrentarão obstáculos no processo legislativo.</p>
<p>A votação ocorreu em um ambiente de insatisfação com o custo de vida, os preços dos combustíveis e a condução da política externa americana. A guerra envolvendo os Estados Unidos e o Irã, iniciada em fevereiro, também integrou o debate eleitoral. O desempenho dos candidatos democratas em territórios favoráveis a Trump na eleição presidencial de 2024 ampliou a dimensão política da derrota republicana, embora os resultados estaduais não permitam atribuir todo o movimento a um único fator.</p>
<h2>Democratas vencem no Texas, Kansas e Carolina do Sul</h2>
<p>A mudança no Senado foi impulsionada por vitórias democratas em estados nos quais o Partido Republicano mantinha vantagens eleitorais consolidadas. No Texas, o deputado estadual James Talarico derrotou o republicano Ken Paxton, procurador-geral do estado. A disputa recebeu atenção nacional por envolver uma das maiores bases eleitorais conservadoras dos Estados Unidos e por ter contado com a participação direta de Trump na campanha republicana.</p>
<p>Os dados preliminares publicados pela Secretaria de Estado do Texas, atualizados às 23h40 de terça-feira pelo horário local informado no sistema, registravam 4.546.036 votos para Talarico e 3.567.899 para Paxton. A diferença parcial era de 978.137 votos, mas o resultado permanecia sujeito à atualização da contagem. A vitória projetada representa uma mudança importante em um estado no qual os republicanos dominam as eleições estaduais há décadas.</p>
<p>Na Carolina do Sul, a pediatra democrata Annie Andrews superou a senadora republicana Darline Graham, que havia assumido o mandato após a morte de seu irmão, Lindsey Graham. O estado deu a Trump uma vantagem expressiva na disputa presidencial de 2024, tornando a vitória democrata especialmente relevante para a redistribuição das cadeiras no Senado.</p>
<p>O Kansas também registrou uma mudança significativa. O democrata Adam Hamilton, pastor religioso, derrotou o senador republicano Roger Marshall. O estado não elegia um democrata para o Senado federal desde 1932, durante a Grande Depressão, o que evidencia a distância entre o resultado projetado de 2026 e o histórico eleitoral local.</p>
<p>As vitórias nesses três estados tiveram importância superior à simples substituição de parlamentares. Elas permitiram ao Partido Democrata ampliar suas possibilidades de formar maioria no Senado sem depender exclusivamente de estados considerados competitivos em ciclos eleitorais recentes.</p>
<h2>Sherrod Brown recupera espaço em Ohio e democratas avançam em Iowa</h2>
<p>Em Ohio, o democrata Sherrod Brown venceu o senador republicano Jon Husted, que havia assumido a cadeira anteriormente ocupada pelo vice-presidente JD Vance. O resultado devolve Brown ao Senado depois de sua derrota eleitoral em 2024 e representa outro avanço democrata em um estado que votou em Trump nas últimas três eleições presidenciais.</p>
<p>Na Carolina do Norte, o ex-governador Roy Cooper conquistou a cadeira deixada pelo republicano Thom Tillis, que decidiu não concorrer à reeleição. Cooper enfrentou Michael Whatley, candidato apoiado por Trump, em uma disputa acompanhada de perto pelas lideranças nacionais dos dois partidos.</p>
<p>Em Iowa, o democrata Josh Turek derrotou a deputada republicana Ashley Hinson na corrida ao Senado. O resultado ampliou os ganhos democratas na região central do país, onde o Partido Republicano vinha mantendo uma presença consistente nas disputas federais.</p>
<p>O avanço também alcançou o Maine, onde o democrata Troy Jackson superou a senadora republicana Susan Collins. Somadas às vitórias em Texas, Kansas, Carolina do Sul, Ohio, Carolina do Norte e Iowa, essas mudanças correspondem a pelo menos sete cadeiras do Senado anteriormente ocupadas por republicanos.</p>
<p>O Partido Democrata também preservou posições importantes em estados nos quais enfrentava disputas competitivas. Na Geórgia, o senador Jon Ossoff foi reeleito, contribuindo para a composição da nova maioria. Esses resultados mostram que o controle democrata não dependeu apenas da conquista de vagas republicanas, mas também da manutenção de mandatos considerados vulneráveis.</p>
<h2>Câmara dos Representantes também passa ao controle democrata</h2>
<p>Na Câmara, os democratas conquistaram cadeiras anteriormente ocupadas por republicanos em diferentes regiões dos Estados Unidos. A mudança alcançou distritos da Pensilvânia, Carolina do Norte e outros estados nos quais a disputa legislativa havia sido influenciada pelo redesenho dos mapas eleitorais.</p>
<p>Todos os 435 assentos da Câmara foram submetidos à votação. Para obter a maioria absoluta, um partido precisa conquistar pelo menos 218 cadeiras, considerando a composição integral da Casa. As projeções de resultado indicaram que os democratas ultrapassaram o número necessário, embora a definição exata da nova bancada ainda dependesse da conclusão de disputas individuais.</p>
<p>O controle da Câmara oferece ao partido a possibilidade de escolher seu presidente, organizar a liderança das comissões e definir prioridades para a tramitação de projetos. A maioria também permite convocar audiências, requisitar informações e ampliar a fiscalização sobre a administração federal, dentro dos instrumentos previstos nas regras legislativas americanas.</p>
<p>A mudança ocorre após uma campanha na qual os republicanos procuraram preservar distritos competitivos e ampliar suas possibilidades eleitorais por meio de alterações nos limites de algumas circunscrições. As vitórias democratas em áreas antes favoráveis aos republicanos reduziram a eficácia dessa estratégia no conjunto das eleições.</p>
<p>Apesar da projeção de maioria, o número definitivo de representantes de cada partido ainda poderá sofrer ajustes durante a apuração de votos remanescentes e a certificação estadual. A composição formal da próxima legislatura será estabelecida com a posse dos eleitos.</p>
<h2>Inflação de 3,7% e gasolina acima de US$ 4 marcaram ambiente eleitoral</h2>
<p>A situação econômica foi um dos principais temas da campanha americana. Dados do Bureau of Labor Statistics mostram que o Índice de Preços ao Consumidor dos Estados Unidos aumentou 0,6% em setembro de 2026, acumulando inflação de 3,7% em 12 meses. O resultado reforçou o debate sobre o poder de compra das famílias e os efeitos da elevação dos preços de bens e serviços essenciais.</p>
<p>Os combustíveis também permaneceram no centro das preocupações. Segundo a Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos, a EIA, o preço médio nacional da gasolina comum ficou em US$ 4,153 por galão na semana de 2 de novembro, ante US$ 4,269 na semana anterior. Embora o indicador tenha recuado nesse intervalo, continuou acima de US$ 4 por galão às vésperas da votação.</p>
<p>A comparação entre os preços de energia e os resultados eleitorais ajuda a explicar por que o custo de vida recebeu destaque nos debates de campanha. Entretanto, os indicadores econômicos não permitem estabelecer, isoladamente, quantos votos foram influenciados pela inflação, pelos combustíveis ou por decisões específicas do governo.</p>
<p>A política comercial de Trump, incluindo tarifas de importação, também integrou as discussões sobre a evolução dos preços. O governo republicano defendeu essas medidas como instrumentos de proteção à produção americana e de negociação com parceiros comerciais. Os democratas, por sua vez, questionaram seus efeitos sobre os consumidores e as <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341775">empresas</a> dependentes de produtos importados.</p>
<p>A guerra com o Irã acrescentou um componente externo ao debate econômico, especialmente pelas repercussões sobre os mercados de energia. O impacto político do conflito esteve associado tanto às decisões militares do governo quanto às preocupações domésticas com os preços e a estabilidade da <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank"  rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341776">economia</a>.</p>
<h2>Trump enfrenta um Congresso com maior capacidade de fiscalização</h2>
<p>O controle democrata das duas Casas modifica as condições políticas para a continuidade do segundo mandato de Trump. Embora o presidente permaneça no cargo, sua capacidade de aprovar leis que dependam de maioria parlamentar ficará condicionada à disposição da oposição para negociar.</p>
<p>A Câmara dos Representantes poderá ampliar investigações sobre decisões administrativas, contratos federais, gastos públicos e a condução de políticas governamentais. O Senado, por sua vez, terá influência direta sobre a confirmação de autoridades indicadas pelo presidente, incluindo ministros do governo, integrantes de agências federais e magistrados.</p>
<p>Pelas regras constitucionais americanas, cabe ao presidente apresentar determinadas indicações e ao Senado decidir sobre sua aprovação. Uma maioria controlada pelo partido de oposição pode rejeitar nomes, exigir esclarecimentos durante audiências e dificultar a composição de equipes governamentais.</p>
<p>A aprovação de novas leis também poderá enfrentar impasses. Mesmo quando uma proposta obtém maioria nas duas Casas, Trump conserva a prerrogativa de sancioná-la ou vetá-la. Para derrubar um veto presidencial, o Congresso precisa reunir uma maioria qualificada de dois terços em cada Casa, exigência superior à necessária para a aprovação da maior parte das matérias legislativas.</p>
<p>Essa distribuição de poderes significa que a vitória democrata não transfere automaticamente ao partido o controle da política econômica ou da administração federal. Trump continuará exercendo as atribuições do Executivo, enquanto o Congresso poderá restringir sua agenda legislativa, modificar propostas orçamentárias e ampliar mecanismos de supervisão.</p>
<p>A oposição também poderá utilizar comissões parlamentares para examinar decisões do governo relacionadas à política externa, à imigração, ao comércio e à utilização de recursos públicos. A intensidade dessas iniciativas dependerá das prioridades definidas pelas futuras lideranças democratas e da composição das respectivas comissões.</p>
<h2>Trump rejeita interpretação de derrota pessoal</h2>
<p>Durante a campanha, Trump participou ativamente da mobilização republicana, apoiando candidatos ao Senado e à Câmara e procurando associar as eleições legislativas à continuidade de seu programa de governo.</p>
<p>Depois dos resultados desfavoráveis, o presidente argumentou publicamente que seu nome não estava nas cédulas e rejeitou a interpretação de que o desempenho do partido representava necessariamente uma derrota pessoal. Também atribuiu parte dos resultados à escolha de candidatos republicanos.</p>
<p>A posição presidencial contrasta com a atuação que manteve durante a campanha, quando pediu aos eleitores que comparecessem às urnas para apoiar candidatos alinhados à Casa Branca. Algumas das derrotas mais relevantes ocorreram justamente em estados onde Trump havia apoiado diretamente os concorrentes republicanos.</p>
<p>Lideranças democratas interpretaram o resultado como uma cobrança dos eleitores em relação à condução do governo. O senador Jon Ossoff, reeleito na Geórgia, associou as vitórias de seu partido à insatisfação com a administração federal. A avaliação expressa a posição política dos vencedores, enquanto os dados eleitorais demonstram objetivamente a mudança na distribuição das cadeiras.</p>
<p>Entre os republicanos, o resultado deverá provocar discussões sobre a estratégia adotada para as eleições, a escolha de candidatos e a relação entre as lideranças estaduais e a Casa Branca. O desempenho em estados conservadores torna essas questões especialmente relevantes para a reorganização partidária.</p>
<h2>Democratas também conquistam governos estaduais</h2>
<p>O avanço democrata não ficou restrito ao Congresso. No Texas, Gina Hinojosa derrotou o governador republicano Greg Abbott, que buscava um quarto mandato. O resultado projetado representa uma mudança no comando de um dos maiores estados americanos em população, atividade econômica e influência política.</p>
<p>A apuração preliminar divulgada pela Secretaria de Estado do Texas na noite de terça-feira registrava Hinojosa à frente de Abbott. A disputa estadual ocorreu simultaneamente à vitória democrata para o Senado, indicando uma mudança eleitoral que alcançou diferentes níveis do governo texano.</p>
<p>Em Ohio, a democrata Amy Acton superou o republicano Vivek Ramaswamy na eleição para governador. Os democratas também conquistaram outras disputas estaduais, ampliando sua presença institucional fora de Washington.</p>
<p>Os governadores exercem influência sobre políticas públicas, administração orçamentária, infraestrutura e decisões estaduais relacionadas à educação, saúde e segurança. Por isso, a redistribuição desses cargos poderá alterar a relação entre o governo federal e administrações locais em temas nos quais as competências são compartilhadas.</p>
<h2>Nova maioria assumirá em janeiro de 2027</h2>
<p>Apesar das projeções de vitória democrata, o resultado das eleições de 3 de novembro não provoca uma transferência imediata do comando do Congresso. A atual legislatura permanecerá em funcionamento até o encerramento de seu mandato constitucional, enquanto os estados prosseguem com a apuração, a conferência de votos e os procedimentos de certificação.</p>
<p>A 120ª legislatura americana terá início em 3 de janeiro de 2027, conforme a 20ª Emenda à Constituição dos Estados Unidos. A partir desse marco, os parlamentares eleitos poderão exercer seus mandatos, e as novas maiorias poderão organizar as lideranças e comissões responsáveis pela atividade legislativa.</p>
<p>Até lá, a administração Trump continuará trabalhando com a composição atual do Congresso. As decisões legislativas tomadas nesse intervalo não serão automaticamente controladas pelas bancadas eleitas para a próxima legislatura.</p>
<p>Para a política econômica americana, a nova configuração terá efeitos potenciais sobre os debates de orçamento federal, tributação, comércio exterior e financiamento das prioridades governamentais. A definição de cada medida dependerá das negociações entre o Executivo e as futuras lideranças do Legislativo.</p>
<p>O resultado eleitoral estabelece, portanto, uma divisão de poder para a segunda metade do mandato presidencial. Trump continuará à frente do Executivo, mas encontrará um Congresso cuja maioria será formada pela oposição. A capacidade de ambos os partidos de transformar essa configuração em decisões legislativas dependerá dos acordos que conseguirem construir a partir de janeiro.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Secretaria de Estado do Texas — resultados preliminares das eleições gerais de 3 de novembro de 2026, incluindo as disputas para o Senado federal e o governo estadual.</em></p>
<p><em>Comissão Eleitoral da Carolina do Sul — sistema oficial de divulgação dos resultados das eleições gerais de 2026.</em></p>
<p><em>Secretaria de Estado do Kansas — registros eleitorais e comunicado oficial sobre a apuração e certificação das eleições de 2026.</em></p>
<p><em>Bureau of Labor Statistics — Índice de Preços ao Consumidor dos Estados Unidos referente a setembro de 2026.</em></p>
<p><em>U.S. Energy Information Administration — série semanal de preços da gasolina nos Estados Unidos, com referência a 2 de novembro de 2026.</em></p>
<p><em>Senado dos Estados Unidos — composição partidária anterior às eleições e regras constitucionais sobre nomeações, votação e fiscalização parlamentar.</em></p>
<p><em>Câmara dos Representantes dos Estados Unidos — estrutura legislativa, composição institucional e procedimentos para aprovação de leis.</em></p>
<p><em>Constituição dos Estados Unidos — disposições sobre competências do Congresso, veto presidencial e início das legislaturas.</em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Lula confirma plano de criar Ministério da Segurança Pública após aprovação da PEC no Senado</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/lula-ministerio-seguranca-publica-pec</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carlos Menezes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Nov 2026 08:36:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[crime organizado.]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério da Segurança Pública]]></category>
		<category><![CDATA[PEC 18/2025]]></category>
		<category><![CDATA[PEC da Segurança Pública]]></category>
		<category><![CDATA[segurança pública]]></category>
		<category><![CDATA[Senado Federal]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1535420</guid>

					<description><![CDATA[<p>Lula confirma plano de criar Ministério da Segurança Pública após Senado aprovar a PEC 18/2025 por 75 votos a 0 no segundo turno; texto segue para promulgação.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou, na noite de terça-feira (3), que pretende criar o Ministério da Segurança Pública após o Senado aprovar, por unanimidade, a proposta de emenda à Constituição que reorganiza a atuação dos governos no combate à criminalidade. A PEC 18/2025 recebeu 73 votos favoráveis no primeiro turno e 75 no segundo, sem manifestações contrárias nas duas votações. O resultado encerra a análise do texto pelo Congresso e permite ao governo avançar na estruturação de uma pasta específica para coordenar ações nacionais de segurança.</p>
<p>Em manifestação publicada nas redes sociais, Lula parabenizou os senadores pela aprovação da proposta encaminhada pelo Executivo e afirmou que o novo ministério deverá priorizar inteligência, planejamento e cooperação com estados e municípios. O presidente associou a medida ao enfrentamento das facções criminosas e das milícias, organizações que atuam em diferentes regiões do país e representam um dos principais desafios à integração das forças policiais.</p>
<p>A aprovação da PEC, entretanto, não significa que o Ministério da Segurança Pública já tenha sido formalmente criado. A alteração constitucional estabelece novas bases para a atuação conjunta dos entes federativos, enquanto a instalação da pasta dependerá de medidas administrativas e legais próprias. Até o momento, Lula não anunciou oficialmente quem assumirá o comando do futuro ministério nem apresentou um cronograma definitivo para sua estruturação.</p>
<h2>Ministério da Segurança Pública será separado da Justiça</h2>
<p>A intenção do governo é estabelecer uma estrutura ministerial dedicada exclusivamente à segurança pública, separando essa atribuição do atual Ministério da Justiça e Segurança Pública. A mudança permitiria concentrar a coordenação de políticas nacionais, o planejamento estratégico e a articulação entre as instituições de segurança em uma pasta com titular e responsabilidades próprios.</p>
<p>Atualmente, o Ministério da Justiça e Segurança Pública reúne atividades que abrangem o enfrentamento à criminalidade, a administração de políticas penitenciárias, a defesa do consumidor, a <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341774">política</a> sobre drogas e outras competências institucionais. Uma eventual divisão exigirá definir quais secretarias, programas, órgãos e recursos permanecerão vinculados à Justiça e quais passarão para o novo ministério.</p>
<p>Na declaração feita após a votação, Lula afirmou que a criação da pasta deverá complementar o novo modelo constitucional de segurança. O presidente defendeu a atuação coordenada entre União, estados e municípios, especialmente em investigações e operações contra organizações criminosas que ultrapassam os limites territoriais de uma única unidade da Federação.</p>
<p>A estrutura proposta também deverá enfrentar questões práticas relacionadas à distribuição de recursos, à integração dos sistemas de informação e à delimitação das responsabilidades de cada instituição. A existência de um ministério específico não transfere automaticamente ao governo federal o comando das polícias estaduais, cuja organização e atuação continuam vinculadas às competências previstas na Constituição.</p>
<p>A escolha do futuro ministro será outra etapa relevante. O governo ainda precisará definir o perfil da autoridade responsável pela coordenação nacional da segurança e sua relação institucional com governadores, secretários estaduais e dirigentes das forças policiais. Nenhuma nomeação foi oficializada na manifestação presidencial de 3 de novembro.</p>
<h2>PEC da Segurança amplia participação da União no combate ao crime</h2>
<p>A PEC 18/2025 altera a Constituição para fortalecer a integração entre as instituições responsáveis pela segurança pública. Um de seus principais dispositivos incorpora expressamente o Sistema Único de Segurança Pública, conhecido como Susp, ao texto constitucional, atribuindo maior estabilidade institucional a um modelo que já existe na legislação brasileira.</p>
<p>A mudança busca estabelecer mecanismos permanentes de coordenação entre União, estados, Distrito Federal e municípios. Entre os instrumentos previstos estão operações integradas, compartilhamento de informações, cooperação entre órgãos policiais e utilização de sistemas capazes de reunir dados relevantes para investigações e ações preventivas.</p>
<p>A proposta também amplia as atribuições federais relacionadas ao enfrentamento das organizações criminosas e aos crimes ambientais. No caso da Polícia Rodoviária Federal, o texto estende a possibilidade de policiamento a ferrovias e hidrovias federais, além das rodovias que já integram sua área tradicional de atuação.</p>
<p>Outra alteração autoriza a criação de polícias municipais, observados requisitos de formação, capacidade financeira, fiscalização e controle institucional. A medida estabelece condições constitucionais para ampliar a participação dos municípios nas atividades de segurança, mas sua implementação dependerá das regras aplicáveis e das decisões de cada administração local.</p>
<p>O modelo procura enfrentar uma dificuldade recorrente nas ações contra o crime organizado: a fragmentação de informações e competências entre diferentes órgãos. Facções com presença em vários estados, estruturas de lavagem de dinheiro e redes de tráfico frequentemente exigem investigações que envolvem autoridades locais, estaduais e federais. A efetividade da integração dependerá da capacidade de transformar as novas diretrizes em procedimentos compartilhados e operações coordenadas.</p>
<h2>PEC prevê regras mais rigorosas contra facções e milícias</h2>
<p>Além de reorganizar as competências institucionais, a proposta aprovada pelo Senado estabelece diretrizes para um tratamento penal mais rigoroso de integrantes de facções criminosas, milícias e organizações paramilitares. As medidas consideram a posição ocupada pelos envolvidos na estrutura dessas organizações e abrangem restrições à progressão de regime e a determinados benefícios previstos na legislação penal.</p>
<p>O texto contempla a utilização de estabelecimentos prisionais de segurança máxima ou de natureza especial, conforme as condições legais aplicáveis. Também prevê instrumentos de responsabilização patrimonial, incluindo a possibilidade de perda de bens vinculados a atividades criminosas, além da responsabilização de pessoas jurídicas envolvidas com essas organizações.</p>
<p>Outro ponto é a ampliação da proteção destinada a vítimas, testemunhas, denunciantes e seus familiares. A proposta prevê garantias de assistência, informação e acesso à Justiça, procurando integrar as medidas de repressão ao crime com mecanismos de proteção às pessoas afetadas pela violência.</p>
<p>A aplicação concreta dessas disposições dependerá da promulgação da emenda constitucional e, conforme cada matéria, de legislação complementar ou infraconstitucional. A aprovação da PEC não significa que todas as novas regras produzirão efeitos operacionais imediatos, especialmente quando forem necessários procedimentos específicos para sua execução.</p>
<h2>Senado retira redução da maioridade penal e evita nova votação na Câmara</h2>
<p>A principal divergência durante a sessão de terça-feira envolveu propostas de redução da maioridade penal. Duas emendas apresentadas pelos senadores Rogerio Marinho, do PL do Rio Grande do Norte, e Camilo Santana, do PT do Ceará, pretendiam modificar as regras de responsabilização criminal de adolescentes, mas foram separadas da PEC da Segurança Pública.</p>
<p>A decisão de desmembrar as emendas foi aprovada por 38 votos a 36, com uma abstenção. O resultado demonstrou que, embora houvesse consenso entre os votantes sobre o texto principal, permaneciam divergências expressivas sobre a inclusão da maioridade penal na reforma constitucional.</p>
<p>A proposta de Rogerio Marinho previa reduzir a maioridade para 16 anos como regra geral e para 14 anos em determinadas modalidades de crimes graves. A emenda de Camilo Santana restringia a redução para 16 anos aos crimes hediondos. Nenhuma dessas mudanças integra o texto da PEC aprovado nos dois turnos.</p>
<p>O relator, senador Rogério Carvalho, do PT de Sergipe, defendeu a tramitação separada das propostas. Segundo sua argumentação, a incorporação de alterações substanciais obrigaria o retorno da PEC à Câmara dos Deputados, adiando a promulgação das medidas já aprovadas pelas duas Casas.</p>
<p>Parlamentares contrários ao desmembramento sustentaram que a maioridade penal integra o debate sobre segurança pública e deveria ser apreciada na mesma votação. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, comprometeu-se a facilitar a análise das propostas separadas, desde que haja acordo sobre o procedimento legislativo.</p>
<p>A solução preservou o texto principal e permitiu sua aprovação por unanimidade. A redução da maioridade penal, contudo, permanece pendente de deliberação própria e não pode ser considerada uma alteração aprovada na Constituição.</p>
<h2>Fundos de segurança terão maior proteção orçamentária</h2>
<p>A PEC também estabelece mecanismos destinados a proteger recursos financeiros utilizados no combate à criminalidade e na administração do sistema penitenciário. O texto contempla o Fundo Nacional de Segurança Pública, o Fundo Penitenciário Nacional e o fundo voltado ao aparelhamento e à operacionalização das atividades da Polícia Federal.</p>
<p>As novas disposições restringem bloqueios e desvios de finalidade desses recursos, ressalvadas as exceções previstas na própria proposta. A intenção é conferir maior previsibilidade ao financiamento de ações de segurança e reduzir a exposição de programas permanentes às limitações orçamentárias de cada exercício.</p>
<p>A matéria também contempla a destinação de parcela equivalente a 10% do superávit do Fundo Social para a segurança pública. O dispositivo cria uma fonte adicional vinculada ao resultado positivo desse fundo, mas não significa transferência automática de um valor fixo anual, já que o montante dependerá da existência e da dimensão do superávit apurado.</p>
<p>Durante a tramitação no Senado, foi retirada a previsão de destinar percentuais da arrecadação das apostas esportivas aos fundos da área. A mudança ocorreu na Comissão de Constituição e Justiça e foi mantida na versão aprovada pelo plenário.</p>
<p>Para o futuro Ministério da Segurança Pública, a existência de fontes protegidas de financiamento poderá representar um instrumento de planejamento. Ainda assim, a distribuição efetiva das verbas entre programas, instituições e entes federativos dependerá das regras orçamentárias, dos critérios de repasse e das competências que forem atribuídas à nova pasta.</p>
<h2>Criação do ministério ainda depende de ato formal do governo</h2>
<p>Com a conclusão da votação no Senado, o próximo passo da PEC 18/2025 é a promulgação pelo Congresso Nacional. Diferentemente de um projeto de lei ordinária, uma proposta de emenda à Constituição aprovada pelas duas Casas não depende de sanção presidencial para entrar no ordenamento jurídico.</p>
<p>A criação do Ministério da Segurança Pública seguirá um procedimento próprio. O governo terá de formalizar a reorganização ministerial por instrumento juridicamente adequado, definir as competências da pasta e estabelecer sua estrutura administrativa. Também será necessário disciplinar a transferência de atribuições e recursos atualmente vinculados ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.</p>
<p>O presidente poderá avançar na escolha do titular e na elaboração da estrutura institucional, mas a instalação efetiva do ministério dependerá da conclusão dessas providências. A declaração publicada por Lula confirma a intenção política de criar a pasta, sem representar, por si só, sua constituição jurídica.</p>
<p>A aprovação da PEC oferece ao Executivo uma nova base constitucional para ampliar sua participação na coordenação da segurança pública. A etapa seguinte será definir como essa estrutura funcionará na prática, incluindo a relação com governos estaduais, os mecanismos de compartilhamento de inteligência e a aplicação dos recursos destinados ao enfrentamento do crime organizado.</p>
<p>O resultado dessas medidas dependerá não apenas da promulgação da reforma e da criação do ministério, mas da implementação de instrumentos concretos de cooperação, financiamento e responsabilização. A aprovação parlamentar encerra uma etapa legislativa; a estruturação da nova política nacional de segurança ainda terá de ser executada pelo governo federal em conjunto com os demais entes da Federação.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Presidência da República — manifestação pública do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em sua conta oficial nas redes sociais, em 3 de novembro de 2026.</em></p>
<p><em>Senado Federal — registros das votações nominais da PEC 18/2025, realizadas em 3 de novembro de 2026.</em></p>
<p><em>Senado Federal — comunicação institucional sobre a aprovação da PEC da Segurança Pública e o desmembramento das emendas relativas à maioridade penal.</em></p>
<p><em>Ministério da Justiça e Segurança Pública — comunicado oficial de 3 de novembro de 2026 sobre a aprovação da PEC e suas alterações institucionais e orçamentárias.</em></p>
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		<title>Serasa registra 84,2 milhões de inadimplentes e dívidas de R$ 597,4 bilhões no Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Álvaro Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Nov 2026 22:46:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[crédito]]></category>
		<category><![CDATA[dívidas em atraso]]></category>
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		<category><![CDATA[Feirão Limpa Nome]]></category>
		<category><![CDATA[Inadimplência]]></category>
		<category><![CDATA[juros]]></category>
		<category><![CDATA[Serasa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O comprometimento financeiro dos consumidores brasileiros alcançou uma nova dimensão em setembro de 2026. O volume de dívidas em atraso chegou a R$ 597,4 bilhões, enquanto 84,2 milhões de pessoas passaram a integrar os registros de inadimplência da Serasa, correspondentes a 51,1% da população adulta. A deterioração ocorre em um ambiente de juros elevados, no [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O comprometimento financeiro dos consumidores brasileiros alcançou uma nova dimensão em setembro de 2026. O volume de dívidas em atraso chegou a R$ 597,4 bilhões, enquanto 84,2 milhões de pessoas passaram a integrar os registros de inadimplência da Serasa, correspondentes a 51,1% da população adulta. A deterioração ocorre em um ambiente de juros elevados, no qual a taxa média das novas operações de crédito livre para pessoas físicas atingiu 62,4% ao ano, segundo o Banco Central.</p>
<p>O levantamento da Serasa indica que o contingente de consumidores inadimplentes aumentou em aproximadamente 300 mil pessoas na comparação com agosto, quando 83,9 milhões estavam nessa condição. Na comparação anual, o crescimento chegou a 6%. Desde 2020, a quantidade de brasileiros com pendências financeiras registradas avançou 34,17%.</p>
<p>O estoque de débitos também cresceu na passagem mensal. A elevação de 0,9% representa aproximadamente R$ 5,3 bilhões adicionais em compromissos vencidos, considerando a base de comparação estimada para agosto. A expansão do montante financeiro foi proporcionalmente superior à variação do número de inadimplentes, indicando aumento da exposição média das pendências registradas.</p>
<p>O valor médio devido por consumidor alcançou R$ 7.093,83, equivalente a aproximadamente 4,4 salários mínimos de 2026, fixados em R$ 1.621. A dimensão desse indicador mostra que a inadimplência não está restrita a pequenos compromissos financeiros ou atrasos pontuais. O valor reúne obrigações acumuladas que podem envolver diferentes credores e modalidades de dívida.</p>
<h2>Crédito bancário concentra a maior parcela das pendências</h2>
<p>A composição dos débitos apresenta uma mudança relevante entre os principais grupos de credores. Bancos e cartões de crédito continuam na primeira posição, respondendo por 27,16% do total das dívidas registradas pela Serasa.</p>
<p>As financeiras passaram a ocupar o segundo lugar, com participação de 20,66%. O segmento ultrapassou as contas de serviços essenciais, que representam 20,32% do total. A diferença entre as duas categorias é de apenas 0,34 ponto percentual.</p>
<p>A aproximação indica que as obrigações financeiras associadas a instituições especializadas em crédito passaram a representar uma parcela maior do conjunto de pendências registradas. Até então, as contas de água, energia elétrica e gás ocupavam tradicionalmente a segunda posição nesse levantamento.</p>
<p>Somadas, as três categorias concentram 68,14% das dívidas. Isso significa que mais de dois terços do passivo registrado estão relacionados a operações bancárias, cartões, financeiras e serviços essenciais.</p>
<p>A distribuição também evidencia a presença de diferentes compromissos no orçamento das famílias. Enquanto atrasos em cartões e empréstimos estão associados ao acesso ao crédito, contas de energia, água e gás representam despesas recorrentes necessárias à manutenção das residências.</p>
<p>A composição, entretanto, não permite concluir isoladamente que o aumento da participação das financeiras tenha provocado o crescimento geral da inadimplência. Os percentuais mostram a distribuição das dívidas, e não a evolução individual de cada modalidade de crédito.</p>
<h2>Banco Central identifica custo elevado nas novas operações</h2>
<p>Os dados da Serasa encontram paralelo em indicadores do sistema financeiro divulgados pelo Banco Central em 29 de outubro, referentes a setembro. A autoridade monetária registrou taxa média de juros de 32,4% ao ano nas novas operações de crédito, considerando todas as modalidades.</p>
<p>Nas operações com recursos livres destinadas às pessoas físicas, a taxa chegou a 62,4% ao ano, com aumento de 0,6 ponto percentual no mês e de 3,7 pontos percentuais em 12 meses.</p>
<p>Esse segmento inclui modalidades nas quais as instituições financeiras possuem maior liberdade para estabelecer condições de concessão e preços, diferentemente das linhas de crédito direcionado, submetidas a regras específicas de destinação e utilização dos recursos.</p>
<p>O comportamento dos juros também apareceu nas operações de cartão de crédito rotativo, cuja taxa média aumentou 6,8 pontos percentuais em setembro. A modalidade é particularmente relevante para o consumidor que não consegue quitar integralmente a fatura e passa a financiar o saldo restante.</p>
<p>O custo elevado do financiamento pode ampliar o valor final das obrigações quando o consumidor permanece utilizando crédito para cobrir despesas correntes ou substituir dívidas anteriores. Entretanto, os indicadores disponíveis não permitem atribuir exclusivamente aos juros a evolução dos registros de inadimplência da Serasa.</p>
<p>O estoque de crédito com recursos livres destinado às pessoas físicas alcançou R$ 2,6 trilhões em setembro, com expansão de 10% em 12 meses. O dado mostra a dimensão das operações realizadas fora das linhas direcionadas e ajuda a contextualizar a importância do crédito livre no financiamento das famílias.</p>
<h2>Indicadores de inadimplência medem realidades diferentes</h2>
<p>A comparação entre os números da Serasa e os dados do Banco Central exige uma distinção metodológica.</p>
<p>Os 51,1% apresentados pela Serasa representam a proporção da população adulta identificada com contas em atraso no levantamento da empresa. Já o indicador de inadimplência do Banco Central mede a parcela das carteiras de crédito do sistema financeiro com pagamentos atrasados nos critérios utilizados pela autoridade monetária.</p>
<p>Nas operações de crédito do sistema financeiro como um todo, a inadimplência das famílias ficou em 6% em setembro, permanecendo estável em relação a agosto. Na comparação anual, entretanto, houve aumento de 1,1 ponto percentual.</p>
<p>Considerando apenas as operações com recursos livres destinadas às pessoas físicas, o indicador chegou a 8,1%, com crescimento de 1,2 ponto percentual em 12 meses.</p>
<p>Os dois levantamentos, portanto, não apresentam resultados contraditórios. A Serasa acompanha consumidores com registros de contas vencidas, enquanto o Banco Central observa o comportamento das operações de crédito dentro das carteiras das instituições financeiras.</p>
<p>Essa diferença é importante para dimensionar corretamente o problema. Uma pessoa pode possuir contas atrasadas registradas na Serasa sem necessariamente estar inadimplente em uma operação bancária considerada no indicador do Banco Central. Da mesma forma, os universos estatísticos não abrangem exatamente os mesmos tipos de credores e obrigações.</p>
<p>O Banco Central também informou que o endividamento das famílias alcançou 50,1% em agosto, com comprometimento de renda de 29% no mesmo período. Embora esses indicadores tenham referência temporal anterior à divulgação dos dados de setembro, ajudam a demonstrar o peso das obrigações financeiras sobre a renda dos consumidores.</p>
<h2>Serasa amplia estrutura de renegociação até dezembro</h2>
<p>A divulgação do novo recorde coincide com o início da 36ª edição do Feirão Serasa Limpa Nome, em 3 de novembro. A iniciativa reúne mais de 3,3 mil <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341762">empresas</a> parceiras e disponibiliza mais de 750 milhões de ofertas de negociação.</p>
<p>O volume representa aumento de 14% em relação à edição realizada no mesmo período de 2025. As condições anunciadas incluem descontos de até 99%, parcelamento em até 72 vezes e prestações a partir de R$ 9,90.</p>
<p>A campanha permanece disponível até 6 de dezembro de 2026. Os consumidores podem consultar as propostas pelos canais digitais da Serasa, incluindo site, aplicativo e WhatsApp oficial, além do atendimento presencial nas agências participantes dos Correios.</p>
<p>A quantidade de ofertas disponibilizadas não corresponde ao número de consumidores atendidos nem representa acordos já concluídos. São propostas cadastradas pelas empresas participantes, cuja disponibilidade depende das pendências identificadas para cada CPF.</p>
<p>Também é necessário considerar que o desconto máximo anunciado não se aplica indistintamente a todas as dívidas. As condições variam conforme o credor, o tipo de obrigação, o tempo de atraso e as regras comerciais de cada negociação.</p>
<p>A Serasa funciona como intermediadora entre consumidores e empresas credoras na plataforma Limpa Nome. Os descontos e as condições de pagamento são definidos pelas próprias empresas participantes.</p>
<p>Nas propostas disponíveis, algumas negociações permitem parcelamento prolongado. A possibilidade de dividir o pagamento em até 72 meses amplia as alternativas, mas exige atenção ao valor total do acordo e à capacidade financeira do consumidor de manter os pagamentos até o encerramento do compromisso.</p>
<p>Uma prestação reduzida pode facilitar a entrada em um acordo, mas também prolongar o período de comprometimento da renda. Por isso, a comparação entre o valor original da dívida, o desconto oferecido, o custo final e o calendário de vencimentos é parte importante da decisão.</p>
<h2>Resultado das negociações dependerá dos acordos efetivamente pagos</h2>
<p>A ampliação do número de empresas participantes e das ofertas disponíveis aumenta o alcance potencial da iniciativa, mas não significa, por si só, redução imediata da inadimplência nacional.</p>
<p>O resultado do Feirão dependerá da quantidade de consumidores que conseguirem concluir acordos e, principalmente, manter os pagamentos dentro das condições estabelecidas.</p>
<p>Existe uma diferença entre obter uma proposta de renegociação, formalizar um acordo e efetivamente regularizar uma obrigação financeira. A disponibilidade de centenas de milhões de ofertas representa a capacidade de negociação da plataforma, enquanto a redução dos registros de inadimplência depende da concretização dessas operações.</p>
<p>O desempenho das renegociações poderá ser acompanhado pelas próximas atualizações do Mapa da Inadimplência e Renegociação de Dívidas da Serasa.</p>
<p>Até lá, os dados de setembro oferecem um retrato da dimensão do problema: o país encerrou o mês com 84,2 milhões de consumidores inadimplentes e R$ 597,4 bilhões em dívidas vencidas, em um ambiente no qual o crédito livre para pessoas físicas continua apresentando taxas médias elevadas.</p>
<p>A combinação entre volume de pendências, custo do financiamento e comprometimento de renda mantém a regularização das obrigações financeiras como um dos principais desafios para o orçamento das famílias e para o <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341761">mercado</a> de crédito brasileiro.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Serasa &#8211; Mapa da Inadimplência e Renegociação de Dívidas, indicadores referentes a setembro de 2026.</em></p>
<p><em>Serasa &#8211; informações oficiais da 36ª edição do Feirão Limpa Nome, condições de negociação, empresas participantes e período da campanha.</em></p>
<p><em>CNN Brasil &#8211; reportagem sobre os indicadores de setembro de 2026 e a composição das dívidas divulgadas pela Serasa.</em></p>
<p><em>Banco Central do Brasil &#8211; Nota para a Imprensa de 29 de outubro de 2026, Estatísticas Monetárias e de Crédito, dados de setembro.</em></p>
<p><em>Senado Federal &#8211; Decreto nº 12.797, de 23 de dezembro de 2025, que estabelece o salário mínimo de R$ 1.621 a partir de janeiro de 2026.</em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>BTG Pactual muda carteira após eleições e projeta alta de até 83% para ações</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/btg-pactual-carteira-acoes-novembro-2026</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Nov 2026 21:28:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ações]]></category>
		<category><![CDATA[BTG Pactual]]></category>
		<category><![CDATA[Caixa Seguridade]]></category>
		<category><![CDATA[carteira recomendada]]></category>
		<category><![CDATA[dividendos]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Petrobras]]></category>
		<category><![CDATA[Rede D’Or]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1535411</guid>

					<description><![CDATA[<p>BTG Pactual altera carteira de ações para novembro após eleições, inclui Caixa Seguridade, Ultrapar e TIM e projeta valorização de até 83% para Rede D'Or.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O BTG Pactual reformulou sua carteira recomendada de ações para novembro de 2026, após a turbulência provocada pelas eleições presidenciais, e passou a privilegiar empresas com geração de caixa consistente, menor endividamento e capacidade de distribuir dividendos. A nova seleção reúne dez companhias negociadas na B3, com potenciais individuais de valorização que chegam a 83%, segundo as estimativas divulgadas pelo banco nesta terça-feira, 3 de novembro.</p>
<p>As mudanças atingem três posições do portfólio 10SIM. O Itaú Unibanco (ITUB4), a construtora Cury (CURY3) e a companhia de energia Axia (AXIA3) foram retirados para dar lugar à Caixa Seguridade (CXSE3), à Ultrapar (UGPA3) e à TIM (TIMS3). A instituição decidiu preservar a exposição de 35% a empresas beneficiadas por receitas vinculadas ao <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank"  rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341770">dólar</a>, mas reduziu a participação de negócios considerados mais vulneráveis à deterioração do crédito e à inflação de custos.</p>
<p>A revisão ocorre depois de outubro registrar uma queda de aproximadamente 9,9% no <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank"  rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341772">Ibovespa</a>, conforme os cálculos apresentados pelo BTG. A carteira anterior recuou 6,5% no mesmo período, desempenho 3,4 pontos percentuais superior ao índice de referência. No relatório de novembro, os analistas apontam a indefinição sobre a futura equipe econômica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a condução da <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341771">política</a> fiscal como fatores que justificam uma postura mais cautelosa na seleção de ações brasileiras.</p>
<h2>Rede D’Or (RDOR3) lidera projeções de valorização com potencial de 83%</h2>
<p>A Rede D’Or (RDOR3) apresenta o maior potencial de alta entre as dez ações selecionadas pelo BTG Pactual, com valorização estimada em 83%. A instituição considera que a recente correção dos preços deixou os papéis da rede de hospitais negociados próximos das mínimas históricas em termos de múltiplos, apesar da manutenção de perspectivas favoráveis para seus resultados operacionais.</p>
<p>Pelas projeções do banco, a companhia negocia a aproximadamente 11,6 vezes o lucro esperado para 2027, patamar que representa um desconto próximo de 35% em relação aos níveis históricos considerados na análise. A avaliação está associada à expansão dos negócios hospitalares, à atuação em seguros e oncologia e à possibilidade de ganhos de escala. O relatório também destaca a capacidade da empresa de manter crescimento em um ambiente de atividade econômica mais fraca.</p>
<p>O potencial de 83%, entretanto, é uma estimativa de valorização calculada a partir das premissas dos analistas, e não um retorno assegurado ao investidor. Mudanças nas taxas de juros, nos resultados das companhias e nas condições de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341773">mercado</a> podem alterar tanto o preço-alvo quanto o prazo necessário para que a valorização eventualmente ocorra.</p>
<p>A segunda maior oportunidade identificada pelo BTG é a Motiva (MOTV3), antiga CCR, com potencial de alta de 43%. A concessionária de infraestrutura permanece na carteira com participação de 10%. O banco destaca a existência de mecanismos contratuais de reajuste tarifário, a resiliência da demanda e uma carteira potencial de projetos de ampliação de rodovias superior a R$ 20 bilhões. A análise atribui à companhia uma taxa interna de retorno real estimada de 13%.</p>
<p>A Sabesp (SBSP3) aparece na sequência, com valorização projetada de 42%, enquanto a Eneva (ENEV3) apresenta potencial de 40%. Ambas respondem por 10% da carteira cada uma. O BTG avalia que a Sabesp poderá ampliar seus resultados por meio de ganhos de eficiência e investimentos após a privatização, enquanto a Eneva apresenta maior previsibilidade de receitas devido à contratação de capacidade de geração de energia.</p>
<h2>Petrobras (PETR4) recebe o maior peso entre as dez ações</h2>
<p>A Petrobras (PETR4) continua sendo a principal posição da carteira, com participação de 15% e potencial de valorização estimado em 18%. A estatal divide a exposição cambial do portfólio com Embraer (EMBJ3), que representa 10% dos investimentos e apresenta projeção de alta de 38%, e Gerdau (GGBR4), também com peso de 10% e valorização esperada de 11%.</p>
