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Fundos Multimercado em Alta: Selic a 14,75% e Nova Estratégia dos Gestores para 2025

por Redação
06/05/2025 às 11h30 - Atualizado em 28/01/2026 às 11h28
em Economia, Destaque, Notícias
Fundos Multimercado Em Alta: Selic A 14,75% E Nova Estratégia Dos Gestores Para 2025 - Fotos: Thales Sá / Modelo: Ricardo K. Major Model Management - Gazeta Mercantil - Economia

Fotos: Thales Sá / Modelo: Ricardo K. (Major Model Management)

Fundos Multimercado em Alta: Como os Gestores Estão Reposicionando Estratégias com Juros a 14,75%

O cenário macroeconômico e os fundos multimercado

Com a expectativa de que a taxa Selic atinja 14,75% até o final de 2025, os fundos multimercado vêm se consolidando como uma das principais estratégias para gestores que buscam diversificação, rentabilidade e proteção diante de um ambiente econômico volátil. Uma pesquisa recente com 31 gestoras, conduzida entre os dias 23 e 30 de abril, revela a mudança tática desses fundos em relação ao câmbio, juros e renda variável.

O levantamento aponta que a maioria dos gestores já antecipa o fim do ciclo de alta nos juros, ao mesmo tempo em que reavaliam sua exposição ao dólar e redirecionam suas carteiras para ativos domésticos. Esses movimentos táticos têm impactado diretamente a performance dos fundos multimercado, que, até abril de 2025, já acumulavam retorno de 3,68%, o equivalente a 411% do CDI.

A seguir, exploramos em profundidade os dados da pesquisa, os impactos das decisões do Copom e como os gestores estão navegando este cenário desafiador com inteligência estratégica.


Expectativa de Selic a 14,75% e o fim do ciclo de alta

Uma das principais conclusões do levantamento é a expectativa generalizada de que o Comitê de Política Monetária (Copom) eleve a Selic em 0,5 ponto percentual na próxima reunião, chegando a 14,75%. Esse percentual é defendido por 81% dos gestores entrevistados. Outros 19% estimam um aumento mais contido, de 0,25 p.p.

Essa possível elevação marcará o encerramento de um ciclo agressivo de alta iniciado ainda em 2024, quando o Copom já vinha ajustando a taxa em 1 ponto percentual por reunião. Agora, com o nível elevado da taxa básica, a tendência é que o Banco Central sinalize estabilidade.

Essa estabilidade é fundamental para os fundos multimercado, que operam com diferentes ativos e precisam de previsibilidade para redesenhar suas estratégias de alocação e risco.


Inflação e PIB: Expectativas sob controle em 2025

Além da Selic, o cenário macroeconômico mostra sinais de estabilização. A projeção de inflação para o final de 2025 caiu para 5,54%, refletindo a redução das pressões cambiais. Já o Produto Interno Bruto (PIB) deve registrar crescimento de 2,11%, de acordo com as gestoras consultadas.

Esse equilíbrio entre inflação e crescimento econômico é considerado ideal para os fundos multimercado, pois amplia o espaço para estratégias de arbitragem, renda variável e crédito privado, áreas que oferecem maior retorno em um ambiente menos volátil.


Redesenho tático: Recuo na tese do dólar forte

Um dos movimentos mais significativos identificados na pesquisa foi a mudança de postura em relação ao dólar. O relatório revela uma “reversão da tese do dólar forte”, com os gestores diminuindo sua exposição à moeda americana.

Em março, 75% das gestoras mantinham posições vendidas no real, enquanto apenas 25% apostavam em sua valorização. Em abril, esse número se inverteu: 70% das gestoras passaram a apostar na apreciação do real, reduzindo drasticamente suas posições vendidas para 30%.

O mesmo fenômeno ocorreu em relação ao dólar: as posições compradas despencaram de 70% para 26%, enquanto as posições vendidas saltaram para 74%. A leitura do mercado é clara: há maior confiança na resiliência da economia brasileira e na estabilidade do câmbio.

Para os fundos multimercado, essa virada representa uma realocação estratégica importante. Ao reduzir a exposição ao dólar, os gestores demonstram foco em ativos locais e menor dependência de ativos de proteção tradicional.


Performance dos fundos multimercado dispara em 2025

A nova estratégia tem mostrado resultados expressivos. Até o dia 25 de abril, os fundos multimercado acumulavam retorno de 3,68%, equivalente a 411% do CDI no período. Essa performance reflete não apenas a valorização de ativos domésticos, mas também a rápida adaptação tática dos gestores frente ao cenário de juros altos e mudanças cambiais.

