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Home Economia

João Carlos Falbo Mansur, fundador da Reag, figura como acionista relevante do BRB

por Álvaro Lima - Repórter de Economia
05/02/2026
em Economia, Destaque, News
João Carlos Mansur (Reag/Reprodução)

João Carlos Falbo Mansur figura como acionista relevante do BRB durante liquidação da Reag e investigações do caso Banco Master

A divulgação da composição acionária do Banco de Brasília (BRB) referente ao início do exercício de 2026 trouxe à tona um dado que movimenta os bastidores do mercado financeiro e político nacional. João Carlos Falbo Mansur, fundador da Reag Investimentos, aparece como detentor direto de uma fatia de 4,55% do capital total da instituição financeira pública. O fato ganha contornos de crise institucional, visto que ocorre simultaneamente ao processo de liquidação extrajudicial da gestora fundada por Mansur, decretada pelo Banco Central (BC) em janeiro deste ano, e ao aprofundamento das investigações da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF).

A presença de João Carlos Falbo Mansur no quadro de acionistas de um banco estatal estratégico, como o BRB, coloca em xeque mecanismos de controle de entrada de investidores e levanta debates sobre a blindagem institucional necessária em momentos de turbulência regulatória. Enquanto as autoridades monetárias e policiais apuram as conexões entre a Reag Investimentos e as supostas irregularidades detectadas no Banco Master, a participação do empresário no BRB torna-se um ponto focal de análise de risco e governança corporativa.

O cenário da participação acionária no Banco de Brasília

Documentos oficiais relativos à estrutura de capital do BRB em 2025 indicam que a exposição da instituição à figura de João Carlos Falbo Mansur vai além da participação direta. Além dos 4,55% detidos pessoalmente pelo empresário, o mercado observa com atenção a participação de fundos de investimento geridos por empresas vinculadas ao ecossistema da Reag. O fundo Borneo, por exemplo, detém aproximadamente 3,1% do capital do banco.

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Somadas, as participações diretas de João Carlos Falbo Mansur e as indiretas, via veículos de investimento anteriormente sob sua influência administrativa, representam uma fatia considerável do capital de uma instituição pública. Essa configuração acionária foi consolidada em um período em que o BRB executava uma estratégia agressiva de expansão de sua base de capital privado, buscando diversificar investidores para fortalecer sua estrutura de governança. No entanto, a materialização dos riscos associados à Reag transformou essa diversificação em um passivo reputacional potencial para o banco.

Analistas de mercado ponderam que a entrada de João Carlos Falbo Mansur no capital do banco reflete a complexidade e a interconectividade do sistema financeiro nacional. É comum que grandes gestores de recursos e empresários do setor financeiro detenham posições em múltiplas instituições. Contudo, a simultaneidade entre a manutenção dessa posição acionária e o colapso regulatório da Reag cria uma situação atípica, exigindo respostas rápidas dos órgãos de controle interno do BRB e dos reguladores externos.

A liquidação da Reag Investimentos e o papel de João Carlos Falbo Mansur

A trajetória de João Carlos Falbo Mansur no mercado financeiro, iniciada com a fundação da Reag Investimentos em 2012, sofreu uma ruptura drástica no início de 2026. Até o final de 2025, Mansur presidia o conselho de administração da gestora, que havia logrado êxito em expandir sua atuação em segmentos de fundos multimercado e ativos alternativos, atraindo investidores institucionais de peso.

A decretação da liquidação extrajudicial pelo Banco Central, em janeiro de 2026, foi o ápice de um processo de deterioração da confiança regulatória na gestora. A medida extrema, prevista na Lei 6.024/74, visa retirar a administração da instituição das mãos de seus controladores e nomear um liquidante para apurar ativos e passivos, protegendo, em última instância, a poupança popular e a credibilidade do Sistema Financeiro Nacional (SFN).

Os relatórios de fiscalização que embasaram a decisão da autoridade monetária apontaram inconsistências operacionais graves e uma gestão financeira considerada questionável. A responsabilidade administrativa e civil de João Carlos Falbo Mansur, na condição de controlador e presidente do conselho, está no centro das apurações do liquidante nomeado pelo BC. O mercado aguarda os desdobramentos desse processo para entender a extensão real do passivo deixado pela gestora e como isso afetará o patrimônio pessoal de seus sócios, incluindo as ações detidas no BRB.