<p>A manutenção dessas companhias preserva uma parcela importante da carteira vinculada a negócios internacionais ou a receitas influenciadas pelo dólar. Segundo o banco, essa exposição pode funcionar como proteção parcial em períodos de depreciação do real, embora não elimine os riscos específicos de cada empresa. A estratégia é particularmente relevante depois da forte volatilidade cambial observada no período eleitoral.</p>
<p>Para a Petrobras, os analistas trabalham com uma produção de aproximadamente 2,9 milhões de barris de petróleo por dia, acima das referências de produção de 2,5 milhões de barris diários para 2026 e de 2,6 milhões para 2027 utilizadas no relatório. O BTG também considera que a combinação de produção elevada, custos de extração menores e utilização das refinarias poderá sustentar a geração de caixa e a remuneração aos acionistas.</p>
<p>A instituição estima um rendimento de dividendos entre 10% e 12% em 2027 para a Petrobras, condicionado, entre outros fatores, a preços do petróleo Brent entre US$ 70 e US$ 80 por barril. O plano estratégico previsto para 23 de novembro é apontado como um dos eventos relevantes para a atualização dessas expectativas. Alterações na política de investimentos, nos preços dos combustíveis ou no ambiente internacional poderão modificar as projeções.</p>
<h2>Caixa Seguridade (CXSE3) substitui Itaú em aposta por dividendos</h2>
<p>A exclusão do Itaú representa uma das principais alterações da carteira. Embora o banco apresente fundamentos considerados sólidos, o BTG decidiu reduzir a exposição direta ao setor bancário devido ao risco de deterioração das condições de crédito, em um ambiente de juros elevados, endividamento das famílias e pressão sobre a atividade econômica.</p>
<p>A substituta, Caixa Seguridade (CXSE3), recebe peso de 10% na nova composição e apresenta potencial de valorização de 17%. A companhia foi escolhida pela previsibilidade de receitas, pela exposição aos mercados de seguros e previdência e pela capacidade de distribuir parte relevante de seus resultados aos acionistas.</p>
<p>O BTG projeta crescimento de lucros entre 8% e 12% para a empresa, com rendimento de dividendos próximo de 7%. A avaliação considera que o resultado financeiro poderá se beneficiar da manutenção de juros elevados por mais tempo, compensando parcialmente eventuais dificuldades em produtos associados à concessão de crédito.</p>
<p>A mudança não significa que a instituição tenha descartado os fundamentos do Itaú. Trata-se de uma alteração de posicionamento dentro de uma carteira mensal, na qual o objetivo declarado é reduzir a sensibilidade a determinados riscos econômicos enquanto se mantém exposição ao mercado acionário brasileiro.</p>
<h2>Ultrapar (UGPA3) entra no lugar da Cury com expectativa de dividendos extraordinários</h2>
<p>A saída da Cury (CURY3) ocorre apesar dos indicadores de avaliação considerados atraentes pelo BTG, incluindo uma relação entre preço e lucro de aproximadamente seis vezes e rendimento de dividendos estimado em 12%. A principal preocupação da equipe de análise está na possibilidade de aumento dos custos da construção civil, que poderia pressionar as margens operacionais nos próximos trimestres.</p>
<p>A Ultrapar (UGPA3), que ocupa a posição deixada pela construtora, passa a representar 10% da carteira. O banco calcula potencial de valorização de 23% para os papéis e destaca a recuperação das margens de distribuição de combustíveis, especialmente nas operações da Ipiranga.</p>
<p>Segundo o relatório, a companhia negocia a aproximadamente 8,8 vezes o lucro projetado para 2027, abaixo da média histórica de cinco anos, próxima de 11,5 vezes. A expectativa é de continuidade da geração de caixa no segundo semestre de 2026, com crescimento de volumes e margens operacionais ainda elevadas, embora o banco considere uma normalização desses indicadores no próximo ano.</p>
<p>A análise também identifica espaço para pagamentos extraordinários aos acionistas. O BTG estima a possibilidade de aproximadamente R$ 2 bilhões em distribuições relacionadas ao segundo semestre de 2026, montante equivalente a cerca de 6% do valor de mercado utilizado nos cálculos. Esse pagamento, que ainda depende de decisões societárias, poderia ocorrer em dezembro ou por ocasião da divulgação dos resultados do quarto trimestre, prevista para fevereiro de 2027.</p>
<h2>TIM (TIMS3) assume posição de 5% com retorno esperado de dividendos</h2>
<p>A terceira substituição retira a Axia Energia (AXIA3) e inclui a TIM (TIMS3), com peso de 5% na carteira. A operadora de telecomunicações foi selecionada principalmente pela expectativa de distribuição de recursos aos acionistas e pela avaliação de que parte das preocupações com concorrência e desaceleração do crescimento já estaria incorporada ao preço das ações.</p>
<p>O BTG calcula que a companhia poderá distribuir dividendos equivalentes a aproximadamente 9% de seu valor de mercado até abril de 2027. A estimativa abrange um período inferior a seis meses e não deve ser confundida com um rendimento anualizado. Também não representa compromisso formal de pagamento, pois depende da disponibilidade de resultados e das decisões da companhia.</p>
<p>O relatório observa que os papéis da TIM acumulavam desvalorização próxima de 30% em relação ao pico registrado no início de 2026. Para os analistas, a combinação entre preços mais baixos e remuneração esperada aos acionistas tornou a empresa relativamente mais atraente. Ainda assim, a intensificação da concorrência no setor permanece entre os fatores capazes de comprometer as projeções.</p>
<h2>Carteira do BTG reúne quatro ações com potencial de alta de pelo menos 40%</h2>
<p>A composição completa da 10SIM de novembro apresenta diferenças relevantes entre as expectativas de retorno e os pesos atribuídos a cada empresa. Os dez papéis estão distribuídos da seguinte forma, conforme o relatório original do BTG Pactual:</p>
<p>EmpresaCódigoPesoAlta potencialPetrobrasPETR415%18%SabespSBSP310%42%EmbraerEMBJ310%38%Rede D’OrRDOR310%83%Caixa SeguridadeCXSE310%17%EnevaENEV310%40%GerdauGGBR410%11%TIMTIMS35%15%UltraparUGPA310%23%MotivaMOTV310%43%</p>
<p>A análise dos pesos e das projeções mostra que quatro empresas apresentam potenciais de valorização iguais ou superiores a 40%: Rede D’Or, Motiva, Sabesp e Eneva. Juntas, elas representam 40% do patrimônio teórico da carteira. Já Petrobras, Embraer e Gerdau concentram os 35% de exposição cambial mantidos pelo banco.</p>
<p>Um cálculo realizado a partir dos percentuais individuais divulgados pelo BTG resulta em potencial médio ponderado de valorização de 33,15%. Esse número é apenas uma agregação matemática das estimativas para as dez ações, considerando os respectivos pesos iniciais. Não equivale a uma projeção oficial de retorno da carteira, pois desconsidera alterações futuras na composição, diferentes horizontes de preços-alvo, dividendos e oscilações de mercado.</p>
<p>A comparação com outubro também evidencia que as três substituições preservaram a soma dos pesos das posições alteradas. Itaú, Cury e Axia representavam conjuntamente 25% da carteira anterior, participação idêntica à atribuída a Caixa Seguridade, Ultrapar e TIM. A reorganização ocorreu, portanto, por meio de redistribuição da exposição entre empresas e setores, sem alteração do total investido nessas três posições.</p>
<h2>BTG prevê economia mais fraca e Selic de 13,75% até dezembro de 2027</h2>
<p>A escolha de ações mais defensivas está associada a uma revisão das expectativas econômicas do BTG para os próximos trimestres. A equipe de macroeconomia reduziu de 1,1% para 0,6% sua projeção de crescimento do Produto Interno Bruto brasileiro em 2027, considerando condições financeiras mais restritivas, inflação elevada e dificuldades na expansão do crédito.</p>
<p>Para 2026, a estimativa de crescimento foi reduzida de 1,8% para 1,7%. O banco também elevou sua previsão para a inflação de 2027, de 4,8% para 5,9%, enquanto a projeção para 2026 passou de 5,3% para 5,4%. A deterioração das perspectivas inflacionárias levou à revisão do cenário de política monetária.</p>
<p>Em vez de esperar que a taxa Selic encerre 2027 em 12,5%, o BTG passou a projetar manutenção dos juros básicos em 13,75% até dezembro daquele ano. Trata-se de uma previsão da instituição, sujeita a mudanças conforme a evolução da inflação, das contas públicas e das decisões do Banco Central.</p>
<p>No mercado de renda variável, a combinação de juros elevados e crescimento mais fraco tende a pressionar principalmente empresas que dependem de financiamento frequente, expansão acelerada ou consumo sensível ao crédito. Esse risco ajuda a explicar a retirada de uma instituição bancária e de uma construtora do portfólio, enquanto companhias com receitas recorrentes e capacidade de distribuir caixa ganharam espaço.</p>
<h2>Desconto do Ibovespa convive com risco fiscal e incerteza sobre o novo governo</h2>
<p>O relatório do BTG também identifica uma redução expressiva dos múltiplos de avaliação das ações brasileiras depois das eleições. Pelos cálculos da instituição, o Ibovespa passou a negociar a aproximadamente 7,3 vezes o lucro esperado para os 12 meses seguintes. Excluindo Petrobras e Vale, o múltiplo estimado sobe para 8,8 vezes, ainda abaixo de referências históricas.</p>
<p>Esse desconto, entretanto, não é interpretado pelo banco como garantia de recuperação. A equipe ressalta que as estimativas de lucro das companhias podem sofrer revisões negativas caso a atividade econômica desacelere mais do que o previsto, enquanto a persistência de juros reais elevados poderá limitar a valorização dos ativos.</p>
<p>A política fiscal ocupa posição central nessa avaliação. Os analistas aguardam a definição da equipe econômica do novo mandato e medidas capazes de moderar o crescimento das despesas públicas. O relatório considera que iniciativas de contenção dos gastos poderiam contribuir para reduzir os juros reais de longo prazo, embora ressalte a incerteza quanto à adoção e à abrangência de eventuais ajustes.</p>
<p>Entre os indicadores acompanhados pelo banco está o fluxo de capital estrangeiro. Segundo os dados apresentados na análise, investidores internacionais acumulavam compras líquidas de aproximadamente R$ 8,6 bilhões em outubro, apesar das vendas registradas depois do segundo turno. A reversão parcial desses fluxos mostra que a percepção de risco fiscal passou a influenciar de maneira mais intensa o posicionamento de investidores na Bolsa brasileira.</p>
<p>A carteira 10SIM é revista mensalmente e procura selecionar aproximadamente dez ações com perspectivas de desempenho consideradas atraentes pelos analistas do BTG Pactual. A nova composição representa a estratégia da instituição para novembro, sujeita a mudanças conforme a divulgação de resultados corporativos, a evolução das condições econômicas e os primeiros sinais da política fiscal do governo eleito.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>BTG Pactual Equity Research — Carteira Recomendada de Ações 10SIM, relatório original de novembro de 2026, divulgado em 3 de novembro, com composição do portfólio, potenciais de valorização, projeções macroeconômicas, fundamentos das empresas e desempenho histórico.</em></p>
<p><em>BTG Pactual Research — Carteira 10SIM de outubro de 2026, composição oficial utilizada para verificar as posições anteriores, os pesos recomendados e as alterações realizadas para novembro.</em></p>
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		<item>
		<title>Paraná libera construção de centro de pecuária leiteira com investimento de R$ 36 milhões</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/parana-centro-pecuaria-leiteira-investimento-36-milhoes</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Daniel Wicker]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Nov 2026 21:04:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agronegócio]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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		<category><![CDATA[investimentos no Paraná]]></category>
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		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[produção de leite]]></category>
		<category><![CDATA[qualificação profissional]]></category>
		<category><![CDATA[Senar]]></category>
		<category><![CDATA[Sistema FAEP]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Paraná autoriza construção de centro de pecuária leiteira em Castro, com investimento de R$ 36 milhões e capacidade para formar 500 profissionais por ano.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Sistema FAEP recebeu autorização ambiental para iniciar a construção do Centro de Excelência em Bovinocultura de Leite, em Castro, na região dos Campos Gerais do Paraná. O empreendimento prevê investimento de aproximadamente R$ 36 milhões e capacidade para formar 500 profissionais por ano em cursos gratuitos voltados à produção leiteira. A Licença de Instalação foi emitida pelo Instituto Água e Terra (IAT) em 30 de outubro de 2026, permitindo que o projeto avance para a etapa de execução das obras.</p>
<p>A nova unidade terá aproximadamente 4 mil metros quadrados de área construída, distribuídos em oito blocos, e será instalada em um terreno de quatro hectares ao lado do Parque Tecnológico da Agroleite. A empresa A&amp;C Construções e Serviços Ltda. foi selecionada para executar o empreendimento, cujo contrato estabelece prazo de aproximadamente 16 meses corridos para conclusão dos trabalhos.</p>
<p>A autorização representa uma mudança concreta no estágio do projeto, que vinha sendo desenvolvido desde julho de 2024. Até então, a iniciativa havia passado pelas fases de articulação institucional, definição do terreno, elaboração dos projetos, licitação e licenciamento ambiental preliminar. Com a nova licença, o Sistema FAEP poderá iniciar a implantação física do complexo, observadas as exigências ambientais aplicáveis.</p>
<h2>Licença ambiental permite iniciar as obras em Castro</h2>
<p>A Licença de Instalação foi concedida menos de dois meses depois da emissão da Licença Prévia, que havia reconhecido a viabilidade ambiental do empreendimento na localização proposta.</p>
<p>As duas autorizações possuem funções distintas. A Licença Prévia corresponde à etapa de planejamento e estabelece condições para a implantação. A Licença de Instalação permite executar as obras e instalar as estruturas previstas no projeto aprovado, respeitando os requisitos determinados pelo órgão ambiental.</p>
<p>Segundo o diretor-presidente do IAT, José Volnei Bisognin, o processo foi analisado sem necessidade de complementações documentais. A apresentação dos estudos e informações exigidos pelo instituto permitiu concluir a avaliação em prazo reduzido.</p>
<p>A liberação elimina uma das condições administrativas necessárias para o início da construção, mas não significa que as obras já tenham sido fisicamente iniciadas ou que a unidade esteja autorizada a funcionar.</p>
<p>O início efetivo dos serviços dependerá da mobilização da construtora e do cumprimento das condições previstas no contrato e na licença ambiental. A operação do centro, por sua vez, ficará condicionada à conclusão das instalações e à obtenção das autorizações que forem exigidas para seu funcionamento.</p>
<p>O presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, informou que a intenção é colocar a unidade em funcionamento assim que as obras e os preparativos educacionais estiverem concluídos.</p>
<p>A expectativa da entidade é ampliar a disponibilidade de profissionais especializados para atender produtores, cooperativas, propriedades rurais e <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341768">empresas</a> vinculadas à cadeia do leite.</p>
<h2>Investimento previsto passou de R$ 32 milhões para R$ 36 milhões</h2>
<p>O valor informado pelo Sistema FAEP em novembro de 2026 representa uma atualização em relação às primeiras estimativas divulgadas para o empreendimento.</p>
<p>Em agosto de 2025, quando ocorreu o lançamento da pedra fundamental, o investimento anunciado era de aproximadamente R$ 32 milhões. Posteriormente, materiais institucionais passaram a mencionar aportes superiores a R$ 35 milhões. A estimativa mais recente é de R$ 36 milhões.</p>
<p>A diferença entre os valores de R$ 32 milhões e R$ 36 milhões corresponde a R$ 4 milhões, ou aumento nominal de 12,5%, considerando as duas referências divulgadas pela entidade.</p>
<p>Essa comparação mostra a evolução do orçamento anunciado, mas não permite atribuir a diferença exclusivamente ao encarecimento da construção. Os documentos consultados não apresentam uma decomposição que permita identificar quanto corresponde a obras civis, equipamentos, instalações educacionais ou outras despesas do projeto.</p>
<p>A atualização dos custos também precisa ser considerada juntamente com o cronograma de implantação.</p>
<p>Em 2025, o Sistema FAEP mencionava a expectativa de iniciar as atividades educacionais em 2027. O cronograma mais recente, entretanto, estabelece um período de execução de aproximadamente 16 meses para as obras.</p>
<p>Caso a construção tenha início em novembro de 2026 e o prazo transcorra sem interrupções, a conclusão física ocorreria por volta de março de 2028. Trata-se de uma referência calculada a partir do prazo contratual, e não de uma data oficial de inauguração.</p>
<p>A licença divulgada em 3 de novembro não estabelece um dia definitivo para o início das aulas. O calendário dependerá da execução da construção, da instalação dos equipamentos e da organização das atividades pedagógicas.</p>
<h2>Centro terá laboratórios, salas de aula e espaços de treinamento</h2>
<p>O projeto arquitetônico prevê oito blocos com funções educacionais e administrativas.</p>
<p>As instalações deverão abrigar laboratórios, salas de aula, biblioteca, refeitório, ambientes para treinamento e áreas destinadas à administração. A estrutura será organizada para atender estudantes, instrutores e profissionais que já trabalham na pecuária leiteira.</p>
<p>O terreno possui quatro hectares, equivalentes a 40 mil metros quadrados. Considerando a área construída de aproximadamente 4 mil metros quadrados informada na atualização mais recente, a metragem edificada equivale a cerca de 10% da superfície total do terreno. Essa relação é apenas uma comparação de áreas e não representa a taxa urbanística de ocupação, que depende da implantação dos edifícios e de suas características.</p>
<p>A dimensão do terreno permite a instalação de diferentes estruturas de apoio ao complexo, além da circulação de estudantes, profissionais e equipes técnicas.</p>
<p>Os prédios seguirão elementos arquitetônicos associados à tradição holandesa presente na região dos Campos Gerais, especialmente na comunidade formada em torno das cooperativas agropecuárias.</p>
<p>A localização ao lado do Parque Tecnológico da Agroleite também aproxima a futura unidade de atividades de pesquisa, demonstração tecnológica, eventos e empresas vinculadas à produção leiteira.</p>
<p>A expectativa é que essa proximidade facilite a realização de atividades práticas e o intercâmbio de conhecimento entre estudantes e profissionais do setor.</p>
<h2>Cursos gratuitos poderão formar 500 profissionais por ano</h2>
<p>O Centro de Excelência em Bovinocultura de Leite foi planejado para oferecer formação técnica e especializações relacionadas à atividade agropecuária.</p>
<p>Entre os cursos previstos estão o técnico em Agropecuária e a especialização em Bovinocultura de Leite. Segundo o Sistema FAEP, a oferta será estruturada com reconhecimento do Ministério da Educação, observados os procedimentos educacionais aplicáveis.</p>
<p>A capacidade anunciada é de 500 profissionais formados anualmente. Esse número representa a meta de atendimento do complexo, não uma quantidade de formandos já alcançada.</p>
<p>Além dos cursos direcionados a estudantes, o projeto contempla capacitações para instrutores e técnicos que prestam assistência a propriedades rurais.</p>
<p>A formação poderá incluir atividades presenciais e a distância, dependendo da organização dos programas educacionais.</p>
<p>A proposta é aproximar o ensino técnico das demandas efetivas das fazendas leiteiras, especialmente nas áreas relacionadas a manejo, nutrição animal, reprodução, sanidade, qualidade do leite e administração da produção.</p>
<p>A disponibilidade de trabalhadores qualificados constitui uma das necessidades permanentes de uma atividade que combina processos biológicos, utilização intensiva de equipamentos e exigências sanitárias.</p>
<p>A produção leiteira exige acompanhamento diário dos animais, controle da alimentação, manutenção de instalações, procedimentos de ordenha e monitoramento dos indicadores produtivos.</p>
<p>Falhas nesses processos podem comprometer a produtividade, elevar custos e afetar a qualidade do leite entregue às indústrias.</p>
<p>A qualificação técnica pode contribuir para melhorar a eficiência das propriedades, embora os resultados dependam também de investimentos, gestão, assistência veterinária e condições econômicas de cada produtor.</p>
<h2>Castro registra produtividade leiteira cerca de quatro vezes superior à média nacional</h2>
<p>A escolha de Castro como sede do centro está diretamente relacionada à importância do município na produção brasileira de leite.</p>
<p>Localizada nos Campos Gerais do Paraná, a cidade recebeu oficialmente o título de Capital Nacional do Leite por meio da Lei Federal nº 13.584, sancionada em 26 de dezembro de 2017.</p>
<p>O reconhecimento legislativo reflete a concentração de propriedades especializadas, cooperativas agroindustriais, fornecedores de tecnologia e sistemas de produção com elevada produtividade.</p>
<p>Segundo os dados da Pesquisa da Pecuária Municipal de 2025, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apresentados pelo Sistema FAEP, Castro possui mais de 51,5 mil vacas ordenhadas e produção média anual de aproximadamente 10,3 mil litros por animal.</p>
<p>A produtividade nacional informada para comparação é de cerca de 2,4 mil litros por vaca ao ano.</p>
<p>A relação entre essas médias arredondadas indica que a produção por animal em Castro supera em aproximadamente quatro vezes a média brasileira.</p>
<p>O desempenho está associado a fatores como melhoramento genético do rebanho, alimentação, manejo, sanidade animal e investimentos em tecnologias de produção.</p>
<p>A região também reúne cooperativas que desempenham papel relevante no processamento e na comercialização do leite, entre elas a Castrolanda.</p>
<p>A concentração dessas atividades cria condições para a realização de programas educacionais próximos às operações produtivas que serão estudadas.</p>
<h2>Paraná produziu 4,8 bilhões de litros de leite em 2025</h2>
<p>O peso econômico da pecuária leiteira no Paraná também ajuda a dimensionar a importância do novo centro.</p>
<p>Segundo a Pesquisa da Pecuária Municipal de 2025, o estado produziu aproximadamente 4,8 bilhões de litros de leite, mantendo-se entre os maiores produtores do país.</p>
<p>O valor da produção paranaense alcançou cerca de R$ 12,67 bilhões, conforme os dados do IBGE.</p>
<p>Esses números demonstram a dimensão econômica da atividade, que envolve milhares de propriedades rurais, cooperativas, transportadoras, indústrias de laticínios e fornecedores de insumos e equipamentos.</p>
<p>A cadeia produtiva também apresenta diferenças importantes entre seus participantes. Propriedades altamente tecnificadas convivem com pequenos produtores que enfrentam restrições de capital, escala e acesso à assistência técnica.</p>
<p>A elevação da produtividade pode reduzir o custo por litro produzido, mas seus efeitos dependem de condições específicas, como preço da alimentação, disponibilidade de água, eficiência reprodutiva e preço recebido pelo produtor.</p>
<p>Nesse contexto, o centro pretende oferecer formação técnica aplicável tanto às propriedades de maior escala quanto aos estabelecimentos familiares.</p>
<p>O Sistema FAEP afirma que a unidade terá alcance nacional, permitindo receber profissionais de outras regiões do Brasil interessados em desenvolver competências específicas na bovinocultura leiteira.</p>
<h2>Projeto reúne Sistema FAEP, Senar e cooperativa Castrolanda</h2>
<p>A implantação do centro começou a ser articulada em julho de 2024, quando representantes do Sistema FAEP identificaram a possibilidade de instalar no Paraná uma das unidades nacionais de excelência do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).</p>
<p>A proposta foi desenvolvida com participação do Sistema CNA/Senar, da cooperativa Castrolanda, do Sindicato Rural de Castro e da Prefeitura Municipal.</p>
<p>Em agosto de 2025, durante a Agroleite, foi realizado o lançamento da pedra fundamental do empreendimento.</p>
<p>A cerimônia marcou a apresentação pública da unidade e de suas principais características, incluindo o terreno, a estrutura de ensino e a previsão de formação de 500 profissionais anualmente.</p>
<p>Em julho de 2026, o Sistema FAEP publicou o edital para contratar a empresa responsável pela construção. O processo foi organizado na modalidade de concorrência, com critério de menor preço global, e previu a apresentação das propostas em 15 de julho.</p>
<p>Após a definição da construtora e a obtenção da Licença de Instalação, o empreendimento passou à etapa necessária para executar os serviços contratados.</p>
<p>A A&amp;C Construções e Serviços Ltda. será responsável pela realização das obras, conforme o contrato informado pela entidade.</p>
<p>A implantação integra a estratégia do Senar de desenvolver centros especializados em cadeias produtivas consideradas relevantes para a agropecuária brasileira.</p>
<h2>Início das obras dependerá da execução do cronograma contratado</h2>
<p>Com a licença concedida em 30 de outubro, a próxima etapa é a mobilização da empresa responsável pela construção e o início dos trabalhos no terreno destinado ao centro.</p>
<p>O prazo previsto de 16 meses constitui a principal referência temporal disponível para a execução das obras.</p>
<p>A conclusão da estrutura física não representará, necessariamente, o início imediato dos cursos. Também será preciso instalar laboratórios e equipamentos, organizar a equipe docente e finalizar os procedimentos de implantação educacional.</p>
<p>A formação de 500 profissionais por ano permanecerá como capacidade projetada até que o centro entre em funcionamento e comece a registrar matrículas e conclusões de cursos.</p>
<p>Para o setor leiteiro, a iniciativa busca ampliar a oferta de conhecimento técnico em uma atividade na qual a produtividade depende de investimento contínuo em tecnologia, qualificação e gestão.</p>
<p>O empreendimento chega à fase de construção após mais de dois anos de articulação entre entidades do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/agronegocio" target="_blank"  rel="noopener" title="Agronegócio" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341769">agronegócio</a>, cooperativas e poder público, com orçamento atualizado de aproximadamente R$ 36 milhões e previsão de atendimento a profissionais de diferentes regiões do país.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Sistema FAEP — Comunicado institucional de 3 de novembro de 2026 sobre a Licença de Instalação, investimento de R$ 36 milhões, contratação da construtora e prazo de execução das obras.</em></p>
<p><em>Sistema FAEP — Edital da Concorrência nº 001/2026, destinado à contratação dos serviços de construção do Centro de Excelência em Bovinocultura de Leite, em Castro.</em></p>
<p><em>Sistema FAEP — Comunicados de 2025 sobre a escolha do município, o lançamento da pedra fundamental e a previsão inicial de investimento de R$ 32 milhões.</em></p>
<p><em>Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — Pesquisa da Pecuária Municipal de 2025, com dados de produção leiteira e produtividade.</em></p>
<p><em>Presidência da República — Lei Federal nº 13.584, de 26 de dezembro de 2017, que confere a Castro o título de Capital Nacional do Leite.</em></p>
<p><em>Instituto Água e Terra do Paraná — Informações sobre o licenciamento ambiental do empreendimento, conforme comunicado institucional do Sistema FAEP.</em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Dólar hoje fecha a R$ 5,4872, com alta de 0,79% e pressão fiscal</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/dolar-hoje</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Nov 2026 20:34:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Dólar]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dólar hoje fecha a R$ 5,4872, alta de 0,79%, pressionado por incertezas fiscais e novas projeções de inflação e juros antes da decisão do Copom.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O dólar hoje encerrou as negociações desta terça-feira, 3 de novembro de 2026, cotado a R$ 5,4872 no mercado à vista, com valorização de 0,79% frente ao real. A moeda americana voltou a se aproximar de R$ 5,50 em uma sessão marcada pela preocupação dos investidores com a <a class="wpil_keyword_link" title="Política" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341767">política</a> fiscal brasileira, a formação da equipe econômica para o próximo mandato presidencial e a perspectiva de juros elevados por mais tempo. O movimento ocorreu na retomada das operações após o feriado de Finados e foi acompanhado por novas revisões nas expectativas para inflação, câmbio e crescimento econômico.</p>
<p>A pressão sobre o real ganhou força diante das incertezas sobre as medidas que poderão ser adotadas pelo governo após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341764">mercado</a> acompanha especialmente as discussões sobre o ajuste das contas públicas, a sucessão no Ministério da Fazenda e as propostas envolvendo a condução da política monetária. A ausência de definições sobre esses assuntos dificulta a avaliação da trajetória fiscal e contribui para a volatilidade dos ativos brasileiros.</p>
<p>No exterior, o <a class="wpil_keyword_link" title="Dólar" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341765">dólar</a> também apresentou valorização em relação a outras moedas. Por volta das 17h, o índice DXY, que mede o desempenho da divisa americana diante de uma cesta de seis moedas internacionais, registrava alta de aproximadamente 0,12%, aos 101,86 pontos. O movimento coincidiu com a realização das eleições legislativas de meio de mandato nos Estados Unidos, acompanhadas pelos investidores devido às possíveis mudanças na composição do Congresso americano e seus efeitos sobre a política econômica do país.</p>
<h2>Qual foi a cotação do dólar hoje?</h2>
<p>O dólar comercial terminou o pregão desta terça-feira em R$ 5,4872, alta de 0,79%, ficando a apenas R$ 0,0128 da marca de R$ 5,50. A diferença corresponde a aproximadamente 0,23% da cotação de encerramento, mostrando a proximidade da moeda americana com um patamar que voltou a concentrar a atenção dos participantes do mercado financeiro.</p>
<p>A referência oficial divulgada pelo Banco Central também ficou próxima desse nível. A taxa PTAX de venda encerrou o dia em R$ 5,4935, enquanto a cotação de compra foi de R$ 5,4929. A diferença entre a PTAX de venda e o fechamento do dólar à vista foi de R$ 0,0063, equivalente a menos de um centavo por unidade da moeda americana.</p>
<p>Os dois indicadores representam referências diferentes. A cotação do dólar à vista expressa o preço negociado no mercado cambial, enquanto a PTAX é calculada pelo Banco Central a partir de consultas realizadas com instituições financeiras durante o dia. Por essa razão, os valores podem apresentar pequenas diferenças, mesmo quando refletem condições semelhantes de oferta e demanda por moeda estrangeira.</p>
<p>A PTAX de venda desta terça-feira também ficou acima dos R$ 5,4212 registrados em 30 de outubro, último dia útil anterior ao feriado. A diferença de R$ 0,0723 representa valorização de aproximadamente 1,33% entre as duas referências oficiais. A comparação permite dimensionar a pressão cambial no retorno das atividades, sem confundir a variação da PTAX com o desempenho diário do dólar negociado à vista.</p>
<h2>Incerteza fiscal e definição da equipe econômica pressionam o real</h2>
<p>A trajetória do dólar hoje foi influenciada pelo processo de reavaliação das expectativas econômicas após as eleições presidenciais de outubro. A reeleição de Lula colocou no centro das discussões as medidas que poderão orientar a política fiscal a partir de 2027, especialmente em relação ao controle das despesas, ao cumprimento das metas fiscais e à evolução da dívida pública.</p>
<p>A definição do comando do Ministério da Fazenda também permanece entre os assuntos acompanhados pelos investidores. A escolha da equipe econômica poderá oferecer indicações sobre as prioridades do próximo mandato, mas, enquanto não houver anúncios oficiais, avaliações sobre nomes e eventuais mudanças de política continuam no campo das expectativas.</p>
<p>Outro tema que passou a integrar o debate é a proposta apresentada pelo economista André Lara Resende para alterar a coordenação entre as políticas fiscal e monetária. Entre os pontos defendidos está a redução programada da taxa básica de juros, associada a um novo arranjo de metas econômicas. A discussão provocou reações no mercado, sobretudo diante das incertezas sobre os efeitos de mudanças na condução da política monetária sobre a inflação e o financiamento da dívida pública.</p>
<p>Não há, entretanto, confirmação de que o governo tenha decidido implementar essa proposta. A distinção é relevante porque discussões públicas, manifestações políticas e medidas formalmente adotadas possuem consequências diferentes para a avaliação dos ativos financeiros. A formação da taxa de câmbio também depende de outros fatores, como os juros internacionais, o fluxo de capitais e o comportamento global da moeda americana.</p>
<h2>Focus eleva projeção do dólar para R$ 5,34 em 2026</h2>
<p>O relatório Focus divulgado nesta terça-feira pelo Banco Central mostrou uma revisão expressiva nas expectativas para a cotação da moeda americana. A mediana das projeções para o dólar no encerramento de 2026 passou de R$ 5,05 para R$ 5,34, aumento de R$ 0,29 em uma semana. Em termos percentuais, a mudança corresponde a uma elevação de aproximadamente 5,74% na estimativa dos participantes da pesquisa.</p>
<p>Para 2027, a previsão de fechamento avançou de R$ 5,15 para R$ 5,40. A revisão indica que as instituições financeiras passaram a considerar um câmbio mais elevado também no próximo ano, embora essas estimativas não representem uma previsão oficial do Banco Central nem garantam que os valores serão alcançados.</p>
<p>O dólar hoje terminou o pregão R$ 0,1472 acima da projeção mediana para dezembro de 2026. A diferença equivale a aproximadamente 2,76% do valor previsto no Focus. Caso a cotação efetivamente termine o ano em R$ 5,34, haverá uma redução em relação ao fechamento desta terça-feira, mas o comportamento futuro dependerá das condições econômicas que se apresentarem nas próximas semanas.</p>
<p>A revisão das expectativas ocorre após um período de forte volatilidade cambial. A mudança nas projeções também influencia as decisões de <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341766">empresas</a> que possuem contratos internacionais, dívidas em dólares ou despesas relacionadas à importação de produtos e matérias-primas. Para essas companhias, o comportamento do câmbio pode alterar custos, receitas e necessidades de proteção financeira.</p>
<h2>Inflação projetada para 2027 sobe a 4,76%</h2>
<p>O avanço do dólar coincidiu com uma deterioração das expectativas de inflação. Segundo o Focus, a projeção mediana para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026 passou de 5,19% para 5,22%. Embora a revisão semanal tenha sido de apenas 0,03 ponto percentual, a estimativa permanece acima do limite superior de 4,5% estabelecido pelo regime de metas de inflação.</p>
<p>A mudança foi mais acentuada nas previsões para 2027. A mediana avançou de 4,34% para 4,76%, elevação de 0,42 ponto percentual em uma semana. Com isso, a expectativa passou a superar em 0,26 ponto percentual o teto do intervalo de tolerância da meta, cujo centro é de 3%.</p>
<p>A piora das projeções para o próximo ano tem importância especial porque as decisões de política monetária consideram os efeitos futuros das condições financeiras sobre os preços. Uma depreciação persistente do real pode aumentar o custo de insumos importados, combustíveis e produtos comercializados internacionalmente, embora a intensidade e a velocidade dessa transmissão dependam das condições de cada setor.</p>
<p>As instituições consultadas pelo Banco Central também reduziram suas estimativas de crescimento econômico. A previsão de expansão do Produto Interno Bruto em 2026 caiu de 1,80% para 1,76%, enquanto a projeção para 2027 passou de 1,31% para 1,20%. A combinação de inflação esperada mais alta com menor crescimento acrescenta dificuldades à condução da política econômica, especialmente em um período de incerteza sobre as medidas fiscais do próximo governo.</p>
<h2>Copom decide Selic nesta quarta-feira com taxa em 13,75%</h2>
<p>A próxima decisão do Comitê de Política Monetária será anunciada nesta quarta-feira, 4 de novembro, após a conclusão da reunião iniciada nesta terça-feira. A taxa Selic está atualmente em 13,75% ao ano, nível definido pelo Banco Central em setembro, quando o colegiado promoveu uma redução de 0,25 ponto percentual.</p>
<p>Na decisão anterior, o Copom ressaltou que a inflação ainda exigia uma política monetária restritiva e que o cenário econômico apresentava riscos elevados. O comitê também apontou a possibilidade de pressões inflacionárias associadas a uma taxa de câmbio persistentemente depreciada e à evolução das expectativas de preços.</p>
<p>Desde então, as estimativas de mercado para os juros foram revistas para cima. O Focus mostrou que a mediana da Selic esperada para o encerramento de 2026 subiu de 13,25% para 13,50% ao ano. Para 2027, a projeção avançou de 11,75% para 12,50%, diferença de 0,75 ponto percentual em relação à semana anterior.</p>
<p>As revisões indicam que o mercado passou a esperar uma trajetória de redução dos juros mais lenta do que a considerada anteriormente. A projeção de 13,50% para dezembro ainda contempla um corte adicional de 0,25 ponto percentual em relação à taxa vigente, mas não determina quando ou se essa mudança ocorrerá.</p>
<p>A manutenção de juros elevados pode favorecer a remuneração de aplicações em reais, mas o comportamento do câmbio depende também da percepção de risco e das condições internacionais. Se as expectativas de inflação continuarem se afastando da meta, o Banco Central poderá enfrentar dificuldades adicionais para ampliar o ritmo de flexibilização monetária.</p>
<h2>Tesouro identifica R$ 4,87 trilhões em exposição a riscos fiscais</h2>
<p>O debate sobre a situação das contas públicas ganhou novos dados nesta terça-feira com a divulgação do Relatório de Riscos Fiscais da União de 2026, elaborado pelo Tesouro Nacional. O documento apontou que a exposição do governo federal a riscos fiscais específicos somou R$ 4,87 trilhões em 2025, uma redução de R$ 220 bilhões em comparação com o ano anterior.</p>
<p>O valor não representa uma dívida imediatamente exigível nem um compromisso de desembolso integral pelo Tesouro. Trata-se de uma estimativa que reúne diferentes tipos de exposição a eventos incertos, incluindo passivos judiciais e outras obrigações potenciais, com probabilidades distintas de materialização.</p>
<p>O relatório também identificou que aproximadamente 94,6% da receita primária federal está sujeita a variações de fatores macroeconômicos, entre eles crescimento do PIB, inflação, massa salarial, câmbio, juros e preços do petróleo. Segundo os cálculos apresentados, uma alteração de um ponto percentual no parâmetro cambial considerado pelo Tesouro produziria impacto estimado de R$ 2,5 bilhões nas receitas administradas pela Receita Federal.</p>
<p>Esses dados ajudam a dimensionar a relação entre o ambiente econômico e o desempenho das contas públicas. A divulgação do documento, entretanto, não permite concluir que ele tenha sido o responsável pela alta do dólar hoje. A valorização da moeda americana ocorreu em uma sessão na qual diferentes fatores domésticos e internacionais influenciaram simultaneamente as decisões dos investidores.</p>
<h2>Dólar perto de R$ 5,50 amplia atenção sobre preços e juros</h2>
<p>O fechamento do dólar em R$ 5,4872 mantém o câmbio entre os indicadores relevantes para a avaliação das perspectivas econômicas brasileiras. A proximidade de R$ 5,50 ganha importância porque uma valorização persistente da moeda americana pode afetar custos empresariais, preços de produtos importados e expectativas de inflação, especialmente quando acompanhada de incerteza sobre a condução da política fiscal.</p>
<p>Os efeitos não são iguais para todos os setores. Empresas importadoras tendem a enfrentar despesas maiores em reais quando o dólar sobe, enquanto exportadoras podem se beneficiar de receitas convertidas a uma taxa mais elevada. O resultado efetivo depende da estrutura de custos, das dívidas denominadas em moeda estrangeira e dos instrumentos de proteção cambial utilizados pelas companhias.</p>
<p>Para os próximos pregões, a decisão do Copom e seu comunicado serão referências importantes na avaliação das perspectivas para o real. Além do resultado da reunião, os investidores acompanharão eventuais definições sobre a equipe econômica do próximo mandato presidencial, a evolução das expectativas fiscais e os desdobramentos das eleições legislativas americanas.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Banco Central do Brasil — Sistema PTAX, cotações oficiais de compra e venda do dólar em 3 de novembro de 2026 e série histórica cambial.</em></p>
<p><em>Banco Central do Brasil — Relatório Focus, expectativas de mercado com referência em 30 de outubro de 2026 para inflação, câmbio, Selic e crescimento do PIB.</em></p>
<p><em>Banco Central do Brasil — Ata da 281ª reunião do Comitê de Política Monetária e Comunicado nº 45.963, referentes à decisão de setembro de 2026.</em></p>
<p><em>Tesouro Nacional — Relatório de Riscos Fiscais da União de 2026, divulgado em 3 de novembro, com dados sobre exposição fiscal e sensibilidade das receitas às variáveis macroeconômicas.</em></p>
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		<item>
		<title>Dívida bruta do Brasil deve atingir 83,7% do PIB em 2026, projeta Tesouro</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/divida-publica-riscos-fiscais-tesouro-2036</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Bruno Assis]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Nov 2026 19:47:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[arrecadação federal]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A dívida bruta do governo geral deve encerrar 2026 em 83,7% do Produto Interno Bruto (PIB), de acordo com a projeção apresentada pelo Tesouro Nacional no Relatório de Riscos Fiscais da União de 2026. A estimativa coloca o endividamento público no centro das preocupações com a evolução das contas governamentais e indica que a trajetória [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A dívida bruta do governo geral deve encerrar 2026 em 83,7% do Produto Interno Bruto (PIB), de acordo com a projeção apresentada pelo Tesouro Nacional no Relatório de Riscos Fiscais da União de 2026. A estimativa coloca o endividamento público no centro das preocupações com a evolução das contas governamentais e indica que a trajetória dependerá tanto das condições macroeconômicas quanto da capacidade de financiar as despesas e administrar passivos potenciais.</p>
<p>Divulgado em 3 de novembro, o documento projeta que a relação entre a dívida e o PIB alcance 86,3% em 2036 no cenário de referência. Em uma simulação com choques macroeconômicos desfavoráveis, o indicador poderá ficar 17,1 pontos percentuais acima desse patamar, chegando a aproximadamente 103,4% do PIB. O resultado representa um cenário de risco, e não uma previsão central do governo.</p>
<p>A diferença entre as duas trajetórias evidencia a importância das hipóteses utilizadas nos cálculos fiscais. O custo do financiamento público, o crescimento da <a class="wpil_keyword_link" title="Economia" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341763">economia</a>, a inflação e o comportamento das receitas e despesas podem alterar a velocidade de expansão do endividamento e a necessidade de recursos para cobrir os compromissos do setor público.</p>
<h2>Cenários fiscais mostram aumento do endividamento até 2036</h2>
<p>A projeção de 83,7% do PIB para dezembro de 2026 representa uma elevação de 5,1 pontos percentuais em relação ao encerramento de 2025. Pelos números apresentados no relatório, a dívida havia terminado o ano passado em aproximadamente 78,6% do PIB.</p>
<p>O avanço projetado para 2026 corresponde a uma variação expressiva em apenas um ano. A comparação, contudo, deve ser feita em pontos percentuais, e não como se a dívida tivesse crescido 5,1% em termos relativos. A diferença entre essas medidas é relevante para avaliar corretamente a intensidade do movimento.</p>
<p>No horizonte mais longo, a relação entre a dívida e o PIB aumentaria outros 2,6 pontos percentuais entre o fim de 2026 e 2036, passando de 83,7% para 86,3%. Esse cálculo compara os dois extremos da projeção e não significa que o endividamento avançará de maneira uniforme em todos os anos do período.</p>
<p>O cenário de referência funciona como uma trajetória de comparação para avaliar os efeitos de alterações nas variáveis econômicas. Os exercícios de risco apresentados pelo Tesouro mostram como condições diferentes das consideradas no cenário central podem modificar os resultados fiscais.</p>
<p>A simulação adversa que leva a dívida a aproximadamente 103,4% do PIB em 2036 acrescenta 17,1 pontos percentuais à projeção de referência. A diferença corresponde a uma deterioração potencial relevante, mas não deve ser interpretada como um resultado inevitável. O relatório trabalha com hipóteses de risco para dimensionar a vulnerabilidade das contas públicas diante de mudanças nas condições econômicas.</p>
<h2>Juros e atividade econômica afetam a trajetória da dívida</h2>
<p>A evolução do endividamento depende da relação entre o custo de financiamento do governo, o crescimento nominal da economia e os resultados fiscais. Quando os juros incidentes sobre a dívida permanecem elevados em comparação com o crescimento do PIB, o estoque de obrigações tende a aumentar mais rapidamente em relação ao tamanho da economia.</p>
<p>O mecanismo também funciona no sentido contrário. Um crescimento econômico mais forte pode ampliar a base de arrecadação e o denominador utilizado no cálculo da dívida como proporção do PIB. O efeito final, porém, depende da combinação entre atividade econômica, despesas públicas, receitas e custo dos passivos.</p>
<p>A inflação também produz efeitos distintos sobre as contas governamentais. De um lado, influencia receitas tributárias e determinadas despesas vinculadas a índices de preços. De outro, pode afetar as condições de financiamento e a evolução de obrigações corrigidas por indicadores econômicos.</p>
<p>O relatório do Tesouro destaca a sensibilidade da arrecadação a essas variáveis. Aproximadamente 94,6% das receitas primárias da União estão expostas a oscilações do PIB real, da inflação, da massa salarial, do câmbio, dos juros ou dos preços do petróleo.</p>
<p>A proporção mostra que a arrecadação federal não depende apenas de decisões tributárias ou de mudanças na legislação. O desempenho da economia também interfere diretamente na capacidade de o governo obter recursos para financiar suas atividades.</p>
<p>Segundo os cálculos apresentados pelo órgão, uma variação de 1 ponto percentual no crescimento real do PIB pode alterar as receitas administradas em R$ 16,6 bilhões. Uma variação de igual magnitude na inflação tem impacto estimado de R$ 15 bilhões, enquanto a mudança no câmbio produz efeito calculado em R$ 2,5 bilhões.</p>
