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Juros do Tesouro Direto caem com otimismo após reunião entre Lula e Trump e impulsionam o mercado

por Redação
27/10/2025 às 15h21 - Atualizado em 15/05/2026 às 16h58
em Economia, Destaque, Notícias
Juros Do Tesouro Direto Caem Com Otimismo Após Reunião Entre Lula E Trump E Impulsionam O Mercado - Gazeta Mercantil

Juros do Tesouro Direto caem com otimismo após reunião entre Lula e Trump e indicam cenário mais favorável para investidores

Os juros do Tesouro Direto abriram a semana em queda generalizada nesta segunda-feira (27), refletindo o otimismo dos mercados após o encontro entre Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, ocorrido no domingo (26), em Kuala Lumpur, na Malásia. O clima amistoso entre os presidentes do Brasil e dos Estados Unidos reduziu as incertezas sobre o comércio bilateral e impulsionou o apetite por risco nos mercados locais.

Embora o encontro não tenha resultado em um acordo imediato, a sinalização de uma relação diplomática mais construtiva foi suficiente para derrubar as taxas de juros dos principais títulos públicos e estimular a valorização dos ativos de renda fixa e variável.


Queda generalizada nas taxas do Tesouro Direto

Logo nas primeiras horas de negociação, o Tesouro IPCA+ 2050 recuou para 6,91% ao ano em juro real, 5 pontos-base abaixo do fechamento da sexta-feira (24) e bem distante dos 7,17% registrados duas semanas antes.

Outros títulos também acompanharam o movimento de queda. O Tesouro IPCA+ 2040 caiu para 7,15%, enquanto o Tesouro IPCA+ com juros semestrais 2035 passou para 7,43% ao ano. Já o Tesouro IPCA+ 2029 apresentou o recuo mais acentuado, indo de 7,95% para 7,87%.

Nos prefixados, a tendência também foi de alívio. O Tesouro Prefixado 2028 passou de 13,09% para 13,00%, e o Tesouro Prefixado 2032 recuou de 13,58% para 13,49%. A redução reflete o menor prêmio de risco exigido pelos investidores, que enxergam uma conjuntura econômica mais previsível após o avanço diplomático entre os dois países.


O papel da reunião entre Lula e Trump na melhora do mercado

O encontro entre Lula e Trump foi o principal gatilho para o otimismo observado nesta segunda-feira. A reunião, realizada à margem da cúpula da ASEAN, trouxe sinais de distensão nas relações comerciais entre as duas maiores economias do continente americano.

A retomada do diálogo reduziu temores sobre possíveis tarifas adicionais dos EUA contra produtos brasileiros e abriu caminho para uma agenda técnica de negociação que pode beneficiar diversos setores exportadores.

Analistas apontam que o simples fato de os dois líderes demonstrarem disposição para avançar em temas bilaterais já é suficiente para melhorar a percepção de risco-país e fortalecer a confiança dos investidores estrangeiros em ativos brasileiros.


Reflexos imediatos: renda fixa em alta e dólar em queda

O efeito do bom humor do mercado não se limitou ao Tesouro Direto. A bolsa brasileira abriu o dia em alta, acompanhando o movimento de valorização global de ativos de risco, enquanto o dólar recuava diante do real.

Com a redução dos juros futuros, o mercado passou a precificar cenários mais otimistas para a Selic em 2026. A expectativa é de que o Banco Central possa adotar um ritmo mais acelerado de cortes de juros se a inflação seguir em trajetória controlada.

O IPCA-15 de outubro, divulgado na semana passada, registrou alta de apenas 0,18%, abaixo das projeções de mercado. O resultado reforçou a tese de inflação sob controle e levou instituições como a XP a revisarem suas projeções para o IPCA de 2025, de 4,7% para 4,6%.


Ambiente diplomático e estabilidade macroeconômica

Além do impacto direto da reunião, o ambiente diplomático mais cooperativo entre Brasil e Estados Unidos contribui para fortalecer as expectativas de crescimento econômico.

Especialistas afirmam que uma reaproximação entre os dois governos pode facilitar novos acordos comerciais, estimular investimentos estrangeiros e reduzir tensões sobre tarifas que vinham pressionando setores exportadores brasileiros.

Com isso, o mercado de renda fixa ganha fôlego, já que a percepção de risco diminui e os investidores voltam a buscar títulos públicos de longo prazo, beneficiados por taxas reais mais atrativas.


