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Internet das Coisas (IoT) revoluciona telecom e conecta máquinas no Brasil

por Daniel Soto - Repórter de Tecnologia
09/03/2026 às 14h19
em Tecnologia, Destaque, Notícias
Internet Das Coisas (Iot) Revoluciona Telecom E Conecta Máquinas No Brasil - Gazeta Mercantil

Internet das Coisas (IoT) transforma setor de telecom e conecta máquinas no Brasil

O mercado brasileiro de telecomunicações vive uma transformação inédita com a expansão da Internet das Coisas (IoT), que conecta máquinas, veículos, sensores agrícolas, medidores inteligentes e uma variedade crescente de dispositivos. Dos quase 7 milhões de novas linhas móveis ativadas no último ano, cerca de 95% não foram contratadas por pessoas físicas, mas por máquinas — de tratores a câmeras, passando por postes de iluminação, veículos de passeio e caminhões.

Dados da consultoria Teleco indicam que a base de dispositivos IoT no Brasil atingiu 30 milhões de aparelhos ativos, dobrando de tamanho desde 2021. Esse crescimento marca a chamada “segunda onda” da IoT, que conecta lavouras, frotas de veículos, redes de energia e fábricas, impulsionando operadoras de telefonia a repensarem seus modelos de negócios tradicionais e a se posicionarem como fornecedoras de serviços de dados e inteligência artificial.


Crescimento regulatório e impacto no setor de telecomunicações

O impulso regulatório foi fundamental para o crescimento da Internet das Coisas (IoT) no Brasil. A Lei 14.108, aprovada em dezembro de 2020, zerou o Fistel para dispositivos M2M (machine-to-machine), eliminando a taxa de R$ 25 por chip que anteriormente tornava inviável a implementação de sensores de baixa receita.

“Para um sensor que transmite poucos kilobytes por dia e gera R$ 5 mensais, a conta simplesmente não fechava”, afirma Alexandre Dal Forno, diretor de Engenharia de Produtos B2B da TIM. Com a retirada da barreira fiscal, a base de IoT explodiu, e o setor passou a ver oportunidades de inovação em setores estratégicos, como agronegócio, indústria e energia.


Operadoras como TIM, Claro, Vivo e Arqia lideram a expansão

As principais operadoras de telecom têm investido fortemente na conectividade de dispositivos. Segundo dados de 2025:

Operadora 2022 2023 2024 4T25 Adições 2025 (milhões)
Vivo 6,46 7,10 7,66 8,18 0,514
Claro 5,2 6,1 6,98 7,83 0,847
TIM 1,42 2,16 2,98 3,54 0,562
Arqia 1,96 2,38 2,84 3,46 0,616
Algar 1,71 1,99 2,56 3,25 0,688
Outras* 1,11 1,79 2,86 3,45 0,585
Total 17,86 21,55 25,93 29,72 3,8

*Inclui Surf, NLT, Telecall, Transatel, 1NCE, Connect IoT. Fonte: Teleco (fev. 2026)

A TIM, por exemplo, já cobre 26 milhões de hectares do agronegócio com torres de 700 MHz, frequência que permite atingir até 40 mil hectares por torre. Com isso, a empresa convenceu fabricantes como John Deere e New Holland a embutirem roteadores em tratores, conectando máquinas que antes eram inteligentes, mas isoladas.


Agricultura de precisão e robótica conectada

A conectividade transformou a agricultura brasileira. Robôs autônomos da Solinftec percorrem lavouras 24 horas por dia, identificando pragas com GPS de precisão centimétrica e câmeras com inteligência artificial. Drones pulverizam defensivos apenas onde necessário, e sensores de umidade definem o momento ideal para aplicação.

“Antes, os dados ficavam na máquina e eram transferidos por pendrive. Hoje, qualquer trator novo sai de fábrica conectado”, explica Dal Forno. Esse salto tecnológico é um exemplo claro de como a Internet das Coisas (IoT) gera eficiência operacional, reduz custos e aumenta a produtividade no campo.


Telemetria automotiva e conectividade de veículos

No setor automotivo, a lógica é semelhante. A Arqia conecta veículos ainda na fábrica, fornecendo telemetria e integração com sistemas corporativos. Nos Estados Unidos, 90% dos carros novos já saem com chips de telemetria; no Brasil, menos de 20% possuem essa conectividade.

O caso da OnStar, da General Motors, é emblemático. Desde 2013, o serviço permite controle remoto de veículos, integração com wi-fi, acionamento automático de socorro em acidentes e rastreamento de carros roubados. Atualmente, mais de 1 milhão de carros na América do Sul utilizam o sistema, com índices de recuperação de 90%.