<p>Considerados simultaneamente aumentos de 1 ponto percentual nas variáveis examinadas pelo Tesouro, o impacto estimado sobre a arrecadação seria positivo em R$ 43,5 bilhões. Trata-se de uma simulação de sensibilidade, que não deve ser confundida com uma previsão de aumento efetivo da receita.</p>
<p>A dimensão desses valores ajuda a explicar por que mudanças nas hipóteses macroeconômicas podem alterar os resultados fiscais. Uma arrecadação abaixo da projetada reduz os recursos disponíveis para financiar despesas e cumprir objetivos fiscais, enquanto receitas superiores às estimadas podem ampliar a margem de execução orçamentária.</p>
<h2>Despesas obrigatórias limitam a flexibilidade do orçamento</h2>
<p>Pelo lado dos gastos, o Tesouro identifica a inflação e o salário mínimo como fatores importantes para a evolução das despesas primárias. Benefícios previdenciários e assistenciais, seguro-desemprego e abono salarial estão entre os compromissos influenciados por essas variáveis.</p>
<p>Em 2025, aproximadamente 51,9% das despesas primárias totais apresentaram expansão sob influência direta da inflação e do salário mínimo. O percentual indica que uma parcela expressiva do orçamento está sujeita a mecanismos de atualização que restringem a capacidade de ajuste imediato dos gastos.</p>
<p>O relatório estima que uma elevação de 0,1 ponto percentual na inflação pode ampliar em R$ 2,4 bilhões o limite de despesas de 2027. O efeito calculado demonstra como alterações relativamente pequenas nos indicadores econômicos podem produzir consequências relevantes para a programação orçamentária.</p>
<p>Esse mecanismo cria uma interação entre receitas e despesas. Uma mudança na inflação pode elevar determinadas receitas nominais, mas também pressionar benefícios e outras obrigações vinculadas a índices de preços. O impacto líquido sobre as contas públicas depende da intensidade de cada efeito e do momento em que ele ocorre.</p>
<p>A composição dos gastos também importa para a gestão fiscal. Despesas obrigatórias deixam menos espaço para remanejamentos de curto prazo quando a arrecadação se afasta das estimativas. Nessa situação, o governo precisa administrar os limites orçamentários e as metas fiscais sem tratar todos os componentes da despesa como igualmente ajustáveis.</p>
<p>O envelhecimento da população acrescenta uma pressão estrutural. O Tesouro estima aumento de R$ 22 bilhões nas despesas com saúde em 2036 associado às mudanças demográficas. A projeção aponta para uma necessidade crescente de financiamento de serviços públicos, embora o efeito total sobre as contas dependa da evolução das demais despesas e receitas ao longo do período.</p>
<h2>Passivos judiciais concentram parte relevante dos riscos fiscais</h2>
<p>Além das projeções macroeconômicas, o Relatório de Riscos Fiscais da União identifica obrigações potenciais relacionadas a processos judiciais, garantias concedidas pelo governo e outros componentes do patrimônio público.</p>
<p>A exposição da União a riscos fiscais específicos alcançou R$ 4,87 trilhões em 2025. Segundo o Tesouro, o valor ficou R$ 220 bilhões abaixo do registrado no encerramento de 2024, o equivalente a uma redução aproximada de 4,3%.</p>
<p>O montante reúne riscos de naturezas distintas e não corresponde a uma despesa que será necessariamente executada. As probabilidades de ocorrência, os prazos e os mecanismos de materialização variam conforme a natureza de cada obrigação.</p>
<p>Por esse motivo, os R$ 4,87 trilhões não devem ser somados diretamente à dívida bruta do governo geral. A exposição fiscal funciona como um indicador de compromissos potenciais que podem afetar os resultados públicos caso determinados eventos se concretizem.</p>
<p>As ações judiciais contra a União constituem uma das parcelas mais relevantes desse conjunto. Em 2025, o estoque de processos classificados como de risco provável ou possível somava R$ 2,2732 trilhões. O valor correspondia a aproximadamente 46,7% da exposição total a riscos fiscais específicos naquele ano.</p>
<p>Em junho de 2026, o estoque judicial havia recuado para R$ 2,1856 trilhões. A diferença de R$ 87,6 bilhões em relação ao encerramento de 2025 equivale a uma queda de aproximadamente 3,9%, segundo os números divulgados pelo Tesouro.</p>
<p>O recuo reduz a exposição registrada nessa categoria, mas não elimina a possibilidade de desembolsos futuros. O impacto efetivo depende do desfecho dos processos, das decisões judiciais e dos valores que eventualmente precisem ser pagos pela União.</p>
<p>A classificação entre risco provável e possível também é relevante para interpretar os dados. As categorias representam avaliações distintas sobre a possibilidade de perda e não significam que todos os processos incluídos nelas resultarão em pagamentos integrais.</p>
<h2>Garantias concedidas podem gerar despesas adicionais</h2>
<p>Outro componente monitorado pelo Tesouro são as garantias concedidas pela União em operações de crédito. Esse mecanismo permite que determinados entes ou operações tenham cobertura federal, mas transfere ao governo o risco de desembolso quando as obrigações garantidas não são honradas pelos devedores nas condições previstas.</p>
<p>Em 2025, a União desembolsou R$ 11,1 bilhões para honrar garantias. Para 2026, a estimativa apresentada no material de referência é de R$ 6,5 bilhões.</p>
<p>A diferença entre os valores é de R$ 4,6 bilhões, equivalente a uma redução projetada de aproximadamente 41,4%. A comparação, entretanto, considera um resultado observado em 2025 e uma estimativa para 2026. Portanto, não representa uma queda já confirmada para o ano corrente.</p>
<p>Os desembolsos associados a garantias mostram como riscos inicialmente contingentes podem se transformar em necessidade efetiva de caixa. A União precisa considerar esses compromissos na gestão financeira, especialmente quando as condições fiscais dos entes beneficiários se deterioram.</p>
<p>A avaliação dessas operações é distinta da análise do estoque da dívida bruta. Embora determinados desembolsos possam afetar a necessidade de financiamento do governo, a exposição a garantias e a dívida pública não são medidas equivalentes.</p>
<p>A avaliação conjunta permite dimensionar tanto as obrigações já incorporadas ao endividamento quanto os eventos que podem exigir recursos adicionais no futuro.</p>
<h2>Sustentabilidade fiscal depende da combinação de fatores</h2>
<p>A leitura dos dados do Tesouro aponta para três dimensões complementares da situação fiscal brasileira: a trajetória projetada da dívida, a sensibilidade das receitas e despesas à conjuntura econômica e o volume de riscos específicos que podem gerar desembolsos.</p>
<p>A dívida bruta de 83,7% do PIB projetada para o fim de 2026 e de 86,3% para 2036 indica aumento do endividamento na trajetória de referência. Já a simulação de aproximadamente 103,4% do PIB em 2036 mostra como choques macroeconômicos podem alterar essa evolução.</p>
<p>A exposição de R$ 4,87 trilhões a riscos fiscais específicos acrescenta outra dimensão à análise, mas precisa ser interpretada de acordo com a probabilidade e a natureza de cada obrigação. O estoque não representa uma conta única a pagar nem permite concluir que todo o montante será convertido em dívida.</p>
<p>A gestão desses riscos exige monitoramento contínuo das variáveis econômicas, das obrigações judiciais e das garantias concedidas. Também depende da qualidade das projeções de receitas e despesas utilizadas na elaboração do orçamento.</p>
<p>O Tesouro apresenta o relatório como instrumento de transparência e identificação de eventos capazes de provocar desvios em relação ao planejamento fiscal. A publicação permite avaliar como mudanças no ambiente econômico e a materialização de passivos podem afetar o financiamento do setor público ao longo do tempo.</p>
<p>A trajetória futura do endividamento dependerá da combinação entre crescimento econômico, custo dos juros, arrecadação, execução das despesas e resultados fiscais. Os cenários apresentados pelo órgão delimitam possibilidades para essa evolução, sem eliminar as incertezas inerentes às projeções de longo prazo.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Tesouro Nacional &#8211; Relatório de Riscos Fiscais da União de 2026, com projeções macroeconômicas e levantamento de riscos fiscais específicos.</em></p>
<p><em>Ministério da Fazenda &#8211; divulgação oficial da 8ª edição do Relatório de Riscos Fiscais da União, em 3 de novembro de 2026.</em></p>
<p><em>Tesouro Nacional &#8211; documentação institucional sobre identificação, classificação e monitoramento dos riscos fiscais da União.</em></p>
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		<item>
		<title>Lara Resende propõe limitar Selic enquanto juros da dívida superam R$ 1,2 trilhão</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/lara-resende-proposta-selic-75-divida-publica</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Bruno Assis]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Nov 2026 16:20:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ajuste fiscal]]></category>
		<category><![CDATA[André Lara Resende]]></category>
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		<category><![CDATA[Tesouro Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Lara Resende propõe reduzir a Selic para 7,5% e limitar os juros. Entenda os impactos sobre a dívida pública, que acumula R$ 1,2 trilhão em juros.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A proposta do economista André Lara Resende para limitar a taxa Selic e utilizar a redução dos juros como principal instrumento de ajuste fiscal ganha relevância diante dos novos números da dívida pública brasileira. Dados divulgados pelo Banco Central mostram que os juros nominais do setor público atingiram R$ 1,205 trilhão nos 12 meses encerrados em setembro de 2026, enquanto o déficit primário ficou em R$ 70,1 bilhões. A diferença reforça o argumento do economista de que o custo de financiamento do Estado precisa ocupar uma posição central na discussão sobre a sustentabilidade das contas públicas.</p>
<p>Um dos formuladores do Plano Real, Lara Resende defende uma reorganização das políticas econômica e monetária, com redução gradual da Selic para aproximadamente 7,5% ao ano, criação de um Conselho Fiscal e Monetário Nacional e estabelecimento de metas para inflação, juros e contas públicas com horizonte de quatro a cinco anos. O modelo foi apresentado em 25 de setembro, no artigo “Eu Acuso: uma proposta para eliminar os juros absurdos”, e contraria a condução convencional da <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341757">política</a> monetária, baseada em ajustes da taxa básica conforme a evolução da inflação e das expectativas econômicas.</p>
<p>A discussão ocorre no momento em que o Comitê de Política Monetária (Copom) inicia, nesta terça-feira, 3 de novembro, sua penúltima reunião de 2026. A Selic está em 13,75% ao ano, depois de reduções graduais promovidas pelo Banco Central. Não há indicação oficial de que o modelo de Lara Resende esteja em avaliação pelo colegiado, mas a proximidade da decisão sobre os juros coloca novamente em evidência os efeitos da política monetária sobre o endividamento federal, o crédito e o crescimento econômico.</p>
<h2>Juros representam 94,5% do déficit nominal acumulado em 12 meses</h2>
<p>O contraste entre o resultado primário e o custo financeiro da dívida é um dos principais fundamentos da proposta. Segundo as Estatísticas Fiscais divulgadas pelo Banco Central em 29 de outubro, o setor público consolidado registrou déficit nominal de R$ 1,275 trilhão em 12 meses até setembro, equivalente a 9,51% do PIB. Desse montante, R$ 1,205 trilhão corresponderam aos juros nominais, enquanto o déficit primário representou apenas 0,52% da atividade econômica.</p>
<p>A comparação permite identificar que os juros responderam pelo equivalente a 94,5% do déficit nominal acumulado no período. O percentual, calculado a partir dos resultados oficiais, não significa que a redução da Selic eliminaria automaticamente essa despesa, mas mostra a predominância dos encargos financeiros na formação do resultado negativo das contas públicas.</p>
<p>O peso dos juros também aumentou na comparação anual. Nos 12 meses encerrados em setembro de 2025, a despesa financeira do setor público havia somado R$ 984,8 bilhões. Um ano depois, o valor alcançou R$ 1,205 trilhão, crescimento nominal de aproximadamente 22,4%. O Banco Central atribuiu parte da elevação ao aumento do estoque da dívida, à inflação e ao resultado menos favorável das operações de swap cambial.</p>
<p>A dívida bruta do governo geral, indicador que abrange União, INSS, estados e municípios, chegou a R$ 11,1 trilhões em setembro, correspondentes a 82,9% do PIB. Embora o percentual tenha permanecido estável em relação a agosto, acumulou crescimento de 4,3 pontos percentuais desde dezembro de 2025. Os juros contribuíram para essa trajetória, enquanto o crescimento nominal da <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank"  rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341760">economia</a> exerceu efeito contrário sobre a relação entre dívida e PIB.</p>
<p>Para Lara Resende, a dimensão dos encargos financeiros torna insuficiente uma estratégia de estabilização baseada exclusivamente na contenção das despesas primárias. O economista reconhece problemas na distribuição dos recursos públicos, como benefícios fiscais, subsídios e despesas pouco eficientes, mas sustenta que um ajuste capaz de compensar integralmente os juros exigiria uma contração fiscal de proporções incompatíveis com a manutenção da atividade econômica.</p>
<h2>Plano estabelece Selic de 7,5% como etapa de transição</h2>
<p>A mudança defendida pelo economista começaria com um compromisso público de redução gradual da Selic durante aproximadamente 12 meses. Ao final desse período, a taxa básica estaria próxima de 7,5% ao ano, uma diferença de 6,25 pontos percentuais em relação ao patamar de 13,75% vigente no início de novembro.</p>
<p>Esse percentual não seria o limite definitivo do novo regime. Lara Resende propõe que a Selic passe a operar, em condições normais, dentro de uma faixa determinada pela meta de inflação e pelo crescimento potencial da economia. Com inflação perseguida de 3% e crescimento real potencial estimado em 2,5%, o intervalo ficaria entre 3% e aproximadamente 5,5% ao ano.</p>
<p>Os 7,5% previstos para a fase inicial resultariam da adição de uma margem transitória de segurança de dois pontos percentuais ao limite superior de 5,5%. Essa margem seria reavaliada e reduzida progressivamente. A hipótese pressupõe, portanto, não apenas um corte expressivo dos juros, mas a adoção de uma estrutura permanente para condicionar sua trajetória.</p>
<p>Em situações consideradas excepcionais, o Banco Central poderia estabelecer taxas fora do intervalo, desde que autorizado pelo Conselho Fiscal e Monetário Nacional. Trata-se de uma diferença substancial em relação ao funcionamento atual do Copom, que possui autonomia operacional para definir a Selic de acordo com o cumprimento da meta de inflação.</p>
<p>A proposta também estabelece que as decisões monetárias estejam associadas a compromissos fiscais de médio prazo. O novo conselho definiria objetivos para arrecadação, despesas de custeio e investimentos públicos, além das metas de inflação e juros, buscando aumentar a previsibilidade da política econômica.</p>
<h2>Economia fiscal projetada pode equivaler a R$ 530 bilhões por ano</h2>
<p>Lara Resende estima que a redução do custo médio da dívida de aproximadamente 13% para 7,5% ao ano poderia produzir uma economia fiscal próxima de 4% do PIB, considerando um endividamento equivalente a 80% da produção nacional. A projeção está condicionada à transmissão dos juros menores para o custo efetivo de financiamento do setor público.</p>
<p>Para dimensionar a estimativa, os dados do Banco Central referentes a setembro permitem calcular um PIB nominal próximo de R$ 13,4 trilhões. Sobre essa base, quatro pontos percentuais corresponderiam a aproximadamente R$ 536 bilhões por ano. O valor constitui uma referência ilustrativa da magnitude pretendida pelo economista, e não uma previsão oficial de economia orçamentária.</p>
<p>O efeito real dependeria da estrutura dos títulos públicos, da velocidade de refinanciamento da dívida e das taxas exigidas pelos investidores nas novas emissões. Também seria influenciado pela inflação, pelo câmbio, pelas expectativas de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341758">mercado</a> e pela evolução das necessidades de financiamento do governo. Uma redução da Selic não implica necessariamente diminuição equivalente do custo de todos os títulos já emitidos.</p>
<p>O resultado apresentado por Lara Resende pressupõe ainda que a queda dos juros não provoque efeitos compensatórios suficientemente elevados para neutralizar a economia financeira. Caso os investidores passem a exigir remuneração maior em títulos prefixados ou vinculados à inflação, parte do benefício esperado poderá ser reduzida.</p>
<p>A distinção é particularmente relevante porque o estoque da dívida possui diferentes indexadores e prazos. Por isso, a economia projetada precisa ser analisada como resultado de um cenário econômico específico, e não como uma despesa que o governo poderia simplesmente eliminar por decisão administrativa.</p>
<h2>Mais da metade da dívida federal está vinculada a taxas flutuantes</h2>
<p>A composição atual da dívida oferece um elemento concreto para avaliar a viabilidade financeira da proposta. Segundo o Tesouro Nacional, a Dívida Pública Federal alcançou R$ 9,383 trilhões em setembro de 2026, depois de crescer 0,97% em relação a agosto. Desse estoque, 51,60% estavam vinculados a taxas flutuantes, categoria que inclui títulos cuja remuneração acompanha a Selic.</p>
<p>A participação corresponde a aproximadamente R$ 4,84 trilhões, segundo cálculo realizado a partir dos números oficiais. Os títulos prefixados representavam 21,14% do estoque, enquanto aqueles corrigidos por índices de preços respondiam por 23,59%. A parcela restante estava associada principalmente à variação cambial.</p>
<p>A elevada participação de títulos pós-fixados é importante porque uma redução da Selic afeta rapidamente a remuneração das Letras Financeiras do Tesouro (LFTs), conhecidas como Tesouro Selic. Diferentemente dos títulos prefixados, que preservam a taxa contratada até o vencimento, esses papéis acompanham a evolução dos juros básicos durante sua existência.</p>
<p>O custo médio da Dívida Pública Federal acumulado em 12 meses atingiu 12,63% ao ano em setembro, acima dos 12,59% registrados em agosto. Já o prazo médio do estoque permaneceu em 4,10 anos. Esses indicadores mostram que a dívida possui vencimentos distribuídos ao longo de vários anos, embora parte significativa de sua remuneração seja sensível às decisões correntes do Banco Central.</p>
<p>É necessário observar, entretanto, que a Dívida Pública Federal medida pelo Tesouro e a dívida bruta do governo geral calculada pelo Banco Central não representam exatamente o mesmo universo. A primeira corresponde aos compromissos do Tesouro Nacional em mercado, enquanto a segunda utiliza abrangência institucional mais ampla. Os valores não devem ser somados nem tratados como indicadores equivalentes.</p>
<h2>Lara Resende questiona a relação convencional entre juros e inflação</h2>
<p>A fundamentação teórica do plano envolve uma interpretação diferente dos mecanismos que determinam a inflação. Lara Resende utiliza argumentos associados à Teoria Fiscal do Nível de Preços, desenvolvida por economistas como John H. Cochrane, para defender que a trajetória dos preços depende não apenas das decisões de política monetária, mas também da confiança na capacidade futura de pagamento da dívida pública.</p>
<p>Pela abordagem apresentada no artigo, juros persistentemente elevados aumentam o custo do endividamento e podem comprometer a percepção de solvência do Estado. Esse processo alimentaria dúvidas sobre a sustentabilidade fiscal, dificultando a própria estabilização dos preços que o Banco Central pretende alcançar.</p>
<p>O economista também argumenta que a presença elevada de títulos remunerados pela Selic reduz determinados riscos associados a uma queda dos juros. Como a remuneração desses papéis se ajusta automaticamente, a redução da taxa básica diminuiria os encargos financeiros sem provocar, na mesma proporção, os efeitos de valorização de títulos de remuneração fixa considerados em parte dos modelos teóricos.</p>
<p>Essa interpretação não constitui consenso na teoria econômica. Na abordagem predominante nos bancos centrais, a elevação dos juros reduz a demanda agregada por meio do encarecimento do crédito, da moderação do consumo e do investimento e da influência sobre as expectativas. Uma queda acentuada da Selic poderia produzir o efeito inverso, especialmente se a inflação permanecesse acima da meta.</p>
<p>O próprio Banco Central reconheceu, na ata da reunião de setembro, que as expectativas inflacionárias continuavam desancoradas e que os riscos para o cenário de preços exigiam cautela. Na ocasião, o Copom justificou a redução de 14% para 13,75% ao ano como compatível com a estratégia de convergência da inflação à meta, mas preservou a orientação de manter uma política monetária suficientemente restritiva.</p>
<h2>Reservas internacionais seriam utilizadas contra desvalorização do real</h2>
<p>Outro componente do modelo é a utilização das reservas internacionais para reduzir possíveis pressões cambiais decorrentes da queda dos juros. Lara Resende admite que taxas mais baixas poderiam diminuir o interesse de investidores estrangeiros por operações de arbitragem, nas quais recursos são direcionados a mercados que oferecem remuneração elevada.</p>
<p>A redução dessas operações, conhecidas como <em>carry trade</em>, pode pressionar a cotação do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank"  rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341759">dólar</a>. Uma desvalorização significativa do real tende a encarecer produtos importados e insumos utilizados pela indústria, com possíveis efeitos sobre os índices de inflação.</p>
<p>Para enfrentar esse risco, o economista sugere que o Banco Central anuncie previamente sua disposição de intervir no câmbio, utilizando parte das reservas internacionais, superiores a US$ 350 bilhões no período considerado pelo artigo. O objetivo seria suavizar oscilações mais intensas da moeda enquanto a política monetária estivesse em transição.</p>
<p>A eficácia dessa estratégia dependeria das condições financeiras e das expectativas dos investidores. As reservas permitem enfrentar movimentos de volatilidade, mas não eliminam necessariamente pressões persistentes de desvalorização. Intervenções sucessivas também exigiriam avaliar o custo de reduzir a proteção externa disponível para o país.</p>
<h2>Novo regime exigiria mudanças na estrutura da política monetária</h2>
<p>A criação do Conselho Fiscal e Monetário Nacional envolveria uma reorganização institucional relevante. Atualmente, o Conselho Monetário Nacional estabelece a meta de inflação, fixada em 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. O Banco Central é responsável por perseguir esse objetivo utilizando os instrumentos de política monetária, sobretudo a Selic.</p>
<p>A autonomia do Banco Central está prevista na Lei Complementar nº 179, de 2021, que define a estabilidade de preços como objetivo fundamental da instituição. Dependendo do desenho adotado, a criação de um órgão capaz de autorizar ou restringir decisões sobre os juros exigiria alterações na legislação e nas competências das autoridades responsáveis pela política econômica.</p>
<p>A proposta de Lara Resende, portanto, não poderia ser implementada integralmente apenas por meio de uma sequência de decisões do Copom. Além dos cortes de juros, seria necessário definir as atribuições do novo conselho, a relação com o atual Conselho Monetário Nacional e os mecanismos de responsabilidade pelo cumprimento das metas fiscais e inflacionárias.</p>
<p>O ponto mais sensível é a capacidade de reação diante de choques imprevistos. Uma faixa predeterminada para a Selic poderia aumentar a previsibilidade das decisões, mas também restringir a atuação da autoridade monetária em situações de aceleração inflacionária, desvalorização cambial ou deterioração das expectativas econômicas.</p>
<h2>Copom decide juros nesta quarta-feira, 4 de novembro</h2>
<p>A próxima decisão sobre a Selic será anunciada ao término da reunião do Copom, nesta quarta-feira, 4 de novembro. O encontro ocorre com a taxa básica em 13,75% ao ano e com indicadores fiscais que mostram aumento expressivo das despesas financeiras do setor público em comparação com 2025.</p>
<p>Não existe decisão oficial para substituir o regime monetário vigente pelo modelo apresentado por Lara Resende. A discussão permanece no campo das propostas de política econômica e de suas consequências potenciais para inflação, dívida pública e crescimento.</p>
<p>Os números mais recentes mostram, contudo, a dimensão do problema que motivou o economista. Enquanto o déficit primário corresponde a uma parcela relativamente pequena do PIB, os juros representam a maior parte do déficit nominal e continuam contribuindo para a expansão do endividamento.</p>
<p>A questão econômica central é determinar se uma redução programada e expressiva da Selic diminuiria suficientemente o custo da dívida para melhorar a confiança fiscal ou se provocaria pressões sobre preços, câmbio e remuneração dos títulos públicos. A resposta depende do comportamento dessas variáveis e da credibilidade das instituições encarregadas de executar a política econômica.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>André Lara Resende — artigo original “Eu Acuso: uma proposta para eliminar os juros absurdos”, publicado em 25 de setembro de 2026, com a fundamentação e os parâmetros do novo regime fiscal e monetário.</em></p>
<p><em>Banco Central do Brasil — Estatísticas Fiscais de setembro de 2026, divulgadas em 29 de outubro, com informações sobre juros nominais, déficit primário, déficit nominal e dívida bruta.</em></p>
<p><em>Secretaria do Tesouro Nacional — Relatório Mensal da Dívida Pública Federal de setembro de 2026 e divulgação institucional de 3 de novembro, com dados de estoque, composição, custo médio e vencimentos.</em></p>
<p><em>Banco Central do Brasil — Ata da 281ª reunião do Copom, realizada em setembro de 2026, com a avaliação da inflação, das expectativas econômicas e da política monetária.</em></p>
<p><em>Conselho Monetário Nacional — Resolução nº 5.141, de 26 de junho de 2024, que estabelece a meta contínua de inflação de 3% e seu intervalo de tolerância.</em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Fuga de Flávio Bolsonaro envolveu agência de turismo sob suspeita e ex-agente israelense, diz TV</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/fuga-flavio-bolsonaro-agencia-turismo-ex-agente-israelense</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carlos Menezes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Nov 2026 15:26:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Argentina]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições 2026]]></category>
		<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
		<category><![CDATA[fantástico]]></category>
		<category><![CDATA[Flávio Bolsonaro]]></category>
		<category><![CDATA[imigração]]></category>
		<category><![CDATA[inteligência israelense]]></category>
		<category><![CDATA[Puerto Iguazú]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ao menos três registros migratórios de Flávio Bolsonaro na Argentina foram revelados, e apontam agência de turismo e ex-integrante da inteligência israelense na viagem.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A saída de Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil, após sua derrota na eleição presidencial de 2026, envolveu uma operação logística com aeronaves particulares, deslocamentos pela Argentina e a presença de um homem apontado como ex-integrante do serviço de inteligência de Israel. A movimentação foi detalhada em investigação exibida pelo Fantástico, da TV Globo, no domingo, 1º de novembro, que revelou inconsistências nos registros migratórios e levantou dúvidas sobre a atuação de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341756">empresas</a> e intermediários responsáveis pelo transporte.</p>
<p>Entre os elementos apresentados estão três registros de entrada do senador na Argentina, realizados em um intervalo de 34 minutos com documentos diferentes, além da participação de uma agência de turismo cujo endereço cadastrado na Receita Federal corresponde a um estacionamento em Foz do Iguaçu, no Paraná. A reportagem também identificou a presença de um cidadão israelense com histórico de atuação na área de inteligência, que atravessou a fronteira em um veículo associado à mesma empresa.</p>
<p>A viagem ocorreu depois que Flávio Bolsonaro recebeu uma determinação judicial para entregar seus passaportes. O senador chegou aos Estados Unidos na manhã de 28 de outubro, acompanhado da mulher e das duas filhas. As circunstâncias da saída e os procedimentos realizados em território argentino passaram a provocar questionamentos sobre a eventual participação de agentes públicos e intermediários internacionais.</p>
<h2>Flávio Bolsonaro utilizou diferentes aeronaves na viagem</h2>
<p>Segundo a investigação do Fantástico, a operação foi organizada em trajetos separados para o senador e seus familiares. Flávio deixou Brasília às 5h05 de terça-feira, 27 de outubro, em um jato particular apontado como ligado ao advogado Willer Tomaz, com destino à região de Buenos Aires. Posteriormente, teria embarcado em outra aeronave para Puerto Iguazú, cidade argentina localizada na fronteira com Foz do Iguaçu.</p>
<p>A escolha de Puerto Iguazú foi considerada estratégica para a operação. O aeroporto internacional da cidade possui uma pista de aproximadamente 3.300 metros, capaz de receber aeronaves executivas de grande porte, permitindo a realização de voos internacionais sem necessidade de deslocamento até os principais terminais aeroportuários argentinos.</p>
<p>Enquanto o senador seguia pela rota aérea, integrantes de sua família teriam utilizado outro percurso, passando pelo oeste do Paraná antes de atravessar a fronteira terrestre. A divisão dos trajetos e o uso de aeronaves diferentes são apontados como características da operação, embora não haja comprovação pública de que todos os deslocamentos tenham sido planejados com a finalidade de evitar a fiscalização.</p>
<h2>Agência de turismo tinha estacionamento como endereço cadastrado</h2>
<p>Uma das empresas mencionadas na investigação foi a Dallas Turismo, identificada nos registros relacionados ao transporte terrestre realizado na região da tríplice fronteira. De acordo com o Fantástico, o endereço informado pela empresa à Receita Federal correspondia a um estacionamento, onde trabalhadores afirmaram que a agência nunca havia funcionado.</p>
<p>A descoberta levantou questionamentos sobre a estrutura operacional da empresa e sua participação nos deslocamentos realizados durante a viagem. A existência de um endereço cadastral sem funcionamento aparente, entretanto, não comprova isoladamente uma irregularidade, sendo necessário verificar a situação cadastral e a documentação dos serviços contratados.</p>
<p>A empresa negou ter transportado Flávio Bolsonaro. A investigação, porém, relacionou veículos utilizados na travessia à movimentação de pessoas próximas ao senador, o que tornou os registros de transporte e de entrada no território argentino parte central da apuração.</p>
<h2>Sistema argentino registrou três entradas do senador em 34 minutos</h2>
<p>Os registros migratórios apresentados pelo Fantástico revelaram uma sequência incomum de lançamentos relacionados à entrada de Flávio Bolsonaro na Argentina. O primeiro ocorreu às 22h37, com um passaporte italiano. Três minutos depois, às 22h40, houve outro registro, desta vez com uma carteira de motorista brasileira. Um terceiro lançamento foi realizado às 23h11, mediante apresentação de um passaporte brasileiro.</p>
<p>Os registros foram associados ao mesmo veículo, mas os dois lançamentos feitos com documentos brasileiros acabaram cancelados. Permaneceu válida apenas a entrada registrada com o passaporte italiano.</p>
<p>A investigação não esclareceu definitivamente por que o sistema migratório recebeu três lançamentos, quem realizou os cancelamentos ou se houve alguma determinação específica de autoridades argentinas. Essas informações são relevantes para compreender se os procedimentos decorreram de falhas administrativas ou de alguma intervenção deliberada.</p>
<p>Outra divergência está relacionada ao deslocamento do senador. Embora os registros indiquem uma entrada por via terrestre, a reportagem aponta que Flávio chegou a Puerto Iguazú em um voo procedente da região de Buenos Aires e permaneceu durante horas dentro da aeronave, aguardando a chegada dos familiares.</p>
<p>A diferença entre o deslocamento aéreo relatado e os registros de passagem terrestre tornou-se um dos principais pontos a esclarecer na reconstrução da viagem.</p>
<h2>Ex-integrante da inteligência israelense aparece na operação</h2>
<p>A investigação também identificou a presença de Menachem Booky Halevy, cidadão israelense apontado como ex-integrante de um serviço de inteligência de Israel. Ele teria cruzado a fronteira em outra van vinculada à operação, acompanhado de Roberto Jorge Alexandre, advogado que atuou na defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro.</p>
<p>De acordo com os registros apresentados pelo Fantástico, Halevy havia ingressado no Brasil em outubro pelo Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, e acumulava quatro passagens pelo país ao longo de 2026. A reportagem também mencionou sua presença em eventos com autoridades israelenses, incluindo o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.</p>
<p>O motorista responsável pelo transporte afirmou ter sido contratado apenas para conduzir passageiros de um posto de combustível em Foz do Iguaçu até o aeroporto de Puerto Iguazú. Ele negou ter transportado integrantes da família Bolsonaro e declarou não conhecer previamente as pessoas que estavam no veículo.</p>
<p>A presença de Halevy na travessia levantou dúvidas sobre a possibilidade de participação de profissionais especializados em operações de inteligência e segurança. Entretanto, os elementos divulgados não permitem concluir que ele tenha coordenado a saída do senador ou atuado oficialmente em nome de autoridades israelenses.</p>
<h2>Justiça argentina determina preservação de imagens da fronteira</h2>
<p>Os deslocamentos em Puerto Iguazú também despertaram questionamentos na Argentina. Informações divulgadas pela imprensa do país apontaram para a utilização de veículos com acesso diferenciado ao aeroporto e a possível participação de agentes responsáveis pela segurança e pela movimentação dos passageiros.</p>
<p>Segundo reportagem do jornal argentino Clarín, familiares de Flávio Bolsonaro teriam chegado ao aeroporto antes do horário inicialmente informado, em veículos cujos movimentos teriam sido organizados com apoio de agentes norte-americanos. A publicação mencionou ainda o acesso a uma área restrita do terminal, por uma entrada que permitiria alcançar diretamente a pista.</p>
<p>Essas informações permanecem sujeitas a confirmação independente. A reportagem também relatou a mobilização de diferentes veículos e aeronaves para assegurar alternativas caso o planejamento original não pudesse ser executado.</p>
<p>Diante das dúvidas, a Justiça argentina determinou a preservação de imagens das câmeras de segurança do aeroporto e dos pontos de passagem pela fronteira. O material poderá contribuir para identificar os veículos utilizados, os ocupantes e eventuais autorizações concedidas por agentes públicos.</p>
<p>O governo argentino não apresentou explicações detalhadas sobre os procedimentos adotados. Segundo o Fantástico, a Secretaria de Comunicação da Presidência informou que não tinha declarações a fazer sobre o episódio.</p>
<h2>Chegada aos Estados Unidos ocorreu com autorização temporária</h2>
<p>Flávio Bolsonaro e seus familiares desembarcaram em Miami na manhã de quarta-feira, 28 de outubro, em um jato particular. Segundo informações atribuídas a uma autoridade norte-americana, a entrada foi autorizada por meio do mecanismo conhecido como <em>parole</em>, instrumento que permite o ingresso temporário de estrangeiros nos Estados Unidos em determinadas circunstâncias.</p>
<p>A autorização não representa automaticamente a concessão de residência permanente nem, por si só, comprova que o deslocamento tenha sido organizado pelo governo norte-americano.</p>
<p>Uma análise publicada pelo The New York Times também levantou dúvidas sobre a documentação apresentada na chegada. Segundo o jornal, um registro público do governo dos Estados Unidos sugere a utilização de um número associado a um passaporte diplomático brasileiro anteriormente cancelado.</p>
<p>A possível utilização desse documento depende de esclarecimentos adicionais sobre os procedimentos de admissão adotados pelas autoridades migratórias norte-americanas.</p>
<p>O nome de Jason Miller, ligado ao governo de Donald Trump e que mantém contatos com Eduardo Bolsonaro, também apareceu nas informações sobre os preparativos da viagem. O alcance de sua eventual participação, entretanto, não foi esclarecido publicamente.</p>
<p>O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, negou que tivesse prestado auxílio à saída de Flávio Bolsonaro. Donald Trump, por sua vez, afirmou que não tomou partido na eleição presidencial brasileira.</p>
<h2>Flávio Bolsonaro afirma que não se arrepende de suas decisões</h2>
<p>Em manifestação divulgada nas redes sociais no domingo, 1º de novembro, Flávio Bolsonaro voltou a criticar as medidas judiciais adotadas depois da eleição e afirmou não se arrepender das decisões tomadas.</p>
<p>O senador relacionou sua situação à determinação de entrega dos passaportes, recebida depois de uma visita ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. A declaração ocorreu em meio à repercussão internacional de sua saída do país e aos questionamentos sobre a logística empregada na viagem.</p>
<p>A defesa contesta a caracterização do episódio como fuga e questiona informações divulgadas sobre o deslocamento. Já os relatos apresentados pelas investigações jornalísticas mantêm dúvidas sobre a contratação dos transportes, a atuação dos intermediários e a divergência entre os registros migratórios e os percursos efetivamente realizados.</p>
<p>A preservação das imagens de segurança e a análise dos documentos administrativos poderão contribuir para esclarecer a sequência dos acontecimentos. Até o momento, as informações divulgadas não estabelecem a responsabilidade individual de todos os envolvidos nem comprovam a existência de uma operação oficialmente coordenada por governos estrangeiros.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p>Fantástico, TV Globo — investigação exibida em 1º de novembro de 2026, com apresentação de informações e registros migratórios.</p>
<p>Direção Nacional de Migrações da Argentina — registros mencionados na investigação do Fantástico, sem verificação independente dos documentos originais.</p>
<p>Flávio Bolsonaro — manifestação pública divulgada em 1º de novembro de 2026.</p>
<p>Clarín — reportagem de Nicolás Wiñazki sobre os deslocamentos em território argentino.</p>
<p>The New York Times — análise de registro público norte-americano relacionado à documentação de entrada nos Estados Unidos.</p>
<p>Declarações públicas de Donald Trump e Marco Rubio sobre a viagem.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>PEC da Segurança volta ao Senado com impasse sobre redução da maioridade penal</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/pec-seguranca-senado-reducao-maioridade-penal</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carlos Menezes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Nov 2026 15:14:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Camilo Santana]]></category>
		<category><![CDATA[crime organizado.]]></category>
		<category><![CDATA[Davi Alcolumbre]]></category>
		<category><![CDATA[maioridade penal]]></category>
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		<category><![CDATA[PEC da Segurança Pública]]></category>
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		<category><![CDATA[Senado Federal]]></category>
		<category><![CDATA[sistema socioeducativo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>PEC da Segurança Pública volta ao Senado com impasse sobre redução da maioridade penal para 14 e 16 anos. Veja o que está em discussão.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A PEC da Segurança Pública volta à pauta do Senado nesta terça-feira (3), ainda sem acordo sobre um dos temas mais controversos de sua tramitação: a redução da maioridade penal. A proposta, apresentada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), deveria ter avançado em outubro, mas acabou adiada depois que senadores da oposição e da base governista apresentaram emendas para modificar as regras de responsabilização criminal de adolescentes.</p>
<p>A sessão deliberativa está marcada para as 14h. Na pauta oficial, a PEC 18/2025 aparece em fase de discussão em primeiro turno, com parecer favorável da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), mas ainda depende da análise das emendas apresentadas diretamente ao Plenário.</p>
<p>O impasse vai além da disputa entre governo e oposição. O senador Rogério Marinho (PL-RN) quer permitir que adolescentes de 14 anos respondam criminalmente por determinados delitos. Já Camilo Santana (PT-CE) apresentou uma alternativa que reduz a maioridade penal para 16 anos apenas em casos de crimes hediondos. A proposta do petista expôs diferenças de posicionamento dentro do próprio partido.</p>
<p>Para o governo, o problema imediato é o risco de a discussão atrasar uma reforma considerada essencial para ampliar a integração das forças policiais e reforçar o combate ao crime organizado. Se o Senado modificar o texto aprovado pelos deputados, a PEC terá de voltar à Câmara antes de ser promulgada.</p>
<h2>Oposição quer responsabilização criminal a partir dos 14 anos</h2>
<p>A proposta mais abrangente partiu de Rogério Marinho. Apresentada em 14 de outubro, a emenda 84 estabelece que a maioridade penal passe de 18 para 16 anos como regra geral, abrindo uma exceção ainda mais rigorosa para crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas, terrorismo e participação em organizações criminosas.</p>
<p>Nessas situações, a responsabilização criminal poderia começar aos 14 anos.</p>
<p>Hoje, a Constituição estabelece que menores de 18 anos são penalmente inimputáveis. Isso não significa ausência de responsabilização. Adolescentes que praticam atos infracionais estão sujeitos às medidas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), incluindo internação em unidades socioeducativas, semiliberdade, liberdade assistida e outras medidas determinadas pela Justiça.</p>
<p>A mudança defendida por Marinho permitiria que parte desses adolescentes passasse a responder segundo as regras do sistema penal. Seu alcance dependeria da redação constitucional aprovada e da legislação necessária para regulamentar a aplicação das novas disposições.</p>
<p>A alternativa apresentada por Camilo Santana é mais limitada. A emenda 87 preserva a maioridade penal aos 18 anos para a maioria dos delitos, mas admite a responsabilização a partir dos 16 anos quando houver prática de crime hediondo.</p>
<p>A distinção é relevante porque as duas propostas atingem grupos diferentes de adolescentes e tipos distintos de infração. Enquanto a emenda de Marinho altera a regra geral e cria uma exceção para jovens de 14 e 15 anos, a de Camilo concentra a mudança nos crimes considerados mais graves pela legislação.</p>
<p>Nenhuma das duas emendas integra, até o momento, o texto aprovado pela CCJ.</p>
<h2>Lula defende debate separado para evitar atraso na PEC</h2>
<p>A redução da maioridade penal não fazia parte do eixo central da proposta encaminhada pelo Executivo. O assunto chegou a ser discutido durante a tramitação na Câmara, mas acabou retirado do texto em meio às negociações entre lideranças partidárias.</p>
<p>A posição do presidente Lula também passou a integrar o debate. Durante uma sabatina eleitoral em 15 de outubro, ele declarou ser favorável à redução da maioridade penal para 16 anos em casos de crimes hediondos, mas defendeu que essa discussão ocorresse separadamente da PEC da Segurança Pública.</p>
<p>A distinção entre o posicionamento pessoal do presidente e a estratégia legislativa do governo tornou-se importante para a negociação no Senado. O Planalto pretende concluir a reforma sem incorporar dispositivos capazes de ampliar a resistência à proposta ou exigir novas votações na Câmara.</p>
<p>A controvérsia já havia provocado o primeiro adiamento. Em 15 de outubro, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), retirou a matéria da pauta diante da ausência de consenso sobre as emendas e os procedimentos necessários para sua apreciação.</p>
<p>A decisão transferiu a discussão para depois do segundo turno das eleições presidenciais, realizado em 25 de outubro.</p>
<p>O retorno ao Plenário ocorre agora em um ambiente político diferente, com o pleito encerrado e os parlamentares voltados para a definição das prioridades legislativas antes do fim do ano. Isso não elimina, porém, a resistência às mudanças sobre a maioridade penal.</p>
<p>Para aprovar qualquer uma das alternativas, os senadores precisarão reunir os votos necessários a uma alteração constitucional. A dificuldade não está apenas em alcançar esse apoio, mas em construir um texto que também possa ser aceito pela Câmara dos Deputados.</p>
<h2>PEC altera competências das polícias e amplia combate às facções</h2>
<p>A discussão sobre adolescentes acabou concentrando as atenções, embora a PEC tenha alcance muito maior. Seu objetivo principal é reorganizar a atuação do poder público na segurança, estabelecendo novas regras de cooperação entre União, estados, Distrito Federal e municípios.</p>
<p>Uma das mudanças previstas é a inclusão do Sistema Único de Segurança Pública (Susp) na Constituição. Instituído por lei em 2018, o sistema reúne mecanismos de articulação entre as instituições responsáveis pelo policiamento, investigação criminal, inteligência e execução de políticas de segurança.</p>
<p>A proposta busca dar maior estabilidade constitucional a essa estrutura e facilitar o compartilhamento de informações e a realização de operações conjuntas.</p>
<p>Também está prevista a ampliação das atribuições da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que poderá atuar no policiamento de ferrovias e hidrovias federais, além das rodovias. Outra disposição abre caminho para a criação de polícias municipais, com atividades de patrulhamento ostensivo e comunitário, observadas as exigências legais.</p>
<p>No enfrentamento às organizações criminosas, o texto estabelece parâmetros para um regime penal mais rigoroso, especialmente em relação a integrantes e lideranças de facções, milícias privadas e grupos paramilitares.</p>
<p>Entre os pontos previstos estão restrições a benefícios penais, regras específicas para o cumprimento de penas e medidas destinadas a atingir o patrimônio de organizações envolvidas em atividades criminosas.</p>
<p>A PEC também contempla mecanismos de proteção a vítimas, testemunhas e denunciantes, além de medidas voltadas à integração dos sistemas de inteligência e das políticas penitenciárias.</p>
<p>A aprovação da proposta não significaria a implementação automática de todas essas mudanças. Parte das regras dependerá de legislação complementar ou ordinária, além de adaptações administrativas nos órgãos responsáveis por sua execução.</p>