Operação Compliance Zero: O vínculo com o Banco Master

O cenário complicou-se ainda mais para João Carlos Falbo Mansur com a deflagração da Operação Compliance Zero pela Polícia Federal. A investigação criminal corre em paralelo ao processo administrativo do Banco Central e foca especificamente na relação simbiótica entre fundos geridos pela Reag e operações do Banco Master. A hipótese investigativa é de que estruturas de investimento sob a supervisão de Mansur tenham sido utilizadas para maquiar balanços ou facilitar irregularidades financeiras.

Durante as diligências, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços residenciais e comerciais ligados a João Carlos Falbo Mansur e à sede da Reag. A coleta de registros contábeis, dispositivos eletrônicos e comunicações internas visa comprovar se houve dolo na gestão dos fundos e se os administradores tinham ciência das irregularidades atribuídas ao Banco Master.

A gravidade das acusações reside na possibilidade de crimes contra o sistema financeiro nacional, gestão fraudulenta e indução de investidores a erro. Para o BRB, ter um acionista relevante envolvido em uma operação policial dessa magnitude aciona, obrigatoriamente, os protocolos de Know Your Customer (KYC) e Anti-Money Laundering (AML) em níveis máximos de alerta. A instituição pública precisa demonstrar ao mercado que a presença de João Carlos Falbo Mansur em seu quadro social não contamina suas operações de crédito ou suas decisões estratégicas.

Governança Corporativa e o desafio dos Bancos Públicos

O caso de João Carlos Falbo Mansur expõe uma fragilidade latente na governança de bancos públicos que abrem capital ou buscam sócios privados: o risco de associação com figuras que, posteriormente, tornam-se alvos de ações regulatórias ou penais. O BRB, sendo uma instituição controlada pelo Governo do Distrito Federal, possui responsabilidades ampliadas de transparência e accountability perante a sociedade.

Especialistas em compliance bancário apontam que a participação de 4,55% não confere a João Carlos Falbo Mansur o poder de controle, mas o coloca em uma posição de destaque que permite acesso a informações e participação em assembleias. A Lei das S.A. e as regulações do Banco Central impõem barreiras para o exercício de voto por acionistas que estejam com seus bens indisponíveis ou sob intervenção, mas a mera presença do nome na lista de acionistas gera ruído institucional.

A situação exige que o conselho de administração do BRB e sua diretoria executiva reforcem os mecanismos de barreira de informação (Chinese Walls) para garantir que nenhum fluxo de decisão seja influenciado pelos interesses de João Carlos Falbo Mansur ou da massa falida da Reag. Além disso, a auditoria interna do banco deve revisitar o processo de entrada desses investimentos para assegurar que, no momento da aquisição das ações, todas as normas de conformidade foram rigorosamente seguidas.

Impactos na liquidez e percepção de risco do mercado

A revelação da participação de João Carlos Falbo Mansur no BRB pode gerar volatilidade nos papéis do banco no curto prazo. Investidores institucionais, especialmente fundos de pensão e gestoras internacionais com mandatos rígidos de ESG (Environmental, Social, and Governance), tendem a reagir negativamente a notícias que vinculem seus investimentos a escândalos de corrupção ou fraude financeira.

O “Risco de Imagem” é uma categoria monitorada pelo Comitê de Basileia e pelo Banco Central do Brasil. A associação do nome do banco a João Carlos Falbo Mansur e, por tabela, ao escândalo do Banco Master, exige uma comunicação assertiva por parte do BRB. O mercado espera que a instituição esclareça se há alguma exposição de crédito do banco às empresas de Mansur ou à Reag, além da relação societária.

Se houver operações de crédito ativas concedidas pelo BRB a empresas ligadas a João Carlos Falbo Mansur, o provisionamento para devedores duvidosos (PCLD) deverá ser revisto imediatamente, impactando o resultado financeiro do banco. A liquidação extrajudicial da Reag implica no congelamento de ativos e na interrupção de pagamentos, o que, em um cenário de exposição cruzada, traria prejuízos diretos ao balanço do banco estatal.