Títulos do Tesouro Direto: panorama completo das taxas

Abaixo, o quadro atualizado com as taxas do Tesouro Direto na manhã desta segunda-feira (27), às 9h28:

Título Rendimento Anual Vencimento
Tesouro Selic 2028 SELIC + 0,0497% 01/03/2028
Tesouro Selic 2031 SELIC + 0,1014% 01/03/2031
Tesouro Prefixado 2028 13,00% 01/01/2028
Tesouro Prefixado 2032 13,49% 01/01/2032
Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2035 13,63% 01/01/2035
Tesouro IPCA+ 2029 IPCA + 7,87% 15/05/2029
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2035 IPCA + 7,43% 15/05/2035
Tesouro IPCA+ 2040 IPCA + 7,15% 15/08/2040
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045 IPCA + 7,20% 15/05/2045
Tesouro IPCA+ 2050 IPCA + 6,91% 15/08/2050
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060 IPCA + 7,09% 15/08/2060

Os números confirmam a tendência de queda em toda a curva de juros reais, especialmente nos papéis de vencimento mais longo, que são os mais sensíveis a variações no cenário político e nas expectativas inflacionárias.


O que explica a queda dos juros do Tesouro Direto

A queda dos juros do Tesouro Direto é consequência direta da combinação entre otimismo político, inflação controlada e perspectiva de estabilidade fiscal.

O mercado reagiu de forma positiva ao discurso conciliador da reunião entre Lula e Trump, interpretando o evento como um sinal de redução nas tensões comerciais e retomada do diálogo diplomático.

Com menor aversão ao risco e aumento da confiança nos ativos brasileiros, os investidores voltaram a comprar títulos públicos, o que eleva os preços e, consequentemente, reduz as taxas de retorno (yield).

Outro fator importante é a expectativa de cortes na Selic, que tornam os papéis prefixados e indexados à inflação mais atrativos. Quando o juro básico cai, o valor presente desses títulos aumenta, elevando sua rentabilidade potencial para quem comprou antes da redução das taxas.


Impactos para o investidor de renda fixa

Para quem investe no Tesouro Direto, o cenário atual é favorável para quem já tem títulos em carteira, especialmente os de longo prazo. Com a queda dos juros, o valor de mercado dos títulos tende a subir, garantindo ganhos expressivos em caso de venda antecipada.

Já para novos investidores, o momento exige cautela. Embora as taxas ainda estejam elevadas em termos históricos, o movimento de queda pode continuar, reduzindo as oportunidades de entrada com rendimentos reais mais altos.

Quem busca proteção contra a inflação deve considerar os papéis Tesouro IPCA+, que mantêm ganho real acima do IPCA mesmo em cenários de volatilidade. Já quem prefere liquidez e segurança, o Tesouro Selic segue sendo a melhor opção, especialmente para reserva de emergência.


O que esperar para os próximos meses

O mercado projeta que a tendência de queda dos juros do Tesouro Direto deve continuar caso o ambiente econômico global permaneça favorável e a relação Brasil–EUA siga evoluindo.

Analistas acreditam que um acordo comercial mais abrangente pode reduzir tarifas sobre produtos agrícolas e industriais brasileiros, estimulando exportações e aumentando o fluxo de dólares para o país.

Internamente, o controle da inflação e a responsabilidade fiscal serão determinantes para consolidar o ciclo de alívio nas taxas. Se a trajetória de queda se mantiver, o Tesouro IPCA+ 2050 pode romper o patamar de 6,8% ainda em novembro.


Otimismo e oportunidades no Tesouro Direto

A queda dos juros do Tesouro Direto após a reunião entre Lula e Trump mostra como fatores políticos e diplomáticos influenciam diretamente o comportamento do mercado financeiro.

Com inflação controlada, expectativas positivas para a Selic e melhora nas relações internacionais, o Brasil volta a atrair o interesse de investidores institucionais e estrangeiros.

Para o investidor, o momento é de atenção e estratégia: aproveitar oportunidades em papéis longos, diversificar aplicações e acompanhar de perto os movimentos da curva de juros.

A consolidação desse cenário dependerá da continuidade das negociações bilaterais, do avanço fiscal interno e do comportamento da inflação nos próximos meses.

Tags: Economiaeconomia brasileirainflaçãojuros do Tesouro DiretoLula e Trumpqueda dos jurosrenda fixaSelicTesouro Direto hojeTesouro IPCA+títulos públicos

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Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. O Site Da Empresa Não Informa Quem Ocupa Cargos De Comando, Quais São Os Responsáveis Pela Operação, Qual É A Estrutura Societária Ou Quais Executivos Responderiam Pelo Processo De Aquisição Da Naskar. Em Uma Operação Que Envolveria Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão E A Assunção De Passivos Com Milhares De Investidores, A Ausência De Dados Públicos Sobre Governança Amplia A Incerteza. Para Investidores E Credores, A Identificação Dos Responsáveis Pela Empresa É Elemento Básico Para Avaliar Capacidade Financeira, Histórico, Experiência E Responsabilidade Sobre Compromissos Assumidos. Outro Ponto Citado No Texto-Base Envolve O Endereço Físico Informado Pela Azara Capital. A Localização Indicada Em Miami Aparece Associada Ao Ocean Bank, Não A Uma Sede Própria Identificável Da Empresa. Buscas Por “Azara Capital” Em Aplicativos E Sites De Geolocalização Também Não Retornariam Resultados Consistentes. A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. 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Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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