O relatório destaca que essa alta representa a maior variação mensal da série histórica. Ainda que impressionante, a XP analisa que esse comportamento faz parte de um padrão já conhecido: a resiliência estrutural dos fundos multimercado em momentos de alta incerteza.


Carteiras dinâmicas e flexíveis: a força dos multimercado

Uma das grandes vantagens dos fundos multimercado é sua flexibilidade. Diferente de fundos focados em uma única classe de ativos, eles podem transitar entre renda fixa, câmbio, renda variável, commodities, crédito privado e estratégias de hedge, adaptando-se rapidamente às condições do mercado.

Essa maleabilidade se tornou essencial em 2025, à medida que os gestores precisaram lidar com o fim do ciclo de alta nos juros, a instabilidade nos EUA e a revalorização do real.

Com isso, os multimercados se consolidam como a alternativa ideal para investidores que buscam mitigar riscos e ampliar retornos em ambientes complexos.


Ajustes na bolsa: EUA em baixa, Brasil em alta marginal

Outro ponto abordado no relatório foi a reavaliação das posições na bolsa de valores, especialmente em relação aos EUA. O otimismo com o mercado americano vem recuando: as posições compradas caíram de 60% em janeiro para apenas 22% em abril. Isso sinaliza uma menor confiança na recuperação da economia dos EUA ou, pelo menos, uma aversão ao risco naquele mercado.

Em contrapartida, o posicionamento em ações brasileiras mostra leve alta, ainda que tímida. Em abril, 41% das gestoras mantinham posições compradas na bolsa local, enquanto 19% estavam vendidas e 41% afirmaram não ter exposição ao mercado acionário brasileiro.

Esse comportamento mostra cautela, mas também abertura para novas oportunidades, sobretudo com a perspectiva de estabilização da política monetária e crescimento econômico doméstico.


Fundos multimercado no centro das estratégias de 2025

Os dados revelados pela pesquisa mostram com clareza que os fundos multimercado estão no centro das estratégias de investimento em 2025. Combinando flexibilidade, inteligência tática e boa performance, esses fundos têm sido a principal aposta dos gestores para enfrentar um cenário global desafiador e, ao mesmo tempo, aproveitar as oportunidades do mercado interno.

A expectativa de Selic a 14,75%, o controle da inflação, a valorização do real e o ajuste na exposição ao risco compõem um ambiente propício para a continuidade do bom desempenho dos fundos multimercado.

Para o investidor, a leitura é clara: este é o momento de olhar com atenção para os multimercados, entendendo sua composição, sua estratégia e seu potencial de retorno no médio e longo prazo.

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Segundo A Versão Divulgada Pela Fintech, A Azara Capital Teria Adquirido A Naskar E Outras Empresas Do Grupo, Como 7Trust E Next, Assumindo A Responsabilidade Por Tratativas Voltadas Ao Ressarcimento Dos Clientes. O Caso, Porém, Passou A Levantar Questionamentos Sobre A Própria Azara Capital. A Empresa Não Apresenta Em Seu Site Nomes De Presidente, Diretores, Sócios Ou Responsáveis Pela Gestão. A Página Informa Um Endereço Em Miami, Nos Estados Unidos, Mas A Localização Indicada Aparece Associada Ao Ocean Bank, Banco Comercial Independente Da Flórida. Em Buscas Por “Azara Capital” Em Plataformas De Geolocalização, Não Há Indicação Clara De Sede Própria Da Companhia. Além Disso, A Presença Digital Da Empresa É Recente. O Perfil Da Azara Capital No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E, Até A Manhã Desta Quinta-Feira, Contava Com Apenas Três Publicações. Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. O Site Da Empresa Não Informa Quem Ocupa Cargos De Comando, Quais São Os Responsáveis Pela Operação, Qual É A Estrutura Societária Ou Quais Executivos Responderiam Pelo Processo De Aquisição Da Naskar. Em Uma Operação Que Envolveria Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão E A Assunção De Passivos Com Milhares De Investidores, A Ausência De Dados Públicos Sobre Governança Amplia A Incerteza. Para Investidores E Credores, A Identificação Dos Responsáveis Pela Empresa É Elemento Básico Para Avaliar Capacidade Financeira, Histórico, Experiência E Responsabilidade Sobre Compromissos Assumidos. Outro Ponto Citado No Texto-Base Envolve O Endereço Físico Informado Pela Azara Capital. A Localização Indicada Em Miami Aparece Associada Ao Ocean Bank, Não A Uma Sede Própria Identificável Da Empresa. Buscas Por “Azara Capital” Em Aplicativos E Sites De Geolocalização Também Não Retornariam Resultados Consistentes. A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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