<h2>Senado retirou regra que destinava receitas das bets à segurança</h2>
<p>O financiamento das políticas públicas é outro ponto que pode dificultar um acordo entre as duas Casas do Congresso.</p>
<p>Quando a PEC passou pela Câmara, em março, os deputados incluíram uma regra de destinação progressiva de recursos provenientes das apostas de quota fixa, as chamadas bets, para fundos ligados à segurança pública e ao sistema penitenciário.</p>
<p>O mecanismo previa a ampliação gradual dessa participação até alcançar 30% da base de receitas estabelecida na proposta.</p>
<p>No Senado, o relator Rogério Carvalho (PT-SE) retirou o dispositivo durante a análise na CCJ. A mudança eliminou uma das fontes de financiamento previstas na versão aprovada pelos deputados.</p>
<p>Foi preservada, entretanto, a destinação de 10% do superávit financeiro do Fundo Social do Pré-Sal para a segurança pública, nos termos definidos pelo texto.</p>
<p>A questão orçamentária é particularmente importante porque a ampliação das competências policiais e a criação de novas estruturas administrativas exigem recursos para pessoal, equipamentos, inteligência e operações.</p>
<p>A proposta também interfere na distribuição de responsabilidades entre os entes federativos. Estados e municípios executam grande parte das políticas de segurança, mas dependem de mecanismos de cooperação e de financiamento para desenvolver ações conjuntas com a União.</p>
<p>Por isso, mesmo que o impasse sobre a maioridade penal seja superado, ainda haverá diferenças entre as versões da Câmara e do Senado que precisarão ser examinadas antes da conclusão da reforma.</p>
<h2>Roubo e tráfico representam 57% dos atos infracionais registrados no Sinase</h2>
<p>Os dados oficiais do sistema socioeducativo ajudam a dimensionar a discussão sobre a responsabilização criminal de adolescentes.</p>
<p>O Levantamento Nacional do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase) de 2025, divulgado pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania em 2026, contabilizou 13.367 atos infracionais associados a adolescentes submetidos a medidas de restrição ou privação de liberdade.</p>
<p>Roubo e tráfico de drogas responderam, juntos, por aproximadamente 57% desses registros. Foram 3.885 atos infracionais análogos a roubo, equivalentes a 29,1% do total, e 3.735 relacionados ao tráfico de drogas, correspondentes a 27,9%.</p>
<p>Os registros de homicídio somaram 1.310 ocorrências, ou 9,8%. Latrocínio respondeu por 179 casos, enquanto os atos infracionais análogos a estupro chegaram a 373, o equivalente a 2,8%.</p>
<p>Esses percentuais precisam ser interpretados com cuidado. O levantamento considera os atos infracionais associados a adolescentes que receberam medidas de restrição ou privação de liberdade. Não representa, portanto, a totalidade das infrações atribuídas a menores de idade no Brasil.</p>
<p>O relatório também identificou 12.203 adolescentes vinculados a essas medidas em agosto de 2025. Desse total, 8.124 estavam em internação, 2.493 em internação provisória, 314 em internação-sanção e 1.272 em semiliberdade.</p>
<p>São Paulo concentrava 5.283 adolescentes, ou 43,3% de todo o contingente contabilizado. O estado possuía, sozinho, mais de quatro em cada dez jovens registrados no levantamento.</p>
<p>Há uma ressalva importante: Minas Gerais não forneceu as informações necessárias para a pesquisa. Dessa forma, os números consolidados abrangem 25 estados e o Distrito Federal, sem incluir a população socioeducativa mineira.</p>
<p>A ausência desses dados limita comparações com anos anteriores e impede que o total seja tratado como um retrato integral do país.</p>
<p>O levantamento permite conhecer o perfil dos atos infracionais e a distribuição dos adolescentes no sistema socioeducativo. Não oferece, contudo, uma estimativa direta de quantos jovens passariam ao sistema prisional adulto caso alguma das emendas sobre a maioridade penal fosse aprovada.</p>
<p>Também não permite concluir, por si só, que a mudança reduziria ou aumentaria os índices de criminalidade. Para avaliar esses efeitos, seriam necessários estudos específicos sobre reincidência, capacidade prisional e resultados das diferentes políticas de responsabilização.</p>
<h2>Câmara aprovou reforma com ampla maioria em março</h2>
<p>A PEC da Segurança Pública chegou ao Senado depois de receber apoio expressivo dos deputados federais.</p>
<p>Em 4 de março de 2026, a Câmara aprovou o substitutivo em primeiro turno por 487 votos favoráveis, 15 contrários e uma abstenção. No segundo turno, foram 461 votos a favor e 14 contra.</p>
<p>A votação demonstrou apoio superior ao mínimo constitucional de 308 deputados, embora o número de votos favoráveis tenha diminuído entre as duas etapas.</p>
<p>No Senado, a proposta passou pela Comissão de Constituição e Justiça, sob relatoria de Rogério Carvalho. O parecer aprovado recomendou acolher algumas emendas, integral ou parcialmente, e rejeitar outras alterações apresentadas durante a tramitação.</p>
<p>As cinco emendas protocoladas diretamente no Plenário ainda exigem manifestação antes da deliberação definitiva sobre o texto.</p>
<p>Para acelerar o processo, os senadores aprovaram em 14 de outubro um calendário especial que dispensa parte das sessões de discussão normalmente exigidas entre as votações. O procedimento reduz as etapas regimentais, mas não modifica o quórum necessário à aprovação de uma emenda constitucional.</p>
<p>A PEC precisa reunir pelo menos 49 votos favoráveis em cada um dos dois turnos no Senado.</p>
<p>Se houver consenso e o texto aprovado for idêntico ao que já passou pela Câmara, a reforma poderá seguir para promulgação. Caso os senadores façam alterações de mérito, os dispositivos modificados terão de ser novamente analisados pelos deputados.</p>
<p>Essa possibilidade pesa sobre as negociações desta terça-feira. O governo pretende avançar na reorganização da segurança pública, enquanto parte dos senadores busca aproveitar a tramitação para modificar as regras de responsabilização criminal de adolescentes.</p>
<p>A definição sobre a maioridade penal será um dos pontos centrais do debate, mas o andamento da PEC também dependerá dos acordos sobre financiamento, competências policiais e demais alterações feitas durante sua passagem pelo Senado.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Senado Federal — PEC 18/2025, histórico de tramitação, emendas apresentadas em Plenário e parecer nº 61/2026 da Comissão de Constituição e Justiça.</em></p>
<p><em>Senado Federal — pauta oficial da sessão deliberativa de 3 de novembro de 2026 e Requerimento 713/2026, referente ao calendário especial de tramitação.</em></p>
<p><em>Câmara dos Deputados — registros oficiais das votações da PEC 18/2025, realizadas em 4 de março de 2026, e texto aprovado em segundo turno.</em></p>
<p><em>Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania — Levantamento Nacional do Sinase 2025, publicado em 2026, com estatísticas sobre atos infracionais e medidas socioeducativas.</em></p>
<p><em>Constituição Federal — artigos 60 e 228, que disciplinam a aprovação de emendas constitucionais e a inimputabilidade penal dos menores de 18 anos.</em></p>
<p><em>Presidência da República — Lei 8.069/1990, Estatuto da Criança e do Adolescente, e Lei 13.675/2018, que instituiu o Sistema Único de Segurança Pública.</em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Focus hoje: mercado eleva projeções de inflação, Selic e dólar para 2026</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/focus-hoje-3-novembro-2026-inflacao-selic-dolar</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Nov 2026 14:59:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Banco Central]]></category>
		<category><![CDATA[Boletim Focus]]></category>
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		<category><![CDATA[projeções econômicas]]></category>
		<category><![CDATA[Taxa Selic]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Focus hoje eleva projeções para inflação, Selic e dólar. IPCA de 2026 sobe para 5,22%, juros chegam a 13,50% e dólar é projetado a R$ 5,34.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O <strong>Boletim Focus divulgado nesta terça-feira, 3 de novembro de 2026</strong>, pelo Banco Central, mostrou uma elevação generalizada das expectativas do mercado financeiro para a inflação, a taxa básica de juros e a cotação do dólar. A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) neste ano subiu de 5,19% para 5,22%, enquanto a estimativa para a Selic avançou de 13,25% para 13,50% ao ano. A previsão para o câmbio registrou uma das maiores revisões da semana, passando de R$ 5,05 para R$ 5,34 por <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank"  rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341752">dólar</a>.</p>
<p>O levantamento reúne estimativas de instituições financeiras e consultorias econômicas coletadas até 30 de outubro. Trata-se da primeira edição com projeções consolidadas após o segundo turno das eleições presidenciais, realizado em 25 de outubro, que confirmou a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.</p>
<p>Além das revisões para 2026, o relatório apontou deterioração das expectativas para os próximos anos, especialmente em relação à inflação de 2027, cuja mediana passou de 4,34% para 4,76%. Os números indicam maior preocupação dos participantes da pesquisa com a persistência das pressões inflacionárias e a trajetória futura da <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341750">política</a> monetária.</p>
<p>As alterações nas expectativas ocorrem em um ambiente de volatilidade cambial, incertezas fiscais e reavaliação dos riscos econômicos. Embora o levantamento tenha sido realizado após a eleição, os dados não permitem atribuir todas as revisões exclusivamente ao resultado eleitoral.</p>
<h2>Focus eleva previsão da inflação para 5,22% em 2026</h2>
<p>A mediana das projeções para o IPCA de 2026 aumentou de 5,19% para 5,22%, permanecendo acima do limite superior de tolerância do regime de metas de inflação.</p>
<p>A meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional é de 3% ao ano, com margem de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Dessa forma, o intervalo permitido vai de 1,5% a 4,5%, enquanto a estimativa atual do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341754">mercado</a> supera o teto em 0,72 ponto percentual.</p>
<p>O avanço das expectativas foi ainda mais expressivo para 2027. A inflação projetada subiu de 4,34% para 4,76%, ultrapassando também o limite superior de tolerância.</p>
<p>Considerando apenas as estimativas atualizadas nos cinco dias úteis anteriores à pesquisa, a mediana para o IPCA de 2027 alcançou 4,85%, ante 4,47% na comparação anterior.</p>
<p>A revisão indica que parte dos economistas passou a projetar maior dificuldade para a convergência da inflação à meta, mesmo com a manutenção de juros elevados.</p>
<p>Para os anos seguintes, as estimativas também foram corrigidas para cima. A previsão de inflação para 2028 passou de 3,75% para 4%, enquanto a projeção para 2029 avançou de 3,50% para 3,98%.</p>
<p>O Banco Central trabalha com projeções próprias de inflação de 5,2% para 2026 e 3,9% para 2027, conforme o cenário divulgado na reunião de setembro do Comitê de Política Monetária (Copom).</p>
<h2>Selic projetada para 2026 sobe a 13,50% ao ano</h2>
<p>O relatório Focus também mostrou elevação nas expectativas para os juros básicos da <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank"  rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341751">economia</a>.</p>
<p>A mediana das estimativas para a Selic no encerramento de 2026 passou de 13,25% para 13,50% ao ano, após duas semanas de estabilidade.</p>
<p>Entre as 108 projeções atualizadas nos cinco dias úteis anteriores à divulgação, a estimativa para o fim deste ano aumentou de 13,25% para 13,75%.</p>
<p>A mudança ocorre na semana de uma nova reunião do Copom, que decidirá a trajetória imediata dos juros. Atualmente, a taxa Selic está em 13,75% ao ano, após cinco reduções consecutivas promovidas pelo Banco Central desde março.</p>
<p>A projeção agregada de 13,50% para dezembro indica que o mercado ainda contempla uma redução adicional de 0,25 ponto percentual até o encerramento do ano, embora o levantamento não determine em qual reunião essa eventual alteração ocorrerá.</p>
<p>Para 2027, a mediana das expectativas subiu de 11,75% para 12,50%. A revisão de 0,75 ponto percentual sugere uma trajetória de juros mais elevados durante o próximo ano.</p>
<p>As projeções também aumentaram para 2028, de 10% para 11%, e para 2029, de 10% para 10,25%.</p>
<p>O movimento sinaliza que os participantes do levantamento passaram a considerar necessário manter condições monetárias mais restritivas por um período prolongado.</p>
<h2>Previsão do dólar para 2026 dispara de R$ 5,05 para R$ 5,34</h2>
<p>Entre os indicadores acompanhados pelo Focus, o câmbio apresentou uma das maiores mudanças na comparação semanal.</p>
<p>A mediana das estimativas para o dólar em dezembro de 2026 passou de R$ 5,05 para R$ 5,34, alta de R$ 0,29 em relação ao levantamento anterior.</p>
<p>O reajuste equivale a aproximadamente 5,7% sobre a projeção precedente e acompanha a intensificação da volatilidade no mercado brasileiro de câmbio.</p>
<p>Entre as 86 instituições que atualizaram suas estimativas nos últimos cinco dias úteis, a mediana passou de R$ 5,00 para R$ 5,40.</p>
<p>A previsão para dezembro de 2027 também aumentou, de R$ 5,15 para R$ 5,40. Para 2028, a estimativa avançou de R$ 5,20 para R$ 5,40, enquanto a projeção para 2029 passou de R$ 5,28 para R$ 5,45.</p>
<p>É importante observar que os valores divulgados no Focus são expectativas para a média da taxa de câmbio durante dezembro de cada ano, e não previsões da cotação no último dia útil ou da taxa praticada no mercado nesta terça-feira.</p>
<p>A elevação das projeções cambiais é relevante para a inflação brasileira porque o dólar influencia os custos de importação, matérias-primas, combustíveis e componentes utilizados pela indústria.</p>
<p>Uma desvalorização persistente do real pode pressionar os preços internos, dependendo da intensidade do repasse cambial e das condições de oferta e demanda.</p>
<h2>Mercado reduz previsão de crescimento do PIB</h2>
<p>As revisões das expectativas de inflação, juros e dólar foram acompanhadas por perspectivas mais fracas para a atividade econômica.</p>
<p>A mediana das projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2026 caiu de 1,80% para 1,76%, enquanto a estimativa de crescimento para 2027 recuou de 1,31% para 1,20%.</p>
<p>Para 2028, a previsão passou de 1,81% para 1,80%. Já a estimativa para 2029 permaneceu em 2%.</p>
<p>A combinação de menor crescimento esperado e inflação mais elevada representa um cenário desafiador para a condução da política monetária.</p>
<p>Juros elevados tendem a encarecer o crédito para consumidores e <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341753">empresas</a>, afetando decisões de investimento, financiamento e consumo. Ao mesmo tempo, a persistência da inflação limita o espaço para reduções mais rápidas da Selic.</p>
<h2>Copom decide juros em meio à piora das expectativas</h2>
<p>A divulgação do Focus ocorre durante a semana de reunião do Comitê de Política Monetária, responsável por definir a taxa Selic.</p>
<p>Na reunião anterior, realizada em setembro, o colegiado reduziu os juros de 14% para 13,75% ao ano, dando continuidade ao ciclo de flexibilização monetária iniciado em março.</p>
<p>No comunicado daquela decisão, o Banco Central destacou o aumento das incertezas, a desancoragem das expectativas de inflação e a necessidade de cautela na condução da política monetária.</p>
<p>A nova rodada de projeções reforça a importância da comunicação do Copom sobre a trajetória dos juros e os riscos para a convergência da inflação à meta.</p>
<p>Além da decisão sobre a Selic, os investidores acompanharão as avaliações do Banco Central sobre o comportamento do câmbio, a atividade econômica e os fatores que podem influenciar os preços nos próximos meses.</p>
<p>O Focus representa as expectativas dos participantes da pesquisa, não uma previsão oficial do Banco Central nem uma garantia de realização dos indicadores. As projeções podem mudar semanalmente conforme a divulgação de novos dados econômicos e a evolução das condições de mercado.</p>
<p><strong>Fontes</strong></p>
<p>Banco Central do Brasil — Focus: Relatório de Mercado, data de referência de 30 de outubro de 2026, divulgado em 3 de novembro de 2026.</p>
<p>Banco Central do Brasil — Sistema Expectativas de Mercado, séries históricas de IPCA, Selic, câmbio e PIB.</p>
<p>Banco Central do Brasil — Relatório de Política Monetária, setembro de 2026.</p>
<p>Banco Central do Brasil — Comunicado da reunião do Copom de 16 de setembro de 2026.</p>
<p>Conselho Monetário Nacional — Resolução CMN nº 5.141, de 26 de junho de 2024, que estabelece a meta contínua de inflação.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Lucro da Aramco (2222) salta 35% no 3º trimestre e chega a US$ 36,3 bilhões</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/lucro-aramco-2222-terceiro-trimestre-2026</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandro Dias]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Nov 2026 14:28:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Arábia Saudita]]></category>
		<category><![CDATA[Aramco]]></category>
		<category><![CDATA[Aramco 2222]]></category>
		<category><![CDATA[dividendos]]></category>
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		<category><![CDATA[Lucro da Aramco]]></category>
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		<category><![CDATA[Oriente Médio.]]></category>
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		<category><![CDATA[resultados trimestrais]]></category>
		<category><![CDATA[Saudi Aramco]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Lucro da Aramco cresce 35% e atinge US$ 36,3 bilhões no 3º trimestre de 2026, impulsionado pelo petróleo, refino e venda de ativos.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>Saudi Aramco (2222)</strong> registrou lucro líquido de <strong>US$ 36,25 bilhões no terceiro trimestre de 2026</strong>, crescimento de 34,6% em relação aos US$ 26,94 bilhões apurados no mesmo período de 2025. O resultado divulgado nesta terça-feira (3) foi impulsionado pela valorização do petróleo, pela recuperação das margens de refino e por um ganho extraordinário com a venda de participação em uma empresa de petroquímica na Malásia, apesar das restrições à produção e ao transporte de petróleo provocadas pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio.</p>
<p>O lucro líquido ajustado, que exclui determinados efeitos extraordinários e não recorrentes, alcançou US$ 31,2 bilhões, avanço de 9% na comparação anual. A diferença entre o resultado contábil e o ajustado reflete, entre outros fatores, o reconhecimento de ganhos associados à reorganização do portfólio internacional da companhia.</p>
<p>A Aramco também anunciou a distribuição de US$ 21,9 bilhões em dividendos referentes ao terceiro trimestre, valor 3,5% superior ao registrado um ano antes. O pagamento está programado para o quarto trimestre e reforça a relevância da petrolífera para a arrecadação e o financiamento das atividades do governo da Arábia Saudita, seu principal acionista.</p>
<h2>Preço do petróleo e venda de ativos impulsionam lucro da Aramco</h2>
<p>O preço médio realizado pela Aramco nas vendas de petróleo bruto atingiu US$ 95,20 por barril entre julho e setembro, ante US$ 70,10 no terceiro trimestre de 2025. A valorização contribuiu para compensar a redução dos volumes comercializados e sustentar o crescimento das receitas.</p>
<p>A receita operacional da companhia alcançou aproximadamente US$ 123,8 bilhões, frente a US$ 103 bilhões no mesmo período do ano anterior, aumento de cerca de 20,2%.</p>
<p>Além dos preços mais elevados do petróleo e de produtos refinados e petroquímicos, o balanço foi beneficiado pela venda da participação da Aramco na PRefChem, empreendimento de refino e petroquímica desenvolvido em parceria com a Petronas, na Malásia.</p>
<p>A conclusão da operação, em setembro, gerou um ganho contábil de aproximadamente US$ 6,91 bilhões, segundo as demonstrações financeiras da petrolífera.</p>
<p>Esse efeito ajuda a explicar por que o lucro líquido total cresceu em ritmo significativamente superior ao lucro ajustado. A operação representa uma reorganização de ativos e não deve ser interpretada como aumento recorrente da rentabilidade operacional.</p>
<h2>Refino registra crescimento de 234% no resultado operacional</h2>
<p>O segmento de refino, petroquímica, distribuição e comercialização de combustíveis, conhecido como <em>downstream</em>, apresentou uma das maiores expansões de rentabilidade no balanço trimestral.</p>
<p>O lucro operacional ajustado antes de juros e tributos (EBIT) dessa divisão atingiu US$ 10,3 bilhões, ante US$ 3,09 bilhões no terceiro trimestre de 2025, crescimento de 234%.</p>
<p>De acordo com a Aramco, o resultado foi sustentado principalmente pelo fortalecimento das margens de refino, que compensou parcialmente as dificuldades enfrentadas nas atividades de exploração e produção.</p>
<p>No segmento de <em>upstream</em>, responsável pela produção de petróleo e gás natural, o EBIT ajustado recuou de US$ 51,49 bilhões para US$ 46,81 bilhões na comparação anual.</p>
<p>A retração foi atribuída à redução dos volumes de petróleo comercializados e ao aumento dos royalties de produção, parcialmente compensados pela valorização internacional do barril.</p>
<h2>Produção de petróleo da Aramco cai em meio à crise no Oriente Médio</h2>
<p>A produção total de hidrocarbonetos da Aramco alcançou aproximadamente 11,05 milhões de barris de óleo equivalente por dia no terceiro trimestre, abaixo dos 13,27 milhões registrados no mesmo período de 2025.</p>
<p>A produção de líquidos, que inclui petróleo bruto, condensado e líquidos de gás natural, ficou em 8,7 milhões de barris diários, ante 10,82 milhões um ano antes.</p>
<p>A redução ocorreu em um ambiente marcado por restrições logísticas, ataques contra instalações energéticas e interrupções no fluxo regional de petróleo.</p>
<p>O Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para exportação de energia do Golfo Pérsico, permanece no centro das preocupações sobre a segurança do abastecimento internacional.</p>
<p>A companhia informou que algumas de suas instalações e de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341749">empresas</a> afiliadas foram alvo de ataques durante o trimestre e após seu encerramento. Até 30 de setembro, a avaliação da administração era de que esses episódios não deveriam provocar impactos materiais sobre sua posição financeira, seus resultados ou seu fluxo de caixa.</p>
<p>A petrolífera ressalvou, entretanto, que continuará avaliando os efeitos operacionais e financeiros dos acontecimentos.</p>
<h2>Oleoduto Leste-Oeste ajuda Aramco a manter exportações</h2>
<p>Para reduzir a exposição às dificuldades de navegação no Golfo Pérsico, a Aramco intensificou a utilização de sua infraestrutura de transporte terrestre, especialmente o Oleoduto Leste-Oeste.</p>
<p>O sistema conecta regiões produtoras do leste da Arábia Saudita às instalações de exportação na costa do Mar Vermelho, permitindo o escoamento de petróleo por rotas alternativas ao Estreito de Ormuz.</p>
<p>Segundo o relatório trimestral, o oleoduto enfrentou interrupções durante o período, mas a configuração de múltiplas linhas permitiu restabelecer rapidamente os carregamentos na região ocidental do país.</p>
<p>A companhia registrou índice de confiabilidade no fornecimento de 97,8% no terceiro trimestre. O indicador mede a proporção dos volumes contratados que foram entregues dentro do intervalo previsto, considerando os critérios operacionais utilizados pela empresa.</p>
<p>O diretor-presidente da Aramco, Amin H. Nasser, afirmou que a empresa continua avaliando novas instalações de armazenamento no exterior e rotas alternativas de exportação para fortalecer sua rede internacional de abastecimento.</p>
<p>A estratégia busca ampliar a capacidade de resposta da companhia diante de interrupções prolongadas no transporte de energia e reduzir sua dependência de corredores logísticos sujeitos a riscos geopolíticos.</p>
<h2>Aramco anuncia US$ 21,9 bilhões em dividendos e melhora geração de caixa</h2>
<p>A Aramco declarou dividendos básicos de aproximadamente US$ 21,9 bilhões referentes ao terceiro trimestre, aumento de 3,5% em relação ao pagamento equivalente do ano anterior.</p>
<p>O fluxo de caixa proveniente das atividades operacionais atingiu US$ 38,7 bilhões, comparado a US$ 36,1 bilhões no terceiro trimestre de 2025.</p>
<p>Já o fluxo de caixa livre, indicador que considera os recursos disponíveis após os investimentos de capital, cresceu de US$ 23,6 bilhões para US$ 28,2 bilhões, avanço próximo de 20%.</p>
<p>O índice de endividamento líquido utilizado pela companhia, denominado <em>gearing</em>, recuou de 6,2% no encerramento de junho para 5,5% em setembro.</p>
<p>Nos primeiros nove meses de 2026, a Aramco acumulou lucro líquido de US$ 101,5 bilhões, enquanto o fluxo de caixa livre somou US$ 59,1 bilhões.</p>
<p>O desempenho reforça a capacidade de distribuição de dividendos e financiamento de investimentos, embora os resultados permaneçam expostos à volatilidade dos preços internacionais do petróleo e às condições de operação no Oriente Médio.</p>
<h2>Investimentos em gás natural ganham importância na estratégia da Aramco</h2>
<p>Paralelamente às operações de petróleo, a Aramco mantém projetos para ampliar a produção de gás natural e diversificar seu portfólio energético.</p>
<p>A empresa pretende elevar sua capacidade de produção de gás comercializável em aproximadamente 80% até 2030, tomando como referência os níveis de 2021, conforme as condições de demanda e a execução de projetos ainda sujeitos a decisões de investimento.</p>
<p>Um dos principais empreendimentos é o campo de Jafurah, cuja segunda fase está prevista para conclusão em 2027. A expectativa da companhia é alcançar produção sustentável de 2 bilhões de pés cúbicos diários de gás comercializável nesse projeto até 2030, além de volumes adicionais de etano, condensado e líquidos de gás natural.</p>
<p>A expansão da planta de Fadhili também continua em andamento, com previsão de acrescentar capacidade de processamento de 1,5 bilhão de pés cúbicos diários de gás bruto em 2027.</p>
<p>No segmento de petróleo, a Aramco iniciou em outubro a produção associada ao projeto de expansão de Zuluf. A instalação deverá alcançar capacidade de processamento de até 600 mil barris diários de petróleo bruto até o encerramento de 2026.</p>
<p>Os investimentos fazem parte da estratégia de preservar a capacidade produtiva da companhia e ampliar a flexibilidade operacional diante de mudanças na demanda por energia.</p>
<p>A combinação de preços internacionais mais elevados, maior rentabilidade no refino e resultados extraordinários permitiu à Aramco ampliar o lucro no terceiro trimestre, mesmo com a produção abaixo dos níveis observados um ano antes. A evolução dos conflitos regionais, a segurança das exportações e a capacidade de manter os fluxos de fornecimento permanecem entre os principais fatores para o desempenho da companhia nos próximos trimestres.</p>
<p><strong>Fontes</strong></p>
<p>Saudi Aramco — Comunicado oficial de resultados do terceiro trimestre de 2026, divulgado em 3 de novembro de 2026.</p>
<p>Saudi Aramco — Third Quarter and Nine Months Interim Report 2026, demonstrações financeiras consolidadas e informações operacionais.</p>
<p>Saudi Aramco — Relações com Investidores, indicadores financeiros, produção de hidrocarbonetos e dividendos do terceiro trimestre de 2026.</p>
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		<item>
		<title>Primeira parcela do 13º salário deve ser paga até 30 de novembro; veja quem recebe</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/primeira-parcela-13-salario-2026-data-quem-recebe</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Daniel Wicker]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Nov 2026 14:14:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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		<category><![CDATA[13º Salário]]></category>
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		<category><![CDATA[trabalho]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Primeira parcela do 13º salário de 2026 deve ser paga até 30 de novembro. Veja quem tem direito, como calcular o valor e quando sai a segunda parcela.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>primeira parcela do 13º salário de 2026 deve ser paga até 30 de novembro</strong>, uma segunda-feira, aos trabalhadores que ainda não receberam o adiantamento da gratificação natalina. O benefício é garantido pela legislação trabalhista brasileira e corresponde, para quem trabalhou durante todo o ano, ao valor de uma remuneração mensal. O pagamento pode ser dividido em duas parcelas, com a segunda prevista para dezembro.</p>
<p>A Lei nº 4.749, de 1965, estabelece que o adiantamento deve ocorrer entre fevereiro e novembro. As <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341748">empresas</a> podem escolher o mês do pagamento dentro desse período e não precisam depositar a primeira parcela simultaneamente para todos os funcionários. Quem já recebeu a antecipação durante o ano não terá direito a um novo pagamento em novembro.</p>
<p>O 13º salário é assegurado aos empregados com vínculo formal, incluindo trabalhadores urbanos, rurais e domésticos. Aposentados e pensionistas também podem receber a gratificação, mas o calendário do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) é diferente daquele aplicado aos empregados da iniciativa privada.</p>
<h2>Quando será paga a primeira parcela do 13º salário em 2026?</h2>
<p>O prazo para o pagamento da primeira parcela termina em <strong>30 de novembro de 2026</strong>. O valor normalmente corresponde à metade da remuneração utilizada como base para o cálculo da gratificação, considerando a proporcionalidade quando o empregado não trabalhou durante todo o ano.</p>
<p>Já a segunda parcela tem prazo legal até 20 de dezembro. Em 2026, a data cai em um domingo, razão pela qual o pagamento deve ser programado para sexta-feira, 18 de dezembro, último dia útil anterior ao vencimento, evitando atrasos.</p>
<p>A legislação também permite que o trabalhador solicite o adiantamento do 13º salário por ocasião das férias. Para assegurar esse pagamento, o pedido deve ser apresentado em janeiro do respectivo ano.</p>
<p>Outra possibilidade é a quitação integral da gratificação até 30 de novembro, procedimento admitido nas orientações oficiais do eSocial.</p>
<h2>Quem tem direito ao 13º salário?</h2>
<p>O benefício é devido aos trabalhadores contratados pelo regime da Consolidação das Leis do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/trabalho" target="_blank"  rel="noopener" title="Trabalho" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341747">Trabalho</a> (CLT), incluindo empregados domésticos, rurais e aprendizes.</p>
<p>O direito também alcança trabalhadores contratados durante o ano, desde que tenham cumprido pelo menos 15 dias de serviço no mês. Nesse caso, o pagamento é proporcional ao período trabalhado.</p>
<p>Servidores públicos também podem receber gratificação natalina, conforme as regras aplicáveis a seus vínculos e os calendários definidos pelos respectivos órgãos.</p>
<p>Para os empregados com contrato formal, o cálculo considera a remuneração e pode incluir parcelas variáveis de natureza salarial, como comissões, horas extras e adicionais habituais.</p>
<h2>Como calcular o valor do 13º salário?</h2>
<p>O cálculo do 13º salário considera a remuneração devida ao trabalhador e o número de meses computados ao longo do ano.</p>
<p>A fórmula básica consiste em dividir o salário bruto por 12 e multiplicar o resultado pela quantidade de meses trabalhados. Cada mês com pelo menos 15 dias de serviço conta como um mês completo para essa finalidade.</p>
<p>Um empregado que recebe R$ 3.000 mensais e trabalhou durante todo o ano terá direito a R$ 3.000 de gratificação bruta. Nesse exemplo, a primeira parcela será de R$ 1.500, enquanto a segunda corresponderá ao saldo, com os descontos legais aplicáveis.</p>
<p>Se o mesmo trabalhador tiver completado apenas seis meses de serviço no ano, o benefício proporcional será de R$ 1.500, considerando remuneração fixa e ausência de outras parcelas salariais. O adiantamento corresponderá, nesse exemplo, a R$ 750.</p>
<p>Para empregados com remuneração variável, como comissões e horas extras, o cálculo exige a apuração das médias correspondentes. Eventuais diferenças relativas a dezembro podem ser ajustadas até 10 de janeiro do ano seguinte.</p>
<h2>Primeira parcela do 13º salário tem desconto de INSS e Imposto de Renda?</h2>
<p>O adiantamento do 13º salário é pago sem os descontos de contribuição previdenciária e Imposto de Renda.</p>
<p>Essas deduções são consideradas na apuração da segunda parcela, conforme as alíquotas e regras aplicáveis à remuneração do empregado.</p>
<p>Por esse motivo, o valor líquido recebido em dezembro pode ser inferior ao depositado na primeira parcela. A diferença depende da faixa de contribuição ao INSS, da incidência de Imposto de Renda e de eventuais ajustes na remuneração.</p>
<p>O empregador também deve recolher o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) incidente sobre as parcelas do 13º salário, de acordo com as normas de recolhimento. Esse encargo não representa desconto no valor recebido pelo trabalhador.</p>
<h2>Aposentados e pensionistas do INSS recebem 13º salário em novembro?</h2>
<p>O calendário dos beneficiários do INSS é diferente do aplicado aos trabalhadores com carteira assinada.</p>
<p>Em 2026, o governo federal antecipou o pagamento do 13º salário para aposentados, pensionistas e demais beneficiários elegíveis que já recebiam seus benefícios até abril. As parcelas foram depositadas nos meses de abril e maio.</p>
<p>Segundo o INSS, os segurados que começaram a receber benefícios a partir de maio terão o abono anual pago conforme o calendário da competência de novembro, desde que a modalidade do benefício assegure esse direito.</p>
<p>Os pagamentos dessa competência estão previstos entre <strong>24 de novembro e 7 de dezembro de 2026</strong>, de acordo com o número final do benefício e a faixa de renda do segurado.</p>
<p>O pagamento é proporcional ao período de recebimento nos casos previstos pela legislação previdenciária.</p>
<p>Beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas) não recebem 13º salário, porque se trata de um benefício assistencial, sem previsão de gratificação natalina.</p>
<h2>Quem não tem direito ao 13º salário?</h2>
<p>A legislação não assegura automaticamente o 13º salário aos profissionais que trabalham sem vínculo empregatício, como autônomos, freelancers e prestadores de serviços contratados como pessoas jurídicas.</p>
<p>Estagiários também não possuem direito obrigatório à gratificação, conforme as regras específicas do contrato de estágio. O pagamento pode ocorrer voluntariamente, mas não constitui uma exigência geral da legislação.</p>
<p>Trabalhadores demitidos por justa causa não têm direito ao 13º salário proporcional referente à rescisão. Já aqueles dispensados sem justa causa recebem a parcela proporcional correspondente ao período trabalhado, observadas as regras legais.</p>
<p>Nos casos de trabalhadores sem carteira assinada, a ausência de registro não elimina direitos quando existe uma relação de emprego efetiva. Se o vínculo empregatício for reconhecido, o 13º salário poderá ser devido.</p>
<h2>O que fazer se a empresa não pagar o 13º salário no prazo?</h2>
<p>O trabalhador que não receber o adiantamento até 30 de novembro pode procurar inicialmente o setor de recursos humanos da empresa para solicitar esclarecimentos sobre o pagamento.</p>
<p>Se a irregularidade persistir, é possível buscar orientação junto ao sindicato da categoria ou registrar denúncia trabalhista nos canais oficiais do Ministério do Trabalho e Emprego.</p>
<p>O descumprimento dos prazos pode sujeitar o empregador à fiscalização e às penalidades previstas na legislação, além da cobrança judicial dos valores devidos.</p>
<p>A gratificação natalina é um direito assegurado pela Constituição Federal e regulamentado pelas Leis nº 4.090/1962 e nº 4.749/1965, além do Decreto nº 10.854/2021.</p>
<p><strong>Fontes</strong></p>
<p>Lei nº 4.090, de 13 de julho de 1962 — Instituição da gratificação natalina.</p>
<p>Lei nº 4.749, de 12 de agosto de 1965 — Regras para pagamento do 13º salário.</p>
<p>Decreto nº 10.854, de 10 de novembro de 2021 — Regulamentação da gratificação natalina.</p>
<p>Ministério do Trabalho e Emprego — Orientações oficiais sobre direitos trabalhistas e pagamento do 13º salário.</p>
<p>eSocial — Manual do Empregador Doméstico e orientações sobre o pagamento das parcelas do 13º salário.</p>
<p>Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) — Comunicado de 9 de julho de 2026 sobre pagamento do abono anual aos beneficiários com concessões a partir de maio.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Ibovespa hoje: Bolsa abre em queda com eleições nos EUA e decisão do Copom no radar</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Nov 2026 14:00:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[B3]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsa de valores]]></category>
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		<category><![CDATA[dolar hoje]]></category>
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		<category><![CDATA[Ibovespa Futuro]]></category>
		<category><![CDATA[Ibovespa hoje]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado Financeiro]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[midterms 2026]]></category>
		<category><![CDATA[Petrobras PETR4]]></category>
		<category><![CDATA[Selic]]></category>
		<category><![CDATA[Vale (VALE3)]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ibovespa hoje, 3 de novembro: índice futuro cai 1,57%, com eleições nos EUA, decisão do Copom, alta do dólar e cenário fiscal no radar.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O <strong>Ibovespa hoje, terça-feira (3 de novembro de 2026)</strong>, inicia o primeiro pregão da semana sob pressão, após o feriado de Finados, em meio às eleições legislativas de meio de mandato nos Estados Unidos e à expectativa pela decisão sobre a taxa Selic no Brasil. Às 9h03, o <strong><a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank" rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341745">Ibovespa</a> Futuro recuava 1,57%, aos 167.820 pontos</strong>, sinalizando um início de sessão negativo para o mercado brasileiro.</p>
<p>O movimento ocorre após uma semana de fortes perdas na Bolsa brasileira, marcada pela reação dos investidores ao resultado das eleições presidenciais e pelas incertezas sobre a condução da <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341744">política</a> fiscal. A deterioração das expectativas para inflação, juros e câmbio também influencia a avaliação dos ativos nacionais.</p>
<p>Na segunda-feira (2), enquanto a B3 permanecia fechada, ações de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341746">empresas</a> brasileiras negociadas nos Estados Unidos registraram perdas. Os recibos de ações da Petrobras (PETR3; PETR4) estiveram entre os destaques negativos, com recuo de 4,04% dos ADRs da companhia, ampliando a cautela antes da reabertura do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341831">mercado</a> doméstico.</p>
<p>Além dos fatores econômicos, o pregão desta terça-feira marca a entrada em vigor dos novos horários de negociação da B3, que passa a encerrar as operações regulares do mercado de ações às 17h55.</p>
<h2>Ibovespa hoje começa pressionado após feriado de Finados</h2>
<p>O retorno das negociações ocorre em um ambiente de maior aversão ao risco, depois das perdas acumuladas pelo mercado brasileiro na última semana de outubro.</p>
<p>O Ibovespa registrou forte desvalorização após o segundo turno das eleições presidenciais, realizado em 25 de outubro, diante das dúvidas sobre a política econômica que será adotada no próximo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.</p>
<p>Entre as principais preocupações estão a trajetória das despesas públicas, o equilíbrio fiscal, as perspectivas de endividamento do governo e os possíveis reflexos sobre a inflação e os juros.</p>
<p>Esses fatores afetam diretamente a avaliação das empresas listadas na B3. Expectativas de juros mais elevados tendem a aumentar o custo de financiamento das companhias e reduzir a atratividade relativa das ações diante de investimentos em renda fixa.</p>
<p>A queda do Ibovespa Futuro nos primeiros <a class="wpil_keyword_link" title="Negócios" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341742">negócios</a> desta terça-feira também reflete a necessidade de ajuste das cotações locais aos movimentos registrados nos mercados internacionais durante o feriado brasileiro.</p>
<p>O contrato futuro representa uma negociação de expectativas para o comportamento do índice e não corresponde, necessariamente, à variação do Ibovespa no mercado à vista.</p>
<h2>Copom inicia reunião com Selic em 13,75% ao ano</h2>
<p>No cenário doméstico, a principal referência para os investidores é a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para os dias 3 e 4 de novembro.</p>
<p>O Banco Central chega ao encontro com a taxa Selic em 13,75% ao ano, após a redução de 0,25 ponto percentual anunciada em setembro.</p>
<p>A decisão ocorrerá em um ambiente de pressão sobre o câmbio e de revisão das expectativas econômicas, fatores que podem influenciar a velocidade dos próximos cortes de juros.</p>
<p>Na pesquisa Focus divulgada nesta terça-feira, a mediana das projeções do mercado financeiro para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026 avançou de 5,19% para 5,22%.</p>
<p>A estimativa para o <a class="wpil_keyword_link" title="Dólar" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341743">dólar</a> ao fim do ano subiu de R$ 5,05 para R$ 5,34, enquanto a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) recuou de 1,80% para 1,76%.</p>
<p>Para a Selic, a expectativa de encerramento de 2026 passou de 13,25% para 13,50% ao ano.</p>
<p>Os números indicam uma combinação de perspectivas de inflação mais elevada, crescimento econômico menor e condições monetárias mais restritivas do que as anteriormente projetadas.</p>
<p>A decisão do Copom será divulgada nesta quarta-feira (4), após o encerramento de sua reunião.</p>
<h2>Eleições nos Estados Unidos influenciam mercados globais</h2>
<p>No exterior, os investidores acompanham as eleições legislativas de meio de mandato nos Estados Unidos, conhecidas como <em>midterms</em>, realizadas nesta terça-feira.</p>
<p>A votação renovará as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e parte do Senado americano, definindo a composição do Congresso para os dois anos finais do atual mandato presidencial.</p>
<p>O resultado poderá alterar o equilíbrio de forças entre republicanos e democratas, com possíveis consequências para a aprovação de propostas fiscais, políticas comerciais e medidas de regulamentação econômica.</p>
<p>Para os mercados financeiros, a composição do Congresso é relevante porque influencia a capacidade do governo americano de aprovar mudanças em impostos, gastos públicos e regras aplicáveis às empresas.</p>
<p>Na abertura dos negócios internacionais, os contratos futuros dos principais índices de Wall Street apresentavam desempenho misto.</p>
<p>O Dow Jones Futuro recuava 0,79%, enquanto o S&amp;P 500 Futuro registrava queda de 0,14%. O Nasdaq Futuro avançava 0,28%, refletindo comportamento diferente entre os segmentos do mercado americano.</p>
<p>O desfecho das eleições e seus possíveis efeitos sobre a política fiscal dos Estados Unidos devem permanecer entre os fatores acompanhados pelos investidores ao longo da sessão.</p>
<h2>Dólar futuro sobe e petróleo volta a avançar</h2>
<p>No mercado de câmbio, o dólar futuro registrava valorização de 1,12% na abertura das negociações da B3, com cotação próxima de R$ 5,532.</p>
<p>A alta ocorre após a forte valorização da moeda americana frente ao real na última semana de outubro, período marcado pelo aumento da percepção de risco sobre os ativos brasileiros.</p>
<p>A valorização do dólar influencia os preços de produtos importados e pode elevar as expectativas de inflação, especialmente quando o movimento cambial se prolonga.</p>
<p>No mercado internacional de commodities, o petróleo voltou a subir nesta terça-feira, após perdas superiores a 7% na sessão anterior.</p>
<p>As cotações refletem preocupações com o abastecimento global diante da continuidade do conflito envolvendo Estados Unidos e Irã, incluindo riscos às operações energéticas na região do Golfo Pérsico.</p>
<p>Para a Bolsa brasileira, os preços internacionais do petróleo têm importância especial em razão do peso das ações da Petrobras na composição do Ibovespa.</p>
<p>O minério de ferro, por outro lado, apresentou perdas no mercado chinês, pressionado pelas perspectivas de maior oferta e pela demanda enfraquecida da indústria siderúrgica.</p>
<p>A commodity é uma referência importante para empresas brasileiras de mineração, especialmente a Vale (VALE3).</p>
<h2>B3 amplia horário de negociação a partir desta terça-feira</h2>
<p>O pregão de 3 de novembro também marca uma mudança operacional na Bolsa brasileira.</p>
<p>De acordo com comunicado oficial da B3, as negociações regulares no mercado de ações passam a ocorrer das 10h às 17h55, seguidas pelo leilão de fechamento entre 17h55 e 18h.</p>
<p>A alteração acompanha o encerramento do horário de verão nos Estados Unidos, ocorrido em 1º de novembro, e busca manter o alinhamento entre os horários de funcionamento dos mercados brasileiro e americano.</p>
<p>Os contratos futuros de Ibovespa e mini-índice são negociados das 9h às 18h25, conforme a grade operacional da Bolsa.</p>
<p>As mudanças também abrangem opções, recibos de ações estrangeiras (BDRs), fundos de índice (ETFs) e determinados contratos de derivativos.</p>
<p>Segundo a B3, não haverá sessão regular de after-market para ações, ressalvadas situações específicas relacionadas ao vencimento de opções.</p>
<h2>O que acompanhar no Ibovespa nesta terça-feira</h2>
<p>Ao longo do pregão, os investidores deverão acompanhar a evolução do dólar, dos contratos futuros de juros, das ações de maior peso no Ibovespa e das bolsas internacionais.</p>
<p>A reunião do Copom representa o principal evento de política monetária no Brasil, enquanto as eleições americanas concentram as atenções sobre o ambiente externo.</p>
<p>As oscilações das ações de Petrobras (PETR4), Vale (VALE3) e dos grandes bancos também poderão influenciar o desempenho do índice, dada sua representatividade na carteira teórica da B3.</p>
<p>O comportamento do mercado deverá refletir a combinação de fatores políticos, expectativas fiscais, condições financeiras e preços das commodities.</p>
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		<title>B3 muda horário nesta terça (3) e pregão de ações passa a terminar às 18h</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/b3-novo-horario-negociacao-acoes-2026</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Nov 2026 13:34:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>B3 amplia horário de negociação nesta terça-feira (3). Veja os novos horários do pregão de ações, Ibovespa, mini-índice e contratos futuros.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>B3, bolsa de valores brasileira, passa a operar com novos horários de negociação a partir desta terça-feira, 3 de novembro de 2026</strong>, ampliando em uma hora o pregão de ações e modificando o funcionamento de contratos futuros, opções e outros ativos. A alteração acompanha o encerramento do horário de verão nos Estados Unidos, ocorrido no domingo (1º), e busca manter a sincronização das operações brasileiras com os principais mercados financeiros internacionais.</p>
