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Ibovespa B3 hoje: alta de 0,45% com fluxo estrangeiro e recuperação externa

por Camila Braga
06/02/2026 às 18h39
em Ibovespa
Ibovespa B3 Hoje: Alta De 0,45% Com Fluxo Estrangeiro E Recuperação Externa - Gazeta Mercantil

Ibovespa B3 hoje fecha em alta impulsionado por fluxo estrangeiro e recuperação externa

O Ibovespa B3 registrou alta de 0,45% nesta sexta-feira (6), fechando aos 182.949,78 pontos, em um pregão marcado por volatilidade e forças opostas no mercado financeiro brasileiro. O índice de referência da Bolsa brasileira encontrou suporte na recuperação das bolsas em Nova York, no influxo de capital estrangeiro e na queda do dólar, embora o avanço tenha sido limitado pelo desempenho mais fraco do setor bancário doméstico. A sessão evidencia a importância do fluxo internacional e da percepção de risco global sobre o comportamento do mercado local.

Recuperação externa e fluxo estrangeiro sustentam o índice

De acordo com Christian Iarussi, economista e sócio da The Hill Capital, o cenário global teve papel decisivo na sustentação do Ibovespa B3 hoje. “De um lado, a recuperação das bolsas em Nova York e a entrada de fluxo estrangeiro ajudam a sustentar o índice. Do outro, fatores domésticos pesam sobre algumas ações, especialmente do setor bancário”, afirmou. A combinação de otimismo externo e ingresso de capital internacional foi essencial para limitar as perdas e manter o fechamento positivo.

Leia também: Ibovespa hoje recua com feriado nos EUA após recorde histórico.

A valorização da Bolsa também reflete a busca de investidores por ativos de maior retorno em países emergentes, diante de juros atrativos e expectativas de afrouxamento monetário nos principais mercados desenvolvidos, como os Estados Unidos. A estabilidade e queda parcial do dólar contribuem para aumentar o apetite por risco entre os investidores estrangeiros.

Bancos e setores pressionam; B3 e varejo lideram altas

No Ibovespa B3 hoje, as empresas do setor imobiliário e de tecnologia destacaram-se positivamente. Direcional (DIRR3) liderou as altas com valorização de 6,9%, enquanto Cury (CURY3) subiu 4,92%, beneficiadas pelo cenário favorável à expectativa de redução de juros.

Leia também: Alta dos custos de saúde e gasolina impulsiona IPCA-15 em maio.

B3 (B3SA3) teve desempenho expressivo, com ganho de 4,86%, impulsionada por maior atividade e melhora na recomendação do mercado. Méliuz (CASH3) avançou 5,18%, e Braskem (BRKM5) registrou alta de 3,78%, acompanhando ajustes positivos no setor químico.

Entre as maiores quedas do pregão, destacaram-se empresas de commodities metálicas e o setor bancário. CSN (CSNA3) recuou 3,64%, pressionada pelo recuo do minério de ferro no mercado internacional. Entre os bancos, Santander (SANB11) caiu 2,05% e Bradesco (BBDC4) perdeu 2,27%, refletindo preocupações com inadimplência e provisões.

Usiminas (USIM5) caiu 2,04%, acompanhando o movimento do minério de ferro, enquanto CVC (CVCB3) recuou 1,96%, refletindo seletividade do mercado em ações ligadas ao consumo. Em contraste, a Refinaria de Manguinhos (RPMG3) disparou 27,88%, liderando as altas do dia em um movimento pontual e isolado.

Dólar em queda amplia apetite por risco

No mercado cambial, o dólar recuou 0,64%, cotado a R$ 5,22, seguindo a tendência de fraqueza global da moeda americana e dados mais suaves do mercado de trabalho dos EUA. “O movimento abre espaço para uma postura mais cautelosa do Fed e favorece mercados emergentes”, analisou Iarussi. A queda do dólar contribuiu para o aumento do fluxo estrangeiro no Brasil e reforçou o apetite por risco entre investidores internacionais, beneficiando o Ibovespa B3 hoje.

O diferencial de juros permanece favorável, atraindo capital tanto para renda fixa quanto para ações, em um contexto de expectativa de cortes na Selic e manutenção de políticas monetárias estimulativas.

Juros futuros e atenção ao Copom

Os juros futuros oscilaram de forma limitada no pregão, embora a curva de títulos tenha registrado inclinação na semana devido a ruídos fiscais e preocupações políticas. Nos vencimentos mais curtos, a expectativa de início de cortes da Selic ajuda a conter elevações nos prêmios, contribuindo para um ambiente mais estável para o mercado de ações.

O radar dos investidores segue voltado para indicadores econômicos internacionais, como o payroll dos EUA, além de negociações geopolíticas que impactam o preço do petróleo. Internamente, o mercado acompanha atentamente decisões do Copom, que podem definir a trajetória futura da Selic e, consequentemente, influenciar o Ibovespa B3 hoje.

Análise de especialistas sobre o pregão

Felipe Corleta, sócio da Brasil Wealth, descreveu o dia como “um pouco mais morno” no cenário doméstico em comparação à euforia externa. Apesar de frustração inicial com o balanço do Bradesco, que chegou a cair 5% devido a projeções de crescimento abaixo do esperado, o setor bancário conseguiu recuperar parte das perdas. “Itaú, B3 e BTG Pactual fecharam em alta, sustentando o índice. O Itaú liderou os ganhos em pontos no dia”, afirmou o especialista.

Em Wall Street, a valorização robusta do Dow Jones, que rompeu a barreira histórica dos 50 mil pontos, e o comportamento seletivo do S&P 500 contribuíram para a percepção positiva do mercado global, favorecendo empresas de setores tradicionais, como indústria, varejo e saúde. A rotação de portfólio em direção a setores mais defensivos aumentou a confiança dos investidores no Ibovespa B3 hoje.

Commodities e impacto no mercado

O recuo do minério de ferro pressionou empresas do setor de metais, incluindo CSN e Usiminas, enquanto a Vale enfrentou perdas adicionais devido a fatores operacionais e regulatórios. O petróleo fechou em alta no dia, mas registrou queda na semana, influenciado por negociações entre EUA e Irã. O ouro também apresentou valorização diária, refletindo incertezas geopolíticas e macroeconômicas.

O mercado de commodities continua a desempenhar papel estratégico na determinação do Ibovespa B3 hoje, influenciando diretamente empresas exportadoras e setores industriais sensíveis a flutuações globais.

Perspectivas e próximos movimentos

O Ibovespa B3 hoje mostrou resiliência diante de fatores domésticos desfavoráveis, apoiado por recuperação externa, fluxo estrangeiro e dólar em queda. Para a próxima semana, investidores estarão atentos ao comportamento de commodities, indicadores econômicos internacionais, e decisões do Copom. O ambiente permanece volátil, mas com oportunidades claras para setores selecionados, como imobiliário, varejo e bolsas de valores.

Especialistas recomendam atenção a movimentos de curto prazo em bancos e empresas expostas a commodities, enquanto setores de tecnologia, varejo e bolsa local devem se beneficiar de fluxo positivo e cenário global favorável.

O fechamento do Ibovespa B3 hoje reforça o papel dos fatores externos na dinâmica do mercado brasileiro, mostrando como investidores internacionais influenciam fortemente a cotação das ações, a liquidez e a percepção de risco, mesmo em meio a volatilidade doméstica e incertezas políticas.

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