A esfera política e a fiscalização parlamentar

Por se tratar de um banco estatal, a presença de João Carlos Falbo Mansur como acionista relevante não passa despercebida pelo controle externo exercido pelo Poder Legislativo e pelos Tribunais de Contas. Parlamentares da oposição e membros de comissões de fiscalização financeira já sinalizam a intenção de convocar executivos do banco para explicar como se deu a entrada do fundador da Reag no capital da instituição.

O ambiente político em Brasília é sensível a qualquer indício de irregularidade no BRB, dado seu papel central no financiamento de projetos públicos e na folha de pagamento dos servidores. A conexão de João Carlos Falbo Mansur com o caso Banco Master, que possui ramificações políticas, pode transformar a questão técnica e financeira em uma crise política para o governo local.

A transparência na divulgação desses dados, conforme realizada no relatório de 2025, é um ponto positivo, mas insuficiente para estancar a sangria política. É provável que haja pressão por uma due diligence independente para verificar se houve favorecimento ou uso de informações privilegiadas na aquisição das ações por João Carlos Falbo Mansur e pelos fundos ligados à sua antiga gestora.

O futuro dos ativos de João Carlos Falbo Mansur e a Reag

Com a liquidação extrajudicial em curso, os bens de João Carlos Falbo Mansur tornam-se passíveis de indisponibilidade para cobrir eventuais rombos na Reag Investimentos. Isso inclui, potencialmente, sua participação acionária no BRB. A Lei 6.024/74 prevê que os bens dos administradores de instituições liquidadas fiquem indisponíveis até a apuração final das responsabilidades.

Isso cria um cenário jurídico complexo para o BRB. As ações detidas por João Carlos Falbo Mansur podem vir a ser arrestadas pela Justiça ou pelo liquidante nomeado pelo Banco Central. Nesse caso, esses papéis poderiam ser leiloados para ressarcir credores da Reag, o que traria novos acionistas para o banco ou aumentaria a pressão de venda sobre o papel, deprimindo sua cotação.

Além disso, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) acompanha o caso de perto. Se ficar comprovado que João Carlos Falbo Mansur utilizou a estrutura da Reag para benefício próprio em detrimento dos cotistas dos fundos, as sanções administrativas podem incluir a inabilitação para atuar no mercado financeiro por longos períodos, além de multas pesadas que consumiriam grande parte de seu patrimônio, incluindo as ações bancárias.

Desdobramentos regulatórios e a blindagem institucional do BRB

Diante do exposto, o futuro imediato exige uma postura proativa das autoridades e da governança do BRB. A permanência de João Carlos Falbo Mansur como acionista, ainda que sem poder de mando, é uma fonte de constrangimento contínuo enquanto perdurarem as investigações da Polícia Federal e o processo de liquidação do Banco Central.

O mercado aguarda saber se haverá um movimento de desinvestimento forçado. Caso a indisponibilidade de bens seja decretada, as ações de João Carlos Falbo Mansur deixarão de ter liquidez imediata, tornando-se ativos judiciais. Para o BRB, o desafio é manter a blindagem de suas operações comerciais e a confiança de seus correntistas, demonstrando que a estrutura de capital, embora permeável a investidores sob investigação, não contamina a solidez e a ética da instituição.

A situação serve como um alerta sistêmico para o mercado brasileiro: a necessidade de monitoramento contínuo da idoneidade dos acionistas relevantes, não apenas no momento da entrada, mas durante toda a vigência da participação societária. O caso de João Carlos Falbo Mansur e da Reag Investimentos será, indubitavelmente, um case de estudo sobre os riscos de contágio reputacional entre o setor privado de gestão de recursos e o setor bancário público.

Tags: Ações BRBBanco CentralBanco MasterBRBfundos de investimentogovernança corporativaJoão Carlos Falbo Mansurliquidação extrajudicialMercado Financeirooperação Compliance Zeroparticipação acionária BRBReag Investimentos

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