<p>Com a mudança, a negociação regular de ações permanece com abertura às 10h, mas passa a terminar às 17h55. Em seguida, ocorre o leilão de fechamento, conhecido como <em>call de fechamento</em>, entre 17h55 e 18h. Anteriormente, o período regular de negociação terminava às 16h55, com encerramento do pregão às 17h.</p>
<p>O novo calendário foi estabelecido pela B3 no Ofício Circular 050/2026-VNC, publicado em 13 de outubro, e confirmado em comunicado divulgado pela companhia no dia 28. As regras abrangem os mercados de bolsa e balcão organizado, com horários específicos de acordo com a categoria de cada ativo.</p>
<h2>Quais são os novos horários de negociação da B3?</h2>
<p>No mercado à vista, que reúne ações de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341738">empresas</a> listadas, a fase de pré-abertura continua ocorrendo entre 9h45 e 10h. A negociação regular começa às 10h e segue até 17h55, enquanto o leilão de fechamento termina às 18h.</p>
<p>O procedimento de cancelamento de ofertas poderá ser realizado entre 9h30 e 9h45 e, após o encerramento do pregão, entre 18h25 e 18h45. Esse último período não representa uma extensão das negociações, mas uma etapa operacional destinada ao gerenciamento de ordens.</p>
<p>As mudanças também atingem outros instrumentos financeiros. No <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341755">mercado</a> de opções sobre ações, a negociação regular termina às 17h55, mas o call de fechamento se estende até 18h15. Já os recibos de ações estrangeiras, conhecidos como BDRs, e os fundos de índice negociados em bolsa, chamados ETFs, seguem grades próprias.</p>
<p>A B3 informou que não haverá sessão regular de <em>after-market</em> para ações com a nova programação. A exceção ocorre em datas específicas de vencimento de opções, quando são aplicados procedimentos extraordinários previstos nas regras da bolsa.</p>
<h2>Mini-índice e contratos futuros também terão novos horários</h2>
<p>O mercado de derivativos também passa por ajustes a partir de 3 de novembro. Os contratos futuros de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank" rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341740">Ibovespa</a> (IND) e mini-índice (WIN), utilizados por investidores para negociar expectativas sobre o comportamento do principal índice da bolsa, terão negociação normal das 9h às 18h25.</p>
<p>O mesmo intervalo será adotado para os contratos futuros de Small Cap e Micro Ibovespa B3 BR+. Nas datas de vencimento, entretanto, determinados contratos terão encerramento antecipado, conforme as regras específicas estabelecidas pela B3.</p>
<p>Os derivativos ligados ao <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank" rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341741">dólar</a>, às commodities e a outros índices financeiros também possuem horários próprios. Por isso, investidores que negociam diferentes produtos devem observar a grade correspondente a cada contrato, já que o encerramento das operações não ocorre simultaneamente em todos os segmentos.</p>
<h2>Por que a B3 mudou o horário de funcionamento?</h2>
<p>A alteração está relacionada à diferença de fuso horário entre o Brasil e os Estados Unidos. Com o término do horário de verão norte-americano em 1º de novembro, os relógios dos principais centros financeiros daquele país foram atrasados em uma hora.</p>
<p>Como o Brasil não adota atualmente o horário de verão, o intervalo entre os horários de Brasília e Nova York aumentou. A mudança na programação da B3 permite preservar a coincidência entre parte das sessões de negociação dos dois mercados.</p>
<p>O ajuste é relevante porque as bolsas norte-americanas exercem influência sobre a formação de preços dos ativos brasileiros, especialmente em períodos de divulgação de indicadores econômicos, decisões de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341739">política</a> monetária e resultados de grandes companhias.</p>
<p>A ampliação do pregão também permite que os investidores acompanhem os movimentos de fechamento do mercado norte-americano durante a sessão brasileira.</p>
<h2>Contratos ligados às bolsas europeias já tiveram horários alterados</h2>
<p>As modificações nos contratos relacionados aos mercados europeus começaram em 26 de outubro, após o encerramento do horário de verão na Alemanha e no Reino Unido, ocorrido no dia 25.</p>
<p>Os contratos futuros referenciados nos índices DAX, da Alemanha, e Euro Stoxx 50, que reúne grandes companhias da zona do euro, passaram a ter negociação regular até 13h20, com possibilidade de operações em sessão estendida até 18h.</p>
<p>Segundo a B3, o objetivo dos ajustes é preservar a compatibilidade dos horários operacionais com os principais centros financeiros internacionais e contribuir para a eficiência do processo de formação de preços.</p>
<p>Todos os horários divulgados pela bolsa seguem o fuso de Brasília. As novas regras permanecem válidas conforme as grades oficiais de negociação, até eventual atualização pela administradora do mercado.</p>
<p><strong>Fontes</strong></p>
<p>B3 — Ofício Circular 050/2026-VNC, de 13 de outubro de 2026, com as grades de negociação dos mercados de ações e derivativos.</p>
<p>B3 — Comunicado institucional de 28 de outubro de 2026 sobre o ajuste dos horários após o fim do horário de verão nos Estados Unidos.</p>
<p>B3 — Página oficial de horários de negociação dos mercados de ações e derivativos.</p>
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		<item>
		<title>PFIN11 pagará R$ 1,28 por cota em novembro; SNLG11 distribuirá R$ 2,72</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/pfin11-pagamento-128-por-cota-s-nlg11-amortizacao-novembro-2026</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Daniel Wicker]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Nov 2026 13:17:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Fundos Imobiliários]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>PFIN11 pagará R$ 1,28 por cota em 4 de novembro, enquanto SNLG11 fará amortização de R$ 2,72. Veja datas de corte e quem tem direito.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O <strong>Perfin Apollo Energia (PFIN11)</strong> pagará <strong>R$ 1,28 por cota nesta quarta-feira, 4 de novembro de 2026</strong>, conforme comunicado divulgado à B3. Na mesma data, o fundo imobiliário Suno Log (SNLG11) realizará uma amortização parcial de capital de aproximadamente <strong>R$ 2,72 por cota</strong>. Os pagamentos contemplam investidores que mantinham cotas nas respectivas datas de corte, estabelecidas em outubro.</p>
<p>O PFIN11 é um Fundo de Investimento em Participações em Infraestrutura (FIP-IE), enquanto o SNLG11 é um Fundo de Investimento Imobiliário (FII). Embora ambos sejam negociados na bolsa brasileira, pertencem a categorias distintas de fundos e possuem características próprias de investimento e distribuição de recursos.</p>
<p>Os comunicados indicam que o prazo para adquirir cotas com direito aos valores anunciados já terminou. Assim, investidores que comprarem os ativos em novembro não terão direito a esses pagamentos específicos.</p>
<h2>PFIN11 pagará R$ 1,28 por cota em 4 de novembro</h2>
<p>O Perfin Apollo Energia (PFIN11) anunciou uma distribuição de R$ 1,28 por cota, com pagamento programado para 4 de novembro. Segundo o comunicado publicado no sistema de <a class="wpil_keyword_link" title="Notícias" href="https://gazetamercantil.com/noticias" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341734">notícias</a> da B3 em 27 de outubro, a data-base para identificação dos investidores com direito ao valor é 28 de outubro de 2026.</p>
<p>As cotas passaram a ser negociadas sem direito ao provento em 29 de outubro. O período de referência informado pela bolsa compreende os meses de maio a setembro de 2026.</p>
<p>O fundo é administrado pela estrutura de investimentos da Perfin e concentra sua estratégia em participações em <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341737">empresas</a> do setor de infraestrutura, especialmente energia.</p>
<p>Em seu portal de relacionamento com investidores, a gestora informa que as distribuições dependem dos recursos recebidos das companhias investidas, de acordo com a <a class="wpil_keyword_link" title="Política" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341733">política</a> estabelecida para o fundo.</p>
<p>O pagamento anunciado representa uma distribuição pontual e não estabelece compromisso de repetição mensal do mesmo valor.</p>
<h2>SNLG11 fará amortização de R$ 2,72 por cota</h2>
<p>O Suno Log Fundo de Investimento Imobiliário (SNLG11) também confirmou pagamento para 4 de novembro de 2026, mas a operação será realizada por meio de amortização parcial de capital.</p>
<p>De acordo com fato relevante atualizado em 29 de outubro, o valor será de <strong>R$ 2,7235761900 por cota</strong>, totalizando aproximadamente R$ 6,89 milhões.</p>
<p>Terão direito ao recebimento os investidores que possuíam cotas do SNLG11 em 27 de outubro de 2026.</p>
<p>O montante divulgado foi definido após a conclusão de procedimentos judiciais relacionados à dispensa do Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) e ao registro de incorporações de sociedades de propósito específico (SPEs).</p>
<p>Inicialmente, o fundo havia provisionado R$ 7,66 milhões para despesas relacionadas ao processo de ITBI. Entretanto, os desembolsos efetivos chegaram a aproximadamente R$ 1,53 milhão, proporcionando uma <a class="wpil_keyword_link" title="Economia" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341736">economia</a> de R$ 6,13 milhões.</p>
<p>Considerando os recursos disponíveis em caixa e os custos operacionais necessários à liquidação, a administração estabeleceu o valor a ser devolvido aos cotistas.</p>
<p>O comunicado atualizado substituiu informações anteriores que apontavam amortização próxima de R$ 2,76 por cota. Para o pagamento de novembro, o documento mais recente informa o valor de aproximadamente R$ 2,72.</p>
<h2>Qual é a diferença entre rendimentos e amortização de fundos?</h2>
<p>Embora os pagamentos sejam creditados aos investidores por intermédio das instituições responsáveis pela custódia, rendimentos e amortizações possuem naturezas distintas.</p>
<p>Os rendimentos representam a distribuição de resultados obtidos pelo fundo em suas atividades, conforme as regras aplicáveis à carteira e à sua estrutura jurídica.</p>
<p>A amortização, por sua vez, corresponde à devolução de parte do capital aos cotistas. Esse procedimento pode ocorrer, por exemplo, após a venda de ativos, a redução de capital ou durante processos de liquidação.</p>
<p>No caso do SNLG11, a operação foi expressamente classificada como amortização parcial no fato relevante divulgado pela administradora XP Investimentos e pela gestora Suno.</p>
<p>Por não representar necessariamente lucro distribuído, uma amortização não deve ser interpretada automaticamente como rentabilidade do investimento. Seus efeitos patrimoniais e tributários também podem ser diferentes dos associados aos rendimentos tradicionais.</p>
<h2>Quem tem direito aos pagamentos de novembro?</h2>
<p>A chamada data com determina quais investidores terão direito a determinado provento. Para receber o valor anunciado, é necessário possuir as cotas até o encerramento da data estabelecida pelo fundo.</p>
<p>No caso do PFIN11, a data-base informada pela B3 foi 28 de outubro. Para o SNLG11, a referência foi 27 de outubro.</p>
<p>Como ambas as datas já passaram, novas compras realizadas em novembro não asseguram o recebimento das distribuições previstas para o dia 4.</p>
<p>Os pagamentos serão processados conforme os procedimentos de liquidação e custódia aplicáveis a cada ativo.</p>
<p>Os investidores também devem observar a classificação de cada evento e as regras tributárias correspondentes, especialmente quando houver devolução de capital investido.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p>B3 — Comunicado ao <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="341735">Mercado</a> do PFIN11, publicado em 27 de outubro de 2026, sobre pagamento de proventos em 4 de novembro.</p>
<p>Perfin Apollo Energia — Portal oficial de relações com investidores, seção Distribuições.</p>
<p>Suno Log Fundo de Investimento Imobiliário — Fato relevante atualizado em 29 de outubro de 2026, divulgado no FundosNet da B3.</p>
<p>XP Investimentos e Suno Gestora de Recursos — Comunicado oficial sobre amortização parcial de capital do SNLG11.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Flávio Bolsonaro pede suspeição de Moraes e cita jatinho ligado a Willer Tomaz</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/flavio-bolsonaro-pede-suspeicao-moraes-jatinho-willer-tomaz</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carlos Menezes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Nov 2026 12:55:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Alexandre de Moraes]]></category>
		<category><![CDATA[Banco Master]]></category>
		<category><![CDATA[Daniel Vorcaro]]></category>
		<category><![CDATA[Flávio Bolsonaro]]></category>
		<category><![CDATA[jatinho]]></category>
		<category><![CDATA[STF]]></category>
		<category><![CDATA[suspeição de Moraes]]></category>
		<category><![CDATA[Willer Tomaz]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Defesa de Flávio Bolsonaro pede suspeição de Alexandre de Moraes ao STF e cita uso de jatinho ligado a Willer Tomaz e proposta envolvendo o Banco Master.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) o reconhecimento da suspeição do ministro Alexandre de Moraes para atuar na investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o parlamentar e o advogado Willer Tomaz. O pedido, apresentado em 30 de outubro de 2026, aponta possíveis conflitos de interesse relacionados ao uso de uma aeronave vinculada a <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341732">empresas</a> investigadas e a negociações envolvendo o Banco Master.</p>
<p>Os advogados sustentam que uma empresa ligada a Willer Tomaz possui participação na sociedade proprietária de um jato executivo utilizado por Moraes e por sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes. A defesa também menciona documentos de investigação da Polícia Federal que apontam uma proposta de pagamento de honorários advocatícios mediante transferência de cotas de aeronaves.</p>
<p>O escritório Barci de Moraes afirma que a proposta não foi aceita, que nenhum contrato referente à operação foi assinado e que não adquiriu participação societária na empresa de aviação. A existência da proposta, portanto, não comprova que tenha ocorrido transferência de propriedade ou pagamento por meio das aeronaves.</p>
<h2>Defesa de Flávio Bolsonaro questiona imparcialidade de Moraes</h2>
<p>Na argumentação apresentada ao STF, os advogados relacionam três elementos que, segundo a defesa, justificariam o afastamento de Alexandre de Moraes da condução da investigação.</p>
<p>O primeiro envolve a participação de uma empresa ligada à Alcazar Holdings, associada a Willer Tomaz, na sociedade proprietária de um Embraer Legacy 650. O segundo diz respeito ao uso da aeronave pelo ministro e por Viviane Barci de Moraes. O terceiro está relacionado à proposta de transferência de cotas de aeronaves ao escritório de advocacia da esposa do magistrado.</p>
<p>A defesa menciona uma decisão proferida por Moraes em 23 de outubro, que determinou medidas de investigação patrimonial contra Willer Tomaz, incluindo a quebra de sigilos.</p>
<p>Segundo os argumentos apresentados, a existência dessas conexões comprometeria a posição de imparcialidade exigida do relator. Os advogados sustentam que os fatos descritos retirariam do ministro a necessária equidistância em relação ao objeto da investigação.</p>
<p>A petição reconhece, contudo, que o escritório Barci de Moraes declarou não ter aceitado a proposta de pagamento mediante participação nas empresas. Para os defensores de Flávio, essa circunstância não afastaria o questionamento sobre a atuação do magistrado.</p>
<p>O pedido representa uma alegação processual da defesa e não uma decisão judicial que reconheça a existência de parcialidade.</p>
<h2>Banco Master e proposta de pagamento com cotas de aeronaves</h2>
<p>O questionamento apresentado pela defesa também envolve documentos relacionados às investigações sobre Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.</p>
<p>Entre os elementos mencionados estão propostas contratuais que previam a utilização de participações em empresas proprietárias de aeronaves como forma de pagamento de serviços advocatícios.</p>
<p>O escritório Barci de Moraes já havia declarado publicamente que manteve uma contratação com o Banco Master, mas negou a formalização de uma segunda operação envolvendo a transferência de cotas de aeronaves.</p>
<p>Em manifestação divulgada em setembro, o escritório também confirmou ter contratado serviços de táxi aéreo da Prime Aviation em determinadas ocasiões. Segundo a nota, Viviane Barci de Moraes esteve acompanhada do marido em alguns desses voos.</p>
<p>A banca afirmou que a contratação dos serviços seguia critérios operacionais e negou vínculo societário com a empresa de aviação.</p>
<p>As investigações relacionadas ao Banco Master também são objeto de procedimentos no STF. Em setembro, o tribunal informou que examinava questões processuais envolvendo relatórios da Polícia Federal relacionados ao caso, sem que aquela discussão representasse julgamento definitivo sobre as suspeitas apresentadas.</p>
<h2>Defesa também pede revisão da suspensão dos passaportes</h2>
<p>Além do questionamento sobre a imparcialidade de Moraes, os advogados de Flávio Bolsonaro apresentaram pedidos para modificar a condução da investigação e revogar medidas cautelares impostas ao senador.</p>
<p>Uma das solicitações defende que a investigação seja encaminhada ao ministro André Mendonça, sob o argumento de que ele já acompanha procedimentos relacionados à estrutura empresarial investigada na Operação Sem Desconto.</p>
<p>Em outro recurso, a defesa contesta a decisão de Moraes que determinou a entrega dos passaportes do parlamentar e proibiu sua saída do Brasil.</p>
<p>A Polícia Federal informou oficialmente, em 28 de outubro, que havia solicitado ao STF, no dia 25, medidas cautelares após identificar risco de saída do país pelo senador, investigado na Petição 16.877/DF.</p>
<p>Segundo a corporação, os passaportes comum e diplomático emitidos pelo Brasil foram cancelados após a decisão judicial. A PF também informou que Flávio foi intimado em 26 de outubro a entregar eventuais passaportes de outras nacionalidades, sem cumprimento da determinação no prazo estabelecido.</p>
<p>A instituição afirmou ainda que investigava as circunstâncias do descumprimento das ordens judiciais.</p>
<p>A defesa questiona os fundamentos utilizados para justificar as restrições e busca sua revogação.</p>
<h2>O que acontece com o pedido de suspeição no STF</h2>
<p>O reconhecimento da suspeição ou do impedimento de um magistrado depende da análise dos fundamentos jurídicos e dos elementos apresentados no processo.</p>
<p>O simples protocolo de um pedido não determina automaticamente a retirada do ministro da relatoria nem invalida decisões anteriores.</p>
<p>A defesa pretende que o Supremo examine se as relações empresariais mencionadas representam circunstâncias juridicamente relevantes para afastar Moraes da investigação.</p>
<p>Também permanece em discussão o pedido de redistribuição do procedimento a André Mendonça e a contestação das restrições impostas aos documentos de viagem de Flávio Bolsonaro.</p>
<p>Até a conclusão desta apuração, não foi localizada decisão pública definitiva sobre o mérito do novo pedido de suspeição apresentado pela defesa.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p>Polícia Federal — Nota oficial à imprensa de 28 de outubro de 2026 sobre as medidas cautelares na Petição 16.877/DF.</p>
<p>Supremo Tribunal Federal — Comunicado oficial de 15 de setembro de 2026 sobre procedimentos relacionados ao caso Banco Master.</p>
<p>Escritório Barci de Moraes — Manifestações públicas de setembro de 2026 sobre a contratação de serviços de aviação e as propostas contratuais envolvendo o Banco Master.</p>
<p>Defesa de Flávio Bolsonaro — Trechos do pedido de suspeição de 30 de outubro de 2026 reproduzidos no material-base da reportagem.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Nota fiscal do Simples Nacional mudou: veja 4 passos para emitir NFS-e no novo sistema</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/nota-fiscal-simples-nacional-nfse-como-emitir-2026</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Bruno Assis]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Nov 2026 20:53:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Como emitir NFS-e]]></category>
		<category><![CDATA[Emissor Nacional]]></category>
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		<category><![CDATA[Reforma Tributária]]></category>
		<category><![CDATA[Simples Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nota fiscal do Simples Nacional mudou em novembro de 2026. Veja quem deve usar a NFS-e nacional e como emitir o documento em quatro passos.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Desde domingo, 1º de novembro de 2026, microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP) optantes pelo Simples Nacional que prestam serviços sujeitos à emissão de nota fiscal devem utilizar obrigatoriamente o Emissor Nacional da Nota Fiscal de Serviços eletrônica (NFS-e). A mudança substitui os sistemas próprios das prefeituras na emissão de novas notas dessas <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341731">empresas</a> e estabelece uma plataforma unificada para o cumprimento da obrigação fiscal.</p>
<p>A exigência foi definida pela Resolução nº 191/2026 do Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN), publicada em agosto, e passou a valer independentemente de o município possuir seu próprio sistema de emissão. A medida alcança prestadores de serviços de diferentes segmentos, incluindo atividades profissionais, serviços de tecnologia, publicidade e consultoria.</p>
<p>A Receita Federal esclareceu que a obrigatoriedade se aplica às notas com data de competência a partir de 1º de novembro. Documentos relativos a serviços prestados antes dessa data poderão continuar sendo emitidos no sistema municipal anterior, quando o município utilizava um emissor próprio.</p>
<p>O novo procedimento não altera imediatamente a forma de recolhimento dos tributos do Simples Nacional. As regras específicas relacionadas à Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e ao Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), previstos na reforma tributária, passam a produzir efeitos para os optantes do regime a partir de 1º de janeiro de 2027.</p>
<h2>Quem precisa emitir nota fiscal pelo sistema nacional?</h2>
<p>A obrigatoriedade atinge microempresas e empresas de pequeno porte enquadradas no Simples Nacional que realizam atividades de prestação de serviços sujeitas à emissão de NFS-e.</p>
<p>A mudança vale mesmo nos municípios que anteriormente permitiam a utilização de plataformas próprias para emissão das notas.</p>
<p>O microempreendedor individual (MEI), por sua vez, já utiliza obrigatoriamente o padrão nacional para as operações abrangidas desde setembro de 2023. Assim, a novidade de novembro de 2026 se concentra principalmente nas demais empresas optantes pelo regime simplificado.</p>
<p>A regulamentação também contempla situações específicas, como empresas cujo pedido de ingresso no Simples Nacional permanece pendente de análise administrativa ou judicial, com possibilidade de reconhecimento retroativo da opção.</p>
<p>Nesses casos, o sistema prevê procedimentos para emissão na condição de optante pendente, conforme as regras aplicáveis ao enquadramento tributário.</p>
<p>Outra situação envolve empresas que ultrapassaram o sublimite de faturamento e estão impedidas de recolher o ISS pelo Simples Nacional, mas permanecem sujeitas às disposições de emissão previstas na regulamentação.</p>
<p>A exigência refere-se à prestação de serviços. Operações que envolvam exclusivamente circulação de mercadorias, sujeitas ao ICMS, continuam utilizando os documentos fiscais apropriados, como a Nota Fiscal eletrônica (NF-e).</p>
<h2>Como acessar o Emissor Nacional da NFS-e?</h2>
<p>A emissão pode ser realizada pela plataforma oficial do Sistema Nacional da NFS-e, por meio de navegador de internet, ou mediante integração de programas de gestão empresarial com a interface de programação de aplicações (API).</p>
<p>Para o acesso direto ao sistema, o contribuinte dispõe de três modalidades de autenticação.</p>
<p>A primeira utiliza a conta gov.br, sendo aceitos os níveis prata e ouro. Nesse caso, o usuário realiza a autenticação com seu CPF e, posteriormente, seleciona o perfil do CNPJ responsável pela emissão.</p>
<p>A segunda modalidade utiliza certificado digital válido. O sistema identifica o contribuinte a partir das credenciais eletrônicas, conforme o tipo de certificado e as condições de autenticação.</p>
<p>A terceira opção é o acesso mediante usuário e senha. Para empresas que ainda não possuem cadastro, o procedimento de primeiro acesso exige informações como CNPJ, CPF e data de nascimento do responsável legal.</p>
<p>O sistema também pode solicitar o número do título de eleitor ou dados de recibos de declarações anteriores do Imposto de Renda. Ao final, o usuário cadastra um endereço eletrônico, cria uma senha e confirma o registro por meio de um código de segurança.</p>
<p>Empresas que já utilizam sistemas de gestão financeira ou faturamento devem verificar com os fornecedores se a ferramenta está integrada à plataforma nacional. A integração permite automatizar parte da emissão, respeitando as exigências técnicas estabelecidas pelo governo federal.</p>
<h2>O que configurar antes de emitir a primeira nota fiscal?</h2>
<p>Antes da primeira emissão, a empresa deve acessar a área de configurações do Emissor Nacional e revisar seus dados cadastrais.</p>
<p>Nessa etapa, devem ser informados ou confirmados endereço eletrônico, telefone de contato e parâmetros utilizados para apresentação dos tributos incidentes sobre os serviços.</p>
<p>Para optantes pelo Simples Nacional, o sistema consulta informações cadastrais e tributárias disponíveis nas bases oficiais.</p>
<p>A empresa também deve observar a alíquota nominal aplicável ao seu enquadramento e as condições previstas para o recolhimento do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS).</p>
<p>Caso o serviço esteja sujeito à retenção do ISS pelo contratante, poderá ser necessário informar a alíquota correspondente, conforme a natureza da operação e as regras tributárias aplicáveis.</p>
<p>O preenchimento correto dessas informações ajuda a evitar rejeições e inconsistências na emissão das notas fiscais.</p>
<h2>Como emitir a NFS-e nacional em 4 passos?</h2>
<p>O procedimento de emissão completa da Nota Fiscal de Serviços eletrônica está organizado em quatro etapas no sistema nacional.</p>
<p><strong>Passo 1 — Informar os dados do prestador e do cliente</strong></p>
<p>Após acessar o Emissor Nacional, o contribuinte deve selecionar a opção de emissão completa de NFS-e.</p>
<p>A primeira tela reúne informações sobre a empresa prestadora do serviço, o cliente e a data de competência da operação.</p>
<p>O sistema solicita a identificação do tomador, que poderá ser pessoa física ou jurídica, além dos dados necessários para caracterizar a prestação do serviço.</p>
<p>É importante conferir o CNPJ ou CPF do contratante e verificar se a data informada corresponde ao período em que o serviço foi efetivamente prestado.</p>
<p><strong>Passo 2 — Identificar o serviço prestado</strong></p>
<p>Na segunda etapa, a empresa deve selecionar o código correspondente à atividade realizada, de acordo com a classificação nacional de serviços utilizada pelo sistema.</p>
<p>Também será necessário informar o município onde o serviço foi prestado e os demais elementos exigidos para determinar a incidência do ISS.</p>
<p>A descrição do serviço deve permitir identificar a operação realizada, evitando informações genéricas que dificultem a comprovação da prestação.</p>
<p>O correto enquadramento da atividade é especialmente importante em serviços sujeitos a regras específicas de tributação ou retenção.</p>
<p><strong>Passo 3 — Preencher os valores e tributos</strong></p>
<p>A terceira etapa corresponde ao registro do valor cobrado pelo serviço e das informações tributárias aplicáveis.</p>
<p>O sistema apresenta campos relacionados ao ISS, às retenções e aos demais tributos previstos no documento fiscal.</p>
<p>Para empresas optantes pelo Simples Nacional, determinadas informações federais são preenchidas automaticamente e não podem ser modificadas pelo contribuinte.</p>
<p>Quando houver retenção do ISS pelo tomador, a empresa deverá observar o preenchimento da alíquota aplicável à operação.</p>
<p>Antes de avançar, é necessário conferir o valor total do serviço, eventuais descontos e as informações fiscais apresentadas.</p>
<p><strong>Passo 4 — Conferir e emitir a NFS-e</strong></p>
<p>A última etapa apresenta um resumo dos dados informados nas telas anteriores.</p>
<p>O contribuinte poderá revisar as informações do prestador, do cliente, do serviço e dos valores antes de confirmar a emissão.</p>
<p>Caso identifique algum erro, deverá retornar à etapa correspondente para realizar a correção.</p>
<p>Após a confirmação, o sistema gera a NFS-e nacional e apresenta sua chave de acesso, permitindo consultar o documento e baixar os arquivos disponíveis.</p>
<p>Entre os documentos gerados estão o XML, utilizado para processamento eletrônico, e o Documento Auxiliar da Nota Fiscal de Serviço eletrônica (DANFSe), destinado à visualização e apresentação dos dados da nota.</p>
<h2>É possível cancelar ou corrigir uma NFS-e emitida?</h2>
<p>O Emissor Nacional permite consultar os documentos fiscais emitidos, solicitar cancelamentos e realizar substituições, conforme as regras aplicáveis a cada operação.</p>
<p>Essas funcionalidades estão disponíveis na área de notas emitidas.</p>
<p>Caso o contribuinte identifique uma informação incorreta depois da emissão, deverá verificar se a situação permite substituição ou se será necessário solicitar o cancelamento da nota.</p>
<p>Os prazos e as condições para cancelamento continuam sujeitos às regras da administração tributária municipal competente.</p>
<p>O sistema também permite salvar rascunhos antes da emissão definitiva, evitando a perda dos dados preenchidos.</p>
<p>Outra funcionalidade é o cadastramento de serviços favoritos, que pode facilitar a emissão de documentos recorrentes por empresas que executam atividades semelhantes para diferentes clientes.</p>
<h2>Contadores poderão emitir notas em nome das empresas</h2>
<p>Uma atualização incorporada ao Emissor Nacional em 1º de novembro de 2026 também permite a alternância de perfis de acesso.</p>
<p>A funcionalidade possibilita que um usuário autorizado atue em nome de diferentes pessoas jurídicas sem precisar encerrar a sessão e realizar uma nova autenticação para cada empresa.</p>
<p>O recurso é destinado, entre outras situações, a empresários responsáveis por mais de um CNPJ e profissionais de contabilidade autorizados a emitir documentos fiscais em nome de seus clientes.</p>
<p>A representação poderá ser reconhecida por meio de procuração eletrônica válida ou das informações existentes no cadastro da Receita Federal.</p>
<p>A autorização deverá respeitar os vínculos e poderes atribuídos ao usuário, não permitindo a emissão indiscriminada de documentos em nome de terceiros.</p>
<h2>O que muda na nota fiscal do Simples Nacional em 2027?</h2>
<p>A obrigatoriedade da NFS-e nacional representa uma etapa da padronização dos documentos fiscais prevista no processo de implementação da reforma tributária.</p>
<p>A partir de 1º de janeiro de 2027, passam a produzir efeitos, para os optantes pelo Simples Nacional, as disposições relacionadas à CBS e ao IBS, conforme as condições estabelecidas na legislação e na regulamentação específica.</p>
<p>Esses tributos integram o novo modelo de tributação do consumo e substituirão progressivamente tributos existentes.</p>
<p>Para as empresas do Simples Nacional, a mudança envolverá a prestação de informações adicionais nos documentos fiscais, incluindo os campos e destaques tributários exigidos nas hipóteses previstas pela regulamentação.</p>
<p>Até 31 de dezembro de 2026, a obrigatoriedade introduzida pela Resolução CGSN nº 191 está concentrada na utilização do Emissor Nacional para a emissão da NFS-e, permanecendo aplicáveis as regras tributárias próprias do regime simplificado.</p>
<h2>O que acontece se a empresa continuar emitindo notas pela prefeitura?</h2>
<p>Para serviços com competência a partir de 1º de novembro de 2026, as empresas abrangidas deverão utilizar o Emissor Nacional.</p>
<p>Segundo orientação oficial publicada pelo Portal da NFS-e em 29 de outubro, os sistemas municipais próprios devem bloquear a emissão de novas notas para microempresas e empresas de pequeno porte optantes pelo Simples Nacional.</p>
<p>Caso um sistema municipal tente encaminhar ao Ambiente de Dados Nacional uma nota correspondente a competência posterior ao início da obrigatoriedade, o documento poderá ser rejeitado automaticamente pelas regras de validação.</p>
<p>A orientação distingue, entretanto, as notas de competências anteriores a novembro de 2026, que poderão continuar sendo processadas no sistema municipal utilizado originalmente.</p>
<p>Para evitar problemas fiscais e administrativos, a recomendação é que as empresas confirmem seu acesso ao novo emissor, revisem os dados cadastrais e mantenham os documentos eletrônicos emitidos devidamente armazenados.</p>
<p>A mudança busca uniformizar os procedimentos de emissão, reduzir diferenças entre sistemas municipais e preparar a estrutura nacional de documentos fiscais para as próximas etapas da reforma tributária.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p>Receita Federal do Brasil — comunicado oficial de 14 de agosto de 2026 sobre a obrigatoriedade da NFS-e nacional para ME e EPP.</p>
<p>Comitê Gestor do Simples Nacional — Resolução CGSN nº 191, de 4 de agosto de 2026.</p>
<p>Portal Nacional da NFS-e — comunicado oficial de 29 de outubro de 2026 sobre a obrigatoriedade da emissão nacional e as regras de competência.</p>
<p>Sistema Nacional da Nota Fiscal de Serviço eletrônica — Guia do Emissor Público Nacional Web, versão 1.3, atualizado em 31 de outubro de 2026.</p>
<p>Ministério da Fazenda — orientações oficiais sobre a integração da NFS-e nacional e a reforma tributária do consumo.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>SAC terá atendimento humano obrigatório a partir de hoje; veja as novas regras</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/sac-atendimento-humano-obrigatorio-novas-regras-2026</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antônio Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Nov 2026 20:46:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Atendimento ao consumidor]]></category>
		<category><![CDATA[Atendimento humano]]></category>
		<category><![CDATA[Cancelamento de serviços]]></category>
		<category><![CDATA[Decreto 13.135]]></category>
		<category><![CDATA[defesa do consumidor]]></category>
		<category><![CDATA[direitos do consumidor]]></category>
		<category><![CDATA[Novas regras do SAC]]></category>
		<category><![CDATA[Procon]]></category>
		<category><![CDATA[SAC]]></category>
		<category><![CDATA[Senacon]]></category>
		<category><![CDATA[telemarketing]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Novas regras do SAC entram em vigor hoje (2). Empresas abrangidas deverão oferecer atendimento humano das 8h às 20h, inclusive aos domingos e feriados.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>As empresas abrangidas pelas novas regras do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) passam a ser obrigadas, a partir desta segunda-feira (2 de novembro de 2026), a oferecer atendimento humano das 8h às 20h, todos os dias, inclusive aos domingos e feriados. A mudança também estabelece limites para o tempo de espera, restringe a quantidade de etapas dos menus eletrônicos e facilita o cancelamento de contratos e serviços.</p>
<p>As exigências estão previstas no Decreto nº 13.135, de 9 de outubro de 2026, publicado no Diário Oficial da União em 13 de outubro. A norma substitui o Decreto nº 11.034, de 2022, e atualiza a regulamentação do Código de Defesa do Consumidor para os serviços de atendimento prestados por <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341730">empresas</a> sujeitas às disposições federais.</p>
<p>Entre as principais mudanças está a obrigação de disponibilizar uma pessoa para atender o consumidor tanto por telefone quanto por canais digitais, como chats e aplicativos de mensagens. Sistemas automatizados e ferramentas de inteligência artificial continuam permitidos, mas não podem impedir o acesso a um atendente humano nos horários estabelecidos.</p>
<p>O decreto também determina que pelo menos 80% das demandas telefônicas sejam encaminhadas a um atendente em até 20 segundos. Para as demais, o limite será de cinco minutos, ressalvadas as regras específicas estabelecidas pelos órgãos reguladores.</p>
<h2>Quais empresas precisam oferecer atendimento humano no SAC?</h2>
<p>As novas exigências alcançam fornecedores de produtos e serviços regulados pelo Poder Executivo federal que se enquadrem nos critérios definidos pelas respectivas agências ou órgãos reguladores.</p>
<p>Entre os setores potencialmente abrangidos estão telecomunicações, energia elétrica, planos de saúde, transporte de passageiros e serviços financeiros, conforme as condições regulatórias aplicáveis a cada atividade.</p>
<p>Também estão expressamente incluídas as empresas que oferecem serviços financeiros, de pagamento ou de crédito por plataformas digitais, desde que sujeitas à regulação ou à supervisão do Banco Central.</p>
<p>A regulamentação não significa, portanto, que todos os estabelecimentos comerciais brasileiros estejam automaticamente obrigados a manter atendimento telefônico e digital nos mesmos moldes.</p>
<p>Para plataformas digitais de intermediação de produtos e serviços, aplicativos de transporte individual e empresas de entrega, o decreto estabelece ainda uma obrigação específica de apresentação de seus modelos de atendimento à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon).</p>
<p>Essas plataformas deverão fornecer informações sobre reclamações, taxas de resolução de problemas e satisfação dos consumidores. A forma e o prazo para apresentação dos dados serão estabelecidos pela secretaria.</p>
<h2>Atendimento humano será obrigatório das 8h às 20h, inclusive aos domingos</h2>
<p>As empresas sujeitas às novas regras deverão garantir atendimento realizado por uma pessoa, em tempo real, durante 12 horas diárias, das 8h às 20h, inclusive nos fins de semana e feriados.</p>
<p>A exigência se aplica aos canais telefônicos e eletrônicos, respeitadas as condições previstas na regulamentação setorial.</p>
<p>Nos meios digitais, as empresas deverão manter pelo menos um canal funcionando 24 horas por dia, sete dias por semana. Fora do período de atendimento humano obrigatório, os sistemas automatizados poderão continuar operando.</p>
<p>O decreto permite o uso de robôs e inteligência artificial para receber solicitações, identificar problemas, organizar filas e até resolver demandas.</p>
<p>Entretanto, a opção de falar com um atendente deverá estar disponível em todos os níveis do atendimento, inclusive no primeiro, durante o período obrigatório.</p>
<p>O consumidor também não poderá ser obrigado a informar previamente CPF, número de contrato ou outros dados pessoais apenas para iniciar o atendimento ou solicitar contato com uma pessoa.</p>
<p>O decreto prevê situações específicas em que o atendimento humano poderá ser suspenso, conforme as regras dos órgãos reguladores, quando o serviço não estiver disponível para utilização ou contratação.</p>
<h2>Empresas terão até 20 segundos para atender 80% das ligações</h2>
<p>Uma das principais mudanças estabelece parâmetros objetivos para o tempo de espera nos serviços telefônicos.</p>
<p>Pela nova regulamentação, pelo menos 80% das demandas atendidas deverão ter contato direto com uma pessoa em até 20 segundos, contados a partir da escolha dessa opção.</p>
<p>Nos demais atendimentos, o tempo máximo será de 300 segundos, equivalente a cinco minutos.</p>
<p>As empresas também deverão informar ao consumidor o tempo estimado de espera e permitir a transferência ao setor responsável quando o primeiro atendente não puder solucionar a solicitação.</p>
<p>Os limites poderão observar regras específicas estabelecidas pelas agências reguladoras responsáveis pelos respectivos setores.</p>
<h2>Ligação interrompida deverá ser retornada em até cinco minutos</h2>
<p>O Decreto nº 13.135/2026 também estabelece uma obrigação para situações em que a ligação telefônica seja interrompida acidentalmente antes da conclusão do atendimento humano.</p>
<p>Nesses casos, a empresa deverá retornar o contato em até cinco minutos, aproveitando as informações anteriormente fornecidas pelo consumidor.</p>
<p>O atendimento deverá continuar com o protocolo já atribuído, quando houver, evitando a necessidade de reiniciar todo o procedimento.</p>
<p>A norma também proíbe exigir que o consumidor repita uma solicitação anteriormente registrada, salvo quando existir justificativa técnica fundamentada.</p>
<p>O objetivo é garantir a continuidade do atendimento e evitar que interrupções obriguem o cliente a começar novamente o processo de reclamação ou esclarecimento.</p>
<h2>Menus eletrônicos terão limite de cinco etapas</h2>
<p>As novas regras também restringem a quantidade de níveis pelos quais o consumidor poderá passar até finalizar sua demanda.</p>
<p>Os sistemas telefônicos e digitais não poderão utilizar mais de cinco níveis de atendimento para solucionar uma solicitação.</p>
<p>Além disso, as empresas não poderão encaminhar o consumidor para outro canal de comunicação como condição para resolver o problema, exceto quando o atendimento presencial for indispensável.</p>
<p>A medida busca reduzir a dificuldade de acesso ao suporte, especialmente em empresas que utilizam menus extensos, respostas automatizadas e sucessivas transferências.</p>
<p>Durante o atendimento, também fica proibida a veiculação de mensagens publicitárias, inclusive nos períodos de espera.</p>
<h2>Cancelamento de serviços deverá estar disponível desde o primeiro contato</h2>
<p>Outra mudança importante envolve o cancelamento de contratos e serviços.</p>
<p>A opção de cancelamento deverá estar disponível em todos os níveis do SAC, tanto por telefone quanto nos canais eletrônicos, inclusive na primeira etapa.</p>
<p>As empresas também deverão permitir o cancelamento pelos mesmos meios disponibilizados para a contratação.</p>
<p>O pedido deverá ser recebido e processado imediatamente, com efeitos igualmente imediatos, independentemente da existência de valores pendentes no contrato.</p>
<p>A exceção ocorre quando houver necessidade de processamento técnico devidamente justificada, hipótese em que o prazo será definido pelo órgão regulador competente.</p>
<p>O consumidor deverá ser informado previamente sobre eventuais multas contratuais ou outros custos decorrentes do encerramento do serviço.</p>
<p>Também será obrigatório encaminhar comprovante eletrônico do pedido de cancelamento.</p>
<h2>Reclamações terão prazo de sete dias e cobranças indevidas deverão ser suspensas em 48 horas</h2>
<p>A regulamentação fixa prazo máximo de sete dias corridos para que empresas respondam às demandas consideradas não urgentes.</p>
<p>As respostas deverão ser claras, objetivas, conclusivas e abordar todos os pontos apresentados pelo consumidor.</p>
<p>Quando a solicitação envolver serviço não contratado ou cobrança indevida, a empresa deverá adotar providências imediatas para suspender o serviço ou a cobrança, concluindo o procedimento em até 48 horas.</p>
<p>Já os casos classificados como urgentes, por envolverem risco relevante ao consumidor, deverão receber atendimento imediato, a qualquer momento.</p>
<p>A definição das situações de urgência ficará sob responsabilidade das agências e dos órgãos reguladores competentes.</p>
<h2>Consumidor poderá solicitar gravações e histórico do atendimento</h2>
<p>O novo decreto também amplia as exigências de registro e transparência.</p>
<p>As empresas deverão manter o histórico das demandas por pelo menos seis meses após a conclusão de cada atendimento.</p>
<p>O consumidor terá direito de solicitar uma cópia gratuita desse histórico, que deverá ser disponibilizada em até cinco dias úteis.</p>
<p>As gravações telefônicas e as mensagens trocadas nos canais digitais precisarão ser armazenadas por no mínimo 90 dias.</p>
<p>Durante esse período, os registros poderão ser solicitados pelo consumidor e pelos órgãos responsáveis pela fiscalização.</p>
<p>O histórico deverá conter informações relacionadas à demanda, incluindo a resposta apresentada pela empresa.</p>
<h2>Empresas que descumprirem as regras poderão sofrer sanções</h2>
<p>A fiscalização das novas exigências ficará sob responsabilidade da Secretaria Nacional do Consumidor, vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.</p>
<p>A Senacon poderá investigar e sancionar empresas que descumprirem as determinações, sem prejuízo da atuação dos Procons e das agências reguladoras.</p>
<p>Embora o decreto não estabeleça uma tabela própria de multas, o descumprimento poderá resultar nas penalidades administrativas previstas na legislação de defesa do consumidor, conforme a infração e o procedimento aplicável.</p>
<p>As empresas também deverão manter um canal telefônico destinado ao atendimento de demandas apresentadas pelos órgãos integrantes do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor.</p>
<p>Com a entrada em vigor do Decreto nº 13.135/2026 nesta segunda-feira, consumidores dos setores abrangidos passam a contar com novas garantias de acesso ao SAC, enquanto as empresas deverão adequar seus procedimentos, sistemas digitais e estruturas de atendimento às exigências legais.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p>Presidência da República — Decreto nº 13.135, de 9 de outubro de 2026, publicado no Diário Oficial da União em 13 de outubro de 2026.</p>
<p>Câmara dos Deputados — texto integral do Decreto nº 13.135/2026, Legislação Informatizada.</p>
<p>Ministério da Justiça e Segurança Pública — comunicado oficial de 13 de outubro de 2026 sobre as novas regras do Serviço de Atendimento ao Consumidor.</p>
<p>Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) — diretrizes e competências de fiscalização estabelecidas pelo Decreto nº 13.135/2026.</p>
<p>Presidência da República — Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990, Código de Defesa do Consumidor.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Binance registra saída de US$ 4,72 bilhões após ataque hacker de US$ 6,3 bilhões</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/binance-saques-4-72-bilhoes-ataque-hacker</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Nov 2026 20:19:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Criptomoedas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
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		<category><![CDATA[Ataque Hacker]]></category>
