Ibovespa setembro 2025: B3 confirma entrada da Cury e saída da São Martinho na nova carteira teórica
O Ibovespa setembro 2025 já começa a ganhar forma com a divulgação da segunda prévia da B3. O índice, que é o principal termômetro da Bolsa brasileira, trará mudanças importantes em sua composição para o quadrimestre que se inicia em 1º de setembro e segue até o fim de dezembro. A grande novidade é a provável inclusão da construtora Cury (CURY3) no lugar da São Martinho (SMTO3), confirmando projeções de grandes casas de análise como Bank of America, BTG Pactual, Itaú BBA e XP Investimentos.
Essa movimentação sinaliza o impacto das negociações recentes no mercado acionário e reforça como o critério de negociabilidade segue decisivo para definir quais empresas permanecem ou deixam a carteira teórica.
O que muda no Ibovespa setembro 2025
A nova composição do Ibovespa setembro 2025 terá como destaque a entrada da Cury, construtora focada no setor imobiliário de médio e baixo padrão, que vem apresentando forte crescimento de vendas e valorização de seus papéis. Por outro lado, a São Martinho, tradicional companhia do setor sucroenergético, deixa o índice após perder liquidez nas negociações, um dos pontos fundamentais avaliados pela B3.
Antes de a carteira definitiva entrar em vigor, a Bolsa ainda divulgará uma terceira e última prévia em 28 de agosto. Só então será oficializada a nova formação, válida até dezembro.
Esse processo de rebalanceamento acontece a cada quatro meses e visa garantir que o índice represente de forma mais fiel a dinâmica do mercado de ações no Brasil.
Critérios da B3 para a composição do Ibovespa
Para determinar quais ações entram ou saem do Ibovespa setembro 2025, a B3 leva em conta fatores técnicos e regulatórios. Entre eles:
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Índice de negociabilidade (IN): mede a relevância de uma ação no mercado, considerando frequência e volume de negociações.
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Volume financeiro: papéis com baixo giro dificilmente conseguem espaço na carteira.
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Condições da empresa: companhias em recuperação judicial não são elegíveis.
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Preço dos ativos: penny stocks (ações abaixo de R$ 1,00) ficam de fora.
Esse conjunto de regras busca garantir que o índice seja formado por empresas sólidas, representativas e que reflitam o movimento do mercado acionário.
O peso dos setores no Ibovespa
Apesar das alterações, os grandes motores do índice continuam sendo os setores de commodities e bancos. No Ibovespa setembro 2025, esses segmentos mantêm protagonismo, sustentados por gigantes como Vale, Petrobras e Itaú Unibanco.
As ações da Vale (VALE3) permanecem como as de maior peso, reforçando a força da mineração e do setor de exportação na economia brasileira. Logo atrás, aparecem bancos privados e estatais, que juntos concentram grande parte da movimentação financeira da Bolsa.
As 10 maiores participações do Ibovespa setembro 2025
Segundo a segunda prévia divulgada pela B3, os dez ativos de maior peso somam cerca de 50% do índice. São eles:
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Vale ON (VALE3): 11,072%
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Itaú Unibanco PN (ITUB4): 8,199%
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Petrobras PN (PETR4): 6,475%
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Petrobras ON (PETR3): 4,181%
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Bradesco PN (BBDC4): 3,983%
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Eletrobras ON (ELET3): 3,754%
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Sabesp ON (SBSP3): 3,426%
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B3 ON (B3SA3): 3,325%
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Itaúsa (ITSA4): 3,141%
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Banco do Brasil (BBAS3): 2,856%
Essa concentração mostra que, embora o Ibovespa seja formado por mais de 80 ações, poucos papéis acabam determinando sua performance.
Impacto da entrada da Cury no Ibovespa setembro 2025
A presença da Cury no Ibovespa setembro 2025 pode trazer novos olhares para o setor imobiliário. A construtora vem expandindo projetos habitacionais e registrando avanços consistentes em receita líquida. Sua inclusão na carteira tende a aumentar a visibilidade da empresa e atrair investidores institucionais, já que fundos atrelados ao índice precisam ajustar suas posições de acordo com a nova composição.
Esse movimento pode gerar maior liquidez para as ações da Cury e, consequentemente, valorização de seus papéis.
Por que a São Martinho saiu do índice?
A exclusão da São Martinho (SMTO3) do Ibovespa setembro 2025 se deve, sobretudo, ao critério de negociabilidade. Embora a companhia seja uma das maiores produtoras de etanol, açúcar e energia do país, seus papéis perderam força no mercado, reduzindo a atratividade em termos de liquidez.
É importante destacar que a saída não significa fragilidade operacional da empresa, mas sim um reflexo da redução no giro de seus ativos em Bolsa.
O Ibovespa como termômetro do mercado brasileiro
O Ibovespa setembro 2025 seguirá cumprindo o papel de principal indicador da performance do mercado de ações no Brasil. Como carteira teórica, ele não representa apenas a valorização de um grupo de empresas, mas funciona como espelho da economia brasileira.
Sua composição é fundamental para investidores, analistas e fundos de investimento, que utilizam o índice como referência para comparar resultados e definir estratégias.
Expectativas para o próximo quadrimestre
Com a entrada da Cury e a saída da São Martinho, a expectativa é que o Ibovespa setembro 2025 traga maior diversificação setorial, ainda que os grandes pesos continuem concentrados em commodities e instituições financeiras.
A performance do índice também dependerá do cenário macroeconômico, incluindo:
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Oscilações no preço do minério de ferro e petróleo.
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Políticas de juros no Brasil e nos EUA.
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Expectativas para a economia doméstica, especialmente em relação à inflação e consumo.
Esses fatores devem guiar o humor dos investidores até o fim do ano.
O Ibovespa setembro 2025 marca mais uma etapa importante para o mercado acionário brasileiro, trazendo novidades que reforçam a necessidade de acompanhar de perto o rebalanceamento da carteira. A entrada da Cury amplia a representatividade do setor imobiliário, enquanto a saída da São Martinho ilustra como a liquidez é determinante para se manter entre as ações mais relevantes da Bolsa.
Com os setores de commodities e bancos ainda dominando o índice, o investidor deve observar tanto os pesos-pesados quanto as novas adições, que podem abrir oportunidades de valorização e diversificação nos próximos meses.