Medidores inteligentes e redes de energia

No setor elétrico, a Copel lidera projetos de IoT com medidores inteligentes. São 2 milhões de unidades instaladas, com investimento de R$ 1 bilhão e meta de atingir 5,3 milhões de aparelhos até 2030. Cada medidor conversa com a rede, permite corte e religação remota e monitoramento de tensão em tempo real.

Sergio Milani, superintendente de projetos especiais da Copel, destaca que a tecnologia possibilita eficiência energética e redução de perdas, enquanto a conectividade com redes privadas de telecom evita dependência de infraestrutura tradicional das operadoras.


Transformação de operadoras em empresas de dados

Com a expansão da Internet das Coisas (IoT), operadoras como TIM e Arqia buscam subir na cadeia de valor, transformando conectividade em serviços de análise de dados e inteligência artificial. A TIM adquiriu a V8tech para integrar dados de máquinas em dashboards estratégicos, otimizando decisões em tempo real.

Da mesma forma, a Arqia atua como “boutique de telecom”, oferecendo conectividade, software customizado e gestão de frotas, atendendo clientes sem capacidade própria de desenvolvimento tecnológico. O objetivo é migrar o negócio de telecomunicações para a monetização de dados e soluções inteligentes.


Desafios regulatórios e competitividade

O avanço da IoT no Brasil enfrenta desafios regulatórios e de infraestrutura. Empresas de energia, como a Copel, pleiteiam frequências dedicadas para redes privadas, enquanto operadoras defendem contratos padronizados. A harmonização desses interesses é fundamental para viabilizar a expansão de IoT e a integração de tecnologias críticas na economia.

Especialistas apontam que a consolidação da IoT no país exigirá investimento em redes, aprendizado regulatório e parcerias estratégicas entre telecom, indústria, agronegócio e setor energético. O potencial é enorme: redução de custos, eficiência logística, agricultura de precisão e modernização industrial.


Impacto econômico e produtividade

A expansão da Internet das Coisas (IoT) no Brasil é uma das frentes mais promissoras para aumento de produtividade. A conectividade de máquinas e sensores permite decisões mais rápidas, redução de desperdícios e otimização de processos.

No agronegócio, por exemplo, o uso de robôs autônomos, drones e sensores inteligentes reduz custos com defensivos e aumenta a eficiência do plantio. Na indústria e no setor elétrico, IoT garante monitoramento em tempo real, redução de perdas e manutenção preventiva.

Essa transformação digital cria um ecossistema em que dados se tornam ativos estratégicos, e operadoras, fabricantes e empresas de energia competem para oferecer soluções integradas e inteligentes.

Tags: agricultura de precisãoArqiaconectividade de máquinasCopelindústria conectadaInternet das CoisasIoTmedidores inteligentessensores M2Mtecnologiatelecom IoT BrasilTIM IoT

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Segundo A Versão Divulgada Pela Fintech, A Azara Capital Teria Adquirido A Naskar E Outras Empresas Do Grupo, Como 7Trust E Next, Assumindo A Responsabilidade Por Tratativas Voltadas Ao Ressarcimento Dos Clientes. O Caso, Porém, Passou A Levantar Questionamentos Sobre A Própria Azara Capital. A Empresa Não Apresenta Em Seu Site Nomes De Presidente, Diretores, Sócios Ou Responsáveis Pela Gestão. A Página Informa Um Endereço Em Miami, Nos Estados Unidos, Mas A Localização Indicada Aparece Associada Ao Ocean Bank, Banco Comercial Independente Da Flórida. Em Buscas Por “Azara Capital” Em Plataformas De Geolocalização, Não Há Indicação Clara De Sede Própria Da Companhia. Além Disso, A Presença Digital Da Empresa É Recente. O Perfil Da Azara Capital No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E, Até A Manhã Desta Quinta-Feira, Contava Com Apenas Três Publicações. Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. O Site Da Empresa Não Informa Quem Ocupa Cargos De Comando, Quais São Os Responsáveis Pela Operação, Qual É A Estrutura Societária Ou Quais Executivos Responderiam Pelo Processo De Aquisição Da Naskar. Em Uma Operação Que Envolveria Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão E A Assunção De Passivos Com Milhares De Investidores, A Ausência De Dados Públicos Sobre Governança Amplia A Incerteza. Para Investidores E Credores, A Identificação Dos Responsáveis Pela Empresa É Elemento Básico Para Avaliar Capacidade Financeira, Histórico, Experiência E Responsabilidade Sobre Compromissos Assumidos. Outro Ponto Citado No Texto-Base Envolve O Endereço Físico Informado Pela Azara Capital. A Localização Indicada Em Miami Aparece Associada Ao Ocean Bank, Não A Uma Sede Própria Identificável Da Empresa. Buscas Por “Azara Capital” Em Aplicativos E Sites De Geolocalização Também Não Retornariam Resultados Consistentes. A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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