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		<category><![CDATA[stablecoins]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Binance registra saída de US$ 4,72 bilhões após ataque hacker de US$ 6,3 bilhões atribuído à Coreia do Norte. Corretora promete cobrir perdas dos clientes.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Binance registrou uma saída líquida de US$ 4,72 bilhões em recursos de clientes desde a retomada dos saques, no domingo (1º de novembro de 2026), após sofrer um ataque cibernético que resultou no roubo de aproximadamente US$ 6,3 bilhões em criptomoedas. O incidente, atribuído pelo FBI a hackers ligados à Coreia do Norte, provocou uma das maiores perdas já registradas no <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341728">mercado</a> de ativos digitais e colocou à prova a capacidade financeira da maior corretora de criptomoedas do mundo em volume de negociação.</p>
<p>Segundo informações fornecidas pela Binance nesta segunda-feira (2), o volume líquido retirado representa aproximadamente 2,8% dos ativos mantidos na plataforma. Apesar da movimentação bilionária, a empresa afirma que os saques começaram a se estabilizar depois de uma concentração inicial de pedidos.</p>
<p>A corretora também informou ter recebido US$ 2,7 bilhões em depósitos desde a reabertura dos serviços, indicando que a movimentação de recursos ocorreu nos dois sentidos.</p>
<p>O ataque aconteceu em 29 de outubro, quando criminosos conseguiram comprometer carteiras digitais conectadas à internet, conhecidas como hot wallets. A Binance suspendeu temporariamente os saques para investigar o incidente, reforçar seus mecanismos de segurança e evitar novas perdas.</p>
<h2>Clientes retiraram US$ 4,72 bilhões da Binance após reabertura dos saques</h2>
<p>A retomada das retiradas começou na manhã de domingo, em um processo gradual que priorizou os ativos digitais e as redes com maior demanda dos usuários.</p>
<p>Em comunicado oficial, a Binance detalhou que, entre 6h e 15h30 de 1º de novembro, no horário UTC, foram processados US$ 4,649 bilhões em saques e US$ 1,01 bilhão em depósitos.</p>
<p>O resultado foi uma saída líquida de aproximadamente US$ 3,64 bilhões nas primeiras nove horas e meia de funcionamento parcial dos serviços.</p>
<p>Esse montante correspondia a 2,1% dos US$ 171 bilhões em ativos informados pela empresa em seu relatório de reservas de 28 de outubro.</p>
<p>Com a continuidade das operações, a saída líquida acumulada avançou para US$ 4,72 bilhões, segundo a atualização apresentada por representantes da corretora nesta segunda-feira.</p>
<p>A maior parte das retiradas ocorreu em criptomoedas e stablecoins, ativos digitais que procuram manter paridade com moedas tradicionais, especialmente o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank"  rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341729">dólar</a> norte-americano.</p>
<p>A Binance afirmou que o movimento inicial de retiradas perdeu intensidade e que os depósitos permaneceram relevantes.</p>
<p>Os valores representam fluxos líquidos de recursos, calculados pela diferença entre saques e depósitos. Portanto, não correspondem ao total bruto retirado pelos clientes.</p>
<h2>FBI atribui roubo de US$ 6,3 bilhões a hackers da Coreia do Norte</h2>
<p>O Federal Bureau of Investigation (FBI) divulgou em 31 de outubro um alerta oficial atribuindo o ataque à Coreia do Norte.</p>
<p>Segundo a agência norte-americana, os responsáveis integram uma operação cibernética identificada como TraderTraitor, associada a atividades de roubo de criptomoedas e posterior lavagem de recursos por meio de redes blockchain.</p>
<p>O FBI informou que os invasores começaram a converter parte dos ativos roubados em Ethereum, em uma movimentação que pode facilitar transferências entre diferentes plataformas de negociação.</p>
<p>A agência também alertou operadores de serviços financeiros digitais, corretoras e <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341727">empresas</a> de análise de blockchain para que monitorem endereços associados aos criminosos e adotem medidas para impedir a movimentação dos recursos identificados.</p>
<p>O roubo ocorreu por volta das 20h05 de 29 de outubro, no horário UTC, conforme os registros divulgados pela Binance.</p>
<p>A empresa informou que sua investigação inicial apontou o possível comprometimento de um computador utilizado em sua infraestrutura, mas análises posteriores identificaram outros pontos de invasão.</p>
<p>Até o momento, a Binance afirma não ter encontrado evidências de vazamento das chaves privadas de suas carteiras digitais.</p>
<p>As investigações continuam para determinar a extensão das falhas exploradas e estabelecer a sequência completa das ações dos invasores.</p>
<h2>Binance afirma ter reposto 95% dos ativos roubados</h2>
<p>A Binance informou que utilizará recursos próprios para absorver integralmente os prejuízos provocados pelo ataque, sem transferir as perdas aos clientes.</p>
<p>Em comunicado de 30 de outubro, a corretora declarou ter separado mais de US$ 6,34 bilhões para a recomposição dos ativos afetados, utilizando recursos de seu caixa corporativo, reservas de proteção e fundos destinados à cobertura de riscos operacionais.</p>
<p>Na atualização de 1º de novembro, a empresa informou ter conseguido repor aproximadamente 95% dos ativos comprometidos.</p>
<p>Os 5% restantes correspondem principalmente a criptomoedas de menor liquidez, cuja aquisição em grandes quantidades pode exigir negociações adicionais.</p>
<p>A corretora também afirmou que os saldos de dez ativos, incluindo bitcoin, Ethereum, USDT, USDC, BNB e Solana, já estavam integralmente respaldados pelas reservas recompostas.</p>
<p>A recuperação financeira dos clientes, entretanto, deve ser diferenciada da recuperação dos ativos efetivamente roubados.</p>
<p>A reposição utiliza patrimônio da própria Binance para recompor os saldos afetados. Já a recuperação dos recursos desviados depende do rastreamento e do bloqueio de valores mantidos sob controle dos invasores.</p>
<p>Segundo o comunicado de 30 de outubro, aproximadamente US$ 3 bilhões em ativos haviam sido congelados em redes blockchain por meio da atuação conjunta da empresa, autoridades e participantes do setor.</p>
<p>O congelamento impede determinadas movimentações, mas não significa necessariamente que os valores já tenham sido devolvidos à corretora.</p>
<h2>Binance divulga nova prova de reservas após ataque cibernético</h2>
<p>Nesta segunda-feira, a Binance publicou uma atualização de seu sistema de comprovação de reservas, conhecido como Proof of Reserves (PoR).</p>
<p>O relatório utiliza um mecanismo criptográfico denominado prova de conhecimento zero, ou zero-knowledge proof, que permite aos usuários verificar a inclusão de seus saldos em uma demonstração de reservas sem expor informações individuais de outros clientes.</p>
<p>Segundo o comunicado oficial, o procedimento foi concluído com base em uma fotografia dos ativos realizada em 31 de outubro.</p>
<p>A plataforma informou que os saldos dos dez principais ativos incluídos nessa etapa possuem cobertura mínima de um para um, o que significa que, segundo os dados apresentados, há pelo menos uma unidade de reserva para cada unidade correspondente de saldo de clientes contemplada pela verificação.</p>
<p>A empresa pretende realizar uma nova coleta de dados em 4 de novembro para ampliar a cobertura de criptomoedas incluídas no processo.</p>
<p>A comprovação de reservas oferece informações sobre os ativos que respaldam determinados saldos, mas não substitui uma auditoria completa das obrigações e da situação financeira de uma empresa.</p>
<h2>Roubo da Binance amplia perdas com criptomoedas em 2026</h2>
<p>O ataque também representa uma escalada das perdas provocadas por criminosos cibernéticos no mercado de ativos digitais.</p>
<p>Segundo levantamento publicado pela empresa de inteligência de blockchain TRM Labs, grupos associados à Coreia do Norte roubaram aproximadamente US$ 7,4 bilhões em criptomoedas em 2026, considerando os incidentes identificados até 29 de outubro.</p>
<p>A cifra representa cerca de 85% do valor total de criptomoedas roubadas em ataques cibernéticos no período analisado.</p>
<p>De acordo com a TRM Labs, o ataque à Binance envolveu a movimentação de aproximadamente US$ 6,36 bilhões em diferentes redes blockchain em cerca de 20 minutos.</p>
<p>A dimensão e a velocidade das transferências demonstram os desafios enfrentados por autoridades e empresas para rastrear recursos digitais depois de invasões de grande escala.</p>
<p>Os mecanismos de recuperação dependem da identificação dos endereços envolvidos, da cooperação entre prestadores de serviços e, em determinadas situações, da capacidade de bloquear ativos antes que sejam convertidos ou transferidos para outras plataformas.</p>
<h2>O que acontece agora com os clientes da Binance?</h2>
<p>A Binance continua restabelecendo gradualmente os serviços de saque para diferentes criptomoedas e redes.</p>
<p>Na primeira etapa, iniciada em 1º de novembro, foram contempladas redes e ativos como bitcoin, Ethereum, BNB, Solana, XRP e Dogecoin.</p>
<p>A empresa informou que outras modalidades de retirada serão liberadas conforme a conclusão dos procedimentos de segurança.</p>
<p>O compromisso declarado pela corretora é manter os saldos dos clientes respaldados por ativos equivalentes e concluir a reposição dos recursos comprometidos.</p>
<p>Para os usuários, a normalização dependerá da disponibilidade efetiva de saques nas respectivas redes, da conclusão das verificações técnicas e da continuidade das operações sem novos incidentes.</p>
<p>A saída líquida bilionária registrada desde domingo mostra a dimensão da reação dos clientes ao ataque. Entretanto, o volume retirado, isoladamente, não permite determinar a situação de liquidez futura da corretora.</p>
<p>O mercado acompanha agora a divulgação de novos relatórios de reservas, a recomposição dos ativos restantes e o andamento das investigações sobre o roubo de US$ 6,3 bilhões.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p>Binance — comunicado oficial <em>Security Incident Update #2</em>, de 30 de outubro de 2026.</p>
<p>Binance — <em>Security Incident Recovery Update #4</em>, de 1º de novembro de 2026.</p>
<p>Binance Brasil Official — publicação de 1º de novembro com dados de saques, depósitos e saída líquida de US$ 3,64 bilhões.</p>
<p>Binance — <em>Security Incident Recovery Update #5</em>, de 2 de novembro de 2026, sobre a comprovação de reservas.</p>
<p>Federal Bureau of Investigation (FBI) — alerta oficial <em>North Korea Responsible for $6 Billion+ Binance Attack</em>, de 31 de outubro de 2026.</p>
<p>TRM Labs — estudo <em>North Korea Has Stolen USD 12.8 Billion in Crypto, USD 7.4 Billion of It in 2026</em>, publicado em outubro de 2026.</p>
<p>Binance — declaração de porta-voz à imprensa em 2 de novembro de 2026 sobre saída líquida acumulada de US$ 4,72 bilhões e depósitos de US$ 2,7 bilhões.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Embraer (EMBJ3) fecha acordo para até seis aviões KC-390 à Grécia; contrato inicial soma € 590 milhões</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/embraer-embj3-acordo-grecia-avioes-kc-390</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Nov 2026 20:12:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Aviação militar]]></category>
		<category><![CDATA[Defesa]]></category>
		<category><![CDATA[EMBJ3]]></category>
		<category><![CDATA[Embraer]]></category>
		<category><![CDATA[Embraer Defesa]]></category>
		<category><![CDATA[exportações brasileiras]]></category>
		<category><![CDATA[Força Aérea da Grécia]]></category>
		<category><![CDATA[Grécia]]></category>
		<category><![CDATA[indústria aeronáutica]]></category>
		<category><![CDATA[KC-390 Millennium]]></category>
		<category><![CDATA[Otan]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Embraer (EMBJ3) fecha acordo de € 590 milhões para fornecer três aviões KC-390 à Grécia, com opção de mais três. Primeira entrega será em 2027.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Embraer (EMBJ3) anunciou nesta segunda-feira (2 de novembro de 2026) a assinatura de um acordo para fornecer três aeronaves militares KC-390 Millennium à Força Aérea da Grécia, com opção de compra de outras três unidades. A negociação foi formalizada por meio de um contrato entre os governos grego e português, avaliado em aproximadamente € 590 milhões na etapa inicial, conforme comunicado oficial do Ministério da Defesa de Portugal.</p>
<p>A primeira aeronave será entregue em 2027, enquanto as duas unidades seguintes estão programadas para 2029 e 2031. O cronograma integra uma parceria de longo prazo que envolve fornecimento de equipamentos, treinamento de tripulações, suporte logístico e transferência de conhecimentos operacionais.</p>
<p>O contrato representa mais um avanço internacional da divisão de Defesa &amp; Segurança da Embraer, que vem ampliando a presença do KC-390 no <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341725">mercado</a> europeu. Com a aquisição, a Grécia se torna o sétimo país da Europa a selecionar o avião brasileiro, segundo a fabricante.</p>
<p>O valor de € 590 milhões corresponde ao conjunto da operação entre Portugal e Grécia, incluindo aeronaves, equipamentos e serviços associados. Portanto, não deve ser interpretado integralmente como receita direta da Embraer.</p>
<h2>Contrato de € 590 milhões envolve aeronaves, equipamentos e serviços</h2>
<p>O acordo foi assinado em Atenas, durante encontro entre o ministro da Defesa Nacional de Portugal, Nuno Melo, e o ministro da Defesa Nacional da Grécia, Nikos Dendias.</p>
<p>Segundo o governo português, a operação contempla três KC-390 Millennium em configuração compatível com os padrões da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), além de equipamentos de missão, apoio à entrada em serviço e assistência técnica.</p>
<p>A estrutura financeira já havia sido detalhada na Resolução do Conselho de Ministros nº 207/2026, publicada no Diário da República de Portugal em 22 de outubro.</p>
<p>O documento autorizou despesas de até € 532,9 milhões para aquisição das aeronaves e de um pacote de apoio logístico junto ao consórcio formado pela Embraer S.A. e Embraer Portugal S.A.</p>
<p>Outros € 57,1 milhões foram destinados a equipamentos de guerra eletrônica, treinamento, apoio técnico e atividades relacionadas à implementação do programa.</p>
<p>Os valores autorizados totalizam aproximadamente € 590 milhões, sem representar necessariamente o faturamento exclusivo da fabricante brasileira.</p>
<p>O governo português também informou que a operação deverá gerar um retorno industrial de € 33 milhões para <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341726">empresas</a> instaladas em Portugal, equivalente a € 11 milhões por aeronave.</p>
<h2>Grécia receberá primeiro KC-390 em 2027 e concluirá entregas em 2031</h2>
<p>O calendário divulgado pelo Ministério da Defesa português estabelece a entrega da primeira aeronave em 2027, seguida por uma segunda unidade em 2029 e a terceira em 2031.</p>
<p>As outras três aeronaves previstas como opções de compra ainda dependem de decisões futuras do governo grego. Não há confirmação de exercício dessas opções nem de cronograma de entrega para as unidades adicionais.</p>
<p>A negociação também estabelece cooperação operacional entre as forças aéreas de Portugal e da Grécia.</p>
<p>A formação inicial de pilotos e mecânicos gregos será realizada na Base Aérea nº 11, em Beja, Portugal, onde funciona o centro de treinamento dedicado ao KC-390.</p>
<p>Portugal ficará responsável por atividades relacionadas à supervisão da produção, aceitação das aeronaves, preparação operacional e apoio logístico.</p>
<p>O formato permite que a Grécia aproveite a experiência portuguesa com o modelo antes mesmo da chegada de sua primeira aeronave.</p>
<h2>KC-390 dará à Grécia capacidade inédita de reabastecimento aéreo</h2>
<p>O ministro da Defesa grego, Nikos Dendias, destacou que a aquisição representa uma mudança importante na capacidade operacional da aviação militar do país.</p>
<p>Em declaração oficial após a assinatura, Dendias afirmou que será a primeira vez que a Grécia incorporará uma aeronave de transporte militar a jato e um avião-tanque destinado ao reabastecimento de outras aeronaves durante o voo.</p>
<p>A capacidade de reabastecimento permitirá ampliar a autonomia operacional de caças utilizados pela Força Aérea Helênica, incluindo modelos Rafale, Mirage e, posteriormente, F-16.</p>
<p>Além do transporte de cargas e tropas, o KC-390 pode executar missões de evacuação médica, operações humanitárias, busca e salvamento e lançamento de equipamentos por via aérea.</p>
<p>Segundo as especificações divulgadas pela Embraer, a aeronave possui capacidade de transporte de até 26 toneladas e pode atingir velocidade de aproximadamente 470 nós, equivalente a 870 quilômetros por hora.</p>
<p>O avião também foi desenvolvido para operar em pistas temporárias ou não pavimentadas, característica importante para missões militares e operações de assistência em regiões com infraestrutura limitada.</p>
<p>Quando equipado com sistemas apropriados, o KC-390 pode funcionar tanto como aeronave de reabastecimento quanto como receptora de combustível em voo.</p>
<h2>Embraer amplia presença na Europa e entre países da Otan</h2>
<p>Com a nova encomenda, a Grécia passa a integrar o grupo de países europeus que escolheram o KC-390 Millennium.</p>
<p>De acordo com a Embraer, a lista inclui Portugal, Hungria, Holanda, Áustria, República Tcheca e Suécia, além da própria Grécia.</p>
<p>Fora da Europa, o modelo também foi adquirido ou selecionado pelas forças aéreas do Brasil, Coreia do Sul, Uzbequistão, Emirados Árabes Unidos e Colômbia.</p>
<p>A expansão internacional ocorre em um contexto de modernização das frotas de transporte militar e de busca por equipamentos capazes de operar de maneira integrada entre forças armadas aliadas.</p>
<p>Para os países integrantes da Otan, a interoperabilidade é um dos requisitos considerados na aquisição de aeronaves militares, pois permite compartilhar procedimentos operacionais, treinamento, manutenção e suporte logístico.</p>
<p>Bosco da Costa Junior, presidente e CEO da Embraer Defesa &amp; Segurança, afirmou em comunicado que a escolha da Grécia reforça a confiança de países da Otan no desempenho, na confiabilidade e na eficiência operacional do KC-390.</p>
<h2>O que o acordo representa para a Embraer (EMBJ3)</h2>
<p>A contratação amplia a carteira internacional de clientes da divisão de Defesa &amp; Segurança e fortalece a presença da Embraer no segmento de transporte militar multimissão.</p>
<p>O modelo de aquisição intermediado por Portugal também demonstra uma alternativa comercial para outros países interessados no KC-390, especialmente aqueles que buscam combinar a compra de aeronaves com treinamento e suporte operacional já estruturados.</p>
<p>A participação portuguesa no programa começou antes da aquisição grega. Em 2019, Portugal contratou cinco aeronaves KC-390 e um simulador de voo, ampliando posteriormente sua participação e estabelecendo opções para aquisições destinadas a outros países europeus ou membros da Otan.</p>
<p>Esse mecanismo permitiu estruturar a compra grega por meio de um acordo entre governos, com envolvimento direto da Embraer no fornecimento dos aviões.</p>
<p>Para os investidores que acompanham as ações EMBJ3 na B3, o contrato representa uma nova encomenda internacional. Entretanto, os efeitos sobre receita, margens e geração de caixa dependerão dos valores efetivamente atribuídos à fabricante, das condições contratuais e do reconhecimento contábil ao longo do programa.</p>
<p>A Embraer não detalhou no anúncio desta segunda-feira quanto do valor global de € 590 milhões será reconhecido como receita pela companhia, nem apresentou estimativas específicas de impacto sobre seus resultados financeiros.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p>Embraer — comunicado oficial de 2 de novembro de 2026, <em>Greece acquires up to six Embraer KC-390 Millennium Multi-Mission Aircraft</em>.</p>
<p>Ministério da Defesa Nacional de Portugal — comunicado de 2 de novembro de 2026, <em>Defesa vende três aviões KC-390 à Grécia e garante parceria operacional de longo prazo</em>.</p>
<p>Ministério da Defesa Nacional da Grécia — comunicado oficial de 2 de novembro de 2026 sobre a assinatura do acordo para aquisição de três aeronaves KC-390, com opção para outras três.</p>
<p>Diário da República de Portugal — Resolução do Conselho de Ministros nº 207/2026, de 22 de outubro de 2026.</p>
<p>Força Aérea Portuguesa — comunicado de 2 de novembro de 2026 sobre a formalização do acordo governamental para aquisição de três KC-390 pela Força Aérea Helênica.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Ouro sobe quase 2% com queda do petróleo e fecha a US$ 3.969,60</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/ouro-sobe-quase-2-queda-petroleo-3969-60</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Nov 2026 19:48:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[commodities]]></category>
		<category><![CDATA[Fed]]></category>
		<category><![CDATA[Federal Reserve]]></category>
		<category><![CDATA[juros nos EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado Financeiro]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[metais preciosos]]></category>
		<category><![CDATA[Ouro]]></category>
		<category><![CDATA[ouro hoje]]></category>
		<category><![CDATA[payroll]]></category>
		<category><![CDATA[Petróleo]]></category>
		<category><![CDATA[prata]]></category>
		<category><![CDATA[preço do ouro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ouro sobe 1,81% e fecha a US$ 3.969,60 com queda do petróleo. Mercado acompanha negociações entre Irã e EUA e próximos passos do Federal Reserve.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O preço do ouro encerrou esta segunda-feira (2 de novembro de 2026) em alta de 1,81%, recuperando parte das perdas acumuladas nas sessões anteriores, em meio à forte desvalorização do petróleo e às expectativas de avanços diplomáticos entre Estados Unidos e Irã. O movimento ocorreu enquanto investidores reavaliavam os riscos de inflação e a trajetória dos juros norte-americanos, fatores determinantes para o desempenho dos metais preciosos.</p>
<p>Na divisão de metais da bolsa de Nova York (Comex), o contrato futuro do ouro para entrega em dezembro fechou cotado a US$ 3.969,60 por onça-troy, conforme os dados de fechamento divulgados nesta segunda-feira. A prata, com vencimento no mesmo mês, registrou valorização de 3,27%, encerrando a US$ 50,888 por onça-troy.</p>
<p>A recuperação foi acompanhada pela queda expressiva das cotações internacionais de petróleo, que chegaram a recuar mais de 8% durante a sessão. A possibilidade de um entendimento diplomático para reduzir o conflito no Oriente Médio diminuiu parte das preocupações com interrupções no abastecimento global de energia.</p>
<p>Apesar da valorização, o ouro permaneceu abaixo do patamar de US$ 4.000 por onça-troy, referência acompanhada pelos participantes do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341722">mercado</a> após a recente sequência de perdas.</p>
<h2>Por que o ouro subiu com a queda do petróleo?</h2>
<p>A valorização do ouro nesta segunda-feira ocorreu em um cenário de redução das pressões sobre os preços internacionais de energia, diante das expectativas de uma solução negociada para o conflito entre Estados Unidos e Irã.</p>
<p>A queda do petróleo pode diminuir os riscos de inflação, especialmente em economias que dependem da importação de combustíveis e outros derivados. Esse movimento influencia as expectativas sobre a <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341723">política</a> monetária, já que pressões inflacionárias menores podem reduzir a necessidade de manutenção ou elevação das taxas de juros.</p>
<p>O ouro, diferentemente de títulos públicos e outros instrumentos financeiros, não oferece pagamento periódico de juros. Por isso, taxas elevadas costumam aumentar o custo de oportunidade de manter recursos aplicados no metal precioso.</p>
<p>Quando os investidores passam a considerar a possibilidade de uma política monetária menos restritiva, o ouro pode recuperar atratividade.</p>
<p>Essa relação, entretanto, não é automática. O metal também responde às oscilações do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank"  rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341721">dólar</a>, aos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, à procura por proteção patrimonial e às condições de liquidez dos mercados financeiros.</p>
<p>A recuperação desta segunda-feira ocorreu mesmo com a redução parcial das tensões geopolíticas, situação que normalmente diminuiria a procura pelo ouro como ativo de proteção.</p>
<h2>Negociações entre Irã e EUA derrubam petróleo e influenciam mercado</h2>
<p>As expectativas de avanço diplomático no Oriente Médio ganharam força após manifestações de autoridades iranianas sobre a continuidade das negociações indiretas com os Estados Unidos, mediadas pelo Catar.</p>
<p>O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou em 1º de novembro que Teerã mantém consultas diplomáticas com representantes catarianos para discutir uma proposta relacionada à reabertura do Estreito de Ormuz.</p>
<p>Segundo o governo iraniano, o plano poderia ser executado em dois dias, desde que determinadas condições fossem atendidas pelos Estados Unidos.</p>
<p>Entre os pontos de divergência estão o bloqueio naval norte-americano aos portos iranianos, as sanções econômicas e as condições para retomada das negociações sobre o programa nuclear do país.</p>
<p>O Estreito de Ormuz constitui uma passagem estratégica para o transporte internacional de petróleo. As restrições à navegação na região provocaram dificuldades de abastecimento e contribuíram para a elevação das cotações da commodity durante o conflito.</p>
<p>A possibilidade de reabertura da rota marítima levou os investidores a reavaliar os riscos de oferta, pressionando os contratos futuros do petróleo.</p>
<p>Embora as negociações tenham influenciado os mercados financeiros, ainda não havia confirmação de um acordo definitivo para encerrar o conflito.</p>
<h2>Federal Reserve mantém juros e preocupa investidores em ouro</h2>
<p>Além das negociações no Oriente Médio, os participantes do mercado de metais preciosos acompanham as decisões do Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos.</p>
<p>Em sua reunião de 27 e 28 de outubro de 2026, o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) decidiu manter a taxa básica de juros norte-americana no intervalo de 3,75% a 4% ao ano.</p>
<p>A decisão foi aprovada por dez votos a dois. As dirigentes Lisa Cook e Beth Hammack defenderam uma elevação de 0,25 ponto percentual, evidenciando divergências dentro do comitê sobre a intensidade da política monetária necessária para controlar a inflação.</p>
<p>No comunicado oficial, o Fed afirmou que a atividade econômica continua avançando em ritmo forte, enquanto a inflação permanece elevada.</p>
<p>A autoridade monetária também destacou que a obtenção de novos dados econômicos será importante para determinar a orientação futura dos juros.</p>
<p>Para o mercado de ouro, esse cenário mantém a possibilidade de volatilidade. Uma perspectiva de juros mais altos tende a favorecer aplicações remuneradas e pode pressionar metais preciosos, enquanto expectativas de condições monetárias menos restritivas podem sustentar uma recuperação das cotações.</p>
<p>A próxima reunião do Fomc está programada para os dias 8 e 9 de dezembro de 2026.</p>
<h2>Payroll dos Estados Unidos pode definir os próximos movimentos do ouro</h2>
<p>Outro fator acompanhado pelos investidores é a divulgação do relatório oficial de emprego dos Estados Unidos, conhecido como payroll.</p>
<p>Segundo o calendário do Bureau of Labor Statistics (BLS), os dados referentes a outubro de 2026 serão divulgados na sexta-feira, 6 de novembro, às 8h30 no horário da costa leste norte-americana, correspondentes às 10h30 em Brasília.</p>
<p>O levantamento apresenta informações sobre a criação de empregos fora do setor agrícola, a taxa de desemprego e a evolução dos salários.</p>
<p>Resultados que indiquem um mercado de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/trabalho" target="_blank"  rel="noopener" title="Trabalho" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341724">trabalho</a> mais aquecido podem reforçar a avaliação de que a economia norte-americana continua suficientemente forte para sustentar uma política monetária restritiva.</p>
<p>Por outro lado, sinais de desaceleração do emprego e dos salários podem reduzir as expectativas de novas elevações dos juros, dependendo também do comportamento da inflação.</p>
<p>Na divulgação anterior, referente a setembro, os Estados Unidos registraram criação líquida de 29 mil empregos fora do setor agrícola, enquanto a taxa de desemprego ficou em 4,2%, conforme os dados oficiais do BLS.</p>
<p>O relatório desta semana será uma das principais referências para avaliar as condições econômicas antes da reunião de dezembro do Federal Reserve.</p>
<h2>Ouro pode voltar a superar US$ 4.000?</h2>
<p>A recuperação de quase 2% nesta segunda-feira aproximou novamente o ouro da marca de US$ 4.000 por onça-troy, mas não eliminou os fatores que provocaram a desvalorização recente.</p>
<p>O comportamento dos juros norte-americanos permanece entre as principais variáveis para a formação dos preços. A manutenção de taxas elevadas por um período prolongado pode limitar a valorização do metal.</p>
<p>Ao mesmo tempo, uma redução sustentada dos preços do petróleo poderia aliviar pressões inflacionárias e alterar as expectativas sobre as próximas decisões do Federal Reserve.</p>
<p>A evolução das negociações entre Irã e Estados Unidos também continuará influenciando o mercado, especialmente diante da importância do Estreito de Ormuz para o abastecimento internacional de energia.</p>
<p>Com o ouro negociado abaixo de US$ 4.000 e a prata novamente acima de US$ 50 por onça-troy, investidores devem acompanhar os indicadores de emprego, a política monetária norte-americana e os desdobramentos diplomáticos para avaliar a sustentabilidade da recuperação dos metais preciosos.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p>CME Group — Comex, contratos futuros e metodologia oficial de liquidação dos contratos de ouro e prata.</p>
<p>Federal Reserve — comunicado oficial do Fomc de 28 de outubro de 2026.</p>
<p>Federal Reserve — calendário oficial das reuniões de política monetária de 2026.</p>
<p>Bureau of Labor Statistics (BLS) — calendário oficial de divulgação do relatório de emprego de outubro de 2026.</p>
<p>Bureau of Labor Statistics (BLS) — Employment Situation, setembro de 2026.</p>
<p>Ministério das Relações Exteriores do Irã — declarações de Abbas Araqchi de 1º de novembro de 2026 sobre as negociações mediadas pelo Catar.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Hackers atacam supermercados na Europa e elevam temperatura de freezers a 50°C</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/hackers-atacam-supermercados-europa-freezers-50-graus</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Daniel Soto]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Nov 2026 19:38:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ataque cibernético]]></category>
		<category><![CDATA[cibersegurança]]></category>
		<category><![CDATA[crimes cibernéticos]]></category>
		<category><![CDATA[Europa]]></category>
		<category><![CDATA[Freezers]]></category>
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		<category><![CDATA[segurança digital]]></category>
		<category><![CDATA[Sistemas de refrigeração]]></category>
		<category><![CDATA[supermercados]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[varejo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Hackers atacam supermercados europeus e elevam temperatura de freezers a 50°C. Invasões atingem lojas na Bélgica, Suécia, Luxemburgo e Estônia.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma série de ataques cibernéticos contra sistemas de refrigeração de supermercados atingiu estabelecimentos na Bélgica, Luxemburgo, Suécia e Estônia nesta segunda-feira (2 de novembro de 2026). Os invasores conseguiram alterar remotamente configurações de equipamentos, incluindo ajustes de temperatura para 50°C, provocando interrupções operacionais, descarte de alimentos e prejuízos para redes varejistas.</p>
<p>Os incidentes afetaram unidades de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341720">empresas</a> como Delhaize, Carrefour, Spar, ICA e Coop. Na Estônia, a rede Selver confirmou que uma de suas lojas também foi alvo de invasão. Os problemas ocorreram poucas semanas depois de ataques semelhantes atingirem centenas de estabelecimentos franceses.</p>
<p>A ofensiva expõe a vulnerabilidade de sistemas industriais conectados à internet, utilizados para monitorar e controlar equipamentos de refrigeração comercial. Embora os incidentes apresentem características semelhantes, ainda não há confirmação oficial de que tenham sido realizados pelos mesmos responsáveis ou coordenados por um único grupo criminoso.</p>
<h2>Ataques cibernéticos atingem supermercados na Bélgica e em Luxemburgo</h2>
<p>Na Bélgica, a rede Carrefour confirmou oficialmente que 15 de suas mais de 700 unidades foram afetadas por um ataque direcionado a instalações de refrigeração. Segundo comunicado divulgado nesta segunda-feira, os problemas ficaram concentrados em equipamentos específicos, principalmente nos setores de congelados.</p>
<p>A companhia informou que nenhum hipermercado foi atingido e que todos os estabelecimentos permaneceram abertos. A rede classificou o impacto operacional como limitado e afirmou ter adotado medidas para manter os produtos disponíveis aos consumidores.</p>
<p>A Delhaize, pertencente ao grupo Ahold Delhaize, identificou problemas em sistemas de refrigeração de dezenas de lojas, principalmente na Bélgica, mas também em Luxemburgo. A empresa informou que adotou providências para preservar o funcionamento dos estabelecimentos, embora algumas unidades tenham enfrentado restrições temporárias na disponibilidade de produtos refrigerados e congelados.</p>
<p>A fornecedora belga Sabcobel, responsável por instalações frigoríficas da Delhaize, atribuiu os problemas a uma invasão que acionou remotamente o modo de degelo dos equipamentos. Essa função, normalmente utilizada para remover o gelo acumulado nos sistemas, pode comprometer a conservação dos alimentos quando ativada indevidamente ou mantida por períodos prolongados.</p>
<p>O Grupo Colruyt também confirmou problemas em cinco unidades da bandeira Spar na Bélgica.</p>
<h2>Supermercados da Suécia relatam temperaturas ajustadas para 50°C</h2>
<p>Na Suécia, estabelecimentos das redes ICA e Coop relataram falhas nos sistemas de refrigeração durante a madrugada.</p>
<p>A unidade ICA Kvantum, localizada em Sjöbo, informou publicamente que seus refrigeradores e freezers haviam sido invadidos e tiveram a configuração de temperatura alterada para 50°C. A loja precisou retirar produtos comprometidos e trabalhar na recuperação dos equipamentos.</p>
<p>Em outras unidades, os incidentes provocaram interrupções temporárias nas operações e exigiram a retirada de mercadorias que poderiam ter perdido as condições adequadas de conservação.</p>
<p>A ICA confirmou que um número limitado de lojas sofreu problemas nos sistemas de refrigeração e congelamento. A companhia afirmou estar prestando apoio às unidades afetadas, sem divulgar inicialmente um balanço consolidado dos prejuízos.</p>
<p>A Coop também confirmou problemas em seis estabelecimentos na região central da Suécia.</p>
<p>Os episódios passaram a ser acompanhados pelas autoridades de segurança cibernética do país, diante do risco representado por equipamentos operacionais conectados a redes de comunicação.</p>
<h2>Estônia confirma invasão e alteração de temperatura em supermercado</h2>
<p>Na Estônia, a rede Selver confirmou que uma de suas unidades foi atingida por um ataque cibernético nesta segunda-feira.</p>
<p>Em declaração à emissora pública estoniana ERR, Mariann Järvela, responsável pela comunicação da empresa, informou que o problema foi identificado rapidamente por um parceiro tecnológico e não provocou danos ao estabelecimento.</p>
<p>Segundo Järvela, a unidade afetada era a última da rede que ainda não havia adotado um sistema mais recente de controle de refrigeração.</p>
<p>O presidente-executivo da fornecedora Kitman Coldtech, Jann Mutso, explicou à ERR que os invasores conseguiram acessar o computador responsável pelo controle de um sistema de refrigeração de geração anterior, fabricado pela Danfoss, e alterar sua configuração para 50°C.</p>
<p>De acordo com o executivo, a intervenção ocorreu por meio de equipamentos conectados à rede e apresentou características semelhantes às observadas em ataques anteriores na França e na Holanda.</p>
<p>A resposta técnica foi realizada em aproximadamente dez minutos, evitando perdas relevantes na unidade afetada.</p>
<p>Mutso também alertou que determinados estabelecimentos ainda utilizam controladores antigos ou sem atualizações de segurança, condição que pode ampliar a exposição a invasões.</p>
<h2>França já havia alertado sobre vulnerabilidades em sistemas de refrigeração</h2>
<p>Os novos ataques ocorreram menos de um mês depois de uma sequência de incidentes contra sistemas de refrigeração de estabelecimentos comerciais franceses.</p>
<p>Em 12 de outubro de 2026, o Centro Governamental de Monitoramento, Alerta e Resposta a Ataques Cibernéticos da França (CERT-FR) publicou o alerta CERTFR-2026-ALE-012, identificando numerosas invasões de controladores remotos de instalações frigoríficas.</p>
<p>O documento oficial identificou equipamentos das séries Danfoss AK-SM e AK-SC, além de controladores Copeland XWEB e Dixell XWEB, entre os sistemas comprometidos.</p>
<p>Segundo a autoridade francesa, a exposição direta de interfaces administrativas à internet contraria as boas práticas de segurança cibernética e aumenta o risco de acesso não autorizado.</p>
<p>O órgão recomendou que operadores interrompam a exposição pública dos dispositivos, revisem as configurações de degelo, atualizem os programas internos dos equipamentos e utilizem conexões protegidas para o acesso remoto.</p>
<p>O CERT-FR também advertiu que restaurar as configurações de fábrica de um equipamento comprometido pode não ser suficiente quando a vulnerabilidade original permanece sem correção.</p>
<p>O alerta permanece particularmente relevante diante da utilização de controladores antigos, que podem continuar expostos a ataques mesmo depois de procedimentos de recuperação.</p>
<h2>Ataques a freezers representam risco financeiro e sanitário</h2>
<p>A digitalização dos sistemas de refrigeração permite que supermercados acompanhem temperaturas, consumo de energia, alarmes e manutenção de equipamentos à distância. Essa integração melhora a eficiência operacional, mas também cria pontos de exposição quando o acesso remoto não é adequadamente protegido.</p>
<p>Diferentemente de ataques destinados apenas ao roubo de informações, a manipulação de sistemas de refrigeração pode produzir consequências físicas e operacionais imediatas.</p>
<p>A alteração indevida da temperatura pode comprometer alimentos perecíveis, interromper a comercialização de mercadorias e exigir inspeções técnicas antes da retomada das operações.</p>
<p>Os prejuízos potenciais incluem o descarte de carnes, laticínios e produtos congelados, além dos custos de manutenção, paralisação de lojas e reposição de estoques.</p>
<p>A dimensão das perdas depende do tempo de exposição, das temperaturas efetivamente registradas e das características de cada produto. A configuração de um controlador para 50°C não significa necessariamente que todos os alimentos tenham atingido essa temperatura.</p>
<p>Para grandes redes varejistas, a repetição desses episódios também levanta preocupações sobre a continuidade operacional de equipamentos essenciais e a necessidade de investimentos adicionais em segurança digital.</p>
<h2>Autoridades investigam ataques e autoria permanece desconhecida</h2>
<p>Até esta segunda-feira, não havia identificação pública conclusiva dos responsáveis pela sequência de invasões registrada nos supermercados europeus.</p>
<p>A semelhança dos métodos utilizados, especialmente a manipulação remota de controles de temperatura, sugere a exploração de vulnerabilidades existentes em sistemas de refrigeração conectados.</p>
<p>Entretanto, a presença de características técnicas semelhantes não comprova que todos os ataques tenham sido realizados pelos mesmos invasores.</p>
<p>As investigações deverão esclarecer a extensão das ocorrências, os mecanismos de comprometimento dos equipamentos e a eventual existência de conexões entre os incidentes registrados em diferentes países.</p>
<p>Enquanto isso, as autoridades de segurança cibernética recomendam a revisão dos acessos remotos e a atualização dos controladores utilizados em operações comerciais e industriais.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p>Carrefour Belgique — comunicado oficial de 2 de novembro de 2026 sobre o ataque às instalações frigoríficas de 15 lojas.</p>
<p>CERT-FR / Agência Nacional de Segurança dos Sistemas de Informação da França (ANSSI) — alerta CERTFR-2026-ALE-012, publicado em 12 de outubro e atualizado em 16 de outubro de 2026.</p>
<p>ERR — declarações originais de Mariann Järvela, da Selver, e Jann Mutso, da Kitman Coldtech, prestadas em 2 de novembro de 2026.</p>
<p>ICA Kvantum Sjöbo — manifestação pública de 2 de novembro de 2026 sobre alterações nos sistemas de refrigeração.</p>
<p>ICA Group, Coop e Delhaize — declarações de representantes das empresas divulgadas em 2 de novembro de 2026.</p>
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		<item>
		<title>Petróleo despenca mais de 8% com negociações entre Irã e EUA; Brent se aproxima de US$ 100</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/petroleo-despenca-8-por-cento-ira-eua-brent-100-dolares</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Nov 2026 19:29:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Brent]]></category>
		<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
		<category><![CDATA[estreito de Ormuz]]></category>
		<category><![CDATA[irá]]></category>
		<category><![CDATA[mercado de energia]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Oriente Médio.]]></category>
		<category><![CDATA[Petrobras]]></category>
		<category><![CDATA[Petróleo]]></category>
		<category><![CDATA[WTI]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Petróleo despenca mais de 8% com negociações entre Irã e EUA. Brent cai a US$ 104,09 e mercado acompanha possível reabertura do Estreito de Ormuz.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os preços internacionais do petróleo registraram forte queda nesta segunda-feira (2 de novembro de 2026), diante das expectativas de avanço nas negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio. A possibilidade de reabertura do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo, reduziu o prêmio de risco geopolítico incorporado às cotações da commodity.</p>
<p>Por volta das 15h40, no horário de Brasília, o contrato futuro do petróleo Brent para entrega em janeiro de 2027 recuava 8,23%, negociado a US$ 104,09 por barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, conforme os dados de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341718">mercado</a> apresentados no levantamento da sessão. O West Texas Intermediate (WTI), referência norte-americana, com vencimento em dezembro, caía 7,92%, a US$ 95,87 por barril na New York Mercantile Exchange (Nymex).</p>
<p>A desvalorização aproximou o Brent da marca de US$ 100, considerada uma referência importante pelos participantes do mercado internacional de energia. O movimento ocorreu após novas manifestações de autoridades iranianas sobre a possibilidade de acelerar um entendimento com Washington, embora persistam divergências sobre as condições necessárias para encerrar as hostilidades.</p>
<h2>Irã propõe reabrir Estreito de Ormuz em dois dias</h2>
<p>O governo iraniano afirmou nesta segunda-feira que mantém contatos diplomáticos indiretos com os Estados Unidos, utilizando o Catar como intermediário, e que uma proposta para restabelecer a segurança no Estreito de Ormuz poderia ser implementada em dois dias.</p>
<p>Durante entrevista coletiva em Teerã, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, explicou que a iniciativa diplomática originalmente estruturada em sete etapas foi adaptada para permitir uma execução mais rápida.</p>
<p>A proposta, entretanto, depende do atendimento de exigências iranianas, incluindo o encerramento do bloqueio naval norte-americano contra portos do país.</p>
<p>Baghaei confirmou que o vice-ministro das Relações Exteriores, Kazem Gharibabadi, esteve em Doha para facilitar a troca de mensagens entre os governos. Segundo o porta-voz, o processo diplomático permanece em andamento, mas a concretização de um entendimento exige decisões de Washington.</p>
<p>O Ministério das Relações Exteriores do Catar também confirmou oficialmente, em manifestação de 27 de outubro, que vinha conduzindo esforços de mediação para reduzir as tensões regionais e preservar a possibilidade de uma solução negociada.</p>
<p>A posição iraniana indica disposição para acelerar determinadas medidas caso haja entendimento, mas não representa a assinatura de um acordo de paz nem estabelece uma data definitiva para a normalização do tráfego marítimo.</p>
<h2>Estreito de Ormuz é decisivo para o abastecimento mundial de petróleo</h2>
<p>A perspectiva de reabertura do Estreito de Ormuz tem impacto direto sobre as expectativas de oferta global de petróleo. A passagem marítima, localizada entre o Irã e Omã, conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Mar da Arábia, constituindo uma rota estratégica para exportações de produtores do Oriente Médio.</p>
<p>Dados oficiais da Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos (EIA) mostram que o volume de petróleo e derivados transportado pela região caiu significativamente após o início do conflito.</p>
<p>No quarto trimestre de 2025, antes da guerra, o fluxo médio pelo estreito alcançava 21,6 milhões de barris por dia. No segundo trimestre de 2026, esse volume havia diminuído para 4,9 milhões de barris diários.</p>
<p>A redução de aproximadamente 77% evidencia a dimensão das restrições enfrentadas pelo comércio internacional de energia.</p>
<p>O bloqueio e os riscos associados à navegação obrigaram participantes do setor a procurar rotas alternativas, ampliando custos logísticos e aumentando a exposição do abastecimento global a interrupções.</p>
<p>Nesse contexto, qualquer perspectiva concreta de retomada do transporte marítimo pela região pode reduzir o prêmio de risco embutido nos contratos futuros do petróleo.</p>
<p>A recuperação efetiva do abastecimento, contudo, dependerá não apenas de um eventual entendimento diplomático, mas também das condições de segurança, da infraestrutura de produção e da capacidade de retomada das operações comerciais.</p>
<h2>Por que o petróleo caiu mais de 8% nesta segunda-feira?</h2>
<p>A forte desvalorização reflete uma mudança nas expectativas dos investidores sobre a duração do conflito e seus efeitos sobre a disponibilidade internacional da commodity.</p>
<p>Durante períodos de tensão militar em regiões produtoras, os preços do petróleo tendem a incorporar um prêmio adicional associado ao risco de interrupções no fornecimento.</p>
<p>Quando surgem perspectivas de redução desses riscos, parte desse prêmio pode ser retirada rapidamente das cotações, provocando movimentos expressivos nos mercados futuros.</p>
<p>A queda desta segunda-feira também ocorre em um momento de incerteza sobre a possibilidade de novas operações militares no Oriente Médio.</p>
<p>Apesar da continuidade dos contatos diplomáticos, permanecem divergências entre Washington e Teerã sobre sanções econômicas, segurança regional, restrições marítimas e o programa nuclear iraniano.</p>
<p>Sem um acordo formal e garantias de implementação, o mercado continua sujeito a oscilações expressivas decorrentes de declarações políticas e acontecimentos militares.</p>
<h2>Queda do petróleo pode afetar Petrobras (PETR4) e combustíveis no Brasil</h2>
<p>A redução das cotações internacionais pode produzir efeitos distintos sobre o mercado brasileiro, dependendo da duração e da intensidade do movimento.</p>
<p>Para a Petrobras (PETR4), preços menores do petróleo podem reduzir a receita obtida com a comercialização e a exportação de óleo bruto, caso a desvalorização persista.</p>
<p>Por outro lado, a queda internacional também pode diminuir o custo de aquisição de petróleo e derivados, beneficiando determinadas operações de refino e importação.</p>
<p>No mercado doméstico de combustíveis, o impacto não é automático. Os preços praticados nas refinarias e ao consumidor dependem de fatores como taxa de câmbio, custos logísticos, tributação, margens de distribuição e decisões comerciais das <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341719">empresas</a>.</p>
<p>Uma redução prolongada do Brent poderia aliviar parte das pressões sobre gasolina e diesel, mas não representa garantia de diminuição imediata dos preços nos postos.</p>
<p>O efeito sobre a inflação brasileira também dependerá da transmissão das cotações internacionais aos preços internos de energia e transporte.</p>
<h2>Mercado acompanha condições para acordo entre Irã e Estados Unidos</h2>
<p>A atenção dos investidores permanece concentrada na possibilidade de um entendimento diplomático capaz de restabelecer a segurança no Estreito de Ormuz e reduzir os riscos de abastecimento.</p>
<p>Entre os fatores considerados decisivos estão o encerramento do bloqueio naval norte-americano, as condições apresentadas pelo governo iraniano e a efetiva implementação de eventuais compromissos.</p>
<p>A queda expressiva do petróleo nesta segunda-feira demonstra a sensibilidade do mercado às perspectivas de negociação, mas ainda não permite concluir que o conflito esteja próximo de uma solução definitiva.</p>
<p>Enquanto persistirem restrições à navegação e riscos de novos confrontos, as cotações do Brent e do WTI deverão continuar reagindo às mudanças no cenário geopolítico.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p>Intercontinental Exchange (ICE) — especificações oficiais e vencimentos dos contratos futuros do petróleo Brent.</p>
<p>CME Group — mercado de contratos futuros de petróleo WTI.</p>
<p>Ministério das Relações Exteriores do Catar — comunicado oficial de 27 de outubro de 2026 sobre os esforços de mediação entre Estados Unidos e Irã.</p>
<p>Ministério das Relações Exteriores do Irã — declarações de Esmaeil Baghaei em entrevista coletiva de 2 de novembro de 2026, registradas em vídeo original pela Anadolu Agency.</p>
<p>U.S. Energy Information Administration (EIA) — Global Energy Security Data, agosto de 2026, e Short-Term Energy Outlook.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Vale-refeição e vale-alimentação: novas regras entram em fase final; veja o que muda</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/novas-regras-vale-refeicao-alimentacao-2026</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Maria Helena Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Nov 2026 14:41:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[benefícios trabalhistas]]></category>
		<category><![CDATA[cartão alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[cartão refeição]]></category>
		<category><![CDATA[Decreto 12.712/2025]]></category>
		<category><![CDATA[direitos dos trabalhadores.]]></category>
		<category><![CDATA[interoperabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério do Trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[novas regras vale-alimentação 2026]]></category>
		<category><![CDATA[novas regras vale-refeição 2026]]></category>
		<category><![CDATA[PAT]]></category>
		<category><![CDATA[Programa de Alimentação do Trabalhador]]></category>
		<category><![CDATA[recadastramento PAT]]></category>
		<category><![CDATA[vale-alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[vale-refeição]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Novas regras do vale-refeição e vale-alimentação entram em vigor em novembro. Veja o que muda nos cartões, nas taxas e nos estabelecimentos.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As novas regras do <strong>vale-refeição (VR) e do vale-alimentação (VA)</strong> chegam à etapa final de implementação em novembro de 2026. A principal mudança é a obrigatoriedade da interoperabilidade entre as operadoras, que deverá estar plenamente implementada até <strong>7 de novembro</strong>, permitindo o compartilhamento das redes de estabelecimentos credenciados. A medida faz parte da reformulação do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), regulamentada pelo Decreto 12.712/2025.</p>
<p>Na prática, a integração permitirá que cartões de diferentes operadoras sejam utilizados em uma rede mais ampla de restaurantes, supermercados e outros estabelecimentos habilitados, reduzindo as restrições relacionadas à bandeira do benefício. O objetivo do governo federal é aumentar a concorrência no setor e facilitar a utilização dos recursos pelos trabalhadores.</p>
<p>A regulamentação também estabelece limites para as taxas cobradas dos comerciantes, reduz o prazo de repasse das vendas e proíbe determinadas cobranças adicionais. Entretanto, a mudança não aumenta o valor dos benefícios, não autoriza saques e mantém as restrições sobre os produtos que podem ser comprados com os cartões.</p>
<h2>O que muda no vale-refeição e no vale-alimentação em novembro?</h2>
<p>A principal novidade é a implementação obrigatória da interoperabilidade entre os arranjos de pagamento utilizados pelas <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341714">empresas</a> que administram os benefícios.</p>
<p>O Decreto 12.712, publicado em 12 de novembro de 2025, concedeu prazo de 360 dias para a adaptação dos sistemas. Pelo cronograma, a exigência de interoperabilidade plena passa a valer em 7 de novembro de 2026.</p>
<p>A interoperabilidade permite o compartilhamento das redes de estabelecimentos credenciados entre as diferentes operadoras.</p>
<p>Atualmente, um restaurante pode aceitar determinada bandeira de vale-refeição e não operar com cartões de outras empresas. Com a integração, a estrutura de aceitação deverá permitir transações de diferentes operadoras participantes, observadas as regras de credenciamento e a finalidade dos benefícios.</p>
<p>O decreto também proíbe a diferenciação de tratamento entre transações realizadas no âmbito da interoperabilidade, tanto entre participantes de um mesmo arranjo quanto entre arranjos distintos.</p>
<p>A mudança busca reduzir a fragmentação do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341712">mercado</a> e ampliar as possibilidades de utilização dos cartões pelos trabalhadores.</p>
<h2>Vale-refeição poderá ser usado em qualquer restaurante?</h2>
<p>A interoperabilidade deverá ampliar o número de estabelecimentos onde os trabalhadores conseguem utilizar seus cartões, mas não obriga todos os restaurantes a aceitar vale-refeição.</p>
<p>O comerciante continua tendo liberdade para decidir se deseja oferecer essa modalidade de pagamento.</p>
<p>Entretanto, os estabelecimentos credenciados deverão operar de acordo com as regras de integração aplicáveis aos arranjos participantes.</p>
<p>Isso significa que a aceitação não deverá continuar limitada exclusivamente à operadora originalmente contratada quando a transação estiver abrangida pela interoperabilidade.</p>
<p>A mudança depende da adaptação dos sistemas de pagamento e da habilitação dos estabelecimentos.</p>
<p>O objetivo é facilitar o uso dos benefícios sem modificar sua finalidade alimentar.</p>
<h2>Vale-refeição poderá ser usado em supermercados?</h2>
<p>As novas regras não transformam o vale-refeição em vale-alimentação nem autorizam automaticamente a utilização de qualquer cartão para todas as compras realizadas em supermercados.</p>
<p>O vale-refeição continua destinado, em regra, ao pagamento de refeições prontas, como almoços, jantares e lanches.</p>
<p>Já o vale-alimentação permanece direcionado à aquisição de gêneros alimentícios, normalmente em supermercados, mercearias e estabelecimentos semelhantes.</p>
<p>A aceitação de determinada modalidade depende do credenciamento do estabelecimento e da natureza da operação.</p>
<p>Supermercados que também comercializam refeições prontas poderão operar com diferentes modalidades, conforme sua habilitação e as regras do programa.</p>
<p>A ampliação das redes de aceitação não elimina a necessidade de observar a destinação legal de cada benefício.</p>
<h2>O que não pode ser comprado com vale-alimentação?</h2>
<p>A Lei 6.321/1976 estabelece que os recursos dos programas de alimentação do trabalhador devem ser destinados exclusivamente ao pagamento de refeições e à aquisição de gêneros alimentícios.</p>
<p>Por esse motivo, os cartões vinculados ao PAT não podem ser utilizados livremente para comprar produtos sem relação com alimentação.</p>
<p>Entre os itens incompatíveis com essa finalidade estão medicamentos, combustíveis, cosméticos, eletrodomésticos, equipamentos eletrônicos e produtos de higiene pessoal.</p>
<p>A restrição continua válida mesmo quando esses produtos são vendidos em supermercados ou estabelecimentos que aceitam vale-alimentação.</p>
<p>Bebidas alcoólicas também não se enquadram na finalidade alimentar prevista para o benefício.</p>
<p>A legislação prevê sanções para estabelecimentos e empresas responsáveis pela comercialização irregular de produtos não relacionados à alimentação do trabalhador.</p>
<h2>Será possível sacar o dinheiro do vale-refeição?</h2>
<p>Não. A implementação da interoperabilidade não autoriza o saque do saldo disponível nos cartões.</p>
<p>O vale-refeição e o vale-alimentação continuam destinados ao pagamento de despesas alimentares, conforme as regras do programa.</p>
<p>Os recursos não podem ser livremente transferidos para contas bancárias nem convertidos em dinheiro para outras finalidades.</p>
<p>A utilização de acordos informais com comerciantes para trocar o saldo por dinheiro também contraria a destinação legal dos benefícios.</p>
<p>Os cartões que concentram diferentes benefícios continuam sujeitos às regras específicas de cada modalidade, sendo necessário preservar a identificação e a destinação dos recursos alimentares.</p>
<h2>Novas regras limitam taxas cobradas de restaurantes e supermercados</h2>
<p>Além da interoperabilidade, o Decreto 12.712/2025 estabeleceu limites para os custos das transações realizadas com vale-refeição e vale-alimentação.</p>
<p>A taxa de desconto cobrada pelas credenciadoras dos estabelecimentos comerciais, conhecida como MDR, não pode ultrapassar <strong>3,6% do valor da operação</strong>.</p>
<p>A tarifa de intercâmbio, cobrada entre participantes do sistema de pagamento, tem limite de 2%.</p>
<p>A regulamentação também proíbe a cobrança de taxas, tarifas e despesas adicionais além das modalidades expressamente autorizadas para essas transações.</p>
<p>Os limites começaram a ser exigidos em fevereiro de 2026, após o período de adaptação de 90 dias previsto no decreto.</p>
<p>As medidas foram estabelecidas para reduzir custos operacionais e estimular maior concorrência entre empresas emissoras e credenciadoras.</p>
<h2>Comerciantes devem receber valores das vendas em até 15 dias</h2>
<p>Outra mudança já implementada determina que os valores das transações realizadas com vale-refeição e vale-alimentação sejam liquidados em até <strong>15 dias corridos</strong>, contados da data da operação.</p>
<p>Antes da nova regulamentação, os contratos podiam estabelecer períodos superiores de repasse.</p>
<p>Com a redução do prazo, restaurantes, supermercados e demais estabelecimentos credenciados passam a contar com um limite uniforme para o recebimento dos recursos.</p>
<p>A alteração é particularmente relevante para pequenos <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank"  rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341711">negócios</a> que dependem de capital de giro para pagar fornecedores, funcionários e despesas operacionais.</p>
<p>O decreto também proíbe práticas comerciais que envolvam descontos indevidos, vantagens financeiras indiretas ou benefícios não relacionados à finalidade alimentar.</p>
<p>As regras se aplicam às empresas que concedem auxílio-refeição e auxílio-alimentação, independentemente de estarem formalmente inscritas no PAT, conforme orientação do Ministério do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/trabalho" target="_blank"  rel="noopener" title="Trabalho" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341713">Trabalho</a> e Emprego.</p>
<h2>Estabelecimento pode cobrar taxa extra pelo uso do vale-refeição?</h2>
<p>O comerciante pode optar por não aceitar vale-refeição ou vale-alimentação. Entretanto, quando anuncia a aceitação de determinada modalidade, deve respeitar as condições informadas ao consumidor.</p>
<p>O Procon-SP orienta que estabelecimentos não podem impor valor mínimo de compra para pagamentos com cartão nem estabelecer restrições não informadas sobre a utilização do benefício.</p>
<p>A imposição de cobranças adicionais ao consumidor ou de condições que contrariem a oferta pode caracterizar prática abusiva, conforme as circunstâncias.</p>
<p>As taxas previstas na regulamentação do PAT dizem respeito às relações comerciais entre os participantes do sistema de pagamento e não constituem autorização para que os estabelecimentos repassem cobranças irregulares aos trabalhadores.</p>
<p>Em caso de problema, o consumidor pode guardar comprovantes, registrar as condições da cobrança e procurar os canais de atendimento da operadora ou os órgãos de defesa do consumidor.</p>
<h2>Empresas são obrigadas a oferecer vale-refeição ou vale-alimentação?</h2>
<p>Não existe uma obrigação geral para que todas as empresas brasileiras concedam vale-refeição ou vale-alimentação aos funcionários.</p>
<p>Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, a concessão desses benefícios é facultativa, salvo quando prevista em convenções coletivas, acordos de trabalho ou outras obrigações aplicáveis à relação empregatícia.</p>
<p>As novas regras não modificam essa condição.</p>
<p>Também não estabelecem um valor mínimo nacional obrigatório para os depósitos realizados nos cartões.</p>
<p>Os valores continuam dependendo das condições adotadas pelas empresas e dos instrumentos coletivos aplicáveis a cada categoria profissional.</p>
<p>A interoperabilidade altera principalmente o funcionamento das redes de pagamento, não o montante dos benefícios concedidos.</p>
<h2>Quem descumprir as novas regras poderá receber multa de até R$ 50 mil</h2>
<p>A legislação do PAT estabelece penalidades administrativas para o descumprimento das regras de utilização dos benefícios.</p>
<p>O artigo 3º-A da Lei 6.321/1976 prevê multas de <strong>R$ 5 mil a R$ 50 mil</strong>, conforme a infração e os critérios aplicáveis.</p>
<p>Em caso de reincidência ou de tentativa de dificultar a fiscalização, o valor pode ser dobrado.</p>
<p>Além das multas, a legislação prevê cancelamento de inscrição ou registro no programa e perda de incentivos fiscais, nas hipóteses legais.</p>
<p>O Decreto 12.712/2025 vincula o descumprimento das obrigações de interoperabilidade, limites de taxas e prazos de liquidação às sanções previstas na legislação.</p>
<p>A fiscalização é de competência do Ministério do Trabalho e Emprego.</p>
<h2>Prazo para recadastramento no PAT termina em 9 de novembro</h2>
<p>Além das alterações nos cartões, empresas e profissionais cadastrados no Programa de Alimentação do Trabalhador precisam cumprir uma obrigação administrativa.</p>
<p>O Ministério do Trabalho e Emprego estabeleceu <strong>9 de novembro de 2026</strong> como prazo final para o recadastramento integral dos participantes no novo sistema do PAT.</p>
<p>A exigência está prevista na Portaria MTE 1.599/2026 e abrange nutricionistas responsáveis técnicos, empresas beneficiárias, fornecedoras de alimentação coletiva e facilitadoras responsáveis pela emissão dos benefícios ou pelo credenciamento de estabelecimentos.</p>
<p>O procedimento deve ser realizado no sistema Novo PAT, mediante autenticação pela conta Gov.br.</p>
<p>Segundo o ministério, quem não concluir o recadastramento dentro do prazo será excluído automaticamente do cadastro do programa.</p>
<p>Os participantes excluídos poderão solicitar uma nova inscrição posteriormente, observando as regras vigentes.</p>
<p>A atualização cadastral é uma obrigação distinta da interoperabilidade dos cartões e não altera diretamente o saldo disponível para os trabalhadores.</p>
<h2>Como ficam os trabalhadores após as mudanças?</h2>
<p>Para os trabalhadores, o principal efeito esperado é a ampliação da rede de estabelecimentos em que os cartões poderão ser utilizados.</p>
<p>A integração entre operadoras também tende a reduzir a necessidade de verificar previamente quais bandeiras são aceitas por determinados restaurantes e supermercados credenciados.</p>
<p>Entretanto, não há previsão de aumento automático dos benefícios, liberação de saques ou autorização para comprar produtos sem relação com alimentação.</p>
<p>O funcionamento dos sistemas deverá observar a implementação efetiva da interoperabilidade a partir do prazo regulamentar.</p>
<p>O Programa de Alimentação do Trabalhador atende mais de 21,5 milhões de trabalhadores, segundo informações oficiais do Ministério do Trabalho e Emprego.</p>
<p>A ampliação das possibilidades de aceitação dos cartões, combinada com os limites de taxas e os prazos de repasse, representa a principal mudança regulatória para o setor em 2026.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p>Presidência da República — Decreto 12.712/2025, publicado no Diário Oficial da União em 12 de novembro de 2025.</p>
<p>Ministério do Trabalho e Emprego — Regras do auxílio-alimentação e do auxílio-refeição passam a valer para todas as empresas, de 22 de julho de 2026.</p>
<p>Ministério do Trabalho e Emprego — PAT: empresas e nutricionistas têm 60 dias para se recadastrar no novo sistema, de 10 de setembro de 2026.</p>
<p>Ministério do Trabalho e Emprego — Portaria MTE 1.599/2026.</p>
<p>Ministério do Trabalho e Emprego — Programa de Alimentação do Trabalhador, orientações oficiais e perguntas frequentes.</p>
<p>Câmara dos Deputados — Lei 6.321/1976, texto atualizado.</p>
<p>Procon-SP — Orientações sobre aceitação de vale-refeição, cobranças e condições de pagamento.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Eleições nos EUA 2026 serão nesta terça (3); entenda o que está em jogo para Trump</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/eleicoes-eua-2026-midterms-trump-congresso</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Toscano]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Nov 2026 06:10:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Câmara dos Representantes]]></category>
		<category><![CDATA[Congresso dos Estados Unidos]]></category>
		<category><![CDATA[Donald Trump]]></category>
		<category><![CDATA[eleições americanas]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições de Meio de Mandato]]></category>
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		<category><![CDATA[política americana.]]></category>
		<category><![CDATA[Senado americano]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Eleições nos EUA 2026 acontecem nesta terça (3). Entenda as midterms, as 470 cadeiras em disputa e os impactos para Donald Trump.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Os Estados Unidos realizam nesta terça-feira, <strong>3 de novembro de 2026</strong>, as eleições de meio de mandato, conhecidas como <em>midterms</em>, que definirão a composição do Congresso durante os dois últimos anos do segundo mandato do presidente Donald Trump. O pleito colocará em disputa todas as <strong>435 cadeiras da Câmara dos Representantes e 35 das 100 vagas do Senado</strong>, além de governos estaduais e outros cargos regionais.</p>
<p>A eleição ocorre em um cenário de insatisfação de parte do eleitorado com a <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank"  rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341717">economia</a> e o custo de vida. Pesquisa Reuters/Ipsos realizada entre 16 e 19 de outubro apontou que 66% dos adultos americanos entrevistados desaprovavam a atuação de Trump na Presidência, enquanto 31% aprovavam sua gestão.</p>
<p>Embora o presidente não esteja diretamente nas urnas, o resultado poderá modificar a correlação de forças em Washington e afetar a tramitação de projetos legislativos, a aprovação do orçamento federal e a fiscalização das decisões do Executivo. Atualmente, o Partido Republicano controla as duas Casas do Congresso.</p>
<h2>O que são as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos?</h2>
<p>As eleições de meio de mandato são realizadas a cada quatro anos, dois anos depois da eleição presidencial americana.</p>
<p>O objetivo é renovar a Câmara dos Representantes e parte do Senado, permitindo que os eleitores redefinam sua representação no Congresso antes do encerramento do mandato presidencial.</p>
<p>Diferentemente do sistema brasileiro, no qual deputados federais e senadores são eleitos para mandatos de quatro e oito anos, respectivamente, os representantes americanos cumprem mandatos de dois anos e os senadores, de seis anos.</p>
<p>Por isso, todas as cadeiras da Câmara são submetidas a votação a cada dois anos, enquanto o Senado é renovado de maneira escalonada.</p>
<p>As eleições também podem envolver governadores, legislaturas estaduais, prefeitos, autoridades locais e consultas populares, dependendo do calendário de cada estado.</p>
<p>Em 2026, estão previstas eleições para governador em 36 estados americanos.</p>
<h2>Quantas cadeiras do Congresso americano serão disputadas em 2026?</h2>
<p>A eleição de 3 de novembro colocará em disputa 470 cadeiras com direito a voto no Congresso dos Estados Unidos.</p>
<p>Desse total, 435 pertencem à Câmara dos Representantes e 35 ao Senado.</p>
<p>Na Câmara, cada estado possui uma quantidade de representantes proporcional à sua população, conforme a distribuição estabelecida a partir do censo demográfico.</p>
<p>Os deputados são eleitos por distritos eleitorais, de modo que cada distrito escolhe seu representante.</p>
<p>O Senado segue uma lógica diferente. Cada um dos 50 estados americanos possui duas cadeiras, independentemente do número de habitantes.</p>
<p>Dos 35 mandatos senatoriais em disputa neste ano, 33 correspondem à renovação regular de uma das classes do Senado. Outros dois serão preenchidos por eleições especiais, realizadas na Flórida e em Ohio.</p>
<p>Os senadores eleitos para mandatos regulares ocuparão suas cadeiras por seis anos, enquanto os vencedores das eleições especiais completarão os períodos constitucionais correspondentes às vagas.</p>
<h2>Qual partido controla a Câmara e o Senado atualmente?</h2>
<p>O Partido Republicano, de Donald Trump, chega às eleições de novembro controlando as duas Casas do Congresso.</p>
<p>De acordo com a composição oficial do Senado, os republicanos ocupam 53 das 100 cadeiras. Os democratas possuem 45, enquanto outros dois senadores são independentes e integram o bloco político democrata para fins de organização parlamentar.</p>
<p>Na Câmara dos Representantes, o levantamento institucional mais recente consultado registra 218 republicanos, 214 democratas, um independente e duas cadeiras vagas.</p>
<p>A disputa pela maioria ocorre de maneira diferente em cada Casa.</p>
<p>Na Câmara, os 435 distritos elegem representantes simultaneamente. O controle institucional depende da composição resultante da eleição, e uma maioria de 218 cadeiras corresponde à metade mais um do total de vagas.</p>
<p>No Senado, a renovação parcial limita o número de cadeiras que podem mudar de partido em um único pleito.</p>
<p>Essas diferenças tornam os dois processos eleitorais independentes, mesmo quando realizados no mesmo dia.</p>
<h2>Por que a eleição é importante para Donald Trump?</h2>
<p>O resultado das eleições de meio de mandato determinará a relação entre a Presidência e o Congresso durante a segunda metade do mandato de Trump, previsto para terminar em janeiro de 2029.</p>
<p>O Congresso americano possui competências relacionadas à aprovação de leis, autorização de despesas federais, fiscalização do Executivo e investigação de atos da administração pública.</p>
<p>Uma mudança na maioria parlamentar poderá alterar as condições de negociação de projetos prioritários do governo, incluindo iniciativas relacionadas à <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341716">política</a> econômica, imigração, tributação e comércio exterior.</p>
<p>Na Câmara, o partido majoritário influencia a definição da agenda legislativa e a presidência das comissões.</p>
<p>No Senado, a composição partidária é especialmente relevante para a análise de indicações presidenciais a determinados cargos públicos e para a aprovação de medidas legislativas.</p>
<p>Mesmo com maioria nas duas Casas, o presidente não possui liberdade irrestrita para aprovar sua agenda. Diversas matérias dependem de procedimentos específicos e de maiorias qualificadas.</p>
<p>Por isso, as eleições de 2026 representam uma oportunidade para os eleitores influenciarem o funcionamento do governo federal sem escolher um novo presidente.</p>
<h2>Pesquisa Reuters/Ipsos aponta desaprovação de 66% a Trump</h2>
<p>O cenário eleitoral é acompanhado por pesquisas nacionais sobre a avaliação do presidente e as preocupações dos eleitores.</p>
<p>Levantamento Reuters/Ipsos realizado entre 16 e 19 de outubro de 2026 mostrou que 66% dos adultos entrevistados desaprovavam o desempenho de Donald Trump na Presidência.</p>
<p>Outros 31% aprovavam sua atuação.</p>
<p>A pesquisa ouviu 1.679 adultos americanos com 18 anos ou mais, utilizando o painel probabilístico KnowledgePanel, da Ipsos.</p>
<p>A margem de erro informada pelo instituto foi de aproximadamente 2,4 pontos percentuais, para mais ou para menos, considerando o conjunto da amostra e um nível de confiança de 95%.</p>
<p>Entre os temas investigados estavam as preocupações econômicas e os fatores considerados importantes na decisão de voto.</p>
<p>Os dados refletem opiniões coletadas no período da pesquisa. Não equivalem a resultados eleitorais nem permitem determinar antecipadamente a composição do próximo Congresso.</p>
<p>Além disso, pesquisas nacionais sobre preferências partidárias não captam integralmente as diferenças entre os distritos da Câmara e os estados que elegem senadores.</p>
<h2>Como funciona a votação nos Estados Unidos?</h2>
<p>O processo eleitoral americano é descentralizado.</p>
<p>Diferentemente do Brasil, onde o Tribunal Superior Eleitoral coordena nacionalmente a Justiça Eleitoral, nos Estados Unidos a administração das eleições é responsabilidade dos estados e das autoridades locais.</p>
<p>Segundo a Comissão de Assistência Eleitoral dos Estados Unidos, conhecida pela sigla EAC, o país possui mais de 10 mil jurisdições eleitorais.</p>
<p>Cada estado estabelece regras próprias sobre registro de eleitores, votação antecipada, votação pelo correio, documentação e procedimentos de apuração, observadas as exigências federais aplicáveis.</p>
<p>A eleição pode ocorrer por diferentes modalidades, incluindo votação presencial no dia oficial, comparecimento antecipado e envio de cédulas pelo correio.</p>
<p>Os requisitos e os prazos variam conforme a legislação de cada estado.</p>
<p>A votação não é obrigatória, e os cidadãos precisam observar as exigências de registro eleitoral da localidade onde estão habilitados a votar.</p>
<h2>Quando sai o resultado das eleições americanas?</h2>
<p>A apuração começa após o encerramento da votação em cada jurisdição eleitoral, respeitando os diferentes fusos horários dos Estados Unidos.</p>
<p>Entretanto, os resultados divulgados na noite de 3 de novembro são considerados preliminares.</p>
<p>As autoridades eleitorais precisam contabilizar os votos válidos, incluindo cédulas enviadas pelo correio, votos provisórios e votos de eleitores habilitados que se encontram fora do país.</p>
<p>Segundo a EAC, os resultados preliminares podem mudar após o dia da eleição, à medida que os votos pendentes são processados.</p>
<p>A oficialização ocorre depois da conferência, reconciliação e certificação dos resultados pelas autoridades competentes.</p>
<p>Em disputas apertadas, a conclusão pode levar dias ou semanas, dependendo das regras estaduais e da necessidade de recontagens ou procedimentos adicionais.</p>
<p>O novo Congresso, correspondente à 120ª legislatura americana, iniciará seus trabalhos em janeiro de 2027.</p>
<h2>Socialistas democráticos também participam das eleições</h2>
<p>Além da disputa entre os partidos Republicano e Democrata, as eleições de 2026 incluem candidatos apoiados por organizações políticas de diferentes correntes ideológicas.</p>
<p>Entre elas está a Democratic Socialists of America (DSA), organização que reúne ativistas e políticos identificados com o socialismo democrático.</p>
<p>A entidade apoia candidatos em eleições federais, estaduais e municipais. Parte dessas candidaturas disputa eleições vinculada ao Partido Democrata, enquanto outras concorrem por legendas independentes ou socialistas, conforme as regras locais.</p>
<p>Entre os nomes associados à organização estão as deputadas Alexandria Ocasio-Cortez, de Nova York, e Rashida Tlaib, de Michigan.</p>
<p>Em publicação de 28 de outubro, a própria organização destacou candidaturas apoiadas em distritos eleitorais de diferentes estados, incluindo disputas internas entre correntes políticas democratas.</p>
<p>A participação desses grupos evidencia que as eleições americanas também envolvem divergências dentro dos próprios partidos, além da competição nacional entre democratas e republicanos.</p>
<h2>Quais podem ser os efeitos das eleições dos EUA para o Brasil?</h2>
<p>A composição do Congresso americano também é acompanhada por governos e <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341715">empresas</a> estrangeiras, incluindo o Brasil.</p>
<p>Os Estados Unidos são um dos principais parceiros comerciais brasileiros e exercem influência sobre mercados financeiros, fluxos internacionais de investimentos e decisões relacionadas ao comércio exterior.</p>
<p>Mudanças no equilíbrio político do Congresso podem afetar a discussão de medidas tributárias, despesas federais, sanções econômicas e aspectos da política comercial americana.</p>
<p>O Legislativo também desempenha funções de fiscalização sobre a política externa e pode influenciar a condução de determinadas iniciativas internacionais do Executivo.</p>
<p>Entretanto, o resultado da eleição não produzirá necessariamente mudanças imediatas nas relações bilaterais.</p>
<p>A política externa americana permanece sujeita às competências constitucionais da Presidência, à legislação vigente e às negociações com o Congresso.</p>
<p>Os efeitos concretos dependerão da composição das duas Casas e das propostas apresentadas durante a próxima legislatura.</p>
<h2>O que acontece depois das eleições de 3 de novembro?</h2>
<p>Depois da votação, os estados concluirão seus respectivos processos de apuração, conferência e certificação dos resultados.</p>
<p>Os representantes eleitos ocuparão as cadeiras da Câmara por um período regular de dois anos.</p>
<p>No Senado, os eleitos para os mandatos regulares terão um período de seis anos, mantendo o sistema de renovação escalonada da Casa.</p>
<p>A nova composição parlamentar passará a exercer suas funções em janeiro de 2027.</p>
<p>Donald Trump continuará na Presidência, independentemente do resultado das eleições legislativas.</p>
<p>O pleito de 3 de novembro, portanto, não escolherá um novo presidente, mas definirá o equilíbrio de forças políticas responsável por deliberar sobre uma parte relevante da agenda federal americana até 2029.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p>Comissão Eleitoral Federal dos Estados Unidos (FEC) — Calendário oficial das eleições federais de 3 de novembro de 2026.</p>
<p>USAGov — Congressional Elections and Midterm Elections, regras oficiais de renovação da Câmara e do Senado.</p>
<p>Senado dos Estados Unidos — Party Division, composição partidária do 119º Congresso.</p>
<p>Câmara dos Representantes dos Estados Unidos — House Radio-Television Gallery, composição partidária oficial.</p>
<p>United States Postal Service — Postal Bulletin, calendário das eleições federais e estaduais de novembro de 2026.</p>
<p>U.S. Election Assistance Commission — Voter FAQs e orientações sobre administração eleitoral, votação e apuração.</p>
<p>Ipsos — Reuters/Ipsos Mid-October Survey, pesquisa realizada entre 16 e 19 de outubro de 2026.</p>
<p>Democratic Socialists of America — Democratic Left, publicação institucional sobre candidaturas apoiadas nas eleições de novembro de 2026.</p>
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		<item>
		<title>Black Friday 2026 será em 27 de novembro; veja como evitar falsas promoções e golpes</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/black-friday-2026-data-dicas-evitar-golpes</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antônio Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Nov 2026 05:21:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Black Friday 2026]]></category>
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		<category><![CDATA[Descontos]]></category>
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		<category><![CDATA[golpes na internet]]></category>
		<category><![CDATA[Procon-SP]]></category>
		<category><![CDATA[promoções Black Friday]]></category>
		<category><![CDATA[quando é a Black Friday 2026]]></category>
		<category><![CDATA[varejo brasileiro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Black Friday 2026 será em 27 de novembro. Veja como identificar descontos reais, evitar golpes, comparar preços e conhecer seus direitos nas compras.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>Black Friday 2026 será realizada em 27 de novembro, última sexta-feira do mês</strong>, quando lojas físicas e plataformas de comércio eletrônico devem concentrar ofertas de produtos e serviços. Embora essa seja a data principal, o varejo brasileiro costuma antecipar campanhas promocionais ao longo de novembro, o que exige atenção dos consumidores para identificar descontos reais e evitar compras por impulso.</p>
<p>Com menos de um mês para a data, órgãos de defesa do consumidor recomendam iniciar imediatamente a comparação de preços. O objetivo é verificar se os valores anunciados durante a Black Friday representam uma redução efetiva ou se foram elevados anteriormente para criar a impressão de uma promoção mais vantajosa.</p>
<p>Uma pesquisa realizada pelo Google em parceria com a Offerwise, divulgada em agosto de 2026, mostra que <strong>48% dos consumidores entrevistados já têm uma lista de compras preparada</strong>, enquanto 44% começaram a pesquisar preços e condições com antecedência. O levantamento também aponta que 41% pretendem gastar mais nesta edição do que na Black Friday de 2025.</p>
<h2>Quando será a Black Friday 2026?</h2>
<p>A Black Friday 2026 acontecerá na sexta-feira, <strong>27 de novembro</strong>, seguindo a tradição comercial de realizar a campanha no dia seguinte ao feriado de Ação de Graças dos Estados Unidos.</p>
<p>No Brasil, a data ganhou importância para o comércio eletrônico e para redes varejistas de segmentos como eletrodomésticos, eletrônicos, vestuário, móveis, beleza e serviços digitais.</p>
<p>Apesar de a sexta-feira concentrar a campanha principal, algumas <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341708">empresas</a> começam a oferecer descontos semanas antes, utilizando denominações como Black November e Black Week.</p>
<p>O calendário comercial também inclui a Cyber Monday, marcada para segunda-feira, 30 de novembro de 2026, tradicionalmente associada a promoções no comércio eletrônico.</p>
<p>Não existe uma regra que obrigue as lojas a começar as ofertas no mesmo horário ou a manter os descontos durante todo o período. Cada estabelecimento define suas campanhas, respeitando as normas de publicidade e os direitos do consumidor.</p>
<h2>Pesquisa do Google mostra consumidores mais preparados para a Black Friday</h2>
<p>O planejamento antecipado aparece como uma das principais características da Black Friday 2026.</p>
<p>Segundo levantamento divulgado pelo Google, realizado em parceria com a Offerwise com 2 mil participantes, 48% dos entrevistados afirmam já ter definido os produtos que pretendem comprar.</p>
<p>Outros 44% começaram a acompanhar preços antes do início da temporada promocional.</p>
<p>A pesquisa também mostra que 41% pretendem gastar mais do que na edição anterior, apesar de 51% afirmarem ter mais da metade da renda mensal comprometida com despesas fixas ou dívidas.</p>
<p>O estudo identifica ainda que 60% consideram a Black Friday uma ocasião especialmente relevante para planejar compras de maior valor.</p>
<p>Os resultados refletem as intenções declaradas pelos participantes do levantamento, não representando vendas efetivamente realizadas.</p>
<h2>Como saber se um desconto da Black Friday é verdadeiro?</h2>
<p>A principal recomendação dos órgãos de defesa do consumidor é acompanhar os preços dos produtos antes do início das promoções.</p>
<p>Em orientação divulgada em 28 de outubro de 2026, o Instituto Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor do Espírito Santo (Procon-ES) recomendou registrar os valores praticados pelas lojas e comparar a evolução dos preços ao longo das semanas.</p>
<p>Uma das práticas que exigem atenção é o aumento artificial do preço antes da campanha, seguido de uma redução apresentada como grande desconto.</p>
<p>Um produto vendido anteriormente por R$ 1 mil, por exemplo, pode ser anunciado por R$ 1,5 mil e posteriormente oferecido por R$ 1 mil como se estivesse com desconto expressivo. Nesse cenário hipotético, o consumidor não obtém <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank"  rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341710">economia</a> em relação ao preço original.</p>
<p>Para identificar situações semelhantes, a orientação é comparar exatamente o mesmo modelo, considerando especificações técnicas, quantidade, versão e demais características.</p>
<p>Também é importante calcular o valor total da compra. Um desconto anunciado pode perder parte da vantagem quando são acrescentados frete, juros ou outras despesas.</p>
<h2>Procon-SP alerta para compras por impulso e ofertas por tempo limitado</h2>
<p>O Procon-SP lançou em outubro uma nova edição da pesquisa De Olho na Black Friday, destinada a avaliar como os consumidores reagem a ofertas e estratégias comerciais.</p>
<p>A consulta pública, disponível até 10 de novembro de 2026, aborda situações como anúncios de últimas unidades, promoções válidas por poucas horas e parcelamentos apresentados como sem juros.</p>
<p>O órgão também investiga a influência das marcas, da reputação das lojas e das condições de pagamento nas decisões de compra.</p>
<p>A iniciativa busca identificar comportamentos que podem comprometer a avaliação das ofertas, especialmente quando o consumidor se sente pressionado a comprar rapidamente.</p>
<p>Para evitar despesas desnecessárias, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, recomenda definir prioridades antes de começar a pesquisar promoções.</p>
<p>O consumidor deve estabelecer quanto pode gastar, considerar os compromissos financeiros já existentes e evitar compras motivadas exclusivamente pelo percentual de desconto anunciado.</p>
<h2>Como evitar golpes em compras pela internet?</h2>
<p>Além das falsas promoções, os consumidores precisam ficar atentos a lojas virtuais fraudulentas e anúncios que direcionam para páginas falsas.</p>
<p>A Receita Federal alerta que criminosos utilizam redes sociais, sites falsificados e mensagens de confirmação de compra para simular operações comerciais legítimas.</p>
<p>Em determinados casos, os fraudadores chegam a enviar códigos de rastreamento inexistentes e mensagens que simulam o envio de mercadorias.</p>
<p>O Ministério da Justiça também adverte que ofertas com valores muito inferiores aos normalmente praticados podem ser utilizadas para atrair vítimas.</p>
<p>Antes de concluir uma compra, é importante verificar a identificação do fornecedor, o endereço eletrônico utilizado, os canais de atendimento e as informações sobre o produto.</p>
<p>Nas compras realizadas em marketplaces, também é necessário conferir qual empresa efetivamente vende o item anunciado, já que o fornecedor pode ser diferente da plataforma utilizada.</p>
<p>No caso de pagamentos por Pix, o consumidor deve verificar cuidadosamente os dados do destinatário antes de autorizar a transferência.</p>
<p>Links recebidos por mensagens, anúncios patrocinados ou redes sociais exigem atenção adicional. Sempre que possível, a orientação é acessar diretamente o endereço conhecido da loja, em vez de utilizar links de procedência desconhecida.</p>
<h2>Comprar na Black Friday dá direito à devolução em sete dias?</h2>
<p>Sim, nas hipóteses previstas pelo Código de Defesa do Consumidor.</p>
<p>O artigo 49 da Lei 8.078/1990 estabelece que o consumidor pode desistir de uma contratação realizada fora do estabelecimento comercial, incluindo compras feitas pela internet, no prazo de sete dias.</p>
<p>Nas compras de produtos pela internet, esse prazo é contado, em regra, a partir do recebimento da mercadoria. Para serviços, aplica-se a contagem prevista na legislação conforme a contratação.</p>
<p>O direito de arrependimento permite cancelar a compra dentro do prazo legal sem necessidade de apresentar justificativa.</p>
<p>A legislação também determina a devolução dos valores pagos nas condições previstas para o exercício desse direito.</p>
<p>A regra não se aplica automaticamente às compras presenciais realizadas em estabelecimentos físicos quando o consumidor simplesmente muda de ideia. Nessas situações, a troca por preferência pessoal depende da <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341709">política</a> comercial da loja, ressalvados os demais direitos legais.</p>
<h2>Loja é obrigada a cumprir o preço anunciado?</h2>
<p>O Código de Defesa do Consumidor estabelece que informações suficientemente precisas divulgadas em publicidade ou ofertas vinculam o fornecedor.</p>
<p>Quando uma empresa deixa de cumprir uma oferta, o artigo 35 da legislação assegura ao consumidor alternativas como exigir o cumprimento da obrigação, aceitar produto ou serviço equivalente ou rescindir o contrato com restituição dos valores pagos, conforme o caso.</p>
<p>Por isso, é recomendável guardar comprovantes da promoção, capturas de tela, identificação do produto, condições de pagamento e registros do pedido.</p>
<p>Esses documentos podem ser utilizados caso surjam divergências entre o preço anunciado e o valor efetivamente cobrado.</p>
<p>O Decreto 7.962/2013, que regulamenta o comércio eletrônico, também determina a apresentação clara de informações sobre o fornecedor, o produto, as condições da contratação e os canais de atendimento.</p>
<h2>Onde reclamar de problemas na Black Friday 2026?</h2>
<p>Consumidores que enfrentarem problemas com falsas promoções, produtos não entregues, cobranças indevidas ou descumprimento de ofertas podem procurar os canais oficiais de defesa do consumidor.</p>
<p>Uma das alternativas é a plataforma Consumidor.gov.br, administrada pela Secretaria Nacional do Consumidor.</p>
<p>O serviço permite registrar reclamações diretamente contra empresas participantes. Após o registro, o fornecedor tem até dez dias para apresentar uma resposta.</p>
<p>O consumidor pode acompanhar o procedimento e avaliar se a solução oferecida resolveu o problema.</p>
<p>Os Procons estaduais e municipais também recebem reclamações e denúncias relacionadas às relações de consumo.</p>
<p>No estado de São Paulo, o Procon-SP mantém ainda a relação Evite Esses Sites, que reúne endereços eletrônicos associados a reclamações não solucionadas nas circunstâncias descritas pelo órgão.</p>
<p>A consulta pode ajudar na avaliação de fornecedores desconhecidos antes da realização de uma compra.</p>
<h2>Vale a pena comprar antes da Black Friday?</h2>
<p>A resposta depende do histórico de preços, da necessidade do produto e das condições oferecidas em cada momento.</p>
<p>Não existe garantia de que determinado item atingirá seu menor preço do ano em 27 de novembro.</p>
<p>Uma promoção antecipada pode apresentar condições melhores do que as disponíveis na sexta-feira principal, assim como uma oferta anunciada durante a Black Friday pode ser menos vantajosa do que o preço praticado semanas antes.</p>
<p>O planejamento, portanto, continua sendo o principal instrumento para avaliar as oportunidades.</p>
<p>Com a Black Friday 2026 marcada para 27 de novembro, a recomendação dos órgãos de defesa do consumidor é utilizar as semanas anteriores para acompanhar preços, verificar fornecedores e estabelecer limites de gastos. A comparação deve considerar o valor final da compra, e não apenas os descontos destacados na publicidade.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p>Google — Pesquisa Black Friday 2026, realizada em parceria com a Offerwise, divulgada no Think with Google em agosto de 2026.</p>
<p>Procon-ES — Orientações oficiais para monitoramento de preços antes da Black Friday, de 28 de outubro de 2026.</p>
<p>Procon-SP — Consulta De Olho na Black Friday 2026, anunciada em 9 de outubro de 2026.</p>
<p>Secretaria Nacional do Consumidor — Guia de Defesa do Consumidor para a Black Friday.</p>
<p>Ministério da Justiça e Segurança Pública — Orientações oficiais sobre prevenção de golpes na internet, de agosto de 2026.</p>
<p>Receita Federal — Orientações sobre compras fraudulentas em sites falsos e redes sociais.</p>
<p>Presidência da República — Lei 8.078/1990, Código de Defesa do Consumidor.</p>
<p>Presidência da República — Decreto 7.962/2013, regulamentação do comércio eletrônico.</p>
<p>Consumidor.gov.br — Regras oficiais para registro e acompanhamento de reclamações.</p>
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		<item>
		<title>Chilli Beans pede recuperação extrajudicial e amplia lista de empresas em crise em 2026</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/chilli-beans-recuperacao-extrajudicial-empresas-crise-2026</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Alice Nascimento]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Nov 2026 05:10:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Chilli Beans pede recuperação extrajudicial em 2026. Veja outras empresas em crise, como Braskem, Casas Bahia, Oncoclínicas e St. Marche.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A rede brasileira de óculos e acessórios <strong>Chilli Beans</strong> entrou com pedido de recuperação extrajudicial em 30 de outubro de 2026, passando a integrar o grupo de empresas que recorreram a mecanismos legais de renegociação de dívidas neste ano. O movimento ocorre em um ambiente de juros elevados, restrição ao crédito e dificuldades de geração de caixa em diferentes setores da <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank"  rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341704">economia</a>.</p>
<p>O pedido foi distribuído à Justiça de São Paulo sob o número 4002388-90.2026.8.26.0260. A medida busca permitir a reorganização de compromissos financeiros, sem necessariamente interromper as atividades comerciais da rede.</p>
<p>A Chilli Beans não é um caso isolado. Ao longo de 2026, <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341705">empresas</a> como Braskem, Grupo Casas Bahia, Oncoclínicas, Alliança Saúde, Grupo Toky e St. Marche também formalizaram processos de reestruturação financeira, conforme documentos judiciais, comunicados corporativos e fatos relevantes encaminhados à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).</p>
<p>Os processos apresentam diferenças importantes quanto ao volume de dívidas, às condições negociadas e à situação judicial. Um pedido de recuperação, por exemplo, não significa que o plano de pagamento tenha sido aprovado pela Justiça.</p>
<h2>Chilli Beans busca reorganizar dívidas por meio de recuperação extrajudicial</h2>
<p>A Chilli Beans optou pelo mecanismo de recuperação extrajudicial, previsto na Lei 11.101/2005.</p>
<p>Diferentemente da recuperação judicial, que envolve um procedimento coletivo sob supervisão do Judiciário, a modalidade extrajudicial permite que a empresa negocie diretamente com determinados grupos de credores e apresente um plano para homologação judicial.</p>
<p>A recuperação extrajudicial não representa falência. Sua finalidade é reorganizar obrigações financeiras e criar condições para a continuidade das atividades empresariais.</p>
<p>A extensão dos efeitos depende das classes de créditos abrangidas, das adesões obtidas e das condições previstas no plano.</p>
<p>No caso da Chilli Beans, o pedido marca uma nova etapa de reorganização financeira da operação brasileira. A homologação, entretanto, constitui uma fase distinta da apresentação inicial do plano.</p>
<h2>Braskem apresentou plano para reestruturar US$ 10,9 bilhões</h2>
<p>A petroquímica <strong>Braskem</strong> formalizou em 24 de agosto de 2026 um pedido de recuperação extrajudicial para reorganizar aproximadamente <strong>US$ 10,9 bilhões em obrigações financeiras</strong>.</p>
<p>Em fato relevante divulgado ao <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341707">mercado</a>, a companhia informou que havia obtido adesão inicial de credores representativos de 39,6% dos créditos sujeitos ao plano.</p>
<p>A estrutura apresentada buscava renegociar obrigações financeiras sem incluir, em regra, os compromissos comerciais mantidos com fornecedores e clientes.</p>
<p>O processo está relacionado à necessidade de adequar o perfil de endividamento da companhia à sua capacidade de geração de caixa.</p>
<p>A Braskem enfrenta desafios financeiros associados ao ambiente global da indústria petroquímica e aos passivos decorrentes dos eventos geológicos em Maceió.</p>
<p>A apresentação do pedido não equivale à homologação definitiva do plano. As condições de pagamento permanecem sujeitas aos requisitos legais e às deliberações aplicáveis.</p>
<h2>Casas Bahia recorreu à recuperação judicial após processo de reestruturação</h2>
<p>O <strong>Grupo Casas Bahia (BHIA3)</strong> também passou a utilizar a recuperação judicial em 2026.</p>
<p>Documentos encaminhados à CVM registram a tramitação do processo de número 4152930-18.2026.8.26.0100 perante a Justiça paulista.</p>
<p>A documentação apresentada pela companhia descreve dificuldades financeiras relacionadas ao custo do endividamento, ao ambiente de crédito e às mudanças no mercado varejista.</p>
<p>O grupo já vinha executando medidas de reorganização operacional, incluindo revisão da rede de lojas e iniciativas para reduzir despesas.</p>
<p>A recuperação judicial estabelece um procedimento para negociação das obrigações abrangidas, com apresentação de plano aos credores e acompanhamento do Judiciário.</p>
<p>É importante distinguir o deferimento do processamento do pedido da aprovação do plano de recuperação. A primeira decisão permite o avanço do procedimento, mas não representa a aceitação definitiva das condições de pagamento pelos credores.</p>
<h2>Oncoclínicas atualiza plano e alcança adesão de 61,6% dos créditos</h2>
<p>A <strong>Oncoclínicas (ONCO3)</strong> apresentou uma atualização relevante sobre sua recuperação extrajudicial em 30 de outubro de 2026.</p>
<p>Em comunicado oficial à CVM, a companhia informou que credores representando mais de <strong>R$ 3,5 bilhões</strong> haviam aderido ao plano, equivalentes a aproximadamente <strong>61,6% dos R$ 5,7 bilhões</strong> em créditos sujeitos à renegociação, desconsideradas obrigações entre empresas do próprio grupo.</p>
<p>A atualização representa avanço nas negociações e supera o percentual mínimo de adesão exigido pela legislação para determinadas modalidades de homologação.</p>
<p>O plano atualizado foi apresentado à Justiça em 29 de outubro. A companhia informou que buscaria a homologação judicial, etapa necessária para a consolidação dos efeitos previstos.</p>
<p>A reestruturação tem como objetivo reorganizar o passivo financeiro e preservar a continuidade da operação.</p>
<p>Como atua no tratamento oncológico, a companhia também enfrenta o desafio de manter a prestação dos serviços durante o processo de reorganização de suas finanças.</p>
<h2>Alliança Saúde renegocia R$ 1,1 bilhão e oferece conversão de dívidas em ações</h2>
<p>A <strong>Alliança Saúde (AALR3)</strong> apresentou em 5 de agosto de 2026 um pedido de homologação de plano de recuperação extrajudicial envolvendo aproximadamente <strong>R$ 1,1 bilhão em créditos</strong>.</p>
<p>Segundo fato relevante divulgado pela companhia, mais de 83 credores haviam aderido à proposta na data do protocolo, representando cerca de 54% das obrigações abrangidas.</p>
<p>O plano apresenta diferentes alternativas de pagamento, incluindo a possibilidade de converter dívidas em participação acionária.</p>
<p>Para determinados credores, também estão previstas modalidades de pagamento parcelado, prazos de carência e condições específicas de renegociação.</p>
<p>A companhia informou que o processo não abrange suas obrigações perante pacientes, colaboradores e operadoras de planos de saúde.</p>
<p>Em agosto, a Justiça autorizou o processamento do pedido. Essa decisão não deve ser confundida com a homologação final do plano de recuperação.</p>
<h2>Grupo Toky também recorreu à recuperação judicial</h2>
<p>O <strong>Grupo Toky</strong>, responsável pelas marcas Tok&amp;Stok e Mobly, apresentou pedido de recuperação judicial em maio de 2026.</p>
<p>Informações corporativas divulgadas aos investidores mostram que a companhia passou por uma reorganização operacional e financeira, após enfrentar dificuldades associadas à retração do consumo e ao ambiente de financiamento.</p>
<p>O processamento da recuperação foi autorizado em junho, e o plano de recuperação foi apresentado em agosto.</p>
<p>O grupo atua em um segmento particularmente sensível ao crédito. A aquisição de móveis e artigos de decoração frequentemente envolve compras de maior valor e depende das condições de financiamento oferecidas aos consumidores.</p>
<p>Ao mesmo tempo, o negócio exige investimentos relevantes em estoques, logística, centros de distribuição e manutenção das lojas.</p>
<p>Esse conjunto de características aumenta a necessidade de capital de giro e pode pressionar o caixa quando as vendas diminuem.</p>
<p>O processo de recuperação busca reorganizar as obrigações financeiras e preservar a continuidade das atividades enquanto o plano é submetido às etapas judiciais pertinentes.</p>
<h2>St. Marche apresentou recuperação judicial e negocia mudança de controle</h2>
<p>O <strong>Grupo Hortus</strong>, controlador da rede de supermercados St. Marche, apresentou pedido de recuperação judicial em 24 de junho de 2026.</p>
<p>Em informações oficiais disponibilizadas pela empresa, o grupo explicou que o procedimento também envolve o Empório Santa Maria e faz parte de um processo de reorganização financeira.</p>
<p>Paralelamente, foi anunciada uma operação de aquisição de ativos pelo grupo chileno Cencosud.</p>
<p>A concretização do negócio está condicionada a exigências legais e regulatórias, incluindo as aprovações aplicáveis à operação.</p>
<p>A companhia também informou a previsão de financiamento para sustentar as atividades durante a reestruturação.</p>
<p>A combinação entre recuperação judicial e negociação de ativos demonstra uma das alternativas utilizadas por empresas endividadas: buscar recursos e reorganizar a estrutura societária enquanto negocia condições de pagamento com credores.</p>
<h2>Juros elevados e crédito restrito pressionam empresas</h2>
<p>As recuperações registradas em 2026 envolvem companhias com modelos de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank"  rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341706">negócios</a> distintos, mas apresentam desafios financeiros semelhantes.</p>
<p>O primeiro deles é o custo do endividamento.</p>
<p>Em setembro de 2026, o Comitê de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341703">Política</a> Monetária do Banco Central reduziu a taxa Selic para <strong>13,75% ao ano</strong>. Apesar do movimento de queda, o patamar permaneceu elevado para empresas que dependem de empréstimos, capital de giro e refinanciamento frequente.</p>
<p>O segundo fator é a capacidade de geração de caixa.</p>
<p>Empresas com despesas fixas elevadas podem enfrentar dificuldades para ajustar custos quando a receita cai. Esse problema é particularmente relevante em atividades que exigem lojas físicas, grandes estoques, equipamentos ou estruturas operacionais complexas.</p>
<p>Outro desafio é o vencimento das dívidas.</p>
<p>Mesmo companhias com operações em funcionamento podem enfrentar problemas quando grandes compromissos financeiros vencem antes que o caixa disponível seja suficiente para quitá-los.</p>
<p>Os documentos das empresas mostram, entretanto, que não existe uma causa única para todos os processos. Cada recuperação deve ser analisada a partir de suas próprias demonstrações financeiras, obrigações e condições operacionais.</p>
<h2>Qual é a diferença entre recuperação judicial e extrajudicial?</h2>
<p>A legislação brasileira estabelece mecanismos diferentes para empresas que precisam renegociar obrigações financeiras.</p>
<p>Na recuperação judicial, a empresa solicita proteção judicial para reorganizar suas dívidas e apresenta um plano que será submetido aos procedimentos legais de negociação e deliberação dos credores.</p>
<p>Já na recuperação extrajudicial, a empresa negocia previamente com os credores abrangidos e pode solicitar à Justiça a homologação do acordo, conforme as condições previstas na lei.</p>
<p>As duas modalidades procuram permitir a continuidade de atividades economicamente viáveis, mas possuem regras diferentes quanto aos créditos sujeitos ao plano, à participação dos credores e aos efeitos das decisões judiciais.</p>
<p>Em nenhuma das modalidades o simples protocolo do pedido significa quitação automática das dívidas.</p>
<p>Também não é correto concluir que toda empresa em recuperação necessariamente encerrará suas operações.</p>
<h2>O que acontece com clientes, funcionários e fornecedores?</h2>
<p>Os efeitos sobre consumidores e parceiros comerciais dependem do tipo de recuperação, da composição das dívidas e do conteúdo do plano.</p>
<p>Na recuperação extrajudicial, determinadas obrigações podem permanecer integralmente fora da renegociação.</p>
<p>Na recuperação judicial, a legislação estabelece quais créditos se submetem ao procedimento e quais recebem tratamento específico.</p>
<p>As empresas podem continuar vendendo produtos, oferecendo serviços e mantendo suas atividades durante a reorganização.</p>
<p>Isso não significa ausência de riscos. A continuidade operacional depende da capacidade de financiamento, da preservação de fornecedores e do cumprimento das obrigações correntes.</p>
<p>Para clientes, a existência de um processo de recuperação não elimina automaticamente os direitos previstos no Código de Defesa do Consumidor.</p>
<p>Os casos de 2026 mostram que empresas de diferentes setores estão recorrendo à legislação para enfrentar problemas de endividamento. O resultado de cada reestruturação dependerá da negociação com os credores, da geração de caixa e do cumprimento dos planos eventualmente aprovados.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p>Tribunal de Justiça de São Paulo — Registros judiciais dos processos de recuperação empresarial.</p>
<p>Comissão de Valores Mobiliários — Fatos relevantes da Oncoclínicas de 30 de outubro de 2026.</p>
<p>Comissão de Valores Mobiliários — Fatos relevantes da Alliança Saúde de agosto de 2026.</p>
<p>Comissão de Valores Mobiliários — Documentos societários e judiciais do Grupo Casas Bahia.</p>
<p>Grupo Toky — Informações financeiras e comunicados corporativos de 2026.</p>
<p>Braskem — Fato relevante de 24 de agosto de 2026 sobre recuperação extrajudicial.</p>
<p>St. Marche — Informações oficiais sobre recuperação judicial e negociação de ativos.</p>
<p>Banco Central do Brasil — Comunicados oficiais do Copom sobre a taxa Selic.</p>
<p>Senado Federal — Lei 11.101/2005, que regula a recuperação judicial, a recuperação extrajudicial e a falência.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Alcolumbre marca votação da PEC da Segurança para terça (3) e maioridade penal divide Senado</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/pec-seguranca-publica-votacao-senado-maioridade-penal</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carlos Menezes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Nov 2026 05:01:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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		<category><![CDATA[segurança pública]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Alcolumbre marca votação da PEC da Segurança Pública para terça (3). Proposta enfrenta impasse sobre redução da maioridade penal no Senado.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O presidente do Senado, <strong>Davi Alcolumbre (União-AP)</strong>, marcou para terça-feira, 3 de novembro de 2026, a votação da <strong>PEC da Segurança Pública (PEC 18/2025)</strong>, proposta pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A sessão deliberativa está prevista para começar às 16h, com a proposta entre os principais itens da pauta. A análise ocorre após um adiamento provocado por divergências sobre emendas que pretendem reduzir a maioridade penal no Brasil.</p>
<p>A proposta busca ampliar a integração entre as forças de segurança, reorganizar competências da União, dos estados e dos municípios e estabelecer regras mais rigorosas contra facções criminosas, milícias e organizações paramilitares. O texto foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado em 14 de outubro, mas ainda precisa receber o aval do plenário.</p>
<p>O principal impasse envolve duas emendas apresentadas pelos senadores Rogério Marinho (PL-RN) e Camilo Santana (PT-CE). As propostas estabelecem critérios diferentes para reduzir a idade de responsabilização criminal, atualmente fixada em 18 anos pela Constituição Federal.</p>
<h2>PEC da Segurança Pública volta à pauta após adiamento em outubro</h2>
<p>A votação da PEC 18/2025 estava inicialmente prevista para 15 de outubro, antes do segundo turno das eleições presidenciais. Na ocasião, Alcolumbre decidiu retirar a matéria da pauta para permitir novas negociações entre os senadores.</p>
<p>O presidente do Senado justificou a decisão pela necessidade de evitar uma discussão precipitada sobre mudanças constitucionais de grande alcance. Também mencionou as divergências em torno do calendário especial aprovado para acelerar a tramitação.</p>
<p>O requerimento 713/2026, aprovado pelo plenário em 14 de outubro, permite dispensar as cinco sessões de discussão normalmente exigidas antes da votação em primeiro turno e outras três previstas para o segundo turno.</p>
<p>Com o calendário especial, o Senado poderá acelerar a análise da proposta, desde que sejam respeitadas as exigências constitucionais de votação.</p>
<p>Para ser aprovada, a PEC precisa receber pelo menos <strong>49 votos favoráveis entre os 81 senadores, em cada um dos dois turnos</strong>.</p>
<p>A inclusão na pauta não garante a aprovação nem a conclusão das votações na mesma sessão.</p>
<h2>Redução da maioridade penal divide governo e oposição</h2>
<p>A principal controvérsia envolve a possibilidade de incluir mudanças na maioridade penal dentro da PEC da Segurança Pública.</p>
<p>O senador Rogério Marinho apresentou a Emenda 84, que propõe reduzir de 18 para 16 anos a idade geral de responsabilização criminal. Para crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas, terrorismo e participação em organizações criminosas, o texto prevê a possibilidade de responsabilização a partir dos 14 anos.</p>
<p>Já a Emenda 87, apresentada por Camilo Santana, mantém a maioridade penal de 18 anos como regra geral, mas admite sua redução para 16 anos nos casos de crimes hediondos.</p>
<p>As duas propostas foram formalmente apresentadas ao Senado e ainda dependem de deliberação.</p>
<p>A líder do governo na Casa, Teresa Leitão (PT-PE), manifestou-se em 15 de outubro pela aprovação da PEC sem a inclusão de emendas sobre maioridade penal. Em entrevista à TV Senado, a parlamentar defendeu que o assunto seja debatido de maneira aprofundada, sem comprometer a tramitação da proposta principal.</p>
<p>A divergência representa um obstáculo à construção de um texto consensual, especialmente porque eventuais alterações de mérito aprovadas pelos senadores precisarão ser novamente examinadas pelos deputados.</p>
<h2>O que muda com a PEC da Segurança Pública</h2>
<p>A PEC 18/2025 estabelece mudanças na organização constitucional do sistema brasileiro de segurança pública.</p>
<p>Um dos principais pontos é a inclusão do <strong>Sistema Único de Segurança Pública (Susp)</strong> na Constituição Federal, consolidando mecanismos de cooperação entre União, estados, Distrito Federal e municípios.</p>
<p>A proposta prevê o compartilhamento de informações, a integração de sistemas e a realização de operações conjuntas entre órgãos responsáveis pela prevenção e repressão de crimes.</p>
<p>O texto também amplia competências da Polícia Federal e prevê novas atribuições para a Polícia Rodoviária Federal, incluindo atuação em ferrovias e hidrovias federais.</p>
<p>Na esfera municipal, a PEC estabelece regras para a criação de polícias municipais e o fortalecimento da segurança local.</p>
<p>Outra mudança é a criação do Sistema de Políticas Penais, destinado a integrar a administração penitenciária e aprimorar a organização das polícias penais.</p>
<p>A proposta ainda contempla instrumentos de fiscalização, corregedorias e ouvidorias, além de medidas voltadas à proteção das vítimas.</p>
<h2>PEC endurece regras contra facções criminosas e milícias</h2>
<p>O combate ao crime organizado constitui um dos principais eixos da PEC da Segurança Pública.</p>
<p>O texto aprovado na CCJ prevê um regime penal mais rigoroso para integrantes e lideranças de organizações criminosas, facções, grupos paramilitares e milícias privadas, observada a posição hierárquica de cada envolvido.</p>
<p>Entre as medidas estão a previsão de custódia obrigatória em estabelecimentos penais de segurança máxima, restrições à progressão de regime e a determinados benefícios processuais.</p>
<p>A proposta também estabelece mecanismos para o confisco de bens, direitos e valores econômicos vinculados a atividades criminosas, sem pagamento de indenização nas hipóteses previstas.</p>
<p>Outra disposição trata da responsabilização de pessoas jurídicas envolvidas com organizações criminosas.</p>
<p>O texto ainda contempla medidas de proteção a denunciantes, testemunhas e seus familiares.</p>
<p>Essas alterações dependem de aprovação definitiva no Congresso e não estão em vigor.</p>
<h2>Relator retirou recursos das bets e manteve financiamento do pré-sal</h2>
<p>Durante a análise na Comissão de Constituição e Justiça, o relator Rogério Carvalho (PT-SE) modificou o texto aprovado anteriormente pela Câmara dos Deputados.</p>
<p>Das 81 emendas apresentadas na comissão, quatro foram acolhidas total ou parcialmente.</p>
<p>Uma das alterações foi a retirada do dispositivo que destinava parte das receitas provenientes das apostas esportivas, conhecidas como bets, aos fundos de segurança pública.</p>
<p>Por outro lado, o relatório manteve a previsão de destinar <strong>10% do superávit do Fundo Soberano do Pré-Sal</strong> ao financiamento da segurança pública.</p>
<p>A PEC também reforça os fundos nacionais relacionados à segurança e ao sistema penitenciário.</p>
<h2>PEC pode voltar à Câmara se Senado aprovar alterações</h2>
<p>A votação de terça-feira será decisiva para definir o encaminhamento legislativo da PEC da Segurança Pública.</p>
<p>Por se tratar de uma proposta de emenda constitucional, o texto precisa ser aprovado em dois turnos pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal, com apoio de pelo menos três quintos dos integrantes de cada Casa.</p>
<p>Caso o Senado aprove mudanças de mérito em relação à versão já analisada pela Câmara, os dispositivos modificados terão de retornar aos deputados.</p>
<p>Existe a possibilidade de promulgação das partes que tenham recebido aprovação com o mesmo conteúdo nas duas Casas, enquanto os trechos alterados continuam em análise. Esse procedimento dependerá da organização do texto e das decisões legislativas.</p>
<p>Além da PEC da Segurança Pública, a pauta de terça-feira inclui propostas relacionadas à cooperação internacional e outras matérias legislativas.</p>
<p>A sessão está programada para as 16h. Até a conclusão das votações, permanecem indefinidos tanto o conteúdo final da PEC quanto o destino das emendas que tratam da redução da maioridade penal.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p>Senado Federal — PEC 18/2025, texto integral, emendas apresentadas e tramitação legislativa oficial.</p>
<p>Agência Senado — Davi marca para terça votação da PEC da Segurança, 30 de outubro de 2026.</p>
<p>Senado Federal — Emendas 84 e 87 à PEC 18/2025, apresentadas por Rogério Marinho e Camilo Santana.</p>
<p>Comissão de Constituição e Justiça do Senado — Parecer e deliberações sobre a PEC 18/2025, de 14 de outubro de 2026.</p>
<p>Senado Federal — Requerimento 713/2026, que estabelece calendário especial de tramitação.</p>
<p>TV Senado — Entrevista da senadora Teresa Leitão sobre a redução da maioridade penal, de 15 de outubro de 2026.</p>
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		<item>
		<title>Ações da B3: MRSA3B sobe 16,49% e GEPA4 cai 12,57% no último pregão de outubro</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/acoes-b3-mrsa3b-gepa4-altas-baixas-ultimo-pregao-outubro</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Nov 2026 04:21:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ações da B3]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsa de valores]]></category>
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		<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
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		<category><![CDATA[Mercado Financeiro]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[MRSA3B]]></category>
		<category><![CDATA[outubro de 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Veja as ações que mais subiram e caíram na B3 no último pregão de outubro de 2026: MRSA3B avançou 16,49%, enquanto GEPA4 recuou 12,57%.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O último pregão de outubro de 2026 registrou fortes oscilações entre ações negociadas na B3, com a MRS Logística (MRSA3B) avançando 16,49% e a Rio Paranapanema Energia (GEPA4) recuando 12,57%. O desempenho de sexta-feira (30) evidenciou movimentos distintos em setores como siderurgia, mineração, energia, tecnologia e infraestrutura, em meio à volatilidade do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341701">mercado</a> acionário brasileiro.</p>
<p>Entre os destaques positivos de um levantamento de cotações, também apareceram Irani (RANI3), CSN Mineração (CMIN3) e São Martinho (SMTO3), com valorizações superiores a 7%. Na direção oposta, Usiminas (USIM5), Companhia Siderúrgica Nacional (CSNA3) e Positivo Tecnologia (POSI3) registraram perdas expressivas.</p>
<p>As oscilações ocorreram no encerramento de um mês marcado por forte pressão sobre a Bolsa brasileira. Apesar dos ganhos observados em determinados papéis, a maior parte das ações integrantes do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank"  rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341702">Ibovespa</a> terminou outubro no território negativo.</p>
<h2>Ações que mais caíram no último pregão de outubro</h2>
<p>A Rio Paranapanema Energia (GEPA4) apresentou a maior desvalorização entre os seis papéis selecionados no levantamento, com queda de 12,57%. As ações preferenciais da companhia encerraram a sessão cotadas a R$ 30,60, ante R$ 35,00 no fechamento anterior.</p>
<p>A Usiminas (USIM5) também registrou perdas relevantes. Os papéis preferenciais da siderúrgica recuaram 8,59%, terminando o pregão a R$ 5,00. O movimento ocorreu após uma sequência de sessões negativas para a companhia.</p>
<p>A Companhia Siderúrgica Nacional (CSNA3) apresentou queda de 8,49%, com suas ações encerrando o dia a R$ 3,88. O resultado reforçou a pressão observada sobre parte do setor siderúrgico.</p>
<p>Entre as <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="341700">empresas</a> de tecnologia, a Positivo Tecnologia (POSI3) registrou desvalorização de 6,43%, com fechamento a R$ 2,91. A Intelbras (INTB3) caiu 5,97%, terminando o pregão a R$ 13,87.</p>
<p>No segmento de infraestrutura, a EcoRodovias (ECOR3) também figurou entre os destaques negativos, com recuo de 5,96% e cotação de encerramento de R$ 4,89.</p>
<p>As quedas ocorreram em empresas de diferentes segmentos, mostrando que a pressão vendedora não ficou restrita a uma única atividade econômica.</p>
<h2>Ações que mais subiram no fechamento de outubro</h2>
<p>Na ponta positiva do levantamento, a MRS Logística (MRSA3B) apresentou valorização de 16,49%, encerrando o pregão de 30 de outubro cotada a R$ 47,05.</p>
<p>A variação, entretanto, exige uma ressalva sobre a liquidez. O papel apresenta negociação pouco frequente, e o registro anterior disponível na série histórica consultada é de 20 de outubro. Dessa forma, o percentual representa a diferença em relação à última cotação registrada, não necessariamente uma valorização ocorrida após negociação contínua no pregão anterior.</p>
<p>A Irani (RANI3), companhia do setor de papel e embalagens, avançou 9,52%, encerrando a sessão a R$ 7,59. A valorização colocou a empresa entre os principais destaques positivos da seleção.</p>
<p>A CSN Mineração (CMIN3) também teve desempenho favorável, com alta de 8,00% e fechamento a R$ 4,86. O resultado contrastou com a queda registrada pelas ações da Companhia Siderúrgica Nacional (CSNA3), evidenciando a diferença de comportamento entre os dois papéis do grupo.</p>
<p>No setor sucroenergético, a São Martinho (SMTO3) avançou 7,88%, encerrando o pregão a R$ 21,09.</p>
<p>A Raízen (RAIZ4) registrou valorização de 7,14%, com seus papéis terminando a sessão cotados a R$ 0,30. Apesar da recuperação no último dia de negociação de outubro, a empresa acumulava perdas expressivas nas sessões anteriores.</p>
<p>A Oncoclínicas (ONCO3) completou a relação de destaques positivos, com alta de 7,04% e fechamento a R$ 0,76. A valorização ocorreu em meio às discussões sobre a situação financeira e a reestruturação das obrigações da companhia.</p>
<h2>Ibovespa encerrou outubro com perdas disseminadas</h2>
<p>Os movimentos do último pregão ocorreram após um período de forte deterioração do mercado acionário brasileiro.</p>
<p>Em outubro, apenas 12 das 76 ações consideradas na carteira do Ibovespa apresentaram valorização mensal. As outras 64 terminaram o período em queda, segundo levantamento divulgado pela Exame com base nas cotações de 30 de outubro.</p>
<p>Desse total, 51 papéis acumularam perdas superiores a 10%, enquanto 26 registraram desvalorizações acima de 20% durante o mês.</p>
<p>O desempenho negativo se intensificou na última semana de outubro, após o segundo turno das eleições presidenciais, realizado no dia 25, quando aumentaram as incertezas dos investidores sobre as perspectivas econômicas e fiscais.</p>
<h2>Liquidez pode ampliar oscilações das ações na Bolsa</h2>
<p>As diferenças entre as valorizações e desvalorizações registradas no pregão também exigem atenção ao volume financeiro negociado.</p>
<p>Ações com baixa liquidez podem apresentar oscilações percentuais elevadas mesmo quando poucas operações são realizadas. Isso acontece porque a distância entre os preços oferecidos por compradores e vendedores pode ser maior do que a observada em papéis com negociação frequente.</p>
<p>O caso da MRS Logística (MRSA3B) ilustra essa característica. Embora a valorização de 16,49% tenha sido expressiva, a baixa frequência de negociação limita a comparação direta com ações de maior liquidez.</p>
<p>O levantamento reúne uma seleção de papéis que se destacaram no fechamento de outubro e não representa um ranking exaustivo de todas as ações negociadas na B3.</p>
<p>Para os investidores, os resultados reforçam a importância de avaliar não apenas a oscilação percentual de cada ação, mas também a liquidez, o histórico de preços e as condições de mercado antes de tomar decisões de investimento.</p>
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		<item>
		<title>Disputa entre Richarlison e Willer Tomaz em Angra expõe debate sobre terrenos de marinha</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/disputa-richarlison-willer-tomaz-angra-terrenos-marinha</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Daniel Wicker]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Nov 2026 02:32:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Angra dos Reis.]]></category>
		<category><![CDATA[Costa Verde]]></category>
		<category><![CDATA[Flávio Bolsonaro]]></category>
		<category><![CDATA[Ilha Comprida]]></category>
		<category><![CDATA[PEC das Praias]]></category>
		<category><![CDATA[PLP 157/2021]]></category>
		<category><![CDATA[Richarlison]]></category>
		<category><![CDATA[Secretaria do Patrimônio da União]]></category>
		<category><![CDATA[terrenos de marinha]]></category>
		<category><![CDATA[Willer Tomaz]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Disputa entre Richarlison e Willer Tomaz em Angra dos Reis expõe regras sobre terrenos de marinha e propostas de Flávio Bolsonaro no Senado.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A disputa envolvendo o jogador Richarlison e o advogado Willer Tomaz por um imóvel na Ilha Comprida, em Angra dos Reis (RJ), chama atenção para as regras de ocupação e transferência de direitos sobre áreas costeiras administradas pela União. O assunto também se insere no debate legislativo sobre a Costa Verde, região contemplada por um projeto de desenvolvimento turístico apresentado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).</p>
<p>Documentos disponíveis no Senado Federal confirmam que Flávio Bolsonaro apresentou, em 13 de outubro de 2021, o Projeto de Lei Complementar (PLP) 157/2021, destinado a estimular o desenvolvimento turístico e econômico de Angra dos Reis, Paraty e Mangaratiba. O parlamentar também é relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 3/2022, conhecida como PEC das Praias, que prevê mudanças na titularidade de terrenos de marinha atualmente pertencentes à União.</p>
<p>As duas propostas permanecem em tramitação. A documentação legislativa consultada não demonstra que tenham sido elaboradas para beneficiar Willer Tomaz ou qualquer proprietário específico.</p>
<h2>Disputa por imóvel em Angra envolve Richarlison e Willer Tomaz</h2>
<p>Richarlison e Willer Tomaz apresentaram publicamente versões divergentes sobre os direitos relativos a um imóvel na Ilha Comprida, em Angra dos Reis.<br />
Em manifestações divulgadas em outubro de 2026 nas respectivas redes sociais, o jogador sustentou ter adquirido legitimamente direitos sobre a propriedade, enquanto o advogado defendeu a regularidade da aquisição realizada por empresa a ele vinculada.</p>
<p>A controvérsia envolve a documentação de transferência, o histórico de ocupação e os procedimentos de regularização patrimonial.</p>
<p>A existência de documentos particulares de aquisição ou cessão de direitos não significa, necessariamente, que o interessado tenha adquirido o domínio pleno de uma área administrada pela União. A situação jurídica depende do regime patrimonial aplicável, da documentação específica e das decisões administrativas e judiciais pertinentes.</p>
<p>Sem o exame integral das matrículas, dos processos administrativos e das decisões judiciais, não é possível estabelecer de forma independente a validade de cada uma das pretensões apresentadas pelos envolvidos.</p>
<h2>Flávio Bolsonaro apresentou projeto para desenvolvimento turístico da Costa Verde</h2>
<p>O PLP 157/2021, protocolado pelo senador Flávio Bolsonaro em 13 de outubro de 2021, autoriza o Poder Executivo a criar a Região Administrativa Integrada de Desenvolvimento Sustentável da Costa Verde.<br />
A proposta contempla Angra dos Reis, Paraty e Mangaratiba e estabelece instrumentos de cooperação entre diferentes esferas de governo para ampliar investimentos regionais.</p>
<p>O texto prevê um programa especial de desenvolvimento turístico, com ações relacionadas à infraestrutura, transporte, segurança, meio ambiente, geração de empregos e qualificação profissional.</p>
<p>Entre as medidas previstas está a possibilidade de municipalização de determinadas unidades de conservação, observadas as condições legais.</p>
<p>Segundo a justificativa legislativa, a finalidade é ampliar a capacidade de planejamento e investimento na região, especialmente em atividades econômicas associadas ao turismo.</p>
<p>O projeto está na Comissão de Meio Ambiente do Senado, sob relatoria da senadora Eliziane Gama (PSD-MA). Em 4 de abril de 2025, a parlamentar apresentou relatório contrário à aprovação da proposta.</p>
<p>O parecer ainda depende de deliberação da comissão, conforme os registros oficiais de tramitação.</p>
<h2>PEC das Praias prevê transferência de terrenos atualmente pertencentes à União</h2>
<p>Além do projeto para a Costa Verde, Flávio Bolsonaro atua como relator da PEC 3/2022, originada na Câmara dos Deputados como PEC 39/2011.</p>
<p>A proposta pretende modificar o artigo 20 da Constituição Federal, que inclui os terrenos de marinha e seus acrescidos entre os bens pertencentes à União.</p>
<p>Pelas regras propostas, determinadas áreas poderão ter seu domínio transferido a estados, municípios e particulares, de acordo com os requisitos previstos no texto.</p>
<p>A mudança poderá atingir imóveis submetidos ao regime de ocupação ou aforamento, permitindo, em determinadas situações, a consolidação da propriedade plena.</p>
<p>O texto também propõe extinguir cobranças patrimoniais relacionadas a esses terrenos, incluindo foro, taxa de ocupação e laudêmio, conforme as condições aplicáveis.</p>
<p>Flávio Bolsonaro apresentou parecer favorável à PEC, acompanhado de emendas. A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania concedeu pedido de vista coletiva em dezembro de 2024. A proposta segue sem aprovação definitiva.</p>
<h2>Secretaria do Patrimônio da União aponta riscos nas mudanças</h2>
<p>A Secretaria do Patrimônio da União (SPU), vinculada ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, manifestou posição contrária à PEC 3/2022.</p>
<p>Em informações institucionais e manifestações oficiais, o órgão sustenta que a gestão federal dos terrenos de marinha desempenha funções relacionadas à proteção ambiental, à regularização patrimonial e ao interesse público.</p>
<p>A secretaria também alerta para riscos de especulação imobiliária, concentração de áreas valorizadas e perda de instrumentos de fiscalização e gestão territorial.</p>
<p>Por outro lado, o relatório favorável apresentado no Senado defende que a transferência de determinados terrenos poderá ampliar a segurança jurídica e reduzir custos para seus ocupantes.</p>
<p>As posições demonstram divergência sobre os efeitos da proposta, especialmente em regiões litorâneas com forte valorização imobiliária.</p>
<h2>Regras atuais continuam em vigor em Angra dos Reis</h2>
<p>Enquanto a PEC 3/2022 não for aprovada e promulgada, permanecem válidas as regras constitucionais e legais atuais para os terrenos de marinha e seus acrescidos.</p>
<p>A Secretaria do Patrimônio da União continua responsável pela administração dos imóveis federais sob sua competência, incluindo procedimentos de cadastramento, regularização e transferência de direitos.</p>
<p>Em Angra dos Reis, a aplicação dessas regras depende das características jurídicas e cadastrais de cada propriedade. Nem todo imóvel localizado em uma ilha está necessariamente submetido ao mesmo regime patrimonial.</p>
<p>A eventual aprovação das mudanças discutidas no Congresso poderá alterar condições de aquisição e regularização de determinados imóveis costeiros, mas não resolve automaticamente litígios particulares nem dispensa o exame da documentação correspondente.</p>
<p>No caso envolvendo Richarlison e Willer Tomaz, a definição dos direitos das partes depende dos títulos, dos procedimentos administrativos e das decisões judiciais específicas. A tramitação paralela de propostas legislativas não constitui prova de favorecimento na disputa.</p>
<p><strong>Fontes:</strong><br />
Senado Federal — Projeto de Lei Complementar 157/2021, texto, autoria e tramitação oficial.</p>
<p>Senado Federal — PEC 3/2022, texto, relatórios legislativos e tramitação oficial.</p>
<p>Secretaria do Patrimônio da União — Informações institucionais sobre terrenos de marinha e posicionamento sobre a PEC 3/2022.</p>
<p>Presidência da República — Constituição Federal de 1988, artigo 20.</p>
<p>Instagram — Publicações originais de Richarlison e Willer Tomaz sobre a disputa, em outubro de 2026.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>INSS de novembro de 2026: veja calendário de pagamento por final do benefício</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/inss-novembro-2026-calendario-pagamento</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Maria Helena Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Nov 2026 01:33:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[aposentadoria]]></category>
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		<category><![CDATA[calendário INSS 2026]]></category>
		<category><![CDATA[extrato de pagamento]]></category>
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		<category><![CDATA[Meu INSS]]></category>
		<category><![CDATA[pagamento INSS novembro]]></category>
		<category><![CDATA[pagamento por final do benefício]]></category>
		<category><![CDATA[pensionistas]]></category>
		<category><![CDATA[previdência social]]></category>
		<category><![CDATA[salário mínimo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>INSS de novembro de 2026 começa a ser pago dia 24. Confira o calendário completo por final do benefício e saiba como consultar seu pagamento.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O <strong>Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)</strong> começa a pagar os benefícios referentes a novembro de 2026 no dia <strong>24 de novembro</strong>, conforme o calendário oficial divulgado pelo governo federal. Os primeiros depósitos serão destinados aos aposentados, pensionistas e demais beneficiários que recebem até um salário mínimo. Para quem ganha acima do piso nacional, os pagamentos começam em 1º de dezembro.</p>
<p>Os depósitos da competência de novembro seguem até 7 de dezembro, de acordo com o número final do cartão do benefício. O cronograma é dividido em dois grupos: segurados que recebem até um salário mínimo e aqueles com renda mensal superior a esse valor.</p>
<p>Para identificar a data correta, o beneficiário deve considerar o último algarismo do número do benefício antes do traço, desconsiderando o dígito verificador. As informações podem ser consultadas pelo aplicativo Meu INSS, pelo site oficial ou pela Central de Atendimento 135.</p>
<h2>Calendário do INSS de novembro de 2026 para quem recebe até um salário mínimo</h2>
<p>Os pagamentos de novembro para aposentados, pensionistas e beneficiários que recebem até um salário mínimo começam na terça-feira, 24 de novembro, com os cartões de final 1.</p>
<p>O calendário segue até segunda-feira, 7 de dezembro, quando recebem os segurados com benefício de final 0.</p>
<p>Confira as datas oficiais:</p>
<p><strong>Final 1:</strong> 24 de novembro (terça-feira)</p>
<p><strong>Final 2:</strong> 25 de novembro (quarta-feira)</p>
<p><strong>Final 3:</strong> 26 de novembro (quinta-feira)</p>
<p><strong>Final 4:</strong> 27 de novembro (sexta-feira)</p>
<p><strong>Final 5:</strong> 30 de novembro (segunda-feira)</p>
<p><strong>Final 6:</strong> 1º de dezembro (terça-feira)</p>
<p><strong>Final 7:</strong> 2 de dezembro (quarta-feira)</p>
<p><strong>Final 8:</strong> 3 de dezembro (quinta-feira)</p>
<p><strong>Final 9:</strong> 4 de dezembro (sexta-feira)</p>
<p><strong>Final 0:</strong> 7 de dezembro (segunda-feira)</p>
<p>As datas constam da Tabela de Pagamento de Benefícios 2026, publicada pelo INSS.</p>
<p>Os depósitos são realizados de forma escalonada, conforme o número do benefício, para distribuir os pagamentos ao longo dos dias úteis previstos no calendário.</p>
<h2>Calendário do INSS para quem recebe acima de um salário mínimo</h2>
<p>Os beneficiários com renda mensal superior ao salário mínimo começam a receber a competência de novembro em <strong>1º de dezembro de 2026</strong>.</p>
<p>Nesse grupo, o INSS organiza os pagamentos por pares de números finais. Os cartões terminados em 1 e 6 são pagos no primeiro dia, enquanto os finais 5 e 0 recebem no encerramento do calendário.</p>
<p>Veja as datas:</p>
<p><strong>Finais 1 e 6:</strong> 1º de dezembro (terça-feira)</p>
<p><strong>Finais 2 e 7:</strong> 2 de dezembro (quarta-feira)</p>
<p><strong>Finais 3 e 8:</strong> 3 de dezembro (quinta-feira)</p>
<p><strong>Finais 4 e 9:</strong> 4 de dezembro (sexta-feira)</p>
<p><strong>Finais 5 e 0:</strong> 7 de dezembro (segunda-feira)</p>
<p>Os pagamentos acima do piso nacional serão concluídos no mesmo dia previsto para o encerramento do calendário dos benefícios de até um salário mínimo.</p>
<p>O cronograma é válido para os benefícios da competência de novembro, mesmo quando o depósito ocorre em dezembro.</p>
<h2>INSS também realiza pagamentos em novembro referentes a outubro</h2>
<p>Além dos depósitos da competência de novembro, o INSS ainda fará pagamentos nos primeiros dias do mês referentes aos benefícios de outubro de 2026.</p>
<p>Pelo calendário oficial, os segurados que recebem até um salário mínimo e possuem cartões terminados em 6, 7, 8, 9 e 0 terão os valores de outubro depositados entre 3 e 9 de novembro.</p>
<p>No mesmo período, também serão realizados os pagamentos de outubro para todos os beneficiários que recebem acima de um salário mínimo.</p>
<p>Essa diferença é importante porque a data do depósito não corresponde necessariamente ao mês de referência do benefício.</p>
<p>Assim, os valores liberados entre 3 e 9 de novembro pertencem à competência de outubro, enquanto o calendário de novembro começa efetivamente no dia 24 e segue até dezembro.</p>
<h2>Como saber o dia em que o INSS vai pagar?</h2>
<p>A data de pagamento é definida pelo número final do cartão do benefício, desconsiderando o dígito verificador que aparece depois do traço.</p>
<p>O INSS utiliza esse critério para distribuir os depósitos entre os segurados ao longo do calendário mensal.</p>
<p>Por exemplo, um benefício com numeração 123.456.784-7 deve considerar o algarismo 4 para identificar a data de pagamento. O número 7, localizado depois do traço, não é utilizado nessa consulta.</p>
<p>Nesse exemplo, caso o beneficiário receba até um salário mínimo, o pagamento de novembro ocorrerá em 27 de novembro. Se o valor mensal for superior ao piso nacional, o depósito está previsto para 4 de dezembro.</p>
<p>O número do benefício pode ser consultado no aplicativo Meu INSS ou nos documentos relacionados à concessão e ao pagamento.</p>
<h2>Como consultar o pagamento do INSS pelo CPF?</h2>
<p>A consulta pode ser realizada gratuitamente por meio do Meu INSS, plataforma oficial do governo federal disponível para computadores e celulares.</p>
<p>Para verificar o pagamento, o segurado deve acessar o serviço utilizando sua conta Gov.br.</p>
<p>O procedimento é simples:</p>
<p>Acesse o site ou aplicativo Meu INSS.</p>
<p>Entre com o CPF e a senha da conta Gov.br.</p>
<p>Procure a opção <strong>Extrato de Pagamento</strong>.</p>
<p>Selecione o benefício e a competência desejada.</p>
<p>Confira o valor, a data prevista e as informações do depósito.</p>
<p>O extrato permite verificar os valores relacionados ao benefício, incluindo eventuais descontos e demais informações financeiras disponibilizadas pelo instituto.</p>
<p>A consulta também ajuda o segurado a identificar o banco responsável pelo pagamento e acompanhar o histórico de depósitos.</p>
<h2>Quem recebe os pagamentos do INSS em novembro?</h2>
<p>O calendário de novembro contempla benefícios previdenciários e assistenciais administrados pelo INSS.</p>
<p>Entre os principais grupos estão aposentados, pensionistas e beneficiários de auxílios pagos pelo instituto.</p>
<p>Também estão incluídos os pagamentos do Benefício de Prestação Continuada (BPC), destinado a pessoas idosas e pessoas com deficiência que atendam aos critérios legais de renda e elegibilidade.</p>
<p>Embora seja operacionalizado pelo INSS, o BPC tem natureza assistencial e não exige contribuição prévia à Previdência Social.</p>
<p>A data de pagamento depende do valor mensal recebido e do número final do benefício.</p>
<p>Por esse motivo, beneficiários de modalidades diferentes podem receber no mesmo dia, desde que pertençam à mesma faixa de pagamento e tenham números finais correspondentes.</p>
<h2>Como consultar o INSS pelo telefone 135?</h2>
<p>Quem não consegue acessar o aplicativo ou o site Meu INSS pode obter informações pela Central de Atendimento 135.</p>
<p>O atendimento com operadores funciona de segunda-feira a sábado, das 7h às 22h, no horário de Brasília.</p>
<p>O serviço eletrônico permanece disponível 24 horas por dia.</p>
<p>Pela central, os segurados podem consultar datas de pagamento, obter orientações sobre benefícios e verificar informações relacionadas a requerimentos administrativos.</p>
<p>O INSS recomenda utilizar os canais oficiais para evitar a exposição de dados pessoais em páginas ou serviços não autorizados.</p>
<h2>Quando será o próximo pagamento do INSS?</h2>
<p>Depois da competência de novembro, o INSS iniciará os pagamentos referentes a dezembro de 2026 no dia 22 de dezembro para os beneficiários que recebem até um salário mínimo.</p>
<p>Nesse grupo, o calendário seguirá até 8 de janeiro de 2027.</p>
<p>Para os segurados com renda mensal acima do piso nacional, os pagamentos da competência de dezembro serão realizados entre 4 e 8 de janeiro de 2027.</p>
<p>O calendário anual permite que aposentados e pensionistas organizem o orçamento e acompanhem antecipadamente as datas previstas para os depósitos.</p>
<p>As informações oficiais também podem ser consultadas diretamente no Meu INSS, que disponibiliza o extrato individual de pagamento de cada benefício.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p>Instituto Nacional do Seguro Social — Tabela de Pagamento de Benefícios 2026, calendário oficial.</p>
<p>Instituto Nacional do Seguro Social — Calendário de pagamentos do INSS de 2026 está disponível, publicado em 8 de julho de 2026.</p>
<p>Instituto Nacional do Seguro Social — Calendário de pagamentos da competência de outubro de 2026, publicado em 22 de outubro de 2026.</p>
<p>Ministério da Previdência Social — Central de Atendimento 135, canais e horários oficiais.</p>
<p>Gov.br — Serviço Emitir Extrato de Pagamento de Benefício do INSS.</p>
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